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Naruhodo
Naruhodo Entrevista #75: Paola da Costa Rosa

Naruhodo

Play Episode Listen Later Aug 31, 2026 93:14


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez da Professora, Tecnóloga em Radiologia, com Especialização em Proteção Radiológica, Mestra em Engenharia Biomédica e divulgadora científica no canal Radiação para Leigos, Paola da Costa Rosa. Só vem! >> OUÇA (93min 15s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino (@reginaldocursino) Ilustração e Capa: Felipe Cruz (@felipecruzart) http://naruhodo.b9.com.br * Paola da Costa Rosa possui graduação no Curso Superior de Tecnologia em Radiologia pela Universidade Tuiuti do Paraná, é especialista em radioproteção e Mestre em Ciências - Física Médica pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua como radioprotecionista na empresa NAVIX Gestão e Qualidade, e como cadista para calculo de blindagem. Além disso, é professora de nível superior no curso de radiologia da UNINTER. É autora do livro "Acidentes Radiológicos", publicado em 2024, e possui um projeto pessoal de divulgação científica intitulado "Radiação para Leigos", presente no Youtube, no TikTok e no Instagram. Lattes: http://lattes.cnpq.br/8774917560589637 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Naruhodo
Naruhodo #473 - Estamos descobrindo como a IA pensa?

Naruhodo

Play Episode Listen Later Aug 24, 2026 59:16


A antropomorfização já foi muitas vezes utilizada sob o pretexto de facilitar a compreensão de coisas. Mas, na IA, ela acaba facilitando mesmo é o entendimento equivocado de diversos conceitos. Por exemplo: a IA pensa? Se sim, como? O que IA e cérebro tem em comum? Confira o papo entre o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. >> OUÇA (59min 16s) CONVIDADO ESPECIAL: André Cravo André Cravo possui graduação em Psicologia pela Universidade de São Paulo (2005) e doutorado em Neurofisiologia pela Universidade de São Paulo (2011) com um estágio na Universidade de Oxford. Atualmente é professor associado da Universidade Federal do ABC e coordenador do programa em Pós-Graduação em Neurociência e Cognição.   * SOBRE O NARUHODO Naruhodo! (@naruhodopodcast) é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka (@kenfujioka), e o cientista PhD, Altay de Souza (@altayals). Edição: Reginaldo Cursino (@reginaldocursino) Ilustração e Capa: Felipe Cruz (@felipecruzart) http://naruhodo.b9.com.br * REFERÊNCIAS Conscious Processing and the Global Neuronal Workspace Hypothesis https://www.cell.com/neuron/fulltext/S0896-6273(20)30052-0?_returnURL=https%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2FS0896627320300520%3Fshowall%3Dtrue Conscious artificial intelligence and biological naturalism https://www.cambridge.org/core/journals/behavioral-and-brain-sciences/article/conscious-artificial-intelligence-and-biological-naturalism/C9912A5BE9D806012E3C8B3AF612E39A LINEARITY OF RELATION DECODING IN TRANSFORMER LANGUAGE MODELS  https://arxiv.org/pdf/2308.09124 A neuronal model of a global workspace in effortful cognitive tasks https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.95.24.14529 Is artificial consciousness achievable? Lessons from the human brain https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0893608024006385 Verbalizable Representations Form a Global Workspace in Language Models https://transformer-circuits.pub/2026/workspace/index.html#methods Subliminal Learning: Language models transmit behavioral traits via hidden signals in data https://arxiv.org/abs/2507.14805 On the Biology of a Large Language Model https://transformer-circuits.pub/2025/attribution-graphs/biology.html Towards Monosemanticity: Decomposing Language Models With Dictionary Learning https://transformer-circuits.pub/2023/monosemantic-features/index.html The Severe Electrician Shortage in America: Is There an End in Sight? https://qmerit.com/blog/electrician-shortage-what-it-means-for-electrical-contractors/ The full-length interview with Elon Musk | The Economist  https://www.youtube.com/watch?v=XuoqKYxDHVc&t=2s TikTok inicia obra de mega data center no Ceará https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2026/01/16/obras-do-mega-data-center-do-tiktok-comecam-no-ceara.ghtml Entre sistemas e discursos https://www.youtube.com/watch?v=kW21iEryZvY Jacobian Conjecture is False https://x.com/__alpoge__/status/2079028340955197566 Terence Tao – How the world's top mathematician uses AI  https://www.youtube.com/watch?v=Q8Fkpi18QXU Naruhodo #443 - Quais os impactos dos robôs em nossas vidas? Parte 1 de 2  https://www.youtube.com/watch?v=tCUsvZ9hQ60 Naruhodo #444 - Quais os impactos dos robôs em nossas vidas? Parte 2 de 2  https://www.youtube.com/watch?v=yLVhdONlrug Naruhodo #450 - A inteligência artificial afeta nossa capacidade cognitiva? https://www.youtube.com/watch?v=YjMTEGrgHDw Naruhodo #377 - Aprendemos melhor fazendo pausas?  https://www.youtube.com/watch?v=PZVVN9lHeno Naruhodo #109 - O cérebro humano é um computador?  https://www.youtube.com/watch?v=s3RCSFfV-OQ Naruhodo #461 - O que é a teoria da Incompletude de Godel?  https://www.youtube.com/watch?v=XQRu2ogFvMQ Naruhodo #222 - Existe cognição quântica?  https://www.youtube.com/watch?v=J3jjmo7ly18 Naruhodo #379 - Como nós nos tornamos nós?  https://www.youtube.com/watch?v=fI9rqAJfcUU Naruhodo #469 - Temos livre arbítrio? - Parte 1 de 2  https://www.youtube.com/watch?v=nwPwrLeZrRA Naruhodo #470 - Temos livre arbítrio? - Parte 2 de 2  https://www.youtube.com/watch?v=rPnl-FJrVbs Naruhodo #435 - Jogar videogame pode ajudar a curar doenças?  https://www.youtube.com/watch?v=7Ob___Y97d4 Naruhodo #263 - O que é transumanismo?  https://www.youtube.com/watch?v=Ni9JH0IzxBY Naruhodo #277 - O que é singularidade? - Parte 1 de 2  https://www.youtube.com/watch?v=7-5xGhHrpKs Naruhodo #278 - O que é singularidade? - Parte 2 de 2  https://www.youtube.com/watch?v=euBpSfbX3lk Naruhodo #267 - O que é dissonância cognitiva?  https://www.youtube.com/watch?v=1xJwqmir5Uw Naruhodo #268 - O que é dissonância cognitiva? - Parte 2 de 2  https://www.youtube.com/watch?v=--OHlHmOQTM Naruhodo Entrevista #33: André Cravo  https://www.youtube.com/watch?v=8qbsSI-uECQ * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #74: Leticia Marteleto

Naruhodo

Play Episode Listen Later Aug 17, 2026 88:57


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez da Professora, Pesquisadora, graduada em Economia, com Mestrado e Doutorado em Sociologia, atual Chefe do Grupo de Demografia da Universidade da Pensilvânia, Leticia Marteleto. Só vem! >> OUÇA (88min 57s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino (@reginaldocursino) Ilustração e Capa: Felipe Cruz (@felipecruzart) http://naruhodo.b9.com.br * Leticia Junqueira Marteleto possui graduação em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1995), mestrado em Sociologia com ênfase em Demografia pela Bowling Green State University (1997), mestrado em Metodologia de Survey pela University of Michigan (2000) e doutorado em Sociologia com ênfase em Demografia pela University of Michigan (2001). Foi pesquisadora associada e professora colaboradora dos Departamentos de Demografia/Cedeplar e Sociologia da Universidade Federal de Minas Gerais (2001-2004). Tem pós-doutorado pela University of Michigan (2004-2008), onde atuou também como pesquisadora do Institute for Social Research (ISR) e do Population Studies Center (PSC) e como professora do Departamento de Estudos Educacionais da Escola de Educação (2008-2009). Foi consultora residente da Divisão de População das Nações Unidas (2007-2008) em Fecundidade, tendo preparado relatórios sobre Adolescência e os Objetivos do Milênio. Foi professora associada (com tenure) do Departamento de Sociologia da University of Texas em Austin e pesquisadora associada do Population Research Center (PRC) e do Lozano Long Institute for Latin American Studies (LLILAS). Atualmente, é Professora Titular de Sociologia da Universidade da Pensilvânia, onde também é Chefe do Graduate Group in Demography (GGD). Atua nas áreas de demografia social, demografia da família, fecundidade, estudos educacionais, métodos quantitativos, desigualdades sociais e raciais com enfoque principalmente no Brasil, América Latina e África do Sul. É InvestigadoraPrincipal do projeto DZC, financiado pela NIH, o primeiro survey longitudinal sobre vida reprodutiva e fecundidade no Brasil. Site: https://web.sas.upenn.edu/leticia-marteleto/ * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Naruhodo
Naruhodo #472 - Como Ayahuasca e cogumelos mágicos afetam nossa saúde?

Naruhodo

Play Episode Listen Later Aug 10, 2026 57:06


Cada vez mais pessoas têm contato com o uso de Ayahuasca e dos famosos "cogumelos mágicos". Mas pouco se sabe sobre os impactos que essas substâncias têm na nossa saúde. O que a ciência sabe, hoje, sobre isso? Confira o papo entre o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. >> OUÇA (57min 07s) * SOBRE O NARUHODO Naruhodo! (@naruhodopodcast) é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka (@kenfujioka), e o cientista PhD, Altay de Souza (@altayals). Edição: Reginaldo Cursino (@reginaldocursino) Ilustração e Capa: Felipe Cruz (@felipecruzart) http://naruhodo.b9.com.br * REFERÊNCIAS Psychedelics as Medicines for Substance Abuse Rehabilitation: Evaluating Treatments with LSD, Peyote, Ibogaine and Ayahuasca https://www.ingentaconnect.com/content/ben/cdar/2014/00000007/00000002/art00005 A Systematic Review on the Therapeutic Effects of Ayahuasca https://www.mdpi.com/2223-7747/12/13/2573 Ayahuasca Treatment Outcome Project (ATOP): One-Year Results from Takiwasi Center and Implications for Psychedelic Science https://www.jsad.com/doi/abs/10.15288/jsad.23-00005 Ayahuasca-assisted meaning reconstruction therapy for grief: a non-randomized clinical trial protocol https://www.frontiersin.org/journals/psychiatry/articles/10.3389/fpsyt.2024.1484736/full The Future of the Biopsychosocial Model: Toward a Transdisciplinary Systems Science of Mental Health  https://media.eiko-fried.com/publications/2026-robinaugh-clinical-psychological-science-the-future-of-the-biopsychosocial-model.pdf Lopes, Inês Magalhães (2017). Do Kamo, Ser-no-mundo e a Universalização da Concepção Individualista de Pessoa (PDF). Lisboa: Instituto Universitário de Lisboa, Escola de Ciências Sociais e Humanas The Legacy of Maurice Leenhardt https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/239693938901300408 Ayahuasca and the traveller: A scoping review of risks and possible benefits https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1477893921002477 Mental Disorders as Homeostatic Property Clusters A Narrative Review  https://media.eiko-fried.com/publications/2026-fried-jama-psychiatry-mental-disorders-as-homeostatic-property-clusters-a-narrative-review.pdf Revisiting the theoretical and methodological foundations of depression measurement  https://media.eiko-fried.com/publications/2022-fried-nature-reviews-psychology-revisiting-the-theoretical-and-methodological-foundations-of-depression-mea.pdf Reassessing the cultural and psychopharmacological significance of Banisteriopsis caapi: preparation, classification and use among the Piaroa of Southern Venezuela https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/19004422/ Rapid antidepressant effects of the psychedelic ayahuasca in treatment-resistant depression: a randomized placebo-controlled trial https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6378413/ The Psychedelic Future of Post-Traumatic Stress Disorder Treatment https://www.benthamdirect.com/content/journals/cn/10.2174/1570159X22666231027111147 Risk of bias in randomized clinical trials on psychedelic medicine: A systematic review https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/02698811231180276 How to set up a psychedelic study: Unique considerations for research involving human participants https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0149763426001144 Psycholytic Therapy Using LSD: a Realist Review https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/brb3.71187 Safety and Efficacy of Repeated Low-Dose LSD for ADHD Treatment in Adults https://jamanetwork.com/journals/jamapsychiatry/fullarticle/2831639 Preliminary Findings on Low-Dose 1cp-LSD for Canine Anxiety: Exploring the Role of Owner Neuroticism and Psychopathology https://www.mdpi.com/2306-7381/12/9/872 Efficacy and Safety of LSD in the treatment of mental and substance use disorders: A systematic review of randomized controlled trials https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0165178125002707 Evaluating the Impact of a Low Dose of LSD on EEG Spectral Signature in Participants with Depressed Mood (Abstract ID: 163720) https://jpet.aspetjournals.org/article/S0022-3565(24)42708-0/fulltext Efficacy and safety of low- versus high-dose-LSD-assisted therapy in patients with major depression: A randomized trial https://www.cell.com/med/fulltext/S2666-6340(25)00152-7 Rapid antidepressant effects of the psychedelic ayahuasca in treatment-resistant depression: a randomized placebo-controlled trial  https://repositorio.ufrn.br/server/api/core/bitstreams/79cb4dd8-9bca-4b4a-832b-b6940029b65b/content Naruhodo #266 - Por que vemos luzes quando fechamos os olhos?  https://www.youtube.com/watch?v=3_4r_ZGb4wA Naruhodo #220 - Existe causa para a depressão? - Parte 1 de 2  https://www.youtube.com/watch?v=cFo8GFwyuR0 Naruhodo #221 - Existe causa para a depressão? - Parte 2 de 2  https://www.youtube.com/watch?v=5peXBmG43lU Naruhodo #419 - Maconha faz mal? - Parte 1 de 2  https://www.youtube.com/watch?v=cvLTh2bKPiQ Naruhodo #420 - Maconha faz mal? - Parte 2 de 2  https://www.youtube.com/watch?v=F7wVcGvpoGA Naruhodo #106 - Hipnose funciona? - Parte 1 de 2  https://www.youtube.com/watch?v=XIHUilfmAzQ Naruhodo #107 - Hipnose funciona? - Parte 2 de 2  https://www.youtube.com/watch?v=O42Yo2zt5vs Naruhodo #461 - O que é a teoria da Incompletude de Godel?  https://www.youtube.com/watch?v=XQRu2ogFvMQ * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Arauto Repórter UNISC
Dia dos pais, tempo para os filhos

Arauto Repórter UNISC

Play Episode Listen Later Aug 7, 2026 5:58


Certa vez, um pai chegou do trabalho tarde, cansado e irritado, quando seu filho de 5 anos perguntou: - Pai, quanto você ganha por hora de trabalho?- Mais ou menos oito reais por hora, se considerar o salário mensal. Mas por que essa pergunta?- Não é nada, não, estava só pensando... , respondeu o menino.Passaram-se alguns minutos, e o menino voltou ao assunto, quando o pai já se preparava para entrar no banho.- Pai, você me empresta três reais?Preocupado e tenso por problemas no trabalho, o pai respondeu: - Por que você não disse logo que queria dinheiro? Para que vir com essas perguntas bobas? Não percebeu que eu só quero descansar? Enfim, se é para me livrar de aborrecimentos, toma logo aqui o dinheiro que você precisa, e vai ver televisão, porque tenho que tomar banho e jantar.Algum tempo depois, já mais relaxado, o pai voltou a perguntar ao filho, que cochilava no sofá:- Mas por que é mesmo que você me pediu esse dinheiro?- É que eu tinha juntado cinco reais, e com os três que você me emprestou fico com oito, e posso pedir que você chegue uma hora mais cedo para brincar comigo...A história pode parecer à toa. Mas contém muita verdade. Pais têm tempo para tanta coisa, são tantas as preocupações, sobra tanto mês no fim do dinheiro que mal dá tempo para olhar para os filhos. Não é ver os filhos, é olhar os filhos, ver além das aparências, é prestar atenção.Apesar de, com maior ou menor frequência, dizerem que amam os filhos, muitos pais acreditam não ter tempo suficiente para vê-los crescendo, ajudá-los a crescer de forma saudável e feliz. Pensam, muitos pais, que sua maior missão é trabalhar para que nada falte aos seus filhos; por esse motivo trabalham ano após ano, horas extras, feriados e domingos, para que possam suprir a casa e as crianças com tudo o que, talvez, lhes tenha faltado na sua própria infância. O que fica esquecido, porém, é que nem sempre os filhos precisam de todas as coisas materiais que os pais acreditam que eles necessitem... eles apenas precisam de um abraço, uma história antes de dormir. Eles precisam mais de uma companhia para jogar futebol que de um campo de futebol inteiro dentro de casa, e um pai que não tem tempo para jogar com os filhos.Filhos querem contar algo que aconteceu na escola, ou dizer da briga com o colega da esquina. Ou, ainda, perguntar de algo que ouviram mas não entenderam bem, e que "é coisa de homem"... mas agora não dá tempo, qualquer outra coisa se impõe, depois a gente vê, depois conversamos. Um depois que não vem nunca, que talvez nunca aconteça. Pais, nesse momento, perdem oportunidades importantes de conhecer seus filhos - e só se dão conta disso quando eles estão adolescentes, e já não querem contar. Nesse fim de semana de Dia dos Pais. Olhe para os seus filhos. Você é responsável pela vida dele. Cabe-lhe ensinar sobre o amor, a alegria, o sofrimento e a morte. Pais são aqueles que, em todo o tempo possível, devem estar ao lado dos filhos, ajudando-os a crescer, ouvindo suas histórias, ainda que pareçam bobas e "coisas de criança"... Se você for um pai assim, tenha certeza de que, quando seu filho estiver passando por um momento importante, de problema, grandes alegrias ou dificuldades, é a você que ele irá procurar, com certeza é em seu ombro que ele repousará a cabeça, talvez já adulta.O seu grande desafio de homem, se quiser que seu filho escreva Pai com letra maiúscula, é prepará-lo para a vida – criar todos os PILARES. E depois sair de cena, mas sempre de olho. Deixá-lo partir, quando estiver pronto. Isso dá muito trabalho, dura toda uma vida, mas também é, talvez, a mais bela tarefa de um homem que quer ser chamado de Pai – de pai que sempre foi base, que sempre buscou ter robustos PILARES....

Assunto Nosso
Dia dos pais, tempo para os filhos

Assunto Nosso

Play Episode Listen Later Aug 7, 2026 5:58


Certa vez, um pai chegou do trabalho tarde, cansado e irritado, quando seu filho de 5 anos perguntou: - Pai, quanto você ganha por hora de trabalho?- Mais ou menos oito reais por hora, se considerar o salário mensal. Mas por que essa pergunta?- Não é nada, não, estava só pensando... , respondeu o menino.Passaram-se alguns minutos, e o menino voltou ao assunto, quando o pai já se preparava para entrar no banho.- Pai, você me empresta três reais?Preocupado e tenso por problemas no trabalho, o pai respondeu: - Por que você não disse logo que queria dinheiro? Para que vir com essas perguntas bobas? Não percebeu que eu só quero descansar? Enfim, se é para me livrar de aborrecimentos, toma logo aqui o dinheiro que você precisa, e vai ver televisão, porque tenho que tomar banho e jantar.Algum tempo depois, já mais relaxado, o pai voltou a perguntar ao filho, que cochilava no sofá:- Mas por que é mesmo que você me pediu esse dinheiro?- É que eu tinha juntado cinco reais, e com os três que você me emprestou fico com oito, e posso pedir que você chegue uma hora mais cedo para brincar comigo...A história pode parecer à toa. Mas contém muita verdade. Pais têm tempo para tanta coisa, são tantas as preocupações, sobra tanto mês no fim do dinheiro que mal dá tempo para olhar para os filhos. Não é ver os filhos, é olhar os filhos, ver além das aparências, é prestar atenção.Apesar de, com maior ou menor frequência, dizerem que amam os filhos, muitos pais acreditam não ter tempo suficiente para vê-los crescendo, ajudá-los a crescer de forma saudável e feliz. Pensam, muitos pais, que sua maior missão é trabalhar para que nada falte aos seus filhos; por esse motivo trabalham ano após ano, horas extras, feriados e domingos, para que possam suprir a casa e as crianças com tudo o que, talvez, lhes tenha faltado na sua própria infância. O que fica esquecido, porém, é que nem sempre os filhos precisam de todas as coisas materiais que os pais acreditam que eles necessitem... eles apenas precisam de um abraço, uma história antes de dormir. Eles precisam mais de uma companhia para jogar futebol que de um campo de futebol inteiro dentro de casa, e um pai que não tem tempo para jogar com os filhos.Filhos querem contar algo que aconteceu na escola, ou dizer da briga com o colega da esquina. Ou, ainda, perguntar de algo que ouviram mas não entenderam bem, e que "é coisa de homem"... mas agora não dá tempo, qualquer outra coisa se impõe, depois a gente vê, depois conversamos. Um depois que não vem nunca, que talvez nunca aconteça. Pais, nesse momento, perdem oportunidades importantes de conhecer seus filhos - e só se dão conta disso quando eles estão adolescentes, e já não querem contar. Nesse fim de semana de Dia dos Pais. Olhe para os seus filhos. Você é responsável pela vida dele. Cabe-lhe ensinar sobre o amor, a alegria, o sofrimento e a morte. Pais são aqueles que, em todo o tempo possível, devem estar ao lado dos filhos, ajudando-os a crescer, ouvindo suas histórias, ainda que pareçam bobas e "coisas de criança"... Se você for um pai assim, tenha certeza de que, quando seu filho estiver passando por um momento importante, de problema, grandes alegrias ou dificuldades, é a você que ele irá procurar, com certeza é em seu ombro que ele repousará a cabeça, talvez já adulta.O seu grande desafio de homem, se quiser que seu filho escreva Pai com letra maiúscula, é prepará-lo para a vida – criar todos os PILARES. E depois sair de cena, mas sempre de olho. Deixá-lo partir, quando estiver pronto. Isso dá muito trabalho, dura toda uma vida, mas também é, talvez, a mais bela tarefa de um homem que quer ser chamado de Pai – de pai que sempre foi base, que sempre buscou ter robustos PILARES....

Programa Brasil de Fato MG
A entrevista "desastrosa" de Zema e o racha na direita mineira

Programa Brasil de Fato MG

Play Episode Listen Later Aug 7, 2026 36:20


Confira os destaques desta semana:- A sabatina que o candidato à presidência pelo partido Novo, Romeu Zema, concedeu ontem- O cenário para as eleições após o fim do período das convenções partidárias- Como ficaram definidas as chapas à esquerda e à direita que vão concorrer ao governo do estadoEste é mais um Enfim, Sexta!, com Ana Paula Siqueira, deputada estadual e candidata à reeleição e Nei Zavaski, dirigente nacional do MST em Minas Gerais.Confira!

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #73: Fernanda Leite

Naruhodo

Play Episode Listen Later Aug 3, 2026 79:31


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez da Professora, Pesquisadora, graduada em Arquitetura e Urbanismo, com Mestrado em Engenharia e Doutorado em Engenharia Civil e Ambiental, e atual Vice Presidente de Pesquisa da Universidade do Texas em Austin, Fernanda Leite. Só vem! >> OUÇA (79min 32s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Fernanda Leite é Professora, Pesquisadora, graduada em Arquitetura e Urbanismo, com Mestrado em Engenharia e Doutorado em Engenharia Civil e Ambiental, e atual Vice Presidente de Pesquisa da Universidade do Texas em Austin, Estados Unidos. Especialista em modelagem de informação da construção (BIM), engenharia de construção e engenharia de sistemas resilientes, sua pesquisa explora a integração de modelagem 3D e inteligência artificial (IA) para criar infraestruturas sustentáveis e adaptáveis. Como decana associada de pesquisa da Cockrell School of Engineering, Leite ajudou a lançar grandes iniciativas interdisciplinares em semicondutores, ciência quântica, robótica e IA. Também liderou esforços em todo o campus, incluindo o grande desafio Planet Texas 2050. Leite possui doutorado pela Carnegie Mellon University e é engenheira profissional licenciada. Fernanda traz uma abordagem colaborativa e voltada para o futuro à liderança em pesquisa – avançando a missão da UT Austin de se tornar a universidade pública de pesquisa de maior impacto do mundo. Qualificações Acadêmicas Ph.D., Carnegie Mellon University, 2009 M.S., Federal University of Rio Grande do Sul, 2005 B.S., Federal University of Ceara, 2002 Prêmios e Honrarias Selecionados Daniel W. Halpin Award – American Society of Civil Engineers (2019)  IAspire Leadership Academy fellow (2019) Ervin S. Perry Student Appreciation Award – Fariborz Maseeh Department of Civil, Architectural and Environmental Engineering (2018)  Dean's Award for Outstanding Engineering Teaching by an Assistant Professor – The University of Texas at Austin (2013-14)  Outstanding Early Career Researcher Award – FIATECH (2013)  Áreas de Pesquisa Construction Engineering and Project Management Sustainable Systems Interesses de Pesquisa Building information modeling (BIM); Scan-to-BIM; Circular economy in the built environment; Sustainable systems engineering; Visualization and collaboration technologies Publicações Selecionadas https://scholar.google.com/citations?user=MGRRt2YAAAAJ * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Programa Brasil de Fato MG
Falta de ação do TSE contra crimes eleitorais coloca eleições de 2026 em risco?

Programa Brasil de Fato MG

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 46:41


Confira os destaques desta semana:-Flávio Bolsonaro usou vídeo de IA em lançamento de candidatura. PT aciona TSE- O cenário das eleições nas últimas pesquisas -Cleitinho está fora da disputa pelo governo de MG? Este é mais um Enfim, Sexta!, com Carmen Lúcia, coordenadora do Sindipetro-MG, Caio Tavares, da Coordenação Nacional do Levante Popular da Juventude, e Ângela Carrato, jornalista e professora da UFMG.Confira!

Oxigênio
Série Termos Ambíguos – #7 Globalismo

Oxigênio

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 35:47


Neste novo episódio da série Termos Ambíguos, o verbete abordado é o “Globalismo”, que ganhou destaque durante o primeiro governo Donald Trump, ao ser contraposto ao patriotismo e à liberdade em seu discurso político. Desde então, passou a integrar o vocabulário de movimentos antiglobalistas, influenciando também o governo Bolsonaro. No entanto, o conceito é complexo e controverso, envolvendo diferentes interpretações, atores políticos e relações com questões contemporâneas, especialmente no contexto brasileiro. Para apresentar um debate sobre o termo, entrevistamos a Sonia Corrêa, o Fernando Brancoli e o Douglas Sanque, que foi também o autor do verbete no Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia, disponível para download gratuito no site do Observatório de Sexualidade e Política. _________________________ Roteiro Ernesto Araújo: “Eu acho que o mais grave do globalismo é na mente, no pensamento. Eu acho que o globalismo é perigoso porque é sobretudo um sistema de pensamento, de anti pensamento. […] Tatiane Amaral:  Quem está falando aqui é Ernesto Araújo, ex-ministro de relações internacionais do governo Bolsonaro Sonora Ernesto Araújo: […] Eu vejo o globalismo muito como o processo pelo qual a ideologia marxista, a partir do começo dos anos 90 e sobretudo a partir dos anos 2000, ela penetra na globalização econômica e faz dela o veículo da sua propagação. Então, justamente através da globalização  começa a entrar com sua agenda em temas como ideologia de gênero, em temas como o ambientalismo distorcido, e outros. E começa sobretudo a controlar o discurso, a dizer o que você pode dizer e o que você não pode dizer, e cada vez o que você pode dizer é menos, ocupa um menor espaço. Então, eu vejo mais o globalismo assim, aquela ideia de que o marxismo descobriu que ele não precisa controlar os meios de produção econômica, quando ele pode controlar o meio de produção de ideias, que é o que já vinha acontecendo. E é através desse controle de ideias começa a capturar instituições e aí começa a partir dessas instituições tentar  agir para diminuir as identidades nacionais, e as identidades pessoais também. A fala pode até soar exagerada, parecer coisa de filme ou de teoria da conspiração… mas ela está se tornando cada vez mais presente em discursos políticos da ultradireita — seja no Brasil ou no mundo. E ela gira em torno de uma palavra: globalismo. Mas afinal, você sabe o que, de fato, é globalismo? Daniel Faria: Eu sou o Daniel Faria  Tatiane: E eu sou a Tatiane Amaral. E este é o sétimo episódio da Série Termos Ambíguos, uma parceria entre o Observatório de Sexualidade e Política e o podcast Oxigênio. Daniel: Juntos, vamos conduzir esta viagem pelo termo que tem estado cada vez mais presente nos discursos políticos globais e nacionais. Falei em viagem porque o termo se vincula a globo, a planeta, além de ser usado em muitos países. Mas também não deixa de ser uma viagem no sentido figurado mesmo, pois o termo como é usado pela extrema direita evoca um certo devaneio, ou até mesmo delírio.  Tatiane: O termo “Globalismo” é mais uma categoria acusatória fabricada pela extrema direita, assim como muitos outros espantalhos, alguns que a gente até já tratou aqui no Termos Ambíguos, como Ideologia de gênero, marxismo cultural,racismo reverso…  Daniel: A extrema direita usa esses e vários outros termos com objetivos específicos: Por um lado, eles querem provocar o medo e, sobretudo, a suspeita. De outro, criar confusão mesmo.⁠ No caso de Globalismo as confusões são muitas e muito sobrepostas, mas vamos tentar esclarecer algumas delas neste episódio. Tatiane: Pra começar, precisamos esclarecer que Globalismo não é a mesma coisa que Globalização. Eu sei que é confuso, mas vem comigo: Globalização é a denominação da transnacionalização intensificada de relações econômicas, culturais e sociais, que se registrou a partir do fim da Guerra Fria. Já o Globalismo pode ser descrito como uma desfiguração de globalização, que atribui a essas dinâmicas outros sentidos, em geral associados à dominação, a atores obscuros e à conspiração.  Daniel: No dicionário de termos ambíguos, que você pode encontrar aqui na descrição desse episódio o verbete escrito pelo Douglas Sanque, que vai aparecer na nossa conversa daqui a pouco, traça um histórico desse processo desde 1991, quando a União Soviética chegou ao fim e seus ex-membros foram integrados à nova ordem neoliberal global. É aí que se consolida a globalização, que foi uma integração via mercados ao redor do… Globo.  Tatiane: Esse movimento promoveu uma ampla abertura de mercados que intensificou a concorrência internacional. Nesse processo foram estimulados os acordos de livre comércio e a formação de blocos econômicos. Em tese, isso deveria favorecer todas as nações, mas vamo lá, né? A gente sabe que não foi bem assim. Claro que os países mais desenvolvidos e industrializados se deram melhor.  Daniel: Foi aí, no meio desse processo, que a União Europeia foi criada, a partir do chamado Mercado Comum Europeu. Foi esse mercado que ampliou a integração que era só, econômica para uma integração política e institucional. Após o fim da Guerra Fria, nos anos 90, a União Europeia se expandiu, incorporando países do Leste Europeu, que antes integravam a antiga União Soviética. Tatiane: Depois disso, foram surgindo blocos econômicos pelo mundo todo, como o Mercosul, por exemplo, que é o Mercado Comum do Sul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Tem também o Nafta, um Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá, assinado em 1994 e atualizado em 2020 como Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Além disso, as Economias asiáticas também se fortaleceram nesse contexto, com destaque para os Tigres Asiáticos, formado por Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura. Sem falar da China, que também ampliou muito suas relações comerciais internacionais nesse período.  Daniel: A Sonia Corrêa, coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política e do projeto do Dicionário, já conversou com a gente em outros episódios do Termos Ambíguos, e dessa vez ela destaca um ponto importante desse processo da Globalização:a expansão do neoliberalismo. E ela lembra que o processo nunca foi tranquilo e nem poupado de críticas.  Tatiane: A Sonia comenta que o Neoliberalismo estava em expansão desde o final dos anos setenta. Com o fim da guerra fria e o desaparecimento do bloco soviético, todo esse espaço econômico passou a analisar (e sentir) os efeitos negativos da expansão do pensamento neoliberal nas desigualdades econômicas dentro dos países, ENTRE países e, mais especialmente, entre o NORTE e o SUL globais.  Daniel: Durante todo o processo, muitos acordos foram sugeridos, mas nem sempre as tentativas deram certo. Um bom exemplo foi a tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, que integraria os mercados de 34 países das Américas, exceto Cuba, eliminando as tarifas e os impostos de importação. A proposta era de George Bush, então presidente dos Estados Unidos, mas não foi pra frente, justamente por causa da grande disparidade de recursos e poder entre os países. Tatiane: Vale a pena a gente dizer que quando os países começaram a entrar nessa chamada “economia global”, muita coisa mudou internamente também. Por exemplo, várias indústrias saíram da Europa e dos Estados Unidos e foram pra lugares como a China ou o México, onde produzir é mais barato, principalmente por causa da mão de obra. Ao mesmo tempo, a globalização também trouxe a privatização de serviços públicos, como saúde e educação, reformas nas leis trabalhistas desfavoráveis a trabalhadoras e trabalhadores, assim como dos sistemas de aposentadoria. Também ativou novas formas ainda mais agressivas de extrativismo. Tudo isso contribuiu para o aumento das desigualdades. E foi nesse clima que a categoria acusatória “globalismo” prosperou e se aproveitou da atmosfera de contestação à globalização para impulsionar seu projeto político que não tem nenhum compromisso com a superação da desigualdade.    Daniel: Autores e autoras, como a Wendy Brown, analisaram como a expansão da lógica neoliberal teve efeitos negativos sobre a política e sobre a nossa forma de pensar e sentir, provocando dinâmicas de erosão da democracia, como estamos vivendo agora. O historiador Quinn Slobodian, autor do livro Globalistas: o fim do império e o nascimento do neoliberalismo, entende que o projeto  neoliberal  tem  como objetivo criar instituições para proteger o capitalismo da ameaça que a  própria democracia representa. E essas novas instituições serviriam para reorganizar o mundo como um espaço de Estados-competidores. Tatiane: Mas o espantalho do “globalismo” não se aproveitou apenas da crítica progressista e da insatisfação real com a globalização. Ele também acionou suas próprias assombrações. Para entender isso é preciso voltar no tempo, lá pros anos 1940, ao final da II Guerra Mundial. Na verdade, vamos voltar até um pouco mais, com a ajuda da Sonia Correa. Sonia Corrêa: Bom, para compreender essa posição dos globalistas há um aspecto que não pode ser perdido de vista. Para a direita, a ultra direita norte americana desde o começo do século XX, pelo menos, foi avessa a uma ordem institucional transnacional. E essa ultra direita raiz, fez uma enorme oposição à adesão dos Estados Unidos à Primeira Guerra Mundial. Tiveram posições contra a Liga das Nações e certamente fizeram pressão contra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, tem um DNA muito profundo aí na ultra direita norte americana, que é contrário a existência de uma ordem internacional de regulação global. É porque eles a veem como um contraponto ou uma possível ameaça à ordem hegemônica dos Estados Unidos como império. Eu acho que um outro aspecto a considerar que, se isso é, são as correntes de ultra direita norte americana e outras correntes, como por exemplo, a posição do Dugin, o intelectual russo sobre isso e talvez de segmentos das correntes européias. E tem a ver com um repúdio. Como essas forças fazem um repúdio à ideia da modernidade, os princípios liberais de democracia e direitos humanos. E há uma conexão também por esse lado, que é, digamos, mais filosófica e menos estratégica política.  Tatiane: Além da cooperação multilateral econômica, os países criaram também um sistema para prevenir novos conflitos bélicos e promover a paz. Sim, estou falando da Organização das Nações Unidas, a ONU.  Daniel: No contexto dos giros políticos à ultradireita que tem varrido as Américas e a Europa hoje, os discursos anti-globalistas fizeram da ONU um de seus alvos principais. Seus detratores a descrevem como um aparato de dominação que quer impor sua agenda aos estados nacionais. Ao fazer isso ofuscam o que é de fato a ONU.  Não sei pra você, mas até aqui essa história de globalismo continua bem confusa pra mim. Então, pra gente continuar destrinchando esse termo, falamos com o  Fernando Brancoli. Ele é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adicionou elementos que nos ajudam a desarmar qualquer confusão que o termo globalismo possa provocar.  Fernando Brancoli: Bom, eu acho que um ponto interessante é a gente imaginar que o discurso antiglobalista, ele não é uma rejeição integral aos princípios da globalização, né? A gente está falando de uma reconfiguração seletiva no que seria uma espécie de dispositivo narrativo, né? Que separa, separaria, uma globalização boa para esses grupos de extrema direita, uma aproximação que permeia dimensões ligadas a interesses morais, econômicos, culturais e o que eles vão chamar muitas vezes de globalismo, né, que seria uma globalização ruim, que seria um conjunto de normas e procedimentos derivados principalmente do pós-guerra fria, que promoveria aí uma agenda ligada a valores liberais, a direitos sexuais, a direitos humanos, políticas ambientais, que de alguma maneira estariam violando então a soberania dos países, e na verdade tentando, dentro de uma teoria da conspiração bastante clássica, implementar uma agenda de uma espécie de camarilha internacional dos Illuminati e coisas parecidas, né? Tatiane: A professora de sociologia na Universidade de Oxford, Rita Abrahamsen, faz uma análise interessante sobre este tema do espaço transnacional. Pra ela a extrema direita é em si mesma global, ao mesmo tempo em que seus idealizadores ocultam de maneira muito hábil essa transnacionalidade. O Fernando também elaborou sobre essa dimensão oculta, o que nos ajuda a esclarecer uma outra confusão de que as vozes que propagam o fantasma do Globalismo reivindicam para si, como sujeitos nacionalistas ou soberanistas:  Fernando Brancoli: Muitas vezes a gente fala dessas redes antiglobalistas como se elas fossem necessariamente não transnacionais, o que não é verdade. O que elas estão fazendo é reconfigurando um pouco esse dispositivo narrativo. E acho que quem está acompanhando a gente talvez já tenha escutado essa história: “Ah, o Trump é um isolacionista”. Não necessariamente, né? A gente não está falando de uma antiglobalização de necessariamente fechamento completo das fronteiras. Você tem uma recalibragem dessa dinâmica, de um projeto novo de recentralização de poder. Então, sim, eu posso ter dinâmicas mais isolacionistas em alguma medida, construção de muros, expulsão de migrantes e refugiados, fechamento de trocas comerciais tipicamente liberais, mas ao mesmo tempo eu tenho aproximação para outros lados, né? Em que eu apoio ditaduras amigas, eu argumento que posso criar coletivos transnacionais de apoio a dinâmicas de moralidade. Então acho que esse paradoxo, no final das contas … Eu diria que é a grande força dela, que é criar essa espécie muito peculiar de uma internacional nacionalista.  Daniel: Fernando também recorre a uma metáfora  de verniz legitimador para explicar essa mistura paradoxal de discursos que juntam nacionalismo ou antiglobalismo para servir a interesses muito específicos:  Fernando Brancoli: Esse paradoxo é a grande força dentro desse processo. [03:30] A genealogia dessas dinâmicas já passa por think tanks dos Estados Unidos e a gente tem livros importantes acadêmicos já descrevendo como é que eles se expandiram pelo globo ao longo pelo menos nas últimas duas décadas, né? Então são grupos de pesquisa, são empresas que de alguma maneira promovem esse tipo de ideário. Tatiane: Pra entender melhor como esse paradoxo funciona, pedimos pro Fernando explicar como esses discursos colam, como eles têm aderência a uma massa bastante volumosa, que inclusive elege conscientemente essas figuras. Ao mesmo tempo em que batem no peito e dizem: “EU SOU patriota, EU VOU defender meu país”, entregam de mãos abertas a exploração das riquezas naturais brasileiras — como a Amazônia,os minérios e, agora, as Terras Raras do país — a uma potência imperialista como os Estados Unidos. Além disso, defendem intervenções externas, como a retirada forçada de um presidente, e apoiam movimentos extremistas que ameaçam o próprio país. Fernando Brancoli: Acho que essa aparente contradição, né, de uma internacional nacionalista, a ideia de como é que eu crio alianças entre partidos e grupos que são notadamente, introspectivos diante desse tipo de processo, eh, na verdade, é a maior força desses grupos. É a ideia de mobilizar esse paradoxo. E não se trata necessariamente de, uma dinâmica que vai gerar problemas na frente, eu vou tentar explicar porquê dentro desse processo. Acho que a primeira configuração é que sejam partidos de extrema direita no contexto brasileiro, sejam grupos não partidários, como, por exemplo, grupos evangélicos mais conservadores no contexto brasileiro, sejam grupos mega ortodoxos sionistas em Israel, ou seja, agora, o Partido Republicano nos Estados Unidos. Todos eles olham para o transnacionalismo como uma forma de ganhar poder e ganhar prestígio, então a gente tá falando de recursos que circulam nesse processo. A gente tem por exemplo grupos em Israel, grupos não tradicionais do Brasil como partidos ligados a lideranças religiosas e coisas parecidas que de alguma maneira olham para esse processo e veem a transnacionalização como uma ferramenta de ganhar poder e prestígio, seja simbólico ou material. Exemplo clássico que eu acho bastante interessante, parte importante dos grupos de extrema direita em Israel, dos mais ortodoxos, são financiados por capitalistas norte-americanos. Né? Isso não é uma teoria de conspiração, eles argumentam que essa grana seria interessante. Tem um trabalho interessante da Camille Rocha, né? Menos Marx e mais Mises, um livro fascinante em que ela descreve como é que os norte-americanos financiaram grupos liberais e anarco-capitalistas, sabe-se lá o que que é isso, no contexto brasileiro. Então, lembrar que esse transnacionalismo tem dimensões práticas muito claras, né? Daniel: Aqui, de novo fica claro que o transnacionalismo pode ter dimensões práticas, e que ele serve para alguns interesses. Ou seja, mesmo sendo nacionalista, dá pra ser transnacionalista quando você, ou o país, pode ter dividendos importantes. Brancoli usou o exemplo de Eduardo Bolsonaro para mostrar como contatos estratégicos com a ultra-direita ajudaram a movimentação para as taxações sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos para autoridades envolvidas na condenação do pai. Mas o professor dá outros exemplos, segundo ele mais simbólicos, como contatos pessoais, encontros ou declarações nos quais se aprende essa lógica transnacional.  Fernando Brancoli: Você tem encontro do Vox, por exemplo, que é o partido de extrema direita na Espanha, que eles têm uma sessão à tarde do último dia, que é para ensinar técnicas do que eles chamam engajamento digital. Em que você senta com lideranças políticas do globo inteiro numa mesa e te ensinam como é que você faz para, por exemplo, ter acesso mais interessante de pessoas, formar cortes e vídeos bacanas. Eu lembro que nos últimos 3 anos quem esteve lá foi o Nicolas, deputado é, federal de Minas, que é um cara, né, muito especializado em gerar cortes e coisas parecidas. Eu acho que ele já tinha uma capacidade de fazer isso, mas provavelmente ele aprendeu também nesse contexto. Repare como é que o transnacionalismo dentro dessa lógica gera esse tipo de prática. E por fim, o transnacionalismo, ele facilita algo que é muito típico de grupos autoritários que é a possibilidade de criar um mundo binário, né? De você criar um nós contra eles de maneira muito muito clara. Acho que, né, a gente que estuda relações internacionais, quem tem acesso, né, à imprensa, sabe que é muito difícil você criar uma narrativa muito clara de bonzinhos e malvados dentro de um contexto, né? Você vê nuances, você vê pessoas muitas vezes em busca da paz dos dois lados e coisas parecidas, né? Tatiane: E nessa disputa entre nós e eles, surgem dois pólos entre o bem e o mal. E quem é o bem? Quem é o mal? A ultra direita entende que está do lado do bem, de que quem defende a “família” e os valores tradicionais. Mas quem não defende a família, ou as famílias? A sua família? Os seus valores tradicionais, na sua tradição? E para quem está nesse campo da ultra direita, o mal é o socialismo, o comunismo, a esquerda. De novo aqui o Fernando:  Fernando Brancoli: Existe aqueles que do outro lado, que é o mal, que é o PT, o MST, o Foro de São Paulo e a Venezuela, que querem acabar com esses valores, querem destruir todos esses dessas menções. Aí repare como é que esses vetores se aproximam, né? Uma dinâmica de moralidade, uma dinâmica econômica, então vira um caldo complexo aqui dentro desse tipo de processo. Nós somos soberanos ainda, no caso brasileiro, estaremos tentando retomar essa soberania agora que foi roubada pelo PT e temos um governo aliado norte-americano que está tentando nos ajudar nesse processo.  Mas eu acho que esse paradoxo ele acaba sendo de alguma maneira articulado e promovido de maneira interessante. Ainda tem um paradoxo aqui, que é para você ser essencialmente nacionalista e mobilizar dinâmicas transnacionais. Mas acho que mesmo a tentativa de encontrar um meio-termo já facilita e já gera repercussões interessantes. E aí você tem em todo protesto no Brasil, cartazes em inglês, bandeiras dos Estados Unidos, bandeiras de Israel, você tem a a deputados fugindo para a Itália, onde seria supostamente, né, um lugar mais conservador. Ao que tudo indica a Zambelli não vai conseguir ficar por lá há muito tempo. Mas aí você tem o Eduardo Bolsonaro, né, indo para os Estados Unidos, você tem essas mobilizações, isso vai gerando repercussões e impactos e pelo menos são simbólicos gera mídia, a população fica engajada. Então, de alguma maneira tem algo interessante que a gente tá vendo e os manuais de ciência política e de relações internacionais estão todos passando mal por causa disso, que a esquerda tá se transformando por um lado numa defensora do multilateralismo. Daniel: Tem também a China se apresentando como defensora da OMC e contra tarifas praticadas pelos Estados Unidos. Isso também é uma mudança do contexto da esquerda, como disse nosso entrevistado.  A gente tem um deslocamento também, eu diria, do que vai ser o discurso progressista de esquerda ao longo dos próximos anos. A esquerda se apropriou mais de discursos ligados à proteção da indústria nacional, né, contra ALCA e o FMI, contra as empresas estrangeiras, e agora de alguma maneira a gente está vendo uma rearticulação desse tipo de processo. É, a gente está inaugurando uma forma nova de olhar para relações internacionais, em parte porque também está tendo uma rearticulação de como esses grupos de poder estão se configurando. Ninguém tem muita certeza para onde que a gente vai, mas acho que uma das certezas que a gente vai ter que os manuais de relações internacionais e ciência política vão ter que ser reescritos ao longo dos próximos anos, porque as coisas estão mudando de maneira bastante explícita, né? Muito. Tatiane: Sonia Corrêa diz que há duas saídas pra grande confusão que apresentamos aqui entre nacionalismo e globalismo. A primeira é o progressivismo internacionalista que remete para o internacionalismo histórico da esquerda, e a segunda é o que pode ser chamado de constitucionalismo de esquerda. Ela explica melhor do que se trata. Sonia Correa: O que importa é chamar a atenção para essa mélange de posições que requer clarificação, porque, de fato, a crítica do globalismo, ela chove num terreno fértil, que é a crítica do neoliberalismo e da ordem capitalista, não é? Ela ecoa nesse lugar. Ela move afetos, afetos legítimos de crítica. A racionalidade neoliberal e a ordem do capitalismo tardio. A diferença está como diz o Slobodan, em qual a saída? A diferença de visão ideológica é como você sai disso. Se você for para o campo do Dugin, que é a teoria da quarta transformação, é uma ordem. Uma proposição de um retorno a uma ordem de fato quase medieval, quer dizer centrada na terra, no território, numa cultura comum, numa ordem hierárquica. Se você olha para o campo da direita. Num certo sentido, Trump é a manutenção da ordem neoliberal e da racionalidade neoliberal extrema, demolição do Estado. Todo o poder às Big Techs. Aqui são os meus amigos Better Friend Ever, sob um invólucro, uma casca de nacionalismo extremado. Make American big again. Tatiane: Voltando um pouco atrás, no verbete para o Dicionário de Termos Ambíguos, e no tempo, Douglas lembrou da influência de Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho sobre o governo Bolsonaro, no sentido da adoção de uma posição antiglobalista. Vale lembrar que mesmo antes de ser eleito, Bolsonaro afirmava que a ONU não servia para nada e que iria tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos. Em sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU em 2019, o ex-presidente fez a seguinte afirmação:  Sonora Jair Bolsonaro: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um interesse global abstrato. Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!” Daniel: Douglas também escreveu no verbete que Ernesto Araújo afirmava que o caminho para reverter os efeitos negativos do globalismo seria adotar uma política pautada por deus, pátria e família. Com certeza vocês ouviram isso muitas vezes, né? Só pra lembrar, esse é o slogan da Ação Integralista, movimento fascista brasileiro da década de 1930, copiado do movimento fascista italiano.  Tatiane: Ainda segundo o verbete a espiritualidade cristã caracterizaria o ocidente e diferenciaria as nações ocidentais do materialismo asiático e do islamismo. Por outro lado, a família é definida como a célula basilar da nação, o apego à família  seria um traço fundamental do povo brasileiro o qual, nas palavras de Araújo, se vê hoje frontalmente atacado por “ideologia de gênero”, “gayzismo” e “abortismo”.  Daniel: O “globalismo”, na visão de Ernesto Araújo, seria um projeto de governo totalitário mundial, capitaneado pela China e com o apoio da Rússia. E nessa versão do antiglobalismo, existiria um complô entre as elites financeiras ocidentais e o Partido Comunista da China para a implantação de uma sociedade de controle. O ex-ministro ainda afirmava que a China controlava metade do parlamento brasileiro e toda a nossa agricultura, e queria controlar nossa Internet.  Tatiane: Bem, essa tentativa de controle da internet a gente já tá vendo que existe mesmo, mas não por acaso, esse controle não está na China, né? E além desta, qual outra afirmação, entre as muitas feitas aqui, parecem verdadeiras? E quais delas são pura fantasmagoria criada no meio das muitas confusões que esse termo cria? De quais fantasias ele depende para se manter? Bem, responder a tudo isso demandaria uma boa aula de muitas horas… Mas, podemos explicar aqui essa confusão entre os muitos alvos de ataque das vozes “antiglobalistas” Daniel: Mas nem todos os anti globalistas têm o mesmo inimigo. Há diferenças em relação aos alvos dos “antiglobalistas”. Nos Estados Unidos, por exemplo, Trump se utiliza do discurso “antiglobalista” para atacar as “elites liberais”, associadas ao partido democrata estadunidense. Já aqui no Brasil, Bolsonaro denunciava a “conspiração comunista” da qual participaria o PT, assimilando a visão “antiglobalista” ao discurso anticomunista. Douglas Sanque conta um pouco dessas forças globalistas. Tatiane: Douglas é professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ e é o autor do verbete sobre Globalismo do dicionário que estamos tratando aqui. Ele escreveu o verbete durante a pandemia do Covid-19, em pleno governo Bolsonaro, quando nele discursavam, pra não dizer doutrinavam, antiglobalistas assumidos como Olavo de Carvalho, professor e ideólogo de Bolsonaro, e Ernesto Araújo, que foi ministro de relações exteriores até 2021.  Douglas Sanque: Bom, em relação a essa noção de quem seriam as chamadas forças globalistas, primeiro, a ideia aqui é pensar que as forças globalistas teriam o objetivo de estabelecer um controle mundial, um governo global, totalitarista. E isso é, em alguma medida, uma perversão da ideia de aumento de influência que potências  econômicas sempre tentaram exercer de maneira mais ou menos ética. Mas não se tenta um governo global totalitário, assim inspirado naquela ideia de 1984 do George Orwell. O principal projeto globalista seria capitaneado pela China. Os chineses teriam essa ideia, teriam esse objetivo de longo prazo de controle mundial. Então, seriam as elites liberais do Ocidente que estariam nesse projeto junto ao Partido Comunista Chinês. Essa é a perspectiva, digamos, principal, que é adotada, por exemplo, pelo Steve Bannon e que guia o assim chamado antiglobalismo, ou o nacionalismo americano, que estaria combatendo essas próprias elites, representando o povo, o blue color, os trabalhadores e a classe média americana que, de fato, viu muita s perdas com o processo de desindustrialização dos Estados Unidos ao longo do século XX, e grande parte dessas plantas industriais foi para a China.  Tatiane: Claro que isso causou mudanças significativas na economia americana, que tem levado o país, de forma mais incisiva neste novo governo de Donald Trump, a criar estratégias de proteção econômica. Durante o governo Bolsonaro, quando o Olavo de Carvalho, exercia influência sobre ministros e filho do então presidente, tratou da versão caseira de teoria da conspiração, como nos conta Douglas. Douglas Sanque: O Olavo dizia que havia três projetos globalistas em curso. Em diferentes escalas e com diferentes objetivos. O primeiro seria esse tocado pela China, que tentaria ali uma ideia de governo global, mais ou menos nesses moldes que eu já mencionei. O segundo seria o projeto do Irã. O Irã também teria esse objetivo de governo global, a partir do espraiamento do islamismo, né? Na verdade, a ideia seria um governo global, totalitário islâmico e a principal força por trás desse projeto seria o Irã, que tem ali uma. População muçulmana xiita. Enfim, você tem uma pluralidade importante naturalmente no Irã, mas.    Daniel: O terceiro projeto seria tocado pelas elites financeiras ocidentais. Nessa perspectiva, representada por autores como o russo Aleksandr Dugin [DUGAN], a tentativa de estabelecer uma governança global teria origem no Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, vistos como a principal expressão da modernidade ocidental. Nessa visão, esse projeto deveria ser combatido por forças tradicionalistas que defendem a preservação de identidades culturais próprias e de modos de vida considerados mais enraizados nas tradições locais e rurais. Douglas Sanque: Então você tem pensadores, como o Olavo de Carvalho, o Steve Bannon e o Dugin, e os líderes daqui que conseguiram ascender, com esse pensamento, ao poder nos seus países. O Putin na Rússia, o Trump nos Estados Unidos e o Jair aqui no Brasil. A questão é que, como esse pensamento tem muito pouca, digamos, base material, ele vai se moldando pra acomodar os interesses políticos dos líderes. Então a gente pode pensar, por exemplo, no Brasil como o Bolsonaro, se se elege em oposição a um projeto que seria de esquerda e que, na opinião deles, é comunista. A ideia de liberalismo econômico é uma ideia que faz sentido e que pode ser defendida. Os russos têm um papel curioso, porque em diversas situações eles são vistos ali como como uma espécie de braço ou de sócio minoritário dos chineses. Mas ao mesmo tempo, estive vendo, um entende que os russos deveriam estar nessa luta por conta de uma certa essência da identidade russa. É como, como sendo da Igreja Ortodoxa nós teríamos a mesma alma cristã. E tudo se opondo então ao materialismo que caracterizaria o projeto chinês De extirpar a religião da da vida em comunidade. Então a gente percebe que há uma certa coerência no pensamento do globalismo, no sentido de criar uma ordem global que separa muito claramente quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Que coloca em uma nação específica. E normalmente é a China, a fonte de todo mal. E aí, contra isso, vale tudo. E nós estamos numa batalha aqui para salvar a nossa nação, para salvar as nossas tradições, para manter o nosso povo e por aí vai.  Tatiane: Pois é, as mudanças estão bastante evidentes e não sei se são para melhor. Desde que fizemos as entrevistas para este episódio, algumas coisas mudaram. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, um dos principais líderes da extrema-direita global, perdeu as eleições após 16 anos no poder. Estados Unidos e Israel estão promovendo uma grande guerra na Ásia Ocidental, atacando o Irã e o Líbano, sem contar o genocídio que Israel já vinha praticando na Palestina. Aqui na América Latina, os resultados das eleições presidenciais de 2026 em países como Colômbia, Peru e Chile não foram nem um pouco animadores. E neste ano também teremos eleições no Brasil, já com dois extremistas como candidatos: Ronaldo Caiado, pelo PSD, e Flávio Bolsonaro, herdeiro do legado do pai que foi condenado a 27 anos de prisão, e agora também envolvido em um processo de lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. A extrema direita vem ganhando espaço em muitos países, sempre colocando em risco a democracia e os direitos civis.  Daniel: Este foi o sétimo episódio da série Termos Ambíguos, realizada em parceria com o Oxigênio, a partir do material do Termos Ambíguos do debate político atual: Pequeno Dicionário que você não sabia que existia, coordenado pela Sonia Corrêa. Esse é um projeto do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) e do Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da UFRJ e contou com vários autores na produção dos verbetes. Tatiane: A apresentação do episódio foi feita pelo Daniel Faria, estudante do curso de Midialogia, na Unicamp, que foi também o editor do áudio desse podcast, e por mim, Tatiane Amaral, doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas e da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, e editora do áudio desse podcast. As entrevistas foram feitas por mim e pela Stella Brucha Simões. O roteiro foi feito pela Simone Pallone, coordenadora do podcast Oxigênio e por mim. Daniel: A revisão do roteiro foi feita pela Nana Soares, da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, por mim, pela Tatiane, e pela Sonia Corrêa. Tatiane: A principal referência para o episódio foi o verbete produzido por Douglas Sanque para o Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia. Usamos também definições da Wikipedia para alguns conceitos.  Daniel: O áudio de Ernesto Araújo foi extraído de uma entrevista dada por ele ao Canal Poder Paralelo. A fala de Bolsonaro na Assembleia da ONU é uma reprodução do canal do jornal El País no YouTube.  Daniel: Você pode acessar os outros episódios da série Termos Ambíguos pelo site do podcast Oxigênio: www.oxigenio.comciencia.br ou pelas plataformas de áudio de sua preferência. Aproveite para indicar nossa série. Até mais!

Naruhodo
Naruhodo #471 - Por que gostamos de decorar as coisas?

Naruhodo

Play Episode Listen Later Jul 27, 2026 53:45


Tem gente que não tá nem aí sobre decorar suas casas - ou mesmo sobre "enfeitar" seus corpos com roupas. Outras pessoas não só adoram como investem tempo e dinheiro nessas coisas. Por que isso acontece? A ciência pode explicar? Confira o papo entre o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. >> OUÇA (53min 46s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * APOIO: INSIDER Tem uma coisa que eu aprendi viajando que ninguém te ensina: a roupa errada custa mais que peso na mala. É isso mesmo que você ouviu: tem peças que nem adianta você levar na viagem, porque não vai sair da mala. Por isso, eu criei uma regra para mim mesmo é: só levar na viagem se não pega cheiro ruim, se não precisa passar e se aguenta firme na durabilidade. E sabe quem é que cumpre tudo isso? Claro, as peças da INSIDER. É qualidade garantida e tecnologia que te deixa confortável e seguro. Já é julho e você não experimentou INSIDER? Então use o endereço a seguir pra ter o cupom NARUHODO já aplicado ao seu carrinho de compras: >>> creators.insiderstore.com.br/NARUHODO Ou clique no link que está na descrição deste episódio. INSIDER: inteligência em cada escolha. #InsiderStore * REFERÊNCIAS Eavesdropping on Happiness: Well-being is Related to Having Less Small Talk and More Substantive Conversations https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2861779/ The Literary Animal: Evolution and the Nature of Narrative https://books.google.com.br/books?hl=en&lr=&id=LSkCL0r_DLoC&oi=fnd&pg=PA147&dq=Why+we+embellish+things&ots=pX7gxJyuvk&sig=CM166Uj1m4WLee1pBtLM3wulwmM&redir_esc=y#v=onepage&q&f=false The Aesthetic Animal https://books.google.com.br/books?hl=en&lr=&id=qB5pDwAAQBAJ&oi=fnd&pg=PP1&dq=Why+we+embellish+things&ots=K9z3vncA9K&sig=FrtPoFzO2uMp4mOGcH9Ma0npj4g&redir_esc=y#v=onepage&q=Why%20we%20embellish%20things&f=false The Decoration of Houses https://books.google.com.br/books?hl=en&lr=&id=RFMrEQAAQBAJ&oi=fnd&pg=PP6&dq=decorate+houses+and+personality&ots=9M1eU2CkHt&sig=ev2uLzSDHUFs6WFAilWjt_49K2I&redir_esc=y#v=onepage&q&f=false Social Resources and Disordered Living Conditions: Evidence from a National Sample of Community-Residing Older Adults https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4507516/ You are what you can access: Sharing and collaborative consumption online https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0148296313003366 When We Don't Own the Things We Use, Will We Still Love Them? https://www.proquest.com/openview/7678ea26d1a547ee826d8c593236a33e/1?pq-origsite=gscholar&cbl=26142 THINGING BEAUTY ANTHROPOLOGICAL REFLECTIONS ON THE MAKING OF BEAUTY AND THE BEAUTY OF MAKING  https://ora.ox.ac.uk/objects/uuid:f7cbc10e-b91c-4887-a575-4303c6a5154b/files/s9c67wn26z Creating Illusions of Past Encounter Through Brief Exposure https://journals.sagepub.com/doi/10.1111/j.1467-9280.2009.02337.x SOCIAL ATTRIBUTIONS BASED ON DOMESTIC INTERIORS https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0272494400901816 Temporal Aspects of Homes https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-1-4899-2266-3_1 Home decoration and the expression of identity  https://open.library.ubc.ca/soa/cIRcle/collections/ubctheses/831/items/1.0094861 The People, Place, and Space Reader https://books.google.com.br/books?hl=en&lr=&id=b9WWAwAAQBAJ&oi=fnd&pg=PA168&dq=decorate+houses+and+personality&ots=KX2uuHqoy6&sig=Fcjvhq6Yj_a3ZTN90FicMqVpu9Y&redir_esc=y#v=onepage&q&f=false Home decoration and the expression of identity  https://open.library.ubc.ca/soa/cIRcle/collections/ubctheses/831/items/1.0094861 Geographies of Comfort  https://api.taylorfrancis.com/content/books/mono/download?identifierName=doi&identifierValue=10.4324/9781315557762&type=googlepdf “Your house looks like that show…”: exploring consumers' perceptions towards media-inspired home décor https://www.frontiersin.org/journals/computer-science/articles/10.3389/fcomp.2025.1610053/full The Meaning of Things: Domestic Symbols and the Self https://books.google.com.br/books?hl=en&lr=&id=8bcLAQAAQBAJ&oi=fnd&pg=PR9&dq=Why+we+embellish+things&ots=AQ-e20wsGR&sig=MXuGs9qK7gixsod09Qwi_vFH2cg&redir_esc=y#v=onepage&q&f=false Neuroaesthetics https://www.cell.com/article/S1364-6613(14)00075-8/abstract Neuroaesthetics: The Cognitive Neuroscience of Aesthetic Experience https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/1745691615621274 Joining Forces: Neuroaesthetics, Contemporary Visual art and Archaeological Interpretation of the Past https://link.springer.com/chapter/10.1007/978-1-4614-8990-0_4 EVOLUTIONARY AESTHETICS AND SEXUAL SELECTION IN THE EVOLUTION OF ROCK ART AESTHETICS https://rockartresearch.com/index.php/rock/article/view/88 The sweet spot of seeing: A categorization-based account of visual aesthetic pleasure https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2352250X26000898 Evaluation of the Residential Facades in Tehran from the Neuro-Aesthetics Approach https://www.sid.ir/paper/1003449/en Perception of personal identity at home  https://www.redalyc.org/pdf/727/72715515051.pdf Thinging beauty: anthropological reflections on the making of beauty and the beauty of making https://ora.ox.ac.uk/objects/uuid:f7cbc10e-b91c-4887-a575-4303c6a5154b The Pragmatic Dimension of Knowledge  https://www.jstor.org/stable/4319495 Como a arquitetura pode ser agente de transformação? Conheça a trajetória de Ester Carro https://glamour.globo.com/lifestyle/noticia/2025/05/como-a-arquitetura-pode-ser-agente-de-transformacao-conheca-a-trajetoria-de-ester-carro.ghtml Brain and Art: Neuro-Clues from Intersection of Disciplines https://www.taylorfrancis.com/chapters/edit/10.4324/9781315224091-8/brain-art-neuro-clues-intersection-disciplines-dahlia-zaidel Thinging beauty: anthropological reflections on the making of beauty and the beauty of making https://ora.ox.ac.uk/objects/uuid:f7cbc10e-b91c-4887-a575-4303c6a5154b/files/s9c67wn26z A New Etruscan Archaeology: Twenty-First Century Techniques and Methods https://books.google.com.br/books?hl=en&lr=&id=ePfTEQAAQBAJ&oi=fnd&pg=PA121&dq=neuroaesthetics+and+decoration+anthropology&ots=sJcZ3QcySM&sig=1hzxJrMw24Dzy1qtyu_3Czc9Heo&redir_esc=y#v=onepage&q&f=false Naruhodo #196 - Por que colecionamos coisas?  https://www.youtube.com/watch?v=wtBSKMxua1k Naruhodo #227 - Todos nós enxergamos as mesmas cores? - Parte 1 de 2  https://www.youtube.com/watch?v=Tvu6qbOM_QM Naruhodo #228 - Todos nós enxergamos as mesmas cores? - Parte 2 de 2  https://www.youtube.com/watch?v=JCz4kD83KJc Naruhodo #161 - Visitar museus pode curar doenças?  https://www.youtube.com/watch?v=5B6YE_WT5dQ Naruhodo #379 - Como nós nos tornamos nós?  https://www.youtube.com/watch?v=fI9rqAJfcUU Naruhodo #343 - O que é e como funciona uma relação estética?  https://www.youtube.com/watch?v=rrF27pTFGg8 Naruhodo #442 - Qual o efeito da arte sobre nós? https://www.youtube.com/watch?v=9pgyTDtRbeo Naruhodo #462 - Por que gostamos do que gostamos?  https://www.youtube.com/watch?v=2CmoDe1vU98 Naruhodo #468 - O que é a curiosidade?  https://www.youtube.com/watch?v=VvsO7xvflhw * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Programa Brasil de Fato MG
Violência contra as mulheres é destaque nos dados da segurança pública

Programa Brasil de Fato MG

Play Episode Listen Later Jul 24, 2026 42:02


Confira os destaques desta semana:Anuário Brasileiro da Segurança Pública aponta aumento do número de feminicídios. Minas Gerais é o segundo estado com mais casosFlávio Bolsonaro antecipa discurso de suposta fraude nas urnas já prevendo derrota eleitoralAnúncio da pré-candidatura de Patrus Ananias (PT) ao governo de Minas movimenta o cenário da disputa eleitoral Este é mais um Enfim, Sexta!, com Luiza Dulci, vereadora de BH (PT); Luiz Siqueira, membro da direção do MAM, e Daniel Camargos, jornalista investigativo da Repórter Brasil e colunista da Carta Capital.Ouça e compartilhe!

As Cunhãs
Tensões e possíveis surpresas em nova fase da campanha

As Cunhãs

Play Episode Listen Later Jul 22, 2026 67:49


As convenções partidárias começaram, o que significa que, nos próximos 15 dias, todos os martelos deverão estar batidos. Justamente por causa desse prazo, as articulações entraram em modo turbo, com um aumento de tensão sobretudo entre os governistas. A começar pela última jogada do grupo liderado por Camilo Santana (PT), que tenta atrair de vez a federação União Progressista para a chapa de apoio a Elmano de Freitas (PT) ao governo, em troca de uma das vagas ao Senado para o deputado federal Moses Rodrigues (UB).  A especulação (confirmada por várias fontes) chegou como uma bomba aos apoiadores da candidatura ao Senado de Luizianne Lins (Rede), que ainda espera entrar na chapa governista como segundo nome ao Senado, na dobradinha com Cid Gomes (PSB). De todo jeito, o avanço sobre a União Progressista conta com enorme obstáculo dentro da federação, já que duas lideranças, Capitão Wagner e Roberto Cláudio, querem participar da chapa majoritária de Ciro Gomes (PSDB).  Falamos desse assunto no episódio desta semana e também atualizamos os encaminhamentos previstos para as convenções dos diversos partidos, tratamos das tensões que miram em aliados de Elmano, o prefeito de Fortaleza Evandro Leitão e o ex-chefe da Casa Civil do Governo, Chagas Vieira, com histórias que envolvem compra de imóveis.  Enfim, o episódio está quentíssimo e você precisa ouvir para ficar super atualizado sobre as eleições cearenses. Bora assistir!  Para participar da Comunidade das Cunhãs no Whatsapp: apoia.se/ascunhascomunidade; Se quiser mandar um PIX, só pra apoiar o podcast, envie para a chave ascunhaspodcast@gmail.com.Produção: Inês Aparecida, Hébely Rebouças e Kamila FernandesEstúdio de gravação: Pro ProduçõesApoio nas redes sociais: Ponto IndieTrilha sonora: Barruada Gagá (Breculê)

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #72: João Ricardo Sato

Naruhodo

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 82:12


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do Professor, Estatístico, Mestre e Doutor em Estatística, Coordenador do Núcleo Intedisciplinar de Neurociência Aplicada da Universidade Federal do ABC, João Ricardo Sato. Só vem! >> OUÇA (82min 13s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * João Ricardo Sato é Professor Titular da Universidade Federal do ABC. Por cinco anos, foi coordenador do Núcleo de Cognição e Sistemas Complexos, unidade estratégica vinculada diretamente à reitoria da UFABC que tem como objetivo a realização de atividades em equipes interdisciplinares voltadas para a pesquisa, ensino e extensão na área de neurociências e cognição. Linha de pesquisa atual é interação entre neurociências e ciências exatas, com principal foco no neurodesenvolvimento, bases neurais de transtornos psiquiátricos, conectividade cerebral, inteligência artificial e processamento de sinais neurais. Formou-se no Bacharelado em Estatística pela USP em 2002, tendo concluído três iniciações científicas como bolsista PIBIC/CNPQ na área de séries temporais financeiras, com o intuito de atuar no mercado financeiro. No doutorado que se iniciou em 2004, decidiu focar sua pesquisa no desenvolvimento de novos métodos estatísticos para modelar a conectividade cerebral por meio de sinais de ressonância magnética funcional. Este trabalho interdisciplinar realizou-se sob a orientação de um docente do Departamento de Estatística um docente da Faculdade de Medicina da USP. Em 2006, realizou estágio de pesquisa (doutorado-sanduíche) no Instituto de Psiquiatria do Kings College London, onde integrou técnicas computacionais de aprendizado de máquina à sua linha de pesquisa. Após a conclusão do doutorado em 2007, atuou como consultor estatístico e pesquisador do Hospital das Clínicas de São Paulo. Além disso, também atuou como professor no curso de pós-graduação lato sensu da Universidade Metodista em São Bernardo do Campo. Em janeiro de 2009, foi contratado pela UFABC para o cargo de professor adjunto do Centro de Matemática, Computação e Cognição. Em julho de 2009 tornou-se o coordenador do Núcleo de Cognição e Sistemas Complexos (NCSC). Os docentes associados ao NCSC foram a equipe idealizadora do Bacharelado em Neurociências (pioneiro no Brasil) e do programa de pós-graduação em Neurociências e Cognição da UFABC. Esta equipe também foi responsável por todo o planejamento da infra-estrutura para pesquisa científica em neurociências, hoje disponível no primeiro andar do Bloco Delta no Campus de São Bernardo do Campo. Atualmente é coordenador do Núcleo Intedisciplinar de Neurociência Aplicada da Universidade Federal do ABC. Lattes: http://lattes.cnpq.br/7913813209624175 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Boa Noite Internet
O Império da IA — com Karen Hao

Boa Noite Internet

Play Episode Listen Later Jul 19, 2026 63:50


O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe

Programa Brasil de Fato MG
Trump tenta desgastar presidente Lula com tarifaço, mas povo culpa Flávio Bolsonaro

Programa Brasil de Fato MG

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 35:46


Confira os destaques desta semana:As intenções de Trump com o tarifaço Patrus Ananias é candidato do PT ao governo de Minas Gerais27ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ de BH debate democracia e vai levar milhares de pessoas às ruas no domingo Este é mais um Enfim, Sexta!, com Emerson Andrada, coordenador geral do Sindieletro-MG; Iza Lourença, vereadora de BH (PSOL); e José Luiz Quadros, professor da UFMG.Ouça e compartilhe!

Naruhodo
Naruhodo #470 - Temos livre arbítrio? - Parte 2 de 2

Naruhodo

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 54:22


Nosso cérebro toma decisões antes mesmo de termos consciência delas? Se sim, seriam nossas decisões deterministas e o livre-arbítrio uma ilusão? O que a ciência tem a dizer sobre isso? Parte 2 de 2. Confira o papo entre o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. >> OUÇA (54min 23s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * APOIO: INSIDER Tem uma coisa que eu aprendi viajando que ninguém te ensina: a roupa errada custa mais que peso na mala. É isso mesmo que você ouviu: tem peças que nem adianta você levar na viagem, porque não vai sair da mala. Por isso, eu criei uma regra para mim mesmo é: só levar na viagem se não pega cheiro ruim, se não precisa passar e se aguenta firme na durabilidade. E sabe quem é que cumpre tudo isso? Claro, as peças da INSIDER. É qualidade garantida e tecnologia que te deixa confortável e seguro. Já é julho e você não experimentou INSIDER? Então use o endereço a seguir pra ter o cupom NARUHODO já aplicado ao seu carrinho de compras: >>> creators.insiderstore.com.br/NARUHODO Ou clique no link que está na descrição deste episódio. INSIDER: inteligência em cada escolha. #InsiderStore * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Buteco da Oficina
A Bordo do Sunny #42 - One Piece 1186 (Luffy enfim acerta Imu)

Buteco da Oficina

Play Episode Listen Later Jul 12, 2026 21:16


EAE, SEUS GEEKS SOCADORES!O capítulo 1186 enfim está publicado e é claro que nossos tripulantes se reuniram para comentar todos os detalhes, principalmente o ponto de Imu ser, finalmente, atingido por Luffy.REDES SOCIAIS DA OFICINAInstagram: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@oficinageekreal⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Twitch: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠OficinaGeekReal⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Twitter: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@OficinaGeekreal⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠YouTube: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Oficina Geek⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Este episódio foi editado por Marcos Veloso (⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@eumarcosveloso⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠)

Programa Brasil de Fato MG
Guerra no Irã, ataques à Venezuela e tarifaço no Brasil: as faces da investida dos EUA contra o Sul Global

Programa Brasil de Fato MG

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 31:50


Confira os destaques desta semana:Após um aparente avanço nas negociações, Donald Trump volta a atacar o IrãA linguagem da barbárie: necrojornalismo e usos políticos da cobertura dos terremotos na Venezuela Qual é a estratégia de Flávio Bolsonaro com relação às taxações de Trump?Este é mais um Enfim, Sexta!, com Bella Gonçalves, deputada estadual (PT); Bruno Pedralva, vereador de BH (PT); Juarez Guimarães, professor da UFMG.Confira!

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #71: Karina Possa Abrahão

Naruhodo

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 95:02


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez da Professora, Biomédica, Mestra e Doutora em Psicobiologia, com pós-doutorado no NIH dos EUA, Karina Possa Abrahão. Só vem! >> OUÇA (95min 03s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Karina Possa Abrahão é formada em Biomedicina pela Universidade Federal de São Paulo (2005), possui mestrado (2008) e doutorado (2012) em Psicobiologia também UNIFESP. Entre 2010 e 2011, fez um doutorado sanduíche na Wake Forest University, EUA. Fez seu primeiro pós-doutoramento no Departamento de Farmacologia da USP e depois passou mais 5 anos como Pós-doutora no NIH (2013-2018), EUA. Essa formação propiciou uma vasta experiência no estudo de comportamentos impulsivos, formação de hábito e tomada de decisão, além do uso de animais transgênicos e técnicas de eletrofisiologia e fotometria para a compreenssão da função dos Núcleos da Base e dos efeitos neurobiológicos do álcool. Tem vasta experiência da área de Psicobiologia e Neurofisiologia. Atualmente é Professora Adjunta do Departamento de Fisiologia da UNIFESP e orienta pelo programa de pós-graduação em Psicobiologia da mesma instituição. Tem interesse na área de neurobiologia da tomada de decisão, sobretudo as escolhas arriscadas, e como o álcool pode afetar esses comportamentos. Utiliza técnicas de farmacologia, imunofluorescência, eletrofisiologia celular, optogenética, quimiogenética, fotometria e comportamento para desvendar a cascata de eventos neurais associadas às escolhas arriscadas. Sempre buscou integrar o desenvolvimento científico à comunicação científica, tendo fundado diferentes canais de divulgação como o Prisma Científico, o Eureka Brasil e, mais atualmente, o NeuroAthens. Site do laboratório: abrahaolab.com Bem recentemente, começou um trabalho dentro da FAPESP (FUndação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo), como assessora científica interna. Lattes: http://lattes.cnpq.br/1245502652994136 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

BEN-YUR Podcast
c4bal, o ódio do rap e o beat da senhorita

BEN-YUR Podcast

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 103:26


Eu sempre acho estranho quando conheço alguém que, de algum jeito, já parecia existir na minha cabeça há muito tempo.Foi meio isso com o C4BAL.A gente tinha trocado algumas mensagens outro dia. Mas conversar mesmo foi aqui. E a conversa foi indo para uns lugares que eu honestamente não estava esperando.Tem uma hora em que ele fala do Kanye West gravando no Brasil e parece quase uma memória inventada por alguém num fórum antigo da internet. Tem outra em que o assunto vira o cansaço de tentar continuar fazendo música quando a música deixa de parecer música e começa a parecer uma coisa industrial. Meio pesada. Meio burocrática. Meio triste.Também tem uma história ótima sobre ganhar um Grammy com Chitãozinho & Xororó sem exatamente tratar aquilo como “o grande momento da vida”. O que eu acho mais interessante do que se ele tratasse.E tem o Disco D. Talvez a parte mais estranha da conversa inteira. Porque algumas pessoas parecem ficar pairando na cultura mesmo depois que desaparecem.Eu gosto quando os episódios daqui parecem menos entrevista e mais aquela situação em que duas pessoas continuam conversando mesmo depois de perceberem que o assunto já desviou completamente.Talvez esse seja um desses.Enfim. Tá aí.E eu continuo escrevendo no Rush Hush também. Para quem gosta desse tipo de pensamento meio atravessado de madrugada.

O Antagonista
Flávio Bolsonaro, enfim, se pronuncia sobre misoginia contra Michelle | Papo Antagonista - 01/07/26

O Antagonista

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 56:56


No Papo Antagonista desta quarta-feira, 1º, falamos sobre o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro finalmente se pronunciando sobre os ataques misóginos sofridos pela madrasta, Michelle.Também falamos sobre a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que impôs uma derrota ao presidente Donald Trump.Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.       O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade.       Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.       Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube.   https://www.youtube.com/@OAntagonista  Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay:  https://assine.oantagonista.com.br/  Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Inscreva-se no canal, ative as notificações e deixe sua opinião nos comentários!  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #FlavioBolsonaro #MichelleBolsonaro #PapoAntagonista #Misoginia #PoliticaNacional #BastidoresDaPolitica #NoticiasUrgentes #CriseNoPL #DireitaSéria #AnalisePolitica #PodcastDePolitica #DebatePolitico #GiroDeNoticias #BrasiliaHoje #Oposicao #Pronunciamento #Exclusivo #Informacao #PoliticaBrasil #RadarPolitico

Pelada na Net
Pelada na Net #797 - Enfim Chegamos Ao Mata-Mata

Pelada na Net

Play Episode Listen Later Jun 28, 2026 58:03


Bem amigos do Pelada na Net, chegamos em definitivo para o programa 797! E hoje temos o Príncipe Vidane e Show do Vitinho se preparando pra encarar o Japão.E neste programa falamos sobre a última rodada da fase de grupos da Copa de 2026, que teve grande vitória do Brasil sobre a Escócia, Messi aumentando ainda mais seu recorde com ajuda do goleirão da Jordânia, Dembelé brilhando, Uruguai eliminado, Espanha e Portugal não convencendo, além de muito mais!#ANDANDOPORANDADORES #MUSLERA #ZIDANINHOCAPIXABAORIGINAIS DO FUT - ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠www.originaisdofut.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠, cupom PELADA10 com 10% OFF! Siga ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@originaisdofut_⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠contato: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠podcast@peladananet.com.br⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ acesse: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠peladananet.com.br⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ e confira os links das nossas redes sociais (grupo de telegram, instagram, bluesky e twitter tanto do podcast quanto dos nossos participantes)Projetos paralelos:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Dentro da Minha Cabeça⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Reinaldo Jaqueline⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Fábrica de Filmes⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Cia da Louça⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Lives: ⁠⁠Twitch do Jovem nerd⁠⁠Jovem Nerd Esporte Clube ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Spotify⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ / ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠YouTube⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Financiamento coletivo:⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Apoia.se⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ / ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Patreon⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ / Chave pix: podcast@peladananet.com.brColaboradores de Maio/2026!Obrigado a todos que colaboraram com ao menos R$10. Confira aqui a ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠lista de nomes⁠

Posse de Bola
#651: Brasil enfrenta a Escócia com Rayan ou Luiz Henrique? Neymar enfim vai jogar?

Posse de Bola

Play Episode Listen Later Jun 25, 2026 91:45


Arnaldo Ribeiro, Eduardo Tironi, José Trajano, Juca Kfouri, Danilo Lavieri e Pedro Lopes analisam a seleção brasileira para enfrentar a Escócia pela terceira rodada da Copa do Mundo e debatem quem Ancelotti deve escalar no ataque, a chance de Neymar ganhar minutos em campo e as grandes estrelas mundiais brilhando com recordes batidos

Posse de Bola
#653: Brasil enfim convenceu contra a Escócia? Time está dependente do Vini Jr?

Posse de Bola

Play Episode Listen Later Jun 25, 2026 91:45


Dudu Monsanto, Mauro Cezar, Arnaldo Ribeiro, Juca Kfouri, José Trajano e Danilo Lavieri analisam os próximos passos da seleção brasileira após a vitória sobre a Escócia e a classificação para o mata-mata da Copa do Mundo. O time está dependente do Vini Jr? O que ainda precisa melhorar?

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #70: Rodrigo Willemart

Naruhodo

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 84:46


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do Professor, Biólogo, Doutor em Zoologia e coordenador do Laboratório de Ecologia Sensorial e Comportamento de Aracnídeos (LESCA), Rodrigo Willemart. Só vem! >> OUÇA (84min 47s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Rodrigo Hirata Willemart possui graduação em Ciências Biológicas (2000) e doutorado em Zoologia pela USP (2005). Durante o doutorado trabalhou na França (Université de Bourgogne) e na Argentina (Universidad Nacional de Córdoba). De 2006 a 2007 realizou pós-doutorado nos EUA na University of Nebraska e pesquisa na Harvard University. Foi pós-doutorando no Instituto de Biociências da USP em 2008, realizou pesquisa em 2014 na Aberystwyth University em País de Gales e foi professor visitante na Université de Paris XIII em 2015. Desde 2008 é professor na USP-Leste (Escola de Artes, Ciências e Humanidades).  É credenciado no Programa de Pós-graduação em Zoologia do Instituto de Biociências da USP. Defendeu a livre-docência em 2018 e hoje é Professor Associado 3. Atua principalmente nos seguintes temas: ecologia sensorial, interação presa-predador, controle de escorpiões e comportamento de aracnídeos (Arachnida).  Coordena o laboratório LESCA (Laboratório de Ecologia Sensorial e Comportamento de Aracnídeos), cujo site está em http://each.uspnet.usp.br/willemart/ Lattes: http://lattes.cnpq.br/9263833464663272 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Naruhodo
Naruhodo #468 - O que é a curiosidade?

Naruhodo

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 54:34


Essa vontade de entender o mundo, os fenômenos e nós mesmos, é algo exclusivamente humano? Existe alguma explicação sobre o que acontece em nosso cérebro quando estamos nesse estado de querer aprender algo? Confira o papo entre o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. >> OUÇA (54min 35s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * APOIO: INSIDER Eu preciso confessar: eu não sou um fã do frio - portanto, inverno não é minha estação favorita. Na hora de me vestir, então, o frio me castiga: é camada em cima de camada, calça com tecido pesado, casaco que não deixa a gente se mexer direito... Mas, com a INSIDER, eu descobri que a solução para o frio NÃO É MAIS ROUPA, e sim a ROUPA CERTA com o TECIDO CERTO. Minha camiseta TECH MANGA LONGA, por exemplo, é a minha peça coringa nessa época: funciona como uma camiseta hiper confortável, mas também como a segunda pele mais confortável do meu guarda-roupas. Então eu te convido a fazer o mesmo: escolha INSIDER como a sua solução para enfrentar os dias mais frios. E tem mais: nos dias 15 e 16 de junho, você ainda tem FRETE GRÁTIS e 5% de desconto adicional em compras com pagamento por Pix. Dá ou não dá um quentinho? Então você já sabe: use o endereço a seguir pra ter o cupom NARUHODO já aplicado ao seu carrinho de compras. >>> creators.insiderstore.com.br/NARUHODO Ou clique no link que está na descrição deste episódio. INSIDER: inteligência em cada escolha. #InsiderStore * REFERÊNCIAS Grafo dos episódios do Naruhodo (Agradecimentos ao Patrick Natan) https://github.com/PatrickNatan/naruhodo_graph Grafo https://patricknatan.github.io/naruhodo_graph/ How people decide what they want to know https://www.nature.com/articles/s41562-019-0793-1 How Curiosity Enhances Hippocampus-Dependent Memory: The Prediction, Appraisal, Curiosity, and Exploration (PACE) Framework https://www.cell.com/trends/cognitive-sciences/fulltext/S1364-6613(19)30238-4 Curiosity in old age: A possible key to achieving adaptive aging  https://centaur.reading.ac.uk/75889/1/SakakiYagiMurayama_2018.pdf Curiosity across the adult lifespan: Age-related differences in state and trait curiosity https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0320600 It doesn't hurt to ask: Question-asking increases liking https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28447835/ Interpersonal curiosity as a tool to foster safe relational spaces: a narrative literature review https://www.frontiersin.org/journals/psychology/articles/10.3389/fpsyg.2024.1379330/full Curiosity Killed the Cat but Not Memory: Enhanced Performance in High-Curiosity States https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35884653/ Curiosity in younger and older adults: the relationship between information value and memory https://www.frontiersin.org/journals/cognition/articles/10.3389/fcogn.2026.1715793/full?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_content=&utm_campaign=imp_impartaut-_05-24_fpsyg_en_n--ww Social Pressures in Informal Groups https://ia601505.us.archive.org/14/items/in.ernet.dli.2015.118961/2015.118961.Social-Pressures-Ininfromal-Groups.pdf The relationship between epistemic curiosity and successful aging in older adults: the role of self-perceptions of aging and perceived social support  https://link.springer.com/content/pdf/10.1186/s40359-026-04577-4_reference.pdf Individual differences in trait curiosity influence hybrid search speed across the adult lifespan https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0001691825010066 Curiosity and children's memory for a dinosaur exhibit https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0885201424001230 Within-person variability in curiosity during daily life and associations with well-being https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31519052/ Naruhodo #433 - Existe amizade entre homens e mulheres? - Parte 1 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=EFVaBfGaowg Naruhodo #434 - Existe amizade entre homens e mulheres? - Parte 2 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=H6D1yCni0rc Naruhodo #267 - O que é dissonância cognitiva? https://www.youtube.com/watch?v=1xJwqmir5Uw Naruhodo #268 - O que é dissonância cognitiva? - Parte 2 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=--OHlHmOQTM Naruhodo #340 - Como se constrói a auto-estima? https://www.youtube.com/watch?v=0ULx-CXmh7w Naruhodo #342 - O que é e de onde vem a inspiração? https://www.youtube.com/watch?v=Xg0vGC-uPwM Naruhodo #395 - O que é força de vontade? https://www.youtube.com/watch?v=5bR1RNVo7kM Naruhodo #324 - Por que sentimos nostalgia? https://www.youtube.com/watch?v=UHajyH8RFSA Naruhodo #379 - Como nós nos tornamos nós? https://www.youtube.com/watch?v=fI9rqAJfcUU Naruhodo #457 - Ficamos mais reflexivos e tristes no final do ano? https://www.youtube.com/watch?v=dBvu4FEiwto Naruhodo #338 - Por que fofocamos? https://www.youtube.com/watch?v=ij9ocesTc50 Naruhodo #363 - Jejum de dopamina funciona? https://www.youtube.com/watch?v=908qoFZG8rY * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

BEN-YUR Podcast
o filme de terror que as pessoas têm medo de ver

BEN-YUR Podcast

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 67:22


Eu e o Adriano sentamos de novo naquele estúdio que ainda cheira a carpete novo para falar sobre uma coisa que, se você parar para pensar, é meio doentia: filmes onde pessoas morrem de formas criativas.O Adriano trouxe uma lista com dez filmes slasher. Eu percebi, enquanto ele falava, que o que me atrai nesses filmes não é a perfeição técnica. Na verdade, é quase o contrário. São as falhas, o baixo orçamento e aquela sensação de que o diretor estava tentando dizer algo muito sério com muito pouco dinheiro.Falamos sobre John Carpenter e Wes Craven, que são os nomes óbvios, mas também sobre Michael Haneke, que fez um filme que eu não sei se quero ver de novo, mas fico feliz que exista.No final, a gente ainda gastou um tempo considerável discutindo se Stanley Kubrick estava tentando nos avisar de algo em seu último filme antes de partir. E tem uma série polonesa sobre mandamentos bíblicos que o Adriano indicou e que parece ser a coisa mais triste e bonita que você vai ver este ano.Enfim. É só uma conversa. Se você tiver um tempo livre e quiser ouvir dois caras falando sobre o que faz um filme resistir ao tempo, o vídeo está aí. Se não tiver, eu entendo perfeitamente. A vida anda bem ocupada para todo mundo.

Podcasts epbr
Cessar-fogo alivia preço do barril, mas retorno aos níveis pré-guerra deve demorar I comece seu dia

Podcasts epbr

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 3:32


NESTA EDIÇÃO. Enfim, um acordo de paz no Oriente Médio. Tarifas de energia elétrica terão aumento médio de 8,6% em 2026, segundo Aneel. ANP suspende discussão sobre reforma do GLP. Eólicas offshore da Shell à venda. ***Locução gerada por IA

BEN-YUR Podcast
miller santos e a mentira do sushi de tigre

BEN-YUR Podcast

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 117:41


Eu acho curioso como a internet transformou uma coisa meio invisível em profissão. Antes você tinha gente querendo ser ator, músico, escritor. Agora existe um tipo de pessoa que passa o dia inteiro transformando a própria personalidade em arquivo público. E a pior parte é que às vezes funciona. O Miller Santos Sushi de Tigre apareceu muito na internet desse jeito que parece acidente. O que eu gosto nele é justamente que ele nunca parece totalmente confortável ali. Parece alguém que ainda olha pra tudo isso meio de lado. A gente falou sobre escrever humor, fazer stand up, inventarem histórias sobre você online, morar no interior, trabalhar nos bastidores, Hermes e Renato, Porta dos Fundos, SBT e aquela sensação estranha de perceber que desconhecidos começam a criar versões suas na cabeça deles. Em algum momento a conversa virou sobre liberdade. Ou talvez sobre aceitar que algumas pessoas vão te odiar sem motivo muito claro. Não lembro exatamente. Enfim. O episódio está aí.

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #69: Hugo Fernandes

Naruhodo

Play Episode Listen Later Jun 8, 2026 80:01


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do Professor, Biólogo, Mestre e Doutor em Zoologia, com Pós Doutorado em Ecologia, Hugo Fernandes. Só vem! >> OUÇA (80min 01s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Hugo Fernandes é biólogo, professor da Universidade Estadual do Ceará, possui pós-doutorado em Ecologia e é mestre e doutor em Zoologia. Desde 2022, é sócio e Diretor de Inovação da Seteg Soluções Ambientais, empresa de consultoria com atuação em mais de 20 estados do país.  Pertence ao corpo docente de programas de pós-graduação da UFC, PUC e Universidade do Carbono. Faz parte do programa executivo do European Institute of Innovation for Sustainability e integrou a delegação brasileira em duas Conferências das Partes da ONU (COP16 Biodiversidade e COP30 Clima).  Foi membro do Programa Cientista Chefe junto à Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará (SEMA), onde coordenou a Lista Vermelha da Fauna Ameaçada do Ceará. Além disso, faz parte do corpo de especialistas que elabora a lista vermelha nacional de roedores e felinos silvestres junto ao ICMBio.  Como comunicador, foi um dos pioneiros da divulgação científica ambiental na internet brasileira, duas vezes TEDx speaker, apresentador de TV (SBT Ceará), colunista de ciência da Band News FM e assinou textos científicos para veículos como HuffPost New York, Folha de S. Paulo, Piauí e Veja. Pela sua atuação, já recebeu homenagens do Governo do Estado do Ceará, da Assembleia Legislativa do Ceará e do Conselho Federal de Biologia, no Senado Federal. Lattes: http://lattes.cnpq.br/9647959713613299 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Brasil-Mundo
Luso-brasileiros estão entre os vencedores do 'Concurso Sardinhas' de Lisboa

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Jun 6, 2026 5:05


Os artistas conquistaram o júri da competição que reuniu trabalhos de 66 países, como Brasil, Moçambique, Dinamarca, Canadá, Chile e Austrália Fábia Belém, correspondente da RFI em Lisboa A sardinha está para os Santos Populares em Portugal assim como o milho para as festas juninas no Brasil. E, neste ano, há dois talentos luso-brasileiros ajudando a dar cara nova ao peixe: o carioca Eduardo Ferrão e Letícia Amaral de Araújo, natural de Belo Horizonte. Eles são dois dos cinco vencedores da 16ª edição do “Concurso Sardinhas” de Lisboa, que neste ano recebeu 3.128 desenhos, enviados por 1.762 autores de 66 países. O resultado surpreendeu Letícia e Eduardo. “Quando chegou o e-mail [com o resultado], eu até tive que conferir algumas vezes. Eu não sabia se era golpe ou coisa do tipo, né? Para ver se era sério mesmo. E eu fiquei super satisfeito, porque é um concurso que acho muito bonito”, conta o designer gráfico. A notícia, que chegou por meio de uma ligação telefônica, foi recebida por Letícia com surpresa e felicidade. Ela também explica que, por retratar na sardinha uma cena tipicamente portuguesa, havia o receio de cometer algum equívoco. No entanto, a aprovação do júri português afastou qualquer dúvida. “Achei que [o resultado] validou a minha ideia”, afirma a designer. O concurso foi criado em 2011 pela EGEAC, empresa pública que promove ações culturais em Lisboa. O objetivo dos organizadores é estimular a participação e a criação artística, desafiando amadores e profissionais das artes a criar novas roupagens para a sardinha. As propostas vencedoras são utilizadas como imagem da campanha visual das tradicionais festas dos santos populares, equivalentes às festas juninas no Brasil. 'Bolo de arroz' Para participar da competição, Eduardo Ferrão se inspirou no projeto “O Último Bolo de Arroz de Lisboa”, lançado por uma associação de moradores que busca proteger, valorizar e dar visibilidade a cafés e pastelarias que fazem parte da história dos bairros. Chamou a atenção do designer gráfico a notícia de que muitos desses estabelecimentos tradicionais estão fechando as portas devido ao aumento do preço dos aluguéis e das matérias-primas, além de estarem sendo substituídos por comércios voltados a turistas e moradores estrangeiros com alto poder aquisitivo. Quando leu sobre o assunto, ele não teve dúvidas. “Foi como uma revelação, sabe? E aí a ideia estava ali”, relembra. A “Bolo de Arroz”, assinada pelo luso-brasileiro, molda o famoso doce português no formato de sardinha. A ilustração destaca a textura fofa da massa, a icônica crosta de açúcar no topo e a base envolta na clássica cinta de papel vegetal. “Fico realmente esperando que [a minha ilustração] abra o apetite das pessoas, sabe? Assim que passarem por uma pastelaria, peçam um bolo de arroz”, pede o carioca, que espera que sua criação também possa ajudar a manter o bolo de arroz e sua receita tradicional nas pastelarias portuguesas. “O Telefone das Coscusvilheiras” Na sardinha, a que deu o nome de "O Telefone das Coscuvilheiras”, Letícia Amaral de Araújo recorreu ao bom humor ao fazer uma leitura de uma cena cotidiana: a coscuvilhice de quem fica à janela ou na sacada dos apartamentos a fofocar e até a monitorar a vida alheia. “Este exagero visual não busca realismo, mas sim evidenciar um comportamento social reconhecível: o prazer na conversa e na construção coletiva de histórias”, destaca a EGEAC na descrição oficial do projeto. A ilustração da mineira destaca duas varandas tradicionais com uma senhora em cada lado a estender roupa na espinha dorsal da sardinha, que ganha nova vida como um varal e um "telefone de lata” ao mesmo tempo. Uma cena que resgata os conhecidos telefones de copinho ou de barbante das brincadeiras infantis. “E essas duas senhoras estão a se comunicar por meio de um telefone de lata, que eu fiz essa analogia com o varal”, explica Letícia. Sardinhas de Lisboa Além das sardinhas “Bolo de Arroz” e “O Telefone das Coscuvilheiras”, também conquistaram o júri da competição as ilustrações portuguesas “Sardinha Guitarrista” e “Patrimônio Fragmentado” e a “Tomatazo”, do Uruguai. O autor de cada uma delas ganhou um prêmio em dinheiro no valor de 1.500 euros (quase R$ 9 mil na cotação atual). A maior recompensa para os vencedores, contudo, é ter as sardinhas exibidas nos ônibus e no metrô da capital, nos painéis publicitários e nas decorações dos arraiais. Eduardo Ferrão, que vive na cidade do Rio de Janeiro, pensa até em ir a Lisboa para não perder a festa. “Eu ainda estou considerando isso, se pego semana que vem um voo. Enfim, vamos ver. É um evento muito relevante para a cidade, e eu gostaria muito de fazer parte desse momento”, confessa. Letícia, que mora há seis anos em Lisboa, já teve a chance de ver o resultado de seu trabalho e testemunhar a reação das pessoas. “Foi muito interessante. Eu fiquei mais como espectadora, vendo as pessoas com a sardinha na mão, conversando nesse contexto popular das festas, e senti uma sensação de orgulho”, disse. Ícone pop O Concurso Sardinha celebra um dos mais populares símbolos da identidade do país. Alimento básico das comunidades pesqueiras e de quem vivia e trabalhava no campo, a sardinha se tornou uma das marcas da capital portuguesa, uma espécie de ícone pop, estampada em roupas, acessórios e peças de decoração. E é no pico do verão deste lado do atlântico, que ela chega ao ponto para ser consumida. O preparo é nas grelhas ao ar livre às portas das casas e tascas. Para a designer mineira Letícia, que assim como Eduardo, gosta de sardinha, a partir de agora, a iguaria vai ter “esse gostinho especial, essa memória afetiva que vai ficar pra sempre”.

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #68: Alexandre Linck

Naruhodo

Play Episode Listen Later May 25, 2026 83:33


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do Professor, Youtuber, graduado em Cinema e Vídeo, Mestre em Ciências da Linguagem e Doutor em Literatura, Alexandre Linck. Só vem! >> OUÇA (83min 34s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Alexandre Linck Vargas tem experiência na área de Literatura e Artes, atuando principalmente nos seguintes temas: Teoria Literária, Filosofia da Arte, Estética, Teorias da Imagem, Crítica Cultural, Roteiro de Cinema e TV e História em Quadrinhos. Graduou-se em 2004 no curso de Comunicação Social - Cinema e Vídeo pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Ingressou em 2005 no Mestrado em Ciências da Linguagem - também na Unisul -, concluindo em 2007, com a dissertação "A morte do homem no morcego". Em 2010, ingressou no Doutorado em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), concluindo em 2015 com a tese "A invenção dos quadrinhos: teoria e crítica da sarjeta". Atualmente é professor do PPGCL - Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem, onde leciona a disciplina de Estética, e dos cursos de Letras (teoria literária) e Cinema (teoria, história e roteiro cinematográfico), todos da Unisul. Alexandre é editor da revista Memorare, líder do grupo de pesquisa "Estudos em artes" (GRUAS)", e membro da RING (Red de Investigadoras e Investigadores de Narrativa Gráfica en Latinoamérica). Destaque também para o trabalho de cineasta nos curtas-metragens OCULTO (2003), RELIGARE (2005), DEUSES DE MENTIRA (2009), e o site/canal sobre histórias em quadrinhos, QUADRINHOS NA SARJETA (2011-atual). Lattes: http://lattes.cnpq.br/6080748048889215 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Expresso - Expresso da Meia-Noite
Habitação, mobilidade e tecnologia: a quem serve a cidade inteligente?

Expresso - Expresso da Meia-Noite

Play Episode Listen Later May 16, 2026 47:27


Enquanto as cidades portuguesas enfrentam os desafios das alterações climáticas e do crescimento urbano, o debate sobre territórios inteligentes ganha nova urgência. Oeiras ganhou prémios internacionais de inovação. Coimbra tem uma das melhores universidades do mundo. O Oeste construiu o primeiro gémeo digital regional de Portugal. E ainda assim os jovens saem, as rendas sobem e os municípios pequenos ficam para trás. Há algo que a tecnologia não resolve? A cidade inteligente serve quem? Ricardo Costa e Bernardo Ferrão moderam o debate ao vivo no Portugal Smart City Summit, na FIL, em Lisboa, entre Isaltino Morais, Presidente da Câmara Municipal de Oeiras; Ana Abrunhosa, Presidente da Câmara Municipal de Coimbra; Paulo Simões, Secretário Executivo da Comunidade Intermunicipal do Oeste; e Miguel de Castro Neto, Diretor da NOVA Information Management School.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Segurança Legal
#417 – Condomínios e biometria, novos crimes digitais e o mito do Mythos

Segurança Legal

Play Episode Listen Later May 12, 2026 72:30


Neste episódio, Guilherme Goulart e Vinícius Serafim analisam casos reais e tendências que colocam em xeque a segurança digital e física no Brasil. Você vai descobrir como criminosos burlaram um sistema de reconhecimento facial em condomínios de Porto Alegre usando engenharia social, expondo os riscos do teatro da segurança, do solucionismo tecnológico e da hipossuficiência técnica dos consumidores. Em seguida, você vai entender o que está por trás do lançamento do modelo Mitos da Anthropic — classificado como perigoso demais para uso público —, e por que os resultados práticos com o Firefox e o cURL geraram ceticismo no meio da cibersegurança, levantando questões sobre propaganda de IA, governança, regulação e concorrência no mercado de inteligência artificial. Neste episódio, você também acompanha a análise da lei 15.397, que atualizou crimes digitais no Brasil com penas mais severas para furto qualificado digital, cessão de conta laranja e fraude eletrônica — e por que, sem investimento em capacidade investigativa, isso pode ser apenas populismo penal. Além disso, são discutidas duas vulnerabilidades críticas no Linux (CVE Copyfile e Dirty Frag) com exploits já circulando antes da correção, e como a IA pode acabar com o anonimato na internet ao identificar autores por fingerprint de texto com apenas 125 palavras. Os temas de privacidade, proteção de dados, LGPD, segurança ofensiva, pentest e infraestrutura em nuvem permeiam toda a conversa. Assine o Segurança Legal na sua plataforma favorita, siga o perfil nas redes sociais e avalie o podcast para ajudar a ampliar o alcance deste projeto independente de conteúdo sobre segurança da informação. Você também pode apoiar diretamente pelo Apoia.se (apoia.se/segurancalegal) ou simplesmente indicar o podcast para colegas e amigos — cada compartilhamento faz diferença. Entre em contato pelo e-mail podcast@segurancalegal.com ou pelo Mastodon, Instagram, Bluesky, YouTube e TikTok. Esta descrição foi realizada a partir do áudio do podcast com o uso de IA, com revisão humana.  Visite nossa campanha de financiamento coletivo e nos apoie!  Conheça o Blog da BrownPipe Consultoria e se inscreva no nosso mailing Shownotes Polícia prende suspeitos de invadir e furtar apartamentos de alto padrão em Porto Alegre; grupo usava fraude em reconhecimento facial Polícia desarticula grupo de criminosos que furtava apartamentos de luxo via redes sociais Atualização do Código Penal para alguns crimes digitais Will AI end anonymity? I tested it I can never talk to an AI anonymously again Anthropic's most dangerous AI model just fell into the wrong hands Unauthorized group has gained access to Anthropic's exclusive cyber tool Mythos, report claims It’s a myth that you need Mythos to find bugs: Open source models can do it just as well Filme: Quebra de Sigilo (Sneakers) BC Protege Livro – Sob a sombra da suástica: a França ocupada Filme – Viagem ao mundo dos sonhos Artigo – Em louvor ao Teatro da Segurança Imagem do episódio: The Ancient Days, Willia, Blanke

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #67: Aline Ghilardi

Naruhodo

Play Episode Listen Later May 11, 2026 102:45


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez da Professora, Bacharel e Licenciada em Ciências Biológicas, Mestre em Ecologia e Recursos Naturais, e Doutora em Geologia, com ênfase em Paleontologia e Estratigrafia, Aline Ghilardi. Só vem! >> OUÇA (102min 45s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Aline Marcele Ghilardi é Bacharel e Licenciada em Ciências Biológicas (UFSCar, 2008), Mestre em Ecologia e Recursos Naturais (PPGERN-UFSCar, 2010) e Doutora em Geologia, com ênfase em Paleontologia e Estratigrafia (PPGGL-UFRJ, 2015). Atuou como professora substituta de Paleontologia na UFPE entre 2016 e 2017 e realizei pós-doutorado com foco em Paleoicnologia junto ao PPGERN-UFSCar entre 2017 e 2019. Em 2018, foi para o Steinmann Institut da Universität Bonn, Alemanha, como pesquisadora convidada. Desde 2019, é professora adjunta no Departamento de Geologia da UFRN, onde leciona disciplinas de Paleontologia e coordeno o Laboratório de Paleontologia e Paleoecologia (LPP) e o Grupo de Pesquisa em Diversidade, Icnologia e Osteohistologia. Ainda na UFRN, pertence ao quadro permanente de docentes dos programas de pós-graduação em Geodinâmica e Geofísica (PPGG) e Sistemática e Evolução (PPGSE), onde orienta alunos de mestrado e doutorado. Atualmente é Diretora Pro-Tempore do Museu Câmara Cascudo (MCC-UFRN) e pesquisadora associada do seu Setor de Paleontologia da mesma instituição, além de ser investigadora associada da Sociedade de História Natural de Portugal.  Suas pesquisas concentram-se nas áreas de Paleozoologia, Paleoecologia, Paleoicnologia e Paleohistologia, com foco em arcossauros mesozoicos, além de temas sobre colonialismo na ciência. Tem forte atuação em divulgação científica: é idealizadora e co-diretora da rede ''Colecionadores de Ossos'', vinculada ao Science Vlogs Brasil e Blogs de Ciência da Unicamp, com um blog e canal no YouTube com mais de 60 mil seguidores.  Produziu inúmeros textos, vídeos, livros e jogos educativos. Foi a idealizadora da campanha #UbirajaraBelongstoBR, que impulsionou debates sobre colonialismo científico e contribuiu para a repatriação de fósseis brasileiros. Além disso, é cofundadora da rede Patrimônio em Pauta, voltada à proteção do patrimônio cultural brasileiro e também integra o coletivo ''Mulheres na Paleontologia'', que busca promover equidade de gênero na área. Recebeu prêmios por suas contribuições à ciência, divulgação científica e ativismo, e participa regularmente de palestras, cursos e entrevistas na mídia nacional e internacional. Lattes: http://lattes.cnpq.br/5761534317977568 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Naruhodo
Naruhodo #465 - O que é interdisciplinaridade?

Naruhodo

Play Episode Listen Later May 4, 2026 55:05


Você já parou pra pensar como as maiores descobertas da história aconteceram quando áreas do conhecimento se encontraram? Neste episódio, mergulhamos na interdisciplinaridade — e por que pensar fora da própria caixinha pode ser a chave para entender o mundo. Confira o papo entre o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. >> OUÇA (55min 06s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * APOIO: INSIDER Já estamos em maio e a rotina já está a todo vapor. Nesse momento, sua roupa não pode te atrapalhar. Roupa que incomoda. Roupa que limita. Roupa que exige esforço. A Insider entra como solução para isso: reduzir o atrito da rotina. Afinal, INSIDER é roupa que: - Não precisa passar - Desamassa no corpo - Mantém conforto térmico - Evita mau cheiro - Funciona em qualquer contexto Clientes recorrentes têm 10% de desconto. Clientes estreando têm 15% de desconto. E, pagando no PIX no dia 05/05, você ainda tem 10% OFF adicional. Então, você já sabe: use o endereço a seguir pra ter o cupom NARUHODO aplicado ao seu carrinho de compras. >>> creators.insiderstore.com.br/NARUHODO Ou clique no link que está na descrição deste episódio. INSIDER: inteligência em cada escolha. #InsiderStore * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Segurança Legal
#416 – Saber sem conhecer

Segurança Legal

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 43:03


Neste episódio comentamos sobre os desafios e as soluções técnicas para a aferição de idade na internet, um tema que ganhou forte destaque com as novas regras do ECA Digital. Você irá descobrir como funcionam os protocolos de conhecimento zero, também conhecidos como Zero-Knowledge Protocol ou ZKP, e de que forma eles permitem comprovar a maioridade de um usuário sem expor dados pessoais sensíveis. Você entenderá a diferença entre ferramentas invasivas, como a biometria facial, e métodos técnicos que respeitam a privacidade e a proteção de dados, utilizando criptografia aplicada e padrões internacionais de segurança da informação. Além disso, você vai aprender sobre os impactos práticos da regulamentação da ANPD no controle de acesso a conteúdos restritos e como evitar o rastreamento excessivo por grandes empresas de tecnologia. O debate também aborda táticas de engenharia social, destacando uma série educativa sobre phishing baseada na psicologia da fraude, que é um conhecimento essencial para evitar golpes online e vazamento de dados. Ao longo da discussão, você verá que é possível equilibrar a proteção no ambiente digital com a garantia da intimidade, sem adotar modelos de vigilância em massa durante a autenticação de sistemas. Para não perder nenhuma discussão sobre tecnologia, direito e sociedade, assine o podcast na sua plataforma de áudio favorita e siga nossos perfis no YouTube, Mastodon, Blue Sky, Instagram e TikTok. Aproveite para avaliar o programa e compartilhar o conteúdo com outras pessoas interessadas no assunto. Você também pode apoiar o projeto acessando a plataforma de financiamento coletivo indicada no áudio ou enviando suas dúvidas e sugestões diretamente para o nosso e-mail oficial. Esta descrição foi realizada a partir do áudio do podcast com o uso de IA, com revisão humana  Visite nossa campanha de financiamento coletivo e nos apoie!  Conheça o Blog da BrownPipe Consultoria e se inscreva no nosso mailing ShowNotes The Psychology of Fraud, Persuasion and Scam Techniques LEI Nº 15.211, DE 17 DE SETEMBRO DE 2025 – Dispõe sobre a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente) DECRETO Nº 12.880, DE 18 DE MARÇO DE 2026 – Regulamenta a Lei nº 15.211, de 17 de setembro de 2025, que dispõe sobre a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais, e institui a Política Nacional de Promoção e Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente no Ambiente Digital. Mecanismos confiáveis de aferição de idade – ORIENTAÇÕES PRELIMINARES Radar tecnológico – Mecanismos de aferição de idade

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #66: Filipe Figueiredo

Naruhodo

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 93:52


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do historiador, escritor, criador de conteúdo, fundador do Xadrez Verbal e apresentador do Nerdologia, Filipe Figueiredo. Só vem! >> OUÇA (93min 53s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Filipe Figueiredo é historiador pela Universidade de São Paulo. Interessado em política, atualidades, esportes, comida, música e Batman, além de palmeirense.  É fundador do site Xadrez Verbal, inaugurado em 2013 como um blog, com conteúdo principalmente sobre política e atualidades, domésticas e internacionais. Foi colaborador e colunista em portais de notícias, colunista de política internacional no jornal Gazeta do Povo e atualmente escreve no jornal O Estado de S. Paulo, além de comentarista da Rádio CBN. Fez roteiros e locução dos vídeos de História no canal Nerdologia, um dos maiores canais educativos e científicos do YouTube. Atualmente toca o podcast Xadrez Verbal e a nova fase do canal Nerdologia. Site: https://xadrezverbal.com/ * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

GE Fluminense
GE Fluminense #523 - Millán enfim estreia e só: Flu tem 0 a 0 para esquecer na Copa do Brasil

GE Fluminense

Play Episode Listen Later Apr 24, 2026 49:19


Edgard Maciel de Sá, Cauê Rademaker, Phill e Marcello Neves analisam o empate diante do Operário, o péssimo gramado, a estreia do zagueiro colombiano e a lesão de Martinelli. Dá o play!

Naruhodo
Naruhodo #464 - É possível entender pesquisas mesmo não sendo cientista?

Naruhodo

Play Episode Listen Later Apr 20, 2026 50:50


Pesquisa é o insumo mais importante em várias ciências. Mas uma pessoa leiga consegue entender pesquisas científicas? Ou mesmo pesquisas de opinião, de mercado? Como fazer para entender? Confira o papo entre o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. >> OUÇA (50min 51s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * APOIO: INSIDER Você piscou e já é quase final de abril. Sua vida tá voando e sua rotina já está a todo vapor. Certo? Pois a Insider é feita para a rotina que não pára. É feita para acompanhar a vida real: trabalho, treino, compromissos, viagens curtas, feriados. Afinal, INSIDER é roupa que: - Não precisa passar - Desamassa no corpo - Mantém conforto térmico - Evita mau cheiro - Funciona em qualquer contexto Clientes recorrentes têm 10% de desconto. Clientes estreando têm 15% de desconto. E, pagando no PIX hoje e amanhã, 21 de abril, você ainda tem 5% OFF adicional. Então, você já sabe: use o endereço a seguir pra ter o cupom NARUHODO aplicado ao seu carrinho de compras. >>> creators.insiderstore.com.br/NARUHODO Ou clique no link que está na descrição deste episódio. INSIDER: inteligência em cada escolha. #InsiderStore * REFERÊNCIAS Study designs https://www.cebm.ox.ac.uk/resources/ebm-tools/study-designs Delineando a pesquisa clínica https://www.youtube.com/playlist?list=PLZjaOxYREinuLmRYwjC8574Rne6BE57Sa Diseño de investigaciones clínicas https://www.youtube.com/playlist?list=PLZjaOxYREinuewcxQ9IN-lqFvYFU5JTqT Simpson's Paradox and Statistical Urban Legends: Gender Bias at Berkeley https://www.refsmmat.com/posts/2016-05-08-simpsons-paradox-berkeley.html The relative benefits of meta-analysis conducted with individual participant data versus aggregated data. https://psycnet.apa.org/doiLanding?doi=10.1037%2Fa0015565 The history of the discovery of the cigarette–lung cancer link: evidentiary traditions, corporate denial, global toll   https://tobaccocontrol.bmj.com/content/21/2/87 Naruhodo #304 - Como saber se uma pesquisa científica foi feita de forma ética? https://www.youtube.com/watch?v=Q-qrIWD_x2U Naruhodo #357 - Existe possibilidade de consenso na polarização? https://www.youtube.com/watch?v=KhyKRnhjnbw Naruhodo #85 - Por que é tão difícil parar de fumar? https://www.youtube.com/watch?v=SPkIT0ehois Naruhodo #432 - O uso de cigarros eletrônicos é um problema de saúde pública? https://www.youtube.com/watch?v=XCiHLKVWDVQ Naruhodo #207 - Vape e cigarro eletrônico são seguros? https://www.youtube.com/watch?v=Raa9CUrIFbs Naruhodo #89 - É possível mudar a forma do arroz com o poder das palavras? https://www.youtube.com/watch?v=5m_mgkgPG6g Naruhodo #373 - Como funciona a carreira de cientista? https://www.youtube.com/watch?v=8ZaQHTb-o4U Naruhodo #336 - Podemos confiar nas pesquisas eleitorais? - Parte 1 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=6pdBfd6Robo Naruhodo #337 - Podemos confiar nas pesquisas eleitorais? - Parte 2 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=VxtAD9gINSQ Naruhodo #414 - A educação científica salvará o mundo? https://www.youtube.com/watch?v=OLaBswwX9yM Naruhodo #316 - Como funciona a publicação de artigos científicos? https://www.youtube.com/watch?v=i1FsPK-bb8k Naruhodo #461 - O que é a teoria da Incompletude de Godel? https://www.youtube.com/watch?v=XQRu2ogFvMQ Naruhodo #299 - Como buscar fontes confiáveis sobre coisas que nos interessam? https://www.youtube.com/watch?v=_uQCEsN8YOw Naruhodo #28 - Qual a diferença entre eficiência, eficácia e efetividade? https://www.youtube.com/watch?v=spNpxA8sIis Naruhodo #183 - É possível juntar exatas, humanas e biológicas numa nova ciência? - Parte 1 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=9oqajpETpt4 Naruhodo #184 - É possível juntar exatas, humanas e biológicas numa nova ciência? - Parte 2 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=VPt2fTNFnOs Naruhodo #285 - Por que outras pessoas não entendem coisas que são óbvias para nós? https://www.youtube.com/watch?v=sG51qICc-ew Naruhodo #159 - A ciência consegue explicar tudo? - Parte 1 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=7XTyCpohfy4 Naruhodo #160 - A ciência consegue explicar tudo? - Parte 2 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=NBPr2vIAjQE Naruhodo #291 - Por que preferimos certas marcas a outras? https://www.youtube.com/watch?v=ho78PbF8LJ0 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #65: Sergio Cravo

Naruhodo

Play Episode Listen Later Apr 13, 2026 79:33


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do Professor, graduado em Fisioterapia, Mestre em Fisiologia Humana e Doutor em Ciências, Sergio Cravo. Só vem! >> OUÇA (79min 33s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Sergio Luiz Domingues Cravo é graduado em Fisioterapia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC, 1978), Mestre em Fisiologia Humana pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP, 1982), Doutor em Ciências pelo ICB-USP (1987) ambos sob orientação do Prof. Dr. Cesar Timo-Iaria. Pós doutoramento junto ao Department of Neurology, Cornell University Medical College (New York, USA) com Donald J. Reis e Shaum F. Morrison (1987-1989). Livre Docente em Fisiologia pela Escola Paulista de Medicina (2001). Professor Assistente do Departamento de Fisiologia do ICB-USP (1983-1992). Professor Adjunto do Departamento de Fisiologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP, 1992-2001), Professor Associada da EPM-UNIFESP. Atualmente é Professor Titular do Departamento de Fisiologia da EPM-UNIFESP. Atua principalmente na área da regulação neural do sistema cardiovascular, com ênfase em : 1. o papel dos núcleos vasomotores do bulbo na regulação da pressão arterial e do volume circulante; b. mecanismos fisiopatológicos dos distúrbios cardiovasculares associados à síndrome da Apneia Obstrutiva do sono. Lattes: http://lattes.cnpq.br/9305771671259558 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Gregario Cycling
RADIO - ENFIM, WOUT VAN AERT! BELGA BRILHA NA PARIS-ROUBAIX. VOS SEGUE NA FILA

Gregario Cycling

Play Episode Listen Later Apr 12, 2026 90:44


Todo mundo vibrou, todo mundo se emocionou. O belga Wout Van Aert, enfim, venceu a Paris-Roubaix e colocou seu nome uma Monumento dos Pavés. A vitória só veio no velódromo, em um sprint contra Tadej Pogacar, novamente vice. No feminino, o sprint foi ainda mais tenso e trouxe surpresas. A sensação da temporada, a alemã Franziska Koch (FDJ) saiu como a grande vencedora. Ela superou nada menos que as duas galácticas ciclistas da Visma Lease a Bike, Marianne Vos e Pauline Ferrand-Prevot. Tudo sobre a Paris-Roubax e muito mais no Gregario Radio dessa semana. Tem Bravinho, Tem Paul Seixas tirando a França da fila...tem muito assunto mesmo. Chegue junto! O Gregario Radio é oferecido por Fabio.naEstrada, uma agência especializada em levar brasileiros para assistir e pedalar nos lugares míticos do ciclismo.

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #64: Diogo Cortiz

Naruhodo

Play Episode Listen Later Mar 30, 2026 84:09


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do Professor, graduado em Sistemas de Informação, com especialização em Neurociência, Mestre e Doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, Pesquisador do NIC.BR, Diogo Cortiz. Só vem! >> OUÇA (84min 09s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Diogo Cortiz da Silva é Professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e Pesquisador no NIC.br. Doutor e Mestre pelo Programa de Tecnologias da Inteligência e Design Digital da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com Doutorado Sanduíche pela Universite Paris I - Pantheon-Sorbonne, Especialista em Neurociência e Comportamento pela PUC-RS e MBA em Economia Internacional pela Universidade de São Paulo. Realizou estágio de pós-doutorado na Universidade de Salamanca, Espanha, e foi pesquisador visitante no laboratório de Ciência Cognitiva da Queen Mary Universidade of London. Foi Chefe do Departamento de Computação, Proponente e Coordenador da Graduação em Design e Coordenador do Programa de Mestrado e Doutorado em Tecnologias da Inteligência e Design Digital. Atualmente suas pesquisas estão na área de Tecnologia, IA, Ciência Cognitiva e Design. Lattes: http://lattes.cnpq.br/6494551464509082 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Naruhodo
Naruhodo #462 - Por que gostamos do que gostamos?

Naruhodo

Play Episode Listen Later Mar 23, 2026 58:47


Quando criança, o Altay já quis ser astronauta. Depois, passou. Vieram outras profissões e outros interesses, coisas novas foram sendo experimentadas e os gostos foram mudando... Como a ciência explica por que gostamos de algumas coisas e não gostamos de outras? Confira o papo entre o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. >> OUÇA (58min 47s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * APOIO: INSIDER Agora não tem mais pra onde fugir: o ano começou. Março é o primeiro grande momento de decisão do ano. É quando você percebe que vai precisar de roupa que funcione de verdade. Para trabalhar. Para treinar. Para viajar. Para viver. Março é também o Mês do Consumidor: a primeira grande oportunidade de compra do ano. É hora de tomar uma decisão inteligente para não precisar escolher de novo daqui a dois meses. Clientes recorrentes têm 15% de desconto. Primeira compra tem 20% de desconto. E todo mundo pode somar esses descontos com os descontos do Mês do Consumidor e chegar a até 50% de desconto total. Então, minha dica é: use o endereço a seguir pra ter o cupom NARUHODO aplicado ao seu carrinho de compras. >>> creators.insiderstore.com.br/NARUHODO Ou clique no link que está na descrição deste episódio. INSIDER: inteligência em cada escolha. #InsiderStore * REFERÊNCIAS DIstInctIon A social Critique of the Judgement of Taste Pierre Bourdieu  https://monoskop.org/images/e/e0/Pierre_Bourdieu_Distinction_A_Social_Critique_of_the_Judgement_of_Taste_1984.pdf Cultural tourism: A review of recent research and trends https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1447677018300755 Power: A Radical View https://books.google.com.br/books?hl=en&lr=&id=gJOoEQAAQBAJ&oi=fnd&pg=PP1&ots=tVyVpAQEsO&sig=hqfZ-5_L7_qXoqF2hdC1jRtJBWI&redir_esc=y#v=onepage&q&f=false Critical digital literacies, agentic practices, and AI-mediated informal digital learning of English https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0346251X25002076 Artificial intelligence in fine arts: A systematic review of empirical research https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S294988212300004X Where Is Capitalism? Unmasking Its Hidden Role in Psychology https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/10888683241287570 Social class origin and entrepreneurship: An integrative review and research agenda https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S088390262500031X Social Connections and Loneliness in OECD Countries https://www.oecd.org/en/publications/social-connections-and-loneliness-in-oecd-countries_6df2d6a0-en.html Bourdieu revisited: new forms of digital capital – emergence, reproduction, inequality of distribution  https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/1369118X.2024.2358170 The ecological approach to culture https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1090513825000352 Naruhodo #308 - Alimentos reimosos fazem mal à saúde? https://www.youtube.com/watch?v=-6sRH-GZweU Naruhodo #379 - Como nós nos tornamos nós? https://www.youtube.com/watch?v=fI9rqAJfcUU Naruhodo #285 - Por que outras pessoas não entendem coisas que são óbvias para nós? https://www.youtube.com/watch?v=sG51qICc-ew Naruhodo #343 - O que é e como funciona uma relação estética? https://www.youtube.com/watch?v=rrF27pTFGg8 Naruhodo #442 - Qual o efeito da arte sobre nós? https://www.youtube.com/watch?v=9pgyTDtRbeo Naruhodo #446 - O que é transfuga de classe? https://www.youtube.com/watch?v=HQQyT1sawZo Naruhodo #170 - Para conseguir algo basta acreditar ou querer muito? https://www.youtube.com/watch?v=3ln4vHUiFGE Naruhodo #431 - Empreender se aprende ou é algo que nasce com a pessoa? https://www.youtube.com/watch?v=Fsso3SDp650 Naruhodo #414 - A educação científica salvará o mundo? https://www.youtube.com/watch?v=OLaBswwX9yM Naruhodo #382 - Quem ama o feio bonito lhe parece? https://www.youtube.com/watch?v=xI_DO_epNMg Naruhodo #443 - Quais os impactos dos robôs em nossas vidas? - Parte 1 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=tCUsvZ9hQ60 Naruhodo #444 - Quais os impactos dos robôs em nossas vidas? - Parte 2 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=yLVhdONlrug Naruhodo #341 - Cooperação entre seres vivos é algo inato? https://www.youtube.com/watch?v=N4mL78Sm-_8 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #63: Claudinei Biazoli

Naruhodo

Play Episode Listen Later Mar 16, 2026 80:52


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez do Professor, Psiquiatra, Bacharel em Ciências Moleculares e Doutor em Radiologia, Claudinei Biazoli. Só vem! >> OUÇA (80min 53s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Claudinei Eduardo Biazoli Junior é Professor, Psiquiatra, Bacharel em Ciências Moleculares e Doutor em Radiologia pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é professor adjunto do Centro de Matemática, Computação e Cognição da Universidade Federal do ABC (UFABC). Coordena o Laboratório Interdisciplinar de Neurociência do Desenvolvimento Afetivo e Social (LINDAS-UFABC). Tem experiência em neuroimagem funcional e genética do desenvolvimento, saúde mental de crianças refugiadas e neurociência afetiva e social.  Lattes: http://lattes.cnpq.br/1530049503337087 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Naruhodo
Naruhodo #461 - O que é a teoria da Incompletude de Godel?

Naruhodo

Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 53:50


Kurt Friedrich Gödel foi um austríaco que, em 1931, formulou teoremas que marcaram uma mudança profunda na lógica, na filosofia da matemática e nas fundações da computação. Afinal, o que é a teoria da Incompletude de Godel? Confira o papo entre o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. >> OUÇA (53min 51s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * APOIO: INSIDER Agora não tem mais pra onde fugir: o ano começou. Março é o primeiro grande momento de decisão do ano. É quando você percebe que vai precisar de roupa que funcione de verdade. Para trabalhar. Para treinar. Para viajar. Para viver. Março é também o Mês do Consumidor: a primeira grande oportunidade de compra do ano. É hora de tomar uma decisão inteligente para não precisar escolher de novo daqui a dois meses. Clientes recorrentes têm 15% de desconto. Primeira compra tem 20% de desconto. E todo mundo pode somar esses descontos com os descontos do Mês do Consumidor e chegar a até 50% de desconto total. Então, minha dica é: use o endereço a seguir pra ter o cupom NARUHODO aplicado ao seu carrinho de compras. >>> creators.insiderstore.com.br/NARUHODO Ou clique no link que está na descrição deste episódio. INSIDER: inteligência em cada escolha. #InsiderStore * REFERÊNCIAS Teorema de Gödel (SciCast #474) https://www.deviante.com.br/podcasts/scicast-474/ ALTAY DE SOUZA (NARUHODO) - Entre sistemas e discursos https://www.youtube.com/watch?v=kW21iEryZvY&t=5s Lyotard JF. La condition postmoderne: rapport sur le savoir. Paris: Les Éditions de Minuit; 1979. https://www.leseditionsdeminuit.fr/livre-La_Condition_postmoderne-2180-1-1-0-1.html Glaser BG, Strauss AL. The discovery of grounded theory: strategies for qualitative research. New York: Aldine Transaction; 1967. http://www.sxf.uevora.pt/wp-content/uploads/2013/03/Glaser_1967.pdf Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70; 1977. https://ia802902.us.archive.org/8/items/bardin-laurence-analise-de-conteudo/bardin-laurence-analise-de-conteudo.pdf Malinowski B. Argonauts of the Western Pacific. London: G. Routledge & Sons; 1922. https://www.gutenberg.org/files/55822/55822-h/55822-h.htm Spinoza on free will and freedom. Internet Encyclopedia of Philosophy [Internet]. 2024 https://iep.utm.edu/spinoza/ Nagel E, Newman JR. A Prova de Gödel. São Paulo: Perspectiva; 2001. https://www.amazon.com.br/Prova-G%C3%B6del-Ernest-Nagel/dp/8527301555 Bourdieu P. The Logic of Practice. Stanford: Stanford University Press; 1990. https://monoskop.org/images/8/88/Bourdieu_Pierre_The_Logic_of_Practice_1990.pdf Gödel K. On Formally Undecidable Propositions of Principia Mathematica and Related Systems. New York: Dover Publications; 1992. https://monoskop.org/images/9/93/Kurt_Gödel_On_Formally_Undecidable_Propositions_of_Principia_Mathematica_and_Related_Systems_1992.pdf Foucault M. The Order of Things: An Archaeology of the Human Sciences. New York: Vintage Books; 1994  https://monoskop.org/images/a/a2/Foucault_Michel_The_Order_of_Things_1994.pdf Naruhodo #405 - O que é o infinito? https://www.youtube.com/watch?v=Vdu5LRFKa-M Naruhodo #447 - O que é AVC e como evitá-lo? #TodosPeloPirulla https://www.youtube.com/watch?v=vRu9cet1TWM Naruhodo #442 - Qual o efeito da arte sobre nós? https://www.youtube.com/watch?v=9pgyTDtRbeo Naruhodo #343 - O que é e como funciona uma relação estética? https://www.youtube.com/watch?v=rrF27pTFGg8 Naruhodo #135 - Como eu sei que você é você e não eu? - Parte 1 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=Fq-VjuiTOY0 Naruhodo #136 - Como eu sei que você é você e não eu? - Parte 2 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=yRZkLKL6QH0 Naruhodo Entrevista #52: Gustavo Sol https://www.youtube.com/watch?v=yGCDcg6RS2w Naruhodo #183 - É possível juntar exatas, humanas e biológicas numa nova ciência? - Parte 1 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=9oqajpETpt4 Naruhodo #184 - É possível juntar exatas, humanas e biológicas numa nova ciência? - Parte 2 de 2 https://www.youtube.com/watch?v=VPt2fTNFnOs * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #62: Verônica Bender Haydu

Naruhodo

Play Episode Listen Later Mar 2, 2026 80:28


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez da Professora Psicóloga, Mestra e Doutora em Psicologia, coordenadora do Laboratório de Análises e Tecnologias Comportamentais da UEL, Verônica Bender Haydu. Só vem! >> OUÇA (80min 28s) * Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza. Edição: Reginaldo Cursino. http://naruhodo.b9.com.br * Verônica Bender Haydu é graduada em Psicologia pela Universidade Estadual de Londrina, mestre e doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP-SP). Realizou estágio pós-doutoral na UFSCar, junto ao programa de Psicologia.  Professora do Departamento de Psicologia Geral e Análise do Comportamento e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Análise do Comportamento da Universidade Estadual de Londrina. Coordena o Laboratório de Análises e Tecnologias Comportamentais. Acreditada pela ABPMC e é membro do Think Tank sobre cultura e análise do comportamento e do grupo Matemática e Análise do Comportamento (MATEMAC).  Lidera o Grupo de Pesquisa "Análise do Comportamento: Implicações Clínicas e Educacionais" cadastrado no Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq, desenvolvendo pesquisas em cooperação com docentes e discentes da UEL, da UFES e da UFSCar. Desenvolve pesquisas ligadas às seguintes linhas: 1) Análise Experimental do Comportamento e Psicobiologia, 2) avaliação, desenvolvimento e aplicação de tecnologias comportamentais, 3) realidade e ambientes virtuais: aplicações clínicas e educacionais, 4) análise de comportamento verbal e de práticas culturais, com ênfase em questões ambientais. Suas atividades estão voltadas para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), mais especificamente o ODS 3 (Saúde e bem-estar) e o ODS 11 (Cidades e comunidades sustentáveis). Lattes: https://lattes.cnpq.br/1726041421275880 * APOIE O NARUHODO! O Altay e eu temos duas mensagens pra você. A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos. A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano. Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar. A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar. A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser.  O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON. É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder. bit.ly/naruhodo-no-orelo

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Naruhodo Entrevista #61: Carolina Parreiras

Naruhodo

Play Episode Listen Later Feb 16, 2026 88:22


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez da Antropóloga, Mestra e Doutora, com Pós-Doutorados pela Unicamp, USP e Columbia University (NY-EUA), Coordenadora de Projeto Jovem Pesquisador da FAPESP, Carolina Pareiras.Só vem!>> OUÇA (88min 23s)*Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza.Edição: Reginaldo Cursino.http://naruhodo.b9.com.br*Carolina Parreiras Silva possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (2005), Mestrado (2008) em Antropologia Social e Doutorado em Ciências Sociais (2015), todos pela mesma universidade.Como parte do doutorado, foi uma das participantes do Summer Doctoral Programme, promovido anualmente pelo Oxford Internet Institute da Universidade de Oxford (Inglaterra).Tem experiência docente e de pesquisa na área de Ciências Sociais, com ênfase em Antropologia, Gênero, Sexualidade e estudos de internet, contando com vários artigos e papers publicados em periódicos e livros nacionais e internacionais.De 2013 a 2016, atuou como gestora e consultora para projetos sociais em organização do terceiro setor.Foi pesquisadora de pós-doutorado (bolsista Fapesp) do Departamento de Antropologia, da Universidade de São Paulo - USP (2016 - 2020) e professora colaborado do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Unicamp (2017 - 2020).Foi Visiting Scholar no Institute of Latin American Studies (ILAS) da Columbia University in the City of New York (2019 - 2020).Foi pesquisadora de pós-doutorado do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Unicamp (2021 - 2022).É coordenadora do Comitê Antropologia Digital Divulgação Científica da Associação Brasileira de Antropologia e também da Anpocs Pública.É também coordenadora de projeto Jovem Pesquisador da Fapesp no Departamento de Antropologia da USP e também do LETEC - Laboratório Etnográfico de Estudos Tecnológicos e Digitais.Finalmente, é pesquisadora colaboradora do departamento de Antropologia da USP e do PPGAS - USP, onde atua como orientadora de mestrado.Lattes: http://lattes.cnpq.br/9058475337040782*APOIE O NARUHODO!O Altay e eu temos duas mensagens pra você.A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos.A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano.Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar.A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar.A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON.É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder.bit.ly/naruhodo-no-orelo

Naruhodo
Naruhodo #459 - O estoicismo melhora nossa qualidade de vida?

Naruhodo

Play Episode Listen Later Feb 9, 2026 58:47


Concentrar-se no que é controlável e aceitar o que é incontrolável. Essa á uma das máximas do pensamento estóico, criado pelo imperador romano Marco Aurélio e que voltou ao hype. Afinal, o que é - e, principalmente, o que não é - estoicismo?Confira o papo entre o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza.>> OUÇA (58min 48s)* Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza.Edição: Reginaldo Cursino.http://naruhodo.b9.com.br*APOIO: INSIDERChegou fevereiro, ilustríssima ouvinte e ilustríssimo ouvinte do Naruhodo.É quando a rotina aperta de verdade: o calor pesa, os compromissos se acumulam, o corpo sente, o Carnaval se aproxima — e a vida real acontece sem pausa.E qual é a roupa que acompanha o seu ritmo?Ela mesma: INSIDER.Afinal, INSIDER é a escolha inteligente que aguenta o dia inteiro, aguenta o calor, aguenta o movimento, aguenta a rotina.Ou seja: sustenta seu ritmo com muito estilo.Então use o endereço a seguir pra já ter o cupom NARUHODO aplicado ao seu carrinho de compras: são 10% de desconto para clientes cadastrados e 20% de desconto caso seja sua primeira compra.>>> creators.insiderstore.com.br/NARUHODOOu clique no link que está na descrição deste episódio.INSIDER: inteligência em cada escolha.#InsiderStore*REFERÊNCIASThe Western origins of mindfulness therapy in ancient Romehttps://link.springer.com/article/10.1007/s10072-023-06651-wA Comparative Analysis of Stoicism and Cognitive Behavioural Therapy (CBT)http://albertinejournal.org/10%20A%20Comparative%20Analysis%20of%20Stoicism%20and%20Cognitive%20Behavioural%20Therapy%20(CBT).pdfWilliam James and the Impetus of Stoic Rhetorichttps://scholarlypublishingcollective.org/psup/p-n-r/article-abstract/45/3/246/290269/William-James-and-the-Impetus-of-Stoic-RhetoricThe Ancient Origins of Cognitive Therapy: The Reemergence of Stoicismhttps://www.proquest.com/openview/742f90a1c1e13c9085ce2a9c8d0410fe/1?pq-origsite=gscholar&cbl=28723Core Beliefs in Cognitive Behavioral Therapy and Stoicismhttps://muse.jhu.edu/pub/1/article/964183/summaryPatricia A. Rosenmeyer (2001). Ancient Epistolary Fictions: The Letter in Greek Literature. Cambridge University Press. p. 214. ISBN 978-0-521-80004-4.https://catdir.loc.gov/catdir/samples/cam031/00041454.pdfA HISTORY OF CYNICISM https://www.holybooks.com/wp-content/uploads/A-History-of-Cynicism.pdfStoicism as a Panacea for Contemporary Problemshttps://www.proquest.com/openview/f128731c9d006eca833b90aa36167659/1?pq-origsite=gscholar&cbl=18750&diss=yThe Stoic Capitalist: Advice for the Exceptionally Ambitioushttps://books.google.com.br/books?hl=en&lr=&id=VR1VEQAAQBAJ&oi=fnd&pg=PP2&dq=stoicism+and+capitalism&ots=VuA23wsQ3C&sig=BUUMCHZI782I82BzPTwzSi6ui74&redir_esc=y#v=onepage&q=stoicism%20and%20capitalism&f=falsePopular Stoicism in the Face of Social Uncertaintyhttps://www.ceeol.com/search/article-detail?id=1075832Diógenes Laércio, Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustreshttps://revistas.ufrj.br/index.php/FilosofiaClassica/article/download/40618/22230/110987Nietzsche contra stoicism: naturalism and value, suffering and amor fati https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/0020174X.2019.1527547Stoicism and sensation seeking: Male vulnerabilities for the acquired capability for suicidehttps://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0092656612000530Can stoic training develop medical student empathy and resilience? A mixed-methods studyhttps://link.springer.com/article/10.1186/s12909-022-03391-xTroubling stoicism: Sociocultural influences and applications to health and illness behaviourhttps://journals.sagepub.com/doi/10.1177/1363459312451179Meditações - Marco Auréliohttps://masculinistaopressoroficial.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/06/meditac3a7c3b5es-marco-aurc3a9lio.pdfBig boys don't cry: An investigation of stoicism and its mental health outcomeshttps://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0191886907004473Naruhodo #26 - Meditação faz bem pra saúde, segundo a ciência?https://www.youtube.com/watch?v=cqzZlXHtxjkNaruhodo #404 - Por que algumas pessoas gostam de terminar as coisas e outras não?https://www.youtube.com/watch?v=pTSZ--4TKMkNaruhodo #135 - Como eu sei que você é você e não eu? - Parte 1 de 2https://www.youtube.com/watch?v=Fq-VjuiTOY0Naruhodo #136 - Como eu sei que você é você e não eu? - Parte 2 de 2https://www.youtube.com/watch?v=yRZkLKL6QH0Naruhodo #319 - O tempo passa mais rápido quando ficamos mais velhos?https://www.youtube.com/watch?v=8xgBvsN0b_INaruhodo #433 - Existe amizade entre homens e mulheres? - Parte 1 de 2https://www.youtube.com/watch?v=EFVaBfGaowgNaruhodo #434 - Existe amizade entre homens e mulheres? - Parte 2 de 2https://www.youtube.com/watch?v=H6D1yCni0rcNaruhodo #446 - O que é transfuga de classe?https://www.youtube.com/watch?v=HQQyT1sawZoNaruhodo #430 - Por que é tão difícil deixar o rancor de lado?https://www.youtube.com/watch?v=u0IesoD4A9ANaruhodo #346 - Programação Neurolinguística (PNL) tem base científica? - Parte 1 de 2https://www.youtube.com/watch?v=p9-iauANzY0Naruhodo #347 - Programação Neurolinguística (PNL) tem base científica? - Parte 2 de 2https://www.youtube.com/watch?v=yggQXOE9lRYNaruhodo #186 - O que são as 4 causas de Aristóteles?https://www.youtube.com/watch?v=GQnAQGbMpXcNaruhodo #393 - A psicologia positiva tem validade científica? - Parte 1 de 2https://www.youtube.com/watch?v=LnSZCHHfoWINaruhodo #394 - A psicologia positiva tem validade científica? - Parte 2 de 2https://www.youtube.com/watch?v=n8h3zC7YLNs*TEXTO MARCO AURÉLIOAo despontar a aurora, faça estas considerações prévias: encontrarei com um indiscreto, com um ingrato, com um insolente, com um mentiroso, com um invejoso, com um não-sociável. Tudo isso lhes ocorre por ignorância do bem e do mal. Mas eu, que observei que a natureza do bem é o belo, e que a do mal é o vergonhoso, e que a natureza do próprio pecador, que é meu parente, porque participa, não do mesmo sangue ou da mesma semente, mas das inteligência e de uma porção da divindade, não posso receber dano de nenhum deles, pois nenhum me cobrirá de vergonha; nem posso me aborrecer com meu parente nem odiá-lo. Pois, nascemos para colaborar, como os pés, as mãos, as pálpebras, os dentes, superiores e inferiores. Agir, pois, como adversários uns para com os outros é contrário à natureza. E é agir como adversário o fato de manifestar indignação e repulsa. Isso é tudo o que sou: um pouco de carne, um breve fôlego vital e o guia interior. Deixe os livros! Não te distraias mais; não está permitido a ti. Mas que, na idéia de que já és um moribundo, despreza a carne: sangue e pó, ossos, fino tecido de nervos, de pequenas veias e artérias. Olha também em que consiste o fôlego vital: vento, e nem sempre o mesmo, pois em todo momento se expira e de novo se aspira. Em terceiro lugar, pois, te resta o guia interior. Reflete assim: és velho; não o consintas por mais tempo que seja escravo, nem que siga ainda arrastando-se como marionete por instintos egoístas, nem que maldigas o destino presente ou tenhas receio do futuro. Para qualquer parte da natureza, é bom aquilo que colabora com a natureza do conjunto e o que é capaz de preservá-la. E conservam o mundo tanto as transformações dos elementos simples como as dos compostos. Sejam suficientes para ti essas reflexões, se são princípios básicos. Afasta tua sede de livros, para não morrer amargurado, mas verdadeiramente resignado e grato de coração aos deuses. Não consumas a parte da vida que te resta fazendo conjecturas sobre outras pessoas, a não ser que teu objetivo aponte para o bem comum; porque certamente te privas de outra tarefa. Ao querer saber, ao imaginar o que faz fulano e por que, e o que pensa e o que trama e tantas coisas semelhantes que provocam teu raciocínio, tu te afastas da observação do teu guia interior. Convém, consequentemente, que, no encadear das tuas ideias, evites admitir o que é fruto do azar e supérfluo, mas muito mais o inútil e pernicioso. Deves também acostumar-te a ter unicamente aquelas ideias sobre as quais, se te perguntassem de súbito “em que pensas agora?”, com franqueza pudesses responder no mesmo instante “nisso e naquilo”, de maneira que no mesmo instante se manifestasse que tudo em ti é simples, benévolo e próprio de um ser isento de toda cobiça, inveja, receio ou qualquer outra paixão, da qual pudesses envergonhar-te ao reconhecer que a possui em teu pensamento. Porque o homem com essas características, que já não demora em situar-se entre os melhores, converte-se em sacerdote e servo dos deuses, posto ao serviço também da divindade que habita seu interior; tudo que o imuniza contra os prazeres, o faz invulnerável a toda dor, intocável a todo excesso, insensível a toda maldade, atleta da mais excelsa luta, luta que se entrava para não ser abatido por nenhuma paixão, impregnado a fundo de justiça, apegado, com toda a sua alma, aos acontecimentos e a tudo o que lhe tenha acontecido. E, raramente, a não ser por uma grande necessidade e tendo em vista o bem comum, cogita o que a outra pessoa diz, faz ou pensa. Colocará unicamente em prática aquelas coisas que lhe correspondem, e pensa sem cessar no que lhe pertence, o que foi alinhado ao conjunto. Enquanto, por um lado, cumpre o seu dever, por outro, está convencido de que é bom. Porque o destino designado a cada um está envolvido no conjunto e ao mesmo tempo o envolve. Tem também presente que todos os seres racionais têm parentesco e que preocupar-se com todos os homens está de acordo com a natureza humana Mas não deves considerar a opinião de todos, mas somente a opinião daqueles que vivem conforme a natureza. E, em relação aos que não vivem assim, prossegue recordando até o fim como são em casa e fora dela, pela noite e durante o dia, e com que classe de gente convivem. Consequentemente, não considera o elogio de tais homens que nem consigo mesmos estão satisfeitos.Na convicção de que pode sair da vida a qualquer momento, faça, fale e pense todas e cada uma das coisas em consonância com essa ideia. Pois distanciar-se dos homens, se existem deuses, em absoluto é temível, porque estes não poderiam atirar-te ao mar. Mas, se em verdade não existem, ou não lhes importam os assuntos humanos, para que viver em um mundo vazio de deuses ou vazio de providência? Mas sim, existem, e lhes importam as coisas humanas, e criaram todos os meios a seu alcance para que o homem não sucumba aos verdadeiros males. E se restar algum mal, também haveriam previsto, a fim de que contasse o homem com todos os meios para evitar cair nele. Mas o que não torna pior um homem, como isso poderia fazer pior a sua vida? Nem por ignorância nem conscientemente, mas por ser incapaz de prevenir ou corrigir esses defeitos, a natureza do conjunto o teria consentido. E, tampouco, por incapacidade ou inabilidade teria cometido um erro de tais dimensões como acontece aos bons e aos maus indistintamente, bens e males em partes iguais. Entretanto, morte e vida, glória e infâmia, dor e prazer, riqueza e penúria, tudo isso acontecem indistintamente ao homem bom e ao mal, pois não é nem belo nem feio, porque, efetivamente, não são bons nem maus.*APOIE O NARUHODO!O Altay e eu temos duas mensagens pra você.A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos.A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano.Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar.A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar.A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON.É isso, gente. 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