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Marcus is a magician, an off-Broadway producer, and an en route controller at Houston Center, which is either an unusual resume or a perfectly logical one. To thousands online he's Prop Hat Cat. He opens with the disclaimer (he doesn't speak for the FAA or NATCA), delivers a verdict on traffic management, and lays out the whole machine: tower to TRACON to center to the Command Center in Virginia, which fixes things with a cleaver and hands down playbook routes that every layer below shaves a little finer, until a controller is staring at a route straight through a thunderstorm and thinking exactly what you're thinking. EDCTs, why fog in San Francisco turns into 80 miles in trail, and how to read the arrival demand charts before you plan into a busy field. Plus why modernization takes forever at an agency where repaving a parking lot took seven and a half years, why frequency changes are harder than any controller believes until they sit in the right seat, how two American flights ended up with the same number, how accurate Pushing Tin is (very, especially the relationships), and why nobody else makes this kind of content: "they're not dumb enough to do it." Mentioned on the show:PropHatCat on Instagram: https://www.instagram.com/prophatcatPropHatCat's merch: https://www.etsy.com/shop/PropHatCatPropHatCat on Linktree: https://linktr.ee/prophatcatATC TMUs: https://www.faa.gov/air_traffic/publications/atpubs/foa_html/chap18_section_2.htmlEDCT: https://www.aspm.faa.gov/aspmhelp/index/Expect_Departure_Clearance_Times_(EDCT).htmlNAS status: https://nasstatus.faa.gov/Arrival demand chart: https://www.fly.faa.gov/aadc/ERAM, en route automation modernization: https://www.faa.gov/air_traffic/technology/eramPropHatCat flying with Accidental Aviator: https://www.youtube.com/watch?v=4GtI-uRIswcOpposing Bases: Air Traffic Talk: https://www.opposingbases.com/FAA Mobile Clearance for GA, announced at Oshkosh: https://www.faa.gov/newsroom/faa-advances-digital-departure-clearances-general-and-business-aviationElevation Chophouse and Skybar, McCollum Field: https://www.elevationatlanta.com/Midlife Pilot Podcast: https://midlifepilotpodcast.com
Episódio do dia 10/08/2026, com o tema "Quem eram as mulheres que ungiram Jesus?" Apresentação: Itamir Neves, André Castilho e Renata Burjato. Pergunta do dia: TEM DOIS RELATOS DE MULHERES QUE UNGEM OS PÉS DE JESUSALGUMAS PESSOAS DIZEM QUE É A MESMA MULHER UMA EU SEI QUE É MARIA IRMÃ DE LÁZARO AQUI ESCOLHEU O MELHOR LUGAR MAS A OUTRA QUEM É ESSA OUTRA MULHER TEM COMO SABER? Redes Sociais Instagram: @rtmbrasil@itabeti@acastilhortm Site: www.rtmbrasil.org.br WhatsApp da RTM - (11) 97418-1456See omnystudio.com/listener for privacy information.
Rodrigo passou boa parte da vida acreditando que precisava escolher entre a própria fé e quem ele era. Criado na igreja, ouviu desde cedo que amar outro homem significava viver longe de Deus. Até encontrar uma comunidade que lhe mostrou um Deus diferente: um que não fazia acepção de pessoas, mas de amor.Foi ali que também encontrou Willian. A amizade virou companheirismo, a oração virou namoro e, depois, casamento. Os dois tinham um sonho em comum desde o início: serem pais.Quando entraram na fila da adoção, recusaram qualquer preferência. Cor, idade ou gênero nunca importou para os dois. Queriam apenas um filho. Um ano e meio depois, o telefone tocou, mas havia uma surpresa: não era uma criança. Eram duas irmãs.A mais velha, Daniela, tinha apenas quatro anos e carregava uma história que ninguém deveria viver. Ela já havia sido adotada por outra família e, por motivos que Rodrigo e Willian nunca souberam, tinha sido devolvida ao abrigo. Foi justamente quando ela voltou que sua irmã caçula, Maria Vitória, chegou bebê ao mesmo lugar.Diante de uma simples foto 3x4 das duas, eles tiveram certeza. Aquelas meninas eram suas filhas.Quando Daniela entrou na sala, segurou a mão dos dois e fez uma descoberta que mudaria a vida de todos: agora ela tinha dois pais. E, pela primeira vez, também tinha uma irmã.Naquele instante, Rodrigo entendeu que ninguém havia salvado ninguém. Eles também estavam sendo adotados. As meninas deram um novo sentido à sua fé, ao seu casamento e à própria ideia de família.Os desafios de uma paternidade dupla surgiram: escolas que só escreviam "querida mamãe" nos bilhetes, banheiros sem espaço para um pai acompanhar a filha, olhares curiosos e preconceitos silenciosos. Em vez de responder com revolta, eles decidiram ensinar. Com paciência, abriram caminhos para que outras famílias também encontrassem acolhimento.Hoje, Rodrigo costuma dizer que sua família não é diferente de nenhuma outra. Tem contas para pagar, dificuldades, aprendizados e muito amor. A maior prova disso talvez seja Daniela: uma menina que um dia foi devolvida como se pudesse ser descartada, mas que encontrou um lar onde nunca mais precisaria perguntar se era suficiente.Porque família não nasce da forma como ela começa. Nasce da decisão de permanecer.Compre o livro do ter.a.pia "A história do outro muda a gente" e se emocione com as histórias : https://amzn.to/3CGZkc5Tenha acesso a histórias e conteúdos exclusivos do canal, seja um apoiador http://apoia.se/historiasdeterapia
O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
Homilia Padre Reinaldo Satiro, IVE:Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 8,28-34Naquele tempo: Quando Jesus chegou à outra margem do lago, na região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois homens possuídos pelo demônio, saindo dos túmulos. Eram tão violentos, que ninguém podia passar por aquele caminho.Eles então gritaram: 'O que tens a ver conosco, Filho de Deus? Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?' Ora, a certa distância deles, estava pastando uma grande manada de porcos. Os demônios suplicavam-lhe: 'Se nos expulsas, manda-nos para a manada de porcos.' Jesus disse: 'Ide.' Os demônios saíram, e foram para os porcos. E logo toda a manada atirou-se monte abaixo para dentro do mar, afogando-se nas águas. Os homens que guardavam os porcos fugiram e, indo até à cidade, contaram tudo, inclusive o caso dos possuídos pelo demônio. Então a cidade toda saiu ao encontro de Jesus. Quando o viram, pediram-lhe que se retirasse da região deles. Palavra da Salvação.
Naquele tempo, 28 quando Jesus chegou à outra margem do lago, na região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois homens possuídos pelo demônio, saindo dos túmulos. Eram tão violentos, que ninguém podia passar por aquele caminho. 29 Eles então gritaram: "O que tens a ver conosco, Filho de Deus? Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?" 30 Ora, a certa distância deles, estava pastando uma grande manada de porcos. 31 Os demônios suplicavam-lhe: "Se nos expulsas, manda-nos para a manada de porcos". 32 Jesus disse: "Ide". Os demônios saíram, e foram para os porcos. E logo toda a manada atirou-se monte abaixo para dentro do mar, afogando-se nas águas. 33 Os homens que guardavam os porcos fugiram e, indo até à cidade, contaram tudo, inclusive o caso dos possuídos pelo demônio. 34 Então a cidade toda saiu ao encontro de Jesus. Quando o viram, pediram-lhe que se retirasse da região deles.
Pensa aí num viking. Eu sei, são grandes as chances de que você tenha imaginado uma pessoa bem loira, de olhos claros. Porém, pesquisas científicas recentes (e bem sérias) descobriram que não era bem assim. Claro, muitos vikings eram loiros mesmo, mas na real o grupo não era TÃÃÃÃO platinado assim quanto pensa o senso comum.Mas como alguém no século XXI consegue descobrir que cara tinha um grupo que deixou de existir há mil anos? Ciência, né? No episódio de hoje eu conto sobre isso, então pega sua barca viking e vem comigo!────────────────────────────────────APRENDA é o podcast sobre coisas que você nem sabia que queria saber. Os episódios são roteirizados e apresentados por Alvaro Leme. Jornalista, mestre e doutorando em Ciências da Comunicação na ECA-USP e criador de conteúdo há vinte anos, ele traz episódios sobre curiosidades dos mais variados tipos. São episódios curtos, quase sempre com 5 minutos — mas alguns passam disso, porque tem tema que precisa mesmo de mais um tempinho.Edição dos episódios em vídeo: André Glasnerhttp://instagram.com/andreglasnerDireção de arte: Dorien Barrettohttps://www.instagram.com/dorienbarretto66/Fotografia: Daniela Tovianskyhttps://www.instagram.com/dtoviansky/Siga o APRENDA no Instagram: http://instagram.com/aprendapodcasthttp://instagram.com/alvarolemeComercial e parcerias: alvaroleme@brunch.ag────────────────────────────────────Quer saber mais? Confira as fontes que consultei enquanto criava o episódio- Por que os vikings não eram como imaginamosBBC Brasil
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«La ruta», de Lluïsa Cunillé. Intèrprets: Alberto Díaz, Albert Prat i Sergi Torrecilla. Col·laboració especial: Lurdes Barba. Espai escènic: Bibiana Puigdefàbregas. Disseny de vestuari: Marta Rafa. Música i espai sonor: Pau Matas. Disseny d'il·luminació: Sylvia Kuchinow. Vídeo: Daniel Lacasa. Construcció escenografia: Punt de fuga. Lluís Nadal (Koko) i Miguel Angel Berián. Cap de producció: Maria G. Rovelló. Ajudantia de producció: Sara Farré. Ajudantia de direcció (alumna pràctiques ERAM): Antònia Roig. Comunicació companyia: Marta Fernández Martí. Fotografia: Felipe Mena. Equip Teatre Akadèmia: Gerència i Cap de producció: Meri Notario. Direcció artística i Projectes especials i Filantropia: Guido Torlonia. Direcció artística i Programació i cap de premsa: Fernando Solla. Direcció artística i Internacional: Enrico Ianniello. Cap de màrqueting i comunicació: Ana Flores. Comunicació i públics: Vinyet Vila. Cap tècnic: Lluís Serra. Tècnic auxiliar: Víctor Castro. Cap de sala i taquilla: Xavi Gómez. Una producció de La Ruta 40, Teatre Akadèmia i Festival Grec de Barcelona. Agraïments: Escola Universitària ERAM, Sala Beckett, Cassandra Projectes Artístics, TNC, Joan Grau Mauri i Comunitat de Roger de Flor, Prat Film Office (Elena Torrent), Pau Aldazabal Felip i equip del CEM Estruch, habitants de Villa Adelina, Marcel Farrer. Direcció: Carlota Subirós. Teatre Akadèmia, Barcelona, 17 juny 2026. Veu: Andreu Sotorra. Música: On the road again. Interpretació: Canned . Composició: Alan Wilson i Floyd Jones. Àlbum: On the Road, 2012.
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De la copilul care a crescut cu sentimentul că nu este suficient, la artistul care a ajuns să câștige un Grammy, drumul lui Damian Drăghici a fost presărat cu greșeli, căutări, căderi și momente în care viața l-a pus la încercare. Pentru mine, episodul de astăzi a însemnat mai mult decât un simplu podcast. A fost o întâlnire sinceră cu un om în ale cărui trăiri m-am regăsit de multe ori. L-am ascultat, l-am crezut și simțit. Este una dintre acele conversații care îți amintesc că succesul nu vindecă toate rănile și că cele mai grele lupte sunt, de multe ori, cele pe care nimeni nu le vede. Cu o sinceritate dezarmantă și o vulnerabilitate rar întâlnită, inegalabilul Damian Drăghici.
Ruy Seabra, selecionador que teve de começar a reconstruir a seleção em 1986, recorda em entrevista os dois convites de Silva Resende, a quem ameaçou chamar "o maior aldrabão"; a importância de Manuel Fernandes, Veloso e Shéu, que aceitaram ser convocados quando os jogadores de Saltillo recusaram; o defesa que não sabia passar a bola; a saga da "Seleção dos Pobres"; e a relação com os clubes: "Não perdíamos tempo com o Benfica, não valia a pena."See omnystudio.com/listener for privacy information.
TEMPO DE REFLETIR 01790 – 9 de junho de 2026 Lucas 5:9 – Pois ele e todos os seus companheiros estavam perplexos com a pesca que haviam feito. Ambiente de beira-mar. O mar azul e translúcido. Você escuta as ondas em marola quebrando preguiçosamente na praia, ou dando “tapinhas” no casco dos barcos. Sente em seu rosto o ar salgado. Um cheiro forte de peixe e restos de peixe. Ao caminhar pela areia grossa, você vê conchas quebradas, barracas abandonadas com areia acumulada à entrada. Mais adiante, vê pescadores que limpam as redes dos sargaços e de peixes que ninguém comprava. Acabavam de chegar de uma noite de pesca fracassada. Eram dois pares de irmãos, sócios de uma pequena companhia pesqueira. Mas aquela seria uma manhã diferente, porque Jesus subiria com eles no barco. Ele utiliza coisas comuns para realizar coisas incomuns. Utilizou os instrumentos e o barco deles para demonstrar o que pode ser feito quando nos colocamos em Suas mãos. O mundo vê fracasso nas redes vazias. Jesus vê oportunidades. Às vezes, fracassamos justamente onde tínhamos a certeza de que nos sairíamos bem ou em nossa área de maior conhecimento. Jesus mostra aquilo que podemos fazer quando obedecemos ao Seu mandado. Ele está sempre animando e dando uma segunda oportunidade. Apesar de dizerem: “Já demos tudo o que podíamos”, Jesus os convidou a ir além do que sua limitada visão do poder divino conseguia ver. Ele quer nos tirar da comodidade, da segurança e das limitações que nos autoimpusemos. Ele diz: “Seu potencial é bem maior do que você pensa.” O desafio era o alto-mar, o risco, o desconhecido. Jesus esconde Suas surpresas até que O sigamos. Não havia detector de cardumes, as águas do mar não resplandeceram, nem as redes brilharam. A surpresa não veio até o momento em que se atreveram a lançar novamente as redes. Ao ver as redes cheias, Pedro percebeu que estava na presença do Senhor que tudo pode, e reconheceu sua impureza: “Afasta-Te de mim, Senhor, porque sou um pecador” (v. 8). Hoje você estará no seu trabalho, fazendo coisas comuns e incomuns, e poderá ter um dia banhado pela graça de Deus. Se seguirmos Sua palavra, o dia terá sido de boas surpresas. Por que não convidar Jesus a entrar no seu barco hoje? Vamos orar? Grande Deus e Pai: obrigado por Tua graça maravilhosa. Por favor, entre no barco de nossa vida. Tome conta de todas as coisas, Pai. Transforma tudo do Teu jeito. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes
As reduções jesuítico-guaranis foram as primeiras cidades do Rio Grande do Sul. No sexto episódio do programa Aconteceu no RS, o arquiteto Luiz Antônio Custódio conta como evoluíram as construções nas duas fases das Missões. A arquitetura passou de simples casas de madeira e palha à grandiosa igreja de São Miguel Arcanjo.Oferecimento: Colégio Anchieta e UnisinosFicha técnica:Produção: Lucas Vieira e Thaynan SchroederEdição Lucas VieiraOperação: Leandro MoccaArtes e vinheta: Laura MelchiorSupervisão: Rafael Manito e Fernando Salvador Coordenação: Larissa Guerra
No centenário da morte de Claude Monet, a França transforma Giverny, famoso vilarejo da Normandia que abrigou o pintor, em palco de revisões críticas sobre o nascimento do impressionismo. A exposição Antes das Ninféias: Monet descobre Giverny (1883–1890) desloca o foco das telas consagradas para o risco e as escolhas de um artista que rompeu com o academicismo. A mostra revela como paisagem, luz e técnica redefiniram a pintura moderna, num gesto que ainda hoje molda nosso modo de ver a arte. Há um século, morria Claude Monet, o mais famoso dos impressionistas. O pintor é homenageado em 2026 com várias exposições e eventos comemorativos que se multiplicam na França – em Paris, Le Havre e Giverny – , e também em outros países. Autor das mundialmente célebres Ninféias (série de pinturas de vitórias-régias e jardins aquáticos), ele sucumbiu em 5 de dezembro de 1926 a um câncer de pulmão. Monet fumava muito e era conhecido por manter hábitos alimentares bastante particulares – costumava comer andouillette no café da manhã, um tipo de embutido tradicional francês feito com tripas de porco ou de boi, acompanhado de uma taça de vinho branco. Ele morreu, aos 86 anos, em seu ateliê-jardim em Giverny, cercado por suas últimas telas e pelas flores que tanto amava. “Ele cai literalmente entre suas obras e o jardim, que era ao mesmo tempo espaço de vida e de trabalho”, observa Marie Delbarre, assistente de pesquisa do Museu dos Impressionismos de Giverny e co-curadora da mostra. Para ela, o dado biográfico não é anedótico, mas ajuda a entender a "fusão radical entre arte e natureza" que define Monet. Delbarre lembra que o pintor convivia com excessos e possuía uma notória instabilidade emocional. “Era alguém extremamente determinado, mas atravessado por momentos reais de desespero”, afirma, citando cartas em que Monet relata humilhações financeiras e até uma tentativa confusa de suicídio – por afogamento, sendo que ele era exímio nadador. Longe do gênio sereno das reproduções de calendário, emerge em Giverny um artista tenso, obsessivo e muito exigente consigo mesmo. Temperamento explosivo Esse temperamento explosivo também deixava marcas físicas. “Quando não estava satisfeito, ele destruía telas a golpes de bota ou queimava pinturas no jardim”, conta Delbarre. A fúria não era teatral, mas fazia parte de um método em que nada podia sobreviver sem atender ao rigor absoluto da luz certa. Para Marie Delbarre, há um consenso fundamental quando se observa a obra de Claude Monet: mais do que buscar uma reprodução fiel da realidade, o pintor se empenhou em apreender os efeitos da luz natural. “Essa foi a grande paixão de Monet, à qual ele dedicou toda a vida”, afirma. Definir o impressionismo, no entanto, é tarefa menos simples. Segundo ela, trata‑se de um movimento que não nasceu de um manifesto artístico, como ocorreu com o futurismo. "O grupo reunia personalidades artísticas muito distintas, o que torna difícil formular uma definição única e rigorosa que dê conta, ao mesmo tempo, de Monet e de seus pares", afirma. O que foi, afinal, o impressionismo Definir o impressionismo nunca foi, de fato, simples. “Não é um movimento teorizado pelos artistas”, explica Delbarre. O termo nasce do olhar crítico – muitas vezes hostil – de jornalistas e comentaristas da época, a partir do quadro Impression, soleil levant (1872), onde Monet representa o porto de Le Havre, cidade francesa onde o artista passou a infância. Mais do que um programa, havia afinidades e tensões entre personalidades muito diferentes. Monet, Renoir, Degas e Caillebotte nem sempre pintavam a mesma coisa. “Com Monet, o paisagem é central; com Renoir, as figuras humanas ocupam outro lugar”, diz a curadora. O ponto comum estava na recusa ao modelo acadêmico e na aposta na experiência direta do mundo visível, sem idealizações históricas ou mitológicas. Vale lembrar que até meados do século XIX, a grande pintura europeia exaltava cenas bíblicas, heróis antigos e narrativas literárias. O impressionismo rompe esse pacto. “Eles pintam o lazer moderno, o trem a vapor, a cidade, o campo visto como campo”, sintetiza Delbarre. A luz como problema central Se há um eixo incontornável no impressionismo, trata-se da luz. “Captar os efeitos da luz natural foi a grande paixão de Monet, à qual ele dedicou a vida inteira”, afirma a pesquisadora. Isso explica tanto as séries – como catedrais, fardos de feno ou, depois, as Ninféias – quanto a obsessão por pintar sob condições específicas, às vezes impraticáveis. As cores chocavam. “Eram mais puras, mais vivas, com uma pincelada visível que antes ficava restrita ao esboço”, explica Delbarre. Aos olhos dos contemporâneos, parecia descuido ou afronta. “O público recebia aquilo como um balde de tinta no rosto”, diz, sem exagero. Vista hoje em museus, a pintura impressionista ainda se impõe. “Quando colocada ao lado de uma obra acadêmica, parece irradiar luz da parede”, observa a curadora. O efeito não era acidental, mas fruto de uma escolha técnica e estética coerente. Fora do Salão de Arte, contra o sistema Ser recusado pelo Salão oficial de Paris significava quase desaparecer. “Era praticamente o único meio de se tornar conhecido por público e colecionadores”, lembra Delbarre, ao se referir à principal exposição artística organizada pela Academia francesa desde 1667, que ditava o gosto oficial e consagrava carreiras entre os séculos XVIII e XIX. Monet e seus amigos sabiam o risco que corriam ao desafiar o júri, dominado por professores ligados ao neoclassicismo. A pintura ao ar livre era vista como heresia. “Uma inconsistência total”, resume ela. Herdada em parte da Escola de Barbizon, pioneira na prática de pintar ao ar livre, valorizando paisagens comuns, campos, florestas e a vida rural, essa prática ganhava com Monet e seus pares um grau de radicalidade inédita, tanto pelo tema quanto pela execução. Um detalhe técnico foi decisivo: o tubo de tinta industrial. “Antes, pintar a óleo fora do ateliê era quase impossível”, explica Delbarre. Com o novo suporte portátil, a pintura pôde finalmente acompanhar o tempo, o vento e a mudança da luz – fatores centrais para a revolução impressionista. De Giverny ao mundo A exposição mostra justamente o momento em que esse caminho se consolida. Ao se instalar no pequeno vilarejo da Normandia, Monet encontra um laboratório a céu aberto. “É ali que ele começa a organizar a vida em função da pintura”, afirma Delbarre. Para além do encanto turístico, Giverny foi um campo de batalha estética. As escolhas feitas ali – de motivo, técnica e método – moldaram não apenas a obra tardia de Monet, mas a própria noção de pintura moderna. Cem anos depois, revisitar esse processo ajuda a separar o clichê do risco original que ainda sustenta o impressionismo. A mostra Antes das Ninféias: Monet descobre Giverny (1883–1890) fica em cartaz em Giverny até o dia 5 de julho de 2026.
⚓ Em 1808, a disfuncional Família Real de Portugal fugiu de Napoleão rumo ao Brasil, mudando para sempre o destino da futura nação.O príncipe Dom João VI, descrito como tímido, indeciso e com medo do mar, veio acompanhado de uma corte de quase 15 mil pessoas.
Naquele tempo, 1 Jesus ergueu os olhos ao céu e disse: "Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique a ti, 2 e, porque lhe deste poder sobre todo homem, ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe confiaste. 3 Ora, a vida eterna é esta: que eles te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e àquele que tu enviaste, Jesus Cristo. 4 Eu te glorifiquei na terra e levei a termo a obra que me deste para fazer. 5 E agora, Pai, glorifica-me junto de ti, com a glória que eu tinha junto de ti antes que o mundo existisse. 6 Manifestei o teu nome aos homens que tu me deste do meio do mundo. Eram teus, e tu os confiaste a mim, e eles guardaram a tua palavra. 7 Agora eles sabem que tudo quanto me deste vem de ti, 8 pois dei-lhes as palavras que tu me deste, e eles as acolheram, e reconheceram verdadeiramente que eu saí de ti e acreditaram que tu me enviaste. 9 Eu te rogo por eles. Não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. 10 Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu. E eu sou glorificado neles. 11a Já não estou no mundo, mas eles permanecem no mundo, enquanto eu vou para junto de ti".
Confira nesta edição do JR 24 Horas: O governo de São Paulo confirmou mais duas mortes por febre amarela no estado e alertou a população para se vacinar contra a doença. As duas mortes foram confirmadas em Lagoinha, na região do Vale do Ribeira. Eram dois homens de 64 e 54 anos. E ainda: Nova frente fria avança e traz instabilidades para o Centro-Sul do país.
The creation of Medicare and Medicaid in 1965 enabled millions of Americans to meaningfully access healthcare for the first time — and dramatically increased demand for doctors. The passage of the Hart-Celler Immigration and Nationality Act a few months later enabled tens of thousands of immigrant physicians to migrate to the US. Since then, immigrant physicians have comprised between 25 — 40% of the physician workforce. Our guest on this episode is Professor Eram Alam, associate professor of history at Harvard. Alam specializes in the history of medicine, race, migration, and health during the twentieth century. In 2025, she published The Care of Foreigners: How Immigrant Physicians Changed US Healthcare.Over the course of our conversation, Professor Alam traces the legal, economic, and geopolitical factors that led to the US depending on immigrant physicians to care for many of the country's most vulnerable populations. We explore how American attitudes toward immigration have shifted over time and how the current state of politics has created a jarring disconnect: many patients depend on care from immigrant physicians and yet continue to view immigrants as un-American. Finally, Professor Alam reminds us how remembering everyone feels a little out of place, can help us see the person in front of us more fully. In this episode, you'll hear about: 3:00 - Dr. Alam's work as a professor and historian of healthcare and medicine7:30 - The background for Dr. Alam's book The Care of Foreigners. 13:00 - The story behind the 1965 legislation that led to the mass employment of physician immigrants in the US22:10 - How the role of immigrant physicians in the US healthcare system complicates the idea of meritocracy in medicine29:00 - The ways in which US immigration policy has changed the experience for foreign-born doctors over time 33:45 - Dr. Alam's view of how current immigration crackdowns fit into the larger historical narrative of US immigration 45:36 - How dehumanizing political rhetoric surrounding immigrants can blind us to the humanity of those who care for us53:26 - The unifying power in acknowledging discomfort in ourselves and othersIf you enjoyed this episode, please subscribe, rate, and review our show, available for free on Spotify, Apple Podcasts, or wherever you get your podcasts. If you know of a doctor, patient, or anyone working in health care who would love to explore meaning in medicine with us on the show, feel free to leave a suggestion in the comments or send an email to info@thedoctorsart.com.Copyright The Doctor's Art Podcast 2026
João Castelo-Branco e Natalie Gedra no pub e Renato Senise direto de Mônaco debatem os principais assuntos da semana no futebol inglês. Mais uma queda do Arsenal, as mudanças no Tottenham, mais uma crise no Chelsea e muito mais. Confira. 00:00 Azedou Arsenal? 03:50 Méritos ao Southampton 07:30 Na conta do Arteta? 15:00 Cachorro vencedor? 16:00 Tottenham e a última cartada 19:00 Renato Senise direto de Mônaco 28:00 Chupa João 32:00 Di Zerbi: uma boa decisão? 38:00 A polêmica com Greenwood 42:00 West Ham x Leeds! Que jogo 46:00 Liverpool humilhado, Slot tem futuro? 52:00 Manchester City engatou! 55:00 Cherki é muito doido! 57:00 Adeus Bernardo Silva 1:00:00 Chelsea vence mas segue em turbulência 1:03:00 Enzo punido pelo clube. Chelsea sem alma? 1:10:00 Seleção inglesa não empolga 1:12:00 Foden fora da Copa? 1:15:40 Irlanda e Gales não classificam Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Eram vistas como as primárias para a sucessão de Macron. Afinal, nenhuma maré eleitoral. Uma crónica de Francisco Sena Santos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Num dia quente de outubro de 2014, duas bolotas apareceram numa praia cearense. Eram dois peixes-boi recém-nascidos – gêmeos, uma raridade – e foram salvos pela Aquasis, uma ONG que se especializou nesse tipo de resgate. Os gêmeos, batizados de Tico e Teco, passaram os seguintes anos em reabilitação. Tico dava um pouco mais de trabalho: era um pouco mais devagar, um pouco mais arisco, e muito agarrado no gêmeo dele. Quando Teco morreu aos quatro anos, temeram também pela vida do irmão – mas em vez disso, Tico desabrochou. Tanto que em julho de 2022, ele foi o quinto peixe-boi solto pela Aquasis para tentar a vida livre. Começou ali uma peregrinação que passou por três países e mobilizou pesquisadores pelo Caribe afora. E assim como Ulisses, da Odisseia, Tico também enfrenta dificuldades homéricas para voltar para casa. Por Flora Thomson-DeVeaux Membros do Clube da Novelo podem ouvir os episódios do Rádio Novelo Apresenta antecipadamente, além de ter acesso a uma newsletter especial e a eventos com a nossa equipe. Quem assinar o plano anual ganha de brinde uma bolsa da Novelo. Assine em https://www.radionovelo.com.br/clube A Escola MASP está com inscrições abertas para o curso Histórias da Arte Latino-americana – um percurso crítico pela produção do continente nos séculos XX e XXI, entre obras, documentos e ações coletivas que disputam imaginários públicos e articulam redes de solidariedade, num continente atravessado por ditaduras, lutas anti-imperialistas e reivindicações por justiça social. São 12 aulas online e ao vivo, às segundas, das 19h às 21h, de 9 de março a 1º de junho, com Luise Malmaceda. As aulas ficam gravadas por 30 dias.No mesmo semestre, a Escola MASP também oferece Histórias da Arte Moderna, com Felipe Martinez, de 16 de março a 15 de junho.Assinantes do Clube Novelo têm 10% de desconto. https://www.bilheteria.masp.org.br/pt-BR/courses/25b741bb-36ae-44b9-85b7-d153f44025b7?utm_source=parcerias&utm_medium=spot&utm_campaign=hala&utm_id=novelo A partir dos 7 anos nos cães e 8 nos gatos, check-up regular vira parte do cuidado. O Plano de Saúde Petlove ajuda a colocar esse cuidado na rotina, com rede credenciada em todo o Brasil e microchipagem gratuita. Use o cupom RADIONOVELO50 e ganhe 50% de desconto na primeira mensalidade. Plano de Saúde Petlove. Se tem pet, tem que ter. *Exceto Plano Leve. Promoção por tempo limitado, não acumulativo com outras promoções. Consulte a disponibilidade na sua região. Mais informações no site da Petlove. https://saude.petlove.com.br/?promocao=influencer&utm_source=instagram&utm_medium=influencer&utm_campaign=radionovelo “Um hino à vida” traz a história de Gisèle Pelicot, a mulher que enfrentou o marido e expôs um dos casos mais chocantes de abuso na França. Com o cupom 10OFFGISELE você ganha 10% de desconto no site da Amazon: https://www.amazon.com.br/Um-hino-vida-enfrentou-chocantes/dp/8535943420/?&tag=companhiadasl-20 Palavras-chave: peixe-boi, vaca marinha, Aquasis, resgate, manatí, manatee, Venezuela Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Succesul autentic vine din curajul de a experimenta și de a testa idei noi fără teama de a eșua în fața publicului. Este esențial să ne oprim periodic din agitația zilnică pentru a învăța lucruri noi și pentru a ne verifica sistemul de valori personale. Tehnologia modernă și inteligența artificială trebuie privite ca unelte puternice care ne ajută să ne transformăm viziunile în realitate mult mai rapid decât în trecut. În același timp, educația trebuie să evolueze spre un model personalizat, adaptat nevoilor și ritmului unic al fiecărui individ. Oamenii care au atins succesul au datoria morală de a sprijini comunitatea și de a împărtăși experiența lor celor aflați la început de drum. Societatea ar funcționa mult mai eficient dacă s-ar baza pe competență și pe respectarea cuvântului dat, în locul birocrației rigide. În final, viitorul nostru depinde în mod direct de capacitatea de a rămâne curioși și de a ne adapta constant la schimbările accelerate ale lumii. IGDLCC înseamnă Informații Gratis despre Lucruri care Costă! Totul ne costă dar mai ales timpul așa că am făcut această serie pentru a mă informa și educa alături de invitați din domeniile mele de interes. Te invit alături de mine în această călătorie. Mi-am propus să mă facă mai informat și mai adaptat la schimbările care vin. Sper să o facă și pentru tine.
Lembram-se das chuvas ácidas? Eram a grande crise ambiental antes do buraco do ozono e também das alterações climáticas. Contudo foi uma crise que resolvemos com tecnologia e cooperação internacional.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Havia um mandado de captura europeu em nome de Gregorian Bivolaru há vários anos, mas isso não mudava nada. Na clandestinidade, escondido algures nos arredores de Paris, o guru continuava a receber dezenas de discípulas. Eram escolhidas entre as alunas das escolas do movimento de yoga e tantra espalhadas pelo mundo. Diziam-lhes que eram muito especiais e que iriam receber uma “iniciação secreta” do próprio guru. O que muitas não sabiam é que seria uma iniciação sexual. Vera é uma dessas alunas. Viaja para França e depois de uma semana à espera, trancada numa casa na capital francesa, vai ser finalmente chamada ao quarto do guru. Já Lara escreve ao guia espiritual a pedir ajuda para resolver um problema pessoal. Mas, quando se encontram cara a cara, vai ficar tão desiludida que, em pouco tempo, vai abandonar a escola de yoga. "Os Segredos da Seita do Yoga" é o novo Podcast Plus do Observador. É narrado por Daniela Ruah e tem banda sonora original de Benjamim. Pode ouvir semanalmente os episódios de "Os Segredos da Seita do Yoga" na playlist própria do podcast na Apple Podcasts, Spotify, Youtube ou outras plataformas de podcast. Os assinantes standard e premium do Observador têm acesso exclusivo e antecipado a todos os episódios em observador.pt.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Havia um mandado de captura europeu em nome de Gregorian Bivolaru há vários anos, mas isso não mudava nada. Na clandestinidade, escondido algures nos arredores de Paris, o guru continuava a receber dezenas de discípulas. Eram escolhidas entre as alunas das escolas do movimento de yoga e tantra espalhadas pelo mundo. Diziam-lhes que eram muito especiais e que iriam receber uma “iniciação secreta” do próprio guru. O que muitas não sabiam é que seria uma iniciação sexual. Vera é uma dessas alunas. Viaja para França e depois de uma semana à espera, trancada numa casa na capital francesa, vai ser finalmente chamada ao quarto do guru. Já Lara escreve ao guia espiritual a pedir ajuda para resolver um problema pessoal. Mas, quando se encontram cara a cara, vai ficar tão desiludida que, em pouco tempo, vai abandonar a escola de yoga. "Os Segredos da Seita do Yoga" é o novo Podcast Plus do Observador. É narrado por Daniela Ruah e tem banda sonora original de Benjamim. Pode ouvir semanalmente os episódios de "Os Segredos da Seita do Yoga" na playlist própria do podcast na Apple Podcasts, Spotify, Youtube ou outras plataformas de podcast. Os assinantes standard e premium do Observador têm acesso exclusivo e antecipado a todos os episódios em observador.pt.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Havia um mandado de captura europeu em nome de Gregorian Bivolaru há vários anos, mas isso não mudava nada. Na clandestinidade, escondido algures nos arredores de Paris, o guru continuava a receber dezenas de discípulas. Eram escolhidas entre as alunas das escolas do movimento de yoga e tantra espalhadas pelo mundo. Diziam-lhes que eram muito especiais e que iriam receber uma “iniciação secreta” do próprio guru. O que muitas não sabiam é que seria uma iniciação sexual. Vera é uma dessas alunas. Viaja para França e depois de uma semana à espera, trancada numa casa na capital francesa, vai ser finalmente chamada ao quarto do guru. Já Lara escreve ao guia espiritual a pedir ajuda para resolver um problema pessoal. Mas, quando se encontram cara a cara, vai ficar tão desiludida que, em pouco tempo, vai abandonar a escola de yoga. "Os Segredos da Seita do Yoga" é o novo Podcast Plus do Observador. É narrado por Daniela Ruah e tem banda sonora original de Benjamim. Pode ouvir semanalmente os episódios de "Os Segredos da Seita do Yoga" na playlist própria do podcast na Apple Podcasts, Spotify, Youtube ou outras plataformas de podcast. Os assinantes standard e premium do Observador têm acesso exclusivo e antecipado a todos os episódios em observador.pt.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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A primeira vez que Jorge Leitão Ramos entrou numa sala de cinema foi há 67 anos. No Monumental em Lisboa podiam sentar-se 2170 pessoas a ver o mesmo filme, à mesma hora, no mesmo local — que para o crítico de cinema do Expresso “parecia um palácio com aqueles vastos foyers de grandes lustres, mármores, esculturas e imensas carpetes.” Ele “queria estar ali, viver naquele lugar”. Agora que, de Braga a Tavira, se fecham multiplexes, conversamos com ele, para lembrar cinemas da Lisboa que já não existem, e com João Miguel Salvador para dar conta da realidade em que deixamos de ir ao cinema e passamos a receber o cinema em casa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Bonjour et bienvenue dans la revue de presse hebdo et audio du secteur retail / e-commerce en France proposée par Les Digital Doers.
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Fred Perez foi assassinado no próprio quintal. A polícia chegou até Herbert Mullin, 25 anos, que confessou algo chocante: não eram um ou dois crimes. Eram muitos mais. Vítimas aleatórias, métodos brutais, e um motivo que ninguém esperava ouvir. Entre 1972 e 1973, Santa Cruz se tornou a Capital dos Assassinatos dos EUA. Mas o que levou um jovem popular, votado "mais provável de ter sucesso", a se tornar um dos casos mais perturbadores da história criminal americana? #562
Nearly one in four doctors in the U.S. is foreign-born—many from South Asia—and they often serve in rural and underserved urban communities where American physicians are scarce. Harvard medical historian Eram Alam describes the public health challenges posed when immigrants are frequently met with suspicion in the communities they serve.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Pedro Fernando Nery, colunista do Estadão, professor de economia do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), analisa a Economia interna, às 3ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.
The captain of an A380 that experienced an uncontained engine failure, paying air traffic controllers during a shutdown, a $10,000 bonus for those who worked, NTSB preliminary report on UPS Flight 2976, a request for information on a new ATC system, dressing better when flying commercially, and going through airport security without a Real ID. Guest Richard De Crespigny was the captain of Qantas Flight QF32 on November 4, 2010, when one of the plane's Rolls-Royce Trent 900 engines experienced an uncontained engine failure. The A380 had just taken off from Singapore. Richard and his crew managed to get everyone home safely, and the story has since become a bit of a legend in Australian flying circles. Richard is a former RAAF pilot, has written books, given keynotes around the world, and now hosts his own podcast on resilience and leadership called FLY! Richard explains that the uncontained engine failure on Qantas Flight QF32 involved the Number 2 engine. This resulted in extensive damage to the aircraft and many system failures. Five pilots were in the cockpit, and they formed a “hive mind,” making hundreds of decisions to stabilize the aircraft, which took two hours. A hundred checklists were actioned in the air, and more when the A380 was back on the ground. The incident was so complex that it has been characterized as “Apollo 13 with passengers.” We learn what was said in the cockpit during the first 30 seconds, and how the cabin crew performed because the flight deck could not communicate with them. In his mind, Richard set up to perform an “Armstrong Spiral” in case all four engines went out when landing the plane. On approach, speed and stall warnings were sounding constantly because the systems could not handle all the damage. Richard explains why he decided not to immediately evacuate the passengers due to the dangers outside. This uncontained engine failure crippled the A380, yet the crew was able to manage the situation and there were no injuries. Richard speaks frequently of “resilience” and how that characteristic worked to their advantage. QF32 uncontained engine failure. From the FAA Airbus A380-842 report, crediting the ATSB accident report. Since the incident, Richard has published several books: QF32 tells the story of what happened. It was published before the investigators made all the facts public, so Richard had to hold back. However, a new edition will fill in the missing pieces. The newer book Fly! tells the how and the why. Check out: The FLY! Podcast with Richard De Crespigny, available on Apple / Spotify / Omny, or wherever you listen to podcasts. The QF32 book and the FLY! book. Reach Richard at richardd@aeronaut.biz. Aviation News US airline group urges Congress to pay controllers during future shutdowns Trade group Airlines for America (A4A) wants to see air traffic controllers get paid during future government shutdowns. Chris Sununu, A4A President and CEO, said, “This shutdown has demonstrated the serious safety, human and economic consequences of subjecting the aviation sector to this kind of stress and chaos. It must never happen again.” Air Traffic Controllers Say $10,000 Shutdown Bonuses Are Tearing the Workforce Apart – And Jeopardize Safety The Administration wants to give air traffic controllers and TSA screeners $10,000 if they had perfect attendance during the shutdown. DOT Secretary Sean Duffy said this would apply to 776 employees. Some controllers are expressing their displeasure with this move. UPS Flight 2976 Crash During Takeoff The NTSB has issued a Preliminary Report [PDF] on the UPS Flight 2967 MD-11F accident November 4, 2025. The airplane, N259UP, was destroyed after it impacted the ground shortly after takeoff from runway 17R at Louisville Muhammad Ali International Airport (SDF), Louisville, Kentucky. The 3 crewmembers aboard the airplane and 11 people on the ground were fatally injured. There were 23 others on the ground who were injured. Still images from an airport surveillance video show the left engine and left pylon separation from the left wing. The left pylon aft mount's forward and aft lugs were both found fractured. The fractured and separated upper portions of the forward and aft lugs were found adjacent to runway 17R. The left wing clevis, aft mount spherical bearing, and aft mount attachment hardware were found with a portion of the left wing at the accident site. The spherical bearing outer race had fractured circumferentially. FAA Issues Request for Information on New ATC System The FAA aims to replace the current En Route Automation Modernization system (ERAM) and the Standard Terminal Automation Replacement System (STARS) with a single, unified system, known as the Common Automation Platform (CAP). The Agency's Request For Information [PDF] asks the public to answer a series of questions. Transportation Secretary Sean Duffy Urges Passengers To Dress Better — But That Won't Fix Today's Inflight Behavior Problems DOT Secretary Sean Duffy tweeted that “Manners don't stop at the gate. Be courteous to your fellow passengers. Say please and thank you to your flight crews. Dress with respect. Lend a hand to those who could use it. It’s time to bring back civility and respect when we travel.” See also: Sean Duffy Wants You To Get Dressed Up When You Fly: “It's Time to Bring Back Civility And Respect When We Travel” No Real ID or passport? The TSA may charge you $18 to go through security May 7, 2025, was the date that Real ID was enforced at TSA checkpoints. Travelers must produce a Real ID-compliant driver’s license, a passport, a Global Entry card, or other approved document. The TSA is now proposing that travelers without one of those approved documents can still pass through airport security checkpoints. However, they can expect to pay an $18 fee for additional screening. The TSA has issued a Notice of Proposed Rulemaking (NPRM) in the Federal Register: TSA Modernized Alternative Identity Verification User Fee. The fee grants access to secure airport areas for up to 10 days and covers multiple flights. Payment of the fee does not guarantee entry; travelers must successfully authenticate their identity each time, and they may still face additional screening or delays. The collected fee is intended to offset government costs for new biometric verification kiosks, customer service improvements, and system updates. Hosts this Episode Max Flight, Rob Mark, and our Main(e) Man Micah.
The US has effectively always suffered a physician shortage. Last year the AMA estimated a shortage of 86,000 by 2035. US policymakers have since 1965 addressed this problem by recruiting foreign born physicians (termed Foreign Medical Graduates or FMGs), mostly from Southeast Asia, largely India. Today FMEs, that account for 25-30% of the physician workforce, are disproportionately employed in Health Professional Shortage Areas or HPSAs in which there remains or persists a strong demand, e.g., HRSA recognizes over 7,500 primary care HPSAs. Nevertheless, Prof. Alam concludes stratifying our medical system can be interpreted in part as a cover up to a problem of long-term disinvestment in rural healthcare and minority health. Simply growing the work force has had, Prof Alam argues, both a minimal impact on the equitable distribution of US healthcare resources while intensifying global health inequalities resulting from substantial brain drain.Information about Prof. Alam's book is at: https://www.press.jhu.edu/books/title/53838/care-foreigners?srsltid=AfmBOopgVAOX_1s9S7NaIMoKsXgrUS2htC4_HaE0zTYDrfQJltnIpRK7. This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit www.thehealthcarepolicypodcast.com
In this episode of Talk Nerdy, Cara is joined by associate professor in the Department of the History of Science at Harvard University, Dr. Eram Alam. They discuss her highly relevant book, The Care of Foreigners: How Immigrant Physicians Changed US Healthcare.
Eran Alam (Harvard University) speaks to the Infectious Historians about foreign healthcare workers in the US. The conversation begins with an examination of doctors in the US - how many are trained (and retire), different fields and different parts of the country. Historically, immigration has been a key way in which the US has historically addressed shortages of doctors. Eram highlights the different countries - particularly in South Asia - from which doctors immigrated to the US, where they became instrumental for the US healthcare system. At the same time, this migration also had long-term impacts on doctors' home countries.
For more than 60 years, the United States has trained fewer physicians than it needs, relying instead on the economically expedient option of soliciting immigrant physicians trained at the expense of other countries. The passage of the Hart–Celler Immigration and Nationality Act of 1965 expedited the entry of foreign medical graduates (FMGs) from postcolonial South Asia and sent them to provide care in shortage areas throughout the United States. Although this arrangement was conceived as temporary, over the decades it has become a permanent fixture of the medical system, with FMGs comprising at least a quarter of the physician labor force since the act became law. This cohort of practitioners has not been extensively studied, rendering the impacts of immigration and foreign policy on the everyday mechanics of US health care obscure. In The Care of Foreigners: How Immigrant Physicians Changed US Healthcare, Dr. Alam foregrounds global dynamics embedded in the medical system to ask how and why Asian physicians—and especially practitioners from South Asia—have become integral to US medical practice and ubiquitous in the US public imaginary. Drawing on transcripts of congressional hearings; medical, scientific, and social scientific literature; ethnographies; oral histories; and popular media, Dr. Alam explores the enduring consequences of postcolonial physician migration. Combining theoretical and methodological insights from a range of disciplines, this book analyzes both the care provided by immigrant physicians as well as the care extended to them as foreigners. Our guest is: Dr. Eram Alam, who specializes in the history of medicine, with a particular emphasis on globalization, race, migration, and health during the twentieth century. She is an assistant professor in the Department of the History of Science at Harvard University. She received her PhD in History and Sociology of Science from the University of Pennsylvania, and holds a BA and BS from Northwestern University and a MA from the University of Chicago. Our host is: Dr. Christina Gessler, who is a developmental editor, and the producer of the Academic Life podcast. She writes the show's newsletter at ChristinaGessler.Substack.com Listeners may enjoy this playlist: Where Is Home? Immigration Realities Secret Harvests Who Gets Believed The House on Henry Street Womanist Bioethics Welcome to Academic Life, the podcast for your academic journey—and beyond! You can support the show by sharing episodes, or by donating here. Join us again to learn from more experts inside and outside the academy, and around the world. Missed any of the 275+ Academic Life episodes? Find them here. And thank you for listening! Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices Support our show by becoming a premium member! https://newbooksnetwork.supportingcast.fm/new-books-network
For more than 60 years, the United States has trained fewer physicians than it needs, relying instead on the economically expedient option of soliciting immigrant physicians trained at the expense of other countries. The passage of the Hart–Celler Immigration and Nationality Act of 1965 expedited the entry of foreign medical graduates (FMGs) from postcolonial South Asia and sent them to provide care in shortage areas throughout the United States. Although this arrangement was conceived as temporary, over the decades it has become a permanent fixture of the medical system, with FMGs comprising at least a quarter of the physician labor force since the act became law. This cohort of practitioners has not been extensively studied, rendering the impacts of immigration and foreign policy on the everyday mechanics of US health care obscure. In The Care of Foreigners: How Immigrant Physicians Changed US Healthcare, Dr. Alam foregrounds global dynamics embedded in the medical system to ask how and why Asian physicians—and especially practitioners from South Asia—have become integral to US medical practice and ubiquitous in the US public imaginary. Drawing on transcripts of congressional hearings; medical, scientific, and social scientific literature; ethnographies; oral histories; and popular media, Dr. Alam explores the enduring consequences of postcolonial physician migration. Combining theoretical and methodological insights from a range of disciplines, this book analyzes both the care provided by immigrant physicians as well as the care extended to them as foreigners. Our guest is: Dr. Eram Alam, who specializes in the history of medicine, with a particular emphasis on globalization, race, migration, and health during the twentieth century. She is an assistant professor in the Department of the History of Science at Harvard University. She received her PhD in History and Sociology of Science from the University of Pennsylvania, and holds a BA and BS from Northwestern University and a MA from the University of Chicago. Our host is: Dr. Christina Gessler, who is a developmental editor, and the producer of the Academic Life podcast. She writes the show's newsletter at ChristinaGessler.Substack.com Listeners may enjoy this playlist: Where Is Home? Immigration Realities Secret Harvests Who Gets Believed The House on Henry Street Womanist Bioethics Welcome to Academic Life, the podcast for your academic journey—and beyond! You can support the show by sharing episodes, or by donating here. Join us again to learn from more experts inside and outside the academy, and around the world. Missed any of the 275+ Academic Life episodes? Find them here. And thank you for listening! Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices Support our show by becoming a premium member! https://newbooksnetwork.supportingcast.fm/medicine
A épica implantação do PPD em Aveiro a seguir ao 25 de abril: o papel do contínuo, o militante encapuzado, o casting para as mesas nas sessões de esclarecimento, a palavra do bispo e o erro com Girão Pereira. Parte I da entrevista com Ângelo Correia: “O 11 de Março é talvez o fenómeno político mais destruidor por muitos anos em Portugal.”See omnystudio.com/listener for privacy information.
Harvard Associate Professor of the History of Science Dr. Eram Alam has just published "The Care of Foreigners: How Immigrant Physicians Changed U.S. Healthcare." Her extensive research revealed that, over decades, foreign medical graduates (FMGs) have become a sizeable and stable part of the U.S. physician workforce--at least a quarter since 1965. Their presence has shaped aspects of healthcare delivery, especially in underserved areas. But also, their presence raises questions about responsibility: what does it mean for U.S. healthcare to be so dependent on immigrant labor? What are the costs--to the physicians, to their home countries--to the idea of "universal" or equitable care?
To book your conversation with Eli this very week, go to https://portuguesewitheli.com/get-your-roadmap/And here is the monologue for your benefit:Depois que me divorciei, meus amigos me aconselharam a cuidar de algo, planta ou cachorro, para ocupar a mente. Afinal, cabeça vazia é oficina do Diabo. Mas eu me sentia bem, e o divórcio não foi nem litigioso, foi por incompatibilidade de gênios mesmo... De qualquer forma, ter um cachorro é muito trabalhoso e planta, sem graça, mas, no fim das contas, acatei a sugestão e fui para a floricultura que fica ali perto do centro.— E o senhor já tem um espaço para a planta? — o vendedor me perguntou.O vendedor explicou que eu precisava saber bem o espaço disponível, porque podia tanto levar uma muda quanto uma planta já adulta. Se fosse uma muda, teria que cuidar bem na hora do transplante. Se fosse uma planta grande, o ideal era um vaso com boa drenagem e dar uma soltada no torrão para arejar a terra.— Fica na varanda mesmo — respondi, dizendo que um dia ia ter uma casa de vergonha, mas por enquanto ia ficar na varandinha.O vendedor agradeceu a informação e me conduziu até uma seção em que estavam várias samambaias bem frondosas dentro de vasos. Eram plantas perfeitas para se ter dentro de casa, “especialmente para quem é meio esquecido.”Não sei como o vendedor descobriu essa informação sobre mim, de que sou esquecido, mas ele acertou na mosca. Eu bem que podia passar dois ou três dias sem cuidar da plantinha e ela morreria de sede.— E como é que eu devo regar a plantinha? — perguntei.Era simples. Primeiro, você pode usar um regador ou qualquer outra coisa que tenha em casa. Um regador é melhor, mas um copo d’água dá conta do recado. Agora é muito importante testar o solo antes de molhar.“Mete o dedo na terra e vê se a areia fica grudada no seu dedo. Caso fique, então significa que o solo está bastante úmido, e aí não vai despejar tanta água. E, se perceber que as folhas estão ficando amarronzadas, isso pode ser falta d’água ou o tempo pode estar muito seco.”O vendedor me deu uma cotoveladinha enquanto eu ponderava se levava ou não a planta.— E tem um segredinho — ele confidenciou. — Coloca um pratinho com umas pedrinhas debaixo do vaso e põe água. Isso ajuda a manter a umidade.Depois fez outra pausa e continuou.— E me diz uma coisa. Bate sol na sua varanda?Pior que batia.Ao que o vendedor falou que samambaia era planta de sombra, com no máximo luz de sol indireta. Se eu colocasse a planta no sol, ela ia queimar e morrer.Eu já estava me aporrinhando com a ideia do tanto de trabalho, mas o vendedor não se deu por satisfeito.— E se o senhor perceber que tem muitas folhas secas, é hora de podar. Pode usar uma tesourinha boa de casa, desde que seja bem afiada, para desbastar sem machucar a planta.Quando ouvi isso, me peguei pensando em quem faria a poda das folhas enquanto eu viajasse.E acho que o vendedor leu os meus pensamentos. Disse que, se eu viajasse, não precisava me preocupar tanto: era uma planta de baixa manutenção. Bastava ter regado a planta pelo menos uma vez na semana, além de ter colocado, claro, o substrato correto, ter arejado a terra e deixado a planta num ambiente protegido.— Substrato é tipo adubo? — perguntei, para não dizer estrume e parecer um matuto.Não, não eram a mesma coisa, mas se complementavam.E tinha mais. Ai de mim se colocasse a planta em ambiente com ar-condicionado! E também era bom ter outras coisinhas plantadas por perto. E colocar a samambaia longe do sol não significava colocá-la no escuro, porque era uma planta, não um urso, para ficar entocada dentro de uma caverna. Ficando confortável, tudo ia ficar tranquilo.Depois de ouvir tudo aquilo vindo de um vendedor tão atencioso, decidi me escafeder dali e ir para minha casinha. Ia curtir a solteirice sem nem cachorro nem planta por perto.
Eram como irmãos, vão acabar com uma amizade destruída. O confronto entre Mário Soares e Francisco Salgado Zenha marca as eleições presidenciais de 1986. O desentendimento entre os dois históricos socialistas já vinha de trás, mas vai atingir o clímax na primeira volta das eleições. Durante o debate que os põe frente a frente na televisão, Soares acusa Zenha de encabeçar uma candidatura fratricida. Quando ouve a resposta dele, percebe que perdeu o amigo de uma vida: “Ele não é meu irmão. Não é, nunca foi, nem nunca será”. Já Freitas do Amaral sonha com uma vitória à primeira volta. E a onda de euforia à volta do candidato da direita até tem direito a “dresscode” — um sobretudo verde e chapéu de palha. Pela primeira vez, o país vive uma campanha “à americana”. "A eleição mais louca de sempre" é o novo Podcast Plus do Observador. É narrado por Gonçalo Waddington e tem banda sonora original de Samuel Úria. Pode ouvir semanalmente os episódios de "A eleição mais louca de sempre" na playlist própria do podcast na Apple Podcasts, Spotify, Youtube ou outras plataformas de podcast. Os assinantes standard e premium do Observador têm acesso exclusivo e antecipado a todos os episódios em observador.pt.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Михайло Гончар, президент Центру глобалістики «Стратегія ХХІ», на Radio NV про удари українських дронів по Краснодарському і Сизранському НПЗ, які це матиме наслідки для економіки ворога, про дефіцит бензину в Росії, про передачу Україні від США далекобійних ракет ERAM. Ведучий – Дмитро Тузов
We talk with a floatplane pilot who flies the de Havilland Canada DHC-2 Beaver commercially. In the news, we look at strategies for modernizing the air traffic control system, striking flight attendants and some who wish they could, and a wingsuit accident takes the life of an ICON Aircraft co-founder. Guest John Crawford flies the de Havilland Canada DHC-2 Beaver commercially on the Canadian West Coast. He began flying Beavers when he was the Chief Pilot and Operations Manager for a company specializing in floatplane training, where he overhauled the training program. In addition to his full-time flying job, John also has a coaching program that helps pilots get their first flying position without the unnecessary and expensive detour of instructing. He helps student pilots with resumes, job search beyond job ads, interview preparation, and more. John Crawford and the de Havilland Canada DHC-2 Beaver. John describes his path to becoming a floatplane pilot, learning to fly, and using taildragger and bush-flying experience. He notes the origin of the Beaver and the challenges of flying a floatplane compared to other aircraft, including obstructions in the water, winds, and docking. John's coaching project started as a proof of concept but has grown to include Canadian, U.S., and international students. We look at his teaching methods, the pattern of floatplane student pilots who do well learning to fly, and how John shows people how to get work. John also provides a valuable perspective on flight instructing in general and how teaching is not for everyone. See John's website, find him on YouTube, and on Instagram. Aviation News The ‘brand new' ATC system might not be as new as you think The National Airspace System today is built on three main software platforms that help transmit flight plan data, collect aircraft position information, and display all of that on the screens of air traffic controllers: the Standard Terminal Automation Replacement System (STARS) used by approach and departure facilities, En Route Automation Modernization (ERAM) used by enroute facilities, and the Advanced Technologies & Oceanic Procedures (ATOPs) used by oceanic facilities in California and New York. The FAA said that combining these three protocols into a single common automation platform would be more efficient. That proposal is a pillar of the administration's ATC modernization plan, and it would cost an estimated $31.5 billion. Instead of replacing STARS, ERAM, and ATOPs, FAA chief Bryan Bedford said the agency is exploring a cheaper way to connect the systems that "will look and feel and act exactly the same" as a common platform without actually being one. "There's technology that we can stick in between ERAM and STARS and ATOPs and the user, you know, a new interface. These interfaces actually exist today. We can take that data, we can re-present it across the users of the NAS." US flight attendants are fed up like their Air Canada peers. Here's why they are unlikely to strike Hourly wages for flight attendants can be very low relative to the cost of living. Some can't afford housing in their home base location and must therefore commute from a lower-cost region. Discontent is amplified when FAs are not paid until the cabin door is open. Airline strikes are rare due to the Railway Labor Act of 1926, amended in 1936 to include airlines. For airline workers to strike, Federal mediators must declare an impasse. But even then, the president or Congress can intervene. Air Canada reaches deal with flight attendant union to end strike as operations will slowly restart Ten thousand Air Canada flight attendants went on strike, but that ended with a tentative deal that includes wage increases and pay for boarding passengers. ICON founder dies in wingsuit accident ICON Aircraft co-founder Kirk Hawkins died August 19, 2025, in a wingsuit accident in the Swiss Alps.
Edition No231 | 24-08-2025 - Once more, we are asking the same question we asked of Biden and Sullivan? Is U.S. policy tying Ukraine's hands—not just inadvertently, but by design? Are we watching a strategic muddle, or calculated delay? Who's Blocking Ukraine's Offense Capabilities? Let's start with the curious case of long‑range missiles—approved for purchase but not for use, potentially sold but shackled. According to The Kyiv Independent, Washington has approved the sale of 3,550 ERAM missiles—Extended‑Range Attack Munitions, with a range of 241 to 450 kilometres—but wait for it… their use inside Russian territory requires U.S. approval. That approval is rumoured to be withheld. It feels like we're back in 2023-24. In other words, sold but not unleashed.” Profited from but not permitted to be used in the way they were designed. (The Kyiv Independent)Even more tellingly, a “review process” has quietly been imposed giving Defence Secretary Pete Hegseth authority to block Ukrainian long‑range strikes into Russia using U.S. weapons. The result: strikes potentially prevented for months. (The Kyiv Independent)Ynetnews adds: “The Pentagon has quietly barred Ukraine from using U.S.-made long-range ATACMS missiles to strike inside Russia for months,” and “on at least one instance, Ukraine requested permission … but was denied.” (ynetnews)----------SUPPORT THE CHANNEL:https://www.buymeacoffee.com/siliconcurtainhttps://www.patreon.com/siliconcurtain----------SOURCES: https://kyivindependent.com/us-approves-sale-of-eram-missiles-to-ukraine-wsj-reports/https://www.ynetnews.com/article/ryrrjfutxxhttps://kyivindependent.com/pentagon-has-quietly-barred-ukrainian-long-range-strikes-in-russia-with-us-missiles-wsj-reports/https://www.politico.com/news/2025/08/20/pentagon-minimal-security-guarantees-ukraine-00516856https://edition.cnn.com/2025/07/08/politics/hegseth-did-not-inform-white-house-ukraine-weapons-pausehttps://www.theguardian.com/us-news/2025/jul/05/hegseth-weapons-shipments-ukraine ----------TRUCK FUNDRAISER - GET A SILICON CURTAIN NAFO PATCH:Together with our friends at LIFT99 Kyiv Hub (the NAFO 69th Sniffing Brigade), we are teaming up to provide 2nd Battalion of 5th SAB with a pickup truck that they need for their missions. With your donation, you're not just sending a truck — you're standing with Ukraine.https://www.help99.co/patches/nafo-silicon-curtain-communityWhy NAFO Trucks Matter: Ukrainian soldiers know the immense value of our NAFO trucks and buses. These vehicles are carefully selected, produced between 2010 and 2017, ensuring reliability for harsh frontline terrain. Each truck is capable of driving at least 20,000 km (12,500 miles) without major technical issues, making them a lifeline for soldiers in combat zones.https://www.help99.co/patches/nafo-silicon-curtain-community----------
Jurandir Filho, Felipe Mesquita, João Pimenta, Evandro de Freitas e Bruno Carvalho batem um papo sobre CGIs, aberturas e cutscenes que impactaram muito quando apareceram nos jogos de videogame. Durante a era dos 32 bits, especialmente na segunda metade dos anos 1990, uma verdadeira febre tomou conta do mundo dos videogames: as apresentações em CGI (imagens geradas por computador). Eram cenas cinematográficas, renderizadas previamente, que impressionavam pelo visual realista (para a época) e davam aos jogos uma cara de “filme interativo”. Na transição dos gráficos pixelados do 2D para um 3D ainda em construção, essas animações foram um diferencial poderoso para atrair jogadores e transmitir emoção, drama e escala épica.Para quem cresceu jogando em consoles 8 e 16 bits, ver personagens realistas se movendo com fluidez, com iluminação, câmera dinâmica e efeitos especiais era quase mágico. Era como ver o futuro acontecer diante dos olhos. As CGIs permitiam contar histórias com mais impacto. Em vez de apenas texto ou sprites limitados, você via a expressão dos personagens, os movimentos dramáticos e a ambientação completa — tudo com uma trilha sonora orquestrada ou dramática ao fundo. Muitos trailers de jogos da época usavam exclusivamente as CGIs para promover os títulos, e funcionava: dava a impressão de que o jogo era um épico cinematográfico, mesmo que o gameplay fosse bem mais simples. Com o PlayStation e o Sega Saturn usando CDs, os desenvolvedores tinham mais espaço para incluir vídeos de alta qualidade. Isso fazia os jogos parecerem mais “premium” em comparação aos cartuchos da geração anterior.As inesquecíveis apresentações de "Final Fantasy VII", "Final Fantasy VIII", "Resident Evil", a franquia "Tekken", "Chrono Cross", "Parasite Eve", "Soul Edge", "Legacy of Kain" e muito outros- ALURA | Aprenda Python do zero, crie dashboards interativos e acelere sua carreira em dados! TUDO DE GRAÇA!!! https://alura.tv/99vidas-imersao-dados
Jurandir Filho, Felipe Mesquita, João Pimenta, Evandro de Freitas e Bruno Carvalho batem um papo sobre CGIs, aberturas e cutscenes que impactaram muito quando apareceram nos jogos de videogame. Durante a era dos 32 bits, especialmente na segunda metade dos anos 1990, uma verdadeira febre tomou conta do mundo dos videogames: as apresentações em CGI (imagens geradas por computador). Eram cenas cinematográficas, renderizadas previamente, que impressionavam pelo visual realista (para a época) e davam aos jogos uma cara de “filme interativo”. Na transição dos gráficos pixelados do 2D para um 3D ainda em construção, essas animações foram um diferencial poderoso para atrair jogadores e transmitir emoção, drama e escala épica.Para quem cresceu jogando em consoles 8 e 16 bits, ver personagens realistas se movendo com fluidez, com iluminação, câmera dinâmica e efeitos especiais era quase mágico. Era como ver o futuro acontecer diante dos olhos. As CGIs permitiam contar histórias com mais impacto. Em vez de apenas texto ou sprites limitados, você via a expressão dos personagens, os movimentos dramáticos e a ambientação completa — tudo com uma trilha sonora orquestrada ou dramática ao fundo. Muitos trailers de jogos da época usavam exclusivamente as CGIs para promover os títulos, e funcionava: dava a impressão de que o jogo era um épico cinematográfico, mesmo que o gameplay fosse bem mais simples. Com o PlayStation e o Sega Saturn usando CDs, os desenvolvedores tinham mais espaço para incluir vídeos de alta qualidade. Isso fazia os jogos parecerem mais “premium” em comparação aos cartuchos da geração anterior.As inesquecíveis apresentações de "Final Fantasy VII", "Final Fantasy VIII", "Resident Evil", a franquia "Tekken", "Chrono Cross", "Parasite Eve", "Soul Edge", "Legacy of Kain" e muito outros.- ALURA | Aprenda Python do zero, crie dashboards interativos e acelere sua carreira em dados! TUDO DE GRAÇA!!! https://alura.tv/99vidas-imersao-dados