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Cafezinho

Luciano Pires & Café Brasil Editorial Ltda


    • Sep 26, 2022 LATEST EPISODE
    • weekdays NEW EPISODES
    • 4m AVG DURATION
    • 814 EPISODES

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    Latest episodes from Cafezinho Café Brasil

    Cafezinho 528 - Ele quer machucar você

    Play Episode Listen Later Sep 26, 2022 9:53


    Sempre que somos contrariados, quando nos negam o que queremos, nos sentimos de alguma forma, machucados. E isso dói, viu? Todo mundo quer escapar dessa dor. Em crianças, a gente até entende. Sem maturidade para compreender e comunicar suas emoções, elas fazem o que sabem: manifestam seu desconforto através do choro, da birra e do grito. Mas e quando é um marmanjo chorando, fugindo, ou entrando num enfrentamento que rapidamente escala do conflito para o confronto?

    Cafezinho 527 – Quero que você erre!

    Play Episode Listen Later Sep 23, 2022 8:23


    Link para o livro: https://merdadeseventiras.com.br  O texto de hoje é um daqueles, delicioso, de autoria de Rubem Alves: O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada – palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro. O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra – pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir… E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos… Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão… O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde. Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem – cresce o amor… Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim… Vou continuar a reflexão no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=a2cIx7zK-GQ   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    AUDIO_Luciano_Pires_Cafezinho_526_Os loucos nos extremos_1

    Play Episode Listen Later Sep 19, 2022 8:34


    http://merdadesventiras.com.br  Cafezinho 526 – Os loucos nos extremos. Amanhã, terça feira, 20 de setembro de 2022, lanço oficialmente meu décimo livro: Merdades e Ventiras, como se proteger da mídia que faz a sua cabeça. O mundo está polarizado, parece dividido em dois, não é? É, parece. Mas não é assim. Existem alguns extremos gritando feito loucos e, no meio, milhões de pessoas tentando descobrir qual é a melhor escolha. Mas a gritaria nos extremos é tamanha que achamos que elas são maioria. Não são. São minorias, mas têm acesso à mídia, à cultura, aos canais de comunicação que batem em você o dia inteiro, influenciando suas decisões. Hoje, quando todos somos mídias, temos a obrigação de pegar as coisas que valem a pena e passar adiante. Qualquer coisa que você encontrar e que valha a pena, compartilhe nas suas mídias. Você é um formador de opinião. Você é um influenciador digital dos 40, 50, 100 ou 1000 amigos que você tem no Facebook, no WhatsApp... Então, use seu poder, passe adiante as verdades, descarte as merdades. Respeite a inteligência e o tempo de vida dos outros, não os ocupe com bobagens. Mas saiba que ao começar a agir assim, você se transformará num chato, diversos “amigos” não vão querer mais falar com você... Isso vai acontecer. Acontece comigo. Só que quero crer que as pessoas interessadas em assuntos sérios são muito mais do que as que costumam acessar meus canais. Certamente, há muito mais de mil, de cem mil... há milhões e milhões de pessoas interessadas em falar de coisas pertinentes. Mas talvez não apareçam por aqui porque têm à frente um mar de irrelevância que é difícil de ser ultrapassado. Cabe a nós sermos os sinaleiros, apontando os caminhos para disseminar sabedoria, mudar essa realidade de superficialidades, trivialidades, vulgaridades. É isso que eu tenho tentado fazer desde os anos 1990, é isso que está no meu novo livro Merdades e Ventiras. Vou colocar aqui embaixo o link para você saber mais sobre o livro, mas continuo a reflexão neste vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=hzgj0Qx48PQ   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com  

    Cafezinho 525 – Será que você compreendeu?

    Play Episode Listen Later Sep 16, 2022 7:38


    http://merdadeseventiras.com.br  Você já ouviu falar em hermenêutica? É a área da filosofia que estuda a arte e a teoria da interpretação. Se for na área epistemológica, trata da interpretação de textos. Se for na ontológica, trata da interpretação de uma realidade. Você que está lendo este texto, ouvindo este áudio ou assistindo este vídeo, deveria seguir ao menos três etapas para garantir que conseguiu interpretar o que eu estou aqui dizendo. Primeira etapa é a da pré-compreensão, que tem a ver com o conhecimento prévio que você tem de ter do assunto que eu estou abordando aqui. Se você não entende nada deste assunto, vai ter dificuldades para entender o que eu quis dizer. A segunda etapa é da compreensão em si. Considerando que você já tem uma pré-compreensão do assunto, quando tomar contato com este texto, pode se deparar com alguma ideia nova, que você processará em conjunto com aquilo que já sabe. E assim você vai entender o que eu quis dizer. Mas isso não garante que você compreendeu o que eu quis dizer, olhaí a pegadinha. Entender o significado do que eu estou dizendo é diferente de compreender as justificativas ou o alcance social da minha mensagem. A terceira etapa é a interpretação. Depois de compreender o meu texto, ou de achar que compreendeu, você vai processar o que leu, ouviu ou assistiu, e dar-lhe algum significado. Vai produzir na mente um novo texto, com a sua compreensão sobre o que eu disse. E essa conclusão final é sua, não é minha. Sacou a complexidade da coisa? Quando você lê um post em mídias sociais, ou um comentário de alguém e imediatamente parte para uma resposta furiosa, precisa considerar que o gatilho não foi o que a pessoa escreveu, mas o seu, de você mesmo, processo hermenêutico. Será que você tem a pré-compreensão necessária? Será que compreendeu o que o autor quis dizer? Será que a conclusão que você tirou está alinhada com o que ele quis dizer? Interpretar textos é uma arte que a maioria absoluta das pessoas não domina. Por isso essa bateção de cabeça. Vou continuar esta reflexão no vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=SScFGh7BFn8   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 523 - O menticídio

    Play Episode Listen Later Sep 9, 2022 9:17


    http://bit.ly/jornadapsicose No livro O Estupro da Mente, de Joost Meerloo, que transformei num Podsumário impactante – vou colocar o link para ele na descrição deste texto – aprendi o conceito de menticídio, que designa o processo de redução gradual de um ser humano (ou muitos humanos) à submissão mental. Menticídio é definido como “um sistema organizado de intervenção psicológica e perversão do julgamento por meio do qual um poderoso ditador pode imprimir seus pensamentos oportunistas nas mentes daqueles que ele planeja usar e destruir”. O ambiente ideal para o menticídio é o caos, a confusão e o isolamento. Esse estado paralisa a oposição e mina o moral. E a subsequente fraqueza mental permite a construção de um sistema de conformidade. “O cerne da estratégia do menticídio é tirar toda esperança, toda antecipação, toda crença em um futuro. Ele destrói os próprios elementos que mantêm a mente viva. A vítima está totalmente sozinha.” Veja a importância do velho jargão “dividir para conquistar”. Separar o indivíduo dos seus, fazer com que ele não tenha referências, nem mesmo em seus valores. Por isso é tão importante para os manipuladores cortar os laços com as influências que você recebe. Por isso a velha estratégia de destruir o conceito de família, de pai e mãe, de pátria e nação, de símbolos que o conectam com outros membros de sua tribo, de contestar suas raízes, de trazer para o presente questões e responsabilidades por atos cometidos por outros no passado. Não é sua responsabilidade, não é sua culpa, mas você precisa pagar pelo mal feito por outros. Sacou? Você não pode manifestar suas opiniões e ideias, você não pode contestar as ideias aparentemente predominantes. A intenção é fazer com que você não exista como indivíduo, apenas como uma massa de manobra. Pronto. Sua mente foi capturada e você é, como eles dizem, gado...   Vou continuar a reflexão neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=tP4lL4YTqnY   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 522 – Merdades e Ventiras

    Play Episode Listen Later Sep 5, 2022 8:36


    Acesse http://merdadeseventiras.com.br No final dos anos 90, eu já fazia palestras dentro do mercado de autopeças, abordando temas comportamentais, demonstrando como era importante criar alguns filtros para trabalhar as informações que recebemos diariamente das mais diversas fontes. Usando exemplos de artigos publicados na imprensa cujos títulos diziam uma coisa, mas o conteúdo dizia outra, eu perguntava: — Como devemos chamar uma mentira que, dependendo de como é apresentada, nos leva a acreditar que é uma verdade? Pensei em chamar de Ventiras, mas escolhi Merdades, que é mais apropriado. E, então, eu discorria sobre as Merdades, dando dicas de como se proteger delas. Eu não fazia ideia que, quase vinte anos depois, as Merdades receberiam o nome de fake news e se transformariam numa das maiores preocupações de quem produz e consome informações hoje em dia. Em duas décadas, muita coisa mudou. Surgiram a internet e as redes sociais, os grandes impérios das revistas e jornais impressos estão perdendo força, as grandes redes de televisão estão minguando, e os consumidores de informações mudaram completamente seus hábitos. Vivemos uma verdadeira revolução da mídia. O que não mudou? A produção de Merdades, hoje fake news, que se torna cada vez mais sofisticada, trazendo para nós uma responsabilidade gigantesca de filtrar, selecionar e consumir informação que seja pertinente, transparente e verdadeira. Não é fácil. Por isso, reuni quarenta anos de experiência como profissional de comunicação, gestor e produtor de conteúdo para lançar este meu décimo livro: Merdades e Ventiras, que está chegando. Vou continuar a reflexão neste vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=-pe2q12X6Oc&feature=youtu.be   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com  

    Cafezinho 521 – Bate-boca de domingo

    Play Episode Listen Later Sep 2, 2022 8:26


    Acesse o Café Com Leite em https://portalcafebrasil.com.br/todos/cafe-com-leite/ e siga-nos no Instagram em @podcastcafecomleite Entramos na reta final das eleições, a temperatura vai aumentado e, com certeza, nossos filhos olham com curiosidade os debates acalorados dos adultos. O que será essa coisa chamada política que mobiliza as pessoas? Que provoca discussões nos almoços de domingo, que gera bate-bocas em alta temperatura? De onde vem a política? Para que serve? Se você já tentou explicar para crianças e jovens como funciona a política, o que são e para que servem os políticos, deve saber como é difícil, não é? Nós olhamos para esse problema e nos dedicamos a criar alguns episódios do Podcast Café Com Leite para ajudar você nessa missão. Os episódios 2, 3 e 4 tratam exatamente sobre como a sociedade evoluiu da força bruta para um regime democrático, onde pessoas são escolhidas pelo voto para nos representar. E isso é contado de forma lúdica, facilitando enormemente a absorção e o aprendizado das crianças. No Café Com Leite 2 – Cada um por si. Mostramos que a política é necessária e você precisa entender algumas coisinhas antes de dar opiniões sobre ela! No Café Com Leite 3 – O Rei Tirano, mostramos que muitos reis, tão bonitos, tão honestos, antes de terem a coroa na cabeça e a espada na mão, tornaram-se tiranos quando assumiram o poder. E a sociedade teve de fazer alguma coisa. No Café Com Leite 4 – Voto e Democracia, falamos sobre como a sociedade criou um sistema político em que o povo exercita o poder. Pelo menos na teoria... Ouça os episódios no Spotify ou agregadores de podcasts, ou baixe-os em https://portalcafebrasil.com.br e depois provoque uma discussão sobre o assunto com seus filhos. Vale a pena. Continuo essa reflexão no vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=8HPX24_cgNE   Siga-nos no Instagram em @podcastcafecomleite   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 519 – A república do ódio

    Play Episode Listen Later Aug 26, 2022 8:47


    Link para Chico e Milton: https://www.youtube.com/watch?v=lkRe-6evscY Toda semana eu mando uma Isca Intelectual por e-mail para quem se inscreve gratuitamente no mundocafebrasil.com. Esta semana foi a Isca 100, e eu quis fazer algo especial. Mandei uma assim: O ano é 1987, no Teatro Fênix no Rio de Janeiro, durante a gravação de um programa da Rede Globo chamado Chico e Caetano. Foram nove programas semanais, descontraídos, como uma festa conduzida por dois amigos, que apresentavam alguns dos mais importantes músicos da história da MPB. No dia 14 de março, o convidado era Milton Nascimento, para cantar junto com Chico Buarque a canção “O que Será (à flor da pele)”, do álbum Meus Caros Amigos que Chico lançara em 1976. Milton estava no auge da voz, e dá início à canção com uma espécie de vocalise que é, até hoje, um dos grandes momentos da Música Popular Brasileira. A expressão de Chico olhando para Milton dá ideia da enormidade do que ele percebeu naquele momento. Veja: Chico é famoso pela voz pequena e tímida, e tinha ao lado a potência e afinação de Milton Nascimento, provocando uma mistura que é irresistível e que, não raro, nos leva às lágrimas. Talento, por si só não explica isso. Estou sendo superlativo? Sim. Do tamanho do talento desses dois gênios, que estão em final de carreira e não têm reposição. E isso torna esse vídeo ainda mais importante. A Isca? Vai com uma frase da jornalista Tanya Dua: Acredito firmemente que a paixão supera o talento. A filosofia disso é que o talento é uma mercadoria, e há muitas pessoas talentosas no mundo. Mas é a paixão que o impulsiona para a frente. Mas você não faz ideia do que aconteceu com minha Isca... Vou contar na continuação deste vídeo.   Vou continuar a reflexão neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=_uc8LBZzfoU   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 518 - A bênção da ignorância

    Play Episode Listen Later Aug 22, 2022 6:20


    Cafezinho 518 – A bênção da ignorância Para baixar gratuitamente o Podsumário Antifrágil: canalcafebrasil.com.br/antifragil Me lembrei de uma história que uso em meu curso Produtividade Antifrágil, que trata das Acácias, uma espécie de árvore que existe na África, muito apreciada pelas girafas, que se alimentam de suas folhas e brotos. Essas árvores estavam ameaçadas e os cientistas, para protege-las, decidiram cercar uma grande área, impedindo que os animais se aproximassem delas. Com o tempo, as árvores protegidas começaram a apresentar doenças e a serem atacadas por insetos. Um estudo mostrou que um tipo de formiga muito agressivo vivia naquelas árvores, alimentando-se de sua seiva. Quando as girafas comiam as folhas e ramos, a árvore produzia a seiva naturalmente, como uma espécie de sangramento que curava os ferimentos causados pelas girafas. Com alimento abundante, as formigas se reproduziam e defendiam as árvores de outros tipos de insetos. O nome disso é mutualismo. Sem as girafas, as árvores não sangravam mais e as formigas ficaram sem alimento. Foram embora, expondo as árvores ao ataque de todo tipo de inseto. Os cientistas, achando que estavam protegendo as árvores ao evitar as agressões das girafas, na verdade as enfraqueceram ao quebrar um equilíbrio natural. Não é fascinante? É assim que a ciência funciona: diante do desconhecido, não há certezas absolutas, apenas hipóteses. Por isso, quando ativistas de sofá, youtubers histéricos, políticos espertos ou técnicos oportunistas aparecerem diante de você dizendo que sabem como as coisas funcionam, lembre-se das Acácias. Sistemas complexos são complexos demais para serem controlados de fora. Por vezes nos sentimos tentados a pensar que temos alguma fórmula mágica capaz de manipular esses sistemas, mas descobrimos consistentemente que estamos errados, por vezes com resultados catastróficos. Interferir em sistemas complexos de cima para baixo tentando retirar deles as aleatoriedades, os torna frágeis.   Vou continuar a reflexão neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=PRR8LTKtNn8   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com  

    Cafezinho 517 – É melhor aceitar a desordem

    Play Episode Listen Later Aug 19, 2022 6:17


    Para baixar gratuitamente o Podsumário Antifrágil: canalcafebrasil.com.br/antifragil No livro Antifrágil, o autor Nassim Nicholas Taleb diz que é melhor aceitar – e até dar boas-vindas – uma certa quantidade de desordem, aleatoriedade e riscos em nossas vidas e sistemas e nos prepararmos para tirar vantagens delas, do que tentar erradicar essas fontes de estresse. E a cabeça explode quando Taleb afirma que é possível lucrar com o imprevisto. Basta reconhecer quais sistemas são frágeis, com tendência ao colapso, quais são antifrágeis, capazes de crescer com a força dos adversários. Sair da frente dos frágeis e se juntar aos antifrágeis, tornando-se você antifrágil também... esse é o segredo. Isso se aplica não apenas aos grandes sistemas econômicos, mas a nossos próprios corpos e mentes. Taleb parece ter a mesma visão que eu: as pessoas apreendem melhor os conteúdos quando eles nos são apresentados do mesmo modo como a vida é. Eu tenho uma ideia do que acontecerá quando eu sair à rua para caminhar até minha casa, mas não imagino o que exatamente acontecerá. Meu celular pode tocar, um motoqueiro pode passar com barulho, um cachorro pode fazer cocô e o dono não recolher, um vizinho pode parar para conversar, pode começar a chover, eu posso esquecer a chave ou um documento, pode faltar luz... Tudo pode acontecer e é assim que a vida é. É isso que sempre me orientou no Café Brasil: eu sei onde quero chegar, mas não sei o que acontecerá no caminho. Qual o tema do próximo podcast? Não sei? Não faço ideia. Algo surgirá, como surge em nossas vidas... e no final se conectará com um todo. Por que é assim? Porque existe um propósito. Porque minhas buscas não são aleatórias, mas estão orientadas pelo desejo de ajudar as pessoas a ampliar seus repertórios e assim melhorar a capacidade de discernimento, julgamento e tomada de decisão. No fim, tudo que parece um caos, está orientado para um mesmo objetivo.   Vou continuar a reflexão neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=-5B7xhjH-fA   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com 

    Cafezinho 516 – Pra quem decidiu não escolher

    Play Episode Listen Later Aug 15, 2022 7:07


    Em 1972 o ator italiano Gian Maria Volonté, falava sobre a diferença entre os filmes politicamente engajados e aqueles vazios de conteúdo. Foi quando Gian Maria disparou: " sempre me disseram que filme político não interessa, pois não faz dinheiro"..."Quer saber de uma coisa?" disse o ator ao jornalista, "estão fazendo uma enorme confusão. Todo e qualquer cinema é político. Até mesmo aquele sem conteúdo, banal e vulgar. O enfoque é o tempo livre e não o conteúdo do filme. Hoje, qual é o significado de tempo livre? Significa momento de evasão, da não reflexão, do consumo. E o sistema te oferece mil maneiras para preenchê-lo, incluindo os filmes que te metem na condição de não pensar. É esse o dado político"... Gian Maria Volonté nos alerta sobre o dado político da indústria do entretenimento. Ela ocupa nosso tempo livre voltando nossa atenção para distrações que nos levam a consumir. Ou a apresentar um comportamento resignado, dentro das regras, que interessa ao sistema político vigente. Isso é político. E sob esse ponto de vista, todos esses programas de TV, no Youtube, nos games, tão inocentes e engraçadinhos, que consomem nosso tempo de vida, são políticos. E quando não percebemos esse jogo, nos tornamos meros joguetes nas mãos de quem manipula a política. Em Brasília ou na rede Globo. Por isso, valorize seu tempo “livre”. Faça com que ele seja um tempo de reflexão. Preencha-o com provocações, com inspiração, com atividades que agreguem valor, que elevem seu espírito, que enriqueçam seu repertório. Agindo assim, você estará sendo senhor de seu destino. Sendo um animal político... Levando a vida e não resignadamente deixando a vida te levar. Mas tem gente que não pensa assim. Pensa que sua hora livre é para lazer, para não fazer nada, para esvaziar a cabeça... Tudo bem. Tem uma frase de Willian James, que diz: “Quando você tem que fazer uma escolha e não a faz, isso por si só já é uma escolha”. Viu só? Não escolher também é política.   Vou continuar a reflexão neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=PTVfkcRjDBE   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 514 - Saia da Zona da Indiferença

    Play Episode Listen Later Aug 8, 2022 9:02


    Em minha palestra TUDO BEM SE ME CONVÉM, projeto na tela dois círculos, um preto outro branco, para ilustrar a ideia de que tempos atrás era relativamente fácil determinar o que era certo ou errado, bom ou mau, conveniente ou inconveniente, legal ou ilegal. Havia uma certa rigidez nos costumes, passada de geração para geração, que facilitava nossas escolhas. Pausa: não quero dizer com isso que antes era necessariamente melhor que hoje, quero dizer que era diferente. E então acontece uma animação e os dois círculos começam a se aproximar. Quando um entra sobre o outro, forma-se uma área cinza na intersecção. E quanto mais os círculos se sobrepõem, maior fica sendo a área cinza. Dou a essa área o nome de Zona da Indiferença. É a área onde, quando forçadas a confrontar questões difíceis para as quais não conseguem determinar o preto e o branco, as pessoas costumam cruzar os braços. Ficam no cinza: indiferentes. Minha tese é que essa área cinza nunca foi tão grande, especialmente por um certo relativismo moral que toma conta da sociedade. De repente começam a pregar que não existem mais verdades, que todo mundo está de alguma maneira certo, que o que é bom pra você pode ser ruim pra mim e todos estão certos, que temos que respeitar os direitos de todo mundo, inclusive quando esses direitos se sobrepõem aos direitos de outros. Nessa situação, se não gosto de algo e explicito minha contrariedade, sou imediatamente atacado pelos paladinos da igualdade, acusado de – vamos lá - fascista, coxinha, reacionário, todos aqueles rótulos que você está cansado de conhecer. Assim, para não se incomodar, a maioria das pessoas prefere permanecer na área cinza, sem tomar uma posição, esperando para ver para que lado a vai a boiada. Quando a boiada andar, ela anda junto. Se a boiada correr, ela corre junto. E se você pergunta porque correu, ela não sabe... Zona da indiferença... você já se viu nela? Vou continuar a reflexão neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=-NXB1PshqNc   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 513 - A lei de Gresham Cultural

    Play Episode Listen Later Aug 5, 2022 7:29


    Link para o vídeo de Eric Clapton e Paul McCartney: https://www.youtube.com/watch?v=Xl-BNTeJXjw Publiquei esta semana uma isca cultural que mostra Paul McCartney e Eric Clapton interpretando a canção Something, de George Harrison, durante um show em 2017. Não sei quantas vezes já assisti ao vídeo, em todas elas com um nó na garganta e lágrimas nos olhos. Por quê? Porque é lindo. Tem uma beleza que envolve estética, amizade, camaradagem, generosidade, poesia, arte no mais alto nível. Como raramente se encontra em novas produções.    Existe um princípio econômico chamado Lei de Gresham, atribuída a Sir Thomas Gresham, conselheiro da Rainha Isabel I de Inglaterra, que afirmou em 1558 que "a moeda má expulsa a moeda boa". Naquela época as moedas tinham valor conforme o peso do ouro em que eram cunhadas. Quanto mais pesadas, mais valiosas.  Sir Gresham disse que se o Estado decidisse cunhar novas moedas com o mesmo valor facial mas com menos quantidade de ouro, os agentes econômicos tenderiam a guardar a moeda mais pesada (a moeda boa) e a fazer circular apenas a nova moeda mais leve (a moeda má). Pouco a pouco, toda a moeda boa acabaria por ser substituída pela moeda má. Pois estamos vivendo dentro de uma espécie de Lei de Gresham cultural onde informações triviais expulsam informações significativas. Fatos sem importância, gente sem qualquer significado, informações irrelevantes ocupam todos os espaços das mídias, expulsando os fatos e influenciadores verdadeiramente importantes e necessários. A música ruim expulsa a boa. A literatura ruim expulsa a boa. O cinema ruim expulsa o bom. As conversas ruins expulsam as boas. O caráter ruim expulsa o bom. Essa lei de Gresham cultural faz com que as pessoas prefiram conhecer o que acontece a pensar sobre o que acontece, porque o conhecer tem mais valor imediato. A moeda má expulsa a moeda boa, percebeu? E então perdemos a capacidade de apreciar o belo.   Vou continuar o raciocínio neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=TC8krzWR4tc   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 512 - O calo do dono

    Play Episode Listen Later Aug 1, 2022 7:55


    No grupo do Telegram da Confraria Café Brasil, exclusiva para assinantes, surge um comentário do Joney, que levanta uma questão muito interessante. Ele diz assim: “Não sei se era sua intenção, mas diante do que escreveu lembrei de algo que tenho refletido e pensado, que é agir diferente dentro das minhas possibilidades limitadas, é claro. As vezes vale mais a pena comprar fora da Amazon, mesmo com o valor um pouco mais caro do que encher o rabo dessas Big Techs com mais dinheiro. Pediu comida para entrega, comprou na loja local, se possível pague um pouco a mais especialmente como gorjeta. Essa é uma forma de multiplicação de dinheiro, as vezes aqueles 20 reais para o motoboy tem proporção grande na renda dele e pode não te apertar. Comprar dos pequenos acho tão importante, pois corre o risco de no futuro livros ou produtos que ferem as "diretrizes da comunidade" deixem de estar disponíveis.” O Joney levanta duas lebres importantes: a distribuição de nosso dinheiro para a comunidade próxima, em vez de encher as burras das Big Techs... e a nutrição das alternativas de distribuição que a cada dia desaparecem, deixando nas mãos de meia dúzia de grandes empresas o poder de distribuir só aquilo com que elas concordam. Do jeito que fazia a mídia pré internet e que agora as Big Techs tentam fazer com seus algoritmos: não fuja dos temas e abordagens permitidos pela patota ou você será cancelado. Na verdade, trata-se da mesma questão, que diz respeito ao pêndulo que saiu de um extremo e está chegando no outro. Por muito tempo nos queixamos que não tínhamos liberdade de escolha, que éramos colonizados pelos conteúdos que meia dúzia de empresas distribuíam, que faziam com que a sociedade não tivesse liberdade de escolha e, portanto, seguisse uma cartilha hegemônica. Aí surgiu a internet. E as redes sociais. E por duas décadas acreditamos que estávamos livres para consumir e dizer o que quiséssemos. Até que a politização da sociedade e a pandemia revelaram a verdade: temos sim, mais liberdade. Desde que não pisemos no calo do dono da Big Tech. Passou da hora de nos preocuparmos com isso.   Vou continuar o raciocínio neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=YeNTCi5pUVM   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 511 - Estupidez induzida

    Play Episode Listen Later Jul 29, 2022 9:32


    Li uma matéria dando conta de que ao longo do século 20, os cientistas notaram que o QI da humanidade estava subindo. Esse aumento na pontuação média de QI ficou conhecido como Efeito Flynn. A cada década, relata o Techs Times, a média de inteligência medida aumentou cerca de três pontos. Os especialistas acreditavam que esse aumento impressionante se devia a uma melhor educação, melhor nutrição e melhores cuidados de saúde. Mas num estudo recente, pesquisadores do Ragnar Frisch Center for Economic Research da Noruega analisaram 230.000 resultados de QI de homens que ingressaram no serviço nacional entre 1970 e 2009. E descobriram que, para cada geração, a pontuação caiu cerca de sete pontos em média. O efeito Flynn parece ter sido revertido. Isso não significa exatamente que estamos ficando mais burros. Mas o resultado é preocupante. O autor do artigo diz: “Vivemos em um mundo onde temos todos os tipos de conhecimento ao nosso alcance. Temos fácil acesso aos fatos e podemos nos educar com alguns cliques simples em nossos telefones e computadores. Então, por que isso está acontecendo?” E o blogueiro e economista da Marginal Revolution, Tyler Cowen, disse: “Em outras palavras, começamos a construir um ambiente mais indutor de estupidez”. Mas os cientistas ainda estão lutando para encontrar a causa. Bem, eu lancei em 2004 meu livro Brasileiros Pocotó onde cantava a bola: a continuar aquela quantidade de bobagem despejada pela mídia sobre uma juventude incapaz de julgar e tomar decisões, por uma educação deficiente, o resultado seria catastrófico. Taí. A nível global. Ter acesso à informação não vale de nada se não temos instrumentos intelectuais para transformar essa informação em conhecimento. E isso não vem do nada. Vem do exercício do pensamento, da comparação entre as coisas, da capacidade intelectual. Da ampliação de seu repertório e desenvolvimento da capacidade de julgamento e tomada de decisão. E isso não se consegue com a pisadinha, com a dancinha, com likes e curtidas, com lacração e superficialidade. Criamos um ambiente indutor da estupidez.   A reflexão continua neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=TR-Peejs5RI   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    832 - Carta aberta ao Brasil revisitado

    Play Episode Listen Later Jul 27, 2022 26:45


    Em 2016 viralizou uma carta aberta ao Brasil, que um norte americano que viveu quatro anos por aqui, casou com uma brasileira e depois retornou para os Estados Unidos, escreveu. A carta provocou impacto, mas o enfoque dele não é novo, não. Eu decidi revisitar esse programa para que possamos refletir sobre o que ele disse em 2016, e ver se melhoramos de lá para cá.

    Cafezinho 510 - Ingênuos, céticos e cínicos

    Play Episode Listen Later Jul 25, 2022 7:50


    Ao longo de minha carreira, aprendi a avaliar as expressões das pessoas naquelas reuniões de anúncio das novas estratégias. Tinha os novinhos, que não faziam ideia do que estava acontecendo e mostravam-se extasiados com aqueles planos que aconteceriam por mágica. Tinha os pragmáticos, que estavam preocupados com o impacto das mudanças em seu dia a dia. Tinha os mais velhos, os cínicos e os céticos, que estampavam no rosto aquela expressão de “pô, já vi isso antes. Nunca deu certo. Em algumas semanas tudo vai voltar ao normal, sempre foi assim. Que perda de tempo.” O maior desafio foi sempre trazer os céticos para o lado bom da força, para o comprometimento com o que devia ser feito. Com os cínicos não havia muito a ser feito. Normalmente já sabíamos quem eram e o trabalho era de isolá-los. A minha postura sempre foi assim: Primeiro eu conversava com os céticos individualmente, os provocava para que colocassem para fora suas objeções e ia tentando trabalhá-las. Se precisassem de algo, e esse algo fosse factível, cabia a mim garantir que obtivessem. Depois eu os mantinha em observação. Para isso contava com outras pessoas que estavam comprometidas e nas quais eu confiava. Se fosse o caso, eu isolava os cínicos. Transformava-os em ferramentas, que eu só usava quando precisasse. E tomava todo o cuidado para que sua peçonha não envenenasse os ingênuos. A cada indicador de sucesso da nova estratégia, eu fazia questão de evidenciar para os cínicos. Era como uma vacina que era ministrada aos poucos. Dava trabalho, mas a gente ia dobrando os caras. - Pô, Luciano, mas por que não mandava embora? Porque essa solução simplista nem sempre é a correta. Muitos dos céticos eram técnicos experientes, cujo trabalho junto aos clientes tinha um valor extraordinário. Perdê-los seria mais prejudicial do que tentar transformá-los. E no fim é isso mesmo, o papel da liderança é interpretar as expectativas e carências de cada um e tentar ajustá-los ao grupo.   A reflexão continua neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=O0Qj69pj5qY   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 509 - A moça da Gol

    Play Episode Listen Later Jul 22, 2022 8:00


    Cafezinho 509 – A moça da Gol Como todo viajante aéreo frequente, sempre escolho assento no corredor. Se tiver que ir ao banheiro não atrapalha ninguém e na hora de sair é mais rápido. Quando o check in pela internet funciona é formidável, pois marco em casa o meu assento. Mas nem sempre é assim. Uma vez embarquei pela TAM de Passo Fundo para São Paulo, com mudança de voo em Porto Alegre. No embarque, a surpresa: – Vamos emitir seu bilhete com os dois trechos, mas não podemos marcar o assento de Porto Alegre para Congonhas. É claro que o maldito computador marcou a poltrona do meio. Protestei e ouvi: – É o sistema. Três dias depois eu estava em Florianópolis, embarcando para São Paulo pela Gol. Como eu chegaria muito cedo, deixei pra marcar assento no aeroporto e dancei. Só tinha lugar no meio… A atendente, vendo minha decepção insistiu com o “sistema”, e nada. Então, sem eu pedir, ela disse que ia ver lá dentro. A atendente da Gol não precisou que eu ficasse nervoso, simplesmente tomou a iniciativa de ir lá atrás dar uma olhada. No minuto seguinte voltou sorridente: – Consegui! O senhor se importa de viajar na primeira fileira? Claro que não. Enquanto ela emitia o cartão de embarque peguei um exemplar de meu livro Nóis, fiz uma dedicatória e entreguei para ela, a Rita.   – Pra você. Pela atitude. Ela agradeceu feliz, eu saí feliz e o próximo passageiro chegou para ser atendido, dando de cara com o enorme sorriso da Rita feliz. A moça da Gol não sabia se conseguiria resolver meu problema, mas tomou uma atitude:  foi atrás. Sem que eu pedisse. Demonstrou assim que se importava comigo, que estava atenta a meu conforto, que queria que eu ficasse satisfeito. Só faltou dizer que me amava! Se a Rita não tivesse conseguido o corredor, eu teria embarcado no meio, conformado, mas sinceramente agradecido a ela por tentar. Entendeu a mágica? Resolva o problema do cliente. Mas antes de qualquer coisa, faça com que ele perceba que alguém se importa com ele. Esse truque, que nada mais é que uma demonstração de civilidade, muitas vezes transforma limões em limonada.   A reflexão continua neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=4rwJNFGTmsA   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 508 - Mais do mesmo

    Play Episode Listen Later Jul 18, 2022 10:12


    Compartilhei no Facebook um texto de Rafael Rez que merece ser usado neste Cafezinho. Diz assim: O TikTok está aos poucos estragando todas as plataformas digitais. O Twitter criou recentemente uma timeline baseada em vídeos curtos. O Instagram mudou completamente a proposta inicial para vídeos curtos e stories em vídeos. O Youtube começou a dar um destaque desproporcional aos shorts, dando um tiro no próprio pé e forçando os criadores de conteúdo que sempre apostaram em vídeos mais profundos a criar vídeos curtos de entretenimento. Pouco a pouco cada plataforma vai perdendo seu caráter de exclusividade, sua proposta de valor original e matando seu diferencial. Estão todas querendo copiar o modelo atual da moda e corrompendo aquilo que as tornava únicas. No passado a Volvo já foi reconhecida pelos carros seguros, a Mercedes pelo status e a Land Rover pelos utilitários. Hoje todas as marcas de carro tentam ser tudo ao mesmo tempo e nenhuma tem mais um espaço exclusivo na mente do cliente. Aos poucos estamos vendo a padronização de todas as redes sociais, vai ficando tudo igual e sem exclusividade. O desespero pelo curto prazo matando a estratégia de longo prazo estraga qualquer negócio, seja físico ou digital. Quem não aprende as lições do passado fatalmente cometerá os mesmos erros no futuro. Uma pena ver isso acontecendo. Vou continuar a reflexão neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=XTFtYvIfEfI   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 507 – O monstro é ...ista

    Play Episode Listen Later Jul 15, 2022 7:47


    Eu voto para presidente desde a eleição de Collor em 1990. Votei no Collor, no FHC, no Serra, no Alckmin, no Serra de novo e no Aécio. Quando a gente diz esse nomes hoje em dia, a reação de qualquer é Bleargh!!!! Pois é... mas quando lembramos da alternativa... Nunca fui chamado de Collorista, FHcista, Serrista, Alckmista ou Aecista. O nome do político no qual votei nunca foi rótulo ou serviu para definir minha competência ou meu caráter. Era simplesmente uma escolha entre duas que se apresentavam. Mas aí veio Bolsonaro. E de repente – póu! - Bolsonarista. E pessoas passaram a julgar meu caráter pelo voto que dei. Olha, eu sou corinthiano e sempre que Lula alardeava que também era, eu me incomodava. Mas fazer o quê? O fato dele torcer pelo mesmo time que eu não fazia com que eu fosse igual ou pensasse como ele. Deus me livre.   Mas agora... as pessoas ficam procurando criminosos que tenham votado em Bolsonaro, para dizer “só podia ser bolsonarista, igual você!” Viu o tiroteio de Foz do Iguaçu? Pois é. Foi um bolsonarista que atirou num petista. Percebe? “Bolsonarista” é um rótulo definidor de caráter. Numa sociedade onde as pessoas se estapeiam para gritar “chega de segregação!”, “somos todos iguais!” “não importa a cor da sua pele, sua preferência sexual ou seu gênero!”, somos todos iguais, entendeu? I-guais! Menos os bolsonaristas. E aí apareceu em São João do Meriti – Rio de Janeiro, um monstro disfarçado de anestesista estuprando mulheres no momento do parto. E a turma correu pra saber em quem ele vota. Deu Ciro Gomes. Mas ah, se desse Bolsonaro... Chegamos a um estado das coisas em que o sujeito é mais ou menos monstro dependendo de em quem ele votou. Você consegue perceber a estupidez desse raciocínio? Aliás, isso é raciossímio. Bem, vou continuar a reflexão neste vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=80N7BAEtx6c Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 506 – O cagonauta

    Play Episode Listen Later Jul 11, 2022 6:44


    Vou retomar aqui um de meus textos que se tornou clássico... e que agora interpretei sob o olhar da incivilidade: O Cagonauta. O Pereira me contava das dificuldades em conseguir que seus funcionários fossem mais eficientes. A turma não tinha senso de urgência nem de propriedade; ele tinha de ficar o tempo todo em cima para que as coisas acontecessem. O pessoal só trazia problemas, seus gerentes eram medrosos e ele estava a ponto de mandar a maioria embora e procurar gente mais competente. O Pereira dirigia sua empresa com mão de ferro, quando entrava na sala as pessoas se encolhiam. Ninguém queria ser a vítima do dia, desmontada ao cometer um erro ou emitir uma palavra mal colocada. A única coisa que todos seus funcionários tinham em comum era…Medo. Medo do Pereira. O Pereira era um cagonauta. Cagonautas são os sujeitos que passam a vida rodeados de cagões. E os bons cagonautas cumprem pelo menos quatro regras: humilham os subordinados; punem quem traz as más notícias; castigam quem falha na primeira tentativa; não dão espaço para a comunicação franca. Cada vez que o Pereira humilhava um funcionário na frente dos outros 50, criava 51 cagões. Ninguém queria ser o próximo a ser esculhambado, portanto o melhor é não se expor, ficar quieto no seu canto, escondido. Quando alguém cometia um engano, era trucidado pelo cagonauta e deixava de ter iniciativa própria. Ninguém queria correr riscos. Quem é que seria besta de levar a má notícia ao Pereira? Melhor deixar o tempo passar… E o problema ia crescendo, crescendo… Quando chegava ao conhecimento do cagonauta, era tarde demais, já estava fora de controle, não dava pra corrigir. E o Pereira bradava: – Bando de incompetentes! Olha, canso de encontrar cagonautas por aí, e nenhum deles percebe que são eles que criam o monte de cagões incompetentes que os circundam! Se o seu chefe é um cagonauta, tome cuidado. Ele está te treinando para ser um…Cagão! Vou continuar a reflexão neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=AoTEv3oDntE Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 505 - A república dos ogros

    Play Episode Listen Later Jul 8, 2022 8:42


    A palavra incivilidade é derivada do significado latino "não oriundo de um cidadão". Civilidade, portanto, compreende a forma como a pessoa gostaria ou acha que deveria ser tratada e como ela trata o próximo. Os atos de incivilidade não são violências físicas, mas sim “pequenas violências” que comprometem a chamada conduta socialmente desejável, ou seja, a interação civilizada entre as pessoas. Existe um consenso geral de que houve um aumento na descortesia e incivilidade nos últimos 20/30 anos, mas não há concordância quanto aos motivos desse aumento. A maioria dos especialistas sugere uma combinação de fatores individuais, familiares e organizacionais que contribuem para esse aumento. Por exemplo: os trabalhadores de hoje estão simplesmente estressados, porque muitas vezes são convidados a fazer mais trabalho e geralmente recebem menos suporte de suas lideranças. O local de trabalho também se tornou mais diversificado. Trabalhadores de diferentes origens podem reagir de forma diferente às situações. Os comportamentos que uma pessoa pode perceber como "frios" ou "grosseiros" podem ser vistos de forma diferente por outro indivíduo. Acabo de ler um post de um viajante falando de como ficou encantado com a cidade de Praga, capital da república Checa. Ao mesmo tempo, a pessoa se revelou assustada com a grosseria com que foi tratada nas lojas, restaurantes e hotéis. Qualquer pergunta era respondida com grosseria. O que a incomodou a princípio, logo se revelou um traço cultural daquele povo. O que para nós, no Brasil é considerado simpatia, gentileza, para eles é considerado bajulação e tentativa de obter benefícios. Em outras palavras, há também um elemento de subjetividade para a percepção da grosseria, assim como a beleza é nos olhos do espectador. Há quem defenda que o aumento da grosseria e incivilidade pode ser atribuído à família e ao efeito da tecnologia, como a televisão e a internet. Em nossa sociedade tecnologicamente focada, somos cada vez mais competentes para lidar com máquinas e software, e menos para tratar uns com os outros. E já vi pesquisas que indicam que o indivíduo grosseiro no trabalho é três vezes mais propenso a estar em uma posição mais alta do que o indivíduo que sofre a descortesia. É mole? Talvez por isso a sensação de que vivemos numa república de ogros. Vou continuar a reflexão neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=z23Y3KS6iQc Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 504 – (Des)honestidade intelectual

    Play Episode Listen Later Jul 4, 2022 9:28


    Outro dia, alguém me perguntou como faço para lidar com os comentários discordantes em redes sociais. E eu disse prontamente: desde que eu perceba que a discordância da pessoa foi educada e ela sinceramente está exprimindo um ponto de vista, trato com educação e genuinamente interessado em compreender seu ponto. Alguém que me escreve discordando educadamente, está interessada em que eu produza o meu melhor. Então precisa ser bem recebida. O que não aceito é a falha de caráter. É alguém começar um raciocínio baseado numa premissa falsa, na desonestidade intelectual, numa notícia evidentemente manipulada, e a partir daí desfilar argumentos. Eu paro a leitura imediatamente, não perco meu tempo com a desonestidade intelectual. Sabe por quê? Porque mesmo num debate entre pontos de vista diferentes, tem de haver uma ética. Que parta do princípio de que os dois lados estão sendo honestos aos fatos. Tudo bem interpretar os fatos de forma diferente, é assim mesmo que funciona, mas eu disse in-ter-pre-tar. A pessoa tem contato com o fato e tira dele suas conclusões. E aí parte para o debate sobre suas conclusões. Mas o fato não muda. James R. Schlesinger, que foi Secretário de Defesa dos Estados Unidos nas gestões Nixon e Ford, disse uma frase sensacional: “Todos têm direito à suas próprias opiniões, mas não a seus próprios fatos.” Por isso, na tal ética do debate, é fundamental exercer a humildade do “essa é a minha opinião”, “foi isso que eu concluí”, “é isso que eu acho”. Entendeu? Assumir a responsabilidade por sua opinião, e não pelo fato. Vou continuar a reflexão neste vídeo https://www.youtube.com/watch?v=NW3OyKdBBa4 Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 503 - Quantos anos eu tenho

    Play Episode Listen Later Jul 1, 2022 8:48


    Acabo de completar 66 anos de idade. Sessenta e seis... Aproveito para agradecer os parabéns que tantos enviaram. Em aniversários, as reflexões vêm em enxurradas. Quero abrir este vídeo com um texto de José Saramago, chamado “Quantos anos tenho?”, que traz uma perspectiva interessante sobre esse tema... Ele diz assim: Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo. Tenho os anos em que os sonhos começam a acariciar com os dedos e as ilusões se convertem em esperança. Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama intensa, ansiosa por consumir-se no fogo de uma paixão desejada. E outras vezes é uma ressaca de paz, como o entardecer em uma praia. Quantos anos tenho? Não preciso de um número para marcar, pois meus anseios alcançados, as lágrimas que derramei pelo caminho ao ver minhas ilusões despedaçadas… Valem muito mais que isso O que importa se faço vinte, quarenta ou sessenta?! O que importa é a idade que sinto. Tenho os anos que necessito para viver livre e sem medos. Para seguir sem temor pela trilha, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus anseios. Quantos anos tenho? Isso a quem importa? Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e o que sinto. Esta reflexão continua neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=QKjbRNBikCg Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 502 – Prenda o elefante!

    Play Episode Listen Later Jun 27, 2022 10:08


    No Cafezinho anterior falei do trabalho de Jonathan Haidt, e da imagem do pequeno ginete que controla o poderoso. Assista ouça lá. Haidt cinco tipos de fundamentos morais para pessoas, que elege a política moral, que define cinco tipos de fundamentos morais para pessoas. Veja em qual você se encaixa: Moralizador 1: Danos. Sobre se a pessoa fornece ou alivia danos. Favorece virtudes como bondade, gentileza e preconceito, e desaprova vícios como crueldade e agressão.  Moralizador 2: Justiça. Sobre justiça e reciprocidade. Sobre agir com justiça em relação nas trocas e outras recíprocas. Prefira o altruísmo ea cooperação e desaprova a ganância e a ingratidão. Moralizador 3: Grupo. Sobre fidelidade ao grupo. Sobre se sacrificar ou não por outros membros do grupo. Fidelidade e patriotismo como virtudes e deslealdade e divergência como diferenças. Moralizador 4: Autoridade. Sobre autoridade e respeito. Sobre o respeito às estruturas organizacionais, às instituições e seus líderes. Vê o respeito, o direito a ser feito como virtudes e considera subordinação como vícios. Moralizador 5: Pureza. Sobre pureza e santidade. Sobre práticas do corpo que causam repugnância e doenças físicas e práticas, como a religiosidade que ajudam a proteger uma alma. Vê a castidade, piedade e espiritualidade como virtudes e gula, inveja e ira como vícios. Bem, a Texas Tech University tem uma página na qual você pode fazer seu teste para saber em qual desses cinco tipos de moralizadores você se submete. Está em inglês e vou colocar o link na descrição deste episódio. https://www.idrlabs.com/morality/6/test.php Conforme os testes que Haidt fez com seus estudantes Justiça, a turma progressista, da esquerda, está mais ligado aos moralizadores Dano que Autoridade ou Pureza. Já os mais à direita, dam mais importância aos moralizadores Grupo e do que a Dano e Autoridade. Tá bem feito com estudantes, a garotada cheia de estudantes como o mundo e disposto a mudar o que não seja porrada, e não com senhores eu. E descobri que me basear nos moralizadores de Haidt, sou de esquerda. Vou ter de prender meu elefante. Esta reflexão continua no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=2s0bkBykdLo Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a seu processo de determinação e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 501 – Libere o elefante!

    Play Episode Listen Later Jun 24, 2022 8:40


    Hoje, 24/6, é o último dia para comprar o curso Planejamento Antifrágil em preçoe  prazo de pré-lançamento. Acesse http://planejamentoantifragil.com Jonathan David Haidt é professor de liderança ética na Sterns School of Business da Universidade de Nova Iorque. Foi ele o criador da “metáfora do ginete e do elefante”, que diz o seguinte: dois sistemas independentes funcionam em nosso cérebro, ao mesmo tempo, influenciando um ao outro. De um lado está a parte racional e reflexiva, de outro a emocional e instintiva. Consciente e subconsciente. A primeira pensa e analisa a realidade, a segunda é movida por emoções, dor e prazer. Quando os dois sistemas seguem em harmonia pelo mesmo caminho, em busca da mesma coisa, sem conflitos, é uma maravilha. Sabe aquele seu amigo que tem um trabalho que ama? Pois é… Mas quando cada sistema tem suas necessidades, a confusão começa. A metáfora de Haidt diz que o sistema racional é o ginete (o condutor do elefante), e o sistema emocional é o elefante. O elefante é monstruoso, forte, impulsivo. O ginete é pequeno e fraco, mas muito esperto. Por sua inteligência, o pequeno ginete consegue controlar o grande elefante, dirigindo-o e comandando. Mas se o elefante decidir tomar alguma iniciativa por conta própria, não há ginete que segure … Na sociedade, o ginete são as minorias militantes que sabem que precisam visar a maioria passiva. Os elefantes. Por exemplo, meia dúzia de bandidos é capaz de paralisar uma cidade com milhões de habitantes, se executarem com perícia seu terror. Essas minorias criam e mantêm um conflito e antagonismo com a maioria poderosa e impotente, enquanto constroem a narrativa de que elas, as minorias, são as que têm o poder de guiar a maioria na luta contra os poderosos que as oprimem. Para isso, as minorias criam categorias e rótulos que dividem a sociedade entre maus e bons. Falam em nome do povo, mesmo que o povo não se sinta representado por elas. E não perdem a oportunidade de manter uma relação de conflito e antagonismo com a parte da maioria que detém o poder. As minorias militantes sempre são contra tudo isso que está aí. E as narrativas as transformam nas únicas forças capazes de derrubar os criminosos que nos oprimem. Você entendeu o jogo, hein? Enquanto isso a maioria observa. E daí? Você é o ginete ou o elefante? Esta reflexão continua neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=BPZ9fVr3DHI Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 500 – Os mortos-vivos

    Play Episode Listen Later Jun 20, 2022 6:33


    Planejamento Antifrágil - Estratégias para se beneficiar do caos. Aprenda com Luciano Pires os segredos, estratégias e o passo a passo para incorporar o imponderável aos seus planos e projetos. Vem comigo: http://planejamentoantifragil.com Em setembro de 2017 publiquei o primeiro destes cafezinhos. O tema era “sobre falar bobagens”. Nele eu explicava que o que leva alguém a falar bobagem em público ou é ignorância, ou burrice, ou soberba, ou estratégia ou canalhice. Nem lembro mais o que me levou a escrever aquele texto, provavelmente eu estava indignado com a exposição de bobagens em redes sociais.  Dois anos antes, em 2015, durante a cerimônia de outorga do prêmio de doutor honoris causa na Universidade de Torino, na Itália, o romancista, filósofo e teórico da literatura e da linguagem Umberto Eco deu uma declaração que lhe custou caro: “a internet deu voz a uma legião de imbecis”. A patota internética caiu matando, a maioria dos que o atacaram nem mesmo sabia quem era Umberto Eco. Devia ser um velho ranzinza ultrapassado, não é? Cancela ele! Pois bem. De lá para cá o que se viu foi a ampliação da quantidade de imbecis que ganhou voz na internet. E depois dos furacões políticos e da pandemia, perdeu-se qualquer resquício de pudor que os imbecis por acaso tivessem. Agora temos muito mais imbecis letrados, gente inteligente, estudada, que fala bonito e escreve bem, espalhando imbecilidades de todos os tamanhos e formas. E eles atacam em bandos, vorazes como Walking Deads, tentando de todas as formas transformar você num deles... Esse é o preço da liberdade: conviver com gente com quem não concordamos. Ouvir os maiores absurdos. Assistir gente ignorante, maldosa e até mesmo canalha, pintando e bordando na internet. Pois é... até os canalhas têm direitos. Concorda? Não? Então vou continuar com esta argumentação neste vídeo:   https://www.youtube.com/watch?v=nL59GrWkeDw Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 499 - Por favor, diga-me não!

    Play Episode Listen Later Jun 17, 2022 8:06


    Planejamento Antifrágil - Estratégias para se beneficiar do caos. Aprenda com Luciano Pires os segredos, estratégias e o passo a passo para incorporar o imponderável aos seus planos e projetos. Vem comigo: http://planejamentoantifragil.com Cara, tudo que eu queria era ouvir um “não”. Sabe por quê? Porque diante dele, eu sei que tenho de buscar alguma alternativa. Parto para outra. Mas não. As pessoas perderam a capacidade de dizer “não”. Para dizê-lo precisam estar ancoradas em alguma decisão maior que lhes retire a culpa... E nem estou me referindo ao “não” por avaliação minuciosa da situação, mas ao “não” por educação. Por favor, diga-me não. Tá esquisito? Explico. Alguma coisa aconteceu com a etiqueta do mundo dos negócios, que fez com que o relacionamento entre as pessoas se transformasse em relacionamento entre avatares, entre robôs, desprovidos de sentimentos, de educação e de respeito. Uma demanda não é recebida como algo que precisa ser respondido. Não. Só merece atenção se puder prejudicar quem a recebeu. Ou se representar um ganho estupidamente irresistível. Não sendo assim, a demanda é algo a ser colocado num canto, para caducar. Entro em contato com um potencial cliente, patrocinador, parceiro, colaborador. Mando a demanda. Ele recebe e não responde. Silêncio. Sei que leu, sei que entendeu, mas não responde. Cara, por favor, diga-me não! Não quero, não interessa, não é bom, não vi valor, não é hora. O não é uma palavrinha mágica, sabe por quê? Porque ele libera a gente para cuidar da vida, investir em outras paradas. O não é libertador. Se for um “não” calcado numa avalição cuidadosa da minha proposta, ficarei satisfeito em recebe-lo. Provavelmente junto com ele vem um feedback precioso. Se for um “não” por preguiça, ignorância, preconceito ou simplesmente burrice, ficarei desapontado, mas... seguirei em frente. Quando o “não” não vem, é substituído por um silêncio sepulcral, pela não-resposta, indica que estou recebendo o pior dos sentimentos: a indiferença. Para a pessoa, eu não existo. Fico num vácuo. O não liberta. Dê-me um não, por favor... Você também se incomoda? Então fique comigo que continuo esta reflexão neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=V5P-5B-NX64   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 498 – Cuidado comigo. Sou de direita.

    Play Episode Listen Later Jun 13, 2022 8:31


    Planejamento Antifrágil – Estratégias para se beneficiar do caos. Aprenda com Luciano Pires os segredos, estratégias e o passo a passo para incorporar o imponderável aos seus planos e projetos. Vem comigo: http://planejamentoantifragil.com   Um artista que fez uma das capas de um de meus livros antigos gentilmente se recusou a fazer a capa do novo, pois é de esquerda e não quer ser identificado comigo. E hoje pela manhã, um grupo de teatro que fez trabalhos para mim no passado, se recusou a orçar uma nova ação, pois integrantes mais radicais se recusam a se identificar comigo. Tudo porque eu sou "de direita", logo, um agente contaminante. Em meados de 2020, uma pesquisa realizada pelo Cato Institute nos Estados Unidos, mostrou que 62% dos norte-americanos tinham medo de compartilhar suas opiniões políticas. E 32% tinham medo de perder oportunidades de trabalho por causa de opiniões políticas. Dois terços dos norte-americanos diziam que o clima político os impedia de dizer coisas nas quais acreditavam, porque outras pessoas poderiam se sentir ofendidas. 50% dos esquerdistas mais extremos eram a favor de que quem fez doações para a campanha de Donald Trump fosse demitido. 36% dos direitistas mais extremos eram a favor que os doadores para a campanha de Joe Binden fossem demitidos. 44% dos norte-americanos com menos de 30 anos apoiavam demitir alguém por suas posições políticas, mas esse número caía para 22% para os que tinham mais de 55 anos. Você entendeu? A intolerância é muito maior na geração que mais teve liberdade na história da humanidade, a que se diz a mais tolerante, mas não perde uma oportunidade de cassar a voz de quem pensa diferente. Mas esses números são de quase dois anos atrás. Uma pesquisa realizada pelo Ipec pouco tempo atrás, mostrou que, no segmento entre 16 e 34 anos, 6 em cada 10 brasileiros preferem não comentar sobre política pelo medo de serem perseguidos e "cancelados". Quem queria incutir o medo na sociedade, conseguiu. A “polícia secreta” pode estar em sua casa, sentada à mesa com você... Isso preocupa? Então vou continuar nesse assunto na sequência deste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=0tTWzxohGpM   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 497- O caso dos comprimidos envenenados-

    Play Episode Listen Later Jun 9, 2022 8:26


    Planejamento Antifrágil - Estratégias para se beneficiar do caos. Aprenda com Luciano Pires os segredos, estratégias e o passo a passo para incorporar o imponderável aos seus planos e projetos. Vem comigo: http://planejamentoantifragil.com   No próximo dia 29 de setembro, completaremos 40 anos de um crime que chocou o mundo. Naquele dia, em 1982, três mortes foram registradas por envenenamento com cianeto de potássio em um subúrbio de Chicago. Descobriu-se que as três haviam tomado um comprimido de Tylenol. Nos quatro dias posteriores, mais quatro mortes foram registradas, com a mesma causa. Sete mortes em quatro dias. Uma investigação descobriu que os frascos de Tylenol expostos em várias prateleiras de farmácias, lojas de conveniências e mercados de Chicago tinham sido envenenados com cianeto de potássio. Alguém injetou o veneno nos frascos. A Johnson & Johnson, fabricante do produto, imediatamente tomou decisões drásticas: retirou 31 milhões de frascos que estavam em circulação em Chicago, enquanto instruía as pessoas a parar de adquirir o produto ou devolver às lojas. Foi uma ação que custou à empresa milhões de dólares. Essa decisão foi tomada pela diretoria sem qualquer reunião de conselho ou coisa parecida. Mas o mais importante: a empresa abriu suas portas totalmente para a imprensa, mostrando que não tinha qualquer receio de seu processo de fabricação. O culpado pela adulteração dos frascos nunca foi encontrado, a empresa incorporou proteções às embalagens, que foram adotadas como padrão pela indústria de medicamentos dos EUA. E o caso do Tylenol envenenado entrou para a história como uma das grandes ações de Relações Públicas de uma empresa, ao enfrentar uma crise sem precedentes. Vou continuar com essa história na sequência deste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=WEq9k4rUM2w   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 496 - Bum! Nocaute!

    Play Episode Listen Later Jun 6, 2022 8:22


    Planejamento Antifrágil – Estratégias para se beneficiar do caos. Aprenda com Luciano Pires os segredos, estratégias e o passo a passo para incorporar o imponderável aos seus planos e projetos. Vem comigo: www.planejamentoantifragil.com   Um dos grandes desafios nos nossos processos de tomada de decisão é quando os cenários mudam. Por qualquer razão. Pode ser por uma crise econômica, por uma mudança nos consumidores, pelo surgimento de uma tecnologia nova, pela aparição de um concorrente. É como quando estamos relaxados boiando na piscina e alguém faz onda. Atrapalha tudo, não é? Tem gente que se perde, e tem gente que não se aperta. Certamente você já reparou como nos jogos de basquete o técnico pede tempo, reúne os jogadores, faz um rabisco numa prancheta e devolve a equipe para a quadra. É mais ou menos como se ele dissesse assim: provoquem o movimento A, se o adversário reagir com o B, vocês fazem a jogada C. Cesta. E os lutadores do UFC, que condicionam seus gatilhos de decisão? Sempre que o adversário fizer um movimento específico, não precisa olhar para o técnico, reaja imediatamente com uma combinação bastante treinada. É quase como um reflexo, que é acionado conforme as condições se apresentam. Sacou? Se o adversário vem agressivo, fazemos assim. Se vem defensivo, fazemos assado. Se tentar um direto com a cabeça abaixada, dê uma joelhada de encontro. Se for para o chão, adotamos outra sequência. Por isso ele treinam um repertório quase infinito de movimentos, abrangendo todas as artes marciais. Estão sempre prontos para a surpresa que o adversário está preparando. E como são lutadores de alto nível, performando no máximo de suas habilidades, só precisam de um segundo para mudar completamente o resultado da luta. Uma piscadela e bum! Nocaute. Então, como é que essa turma se prepara tão bem para esses momentos de incerteza? Vou dar uma especulada na continuidade deste vídeo. https://www.youtube.com/watch?v=ebFHBjSk2XE Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 495 - Elon Musk tá em todas.

    Play Episode Listen Later Jun 4, 2022 9:28


    Planejamento Antifrágil - Estratégias para se beneficiar do caos.Aprenda com Luciano Pires os segredos, estratégias e o passo a passo para incorporar o imponderável aos seus planos e projetos.Vem comigo: http://planejamentoantifragil.com Cara, estou impressionado como a figura de Elon Musk cresceu de importância e impacto no mundo. A princípio um bilionário tecnológico que, onde mete a mão causa uma revolução, Musk passou a influenciar inclusive a esfera política, com sua manifesta defesa intransigente do direito de expressão. Basta dar uma olhada nas posições de Elon Musk ao longo da história para perceber que ele sempre arrastou a asa para a esquerda. Ou melhor, para o progressismo, que fica mais simpático. Mas seu progressismo tem limites, e ele está deixando claro que não toca no mesmo tom de seus colegas bilionários tecnológicos. Um documentário na Netflix dá bem uma ideia de como funciona a cabeça de Elon Musk. Ele é um visionário que consegue, a partir de sua fortuna, colocar em prática as ideias mais absurdas, e com isso causa revoluções. Ele inventou o sistema de pagamento do PayPal. Ele revolucionou os carros elétricos com sua Tesla, e está virando de cabeça para baixo o uso de eletricidade, com baterias e captadores solares que vão tornar acessível e muito, mas muito barata, a energia solar. E ele botou na cabeça que vai levar o homem para Marte. Para isso, decidiu criar uma empresa, a SpaceX. Foi chamado de maluco, de marqueteiro, de inconsequente, de tudo aquilo que os inovadores são chamados por quem não entende sua visão. Encontrou resistência de todos os lados, mas o bicho é teimoso. E o que nós vimos foi a SpaceX lançar o primeiro foguete de combustível líquido com financiamento privado a alcançar a órbita; a ser a primeira empresa privada a lançar, orbitar e recuperar com sucesso uma espaçonave;  a primeira empresa privada a enviar uma espaçonave para a Estação Espacial Internacional; a primeira decolagem vertical e pouso propulsivo vertical para um foguete orbital; a primeira reutilização de um foguete orbital e a primeira empresa privada a enviar astronautas para a órbita e para a Estação Espacial Internacional. A SpaceX já lançou e reutilizou a série de foguetes Falcon 9 mais de 100 vezes. Cara, essas loucuras não são feitas só com dinheiro. Quer saber como é que faz? Continue a me acompanhar neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=dpODFnrrbUs Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 494 – Seu trabalho é barbada

    Play Episode Listen Later May 30, 2022 7:12


    Planejamento Antifrágil - Estratégias para se beneficiar do caos. Aprenda com Luciano Pires os segredos, estratégias e o passo a passo para incorporar o imponderável aos seus planos e projetos. Vem comigo: http://planejamentoantifragil.com   Em meu tempo de executivo de marketing em empresa de autopeças, eu fazia questão de trazer colegas de outras áreas para que passassem períodos dentro de nosso departamento, que acompanhassem nossos promotores em visitas a clientes e participassem de nossas reuniões. Quando isso acontecia, a imagem que as pessoas tinham do departamento de marketing mudava completamente, trazendo uma compreensão dos processos, que reduzia atritos drasticamente. Quando as pessoas não entendem o que você faz, fica muito difícil que aceitem suas limitações, avaliem suas possibilidades e valorizem seu trabalho. E fica mais difícil ainda que cheguem a um entendimento. É muito fácil mergulhar profundamente em seu metro quadrado e se esquecer do impacto e influência que você causa nas pessoas que estão à sua volta. Quando isso acontece, sem levar em consideração como as pessoas percebem o seu trabalho, torna-se um tremendo gatilho para provocar a não colaboração. Cada ação ou falta de ação que você pratica, afeta as pessoas conforme o entendimento que elas têm do trabalho que você faz. Se elas não sabem o que, ou como você faz, criarão em suas mentes uma realidade que lhes seja conveniente. E aí tudo parecerá fácil, barato e rápido. Vão pedir coisas impossíveis, para ontem e de graça. Afinal, o trabalho que você faz é barbada... Por isso, o planejamento de seu trabalho precisa ter uma espécie de ação de catequização das pessoas sobre o que, como e por que você faz. Isso tornará a colaboração muito mais fácil. Você já passou por isso? Então siga meu raciocínio neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=irxvacQg1M8   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 493 – O viés de confirmação

    Play Episode Listen Later May 27, 2022 8:18


    Inscreva-se no curso Planejamento Antifrágil em http://planejamentoantifragil.com Você já ouviu falar no viés de confirmação? Ele acontece quando uma pessoa interpreta uma situação de acordo com suas próprias crenças pré-existentes. Também conhecido como viés atribucional, o viés de confirmação é um olhar enviesado que ignora informações que invalidam sua opinião. Cada novo conjunto de evidências serve para provar o que a pessoa já acredita, reforçando o preconceito pessoal e estereótipos. Normalmente fazemos julgamentos e suposições sobre as razões de as pessoas se comportarem de determinadas maneiras, e é normal que essas avaliações não reflitam a realidade, pois estamos sujeitos a erros de interpretação, no nosso dia a dia. Dona Maria foi pega roubando leite no mercado. Você imediatamente atribui o ato à desonestidade dela. Mas a questão é que seus filhos estavam sem alimentos e ela se viu obrigada a roubar. Pronto. Essa informação muda sua percepção da realidade. O roubo aconteceu, mas a razão é nobre. Os crentes de qualquer religião podem ver as ocorrências diárias como prova de suas convicções religiosas. Eventos positivos são vistos como milagres, enquanto tragédias são vistas como "testes de fé". Por outro lado, as pessoas que não pertencem a nenhuma religião podem ver os mesmos eventos como um reforço de sua falta de fé. Não importa o quão aleatória ou inócua a evidência seja, as pessoas que têm um viés de confirmação vão usá-la para validar o que acreditam. Isso é especialmente perigoso quando estamos trabalhando com planejamento, e quem desenha os planos, está longe da realidade, não está no campo em contato com clientes. Afinal o papel aceita tudo, não é? Você já passou por isso? Então siga meu raciocínio neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=j06bmLjm1Ek Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 492 - Fique parado e morra

    Play Episode Listen Later May 23, 2022 8:49


    Inscreva-se na aula gratuita em http://planejamentoantifragil.com  Num livro sensacional chamado O Roubo do Espírito, de Carl Hammerschlag, lia a história do encontro do autor com uma velhinha num museu. Ele havia perdido o trem e precisou permanecer na cidade. Foi ao museu e, curioso com a disposição de uma velha senhora, ouviu dela que “Os tênis são o segredo da vida”. Ele reparou que a senhora estava usando um par de tênis. “Como assim tênis são o segredo da vida?” ele perguntou. E ela respondeu: “Não dá pra usar tênis sem se movimentar. Eles são desconfortáveis se você ficar parado”. O segredo da vida são os tênis. Você precisa se manter em movimento para que eles sejam confortáveis. E a conclusão dele é que em vez de ficar permanentemente planejando o destino, olhe onde você está, curta o momento, e continue se movendo. Ele perdeu o trem e encontrou o segredo da vida... E ele explica: temos no corpo um sistema linfático que é o principal sistema de defesa do organismo. Ele é constituído pelos nódulos linfáticos (linfonodos), uma rede complexa de vasos, responsável por transportar a linfa dos tecidos para o sistema circulatório. Além disso, o sistema linfático possui outras funções como a proteção de células imunes, absorção das gorduras e equilíbrio dos fluidos nos tecidos. É por esse sistema que circulam os anticorpos que combatem os vírus, bactérias e toxinas que nos atacam todo o tempo. E diferente do sistema circulatório, que é bombeado pelo coração, o sistema linfático é ativado pelo movimento muscular. São seus músculos que ativam seu sistema imunológico! Se você para de se movimentar, torna mais lenta a resposta imunológica. Sacou? Tênis são o segredo da vida! O recado é: mexa-se! Mas pra onde? Pra qualquer lado? De qualquer jeito? A qualquer custo? Olha, mexer-se é que é o negócio...mas se você puder se mexer na direção de algo produtivo, é melhor ainda. Por isso o segredo é: tenha uma visão, se mexer para que? Pra chegar onde? Depois desenvolva a habilidade para se mexer. Na sequência, crie incentivos para se mexer. E, por fim, você precisa ter recursos e um plano de ação. Planeje para se mexer com eficiência. Sacou? Visão, habilidades, incentivo, recursos e plano de ação. O nome disso é pla-ne-ja-men-to! E na sequência deste vídeo, tenho umas dicas pra passar.   Esta reflexão continua no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=91K0jocd12E   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 491 – Os malabaristas eleitorais

    Play Episode Listen Later May 20, 2022 11:02


    Assista a aula Planejamento Antifrágil inscrevendo-se gratuitamente em http://planejamentoantifragil.com   Observando a corrida eleitoral, com os malabarismos que os marqueteiros exigem de cada candidato, tentando transformar ogros em cavalheiros, ladrões em salvadores da pátria e estúpidos em luminares, uma reflexão sobre contextos é necessária.  Operar em um ambiente político – ou de negócios - extremo e desconhecido se parece muito com dirigir por uma estrada sinuosa do interior em meio a uma neblina muito forte. Você não consegue ver muito adiante. Pode haver um buraco fundo à frente ou uma vaca andando sem destino. Dirigindo nessas condições, a resposta reflexiva é avançar devagar e quase que tatear pelo caminho. Mas essa não é uma opção em cenários onde a competição é muito intensa. Especialmente em política. Nessas ocasiões, temos de avançar amortecendo os impactos dos eventos inesperados, sem desacelerar, nem desestabilizar a organização inteira. Bem, já que com certeza haverá um buraco à frente, o que temos de ter? Tempo rápido de reação. Primeiro, porque mesmo pequenos choques têm um efeito cumulativo. As organizações, sejam elas empresas, partidos ou associações, são feitas de uma rede complexa de conexões com clientes, funcionários, fornecedores e com a sociedade. Operam em um ecossistema onde parceiros e concorrentes podem ser os mesmos. Com essa interconexão, as surpresas que atingem uma parte de um negócio ou de um ecossistema podem afetar as outras partes de maneiras difíceis de prever. Um escândalo com um deputado pode desestabilizar todo um partido. E se você passar por um buraco e continuar sem recuperar o controle, fica mais difícil desviar de qualquer obstáculo que surgir à frente. Em outras palavras, neste mundo maluco, a estabilidade é a exceção e não a regra. As organizações precisam de meios para se adaptarem às mudanças ambientais, sem pisar no freio todas as vezes. Quando o mundo está um caos, a estratégia precisa ser adaptativa para que seja eficaz. Você tem de planejar levando em consideração o imponderável. Foi Charles Darwin quem disse há quase 150 anos que “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. Adaptação às mudanças é o nome do jogo. E na continuidade deste nosso papo, tenho umas dicas pra dar.   Esta reflexão continua no vídeo:  https://www.youtube.com/watch?v=_DPghUbWcbY   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 490 – Seja ignorante, por favor!

    Play Episode Listen Later May 16, 2022 8:00


    Assine o Café Brasil Premium em http://mundocafebrasil.com Lembrei de uma história que uso em minha palestra SustentHabilidade, que trata das Acácias, uma espécie de árvore que existe na África, muito apreciada pelas girafas, que se alimentam de suas folhas e brotos. Essas árvores estavam ameaçadas e os cientistas, para protege-las, decidiram cercar uma grande área, impedindo que os animais se aproximassem das árvores. A ideia era que, ao proteger as árvores do ataque das girafas, conseguiriam recuperá-las. Mas deu tudo errado. Com o tempo, as árvores protegidas começaram a apresentar doenças e a serem atacadas por insetos. Um estudo mostrou que um tipo de formiga muito agressivo vivia naquelas árvores, alimentando-se de sua seiva. Quando as girafas comiam as folhas e ramos, a árvore produzia a seiva naturalmente, como uma espécie de sangramento que curava os ferimentos causados pelas girafas. Com alimento abundante, as formigas se reproduziam e defendiam as árvores de outros tipos de insetos. Sem as girafas, as árvores não sangravam mais e as formigas ficaram sem alimento. Foram embora, expondo as árvores ao ataque de todo tipo de inseto. Os cientistas, achando que estavam protegendo as árvores ao evitar as agressões das girafas, na verdade as enfraqueceram ao quebrar um equilíbrio natural. Não é fascinante? É assim que a ciência funciona. Você cria uma hipótese e coloca para testar. Aí aparece uma dona aí, chamada Dona Realidade, que coloca as coisas nos eixos. E acaba com todas as certezas que existiam na cabeça do criador da hipótese. Sacou? A única certeza que podemos ter é que nas questões complexas, é praticamente impossível ter certezas. Especialmente se você for um especialista de sofá, sabe? Desses que ficam exibindo certezas em redes sociais.   Esta reflexão continua no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=1ujF471rwDc   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 489 - Lucrando na crise

    Play Episode Listen Later May 13, 2022 8:08


    Para se inscrever na aula gratuita: https://planejamentoantifragil.com Assine o Café Brasil em http://mundocafebrasil.com    Um livro que causou grande impacto nos últimos anos, tanto dos que foram a favor quando contra, foi o Antifrágil, de Nassim Nicholas Taleb. No livro, Taleb diz que é melhor aceitar – e até dar boas-vindas – uma certa quantidade de desordem, aleatoriedade e riscos em nossas vidas e sistemas e nos prepararmos para tirar vantagens delas, do que tentar erradicar essas fontes de estresse. E a cabeça explode quando Taleb afirma que é possível lucrar com o imprevisto. Basta reconhecer quais sistemas são frágeis, com tendência ao colapso, quais são antifrágeis, capazes de crescer com a força dos adversários. Sair da frente dos frágeis e se juntar aos antifrágeis, tornando-se você antifrágil também... esse é o segredo. Isso se aplica não apenas aos grandes sistemas econômicos, mas a nossos próprios corpos e mentes, Há muito tempo compreendi que as pessoas apreendem melhor os conteúdos quando eles nos são apresentados do mesmo modo como a vida é: cheia de imprevistos. Eu tenho uma ideia do que acontecerá quando eu sair à rua para caminhar até minha casa, mas não imagino o que exatamente acontecerá. Meu celular pode tocar, um ladrão disfarçado de entregador pode me abordar, um cachorro pode fazer cocô e o dono não recolher, um vizinho pode parar para conversar, pode começar a chover, eu posso esquecer a chave ou um documento, pode faltar luz... Tudo pode acontecer, a cada passo, um susto... e é assim que a vida é. É isso que sempre me orientou: eu sei onde quero chegar, mas não sei o que acontecerá no caminho. Qual o tema do próximo Cafezinho? Não faço ideia. Algo surgirá, como surge em nossas vidas... e no final se conectará com um todo. Há quem não suporte a possibilidade de um susto. Gente que quer ter controle sobre cada passo, como se isso fosse possível. Eu gosto é do caos, me dou bem com ele. E sabe por que é assim? Porque existe um propósito. Porque minhas buscas não são aleatórias, mas estão orientadas pelo desejo de ajudar as pessoas a ampliar seus repertórios e assim melhorar a capacidade de discernimento, julgamento e tomada de decisão. E é na direção da antifragilidade que planejo minha vida.   Esta reflexão continua no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=K-trEh-3kbQ   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 488– Quanta porcaria.

    Play Episode Listen Later May 9, 2022 9:05


    Assine o Café Brasil em http://mundocafebrasil.com.  O morador de rua Givaldo Alves ficou famoso após ser agredido por um personal trainer em Brasília. Givaldo estava praticando sexo com a esposa do personal. Foi parar nas mídias, deu entrevistas pornográficas no detalhamento da relação com a moça e, em vez de ser cancelado, virou personagem vip em camarote no carnaval, recebeu convites para se candidatar a um cargo nas eleições, garoto propaganda de pilantragens...Uma porcaria. A cantora Anitta, cuja obra eleva a objetificação da mulher e a hipocrisia da sociedade ao cubo, virou heroína nacional depois de liderar o ranking de canções mais ouvidas no Spotify. Outra porcaria. Dezenas de lives de entrevistas no Youtube aparecem diariamente, com entrevistadores medíocres conversando com subcelebridades sobre trivialidades e ocupando 2, 3 horas da vida dos zumbis que as assistem. Dezenas de porcarias. Eu, como cliente, tenho sido sistematicamente maltratado por empresas em todos os segmentos. Cias aéreas, seguradoras, bancos, empresas de telefonia, não importa o segmento nem o tamanho. As empresas estão desorganizadas, sem planejamento, preocupadas em parecer ser eficientes e desligadas de ter a eficiência que pregam ter. Empresas porcaria. O engajamento das pessoas em ações positivas, seja para conhecimento ou disseminação de conhecimento está em níveis ridículos. Não se comentam mais posts com assuntos relevantes para a evolução moral e ética da sociedade. Ganha atenção o quê? A porcaria. Parece que estamos sob um surto psicótico planetário, que destruiu completamente nossa capacidade de dar valor àquilo que tem valor. Valor passou a ser atributo dado pelo mercado, e só pelo mercado, às porcarias que ele quer vender pra você. A busca pela felicidade, pela harmonia, pela verdade, está em segundo plano. O que importa é fama, likes e grana. Muita grana. Tudo isso que acabo de comentar, não é novidade. A porcaria sempre aconteceu na história da humanidade. Mas a internet e as redes sociais aumentaram enormemente o bombardeio diário de porcarias. Comemos porcarias, ouvimos porcarias, assistimos porcarias, somos cobrados por porcarias, damos valor a porcarias. Há uma frase conhecida que diz: “Somos aquilo que comemos”. Quem come porcaria então, é o quê?   Esta reflexão continua no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=EEDEugZvjDs   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 487 – A ditadura de precisão

    Play Episode Listen Later May 6, 2022 8:59


    Assine o Cafe Brasil Premium em http://mundocafebrasil.com Fiz um post sobre as diabruras dos ministros do STF e um leitor, o Daniel Marques, comentou assim: “Vemos no judiciário um mero verniz de legalidade. Eles não vão subverter a ordem completamente, fazendo prisões arbitrárias em grande escala, por enquanto, tal como numa ditadura claramente assumida, mas apenas por enquanto. Vão fazer isso com alguns desafetos, os que se exaltaram e se rebelaram. E por algum motivo, parece que nós deveríamos nos sentir tranquilos com isso, e confiantes de que não vivemos numa ditadura. É uma ditadura, mas diferente da sua versão anterior, que ostentava seu autoritarismo. É uma ditadura de precisão, da era dos algoritmos, que escolhe estrategicamente suas vítimas, agindo cirurgicamente. Como ‘bombas inteligentes' numa guerra. É um processo onde, para quem não é pego por ela, tudo parece estar normal. As pessoas vão ao trabalho, voltam, praticam seu lazer. Mas para quem dá o azar de ser atingido por ela, parece ter caído numa realidade paralela, onde a racionalidade foi suspensa e os valores se inverteram. Você é que tem de provar que é inocente, em meio a uma sociedade blasé.” “Ditadura de precisão”. Perfeita a definição do Daniel Marques. Foi-se o tempo da truculência, do tiro, porrada e bomba. Foi-se o tempo do bandido vestido de preto, com o mocinho vestido de branco. Agora o mal está dissimulado, você vive ao lado dele, acorda com ele, dorme com ele, tem aulas com ele, responde pra ele, sem perceber que é ele. No Café Brasil 6- Gramsci e os cadernos do cárcere, expliquei que o pensador italiano, preso, percebeu que tiro, porrada e bombas não transformariam o mundo. A transformação só viria pela conquista hegemônica dos corações e mentes das pessoas e da cooptação das mentes mais talentosas e brilhantes do adversário. Assim a vitória perene estaria garantida. Essa percepção mudou tudo. E explica a ditadura de precisão. Encobertos pelas placas de “salve o planeta”, “eu amo você” e “justiça para todas”, snipers de toga preta disparam com precisão milimétrica sobre seus alvos. A turba não escuta o tiro. Não vê explosões. Não ouve gritos. Apenas fica sabendo que um dos seus foi abatido. E passa a morrer de medo dos snipers que sabe que estão por ali. Sacou o jogo? A ditadura de precisão não quer matar ninguém. Só quer que você tenha medo. Muito medo.   Esta reflexão continua no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ThYbwrbhNJQ   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 486 – Ostracismo Social neles!

    Play Episode Listen Later May 2, 2022 8:35


    Em 2013, o senador Paraguaio Victor Bogado foi acusado de contratar Gabriela Quintana como babá, recebendo salário mensal equivalente a R$ 8.200. Metade do valor saía da folha de pagamentos do Legislativo e metade do caixa da Itaipu Binacional, cujo controle é partilhado entre as empresas estatais de energia Eletrobras e Andes. Gabriela passou a ser conhecida como a “babá de ouro” do senador paraguaio. Quando o Ministério Público decidiu processar o Senador, 23 de seus 45 colegas votaram contra a retirada da imunidade parlamentar, o que causou indignação nacional. E a reação popular foi ótima: o ostracismo social. Diversas empresas publicaram anúncios pedindo a renúncia dos 23 que confundiam imunidade com impunidade, e cartazes com seus nomes foram afixados na entrada de postos de gasolina, shopping centers e cinemas, informando que não eram bem-vindos. Senadores foram impedidos de entrar em restaurantes e expulsos de uma pizzaria aos gritos de “fora ladrão”. Até os táxis aderiram! Em Santa Catarina, onde os políticos paraguaios costumam passar as férias de verão, alguns hotéis expuseram cartazes com os dizeres: “Os 23 não são bem-vindos.” A pressão foi tanta que os senadores voltaram atrás e autorizaram o processo contra o criador da “babá de ouro”.   Viu que genial? “Ostracismo social”, sem precisar botar fogo em ônibus, sair na porrada com a polícia, invadir prédios públicos…. apenas a reação legítima da sociedade contra quem não demonstra dignidade no exercício de seu mandato, chamando-os pelos nomes que eles têm. Contei essa história numa de minhas palestras e a reação que ouvi de várias pessoas foi a esperada: “No Brasil isso não dá certo. Ninguém vai se importar.” Ninguém vai se importar…   Esta reflexão continua no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=kVF4dRGeL4s   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 485 – Quem vai vender o Brasil?

    Play Episode Listen Later Apr 29, 2022 9:33


    Participe de nosso finaciamento coletivo para o podcaast Café Com Leite: http://querocafecomleite  Cerca de trinta anos atrás tive o privilégio de conviver com Orlando Villas Boas enquanto trabalhei num livro sobre ele e seu irmão Cláudio. Orlando era uma figura fascinante. Um dia, no calor das discussões sobre a demarcação das terras indígenas na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, o velho sertanista contou que havia muitos anos o fluxo de estrangeiros na região era intenso. Dezenas de "pastores", com a desculpa de realizar trabalhos humanitários, estavam mapeando nossas riquezas. Ele disse mais ou menos assim: "Luciano, sabe o que vai acontecer? Esses 'pastores' vão levar jovens índios para o exterior. Vão educá-los e formá-los para que sejam os novos líderes em suas tribos. E quando retornarem ao Brasil esses líderes começarão a requisitar novas terras e a se organizar. Conseguirão demarcar reservas gigantescas e logo formarão uma 'nação' que pedirá sua independência. E a ONU reconhecerá essa independência. E então eles terão toda facilidade para negociar as riquezas com os 'pastores' que os educaram." Ouvi aquelas profecias quase trinta anos atrás, mas fiquei tranquilo. Afinal, era Orlando Villas Boas. Alguém haveria de ouvi-lo. Ele tinha trânsito no governo, respeitabilidade e credibilidade. Jamais passou por minha cabeça que Orlando, como tantos outros, era considerado por quem detinha poder como "apenas um técnico". Não tinha força política para provocar mudanças reais. Não estava incluído nos círculos estratégicos do poder. Quem o ouvia, respeitava e admirava, não tinha poder. Orlando era apenas um conselheiro… Técnicos como Orlando Villas Boas, quando servem aos objetivos de grupos de poder, são exibidos como ícones, como os sábios que tranquilizam e mostram o acerto das políticas e estratégias adotadas. Mas quando não servem, são tratados com falsa reverência, homenageados, aparentemente respeitados e isolados. A sabedoria de suas palavras vai-se com Pôlo, o deus indígena do vento. E ficam as Tiriricas, as deusas indígenas da raiva, do ódio e da vingança. E aí é isso que você está assistindo. Esse texto foi publicado originalmente em 2012. Lembrei-me dele hoje, ao ouvir o Dr. Ives Gandra Martins falando das estrepulias do STF. Ives Gandra é outro Orlando. Palavras à Pôlo...   Esta reflexão continua no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=aEb1vDn28rE   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 484 – Daniel Silveira condenado.

    Play Episode Listen Later Apr 25, 2022 7:49


    CHEGOU O http://podcastcafecomleite.com.br Participe do financiamento coletivo para o Podcast Café Com Leite: https://mundocafebrasil.com  Heráclito Fontoura Sobral Pinto, jurista e advogado apelidado de “Senhor Justiça”, ficou conhecido pelos embates contra a ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas e contra o regime militar. Católico devoto, Sobral Pinto foi defensor dos comunistas Luiz Carlos Prestes e Harry Berger perante o Tribunal de Segurança Nacional, em 1937. Com sua atuação, aprendi que absolutamente tudo que diz respeito ao mundo das leis, é relativo. Veja o exemplo do caso de Harry Berger, agente comunista alemão que atuou junto ao Partido Comunista do Brasil. Após uma insurreição contra o regime de Getúlio Vargas, em novembro de 1935, Harry foi preso no Rio de Janeiro e submetido a severas torturas por autoridades que buscavam o paradeiro do líder da oposição, Prestes. Submetido a um interrogatório prolongado, durante o qual perdeu a sanidade, Harry foi finalmente levado a julgamento em maio de 1937, quando foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão. Lutando contra um regime de exceção, Sobral Pinto exigiu do governo a aplicação do artigo 14 da Lei de Proteção aos Animais, numa petição em favor de tratamento humanitário para prisioneiros. O artigo dizia que a autoridade que tomasse conhecimento de qualquer infração da lei, poderia ordenar o confísco do animal ou animais, nos casos de reincidência. Sobral Pinto conseguiu, assim, que as condições de Ewert melhorassem. Entendeu? A lei de Proteção aos Animais foi usada para livrar um preso da tortura. Um advogado inteligente faz o que quiser com as leis, que foram feitas por humanos e podem portanto, ser manipuladas para dizer o que o humano quiser. Por isso, você que está aí tentando entender o que aconteceu com a condenação de Daniel Silveira pelo STF e posterior liberação por Jair Bolsonaro, não espere racionalidade, lógica ou bom senso dos rábulas e togados. Use uma lei imutável que aprendi sobre economistas, mas que se aplica muito bem aqui: Para cada juiz ou advogado existe outro igual dizendo exatamente o contrário. Ambos podem estar errados… No mundo das leis, tudo, absolutamente tudo é relativo.      Esta reflexão continua no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=oT08s_cMu5U   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 483 – Tenho amigos. Tenho?

    Play Episode Listen Later Apr 22, 2022 8:52


    CHEGOU O http://podcastcafecomleite.com.br VEM AJUDAR A GENTE A EDUCAR NOSSAS CRIANÇAS: https://bit.ly/querocafecomleite  A Bárbara Stock é a locutora do nosso podcast Café Com Leite, um projeto no qual estamos colocando energia e... coração. E ela colocou um post no Instagram que vou reproduzir na primeira parte deste Cafezinho. Depois eu comento: “Tenho amigos, na verdade, acho que tenho. Tenho amigos que são pais, tios... Tenho amigos que falam como as crianças estão mal educadas, o quanto não sabem interpretar textos e o quanto recebem de ausência de seus pais, que trabalham incontáveis horas e quando chegam em casa, precisam descansar. Aí lançamos o Podcast Café com Leite, para ajudar pais e filhos a discutirem e entenderem assuntos complexos da nossa sociedade, porém extremamente necessários. Há semanas estou convocando esses amigos a apoiarem a iniciativa e assim, ajudarem não só seus próprios filhos, como os filhos dos outros. Mas... posso contar nos dedos de UMA mão a quantidade de amigos que estão apoiando e/ou fizeram alguma doação para que o projeto continue. Os feedbacks? Sensacionais! As colaborações que são a partir de meros R$30, ou até menos se a pessoa quiser? Nula por parte dos meus ‘amigos preocupados com o que seus filhos andam consumindo'. Pois é, acho que o problema do Brasil é que a cada 100 pais, 99 se preocupam com o mundo que estão deixando para seus "reizinhos e rainhas" e apenas 1 se preocupa com o cidadão que está deixando para o mundo. O problema do Brasil é o brasileiro. O problema do futuro do país, são os pais e a facilidade de "largar para os youtubers e professores darem educação ". É, estamos ferrados!” O termo que a Bárbara usou em sua postagem não foi exatamente “ferrados”. Muita gente vai se sentir irritada com o desabafo dela, mas antes de se irritar, talvez caiba uma reflexão. É isso que quero comentar na continuação do vídeo. Vem comigo.   Esta reflexão continua no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=MblgY_Bo-0k   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 482 - A Terceira Via

    Play Episode Listen Later Apr 18, 2022 10:19


    CHEGOU O http://podcastcafecomleite.com.br VEM AJUDAR A GENTE A EDUCAR NOSSAS CRIANÇAS: https://nova.kickante.com.br/crowdfunding/podcast-cafe-com-leite Meu texto, lá de 2018: http://portalcafebrasil.com.br/artigos/como-decidi-em-quem-votarei-para-presidente/ Todo mundo falando em terceira via, não é? Que serve à turma do “nem-lula-nem-bolsonaro”. Deixe-me trazer um pouquinho da história desse termo, “terceira via”. Em 1998, Bill Clinton e Tony Blair colocaram no centro das discussões um termo que ganhou as mídias: a Terceira Via. Cinco pontos fundamentavam a visão de mundo da Terceira Via: transcender a distinção entre direita e esquerda; ampliar a igualdade de oportunidades; abraçar a responsabilidade mútua; reforçar as comunidades e abraçar a globalização. A Terceira Via surgiu como uma tentativa de imbuir o capitalismo com uma consciência social. Sem ser esquerda ou direita, ela favoreceria uma economia de mercado, e não a sociedade de mercado. Lembre-se: era 1998. Foi tratada como a ideologia do futuro, e abraçada por gente de todas as cores do espectro político. O assunto ganhou o mundo. Quase 25 anos depois, a Terceira Via, dominada por visões progressistas, naquilo que o progressismo tem de caricatural, mostrou-se apenas uma excelente bandeira para derrubar governos de direita. O que entrou no lugar, geralmente um governo de centro-esquerda, não fez a tarefa de casa. Por diversas razões, a principal talvez tenha sido por deixar claro que, uma vez no poder, os grupos que brandiam a bandeira da Terceira Via mostraram que nada mais eram que elites defendendo privilégios, muito distantes dos trabalhadores que os elegeram, impressionados com seu discurso. É nessa esteira que entra a discussão da terceira via brasileira, que não tem a ambição de ser uma “ideologia”. Nosso cenário político durante dezenas de anos foi um teatro contrapondo a esquerda do PT à “direita” do PSDB e simpatizantes. Ambos eram tons diferentes da esquerda, mas montaram um teatro que nos levou a acreditar que seriam opostos. A eleição do azarão Jair Bolsonaro desmontou esse teatro. Bolsonaro, que sempre foi um lobo solitário, trombou de frente com o chamado establishment, desagradando todos as cores do espectro político. Foi quando nasceu o grito pela terceira via. “Nem esquerda, nem direita, chega de Lula e Bolsonaro, queremos outra direção”. Mas... quem entrará no lugar? Outra elite?   Esta reflexão continua no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=6bkX9Hhk91I   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com

    Cafezinho 481 - Caçando Mamãe Falei

    Play Episode Listen Later Apr 15, 2022 11:00


    Café Brasil 817 - Exibicionismo Moral - https://portalcafebrasil.com.br/podcasts/cafe-brasil-817-exibicionismo-moral/ Assine o Café Brasil em http://mundocafebrasil.com  A esta altura, todos sabem o que aconteceu com o deputado Arthur do Val, não é? Fez uma viagem para a Ucrânia com o objetivo de ganhar uns likes que reforçariam sua campanha para o governo de São Paulo. E de lá, mandou uns áudios medonhos falando de certos atributos das refugiadas ucranianas. Arthur foi sumariamente caçado com cedilha nas redes sociais e terá seu mandato cassado com dois esses. Bem, qualquer um que ouviu os áudios sabe que a carreira do deputado estaria acabada. Mas não quero hoje fazer nenhum julgamento moral do Arthur. Ele sabe o tamanho da besteira que fez e está arcando com as consequências. E logo mais retorna como um Youtuber de sucesso. Quero falar do processo. O sujeito grava áudios medonhos, e manda para um grupo de “amigos”, sem considerar que aquilo poderia vazar? É isso mesmo? Quanta ingenuidade. Coisa de adolescente. Você reparou a sucessão de acontecimentos nos últimos meses? Além do Arthur, o canal do Youtube Flow, quase foi cancelado pela fala de um dos apresentadores, Monark, que caiu em desgraça. E quase leva junto o deputado Kim Kataguiri. Coisa parecida aconteceu com o Youtuber Felipe Castanhari, por conta de declarações sobre a Ucrânia e a União Soviética de Stálin. E aí tem o Gabriel Monteiro, vereador no Rio de Janeiro, prestes a ser preso por acusações de pedofilia. As pessoas que construíram as redes sociais, e isso pode ser visto naquele documentário O Dilema das Redes, que está na Netflix, não sabiam que sua tecnologia maravilhosa viria a parir um monstro faminto, que caçaria todos que se manifestassem fora da pauta do momento. Inclusive seus criadores.   Arthur, Monark, Kim, Gabriel. Isso só nas últimas semanas. Todos com idades variando entre 26 e 36 anos. Jovens impetuosos, expostos ao escrutínio público, tratando de temas polêmicos e crescendo nas mídias sociais, que alcançam o sucesso exatamente pelas tretas, usando a virulência verbal, atacando, acuando e cancelando seus adversários. Jovens impetuosos. Alguns com esqueletos no armário, sem casca grossa, sem manha, sem experiência política, achando que, no grito, levam o que querem. Pois é. Quando dá merda, eles fazem o quê? Como um adolescente de 30 anos, choram. Do Castanhari eu falarei na sequência deste vídeo.   Esta reflexão continua no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=b_x1cMpk3Vg   Gostou? De onde veio este, tem muito, mas muito mais. Torne-se um assinante do Café Brasil e nos ajude a continuar produzindo conteúdo gratuito que auxilia milhares de pessoas a refinar seu processo de julgamento e tomada de decisão. Acesse http://mundocafebrasil.com