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seres

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La rosa de los vientos
Seres de leyenda del País Vasco

La rosa de los vientos

Play Episode Listen Later Feb 22, 2026 20:17


Junto con Álvaro Anula buceamos en las asombros mitología vasca, en donde encontramos historias de dioses, de seres legendarios, de hombres loco, seres medio animales y medio humanos, etc.

Enterrados no Jardim
Lavar as mãos com os talhantes. Uma conversa com Maria Leonor Figueiredo

Enterrados no Jardim

Play Episode Listen Later Feb 21, 2026 287:27


Em tempos que talvez nem possam ser outra coisa senão uma pura efabulação, um desvio, uma desordem dessas para as quais nos viramos quando os sonhos se põem a lutar contra o mundo, chegávamos a um desses textos onde parecia que o intuito, todo o esforço em que alguém se empenhou, passava por “escrever páginas e páginas, enchê-las de pedras, de erva, de floresta, de céus, de movimentos das pessoas na rua, de vozes, de casas, do passado, do hoje, de quadros, de estátuas, de rios e de ondas e de copos e de frascos e de gesso branco no meu ateliê e de nuvens, criança deitada na liberdade…” (Alberto Giacometti). Seria um modo de um tipo vestir o mundo como uma segunda pele, resvalar consistentemente entre as coisas, ser de tal modo substantivo que deixava de se considerar um indivíduo. A solidão estava dispersa, absorta. Mas agora que os poetas também se consideram personagens essenciais da beleza publicitária, talvez até mais no momento em que se julgam separados da restante massa de gente, apenas vinculados a uma suposta autonomia das formas artísticas, regulando-se por outras leis num mundo que se encontra em todos os seus aspectos prostituído, é bom lembrar aquilo que notou Barthes, vincando como toda a publicidade dos produtos de beleza se baseia numa espécie de representação épica da intimidade. Num tempo em que os indivíduos se vêem transformados em seres abstractos, o modo como cada um enfatiza a sua realidade íntima, engrandecendo-a para costurar a mitologia patética de si mesmo, é assim que o discurso consegue alcançar a superfície, andar a par dessa superfície viva que é a pele, onde se organizam as miragens galopantes deste tempo, um discurso inteiramente absorvido pelas aparências, por fazer funcionar essa ordem de representações. Seres que são coisas, mas sem qualquer substância. Talvez por isso, naquele breve romance com esse título, Perec diz-nos que o inimigo passou a ser invisível… “Ou melhor, estava neles, tinha-os apodrecido, gangrenado, destruído. Eram os tansos da história. Pequenos seres dóceis, reflexos fiéis de um mundo que escarnecia deles. Estavam enterrados até ao pescoço num bolo de que nunca teriam mais do que migalhas.” Não damos já com esse orgulho dos monstros, que caíam nas zonas mais inesperadas “para revelar a entristecidos burgueses que a sua vida de todos os dias tem de raspão assassinos sedutores, ardilosamente guindados até ao seu sono, que eles atravessam por uma qualquer escada de serviço que não rangeu, armada em cúmplice” (Genet), e isto de modo a fazer explodir de aurora as sugestões dos seus crimes, como segredos entre os quais a língua se recompõe e parece respirar de novo, fazendo-se entender por gestos de tal modo vivos, e encarniçados, que parecem a um tempo absurdamente espontâneos e longamente premeditados. A partir de um certo momento o mal é a única forma de clareza que nos resta, e tem do seu lado toda a razão, toda essa razão que foi votada a uma existência clandestina por aqueles que quiseram livrar-se das suas próprias consciências. Bataille diz-nos que o interesse da obra de Genet não se deve à sua força poética, mas ao ensinamento que resulta das suas fraquezas. “Existe nos escritos de Genet qualquer coisa de frágil, de frio, de friável, que não detém necessariamente a admiração, mas que suspende a harmonia. A harmonia, o próprio Genet a recusaria, se por um erro indefensável lha quiséssemos aplicar. Esta comunicação que se esquiva, quando o jogo literário faz dela a exigência, pode deixar uma sensação de fingimento, e pouco importa se o sentimento de uma falta nos reenvia à consciência da fulguração que é a comunicação autêntica. Na depressão, resultante destas trocas insuficientes, em que se mantém uma divisória embaciada que nos separa, leitores, daquele autor, tenho a seguinte certeza: a humanidade não é feita de seres isolados, mas de uma comunicação entre eles; jamais nos damos, nem que seja a nós próprios, senão numa rede de comunicação com os outros: estamos mergulhados na comunicação, encontramo-nos reduzidos a essa comunicação incessante da qual, mesmo no fundo da solidão sentimos a ausência, enquanto sugestão de múltiplas possibilidades, como a espera de um momento em que ela se resolve num grito que outros ouvem. Porque a existência humana apenas é em nós, nesses pontos em que periodicamente se estabelece, linguagem gritada, espasmo cruel, riso louco, onde a harmonia nasce de uma consciência enfim partilhada da impenetrabilidade de nós mesmos e do mundo.” E se algum dos ditos ‘poetas' nos segue, convinha que fixasse pelo menos isto, para nunca o esquecer: “jamais nos damos, nem que seja a nós próprios, senão numa rede de comunicação com os outros…, jamais nos damos, nem que seja a nós próprios, senão numa rede de comunicação com os outros”. Mas, hoje, tudo parece invertido, como se submetido a uma radiância de astros de luto, de tal modo que mesmo o desejo e o prazer estão novamente inscritos no quadro das formas de profanação e degradação íntima, por todo o lado vemos essa pressão de uma moral que se impõe em todos os aspectos da vida e leva a que as relações sexuais sejam “tematizadas como práticas altamente problemáticas, traumatizantes, das quais se arrisca sempre, ao aventurar-se nelas, sair-se ferido e, portanto, em relação às quais seria preciso estabelecer os processos necessários para poder obter uma reparação” (Geoffroy de Lagasnerie). Neste episódio entrelaçámos uma série de fios das conversas que vimos mantendo, e contámos com os impulsos e as sugestões de Maria Leonor Figueiredo, que além de ter desenvolvido estudos no campo literário e artístico, mantém desde há muito um compromisso com as lutas políticas deste tempo, e assinou na rede anticapitalista um conjunto de intervenções importantes sobre tantos destes temas. Em “a nova (des)ordem sexual: consentimento, trauma e identidade”, refere que, se falar mais sobre trauma trouxe conquistas inegáveis, e deu legitimidade a experiências antes silenciadas, criando novas formas de reconhecimento, por outro lado, também trouxe uma armadilha, que se prende com a transformação do trauma em identidade política. “A centralidade do trauma é também sintoma de uma época que transformou o sofrimento em capital simbólico e, portanto, em poder. Neste contexto, o espaço político tende a organizar-se em torno da competição por reconhecimento individual. O trauma deixa de ser uma experiência que exige transformação colectiva e passa a ser um selo de autenticidade.” Neste momento parece decisivo assinalar que, num esforço para compreender a metamorfose contemporânea das questões sexuais, não podemos perder de vista como, até há algumas décadas, esteve em campo uma forma de pensar a sexualidade como força de desestabilização, como energia capaz de corroer instituições, códigos e hierarquias. Em Barthes, o amor aparecia como um discurso marginal, uma fala que não encontrava lugar na linguagem dominante, e em Foucault, a sexualidade era inseparável das redes de poder que a produzem, classificam e administram, mas, depois da orgia, Baudrillard foi dos primeiros a dar-se conta de que o desejo começava já a dissolver-se numa cada vez mais acelerada e indiferente circulação de signos. O recuo actual não consiste, como tantas vezes se repete, num simples retorno à moral conservadora clássica, a um reconvir do puritanismo. O que se verifica é algo mais subtil: uma transformação da própria lógica da libertação sexual em dispositivo de controlo. A partir dos anos 60 e 70, a esquerda ocidental assumiu a descriminalização, a despatologização, a ampliação dos direitos sexuais como parte integrante do seu horizonte emancipatório. O combate contra a repressão jurídica e médica — contra a polícia dos corpos, contra o tribunal das perversões — era inseparável de uma crítica mais ampla ao capitalismo disciplinar. Mas, como mostrou Foucault, a sexualidade nunca foi apenas aquilo que o poder reprime, mas passava também por aquilo que o poder produz, organiza, incentiva a confessar. O paradoxo instala-se quando a energia crítica que denunciava a vigilância se converte ela própria em instância vigilante. A esquerda, que outrora suspeitava das categorias fixas e das identidades rígidas, passou a investir numa taxonomia minuciosa das posições subjectivas, numa ontologia de micro-identidades que exigem reconhecimento permanente. O gesto que visava libertar o desejo de normas opressivas transformou-se, assim, num gesto de reinscrição normativa: o comportamento desviante deixa de ser perseguido em nome da moral religiosa ou familiar, mas passa a sê-lo em nome de uma moral da protecção, da segurança, do dano potencial. A linguagem do pecado vê-se substituída pela linguagem do trauma e a figura do pecador pela do agressor, enquanto a denúncia pública, a exclusão simbólica, a penalização social, passam a engendrar uma nova forma de recriminação e regulação punitiva. Não se trata de negar a existência real de abusos ou violências, mas de observar como o campo sexual, que fora pensado como laboratório de liberdade, se converteu em campo privilegiado de policiamento discursivo. E se a suspeita generalizada se instala como norma, a ambiguidade, que foi sempre constitutiva do desejo e da busca pelo prazer, bem como o jogo de sedução, que sempre comportou risco e assimetria, são submetidos a protocolos quase administrativos. Neste ponto, Baudrillard ajuda-nos a compreender esta mutação, notando como a sexualidade contemporânea não tem sido tanto reprimida como hiperexposta, saturada de imagens, convertida em espectáculo permanente. A pornografia deixa de ser marginal e infiltra-se na publicidade, na moda, na política. O erotismo, que supõe distância, espera, segredo, é absorvido pela transparência obscena de uma visibilidade total. Ora, quanto mais visível se torna o sexo, mais rarefeito se torna o desejo. A proliferação de signos sexuais não intensifica a experiência, mas, pelo contrário, neutraliza-a. A esquerda, que deveria ter articulado uma crítica a esta mercantilização integral, preferiu muitas vezes alinhar com uma ética da exposição e da denúncia que coincide, paradoxalmente, com a lógica capitalista da transparência e da gestão de riscos. Se tudo deve ser explicitado, nomeado, regulado, é porque tudo deve ser integrado num sistema de cálculo. A sexualidade, que outrora escapava à contabilidade, passa a ser quantificada em consentimentos, protocolos, declarações prévias. E se ainda quisermos falar de amor, se nos atrevermos a isso, podemos virar-nos para Erich Fromm, que nos desafiou a pensar o amor como arte, sublinhando como este sentimento, guindado a uma razão idealizadora, implica desde logo sair do narcisismo, reconhecer a alteridade irredutível do outro. Ora, o que se observa hoje é uma derrota dessa dimensão exigente: sacrificado à lógica do consumo, o amor vende seja o que for, adapta-se, estende-se como justificação para que sejam reinvindicados todos os caprichos e apetites. O amor que foi sempre difícil, hoje conta com a conveniência e o infinito desdobramento das aplicações de encontros, algoritmos de compatibilidade, mercados de afinidades, beneficiando dos modelos preditivos para nos proteger dos nossos erros e fornecer uma escolha optimizada. E, com isto, o outro surge já como mero elemento de validação, como aquele ser-espelhar que deve confirmar, consolidar a narrativa que temos sobre nós próprios. A ideia de ser transformado pelo outro, de ser compelido a um radical desvio face a si mesmo, e ao contexto, esse perigo ou vertigem já nem se colocam. Nos seus fragmentos sobre o discurso amoroso, Barthes mostrava como o amante fala numa língua minoritária, desajustada, vulnerável. Hoje, essa vulnerabilidade é frequentemente lida como fraqueza, dependência, falha de autonomia. A cultura contemporânea exalta a auto-suficiência, a gestão emocional, o empoderamento individual. O amor, que implica risco de perda e exposição ao sofrimento, torna-se ameaça à integridade narcísica, sendo de preferir a circulação incessante de experiências breves, intercambiáveis, as dinâmicas poliamorosas, onde a substituição rápida protege contra o investimento profundo. Com tudo isto, o puritanismo contemporâneo não se funda já na proibição do prazer, mas na sua gestão e programação até dissolver o desejo pelo outro e focalizar cada vez mais na relação que o indivíduo mantém consigo mesmo, na sua capacidade de satisfazer as suas projecções e de se auto-validar. A sexualidade já não pode, assim, representar qualquer efeito transgressivo, uma vez que passou a estar pautada pela proliferação jurídica. Assim, os aparelhos de vigilância conseguem delimitar o aceitável, estigmatizar o excesso, sancionar o desvio. Ao reivindicar protecção absoluta, segurança total, reconhecimento permanente, temos vindo a permitir o reforço de uma ordem normativa infinitamente minudente, em que cada relação é enquadrada de antemão reconhecendo um potencial litígio, tomando-se cada gesto como susceptível de ser entendido como uma agressão, e devendo estar submetido ao escrutínio moral público. Aos poucos, o desejo retrai-se ou converte-se em cálculo, preferindo-se cada vez mais o semelhante, o compatível, o previsível. O outro é convocado para legitimar uma imagem de si que já está pronta. Entre o puritanismo progressista e o hedonismo administrado, o amor torna-se ele mesmo a fachada para uma indústria de produtos culturais e experiências programadas. E a esquerda, ao abandonar a crítica radical das formas de poder que atravessam o desejo, assiste e promove esta lógica de controlo que domina no mesmo sentido todo o espectro político.

Al Filo de la Realidad (Podcast)
AFR Nº 480: Los Hombres de Negro

Al Filo de la Realidad (Podcast)

Play Episode Listen Later Feb 18, 2026 35:39


Gustavo Fernández dialogando sobre Hombres de Negro (si sabés quién es su interlocutor, te agradeceremos que nos dejes un comentario en la web). - ¿Seres extraterrestres entre la gente? - Hombres de Negro: ¿extraterrestres, Servicios de Inteligencia o Antigua Sociedad Secreta? Albert K. Bender. El hombre del cable verde. La visita a un matrimonio español. - Investigadores silenciados. El "suicidio" de Morris K. Jessup. James E. McDonald. Luis Anglada Font (enfermedad que le impide comunicarse). Harold Dahl (isla Maury). Mozart. - El aspecto físico de los Hombres de Negro. - Puntos de contacto entre los temas Parapsicología y OVNI. - Una pareja de investigadores desaparecida. Aclaración: Este episodio se elaboró a partir de diferentes grabaciones de Gustavo Fernández en su programa de radio AM, en LT14 Radio General Urquiza de Paraná (Entre Ríos, Argentina), en algún momento entre agosto de 1988 y junio de 1994. Hemos quitado la música original por cuestiones de derechos de autor. No contiene publicidad. Relacionados: Más texto, audio y video sobre los temas del Misterio en nuestro portal: https://alfilodelarealidad.com/ Utiliza el buscador o busca por categorías y etiquetas. Plataforma de cursos: https://miscursosvirtuales.net * * * Programa de Afiliados * * * iVoox comparte con AFR un pequeño porcentaje si usas uno de estos enlaces: * Disfruta de la experiencia iVoox sin publicidad, con toda la potencia de volumen, sincronización de dispositivos y listas inteligentes ilimitadas: Premium anual https://www.ivoox.vip/premium?affiliate-code=68e3ae6b7ef213805d8afeeea434a491 Premium mensual https://www.ivoox.vip/premium?affiliate-code=7b7cf4c4707a5032e0c9cd0040e23919 * La mejor selección de podcasts en exclusiva con iVoox Plus Más de 50.000 episodios exclusivos y nuevos contenidos cada día. ¡Suscríbete y apoya a tus podcasters favoritos! Plus https://www.ivoox.vip/plus?affiliate-code=258b8436556f5fabae31df4e91558f48 Más sobre el mundo del Misterio en alfilodelarealidad.com

Al Filo de la Realidad
AFR Nº 480: Los Hombres de Negro

Al Filo de la Realidad

Play Episode Listen Later Feb 18, 2026 35:39


Gustavo Fernández dialogando sobre Hombres de Negro (si sabés quién es su interlocutor, te agradeceremos que nos dejes un comentario en la web). - ¿Seres extraterrestres entre la gente? - Hombres de Negro: ¿extraterrestres, Servicios de Inteligencia o Antigua Sociedad Secreta? Albert K. Bender. El hombre del cable verde. La visita a un matrimonio español. - Investigadores silenciados. El "suicidio" de Morris K. Jessup. James E. McDonald. Luis Anglada Font (enfermedad que le impide comunicarse). Harold Dahl (isla Maury). Mozart. - El aspecto físico de los Hombres de Negro. - Puntos de contacto entre los temas Parapsicología y OVNI. - Una pareja de investigadores desaparecida. Aclaración: Este episodio se elaboró a partir de diferentes grabaciones de Gustavo Fernández en su programa de radio AM, en LT14 Radio General Urquiza de Paraná (Entre Ríos, Argentina), en algún momento entre agosto de 1988 y junio de 1994. Hemos quitado la música original por cuestiones de derechos de autor. No contiene publicidad. Relacionados: Más texto, audio y video sobre los temas del Misterio en nuestro portal: https://alfilodelarealidad.com/ Utiliza el buscador o busca por categorías y etiquetas. Plataforma de cursos: https://miscursosvirtuales.net * * * Programa de Afiliados * * * iVoox comparte con AFR un pequeño porcentaje si usas uno de estos enlaces: * Disfruta de la experiencia iVoox sin publicidad, con toda la potencia de volumen, sincronización de dispositivos y listas inteligentes ilimitadas: Premium anual https://www.ivoox.vip/premium?affiliate-code=68e3ae6b7ef213805d8afeeea434a491 Premium mensual https://www.ivoox.vip/premium?affiliate-code=7b7cf4c4707a5032e0c9cd0040e23919 * La mejor selección de podcasts en exclusiva con iVoox Plus Más de 50.000 episodios exclusivos y nuevos contenidos cada día. ¡Suscríbete y apoya a tus podcasters favoritos! Plus https://www.ivoox.vip/plus?affiliate-code=258b8436556f5fabae31df4e91558f48 Más sobre el mundo del Misterio en alfilodelarealidad.com

El Dragón Invisible, con Jesús Ortega
Seres de pesadilla: brujas, lobos y demonios - 10x24

El Dragón Invisible, con Jesús Ortega

Play Episode Listen Later Feb 14, 2026 53:51


Desde la más remota antigüedad, han existido monstruos y criaturas nacidas de miedos y preocupaciones reales. Brujas y demonios que nos acosan durante la noche, gigantes y lobos terribles en los bosques... Junto a Javier Prado, especialista en folclore y leyendas, y el médico Manuel Berrocal, profundizamos en algunas de las criaturas más terroríficas del bestiario español. Un programa especial grabado con público desde Talavera de la Reina. Dale 'me gusta' al episodio y al canal si disfrutas con nuestro trabajo. Un pequeño gesto que nos ayuda muchísimo. - YouTube: https://cutt.ly/wORVJYY - Twitter: https://cutt.ly/9GUvgov - Instagram: https://cutt.ly/yGUvlV8 - Facebook: https://cutt.ly/NGUvnlK Dirige y presenta: Jesús Ortega

Oxigênio
#213 – Curupira: da floresta à COP30

Oxigênio

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 42:54


O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Mas para os povos da floresta ele é muito mais que um mito. Você vai descobrir curiosidades sobre esse personagem nesse episódio que foi idealizado e produzido por Juliana Vicentini, revisado por Mayra Trinca e editado por Yama Chiodi.  ____________________ Roteiro Juliana: Se você entrar na floresta e ouvir um assobio, fique atento, você não está sozinho. É o Curupira, o guardião da natureza. Ele defende a mata e os animais daqueles que invadem, desmatam, caçam ou exploram o meio ambiente sem necessidade. O Curupira nasceu na cultura dos povos indígenas e continua vivo por meio da oralidade e da memória que se perpetua de geração em geração. Para os indígenas, ele é uma entidade, um espírito protetor da floresta e dos seres vivos. Mas durante o processo de colonização, o Curupira foi distorcido e sofreu tentativas de apagamento. Ele resistiu a isso e saiu do seu habitat natural para ganhar o Brasil e o mundo. O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará.  Juliana: Nesse episódio, nós faremos uma viagem para entendermos o Curupira. Nossa trilha começa pela perspectiva de quem cresceu ouvindo sobre ele não como uma lenda, mas como uma presença viva e protetora da natureza. Ao longo do nosso caminho, pesquisadores e jornalistas nos conduzem nessa jornada, nos revelando camadas que passam pela linguística, história e colonialidade, apresentando a trajetória do Curupira desde uma figura ancestral até a sua chegada como símbolo da COP30. Essa viagem nos ajuda a compreender o Curupira como um símbolo potente de resistência cultural, de decolonialidade e de sustentabilidade.  Juliana: Eu sou a Juliana Vicentini, esse é o podcast Oxigênio e o episódio de hoje é o “Curupira: da floresta à COP30”. [vinheta] Juliana: Algumas histórias não são ensinadas em aulas, não são vistas em livros, vídeos e fotografias. Elas são compartilhadas na convivência entre as pessoas, no chão da floresta, em meio ao som das águas e pássaros, e até mesmo ao redor de uma fogueira. Tem histórias que não são apenas lúdicas, mas que fazem parte da vida, da memória e do território e que pulsam no coração das pessoas com um significado especial.  Juliana: No Brasil, há 391 etnias indígenas, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022. E cada povo indígena tem suas próprias entidades que protegem a natureza. O Curupira é um desses seres e ainda assim, suas características nem sempre são contadas da mesma maneira por todos os povos.  Juliana: Hoje nós vamos ouvir alguém que cresceu entre a aldeia e a escola e que carrega histórias que quase não se contam no povo Suruí atualmente — histórias guardadas, íntimas, que vêm do vínculo com o pai e com o território. Maribgasotor Suruí: Não é um ser mitológico, não é um ser assim, de livro de história, né? Mas é verdadeiro. Nós acreditamos no Curupira. Juliana: Maribgasotor Suruí é estudante de Direito na Universidade Federal de Rondônia. Ele pertence a etnia Suruí, da terra indígena Sete de Setembro, localizada nos estados de Rondônia e Mato Grosso.  Maribgasotor Suruí: Eu cresci no meio disso, alguém falando disso, já faz parte do meu convívio, da minha cultura, do meu sangue, inclusive eu tenho curiosidades, tem isso também, um dia a ver, né? Mas como meu pai mesmo fala que não é qualquer pessoa que vê, e é um privilégio um dia, né? Hoje em dia, no Suruí, ninguém conta muito, ninguém pergunta muito, ninguém tem essa história que nós estamos falando. Eu e meu pai somos muito íntimos, né e  desde pequenos, somos uma pessoa muito curioso. Eu saí muito cedo de casa, eu estudei com a escola internato, escola agrícola, eu estudei em São Paulo, né? Eu tenho esse conhecimento, essa mistura de duas culturas diferentes. Eu sempre tive curiosidade com meu pai contar isso para mim, não é todos que querem saber, né? Porque hoje em dia, como eu falo, a evangelização chegou né, junto com os contatos e isso tirou a sensibilidade, a tradição, é como a gente descreve no direito indígena, como se fosse etnocídio. Juliana: A própria palavra Curupira carrega em si muito da história desse ser com os povos indígenas. Quem explica para a gente é o Thomas Finbow da Universidade de São Paulo, onde é professor de linguística histórica, área que investiga como as línguas evoluem.  Thomas: Curupira é uma palavra que vem do tupi, especificamente a fase que a gente conhece como tupi antigo, que seria aproximadamente do período entre 1500 e o final do século 17. E tupi é uma língua que era falada no litoral do que é o atual Brasil e é falada por várias nações indígenas. Esse é uma língua tupi guarani, que é um ramo de uma grande família linguística, família tupi, que tem 10 ramos e essas línguas estão localizadas desde Rondônia, dentro do Brasil, e atravessando a Amazônia, historicamente também no litoral e também existem na Guiana Francesa, no Peru, na Colômbia, na Venezuela, na Argentina, também na Bolívia, então é uma família muito muito dispersa geograficamente. Atualmente não tem mais falantes nativos dessa língua tupi, mas existem vários projetos entre os grupos descendentes das nações falantes de tupi, então os potiguara, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, os tupinambás na Bahia, os tupiniquins no Espírito Santo que estão trabalhando para revitalizar essa língua. Juliana: Quando a gente tenta entender a origem de uma palavra indígena, nem sempre encontra uma resposta única e Curupira é um exemplo de ambiguidades. O Thomas explicou que a palavra pode ter alguns significados, mas que nem sempre eles batem com as histórias que conhecemos.  Thomas: Curupira parece ter um item coru e pira como se comenta, então, mas o problema exatamente é de interpretar o que que seriam essa parte de coru. Coru significa uma pele com bolhas, como uma pele de sapo, com uma pele irregular, então isso é uma possibilidade para esta raiz e pira é uma raiz. Pira significa pele. Que é curioso porque isso não é uma característica que se comenta do Curupira. Tradicionalmente hoje, se fala de pele vermelho, de ter os pés virados para trás, de ter o corpo pequeno etc. Então é curioso, talvez isso pode levantar hipótese de que isso não seja exatamente o significado desses raízes e tem alguma coisa que se perdeu em termos da construção da palavra, na transição entre o tupi e o português. Juliana: Temos outras explicações possíveis pra essa palavra então? Thomas: Eu também vi tentativas de explicar essa palavra Curupira usando a palavra kurumin, ou seja, menino, em tupi é kunumin. Esse raiz piir poderia ser uma interpretação da palavra para corpo. Isso também é algo que se vê na língua geral amazônica, no Yengatu, que pira hoje não tem o significado de pele. E aí seria uma tentativa de dizer que é um homemzinho, uma estatura pequena, baixa do Curupira. Então, poderia ser corpo de menino, em tupi, o possuidor vem primeiro como em inglês e a coisa possuída vem depois. A gente sabe que é um conceito antigo, parece que é algo pré-colonial, pré-europeu, porque os primeiros registros já no século XVI mencionam esse nome, Curupira. Então, não parece ser alguma coisa que tenha saído da cabeça dos europeus. E as pessoas que registravam os termos eram pessoas que conheciam o tupi antigo muito bem. É pouco provável que eles tenham errado muito no registro do nome também. Mas eles não explicam o que significa. Juliana: Assim como é difícil estabelecer um consenso sobre o significado da palavra Curupira, também não há unanimidade quanto à sua descrição. O Curupira é representado de diversas maneiras e suas características físicas ilustram o seu papel como o guardião da floresta e dos animais. A Januária Cristina Alves, que é jornalista, escritora, pesquisadora da cultura popular e apaixonada pelo folclore brasileiro nos dá detalhes sobre isso.  Januária: Ele é um menino, dizem que ele raramente anda sozinho, né, ele anda sempre ao lado de uma companheira, tem hora que ele aparece com um só olho no meio da testa, né, com um nariz bem pontudo. Em outras descrições, ele não tem nem nariz, ele não tem nenhum buraco, nenhum orifício no corpo. Ele tem dentes verdes, em algumas regiões, em outras, os dentes são azuis. Ele muitas vezes aparece careca, outras vezes bastante cabeludo. Em algumas ocasiões descrevem com orelhas enormes, sem articulações nas pernas. Mas de qualquer maneira, ele é sempre visto como uma entidade muito forte, que anda virado, com os pés virados para trás, exatamente para confundir as pessoas que tentam persegui-lo, que vão seguir a pista errada. Juliana: Afinal de contas, por que a gente se depara com tantas descrições físicas diferentes do Curupira, Januária? Januária: Na verdade, não é exclusivo do Curupira, não, a Caipora também é assim. Por serem parte da tradição oral, suas histórias correm de boca em boca, quem conta um conto, aumenta um ponto, é assim que diz o ditado popular. Então, de fato, essa narrativa oral vai permitindo com que as pessoas muitas vezes esqueçam um ponto ou acrescentem alguma outra característica e com isso a gente vai reunindo diferentes versões, muitas vezes o nome do personagem muda também, mas as suas características principais, a sua essência, ela é mantida. Então, no caso do Curupira, é verdade, ele aparece em diferentes versões, dependendo da região, da época, né? Mas, no geral, a gente sabe que ele é aquele menino que tem basicamente os pés virados para trás. Juliana: Independentemente das características físicas do Curupira, o que é unânime nas cosmologias indígenas é que ele ensina que a convivência entre os seres humanos e a natureza deve ser respeitosa e quando isso não acontece, o Curupira desaprova, não é mesmo Maribgasotor? Maribgasotor Suruí: Normalmente os caçadores, mata o bicho por hobby, deixa o animal padecendo no mato, ele não gosta. Até com nós que é índio que faz essas coisas, que nasceu dentro do mato, ele já não gosta, imagina com as pessoas que faz destruição com o habitat dele. Ele não tem limite, ele está em todo lugar e inclusive não pode falar muito o nome dele, né? Porque ele é um ser que devemos respeitar.  Juliana: Luís da Câmara Cascudo, em seu livro intitulado Geografia dos Mitos Brasileiros, detalha que a personalidade do Curupira varia segundo as circunstâncias e o comportamento dos frequentadores da floresta. Basicamente, o Curupira não gosta de quem desrespeita o meio ambiente e acaba punindo essas pessoas, por isso, nem sempre ele visto com bons olhos. A Januária conta mais sobre isso  Januária: Ele é o protetor da floresta, né, e muitas vezes, de fato, ele não é politicamente correto. Ele tem lá as leis dele. Por exemplo, um caçador que mate uma fêmea grávida, ele não vai perdoar. Ele vai matar. Muitas vezes, até por isso, ele foi tido como demônio da floresta, principalmente com a chegada dos jesuítas, que tentaram catequisar os índios e tal. A figura do Curupira foi bastante associada ao mal, ao demônio. Ele costuma fazer acordos, né, em troca de bebida, comida, presente. E ele gosta de confundir, né, as pessoas. Então ele passa informações erradas. Ele indica o caminho confuso, faz as pessoas buscarem coisas que ele oferece lá e não tem nada, né. Enfim, mas de qualquer jeito, ele não aceita que ninguém mate por gosto, sem necessidade. Ele se torna mesmo um inimigo implacável. Então, essa é a personalidade do Curupira. Ele é implacável na defesa da natureza. Juliana: O Curupira utiliza algumas estratégias para proteger a floresta e os animais. Ele é um ser muito ágil, o que faz com que ele ande de um lugar para o outro  na mata muito rapidamente. Também é conhecido pelos assobios, gritos e outros barulhos que usa  para desorientar invasores e pelos rastros deixados por seus pés virados, que é considerado um artifício poderoso para confundir sua direção. Mas afinal de contas, Januária, o que mais o Curupira é capaz de fazer? Ele tem poderes? Januária: Ele mesmo consegue se disfarçar em caça, por exemplo, num bicho,  para fugir dos caçadores. Mas o caçador nunca consegue pegá-lo, né. Ele é bom de se disfarçar, ele é bom de disfarçar os caminhos. O pé virado para trás facilita, mas ele de qualquer maneira faz com que o caçador se perca na floresta, no meio dos labirintos. Então, muitas vezes o caçador fica perdido sem nunca conseguir sair de lá, porque o Curupira faz esses caminhos muito confusos. Então, na verdade, não é um super-poder, mas é, sobretudo, uma convicção de que para proteger a floresta, os animais, ele é capaz de tudo. Dizem que ele tem um assobio muito alto e muito estridente. E ele anda em muitas regiões montado num porco do mato. E aí atrás dele sempre vem uma manada também dos porcos do mato. E muitas vezes também vem cachorro selvagem. Ele gosta dos cachorros. Ele é um ente muito ligado à questão da caça. E muitas vezes dizem também que ele consegue saber se vai ter tempestades, se vai ter essas intempéries grandes na natureza, porque ele bate no tronco da árvore dependendo do barulho que faz ele consegue saber se vai chover ou não, por exemplo. E ele também faz vários barulhos. E os caçadores que tentam segui-lo por meio dos barulhos acabam se confundindo. Porque são barulhos que os caçadores não têm condição de identificar. Enfim, mas ele não é um super-herói.   Juliana: Dá pra perceber que o Curupira é ardiloso e tem uma série de truques pra proteger a floresta e quem vive nela, mas afinal de contas, qual é a origem do Curupira e qual foi o primeiro registro que descreveu esse ser, Januária? Januária: A figura do Curupira tá mais ligada mesmo aos indígenas, inclusive o primeiro registro é uma descrição que o padre José de Anchieta faz na carta, onde ele descreve as coisas naturais da Capitania de São Vicente, ele já fala do Curupira. Então ele é fortemente ligado à mitologia indígena. Então, a gente não tem muita dúvida e ele é encontrado, suas histórias, suas tradições no Brasil inteiro. Juliana: A Carta de São Vicente foi escrita em 1560 pelo jesuíta José de Anchieta. Esse tipo de registro era uma mistura de relatório e observação do território brasileiro pelo olhar europeu e cristão. O objetivo dessa carta em específico era descrever a natureza, os habitantes e a cultura indígena. Quem conta para gente como o Curupira foi interpretado e materializado nesses escritos é a Gracinéia dos Santos Araújo. Ela é tradutora, escritora, professora universitária e docente de Espanhol na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará. Ela atua sob uma perspectiva decolonial piracêmica-emancipatória que reivindica o protagonismo dos mitos e lendas de maneira geral. Gracinéia: A gente precisa retroceder no espaço, no tempo, e lembrar que com a chegada da empresa colonizadora, ao que se chamou Novo Mundo, entre aspas, né, a história dos nossos mitos, mitos autóctones, foi marcada pela demonização. Seres encantados como Curupira e muitos outros foram relegados à condição de demônio, isso foi o que registrou, por exemplo, o Jesuíta Espanhol, Jesuíta de Anchieta. Evidentemente não foi apenas a Anchieta quem o demonizou, porque outros letrados, cronistas da época, ou não, também o fizeram, bem como nos lembra o folclorista Luís da Câmara Cascudo. Juliana: A maneira de os jesuítas explicarem o que viam onde hoje é o Brasil, é marcada pela oposição entre o divino e o demoníaco. Na ausência de um meio-termo e na tentativa de afastar os indígenas de suas crenças, toda figura que não fosse divina, na percepção dos europeus, era demoníaca e, consequentemente, maligna. O Curupira foi o primeiro, mas não o único, a passar por esse processo.   Gracinéia: Cascudo destaca, que Curupira foi o primeiro duende selvagem que a mão branca do colonizador europeu fixou em papel e deu a conhecer além das nossas fronteiras e o fez precisamente por meio de uma espécie de certidão de batismo que escreveu na referida carta de São Vicente. Para o colonizador europeu, nesse caso, o José de Anchieta, o Curupira foi visto como um ser temível, um ser meramente do mal, totalmente a contracorrente da perspectiva nativa em relação a este ser encantado. Juliana: O Thomas detalha como o José de Anchieta usou as características de defensor da mata do Curupira pra transformar ele nesse ser que engana as pessoas  de um jeito puramente maldoso no lugar do personagem complexo que ele é. Thomas Finbow: Na segunda metade do século 16, ele menciona a existência de tipos, vou lhe descrever como demônios na visão cristã dele, para que maltratavam indígenas em certas situações, quando ele podia levar eles a se perder nas matas, até acidentes, a sofrer lesões corporais que açoitavam as pessoas, aí as pessoas deixavam oferendas em determinados lugares na floresta para esses demônios. Juliana: Mais pra frente na história, nos registros dos naturalistas e viajantes do século XIX, o Curupira não era descrito como o protetor das florestas. Nos contos escritos a partir do olhar estrangeiro nesse período, ele  retoma a figura ambígua: ora ajuda as pessoas, ora as persegue. O Thomas fala mais sobre isso. Thomas: Por exemplo, Barbosa Rodrigues, um botânico importante, ele tem toda uma série de contos sobre o Curupira, de aventuras nas florestas, que às vezes ajuda, às vezes atrapalha as pessoas, muitas vezes é o caçador que precisa escapar do Curupira. Ele simplesmente é o Curupira que conversa com os seres humanos, mas pode ajudar dando flechas mágicas, por exemplo, que sempre acertam a caça, ou pode querer comer as pessoas também. Então, assim, ele oscila, ele não tem uma característica apenas boa ou ruim. São entidades, seres, habitantes das matas que são um aspecto dos perigos da mata, que as pessoas que circulam precisam lidar e precisam se prevenir contra esses seres. Então, assim, teve essas versões que mostram certos atributos dos Curupiras e essa visão que temos hoje é muito adaptada pelos contos transmitidos pelo século XIX. A nossa imagem do Curupira atualmente é uma coisa composta, que é feita de várias tradições que existiam desde tempos muito antigos em diversos lugares do Brasil, mas todos relacionados mais ou menos com essas figuras da cosmovisão dos povos tupi-guarani principalmente. Juliana: O significado do Curupira depende de quem conta a sua história, por isso, um dia ele já foi demônio, mas continua sendo o protetor da floresta. Essas interpretações diferentes nos revelam mais sobre as pessoas do que o próprio Curupira. Quem nos ajuda a entender isso é a Gracinéia.  Gracinéia: Com o contato linguístico e cultural, resultante do processo de colonização, estendeu-se a ideia do Curupira como um demônio, porque a ideologia predominante dogmática foi a ideologia eurocêntrica dogmática que viu o mito apenas como um demônio, mas para os povos nativos da floresta, o Curupira não é e nunca foi um demônio, mas o pai ou mãe da mata, um ser encantado, que se tem muito respeito, se obedece, porque sabe que como pai da mata, ele a protege, e evidentemente vai defendê-la dos possíveis invasores e dos perigos que põem em jogo a vida dos seus habitantes. Daí que aplique inclusive castigos exemplares, mas mesmo assim, quem padece desses castigos exemplares, não considera como demônio, e reconhece muitas vezes que foi pela sua atitude inapropriada para com a mãe natureza.  Juliana: Parte da transformação do Curupira em demônio também passa pelo projeto de exploração de recursos naturais que se baseava a colonização portuguesa por aqui. Destruir a imagem do protetor da floresta facilitava isso. Gracinéia: Não podemos esquecer que o principal objetivo da empresa colonizadora foi explorar nossas matérias primas e por outro lado, impor ao colonizado, o seu modo de vida e tudo o que isso implicou, a língua, a religião, a guerra etc. os seus mitos, né? Mas, tamanha é a valia de Curupira, que ele ou ela, porque é um ser multifacetário, o Curupira ou a Curupira, sobrevive até os nossos dias e continua igualmente mencionado, dosando o seu valor real. Para o nativo não houve um antes e depois do mito Curupira. Os estudos mais atuais têm nos revelados que para os habitantes da Amazônia, nativos ou forâneos, Curupira é pai ou mãe da mata e isso não resta dúvida.  Juliana: Quando o Curupira é compreendido a partir de versões diferentes, a gente começa a refletir que não se trata apenas de leituras distintas, mas que há disputas sobre memória, cultura e poder. Podemos pensar que esse processo de demonização do Curupira foi uma tentativa de apagamento cultural. A visão eurocêntrica estava se sobrepondo ao simbolismo indígena, como disse a Gracinéia.   Gracinéia: Eu acredito, sem dúvidas, né, que com a chegada do colonizador europeu, não apenas mitos como Curupira sofreram uma tentativa de apagamento, mas muitos povos e culturas milenárias, culturas originárias em uma dimensão ampla, foram apagadas, muitas delas exterminadas. Cabe destacar que muitos povos foram, inclusive, dizimados, e com eles desapareceram línguas, desapareceram culturas, e tudo o que isso implica, né, como seus mitos e as suas lendas. Foram sim seus mitos, porque os mitos também morrem, precisa a gente destacar isso. Então, é importante destacar, por outro lado, que muitos povos ainda resistem também, mas vivem sufocados e condenados a desaparecer, agonizando, junto com os seus mitos, com os mitos que ainda restam, e essa é uma das consequências funestas do processo de colonização, que ainda perdura até os nossos dias.  Juliana: A tentativa de apagamento do Curupira, e consequentemente, da cultura dos povos indígenas, é uma herança colonial, mas que não ficou no passado. No presente, há outros elementos que contribuem para silenciar o Curupira?  Gracinéia: Há outros fatores igualmente impactantes, como podem ser os avanços tecnológicos, a televisão, a internet, entre outros, que exercem uma evidente influência, uma vez que sem pedir licença acabam impondo novas formas de vida, novos mitos também. O Ailton Krenak no seu livro “Futuro Ancestral”, destaca e denuncia que querem silenciar, inclusive, nossos seres encantados, de que forma isso ocorre? Acredito eu, que uma vez que nós destruímos as matas, estamos silenciando os nossos encantados, porque estamos destruindo o seu habitat, então, uma vez que não há floresta, evidentemente os mitos desaparecem. Então, isso vem ocorrendo desde a chegada do colonizador europeu. Criaturas fantásticas como Curupira, que é parte da floresta como é o sol, as águas, a terra etc., se funde, se confunde com a realidade, assumindo um papel de guardião da floresta, tudo que ela habita, sendo uma espécie de protetor da própria vida no planeta.  Juliana: A fala da Gracinéia mostra como o processo de apagamento da cultura indígena segue em curso. Ainda assim, o Curupira ainda tem forças e permanece como guardião da floresta.  Gracinéia: Apesar de tudo, muitos seres encantados da floresta conseguem sobreviver, como é o caso do Curupira, e outros mitos né, que sobrevivem, embora a duras penas, sem que a civilização entre aspas e progresso, tenham conseguido acabar com eles. Isso é o fato de um progresso científico e tecnológico não conseguirem tranquilizarem os nossos medos, ou seja, os frutos desse progresso ainda estão longe de acalmar os medos ancestrais de homens e mulheres. Curupira é um ser que faz parte da idiossincrasia dos povos originários e se manteve vivo pelo papel que representa como pai ou mãe da mata, né, do mato. Juliana: Manter o Curupira vivo no século XXI é uma forma de honrar e valorizar a cultura indígena e a importância desses povos na preservação da natureza e no enfrentamento à crise climática. Então, faz sentido que essas histórias se mantenham por outro elemento muito importante da cultura originária: a oralidade e as histórias contadas de geração em geração. Quem compartilha conosco a sua perspectiva sobre isso é o Maribgasotor: Maribgasotor Suruí: A melhor estratégia para manter essa história, é falar para as crianças que é verdade, não é conto de história, que esse ser existe. Outro dia eu estava pensando sobre isso, que poderia ser mais pesquisado, mais na área acadêmica, na base da cultura, dar mais valor, reconhecer mais, não visto como um mito, uma história, mas como uma coisa verdadeira. Juliana: O Curupira tem circulado para além das florestas e ganhou o Brasil. Ele está presente em livros, poemas, filmes e séries. Isso se deve em parte a ele ser um dos integrantes do nosso folclore. Quem nos conta quando foi isso é a Januária.  Januária: É muito difícil a gente demarcar quando foi que isso aconteceu. Os indígenas foram preservando as suas tradições também oralmente. Então, a gente entende que é uma coisa natural, né? Que essas histórias que os indígenas foram contando, os seus cultos, as suas tradições, foram também se imbricando com a nossa cultura, a ponto de integrarem nosso folclore, serem quase que uma coisa só. Mas, de qualquer maneira, é muito importante deixar claro que mesmo sendo uma figura folclórica, não existe desrespeito, né, à figura do Curupira. Muito pelo contrário, né? Ele é muito respeitado exatamente por ser um protetor da natureza. Juliana: Januária, a essência indígena do Curupira se manteve no folclore brasileiro?   Januária: Basicamente ele se manteve tal como os indígenas o descreviam, né, tanto fisicamente como de personalidade, o que prova exatamente isso, que houve uma mistura. As histórias se amalgamaram do culto religioso para as tradições populares. Como é muito comum de acontecer com diversos personagens do folclore brasileiro. Juliana: O Curupira que já é conhecido no Brasil – seja como um ente da cultura indígena, integrante do folclore brasileiro ou personagem infantil – ganhou projeção internacional. Ele foi escolhido para ser o mascote da COP30. Segundo o comunicado oficial, disponível no site cop30.br Simone: o “Curupira reforça a relação da identidade brasileira com a natureza”. Juliana: Maribgasotor Suruí fala sobre as suas impressões a respeito de quem escolheu o uso do Curupira como símbolo da conferência sobre clima. Maribgasotor Suruí: Espero que essa pessoa tenha mesmo compreensão, tenha o mesmo respeito que eu tenho por ele, não por brincadeira, não por marketing, não por nada. Espero que essa pessoa esteja pedindo a permissão dele, dos seres espirituais. Um evento desse daí, desse nível, né, é um apelo, um grito, e espero que as pessoas compreendam isso, que para falar de Curupira, não é qualquer um, e como se fosse falar de uma religião, que você fala de uma ideia e uma filosofia de vida, não é só apenas um Curupira, uma filosofia de vida que a pessoa vai levar. Por isso, é uma honra falar isso para você, o que é tão significado que esse ser tem para nós, e eu estou muito orgulhoso por falar do meu irmão. Juliana: O Curupira como mascote da COP30 é uma maneira de fortalecer a cultura indígena e de reforçar a necessidade de respeito à natureza. Quem detalha isso pra gente é a Gracinéia.  Gracinéia: Depois de muitos anos, de muitos séculos de invisibilização do modo de vida dos povos originários, considerados primitivos, muitos séculos de apagamento das suas tradições, das suas crenças, de chamá-los de gente sem Deus e sem alma, selvagens indígenas de tutela do colonizador europeu, dar protagonismo para um ser mítico ancestral e próprio das culturas nativas, como é o caso do Curupira em um evento com uma COP30 é sem dúvida, uma forma muito acertada de reconhecimento também, e de certa reparação histórica, uma reparação histórica e cultural, para com os nossos antepassados indígenas e as suas crenças, as suas tradições. Os povos indígenas, é bem sabido, mantém uma relação estrutural com a natureza.  Juliana: A realização da COP30 acontece para que a sociedade como um todo e em todo o mundo discutam ações para o enfrentamento do aquecimento global. Isso significa que vivemos um cenário de crise climática e que entes como o Curupira se tornam ainda mais relevantes nesse contexto,  não é mesmo, Gracinéia? Gracinéia: Insisto que dar protagonismo a seres encantados como Curupira é mais do que importante, é muito necessário. É um compromisso moral e ético que todos deveríamos assumir se queremos continuar sobrevivendo no planeta. Aqui eu falo desde o lugar que eu ocupo como docentes do contexto amazônico e do contexto amazônico, especialmente pelo papel que representa o mito como o protetor da floresta.  Juliana: Isso não significa se ver preso a um modo de vida do passado ou pensar na mata como uma espécie de paraíso perdido… Gracinéia: Mas de olhar e agir para um futuro de maneira circular, ter de encontro nosso passado para entender o nosso presente, e conviver com a natureza de maneira mais respeitosa sem degradação. É precisamente isso que nos ensina o mito Curupira, com o uso responsável dos recursos naturais que significa claramente extrair da natureza apenas o que precisamos para sobreviver, sem avareza, sem devorá-la. Nesse sentido, colocar de releio figuras tão relevantes como Curupira, é sem dúvidas o anúncio de um recomeço, de respeito de ressignificar a nossa relação com a natureza e tudo o que ela nos aporta. Juliana: O combate à crise climática deve ir além da ciência e da tecnologia. É preciso integrar as culturas originárias e tradicionais que são detentoras de saberes profundos sobre a natureza. O Curupira, como o guardião da floresta, é um ser capaz de conectar esses conhecimentos diversos rumo a sustentabilidade planetária, Gracinéia?  Gracinéia: Curupira, sem dúvida, pode ajudar a conectar a cultura, ciência e espiritualidade na luta climática, né. Porque temos em conta que o Curupira não é um simples adorno da floresta. O Curupira é uma lei reguladora da própria vida no planeta, em uma dimensão ampla, porque permite, de certo modo, que siga havendo vida na Terra. O Curupira é essa lei que nos exige que redimensionemos a nossa forma de viver e nos relacionar com a natureza.  Juliana: O modo de vida trazido pelos europeus durante a colonização nos afastou dessa conexão com a terra e com a natureza. Mas os muitos povos indígenas que resistem no Brasil ainda protegem essa herança e podem nos ensinar a ter uma outra relação com o ambiente que nos cerca. Gracinéia: No mundo amazônico, ao longo de séculos e séculos, a relação do ser humano com a Terra era de estreita sintonia, de evidência e dependência, uma dependência harmoniosa. Nessa relação, surge a ciência ancestral como geradora de cultura, geradora de vida abundante, fecunda. No entanto, hoje em dia não é assim. Estamos atordoados. O grande problema da ruptura da relação com a Terra é evidente. Não existe uma espiritualidade com a Terra, com o rio, com a floresta. Porque essa relação com a natureza está se tornando cada vez mais distante. Está havendo uma total ruptura do contato com a Terra, porque a Terra é vista como algo sujo, nos lembra Krenak. Algo que as crianças não podem pisar descalça porque a Terra suja o pé. Essa é uma espécie de mantra que tem se repetido especialmente no contexto das cidades, no contexto dos mais urbanizados ou mais urbanos. Daí que reivindicamos a espiritualidade indígena no contato com a Terra, com a água, com a natureza, em uma dimensão ampla de respeito e de cuidado, mas também de desfrute, de deleite. Isso demonstra que a espiritualidade mantém uma relação estreita com a ciência e vice-versa, porque a ciência é parte da cotidianidade da vida. Juliana: O Curupira com seus pés virado para trás nos ensina que é preciso olharmos para o passado e para a relação de nossos ancestrais com a natureza, para que possamos seguir para o futuro na construção de um mundo mais justo, ético e sustentável.  Juliana: Nossa viagem pelo universo do Curupira chega ao fim. Registramos nossos agradecimentos à Maribgasotor Suruí, Thomas Finbow, Januária Cristina Alves e Gracinéia dos Santos Araújo pelas contribuições valiosas e gentis. Pesquisas, entrevistas e roteiro foram feitas por mim, Juliana Vicentini, e narração do podcast é minha e da Simone Pallone, a revisão do roteiro foi realizada por Mayra Trinca e a edição foi de Yama Chiodi.  A trilha sonora é do Pixabay. A imagem é do acervo do Freepik. O Oxigênio é um podcast vinculado ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (LABJOR) da UNICAMP. Segue a gente nas redes sociais, curte, comenta e compartilha. Até a próxima! Tchau. 

Cara B
Cara B - 179

Cara B

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 59:47


Esta semana suenan: AZUL YOKAI – Hoja afilada MUJERES – Después destellos BIANCA CASTAFIORE – Brechas EL DIABLO DE SHANGHAI – Dinero BANANI – Segundas partes CARAMELORARO – Fugaz PRUNÉS – Una setmana sense tu GATEFOLD – All those songs LOS VINAGRES – Volando alto TALLERES MOLINA – Rápido lento THE RAPANTS & JOE CREPÚSCULO – Non sei como LA AMENAZA CONSTANTE – El verano CLAIM – Todas nuestras carencias VERMÚ – La del Júcar VIMBIO – Seres de luz MORDAZA – Brutos PEDRIÑANES 77 – Sharon DAPHNE - Laika ---------- Cara B "Entre lo alternativo y lo emergente, en eso andamos". Programa emitido en Mozoilo Irratia, la radio de Galdakao, online en mozoiloirratia.eus Escúchanos en directo cada miércoles de 20h a 21h.

Noticias de América
En Paraguay los animales dejan de ser objetos para convertirse en "seres sintientes"

Noticias de América

Play Episode Listen Later Jan 31, 2026 2:31


En una entrevista con Radio Francia Internacional, el ministro Héctor Luis Rubín, director de la Dirección Nacional de Defensa, Salud y Bienestar Animal de Paraguay, detalla los alcances de la nueva Ley 7513/25. Con ella se "establecen los mecanismos para promover el bienestar de los animales y el marco jurídico para su protección integral". Esta legislación no sólo endurece las penas de cárcel para los agresores, sino que cambia el estatus jurídico de los animales que dejan de ser objetos para convertirse en "seres sintientes". Con la promulgación de la Ley 7513/25 Paraguay se alinea con las tendencias globales de derecho animal al reconocer legalmente que los animales no son cosas, sino individuos con capacidad de sentir. El ministro Héctor Luis Rubín, director de la Dirección Nacional de Defensa, Salud y Bienestar Animal, explica que este logro es el resultado de un intenso trabajo conjunto entre el Poder Ejecutivo, legisladores y organizaciones civiles. Sin embargo, el camino no fue sencillo, especialmente al intentar introducir el concepto de "sintiencia" en el debate legislativo. Uno de los pilares de esta ley es la declaración de los animales como seres "sintientes", un término que enfrentó resistencia inicial en el Congreso. Según explica Rubín, este cambio terminológico tiene implicaciones legales profundas: "En la primera propuesta que hicimos nosotros en la dirección pusimos 'seres sintientes' y se nos pidió poner realmente luego 'seres vivos a los cuales hay que proteger del dolor', porque no querían en principio poner seres sintientes. Por fin logramos que en la ley sean declarados así. Esto en un estatus jurídico transforma a los animales: en lugar de objetos, son sujetos de derecho. Por ejemplo, a la hora de un maltrato, no solo tenemos en cuenta el daño físico, sino también valoramos el terror que pueden haber pasado, la ansiedad prolongada y el hecho de que son conscientes de su entorno. Seres sintientes significa que se valora si tienen el hábitat correcto, si pueden respirar, que no estén atados bajo el sol, la lluvia o el frío. No estamos 'humanizando', estamos reconociendo algo que es real y está comprobado: sienten, padecen, sufren y tienen ansiedad". La nueva legislación paraguaya establece una estructura de sanciones que distingue entre faltas administrativas y delitos penales. Mientras que la Dirección Nacional se encarga de las multas en casos leves, los episodios de crueldad extrema o muerte ya son competencia de la justicia penal, con penas que pueden alcanzar los seis años de prisión. "Esta Ley 7513/25 es como si estuviera dividida en dos partes. En las sanciones leves o menos graves, nosotros como dirección aplicamos directamente el expediente sancionador con multas administrativas. Cuando hablamos de crueldad extrema o gravedad, donde termina falleciendo el animalito, ya pasa al Ministerio Público. La Fiscalía asume el rol de ordenar detención, imputación y pedir elevar a juicio. En este momento, está estipulado que hay diferentes penas: dos años, cuatro años con agravantes y, con la muerte del animalito, son seis años de cárcel. Lo que nosotros demandamos ahora es ver efectivamente en la cárcel a los maltratadores y asesinos; eso todavía es una deuda pendiente". Registro de agresores y educación obligatoria Más allá del castigo, en Paraguay se busca prevenir la violencia. Se ha creado el primer Registro Nacional de Agresores de Animales, basándose en la premisa de que quien maltrata a un animal es un peligro potencial para la sociedad en general. Además, la normativa obliga a incluir el bienestar animal en el sistema educativo nacional. "Hemos creado el primer Registro Nacional de Agresores de Animales, donde van a parar todas las personas que hayan sido sentenciadas o sancionadas. Buscamos prevención y control; el que maltrata a un animal está a un paso, si no lo hizo ya, de maltratar en el entorno familiar o social. No se puede separar el maltrato animal del maltrato general. Además, hemos logrado que en el artículo cinco de nuestra ley sea obligatorio hablar y poner como materia el bienestar animal en toda la extensión educativa del Paraguay. Toda la malla curricular paraguaya, ya se está trabajando con el ministerio de educación, tiene que incluir el bienestar animal desde los niños hasta los más adultos". Bienestar en animales de consumo y el fin de los espectáculos crueles La ley no se limita a perros y gatos. Aunque existe otra institución para el ganado, la Dirección de Bienestar Animal ahora tiene el mandato de vigilar que los animales de producción sean tratados con dignidad, incluso en el transporte y el sacrificio. Por otro lado, el ministro Rubín fue enfático en su postura contra las tradiciones que implican sufrimiento, como las corridas de toros o las peleas de gallos, las cuales espera que sean prohibidas bajo el amparo de esta nueva visión legal: "Nosotros creemos realmente que todo lo que tenga que ver con la corrida de toros es maltrato. Si estás declarando a los animales seres sintientes, la diversión de los humanos no quiere decir que ellos se diviertan. Para nosotros, ellos pasan estrés, sufrimiento y miedo. Estamos luchando fervientemente para que lo que ya existe hoy en día sea derogado. No somos partidarios de que los animales sean utilizados en espectáculos públicos. Eso de que no sufren no lo creo; no hay casi ningún veterinario que certifique eso. Nuestros veterinarios han documentado cómo pasan terror ante estos espectáculos". Conozca la ley 7512/25 de Paraguay: 

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Play Episode Listen Later Jan 31, 2026 2:31


En una entrevista con Radio Francia Internacional, el ministro Héctor Luis Rubín, director de la Dirección Nacional de Defensa, Salud y Bienestar Animal de Paraguay, detalla los alcances de la nueva Ley 7513/25. Con ella se "establecen los mecanismos para promover el bienestar de los animales y el marco jurídico para su protección integral". Esta legislación no sólo endurece las penas de cárcel para los agresores, sino que cambia el estatus jurídico de los animales que dejan de ser objetos para convertirse en "seres sintientes". Con la promulgación de la Ley 7513/25 Paraguay se alinea con las tendencias globales de derecho animal al reconocer legalmente que los animales no son cosas, sino individuos con capacidad de sentir. El ministro Héctor Luis Rubín, director de la Dirección Nacional de Defensa, Salud y Bienestar Animal, explica que este logro es el resultado de un intenso trabajo conjunto entre el Poder Ejecutivo, legisladores y organizaciones civiles. Sin embargo, el camino no fue sencillo, especialmente al intentar introducir el concepto de "sintiencia" en el debate legislativo. Uno de los pilares de esta ley es la declaración de los animales como seres "sintientes", un término que enfrentó resistencia inicial en el Congreso. Según explica Rubín, este cambio terminológico tiene implicaciones legales profundas: "En la primera propuesta que hicimos nosotros en la dirección pusimos 'seres sintientes' y se nos pidió poner realmente luego 'seres vivos a los cuales hay que proteger del dolor', porque no querían en principio poner seres sintientes. Por fin logramos que en la ley sean declarados así. Esto en un estatus jurídico transforma a los animales: en lugar de objetos, son sujetos de derecho. Por ejemplo, a la hora de un maltrato, no solo tenemos en cuenta el daño físico, sino también valoramos el terror que pueden haber pasado, la ansiedad prolongada y el hecho de que son conscientes de su entorno. Seres sintientes significa que se valora si tienen el hábitat correcto, si pueden respirar, que no estén atados bajo el sol, la lluvia o el frío. No estamos 'humanizando', estamos reconociendo algo que es real y está comprobado: sienten, padecen, sufren y tienen ansiedad". La nueva legislación paraguaya establece una estructura de sanciones que distingue entre faltas administrativas y delitos penales. Mientras que la Dirección Nacional se encarga de las multas en casos leves, los episodios de crueldad extrema o muerte ya son competencia de la justicia penal, con penas que pueden alcanzar los seis años de prisión. "Esta Ley 7513/25 es como si estuviera dividida en dos partes. En las sanciones leves o menos graves, nosotros como dirección aplicamos directamente el expediente sancionador con multas administrativas. Cuando hablamos de crueldad extrema o gravedad, donde termina falleciendo el animalito, ya pasa al Ministerio Público. La Fiscalía asume el rol de ordenar detención, imputación y pedir elevar a juicio. En este momento, está estipulado que hay diferentes penas: dos años, cuatro años con agravantes y, con la muerte del animalito, son seis años de cárcel. Lo que nosotros demandamos ahora es ver efectivamente en la cárcel a los maltratadores y asesinos; eso todavía es una deuda pendiente". Registro de agresores y educación obligatoria Más allá del castigo, en Paraguay se busca prevenir la violencia. Se ha creado el primer Registro Nacional de Agresores de Animales, basándose en la premisa de que quien maltrata a un animal es un peligro potencial para la sociedad en general. Además, la normativa obliga a incluir el bienestar animal en el sistema educativo nacional. "Hemos creado el primer Registro Nacional de Agresores de Animales, donde van a parar todas las personas que hayan sido sentenciadas o sancionadas. Buscamos prevención y control; el que maltrata a un animal está a un paso, si no lo hizo ya, de maltratar en el entorno familiar o social. No se puede separar el maltrato animal del maltrato general. Además, hemos logrado que en el artículo cinco de nuestra ley sea obligatorio hablar y poner como materia el bienestar animal en toda la extensión educativa del Paraguay. Toda la malla curricular paraguaya, ya se está trabajando con el ministerio de educación, tiene que incluir el bienestar animal desde los niños hasta los más adultos". Bienestar en animales de consumo y el fin de los espectáculos crueles La ley no se limita a perros y gatos. Aunque existe otra institución para el ganado, la Dirección de Bienestar Animal ahora tiene el mandato de vigilar que los animales de producción sean tratados con dignidad, incluso en el transporte y el sacrificio. Por otro lado, el ministro Rubín fue enfático en su postura contra las tradiciones que implican sufrimiento, como las corridas de toros o las peleas de gallos, las cuales espera que sean prohibidas bajo el amparo de esta nueva visión legal: "Nosotros creemos realmente que todo lo que tenga que ver con la corrida de toros es maltrato. Si estás declarando a los animales seres sintientes, la diversión de los humanos no quiere decir que ellos se diviertan. Para nosotros, ellos pasan estrés, sufrimiento y miedo. Estamos luchando fervientemente para que lo que ya existe hoy en día sea derogado. No somos partidarios de que los animales sean utilizados en espectáculos públicos. Eso de que no sufren no lo creo; no hay casi ningún veterinario que certifique eso. Nuestros veterinarios han documentado cómo pasan terror ante estos espectáculos". Conozca la ley 7512/25 de Paraguay: 

Amorosidade Estrela da Manhã
Áudio - Relacionamento Deveria Ser Matéria Escolar Para os Seres Desenvolverem-se Emocionalmente Sadios

Amorosidade Estrela da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 30, 2026 152:55


Amorosidade Estrela da Manhã
Vídeo - Relacionamento Deveria Ser Matéria Escolar Para os Seres Desenvolverem-se Emocionalmente Sadios

Amorosidade Estrela da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 30, 2026 152:55


La rosa de los vientos
"Para diferenciarnos del resto de los animales necesitamos ser seres sociales"

La rosa de los vientos

Play Episode Listen Later Jan 25, 2026 22:04


El filósofo David Pastor Vico es uno de los grandes divulgadores del momento. Todo lo que dice es necesario saborearlo y analizarlo. Acaba de publicar un nuevo libro: Filosofía para desconfiados (Ariel). Es una auténtica defensa del ser humano como animal social...

Uniradioinforma
Los seres sintientes y la evolución de los derechos

Uniradioinforma

Play Episode Listen Later Jan 23, 2026 17:53


Esta mañana en #Noticias7AM entrevistamos a Mtra. Ixchelt Guadalupe Barboza Romero, Experta en derechos humanos, justicia social y en violencia de género, entre otrosTema: Los seres sintientes y la evolución de los derechos#Uniradioinforma

Cuarto Milenio (Oficial)
Cuarto Milenio: Perros de cine

Cuarto Milenio (Oficial)

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 24:54


El reciente estreno de la película Good boy nos hace plantearnos cuántos filmes han tratado la temática de los perros infernales o diabólicos. Seres aparentemente amigables que se transforman en verdaderas bestias haciendo la vida imposible a sus dueños. Sobran los ejemplos: El perro de los Baskerville, La cita, El perro, Perro blanco, Cujo… Un análisis en nuestro Cineclub con el buen hacer del periodista y crítico de cine David Felipe Arranz. Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals

Tradiciones Sabias
144: Cuánto dependemos de los seres que muchas veces no vemos en nuestros ecosistemas, con Raimundo Labbe de Yo Regenero

Tradiciones Sabias

Play Episode Listen Later Jan 7, 2026 50:03


Este es el episodio #144 de "Tradiciones Sabias", el podcast en español de la Fundación Weston A. Price. Algunos de los temas de este episodio - -Cuánto dependemos de ecosistemas biodiversos -A qué llamamos plagas y qué nos indican de nuestro manejo de los ecosistemas -Los diferentes roles que juegan los seres que muchas veces no vemos a nuestro alrededor -Cuánto influyen nuestras decisiones diarias en la salud de nuestros ecosistemas Datos del invitado - Raimundo es Científico de la Universidad Waikato, de Nueva Zelanda. Sus estudios son en Ciencias de la Tierra con Especialización en Suelos, Permacultura, Agricultura Sintrópica y Manejo Holístico. Raimundo se dedica a aplicar estos conocimientos en un ex terreno forestal altamente degradado, descubriendo a diario el gran potencial de la Restauración Agroecosistema, realizando Consultorías prediales a lo largo de todo Chile y el mundo. Contacto - Web: www.yoregenero.org  Instagram: instagram.com/yo_regenero Preguntas, comentarios, sugerencias - tradicionessabias@gmail.com       Recursos en español de la Fundación Weston A. Price -   Página web WAPF en Español: https://www.westonaprice.org/espanol/ Cuenta de Instagram: westonaprice_espanol Guía alimentación altamente nutritiva, saludable y placentera: 11 principios dietéticos Paquete de Materiales GRATIS: https://secure.westonaprice.org/CVWEBTEST_WESTON/cgi-bin/memberdll.dll/openpage?wrp=customer_new_infopak_es.htm  Folleto "La Leche Real", de Sally Fallon:  https://www.westonaprice.org/wp-content/uploads/La-leche-real.pdf  Música de Pixabay - Sound Gallery y SOFRA  

HABLEMOS DE LO QUE NO EXISTE
Sombras Siniestras, Seres Malditos y Dones Malévolos | EP 354

HABLEMOS DE LO QUE NO EXISTE

Play Episode Listen Later Jan 5, 2026 58:55


Bienvenida FAMILIA NOCTURNA a esta segunda FOGATA OSCURA del año 2026, aquí en @HABLEMOSDELOQUENOEXISTE el día de hoy, nuestro querido Narrador traerá una serie de historias, que probablemente te harán sentir como un masajito en tus entrañas, sensaciones desagradables, incómodas; como lo vivieron algunos de nuestros protagonistas de estos eventos tan aterradores, escalofriantes y oscuros. Antes de qué continúes con la lectura, permíteme decirte que tú querida Familia Nocturna Lctora eres uno de los miembros más importantes del canal. Gracias por estar aquí y si llegaste a esta parte pon Narrador, soy orgullosamente Familia Nocturna Lectura; para saludarte directamente en los comentarios. Dicho una vez esto, te dejo con estas oscuras historias del día de hoy y recuerda que si te gustaron 2, 3 o más historias COMPARTE el video a tres personas para que cada vez seamos hagamos más grande la Familia Nocturna porque vamos por este 20 26 aquí en @HABLEMOSDELOQUENOEXISTE@HABLEMOSDELOQUENOEXISTE es un canal de YouTube con el formato podcast que comenzó en abril del 2022, su primer episodio fue "vivo en un casa embrujada" en el que una chica narró sus vivencias y sucesos paranormales a lo largo de 20 años en la casa de sus padres, desde ese episodio hablemos de lo que no existe ha marcado una tendencia en exponer casos paranormales de personas comunes que viven en diferentes partes del mundo. Ice Murdock es el conductor o host de éste canal, durante casi 100 episodios no apareció, nadie conoció su rostro y la comunidad de éste canal , la familia nocturna , creó teorías acerca de quién era el dueño de esa voz. Hablemos de lo que no existe se destaca por tener apertura ante las opiniones experiencias y vivencias de cada uno de los invitados. La comunidad de éste canal es conocida como la familia nocturna, de hecho por estar leyendo o escuchando esto, tu ya eres miembro de la familia nocturna.. bienvenido. El duelo de historias es un concepto que se creó en el canal @Hablemosdeloquenoexiste, idea original del narrador, se estrenó en el episodio "Comité de la Muerte ,historias de Hospitales" el 1 de junio de 2023 y empezó a implementarse formalmente en el episodio "Abrí la puerta a un Demonio" el 11 de Enero de 2024 ; consiste en un duelo entre Narradores, una dinámica sencilla, donde cada uno cuenta una historia y busca superar a la anterior y al final la familia nocturna nos comparte en comentarios cual fue la historia más aterradora. El Narrador y todo el equipo de Hablemos de lo que no existe trabajamos para darles a ustedes querida Familia nocturna contenido original y de calidad, tardamos a veces semanas ideando formatos luego de tomar en cuenta las cosas que nos han pedido a lo largo de la temporada anterior y por eso el día 23 de Septiembre de 2024 comenzamos una nueva temporada que llamamos FOGATA DE HISTORIAS, en donde el narrador prepara una serie de historias escalofriantes una tras otra para retar al espectador a terminar el episodio por el nivel de miedo que genera. En este canal se relatan historias de terror paranormales, sobrenaturales y reales, prepárate para conocer el miedo de una forma en la que nunca lo habías experimentado.​

Documentales Sonoros
Alienígenas, Los orígenes: Dioses celestiales y seres de las estrellas

Documentales Sonoros

Play Episode Listen Later Jan 1, 2026 79:43


¿Estamos realmente solos en el universo? Los expertos analizan tradiciones egipcias, sumerias y más para descubrir si pudo haber encuentros reales con seres estelares.

Morras Malditas
Cap. 252: Los seres que se manifestaron en mi foto de Navidad.

Morras Malditas

Play Episode Listen Later Dec 24, 2025 99:19


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La Posada Del Cuervo
Encuentros Paranormales: Experiencias Sobrenaturales en el frío invernal - Episodio exclusivo para mecenas

La Posada Del Cuervo

Play Episode Listen Later Dec 23, 2025 48:36


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Para acceder a todo contenido exclusivo de La Posada Del Cuervo puedes apoyar el podcast a través del siguiente enlace: https://www.ivoox.com/support/691202 . ¡La Posada Del Cuervo os desea unas Felices Fiestas! En ocasiones, el frío helado de la nieve es testigo de lo inexplicable. Puede que estemos rodeados de fantasmas y no nos demos cuenta, ya que una pisada etérea en un suelo de madera o de piedra no deja su huella. Sin embargo, cientos de testigos han visto como unas piernas invisibles dejaban sus pisadas en la nieve, dejando una impronta imposible como señal inequívoca de que lo sobrenatural existe. Con motivo de estar viviendo las festividades señaladas en este frío invierno, nos hemos propuesto recopilar una serie de testimonios reales de personas anónimas que han vivido experiencias paranormales en Navidad o en fechas próximas a estas fiestas. En esta antología paranormal encontraréis casos y expedientes de: 🎙 Fantasmas. 🎙 Espectros. 🎙 OVNIS. 🎙 Seres de origen desconocido. 🎙 Encuentros sobrenaturales.. 🎙 Y mucho mas...! Programa editado por el Alquimista de la Radio, Endika Ortiz de Zárate. ¿Eres fan de La Posada Del Cuervo? Accede a todo contenido exclusivo apoyando el podcast a través del siguiente enlace: https://www.ivoox.com/support/691202 . Si disfrutas de este programa... ¡recuerda que puedes ayudarnos indicando que te ha gustado el episodio con un "me gusta" ❤️ y dejando un comentario en el foro de iVoox! Si te gusta este Podcast, te invitamos a apoyar el programa de forma totalmente voluntaria. Como gesto de agradecimiento, este caserón del misterio abrirá sus puertas con contenido exclusivo para ti. Puedes contactar con nosotros a través de las siguientes vías de contacto: Instagram: https://instagram.com/laposadadelcuervo?igshid=YmMyMTA2M2Y= Facebook: (Página) https://www.facebook.com/profile.php?id=100063581487299 (Perfil) https://www.facebook.com/LaPosadaDelCuervo Twitter: https://twitter.com/posadadelcuervo?s=21 Email: laposadadelcuervo@gmail.com Whatsapp: +34 699719337 Telegram (Grupo): https://t.me/posadacuervo Puedes apoyar el programa con una donación a través de los siguientes medios: PayPal: https://www.paypal.me/laposadadelcuervo Bizum: +34 699719337 ¡Gracias por ser huésped sonoro de La Posada Del Cuervo! Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals

Milenio Opinión
Gil Gamés. Seres sintientes

Milenio Opinión

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 5:05


Gilga no quiere presumir, pero ya sabía que perros, gatos, vacas, loros, jirafas, toros, gallos, incluso Noroña y demás habitantes del reino animal sienten, unos más y otros menos, pero sienten, y eso que Gamés no estudió la neurociencia

La Posada Del Cuervo
Encuentros con Entidades... ¿Alienígenas? - Episodio exclusivo para mecenas

La Posada Del Cuervo

Play Episode Listen Later Dec 15, 2025 87:36


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Para acceder a todo contenido exclusivo de La Posada Del Cuervo puedes apoyar el podcast a través del siguiente enlace: https://www.ivoox.com/support/691202 . ¡Abrimos las puertas de La Posada Del Cuervo! Cuando la realidad se resquebraja, todo se queda en un extraño silencio. Y después aparecen... ellos. Seres de origen desconocido que nos visitan y que, en ocasiones, nos secuestran para arrancarnos de nuestra vida cotidiana. Así son los encuentros con humanoides. Absurdos, terroríficos y, en ocasiones, salvadores. Os invitamos a conocer los casos y expedientes más impresionantes en los que, testigos, aseguran haberse topado con entidades extraterrestres. En ocasiones, incluso, han sido abducidos por los tripulantes de estos OVNIS. Os aseguramos una estancia sonora de reflexión y conocimiento acerca de este inquietante fenómeno. En este programa contaremos con el humanoide de esta posada, nuestro especialista en los asuntos de los No Identificados: Juan Jesús Larradi. Además, también nos acompañará un testigo OVNI, Luisk, quien nos ha abierto las puertas de su estudio de tatuajes profesional... ¡Por momentos nos sentíamos en el interior de una nave alienígena! Vías de contacto de Juan Jesús Larradi: Email: larradijuan@gmail.com X (Twitter): @JuanjeLarradi Facebook: Juan Jesús Larradi Ariztimuño Programa editado por el Alquimista de la Radio, Endika Ortiz de Zárate. ¿Eres fan de La Posada Del Cuervo? Accede a todo contenido exclusivo apoyando el podcast a través del siguiente enlace: https://www.ivoox.com/support/691202 . Si disfrutas de este programa... ¡recuerda que puedes ayudarnos indicando que te ha gustado el episodio con un "me gusta" ❤️ y dejando un comentario en el foro de iVoox! Si te gusta este Podcast, te invitamos a apoyar el programa de forma totalmente voluntaria. Como gesto de agradecimiento, este caserón del misterio abrirá sus puertas con contenido exclusivo para ti. Puedes contactar con nosotros a través de las siguientes vías de contacto: Instagram: https://instagram.com/laposadadelcuervo?igshid=YmMyMTA2M2Y= Facebook: (Página) https://www.facebook.com/profile.php?id=100063581487299 (Perfil) https://www.facebook.com/LaPosadaDelCuervo Twitter: https://twitter.com/posadadelcuervo?s=21 Email: laposadadelcuervo@gmail.com Whatsapp: +34 699719337 Telegram (Grupo): https://t.me/posadacuervo Puedes apoyar el programa con una donación a través de los siguientes medios: PayPal: https://www.paypal.me/laposadadelcuervo Bizum: +34 699719337 ¡Gracias por ser huésped sonoro de La Posada Del Cuervo! Escucha el episodio completo en la app de iVoox, o descubre todo el catálogo de iVoox Originals

Noticentro
12 de abril, Día de los Seres Sintientes

Noticentro

Play Episode Listen Later Dec 14, 2025 1:34 Transcription Available


Infonavit entrega 118 viviendas en Tamaulipas con apoyo federal  Tiroteo en Universidad de Brown deja dos muertos y ocho heridos Más información en nuestro Podcast

Misterios
EUP(21/11/2025):Supernatural: entre lo tangible y lo inexplicable · Percepción "Dermo-óptica"

Misterios

Play Episode Listen Later Dec 12, 2025 118:32


El último peldaño (21/11/2025) SUPERNATURAL: UNA HISTORIA ENTRE LO TANGIBLE Y LO INEXPLICABLE Entre las sombras de la historia reciente surge la figura de André Malby. Para algunos, un chamán, para otros solo una persona. Pero lo cierto es que su nombre quedó ligado a curaciones imposibles y a enfermedades difíciles que, bajo sus manos, parecían desvanecerse. Su vida fue un desafío constante a la fe, un puente entre lo visible y lo invisible, entre el conocimiento y lo inexplicable. Esta noche vamos a presentar una película-documental que a través de la figura de Malby (y sus contradicciones) explora las fronteras entre lo tangible y lo que solo se intuye, la razón y la intuición, la ciencia y la fe. Contamos con el director del film “Supernatural”, el prestigioso cineasta Ventura Durall, fundador de la productora Nanouk Films, cuyas producciones han sido seleccionadas y galardonadas en festivales internacionales como Sundance, Locarno, San Sebastián, IDFA y HotDocs, consolidando su trayectoria como una de las voces más singulares del cine autoral contemporáneo. EL ENIGMA DE LA PERCEPCIÓN DERMO-ÓPTICA Hay quien cree que los ojos no son los únicos guardianes de la visión, que la piel, silenciosa y discreta, puede percibir lo invisible. A este fenómeno lo llaman visión dermo-óptica: la capacidad de ver sin mirar, de distinguir colores sin luz, de sentir formas que nunca han sido tocadas. ¿Es un engaño de la mente o la revelación de un sentido oculto que apenas comenzamos a comprender? Esta noche, nos adentraremos en un misterio que late bajo la superficie de nuestra propia piel. Con nuestros colaboradores Juan Sánchez y Concha Soler hablamos de un fenómeno que tuvo su auge hace unas décadas con figuras tan importantes como Joaquín Argamasilla, Rosa Kuleshova, Jacobo Grinberg, o mas recientemente Isbel Monje. GALERIA DE SERES IMPOSIBLES III: EXTRAÑOS PACIENTES En raras ocasiones algunos médicos se han encontrado con casos que desafían toda lógica. Seres que entran en sus consultas con dolencias comunes, pero que no son comunes en absoluto. Al observar radiografías, pruebas, tejidos o comportamientos, descubren que lo que tienen ante sí no pertenece a nuestra especie. ¿Quiénes son? ¿Por qué buscan ayuda humana? En este programa, con nuestro colaborador Francisco Barrera Hernández, presidente de la SIB “Betelgeuse” de Granada, abrimos el tercer capítulo de la serie “Galería de Seres Imposibles”, en el que exploraremos los testimonios más inquietantes de encuentros clínicos con lo desconocido”. Producción, documentación y redes sociales: María José Garnández. Dirección y presentación: Joaquín Abenza. Blog del programa: http://www.elultimopeldano.blogspot.com.es/ Programas emitidos en ORM: https://www.orm.es/programas/elultimopeldano/ Programas emitidos en 7 TV: https://www.la7tv.es/blog/section/el-ultimo-peldano/ WhatsApp: +34 644 823 513 Correo electrónico: escaleradelmisterio@rtrm.es PROGRAMA EMITIDO EN ONDA REGIONAL DE MURCIA

Gusgri Podcast
La Verdad Oculta: Seres de Otras Dimensiones Me Buscaron | Wendy #380

Gusgri Podcast

Play Episode Listen Later Dec 6, 2025 123:24


Wendy cuenta como puede hablar con seres de otro planeta, porque es importante pedir permiso al entrar a panteones, al mar o lugares donde existen otro seres, las canciones que sacan los artistas con mensajes de carencias, lo malo de tener las cenizas de algun familiar en tu casa, experiencias que tiene la gente en lugares de mexico donde aparecen ovnis, porque la gente no debe sentir miedo al ver un ovni y que debe hacer, el cometa "3I/Atlas" que en realidad es una nave espacial, la importancia de limpiar tu casa de malas energias, cambios que tendra la tierra con la llegada de extraterrestres

Podcast LA LUZ DEL MISTERIO
¿PODEMOS CONOCER EL FUTURO? CON SANTIAGO CAMACHO, JUAN I. CUESTA Y NACHO ARES

Podcast LA LUZ DEL MISTERIO

Play Episode Listen Later Nov 30, 2025 84:04


¿PODEMOS CONOCER EL FUTURO? CON SANTIAGO CAMACHO, JUAN I. CUESTA Y NACHO ARES. SIMBOLISMO OCULTO DE LOS SUEÑOS CON MIGUEL CINTAS 1ER PODCAST DEL MISTERIO EN HABLA HISPANA DESDE 1993 TEMPORADA 32 DE LA LUZ DEL MISTERIO Vive el Misterio... Pasa, ponte cómodo y disfruta... FROM LONDON: Comenzamos la undécima experiencia de la temporada 32 de La nueva Luz del Misterio. Esta noche en La Luz del Misterio vamos a hacer a escucha en una tertulia muy especial donde nos preguntaremos si ¿podemos conocer el futuro? Seres humanos que poseen capacidades para conocer lo que va a ocurrir, con Nacho Ares, Juan I. Cuesta y Santiago Camacho. Más tarde descifraremos las señales de tu subconsciente. Interpretaremos los sueños que nos habéis hecho llegar, con la ayuda de Miguel Cintas. Contacta con La Luz del Misterio en el Whasapp 0044 7465 232820 Un viaje apasionante hacia la historia de ser humano que puedes conocer a través de La Luz del Misterio en London Radio World y sus plataformas. ——————————————————— Síguenos a través de: edenex.es ZTR Radio.online London Radio World En Ivoox Itunes Spotify Amazon YouTube Si deseas apoyarnos: https://www.ivoox.com/ajx-apoyar_i1_support_29070_1.html Más información: laluzdelmisterioradio.blogspot.com laluzdelmisterio@gmail.com Whatsapp 0044 7465 232820

El Cartel de La Mega
Historias de terror y con inquietantes relatos sobre seres extraterrestres

El Cartel de La Mega

Play Episode Listen Later Nov 20, 2025 266:17 Transcription Available


En el Cartel del 20 de noviembre, en la sección Huesitos de Marrano, Esteban Cruz Niño puso a temblar a los oyentes con sus historias de terror y con inquietantes relatos sobre seres extraterrestres.Conviértete en un seguidor de este podcast: https://www.spreaker.com/podcast/el-cartel-de-la-mega--4131412/support.

Misterios
Misterios On Air T10x08: Visitantes de otras dimensiones

Misterios

Play Episode Listen Later Nov 20, 2025 102:12


En este programa nos adentramos en uno de los temas más inquietantes y fascinantes del misterio: los visitantes de otras dimensiones. Seres que, según múltiples testimonios y tradiciones, parecen moverse entre realidades paralelas y dejar su huella en la nuestra. Hablamos de gnomos, duendes, hadas, damas de blanco, entidades espirituales y los enigmáticos visitantes de dormitorio, sin olvidar los relatos sobre gigantes y viajeros del futuro. Exploramos también los lugares donde estos fenómenos parecen concentrarse, puntos de energía y enclaves donde lo imposible parece rozar lo real. Un viaje entre lo visible y lo invisible, donde mito, ciencia y experiencia se entrelazan para intentar responder una pregunta eterna: ¿Quiénes son realmente esos seres que vienen de otras dimensiones? Producción: Informa Radio. Dirección: Blanca Martín y Antonio Sanz Colaboradores: Fermín Mayorga, Jaime Barrientos, Javier Hdez. Sinde, Víctor Haas y Eduardo Rega.

A for No, B for Yes - The Legend of Zelda Game Club Podcast
A4NB4Y 100 - Greenie and the Bee Man

A for No, B for Yes - The Legend of Zelda Game Club Podcast

Play Episode Listen Later Nov 17, 2025 81:19


Welcome to our eighth season covering The Legend of Zelda: A Link Between Worlds! This week we meet Seres, Yuga, Ravio, and Osfala! Also a man who wishes for bees in great quantity. Join us as we begin our adventure!Also, this is our first season that we are recording via livestream! That being said we had some mic bleeding issues on this first take. Thank you for your patience as we continue to learn.

PARANORMAL
¿VECNA ES REAL? Las FOTOGRAFÍAS que REVELAN SERES de otra DIMENSIÓN | #NP 184

PARANORMAL

Play Episode Listen Later Nov 15, 2025 202:30


La rosa de los vientos
Descubren qué activa la regeneración de los seres vivos

La rosa de los vientos

Play Episode Listen Later Nov 9, 2025 3:12


Investigadores del Stowers Institute for Medical Research han descubierto que en seres vivos como el gusano plano de tres lineas que tiene la capacidad de regenerarse cuando lo cortan, lo que activa esa regeneracion es el estres que sufre la herida misma. Por tanto, cuando el animal que tiene esta capacidad sufre una lesion, inmediatamente activa una senal biologica que hace que las celulas regeneren la parte perdida.

El Libro Rojo de Ritxi Ostáriz
ELR253. Los seres alados; con Elisabet Riera. El Libro Rojo de Ritxi Ostáriz

El Libro Rojo de Ritxi Ostáriz

Play Episode Listen Later Nov 3, 2025 71:00


¿Qué tienen en común un chamán, un ángel y un poeta? Las alas y el deseo de elevarse. En este nuevo capítulo de El Libro Rojo volamos junto a los pájaros y buscamos entender qué significa alzar el vuelo en cada tradición. Me acompaña Elisabet Riera, escritora y editora de Wunderkammer. Desde los petroglifos del Ártico hasta las tumbas del Sahel. Desde las visiones de Santa Teresa a los vuelos del alma en el sufismo. De Salomón a Blake. De Atar a Platón. Aves, mariposas, sueños, espíritus. La muerte como hermana del sueño. La profecía como canto de un ala.

Mindalia.com-Salud,Espiritualidad,Conocimiento
Canalización y música sagrada para recuperar la paz y soltar el miedo | Ananda Sananda

Mindalia.com-Salud,Espiritualidad,Conocimiento

Play Episode Listen Later Oct 31, 2025 56:48


En Ivoox puedes encontrar sólo algunos de los audios de Mindalia. Para escuchar las 4 grabaciones diarias que publicamos entra en https://www.mindaliatelevision.com. Si deseas ver el vídeo perteneciente a este audio, pincha aquí: https://www.youtube.com/watch?v=s4TZ1LNwfO8&t=5s En medio de un mundo lleno de caos, noticias estremecedoras y mensajes de miedo, recuperar la paz se ha vuelto una necesidad vital para todos los seres humanos. En esta vídeo tan especial, Ananda Sananda @AnandaSananda nos guían a través de la canalización y la música sagrada como herramientas para soltar los miedos y reconectar con la calma interior. La vibración de la voz, la energía del corazón y la frecuencia de la música pueden abrirnos a estados más elevados de conciencia, fortalecer nuestro espíritu y devolvernos la confianza en la vida. Un encuentro para recordar que la paz empieza dentro de ti y que, al alcanzarla, también aportas luz y equilibrio al mundo. Ananda Sananda Especialistas en Conexión con Seres de Luz. Más información en: https://www.mindaliatelevision.com PARTICIPA CON TUS COMENTARIOS EN ESTE VÍDEO. -----------INFORMACIÓN SOBRE MINDALIA--------- Mindalia.com es una ONG internacional, sin ánimo de lucro, que difunde universalmente contenidos sobre espiritualidad y bienestar para la mejora de la consciencia del mundo. Apóyanos con tu donación en: https://www.mindalia.com/donar/ Suscríbete, comenta positivamente y comparte nuestros vídeos para difundir este conocimiento a miles de personas. Nuestro sitio web: https://www.mindalia.com SÍGUENOS TAMBIÉN EN NUESTRAS PLATAFORMAS Facebook: / mindalia.ayuda Instagram: / mindalia_com Twitch: / mindaliacom Odysee: https://odysee.com/@Mindalia.com *Mindalia.com no se hace responsable de las opiniones vertidas en este vídeo, ni necesariamente participa de ellas.

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Reportaje Especial: Ilegal por Decreto, parte 2

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Play Episode Listen Later Oct 29, 2025 43:06


Que onda friends!Tenemos una serie de reportajes especiales que se centran en los desafíos actuales que enfrenta la región fronteriza: la migración.La migración es un tema contencioso y polarizante que a menudo los comentaristas políticos utilizan para atacar a sus oponentes, pasando por alto las historias personales de quienes están atrapados en medio de este debate.Estas historias de esperanza y resiliencia nos recuerdan la importancia de ver más allá de los titulares: reconocer a estas personas como seres humanos. Seres humanos con sueños y aspiraciones, igual que cualquiera.En la segunda parte de esta edición de nuestros reportajes especiales, nos sentamos a conversar con una exiliada venezolana a quien llamaremos Chama. Chama ingresó legalmente a Estados Unidos en 2022, siguiendo las políticas establecidas por la administración del entonces presidente Joe Biden.El apodo Chama es un seudónimo. Ella accedió a ser entrevistada con la condición de que Port of Entry no revelara su identidad, ya que carece de estatus legal y teme ser deportada de EE. UU.En la primera parte, narramos la odisea de Chama para salir de Venezuela y su determinación de reunir a su familia via Tijuana.Esta segunda parte explora su camino hacia Estados Unidos, el esfuerzo titánico por hacerlo legalmente y cómo, a pesar de todos sus esfuerzos, el sistema terminó fallandole.Chama se convirtió en una de los cientos de miles de migrantes venezolanos que perdieron su estatus legal debido a una orden ejecutiva del presidente Donald Trump. Como resultado, ahora vive en las sombras, indocumentada—ilegal por decreto.No se pierdan esta increíble historia de perseverancia.Redes sociales y contactoDe KPBS, Port of Entry cuenta historias que cruzan fronteras. Para escuchar más historias visita www.portofentrypod.orgFacebook: www.facebook.com/portofentrypodcastInstagram: www.instagram.com/portofentrypodPuedes apoyar nuestro podcast en www.kpbs.org/donate, escribe en la sección de regalos (gift section) “Port of Entry” y como agradecimiento podrás recibir un regalo.Si tu empresa u organización sin fines de lucro desea patrocinar nuestro podcast, envía un correo a corporatesupport@kpbs.orgNos encantaría recibir tu retroalimentación, envíanos un mensaje al 619-500-3197 o un correo a podcasts@kpbs.org con tus comentarios y/o preguntas sobre nuestro podcast.CréditosHosts: Alan Lilienthal and Natalie GonzálezEscritor/Productor: Julio C. Ortiz FrancoProductor Técnico/Diseñador Sonoro: Adrian VillalobosEditora: Elma Gonzalez Lima Brandao y Chrissy NguyenEpisodios traducidos por: Natalie González and Julio C. Ortíz FrancoDirectora de Programación de Audio y Operaciones: Lisa Morrisette

Mindalia.com-Salud,Espiritualidad,Conocimiento
Cómo criar Seres con Mentes y Almas Conscientes junto a Javier Leom

Mindalia.com-Salud,Espiritualidad,Conocimiento

Play Episode Listen Later Oct 27, 2025 17:14


En Ivoox puedes encontrar sólo algunos de los audios de Mindalia. Para escuchar las 4 grabaciones diarias que publicamos entra en https://www.mindaliatelevision.com. Si deseas ver el vídeo perteneciente a este audio, pincha aquí: https://www.youtube.com/watch?v=wkhQ18YFy-c&t=1s La Educación Consciente propone un cambio profundo: formar no solo mentes brillantes, sino seres humanos íntegros, capaces de pensar, sentir y actuar con Propósito. Un Nuevo Paradigma que une conocimiento, valores y Consciencia para preparar a las nuevas generaciones en un mundo que necesita más humanidad que nunca. Javier Leom Terapeuta holístico que ha desarrollado su propio método basado en la Energía & Cuántica, Terapias Del Alma, Ho'Oponopono, Biodescodificación, Registros Akashicos, Coaching y Músicoterapia. http://www.holisticoach.es / javierleomholisticoach / 19nzzmgaea Más información en: https://www.mindaliatelevision.com PARTICIPA CON TUS COMENTARIOS EN ESTE VÍDEO. ------------INFORMACIÓN SOBRE MINDALIA----------DPM Mindalia.com es una ONG internacional, sin ánimo de lucro, que difunde universalmente contenidos sobre espiritualidad y bienestar para la mejora de la consciencia del mundo. Apóyanos con tu donación en: https://www.mindalia.com/donar/ Suscríbete, comenta positivamente y comparte nuestros vídeos para difundir este conocimiento a miles de personas. Nuestro sitio web: https://www.mindalia.com SÍGUENOS TAMBIÉN EN NUESTRAS PLATAFORMAS Facebook: / mindalia.ayuda Instagram: / mindalia_com Twitch: / mindaliacom Odysee: https://odysee.com/@Mindalia.com *Mindalia.com no se hace responsable de las opiniones vertidas en este vídeo, ni necesariamente participa de ellas.

The Stitchdown Shoecast
SERES Founder Vanessa Arroyo on León, Mexico's Remarkable Shoemaking Culture

The Stitchdown Shoecast

Play Episode Listen Later Oct 24, 2025 79:42


My chat this week is with Vanessa Arroyo, founder and designer of SERES Footwear, a focused line designed from the ground up with high-quality natural materials in a way that's not often seen in the women's space.Once known as “the weird girl in high school making her own clothes” and thrown into shoemaking almost by chance, Vanessa fell in love with the art and craft of shoemaking between New York City, Chicago, and Leon Mexico, where she found unexpected meaning in her Mexican-American heritage—and sometimes had to stop working when it was raining too hard (you'll see what she means, I kinda love that part).As she walks us through the cobblestone streets of León, Vanessa paints a vivid picture of a shoemaking community bound by heart, heritage, and hands-on artistry. We explore how that local ecosystem fuels creativity, what might be lost as manufacturing drifts further overseas, eand how working within constraints can actually sharpen a design process.I'm also hugely excited and quite honored to have SERES as our first-ever exclusively women's-focused brand at our Stitchdown's Boot Camp Chicago quality footwear expo on November 8th, 2025—if you're reading this before then, trust me, GET YOURSELF TO CHICAGO, you won't be disappointed by what Vanessa and our other 45 vendors have to showcase.Here's Vanessa Arroyo, of SERES Footwear, on the Shoecast. Support the Shoecast, get full bonus episode access, and join the most interesting shoe-and-boot-loving community on the internet with a Stitchdown Premium membershiphttps://www.stitchdown.com/join-stitchdown-premium/Check out our site!https://www.stitchdown.com/2025 dates and location for Stitchdown's Boot Camp 3—the world's fair of shoes and boots and leather and more—coming soon.https://www.stitchdownbootcamp.com/

Nueva Dimensión Radio
ND PREMIUM (43x25) - GOBIERNOS Y ¿SERES DE OTROS MUNDOS? - Episodio exclusivo para mecenas

Nueva Dimensión Radio

Play Episode Listen Later Oct 24, 2025 60:48


¡Vótame en los Premios iVoox 2025! Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! ¿Están algunos gobiernos del mundo entablando encuentros secretos con seres de incierta naturaleza? Ex Ministros de Defensa, militares de alto rango, pilotos, miembros de los servicios de seguridad. Son muchos los que han hablado públicamente de este asunto. Personas con altos cargos en algunos gobiernos que se atreven a contar algo alucinante. Escuchamos su testimonio y lo que aseguran que son encuentros con seres de otros mundos desde hace décadas. ¿Una cortina de humo para tapar otros asuntos o es algo real?Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de NUEVA DIMENSIÓN . Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/38795

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Reportaje Especial: Ilegal por Decreto, parte 1

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Play Episode Listen Later Oct 16, 2025 39:02


Que onda friends!Tenemos un par de reportajes especiales que se centran en los actuales desafíos que enfrenta la región fronteriza: La migración.La migración es un tema contencioso y polarizante que a menudo los comentaristas políticos utilizan para golpetear a sus oponentes, pasando por alto las historias de las personas atrapadas en medio de este debate.Estas historias de esperanza y resiliencia nos recuerdan la importancia de ver más allá de la nota: reconocerlos como seres humanos. Seres humanos con sueños y aspiraciones al igual que cualquiera.En esta segunda y última edición de nuestros reportajes especiales, conversamos con una exiliada venezolana a la que llamaremos Chama. Su nombre real no es Chama; aceptó ser entrevistada bajo la condición de mantener su identidad en el anonimato, ya que carece de estatus legal y teme ser deportada.Chama ingresó legalmente a Estados Unidos en el 2022, siguiendo las políticas establecidas por la administración del entonces presidente Joe Biden. Chama fue una de los cientos de miles de migrantes que perdieron su estatus legal debido a una orden ejecutiva del ahora presidente Donald Trump. Como resultado, vive actualmente en las sombras, indocumentada.Este primer episodio explora el primer capítulo de la travesía migratoria de Chama: la odisea para salir de Venezuela y establecerse en Tijuana, y su determinación por reunir a su familia en California.La segunda parte adentra en su camino hacia Estados Unidos, el esfuerzo sobrehumano por hacerlo de manera legal y cómo, a pesar de todos sus intentos, el sistema finalmente le falló.No se pierdan esta increíble historia de perseverancia.Redes sociales y contactoDe KPBS, Port of Entry cuenta historias que cruzan fronteras. Para escuchar más historias visita www.portofentrypod.orgFacebook: www.facebook.com/portofentrypodcastInstagram: www.instagram.com/portofentrypodPuedes apoyar nuestro podcast en www.kpbs.org/donate, escribe en la sección de regalos (gift section) “Port of Entry” y como agradecimiento podrás recibir un regalo.Si tu empresa u organización sin fines de lucro desea patrocinar nuestro podcast, envía un correo a corporatesupport@kpbs.orgNos encantaría recibir tu retroalimentación, envíanos un mensaje al 619-500-3197 o un correo a podcasts@kpbs.org con tus comentarios y/o preguntas sobre nuestro podcast.CréditosHosts: Alan Lilienthal and Natalie GonzálezEscritor/Productor: Julio C. Ortiz FrancoProductor Técnico/Diseñador Sonoro: Adrian VillalobosEditora: Elma Gonzalez Lima BrandaoEpisodios traducidos por: Natalie González and Julio C. Ortíz FrancoDirectora de Programación de Audio y Operaciones: Lisa MorrisetteThis program is made possible, in part, by the Corporation for Public Broadcasting, a private corporation funded by the American people

Cuando los elefantes sueñan con la música
Cuando los elefantes sueñan con la música - Vincent Peirani y sus seres vivos - 16/10/25

Cuando los elefantes sueñan con la música

Play Episode Listen Later Oct 16, 2025 58:51


El acordeonista francés Vincent Peirani publica 'Living being IV', cuarto disco de una serie que inició hace diez años, con piezas como 'Le cabinet des énigmes', 'Physical attraction', 'Clessidra' y 'Inner pulse'. Del disco 'Italia', del trompetista y vocalista alemán Till Brönner, 'Travolti da un insoito destino', 'La donna invisibile', 'Amarsi un po' y 'L´appuntamento'. Abre el brasileño Nelson Ângelo con 'The red blouse, de Jobim, de su disco 'Cross fire'.Escuchar audio

La rosa de los vientos
¿Tienen los animales y otros seres vivos consciencia?

La rosa de los vientos

Play Episode Listen Later Oct 13, 2025 84:20


¿Tienen los animales y otros seres vivos consciencia?

MiedoScopeMx
Historias de Miedo Octubre 10 de 2025 SERES CRIPTIDOS

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Play Episode Listen Later Oct 11, 2025 92:39 Transcription Available


No te pierdas los directos de lunes a viernes 10 pm Transmitiendo desde Cd Mante Si quieres hacer tu Donación PayPal: julio_azuara@hotmail.com COMPRA TU BOLETO PARA LOS 3 DEL TERROR EN MONTERREY AQUI: https://www.casamotis.com/detalles-y-registro/los-3-del-terror COMPRA MIS LIBROS AQUI: HISTORIAS DE SUCESOS PARANORMALES PARA LEER EN EL BAÑO: https://a.co/d/c0aMiuw LA CASA GRIS: https://a.co/d/2KGSTUq UNA OPORTUNIDAD: https://a.co/d/53ykau0 EL SALTO: https://a.co/d/5XM3vtY EL BOLAS DE ORO: https://a.co/d/fR0i0SI ⭐️ Únete a nuestras Redes Sociales ⭐️

Noche de Misterio
Seres extraterrestres capturados

Noche de Misterio

Play Episode Listen Later Oct 9, 2025 100:36 Transcription Available


Ocultismos desterradosJuan Jesús Vallejo nos sumerge en uno de los enigmas más controvertidos de la historia moderna: la posibilidad de que gobiernos poderosos guarden restos de seres de otros mundos. Desde la comparecencia del exagente de la CIA David Grusch —quien acusó al Pentágono de ocultar cuerpos no humanos— hasta el histórico caso de Roswell en 1947, cuando la Fuerza Aérea estadounidense afirmó haber recuperado una nave desconocida, las sospechas sobre contactos extraterrestres no han dejado de crecer.Junto a Jorge Luis Sucksdorff, se examinan los testimonios, documentos y teorías que señalan que los gobiernos podrían haber mantenido en secreto evidencia tangible de vida fuera de la Tierra. Un recorrido por décadas de encubrimientos, filtraciones y revelaciones que siguen desafiando los límites de nuestra comprensión.¡Descubre más sobre extraterrestres en un nuevo episodio de Noche de Misterio!

FAMÍLIA DOS QUE CREEM
Doxologia como Fim - Igor Miguel

FAMÍLIA DOS QUE CREEM

Play Episode Listen Later Oct 9, 2025 48:38


Glorificar a Deus é torná-lo conhecido. Conhecer a Deus é conhecê-lo pelo Seu nome e pelos Seus atos redentores, que revelam o Seu caráter. Antes mesmo de pensarmos em missão, Deus já estava envolvido na tarefa de tornar o Seu nome conhecido e glorificado. Podemos apenas colaborar em Sua missão. Deus deseja uma adoração cósmica! Os povos têm ídolos porque são sedentos por culto. Seres humanos são irremediavelmente devotos. Quando proclamamos o Evangelho, estamos chamando as pessoas à verdadeira adoração. Fazemos missão porque ainda existem pessoas que não adoram a Deus. O trabalho missionário não é um fim, mas um meio, para que todos os povos glorifiquem o nome de Deus. O nome de Deus cumpriu sua revelação máxima no Filho de Deus, que encarnou e entrou na história para resgatar o Seu povo. Ele é o nome de Deus encarnado — a salvação de Deus — a ser proclamada a todas as nações e a todos os povos. A Igreja existe única e exclusivamente para a glória de Deus. Soli Deo Gloria. Visite nosso site: http://familiadosquecreem.com Compre nossos livros e produtos: http://familiadosquecreem.com/loja Contribua financeiramente: http://familiadosquecreem.com.br/contribuir Ouça nossas músicas: https://open.spotify.com/artist/6aPdiaGuHcyDVGzvZV4LHy Siga-nos no Instagram: http://instagram.com/familiadosquecreem Curta-nos no Facebook: http://facebook.com/familiadosquecreem Siga-nos no Twitter: http://twitter.com/familiadqc

Mindalia.com-Salud,Espiritualidad,Conocimiento
CONTROL TOTAL: Las Armas del Nuevo Orden Mundial | Melvy Martínez

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Play Episode Listen Later Oct 2, 2025 34:54


En Ivoox puedes encontrar sólo algunos de los audios de Mindalia. Para escuchar las 4 grabaciones diarias que publicamos entra en https://www.mindaliatelevision.com. Si deseas ver el vídeo perteneciente a este audio, pincha aquí: https://www.youtube.com/watch?v=3nZT3V1SgH8 La Trampa del Futuro recae sobre la Humanidad: ¿Estamos siendo programados para obedecer? Esta es la gran cuestión a la que nos toca responder con Consciencia y Responsabildad. Melvy Martínez nos desvela las herramientas y estrategias que, según teorías, se usan para controlar a la población global. Melvy Martínez Desde la infancia tuvo manifestaciones extrasensoriales. Su amor por la espiritualidad la han enfocado en la conexión con los Seres de Luz y han hecho que, de la mano de la ciencia, pues además es Contable, se desempeñe como Canal Angelical. Más información en: https://www.mindalia.com/television/ PARTICIPA CON TUS COMENTARIOS EN ESTE VÍDEO. -----------INFORMACIÓN SOBRE MINDALIA--------- Mindalia.com es una ONG internacional, sin ánimo de lucro, que difunde universalmente contenidos sobre espiritualidad y bienestar para la mejora de la consciencia del mundo. Apóyanos con tu donación en: https://www.mindalia.com/donar/ Suscríbete, comenta positivamente y comparte nuestros vídeos para difundir este conocimiento a miles de personas. Nuestro sitio web: https://www.mindalia.com SÍGUENOS TAMBIÉN EN NUESTRAS PLATAFORMAS Facebook: / mindalia.ayuda Instagram: / mindalia_com Twitch: / mindaliacom Odysee: https://odysee.com/@Mindalia.com *Mindalia.com no se hace responsable de las opiniones vertidas en este vídeo, ni necesariamente participa de ellas.

Papo de Segunda
Fiscais De Fidelidade / Matemática Criativa / Seres Performáticos

Papo de Segunda

Play Episode Listen Later Sep 30, 2025 67:03


Com Gil Do Vigor, o Papo fala dos influenciadores que testam a fidelidade dos casais. Também fala sobre girl math e educação financeira. E sobre performar para impressionar.

Mindalia.com-Salud,Espiritualidad,Conocimiento
El camino del MÉDIUM. Cómo contactar con seres fallecidos | Alejandro Vargas

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Play Episode Listen Later Sep 20, 2025 20:24


En Ivoox puedes encontrar sólo algunos de los audios de Mindalia. Para escuchar las 4 grabaciones diarias que publicamos entra en https://www.mindaliatelevision.com. Si deseas ver el vídeo perteneciente a este audio, pincha aquí: https://www.youtube.com/watch?v=i6NR6StXyQE Alejandro Vargas comparte su experiencia personal sobre cómo surgió la mediumnidad en su vida y cómo se comunica con el plano espiritual. Descubre las señales que envían nuestros seres queridos desde el más allá y cómo interpretar estos mensajes. Aprende a desarrollar tu sensibilidad espiritual y a establecer una conexión más profunda con aquellos que han partido. Alejandro Vargas Médium, canalizador y lector de registros Akáshicos. / compartirdesdelaesencia Más información en: https://www.mindalia.com/television/ PARTICIPA CON TUS COMENTARIOS EN ESTE VÍDEO. ------------INFORMACIÓN SOBRE MINDALIA----------DPM Mindalia.com es una ONG internacional, sin ánimo de lucro, que difunde universalmente contenidos sobre espiritualidad y bienestar para la mejora de la consciencia del mundo. Apóyanos con tu donación en: https://www.mindalia.com/donar/ Suscríbete, comenta positivamente y comparte nuestros vídeos para difundir este conocimiento a miles de personas. Nuestro sitio web: https://www.mindalia.com SÍGUENOS TAMBIÉN EN NUESTRAS PLATAFORMAS Facebook: / mindalia.ayuda Instagram: / mindalia_com Twitch: / mindaliacom Odysee: https://odysee.com/@Mindalia.com *Mindalia.com no se hace responsable de las opiniones vertidas en este vídeo, ni necesariamente participa de ellas.

En Caso de que el Mundo Se Desintegre - ECDQEMSD
S27 Ep6133: Suena Suicidal Tendencies

En Caso de que el Mundo Se Desintegre - ECDQEMSD

Play Episode Listen Later Sep 17, 2025 55:37


Banda de trash crossover formada en los 80s en California. Pero vamos a hablar de otra cosa ECDQEMSD podcast episodio 6133 Suena Suicidal Tendencies Conducen: El Pirata y El Sr. Lagartija https://canaltrans.com Noticias del Mundo: Otra narcolancha - Trump demanda al NYT - Israel arrasa con Gaza - Vikingos y drogas - Claudia Sheinbaum, la primera - Murió Robert Redford - Accidente de película. Historias Desintegradas: Una banda multitudinaria - Las tendencias - Evitar la imitación - En el hoyo - Red de contención - Seres amados - Buscar ayuda - El lugar del Ego - Supervivientes - Estamos por el chismesito - Robado a AA - Solo por hoy - Sueños que replican el día - Estrés post traumático - Es verdad porque me lo soñé - Día mundial de la Manta Raya - Música country con Hank Williams y más... En Caso De Que El Mundo Se Desintegre - Podcast no tiene publicidad, sponsors ni organizaciones que aporten para mantenerlo al aire. Solo el sistema cooperativo de los que aportan a través de las suscripciones hacen posible que todo esto siga siendo una realidad. Gracias Dragones Dorados!! NO AI: ECDQEMSD Podcast no utiliza ninguna inteligencia artificial de manera directa para su realización. Diseño, guionado, música, edición y voces son de  nuestra completa intervención humana.

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Reportaje Especial: Un Hogar Inesperado

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Play Episode Listen Later Sep 17, 2025 28:26


Que onda friends!En los siguientes episodios contaremos con un par de reportajes especiales que se centran en los actuales desafíos migratorios en la región fronteriza.La migración es un tema contencioso y polarizante que a menudo los comentaristas políticos utilizan para golpetear a sus oponentes, pasando por alto las historias de las personas atrapadas en medio de este debate.Estas historias de esperanza y resiliencia nos recuerdan la importancia de ver más allá de la nota: reconociéndolos como seres humanos. Seres humanos con sueños y aspiraciones al igual que cualquiera.En nuestro reportaje de hoy acompañamos a Laura Pavón, personal en uno de los albergues más concurridos de Tijuana, Casa del Migrante.Laura relata su camino hacia Tijuana, destacando los momentos que la inspiraron a brindar ayuda a los migrantes y explicando cómo asiste a los recién llegados en su búsqueda de un nuevo hogar. Además, exploramos el impacto significativo que Laura ha tenido en el albergue, tanto en situaciones diarias como durante crisis, como cuando se cerró la aplicación CBP One.¡No te lo pierdas!¡Nos vemos pronto!Redes sociales y contactoDe KPBS, Port of Entry cuenta historias que cruzan fronteras. Para escuchar más historias visita www.portofentrypod.orgFacebook: www.facebook.com/portofentrypodcastInstagram: www.instagram.com/portofentrypodPuedes apoyar nuestro podcast en www.kpbs.org/donate, escribe en la sección de regalos (gift section) “Port of Entry” y como agradecimiento podrás recibir un regalo.Si tu empresa u organización sin fines de lucro desea patrocinar nuestro podcast, envía un correo a corporatesupport@kpbs.orgNos encantaría recibir tu retroalimentación, envíanos un mensaje al 619-500-3197 o un correo a podcasts@kpbs.org con tus comentarios y/o preguntas sobre nuestro podcast.CréditosHosts: Alan Lilienthal and Natalie GonzálezEscritor/Productor: Julio C. Ortiz FrancoProductor Técnico/Diseñador Sonoro: Adrian VillalobosEditora: Elma Gonzalez Lima BrandaoEpisodios traducidos por: Natalie González and Julio C. Ortíz FrancoDirectora de Programación de Audio y Operaciones: Lisa MorrisetteThis program is made possible, in part, by the Corporation for Public Broadcasting, a private corporation funded by the American people

SIN MIEDO OmarCrew
EL PAPA QUE CONTACTÓ CON SERES EXTRATERRESTRES

SIN MIEDO OmarCrew

Play Episode Listen Later Sep 17, 2025 9:45


Distribuido por Genuina Media Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See https://pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.

ZOE Science & Nutrition
Top Doctor: The hidden dangers in your daily multivitamin | Dr David Seres

ZOE Science & Nutrition

Play Episode Listen Later Sep 4, 2025 58:41


We're told vitamins are essential for our health. That they boost our immune systems, fight fatigue, and protect us from disease. But what if most of it isn't true? In the 20th century, vitamin supplements were hailed as a breakthrough, curing diseases like scurvy and rickets. But that success story took a turn. In the US, a law passed in 1994 — helped by a Hollywood ad campaign — removed almost all oversight from the supplement industry. Since then, a $40 billion business has grown in the shadows. One where marketing beats science, and health claims are made with barely any evidence. Dr. David Seres is Director of Medical Nutrition and a Professor at Columbia University's Institute of Human Nutrition. David is known for calling out pseudoscience and misinformation, and promoting critical thinking and an evidence-based approach to health. For over 25 years, he's worked as a physician nutrition specialist, caring for critically ill patients who rely on life-saving nutrition support. He received the Excellence in Nutrition Education Award from the American Society for Nutrition. On this episode, he helps us debunk the vitamin supplement industry. Unwrap the truth about your food