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Esta semana o programa é dedicado ao importante tema da sustentabilidade. Primeiro com a Quinta da Serradinha, na região dos Vinhos de Lisboa, um paraíso improvável em Leiria. Depois, com o Ventozelo Hotel & Quinta, no Douro, premiado na mais recente edição dos Best of Wine Tourism na categoria de Práticas Sustentáveis em Enoturismo.
Os êxitos musicais de hoje são mais simples, negativos e stressantes do que há 50 anos
Sustentabilidade no agronegócio ainda é um tema cercado de ruídos, simplificações e julgamentos superficiais. Neste episódio do Raízes da Inovação, a conversa com Francisco Matturro e Fernando Nauffal Filho parte de dados, ciência e experiência prática para discutir o pilar ambiental da sustentabilidade no agro brasileiro. O episódio aborda integração lavoura-pecuária-floresta, agricultura regenerativa, uso de biológicos, preservação ambiental dentro das propriedades, desafios de infraestrutura e o papel do Brasil na segurança alimentar global. Uma discussão profunda sobre como produção, preservação e viabilidade econômica caminham juntas no campo, com reflexões aplicáveis à tomada de decisão de quem atua no agronegócio. Raízes da Inovação, o podcast da Fundepag que conecta ciência, tecnologia e sociedade! Aqui, mergulhamos nos desafios e avanços do setor, compartilhamos os principais resultados de pesquisa e promovemos debates enriquecedores com especialistas internos e convidados externos. Site: https://portal.fundepag.br/Instagram: https://www.instagram.com/fundepag LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/fundepag0/Facebook: https://www.facebook.com/fundepag YouTube: https://www.youtube.com/@fundepag817 FICHA TÉCNICA Apresentação: Monaliza PelicioniConvidados: Francisco Matturro (Presidente da Rede ILPF) e Fernando Nauffal Filho (Consultor da Fundepag)See omnystudio.com/listener for privacy information.
Os próximos anos serão desafiadores para quem empreende e quem sobreviver vai colher os resultados lá na frente. Neste episódio do 24Cast, recebemos novamente Bruno Siedschlag, especialista em vendas e crescimento de empresas, para uma conversa profunda sobre tendências de vendas para 2026. Falamos sobre funil ampulheta, metodologia Winning by Design, impacto real para o cliente, uso estratégico de IA, automação, vendas humanizadas e os desafios de escalar times comerciais em um cenário econômico mais complexo. Se você é empresário, líder comercial ou atua com marketing, vendas ou CS, este episódio traz reflexões práticas para construir receita recorrente, melhorar a experiência do cliente e tomar decisões mais conscientes sobre crescimento. Destaques do episódio: - Por que os próximos anos serão mais difíceis para empresários - Funil tradicional x funil ampulheta na prática - Receita recorrente e foco em impacto para o cliente - IA e automação: onde usar (e onde não usar) - Vendas humanizadas como diferencial competitivo - Gestão de times comerciais: remoto, híbrido ou presencial - Metodologias de vendas e adaptação ao cenário brasileiro
No 3 em 1 desta terça-feira (27), o destaque foi a reação do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, às críticas sobre a condução do caso Master, atualmente sob relatoria do ministro Dias Toffoli. Fachin afirmou que não ficará “de braços cruzados” diante dos questionamentos. Em meio às oitivas conduzidas pela Polícia Federal, três depoimentos foram cancelados, e a apuração avançou com novas alegações apresentadas pelos investigados. Reportagem de Janaína Camelo. Ainda sobre o caso Master, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, afirmou que pretende incluir o tema na investigação em andamento no Senado. Segundo o parlamentar, há conexões que justificam a apuração, incluindo pedidos de quebra de sigilo de empresas, pessoas envolvidas e parentes de ministros do STF. No Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu Olavo Noleto, atual secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável, para substituir Gleisi Hoffmann no Ministério das Relações Institucionais. A mudança ocorre porque Gleisi deixará o governo para disputar uma vaga no Senado e faz parte da estratégia do Planalto de substituir ministros candidatos por secretários. Ainda no campo político, a ministra Simone Tebet afirmou que espera um convite do presidente Lula para disputar uma eleição em São Paulo. Segundo a reportagem, Lula e Tebet devem viajar juntos ao Panamá, o que reforça as articulações políticas para o cenário eleitoral de 2026. Parlamentares da oposição intensificaram a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal para tentar converter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar humanitária. A articulação envolve conversas com o ministro Gilmar Mendes e pode chegar à análise do ministro Alexandre de Moraes. No tabuleiro eleitoral, o presidente Lula segue sem um palanque definido em Minas Gerais para a disputa presidencial. O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ainda não decidiu se concorre ao governo do estado e aguarda um projeto considerado sólido por parte do Planalto, o que mantém o impasse no segundo maior colégio eleitoral do país. No cenário internacional, o prefeito de Minneapolis anunciou que parte dos agentes do ICE começará a deixar a cidade após um telefonema com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A retirada ocorre em meio a protestos, críticas de autoridades locais e a uma ordem judicial que determinou que o chefe da agência de imigração compareça ao tribunal para explicar falhas em operações no estado de Minnesota. Reportagem de Eliseu Caetano. Ainda na agenda externa, o presidente Lula conversou por telefone com o presidente da França, Emmanuel Macron, sobre o Conselho da Paz proposto por Donald Trump, a situação da Venezuela e o acordo entre Mercosul e União Europeia. Os dois líderes defenderam o fortalecimento da ONU e criticaram a ação militar dos Estados Unidos em território venezuelano, classificada como violação do direito internacional. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Na quarta-feira (21), a programação da emissora voltou a registrar mais um caso de descarte irregular de resíduos volumosos no bairro Sumaré, em Lauro Müller, um problema que se repete com frequência no município. Enquanto isso, a cidade vizinha de Urussanga se prepara para avançar no enfrentamento dessa prática por meio de políticas públicas voltadas à sustentabilidade e à organização urbana. O município dará início a uma nova fase do programa Urussanga Sustentável, em parceria com o Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos (Cirsures), com foco na gestão adequada e no descarte correto de resíduos de grande volume. A iniciativa tem como objetivo principal coibir o descarte irregular, especialmente em terrenos baldios, além de oferecer uma alternativa adequada à população que precisa descartar móveis e outros materiais que não são recolhidos pela coleta convencional. Atualmente, Urussanga já conta com um ponto específico para o descarte de lixo eletrônico, localizado ao lado do Departamento de Planejamento, no Paço Municipal. Com a ampliação do programa, o município passará a disponibilizar também uma coleta exclusiva de resíduos volumosos, que será realizada por meio de agendamento prévio, proporcionando mais organização, eficiência e comodidade aos moradores. O diretor de Meio Ambiente de Urussanga, Osmany Mello, falou sobre o tema em entrevista ao Cruz de Malta Notícias, nesta quinta-feira (22). Na oportunidade, ele detalhou o planejamento e o funcionamento da nova modalidade de coleta, além de apresentar os próximos passos da ação, que deverá ser implantada em breve no município.
Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo. A geóloga e pesquisadora Lucy Chemale é coordenadora do Projeto de Avaliação do Potencial de Terras Raras do Serviço Geológico do Brasil, órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia. Ela conversou com a repórter Raíssa Abreu, da Rádio Senado, sobre os desafios do país na exploração sustentável dessa riqueza natural, que é essencial para a indústria contemporânea e para a transição energética, chamada até de "petróleo do século XXI". Acompanhe a entrevista.
É com muito orgulho que compartilhamos a segunda apresentação oficial do IMXP 2025!Neste vídeo, recebemos Carla Galan e Luana Oliveira, fundadoras da Companhias Responsáveis e Sustentáveis (@CORE.S), uma consultoria voltada à implementação de práticas de ESG e Sustentabilidade em pequenas e médias empresas , para um bate-papo técnico e estratégico imperdível. Uma oportunidade única para entender as soluções e a visão de uma das gigantes do setor para o futuro da mineração.
Nesse episódio do GrowthCast, eu conversei com o David Politanski sobre o que realmente separa empresas comuns de empresas de alta performance. Falamos sobre decisões difíceis, construção de times fortes, cultura, liderança e os erros que travam o crescimento da maioria dos negócios.Ao longo do papo, conectamos temas que já discutimos em outros episódios do canal, como:-Construção de times de alta performance-Tomada de decisão em cenários de pressão-Estratégia comercial e crescimento previsível-Cultura organizacional e liderança-Execução consistente em mercados competitivosSe você é empresário, líder ou gestor e sente que sua empresa está estagnada ou crescendo abaixo do potencial, essa conversa vai te ajudar a enxergar com mais clareza onde estão os gargalos — e o que precisa mudar agora.Esse episódio é para quem quer crescer com consistência, performance e visão de longo prazo.
Nesse episódio do GrowthCast, eu conversei com o David Politanski sobre o que realmente separa empresas comuns de empresas de alta performance. Falamos sobre decisões difíceis, construção de times fortes, cultura, liderança e os erros que travam o crescimento da maioria dos negócios.Ao longo do papo, conectamos temas que já discutimos em outros episódios do canal, como:-Construção de times de alta performance-Tomada de decisão em cenários de pressão-Estratégia comercial e crescimento previsível-Cultura organizacional e liderança-Execução consistente em mercados competitivosSe você é empresário, líder ou gestor e sente que sua empresa está estagnada ou crescendo abaixo do potencial, essa conversa vai te ajudar a enxergar com mais clareza onde estão os gargalos — e o que precisa mudar agora.Esse episódio é para quem quer crescer com consistência, performance e visão de longo prazo.
Neste episódio do Leadership Club, CFC Rezende recebe Patricia Couto, Gerente Executiva, e Caroline Crevelaro, Agile Lead, para uma conversa profunda e prática sobre um dos temas mais críticos nas organizações hoje: produtividade sustentável.Ao longo do episódio, o trio questiona a visão simplista que associa produtividade apenas a velocidade, controle ou corte de custos, e propõe um olhar mais sistêmico, que integra negócio, pessoas, cultura e processos. A conversa passa por temas como:A liderança e sua influência no sistema.Clareza e alinhamento de prioridades.Melhores formas de tomada de decisão.Papéis e responsabilidades.Métricas que importam e previsibilidade.Segurança psicológica e os riscos do microgerenciamento.Pati e Carol trazem experiências reais de transformação em grandes organizações, discutindo como métodos ágeis, design organizacional e boas escolhas de gestão podem criar ambientes mais eficientes sem sacrificar saúde, engajamento e resultados no longo prazo. O episódio também provoca reflexões atuais sobre o papel da IA na produtividade, separando hype de valor real e reforçando que tecnologia sem clareza, cultura e intenção só acelera o caos.Se você é uma liderança que quer ir além da lógica do “fazer mais com menos” e construir resultados consistentes, humanos e sustentáveis ao longo do tempo, solta o Play e vem com a gente!!
Em cobertura para o Canal do Boi, o Fala Carlão marca presença no Agrizone, espaço do agronegócio na COP30, em Belém (PA), com entrevistas que colocam o agro brasileiro no centro do debate climático global.Carlão conversa com Luis Rua (MAPA), Ana Doralina (Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável), Silvia Massruhá (Embrapa), Muhammad Ibrahim (IICA), Carlos Fávaro (Ministro da Agricultura) e Otávio Durant (MAPA/PA), trazendo visões estratégicas sobre sustentabilidade, comércio internacional, inovação e políticas públicas.Um retrato direto do papel do Brasil nas agendas globais de clima e produção de alimentos.Apoio Institucional:AbisoloANDAVFAESP/SENARPatrocínio:Publique AgroAgênciaAgroRevenda
Crescimento sem estrutura não é expansão. É caos com faturamento.Sua empresa cresce um trimestre e recua no outro?Vende bem, mas a margem desaparece?Não consegue prever o resultado dos próximos 60 dias?Cuidado: você não tem problema de mercado. Você tem problema de liderança.Crescer de verdade não é sobre vender mais. É sobre vender bem, de forma repetível, com margem controlada e previsibilidade total.A McKinsey é clara: empresas que integram crescimento + lucratividade + disciplina superam seus pares em até 2 pontos percentuais de retorno anual.Mas isso só acontece quando o líder para de apagar incêndio e começa a construir sistema.Os 3 pilares do crescimento sustentável:✅ Método – Processos, rituais, governança✅ Ritmo – Cadência de 90 dias, KPIs claros✅ Margem – Lucro real, não ilusão de faturamentoE aqui vai o dado que dói: 62% dos líderes desconhecem os KPIs vitais para crescimento em 2025.Se você não sabe onde está, não consegue liderar. Só improvisa.Tem coragem de ouvir esse #PapodeLíder de hoje?TODA QUINTA ÀS 18:03 ACONTECEM AS LEADER CLASSES, SUAS AULAS GRATUITAS E AO VIVO DE LIDERANÇA.Inscreva-se aqui: https://auladelideranca.com ou comente aqui com a palavra "AULA"
O espaço, localizado na Cidade Universitária, é resultado de uma parceria da empresa estatal com o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe). O objetivo é avançar na investigação sobre redução de resíduos poluentes e uso racional de recursos.Reportagem: Brenno AlmeidaEdição: Gabriel Góes
Nesta entrevista, Liora Alcalay, presidente da Unibes, revela como uma das ONGs mais respeitadas do Brasil atua hoje como uma verdadeira empresa de impacto social, com mais de 300 colaboradores, orçamento auditado, governança profissional e um modelo inovador em que 1/3 da receita vem de uma operação própria de varejo: o Bazar da Unibes. Em entrevista para Mariana Amaro, em mais um episódio Do Zero ao Topo, ela conta como funciona a gestão de uma ONG com 20 mil pessoas atendidas por ano e o papel do empreendedorismo social no Brasil.
O tema do programa de hoje envolve história, sustentabilidade, inovação e vitivinicultura, que é a ciência que estuda a produção da uva destinada à preparação de vinhos. Você já ouviu falar nas variedades Piwi? Elas são uvas resistentes a doenças e estão revolucionando a produção de vinho no Planalto de Santa Catarina. Quem vai explicar tudo isso pra gente é o pesquisador Gil Karlos Ferri, que fez uma tese sobre esse tema unindo história, meio ambiente e tecnologia. >> CRÉDITOS:Produção, roteiro e locução: Mauro Meurer e Maykon OliveiraApoio técnico e edição: Eduardo Mayer
Este episódio tem um significado especial, porque marca o nosso último episódio do ano. Foi um ano intenso, desafiador e, ao mesmo tempo, muito rico em conteúdo. Ao longo dos últimos meses, conversamos com empreendedores de diferentes setores, ouvimos histórias reais, aprendemos com desafios, conquistas e decisões que fazem parte do dia a dia de quem empreende no Brasil. Foram episódios pensados para informar, inspirar e apoiar os negócios locais, trazendo reflexões práticas, troca de experiências e insights que pudessem ser aplicados na rotina de cada empresa. A todos que nos acompanharam, ouviram, compartilharam e fizeram parte dessa jornada, o nosso muito obrigado. Seguimos com a certeza de que construir conhecimento em conjunto é um dos caminhos mais fortes para crescer e evoluir. E neste episódio, vamos falar sobre um setor da beleza que vai muito além de talento e criatividade. Um segmento que exige visão de negócio, gestão financeira, relacionamento com clientes e capacidade de se adaptar a um mercado cada vez mais competitivo e em constante transformação. Vamos conversar com dois profissionais da área da beleza que vivem momentos diferentes da jornada empreendedora: de um lado, um negócio já consolidado, com história e aprendizados construídos ao longo do tempo; de outro, uma trajetória mais recente à frente do próprio negócio, conectada às novas tendências e ao comportamento atual do consumidor. A proposta é entender como transformar talento em um negócio sustentável, lucrativo e relevante — e mostrar que, no universo da beleza, experiência e inovação podem caminhar juntas. Para essa conversa, recebemos Rosane Amaral Cabral, proprietária do Trend Hair, um salão com mais de 15 anos de atuação no mercado, que construiu sua trajetória aliando técnica, gestão e relacionamento com clientes. Rosane também é formada em Contabilidade. Também participa do episódio o Jackson Leal, que faz parte da equipe do salão Leo Sampaio, é cabeleireiro há 24 anos, especialista em cortes e que, além da atuação no salão, também ministra cursos, compartilhando conhecimento e formando novos profissionais na área da beleza.
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Os gases emitidos pelos motores de aviões poluem o meio ambiente afetando a vida de espécies, inclusive a humana. A preocupação mundial sobre mudanças climáticas e a incerteza de abastecimento de petróleo tem levado a uma crescente demanda por fontes renováveis de energia. Com isso, estudos já foram feitos e continuam para que combustíveis mais sustentáveis possam ser utilizados de forma viável em grande escala. A alternativa para a indústria da aviação são os biocombustíveis, sendo de uso mais sustentável e disponível de imediato. Na aviação o sucesso é ligado ao crescimento econômico e do transporte aéreo. A concorrência entre as empresas do ramo é relacionada à procura de vantagens competitivas e pelo crescente aperfeiçoamento tecnológico no objetivo de reduzir os altos custos das frotas, e agora, com a redução de poluentes e substituição por combustíveis sustentáveis. A queima do combustível na aviação emite gases poluentes como o monóxido e o dióxido de carbono, os hidro-carburetos gasosos e os óxidos de nitrogênio. A poluição do ar não prejudica apenas o meio ambiente, mas a saúde humana também, influenciando no aumento de doenças cardiovasculares e respiratórias. Há cerca de quatro décadas, começaram a ter iniciativas de várias instituições, empresas e governos e a atenção da população para as causas ambientais. Hoje, com estudos, pesquisas e mais informações, a questão ambiental é um dos principais temas mais discutidos no mundo. Desde a responsabilidade até a contribuição da indústria do ramo, governos e da sociedade é assunto de extrema importância para todos, pois nossos recursos naturais são finitos e o meio ambiente é único. A tecnologia avançou com o passar do tempo e foi possível o desenvolvimento de projetos de motores que são eficientes e ao mesmo tempo emitem menos gases poluentes. [...] Combustível sustentável de aviação - na sigla em inglês (Sustainable Aviation Fuels – SAF) é o termo genérico para a criação de combustível de aviação a partir de outras fontes que não fósseis. Proveniente de óleos de cozinha e gorduras animais residuais, o combustível sustentável de aviação é capaz de reduzir as emissões de carbono dos voos em até incríveis 80%. [...] Os dois principais fabricantes de aviões comerciais - Airbus e Boeing - fizeram parceria com empresas de combustível para desenvolver este tipo de combustível. Ambos os grupos procuraram fontes renováveis semelhantes para criar seu Combustível Sustentável de Aviação. Essas matérias-primas incluem coisas como óleo de cozinha e óleo de palma, bem como os óleos residuais de animais e plantas. Outras matérias-primas para o Combustível Sustentável de Aviação incluem os resíduos sólidos provenientes das casas das pessoas e empresas. Coisas como papel e restos de comida que podem ter ido para o lixão podem ser reaproveitados para criar o Combustível Sustentável de Aviação. A sustentabilidade da matéria-prima é então certificada por um órgão oficial. [...] O Combustível Sustentável de Aviação é fundamental para atingir as metas de sustentabilidade de 2050 do setor. À medida que mais e mais companhias aéreas começam a usar este tipo de combustível, espera-se que o custo de mercado caia e o torne mais economicamente viável. Fonte (créditos): https://www.euronews.com/green/2021/11/14/what-are-sustainable-aviation-fuels-and-could-they-change-the-future-of-flying Imagem (créditos): https://www.euronews.com/green/2021/11/14/what-are-sustainable-aviation-fuels-and-could-they-change-the-future-of-flying Trilhas sonoras (créditos): Secret-lake_AdobeStock_545981364_preview Sunny-Side_AdobeStock_560769164_preview
Edição desta quinta-feira tem como destaque a participação do extensionista Edivan Possamai, coordenador estadual do projeto Grãos Sustentáveis, que fala do resultado do projeto Giro Técnico da Soja, que mobilizou mais de 800 participantes em eventos realizados em todo o Estado.
Neste episódio, o jornalista Thomaz Gomes conversa com Hugo Bethlem, fundador presidente do conselho do Capitalismo Consciente Brasil, sobre como a transição energética está diretamente conectada à transformação do próprio modelo econômico. Hugo explica por que o capitalismo tradicional, centrado exclusivamente na maximização do lucro, já não responde aos desafios ambientais, sociais e éticos do nosso tempo. Além disso, explica como a evolução para um capitalismo sustentável se tornou condição indispensável para garantir acesso à energia, reduzir desigualdades e enfrentar as mudanças climáticas. Ele apresenta os pilares do Capitalismo Consciente e discute como as empresas podem gerar prosperidade sem explorar pessoas, comunidades ou recursos naturais. A conversa destaca a urgência de uma “virada energética”, para além da visão de transição suave: o Brasil precisa acelerar soluções limpas que cheguem às periferias, pequenos produtores, escolas, comunidades indígenas e milhões de brasileiros que ainda vivem sem energia adequada, um tema central para qualquer política pública de futuro. Hugo reforça que a transição energética é também uma transição de consciência, que exige educação, responsabilidade corporativa e políticas que permitam acesso real à energia renovável. Ele detalha como obstáculos regulatórios, falta de incentivos e a lentidão das lideranças, atrasam avanços que já poderiam ter transformado vidas. Exemplos como a viabilidade de energia solar em habitações populares, o impacto direto no custo de vida e a urgência de incluir o tema nas escolas mostram como a inclusão energética é inclusão social. A discussão aborda ainda o papel da mídia em ampliar essa pauta, o desafio de sensibilizar cidadãos em um país desigual e o potencial das novas gerações, já moldadas por propósito e valores socioambientais, para impulsionar práticas de consumo e produção mais responsáveis. Bethlem também comenta por que o custo de não agir é maior que qualquer investimento necessário hoje, e como o Brasil pode se tornar referência global ao alinhar abundância energética, inovação e consciência coletiva. Por fim, o presidente do Capitalismo Consciente Brasil analisa o cenário global, revisita exemplos históricos como a crise energética de 2001 e aponta caminhos para construir um futuro em que tecnologia, energia limpa e justiça social caminhem juntas, reforçando que sem educação e sem energia, não existe desenvolvimento possível. O podcast é um oferecimento do Energy Summit.
A cobertura do Fala Carlão para o Canal do Boi esteve no Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas, em Brasília, com Angela Peres, diretora de Promoção Comercial e Investimentos do Ministério da Agricultura, e Ana Lúcia Gomes, diretora de Negociações e Análises Comerciais da SCRI/MAPA.Angela falou sobre sua trajetória como produtora rural, destacou a força da genética brasileira, com ênfase no girolando, e comentou sua experiência como adida agrícola no Peru, reforçando o papel dos adidos na promoção dos produtos brasileiros.Ana Lúcia destacou a importância do evento para apresentar o Brasil como produtor sustentável, falou sobre seu trabalho e ressaltou o papel das negociações bilaterais na abertura e consolidação de mercados.
José Luiz Tejon, uma das maiores autoridades em marketing em agronegócio, comenta os mais relevantes fatos da área às 2ªs, 4ªs e 6ªs, às 7h25, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O documentário mostra como o Brasil pode dobrar a produção de alimentos sem desmatamento e reforça o protagonismo da pecuária sustentável na agenda climática da COP30.
Send us a textThais Ribeiro é Gerente de Segurança da Informação na Iguá Saneamento, com trajetória que vai do service desk à liderança em governança e gestão de riscos. No papo, ela conta como estruturou segurança do zero em um ambiente corporativo, o que aprendeu ao implementar normas e controles e por que cultura e processo valem mais do que qualquer ferramenta.PodCafé Tech é um podcast onde Mr Anderson, Guilherme Gomes e Dyogo Junqueira, recebem convidados para falar de uma forma descontraída sobre Tecnologia, Segurança e muito mais. YouTube: youtube.com/@podcafetech Instagram: instagram.com/podcafetech Linkedin: linkedin.com/company/podcafe
Novo relatório da FAO destaca que recursos essenciais para a produção alimentar são finitos e que o futuro da segurança alimentar dependerá de escolhas mais inteligentes e sustentáveis.
O Governo Lula lançou o programa de Mobilidade Verde e Inovação (Mover) para estimular a inovação, a indústria verde, a descarbonização da frota automotiva, além de carros melhores e a preços menores. Neste ano, o Brasil atingiu R$130 bilhões em investimentos anunciados pelas empresas automotivas.Sonoras:
Com raízes que ultrapassam 3 metros, a pastagem melhora o solo, evita erosão, aumenta a infiltração de água e reduz impacto ambiental sem perder eficiência produtiva.
Voltado a produtores e técnicos, o curso aborda princípios de agroecologia, agricultura sustentável, orgânica e regenerativa para aprimorar sistemas pecuários em equilíbrio com o meio ambiente.
A série Talks Estadão Mídia & Mkt traz as trajetórias, desafios e inovações na voz das lideranças da comunicação e do marketing. A primeira temporada é dedicada às mulheres de impacto – profissionais que estão transformando o mercado e redefinindo o futuro dessa indústria. Neste episódio, Márcia Silveira, head de diversidade e inclusão para advocacy e influence do Grupo L'Oréal no Brasil, traz atualizações do mercado brasileiro de beleza e fala sobre diversidade, inclusão e carreira.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Secretário-geral da ONU ressalta que futuro do planeta depende de sistemas de transporte “mais limpos e verdes”, sublinhando que setor, responsável por cerca de um quarto das emissões globais, precisa de transformação rápida e profunda.
ONU ressalta determinação do continente em transformar as suas economias através de industrialização sustentável, integração regional e inovação, enquanto líderes pedem reformas profundas no sistema financeiro global para tornar esse futuro possível.
cop30, eixos e energia no centro das negociações: o Brasil puxa o acordo para quadruplicar o uso de combustíveis sustentáveis e tenta liderar a próxima fase da transição energética. Entenda o que está em jogo no “dia de energia” em Belém. Direto da COP30, diálogos da transição mostra como biocombustíveis, SAF, mercado de carbono e descarbonização da indústria se conectam na mesma agenda. Nayara Machado traz o resumo do dia de energia na COP30, com a adesão de 23 países ao compromisso de Belém para quadruplicar combustíveis sustentáveis. Francesco La Camera (IRENA) detalha o potencial do Brasil. Em seguida, o programa explica a consulta pública do SAF aberta pelo MME e as metas da Lei do Combustível do Futuro. Roberto Ardenghy, presidente do IBP, fala sobre o papel da indústria do petróleo na descarbonização. Gabriel Chiapini analisa a disputa eletrificação × biocombustíveis e os desafios do financiamento climático, com foco na integração dos mercados de carbono. Cristina Reis (Ministério da Fazenda) apresenta a coalizão de mercados regulados de carbono. André Ramalho comenta a estratégia da Braskem com eletrificação e gás natural, em entrevista com Gustavo Checcucci.
Muitas vezes sentimos que o futuro está distante ou atrasado, mas a verdade é que o futuro não chega quando não temos estrutura emocional para sustentá-lo. No episódio de hoje, eu falo sobre como a vida funciona como um campo vibracional, e como nossas emoções e identidade determinam o que conseguimos viver. Você vai entender como alinhar seu estado emocional com o futuro que deseja e como pequenos passos diários podem fazer toda a diferença.Links citados:
Evento no Rio de Janeiro antecedeu abertura da COP30, em Belém; encontro da Rede de Moda e Estilo de Vida das Nações Unidas juntou indústria criativa, representantes internacionais e legisladores sobre design, moda e ação climática.
Estudo da Fundação Seade mostra que recursos financeiros na área triplicaram entre 2023 e 2025
O mundo está acelerando a utilização de combustível sustentável de aviação e desenvolvendo projetos para atender a essa demanda crescente. Companhias aéreas trabalham para reduzir emissões enquanto autoridades, inclusive na América Latina, reavaliam seus marcos regulatórios e mandatos de biocombustíveis. Camila Fontana, chefe adjunta da redação da Argus em São Paulo, recebe Josh Vence, vice-presidente de Operações e Desenvolvimento de Negócios com foco em SAF e biocombustíveis, e Lucas Boacnin, gerente de Desenvolvimento de Negócios com foco em transição energética, para discutir o mercado global de SAF, os avanços regionais e as referências dos preços Argus para o produto.
Pesquisador da Embrapa explica como e quanto investir na recuperação de pastagens degradas
Encontro quer que setor ajude a diversificar a economia; turismo concentra 11% do PIB nacional; iniciativa marca etapa na implementação da Conta Satélite do Turismo.
Você sabia que resíduos urbanos podem se tornar ferramentas de educação e transformação social? Neste episódio do Belém 30º, conheça o Movimento Escola Viva, que promove educação ambiental, bioconstrução e criatividade sustentável. O movimento ressignifica materiais que seriam descartados, levando práticas sustentáveis para a cidade e para as comunidades próximas. A Escola Viva mostra como iniciativas locais podem ensinar responsabilidade ambiental, inspirar mudanças e servir de exemplo para outras regiões da floresta Amazônica e do Brasil.Este projeto é realizado pela Politize!, em parceria com o Pulitzer Center.Siga a Politize! no Instagram: @_politize e no tiktok @politizeAcompanhe a Politize! no YouTube: https://www.youtube.com/@PolitizeAcompanhe o Portal Politize!: https://www.politize.com.br/
Durante o Congresso Mundial da Carne, em Cuiabá, o Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC) destacou os esforços para ampliar a presença internacional do país em eventos como a COP 30.
O evento, que ocorre pela primeira vez no país, é a principal vitrine do setor e, segundo o Imac, é crucial para atrair investimentos e firmar parcerias com Ásia e Oriente Médio, fortalecendo a credibilidade da carne brasileira no mundo em busca de segurança alimentar.
Documento do Banco Mundial e Embrapa reúne evidências econômicas e traz recomendações para ampliar a adoção de sistemas agroflorestais e o de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta.
Produtora de Rio Brilhante/MS consolidou-se como empresária do agronegócio à frente da RJ Agro, aplicando práticas de ESG e envolvendo a família na continuidade dos negócios
A realização da próxima Conferência do Clima da ONU em Belém do Pará (COP30) aproximará, pela primeira vez, os líderes globais de uma realidade complexa: a de que a preservação ambiental só vai acontecer se garantir renda para as populações locais. Conforme o IBGE, mais de um terço (36%) dos 28 milhões habitantes da Amazônia Legal estão na pobreza, um índice superior à média nacional. Lúcia Müzell, enviada especial da RFI a Belém e Terra Santa (Pará) Ao longo de décadas de ocupação pela agricultura, mineração e extração de madeira, incentivadas pelo Estado, instalou-se na região o imaginário de que a prosperidade passa pelo desmatamento. O desafio hoje é inverter esta lógica: promover políticas que façam a floresta em pé ter mais valor do que derrubada. Os especialistas em preservação alertam há décadas que uma das chaves para a proteção da floresta é o manejo sustentável dos seus recursos naturais, com a inclusão das comunidades locais nessa bioeconomia. Praticamente 50% do bioma amazônico está sob Unidades de Conservação do governo federal, que podem ser Áreas de Proteção Permanente ou com uso sustentável autorizado e regulamentado, como o das concessões florestais. A cadeia da devastação começa pelo roubo de madeira. Depois, vem o desmatamento da área e a conversão para outros usos, como a pecuária. A ideia da concessão florestal é “ceder” territórios sob forte pressão de invasões para empresas privadas administrarem, à condição de gerarem o menor impacto possível na floresta e seus ecossistemas. Essa solução surgiu em 2006 na tentativa de frear a disparada da devastação no Brasil, principalmente em áreas públicas federais, onde o governo havia perdido o controle das atividades ilegais. A ideia central é que a atuação de uma empresa nessas regiões, de difícil acesso, contribua para preservar o conjunto de uma grande área de floresta, e movimente a economia local. Os contratos duram 40 anos e incluem uma série de regras e obrigações socioambientais, com o aval do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). A madeira então recebe um selo de sustentabilidade emitido por organismos reconhecidos internacionalmente – o principal deles é o FSC (Forest Stewardship Council). Atualmente, 23 concessões florestais estão em operação pelo país. "Qualquer intervenção na floresta gera algum impacto. Mas com a regulamentação do manejo florestal e quando ele é bem feito em campo, você minimiza os impactos, porque a floresta tropical tem um poder de regeneração e crescimento muito grandes”, explica Leonardo Sobral, diretor da área de Florestas e Restauração do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola), parceiro do FSC no Brasil. "O que a gente observa, principalmente através de imagens de satélite, é que em algumas regiões que são muito pressionadas e que têm muito desmatamento no entorno, a única área de floresta que restou são florestas que estão sob concessão. Na Amazônia florestal sobre pressão, que é onde está concentrada a atividade ilegal predatória, existem florestas que estão na iminência de serem desmatadas. É onde entendemos que as concessões precisam acontecer, para ela valer mais em pé do que derrubada”, complementa. Manejo florestal em Terra Santa Na região do Pará onde a mata é mais preservada, no oeste do Estado, a madeireira Ebata é a principal beneficiada de uma concessão em vigor na Floresta Nacional de Saracá-Taquera, entre os municípios de Oriximiná, Faro e Terra Santa. Numa área de 30 mil hectares, todas as árvores de interesse comercial e protegidas foram catalogadas. Para cada espécie, um volume máximo de unidades pode ser extraído por ano – em média, 30 metros cúbicos de madeira por hectare, o que corresponde a 3 a 6 árvores em um espaço equivalente a um campo de futebol. A floresta foi dividida em 30 “pedaços” e, a cada ano, uma área diferente é explorada, enquanto as demais devem permanecer intocadas. O plano prevê que, três décadas após uma extração, a fatia terá se regenerado naturalmente. "Para atividades extrativistas como madeira, a castanha do Brasil ou outros produtos que vem da floresta, a gente depende que ela continue sendo floresta”, afirma Leônidas Dahás, diretor de Meio Ambiente e Produtos Florestais da empresa. "Se em um ano, a minha empresa extrair errado, derrubar mais do que ela pode, eu não vou ter no ano que vem. Daqui a 30 anos, eu também não vou ter madeira, então eu dependo que a floresta continue existindo.” Estado incapaz de fiscalizar Unidades de Conservação A atuação da empresa é fiscalizada presencialmente ou via satélite. A movimentação da madeira também é controlada – cada tora é registrada e os seus deslocamentos devem ser informados ao Serviço Florestal Brasil (SFB), que administra as concessões no país. "Uma floresta que não tem nenhum dono, qualquer um vira dono. Só a presença de alguma atividade, qualquer ela que seja, já inibe a grande parte de quem vai chegar. Quando não tem ninguém, fica fácil acontecer qualquer coisa – qualquer coisa mesmo”, observa Dahás. A bióloga Joice Ferreira, pesquisadora na Embrapa Amazônia Oriental, se especializou no tema do desenvolvimento sustentável da região e nos impactos do manejo florestal. Num contexto de incapacidade do Estado brasileiro de monitorar todo o território e coibir as ilegalidades na Amazônia, ela vê a alternativa das concessões florestais como “promissora” – embora também estejam sujeitas a irregularidades. Os casos de fraudes na produção de madeira certificada não são raros no país. “Você tem unidades de conservação que são enormes, então é um desafio muito grande, porque nós não temos funcionários suficientes, ou nós não temos condições de fazer esse monitoramento como deveria ser feito”, frisa. “Geralmente, você tem, em cada unidade de conservação, cinco funcionários.” Em contrapartida do manejo sustentável, a madeireira transfere porcentagens dos lucros da comercialização da madeira para o Instituo Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o SFB, que distribuem os recursos para o Estado do Pará e os municípios que abrigam as Flonas, como são chamadas as Florestas Nacionais. Populações no interior da Amazônia sofrem de carências básicas O dinheiro obrigatoriamente deve financiar projetos de promoção do uso responsável das florestas, conservação ambiental e melhora da gestão dos recursos naturais na região. Todo o processo é longo, mas foi assim que a cidade de Terra Santa já recebeu mais de R$ 800 mil em verbas adicionais – um aporte que faz diferença no orçamento da pequena localidade de 19 mil habitantes, onde carências graves, como saneamento básico, água encanada e acesso à luz, imperam. "Quase 7 mil pessoas que moram na zona rural não têm tem acesso à energia elétrica, que é o básico. Outro item básico, que é o saneamento, praticamente toda a população ribeirinha e que mora em terra firme não têm acesso à água potável”, detalha a secretária municipal de Meio Ambiente, Samária Letícia Carvalho Silva. "Elas consomem água do igarapé. Quando chega num período menos chuvoso, a gente tem muita dificuldade de acesso a água, mesmo estando numa área com maior bacia de água doce do mundo. Nas áreas de várzea, enche tudo, então ficam misturados os resíduos de sanitários e eles tomam aquela mesma água. É uma situação muito grave na região.” Com os repasses da concessão florestal, a prefeitura construiu a sede da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, distribuiu nas comunidades 50 sistemas de bombeamento de água movido a energia solar e painéis solares para o uso doméstico. A família da agente de saúde Taila Pinheiro, na localidade de Paraíso, foi uma das beneficiadas. A chegada das placas fotovoltaicas zerou um custo de mais de R$ 300 por mês que eles tinham com gerador de energia. "Antes disso, era lamparina mesmo. Com o gerador, a gente só ligava de noite, por um período de no máximo duas horas. Era só para não jantar no escuro, porque era no combustível e nós somos humildes, né?”, conta. "A gente não conseguia ficar com a energia de dia." A energia solar possibilitou à família ter confortos básicos da cidade: armazenar alimentos na geladeira, carregar o celular, assistir televisão. Um segundo projeto trouxe assistência técnica e material para a instalação de hortas comunitárias. A venda do excedente de hortaliças poderá ser uma nova fonte de renda para a localidade, que sobrevive da agricultura de subsistência e benefícios sociais do governo. "A gente já trabalhava com horta, só que a gente plantava de uma maneira totalmente errada. Até misturar o adubo de maneira errada a gente fazia, por isso a gente acabava matando as nossas plantas”, observa. “A gente quer avançar, para melhorar não só a nossa alimentação, mas levar para a mesa de outras pessoas." Acesso à água beneficia agricultura Na casa de Maria Erilda Guimarães, em Urupanã, foi o acesso mais fácil à água que foi celebrado: ela e o marido foram sorteados para receber um kit de bombeamento movido a energia solar, com o qual extraem a água do poço ou do próprio rio, com bem menos esforço braçal. No total, quase 50 quilômetros de captura de água pelo sistema foram distribuídos nas comunidades mais carentes do município. O casal completa a renda da aposentadoria com a venda de bebidas e paçoca caseira para os visitantes no período da estação seca na Amazônia, a partir de agosto. O marido de Maria Erilda, Antônio Conte Pereira, também procura fazer serviços esporádicos – sem este complemento, os dois “passariam fome”. "Foi um sucesso para nós, que veio mandado pelo governo, não sei bem por quem foi, pela prefeitura, não sei. Mas sei que foi muito bom”, diz Pereira. "Não serviu só para nós, serviu para muitos aqui. A gente liga para as casas, dá água para os vizinhos, que também já sofreram muito carregando água do igarapé, da beira do rio." Urupanã é uma praia de rio da região, onde o solo arenoso dificulta o plantio agrícola. No quintal de casa, os comunitários cultivam mandioca e frutas como mamão, abacaxi e caju. O bombeamento automático da água facilitou o trabalho e possibilitou ampliar o plantio de especiarias como andiroba e cumaru, valorizados pelas propriedades medicinais. "Para muitas famílias que ainda precisavam bater no poço, foi muito legal. A gente conseguiu manter as nossas plantas vivas no verão”, conta Francisco Neto de Almeida, presidente da Associação de Moradores de Urupanã, onde vivem 38 famílias. 'Fazer isso é crime?' A prefeitura reconhece: seria difícil expandir rapidamente a rede elétrica e o acesso à água sem os recursos da madeira e dos minérios da floresta – outra atividade licenciada na Flona de Saracá-Taquera é a extração de bauxita, pela Mineração Rio do Norte. Entretanto, o vice-prefeito Lucivaldo Ribeiro Batista considera a partilha injusta: para ele, o município não se beneficia o suficiente das riquezas da “Flona”, que ocupa um quarto da superfície total de Terra Santa. Para muitos comunitários, a concessão florestal e a maior fiscalização ambiental na região estrangularam a capacidade produtiva dos pequenos agricultores. "Existe esse conflito. Hoje, se eu pudesse dizer quais são os vilões dos moradores que estão em torno e dentro da Flona, são os órgãos de fiscalização federal, que impedem um pouco eles de produzirem”, constata ele, filiado ao Partido Renovação Democrática (PRD), de centro-direita. "E, por incrível que pareça, as comunidades que estão dentro da Flona são as que mais produzem para gente, porque é onde estão os melhores solos. Devido todos esses empecilhos que têm, a gente não consegue produzir em larga escala”, lamenta. A secretária de Meio Ambiente busca fazer um trabalho de esclarecimento da população sobre o que se pode ou não fazer nos arredores da floresta protegida. Para ela, a concessão teria o potencial de impulsionar as técnicas de manejo florestal sustentável pelas próprias comunidades dos arredores de Sacará-Taquera. Hoje, entretanto, os comunitários não participam desse ciclo virtuoso, segundo Samária Carvalho Silva. “Eles pedem ajuda. ‘Fazer isso não é crime?'. Eles têm muito essa necessidade de apoio técnico. Dizem: 'Por que que eu não posso tirar a madeira para fazer minha casa e a madeireira pode?'", conta ela. "Falta muito uma relação entre esses órgãos e as comunidades”, avalia. Há 11 anos, a funcionária pública Ilaíldes Bentes da Silva trabalhou no cadastramento das famílias que moravam dentro das fronteiras da Flona – que não são demarcadas por cercas, apenas por placas esparsas, em uma vasta área de 440 mil hectares. Ela lembra que centenas de famílias foram pegas de surpresa pelo aumento da fiscalização de atividades que, até então, eram comuns na região. "Tem muita gente aqui que vive da madeira, mas a maioria dessas madeiras eram tiradas ilegalmente. Com o recadastramento, muitas famílias pararam”, recorda-se. “Para as pessoas que vivem dessa renda, foi meio difícil aceitar, porque é difícil viver de farinha, de tucumã, de castanha e outras coisas colhidas nessa região do Pará.” Kelyson Rodrigues da Silva, marido de Ilaíldes, acrescenta que “até para fazer roça tinha que pedir permissão para derrubar” a mata. “Hoje, eu entendo, mas tem gente que ainda não entende. O ribeirinho, para ele fazer uma casa, tem que derrubar árvore, e às vezes no quintal deles não tem. Então eles vão tirar de onde?”, comenta. “Quando vem a fiscalização, não tem como explicar, não tem documento.” Espalhar o manejo sustentável A ecóloga Joice Ferreira, da Embrapa, salienta que para que o fim do desmatamento deixe de ser uma promessa, não bastará apenas fiscalizar e punir os desmatadores, mas sim disseminar as práticas de uso e manejo sustentável da floresta também pelas populações mais vulneráveis – um desafio de longo prazo. “Não adianta chegar muito recurso numa comunidade se ela não está preparada para recebê-lo. Muitas vezes, as empresas chegam como se não houvesse nada ali e já não tivesse um conhecimento, mas ele existe”, ressalta. “As chances de sucesso vão ser muito maiores se as empresas chegarem interessadas em dialogar, interagir e aumentar as capacidades do que já existe. Isso é fundamental para qualquer iniciativa de manejo sustentável ter sucesso”, pontua a pesquisadora. Um dos requisitos dos contratos de concessão florestal é que a mão de obra seja local. A madeireira Ebata reconhece que, no começo, teve dificuldades para contratar trabalhadores só da cidade, mas aos poucos a capacitação de moradores deu resultados. A empresa afirma que 90% dos empregados são de Terra Santa. “No início da minha carreira em serraria, eu trabalhei em madeireiras que trabalhavam de forma irregular. Me sinto realizado por hoje estar numa empresa que segue as normas, segue as leis corretamente”, afirma Pablio Oliveira da Silva, gerente de produção da filial. Segundo ele, praticamente tudo nas toras é aproveitado, e os resíduos são vendidos para duas olarias que fabricam tijolos. Cerca de 10% da madeira é comercializada no próprio município ou destinada a doações para escolas, centros comunitários ou igrejas. Na prefeitura, a secretária Samária Silva gostaria de poder ir além: para ela, a unidade de beneficiamento de madeira deveria ser na própria cidade, e não em Belém. Da capital paraense, o produto é vendido para os clientes da Ebapa, principalmente na Europa. “O município é carente de empreendedorismo e de fontes de renda. A gente praticamente só tem a prefeitura e a mineração”, explica. “Essas madeireiras, ao invés de ter todo esse processo produtivo aqui... ‘Mas o custo é alto. A gente mora numa área isolada, só tem acesso por rios e isso tem um custo'. Mas qual é a compensação ambiental que vai ficar para o município, da floresta? Essas pessoas estão aqui vivendo, o que vai ficar para elas?”, indaga. Foco das concessões é conter o desmatamento O engenheiro florestal Leonardo Sobral, do Imaflora, constata que, de forma geral no Brasil, as comunidades locais não se sentem suficientemente incluídas nas soluções de preservação das florestas, como as concessões. Uma das razões é a falta de conhecimento sobre o que elas são, como funcionam e, principalmente, qual é o seu maior objetivo: conter o desmatamento e as atividades predatórias nas Unidades de Conservação. Em regiões carentes como no interior do Pará, esses grandes empreendimentos podem frustrar expectativas. “São problemas sociais do Brasil como um todo. Uma concessão florestal não vai conseguir endereçar todos os problemas”, salienta. Esses desafios também simbolizam um dos aspectos mais delicados das negociações internacionais sobre as mudanças climáticas: o financiamento. Como diminuir a dependência econômica da floresta num contexto em que faltam verbas para atender às necessidades mais básicas das populações que vivem na Amazônia? Como desenvolver uma sociobioeconomia compatível com a floresta se as infraestruturas para apoiar a comercialização dos produtos não-madeireiros são tão deficientes? “O recurso que chega do financiamento climático pode ser muito importante para fazer a conservação. Nós temos um exemplo bem claro, que é do Fundo Amazônia”, lembra Joice Ferreira. “Agora, nós temos ainda uma lição a aprender que é como fazer esse link com as comunidades locais, que têm o seu tempo próprio, os seus interesses próprios. Ainda não sabemos como fazer esse diálogo de forma justa.” Entre os projetos financiados pelo Fundo Amazônia, alguns destinam-se especificamente a melhorar as condições sociais das populações do bioma, como os programas da Fundação Amazônia Sustentável e o Sanear Amazônia. Na COP30, em Belém, o Brasil vai oficializar uma proposta de financiamento internacional específico para a conservação das florestas tropicais do planeta, inspirada no Fundo Amazônia, mas incluindo um mecanismo de investimentos que gere dividendos. A ideia central do Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF, na sigla em inglês) é prever recursos perenes para beneficiar os países que apresentem resultados na manutenção e ampliação das áreas de mata preservadas. “Somos constantemente cobrados por depender apenas de dinheiro público para essa proteção, mas o Fundo Florestas Tropicais para Sempre representa uma virada de chave”, disse a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, em um evento em Nova York, em meados de setembro. “Não é doação, e sim uma iniciativa que opera com lógica de mercado. É uma nova forma de financiar a conservação, com responsabilidade compartilhada e visão de futuro", complementou a ministra. * Esta é a segunda reportagem de uma série do podcast Planeta Verde da RFI na Amazônia. As reportagens, parcialmente financiadas pelo Imaflora, vão ao ar todas as quintas-feiras até a COP30 em Belém, em novembro.
Propostas da Unctad visam proteger conquistas sociais; agência recomenda aproveitamento dos recursos marinhos de forma responsável, conciliando a proteção ambiental com uma maior integração comercial da região africana.