Podcasts about devemos

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#RhemaCast
Quem Devemos Procurar Quando Percebemos a Dislexia?

#RhemaCast

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 7:53


Quando surgem sinais de dislexia, muitas famílias e professores ficam em dúvida sobre qual caminho seguir.Neste conteúdo, você vai entender quais características merecem atenção, quais profissionais participam do processo avaliativo e por que a avaliação interdisciplinar é fundamental para uma identificação adequada.Um episódio indispensável para educadores e famílias que desejam compreender melhor os sinais da dislexia e promover intervenções mais assertivas.

Homilias - IVE
”Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”

Homilias - IVE

Play Episode Listen Later Jun 2, 2026 2:28


Homilia Padre Levi Alves, IVE: Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 12,13-17Naquele tempo,as autoridades mandaram alguns fariseuse alguns partidários de Herodes,para apanharem Jesus em alguma palavra.Quando chegaram, disseram a Jesus:"Mestre, sabemos que tu és verdadeiro,e não dás preferência a ninguém.Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem,mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus.Dize-nos: É lícito ou não pagar o imposto a César?Devemos pagar ou não?"Jesus percebeu a hipocrisia deles, e respondeu:"Por que me tentais?Trazei-me uma moeda para que eu a veja".Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou:"De quem é a figura e a inscrição que estão nessa moeda?"Eles responderam: "De César".Então Jesus disse:"Dai, pois, a César o que é de César,e a Deus o que é de Deus".E eles ficaram admirados com Jesus.Palavra da Salvação.

Palavra do Dia
Palavra do dia - Mc 12,13-17 - 02/06/26

Palavra do Dia

Play Episode Listen Later Jun 2, 2026 4:00


Naquele tempo, 13 as autoridades mandaram alguns fariseus e alguns partidários de Herodes, para apanharem Jesus em alguma palavra. 14 Quando chegaram, disseram a Jesus: "Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: É lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?" 15 Jesus percebeu a hipocrisia deles, e respondeu: "Por que me tentais? Trazei-me uma moeda para que eu a veja". 16 Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: "De quem é a figura e a inscrição que estão nessa moeda?" Eles responderam: "De César". 17 Então Jesus disse: "Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus". E eles ficaram admirados com Jesus.

Reflexões Para Cada Dia, Na Voz De Reginaldo Lucas.
02-06-26 Evangelho segundo Mc 12,13-17 - A hipocrisia dos fariseus.

Reflexões Para Cada Dia, Na Voz De Reginaldo Lucas.

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 8:10


“...Dize-nos: é lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?”

Palavra do Dia
Palavra do dia - Mc 11,27-33 - 30/05/26

Palavra do Dia

Play Episode Listen Later May 30, 2026 4:00


Naquele tempo, 27 Jesus e os discípulos foram de novo a Jerusalém. Enquanto Jesus estava andando no Templo, os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os anciãos aproximaram-se dele e perguntaram: 28 "Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso?" 29 Jesus respondeu: "Vou fazer-vos uma só pergunta. Se me responderdes, eu vos direi com que autoridade faço isso. 30 O batismo de João vinha do céu ou dos homens? Respondei-me". 31 Eles discutiam entre si: "Se respondermos que vinha do céu, ele vai dizer: 'Por que não acreditastes em João?' 32 Devemos então dizer que vinha dos homens?" Mas eles tinham medo da multidão, porque todos, de fato, tinham João na qualidade de profeta. 33 Então eles responderam a Jesus: "Não sabemos". E Jesus disse: "Pois eu também não vos digo com que autoridade faço essas coisas".

Devocionais Pão Diário
DEVOCIONAL PÃO DIÁRIO | CONTE-LHES O QUE DEUS FEZ

Devocionais Pão Diário

Play Episode Listen Later May 25, 2026 3:51


Leitura Bíblica Do Dia: 2 CORÍNTIOS 5:12-21 Plano De Leitura Anual: 1 CRÔNICAS 25–27; JOÃO 9:1-23  Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira:  Meu colega de faculdade, Wiliam Tobias, foi missionário em uma ilha do Pacífico por muitos anos. Ele conta a história de um jovem que deixou sua cidade natal em busca de fortuna. Mas um amigo o levou à igreja, e ele ouviu as boas-novas de Jesus e creu em Cristo como seu Salvador. O jovem queria levar o evangelho a seu povo “mergulhado em feitiçaria”, e tentou encontrar um missionário para evangelizá-los. Mas este lhe disse apenas: “conte-lhes tudo que o Senhor fez por você” (MARCOS 5:19). E foi isso que ele fez. Vários em sua cidade natal aceitaram Jesus, mas o maior avanço foi quando o feiticeiro da cidade percebeu que Cristo era “o caminho, a verdade e a vida” (JOÃO 14:6). Após depositar sua fé em Jesus, falou sobre Ele para toda a cidade. Em quatro anos, o testemunho de um jovem levou à criação de sete igrejas na região. O apóstolo Paulo apresenta um plano claro para apresentar o evangelho àqueles que ainda não conhecem a Cristo, alinhado com o que aquele missionário disse ao jovem cristão. Devemos ser “embaixadores de Cristo” (2 CORÍNTIOS 5:20), Seus representantes, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Cada cristão tem uma história única para contar sobre como Jesus os fez uma “nova criação” reconciliada com Deus (vv.17-18). Contemos aos outros o que Ele tem feito por nós.   Por: DAVE BRANON 

Podcast da IIR Brasil
Quando você não sabe o que fazer - Gustavo Paiva

Podcast da IIR Brasil

Play Episode Listen Later May 25, 2026 74:21


Há momentos em que a vida muda completamente e tudo parece fora de controle. Deus não desperdiça a dor e as provações não chegam apenas para machucar, mas para produzir maturidade, perseverança e revelar a verdadeira natureza da fé.Devemos continuar confiando em Deus mesmo nos dias escuros, lembrando que um “novo dia” muitas vezes começa no pôr do sol, pois Deus também trabalha nas estações de dor e silêncio para formar algo mais profundo.Para escutar toda a palavra fique aqui conosco ou assista pelo YouTube. Você consegue nos encontrar em todas as redes sociais por ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@iirbrasil⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠!

WGospel.com
Os construtores de pontes

WGospel.com

Play Episode Listen Later May 20, 2026 5:51


TEMPO DE REFLETIR 01770 – 20 de maio de 2026 Efésios 2:13 e 14 – Vocês, que antes estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de Cristo. Pois Ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um e destruiu a barreira, o muro de inimizade. As pontes são símbolos de aproximação, diálogo, convivência e reconciliação. Elas unem pessoas, povoados, cidades e países. Parece que somos mais especialistas em construir muros em lugar de pontes. Tanto que o maior muro feito pelo homem é visível da Lua: a Grande Muralha da China. Existe também preconceito e discriminação: construímos muros invisíveis entre vizinhos, denominações, grupos étnicos e países. Cristo passou a maior parte do tempo derrubando muros. Paulo diz que Jesus veio para derrubar o muro de separação: “O objetivo dEle era criar em Si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliar com Deus os dois em um corpo […]. Ele veio e anunciou paz a vocês que estavam longe e paz aos que estavam perto” (Ef 2:15-17). A figura que Paulo usa aqui é muito clara. Ele se valeu do templo com suas seções. A separação era: gentios, mulheres, israelitas, levitas, sacerdotes e sumo sacerdotes. Paulo disse: “Jesus é a ponte: o muro desapareceu. Jesus é nossa paz.” A graça de Deus não quer deixar ninguém de fora. Infelizmente, excluímos as pessoas por medo, orgulho ou ignorância. Nós as classificamos assim: quem está dentro e quem está fora. Os líderes religiosos da época de Jesus consideravam virtude não se relacionar com quem não vivia à altura dos seus padrões. Jesus, por outro lado, foi o maior construtor de pontes que o mundo já viu. Somos convidados a ser construtores de pontes. “Vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo” (1Pe 2:5). Quando Pedro diz que devemos assumir nossa missão, ele usa uma palavra que resume nossa identidade como povo de Deus, a palavra “sacerdócio”. Um comentarista bíblico salienta algo interessante sobre o significado da palavra “sacerdote”, em latim. A palavra latina para sacerdote é pontifex, ou seja, construtor de pontes. Pedro diz: “Vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas […] para serem sacerdócio santo.” Juntos vamos construir pontes! Esta é nossa identidade: somos construtores de pontes. Pontes de esperança, de justiça e de graça. Devemos construir pontes para outras pessoas se aproximarem de Deus. Pontes de aproximação para conhecerem o evangelho de Cristo. Ponte de aproximação para que entrem no reino do Céu. Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: Grande Deus e Pai: me ajude a ser a ponte entre aqueles que ainda não Te conhecem. Que através da minha vida, do meu exemplo, eu possa ajudar outros a se aproximarem de Ti. Por favor. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

WGospel.com
Versatilidade ou conformismo?

WGospel.com

Play Episode Listen Later May 19, 2026 5:16


TEMPO DE REFLETIR 01769 – 19 de maio de 2026 Romanos 12:2 – E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente. A rainha Vitória, da Inglaterra, tinha várias filhas. E elas eram como as garotas de hoje: iam à escola, observavam as últimas modas e queriam se vestir como as outras moças. E um dia elas chegaram ao palácio falando alto à sua mãe, dizendo que queriam roupas assim e assim e o chapéu daquele outro jeito. Mas a mãe as atalhou dizendo: “Vocês são filhas da rainha. E as filhas da rainha não seguem a moda. Elas ditam a moda!” Esse é um bom exemplo para nós, como cristãos. Vivemos em sociedade, mas não pertencemos à sociedade. Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Devemos estabelecer padrões de comportamento em vez de nos escravizarmos às imposições da sociedade. É verdade que somos minoria, mas lembremo-nos de que é necessária apenas uma pitada de sal para salgar o alimento todo. Quando Israel entrou em contato com as nações pagãs, gradativamente se adaptou aos seus costumes. Em vez de influenciá-las, foi influenciado por elas. O resultado foi desastroso, tanto para sua vida espiritual como para a prosperidade temporal. O mesmo ocorreu com as igrejas da Ásia. O mundanismo que as contaminou provocou-lhes a ruína. Sardes tinha nome de que vive, mas estava morta. Laodicéia era morna. Alguns cristãos imaginam que terão mais influência sobre o mundo se descerem ao seu nível. É um grande engano. Se queremos ensinar as crianças a escrever corretamente, não podemos dar-lhes livros cheios de incorreções ortográficas e gramaticais. O mundo nunca se tornou melhor através de ideais inferiores. Os deuses do paganismo não elevaram a humanidade. De igual modo, não é o cristão “meia-tigela” que influenciará positivamente aqueles que o cercam, mas o que possui ideais elevados e que, com a ajuda divina, vive à altura de sua profissão de fé. Paulo, como grande evangelizador que era, diz que procedeu “para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus”, e que se fez “fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos” (1Co 9:20, 22). Isso não significa que ele era uma espécie de camaleão, que muda de cor conforme o ambiente, mas que tinha versatilidade para adaptar tanto sua mensagem como seu comportamento às várias classes de pessoas, quando isso não envolvia condescendência com os princípios. Amigo ouvinte, versatilidade, sim. Conformismo, não. Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: Por favor, Pai, como Paulo, eu não quero me conformar com este século, mas ser transformado pela renovação da minha mente. Por favor, faça isso na minha vida e na vida de cada um de meus ouvintes. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes

ABNH - Aliança Bíblica de Novo Hamburgo
Todos devemos, mas alguém paga a conta (Lucas 7:41-43) - Ierguen Seibert - 17/05/26

ABNH - Aliança Bíblica de Novo Hamburgo

Play Episode Listen Later May 18, 2026 31:50


Mensagem trazida por Ierguen Seibert.

Café com Tulipa
CT 3739 - Amor Intencional

Café com Tulipa

Play Episode Listen Later May 16, 2026 3:00


O amor é um tema sempre presente nas Escrituras Sagradas, pois Deus é amor, nos amou e nos ordenou amar. O amor é o caminho pelo qual um servo de Deus deve andar e ele deve ir além das palavras ou dos sentimentos, ele precisa ser intencional, precisa se ativo, precisa agir para o bem do próximo. Devemos amar como fomos amados, ou seja, com uma ação efetiva, com intensidade e dedicação.

Convidado
Legislativas em Cabo Verde: PAICV promete gratuitidade do ensino superior e saúde

Convidado

Play Episode Listen Later May 13, 2026 9:59


Cabo Verde realiza eleições legislativas no próximo dia 17 de Maio para eleger os 72 deputados do Parlamento. Esta eleição conta com cinco formações políticas, entre elas o PAICV, que concorre nos 13 círculos eleitorais. O líder do PAICV, Francisco Carvalho, defende uma reforma do Estado centrada na gratuitidade do ensino superior e saúde, propondo ainda a diversificação da economia, com aposta no turismo, agricultura, pesca. A proposta do PAICV assenta na visão de “Cabo Verde para todos”, e defende – entre outros- uma profunda reforma do Estado?  O que prevê esta reforma ? Esta reforma profunda do Estado de Cabo Verde prevê que o Estado assuma determinadas funções que estão na Constituição da República e que, até agora, não assumiu, nomeadamente na área da educação, ensino superior e formação técnico-profissional, cujo acesso passará a ser gratuito. O Estado tem capacidade para comportar esta despesa? Onde é que o senhor vai buscar esses fundos? Há uma pergunta que nunca se colocou. No momento em que se elaborou a Constituição da República, definiu-se uma meta a ser alcançada, mas não se fizeram as contas para a sua concretização. A mesma pergunta nunca se colocou quando se tratou da garantia da segurança do país, do pagamento da polícia, quando se tratou também da questão da garantia de ter as escolas a funcionar, do pagamento de professores, ou quando se assumiu o pagamento de médicos e enfermeiros. O que nós estamos a fazer aqui é o alargamento destas condições às outras que o Estado já vinha assumindo e que estão todas previstas na Constituição da República. O senhor defende ainda a redução da dimensão do Governo. De que forma será implementada essa medida?  Defendemos a redução da dimensão do Governo para podermos libertar recursos e, assim, financiar estas áreas. Eu coloquei a questão da Constituição da República para demonstrar que há uma razão de fundo para que nós façamos isto e assumamos estas responsabilidades. Por outro lado, nós temos várias gorduras ao nível do Estado que devem ser cortadas e, a partir desse corte, vamos estar em condições de libertar recursos para financiar o Estado. Face à dependência do turismo e das remessas, como pode Cabo Verde diversificar a economia? Começando, desde logo, pela diversificação do próprio turismo. Esse é o primeiro passo a ser dado. Cabo Verde tem excelentes condições para o desenvolvimento do turismo rural e do turismo de montanha. Excelentes condições para isso. E é um tipo de turismo que tem um impacto muito maior e muito mais directo no rendimento das famílias. Por outro lado, a grande aposta que vamos fazer é no desenvolvimento do sector primário: agricultura, pesca e criação de animais. Uma aposta na economia azul? Uma aposta na agricultura, na criação de animais e na economia azul, sim, sem dúvida. Cabo Verde é 99% mar. É nisso que vamos apostar: no desenvolvimento da pesca. E, para financiar esse sector, vamos criar um banco agro-azul, precisamente para financiar a agricultura, a pesca e a criação de animais. Os transportes continuam a ser um desafio no país. Quais são as propostas do PAICV para melhorar a mobilidade entre as ilhas? Nós vamos redimensionar a ligação entre as ilhas, garantindo que todos os dias haja pelo menos uma ligação aérea e marítima para as ilhas que têm portos e aeroportos. A grande medida será ao nível dos preços. Fixámos o preço dos transportes marítimos em 500 escudos e o preço dos transportes aéreos em 5000 escudos, assumindo o Estado a responsabilidade constitucional de garantir a mobilidade dos cidadãos dentro do território nacional. Já temos estudos que confirmam que é possível implementar esses valores. Apesar dos avanços na saúde, persistem desigualdades entre as ilhas. O PAICV quer tornar gratuito o acesso aos cuidados médicos. De que forma pensa fazê-lo, quando muitas vezes vemos que são sectores fragilizados? Aqui a visão é global e coerente. Nós estamos a definir um patamar mínimo de serviços de especialidade na área da saúde, que têm de existir em todas as ilhas do arquipélago. Um patamar mínimo em termos de especialidades médicas, de capacidade de análise e de meios auxiliares de diagnóstico. Ao mesmo tempo, vamos criar melhores condições para atrair médicos para as diferentes ilhas e, desde logo, para atrair médicos para Cabo Verde. Vamos apostar no apoio directo à capacitação permanente dos médicos, de modo a tornar atractiva a fixação e o exercício da profissão em Cabo Verde, bem como em subsídios compensatórios significativos, realistas e suficientemente atractivos para que possam permanecer nas ilhas. Por outro lado, vamos alargar a rede de centros de saúde. E, finalmente, vamos construir, sim, um grande hospital de referência aqui na cidade da Praia, para responder à procura, mas também para dar maior garantia às pessoas que procuram Cabo Verde enquanto destino turístico. E que se evitem também as idas ao estrangeiro para receber tratamento médico? Nós temos um grande problema em Cabo Verde em termos de evacuações. As evacuações são morosas e extremamente complicadas para as pessoas. Vamos formalizar essa ligação entre Cabo Verde e Senegal, criando protocolos que permitam alternativas às evacuações que, neste momento, na sua grande maioria, são feitas para Portugal. A regionalização é um tema recorrente no debate político em Cabo Verde. Que modelo defende o PAICV para descentralizar o poder? Esta é uma questão à qual devemos responder através do diálogo. Eu proponho e defendo claramente, um referendo sobre esta matéria, de modo a permitir que cada cabo-verdiano possa exprimir livremente a posição que considera ser a melhor. Uma comissão totalmente independente deverá organizar todo o processo e implementar o referendo, deixando que o povo cabo-verdiano decida aquilo que quiser. Numa altura de maior pressão migratória ao nível global, que política propõe o PAICV para apoiar a diáspora cabo-verdiana? A retoma da Estratégia Nacional de Imigração e Desenvolvimento, uma estratégia que já tinha sido elaborada e aprovada em 2016. O Governo do MpD atirou a Estratégia Nacional de Imigração e Desenvolvimento para o caixote do lixo, desprezando completamente um trabalho que tinha sido elaborado em parceria e sob orientação técnica da Organização Internacional para as Migrações. Já tínhamos a estratégia elaborada, bem como os respectivos planos de acção. Vamos retomar tudo aquilo que pode e deve ser feito, e que o cabo-verdiano merece.  A estratégia aborda todo o percurso migratório: desde a preparação pré-partida, ao acolhimento nos países de destino, ao desenvolvimento das relações da diáspora com Cabo Verde, até ao momento do retorno. A estratégia prevê tudo isso e nós vamos retomá-la integralmente. O Conselho das Comunidades será uma espécie de parlamento da emigração cabo-verdiana, onde as comunidades da diáspora terão representantes para fazer ouvir a sua voz. E vamos fazer algo de muito importante para os emigrantes: mudar a imagem que têm da alfândega. Queremos uma alfândega célere, rápida, que faça com que o emigrante tenha gosto em vir a Cabo Verde tratar dos seus assuntos. E, por isso, é também fundamental criar melhores condições para os profissionais cabo-verdianos que trabalham nas alfândegas. Cabo Verde é um país vulnerável às alterações climáticas. Que medidas concretas defende o partido para lutar contra este flagelo? É preciso ter planos concretos, porque nunca poderemos controlar totalmente as alterações climáticas. Todos nós estamos conscientes disso. Mas podemos mitigar, antecipar e planificar. Vamos reforçar de forma imediata todo o Serviço Nacional de Protecção Civil. Uma grande aposta será feita nas energias alternativas, criando em Cabo Verde um modelo energético mais saudável e mais compatível com os cuidados que devemos ter com o ambiente no seu todo. Perante os conflitos internacionais, como a guerra no Médio Oriente, que posicionamento deve adoptar Cabo Verde em termos de política externa? Devemos criar, tanto quanto possível, um ambiente de paz, concórdia e diálogo ao nível global. Num contexto global de crescente pressão sobre a democracia, quais são os principais desafios para Cabo Verde e como pode o país enfrentá-los? A crescente descrença dos cidadãos, dos eleitores, nos políticos, nas políticas e nos partidos políticos. Isto porque o que temos observado, um pouco por todo o lado, é o falhanço em termos de compromisso. Os eleitos, depois, esquecem-se dos compromissos que assumem. Esquecem-se, ou fingem que se esquecem, dos compromissos assumidos com os cidadãos. E isto acaba por provocar descrença, afastamento e um crescimento da abstenção. As nossas propostas são propostas que vieram das ruas. As nossas propostas vieram do encontro directo que fomos tendo com os cabo-verdianos, sentindo as suas necessidades básicas e fundamentais, para podermos resolvê-las e, assim, começar a construir o Cabo Verde desenvolvido, que é o sonho de todos nós.

Explicador
FMI. Devemos seguir recomendação para acabar com IRS jovem?

Explicador

Play Episode Listen Later May 11, 2026 19:48


FMI diz que, além de criar distorções, não evita saída de jovens qualificadas do país. Os deputados Hugo Carneiro (PSD) e Carlos Pereira (PS) discordam dos argumentos e defendem a manutenção da medida.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
Legislativas em Cabo Verde: PP quer diversificar economia e modernizar saúde

Convidado

Play Episode Listen Later May 11, 2026 9:58


Cabo Verde realiza eleições legislativas no próximo dia 17 de Maio para eleger os 72 deputados do Parlamento. Esta eleição conta com a participação de cinco forças políticas, entre elas o Partido Popular, que concorre em seis dos 13 círculos eleitorais do país. O líder do partido, Amândio Barbosa, defende a modernização do sistema de saúde, a melhoria das condições salariais e a diversificação da economia, com uma forte aposta na economia azul. É a terceira vez que o Partido Popular concorre às eleições legislativas sem nunca ter conseguido eleger deputados. Qual é o objectivo do partido nesta eleição? O objectivo é eleger uma representação parlamentar. Sempre foi esse o nosso objectivo. Ainda não o conseguimos alcançar, mas estamos convictos de que, desta vez, conseguiremos eleger um ou dois deputados. As prioridades do Partido Popular passam, entre outras, pela gestão da causa pública, pela modernização do sistema de saúde e pela melhoria salarial. Que medidas propõe o PP para responder ao desemprego jovem em Cabo Verde? O combate ao desemprego jovem em Cabo Verde passa pela diversificação das actividades económicas. Não podemos continuar dependentes apenas do turismo. Temos de apostar na industrialização da economia azul. O mar deve ser o principal recurso estratégico de Cabo Verde. A resposta ao desemprego não passa também pela formação dos jovens? Formação é o que não falta em Cabo Verde. O problema não é apenas formar pessoas; é preciso criar empresas e oportunidades de trabalho que permitam aproveitar essa formação. O Partido Popular defende uma melhor distribuição dos rendimentos no país... A distribuição do rendimento em Cabo Verde é um dos grandes desafios do país. Entre 2012 e 2022, os lucros da banca multiplicaram-se por 12, enquanto o salário do cidadão cabo-verdiano perdeu poder de compra devido à inflação e à ausência de actualizações salariais adequadas. Face à dependência do turismo e das remessas enviadas pelos emigrantes, como pode Cabo Verde diversificar a economia? No período colonial, Cabo Verde tinha mais de 12 fábricas de transformação de peixe. Hoje existem apenas uma ou duas. O aproveitamento do mar, das pescas e da agricultura com recurso à dessalinização da água do mar poderia permitir ao país dar um grande salto em frente - algo que, na nossa perspectiva, não aconteceu ao longo destes 50 anos de governação. Uma maior aposta na economia azul? A economia azul deve ser um dos principais motores do desenvolvimento de Cabo Verde. É necessário modernizar as pescas e reformar a agricultura com recurso à água dessalinizada para irrigação. Actualmente, as pescas representam menos de 10% do Produto Interno Bruto, mas acreditamos que esse valor deve atingir 20% ou mais da economia nacional. O senhor preconiza a modernização do sistema de saúde e afirma que os cabo-verdianos enfrentam dificuldades no acesso aos cuidados médicos, enquanto os políticos beneficiam frequentemente de apoios para tratamentos no estrangeiro. Que soluções propõe o Partido Popular para garantir um acesso mais justo e equitativo à saúde? A saúde tem sido o grande parente pobre da governação em Cabo Verde ao longo destes 50 anos. Para tratar muitas doenças, até algumas relativamente simples, somos obrigados a recorrer a Portugal, ao Senegal ou a outros países. A solução passa pela criação de mais hospitais, mais profissionais?  Mais tecnologia e mais formação, para que deixemos de depender constantemente do exterior para tratar doenças que poderiam ser resolvidas no país. Os transportes continuam a ser um desafio no país. Que propostas apresenta o Partido Popular para melhorar a mobilidade entre as ilhas? A mobilidade interilhas passa pela criação de uma empresa estatal para o transporte marítimo e outra para o transporte aéreo nacional. Paralelamente, é necessário negociar com grandes companhias africanas, europeias - com a TAP - e com outras empresas internacionais para assegurar melhores ligações aéreas. O Estado deve assumir esse serviço, mas com objectivos económicos bem definidos. Não faz sentido continuar a injectar dinheiro sem resultados concretos. Veja-se o caso da CV Interilhas ou dos TACV, onde se desperdiçam recursos que poderiam ser canalizados para sectores essenciais, como é o caso da saúde. A regionalização tem sido um tema recorrente no debate político em Cabo Verde. Que modelo de descentralização defende o Partido Popular para aproximar o poder dos cidadãos? Somos contra a regionalização. Consideramos que criaria mais uma estrutura pesada do Estado. Defendemos, sim, o reforço do municipalismo, com mais poderes e mais recursos para os municípios, aproximando o poder dos cidadãos. Ainda assim, é um debate legítimo. Se surgirem argumentos sólidos que demonstrem ganhos de eficiência ou redução de custos, estaremos disponíveis para rever a nossa posição. Numa altura de maior pressão migratória a nível global, que política propõe o Partido Popular para apoiar a diáspora cabo-verdiana? A diáspora precisa de um Estado mais próximo e menos burocrático. É necessário facilitar o investimento dos emigrantes em Cabo Verde, algo que actualmente não acontece. Os serviços aduaneiros devem tornar-se mais modernos, eficientes e respeitadores da condição dos emigrantes. Infelizmente, os sucessivos governos limitaram-se a promessas de campanha, sem mudanças concretas. Cabo Verde é um país vulnerável às alterações climáticas. Que medidas concretas recomenda o partido para lidar com este flagelo? Temos de melhorar o planeamento urbano. Não se pode continuar a autorizar construções em zonas de risco, como encostas e ribeirinhas. O poder municipal tem ignorado muitas vezes a política urbanística, permitindo que interesses privados ditem a ocupação do território. Muitas pessoas acabam por construir em áreas vulneráveis porque o próprio poder público o permitiu. Com cidades mais organizadas, planeadas e acessíveis para as famílias com menos recursos, estaríamos mais preparados para enfrentar fenómenos naturais. Perante os conflitos internacionais, como a guerra no Médio Oriente, que posicionamento deve adoptar Cabo Verde em termos de política externa? A política externa de Cabo Verde deve continuar a ser moderada e pragmática. Não devemos tomar partido em conflitos internacionais, tendo em conta a fragilidade do país e a dependência externa. Devemos defender a paz, o equilíbrio e o diálogo entre as partes. Hoje, qualquer conflito envolvendo potências nucleares representa um risco para toda a humanidade. Cabo Verde deve manter uma posição neutra e responsável. Num contexto global de crescente pressão sobre a democracia, quais são os principais desafios para Cabo Verde e como enfrentá-los?  A democracia cabo-verdiana já deu passos importantes, mas recentemente Cabo Verde caiu nos rankings internacionais da democracia. Consideramos que isso resulta, entre outros factores, da pressão exercida sobre a comunicação social e de práticas que comprometem a igualdade eleitoral. Quando, a poucos meses das eleições, começam a ser distribuídas cestas básicas, cartas de condução, materiais de construção ou dinheiro num país com elevados níveis de pobreza, isso enfraquece a democracia. Como se pode contornar esta situação? A pressão internacional poderia desempenhar um papel importante, mas actualmente é insuficiente. Também seria necessária uma justiça mais independente e actuante, algo difícil quando os principais responsáveis judiciais são nomeados pelo poder político. Cabe igualmente aos cidadãos questionarem estas práticas, incluindo através das redes sociais, até que exista capacidade para promover mudanças efectivas.

Fundação (FFMS) - [IN] Pertinente
ECONOMIA | A economia da água

Fundação (FFMS) - [IN] Pertinente

Play Episode Listen Later May 8, 2026 48:38


O acesso à água é um direito humano, proclamado pelas Nações Unidas desde 2010. No entanto, a água é também um bem económico, cuja propriedade e valor depende do uso que fazemos dela.Neste episódio, a economista Catarina Roseta-Palma e o humorista Manel Rosa exploram as diferenças entre a água como bem privado, bem comum e bem público puro. A propósito da gestão deste recurso, fala-se do que distingue o uso consumptivo do não consumptivo, e o que se entende por «tragédia dos comuns».A conversa navega também pelos setores principais do consumo da água, do doméstico ao agrícola e ao industrial – sabia que 70% da água captada, em Portugal e no mundo, é usada na agricultura?A dupla analisa ainda as características que conferem à água um valor particular, desde a definição do preço às características específicas deste mercado.Por fim, debatem-se questões atuais: que critérios devemos aplicar para otimizar a gestão da água? Devemos defender o interesse económico ou promover o equilíbrio dos ecossistemas?Um episódio [IN]Pertinente essencial, claro e transparente – como a água. A não perder.Referências úteisAPA «Estado das massas de água superficiais e subterrâneas», (Portal do Estado de Ambiente, 2024)  BOCCALETTI, G. «Água: uma biografia» (Ed. Desassossego, 2022)BRUNO, E. M., & JESSOE, K. «Using price elasticities of water demand to inform policy» (Annual Review of Resource Economics, 13(1), 427-441, 2021) EEA, «Ecological status of surface waters in Europe» (2025)ESTEBAN, E., & ALBIAC, J. «The problem of sustainable groundwater management: the case of La Mancha aquifers, Spain» (Hydrogeology journal, 20(5), 851-863, 2012)BiosManel RosaHumorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos. Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024 Catarina Roseta PalmaProfessora associada de Economia no ISCTE-IUL, onde foi diretora da Sustentabilidade. Tem trabalhado na área do ambiente, incluindo a gestão de recursos hídricos, a energia e outros temas da sustentabilidade. Consultora para diversos organismos públicos e membro da Comissão para a Reforma da Fiscalidade Verde. Foi vice-presidente da «European Association of Environmental and Resource Economists». Tem mais de 2000 observações no «iNaturalist»

Convidado
Legislativas em Cabo Verde: PTS defende economia azul e descentralização

Convidado

Play Episode Listen Later May 8, 2026 10:00


Cabo Verde realiza eleições legislativas no próximo dia 17 de Maio para eleger os 72 deputados do Parlamento. Esta décimas primeiras legislativas contam com cinco formações políticas, entre elas o partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS), que concorre em seis dos 13 círculos eleitorais. Jónica Brito Tavares, líder do PTS, defende a diversificação da economia através da economia azul e a descentralização do desenvolvimento entre as ilhas. O partido propõe ainda o reforço da transparência, a melhoria dos serviços públicos, a valorização da diáspora e uma aposta na prevenção das alterações climáticas e no reforço da participação cívica. O partido afirma que não concorre para governar, mas para eleger deputados. Qual é o objectivo político concreto nestas eleições? Estas eleições são eleições para eleger deputados. A figura do Governo e do Primeiro-Ministro é consequência dos resultados dessas eleições. Por isso, o PTS tem uma mensagem que é concorrente a deputados para os assentos parlamentares de que Cabo Verde dispõe: os 72 lugares. Apresentam-se como um partido jovem. Que medidas propõe o PTS para responder ao desemprego jovem em Cabo Verde? Propomos a valorização da mão-de-obra jovem. Hoje temos jovens que, apesar de terem uma formação académica sólida, não se revêem no retorno do investimento que fizeram nas suas vidas, que lhes permita viver. Falamos da valorização, da diversificação de opções de emprego, de oportunidades concretas, transparentes e iguais para todos. Uma maior aposta na formação? A educação sempre foi um factor de mudança de vida na história de Cabo Verde e hoje não é diferente. Os jovens apostam cada vez mais na formação, mas também entendemos que esta formação deve ser direccionada para a realidade do país. Formações no âmbito da economia azul. Fala-se tanto da zona económica exclusiva, da economia azul, mas não se apresenta um plano concreto de como a população de Cabo Verde, principalmente sendo uma população jovem, beneficiará desta economia azul. Quais são os entraves para o desenvolvimento da economia azul? No país, temos jovens pescadores que ainda trabalham de forma bastante artesanal, enfrentando enormes dificuldades para garantir um rendimento digno. É uma actividade que continua a exigir muito sacrifício, com pouca valorização e limitado apoio técnico e financeiro. Por outro lado, existem também jovens empresários que procuram inovar e empreender em áreas ligadas aos desportos aquáticos e à economia do mar. No entanto, muitos acabam por desistir a meio do caminho devido à falta de atenção, acompanhamento e apoio efectivo por parte do Governo cabo-verdiano, sobretudo no que diz respeito à criação de garantias, acesso a financiamento e condições para ampliar o seu campo de actuação. O PTS propõe o fim desta burocracia? O Parlamento é um lugar onde se pode questionar e exigir transparência e exigir que as promessas eleitorais não fiquem pelo período de campanhas eleitorais. Que saiam do papel e cheguem a cada canto de Cabo Verde, de Santo Antão à Brava. Face à dependência do turismo e das remessas enviadas pelos imigrantes: como é que pode Cabo Verde diversificar a economia? A economia azul é uma das opções. O cabo-verdiano sente falta de aproveitar melhor o mar que tem. Temos acordos internacionais e há países que tiram proveito do nosso mar. Mas qual é a percentagem de cabo-verdianos que está, de facto, a beneficiar deste território que temos? Falamos também da diversificação económica e da aposta na produção nacional. A dependência externa tem constituído um bloqueio ao potencial de desenvolvimento de Cabo Verde. Defendemos uma forte aposta na agricultura. Hoje, temos pessoas formadas e com capacidade para impulsionar este sector. Fala-se muito do digital, e essa deve ser uma aposta estratégica de Cabo Verde. Quando pensamos no digital, pensamos em tecnologia, inovação e modernização. Acreditamos que a aposta na tecnologia, em benefício da agricultura, da pecuária, da transformação industrial e até do turismo verde sustentável - que hoje já apresenta alguma dinâmica em ilhas como Santo Antão e Santiago - ainda não tem recebido a devida atenção e equidade por parte dos sucessivos governos. Apesar dos avanços no sector dasaúde, persistem desigualdades entre ilhas. Que soluções defende o PTS para garantir um acesso equitativo? Os avanços neste sector são visíveis. No entanto, o facto de existir uma forte centralização no Hospital Nacional, na Praia, tem criado limitações, sobretudo devido à condição arquipelágica do país. As dificuldades inerentes às deslocações para aceder a estes serviços acabam por sobrecarregar a estrutura nacional de saúde. Temos conhecimento de que já foram apresentadas, por duas vezes, propostas para a construção de um novo hospital nacional. Contudo, isso, por si só, não basta. É necessário descentralizar os serviços de saúde e levá-los a outras ilhas, apostando em infra-estruturas equivalentes e com o mesmo nível de qualidade em ilhas com capacidade para acolhê-las. O objectivo deve ser criar uma rede mais equilibrada e acessível, especialmente em regiões estrategicamente mais próximas de outras ilhas. A regionalização tem sido um tema recorrente no debate político em Cabo Verde. Que modelo defende o PTS para descentralizar o poder em Cabo Verde? Falamos aqui de dar mais poder às ilhas, através da criação de instituições e agências que possam trabalhar, com base em estudos e dados concretos, para uma melhor redistribuição do rendimento. Defendemos também a criação de uma agência voltada para o equilíbrio territorial, que tenha como missão promover maior justiça territorial e criar oportunidades mais equitativas entre as ilhas. Sabemos que a dimensão e as particularidades de cada ilha deverão ser tidas em conta nesse processo. O PTS defende a descentralização política, económica e social, para que todas as ilhas se sintam parte integrante do desenvolvimento do país. Os transportes continuam a ser um grande desafio em Cabo Verde. Que propostas apresenta o partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade para melhorar a mobilidade entre as ilhas? Defendemos uma maior transparência no sector. Ao longo dos anos, têm-se verificado várias situações relacionadas com processos de privatização que, na prática, não têm dado uma resposta eficaz. No final das contas, acaba por ser o financiamento público a cobrir as falhas deixadas pelos operadores privados, que não conseguem responder de forma adequada às necessidades do país. Para nós, é fundamental que o Estado assuma um papel central neste sector. Acreditamos que o sector privado é importante em qualquer economia, mas, no caso de Cabo Verde, o Governo deve reconhecer que a ligação interilhas é uma questão de sobrevivência para a população cabo-verdiana. Numa altura de maior pressão migratória a nível global, que política propõe o partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade para apoiar a diáspora cabo-verdiana? A diáspora cabo-verdiana é a nossa 11.ª ilha. Temos mais cabo-verdianos fora do país do que dentro dele. Por isso, defendemos o mapeamento da diáspora e uma diplomacia orientada para a protecção e valorização das comunidades cabo-verdianas no exterior. Falamos também da capacidade diplomática de Cabo Verde para negociar melhores condições de integração dos nossos emigrantes, sobretudo num contexto internacional em que a migração enfrenta crescentes tentativas de limitação, contrariando esta ideia de cidadão global com a qual o cabo-verdiano sempre se identificou. Defendemos ainda que a diáspora tenha um papel mais activo e representativo nas estruturas e instituições nacionais. Propomos a criação de um conselho de concertação social que integre representantes da diáspora e defendemos que o projecto do Conselho Nacional das Comunidades deixe de estar apenas no papel e passe efectivamente à prática. O objectivo é garantir que a nossa emigração esteja integrada não só fora do país, mas também na vida institucional e no desenvolvimento de Cabo Verde. Cabo Verde é um país vulnerável às alterações climáticas. Que medidas concretas defende o partido para lidar com este flagelo? Cabo Verde é particularmente vulnerável às alterações climáticas devido à sua condição insular. Tivemos recentemente um episódio que demonstrou que o país não está imune a este flagelo. Propomos medidas de prevenção, sobretudo para reduzir o impacto das mudanças climáticas e evitar que estas continuem a representar tragédias para o povo cabo-verdiano. Devemos apostar em melhores condições de habitação e no aumento do rendimento das famílias, para que as pessoas possam preparar-se melhor para estas calamidades. Falo, por exemplo, de medidas concretas para combater a erosão dos solos e proteger o território nacional. Perante os actuais conflitos internacionais, nomeadamente a guerra no Médio Oriente, qual deve ser o posicionamento de Cabo Verde? Cabo Verde deve ontinuar a trabalhar com os parceiros, no sentido de reforçar a nossa diplomacia, mas, essencialmente, ter em conta que é preciso fazer um trabalho em casa, ouvindo os cidadãos para aproveitar sempre da melhor forma as questões externas. Cabo Verde não tem um posicionamento ou enquadramento directo, mas acreditamos que está claro: a história mundial mostra-nos que a paz é sempre o melhor caminho. Num contexto global de crescente pressão sobre a democracia, quais são os principais desafios que se colocam a Cabo Verde? E de que forma podem ser enfrentados? A transparência e a boa governação são desafios fundamentais. É também necessário aproximar os cidadãos da vida política, sobretudo num país em que os dados estatísticos mostram que quase 50% da população se abstém de votar. Isso revela que muitos eleitores já não acreditam que o seu voto tenha o devido peso ou impacto nas decisões do país. Por isso, é essencial reforçar a confiança nas instituições e promover uma maior participação cívica. A dimensão humana nunca deve ser esquecida. O PTS  defende uma política centrada nas pessoas, em que o objetivo coletivo também respeite e represente as individualidades inerentes à condição humana.

Rádio Comercial - Eu é que sei
Quantas horas devemos trabalhar?

Rádio Comercial - Eu é que sei

Play Episode Listen Later May 6, 2026 2:25


Filhos dos colaboradores da Randstad

Boia
Boia 354 - Onde está você, Nuno Jonet? Finais da Goldie!

Boia

Play Episode Listen Later May 5, 2026 134:54


Devemos muito ao Nuno.Nem sabemos direito os motivos porque o tempo é uma madrasta de fábula.O Boia 354 recebeu - ou melhor, foi recebido pelo Nuno em sua casa.Tínhamos planos de falar do seu extraoridnario percurso no surfe, mudamos de direção como Filipe Toledo em Snapper.Analisamos os resultados da terceira etapa com ajuda preciosa do Jonet, demos um cavalo de pau, usamos um pouco da caixinha de recordações e usamos a música como cola para essa colagem.A trilha teve Winning dos The Sound, Zaznamovan dos Iugoslavos Mladi Levi e terminamos com Steppenwolf e o classico medley, Monster + Suicide + America.Ave Nuno Jonet!

Ouvir & Pensar
A paz que o mundo não pode dar

Ouvir & Pensar

Play Episode Listen Later May 5, 2026 31:55


Devemos depor as nossas falsas certezas, a nossa soberba intelectual, que nos impede de perceber a proximidade de Deus. Devemos seguir o (...) caminho rumo àquela extrema simplicidade exterior e interior que torna o coração capaz de ver. Devemos inclinar-nos, caminhar espiritualmente por assim dizer a pé, para podermos entrar pelo portal da fé e encontrar o Deus que é diverso dos nossos preconceitos e das nossas opiniões: o Deus que Se esconde na humildade dum menino acabado de nascer. “Celebremos assim a liturgia desta Noite santa, renunciando a fixarmo-nos no que é material, mensurável e palpável. Deixemo-nos fazer simples por aquele Deus que Se manifesta ao coração que se tornou simples (Bento XVI, homilia, 24/12/09).

Igreja em Porto Alegre
João Nelson Otto - O intransferível serviço dos santos

Igreja em Porto Alegre

Play Episode Listen Later May 3, 2026 37:19


O INTRANSFERÍVEL SERVIÇO DOS SANTOSConforme lemos em Efésios 4.11-12, qual é o serviço que os santos precisam desempenhar? É de pregar o evangelho e fazer discípulos. Podemos resumir isso em uma frase do Senhor Jesus: “buscar e salvar o perdido”.Este serviço dos santos é intransferível, pois vemos o Pai, o Filho e a igreja de Atos dos Apóstolos buscarem o perdido. Agora cabe a nós fazer a nossa parte.Há quem se desculpe, dizendo não saber evangelizar ou não ter tempo, carga ministerial, dom, ou afirmando que é uma tarefa reservada para pastores e evangelistas, mas sabemos que esta é a missão de todos os filhos de Deus.O Pai não transferiu sua busca do perdido. Ele sempre toma a iniciativa de salvar o homem. Assim como Deus buscou Adão, também mandou seu Filho para nos buscar e salvar (Jo 3.16 e 2 Co 5.19). Que maravilhoso saber que a obra de Cristo já estava garantida na eternidade, pois ele é o “…Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8). Sua morte não foi acidental; foi divinamente planejada. Cristo não transferiu sua busca do perdido.Jesus tinha uma agenda permanente e intransferível. Ele mesmo disse que veio para “buscar e salvar o perdido” (Lc 19.10). Assim como o Pai, ele também toma a iniciativa de buscar o perdido. Devemos nos perguntar: qual é a nossa agenda? Podemos fazer muitas coisas, mas enquanto as fazemos, devemos buscar o perdido. Jesus também buscou o perdido com seus discípulos, ampliando seu evangelismo e enviando os Doze, e, depois, outros Setenta, de dois a dois, em companheirismo, que o precediam nas aldeias e cidades para onde ele iria. Imagine que impacto causaram naquelas localidades! A Igreja de Atos dos Apóstolos não transferiu sua busca do perdido.Após ressuscitar, o Senhor Jesus reafirmou a promessa do batismo no Espírito Santo e a ordem de sermos suas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra (At 1.8). Mas os irmãos se acomodaram em Jerusalém e não obedeceram à ordem. Então, o Senhor “apertou o botão da perseguição”, e assim os irmãos foram dispersos e passaram a pregar na Judeia e Samaria e avançaram rumo aos confins da terra. Assim, em Atos 8.1 vemos o início do cumprimento de Atos 1.8. Nós também não devemos transferir nossa busca do perdido.Um dia alguém me levou para Cristo. Hoje, eu devo levar alguém para Cristo. Em Mt 28.18-20, temos a Grande Comissão de buscar o perdido. “A grande comissão deve ser a grande missão da minha vida”. Nela, temos autoridade delegada pelo Senhor para buscarmos o perdido; temos uma ordem definida de fazê-lo discípulo de Jesus e uma promessa animadora da presença do Senhor cooperando conosco e confirmando a palavra com sinais e prodígios (Mc 16.17-20). A obra do Senhor é o trabalho mais nobre e prazeroso. Os projetos terrenos são temporais, mas o projeto do Senhor é eterno, e a nossa maior esperança é estarmos para sempre com o Senhor, com todos os anjos e todos os remidos. Então, irmãos, vamos seguir o exemplo do Pai, do Filho e dos nossos primeiros irmãos, assumindo e não transferindo nossa responsabilidade de buscar e salvar o perdido!Perguntas para reflexão1.⁠ ⁠Minha agenda tem refletido o coração de Jesus em buscar aqueles que ainda precisam encontrar a Deus?2.⁠ ⁠Quais oportunidades Deus já colocou diante de mim para testemunhar de Cristo, e como tenho respondido a elas?3.⁠ ⁠De que forma posso caminhar com outros irmãos para servir juntos no propósito de alcançar vidas para Deus?

UROCast ABC
UROCast ABC - S07E12 - Envelhecimento masculino e fertilidade: devemos nos preocupar?

UROCast ABC

Play Episode Listen Later Apr 29, 2026 65:00


Homilias - IVE
”Quem é o Deus que devemos crer?”

Homilias - IVE

Play Episode Listen Later Apr 28, 2026 5:29


Homilia Padre Danilo Magela, IVE:Evangelho de Jesus Cristo segundo João 12,44-50Naquele tempo:Jesus exclamou em alta voz:"Quem crê em mim,não é em mim que crê,mas naquele que me enviou.Quem me vê,vê aquele que me enviou.Eu vim ao mundo como luz,para que todo aquele que crê em mimnão permaneça nas trevas.Se alguém ouvir as minhas palavrase não as observar,eu não o julgo,porque eu não vim para julgar o mundo,mas para salvá-lo.Quem me rejeita e não aceita as minhas palavrasjá tem o seu juiz:a palavra que eu falei o julgará no último dia.Porque eu não falei por mim mesmo,mas o Pai, que me enviou, ele é quem me ordenou o que eu devia dizer e falar.E eu sei que o seu mandamento é vida eterna.Portanto, o que eu digo,eu o digo conforme o Pai me falou".Palavra da Salvação.

Rádio Comercial - Eu é que sei
O que significa "Amo-te" e quantas vezes devemos dizer?

Rádio Comercial - Eu é que sei

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 1:54


Presente Diário
Fácil não é

Presente Diário

Play Episode Listen Later Apr 23, 2026 3:53


Devocional do dia 23/04/2026 com o Tema: Fácil não é Conheço pessoas que buscam viver de maneira correta, alinhadas à fé em Jesus, mas se veem confusas diante de situações difíceis. É natural surgir a pergunta: Por que, Senhor? Estou tentando fazer tudo certo! Devemos lembrar que a caminhada de fé não nos isenta de lutas e sofrimentos. Leitura Bíblica: Mateus 4.1-11 Não peço que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno (Jo 17.15).See omnystudio.com/listener for privacy information.

Reportagem
'Infância destruída': famílias denunciam abusos sexuais em pré-escolas e prefeitura de Paris reage

Reportagem

Play Episode Listen Later Apr 22, 2026 9:04


As denúncias de crimes sexuais cometidos contra crianças matriculadas em atividades de recreação nas pré-escolas de Paris vêm provocando forte mobilização de pais e associações de proteção à infância. A pressão sobre as autoridades municipais é tamanha que o novo prefeito da capital, o socialista Emmanuel Grégoire, recém-eleito, anunciou o combate a esse tipo de violência como uma das prioridades de seu mandato. Maria Paula Carvalho, da RFI em Paris Uma das vítimas é filha de Marie (nome fictício), mãe profundamente traumatizada pelo estupro sofrido pela menina quando tinha apenas quatro anos. A criança foi violentada por um agente de recreação em uma escola do 13º distrito de Paris, onde cerca de 15 casos semelhantes foram registrados. Para preservar sua identidade, o nome da mãe foi alterado. "Ela foi estuprada por um agente de recreação. Ele também fazia com que as crianças o tocassem e se tocassem entre elas, nas partes íntimas, e dizia que, se elas contassem alguma coisa, os pais morreriam. Que elas deveriam guardar segredo. Você imagina o traumatismo que isso provoca?", questiona. Sete anos depois, a família segue marcada pelo trauma. A menina vive em estado permanente de estresse, agonia e raiva, sendo acompanhada por psicólogos, o que também representa um alto custo financeiro. “Ninguém nos ajuda”, afirma a mãe. Ao tomar posse em 29 de março, Emmanuel Grégoire destacou o problema em seu discurso, prometendo identificar os responsáveis pelas agressões.  Desde o início de 2026, apenas em Paris, 78 agentes de recreação foram suspensos, dos quais 31 por suspeita de crimes sexuais. Diante desses números, o prefeito anunciou uma revisão completa dos procedimentos, com “tolerância zero”. Segundo ele, será criada uma comissão independente para reavaliar os processos de contratação, os mecanismos de denúncia e os sistemas de controle. "Devemos proteger nossas crianças e criaremos um grupo de escuta dos pais para casos suspeitos", acrescentou. Paris anuncia plano milionário para proteger crianças A prefeitura aprovou um plano orçado em € 20 milhões, que inclui a revisão da formação profissional dos agentes, o aprimoramento do atendimento às denúncias, apoio às vítimas e a aplicação de sanções. Em entrevista recente, Emmanuel Grégoire revelou carregar uma “cicatriz interna” após ter sido vítima de violências sexuais durante vários meses quando tinha menos de dez anos, inclusive em uma piscina municipal. O caso de Paris se insere em um contexto mais amplo: a França enfrenta uma explosão de denúncias de pedofilia envolvendo profissionais responsáveis por atividades extracurriculares, fora do período de aulas. As vítimas têm entre 3 e 5 anos, e os casos incluem estupros e atos repetidos de violência sexual. A situação se agravou este ano com a revelação de episódios graves em pelo menos três escolas da capital. Esses trabalhadores, vale destacar, não são vinculados ao Ministério da Educação. A explicação é de Elisabeth Guthmann, cofunda­dora do grupo SOS Périscolaire, coletivo criado em 2021 por pais e profissionais para denunciar, documentar e combater a violência no ambiente extracurricular. Segundo Guthmann, na maioria das famílias francesas ambos os pais precisam trabalhar para garantir a subsistência, o que levou as prefeituras a criarem serviços de acolhimento antes e depois do horário escolar. No entanto, ela alerta para falhas estruturais nesses programas.  “Faz cinco anos que alertamos para graves disfunções nos programas extracurriculares em Paris e em todo o país. Temos denunciado a violência física, psicológica e sexual desde 2021 e, até muito recentemente, a Prefeitura de Paris se recusava a nos ouvir, a ouvir todas as famílias", disse em entrevista à RFI. A ampla cobertura da imprensa desde o ano passado, no entanto, levou a uma conscientização coletiva e forçou o anúncio de medidas. "Isso criou uma conscientização coletiva", ela destaca.  Trauma precoce Os momentos considerados de maior vulnerabilidade para as crianças incluem idas ao banheiro, períodos de soneca, atividades de leitura em salas fechadas e até mesmo os refeitórios. As consequências dos abusos, segundo Guthmann, são profundas e duradouras. Casos documentados desde 2018 revelam crianças estupradas aos três anos que ainda hoje sofrem sequelas físicas e psicológicas graves, incluindo sintomas de estresse pós-traumático. Para o coletivo Me Too École, o fato de o prefeito ter tornado público seu próprio passado de vítima não altera o sofrimento cotidiano de muitas famílias. Anabel, uma das fundadoras do grupo, lembra que as famílias confiam na escola como espaço de formação e proteção. “As crianças não têm armas para se defender. A escola deveria ser um santuário, mas infelizmente não é mais assim”, afirma. Ela também questiona a atuação de Emmanuel Grégoire no passado, quando um relatório de 2015 já apontava problemas e ele era responsável pelo recrutamento dos agentes. Segundo Anabel, na época nenhuma medida foi tomada, ao contrário do discurso de excelência adotado pela prefeitura. Outro entrave apontado pelo coletivo é a lentidão das autoridades e da Justiça no combate a esses crimes. "Apenas 3% dos pedófilos são julgados, porque há dificuldade em recolher e levar a séerio os depoimentos das crianças," explica. Para Anabel, é essencial uma articulação coletiva. "É preciso reunir todos — as prefeituras, a polícia, o Ministério Público e o Ministério da Educação. Sem isso, não será possível implementar um protocolo para proteger as crianças, uma vez que cada instituição tem seus próprios interesses", aponta.  Após um ultimato dos pais, a prefeitura de Paris prometeu divulgar estatísticas trimestrais sobre suspensões de agentes de recreação, dados que até então eram de difícil acesso. Para Elisabeth Guthmann, trata-se de um avanço. “É um bom começo, foram anunciadas medidas que reivindicamos desde 2021, mas ainda há muito a ser feito, para garantir segurança às crianças”, disse à RFI.  Entre as principais demandas está a criação de um sistema de denúncia realmente eficaz. Até agora, relatos feitos pelos pais frequentemente não chegavam às instâncias superiores, esbarrando em disputas de responsabilidade entre escolas e programas extracurriculares. O coletivo defende que, diante de qualquer denúncia, o agente seja imediatamente suspenso, que investigações administrativas sejam rápidas, que os relatórios sejam entregues às famílias e que o Ministério Público seja automaticamente informado. Sem respostas adequadas, muitas famílias vivem sob constante medo. A de Marie decidiu se mudar para o interior. Mesmo assim, o trauma persiste. Sete anos depois, a filha, hoje com 11 anos, afirma que só conseguirá viver normalmente quando o agressor estiver preso. O medo de que ele volte a atacá-la permanece. “A infância dela foi destruída. Não há mais alegria despreocupada. Nossa vida familiar foi destruída”, conclui a mãe.

MULHERES DE 50
T 17 : EPS 06 - Demências | Saúde e bem-estar depois dos 50

MULHERES DE 50

Play Episode Listen Later Apr 21, 2026 67:24


Quais são os sinais de demência? Trocar o nome dos filhos ou esquecer o nome de um ator, mas lembrar dois dias depois? Não, isso ainda não é sintoma de demência. Trata-se de um processo natural do envelhecimento, pois agora o cérebro demora um pouco mais para encontrar a informação. No entanto, ir ao supermercado e comprar muitos itens do mesmo produto, deixando outros de fora, ou pagar o mesmo boleto várias vezes, são sinais de preocupação. “Devemos nos preocupar quando essas pequenas coisas começam a impactar a independência e a autonomia”, diz a neurologista Raquel Molina, professora da Universidade Federal Fluminense. “Nunca é um episódio isolado; são coisas que acontecem de forma recorrente”.Nossa entrevistada falou de forma clara e objetiva sobre diagnóstico precoce – que o tratamento ainda não leva à cura – e enfatizou que sim, podemos atuar na prevenção. Segundo ela, a idade é um fator de risco não modificável, mas há fatores modificáveis que respondem por quase 50% do quadro. Esses riscos estão no início da vida (não ter acesso a educação de qualidade), no meio da vida (depressão, diabetes, obesidade, hipertensão, sedentarismo e perda auditiva) e no fim da vida (isolamento social, perda visual e surdez não tratadas). Em todas essas fases, a poluição do ar também é um risco. “As duas mais cruéis, porque não temos controle, são a educação e a poluição do ar”, diz a médica, que é doutora em Neurologia pela Faculdade de Medicina da USP. Ouça e compartilhe com uma amiga.

Devocionais Pão Diário
DEVOCIONAL PÃO DIÁRIO | PRONTO PARA SERVIR A DEUS

Devocionais Pão Diário

Play Episode Listen Later Apr 16, 2026 4:13


LEITURA BÍBLICA DO DIA: EFÉSIOS 4:1-7,11-16 PLANO DE LEITURA ANUAL: 1 SAMUEL 30–31; LUCAS 13:23-35  Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira:  O livro Estrelas além do tempo (Harper Collins, 2016) relata a ida de John Glenn ao espaço. Os computadores eram recentes e sujeitos a erros em 1962. Glenn não confiava neles e preocupava-se com os cálculos do lançamento, mas sabia que uma mulher inteligente poderia calcular esses números e confiava nela. “Se ela disser que os números estão certos, irei”, disse Glenn. Katherine Johnson era professora, mãe, amava Jesus e servia em sua igreja. Deus a abençoara com uma mente brilhante. Por volta de 1950, a NASA a contratou para auxiliar no programa espacial. Na época, Glenn se referiu a ela como um “computador humano”. Nosso chamado pode não ser para a matemática, mas Deus nos chama para algo: “A cada um de nós, porém, ele concedeu uma dádiva, por meio da generosidade de Cristo” (EFÉSIOS 4:7). Devemos viver “de modo digno” do chamado recebido (v.1). Somos parte de um só corpo, no qual cada um cumpre “sua função específica” (v.16). Os cálculos de Katherine confirmaram a trajetória, e o lança mento à órbita foi perfeito. Mas esse era apenas um dos seus chamados! Lembre-se, ela também era mãe, professora e obreira na igreja. Podemos nos perguntar para o que Deus nos chama, seja grande ou pequeno. Estamos prontos para exercer os dons da dádiva concedida, vivendo “de modo digno do chamado” (v.1)?  Por:  KENNETH PETERSEN

Rádio Minghui
Programa 1547: “Devemos sempre validar o Dafa ao escrever artigos sobre o cultivo”

Rádio Minghui

Play Episode Listen Later Apr 15, 2026 4:15


Bem-vindo à Rádio Minghui. As transmissões incluem assuntos relativos à perseguição ao Falun Gong na China, entendimentos e experiências dos praticantes adquiridas no curso de seus cultivos, interesses e música composta e executada pelos praticantes do Dafa. Programa 1547: Experiência de cultivo da categoria Entendimentos obtidos pelo cultivo intitulada: “Devemos sempre validar o Dafa ao escrever artigos sobre o cultivo”, escrita por um praticante do Falun Dafa na China.

FAMÍLIA DOS QUE CREEM
Igreja, imagem ou caricatura? - Leandro Vieira (I Coríntios 1:10-17 - Série: Em Cristo, no Mundo)

FAMÍLIA DOS QUE CREEM

Play Episode Listen Later Apr 9, 2026 68:25


Continuando a nossa série de mensagens no livro de Coríntios, nos deparamos com uma reflexão sobre o que significa ser uma imagem fiel de Cristo ou apenas uma caricatura distorcida do que Ele realmente é. Neste capítulo, percebemos que a igreja de Corinto permitiu que a cultura ao seu redor embaçasse a mensagem do Evangelho: os coríntios trocaram a centralidade de Cristo pela preferência individual por quem era o pregador e como ele pregava, assim eles deixaram de ser família para se tornarem grupos divididos. Porém, a divisão na igreja mente a respeito daquilo que Cristo fez na cruz, visto que o Evangelho não é mais uma sabedoria humana baseada em retórica ou intelecto, mas é o poder de Deus que invade a vida comum. E ter unidade como igreja não significa ter uniformidade de gostos, mas sim estar de acordo quanto ao "núcleo duro" do Evangelho, isto é: que “Cristo morreu por nossos pecados [...] e ressuscitou ao terceiro dia” (1 Co 15.3-4). Devemos compreender que o importante não é o mensageiro, mas a mensagem. Paulo não se preocupa com seu título, mas com a fidelidade do que é pregado, para que não se anule o poder da Cruz. Que o nosso serviço e comunhão sejam sempre um reflexo real desse Cristo vivo, e não uma distorção de nossas próprias preferências moldadas pela cultura ao nosso redor. __ #FAMILIADOSQUECREEM #SERIEEMCRISTONOMUNDO Visite nosso site: http://familiadosquecreem.com Compre nossos livros e produtos: http://familiadosquecreem.com/loja Contribua financeiramente: http://familiadosquecreem.com.br/contribuir Ouça nossas músicas: https://open.spotify.com/artist/6aPdiaGuHcyDVGzvZV4LHy Siga-nos no Instagram: http://instagram.com/familiadosquecreem Curta-nos no Facebook: http://facebook.com/familiadosquecreem Siga-nos no Twitter: http://twitter.com/familiadqc

Varal Celeste
Pré-jogo - Barcelona-EQU x Cruzeiro - 1ª rodada fase de grupos Copa Libertadores de 2026 - Vai começar a tão sonhada Libertadores

Varal Celeste

Play Episode Listen Later Apr 7, 2026 13:06


Varal Celeste está no ar!E aí, cruzeirense, tudo bem com vc?No episódio de hoje, tivemos:Pré-jogo — Barcelona-EQU x CruzeiroProvável escalação.Atletas ausentes.Preocupações.Vai saber aproveitar as oportunidades?O que esse time pode arrumar na estreia da Libertadores?Devemos jogar com o que temos de melhor?Walace afastado, mais prejuízo do que qualquer outra coisa.Portais de notícias: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Globo Esporte — Cruzeiro⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Deus me Dibre — Cruzeiro⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠No Ataque — Cruzeiro ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Itatiaia — Cruzeiro⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠O Tempo — Cruzeiro⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠SamucaTV ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Central da Toca ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠FB TV⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠E aí, curtiu o episódio?Compartilhe com a galera!Se cuidem pessoal!Abraços!Redes sociais:  Twitter pessoal: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@VaralCeleste⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Instagram da coleção/podcast: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@varalceleste⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Valnice Milhomens
O Poder da Intercessão — Aula 58

Valnice Milhomens

Play Episode Listen Later Apr 4, 2026 49:30


O Poder da Intercessão — Aula 58 | 04-04-2026EVANGELHO DA PAZ“... e calçados os pés na preparação do evangelho da paz” (Efésios 6:15)Devemos ajustar nossos pés com as boas novas de paz.TOQUE NO LINK ABAIXO E ATIVE O LEMBRETE:https://youtu.be/PvJa20ggpCk

Enterrados no Jardim
Crónica dos pássaros dissecados em pleno voo. Outra conversa com Margarida David Cardoso

Enterrados no Jardim

Play Episode Listen Later Apr 4, 2026 228:44


O meu demónio quer saber onde está o divã. Quer deitar-se nele e dar início ao disparate que tivemos de interromper da última vez. De qualquer modo ficamos sempre a meio. É impossível chegar a algum lado com estes rodeios delirantes em que nos pomos a escavar tudo o que há. Já se esqueceu de como se pôs a escarafunchar aquele pedaço de mobília, a imitação de couro, e agora estamos aqui os dois e temos de nos encarar. Há zonas do tecto que já denotam o abuso das infiltrações. É difícil um tipo abstrair-se sem sentir que os pensamentos o vão empurrando para aquela sensação de fractura, de que algo no interior parece ameaçado, está a ruir. Antes de conseguirmos interpretar fosse o que fosse, eram ruídos, só depois, e por facilidade, começaram a distinguir-se, a parecer-se com vozes. A trama começa sempre como algo inconsequente, um detalhe para o qual nos chama a atenção, adora estender um fio, agarra-se seja ao que for, e amarra o mundo entre coincidências. É cansativo ligar tudo, inventar sempre um propósito. Como se o acaso se esquecesse de nos pôr a mão, aliviar o peso, lembrar-nos que o mais importante é muitas vezes não dar tanta importância a certas coisas. É assim que tudo começa a parecer errado, a exagerar os motivos, os padrões, tudo se torna tão insistente. Parece que somos presas da nossa atenção espavorida. Tudo se articula por meio de vertigens, e de súbito há demasiadas rimas, não conseguimos deixar de sentir que o que antes parecia mudo, indiferente, agora se encheu de uma eloquência bastante dramática, e é preciso fazer alguma coisa, a realidade parece tomada de um frémito, encadeia tudo e atira-nos com uma série de imperativos. Há uma urgência devastadora que se lança sobre nós como uma febre, e parece que o destino geral do mundo pode depender do nosso êxito ou fracasso. Quem diria que ter tanta certeza pudesse ser ainda mais nauseante do que sentir-se completamente perdido. Pior que ficar sem chão pode ser a sensação de que o céu faz sentir todo seu peso nos nossos ombros. Talvez tenhamos chegado a isto numa inversão súbita desse sentimento prolongado de inadequação. De tanto nos sentirmos incapazes, revoltantemente impotentes, talvez se tenha operado em nós esse inesperado desenvolvimento que passa por livrar-se da dúvida, ser-se incapaz da relativização, de uma perspectiva parcial, limitada, como se só pudéssemos lidar em termos absolutos. Seria como imaginar-se um deus, um deles, esses que só podem estar loucos, uma vez que o excesso de realidade consegue ser a pior forma de demência. Como se esta tivesse encontrado um meio de infiltrar-se na nossa interioridade. Queixamo-nos tanto da sensação de vazio, mas raras vezes imaginámos como o contrário poderia tornar-se tão mais avassalador. Quando se inventaram os deuses talvez tenha sido para isto, para libertar espaço, para aliviar algum do peso. O mundo, o que lhe acontece, é lá com eles. Assim também podíamos virar-nos para os nossos demónios, negociar umas tréguas com as nossas fraquezas. Mas na humanidade começou essa conversa das grandes proezas, das disciplinas férreas, do génio, da superação dos limites. Que grande porra. Essas pérfidas religiões da eficácia, do progresso. Muito em breve parecia que o grande projecto seria exponenciar os elementos por um efeito de aceleração constante. Tiveram uma intuição danada os revolucionários franceses quando se puseram a disparar contra os relógios nos espaços públicos. Afinal, o que é um relógio? “Uma forma de parcelar a existência em fragmentos definidos e actividades regulamentadas. Um adorno com funções policiais”, responde Vivian Abenshushan, num dos ensaios do seu Escritos para Desocupados (ed. Cutelo), aquele texto em que parece intuir que a grande doença do nosso tempo vem do elemento central de dominação a que estamos submetidos: “Notas sobre os doentes da velocidade”, eis o título. Porque o tempo lido enquanto urgência, faz com que o tice o tac sejam sentidos como esporas dos dois lados, alguém, algo a apertar connosco, a inquietar-nos, e nós, começamos a sentir-nos em falta, a viver atrasados, arrastando-nos para preencher a projecção, como se uma sombra nos precedesse, assombrados já não pelo que temos atrás de nós, mas por previsões, expectativas, como se fôssemos precedidos sempre por uma promessa a que fomos coagidos. “De um processo da natureza, o relógio converte o tempo numa mercadoria que se pode medir, comprar e vender, como tecidos ou sabonetes” (George Woodcock). Hoje, e contrariamente ao que pensa, só os preguiçosos ainda revelam algum carácter, pois esses seres obstinadamente lentos são aqueles que se mostram capazes de se desenvencilhar dessas caricaturas esfaimadas que a civilização lança em cima de cada um de nós, cobrindo-nos de promessas de triunfo. Os preguiçosos, no entanto, preferem pequenas doses de eternidade, e desenvolvem as suas estratégias para se furtar aos apelos dessa máquina central, desse regime de sincronização em que deixa de ser necessário delimitar zonas carcerárias, bastando uma eficácia do cronómetro, uma exigência absoluta de pontualidade, para que cada um se sinta consumido pela angústia da velocidade, por essa constante recriminação que nos leva a abdicarmos do tempo próprio, daquele tempo de que precisamos para coincidirmos com nós mesmos, para estarmos afinados, sensíveis, disponíveis, atentos, o tempo que nos permite atingir um estado de soberania, e não esse tempo de arrasto, em que somos atirados de umas coisas para as outras, sempre contrariados, a ponto de sentirmos que a nossa vida se descreve como um frete interminável, um imenso castigo. Muitos sentimos que somos habitantes de um tempo demasiado lento para aquilo em que este mundo se tornou. Em vez de qualquer medida de gozo, prazer, desse juízo sobre a felicidade que estava na base das obras dos grandes moralistas de outras épocas, fizeram de nós gestores do nosso próprio cansaço. Somos os capatazes desse escravo, desse cavalo de Turim, que chicoteamos garantindo a sua miséria e a nossa. O corpo é uma imensa chaga, e acaba por desenvolver as drogas necessárias ao derrube deste ânimo doentio, o de seres conduzidos a uma tal miséria que se fustigam a si mesmos. Assim, este corpo que precisa de repouso, acaba por desenvolver aflições de tal ordem que nos levam a um esgotamento. “Através do esgotamento, o tempo biológico tenta impor um compasso distinto ao homem do tempo frenético”, escreve Abenshushan. Infelizmente, quando somos levados a essa ruptura, muitas vezes é tarde demais… “O burnout é um alarme que toca fora de tempo, quando o corredor perdeu o fundo e se tornou num estranho para si mesmo. O que vem depois mais parece um travão inútil, um travão depois da catástrofe. Ansiolíticos para ‘ralentar' um corpo inerte.” Durante demasiado tempo impôs-se a libertação sexual como uma espécie de utopia, mas foram esquecendo que um dos grandes prazeres é a forma como os corpos desfalecem para se abandonar a um sono desordenado, um sono que não é efeito do cansaço, mas da libertação de si. Num tempo em que estamos devastados por um quotidiano em que o tempo não nos pertence, em que a angústia que sentimos vem de não conseguirmos ver um fim à vista para esse horizonte de tarefas por cumprir, percebemos que estamos atravessados de uma renúncia radical à vida, um esquecimento do ser. Assim, Abenshushan fala do burnout como o “prelúdio da morte do espírito, o elevado preço pago pelos soldados do dever, fustigados por um relógio tirânico”. É preciso pensar uma desordem de grandes proporções. Que os números se exprimam contra este esvaimento, esta forma de se ser arrastado, num corpo enfermiço, sem vigor. Devemos assumir um culto pela cama, “o encantamento da posição horizontal, a sabedoria da quietude”. Uma capacidade de se recusar por razão nenhuma, sem dar justificações a seja que entidade for. Ninguém precisa de ser convencido de que há algo de seriamente errado na forma como levamos as nossas vidas, como o tempo parece encolher de forma pavorosa, e a humanidade inteira se queixa de que o dia não lhe chega, que o ritmo que nos é imposto por essa realidade dominada pelo ímpeto da máquina digital nos atira para fora de qualquer relação com um tempo acolhedor. “Agora, tal como há cem anos, a dinâmica da aceleração continua a exilar o homem de si mesmo, e até da própria velocidade. (…) A velocidade celebrada pelos futuristas parece-nos hoje menos sedutora, talvez porque deixou de ser um meio ao nosso serviço para nos converter nos seus lacaios. (…) Um fascismo da instantaneidade. Foi a isso que chegámos: a guarda-livros exaustos por uma velocidade autoritária e omnipresente.” Continuamos a fazer recortes a partir do ensaio de Abenshushan, que assinala como “um mundo que vive apenas para trabalhar e trabalha até morrer é um mundo de dispépticos que se prepara para se transformar num mundo de semidementes”. “Com toda essa disciplina a toque de caixa, apenas se conseguiu que a vida não mereça ser vivida. No Japão, ao número de mortes causadas pelo excesso de trabalho soma-se o número de suicídios originados pelo desemprego. Durante a sua patrulha anual pelos bosques de Aokigara, no fim de 2012, a polícia japonesa encontrou setenta e três cadáveres, na sua maioria jovens que tiraram a vida por não conseguirem emprego, ou por terem sido despedidos. (…) Penso nesse bosque de cadáveres, no sopé do majestoso monte Fuji, e recordo aquela frase de Morand: ‘A velocidade é um caminho juncado de mortos, uma sede perpétua que nada sacia, um suplício omitido por Dante.' Talvez Aokigahara seja como uma fotografia ominosa, o símbolo de um porvir em que os males associados à nossa obsessão pela velocidade se tornarão habituais, se não crónicos.” Neste episódio, vamos aproveitar-nos do trabalho de reconhecimento feito por Margarida David Cardoso a partir das vidas que, pelas mais variadas razões, se viram dominadas por crises psicóticas, um conjunto de sintomas muitas vezes associados a quadros de doença mental, mas que podem ocorrer por uma diversidade de causas, sendo este ainda um fenómeno cercado de incompreensão. A partir daqui e do livro Aquilo que vi no escuro (ed. Fundação Francisco Manuel dos Santos) derivamos, buscando respostas ao recompor sinais daqueles pássaros para quem o céu destes tempos se tornou demasiado pesado, demasiado sujo, e que, por mais corda que lhes fosse dado, vão caindo, sinalizando uma desorientação que talvez seja a lucidez que resta quando a maior doença é estar bem-adaptado a uma realidade miserável.

Convidado
Moçambique "não está preparado para o boom da exploração de gás" após bloqueios no Qatar e Irão

Convidado

Play Episode Listen Later Mar 24, 2026 11:31


O bloqueio do gás vindo do Qatar e do Irão está a levar muitos países a olharem para Moçambique e para a sua produção de gás natural liquefeito como uma alternativa viável para o abastecimento desta matéria prima essencial. A Ucrânia disse na segunda-feira que estava disposta a trocar o gás moçambicano por tecnologias militares, uma troca que preocupa o politólogo moçambicano, Fidel Terenciano. Na segunda-feira, Daniel Chapo, o Presidente moçambicano, e Volodymyr Zelensky, Presidente ucraniano, tiveram uma conversa telefónica em que Kiev mostrou interesse no gás moçambicano. Em contrapartida, a Ucrânia prometeu apoio militar, nomeadamente a nível tecnológico, deixando entender que se trata de tecnologias usadas actualmente pelo país nos combates contra os russos como drones. No caso de Moçambique, segundo a Ucrânia, estas tecnologias poderiam servir para a segurança interna do país e a protecção das populações face ao terrorismo. Esta conversa surge num momento em que a crise de combustíveis, nomeadamente de gás, se está a acelerar devido aos ataques no Qatar e no Irão, assim como o encerramento do estreito de Ormuz. Impedida de voltar aos níveis de produção de gás dos tempos de paz, a Ucrânia procura alternativas de abastecimento estando já a preparar-se para o próximo Inverno. No entanto, o aprofundamento das relações com a Ucrânia pode abalar a política de não-alinhamento de Moçambique nos conflitos internacionais, segundo o politólogo moçambicano, Fidel Terenciano. "Neste momento não é oportuno para Moçambique estabelecer relações quer comerciais, quer diplomáticos com a Ucrânia, até por conta do tipo de relações históricas estabelecidas entre Moçambique e Moscovo. Nos últimos seis meses Moçambique mudou a sua abordagem de não alinhamento para alinhamentos e isso pode sobremaneira perigar a posição de Moçambique nos próximos tempos, até no concerto das nações. [...] Este acordo eu penso que ele é benéfico para Ucrânia. É uma forma de fazer pressão sob a Rússia no sentido de, se nós não tivermos possibilidades de utilizar os combustíveis que se encontram no território controlado pela Rússia, vamos abrir novas linhas de cooperação e parceria, incluindo com o país chamado Moçambique, que tem grandes reservas de gás e também de petróleo e que nos próximos tempos poderá ser a principal fonte de abastecimento para Ucrânia", explicou o especialista. Este analista considera ainda que Moçambique não está preparado para o interesse internacional crescente no gás natural liquefeito existente no país, o maior projecto africano de gás que se localiza na Bacia do Rovuma. "Tenho a impressão que nós, como país, não estávamos preparados para esse boom da exploração de recursos naturais, particularmente o gás. O que pode acontecer é que a exploração vai iniciar e Moçambique vai ser uma opção real para um conjunto de países ocidentais, já que o Irão e o Qatar estão com uma conotação negativa por parte da NATO. E, consequentemente, Moçambique vai ser o espaço de eleição. Mas o problema é que tenho muitas reservas que Moçambique como nação, Moçambique como país, terá de se preparar para esse boom. E essa escolha, tanto quanto forçada, de um conjunto de actores internacionais que agora vão começar a olhar Moçambique como a principal saída para continuar a exploração do gás e petróleo nos próximos tempos", declarou Fidel Terenciano. Para este politólogo, Moçambique deve concentrar-se nas suas relações com os parceiros africanos, considerando que as forças do Ruanda se devem manter no país de forma a reforçar os esforços levados a cabo para encontrar “um equilíbrio” em Cabo Delgado. "Devemos encontrar novos aliados no contexto africano. Preocupa-me bastante como cientista político baseado em Moçambique, o porquê da África do Sul não ter sido uma grande opção para Moçambique para debelar a questão da insurgência no contexto de Cabo Delgado. Parece-me que estamos a deixar de lado os vizinhos muito próximos que, de alguma maneira, ressentem a problemática do conflito em Cabo Delgado. Estamos a pagar a aliados um pouco mais distante que, na minha opinião, talvez nem estão interessados nos efeitos nefastos e negativos do conflito, quiçá apenas estão interessados nos efeitos positivos para eles próprios, dentre eles o fornecimento de material bélico, envio de seus homens e a cobrança das facturas muito altas. Há o contínuo controle do processo de exploração, produção e venda dos barris de gás a nível de Cabo Delgado e os lucros que eles podem obter através desse apoio que eles dão à Moçambique", concluiu e avisou Fidel Terenciano.

Devocional Diário
Qual caminho que devemos seguir para um futuro melhor?

Devocional Diário

Play Episode Listen Later Mar 23, 2026 2:19


“Ó Senhor, ensina-me os teus caminhos! Faze com que eu os conheça bem. Ensina-me a viver de acordo com a tua verdade, pois tu és o meu Deus, o meu Salvador. Eu sempre confio em ti.”Salmos 25:4-5 NTLH Qual caminho que devemos seguir para um futuro melhor?O medo de tomar a decisão errada, fazem com que muitos não tomem posicionamento do caminho que deve seguir. Isso geralmente ocorre pelo arrependimento de escolhas feitas no passado. As nossas escolhas do passado, para alguns, podem até gerar esse sentimento de arrependimento, porem foram elas que nos fizeram chegar até aqui, nos trazendo inclusive a maturidade do caminho a ser seguido.Quando andamos nos caminhos do Senhor, temos a convicção de que Ele estará conosco, não somente para nos proteger, mas também nossas ajudar na direção a ser tomada para o caminho a ser seguido.Não deixe que o medo de errar o paralise a seguir em frente no caminho a ser seguido, mas tenha a experiência e a confiança no Senhor, para acreditar de que com Ele sempre irá ficar tudo bem.Pensamento do dia:As suas experiências tem dado força para continuar ou te paralisam com medo de errar?Oração: Senhor, nos ajude a nos posicionar para a sua direção, não permita que o nosso medo de errar nos paralise e limite as nossas escolhas.Em nome de Jesus, Amém! Que você tenha um dia abençoado!Por Ubiratan Paggio#devocionaisdiarios#deusfalacomigo#SePosicione#OSenhorEContigo#ubiratanpaggio@ubiratan.paggio@ubiratanpaggio

Prova Oral
Vera Iaconelli

Prova Oral

Play Episode Listen Later Mar 11, 2026 56:10


Qual é o pale da Psicanalise? Devemos todos fazer? A convidada da prova oral de hoje responde: a psicanalista Vera IaconelliSee omnystudio.com/listener for privacy information.

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Ticaracaticast
EP 730 - CONFLITOS PELO MUNDO E A VINDA DE JESUS, O QUE DEVEMOS ESPERAR?

Ticaracaticast

Play Episode Listen Later Mar 10, 2026 121:56


Lamartine Posella é pastor, teólogo, escritor e conferencista, conhecido por suas pregações e reflexões sobre fé cristã. Líder da YAH Church, em São Paulo, ganhou grande alcance nas redes sociais compartilhando mensagens bíblicas e conteúdos de espiritualidade.

FAMÍLIA DOS QUE CREEM
No Mundo, Não Mundano - Leandro Vieira (1 Coríntios 1.1-3 - Série: Em Cristo, no Mundo)

FAMÍLIA DOS QUE CREEM

Play Episode Listen Later Feb 11, 2026 78:33


Na continuidade da nossa jornada pela primeira carta de Coríntios, refletimos sobre o fato de estarmos no mundo, mas de não vivermos de forma mundana. Isso significa compreender que vivemos no mundo, mas não devemos adotar a mentalidade da presente era. Somos chamados a desenvolver uma verdadeira exegese cultural: estar inseridos na sociedade sem absorver padrões contrários ao evangelho. Jesus não orou para que fôssemos retirados do mundo, mas para que fôssemos guardados do mal, santificados e enviados por Deus. Uma pergunta precisa sempre nos acompanhar: Há muito da presente era em nós e pouco de Cristo? Devemos refletir sobre nosso relacionamento com Deus avaliando nosso desejo de fazer a Sua vontade e buscando formas de expressar nosso apreço por Ele. Isso é pertencer a Deus — ser santo. Fomos salvos pela graça e é essa mesma graça que nos transforma, nos sustenta e produz em nós a paz que o mundo não pode dar. __ #FAMÍLIADOSQUECREEM #SÉRIEEMCRISTONOMUNDO Visite nosso site: http://familiadosquecreem.com Compre nossos livros e produtos: http://familiadosquecreem.com/loja Contribua financeiramente: http://familiadosquecreem.com.br/contribuir Ouça nossas músicas: https://open.spotify.com/artist/6aPdiaGuHcyDVGzvZV4LHy Siga-nos no Instagram: http://instagram.com/familiadosquecreem Curta-nos no Facebook: http://facebook.com/familiadosquecreem Siga-nos no Twitter: http://twitter.com/familiadqc

Espiritismo Simples
#245 - Carnaval, o olhar do Espiritismo

Espiritismo Simples

Play Episode Listen Later Feb 9, 2026 23:13


O Espiritismo compreende a lógica da consciência e da responsabilidade, e no Carnaval, não seria diferente. Devemos levar sempre em consideração se as escolhas que fazemos nos aproximam ou afastam da melhor versão de nós mesmos?Inscreva-se em nosso canal

Café com Tulipa
CT 3643 - Testemunho Vital

Café com Tulipa

Play Episode Listen Later Feb 9, 2026 2:36


Todos os discípulos de Jesus foram chamados para ser testemunhas de suas palavras e obras. Falar das obras do Senhor em nossa vida e no mundo todo e um grande privilégio e, por isso, entre outras razões, este testemunho é acompanhado de louvor e adoração. Quando reconhecemos a grandeza das obras do Senhor e as anunciamos tocamos as vidas que nos cercam. Devemos cumprir nossa missão como testemunhas sabendo que a mensagem que proclamamos é vital, é decisiva, é fundamental. Sejam uma testemunha com toda alegria e intencionalidade, buscando resgatar a vida de outros.

Expresso - Expresso da Manhã
Porque foi tão violenta a tempestade Kristin? Devemos esperar outras iguais do comboio de tempestades que está no Atlântico?

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 15:52


A tempestade Kristin fez cinco mortos e causou muitos estragos, sobretudo na zona centro do país. Foi a terceira tempestade, e a mais violenta, em menos de uma semana, mas o comboio de tempestades que tem afectado toda a Europa ainda vai trazer mais chuva, vento e frio a Portugal. Para perceber por que razão foi tão forte esta tempestade, porque atingiu com tanta força o centro do país e, sobretudo a zona litoral, conversamos com o climatologista e fundador da Planoclima, Mário Marques.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Explicador
Operação Marquês. Devemos "fatiar" os mega processos?

Explicador

Play Episode Listen Later Jan 6, 2026 13:03


João Massano, Bastonário da Ordem dos Advogados, diz que a Operação Marquês questiona o conceito de "mega processos", que descreve como "pequenos monstros ingeríveis" que se arrastam durante anos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Café com Tulipa
CT 3605 - Fortes e Corajosos

Café com Tulipa

Play Episode Listen Later Jan 2, 2026 2:46


Todo discípulo de Jesus é conclamado a viver pela fé. Devemos confiar na Palavra do Senhor e caminhar segundo a sua direção e instrução. Este é nosso desafio diário, pois nem sempre entendemos ou contemplamos os planos do Senhor com clareza, entretanto, podemos ser fortes e corajosos, sabe do que o Senhor é fiel e cuida de nossa vida. Nosso chamado para viver pela fé é um desafio, mas podemos cumpri-lo na força que o Senhor supre.

Carlos McCord
#352 - 19/Dez | EM QUE DEVEMOS CONCENTRAR-NOS | Tudo Para Ele (Oswald Chambers) | Permanecer

Carlos McCord

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 8:05


Ministério Permanecer Instituto Jesus Cristo

Café com Tulipa
CT 3583 - Coroa da Vitória

Café com Tulipa

Play Episode Listen Later Dec 11, 2025 2:55


O sentimento de “dever cumprindo” é uma ótima experiência. Quando somos fiéis ao que nos foi determinado ou cumprimos a tarefa que nos foi dada descansamos em paz. Esta é a sensação que todos nós deveríamos buscar, pois sabemos que fomos criados e chamados para um propósito e conhecê-lo e cumpri-lo dá sentido e segurança para nossa vida. O apóstolo Paulo é um maravilhoso exemplo da segurança que este senso produz em alguém, pois ele, mesmo diante da morte, estava sereno e tranquilo, pois sua vida cumpriu a vontade do Senhor e ele espera receber a coroa da vitória que lhe foi prometida. Devemos desejar e buscar esta coroa. Com a fé, obediência e dedicação todos nós, um dia, também receberemos a nossa coroa da vitória.

Café com Tulipa
CT 3582 - Mente Transformada

Café com Tulipa

Play Episode Listen Later Dec 10, 2025 3:06


É necessário nos preocuparmos com nossas atitudes, entretanto, precisamos nos preocupar, também, com nossa mente, com tudo que temos ouvido e visto. Nossas ações são o resultado de nossos pensamentos, nossos conceitos, e temos sido bombardeados por tudo que é contrário à vontade de Deus expressa em sua Palavra. Devemos, por isso, tomar muito cuidado com o que vemos, lemos ou ouvimos, pois tudo afeta o nosso pensamento. Paulo nos exorta e inundar nossa mente de tudo que é louvável. Precisamos, para isso, ler, meditar e estudar a Palavra de Deus, pois é nele que encontramos a vida que Deus que para nós, a melhor vida possível. Precisamos ter nossa mente transformada pela Palavra de Deus.

Arquivo Misterio
O que ela sofreu no Rio Grande do Sul é inacreditável | Zilda Bitterncourt

Arquivo Misterio

Play Episode Listen Later Nov 10, 2025 21:58


BBC Lê
Chefões das big techs se preparam para 'fim dos tempos': devemos nos preocupar também?

BBC Lê

Play Episode Listen Later Nov 6, 2025 14:30


Suposta construção de abrigos subterrâneos por Mark Zuckerberg e outras lideranças de empresas de tecnologia alimentam especulações sobre temores com avanço e sofisticação da IA.

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer
Ricardo Araújo Pereira: “Balsemão era um verdadeiro democrata. Quando encontramos um, devemos valorizar. Já não há assim tantos”

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer

Play Episode Listen Later Oct 22, 2025 10:43


Na edição especial dedicada a Francisco Pinto Balsemão, Ricardo Araújo Pereira recorda o fundador da SIC e do Expresso como um verdadeiro democrata e defensor intransigente da liberdade. O humorista sublinha que, em cerca de duas décadas de colaboração com o grupo, nunca sentiu qualquer tipo de censura ou interferência, e elogia o facto de Balsemão proteger os criadores para que trabalhassem sem constrangimentos. Destaca ainda o seu espírito jornalístico e curiosidade intelectual, que o levaram a manter-se atento à inovação até ao fim da vida, interessando-se por temas como a inteligência artificial e os podcasts. Ricardo Araújo Pereira considera que a fundação de meios como a SIC Radical foi decisiva para o surgimento de novas gerações criativas, incluindo o Gato Fedorento. Lembra-o como um homem visionário, generoso e curioso, que acreditava na liberdade de expressão e na força da comunicação como instrumento essencial da democracia portuguesa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

45 Graus
Patrícia Fernandes e Miguel Vale de Almeida (parte 2): A radicalização das redes sociais, direita radical, o desafio da imigração e teorias de género

45 Graus

Play Episode Listen Later Sep 11, 2025 77:25


Veja também em youtube.com/@45_graus Patrícia Fernandes é doutorada em Filosofia Social e Política pela Universidade do Minho em 2017, onde é actualmente Professora Auxiliar Convidada. Os seus principais interesses de investigação têm sido Teorias da Democracia, Políticas de Identidade, teorias críticas, História das Ideias Políticas. Tem tomado posição nestes temas nos últimos anos, sobretudo em artigos de opinião no jornal Observador, onde é muito crítica das ideias e das mudanças sociais propostas por esta nova visão política. Miguel Vale de Almeida é professor catedrático de Antropologia no ISCTE. Tem pesquisado questões de género e sexualidade, etnicidade, «raça» e pós-colonialismo, com vários livros publicados em Portugal e no estrangeiro. Além de cronista e escritor, tem sido ativista dos direitos LGBT e foi eleito Deputado à Assembleia da República em 2009, tendo estado envolvido na aprovação do casamento igualitário. _______________ Índice: (3:16) Redes sociais | Antonio Gramsci | Dificuldade do compromisso nestes temas (19:36) Devemos implementar quotas de género ou raciais? (30:02) Direita populista radical (33:54) O aumento da imigração em Portugal (44:02) O que é “ideologia de género”? Construtivismo social Livros recomendados pela Patrícia: White Fragility, de Robin DiAngelo | De Esquerda, Agora e Sempre, de Mark Lilla | Teorias Cínicas de Helen Pluckrose e James Lindsay | A Religião Woke de Jean-François Braunstein | Livro: A Mente Justa de Jonathan Haidt | A Geração Ansiosa de Jonathan Haidt | A Infantilização da Mente Moderna, de Greg Lukianoff e Jonathan Haidt | Memórias da Plantação de Grada KilombaSee omnystudio.com/listener for privacy information.