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O Fala Carlão reuniu um time da prateleira de cima para o Canal do Boi durante a posse da nova diretoria da ABCZ. O evento marcou o início do triênio 2026-2028, sob a presidência de Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, e atraiu os principais nomes da pecuária nacional para celebrar este novo ciclo da entidade.Nesta cobertura, conversamos com os conselheiros Felipe Raunhieitti Gomes e Mario Roberto Candia de Figueiredo, além do diretor Jorge Antônio Pires de Miranda. O encontro contou também com Vilmondes Sebastião Tomain, presidente da FAMATO, e Heverardo Carvalho, diretor da URUS Brasil, que debateram o atual cenário do setor.A força da raça e do mercado também esteve presente com Victor Miranda, presidente da ACNB, e Fred Mendes, da Confraria da Carcaça Nelore. Fechamos o registro com a visão dos pecuaristas Adaudio Castilho Filho e Adaudio Neto. Confira os bastidores e a união destas grandes lideranças em prol do desenvolvimento do Zebu no Brasil.
Neste episódio do Mais Lento do Que a Luz, recebemos dois convidados que representam bem a engenharia portuguesa. Elói Figueiredo é engenheiro civil, professor universitário e especialista em saúde de estruturas, com trabalho académico e de divulgação dedicado à forma como avaliamos, mantemos e prolongamos a vida das infra-estruturas. Autor de livros e artigos dirigidos ao grande público, tem procurado aproximar a engenharia da sociedade, explicando o impacto das decisões técnicas no quotidiano. E Carlos Matias Ramos, também engenheiro civil e professor, foi presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e Bastonário da Ordem dos Engenheiros, desempenhando um papel central no planeamento do território, nas políticas de infra-estruturas e na construção de grandes obras públicas em Portugal. A sua experiência cruza o ensino, a investigação e a intervenção pública em temas de engenharia. Partindo do livro que escreveram em conjunto — "A Ciência Descobre, a Engenharia Cria: Uma visão da Engenharia em doze axiomas e meio", recentemente saído na colecção Ciência Aberta da Gradiva — a nossa conversa explorou a ideia provocadora dos autores: enquanto a ciência procura compreender o mundo que existe, a engenharia dedica-se a imaginar e a construir aquilo que ainda não existe. Ao longo do episódio, falámos sobre a distinção entre ciência e engenharia, sobre o modo como as grandes obras moldam o nosso quotidiano e sobre os riscos, responsabilidades e falhas que fazem parte da história da engenharia — do vaivém Challenger à Ponte de Entre-os-Rios. Discutimos os axiomas que estruturam o livro, a simplificação como princípio do pensamento do engenheiro, e a presença, muitas vezes invisível, da engenharia na nossa vida diária.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Listen on Apple Podcasts - watch or listen on Spotify - watch on YouTube. Despite a scintillating first-half display, Forest could not put the ball in the net, and were made to pay in the 97th minute when the second of two late VAR decisions went against them. In truth, it's difficult to know where to start with the late calls. No-one (if any) in the ground expected the first one to be chalked off, but by the letter of the law it was correct. No-one from Forest was disputing the second one, although stills show that Hugo Ekitike was in an offside position, but deemed not to be interfering 🤷♂️ Rich and Baz try and untangle all of that, as well as discussing tactics, subs and confidence. The view from the opposition comes from Neil of The Anfield Wrap. Subscribe to 1865: The ORIGINAL Nottingham Forest Podcast via your podcast provider, and please leave a review, as it helps other Forest supporters find our content. Join us on X, Instagram, Bluesky, Threads or TikTok. 1865: The Nottingham Forest Podcast is part of the Sports Social Network, and partnered with FanHub. Come on you Reds! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Em tempos que talvez nem possam ser outra coisa senão uma pura efabulação, um desvio, uma desordem dessas para as quais nos viramos quando os sonhos se põem a lutar contra o mundo, chegávamos a um desses textos onde parecia que o intuito, todo o esforço em que alguém se empenhou, passava por “escrever páginas e páginas, enchê-las de pedras, de erva, de floresta, de céus, de movimentos das pessoas na rua, de vozes, de casas, do passado, do hoje, de quadros, de estátuas, de rios e de ondas e de copos e de frascos e de gesso branco no meu ateliê e de nuvens, criança deitada na liberdade…” (Alberto Giacometti). Seria um modo de um tipo vestir o mundo como uma segunda pele, resvalar consistentemente entre as coisas, ser de tal modo substantivo que deixava de se considerar um indivíduo. A solidão estava dispersa, absorta. Mas agora que os poetas também se consideram personagens essenciais da beleza publicitária, talvez até mais no momento em que se julgam separados da restante massa de gente, apenas vinculados a uma suposta autonomia das formas artísticas, regulando-se por outras leis num mundo que se encontra em todos os seus aspectos prostituído, é bom lembrar aquilo que notou Barthes, vincando como toda a publicidade dos produtos de beleza se baseia numa espécie de representação épica da intimidade. Num tempo em que os indivíduos se vêem transformados em seres abstractos, o modo como cada um enfatiza a sua realidade íntima, engrandecendo-a para costurar a mitologia patética de si mesmo, é assim que o discurso consegue alcançar a superfície, andar a par dessa superfície viva que é a pele, onde se organizam as miragens galopantes deste tempo, um discurso inteiramente absorvido pelas aparências, por fazer funcionar essa ordem de representações. Seres que são coisas, mas sem qualquer substância. Talvez por isso, naquele breve romance com esse título, Perec diz-nos que o inimigo passou a ser invisível… “Ou melhor, estava neles, tinha-os apodrecido, gangrenado, destruído. Eram os tansos da história. Pequenos seres dóceis, reflexos fiéis de um mundo que escarnecia deles. Estavam enterrados até ao pescoço num bolo de que nunca teriam mais do que migalhas.” Não damos já com esse orgulho dos monstros, que caíam nas zonas mais inesperadas “para revelar a entristecidos burgueses que a sua vida de todos os dias tem de raspão assassinos sedutores, ardilosamente guindados até ao seu sono, que eles atravessam por uma qualquer escada de serviço que não rangeu, armada em cúmplice” (Genet), e isto de modo a fazer explodir de aurora as sugestões dos seus crimes, como segredos entre os quais a língua se recompõe e parece respirar de novo, fazendo-se entender por gestos de tal modo vivos, e encarniçados, que parecem a um tempo absurdamente espontâneos e longamente premeditados. A partir de um certo momento o mal é a única forma de clareza que nos resta, e tem do seu lado toda a razão, toda essa razão que foi votada a uma existência clandestina por aqueles que quiseram livrar-se das suas próprias consciências. Bataille diz-nos que o interesse da obra de Genet não se deve à sua força poética, mas ao ensinamento que resulta das suas fraquezas. “Existe nos escritos de Genet qualquer coisa de frágil, de frio, de friável, que não detém necessariamente a admiração, mas que suspende a harmonia. A harmonia, o próprio Genet a recusaria, se por um erro indefensável lha quiséssemos aplicar. Esta comunicação que se esquiva, quando o jogo literário faz dela a exigência, pode deixar uma sensação de fingimento, e pouco importa se o sentimento de uma falta nos reenvia à consciência da fulguração que é a comunicação autêntica. Na depressão, resultante destas trocas insuficientes, em que se mantém uma divisória embaciada que nos separa, leitores, daquele autor, tenho a seguinte certeza: a humanidade não é feita de seres isolados, mas de uma comunicação entre eles; jamais nos damos, nem que seja a nós próprios, senão numa rede de comunicação com os outros: estamos mergulhados na comunicação, encontramo-nos reduzidos a essa comunicação incessante da qual, mesmo no fundo da solidão sentimos a ausência, enquanto sugestão de múltiplas possibilidades, como a espera de um momento em que ela se resolve num grito que outros ouvem. Porque a existência humana apenas é em nós, nesses pontos em que periodicamente se estabelece, linguagem gritada, espasmo cruel, riso louco, onde a harmonia nasce de uma consciência enfim partilhada da impenetrabilidade de nós mesmos e do mundo.” E se algum dos ditos ‘poetas' nos segue, convinha que fixasse pelo menos isto, para nunca o esquecer: “jamais nos damos, nem que seja a nós próprios, senão numa rede de comunicação com os outros…, jamais nos damos, nem que seja a nós próprios, senão numa rede de comunicação com os outros”. Mas, hoje, tudo parece invertido, como se submetido a uma radiância de astros de luto, de tal modo que mesmo o desejo e o prazer estão novamente inscritos no quadro das formas de profanação e degradação íntima, por todo o lado vemos essa pressão de uma moral que se impõe em todos os aspectos da vida e leva a que as relações sexuais sejam “tematizadas como práticas altamente problemáticas, traumatizantes, das quais se arrisca sempre, ao aventurar-se nelas, sair-se ferido e, portanto, em relação às quais seria preciso estabelecer os processos necessários para poder obter uma reparação” (Geoffroy de Lagasnerie). Neste episódio entrelaçámos uma série de fios das conversas que vimos mantendo, e contámos com os impulsos e as sugestões de Maria Leonor Figueiredo, que além de ter desenvolvido estudos no campo literário e artístico, mantém desde há muito um compromisso com as lutas políticas deste tempo, e assinou na rede anticapitalista um conjunto de intervenções importantes sobre tantos destes temas. Em “a nova (des)ordem sexual: consentimento, trauma e identidade”, refere que, se falar mais sobre trauma trouxe conquistas inegáveis, e deu legitimidade a experiências antes silenciadas, criando novas formas de reconhecimento, por outro lado, também trouxe uma armadilha, que se prende com a transformação do trauma em identidade política. “A centralidade do trauma é também sintoma de uma época que transformou o sofrimento em capital simbólico e, portanto, em poder. Neste contexto, o espaço político tende a organizar-se em torno da competição por reconhecimento individual. O trauma deixa de ser uma experiência que exige transformação colectiva e passa a ser um selo de autenticidade.” Neste momento parece decisivo assinalar que, num esforço para compreender a metamorfose contemporânea das questões sexuais, não podemos perder de vista como, até há algumas décadas, esteve em campo uma forma de pensar a sexualidade como força de desestabilização, como energia capaz de corroer instituições, códigos e hierarquias. Em Barthes, o amor aparecia como um discurso marginal, uma fala que não encontrava lugar na linguagem dominante, e em Foucault, a sexualidade era inseparável das redes de poder que a produzem, classificam e administram, mas, depois da orgia, Baudrillard foi dos primeiros a dar-se conta de que o desejo começava já a dissolver-se numa cada vez mais acelerada e indiferente circulação de signos. O recuo actual não consiste, como tantas vezes se repete, num simples retorno à moral conservadora clássica, a um reconvir do puritanismo. O que se verifica é algo mais subtil: uma transformação da própria lógica da libertação sexual em dispositivo de controlo. A partir dos anos 60 e 70, a esquerda ocidental assumiu a descriminalização, a despatologização, a ampliação dos direitos sexuais como parte integrante do seu horizonte emancipatório. O combate contra a repressão jurídica e médica — contra a polícia dos corpos, contra o tribunal das perversões — era inseparável de uma crítica mais ampla ao capitalismo disciplinar. Mas, como mostrou Foucault, a sexualidade nunca foi apenas aquilo que o poder reprime, mas passava também por aquilo que o poder produz, organiza, incentiva a confessar. O paradoxo instala-se quando a energia crítica que denunciava a vigilância se converte ela própria em instância vigilante. A esquerda, que outrora suspeitava das categorias fixas e das identidades rígidas, passou a investir numa taxonomia minuciosa das posições subjectivas, numa ontologia de micro-identidades que exigem reconhecimento permanente. O gesto que visava libertar o desejo de normas opressivas transformou-se, assim, num gesto de reinscrição normativa: o comportamento desviante deixa de ser perseguido em nome da moral religiosa ou familiar, mas passa a sê-lo em nome de uma moral da protecção, da segurança, do dano potencial. A linguagem do pecado vê-se substituída pela linguagem do trauma e a figura do pecador pela do agressor, enquanto a denúncia pública, a exclusão simbólica, a penalização social, passam a engendrar uma nova forma de recriminação e regulação punitiva. Não se trata de negar a existência real de abusos ou violências, mas de observar como o campo sexual, que fora pensado como laboratório de liberdade, se converteu em campo privilegiado de policiamento discursivo. E se a suspeita generalizada se instala como norma, a ambiguidade, que foi sempre constitutiva do desejo e da busca pelo prazer, bem como o jogo de sedução, que sempre comportou risco e assimetria, são submetidos a protocolos quase administrativos. Neste ponto, Baudrillard ajuda-nos a compreender esta mutação, notando como a sexualidade contemporânea não tem sido tanto reprimida como hiperexposta, saturada de imagens, convertida em espectáculo permanente. A pornografia deixa de ser marginal e infiltra-se na publicidade, na moda, na política. O erotismo, que supõe distância, espera, segredo, é absorvido pela transparência obscena de uma visibilidade total. Ora, quanto mais visível se torna o sexo, mais rarefeito se torna o desejo. A proliferação de signos sexuais não intensifica a experiência, mas, pelo contrário, neutraliza-a. A esquerda, que deveria ter articulado uma crítica a esta mercantilização integral, preferiu muitas vezes alinhar com uma ética da exposição e da denúncia que coincide, paradoxalmente, com a lógica capitalista da transparência e da gestão de riscos. Se tudo deve ser explicitado, nomeado, regulado, é porque tudo deve ser integrado num sistema de cálculo. A sexualidade, que outrora escapava à contabilidade, passa a ser quantificada em consentimentos, protocolos, declarações prévias. E se ainda quisermos falar de amor, se nos atrevermos a isso, podemos virar-nos para Erich Fromm, que nos desafiou a pensar o amor como arte, sublinhando como este sentimento, guindado a uma razão idealizadora, implica desde logo sair do narcisismo, reconhecer a alteridade irredutível do outro. Ora, o que se observa hoje é uma derrota dessa dimensão exigente: sacrificado à lógica do consumo, o amor vende seja o que for, adapta-se, estende-se como justificação para que sejam reinvindicados todos os caprichos e apetites. O amor que foi sempre difícil, hoje conta com a conveniência e o infinito desdobramento das aplicações de encontros, algoritmos de compatibilidade, mercados de afinidades, beneficiando dos modelos preditivos para nos proteger dos nossos erros e fornecer uma escolha optimizada. E, com isto, o outro surge já como mero elemento de validação, como aquele ser-espelhar que deve confirmar, consolidar a narrativa que temos sobre nós próprios. A ideia de ser transformado pelo outro, de ser compelido a um radical desvio face a si mesmo, e ao contexto, esse perigo ou vertigem já nem se colocam. Nos seus fragmentos sobre o discurso amoroso, Barthes mostrava como o amante fala numa língua minoritária, desajustada, vulnerável. Hoje, essa vulnerabilidade é frequentemente lida como fraqueza, dependência, falha de autonomia. A cultura contemporânea exalta a auto-suficiência, a gestão emocional, o empoderamento individual. O amor, que implica risco de perda e exposição ao sofrimento, torna-se ameaça à integridade narcísica, sendo de preferir a circulação incessante de experiências breves, intercambiáveis, as dinâmicas poliamorosas, onde a substituição rápida protege contra o investimento profundo. Com tudo isto, o puritanismo contemporâneo não se funda já na proibição do prazer, mas na sua gestão e programação até dissolver o desejo pelo outro e focalizar cada vez mais na relação que o indivíduo mantém consigo mesmo, na sua capacidade de satisfazer as suas projecções e de se auto-validar. A sexualidade já não pode, assim, representar qualquer efeito transgressivo, uma vez que passou a estar pautada pela proliferação jurídica. Assim, os aparelhos de vigilância conseguem delimitar o aceitável, estigmatizar o excesso, sancionar o desvio. Ao reivindicar protecção absoluta, segurança total, reconhecimento permanente, temos vindo a permitir o reforço de uma ordem normativa infinitamente minudente, em que cada relação é enquadrada de antemão reconhecendo um potencial litígio, tomando-se cada gesto como susceptível de ser entendido como uma agressão, e devendo estar submetido ao escrutínio moral público. Aos poucos, o desejo retrai-se ou converte-se em cálculo, preferindo-se cada vez mais o semelhante, o compatível, o previsível. O outro é convocado para legitimar uma imagem de si que já está pronta. Entre o puritanismo progressista e o hedonismo administrado, o amor torna-se ele mesmo a fachada para uma indústria de produtos culturais e experiências programadas. E a esquerda, ao abandonar a crítica radical das formas de poder que atravessam o desejo, assiste e promove esta lógica de controlo que domina no mesmo sentido todo o espectro político.
Listen on Apple Podcasts - watch or listen on Spotify - watch on YouTube. What a win in Vitor Pereira's first match - this was as close to flawless as you could imagine as Forest controlled the match from start to finish, and kept that valuable clean sheet. They even overcame two of their weaknesses, by scoring from a corner, and getting goals (rather than conceding them) either side of half-time. Rich is joined on the line by a rather giddy George Edwards, just back in his hotel room in Istanbul after a long day, to review the goals, the atmosphere, the experience, and what this means for the rest of the Reds' season. Subscribe to 1865: The ORIGINAL Nottingham Forest Podcast via your podcast provider, and please leave a review, as it helps other Forest supporters find our content. Join us on X, Instagram, Bluesky, Threads or TikTok. 1865: The Nottingham Forest Podcast is part of the Sports Social Network, and partnered with FanHub. Come on you Reds! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
“Não seja pobre e, se for, não seja pobre durante muito tempo. Tenha casa perto de bons supermercados, com produtos frescos e acessíveis. Viva num bairro seguro, com parques e espaços verdes. Trabalhe num local onde se sinta respeitado e bem remunerado. Se trabalha, não seja despedido. Vá de férias em família. Tenha carro, se a rede de transportes não for acessível.” Estas são algumas das recomendações, com alguma ironia, deixadas por Michael Marmot no livro The Health Gap, como se fossem uma receita simples para uma vida longa e saudável. O problema? Para muitos, não são escolhas, mas impossibilidades. Sente que não consegue levantar-se de manhã com energia? Que lhe falta ânimo para caminhar? Que procura conforto nos hidratos de carbono? A saúde não depende apenas da força de vontade. Está profundamente ligada ao contexto social, económico e emocional em que vivemos. Para falar sobre determinantes sociais da saúde e prescrição social conversamos com o médico de família Cristiano Figueiredo, cofundador do primeiro projeto de prescrição social em Portugal, e Rita Abecassis, a sua interna de prescrição específica. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Listen on Apple Podcasts - watch or listen on Spotify - watch on YouTube. After a temporary closure last week, we return to YATESY'S ESPRESSO BAR to discuss various happenings at City Ground. This week, we are joined by Nottingham Forest supporter and global football observer Ray Mundo Futbol, to hear the views of someone who would rather not have sacked Dyche. We also hear Ray's views on this week's visit to Istanbul, and agree that we wouldn't trade the Big Guy for any other owner. Subscribe to 1865: The ORIGINAL Nottingham Forest Podcast via your podcast provider, and please leave a review, as it helps other Forest supporters find our content. Join us on X, Instagram, Bluesky, Threads or TikTok. 1865: The Nottingham Forest Podcast is part of the Sports Social Network, and partnered with FanHub. Come on you Reds! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Listen on Apple Podcasts - watch or listen on Spotify - watch on YouTube. Welcome to 1865, and our FOOTBALL TERRORISTS show! This is our monthly(ish) game show which also offers a deep dive and reflection into the life of a supporter at Nottingham Forest. In Part 2 of this show, we speak to a seasoned Premier League watcher about whether Forest are a basket case and what other clubs' fans really think about Evangelos Marinakis. We also have our quickfire round, in which Tom, Matt and the Maradona of the Midlands predict how the Reds will end the season, and we compare billionaire owners - who would you rather have? Presented by Rich Ferraro, with thanks to Neil Atkinson of The Anfield Wrap. Part 1 of the podcast has been released adjacent to this episode. Subscribe to 1865: The ORIGINAL Nottingham Forest Podcast via your podcast provider, and please leave a review, as it helps other Forest supporters find our content. Join us on X, Instagram, Bluesky, Threads or TikTok. 1865: The Nottingham Forest Podcast is part of the Sports Social Network, and partnered with FanHub. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Listen on Apple Podcasts - watch or listen on Spotify - watch on YouTube. Welcome to 1865, and our FOOTBALL TERRORISTS show! This is our monthly(ish) game show which also offers a deep dive and reflection into the life of a supporter at Nottingham Forest. In Part 1 of this show, we pre-Pereira for another new Head Coach at the City Ground, and think about player performance and how the Big Guy is actually one of the most enthusiastic Nottingham Forest supporters around. We also have a game of 'Penny For Your Thoughts', in which Tom, Matt and the Maradona of the Midlands put themselves in the shoes of Sean Dyche, Edu, and Evangelos Marinakis (but in a nice way). Presented by Rich Ferraro, and the Football Terrorists Sketch is written and presented by Jeremy Davies. Part 2 of the podcast is being released adjacent to this episode. Subscribe to 1865: The ORIGINAL Nottingham Forest Podcast via your podcast provider, and please leave a review, as it helps other Forest supporters find our content. Join us on X, Instagram, Bluesky, Threads or TikTok. 1865: The Nottingham Forest Podcast is part of the Sports Social Network, and partnered with FanHub. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Listen on Apple - watch or listen on Spotify - watch on YouTube. Recorded just hours after the news was confirmed, Rich, Baz and George sit down to discuss the appointment of Vitor Pereira as the new Head Coach of Nottingham Forest: Where did it all go wrong for Dyche? How accountable should Marinakis and Edu be? What can we expect from the new gaffer? Will Forest stay up? We get insight from seasoned Premier League watcher Neil Atkinson from The Anfield Wrap about the comparisons between the Reds and Spurs; and Talking Wolves' supremo Dave Azzopardi tells us about Pereira's time at Molineux. Subscribe to 1865: The ORIGINAL Nottingham Forest Podcast via your podcast provider, and please leave a review, as it helps other Forest supporters find our content. Join us on X, Instagram, Bluesky, Threads or TikTok. 1865: The Nottingham Forest Podcast is part of the Sports Social Network, and partnered with FanHub. Come on you Reds! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
The match against Wolves was awful - don't let the stats fool you, as the visitors were actually more likely to score at the end of each half. The game was overshadowed by the news, announced just after midnight, that Sean Dyche had been relieved of his duties as Head Coach, with Forest looking for a fourth incumbent in the managerial hotseat since September. Rich, Baz and Tom talk about the game and the consquences. Subscribe to 1865: The ORIGINAL Nottingham Forest Podcast via your podcast provider, and please leave a review, as it helps other Forest supporters find our content: Apple - Spotify - YouTube. Join us on X, Instagram, Bluesky, Threads or TikTok. 1865: The Nottingham Forest Podcast is part of the Sports Social Network, and partnered with FanHub. Come on you Reds! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
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Neste episódio, Mário Figueiredo, Professor de Machine Learning no Instituto Superior Técnico, mergulha na história da Inteligência Artificial. Explica como evoluíram os modelos de linguagem de grande escala e o que está por trás da sua recente popularidade. Reflete sobre os possíveis impactos no mercado de trabalho e como nos podemos preparar para esta transição tecnológica. Emília Vieira fala também das empresas que estão a liderar o investimento nesta área e dos negócios que poderão estar ameaçados por esta tecnologia. Por fim, debruçam-se sobre os potenciais riscos —sociais e éticos — que podem surgir no caminho.Leituras recomendadasThe Attention Merchants: The Epic Scramble to Get Inside Our Heads – Tim WuNarrative and Numbers: The Value of Stories in Business - Aswath DamodaranCanaries in the Coal Mine? - Erik BrynjolfssonDeep Medicine: How Artificial Intelligence Can Make Healthcare Human Again - Eric TopolThe 100-Year Life - Andrew Scott and Lynda GrattonThe Anxious Generation: How the Great Rewiring of Childhood Is Causing an Epidemic of Mental Illness - Jonathan Haidt
António José Seguro foi eleito Presidente da República com 66,8% dos votos, derrotando André Ventura (33,1%) e alcançando a maior votação presidencial em 50 anos de democracia. No rescaldo, o politólogo Pedro Magalhães sublinha que o resultado combina mobilização do eleitorado socialista, voto útil e procura de moderação num contexto de polarização. E desvaloriza o impacto da margem no exercício do cargo: “ganhar por um voto ou por milhões não vai fazer assim tanta diferença”. António José Seguro foi eleito Presidente da República com 66,8% dos votos, derrotando André Ventura, que ficou pelos 33,1%. O antigo líder socialista mais do que duplicou a votação da primeira volta e torna-se, segundo os resultados oficiais, o presidente mais votado em 50 anos de democracia. No discurso de vitória, António José Seguro prometeu um mandato “independente, exigente e ético”, garantindo que em Belém “os interesses ficam à porta”. Ventura reconheceu a derrota, mas reclamou de imediato “a liderança da direita”. Para interpretar o significado político desta segunda volta, falámos com Pedro Magalhães, politólogo e investigador especializado em eleições e comportamento eleitoral, conhecido pela leitura rigorosa de sondagens e tendências políticas em Portugal. A pergunta central, admite, continua por responder com exactidão: o voto foi a favor de Seguro ou contra Ventura? “É difícil dizer isso sem ter mais informação para além daquela que nos dá dos próprios resultados”, começa por sublinhar. Mas, diz, é provável que tenham acontecido as duas coisas ao mesmo tempo: “Teremos certamente as duas coisas a acontecer ao mesmo tempo”. Um voto “convicto” e um voto “útil” Pedro Magalhães aponta, desde logo, o comportamento do eleitorado socialista. “O voto em Seguro na primeira volta é um voto em grande medida em que se vê, por exemplo, que o Partido Socialista o seguiu de forma muito próxima”, afirma. “A grande esmagadora maioria votou em Seguro.” Mas há também outro movimento: um voto estratégico, que se tornou decisivo na segunda volta. “Naturalmente que houve em Seguro voto estratégico ou, como nós dizemos mais, como voto útil”, explica. E dá exemplos claros: “Vemos pessoas que votaram em candidatos como Marques Mendes, em candidatos como Gouveia e Melo e até Cotrim de Figueiredo em menor grau a deslocarem-se para Seguro.” Por isso, conclui: “Obviamente que é um voto de rejeição de Ventura.” Ao mesmo tempo, o politólogo sublinha que Seguro beneficiou do perfil, por vezes criticado como aborrecido, mas agora valorizado. “Há ali, na personagem política Seguro, na sua moderação, na sua ponderação, um candidato que até muitas vezes os comentadores políticos dizem que é um candidato aborrecido.” E acrescenta: “Há aí qualquer coisa que no actual contexto joga bem para muita gente.” A moderação como argumento eleitoral A polarização crescente do debate político ajuda a explicar o resultado, defende Pedro Magalhães. “Num contexto em que a política portuguesa se polarizou muito, em que há muitas posições extremas, em que a conflitualidade e até a linguagem, o discurso político se radicalizou muito”, diz, “esta figura de moderação” tornou-se um activo. António José Seguro, nota, tentou enquadrar a eleição como um confronto moral e político: “uma luta, um combate entre a moderação e o extremismo.” E, para um cargo como a Presidência, essa narrativa encaixa no imaginário institucional: “A expectativa não é de alguém que vai governar, mas sim de alguém que vai ter um papel de árbitro, um papel moderador, um papel facilitador e também de fiscalização.” A vitória esmagadora muda Belém? “Daqui a duas semanas já ninguém se lembra” A margem de vitória foi histórica. Mas, na leitura do politólogo, o efeito prático pode ser quase nulo. “A questão da legitimidade é uma questão que daqui duas semanas já ninguém se lembra”, afirma, sem rodeios. “Ganhar por um voto ou ganhar por milhões de votos tem o seu significado (…) mas do ponto de vista do cargo e do desempenho do cargo não faz assim tanta diferença.” António José Seguro pode usar o número como símbolo, admite, mas não como arma: “Do ponto de vista do exercício dos seus poderes e da sua função não vai fazer qualquer diferença.” E rejeita a ideia de um Presidente activo contra o governo: “Não há activismo contra o governo, não há nada disso.” O que espera, pelo contrário, é um primeiro mandato típico: “Procura de consenso, mais moderação.” Há, porém, um factor que pesa sempre: a reeleição. “Todos os presidentes gostam de cumprir um segundo mandato”, lembra. E por isso tendem a ajustar-se ao que a sociedade espera. “O segundo mandato depois é outra conversa porque aí estão livres.” Ventura perde a eleição, mas tenta vencer a narrativa André Ventura saiu derrotado, mas procurou rapidamente converter a derrota numa declaração de força: diz-se líder da direita. Pedro Magalhães recusa aceitar isso como facto consumado. “Ele pode reclamar a liderança da direita. Outra coisa é se a tem”, diz. “Não é evidente que a tenha.” O politólogo defende que a transformação do sistema partidário é real, mas não significa que o partido de extrema-direita Chega substituiu automaticamente o centro-direita. “É muito evidente que o sistema partidário português mudou e que o papel do Chega é incontornável”, afirma. E resume a nova geometria: “Passamos (…) para um sistema que tem claramente três grandes partidos.” Ainda assim, alerta para a confusão frequente entre blocos. “Temos três grandes blocos e, portanto, há a direita radical e há o centro-direito: não são a mesma coisa". Lembra que eleições presidenciais não são legislativas: “Isto não é uma eleição legislativa.” Por isso, o resultado pode iludir. “Nós sabemos, por exemplo, que para algumas pessoas que votaram na AD e que votaram em Cotrim de Figueiredo votaram em Ventura”, diz. Mas acrescenta o essencial: “Não é evidente que essas pessoas em legislativas votem no Chega.” A conclusão é quase um aviso: “Nós não podemos confundir isso com os factos.” E as legislativas? “A mudança estrutural já ocorreu” Questionado sobre se este resultado pode reconfigurar o sistema, Pedro Magalhães responde com prudência. “Eu não vejo esta eleição como trazendo óbvias mudanças naquilo que era o panorama que já se instalou”, afirma. E volta à mesma ideia: “A mudança estrutural já ocorreu.” Essa mudança tem nome: “o surgimento do Chega”, mas também “o novo protagonismo” de partidos como a Iniciativa Liberal e o Livre. O que vem a seguir dependerá menos de uma eleição presidencial e mais do que sempre decide eleições: “economia, problemas de corrupção”, enumera. “Esse tipo de situações que provocam flutuações no voto.” Três anos sem eleições? “Não é nada evidente” A vitória de Seguro pode abrir um ciclo mais estável? Pedro Magalhães não aposta nisso. “Em primeiro lugar, não é nada evidente que vá haver 3 anos e meio sem eleições”, afirma. E acrescenta, num tom pessoal: “Eu pessoalmente gostaria muito que fosse assim, porque trabalho nesta área (…) estamos todos muito cansados de tantas eleições seguidas.” Mas o problema é estrutural: “A outra mudança estrutural não foi só do sistema partidário, foi também da governabilidade.” A fragmentação do Parlamento tornou os governos mais dependentes de negociações permanentes: “O apoio aos governos mais dependente de factores muito mais circunstanciais.” E, apesar de o governo estar numa posição “pivotal”, a estabilidade não está garantida. A polarização complica tudo: “O Chega percebeu que se for trazendo temas que não faziam parte do nosso debate político, como imigração, por exemplo (…) esses temas polarizam muitas pessoas, tornam as negociações muito mais complicadas.” Mesmo que haja tempo político, Pedro Magalhães duvida que ele seja usado para reformas estruturais. “Os políticos e também já agora os cidadãos têm horizontes de muito curto prazo”, afirma. “Os políticos estão sempre obcecados com o que é que podem dar às pessoas no imediato.” E deixa uma frase que, por si só, resume o impasse: “Quando os políticos pedem sacrifícios para objectivos de longo prazo, ninguém acredita.” O diagnóstico final é sombrio e familiar: “Estamos presos nesta lógica de curto prazo.” E essa lógica, conclui, “não é nada favorável a consenso e a reformas”.
Com 3120 de 3259 freguesias apuradas, Clara Ferreira Alves, Miguel Morgado, António Vitorino e João Cotrim de Figueiredo analisam o resultado de André Ventura nas eleições presidenciais. Para entender tudo o que está a acontecer na derradeira noite das eleições presidenciais, acompanhe a segunda volta em direto no Expresso, na SIC e na SIC Notícias, com as primeiras projeções, a informação em permanência, os resultados ao minuto e o comentário mais esclarecido também em podcast.See omnystudio.com/listener for privacy information.
It was a bad night for the Reds but a very good one for Leeds United, as they took full advantage of a raucous home crowd and some tactical tweaks, as well as some good old-fashioned hard work. Lorenzo Lucca's goal on début was scant consolation, as Forest are now looking nervously over their shoulders again. Rich is joined by Katie, after a cold wet night in the away section, and we are thankful to Ger from The Leeds United View for sharing an opinion from the home section. Subscribe to 1865: The ORIGINAL Nottingham Forest Podcast via your podcast provider, and please leave a review, as it helps other Forest supporters find our content: Apple - Spotify - YouTube. Join us on X, Instagram, Bluesky, Threads or TikTok. 1865: The Nottingham Forest Podcast is part of the Sports Social Network, and partnered with FanHub. Come on you Reds! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Step into YATESY'S ESPRESSO BAR for a jam-packed review of events at the City Ground: Women's team lose to the Blues, but have a bumper transfer window Ten-man Reds - a point gained or two lost? Forest Netz new left-back, but what about Cuiabano? Plus welcome to Ortega and other transfers that did, and didn't happen Leeds preview: 3 at the back good for Forest? Presented by Rich Ferraro with Matt Turpin and the Maradona of the Midlands. This is our 70th podcast of the season, so thanks for joining us - we'll be back on Saturday with a match report on the trip to Leeds. Subscribe to 1865: The ORIGINAL Nottingham Forest Podcast via your podcast provider, and please leave a review, as it helps other Forest supporters find our content: Apple - Spotify - YouTube. Join us on X, Instagram, Bluesky, Threads or TikTok. 1865: The Nottingham Forest Podcast is part of the Sports Social Network, and partnered with FanHub. Come on you Reds! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Forest would have been hoping to get the win to draw level on points with our beleaguered visitors, and things started well when Morgan Gibbs-White tucked home after five minutes. As is so often the case, we should have got another one, and literally paid the penalty when Neco Williams handled on the line and was dismissed, with Ismaíla Sarr scoring the resulting spot kick. However, in the second half, the ten man team showed no let up with a magnificent battling performance to repel Palace, and still managed to break with numbers, but both teams had to settle for a point in the end. Rich and Baz report on the game, the tactics, the substitutions, and yes, the referee. Subscribe to 1865: The ORIGINAL Nottingham Forest Podcast via your podcast provider, and please leave a review, as it helps other Forest supporters find our content: Apple - Spotify - YouTube. Join us on X, Instagram, Bluesky, Threads or TikTok. 1865: The Nottingham Forest Podcast is part of the Sports Social Network, and partnered with FanHub. Come on you Reds! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
No Zuga falamos de política, economia, cultura e liberdade.Sem cartilhas, sem medo do politicamente correto e sem pedir licença ao Estado.
After the worst game possible last week, Forest went some way to making up to the fans with a goal-fest and clean sheet against Hungarian opposition. Last week's chief antagonist (and there were many) became Forest's chief protagonist as the skipper made two first half goals, contributed to the penalty award at the death, and turned into prime Zidane for about 20 minutes. The headlines went to Igor Jesus for his two goals, and James McAtee and Dan Ndoye had their best games in a red shirt, with the former richly deserving the goal that he scored when Morgan Gibbs-White gave him the opportunity from 12 yards. Rich and Baz report. Oh, what a night. Subscribe to 1865: The ORIGINAL Nottingham Forest Podcast via your podcast provider, and please leave a review, as it helps other Forest supporters find our content: Apple - Spotify - YouTube. Join us on X, Instagram, Bluesky, Threads or TikTok. 1865: The Nottingham Forest Podcast is part of the Sports Social Network, and partnered with FanHub. Come on you Reds! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Justin Gaethje vs Paddy Pimblett was incredibly entertaining, much in the same way as a fat man tumbling down three flights of steps only to poop his pants at the bottom. The next episode of Heavy Henka is coming soon. Join us as we break down the conclusion of this month's outrageous grand sumo tournament: https://www.patreon.com/heavyhands Predatory instinct: how Max Holloway attacks: https://open.substack.com/pub/facepunching/p/predatory-instinct-how-max-holloway?r=evbq&utm_campaign=post&utm_medium=web&showWelcomeOnShare=false Heavy Hands merch: https://www.redbubble.com/shop/ap/64577943?asc=u CONTENTS: 00:00 Intro 3:43 Gaethje vs Pimblett 30:28 O'Malley vs Song 38:56 Volkanovski vs Lopes 2 41:47 Cortes-Acosta vs Lewis 44:55 Silva vs Namajunas 54:38 Allen vs Silva 1:11:17 Nurmagomedov vs Figueiredo
Welcome to YATESY'S ESPRESSO BAR, your weekly roundup of all things Forest from your friends at 1865. In the last week, our usually inspirational skipper caused a fair bit of consternation with his interview after the Braga match - was this delusional or the result of media training? We hear from Matt Turpin with the latest on the Forest Women's team, in the week where Charlie Wellings scored a rather odd goal, and the Reds welcomed two new signings; and we discuss Nick Randall's latest Q&A and Jean-Philippe Mateta with guest pundit Steve Burns. Subscribe to 1865: The ORIGINAL Nottingham Forest Podcast via your podcast provider, and please leave a review, as it helps other Forest supporters find our content: Apple - Spotify - YouTube. Join us on X, Instagram, Bluesky, Threads or TikTok. 1865: The Nottingham Forest Podcast is part of the Sports Social Network, and partnered with FanHub. Come on you Reds! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Two strikers, two goals scored, one clean sheet and three points for the Reds. After Thursday's awful game in Portugal, Forest have quietly managed seven points out of the last nine as things tighten up towards the foot of the Premier League. After having no strikers in Braga, Forest had one score 12 minutes after the start, and another 12 minutes from the end, and what goals they were, with sub Awoniyi's particularly reminiscent of a Forest striker of yesteryear. Rich and Tom report. Subscribe to 1865: The ORIGINAL Nottingham Forest Podcast via your podcast provider, and please leave a review, as it helps other Forest supporters find our content: Apple - Spotify - YouTube. Join us on X, Instagram, Bluesky, Threads or TikTok. 1865: The Nottingham Forest Podcast is part of the Sports Social Network, and partnered with FanHub. Come on you Reds! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
UFC 324 was ravaged by injury before it ever got off the ground. A few weeks out, we lost Kayla Harrison vs. Amanda Nunes. On weigh-in day, after successfully making weight, Cameron Smotherman stepped off the scale, took a few steps and then faceplanted, busting open his chin which ended up requiring stitches. This morning, just hours before the event's kickoff, we lost yet another bout, this time due to suspicious betting activity which later revealed Alexander Hernandez was injured, so his bout vs. Michael Johnson was canceled. Rocky start to a billion-dollar-per-year deal.The card itself was pretty good, with the prelims seeing four straight finishes. Considering that the bonuses have doubled now, and there's added incentive ($25K bonus for all finishes that didn't already earn a standard bonus) to get a finish, perhaps a fire has been lit under our modern day gladiators. And may I just say that the old guys really do find some magical reserves because Nikita Krylov certainly did.The rest of the fights, save one, went the distance, with Silva-Namajunas being closer than I thought it would be. Nurmagomedov predictably routed Figueiredo, as O'Malley did with Song Yadong. The lone finish was Cortes-Acosta sending Derrick Lewis to the land of banana peels and loss. Gaethje-Pimblett was an absolute banger—not exactly a classic, mainly because there was an abundance of chicanery with eye-pokes, low blows and just wild striking, but still very good. Paddy has no quit in him and Justin can still crack. It was very clear that the significant strikes were very different for these gents, with Gaethje's being far more impactful. Oh yeah, some brave person put $1.3M on Paddy to win, so there's that. Now that we've reviewed the highlights, let's check out the results and bonuses while we're here.MMA Vivisection & 6th Round is a reader-supported publication. To receive new posts and support my work, consider becoming a free or paid subscriber.UFC 324 Results* 155 lbs.: Justin Gaethje def. Paddy Pimblett by unanimous decision (48-47, 49-46, 49-46)* 135 lbs.: Sean O'Malley def. Song Yadong by unanimous decision (29-28, 29-28, 29-28)* 265 lbs.: Waldo Cortes-Acosta def. Derrick Lewis by TKO (ground and pound), round 2 (3:14)* 125 lbs.: Natalia Silva def. Rose Namajunas by unanimous decision (29-28, 29-28, 29-28)* 145 lbs.: Jean Silva def. Arnold Allen by unanimous decision (30-27, 29-28, 29-28)* 125 lbs.: Umar Nurmagomedov def. Deiveson Figueiredo by unanimous decision (30-27, 30-27, 30-27)* 185 lbs.: Ateba Gautier def. Andrey Pulyaev by unanimous decision (30-27, 29-28, 29-28)* 205 lbs.: Nikita Krylov def. Modestas Bukauskas by KO (punches), round 3 (4:57)* 125 lbs.: Alex Perez def. Charles Johnson by TKO (left hook), round 1 (3:16)* 265 lbs.: Josh Hokit def. Denzel Freeman by TKO (strikes, I guess), round 1 (4:59)* 170 lbs.: Ty Miller def. Adam Fugitt by TKO (punches), round 1 (4:59)UFC 324 Bonuses * $100K each FOTN: Justin Gaethje vs. Paddy Pimblett* $100K each POTN: Ty Miller, Josh Hokit* $25K each to the other fighters that got a finish:Waldo Cortes-Acosta, Nikita KrylovThank you for reading this article and listening to the podcast. Please consider subscribing to The MMA Vivisection & 6th Round Post-fight Show podcast Substack to enjoy our premium content. Your paid subscriptions are keeping hope alive that we can continue on with our shows. If you haven't already, please pledge with a paid subscription today. If you have, please share this post far and wide.Thanks for reading MMA Vivisection & 6th Round! This post is public so feel free to share it. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit themmadrawpodcast.substack.com/subscribe
After the Wrexham match, the loyal and long-suffering travelling Reds fans must have been thinking "at least it cannot get much worse than this'. Well, last night, Nottingham Forest missed a penalty, scored an own goal and got a red card, to LOSE TO A TEAM WHO DIDN'T HAVE A SHOT ON TARGET. Baz speaks to George, who was drying off in his hotel room after Storm Ingrid battered the Estádio Municipal, to reflect on a night with no strikers, no urgency, more poor performances from fringe players, and a startling lack of self-awareness. Watch out listeners, this report contains swears. Subscribe to 1865: The ORIGINAL Nottingham Forest Podcast via your podcast provider, and please leave a review, as it helps other Forest supporters find our content: Apple - Spotify - YouTube. Join us on X, Instagram, Bluesky, Threads or TikTok. 1865: The Nottingham Forest Podcast is part of the Sports Social Network, and partnered with FanHub. Come on you Reds! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Alberto Gonçalves comenta o desaparecimento das notícias da revelação do alegado assédio cometido por João Cotrim de Figueiredo.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Cold plunges are everywhere, and the way people talk about them, you'd think they're a miracle cure for your brain, body, and soul. But in an age of algorithm-fueled evangelism, when a ritual becomes this ubiquitous and loud, we have to ask: how much of the buzz is backed by science… and how much is just marketing? In this episode, we explore the neuroscience of cold exposure: what's real, what's overstated, and why this "discomfort" has become a billion-dollar industry. We discuss: Why cold plunges went viral, and how wellness movements often devolve into identity-driven cultures The difference between cold exposure itself and the monetized "cold plunge movement" What constitutes a "cult" (and how pseudoscience forms around partial truths) The real physiological cold shock response Why the mental "high" after a plunge doesn't automatically equal long-term brain benefit The cardiovascular risks that rarely get discussed, especially for people with underlying heart disease What the research suggests about soreness, pain reduction, and muscle growth (including why cold immersion can blunt hypertrophy) The real story behind brown fat Who should avoid cold plunges altogether (asthma, arrhythmias, coronary disease, vascular conditions) Joining us for this conversation is investigative journalist and bestselling author Scott Carney (What Doesn't Kill Us, The Wedge), who has spent years inside the cold exposure world, first as a skeptic, then as a believer, and eventually as a critic of the culture that formed around it. His work reveals what happens when discomfort becomes identity, and when unfounded "social media science" outruns real science. Your Brain On... is hosted by neurologists, scientists, and public health advocates Drs. Ayesha and Dean Sherzai. SUPPORTED BY: the 2026 NEURO World Retreat. A 5-day journey through science, nature, and community, on the California coastline: neuroworldretreat.com Your Brain On... Cold Plunges • SEASON 6 • EPISODE 7 REFERENCES Cold Water Immersion, Muscle Adaptation, and Recovery Roberts, L. A., Raastad, T., Markworth, J. F., Figueiredo, V. C., Egner, I. M., Shield, A., Cameron-Smith, D., Coombes, J. S., & Peake, J. M. (2015). Post-exercise cold water immersion attenuates acute anabolic signalling and long-term adaptations in muscle to strength training. Journal of Physiology, 593(18), 4285–4301. https://doi.org/10.1113/JP270570 Bleakley, C. M., McDonough, S. M., & MacAuley, D. C. (2004). The use of ice in the treatment of acute soft-tissue injury: A systematic review of randomized controlled trials. American Journal of Sports Medicine, 32(1), 251–261. https://doi.org/10.1177/0363546503260757 Leeder, J., Gissane, C., van Someren, K., Gregson, W., & Howatson, G. (2012). Cold water immersion and recovery from strenuous exercise: A meta-analysis. British Journal of Sports Medicine, 46(4), 233–240. https://doi.org/10.1136/bjsports-2011-090061 White, G. E., & Wells, G. D. (2013). Cold-water immersion and other forms of cryotherapy: Physiological changes potentially affecting recovery from high-intensity exercise. Sports Medicine, 43(8), 695–706. https://doi.org/10.1007/s40279-013-0055-8 Kellmann, M., Bertollo, M., Bosquet, L., Brink, M., Coutts, A. J., Duffield, R., Erlacher, D., Halson, S. L., Hecksteden, A., Heidari, J., Kölling, S., Meyer, T., Mujika, I., Robazza, C., Skorski, S., Venter, R., & Beckmann, J. (2018). Recovery and performance in sport: Consensus statement. International Journal of Sports Physiology and Performance, 13(2), 240–245. https://doi.org/10.1123/ijspp.2017-0759 Inflammation, Pain, and Perceived Recovery Hohenauer, E., Taeymans, J., Baeyens, J. P., Clarys, P., & Clijsen, R. (2015). The effect of post-exercise cryotherapy on recovery characteristics: A systematic review and meta-analysis. PLoS ONE, 10(9), e0139028. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0139028 Costello, J. T., Culligan, K., Selfe, J., & Donnelly, A. E. (2012). Muscle, skin and core temperature after –110°C cold air and 8°C water treatment. PLoS ONE, 7(11), e48190. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0048190 Brown Adipose Tissue (BAT) – Human Imaging & Metabolism van Marken Lichtenbelt, W. D., Vanhommerig, J. W., Smulders, N. M., Drossaerts, J. M., Kemerink, G. J., Bouvy, N. D., Schrauwen, P., & Teule, G. J. (2009). Cold-activated brown adipose tissue in healthy men. New England Journal of Medicine, 360(15), 1500–1508. https://doi.org/10.1056/NEJMoa0808718 Virtanen, K. A., Lidell, M. E., Orava, J., Heglind, M., Westergren, R., Niemi, T., Taittonen, M., Laine, J., Savisto, N. J., Enerbäck, S., & Nuutila, P. (2009). Functional brown adipose tissue in healthy adults. New England Journal of Medicine, 360(15), 1518–1525. https://doi.org/10.1056/NEJMoa0808949 Betz, M. J., & Enerbäck, S. (2015). Human brown adipose tissue: What we have learned so far. Diabetes, 64(7), 2352–2360. https://doi.org/10.2337/db15-0146 Autonomic Nervous System, HRV, and Cold Exposure Mourot, L., Bouhaddi, M., Regnard, J., Tordi, N., & Rouillon, J. D. (2008). Cardiac autonomic control during short-term exposure to cold water in humans. European Journal of Applied Physiology, 104(3), 541–547. https://doi.org/10.1007/s00421-008-0810-3 Janský, L., Pospíšilová, D., Honzová, S., Uličný, B., Šrámek, P., Zeman, V., & Kamínková, J. (1996). Immune system of cold-exposed and cold-adapted humans. European Journal of Applied Physiology, 72(5–6), 445–450. https://doi.org/10.1007/BF00242276 Cardiovascular Stress and Cold Shock Tipton, M. J., Collier, N., Massey, H., Corbett, J., & Harper, M. (2017). Cold water immersion: Kill or cure? Experimental Physiology, 102(11), 1335–1355. https://doi.org/10.1113/EP086283 Tipton, M. J., & Bradford, C. (2014). Cold water immersion and cold shock response. Extreme Physiology & Medicine, 3(1), 1–10. https://doi.org/10.1186/2046-7648-3-7 Whole-Body Cryotherapy (Distinct From Cold Plunges) Costello, J. T., Baker, P. R., Minett, G. M., Bieuzen, F., Stewart, I. B., & Bleakley, C. (2015). Whole-body cryotherapy (extreme cold air exposure) for preventing and treating muscle soreness after exercise in adults. Cochrane Database of Systematic Reviews, 2015(9), CD010789. https://doi.org/10.1002/14651858.CD010789.pub2 LINKS Scott Carney's website: https://www.scottcarney.com/ FOLLOW US Join NEURO World: https://neuro.world/ Instagram: https://www.instagram.com/thebraindocs YouTube: https://www.youtube.com/thebraindocs More info and episodes: TheBrainDocs.com/Podcast
Welcome to YATESY'S ESPRESSO BAR - pull up a chair, grab a coffee and join us for another discussion on all things Forest. In this show: Dyche's tactical approach Edu and the ripple effect Transfer rumours Braga preview Hosted by Rich Ferraro with the Maradona of the Midlands. Subscribe to 1865: The ORIGINAL Nottingham Forest Podcast via your podcast provider, and please leave a review, as it helps other Forest supporters find our content: Apple - Spotify - YouTube. Join us on X, Instagram, Bluesky, Threads or TikTok. 1865: The Nottingham Forest Podcast is part of the Sports Social Network, and partnered with FanHub. Come on you Reds! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
MMA Lock of the Night is back to give you breakdowns and predictions for UFC 324: Gaethje vs Pimblett. Also on the card, O'Malley vs Song, Cortes-Acosta vs Lewis, Silva vs Namajunas, and Allen vs Silva.
António José Seguro com 31% dos votos e André Ventura com 23% vão a votos novamente a 8 de Fevereiro. Pelo caminho ficou Cotrim de Figueiredo que conseguiu o triplo dos votos da IL e Marques Mendes que se ficou por um terço dos votos da AD. A direita é amplamente maioritária, mas muito dividida acaba por dar a Ventura para reclamar a liderança deste espaço político. Montenegro desvalorizou a eleição. Que direita saiu das presidenciais? À procura de respostas, fechada a noite eleitoral, conversamos com o director-adjunto do Expresso, David Dinis. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Com 3254 das 3259 freguesias apuradas, Daniel Oliveira e José Gomes Ferreira analisam os discursos de derrota, com especial destaque para o de João Cotrim de Figueiredo, que disse que a passagem de André Ventura e António José Seguro à segunda volta também é responsabilidade do primeiro-ministro Luís Montenegro. Para entender tudo o que está a acontecer nesta noite da primeira volta das eleições presidenciais, acompanhe em direto o Expresso, a SIC e a SIC Notícias, com as primeiras projeções, a informação em permanência, os resultados ao minuto e o comentário mais esclarecido também em podcast.See omnystudio.com/listener for privacy information.
As far as the headline writers were concerned, the big story was the penalty shout for Arsenal, for an apparent handball by Ola Aina. However, for Reds fans, there will be hope that Forest have rediscovered some of the grit and work ethic that was sorely missing for much of the preceding few weeks. Baz is joined by guest pundit Steve Burns to talk about the action, and yes, discuss the penalty shout, contrasted with an opinion from a Gooner. We'll be back in the week with a roundup from Yatesy's Espresso Bar, and then a report following the game against Braga. Subscribe to 1865: The ORIGINAL Nottingham Forest Podcast via your podcast provider, and please leave a review, as it helps other Forest supporters find our content: Apple - Spotify - YouTube. Join us on X, Instagram, Bluesky, Threads or TikTok. 1865: The Nottingham Forest Podcast is part of the Sports Social Network, and partnered with FanHub. Come on you Reds! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Com 3254 das 3259 freguesias apuradas, Daniel Oliveira e José Gomes Ferreira analisam os discursos de derrota, com especial destaque para o de João Cotrim de Figueiredo, que disse que a passagem de André Ventura e António José Seguro à segunda volta também é responsabilidade do primeiro-ministro Luís Montenegro. Para entender tudo o que está a acontecer nesta noite da primeira volta das eleições presidenciais, acompanhe em direto o Expresso, a SIC e a SIC Notícias, com as primeiras projeções, a informação em permanência, os resultados ao minuto e o comentário mais esclarecido também em podcast.See omnystudio.com/listener for privacy information.
In a pleasing show of symmetry, it is thirty years since Nottingham Forest last plyed their trade in European competition. Back then, Frank Clark's Reds put in a series of back to basics performances in defence, with sprinklings of fairy dust up front by the likes of Bryan Roy, Ian Woan, Steve Stone, Paul McGregor and, erm, Steve Chettle. In this podcast special, Steven Toplis and Tom Newton look back over that magical season, in which Forest were the last English team standing in European competition. We give our thanks to our special guests for joining us: ex-Reds players Mark Crossley, Steve Chettle and Bryan Roy, Central TV journalist Keith Daniel, and Forest fan Rich Fisher. In case you missed it Part 1 was delivered to your podcast feed just a couple of days ago; don't forget to catch up on last season's "30 Years On" podcast, reviewing Frank Clark's side make a remarkable run to third place in the Premier League: Part 1 - Part 2. For all the links to podcast platforms and our social media, visit eighteensixtyfive.football. Subscribe to 1865: The ORIGINAL Nottingham Forest Podcast via your podcast provider, and please leave a review, as it helps other Forest supporters find our content: Apple - Spotify - YouTube. Join us on X, Instagram, Bluesky, Threads or TikTok. 1865: The Nottingham Forest Podcast is part of the Sports Social Network, and partnered with FanHub. Come on you Reds! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
What's your purpose? Or the purpose of your campaigns? Nick Figueiredo, Head of Performance Marketing at MilliporeSigma, joins the Shiny New Object Podcast to talk about breaking down the myth of performance marketing. That's because "all marketing, or all advertising, is meant to perform… we shouldn't feel pressured to have to assign every single click or an order back to the spend which drove it. That's the myth." Tune in to learn about Nick's new marketing-related beliefs and behaviours and to unpick what we really mean by performance marketing, proving impact more holistically in the short and long term.
Nas derradeiras horas da campanha presidencial, os candidatos procuram um dos lugares na segunda volta. O alegado caso de assédio de João Cotrim de Figueiredo continua a marcar a agenda. Quem parte na frente na reta final de campanha? Pedro Delgado Alves acredita que Cotrim “perdeu potencialmente mais votos com declarações sobre Ventura”, José Eduardo Martins considera que foi uma “campanha particularmente violenta, cheio de lama desde o princípio.” O Antes Pelo Contrário em podcast foi emitido na SIC Notícias a 15 de janeiro. Para ver a versão vídeo deste episódio clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
On this episode of TTP, we chat with a pair of fighters from Fury FC 113 this Sunday. Plus, we're bringing back the Combat Countdown to look at the fighters the UFC most needs to sign this year. TIME STAMPS: Abdul Kamara Interview - 1:48 Combat Countdown: Top 5 UFC Prospects - 15:24 Antonio Figueiredo Interview - 21:02 Check out our sponsor LEANS AI https://leans.ai/?lnkref=TURTLE
In a pleasing show of symmetry, it is thirty years since Nottingham Forest last plyed their trade in European competition. Back then, Frank Clark's Reds put in a series of back to basics performances in defence, with sprinklings of fairy dust up front by the likes of Bryan Roy, Ian Woan, Steve Stone, Paul McGregor and, erm, Steve Chettle. In this podcast special, Steven Toplis and Tom Newton look back over that magical season, in which Forest were the last English team standing in European competition. We give our thanks to our special guests for joining us: ex-Reds players Mark Crossley, Steve Chettle and Bryan Roy, Central TV journalist Keith Daniel, and Forest fan Rich Fisher. Part 2 will be in your feeds very soon, and don't forget to catch up on last season's "30 Years On" podcast, reviewing Frank Clark's side make a remarkable run to third place in the Premier League: Part 1 - Part 2. For all the links to podcast platforms and our social media, visit eighteensixtyfive.football. Subscribe to 1865: The ORIGINAL Nottingham Forest Podcast via your podcast provider, and please leave a review, as it helps other Forest supporters find our content: Apple - Spotify - YouTube. Join us on X, Instagram, Bluesky, Threads or TikTok. 1865: The Nottingham Forest Podcast is part of the Sports Social Network, and partnered with FanHub. Come on you Reds! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
No segundo episódio da série “Reparos de um Ataque – 8 de Janeiro”, Aurélio Pena, Marcos Ferreira e Rogério Bordini contam como é o delicado processo de restauro de obras de arte danificadas. É um trabalho minucioso que envolve vários experimentos, alguns deles realizados no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), usando as linhas de luz do acelerador de partícula Sirius. Eles também te contam como o restauro das obras danificadas nos ataques golpistas é um sinal de fortalecimento dos símbolos da democracia brasileira. _____________________________________________________________________ ROTEIRO “Série – Reparos de um Ataque – 8 de Janeiro” – Ep.2 Mãos à Obra Presidente Lula: Hoje, é dia de dizermos em alto e bom som, ainda estamos aqui, ao contrário do que planejávamos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Se essas obras de arte estão aqui de volta, restauradas com esmero por homens e mulheres que a elas dedicaram mais de 1.760 horas de suas vidas, é porque a democracia venceu. Muito obrigado, companheiros. Aurélio: Este é o segundo episódio da série sobre a restauração das obras vandalizadas no 8 de janeiro de 2023. Se você ainda não escutou o episódio anterior, dá uma olhadinha nele e aí volta pra cá, porque hoje nós vamos nos aprofundar em toda a ciência do restauro de uma obra rara e também pensar sobre o atual cenário da democracia brasileira. Marcos: Eu sou o Marcos Ferreira, um dos apresentadores dessa série. Aurélio: E eu sou o Aurélio Pena, e você está ouvindo o Podcast Oxigênio. Aurélio: Uma das obras mais famosas entre as restaurações é o mural Mulatas à Mesa, de Di Cavalcanti, parte do acervo do Palácio da Alvorada. Natural da cidade do Rio de Janeiro, Di Cavalcanti viveu entre 1897 e 1976. O artista modernista produziu principalmente pinturas, desenhos, murais e caricaturas. Suas reconhecidas cores vibrantes e temas tipicamente brasileiros o tornaram um dos grandes nomes da pintura e do modernismo do Brasil. Marcos: A obra, produzida em 1962, mostra uma cena na qual predominam figuras femininas, as chamadas mulatas, retratadas com curvas voluptuosas, pele morena e uma postura que mistura sensualidade e introspecção. Elas aparecem em um ambiente descontraído, cercadas por elementos tropicais, como frutas e flores, que evocam a exuberância e o calor do Brasil. A pintura é de grande importância porque reflete a valorização da cultura e da identidade nacional, exaltando a miscigenação como um elemento central do Brasil. Di Cavalcanti buscou celebrar a mulher brasileira, representando não apenas a sua beleza, mas também como um símbolo da força e do espírito nacional. Foi essa obra que levou sete facadas. Aurélio: A cultura japonesa tem um tipo de arte chamado Kintsugi. Nela as rachaduras e avarias de um objeto são mantidas e valorizadas, normalmente com ouro. Essas imperfeições contam a história desses objetos. Marcos: Uma lógica parecida com a do Kintsugi foi utilizada na restauração da Mulatas à Mesa, como nos contou a coordenadora do projeto de restauro, a professora Andréia Bachettini, que você também ouviu no primeiro episódio desta série. Andréia Bachettini: Quando eu desembrulhei ela lá no início, em setembro de 23, eu fiquei muito impactada assim com a brutalidade que ela foi agredida. E o processo de restauração foi muito pensado assim, como que a gente vai não tirar o valor dessa obra, mas também a gente não podia esconder essas marcas que ela sofreu, essas sete perfurações que ela sofreu. Então a gente optou por remover esse reentelamento, o reentelamento, para os leigos, é colar uma tela para dar sustentabilidade à tela original. Então ela já tinha essa tela, ela tem a tela original, e colada a ela um outro linho que era um tecido bem resistente. Esses dois tecidos foram rasgados, inclusive a sustentação dela é feita com um bastidor em madeira que também foi quebrado, os montantes, as travas desse bastidor foram quebradas. Então a gente teve que fazer uma substituição de travas do bastidor, e aí optamos então por fazer um reentelamento com o tecido de poliéster de vela de barco, de vela, que é transparente assim, e não esconderia então as cicatrizes por trás da obra. Pela frente ela ficou imperceptível, a gente fez a restauração com a técnica de pontilhismo, que são sobreposição de pontinhos na cor, dando a ilusão de ótica da cor na superfície. Então ela fica imperceptível pela frente, mas pelo verso as marcas dessa restauração estão evidenciadas. Aurélio: Ao destacar a figura da mulata, que frequentemente é marginalizada na sociedade brasileira, a obra também provoca reflexões sobre questões sociais, como a posição da mulher negra e mestiça no Brasil. Assim, vai além da mera representação de uma imagem, tornando-se um manifesto visual da busca por uma identidade cultural, nacional e autêntica no contexto modernista. Marcos: O restauro de uma obra é extremamente sofisticado, e envolve profissionais de áreas das quais normalmente nem imaginamos. Um exemplo disso é que parte do projeto exigiu um estudo das tintas e vernizes utilizadas nos quadros danificados, feita por cientistas de materiais. Andréia Bachettini: Falando um pouquinho do ofício, hoje a conservação e restauração não é só um artesanato, só o fazer, a habilidade manual. Claro que existe a necessidade de ter habilidade manual para interferir em uma obra, mas por trás de tudo isso, tem muita ciência, muito estudo. A gente tem que conhecer os materiais que foram feitos nessas obras. É um trabalho multidisciplinar, envolve profissionais da química, da biologia, da arquitetura, da física, da história da arte, da conservação e restauração, da museologia. Pensar como essa obra vai ficar exposta depois. Então são muitos profissionais envolvidos na restauração hoje. Aurélio: Compreender com precisão a composição dessas tintas é uma etapa importante, pois permite aos restauradores recriar os materiais que serão utilizados para recuperar as obras, garantindo que elas fiquem quase como se fossem tocadas. Essa tarefa não é simples, já que muitas vezes as tintas usadas no passado são bem diferentes das que nós temos hoje. Além disso, é comum que artistas misturem diversos meios e pigmentos para conseguir os efeitos desejados. Em alguns casos, faziam as próprias tintas, sem deixar registro sobre esse processo. Marcos: Para entender um pouco mais sobre como o estudo dos vernizes e tintas foi feito, conversamos com dois professores da Universidade Federal de Pelotas, o Bruno Nuremberg e o Mateus Ferrer, que atuaram nas análises químicas das obras danificadas pelos golpistas. Aurélio: Bruno, você pode contar um pouquinho pra gente como se deu esse estudo? Bruno Nuremberg: Em janeiro de 2024, a gente já estava montando o laboratório lá em Brasília para realizar esse projeto de restauro. Claro que a base dele é a parte do restauro dessas obras, mas ele também contou com várias ações pontuais, dentre elas a que eu e o Mateus a gente está desenvolvendo até agora, que seria o quê? Seria a pesquisa dos materiais presentes nesses bens culturais para fazer toda uma parte de documentação, um estudo dos materiais utilizados pelo artista, tentar descobrir novas informações. Aurélio: E por que é feito um estudo dos materiais presentes nas obras? Bruno Nuremberg: Então a gente pode utilizar essas técnicas na parte do pré-restauro. Por exemplo, eu tenho um quadro e nesse quadro eu preciso remover o verniz dele porque ele passou por um processo de oxidação. Marcos: A oxidação que o professor Bruno mencionou é uma reação química que acontece com o oxigênio do ar e que acaba desgastando um material. Bruno Nuremberg: Então se eu tiver conhecimento do material que compõe esse meu verniz, ou seja, do aglutinante, do polímero, eu vou conseguir estar direcionando um solvente muito mais adequado para ser aplicado nesse processo de remoção desse verniz. Outro ponto muito importante é que conhecendo esses materiais a gente também consegue direcionar mais corretamente, digamos assim, quais materiais devem ser utilizados no processo de restauração, no processo de intervenção. Então todo material que eu vou aplicar numa obra de arte, ele não pode ser exatamente da mesma composição. Ele tem que ter a mesma característica estética, mas a parte química dele tem que ser diferente. Por que isso? Porque daqui a 15, 20 anos um novo restaurador vai trabalhar em cima dessa tela e ele tem que distinguir os materiais que foram aplicados ali naquela intervenção. Eles têm que ser quimicamente diferentes. Então no futuro, daqui a 50, 100 anos, quando essa obra precisar passar por um processo de limpeza ou de reintegração pictórica, que seria o processo de repintar perdas, as pessoas já vão ter essas informações ali, quais materiais foram utilizados, vão ter, enfim, tudo caracterizado quimicamente, dados robustos e confiáveis do que aquela obra presença de materialidade. Então se eu tenho, por exemplo, uma pintura a óleo e eu vou fazer uma reintegração com óleo, se eu precisar retirar no futuro essa intervenção que eu fiz, eu vou estar causando um dano na pintura original que também era a base de óleo Marcos: E Bruno, quais são os desafios na caracterização dos componentes químicos dessas obras de arte? Bruno Nuremberg: Quando a gente se depara com esse tipo de amostra, a gente encontra desafios que, digamos assim, na pesquisa tradicional de engenharia de materiais, da química, a gente não tem. O número de amostras que a gente pode coletar de uma obra de arte, ele não é ilimitado. Então a gente tem que ter uma série de autorizações, a gente tem que ver, tem vários critérios que a gente tem que seguir para poder realizar essas amostragens. As amostras que a gente coleta tem em torno de um milímetro quadrado, digamos assim. Então são amostras super pequenas. Então a gente tem numa pintura, por exemplo, tu vai encontrar aglutinantes de vernizes, tu vai encontrar cargas, tu vai encontrar aditivos, tu vai encontrar pigmentos, tu vai encontrar dois, três tipos de aglutinantes. Então essa sopa química dentro desse universo microscópico é o que a gente tem que realizar de caracterização. Aurélio: Esse tal aglutinante de verniz que o Bruno mencionou é também conhecido como ligante. Ele é o componente essencial que atua como base da formulação e é responsável por unir todos os outros ingredientes, como pigmentos e aditivos das tintas, e por formar uma película na superfície da obra que protege ela. Marcos: Nós conversamos também com o professor Mateus Ferrer, que também é da UFPel, que trabalhou junto com o Bruno no estudo desses materiais das obras raras. Ele nos contou um pouquinho de como isso foi feito. Mateus Ferrer: Primeiro que ali não são somente pinturas, não são somente telas. Nós temos diversos tipos de obras, inclusive materiais cerâmicos, telas de várias épocas, pintores diferentes, com técnicas e materiais diferentes. Então isso gera uma complexidade e a gente nota uma complexidade até mesmo na literatura. Marcos: Para determinar com alta precisão os constituintes de amostras muito pequenas das telas, os professores Bruno e Mateus utilizaram diversas técnicas avançadas de análise. Algumas foram realizadas na própria universidade, enquanto outras foram feitas em instalações abertas para toda a comunidade científica, no CNPEM, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, que fica em Campinas/SP. Uma delas é a técnica de espectroscopia de infravermelho, que permite identificar e medir quais substâncias estão presentes nas obras do acervo nacional. Mateus Ferrer: Então a gente tem o que a gente encontra na literatura, de forma muito vaga, e tem o nosso conhecimento do nosso grupo, que de fato a gente está explorando, buscando novas técnicas, buscando ferramentas, buscando laboratórios parceiros, buscando projetos como o caso do Sirius, que esse foi o primeiro projeto e não será o único, haverão outros projetos que a gente precisa de super laboratórios e equipamentos que a gente não tem na nossa estrutura. Aurélio: Isso só é possível porque existe uma interação entre o infravermelho e as substâncias estudadas, mais especificamente, quando as moléculas das tintas ou dos vernizes conseguem interagir com a luz infravermelha. O nome disso é atividade do infravermelho. Dessa maneira, parte dessa luz interage com a amostra, podendo ser absorvida por ela, sendo isso detectado e medido pelo equipamento. Marcos: É interessante destacar que a infraestrutura de estudos com o infravermelho beneficia toda a comunidade científica brasileira, estando disponível na linha de luz Imbuia, uma das linhas de luz do Sirius, um acelerador de partículas de última geração e o mais famoso equipamento do CNPEM. A nossa Imbuia é a única linha de luz infravermelha em um equipamento desse tipo no mundo todo, mostrando para a comunidade científica internacional que o Brasil é, sim, líder em ciência de ponta. Bruno Nuremberg: A gente consegue obter informações a respeito dos pigmentos pela espectroscopia Raman, a espectroscopia infravermelho, para a gente identificar especialmente a parte orgânica, então quais são os polímeros que compõem essa tinta, quais são os polímeros que compõem os vernizes, e a parte de microscopia eletrônica de varredura e espectroscopia de fluorescência para fazer a identificação de elementos, elementos químicos. Então, essas três técnicas aplicadas, a gente geralmente consegue informações bem completas, essas informações se complementam para a gente montar o quebra-cabeça de cada uma dessas micro amostras. Aurélio: A espectroscopia Raman é uma técnica de análise que utiliza a interação da luz com a amostra para obter informações sobre a sua estrutura molecular e a composição química. Marcos: Já a microscopia eletrônica de varredura, mencionada pelo Bruno, é uma técnica para gerar imagens de alta resolução da superfície de uma amostra. Isso acontece ao se varrer cada ponto da superfície da amostra com um feixe de elétrons bem pequeno e focado. Bruno Nuremberg: O projeto que foi submetido lá foi para utilizar o micro-FTIR, na linha Imbuia-micro. O nosso objetivo lá, então, era fazer o mapeamento químico da fração orgânica da obra do Di Cavalcanti, intitulada Mulatas à Mesa. Então, o nosso objetivo, na verdade, era identificar quais compostos orgânicos estavam presentes dentro de cada uma das camadinhas que compõem a nossa tela. A gente teve, além da utilização do equipamento, toda uma parte de preparo de amostras que foi bem complexa. Aurélio: O professor Mateus também explicou que, para conseguir analisar essas amostras, que em geral são bem complexas, foi muito importante a ajuda da equipe científica do CNPEM, para que algumas dificuldades fossem superadas. Mateus Ferrer: Além do pessoal da Imbuia, incluindo o cientista de linha, que foi o Bruno, o pessoal da LCRIO (Laboratório de Preparações Criogênicas), a gente teve muita dificuldade ali com essas obras. Cada uma tinha um tipo de densidade, um tipo de dureza, e junto também com a pesquisadora Juliana, do nosso grupo também, que se dedicou bastante nos cortes ali. Eu acredito que esse foi um dos grandes desafios, que a gente tinha pouquíssima amostra, quase a gente não enxergava as amostras, então a gente tinha que preparar essas amostras e para depois fazer o infravermelho com diversas formas que a gente usou ali. Mas eu acho que o grande diferencial que a gente teve ali foi realmente o mapeamento, o infravermelho acoplado com o mapeamento, que a gente conseguia encontrar as composições e as regiões daquele determinado material que a gente enxergava. Então a gente conseguia ver as camadas, mais a quantidade de materiais ali que faziam parte daquelas amostras. Marcos: Professor Mateus, conta para a gente como o estudo químico dos materiais usados nas obras de arte pode também resultar em novos conhecimentos artísticos e históricos. Mateus Ferrer: Quando a gente começa a entrar nesse mundo de entender o material, a gente começa a ver e comprovar de fato que a arte é um reflexo da história. Lógico que a gente tem obras também nacionais e de artistas de fora do Brasil, mas a gente começa a entender um pouquinho da história da forma como nunca ninguém viu. Eu sei que tem pessoas que criticam quando a gente quer olhar a obra de uma forma mais lógica, de uma forma científica, mas a gente começa também a pegar uma essência que não está diretamente impressa ali na obra. A gente começa a entender qual o material que aquela pessoa utilizava, a gente começa a ver discrepâncias, por exemplo, uma pessoa de classe média acima usava e uma pessoa de classe inferior usava. Então, a gente começa a entender a história e também extrair algum tipo de sentimento ali entendendo o material que foi utilizado naquela obra. São pistas para a gente, para que a gente possa entender naquela época qual era o tipo de pigmento, qual era o tipo de resina, no caso pega uma composição da tinta no geral ali ou no verniz que se utilizava, por que tal pintor utilizava materiais totalmente diferentes do que era dessa época. É dessa época mesmo? Então são questões aí que a gente, são pistas, é um processo investigativo realmente que a gente tem que ir aí se apoiando também na história. Presidente Lula: Se essas obras de arte estão aqui de volta é porque a democracia venceu, caso contrário estariam destruídas para sempre e tantas outras obras inestimáveis teriam o mesmo destino da tela de Di Cavalcanti, vítima do ódio daqueles que sabem que a arte e a cultura carregam a história e a memória de um povo. A arte e a cultura que as ditaduras odeiam, a história e a memória que sempre tentaram apagar. Estamos aqui porque é preciso lembrar para que ninguém esqueça, para que nunca mais aconteça. Aurélio: Em janeiro de 2025, em um evento comemorativo da finalização do processo de restauro das obras em Brasília, o presidente Lula discursou sobre a importância do reestabelecimento do acervo nacional e também da nossa democracia. Marcos: A fala de Lula sobre a finalização do projeto é um exemplo claro de como a manutenção da cultura e história de um país é também o restauro da democracia brasileira. Não é possível uma democracia saudável existir sem um patrimônio material, mantido em bom estado e celebrado nos espaços públicos, acessíveis para todas as gerações, por meio dos aparelhos de cultura. Aurélio: Sobre isso, o professor Mateus comenta sobre a falta de incentivos para áreas como as artes, os estudos museológicos, a manutenção e o restauro dos nossos acervos históricos. Mateus Ferrer: É muito difícil a gente pensar em incentivos na parte de restauro e proteção quando a gente vê que a gente não dá valor às nossas obras. Então como é que a gente está pensando em incentivos, em proteger algo que a gente não valoriza? Então a gente precisa pensar realmente de incentivos na arte como um todo, dos nossos artistas, das obras que a gente tem, dos legados já que foram deixados aí e lógico isso vai vir também um incentivo na proteção desse patrimônio material que é tão precioso e tão fantástico e diversificado aqui no nosso país. Aurélio: Agora que já temos as obras restauradas e os golpistas que as danificaram vêm sendo julgados e punidos, o que o futuro promete? A democracia voltou à sua normalidade ou ainda se encontra ameaçada? Jornalista 1: Um protesto pela anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro reuniu milhares de pessoas na Avenida Paulista em São Paulo. Jornalista 2: O ex-presidente Jair Bolsonaro e sete governadores participaram da manifestação. Bolsonaro: O movimento aqui hoje é pela anistia, pela liberdade das pessoas de bem que nunca pegaram arma na sua vida, tanto é aquele dos condenados que estão respondendo o processo, não achei ninguém com qualquer passagem pela polícia. Música (Marcelo Crivella): A anistia chegou, é a justiça mais ampla. Aurélio: Fizemos essa pergunta para o cientista político e professor da Universidade Federal de São Carlos, Piero Leiner, que você já deve ter ouvido no episódio anterior. Piero Leiner: Diante desse cenário, os problemas para a democracia foram tão profundos no Brasil e tão pouco solucionados que a gente só está vivendo, assim como aquele corredor que começa tropeçando e não consegue reestabelecer o equilíbrio. A restituição do nosso processo democrático está demorando demais para acontecer, porque a máquina está ocupada em lidar com esse excesso de ruído que essas coisas todas vinculadas ao Bolsonaro e ao bolsonarismo criaram durante esses últimos anos. O bolsonarismo radicaliza cada vez mais para a extrema direita e agora com o Trump, então, isso vai escalar muito mais e o Lula acaba indo também no vácuo disso para o campo do centro-centro-direita, o que é um problema. Agora, o que vai ser nos próximos dois anos? Bom, eu acho que isso ainda está incerto, não dá para saber exatamente o que vai rolar, mas tem pesquisas mostrando um Lula muito pouco competitivo hoje já. Marcos: O professor Piero também nos contou sobre como Bolsonaro, de certa maneira, sempre buscou se vender como antissistêmico, por mais que antes da presidência, ele e a sua família já estivessem no sistema político brasileiro há décadas. Piero Leiner: Eu acho que muita gente está com uma espécie de ideia fixa na ideia de uma espécie de utopia regressiva, de que a gente vive numa sociedade extremamente desorganizada e que é uma sociedade cujos pilares são estabelecidos por uns poucos agentes que controlam a ordem das coisas a partir de uma espécie de sala secreta. É um pouco uma espécie de visão conspiratória tá? Que começa daquela percepção muito comum, muito do senso comum, de que os políticos são uma casta que só trabalha em benefício próprio, que conseguem produzir um sistema que beneficia a eles e que a sociedade é alguma coisa completamente separada ou apartada desse sistema. E a partir de um determinado momento, as pessoas passaram a botar na cabeça a ideia de que precisaria vir uma espécie de agente antissistêmico ou antissistema para fazer uma reviravolta na vida social. Quando, na verdade, isso é um engodo, uma mega farsa. Como é possível um cara ser liberal e antissistêmico ao mesmo tempo? Então, essa rebelião brasileira é uma rebelião profundamente auto-enganada, porque eles procuram justamente os agentes da ordem e da ordem que cria a própria desordem para fazer o seu movimento de rebelião. Ou seja, já é uma rebelião que nasce equivocada do começo. Me parece que tem como grande tarefa esvaziar aí sim o potencial de transformador que poderia estar ancorado a um campo popular de esquerda, etc., e tal. Marcos: Chegamos ao final do nosso episódio. Se você gostou, não se esqueça de deixar cinco estrelas para o nosso podcast. Isso nos ajuda muito a chegar em mais ouvintes e também compartilhe o Oxigênio com os seus amigos em suas redes sociais. Aurélio: Esse episódio foi produzido por Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira, Aurélio Bianco Pena e Rogério Bordini. Foram utilizados trechos de áudios de matérias jornalísticas disponíveis na internet. Marcos: Agradecemos a todos os especialistas que conversaram com a gente neste episódio. Também agradecemos ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade Estadual de Campinas, o Labjor da Unicamp, em especial a coordenadora do Oxigênio, a professora Simone Pallone de Figueiredo, e a doutoranda Mayra Trinca. Um grande abraço e até mais! Vinheta: Você ouviu Oxigênio, um programa de jornalismo científico-cultural produzido pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, LabJor da Unicamp. – Roteiro, produção e pesquisa: Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira, Aurélio Bianco Pena e Rogério Bordini. Narração: Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira e Aurélio Bianco Pena. Capa do episódio: Andréa Lacerda Bachettini trabalhando na restauração do quadro ‘As mulatas', de Di Cavalcanti. A obra levou sete cortes nos ataques do em 8 de janeiro — Foto: Nauro Júnior/UFPel. Revisão: Mayra Trinca, Livia Mendes e Simone Pallone. Entrevistados: professores da Universidade Federal de Pelotas: Andréa Lacerda Bachettini, Bruno Noremberg, Mateus Ferrer e, Piero Leirner, da Universidade Federal de São Carlos. Edição: Rogério Bordini. Vinheta: Elias Mendez Músicas: Youtube Audio Library (sem atribuição necessária) e “A Anistia Chegou” de Marcelo Crivella. Para saber mais: Reportagem “Entre Tintas, Vernizes e Facadas” | Revista ComCiência: https://www.comciencia.br/entre-tintas-vernizes-e-facadas/ Documentário “8 de Janeiro: Memória, Restauração e Democracia” (Iphan): https://youtu.be/CphWjNxQyRk?si=xcIdb26wQTyTmS5m
Em menos de 24 horas, Cotrim de Figueiredo enfrentou a polémica sobre Ventura na segunda volta e uma denúncia de assédio. O impacto destes dias na campanha, com Miguel Santos Carrapatoso.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em menos de 24 horas, Cotrim de Figueiredo enfrentou a polémica sobre Ventura na segunda volta e uma denúncia de assédio. O impacto destes dias na campanha, com Miguel Santos Carrapatoso.See omnystudio.com/listener for privacy information.
It's time for another visit to YATESY'S ESPRESSO BAR, the forum for the latest news and debate by fans, for fans of Nottingham Forest. In this episode, Steven Toplis gets a match report from Matt Turpin as the NFFC Women's Team returned to action against Bristol City, after nearly a month without a game; George Edwards joins Steven to discuss the future of the Forest manager after the Wrexham debacle, with George taking the temperature of the away end; finally, Steven and George have a think about what the Reds really need in the January transfer window. Subscribe to 1865: The ORIGINAL Nottingham Forest Podcast via your podcast provider, and please leave a review, as it helps other Forest supporters find our content: Apple - Spotify - YouTube. Join us on X, Instagram, Bluesky, Threads or TikTok. 1865: The Nottingham Forest Podcast is part of the Sports Social Network, and partnered with FanHub. Come on you Reds! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
As much as we didn't want to have to talk about this one, here is our match report on a dismal result, after which even the Head Coach went public and berated his players after a spineless first half display in which most of Forest's reserves showed exactly why they aren't in the first team - fans can forgive a bad game, but never a lack of effort. In the end, subs Gibbs-White, Williams and Hudson-Odoi dragged the Reds back into it, with the winger's second goal being particularly tasty, but I don't think anyone would begrudge Wrexham their Hollywood ending in this match. For this report, Baz is joined by Katie, who had a long, cold and late night in north Wales. Subscribe to 1865: The ORIGINAL Nottingham Forest Podcast via your podcast provider, and please leave a review, as it helps other Forest supporters find our content: Apple - Spotify - YouTube. Join us on X, Instagram, Bluesky, Threads or TikTok. 1865: The Nottingham Forest Podcast is part of the Sports Social Network, and partnered with FanHub. Come on you Reds! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Será que a colagem ao governo beneficia Marques Mendes e Cotrim de Figueiredo? E será melhor levar a sério as palavras de Donald Trump? Edição de Natália Carvalho.
No primeiro episódio do ano, Aurélio Pena, Marcos Ferreira e Rogério Bordini retomam os eventos do 8 de janeiro de 2023 para pensar como a destruição de obras de arte reflete a forma de pensar que motivaram as ações golpistas nesse dia. E depois, como o restauro dessas obras pode ajudar a elaborar a reconstrução da democracia no país? No episódio, você escuta pesquisadores que explicam os impactos dos atos golpistas e também como foi o processo de restauro das obras danificadas. _________________________________________________________________________________________________ ROTEIRO “Série – Reparos de um Ataque – 8 de Janeiro” – Ep.1 Restauros de um golpe Golpistas: Quebra tudo. Vamos entrar e tomar o que é nosso. Chega de palhaçada. Marcos: Quebradeira, gritaria e confusão. Ouvindo essa baderna, pode-se imaginar que estamos falando de um cenário de guerra. Mas esse foi o som ouvido durante os ataques antidemocráticos do 8 de janeiro de 2023 em Brasília. Golpistas: Entremos no Palácio dos Três Poderes. Telejornalista: Milhares de pessoas invadiram a sede dos três poderes em 8 de janeiro de 2023. Elas não aceitavam a derrota de Jair Bolsonaro e pediam um golpe de Estado. Golpistas: Intervenção federal. Intervenção federal. Telejornalista: De lá pra cá, investigações da Polícia Federal descobriram que a tentativa de golpe começou meses antes. Políticos e militares alinhados a Bolsonaro se reuniram e elaboraram planos para permanecer no poder. Para eles, era importante que os manifestantes se mantivessem exaltados. Aurélio: Durante o atentado, os golpistas danificaram diversas obras de arte do Acervo Nacional, sendo elas de valor inestimável para a cultura, memória e história do nosso país. Quadros como o Mulatas à Mesa, do pintor Emiliano di Cavalcanti, o retrato de Duque de Caxias, do artista Oswaldo Teixeira e o Relógio de Baltasar Martinot são apenas alguns dos itens danificados e destruídos. Marcos: Os escombros de toda essa devastação não foram simplesmente abandonados. Hoje, tais obras estão restauradas, quase como se nada tivesse acontecido naquele dia fatídico. E é isso que a gente vai contar pra você nesta série, com dois episódios. No episódio de hoje, vamos rememorar como foi o dia da invasão à Brasília. Vamos também conhecer um pouco sobre as etapas do processo de restauro das obras que pertencem ao nosso Acervo Nacional, que você já consegue visitar novamente. E no próximo episódio, vamos explorar mais detalhes dos desafios técnicos e científicos em se estudar e restaurar as obras raras no Brasil, de forma mais aprofundada. Aurélio: Eu sou Aurélio Pena. Marcos: E eu sou o Marcos Ferreira. Aurélio: Nosso editor é Rogério Bordini. E este é o podcast Oxigênio. Vinheta: Você está ouvindo Oxigênio. Aurélio: Para entender a importância desse restauro, primeiro a gente precisa saber um pouquinho sobre o que foi o 8 de janeiro. Marcos: A mudança do ano de 2022 para 2023 foi o período de troca entre governos presidenciais no Brasil. Em 2022, o atual presidente Lula foi eleito com 50,9% dos votos contra 49,1% para o agora ex-presidente Bolsonaro, durante o segundo turno das eleições. Essa disputa acirradíssima representa uma enorme divisão política no Brasil, como nunca tivemos antes na nossa história. Aurélio: O cenário era de tensão. Durante anos, Bolsonaro vinha questionando a legitimidade das eleições e dando declarações favoráveis a um golpe de Estado, caso não vencesse as eleições. Bolsonaro: Nós sabemos que se a gente reagir depois das eleições vai ter um caos no Brasil, vai virar uma grande guerrilha, uma fogueira. Nós não podemos, pessoal, deixar chegar as eleições, acontecer o que tá pintado, tá pintado. Eu parei de falar em votos, em eleições há umas três semanas… Cês tão vendo agora que acho que chegaram à conclusão, a gente vai ter que fazer alguma coisa antes. Aurélio: Dessa forma, quando o ex-presidente foi derrotado nas urnas, ele já havia plantado as sementes de uma revolta antidemocrática que explodiu nos ataques do 8 de janeiro de 2023. Marcos: Vale ressaltar que as inúmeras alegações de fraude eleitoral feitas por Bolsonaro nunca foram confirmadas. Pelo contrário, segundo um relatório encomendado pelo TSE, o Tribunal Superior Eleitoral, que contou com uma análise de nove organizações internacionais independentes, o sistema eleitoral brasileiro é, abre aspas, ”seguro, confiável, transparente, eficaz, e as urnas eletrônicas são uma fortaleza da democracia”, fecha aspas. E ainda mais, o próprio ex-presidente nunca forneceu evidências que suportassem essas alegações. Aurélio: Em 8 de janeiro de 2023, uma semana após a posse de Lula, alguns grupos alinhados ao bolsonarismo, insatisfeitos com o resultado da eleição e, claro, influenciados por discursos de contestação ao processo eleitoral, organizaram as manifestações que culminaram na invasão de prédios dos três poderes da república na cidade de Brasília. Trajados de verde e amarelo, os golpistas invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto, que é a sede do Executivo, e o Supremo Tribunal Federal, que a gente conhece como STF. Esses edifícios são símbolos da democracia brasileira e abrigam as principais instituições políticas do nosso país. Marcos: Durante os ataques, os golpistas destruíram janelas, móveis, obras de arte históricas, documentos e equipamentos. Além disso, realizaram pichações, roubaram objetos e tentaram impor sua insatisfação por meio de atos de vandalismo e intimidação. Hoje sabemos que uma parcela das Forças Armadas foi conivente com os atos antidemocráticos e, por conta disso, a devastação causada pelos bolsonaristas foi imensa, principalmente ao acervo histórico e cultural nacional. Aurélio: No próprio dia desses ataques, centenas de manifestantes foram detidos e investigações subsequentes foram e vêm sendo conduzidas para identificar os organizadores e os financiadores dessas ações. Marcos: Em março de 2025, Bolsonaro se tornou réu em ação penal sobre a acusação dos crimes: Organização criminosa armada; Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; Golpe de Estad; Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União; Deterioração de patrimônio tombado. E em novembro de 2025, o ex-presidente foi condenado pelo ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, a 27 anos e 3 meses de cumprimento de pena em regime fechado, tornando Bolsonaro inelegível até 2060. Pelo menos essas são as últimas informações até a gravação deste episódio. Aurélio: Para ter uma maior noção do significado político dos atos do 8 de janeiro, conversamos com o Leirner, professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos. Ele fez uma análise desse crescente cenário antidemocrático desde o ano de 2013 até hoje. Marcos: Professor Piero, como a nossa democracia chegou ao ponto de termos vivenciado esses atos golpistas no 8 de janeiro de 2023? Piero: Esse é um ponto que eu acho que talvez divirja um pouco de algumas leituras, porque eu acho que o fenômeno Bolsonaro é secundário em relação ao fenômeno do desajuste institucional que a gente começou a viver no pós-2013. Após junho de 2013, houve uma espécie de janela de oportunidade, uma condição para que certos atores institucionais promovessem uma desorganização desses parâmetros que a gente está entendendo como parâmetros da democracia. Basicamente, esses atores são muitos e estão ramificados pela sociedade como um todo, mas me interessa, sobretudo, quem foram os atores estatais que produziram esse desarranjo, lembrando que eles são atores que têm muito poder. Basicamente, eu acho que esses atores estatais vieram de dois campos, o judiciário de um lado e os militares de outro. Ambos contribuíram de maneira absolutamente problemática para esse desarranjo institucional. Marcos: As investigações relacionadas à invasão de Brasília, realizadas pelo STF, responsabilizaram cerca de 900 pessoas por participação nos ataques. Os crimes realizados pelos golpistas estão nas categorias de: Associação criminosa; Abolição à violência do Estado Democrático de Direito; e danos ao patrimônio público. Aurélio: Além de Bolsonaro, outros dois grandes envolvidos na trama golpista chegaram a ser presos. O Tenente-Coronel Mauro Cid, em março de 2024, por coordenar financiadores privados dos ataques e manifestações golpistas. E o General Walter Braga Neto, preso em dezembro de 2024, por dar suporte estratégico aos golpistas, fornecendo estrutura para que eles não fossem interceptados. Piero: Eu não quero tirar, evidentemente, o caráter golpista do que aconteceu no dia 8 de janeiro de 23, mas eu queria chamar a atenção para um aspecto que eu só vi considerado nas reflexões de um livro chamado “Oito de Janeiro, A Rebelião dos Manés”. Eu acho que eles trabalham um lado, que é um lado que é bastante interessante, do ponto de vista de quem está pensando a questão simbólica do que foi a conquista do Palácio. E do fato desse grupo ter sequestrado todo o potencial antissistêmico e iconoclasta, que é, vamos dizer assim, tradicionalmente, um potencial atribuído àquilo que a gente pode entender como, vamos dizer assim, a potência virtual da massa revolucionária da esquerda. Há muito tempo a gente vê essa ideia da direita sequestrando, primeiro, a ideia de linguagem antissistêmica. Aurélio: Conforme nos conta Piero, a destruição do acervo nacional possui também um aspecto simbólico de destruição da democracia e da cultura por uma massa que se imagina antissistema. Marcos: Meses após a triste destruição do acervo nacional em Brasília, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan, junto com instituições parceiras, iniciou o projeto de recuperação das obras danificadas. Aurélio: A equipe do projeto contou com diversos restauradores profissionais, da Universidade Federal de Pelotas, a UFPel, que hoje é uma das instituições com grande tradição em formar restauradores no nosso país. O projeto durou cerca de 10 meses, sendo que todos os restauros foram entregues em janeiro de 2025. Marcos: E para entender como é realizado esse processo de resgatar um patrimônio vandalizado, a gente conversou com uma especialista que coordenou esse enorme desafio. Andréa: Bem, eu sou a professora Andréa Lacerda Bachettini, sou professora do departamento de museologia, conservação e restauro do Instituto de Ciências Humanas da Universidade Federal de Pelotas, na qual também sou vice-diretora do Instituto do ICH. E atualmente eu coordeno esse projeto que se chama LACORP, Laboratório Aberto de Conservação e Restauração de Pintura, que coordenou então as restaurações das obras vandalizadas no 8 de janeiro do Palácio do Planalto, em Brasília. Contando um pouquinho a história desse projeto, ele começa justamente lá no 8 de janeiro de 23, quando aconteceu o ataque às instituições em Brasília. O nosso grupo de professores ficou muito estarrecido com tudo que a gente estava acompanhando nas mídias e nas redes sociais e pela televisão ao vivo, a destruição das praças e das instituições dos três poderes. Marcos: E Andréa, como que foi o início desse processo e o seu primeiro contato com as obras danificadas? Andréa: Inicialmente a gente recebeu um dossiê de 20 obras danificadas no 8 de janeiro, muito minucioso, com detalhamento enorme do estado de degradação que elas se encontravam. E aí foi nessa oportunidade que a gente viu as obras pessoalmente. Eu fico emocionada e arrepiada até hoje quando eu lembro da gente ver, por exemplo, a obra do Flautista do Bruno Jorge, que é uma obra em metal, ela é um bronze, e ela tem uns 2,8 metros de altura, e ela tem uma barra de ferro maciça por dentro, e ela estava fraturada em quatro pedaços. Aurélio: Conforme nos contou Andréa, a equipe de restauração realmente fez um trabalho bem impressionante, que demandou construir um laboratório todo lá em Brasília para conseguir trabalhar com as obras. Andréa: Então, o projeto tinha inicialmente cinco metas, a meta 1, que era a restauração das obras de arte, das 20 obras, com também a montagem de um laboratório em Brasília. Por que a montagem de um laboratório em Brasília? Pelo custo do seguro dessas obras de arte. O seguro das obras de arte inviabilizaria o projeto, levando essas obras para a Pelotas. Até porque, para vocês terem uma ideia, o laboratório foi montado, então, dentro do Palácio do Alvorada, que é a residência do presidente da República, e nós tivemos que levar uma série de equipamentos, produtos solventes, reagentes químicos, que são usados até para outras substâncias, fazer bombas, então a gente tinha que ter uma série de autorizações para poder entrar com esses insumos dentro da casa do presidente. Então, era uma rotina de trabalho bem difícil logo no início, até por questões de segurança mesmo da presidência, por causa desse atentado. E hoje a gente descobre que existiam até outros planos de assassinato do presidente, vice-presidente… Então, hoje a gente fica pensando, ainda bem que existiu toda essa segurança no início. Marcos: E você pode contar para a gente como se deu a finalização desse projeto? Nós ficamos sabendo que vocês estiveram em Brasília com o presidente Lula. Como foi isso? Andréa: Na finalização do projeto, agora no dia 8 de janeiro de 25, lá em Brasília, a gente então presenteou os alunos das escolas que participaram de oficinas, presentearam o presidente Lula com uma réplica da miniânfora e também a releitura da obra do Di Cavalcanti. Tudo foi muito gratificante, tudo muito emocional, a gente montou uma exposição na sede do Iphan em Brasília, em agosto, quando a gente fez também um seminário para apresentar as nossas etapas da restauração e todos os colegas, o desenvolvimento do projeto como um todo, foi aberto ao público, foi transmitido também pelos canais do Iphan, pelo YouTube, para nossos alunos em Pelotas também poderem acompanhar. Eu nunca imaginei que hoje, depois de 16 anos, a gente ia fazer um trabalho tão lindo, tão maravilhoso. Para a carreira da gente é muito bacana, mas como cidadã apaixonada pelo patrimônio cultural, pela arte, eu fico muito realizada, estou muito feliz. Aurélio: É muito lindo ver a paixão que a Andréa tem pelas obras e pela cultura brasileira, mas infelizmente a gente percebe que há muito descaso com a conservação do nosso patrimônio material. Pensando nisso, professora, qual é a importância da conservação e do restauro de acervos artísticos e culturais no Brasil? Andréa: A importância dessas obras restauradas é extremamente importante para a preservação da nossa memória, da nossa cultura, da nossa identidade. Pensar por que essas obras foram vitimizadas, foram violentadas. É importante também a democratização dessas obras, que as pessoas tenham acesso, que elas tenham representatividade. Muitas pessoas não conheciam essas obras, porque elas também ficam dentro de gabinetes. Como é importante a valorização da arte, do nosso patrimônio cultural, para a preservação da memória do nosso povo. E, sem isso, a gente não é um povo civilizado, porque isso é a barbárie que a gente passou. Eu fico pensando, a gente está devolvendo agora para a população brasileira essas obras que foram muito violentadas, dentro da sua integridade física, com uma pesquisa que mostra também a força das universidades, que foram também muito atacadas. Então, é a valorização disso tudo, da ciência, da arte, da cultura, do povo brasileiro. E mostrando que a gente tem resiliência, que a gente é forte, que a gente resiste. Que não é só uma tela rasgada, ela representa a brasilidade, a história da arte do nosso país. Marcos: Chegamos ao final do nosso primeiro episódio. No próximo, vamos nos aprofundar ainda mais nos inúmeros desafios enfrentados pela equipe de restauradores, e refletir sobre o estado da nossa democracia. Se você gostou, não se esqueça de deixar 5 estrelas para o nosso podcast. Isso nos ajuda muito a chegar em mais ouvintes. E também, compartilhe Oxigênio com seus amigos e em suas redes sociais. Aurélio: Esse episódio foi produzido por Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira, Aurélio Bianco Pena e Rogério Bordini. Foram utilizados trechos de áudios de matérias jornalísticas da internet. Marcos: Agradecemos a todos os especialistas que conversaram com a gente neste episódio. Também agradecemos ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade Estadual de Campinas, LabJor da Unicamp. Em especial, a professora Simone Pallone de Figueiredo e a doutoranda Mayra Trinca. Um grande abraço e até o próximo episódio! Vinheta: Você ouviu Oxigênio, um programa de jornalismo científico-cultural produzido pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, LabJor da Unicamp. – Roteiro, produção e pesquisa: Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira, Aurélio Bianco Pena e Rogério Bordini. Narração: Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira e Aurélio Bianco Pena. Capa do episódio: Andréa Lacerda Bachettini trabalhando na restauração do quadro ‘As mulatas', de Di Cavalcanti. A obra levou sete cortes nos ataques do em 8 de janeiro — Foto: Nauro Júnior/UFPel. Revisão: Mayra Trinca, Livia Mendes e Simone Pallone. Entrevistados: Piero de Camargo Leirner, Andréa Lacerda Bachettini. Edição: Rogério Bordini. Vinheta: Elias Mendez Para saber mais: Reportagem “Entre Tintas, Vernizes e Facadas” | Revista ComCiência: https://www.comciencia.br/entre-tintas-vernizes-e-facadas/ Documentário “8 de Janeiro: Memória, Restauração e Democracia” (Iphan): https://youtu.be/CphWjNxQyRk?si=xcIdb26wQTyTmS5m
The most important thing is that the record books will show that this was a win for Nottingham Forest. West Ham fans felt aggrieved at referee Tony Harrington and VAR Neil Davies, but Sky Sports and BBC experts alike agree that both controversial moments were correctly awarded, even if they were technical decisions. If Crysencio Summerville's second half effort had stood, then Forest would have been in deep trouble at 2-0 down. Instead, the wind was knocked out of the Hammers' sails and the Reds were galvanised, to equalise, and then when Morgan Gibbs-White withstood the pressure to convert a penalty in the last minute of the 90. Steven Toplis is joined by Tom Newton to discuss the result, refereeing and the team's performance, and what it means for Sean Dyche just over halfway through the season. James Jones joins us from Sports Social stablemates We Are West Ham, with a rant about the ref and despair about the Hammers' prospects. Subscribe to 1865: The ORIGINAL Nottingham Forest Podcast via your podcast provider, and please leave a review, as it helps other Forest supporters find our content: Apple - Spotify - YouTube. Join us on X, Instagram, Bluesky, Threads or TikTok. 1865: The Nottingham Forest Podcast is part of the Sports Social Network, and partnered with FanHub. Come on you Reds! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Thanks for joining us here at 1865. As a quick bonus before our West Ham match report, we wanted to share the conversation that Rich had on Radio 5 Live before the match. He was speaking on the Drive programme with Chris Warburton and West Ham fan Gary. Our match report will be in your feeds very soon after this podcast! Subscribe to 1865: The ORIGINAL Nottingham Forest Podcast via your podcast provider, and please leave a review, as it helps other Forest supporters find our content: Apple - Spotify - YouTube. Join us on X, Instagram, Bluesky, Threads or TikTok. 1865: The Nottingham Forest Podcast is part of the Sports Social Network, and partnered with FanHub. Come on you Reds! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Fernando Alvim e Cotrim de Figueiredo abrem as portas desta "fornada" de candidatos à Presidência da República.
A palavra “anistia” voltou ao centro do debate público brasileiro. Mas você sabe o que de fato aconteceu em 1979, quando João Figueiredo assinou a Lei 6.683? Neste programa especial, revisamos a origem histórica da anistia. Destacamos a emblemática Anistia de 1979, que permitiu o retorno de exilados como Fernando Gabeira, Dilma Rousseff, José Dirceu, Caetano Veloso, entre muitos outros — figuras centrais da política e cultura brasileira atual. Com base em arquivos, reportagens e documentos oficiais, explicamos o impacto dessa lei na redemocratização do Brasil, na criação do PT, do PSDB e na nova configuração política brasileira. Descubra por que esta lei é lembrada até hoje — com louvor por uns e com críticas por outros.