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RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - Quando o Céu Deixou de Ser Culpado - Programa 526 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Feb 23, 2026 6:40


Pequenos textos, contos, histórias, lendas, pensamentos ou apenas uma frase que sirvam de reflexão para todos os que nos ouvem na RLX-Rádio Lisboa. No mundo em que vivemos faz-nos falta parar e refletir sobre tudo o que nos rodeia…

Enterrados no Jardim
Lavar as mãos com os talhantes. Uma conversa com Maria Leonor Figueiredo

Enterrados no Jardim

Play Episode Listen Later Feb 21, 2026 287:27


Em tempos que talvez nem possam ser outra coisa senão uma pura efabulação, um desvio, uma desordem dessas para as quais nos viramos quando os sonhos se põem a lutar contra o mundo, chegávamos a um desses textos onde parecia que o intuito, todo o esforço em que alguém se empenhou, passava por “escrever páginas e páginas, enchê-las de pedras, de erva, de floresta, de céus, de movimentos das pessoas na rua, de vozes, de casas, do passado, do hoje, de quadros, de estátuas, de rios e de ondas e de copos e de frascos e de gesso branco no meu ateliê e de nuvens, criança deitada na liberdade…” (Alberto Giacometti). Seria um modo de um tipo vestir o mundo como uma segunda pele, resvalar consistentemente entre as coisas, ser de tal modo substantivo que deixava de se considerar um indivíduo. A solidão estava dispersa, absorta. Mas agora que os poetas também se consideram personagens essenciais da beleza publicitária, talvez até mais no momento em que se julgam separados da restante massa de gente, apenas vinculados a uma suposta autonomia das formas artísticas, regulando-se por outras leis num mundo que se encontra em todos os seus aspectos prostituído, é bom lembrar aquilo que notou Barthes, vincando como toda a publicidade dos produtos de beleza se baseia numa espécie de representação épica da intimidade. Num tempo em que os indivíduos se vêem transformados em seres abstractos, o modo como cada um enfatiza a sua realidade íntima, engrandecendo-a para costurar a mitologia patética de si mesmo, é assim que o discurso consegue alcançar a superfície, andar a par dessa superfície viva que é a pele, onde se organizam as miragens galopantes deste tempo, um discurso inteiramente absorvido pelas aparências, por fazer funcionar essa ordem de representações. Seres que são coisas, mas sem qualquer substância. Talvez por isso, naquele breve romance com esse título, Perec diz-nos que o inimigo passou a ser invisível… “Ou melhor, estava neles, tinha-os apodrecido, gangrenado, destruído. Eram os tansos da história. Pequenos seres dóceis, reflexos fiéis de um mundo que escarnecia deles. Estavam enterrados até ao pescoço num bolo de que nunca teriam mais do que migalhas.” Não damos já com esse orgulho dos monstros, que caíam nas zonas mais inesperadas “para revelar a entristecidos burgueses que a sua vida de todos os dias tem de raspão assassinos sedutores, ardilosamente guindados até ao seu sono, que eles atravessam por uma qualquer escada de serviço que não rangeu, armada em cúmplice” (Genet), e isto de modo a fazer explodir de aurora as sugestões dos seus crimes, como segredos entre os quais a língua se recompõe e parece respirar de novo, fazendo-se entender por gestos de tal modo vivos, e encarniçados, que parecem a um tempo absurdamente espontâneos e longamente premeditados. A partir de um certo momento o mal é a única forma de clareza que nos resta, e tem do seu lado toda a razão, toda essa razão que foi votada a uma existência clandestina por aqueles que quiseram livrar-se das suas próprias consciências. Bataille diz-nos que o interesse da obra de Genet não se deve à sua força poética, mas ao ensinamento que resulta das suas fraquezas. “Existe nos escritos de Genet qualquer coisa de frágil, de frio, de friável, que não detém necessariamente a admiração, mas que suspende a harmonia. A harmonia, o próprio Genet a recusaria, se por um erro indefensável lha quiséssemos aplicar. Esta comunicação que se esquiva, quando o jogo literário faz dela a exigência, pode deixar uma sensação de fingimento, e pouco importa se o sentimento de uma falta nos reenvia à consciência da fulguração que é a comunicação autêntica. Na depressão, resultante destas trocas insuficientes, em que se mantém uma divisória embaciada que nos separa, leitores, daquele autor, tenho a seguinte certeza: a humanidade não é feita de seres isolados, mas de uma comunicação entre eles; jamais nos damos, nem que seja a nós próprios, senão numa rede de comunicação com os outros: estamos mergulhados na comunicação, encontramo-nos reduzidos a essa comunicação incessante da qual, mesmo no fundo da solidão sentimos a ausência, enquanto sugestão de múltiplas possibilidades, como a espera de um momento em que ela se resolve num grito que outros ouvem. Porque a existência humana apenas é em nós, nesses pontos em que periodicamente se estabelece, linguagem gritada, espasmo cruel, riso louco, onde a harmonia nasce de uma consciência enfim partilhada da impenetrabilidade de nós mesmos e do mundo.” E se algum dos ditos ‘poetas' nos segue, convinha que fixasse pelo menos isto, para nunca o esquecer: “jamais nos damos, nem que seja a nós próprios, senão numa rede de comunicação com os outros…, jamais nos damos, nem que seja a nós próprios, senão numa rede de comunicação com os outros”. Mas, hoje, tudo parece invertido, como se submetido a uma radiância de astros de luto, de tal modo que mesmo o desejo e o prazer estão novamente inscritos no quadro das formas de profanação e degradação íntima, por todo o lado vemos essa pressão de uma moral que se impõe em todos os aspectos da vida e leva a que as relações sexuais sejam “tematizadas como práticas altamente problemáticas, traumatizantes, das quais se arrisca sempre, ao aventurar-se nelas, sair-se ferido e, portanto, em relação às quais seria preciso estabelecer os processos necessários para poder obter uma reparação” (Geoffroy de Lagasnerie). Neste episódio entrelaçámos uma série de fios das conversas que vimos mantendo, e contámos com os impulsos e as sugestões de Maria Leonor Figueiredo, que além de ter desenvolvido estudos no campo literário e artístico, mantém desde há muito um compromisso com as lutas políticas deste tempo, e assinou na rede anticapitalista um conjunto de intervenções importantes sobre tantos destes temas. Em “a nova (des)ordem sexual: consentimento, trauma e identidade”, refere que, se falar mais sobre trauma trouxe conquistas inegáveis, e deu legitimidade a experiências antes silenciadas, criando novas formas de reconhecimento, por outro lado, também trouxe uma armadilha, que se prende com a transformação do trauma em identidade política. “A centralidade do trauma é também sintoma de uma época que transformou o sofrimento em capital simbólico e, portanto, em poder. Neste contexto, o espaço político tende a organizar-se em torno da competição por reconhecimento individual. O trauma deixa de ser uma experiência que exige transformação colectiva e passa a ser um selo de autenticidade.” Neste momento parece decisivo assinalar que, num esforço para compreender a metamorfose contemporânea das questões sexuais, não podemos perder de vista como, até há algumas décadas, esteve em campo uma forma de pensar a sexualidade como força de desestabilização, como energia capaz de corroer instituições, códigos e hierarquias. Em Barthes, o amor aparecia como um discurso marginal, uma fala que não encontrava lugar na linguagem dominante, e em Foucault, a sexualidade era inseparável das redes de poder que a produzem, classificam e administram, mas, depois da orgia, Baudrillard foi dos primeiros a dar-se conta de que o desejo começava já a dissolver-se numa cada vez mais acelerada e indiferente circulação de signos. O recuo actual não consiste, como tantas vezes se repete, num simples retorno à moral conservadora clássica, a um reconvir do puritanismo. O que se verifica é algo mais subtil: uma transformação da própria lógica da libertação sexual em dispositivo de controlo. A partir dos anos 60 e 70, a esquerda ocidental assumiu a descriminalização, a despatologização, a ampliação dos direitos sexuais como parte integrante do seu horizonte emancipatório. O combate contra a repressão jurídica e médica — contra a polícia dos corpos, contra o tribunal das perversões — era inseparável de uma crítica mais ampla ao capitalismo disciplinar. Mas, como mostrou Foucault, a sexualidade nunca foi apenas aquilo que o poder reprime, mas passava também por aquilo que o poder produz, organiza, incentiva a confessar. O paradoxo instala-se quando a energia crítica que denunciava a vigilância se converte ela própria em instância vigilante. A esquerda, que outrora suspeitava das categorias fixas e das identidades rígidas, passou a investir numa taxonomia minuciosa das posições subjectivas, numa ontologia de micro-identidades que exigem reconhecimento permanente. O gesto que visava libertar o desejo de normas opressivas transformou-se, assim, num gesto de reinscrição normativa: o comportamento desviante deixa de ser perseguido em nome da moral religiosa ou familiar, mas passa a sê-lo em nome de uma moral da protecção, da segurança, do dano potencial. A linguagem do pecado vê-se substituída pela linguagem do trauma e a figura do pecador pela do agressor, enquanto a denúncia pública, a exclusão simbólica, a penalização social, passam a engendrar uma nova forma de recriminação e regulação punitiva. Não se trata de negar a existência real de abusos ou violências, mas de observar como o campo sexual, que fora pensado como laboratório de liberdade, se converteu em campo privilegiado de policiamento discursivo. E se a suspeita generalizada se instala como norma, a ambiguidade, que foi sempre constitutiva do desejo e da busca pelo prazer, bem como o jogo de sedução, que sempre comportou risco e assimetria, são submetidos a protocolos quase administrativos. Neste ponto, Baudrillard ajuda-nos a compreender esta mutação, notando como a sexualidade contemporânea não tem sido tanto reprimida como hiperexposta, saturada de imagens, convertida em espectáculo permanente. A pornografia deixa de ser marginal e infiltra-se na publicidade, na moda, na política. O erotismo, que supõe distância, espera, segredo, é absorvido pela transparência obscena de uma visibilidade total. Ora, quanto mais visível se torna o sexo, mais rarefeito se torna o desejo. A proliferação de signos sexuais não intensifica a experiência, mas, pelo contrário, neutraliza-a. A esquerda, que deveria ter articulado uma crítica a esta mercantilização integral, preferiu muitas vezes alinhar com uma ética da exposição e da denúncia que coincide, paradoxalmente, com a lógica capitalista da transparência e da gestão de riscos. Se tudo deve ser explicitado, nomeado, regulado, é porque tudo deve ser integrado num sistema de cálculo. A sexualidade, que outrora escapava à contabilidade, passa a ser quantificada em consentimentos, protocolos, declarações prévias. E se ainda quisermos falar de amor, se nos atrevermos a isso, podemos virar-nos para Erich Fromm, que nos desafiou a pensar o amor como arte, sublinhando como este sentimento, guindado a uma razão idealizadora, implica desde logo sair do narcisismo, reconhecer a alteridade irredutível do outro. Ora, o que se observa hoje é uma derrota dessa dimensão exigente: sacrificado à lógica do consumo, o amor vende seja o que for, adapta-se, estende-se como justificação para que sejam reinvindicados todos os caprichos e apetites. O amor que foi sempre difícil, hoje conta com a conveniência e o infinito desdobramento das aplicações de encontros, algoritmos de compatibilidade, mercados de afinidades, beneficiando dos modelos preditivos para nos proteger dos nossos erros e fornecer uma escolha optimizada. E, com isto, o outro surge já como mero elemento de validação, como aquele ser-espelhar que deve confirmar, consolidar a narrativa que temos sobre nós próprios. A ideia de ser transformado pelo outro, de ser compelido a um radical desvio face a si mesmo, e ao contexto, esse perigo ou vertigem já nem se colocam. Nos seus fragmentos sobre o discurso amoroso, Barthes mostrava como o amante fala numa língua minoritária, desajustada, vulnerável. Hoje, essa vulnerabilidade é frequentemente lida como fraqueza, dependência, falha de autonomia. A cultura contemporânea exalta a auto-suficiência, a gestão emocional, o empoderamento individual. O amor, que implica risco de perda e exposição ao sofrimento, torna-se ameaça à integridade narcísica, sendo de preferir a circulação incessante de experiências breves, intercambiáveis, as dinâmicas poliamorosas, onde a substituição rápida protege contra o investimento profundo. Com tudo isto, o puritanismo contemporâneo não se funda já na proibição do prazer, mas na sua gestão e programação até dissolver o desejo pelo outro e focalizar cada vez mais na relação que o indivíduo mantém consigo mesmo, na sua capacidade de satisfazer as suas projecções e de se auto-validar. A sexualidade já não pode, assim, representar qualquer efeito transgressivo, uma vez que passou a estar pautada pela proliferação jurídica. Assim, os aparelhos de vigilância conseguem delimitar o aceitável, estigmatizar o excesso, sancionar o desvio. Ao reivindicar protecção absoluta, segurança total, reconhecimento permanente, temos vindo a permitir o reforço de uma ordem normativa infinitamente minudente, em que cada relação é enquadrada de antemão reconhecendo um potencial litígio, tomando-se cada gesto como susceptível de ser entendido como uma agressão, e devendo estar submetido ao escrutínio moral público. Aos poucos, o desejo retrai-se ou converte-se em cálculo, preferindo-se cada vez mais o semelhante, o compatível, o previsível. O outro é convocado para legitimar uma imagem de si que já está pronta. Entre o puritanismo progressista e o hedonismo administrado, o amor torna-se ele mesmo a fachada para uma indústria de produtos culturais e experiências programadas. E a esquerda, ao abandonar a crítica radical das formas de poder que atravessam o desejo, assiste e promove esta lógica de controlo que domina no mesmo sentido todo o espectro político.

RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário -A revolução silenciosa - Programa 525 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Feb 21, 2026 6:30


Pequenos textos, contos, histórias, lendas, pensamentos ou apenas uma frase que sirvam de reflexão para todos os que nos ouvem na RLX-Rádio Lisboa. No mundo em que vivemos faz-nos falta parar e refletir sobre tudo o que nos rodeia…

RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - O chão comum do pão - Programa 524 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Feb 20, 2026 5:17


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RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - A Solidão - Programa 523 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Feb 19, 2026 4:36


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RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - O lugar onde o mundo abranda - Programa 522 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Feb 18, 2026 6:30


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RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - Sobre o que não aprendemos - Programa 521 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Feb 16, 2026 4:33


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RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - Natália Correia - Programa 520 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Feb 14, 2026 4:01


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RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - Os fazedores de notícias - Programa 519 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Feb 13, 2026 4:52


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RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - A fadiga de ser interessante - Programa 518 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 4:58


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RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - O regresso dos impérios - Programa 517 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Feb 11, 2026 6:30


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RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - Tempestades com nome próprio, fragilidades sem dono - Programa 516 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 5:48


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Resposta Pronta
"Há pequenos pontos de inundação em Setúbal"

Resposta Pronta

Play Episode Listen Later Feb 7, 2026 3:49


Paulo Maia, vereador da Proteção Civil na Câmara de Setúbal, dá conta de algumas ocorrências, mas garante que a situação "não é preocupante". Autoridades atentas à subida do nível do Sado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - Perplexidade - Programa 515 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Feb 7, 2026 4:00


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RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - O Silêncio da Estante - Programa 514 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 8:13


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Dia a dia com a Palavra
O que é mais fácil enfrentar? Uma pequena onda ou um tsunami?

Dia a dia com a Palavra

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 1:29


A resposta é óbvia, não é?Tratar uma questão difícil é mais fácil do que tratar de várias ao mesmo tempo. Mas normalmente permitimos que os problemas se acumulem e as pequenas ondas formem um grande tsunami.Veja o que diz o Salmo 42 no verso 7: "Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas cachoeiras; todas as tuas ondas e vagas passaram sobre mim."Um abismo chama outro abismo - abismos se atraem, como um ímã. Se esse é o movimento natural das dificuldades, é algo que preciso evitar a todo custo.O salmista estava passando por um período difícil. Sua alma estava inquieta e perturbada dentro dele, seu choro era contínuo. E a sensação que ele tinha é que esse turbilhão não ia passar nunca. Quanto mais o tempo passava, mas sem solução a sua vida se encontrava. Seu sentimento era como alguém que tivesse sido atropelado pelas águas de um grande tsunami.A grande questão é que nenhuma dificuldade começa grande. Pequenos problemas vão se somando e formando uma onda de problemas. Se você sabe disso, é preciso agir logo. Não espere uma onda maior chegar.Deus pode te ajudar a resolver qualquer situação. Por isso, perdoe, converse, resolva, o quanto antes. Quanto mais tempo passa, mais água se soma e a destruição pode ser grande.

RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - LER É RESPIRAR - Programa 513 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Feb 5, 2026 4:24


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Radioagência
Programa Brasil Digital leva comunicação pública a pequenos e médios municípios

Radioagência

Play Episode Listen Later Feb 5, 2026


RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - Quatro Euros Pelo Silêncio - Programa 512 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 6:26


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RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - Quando a juventude parte, o silêncio impera - Programa 511 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Feb 3, 2026 7:22


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Rádio UFRJ - Informação & Conhecimento
Os pequenos gigantes do samba

Rádio UFRJ - Informação & Conhecimento

Play Episode Listen Later Feb 2, 2026 6:34


Na Marquês de Sapucaí, o samba também é coisa de criança.Reportagem: Maria Clara Anselmo Edição: Gustavo Silveira 

RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - A Escola e o Espelho da IA - Programa 510 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Jan 31, 2026 6:04


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Caderno Diário - Devemos aprender durante toda a vida - Programa 509 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Jan 30, 2026 5:47


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Caderno Diário - A folha de papel do respeito - Programa 508 - António Serra

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Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 6:38


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Caderno Diário - A Pobreza - Uma Chaga Aberta na Nossa Sociedade - Programa 507 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Jan 28, 2026 4:26


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Caderno Diário - O Silêncio da Dignidade - Programa 506 - António Serra

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Play Episode Listen Later Jan 26, 2026 5:43


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Caderno Diário - Juventude em Risco Digital - Programa 505 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Jan 24, 2026 5:43


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Caderno Diário - A importância dos jornais regionais - Programa 504 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Jan 23, 2026 5:38


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Caderno Diário - Camus - a Lucidez Contra o Absurdo - Programa 503 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Jan 22, 2026 5:58


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Caderno Diário - Democracia em Risco Silencioso - Programa 502 - António Serra

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Play Episode Listen Later Jan 21, 2026 5:51


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Sala de Negócios
#328 O desafio de assumir como CEO de um grande grupo | Carlos Lazar (Wiser Educação)

Sala de Negócios

Play Episode Listen Later Jan 20, 2026 32:59


Assumir a liderança de um grande grupo envolve lidar com uma empresa em transformação contínua. A transição acontece quando estratégia, contexto de mercado e maturidade organizacional se alinham. O desafio não é corrigir falhas, mas elevar um negócio já saudável a outro patamar. Liderança passa por propósito claro, foco em pessoas e geração de valor sustentável. Pequenos ajustes estratégicos fazem grande diferença no longo prazo.Participantes:Carlos Lazar, CEO, Wiser Educação.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Ceres Mussnich, Business Development Manager, Forvis Mazars.

RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - Shakespeare e o Tempo Humano - Programa 501 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Jan 19, 2026 5:45


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Caderno Diário - Quando a Saúde Procura Tradução - Programa 500 - António Serra

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Play Episode Listen Later Jan 17, 2026 6:07


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Caderno Diário - Há filmes que não envelhecem - Programa 499 - António Serra

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Play Episode Listen Later Jan 16, 2026 5:54


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RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - Platão na era do algoritmo - Programa 498 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Jan 15, 2026 6:18


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RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - A era do lixo automático - Programa 497 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Jan 14, 2026 6:39


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A Voz do Brasil
Câmara aprova medida que determina orientação a pequenos infratores

A Voz do Brasil

Play Episode Listen Later Jan 14, 2026


RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - Há imagens que não pedem legenda - Pedem silêncio - Programa 496 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Jan 13, 2026 6:49


Pequenos textos, contos, histórias, lendas, pensamentos ou apenas uma frase que sirvam de reflexão para todos os que nos ouvem na RLX-Rádio Lisboa. No mundo em que vivemos faz-nos falta parar e refletir sobre tudo o que nos rodeia…

RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - Licença para a Amizade - Programa 494 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Jan 9, 2026 5:31


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Biblioteca Judaica
Rav Kook parashat Shemot - Detalhes tão pequenos...

Biblioteca Judaica

Play Episode Listen Later Jan 9, 2026 31:27


Rav Segal nos ensina uma mensagem atual sobre a parashá com o Rav Kook.

RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - A Preguiça de Pensar - Programa 495 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Jan 9, 2026 5:34


Pequenos textos, contos, histórias, lendas, pensamentos ou apenas uma frase que sirvam de reflexão para todos os que nos ouvem na RLX-Rádio Lisboa. No mundo em que vivemos faz-nos falta parar e refletir sobre tudo o que nos rodeia…

RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - Portugal antes dos Cravos - Programa 493 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 8:42


Pequenos textos, contos, histórias, lendas, pensamentos ou apenas uma frase que sirvam de reflexão para todos os que nos ouvem na RLX-Rádio Lisboa. No mundo em que vivemos faz-nos falta parar e refletir sobre tudo o que nos rodeia…

RLX - Rádio Lisboa
Caderno Diário - Foi Assim - Programa 492 - António Serra

RLX - Rádio Lisboa

Play Episode Listen Later Jan 7, 2026 7:46


Pequenos textos, contos, histórias, lendas, pensamentos ou apenas uma frase que sirvam de reflexão para todos os que nos ouvem na RLX-Rádio Lisboa. No mundo em que vivemos faz-nos falta parar e refletir sobre tudo o que nos rodeia…

Minha Estante Colorida
Fogueirinhas por toda parte

Minha Estante Colorida

Play Episode Listen Later Jan 7, 2026 13:29


[Ficção] Resenha do livro Little Fires Everywhere (tradução livre: “Fogueirinhas por toda parte”), de Celeste Ng. O texto escrito está nesse link.A história começa com uma casa sendo reduzida a pó por um incêndio criminoso. Todo mundo sabe quem foi a autora. Mas isso não significa que não tenha muito mistério, reflexão, reviravolta e tudo de bom que um bom livro precisa ter para levar a gente a viver outras vidas.Recomendo passar uns dias com Mia, Pearl, Elena, Lexie e Izzy.Descobri a versão em português e o nome ficou "Pequenos incêndios por toda parte" e tem na Amazon do Brasil. Você pode comprar o seu exemplar clicando nesse link.Lembrando que o podcast tem um site próprio onde você pode ouvir todos os episódios e fazer comentários: www.minhaestantecolorida.com

Brasil-Mundo
Advogada brasileira dedica carreira a ajudar vítimas de violência doméstica em Portugal

Brasil-Mundo

Play Episode Listen Later Jan 3, 2026 5:09


A história de muitas mulheres brasileiras que deixam o país em busca de segurança, estabilidade e uma vida melhor no exterior nem sempre encontra o final feliz que elas imaginavam. Para algumas, a violência atravessa oceanos. É nesse cenário complexo e muitas vezes invisível que atua a advogada Luana Ferreira, líder do Comitê de Direito das Mulheres do Grupo Mulheres do Brasil, em Lisboa. Lizzier Nassar, correspondente da RFI em Lisboa A violência viaja silenciosa, escondida dentro de malas, memórias, fragilidades e dependências. Em outras vezes, ela surge justamente no estrangeiro, onde a solidão da imigração, a falta de rede de apoio e o desconhecimento do sistema local criam o ambiente perfeito para que o ciclo se repita — ou se intensifique. A advogada brasileira Luana Ferreira, líder do Comitê de Direito das Mulheres do Grupo Mulheres do Brasil em Lisboa, conhece bem essas armadilhas. Ela se tornou, na prática, aquilo que tantas mulheres procuram desesperadamente quando decidem romper o silêncio: uma ponte. Uma mão estendida. Um lugar seguro onde é possível contar o que não se consegue nem admitir para si mesma. “Desde muito pequena eu vi e ouvia histórias de violência. Situações bem complicadas. Isso me tocou desde muito nova”, ela conta. O que poderia ter sido apenas uma lembrança dolorosa transformou-se em vocação. Hoje, ela trabalha diariamente para acolher mulheres que vivem aquilo que tantas outras, por gerações, foram ensinadas a suportar. O Comitê de Direito das Mulheres, que ela lidera, é dedicado à promoção e defesa dos direitos das mulheres, com especial atenção ao combate à violência doméstica — e com um objetivo central que vai além da assistência: sensibilizar a sociedade. “É importante trazer para as pautas sociais e para a sociedade que a violência doméstica é um problema de todos”, afirma. Os números comprovam que o problema é mais amplo do que a maioria imagina. Segundo dados do Ministério das Relações Exteriores, 1.631 casos de violência doméstica e de gênero contra brasileiras foram registrados em embaixadas e consulados em 2024 — um aumento de 4,8% em relação ao ano anterior. Os Estados Unidos lideram as notificações (397 casos), seguidos da Bolívia (258), Itália (153), Portugal (144) e Reino Unido (102). Cada número desses representa uma história que atravessou fronteiras carregando medo, insegurança e, muitas vezes, silêncio. Em Portugal, onde a advogada atua, a violência doméstica continua sendo o crime mais reportado. Só entre janeiro e agosto deste ano, a APAV — Associação Portuguesa de Apoio à Vítima — apoiou 14.008 mulheres. As situações de vitimação ocorreram em 89,9% dos municípios do país, com maior incidência nos distritos de Lisboa, Faro, Braga e Porto. Até setembro, 18 pessoas foram assassinadas em contexto de violência doméstica — 16 eram mulheres. E, segundo a PSP e a GNR, foram registradas 25.327 ocorrências nos primeiros nove meses do ano de 2025, o maior número dos últimos sete anos. Relutância em se reconhecer como vítima Esses dados ajudam a contextualizar uma realidade que, aos olhos da advogada, aparece diariamente em forma de relatos fragmentados, mensagens rápidas, áudios enviados com cuidado para que ninguém ouça, e pedidos de ajuda que começam hesitantes: “Não sei se isso é normal.” Muitas vezes, ela é a primeira pessoa a quem a mulher se direciona quando finalmente decide falar. “A mulher vive com medo: no lar, na sociedade, no dia a dia… Ela não sabe o que pode vir a acontecer se cruzar com o agressor ou se ele tiver acesso à vida que ela está construindo agora”, explica. Para ela, a violência doméstica não termina quando a relação termina. “É um crime que, muitas vezes, rouba a paz para sempre.” Entre os casos que chegam ao comitê, há agressões físicas e psicológicas, mas também formas de violência que muitas mulheres só descobrem quando já estão presas a elas. Uma das mais comuns entre brasileiras em Portugal é a violência administrativa. “O agressor retém, esconde ou inutiliza documentos da vítima. Já tivemos casos de passaportes rasgados, queimados, inutilizados — da mulher e das crianças”, relata. Impedida de viajar, de trabalhar ou de se movimentar, a vítima perde autonomia e fica ainda mais vulnerável. Escuta entre imigrantes Nesse contexto, a presença do comitê funciona como um abraço possível. A equipe escuta, orienta, encaminha e apoia. A rede inclui psicólogas, advogadas, associações especializadas e serviços públicos. E tudo começa com algo simples, mas fundamental: acreditar na vítima. “Quando são brasileiras — e elas são a maioria que nos procura — torna-se mais confortável encontrar outra imigrante do outro lado. É alguém que entende o medo, o idioma, a saudade, a culpa e a solidão.” Mas, apesar do apoio, o caminho institucional no país ainda apresenta lacunas importantes. Portugal não possui uma delegacia da mulher, como no Brasil. Não existe uma lei equivalente à Maria da Penha, que foi um divisor de águas no enfrentamento à violência doméstica no Brasil. O que há, em Lisboa, é o Espaço Júlia, na freguesia de Santo Antônio, que funciona como um atendimento especializado a vítimas — mas ainda insuficiente diante da dimensão do problema. “Falta muita coisa. É muito triste ver que ainda há quem finja que não é com ele. Precisamos de educação, conscientização e mudança cultural”, afirma. Manual de prevenção Nos últimos anos, algumas iniciativas importantes surgiram. O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, em parceria com o Instituto Nós Por Elas, lançou o Manual de Prevenção da Violência contra Mulheres Brasileiras no Exterior, elaborado pelo Ministério das Mulheres e pelo Ministério das Relações Exteriores. O consulado também formalizou sua adesão à campanha Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica, que orienta vítimas a desenharem um “X” na mão ou em um pedaço de papel para pedir ajuda de forma silenciosa e segura. Pequenos gestos que podem salvar vidas. Mas, para a advogada, a mudança real depende de algo maior: transformação cultural. “Não adianta tratar apenas a consequência. Precisamos mexer na raiz”, diz. E a raiz, segundo ela, começa pela frase que repete sempre: “Uma mulher agredida é todas nós agredidas.” Onde pedir ajuda Esta reportagem também é escrita para quem lê em silêncio. Para quem está tentando decidir se aquilo que vive é violência. Para quem tenta justificar o injustificável. Para quem acha que merece o que recebe. Para quem teme pedir ajuda. Para quem saiu do Brasil acreditando que finalmente teria paz — e encontrou medo. Se esse for o seu caso, saiba que você não está sozinha. Há uma rede inteira pronta para caminhar com você. Há mulheres — como a advogada Luana Ferreira — que dedicam suas vidas para acolher, orientar e proteger. Há profissionais, instituições, organizações e serviços que podem te ajudar a romper um ciclo que nunca deveria ter começado. Por mais difícil que pareça, existe um futuro possível. Pedir ajuda não é fraqueza — é coragem. E coragem é algo que toda mulher carrega dentro de si, mesmo quando acha que não.

Inteligência para a sua vida
#1454: PEQUENOS COMEÇOS, GRANDES MUDANÇAS PARA 2026

Inteligência para a sua vida

Play Episode Listen Later Dec 29, 2025 12:23


A virada do ano chega, e com ela, metas, promessas e planos para 2026.O problema é que muitos deles duram só até o dia 2 de janeiro. Depois disso, a pessoa volta aos mesmos hábitos e ao mesmo ciclo de frustração.Neste vídeo, compartilhamos dicas valiosas para quem realmente quer mudar neste novo ano, de forma prática e possível.A verdade é simples, grandes mudanças quase sempre começam pequenas.Quando você faz uma pequena alteração em um hábito, a mudança não parece tão difícil assim. Com o tempo, os resultados aparecem, e o que parecia insignificante se transforma em algo poderoso.Antes de tentar mudar tudo ou ensinar alguém, foque em você.Qual é a pequena mudança que você pode começar a fazer a partir de hoje?Assista até o final e comece 2026 do jeito certo.

Bocadinhas
Bocadinhas 149 - Cérebros pequenos importam

Bocadinhas

Play Episode Listen Later Dec 10, 2025 54:22


Hoje Lucas e Marcelo cavucam a sua mente e falam sobre animais, antropologia, arqueologia e Bob Esponja.⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Edição: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Daniel Bayer⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Arte da Capa: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Daltrinador

Cinemax
"Pequenos Clarões", "Cristóbal - Pontebarxas"

Cinemax

Play Episode Listen Later Nov 22, 2025 24:45


Com Pilar Palomero, Alexandra Guimarães, Gonçalo L. Almeida

Os Economistas Podcast
KIM KATAGUIRI e GUTO ZACARIAS - O SISTEMA DO BRASIL PROTEGE OS CORRUPTOS? | Os Economistas 196

Os Economistas Podcast

Play Episode Listen Later Nov 14, 2025 111:56


TRABALHE NO MERCADO FINANCEIRO EM 2026: https://finc.ly/6d896683acNEWSLETTER DA FINCLASS, 100% GRÁTIS: https://finc.ly/f57c7e7f25 No Os Economistas 196 recebemos Kim Kataguiri e Guto Zacarias para um papo sem filtro sobre o que realmente mantém o Brasil preso à corrupção. Entramos fundo na estrutura que protege político ruim, como o sistema premia quem joga sujo e por que a máquina pública virou terreno fértil para escândalos intermináveis.Um episódio pra entender de verdade como a política brasileira funciona por dentro e por que mudar esse jogo é tão difícil.EPISÓDIO: KIM KATAGUIRI e GUTO ZACARIAS - O SISTEMA DO BRASIL PROTEGE OS CORRUPTOS? | Os Economistas 19600:00 - Introdução: Selic a 15% e a Incompetência do Haddad na Economia Brasileira05:00 - Banco Central Mantém Selic em 15%: Galípolo Continua Política de Roberto Campos Neto10:00 - Correios Pedem R$ 20 Bilhões Emprestados: O Prejuízo das Estatais Brasileiras15:00 - Brasil vs Vietnã: Como Países Emergentes Ultrapassaram o Brasil em Educação e Economia20:00 - Carga Tributária Brasileira: Para Onde Vai o Dinheiro dos Impostos?25:00 - Super Salários do Judiciário: R$ 20 Bilhões Acima do Teto Constitucional30:00 - Reforma Administrativa: Por Que o Governo Petista Nunca Vai Aprovar35:00 - Cornômetro: Como Lula Traiu Todas as Promessas de Campanha aos Eleitores40:00 - Projeto Polêmico: Expulsão de Alunos e Professores que Cometem Agressão nas Universidades45:00 - Sistema Eleitoral Brasileiro: O Problema dos Deputados Puxados e Voto Proporcional50:00 - Partidos Políticos sem Ideologia: A Diferença Entre PSD, PP e União Brasil55:00 - Centrão: O Verdadeiro Problema da Política Brasileira Acima de Esquerda e Direita01:00:00 - Ricardo Barros: O Deputado que Foi Líder de FHC, Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro01:05:00 - Municípios Pequenos e Deputados do Centrão: Como a Pobreza Alimenta a Corrupção Política01:10:00 - Segurança Pública: Facções Criminosas Devem Ser Classificadas como Grupos Terroristas?01:15:00 - Comando Vermelho Controla Território Brasileiro: 30% do Brasil Dominado pelo Crime Organizado01:20:00 - Operação no Complexo da Maré: 87% dos Moradores de Favela Apoiam Ação Policial01:25:00 - Governo Estuda Indenizar Família de Faccionados Mortos: R$ 900 Mil para Bandidos01:30:00 - Lula Pediu Autorização ao PCC para Entrar na Favela do Moinho em São Paulo01:35:00 - Tarifas de Trump: Como a Política Externa de Lula Prejudica São Paulo e o Agronegócio01:40:00 - Eleições 2026: Pesquisas Eleitorais Muito Cedo Não Significam Nada - Casos Marçal e Russomano01:45:00 - Lula Perdeu Apoio do Centrão: Articulação Política Incompetente Comparada a Lula 1 e 201:50:00 - Partido Missão: Novo Partido Político com 589 Mil Assinaturas e Ideologia Clara de Direita

Litterae - O seu podcast de Literatura
Pequenos grandes erros para evitar na construção literária

Litterae - O seu podcast de Literatura

Play Episode Listen Later Oct 10, 2025 51:43


Episódio com participação especial de Jeovanna Vieira @jeovannavieiraAnita Deak - Escritora e editora de livrosE-mail: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠anitamdeak@gmail.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ / Dúvidas: (11) 98188-6514Paulo Salvetti - Escritor e professor de LiteraturaE-mail: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠psalvetti@gmail.com⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ / Dúvidas: (11) 98169-8492