Podcasts about Vou

Commune in Centre-Val de Loire, France

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Vou

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Igreja Esperança
Dar do Que Foi Dado | Riqueza & Pobreza - #Ep.12 - Pr. Guilherme de Carvalho

Igreja Esperança

Play Episode Listen Later Sep 28, 2026 60:05


O dízimo acabou com a lei de Moisés? O primeiro dízimo da Bíblia vem antes dela: Abraão, depois de uma guerra, entrega o décimo de tudo a Melquisedeque. Neste episódio da série Riqueza & Pobreza, passamos por Gênesis 14, Hebreus 7, Malaquias 3 e Ageu 1 para mostrar que o dízimo não é taxa, nem cota do clube, nem barganha por prosperidade. É culto, e declara que o seu trabalho e o seu dinheiro pertencem ao Reino de Deus.⏱️ MARCAÇÕES:05:19 – O primeiro dízimo da Bíblia07:00 – O dízimo é só lei de Moisés?18:31 – Melquisedeque encontra Abraão21:07 – Quem é Melquisedeque? (Hebreus 7)31:44 – Malaquias 3 e o "devorador"40:10 – Dízimo e oferta são culto42:44 – Por que Abraão deu o dízimo59:05 – Vou empobrecer? Gênesis 15:1

Os Caminhantes
Ep. 166-S.08-A vida no pós vida (ou Exercícios para aposentados)

Os Caminhantes

Play Episode Listen Later Sep 26, 2026 8:58


Óbvio dizer que eu pos vida aqui é a pós-vida CLT ou seja a partir do momento que eu me tornei aposentada..É bom esclarecer né porque de repente esse texto pode ser confundido com algum outro fenômeno paranormal, espiritual, enfim…Eu acho que eu posso resumir todo esse episódio em um item só : exercício.Vou usar o exercício como metáfora e você vai me entender, se ficar até o final.

Convidado
Eleições são-tomenses: a protecção do ambiente e o seu potencial turístico

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 23, 2026 9:25


A campanha para as eleições legislativas, autárquicas e regional de 27 de Setembro, em São Tomé e Príncipe, está quase a terminar. Uma campanha marcada por debates em torno de um modelo de desenvolvimento que o país poderia seguir. Este modelo poderia assentar na combinação entre a protecção do meio ambiente e actividades económicas, como o turismo sustentável. Depois da ilha do Príncipe ter sido considerada pela UNESCO como Reserva da Biosfera, em 2012, foi a vez de o resto do território nacional ter igualmente este selo no ano passado, algo inédito no mundo. Esta distinção, tida como um reconhecimento, traz também maiores responsabilidades para o país em matéria de protecção ambiental. Em que estado está o meio ambiente no arquipélago e que trilho poderia seguir no futuro? Foi a questão que colocamos a Arlindo Carvalho, coordenador a nível nacional do projecto Waca, uma iniciativa regional financiada pelo Banco Mundial. RFI: Em termos gerais, como está o meio ambiente em São Tomé e Príncipe? Arlindo Carvalho: Em termos globais, a questão ambiental, podemos dizer que é satisfatória. Mas em alguns em termos específicos, em determinadas matérias, necessitamos melhorar bastante. Por exemplo, em termos de natureza, em termos da conservação, em termos da biodiversidade, o país é riquíssimo, quando conseguimos durante todos esses tempos, manter um pouco o equilíbrio ecológico ao nível do país. Mas também temos alguns desafios relacionados com as questões humanas. Fundamentalmente, todas as outras questões relacionadas com o saneamento básico, meio, a gestão dos resíduos sólidos urbanos, etc. É um desafio bastante grande, em que não podemos ainda dar-nos ao luxo de dizer que estamos muito avançados e a 100%. RFI: Desde 2012, a Ilha do Príncipe é Reserva da Biosfera e doravante é todo o país desde o ano passado, que efectivamente é também reserva da Biosfera. Isto coloca vários desafios e também algumas obrigações. Arlindo Carvalho: Podemos dizer que isto é um reconhecimento histórico da parte desta instituição internacional que é a UNESCO. Isto traz uma grande vantagem para o país em vários domínios. Permite-nos ter maior atracção turística, sobretudo ao nível de investigadores que querem investigar melhor todas as questões relacionadas com a biodiversidade. Nós podemos ter nos nossos produtos um selo ecológico que nos permite vender os nossos produtos com um pouco mais de qualidade, nomeadamente o cacau, o café e a pimenta, o pescado, inclusive. E depois temos toda a nossa zona costeira também, que tem uma grande atracção turística dentro da biosfera mundial. Portanto, isto traz uma grande reputação, mas no entanto, também traz uma grande responsabilidade, pois um país que se transforma em reserva total da biodiversidade tem que ter uma capacidade grande de fazer um ordenamento territorial e uma gestão do território, de forma a evitar que haja convulsões sociais, porque você não pode proteger sem na realidade, ter espaços para que a população possa desenvolver e satisfazer as suas necessidades sociais, económicas. Por isso mesmo, o ordenamento do território é fundamental e já temos passos importantes nesse sentido. Por exemplo, tudo o que diz respeito à questão do Parque natural, já temos um plano de gestão bastante bem concebido, onde temos as zonas que nós consideramos zonas de protecção total integral, onde o objectivo fundamental é fazermos toda a investigação científica. Mas por sua vez, também temos zonas que já foram definidas como zona tampão que protegem essas zonas de protecção, onde também deve se proteger de forma rigorosa, mas onde é permitido algumas actividades económicas de baixo impacto ambiental e também posteriormente temos muito cuidado também com todas as zonas de transição necessária, onde a comunidade e a população vive, onde desenvolve as suas actividades, que nós não podemos impedir que elas continuem a desenvolver as suas actividades agrícolas e pescas, etc. Mas acompanhando sempre para que essas actividades sejam feitas com regras e permitindo que tudo o que é o desenvolvimento não afecte o ambiente, mas também que o ambiente não crie um obstáculo ao desenvolvimento. RFI: Como fazer com que haja, por um lado, a protecção do meio ambiente e, por outro lado, um turismo sustentável? Arlindo Carvalho: Nesta vertente, nós temos o apoio de parceiros internacionais que têm-nos ajudado a trabalhar neste sentido. O nosso próprio projecto, que é um projecto que eu agora coordeno (Waca), que é um projecto de investimentos para a protecção das áreas costeiras e turismo sustentável, onde o Banco Mundial tem estado a financiar. Tem uma componente extremamente importante para o desenvolvimento do turismo sustentável. O que nós temos estado a fazer é associar o turismo a todo o processo de desenvolvimento e temos estado a trabalhar neste sentido, reforçando a capacidade das instituições nacionais que lidam com a questão do turismo, para que possam, na realidade, focar-se na questão do turismo sustentável. Tanto é que uma das componentes fundamentais é o reforço da capacidade, mas não só, da direcção do Estado que trabalha nesta questão, mas de todas as outras componentes da comunidade, a população que trabalha, como os guias turísticos, os condutores, os motoqueiros, etc. Existe uma componente de capacitação deste grupo todo para que eles possam lidar com a questão do turismo sustentável. Temos estado a trabalhar também com os investidores turísticos, de forma que todos os investimentos turísticos possam ser feitos em harmonia com a protecção ambiental. É o que temos estado a fazer. É precisamente incluir tanto turismo como a protecção ambiental, como a valorização ecológica. Não só isso, há outra questão. É o próprio reforço de algumas instituições, fundamentalmente, as autoridades locais que lidam com as questões de saneamento básico do meio. Eu acho que é extremamente importante. Começámos com a cidade capital, onde adquirimos alguns meios rolantes para fazer a recolha dos resíduos sólidos. Fizemos exportação de contentores especializados para poderem ser postos em várias artérias da cidade capital e capacitar os quadros das autarquias da Câmara de Água Grande, que é a que gere a cidade capital. Nós vamos começar com a capital e depois expandir para as outras capitais distritais, mas vamos começar aí, onde a situação é mais crítica, para podermos então expandir para as outras partes. Vamos fazer também investimentos em três grandes áreas turísticas, uma delas na Lagoa Azul. Vamos fazer um forte investimento turístico na Lagoa Azul, que é uma zona ecológica que tem um grande potencial turístico e que necessita de algumas infra-estruturas para que os turistas possam estar mais confortáveis naqueles lugares. Vamos fazer um grande investimento turístico na empresa Agostinho Neto, que é uma empresa agrícola em que vamos associar toda a questão do desenvolvimento agrícola com o turismo. E vamos também fazer um grande investimento turístico na ilha do Príncipe, que é o miradouro de Nova Estrela também, que tem uma paisagem muito linda, onde vamos fazer alguns investimentos naquela área, transformando este miradouro em grande potencial turístico para a Ilha do Príncipe. RFI: Como é que avalia as propostas dos diferentes candidatos relativamente à protecção do meio ambiente? Tem-se o sentimento que todos querem proteger o meio ambiente, mas não sabem como fazer. Arlindo Carvalho: Infelizmente tenho visto as propostas dos candidatos e quase que não vejo proposta nenhuma. Não vejo propostas porque não vejo nenhum dos candidatos, nenhum partido apresentar algum programa para o país que me convença. Estamos a falar sempre das mesmas coisas, de que vamos pôr água ou vamos resolver o problema da estrada. Isto não é, na realidade, um verdadeiro programa de desenvolvimento para o país e, portanto, são promessas meio vazias e que para alguém que queira governar e também que queira convencer o seu eleitorado, sobretudo algum eleitorado que tem alguma capacidade de reflexão, sente-se um pouco frustrado e vazio naquilo que tem ouvido. Eu sou um desses que considero que pode ser que tenha muito boa vontade e tem boa-fé de fazer, mas parece que não sabem bem como fazer e como é que estão a fazer e o que é que vão fazer. E portanto, continuo a estar um pouco com a interrogação de todos os candidatos. Não vejo na realidade uma estrutura coesa, ordenada, organizada, de programa, que possa dar uma certa esperança de retirar o país do marasmo que tem tido. Podemos dizer que 60% da população não está preocupada com isso. Estão mais preocupados em receber os candidatos. Mas há uns outros 30 ou 20 ou 40% que têm uma capacidade de poder analisar que necessitariam, pelo menos escutar e ouvir. Na realidade, o que é que vão fazer quando um país que necessita quase 80% de ajuda externa para poder fazer o seu desenvolvimento? É necessário também que digam quando oiço as pessoas dizer que vou aumentar não sei quantas pessoas mais, para dar subsídio, não é só com subsídios que vamos desenvolver o país. Vou fazer tal coisa, vou dar cartas, vou fazer. Então, são coisas que não têm muito sentido. Podem convencer aquele eleitorado que está ansioso, à espera da resolução das questões de forma imediata. O país não pode desenvolver-se com questões de problemas imediatos. Têm que ser coisas de curto, médio e longo prazo.

WGospel.com
Você tem certeza absoluta da salvação?

WGospel.com

Play Episode Listen Later Sep 20, 2026 5:08


TEMPO DE REFLETIR 01893 – 20 de setembro de 2026 Hebreus 4:16 (Versão Amplificada) – Vamos, então, sem medo, aproximar-nos confiante e ousadamente do trono da graça (o trono do favor imerecido de Deus em favor dos pecadores) para que possamos receber misericórdia (para nossas falhas) e achar graça para ajuda em tempo oportuno para cada necessidade (ajuda apropriada e oportuna) justamente quando a necessitamos. Você pode achar que são apenas inquietações de adolescentes, mas muita gente grande também tem estas mesmas dúvidas: Será que vou conseguir ser fiel até o fim? Será que Deus vai me aceitar se eu não fizer todas as mudanças que devo fazer? É aquilo que a igreja ensina ou o que eu penso que a igreja ensina sobre salvação que me deixa intranquilo? Minha conversão foi genuína? Vou sobreviver no tempo de angústia? Pense agora comigo: Será que Deus nos convida para nos aproximarmos do trono da graça, como diz o verso de hoje, sem nos oferecer nenhuma palavra de boas-vindas ao chegarmos lá? Será que ele nos abandonaria, deixando-nos sem saber se fomos aceitos ou não? Muitos comparam a caminhada cristã em direção ao Céu à travessia de um equilibrista sobre um cabo de aço, cuidando para não cair nem para a direita nem para a esquerda. Que paz ou segurança pode existir no coração dessa pessoa, se sempre está preocupada em não cair? Por que colocamos um tema como esse, tão bonito e essencial para uma vida espiritual feliz, dentro de uma moldura de incerteza, quando a Bíblia está cheia de promessas maravilhosas sobre a certeza da salvação? “Sei em quem tenho crido” (2Tm 1:12). “Eu sei que o meu Redentor vive” (Jó 19:25). “Não há condenação para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1). “Se Deus é por nós quem será contra nós” (Rm 8:31). “Aproximemo-nos de Deus com um coração sincero e com plena convicção de fé” (Hb 10:22). Se eu perguntasse: “Você está seguro de sua salvação?”, quantos não tropeçariam nas respostas: “Estou me preparando”; “Estou tentando”. Fanny Crosby escreveu mais de oito mil cânticos e hinos, durante seus 95 anos de vida. Um de seus hinos mais apreciados fala da certeza da salvação: “Que segurança! Sou de Jesus! / Eu já desfruto bênçãos da luz! / Sei que herdeiro sou de meu Deus; / Ele me leva à glória dos Céus!” (Hinário Adventista, nº 240). Cante este hino e ore comigo agora: Pai, não permita que coisa alguma prive o meu coração da paz, do descanso, da certeza de que sou aceito agora mesmo por Ti. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

Os Pingos nos Is
Fachin adia julgamento no STF sobre atuação de André Mendonça

Os Pingos nos Is

Play Episode Listen Later Sep 17, 2026 134:23


Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta quinta-feira (17):O apresentador André Marsiglia comentou a decisão do ministro Edson Fachin de cancelar o julgamento de 23 de outubro sobre André Mendonça. Para Marsiglia, a medida impede que Mendonça seja julgado antes de Alexandre de Moraes e evita a politização do caso no STF. Ele alertou que a questão central não é a disputa eleitoral entre ministros, mas apurar se houve crime. “A questão central não é saber quem tem ou deixa de ter interesse eleitoral no que faz, mas sim saber se existe crime no que está sendo feito por alguns ministros. E, se existe, eles devem ser julgados e os ministros eventualmente punidos, sejam eles quais forem”, comenta. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retirou de pauta, nesta quinta-feira (17), o julgamento sobre a atuação do ministro André Mendonça no caso do Banco Master. A sessão estava marcada para a próxima quarta (23). A decisão de Fachin foi tomada dois dias depois de uma sessão na Corte que, em tese, seria para julgar uma possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O ministro Gilmar Mendes publicou um texto em suas redes sociais para defender o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e criticou André Mendonça. Mendes afirmou que o modo de agir de Mendonça não é de um “magistrado imparcial”, mas de um “boneco de campanha".O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% no Bolsa Família, a 17 dias do primeiro turno das eleições presidenciais. Com a mudança, o valor mínimo pago pelo programa passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio, segundo o governo, subirá de R$ 675 para R$ 777. O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que a decisão do governo Lula de promover um reajuste no Bolsa Família demonstra desespero diante do cenário eleitoral. Segundo Flávio, o “desespero” é por saber que “já perdeu" as eleições. O ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF) negou nesta quinta-feira (17) o pedido do deputado federal Zé Trovão (PL-SC) em suspender o aumento do Bolsa Família. Segundo documento, Mendonça não aceitou a solicitação alegando que o deputado não tem legitimidade para entrar com a ação. “Ante o exposto, reconheço a ilegitimidade ativa do representante e extingo o processo sem resolução do mérito, nos termos do art. 485, VI, do Código de Processo Civil”. O ministro Flávio Dino determinou que a Polícia Federal (PF) investigue indícios de crimes em contratos de cemitérios e concessionárias ligados ao Banco Master. No entanto, Dino proibiu que a apuração avance diretamente sobre o ministro André Mendonça. O Banco Master teria repassado R$ 33 milhões a uma empresa ligada a uma ex-diretora do gabinete do ministro Gilmar Mendes. A informação é do Estadão. O valor teria vindo de Daniel Vorcaro e do instituto fundado por Mendes. A Polícia Federal (PF) não realizou o juízo sobre a legalidade do contrato ou realizou diligências até o momento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (17) que pretende conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, para pedir que o governo americano não interfira nas eleições brasileiras de outubro. “Vou à reunião da ONU para ter uma conversa com Trump e dizer a ele: não se meta nas eleições do Brasil”, afirmou Lula. A PF enviou a íntegra do conteúdo do celular do banqueiro Daniel Vorcaro para os ministros André Mendonça e Luiz Fux. A informação foi publicada pela CNN e foi confirmada pela Jovem Pan. Os ministros solicitaram acesso ao aparelho após o material ter chegado ao gabinete de outros membros da Corte. Na última terça-feira (15), o julgamento de desdobramentos do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal foi marcado por sucessivos confrontos entre magistrados.Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

#EverydayHero
Sair do teu emprego: quando e como pedir a demissão de forma profissional

#EverydayHero

Play Episode Listen Later Sep 17, 2026 22:15


Tomar a decisão de deixar um emprego nunca é fácil, quer seja para abraçar um novo projeto, procurar melhores condições ou por estagnação profissional. No entanto, a forma como sais de uma empresa é o teu último ato de marca pessoal nessa organização. Saber fechar um ciclo com elegância pode impactar a tua reputação mais do que os anos em que lá trabalhaste.Neste episódio, a Cátia Almeida, consultora de outplacement na Randstad Portugal, partilha o manual de etiqueta e estratégia para comunicar a decisão de saída. Vais aprender a gerir o período de aviso prévio e a transformar uma despedida numa alavanca de networking para o futuro.Neste episódio, vais descobrir:Sinais de alerta: como identificar o momento certo em que a tua etapa numa empresa chegou ao fim.Cuidados legais e prazos: como cumprir o aviso prévio sem prejudicar a organização nem a tua imagem.A reunião de comunicação: a melhor forma de abordar a chefia direta e apresentar a carta de demissão.O dilema da contraproposta: quando a empresa faz uma oferta para ficares, vale a pena aceitar?Gestão da transição: como organizar as tarefas durante os 30 ou 60 dias de aviso prévio para deixar um legado positivo.Feedback sem queimar pontes: como dar opiniões construtivas e manter a rede de contactos ativa para o futuro.Sair de um emprego não é um ato de rutura, mas sim a conclusão natural de um capítulo da tua jornada.Encontra a Randstad nas seguintes plataformas: Website | LinkedIn | Instagram | Facebook | TikTokConteúdos úteis:blog | Carta de despedimento: guia de escrita, exemplos, modelos e perguntas frequentesblog | Quero despedir-me: guia prático, legal e com todos os direitosblog | Vou despedir-me e agora?: dicas para seguir em frente

Vida em França
Guineense Lizidória Mendes lança versão francesa do livro “Sentimentos e Razão”

Vida em França

Play Episode Listen Later Sep 16, 2026 22:16


A autora guineense Lizidória Mendes vai lançar uma edição francesa do seu primeiro romance “Sentimentos e Razão”, este sábado, na Maison du Portugal - André de Gouveia, na Cidade Universitária de Paris. O livro fala sobre a emancipação da mulher, mas também sobre o peso da ‘matchundadi' [masculinidade] e imagina “uma nova mulher guineense” numa “Guiné-Bissau em construção”. Neste programa conversamos com a guineense Lizidória Mendes, de 28 anos, que vai lançar uma edição francesa do seu primeiro romance “Sentimentos e Razão”, este sábado, na Maison du Portugal - André de Gouveia, na Cidade Universitária de Paris. O evento vai ser acompanhado por uma exposição de pinturas da artista plástica guineense Cálida Erinaide, inspiradas nas personagens do livro. “Sentimentos e Razão” conta a história da jovem Malia que sonha com uma carreira académica, que luta contra o peso das construções sociais no seu país e que recusa o feminismo nos moldes ocidentais. Esta é uma história sobre a emancipação da mulher guineense e sobre o peso da ‘matchundadi' [masculinidade] na Guiné-Bissau, mas também sobre uma outra forma de olhar para a mulher “não a partir do corpo, mas do que ela pensa”. O livro também fala sobre o que Lizidória Mendes resume como “uma Guiné-Bissau em construção”, onde se imagina “a nova mulher guineense” que respeita as suas raízes, mas também as questiona e reajusta. A autora quer acreditar no poder simbólico e até sagrado da literatura e deseja que “daqui a algum tempo tenhamos muitas Malias na Guiné”. RFI: Poderia fazer-nos uma curta apresentação deste livro? Lizidória Mendes, Autora de “Sentimentos e Razão”: “O livro ‘Sentimentos e Razão' é um romance que falou basicamente da masculinidade na perspectiva guineense, sobretudo na sua fase mais embrionária, e também falou, através da personagem principal que é a Malia, da emancipação da mulher. De uma forma geral, para o enredo do livro, nós conseguimos ver que a Malia não é uma extracção da verdadeira mulher guineense, mas sim uma reescrita do que a mulher guineense deve-se tornar, tirando todas as construções sociais que ela é imposta de seguir, como ter a sua vida cronometrada, ter os seus desejos, entre aspas, controlados pelas expectativas sociais. Ao olhar para a Malia, as pessoas não conseguem ver uma mulher guineense com base nas tradições e culturas, mas se nós formos ver, hoje em dia, as possibilidades que as mulheres podem ter daqui a cinco anos, dez anos, nós podemos ter uma mulher guineense com expressão da Malia ou mais ainda.” O que é que a Malia tem da Lisidória? “Bom, essa é uma pergunta que eu posso dizer que as pessoas me têm feito. E aqui também não vou ser, entre aspas, mentirosa, porque nós não podemos dissociar a arte do artista. Para mim, a arte sempre tem um ponto de partida. Para mim, para reescrever a nova mulher guineense, se o ponto de partida deve ser a partir de mim, que seja, e a Malia pode ter alguma coisa da Lisidória porque a Lisidória é a autora. Além disso, nada mais.” O livro conta a história de Malia, uma jovem guineense que quer estudar e chegar até ao mestrado em França, que luta pela sua emancipação, mas que recusa o feminismo nos moldes ocidentais. Quer explicar-nos porquê este feminismo nos moldes ocidentais não se pode adaptar à cultura guineense? Lemos, por exemplo, que há tradições na Guiné-Bissau que “para muitas mulheres são redes de apoio, onde o Estado não é capaz de garantir a segurança”. Certas tradições não são contraditórias com o feminismo? “Ao dizer que isto é contraditório, leva-nos mais para um debate epistemológico porque o feminismo é o que é dentro de uma realidade em que nasceu. Outras coisas também podem ser dentro das suas próprias realidades. Eu não nego que o feminismo é um projecto sustentável e bom para as mulheres, é muito bom, mas o facto de nós não querermos importar um feminismo, não quer dizer que nós não o podemos reinventar dentro das nossas comunidades para resolver os nossos problemas. O debate que eu trouxe no livro, como algumas pessoas estão, entre aspas, a falar que eu sou antifeminista e tal, o facto de não ser feminista não quer dizer que a pessoa é antifeminista. Eu acho que amanhã [16 de Setembro] já serei socióloga e daqui a alguns dias serei especialista em estudos de género, portanto, é a minha área de estudo. O meu projecto de mestrado repousa basicamente nisto da participação política das mulheres, mas o meu problema epistemológico é: será que o feminismo é universal? Respondo que não. Em todas as comunidades, as mulheres têm as suas próprias realidades. Entretanto, pensar que a cultura é sinónimo de repreensão, não é verdade. Também o Ocidente tem algumas práticas que deixam as mulheres nos segundos planos. O que é que eu nego? É importante nós vermos a realidade das mulheres com base nas suas realidades, criarmos mecanismos de protecção, não trazer modelos que não têm nada a ver com as suas realidades. É essa visão que eu tento trazer no livro. Eu nego a universalidade das coisas, é por isso que a Malia não é universal. Para mim, a vida é feita do específico para o colectivo, nós não podemos pensar a vida do colectivo para o específico. É basicamente essa interpretação e não tem nada a ver com antifeminismo. E eu, enquanto especialista de género, eu respeito muito as lutas feministas, são as lutas que eu estudo, mas eu defendo lutas locais. Por exemplo, na Guiné-Bissau, trabalhei sobre outras formas de organização, no caso, as ‘mandjuandades', que são organizações associativas na Guiné-Bissau que repousam mais nas questões de solidariedade económica e também nas questões geracionais, mas são organizações que surgiram antes das lutas feministas. E nós temos isso na Guiné-Bissau, são ‘mandjuandades', e o feminismo guineense poderia ser chamado de ‘mandjuandade'. Não é necessariamente o que nós vamos fazer que obrigatoriamente deve ser chamado de feminismo porque o feminismo é uma denominação, é nome, é epistemológico. Dentro das outras comunidades também pode existir uma outra coisa e aqui quero ressaltar: eu não sou antifeminista, pelo contrário.” Também aborda os constrangimentos sociais e o que se espera da mulher na Guiné-Bissau. Ficamos a questionar se a mulher tem espaço para ser livre na Guiné-Bissau. Isso também transparece no livro? “Sim, transparece no livro. O meu problema aqui é quando as pessoas vão pensar a opressão da mulher. Por exemplo, os colegas que vão fazer trabalhos em África, sobretudo nos países da África Ocidental, muitas das vezes vêem a opressão das mulheres nessas regiões como se a opressão nasceu basicamente em África, mas a questão da opressão, a questão da desigualdade, não tem cor, é universal. Agora, tentar atribuir a identidade de opressão, de desigualdade, para uma determinada comunidade, é errado. Sobretudo, por exemplo, quando alguns antropólogos vão fazer os trabalhos em zonas de África e tal, e as categorias que eles utilizam muitas das vezes não têm nada a ver. Por exemplo, tratam certas categorias como se fossem homogéneas, mas na Guiné-Bissau não existe homogeneidade. Mesmo ao falar, por exemplo, do patriarcado, há sociedades que são matrilineares, em que os filhos pertencem às mulheres e não aos homens. Então, para mim, eu acho que é importante nós fazermos trabalho epistemológico baseado nos contextos porque nós temos realidades muito bem construídas, mas muitas das vezes ao irmos ao terreno, nós utilizamos categorias ocidentais, conceitos ocidentais para denominar estas realidades. Entretanto, o que é que acontece? Os conceitos acabam por sobrepor a realidade. O que nós devemos fazer é reverter a situação. Fazer um trabalho de terreno e com base nesse trabalho de terreno, construirmos os problemas. Mas as pessoas já saem daqui com hipóteses e chegam lá só para confirmar, o que eu acho errado.” Há outro conceito que me parece central no livro, que é a constatação de uma masculinidade rígida, a “matchundadi”, que impossibilita os homens de viverem e de aceitarem a sua vulnerabilidade. Por que é que é algo tão central no livro e até que ponto também é uma questão política e mostra como é a própria sociedade bissau-guineense? “Eu diria até que ponto isto é epistemológico porque é muito intencional a repetição da palavra ‘matchundadi' no livro. Como eu disse, os assuntos tratados neste livro são embrionários. De uma forma geral, o conceito de ‘matchundadi' no livro não é desenvolvido. Os personagens vão dizendo: ‘Ah, tu estás a fazer à tua matchundadi e não sei o quê.' Mas aqui entra a questão e aqui centra-se o debate: até que ponto a matchundadi guineense é masculinidade e não virilidade? Porque muitas das vezes as pessoas acham que tudo o que é matchundadi guineense é virilidade. O que é que as pessoas denominam como matchundadi na Guiné-Bissau? É virilidade: mostrar a força, fazer abuso de poder. Aquilo é virilidade. Matchundadi é mais baseada nos valores de proteger, de prover, de ser uma pessoa com carácter. É o que ensinam em diferentes etnias, sobretudo através dos rituais, como o fanado.” O que é o "fanado"? “O fanado é uma espécie de ritual de iniciação tanto para mulheres, em certas etnias, como para homens também. Vou ressaltar aqui: excisão e fanado são duas coisas diferentes. Fanado é mais assente na questão da transmissão dos valores e tal. Entretanto, como eu tinha dito, todos os conceitos e debates vieram neste livro de uma forma embrionária. No segundo volume terá mais desenvolvimento. Mas, como eu disse, ‘matchundadi' aparece neste primeiro livro, mas até que ponto é político, mas sobretudo, epistemológico? O que é que as pessoas percebem como 'matchundadi'? É esse debate que eu quero trazer, apesar de o romance não dever ter este objectivo de trazer ao debate as coisas, mas, para mim, no contexto em que nós vivemos, é necessário.” Vai haver um segundo volume? Quando será lançado? “Sim, porque o meu livro original, ‘Sentimentos e Razão', tinha cerca de 500 e tal páginas, só que, na revisão, algumas pessoas me perguntaram: ‘Publicar um livro de 500 páginas na realidade guineense, quem vai ler?' Foi nisto que surgiu a ideia de diminuir, de recompor os cenários e saiu este primeiro volume. Agora vai ter o segundo volume e o terceiro volume em que eu vou trazer todas as histórias. Eu estabeleci uma meta de até final de Novembro estar disponível porque eu tenho que fazer ajustes, fazer a edição, fazer a impressão. Não sei, mas eu acho que até final de Dezembro vai estar disponível só o segundo, porque depois eu tenho que me concentrar no projecto do meu segundo livro.” Vai haver um outro livro? “Sim, o meu segundo intitulado ‘M'pili'. Inclusive já fiz o trabalho etnográfico, entrevistas, observações, procura de arquivos.” E é sobre o quê? “É mais um tema baseado na nossa memória colectiva porque o tema ‘m'pili' é muito patente na nossa sociedade, inclusive foi cantado pelo José Carlos Schwarz. Retrata mais as dinâmicas pós-independência, sobretudo a relação de poder e, sobretudo, também a relação de género.” O que quer dizer “m'pili”? “A m'pili', por exemplo, na língua pepel, m'pili' significa mulher - se não me engano, não tenho certeza - mas é um nome mais derivado da etnia manjaco e pepel.” Regressando ao livro “Sentimentos e Razão”, o amor é um tema também central, mas é um amor romântico, idealizado, que ocupa um enorme espaço na vida da personagem principal. Este tipo de amor não colide com a noção de desejo, de corpo e de liberdade? “É verdade. Tudo que a Malia pensa é idealizado porque a sua realidade é outra, mas também há um facto muito importante. No enredo, de uma forma geral, nós não conseguimos caracterizar a Malia. Praticamente a Malia aparece no livro sem corpo. Nós conseguimos só caracterizar a Malia através do que ela pensa e através do que ela faz, mas ninguém consegue saber se a Malia é branca, se é preta, se tem um corpo muito bem definido ou não. E aqui levanta-se um debate: será que as relações que nós mantemos com mulheres devem ser a partir do corpo ou a partir da mente? Porque durante muito tempo a mulher sempre foi resumida ao corpo. Por isso é que no meu livro ninguém consegue caracterizar a Malia. A Malia sempre construiu as suas relações a partir do que ela pensa, a partir do que ela prega, a partir do que ela sente. A Malia não aparece como uma personagem física dentro do livro e há alguns críticos que ja criticaram isto: ‘Como é que as pessoas vão ler o livro sem saber as características físicas da personagem?' Não é obrigatório a mulher ser conhecida a partir do seu corpo. É possível a mulher ser conhecida a partir da sua voz, a partir do que ela pensa, a partir da sua ideologia. Basicamente é isto. Por isso é que o centro da Malia é o desejo. Nós devemos normalizar também essa questão dos homens, ou melhor, a sociedade admirar a mulher a partir dos seus desejos, sem, no entanto, tocar.” O que é que este livro também conta sobre a Guiné-Bissau? “Eu resumiria isso numa única palavra. Uma Guiné-Bissau em construção porque daqui a cinco anos precisamos de mulheres como a Malia, que vai respeitar as suas raízes, o seu fulcro cultural, mas também questionando as coisas que não estão bem dentro desse fulcro cultural porque para mudarmos nós não precisamos de desfazer-nos da nossa cultura. O que é que nós precisamos? É reajustar porque todas as culturas têm partes nefastas e são estas partes nefastas que a Malia pede para serem reajustadas porque ela só cabe dentro da sua cultura. Sair da Guiné-Bissau, escolher viver em Portugal ou em França ou em outra parte do mundo, ela nunca vai pertencer àquele espaço. O seu verdadeiro espaço é o seu país. Então, para que ele viva no seu país de uma forma tranquila, precisa do reajuste.” Para viver no seu país é preciso condições e a Guiné-Bissau não tem estabilidade política, social e económica. Como é que olha para a Guiné-Bissau actualmente? “Eu, enquanto autora, digo que nenhum artista deve ser neutro, por mais que sejamos neutros enquanto artistas, a nossa arte deve falar sobretudo ao lado do povo. E eu reafirmo isto que a Guiné-Bissau não está bem, está longe de estar bem. Ao olhar só pelo cenário político, o que é que nós devemos fazer? É cada um contribuir da sua forma, mas contribuir da nossa forma não quer dizer que sejamos neutros. Para mim, é deixando de ser neutro que nós podemos contribuir para sair desta situação porque eu acho que sair da Guiné-Bissau e estar a viver num outro país não é o caminho porque nós saímos com a expectativa de que um dia o cenário mude, mas se nós temos essa expectativa, quem é que vai mudar o cenário? Devemos ser nós.” Quanto ao livro “Sentimentos e Razão - Korson ku roson”, porquê este título e o que é que ele significa? “O título “Korson ku roson” é em crioulo e eu quis mantê-lo assim. Para mim, é algo que me lembra quem eu sou e de onde eu saí. Não importa em que línguas o meu livro seja traduzido, sempre vou pedir que mantenham “Korson ku roson”, a língua guineense que agora chamam de crioulo. ‘Sentimentos e razão' porque eu sempre tive a crença que o mundo existe, mas tendo uma linha ténue que divide duas dimensões: o que nós sentimos e o que nós pensamos. Ou fazemos as nossas escolhas através do que o nosso coração manda ou através do que a nossa cabeça manda. Eu resumo o mundo, a vida, nestas duas dimensões.” Este é o seu primeiro livro. Primeiro tinha feito uma versão em língua portuguesa e agora sai em francês. É um passo importante para si? “Sim, sim. Este é o meu primeiro livro, digamos assim, oficial, mas, desde os meus 14 anos, eu já vinha escrevendo muitas coisas. Antes de publicar este livro, eu já tinha participado em outras produções literárias, sobretudo antologias. Eu participei na Antologia de Poetas da CPLP ‘Rotas de Camões'. Participei também na equipa que escreveu a primeira telenovela guineense. Outros poemas que eu fiz foram publicados por jornais como Nô Pintcha, sobretudo ‘Simplesmente Menina Africana', ‘Labareda de Queda' e alguns que já não me lembro porque, hoje em dia, eu escrevo mais crónicas e romances do que poemas. Mas este, em especial, é o meu primeiro livro, ‘Sentimentos e Razão'. A primeira versão eu publiquei em 2025, tornou-se logo ‘best seller' na Guiné-Bissau e depois fizemos a publicação em Portugal e em Paris também lançámos a versão portuguesa num evento da comunidade brasileira na Maison du Brésil. Depois foi traduzido.” Traduzir para francês e chegar a um outro público que, se calhar, não está tão familiarizado com a Guiné-Bissau, que se calhar mal conhece a Guiné-Bissau, também é importante? “Para mim é muito importante. Eu soube desta importância, sobretudo, no processo da revisão do livro, em que eu recebi muitas sugestões, por exemplo, de traduzir algumas expressões crioulas para o francês. Eu não traduzi porque, para mim, para o livro ser traduzido deve poder manter a sua essência, porque a tradução, só em si, já é um problema, na minha concepção, porque a tradução é interpretar e, muitas das vezes, algumas nuances numa certa língua dificilmente encontram uma tradução certa numa outra língua. Então, para mim, enquanto guineense e, entre aspas, escritora, eu não queria ver o meu livro neste ângulo de ver traduzidas as expressões crioulas. Para mim, é um caminho, quando um francês ler o meu livro e encontrar a expressão ‘matchu' e ‘kuma', ele que procure saber o que é que aquilo significa. No livro, nós vamos encontrar um mapa da Guiné-Bissau. Então, para mim, a literatura serve para isso, para fazer o nosso país viajar sem, no entanto, deslocar-se, mas assim fazer as pessoas que vão ler deslocarem-se para conhecerem a realidade. Foi o que aconteceu com muitos dos meus colegas da universidade que já leram o livro e estão com curiosidade e alguns já conseguem pronunciar algumas palavras em crioulo. Então, é isto que me deixa orgulhosa, além de ser importante a tradução do meu livro.” Esta quarta-feira é o dia da defesa do seu mestrado em Sociologia em Paris, algo que a personagem Malia, no início do livro, quando é adolescente, apresenta como um sonho. Tem um peso especial conjugar a defesa do mestrado com o lançamento deste livro? É simbólico? “Talvez seja simbólico de uma forma indirecta. Alguém me chamou a atenção, um artista muito renomado, que me disse: ‘Olha, eu li o teu livro, eu gostei muito, mas eu vejo muito a Malia em ti. Tens que tomar muito cuidado porque as palavras têm poder, sobretudo a arte é sagrada. O que tu escreves, amanhã acontece. Será que este livro levou-te a Paris ou foi Paris que te levou ao livro?' Eu acredito que foi o livro que me trouxe a Paris porque eu escrevi isto antes de sonhar que eu conseguiria a bolsa para vir estudar cá. Mas, se a arte é sagrada e as palavras também são sagradas e tudo o que nós escrevemos há-de acontecer, eu desejo que daqui a algum tempo tenhamos muitas Malias na Guiné.”

Impacto Positivo
Aprendendo a identificar o Colapso com Dmitry Orlov

Impacto Positivo

Play Episode Listen Later Sep 14, 2026 17:30


No livro Colapso e Êxodo Urbano eu compartilho vários autores que argumentam que vivemos um colapso e não um declínio, Orlov é um desses autores. Em Os Cinco Estágios do Colapso ele explica como grandes impérios ou civilizações caem quando as dimensões financeira, comercial, política, social e cultural deixam de ser previsíveis e de funcionar devidamente. Em função disso, Orlov é citado algumas vezes no livro para ajudar o leitor a enchergar melhor o colapso atual. Vou responder as perguntas e comentários na reunião da Confraria Agrária na quarta-feira. O apoio e pedidos antecipados do livro (e com desconto!) podem ser feitos por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6   Abaixo os links de inscrição para os eventos de lançamento: Vinícola Famiglia Boroto, em Garibaldi/RS (27/09) https://forms.gle/dxvL8adE6od1T7sq5 Montanha São Miguel, em Gravatal/SC (11/10) https://forms.gle/fxCN7g6BvzPxTkvf8 Cachaçaria Lamparina, em Belo Horizonte/MG (16/10) https://forms.gle/SSdyiC4zbbQDWGeg9 Fazenda Sertão, em Brumadinho/MG (17/10) https://forms.gle/9BgyMeLLwM9WiRVq6 Sítio Flor da Lua, em Campinas/SP (24/10) https://forms.gle/dDATAwo3PLGLj69PA Sítio Nós na Teia, em Brasília/DF (01/11) https://forms.gle/jU3NVgwaB6H9NNSz5  

Reportagem
Estudantes estrangeiros enfrentam crise de moradia em Paris

Reportagem

Play Episode Listen Later Sep 12, 2026 5:03


Encontrar um apartamento em Paris virou uma corrida de obstáculos para estudantes estrangeiros, que enfrentam exigência de fiadores franceses, aluguéis em alta e uma oferta de imóveis cada vez mais reduzida. Vitória Barreto para RFI Brasil   Entre golpes on-line, seguros pagos para servir de garantia e o fim do auxílio-moradia para quem não tem bolsa do governo francês, universitários relatam a saga de enfrentar a burocracia para conseguir um teto na capital francesa. A RFI ouviu três estudantes estrangeiros que encontraram formas diferentes de vencer essa maratona.  Procurar um apartamento em Paris é um drama para muitos estudantes. Depois de provas e longos processos de aplicação para as universidades do país, o mais temido dos desafios é encontrar um teto.  A demanda por um pequeno estúdio charmoso na capital francesa já aumentou 4,3% em um ano. Segundo um estudo de 110 mil ofertas e demandas de moradias pelo serviço de aluguel LocService, registradas no último ano, um terço dos estudantes na França procura um imóvel na região parisiense.  Já é uma guerra conseguir um apartamento como francês, mas para estudantes estrangeiros pode ser uma odisseia longa e cara encontrar onde morar.   Exigências Proprietários exigem uma série de documentos, como comprovantes de renda e, muitas vezes, um fiador francês, e, em alguns casos, aceitam os pais estrangeiros.   Amanda é um exemplo dessa longa trajetória para encontrar um lar fixo. A estudante brasileira se mudou para Paris para fazer um mestrado e, em dois anos e meio, trocou de apartamento quatro vezes, quase sempre em sublocações, incluindo um ano num apartamento em que a proprietária se recusou a fornecer documentos formais, o que complicou a renovação do visto da aluna.   Agora, sem um emprego fixo, ela finalmente fechou um contrato de aluguel de longo prazo: um estúdio de 18 m² no centro da cidade, por 700 euros (cerca de 4 mil reais). Para isso, comprovou renda de trabalhos temporários e pediu ao pai que assinasse como fiador.  "Como estudante, eu sempre fui mostrar que eu era bolsista, que eu recebia um salário. Só que, nesse caso, o que me fez conseguir foi eu ter tido uma conversa franca com meu pai, que não me sustenta há muitos anos. [...] vou precisar da sua assinatura para um termo dizendo que você se responsabiliza financeiramente por mim", explicou Amanda.   Existem alternativas ao fiador tradicional. O Visale, por exemplo, é uma garantia gratuita oferecida pelo governo francês: se o estudante não conseguir pagar o aluguel, o programa cobre a dívida junto ao proprietário e depois cobra o valor do locatário. Já o GarantMe funciona de forma semelhante, mas é um serviço privado e pago, que pode sair bem caro.   Nos dois casos, o estudante ainda precisa comprovar sua capacidade financeira, geralmente apresentando informações sobre a renda dos pais e o apoio financeiro que recebe deles. Isso ajuda a demonstrar ao proprietário que haverá recursos suficientes para cobrir o aluguel todos os meses, reduzindo o risco de inadimplência.  Corrida contra o tempo entre o Visale e o GarantMe  O estudante suíço Dominik viveu esse dilema na prática; sabe bem o custo da crise imobiliária e quão importantes são esses documentos para muitos proprietários. Enquanto esperava pelo Visale, o fiador gratuito do governo, que pode demorar para avaliar o dossiê do locatário, ele acabou pagando pelo GarantMe para não perder o apartamento que estava fechando contrato.   "Mandei mensagem para mais de 80 pessoas. A maioria nem respondeu. Recebi talvez umas dez respostas e consegui visitar apenas três apartamentos,” afirmou Dominik.   Os 200 anúncios mais populares em Paris recebem, em média, mais de 700 mensagens por imóvel em poucos dias, segundo o site francês de aluguel direto com o proprietário, Particulier à Particulier.   Então, para ir contra essa estatística e conseguir um estúdio de 12 m², por 800 euros (cerca de 5 mil reais), o mestrando pagou pelo seguro do GarantMe por 500 euros (cerca de 3 mil reais).   E a hospedagem no Airbnb, durante o mês de procura, custou 1.200 euros, equivalente a mais de 7 mil reais.   Mas Dominik explica que valeu a pena passar pela burocracia e conseguiu o apartamento que desejava.   “Morar em Paris e ter o seu próprio apartamento acaba sendo uma conquista. Acaba sendo uma experiência que aproxima as pessoas na cidade."  Do golpe online ao fim do auxílio-moradia   Como muitos estudantes, Lyubov, cazaque, que fez a graduação no norte da França, começou a procurar moradia para o mestrado em Paris ainda à distância. Durante a busca, quase caiu no golpe de um anúncio falso.  “Eu cheguei a enviar meus documentos para o que parecia ser um anúncio de aluguel. Só depois percebi que era um golpe. Felizmente, não perdi dinheiro, mas fiquei muito preocupada, porque eram dados pessoais. Minha identidade, informações sobre mim e meus pais.”  Em 2026, esse tipo de fraude registrou um aumento entre 20% e 30%, segundo o portal oficial do governo francês dedicado à prevenção e ao combate a crimes cibernéticos.  Hoje, Lyubov paga 650 euros, quase 4 mil reais, por um quarto de 8 m² dentro de uma residência num subúrbio de Paris.  Desde uma lei aprovada em maio, alunos estrangeiros sem bolsa do governo francês perderam o acesso ao auxílio-moradia.  "Como estudante de um país fora da União Europeia, os aluguéis já pesam no orçamento. E, quando vi que ia mudar para uma cidade maior, descobri que perdi também a ajuda do Estado. Não tinha muito o que fazer, porque a lei já foi aprovada e já está em vigor. Mas fiquei decepcionada, porque contava com essa ajuda. Vou ter que conciliar os estudos com um trabalho de meio período. Acho que vai ser difícil, principalmente porque acabei de começar o mestrado."  O fim de incentivos fiscais para investidores e a dificuldade crescente dos franceses para comprar a casa própria ajudaram a reduzir a oferta de imóveis para aluguel em Paris.  O número de imóveis disponíveis para aluguel caiu 37% nos últimos sete anos na capital francesa, segundo dados da plataforma Bien'ici, publicados no jornal francês France-inf 

Palavra do Dia
Palavra do dia - Lc 6,43-49 - 12/09/26

Palavra do Dia

Play Episode Listen Later Sep 12, 2026 4:39


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43 "Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons. 44 Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos. Não se colhem figos de espinheiros, nem uvas de plantas espinhosas. 45 O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração. Mas o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, pois sua boca fala do que o coração está cheio. 46 Por que me chamais: 'Senhor! Senhor!', mas não fazeis o que eu digo? 47 Vou mostrar-vos com quem se parece todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as põe em prática. 48 É semelhante a um homem que construiu uma casa: cavou fundo e colocou o alicerce sobre a rocha. Veio a enchente, a torrente deu contra a casa, mas não conseguiu derrubá-la, porque estava bem construída. 49 Aquele, porém, que ouve e não põe em prática, é semelhante a um homem que construiu uma casa no chão, sem alicerce. A torrente deu contra a casa, e ela imediatamente desabou; e foi grande a ruína dessa casa".

Aprenda Inglês Com Teacher Daniele Costa
Você aprendeu COULD errado?

Aprenda Inglês Com Teacher Daniele Costa

Play Episode Listen Later Sep 11, 2026 13:22


Neste episódio do meu podcast, você vai aprender como usar can, could e was/were able to para falar sobre habilidades e situações no passado.Vou explicar, com exemplos simples e traduções, quando usar could para falar de habilidades gerais no passado e quando was/were able to é a melhor escolha para falar de uma situação específica. Você também vai entender como usar couldn't para dizer que não conseguiu fazer alguma coisa.

Passaporte pro Crime
#108 - Os Assassinatos de Villisca: oito mortos e um assassino desconhecido - Villisca | EUA

Passaporte pro Crime

Play Episode Listen Later Sep 9, 2026 62:13


Em junho de 1912, a pequena cidade de Villisca, no interior de Iowa, acordou diante de uma tragédia: oito pessoas, entre elas uma família inteira e duas meninas que tinham passado a noite na casa, foram assassinadas enquanto dormiam. Neste episódio, eu vou te contar tudo sobre o caso que ficou conhecido como o Villisca Axe Murders. Vou te apresentar a família Moore, reconstruir a investigação desde a descoberta dos corpos e explicar como erros cometidos nas primeiras horas podem ter comprometido para sempre a busca pelo assassino. Também vou te trazer os principais suspeitos, a controversa confissão de um deles e a teoria de que Villisca poderia fazer parte de uma série de assassinatos cometidos por um criminoso itinerante.Lojinha da Amazon com livros citados no ep: https://amzn.to/3Eq5pgVLocais mencionados no episódio:Villisca Axe Murder HouseLiving History FarmsPara contato, parcerias e sugestão de episódios, envie um e-mail para: ⁠contato@passaporteprocrime.comAjude a manter o Passaporte pro Crime no ar! Apoie o projeto via:Apoia.se⁠: ⁠https://apoia.se/passaporteprocrime⁠Patreon: ⁠patreon.com/PassaporteproCrime⁠Os guias de viagem do Passaporte pro Crime já estão disponíveis! Garanta já o seu: https://linktr.ee/passaporteprocrimeFique por dentro das novidades via:Instagram: @passaporteprocrime / @andressaisferTikTok: @andressa.isfer

Do Zero ao Topo
Grupo Águia Branca: como uma família partiu de ônibus rumo aos R$ 20 bilhões #295

Do Zero ao Topo

Play Episode Listen Later Sep 7, 2026 54:45


O ponto de partida foi um ônibus, comprado por Carlos Chieppe – um colono que, anos antes, transportava café em lombo de burro no interior do Espírito Santo. Oitenta anos depois, o Grupo Águia Branca é um gigante de mais de R$ 20 bilhões e 20 mil funcionários, com atuação no transporte de passageiros, logística e comércio de veículos. Hoje quem dirige o negócio é Kaumer Chieppe, neto de Carlos. Num grupo de gestão familiar, o executivo passou diferentes papéis antes de assumir o volante. Até o fim do ano, chega a vez de ele deixar a direção. “Sou feliz pela minha carreira, acho que cheguei aonde queria chegar”, diz Kaumer em entrevista a Mariana Amaro, apresentadora do podcast Do Zero ao Topo. “Ao mesmo tempo, me sinto com energia. Vou ter prazem em conquistar outras coisas, nem que seja um topo menorzinho”._________________________INFOMORNING | A newsletter com tudo o que você precisa para começar o diaReceba informações, análises e recomendações que valem dinheiro diretamente no seu e-mail: https://www.infomoney.com.br/newsletters/

Reportagem
Lisboa se torna o maior colégio eleitoral brasileiro no exterior da história

Reportagem

Play Episode Listen Later Sep 1, 2026 6:00


O consulado do Brasil em Lisboa registrou um número recorde de eleitores inscritos para votar para presidente este ano: quase 79 mil pessoas. É o maior colégio eleitoral brasileiro no exterior.  Luciana Alvarez, correspondente da RFI em Portugal Em segundo lugar vem Boston, nos Estados Unidos e, em terceiro, aparece outra cidade portuguesa, o Porto. Houve um grande crescimento dos votantes: nas últimas eleições, em 2022, estavam registrados em Lisboa 45 mil eleitores brasileiros, o que significa um aumento de 86%. Para o cônsul-geral do Brasil em Lisboa, Alessandro Candeas, uma somatória de fatores levaram a uma subida tão expressiva. Um deles é o aumento no total de brasileiros vivendo em Portugal, mas há também aspectos como a necessidade de ter documentos brasileiros válidos para regularizar a residência na agência portuguesa das migrações, a AIMA, assim como a vontade de participar da vida política brasileira. “Ter o comprovante eleitoral é um pré-requisito para a retirada de documentos como o passaporte. Muitos brasileiros que moram aqui, tendo a necessidade de ter o passaporte para regularizar sua situação imigratória, precisam do certificado de eleitor", explica. "Mas, evidentemente, há um interesse de vinculação com a política brasileira, com a renovação dos mandatos”, explica ele. Operação logística A presença de tantos eleitores exige uma operação logística de peso. A equipe do consulado brasileiro tem trabalhado para aumentar a infraestrutura e evitar alguns dos problemas como registrados na eleição passada. Em coordenação com autoridades locais, conseguiram um reforço nos transportes públicos e no policiamento. Desta vez, serão 103 urnas, distribuídas em três prédios da Universidade de Lisboa – na eleição anterior, eram 58 urnas e apenas um prédio disponível, o que levou à formação de longas filas, em corredores apertados. No primeiro turno de 2022, o fim da votação teve que ser adiado em duas horas, para que todos que estavam à espera pudessem exercer o direito ao voto. Para o dia 4 de outubro deste ano, o cônsul promete mais “fluidez”. Além de aumentar os locais de voto, o consulado desenvolveu um chatbot que vai funcionar por Whatsapp para indicar exatamente para que prédio e sala cada eleitor deve se dirigir. “A nossa ideia é que o processo de se deslocar até a universidade, entrar no prédio, entrar numa fila e finalizar o processo de votação seja algo confortável e seguro. A gente quer que o eleitor venha, compareça e participe da forma mais tranquila e alegre possível, porque é uma festa”, afirma Candeas. A “festa da democracia” tem grandes proporções. “Estamos falando de 79 mil leitores, que significa um Maracanã cheio, para dar a dimensão. Além disso, mais de 400 mesários, mais um outro número de voluntários e também contratamos duas empresas de segurança para organização das filas”, diz Candeas. Vínculo com o país, apesar da distância O voto é obrigatório para os brasileiros com mais de 18 anos e até os 70 anos, mesmo para aqueles que moram no exterior. Mas, mais do que uma obrigação, para muitos é uma oportunidade de se manter vinculado ao país e dar exemplo de cidadania. Leandro Takeda se mudou para Portugal há 9 anos e tem dois filhos que nasceram em Lisboa. Ele fez questão de votar para presidente nas eleições passadas e, agora, está ainda mais satisfeito porque foi chamado para ser mesário. “Recebi a confirmação de realmente estar convocado. Vou com prazer e muito orgulhoso de ajudar meu país. Mesmo morando fora, o Brasil vai ser sempre nosso país, um país que a gente ama muito”, conta o eleitor. O cônsul-geral defende que a grandiosidade da votação em Portugal transforma o Brasil em um exemplo internacional de democracia e pode ajudar a promover uma visibilidade positiva da comunidade brasileira no exterior. “Mostra a pujança da nossa democracia. É uma vitrine para o próprio processo, para a qualidade tecnológica das urnas eletrônicas, e para o engajamento do povo", salienta. "Há um engajamento efetivo da comunidade brasileira aqui. Dá visibilidade para a comunidade brasileira, que é uma comunidade não só integrada a Portugal, mas que continua integrada ao Brasil, participando do momento político do seu país.”

Artes
Alda Barros: “São Tomé e Príncipe é a minha poesia”

Artes

Play Episode Listen Later Sep 1, 2026 16:05


Neste programa Artes, conversámos com Alda Barros a propósito da obra "Outros Silêncios", o seu quarto livro de poesia depois de “A Flor Branca do Baobá” (2017), “Chuva de Prata” (2019) e “Something to Care About” (2026). Nascida no Pantufo, em São Tomé, em 1960, Alda Barros foi jornalista no período pós-independência ainda no seu país e depois foi para Angola, onde tirou Relações Internacionais e começou a trabalhar para a ONU. Seguiu-se uma carreira de 35 anos ao serviço das Nações Unidas, em que também trabalhou em missões na Guiné-Bissau, Timor-Leste, Burundi e República Democrática do Congo. A poesia sempre esteve presente, mas só começou a ser publicada nos últimos anos. Em "Outros Silêncios", a autora volta a São Tomé, num livro atravessado pelas memórias, pelo desejo, pelo tempo e pela crença no potencial terapêutico do silêncio e da poesia.  RFI: Como nos poderia apresentar “Outros Silêncios”? Alda Barros, Autora de “Outros Silêncios”: “Começaria por apresentar ‘Outros Silêncios' falando da origem de ‘Outros Silêncios', falando inicialmente da saúde mental, que é algo que às vezes nos passa despercebida porque temos ainda aquele mito de que ter um problema de saúde mental é ter um problema psiquiátrico e, então, há pessoas que escondem a doença ou o problema, não procuram ajuda, daí a razão de, nestes 35 anos no sistema, eu não poder dizer que passei ao lado, a saúde mental igualmente não passou ao lado de mim. Então, depois deste interregno, eu disse: 'Não. Vou tentar pôr alguma coisa por escrito para dizer às pessoas que ter um problema de saúde mental não é estar maluca como às vezes se pensa, não se pode associar a psiquiatra' - embora, por vezes, o psiquiatra seja uma vertente igualmente a contactar caso o psicólogo o recomende.” Isso leva-nos ao título do livro, “Outros Silêncios”, e ao poema com o mesmo título. Esse poema fala em “sons silenciosos”, histórias não contadas, e dedica o livro “a todos aqueles que acreditam na cura através do silêncio”. Qual é o potencial poético do silêncio? “O silêncio, para mim, é um medicamento e uma terapia porque há momentos em que a gente não quer ouvir vozes, não quer ouvir conselhos, mesmo que seja aquela voz amiga que sempre esteve presente, a gente diz: ‘Não, hoje quero estar sozinha. Quero pensar no que isto pode dar.' E há muita gente que não só se retira do convívio dos familiares, mas também de outros meios, de pessoas conhecidas, porque nem todo o silêncio é de cura, mas aquele silêncio que a gente exige de nós próprios é para curar, é para fazermos uma terapia interna e dizer: ‘Deixa-me ver se eu consigo antes de pedir ajuda'. O livro é habitado por tanta vida, tantos sons, sabores, paisagens... Não é o contrário do silêncio? “É o silêncio que cada um se impõe. Quando digo que o silêncio cura, pode ser um silêncio como música de fundo. Aí, já não é o silêncio a 100%, é um silêncio que tem um complemento e este complemento é uma música, pode ser um som para se pensar melhor, para se saber o que fazer a seguir, que passos dar ou então apenas para não ouvir ninguém e não ouvir nada.” É um complemento de poesia também? “Também. A poesia está ali, implicitamente presente, a poesia faz parte deste silêncio. A gente não quer falar com ninguém, mas quer ler um livro de poesia, quer ler uma poesia, quer ver o que tal autor diz acerca do livro que escreveu. Eu posso dizer que quero o silêncio porque eu quero interiorizar os meus poemas ou um poema qualquer, desde que seja poesia. A poesia tem um peso que muita gente não valoriza ou não se dá conta do peso que tem.” Há algum poema que gostasse de nos ler para curar, se calhar, algumas almas que estão a precisar de poesia e de silêncio? Um poema com um significado especial para si? “Eu gostava de ler o poema “Choro de uma Criança”. Posso?” Vamos a isso. “Hoje haverá festa/ no mar de saudades/ alinhadas à noite esquecida / numa chávena de chá esquecida/ requentado por mãos distintas./ Com cheiro à liberdade/ entre o prazer demorado/ que se mistura aos soluços forçados/ e distintos./ Sorrisos vibrantes/ do tamanho do telhado de vidro/ abrindo as portas de memórias surdas/ reflectidas no vazio do teu corpo desigual./ Perdido no espelho do tempo/ mansinho como o choro de uma criança.” Por que é que este poema é especialmente importante para si? “Este poema é importante para mim porque eu associo o silêncio à liberdade. Eu, às vezes, digo que sou uma pessoa livre. Eu adoro a liberdade. E para ser livre, nós temos que saber valorizar essa liberdade, temos que conhecer os limites da nossa liberdade, porque normalmente a gente diz ‘a minha liberdade termina quando começa a tua' ou vice-versa. Então, ser criança é ser livre. O espelho do tempo dá-nos liberdade, quando a gente olha para o tempo, olha para trás e diz: ‘O tempo se foi, passou, mas estamos aqui, continuamos livres. É um bocado isso.” Fala em liberdade, em memória, no tempo. Tudo isso são temas que atravessam este livro? “São todos temas que atravessam este livro que dão peso, que para mim e para muitos tem algum peso. Este livro tem uma história que, quem sabe, eu conte numa outra oportunidade.” Qual é a história? “Este livro tem uma grande história, na criação do livro, no esmiuçar de cada poema, no conteúdo dos mesmos e nas entrelinhas. Há toda uma história misturada que eu, por acaso, já pensei em dizer: ‘Qualquer dia eu pego num dos poemas e transformo o poema num livro, mas cada livro será uma história contada de forma diferente porque cada poema tem o seu peso, como eu há bocado acabei de dizer.” É um peso biográfico? É o peso também da memória? “Não, não é um peso biográfico. É o peso da memória. Sim, sim. É um peso, como quem diz, ele vai trazer outros pontos que não estão mencionados nestes poemas e que eu vou tentar separá-los para dizer às pessoas, por exemplo, o poema ‘O Choro de uma Criança' é por isto, aquilo e aqueloutro e há a história de uma criança por trás. Está a ver?” Abre o livro com a frase “Só é possível esquecer o passado quando conseguir(mos) adiar a sua existência!”, o que mais uma vez nos leva para o peso da memória. Por outro lado, também há muitas referências a São Tomé: Pico, Trindade, Baía de Ana Chaves... Talvez haja uma geografia afectiva nos poemas, como por exemplo em “Ilhas Santas”, em que São Tomé e Príncipe surge explicitamente no título. São Tomé e Príncipe também é um dos temas do livro? “São Tomé é implicitamente um dos temas do livro, um dos impulsionadores do livro, portanto, dos sentimentos que conduziram a este resultado, porque eu sou de lá e não me de dissocio, nem quero me dissociar disso. Em todos os meus livros, o meu São Tomé e Príncipe está lá, presente, presente, presente. É a minha poesia. São Tomé e Príncipe é a minha poesia, de forma que eu não poderia de forma nenhuma concluir um livro de poesia sem falar da minha poesia, da poesia principal que é o meu país.” A Alda é uma poetisa, uma mulher livre que viveu mundo fora. Nasceu em São Tomé e Príncipe, foi jornalista, estudou em Angola, passou décadas em missões da ONU em Angola, na Guiné-Bissau, Timor-Leste, Burundi e RDC. Há lugares onde viveu que também influenciaram e continuam a influenciar a sua poesia? “Sim, necessariamente. Eu falo um bocado mais dos países e dos pontos em que eu trabalhei nas missões das Nações Unidas no meu primeiro livro ‘A Flor Branca do Baobá'. Sim, eu falo do Timor-Leste, eu falo da Guiné-Bissau - inclusivamente, até tenho um poema em crioulo da Guiné-Bissau. É muita coisa junta, muita lembrança, recordação, coisas boas que não poderiam, de forma alguma, ficar fora do conjunto destas memórias.” Tendo estado em todos esses países, nomeadamente em países onde os direitos humanos são muitas vezes brutalmente violados, continua a escrever poesia. O que pode a poesia num mundo assim? “Este mundo que eu vi, com que eu convivi e de onde eu bebi uma grande experiência de vida – e estou referindo-me aos direitos humanos e às violações dos mesmos - é um mundo diferente, não é um mundo qualquer, quero eu dizer. É um mundo que carece de mais poesia, mais poesia orientada. Tem que ser poesia orientada. Imagine alguém que sofre porque não foram respeitados os seus direitos. Como é que esta pessoa pode procurar sair do buraco em que o trauma a coloca? Porque qualquer sofrimento deixa traumas e eu ainda continuo a dizer que esta pessoa tem uma poesia para escrever, mas já não será a poesia que eu escrevo. Será uma poesia sofrida.” A poesia pode ser uma resposta para os traumas? “A poesia é uma resposta para se sair de um trauma. Ou para entrar. Depende da forma como a gente encara, descreve e vive esse trauma porque pode-se escrever uma poesia depois de um trauma e não se conseguir livrar do trauma. Então, aí já se tem que saber o que é que se quer depois de se escrever esta poesia relacionada ao trauma que se viveu. Porque não é fácil, nenhum dos lados é fácil discernir e separar o bom do mau. Tem que se ter uma grande habilidade para se ter esse jogo de cintura, porque é preciso um grande jogo de cintura.” Trabalhou durante tantos anos em missões humanitárias difíceis e a poesia publicada surgiu apenas nos últimos anos. Como é que a poesia surgiu na sua vida? Que lugar é que acaba por ter na sua vida? E quando é que lhe pôde dar um espaço pleno para ela se exprimir? “Eu fui uma das pupilas da matriarca são-tomense Alda Espírito Santo. A poesia começou muito cedo. Primeiro, a escrita em casa e depois veio acompanhar-me quando eu exerci as funções de jornalista. Tínhamos uma chefe que era a poetisa Alda Espírito Santo - cujo centenário acabou de ter lugar em São Tomé e Príncipe, numa conferência organizada pelo Ministério da Cultura e Educação de São Tomé e Príncipe, que decorreu de 2 a 6 de Julho em São Tomé, e da qual eu fiz parte. Portanto, esta coisa de poesia, letras, literatura em geral, é uma coisa que já vem de tenra idade. Depois, quando começo a trabalhar e encontro-me num ambiente de papéis, lapiseiras e uma chefe que gostava de poesia... Eu não tive como deixar isso para trás ou de lado. Nas minhas voltas pelas missões do sistema, sempre tive presente de que um dia haveria de pôr alguma coisa por escrito. E num belo dia comecei a escrever. Não contava conseguir publicar, não contava que alguma editora se interessasse, mas eu não desisto e, então, ao final do livro, eu disse: ‘Vou mandar para as editoras e vou ver quem responder primeiro'.” Também escreve uma poesia muito sensual, como nos poemas “Devora-me”, “Inspira-te”, “Na penumbra da minha pele”, “O Piano”, “Amanhecer”, “Amor sem tréguas”, etc. É importante para si falar abertamente de desejo? É, de certa forma, uma potência de vida depois de tudo o que viu nas missões humanitárias? “Este desejo foi praticamente a minha mochila. É algo que vem e vai. Há desejos em várias vertentes, de vários pesos. Não vou falar agora propriamente de cada um desses pesos ou de cada uma dessas vertentes, mas o desejo é uma coisa que está connosco, pelo menos comigo. Falo particularmente de mim. A gente vê-se numa situação difícil, por exemplo, sair do escritório e não poder chegar a casa, ter que voltar para trás, ter que esperar, depois daquele dia difícil, em que tu já acabas o dia à procura de um banho e da cama e, de repente, ouves que há recolher obrigatório, não te podes meter na rua. Então, este desejo não deixa de ser desejo, mas torna-se um 'desejo não desejo'. Torna-se ansiedade, torna-se stress. É uma mistura de coisas que podem terminar num desejo bom, quando recebes a notícia: ‘Olha, agora está livre. Podem sair'. Ou quando ouves alguém que te diz: ‘Olha, não saias ainda' e olhas para o relógio, é quase meia noite, olhas para o relógio, são duas da manhã e tu estás ali cansada, mas não podes chorar, tens que sorrir, tens desejo de chorar e não podes chorar, tens que sorrir porque as pessoas não podem entender que tu queres chorar ou que estás a chorar por dentro. É uma ginástica muito grande.”

Jazz es finde
Jazz es finde - Javi Ruibal + Ovella Negra - 29/08/26

Jazz es finde

Play Episode Listen Later Aug 29, 2026 63:03


Del disco del baterista gaditano Javi Ruibal, su segundo trabajo, 'Luz', de 2024, las composiciones 'Mrs Autumn', 'Liziqui', 'Xochiquetzal', 'Sereia', 'Josephine' y 'Seet Emma'. Y del disco de 2025 'Va de mescles!', de Ovella Negra, trío balear que forman el pianista Joan Frontera, el contrabajista Pablo di Salvo y el baterista Teo Salvà, 'So de pastera', 'Fandango menorquí', 'La dama de Mallorca', 'S´hort d´en boira', 'Bolero de Valldemosa', 'Vou veri vou', 'Cercaviles de Muro' y 'La balanguera'.Escuchar audio

Papo de Vendedor | VENDAS, Gestão e Liderança!
O Segredo para Lidar com Qualquer Objeção de Vendas (O Cliente Nem Vai Perceber)!

Papo de Vendedor | VENDAS, Gestão e Liderança!

Play Episode Listen Later Aug 10, 2026 26:01


"Está caro." "Vou pensar." "Preciso falar com meu sócio."Você encara essas frases como o fim da venda ou como uma oportunidade para avançar?Neste episódio do Papo de Vendedor, Leandro Munhoz e Daniel Mestre mostram por que a maioria das objeções nasce antes do fechamento e como os melhores vendedores transformam dúvidas em vendas usando técnicas de venda consultiva. Descubra como identificar a verdadeira causa das objeções, evitar descontos desnecessários e construir mais valor em cada negociação.Se você quer fechar mais negócios sem entrar em confronto com o cliente, este episódio é para você.No episódio de hoje, Leandro Munhoz (@le_munhoz) e Daniel Mestre (@danielrmestre) conversam  sobre O SEGREDO PARA LIDAR COM QUALQUER OBJEÇÃO DE VENDAS (O CLIENTE NEM VAI PERCEBER)!

Mundo Empresarial com Diego Maia
“Vou pensar” não existe: o que o cliente está dizendo de verdade | Diego Maia

Mundo Empresarial com Diego Maia

Play Episode Listen Later Aug 7, 2026 3:40 Transcription Available


“Vou pensar” costuma ser uma forma educada de encerrar a conversa sem revelar a objeção real. Neste episódio do Podcast de Vendas do Diego Maia, Diego Maia traduz o que pode estar por trás dessa resposta e ensina como investigar sem pressionar o cliente.Entre as causas mais comuns estão: valor não compreendido, necessidade de consultar outra pessoa, falta de orçamento no momento ou intenção de comparar propostas. Quando o vendedor responde apenas “qualquer coisa me liga”, entrega o futuro da negociação ao acaso e perde a oportunidade de compreender o que ainda impede a decisão.Diego Maia sugere uma pergunta respeitosa e objetiva: “O que exatamente você vai pensar? É o investimento, o momento ou existe alguém que precisa participar dessa decisão?”. O propósito não é constranger, mas ajudar o cliente a nomear a dúvida verdadeira. Objeção nomeada pode ser tratada; objeção escondida transforma a venda em uma espera sem direção.Este episódio é útil para vendas consultivas, negociação, fechamento, tratamento de objeções e gestão de pipeline. Nenhuma reunião deveria terminar com um “vou pensar” genérico sem que vendedor e cliente saibam qual questão precisa ser resolvida e qual será o próximo passo.#SouDeVendasComOrgulho. Não esqueça: onde tem venda, tem vida.Sobre Diego MaiaDiego Maia é palestrante de vendas e uma das principais referências em vendas do Brasil. Autor de oito livros sobre vendas, entre eles 7 Princípios da Venda, é fundador da CDPV Companhia de Palestras, agência de palestrantes especializada em eventos corporativos, e do Grupo CDPV. Desde 2003, é presença constante em convenções de vendas com foco no desenvolvimento de equipes, treinamento de vendas e alta performance comercial — somando mais de 1.800 palestras realizadas e 500 mil profissionais treinados no Brasil e no exterior. Apresenta o Podcast de Vendas do Diego Maia, publicado diariamente desde 2009, sempre às 7h, com mais de 2.000 episódios. É editor do portal Vendedor Profissional e, desde 2011, lidera o movimento #SouDeVendasComOrgulho, pela valorização e profissionalização de quem vive de vendas no Brasil. Seu lema resume sua filosofia: “Onde tem venda, tem vida”.Siga Diego Maia no Instagram clicando aqui.

Cultura
Exposição em Paris revisita Madame de Sévigné e o poder feminino nos salões da França do 'Rei Sol'

Cultura

Play Episode Listen Later Aug 7, 2026 5:45


Símbolo da literatura francesa, Madame de Sévigné costuma ser lembrada pelas cartas que escreveu à filha ao longo do século XVII. Uma nova exposição no Museu Carnavalet, em Paris, propõe uma releitura dessa figura histórica. Em vez da escritora isolada, a mostra apresenta uma mulher inserida em uma rede de aristocratas, intelectuais e anfitriã magnânima de salões que desafiaram as convenções de sua época.  "Esse é justamente o objetivo da exposição", explica o curador David Simonneau. Apoiada em três décadas de pesquisas universitárias, a mostra procura revisitar uma figura que ocupa um lugar quase monumental na literatura francesa. "Hoje percebemos que Madame de Sévigné não estava isolada. Ela fazia parte de uma rede de mulheres cultas e extraordinárias, que durante muito tempo permaneceram invisibilizadas pela história." Durante séculos, essas mulheres ficaram associadas ao termo "preciosas", popularizado principalmente pela sátira. Simonneau lembra, porém, que a palavra nasceu como uma forma de desqualificação. "Era um termo usado para depreciá-las", afirma. Os historiadores preferem atualmente a expressão "círculos galantes", ambientes frequentados por homens e mulheres da aristocracia parisiense onde se discutiam literatura, artes e ciência. Mais do que simples encontros mundanos, esses salões revelavam uma ambição intelectual e social. Segundo o curador, eles surgiram em uma época ainda marcada pela violência das guerras religiosas e pelas práticas de uma nobreza acostumada aos duelos e às demonstrações de força. "Havia uma verdadeira vontade de tornar as relações entre homens e mulheres mais pacíficas", explica. Para as anfitriãs desses encontros, os salões também constituíam um espaço de formação permanente, onde as mulheres podiam continuar aprendendo, lendo e participando de debates intelectuais. A trajetória de Madame de Sévigné atravessa diferentes momentos da monarquia francesa. Nascida em 1626 e morta em 1696, ela testemunhou tanto a regência de Ana da Áustria quanto o longo reinado de Luís XIV, o famoso "Rei Sol". Essa duração excepcional de vida permite acompanhar, por meio de suas cartas, transformações profundas da sociedade francesa. Os mecanismos da corte, da regência ao "Rei Sol" Segundo Simonneau, existe um contraste importante entre os primeiros anos da juventude de Sévigné e a sociedade que se consolidou sob o Rei Sol. Durante a regência, os círculos galantes ainda ocupavam um papel central na vida aristocrática. Com Luís XIV, os mecanismos de poder tornaram-se mais rígidos e os conflitos entre cortesãos mais intensos. É justamente nesse contexto que surge uma das características mais fascinantes da escritora. Embora frequentasse regularmente a corte, Madame de Sévigné jamais exerceu um cargo oficial junto à família real. Para o curador, essa posição relativamente independente acabou se transformando em uma vantagem. Livre das obrigações que limitavam outros observadores, ela desenvolveu um olhar particularmente agudo sobre o funcionamento do poder. "Ela observa tudo com grande distância e muito humor", resume Simonneau. Em suas cartas, os conflitos políticos aparecem frequentemente sob a forma de relatos ácidos e irônicos das rivalidades entre nobres, ministros e favoritos reais. O resultado é um retrato vivo das disputas que agitavam os bastidores da monarquia mais poderosa da Europa. Essa dimensão faz com que suas cartas transcendam o valor puramente literário. Durante muito tempo, a correspondência foi lida como uma espécie de crônica elegante do reinado de Luís XIV. A exposição propõe uma visão mais ampla. Para Simonneau, a autora possuía uma verdadeira consciência de seu trabalho de escrita. "Ela tinha formação para escrever. Não escrevia simplesmente ao sabor dos acontecimentos", explica. "Havia uma intenção literária muito clara." Leia tambémUm roteiro de charme pelos castelos e histórias das amantes dos reis franceses Ligações perigosas Mas a importância de sua correspondência também reside na qualidade das informações que circulavam por sua rede de relações. Cercada por personagens próximos do centro do poder, a marquesa registrou episódios que muitas vezes escapavam às publicações da época. O exemplo mais célebre envolve Nicolas Fouquet, poderoso superintendente das finanças do reino e amigo próximo de Madame de Sévigné. Preso por ordem de Luís XIV, Fouquet foi submetido a um julgamento realizado a portas fechadas. Embora boa parte da população dependesse das informações oficiais divulgadas pelas gazetas, a escritora conseguiu obter relatos sobre o desenrolar do processo. "Vou lhe contar o que as gazetas não contam", escreveu ela à filha em uma das cartas citadas na exposição. A frase ajuda a compreender porque sua correspondência continua despertando tanto interesse entre historiadores. Ao lado dos grandes acontecimentos políticos, as missivas revelam aspectos da vida cotidiana, dos costumes, das sociabilidades e das emoções de uma elite que moldou a França do século XVII. Museu foi residência de Madame de Sévigné A escolha do local da exposição reforça esse diálogo entre personagem e história. O Museu Carnavalet ocupa justamente o Hôtel Carnavalet, residência onde Madame de Sévigné viveu durante cerca de 20 anos, de 1677 até sua morte. Instalado no coração do Marais, bairro que concentrava grande parte da aristocracia parisiense da época, o edifício conserva uma ligação íntima com a escritora. Segundo Simonneau, foi precisamente essa associação que levou, no século XIX, à escolha do local para abrigar o museu dedicado à história de Paris. A mostra procura explorar essa proximidade. Em vez de se limitar à apresentação das cartas, reúne retratos, esculturas, objetos de uso cotidiano e obras de arte capazes de reconstruir o universo material da marquise. Os curadores recorreram inclusive ao inventário elaborado após sua morte para reconstituir ambientes e sugerir a atmosfera que cercava sua vida no Hôtel Carnavalet. Ao mesmo tempo, a exposição funciona como uma porta de entrada para o próprio museu, ainda pouco conhecido por muitos visitantes estrangeiros. Dedicado exclusivamente à história da capital francesa, o Carnavalet é o mais antigo museu municipal de Paris. Instalado em dois hôtels particuliers históricos unidos por uma galeria, ele reúne cerca de 3.800 obras que percorrem a trajetória da cidade, desde a pré-história até os dias atuais. Renovado em 2021, o museu conserva desde painéis renascentistas e salões aristocráticos inteiros até objetos ligados à Revolução Francesa, fotografias, cartazes e testemunhos da vida cotidiana parisiense. Um percurso que ajuda a compreender a cidade onde Madame de Sévigné viveu, escreveu e construiu um dos mais extraordinários retratos da França de seu tempo. A exposição Madame de Sévigné, Cartas parisienses fica em cartaz no Museu Carnavalet até o dia 23 de agosto de 2026.

Outra Visão
Bastidores do canal Outra Visão: Como o Podcast é Feito I Site I YouTube I Spotify I Instagram

Outra Visão

Play Episode Listen Later Aug 6, 2026 22:27


Hoje o programa é um pouco diferente. Eu quero convidar você para entrar nos bastidores e conhecer um pouco mais de perto como funciona esse projeto que, há mais de seis anos, vem produzindo entrevistas, histórias e conteúdos sobre os mais diferentes assuntos. Vou abrir com você os nossos canais, mostrar onde estão os episódios, as playlists, os vídeos e também contar um pouco do trabalho que existe por trás de cada produção.Vamos navegar pelo canal do Outra Visão no YouTube, pelo site oficial, pelo Spotify, Instagram e também pelo Apoia.se, que é uma das formas de você ajudar a manter esse projeto independente. Vou mostrar como organizamos os conteúdos por temas e nichos, falar da nossa programação — com vídeo novo todo sábado, às 19 horas — e explicar um pouco de como uma pauta nasce, como uma entrevista é preparada e tudo o que acontece depois que a gravação termina.E, claro, este episódio também é uma oportunidade para contar o que está acontecendo agora na nossa redação e antecipar um pouco das próximas pautas, entrevistas e projetos que estão chegando. Então, se você acompanha o Outra Visão ou acabou de chegar, fica por aqui. Hoje você vai conhecer como o programa vai ao ar e um pouco do trabalho, das histórias e das pessoas que fazem o Outra Visão acontecer.Abraço Paulãohttps://apoia.se/outra_visao

WGospel.com
Milagres nos casamentos de hoje!

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Play Episode Listen Later Aug 1, 2026 6:25


TEMPO DE REFLETIR 01843 – 01 de agosto de 2026 I Pedro 3:7 – Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres […], como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida. O pastor José Maria Barbosa Silva, conta em uma de suas meditações, que um dia recebeu em seu escritório uma jovem senhora, com rosto choroso, numa segunda-feira cedo. “Pastor, briguei com meu marido ontem à noite. Mandei-o embora de casa e ele foi mesmo!” Na conversa, ela comentou que o marido não a ajudava em casa, mas reconheceu que o tinha xingado. No dia seguinte, conversei com ele, que lamentava a interferência da sogra e o fato de a esposa não ter colocado o sobrenome dele junto ao nome dela. Marquei um encontro com os dois na segunda-feira seguinte. Às seis horas da tarde, desci ao hall de entrada do escritório, onde só estavam os dois, sentados, olhando cada um para um lado, sem se conversar. Quando perguntei o que estava acontecendo, pareceu que eu havia passado um bisturi na ferida. Acusações mútuas surgiram em voz alta. Não havia clima de conciliação. A conversa ia e vinha, e ele dizia: “Ela não colocou o meu sobrenome no nome dela.” Enquanto falavam, eu orava silenciosamente pedindo que Deus me orientasse no que fazer e dizer, porque não via solução. Já eram quase nove horas da noite, quando finalmente perguntei para os dois: “O que vamos fazer com as meninas?” (Eles têm duas filhas, de dois e quatro anos.) Houve silêncio total. Longo. Intencionalmente deixei que esse silêncio se tornasse incômodo. “Bem, pastor”, disse a esposa, “eu resolvi. Vou colocar o sobrenome dele no meu nome.” Foi uma meia-volta da noite para o dia na entrevista, e conversamos sobre os ajustes de responsabilidade por parte de cada um. Ao sair da minha sala, havia apenas uma lâmpada acesa na escada. Ela disse: “Não estou enxergando.” Ele perguntou: “Posso lhe dar a mão?” Não acreditei no que estava vendo. Em silêncio, agradeci a Deus o milagre. Amigo ouvinte, o conselho de Pedro é para que o homem trate sua mulher com honra, tendo em vista suas necessidades e maneira de ver as coisas. O esposo tem que conhecer os medos, ambições e expectativas da esposa e o que a faz feliz. Deve ter cuidado ao falar com a esposa e com as crianças, para que o tom da voz, e a escolha das palavras, a atenção, tudo possa estar dentro de uma moldura de graça que contribua para a atmosfera de felicidade. Mais do que qualquer outro relacionamento, o casamento é feito de renúncias. Naquela noite, ao voltar para casa, agradeci a Deus pelo que é o amor, e pelo milagre que a graça pode realizar em cada casal. Esse milagre, amigo ouvinte, pode acontecer no seu casamento também! O que você precisa mudar? O que você precisa abrir mão? Reflita sobre isso e ore comigo agora: Pai, nesse momento, eu quero orar por esse casal que me ouve, por essa esposa, por esse marido, que não estão encontrando solução humana para o seu relacionamento. Tu podes fazer todas as coisas! Mas é preciso que cada um faça a sua parte. Aquele que precisa abrir mão, aquele que precisa ser mais humilde, confessar, admitir… Por favor, Pai, trabalhe na mente e no coração de cada um deles, agora. Torne esse lar, um lar feliz, pela Tua graça e pelo Teu poder. E em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

Juliana Goes Podcast
160. Como voltar a se priorizar: 3 passos para sair do modo automático | Juliana Goes Podcast

Juliana Goes Podcast

Play Episode Listen Later Jul 27, 2026 30:40


Todo dia é dia de Mercado Livre. Só no app você encontra as melhores marcas, frete grátis nas compras acima de R$19 e a entrega mais rápida do Brasil. Corre pro app: https://bit.ly/4aQD9ky*Confira as condições em www.mercadolivre.com.br/l/fretegratis. Análise comparativa independente, baseada em cálculo da média dos prazos de entrega ofertados durante o período 19/03/2026 e 24/03/2026.publicidadeQuantas mulheres existem dentro de você? A mulher que trabalha, cuida, materna, resolve, lembra da lista do mercado, sustenta relações… e aquela mulher que também precisa encontrar espaço para si.Depois das férias em família e vivendo uma nova fase da minha gravidez, eu voltei para esse episódio com uma inquietação muito pessoal: como continuar cuidando de todas as versões que me habitam sem me abandonar no caminho?Eu mesma percebi que estava tentando descobrir uma “rotina ideal” de autocuidado e espiritualidade, até receber do meu mestre um lembrete que eu precisava ouvir: talvez esse não seja o momento de acrescentar mais. Talvez seja o momento de simplificar e continuar fazendo, com consistência, aquilo que eu já sei que me faz bem.Neste episódio do Juliana Goes Podcast, eu compartilho experiências que vivi nos últimos anos, falo sobre sobrecarga feminina, maternidade, autocuidado, limites, autoconhecimento, mudança de rotina, espiritualidade e protagonismo e proponho três caminhos práticos para você experimentar na sua própria vida: fazer algo por você, deixar de fazer aquilo que já não faz sentido e escolher um desconforto voluntário que te ajude a quebrar padrões.Porque a mulher que você é hoje talvez não precise da mesma rotina, das mesmas relações ou das mesmas escolhas da mulher que você foi anos atrás. O que essa sua versão está pedindo agora?Vou deixar aqui os caminhos para você anotar e fazer:1. Fazer algo por você. Um pequeno gesto que atenda e nutra a mulher que você é hoje.2. Dizer um “não” ou deixar de fazer algo. Eliminar ou reduzir o que já não faz sentido para abrir espaço, tempo e energia para você.3. Escolher um desconforto voluntário. Fazer algo que rompa um padrão: acordar sem olhar o celular, pedir desculpas, retomar uma prática física ou espiritual, ter uma atitude diferente numa relação.Me conta nos comentários: qual dessas mulheres que te habitam está precisando mais de você hoje?Conheça todos os meus projetos → https://www.julianagoes.com.br⚡️

LendaCast
HISTÓRIAS DE VELÓRIOS ASSOMBRADOS | LendaCast Solo #97

LendaCast

Play Episode Listen Later Jul 25, 2026 117:21


Hoje o episódio será ao vivo! Vou contar relatos de seguidores que passaram por alguma situação sobrenatural no velório.

Ponto de Partida
Quer derrotar Lula? Larga o Flávio

Ponto de Partida

Play Episode Listen Later Jul 22, 2026 14:57


Hoje eu quero falar com você que está cansado de Lula e não é bolsonarista. Você é quase 40% do Brasil — e é você quem pode decidir essa eleição. Vou te mostrar por que Flávio Bolsonaro é o candidato que mais fortalece Lula, por que ele já perdeu cinco pontos só entre as mulheres — e por que, se perder mais cinco, ele desmonta.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Alta Definição
Xana Carvalho: “O meu pai também era cantor. Questiono muito as decisões da minha vida: ‘Isto é mesmo um sonho meu ou uma forma de agradar?'”

Alta Definição

Play Episode Listen Later Jul 18, 2026 61:21


Xana Carvalho sempre sonhou com a música. Cresceu num ambiente familiar marcado por discussões constantes entre os pais e, por acompanhar frequentemente o pai, que era cantor, acreditou desde cedo que esse também seria o seu caminho. Anos mais tarde, ao revisitar a infância conturbada que viveu, questiona se essa escolha foi verdadeiramente sua. “Isto é mesmo um sonho meu ou foi só uma forma que arranjei de agradar?”, pergunta-se. No Alta Definição, recorda como o temperamento imprevisível do pai a levava a medir cada comportamento e a agir sempre em função do estado de espírito dele. Já em adulta, conseguiu reconhecer que o passado foi difícil e que o pai, apesar de frequentemente desvalorizar os seus sentimentos, era abusivo para com a mãe. “A forma como agia com ela assustava-me. Não queria ter de passar pelo mesmo”, confessa a Daniel Oliveira. A sua história, porém, acabou por seguir um rumo diferente. Conheceu o marido, João, ainda na escola, um homem que considerava “lindo de morrer” e com quem, diz, teve sempre de tomar a iniciativa. “Fui eu que pedi em namoro, fui eu que pedi para casarmos e termos uma filha.” O casal concretizou o sonho da parentalidade, mas a felicidade foi interrompida por um acontecimento dramático. Quando a filha tinha apenas 26 meses, Xana recebeu uma notícia que mudou a vida da família. “Estava deitada com a minha filha, tocam à campainha. Vou abrir a porta, é um colega do meu marido: ‘Xana, o João levou um tiro na cara’.” A partir desse momento, a cantora viu-se obrigada a reconstruir a vida familiar. Além de cuidar da filha pequena, teve de ajudar o marido a recuperar o sentimento que tinha pela criança. “Ele nem queria estar ao pé dela. Era meu dever, enquanto mãe, fazer alguma coisa. Obriguei-o a cuidar dela, a dar-lhe banho. Até que vi o amor que os une a acordar outra vez.” Anos mais tarde, o peso desse percurso e das marcas deixadas pelo passado acabaram por ter um impacto profundo na sua saúde mental. Já mãe de duas filhas, conta que chegou a um ponto em que até ouvi-las brincar se tornava insuportável. “Um dia chego a casa, meto a chave na porta e quero acabar com tudo. Vou buscar a arma do meu marido, sento-me na cama e fico a pensar: ‘É mesmo isto?’. O que me salvou foi a fotografia das minhas filhas no móvel.” Xana procurou ajuda e acabou por receber o diagnóstico de perturbação bipolar. Na entrevista conduzida por Daniel Oliveira, deixa ainda um apelo para que os sinais de doença mental nunca sejam desvalorizados. “Da mesma forma que existem médicos de família, deviam existir psicólogos de família.” Ouça o testemunho completo da cantora em podcast. Este episódio de Alta Definição foi emitido a 18 de julho, na SIC.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Descobri depois de adulta
#288: 41 anos, casada e sem filhos | Um papo sobre mulheres que não quiseram ter filhos

Descobri depois de adulta

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 26:02


É possível ser mulher e ter uma vida plena sem a maternidade? Aos 41 anos, será que existe arrependimento por não ter sido mãe? Essa é uma das perguntas que mais recebo e, neste episódio, compartilho minha resposta de forma honesta. Vou falar sobre a decisão de não ter filhos, as pressões sociais que muitas mulheres enfrentam, as expectativas da família, o relógio biológico e como enxergo essa escolha hoje. 

Professor HOC
OS EUA PERDERAM A GUERRA NO IRÃ? I Professor HOC

Professor HOC

Play Episode Listen Later Jun 26, 2026 30:43


Na semana passada um acordo foi assinado entre Irã e EUA para que a trégua se prolongasse e as partes conseguissem chegar num acordo sobre temas delicados como urânio e estreito de Ormuz.Será que os países vão chegar no acordo?Quem saiu melhor do conflito?Vou tentar responder essas perguntas aqui no vídeo de hoje.Você já conhece o meu aplicativo? No HOC ACADEMY você tem acesso a cursos e aulas exclusivas, além do BUNKER DO HOC, um feed de notícias e análises em tempo real sobre as coisas mais importantes que acontecem no mundo. Clica no link e não fique de fora dessa!

Não Conto Calorias - O podcast
Canetas 'emagrecedoras'?

Não Conto Calorias - O podcast

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 48:59


Esse episódio não precisa de muita introdução. Vou falar sobre as canetas para tratamento de obesidade e diabetes. Mas também vou falar sobre canetas emagrecedoras. E não, não são coisas iguais. Quando falamos ‘remédio para tratamento', estamos colocando a caneta no devido lugar. Quando falamos ‘canetas emagrecedoras', estamos falando de uso estético. Falei, então, dos dois! E aproveitamos para falar também do papel da endocrinologia e do uso de hormônios por mulheres!Dra. Mariana Hoffmeister é médica pela UFRGS, residência de clínica médica e de endocrinologia e metabologia pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre, mestre em endocrinologia pela UFRGSSiga a Mariana nas redes @mariana.endocrinologistaO Clube CCAFE é apoiador desse podcast. Se você é nutricionista, faça parte do Clube: www.ccafe.com.br. E tem cupom de desconto: CALORIAS10Siga o Não Conto Calorias:no instagramhttp://www.instagram.com/naocontocaloriasno Substackhttps://naocontocalorias.substack.com/Música: Modern Jazz" Kevin MacLeod (incompetech.com)Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0⁠⁠⁠https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/⁠⁠⁠

Tribo Forte Podcast: Saúde. Boa Forma. Estilo De Vida!
TF Extra #554 - Pouca Disposição Mesmo Dormindo Muito? Pode Ser Isso.

Tribo Forte Podcast: Saúde. Boa Forma. Estilo De Vida!

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 18:24


Você não sabe que raios está acontecendo, mas sente que simplesmente não tem aquela energia, disposição e vitalidade que tinha há anos atrás...  Você se sente mais fadigado, menos disposto e com a bateria sempre pela metade ou baixa mais seguido do que deveria até quando dorme bastante e não tem nem ideia do porque...  Enquanto várias coisas podem contribuir para esse tipo de coisa, talvez a principal delas seja alguma deficiência em 2 nutrientes que abastecem a real fundação dos sistemas de geração de energia no corpo, então vamos ver se este é seu caso e a boa notícia é que se for, isso é facilmente corrigido e a diferença em como se sente pode ser como a noite e o dia  Vou te mostrar agora quais são estes 2 nutrientes e porque podem ser responsáveis por como se sente e ainda te mostrar 2 nutrientes adicionais que podem turbinar essa energia naturalmente e por fim mais pro final te passar um protocolo pra botar tudo em prática o quanto antes, combinado?  

WGospel.com
Esaú e Jacó. Predestinados?

WGospel.com

Play Episode Listen Later Jun 14, 2026 10:00


ESAÚ E JACÓ. PREDESTINADOS? – ENCONTRO COM AS PROFECIAS 007 A profecia que vamos estudar hoje apresenta alguns aspectos de grande importância para todos nós, mesmo tendo sido anunciada há muito tempo atrás. O nascimento de um filho é algo que gera alegria, ansiedade, preocupação. Mas a maior ansiedade é causada quando se quer, se deseja um filho e não se pode tê-lo. Isaque, o filho da promessa de Abraão, tinha quarenta anos quando se casou com Rebeca. Rebeca não podia ter filhos. Como resultado de muita oração ela ficou grávida. E o casal estava certo. Eles estavam usando o meio correto de resolver um problema. A oração é a chave que abre os armazéns do céu. E nós precisamos usar mais essa chave. Muitos diante dos problemas fazem promessas a santos e espíritos; oferecem sacrifícios de animais e até de seres humanos. Esta, porém, não é a forma indicada pela Bíblia para resolver um problema. Se você está com problemas não precisa pagar nada a ninguém. Onde você está, se puder se ajoelhar, fique ajoelhado; se não puder, não se preocupe. Ore. Converse com Deus, conte o seu problema. Inicie uma luta, junto com Deus, diante da dificuldade que você enfrenta. A escritora Ellen White define a oração como sendo o “único meio para se obter êxito diante de um conflito” (Atos dos Apóstolos, p. 564). Portanto, não busque outro caminho. A oração é o meio apontado por Deus para resolver o teu problema. Gênesis 25:21 diz que Isaque orou insistentemente. Aí está o segredo: a perseverança na oração é a chave para obter resposta ao problema. Isaque devia aprender que o filho da promessa, seria o resultado da manifestação da graça divina. Isaque tinha 40 anos quando se casou com Rebeca (verso 20).  O verso 26 – última parte – diz que ele tinha sessenta quando os gêmeos nasceram. Portanto ele orou, pelo menos, 19 anos sobre o problema que o atingia! Amigo ouvinte, quando você tem um pedido a Deus, por quanto tempo você ora? Isaque orou 19 anos! Que exemplo para nós que nos queixamos tanto dos problemas. Por isso, se você tem dificuldades com marido, esposa, filhos, trabalho, saúde; eu tenho a solução para os seus problemas: comece a orar! Mas, vamos a profecia de Gênesis 25:22 e 23: “os filhos lutavam no ventre dela; então, disse: se é assim, por que vivo eu? E consultou ao SENHOR. Respondeu-lhe o SENHOR: duas nações há no teu ventre, dois povos, nascidos de ti, se dividirão: um povo será mais forte que o outro, e o mais velho servirá ao mais moço.” � Esta profecia envolvia dois fetos, que segundo a descrição da mãe, lutavam em seu ventre. Rebeca estava preocupada. Naquele tempo não existiam os recursos da medicina moderna. Então ela questiona o Senhor Deus: “Por que isto está acontecendo comigo?” Este é o tipo de pergunta que fazemos com muita freqüência. “Por que eu?” “Por que só acontece comigo?” Amigo ouvinte, os problemas não são privilégio de uns poucos e nem só dos que estão distantes de Deus. Mesmo os que estão do lado de Deus podem ser atingidos pelas dificuldades. O significado da profecia. Verso 23: “São dois povos” – A promessa feita a Abraão agora começa a se cumprir. O mais novo, o que nascer por último, será mais forte; o que nascer primeiro será mais fraco. Assim nasceram Esaú e Jacó. Jacó tornou-se o pai da nação de Israel. Ninguém tem dúvidas disso. Esaú, pai dos edomitas. (Gênesis 36: 31-43). A história bíblica registra que essas duas nações irmãs foram sempre inimigas. Mas Israel, porém, demonstrou ser o mais forte. Vou citar só um exemplo: Davi – Rei de Israel, subjugou os edomitas (II Samuel 8:14) e o rei Amazias mais tarde os derrotou (II Reis 14:7). Diante desta profecia muitos podem questionar: “Então Deus predestinou Jacó para o sucesso e Esaú para o fracasso!” Amigo ouvinte, a Bíblia não apóia a idéia da predestinação como alguns a defendem. Um para o sucesso e outro para o fracasso. Deus não seria um Deus de amor, como é apresentado em I João 4:8, se de uma forma ditatorial, já determinasse um para o fracasso e outro para o sucesso. Como explicamos isso então? Deus é onisciente e Ele conhece o passado, presente e futuro. Para Ele tudo é conhecido, é sabido, porque Ele é Deus. E como Deus Ele contou à uma mãe aflita o que iria acontecer com seus filhos. Mas jamais Deus marcou um para o fracasso e outro para o sucesso. Amigo ouvinte, não pense que você, por estar passando eventualmente por alguns problemas, foi predestinado por Deus para ser um perdedor, um fracassado. Você é muito especial para Deus. Ele é amor. Ele te ama. Viva feliz, confiante no Deus que ouviu a oração de um pai aflito e respondeu a pergunta de uma mãe que estava tomada de preocupação. Um Deus que tem você em alta conta e deseja tornar realidade cada um de teus sonhos. E sempre é bom lembrar também: Creia no Senhor teu Deus e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará (II Crônicas 20:20).

Devotionale Audio
Un viitor si o nadejde 24.05.2026 [devotional audio]

Devotionale Audio

Play Episode Listen Later May 23, 2026 4:12


Augustin spunea: timpul e legat de experiența interioară -singurul moment real e prezentul. Trecutul există doar ca amintire, viitorul ca anticipare. Nouă ne aparține doar clipa prezentă. Un mesaj din Ieremia ne spune: Vouă vă aparține doar clipa prezentă. Trecutul e amintire. Viitorul e anticipare. Doar Eu, Domnul, Îl cunosc. Ai încredere în iubirea Mea! Doar Eu îți pot da un viitor și o nădejde!Citește acest devoțional și multe alte meditații biblice pehttps://devotionale.ro#devotionale #devotionaleaudio

Pr Marcos Bomfim
#491 - Mais Com Menos - Introdução 1/8

Pr Marcos Bomfim

Play Episode Listen Later May 19, 2026 55:01


Apresentado na Washington Brazilian SDA Church, em 31 de janeiro de 2016, este episódio é a introdução para o Workshop "Mais Com Menos" (episódios #463-#469).Estes episódios também estão disponíveis no meu canal no YouTube (em Portugues). Veja a playlist aqui: https://youtube.com/playlist?list=PLfb3h6tdb8Xx9cKIrNp7vIioV9kzkw1Dy&si=1BZfp3XAmVjYANCq “Mais com menos” é uma frase que remete a um estilo de vida que busca a simplicidade e a eficiência, evitando o desperdício. “Mais com menos” representa um princípio-mestre que, quando respeitado, alinha diversos aspectos da vida para que o resultado seja mais vantajoso e eficiente. “Mais com menos” está, de certa forma, relacionado com aquela afirmação de Jesus de que... (Mateus 16:25)A mentalidade “Mais com menos” pode beneficiar praticamente todas as áreas da vida, incluindo o corpo, as emoções, os relacionamentos (com o próximo e com Deus) e as finanças. Quem adota o estilo “Mais com Menos” enxerga a tremenda vantagem de nunca utilizar todos os recursos que parecem estar disponíveis. Escolhe viver com menos porque entende que este princípio de vida é vantajoso. Sabe que vai ter “Mais com Menos.”Livro divulgado: "Embaixadores do Reino"https://downloads.adventistas.org/pt/mordomia-crista/livros/livro-embaixadores-do-reino/Alguns exemplos:Informação visualAmizades: Provérbios 25:17 ARAComida? Comer apenas duas refeições por dia é um investimento na saúde e na longevidade. A Bíblia diz, em Provérbios 23:1-2 ARA Eclesiastes 10:16-17 NVTEspecialmente no caso de alimentação, fazemos muito “Mais com Menos.” Vivemos melhor, com mais saúde, e por mais tempo.E no casamento? Quando, por causa de Deus, você deixa todas as outras e fica só com sua esposa, alguém pode pensar que você tem menos alegrias e prazeres do que os outros. Mas essa é uma das condições para que ela seja como videira frutífera, que você se alegre profundamente com a mulher da sua mocidade e que você se embriague em todo o tempo com suas carícias (Prov 5:18-19). Nesse caso, você também faz “Mais com Menos.” Quando, por causa de Deus, você levanta mais cedo (culto pessoal e familiar), não deveria ficar mais cansado? Afinal, você aparentemente dorme menos! Mas Jesus passava muitas noites orando e trabalhava todo o dia seguinte. Sua provisão de energia se mantinha porque não vinha do travesseiro, mas de cima, do Pai. E para nós não é diferente. Ele diz, ... Isaías   40:31. Um pouquinho menos de travesseiro pode significar muito mais na vida!!Na criação de filhos...Na guarda do sábado... (Isaias 58; Isaías 58:13-14 NVT)Na vida financeiraGen 1-3 - Deut 8WORKSHOP “MAIS COM MENOS.”SpotifyYouTube (português)Livro “Embaixadores do Reino - Camila RussoSão 4 ações que obedecem ao princípio  “Mais com menos”Vou começar de trás para diante. Formando um FUNDO DE RESERVA. Como? (PLANEJAMENTO, QUEM É MEU SENHOR e APRENDENDO A CONFIAR)Não programar ter fundo de reservas é planejar ter dívidas. Imprevistos sempre acontecem, Precisa estar disposto a negar o “eu” a viver com MENOS. (Menos é Mais)Talvez comer fora menos, menos viagem… ou menos viagem com seu próprio bolso…Vai que ao você adotar os princípios corretos Deus começa a as abrir portas do “Mais com Menos”???Mais adiar a satisfação de desejos, domínio próprio, adoção de prioridades corretas. Planejamento… (workshop)O que você faz assim que ganha? Seu foco é no que gastar, ou no como economizar?A ordem das ações é extremamente importante:Trabalhar GanharDevolver a Deus (dízimos e ofertas)Ajudar aos pobresPouparInvestirGastarA inversão desta equação leva ao fracasso certo. Fracasso por causa do desprezo ao princípio do “Mais com Menos.”POBRES (O Caminho da Benção)Este workshop apresenta uma perspectiva bíblica de como compartilhar daquilo que Deus colocou em sua mão. Provérbios 19:17 ARAWorkshop “O Caminho da Benção”A PARTE DO SENHORProvérbios 3:9-10 ARAMalaquias 3:8-10 NVT

Segurança Legal
#417 – Condomínios e biometria, novos crimes digitais e o mito do Mythos

Segurança Legal

Play Episode Listen Later May 12, 2026 72:30


Neste episódio, Guilherme Goulart e Vinícius Serafim analisam casos reais e tendências que colocam em xeque a segurança digital e física no Brasil. Você vai descobrir como criminosos burlaram um sistema de reconhecimento facial em condomínios de Porto Alegre usando engenharia social, expondo os riscos do teatro da segurança, do solucionismo tecnológico e da hipossuficiência técnica dos consumidores. Em seguida, você vai entender o que está por trás do lançamento do modelo Mitos da Anthropic — classificado como perigoso demais para uso público —, e por que os resultados práticos com o Firefox e o cURL geraram ceticismo no meio da cibersegurança, levantando questões sobre propaganda de IA, governança, regulação e concorrência no mercado de inteligência artificial. Neste episódio, você também acompanha a análise da lei 15.397, que atualizou crimes digitais no Brasil com penas mais severas para furto qualificado digital, cessão de conta laranja e fraude eletrônica — e por que, sem investimento em capacidade investigativa, isso pode ser apenas populismo penal. Além disso, são discutidas duas vulnerabilidades críticas no Linux (CVE Copyfile e Dirty Frag) com exploits já circulando antes da correção, e como a IA pode acabar com o anonimato na internet ao identificar autores por fingerprint de texto com apenas 125 palavras. Os temas de privacidade, proteção de dados, LGPD, segurança ofensiva, pentest e infraestrutura em nuvem permeiam toda a conversa. Assine o Segurança Legal na sua plataforma favorita, siga o perfil nas redes sociais e avalie o podcast para ajudar a ampliar o alcance deste projeto independente de conteúdo sobre segurança da informação. Você também pode apoiar diretamente pelo Apoia.se (apoia.se/segurancalegal) ou simplesmente indicar o podcast para colegas e amigos — cada compartilhamento faz diferença. Entre em contato pelo e-mail podcast@segurancalegal.com ou pelo Mastodon, Instagram, Bluesky, YouTube e TikTok. Esta descrição foi realizada a partir do áudio do podcast com o uso de IA, com revisão humana.  Visite nossa campanha de financiamento coletivo e nos apoie!  Conheça o Blog da BrownPipe Consultoria e se inscreva no nosso mailing Shownotes Polícia prende suspeitos de invadir e furtar apartamentos de alto padrão em Porto Alegre; grupo usava fraude em reconhecimento facial Polícia desarticula grupo de criminosos que furtava apartamentos de luxo via redes sociais Atualização do Código Penal para alguns crimes digitais Will AI end anonymity? I tested it I can never talk to an AI anonymously again Anthropic's most dangerous AI model just fell into the wrong hands Unauthorized group has gained access to Anthropic's exclusive cyber tool Mythos, report claims It’s a myth that you need Mythos to find bugs: Open source models can do it just as well Filme: Quebra de Sigilo (Sneakers) BC Protege Livro – Sob a sombra da suástica: a França ocupada Filme – Viagem ao mundo dos sonhos Artigo – Em louvor ao Teatro da Segurança Imagem do episódio: The Ancient Days, Willia, Blanke

WGospel.com
Valorizar as coisas pequenas

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Play Episode Listen Later May 9, 2026 4:59


TEMPO DE REFLETIR 01759 – 9 de maio de 2026 Lucas 21:2 – Viu também uma viúva pobre colocar duas pequeninas moedas de cobre. Uma pequena alegoria salienta a importância das pequenas coisas. No estúdio, o artista afastou a cortina e o sol iluminou um vitral inacabado. Na parte inferior do vitral, via-se um ambiente florido, crianças olhavam e sorriam. Acima das crianças, achava-se a figura incompleta de um homem. Ao colocar os pedacinhos de vidro na obra, o artista dizia consigo mesmo: “Tenho que fazer isto da melhor maneira possível. Preciso mostrar aos outros meu amor por Cristo. Se conseguir colocar em Sua expressão tudo aquilo que imagino, ficarei contente.” Num montão de aparas de vidros e pequenos pedaços de metal, havia um pedacinho de vidro. Ele estava desanimado consigo mesmo: “Pensei que fosse fazer parte do vitral. E agora estou aqui, jogado no meio deste material. Parece que não tenho nenhum valor mesmo. Vou me esforçar o melhor que puder e se o sol vier para o meu cantinho, melhor ainda.” De repente, houve agitação no estúdio. Parecia que o artista estava procurando alguma coisa. O pedacinho de vidro escutava ele falar: “Não posso terminar sem ele. Era um pedacinho pequeno, mas muito importante. Onde será que ele está? Ele é imprescindível para eu terminar o vitral.” O pedacinho de vidro pensou: “Será que sou eu?” Com um grito de alegria, o pedacinho de vidro foi tirado do montão de restos de vidro e de metal. Ao ser colocado no vitral, tornou-se um dos olhos de Cristo. Temos um lugar no bonito vitral de Deus. Onde quer que nos encontremos, por pequenos que sejamos, Ele nos usará para mostrar a beleza de Cristo. Jesus não passou por alto a oferta da viúva, que “colocou duas pequeninas moedas de cobre, de muito pouco valor” (Mc 12:42). Embora a oferta fosse pequena, ela deu tudo o que possuía. Na parábola dos talentos, o senhor diz: “Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor!” (Mt 25:21). Não espere até receber um convite para fazer um grande trabalho para Deus. Seja fiel e brilhe no cantinho em que você está. “É a conscienciosa atenção ao que o mundo chama de ‘pequenas coisas' que torna a vida um sucesso. Pequenas ações de caridade, pequenos atos de abnegação, proferir singelas palavras de ajuda, […] isto é cristianismo” (Exaltai-O [MM 1992], p. 347). Pratique isso no dia de hoje e ore comigo agora: Por favor, Pai, que eu seja a luz para aquele que está em trevas. Que eu leve palavras de esperança ao desesperançado. Que eu seja útil para alguém hoje. Por favor. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

True Story
[FORMAT POCHE] Blind Willie Johnson, un bluesman dans l'espace

True Story

Play Episode Listen Later May 4, 2026 9:59


[REDIFFUSION] A quelques 20 milliards de kilomètres de la Terre, dans l'espace interstellaire, gravite le blues mystique d'un afro-américain aveugle du sud des Etats-Unis. Son nom : Blind Willie Johnson. Les premiers souvenirs de Willie sont malheureux : il perd sa mère à l'âge de 4 ans. Avec son père George, ils trouvent un refuge dans la foi et la musique. Tous les dimanches, ils occupent les bancs de l'église. George fabrique un guitare pour son fils, avec une boîte de cigare. Voué à explorer les tréfonds de l'âme humaine, Willie Johnson souhaite devenir pasteur et chanteur. Une production Bababam Originals Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Falar Português Brasileiro
#222 - Pretérito imperfeito

Falar Português Brasileiro

Play Episode Listen Later May 4, 2026 16:59


Profa Ju chegando. e este é o seu podcast 100% em português chegando para desejar uma ótima semana! Uma ótima semana para todos vocês que escutam o Podcast Falar Português Brasileiro. Nós, você e eu, somos o podcast Falar Português Brasileiro. Lembre-se: sem luta, não há vitória! Nada cai do céu! Nem a sua fluência em português! Hoje eu quero te convidar para um tipo de experiência diferente. Vou contar duas histórias, com o mesmo personagens, com as mesmas ações, mas em tempos diferentes. Este episódio será sobre o pretérito perfeito e o imperfeito juntos. Espero que dê certo! Lembrando que os tempos verbais explicam ações… constroem mundos.Então, eu te faço um convite agora.Se você puder, diminua o ritmo.Se você estiver caminhando, caminhe um pouco mais devagar.Se estiver em casa, apenas escute.Porque na minha história…ninguém tem pressa e estamos em construção.

Não Conto Calorias - O podcast

Tô cansada? Vou comer um pedaço de bolo, eu mereço! Tô estressada? Vou pedir uma pizza, eu mereço! A vida é muito difícil, né? Vou abrir uma garrafa pra relaxar, porque eu mereço! Você sim, merece. Mas depois de comer aquilo, percebe que o stress não passou, que você continua cansada e que a vida segue sendo muito injusta. E aí vem a culpa, o arrependimento... Mesmo assim, você, no próximo desafio, recorre a comida pra se recompensar. Por que é tão difícil quebrar esse ciclo? Por que a gente tem esse comportamento? Por que procuramos alimentos hipercalóricos, hiperpalatáveis, hiper gostosos? Para entender mais sobre esse tema, eu conversei com a Ana Carolina Costa, que é nutricionista e instrutora de mindful eating, escritora e atua na área de comportamento alimentar/transtornos alimentares. Você merece escutar!O Clube CCAFE é apoiador desse podcast. Se você é nutricionista, faça parte do Clube: www.ccafe.com.brSiga o Não Conto Calorias:no instagramhttp://www.instagram.com/naocontocaloriasno Substackhttps://naocontocalorias.substack.com/

Oxigênio
#218 Rodrigo Alves: Bastidores e Futuro do Podcast

Oxigênio

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 44:35


No dia 25 de fevereiro de 2026, o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) teve a honra de receber a visita do jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, Rodrigo Alves, que ministrou uma oficina de podcast para os alunos da pós-graduação. Nesse episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina, em que ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva na produção jornalística em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e o futuro do gênero na produção jornalística. A entrevista foi comandada por dois integrantes da nossa equipe, a Lívia Mendes e o Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante para quem se interessa ou deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. [áudio Rodrigo Alves] Livia: Esse aí é o Rodrigo Alves, jornalista, apresentador e roteirista de podcasts narrativos, como o Vida de Jornalista. Você talvez já tenha ouvido a voz dele no episódio #202 aqui do Oxigênio ou em algum dos podcasts que ele apresenta. Em fevereiro, a gente teve o prazer de conhecer o Rodrigo pessoalmente, já que ele esteve aqui no Labjor pra ministrar uma oficina de podcast pros alunos da pós-graduação. Marcos: Neste episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina. Ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva a produtos em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e sobre o futuro do gênero na produção jornalística. Livia: A entrevista foi conduzida por mim, Lívia Mendes, Marcos: e por mim, Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante pra quem já conhece e pra quem deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. Então, continua com a gente e vem ouvir nosso bate-papo com o Rodrigo Alves. [Vinheta Oxigênio][música] Marcos: Bom, vou apresentar um pouco do Rodrigo. Como a gente já falou, ele é jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, que conta histórias e bastidores da profissão. É coordenador e roteirista dos podcasts Tramas Coloniais, Rio Memórias, Senado 200, Como Cobrir, e muitos outros. Editor da série No Rastro da Notícia, do podcast Jornalismo Sem Trégua, da Abraji. Desde 2021, ele se dedica exclusivamente à produção de jornalismo em áudio e a oferecer Oficinas de Podcasts. Antes de tudo isso, ele também foi comentarista de basquete no SporTV, repórter e editor em veículos como Globo Esporte e Jornal do Brasil. Cobriu desde eleições a Olimpíadas, até o Rock in Rio, e a gente vai falar um pouco sobre tudo isso com ele. Ah, também não podemos deixar de dizer que ele é fã de punk rock e torcedor do Fluminense. [música] Lívia: Eu queria destacar que ele participou de uma das nossas parcerias comemorativas de dez anos do podcast, lá no episódio #202, quem não ouviu pode procurar, que foi entrevista com a Sonia Bridi, um perfil lindíssimo, que ele comandou junto com a nossa coordenadora Simone Pallone. E, bom, a gente queria começar perguntando pro Rodrigo sobre a sua trajetória no áudio. A sua trajetória no jornalismo já é bastante sólida, né? Engraçado que várias pessoas, quando a gente compartilhou no Instagram que você viria aqui, visitar a gente no Labjor, lembraram de você como comentarista de basquete e disseram que adoraram. Além das coberturas de esporte, né? Como você conta lá na história do famigerado 7 a 1, Brasil e Alemanha, no segundo episódio do novo projeto, mas em que momento o áudio deixou de ser um projeto paralelo e se tornou uma dedicação exclusiva? Rodrigo: Ah, gente, primeiro obrigado pelo convite. Eu amo o Oxigênio, mas agora é diferente porque eu tô aqui presencialmente pra gente gravar. Então, foi um prazer fazer esse projeto em parceria, né, do episódio da Sônia Bridi, mas a gente fez no Rio de Janeiro e agora eu tô tendo a oportunidade de estar aqui pela primeira vez, conhecendo e tô amando. Então, poxa, obrigado demais. Eu gosto muito do Oxigênio que já tá nessa estrada aí há tanto tempo e acho que é super essencial. Então, obrigado demais. Rodrigo: E o áudio, assim, virou uma paixão desde não desde o início, né, quando eu comecei no jornalismo, porque eu trabalhei primeiro com o jornal impresso durante 8 anos e depois fui trabalhar na internet, trabalhei no site de esporte da Globo durante muito tempo. E aí no fim dessa trajetória na Globo eu trabalhei, como você falou, como comentarista de basquete. E isso é meio surreal mesmo porque de vez em quando alguém lembra assim, me vê assim,fala. Porque a televisão é impressionante, né? Tem um, mesmo sendo uma TV fechada, né? Eu trabalhei no SporTV, mas tem essa coisa meio, sei lá, um fascínio, né? Que eu acho super esquisito. Mas, enfim, é, foi super legal, foi uma experiência muito legal. E, e aí quando eu tava trabalhando como comentarista, eu já tava fazendo podcast. Então, o Vida de Jornalista, que é o meu primeiro projeto autoral em áudio, eu lancei em 2018. E nessa época eu ainda trabalhava no esporte da Globo, não era nem comentarista ainda, ainda tava trabalhando no site. Mas o áudio já era uma coisa que tava me fascinando, sabe? Eu queria começar a fazer jornalismo em áudio, mas era uma coisa ainda paralela com o meu trabalho. E eu fazia o Dois Pontos, que era um podcast de basquete também na Globo, que saiu 2 meses antes do Vida de Jornalista, quase ao mesmo tempo, que eu fazia com Rafael Roque, meu grande amigo que ainda trabalha lá. E aí ficava essa coisa meio paralela. E eu sempre ficava alimentando isso. Será que um dia vale a pena eu me dedicar só a isso, né? Sair do emprego, mas assim, é um emprego, né? Era um emprego na Globo, então tem toda aquela coisa de estabilidade, um salário, plano de saúde, você fica pensando essas coisas, mas o áudio estava muito e na época da pandemia eu tomei essa decisão de sair do emprego, ali na virada de 2020 para 2021, para me dedicar só à produção de áudio, não só ao Vida de Jornalista, mas fazer podcasts jornalísticos, narrativos. Então abri uma produtora, a Escuta Aqui e aí fui pegando assim um ou outro projeto que eu acreditava muito, que eu achava muito legal. E eu fiz o Rio Memórias, que é um podcast que eu fiz durante cinco temporadas e eu coordenava a produção e fazia os roteiros, não sou eu que apresento, é a Gabriela Montoni, historiadora. E fui fazendo outros, o Tramas Coloniais, enfim, foram aparecendo outros projetos. E em paralelo eu mantinha o Vida de Jornalista, como meu projeto pessoal, e agora em 2026 o Onde eu tava quando aquilo aconteceu, que é um projeto mais pessoal ainda, de histórias minhas pessoais e jeito de contar histórias, narrativa. Então, essa paixão pelo áudio, ela é antiga, mas eu passei a me dedicar mais a ela ali nessa virada de 2020 para 2021. Marcos: É, eu acho que uma próxima pergunta seria, então, para você comentar um pouquinho como foi essa transição pra você de sair de um espaço normalmente escrito, do jornalismo, para um em áudio. O que que muda na narrativa? Imagino que talvez o que você comentou agora de você poder contar uma coisa que é mais pessoal. Rodrigo: Eu acho que tem muito a ver com isso. Acho que podcast narrativo permite isso de você se colocar um pouco mais nas histórias, sabe? O jornalismo, às vezes, ele pede um rigor um pouco maior de, enfim, eu nem acho que o jornalismo necessariamente você tem que se afastar do assunto, acho que tem uma coisa de subjetividade que é interessante também e queajuda a gente a contar as histórias, mas, no podcast, você tem uma relação que eu acho que é mais um a um, sabe? É você e quem tá ouvindo. Eu, pelo menos, quando eu faço os roteiros, quando eu gravo as locuções, eu imagino que tem uma pessoa do outro lado me ouvindo e não falar assim para um público, sabe? Eu sei que tem um público ali, mas a narrativa é direta pra uma pessoa. Então, acho que ajuda você a pensar e se colocar um pouco mais, acho que cria uma interação ali melhor com a pessoa. Rodrigo: O que mudou pra mim foi talvez o jeito de escrever. Porque eu acho muito engraçado, às vezes as pessoas falam assim, você tem saudade de escrever? E na real, assim, eu nunca escrevi tanto na vida como eu escrevo hoje. Eu escrevo roteiros, podcasts são roteiros enormes e é texto, né? O Onde eu tava quando aquilo aconteceu é um exercício de roteiro pra parecer improvisado, mas eu tô lendo cada vírgula, assim, cada palavra, cada coisinha, então é tudo escrito, é tudo um trabalho de texto, que eu já tinha desde o início, né, como você falou, de trabalhar com o jornal impresso, no próprio site da Globo, trabalhava muito com texto também. Mas é um pouco diferente, sabe? Eu acho que o podcast dá um pouco mais de liberdade que no jornalismo tradicional você até consegue de vez em quando fazer, principalmente nesses projetos autorais, né? Porque aí não tem um chefe assim para falar: “Rodrigo, faz assim, faz assado”. Eu vou fazendo do meu jeito e a minha resposta é na minha cabeça mesmo. Isso tem um lado ruim, que é você não poder virar pro lado e falar: “Pô, dá uma olhada aqui no texto que eu fiz, vê o que que você acha, né? Dá uma olhada”. Quem vai ouvir é o público quando sair, né? Eu faço tudo sozinho. Mas, também tem um lado bom que é uma liberdade criativa que acho que não tem preço. Então, acho que nesse caso é isso. Mas, eu escrevo muito e gosto muito de escrever. Eu amo texto. Acho que são textos com características diferentes, mas que me dão o mesmo prazer, sabe? Marcos: Sim, sim, com certeza. Imagino que o saber também produzir um texto, um roteiro muito bom, seja um primeiro passo essencial pra você realmente ter um podcast legal. Rodrigo: É, claro que assim, a produção de podcast passa por várias etapas. Então, sei lá, às vezes a pessoa pode não ser do texto, mas vai fazer a locução ou vai fazer uma entrevista, vai fazer produção, vai editar. Tem várias etapas ali que eu acho que são importantes. A que eu mais gosto é o texto, é o roteiro, é o que me dá mais prazer de fazer, é o que me deixa mais, sei lá, mergulhado ali na coisa, sabe? É uma hora em que você pega a sua apuração ou a sua entrevista ou o que quer que seja que você fez e agora eu vou fazer o roteiro. Então, como que eu vou contar essa história que eu já tenho aqui. Como é que eu vou embalar? Como é que vai ser a embalagem dela pra entregar para quem vai ouvir? E aí eu posso fazer do jeito que eu achar melhor. Então é um momento de botar a criatividade pra jogo ali. Então, pra mim funciona muito bem. É o momento que eu mais gosto de fazer. Mas, não é o único, claro, né? No caso do Vida, do Onde eu tava eu faço todas as etapas. Então, também gosto de editar, de entrevistar, mas a hora de sentar o bumbum na cadeira ali para escrever o texto é uma hora que eu gosto muito assim. Lívia: E eu acho impressionante que os roteiros que você escreve ficam muito na linguagem falada, né? Isso acho que é a maior dificuldade. A gente aqui do Oxigênio, que trabalha também com podcast roteirizado, né? Essa dificuldade em fazer com que o roteiro seja palatável ali na linguagem. Você teria alguma dica? Rodrigo: É, tem uma dificuldade mesmo assim, eu acho que isso é prática, eu levei um tempo assim para conseguir ficar mais confortável nisso, sabe? Porque quando você pega um roteiro que eu faço de podcast narrativo, ele como texto escrito, ele não faz sentido assim. Se você publicar como uma reportagem, né? Ou sei lá, uma newsletter, ele não vai fazer muito sentido, ele tem que ter uma adaptação, porque ele é feito para funcionar na voz, para funcionar falado. E, aí assim, tem alguns truques, né, que a gente vai aprendendo. Por exemplo, eu faço muito o truque de escrever falando. Então eu tô escrevendo e tô falando a frase em voz alta, do que eu tô escrevendo, para ver se aquilo vai soar bem e ah, não soa bem, então eu volto no texto, dou uma mexida e dou uma ajeitada ali. Então, isso é uma coisa. E algumas coisas, no jornalismo que a gente tem muito cuidado, como regra gramatical, né, de escrever tudo na linguagem corretinha. No áudio, a gente pode abandonar um pouco isso, sabe? Então, até o jeito de falar as palavras, né? No áudio, quando a gente tá conversando, tipo, como a gente tá aqui agora, a gente não fala “para fazer”, a gente fala “pra fazer”, né? Eu não falo “eu estou aqui no Labjor”, falo “eu tô aqui, eu tava aqui”. Então, tudo isso você pode transferir pro texto, né, e deixar o seu texto desse jeito mais falado, assim, mais conversado. E uma coisa que eu acho que funciona bem também para o texto ficar com essa cara de falado, é você ter uma liberdade pra bagunçar o roteiro no sentido de marcar coisas. Então, por exemplo, bota uma palavra grifada quando você quer dar mais ênfase, quebra a linha, bota os parágrafos separados para você dar uma parada e dar uma respirada. Então, você pode mexer o texto de roteiro de podcast ou de qualquer roteiro não é um território sagrado, sabe? Que tem que ficar ali pra depois você botar num quadro, na parede. Não, ele é pra funcionar pra voz. Então, ele tem que ficar confortável pra quem vai ler e quem vai fazer a locução. Rodrigo: Acontece muito também de eu escrever pra outras pessoas, né? Tipo, o Rio Memórias, o Tramas Coloniais são podcasts que não sou eu que apresento. E eu faço o roteiro, então, eu tenho que escrever para uma outra pessoa gravar. E aí é mais difícil ainda, porque você tem que pegar o jeito da outra pessoa falar. E aí como é que você faz isso? Isso tem que ter uma prática ali, né? Até você entender como é que aquele texto vai caber na voz daquela pessoa. Não é simples, mas é um trabalho que eu acho muito gostoso de fazer, de tentar chegar nesse nível. E o Onde eu tava quando aquilo aconteceu é o projeto em que eu mais estiquei essa corda até hoje, cada roteiro, o primeiro episódio, por exemplo, o roteiro teve 10 versões, exatamente 10 versões. Eu escrevia e depois voltava nele, deixava mais falado, mais falado, mais falado, mais falado. Aí eu fui gravar, aí gravei o primeiro, editei, montei com a música e tal, joguei fora. Achei que não ficou falado o suficiente, conversado o suficiente. Aí ele teve três versões até ir para o ar do episódio inteiro. Então, eu vou puxando mesmo para ficar como se eu tivesse de fato contando uma história pra alguém, como eu estou conversando aqui com vocês. Aqui eu não tô lendo nada, né? A gente tá trocando uma ideia. Eu quero que esse projeto seja assim. E o maior elogio é quando alguém vem falar: “Nossa, mas é escrito, nem parece que você tá lendo”. E aí eu amo quando alguém fala isso, porque a ideia é exatamente essa. Lívia: É, isso que você falou do texto sacralizado, né? Eu que venho da área acadêmica, foi a minha maior dificuldade, assim, né? Porque você fica ali presa, de você quebrar parágrafo e deixar as palavras enfatizadas, né? Então tem essa diferença. Rodrigo: Dá um medinho de ficar mexendo no texto, né? Vou bagunçar esse texto todo, mas é isso, pode bagunçar, não tem problema. Marcos: Eu acho que isso é uma questão até para o podcast Oxigênio, porque em grande parte ele também é feito por cientistas da academia, que não tiveram tantas experiências. Então para a gente isso é riquíssimo. Rodrigo: Mas é um exercício, né? A gente vai pegando com o tempo e vai, enfim, ajustando coisas e, também, assim, cada um tem o seu estilo, sabe? Acho que tem podcasts até jornalísticos, narrativos, que tem uma pegada um pouco mais formal e que tem uma fala um pouco mais jornalística, que não é necessariamente cem por cento conversada e que funciona bem também. Então, acho que tem espaço pra todo mundo. Os que eu faço vão mais para essa linha da conversa, mas tem podcasts, você pega, por exemplo, um Projeto Humanos, né, que é um podcast muito conhecido, muito famoso, de muita audiência, do Ivan Misanzuki. Ele fala todos os “s”, todas as “vírgulas”, todas as “palavras”, tudo bonitinho, tudo ali muito formal e funciona, é um sucesso absoluto, né? Então, não tem muito certo e errado, é o estilo que você quer implementar ali, né? [música][áudio Perfis de bolso – Antonieta de Barros] Lívia: E agora falando sobre a produção mesmo, né? Queria saber como que vem a ideia da pauta, se é a partir dos personagens. Você já falou das suas experiências pessoais. Porque, pensando no Vida, né? Que é a forma carinhosa que você chama o Vida de jornalista, O Vida tem vários tipos de episódios. Tem os perfis, que foi um dos que a gente produziu junto, o da Sonia Bridi, tem os mais direcionados ao fazer jornalístico, teve a série Escolha que o ouvinte poderia escolher os caminhos que queria seguir. Como que você começa as ideias da pauta? Rodrigo: É, o Vida tem essa coisa também, como é um projeto meu pessoal e que sou eu que decido as coisas ali, não tem uma chefia para me guiar, não tem uma pauta para eu seguir. Eu também tenho essa liberdade de ir testando formatos, né? Então, acho que essa é a coisa que mais me fascina no jornalismo em áudio, é poder fazer formatos diferentes. Então, o Vida ele começa lá em 2018 com uma temporada de, sei lá, cinquenta e poucos episódios, de temas diversos, falando com jornalistas e sobre temas do jornalismo, mas depois eu começo a fazer temporadas temáticas. Então, tem séries que são específicas sobre alguma coisa, como algumas que você citou aí. E isso é bom porque eu não enjoo de fazer, sabe? Assim, cada série é uma coisa completamente diferente. Então, a série de perfis é completamente diferente da série Escolha, que é uma série interativa, que é uma outra linguagem, que não tem nada a ver com a série de perfis. E aí depois eu volto para fazer perfil e depois eu volto para fazer o episódio, que é discutindo algum tema do jornalismo. O Vida é muito sobre bastidores de jornalismo. Então, foco muito nisso também. E aí dá pra fazer de maneiras diferentes. Eu acho que isso é o que vai me fascinando. Então, é assim, quando eu termino uma temporada, eu já tenho lá o meu documento, lá no computador, que eu já vou jogando as ideias pra a próxima. E essas ideias envolvem não só temas e pessoas, mas envolve formatos também. Então, como que eu vou contar tal história? [áudio série Escolha] Rodrigo: A série Escolha, a ideia surgiu primeiro do formato pra depois pensar no tema. Geralmente, o certo é a gente pensar primeiro no tema, né, que a gente quer fazer e depois como que eu vou contar. No caso, a série Escolha, assim, eu queria fazer um podcast interativo, porque não tinha no Brasil, não tinha nem lá fora desse jeito assim jornalístico. E aí depois eu pensei, como que eu posso fazer dentro do Vida de Jornalista uma coisa interativa? Aí que eu fui pensar no tema, das escolhas éticas, das escolhas de carreira que a gente tem que fazer e acabei moldando ali. Esse foi um caso raro em que o formato veio antes, mas geralmente caminham juntos ali, sabe? De pensar quais vão ser os temas. Aí, claro que eu tenho que ter uma visão também de o que que tá rolando no jornalismo, né, quais são os temas mais necessários nesse momento. Então, essa última temporada tem um episódio sobre inteligência artificial, enfim, tem uma série de coisas ali que são meio urgentes da pauta factual, mas dá para escapar bastante dela também, né? Então, acho que no fim das contas fica mais gostoso de fazer, eu acho, desse jeito. Marcos: Sim. Ah, eu tenho uma pergunta um pouquinho derivada do que você acabou de comentar da produção do podcast Escolhas. Eu sei que vocês gravaram todos os episódios, que são mais de 20 episódios, né? E que provavelmente demorou um tempo bem grande e foram publicados ao mesmo tempo para que as pessoas pudessem fazer esse percurso. Como que você enxerga a funcionalidade desse tipo de podcast? Porque eu pessoalmente adorei, eu acho que é uma coisa incrível. Pensando até na comunicação, quando a gente estuda as propostas de comunicação pública da ciência, por exemplo, a gente tenta valorizar uma comunicação que seja participativa, democrática e não só de cima pra baixo, que acha que o ouvinte não sabe nada, enfim, que o que ele pensa não importa. Então acho que é um exemplo super interessante, mas aí eu fico pensando se você acha que funcionou, se você faria de novo esse modelo de produção de podcast. Como que foi, assim, essa experiência de produzir o Escolhas? Rodrigo: É, foi um risco, né? Porque as plataformas de podcast não tem essa função interativa, né? Então, assim, para quem não ouviu, o Escolha é uma série que tem vinte e cinco episódios publicados de uma vez, você escuta o primeiro e quando chega no fim do primeiro você tem uma pergunta e você tem que responder. Dependendo da sua resposta, você vai para o episódio 2 ou para o 3. Quando chega no fim do 2 ou do 3, você vai para o 4 ou para o 5 e por aí vai, né? O ouvinte é que vai definindo o caminho que ele vai seguir. No fim das contas, são 25 episódios no ar, mas a história, ela consome nove episódios. Então, o caminho até o fim, a pessoa passa por nove episódios. Quais são esses nove? Aí vai depender da pessoa, né? De quem vai escolhendo ali. Então, o Spotify, o YouTube, as plataformas em que a gente ouve podcast, a Apple, não tem essa função de você apertar um botão e ir para um episódio ou outro. Então, eu sei que eu tô dando um trabalhinho pra quem tá ouvindo, sabe? Quando chega no fim do episódio, a própria pessoa tem que ir lá e dar um play no episódio seguinte. Tem que ir lá no feed. Então, eu sei que eu tô exigindo um pouco do ouvinte, de quem tá ali escutando. Isso foi uma coisa que eu pensei bastante pra fazer, mas OK, já que é o jeito de fazer, vamos fazer dessa maneira. Acho que é colocar o ouvinte na cadeira de protagonista, sabe? De tentar fazer com que a história siga desse jeito. Foi uma primeira experiência, eu acho que assim, o Vida não é um podcast de grande audiência, né? Comparando aí com os grandes podcasts, ele tá muito longe disso. Ele é muito de um nicho do jornalismo. Essa série, ela não foi uma série de grande audiência, mas as respostas foram assim muito entusiasmadas, sabe? De quem ouviu e quem gostou do formato. E a gente quer fazer uma segunda temporada. Eu e a Flávia, né? A Flávia Santos que apresenta comigo, que é uma jornalista de Petrolina, de Pernambuco. A gente já está conversando sobre uma segunda temporada. Só que isso dá um trabalho que, assim, são 25 episódios, além dos episódios tem o roteiro, tem que criar um mapa da história, pra onde vai cada episódio. Então, é muito complicado de fazer e como tudo no Vida de Jornalista, eu fiz sem patrocínio, sem financiamento, sem nada, né? O Vida é feito no amor e no amor de alguns ouvintes também porque tem ouvintes assinantes, mas são poucos também, enfim, não dá pra, por exemplo, remunerar a Flávia, eu parto do princípio de que todo o trabalho de jornalismo tem que ser remunerado. Então, a Flávia, a gente até fala isso na série, né? A Flávia falou: “Não, não precisa me pagar”. Eu falei: “Precisa pagar, ué. É um trabalho, você tá apresentando uma série”. E aí eu tive que fazer isso assim meio do meu bolso, sabe? Porque não tinha um patrocínio ali. Então, o que eu gostaria era de conseguir um financiamento para uma segunda temporada mais robusta. E aí eu não quero vinte e cinco episódios, aí eu quero, tipo, cem episódios no feed, com uma história que realmente seja uma coisa toda intrincada, que você vai pulando de um pro outro e uma história mais longa, mas vamos ver, vamos ver se vai dar pra fazer. Não sei se em 2026 vai dar, mas quem sabe aí pra 2027. Eu ia gostar muito de fazer mais uma temporada dessa série. Marcos: Nossa, eu ia gostar também. Rodrigo: Então, quem tá ouvindo aí, ó, quem quiser patrocinar o Vida de Jornalista, vamos nessa. Lívia: É, eu fiquei lembrando, quem tem mais idade, tem aquela edição Vagalume, que tinha os livros assim, né, que você escolhia a página. Rodrigo: É, a inspiração foi meio essa. E é engraçado porque a Flávia é muito mais jovem que eu, né? E aí a gente tem referências muito diferentes. Então, a referência da Flávia é a série da Netflix, que é interativa e tal. A minha são os livrinhos de RPG antigos, que você ia pra página. A gente tem inclusive muitos embates geracionais durante a série. A gente se divertiu muito fazendo, porque as referências dela eu não pego, as minhas referências ela não pega e a gente ficava nesse embate ali o tempo inteiro. Foi engraçado também nesse sentido. [música] Lívia: E você falou sobre o financiamento, né? O modelo de financiamento de podcasts e de jornalismo em áudio tem modificado, a partir de assinaturas, apoio institucional. Eu vi que você tem utilizado essa coisa de somarplataformas, como o Substack, a Newsletter, o Apoia-se. Você podia falar um pouco pra gente quais são essas alternativas? Rodrigo: É, eu acho que pra quem faz podcast ou quem faz jornalismo independente, né, de forma geral, ou você dá sorte de conseguir uma cartada ali de um financiamento. Sorte que eu digo, obviamente ela vem de um esforço também de você tentar aquilo ali e conseguir, né? E saber os lugares certos pra procurar, um edital, um patrocínio de alguém. Mas, no geral, eu acho que geralmente funciona você jogar uma rede pra ver o que que vem. Então, é você abrir o leque e tentar esse financiamento de algumas formas diferentes, pra ver o que vai funcionar. Então, financiamento coletivo de ouvintes é uma coisa que muitos podcasts fazem e pra alguns funciona muito bem. Você pega um podcast como Rádio Escafandro, por exemplo, que é um dos melhores do país e o Tomás Chiaverini, ele hoje vive de financiamento dos ouvintes. Ele só tem esse financiamento, ele só tem esse emprego, ele não trabalha em outras coisas, ele consegue se dedicar só pra Rádio Escafandro, pra fazer da melhor forma ali os episódios e ele é realmente bancado, não só ele, mas ele contrata pessoas, enfim, só com o financiamento dos ouvintes. Então, eu acho que não precisa ser um fenômeno tipo a Déia Freitas do Não Inviabilize, que, aí assim, ela saiu do nada, um podcast totalmente independente e ela construiu quase um império. Hoje ela tá com muitos financiamentos, muitas marcas. Eu acho que é o maior fenômeno dos podcasts de contação de história, mas é um exemplo muito lá no alto, né? Então, você fala: “Pô, não vou conseguir o que a Déa conseguiu”. Mas às vezes dá para conseguir o que o Tomás conseguiu que não é a mesma coisa, mas ele já tá se financiando muito bem. E aí é isso, é você ficar de olho nos editais. Às vezes abre um edital, você escreve ali pra fazer uma temporada, né? E você não vai ter aquele financiamento pra sempre. Então, você tem Instituto Serapilheira, né? Tem um monte de podcasts, ligados aqui a Campinas, enfim, que passam também pelo Serrapilheira, desde o 37 graus, enfim, outros podcasts que são muito legais e que passam por esses editais, que vão abrindo ali, e você vai conseguindo. É muito chato de fazer, você ficar procurando coisas o tempo inteiro ali pra escrever, escrever em edital, não é uma coisa muito agradável, eu pelo menos não acho, mas é necessário, né? Você tem que tentar se remunerar, porque dá trabalho, exige tempo, exige custo, de fazer mesmo. Então acho que como tudo no jornalismo, acho que é necessário, é o mal necessário para a gente tentar se remunerar. Marcos: Voltando no tema de pensar um pouco na estrutura da produção dos podcasts, é a questão de quais são as etapas da produção completa de um podcast, e como as novas ferramentas que a gente tem disponíveis hoje, como as que são usam inteligência artificial, ah como elas têm impactado isso, se você tem utilizado ou não, o que que você pensa sobre?Rodrigo: É, eu acho que assim, se eu tivesse que resumir as etapas de produção de um podcast narrativo, você tem um planejamento, que quando você vai estudar ali qual vai ser a sua pauta, qual vai ser o tema, o formato, quem é o seu ouvinte, né? Aí você parte pra produção, que aí você vai atrás do material que você vai ter. Você vai gravar entrevista, você vai pra rua captar, enfim, dependendo de qual for o seu formato. A partir dali você tem a etapa de roteiro, que é como você vai pegar esse material e transformar aquilo numa história. Aí você tem uma gravação de locução, né, que geralmente também é bem comum em podcast narrativo, você tem uma narração e por fim uma parte de edição, que é você pegar tudo isso, botar no programa lá de edição. A gente, enquanto a gente tá gravando, a gente tá vendo aqui na nossa frente um programa de edição. É você pegar aquilo ali, juntar as partes, brincar de Lego, né, juntando as pecinhas ali e transformar aquilo de fato num conteúdo de áudio. É, falando assim, bem rápido, parece que não dá trabalho nenhum, mas dá muito trabalho e eu acho que a gente tem que ficar muito ligado em ferramentas que tão aparecendo, não só de inteligência artificial, mas de tudo. É, eu já tenho usado algumas coisas de IA e, assim, o que eu uso de IA é, basicamente, o Chat GPT, pra me ajudar a organizar a informação de pesquisa. Então, eu jogo pesquisa lá e peço para transformar em tópicos, sabe, esse tipo de coisa. Não uso o Chat GPT pra ajudar na escrita, nem nada desse tipo, mas pra ajudar na pesquisa eu uso, pra ajudar na formatação da pesquisa que eu já fiz, né? E tem uma ferramenta do próprio site da Adobe, a gente estava conversando aqui antes, que eu uso o software da Adobe, o Premiere pra fazer as edições e tem o de áudio também, que é o Audition, mas, a Adobe tem um site, Adobe Podcast, que você entra lá, que é tipo um estudiozinho, né, de podcast, que é gratuito. Você tem que ter uma conta, mas é uma conta gratuita e tem uma parte de melhorar o áudio que é inacreditável, assim, inacreditável. Mudou o meu jeito de trabalhar, porque antes eu ficava muito mais preocupado em como eu ia captar uma entrevista, por exemplo. Aí eu ficava usando aquelas ferramentas que gravam o som físico, mas aí às vezes pra pessoa é um pouco mais complicado. Eu não queria usar um Zoom, Google Meet, né, pra captar, que aí não fica naquela qualidade perfeita. Hoje eu gravo tudo no Zoom. Porque eu sei que depois é só jogar nesse site, que ele vai dar um filtro ali, parece que a pessoa tá dentro de um estúdio. É inacreditável, assim. É muito impressionante. É, inclusive, nas oficinas que eu faço, eu tô aqui porque eu também vou fazer uma oficina, né? Eu vou mostrar algumas coisas que esse site faz. Porque, sei lá, ele tira o barulho do vento. O vento até outro dia era o maior inimigo do áudio, bateu o vento, esquece. Aí estragou o teu áudio. Hoje até o vento você consegue resolver. Então, o que eu tô falando assim, pelo amor de Deus, gente, o que eu tô dizendo não é pra ninguém não cuidar da hora da gravação. Tem que cuidar da hora da gravação. Quanto mais você cuidar, menos dor de cabeça você vai ter na pós, na edição. Mas, se tem umacoisinha pra resolver ali, essas ferramentas ajudam. Então, como é que a gente vai abrir mão disso? A gente pode usar isso, vai poupar tempo, vai facilitar, vai aumentar a qualidade. Então, acho que tudo isso funciona bem. A gente tem que ficar bem ligado mesmo nessas ferramentas. Com todos os cuidados éticos que elas exigem, né, de inteligência artificial hoje, você consegue clonar uma voz e fazer um podcast. Não é o que eu faço, mas dá pra fazer. Então, tem que ter todas as implicações éticas aí pra gente também não se atropelar, né? Lívia: Sim. É, e eu venho da área de humanas, né? O pessoal tem um preconceito enorme com a tecnologia, eu sempre indico o episódio “Tem um robô me ajudando”, ficou muito legal, do Vida. [áudio – episódio “Tem um robô me ajudando”] Rodrigo: E eu e o Léo a gente conversa muito sobre tudo de jornalismo e tal. E uma das coisas que a gente conversava muito era sobre IA, de ficar testando coisas, até onde a gente pode ir, qual é o limite, o que que dá pra ajudar, o que não. Aí eu falei: “Pô, vamos fazer um episódio a gente levantando essas perguntas. Então, esse episódio, ele vai se construindo durante o episódio. A gente começa cheio de dúvidas e termina cheio de dúvidas também, mas a gente vai encontrando algumas respostas ali. A gente não é especialista em inteligência artificial nem nada, esses são só dois curiosos ali pra explorar o que que está acontecendo, né? Lívia: É, eu acho que a gente tem que explorar e aí você falou, com a ética, mas explorar porque são as ferramentas que a gente tem hoje em dia. Rodrigo: E esse episódio daqui a seis meses tem que fazer outro, porque as coisas vão mudando muito, né? Muito rápido. [música] Lívia: Acho que agora já caminhando pro final, a gente queria falar um pouco sobre a oficina que o Rodrigo veio aqui pra dar oficina pra gente, aqui no Labjor. Então, a gente queria saber o que que te motivou a criar essas oficinas de podcast. Eu sei que você tem feito bastante. E qual é o público que te procura hoje pra formação? Estudantes, jornalistas que já tem carreira ou comunicadores independentes? Rodrigo: É, quando eu tomei essa decisão de sair do meu trabalho na Globo, né? Ali no fim de 2020, pra me dedicar a isso, é claro que eu fiquei pensando em coisas assim, como é que eu vou me remunerar, como é que eu vou conseguir me manter e tal. E aí algumas pessoas já me falavam isso, né? “Pô, você podia dar aula de podcast, você tá fazendo e tal”. E eu nunca pensei muito nessa ideia, sabe? Porque assim, eu não sou professor, né? Eu sou jornalista, mas o Vida de jornalista acabou me dando uma condição de fazer todas as etapas. Então, eu faço tudo, planejamento, as entrevistas, o roteiro, a locução, a edição. E aí com o tempo, na prática, eu acabei, não sendo um especialista em tudo, mas entendendo como é que funciona. Então, me deu um certo conhecimento que eu queria compartilhar. E aí, a partir de 2021, comecei a fazer, finzinho de 2020, comecei a fazer a oficina de podcast narrativo em áudio, que é uma oficina online e que eu já fiz vinte e poucas turmas e já passaram uns 800 alunos pela oficina. É muita gente e gente de todos os estados do Brasil. Acho que essa é a vantagem de fazer online também, né? Você consegue chegar em muita gente e tem esse curso que é o curso que passa por todas as etapas, que é a oficina de narrativa em áudio e eu fui fazendo algumas outras específicas. Então, tem uma que é focada só em roteiro, outra que é focada só em entrevista e esse ano eu tô querendo fazer umas novas, eu tô querendo fazer uma que, eu vou jogar aqui para perguntar o que que vocês acham, que como eu trabalho sozinho, eu não tenho pra quem perguntar as coisas. Então, eu vou encontrando as pessoas e vou perguntando. Eu queria fazer uma oficina, vocês acham que funcionaria, de react de podcast, de botar cinco encontros pra gente ouvir episódios e destrinchar o que que tem naquele episódio, como é que é o roteiro, como é que é a entrevista, como é que foi feita a produção, é uma das minhas ideias pra esse ano e ir fazendo outras, de locução, enfim, eu acho que tem uma demanda ainda de gente querendo aprender a fazer e tem muita gente fazendo, né, o que eu acho ótimo, mas a oficina é o que me deixa mais assim, eu fico muito feliz de fazer, eu adoro fazer. Eu não queria no início e eu me arrependo de ter tido essa dúvida, porque hoje eu amo fazer, é uma das minhas principais fontes de renda hoje. Então, eu tô sempre abrindo turma nova. Então, já fazendo a propaganda aqui, quem quiser entra lá em oficinadepodcasts.com e lá tá sempre explicadinho quais são as turmas que vão abrir, enfim. É uma coisa que eu gosto muito de fazer. Agora é online essa oficina, o que eu acho ótimo, como eu falei, porque dá para todo mundo fazer do Brasil. Agora, quando eu estou fazendo uma presencial, que é o que vai acontecer aqui, o que quando vocês estiverem ouvindo já terá acontecido, mas é muito legal, né? Porque aí você está junto com as pessoas ali, entendeu? Trocando ideia na hora, é muito diferente. Então, eu adoro fazer oficina presencial também. Marcos: Sim, eu espero que venha aí a oficina de react de podcast. Rodrigo: Você acha que vai dar certo? Lívia: Eu acho que super funciona. Na disciplina, eu estava conversando antes da gente começar aqui com o Rodrigo, né? Que eu cursei uma disciplina de podcast aqui no IFCH, na Unicamp, e a gente fazia muito isso, de ouvir podcasts e pensar diferentes formatos. Rodrigo: É uma engenharia reversa, né, que chama isso. Na oficina de roteiro, tem uma das aulas que é assim, a gente ouve um episódio com a turma, a turma escolhe um episódio e a gente vai destrinchando o roteiro ali, mas aí é só sobre roteiro. Eu queria ampliar pra fazer, sei lá, cinco encontros, a gente ouvindo cinco episódios diferentes que a própria turma vai escolher, né? Então, às vezes é episódio que eu nem conheço, não sei. E acho que é sempre um aprendizado, eu gosto muito de ouvir coisas dos outros, só que quando você começa a fazer muito, você fica com esse vício, né? De sempre ouvir, mas pensando: “Pô, mas por que que essa música entrou aqui? Por que que ele abriu desse jeito? Por que que ela fez aquela pergunta? Por que, entendeu? E é legal, né? Mas é um pouco angustiante também. Às vezes eu gostaria de ouvir podcast assim tranquilo, sabe? Sem pensar em nada, mas é difícil. Marcos: E você comentou agora há pouco que tem várias pessoas hoje em dia produzindo podcast. Você acha que ainda tem espaço pra novos produtores, novas propostas? Você enxerga que vai ter um crescimento? Como que você avalia, assim, o futuro dessa área? Rodrigo: É difícil prever o futuro nisso, né, porque muda muito rápido. E eu acho que tem uma produção muito extensa desde os últimos anos, quando explodiu essa onda dos podcasts. Eu acho que o mercado já mudou muito nesse período. Então, por exemplo, os podcasts em vídeo meio que tomaram de assalto o mercado, né? Hoje, se você sair na rua aqui e perguntar, pegar qualquer pessoa: “Que que é podcast?”. A pessoa provavelmente vai responder: “Ah, é uma conversa em vídeo no YouTube, duas pessoas ali num estúdio conversando e tal”. Então, tem gente que acha que é só isso, que nem sabe que tem só em áudio, sabe? Eu, sinceramente, eu desisti dessa briga aí já. De se podcast em vídeo é podcast. Pra mim, não interessa. Cada um faz o seu, não tem problema nenhum. É aquele famoso “tem até amigos que são”. Então, assim, não tem problema, eu gosto de vários e beleza, não quero mais brigar. Mas, o que eu quero é tentar que as pessoas saibam o que eu faço, sabe? Conseguir explicar o que eu faço. Porque se eu só falo assim: “Ah, Lívia, vai escutar lá o meu podcast”. Você pode achar que é uma conversa sobre algum tema, né? Que é legal pra caramba, mas no meu caso não é isso, é uma outra coisa. Então, explicar é cada vez mais difícil, mas eu sempre acho que tem espaço pra quem quer fazer em todos os formatos. Quem tem uma coisa boa pra fazer, eu vou dar um exemplo aqui. Eu vim pra Campinas e no voo eu escutei um podcast novo que acabou de sair, que se chama Discípulos, que é do Mateus Marcolino, que é inclusive produtor da Rádio Escafandro. Que é sobre evangélico no esporte, porque que tantas pessoas no esporte seguem O Evangelho e falam muito de Deus e tal. Eu achei super legal o primeiro episódio que ele lançou e já tô ansioso pra ouvir os próximos. Um podcast tranquilo de ouvir, uma narração boa, uma investigação legal, entrevistas boas, sabe? Você sente que tem uma qualidade ali. É um podcast da Rádio Guarda-Chuva também, que é o grupo onde o Vida de Jornalista também tá, né? Que é um grupo de podcasts jornalísticos. E, então, assim, acabou de sair esse podcast e eu adorei. E beleza, acho que é isso, tem espaço pra quem quer fazer coisa nova. Eu acho que na universidade tem muita gente fazendo coisa muito boa, muito boa. Vira e mexe, eu pego um podcast assim de TCC que alguém manda: “Ah, você pode ouvir”. E eu vou ouvir, eu fico: caramba, assim, sabe? Coisas bem feitas, tecnicamente inclusive, não só na ideia. As ideias são geralmente muito boas, mas até tecnicamente assim muito bom. Então é isso. Eu acho que o mercado ele, claro vai ter a bolha, vai aumentar, vai diminuir, né? Isso é normal, as idas e vindas do mercado são normais, mas sempre tem espaço, eu acho pra quem quer produzir coisa boa em qualquer formato. [música] Lívia: Essa foi a nossa conversa com o Rodrigo. Eu espero que todo mundo tenha gostado e aprendido muito sobre a produção de podcasts narrativos e o formato de jornalismo em áudio. Mas, antes de terminar, a gente pediu pro Rodrigo dar alguns conselhos úteis pra quem está começando a trabalhar nessa área. Vamos ouvir quais foram os conselhos do Rodrigo. Rodrigo: Olha, eu acho que o primeiro conselho é fazer, porque às vezes a gente fica planejando muito. Olha eu aqui indo contra o planejamento, não é isso não. Eu acho que o planejamento é muito importante. Mas, às vezes a gente fica pensando muito em vez de começar a botar a mão na massa e é importante fazer, né? Hoje a gente tem ferramenta gratuita pra fazer. Você não precisa fazer investimento, comprar microfones. Dá pra começar com muito pouco. Então, colocar na praça pra você mesmo saber se tá legal, se não tá, acho que é importante. E, uma coisa que eu acho fundamental, que é uma dica talvez um pouco óbvia, né? Que é ouvir. Pra quem quer fazer podcast, assim, você tem que ouvir podcast e não necessariamente de assuntos que você gosta. Às vezes você vai ouvir um podcast só porque alguém comentou: “Você ouviu esse podcast aqui sobre esse tema? É legal”. Pô, mas eu não gosto muito desse tema. Mas vai lá, dá uma escutadinha, dez minutinhos. Não precisa ouvir o episódio inteiro. né? Ouve lá para ver como é que a pessoa faz. E ouvir com esse ouvido mais cuidadoso, de tentar prestar atenção no que que tá sendo feito ali e se você pode pegar referências, enfim. E pra tudo, né? Para como é que faz o roteiro, pra como é que é a fala da pessoa, como é que é a locução, se tá bem editado. Como é que é o uso da música? Como é que esse podcast aí tá usando música? Tá legal? Gostei? Ficou muito longo? No meu vai ser diferente. Pensar essas coisas, sabe? Então, fazer esse exercício de escuta, eu acho que é muito legal e botar a mão na massa e ir embora. Acho que tem muita coisa boa pra fazer. Não é ficar com esse medo de que no começo vai ser ruim. É, vai ser ruim. Vai ser ruim. Eu olho lá pros primeiros episódios do Vida de Jornalista, meu Deus do céu. Eu gostaria de tirar todos do ar. Eu não tiro porque eu amo as pessoas que estão lá, mas tecnicamente eu acho muito ruim. E é isso, gente. É isso. Depois a gente vai melhorando aos pouquinhos. Assim como daqui a cinco anos eu vou olhar pros episódios de hoje e talvez eu ache ruim também, sabe? Pô, faria diferente. Então, é normal, às vezes a gente fica muito inseguro. E por fim, um conselho que eu acho que vale pro jornalismo no geral, que é a gente não se cobrar tanto, sabe? Acho que a gente às vezes fica achando que a gente tem que trabalhar no nível máximo e fazer tudo perfeito e que tem que dar certo sempre e não vai dar certo sempre, vai ser frustrante de vez em quando e às vezes a gente vai ter que dar uma pisada no freio. Ó, vou dar uma parada aqui. Ah, mas eu tenho podcast, então tenho que produzir um episódio por semana. Calma, assim, se não der, dá uma freada de leve assim, dá uma respirada e daqui a pouco volta, porque a gente é meio que treinado a se cobrar demais. E aí a saúde mental vai pro espaço, aí a gente não cuida da gente. Então, é ir botar a mão na massa, mas devagar. Vamos ali com calma, que a coisa vai saindo, vai ser legal. Lívia: Legal. Bom, a gente queria agradecer imensamente a presença do Rodrigo aqui com a gente. Foi muito bom. Marcos: Foi uma aula particular. Super especial que a gente teve essa oportunidade de estar com o Rodrigo hoje. Rodrigo: Adorei, obrigado demais, gente, e parabéns pelo programa. Lívia: Obrigada, você. Marcos: Obrigado. [música] Lívia: Esse episódio foi gravado e editado por mim, Lívia Mendes e pelo Marcos Ferreira. A edição final foi feita pelo Daniel Rangel. A trilha sonora é da Biblioteca de Áudio do Youtube e a vinheta do  Oxigênio foi produzida pelo Elias Mendez. O Oxigênio conta com apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast.Lívia: Pra quem chegou até aqui, tomara que você tenha curtido ouvir nossa conversa com o Rodrigo Alves! Agora você pode ir lá na sua plataforma de áudio preferida e procurar pelos novos episódios dos programas Vida de Jornalista e Onde eu tava quando aquilo aconteceu. Deixa também um comentário pra gente, contando o que achou. Vamos adorar te ver por lá! Até mais e nos encontramos no próximo episódio. [vinheta de encerramento]

#Provocast
#306 - Mariana Salomão Carrara

#Provocast

Play Episode Listen Later Apr 23, 2026 51:25


Mariana Salomão Carrara é escritora, poeta e defensora pública em São Paulo, reconhecida por uma obra que une sensibilidade narrativa e forte olhar social. Formada em Direito pela USP, atua há mais de uma década na Defensoria Pública, experiência que atravessa sua literatura ao abordar temas como desigualdade, luto, saúde mental e relações humanas.Autora de sete livros, ganhou destaque com obras como Se Deus Me Chamar Não Vou, finalista do Prêmio Jabuti, e Não Fossem as Sílabas do Sábado, vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura. Em seu trabalho mais recente, A Árvore Mais Sozinha do Mundo (2024), premiado pela crítica, investiga os impactos sociais e emocionais da produção de fumo no sul do Brasil por meio de uma narrativa original e potente.Neste episódio, Mariana fala sobre literatura, escuta, justiça, criação artística e a potência das histórias como forma de compreender o outro.

Meditação Diária com o Pe. João Carlos
23 de Abril - Meditação Palavra do Senhor

Meditação Diária com o Pe. João Carlos

Play Episode Listen Later Apr 23, 2026 11:22


Paizinho, Vírgula!
COMO LIDAR COM CONTEÚDOS MACHISTAS DOS FILHOS? | Paizinho, Vírgula!

Paizinho, Vírgula!

Play Episode Listen Later Apr 22, 2026 9:02


Meu filho foi machista nas redes sociais, e agora? Com a popularização dos discursos de ódio contra mulheres, estamos vendo um aumento do conteúdos de red pills, inclusive de meninos, mas como lidar quando adolescentes postam conteúdos inadequados?Vou usar um exemplo real para te convidar para essa reflexão e tentarmos juntos, encontrar uma maneira de lidar com esse problema que precisa ser combatido tanto nas redes sociais quanto dentro das casa, em família. Comenta aqui a sua opinião e o que você faria.=========================Para conhecer mais do meu trabalho:https://paizinhovirgula.com/Para conhecer meus livros e jogos:https://linktr.ee/paizinholivrosejogosMinha coleção de camisetas:https://www.useamaga.com.br/amaga/collections/thiago-queirozPara apoiar meu trabalho:https://apoia.se/paizinhovirgula==CRÉDITOS==Direção: Hugo BenchimolEdição e Pós-Produção: Tatiana TrindadeRevisão: Evelyn Martins

Devocionais Pão Diário
DEVOCIONAL PÃO DIÁRIO | NOSSO LAR COM JESUS

Devocionais Pão Diário

Play Episode Listen Later Apr 15, 2026 2:38


LEITURA BÍBLICA DO DIA: JOÃO 14:1-7 PLANO DE LEITURA ANUAL: 1 SAMUEL 27–29; LUCAS 13:1-22  Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira:  “Não há lugar como o lar”, disse Dorothy, batendo seus sapatinhos vermelhos para poder voltar para casa com seu cão, Totó, em O Mágico de Oz (Autêntica, 2023). Mas não há sapatinhos mágicos para todos. Embora muitos com partilhem do desejo de voltar para casa, encontrando o lugar ao qual pertencem, é mais fácil falar do que conseguir. Por vivermos num mundo que se transforma rapidamente, podemos sentir uma forte desconexão de tudo ao redor. Imaginamos se encontraremos algum dia um lugar ao qual pertençamos de verdade. Mas esse sentimento reflete também uma realidade mais profunda, expressa por C. S. Lewis: “Se encontro em mim um desejo que nenhuma experiência neste mundo satisfaz, a explica ção óbvia é que fui feito para outro mundo”. Na noite anterior à cruz, Jesus assegurou aos Seus discípulos esse lar: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar lugar para vocês” (JOÃO 14:2). Um lar onde somos acolhidos e amados. No entanto, temos um lar agora também. Somos parte da família de Deus, a Igreja, e vivemos em comunidade com nossos irmãos em Cristo. Até o dia em que Jesus retornar para nos levar ao lar que ansiamos, podemos viver em Sua paz e alegria. Estamos sempre em casa na presença de Jesus.  Por: BILL CROWDER 

Isabela Matte Podcast
#190 - esse é para as mães empreeendedoras

Isabela Matte Podcast

Play Episode Listen Later Apr 13, 2026 25:51


Vou falar uma coisa polêmica: eu não levo a sério conselho de produtividade de quem não tem filho.Nesse episódio, eu explico o porquê e mostro como empreender, crescer e ainda ser presente de verdade.Preencha aqui seu formulário de aplicação para o sparkz (mentoria empresarial focada em conteúdo e vendas): ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://sparkzclub.com/podcast⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Faça o diagnóstico do seu negócio aqui (pra gente te ajudar da melhor forma): ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://form.imatize.com.br/diagnostico⁠⁠⁠⁠

Podcast Para Tudo
#264 - Reflexões sobre futuro e o marketing da nostalgia

Podcast Para Tudo

Play Episode Listen Later Mar 20, 2026 30:49


Será que a gente vive de nostalgia porque tem medo do que vem pela frente? Entre o marketing de nostalgia, o excesso de telas e a incerteza sobre o futuro dos novos profissionais, a vó costura reflexões (não tão) pertinentes sobre um presente que parece cada vez mais perdido entre passado e ansiedade pelo futuro. No fim do episódio, dou um conselho ruim para o caso: “Vou ser a bruxa má da família do meu boy?”. -

Portuguese For Listening With Eli And Friends
Episode 271: Talking about Fame and Being Famous or Not

Portuguese For Listening With Eli And Friends

Play Episode Listen Later Mar 20, 2026 50:35


To learn more about how you can join a group with full support and plenty of opportunities to speak, visit: ⁠https://portuguesewitheli.com/club⁠ To support this podcast, consider leaving a review or making a donation (only if you can, and if you feel this podcast’s helped you

Pânico
Fernão Lara Mesquita | Brasil tem jeito?

Pânico

Play Episode Listen Later Mar 17, 2026 124:28


O HOMEM QUE CHUTOU O BALDE DA MÍDIA TRADICIONAL! Fernão Lara Mesquita, um peso-pesado do jornalismo raiz, vem pra botar o dedo na ferida e debater o caos: o Brasil ainda tem remédio ou já era? Ele vem direto do "Vespeiro" pra dissecar as loucuras da política nacional e jogar a real sobre o tabuleiro internacional. A zoeira vai ser culta, mas afiada, e com quem entende do negócio há mais de três décadas! Ah, não vai ver o programa mesmo? Vai sumir? Vou te contar que as suas sobrancelhas vão ficar iguais às do Zuzu já, já!

Fábrica de Crimes
#9 Hora do Break: Arquivo Epstein [Parte 1] - Victoria's Secret, Ex-Príncipe Andrew e Pizza

Fábrica de Crimes

Play Episode Listen Later Feb 27, 2026 34:09


Todas as informações narradas nesta série foram extraídas das páginas do chamado Arquivo Epstein disponibilizadas publicamente até o momento desta gravação. O Arquivo está disponível, em inglês, no site oficial do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (https://www.justice.gov/epstein). O acesso ao material é restrito a maiores de 18 anos. >> Quer desbloquear episódios EXTRAS? Então, acesse a nossa outra página aqui no Spotify:⁠ ⁠Fábrica de Crimes Horas Extras⁠⁠Ou você também pode apoiar e entrar no nosso grupo secreto do Telegram pelo Apoia.se,⁠ ⁠clicando aqui.⁠⁠Se quiser apoiar pela Orelo, ⁠⁠clique aqui.>> Aproveite a antecipação do mês do consumidor da Insider! Apenas nos dias 27 e 28/02 a Insider está dando frete grátis + brindes! Além disso, utilizando o cupom FABRICADECRIMES ao final da sua compra ou pelo link https://creators.insiderstore.com.br/FABRICADECRIMESBF você consegue 10% off se é cliente recorrente e 20% off se é sua primeira compra!Lembre-se que as roupas da Insider duram muito — mas as promoções, não :) >> Quer aparecer em um episódio do Fabrica? É muito fácil! Basta mandar uma mensagem de voz por direct no Instagram ⁠@podcastfabricadecrimes⁠ nós só publicaremos com a sua autorização. Vamos AMAR ter você por aqui!Hosts: ⁠ ⁠Rob e MariEditor: ⁠Victor Assis⁠Aviso: O Fábrica aborda casos reais de crimes, contendo temas sensíveis para algumas pessoas. O conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e é baseado em fontes públicas, respeitando a memória das vítimas e de seus familiares. As eventuais opiniões expressas no podcast sao de responsabilidade exclusiva das hosts e nao refletem necessariamente o posicionamento de instituições, veículos ou entidades mencionadas. Caso você tenha alguma objeção a alguma informação contida nesse episódio, entre em contato com: contato@fabricadecrimes.com.br Fontes:ESTADOS UNIDOS. Department of Justice. Epstein. Washington, DC: U.S. Department of Justice, 2026. Disponível em: https://www.justice.gov/epsteinJMAIL WORLD. Jmail.world – Material sobre Epstein. Disponível em: https://jmail.world/Victoria's Secret: A Ascensão. Direção: Matt Tyrnauer. Produção: Imagine Documentaries. Estados Unidos: Hulu, 2022. Disponível em: https://www.disneyplus.com/pt-br/browse/entity-e681eeb9-703f-4fd8-8b52-9d43ffe1a584 Ghislaine Maxwell: Poder e Pervesão. Direção: Maiken Baird; Lisa Bryant. Produção: Netflix. Estados Unidos: Netflix, 2022. Disponível em: https://www.netflix.com/br/title/81380539 BBC NEWS BRASIL. Caso Epstein: as fotos em que (ex-príncipe) Andrew aparece ajoelhado sobre mulher no chão. BBC News Brasil, 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c77kgkd38djoG1. “Vou te matar”: advertência de advogado a ex-CEO da Victoria's Secret vaza durante depoimento em caso Epstein. G1 – Mundo, 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/20/vou-te-matar-advertencia-advogado-ex-ceo-victorias-secret-vaza-depoimento-caso-epstein.ghtmlYOUTUBE. Testemunho Leslie Wexner. YouTube, 2026. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=vysYhHlsI48

Crentassos Produções Subversivas
A Alegria Como Resistência | Ampulheta 75

Crentassos Produções Subversivas

Play Episode Listen Later Feb 20, 2026 4:02


Eu sou Giancarlo Marx e hoje eu vou falar sobre o tema: A Alegria como Resistência. Fevereiro chegou e, com ele, o som das ruas invade as nossas casas. Seja pelas TVs, celulares e até mesmo pelas janelas. Enquanto muitos cristãos se preparam para o ‘retiro espiritual’ fugindo da festa para encontrar Deus no isolamento, eu quero te convidar a pensar na alegria de uma forma um pouco menos… sisuda. Vivemos tempos de ódio, de disputa e de uma vigilância moralista que parece ter medo do riso. Parece que, para ser ‘sério’ na fé, é preciso ser infeliz. Mas a Bíblia nos lembra que “não há nada melhor para o homem do que comer e beber, e fazer com que sua alma goze do bem do seu trabalho. Também vi que isto vem da mão de Deus.” – Eclesiastes 2:24 Ainda que muitas vezes a estética e o rito religioso nos convidem a uma vida sem cores e sem risadas, à luz do Evangelho, é preciso lembrar que a alegria não é um pecado a ser evitado, mas uma virtude a ser cultivada. Em um sistema que lucra com o nosso medo e se alimenta da nossa raiva, ser feliz de verdade, com simplicidade e sem máscaras é um ato de resistência política e também espiritual. Se acreditamos em um Deus que criou as cores, os ritmos e o prazer, por que entregamos a alegria nas mãos do ‘mundo’ e ficamos apenas com a culpa? O evangelho nos desafia a encarnar o Reino na cultura, não a odiar a cultura. É claro que a alegria cristã não ignora a dor do próximo. Mas ao invés disso ela celebra a vida justamente porque sabe que a morte não tem a última palavra. Neste fevereiro, não se sinta culpado por sorrir. Não tenha medo da beleza, da música ou do encontro. O Evangelho é ‘boas novas de grande alegria’, e não uma lista de proibições que nos oprimem, condenam e roubam o brilho dos olhos. Que a sua alegria em 2026 seja ruidosa o suficiente para incomodar os opressores e mansa o suficiente para acolher os cansados. Afinal, se o Reino de Deus é justiça, paz e alegria no Espírito, talvez a gente precise rir um pouco mais para estar mais perto do trono. Vou ficando por aqui. A gente se vê no próximo mês, ou quem sabe, por aí, celebrando a vida. Um abraço. PARTICIPANTES:– Giancarlo Marx COISAS ÚTEIS:– Duração: 04m02s– Feed do Crentassos: Feed, RSS, Android e iTunes: crentassos.com.br/blog/tag/podcast/feed Para assinar no iTunes, clique na aba “Avançado”, e “Assinar Podcast”. Cole o endereço e confirme. Assim você recebe automaticamente os novos episódios.– Todos os “Ampulheta” CITADOS NO PROGRAMA:– Eclesiastes 2:24 GRUPOS DE COMPARTILHAMENTO DA CRENTASSOS:– WhatsApp– Telegram JABÁS: REDES SOCIAIS: Críticas, comentários, sugestões para crentassos@gmail.com ou nos comentários desse post. OUÇA/BAIXE O PROGRAMA:The post A Alegria Como Resistência | Ampulheta 75 appeared first on Crentassos Produções Subversivas.

RNZ: Saturday Morning
The Fijiian Flying Circus debuts in NZ

RNZ: Saturday Morning

Play Episode Listen Later Feb 13, 2026 14:59


Fiji's only professional circus is set to have its Aotearoa debut in just a few days' time. An off shoot of renowned Fiji performance arts company VOU, the Fijian Flying Circus is a world-first fusion of indigenous storytelling and contemporary circus. Featuring aerial acts, acrobatics, dance and drama, it is a celebration of culture. The group is performing at Hannahs PlayHouse in Wellington from the 17th to the 22nd of February as part of this year's Fringe Festival. They're also headlining the Hamilton Arts Festival on the 27th and 28th of February. Susie's joined by Artistic Director Navi Fong and three members of the troupe who'll perform some live music from the show.