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Portugal poderá não ter eletricidade suficiente para responder à procura em determinados momentos da próxima década. O alerta consta de um relatório da Direção-Geral de Energia e Geologia, que aponta riscos para a segurança de abastecimento e recomenda medidas para reforçar a capacidade do sistema elétrico. Mas até que ponto devemos preocupar-nos com este cenário? A análise deste tema foi feita pelo editor de Economia do Expresso, Miguel PradoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
JN: IPO Porto ainda aguarda remoção do material cancerígeno, apesar da qualidade do ar não apresentar qualquer contaminação. DN: concurso nacional de professores colocou apenas 213 novos docentes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Os salários dos trabalhadores por conta de outrem têm avançado a um ritmo forte nos últimos anos. Mas é importante avaliar se esse dinamismo é abrangente. Uma análise do Boletim Económico de junho sublinha a importância da subida do salário mínimo nessa evolução e o seu impacto na desigualdade e na estrutura salarial do País. Neste episódio, os economistas Sónia Félix e Fernando Martins explicam as dinâmicas por trás do crescimento dos salários.
Recebemos a Drª Joan Amato, uma médica validada em Portugal e fundadora da Aprovação Portugal, referência no suporte a médicos que desejam validar seus diplomas e construir carreira no país europeu. Durante a conversa, falamos sobre os desafios e oportunidades para profissionais da saúde que sonham em exercer a medicina em Portugal. Se você é médico, estudante de medicina ou está planejando uma carreira internacional, este episódio traz informações valiosas, dicas práticas e uma visão realista sobre o que é necessário para alcançar esse objetivo. Siga o perfil no Instagram e conheça o canal no YouTube da Aprovação Portugal.Esperamos que você goste!Aliás, se você curte o nosso trabalho, seja MEMBRO do nosso canal do YouTube. Clique aqui e entre na nossa comunidade exclusiva que conta com um episódio extra por semana do nosso podcast, um grupo exclusivo no WhatsApp e ainda ganha o e-book do Claudinho "Morar fora: sentimentos de quem decidiu partir". Participe!Você pode comprar o e-book através deste link!Apresentação: Cláudio Abdo e Amanda CorrêaNos siga no: Instagram | YouTube | vagaspelomundo.com.br Este episódio tem o patrocínio de:TFA IMMIGRATION: Se você quer mudar de país, planeje! Conte com a expertise de profissionais especializados em imigração. A TFA está presente também em Portugal sendo um apoio para quem deseja morar, trabalhar, investir ou estudar na Europa. Acesse o site da TFA e siga no Instagram (@tfaeurope) e converse com eles.TRIPLE TEN: O melhor caminho para sua carreira internacional!Agende uma consultoria de carreira gratuita com os especialistas da TripleTen e descubra os próximos passos para sua transição ou crescimento na área de tecnologia.E quando decidir começar a estudar, use o cupom VPM para garantir até 30% de desconto em qualquer programa somente até o final do mês de junho de 2026.Agende aqui
Liberais seguem em primeiro lugar na pesquisa, seguidos pelo One Nation e pelos trabalhistas nas eleições de Victoria em novembro. Aeroporto de Western Sydney será inaugurado em 25 de outubro, e já há passagens à venda. Novo medicamento contra o ebola apresenta bons resultados, e paciente recebe alta após tratamento. No Brasil, operação do Ministério Público prende um estagiário da própria entidade e policiais civis acusados de serem infiltrados do PCC. Em Portugal, com ida de José Mourinho ao Real Madrid, Marco Silva é o novo treinador do Benfica.
Foi apresentado em finais de Maio em Paris, o terceiro e último volume do livro "Memórias em tempo de amnésia" de Álvaro Vasconcelos, especialista de relações internacionais e voz bem conhecida das nossas antenas. Nesta obra em três partes, o autor relata as épocas que atravessou, o salazarismo, o colonialismo português em África, nomeadamente em Moçambique onde viveu, os anos de militância política na África do Sul, em França e em seguida em Portugal, onde regressou na altura do 25 de Abril. No terceiro volume das suas memórias intitulado "O futuro para além do apocalipse", Álvaro Vasconcelos recorda a conquista da independência das ex-colónias, assim como os primórdios da democratização de Portugal e a sua adesão à União Europeia. O antigo director do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia e fundador em Portugal do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais também evoca a viragem autoritária a que se assiste actualmente em várias partes do mundo, a que ele chama de «brutalismo» e que tem a ver com a corrente 'tecno-totalitarista', encabeçada nomeadamente por alguns magnatas da Silicon Valley. Álvaro Vasconcelos fala também da urgência ambiental, da urgência de não nos esquecermos que somos humanos, numa época em que tendemos a colocar tudo nas mãos da Inteligência Artificial. No fundo, ele fala da urgência de pensarmos. Neste livro denso que é uma chamada de atenção, ele começa cada capítulo com uma espécie de guião de filme e fala com um gosto não dissimulado de todas as fitas que o fizeram reflectir de outra forma sobre o mundo, porque este texto, ainda mais do que os anteriores, é uma declaração de amor à sétima arte. E evidentemente não podíamos deixar de falar -antes de mais- da importância que o cinema tem para Álvaro Vasconcelos. "O cinema é algo que me formou porque eu vivia na África colonial, na Beira, em Moçambique. E como era lá no fundo do Império, a ditadura era certamente muito mais suave para os brancos, para os negros era mais brutal do que em Portugal era para os portugueses. E os brancos da cidade da Beira, onde eu vivia, tinham acesso ao Cineclube da Beira, às grandes obras do cinema mundial, por exemplo, nós vimos o ‘Couraçado Potemkin', que em Portugal era absolutamente proibido. (…) E como o cinema, começamos a vê-lo mesmo muito, desde muitos miúdos, não só nos cineclubes, os cinemas eram a maravilha da época, era aquilo que nos educava, nos abria novos horizontes, que nos fazia rir com Charlot, com os irmãos Marx, que nos ensinava os problemas graves do mundo, como ‘Hiroshima mon amour', o neo-realismo italiano, ‘Os ladrões de bicicletas', etc. Evidentemente que o cinema teve para a minha geração e em particular para aquela que viveu no Império, mas não só, também também em Portugal, um impacto enorme, portanto, foi formativo. E ao escrever o último livro da minha trilogia, senti a necessidade de fazer um livro que fosse mais de reflexão que apenas descritivo da minha vida e de reflexão. Não sou filósofo, portanto, não podia ser uma reflexão filosófica. Mas era uma reflexão à volta das ideias que são veiculadas pelo cinema, que foram veiculadas pela grande literatura que eu li desde miúdo, que sempre me apaixonou e continuo a ler e que me ensinou imenso sobre o mundo. Eu descobri muitas coisas no cinema e na literatura que não era capaz de descobrir com o mesmo grau de profundidade dos ensaios", explica o autor. Nas suas memórias, Álvaro Vasconcelos fala da época colonial e também de uma descolonização das mentes que ainda não foi totalmente feita. "Em África, descobri a violência colonial e que a palmatória é um símbolo absoluto dessa violência. Palmatória com que iam castigar os empregados negros por coisas, não importa o quê. Mas mesmo que fossem coisas graves, era a mesma palmatória que era usada contra os escravos, como eu vi no Museu Afro-Brasileiro, em São Paulo. Infelizmente não temos em Portugal, nenhum museu sobre a escravatura. Temos um pequeno museu em Lagos, mas não temos um grande museu, como têm os brasileiros. E essa palmatória era usada também pelo professor primário para nos manter. Identifico a violência brutal de que era vítima pelo professor primário, que tinha um poder absoluto sobre mim, com a violência, de que eram vítimas os negros, que não tinham direitos nenhuns, nem direito à vida. E para que isso pudesse ter acontecido, foi preciso criar uma narrativa de que eles não eram gente civilizada. E essa narrativa perdurou no pós 25 de Abril, porque nunca se fez um trabalho verdadeiro de descolonização das mentalidades. E hoje, quando os imigrantes são tratados como são tratados com desumanidade, é porque não são considerados humanos iguais a nós. E como não são considerados humanos iguais a nós, podem ser vítimas da arbitrariedade. Não têm os direitos iguais. Isso é uma questão fundamental", considera o estudioso. "Quando se deu o 25 de Abril, podia-se ter feito uma coisa extraordinária e teria ficado para a história. Era considerar que toda a gente que reside em Portugal tem os mesmos direitos. Há um país no mundo em que isso, pelo menos já acontece, que é na Nova Zelândia. E, portanto, se os imigrantes tivessem o direito do voto, seriam tratados de forma completamente diferente ", diz ao referir que, em vez disso, "são vítimas da desigualdade mais absurda da escravatura às vezes da violência da morte no Mediterrâneo. Em vez de irem socorrer, acham que é uma forma dissuasiva que eles morram no Mediterrâneo. Isso, evidentemente, é feito posto em prática por políticos democráticos, mas evidentemente que estão a abrir o caminho à extrema-direita que fará disso uma doutrina de poder." No capítulo que reserva a estes aspectos, o autor escreve que “o silêncio sobre a verdadeira natureza do colonialismo é um dos grandes fracassos da democracia portuguesa” e que “a Europa assumir que o colonialismo foi um crime contra a humanidade tornaria o seu discurso sobre a democracia muito mais legítimo.” "O 25 de Abril foi uma revolução extraordinária. Libertou os portugueses da ditadura e criou um sistema de liberdades públicas, de Estado de Direito. Isso deve ser sublinhado e eu sublinho no livro, porque é único no século XX, uma revolução que não foi só uma libertação, mas trouxe a liberdade. Podemos pensar, por exemplo, que a Revolução de Outubro libertou os russos do Czarismo, que era um regime terrível. Mas não construiu um regime de liberdade. Isso aconteceu em Portugal. Simplesmente, Portugal era ao mesmo tempo uma ditadura e um império. E quando se construiu a democracia, fez-se um trabalho mais ou menos profundo sobre o que era a ditadura, o que é que era o fascismo. Existem vários museus, o Museu do Aljube, um museu em Peniche, existe um trabalho de memória. Existem nos livros de História. Conta-se o 25 de Abril, todo esse passado ditatorial. As pessoas sabem que houve a tortura, que havia a PIDE, que as pessoas não tinham direito à palavra. Tudo isso faz parte da memória colectiva dos portugueses", constata Álvaro Vasconcelos. "O que não se fez nenhum trabalho. O que é que era o colonialismo? Não se explicou o que é que era a tortura em África, o que era o trabalho forçado. Qual era a origem que isso tinha na escravatura? Manteve-se um mito do lusotropicalismo, ou seja, que Portugal tinha contribuído para criar um mundo diferente, um mundo não racista, um mundo multiétnico. Até se dizia isso : ‘Deus criou os homens e os portugueses criaram as mulatas' escondendo que as mulatas nasciam muitas vezes de actos de violação absoluta, porque as mulheres negras não tinham direitos e, portanto, o senhor tinha um direito de pernada sobre a mulher negra. Isso acontecia frequentemente. Eu, aliás, entrevistei para um dos meus livros uma senhora africana que conta exactamente a história de uma mulher que, depois do 25 de Abril, andava à procura do homem branco, que tinha sido o pai dos seus filhos e que o homem branco tinha desaparecido. Tinha regressado a Portugal e que nunca mais soube dele. E as crianças queriam conhecer o pai. Mas isto é um caso de uma pessoa que se movimentou. A maior parte das vezes ficaram e são vítimas de toda a discriminação. Isso é o aspecto em que o 25 de Abril não fez esse trabalho", diz o politólogo. "Quando em Portugal surge um movimento de sociedade civil poderoso, hoje formado por intelectuais afro-descendentes que defendem o direito à igualdade, que tem voz no espaço público, quando nos lembramos, por exemplo, da Joacine Katar Moreira que foi deputada na Assembleia da República, a campanha racista contra ela. No Parlamento, a extrema-direita dizia ‘Volta para o teu país'. Estou a falar numa deputada, membro do Parlamento. Mas depois as intelectuais todas que são superactivas na sociedade portuguesa, que é aquilo que há hoje de mais vibrante na sociedade portuguesa, mais criativo. Publicam, fazem filmes como a Pocas Pascoal e outros. Ainda recentemente a Kitty Furtado organizou na Gulbenkian um ciclo sobre o cinema africano produzido em Portugal, com numerosos filmes, numerosos realizadores. Portanto, na Bienal de Veneza, há dois anos, a representação de Portugal foram artistas negros. Portanto, temos um movimento extraordinário. Esse movimento choca com esta mentalidade dominante. E então são acusados de serem ‘wokistas'. ‘Wokistas, quer dizer que são pessoas com consciência", sublinha o universitário. Relativamente às lições que se podem tirar do pós 25 de Abril, Álvaro Vasconcelos faz um balanço agridoce : apesar de considerar que “os seus objectivos essenciais foram atingidos: liberdade, fim do colonialismo e um estado inspirado nos modelos sociais europeus”, ele constara que “o que triunfou não foram os mecanismos que permitiriam compatibilizar a democracia liberal com o desejo de participação dos cidadãos (...) com o tempo, os partidos tornaram-se organizações fechadas (...) foram-se impondo como actores únicos do sistema politico”. "Portugal fez uma revolução que permitiu a existência de partidos políticos que não existiam antes. Mas a revolução, no momento em que ela aconteceu, despertou uma vontade de participação enorme na sociedade portuguesa. Todos os portugueses queriam participar na vida política pública. Eu próprio participei na criação de um jornal que era a voz do trabalhador e aquilo vendia-se como pãezinhos quentes. Quer dizer, toda a gente cria jornais. Toda a gente queria ler. Toda a gente fazia um pequeno comício. Enchiam-se de pessoas. Criaram-se cooperativas, associações de bairro, associações, moradores, associações agrícolas, movimentos cooperativos por todo o lado. Ao mesmo tempo, os partidos políticos foram-se consolidando como forças dominantes da sociedade portuguesa. E esses movimentos participativos foram vistos pelos partidos que acabaram por triunfar como movimentos que eram contrários à consolidação da democracia representativa liberal, como havia no resto da Europa. E foram desaparecendo. E o sistema político português ficou concentrado nos partidos políticos. Esses anos todos passaram e as pessoas hoje, como têm acesso às redes sociais, já têm outra forma de expressão, sem passar pelos partidos políticos. Exprimem-se nas redes sociais. Muitas vezes, o que dizem alguns? Nós não gostamos nada. Mas outras coisas dizem coisas correctas. Estes movimentos que eu referi, ecológicos, anti-racistas, de solidariedade social, também usam as redes sociais. Mas há muita gente que usa as redes sociais e que diz coisas horríveis. Mas não interessa, diz. Acha que tem direito à palavra. E acha que os partidos não dão direito à palavra. Então vão atrás de um demagogo que diz ‘Eu dou vos a palavra. Eles não vos dão a palavra'. Os partidos políticos são organizações fechadas. Em Portugal nunca se fez a regionalização, porque os partidos acharam que aquilo era fugir ao controlo central dos partidos de Lisboa. Era abrir o controlo da sociedade a nível regional. E tudo isso foi enfraquecendo a democracia portuguesa", comenta. “Foi nas redes sociais, espaço sem regras, que descobri que estávamos perante um brutalismo neofascista. O significado das palavras e a verdade deixaram de ser facilmente reconhecíveis. O algoritmo privilegia a violência verbal, exponencia o número de visões e partilhas. Acreditei – e escrevi –, depois das revoluções árabes de 2011, que as redes sociais tinham potencial de empoderamento dos cidadãos e poderiam ser um factor de emancipação democrática, mas hoje sou obrigado a constatar que não tive em conta a capacidade de manipulação, seja pelos algoritmos ou ainda mais pela IA, dos Estados e grupos que controlam as empresas da indústria do mundo virtual", escreve Álvaro Vasconcelos no capítulo que dedica ao regresso do que chama de 'brutalismo'. "A nível europeu, nós não podemos separar de um fenómeno mundial, que é aquilo que atravessa bastante o meu livro, que é a ideia do colapso do pensamento. E esse colapso do pensamento. O que significa que quando os homens deixam de pensar, diz Hannah Arendt, são capazes dos piores crimes. E esses homens são capazes dos piores crimes. E o homem banal, o homem comum que pode seguir um líder que vai destruir as suas liberdades e a liberdade dos outros. E isso pode se chamar ‘tecno-totalitarismo'. Porquê tecno-totalitarismo? Porque grande parte da economia mundial hoje está a ser dominada pelas grandes empresas tecnológicas. Estamos numa nova revolução tecnológica. E as grandes empresas tecnológicas que dominam a inteligência artificial, que dominam as redes sociais, como o Musk, é o exemplo mais claro, defendem aquilo que eu chamei de ‘tecno-totalitarismo'», explica o autor das "Memórias em tempo de amnésia". "Há uma politóloga francesa, Asma Mhalla que diz que ‘este século não vos proíbe de pensar. Ele ocupa-vos até que já não se saiba como fazer. Isto vem, como eu digo aqui no livro, do desenvolvimento da Inteligência artificial. O desenvolvimento da inteligência artificial cria um mundo onde os humanos deixam de pensar. A banalidade do mal passa a ser a norma. Isso acontece em muitos actos quotidianos. Quando recorremos à inteligência artificial para tomarmos decisões. Quando manipulados por algoritmos, ficamos de tal forma hipnotizados que somos levados a acreditar nos líderes populistas como Trump, como Bardella em França como em Portugal, o André Ventura, como Bolsonaro no Brasil", diz Álvaro Vasconcelos. "Há um aspecto deste ‘tecno-totalitarismo' que também nos deve inquietar, que é menos presente em França, mas está presente em muitos países, que é a relação dele com uma determinada corrente religiosa. Ele é religioso na sua essência, porque ao mesmo tempo, fala de Apocalipse, destruição do mundo pelo aquecimento global, pela guerra nuclear e está a propor uma solução tecnológica para estes problemas. Ora, isto é típico da crença religiosa. A ideia do Apocalipse, se pensarmos no apoio dos evangélicos americanos a Trump e em cenas em que Trump se reúne com os evangélicos e os evangélicos rezam na Casa Branca a volta do Trump ou quando o Bolsonaro tomou posse rodeado pelos evangélicos, a primeira coisa que fizeram, foi um ato religioso. (…) Vemos que o ‘tecno-totalitarismo' muitas vezes é também uma ‘tecno-teocracia'. E, portanto, esse problema, que é um problema mundial, que é da criação do mundo em que os homens deixam de pensar, a inteligência artificial substitui o pensamento humano. É um mundo em que o brutalismo, que é o tema do meu livro, se torna possível. É possível que o Trump decida destruir o Irão, que o Netanyahu faça o genocídio de Gaza e agora esteja a fazer no Líbano o que fez em Gaza, no sul do Líbano. É exactamente a mesma coisa. Vai destruir o sul do Líbano completamente", diz o especialista em relações internacionais. No capítulo em que aborda o que chama de dever de hospitalidade, Álvaro Vasconcelos considera que é neste aspecto que a Europa pode fazer a diferença "para superar o brutalismo contemporâneo, porque, por um lado, é uma das regiões do mundo onde as democracias ainda resistem ao assalto da extrema‑direita neofascista, e por outro porque a hospitalidade é a essência da sua sobrevivência". "Estamos a falar da União Europeia, a que se podem juntar alguns Estados, como a Noruega, como hoje o Brasil do Lula. Têm a mesma ambição de escapar ao brutalismo de Putin, Trump, Netanyahu, ao ‘tecno-totalitarismo' que domina a China. Verdadeiramente o único sítio do mundo em que ainda há um grupo de Estados que pode e quer resistir é na União Europeia, mas que tem estes aliados muito importantes que tem que procurar no Canadá, já procura no Brasil. Por isso, o acordo com o Mercosul é tão importante, apesar de a Argentina do Milei estar completamente na mesma linha de brutalismo. Mas o Brasil é um país importantíssimo. Na Ásia, o Japão, a Coreia do Sul. (…) Portanto, a Europa é a nossa esperança. Mas para que essa esperança não passe de uma utopia não realizada, para ser uma utopia realizada, é preciso que a Europa integre toda a sua vitalidade num projecto comum, (…) é preciso uma mudança radical de política. Ou seja, é preciso uma política que seja alternativa à política da extrema-direita. Claramente. E o que é que se deve fazer? Os imigrantes que são grande parte da população europeia ou originários na imigração devem ser cidadãos plenos, activos, integrados nas nossas sociedades, dando-lhes o voto. Aqueles que ainda não têm, damos-lhe a palavra, ouvindo-os e tornando as nossas democracias muito mais participativas", preconiza o autor. No seu livro, Álvaro Vasconcelos estabelece um elo directo entre o ‘tecno-totalitarismo', a negação dos direitos de boa parte da humanidade e a destruição do meio ambiente. "Um dos temas que eu acho que é muito importante é a questão do ambiente. Eu, aliás, começo o meu livro com uma citação do Camus que diz ‘A minha geração quis mudar o mundo. Não o mudou, mas pelo menos lutou para preservar o que de melhor tinha sido conquistado'. (…) O aquecimento global está a ser um problema gravíssimo que pode pôr em causa a vida na terra. E aí é lembrarmo-nos de Edgar Morin, um grande pensador. Eu cito Edgar Morin dez ou 15 vezes no meu livro. Ele diz que nós não estamos só perante um mundo que destrói a vida humana. Estamos num mundo em que a globalização foi extremamente destrutiva do ponto de vista económico e social. Criou também a consciência de um destino comum da humanidade a consciência de que estamos todos no mesmo barco. Ou seja, no barco da vida. Nós sabemos que a vida não é eterna. Mas enquanto estamos no barco da vida, não vamos cair no niilismo. Nem vamos cair na melancolia de esquerda. Isto é uma conclusão que alguém tirou do meu livro que eu sou contra a melancolia de esquerda. A melancolia de esquerda é nós pensarmos em tudo aquilo por que a gente lutou está a desaparecer e já não podemos fazer nada. Vai tudo acabar. Vai acabar a democracia, a liberdade. Vai voltar o racismo como política de Estado. Vai desaparecer a ordem internacional. Vai desaparecer o multilateralismo", diz o universitário. "Estamos perante uma guerra cultural. É um tema central, porque a guerra cultural é algo que acompanha a civilização europeia desde o Iluminismo e desde a Revolução Francesa. Houve sempre uma corrente que se opôs às conquistas de liberdade, igualdade, fraternidade da Revolução Francesa. Considerou sempre que a compaixão pelo outro não fazia nenhum sentido, que o homem era um animal fundamentalmente egoísta e violento E que tinha que ser treinado desde criancinha para a competição. E por isso, a cooperação não é uma questão fundamental da aprendizagem. As pessoas não aprendem a cooperar, aprendem a competir. Já vimos no sistema escolar como é terrível a competição. A infância nas grandes escolas. O que é que é difícil chegar lá acima. Portanto, formam-se elites que foram treinadas para a competição e não foram treinadas para a cooperação. E se nós não cooperarmos neste barco da vida, se não percebermos que o clima não tem fronteiras, que o aquecimento é global, que os calores do Norte de África chegam à Europa, que as transformações da Amazónia transformam as correntes do Atlântico e nos atingem também como europeus. Então não perceberemos que estamos todos no mesmo mundo. Mundo, terra, pátria, como diz o Edgar Morin. E que neste mundo, terra pátria, nós somos todos cidadãos, mesmo quando não somos considerados cidadãos", conclui Álvaro Vasconcelos.
Este episódio da Comissão Política debate a primeira sondagem feita em Portugal, pelo ICS/ISCTE/GFK para o Expresso e para a SIC, sobre a polarização política na sociedade portuguesa: 16% dos inquiridos dizem que já evitaram falar de política para não terem chatices com pessoas próximas, mas mesmo este resultado faz com que, em Portugal, o fenómeno não seja tão preocupante como em Espanha: 14% dos espanhóis diziam já ter rompido relações com amigos ou familiares por discussões partidárias. Em Portugal, esses são apenas 3%. Também vamos analisar aqueles que tentam gerar ódio, mais do que polarização - a extrema-direita - e que fizeram uma cimeira europeia sobre remigração na Figueira da Foz. Os comentários são de Martim Silva, diretor-adjunto da SIC, Micael Pereira, grande repórter do Expresso e David Dinis, diretor-adjunto, com a moderação de Vítor Matos. A sonoplastia é da responsabilidade de Tomás Delfim e a ilustração é da autoria de Carlos Paes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Jerry Seinfeld vai estrear-se em Portugal. O humorista americano é o cabeça de cartaz da primeira edição do Commedia À La Carte Fest, que acontece de 29 de outubro a 1 de novembro. A atuação de Seinfeld será na MEO Arena, e é um exclusivo na Europa. O festival vai ocupar salas por toda a cidade de Lisboa. Herman José, Inês Aires Pereira são alguns dos destaques nacionais. No Humor À Primeira Vista, Gustavo Carvalho recebe César Mourão, programador e um dos fundadores do festival. O humorista narra o longo processo até receberem o “Sim” de Seinfeld; revela novidades do cartaz, como a presença do artista plástico Vhils; e explica que o festival vai ocupar Lisboa a partir do Parque Mayer, com programação gratuita ainda por anunciar. Este é o último episódio do Humor À Primeira Vista antes de uma pausa para férias.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Israel atacou Beirute pela primeira vez desde que os Estados Unidos anunciaram um plano de cessar-fogo para o Líbano na semana passada. One Nation volta a aparecer como partido mais popular da Austrália em nova pesquisa. Na Copa do Mundo, Wesley é cortado da seleção brasleira, e Ederson é o substituto. Em Portugal, o técnico Martinez tem o elenco completo pela primeira com a chegada dos campeões pelo PSG.
Enquanto a Ucrânia surpreende com uma série de ataques devastadores a alvos russos de alto valor, incluindo a destruição de uma mega base de drones em Donetsk, Putin congela em plena conferência económica de São Petersburgo sem conseguir explicar a queda abrupta das receitas russas do petróleo e gás. Em Portugal, a eleição para o Conselho de Segurança da ONU é celebrada como um triunfo da diplomacia portuguesa, enquanto o Presidente da República apela ao regresso dos jovens emigrantes durante as comemorações do 10 de junho, no Luxemburgo. Nas relações ibéricas, a número dois do governo de Sánchez critica o pacote laboral português, enquanto o Presidente da Câmara de Badajoz defende uma aliança económica, à imagem do Benelux, entre Portugal e Espanha, com especial destaque para o eixo Badajoz-Sines. Na Arménia, decorrem eleições legislativas decisivas para o equilíbrio de forças no Cáucaso, com Moscovo a tentar desacreditar o processo eleitoral. Nuno Rogeiro entrevista ainda Peter Nilsson, diretor da divisão aeroespacial da Saab, sobre o futuro dos caças de combate e o impacto dos drones na guerra moderna. Ouça a análise no Leste/Oeste em podcast, emitido a 7 de junho na SIC Notícias. * A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da ImpresaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Ministro diz ser injusto excluir residentes permanentes do programa que permite depósito de 5% para hipoteca. Autoridades apreendem 100 mil baratas de um criador comercial em NSW que cultivava espécies ilegais no país. Trump diz que se sentiria 'honrado' em se encontrar com o líder do Irã pra negociar o fim do conflito. Em Portugal, a greve geral teve maior impacto nos serviços públicos. No Brasil, mãe de Henry Borel deixou a prisão após mudança de condenação de 'doloso' para 'culposo'.
As duas crianças francesas, de quatro e cinco anos, que tinham sido abandonadas pela mãe e pelo companheiro numa estrada secundária do Alentejo, entre a Praia da Comporta e Alcácer do Sal, já estão de volta a Colmar, cidade onde residiam.As duas crianças francesas encontradas abandonadas numa estrada do Alentejo já regressaram a França. Os irmãos, de quatro e cinco anos, viajaram para Colmar, cidade onde residiam, numa operação coordenada pelas autoridades portuguesas e francesas. As crianças estão agora sob proteção das autoridades francesas, que avaliam as condições para serem acolhidas por familiares. A mãe e o companheiro, suspeitos de as terem abandonado, permanecem em prisão preventiva em Portugal..
No programa de hoje, destaque para Isabel, único filme brasileiro na mostra oficial do Festival de Cinema de Sydney. Em Portugal, duas crianças francesas abandonadas numa estrada isolada voltaram à França e estão com familiares. A modelo brasileira Milena Cardoso partilha a sua trajetória entre Brasil, Portugal e Austrália.No programa de hoje, destaque para Isabel, único filme brasileiro na mostra oficial do Festival de Cinema de Sydney. Em Portugal, duas crianças francesas abandonadas numa estrada isolada voltaram à França e estão com familiares. A modelo brasileira Milena Cardoso partilha a sua trajetória entre Brasil, Portugal e Austrália.
Paralisação acontece em todos os setores, tanto público quanto privado.Esse conteúdo é uma parceria entre RW Cast e RFI.
A imigração tem tido um papel decisivo no dinamismo do mercado de trabalho português, mas faltam frequentemente dados sobre o tema. Um estudo publicado pelo Banco de Portugal no Boletim Económico de março contribui para o debate, ao apresentar, pela primeira vez, uma caracterização da permanência de trabalhadores estrangeiros no País. Uma variável decisiva para avaliar o impacto da imigração. As autoras, Sónia Félix e Catarina Pimenta, explicam-nos as suas principais conclusões.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta terça-feira (02): Uma greve geral em Portugal provocou cancelamentos e alterações em voos entre o Brasil e Lisboa, afetando operações de companhias como TAP Air Portugal, Azul Linhas Aéreas e LATAM Airlines. O Aeroporto de Lisboa orientou os passageiros a verificarem o status de suas viagens antes de seguirem para o terminal, enquanto as empresas adotaram medidas de flexibilização e remarcação para clientes impactados. A paralisação, motivada por reivindicações trabalhistas, pode afetar cerca de 500 voos e também atingir outros serviços de transporte no país. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, enfrenta forte pressão de diferentes setores em torno da PEC que prevê o fim da escala 6x1. Enquanto o governo de Luiz Inácio Lula da Silva articula pela aprovação do texto já aprovado na Câmara dos Deputados, Alcolumbre encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) uma proposta alternativa apresentada pela oposição. O Superior Tribunal de Justiça concedeu prazo de 15 dias para que o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, apresente defesa prévia em uma denúncia por calúnia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o ministro do STF Gilmar Mendes. A acusação tem como base vídeos satíricos da série “Os Intocáveis”, divulgados nas redes sociais de Zema, que, segundo a PGR, associaram falsamente o magistrado ao caso envolvendo o Banco Master. Após a manifestação da defesa, o STJ decidirá se aceita ou não a denúncia, etapa que poderá transformar Zema em réu no processo. Os Estados Unidos concluíram uma investigação que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que, segundo o relatório, oneram ou restringem o comércio norte-americano. Entre os pontos citados estão o PIX, questões relacionadas ao desmatamento ilegal e problemas na aplicação de leis anticorrupção. Como resposta, o documento propõe a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com exceção de itens como carne, frutas, café, aeronaves e terras raras, entre outros. A investigação foi iniciada em 15 de julho de 2025 pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos, após determinação do presidente Donald Trump, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 dos EUA. O deputado federal Lindbergh Farias, vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, protocolou uma petição incidental no Supremo Tribunal Federal pedindo a abertura de uma investigação sobre uma possível conexão entre um contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo, emendas parlamentares e o financiamento do filme Dark Horse. O pedido foi encaminhado ao ministro Flávio Dino no âmbito da ADPF 854, que trata da transparência e da rastreabilidade das emendas parlamentares no país. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que um cessar-fogo está em vigor entre Israel e o Hezbollah. Segundo Trump, após uma conversa com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, ficou acertado que não haverá movimentação de tropas israelenses em direção a Beirute. O presidente norte-americano também declarou que manteve contato, por meio de representantes de alto escalão, com o Hezbollah e que o grupo concordou em interromper os disparos, enquanto Israel também não realizaria novos ataques. Os Estados Unidos concluíram uma investigação que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que, segundo o relatório, oneram ou restringem o comércio norte-americano. Entre os pontos citados estão o PIX, questões relacionadas ao desmatamento ilegal e problemas na aplicação de leis anticorrupção. Como resposta, o documento propõe a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com exceção de itens como carne, frutas, café, aeronaves e terras raras, entre outros. Para falar sobre o assunto, a Jovem Pan entrevista o economista Roberto Giannetti da Fonseca, ex-secretário da Camex. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
EUA concluem investigação e propõem tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras para punir práticas 'irrazoáveis'. Companhias aéreas cancelam voos para Portugal após anúncio de greve geral; veja os afetados. Jovem mordida por tubarão em Boa Viagem saiu do mar sem a perna, diz primo. Seleção brasileira chega aos EUA e já faz primeiro treino de preparação para a Copa. Rock in Rio 2026: pré-venda de ingressos começa nesta terça-feira.
Ontem ficámos a saber que o crédito à habitação em Portugal cresceu em abril ao ritmo mais rápido dós últimos 23 anos. Análise de Pedro Sousa Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No episódio de hoje, Pedro, com a ajuda de Kiki, disseca dois temas que marcaram a semana - uma opinião duma influencer sobre um concerto, um anúncio duma marca com dois cantores - e vários que marcam a sociedade no geral - quantas bolas de Berlim se podem comer na praia, o aumento do trânsito, o prazer de desenhar em restaurantes, a logística de trocar cromos com amigos e adeptos que querem destruir a vida de jogadores de futebol.(00:00) Intro(00:23) Novo quadro para o futuro museu de watch.tm(04:50) Kiki foi despedida do MAAT(08:14) Manuel João Vieira tem exposição no MAAT(09:46) Restaurantes que só são bons pela vista(10:59) Kiki usa meias que parecem luvas(12:46) A felicidade de levar bola de futebol para a praia(15:36) Pedro descobre que é possível pedir Iced Americano Decaf(18:36) Prazer de comer bola(s) de Berlim na praia(23:48) Comer bolas de Berlim sem ser na praia devia ser ilegal(27:55) Cada vez existe mais trânsito(30:39) Vício de Bobbie Goods(33:49) Kiki dá ideia de presente para Pedro fazer para as sobrinhas(36:00) Dinâmica de troca de cromos com amigos(42:08) A logística de fazer uma caderneta(49:03) Kiki esclarece dúvidas que tem sobre a final da Taça de Portugal(56:33) Adeptos que descarregam irracionalmente nos jogadores(57:22) Pessoas que usam camisolas de futebol em casamentos(59:12) Fazer ritual Haka durante casamento(1:02:20) Atacar jogadores do próprio clube(1:04:03) Kiki abandona estádio por sentir má energia(1:06:28) Frize faz anúncio com os Anjos(1:12:01) Recap Bad Bunny em Portugal(1:17:16) Impressão com que se fica sobre concerto com base no que se viu na internet(1:18:33) Análise de opinião de Helena Coelho e amigas(1:22:47) Vídeo louco de Rebeca Caldeira(1:25:39) PTM descobre versão pura de Bruna Magalhães(1:28:45) McDonalds na praia faz sentido?(1:29:55) Necessidade de ‘Human Verified' devido ao uso excessivo de AI
Entre o concreto das cidades e o eco das quadras, o basquete de rua ganha densidade, memória e significado no olhar do fotógrafo brasileiro Dante Prochet. Em sua primeira exposição, no Porto, ele constrói uma narrativa visual que ultrapassa o esporte e se firma como um retrato sensível de identidade, pertencimento e vida urbana. Luciana Quaresma, correspondente da RFI em Lisboa Nas imagens de Dante Prochet a quadra não é apenas um espaço delimitado por linhas, mas também um território simbólico. É ali que corpos se movem, histórias se cruzam e comunidades se formam. É dessa matéria viva que nasce a mostra “Basquete: O Manifesto”. A exposição de estreia do fotógrafo brasileiro em Portugal revela um olhar autoral consistente. Aos 20 anos, vivendo há cinco no país, o fotógrafo apresenta um trabalho que surpreende pela maturidade e pela clareza de intenção. O projeto teve origem em um livro, concebido como trabalho final acadêmico e, que ganha escala e intensidade em novo contexto. As imagens, ampliadas, impressas com cuidado e distribuídas de forma a manter o ritmo narrativo do livro, convidam o espectador a uma experiência mais lenta, quase imersiva. “Manifesto”, aqui, não é metáfora vazia e sim, como define o próprio artista, uma declaração. “Quis mostrar, pelas minhas fotos, a cultura do basquete de rua”, explica. Ele faz isso deslocando o olhar do jogo em si para os elementos que o sustentam e carregam história: os encontros, os códigos, os gestos e os espaços. Lisboa e Nova York O trabalho se organiza a partir de um eixo geográfico e simbólico, entre Lisboa e Nova York. Duas cidades que, à primeira vista, pouco têm em comum, mas que se aproximam na linguagem universal do basquete de rua. “Nova York é o centro desse universo, com quadras icônicas por onde passaram e ainda passam jogadores da NBA e grandes nomes do basquete mundial. São espaços carregados de história, quase míticos dentro da cultura do esporte. O que me interessava era justamente colocar isso em diálogo com a realidade portuguesa, muito mais discreta em termos de projeção, mas que, para mim, tem o mesmo peso em significado. São contextos diferentes, mas que se encontram na forma como o basquete de rua constrói comunidade e identidade”, afirma. Um manifesto entre memória e território Nas imagens feitas na cidade americana, as quadras surgem como espaços carregados de memória, lugares onde passaram jogadores profissionais, onde nasceram lendas e onde o jogo se mistura à própria construção da identidade local. Em Lisboa, por outro lado, o olhar se volta também para as ausências, como a precariedade, a falta de incentivo, a fragilidade de estruturas das quais, muitas vezes, dependem comunidades inteiras. É nesse ponto que o trabalho ganha densidade crítica. Fotografias como Quadra Quebrada condensam essa tensão. A imagem nasceu de uma experiência pessoal, depois que uma quadra próxima à casa do fotógrafo teve a cesta retirada após reclamações de barulho. “Ali existia uma comunidade. Quando tiraram a cesta, aquilo simplesmente acabou”, lembra. O que se vê, então, não é apenas a ausência de um equipamento, mas o esvaziamento de um espaço de convivência. Uma estética que aproxima A força das imagens também reside na linguagem utilizada. Influenciado por nomes como William Klein, nova-iorquino e um dos fotografos mais influentes do século XX, Prochet aposta em uma estética mais crua, menos polida, que aproxima o espectador da ação. Há movimento, ruído, tensão. Ao mesmo tempo, referências como Robert Adams, fotógrafo americano ligado ao movimento New Topographics, ajudam a construir momentos de pausa e composição mais limpa, criando um equilíbrio que sustenta a narrativa visual. Outro contraste entre o basquete de rua e o basquete federado atravessa o trabalho. Enquanto o segundo é marcado por regras, uniformes e controle, o primeiro se afirma como espaço de liberdade. “Na rua, você joga como quer, se veste como quer. Existe uma liberdade total”, diz Prochet. Essa autonomia aparece não apenas nos gestos dos jogadores, mas também na forma como ocupam o espaço e constroem sua identidade. Em um tempo dominado pela circulação acelerada de imagens, o jovem também propõe uma reflexão sobre a materialidade da fotografia. Para ele, há uma diferença decisiva entre ver uma imagem na tela do celular e encontrá-la em uma parede. “Você perde detalhes importantes no digital, como o brilho e a textura do papel. Isso muda completamente a experiência”, afirma. Ainda assim, reconhece a ambivalência das redes sociais que, ao mesmo tempo em que ampliam o alcance do trabalho, também reduzem parte de sua potência sensorial. A estreia em Portugal surge a partir da relação com um coletivo artístico local, e o resultado, segundo o próprio fotógrafo, supera as expectativas iniciais. Mais do que um primeiro passo, Basquete: O Manifesto se apresenta como um gesto inaugural que já carrega identidade. Há, no trabalho de Dante Prochet, uma compreensão clara de que o essencial não está apenas no jogo, mas em tudo o que o cerca. E é nesse entorno, feito de pessoas, histórias e espaços, que sua fotografia encontra força, sentido e permanência. A exposição “Basquete: O Manifesto”, em cartaz na Temporada Social Club, no Porto, segue aberta ao público até 14 de julho
Entre o concreto das cidades e o eco das quadras, o basquete de rua ganha densidade, memória e significado no olhar do fotógrafo brasileiro Dante Prochet. Em sua primeira exposição, no Porto, ele constrói uma narrativa visual que ultrapassa o esporte e se firma como um retrato sensível de identidade, pertencimento e vida urbana. Luciana Quaresma, correspondente da RFI em Lisboa Nas imagens de Dante Prochet a quadra não é apenas um espaço delimitado por linhas, mas também um território simbólico. É ali que corpos se movem, histórias se cruzam e comunidades se formam. É dessa matéria viva que nasce a mostra “Basquete: O Manifesto”. A exposição de estreia do fotógrafo brasileiro em Portugal revela um olhar autoral consistente. Aos 20 anos, vivendo há cinco no país, o fotógrafo apresenta um trabalho que surpreende pela maturidade e pela clareza de intenção. O projeto teve origem em um livro, concebido como trabalho final acadêmico e, que ganha escala e intensidade em novo contexto. As imagens, ampliadas, impressas com cuidado e distribuídas de forma a manter o ritmo narrativo do livro, convidam o espectador a uma experiência mais lenta, quase imersiva. “Manifesto”, aqui, não é metáfora vazia e sim, como define o próprio artista, uma declaração. “Quis mostrar, pelas minhas fotos, a cultura do basquete de rua”, explica. Ele faz isso deslocando o olhar do jogo em si para os elementos que o sustentam e carregam história: os encontros, os códigos, os gestos e os espaços. Lisboa e Nova York O trabalho se organiza a partir de um eixo geográfico e simbólico, entre Lisboa e Nova York. Duas cidades que, à primeira vista, pouco têm em comum, mas que se aproximam na linguagem universal do basquete de rua. “Nova York é o centro desse universo, com quadras icônicas por onde passaram e ainda passam jogadores da NBA e grandes nomes do basquete mundial. São espaços carregados de história, quase míticos dentro da cultura do esporte. O que me interessava era justamente colocar isso em diálogo com a realidade portuguesa, muito mais discreta em termos de projeção, mas que, para mim, tem o mesmo peso em significado. São contextos diferentes, mas que se encontram na forma como o basquete de rua constrói comunidade e identidade”, afirma. Um manifesto entre memória e território Nas imagens feitas na cidade americana, as quadras surgem como espaços carregados de memória, lugares onde passaram jogadores profissionais, onde nasceram lendas e onde o jogo se mistura à própria construção da identidade local. Em Lisboa, por outro lado, o olhar se volta também para as ausências, como a precariedade, a falta de incentivo, a fragilidade de estruturas das quais, muitas vezes, dependem comunidades inteiras. É nesse ponto que o trabalho ganha densidade crítica. Fotografias como Quadra Quebrada condensam essa tensão. A imagem nasceu de uma experiência pessoal, depois que uma quadra próxima à casa do fotógrafo teve a cesta retirada após reclamações de barulho. “Ali existia uma comunidade. Quando tiraram a cesta, aquilo simplesmente acabou”, lembra. O que se vê, então, não é apenas a ausência de um equipamento, mas o esvaziamento de um espaço de convivência. Uma estética que aproxima A força das imagens também reside na linguagem utilizada. Influenciado por nomes como William Klein, nova-iorquino e um dos fotografos mais influentes do século XX, Prochet aposta em uma estética mais crua, menos polida, que aproxima o espectador da ação. Há movimento, ruído, tensão. Ao mesmo tempo, referências como Robert Adams, fotógrafo americano ligado ao movimento New Topographics, ajudam a construir momentos de pausa e composição mais limpa, criando um equilíbrio que sustenta a narrativa visual. Outro contraste entre o basquete de rua e o basquete federado atravessa o trabalho. Enquanto o segundo é marcado por regras, uniformes e controle, o primeiro se afirma como espaço de liberdade. “Na rua, você joga como quer, se veste como quer. Existe uma liberdade total”, diz Prochet. Essa autonomia aparece não apenas nos gestos dos jogadores, mas também na forma como ocupam o espaço e constroem sua identidade. Em um tempo dominado pela circulação acelerada de imagens, o jovem também propõe uma reflexão sobre a materialidade da fotografia. Para ele, há uma diferença decisiva entre ver uma imagem na tela do celular e encontrá-la em uma parede. “Você perde detalhes importantes no digital, como o brilho e a textura do papel. Isso muda completamente a experiência”, afirma. Ainda assim, reconhece a ambivalência das redes sociais que, ao mesmo tempo em que ampliam o alcance do trabalho, também reduzem parte de sua potência sensorial. A estreia em Portugal surge a partir da relação com um coletivo artístico local, e o resultado, segundo o próprio fotógrafo, supera as expectativas iniciais. Mais do que um primeiro passo, Basquete: O Manifesto se apresenta como um gesto inaugural que já carrega identidade. Há, no trabalho de Dante Prochet, uma compreensão clara de que o essencial não está apenas no jogo, mas em tudo o que o cerca. E é nesse entorno, feito de pessoas, histórias e espaços, que sua fotografia encontra força, sentido e permanência. A exposição “Basquete: O Manifesto”, em cartaz na Temporada Social Club, no Porto, segue aberta ao público até 14 de julho
A cúpula de calor, que dura há uma semana e pode ficar mais uma, tem tido temperaturas próprias de Agosto e, nalgumas zonas do país, rondou os 40 graus. O risco de incêndio é elevado, como são elevados os riscos para a saúde, sobretudo de crianças e idosos. Neste episódio, falamos com Pedro Matos Soares, investigador principal no Instituto Dom Luiz, professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Acredita que esta polémica pode, finalmente, levar a mudanças estruturais? Ou estamos perante mais um episódio de um problema crónico que nunca foi verdadeiramente resolvido? 800 22 01 01 22 33 999 56See omnystudio.com/listener for privacy information.
Bruna Mazziotti fala sobre liderança, carreira e os desafios de ser mulher imigrante no competitivo setor corporativo australiano. O impacto das redes sociais e das big techs na circulação de notícias e no aumento do sensacionalismo. No Brasil, líderes religiosos participaram de uma vigília contra o feminicídio no Cristo Redentor. Em Portugal, professores protestaram por melhores condições. E crianças bilíngues na Suíça revelam palavras favoritas e curiosas da língua portuguesa.No programa de hoje, a brasileira Bruna Mazziotti fala sobre liderança, imigração e os desafios de crescer no competitivo mercado corporativo australiano. Também discutimos como as redes sociais e as grandes empresas de tecnologia estão mudando a forma como notícias circulam na Austrália. No Brasil, líderes religiosos participaram de uma vigília contra o feminicídio no Cristo Redentor. Em Portugal, professores protestaram por melhores condições de trabalho. E, no Dia Mundial da Língua Portuguesa, crianças bilíngues na Suíça compartilham palavras curiosas e afetivas do português.
Onde se aborda a ascensão da inteligência artificial no contexto escolar, destacando que os alunos utilizam estas ferramentas de forma muito mais célere do que o sistema educativo as consegue integrar. Existe um fosso geracional e técnico evidente, onde muitos professores carecem de formação adequada e de condições de trabalho que permitam a adaptação a esta nova realidade pedagógica. Em Portugal e Espanha, surgem estratégias governamentais e plataformas digitais para tentar mitigar esta lacuna, mas o desafio central permanece na criação de uma nova pedagogia. O autor defende que a aplicação da IA deve ser diferenciada por ciclos de ensino, sugerindo métodos de avaliação mais críticos no ensino superior e a preservação de uma educação analógica e humana nos primeiros anos de escolaridade. Em suma, a tecnologia é vista como uma aliada inevitável, desde que seja acompanhada por literacia crítica e investimento no corpo docente.
Em Portugal, o Governo avança com uma reforma da contratação pública e do Tribunal de Contas que divide opiniões. José Eduardo Martins defende que o visto prévio do TC é um obstáculo desnecessário, lembrando que nenhum dos países com melhores índices de transparência adota este mecanismo. Pedro Delgado Alves reconhece a necessidade de reforma, mas alerta para excessos na proposta, nomeadamente nos limiares de consulta prévia para empreitadas até 1 milhão de euros, e critica a postura do Tribunal de Contas ao produzir vídeos argumentativos contra propostas pendentes no Parlamento. No plano internacional, a cimeira entre Xi Jinping e Putin e a visita americana à China revelam um mundo em recomposição: os Estados Unidos mostram sinais de enfraquecimento estratégico enquanto China e Rússia estreitam laços. Ouça a análise dos comentadores no Antes Pelo Contrário em podcast, emitido na SIC Notícias a 21 de maio. Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aqui * A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa See omnystudio.com/listener for privacy information.
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O caso de abandono de duas crianças no Alentejo leva à detenção de um casal em Fátima. Ainda, a aproximação entre PS e PSD para mudar as regras do Tribunal de Contas gera polémica.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Surto de Hantavírus levanta preocupações e lembra 2020. Neste episódio, fazemos um ponto de situação da Covid-19. DGS diz que não tem havido casos e mortalidade apresenta "níveis reduzidos".See omnystudio.com/listener for privacy information.
Surto de Hantavírus levanta preocupações e lembra 2020. Neste episódio, fazemos um ponto de situação da Covid-19. DGS diz que não tem havido casos e mortalidade apresenta "níveis reduzidos".See omnystudio.com/listener for privacy information.
Surto de Hantavírus levanta preocupações e lembra 2020. Neste episódio, fazemos um ponto de situação da Covid-19. DGS diz que não tem havido casos e mortalidade apresenta "níveis reduzidos".See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos conclui que tirar um curso superior gera ganhos salariais significativos mas implica custos para as famílias acima da média europeia num quadro de fraco investimento público. No "Da Capa à Contracapa" desta semana, convidamos Luís Catela Nunes, coordenador do estudo "Ensino Superior e Emprego Jovem em Portugal" e Luis Loures, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos para refletir sobre os resultados deste policy paper.
Tirar um curso superior gera ganhos salariais significativos, mas implica custos para as famílias acima da média europeia num quadro de fraco investimento público, revela o novo policy paper da Fundação.Para refletir sobre os resultados, juntam-se à conversa Luís Catela Nunes, autor e coordenador do estudo «Ensino superior e emprego jovem em Portugal», e Luís Loures, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos. O Da Capa à Contracapa é uma parceria da Fundação com a Rádio Renascença.
Sabia que a forma como ajusta os seus investimentos ao longo da vida pode fazer a diferença entre uma reforma tranquila e uma reforma de preocupação? No mais recente episódio do Podcast MoneyBar, explicamos-lhe a estratégia que quase ninguém aplica em Portugal. Inscreva-se no evento gratuito "A Nova Fase": https://bit.ly/novafase50 Inscreva-se na lista de Espera do Curso “Do Zero à Liberdade Financeira”: https://bit.ly/Lista-de-Espera-Curso Inscreva-se na Lista de Espera do Programa Património Imobiliário: https://moneylab.pt/imobiliario-sup Subscreva a Newsletter: Newsletter MoneyLab – https://bit.ly/NewsletterMoneyLab Junte-se ao grupo de Telegram: https://bit.ly/moneylab-telegram Whatsapp MoneyLab: https://moneylab.pt/whatsapp Redes Sociais Instagram: https://www.instagram.com/barbarabarroso Facebook: https://www.facebook.com/barbarabarrosoblog/ Subscreva os canais de Youtube: https://www.youtube.com/barbarabarroso https://www.youtube.com/moneylabpt Para falar sobre eventos, programas e formação: https://www.moneylab.pt/ Disclaimer: Todo o conteúdo presente neste podcast tem apenas fins informativos e educacionais e não constitui uma recomendação ou qualquer tipo de aconselhamento financeiro.
FASHION VOCAB TALKS - lista de espera: https://www.modanamochila.com/fashionvocabtalksJoseane Henrique é uma designer de moda e têxtil que saiu do Piauí para construir sua carreira no setor têxtil em Portugal. Depois de começar na indústria de confecção e dar aulas no curso técnico em vestuário do IFPI, ela decidiu colocar a mochila nas costas para fazer mestrado em Design e Marketing de Produto Têxtil na Universidade do Minho. Já durante o mestrado, a Jose começou a trabalhar em uma empresa de uniformes e, pouco tempo depois, entrou em um grupo têxtil verticalizado, onde trabalhou por quase seis anos com desenvolvimento de produto, matérias-primas e participação em feiras como a Première Vision. Hoje, ela atua como designer têxtil na Trimalhas, e continua desbravando a indústria têxtil e de moda europeia.convidada: https://www.instagram.com/joseane_henrique/ https://www.linkedin.com/in/joseanehenrique/ newsletter: https://modanamochila.substack.com/about Ig: https://www.instagram.com/modanamochila/
Esta semana, o guardião do Monóculo, André Pinheiro, vem ao estúdio de watch celebrar a nova pandemia que está prestes a assolar o mundo e também falar sobre o seu novo espetáculo a solo. Além disso, debate com Pedro pequenos almoços de hotel, a passagem do DJ Levi em Portugal e o podcast sobre a morte de Carlos Castro. Aproveitando o vício de Pedro em Pokémon, os dois escolhem a sua equipa de 6 figuras públicas portuguesas/pokémons para ganhar à Elite Four.(00:00) Intro(00:23) Comer um frango inteiro sozinho(03:35) Porque é que estabelecimentos não fazem iced coffee?(06:28) Estar num run club às 10h da manhã ou estar numa festa atrás do DJ?(11:09) Pedro revela a pior estirpe de homem(14:10) Pessoas que perdem a cabeça em pequeno-almoço de hotel(22:37) Dividir o dia em três atividades físicas(23:59) Medo a ouvir “Os ficheiros do caso Carlos Castro”(32:23) Quem é a vítima: Renato Seabra ou Carlos Castro?(36:57) Novo espetáculo a solo “Mono” de André Pinheiro(37:42) Pedro faz Entrevista da Merda a André(43:10) Hantavírus, a nova pandemia(46:30) Passageiro preso no cruzeiro faz vídeo para o TikTok(49:18) Capitão informa morte de passageiro à tripulação(51:57) Risco de contaminação óbvio das paragens do cruzeiro(53:52) André já fez três cruzeiros bons(57:10) Hantavírus é real?(58:34) Que pokémons são estas figuras públicas portuguesas?(01:09:18) Se André fosse um Pokémon que ataques teria?(01:11:34) Se Pedro fosse um Pokémon que ataques teria?
Em Portugal, um em cada dois casamentos termina em divórcio. No entanto, casamentos que não resistem duram em média 17 anos e meio antes de acabar, o segundo tempo de resistência mais longo da EuropaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Produtos florestais representam cerca de 9% do total das exportações portuguesas; fogo nas matas e volatilidade dos mercados representam as duas principais vulnerabilidades do setor.
Temos um Ministério da Reforma do Estado, até andamos há décadas a dizer que vamos descomplicar e informatizar, mas na prática há cada vez mais regulamentos, mais organismos, mais papéis, mais demoras.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Why is Portugal considered one of the best countries to live in?
Notícias do dia: Mortes no trânsito da Austrália aumentaram 20,9% desde 2021, e entidade pede um programa-piloto para investigações. Autoridades dizem que Trump era o alvo dos tiros no Jantar dos Correspondentes na Casa Branca. Austrália investirá AUD$ 1.2 bi na produção de veículos militares Bushmaster e Hawkei. Australiano George Pittar surpreende Gabriel Medina e é campeão do WLS em Margaret River. Em Portugal, deputados acusam André Ventura de citar Adolf Hitler e mito nazi na sessão solene sobre a Revolução dos Cravos.
Alberto Gonçalves comenta a visita de Lula da Silva a PortugalSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Notícias do dia: EUA bombardeiam navio comercial do Irã que vinha da China, diz Trump. Austrália inicia programa de empréstimos emergenciais para empresas afetadas pela crise. Pesquisas indicam queda de popularidade do One Nation pela primeira vez no ano. No Brasil, STF derruba, por unanimidade, lei que proíbe cotas raciais nas universidades em SC. Em Portugal. Benfica vence o Sporting no Alvalade e deixa o FC Porto com a mão na taça.
Autora entrevistada: Dra. Ana Sofia Ferreira, Instituto de Sociologia, Universidade do Porto, Portugal. ORCID: https://https//orcid.org/0000-0002-5521-4191 Artículo: Revolução nos campos do sul: A participação das mulheres na reforma agrária em Portugal, 1974-1976. ARevolução do 25 de Abril de 1974, nos campos do sul ficou marcada por um amplo movimento de ocupações de terras, que consubstanciaram a reforma agrária. A análise da documentação oficial revela-nos um afastamento dasmulheres do mundo do trabalho rural da época, Porém, as entrevistas realizadas a mulheres no distrito de Beja mostram-nos uma outra realidade. O que pretendemos com este artigo é analisar o papel das mulheres na reforma agrária, procurando compreender como estas criaram mecanismos de emancipação feminina numa sociedaderural conservadora e onde ainda se fazia sentir marcas ideológicas da ditadura que remetiam a mulher para o lar e lhe negavam um espaço público, económico e político. Publicado en Revista Historia Agraria, número 96. Entrevista realizada por: Bárbara Direito, Instituto de História Contemporânea, Universidade Nova de Lisboa, Portugal. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
O programa em português que foi ao ar ao vivo pela rádio SBS 2 em toda a Austrália. As notícias do dia. Também: uma conversa com o comediante português André de Freitas, radicado em Nova York, parte do Melbourne International Comedy Festival. Em Portugal, migrante brasileira processa o estado português no Tribunal Europeu por atrasos crónicos nso requerimentos de migrantes. No Brasil, os tours em favelas para turistas estrangeiros reacendem o debate: é exploração da miséria ou uma nova maneira de ver a vida nas comunidades?
Ao longo de grande parte do século XX, Portugal viveu sob um regime autoritário conhecido como Estado Novo, consolidado sob a liderança de António de Oliveira Salazar. Marcado pelo nacionalismo, pelo conservadorismo e pelo forte controle político e social, o regime combinava censura, repressão policial e ausência de liberdades democráticas com a defesa de uma ordem corporativista e imperial. Ao mesmo tempo, buscava projetar uma imagem de estabilidade e tradição, enquanto enfrentava tensões internas e, sobretudo, os custos crescentes das guerras coloniais na África. A longa duração da ditadura portuguesa revela tanto sua capacidade de adaptação quanto os limites de um sistema que, isolado internacionalmente e pressionado por transformações sociais, acabou ruindo com a Revolução dos Cravos, em 1974. Convidamos Francisco Carlos Palomanes Martinho para discutir a formação e o funcionamento do Estado Novo português, os mecanismos de controle e repressão do regime, suas contradições internas e os fatores que levaram ao seu fim.Instagram: @iclesrodriguesPIX: leituraobrigahistoria@gmail.comAdquira o curso História: da pesquisa à escrita por apenas R$ 49,90 CLICANDO AQUIAdquira o curso A Operação Historiográfica para Michel de Certeau por apenas R$ 24,90 CLICANDO AQUIAdquira o curso O ofício do historiador para Marc Bloch por apenas R$ 29,90 CLICANDO AQUIColabore com nosso trabalho em apoia.se/obrigahistoriaMÊS DO CONSUMIDOR! O cupom HISTORIAFM dá 15% de desconto para cliente recorrente, 20% pra cliente novo e, somando com os descontos do site, você pode receber até 30% DE DESCONTO! Acesse o site pelo linkhttps://creators.insiderstore.com.br/HISTORIAFM e aproveite! #insiderstore