Podcasts about obviamente

  • 1,313PODCASTS
  • 2,535EPISODES
  • 41mAVG DURATION
  • 5WEEKLY NEW EPISODES
  • Jun 15, 2026LATEST

POPULARITY

20192020202120222023202420252026

Categories



Best podcasts about obviamente

Show all podcasts related to obviamente

Latest podcast episodes about obviamente

WGospel.com
Corte o mal pela raiz

WGospel.com

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 5:19


TEMPO DE REFLETIR 01796 – 15 de junho de 2026 Mateus 5:29 – Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno. O nervo ótico é uma das avenidas através das quais o pecado penetra na mente humana. Cristo disse que o adultério, por exemplo, começa com um olhar impuro (Mt 5:28). Então a solução proposta seria arrancar o olho direito, que, no conceito popular antigo, enxergava melhor. Mas, será que o problema ficaria resolvido? E o olho esquerdo não pode fazer alguém tropeçar? Obviamente, esse conselho de Cristo não deve ser interpretado literalmente, pois nesse caso teríamos um mundo de caolhos. No versículo seguinte Cristo dá o mesmo conselho caso a mão direita fizer você tropeçar: Corte-a fora! Assim, além de caolhos, você teria também uma multidão de manetas. E se você continuar cortando tudo o que o faz pecar, o que sobraria? Orígenes, um dos maiores eruditos da igreja, no século III, combinou esses textos com a declaração de Cristo de que há alguns homens “que a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus” (Mt 19:12), e se castrou. Isso mostra que a interpretação literal de um simbolismo pode afetar a a vida física. “Cristo usa aqui uma figura de linguagem. Ele não requer a mutilação do corpo [que é o templo do Espírito Santo], mas o controle dos pensamentos. O recusar-se a contemplar o mal é tão eficaz como o fazer-se cego, e tem a vantagem adicional de reter a visão e utilizá-la para aquilo que é bom. Uma raposa às vezes rói a própria pata, presa numa armadilha, a fim de escapar. De igual modo um lagarto sacrifica sua cauda, ou uma lagosta suas tesouras. “Cristo aconselha simbolicamente arrancar o olho ou amputar a mão para salientar que se deve tomar uma decisão resoluta para resguardar-se do mal. O cristão faria bem em seguir o exemplo de Jó, o qual disse: ‘Fiz aliança com meus olhos; como, pois, os fixaria eu numa donzela?'” (Jó 31:1) (SDA Bible Commentary, v. 5, p. 337). Como podemos evitar maus pensamentos? Veja o conselho inspirado: “Os que não querem cair presa dos enganos de Satanás, devem guardar bem as vias de acesso à alma; devem-se esquivar de ler, ver ou ouvir tudo quanto sugira pensamentos impuros” (Atos dos Apóstolos, p. 518). Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: Grande Deus e a Pai: coloco os meus olhos, a minha boca, a minha mente, o meu coração, em Tuas mãos. Por favor. Toma conta de tudo isso. Toma conta de minha vida. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

Convidado
Mundial de Futebol 2026 "será provavelmente aquele com maiores emissões de gases de efeito estufa"

Convidado

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 9:44


Nesta quinta-feira, no dia da abertura do Mundial de Futebol do Canadá, Estados Unidos e México, não podíamos deixar de evocar o arranque desta competição desportiva. Esta competição que decorre a partir deste 11 de Junho até ao dia 19 de Julho promete ser rica em emoções mas, desde já, tem sido marcada por várias polémicas. E isso bem longe dos relvados. Ainda nesta quarta-feira, a ONU apelou Washington a rever "profundamente" a aplicação da sua política migratória, na sequência de tensões resultantes da recusa de os Estados Unidos atribuírem um visto a Omar Artan, árbitro da Somália, as autoridades americanas tendo igualmente vedado a entrada a membros da comitiva iraniana, apesar de protestos da Federação Internacional de Futebol (FIFA). Outro aspecto problemático: a festa do desporto-rei não é para todos. Para um adepto ir ver um jogo, tem que gastar uma média de mil Dólares, o preço de alguns bilhetes podendo ultrapassar os seis mil Dólares. Para além do custo dos bilhetes, há também as despesas de viagem e estadia entre as diversas cidades, muito distantes umas das outras, que vão acolher os jogos: Toronto e Vancouver no Canadá, Atlanta, Boston, Dallas, Houston, Kansas City, Los Angeles, Miami, Nova Iorque, Filadélfia, San Francisco e Seattle nos Estados Unidos, bem como Guadalalajara, Guadalupe e a capital do México. Com estes destinos todos, 48 equipas em vez de 32 em edições anteriores, 104 jogos e uma dezena de dias suplementares para esta competição, este Mundial 2026, promete também ser um dos mais poluentes jamais organizados, apesar de a FIFA ter chegado a apresentar uma estratégia para limitar a sua pegada ambiental. Refira-se, entretanto, que dentro de quatro anos, adopta-se uma fórmula semelhante, com Marrocos, Espanha e Portugal a acolherem o Mundial 2030. Foi sobre estes aspectos que conversamos com Francisco Ferreira, líder da organização ambientalista portuguesa "Zero". RFI: Como se apresenta o Mundial de Futebol 2026? Francisco Ferreira: Efectivamente, nós estamos a falar de um Mundial que será provavelmente aquele que terá maiores emissões de gases de efeito estufa, praticamente o dobro das emissões daquele que foi o Mundial no Qatar. Porque eu vou ter que usar o transporte aéreo para deslocações de vários milhares de quilómetros entre cidades como Vancouver e Miami. Estamos a falar de 16 cidades sede e com o aumento de selecções, a necessidade de transportes vai ser muitíssimo maior. E estamos a falar de todo o continente norte-americano, não propriamente de três países relativamente próximos. 85/90% das deslocações vão ter que ser em transporte aéreo. E já agora, para se ter a noção, 9 milhões de toneladas de dióxido de carbono, são aproximadamente 15 a 20% das emissões de Portugal durante um ano e, portanto, muito significativas. E, além disso, nós também devemos olhar para o clima, não apenas pelos prejuízos que estão a ser feitos com esta poluição, mas também pelo facto de nós estarmos no verão norte-americano com temperaturas e humidades que são extremas. Aliás, calcula-se que um quarto dos jogos serão em condições de stress, quer para os espectadores quer para os jogadores. Vamos ter um consumo de energia muito significativo. Com a climatização, os grupos mais vulneráveis vão estar em maior risco. Vamos ter um maior consumo de água e isso deve ser também uma preocupação. Obviamente, apesar de a FIFA ter anunciado uma estratégia para a sustentabilidade, há muitas dúvidas sobre aquilo que é uma efectiva redução, eu diria mesmo impossível, no consumo de recursos e na produção de resíduos associados à magnitude de um evento como este. E o futebol é aqui, infelizmente, um símbolo das contradições da sustentabilidade global. Ou seja, nós, em vez de mantermos um formato que poderia ter menos emissões, portanto, não passando das 32 para as 48 equipas e fazendo investimentos realmente muito significativos nas cidades sede, apesar de a FIFA apontar para os vários pilares da sustentabilidade, o económico, ambiental, a governança, os aspectos sociais, o que é facto é que nós temos exemplos de curtas melhorias, investimentos muito limitados associados a este Mundial e, portanto, o futebol que deveria ser aqui uma oportunidade absolutamente fantástica e espectacular, e temos tido bons exemplos de algumas realizações, quer de campeonatos mundiais, quer, por exemplo, dos Jogos Olímpicos. Como é que eu posso fazer este tipo de eventos desde o início até ao fim, ou seja, desde a construção até ao futuro daquilo que são os investimentos de uma forma mais amiga do ambiente e das cidades e das pessoas? Neste caso, do que conhecemos, a mais valia vai ser muito limitada. RFI: No fundo, o que se pode concluir relativamente à forma como tem sido organizado este Mundial em três países, com mais equipas, com uma duração maior, com mais jogos, é que efectivamente, a FIFA, o cálculo que fez foi sobretudo o lucro, em vez do respeito pelo meio ambiente. Francisco Ferreira: Exactamente. Portanto, logo o fundamental que tem a ver com o uso de recursos e de energia. E aqui estamos a falar, acima de tudo, dos combustíveis fósseis associados principalmente aos transportes. Estes aspectos que são, no fundo, que o que realmente interessa em termos de contribuição ou de minimização por parte da FIFA em relação a um evento desta natureza, acaba, sem quaisquer dúvidas, por vir a ter um impacto muito maior com esta expansão, onde acima de tudo foram os lucros associados que levaram a este desfecho de um aumento de 16 equipas nesta fase final do campeonato mundial. E portanto, se havia realmente um compromisso com a sustentabilidade por parte da FIFA, mais do que investimentos num ou noutro aspecto nas diferentes cidades sede, a primeira e mais importante decisão era não ter aumentado o número de equipas participantes. RFI: Relativamente a outro aspecto que desta vez tem a ver com um aspecto mais político, também houve polémica em torno do facto de os Estados Unidos continuarem a aplicar a sua política extremamente restritiva de entrada de estrangeiros no seu território e escolher a dedo quem vem, quem não vem. Há uma série de vistos que foram recusados, nomeadamente para um árbitro da Somália ou também pessoas que iam acompanhar a equipa do Irão. Francisco Ferreira: Estes aspectos são, obviamente de natureza política, mas enquadram-se numa das valências fundamentais da sustentabilidade que é a governança, bem como na componente social e com os bilhetes ao preço a que foram colocados e, obviamente com questões de participação que deveria ser completamente aberta a todos os espectadores e a todos os participantes, sejam eles directamente atletas ou dirigentes desportivos ou árbitros de futebol. Eu não poderia ter realmente restrições se quisesse estar alinhado com os princípios da sustentabilidade que a FIFA tão apregoa e que, pelos vistos, não estão a ser devidamente respeitados. RFI: Como é que vê este Mundial tendo em conta que já se antevê que para 2030 o figurino será mais ou menos o mesmo, ou seja, jogos dispersos por vários países também. Francisco Ferreira: Daí que tenha começado desde já há mais de um ano, a conversar com a Federação Portuguesa de Futebol, a olhar para os três países-chave da candidatura Portugal, Espanha e Marrocos para assegurar, por exemplo, que as deslocações que mesmo assim são muito mais próximas por comparação com o continente norte-americano, mas que possam ser feitas quer em termos de espectadores, quer em termos de equipas por comboio. E aqui até temos bons exemplos que é uma contradição que vale a pena assinalar desde já. É que, enquanto Marrocos já tem uma linha de alta velocidade, por exemplo, Portugal não tem qualquer linha nem dentro do país nem na ligação entre Portugal e Espanha. Portanto, temos quatro anos para garantir, mais uma vez, que o número de equipas é o decisivo. Mas eu tenho que fazer transformações rapidamente para minimizar aquilo que serão as actividades associadas à logística do Mundial 2030, mas que, como digo logo à partida, com um impacto menor, porque as distâncias entre Rabat, o Porto, Madrid e Lisboa são, mesmo assim, bastante menores. Ou seja, com menor impacto no ambiente, mesmo se tiver que usar o avião, do que no caso dos Estados Unidos.

Grandes Reportajes de RFI
Argentina: fábrica de futbolistas y entrenadores de clase mundial

Grandes Reportajes de RFI

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 12:15


Una de las selecciones favoritas para ganar la Copa Mundial de Fútbol 2026 es Argentina, actual campeón y poseedor de tres títulos. Para desentrañar qué es lo que hace que el país de Di Stéfano, Maradona, Messi sea una potencia productora, no solo de jugadores, sino también de directores técnicos de primer nivel, nuestro corresponsal en Argentina visitó clubes y academias de Buenos Aires y Rosario, donde habló con formadores, técnicos, captadores y aspirantes a jugadores que sueñan con jugar en las grandes ligas. Argentina es una máquina de producir jugadores de clase mundial no solo para su selección nacional, sino para los mejores equipos del mundo, entre otros, los que compiten en la Champions League europea. Argentina también es una productora de directores técnicos de enorme nivel: seis selecciones son dirigidas por argentinos en este Mundial. El Club Parque, en la Ciudad de Buenos Aires, es un histórico semillero de grandes jugadores de fútbol. En la entrada, un cartel dice que el club es "cuna de cracks". En sus paredes están colgadas las camisetas de futbolistas notables que se formaron ahí. "Estos son muchos de los chicos que salieron del club. Bueno, ahí está la mía, La Paglia", dice César La Paglia, director deportivo del Club Parque. La Paglia tuvo una carrera exitosa como futbolista en Argentina y Europa, además de jugar en juveniles de la selección albiceleste. Mientras hablamos, los chicos están practicando baby fútbol, una versión del deporte que se juega en canchas más pequeñas; y que favorece el control, la gambeta corta, la velocidad mental y la creatividad bajo presión. Eso contribuye al desarrollo de jugadores rápidos, pícaros y habilidosos. Todo empieza con el "baby foot"  Para La Paglia, el “baby fútbol” permite trabajar muy bien los fundamentos del deporte. "A ver, lo más importante en el baby fútbol siempre es el pase, se trabaja mucho lo que es el control y el pase, y después se trabaja con conos, lo que es la técnica, se usa mucho la pisada en el baby fútbol, pisar para un lado, pisar para el otro". “Buen jugador se nace”, cree La Paglia, pero la formación es clave. Y esta etapa es fundamental. "En el desarrollo de un jugador de fútbol, futuro jugador de fútbol, esta es para mí la instancia que los chicos más incorporan, es el 'infanto juvenil' digamos, es el preescolar o el jardín de infantes de los chicos del fútbol, donde desarrollan toda la parte técnica, si bien el chico naturalmente ya viene con la técnica, pero acá se le mejora mucho". "Gracias a los profes juego así" Nahuel Díaz tiene diez años, juega desde los tres, y tiene claro qué es lo que aprende aquí. "Aprendí muchas cosas: control del balón, pegarle fuerte al arco, empeine, y también zig zag. Todo eso me lo enseñaron los profes. Gracias a los profes puedo jugar así". La dedicación al deporte no es solo de los niños, es también un compromiso para toda la familia. Así lo explica Cristian Díaz, papá de Nahuel. "Hay toda una logística importante a nivel familiar, tanto los horarios de colegio, salida de las corridas, venir acá, o ir al otro club. Incluso los sábados hay que compaginar también con mi trabajo. Mi señora también trabaja. Es todo un tema de cuadrar los horarios para llegar a cumplir con los entrenamiento y los partidos.   Cristian dice que se cuida mucho de no generar una presión excesiva sobre su hijo, algo que ocurre en algunos casos. Es que para los chicos y sus familias el fútbol puede ser una vía de ascenso social y prestigio, lo que aumenta la presión sobre ellos, pero explica asimismo el número creciente de jugadores que intentan profesionalizarse. Rosario, "ciudad-cantera" de cracks Rosario, situada a 300 kilómetros al norte de la ciudad de Buenos Aires,  es, con relación a su cantidad de habitantes, la principal cantera de grandes jugadores de Argentina. En su costanera, un cartel asegura que esta es la Capital Mundial del Fútbol. Aquí nació Lionel Messi y la ciudad lo recuerda con murales en varios edificios. Uno de ellos, que muestra a un Messi de niño, vigila desde un edificio las instalaciones del modesto club de barrio en el que dio sus primeros pasos en el fútbol. Abanderado Grandoli, con sus colores naranja y blanco, y su cancha de césped amarronado por el otoño, recibe a niños que disputan una fecha del torneo local. Leandro Zavala mira uno de los partidos, es profesor de los chicos de la categoría 2018, y cuenta qué implica que Messi haya jugado aquí. "Es un orgullo de que sus primeros pasos hayan sido acá. Esto es algo que uno le transmite también a los chicos, a mí que me tocó arrancar con los de 2018, se los transmito para que ellos lo sepan, para que sepan qué escudo están defendiendo, qué colores, para que recuerden que el mejor del mundo pasó por acá, estuvo en esta misma cancha". Leandro es también papá de Benjamín, de 10 años, quien sueña con una carrera en el fútbol. "Me gustaría mucho jugar profesionalmente, me encantaría. Es uno de mis sueños. Me gustaría mucho jugar en Europa, algún equipo de Europa como Barcelona, Real Madrid. Y en la selección argentina, obviamente". Leer tambiénColombia, cuna de talentos futbolísticos para los clubes europeos y el Mundial A diferencia de otros países en los que el fútbol infantil es puramente recreativo, en Argentina los niños juegan en torneos competitivos. Los chicos como Benjamín se toman muy en serio el fútbol. "No me gusta faltar al entrenamiento mucho porque pierdo el rendimiento. Y es demasiado feo cuando perdés el rendimiento o cuando te enfermás", dice Benjamín. El amor por el fútbol atraviesa todo aquí. Esa obsesión que hay en Rosario con el deporte, el jugar en todos lados, todo el tiempo, explica también por qué tantos grandes futbolistas emergen de esta ciudad-cantera. Así lo explica Leandro Zavala: "Vivimos jugando al fútbol en cualquier parte de la ciudad, en cualquier parte estamos jugando al fútbol. Vas al parque y ves chicos jugando al fútbol, ves grandes, a nivel nacional también es así, pero en Rosario se vive de otra manera". La formación en los cientos y cientos de clubes del país, el acompañamiento de las familias, el respirar fútbol día tras día, todo el tiempo, explican en parte por qué Argentina produce tantos grandes jugadores. Pero parece haber algo que los futbolistas argentinos traen casi desde la cuna. Jugar en potreros, la gran diferencia "Siempre me llamó la atención. Yo digo, acá pasa algo que no pasa en otros lugares. Entonces alguna respuesta tiene que haber", dice Sandra Rossi,  especializada en medicina del deporte. Ella trabaja en neurociencia aplicada al alto rendimiento en el club River Plate, de Buenos Aires, y tiene una posible respuesta a la pregunta de qué es eso que los jugadores argentinos parecen traer desde la cuna. "Cuando todas las cosas están previstas, cuando vos tenés rutinas, cuando todo está bien, cuando las canchas son impecables, hay poco desafío para el cerebro. Argentina es un país en el que exactamente nos pasa lo contrario. Nunca sabemos qué va a pasar mañana. Y los chicos, sobre todo los que llegan, los que se van acercando al fútbol profesional, por lo general vienen de lugares que son potreros. El potrero es para mí el primer laboratorio de neurociencia que existe, tiene las características de la imprevisibilidad. Son terrenos de tierra donde uno no sabe cómo va a picar la pelota. Entonces, ese chico a la fuerza tiene que desarrollar un control de su cuerpo mucho más fino que un chico que empieza a jugar al fútbol en una cancha que está perfecta. Considero que esa es una de las grandes ventajas de los argentinos". Esos son, justamente, los chicos que buscan los clubes como River Plate. "Nos acercamos a los chicos, tratamos de ponernos cerca de él, le preguntamos el nombre, de dónde sos, ¿siempre jugaste en esta posición? ¿No te animás a jugar en otra posición?", explica Luis Pereyra, director del área de captación en el interior del país de River. Su equipo de 28 personas viaja por todo el territorio argentino para detectar potenciales futuros cracks. Lo que él busca es muy preciso. "Nosotros tenemos que traer un chico al 60-65% de la técnica individual, un chico que con las dos piernas intente eludir un contrario para jugar. Ése es el primer punto. Esta camiseta es para tipos inteligentes. Segundo: el carácter. A ver cómo se enoja cuando le dan una patada, cuando se cae, cómo se manifiesta ante la adversidad". Los jugadores que encuentran Luis Pereyra y su equipo luego pasan a las manos de Gabriel Rodríguez, uno de los grandes gestores de la fábrica de futbolistas que es Argentina. Rodríguez es coordinador de las divisiones inferiores de River. Hace 27 años que se dedica a esto y sabe bien cómo desarrollar el talento que le traen los captadores. "Nosotros priorizamos mucho el tema de la técnica individual. Además de los trabajos esenciales que se hacen en cancha, que los hacen todas las instituciones, nosotros sí tenemos nuestros 45 o 50 minutos todos los días de un trabajo específico de técnica individualizada". Es un proceso que va puliendo a los jugadores, intentando acercarlos a su máximo potencial, y que los convierte muchas veces en atractivos para mercados internacionales, algo que también empuja el desarrollo de futbolistas de calidad. "Somos países en América que tenemos la necesidad de exportar constantemente jugadores para que también las arcas de las instituciones se puedan engrandecer", dice Gabriel Rodríguez. River Plate, exportador No. 1  River Plate es uno de los grandes equipos del país. Es el principal proveedor histórico de jugadores de la selección y el mayor exportador del fútbol argentino, aunque preferiría muchas veces que los cracks se queden con ellos, dice Andrés Ballotta, vicepresidente de River, sentado en una de las butacas del estadio del club. "A muchos de nosotros... no, a todos nosotros, nos gustaría disfrutar a nuestros jugadores muchísimo más, ¿no? Obviamente el mercado europeo, de sobra está decirlo, es un mercado económicamente muy superior al nuestro. Ese mercado ansía los jugadores de River. En los últimos 5 años hemos alcanzado ventas por más de 200 millones de dólares". Esas ventas dan un aire económico a los clubes y al fútbol local, además de ampliar las oportunidades de los futbolistas. Pero Argentina no sólo exporta jugadores, también es una fábrica de directores técnicos. Entrenadores, capacidad de adaptación  Tan es así, que en el Mundial 2026, cinco selecciones, además de la albiceleste, son dirigidas por técnicos argentinos. Es un récord histórico que tiene explicación. "Yo creo que el entrenador argentino se adapta muy fácilmente a cualquier cultura", dice Eduardo González, director de la Escuela de Técnicos del Club Parque, avalada por la Asociación de Técnicos de Fútbol Argentino."Generalmente el entrenador argentino tiene como esa llama que cree que puede solucionar los problemas o formar equipos muy competitivos, puede desarrollar buenos equipos y también puede adaptarse a equipos que, quién sabe, no tienen muy buenos jugadores, pero bueno va sacando y va puliendo, tiene ese ojo diferente como para salir airoso de una situación". A eso se suma que la abundancia de jugadores en una economía con dificultades como la la de la Argentina también lleva a un gran interés por la carrera de técnico. Muchos futbolistas que se retiran o dejan de jugar por una lesión siguen ese camino, como Carlos Morelli, que está participando de esta clase, jugó en inferiores de River y tuvo que dejar su carrera como futbolista.  "Mi sueño es volver a entrar en River y dirigir algunas categorías de lo más chicos", dice Morelli. Dándole indicaciones a los alumnos está Juan De Angelis, profesor de la escuela. De Angelis tiene 30 años de técnico y 19 en esta escuela. "Ahí va, paro y toco, paro y toco", dice a los muchachos. Según él, el éxito de los técnicos argentinos viene de la formación y de su capacidad para entregar resultados. "Por lo general, los técnicos argentinos tienen muy buena base. Han dirigido selecciones infantiles y juveniles, se preparan muy bien. Están capacitados y han logrado resultados importantes mediante el trabajo, el buen nivel de jugadores. Y eso les da la posibilidad de que, en lo laboral, les den equipos de selecciones para dirigir". El resultado de todos estos procesos formativos, tanto de jugadores como de técnicos, sobre la base de una cultura que vive y respira el deporte, sumado a la sofisticación que representa llegar a las ligas más competitivas del mundo, se vio reflejado en el triunfo albiceleste en el Mundial 2022. Y llena de expectativa a este país "locos por el fútbol" cuando faltan pocos días para el inicio del Mundial 2026.

Programa del Motor: AutoFM
El peso de un segundo: la cruda realidad de quien causa una muerte en el asfalto

Programa del Motor: AutoFM

Play Episode Listen Later Jun 6, 2026 17:19


Eduardo Sánchez rompe el silencio y narra en primera persona el calvario, el paso por prisión y los siete años de terapia tras provocar un choque mortal bajo los efectos del THC y el cansancio. Para la opinión pública, el causante de un siniestro vial mortal suele ser un personaje plano, una fría silueta en un expediente judicial o un titular de sucesos. Sin embargo, cuando la condena penal se extingue, queda un ser humano que debe convivir el resto de sus días con la certeza de haber segado una vida inocente. Eduardo Sánchez, transportista que en el año 2017 provocó una colisión frontal letal, ha decidido dar un paso al frente de la mano de la asociación de víctimas P(A)T para contar lo que ocurre en el lado más oscuro de la carretera. Su relato no busca la autoexculpación, sino lanzar una advertencia desesperada a una sociedad que a diario normaliza pequeñas imprudencias al volante. La bomba de relojería: THC, fatiga y asfalto En junio de 2017, Eduardo se dedicaba profesionalmente al transporte por carretera. Consumidor habitual de marihuana, asumió una ruta de larga distancia entre Barcelona y Jaén sin haber descansado lo suficiente. En el trayecto de vuelta, la combinación de sustancias, el cansancio acumulado y las horas de conducción ininterrumpida actuaron como una bomba de tiempo. A la altura de Castellón, el vehículo de Eduardo invadió el carril contrario y chocó de frente contra un turismo. El conductor del vehículo contrario falleció en el acto, dejando a una niña huérfana de padre. «Fui consciente de que no había marcha atrás en el momento en que me evacuaban las unidades de emergencia y escuché que había un fallecido en el acto. Te quedas en shock. Todo te da vueltas, te cuestionas absolutamente todo como ser humano», relata Eduardo con una voz quebrada por el peso de los años. La justicia penal actuó con firmeza. Eduardo fue condenado por un delito de homicidio por imprudencia y otro contra la seguridad vial a una pena de 2 años y 7 meses de prisión, junto a la privación del derecho a conducir durante 6 años La paradoja de la celda y la herida familiar El 19 de diciembre de 2019, Eduardo cruzaba el umbral de la prisión para cumplir su condena, enfrentándose de inmediato al aislamiento de la pandemia de la COVID-19, que canceló temporalmente sus permisos de salida. Pero más allá de la pérdida de libertad física, lo que verdaderamente devastó el entorno de Eduardo fue el impacto colateral en su propia familia. «La cárcel es un proceso duro. Es ver los primeros pasos de tu hija pequeña a través de un cristal de comunicaciones en el locutorio. Es que tu hijo mayor te confiese, tiempo después, que el principal recuerdo que conserva de su infancia es el estremecedor sonido metálico de las puertas de la prisión cerrándose tras de ti al ir a visitarte», confiesa. Para Eduardo, la prisión fue un trámite civil, pero no el espacio de curación o reinserción real. El verdadero trabajo de reconstrucción moral requirió 7 años de terapia psicológica intensiva para tratar un cuadro severo de estrés postraumático y aprender a digerir la culpa. Durante años, Eduardo fue incapaz de pronunciar una sola palabra sobre el accidente sin romper a llorar o verse desbordado por la angustia. El muro legal frente a la necesidad de pedir perdón Uno de los puntos más críticos del testimonio de Eduardo coincide con el análisis del informe Vías Restaurativas de la Cátedra Ethos: el sistemático veto de los abogados al contacto humano. Eduardo sentía la necesidad moral e imperiosa de pedir perdón de corazón a la familia afectada. Sin embargo, la rígida estrategia de la abogacía de ambas partes desaconsejó y prohibió taxativamente cualquier acercamiento antes y durante el juicio penal para no perjudicar los intereses del proceso. «Nos cruzamos miradas en el pasillo del juzgado. Obviamente me deseaban todos los males del mundo y que me pudriera en la cárcel. Yo quería pedirles perdón, pero no hubo manera. Hasta que no conocí la asociación de víctimas y el documental de justicia restaurativa, nadie me había informado de que existía un proceso amparado por la ley que permitía ese espacio de entendimiento humano», explica Eduardo. De infractor a voluntario: sanar ayudando Tras cumplir su condena de privación de libertad y finalizar el periodo de 6 años de retirada de carné, Eduardo acudió a un curso de sensibilización y reeducación vial para recuperar su permiso por motivos laborales. Allí conoció a Enrique Rodríguez, presidente de la sección de afectados de P(A)T y padre de Iván, un joven fallecido en carretera. Aquel encuentro cambió el rumbo de su vida. Apoyado por su psicólogo terapeuta, Eduardo decidió unirse activamente a la asociación de víctimas como voluntario. Hoy en día, se sienta de forma regular ante aulas llenas de conductores que han perdido sus puntos para decirles cara a cara: «Yo también pensaba que no me iba a pasar nada por fumarme un porrito o ir cansado». Su testimonio, desprovisto de tecnicismos y cargado de una cruda honestidad, desarma a los infractores más reacios a asumir sus responsabilidades. Para Eduardo, este compromiso activo es la única forma de "pagar" una deuda moral que las indemnizaciones de las aseguradoras y los años de celda jamás podrán saldar. El objetivo es que nadie más tenga que vivir con la insoportable certeza de haber arrebatado una vida en la carretera.

Radioi2

En este episodio sumamente especial regresa un compa de la vieja guardia: Dany Darko del Trío Monstruoso, un ser conocido por sus opiniones controversiales, su humor ácido y esa hermosa habilidad de decir cosas que probablemente deberían pasar primero por recursos humanos. Y justo por eso no había mejor invitado para hablar de la moralidad doble cara que se vive hoy en día: esa donde todo mundo se espanta en público, pero en privado trae más mugrero que historial de navegador sin borrar.Nos metemos de lleno en esas reglas raras que la sociedad inventa, en la gente que se ofende por deporte, en los que predican pureza mientras hacen sus cochinadas en silencio y en esas opiniones que sabes que te pueden llevar directo a la funa… pero que igual alguien tenía que decir. Obviamente no venimos a dar cátedra ni a salvar al mundo, venimos a reírnos de lo absurdo, de la hipocresía y de lo fácil que es señalar al prójimo mientras uno trae la cola más larga que fila del IMSS.Prepárate para uno de los capítulos más políticamente incorrectos que hemos hecho, lleno de carrilla, humor negro, risas incómodas y comentarios que tal vez no envejezcan bien… pero si te hicimos reír antes de que nos funaran, nuestro trabajo aquí está hecho. Persígnate antes de oírlo, pon cara de que no te dio risa y compártelo con esa familia de doble moral que todos conocemos.#LosQueQuedan #LosQueQuedan237 #Moralidad #DobleMoral #HumorNegro #PodcastMexicano #ComediaMexicana #HumorMexa #PodcastDeComedia #PoliticamenteIncorrecto #RisaSinFiltro #DanyDarko #TrioMonstruoso

Hadas y Nalgadas
Nessian y el Arpa en la Prisión / Deep Dive de Una Corte de llamas Plateadas (cap. 51-54)

Hadas y Nalgadas

Play Episode Listen Later May 26, 2026 76:59


✨ En este episodio de Hadas y Nalgadas nos metemos de lleno al caos emocional, mágico y sexy de los capítulos 51 al 54 de A Court of Silver Flames de Sarah J. Maas. Hablamos de la evolución brutal de Nesta Archeron, el nacimiento oficial de las nuvas Valquirias y, OBVIAMENTE, del momento en que el Arpa del Tesoro del Miedo despierta y cambia todo el juego. Analizamos uno de los bloques más intensos, místicos y cinematográficos de toda la saga ACOTAR. Si amas romantasy, fantasy books, Sarah J Maas theories, Night Court drama, Nessian y las teorías conspirativas del Maasverse… este episodio ES para ti. ✨

Desde La Linea Podcast
Ep.788 - Desde La Línea Podcast - 17 segundos a veces son suficientes XD

Desde La Linea Podcast

Play Episode Listen Later May 18, 2026 47:15


Esta semana prometemos que nuestro podcast sí va a durar más que la pelea de Ronda vs. Carano XD. Obviamente, hablamos de la primera cartelera de la promoción MVP en el deporte del MMA, la NBA y los premios individuales, entre otras cosas más. REDES Desde La Línea Podcast https://linktr.ee/DesdeLaLineaPod?utm_source=linktree_profile_share<sid=0c3413a1-1132-4d8d-91f5-d6168547f11b RaviO https://www.instagram.com/ravi.o.the.assessini?igsh=MXI1cno4Nm9ubzc1Zw==

Expresso - Expresso da Meia-Noite
Habitação, mobilidade e tecnologia: a quem serve a cidade inteligente?

Expresso - Expresso da Meia-Noite

Play Episode Listen Later May 16, 2026 47:27


Enquanto as cidades portuguesas enfrentam os desafios das alterações climáticas e do crescimento urbano, o debate sobre territórios inteligentes ganha nova urgência. Oeiras ganhou prémios internacionais de inovação. Coimbra tem uma das melhores universidades do mundo. O Oeste construiu o primeiro gémeo digital regional de Portugal. E ainda assim os jovens saem, as rendas sobem e os municípios pequenos ficam para trás. Há algo que a tecnologia não resolve? A cidade inteligente serve quem? Ricardo Costa e Bernardo Ferrão moderam o debate ao vivo no Portugal Smart City Summit, na FIL, em Lisboa, entre Isaltino Morais, Presidente da Câmara Municipal de Oeiras; Ana Abrunhosa, Presidente da Câmara Municipal de Coimbra; Paulo Simões, Secretário Executivo da Comunidade Intermunicipal do Oeste; e Miguel de Castro Neto, Diretor da NOVA Information Management School.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Bola Provisional
Aronimink gana el primer asalto de un espléndido PGA Championship

Bola Provisional

Play Episode Listen Later May 15, 2026 53:31


Nuevo episodio de la Bola Provisional de Ten Golf, edición especial PGA Championship. Analizamos todo lo ocurrido en la primera jornada en el Aronimink Golf Club. Los nombres propios, la extraordinaria preparación del campo de la PGA de América, los candidatos que han dado un paso adelante, los que se han caído. Hablamos, claro, de Scheffler, Schauffele, Koepka, McIlroy, DeChambeau, Reed, Potgieter, Nicolai Hojgaard, Kaymer... Obviamente, le metemos el bisturí a la primera jornada de los españoles. Lo que nos dicen las vueltas de Jon Rahm, David Puig y Ángel Ayora.

Bola Provisional (El podcast de golf de Ten Golf)
Aronimink gana el primer asalto de un PGA Championship espléndido

Bola Provisional (El podcast de golf de Ten Golf)

Play Episode Listen Later May 15, 2026 53:31


Nuevo episodio de la Bola Provisional de Ten Golf, edición especial PGA Championship. Analizamos todo lo ocurrido en la primera jornada en el Aronimink Golf Club. Los nombres propios, la extraordinaria preparación del campo de la PGA de América, los candidatos que han dado un paso adelante, los que se han caído.Hablamos, claro, de Scheffler, Schauffele, Koepka, McIlroy, DeChambeau, Reed, Potgieter, Nicolai Hojgaard, Kaymer...Obviamente, le metemos el bisturí a la primera jornada de los españoles. Lo que nos dicen las vueltas de Jon Rahm, David Puig y Ángel Ayora.

Urbana Play Noticias
Patricia Bullrich se aleja del mileísmo y le pega a Jorge Macri criticando los subtes porteños: Audios del 14 de mayo por Urbana Play

Urbana Play Noticias

Play Episode Listen Later May 14, 2026 15:37


Patricia Bullrich, senadora de LLA, en diálogo con la prensa, afirmó: “Yo ya lo dije, ya lo expresé, me parece que con una vez alcanza las cosas, mi posición fue clara, es clara, ahora es el jefe de gabinete el que estará analizando y trabajando sobre su declaración jurada de bienes”.“Yo ya lo dije, ya lo expresé, me parece que con una vez alcanza las cosas, mi posición fue clara, es clara, ahora es el jefe de gabinete el que estará analizando y trabajando sobre su declaración jurada de bienes” agregó sobre el Caso Adorni.Alejandro Álvarez, Subsecretario de Póliticas Universitarias en Mitre, afirmó: “Vos podés juntar 100.000 personas, 1 millón o 5 millones, pero al otro día la restricción presupuestaria sigue estando ahí. Y no te la va a cambiar. Ojalá haciendo manifestaciones nosotros pudiéramos cambiar la realidad que nos dejaron, que implica una restricción presupuestaria importante”.“Obviamente siempre hay una parte de la población que no está de acuerdo con lo que hace un gobierno y tiene derecho a manifestarse. Hay libertad para que los sindicatos se expresen y hagan una marcha. En ese aspecto nosotros no tenemos ninguna evaluación, porque hay toda una discusión del número y para mí eso es relativo. Primero porque esto es una república y los legisladores y el presidente se eligen en elecciones libres, no por quién junta más gente. Pero además hay otro problema. Vos podés juntar 100.000 personas, 1 millón o 5 millones, pero al otro día la restricción presupuestaria sigue estando ahí. Y no te la va a cambiar. Ojalá haciendo manifestaciones nosotros pudiéramos cambiar la realidad que nos dejaron, que implica una restricción presupuestaria importante” se refirió en relación a la Marcha Universitaria.Ricardo Manetti, decano de la Facultad de Filosofía y Letras de la UBA, en Olga, afirmó: “Las universidades argentinas, y en el caso particular de la UBA, se audita todos los años”.Patricia Bullrich, senadora de LLA, en redes sociales, comparó la red de subte de Santiago de Chile con la de la Ciudad de Buenos Aires, y afirmó: “Nos pasaron por arriba, 143 kilómetros de subterráneo versus 56,6. Santiago versus Buenos Aires, 600 millones de transportados versus 191 millones de transportados. 163 estaciones versus 90. Fíjense ustedes las diferencias”. Y agregó: “Nos pasaron por arriba, 143 kilómetros de subterráneo versus 56,6. Santiago versus Buenos Aires, 600 millones de transportados versus 191 millones de transportados. 163 estaciones versus 90. Fíjense ustedes las diferencias. ¿Qué quiere decir esto? Que Buenos Aires se quedó, somos el primer subte de América Latina. El de Chile es de 1975, sin embargo, nos pasaron por arriba. ¿Qué tenemos que hacer? Darle velocidad al subte en Buenos Aires para que conecte cada rincón de la ciudad”.Eduardo “Wado” de Pedro, Senador Nacional de UXP en Futurock, afirmó: “Bienvenidos los Axel, los Sergio, los fulanos, las fulanas que quieran ser, las compañeras que quieren ser gobernadoras, los que quieren ser gobernador. Me parece bárbaro eso, pero creo que la estrategia funciona cuando la militaría está focalizada al lado de la gente”.“Digo, la situación es muy seria, más allá del endeudamiento de la Argentina, la entrega de recursos naturales, todo eso es muy serio. Es muy serio como para estar pensando tan fino en algo que todavía falta. Y bienvenidos los Axel, los Sergio, los fulanos, las fulanas que quieran ser, las compañeras que quieren ser gobernadoras, los que quieren ser gobernador. Me parece bárbaro eso, pero creo que la estrategia funciona cuando la militaría está focalizada al lado de la gente”. agergó.

Segurança Legal
#417 – Condomínios e biometria, novos crimes digitais e o mito do Mythos

Segurança Legal

Play Episode Listen Later May 12, 2026 72:30


Neste episódio, Guilherme Goulart e Vinícius Serafim analisam casos reais e tendências que colocam em xeque a segurança digital e física no Brasil. Você vai descobrir como criminosos burlaram um sistema de reconhecimento facial em condomínios de Porto Alegre usando engenharia social, expondo os riscos do teatro da segurança, do solucionismo tecnológico e da hipossuficiência técnica dos consumidores. Em seguida, você vai entender o que está por trás do lançamento do modelo Mitos da Anthropic — classificado como perigoso demais para uso público —, e por que os resultados práticos com o Firefox e o cURL geraram ceticismo no meio da cibersegurança, levantando questões sobre propaganda de IA, governança, regulação e concorrência no mercado de inteligência artificial. Neste episódio, você também acompanha a análise da lei 15.397, que atualizou crimes digitais no Brasil com penas mais severas para furto qualificado digital, cessão de conta laranja e fraude eletrônica — e por que, sem investimento em capacidade investigativa, isso pode ser apenas populismo penal. Além disso, são discutidas duas vulnerabilidades críticas no Linux (CVE Copyfile e Dirty Frag) com exploits já circulando antes da correção, e como a IA pode acabar com o anonimato na internet ao identificar autores por fingerprint de texto com apenas 125 palavras. Os temas de privacidade, proteção de dados, LGPD, segurança ofensiva, pentest e infraestrutura em nuvem permeiam toda a conversa. Assine o Segurança Legal na sua plataforma favorita, siga o perfil nas redes sociais e avalie o podcast para ajudar a ampliar o alcance deste projeto independente de conteúdo sobre segurança da informação. Você também pode apoiar diretamente pelo Apoia.se (apoia.se/segurancalegal) ou simplesmente indicar o podcast para colegas e amigos — cada compartilhamento faz diferença. Entre em contato pelo e-mail podcast@segurancalegal.com ou pelo Mastodon, Instagram, Bluesky, YouTube e TikTok. Esta descrição foi realizada a partir do áudio do podcast com o uso de IA, com revisão humana.  Visite nossa campanha de financiamento coletivo e nos apoie!  Conheça o Blog da BrownPipe Consultoria e se inscreva no nosso mailing Shownotes Polícia prende suspeitos de invadir e furtar apartamentos de alto padrão em Porto Alegre; grupo usava fraude em reconhecimento facial Polícia desarticula grupo de criminosos que furtava apartamentos de luxo via redes sociais Atualização do Código Penal para alguns crimes digitais Will AI end anonymity? I tested it I can never talk to an AI anonymously again Anthropic's most dangerous AI model just fell into the wrong hands Unauthorized group has gained access to Anthropic's exclusive cyber tool Mythos, report claims It’s a myth that you need Mythos to find bugs: Open source models can do it just as well Filme: Quebra de Sigilo (Sneakers) BC Protege Livro – Sob a sombra da suástica: a França ocupada Filme – Viagem ao mundo dos sonhos Artigo – Em louvor ao Teatro da Segurança Imagem do episódio: The Ancient Days, Willia, Blanke

Podcast Podcast Annavalaina
PODCAST ANNAVALAINA ES RESPUESTAS, RECOMENDACIONES Y BASAL Parte 1

Podcast Podcast Annavalaina

Play Episode Listen Later May 11, 2026 96:48


Aquí la primera parte de lo que debía ser un episodio único de respuestas a oyentes con recomendaciones de libros y comentar algo sobre el documental de Ugia Pedreira "Basal". Ahora bien, el programa se alargó tanto que duraba 3 horas y pico bien largas, por lo que hemos tenido que dividirlo en dos partes. Esta es la primera de esas partes que contiene la presentación principal, y el inicio de respuestas a mensajes desde Facebook y X (de oyentes y otros varios). Obviamente, la parte de X, antes Twiter se ha alargado mucho, había 12 páginas. Después de ello tenemos una despedida secundaria que dará pie a la entrada secundaría con la que iniciaremos la siguiente parte. Esperamos que os gusten las recomendaciones de libros que hacemos. DIRECTOR y LOCUTOR: Miguel a. Mateos Carreira GUION: Juan Ruiz Rodriguez y Maite Fernández (en revisión Miguel A. Mateos Carreira) MUSICA: GarageBand MONTAJE: AUDACITY

Noticias de América
Marco Rubio visita al papa León XIV para aliviar las tensiones entre Vaticano y EEUU

Noticias de América

Play Episode Listen Later May 7, 2026 2:32


El papa León XIV recibe este jueves al secretario de Estado estadounidense, Marco Rubio, apenas semanas después de las duras críticas al pontífice por parte del presidente Donald Trump. Esta visita a Roma y el Vaticano se lee como un intento de descongelar las frías relaciones entre la administración Trump y el sumo pontífice. León XIV fue elegido papa hace justo un año, y en lo que lleva de pontificado se ha caracterizado por el choque frontal con el Gobierno de Donald Trump. El pontífice estadounidense dijo que la amenaza de Trump de destruir Irán era inaceptable, Trump respondió que no era fan de León XIV y lo calificó de débil y terrible. Marco Rubio es católico así que la visita puede tender puentes, analiza Manuel Camilo González Vides, profesor de Relaciones Internacionales de la Universidad de San Buenaventura en Bogotá: “Los interlocutores son muy cercanos. Marco Rubio es católico y esto permitiría un acercamiento mucho más próximo, mucho más cálido, después del conflicto que se ha tenido”. “Obviamente creo que la parte difícil de la conversación puede ser hasta qué punto el Vaticano puede alinearse con las políticas de Washington. Creo que eso puede ser una línea roja que seguramente tendrán que superar ambas partes para restablecer la relación”, prosigue el especialista. ¿Posturas irreconciliables? Las posturas parecen irreconciliables también en otros puntos, puesto que el papa ha sido muy crítico con las políticas migratorias del presidente: “Creo que hay dos situaciones que están muy hiladas: una es la propia experiencia personal del papa antes de ser papa, y es que ciertamente el cardenal Prevost en ese entonces tuvo mucho contacto con comunidades indígenas, que han sufrido marginalización y violencia, y que por obvias razones se han visto obligadas a migrar. Eso lo acerca mucho a la experiencia del migrante y del acompañamiento de la Iglesia católica en este tema, que es un tema muy espinoso. Creo que se mantienen esas líneas de oposición a las políticas muy autoritarias en términos de migración que ha colocado el presidente Donald Trump”, explica asimismo el profesor de Relaciones Internacionales. Marco Rubio pidió también verse con Giorgia Meloni, aunque a Trump no le gustó que la primera ministra italiana saliera en defensa del papa tras sus ataques. “Marco Rubio va a jugar un poco a decir ‘bueno, nosotros ya hemos desistido de aniquilar toda una civilización', como dijo Trump, pero buscará tratar el entendimiento de que efectivamente lo que sucede en el estrecho de Ormuz es un asunto global, que tiene implicaciones globales, y seguramente será la línea que tratará de enfocar hacia el Papa León XIV, no tanto como líder espiritual, sino como jefe de Estado”, concluye González Vides.

Noticias de América
Marco Rubio visita al papa León XIV para aliviar las tensiones entre Vaticano y EEUU

Noticias de América

Play Episode Listen Later May 7, 2026 2:32


El papa León XIV recibe este jueves al secretario de Estado estadounidense, Marco Rubio, apenas semanas después de las duras críticas al pontífice por parte del presidente Donald Trump. Esta visita a Roma y el Vaticano se lee como un intento de descongelar las frías relaciones entre la administración Trump y el sumo pontífice. León XIV fue elegido papa hace justo un año, y en lo que lleva de pontificado se ha caracterizado por el choque frontal con el Gobierno de Donald Trump. El pontífice estadounidense dijo que la amenaza de Trump de destruir Irán era inaceptable, Trump respondió que no era fan de León XIV y lo calificó de débil y terrible. Marco Rubio es católico así que la visita puede tender puentes, analiza Manuel Camilo González Vides, profesor de Relaciones Internacionales de la Universidad de San Buenaventura en Bogotá: “Los interlocutores son muy cercanos. Marco Rubio es católico y esto permitiría un acercamiento mucho más próximo, mucho más cálido, después del conflicto que se ha tenido”. “Obviamente creo que la parte difícil de la conversación puede ser hasta qué punto el Vaticano puede alinearse con las políticas de Washington. Creo que eso puede ser una línea roja que seguramente tendrán que superar ambas partes para restablecer la relación”, prosigue el especialista. ¿Posturas irreconciliables? Las posturas parecen irreconciliables también en otros puntos, puesto que el papa ha sido muy crítico con las políticas migratorias del presidente: “Creo que hay dos situaciones que están muy hiladas: una es la propia experiencia personal del papa antes de ser papa, y es que ciertamente el cardenal Prevost en ese entonces tuvo mucho contacto con comunidades indígenas, que han sufrido marginalización y violencia, y que por obvias razones se han visto obligadas a migrar. Eso lo acerca mucho a la experiencia del migrante y del acompañamiento de la Iglesia católica en este tema, que es un tema muy espinoso. Creo que se mantienen esas líneas de oposición a las políticas muy autoritarias en términos de migración que ha colocado el presidente Donald Trump”, explica asimismo el profesor de Relaciones Internacionales. Marco Rubio pidió también verse con Giorgia Meloni, aunque a Trump no le gustó que la primera ministra italiana saliera en defensa del papa tras sus ataques. “Marco Rubio va a jugar un poco a decir ‘bueno, nosotros ya hemos desistido de aniquilar toda una civilización', como dijo Trump, pero buscará tratar el entendimiento de que efectivamente lo que sucede en el estrecho de Ormuz es un asunto global, que tiene implicaciones globales, y seguramente será la línea que tratará de enfocar hacia el Papa León XIV, no tanto como líder espiritual, sino como jefe de Estado”, concluye González Vides.

Superando la diabetes
S2 E39 El Balance de Tu vida tambien incluye tu dinero I Bienestar y Finanzas Personales

Superando la diabetes

Play Episode Listen Later May 6, 2026 4:43


¿Tu historia se parece a la mía?   Cuando empecé este podcast lo llamé Superando la Diabetes, el enfoque era compartir como llevaba el proceso de un diagnóstico que para mi fue super fuerte: Sería del tipo ,  o sea insulinodependiente. No pasaron muchos meses cuando supe que no debía enfocarme en esa condición de salud y me propuse perseguir el balance del bienestar.   Te pregunto si tu historia se parece a la mía porque sé que has lidiado con algo en tu vida. Has lidiado con tu físico, con tus emociones, con tu entorno familiar o social y tus creencias o tu faceta espiritual… con algunas cosas juntas o con todo a la vez.   Y en el balance del bienestar hay muchas dimensiones que wow, son el reto de estar vivo: Cuidar tu cuerpo, tu salud mental, tener relaciones sanas, y se abarca también lo espiritual, lo ocupacional y lo financiero.   Cuando se habla del bienestar financiero no es de forma abstracta. Es poder responderte con claridad preguntas simples como:  ¿Sé cuánto dinero entra y cuanto sale cada mes? ¿Tengo aunque sea, un pequeño fondo de emergencias?  ¿Estoy tomando decisiones hoy que apoyen mi estabilidad de mañana?    Si no te puedes responder estas preguntas no es por falta de capacidad, es por falta de organización, y eso se puede trabajar.   Una de las cosas que valoro en mi rutina es el aprendizaje continuo, este me da propósito y afina mi conexión con el entorno porque aún a esta edad hay cosas en la vida que no entiendo. Hoy día es vital para mí servir de  apoyo a mis amados, si me hubiera quedado con la educación de los sistemas del estado nada más, sería muy pobre. Pobre en recursos, pobre en mis emociones, pobre para usar mis talentos. Obviamente las experiencias cuentan, pero ser autodidacta, y dejarme guiar por los que saben me ha dado independencia de criterios y una comprensión amplia para afrontar los retos de la vida.   ¿Te has propuesto alguna vez salir de tu burbuja y ver que puedes gestionar mejor tu alimentación, tu estrés, tus relaciones, tu desarrollo laboral y la gestión de tus recursos económicos? ?¿Te has propuesto dejarte ayudar? ¿Son tus retos, una respuesta directa de tus acciones pasadas? ¿Te has planteado de qué aún se pueden arreglar muchas cosas?    Es de esa forma que llegue a este podcast y al campo de las finanzas personales, sabiendo que existe el balance del bienestar sin importar cuantas veces hayas fallado o intentando un método nuevo, para mantener ya sea tu salud (que en mi caso sería, por ejemplo: mi glucosa en sangre bajita) o tus finanzas personales en buen estado (que en muchos casos sería, ahorrar de forma recurrente y luego mantener los ahorros creciendo en cuentas de alto rendimiento) con miras a un retiro financieramente estable.   Me intriga saber cuáles son tus retos para mantener el balance del bienestar. Compárteme en mensaje por IG si es la satisfacción laboral, tus relaciones, tu salud o la estabilidad financiera, lo que más te reta.    Dicen que las mujeres lideramos el mundo, pues te digo, son las mujeres las que más me contactan para organizar sus finanzas personales. Ahora bien, al momento de ver las estadísticas de quién escucha el podcast, están apareciendo cada vez más los hombres. Y eso maravilloso, saber que todos se empoderan y buscan esa estabilidad y progreso.   Así que te digo: Comenzaste la adultez en un lugar, en una mentalidad. Luego trabajaste duro por lo que creías que era correcto. A través del camino, te has educado y comenzado a hacer ajustes. Te prometo que si estás en estos procesos de hacer ajustes… sí vas por buen camino.   El bienestar no es perfecto, es intencional. Y cuando decides mirar tu vida completa, incluyendo tus finanzas, empiezan a pasar cosas diferentes. Es la ruta para tener un balance real en tu vida, ¿Me acompañas?   IG  https://www.instagram.com/eligetranquilidad buscame por allí, contactame tambien a través de mi website www.primerica.com/burgosgonzalez o el email: mabel.burgos@primerica.com y entérate de todo lo bueno que puedes adaptar hoy a tu vida para vivir en esa tranquilidad de estar preparado y organizado con tus finanzas. Escanea el qr code que está abajo.   www.instagram.com/hola.vidaenpositivo

Desde Lejos
Mira como me río - Miércoles 29 de Abril, 2026

Desde Lejos

Play Episode Listen Later Apr 29, 2026 17:37


Una vez intenté abrir una nuez con una puerta, pegándole fuerte. La cuestión es que la agarré de chanfle; la nuez salió volando, le pegué un televisor y rompí la pantalla. Obviamente le eché la culpa a mi perro.Mira como me río - Miércoles 29 de Abril, 2026

Podcast Travesura Realizada
TR 10x13 - Acusaciones y compras del día del libro

Podcast Travesura Realizada

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 69:16


¡Bienvenidos a Travesura Realizada! Vuestro podcast de literatura en el que hablamos de todo lo relacionado del mundo de los libros y los cómics y donde los spoilers están penados con la muerte. En el programa de hoy podríamos decir que nos centramos especialmente en los libros que se vinieron a casa con nosotros con motivo del día del libro, pero quedó tiempo también para juzgar INJUSTAMENTE a la pobre Yai, que no veía por donde le lanzaban los cuchillos (pero no os preocupéis, que le puso solución después de merendar xD). También comentamos unas cuantas novedades para el mes de mayo, que viene cargadito de nuevas lecturas muy muy interesantes a las que les tenemos muchas ganas. Obviamente también hay momento charleta, y actualización de lecturas... Luego nos quejamos de que los programas son largos, pero lo que nos gustará hablar... Luego nos echamos las manos a la cabeza a la hora de editar xD No aprenderemos nunca. Esperamos que os guste mucho el programa, ¡nos vemos/escuchamos en 15 días!

Convidado
Albino Carlos: “A música constitui um dos mais saborosos ingredientes da cultura angolana.”

Convidado

Play Episode Listen Later Apr 26, 2026 16:19


História da Música de Angola é a obra que o escritor, professor e jornalista Albino Carlos lançou recentemente em Lisboa. O livro consolida o elo entre identidade, cultura e história. Abordando a produção musical feita nos diferentes géneros e em diferentes línguas nacionais, Albino Carlos contribui para promover a “definição de quem é o angolano e de quem é Angola.” História da Música Angolana é o livro que faltava para um melhor entendimento do manifestar musical de angolanas e angolanos. O mais recente trabalho de Albino Carlos proporciona uma viagem pela alma musical de Angola, pela essência do povo angolano. Estabelecendo a relação entre história, cultura e identidade, o livro História da Música Angolana torna-se essencial para pintarmos um mais elucidativo quadro de uma sociedade onde o cantar e dançar são forma de viver e podem fazer um país evoluir nas diferentes relações dentro da imensa comunidade formada por todos aqueles que fruem da música angolana.  A RFI aproveitou a presença do Albino Carlos na capital portuguesa para uma conversa sobre a singularidade da cultura musical de Angola e o livro recentemente editado em Portugal pela Oficina da Escrita. Albino Carlos começa por revelar que a ausência de bibliografia produzida por académicos e estudiosos angolanos foi um dos elementos que espoletou a obra agora lançada. Albino Carlos, autor do livro História da Música de Angola: Este livro nasceu de um questionamento existencial e intelectual. Intelectual por quê? Porque fui percebendo, ao longo do tempo, que a maior parte da bibliografia, dos estudos académicos sobre a música angolana eram feitos por académicos e estudiosos estrangeiros. São conhecidos os estudos profundos do professor Mesquitela Lima, são conhecidos os estudos profundos que a antiga Companhia Nacional de Diamante fez sobre a produção musical da região do Leste, são conhecidos estudos que muitos estudiosos, ainda no século XVIII, alemães fizeram sobre a música angolana. Portanto, havia esta dúvida, este questionamento intelectual: qual a razão pela qual Angola, sendo um país musical, tem tantas músicas, tanto quanto tem de povos e nações, não era objeto de estudo nas universidades, não era objeto de aprofundamento académico por parte dos intelectuais e por parte, sobretudo, da classe académica angolana. Esta foi a perspectiva do questionamento intelectual. Depois, houve também um certo questionamento existencial. O Luis sabe que nós somos a música que produzimos e que fazemos. Os povos definem-se muito pela música, porque a música é a arte das artes, é a expressão da nossa alma. Em qualquer parte do mundo, se disser que estou a cantar um fado, as pessoas remetem logo para Portugal. Basta falar no samba, as pessoas remetem logo para o Brasil, e assim sucessivamente. Tendo em conta que a música, no caso particular da Angola, é um dos mecanismos que os angolanos mais se socorrem para falar de si, para contactar o outro, para chorar, para dançar, para... . Enfim, tendo em conta a importância que esta mesma música desempenhou, quer na resistência contra o colonialismo, quer para suportar as agruras da escravatura, e até na guerra civil que aconteceu, que dilacerou o nosso país, foi graças ao canto, foi graças ao batuque, que os angolanos e Angola resistiram a esses momentos tremendos que nós passávamos e que queremos esquecer. Portanto, a música desempenhou um papel muito, mas muito importante na definição de quem é o angolano e de quem é Angola, quem a Angola é. É esta questão existencial. Quer dizer, eu sempre me bati para que o semba também fosse reconhecido como o símbolo do nosso fazer musical, a simbologia daquilo que o angolano gosta de ser. Então, é por aí que eu decidi começar a fazer um estudo sobre a nossa música. Nos últimos 15 anos da minha vida, mesmo passando pela política, pela docência universitária, fui fazendo os meus estudos, mas também fiz um desafio pessoal, eu não queria fazer um livro sobre música angolana, como eram feitos os livros sobre música. RFI: Então, qual foi o desafio que se colocou? Albino Carlos: Fazer difrente, contar a história da Angola através da sua música. Ver como é que a música caracterizou o angolano. Como é que nós cantamos o amor, como cantamos o infortuno, como vivemos o luto, qual é a força que tem o comboio na simbologia tradicional angolana, como é que cantamos a escravatura. Eu fiz esse estudo profundo e daí resultou num livro enormíssimo que eu chamo de Trilogia da Música Angolana. Este é o primeiro livro, História da Música Angolana, e dei muito destaque à nossa tradição oral, ao cancioneiro tradicional, que é a origem de toda esta musicalidade, sobretudo popular e moderna. Quis fazer também uma recolha de todas as letras das músicas mais emblemáticas angolanas, porque eu via que tínhamos dificuldades. Por exemplo, Muxima, a letra de Muxima, tinha dificuldade em encontrar. Quem quer a letra de Umbi-Umbi, que é uma música de tradição oral, uma música que é muito local, mas tornou-se um hino universal. Era difícil encontrar a letra. Então, fiz também um trabalho de recolha daquelas músicas mais emblemáticas, quer na língua nacional Quimbundo, que é uma das línguas mais preponderantes, como naquelas línguas que também são, de certa forma, subalternizadas. Mas há registros musicais muito fortes nessas línguas. Então esse é o desafio que eu me propus. Este é apenas uma parte deste desafio, porque a trilogia é composta pela História da Música Angolana, que é praticamente o início da música, quais são os temas fundamentais da música, quais são os elementos constitutivos do discurso musical angolano. RFI: História da Música Angolana é o livro que foi recentemente apresentado. Há, então, mais dois a serem publicados? Albino Carlos: Sim, faz parte de uma trilogia sobre o fazer musical angolano. Há um livro que é só sobre o semba. Mas não é um livro, ao contrário dos outros livros, que são muitas cronologias históricas, nasceu no dia tal, o grupo... Não, eu fiz uma análise do discurso musical. O que o semba canta e como canta. A fome, a miséria, a guerra, o ciúme, a paixão. Enfim, eu fiz uma análise semiótica do discurso musical. Ao invés de preocupar-me em falar sobre os grupos, o historial cronológico dos fenómenos musicais, não. Eu fiz uma coisa um pouco mais difícil. Eu queria fugir um bocadinho daquilo que são normalmente os livros sobre história das músicas, quer em Portugal, quer no Brasil. RFI: O Semba que está, neste momento, em processo de candidatura para que venha a ser considerado como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Albino Carlos: Eu penso que neste momento há condições objetivas e subjetivas que nos permitem estar mais animados neste processo. Porquê? Porque o Fado já foi reconhecido, o Samba de Roda já foi reconhecido, a Coladera foi reconhecida, muito recentemente o Reggae foi reconhecido, a Rumba foi reconhecida. São todas musicalidades que bebem, intercambiam, têm subsídios com o Semba e são parecidos com o Semba. Há, digamos assim, elementos que se cruzam entre o Semba e o Samba. Há uma influência muito forte da musicalidade africana no Fado. O Reggae não preciso mais dizer, o Reggae vem da África, se bem que tem uma essência muito forte daquela região, do Caribe. E nesse contexto, o Semba, pelo fato de ser uma música nacional, mas muito aberta ao mundo, da mesma forma que é o angolano, é um povo africano, mas muito aberto ao mundo. Nós herdamos um bocadinho esta particularidade dos portugueses. Portugal é um pequeno país que dominou o mundo, não é? Espalhou-se por mares nunca antes navegados. Herdamos esta abertura, esta pluralidade, esta multiplicidade, este diálogo com o outro, este intercâmbio, esta miscigenação. É isto que nos faz fortes e é isto que faz forte o Semba, porque o Semba é uma música urbana. Obviamente que as raízes vêm da Ambaca, daquela região do Cuanza Norte, mas passou a ser Semba, como Semba, a partir do momento em que o N'gola Ritmos fez dele um ritmo mais urbano. Já tem viola, é uma música popular, é moderna. Mas também neste Semba tem influência portuguesa, do Fado e outras sonoridades portuguesas e europeias. Tem muita influência também latino-americana, tem muita influência da Rumba congolesa, sendo certo que a Rumba também tem alguma origem em Angola, mas é daquela região. Portanto, o Semba é, digamos assim, o melhor espaço que o angolano encontrou para se definir a si mesmo, para expressar aquilo que vai na alma, para se relacionar com o mundo. O Semba, por intermédio de algumas derivações, como o Kuduro e a Kizomba, tem dado sons aos sons do mundo. Hoje a Kizomba conquistou o mundo, hoje toda a gente quer dançar Kizomba, mas a Kizomba não é só mais uma derivação do semba.   RFI: O que é que se pode encontrar neste livro? Albino Carlos: É um livro que faz uma viagem pelas práticas musicais angolanas. É um livro que dá muito ênfase à identidade musical de Angola, às línguas nacionais e como é que essas línguas nacionais, estando mais próximo daquilo que são os rumores do nosso pensamento e da nossa alma, expressam melhor o nosso pensamento, os nossos sonhos e as nossas frustrações. É um livro que também faz muita referência ou dá grande destaque à música de intervenção. O Luís sabe bem que a música de intervenção jogou um papel muito importante na nossa independência e também jogou um papel muito importante no 25 de abril. Zeca Afonso é uma figura emblemática. Zeca Afonso marcou a música de intervenção angolana. Os grandes trovadores portugueses, sobretudo daquele período quente do 25 de abril, marcaram profundamentalmente a música de intervenção e esta música de intervenção teve um papel extraordinário no desenrolar no xadrez político angolano naquele período da independência. Falo também da música como um espaço de libertação da mulher. A música também é isto, tem também sentido de missão. Por exemplo, Angola ainda sendo um país com uma certa cultura machista, como é que as mulheres, através da música, conseguiram serem sujeitos de discurso ao invés de objetos de discurso? Cantava essa mulher, né? Oh, Maria... Não, agora é a Maria que está a cantar sobre o Zé, é a Maria que está a cantar sobre ela, é a Maria que está a cantar como uma pessoa, não como uma mulher, não como um indivíduo, não para se contrapor ao homem, mas para afirmar-se, para um espaço de liberdade, um espaço de expressão.     É um livro que também fala sobre algumas particularidades do discurso musical, por exemplo, a força do comboio, a força da feitiçaria, a força da religião, a força da tradição e como é que faz essa mistura com o discurso da modernidade.   É um livro que também fala sobre a canção infantil angolana, mas, obviamente, sempre fazendo referência ao que se faz também ao nível do mundo, sobretudo, à forte influência que Portugal exerce e continua a exercer na nossa idiosincrasia. Por exemplo, nós não podemos falar da canção infantil angolana sem referências profundas dos cantos de ninar de Portugal. O “Atirei o pau ao gato”...,  enfim. Todos nós tivemos uma infância cuja banda sonora eram aquelas músicas que os nossos avós, os nossos pais foram cantando e continuamos agora a transmitir aos nossos filhos e aos nossos netos. E tenho a convicção profunda de que os nossos filhos, os nossos netos vão também transmitir essa experiência de socialização, de passar valores da família, do amor, da fraternidade, por intermédio da canção infantil. A canção infantil angolana também desempenhou este papel e tem desempenhado até um papel muito mais do que aquilo que é a canção de ninar ou a canção de roda. É uma canção que foi usada também para incutir nas nossas crianças, o amor à terra, para conhecerem o seu país, para terem o orgulho da sua nacionalidade. Enfim, a história da música angolana é a história da Angola contada através da sua música. Sendo certo que Angola é um país novo, está a construir a sua história, está a escrever a sua história. Mas, a história da Angola não será completa sem o capítulo relacionado com a música. De tal sorte que a história da Angola confunde-se com a história da música angolana. É esta a tese fundamental deste livro. RFI: Albino Carlos, qual foi o grande desafio, os grandes obstáculos, que encontrou para escrever este livro?Albino Carlos: Desde logo a bibliografia, a dificuldade de recolha das músicas. Tive uma dificuldade porque eu, sendo de Luanda, não domino as línguas nacionais, domino mais ou menos o quimbundo, mas não domino as outras línguas. E isto, de certa forma, pode ser uma crítica, e já agora é uma crítica que eu aceito. Houve um certo pendor para o grupo etnolinguístico quimbundo, que é da minha região, da zona de Luanda. Há um certo privilégio, digamos assim. Houve maior preponderância na recolha e na abordagem desse espaço etnocultural. Mas não foi por intenção. Foi pela minha dificuldade, foi pela minha incapacidade intelectual. Obviamente que fez um esforço enormíssimo que este livro espalhasse a diversidade cultural. Porque é da diversidade cultural que reside a força e a riqueza da Angola. Angola é o que é porque existem 21 províncias, existem várias nações, no intuito de criar uma só nação, uma nação forte, um só povo e uma só nação. Quer dizer, num conceito no sentido de afirmar a sua identidade e se afirmar no contexto das nações. Esse foi o grande desafio. Por outro lado, houve também o desafio da pouca bibliografia. Vou só dar um exemplo, de 1960 até hoje, pouco menos de 40 obras existem sobre a música angolana. Mesmo sendo este país conhecido a nível internacional pela música. África do Sul, por exemplo, que é aqui a nossa vizinha, tem mais de 300 títulos sobre a sua produção musical. Que abrange desde a música tradicional ao mais moderno dos modernos. O Kuduro, esta música que nos tem afirmado a nível internacional, o primeiro doutoramento foi feito numa universidade portuguesa. É este o grande desafio que é lançado aos angolanos. RFI: A obra foi recentemente publicada em Portugal. Depois de Portugal, o que é que pode acontecer? Albino Carlos: De facto, o livro criou muitas expectativas. Porque eu fui falando ao longo desse tempo. Na qualidade académico, coloquei a problemática da música na universidade, na academia. Fui alertando, ao longo desse tempo, que estava a produzir esta obra. Portanto, há muitas expectativas em Angola. Estou a ser cobrado. Obviamente que problemas de logística e problemas financeiros limitam a possibilidade de poder lançar em Angola. Mas estamos a envidar todos os esforços no sentido de que no mês de junho nós possamos fazer o lançamento em Angola. Moçambique também já convidou, o Brasil também já está interessado nesta obra. Significa dizer que, em colaboração com a editora, vamos colocar esta obra em todo o espaço da lusofonia. Sendo certo que o nosso fazer musical, o fazer musical do espaço da lusofonia, carece de bibliografia. Para que os nossos cidadãos sintam-se orgulhosos do seu discurso. De um dos discursos que mais marcam. Um dos discursos que mais marca a lusofonia é a música. Não existe Brasil sem samba. Portugal sem o fado, não sei o que seria.

Vida em França
Historiador Yves Léonard lança livro sobre capitão de Abril Otelo Saraiva de Carvalho

Vida em França

Play Episode Listen Later Apr 22, 2026 32:23


Estamos a poucos dias de um novo aniversário da revolução do 25 de Abril em Portugal, uma ocasião para recordarmos uma das suas figuras cimeiras, Otelo Saraiva de Carvalho, que é o objecto de uma biografia elaborada por Yves Léonard, historiador que nestas últimas três décadas publicou inúmeros livros sobre a História de Portugal. "Otelo, la voix de la révolution des œillets", "Otelo, a voz da Revolução dos Cravos" é o nome da nova obra publicada pela Chandeigne & Lima, que Yves Léonard lançou no passado dia 15 de Abril em Paris. Neste livro, o historiador recorda esta figura controversa do passado recente de Portugal, um capitão de Abril que, no decurso dos anos 80, foi acusado de ter ligações com grupos armados em Portugal. Nascido a 31 de Agosto de 1936 em Maputo, Otelo Nuno Romão Saraiva de Carvalho é filho de um funcionário dos Correios e cresce no seio de uma família ligada, pelo avô, ao mundo do teatro. Depois de frequentar o ensino secundário público de Maputo, ele destina-se a uma carreira de actor, o jovem Otelo tendo veleidades de ir para o "Actor's Studio" em Nova Iorque. O destino -e sobretudo o pai- vão encarregar-se de o fazer ingressar na Academia Militar aos 19 anos. Ele estará em serviço activo durante as guerras de libertação de Angola e na Guiné-Bissau, nos anos 60 e início de 70 Será durante os derradeiros anos desses conflitos, que vai crescer dentro dele e de outros militares o projecto de derrubar o regime fascista português. De regresso a Portugal em 1973, envolve-se no Movimento das Forças Armadas e, juntamente com outros capitães, assume a liderança da Revolução dos Cravos a 25 de Abril de 1974. Uma caminhada sobre a qual Yves Léonard destaca que "antes de tudo, Otelo é o homem de África" e que "isto é muito importante para compreender o personagem". "Otelo é um militar, mas não por convicção. Penso que, antes de tudo, Otelo é um actor. Gostava muito do teatro. Otelo tem um avô que é um antigo oficial do Exército português. Portanto, tem uma grande admiração pelo avô. É importante na hora de tomar a decisão de entrar na Academia Militar e depois, nos anos 60, obviamente, é o tempo das guerras coloniais e para Otelo é um momento muito importante. Porque Otelo é um oficial intermédio, isto é, um capitão", começa por dizer o estudioso. "Em África, durante as guerras coloniais, há uma tomada de consciência em torno do sistema salazarista com o papel muito importante das colonias. E para Otelo, há a consciência de que a guerra é o problema maior de Portugal e que a violência não é a resposta", diz o historiador. Ao destacar o papel de Otelo durante o 25 de Abril, Yves Léonard também recorda que, depois, "durante o PREC, Processo Revolucionário em Curso, Otelo tinha um papel muito importante, porque era o chefe do COPCON e o chefe da Região Militar de Lisboa. Tem um papel muito importante durante a crise do fim de Setembro de 1974, durante a crise do 11 de Março de 1975, e depois, durante o 'Verão quente' e no mês de Novembro de 1975. Mas aí já não tinha o controlo da situação política em Portugal". Entrevistado pela radiodifusão portuguesa precisamente um ano após a revolução, Otelo Saraiva de Carvalho não esconde a alegria e o orgulho que continua a sentir depois do 25 de Abril de 1974. Mas efectivamente, neste período em que ele assume um papel preponderante no PREC, começam a surgir as primeiras divisões entre as correntes mais reformistas e as franjas mais à esquerda da revolução. Estas dissensões vão culminar com a desestabilização do 25 de Novembro de 1975. A partir daí, Portugal marca uma viragem mais à direita e em 1976, o general Ramalho Eanes torna-se o primeiro Presidente eleito depois da revolução de Abril, com um pouco mais de 61% dos votos face a Otelo, cuja candidatura recolhe cerca de 16% dos votos. Na primeira metade dos anos 80, Otelo está em ruptura total com o rumo seguido por Portugal na altura. Ele lidera um movimento, o chamado "Projecto Global", que será acusado de ter elos com grupos armados de extrema-esquerda como as FP 25, Forças Populares do 25 de Abril, que cometem ataques semelhantes àqueles que acontecem na mesma altura na Itália ou em França. "É difícil de dizer exactamente o que se passou, porque, por um lado, Otelo tinha vontade de fazer um projecto político com o poder popular que se chama ‘Projecto global'. É um projecto muito ambicioso. No fim dos anos 70, no início dos anos 80 e no mesmo tempo, aparece um grupo muito violento, com atentados terroristas que se chamam FP 25, Forças Populares do 25 de Abril. O problema é fazer uma ligação entre o ‘projecto global' de Otelo e as FP 25. É muito difícil saber exactamente qual é a natureza dessa relação. Mas em Junho de 84, o poder político, o Ministério da Justiça e a polícia têm a convicção de que Otelo é o chefe, senão o inspirador das FP 25", recorda Yves Léonard. Em 1987, Otelo é condenado a 15 anos de prisão por ser considerado responsável das actividades das FP 25. As circunstâncias em que Otelo é condenado geram um debate de largos anos em Portugal, ao ponto que sob o impulso dos socialistas então no poder, uma maioria de parlamentares amnistia Otelo em 1996. Esta medida não deixa de gerar polémica no seio da direita que acusa a esquerda de querer "apagar" a História. A seguir à amnistia, virá mais tarde um novo processo em 2001 durante o qual a justiça vai considerar que não existiam elementos suficientes para estabelecer que Otelo tivesse um qualquer elo com as FP 25. "Temos um julgamento no Tribunal da Boa-Hora no início de 2001 para dizer que Otelo não é responsável, não é o inspirador, não é o chefe das FP 25. É uma decisão de Justiça. Isto é uma forma de verdade. O problema é que depois da amnistia, depois o julgamento da Boa-Hora, muitas pessoas em Portugal continuam a pensar que Otelo é o responsável das FP 25, é uma terrorista. E a imagem de Otelo é péssima", constata o universitário. Apesar de uma decisão favorável da justiça, o nome de Otelo passou a ter um rasto de pólvora de forma duradoira. Paradoxalmente, ele continua a ser acarinhado no exterior, nomeadamente em França, onde várias personalidades do mundo político, nomeadamente o próprio Presidente François Mitterrand, ou artistas como o cantor popular Renaud, não escondem a sua admiração pelo militar que tem uma aura romântica. Para Yves Léonard, este fenómeno explica-se pelo facto de "a Revolução dos Cravos ter sido a última revolução do século XIX, isto é, uma revolução romântica". A aura de Otelo e dos restantes capitães de Abril vai inspirar vários filmes, documentários e reportagens. No ano 2000, estreia o filme 'Capitães de Abril' da actriz e realizadora portuguesa Maria de Medeiros. Presente na apresentação do livro de Yves Léonard, ela recorda a figura de Otelo que conheceu quando era criança. "Realmente eu conheci-o. Eu era muito novinha, adolescente, e lembro-me de ter dançado um rock and roll com o Otelo e era a primeira vez que eu dançava assim com os movimentos do rock and roll em Lisboa, num restaurante que é o ‘Brazuca', que era um lugar muito importante para os capitães de Abril, onde eles se reuniam muito. Depois, quando preparei o meu filme Capitães de Abril. Obviamente, falei muito com o Otelo, também com o Salgueiro Maia e, sobretudo, passei realmente 13 anos da minha vida a fazer pesquisa e a ler tudo o que eu conseguia encontrar nessa época publicado e às vezes sem estar publicado do que eles escreveram. É um privilégio extraordinário da nossa geração, da nossa infância, de miúdos lisboetas, de muitos de nós, termos coincidido com essas figuras importantes da nossa história", diz a cineasta que lamenta a actual tentativa de minimizar o legado do 25 de Abril no espaço público em Portugal. "Infelizmente, eu acho que estes movimentos revisionistas de extrema-direita que alastram não é uma coisa que seja, nem é nada português. Na verdade, acho que é uma importação. É como uma marca importada de outros países, porque está a acontecer por toda a parte. Os discursos são os mesmos. O descrédito atirado para cima da honra não é de quem de facto lutou. É vergonhoso", denuncia Maria de Medeiros. Volvidos 52 anos, o campo conservador está no poder em Portugal e a extrema-direita, em posição de força na Assembleia da República, tenta corroer a herança do 25 de Abril. A questão da memória torna-se tanto mais premente que as testemunhas directas da revolução dos cravos vão partindo. Otelo faleceu a 25 de Julho de 2021, num relativo esquecimento e sem grandes homenagens nacionais. "O que é muito importante, com o 25 de Abril é o papel dos capitães. Os grandes testemunhos da época, obviamente, 50 anos depois, os heróis desaparecem. Por exemplo, Otelo morreu cinco anos atrás, em 2021. E é difícil falar desse período sem os grandes actores do 25 de Abril. É um problema clássico na disciplina da História, a memória, os testemunhos e a história. É importante fazer e dizer a História. É um período complexo porque estamos entre a época da memória, com a presença dos grandes actores do 25 de Abril e o período da História. O problema hoje, é a tentação de dizer que o período antes do 25 de Abril não foi um período tão difícil. É um grande perigo para a democracia portuguesa", considera Yves Léonard para quem "é muito importante hoje sublinhar o papel fundamental da ruptura do 25 de Abril" que marcou "um novo tempo para Portugal, para a democracia em Portugal e para a democracia na Europa". "Otelo, obviamente, é o homem do 25 de Abril, o instigador que simboliza os Cravos de Abril", conclui o historiador.

Noticias de América
Honduras: El blindaje del partido del presidente Asfura pasa por la justicia

Noticias de América

Play Episode Listen Later Mar 31, 2026 2:34


La semana pasada, dos altos funcionarios fueron removidos de sus cargos tras el uso, desde el Congreso Nacional, de la Ley de Juicio Político. En el caso del fiscal general de la República, el juicio político se llevó a cabo de forma expedita y resultó en su destitución. La presidente de la Corte Suprema de Justicia renunció antes de conocer la misma suerte. Sus sucesores, afines al partido oficialista y a su nuevo aliado, el Partido Liberal, ya han sido nombrados. ¿Qué hay detrás de este cambio de piezas en el escenario judicial? A la salida del Ministerio Público de Tegucigalpa, en su carro blindado, el fiscal anti corrupción, Luis Javier Santos, habla a RFI de su preocupación acerca de los recientes nombramientos de altos funcionarios en el sector justicia. “Todos esos casos van a quedar en la impunidad” “Lo que está ocurriendo en Honduras es lo que ocurre siempre cuando inicia una nueva administración de Gobierno”, explica. Es decir, el intento de apoderarse políticamente de las instituciones claves del país. Lo cual, en Honduras, pasa por el Congreso Nacional. “Cualquiera que llegue al poder, el objetivo es proteger a todos los funcionarios o exfuncionarios, y que queden en la impunidad unas acusaciones que hay pendientes”, recalca el fiscal anti corrupción. Investigar a funcionarios corruptos es su especialidad. Muchos de ellos vienen del Partido Nacional, y aún están en el poder: “Todos esos casos van a quedar en la impunidad, porque son casos que de alguna manera son contra el partido. El actual presidente de la República tiene una investigación pendiente en la Corte Suprema de Justicia desde hace aproximadamente 14 meses”, apunta. El presidente Nasry Asfura está acusado por el desvío de más de un millón de dólares, cuando fungía como alcalde de la capital. El nuevo fiscal general, Pablo Emilio Reyes, afín al Partido Nacional, prometió en su primera conferencia de prensa no parcializar la persecución de delitos. “Ellos van a buscar cuidarse” “Toda línea de investigación que ha sido aperturada seguirá, siempre y cuando se haya iniciado o se siga realizando con la objetividad e imparcialidad que debe caracterizar la gestión del Ministerio Público”, afirmó Reyes. Una promesa que Juan Carlos Aguilar, analista político, mira con recelo: “Mientras las instituciones públicas estén altamente politizadas, es muy difícil que sean independientes y autónomas. Obviamente hay juicios que están abiertos, lo que usted mencionaba del presidente. El expresidente Hernández incluso no hace mucho intentó revocar una orden de captura para poder, me imagino, regresar al país y defenderse en libertad. La Corte dijo que no”, analiza. “Pero sí, naturalmente ellos van a buscar cuidarse, van a buscar lo que muchas veces hemos visto, el tema de negociar impunidad también, en función de cómo se reconfiguran las cosas”, prosigue el director de Transparencia de la ASJ (Asociación para una Sociedad más Justa). En las próximas semanas, otros funcionarios podrían enfrentar un juicio político. El presidente del Congreso Nacional, Tomás Zambrano, ya mencionó al consejero Marlon Ochoa, por abusar de su cargo en las elecciones presidenciales de noviembre desde el Consejo Nacional Electoral.

Noticias de América
Honduras: El blindaje del partido del presidente Asfura pasa por la justicia

Noticias de América

Play Episode Listen Later Mar 31, 2026 2:34


La semana pasada, dos altos funcionarios fueron removidos de sus cargos tras el uso, desde el Congreso Nacional, de la Ley de Juicio Político. En el caso del fiscal general de la República, el juicio político se llevó a cabo de forma expedita y resultó en su destitución. La presidente de la Corte Suprema de Justicia renunció antes de conocer la misma suerte. Sus sucesores, afines al partido oficialista y a su nuevo aliado, el Partido Liberal, ya han sido nombrados. ¿Qué hay detrás de este cambio de piezas en el escenario judicial? A la salida del Ministerio Público de Tegucigalpa, en su carro blindado, el fiscal anti corrupción, Luis Javier Santos, habla a RFI de su preocupación acerca de los recientes nombramientos de altos funcionarios en el sector justicia. “Todos esos casos van a quedar en la impunidad” “Lo que está ocurriendo en Honduras es lo que ocurre siempre cuando inicia una nueva administración de Gobierno”, explica. Es decir, el intento de apoderarse políticamente de las instituciones claves del país. Lo cual, en Honduras, pasa por el Congreso Nacional. “Cualquiera que llegue al poder, el objetivo es proteger a todos los funcionarios o exfuncionarios, y que queden en la impunidad unas acusaciones que hay pendientes”, recalca el fiscal anti corrupción. Investigar a funcionarios corruptos es su especialidad. Muchos de ellos vienen del Partido Nacional, y aún están en el poder: “Todos esos casos van a quedar en la impunidad, porque son casos que de alguna manera son contra el partido. El actual presidente de la República tiene una investigación pendiente en la Corte Suprema de Justicia desde hace aproximadamente 14 meses”, apunta. El presidente Nasry Asfura está acusado por el desvío de más de un millón de dólares, cuando fungía como alcalde de la capital. El nuevo fiscal general, Pablo Emilio Reyes, afín al Partido Nacional, prometió en su primera conferencia de prensa no parcializar la persecución de delitos. “Ellos van a buscar cuidarse” “Toda línea de investigación que ha sido aperturada seguirá, siempre y cuando se haya iniciado o se siga realizando con la objetividad e imparcialidad que debe caracterizar la gestión del Ministerio Público”, afirmó Reyes. Una promesa que Juan Carlos Aguilar, analista político, mira con recelo: “Mientras las instituciones públicas estén altamente politizadas, es muy difícil que sean independientes y autónomas. Obviamente hay juicios que están abiertos, lo que usted mencionaba del presidente. El expresidente Hernández incluso no hace mucho intentó revocar una orden de captura para poder, me imagino, regresar al país y defenderse en libertad. La Corte dijo que no”, analiza. “Pero sí, naturalmente ellos van a buscar cuidarse, van a buscar lo que muchas veces hemos visto, el tema de negociar impunidad también, en función de cómo se reconfiguran las cosas”, prosigue el director de Transparencia de la ASJ (Asociación para una Sociedad más Justa). En las próximas semanas, otros funcionarios podrían enfrentar un juicio político. El presidente del Congreso Nacional, Tomás Zambrano, ya mencionó al consejero Marlon Ochoa, por abusar de su cargo en las elecciones presidenciales de noviembre desde el Consejo Nacional Electoral.

Libros para Emprendedores

¿Sabías que uno de los mejores violinistas del mundo ganó solo 32 dólares tocando en una estación de metro, mientras llena salas de 300 dólares la entrada? Mismo talento, mismo violín, diferente CONTEXTO. Eso es exactamente lo que le pasa a tu negocio cuando no controlas tu posicionamiento. April Dunford ha dedicado más de 25 años al posicionamiento de productos. Ha reposicionado 16 productos como ejecutiva de marketing en empresas como IBM, y después ha trabajado con más de 200 empresas como consultora. En Obviously Awesome comparte su sistema probado de 10 pasos para que cualquier producto o servicio sea entendido, valorado y comprado. En este episodio verás: ✅ Qué es realmente el posicionamiento (y por qué NO es un eslogan ni una frase bonita) ✅ Las 2 trampas mortales que atrapan a la mayoría de emprendedores sin que se den cuenta ✅ Los 5 componentes (+1 bonus) de un posicionamiento efectivo ✅ La pregunta que cambia todo: "¿Qué haría tu cliente si no existieras?" ✅ Los 3 estilos de posicionamiento y cuándo usar cada uno ✅ Un reto concreto para que apliques esto a tu negocio ESTA SEMANA No cambias tu producto. Cambias tu contexto. Y al cambiar tu contexto, cambias tu negocio.

Pop Pop Pop (by JJ)
4x29 - Chappell, Zara y Rosalía m4t 4ron a una niña de 11 años

Pop Pop Pop (by JJ)

Play Episode Listen Later Mar 23, 2026 166:55


No estáis preparadxs para el viaje que va a ser este episodio xd. Hablamos de las movidas en las que se han vuelto envueltas Chappell Roan, Zara Larsson y Rosalía últimamente: vídeos de frutas de Inteligencia Artificial, controversias por chistes sobre el aborto, niñas de 11 años disgustadas, futbolistas brasileños enfadados, guardaespaldas violentos, un tour que no ha gustado... Tenemos de todo y para todos los gustos. Obviamente, también comentamos la actualidad musical.

Noticias de América
Ecuador: Tres preguntas para entender las lluvias intensas que golpean el país sudamericano

Noticias de América

Play Episode Listen Later Mar 18, 2026 2:34


En Ecuador, las prolongadas lluvias con tormentas eléctricas han causado desbordamientos de ríos y derrumbes principalmente en las provincias costeras y andinas. El Gobierno declaró la emergencia nacional para "responder" a los "impactos negativos" de las lluvias, aseguró la Secretaría de Gestión de Riesgos en un comunicado. La decisión le permite evitar trámites burocráticos para facilitar la asistencia y acceder a fondos extra de emergencia. Las lluvias también han dejado desde enero a dos personas desaparecidas, más de 24 heridos, unas 80 casas destruidas y más de 124.000 animales de granja muertos, según la misma fuente. Hablamos con Vladimir Arreaga, director de Pronósticos del Instituto Nacional de Meteorología e Hidrología de Ecuador, INAMHI. RFI: El periodo de lluvias en Ecuador se espera cada año entre enero y abril, ¿por qué en este 2026 se ve una intensificación de las precipitaciones especialmente en el litoral? Vladimir Arreaga: Durante este año 2026 estamos teniendo ciertas características peculiares que han originado que la temporada de lluvias se torne bastante activa en gran parte del territorio nacional, pero especialmente a partir del mes de febrero, hemos tenido una intensificación bastante importante de lluvias en la región litoral, en la región costera que está próxima al Océano Pacífico. Y tenemos una condición especial y es que, frente a las costas de Ecuador y el norte de Perú, hemos tenido un incremento de la temperatura de la superficie de mar. Esto justamente está asociado al arribo de aguas cálidas que provienen desde la parte del Pacífico occidental, transitan por el Pacífico central y llegan hasta la costa de Sudamérica. Y cuando nosotros tenemos esta condición, tenemos un escenario ideal justamente para que tengamos una mayor producción de lluvias. Las aguas cálidas originan que tengamos un entorno más inestable, una evaporación bastante importante, una formación de nubes permanente. Y sobre todo tenemos la intensificación de un sistema atmosférico que en la meteorología lo conocemos como zona de convergencia intertropical. Este sistema se ha fortalecido y es responsable de generar lluvias intensas en la costa ecuatoriana, dejando precipitaciones de mucha consideración en varios sectores del Ecuador. RFI: El 13 de marzo el Gobierno ecuatoriano declaró la emergencia nacional por 60 días, basados en los pronósticos del INAMHI. ¿Hasta cuándo podría prolongarse este periodo de lluvias intensas? Vladimir Arreaga: Nosotros también hemos emitido comunicados oficiales puestos a disposición para la población del país, donde se menciona justamente que la temporada de lluvias continuará durante el mes de marzo y posiblemente se extienda hasta inicios incluso del mes de mayo. Obviamente vamos a tener algunos cortos periodos donde tengamos una reducción de lluvias, sin embargo, lo más probable es que tengamos una frecuencia importante de precipitaciones y es lo que estamos atravesando actualmente acá en el país. RFI: Las provincias costeras de Guayas, El Oro, Esmeraldas, Los Ríos, Manabí y Santa Elena, así como las provincias andinas Loja y Chimborazo son las más afectadas hasta ahora. ¿Qué mensaje les envía a esas poblaciones? Vladimir Arreaga: La población que vive en zonas susceptibles de inundaciones y movimientos en masa hay que justamente estar comunicada, saber cuáles son las acciones que se deben ejecutar en estas zonas propensas.  No debemos transitar justamente por zonas cercanas a ríos, a cuerpos hídricos, porque han existido incrementos de caudales, de niveles que han originado lamentablemente impactos muy significativos en el territorio nacional. Hay que cuidarnos de las tormentas eléctricas. También es normal que se activen los accidentes de tránsito. Así que circulemos con precaución porque la calzada mojada y la presencia de niebla justamente origina que tengamos una reducción de visibilidad y es un fenómeno que hay que tener alta relevancia.

Noticias de América
Ecuador: Tres preguntas para entender las lluvias intensas que golpean el país sudamericano

Noticias de América

Play Episode Listen Later Mar 18, 2026 2:34


En Ecuador, las prolongadas lluvias con tormentas eléctricas han causado desbordamientos de ríos y derrumbes principalmente en las provincias costeras y andinas. El Gobierno declaró la emergencia nacional para "responder" a los "impactos negativos" de las lluvias, aseguró la Secretaría de Gestión de Riesgos en un comunicado. La decisión le permite evitar trámites burocráticos para facilitar la asistencia y acceder a fondos extra de emergencia. Las lluvias también han dejado desde enero a dos personas desaparecidas, más de 24 heridos, unas 80 casas destruidas y más de 124.000 animales de granja muertos, según la misma fuente. Hablamos con Vladimir Arreaga, director de Pronósticos del Instituto Nacional de Meteorología e Hidrología de Ecuador, INAMHI. RFI: El periodo de lluvias en Ecuador se espera cada año entre enero y abril, ¿por qué en este 2026 se ve una intensificación de las precipitaciones especialmente en el litoral? Vladimir Arreaga: Durante este año 2026 estamos teniendo ciertas características peculiares que han originado que la temporada de lluvias se torne bastante activa en gran parte del territorio nacional, pero especialmente a partir del mes de febrero, hemos tenido una intensificación bastante importante de lluvias en la región litoral, en la región costera que está próxima al Océano Pacífico. Y tenemos una condición especial y es que, frente a las costas de Ecuador y el norte de Perú, hemos tenido un incremento de la temperatura de la superficie de mar. Esto justamente está asociado al arribo de aguas cálidas que provienen desde la parte del Pacífico occidental, transitan por el Pacífico central y llegan hasta la costa de Sudamérica. Y cuando nosotros tenemos esta condición, tenemos un escenario ideal justamente para que tengamos una mayor producción de lluvias. Las aguas cálidas originan que tengamos un entorno más inestable, una evaporación bastante importante, una formación de nubes permanente. Y sobre todo tenemos la intensificación de un sistema atmosférico que en la meteorología lo conocemos como zona de convergencia intertropical. Este sistema se ha fortalecido y es responsable de generar lluvias intensas en la costa ecuatoriana, dejando precipitaciones de mucha consideración en varios sectores del Ecuador. RFI: El 13 de marzo el Gobierno ecuatoriano declaró la emergencia nacional por 60 días, basados en los pronósticos del INAMHI. ¿Hasta cuándo podría prolongarse este periodo de lluvias intensas? Vladimir Arreaga: Nosotros también hemos emitido comunicados oficiales puestos a disposición para la población del país, donde se menciona justamente que la temporada de lluvias continuará durante el mes de marzo y posiblemente se extienda hasta inicios incluso del mes de mayo. Obviamente vamos a tener algunos cortos periodos donde tengamos una reducción de lluvias, sin embargo, lo más probable es que tengamos una frecuencia importante de precipitaciones y es lo que estamos atravesando actualmente acá en el país. RFI: Las provincias costeras de Guayas, El Oro, Esmeraldas, Los Ríos, Manabí y Santa Elena, así como las provincias andinas Loja y Chimborazo son las más afectadas hasta ahora. ¿Qué mensaje les envía a esas poblaciones? Vladimir Arreaga: La población que vive en zonas susceptibles de inundaciones y movimientos en masa hay que justamente estar comunicada, saber cuáles son las acciones que se deben ejecutar en estas zonas propensas.  No debemos transitar justamente por zonas cercanas a ríos, a cuerpos hídricos, porque han existido incrementos de caudales, de niveles que han originado lamentablemente impactos muy significativos en el territorio nacional. Hay que cuidarnos de las tormentas eléctricas. También es normal que se activen los accidentes de tránsito. Así que circulemos con precaución porque la calzada mojada y la presencia de niebla justamente origina que tengamos una reducción de visibilidad y es un fenómeno que hay que tener alta relevancia.

Momentos de la Creación on Oneplace.com

Génesis 1:21a“Y creó Dios los grandes monstruos marinos y todo ser viviente que se mueve, que las aguas produjeron según su especie, y toda ave alada según su especie. Y vio Dios que era bueno”.Un ejemplo inusual de un diseño en la naturaleza que va en contra del sentido común humano se encuentra en las aletas pectorales de la ballena jorobada. El borde de estas aletas, que uno intuitivamente esperaría que sean lisas, en realidad tienen protuberancias espaciadas por igual.Después de todo, los aviones, así como las aves, tienen bordes lisos sobre sus alas. Estas alas lisas parecerían ser las más eficientes para cortar a través del aire, que es un fluido, igual que el agua. Desconcertados por esto, los científicos recientemente hicieron dos modelos de aletas pectorales de una ballena jorobada. Una tenía un borde liso, la otra tenía protuberancias como las aletas reales. Estos modelos fueron llevados a ser probados en un túnel de viento. No es de extrañarse que las aletas de bordes lisos se desempeñaran como un ala estándar. ¡Sin embargo, el modelo de la ballena jorobada lo hizo mucho mejor! Ésta generó 8 por ciento más alza y un tercio menos de arrastre que el diseño estándar. Lo que es más, la aleta con protuberancias podía ponerse en un ángulo de 40 por ciento más pronunciado en el aire que el modelo liso antes de atascarse. Dado que el agua, como el aire, es fluido, estos principios se aplicarían a una verdadera aleta de ballena jorobada, permitiendo que la jorobada sea más ágil en el agua.Este diseño inusual es muy útil para las jorobadas porque se alimentan de bancos de arenques y sardinas ágiles. Obviamente, Dios les dio un diseño especial para ayudarlas a hacer esto.Oración: Padre, Te agradezco que tus pensamientos no son como los nuestros. Ayúdame a pensar más como Tu. Amén.Ref: Scientific American, “Bumpy Flying.”  To support this ministry financially, visit: https://www.oneplace.com/donate/1235/29?v=20251111

WGospel.com
Maçã podre

WGospel.com

Play Episode Listen Later Mar 8, 2026 5:05


TEMPO DE REFLETIR 01697 – 8 de março de 2026 Ezequiel 28:15 – Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniquidade em ti. Uma maçã podre numa caixa estraga todas as outras. Mas quando Deus criou o mundo, tudo era perfeito. Não havia germes nocivos, morte ou lágrimas. Infelizmente, nesse mundo perfeito apareceu uma maçã podre que estragou a criação de Deus. E a pergunta que surge é a seguinte: Se Deus é bom e todo-poderoso, por que não pegou essa maçã e a jogou no lixo, para evitar que ela estragasse as outras? Você não faria isso? Obviamente, estamos falando de Satanás. Deus sabia que se Satanás continuasse vivendo, sua influência perniciosa se espalharia pela terra e resultaria em Hitler, Idi Amin, Stalin, Saddam Hussein e outros tiranos. Resultaria também em males como o câncer, AIDS, depressão, solidão, defeitos congênitos, alcoolismo, dependência de drogas, acidentes, crimes e divórcios. Em resumo: resultaria num mundo cheio de miséria e dor. Foi justo da parte de Deus deixar que toda essa miséria se espalhasse quando poderia ter cortado o mal pela raiz? Vejamos a seguinte ilustração: Uma empresa tinha um diretor que era amado por seus gerentes e funcionários. O seu assistente o ajudava em tudo. Mas então esse assistente começou a espalhar o boato de que o diretor estava fraudando a empresa. Foi um golpe devastador num líder que sempre havia procurado ser honesto e leal. Pior ainda foi o fato de que entre os gerentes e funcionários houve quem acreditasse no boato. O assistente havia preparado o terreno e conquistado simpatizantes. E quando ele fez essa denúncia, muitos acreditaram nele. Alguns até sugeriram que o conselho dos diretores deveria colocá-lo no lugar do diretor. O diretor poderia tê-lo despedido. Mas pensou: “Mesmo os funcionários que confiam em mim podem desconfiar que eu tenha algo a esconder, pois demito quem discorda de mim. E funcionários que não confiam em seu líder, trabalham mal”. Assim, o diretor permitiu que o seu assistente continuasse trabalhando. Mais cedo ou mais tarde a verdade apareceria. E foi o que aconteceu. A empresa passou por um período difícil, todos perceberam que a acusação do assistente era falsa, e ele acabou pedindo demissão. Tal e qual aquele presidente, Deus deu a Satanás tempo para que surgissem os frutos de sua obra. E ao derramar “o sangue do Filho de Deus, desarraigou-se Satanás das simpatias dos seres celestiais” (O Desejado de Todas as Nações, p. 761). No seu devido tempo a maçã podre será, finalmente, jogada fora. Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: Ajuda-me, Pai, a confiar inteiramente em Ti. Que nunca a semente da dúvida ganhe espaço para crescer em minha mente e coração. Por favor, em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

Alta Definição
Marcelo Rebelo de Sousa em 2019: “Sou responsável como Presidente mesmo do que não depende diretamente de mim, sou um pouco responsável moral. Bate-me na consciência”

Alta Definição

Play Episode Listen Later Mar 7, 2026 49:56


Na última semana da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa, e antes da tomada de posse de António José Seguro como novo presidente da República, o Alta Definição recorda a emissão de 2019 em que o “Professor Marcelo” esteve à conversa com Daniel Oliveira. Percorrendo o seu percurso pessoal e político, e refletindo sobre o estilo de presidência que procurou imprimir desde a tomada de posse, Marcelo Rebelo de Sousa defende que todos os Presidentes da República tiveram, à sua maneira, uma dimensão de proximidade e afetividade com o país, mas explica que decidiu manter o seu modo de ser — espontâneo e próximo — mesmo depois de assumir o cargo, recusando alterar a personalidade por causa da função. Ao longo da conversa, o presidente da República recorda a infância marcada por uma família politicamente exposta, fala da influência do pai e da formação académica em Direito, que o levou à carreira universitária. O “Professor Marcelo” evoca também a longa presença no comentário político e na vida pública, descrevendo-a como uma escola de contacto permanente com a realidade do país. Marcelo aborda o exercício da Presidência como um equilíbrio entre proximidade humana e responsabilidade institucional, reflete sobre o peso das decisões, a solidão que por vezes acompanha o cargo e a necessidade de interpretar os sinais da sociedade portuguesa. Entre memórias, episódios e reflexões, traça um retrato de um percurso marcado pela política, pela comunicação e por uma relação direta com os cidadãos. Recorde aqui a conversa originalmente emitida em outubro de 2019.See omnystudio.com/listener for privacy information.

EN POCAS PALABRAS
Rafael Grossi, «no hay pruebas de que Irán esté fabricando una bomba nuclear».

EN POCAS PALABRAS

Play Episode Listen Later Mar 4, 2026 3:49


En su cuenta de X, el director del Organismo Internacional para la Energía Atómica, Rafael Grossi, escribió que «no hay pruebas de que Irán esté fabricando una bomba nuclear».Antes en declaraciones a medios televisivos de EEUU, Grossi comentó que «sí, hay muchas razones para preocuparse, pero no iba a haber una bomba mañana o pasado mañana. Obviamente muchos países, ese es el caso de Estados Unidos o Israel y de otros, pueden tener la impresión de que todas estas actividades están dirigidas directamente a la fabricación de un arma nuclear.

Daniel Ramos' Podcast
Episode 516: 27 de Febrero del 2026 - Devoción matutina para adolescentes - ¨La vuelta al mundo en 365 días¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Feb 26, 2026 4:29


====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1==================================================== DEVOCIÓN MATUTINA PARA ADOLESCENTES 2026“LA VUELTA AL MUNDO EN 365 DIAS”Narrado por: Mone MuñozDesde: Buenos Aires, ArgentinaUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church27 de Febrero101%«TODO LO QUE HAGAS, HAZLO BIEN» (ECLESIASTÉS 9:10).Durante muchos años, el título de «edificio más alto del mundo» estuvo en manos de la ciudad de Taipéi, en la isla de Taiwán. La enorme torre de acero y vidrio en forma de escalones encastrados impresiona a cualquiera que se acerque a esa megaconstrucción. Obviamente, la mayor adrenalina se consigue al subir en el ascensor a 62 km por hora hasta el último piso, nivel 101, que corresponde al piso 106. Después de «levitar» por 30 segundos hasta el «techo del mundo», como denominaron a su mirador, la visión desde allí arriba sorprende.¿Sabes cuál es el nombre de este edificio? Taipei 101. ¿Y por qué? En primer lugar, para homenajear la informatización del siglo XXI y la llegada del código binario, el sistema de representación de datos que utiliza los números 0 y 1 para representar información en computadoras y dispositivos electrónicos. Pero la segunda razón es la más interesante: los taiwaneses querían mostrarle al mundo que el 100% no es suficiente, sino que es necesario dar y ser más que eso. Por eso usaron el número 101, de 101 %.¿Has pensado en eso? La superación ya no consiste en dar «solamente» lo máximo; ha pasado a ser más que eso. Cuando la búsqueda de la excelencia sobrepasa los límites conocidos, es necesario aventurarse más en el terreno de lo desconocido. De otra manera, nunca se habrían inventado la lámpara eléctrica y el avión, ni tampoco se habría llegado a la Luna. Las grandes conquistas de la inteligencia humana siempre pidieron más que lo obvio; exigían osadía creativa. Y tú también puedes hacer más.¿Y si decides hacer de manera diferente lo que todo el mundo hace igual? ¿Para qué ser alfombra de las mayorías siempre con la misma? monotonía? Dios busca y necesita muchachos y muchachas como José, David, Ester y Timoteo. Este planeta carece de personas valientes capaces de romper las cadenas del miedo y tomar riesgos con la confianza puesta en el cielo.Los más grandes pagarían por algo que tú tienes gratis: la oportunidad. El problema es que pase el tiempo y desperdicies la oportunidad exclusiva de ser y dar el 101 %. ¿Y si inventamos algo en lo que nadie pensó? ¿Y si observamos más las cosas increíbles y bloqueamos las influencias de la pereza? Serás más si Jesús es tu todo y llegarás más lejos si estás cerca de Dios, la Biblia y las personas buenas.¿Quién sabe si, al leer estas palabras, surge alguien que sea 101 %? O mejor: ¡olvídate de Taiwán y sé un 102 %! Tu generación te lo agradecerá. 

WGospel.com
A fidelidade e a integridade

WGospel.com

Play Episode Listen Later Feb 23, 2026 4:46


TEMPO DE REFLETIR 01684 – 23 de fevereiro de 2026 Daniel 1:8 – Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se. A história de Daniel abrange dois impérios mundiais. Ela começou quando o rei babilônio, Nabucodonosor, levou judeus cativos de Jerusalém para o exílio, em 605 a.C. Sua história estende-se através dos dias de Ciro, no império persa. O exílio de Daniel demonstra que a fidelidade a Deus pode trazer sucesso, mesmo sob as mais adversas circunstâncias. Como cativo em terras estrangeiras, Daniel resolveu, ainda em seus anos de adolescente, ser fiel a Deus. Introduzido no luxuoso salão de banquetes do rei babilônico, ele recusou adorar os ídolos do rei, beber o vinho do rei, ou comer os manjares impuros do rei. Mas ele fez isso com tanta elegância que logo conquistou o coração dos seus senhores. A integridade de Daniel continuou durante toda sua vida. Aos 80 anos, ele enfrentou a sua maior prova, talvez. Seus colegas, mancomunados, tramaram contra ele. Ardilosamente, eles influenciaram o rei a passar um decreto proibindo o culto a qualquer deus, exceto o próprio rei, por 30 dias. Obviamente, Daniel não podia consentir. O preço pela desobediência era alto. O profeta não tomou esta decisão baseado nas consequências de suas ações. Ele a tomou baseado na sua fidelidade à Palavra de Deus. Se tivesse considerado as consequências, a morte na cova dos leões, talvez houvesse cedido. Ser esquartejado por ferozes leões, sedentos de sangue, não é um pensamento muito agradável. Sempre que as consequências de uma decisão torna-se a força motora para tomar-se aquela decisão, é provável que cedamos. Mas Daniel vivia para agradar a seu Pai celeste. Quando os registros supremos da vida forem mostrados, o que verdadeiramente vai contar é ter vivido para agradar a Deus. Todos os grandes heróis da fé viveram para um propósito. Eles ergueram-se acima das massas. Eles viam a vida com uma perspectiva diferente. Eles não viviam para agradar a si mesmos ou à multidão. O propósito principal da vida deles era agradar a Deus. Por ter tomado esta decisão fundamental, Daniel viveu uma vida centrada. A fórmula de Deus para a paz verdadeira e o sucesso duradouro ainda é a mesma hoje. Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: Pai, assim como Daniel foi fiel e íntegro, eu também desejo ser. Sei que essa é a vontade de cada um que me ouve agora e ora comigo. Toma conta de nossa vida, por favor! Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

Daniel Ramos' Podcast
Episode 514: 15 de Febrero del 2026 - Devoción matutina para adolescentes - ¨La vuelta al mundo en 365 días¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Feb 14, 2026 4:11


====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1==================================================== DEVOCIÓN MATUTINA PARA ADOLESCENTES 2026“LA VUELTA AL MUNDO EN 365 DIAS”Narrado por: Mone MuñozDesde: Buenos Aires, ArgentinaUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church15 de FebreroLa frontera sin frontera«TODOS USTEDES SON UNO EN CRISTO JESÚS» (GÁLATAS 3:28).Hola, ¿todo bien? ¿Con ánimo para enfrentar este día? ¿Te imaginas levantarte de la cama en un país y, al ir al baño, pasar a otro país? Y cenar en el comedor  que pertenece a una nación y, al ir a la cocina, llegar a otro territorio nacional? Qué locura, ¿no?Sí, eso puede suceder en la pequeña ciudad de Derby Line. Allí es perfectamente posible que alguien vaya de Estados Unidos a Canadá solo caminando de un cuarto a otro de su casa. Todo esto porque la línea de frontera entre estos dos países enormes pasa exactamente por este pueblito y atraviesa edificios, casas, plazas y jardines.Imagina a un padre que intenta que le sellen el pasaporte en «migraciones del pasillo», solo para entrar al cuarto de su hijo que queda «en el otro país». Es el colmo de lo absurdo, ¿verdad? Obviamente, allí no se necesita hacer ese trámite. En aquel lugar, las ciudadanías se mezclan y los canadienses conviven normalmente con los estadounidenses. Lo único que recuerda las dos nacionalidades es una estrecha senda peatonal que de un lado tiene escrito «Estados Unidos», y del otro, «Canadá».¿Pensaste alguna vez cómo sería el mundo si las fronteras fueran así: sin tanta burocracia, sin tanto miedo y con muchos menos prejuicios entre los países? Cuando Jesús vino a la Tierra, intentó enseñar exactamente eso: a los ojos del Padre no existen las diferencias territoriales porque todos somos hijos del mismo Dios. Y eso les ocasionaba un colapso mental a fariseos, saduceos y líderes mezquinos, porque ellos eran quienes más ganaban con la desunión.¿Por qué no podemos vivir más como Jesús y menos como un policía de migraciones? No debemos mirar a las personas por las diferencias que nos alejan, sino por las similitudes que nos acercan. Tener miradas diferentes, colores de piel contrastantes y semblantes peculiares no hace a nadie menos importante para el Reino de los cielos. Y a muchos eso les molesta.¿Y si vivimos este día sin fronteras? Sin juzgar a los demás por su apariencia o sus orígenes. A los pies de la cruz, nadie es mejor que el peor de todos. ¿Y si seguimos el ejemplo de Derby Line? Estaremos más preparados para el cielo, donde no habrá pasaportes y apreciaremos juntos «el único país» de la eternidad.¿Estás listo? 

Daniel Ramos' Podcast
Episode 514: 12 de Febrero del 2026 - Devoción matutina para Jóvenes - ¨Diferente¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Feb 11, 2026 4:14


====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1==================================================== DEVOCIÓN MATUTINA PARA JÓVENES 2026“DIFERENTENarrado por: Daniel RamosDesde: Connecticut, USAUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church===================|| www.drministries.org ||===================12 de FebreroEl Hombre Del SombreroCaminó, pues, Enoc con Dios, y desapareció, porque Dios se lo llevó (Génesis 5:24).Lo recuerdo como si fuera hoy. Acababa de salir de la Iglesia Central de Río de Janeiro cuando, de repente, me encontré con un hombre alto, serio, de piel morena, con un gran sombrero en la cabeza para protegerse del sol. Sus pasos eran cortos, como si estuviera al final de un largo camino. Allí estaba el pastor Roberto Rabello, ex orador de A Voz da Profecía [La voz de la Profecía], el primer programa evangélico transmitido por radio en Brasil.Fue la única vez que lo vi en persona. Ya lo conocía a través de los antiguos discos de vinilo que sonaban en el tocadiscos de mi padre. Además de ser reconocido por su voz aterciopelada, el pastor Rabello era admirado por su profunda consagración a Dios. Años después, más precisamente en 2005, no podía creer que mi primera función en la Red Nuevo Tiempo de Comunicación, además de cantar, fuera transcribir sus sermones.Un hecho aún está fresco en mi memoria. En 1996, incluso antes del surgimiento de las redes sociales, una gran noticia falsa se difundió en los círculos adventistas de todo Brasil, acerca del supuesto arrebatamiento del pastor Rabello. Algunos llegaron a decir que en el lugar donde se encontraba ¡solo había quedado un par de sandalias! Obviamente, el pastor Rabello no fue llevado al Cielo, como algunos especularon.Esta historia me hace recordar a Enoc, el personaje bíblico que también fue un ejemplo de comunión con Dios. Enoc se apartó del mundo y amaba pasar horas en oración y reflexión. Vivió de manera contraria a las costumbres de su tiempo. Mientras que los descendientes de Caín buscaban los placeres del mundo, Enoc se encontraba satisfecho al caminar con Dios. La amistad entre ambos fue tan profunda que Dios lo llamó para vivir permanentemente en su casa.Enoc fue el primer ser humano en pasar por los portales eternos. En una visión extraordinaria, Elena de White describió: "Allí vi al anciano Enoc, quien había sido trasladado. [...] Sobre la guirnalda [en la cabeza] ceñía Enoc una preciosa corona más brillante que el Sol" (Primeros escritos, p. 70).Cuando Jesús regrese, creo que el pastor Rabello resucitará y, como ocurrió con Enoc, ascenderá al Cielo. Allí no llevará un sombrero, sino una hermosa corona. Esta esperanza también es para ti y para mí. 

Welcome Aboard - MD1 podcast
#EP00137 - Melhor roteiro de 15 dias em Orlando

Welcome Aboard - MD1 podcast

Play Episode Listen Later Feb 11, 2026 64:13


Orlando é um destino COMPLEXO!! Fazer um bom roteiro pode significar literalmente a diferença entre uma super viagem, ou um desperdício frustrante de uma pequena fortuna!Obviamente não existe um roteiro perfeito para todos, mas existe uma estrutura que se levada em consideração, pode elevar DEMAIS o aproveitamento da sua visita!!Para comprar os roteiros dos parques, eBooks, ingressos, chip e muito mais, acesse a agência oficial de Orlando >> MD1 TRAVELBaixe nosso App Grátis >> APP MD1Vou deixar abaixo a sugestão de roteiro que trabalhamos nesse EP!!Dia 1 - chegada / check in hotel / Walmart (se for muito tarde / walgreens) Dia 2 - Magic Kingdom Dia 3 - Epcot Dia 4 - Compras/ Outlet/ Mall at milenia Dia 5 - Hollywood StudiosDia 6 - AK / Disney Springs a noite Dia 7 - dia livre/ custar winter Park / Winter Garden Dia 8 - Universal StudiosDia 9 - SeaWorld Dia 10 - livre / compras / passeios extra parques / boardwalk / icon Dia 11 - Islands of Adventure Dia 12 - NASA (KSC)Dia 13 - Epic Dia 14 - Discovery Cove (pra relaxar) Dia 15 - viagem de volta 

Daniel Ramos' Podcast
Episode 514: 11 de Febrero del 2026 - Devoción matutina para adolescentes - ¨La vuelta al mundo en 365 días¨

Daniel Ramos' Podcast

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 4:14


====================================================SUSCRIBETEhttps://www.youtube.com/channel/UCNpffyr-7_zP1x1lS89ByaQ?sub_confirmation=1==================================================== DEVOCIÓN MATUTINA PARA ADOLESCENTES 2026“LA VUELTA AL MUNDO EN 365 DIAS”Narrado por: Mone MuñozDesde: Buenos Aires, ArgentinaUna cortesía de DR'Ministries y Canaan Seventh-Day Adventist Church11 DE FEBREROLA SEMILLA DEL PARAÍSO«LAS SEMILLAS [...] REPRESENTAN A LOS QUE OYEN EL MENSAJE» (MATEO 13:20).Seychelles. Este es uno de los destinos más paradisíacos de nuestro planeta. Las bellezas de estas islas son tan encantadoras que casi no pueden describirse con palabras. No alcanzan. Hay que viajar hasta allí. Es uno de los rarísimos archipiélagos de origen volcánico que existen en nuestro planeta. Ya el nombre en sí es un encanto, ¿verdad?La arena brillante parece harina blanca que se disuelve en el agua cálida más transparente del océano Índico. Mientras se mecen al compás del viento, las palmeras de este lugar parecen más verdes que las que aparecen en las películas. El gran punto distintivo de las islas Seychelles son las piedras de color rosáceo. Los granitos de tonos rojizos muestran formas redondeadas que la brisa fue limando a través de los siglos. En fin, cada rinconcito es un palacio visual, y la naturaleza reina con majestuosidad sobre todo el paisaje.¿Quieres más? Estas islas son consideradas como uno de los destinos más ecológicos del turismo mundial. En una de ellas, la isla La Digue, no se permite circular con automóviles privados, lo que obliga a los viajantes a ejercitar las piernas con buenas pedaleadas en bicicleta. Además, las tortugas megagigantes, las aves marinas y los arrecifes de corales multicolor son atracciones maravillosas. ¡Todo es tan hermoso!Ah, y hay algo más que se destaca en las Seychelles: allí se encuentran las semillas más grandes del mundo. En el bosque nativo, a la orilla de las playas de agua azul esmeralda, se encuentran las palmeras Lodoicea maldivica, que producen una semilla conocida como coco de mar. Estas semillas pueden medir hasta 50 centímetros de diámetro y pesar hasta 30 kilos, ¿puedes creerlo?Una semilla de ese tamaño me recuerda la parábola del sembrador. Obviamente, las semillas eran mucho más pequeñas, pero si representan la verdad, deben ser vistas como la mayor verdad de la tierra. ¿Estás de acuerdo? Y pensar que hay personas que no tienen en cuenta la voluntad de Dios para sus vidas, como si quisieran ignorar un coco de mar inmenso.Tenemos un gran día por delante. Permitamos que en nuestro corazón crezca la semilla más grande del universo. La verdad de la salvación hará una gran diferencia en nuestra vida, sin contar los frutos que nacerán de nuestra amistad con Cristo. Será tan maravilloso que las Seychelles parecerán un simple jardín. 

Desde La Linea Podcast
Ep.758 - Desde La Línea Podcast - Gracias Bad Bunny

Desde La Linea Podcast

Play Episode Listen Later Feb 9, 2026 16:31


Esta semana venimos más pompiau que un niño con 5 dólares. Qué brutal ver ese medio tiempo del Supertazón completamente en español. Obviamente hablamos de eso, de lo sucedido en #laliga , se viene la #NWSL, el drama de Giannis, entre otras cosas más. REDES Desde La Línea Podcast https://linktr.ee/DesdeLaLineaPod?utm_source=linktree_profile_share<sid=0c3413a1-1132-4d8d-91f5-d6168547f11b

El libro de Tobias
ELDT: Audio relato El médico de Thomas Ligotti

El libro de Tobias

Play Episode Listen Later Feb 8, 2026 9:12


paypal.me/LibroTobias ko-fi.com/asier24969 Siempre se ha maltratado el género de terror como algo de segunda clase, tal como se ha hecho con la fantasía o la ciencia ficción. Algo de menor rango frente a géneros más «elevados» o no minoritarios. Como algo de adolescentes o de «frikis» que no llegan a ser adultos. Obviamente, esto como en muchos otros casos es más algo para darse golpes de pecho y darse importancia. Hay autores que destilan calidad y que de estar trabajando en otros géneros harían que fuesen mejor considerados. Y creo que Thomas Ligotti es uno de ellos. El relato "El médico" pertenece a su antología "Noctuario". En este relato el protagonista llega a una fiesta donde tendrá que ofrecer un servicio final a los participantes de una fiesta. Canciones: • “Hidden Histories” de Morbus Tenebris • “Horrifyingly creepy music” de Potato Derp Narración: Asier Menéndez Marín Diseño logo Podcast: albacanodesigns (Alba Cano) Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals

Las Almas Despiertas
94. Cómo escapé de la new age - Anishaa

Las Almas Despiertas

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 106:04


Puedes hacer una aportación en este enlace ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://ko-fi.com/lasalmasdespiertas⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ Gracias. ☕

Humor en la Cadena SER
Especialistas Secundarios | ¿Cumplen con su horario laboral los integrantes de La Ventana cuando el programa acaba antes por el fútbol?

Humor en la Cadena SER

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 5:52


Obviamente, la respuesta es no y recibimos un merecido reproche por ello. Esto es el Defensor del Oyente y aquí se viene a recibir palos.

La Ventana
Especialistas Secundarios | ¿Cumplen con su horario laboral los integrantes de La Ventana cuando el programa acaba antes por el fútbol?

La Ventana

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 5:52


Obviamente, la respuesta es no y recibimos un merecido reproche por ello. Esto es el Defensor del Oyente y aquí se viene a recibir palos.

Música Cristiana (Gratis)

Música Cristiana (Gratis)

Play Episode Listen Later Feb 3, 2026 3:40 Transcription Available


Puedes ver el video completo aquí: https://youtu.be/Z276nwP9aSg Hola amigos de Radio Ebenezer RD, un tema del momento y que está generando debates es la desclasificación de millones de archivos relacionados con el caso de Jeffrey Epstein por parte del Departamento de Justicia de Estados Unidos. Esta reciente divulgación de documentos, evidencia la gravedad de las acusaciones de tráfico sexual y abuso de menores. Expertos en geopolítico destacan que la lista involucra a figuras prominentes de la política, finanzas y entretenimiento, entre ellos se menciona a Donald Trump, Bill Clinton, Elon Musk, Bill Gates y el Príncipe Andrés. Allí se habla de conexiones de inteligencia, que sugieren que Epstein trabajaba para el servicio de inteligencia israelí, Mossad, y posiblemente para otros, utilizando el chantaje basado en grabaciones de abusos sexuales como herramienta. Definitivamente, esto tiene grandes Implicaciones políticas, ya que estos archivos afectan la reputación de líderes internacionales. Además, tiene una dimensión espiritual, pues desde la perspectiva cristiana, se interpreta la corrupción moral de estas élites como un reflejo de un problema espiritual profundo. Algunos hablan del caso del senador Lindsey Graham como ejemplo de posibles chantajes. El periodista César Vidal describe a Epstein como un delincuente sexual y traficante de personas que utilizó su firma financiera para cultivar relaciones con las élites más altas del mundo. ¿Cuál era el Modus Operandi? Sé dice que el núcleo de su actividad era proporcionar menores de edad a personajes poderosos para abusar de ellas, utilizando estos encuentros para filmarlos y obtener material de chantaje. Algunos destacan irregularidades judiciales, por el polémico acuerdo de 2005 en Florida, donde Epstein cumplió una condena mínima a pesar de haber decenas de víctimas identificadas. Además, su muerte sigue siendo controversial. Muchos cuestionan la versión oficial del suicidio en 2019, citando opiniones forenses que sugieren señales de violencia y la desaparición de minutos clave en las grabaciones de la celda. Estamos hablando de la divulgación de unos 3 millones de páginas que incluyen nombres de diversas figuras públicas: Bill Clinton, Donald Trump, el príncipe Andrés de Inglaterra, Ehud Barak (ex primer ministro de Israel) y William Burns (director de la CIA). También empresarios y académicos: Bill Gates, Elon Musk (quien habría negado su relación inicialmente), Sergei Brin (cofundador de Google), y el lingüista Noam Chomsky. Se incluyen celebridades como: Woody Allen, David Copperfield, Stephen Hawking y Michael Jackson. Supuestamente hay documentos donde se alega material comprometedor sobre Donald Trump y su supuesta relación estrecha con intereses del Estado de Israel. César Vidla afirmó hace poco que Epstein trabajaba para el servicio de inteligencia israelí (Mossad) como un activo para chantajear a políticos y empresarios estadounidenses y así influir en la política exterior. Obviamente, este sistema de corrupción afecta la soberanía de Estados Unidos, y se suma ahora la presión sobre congresistas que intentan investigar estos temas. Al final, esta situación es vista como un reflejo de una "casta" académica, política y financiera nihilista y carente de moral. A pesar de lo escalofriante o escandaloso del caso, la salida a la luz de esta información es una "gran noticia" porque permite diagnosticar y enfrentar la enfermedad que corroe el sistema. Hay una necesidad de transparencia y estas revelaciones, aunque tenebrosas, pueden permitir la depuración en la política estadounidense. Aunque sabemos, que los tiempos van de name en peor.Conviértete en un supporter de este podcast: https://www.spreaker.com/podcast/radio-ebenezer-rd-emisora-cristiana--3279340/support.

Música Cristiana

Música Cristiana

Play Episode Listen Later Feb 3, 2026 3:40 Transcription Available


Puedes ver el video completo aquí: https://youtu.be/Z276nwP9aSg Hola amigos de Radio Ebenezer RD, un tema del momento y que está generando debates es la desclasificación de millones de archivos relacionados con el caso de Jeffrey Epstein por parte del Departamento de Justicia de Estados Unidos. Esta reciente divulgación de documentos, evidencia la gravedad de las acusaciones de tráfico sexual y abuso de menores. Expertos en geopolítico destacan que la lista involucra a figuras prominentes de la política, finanzas y entretenimiento, entre ellos se menciona a Donald Trump, Bill Clinton, Elon Musk, Bill Gates y el Príncipe Andrés. Allí se habla de conexiones de inteligencia, que sugieren que Epstein trabajaba para el servicio de inteligencia israelí, Mossad, y posiblemente para otros, utilizando el chantaje basado en grabaciones de abusos sexuales como herramienta. Definitivamente, esto tiene grandes Implicaciones políticas, ya que estos archivos afectan la reputación de líderes internacionales. Además, tiene una dimensión espiritual, pues desde la perspectiva cristiana, se interpreta la corrupción moral de estas élites como un reflejo de un problema espiritual profundo. Algunos hablan del caso del senador Lindsey Graham como ejemplo de posibles chantajes. El periodista César Vidal describe a Epstein como un delincuente sexual y traficante de personas que utilizó su firma financiera para cultivar relaciones con las élites más altas del mundo. ¿Cuál era el Modus Operandi? Sé dice que el núcleo de su actividad era proporcionar menores de edad a personajes poderosos para abusar de ellas, utilizando estos encuentros para filmarlos y obtener material de chantaje. Algunos destacan irregularidades judiciales, por el polémico acuerdo de 2005 en Florida, donde Epstein cumplió una condena mínima a pesar de haber decenas de víctimas identificadas. Además, su muerte sigue siendo controversial. Muchos cuestionan la versión oficial del suicidio en 2019, citando opiniones forenses que sugieren señales de violencia y la desaparición de minutos clave en las grabaciones de la celda. Estamos hablando de la divulgación de unos 3 millones de páginas que incluyen nombres de diversas figuras públicas: Bill Clinton, Donald Trump, el príncipe Andrés de Inglaterra, Ehud Barak (ex primer ministro de Israel) y William Burns (director de la CIA). También empresarios y académicos: Bill Gates, Elon Musk (quien habría negado su relación inicialmente), Sergei Brin (cofundador de Google), y el lingüista Noam Chomsky. Se incluyen celebridades como: Woody Allen, David Copperfield, Stephen Hawking y Michael Jackson. Supuestamente hay documentos donde se alega material comprometedor sobre Donald Trump y su supuesta relación estrecha con intereses del Estado de Israel. César Vidla afirmó hace poco que Epstein trabajaba para el servicio de inteligencia israelí (Mossad) como un activo para chantajear a políticos y empresarios estadounidenses y así influir en la política exterior. Obviamente, este sistema de corrupción afecta la soberanía de Estados Unidos, y se suma ahora la presión sobre congresistas que intentan investigar estos temas. Al final, esta situación es vista como un reflejo de una "casta" académica, política y financiera nihilista y carente de moral. A pesar de lo escalofriante o escandaloso del caso, la salida a la luz de esta información es una "gran noticia" porque permite diagnosticar y enfrentar la enfermedad que corroe el sistema. Hay una necesidad de transparencia y estas revelaciones, aunque tenebrosas, pueden permitir la depuración en la política estadounidense. Aunque sabemos, que los tiempos van de name en peor.Conviértete en un supporter de este podcast: https://www.spreaker.com/podcast/musica-cristiana--4958188/support.

Dr. Stanley – Ministerios En Contacto

Puedes ver el video completo aquí: https://youtu.be/Z276nwP9aSg Hola amigos de Radio Ebenezer RD, un tema del momento y que está generando debates es la desclasificación de millones de archivos relacionados con el caso de Jeffrey Epstein por parte del Departamento de Justicia de Estados Unidos. Esta reciente divulgación de documentos, evidencia la gravedad de las acusaciones de tráfico sexual y abuso de menores. Expertos en geopolítico destacan que la lista involucra a figuras prominentes de la política, finanzas y entretenimiento, entre ellos se menciona a Donald Trump, Bill Clinton, Elon Musk, Bill Gates y el Príncipe Andrés. Allí se habla de conexiones de inteligencia, que sugieren que Epstein trabajaba para el servicio de inteligencia israelí, Mossad, y posiblemente para otros, utilizando el chantaje basado en grabaciones de abusos sexuales como herramienta. Definitivamente, esto tiene grandes Implicaciones políticas, ya que estos archivos afectan la reputación de líderes internacionales. Además, tiene una dimensión espiritual, pues desde la perspectiva cristiana, se interpreta la corrupción moral de estas élites como un reflejo de un problema espiritual profundo. Algunos hablan del caso del senador Lindsey Graham como ejemplo de posibles chantajes. El periodista César Vidal describe a Epstein como un delincuente sexual y traficante de personas que utilizó su firma financiera para cultivar relaciones con las élites más altas del mundo. ¿Cuál era el Modus Operandi? Sé dice que el núcleo de su actividad era proporcionar menores de edad a personajes poderosos para abusar de ellas, utilizando estos encuentros para filmarlos y obtener material de chantaje. Algunos destacan irregularidades judiciales, por el polémico acuerdo de 2005 en Florida, donde Epstein cumplió una condena mínima a pesar de haber decenas de víctimas identificadas. Además, su muerte sigue siendo controversial. Muchos cuestionan la versión oficial del suicidio en 2019, citando opiniones forenses que sugieren señales de violencia y la desaparición de minutos clave en las grabaciones de la celda. Estamos hablando de la divulgación de unos 3 millones de páginas que incluyen nombres de diversas figuras públicas: Bill Clinton, Donald Trump, el príncipe Andrés de Inglaterra, Ehud Barak (ex primer ministro de Israel) y William Burns (director de la CIA). También empresarios y académicos: Bill Gates, Elon Musk (quien habría negado su relación inicialmente), Sergei Brin (cofundador de Google), y el lingüista Noam Chomsky. Se incluyen celebridades como: Woody Allen, David Copperfield, Stephen Hawking y Michael Jackson. Supuestamente hay documentos donde se alega material comprometedor sobre Donald Trump y su supuesta relación estrecha con intereses del Estado de Israel. César Vidla afirmó hace poco que Epstein trabajaba para el servicio de inteligencia israelí (Mossad) como un activo para chantajear a políticos y empresarios estadounidenses y así influir en la política exterior. Obviamente, este sistema de corrupción afecta la soberanía de Estados Unidos, y se suma ahora la presión sobre congresistas que intentan investigar estos temas. Al final, esta situación es vista como un reflejo de una "casta" académica, política y financiera nihilista y carente de moral. A pesar de lo escalofriante o escandaloso del caso, la salida a la luz de esta información es una "gran noticia" porque permite diagnosticar y enfrentar la enfermedad que corroe el sistema. Hay una necesidad de transparencia y estas revelaciones, aunque tenebrosas, pueden permitir la depuración en la política estadounidense. Aunque sabemos, que los tiempos van de name en peor.Conviértete en un supporter de este podcast: https://www.spreaker.com/podcast/meditacion-del-dia--4064350/support.

Podcast La Rueda del Misterio
MECENAS: Recordar sin Memoria- Recuperar el Color en las Canas. - Episodio exclusivo para mecenas

Podcast La Rueda del Misterio

Play Episode Listen Later Feb 2, 2026 34:27


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Bienvenidos a un episodio cargado de esperanza y ciencia que roza lo increíble: hoy exploramos cómo la música puede abrir puertas cerradas por la demencia y el Alzheimer, devolviendo recuerdos que parecían perdidos para siempre, y cómo el estrés crónico puede blanquear el pelo... pero, en muchos casos, ¡también revertirlo cuando la calma regresa! Dos temas que nos recuerdan que el cuerpo humano guarda capacidades de reparación que apenas empezamos a entender. Empecemos por el poder casi mágico de la música en personas con Alzheimer o demencia avanzada. Todos hemos visto esos momentos virales: un abuelo que no reconoce a nadie, pero al oír su canción favorita de juventud, canta la letra completa, sonríe, llora de emoción y hasta conversa con fluidez durante unos minutos. No es casualidad ni mito urbano. Es neurociencia sólida, respaldada por revisiones sistemáticas y meta-análisis recientes (hasta 2025). La memoria musical se aloja en redes cerebrales (áreas auditivas, motoras y emocionales) que el Alzheimer ataca mucho más tarde que el hipocampo (responsable de los recuerdos recientes). Estudios de 2023-2025 muestran que la musicoterapia (especialmente la personalizada y activa: cantar, tocar instrumentos simples): Mejora la memoria autobiográfica y episódica Reduce ansiedad, depresión y agitación en un 50-70% en muchos casos Aumenta la fluidez verbal, la orientación y la calidad de vida Activa conexiones neuronales "apagadas", como demuestran resonancias funcionales Incluso combinada con actividades nostálgicas (como recordar momentos con música de época), mejora la cognición, el sueño y el estado de ánimo en pacientes de leve a moderado. Programas como Music & Memory se usan cada vez más en residencias de España y Latinoamérica, con resultados que las familias describen como "milagrosos". ¡La música no cura, pero puede devolvernos a nuestros seres queridos aunque sea por instantes preciosos! Y ahora, el segundo misterio: ¿las canas por estrés son para siempre? La respuesta, según investigaciones de los últimos años: no siempre. El estudio pionero de la Universidad de Columbia (2021, con actualizaciones y confirmaciones hasta 2025) demostró que el estrés masivo agota las células madre melanocíticas (McSC) mediante noradrenalina del sistema simpático, "quemando" el pigmento. Pero cuando el estrés baja (vacaciones, resolución de problemas, divorcio...), ¡muchas canas recuperan color desde la raíz! Casos documentados: cabellos que encanecen en periodos duros y repigmentan al volver la calma. En 2025, avances con luteolina (antioxidante natural de apio, brócoli, zanahorias) revirtieron el gris en ratones por completo, y terapias con exosomas muestran repigmentación en humanos (hasta 60% de mejora en algunos casos tras varias sesiones). Obviamente, las canas genéticas o por edad muy avanzada son más difíciles de revertir, pero las prematuras por estrés crónico (a los 30-50 años) tienen una ventana de oportunidad real si se actúa a tiempo: reducir estrés, antioxidantes, hábitos saludables. La lección final de hoy, mecenas: el cuerpo humano no es un reloj que solo avanza hacia la destrucción. Eliminar lo que lo daña (dolor cognitivo, estrés tóxico) activa mecanismos de autorreparación impresionantes. La música nos trae de vuelta fragmentos de quienes amamos. Reducir el estrés puede devolvernos el color de la juventud. ¿Magia? No. Ciencia en evolución. Y esperanza muy real. ¡Contadnos en comentarios vuestras historias! ¿Habéis visto a alguien "volver" con una canción? ¿Alguien que "descaneció" tras un cambio de vida? ¡Gracias por ser mecenas de La Rueda del Misterio! Nos vemos en la próxima vuelta, donde seguiremos desentrañando los enigmas que nos rodean. laruedadelmisterio2010@gmail.com ®© La Rueda del MisterioEscucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de La Rueda del Misterio. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/4754

Julia en la onda
David Vico, filósofo: "Si empezamos a perder la confianza en los demás obviamente nos cerramos sobre nosotros mismos"

Julia en la onda

Play Episode Listen Later Feb 1, 2026 22:50


Después de 'Ética para desconfiados' y 'Era de Idiotas', llega 'Filosofía para desconfiados', la tercera obra publicada en España por David Pastor Vico, escritor y filósofo. Nos presenta este nuevo libro en Julia en la Onda

Reflexión diaria del Evangelio por el P. Luis Zazano

1) Designó: Capaz que, si las cosas no te están saliendo como lo pensaste o no estás logrando adquirir esos objetivos que te pusiste, no sea por falta de voluntad. Quizás lo que estés necesitando es un grupo de ayuda y que te dé ese sentido de pertenencia, dejarte ayudar por otros y que puedas tener ese espacio para hablar con otros de cómo vas caminando tu vida. Si hay algo que es esencial en la Iglesia es generar comunidad y la comunidad no es para armar equipo de trabajo o grupo de relevamiento, sino el acompañarse el uno al otro en el sostenimiento de nuestras vidas. Obviamente que esto también me llama la atención en decir si no será que los grupos parroquiales, las comunidades parroquiales, se han detenido más en convertirse en un equipo de trabajo que un sostenimiento de acompañantes:2) Obreros: Recuerdo que, cuando me iba a ordenar sacerdote, un obispo me dijo: “Si no estás dispuesto a llevar una vida sacrificada, bórrate, bórrate de ser cura”. Porque nos dicen en el día que te ordenan sacerdote: “Recibe esta ofrenda del pueblo santo, considera lo que realizas e imita lo que conmemoras y conforma tu vida con el misterio de Cristo crucificado”. Por tanto, también, te lo digo a vos, si sos cura o no, que tu vida aquí es llevar la cruz y saber que lleva a muchos a una resurrección. 3) Recibir: Estamos a llevar bendición. Bendecir viene del término que “Benedicere” significa desear el bien al otro y fortalecer con tu buena intención la vida de los otros. Por tanto, no dejes de hacer y desear el bien a los otros porque los otros logran hacer mucho bien con tu deseo y con tu colaboración con los demás. Algo bueno está por venir.

Noticias Descafeinadas
Programa Completo #37 (27.12.25) ESPECIAL FIN DE AÑO

Noticias Descafeinadas

Play Episode Listen Later Dec 29, 2025 103:36


Llegamos al último sábado del año y como siempre nos ponemos nostálgicos. Repasamos las noticias descafeinadas más destacadas del año con Trump y el Pato Juan como personajes destacados. Además hicimos un repaso de todos los discos clásicos que pasaron este año y los discos nuevos que llevamos al programa. En el marco del cine también contamos que clásicos volvimos a ver y a que estrenos les dimos lugar con grandes películas. Obviamente tuvieron lugar aquellas historias y temas a los que dedicamos investigación y humor en las columnas libres. De yapa repasamos eventos, discos, series y películas que tienen fecha en 2026 y nos llaman la atención. Cerramos el año con la esperada segunda parte de la columna de Cadenas Nacionales curada por Mati. Encontra este y mucho más contenido todos los sábados a las 13hs por www.fm913.com.ar o en Spotify

Tu dinero nunca duerme
TDND: Cobas, sobre la Bolsa española: "¿El mercado está caro? Sí, pero sigue habiendo compañías baratas"

Tu dinero nunca duerme

Play Episode Listen Later Dec 28, 2025 57:50


Iván Chvedine, responsable de la cartera Iberia de la gestora, visita Tu Dinero Nunca Duerme. La Bolsa española ha sido una de las grandes estrellas en los mercados financieros de este 2025 que está a punto de terminar. El Ibex 35 ronda el 45 y 50% de subida. Lo que ha disparado el optimismo de los inversores. Pero no todos lo han hecho igual. La mayoría ha sacado un sobresaliente; pero unos pocos están cerca de la Matrícula de Honor. Con uno de ellos, Iván Chvedine, responsable de la cartera Iberia de Cobas AM, hablamos este domingo en Tu Dinero Nunca Duerme. Y sí, ha sido un gran año, pero Chvedine sigue siendo optimista de cara al futuro: "Obviamente, si la cartera sube un 50%, el potencial de revalorización se reduce. Pero sigue en el 80%", asegura: "Hemos hecho cierta rotación. Por ejemplo, con la revalorización de Técnicas Reunidas, vendimos una parte y subimos Sacyr o Meliá. El proceso suele ser gradual". En este contexto, qué explica lo ocurrido (no es tan normal que una bolsa de un país rico se revalorice un 50% en doce meses) y cómo podemos afrontar lo que viene: "Hay que ir un poco a la macro de España. El PIB está creciendo, gracias a la inmigración. Gran parte de la subida del Ibex se explica por los bancos. E Indra, que ha multiplicado por tres. Nosotros hemos logrado este 50% sin tener bancos y teniendo durante muy poco tiempo, Indra. Una reflexión sobre por qué ha subido Indra: porque creemos que vamos a crear un campeón nacional de Defensa, pero eso tarda años y ya sabemos cómo funcionan las compañías con mucha participación del Gobierno", nos explica: "¿El mercado está caro? Sí, pero sigue habiendo compañías baratas. Y hay que arremangarse. La bolsa española está a un múltiplo de 15, pero nuestra cartera está en 9, sólo con llegar a los múltiplos medios tenemos gran potencial de revalorización".

Reflexión diaria del Evangelio por el P. Luis Zazano
Mateo 1, 18-24: María, su madre

Reflexión diaria del Evangelio por el P. Luis Zazano

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 4:21


1) Comprometida: Nosotros los católicos tenemos la tradición de celebrar los 15 años de las mujeres en honor a María, ya que María recibió el anuncio del ángel a sus 15 años aproximadamente. Así como también celebramos los 18 años de los varones en honor a San José, ya que recibió a María en su casa a sus 18 años. Pero la vida nos enseña que siempre uno tiene que asumir compromisos y que tu vida implica que vos te comprometas con tu vida. No podés estar esperando que otro sea quien lleve adelante tu vida. Si vos no te haces cargo de tu vida, nadie lo hará por vos. No puede ser que estés esperando que tu esposa cambie para que se haga cargo de vos o que tu esposo cambie para que se haga cargo de vos o que tu hijo o hija cambie para que se haga cargo de vos. Si estás a la espera de otros para que tu vida cambie, no vas a poder lograr nada. Vos no podés estar esperando que otro cambie para tener felicidad. 2) Justo: En José vemos la imagen de una persona justa, pero también clara en su vida. Eso es lo importante, que seas claro con vos y que hagas saber a los demás lo que quieres y lo que no quieres. Hay veces que yo me meto en cada problema por no saber decir “No”, o por simplemente decir: “No quiero o no puedo”. Entonces, por querer quedar bien con todos o por evitar un conflicto termino siendo injusto, y cuando uno quiere quedar bien con todo el mundo puede que termine quedando mal uno mismo. 3) Ángel: Dios siempre pone personas justas en el momento justo. Por eso, aprende a abandonarte a las manos de Dios y comprende que la vida implica también saber escuchar. Es necesario saber escuchar al otro y entender que hay personas que son nuestros ángeles. En los momentos más difíciles de mi vida aparecieron personas que me ayudaron mucho a salir adelante y lo curioso de esto es que esas personas hasta eran “cero” Iglesia, no eran católicos. Nunca olvidaré a un amigo llamado Ezequiel, una gran persona, que fue mi compañero de trabajo cuando estaba en mi crisis sacerdotal y tomé distancia de todo. Estaba con una mano atrás y una adelante. Me fui “seco”. Tomé distancia de todo, incluso del ministerio sacerdotal. Había conseguido trabajo, después de haber mandado currículums por todos lados. Obviamente no sabían que había sido sacerdote y entre mis miedos por el qué dirán, se acercó y me ayudó a insertarme en el trabajo. Recuerdo que, cuando le tuve confianza, le dije: “Lo que pasa es que soy sacerdote y lo dejé por un tiempo porque estoy en crisis”. Y recuerdo que me dijo: “No sé que es eso de ser sacerdote, pero sí sé lo que es estar en crisis”. Y allí se ganó mi amistad, porque me ayudó a salir adelante. No por el titulo o el puesto que tenía, sino por lo que era como persona. Creo que Dios te pone personas justas en los momentos justos. No te olvides que Dios siempre está con nosotros. Algo bueno está por venir.