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As avaliações bancárias das casas atingiram um novo máximo em janeiro e já acumulam uma subida de 170% em dez anos. Mas afinal onde estão as casas mais caras e as mais baratas do país?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio especial falamos com Leonardo Aboim Pires, investigador no ISEG Research in Economics and Management, sobre a história da agricultura no Portugal dos séculos XIX e XX. Analisamos as políticas agrícolas do Estado português sensivelmente entre 1850 e 2000, com particular foco no cultivo da batata de Trás-os-Montes e a laranja do Algarve.Sugestões de leitura:1. Leonor Freire Costa, Pedro Lains e Susana Munch Miranda - História Económica de Portugal, 1143-2010. Esfera dos Livros, 2011.2. Dulce Freire e Pedro Lains (orgs) - Uma História Agrária de Portugal, 1000-2000. Desenvolvimento económico na fronteira da Europa. Imprensa de Ciências Sociais, 2024.-----Obrigado aos patronos do podcast:André Silva, Bruno Figueira, Cláudio Batista, Gustavo Fonseca, Isabel Yglesias de Oliveira, Joana Figueira, Miguel Pinheiro, NBisme, Oliver Doerfler, Sofia Carvalho;Alexandre Carvalho, Andre Oliveira, Carlos Castro, Civiforum, Lda., Cláudia Conceição, Daniel Murta, Domingos Ferreira, Francisco C, Hugo Picciochi, Jorge Filipe, José Beleza, João Cancela, João Carreiro, Luís André Agostinho, Patrícia Gomes, Pedro Almada, Pedro Alves, Pedro Ferreira, Rui Roque, Tiago Pereira, Vera Costa;Adriana Vazão, Ana Gonçalves, Ana Sofia Agostinho, André Abrantes, António Farelo, António J. R. Neto, Bruno Luis, Carlos Afonso, Carlos Ribeiro, Carlos Ribeiro, Catarina Ferreira, Cláudia Brandão, Diogo Freitas, Fábio Videira Santos, Gn, GusRo, Hugo Palma, Hugo Vieira, Igor Silva, Joao Godinho, Joel José Ginga, Johnniedee, José Santos, João Barbosa, João Canto, João Carlos Braga Simões, João Diamantino, João Ferreira, João Félix, João Mendes, João Pedro, Luis Colaço, Mafalda Trindade, Manuel Bernardo, Miguel Brito, Miguel Gama, Miguel Gonçalves Tomé, Miguel Oliveira, Miguel Salgado, Nuno Carvalho, Nuno Esteves, Nuno Moreira, Nuno Silva, Orlando Silva, Parte Cóccix, Paulo Ruivo, Paulo Silva, Pedro, Pedro Cardoso, Pedro Oliveira, Ricardo Pinho, Ricardo Santos, Rodrigo Candeias, Rui Curado Silva, Rui Magalhães, Rui Rodrigues, Simão, Simão Ribeiro, Sofia Silva, Thomas Ferreira, Tiago Matias, Tiago Sequeira, Tomás Matos Pires, Vitor Couto, Zé Teixeira.-----Ouve e gosta do podcast?Se quiser apoiar o Falando de História, contribuindo para a sua manutenção, pode fazê-lo via Patreon: https://patreon.com/falandodehistoria-----Música: “Five Armies” e “Magic Escape Room” de Kevin MacLeod (incompetech.com); Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 License, http://creativecommons.org/licenses/by/4.0Edição de Marco António.
Chikungunya é um virús transmitido por um mosquito que provoca intensas dores articulares e febre. A Europa corre cada vez mais riscos de contágio, Portugal está na zona mais vulnerável
Assinala-se agora o 4º aniversário da invasão russa e Zelensky prepara-se para anunciar eleições ainda em contexto de guerra e, também, um referendo. Em Portugal, já é tarde para escolher um bom MAI?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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A psicóloga cabo-verdiana, Édna Tavares, alerta que o racismo, a discriminação e a precariedade laboral são hoje os factores que mais pesam na saúde mental das pessoas migrantes em Portugal. Entre processos de legalização, invisibilidade e falta de acesso ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), muitas vivem em stress contínuo, sem tempo nem condições para parar e cuidar de si. A psicóloga clínica cabo-verdiana Édna Tavares não tem dúvidas sobre o que hoje mais fragiliza a saúde mental das pessoas migrantes em Portugal: “o que pesa mais é a questão do racismo, a questão da discriminação”. No seu trabalho diário com migrantes e afrodescendentes, sublinha que estes factores se acumulam a um contexto de “visibilidade” desigual e a um silêncio persistente em torno do sofrimento psicológico. Para a especialista, a saúde mental continua a ser “um tabu relacionado às pessoas migrantes”, e muitas chegam já com “uma carga emocional muito forte que não é valorizado”. A experiência migratória, diz, não é apenas um processo administrativo ou laboral: é também uma vivência emocional que, muitas vezes, não encontra espaço para ser reconhecida nem tratada. Entre os elementos que mais pesam, Édna Tavares destaca ainda “a situação no contexto da legalização”, que se torna um foco constante de ansiedade. A incerteza documental, associada à falta de informação e à invisibilidade social, agrava a sensação de instabilidade e coloca muitas pessoas num estado permanente de alerta. Ao mesmo tempo, a precariedade laboral surge como uma ferida estrutural. A psicóloga refere “a questão da discriminação laboral” e o facto de “haver muitas pessoas também na precariedade do trabalho”, realidade que “acaba por afectar em grande parte a questão da saúde mental”. Para muitos, o emprego não é sinónimo de protecção, mas de exploração, sobretudo quando o estatuto documental fragiliza a capacidade de denúncia. Questionada sobre se é possível cuidar da saúde mental quando não há tempo para parar, a resposta é directa: “Não.” E explica porquê: “as pessoas não têm condições sociais que lhe permita parar” e, mesmo quando sentem que algo está errado, a sobrevivência diária impõe-se. No terreno, observa um dilema cruel: “entre escolher pôr a comida na mesa e tratar da saúde mental”. A psicóloga descreve esta relação de acompanhamento como “uma relação muito ingrata”, porque o desejo de ajudar confronta-se com uma hierarquia de urgências: “tem que pagar a renda”, “as pessoas têm que comer”, “tem os filhos para levar para escola”, “tem a questão da documentação”. Mesmo quem trabalha e desconta “muitas das vezes mesmo assim há empresas que exploram”. O impacto psicológico desse dia-adia, diz, é profundo. “Sim, tem um impacto grande”, confirma, explicando que o sofrimento se manifesta “no stress” e em episódios de ruptura visíveis no espaço público. Em casos extremos, o quadro degrada-se: “muitas das vezes aquilo que vimos é o suicídio”, e a dor deixa de ser apenas mental, tornando-se também física: “a descarga toda depois já vem para o físico”. Édna Tavares insiste num ponto que considera incontornável: “o racismo tem impacto clínico”. E vai mais longe: “o racismo mata”. A violência não é apenas explícita; existe também “racismo silencioso” e “racismo institucional”. E, apesar de ser crime, denuncia um paradoxo: “provar o racismo, como é que se prova o racismo?”. Para quem já está fragilizado, acrescenta, é uma exigência devastadora: “a pessoa já está num momento muito vulnerável de saúde mental, ainda tem que provar que é vítima do racismo”. Perante esta realidade, a resposta do sistema de saúde, segundo a psicóloga, está longe de ser suficiente. “Não”, afirma quando questionada sobre a preparação dos serviços. “Temos um déficit muito grande da saúde mental”, afirma, apontando também barreiras concretas: “muitas pessoas não estão inscritas”, “muitas pessoas não se conseguem inscrever” e, em casos ainda mais graves, quem “não tem um documento” e ficam sem acesso ao SNS. Mesmo onde existem associações e respostas comunitárias, o caminho não é simples. Há “muita desinformação”, “pouca literacia” e dificuldades práticas, como deslocações e falta de confiança. “Multiplica vulnerabilidade”, resume, explicando que a fragilidade social se transforma rapidamente em fragilidade psicológica e vice-versa. Quanto ao papel do Estado, Édna Tavares é contundente: “O estado não faz nada.” Para ela, o mínimo seria “mais meios”, mas também um reconhecimento claro do problema: “o estado tem que aceitar a discriminação, tem que aceitar que existe racismo, que o racismo cria desigualdades”. Defende ainda respostas de proximidade: “ter psicólogos, ter enfermeiros, ter pessoas capacitadas para reduzir ou minimizar o risco da exclusão”. No centro de tudo, permanece o silêncio. “Falar-se de saúde mental imigrante não existe. Não existe. Não existe mesmo”, lamenta. A psicóloga integra uma rede de profissionais afrodescendentes e migrantes, a Afropsis, e afirma que até os próprios profissionais sentem esta realidade: “sentimos isso na pele”. E denuncia preconceitos persistentes: “dizem sempre imigrantes não tem problemas de saúde mental”, “imigrantes não têm depressão”, “imigrantes não sentem”. Sem tempo, sem recursos e sem reconhecimento, muitos acabam por “silenciar” a dor. A psicóloga descreve estratégias de sobrevivência: trabalho incessante, tradições, “a música, com a dança”. Porque, como resume de forma brutalmente simples, “nós não temos tempo para chorar, não temos tempo para conviver, só temos tempo para trabalhar”. E, quando chega a noite, resta apenas o esgotamento: “quando chegamos a casa já é tarde”. Por fim, Édna Tavares aponta ainda um vazio estatístico que, para si, não é inocente. “Não há dados sobre real dimensão populacional de imigrantes em Portugal”, afirma. E acrescenta: “nem propriamente o estado não tem números de imigrantes de certeza absoluta”, o que considera “uma escolha também de não recensear a sua população”. Num país onde milhares vivem na clandestinidade e na invisibilidade, conclui, a ausência de números é também uma ausência de responsabilidade.
Na manhã desta sexta-feira, Angus Taylor foi escolhido como o novo líder do Partido Liberal, após derrotar Sussan Ley por 34 votos contra 17. A Austrália assinala hoje o aniversário do pedido de desculpas nacional às Gerações Roubadas. A propósito da data, os serviços de apoio aos sobreviventes vão receber um reforço de vários milhões de dólares. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que irá pôr fim ao controverso cerco migratório no estado de Minnesota, após meses de tensão e críticas. Em Portugal, ruiu parte do pavimento da autoestrada A1, que abateu junto ao Rio Mondego.
Nas últimas semanas, Portugal tem sido atingido por tempestades intensas, com chuva forte, ventos extremos, cheias e danos significativos em várias regiões do país. Estes fenómenos levantam uma pergunta inevitável: estamos perante episódios excecionais ou perante sinais cada vez mais claros das alterações climáticas? Neste episódio do ZONA ZERO, vamos perceber como eventos aparentemente distintos — como secas prolongadas, grandes incêndios e agora tempestades severas — estão afinal ligados, que riscos colocam às pessoas e ao território, e que respostas são exigidas ao Estado, à luz da Lei de Bases do Clima, das decisões orçamentais e da necessidade urgente de investir na adaptação e na proteção das populações.Para nos ajudar a desconstruir este tema, vamos estar à conversa com Francisco Ferreira, presidente da ZERO.
O ministro Gilmar Mendes, do STF, celebrou a vitória do socialista António José Seguro em Portugal e a derrota do candidato do Chega, André Ventura.Em postagem no X, o decano da Suprema Corte afirmou que o resultado "reafirma a tradição democrática de Portugal e a solidez de seus mecanismos institucionais de alternância de poder".Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. Apresentado por Madeleine Lacsko, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista https://bit.ly/papoantagonista Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
O sector automóvel voltou a ganhar força em Portugal, com mais produção, mais vendas e um novo recorde nos carros elétricos. O que nos contam os últimos números da ACAP - Associação Automóvel de Portugal?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta segunda-feira (09): O Carnaval de 2026 deve impulsionar o turismo em São Paulo, com expectativa de que cerca de 4,7 milhões de pessoas circulem por destinos em todo o estado ao longo do feriado. A projeção foi divulgada pelo Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), ligado à Secretaria de Turismo e Viagens de São Paulo. Policiais fantasiados de caça-fantasmas prendem dupla por furto de celulares na Consolação. Agentes disfarçados da Polícia Civil prenderam um homem e uma mulher suspeitos de furtar celulares durante um bloco de pré-Carnaval na Rua da Consolação, no centro de São Paulo, neste domingo (08). A ação ocorreu em meio à grande concentração de foliões na região. António José Seguro, de 63 anos, foi eleito presidente de Portugal após derrotar o candidato de direita André Ventura nas eleições realizadas neste domingo (08). Durante a campanha, Seguro se apresentou como uma “opção segura” para liderar o país e defender a estabilidade política e institucional. A posse está marcada para o dia 9 de março. As últimas eleições no Brasil ajudam a compreender o cenário que começa a se desenhar para a disputa presidencial de 2026. Os pleitos mais recentes foram marcados por forte polarização política, formação de alianças estratégicas e uso intenso das redes sociais como principal ferramenta de mobilização e embate eleitoral. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, cancelou a reunião marcada para 12 de fevereiro que discutiria a criação de um novo Código de Ética para os ministros da Corte. O encontro foi retirado da agenda sem nova data definida e deve ser remarcado apenas após o Carnaval. Nos bastidores, a proposta de um Código de Ética gerou resistências e contrariou ministros que já avaliavam a hipótese de não comparecer. A CPMI do INSS ouve nesta segunda-feira (09) o empresário Paulo Camisotti e o deputado estadual do Maranhão Edson Araújo (PSB). Camisotti é filho e sócio de Maurício Camisotti, preso por suspeita de envolvimento na fraude dos descontos ilegais em aposentadorias e pensões. Segundo as investigações, empresas ligadas à família teriam sido usadas para lavar valores retirados indevidamente de beneficiários. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), optou por não comparecer a uma agenda no Instituto Butantan, nesta segunda-feira (09), ao lado do presidente Lula (PT). Segundo o Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio será representado pelo secretário de Saúde, Eleuses Paiva. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente a apresentação do cantor porto-riquenho Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, classificando o espetáculo como um dos piores de todos os tempos. Em seu perfil na plataforma Truth Social, o republicano disse que tratou-se de “um dos piores” espetáculos “de todos os tempos” e de um “tapa na cara” dos EUA. Condenada a 20 anos de prisão por tráfico sexual de menores e cúmplice de Jeffrey Epstein, Ghislaine Maxwell participa por videoconferência de uma audiência fechada no Congresso dos Estados Unidos. A expectativa é que ela invoque o direito ao silêncio garantido pela Quinta Emenda da Constituição americana. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau expulso da Casa dos Direitos pela polícia durante visita: incidente pode manchar relações diplomáticas, diz analista. Em Portugal, diáspora africana suspira de alívio com a vitória de António José Seguro nas presidenciais. Ainda neste jornal conhecemos relatos de quem passou pela rota de migração mais perigosa do mundo.
Não foi uma escolha muito difícil para cerca de 50% dos eleitores portugueses que foram às urnas ontem para escolher o novo presidente. António José Seguro derrotou o candidato da extrema direita de forma contundente, com cerca de 66% dos votos, após receber apoio de todas as correntes políticas.Cerca de 2,5 milhões de arquivos do caso Jeffrey Epstein ainda não foram divulgados pelo governo dos EUA. Um ex-advogado de Trump é o responsável pela divulgação dos arquivos. Tanto ele quanto Trump disseram, após a última divulgação, que era hora de mudar de assunto…Saiba mais: https://linktr.ee/primeirocafenoar
*) Este episódio do Podcast 15 Minutos analisa ss eleições presidenciais em Portugal, que terminaram com vitória de Antônio José Seguro, candidato historicamente ligado ao Partido Socialista, que derrotou André Ventura, líder do partido Chega, no segundo turno.
António José Seguro vence as Eleições Presidenciais de 2026 com 67% dos votos, derrotando André Ventura na segunda volta.Nesta emissão especial do Podcast Conversa, analisamos os resultados finais, a queda do líder do CHEGA e as implicações políticas desta eleição para Portugal.A vitória de Seguro redefine o equilíbrio político nacional, levanta questões sobre o futuro da direita populista e o papel da Presidência da República nos próximos anos.Um Presidente em Portugal não governa, preside. António José Seguro avançou no seu discurso de vitória que irá fiscalizar e pedir acção ao governo e ser o Presidente de todos os portugueses.André Ventura cerra fileiras e diz que é o líder da direita e que tem mais percentagem de votos do que a AD de Luís Montenegro, todavia, faltam-lhe mais de 300 mil votos para superar essa fasquia, e uma segunda volta presidencial não pode ser comparada a legislativas, pois por tal ideia, o PS teria 3 milhões de votos, o que não corresponde à realidade, apesar de António José Seguro ter batido os recordes de António Ramalho Eanes e de Mário Soares.
Congresso estuda voto distrital / Parlamentares dizem apoiar CPMI do Master, mas operação abafa impede / Primeira ministra direitista do Japão tem vitória nas eleições. Em Portugal, esquerda vence / Esses são assuntos em destaque na edição de hoje do Jornal do Boris
Na primeira vez em 40 anos que Portugal tem um segundo turno no pleito presidencial, António José Seguro, doPartido Socialista, vence o segundo turno das eleições com 66% dos votos válidos. E ainda:- Sanae Takaichi, primeira-ministra do Japão, vence as eleições legislativas numa coalizão com 352 das 465 cadeiras da Câmara Baixa- Partido do Orgulho Tailandês, do primeiro-ministro Anutin Charnvirakul, vence as eleições gerais com 194 das 500 cadeiras da Câmara Baixa- Editor-executivo e CEO do jornal Washington Post, Will Lewis, se demite dias depois dele promover demissão em massa de cerca de 25% dos jornalistas do veículo Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 SegundosFale conosco através do redacao@mundo180segundos.com.br
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Vídeo. Papa próximo das vítimas das inundações em Portugal2e701f7b-f204-f111-8330-6045
Os portugueses foram às urnas neste domingo para o segundo turno das eleições presidenciais. Pesquisa de boca de urna e o percentual de votos apurados até as 8 horas da noite deste domingo, no horário local, davam como certa a vitória de Antonio José Seguro, do Partido Socialista, sobre André Ventura, do partido de extrema-direita Chega.
A depressão Kristin provocou danos significativos nas infraestruturas elétricas em Portugal. Milhares de pessoas ficaram sem eletricidade durante vários dias, sobretudo na região centro do país. O que explica o impacto desta tempestade na rede elétrica? A análise deste tema foi feita pela jornalista da secção de Economia do Expresso Bárbara SilvaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
A Guiné-Bissau continua a viver num impasse político desde a tomada de poder por militares, em Novembro de 2025, que interrompeu o processo eleitoral. A junta militar prometeu eleições no final do ano, em Dezembro, mas a oposição denuncia repressão e tentativas de legitimação. Em Portugal, Bélgica e Brasil, a diáspora prepara novas manifestações. O activista Yussef acusa um “conluio” para impedir a vitória de Fernando Dias e exige sanções e libertação total de presos políticos. A Guiné-Bissau continua numa fase delicada desde a tomada de poder à força, em Novembro de 2025, por militares que interromperam o processo eleitoral. A junta mantém o controlo e anunciou a marcação de eleições para Dezembro, procurando reduzir tensões através de libertações de figuras da oposição. No entanto, o ambiente político continua instável, sob pressão da CEDEAO e com um tecido institucional fragilizado por divisões internas e suspeitas de manipulação. É neste contexto que se multiplicam manifestações organizadas pela diáspora guineense, com novas acções marcadas para este sábado, 7 de Fevereiro, em Portugal e na Bélgica, e para domingo no Brasil. Yussef, activista guineense e uma das vozes mais presentes na mobilização em Portugal, sustenta que a contestação fora do país é parte integrante da resistência interna: “Nós, enquanto guineenses na diáspora, continuamos a reivindicar a participação política no que se passa na Guiné-Bissau” e, por isso, “fazemos eco da luta política que existe e da resistência que existe neste momento”. Para o activista, a diferença entre a expressão pública da resistência no país e na diáspora não é sinal de menor indignação, mas de menor margem de manobra. “Muitas vezes essa resistência pode não ser tão ruidosa na Guiné-Bissau”, afirma, mas a diáspora dispõe de “liberdades democráticas que nos permitem fazer a denúncia que muitas vezes não é possível fazer” na Guiné-Bissau. O objectivo, diz, é impedir que a crise se normalize: “Somos um eco e uma continuação da luta política e pensamos que é importante continuar esta luta porque a situação é crítica”. Yussef insiste numa disputa de linguagem que considera central para compreender o que está em jogo. “É preciso sempre ser rigoroso nos conceitos”, sublinha, rejeitando a ideia de um golpe clássico. “Nós continuamos a insistir que não houve um golpe de Estado. Houve sim um conluio entre o Presidente e candidato derrotado, Umaro Sissoco Embaló, e as forças militares com interesses económicos”, com o propósito de impedir que “a soberania popular guineense realmente fosse concretizada” através da tomada de posse do vencedor, Fernando Dias. A libertação parcial de dirigentes de oposição, apresentada pela junta como gesto de distensão, é descrita por Yussef como um expediente que não devolve direitos fundamentais. “Podemos dizer de forma clara” que os líderes políticos “continuam em cativeiro”, afirma, dando um exemplo concreto: “A libertação de Domingos Simões Perreira significou retirá-lo da esquadra para a sua residência, mas continua sem as suas liberdades democráticas”. Para o activista, o risco ultrapassa as lideranças: “Se as forças políticas podem ser presas desta forma impune, isto pode acontecer com qualquer estudante, trabalhador, cidadão”. Ao mesmo tempo, Yussef acusa o comando militar de trabalhar para legitimar o seu poder e preparar uma transição apenas aparente. “Este conselho de transição, este comando militar, tem vindo a fazer uma tentativa de legitimação do seu poder”, afirma, defendendo que a resposta deve ser “uma antítese” sustentada por protestos, denúncias e pressão internacional. A lógica, diz, é travar “a normalização desta situação política” e contrariar a estratégia de “branqueamento” do regime. Entre os sinais mais graves da estratégia, Yussef destaca o projecto de revisão constitucional, que desvaloriza com dureza: “É preciso denunciar esta tentativa de uma nova Constituição que, na verdade, não passa de um panfleto”. O activista vê continuidade com o ciclo anterior e considera que a junta funciona como prolongamento político: “O que está a acontecer é um retomar de um desejo antigo do senhor Embaló” e, por isso, “esta junta é uma continuação do regime apesar de ele não dar a cara”. A promessa de novas eleições em Dezembro é, por isso, vista com cepticismo absoluto. “Penso que não existem condições para eleições livres", responde Yussef, antes de reforçar a tese central: “As eleições já aconteceram. As eleições aconteceram e houve um candidato vencedor”. Para o activista, falar em novo sufrágio é “colocar em causa a soberania popular” e alimentar “uma teatralidade” incompatível com democracia. “Como é que se pode ir verdadeiramente a eleições livres com estas forças militares como uma espada de Dâmocles em cima do povo?”, questiona. O papel da diáspora, defende, não se limita a sair para as ruas, mas inclui pressão diplomática e institucional. “É preciso dizer que nós somos mais uma região da Guiné-Bissau”, sublinhando que a mobilização se articula com a resistência interna. Na prática, essa acção passa por confrontar parceiros internacionais do Estado guineense: “Falamos, por exemplo, da União Europeia, do Estado português e da CPLP". E deixa um recado: se Portugal quiser “ser coerente” com os valores da sua Constituição, “tinha que pôr um ponto final” na cooperação militar, mantendo, a cooperação em áreas como saúde e educação. Para Yussef, a meta é simples: impedir o “branqueamento de uma ditadura” e exigir que a comunidade internacional responda com coerência à interrupção da vontade popular.
Pela primeira vez em 50 anos, o mundo está desde ontem sem nenhum controle sobre a proliferação de armas nucleares. O acordo entre EUA e Rússia venceu na quinta-feira e, assim, as duas maiores potências nucleares do mundo não estão, neste momento, obrigadas a ter qualquer limite.Na Europa, Portugal enfrenta os efeitos de uma série de tempestades. Várias cidades do país estão embaixo d'água e os estragos ainda estão sendo contabilizados enquanto a chuva não para. Pelo menos 11 pessoas morreram. O país deve realizar o segundo turno das eleições presidenciais neste domingo. Saiba mais: https://linktr.ee/primeirocafenoar
Pelo menos, quatro tempestades severas atingiram o país nas últimas semanas e comprometem a ida de eleitores às urnas com as inundações.Esse conteúdo é uma parceria entre RW Cast e RFI.
Entre janeiro e novembro do ano passado, os portugueses gastaram cerca de 22 milhões de euros no OnlyFans, segundo uma estimativa do OnlyGuiderSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Marcelo deixa críticas às comunicações que falharam pós tempestade, mas empresas não deixam o presidente sair impune. Já a IL afinal sabia de todos os casos de assédio? See omnystudio.com/listener for privacy information.
Dar Voz a esQrever: Pluralidade, Diversidade e Inclusão LGBTI
O DUCENTÉSIMO QUINQUAGÉSIMO SEXTO EPISÓDIO do Podcast Dar Voz a esQrever
A vacinação é tão importante para a criança como para o adulto? Neste episódio do Top of Mind, Margarida Santos conversa com o médico e CEO da HealthAI - A Agência Responsável para a Inteligência Responsável na Saúde, Ricardo Baptista Leite, sobre o verdadeiro estado da vacinação em Portugal, o que mudou na ciência e porque é que o risco de “adiar para depois” pode ter consequências reais. Falamos sobre a perda de imunidade ao longo do tempo e da importância dos reforços na idade adulta, mas também da evolução que tem havido neste campo tão importante da saúde, incluindo a importância crescente da IA na tomada de decisões e esclarecimento de dúvidas. Episódio disponível no YouTube, Spotify, Apple Podcasts e outras plataformas de áudio. Ouça, comente e partilhe. BIAL/JAN26/PT002
Faltam já poucos dias para a segunda volta das presidenciais portuguesas em que o socialista António José Seguro vai enfrentar o líder de extrema-direita André Ventura no dia 8 de Fevereiro. Este frente-a-frente desperta debates acesos tanto em Portugal, como também aqui em França onde, segundo dados oficiais, vivem mais de 500 mil portugueses e quase 2 milhões de luso-descendentes. Na primeira volta das presidenciais, a 18 de Janeiro, aqui em França, dos mais de 400 mil eleitores portugueses registados, uma ínfima parte votou, a taxa de abstenção tendo ultrapassado os 90%. E entre os cerca de 11 mil votantes efectivos nesse dia, mais 60% votaram pelo candidato de extrema-direita. Em Portugal, não faltaram órgãos de imprensa, blogs e mesmo partidos políticos que comentaram estes dados, omitindo evocar a taxa de participação dos eleitores da diáspora, o que não deixou de suscitar reacções numa parte dos portugueses de França que não se revêm no retrato que foi feito deles em Portugal. Nestas três últimas semanas, algumas associações posicionaram-se politicamente, surgiram também petições, entre as quais, uma que reclama a criação de condições que facilitem o exercício do direito de voto, uma outra rubricada por cerca de duzentas mulheres da diáspora e ainda uma que reúne as assinaturas de homens e mulheres da comunidade portuguesa de França que apelam à defesa dos valores democráticos. Falamos com duas pessoas que assinaram a petição lançada pelas mulheres da diáspora, ambas professoras de literatura e língua portuguesa na região parisiense, Sílvia Meliciano e Mónica Cunha, que explicaram o que as levou a posicionar-se. "Após o resultado da primeira volta das eleições presidenciais, houve um movimento de indignação que nasceu por parte de pessoas que fazem parte da diáspora portuguesa que não se sentiram representadas pelas notícias que a comunicação social passou para Portugal e que, na verdade foram os resultados das eleições, mas que têm que ser analisados com todos os dados", começou por explicar Mónica Cunha ao referir que esta carta aberta "nasceu da vontade de mulheres que não estão e nunca estiveram ligadas a partidos, de mostrar que "também têm voz e que na verdade estes resultados foram resultados de 96% de abstenção e portanto, desses quase 4% que votaram de facto, 60% votaram Ventura. Isto representa uma ínfima parte de quem são os emigrantes em França e está muito relacionado, naturalmente, com a dificuldade que as pessoas tem em deslocar se aos consulados para votar, muitas delas tendo que fazer 300 ou 400 quilómetros para poder exercer o seu dever e o seu direito de voto". Apesar da forte polarização em torno destas eleições e apesar de ter havido em Portugal uma taxa de participação superior a 52%, em França foi o campo abstencionista que liderou as contagens. Para a docente, "a abstenção em França explica-se, por um lado, por haver uma percentagem já significativa de portugueses de segundas e terceiras gerações que não não têm propriamente uma participação política activa e que nem conhecem nem seguem de perto a política portuguesa. Mas, por outro lado, há também a dificuldade que as pessoas têm em ir votar, porque não é aceitável que os portugueses tenham que fazer um esforço, em muitos dos casos, de 300 e 400 km para poder ir votar". Tal como Mónica Cunha, a também docente Sílvia Meliciano considera que existe uma série de factores para isso, nomeadamente a distância por vezes enorme entre os eleitores e as suas antenas consulares. "Nós sabemos que muitos de nós já não nos sentimos representados pelos políticos que temos actualmente. Isso é uma das razões, mas talvez não seja a razão da maior parte. A segunda razão depois é também as condições do voto, em que temos que nos deslocar. Como há cada vez menos antenas consulares para as pessoas poderem votar, nestas condições as pessoas pensam duas vezes", considera Sílvia Meliciano que apesar das dificuldades concretas que existem para muitos portugueses radicados em França de exercerem o seu direito cívico, julga que isto não resulta de uma decisão consciente por parte das autoridades portuguesas. No mesmo sentido, Mónica Cunha também diz que prefere não aderir a "discursos conspiracionistas" relativamente a esta questão. "Não gosto de entrar em 'complotismos' pensando que todas estas decisões são estudadas com o objectivo de impedir as pessoas de votar. Agora, a realidade é que os portugueses no estrangeiro sentem que têm muito pouca voz, que têm muito pouca importância e, portanto, bastaria isso para que as pessoas sentissem esse apelo a mostrar que têm voz. Porque não dar atenção aos portugueses no estrangeiro ou dar atenção apenas em momentos em que eles são necessários, nomeadamente nas contribuições económicas, já é injusto. Portugueses são portugueses, estejam lá eles onde estiverem", observa a docente. Do ponto de vista de Mónica Cunha, a forma como a imprensa em Portugal apresentou o voto dos portugueses de França traduz algum preconceito e também desconhecimento em relação a esta comunidade. "Às vezes há uma certa confusão, de facto, mas é lógico que quando em Portugal se vê comentários, nomeadamente nas redes sociais, que apenas espelham a desinformação, isso não contribui para que os emigrantes em França sejam mais considerados. Mas é lógico que isso são apenas preconceitos, porque a prova é que temos muita gente da diáspora a manifestar-se contra esses resultados, precisamente para provar que há muitos portugueses em França que continuam a preocupar-se com as políticas portuguesas, até porque muitos deles continuam a ter casas em Portugal e a manter uma vida activa, apesar de estarem no estrangeiro", aponta a professora. Igualmente do ponto de vista de Sílvia Meliciano, o retrato que foi feito em Portugal da emigração em França na sequência da primeira volta das presidenciais resulta de alguma desinformação. Contudo, a professora observa que este olhar tende a evoluir nestes últimos anos. "Pergunto-me se ainda há entre os jornalistas esse preconceito sobre o emigrante que é ignorante, menos informado, que tem mau gosto, como acontecia muito nos anos 80. Um olhar um pouco snob. Ouvi estas coisas e reflectia sobre elas. Hoje entendo isso muito melhor. Acho que a sociedade avançou. Há cada vez mais elos sociais entre Portugal e França, mas também de pesquisa. Há cada vez mais pesquisadores luso-descendentes que podem também dar o lado daqui. Há intelectuais em Portugal que reconhecem a qualidade desse trabalho. Há todo um trabalho agora cada vez maior entre o que foi a emigração e o que é na realidade", diz a docente que se interroga sobre o modo como são construídas e 'consumidas' as notícias. "Os jornalistas limitam-se também, têm pouco tempo, tal como os cidadãos que às vezes olham para um jornal, dedicam cinco minutos a ler aquilo e já tiram conclusões", analisa Sílvia Meliciano, já de olhos postos sobre a segunda volta das presidenciais em Portugal. Três semanas depois de uma eleição que foi considerada das mais renhidas em 50 anos de democracia em Portugal, com 11 candidatos oriundos de um espectro ideológico alargado, tal como os restantes cidadãos do país, os cerca de 400 mil eleitores portugueses registados em França vão ser novamente chamados às urnas no âmbito da segunda volta das presidenciais. Neste quadro, as secções consulares portuguesas de França, onde vão decorrer as operações voto da diáspora, vão estar abertas no domingo 8, mas igualmente no dia 7 de Fevereiro.
Entrevista ao novo núncio apostólico em Portugal, D. Andrés Carrascosa Cosoe1391d65-dd01
Por mais de 30 anos, o ilusionismo tem sido não apenas uma paixão, mas a profissão de André Corrêa, conhecido artisticamente como Andrély, e sua esposa, Flávia Molina. Nascidos no Rio de Janeiro, o casal encontrou em Portugal o cenário perfeito para transformar o encanto em carreira, conquistando plateias de todas as idades e mantendo viva a tradição de uma arte milenar. Luciana Quaresma, correspondente da RFI em Lisboa Desde a infância, André Corrêa se encanta pelo impossível. “Eu tinha nove anos, vi um mágico na televisão, num programa americano chamado The Magic Castle, e pensei: ‘poxa, mágico é legal'”, lembra. A curiosidade se tornou paixão quando, ao passar em frente a uma loja, viu a primeira “caixa de mágica”. “Fui picado pelo vírus da mágica. É um vírus que te pica e não sai mais do corpo”, diz Andrély. A partir de então, começou a estudar sozinho, economizando para comprar livros, frequentando bibliotecas e aprendendo truques cada vez mais complexos. Aos 12 anos, Andrély fez seu primeiro show profissional em uma festa infantil no Rio de Janeiro, acompanhado pelo pai. “Foi a primeira vez que falei em público. Eu era tímido, mas tive coragem e foi muito legal”, recorda. Entre bibliotecas, festivais e encontros com outros mágicos, ele se aprofundou na arte, descobrindo os diversos ramos do ilusionismo: close-up, manipulação, grandes ilusões, mentalismo e até hipnose de palco. A trajetória de Andrély se entrelaça com a de Flávia Molina, também ilusionista, que conheceu ainda no Brasil. “A magia nos une muito. Às vezes queremos brigar, mas vemos um truque e esquecemos a discussão”, conta Flávia filha do dono do Circo Molina. O casal compartilha não apenas a vida, mas o palco, criando números que combinam técnicas clássicas e inovações modernas, muitas vezes com elementos digitais, luzes e interação com o público. Entre shows, viagens e preparação para festivais internacionais, encontram tempo para a família e para o constante desenvolvimento da arte. “A magia é quase um vício para nós, mas é o que nos realiza, nos desafia e nos conecta com o público”, afirma Andrély. “É uma arte que te pica, como a música ou a pintura. Você se apaixona e nunca mais larga.” Portugal: um novo começo Chegar a Portugal, há mais de 20 anos, significou um novo começo. “Quando viemos, minha filha tinha apenas dois anos. Trabalhei alguns meses em uma loja de mágica até começar a receber convites para shows”, lembra Andrély. A adaptação ao mercado português foi rápida: os portugueses, acostumados a programas de televisão com mágica e hoje à presença digital de mágicos na internet, demonstram grande interesse e entusiasmo. “Os espetáculos de magia esgotam com facilidade, seja com shows de comédia, grandes ilusões ou close-up. Há público para todas as categorias”, explica Andrély. O público brasileiro, porém, apresenta diferenças sutis. Em cidades brasileiras, há grande demanda por shows teatrais ou festas infantis, enquanto o público português aprecia o entretenimento corporativo, festas privadas e espetáculos familiares. “No Brasil, o close-up é mais difícil de fazer porque o público quer descobrir o segredo, compete com o ilusionista tentando descobrir a magia. Em Portugal, as pessoas se encantam, aproveitam o momento, prestam atenção, sem se preocupar em decifrar os truques”, comenta Andrély. O encantamento que proporcionam ao público é, para ele e Flávia, a maior recompensa: “O sorriso das crianças, os aplausos dos adultos, isso faz a gente querer evoluir cada vez mais”, completa Flávia. Festivais internacionais Em fevereiro, o casal estará em Blackpool, na Inglaterra, para participar do maior congresso de mágica do mundo, onde 4 mil mágicos se reúnem para workshops, conferências e apresentações. “É essencial se reciclar, conhecer novas técnicas e produtos, e aprender com outros profissionais”, diz Andrély. A carreira também é marcada pela versatilidade: da grande ilusão em teatros a números de comédia interativos, ele adapta seus shows ao público. O ilusionista leva a magia a lugares inusitados, como centros de Alzheimer, onde a plateia, mesmo com dificuldades cognitivas, conecta-se profundamente com o espetáculo. O retorno da plateia transforma cada apresentação em um momento único para ambos, salienta ele. Quando questionado sobre a essência de sua arte, Andrély resume: “O que encanta é ver o impossível acontecer ao vivo, como efeitos especiais de um filme, mas diante dos seus olhos. As pessoas sabem que é truque, mas o impossível parece real”. Dicas para os novos ilusionistas As tecnologias podem representar uma oportunidade para a profissão, nota ele. “A magia vai continuar sendo necessária, especialmente em tempos de tecnologia e inteligência artificial. As pessoas querem ver a experiência ao vivo, sentir o encantamento”, aposta. “É uma profissão com futuro, mesmo em um mundo cada vez mais digital. Começar em pequenos eventos e crescer paralelamente aos estudos garante segurança e experiência.” Após mais de três décadas de carreira, Andrély segue inspirado por grandes mestres da ilusão, como Lance Burton e David Copperfield, e deixa a dica para a nova geração de mágicos: “Aprendam os clássicos, desenvolvam seu estilo, assistam shows ao vivo e nunca deixem de estudar. Há espaço e mercado para quem se dedica de verdade”. Andrély sabe o valor de começar desde cedo e garante que assistir apresentações ao vivo faz toda a diferença. “A experiência de ver a mágica acontecer diante dos olhos é totalmente diferente de assistir a vídeos ou na internet. O sentimento é único e o aprendizado é mais profundo.” Em Portugal, Andrély e Flávia Molina transformaram o sonho infantil de um menino do Rio de Janeiro em profissão e paixão, levando a magia para plateias pela Europa e provando que o impossível pode, sim, se tornar realidade.
Pela primeira vez, um candidato presidencial apoiado pelo PSD não conseguiu estar no pódio da eleição, obtendo um resultado muito aquém das expectativas. Em contraste, um candidato da Iniciativa Liberal, um partido de menor dimensão, superou o candidato apoiado pelo governo da AD, enquanto o Chega, um partido fundado em 2019, conseguiu ficar em segundo lugar e, assim, disputar a segunda volta. O PSD tem condições para continuar o seu governo e acabar o mandato, mas ao mesmo tempo, tem ao seu lado uma possível maioria parlamentar muito maior. Deve continuar como está ou fazer uma reflexão? Hugo Soares, secretário-geral e líder parlamentar do PSD, Jaime Nogueira Pinto, politólogo e historiador, Bernardo Blanco, da Iniciativa Liberal e Miguel Morgado, comentador da SIC, foram os convidados deste programa moderado por Ricardo Costa e Bernardo Ferrão, emitido na SIC Notícias a 31 de janeiro.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Quatro integrantes da mesma família e seus pets são encontrados mortos em Perth; Em meio à crise na oposição, Sussan Ley nomeia interinos no governo-sombra para as vagas deixadas pelos Nacionais; Bilionário dono de pubs compra da Nine cinco rádios conservadoras das capitais australianas; Em Portugal, situação de calamidade com a passagem da Depressão Kristin. Paraíba vai receber o primeiro centro com o primeiro computador quântico do Brasil.
O programa em português que foi ao ar ao vivo pela SBS 2 em toda a Austrália. As notícias do dia. Budjerah. o artista indígena australiano que caiu no samba em Gold Coast. Em Portugal, António José Seguro é franco favorito para ser eleito presidente. Brasil bate recorde de turistas em 2025.
Dar Voz a esQrever: Pluralidade, Diversidade e Inclusão LGBTI
O DUCENTÉSIMO QUINQUAGÉSIMO QUINTO EPISÓDIO do Podcast Dar Voz a esQrever
O fluxo migratório de brasileiros em Portugal está passando por mudanças significativas. Dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM) indicam que em 2025 foram 231 pedidos de retorno ao país entre janeiro e outubro, bem acima dos 149 pedidos de todo o ano anterior. Este aumento, segundo a OIM, reforça o papel do maior consulado brasileiro da Europa em meio a relatos de vulnerabilidade, violência e discriminação em Portugal. Lizzie Nassar, correspondente da RFI em Lisboa Os dados dos dois últimos meses do ano ainda estão sendo consolidados. Mas o aumento já identificado revela uma combinação de fatores econômicos, sociais e emocionais que têm levado parte da comunidade brasileira a reavaliar a permanência no exterior. No centro desse cenário está Portugal, que abriga hoje cerca de 800 mil brasileiros, a maior comunidade brasileira fora do país. Somente em Lisboa vivem aproximadamente 400 mil brasileiros, número que transformou o Consulado-Geral do Brasil na capital portuguesa na maior unidade consular da Europa em volume de atendimentos. Segundo o cônsul-geral Alessandro Candeas, o consulado de Lisboa “abriga hoje a maior comunidade brasileira fora do continente americano. São mais de meio milhão de pessoas vivendo, trabalhando e construindo novas histórias em Portugal”, afirma. Ao longo de 2025, o consulado analisou 85.677 requerimentos de serviços por meio do sistema e-consular. Desse total, 15.826 foram pedidos de passaporte e autorizações de retorno ao Brasil — um dado que dialoga diretamente com o aumento apontado pela OIM. Outros 13.642 atendimentos envolveram atos notariais, como registros de nascimento, procurações e reconhecimentos de assinatura. O setor de Assistência a Brasileiros realizou 2.745 atendimentos, incluindo orientação jurídica e psicológica, além de milhares de respostas a e-mails e consultas presenciais. A “caixa de ressonância” da comunidade brasileira De acordo com Alessandro Candeas, o consulado funciona como uma espécie de termômetro social da comunidade brasileira em Portugal: “Identificamos, muito claramente, que cresceu o número de brasileiros que buscam o consulado e dizem que querem voltar ao Brasil”. Ele destaca que o papel do brasileiro em Portugal é frequentemente retratado de forma negativa no debate público, o que não condiz com a realidade econômica e social. “O papel do imigrante brasileiro em Portugal é muito estereotipado e muito injusto. O brasileiro é um imigrante produtivo”, ressalta. Segundo o cônsul-geral, os brasileiros exercem funções essenciais no mercado de trabalho português, pagam impostos e contribuem de forma significativa para a previdência social do país. “A mão de obra necessária para o mercado português não compete com nenhum emprego ocupado por cidadão português. Muitos brasileiros ocupam posições que estão vazias porque a mão de obra portuguesa está em outros países”, explica Candeas. Vulnerabilidade, violência e saúde mental Outro dado que chama a atenção nos registros consulares é o crescimento dos atendimentos psicológicos, especialmente relacionados a vulnerabilidade social e violência. Casos de sofrimento emocional, conflitos familiares e violência de gênero têm sido cada vez mais relatados por brasileiros que procuram ajuda institucional. Para Candeas, esse aumento reflete não apenas dificuldades individuais, mas também o impacto do isolamento, da pressão econômica e das experiências de discriminação vividas por parte da comunidade. Leia tambémAumento da demanda por apoio psicológico entre migrantes gera novas frentes em saúde mental Racismo, xenofobia e bullying contra brasileiros Os temas da xenofobia e do racismo entraram oficialmente na agenda diplomática entre Brasil e Portugal. Segundo o cônsul-geral, trata-se de uma estratégia ampla, que envolve diferentes frentes do poder público e da sociedade civil. “É preciso trabalhar em políticas públicas comparadas, legislação, judiciário e sociedade civil. Não adianta você ter uma legislação robusta se o judiciário não faz sua parte”, afirma. Entre as iniciativas previstas está o programa “Amigos do Brasil”, voltado para escolas portuguesas, com foco em crianças e adolescentes — especialmente filhos de brasileiros que enfrentam episódios de bullying. Leia tambémFamília de menino brasileiro mutilado em escola de Portugal inicia acompanhamento psicológico “Há criancinhas que chegam chorando em casa. ‘Você não fala português'. Como assim? Eu falo português”, relata o embaixador. O programa prevê concursos de redação, vídeos e músicas, além de parcerias público-privadas que podem resultar em intercâmbios e viagens ao Brasil. “A ideia é transformar o problema em algo positivo”, resume Candeas. Entre o aumento do retorno ao Brasil, a sobrecarga dos serviços consulares e a criação de políticas de enfrentamento à discriminação, Lisboa se consolida como um dos principais centros da experiência migratória brasileira no mundo. Um retrato complexo, marcado por trabalho, integração, desafios sociais — e pela busca por reconhecimento e pertencimento.
Polícia de NSW emite mandado de prisão por homem foragido suspeito pelo assassinato de três pessoas em Lake Cargelligo; Nacionais deixam Coalizão com Liberais pela segunda vez desde as eleições; Adelaide, Melbourne e Canberra podem enfrentar 40 graus por vários dias a partir deste fim de semana. Em Portugal, Marques Mendes (PSD) apoia Seguro (PS) na segunda volta contra Ventura (Chega). "O Agente Secreto" recebe quatro indicações ao Oscar 2026.
Os crimes de ódio têm estado a aumentar em Portugal e a Justiça tem actuado com mais severidade, optando muitas vezes pela prisão preventiva como medida de coação. Na Operação Irmandade, a Polícia Judiciária deteve 37 pessoas e outras 15 foram constituídas arguidas. Neste episódio, conversamos com o jornalista do Expresso Hugo Franco.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A 24 de Agosto de 1911 ocorreu a primeira eleição presidencial portuguesa, com a vitória de Manuel de Arriaga. Como foi essa eleição e quais são as diferenças e semelhanças com o nosso presente?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Passando a Limpo: No Passando a Limpo desta segunda-feira (19), apresentado pela comunicador Igor Maciel, entre os principais assuntos abordados, a morte do ex-ministro Raul Jungmann, aos 73 anos e as eleições em Portugal. A bancada contou com a presença de Romoaldo de Souza, Fernando Castilho e Edgard Leonardo.
Já ouviu falar de ervilhas com açúcar? E de eirós de molho pardo? Saiba o que se comia em Portugal há precisamente 100 anos.
Luís Schmidt é socióloga e investigadora coordenadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa). Faz parte da equipa que introduziu a Sociologia do Ambiente em Portugal, tanto na investigação, como no ensino, como na articulação entre academia e sociedade. Neste sentido, integrou o grupo de investigadores que criou e montou o OBSERVA (Observatório de Ambiente, Território e Sociedade), que atualmente coordena, e onde desenvolve vários projetos de investigação que articulam ciências sociais e ambiente. Desde logo, referiram-se os primeiros grandes inquéritos sobre valores e práticas ambientais e também as análises mediáticas longitudinais sobre as questões de Ambiente e Natureza.
Queimadas em Victória fazem a primeira vítima humana fatal, e norte do estado deve enfrentar incêndios pelas próximas semanas. NSW dá poderes aos conselhos locais para fechar locais de cultos que promovam o ódio. Em Portugal, Seguro, Cotrim, Ventura e Gouveia estão em empate técnico nas sondagens para presidente. Brasil recicla 90% dos pneus, divulga Ibama.
112 é o número em Portugal para a emergência médica: a voz que atende dá as primeiras orientações a quem está doente. Esta é também a linha para ativar uma ambulância que leve um doente ou ferido para o hospital. Na semana que passou, três casos de doentes urgentes ficaram sem socorro.
O caso Eliza Samudio voltou ao noticiário com um novo elemento: o passaporte dela encontrado em Portugal, com registro de entrada no país, mas sem registro de saída. Em paralelo, fontes do Itamaraty indicam que Eliza retornou ao Brasil em 2007 usando uma Autorização de Retorno ao Brasil (ARB), um mecanismo consular para quem perde o documento. Neste vídeo, você entende o que esse passaporte realmente significa para o caso, quais teorias voltaram a circular e o que permanece sendo a versão oficial da Justiça sobre o desaparecimento e a morte de Eliza, que envolveu o goleiro Bruno Fernandes e seus comparsas.
Em Portugal, o ano de 2026 começa com, entre os acontecimentos institucionais, a eleição de um novo Presidente da República, eleição com primeiro turno a 18 de janeiro e decisão final com o segundo turno a 8 de fevereiro. Conclui-se assim, após dois mandatos em 10 anos, a presidência de Marcelo Rebelo de Sousa, um presidente cuja principal marca terá sido a proximidade às pessoas e atenção aos mais carentes.
Está previsto calor extremo até ao fim da semana no estado de Vitória, na Tasmânia, na Austrália do Sul, no Território da Capital Australiana e em Nova Gales do Sul. Aumenta o número de vítimas mortais resultante da operação militar dos Estados Unidos durante a qual o Presidente da Venezuela Nicolás Maduro e sua esposa foram detidos. Anthony Albanese anuncia plano de apoio financeiro para suportar as comunidades do noroeste de Queensland, afetadas por cheias intensas. Em Portugal, o Futebol Clube do Porto estabelece um recorde histórico na Liga Portuguesa e prepara-se agora para os quartos de final da Taça de Portugal. Estas e outras notícias em destaque no noticiário de hoje.
[O Observador está a republicar os três episódios mais ouvidos do ano em cada podcast. Este é de 29 de abril de 2025.] A energia foi abaixo em todo o país e provocou o caos nos transportes, no trânsito e nos supermercados. O que aconteceu e porque foi tão lenta a recuperação? A jornalista Ana Suspiro é a convidada.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Susana Peralta responde esta semana aos ouvintes que escrevem para foradobaralho@observador.pt, por whatsapp para o 91 002 41 85 ou que comentam no youtube e nas redes sociais.See omnystudio.com/listener for privacy information.