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Nicodemos é apresentado (v.1) como pertencente aos fariseus – nome dado à um grupo de homens judeus que formavam um partido político-religioso no tempo de Jesus.Os fariseus eram um influente grupo religioso e político, que surgiu no mundo judaico por volta do século II a.C. Eram bem-vistos pelo povo judeu por seu zelo com a Lei de Deus, conhecidos pela observância rigorosa da Torá escrita e das tradições orais.Tim Keller, em seu livro “Encontros com Jesus” define Nicodemos como “um líder prestigiado do sistema civil e religioso, de moral elevada”.Esse homem é apresentado como um destacado líder judeu, que de noite vai ao encontro de Jesus e – como é típico de gente assim – cumprimenta Jesus esboçando muita cortesia, destacando as impressões que Jesus estava deixando naquela comunidade em função dos sinais que vinha demonstrando de ser alguém vindo da parte de Deus.A reação de Jesus forma um diagnóstico certeiro: “se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus.”É razoável pensar que um homem que passou a vida adorando a Deus de acordo com a rigorosa tradição judaica, deve ter ficado ofendido com o pronunciamento estranho de Jesus, mas a maneira como o diálogo segue revela o drama interno do prestigiado religioso:- Vou entrar no Reino dos Céus? O que estou fazendo é suficiente?Uma leitura desse encontro com Nicodemos em conjunto com o encontro com a mulher samaritana, descrito no próximo capítulo, facilmente nos levaria a concluir que aquela mulher marginalizada que não parava em nenhum casamento precisava nascer de novo... mas Nicodemos parece não se enquadrar numa necessidade tão radical!Mas é à ele que Jesus disse: É necessário nascer de novo!Todo ser humano precisa de um encontro com Jesus... um encontro que o leva a nascer de novo, a dar à sua vida um novo sentido, a fazer com que haja uma experiência transformadora!#igrejabatista #igrejanaoelugar #reflexão # #pregação #jesus #encontrocomjesus
Num dia quente de outubro de 2014, duas bolotas apareceram numa praia cearense. Eram dois peixes-boi recém-nascidos – gêmeos, uma raridade – e foram salvos pela Aquasis, uma ONG que se especializou nesse tipo de resgate. Os gêmeos, batizados de Tico e Teco, passaram os seguintes anos em reabilitação. Tico dava um pouco mais de trabalho: era um pouco mais devagar, um pouco mais arisco, e muito agarrado no gêmeo dele. Quando Teco morreu aos quatro anos, temeram também pela vida do irmão – mas em vez disso, Tico desabrochou. Tanto que em julho de 2022, ele foi o quinto peixe-boi solto pela Aquasis para tentar a vida livre. Começou ali uma peregrinação que passou por três países e mobilizou pesquisadores pelo Caribe afora. E assim como Ulisses, da Odisseia, Tico também enfrenta dificuldades homéricas para voltar para casa. Por Flora Thomson-DeVeaux Membros do Clube da Novelo podem ouvir os episódios do Rádio Novelo Apresenta antecipadamente, além de ter acesso a uma newsletter especial e a eventos com a nossa equipe. Quem assinar o plano anual ganha de brinde uma bolsa da Novelo. Assine em https://www.radionovelo.com.br/clube A Escola MASP está com inscrições abertas para o curso Histórias da Arte Latino-americana – um percurso crítico pela produção do continente nos séculos XX e XXI, entre obras, documentos e ações coletivas que disputam imaginários públicos e articulam redes de solidariedade, num continente atravessado por ditaduras, lutas anti-imperialistas e reivindicações por justiça social. São 12 aulas online e ao vivo, às segundas, das 19h às 21h, de 9 de março a 1º de junho, com Luise Malmaceda. As aulas ficam gravadas por 30 dias.No mesmo semestre, a Escola MASP também oferece Histórias da Arte Moderna, com Felipe Martinez, de 16 de março a 15 de junho.Assinantes do Clube Novelo têm 10% de desconto. https://www.bilheteria.masp.org.br/pt-BR/courses/25b741bb-36ae-44b9-85b7-d153f44025b7?utm_source=parcerias&utm_medium=spot&utm_campaign=hala&utm_id=novelo A partir dos 7 anos nos cães e 8 nos gatos, check-up regular vira parte do cuidado. O Plano de Saúde Petlove ajuda a colocar esse cuidado na rotina, com rede credenciada em todo o Brasil e microchipagem gratuita. Use o cupom RADIONOVELO50 e ganhe 50% de desconto na primeira mensalidade. Plano de Saúde Petlove. Se tem pet, tem que ter. *Exceto Plano Leve. Promoção por tempo limitado, não acumulativo com outras promoções. Consulte a disponibilidade na sua região. Mais informações no site da Petlove. https://saude.petlove.com.br/?promocao=influencer&utm_source=instagram&utm_medium=influencer&utm_campaign=radionovelo “Um hino à vida” traz a história de Gisèle Pelicot, a mulher que enfrentou o marido e expôs um dos casos mais chocantes de abuso na França. Com o cupom 10OFFGISELE você ganha 10% de desconto no site da Amazon: https://www.amazon.com.br/Um-hino-vida-enfrentou-chocantes/dp/8535943420/?&tag=companhiadasl-20 Palavras-chave: peixe-boi, vaca marinha, Aquasis, resgate, manatí, manatee, Venezuela Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
“Veio-me à cabeça a imagem do general Garibaldi quando, ao partirem de Roma, disse aos soldados que lhes oferecia sede e calor durante o dia, fome durante a noite e perigo a toda a hora…” Isto serve como impulso se nos viramos para aquele outro lado do qual só recebemos notícias quando algo da ordem da catástrofe nos faz sentir como a realidade é hoje outro nome para o esquecimento. Esses lugares por onde anda a monte, sem prece que o alcance, e a coçar-se contra tudo o deus dos secretos, senhor de vidas inesperadas, que não quadram, não encontram rima neste mundo, mas são contíguos a desertos, serras floridas, e mato agreste, afiados instintos de tanta dar caça a bichos difíceis de explicar, enumerar, armar ciladas aos pássaros, naças aos peixes no mais fundo rio, pescarias ali onde o rio faz d'água uma mansa colheita, e às vezes distraído num gesto mais largo, molhava n'água amara, e compelia/ a recolher a roxa tarde e breve”, depois servia-se da capela abandonada como despensa, usava os santos quebrados para esfacelar a carne. Chamam casa a estes lugares que começam onde se chama campo ao que mais ninguém quis. Tudo saqueado, vendido, traído, tudo roído por uma angústia esfomeada. “Vês o tempo como foge/ que parece que não toca?” Como querem então fazer deste tempo qualquer coisa que se sinta, que de si possa fazer exemplo, deixar algo em conserva, penetrar com um perfume apenas seu esses esforços de memória? “Correm os nossos tempos de maneira,/ Antes no mal parece que estão quedos,/ por mais que mude o sol sua carreira,/ Tantos os males são, tantos os medos,/ Que não há vale cá, não há ribeira,/ Por onde soem já cantares ledos;/ Dos tristes ouvi esses, entretanto/ Dará o céu matéria a melhor canto.”… Há tanto tempo já que não cantamos, e parece até que grão mal adivinhamos. Parece que erram buscando saber o que vão por aí inda dizendo os poetas, mas estes, pior que as silvas, têm só esta estratégia de viverem virados para si mesmos, fazendo o seu, como quem oferece caução, sem levantar ondas, e depois esperar que se insista nesse triste enredo que foi o da eternidade, como se eles disso tivessem notícias mais do que as enfermidades de retardo que nos servem de quotidiano. “O vosso Tejo vai de sangue tinto./ Tal vai o nosso Douro, tal o Lima,/ E vão ainda pior do que te pinto./ Aquele que mais pode não estima/ Entrar por onde quer, saqueia tudo,/ O fogo traz na mão, a maça e a lima./ O dono do curral há-de ser mudo,/ Se não quer, em soltando uma só fala,/ Provar com dano seu, seu aço agudo.” Só vagos ventos sem origem nem nenhuma espécie de sentido andam pelos fundos da língua, a fazer que vivam antigas imagens, muito repetidas, muito usadas para ajudar a despertar fantasmas um pouco mais doces, como o dessa Leanor descalça, que vai pela verdura até à fonte e… “A talha leva pedrada,/ pucarinho de feição,/ sai de cor de limão,/ beatilha soqueixada; cantando de madrugada,/ pisa as flores na verdura:/ Vai fermosa e não segura.” O campo hoje é mais um enredo que o ouvido capta escutando os ecos na sua intimidade ajeitados a modos bravios fazendo por se reproduzirem. “O maravilhoso move-se tão próximo/ das casas sujas e decrépitas…” E o que temos nós ainda de ligação com isto, ainda somos capazes com o nosso peso de assentá-lo em qualquer pegada que faça florescer a verdura? Somos vistos lá onde o tempo se faz outro de tão longe, e temos alguma semelhança muito lavada com esses de olhos castanhos, a tez soleada, a fala cantada de só saber das coisas o recorte emprestado pelo ar. Outros ouvirão falar de um país esquecido, entregue à sua bárbara implosão, num mundo entregue ao desaire de envelhecer, enrijar, ossificar-se sem mais distracção que a própria destruição… Essa é a sua musa, e desperta nele uma intenção terrível, a de um mundo que deita um olhar envilecido a tudo o que de fora só vem para roubar-lhe a paz, incomodá-lo. Eram mentira os idílios, e mesmo desses lendas cheias do unto verboso foi tendo outra impressão… “Um dia vi o amor – era medonho:/ tinha olhos convulsos de anjo bêbado/ e a máscara do ódio.” Os que eram daqui, de tanto se desfazerem contra os trabalhos ordinários que aos demais serviam de ilustração, impulsos para que a lira se entregasse às suas perras entoações, tão fartos de terra, de séculos sentindo os ossos lentamente esmagados contra ela, com vergões e cicatrizes herdadas na pele, e nenhum entusiasmo por esses nomes que a nós nos sabem a mel e cheiram a madressilva. Mal se puderam ver livres de tudo isto, deram cabo dela e de tudo o que lhes lembrasse, nesse crime passional de que fala o Rui Lage. Preferem-lhe tudo o que sirva para enforcar a vista, essas grandes casas, edifícios que fecham a vista, escondem o horizonte, empurram o olhar para longe de todo o céu, fartos-fartos da terra, das infinitas extensões que lhes causavam vertigem pois só viam o imenso trabalho que tudo isso lhes dava. Se nós vamos ao campo em passeio, gozar do prazer de ver a terra presa aos astros, alguns vêm a ígnea tela bárbara de espanto, conhecem os infinitos cansaços de “um povo que vivia a suicidar-se, arando a terra, abrindo a derradeira cama”. Esse povo que hoje nos custa reconhecer como a nossa mais funda tradição, povo para quem o trigo é pão em flor, povo para quem a verdadeira flor era o pão. E é deles sobre nós que sentimos assentarem como uma esparsa maldição esses olhos rasos de um espanto podre, vozes misturadas ao silêncio, um engolir a seco nas serras onde irá a enterrar por estes dias o último pastor, lugares à morte entregues todo-ouvidos. Esta a corografia que se apropriará dos nossos restos, o país das “cabras e carrascos”… “É no teu chão dorido/ Que gasto, em paz, os cascos/ Deu fauno envelhecido…” Escreva-se o requiem, então, sendo certo que de nós nada irá notar-se que não comece ali, que se esboce entre aquela névoa: “A morte/ em flor/ dos camponeses/ tão chegados à terra/ que são folhas/ e ervas de nada/ passa no vento/ e eu julgo ouvir/ ao longe/ nos recessos da névoa/ os animais feridos/ do Início.” Tão poucas páginas daquilo que se resolve antologias fazem ferida como esta. Um pó que soa, um brilho que nos chama para a infinidade dessas noites em que não havia mais que acumular o resíduo de estrelas, vê-lo pairar, como uma essência estranha àquela terra que se fazia sentir com a sua imensidão nos corpos, o peso deles também a decompor-se, sem dar notícia, nesse pouco som enfrentando os currais sem gado que ruíram de pobreza. O sofrimento é a única história, mas desta talvez só o musgo dê, “em seu discurso esquivo de água e indiferença alguma ideia disto”. E, por isso, neste tempo que é sempre depois, só nos resta passar por lá em prosa, para não nos entregarmos a essa inane torpeza de quem canta seja o que for, e se põe a soprar aos pés de um enforcado a ver se o faz balouçar… O enforcado de quem ainda alguns têm muita vergonha… “No gesto suspensivo de um sobreiro,/ o enforcado.// Badalo que ninguém ouve,/ espantalho que ninguém vê,/ suas botas recusam o chão que o rejeitou.// Dele sobra o cajado.” É uma forma de dizer mal disto tudo, outra é lançar um fósforo e rir-se ao vê-los naquela dança dos noticiários, estes que só sabem soletrar o desastre quando o campo, a paisagem deles, surge carbonizado. Quando já não é possível trocar coisa nenhuma por nada que valha. Um fim muito claro, muito fácil de entender, traduzindo em cinzas aquilo que de outro modo não era senão “um pó que nem se palpa/ na peneira do mundo”. E de toda aquela história resta o quê? Além da dúvida de um tempo incerto, sem ciclos, sem estações sequer, os campos tão sós… “Tão longe/ dos homens, as largas plantações, ermos/ sem lar, sem fumos, sequer sem espectros/ dos antigos habitantes vivos.” Aos poucos o bucolismo já não aguenta canto seja de que espécie for, morrem as espécies e só se gera já “crias das bestas e dos homens”, um hálito desolador e “oposto ao antigo sopro do Génesis; que gera/ criaturas como se meramente simulasse/ a vida. E a paisagem torna-se aparência,/ semente simulacro e armadilha”. Teremos, então, de nos contar não tanto com os resíduos de estrelas, que já quase não se vêem, mas com os resíduos do campo: “É o oco interior de alguns/ quintais. O bailado surdo/ e brusco das asas/ da galinha./ A caleira podre aonde/ chora um pingo/ – o derradeiro.// É o mundo minúsculo/ dos canteiros; a vida/ nos degraus da planta; a sesta/ de uma gata que por acaso/ insiste em ser novelo.// É este chão cinzento./ A carne entumescida das paredes./ As espinhas reunidas/ do que foi um peixe.// E as armas toscas de matar/ o tempo: colheres, comida, insectos que tentam/ (ao menos) um mundo/ irrequieto./ É a noite que tem as mãos/ suspensas sobre um alguidar/aonde bóia o dia/ pequeno/ de todas as crianças.// Em certas casas constroem-se/ filhos: a música suave/ que se ouve nas camas./ Resíduos da canção/ a única/ que este povo/ ainda sabe/ e canta.” E com este balanço todo que levamos, colhido na mais recente antologia da poesia portuguesa que nos ofereceu Rui Lage, aquela que reza sobre os campos afinal tão infelizes que foram mantidos até meados do século passado num epílogo do Neolítico, parece que deste lado já estamos safos. Mas, entretanto, se a natureza só é vista em trânsito, cada vez mais embaraçada, a vida cedeu toda ela a um comércio passageiro, e se antes Deus se pagava com o seu próprio dinheiro (lombarda, vinho, feijão-verde e batata nova entre outras espécies), agora parece que a própria vida lírica está inteiramente nos velhos, os que tendo memória de outro mundo, estão invadidos de um infinita suspeita, e tossem, conspiram contra este com uma militância certamente desencantada, mas talvez já só haja algum encanto em ser contra. “Sempre se busca alguma espécie de/ mortal eternidade e a escolha/ da terra é a melhor// forma de amar um tempo destinado/ a mostrar que a linguagem por mais/ ninguém usada// como poesia/ o mortal corpo de quem/ a usou há-de por fim dilacerar”. De resto, que resta? Talvez já só esse resíduo de alvoroço, andar para trás e recompor com toda a dificuldade uma pequena porção de toda aquela dor, emocionar-se diante de algo como um arado, que hoje adquire as feições de um passado remoto, mais parecendo o seu esqueleto. Contra a tecnologia toda que se alimenta de nós, espantar-se diante desse ser já sem mundo… “A mecânica do arado é rudimentar,/ clarividente e sóbria. Nada tem/ em demasia: o que a função requer/ e nada mais.// No perfil eficiente do arado/ há qualquer coisa de navalha, qualquer coisa/ de falo em riste, em transe de fecundar.// de facto, noutros tempos,/ era o arado que rasgava a terra,/ fazia dela um ventre aconchegado –/ cenário certo para o deflagrar da vida/ que vai dentro das sementes.// isto foi no tempo em que havia agricultura/ nos gestos quotidianos dos homens/ e das mulheres.” Agora, o campo na linguagem parece também ele algo que se trafica na sua versão transgénica. Vemos aquele talento para combinar os termos e favorecer um apelo rústico, na poesia como na gastronomia ou nos empreendimentos de turismo-rural… Os poemas dos nossos neo-bucólicos, estão cheios de tojo, restolho e urze, giestas, estalidos, de folhas secas, água a correr, das vozes distantes que chamam dos quintais, e das “casinhas/ com papás, vovós e manos, talvez/ com uma sentida perda/ de um talher à mesa e uma/ horta, couves, alfaces, a doméstica/ economia dos quintalórios/ com um cão cativo a ladrar/ à sina e à honestidade das batatas/ que as mães ou avós ainda esmagam/ na sopa com uns pingos de azeite e/ enfado. Pequeno país do/ gasóleo e futebol, memórias/ de mercados e feiras buliçosas,/ de escolinhas rústicas, agora desertas,/ com a cruz e os presidentes na parede,/ pequeno país de bravia/ palavra, sofrida crueza/ de mato ardido e estrumes, sucatas,/ detritos, o hábito endurecido dos/ pequenos holocaustos/ diários.” E para que mais queremos o espaço, a terra, o país propriamente, esse que serve de luxo de passagem, com todas essas aldeias com abismos e alguma ribeira ao fundo. Carbonizadas aldeias que parece que se deitaram para sempre, e estão por aí como ruínas de embalar, “como se nenhum de nós conseguisse entrar nesse obscuro mundo de leis e direcções invisíveis”. E olhamos para tudo isso e aqueles que lhe escaparam de algum modo talvez se sintam como se reconfortados, como se não pudesse mesmo haver volta, e não quisessem daquele mundo outra coisa além desse “mecanismo triste/ movendo a boca breve”. E o fogo talvez seja a última honestidade de que somos capazes. Talvez, de algum modo, nós sejamos toda a destruição que sonharam e convocaram essas tantas gerações que ali no campo “nasciam, penavam e pereciam no anonimato e no isolamento mais cru”, como nos diz Rui Lage. “A luta pelo pão de cada dia exauria a força vital, conduzida para o braço que fazia descer a enxada e o mangual, que pilotava o arado, que cegava as espigas no braseiro do estio e tocava o gado pelos montes. Do berço à cova, a existência do camponês compunha-se de agruras e privações inumeráveis. Ninguém disse tal condição em verso tão cortante quanto Gil Vicente, pela voz do lavrador da Barca do Purgatório (1518): ‘Sempre é morto quem do arado/ há-de viver'. Afinal, nesse auto medial da trilogia das barcas, o Lavrador anuncia-se ao Anjo não como debutante da morte, mas como seu veterano: ‘Da morte venho eu cansado'. Séculos a fio, o adeus aos campos infelizes foi um gesto vedado. A aldeia fazia as vezes de um cativeiro sem grades.”
Succesul autentic vine din curajul de a experimenta și de a testa idei noi fără teama de a eșua în fața publicului. Este esențial să ne oprim periodic din agitația zilnică pentru a învăța lucruri noi și pentru a ne verifica sistemul de valori personale. Tehnologia modernă și inteligența artificială trebuie privite ca unelte puternice care ne ajută să ne transformăm viziunile în realitate mult mai rapid decât în trecut. În același timp, educația trebuie să evolueze spre un model personalizat, adaptat nevoilor și ritmului unic al fiecărui individ. Oamenii care au atins succesul au datoria morală de a sprijini comunitatea și de a împărtăși experiența lor celor aflați la început de drum. Societatea ar funcționa mult mai eficient dacă s-ar baza pe competență și pe respectarea cuvântului dat, în locul birocrației rigide. În final, viitorul nostru depinde în mod direct de capacitatea de a rămâne curioși și de a ne adapta constant la schimbările accelerate ale lumii. IGDLCC înseamnă Informații Gratis despre Lucruri care Costă! Totul ne costă dar mai ales timpul așa că am făcut această serie pentru a mă informa și educa alături de invitați din domeniile mele de interes. Te invit alături de mine în această călătorie. Mi-am propus să mă facă mai informat și mai adaptat la schimbările care vin. Sper să o facă și pentru tine.
Lembram-se das chuvas ácidas? Eram a grande crise ambiental antes do buraco do ozono e também das alterações climáticas. Contudo foi uma crise que resolvemos com tecnologia e cooperação internacional.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Havia um mandado de captura europeu em nome de Gregorian Bivolaru há vários anos, mas isso não mudava nada. Na clandestinidade, escondido algures nos arredores de Paris, o guru continuava a receber dezenas de discípulas. Eram escolhidas entre as alunas das escolas do movimento de yoga e tantra espalhadas pelo mundo. Diziam-lhes que eram muito especiais e que iriam receber uma “iniciação secreta” do próprio guru. O que muitas não sabiam é que seria uma iniciação sexual. Vera é uma dessas alunas. Viaja para França e depois de uma semana à espera, trancada numa casa na capital francesa, vai ser finalmente chamada ao quarto do guru. Já Lara escreve ao guia espiritual a pedir ajuda para resolver um problema pessoal. Mas, quando se encontram cara a cara, vai ficar tão desiludida que, em pouco tempo, vai abandonar a escola de yoga. "Os Segredos da Seita do Yoga" é o novo Podcast Plus do Observador. É narrado por Daniela Ruah e tem banda sonora original de Benjamim. Pode ouvir semanalmente os episódios de "Os Segredos da Seita do Yoga" na playlist própria do podcast na Apple Podcasts, Spotify, Youtube ou outras plataformas de podcast. Os assinantes standard e premium do Observador têm acesso exclusivo e antecipado a todos os episódios em observador.pt.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Havia um mandado de captura europeu em nome de Gregorian Bivolaru há vários anos, mas isso não mudava nada. Na clandestinidade, escondido algures nos arredores de Paris, o guru continuava a receber dezenas de discípulas. Eram escolhidas entre as alunas das escolas do movimento de yoga e tantra espalhadas pelo mundo. Diziam-lhes que eram muito especiais e que iriam receber uma “iniciação secreta” do próprio guru. O que muitas não sabiam é que seria uma iniciação sexual. Vera é uma dessas alunas. Viaja para França e depois de uma semana à espera, trancada numa casa na capital francesa, vai ser finalmente chamada ao quarto do guru. Já Lara escreve ao guia espiritual a pedir ajuda para resolver um problema pessoal. Mas, quando se encontram cara a cara, vai ficar tão desiludida que, em pouco tempo, vai abandonar a escola de yoga. "Os Segredos da Seita do Yoga" é o novo Podcast Plus do Observador. É narrado por Daniela Ruah e tem banda sonora original de Benjamim. Pode ouvir semanalmente os episódios de "Os Segredos da Seita do Yoga" na playlist própria do podcast na Apple Podcasts, Spotify, Youtube ou outras plataformas de podcast. Os assinantes standard e premium do Observador têm acesso exclusivo e antecipado a todos os episódios em observador.pt.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Havia um mandado de captura europeu em nome de Gregorian Bivolaru há vários anos, mas isso não mudava nada. Na clandestinidade, escondido algures nos arredores de Paris, o guru continuava a receber dezenas de discípulas. Eram escolhidas entre as alunas das escolas do movimento de yoga e tantra espalhadas pelo mundo. Diziam-lhes que eram muito especiais e que iriam receber uma “iniciação secreta” do próprio guru. O que muitas não sabiam é que seria uma iniciação sexual. Vera é uma dessas alunas. Viaja para França e depois de uma semana à espera, trancada numa casa na capital francesa, vai ser finalmente chamada ao quarto do guru. Já Lara escreve ao guia espiritual a pedir ajuda para resolver um problema pessoal. Mas, quando se encontram cara a cara, vai ficar tão desiludida que, em pouco tempo, vai abandonar a escola de yoga. "Os Segredos da Seita do Yoga" é o novo Podcast Plus do Observador. É narrado por Daniela Ruah e tem banda sonora original de Benjamim. Pode ouvir semanalmente os episódios de "Os Segredos da Seita do Yoga" na playlist própria do podcast na Apple Podcasts, Spotify, Youtube ou outras plataformas de podcast. Os assinantes standard e premium do Observador têm acesso exclusivo e antecipado a todos os episódios em observador.pt.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A primeira vez que Jorge Leitão Ramos entrou numa sala de cinema foi há 67 anos. No Monumental em Lisboa podiam sentar-se 2170 pessoas a ver o mesmo filme, à mesma hora, no mesmo local — que para o crítico de cinema do Expresso “parecia um palácio com aqueles vastos foyers de grandes lustres, mármores, esculturas e imensas carpetes.” Ele “queria estar ali, viver naquele lugar”. Agora que, de Braga a Tavira, se fecham multiplexes, conversamos com ele, para lembrar cinemas da Lisboa que já não existem, e com João Miguel Salvador para dar conta da realidade em que deixamos de ir ao cinema e passamos a receber o cinema em casa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em tempos que talvez nem possam ser outra coisa senão uma pura efabulação, um desvio, uma desordem dessas para as quais nos viramos quando os sonhos se põem a lutar contra o mundo, chegávamos a um desses textos onde parecia que o intuito, todo o esforço em que alguém se empenhou, passava por “escrever páginas e páginas, enchê-las de pedras, de erva, de floresta, de céus, de movimentos das pessoas na rua, de vozes, de casas, do passado, do hoje, de quadros, de estátuas, de rios e de ondas e de copos e de frascos e de gesso branco no meu ateliê e de nuvens, criança deitada na liberdade…” (Alberto Giacometti). Seria um modo de um tipo vestir o mundo como uma segunda pele, resvalar consistentemente entre as coisas, ser de tal modo substantivo que deixava de se considerar um indivíduo. A solidão estava dispersa, absorta. Mas agora que os poetas também se consideram personagens essenciais da beleza publicitária, talvez até mais no momento em que se julgam separados da restante massa de gente, apenas vinculados a uma suposta autonomia das formas artísticas, regulando-se por outras leis num mundo que se encontra em todos os seus aspectos prostituído, é bom lembrar aquilo que notou Barthes, vincando como toda a publicidade dos produtos de beleza se baseia numa espécie de representação épica da intimidade. Num tempo em que os indivíduos se vêem transformados em seres abstractos, o modo como cada um enfatiza a sua realidade íntima, engrandecendo-a para costurar a mitologia patética de si mesmo, é assim que o discurso consegue alcançar a superfície, andar a par dessa superfície viva que é a pele, onde se organizam as miragens galopantes deste tempo, um discurso inteiramente absorvido pelas aparências, por fazer funcionar essa ordem de representações. Seres que são coisas, mas sem qualquer substância. Talvez por isso, naquele breve romance com esse título, Perec diz-nos que o inimigo passou a ser invisível… “Ou melhor, estava neles, tinha-os apodrecido, gangrenado, destruído. Eram os tansos da história. Pequenos seres dóceis, reflexos fiéis de um mundo que escarnecia deles. Estavam enterrados até ao pescoço num bolo de que nunca teriam mais do que migalhas.” Não damos já com esse orgulho dos monstros, que caíam nas zonas mais inesperadas “para revelar a entristecidos burgueses que a sua vida de todos os dias tem de raspão assassinos sedutores, ardilosamente guindados até ao seu sono, que eles atravessam por uma qualquer escada de serviço que não rangeu, armada em cúmplice” (Genet), e isto de modo a fazer explodir de aurora as sugestões dos seus crimes, como segredos entre os quais a língua se recompõe e parece respirar de novo, fazendo-se entender por gestos de tal modo vivos, e encarniçados, que parecem a um tempo absurdamente espontâneos e longamente premeditados. A partir de um certo momento o mal é a única forma de clareza que nos resta, e tem do seu lado toda a razão, toda essa razão que foi votada a uma existência clandestina por aqueles que quiseram livrar-se das suas próprias consciências. Bataille diz-nos que o interesse da obra de Genet não se deve à sua força poética, mas ao ensinamento que resulta das suas fraquezas. “Existe nos escritos de Genet qualquer coisa de frágil, de frio, de friável, que não detém necessariamente a admiração, mas que suspende a harmonia. A harmonia, o próprio Genet a recusaria, se por um erro indefensável lha quiséssemos aplicar. Esta comunicação que se esquiva, quando o jogo literário faz dela a exigência, pode deixar uma sensação de fingimento, e pouco importa se o sentimento de uma falta nos reenvia à consciência da fulguração que é a comunicação autêntica. Na depressão, resultante destas trocas insuficientes, em que se mantém uma divisória embaciada que nos separa, leitores, daquele autor, tenho a seguinte certeza: a humanidade não é feita de seres isolados, mas de uma comunicação entre eles; jamais nos damos, nem que seja a nós próprios, senão numa rede de comunicação com os outros: estamos mergulhados na comunicação, encontramo-nos reduzidos a essa comunicação incessante da qual, mesmo no fundo da solidão sentimos a ausência, enquanto sugestão de múltiplas possibilidades, como a espera de um momento em que ela se resolve num grito que outros ouvem. Porque a existência humana apenas é em nós, nesses pontos em que periodicamente se estabelece, linguagem gritada, espasmo cruel, riso louco, onde a harmonia nasce de uma consciência enfim partilhada da impenetrabilidade de nós mesmos e do mundo.” E se algum dos ditos ‘poetas' nos segue, convinha que fixasse pelo menos isto, para nunca o esquecer: “jamais nos damos, nem que seja a nós próprios, senão numa rede de comunicação com os outros…, jamais nos damos, nem que seja a nós próprios, senão numa rede de comunicação com os outros”. Mas, hoje, tudo parece invertido, como se submetido a uma radiância de astros de luto, de tal modo que mesmo o desejo e o prazer estão novamente inscritos no quadro das formas de profanação e degradação íntima, por todo o lado vemos essa pressão de uma moral que se impõe em todos os aspectos da vida e leva a que as relações sexuais sejam “tematizadas como práticas altamente problemáticas, traumatizantes, das quais se arrisca sempre, ao aventurar-se nelas, sair-se ferido e, portanto, em relação às quais seria preciso estabelecer os processos necessários para poder obter uma reparação” (Geoffroy de Lagasnerie). Neste episódio entrelaçámos uma série de fios das conversas que vimos mantendo, e contámos com os impulsos e as sugestões de Maria Leonor Figueiredo, que além de ter desenvolvido estudos no campo literário e artístico, mantém desde há muito um compromisso com as lutas políticas deste tempo, e assinou na rede anticapitalista um conjunto de intervenções importantes sobre tantos destes temas. Em “a nova (des)ordem sexual: consentimento, trauma e identidade”, refere que, se falar mais sobre trauma trouxe conquistas inegáveis, e deu legitimidade a experiências antes silenciadas, criando novas formas de reconhecimento, por outro lado, também trouxe uma armadilha, que se prende com a transformação do trauma em identidade política. “A centralidade do trauma é também sintoma de uma época que transformou o sofrimento em capital simbólico e, portanto, em poder. Neste contexto, o espaço político tende a organizar-se em torno da competição por reconhecimento individual. O trauma deixa de ser uma experiência que exige transformação colectiva e passa a ser um selo de autenticidade.” Neste momento parece decisivo assinalar que, num esforço para compreender a metamorfose contemporânea das questões sexuais, não podemos perder de vista como, até há algumas décadas, esteve em campo uma forma de pensar a sexualidade como força de desestabilização, como energia capaz de corroer instituições, códigos e hierarquias. Em Barthes, o amor aparecia como um discurso marginal, uma fala que não encontrava lugar na linguagem dominante, e em Foucault, a sexualidade era inseparável das redes de poder que a produzem, classificam e administram, mas, depois da orgia, Baudrillard foi dos primeiros a dar-se conta de que o desejo começava já a dissolver-se numa cada vez mais acelerada e indiferente circulação de signos. O recuo actual não consiste, como tantas vezes se repete, num simples retorno à moral conservadora clássica, a um reconvir do puritanismo. O que se verifica é algo mais subtil: uma transformação da própria lógica da libertação sexual em dispositivo de controlo. A partir dos anos 60 e 70, a esquerda ocidental assumiu a descriminalização, a despatologização, a ampliação dos direitos sexuais como parte integrante do seu horizonte emancipatório. O combate contra a repressão jurídica e médica — contra a polícia dos corpos, contra o tribunal das perversões — era inseparável de uma crítica mais ampla ao capitalismo disciplinar. Mas, como mostrou Foucault, a sexualidade nunca foi apenas aquilo que o poder reprime, mas passava também por aquilo que o poder produz, organiza, incentiva a confessar. O paradoxo instala-se quando a energia crítica que denunciava a vigilância se converte ela própria em instância vigilante. A esquerda, que outrora suspeitava das categorias fixas e das identidades rígidas, passou a investir numa taxonomia minuciosa das posições subjectivas, numa ontologia de micro-identidades que exigem reconhecimento permanente. O gesto que visava libertar o desejo de normas opressivas transformou-se, assim, num gesto de reinscrição normativa: o comportamento desviante deixa de ser perseguido em nome da moral religiosa ou familiar, mas passa a sê-lo em nome de uma moral da protecção, da segurança, do dano potencial. A linguagem do pecado vê-se substituída pela linguagem do trauma e a figura do pecador pela do agressor, enquanto a denúncia pública, a exclusão simbólica, a penalização social, passam a engendrar uma nova forma de recriminação e regulação punitiva. Não se trata de negar a existência real de abusos ou violências, mas de observar como o campo sexual, que fora pensado como laboratório de liberdade, se converteu em campo privilegiado de policiamento discursivo. E se a suspeita generalizada se instala como norma, a ambiguidade, que foi sempre constitutiva do desejo e da busca pelo prazer, bem como o jogo de sedução, que sempre comportou risco e assimetria, são submetidos a protocolos quase administrativos. Neste ponto, Baudrillard ajuda-nos a compreender esta mutação, notando como a sexualidade contemporânea não tem sido tanto reprimida como hiperexposta, saturada de imagens, convertida em espectáculo permanente. A pornografia deixa de ser marginal e infiltra-se na publicidade, na moda, na política. O erotismo, que supõe distância, espera, segredo, é absorvido pela transparência obscena de uma visibilidade total. Ora, quanto mais visível se torna o sexo, mais rarefeito se torna o desejo. A proliferação de signos sexuais não intensifica a experiência, mas, pelo contrário, neutraliza-a. A esquerda, que deveria ter articulado uma crítica a esta mercantilização integral, preferiu muitas vezes alinhar com uma ética da exposição e da denúncia que coincide, paradoxalmente, com a lógica capitalista da transparência e da gestão de riscos. Se tudo deve ser explicitado, nomeado, regulado, é porque tudo deve ser integrado num sistema de cálculo. A sexualidade, que outrora escapava à contabilidade, passa a ser quantificada em consentimentos, protocolos, declarações prévias. E se ainda quisermos falar de amor, se nos atrevermos a isso, podemos virar-nos para Erich Fromm, que nos desafiou a pensar o amor como arte, sublinhando como este sentimento, guindado a uma razão idealizadora, implica desde logo sair do narcisismo, reconhecer a alteridade irredutível do outro. Ora, o que se observa hoje é uma derrota dessa dimensão exigente: sacrificado à lógica do consumo, o amor vende seja o que for, adapta-se, estende-se como justificação para que sejam reinvindicados todos os caprichos e apetites. O amor que foi sempre difícil, hoje conta com a conveniência e o infinito desdobramento das aplicações de encontros, algoritmos de compatibilidade, mercados de afinidades, beneficiando dos modelos preditivos para nos proteger dos nossos erros e fornecer uma escolha optimizada. E, com isto, o outro surge já como mero elemento de validação, como aquele ser-espelhar que deve confirmar, consolidar a narrativa que temos sobre nós próprios. A ideia de ser transformado pelo outro, de ser compelido a um radical desvio face a si mesmo, e ao contexto, esse perigo ou vertigem já nem se colocam. Nos seus fragmentos sobre o discurso amoroso, Barthes mostrava como o amante fala numa língua minoritária, desajustada, vulnerável. Hoje, essa vulnerabilidade é frequentemente lida como fraqueza, dependência, falha de autonomia. A cultura contemporânea exalta a auto-suficiência, a gestão emocional, o empoderamento individual. O amor, que implica risco de perda e exposição ao sofrimento, torna-se ameaça à integridade narcísica, sendo de preferir a circulação incessante de experiências breves, intercambiáveis, as dinâmicas poliamorosas, onde a substituição rápida protege contra o investimento profundo. Com tudo isto, o puritanismo contemporâneo não se funda já na proibição do prazer, mas na sua gestão e programação até dissolver o desejo pelo outro e focalizar cada vez mais na relação que o indivíduo mantém consigo mesmo, na sua capacidade de satisfazer as suas projecções e de se auto-validar. A sexualidade já não pode, assim, representar qualquer efeito transgressivo, uma vez que passou a estar pautada pela proliferação jurídica. Assim, os aparelhos de vigilância conseguem delimitar o aceitável, estigmatizar o excesso, sancionar o desvio. Ao reivindicar protecção absoluta, segurança total, reconhecimento permanente, temos vindo a permitir o reforço de uma ordem normativa infinitamente minudente, em que cada relação é enquadrada de antemão reconhecendo um potencial litígio, tomando-se cada gesto como susceptível de ser entendido como uma agressão, e devendo estar submetido ao escrutínio moral público. Aos poucos, o desejo retrai-se ou converte-se em cálculo, preferindo-se cada vez mais o semelhante, o compatível, o previsível. O outro é convocado para legitimar uma imagem de si que já está pronta. Entre o puritanismo progressista e o hedonismo administrado, o amor torna-se ele mesmo a fachada para uma indústria de produtos culturais e experiências programadas. E a esquerda, ao abandonar a crítica radical das formas de poder que atravessam o desejo, assiste e promove esta lógica de controlo que domina no mesmo sentido todo o espectro político.
Bonjour et bienvenue dans la revue de presse hebdo et audio du secteur retail / e-commerce en France proposée par Les Digital Doers.
O Festival Olá Paris regressa à capital francesa com cinco ante-estreias em sete longas metragens apresentadas ao púlico francês, assim como uma grande tónica dada ao cinema de animação. Nesta edição, que decorre em parceria com o IndieLisboa, vai mostrar-se uma nova geração de realizadores portugueses que não têm medo de abordar temas que fazem tremer a sociedade portuguesa como as drogas, a sexualidade ou o racismo. Nos dias 6, 7 e 8 de Março, o Festival "Olá Paris!" volta à capital francesa com cinco filmes em ante-estreia das sete longas-metragens que vai apresentar, assim como várias curtas metragens de animação. é um momento de partilha do cinema português em França, mas também de promoção dos realizadores, actores e cultura portugueses. Uma primeira edição bem-sucedida no final de 2024, com uma grande troca entre o público e os artistas, fez com que os fundadores e organizadores do festival, Fernando e Wilson Ladeiro, voltassem a organizar uma nova edição do festival. "Um dos pontos importantes do Olá Paris! é não só trazer artistas e realizadores e actores, mas também de permitir, depois do filme, fazer uma conversa entre os artistas e o público. E nós ficámos muito surpreendidos na primeira edição de ver que no final do filme, a sala toda ficava. Ninguém saía. E a conversa continuava. Éramos obrigados a parar porque as pessoas estavam mesmo interessadas. E foi também para os actores e realizadores uma inspiração grande de ver esse público interessado, a fazer perguntas, a analisar o filme e os próprios artistas diziam-nos que para eles foi muito interessante ver a reacção do público. É por isso que vamos continuar também este ano a ter sempre depois do filme encontros com o público", explicou Fernando Ladeiro em entrevista à RFI. Entre os filmes apresentados está "18 buracos para o paraíso", de João Nuno Pinto, "Entroncamento", de Pedro Cabeleira ou ainda "O vento assobiando nas gruas", de Jeanne Waltz, mostrando como os realizadores portugueses abordam actualmente temas como a diferença de classes, o racismo ou o tráfico de droga e as suas consequências. Uma forma "crua" de mostrar a realidade e que interessa aos espectadores franceses. "O cinema, e a cultura em geral, é também político. E o que é interessante no cinema português hoje é que aqui há uns anos não se falava muito de certos assuntos. Tudo o que tinha a ver com a sexualidade, com a droga, com a homossexualidade, não se falava. Eram tabus. E esta nova geração de cineastas portugueses não tem medo de falar ou de apresentar este tipo de tema. E é realmente um ponto interessante do cinema português de hoje. Há uma maneira, às vezes, até brutal de apresentar isto tudo. Mas que é crua, não é. Mas que existe e que é para nós. Aliás, a programação deste ano, comparado ao ano passado, foi uma programação mais clássica, com filmes que já tinham se visto, os realizadores conhecidos confirmados. Este ano também temos, mas aliás, temos mais. Esta nova geração que vem com filmes fortes, com temas assim que não se via muito há uns anos", indicou Fernando Ladeiro. Este ano o festival aposta no cinema de animação, com uma curta-metragem a ser mostrada antes de cada longa-metragem e o público parisiense vai poder ver "Ice Merchants" de João Gonazalez, "Percebes" de Alexandra Ramires e Laura Gonçalves ou ainda "Entre sombras" de Alice Guimarães e Monica Santos. Haverá também uma masterclass, orientada por Regina Pessoa, em que a realizadora vai explicar o sue processo de criação nos filmes de animação. O "Olá Paris!" decorre este ano em parceria com o Indie Lisboa, festival lisboeta fundado em 2004, e que traz até Paris o filme "A vida luminosa" de João Rosas. Esta é uma parceria que se alinha em termos cinematográficos, mas também de valores, com a intenção de dar maior visibilidade aos dois festivais. "Queremos realmente fazer de Paris uma plataforma dos dois cinemas, dos dois mundos e permitir que eles se conheçam e que possam colaborar. E o facto de estarmos a trabalhar com o Indie Lisboa, para já, em termos de ideologia política corresponde à nossa arena e claro dá maior visibilidade a este evento que não é muito conhecido em França, mas que tem uma boa reputação em Portugal. Para nós foi interessante também lá ir ao Indie Lisboa. O ano passado vimos muitos filmes, escolhemos com eles o filme que vai ser apresentado agora no festival e é uma parceria que vai com certeza desenvolver nos anos que vêm", concluiu Fernando Ladeiro.
O Festival Olá Paris regressa à capital francesa com cinco ante-estreias em sete longas metragens apresentadas ao púlico francês, assim como uma grande tónica dada ao cinema de animação. Nesta edição, que decorre em parceria com o IndieLisboa, vai mostrar-se uma nova geração de realizadores portugueses que não têm medo de abordar temas que fazem tremer a sociedade portuguesa como as drogas, a sexualidade ou o racismo. Nos dias 6, 7 e 8 de Março, o Festival "Olá Paris!" volta à capital francesa com cinco filmes em ante-estreia das sete longas-metragens que vai apresentar, assim como várias curtas metragens de animação. é um momento de partilha do cinema português em França, mas também de promoção dos realizadores, actores e cultura portugueses. Uma primeira edição bem-sucedida no final de 2024, com uma grande troca entre o público e os artistas, fez com que os fundadores e organizadores do festival, Fernando e Wilson Ladeiro, voltassem a organizar uma nova edição do festival. "Um dos pontos importantes do Olá Paris! é não só trazer artistas e realizadores e actores, mas também de permitir, depois do filme, fazer uma conversa entre os artistas e o público. E nós ficámos muito surpreendidos na primeira edição de ver que no final do filme, a sala toda ficava. Ninguém saía. E a conversa continuava. Éramos obrigados a parar porque as pessoas estavam mesmo interessadas. E foi também para os actores e realizadores uma inspiração grande de ver esse público interessado, a fazer perguntas, a analisar o filme e os próprios artistas diziam-nos que para eles foi muito interessante ver a reacção do público. É por isso que vamos continuar também este ano a ter sempre depois do filme encontros com o público", explicou Fernando Ladeiro em entrevista à RFI. Entre os filmes apresentados está "18 buracos para o paraíso", de João Nuno Pinto, "Entroncamento", de Pedro Cabeleira ou ainda "O vento assobiando nas gruas", de Jeanne Waltz, mostrando como os realizadores portugueses abordam actualmente temas como a diferença de classes, o racismo ou o tráfico de droga e as suas consequências. Uma forma "crua" de mostrar a realidade e que interessa aos espectadores franceses. "O cinema, e a cultura em geral, é também político. E o que é interessante no cinema português hoje é que aqui há uns anos não se falava muito de certos assuntos. Tudo o que tinha a ver com a sexualidade, com a droga, com a homossexualidade, não se falava. Eram tabus. E esta nova geração de cineastas portugueses não tem medo de falar ou de apresentar este tipo de tema. E é realmente um ponto interessante do cinema português de hoje. Há uma maneira, às vezes, até brutal de apresentar isto tudo. Mas que é crua, não é. Mas que existe e que é para nós. Aliás, a programação deste ano, comparado ao ano passado, foi uma programação mais clássica, com filmes que já tinham se visto, os realizadores conhecidos confirmados. Este ano também temos, mas aliás, temos mais. Esta nova geração que vem com filmes fortes, com temas assim que não se via muito há uns anos", indicou Fernando Ladeiro. Este ano o festival aposta no cinema de animação, com uma curta-metragem a ser mostrada antes de cada longa-metragem e o público parisiense vai poder ver "Ice Merchants" de João Gonazalez, "Percebes" de Alexandra Ramires e Laura Gonçalves ou ainda "Entre sombras" de Alice Guimarães e Monica Santos. Haverá também uma masterclass, orientada por Regina Pessoa, em que a realizadora vai explicar o sue processo de criação nos filmes de animação. O "Olá Paris!" decorre este ano em parceria com o Indie Lisboa, festival lisboeta fundado em 2004, e que traz até Paris o filme "A vida luminosa" de João Rosas. Esta é uma parceria que se alinha em termos cinematográficos, mas também de valores, com a intenção de dar maior visibilidade aos dois festivais. "Queremos realmente fazer de Paris uma plataforma dos dois cinemas, dos dois mundos e permitir que eles se conheçam e que possam colaborar. E o facto de estarmos a trabalhar com o Indie Lisboa, para já, em termos de ideologia política corresponde à nossa arena e claro dá maior visibilidade a este evento que não é muito conhecido em França, mas que tem uma boa reputação em Portugal. Para nós foi interessante também lá ir ao Indie Lisboa. O ano passado vimos muitos filmes, escolhemos com eles o filme que vai ser apresentado agora no festival e é uma parceria que vai com certeza desenvolver nos anos que vêm", concluiu Fernando Ladeiro.
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Homilia Padre Antônio Gonzalez, IVE:Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 8,1-10Naqueles dias, havia de novo uma grande multidãoe não tinha o que comer.Jesus chamou os discípulos e disse:"Tenho compaixão dessa multidão,porque já faz três dias que está comigoe não têm nada para comer.Se eu os mandar para casa sem comer,vão desmaiar pelo caminho,porque muitos deles vieram de longe".Os discípulos disseram:"Como poderia alguém saciá-los de pão aqui no deserto?"Jesus perguntou-lhes: "Quantos pães tendes?"Eles responderam: "Sete".Jesus mandou que a multidão se sentasse no chão.Depois, pegou os sete pães, e deu graças,partiu-os e ia dando aos seus discípulos,para que os distribuíssem.E eles os distribuíam ao povo.Tinham também alguns peixinhos.Depois de pronunciar a bênção sobre eles,mandou que os distribuíssem também.Comeram e ficaram satisfeitos,e recolheram sete cestos com os pedaços que sobraram.Eram quatro mil, mais ou menos.E Jesus os despediu.Subindo logo na barca com seus discípulos,Jesus foi para a região de Dalmanuta.Palavra da Salvação.
Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e não tinha o que comer. Jesus chamou os discípulos e disse: 2 "Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não têm nada para comer. 3 Se eu os mandar para casa sem comer, vão desmaiar pelo caminho, porque muitos deles vieram de longe". 4 Os discípulos disseram: "Como poderia alguém saciá-los de pão aqui no deserto?" 5 Jesus perguntou-lhes: "Quantos pães tendes?" Eles responderam: "Sete". 6 Jesus mandou que a multidão se sentasse no chão. Depois, pegou os sete pães, e deu graças, partiu-os e ia dando aos seus discípulos, para que os distribuíssem. E eles os distribuíam ao povo. 7 Tinham também alguns peixinhos. Depois de pronunciar a bênção sobre eles, mandou que os distribuíssem também. 8 Comeram e ficaram satisfeitos, e recolheram sete cestos com os pedaços que sobraram. 9 Eram quatro mil, mais ou menos. E Jesus os despediu. 10 Subindo logo na barca com seus discípulos, Jesus foi para a região de Dalmanuta.
Minha mãe cortava o frango, picava os ovos e passava manteiga no pão com a mesma faca. Na mesma tábua. Sem água sanitária para cada tarefa. E sabe o que aconteceu?Nada.Eu não lembro de ter tido intoxicação alimentar uma vez sequer.Todo domingo era "frango com batata frita".Não precisava de grandes banquetes pra ter refeição em família.Eram nossas tradições. Simples. Mas preciosas.Nosso lanche da escola ia embrulhado em saquinho de pão.Não tinha lancheira térmica. Não tinha compartimento refrigerado.E o lanche? Pão com manteiga.Surpreendentemente, nenhuma bactéria nos derrubou.No verão, a gente mergulhava em rio, lago, praia.Ninguém sonhava em pagar pra se espremer numa piscina cheia de cloro.As praias nunca fechavam.E a gente nadava sem medo.Na escola, fazíamos educação física com tênis simples.Sem amortecedor. Sem tecnologia de mil reais.A gente caía? Sim. E levantava.E aquelas quedas viravam histórias.Fez algo errado? Levava castigo.Isso se chamava disciplina.E a gente cresceu respeitando regras e honrando os mais velhos.Éramos às vezes cinquenta por sala.E mesmo assim, todo mundo aprendeu a ler, escrever e fazer conta.Tabuada? A gente sabia de cor.Dever de casa? Fazia à noite, na mesa da cozinha.E conseguíamos escrever uma carta sem erro de português.No meio do ano, tinha festa junina.Bolo feito pelas mães. Rifa. Quadro de honra com os nomes dos melhores alunos.Que orgulho!Não importava de onde a gente vinha.Cantávamos o hino nacional juntos. Respeitávamos a bandeira.E ninguém achava isso opressão.A gente brincava na rua até os pais chamarem.E eles sempre sabiam onde a gente tava.Porque todo mundo se conhecia. Todo mundo cuidava.E sim, dava pra andar na rua de noite sem medo.Picada de abelha? Não ia pro hospital. Não tomava antibiótico.Era iodo, alho ou vinagre. E passava.Como a gente sobreviveu?Talvez justamente por causa dessa simplicidade.Amor a todos que viveram essa época.E aos que não viveram...Sinto muito pelo que vocês perderam.Porque hoje:O lanche tem que ir em marmita térmica com gelinho.A criança não pode cair porque "vai traumatizar".Brincar na rua virou perigoE no meio de tanta proteção...As crianças ficaram mais frágeis.Mais ansiosas.Mais perdidas.Porque a gente trocou simplicidade por paranoia.Trocou liberdade por controle.Trocou resiliência por fragilidade.E agora a gente tem:Crianças que não sabem lidar com frustração.Adolescentes que não sabem escrever uma frase.Adultos que não sabem resolver conflito sem processar alguém.Não estou dizendo que tudo era perfeito.Mas tem algo que a gente perdeu no meio do caminho:A capacidade de ser simples. De ser forte. De ser gente.Porque hoje:A gente tem mil informações. Mas nenhuma sabedoria.Mil redes sociais. Mas nenhuma conexão real.Mil terapias. Mas nenhuma paz.E às vezes eu olho pra trás e penso:A gente não tinha nada. Mas tinha tudo.Tinha vizinho que cuidava.Tinha rua pra brincar.Tinha simplicidade pra ser feliz.E hoje?Hoje a gente tem tudo.Mas parece que não tem nada.Essa é uma homenagem a quem cresceu com o simples. E sobreviveu. E virou gente de verdade.Não porque era melhor. Mas porque era real.Compartilhe com quem viveu essa época maravilhosa.Autor desconhecido
Minha mãe cortava o frango, picava os ovos e passava manteiga no pão com a mesma faca. Na mesma tábua. Sem água sanitária para cada tarefa. E sabe o que aconteceu?Nada.Eu não lembro de ter tido intoxicação alimentar uma vez sequer.Todo domingo era "frango com batata frita".Não precisava de grandes banquetes pra ter refeição em família.Eram nossas tradições. Simples. Mas preciosas.Nosso lanche da escola ia embrulhado em saquinho de pão.Não tinha lancheira térmica. Não tinha compartimento refrigerado.E o lanche? Pão com manteiga.Surpreendentemente, nenhuma bactéria nos derrubou.No verão, a gente mergulhava em rio, lago, praia.Ninguém sonhava em pagar pra se espremer numa piscina cheia de cloro.As praias nunca fechavam.E a gente nadava sem medo.Na escola, fazíamos educação física com tênis simples.Sem amortecedor. Sem tecnologia de mil reais.A gente caía? Sim. E levantava.E aquelas quedas viravam histórias.Fez algo errado? Levava castigo.Isso se chamava disciplina.E a gente cresceu respeitando regras e honrando os mais velhos.Éramos às vezes cinquenta por sala.E mesmo assim, todo mundo aprendeu a ler, escrever e fazer conta.Tabuada? A gente sabia de cor.Dever de casa? Fazia à noite, na mesa da cozinha.E conseguíamos escrever uma carta sem erro de português.No meio do ano, tinha festa junina.Bolo feito pelas mães. Rifa. Quadro de honra com os nomes dos melhores alunos.Que orgulho!Não importava de onde a gente vinha.Cantávamos o hino nacional juntos. Respeitávamos a bandeira.E ninguém achava isso opressão.A gente brincava na rua até os pais chamarem.E eles sempre sabiam onde a gente tava.Porque todo mundo se conhecia. Todo mundo cuidava.E sim, dava pra andar na rua de noite sem medo.Picada de abelha? Não ia pro hospital. Não tomava antibiótico.Era iodo, alho ou vinagre. E passava.Como a gente sobreviveu?Talvez justamente por causa dessa simplicidade.Amor a todos que viveram essa época.E aos que não viveram...Sinto muito pelo que vocês perderam.Porque hoje:O lanche tem que ir em marmita térmica com gelinho.A criança não pode cair porque "vai traumatizar".Brincar na rua virou perigoE no meio de tanta proteção...As crianças ficaram mais frágeis.Mais ansiosas.Mais perdidas.Porque a gente trocou simplicidade por paranoia.Trocou liberdade por controle.Trocou resiliência por fragilidade.E agora a gente tem:Crianças que não sabem lidar com frustração.Adolescentes que não sabem escrever uma frase.Adultos que não sabem resolver conflito sem processar alguém.Não estou dizendo que tudo era perfeito.Mas tem algo que a gente perdeu no meio do caminho:A capacidade de ser simples. De ser forte. De ser gente.Porque hoje:A gente tem mil informações. Mas nenhuma sabedoria.Mil redes sociais. Mas nenhuma conexão real.Mil terapias. Mas nenhuma paz.E às vezes eu olho pra trás e penso:A gente não tinha nada. Mas tinha tudo.Tinha vizinho que cuidava.Tinha rua pra brincar.Tinha simplicidade pra ser feliz.E hoje?Hoje a gente tem tudo.Mas parece que não tem nada.Essa é uma homenagem a quem cresceu com o simples. E sobreviveu. E virou gente de verdade.Não porque era melhor. Mas porque era real.Compartilhe com quem viveu essa época maravilhosa.Autor desconhecido
Fred Perez foi assassinado no próprio quintal. A polícia chegou até Herbert Mullin, 25 anos, que confessou algo chocante: não eram um ou dois crimes. Eram muitos mais. Vítimas aleatórias, métodos brutais, e um motivo que ninguém esperava ouvir. Entre 1972 e 1973, Santa Cruz se tornou a Capital dos Assassinatos dos EUA. Mas o que levou um jovem popular, votado "mais provável de ter sucesso", a se tornar um dos casos mais perturbadores da história criminal americana? #562
Nearly one in four doctors in the U.S. is foreign-born—many from South Asia—and they often serve in rural and underserved urban communities where American physicians are scarce. Harvard medical historian Eram Alam describes the public health challenges posed when immigrants are frequently met with suspicion in the communities they serve.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Pedro Fernando Nery, colunista do Estadão, professor de economia do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), analisa a Economia interna, às 3ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A PJ apanhou 13 falsos polícias que andavam a roubar casas. Eram violentos. Não é a primeira vez. Como evitar uma situação destas? Este é o tema do Crime e Castigo de hoje, onde falaremos também do advogado, que foi adjunto de uma antiga ministra da Justiça, apanhado nas malhas da pedofilia. Um podcast com Paulo João Santos e Francisca, apresentado por Rita Fernandes Batista e editado por Cláudio Martins.
The captain of an A380 that experienced an uncontained engine failure, paying air traffic controllers during a shutdown, a $10,000 bonus for those who worked, NTSB preliminary report on UPS Flight 2976, a request for information on a new ATC system, dressing better when flying commercially, and going through airport security without a Real ID. Guest Richard De Crespigny was the captain of Qantas Flight QF32 on November 4, 2010, when one of the plane's Rolls-Royce Trent 900 engines experienced an uncontained engine failure. The A380 had just taken off from Singapore. Richard and his crew managed to get everyone home safely, and the story has since become a bit of a legend in Australian flying circles. Richard is a former RAAF pilot, has written books, given keynotes around the world, and now hosts his own podcast on resilience and leadership called FLY! Richard explains that the uncontained engine failure on Qantas Flight QF32 involved the Number 2 engine. This resulted in extensive damage to the aircraft and many system failures. Five pilots were in the cockpit, and they formed a “hive mind,” making hundreds of decisions to stabilize the aircraft, which took two hours. A hundred checklists were actioned in the air, and more when the A380 was back on the ground. The incident was so complex that it has been characterized as “Apollo 13 with passengers.” We learn what was said in the cockpit during the first 30 seconds, and how the cabin crew performed because the flight deck could not communicate with them. In his mind, Richard set up to perform an “Armstrong Spiral” in case all four engines went out when landing the plane. On approach, speed and stall warnings were sounding constantly because the systems could not handle all the damage. Richard explains why he decided not to immediately evacuate the passengers due to the dangers outside. This uncontained engine failure crippled the A380, yet the crew was able to manage the situation and there were no injuries. Richard speaks frequently of “resilience” and how that characteristic worked to their advantage. QF32 uncontained engine failure. From the FAA Airbus A380-842 report, crediting the ATSB accident report. Since the incident, Richard has published several books: QF32 tells the story of what happened. It was published before the investigators made all the facts public, so Richard had to hold back. However, a new edition will fill in the missing pieces. The newer book Fly! tells the how and the why. Check out: The FLY! Podcast with Richard De Crespigny, available on Apple / Spotify / Omny, or wherever you listen to podcasts. The QF32 book and the FLY! book. Reach Richard at richardd@aeronaut.biz. Aviation News US airline group urges Congress to pay controllers during future shutdowns Trade group Airlines for America (A4A) wants to see air traffic controllers get paid during future government shutdowns. Chris Sununu, A4A President and CEO, said, “This shutdown has demonstrated the serious safety, human and economic consequences of subjecting the aviation sector to this kind of stress and chaos. It must never happen again.” Air Traffic Controllers Say $10,000 Shutdown Bonuses Are Tearing the Workforce Apart – And Jeopardize Safety The Administration wants to give air traffic controllers and TSA screeners $10,000 if they had perfect attendance during the shutdown. DOT Secretary Sean Duffy said this would apply to 776 employees. Some controllers are expressing their displeasure with this move. UPS Flight 2976 Crash During Takeoff The NTSB has issued a Preliminary Report [PDF] on the UPS Flight 2967 MD-11F accident November 4, 2025. The airplane, N259UP, was destroyed after it impacted the ground shortly after takeoff from runway 17R at Louisville Muhammad Ali International Airport (SDF), Louisville, Kentucky. The 3 crewmembers aboard the airplane and 11 people on the ground were fatally injured. There were 23 others on the ground who were injured. Still images from an airport surveillance video show the left engine and left pylon separation from the left wing. The left pylon aft mount's forward and aft lugs were both found fractured. The fractured and separated upper portions of the forward and aft lugs were found adjacent to runway 17R. The left wing clevis, aft mount spherical bearing, and aft mount attachment hardware were found with a portion of the left wing at the accident site. The spherical bearing outer race had fractured circumferentially. FAA Issues Request for Information on New ATC System The FAA aims to replace the current En Route Automation Modernization system (ERAM) and the Standard Terminal Automation Replacement System (STARS) with a single, unified system, known as the Common Automation Platform (CAP). The Agency's Request For Information [PDF] asks the public to answer a series of questions. Transportation Secretary Sean Duffy Urges Passengers To Dress Better — But That Won't Fix Today's Inflight Behavior Problems DOT Secretary Sean Duffy tweeted that “Manners don't stop at the gate. Be courteous to your fellow passengers. Say please and thank you to your flight crews. Dress with respect. Lend a hand to those who could use it. It’s time to bring back civility and respect when we travel.” See also: Sean Duffy Wants You To Get Dressed Up When You Fly: “It's Time to Bring Back Civility And Respect When We Travel” No Real ID or passport? The TSA may charge you $18 to go through security May 7, 2025, was the date that Real ID was enforced at TSA checkpoints. Travelers must produce a Real ID-compliant driver’s license, a passport, a Global Entry card, or other approved document. The TSA is now proposing that travelers without one of those approved documents can still pass through airport security checkpoints. However, they can expect to pay an $18 fee for additional screening. The TSA has issued a Notice of Proposed Rulemaking (NPRM) in the Federal Register: TSA Modernized Alternative Identity Verification User Fee. The fee grants access to secure airport areas for up to 10 days and covers multiple flights. Payment of the fee does not guarantee entry; travelers must successfully authenticate their identity each time, and they may still face additional screening or delays. The collected fee is intended to offset government costs for new biometric verification kiosks, customer service improvements, and system updates. Hosts this Episode Max Flight, Rob Mark, and our Main(e) Man Micah.
The US has effectively always suffered a physician shortage. Last year the AMA estimated a shortage of 86,000 by 2035. US policymakers have since 1965 addressed this problem by recruiting foreign born physicians (termed Foreign Medical Graduates or FMGs), mostly from Southeast Asia, largely India. Today FMEs, that account for 25-30% of the physician workforce, are disproportionately employed in Health Professional Shortage Areas or HPSAs in which there remains or persists a strong demand, e.g., HRSA recognizes over 7,500 primary care HPSAs. Nevertheless, Prof. Alam concludes stratifying our medical system can be interpreted in part as a cover up to a problem of long-term disinvestment in rural healthcare and minority health. Simply growing the work force has had, Prof Alam argues, both a minimal impact on the equitable distribution of US healthcare resources while intensifying global health inequalities resulting from substantial brain drain.Information about Prof. Alam's book is at: https://www.press.jhu.edu/books/title/53838/care-foreigners?srsltid=AfmBOopgVAOX_1s9S7NaIMoKsXgrUS2htC4_HaE0zTYDrfQJltnIpRK7. This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit www.thehealthcarepolicypodcast.com
Durante mais de dois séculos, centenas de milhares de bebés foram deixados, e não abandonados, na Roda de Lisboa. A roda era um cilindro oco de madeira onde se colocava o bebé; fazia-se girar o cilindro, tocava-se a sineta e, do outro lado da parede, o bebé era recolhido. A Misericórdia guarda 90 mil objectos que acompanhavam essas crianças - medalhas, amuletos, sapatinhos, fotografias, tranças de cabelo - e, sobretudo bilhetes onde a mãe se despedida do bebé, bilhetes onde se deixavam pistas sobre de quem era filho, muitas vezes porque os pais manifestava a intenção de as procurar no futuro. É o maior acervo de mundo e está candidato a património da humanidade. Joana Pereira Bastos e Raquel Moleiro são as autoras desta investigação e é com elas que conversamos neste episódio.See omnystudio.com/listener for privacy information.
LEITURA BÍBLICA DO DIA: 2 CRÔNICAS 20:15-22 PLANO DE LEITURA ANUAL: JEREMIAS 46–47; HEBREUS 6 Já fez seu devocional hoje? Aproveite e marque um amigo para fazer junto com você! Confira: Durante a Segunda Guerra Mundial, alguns pianos foram lançados de avião a fim de suprir as saudades que os soldados europeus sentiam de suas casas. Os pianos foram fabricados contendo 10% da quantidade normal de metal, com cola especial resistente à água e tratamentos anti-insetos. Eram instrumentos robustos e simples, mas forneciam entretenimento para os soldados, que se reuniam e cantavam canções familiares longe de seus lares. Cantar, especialmente canções de louvor, é uma das maneiras pelas quais os cristãos podem encontrar paz na batalha. O rei Josafá descobriu isso ao enfrentar vastos exércitos invasores (2 CRÔNICAS 20). Aterrorizado, o rei convocou todo o povo para orar e jejuar (vv.3-4). Em resposta, Deus lhe disse para liderar os soldados para enfrentarem o inimigo, prometendo que eles “não [teriam] de lutar” (v.17). Josafá creu em Deus e agiu com fé. Ele designou cantores para irem à frente dos soldados e cantarem louvores a Deus pela vitória que eles acreditavam que veriam (v.21). E quando a música deles começou, o Senhor milagrosamente derrotou seus inimigos e salvou Seu povo (v.22). A vitória nem sempre vem quando ou como queremos. Mas sempre podemos proclamar a vitória suprema de Jesus sobre o pecado e a morte que já foi conquistada para nós. Podemos escolher descansar em espírito de louvor mesmo em meio a uma zona de guerra. Por: KAREN PIMPO
In this episode of Talk Nerdy, Cara is joined by associate professor in the Department of the History of Science at Harvard University, Dr. Eram Alam. They discuss her highly relevant book, The Care of Foreigners: How Immigrant Physicians Changed US Healthcare.
For more than 60 years, the United States has trained fewer physicians than it needs, relying instead on the economically expedient option of soliciting immigrant physicians trained at the expense of other countries. The passage of the Hart–Celler Immigration and Nationality Act of 1965 expedited the entry of foreign medical graduates (FMGs) from postcolonial South Asia and sent them to provide care in shortage areas throughout the United States. Although this arrangement was conceived as temporary, over the decades it has become a permanent fixture of the medical system, with FMGs comprising at least a quarter of the physician labor force since the act became law. This cohort of practitioners has not been extensively studied, rendering the impacts of immigration and foreign policy on the everyday mechanics of US health care obscure. In The Care of Foreigners: How Immigrant Physicians Changed US Healthcare, Dr. Alam foregrounds global dynamics embedded in the medical system to ask how and why Asian physicians—and especially practitioners from South Asia—have become integral to US medical practice and ubiquitous in the US public imaginary. Drawing on transcripts of congressional hearings; medical, scientific, and social scientific literature; ethnographies; oral histories; and popular media, Dr. Alam explores the enduring consequences of postcolonial physician migration. Combining theoretical and methodological insights from a range of disciplines, this book analyzes both the care provided by immigrant physicians as well as the care extended to them as foreigners. Our guest is: Dr. Eram Alam, who specializes in the history of medicine, with a particular emphasis on globalization, race, migration, and health during the twentieth century. She is an assistant professor in the Department of the History of Science at Harvard University. She received her PhD in History and Sociology of Science from the University of Pennsylvania, and holds a BA and BS from Northwestern University and a MA from the University of Chicago. Our host is: Dr. Christina Gessler, who is a developmental editor, and the producer of the Academic Life podcast. She writes the show's newsletter at ChristinaGessler.Substack.com Listeners may enjoy this playlist: Where Is Home? Immigration Realities Secret Harvests Who Gets Believed The House on Henry Street Womanist Bioethics Welcome to Academic Life, the podcast for your academic journey—and beyond! You can support the show by sharing episodes, or by donating here. Join us again to learn from more experts inside and outside the academy, and around the world. Missed any of the 275+ Academic Life episodes? Find them here. And thank you for listening! Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices Support our show by becoming a premium member! https://newbooksnetwork.supportingcast.fm/american-studies
For more than 60 years, the United States has trained fewer physicians than it needs, relying instead on the economically expedient option of soliciting immigrant physicians trained at the expense of other countries. The passage of the Hart–Celler Immigration and Nationality Act of 1965 expedited the entry of foreign medical graduates (FMGs) from postcolonial South Asia and sent them to provide care in shortage areas throughout the United States. Although this arrangement was conceived as temporary, over the decades it has become a permanent fixture of the medical system, with FMGs comprising at least a quarter of the physician labor force since the act became law. This cohort of practitioners has not been extensively studied, rendering the impacts of immigration and foreign policy on the everyday mechanics of US health care obscure. In The Care of Foreigners: How Immigrant Physicians Changed US Healthcare, Dr. Alam foregrounds global dynamics embedded in the medical system to ask how and why Asian physicians—and especially practitioners from South Asia—have become integral to US medical practice and ubiquitous in the US public imaginary. Drawing on transcripts of congressional hearings; medical, scientific, and social scientific literature; ethnographies; oral histories; and popular media, Dr. Alam explores the enduring consequences of postcolonial physician migration. Combining theoretical and methodological insights from a range of disciplines, this book analyzes both the care provided by immigrant physicians as well as the care extended to them as foreigners. Our guest is: Dr. Eram Alam, who specializes in the history of medicine, with a particular emphasis on globalization, race, migration, and health during the twentieth century. She is an assistant professor in the Department of the History of Science at Harvard University. She received her PhD in History and Sociology of Science from the University of Pennsylvania, and holds a BA and BS from Northwestern University and a MA from the University of Chicago. Our host is: Dr. Christina Gessler, who is a developmental editor, and the producer of the Academic Life podcast. She writes the show's newsletter at ChristinaGessler.Substack.com Listeners may enjoy this playlist: Where Is Home? Immigration Realities Secret Harvests Who Gets Believed The House on Henry Street Womanist Bioethics Welcome to Academic Life, the podcast for your academic journey—and beyond! You can support the show by sharing episodes, or by donating here. Join us again to learn from more experts inside and outside the academy, and around the world. Missed any of the 275+ Academic Life episodes? Find them here. And thank you for listening! Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices Support our show by becoming a premium member! https://newbooksnetwork.supportingcast.fm/public-policy
For more than 60 years, the United States has trained fewer physicians than it needs, relying instead on the economically expedient option of soliciting immigrant physicians trained at the expense of other countries. The passage of the Hart–Celler Immigration and Nationality Act of 1965 expedited the entry of foreign medical graduates (FMGs) from postcolonial South Asia and sent them to provide care in shortage areas throughout the United States. Although this arrangement was conceived as temporary, over the decades it has become a permanent fixture of the medical system, with FMGs comprising at least a quarter of the physician labor force since the act became law. This cohort of practitioners has not been extensively studied, rendering the impacts of immigration and foreign policy on the everyday mechanics of US health care obscure. In The Care of Foreigners: How Immigrant Physicians Changed US Healthcare, Dr. Alam foregrounds global dynamics embedded in the medical system to ask how and why Asian physicians—and especially practitioners from South Asia—have become integral to US medical practice and ubiquitous in the US public imaginary. Drawing on transcripts of congressional hearings; medical, scientific, and social scientific literature; ethnographies; oral histories; and popular media, Dr. Alam explores the enduring consequences of postcolonial physician migration. Combining theoretical and methodological insights from a range of disciplines, this book analyzes both the care provided by immigrant physicians as well as the care extended to them as foreigners. Our guest is: Dr. Eram Alam, who specializes in the history of medicine, with a particular emphasis on globalization, race, migration, and health during the twentieth century. She is an assistant professor in the Department of the History of Science at Harvard University. She received her PhD in History and Sociology of Science from the University of Pennsylvania, and holds a BA and BS from Northwestern University and a MA from the University of Chicago. Our host is: Dr. Christina Gessler, who is a developmental editor, and the producer of the Academic Life podcast. She writes the show's newsletter at ChristinaGessler.Substack.com Listeners may enjoy this playlist: Where Is Home? Immigration Realities Secret Harvests Who Gets Believed The House on Henry Street Womanist Bioethics Welcome to Academic Life, the podcast for your academic journey—and beyond! You can support the show by sharing episodes, or by donating here. Join us again to learn from more experts inside and outside the academy, and around the world. Missed any of the 275+ Academic Life episodes? Find them here. And thank you for listening! Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices Support our show by becoming a premium member! https://newbooksnetwork.supportingcast.fm/politics-and-polemics
Eran Alam (Harvard University) speaks to the Infectious Historians about foreign healthcare workers in the US. The conversation begins with an examination of doctors in the US - how many are trained (and retire), different fields and different parts of the country. Historically, immigration has been a key way in which the US has historically addressed shortages of doctors. Eram highlights the different countries - particularly in South Asia - from which doctors immigrated to the US, where they became instrumental for the US healthcare system. At the same time, this migration also had long-term impacts on doctors' home countries.
For more than 60 years, the United States has trained fewer physicians than it needs, relying instead on the economically expedient option of soliciting immigrant physicians trained at the expense of other countries. The passage of the Hart–Celler Immigration and Nationality Act of 1965 expedited the entry of foreign medical graduates (FMGs) from postcolonial South Asia and sent them to provide care in shortage areas throughout the United States. Although this arrangement was conceived as temporary, over the decades it has become a permanent fixture of the medical system, with FMGs comprising at least a quarter of the physician labor force since the act became law. This cohort of practitioners has not been extensively studied, rendering the impacts of immigration and foreign policy on the everyday mechanics of US health care obscure. In The Care of Foreigners: How Immigrant Physicians Changed US Healthcare, Dr. Alam foregrounds global dynamics embedded in the medical system to ask how and why Asian physicians—and especially practitioners from South Asia—have become integral to US medical practice and ubiquitous in the US public imaginary. Drawing on transcripts of congressional hearings; medical, scientific, and social scientific literature; ethnographies; oral histories; and popular media, Dr. Alam explores the enduring consequences of postcolonial physician migration. Combining theoretical and methodological insights from a range of disciplines, this book analyzes both the care provided by immigrant physicians as well as the care extended to them as foreigners. Our guest is: Dr. Eram Alam, who specializes in the history of medicine, with a particular emphasis on globalization, race, migration, and health during the twentieth century. She is an assistant professor in the Department of the History of Science at Harvard University. She received her PhD in History and Sociology of Science from the University of Pennsylvania, and holds a BA and BS from Northwestern University and a MA from the University of Chicago. Our host is: Dr. Christina Gessler, who is a developmental editor, and the producer of the Academic Life podcast. She writes the show's newsletter at ChristinaGessler.Substack.com Listeners may enjoy this playlist: Where Is Home? Immigration Realities Secret Harvests Who Gets Believed The House on Henry Street Womanist Bioethics Welcome to Academic Life, the podcast for your academic journey—and beyond! You can support the show by sharing episodes, or by donating here. Join us again to learn from more experts inside and outside the academy, and around the world. Missed any of the 275+ Academic Life episodes? Find them here. And thank you for listening! Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices Support our show by becoming a premium member! https://newbooksnetwork.supportingcast.fm/new-books-network
For more than 60 years, the United States has trained fewer physicians than it needs, relying instead on the economically expedient option of soliciting immigrant physicians trained at the expense of other countries. The passage of the Hart–Celler Immigration and Nationality Act of 1965 expedited the entry of foreign medical graduates (FMGs) from postcolonial South Asia and sent them to provide care in shortage areas throughout the United States. Although this arrangement was conceived as temporary, over the decades it has become a permanent fixture of the medical system, with FMGs comprising at least a quarter of the physician labor force since the act became law. This cohort of practitioners has not been extensively studied, rendering the impacts of immigration and foreign policy on the everyday mechanics of US health care obscure. In The Care of Foreigners: How Immigrant Physicians Changed US Healthcare, Dr. Alam foregrounds global dynamics embedded in the medical system to ask how and why Asian physicians—and especially practitioners from South Asia—have become integral to US medical practice and ubiquitous in the US public imaginary. Drawing on transcripts of congressional hearings; medical, scientific, and social scientific literature; ethnographies; oral histories; and popular media, Dr. Alam explores the enduring consequences of postcolonial physician migration. Combining theoretical and methodological insights from a range of disciplines, this book analyzes both the care provided by immigrant physicians as well as the care extended to them as foreigners. Our guest is: Dr. Eram Alam, who specializes in the history of medicine, with a particular emphasis on globalization, race, migration, and health during the twentieth century. She is an assistant professor in the Department of the History of Science at Harvard University. She received her PhD in History and Sociology of Science from the University of Pennsylvania, and holds a BA and BS from Northwestern University and a MA from the University of Chicago. Our host is: Dr. Christina Gessler, who is a developmental editor, and the producer of the Academic Life podcast. She writes the show's newsletter at ChristinaGessler.Substack.com Listeners may enjoy this playlist: Where Is Home? Immigration Realities Secret Harvests Who Gets Believed The House on Henry Street Womanist Bioethics Welcome to Academic Life, the podcast for your academic journey—and beyond! You can support the show by sharing episodes, or by donating here. Join us again to learn from more experts inside and outside the academy, and around the world. Missed any of the 275+ Academic Life episodes? Find them here. And thank you for listening! Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices Support our show by becoming a premium member! https://newbooksnetwork.supportingcast.fm/medicine
For more than 60 years, the United States has trained fewer physicians than it needs, relying instead on the economically expedient option of soliciting immigrant physicians trained at the expense of other countries. The passage of the Hart–Celler Immigration and Nationality Act of 1965 expedited the entry of foreign medical graduates (FMGs) from postcolonial South Asia and sent them to provide care in shortage areas throughout the United States. Although this arrangement was conceived as temporary, over the decades it has become a permanent fixture of the medical system, with FMGs comprising at least a quarter of the physician labor force since the act became law. This cohort of practitioners has not been extensively studied, rendering the impacts of immigration and foreign policy on the everyday mechanics of US health care obscure. In The Care of Foreigners: How Immigrant Physicians Changed US Healthcare, Dr. Alam foregrounds global dynamics embedded in the medical system to ask how and why Asian physicians—and especially practitioners from South Asia—have become integral to US medical practice and ubiquitous in the US public imaginary. Drawing on transcripts of congressional hearings; medical, scientific, and social scientific literature; ethnographies; oral histories; and popular media, Dr. Alam explores the enduring consequences of postcolonial physician migration. Combining theoretical and methodological insights from a range of disciplines, this book analyzes both the care provided by immigrant physicians as well as the care extended to them as foreigners. Our guest is: Dr. Eram Alam, who specializes in the history of medicine, with a particular emphasis on globalization, race, migration, and health during the twentieth century. She is an assistant professor in the Department of the History of Science at Harvard University. She received her PhD in History and Sociology of Science from the University of Pennsylvania, and holds a BA and BS from Northwestern University and a MA from the University of Chicago. Our host is: Dr. Christina Gessler, who is a developmental editor, and the producer of the Academic Life podcast. She writes the show's newsletter at ChristinaGessler.Substack.com Listeners may enjoy this playlist: Where Is Home? Immigration Realities Secret Harvests Who Gets Believed The House on Henry Street Womanist Bioethics Welcome to Academic Life, the podcast for your academic journey—and beyond! You can support the show by sharing episodes, or by donating here. Join us again to learn from more experts inside and outside the academy, and around the world. Missed any of the 275+ Academic Life episodes? Find them here. And thank you for listening! Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices Support our show by becoming a premium member! https://newbooksnetwork.supportingcast.fm/south-asian-studies
For more than 60 years, the United States has trained fewer physicians than it needs, relying instead on the economically expedient option of soliciting immigrant physicians trained at the expense of other countries. The passage of the Hart–Celler Immigration and Nationality Act of 1965 expedited the entry of foreign medical graduates (FMGs) from postcolonial South Asia and sent them to provide care in shortage areas throughout the United States. Although this arrangement was conceived as temporary, over the decades it has become a permanent fixture of the medical system, with FMGs comprising at least a quarter of the physician labor force since the act became law. This cohort of practitioners has not been extensively studied, rendering the impacts of immigration and foreign policy on the everyday mechanics of US health care obscure. In The Care of Foreigners: How Immigrant Physicians Changed US Healthcare, Dr. Alam foregrounds global dynamics embedded in the medical system to ask how and why Asian physicians—and especially practitioners from South Asia—have become integral to US medical practice and ubiquitous in the US public imaginary. Drawing on transcripts of congressional hearings; medical, scientific, and social scientific literature; ethnographies; oral histories; and popular media, Dr. Alam explores the enduring consequences of postcolonial physician migration. Combining theoretical and methodological insights from a range of disciplines, this book analyzes both the care provided by immigrant physicians as well as the care extended to them as foreigners. Our guest is: Dr. Eram Alam, who specializes in the history of medicine, with a particular emphasis on globalization, race, migration, and health during the twentieth century. She is an assistant professor in the Department of the History of Science at Harvard University. She received her PhD in History and Sociology of Science from the University of Pennsylvania, and holds a BA and BS from Northwestern University and a MA from the University of Chicago. Our host is: Dr. Christina Gessler, who is a developmental editor, and the producer of the Academic Life podcast. She writes the show's newsletter at ChristinaGessler.Substack.com Listeners may enjoy this playlist: Where Is Home? Immigration Realities Secret Harvests Who Gets Believed The House on Henry Street Womanist Bioethics Welcome to Academic Life, the podcast for your academic journey—and beyond! You can support the show by sharing episodes, or by donating here. Join us again to learn from more experts inside and outside the academy, and around the world. Missed any of the 275+ Academic Life episodes? Find them here. And thank you for listening! Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices Support our show by becoming a premium member! https://newbooksnetwork.supportingcast.fm/academic-life
For more than 60 years, the United States has trained fewer physicians than it needs, relying instead on the economically expedient option of soliciting immigrant physicians trained at the expense of other countries. The passage of the Hart–Celler Immigration and Nationality Act of 1965 expedited the entry of foreign medical graduates (FMGs) from postcolonial South Asia and sent them to provide care in shortage areas throughout the United States. Although this arrangement was conceived as temporary, over the decades it has become a permanent fixture of the medical system, with FMGs comprising at least a quarter of the physician labor force since the act became law. This cohort of practitioners has not been extensively studied, rendering the impacts of immigration and foreign policy on the everyday mechanics of US health care obscure. In The Care of Foreigners: How Immigrant Physicians Changed US Healthcare, Dr. Alam foregrounds global dynamics embedded in the medical system to ask how and why Asian physicians—and especially practitioners from South Asia—have become integral to US medical practice and ubiquitous in the US public imaginary. Drawing on transcripts of congressional hearings; medical, scientific, and social scientific literature; ethnographies; oral histories; and popular media, Dr. Alam explores the enduring consequences of postcolonial physician migration. Combining theoretical and methodological insights from a range of disciplines, this book analyzes both the care provided by immigrant physicians as well as the care extended to them as foreigners. Our guest is: Dr. Eram Alam, who specializes in the history of medicine, with a particular emphasis on globalization, race, migration, and health during the twentieth century. She is an assistant professor in the Department of the History of Science at Harvard University. She received her PhD in History and Sociology of Science from the University of Pennsylvania, and holds a BA and BS from Northwestern University and a MA from the University of Chicago. Our host is: Dr. Christina Gessler, who is a developmental editor, and the producer of the Academic Life podcast. She writes the show's newsletter at ChristinaGessler.Substack.com Listeners may enjoy this playlist: Where Is Home? Immigration Realities Secret Harvests Who Gets Believed The House on Henry Street Womanist Bioethics Welcome to Academic Life, the podcast for your academic journey—and beyond! You can support the show by sharing episodes, or by donating here. Join us again to learn from more experts inside and outside the academy, and around the world. Missed any of the 275+ Academic Life episodes? Find them here. And thank you for listening! Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
A épica implantação do PPD em Aveiro a seguir ao 25 de abril: o papel do contínuo, o militante encapuzado, o casting para as mesas nas sessões de esclarecimento, a palavra do bispo e o erro com Girão Pereira. Parte I da entrevista com Ângelo Correia: “O 11 de Março é talvez o fenómeno político mais destruidor por muitos anos em Portugal.”See omnystudio.com/listener for privacy information.
Harvard Associate Professor of the History of Science Dr. Eram Alam has just published "The Care of Foreigners: How Immigrant Physicians Changed U.S. Healthcare." Her extensive research revealed that, over decades, foreign medical graduates (FMGs) have become a sizeable and stable part of the U.S. physician workforce--at least a quarter since 1965. Their presence has shaped aspects of healthcare delivery, especially in underserved areas. But also, their presence raises questions about responsibility: what does it mean for U.S. healthcare to be so dependent on immigrant labor? What are the costs--to the physicians, to their home countries--to the idea of "universal" or equitable care?
To book your conversation with Eli this very week, go to https://portuguesewitheli.com/get-your-roadmap/And here is the monologue for your benefit:Depois que me divorciei, meus amigos me aconselharam a cuidar de algo, planta ou cachorro, para ocupar a mente. Afinal, cabeça vazia é oficina do Diabo. Mas eu me sentia bem, e o divórcio não foi nem litigioso, foi por incompatibilidade de gênios mesmo... De qualquer forma, ter um cachorro é muito trabalhoso e planta, sem graça, mas, no fim das contas, acatei a sugestão e fui para a floricultura que fica ali perto do centro.— E o senhor já tem um espaço para a planta? — o vendedor me perguntou.O vendedor explicou que eu precisava saber bem o espaço disponível, porque podia tanto levar uma muda quanto uma planta já adulta. Se fosse uma muda, teria que cuidar bem na hora do transplante. Se fosse uma planta grande, o ideal era um vaso com boa drenagem e dar uma soltada no torrão para arejar a terra.— Fica na varanda mesmo — respondi, dizendo que um dia ia ter uma casa de vergonha, mas por enquanto ia ficar na varandinha.O vendedor agradeceu a informação e me conduziu até uma seção em que estavam várias samambaias bem frondosas dentro de vasos. Eram plantas perfeitas para se ter dentro de casa, “especialmente para quem é meio esquecido.”Não sei como o vendedor descobriu essa informação sobre mim, de que sou esquecido, mas ele acertou na mosca. Eu bem que podia passar dois ou três dias sem cuidar da plantinha e ela morreria de sede.— E como é que eu devo regar a plantinha? — perguntei.Era simples. Primeiro, você pode usar um regador ou qualquer outra coisa que tenha em casa. Um regador é melhor, mas um copo d’água dá conta do recado. Agora é muito importante testar o solo antes de molhar.“Mete o dedo na terra e vê se a areia fica grudada no seu dedo. Caso fique, então significa que o solo está bastante úmido, e aí não vai despejar tanta água. E, se perceber que as folhas estão ficando amarronzadas, isso pode ser falta d’água ou o tempo pode estar muito seco.”O vendedor me deu uma cotoveladinha enquanto eu ponderava se levava ou não a planta.— E tem um segredinho — ele confidenciou. — Coloca um pratinho com umas pedrinhas debaixo do vaso e põe água. Isso ajuda a manter a umidade.Depois fez outra pausa e continuou.— E me diz uma coisa. Bate sol na sua varanda?Pior que batia.Ao que o vendedor falou que samambaia era planta de sombra, com no máximo luz de sol indireta. Se eu colocasse a planta no sol, ela ia queimar e morrer.Eu já estava me aporrinhando com a ideia do tanto de trabalho, mas o vendedor não se deu por satisfeito.— E se o senhor perceber que tem muitas folhas secas, é hora de podar. Pode usar uma tesourinha boa de casa, desde que seja bem afiada, para desbastar sem machucar a planta.Quando ouvi isso, me peguei pensando em quem faria a poda das folhas enquanto eu viajasse.E acho que o vendedor leu os meus pensamentos. Disse que, se eu viajasse, não precisava me preocupar tanto: era uma planta de baixa manutenção. Bastava ter regado a planta pelo menos uma vez na semana, além de ter colocado, claro, o substrato correto, ter arejado a terra e deixado a planta num ambiente protegido.— Substrato é tipo adubo? — perguntei, para não dizer estrume e parecer um matuto.Não, não eram a mesma coisa, mas se complementavam.E tinha mais. Ai de mim se colocasse a planta em ambiente com ar-condicionado! E também era bom ter outras coisinhas plantadas por perto. E colocar a samambaia longe do sol não significava colocá-la no escuro, porque era uma planta, não um urso, para ficar entocada dentro de uma caverna. Ficando confortável, tudo ia ficar tranquilo.Depois de ouvir tudo aquilo vindo de um vendedor tão atencioso, decidi me escafeder dali e ir para minha casinha. Ia curtir a solteirice sem nem cachorro nem planta por perto.
Eram como irmãos, vão acabar com uma amizade destruída. O confronto entre Mário Soares e Francisco Salgado Zenha marca as eleições presidenciais de 1986. O desentendimento entre os dois históricos socialistas já vinha de trás, mas vai atingir o clímax na primeira volta das eleições. Durante o debate que os põe frente a frente na televisão, Soares acusa Zenha de encabeçar uma candidatura fratricida. Quando ouve a resposta dele, percebe que perdeu o amigo de uma vida: “Ele não é meu irmão. Não é, nunca foi, nem nunca será”. Já Freitas do Amaral sonha com uma vitória à primeira volta. E a onda de euforia à volta do candidato da direita até tem direito a “dresscode” — um sobretudo verde e chapéu de palha. Pela primeira vez, o país vive uma campanha “à americana”. "A eleição mais louca de sempre" é o novo Podcast Plus do Observador. É narrado por Gonçalo Waddington e tem banda sonora original de Samuel Úria. Pode ouvir semanalmente os episódios de "A eleição mais louca de sempre" na playlist própria do podcast na Apple Podcasts, Spotify, Youtube ou outras plataformas de podcast. Os assinantes standard e premium do Observador têm acesso exclusivo e antecipado a todos os episódios em observador.pt.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira, 16, em dois turnos a PEC da Blindagem. No primeiro turno, foram registrados 353 votos a favor e 134 votos contrários, além de uma abstenção.Eram necessários 308 votos para garantir o avanço do texto. No 2º turno, o placar foi de 344 votos a 133.O texto determina que membros do Congresso “não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável, nem processados criminalmente, sem prévia licença de sua Casa Legislativa” - ou seja: a Câmara, se o alvo for deputado federal; ou o Senado, se for senador.Após o aval do Congresso, a proposta foi encaminhada ao Senado.Felipe Moura Brasil, Duda Teixeira e Ricardo Kertzman comentam:Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. Apresentado por Felipe Moura Brasil, o programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Papo Antagonista https://bit.ly/papoantagonista Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
Михайло Гончар, президент Центру глобалістики «Стратегія ХХІ», на Radio NV про удари українських дронів по Краснодарському і Сизранському НПЗ, які це матиме наслідки для економіки ворога, про дефіцит бензину в Росії, про передачу Україні від США далекобійних ракет ERAM. Ведучий – Дмитро Тузов
We talk with a floatplane pilot who flies the de Havilland Canada DHC-2 Beaver commercially. In the news, we look at strategies for modernizing the air traffic control system, striking flight attendants and some who wish they could, and a wingsuit accident takes the life of an ICON Aircraft co-founder. Guest John Crawford flies the de Havilland Canada DHC-2 Beaver commercially on the Canadian West Coast. He began flying Beavers when he was the Chief Pilot and Operations Manager for a company specializing in floatplane training, where he overhauled the training program. In addition to his full-time flying job, John also has a coaching program that helps pilots get their first flying position without the unnecessary and expensive detour of instructing. He helps student pilots with resumes, job search beyond job ads, interview preparation, and more. John Crawford and the de Havilland Canada DHC-2 Beaver. John describes his path to becoming a floatplane pilot, learning to fly, and using taildragger and bush-flying experience. He notes the origin of the Beaver and the challenges of flying a floatplane compared to other aircraft, including obstructions in the water, winds, and docking. John's coaching project started as a proof of concept but has grown to include Canadian, U.S., and international students. We look at his teaching methods, the pattern of floatplane student pilots who do well learning to fly, and how John shows people how to get work. John also provides a valuable perspective on flight instructing in general and how teaching is not for everyone. See John's website, find him on YouTube, and on Instagram. Aviation News The ‘brand new' ATC system might not be as new as you think The National Airspace System today is built on three main software platforms that help transmit flight plan data, collect aircraft position information, and display all of that on the screens of air traffic controllers: the Standard Terminal Automation Replacement System (STARS) used by approach and departure facilities, En Route Automation Modernization (ERAM) used by enroute facilities, and the Advanced Technologies & Oceanic Procedures (ATOPs) used by oceanic facilities in California and New York. The FAA said that combining these three protocols into a single common automation platform would be more efficient. That proposal is a pillar of the administration's ATC modernization plan, and it would cost an estimated $31.5 billion. Instead of replacing STARS, ERAM, and ATOPs, FAA chief Bryan Bedford said the agency is exploring a cheaper way to connect the systems that "will look and feel and act exactly the same" as a common platform without actually being one. "There's technology that we can stick in between ERAM and STARS and ATOPs and the user, you know, a new interface. These interfaces actually exist today. We can take that data, we can re-present it across the users of the NAS." US flight attendants are fed up like their Air Canada peers. Here's why they are unlikely to strike Hourly wages for flight attendants can be very low relative to the cost of living. Some can't afford housing in their home base location and must therefore commute from a lower-cost region. Discontent is amplified when FAs are not paid until the cabin door is open. Airline strikes are rare due to the Railway Labor Act of 1926, amended in 1936 to include airlines. For airline workers to strike, Federal mediators must declare an impasse. But even then, the president or Congress can intervene. Air Canada reaches deal with flight attendant union to end strike as operations will slowly restart Ten thousand Air Canada flight attendants went on strike, but that ended with a tentative deal that includes wage increases and pay for boarding passengers. ICON founder dies in wingsuit accident ICON Aircraft co-founder Kirk Hawkins died August 19, 2025, in a wingsuit accident in the Swiss Alps.
Роман Безсмертний, політик, Надзвичайний і Повноважний посол України, на Radio NV, про яка зараз позиція Росії у мирному процесі, коли в США зрозуміють, що Москва затягує час, чому така нехитра комбінація Росії працює з Трампом, які провальні місця в позиції США вдається зафіксувати, чи має для Вашингтону якесь значення Будапештський меморандум, чи може США вийти з мирного процесу для України, чи зможе Трамп відновити довіру до себе та погодження Білого дому продажу ракет ERAM Україні Ведучий – Дмитро Тузов
Віталій Кононученко, журналіст, OSINT-аналітик, військовий оглядач Дзеркало тижня, на Radio NV, про погодження Білим домом продажу Україні крилатих ракет ERAM, чому США залишають за собою погодження запусків цих ракет, з якої платформи повинні здійснювати запуски такого типу ракет, чи постане питання про збільшення бойового авіапарку, що відомо про радіус дії ERAM, чи можна ними збивати крилаті ракети, чи є Довгий Нептун модернізацією ракети Нептун, про звільнення Новомихайлівки, Володимирівки та Зеленого Гаю на Донеччині та якою є поточна ситуація на Покровському напрямку Ведучий – Дмитро Тузов
Edition No231 | 24-08-2025 - Once more, we are asking the same question we asked of Biden and Sullivan? Is U.S. policy tying Ukraine's hands—not just inadvertently, but by design? Are we watching a strategic muddle, or calculated delay? Who's Blocking Ukraine's Offense Capabilities? Let's start with the curious case of long‑range missiles—approved for purchase but not for use, potentially sold but shackled. According to The Kyiv Independent, Washington has approved the sale of 3,550 ERAM missiles—Extended‑Range Attack Munitions, with a range of 241 to 450 kilometres—but wait for it… their use inside Russian territory requires U.S. approval. That approval is rumoured to be withheld. It feels like we're back in 2023-24. In other words, sold but not unleashed.” Profited from but not permitted to be used in the way they were designed. (The Kyiv Independent)Even more tellingly, a “review process” has quietly been imposed giving Defence Secretary Pete Hegseth authority to block Ukrainian long‑range strikes into Russia using U.S. weapons. The result: strikes potentially prevented for months. (The Kyiv Independent)Ynetnews adds: “The Pentagon has quietly barred Ukraine from using U.S.-made long-range ATACMS missiles to strike inside Russia for months,” and “on at least one instance, Ukraine requested permission … but was denied.” (ynetnews)----------SUPPORT THE CHANNEL:https://www.buymeacoffee.com/siliconcurtainhttps://www.patreon.com/siliconcurtain----------SOURCES: https://kyivindependent.com/us-approves-sale-of-eram-missiles-to-ukraine-wsj-reports/https://www.ynetnews.com/article/ryrrjfutxxhttps://kyivindependent.com/pentagon-has-quietly-barred-ukrainian-long-range-strikes-in-russia-with-us-missiles-wsj-reports/https://www.politico.com/news/2025/08/20/pentagon-minimal-security-guarantees-ukraine-00516856https://edition.cnn.com/2025/07/08/politics/hegseth-did-not-inform-white-house-ukraine-weapons-pausehttps://www.theguardian.com/us-news/2025/jul/05/hegseth-weapons-shipments-ukraine ----------TRUCK FUNDRAISER - GET A SILICON CURTAIN NAFO PATCH:Together with our friends at LIFT99 Kyiv Hub (the NAFO 69th Sniffing Brigade), we are teaming up to provide 2nd Battalion of 5th SAB with a pickup truck that they need for their missions. With your donation, you're not just sending a truck — you're standing with Ukraine.https://www.help99.co/patches/nafo-silicon-curtain-communityWhy NAFO Trucks Matter: Ukrainian soldiers know the immense value of our NAFO trucks and buses. These vehicles are carefully selected, produced between 2010 and 2017, ensuring reliability for harsh frontline terrain. Each truck is capable of driving at least 20,000 km (12,500 miles) without major technical issues, making them a lifeline for soldiers in combat zones.https://www.help99.co/patches/nafo-silicon-curtain-community----------