Podcasts about Diamante

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Latest podcast episodes about Diamante

Rails with Jason
297 - AI-Assisted Coding with Steven Diamante

Rails with Jason

Play Episode Listen Later Jan 2, 2026 67:10 Transcription Available


In this episode I talk with Steven Diamante about coaching teams on XP practices and AI coding agents. We discuss why change is so hard (people have to want it), his success turning an underperforming team around through weekly learning hours, and how to use TDD with AI—including "predictive TDD" where you have the agent guess if tests will pass or fail.Links:Diamante Technical CoachingSteven Diamante on LinkedInNonsense Monthly

Kaizen Conferencias
223. Invitado Diamante: Erika Restrepo

Kaizen Conferencias

Play Episode Listen Later Dec 31, 2025 24:13


En este episodio tengo una charla con Erika Restrepo , sobre Inteligencia Emocional , tema que te sumaran para tu crecimiento personal y profesional. Escucha, Comparte y Comenta.

Rezar Hoy
Rezar Hoy - Diamante en bruto (San Juan). By D. Óscar Garza (NAVIDAD)

Rezar Hoy

Play Episode Listen Later Dec 27, 2025 6:39


Esta Navidad te invitamos a acercarte al corazón del misterio: Jesús, María y José. No mires el belén solo como un espectador; entra en él. Siéntate junto a María, acompaña a José en su silencio fiel, contempla al Niño que nace por ti. Háblales, cuéntales tu vida, reza con sencillez. Hazte un personaje más del portal, porque Dios ha querido hacerse cercano… y te espera muy cerca de Él. || Meditaciones y reflexiones para hacer la oración especialmente dirigidas a jóvenes. || Pásate por nuestra WEB y lee los testimonios, artículos y suscríbete a los Podcast diarios de rezarhoy en: https://www.jovenescatolicos.es/Sigue el canal de Jóvenes Católicos en WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VaDQN04LY6d1sgDXEK3sPásate por nuestra cuenta de Instagram: https://www.instagram.com/catolicos_es/Twitter: https://twitter.com/catolicos_esFacebook: https://www.facebook.com/Catolicos.es/Pásate por la página web de Cobel Ediciones: http://www.cobelediciones.com/

SER Gijón
Tigre y Diamante en SER Gijón.

SER Gijón

Play Episode Listen Later Dec 23, 2025 12:00


Música de Contrabando
MÚSICA DE CONTRABANDO T35C015 Diego Manrique nos habla del mejor oficio del mundo y Dorantes nos traslada su duende (18/12/2025)

Música de Contrabando

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 218:01


Nueva entrega de Música de Contrabando, semanario de actualidad musical (18/12/2025)Entrevistas:- Diego Manrique nos habla del mejor oficio del mundo, y no solo se trata de una profesión: es una forma de entender la vida.- Dorantes presenta “Identidad” con gran piano de cola. El flamenco le viene de raíz. Noticias:Keith Richards descarta que los Rolling Stones salgan de gira europea en 2026. Mariah Carey ha conseguido un record histórico al convertirse, por segunda vez, en la artista con el número 1 más longevo de la historia del Billboard Hot 100. Rosalía mantiene el número 1 en España con ‘LUX‘ por 5ª semana consecutiva. La noticia es que desde estos días es triple platino. El shock por la muerte de Robe se deja sentir en la lista de ventas. Roger Daltrey nombrado caballero por el Príncipe de Gales. El cantante de los Who ha recibido este honor por «su contribución a la música y a la caridad». El reportaje sobre el concierto que hicieron Queens Of The Stone Age en las catacumbas de la capital francesa ya está disponible de forma gratuita en Youtube. Ogdens' nut gone flake, el álbum que Small Faces publicaron en 1968, será reeditado el 6 de marzo por el nuevo sello Nice Records. Azkena Rock Festival suma a The Hives, Counting Crows y otros. Redd Kross girarán de nuevo por España en mayo. La Habitación Roja celebrarán tres décadas de carrera con la gira “Los mejores años de nuestras vidas”. Novedades musicales:Gorillaz, Sleaford Mods, Mumford & Sons, Lucinda Williams y Mavis Staples, Tom Morello & Beartooth, The Format, Dirt Buyer, Blackwater Holylight, Elmiene, Disclosure & Leon Thomas, Funambulista, Diego Guerrero & Muerdo, Kiko Veneno, Tigre y Diamante, Cometa, Pieles Sebastian, Zoe Gotusso y Rigoberta Bandini, Julia de Arco, Rosalía, Julia Cry, Blondshell, Avalon Emerson, Mandy Indiana, Thee Marloes, Luke Temple, Evve, Ángel Calvo, Nunatak, Kuve, Nat Simons, Swansea Sound, Bicicleta (Aaron Sáez), The Parade, Laufey. The Kinks, Héctor Lavoe, The Jam, Morrissey, Los Planetas. Agenda de conciertos: Mvrk , Nikone, Jam On Murcia (Kaze), Malmö 040, Joseluis, EL ALTAR DEL HOLOCAUSTO, ALEXANDERPLATZ, Marcelo Criminal, Kala´an Boys, Cena De Empresa (El Estudiante Larry)...

Pergunta Simples
Que lições do palco ajudam a comunicar melhor no dia a dia? Diogo Infante

Pergunta Simples

Play Episode Listen Later Dec 17, 2025 51:11


Quando a comunicação deixa de ser talento e passa a ser trabalho Há pessoas que parecem ter nascido com presença. Quando falam, o silêncio organiza-se à volta delas. Quando entram numa sala, sentimos qualquer coisa mudar. A tentação é chamar a isso carisma. Ou talento. Ou dom. A conversa com Diogo Infante desmonta essa ideia logo à partida. Antes da presença houve timidez. Antes da voz segura houve dificuldade em falar. Antes do palco houve desajuste, deslocação, a sensação de não pertencer completamente ao sítio onde se estava. O teatro não surgiu como ambição, mas como solução. Uma forma de aprender a comunicar quando comunicar não era natural. Um lugar onde a palavra podia ser ensaiada, onde o corpo podia ganhar confiança, onde o erro não era um fim — era parte do processo. Talvez por isso a noção de presença apareça nesta conversa de forma tão concreta. Não como algo abstrato, mas como um estado físico e relacional. Presença é perceber se o outro está connosco. Presença é sentir quando uma frase chega — ou quando cai no vazio. E esse vazio, quando acontece, dói. Não por vaidade. Mas porque revela uma falha de ligação. Há um momento particularmente revelador: quando fala do silêncio do público. Não o silêncio atento, mas aquele silêncio inesperado, quando uma deixa cómica não provoca riso. “Aquilo dói na alma”, diz. E nessa frase está tudo o que importa saber sobre comunicação: falar é sempre um risco. O outro não é cenário. É parte ativa do que está a acontecer. A conversa avança e entra na exposição pública. Aqui, Diogo Infante faz uma distinção interessante: entre a pessoa privada e a figura pública. Não como máscara, mas como responsabilidade. Há um “chip” que se ativa — uma disciplina interna que permite aguentar expectativas, projeções, rótulos. A maturidade está em não confundir esse papel com a verdade interior. É uma ideia útil num tempo em que confundimos visibilidade com autenticidade. Falamos também de televisão, cinema, teatro. Dos ritmos diferentes. Das exigências técnicas. Mas a ideia central mantém-se: a verdade não depende do meio. Depende da intenção. Comunicar para milhões não dispensa rigor. Simplificar não é empobrecer. Outro ponto forte da conversa é a vulnerabilidade. Num espaço público cada vez mais dominado por certezas rápidas e discursos blindados, assumir fragilidade continua a ser um gesto arriscado. Mas aqui a vulnerabilidade surge como força tranquila. Como forma de aproximação. Como autoridade que não precisa de se impor. Quando a conversa entra no território da família, tudo ganha outra densidade. Dizer “amo-te”. Pedir desculpa. Estar disponível. A comunicação íntima aparece como o verdadeiro teste. Se falhamos aí, o resto é técnica. E só técnica não chega. No plano mais largo, surge a pergunta maior: para que serve a arte num tempo acelerado, ruidoso, polarizado? A resposta não vem em tom grandioso. Vem simples: para nos salvar. Não salvar o mundo. Salvar-nos a nós. Da pressa. Do cinismo. Da incapacidade de escutar. No fim, fica uma conclusão exigente: a presença não é talento — é trabalho. A comunicação não é performance — é relação. E a verdade, quando existe, dá sempre algum trabalho a dizer. Talvez seja por isso que esta conversa não é apenas sobre teatro. É sobre como falamos, como ouvimos e como estamos uns com os outros. E isso, hoje, é tudo menos simples. LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO Esta transcrição foi gerada automaticamente. A sua exatidão pode variar. 0:00 Abertura do Episódio e a Angústia do Impostor Muitos de nós temos o síndroma de um impostor. Achamos sempre que que somos uma fraude, que na verdade, estamos só a replicar uma mentira. Não estamos a ser suficientemente verdadeiros ou estamos a repetir um padrão de comportamento que já fizemos. Achamos sempre que não estamos à altura do desafio. 0:15 É muito doloroso. É por isso que as pessoas acham que isso ser ator é. É maravilhoso, mas é um processo de grande angústia, angústia criativa, porque estamos perante a expetativa. Tu já estás a pensar aí, a peça do do clube dos poetas mortos, e eu e eu começo a pensar, AI, meu Deus, se aquilo for uma merda, o que é que eu faço, não é? 0:44 Pessoa 2 Ora, digam bem vindos ao pergunta simples, o vosso podcast sobre comunicação? Hoje conversamos com alguém que encontrou no palco não apenas uma profissão, mas uma espécie de casa interior. Diogo Infante contou me que na infância começou pela timidez e pelo desajuste, por aquela sensação de ser observado, de ser o lisboeta gozado no Algarve, de não ter ainda um lugar onde a voz encaixasse e que foi o teatro que lhe deu essa linguagem, a presença e, nas palavras dele, uma forma de se adaptar ao mundo. 1:13 À medida que foi crescendo como artista, veio uma outra descoberta. É de que existe um chip, uma espécie de mecanismo, um parafuso que se ativa quando ele entra no modo figura pública. Um mecanismo de responsabilidade, de expectativa e, às vezes, de peso. 1:30 Mas o mais interessante veio quando falou do silêncio do público, do que acontece quando diz uma frase que ele sabe que devia provocar o riso. E ninguém reage. Esta frase diz tudo sobre a comunicação. O público não é cenário, é organismo vivo, é uma reação em tempo real, é a energia que mexe connosco. 1:48 E é essa conversão entre a técnica e a vida, palco, intimidade, presença e vulnerabilidade que atravessa a conversa de hoje. Falamos do medo de falhar, daquele perfeccionismo que vive colado na pele dos artistas e que o Diogo conhece tão bem. Falamos da comunicação dentro de casa, da importância de dizer. 2:06 Gosto de ti ao filho do valor de pedir desculpa do que se aprende ao representar os outros e do que se perde quando acreditamos demasiado na imagem que o público tem de nós. E falamos dessa ideia luminosa que ele repete com ternura. A arte no fim existe para nos salvar da dureza do mundo, da dureza dos outros e, às vezes, da dureza que guardamos para nós próprios. 2:28 Esta é, portanto, uma conversa sobre teatro, mas não só. É, sobretudo uma conversa sobre. Comunicação humana sobre como nos mostramos, como nos escondemos, como nos ouvimos e como nos reconstruímos. Se eu gostar desta conversa, partilhe, deixe o comentário e volte na próxima semana. 2:44 E agora, minhas senhoras e meus senhores. Diogo Infante, Diogo Infante, ponto. Não tem mais nada para dizer. UI é só isto, Diogo Infante. 2:56 Como a Timidez Moldou o Caminho para o Palco Diogo Infante, ator, encenador. Quando eu disse que que IA conversar contigo, que IA ter o privilégio de conversar contigo, uma minha amiga disse, Ah, diz lhe que eu gostei muito do do sirano de bergerak. E eu pensei, mas isso já passou algum tempo? Sim, sim, mas eu continuo. Adorei aquela peça, deixar a marca das pessoas. 3:13 É isso que tu fazes todos os dias. 3:15 Pessoa 1 É isso que eu tento, se consigo umas vezes mais, outras vezes menos, antes mais. Olá, como estás? Muito obrigado por este convite. Sim, eu, eu, eu tento comunicar. Se é esse o tema. Acho que percebi cedo que tinha dificuldade em comunicar. 3:35 Era muito tímido, tinha dificuldade em em em fazer me ouvir, tu sabes. 3:41 Pessoa 2 Que ninguém acredita nisso? 3:42 Pessoa 1 Mas é verdade, é verdade, é absolutamente verdade. 3:44 Pessoa 2 Como é que é isso? Como é que tu tens? Como é que tu tens? 3:47 Pessoa 1 Dificuldade porque era talvez filho único, porque fui muito cedo para o Algarve e era um meio que me era estranho com um. Um linguajar diferente e eu sentia me deslocado. Eu tinha para aí 11 anos e no início foi difícil e eles olhavam, achavam que eu era Beto e não era nada Beto. 4:03 E falava a lisboeta, e eles gozavam comigo e depois, à medida, fui crescendo. Foi uma adaptação e percebi que representar era algo natural em mim, porque era uma forma de me adaptar ao meio e de conseguir encontrar plataformas de comunicação. 4:20 E quando finalmente expressei que queria ser ator, a minha mãe sorriu porque pensou, estás lixado e pronto. E vim para o conservatório EE. Foi. Foi me natural representar, ou seja, esta ideia de eu assumir um Alter Ego que não sou eu é me fácil. 4:42 Às vezes é mais difícil ser eu própria. 4:45 Pessoa 2 Tu criaste uma capa no fundo que resolve o teu problema, que pelo menos que tu imaginavas como sendo 11 não comunicador, não era um mau comunicador, um não comunicador 11 alguém que tem timidez para para conseguir falar e então toca a pôr a capa de super herói e eu vou superar. 5:00 Todavia, quando eu vejo os teus trabalhos, a última coisa do mundo que o se me ocorre é que tu estás a fingir, porque é que ele tresanda à verdade? Bom, esse é o truque. 5:11 Pessoa 1 Não é? É acreditarmos tão tanto na mentira que ela se torna verdade. Estou a brincar, claro, mas hoje em dia acho que já ultrapassei a minha timidez, mas sempre que tenho que estar aqui, por exemplo, ou tenho que assumir uma persona pública, eu meto um chip. 5:27 É o Diogo Infante que está a falar, não é o Diogo, é o Diogo Infante, é a figura, é pessoa com responsabilidade, com uma carreira, diretor de um teatro que tem. Há uma expectativa, não é? 5:37 Pessoa 2 Isso pesa? 5:38 Pessoa 1 Claro que pesa, claro que pesa. Eu quero dizer a coisa certa. Quer? Quer corresponder às expectativas? Não quer desiludir? Quer que gostem de mim? Bem, isso parece uma terapia. 5:46 Pessoa 2 Estamos todos a fazer isso, não é um. 5:47 Pessoa 1 Bocadinho, acho que sim, então. 5:49 Pessoa 2 E quando é que tu és, Diogo? Só Diogo. 5:51 Pessoa 1 Bom, olha, quando acordo, quando lá ando lá por casa e digo umas asneiras. E quando me desanco com os cães e quando me desanco com o meu filho e não estou a brincar. Ou seja, eu acho que sou eu quando baixo A guarda, quando estou muito à vontade, quando estou rodeado de pessoas que me querem bem, os amigos, a família. 6:08 Não quero com isto dizer que eu seja uma construção. Eu digamos que tornei me uma versão mais polida de mim próprio, porque tenho que passar uma impressão. Tenho que comunicar EE quero controlar o veículo da comunicação. 6:23 Pessoa 2 E controlar a narrativa? Imagino que sim. 6:25 Desafios de Interpretar um Ícone e a Pressão Artística Estás agora, neste exato momento, disse me um passarinho azul a preparar uma peça cujo o título é. O clube dos poetas mortos, ou pelo menos é inspirado nos clubes dos poetas mortos. Não sei se é este o título, é mesmo esse o título? 6:38 Pessoa 1 É o título. 6:39 Pessoa 2 E tu és o professora. 6:40 Pessoa 1 Vou ser o professor ainda. 6:43 Pessoa 2 Há bilhetes para isso? 6:44 Pessoa 1 Sim, o espetáculo só vai estrear no final de abril. Portanto, mas está a voar. Os bilhetes estão a voar a. 6:50 Pessoa 2 Verdade. Como é que é isso? Como é que como é que tu fazes essa personagem mítica do. Do professor que inspira os seus alunos para sair da banalidade e que o sonho é, no fundo, infinito e que devemos conquistá lo? 7:03 Pessoa 1 Olha, eu eu sinto muita empatia por essa personagem, porque eu tento fazer isso na minha esfera de trabalho diária no seja no teatro, seja na televisão. Eu eu acho que é quase uma obrigação. E hoje em dia. Esta mensagem que o filme integra incorpora talvez faça mais sentido do que nunca, num momento em que estamos a assistir a comportamentos extremados na nossa sociedade, em que estamos a regredir relativamente a algumas conquistas EE direitos adquiridos e portanto, esta ideia de não sigas não sejas mais um não sigas, não sejas 11 Carneirinho no meio da manada. 7:43 Assume, te vive a tua verdade faz todo o sentido. E o personagem é tão inspiradora aqui, a dificuldade se quiseres é distanciar me da interpretação icónica do do do Kevin, não é Kevin, AI meu Deus, do Robin Williams, do Robin Williams, coitadinho. 8:00 EE encontrar a personagem em mim, portanto, tenho que fazer a minha própria versão. 8:04 Pessoa 2 Como é que isso se faz? Tu reescreves o texto que te pegas no texto? 8:07 Pessoa 1 Não, não, não. 8:08 Pessoa 2 Não, o texto é aquele. 8:09 Pessoa 1 Não o texto Oo filme faz 30 anos. EOO, argumentista para celebrar os 30 anos, fez uma versão para teatro. Normalmente há peças de teatro que dão filmes. Aqui foi ao contrário, ele próprio escreveu o guião, neste caso, a peça para teatro e Ela Foi feita nos Estados Unidos, em Washington, já foi feita em Paris e Lisboa. 8:30 Vai ser o terceiro país onde ela vai ser interpretada e já teve, já fizemos audições, já temos um elenco de miúdos fantástico e o espetáculo está em preparação e nem sequer estamos em ensaios. Mas a verdade é que já está a gerar imensa expetativa e imensa procura. 8:44 Pessoa 2 Como é que se prepara o que é que até porque tu tens que tocar estes instrumentos todos, não é? Quer dizer, tens, tens que tocar OOO instrumento de de encenador Oo de fazer o casting. Imagino que tenhas também esse tenhas aí uma mão nisso de de ator EE tu dizes me, que já está em preparação, mas ainda não começaram os ensaios. 9:02 Pessoa 1 Os ensaios ainda não começaram, é só só estreia em em abril do ano que vem e. 9:05 Pessoa 2 Começa se a ensaiar quando? 9:06 Pessoa 1 2 meses antes? Neste momento, o que está em preparação foi as audições, foi feito um cartaz, entretanto, já tivemos reuniões com o cenógrafo, com o figurinista, com está se a preparar toda a logística para depois o espetáculo seja montado no fundo é juntar as peças. 9:22 A parte dos ensaios propriamente dita acaba por ser mais divertido para os atores. Mas eu não vou encenar o espetáculo, vou apenas representar, quem vai encenar é o Elder Gamboa. Antes disso, vou eu encenar um espetáculo que começo os ensaios para a semana que é a gaivota do shakhov. 9:37 Que vamos estrear, entretanto, No No Trindade. Com quem? Com o Alexandre lencastre a fazer AA arcadina. Porque está de volta. Está de volta, claro. O teatro, sim, sim. 9:45 Pessoa 2 Bem, isso é 111 grande, uma grande sorte. 9:49 Pessoa 1 Sobretudo depois dela, há 30 anos atrás, ter feito a Nina, que é outro personagem icónico da gaivota, bastante mais novo, a jovem atriz. E ela agora vai fazer a Diva do teatro a arcadina num numa interpretação que eu tenho a certeza que vai ser memorável. 10:03 Pessoa 2 Como é que se encena uma Diva? Como é que se ajudam? 10:05 Pessoa 1 Com muito amor, com muito amor. Não se ensina nada, não é porque ela sabe tudo. Mas é no fundo, instigando, instigando confiança, apoio, dando ânimo. Porque os atores, seja Alexandre ou outro, qualquer grande ator tem muitas dúvidas, tem muitas angústias. 10:24 Pessoa 2 Precisa de mimo? 10:25 Pessoa 1 Sim, muito, até porque nós somos assaltados por. Muitos de nós temos o síndroma de um impetor. Achamos sempre que que somos uma fraude, que na verdade estamos só a replicar uma mentira, não estamos a ser suficientemente verdadeiros ou estamos a repetir um padrão de comportamento que já fizemos. 10:42 Achamos sempre que não estamos à altura do desafio. Eu trabalhei com o Eunice Muñoz e ela também tinha dúvidas, ela também se questionava e, portanto, todos nós passamos por esse processo. Mas isso é doloroso ou não é muito doloroso? É por isso que as pessoas acham que isso ser ator é. É maravilhoso, mas é um processo de grande angústia, angústia criativa, porque estamos perante a expectativa. 11:03 Tu já estás a pensar aí, a peça do do clube dos poetas mortos já está cá em cima. E eu começo a pensar, AI, meu Deus, se aquilo for uma merda, o que é que eu faço? 11:09 Pessoa 2 Não é, mas, mas, mas, mas é legítimo, não é? Quer dizer, repara, eu vi o filme, adorei o filme, claro, eu vejo te a ti. Eu gosto muito do teu trabalho. Juntar estas 2 coisas. Eu digo, não, não pode falhar. 11:19 Pessoa 1 É evidente que não é inocente AA junção desses fatores, mas isso não alivia a responsabilidade que eu sinto nos ombros, eu? E Alexandra e outros atores que têm sentem esse peso. 11:29 Pessoa 2 Mas tu, quando as pessoas entram no teatro, tu já estás ali a ganhar 10 zero. Quer dizer isto, isto não, não é um processo. Virgem eu, não, eu, eu, eu, eu, eu já, eu sentei, me na minha, no meu lugar do teatro, com essa expectativa, mas. Mas. Mas também tem um lado bom que, é claro, tens créditos, claro. 11:47 Pessoa 1 Obviamente, e. E estes anos todos de trabalho e de reconhecimento, dão nos essa, esse crédito e essa confiança. O público compra muitas vezes o bilhete sem saber o que vai. Confia nas nossas escolhas. EE, essa pressão é boa. E repare, eu muitas vezes comparo nos a atletas de alta competição. 12:04 Nós temos que ter aquela performance naquele momento, naquele segundo. É agora que toca, dá o gong e vai. EEE tens que o que é que? 12:13 Pessoa 2 Se sente nesse nesse momento? 12:14 Pessoa 1 Um choque de adrenalina brutal é das coisas que mais nos faz sentir vivos, o momento, a responsabilidade. Mas também bebemos dessa adrenalina e alimentamo nos para poder encarar um espetáculo com 2 horas e chegar ao fim com uma energia vital brutal e o público sair de lá arrebatado preferencialmente. 12:32 Pessoa 2 E não se cansasse no fim. 12:34 Pessoa 1 Passado 1 hora, quando aquilo começa a baixar e chegas a casa. E Tomas um copo de vinho e olhas assim para a televisão e aí dá a quebra. 12:41 Pessoa 2 E que e dói te músculos, dói ou não? 12:43 Pessoa 1 Não, às vezes dói mais a alma, Oo músculo da. 12:46 Pessoa 2 Calma, porquê? 12:47 Pessoa 1 Porque falhaste naquela frase? Porque hesitaste a respiração? Porque não deste a deixa se calhar no timing certo? Nós somos muito críticos. Eu acho que todas as pessoas que têm uma responsabilidade pública, não é? 12:59 A Dinâmica com o Público e Diferenças de Meio Se tu fizeres uma apresentação e te enganares, vais. 13:01 Pessoa 2 É uma, é uma. 13:02 Pessoa 1 Dor é uma dor, sim. Lá está é a mesma coisa. É uma. 13:04 Pessoa 2 Dor, mas é tu és muito perfeccionista na. 13:06 Pessoa 1 Muito, muito, muito. É por isso que eu trabalho com muita antecedência. Sou muito chato. Quero o quero garantir que tudo está preparado para quando o momento, se der, não há. Não há falhas, EEEE. 13:17 Pessoa 2 E esse diálogo com o público, porque tu estás em cima de um palco, mas tu estás a respirar com o mesmo público. Como é que é? Como é que é essa comunicação? Porque ela não flui só. Do palco para o lado de cá, não é? Quer dizer. Para o outro lado também também a maneira como nós nos rimos, como como aplaudimos, como nos distraímos, sim. 13:36 Pessoa 1 Sim, tudo interfere. E é por isso que nós dizemos, cada cada dia é um dia diferente. Cada espetáculo é diferente conforme o público. O público muda e é o público. Esse coletivo, naquele dia, forma uma espécie de um organismo. Como pulsar próprio com uma respiração própria, umas vezes são mais agitados, outras vezes são mais calmos, umas vezes são mais reativos, outras vezes são mais introspectivos e eles emanam uma energia e nós estando no palco, sentimo la mas mas física é palpável, é algo que dizemos bem, isto hoje UI não estão a sentir e às vezes é uma carga. 14:09 Pessoa 2 Mas isso é uma angústia, essa que deve ser uma angústia. 14:11 Pessoa 1 Sim, às vezes é boa, às vezes é. É uma expectativa. 14:14 Pessoa 2 Boa agora é que vai ser agora é que eu vos vou mostrar. 14:17 Pessoa 1 Que nós começamos logo por sentir Oo bruá na sala antes do espetáculo começar. A Carmen de Loures dizia me, quando eles falam muito é porque vêm para gostar. Se um público estiver muito calado, muito silencioso. UI. Isto hoje eles vêm para para cortar na casa. 14:31 Pessoa 2 Hoje vai ser difícil, hoje é o tipo júri do do festival da canção e, portanto, tem que ser. 14:34 Pessoa 1 Conquistado profissional está muito habituado. EEE apropria. Se EE absorve essas energias e transforma as sejam elas boas ou más. Agora nós não somos indiferentes a elas e às vezes isso contamina. Eu já parei um espetáculo mais do que uma vez para pedir às pessoas. 14:50 Se acalmarem, ou para deixarem de olhar para o telemóvel ou ou para deixarem de escrever já. 14:55 Pessoa 2 Isso é uma falta de respeito também, não é bom. 14:56 Pessoa 1 Infelizmente, é um prato desde que há 20 anos, apareceram os telemóveis e agora com os com os smartphones, para além dos toques, as luzes, as pessoas escrevem. 15:05 Pessoa 2 Tu vês na cara das pessoas? 15:06 Pessoa 1 Claro, no meio de uma plateia, às escutas acendes, um telemóvel é um é um. É um clarão não só incomodativo para nós, mas como também é incomodativo para todos os outros que estão à volta, não é? É evidente que há toda uma lógica. Nós anunciamos no anúncio de sala, pedimos encarecidamente, explicamos os anúncios, até que testa um bocadinho cada maiores e mas invariavelmente acontece. 15:26 Mas é uma, vai se ir tocando? É um, é um processo. 15:29 Pessoa 2 Olha, fazer isto no teatro. Tu tens pessoas à tua frente e, portanto, tu consegues. Ouvi Los. Tu consegues interagir com eles. Tu sabes seguramente. Táticas e técnicas para ora para desposterizar, ora para aumentar o interesse, enfim, ora para os acalmar. 15:47 Se aquilo estiver muito, muito complicado. A tua outra experiência é das telenovelas, onde tu também apareces muito apareces, como como como um das personagens principais. Aí não há público e aquilo é suspeito. 16:04 Uma carga de trabalhos muito grande, uma carga de trabalho muito grande para para fazer cena, pôr cena, para a cena, pôr cena, pôr cena. Como? Como é que é essa experiência aí? Bom, é menos criativa. 16:14 Pessoa 1 São técnicas diferentes, ou seja, na essência, tudo é representar, não é? Quando estamos num palco, é evidente, tu tens essa consciência que estás perante uma plateia? EE, há uma relação viva, dinâmica, EEE, que tu, da qual tu tens a responsabilidade de tentar controlar. 16:31 Em televisão ou em cinema, é diferente, porque o há o corte, há, há o take, podes repetir, podes fazer um pick up. EE no fundo, o que é que é um picape? O picape é. Se estás a fazer uma cena e há um engano, vamos pegar ali. EE vais e. 16:45 Pessoa 2 Depois dá para montar. 16:45 Pessoa 1 Sim, porque depois as templeiras de corte e, portanto, podemos ir salvar a cena com pick up. Normalmente o que se diz é tens que olhar a pensar na Câmara como o público. Eles estão a ver te a através da lente, mas tu? 17:00 Pessoa 2 Relacionas te com a lente com a Câmara, não. 17:01 Pessoa 1 Diretamente. Mas tu sabes que ela está ali. Eu também. Eu também não olho para o público quando estou no palco ou tento. Mas eu sei que eles estão lá, portanto, essa consciência permanente que está ali, um interlocutor que está, mas. 17:13 Pessoa 2 Não é frio, lá está a Câmara, é uma coisa fria. 17:15 Pessoa 1 É, é, mas ao mesmo tempo bom, há os camerman. Há toda uma equipa que está ali a acompanhar te e tu imaginas sempre que há uma grande intimidade, porque efetivamente a Câmara permite essa proximidade. E, portanto, tu adequas Oo teu registo, quer de voz, quer até de expressão, a um plano que é necessariamente mais próximo. 17:35 No teatro, tens aquela amplitude toda e, portanto, tens. Sabes que tens que projetar a voz? O gesto tem que ser mais amplo. A energia com que pões nas frases tem que chegar à à velhinha que é surda, que está na última fila, na. 17:46 Pessoa 2 Televisão? Não. Na televisão, não muito. 17:48 Pessoa 1 Ampliada na televisão, tu trabalhas para um plano médio apertado e, portanto, tens é que ser mais subtil, tens que conter mais em em termos de traços gerais, é isto. 17:55 Pessoa 2 Porque senão se tu fizeres, fores mais histriónico ou falares mais alto do que ficas. 17:58 Pessoa 1 Esquisito não é? Fica muito, super expressivo. EE fica, lá está. Fica muito teatral. Não é do mau sentido. 18:04 Pessoa 2 E o que é EEE? É as telenovelas, tanto quanto eu consigo perceber elas. Estão a ser escritas ao mesmo tempo que vocês estão a representar? Não necessariamente. Não necessariamente pode. Portanto, podes ser o guião. 18:12 Pessoa 1 Todo sim, há. Sim, há guiões que já estão acabados e, portanto, às às vezes são adaptações de outros formatos que se importam, outras vezes são abertas, ou seja, estão a ser escritas à medida que estão a ser feitas, às vezes com uma frente de 101520 episódios e, portanto, tu próprio não sabes para onde é que aquilo vai. 18:28 Ritmo Intenso das Novelas e a Eternidade de Shakespeare E conforme e se estiver no ar, então. Pode haver até 111 dinâmica com o público. O público está a gostar muito daquele casal. Lá está a gostar muito daquele conflito e isso é explorado. 18:38 Pessoa 2 Vamos pôr mais fermento aqui, vamos pôr, criar mais cenas depois. 18:41 Pessoa 1 Varia, varia. 18:42 Pessoa 2 Estás a gravar o quê agora? 18:43 Pessoa 1 Neste momento, estou AA gravar uma novela na TVI que se chama amor à prova e é um lá está é uma adaptação de um formato chileno ou venezuelano, portanto, adaptado à realidade portuguesa. 19:00 É, é mais pequena do que habitualmente. Tem apenas 100 episódios, apenas 100 apenas. Mas efetivamente tem uma carga de gravação muito intensa. Nós chegamos, eu gravo tranquilamente 12 cenas de só da parte da manhã. 19:13 Pessoa 2 12 cenas só. 19:14 Pessoa 1 Em 3. 19:14 Pessoa 2 Horas e 1 e 1 cena normalmente demora quê 2 minutos? 19:17 Pessoa 1 5 minutos. A cena pode ter 223 páginas, portanto estamos a falar de 234 minutos. Mas multiplicas isto por 10. Estás a ver, não? 19:25 Pessoa 2 É só para decorar o texto, como é que? 19:26 Pessoa 1 Sim. 19:27 Pessoa 2 Como é que eu? 19:27 Pessoa 1 Eu decoro na hora. 19:29 Pessoa 2 Na hora, como é que? 19:30 Pessoa 1 Isso se faz? 19:31 Pessoa 2 Espera lá. Isto aqui vai ser uma ótima explicação para os alunos do secundário, que é. Como é que se decora na hora, é? 19:36 Pessoa 1 Diferente é uma coisa, é decorares 11 conteúdos em que tens que dominar a matéria e saber do que é que estás a falar ali. O que eu faço é, eu leio a cena na véspera para perceber o que é que se passa e quando chego lá, passo com o colega, Bora lá e em vez de decorar as palavras, eu decoro as ideias. 19:51 Pessoa 2 O sentido, o sentido. 19:53 Pessoa 1 Que é, se eu souber o que estou a dizer, é mais fácil replicar, e mesmo que eu não diga aquela palavra, digo outra, parecida. E a coisa dá se. 20:00 Pessoa 2 E os realizadores não são muito aborrecidos, não querem, não é? 20:03 Pessoa 1 Shakespeare não é, não é, não é propriamente mulher. Portanto, o que interessa aqui é. Lá está a semelhança, a verdade, a fluidez e a sinceridade. EE se ficares muito agarrada à palavra, porque aquela que. 20:15 Pessoa 2 Pronto, vai soar a falso, vai soar péssima. Olha o que é que Shakespeare tem de interessante e de extraordinária para continuarmos todos AA ver e a e a gostar daquilo que os atores a fazerem. 20:25 Pessoa 1 Ele é um génio. Ele conseguiu captar na sua obra de 30 e tal peças mais não sei quantos contos, mais poemas mais. Eu diria que o essencial da natureza humana. Considerando que ele escreveu no século 15, é incrível pensar que ele tem esta esta capacidade de de de nos identificar e perpetuar. 20:51 E eu acho que estão estão está lá tudo. A Shakespeare ensina a ser, ensina a humanidade, mas. 20:58 Pessoa 2 Aquilo que é extraordinário é que depois aquele texto parece muito simples, bom, muito, muito simples, no sentido em que eu entendo aquilo. O que é que ele está a? 21:06 Pessoa 1 Dizer isso é um trabalho difícil, difícil. 21:09 Pessoa 2 Fazer o mais fácil ou mais? 21:10 Pessoa 1 Difícil? Exatamente no original. Em em inglês, o texto é inverso e, portanto, e usa uma série de terminologia que já está em desuso. Portanto, os próprios ingleses têm dificuldade muitas vezes. Em acompanhar aquilo que é dito, eles percebem o sentido mais do que todas as palavras. 21:29 Pessoa 2 E como é que tu fazes para para? 21:30 Pessoa 1 Para quando é pensar nisso, o que acontece é, há várias abordagens à tradução. Há uns que são mais académicos e que tentam ser fiéis ao verso EEE, à estrutura EEE. As traduções ficam muito pouco dizíveis. E depois há alguns tradutores, felizmente, que se. 21:49 Traduzem em prosa, portanto, EE tentam é captar AA ideia e menos AO verso, e então torna se mais fluido em português. Na tradução tu podes simplificar para facilitar o entendimento. 22:00 Pessoa 2 Fica lá a poesia no fundo, sempre sem, sem aparecer necessariamente inverso. 22:04 Pessoa 1 Sempre que é necessário, até se pode ir ir buscar um verso ou outro. Mas a prosa é poética também. EEEA essência do texto não se perde. 22:13 O Que Distingue a Presença e o Talento Bruto Olha o que é. 22:13 Pessoa 2 Que distingue? A presença, aquilo que nós sentimos como uma presença ali de uma mera performance. Há bocadinho que estavas a falar aqui do do síndrome do impostor. Que que que é essa nossa relação com a verdade? De de, do, do que é, da da, de quem está a fingir ou de quem está a interpretar uma verdade, apesar de estar a ser teatralizada? 22:33 Como é que se treina, no fundo, uma voz para dizer a verdade? 22:37 Pessoa 1 Não sei, sinceramente, não sei. Ainda me debato com isso. Não tanto no meu próprio processo, mas, sobretudo quando estou a dirigir atores e quando estou a tentar explicar como é que se consegue chegar lá. O que tenha testemunhado ao longo dos anos é que há pessoas que entram num palco sem abrir a boca e algo acontece. 22:56 Elas transportam uma energia. 11, confiança. 11. Aura. 23:01 Pessoa 2 O que é que é isso? Algo acontece? 23:05 Pessoa 1 Chama a tua atenção. Tu queres olhar para aquela pessoa? Tu precisas de olhar para aquela pessoa. E ela ainda não abriu sequer a boca. E isso é muito claro. Por exemplo, quando estou a fazer audições, estou a fazer audições em teatro, tens 20 atores a fazer o mesmo texto e há um ou 2 de repente. 23:20 Pessoa 2 Brilha. 23:20 Pessoa 1 Brilha. Às vezes é. É a maneira como se proporiam do texto, como o tornam seu, como conseguem escavar uma leitura muito original. Outras vezes é meramente 11 atitude, uma postura. 23:35 E isto não se codifica porque é é muito difícil de EE, nem sempre acontece, ou seja, o mesmo ator. Noutro contexto, se calhar pode não ter o mesmo efeito ou com as mesmas pessoas, mas as pessoas que normalmente são brilhantes. 23:51 Olha, há pouco falávamos da Alexandra. A Alexandra é uma atriz para quem a conhece bem, muito insegura, com muitos anseios, muitos temores. Mas lembro me quando fizemos o quem tem medo de Virgínia woolf? Também no teatro da Trindade. Há 8 anos atrás, quando era hora de entrar, nós entrávamos os 2 em cena na nossa casa. 24:13 Fora de cena, Alexandre estava a dizer, não quero, não quero, não quero, tenho medo, tenho medo, tenho medo de ir assim, Ah, não quero depois entrava e mal ela entrava, explodia algo acontecia, era incrível, ela mudava, ela mudava assim de um do dia para a noite. EE aquilo que era um temor, ela transformava numa arma. 24:30 Pessoa 2 Transformar uma fragilidade numa força. 24:32 Pessoa 1 Sim, claro, Oo meu medo? Há há pessoas que com o medo, atacam, não é? E portanto, é. Eu acho que é isso que ela fazia e que ela faz, que é quando tem temor, ela vai para cima de um palco e seduz. EE abraça, nos abraça, nos com o público. 24:46 Pessoa 2 Arrebata nos no fundo, arrebata nos e leva nos quando ela quiserem. 24:49 Pessoa 1 E algo não, não se explica. Tu podes tentar dizer e um ator vê lá, se consegues fazer isto. Mas isto às vezes é inato. 24:56 Pessoa 2 É, não dá para treinar. 24:57 Pessoa 1 É uma natureza? Não. O que dá para treinar é todo o lado técnico. É a postura, é a maneira como lanças, a voz, a maneira como. Como tu atacas uma cena, a energia que colocas, a vitalidade, e isso trabalha se agora, depois de fatores que nos escapam, muitas vezes é, é o subtexto, não é, é aquilo que não é dito, é, é, é uma essência, é uma natureza. 25:16 Porque é que numa multidão nós passamos por 50 pessoas e há uma a quem, onde, onde o nosso olhar pára e não é necessariamente porque é mais bonito, é qualquer coisa que nos faz olhar para aquela. 25:27 Pessoa 2 Pessoa é um fator x, é um carisma. 25:28 Pessoa 1 Sim, claro, claro. Qualquer coisa que impacta a toca comove. 25:35 Pessoa 2 E nós conseguimos correlacionarmos logo com essa pessoa, apesar de não a conhecermos, apesar. 25:38 Pessoa 1 Eu diria que sim. Eu, eu sou. Eu adoro talento. Sou muito sensível ao. 25:44 Pessoa 2 Talento, não é? 25:45 Pessoa 1 Certo, mas digamos que eu estou treinado por via da da minha profissão para ver talento. E quando eu vejo o talento no seu estado bruto, como um Diamante é, é normalmente é muito comovente. Porque tu vês todo o potencial e a pessoa às vezes só está só, só é e tu dizes me meu Deus, como é que esta pessoa às vezes eu vejo jovens atores acabaram de sair do conservatório, pisa, vão para cima de um palco, uma maturidade, uma energia, uma luz e eu disse, como é que se ensina isto? 26:18 Onde é que tu estás, onde é que tu aprendeste isto e não se aprendeu? Eles trazem com eles, trazem da vida, trazem de outra, não sei de. 26:24 Pessoa 2 Outras vidas há bocadinho falavas da Eunice. Ou ou o Rui de Carvalho, por exemplo. Oo que é que o que é que estes 2 atores que juntam longevidade EE lá está e essas coisas todas, o que é que eles têm de verdadeiramente especial? 26:39 Pessoa 1 Ah, olha, eu, Rui, conheço menos. Bem, eu trabalhei muito com a Eunice e com a Carmen de Loures. O que o que eu sinto é é uma entrega total AAA, uma arte que amam eles amam aquilo que fazem. 26:56 E há um sentido de ética e de paixão, de rigor e profissionalismo, tudo isso. Mas depois há algo que é transcendente, que é é a maneira como como estão Oo Rui conta se que no início da sua carreira sofreu muito nas mãos do ribeirinho que o maltratava e que o dirigiu e o isso. 27:16 E o Rui é um ator que se foi construindo, foi foi dominando 11 técnica e uma. E uma presença invulgar por causa da escultura sim, a inicia Carmen. A história é diferente. A Carmen era uma mulher de uma beleza plácida, começou por fazer cinema, a Eunice mal apareceu com miúda 18 anos, era logo um furacão toda a gente não falava de outra coisa no conservatório, ela já era a melhor aluna nota 19 aos 12 anos, quando estreou No No teatro nacional, dona Maria segunda, perceberam logo que ela era um bicho de palco. 27:51 Pessoa 2 Saiam da frente. 27:51 Pessoa 1 E saiam da frente. E pronto, EE foi assim até à sua morte, aos 94. 27:55 Pessoa 2 Anos e há agora novas das destas novas geração? Já há, há há atrizes e atores que tenham também. 28:01 Pessoa 1 Isso assim, há gente muito boa, há gente muito boa. 28:03 Pessoa 2 O que é que tu fazes com essas? 28:04 Pessoa 1 Epifanias para ti, guardo as registo verbalizo. 28:10 Pessoa 2 És mais exigente com eles? 28:11 Pessoa 1 Não, não, não. Eu tento é aprender. Aprender, sim. Ou seja, porque eles têm uma frescura e têm um olhar tão novo perante situações que, para mim, já são recorrentes. E eu penso. Como é que eu nunca vi isto antes? Como é que eu nunca olhei para isto desta maneira? 28:25 Pessoa 2 Eles trazem uma frescura do ponto de vista, sim. 28:27 Pessoa 1 E. 28:28 Pessoa 2 Isso também e isso ensina te. 28:29 Pessoa 1 Há uma audácia, não tem Nada a Perder. Arriscam sem medo. E isso aprende se claro que sim. 28:35 Pessoa 2 Isso é absolutamente EE pode se estimular ou, pelo contrário, esvaziar. 28:39 Pessoa 1 Bom, sim, tu podes fazer todo um trabalho psicológico, pois que os demova. Espero bem que não. Isso seria de uma enorme crueldade. O que eu tento fazer é fomentar, alimentar, beber e estimular EE, aprender. 28:52 Pessoa 2 Olha, estamos no momento das redes sociais, onde? Temos coisas muito interessantes, como a propagação da mensagem, como a proximidade. Imagino que até para a promoção do teu trabalho as coisas sejam mais fáceis. Mas, por outro lado, temos tudo, todo o lixo que vem por aí, não é o ruído, a toxicidade, a pressão para se ter uma opinião, sobretudo, e sou contrário anão aceitação da opinião do outro. 29:17 Navegar o Digital e Lições da Comunicação Familiar Como é que? Como é que tu vais gerindo isto? 29:20 Pessoa 1 Tento gerir com alguma prudência, alguma parcimónia. Tento não, não. Não viver totalmente dependente destas plataformas e desta esta necessidade de extravasar opiniões a torto e direito ou até dispor uma intimidade. 29:36 Eu sempre fui recatado e, portanto, sou muito criterioso naquilo. 29:40 Pessoa 2 Que como é que te protege, lá está? 29:42 Pessoa 1 Com critério, com selecionando bem aquilo que me interessa partilhar e faço com parcimónia. É sobretudo isto. É sobretudo um instrumento de trabalho. De há uns anos para cá, eu sinto que tornei me mais. 29:58 Não diria acessível, mas tive mais vontade de partilhar alguns aspetos da minha vida. 30:04 Pessoa 2 O que é que mudou quando foste pai? Sim, isso foi muito público. Adotaste uma criança, agora um homem. 30:11 Pessoa 1 Desde que fui pai Oo meu olhar mudou necessariamente EEE. Portanto, as escolhas. Todas as escolhas que fiz. Pensava sempre também nele e naquilo que eu acho que poderia ser bom para ele. Mas, portanto, tento não não ficar escravo nem nem nem pôr me a jeito para me magoar, fruto de qualquer reação da bisbilhotice, da bisbilhotice ou dos comentários ou do que for AA verdade é que tenho tido sorte. 30:40 Bom, eu também não ando sempre AA ver tudo o que escrevem, mas normalmente tenho reações muito positivas e. Muito agradáveis àquilo que publico, seja pessoal ou profissional, mas tento não levar nada disto muito a Sério porque acho perverso. 30:57 Pessoa 2 Olha, eu não quero entrar muito na tua intimidade, mas tenho uma curiosidade só na tua relação com o teu filho. Como é que são os diálogos? Porque isso interessa me tu, tu que és 11 cativador de de jovens talentos no mundo. Quando ele apareceu na tua vida, como é que foi? 31:13 O que é que, o que é que, como é que, como é que é esse, como é que é esse diálogo? Com, com, com uma, com uma pessoa que já que tem capacidade de pensar e de dizer e de desafiar. 31:25 Pessoa 1 Olha, eu basicamente repliquei o modelo de educação e que tive na minha vida e que implicava essencialmente 2 coisas, uma muito amor, muito amor. Todos os dias, agora menos, mas todos os dias lhe dizia que o amava e todos os dias falamos ao telefone. 31:46 Quando não estamos fisicamente perto, falamos, falamos várias vezes ao dia e a segunda coisa é precisamente isso, é a comunicação, é proximidade, é para o bem, para o mal. Eu disse, lhe tu podes me podes me contar tudo, podes falar comigo de tudo e, portanto, eu também promovo isso que é, falo com ele, se mesmo que se estou chateado, se discordo, promovo um diálogo, vamos tentar perceber porque é que o que é que está mal ou o que é que está bem? 32:11 O que é que tu achas? O que é que eu acho? E isso criou, entre nós 11, franqueza que me parece saudável e que nos permite falar de assuntos que possam ser mais ou menos delicados, mais ou menos sensíveis, sempre com a certeza que queremos Oo bem e o melhor do outro. 32:26 Pessoa 2 Que é uma definição de amor. Mas como qualquer pai e filho, deve haver momentos em que vocês socam. Sim, tem pontos de vista completamente radicais, mas uma. 32:32 Pessoa 1 Uma coisa que eu aprendi com o meu filho foi a pedir desculpa, ou seja, aprendeste com ele porque ele tinha dificuldade em fazê lo ele pequenino. Ficava muito nervoso, se fazia uma asneira e eu percebi, OK, se tu não consegues. 32:50 Então eu comecei a pedir desculpa quando errava ou quando fazia alguma coisa mal. E como quem para lhe dizer não faz mal nenhum, assumir que falhamos ou ou ou que estamos arrependidos ou que queremos melhorar. E foi um processo EE. Eu hoje também peço mais vezes desculpa e ele falo já de uma forma muito mais tranquila, já sem dramas sem, mas não os nossos confrontos. 33:11 São muito desta natureza. Eu às vezes sou mais impulsivo, emocional, EEE. Depois ele olha assim para mim e diz, porque é que estás a falar assim e tens razão? Desculpa, estou irritado, mas tens que perceber isto, tens razão, pá, eu percebo também peço desculpa, mas tens que perceber que eu pensei assim e a minha ideia foi esta, disse, é OK, então vá, está cá, um abraço e vamos. 33:29 Pessoa 2 Portanto, tenho um efeito calmante em ti, no. 33:31 Pessoa 1 Fundo sim, absolutamente. EE agora já está numa fase em que se é 11 jovem adulto. Tem 22 anos e já posso falar com ele de outras coisas. Posso falar das minhas angústias, dos meus sonhos, das minhas ambições. Ele dá me conselhos. Ele vai ver tudo o que eu faço. 33:46 Ele gosta muito de teatro e, portanto, tem um olhar crítico, tem um olhar sustentado, tem opiniões formadas. É muito giro falar de política, falar de do que, do que seja. 33:56 Pessoa 2 O que é o maravilhoso da da vida? 33:58 Enfrentar Desafios Sociais e o Sonho de Salvar Olha, estamos num tempo em que a ética, a responsabilidade e a empatia parece que tiraram férias durante algum tempo. Coisas que nós considerávamos como normais, nomeadamente direitos civis, coisas que são normais e banais, parecem agora estar sob ameaça. 34:14 O que é que fazemos a isto? Ignoramos ou combatemos? Com toda a formação, tenho sempre essa dúvida que é quando quando alguém defende alguma coisa completamente absurda e que nós temos a sensação de que não faz sentido. 34:28 Pessoa 1 Eu, eu percebo a pergunta, podemos dar? 34:29 Pessoa 2 Gás. 34:30 Pessoa 1 Porque às vezes sinto que quanto mais combatemos ou quanto mais damos visibilidade a esse tipo de posturas e. 34:35 Pessoa 2 Estamos a ajudar, não é? 34:36 Pessoa 1 Exatamente, estamos AAA divulgá las a fomentá las. Às vezes é evidente que ignorar silenciosamente também não é uma boa política. Eu acho que temos que encarar isto enquanto sociedade, enquanto coletivo, enquanto e perceber quais é que são os limites. Oo que é que é razoável. 34:53 Vivendo nós em democracia e admitindo que há pessoas com opiniões diferentes e respeitando essa diferença. Ainda assim há limites. Há limites para aquilo que é passível de ser dito quando isso incita o crime, a violência, o ódio. 35:10 AA os extremismos. EE portanto, eu acho que temos que olhar para os políticos que têm responsabilidade legislativa. Temos que olhar para a justiça. Que seja mais eficaz, seja mais célere. Quando assistimos na própria casa da democracia, no parlamento, a comportamentos, bom que não se não aceitaríamos numa escola, por exemplo, então algo que está profundamente mal e isso tem que ser balizado. 35:35 Pessoa 2 Olha, EE, quando essas discussões começam a contaminar a nossa bolha, dos nossos amigos, que nós até dizemos, mas porque é que tu estás a dizer 11? Coisa daquele passa um efeito de contágio, não é? É como os. 35:47 Pessoa 1 Vírus com os amigos. 35:50 Pessoa 2 Amigos ou próximos? 35:51 Pessoa 1 Eu. 35:51 Pessoa 2 Vou não vou largar um bocadinho o. 35:52 Pessoa 1 Círculo eu quero acreditar que o que as a escolha a minha escolha de amigos. 35:57 Pessoa 2 Te protege. 35:58 Pessoa 1 Protege me. Mas se ouvir pessoas a dizerem coisas que a mim me agridem, porque são absolutamente idiotas, eu não vou entrar nesse, nesse, nesse, nessa discussão, nesse diálogo. Não vou gastar essa energia. Um amigo SIM. 1 conhecido não. 36:14 Pessoa 2 Pois deixas deixas passar, olha, há bocadinho estavas a falar dos teus, dos teus medos, das tuas vulnerabilidades que vem de onde, que, que tipo de medos são? 36:23 Pessoa 1 Esses os normais, ou como qualquer pessoa, o medo de morrer, o medo de falhar, o medo de desiludir, o medo de sofrer, o medo de não ser suficiente, o medo de. São muitos, mas é assim, eu, eu, eles existem. 36:40 Mas eu não sou uma pessoa medrosa. Eu não sou um pessimista da entende. 36:44 Pessoa 2 Que és um otimista? 36:45 Pessoa 1 Sim, sim, eu, eu, eu vejo o copo meio cheio. Eu, eu não me escudo a uma luta, a um embate. Eu posso tremer, mas vou, eu vou lá, eu vou à eu vou à luta. 36:57 Pessoa 2 Então, EE do lado otimista, do lado solar, onde é que? Onde é que estão os teus sonhos? O que é que, o que é que tu, o que é que tu projetas como? OK, aqui eu tenho que pôr mesmo as minhas fichas e que isto tem que acontecer mesmo. 37:07 Pessoa 1 Bom, eu estou numa fase. Da minha vida, em que eu o que procuro é acolher um bocadinho, os frutos daquilo que semeai ao longo da vida. 37:15 Pessoa 2 O que já acontece, o que já acontece? 37:17 Pessoa 1 E, portanto, os meus sonhos agora são, se calhar, de outra natureza. Já não tenho ambições profissionais, não quero ir para Hollywood, não quero ganhar um óscar. Não, não, não, porque isso implicava uma outra vida que eu não tenho. Já não tenho e não tenho nem energia, nem vontade. 37:33 Adoro o meu país, adoro viver aqui. Tenho 111, carreira longa, já fiz muita coisa. Sinto me muito reconhecido pelo meu trabalho. Sinto que tenho um espaço de ação, de intervenção, tenho responsabilidades. Portanto, eu, eu, no essencial, sinto me um privilegiado. 37:51 Os meus sonhos são em garantir que a minha família está bem, saudável, que tenho condições para poder continuar a trabalhar e a fazer os textos que. Gosto que quero trabalhar me e relacionar me com os públicos que me acompanham há muitos anos. 38:07 Este trabalho tem vindo a desenvolver há 8 anos no Trindade, que me deixa cheio de de orgulho. 38:12 Pessoa 2 Que é um teatro especial, não? 38:13 Pessoa 1 É. É muito especial. Não só porque foi lá que me estreei como encenador há muitos, muitos anos. Mas tem 11. Bom, é um belíssimo exemplo. Do teatro palco à italiana, neste país muitíssimo bem preservado. E depois tem 11. Relação plateia, palco fantástica. 38:29 E tenho me permitido levar a cena espetáculos de que tenho muito orgulho. É uma proximidade também? Sim, sim, também essa proximidade física, energética, EE é um teatro onde me sinto bem e sinto me acarinhado. Sinto, me sinto me em casa. 38:42 Pessoa 2 Exatamente, há bocadinho usavas a palavra casa. Disseram me que tu cuidas de todos os detalhes que vão desde a bilheteira, no sentido de quem é que é? A pessoa que acolhe na bilheteira, a pessoa que leva as pessoas até até se sentar isto tudo isto faz parte do espetáculo. 39:00 Pessoa 1 Sim. Ou seja, eu diria que um projeto artístico, que foi isso que eu desenhei para a Trindade não se esgota apenas na programação. É um conceito. Que é um conceito de fruição. É uma experiência que começa desde que a gente liga para o para o Trindade a pedir uma informação, desde que compramos um bilhete. 39:16 Como somos, a maneira como somos recebidos na sala, como somos acolhidos no fundo, eu trato Oo Trindade e este projeto como uma empresa cultural que tem que ter uma relação privilegiada com o seu público, tem que acarinhar os seus funcionários e que tem que ter resultados. 39:32 E, portanto, eu não acho que seja nada de novo, de nem transcendente, é apenas um cuidado que eu imprimo em todas as Vertentes que têm que ver com o espetáculo, seja no palco ou fora dele. 39:42 Pessoa 2 Que é isso que nos faz depois sentir bem num determinado sítio e acolhidos. 39:44 Pessoa 1 É o que eu desejo. É assim que eu gosto, é assim que eu me sinto quando eu me sinto bem num num sítio, num espaço, enquanto utente público, seja o que for, eu volto. E é isso que eu quero proporcionar, proporcionar às pessoas com autoridade. 39:55 Pessoa 2 Olha, o que é que a arte pode fazer por nós? Por estes tempos mais conturbados. 39:59 Pessoa 1 Olha, se eu tivesse que reduzir uma única palavra, diria salvar nos. 40:02 Pessoa 2 Assim, logo uma coisa simples. 40:04 Pessoa 1 Simples, porque, na verdade, para que é que vivemos? Não é? Não pode ser só para comer e para procriar e para. Ou seja. 40:11 Pessoa 2 Fazem os animais. 40:12 Pessoa 1 Pronto, exatamente, quer dizer. 40:13 Pessoa 2 Os animais, mas os outros? 40:14 Pessoa 1 Distinguem nos não é. A arte eleva, nos eleva nos a um nível de sofisticação intelectual, espiritual. É É Ela que nos permite. Encarar OA vida OA essência da vida, o sentido da vida EE podermos ao mesmo tempo mergulhar em nós próprios, os nossos sentimentos, na nossa história. 40:34 Portanto, eu acho que esse legado é algo essencial. Acho que todas as pessoas que de uma forma ou de outra têm um contacto com expressões artísticas, eles não têm que ser artistas, mas as pessoas que na vida têm contacto com experiências artísticas. 40:50 São necessariamente mais felizes, mais completas, mais preenchidas. 40:54 Pessoa 2 Mas estamos numa cidade onde gastamos AA vida e a formação dos nossos, das nossas crianças, mais a ter matemática e física e afins do que ir ao teatro, ver uma exposição, ir passear no parque. 41:07 Pessoa 1 Isso é outra discussão, não é? Ou seja. 41:08 Pessoa 2 A nossa matriz está a criar na realidade autómatos e não e não. 41:13 Pessoa 1 Certo, é por isso que já há muitos métodos a serem desenvolvidos e explorados de ensino. Que não passam necessariamente por essa essa compilação de conhecimento, essa aquisição, essa quantificação de de conhecimento que depois, na verdade fica muito pouco, não é quantos nós nos lembramos das coisas que aprendemos na escola? 41:31 Já nem dos rios eu me lembro, entre entre outras coisas. Matemática nem pensar. Felizmente temos as calculadoras, mas o que eu quero dizer é, sabem, matemática é evidente. Eu acho que a educação pela arte podia ser um caminho muito interessante. 41:48 Ou seja, pôr precocemente jovens em contacto com as expressões artísticas ajuda não só a desenvolver a fruição e o sentido crítico, mas e o sentido estético, mas também a desenvolver competências do ponto de vista da imaginação, da criatividade, que são coisas que nós podemos usar em todas as áreas da nossa existência. 42:07 E isso torna nos seres mais sensíveis, mais atentos, mais empáticos e menos e mais generosos também. 42:14 Ferramentas Essenciais para uma Comunicação Eficaz Olha, eu quero aprender. Quero tomar a tua experiência, aprender EE, partilhar com quem nos ouve. O que é que nós precisamos de fazer para nos tornarmos melhores comunicadores? Tu tens uma caixa cheia de ferramentas para nos para, para nos ajudar a comunicar melhor. 42:32 O que é que nós podemos fazer? Vamos, vamos lá. Podemos fazer 11 lista ou ou ou ir ou ir por um caminho para nos tornar melhores comunicadores. 42:40 Pessoa 1 Olha, eu, eu não tenho isto sistematizado, não é? Mas eu diria. 42:44 Pessoa 2 Também não precisamos de todas. Pronto, isso são 2. Quer dizer, podemos começar pela voz, por exemplo. 42:47 Pessoa 1 Eu diria que para para comunicarmos melhor, é muito importante começar por saber o que é que queremos dizer, o que é que queremos comunicar? O problema é que se as pessoas não têm bem a certeza do que querem comunicar. 43:00 Pessoa 2 Sai propaganda, sai propaganda. 43:02 Pessoa 1 Ou sai, envie usado. Não é ou, ou a comunicação perde. Se algures eu, eu começaria por aí, que é termos convicções, termos valores, termos opiniões estruturadas. Vai facilitar. Depois eu diria sermos económicos, concisos. 43:18 Pessoa 2 Não gastar, não gastar o tempo da Malta. 43:20 Pessoa 1 Nem o tempo da Malta, nem a voz, nem nem nem nem o vocabulário. Porque às vezes diz se muita coisa para, às vezes é uma coisa tão simples, não é? Portanto, eu acho que a simplicidade é um bom artifício. 43:30 Pessoa 2 Estamos a falar e à procura do que vamos a dizer. 43:32 Pessoa 1 Exatamente. 43:34 Pessoa 2 Dá, me dá me um sujeito, dá me dá, me dá me um predicado que é para a gente conseguir perceber do que é que estás a. 43:40 Pessoa 1 Falar shakhov já defendia isso. Ser conciso é muito importante. Bom se estivermos a falar da comunicação oral. A articulação é fundamental, não é? Ou seja, porque quando a gente. 43:53 Pessoa 2 Ninguém entende nada. 43:54 Pessoa 1 Entende nada. Portanto, eu acho que falam para dentro a capacidade de falar para fora no sentido de comunicar EEE. Porque nós quando falamos, não falamos só com a voz. Para além de falarmos com a voz de lançarmos as palavras de as articularmos, depois falamos com a energia que pomos na. 44:11 Pessoa 2 E lá está a nossa caixa pulmonar também, não é? 44:13 Pessoa 1 Torácica, EE as nossas expressão. EEE aquilo que não dizemos também é muito importante, não é toda o toda a linguagem que fica. 44:20 Pessoa 2 Isso aprendemos logo com as mães quando elas estão zangadas. 44:22 Pessoa 1 Connosco e não, não precisam de muito. 44:26 Pessoa 2 Não é? 44:27 Pessoa 1 E depois, eu acho que sermos sinceros também ajuda. 44:29 Pessoa 2 Não é sempre? 44:31 Pessoa 1 Bom. 44:31 Pessoa 2 Ou uma mentirinha piedosa também pode caber neste neste. 44:35 Pessoa 1 Se a intenção é que ela pessoa perceba, tens é que. 44:38 Pessoa 2 Circular não é? Olha, e a arte de escutar, porque isto de dizer depois de pensar ou não pode ser uma coisa mais visceral, a arte de ouvir. 44:48 Pessoa 1 Olha, no teatro é fundamental. Aliás, na arte de representação, há mesmo workshops que se chama escuta ouvir, saber ouvir. 44:56 Pessoa 2 Como é que se ensina isso? 44:57 Pessoa 1 Ouvindo. Que é que é? O que é que acontece? Muitas vezes um ator sabe as suas falas, não é? EE sabe a tua deixa e só está à espera da deixa para dizer a dele, portanto, tu dizes chapéu a chapéu é a minha deixa. 45:11 Pessoa 2 Isso fica artificial, não é claro. 45:13 Pessoa 1 Fica. Tu estás à espera da deixa. Mas se tu estiveres a ouvir tudo aquilo que tu estás a dizer, tem um sentido EOAAA. Minha fala é uma reação à tua. 45:22 Pessoa 2 E tu entras no comboio? 45:23 Pessoa 1 Obviamente, tens que ouvir, tens que ouvir, tens que processar e tens que integrar. E isso tudo tem tempos e às vezes OAA, Malta nova, muitas vezes com a ansiedade. Precipita um bocadinho e tu dizes. Calma, calma, ouve, ouve o que ele está a dizer, ouve, ouves, retens. 45:39 Ah, e reages. E isso pressupõe um tempo, pressupõe uma respiração, pressupõe jogo, jogo. 45:44 Pessoa 2 O timing conta. 45:45 Pessoa 1 Muito. Timing é tudo. Timing é tudo em em representação, em comédia. Então é fundamental, se tu falhas o timing, a piada já foi. A maneira como lança se aquele tempo de suspensão. 45:56 Pessoa 2 Há uma aceleração, há uma suspensão e depois consegues fazer que a piada aconteça. 46:01 Pessoa 1 Em em teoria, sim, mas é uma coisa que se sente mais do que se explica, não é? É aqui, cuidado, estás a correr, estás a assim, não tem graça. Tens que tens que fazer o punchline, tens que fazer a chamada e depois lanças a eu estou te a ouvir. 46:12 Pessoa 2 Estou a pensar no ralo solnado lá está que que, independentemente do texto e tudo o que fosse, havia não só maneira de dizer, mas depois também aquela tu quase antecipavas que ali IA acontecer alguma. Coisa e ele trocava te as. 46:24 Pessoa 1 Voltas e tu? 46:25 Pessoa 2 Ias tu ias te embora logo rapidamente, o que é que te falta fazer? 46:30 Pessoa 1 Olha bom o jantar. 46:33 Pessoa 2 Logo tu cozinhas. 46:35 Pessoa 1 Pouco, felizmente, tenho. Tenho em casa quem cozinho muito bem, mas. 46:38 Pessoa 2 Gostas de comer. 46:39 Pessoa 1 Eu gosto muito de comer, pronto. Gosto da sou, sou, sou. Sou um bom garfo. Não sei. Não sei se me falta fazer assim tanta coisa. Eu tenho 11 gaveta cheia de peças que quero fazer. Gostava de fazer um bocadinho mais de cinema, mas é algo que não depende só de mim. 46:55 Pessoa 2 É difícil fazer cinema em Portugal, não é? É fazer no sentido de produzir. 46:59 Pessoa 1 Sim, é muito, é muito difícil, não é porque. 47:00 Pessoa 2 É caro? 47:01 Pessoa 1 É muito caro, não é? Um filme custará à volta de meio milhão, meio milhão de euros, pelo menos. E. 47:08 Pessoa 2 Depois, depende do que é que se venda daquele filme, não é? 47:10 Pessoa 1 Nem tanto, porque não há. Não temos indústria, portanto, este dinheiro é, é. São apoios do estado. Muitas vezes ARTP também participa. Às vezes vêm da Europa, da euro imagens ou de outros organismos que consegues uma co produção, mas eu não tenho capacidade nem tempo para montar esse tipo de coisas. 47:29 Estou aqui empenhado em tentar escrever uma série que propusemos. De resto, ou ou o ica, para ver se conseguimos desenvolver uma ideia. Portanto, eu gostava também de realizar. É uma coisa que já fiz, já já realizei uma curta metragem, mas gostava de realizar a uma série a uma longa metragem. 47:47 No fundo, é um prolongamento natural do facto de eu já ensinar os espetáculos há muitos anos. 47:51 Pessoa 2 E mesmo com com os netflixs desta vida e afins, esse processo não se tornou melhor? Quer dizer, houve o rabo de peixe, obviamente. 47:56 Pessoa 1 É muito competitivo, há muita gente boa a competir por esse nicho e, portanto, para alguém como eu, que vem da área mais do teatro. 48:03 Pessoa 2 E o mercado é pequeno, é muito. 48:05 Pessoa 1 Eficiente, mas eu não, eu não, não vou desistir e se surgir a oportunidade, falo way, mas perguntavas me o que é que eu gostava de fazer? Gostava ainda de realizar um filme ou uma série. 48:14 Pessoa 2 Diogo Infante, muito obrigado. Estou obviamente ansioso e com uma elevadíssima expetativa. Desculpa, como já aqui cá em cima, para para ver esse professor do clube dos poetas mortos. Não sei o que é que vais fazer da tua vida, mas mas isto está a correr bem. 48:32 Pessoa 1 Não vai correr bem? 48:33 As Seis Lições Essenciais para uma Melhor Comunicação Quantos espetáculos é que é que é que são, quantas? Quantas? Então, eu fico sempre frustrado quando aparece um grande espetáculo. Que que eu às vezes que eu tenho a sorte de ir ver. E me dizem isto agora só tem mais mais 3, 3 sessões e eu digo, mas por? 48:48 Pessoa 1 Nós, no Trindade, é ponto, assente. Não fazermos espetáculos menos de 2 meses e meio. Mínimo que luxo. Sim, a gavolta vai estar 2 meses e meio em cena, mas o clube dos poetas mortos. Vai estar bastante mais. 49:00 Pessoa 2 Há conversas que nos deixam marca e esta é uma delas, o Diogo Infante lembro nos que comunicar não é despejar palavras, é estar inteiro, é estar presente, é saber escutar. Mostrou me que a presença não é talento, é uma construção e que a vulnerabilidade, quando não é usada como arma, torna se uma força e que a verdade vive sempre na tensão entre técnica e alma. 49:19 Aqui ficam as lições que eu tirei desta conversa, 5 lições principais a primeira é que a presença constrói se todos fomos tímidos de algum momento. A diferença está no trabalho que fazemos para lidar com isso e para ultrapassar essa timidez e para reforçar a presença. 49:35 A segunda é que a vulnerabilidade é um ativo e não um risco. Quando alguém assume fragilidade com clareza, cria proximidade e não fraqueza. A terceira lição é que a comunicação começa sempre na escuta. Diogo mostrou isso sempre. Escutar é parte da presença, escutar é parte da ética, escutar é parte do ofício quarto. 49:55 A expetativa pesa, mas pode ser transformada. O chip público pode ser disciplina, sem deixar de ser a verdade. A quinta é que, em família, comunicar é amar, é dizer gosto de ti, é pedir desculpa, é estudar o tom e tudo isso molda vínculos. 50:12 A sexta pode ser a arte. A arte salva porque nos baixa, a guarda, porque nos dá um espelho, porque nos dá respiração, e a sétima é que a verdade implica sempre risco e ainda assim. É sempre melhor do que viver dentro do papel. Errado. 50:27 Obrigado ao Diogo Infante pela generosidade, pela coragem desta conversa e obrigado a quem nos está a escutar. Se este episódio vos compartilhem com alguém que precisa de comunicar melhor ou simplesmente ouvir uma boa conversa, podem seguir o pergunta simples, no YouTube, no Spotify, no Apple podcast e em perguntasimples.com e até para a semana.

GENIAL
Las estrellas más extrañas que desconciertan a los astrónomos

GENIAL

Play Episode Listen Later Dec 15, 2025 13:31


Las estrellas son de los elementos más misteriosos del universo, ¡y la Estrella de Przybylski (HD 101065) es una de las más raras de todas! Descubierta en la década de 1960, los astrónomos quedaron atónitos por sus elementos súper raros, tan extraños que casi no deberían existir. Pero espera, se pone aún más extraño: investigaciones recientes muestran que la estrella no solo está compuesta de cosas raras, sino que también se mueve de una manera que los científicos no pueden explicar. Y la Estrella de Przybylski no es la única rareza cósmica. Toma por ejemplo la Estrella de Tabby (EPIC 204278-988), que se atenúa aleatoriamente hasta un 22% por semanas, ¡y nadie sabe por qué! Incluso algunas personas se preguntan si podrían ser alienígenas (aunque probablemente no). Luego está WD J0914+1914, conocida como la "Estrella de Diamante", porque su núcleo es literalmente un diamante gigante más grande de lo que puedas imaginar. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Hot Springs Village Inside Out
From Dallas To Diamante (A Porch Prowling Episode)

Hot Springs Village Inside Out

Play Episode Listen Later Dec 12, 2025 22:03


Meet Graham and Jami Parham. Two years ago, they completed the construction of their Renaissance Homes-built house in Diamante. They moved from Dallas to Diamante after considering Florida and the Smoky Mountains as their next destination. This isn’t Graham and Jami’s first video appearance online. They were part of a feature TV episode that aired in Dallas/Ft. Worth, Designing Spaces. I’m honored they invited me to share their porch. Enjoy! • Join Our Free Email Newsletter • Subscribe to Our YouTube Channel (click that bell icon, too) • Join Our Facebook Group • Support Our Sponsors (Click on the images below to visit their websites.) __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________

Los Imparables, el Podcast!!!
Temporada 5, Capítulo 140: Eres un diamante en bruto

Los Imparables, el Podcast!!!

Play Episode Listen Later Dec 9, 2025 32:14


Support the show¿QUIÉNES SON LOS IMPARABLES?Imagina iniciar cada día rodeado de empresarios que, como tú, están decididos a crecer, mejorar y transformar sus resultados.

Podcast - UH - Español
#291 - Es hora de cambiar el juego - Eduardo Macedo - Duplo Diamante

Podcast - UH - Español

Play Episode Listen Later Dec 8, 2025 33:49


God se Woord VARS vir jou Vandag
Herskep in die Wildernis

God se Woord VARS vir jou Vandag

Play Episode Listen Later Dec 6, 2025 2:47 Transcription Available


Send us a textLukas 4:14-15 Jesus het na Galilea toe teruggegaan vol van die krag van die Gees, en berigte oor Hom het deur die hele omgewing versprei. Hy het die mense in die sinagoges geleer, en almal het met lof van Hom gepraat. Dit voel party dae asof jou swaarkry vir ewig gaan aanhou en nooit gaan ophou nie. Jy sien geen hoop op ‘n uitkoms of selfs verligting van jou situasie nie. Die druk is so groot dat jy vir jouself sê: Dis ondraaglik. Ek kan nie voortgaan nie! Wanneer gaan dit eendag eindig?Diamante, wat wêreldwyd baie werd is, word sowat 190 kilometer onder die oppervlak, diep binne-in die aarde se maag gevorm. Dit gebeur gedurende 'n ontsettende stadige proses onder enorme druk en hoë temperature – ons praat van 60 000 keer atmosferiese druk, en 1 300 grade Celsius.Die diamante word uiteindelik deur vulkaniese uitbarstings deur kimberlietpype na die oppervlak gevoer, waar dit ontgin en as kosbare minerale verkoop kan word.Gister het ons gesien hoe God Jesus in die woestyn “uitgegooi” het – dit was sy besluit om dit aan sy geliefde Seun te doen!Lukas 4:14-15 Net daarna het die Gees Hom weggevat die woestyn in, waar Hy veertig dae lank gebly het en deur die Satan versoek is. Jesus was daar saam met die wilde diere, en die engele het Hom versorg.Nadat Jesus die veertig dae van daardie verskriklike tyd van hitte en die druk van satan oorleef het, het daar wonderlike dinge met Hom gebeur.Hy het in sy openbare bediening met die krag van die Heilige Gees begin.Dit lyk asof God se gewoonte is om sy allerbeste – of dit nou 'n diamant of 'n karakter is – onder hitte en druk te vorm. En wanneer jy in daardie woestyn is, gaan die tyd teen 'n ondraaglik stadige tempo verby. Maar hou moed, werk saam met God, en jy sal met die krag van die Heilige Gees anderkant uitkom.Dis Sy Woord. Vars … vir jou … vandag. Support the showEnjoying The Content?For the price of a cup of coffee each month, you can enable Christianityworks to reach 10,000+ people with a message about the love of Jesus!DONATE R50 MONTHLY

R+
Yamile García: "Diamante Azul", Canción Nacida en un Retiro de Silencio y la Fase Premenstrual

R+

Play Episode Listen Later Dec 3, 2025 23:59


Nos enlazamos a Costa Rica para conectar con Yamile García, una artista que entrelaza la danza, la espiritualidad y el ciclo femenino en su música. En este episodio, nos sumergimos en "Diamante Azul", un sencillo poderoso que nació durante un retiro de silencio de 100 horas y que representa la fase premenstrual: ese momento de muerte simbólica, verdad cruda y mujer salvaje que no teme decir lo que piensa. Yamile nos comparte cómo su formación en danza es la raíz de todo, por qué la creación verdadera nace de la vulnerabilidad del alma y cómo está construyendo un álbum conceptual donde cada canción es una fase del ciclo menstrual.https://open.spotify.com/intl-es/track/1Z1Hv2TJoCHHOeGoQhvWq8https://www.youtube.com/watch?v=SCSoAqQ78rghttps://www.instagram.com/yamilegarrciahttps://www.facebook.com/YamileGarciaaahttps://www.tiktok.com/@yamilegarrrcia

Daily Easy Spanish
La fascinante historia del legendario diamante Florentino de la dinastía de los Habsburgo que reapareció tras estar más de 100 años desparecido

Daily Easy Spanish

Play Episode Listen Later Nov 29, 2025 45:10


Un diamante invaluable que desapareció hace más de un siglo en el caos del colapso de un poderoso imperio ha vuelto a aparecer.

Futbol Sin Balón - Adrián Marcelo y Fernando Suarezserna
La Llorona: El eco de la noche

Futbol Sin Balón - Adrián Marcelo y Fernando Suarezserna

Play Episode Listen Later Nov 29, 2025 21:46 Transcription Available


En este país, más temprano que tarde, todos hemos oído de ella. No importa si creemos en fantasmas o no: el nombre de La Llorona forma parte del ADN cultural mexicano. Es, quizá, nuestra leyenda de horror más icónica.

Hoy empieza todo 2
Hoy empieza todo - Muestra de Cine de Lanzarote, Viaje a la luna con realidad virtual y la poesía de Maricela Guerrero - 27/11/25

Hoy empieza todo 2

Play Episode Listen Later Nov 27, 2025 118:56


Cristina Moreno llega con sus noticias de actualidad cultural y habla con Nahum Cabrera, productor y proyeccionista de la 15ª Muestra de Cine de Lanzarote, que se celebra hasta el 30 de noviembre. David García ha viajado a la luna y te lo va a contar. Ha sido a través de una experiencia creada con realidad virtual que se puede disfrutar en Madrid, Sevilla, Murcia, Valencia y Alicante. Para conocer más tenemos con nosotros a Enric Costa, cofundador de Virtual Zone, y Luis de Ahumada, director técnico VR. Abraham Boba pone sus sentidos poéticos y musicales al servicio de Maricela Guerrero y su poemario 'Sueño per cápita y wonderful production'. Remate nos da a conocer y escuchar las bandas sonoras de 'El extranjero', 'Rabbit Trap', 'Diamante en bruto' y 'Caza de brujas'.Escuchar audio

Hoy empieza todo 2
Hoy empieza todo - Más allá de John Williams: las BSO de la semana - 27/11/25

Hoy empieza todo 2

Play Episode Listen Later Nov 27, 2025 15:46


Remate nos da a conocer y escuchar las bandas sonoras de 'El extranjero', 'Rabbit Trap', 'Diamante en bruto' y 'Caza de brujas'.Escuchar audio

Podcast - UH - Español
#288 - Es hora de presentar el plan - Lorrã Soares - Doble Diamante

Podcast - UH - Español

Play Episode Listen Later Nov 17, 2025 31:01


Bola de Caimanes
Vivimos la fiesta en Los Cabos y vimos a Ben Griffin ganar el World Wide Technology Championship

Bola de Caimanes

Play Episode Listen Later Nov 10, 2025 34:37 Transcription Available


Desde El Cardonal at Diamante, un nuevo episodio con los Caimanes y Fernando Tirado, de ESPN, tras la coronación de Ben Griffin en el World Wide Technology Championship. Lo mejor de Los Cabos, el desempeño de los mexicanos Emilio González y Alejandro Madariaga, a quienes también les vemos grandes futuros. Además del título de Aaron Rai sobre Tommy Fleetwood y Rory McIlroy.

Podcast - UH - Español
#287 - Las personas ciertas buscan algo a mas - Devlin Maxwell - Doble diamante Elito

Podcast - UH - Español

Play Episode Listen Later Nov 10, 2025 29:29


Golf Shot Radio
Desde Los Cabos, lo mejor del World Wide Technology Championship

Golf Shot Radio

Play Episode Listen Later Nov 6, 2025 46:29 Transcription Available


GOLF SHOT está en Los Cabos para llevarte la mejor cobertura del World Wide Technololgy Championship. En el capítulo de esta semana, directamente desde El Cardonal at Diamante, te presentamos los detalles que debes seguir durante el fin de semana, entrevistas con golfistas mexicanos y las estrellas presentes.

Straight Outta Vegas AM
World Wide Technology Championship + Abu Dhabi HSBC Championship preview & picks

Straight Outta Vegas AM

Play Episode Listen Later Nov 5, 2025 45:54


Will Doctor gives you the sharpest preview for the week 45 action in the world of golf. Golf Preview Podcast: Worldwide Technology & Abu Dhabi HSBC Championships This week's Golf Preview Podcast with host Will Doctor took listeners around the globe for twin tournaments—the PGA Tour's Worldwide Technology Championship in Cabo and the DP World Tour's Abu Dhabi HSBC Championship—pairing sharp betting insight with a clear read on form, course fit, and odds value. Will opened with the major headline that LIV Golf will expand to 72 holes in 2026, a necessary step toward earning official world ranking points. He applauded the move but joked that LIV must “ditch the shotgun start, put their pants back on, and bump fields to 125 players” to be taken seriously. Turning to Cabo's El Cardinal at Diamante, Will dissected wide fairways, coastal winds, and massive 8,000-square-foot greens that demand patience and putting precision on paspalum. He ran through the favorites—Ben Griffin at 13-1, J.J. Spahn at 14-1, and Siwoo Kim at 20-1—praising their ball-striking while noting putting woes make them risky pre-tournament bets. Rico Hoey and Michael Thorbjornsen earned honorable mentions for potential live plays, while Max Graceman's length and putting prowess made him a strong lineup anchor despite inflated odds. Will's card featured Matt Kuchar outright at 60-1 on FanDuel, citing Kuchar's coastal pedigree, recent form, and runner-up finish at Diamante two years ago. He paired that with Max Graceman top-10 (+200) and Thorbjornsen top-10 (+275), plus a sleeper top-20 on Isaiah Salenda at +333, banking on his paspalum putting bounce-back. His lone matchup pick was David Ford over Chandler Phillips (–105), backing the rookie's consistency off the tee and elite putting splits. In Abu Dhabi, Will spotlighted Rory McIlroy (6-1), Tommy Fleetwood (7-1), and Tyrrell Hatton (9-1) as clear threats at Yas Links, with Matt Fitzpatrick (18-1) his top outright due to sustained top-10 consistency and motivation to close the season strong. Rafa Cabrera-Bello rounded out his picks with a top-20 (+240) and long-shot outright (200-1), leaning on course history and renewed confidence with the putter. Will closed by promoting Pregame's EAGLE20 discount code and teasing next week's Bermuda and Dubai finales. With humor, precision, and elite statistical depth, the podcast offered a comprehensive blueprint for golf bettors navigating late-season chaos—smart, fast, and perfectly dialed in to the global game. Follow on X @Drmedia59 Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Sunny Go One Piece Podcast
Episode 257 - Episodes 716-718 Rewatch: The One True Corrida Colosseum Champion Rises Again!

Sunny Go One Piece Podcast

Play Episode Listen Later Oct 20, 2025 16:26


Let me know what you thought of the episode!On this episode we get into anime episodes 716-718 in which we see Kyros finish his fight vs the underhanded false champion of the Colosseum, Diamante and fulfill his promise to protect his daughter Rebecca and get avenge Scarlet's death! Hope you enjoy!Support the show

RADIO AMISTAD PDC ROTA
EL PROCESO DEL DIAMANTE | Raquel Baena

RADIO AMISTAD PDC ROTA

Play Episode Listen Later Oct 13, 2025 34:00


Bola de Caimanes
Escapada fugaz a Los Cabos e Isabella Fierro regresa a la LPGA

Bola de Caimanes

Play Episode Listen Later Oct 6, 2025 43:49 Transcription Available


En el capítulo de esta semana, un caimán regresa de un viaje fugaz pero de mucho golf a Los Cabos. Abraham juega El Cardonal at Diamante, el campo diseñado por Tiger Woods y sede del PGA Tour, y nos platica qué nos espera rumbo al WWT Championship. Además un repaso de los mexicanos por el mundo, empezando con Isabella Fierro, quien regresa a la LPGA al conseguir su status a través del Epson Tour.

La W Radio con Julio Sánchez Cristo
“La tiranía de redes sociales es la búsqueda de validación”: Agathe Riedinger de ‘Diamante en Bruto'

La W Radio con Julio Sánchez Cristo

Play Episode Listen Later Oct 2, 2025 12:22 Transcription Available


En La W, la directora francesa Agathe Riedinger dio detalles sobre la producción de la película ‘Diamante en Bruto', que fue nominada a la Palma de Oro en el Festival de Cannes de 2024.

Hot Springs Village Inside Out
Diamante Country Club: A Golfer's Paradise in Hot Springs Village

Hot Springs Village Inside Out

Play Episode Listen Later Sep 30, 2025 31:54


  Will Owens, Golf Course Superintendent for the Diamante Country Club, joins me to tour the course. A 17-year veteran at Diamante, Will shares a bit of history and his insights into one of the premier private golf courses in Arkansas. Enjoy!   • Join Our Free Email Newsletter • Subscribe to Our YouTube Channel (click that bell icon, too) • Join Our Facebook Group • Support Our Sponsors (Click on the images below to visit their websites.) __________________________________________ __________________________________________ __________________________________________

Noticentro
Tormenta en Acapulco deja inundaciones y embarcaciones hundidas

Noticentro

Play Episode Listen Later Sep 24, 2025 1:46


Huracán Narda aumenta a categoría 2 y se acerca a costas de Jalisco Aseguran en Sinaloa 16 laboratorios clandestinos de droga sintéticaLa Pirámide del Adivino, joya enigmática de Chichén ItzáMás información en nuestro podcast

Construyendo Podcast
Las Fortalezas en Pareja Crean el Éxito

Construyendo Podcast

Play Episode Listen Later Sep 23, 2025 23:54


En este episodio inspirador, Brenda Altamirano y Oscar Cordero, reconocidos Líderes Diamante en México, comparten cómo han convertido sus fortalezas individuales en una poderosa sinergia de pareja para alcanzar el éxito personal y profesional. Descubre cómo la comunicación, la visión compartida y el crecimiento mutuo pueden transformar una relación en una verdadera alianza de impacto. Un episodio lleno de aprendizajes, inspiración y claves prácticas para quienes desean construir juntos un camino sólido hacia el éxito.

Nuus
Uraan, diamante dryf uitvoere in Julie

Nuus

Play Episode Listen Later Sep 4, 2025 0:21


Mynbou oorheers steeds Namibië se uitvoere. Nuwe syfers van die Namibiese Statistiekagentskap toon dat uraan, diamante en koper in Julie boaan die uitvoerlys was, met vis as die enigste nie-minerale produk onder die groot vyf. Intussen is invoere gelei deur brandstof en voertuie, en heruitvoere het 'n merkbare hupstoot gesien. Woordvoerder van die Statistiekagentskap, Mirjam Shihepo, het meer oor die nuutste handelsneigings.

Construyendo Podcast
El Negocio Después del Rango: ¿Y Ahora Qué?

Construyendo Podcast

Play Episode Listen Later Aug 19, 2025 20:34


Alcanzar un nuevo rango en tu negocio es un logro emocionante, pero ¿qué sigue después? En este episodio, Rosario Santander, Líder Diamante y Fundadora de Chile, nos comparte su experiencia y estrategias para mantener el impulso, consolidar equipos y seguir creciendo más allá de cada meta. Aprende de sus consejos prácticos y descubre cómo llevar tu negocio al siguiente nivel.

Hot Springs Village Inside Out
Celebrating Golf Legacies: Tom Clark Reflects on 25 Years of Isabella & 30 Years of Diamante

Hot Springs Village Inside Out

Play Episode Listen Later Aug 15, 2025 77:18


  In this special episode of Hot Springs Village Inside Out, we sit down with renowned golf course architect Tom Clark and John Paul to celebrate two monumental anniversaries in Hot Springs Village golf history — 25 years of Isabella Golf Course and 30 years of Diamante Country Club. John Paul served as the Director of Golf for the Hot Springs Village Property Owners Association for many years. He also served as the interim General Manager...twice! Tom shares the stories behind the designs, the inspiration behind the layouts, and the lasting legacy these courses have left on the community. Whether you're a passionate golfer, a resident of the Village, or someone who appreciates the beauty of thoughtful design, you'll enjoy this heartfelt look back at how two legendary courses came to life — and why they still matter today.   • Join Our Free Email Newsletter • Subscribe to Our YouTube Channel (click that bell icon, too) • Join Our Facebook Group • Support Our Sponsors (Click on the images below to visit their websites.) __________________________________________ __________________________________________

Hot Springs Village Inside Out
What's Cooking at Diamante? Chef Terry Thompson Dishes It Out

Hot Springs Village Inside Out

Play Episode Listen Later Aug 8, 2025 22:40


  Diamante Country Club celebrates its 30th anniversary this year. A main attraction is the clubhouse and the dining experience that members get to enjoy. Executive Chef, Terry Thompson, relocated to Hot Springs Village from Portland, Oregon, over 6 years ago. For the past year or so, he's been responsible for dishing out superb cuisine at Diamante. Follow Diamante on Instagram: https://www.instagram.com/diamantehsv/ Follow Diamante on Facebook: https://www.facebook.com/DiamanteCountryClub   • Join Our Free Email Newsletter • Subscribe to Our YouTube Channel (click that bell icon, too) • Join Our Facebook Group • Support Our Sponsors (Click on the images below to visit their websites.) __________________________________________ __________________________________________

Hot Springs Village Inside Out
Touring A Fine Home On #10 Diamante Golf Course

Hot Springs Village Inside Out

Play Episode Listen Later Aug 6, 2025 31:21


  SPECIAL EPISODE 5 Granada Lane, Hot Springs Village, Arkansas Premier Custom Estate in Diamante Country Club! This extraordinary all-brick custom home is one of the crown jewels of the prestigious Diamante Country Club. With over 6,200 square feet of finely crafted living space, this 3-bedroom, 3.5-bath home offers elegance, functionality, and unmatched comfort. Step inside to discover custom cabinetry throughout, rich hardwood floors, and an expansive layout designed for both luxury living and entertaining. The main level includes a private office with built-in custom cabinets and a fully integrated workstation, along with a spacious master suite featuring a walk-around closet and spa-like bath. #jtg-7830 .modula-item .jtg-social a, .lightbox-socials.jtg-social a{ fill: #ffffff; color: #ffffff }#jtg-7830 .modula-item .jtg-social-mobile a{ fill: #ffffff; color: #ffffff }#jtg-7830 .modula-item .jtg-social svg, .lightbox-socials.jtg-social svg { height: 16px; width: 16px }#jtg-7830 .modula-item .jtg-social-mobile svg { height: 16px; width: 16px }#jtg-7830 .modula-item .jtg-social a:not(:last-child), .lightbox-socials.jtg-social a:not(:last-child) { margin-right: 10px }#jtg-7830 .modula-item .jtg-social-mobile .jtg-social-mobile-icons a:not(:last-child){ margin-right: 10px }#jtg-7830 .modula-item .figc {color:#ffffff;}#jtg-7830 .modula-item .figc .jtg-title { font-size: 24px; }#jtg-7830 .modula-item .modula-item-content { transform: scale(1) }#jtg-7830 { width:100%;}#jtg-7830 .modula-items .figc p.description { font-size:16px; }#jtg-7830 .modula-items .figc p.description { color:#ffffff;}#jtg-7830 .modula-items .figc .jtg-title { color:#ffffff; }#jtg-7830.modula-gallery .modula-item > a, #jtg-7830.modula-gallery .modula-item, #jtg-7830.modula-gallery .modula-item-content > a:not(.modula-no-follow) { cursor:zoom-in; } #jtg-7830.modula-gallery .modula-item-content .modula-no-follow { cursor: default; } @media screen and (max-width:480px){#jtg-7830 .modula-item .figc .jtg-title { font-size: 12px; }#jtg-7830 .modula-items .figc p.description { color:#ffffff;font-size:10px; }} { "@context": "http://schema.org", "@type" : "ImageGallery", "id" : "https://hotspringsvillageinsideout.com/touring-a-fine-home-on-10-diamante-golf-course/", "url" : "https://hotspringsvillageinsideout.com/touring-a-fine-home-on-10-diamante-golf-course/" } The lower level is your entertainment retreat: enjoy a theater room with a brand new Sony projection system, an ample recreation space, a pool table, an exercise room, a mini kitchen, and a state-certified safe room for peace of mind. A full bath with a walk-in shower adds convenience for guests or multi-generational living. Outdoors, the home boasts mature landscaping, extensive stonework, and one of the most elevated and scenic lots in the community, offering panoramic views of the 10th green of Diamantes' championship golf course.  Call Laurie at (501) 276-3018   • Join Our Free Email Newsletter • Subscribe to Our YouTube Channel (click that bell icon, too) • Join Our Facebook Group • Support Our Sponsors (Click on the images below to visit their websites.) __________________________________________ __________________________________________

TLC
86. Naciste para ser Diamante / Elcy Duarte

TLC

Play Episode Listen Later Aug 6, 2025 27:32


Despierta en Consciencia, somos el Team Lideres Constructores

La Clave Pop
Karina Sofía y el consejo de Gustavo Santaolalla: “No puedes hacer nada por los premios; los premios llegan a consecuencia del trabajo” | EP 48

La Clave Pop

Play Episode Listen Later Aug 5, 2025 32:00


En este episodio de La Clave Pop, conversamos con Karina Sofía, la artista mexicana que está revolucionando la música regional con su propuesta única que fusiona rock alternativo, pop y corridos. La cantante de Monterrey nos cuenta la increíble historia detrás de su álbum debut La Reina del Cañón, producido por el legendario Gustavo Santaolalla, dos veces ganador del Oscar y del GRAMMY.Descubre cómo Karina Sofía logró que Santaolalla saliera de su retiro discográfico para producir su álbum, la magia detrás de canciones como “Diamante”, “Malandrona” y “La Loca”, y por qué decidió arriesgarse con una fusión tan arriesgada en 2020, cuando pocas mujeres exploraban el género regional mexicano.Karina Sofía nos habla sobre su proceso creativo, cómo el requinto se robó su corazón, la importancia de mantener la autenticidad en su propuesta artística y los desafíos de ser aceptada en un género tradicionalmente masculino. También conocemos detalles íntimos sobre su colaboración con Gustavo Santaolalla, incluyendo anécdotas divertidas sobre los Oscar del productor escondidos en una bolsa debajo de su escritorio.La conversación también aborda temas profundos como el síndrome del impostor (y el consejo que recibió de Chris Martin de Coldplay), su nominación al Premio Lo Nuestro 2025 y la mención de Billboard como posible candidata al Latin GRAMMY como Mejor Nuevo Artista.Sigue a Marysabel Huston en sus redes sociales: Instagram y Threads: @marysabelhuston TikTok: @marysabelhuston Facebook: Marysabel.HustonX (antes Twitter): @hustonmarysabelYouTube: Marysabel HustonCréditos: Producción ejecutiva, edición y mezcla por Marysabel HustonMúsica: Una producción de Techy Fatule#KarinaSofia #LaReinaDelCañon #GustavoSantaolalla #MusicaRegionalMexicana #RockAlternativo #EmpoderamientoFemenino #LaClavePop #MarysabelHuston #Corridos #MusicaLatina

Pânico
Michael Sullivan | Baú do Pânico

Pânico

Play Episode Listen Later Jul 25, 2025 122:00


O convidado do programa Pânico desta sexta-feira (25) é Michael Sullivan.Michael Sullivan, batizado Ivanilton, nasceu em Timbaúba (Pernambuco). Começou cantando na noite aos 14 anos. Participou de concursos de calouros na Rádio Jornal do Comércio e ganhou, como prêmio de primeiro lugar, a carteira profissional da Ordem dos Músicos do Brasil e um contrato com a TV local, das mãos do Rei do Baião, Luiz Gonzaga.Pouco antes de completar a maioridade, o cantor atendeu ao conselho de Cauby Peixoto e seguiu rumo à capital carioca. Aos 19 anos, integrou o grupo "Os Selvagens" e, aos 21 anos, o grupo "Renato e Seus Blue Caps", como cantor e guitarrista. Sua passagem pelo grupo resultou em seis discos de ouro, cuja vendagem ultrapassou a marca de 1 milhão de cópias.Debutou na carreira solo de cantor ao figurar entre os mais executados em todas as rádios brasileiras com a canção My Life, sob o pseudônimo Michael Sullivan. Sua capacidade de compor sucessos passou a chamar atenção no final de 1976.Entrou para o Guinness Book como o compositor que emplacou a maior quantidade de sucessos na América Latina em um período de cinco anos.Em 1979, conheceu Paulo Massadas, parceiro frequente de suas composições por 16 anos. A dupla é responsável por grandes sucessos, como: Gal Costa (Um Dia de Domingo), Fagner (Deslizes), Roberto Carlos (Amor Perfeito, Pergunte pro seu Coração, Meu Ciúme), Roupa Nova (Whisky a Go-Go, Show de Rock n' Roll), Alcione (Nem Morta, Estranha Loucura), Sandra de Sá (Retratos e Canções, Joga Fora, Não Vá), Joanna (Amanhã Talvez, Um Sonho a Dois, Promessas), Fafá de Belém (Amor Cigano), Xuxa (Lua de Cristal, Brincar de Índio, Parabéns da Xuxa, Arco-Íris), Trem da Alegria (Uni-Duni-Tê, É de Chocolate, He-Man), Rosana (Nem um Toque, Custe o que Custar) e Tim Maia (Me Dê Motivo, Leva) - este último, que o ensinou a tocar violão e gravou a primeira composição de sucesso da dupla Sullivan e Massadas.Como produtor musical, já vendeu mais de 80 milhões de discos na América Latina. Hoje, os streamings de suas produções somam incontáveis bilhões e trilhões.Em 2023, lançou o álbum mais autobiográfico da carreira. Produzido por Alice Caymmi e coproduzido por Sullivan, o disco traz 11 canções inéditas e conta com participações especiais.Em quatro décadas de carreira, Sullivan acumula 550 Discos de Ouro, 270 Discos de Platina e 50 Discos de Diamante, com um total de 1.400 músicas gravadas. Ele possui 50 temas de novelas - um recorde absoluto!Redes Sociais:Instagram: https://www.instagram.com/michaelsullivanoficial

Construyendo Podcast
Domina al Tiempo y Logra tus Metas

Construyendo Podcast

Play Episode Listen Later Jul 22, 2025 24:39


En este episodio transformador, Claudia Moreno, reconocida Líder Diamante en México, te comparte estrategias prácticas y herramientas poderosas para tomar el control de tu tiempo y avanzar con firmeza hacia tus metas. Descubre cómo organizar tus días con intención, eliminar distracciones y mantenerte motivado en tu camino al éxito. Ya sea que busques mejorar tu productividad, alcanzar objetivos personales o escalar en tu negocio, este episodio está diseñado para inspirarte a tomar acción con enfoque y determinación.

El Cine en la SER
El Cine en la SER: El regreso de unos Pitufos posmodernos y el impacto de los 'like' en Bob Trevino

El Cine en la SER

Play Episode Listen Later Jul 19, 2025 33:30


Arrancamos el verano en El Cine en la SER con el regreso de unos Pitufos más modernos y otros estrenos semanales de cine como 'Diamante en bruto' y ‘Los domingos mueren más personas'. También comentamos con Dani Garrán las nominaciones a los Premios Emmy.

Hablemos MMA
Previa UFC 318: Max Holloway vs. Dustin Poirier 3 – la despedida del "Diamante"

Hablemos MMA

Play Episode Listen Later Jul 18, 2025 66:31


Danny Segura y Jorge Ebro analizan la cartelera de UFC 318, incluyendo el combate estelar de Max Holloway vs. Dustin Poirier 3 por el cinturon de BMF, Paulo Costa vs. Roman Kopylov, los regresos de Daniel Zellhuber y Francisco Prado, y mucho más.

Hablemos MMA
Previa UFC 318: Max Holloway vs. Dustin Poirier 3 – la despedida del "Diamante"

Hablemos MMA

Play Episode Listen Later Jul 18, 2025 66:31


Danny Segura y Jorge Ebro analizan la cartelera de UFC 318, incluyendo el combate estelar de Max Holloway vs. Dustin Poirier 3 por el cinturon de BMF, Paulo Costa vs. Roman Kopylov, los regresos de Daniel Zellhuber y Francisco Prado, y mucho más.

De película - RNE
De película - En 'De película' vamos a pasárnoslo mejor - 19/07/25

De película - RNE

Play Episode Listen Later Jul 18, 2025 117:54


No por estar en Julio la cartelera decae, grandes y esperados son los estrenos que llegan a salas y cartelera. Comenzamos con una comedia musical para disfrutar en familia, Voy a pasármelo mejor con la firma de la joven cineasta Ana de Alva y el guionista David Serrano, con ambos charlamos de esta cinta que nos lleva a los amores de adolescencia en la década de los noventa. Los pitufos también nos hacen viajar en el tiempo, vuelven a la gran pantalla con sus aventuras, después de 28 años y nos detenemos con Elio Castro con una saga de terror que también triunfó en los 90, Sé lo que hicisteis el último verano. Vuelve el asesino del garfio en esta ocasión de la mano de Jennifer Kaytin Robinson. Diamante en Bruto, es otra de las películas que llega a salas, un drama bastante realista del que charlamos con su directora y su protagonista Malou Khebizi. La historia de una joven obsesionada con la belleza que busca su espacio participando en reality shows. Todo esto además del resto de la cartelera y las secciones habituales.Escuchar audio

TATTOO TALES
71. DIAMANTE MURRU - Meaningful connections

TATTOO TALES

Play Episode Listen Later Jul 14, 2025 66:37


Diamante is a tattoo artist well known for her black work and ornamental style. She also created her own line of clothing and a tattoo supply focused on sustainability. As fellow Italian I can relate to this need for different creative outlets, proper of the Renaissance artist.   It's been fun, heartwarming and inspiring to spend an afternoon talking about creativity, the power of choices, and her own very approach built on the human connection, a foundation of her process. I gotta say, with her bright and positive energy, it couldn't be easier to talk to her.    Find more about Diamante on Instagram  Book a time with her Minimal ethic tattoo supply Minimal ethic clothing

Podcast El Programa de Sita Abellán
EPSA_29_07_2025 Especial Un Diamante en la Basura, con Ana Molina Hita y Beatroz

Podcast El Programa de Sita Abellán

Play Episode Listen Later Jun 29, 2025 170:04


Ana Molina Hita se acerca a los Estudios Romanones acompañada de Beatroz para presentar la publicación de Un Diamante en la Basura, una libro colectivo cuyos autores son (fueron) niños, escolares de un colegio en la Ventilla, Madrid. Aprovechamos para hablar de Milagros, de Hola a todo el Mundo, de los años escolares, la infancia, los padres, el sistema y todo tipo de aledaños.

Pânico
Gilliard | Baú do Pânico

Pânico

Play Episode Listen Later Jun 27, 2025 124:30


O convidado do programa Pânico dessa sexta-feira (27) é Gilliard.Gilliard é natural de Natal, Rio Grande do Norte. Cresceu em uma família essencialmente musical, que sempre o apoiou. Começou a trabalhar cedo: relojoaria pela manhã, estudos à tarde e música à noite.Aos 8 anos, venceu seu primeiro concurso: “A Mais Bela Voz do Nordeste”. Fez suas primeiras apresentações em rádios locais, onde mostrava suas composições nos intervalos comerciais. Foi influenciado por artistas como Luiz Gonzaga, Vicente Celestino, Luiz Vieira, Dolores Duran, Lupicínio Rodrigues e pelos astros da Jovem Guarda.Mudou-se para o Rio de Janeiro aos 13 anos, em busca do sonho de ser cantor e para ajudar a família. Cantava em bares e restaurantes até formar seu próprio repertório autoral. Em seguida, seguiu para São Paulo e apresentou seu trabalho à gravadora RGE.Lançou seu primeiro LP no final de 1979, com o sucesso “Aquela Nuvem”, que vendeu mais de 1 milhão de cópias e teve lançamento internacional. Tornou-se presença constante nas paradas de sucesso. Ao longo da carreira, vendeu mais de 10 milhões de discos.Conquistou as seguintes premiações: 12 Discos de Ouro, 10 Discos de Platina, 8 Discos de Platina Duplo, 3 Discos de Diamante; Troféu Globo de Cantor Revelação e Cantor Romântico do Ano; Rádio e TV Manchete: Ídolo dos Anos 80; Programa do Chacrinha: Ídolo da Juventude Romântica do Brasil.Participou dos principais programas de auditório da época: Globo de Ouro, Fantástico, Flávio Cavalcanti, Discoteca do Chacrinha, Programa Silvio Santos, entre outros. Foi destaque no quadro “Qual é a Música”, permanecendo invicto por 21 semanas consecutivas.Seu estilo é marcado pelo romantismo clássico e popular, com voz única, melodias elaboradas e emocionais. Suas canções embalaram trilhas de novelas, filmes, bailes e shows ao longo de décadas.Fase atual: lançamento recente do single “Folha ao Vento”, pela Som Livre. Jurado do programa “Canta Comigo” (Record TV). Prepara DVD comemorativo pelos 45 anos de carreira. É casado com Silvia Marinho (a Silvinha, ex-Harmony Cats). Tem dois filhos: Sylvio Marinho - cantor e compositor, e Bruna - médica.Redes Sociais:Instagram: ⁠https://www.instagram.com/gilliardoficial⁠Site: ⁠https://www.gilliard.com.br/⁠Contato para shows: ⁠(11) 98402-8890

Conversaciones Con Fernando Suarezserna Y Adrián Marcelo
Especial de CUMPLEAÑOS - Bandido Diamante

Conversaciones Con Fernando Suarezserna Y Adrián Marcelo

Play Episode Listen Later Jun 23, 2025 78:13


Conversaciones   Distribuido por: Genuina Media

The Latin Alternative
The Latin Alternative / COLOMBIA Episode (Carlos Vives, Bomba Estereo, Diamante Electrico, Aterciopelados & more!)

The Latin Alternative

Play Episode Listen Later Jun 17, 2025 59:07


It's a spotlight on COLOMBIA, the music powerhouse nation that has brought us a wealth of rock, salsa, hip-hop, vallenato and other music genres. Featured artists include Carlos Vives, Diamante Electrico, Bomba Estereo, Elsa y Elmar, Aterciopelados, Fruko y Sus Tesos, Karol G, Monareta, Juan Pablo Vega and many more!

The College Essay Guy Podcast: A Practical Guide to College Admissions
608: Admission Nutrients (Part 2 of 6: Collaboration): Important Ingredients for a Well-Balanced College Admission Process—And Life with Raissa Diamante

The College Essay Guy Podcast: A Practical Guide to College Admissions

Play Episode Listen Later Jun 10, 2025 60:30


In Episode 2 of our series on Admission Nutrients, Ethan is joined by Raissa Diamante, the Director  of Admission at Harvey Mudd College, to do a deep dive into collaboration — why is it important to colleges and where does it show up in the application process? Ethan and Raissa get into, among other things: What does the admission review process look like at Harvey Mudd? Why is collaboration particularly important (spoiler: it's one of the main things they look for)? Tips for the supplemental essay (side note: it's a prompt they've kept some version of over the past 15 years) via a brief analysis of a real essay from a past student What does Raissa think about students using Chat-GPT / generative AI for their essays? What do students miss or get wrong about the college admission process? Can students write about race in their college application essays? And more!   Raissa Diamante is the Executive Director of Admission at Harvey Mudd College (HMC) in Claremont, CA. She grew up in a mixed immigration status home and is a proud product of the Los Angeles Unified School District. Raissa believes in the power of data in storytelling as a means to operationalizing change. She takes pride in developing and implementing strategies that help make institutions more representative of our society. Prior to HMC, Raissa was the Director of Multicultural Recruitment at Swarthmore College and worked at the Office for Multicultural Affairs at Barnard College. She earned her Bachelor's degree from the University of California, Berkeley and her Master's degree from Teachers College, Columbia University. In her spare time, she enjoys playing with her child, working on puzzles, and being an introvert.   We hope you enjoy!   Play-by-Play 2:50 – What are some of Raissa's roles and identities?  9:02 – What goes on behind-the-scenes in Raissa's office at Harvey Mudd?  16:50 – Why is collaboration important, from Harvey Mudd's perspective? 21:24 – Where do collaborative qualities show up in the application?  23:18 – What are some qualities of collaboration that students might not think of? 31:28 – Analyzing a past supplemental essay prompt for Harvey Mudd   41:07 – What does Raissa think about students using Chat-GPT / generative AI for their essays? 48:35 – What do students miss or get wrong about the college admission process? 50:56 – What are some ways that Harvey Mudd is approaching access and equity?  54:32 – Can students write about race in their college application essays? 58:31 – Wrap up and closing thoughts     Resources: CEG Podcast Episode 605 - Navigating College Applications with AI (Part 1): How High School Teachers and Students Use Tools Like ChatGPT Navigating College Applications with AI  | foundry10 College Essay Guy's Personal Statement Resources College Essay Guy's College Application Hub