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A temporada 2026 do Fronteiras Invisíveis do Futebol, o podcast de História que você ama, é um oferecimento exclusivo @petlovebrasil!Continuamos navegando pela História de Portugal, indo da União Ibérica, em 1580, até a Revolução dos Cravos, em 1974, e a subsequente entrada do país na União Europeia, com muita informação, cultura e leveza, além da História do futebol doméstico português e da coluna O Livro, com nosso amigo de longa data Ubiratan Leal. Compartilhe e divulgue nosso retorno!Use o cupom XADREZVERBAL75 para ter 75% de desconto no primeiro mês do plano de saúde do seu pet na Petlove: https://petlovebr.com/xadrezverbal
Os reporteres João Paulo Lima e Sophia Broitman trazem as notícias desta semana. O Solar Grandjean de Montigny está expondo a mostra "Imagens da Revolução dos Cravos", enquanto, o NOAP vai oferecer aulas livres sobre leitura e escrita.
Esta semana falamos de um soldado português que curava com palavras, no séc. XVII, e da história cómico-trágica de um fidalgo português, nos finais do séc. XV, com a alcunha de ‘o Braseiro'.Sugestões da semana:1. Luís Nuno Rodrigues - Brevíssima História da Revolução dos Cravos. Tinta da China: 2026.2. Nuno Estevão Ferreira (coord) - 50 Anos da Constituição da República Portuguesa (1976-2026). Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril, 2026.-----Obrigado aos patronos do podcast:André Silva, Bruno Figueira, Cláudio Batista, Gustavo Fonseca, Isabel Yglesias de Oliveira, Joana Figueira, NBisme, Oliver Doerfler, Sara Esteves, Sofia Carvalho;Alexandre Carvalho, Andre Oliveira, Carlos Castro, Civiforum, Lda., Cláudia Conceição, Daniel Murta, Domingos Ferreira, Francisco C, Hugo Picciochi, Jorge Filipe, José Beleza, João Cancela, João Carreiro, Luís André Agostinho, Miguel Cunha, Patrícia Gomes, Pedro Almada, Pedro Alves, Pedro Ferreira, Rui Roque, Tiago Pereira, Vera Costa;Adriana Vazão, Ana Gonçalves, Ana Sofia Agostinho, André Abrantes, António Farelo, António J. R. Neto, Bruno Luis, Carlos Afonso, Carlos Ribeiro, Carlos Ribeiro, Catarina Ferreira, Cláudia Brandão, Diogo Freitas, Fábio Videira Santos, Gn, GusRo, Hugo Palma, Hugo Vieira, Igor Silva, Joao Godinho, Joel José Ginga, Johnniedee, José Santos, João Barbosa, João Canto, João Carlos Braga Simões, João Diamantino, João Ferreira, João Félix, João Mendes, Luis Colaço, lvlheadwrecker, Mafalda Trindade, Manuel Bernardo, Miguel Brito, Miguel Gama, Miguel Gonçalves Tomé, Miguel Oliveira, Miguel Salgado, Nuno Carvalho, Nuno Esteves, Nuno Moreira, Nuno Silva, Orlando Silva, Parte Cóccix, Paulo Ruivo, Paulo Silva, Pedro Cardoso, Pedro Oliveira, Pedro Sebastião, Ricardo Pinho, Ricardo Santos, Rodrigo Candeias, Rui Curado Silva, Rui Magalhães, Rui Rodrigues, Simão, Simão Ribeiro, Sofia Silva, Thomas Ferreira, Tiago Matias, Tiago Sequeira, Tomás Matos Pires, Vitor Couto, Zé Teixeira.-----Ouve e gosta do podcast?Se quiser apoiar o Falando de História, contribuindo para a sua manutenção, pode fazê-lo via Patreon: https://patreon.com/falandodehistoria-----Música: "Hidden Agenda” de Kevin MacLeod (incompetech.com); Licensed under Creative Commons: By Attribution 4.0 License, http://creativecommons.org/licenses/by/4.0.Edição de Marco António.
Notícias do dia: Mortes no trânsito da Austrália aumentaram 20,9% desde 2021, e entidade pede um programa-piloto para investigações. Autoridades dizem que Trump era o alvo dos tiros no Jantar dos Correspondentes na Casa Branca. Austrália investirá AUD$ 1.2 bi na produção de veículos militares Bushmaster e Hawkei. Australiano George Pittar surpreende Gabriel Medina e é campeão do WLS em Margaret River. Em Portugal, deputados acusam André Ventura de citar Adolf Hitler e mito nazi na sessão solene sobre a Revolução dos Cravos.
O filme, o livro, a história e os crimes que caíram no esquecimento fazem a capa da revista do Expresso. Aqui, fazemos a conversa com João Pedro Henriques e Ricardo Costa sobre o que foram as FP-25 e o que levou o poder político da época a perdoar o terrorismo de extrema-direita e de extrema-esquerda.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, a Isabel recorda a Revolução dos Cravos, que acabou com o regime ditatorial em Portugal no dia 25 de abril de 1974. De seguida, é apresentada a vida do fantástico artista português Zeca Afonso, um dos intérpretes de música de intervenção durante a ditadura.
Pouco conhecido em França, mas celebrado em Espanha. Nesta edição a, Olivier Bonamici e Begoña Iñiguez esclarecem a forma como a Revolução dos Cravos é vista nos respetivos países de origem. A concretização do empréstimo europeu à Ucrânia e as propostas de Bruxelas para combater a crise energética são outros temas em análise esta semana
Estamos a poucos dias de um novo aniversário da revolução do 25 de Abril em Portugal, uma ocasião para recordarmos uma das suas figuras cimeiras, Otelo Saraiva de Carvalho, que é o objecto de uma biografia elaborada por Yves Léonard, historiador que nestas últimas três décadas publicou inúmeros livros sobre a História de Portugal. "Otelo, la voix de la révolution des œillets", "Otelo, a voz da Revolução dos Cravos" é o nome da nova obra publicada pela Chandeigne & Lima, que Yves Léonard lançou no passado dia 15 de Abril em Paris. Neste livro, o historiador recorda esta figura controversa do passado recente de Portugal, um capitão de Abril que, no decurso dos anos 80, foi acusado de ter ligações com grupos armados em Portugal. Nascido a 31 de Agosto de 1936 em Maputo, Otelo Nuno Romão Saraiva de Carvalho é filho de um funcionário dos Correios e cresce no seio de uma família ligada, pelo avô, ao mundo do teatro. Depois de frequentar o ensino secundário público de Maputo, ele destina-se a uma carreira de actor, o jovem Otelo tendo veleidades de ir para o "Actor's Studio" em Nova Iorque. O destino -e sobretudo o pai- vão encarregar-se de o fazer ingressar na Academia Militar aos 19 anos. Ele estará em serviço activo durante as guerras de libertação de Angola e na Guiné-Bissau, nos anos 60 e início de 70 Será durante os derradeiros anos desses conflitos, que vai crescer dentro dele e de outros militares o projecto de derrubar o regime fascista português. De regresso a Portugal em 1973, envolve-se no Movimento das Forças Armadas e, juntamente com outros capitães, assume a liderança da Revolução dos Cravos a 25 de Abril de 1974. Uma caminhada sobre a qual Yves Léonard destaca que "antes de tudo, Otelo é o homem de África" e que "isto é muito importante para compreender o personagem". "Otelo é um militar, mas não por convicção. Penso que, antes de tudo, Otelo é um actor. Gostava muito do teatro. Otelo tem um avô que é um antigo oficial do Exército português. Portanto, tem uma grande admiração pelo avô. É importante na hora de tomar a decisão de entrar na Academia Militar e depois, nos anos 60, obviamente, é o tempo das guerras coloniais e para Otelo é um momento muito importante. Porque Otelo é um oficial intermédio, isto é, um capitão", começa por dizer o estudioso. "Em África, durante as guerras coloniais, há uma tomada de consciência em torno do sistema salazarista com o papel muito importante das colonias. E para Otelo, há a consciência de que a guerra é o problema maior de Portugal e que a violência não é a resposta", diz o historiador. Ao destacar o papel de Otelo durante o 25 de Abril, Yves Léonard também recorda que, depois, "durante o PREC, Processo Revolucionário em Curso, Otelo tinha um papel muito importante, porque era o chefe do COPCON e o chefe da Região Militar de Lisboa. Tem um papel muito importante durante a crise do fim de Setembro de 1974, durante a crise do 11 de Março de 1975, e depois, durante o 'Verão quente' e no mês de Novembro de 1975. Mas aí já não tinha o controlo da situação política em Portugal". Entrevistado pela radiodifusão portuguesa precisamente um ano após a revolução, Otelo Saraiva de Carvalho não esconde a alegria e o orgulho que continua a sentir depois do 25 de Abril de 1974. Mas efectivamente, neste período em que ele assume um papel preponderante no PREC, começam a surgir as primeiras divisões entre as correntes mais reformistas e as franjas mais à esquerda da revolução. Estas dissensões vão culminar com a desestabilização do 25 de Novembro de 1975. A partir daí, Portugal marca uma viragem mais à direita e em 1976, o general Ramalho Eanes torna-se o primeiro Presidente eleito depois da revolução de Abril, com um pouco mais de 61% dos votos face a Otelo, cuja candidatura recolhe cerca de 16% dos votos. Na primeira metade dos anos 80, Otelo está em ruptura total com o rumo seguido por Portugal na altura. Ele lidera um movimento, o chamado "Projecto Global", que será acusado de ter elos com grupos armados de extrema-esquerda como as FP 25, Forças Populares do 25 de Abril, que cometem ataques semelhantes àqueles que acontecem na mesma altura na Itália ou em França. "É difícil de dizer exactamente o que se passou, porque, por um lado, Otelo tinha vontade de fazer um projecto político com o poder popular que se chama ‘Projecto global'. É um projecto muito ambicioso. No fim dos anos 70, no início dos anos 80 e no mesmo tempo, aparece um grupo muito violento, com atentados terroristas que se chamam FP 25, Forças Populares do 25 de Abril. O problema é fazer uma ligação entre o ‘projecto global' de Otelo e as FP 25. É muito difícil saber exactamente qual é a natureza dessa relação. Mas em Junho de 84, o poder político, o Ministério da Justiça e a polícia têm a convicção de que Otelo é o chefe, senão o inspirador das FP 25", recorda Yves Léonard. Em 1987, Otelo é condenado a 15 anos de prisão por ser considerado responsável das actividades das FP 25. As circunstâncias em que Otelo é condenado geram um debate de largos anos em Portugal, ao ponto que sob o impulso dos socialistas então no poder, uma maioria de parlamentares amnistia Otelo em 1996. Esta medida não deixa de gerar polémica no seio da direita que acusa a esquerda de querer "apagar" a História. A seguir à amnistia, virá mais tarde um novo processo em 2001 durante o qual a justiça vai considerar que não existiam elementos suficientes para estabelecer que Otelo tivesse um qualquer elo com as FP 25. "Temos um julgamento no Tribunal da Boa-Hora no início de 2001 para dizer que Otelo não é responsável, não é o inspirador, não é o chefe das FP 25. É uma decisão de Justiça. Isto é uma forma de verdade. O problema é que depois da amnistia, depois o julgamento da Boa-Hora, muitas pessoas em Portugal continuam a pensar que Otelo é o responsável das FP 25, é uma terrorista. E a imagem de Otelo é péssima", constata o universitário. Apesar de uma decisão favorável da justiça, o nome de Otelo passou a ter um rasto de pólvora de forma duradoira. Paradoxalmente, ele continua a ser acarinhado no exterior, nomeadamente em França, onde várias personalidades do mundo político, nomeadamente o próprio Presidente François Mitterrand, ou artistas como o cantor popular Renaud, não escondem a sua admiração pelo militar que tem uma aura romântica. Para Yves Léonard, este fenómeno explica-se pelo facto de "a Revolução dos Cravos ter sido a última revolução do século XIX, isto é, uma revolução romântica". A aura de Otelo e dos restantes capitães de Abril vai inspirar vários filmes, documentários e reportagens. No ano 2000, estreia o filme 'Capitães de Abril' da actriz e realizadora portuguesa Maria de Medeiros. Presente na apresentação do livro de Yves Léonard, ela recorda a figura de Otelo que conheceu quando era criança. "Realmente eu conheci-o. Eu era muito novinha, adolescente, e lembro-me de ter dançado um rock and roll com o Otelo e era a primeira vez que eu dançava assim com os movimentos do rock and roll em Lisboa, num restaurante que é o ‘Brazuca', que era um lugar muito importante para os capitães de Abril, onde eles se reuniam muito. Depois, quando preparei o meu filme Capitães de Abril. Obviamente, falei muito com o Otelo, também com o Salgueiro Maia e, sobretudo, passei realmente 13 anos da minha vida a fazer pesquisa e a ler tudo o que eu conseguia encontrar nessa época publicado e às vezes sem estar publicado do que eles escreveram. É um privilégio extraordinário da nossa geração, da nossa infância, de miúdos lisboetas, de muitos de nós, termos coincidido com essas figuras importantes da nossa história", diz a cineasta que lamenta a actual tentativa de minimizar o legado do 25 de Abril no espaço público em Portugal. "Infelizmente, eu acho que estes movimentos revisionistas de extrema-direita que alastram não é uma coisa que seja, nem é nada português. Na verdade, acho que é uma importação. É como uma marca importada de outros países, porque está a acontecer por toda a parte. Os discursos são os mesmos. O descrédito atirado para cima da honra não é de quem de facto lutou. É vergonhoso", denuncia Maria de Medeiros. Volvidos 52 anos, o campo conservador está no poder em Portugal e a extrema-direita, em posição de força na Assembleia da República, tenta corroer a herança do 25 de Abril. A questão da memória torna-se tanto mais premente que as testemunhas directas da revolução dos cravos vão partindo. Otelo faleceu a 25 de Julho de 2021, num relativo esquecimento e sem grandes homenagens nacionais. "O que é muito importante, com o 25 de Abril é o papel dos capitães. Os grandes testemunhos da época, obviamente, 50 anos depois, os heróis desaparecem. Por exemplo, Otelo morreu cinco anos atrás, em 2021. E é difícil falar desse período sem os grandes actores do 25 de Abril. É um problema clássico na disciplina da História, a memória, os testemunhos e a história. É importante fazer e dizer a História. É um período complexo porque estamos entre a época da memória, com a presença dos grandes actores do 25 de Abril e o período da História. O problema hoje, é a tentação de dizer que o período antes do 25 de Abril não foi um período tão difícil. É um grande perigo para a democracia portuguesa", considera Yves Léonard para quem "é muito importante hoje sublinhar o papel fundamental da ruptura do 25 de Abril" que marcou "um novo tempo para Portugal, para a democracia em Portugal e para a democracia na Europa". "Otelo, obviamente, é o homem do 25 de Abril, o instigador que simboliza os Cravos de Abril", conclui o historiador.
Os repórteres Nicoli Alves e Gabriel Nunes trazem as notícias desta semana. A PUC-Rio abre inscrições para intercâmbio e duplo diploma, enquanto o Solar Grandjean de Montigny recebe exposição sobre a Revolução dos Cravos.
O período em que Johann Sebastian Bach atuou como músico na cidade de Leipzig, no leste alemão - desde 1723 até sua morte, em 1750 -, é o destaque desta edição de Manhã com Bach, que conclui as comemorações pelo aniversário de 341 anos do compositor alemão, completados no dia 21 passado. Em Leipzig, Bach trabalhou como Kantor - ou diretor de música - da Sankt-Thomas Kirche, a igreja luterana de São Tomé, durante os 27 anos em que viveu na cidade. Nessa época, ele criou a maior parte das suas mais de 200 cantatas hoje preservadas, além de compor a Paixão Segundo São Mateus, a Paixão Segundo São João, o Magnificat, os seis motetos, a Missa em Si Menor e o Oratório de Natal, entre outras obras-primas da música universal. Paralelamente ao seu trabalho na área da música sacra, entre 1729 e durante toda a década de 1730, Bach foi diretor do Collegium Musicum de Leipzig - uma associação de músicos que realizava concertos semanais no Kaffee Zimmermann, uma cafeteria localizada no centro de Leipzig. Para esses concertos, Bach compôs concertos para teclado e outros instrumentos, além de cantatas seculares, entre elas a Cantata do Café (BWV 211). Como exemplo da produção de Bach em Leipzig - tão rica tanto em música sacra como em música de câmara -, esta edição de Manhã com Bach exibe o Concerto para Três Cravos em Ré Menor (BWV 1063) e a cantata Ein Herz, das seinen Jesum lebend weiß, "Um coração que sabe que seu Jesus vive" (BWV 134). Ouça o podcast no link acima. Este podcast reproduz o programa Manhã com Bach, da Rádio USP (93,7 MHz), transmitido nos dias 28 e 29 de março de 2026. Dedicado à divulgação da música do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), Manhã com Bach vai ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz) sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, através do site da emissora. Às segundas-feiras ele é publicado em formato de podcast no site do Jornal da USP. As edições anteriores do podcast Manhã com Bach estão disponíveis neste link.
Ao longo de grande parte do século XX, Portugal viveu sob um regime autoritário conhecido como Estado Novo, consolidado sob a liderança de António de Oliveira Salazar. Marcado pelo nacionalismo, pelo conservadorismo e pelo forte controle político e social, o regime combinava censura, repressão policial e ausência de liberdades democráticas com a defesa de uma ordem corporativista e imperial. Ao mesmo tempo, buscava projetar uma imagem de estabilidade e tradição, enquanto enfrentava tensões internas e, sobretudo, os custos crescentes das guerras coloniais na África. A longa duração da ditadura portuguesa revela tanto sua capacidade de adaptação quanto os limites de um sistema que, isolado internacionalmente e pressionado por transformações sociais, acabou ruindo com a Revolução dos Cravos, em 1974. Convidamos Francisco Carlos Palomanes Martinho para discutir a formação e o funcionamento do Estado Novo português, os mecanismos de controle e repressão do regime, suas contradições internas e os fatores que levaram ao seu fim.Instagram: @iclesrodriguesPIX: leituraobrigahistoria@gmail.comAdquira o curso História: da pesquisa à escrita por apenas R$ 49,90 CLICANDO AQUIAdquira o curso A Operação Historiográfica para Michel de Certeau por apenas R$ 24,90 CLICANDO AQUIAdquira o curso O ofício do historiador para Marc Bloch por apenas R$ 29,90 CLICANDO AQUIColabore com nosso trabalho em apoia.se/obrigahistoriaMÊS DO CONSUMIDOR! O cupom HISTORIAFM dá 15% de desconto para cliente recorrente, 20% pra cliente novo e, somando com os descontos do site, você pode receber até 30% DE DESCONTO! Acesse o site pelo linkhttps://creators.insiderstore.com.br/HISTORIAFM e aproveite! #insiderstore
Estas eleições presidenciais de domingo põem em jogo a consolidação do sistema político que emergiu da Revolução dos Cravos, em abril de 1974, ou se abrem as portas a alguém que o quer desmantelar.
O livro “Percursos Clandestinos Antifascistas” conta a história de uma família que lutou contra o fascismo em Portugal, durante a ditadura do Estado Novo. As memórias foram escritas por Gonçalo Ramos Rodrigues, hoje com 93 anos, mas que tinha apenas nove quando entrou na clandestinidade com os pais e os irmãos. “Este livro fala de um período em que eu vivi na clandestinidade”, começa por contar Gonçalo Ramos Rodrigues, na sua casa, na zona de Paris, pouco tempo depois de publicar “Percursos Clandestinos Antifascistas”. A conversa sobre este livro e a sua publicação estavam prometidas há quase dois anos, quando Gonçalo recebeu a RFI para nos contar a sua história, no âmbito dos 50 anos da Revolução dos Cravos. “Percursos Clandestinos Antifascistas” conta a história de uma família que se dedicou totalmente à luta contra o fascismo em Portugal, durante a ditadura do Estado Novo. As memórias foram sendo escritas por Gonçalo, hoje com 93 anos, mas que tinha apenas nove quando entrou na clandestinidade com os pais e os irmãos. A luta começou por ser feita em casas e tipografias clandestinas, pilares da luta do partido comunista, primeiro em família e depois separados e sem notícias uns dos outros para não comprometerem ninguém. O irmão viria a ter a sua própria tipografia clandestina, uma irmã viria a ser a locutora principal da Rádio Portugal Livre, a outra a voz da Radio Moscovo. Os pais acabariam denunciados e passariam anos nas prisões de Caxias e de Peniche, enquanto Gonçalo daria o salto para Paris. “Estes episódios foram escritos para que os meus netos, quando tivessem já idade de reflectir nestas coisas, pudessem saber que o avô também participou na luta pela liberdade em Portugal porque nunca foi minha intenção e não me passou pela cabeça ser publicado”, conta. O livro foi mesmo publicado com o apoio da Câmara Municipal de Loulé, o concelho do Sul de Portugal de onde ele e a sua família são oriundos. O trabalho é também uma homenagem aos pais e à sua abnegação na luta pela liberdade. Gonçalo Ramos Rodrigues começa por contar que foi em 1951 que os pais entraram na clandestinidade com os seus quatro filhos, depois de terem vendido a casa construída com as poupanças feitas em França e de terem oferecido esse dinheiro ao Partido Comunista. Com os pais, passou 12 anos na clandestinidade, a viver em casas e tipografias clandestinas: editaram jornais do partido, como o “Avante”, o “Militante”, “A Terra”, o “Corticeiro”, e outros materiais; abrigaram camaradas e acolheram reuniões do partido proibido pela ditadura. Mais tarde, em 1963, quando já não estava com os pais, estes foram presos pela polícia política. Manuel, o pai, passou sete anos no Forte de Peniche. A mãe, Lucrécia, esteve seis anos e meio em Caxias. Foi só em 1966, já em Paris, que Gonçalo passou a conhecer o paradeiro dos pais, graças a um camarada do partido que conheceu nos bastidores da festa do jornal comunista Humanité. “Olha, os teus pais estão presos desde 1963. O teu pai está em Peniche e a tua mãe está em Caxias”, revelou-lhe o camarada. “Imagine-se o quanto este episódio me entristeceu e, ao mesmo tempo, me encorajou para lutar pelos ideais que os levaram à prisão”, recorda à RFI. O motivo de detenção de Manuel e Lucrécia era serem “membros e funcionários do PCP” e por exercerem as chamadas “actividades delituosas contra a segurança do Estado”. Ou seja, por imprimirem materiais com palavras de ordem para as lutas que os comunistas organizavam contra o regime de Salazar. Ao longo das páginas do seu livro, Gonçalo remonta aos tempos em que lutou com os pais, desde as casas que eram “pontos de apoio” para os camaradas comunistas na clandestinidade, às tipografias clandestinas. Descreve que “mentir era uma arte” num dia-a-dia em que se vivia com falsas identidades e se mudava constantemente de casa, em que de dia se trabalhava na quinta e à noite na tipografia. “Já tinha 14 anos e a minha irmã mais nova tinha nove. Os dois, mesmo crianças, éramos os principais, digamos, compositores. Chamava-se compor os textos com as letras de chumbo que depois eram inseridas no prelo para impressão (…) Era eu quem sabia melhor o português de todos os da casa porque o meu pai quase não sabia ler, a minha mãe só aprendeu a escrever na prisão de Caxias, quando esteve seis anos presa, e a minha irmã ainda menos sabia. Quem corrigia os textos, as gralhas, tudo o que havia, era o Gonçalo”, lembra, ainda, à RFI. A repressão e a detenção de camaradas obrigava a intensos “cuidados conspirativos” e Gonçalo foi depois viver sozinho em diferentes cidades. Aos 24 anos foi “a salto” para França, onde militou na Comissão de Solidariedade aos Presos Políticos e participou nas brigadas de distribuição de propaganda e de recolha de fundos para ajudar os que estavam nas cadeias da ditadura portuguesa. Em Paris, foi várias vezes interrogado por funcionários da então DST, Direcção de Segurança Territorial – equivalente aos serviços de informações – que conheciam o seu percurso de opositor político ao regime português. Por terras de França, a luta fez-se ao lado da esposa, Maria do Céu, com quem deveria ter casado em Maio de 68, mas as greves e manifestações históricas desse mês adiaram a boda que aconteceu em Junho, mas ainda com gases lacrimogéneo a apimentar a história. “Mesmo depois de chegar aqui, em Janeiro de 1966 até ao 25 de Abril de 1974, estivemos sempre na brecha, sempre na luta em tudo o que aqui se fazia contra o regime em Portugal. A minha companheira sempre me acompanhou durante todo este período, trabalhou muito mais do que devia porque eu estava sempre ocupado com reuniões infindáveis e quase diárias. Ela trabalhava também e tínhamos uma filha e ela carregava com o trabalho todo da casa e ainda quando podia, ela assistia a tudo o que era manifestações de rua e debates que se faziam aqui em França até ao 25 de Abril, até ao dia em que a gente acordou ainda sem saber se estávamos livres, mas já com uma grande esperança de estarmos livres.” Cinquenta e dois anos depois do 25 de Abril de 1974 e do fim da ditadura do Estado Novo, o livro “Percursos Clandestinos Antifascistas” recorda os tempos sombrios da perseguição política, da miséria, da prisão e da tortura de quem lutava contra o fascismo e ansiava pela liberdade. O livro é também um alerta perante a subida histórica da extrema-direita meio século depois em Portugal.
A edição desta semana do Autores e Livros, da Rádio Senado, reúne uma programação variada, com destaques do suspense ao ensaio científico, passando por biografia, romance histórico, reflexão sobre inteligência artificial e poesia brasileira. O programa abre com mistério e investigação. A novidade internacional é a saga “Clube de Assassinatos de Marlow”, do britânico Robert Thorogood, que chega ao Brasil pela editora Tordesilhas. Com enigmas bem construídos, humor britânico e personagens carismáticos, a série remete ao estilo de Agatha Christie em uma versão contemporânea. O suspense nacional ganha espaço com “Um jardim onde morrem as flores e nascem segredos”, de Stefany Borba, thriller psicológico que explora segredos familiares, violência silenciosa e traumas do passado a partir do retorno da protagonista à cidade natal. Na área científica, o médico infectologista Eduardo Toffoli Pandini apresenta “De miasmas a vacinas – Uma história das doenças infecciosas”, obra que percorre a evolução do pensamento científico sobre epidemias, da teoria dos miasmas à microbiologia moderna. A história política brasileira é tema de “O Soldado Absoluto – Uma biografia do marechal Henrique Lott”, do jornalista Wagner William, que resgata a trajetória de um personagem central do século XX e discute legalidade, democracia e os bastidores do poder militar no Brasil. Entre os romances, o destaque é “Revolução”, de Hugo Gonçalves, vencedor do Prêmio Fernando Namora 2024, que acompanha uma família portuguesa durante os meses posteriores à Revolução dos Cravos. O programa também apresenta “Guia de conduta para mulheres bravas”, de Marina Jerusalinsky, livro que combina pesquisa histórica, humor e crítica feminista para questionar normas que limitaram — e ainda limitam — o comportamento feminino. A reflexão contemporânea aparece em “Híbridos: o futuro do trabalho entre humanos e máquinas”, de Ricardo Cappra, que analisa a relação de interdependência entre pessoas, dados e algoritmos. Encerrando a edição, o quadro Encantos de Versos revisita a obra do poeta gaúcho Walmir Ayala (1933–1991), com leitura de poemas marcantes de sua trajetória literária.
Tem-se como certa uma finalíssima em 8 de fevereiro entre os dois mais votados nesta primeira volta. Os portugueses vão decidir se dão seguimento ao sistema político que emergiu da Revolução dos Cravos, em abril de 1974, ou se abrem as portas a alguém que o queira desmantelar.
Pequenos textos, contos, histórias, lendas, pensamentos ou apenas uma frase que sirvam de reflexão para todos os que nos ouvem na RLX-Rádio Lisboa. No mundo em que vivemos faz-nos falta parar e refletir sobre tudo o que nos rodeia…
Entre cravos vermelhos e rosas brancas, uma "guerra das flores" marcou os 50 anos do 25 de Novembro
Neste episódio do BacoCast, mergulhamos na trajetória da Quatro Cravos, uma marca que une história familiar, visão empresarial contemporânea e excelência técnica.Recebemos três vozes fundamentais deste projeto: Alberto Cravo, empresário e investidor que impulsionou a renovação da marca; João Carvalho, Diretor Executivo que conduz a estratégia e o desenvolvimento da empresa, e Arminda Ferreira, enóloga responsável por transformar identidade e terroir em vinhos de carácter único.Uma conversa profunda sobre origem, propósito, desafios, inovação e o futuro da Quatro Cravos na Bairrada.Convidados : Alberto Cravo / João Carvalho / Arminda Ferreira - https://quatrocravos.com - info@quatrocravos.com - +351 231 096 020Hostess : Dayane Casal / @dayanecasal / dayanecasal.com
Há nove anos morando em Portugal, Fernanda Maciel calcula que não passa de cinco o número de mulheres que tocam profissionalmente este tipo de guitarra no país. Considerado um dos símbolos da identidade musical portuguesa, o instrumento é essencial no acompanhamento dos fadistas. É ele que dialoga com a voz e ajuda a evocar as emoções dos fados. Fábia Belém, correspondente da RFI em Portugal Neta de um português nascido no arquipélago dos Açores, a carioca Fernanda Maciel, que também tem nacionalidade portuguesa, fez graduação em guitarra clássica na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ela conta à RFI que a primeira vez que ouviu fado foi pelo rádio, na casa dos pais. “Me interessei, pesquisei e fui achando que tinha muitas coisas parecidas com o choro, com a música brasileira. Comecei a achar [o fado] muito interessante”, explica. Fernanda lembra que, quando percebeu o som da guitarra portuguesa, se deu conta de que havia encontrado o instrumento da sua vida. “Eu me apaixonei pela guitarra”, diz. Uma tia da musicista, que costumava viajar com frequência para Portugal, ajudou a sobrinha a realizar o sonho levando uma guitarra portuguesa para ela no Brasil. Ao falar sobre o instrumento de doze cordas, tocado com a mão direita, Fernanda destaca que a técnica utilizada é muito interessante [porque] “usamos o polegar e o indicador; não usamos os outros dedos, como no violão”. Neste tipo de guitarra, “a gente diz que tem um bocadinho da alma portuguesa”, completa. A mudança para Portugal Decidida a aprofundar os conhecimentos sobre fado, em 2016, Fernanda se mudou para Portugal. Na Universidade NOVA de Lisboa, ela iniciou o mestrado em Ciências Musicais e, no Museu do Fado, começou a ter aulas com António Parreira, um dos grandes mestres da guitarra portuguesa. Com ele, a aluna talentosa começou a frequentar casas de fado e associações culturais e comunitárias. “Qualquer lugar onde ele fosse tocar, ele me levava, porque eu precisava aprender o repertório. A gente tem que conhecer, sei lá, quinhentos, seiscentos, setecentos fados. Então, temos que reconhecer o repertório, saber tocar os fados em todos os tons e ter a facilidade de, quando a pessoa pedir o fado, a gente começar a tocar”, revela. Fernanda Maciel já participou de importantes eventos. Em Lisboa, ela se apresentou, em 2019, na inauguração da Oficina da Guitarra Portuguesa, que pertence ao Museu do Fado, e em 2022, no Festival Santa Casa Alfama, dedicado ao famoso gênero musical português. Em 2020, participou, como solista, do 11º Festival Internacional de Guitarra Clássica de Calcutá, que teve sua edição online em decorrência da pandemia de Covid-19. A artista, que fez parte de dois projetos de fado compostos exclusivamente por mulheres (“As Mariquinhas” e “Amara Quartet”), também já levou sua guitarra portuguesa para Itália, França e Brasil. No ano passado, na Casa Portugal de São Paulo, ela e mais três músicos abriram o show da banda de rock brasileira IRA, no âmbito das comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos. “O artista tem de ir aonde o povo está” Todos os domingos, Fernanda Maciel é presença constante numa conhecida casa de fados em Vila Nova de Gaia, cidade do distrito do Porto, mas tem tocado de norte a sul do país, principalmente, nas casas de fado, à noite. “Às vezes, temos espetáculos, que eu também faço, claro. Às vezes, nós temos noites de fado, que podem ser uma associação que quer angariar fundos para alguma coisa", diz. "Quando alguém quer fazer uma festa e nós somos contratados para cantar uns fados, nós vamos. Casamentos, às vezes, também vamos. O artista tem de ir aonde o povo está”, acrescenta. Quando questionada sobre o que sente ao tocar e viver em uma cultura que, teoricamente, não é dela, a artista responde: "Quando eu toco, sinto essa sensação de que pertenço a esse local.” O desafiar de uma tradição Em Portugal, ainda não existem estatísticas oficiais sobre o número de mulheres que tocam profissionalmente guitarra portuguesa, mas sabe-se que são poucas. Contando com ela, Fernanda calcula que não passam de cinco e lamenta o fato de o meio do fado e da guitarra portuguesa ainda ser predominantemente masculino. “Ainda há muito preconceito e é simplesmente estúpido”. Por outro lado, reflete, “é muito bom o fato de nós mulheres existirmos e resistirmos nesse meio”. Nos espaços mais conservadores, por exemplo, a sua presença ainda causa “estranhamento”. “Falam: ‘Ah, uma guitarrista? Ah, mulher?', descreve Fernanda com bom humor. Depois pensam: ‘Brasileira? O que ela está fazendo aqui? E como assim ela toca fado?'”, diz. Mas nos lugares onde se apresenta, ela também tem recebido muito apoio. Quanto ao que vem pela frente, Fernanda segue otimista. “Vejo um futuro mais interessante com a entrada de mais mulheres no mercado”, acredita a guitarrista.
Há nove anos morando em Portugal, Fernanda Maciel calcula que não passa de cinco o número de mulheres que tocam profissionalmente este tipo de guitarra no país. Considerado um dos símbolos da identidade musical portuguesa, o instrumento é essencial no acompanhamento dos fadistas. É ele que dialoga com a voz e ajuda a evocar as emoções dos fados. Fábia Belém, correspondente da RFI em Portugal Neta de um português nascido no arquipélago dos Açores, a carioca Fernanda Maciel, que também tem nacionalidade portuguesa, fez graduação em guitarra clássica na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ela conta à RFI que a primeira vez que ouviu fado foi pelo rádio, na casa dos pais. “Me interessei, pesquisei e fui achando que tinha muitas coisas parecidas com o choro, com a música brasileira. Comecei a achar [o fado] muito interessante”, explica. Fernanda lembra que, quando percebeu o som da guitarra portuguesa, se deu conta de que havia encontrado o instrumento da sua vida. “Eu me apaixonei pela guitarra”, diz. Uma tia da musicista, que costumava viajar com frequência para Portugal, ajudou a sobrinha a realizar o sonho levando uma guitarra portuguesa para ela no Brasil. Ao falar sobre o instrumento de doze cordas, tocado com a mão direita, Fernanda destaca que a técnica utilizada é muito interessante [porque] “usamos o polegar e o indicador; não usamos os outros dedos, como no violão”. Neste tipo de guitarra, “a gente diz que tem um bocadinho da alma portuguesa”, completa. A mudança para Portugal Decidida a aprofundar os conhecimentos sobre fado, em 2016, Fernanda se mudou para Portugal. Na Universidade NOVA de Lisboa, ela iniciou o mestrado em Ciências Musicais e, no Museu do Fado, começou a ter aulas com António Parreira, um dos grandes mestres da guitarra portuguesa. Com ele, a aluna talentosa começou a frequentar casas de fado e associações culturais e comunitárias. “Qualquer lugar onde ele fosse tocar, ele me levava, porque eu precisava aprender o repertório. A gente tem que conhecer, sei lá, quinhentos, seiscentos, setecentos fados. Então, temos que reconhecer o repertório, saber tocar os fados em todos os tons e ter a facilidade de, quando a pessoa pedir o fado, a gente começar a tocar”, revela. Fernanda Maciel já participou de importantes eventos. Em Lisboa, ela se apresentou, em 2019, na inauguração da Oficina da Guitarra Portuguesa, que pertence ao Museu do Fado, e em 2022, no Festival Santa Casa Alfama, dedicado ao famoso gênero musical português. Em 2020, participou, como solista, do 11º Festival Internacional de Guitarra Clássica de Calcutá, que teve sua edição online em decorrência da pandemia de Covid-19. A artista, que fez parte de dois projetos de fado compostos exclusivamente por mulheres (“As Mariquinhas” e “Amara Quartet”), também já levou sua guitarra portuguesa para Itália, França e Brasil. No ano passado, na Casa Portugal de São Paulo, ela e mais três músicos abriram o show da banda de rock brasileira IRA, no âmbito das comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos. “O artista tem de ir aonde o povo está” Todos os domingos, Fernanda Maciel é presença constante numa conhecida casa de fados em Vila Nova de Gaia, cidade do distrito do Porto, mas tem tocado de norte a sul do país, principalmente, nas casas de fado, à noite. “Às vezes, temos espetáculos, que eu também faço, claro. Às vezes, nós temos noites de fado, que podem ser uma associação que quer angariar fundos para alguma coisa", diz. "Quando alguém quer fazer uma festa e nós somos contratados para cantar uns fados, nós vamos. Casamentos, às vezes, também vamos. O artista tem de ir aonde o povo está”, acrescenta. Quando questionada sobre o que sente ao tocar e viver em uma cultura que, teoricamente, não é dela, a artista responde: "Quando eu toco, sinto essa sensação de que pertenço a esse local.” O desafiar de uma tradição Em Portugal, ainda não existem estatísticas oficiais sobre o número de mulheres que tocam profissionalmente guitarra portuguesa, mas sabe-se que são poucas. Contando com ela, Fernanda calcula que não passam de cinco e lamenta o fato de o meio do fado e da guitarra portuguesa ainda ser predominantemente masculino. “Ainda há muito preconceito e é simplesmente estúpido”. Por outro lado, reflete, “é muito bom o fato de nós mulheres existirmos e resistirmos nesse meio”. Nos espaços mais conservadores, por exemplo, a sua presença ainda causa “estranhamento”. “Falam: ‘Ah, uma guitarrista? Ah, mulher?', descreve Fernanda com bom humor. Depois pensam: ‘Brasileira? O que ela está fazendo aqui? E como assim ela toca fado?'”, diz. Mas nos lugares onde se apresenta, ela também tem recebido muito apoio. Quanto ao que vem pela frente, Fernanda segue otimista. “Vejo um futuro mais interessante com a entrada de mais mulheres no mercado”, acredita a guitarrista.
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Em cada dia, Luís Caetano propõe um poema na voz de quem o escreveu.
A Casa de Portugal na Cidade Universitária de Paris, vai acolher, de 13 de Setembro a 31 de Outubro, uma exposição sobre a actividade musical dos exilados portugueses em França durante a ditadura do Estado Novo (1933-1974), em particular da geração que se opôs às guerras coloniais dos anos 60 e 70 em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau. Neste programa, conversamos com Agnès Pellerin, uma das coordenadoras da exposição. A exposição “Chansons de l'Exil Portugais à l'Aube de la Révolution des Œillets” vai ser inaugurada a 13 de Setembro e fica patente até 31 de Outubro na Maison du Portugal-André de Gouveia, na Cité Universitaire Internationale de Paris. A mostra junta 13 painéis com cerca de cinquenta ilustrações, nomeadamente capas de discos, panfletos, fotografias, e é acompanhada por um guia que permite ouvir online alguns excertos sonoros com traduções em francês. Através da música, é apresentado o percurso de várias figuras da música de intervenção portuguesa que se exilaram em Paris, como José Mário Branco, Luís Cília, Tino Flores, Sérgio Godinho, Francisco Fanhais, que nas suas canções denunciam a ditadura, a pobreza em Portugal e a guerra colonial. “Esta exposição em francês é uma exposição documental que retoma elementos de uma exposição que já foi feita no âmbito do Observatório da Canção de Protesto, em Grândola, em 2020. É uma adaptação, tradução e inclui também novos elementos para atingir um público que não seja especialista e conhecedor da música portuguesa, nem lusófono. Também envolve excertos de canções online com traduções em francês. A ideia deste trabalho sobre música e exílio é interrogar os percursos dos músicos, a dimensão biográfica, mas também interrogar as narrativas individuais à luz das ligações deles com as culturas do país de acolhimento, incluindo as de outras comunidades exiladas. Os portugueses em França encontraram cá nos anos 1960, 1970, espanhóis que estavam a fugir do franquismo, depois gregos, chilenos, brasileiros”, conta à RFI Agnès Pellerin, investigadora em estudos culturais e uma das coordenadoras da exposição. Em França, o contexto é radicalmente diferente. Para começar, há liberdade de gravação, de criação e de difusão de canções de protesto que seriam imediatamente censuradas em Portugal e que denunciam abertamente as guerras coloniais, como, por exemplo, “A Bola” de Luís Cília, “Deserção” de Tino Flores, “Ronda do Soldadinho” de José Mário Branco. Criticam, ainda, a repressão, as prisões e a polícia política da ditadura, como “Vampiros” de José Afonso, “Queixa das almas jovens censuradas” e “Perfilados de Medo” de José Mário Branco e “Porque de Francisco Fanhais. Outras canções falam sobre a emigração, os seus sonhos e as suas desilusões, como “Por Terras de França” de José Mário Branco, “Cantar de emigração” de Adriano Correia de Oliveira ou “Que força é essa, amigo” de Sérgio Godinho e recentemente adaptada por Capicua. O vento revolucionário de Maio de 68 também agita os exilados portugueses, muitos dos quais ocupam, por exemplo, a Casa de Portugal e se inspiram para criar canções como “Les Mille et Une Nuits” de Sérgio Godinho. Depois, é a própria “chanson française”, na forma e no conteúdo, que contaminam os músicos portugueses, como Luís Cília, apadrinhado por Georges Brassens e que viria a gravar, mais tarde, um tema de Brassens adaptado por ele, “A Má Reputação”. Incontornável é a história mais conhecida da gravação, em 1971, da música que é o emblema da "Revolução dos Cravos", “Grândola Vila Morena”. Uma das fotografias centrais da exposição evoca justamente essa altura, com Francisco Fanhais, José Afonso e José Mário Branco de braço dado, no Château d'Hérouville, nos arredores de Paris. Ainda que haja um foco na criação musical dos anos 60 e 70, a exposição também aborda o percurso de Fernando Lopes-Graça. É que, em Maio de 1937, fugindo à repressão política do Estado Novo, Fernando Lopes-Graça instalou-se em Paris, onde se manteve até à eclosão da 2ª Guerra Mundial. “Fernando Lopes-Graça é uma figura muito importante na música portuguesa mais erudita e também da militância ao lado do Partido Comunista Português clandestino. Ele foi também uma fonte de inspiração muito importante para os cantores dos anos 60 e 70. Também era muito importante dar a ouvir músicas diferentes e estarmos atentos a vários estilos musicais. Por exemplo, a exposição também trata de fado que era algo polémico dentro da geração de 60 e, sobretudo, 70, mas também fala do folclore”, acrescenta Agnès Pellerin. A exposição propõe uma abordagem inclusiva em termos musicais, mas também quer devolver a esta história a presença de mulheres, nomeadamente as autoras de letras, poetisas como Natália Correia e Sophia de Mello Breyner, mas também há uma alusão à cantora francesa de origem portuguesa Catherine Ribeiro. Na exposição vai haver, também, projecções de filmes, conferências e encontros. Na inauguração, a 13 de Setembro, é apresentado “O Salto”, de Christian de Chalonge, de 1967, o primeiro filme de ficção realizado sobre a imigração portuguesa em França e em que a música foi composta por Luís Cília. A 20 de Setembro, dois cantores da geração de Abril, Francisco Fanhais e Manuel Freire, vão cantar e conversar com os musicólogos Hugo Castro e Ricardo Andrade. Recorde-se que Francisco Fanhais esteve, em 1971, com José Afonso, José Mário Branco e Carlos Correia no Château d'Hérouville, nos arredores de Paris, a gravar “Grândola Vila Morena”. A 5 de Outubro, a Associação Memória Viva promove um debate em torno da música nos filmes que abordam a imigração portuguesa em França nos anos 60 e 70. A 9 de Outubro, o musicólogo Manuel Deniz Silva vai conversar com a historiadora Cristina Clímaco sobre o exílio, em Paris, do músico Fernando Lopes-Graça nos anos 1930. Também se pretende receber visitas de estudo. A exposição acontece no âmbito do projecto EXIMUS – Música e Exílio, do INET-md, uma unidade de investigação em música e dança na Universidade Nova de Lisboa, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Esta é uma parceria com a Maison du Portugal – André de Gouveia e a Associação Memória Viva.
A Casa de Portugal na Cidade Universitária de Paris, vai acolher, de 13 de Setembro a 31 de Outubro, uma exposição sobre a actividade musical dos exilados portugueses em França durante a ditadura do Estado Novo (1933-1974), em particular da geração que se opôs às guerras coloniais dos anos 60 e 70 em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau. Neste programa, conversamos com Agnès Pellerin, uma das coordenadoras da exposição. A exposição “Chansons de l'Exil Portugais à l'Aube de la Révolution des Œillets” vai ser inaugurada a 13 de Setembro e fica patente até 31 de Outubro na Maison du Portugal-André de Gouveia, na Cité Universitaire Internationale de Paris. A mostra junta 13 painéis com cerca de cinquenta ilustrações, nomeadamente capas de discos, panfletos, fotografias, e é acompanhada por um guia que permite ouvir online alguns excertos sonoros com traduções em francês. Através da música, é apresentado o percurso de várias figuras da música de intervenção portuguesa que se exilaram em Paris, como José Mário Branco, Luís Cília, Tino Flores, Sérgio Godinho, Francisco Fanhais, que nas suas canções denunciam a ditadura, a pobreza em Portugal e a guerra colonial. “Esta exposição em francês é uma exposição documental que retoma elementos de uma exposição que já foi feita no âmbito do Observatório da Canção de Protesto, em Grândola, em 2020. É uma adaptação, tradução e inclui também novos elementos para atingir um público que não seja especialista e conhecedor da música portuguesa, nem lusófono. Também envolve excertos de canções online com traduções em francês. A ideia deste trabalho sobre música e exílio é interrogar os percursos dos músicos, a dimensão biográfica, mas também interrogar as narrativas individuais à luz das ligações deles com as culturas do país de acolhimento, incluindo as de outras comunidades exiladas. Os portugueses em França encontraram cá nos anos 1960, 1970, espanhóis que estavam a fugir do franquismo, depois gregos, chilenos, brasileiros”, conta à RFI Agnès Pellerin, investigadora em estudos culturais e uma das coordenadoras da exposição. Em França, o contexto é radicalmente diferente. Para começar, há liberdade de gravação, de criação e de difusão de canções de protesto que seriam imediatamente censuradas em Portugal e que denunciam abertamente as guerras coloniais, como, por exemplo, “A Bola” de Luís Cília, “Deserção” de Tino Flores, “Ronda do Soldadinho” de José Mário Branco. Criticam, ainda, a repressão, as prisões e a polícia política da ditadura, como “Vampiros” de José Afonso, “Queixa das almas jovens censuradas” e “Perfilados de Medo” de José Mário Branco e “Porque de Francisco Fanhais. Outras canções falam sobre a emigração, os seus sonhos e as suas desilusões, como “Por Terras de França” de José Mário Branco, “Cantar de emigração” de Adriano Correia de Oliveira ou “Que força é essa, amigo” de Sérgio Godinho e recentemente adaptada por Capicua. O vento revolucionário de Maio de 68 também agita os exilados portugueses, muitos dos quais ocupam, por exemplo, a Casa de Portugal e se inspiram para criar canções como “Les Mille et Une Nuits” de Sérgio Godinho. Depois, é a própria “chanson française”, na forma e no conteúdo, que contaminam os músicos portugueses, como Luís Cília, apadrinhado por Georges Brassens e que viria a gravar, mais tarde, um tema de Brassens adaptado por ele, “A Má Reputação”. Incontornável é a história mais conhecida da gravação, em 1971, da música que é o emblema da "Revolução dos Cravos", “Grândola Vila Morena”. Uma das fotografias centrais da exposição evoca justamente essa altura, com Francisco Fanhais, José Afonso e José Mário Branco de braço dado, no Château d'Hérouville, nos arredores de Paris. Ainda que haja um foco na criação musical dos anos 60 e 70, a exposição também aborda o percurso de Fernando Lopes-Graça. É que, em Maio de 1937, fugindo à repressão política do Estado Novo, Fernando Lopes-Graça instalou-se em Paris, onde se manteve até à eclosão da 2ª Guerra Mundial. “Fernando Lopes-Graça é uma figura muito importante na música portuguesa mais erudita e também da militância ao lado do Partido Comunista Português clandestino. Ele foi também uma fonte de inspiração muito importante para os cantores dos anos 60 e 70. Também era muito importante dar a ouvir músicas diferentes e estarmos atentos a vários estilos musicais. Por exemplo, a exposição também trata de fado que era algo polémico dentro da geração de 60 e, sobretudo, 70, mas também fala do folclore”, acrescenta Agnès Pellerin. A exposição propõe uma abordagem inclusiva em termos musicais, mas também quer devolver a esta história a presença de mulheres, nomeadamente as autoras de letras, poetisas como Natália Correia e Sophia de Mello Breyner, mas também há uma alusão à cantora francesa de origem portuguesa Catherine Ribeiro. Na exposição vai haver, também, projecções de filmes, conferências e encontros. Na inauguração, a 13 de Setembro, é apresentado “O Salto”, de Christian de Chalonge, de 1967, o primeiro filme de ficção realizado sobre a imigração portuguesa em França e em que a música foi composta por Luís Cília. A 20 de Setembro, dois cantores da geração de Abril, Francisco Fanhais e Manuel Freire, vão cantar e conversar com os musicólogos Hugo Castro e Ricardo Andrade. Recorde-se que Francisco Fanhais esteve, em 1971, com José Afonso, José Mário Branco e Carlos Correia no Château d'Hérouville, nos arredores de Paris, a gravar “Grândola Vila Morena”. A 5 de Outubro, a Associação Memória Viva promove um debate em torno da música nos filmes que abordam a imigração portuguesa em França nos anos 60 e 70. A 9 de Outubro, o musicólogo Manuel Deniz Silva vai conversar com a historiadora Cristina Clímaco sobre o exílio, em Paris, do músico Fernando Lopes-Graça nos anos 1930. Também se pretende receber visitas de estudo. A exposição acontece no âmbito do projecto EXIMUS – Música e Exílio, do INET-md, uma unidade de investigação em música e dança na Universidade Nova de Lisboa, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Esta é uma parceria com a Maison du Portugal – André de Gouveia e a Associação Memória Viva.
Nuno Duarte passou de desconhecido do público leitor a vencedor do Prémio LeYa. Em 2024, foi o escolhido pelo júri com o seu primeiro livro, “Pés de Barro”, em que ficciona a construção da Ponte sobre o Tejo - hoje Ponte 25 de Abril -, a partir de um pátio em Alcântara, onde vive Victor, que vem trabalhar na ponte, e Dália, a muda que cheira a chocolate.A que chegou a ser Ponte Salazar era, para o escritor, o “símbolo máximo do Estado Novo”. E, nesta entrevista a Magda Cruz, deixa um ponto assente: não podia escrever um livro passado durante o Estado Novo que não batesse no regime. Nuno Duarte nasceu anos antes da Revolução dos Cravos, detesta a ditadura e sublinha que é um tempo a que não quer voltar, apesar de sentir algum saudosismo, nos dias de hoje, vindo de algumas pessoas.Neste episódio do “Ponto Final, Parágrafo”, Nuno Duarte reflete sobre a importância do Prémio LeYa, sobre se tornar escritor e sobre como não sente pressão do mercado editorial para escrever um novo romance. Aliás, já escrevia o segundo livro quando nem sabia da atribuição do prémio, e ideias para três ou quatro livros não lhe faltam, garante.Considera apoiar o podcast no Patreon: patreon.com/pontofinalparagrafoContacto do podcast: pontofinalparagrafo.fm@gmail.comSegue o Ponto Final, Parágrafo nas redes sociais: Instagram, Twitter e FacebookProdução, apresentação e edição: Magda CruzGenérico: Nuno ViegasLogótipo: Gonçalo Pinto com fotografia de João Pedro Morais
Primeiro episódio da terceira temporada de Bom Partido, uma minissérie de sete conversas. Guilherme Geirinhas conversa com Luís Montenegro. Não perca, ‘Bom Partido’ no canal do You Tube de Guilherme Geirinhas e agora também no formato podcast nos sites da SIC Notícias e do Expresso, em parceria com a Fundação Francisco Manuel dos Santos e o apoio do MEO. 00:41 Intro super verdadeira01:35 Viver na residência oficial02:36 Não ter cortinados no quarto03:40 A dieta do Luís05:10 Nuno Melo tem canhões06:18 Como é a residência?08:13 Depoimento09:00 Peripécias de viver no Palacete11:07 Senha do wi-fi do Primeiro Ministro13:30 Patuscadas e Tony Carreira15:05 Depoimento16:00 Levar com tinta verde20:15 Depoimento20:46 Luís usa lentes?22:00 Cuidados estéticos23:10 Trabalhar num bar24:20 Exercício de linguagem28:21 CPI41:47 Depoimento42:15 Spinumviva45:15 O filho do Luís46:35 Luís conhece pela primeira vez a nora47:12 Depoimento47:52 Moção de Confiança, em parceria com a Fundação Francisco Manuel dos Santos51:00 Debate Interno52:27 Geringonças53:55 Luís, és um bom partido?54:22 Luís e Guilherme jogam golfeSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Primeiro episódio da terceira temporada de Bom Partido, uma minissérie de sete conversas. Guilherme Geirinhas conversa com Luís Montenegro. Não perca, ‘Bom Partido’ no canal do You Tube de Guilherme Geirinhas e agora também no formato podcast nos sites da SIC Notícias e do Expresso, em parceria com a Fundação Francisco Manuel dos Santos e o apoio do MEO.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Primeiro episódio da terceira temporada de Bom Partido, uma minissérie de sete conversas. Guilherme Geirinhas conversa com Luís Montenegro. Não perca, ‘Bom Partido’ no canal do You Tube de Guilherme Geirinhas e agora também no formato podcast nos sites da SIC Notícias e do Expresso, em parceria com a Fundação Francisco Manuel dos Santos e o apoio do MEO. 00:41 Intro super verdadeira01:35 Viver na residência oficial02:36 Não ter cortinados no quarto03:40 A dieta do Luís05:10 Nuno Melo tem canhões06:18 Como é a residência?08:13 Depoimento09:00 Peripécias de viver no Palacete11:07 Senha do wi-fi do Primeiro Ministro13:30 Patuscadas e Tony Carreira15:05 Depoimento16:00 Levar com tinta verde20:15 Depoimento20:46 Luís usa lentes?22:00 Cuidados estéticos23:10 Trabalhar num bar24:20 Exercício de linguagem28:21 CPI41:47 Depoimento42:15 Spinumviva45:15 O filho do Luís46:35 Luís conhece pela primeira vez a nora47:12 Depoimento47:52 Moção de Confiança, em parceria com a Fundação Francisco Manuel dos Santos51:00 Debate Interno52:27 Geringonças53:55 Luís, és um bom partido?54:22 Luís e Guilherme jogam golfeSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Com 46 anos dedicados ao canto coral, a carioca Patrícia Costa criou dois coros na cidade portuguesa de Aveiro: o Relâmpago e o Corisco d'Aveiro. Para o projeto, ela tem atraído portugueses, brasileiros e pessoas de diferentes partes do mundo, com ou sem nenhuma experiência em canto coletivo. De Portugal, Fábia BelémDoutora em Performance Musical pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), a carioca Patrícia Costa construiu, no Brasil, uma carreira sólida e bem-sucedida como professora de música, diretora de coral, arranjadora vocal e diretora de cena para música cênica. Quatro anos atrás, em plena pandemia de Covid-19, ela e o marido trocaram o Rio de Janeiro pela cidade de Aveiro, localizada na região central de Portugal. No final de 2022, ela criou um projeto inovador de canto coletivo, com o apoio do diretor da Oficina de Música de Aveiro (OMA), Zetó Rodrigues.Patrícia lembra exatamente o que sugeriu a Rodrigues dois atrás: “Um coro de prazo curto a que eu vou chamar de ‘Coro Relâmpago'”. O projeto propõe um mês e meio de ensaios semanais, cada ensaio com uma média de duas horas de duração e uma apresentação ao final do projeto.Para a alegria da regente brasileira e da OMA, o Coro Relâmpago deu tão certo que já está na nona edição. Cada vez que as inscrições são abertas, ela consegue juntar de 35 a 40 interessados de diferentes idades e nacionalidades.“Eu tenho cantores portugueses, brasileiros, africanos. Agora, estamos com uma grega, com um venezuelano”, diz. “A ideia é justamente essa mistura. No momento em que o mundo me parece tão tomado por um discurso separatista, eu quero a união, que as pessoas queiram se unir através da música”, explica a regente brasileira.“Acredito que todo mundo pode vir a cantar”Entram no Relâmpago quem já participou de suas edições passadas e quer se manter no coro, e também gente nova – o projeto é aberto a qualquer pessoa que queira experimentar o canto coletivo. “Claro que há umas pessoas que têm mais dificuldades do que outras. Mas eu, de fato, acredito que todo mundo pode vir a cantar”, garante.Ser capaz de cantar foi uma feliz descoberta para o português António Correia, que faz parte do Relâmpago desde a sua quarta edição. Ele conta que sempre gostou muito de música, mas não imaginava que pudesse fazer parte de um projeto musical.“Esta experiência tem mostrado que posso fazer parte disto e que me sinto extremamente feliz. Um ano e meio atrás, se me dissessem que isto iria acontecer, eu diria que não, que era impossível”, ressalta.Já a brasileira Victoria Garbayo dedica-se ao canto coral desde os 9 anos de idade. Ela era aluna da Patrícia Costa no Rio de Janeiro, e juntou-se ao projeto da ex-professora em Portugal, onde mora há sete anos.“Muito bom poder fazer parte desse grupo que está crescendo, se desenvolvendo musicalmente, um grupo unido com pelo menos uma coisa em comum, que é a música”, sublinha.Os ensaios do Coro Relâmpago acontecem na Oficina de Música de Aveiro, que se transformou numa grande parceira da regente brasileira e numa espécie de casa dos coralistas. O repertório reúne músicas de diferentes partes do mundo.Patrícia recorda que, nas comemorações dos 50 anos da Revolução dos Cravos, em abril deste ano, ela decidiu “pegar algumas músicas portuguesas, africanas e brasileiras, e fazer misturas”. Ela misturou música do português Antônio Variações com canção do brasileiro Cazuza. Fez o mesmo com o cantor português Vitorino e a dupla brasileira formada pelos irmãos Kleiton & Kledir.“Eu faço essa mistura como uma forma de dizer: 'gente, que lindo que é a gente poder misturar as culturas, trazer à tona coisas que tão no sangue'”, explica Patrícia.O projeto tem feito tanto sucesso que no final de agosto deu o primeiro fruto – o coro “Corisco d'Aveiro”, formado por quem já integrou ou ainda faz parte do Relâmpago e quer se dedicar à música vocal brasileira.Assim como o Relâmpago, o Corisco trabalha em curtas temporadas, embora exija mais tempo de quem participa – de dois a três meses”. O novo coral “tem um voo um pouco mais ambicioso, de pegar um repertório, às vezes, um pouco mais puxado em termos musicais”, esclarece Patrícia Costa.Medalha de ouroNo 5º Festival e Concurso Internacional de Coros da Beira Interior, que aconteceu há dois meses, em Portugal, o Corisco d'Aveiro ganhou a medalha de ouro na categoria folclore. “Folclore brasileiro”, salienta.“E voltamos instigadíssimos para fazermos mais”, avisa a regente. Se depender dela, Victoria Garbayo, António Correia e todos os outros coralistas do projeto vão ter muito o que cantar e viver em grupo.“Eu digo que o coral é uma sociedade sã, onde impera a generosidade, o apoio, a acolhida, onde todos se dão as mãos e vão juntos. E é por aí que tem de ser.”Os coros Relâmpago e Corisco d'Aveiro apresentam concertos de Natal neste sábado (07), no Instituto Pernambuco Porto, na cidade do Porto, domingo (08), no Centro Cultural da vila portuguesa de Góis, e segunda (09), na Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro.
Fala, pirataria! Está no mar o nosso novo podcast! Neste episódio, Daniel Gomes de Carvalho (@danielgomesdecr), Rafinha Verdasca (@rafaverdasca) e Fernando Sarti (Unifesp) recebem Lincoln Secco (@lsecco.usp), professor de História Contemporânea da USP, para uma conversa sobre a Revolução dos Cravos Canal do História Pirata no YouTube: www.youtube.com/@historiapirata chave pix: podcast.historiapirata@gmail.com Livro do Prof. Daniel sobre a Revolução Francesa: www.editoracontexto.com.br/produto/rev…esa/5105603 Esse episódio foi editado por: Gabriel Campos (@_grcampos)
Le 25 avril 1974, un coup d'État mettait fin à 48 ans de dictature et ouvrait la voie de la démocratie et de la construction européenne. (Rediffusion) Spéciale 50 ans de la révolution des œillets avec le service lusophone de RFILe 25 avril 74 est resté dans l'Histoire et les mémoires comme le jour de la Révolution des œillets. Une révolution dont les racines et les conséquences s'inscrivent au-delà des frontières du pays, de l'Afrique à l'Europe. En 1974, le dictateur Salazar est mort depuis 4 ans déjà. Sa succession n'a pas permis au pays de revenir à l'État de droit, et les militaires, usés par les guerres coloniales, renversent le régime totalitaire et ouvrent le pays à la démocratie.Avec Yves Léonard, historien spécialiste du Portugal. Auteur de «Sous les œillets la révolution : le 25 avril 1974 au Portugal», 2023. Juliette Gheerbrant : À l'occasion de l'anniversaire de la Révolution des œillets RFI en portugais publie une riche série de podcasts, « Revoluçao dos Cravos » pour laquelle vous êtes allée à la recherche, de Lisbonne à Paris, de résistants à la dictature ; pouvez-vous partager quelques-unes de ces rencontres ?Témoignages de participants à la révolution par Carina Branco, de Domingos Abrantes, de Marie Teresa HortaCarina Branco : Il y a d'abord Domingos Abrantes, 80 ans, et son épouse Conceição Matos, qui se sont mariés quand lui était en prison. Il y est resté 11 ans, elle un an et huit mois. Ils ont été torturés par la police politique. Comme tous les opposants au régime dictatorial, ils étaient accusés d'atteinte à la sécurité nationale pour appartenance au Parti Communiste Portugais, interdit. Mais lui a aussi commis « un autre crime » : il a fait partie d'une des évasions collectives les plus spectaculaires de cette époque. C'était en 1961 et avec sept camarades, ils ont forcé le portail principal de la prison de Caxias à bord d'une voiture de luxe, pas n'importe laquelle comme il le raconte : « C'est une histoire digne d'un film. Elle est entrée dans l'histoire. C'était une évasion à connotation politique, d'une prison privée de la PIDE, la police politique, à bord d'un véhicule blindé du dictateur ! On dit que Salazar n'a plus jamais voulu remettre les pieds dans la voiture car elle avait été souillée par des communistes ! Il a fallu 19 mois pour préparer l'évasion, rendue possible grâce à la complicité du mécanicien chargé de ces véhicules, qui avait réussi à gagner la confiance des gardiens. Un pari risqué pour les fugitifs : La voiture a foncé vers le portail et la grande inconnue était : que va-t-il se passer ?… C'est le moment décisif. Si la voiture ne passe pas, nous sommes tous morts. C'est le moment décisif de toute l'histoire, de nos vies. La voiture est passée, elle a défoncé une partie du portail et on a vu le bois voler dans les airs. Elle a été complètement cabossée à l'avant. L'évasion a duré 60 secondes. Il a fallu 19 mois pour atteindre 60 secondes. Mais ces 60 secondes semblent avoir arrêté le temps. »Sous la dictature, vous l'évoquiez la torture était très répandue, que vous ont rapporté les témoins ?Domingos Abrantes est resté des jours et des nuits debout sans pouvoir s'asseoir ni dormir, il a subi des chocs électriques, le « trou » - une cellule où n'entraient ni lumière ni son et où il sentait enterré vivant). « Le rôle de la police, explique-t-il, était de détruire la lutte organisée car le fascisme ne pouvait être renversé que par la lutte. Il n'y avait pas d'autre moyen. Les gens étaient des pauvres, exploités, mais ils étaient capables de tout risquer pour améliorer leur vie et celle des autres. » Son épouse, Conceiçao Matos a, elle aussi, été soumise à la privation de sommeil, à l'interdiction d'aller aux toilettes, humiliée et battue par les gardiennes, comme elle le raconte : « L'une d'elles m'a attrapée, elles m'ont déshabillée et elle a commencé à me donner des coups de pied dans les tibias, à me frapper au visage, à frapper... C'était terrible et je suis tombée par terre. Elles m'ont relevé, et ont continué. Et à un moment donné, au bout de nombreuses heures, la femme a dit : Partons, car cette merde ne parlera pas et si je reste plus longtemps, je vais lui faire la peau ! » En 1973, Conceiçao Matos et Domingos Abrantes ont pu s'exiler à Paris pour continuer leur lutte. Ils sont retournés au Portugal juste après la révolution à bord ce qu'on a appelé l'avion de la liberté, qui a ramené beaucoup d'exilés politiques de Paris à Lisbonne.Malgré la violence de la répression, la résistance était donc très active ? Beaucoup des gens que j'ai rencontrés savaient que tôt ou tard, ils iraient en prison, mais ils agissaient chacun à leur niveau, comme le prêtre Francisco Fanhais, qui a soutenu la LUAR, Ligue d'Union et Action Révolutionnaire et qui faisait aussi de la résistance en musique. Il a enregistré, aux côtés du musicien Zeca Afonso, la chanson qui allait devenir le symbole de la révolution : Grândola Vila Morena. Certains s'en prenaient à l'appareil militaire destiné aux guerres coloniales. La résistance était aussi active dans les rédactions et le monde de l'édition. La journaliste Helena Neves m'a expliqué comment il fallait constamment jouer avec la censure dans les journaux pour réussir à raconter le pays entre les lignes. La police politique interdisait les livres considérés comme subversifs. L'un des plus célèbres s'intitule Nouvelles lettres portugaises, aussi connu comme le livre des trois Maria, il raconte la condition des femmes et a été écrit en 1972 par trois d'entre elles, dont Maria Teresa Horta, âgée aujourd'hui de 86 ans, que j'ai rencontrée : « C'est un livre politique, essentiellement politique, écrit dans un pays fasciste par trois femmes. À cette époque, au Portugal, il n'est pas étonnant que ce livre ait fait l'effet d'une bombe. Il a provoqué un scandale. Pour moi, et pour les autres, c'était une lueur car on vivait dans ce pays fasciste avec une tristesse intrinsèque, et aussi un immense sentiment de révolte intérieure et extérieure. En fait, nous avons seulement compris que ce livre pouvait être « dangereux » pour nous quand il a été interdit. » La dictature a considéré le livre comme « pornographique et offensant pour la morale publique » et les autrices ont été menacées d'une peine allant de six mois à deux ans de prison, parce qu'il y était question sans tabou de sexe, de désir, mais aussi de violence, de viol, d'inceste, d'avortement clandestin, d'oppression domestique, sociale et politique sur les femmes. Mais aussi des guerres coloniales, de la pauvreté, de l'émigration. Publié dès 74 en français, aux éditions du Seuil, c'est un témoignage fort de ce qu'était la société portugaise sous la dictature.Témoignage Guinée-Bissau et le rôle de la lutte anticoloniale dans la révolution des œillets d'Ernesto Dabo.
Le 25 avril 1974, un coup d'État mettait fin à 48 ans de dictature et ouvrait la voie de la démocratie et de la construction européenne. (Rediffusion) Spéciale 50 ans de la révolution des œillets avec le service lusophone de RFILe 25 avril 74 est resté dans l'Histoire et les mémoires comme le jour de la Révolution des œillets. Une révolution dont les racines et les conséquences s'inscrivent au-delà des frontières du pays, de l'Afrique à l'Europe. En 1974, le dictateur Salazar est mort depuis 4 ans déjà. Sa succession n'a pas permis au pays de revenir à l'État de droit, et les militaires, usés par les guerres coloniales, renversent le régime totalitaire et ouvrent le pays à la démocratie.Avec Yves Léonard, historien spécialiste du Portugal. Auteur de «Sous les œillets la révolution : le 25 avril 1974 au Portugal», 2023. Juliette Gheerbrant : À l'occasion de l'anniversaire de la Révolution des œillets RFI en portugais publie une riche série de podcasts, « Revoluçao dos Cravos » pour laquelle vous êtes allée à la recherche, de Lisbonne à Paris, de résistants à la dictature ; pouvez-vous partager quelques-unes de ces rencontres ?Témoignages de participants à la révolution par Carina Branco, de Domingos Abrantes, de Marie Teresa HortaCarina Branco : Il y a d'abord Domingos Abrantes, 80 ans, et son épouse Conceição Matos, qui se sont mariés quand lui était en prison. Il y est resté 11 ans, elle un an et huit mois. Ils ont été torturés par la police politique. Comme tous les opposants au régime dictatorial, ils étaient accusés d'atteinte à la sécurité nationale pour appartenance au Parti Communiste Portugais, interdit. Mais lui a aussi commis « un autre crime » : il a fait partie d'une des évasions collectives les plus spectaculaires de cette époque. C'était en 1961 et avec sept camarades, ils ont forcé le portail principal de la prison de Caxias à bord d'une voiture de luxe, pas n'importe laquelle comme il le raconte : « C'est une histoire digne d'un film. Elle est entrée dans l'histoire. C'était une évasion à connotation politique, d'une prison privée de la PIDE, la police politique, à bord d'un véhicule blindé du dictateur ! On dit que Salazar n'a plus jamais voulu remettre les pieds dans la voiture car elle avait été souillée par des communistes ! Il a fallu 19 mois pour préparer l'évasion, rendue possible grâce à la complicité du mécanicien chargé de ces véhicules, qui avait réussi à gagner la confiance des gardiens. Un pari risqué pour les fugitifs : La voiture a foncé vers le portail et la grande inconnue était : que va-t-il se passer ?… C'est le moment décisif. Si la voiture ne passe pas, nous sommes tous morts. C'est le moment décisif de toute l'histoire, de nos vies. La voiture est passée, elle a défoncé une partie du portail et on a vu le bois voler dans les airs. Elle a été complètement cabossée à l'avant. L'évasion a duré 60 secondes. Il a fallu 19 mois pour atteindre 60 secondes. Mais ces 60 secondes semblent avoir arrêté le temps. »Sous la dictature, vous l'évoquiez la torture était très répandue, que vous ont rapporté les témoins ?Domingos Abrantes est resté des jours et des nuits debout sans pouvoir s'asseoir ni dormir, il a subi des chocs électriques, le « trou » - une cellule où n'entraient ni lumière ni son et où il sentait enterré vivant). « Le rôle de la police, explique-t-il, était de détruire la lutte organisée car le fascisme ne pouvait être renversé que par la lutte. Il n'y avait pas d'autre moyen. Les gens étaient des pauvres, exploités, mais ils étaient capables de tout risquer pour améliorer leur vie et celle des autres. » Son épouse, Conceiçao Matos a, elle aussi, été soumise à la privation de sommeil, à l'interdiction d'aller aux toilettes, humiliée et battue par les gardiennes, comme elle le raconte : « L'une d'elles m'a attrapée, elles m'ont déshabillée et elle a commencé à me donner des coups de pied dans les tibias, à me frapper au visage, à frapper... C'était terrible et je suis tombée par terre. Elles m'ont relevé, et ont continué. Et à un moment donné, au bout de nombreuses heures, la femme a dit : Partons, car cette merde ne parlera pas et si je reste plus longtemps, je vais lui faire la peau ! » En 1973, Conceiçao Matos et Domingos Abrantes ont pu s'exiler à Paris pour continuer leur lutte. Ils sont retournés au Portugal juste après la révolution à bord ce qu'on a appelé l'avion de la liberté, qui a ramené beaucoup d'exilés politiques de Paris à Lisbonne.Malgré la violence de la répression, la résistance était donc très active ? Beaucoup des gens que j'ai rencontrés savaient que tôt ou tard, ils iraient en prison, mais ils agissaient chacun à leur niveau, comme le prêtre Francisco Fanhais, qui a soutenu la LUAR, Ligue d'Union et Action Révolutionnaire et qui faisait aussi de la résistance en musique. Il a enregistré, aux côtés du musicien Zeca Afonso, la chanson qui allait devenir le symbole de la révolution : Grândola Vila Morena. Certains s'en prenaient à l'appareil militaire destiné aux guerres coloniales. La résistance était aussi active dans les rédactions et le monde de l'édition. La journaliste Helena Neves m'a expliqué comment il fallait constamment jouer avec la censure dans les journaux pour réussir à raconter le pays entre les lignes. La police politique interdisait les livres considérés comme subversifs. L'un des plus célèbres s'intitule Nouvelles lettres portugaises, aussi connu comme le livre des trois Maria, il raconte la condition des femmes et a été écrit en 1972 par trois d'entre elles, dont Maria Teresa Horta, âgée aujourd'hui de 86 ans, que j'ai rencontrée : « C'est un livre politique, essentiellement politique, écrit dans un pays fasciste par trois femmes. À cette époque, au Portugal, il n'est pas étonnant que ce livre ait fait l'effet d'une bombe. Il a provoqué un scandale. Pour moi, et pour les autres, c'était une lueur car on vivait dans ce pays fasciste avec une tristesse intrinsèque, et aussi un immense sentiment de révolte intérieure et extérieure. En fait, nous avons seulement compris que ce livre pouvait être « dangereux » pour nous quand il a été interdit. » La dictature a considéré le livre comme « pornographique et offensant pour la morale publique » et les autrices ont été menacées d'une peine allant de six mois à deux ans de prison, parce qu'il y était question sans tabou de sexe, de désir, mais aussi de violence, de viol, d'inceste, d'avortement clandestin, d'oppression domestique, sociale et politique sur les femmes. Mais aussi des guerres coloniales, de la pauvreté, de l'émigration. Publié dès 74 en français, aux éditions du Seuil, c'est un témoignage fort de ce qu'était la société portugaise sous la dictature.Témoignage Guinée-Bissau et le rôle de la lutte anticoloniale dans la révolution des œillets d'Ernesto Dabo.
Get the worksheets & complete show notes for this episode at https://cariocaconnection.comIn this episode of Carioca Connection, Alexia discusses an important historical event with her father Marco Antonio - the Carnation Revolution that ended Portugal's dictatorship in 1974.Through their engaging conversation, you'll learn fascinating details about this peaceful transition to democracy. Pay close attention as they use authentic Brazilian Portuguese to describe the military's role, the oppressive Estado Novo regime, and the struggles faced by women at that time.This is an excellent opportunity to hear natural speech filled with slang, idioms and cultural insights. Whether you're studying Portuguese or simply love history, this educational yet entertaining episode is not to be missed!E agora em português...Nesse Carioca Connection, Alexia conversa com o pai Marco Antônio sobre um evento histórico importante - a Revolução dos Cravos que encerrou a ditadura em Portugal em 1974.Através do papo divertido dos dois, você vai aprender detalhes fascinantes sobre essa transição pacífica para a democracia. Fique ligado ao português autêntico enquanto eles descrevem o papel dos militares, o regime opressivo do Estado Novo e as dificuldades enfrentadas pelas mulheres naquela época.Uma ótima oportunidade de ouvir a fala natural, repleta de gírias, expressões e insights culturais. Seja você estudante de português ou apenas amante da História, este episódio educativo não pode ser perdido! Ready to massively improve your Brazilian Portuguese in 2024?
Assine o Café Brasil em https://canalcafebrasil.com.br Lááááááááá em 2007, na pré-história do Café Brasil, gravei um episódio falando de Portugal e da Revolução dos Cravos, que neste ano de 2024 completa 50 anos. Cinquenta anos, cara! De 2007 para cá muita coisa mudou, os brasileiros migraram com força para Portugal e as duas culturas nunca foram tão combinadas, com os benefícios e problemas que isso sempre traz. No mês em que a Revolução dos Cravos completa 50 anos, eu vou revisitar o Café Brasil 40, de 2007.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No Podnext dessa semana, nossos hosts Gustavo Rebello (@gu_rebel) e JP Miguel (@jp_miguel) batem um papo mais uma vez com o correspondente internacional do Podnext na Europa, Renan Bernardes (@nanbernardes), sobre a Revolução dos Cravos ou 25 de Abril, trazendo notícias diretamente da festança! Demais destaques ficam por conta de uma nova jogada do Governo Biden na corrida pela reeleição, tem ainda Florida Man 171, a agenda da semana e as dicas culturais! Lembrando sempre que mandem sugestões, críticas, para contato@opodnext.com, ou ainda no SUBSTACK: opodnext.substack.com onde você também encontra informações sobre como assinar o Podnext Confidencial, para nos apoiar e ter acesso ao conteúdo extra que ficou de fora do programa, chat exclusivo do Telegram, assista gravações AO VIVO e muito mais! LEMBRANDO QUE agora o PODNEXT TEM ZAP, anote aí o número, +1 352-871-5797 pra vc mandar mensagem de voz e talvez aparecer no programa! Se você desejar, pode contribuir quando e se puder também fazendo um PIX para contato@opodnext.com --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/podnext-podcast/message Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/podnext-podcast/support
Recebemos o historiador e musicólogo Ivan Lima para uma aula sobre a Revolução dos Cravos, que completou 50 anos nesta semana.Matias Pinto e Sylvia Colombo repercutem os protestos na Argentina e Colômbia, entre outras notícias da nossa quebrada latino-americana.Nossa dupla de apresentadores também deu uma volta pelo velho continente, repercutindo mais um pacote de ajuda dos EUA à Ucrânia e Israel, além das eleições regionais do País Basco.E esse programa conta com o apoio da Alura, garanta agora a sua participação na Imersão IA 2ª edição - Alura + Googlehttps://alura.tv/xadrezverbal-imersao-ia-google
Milhares de pessoas saíram às ruas para celebrar a Revolução dos Cravos no dia 25 de abril de 2024. Esse ano a celebração teve um tom especial e condenou o crescimento da extrema direita. Confira os depoimentos dos participantes do histórico evento.
Uma via de Lisboa e o sonho de voltar para casa conectam um grupo de militares cansados da guerra a uma família brasileira. No Rio de Janeiro, a foto de um homem de cueca no meio da rua reaviva a esperança de jovens que lutavam contra a ditadura no Brasil. No aniversário de 50 anos da Revolução dos Cravos, a festa já murchou, mas ainda nos faz falta um cheirinho de alecrim? Siga o canal da Rádio Novelo no WhatsApp: https://radionovelo.com.br/whatsapp Inscreva-se na nossa newsletter e receba o link para o episódio, dicas culturais da nossa equipe e mais direto na sua caixa de e-mail https://bit.ly/newsletterna Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Nos 50 anos da Revolução dos Cravos, uma reconstituição do dia que inaugurou a democracia em Portugal e pôs fim a um império colonial. Episódio em formato narrativo, com participação de quem viveu o 25 de Abril e suas consequências culturais, políticas e sociais: os jornalistas Leão Serva, Joana Gorjão Henriques e Ruy Castro, os historiadores Luiz Felipe de Alencastro e Fernando Rosas, e a escritora Dulce Maria Cardoso. Apoio Camões Instituto da Língua Portuguesa e Fundação Fernando Henrique Cardoso. Apoie o 451 MHz: https://bit.ly/Assine451
Portugal celebra esta quinta-feira, o 50º aniversário da revolução dos Cravos, a 25 de abril de 1974. E analista destaca a importância deste marco histórico. Professores portugueses defendem o combate ao racismo nas escolas. Governo angolano vai acabar com as subvenções ao combustível. E analista antevê dias difíceis para os cidadãos.
Le 25 avril 1974, un coup d'État mettait fin à 48 ans de dictature et ouvrait la voie de la démocratie et de la construction européenne. Le 25 avril 74 est resté dans l'Histoire et les mémoires comme le jour de la Révolution des œillets. Une révolution dont les racines et les conséquences s'inscrivent au-delà des frontières du pays, de l'Afrique à l'Europe. En 1974, le dictateur Salazar est mort depuis 4 ans déjà. Sa succession n'a pas permis au pays de revenir à l'État de droit, et les militaires, usés par les guerres coloniales, renversent le régime totalitaire et ouvrent le pays à la démocratie.Avec l'historien Yves Léonard, professeur à Sciences Po, spécialiste de l'histoire contemporaine du Portugal. Parmi ses nombreux ouvrages : Sous les œillets la révolution (Chandeigne, Paris, 2023), Salazar, le dictateur énigmatique (Perrin, Paris, 2024), Histoire de la nation portugaise (Taillandier, Paris, 2022).Et les témoignages recueillis par la rédaction de RFI en portugais. Trois questions à Carina Branco, journaliste de la réaction lusophone :Juliette Gheerbrant : À l'occasion de l'anniversaire de la Révolution des œillets RFI en portugais publie une riche série de podcasts, « Revoluçao dos Cravos » pour laquelle vous êtes allée à la recherche, de Lisbonne à Paris, de résistants à la dictature ; pouvez-vous partager quelques-unes de ces rencontres ?Carina Branco : Il y a d'abord Domingos Abrantes, 80 ans, et son épouse Conceição Matos, qui se sont mariés quand lui était en prison. Il y est resté 11 ans, elle un an et huit mois. Ils ont été torturés par la police politique. Comme tous les opposants au régime dictatorial, ils étaient accusés d'atteinte à la sécurité nationale pour appartenance au Parti Communiste Portugais, interdit. Mais lui a aussi commis « un autre crime » : il a fait partie d'une des évasions collectives les plus spectaculaires de cette époque. C'était en 1961 et avec sept camarades, ils ont forcé le portail principal de la prison de Caxias à bord d'une voiture de luxe, pas n'importe laquelle comme il le raconte : « C'est une histoire digne d'un film. Elle est entrée dans l'histoire. C'était une évasion à connotation politique, d'une prison privée de la PIDE, la police politique, à bord d'un véhicule blindé du dictateur ! On dit que Salazar n'a plus jamais voulu remettre les pieds dans la voiture car elle avait été souillée par des communistes ! Il a fallu 19 mois pour préparer l'évasion, rendue possible grâce à la complicité du mécanicien chargé de ces véhicules, qui avait réussi à gagner la confiance des gardiens. Un pari risqué pour les fugitifs : La voiture a foncé vers le portail et la grande inconnue était : que va-t-il se passer ?… C'est le moment décisif. Si la voiture ne passe pas, nous sommes tous morts. C'est le moment décisif de toute l'histoire, de nos vies. La voiture est passée, elle a défoncé une partie du portail et on a vu le bois voler dans les airs. Elle a été complètement cabossée à l'avant. L'évasion a duré 60 secondes. Il a fallu 19 mois pour atteindre 60 secondes. Mais ces 60 secondes semblent avoir arrêté le temps. »Sous la dictature, vous l'évoquiez la torture était très répandue, que vous ont rapporté les témoins ?Domingos Abrantes est resté des jours et des nuits debout sans pouvoir s'asseoir ni dormir, il a subi des chocs électriques, le « trou » - une cellule où n'entraient ni lumière ni son et où il sentait enterré vivant). « Le rôle de la police, explique-t-il, était de détruire la lutte organisée car le fascisme ne pouvait être renversé que par la lutte. Il n'y avait pas d'autre moyen. Les gens étaient des pauvres, exploités, mais ils étaient capables de tout risquer pour améliorer leur vie et celle des autres. » Son épouse, Conceiçao Matos a, elle aussi, été soumise à la privation de sommeil, à l'interdiction d'aller aux toilettes, humiliée et battue par les gardiennes, comme elle le raconte : « L'une d'elles m'a attrapée, elles m'ont déshabillée et elle a commencé à me donner des coups de pied dans les tibias, à me frapper au visage, à frapper... C'était terrible et je suis tombée par terre. Elles m'ont relevé, et ont continué. Et à un moment donné, au bout de nombreuses heures, la femme a dit : Partons, car cette merde ne parlera pas et si je reste plus longtemps, je vais lui faire la peau ! » En 1973, Conceiçao Matos et Domingos Abrantes ont pu s'exiler à Paris pour continuer leur lutte. Ils sont retournés au Portugal juste après la révolution à bord ce qu'on a appelé l'avion de la liberté, qui a ramené beaucoup d'exilés politiques de Paris à Lisbonne.Malgré la violence de la répression, la résistance était donc très active ? Beaucoup des gens que j'ai rencontrés savaient que tôt ou tard, ils iraient en prison, mais ils agissaient chacun à leur niveau, comme le prêtre Francisco Fanhais, qui a soutenu la LUAR, Ligue d'Union et Action Révolutionnaire et qui faisait aussi de la résistance en musique. Il a enregistré, aux côtés du musicien Zeca Afonso, la chanson qui allait devenir le symbole de la révolution : Grândola Vila Morena. Certains s'en prenaient à l'appareil militaire destiné aux guerres coloniales. La résistance était aussi active dans les rédactions et le monde de l'édition. La journaliste Helena Neves m'a expliqué comment il fallait constamment jouer avec la censure dans les journaux pour réussir à raconter le pays entre les lignes. La police politique interdisait les livres considérés comme subversifs. L'un des plus célèbres s'intitule Nouvelles lettres portugaises, aussi connu comme le livre des trois Maria, il raconte la condition des femmes et a été écrit en 1972 par trois d'entre elles, dont Maria Teresa Horta, âgée aujourd'hui de 86 ans, que j'ai rencontrée : « C'est un livre politique, essentiellement politique, écrit dans un pays fasciste par trois femmes. À cette époque, au Portugal, il n'est pas étonnant que ce livre ait fait l'effet d'une bombe. Il a provoqué un scandale. Pour moi, et pour les autres, c'était une lueur car on vivait dans ce pays fasciste avec une tristesse intrinsèque, et aussi un immense sentiment de révolte intérieure et extérieure. En fait, nous avons seulement compris que ce livre pouvait être « dangereux » pour nous quand il a été interdit. » La dictature a considéré le livre comme « pornographique et offensant pour la morale publique » et les autrices ont été menacées d'une peine allant de six mois à deux ans de prison, parce qu'il y était question sans tabou de sexe, de désir, mais aussi de violence, de viol, d'inceste, d'avortement clandestin, d'oppression domestique, sociale et politique sur les femmes. Mais aussi des guerres coloniales, de la pauvreté, de l'émigration. Publié dès 74 en français, aux éditions du Seuil, c'est un témoignage fort de ce qu'était la société portugaise sous la dictature.
Evoca-se a memória da Revolução dos Cravos em nuances pouco abordadas: aromas, paladares, sons. Tudo merece ser recordado. E tudo poderia ter sido diferente... Ouça já e saiba como!
Na estante do programa a que ainda há quem chame Governo Sombra (nós não, evidememnte, abrenúncio!), temos um alemão que já se tornou português, Thomas Fischer, a anotar os hábitos dos portugueses “Entre Cravos e Cardos”; a reedição de entrevistas de Maria João Avillez com alguns dos protagonistas da Revolução; uma iniciativa do Público dando a conhecer livros outrora proibidos pela censura; e, também em reedição, revista e aumentada, a biografia literária que Maria Antónia dedicou ao poeta Alexandre O'Neill.See omnystudio.com/listener for privacy information.
50 Cravos é o nome da sua nova exposição, no Museu do Aljube. Generoso, otimista, magnético e com um humor particular, é designer de formação, ilustrador e, em 2019, ilustrou o seu primeiro livro, a que somou já outros 12.
Fundador do partido de extrema direita Chega, Ventura se elegeu deputado e foi, no parlamento, o mais vocal crítico da possibilidade de Lula discursar durante a sessão solene pela Revolução dos Cravos.Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo... e muito mais. Link do canal: https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Ser Antagonista é fiscalizar o poder. Aqui você encontra os bastidores do poder e análises exclusivas. Apoie o jornalismo independente assinando O Antagonista | Crusoé: https://hubs.li/Q02b4j8C0 Não fique desatualizado, receba as principais notícias do dia em primeira mão se inscreva na nossa newsletter diária: https://bit.ly/newsletter-oa Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
Il Presidente Giorgia Meloni all'attacco delle droghe. Duri editoriale da parte dei conduttori. Di seguito, si parla di masturbazione contro l'ansia lavorativa. Tutti favorevoli. Fabrizio Marrazzo, presidente del Partito Gay, vuole la multa per chi usa la parola frocio. Una gentile signora fiorentina vuole donare il sangue alla banca per non vaccinati. Segue sequela di offese. Lino Romano vuole restituire 1/5 dello stipendio se venisse assunto nuovamente come "monnezzaro" Sandro da Milano e i non vaccinati. Un complotto. Francesco è un attivista di Cravos e, fammelo dire, non è molto d'accordo con Cruciani. Il Dott.Gabriele Antonini, urologo, fa felice gli uomini. Li fa stare su.