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A Tempestade Kristin deixou milhões de árvores no chão, incluindo no Pinhal de Leiria. Com as matérias inflamáveis, o risco de grandes fogos aumenta. Haverá motivo para alarme? O que fazer?See omnystudio.com/listener for privacy information.
As tempestades deixaram milhões de árvores no chão, há matas quase dizimadas. A acumulação de matérias inflamáveis faz aumentar, e muito, o risco de um Verão com incêndios incontroláveis.O que fazer?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Durante dias, vimos um país a duas velocidades. Em Leiria, uma cidade e uma região devastada, com infraestruturas destruídas, empresas paradas e milhares de pessoas sem eletricidade. Um território em colapso, onde o Estado parecia não chegar, ou chegar tarde. Em Coimbra, dias depois, uma cidade que se preparava para o pior, com evacuações, barragens a descarregar e uma tentativa de controlar o que já não dependia apenas da chuva, mas da forma como o sistema estava montado para responder a ela. Podemos ser benévolos e dizer que a diferença está entre os momentos: a surpresa e a compreensão do que estava em causa. Entre o “país de faz de conta”, gritado pelo presidente da Câmara de Leiria a um governo que parecia ignorar o sucedido, e a “coordenação” elogiada por Ana Abrunhosa abriu-se uma fratura difícil de ignorar. Falharam comunicações, falhou o SIRESP, falhou a resposta nacional — mas também ficou exposto algo mais profundo: um país com infraestruturas pensadas para um clima que já não existe, pouca manutenção e um Estado que reage de forma desigual consoante o território. O Governo anuncia agora milhares de milhões para a reconstrução, mas levantam-se mais dúvidas do que certezas. Estamos a responder à emergência ou a aproveitar a crise para aprovar medidas que o governo sabe polémicas, como a reformulação do INEM e Proteção Civil? E, ao condensar um programa de governo no que deviam ser apoios de urgência à reconstrução de infraestruturas e empresas, não estamos a correr o risco de atrasar a resposta? No Perguntar Não Ofende, conversamos com os dois rostos que estiveram na linha da frente desta resposta e foram elogiados por serem, por um lado, o rosto do Estado que não falhou, e, por outro, a voz das populações quando ela era urgente. Gonçalo Lopes é presidente da Câmara de Leiria desde 2019 (quando substituiu o presidente Raul Castro), e Ana Abrunhosa é presidente da Câmara de Coimbra há escassos meses. Falamos sobre o que estas cheias nos dizem sobre o país, a organização do Estado e a forma como tratamos o território e preparamos o futuro. E sobre o futuro destas regiões devastadas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
As tempestades deixaram milhões de árvores no chão, há matas quase dizimadas. A acumulação de matérias inflamáveis faz aumentar, e muito, o risco de um Verão com incêndios incontroláveis.O que fazer?See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Portugal está há mais de duas semanas sob um verdadeiro comboio de tempestades, responsável por pelo menos 16 mortos. As sucessivas depressões levaram à declaração de situação de calamidade em vários municípios, provocaram cortes de energia em milhares de habitações, isolaram populações e causaram inundações generalizadas. O presidente da associação ZERO, Francisco Ferreira, reconhece que nenhum país está preparado para fenómenos desta natureza e alerta para a urgência de repensar as políticas de ordenamento do território em Portugal. Portugal está há mais de duas semanas sobre um verdadeiro comboio de tempestades, responsáveis pela morte de pelo -16 pessoas. A que sez devem estes fenómenos climáticos e serão mais frequentes no futuro? Há uma circunstância particular que levou a estes comboios de tempestades a passarem sucessivamente por Portugal. O Anticiclone dos Açores encontra-se mais a sul do que é habitual e, por isso, um conjunto de frentes e depressões tem atravessado o território português, quando normalmente passam mais a norte. Isto também pode estar relacionado com a temperatura, devido ao aquecimento global: o Polo Norte está a aquecer mais rapidamente do que o Equador, e essa divisão entre a zona mais fria e o anticiclone dos Açores, essa diferença de temperaturas e essa barreira que habitualmente existe, já não está a funcionar tão bem. Assim, a zona mais fria, ou essa “barreira”, acaba por descer mais para sul. Vindo mais para sul, o anticiclone dos Açores também se posiciona mais a sul e, consequentemente, Portugal é apanhado por essas tempestades que habitualmente atingem mais o Reino Unido e a França, e não tanto estas latitudes mais baixas de Portugal e Espanha, durante o inverno. As sucessivas tempestades levaram à declaração de calamidade em vários municípios, provocaram cortes de energia a milhares de pessoas, isolaram populações e causaram inundações generalizadas, um verdadeiro cenário de destruição. O país não está preparado para este tipo de fenómenos? Não. Note-se que nenhum país está absolutamente preparado para este tipo de fenómenos, porque as infraestruturas são sempre dimensionadas para determinada velocidade do vento e para determinada precipitação, eventualmente para um ou outro pico, e não para uma continuidade tão intensa. Outra característica que também se verificou é que estas tempestades se moveram mais lentamente e, portanto, o vento, que chegou a atingir mais de 200 quilómetros por hora nalguns locais onde foi medido, foi relativamente persistente ao longo de meia hora ou mesmo uma hora. Assim, o grau de destruição foi muito mais elevado, incluindo em várias florestas e, principalmente, em cidades, com deslizamentos de terra, quer em zonas urbanas, quer sobretudo em zonas rurais. As consequências foram, portanto, muito grandes. E irão continuar a acontecer. O que é que tem falhado nas políticas governamentais, nomeadamente de ordenamento do território? Em primeiro lugar, quando implementámos muitas destas infraestruturas, não as dimensionámos para estes eventos. Não nos preparámos para eles porque achávamos que não iriam acontecer, ou melhor, que a probabilidade de acontecerem era extremamente reduzida. Já percebemos que não é assim, porque temos um clima realmente em mudança. E esse é, eu diria, o principal factor de aprendizagem. Depois do que aconteceu, percebemos que temos de nos adaptar a um clima em mudança e, portanto, não vale a pena continuarmos a cometer os mesmos erros, ocupando zonas de arribas quando os deslizamentos de terra são cada vez mais óbvios e frequentes. Determinadas estruturas, como estradas, não estão no local certo ou não têm o tipo de construção adequado para resistirem aos movimentos de terras que ocorreram com tanta chuva. Para além disso, tivemos incêndios que levaram a uma maior erosão. As águas que correm são completamente barrentas e um recurso tão importante como o solo está a esvair-se muito mais do que devia em direcção aos oceanos. É normal termos cheias. É até importante termos grandes caudais em alguns rios e em determinados troços, porque também alimentam as praias e contribuem para a produtividade costeira. Mas aqui exagerámos, à custa da colocação de edifícios e de outras estruturas em locais vulneráveis. Temos também práticas agrícolas e florestais que aumentaram muito a vulnerabilidade do território. A floresta também foi fustigada. Que lições é que devemos tirar desta situação relativamente às espécies que estão plantadas na nossa floresta? As espécies autóctones também sofreram, mas o que é facto é que, em muitos locais, foram as monoculturas, ou seja, as plantações -quer de eucalipto quer de pinheiro -que foram pura e simplesmente derrubadas ou ficaram todas inclinadas. Portanto, temos de aprender que não podemos ter estas plantações a funcionar como uma barreira tão compacta perante o vento. Precisamos de diversificar as espécies, conciliando as autóctones com aquelas que também dão algum rendimento às populações, mesmo sendo espécies exóticas, como é o caso do eucalipto. Ou seja, no terreno, uma massa contínua de árvores já percebemos que não é solução, nem para os incêndios nem para ocorrências de vento muito forte como estas. Quais é que são as prioridades neste momento? Eu diria que há prioridades de muito curto prazo, que passam por mobilizar muitos, provavelmente alguns milhares de milhões, para lidar com os danos, quer em zonas urbanas quer em zonas rurais, consolidar terrenos e reparar muitas das construções afectadas. A rede eléctrica também foi fortemente atingida. Foram várias centenas de postes de média e alta tensão que sofreram danos. Agora, o mais importante é que, nesta reparação que vamos fazer, tenhamos em conta que este é o novo normal em que estamos a viver e que não vale a pena repetir os mesmos erros do passado. É uma conversa difícil e complicada, porque há zonas onde as pessoas tiveram inundações nas suas casas, como é o caso de Alcácer do Sal, junto ao rio Sado. Isso é algo que poderá voltar a acontecer. Portanto, se calhar temos mesmo de repensar como deve ser feita a ocupação deste tipo de zonas. Repensar a política de ordenamento do território? Sim. E, por isso, em termos de adaptação climática, note-se que todos os municípios deveriam já ter planos de acção neste domínio, bem como uma articulação à escala regional. É fundamental ter essa visão para não estarmos a fazer mais do mesmo e depois voltarmos a ter o mesmo tipo de prejuízo. Todos os investimentos que agora fizermos -desde enterrar algumas linhas eléctricas, em vez de manter linhas aéreas, até ao tipo de construção que continuamos muitas vezes a fazer em locais errados -são decisivos. Tudo isso exige um olhar já numa perspectiva de médio e longo prazo, para que, numa próxima situação, os prejuízos não sejam tão elevados. Tempestades desta natureza vão continuar a acontecer.
Os danos causados pelas tempestades que assolaram o país continuam a fazer sentir-se nas zonas mais afetadas. Em plena crise, a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, demitiu-se do cargo deixando o primeiro-ministro temporariamente com a pasta. Depois de críticas à gestão inicial do Governo, os partidos políticos parecem menos desagradados com a ação do executivo de Luís Montenegro. Ouça o comentário de Cecília Meireles e Miguel Prata Roque no Linhas Vermelhas em podcast, emitido na SIC Notícias a 16 de fevereiro. Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Culto de Celebração | 15.02´26Visite-nos nas redes sociais:youtube.org/ccvalisboafacebook.com/ccvalisboainstagram.com/ccvalisboatiktok.com/@ccvalisboa
O ‘Doa a Quem Doer' desta semana dá a conhecer os relatos das famílias que perderam tudo, de pessoas que continuam sem luz depois de vários dias e de aldeias que ficaram completamente isoladas devido ao mau tempo.
O milagre não é só para te aliviar.É para te fazer conhecer Jesus de forma mais profunda.A palavra de Deus nas nossas vidas deve ser soberana.Tempestade não cancela as promessas.Jesus pode parecer que está dormindo, mas Ele nunca perde ocontrole.
A recente hecatombe climática que assolou Portugal, marcada por chuvas torrenciais, ventos devastadores e tempestades sem precedentes, expôs fragilidades estruturais, económicas e sociais do país. Neste episódio do Expresso da Meia-Noite, uma colaboração entre a SIC Notícias e o semanário Expresso, reuniu ministros, ex-ministros e especialistas para debater os caminhos da reconstrução nacional. See omnystudio.com/listener for privacy information.
O longuíssimo comboio de tempestades está quase a passar. Deixou um rasto de destruição que será difícil de esquecer. Que o diga a ex-ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, que se demitiu literalmente no olho do furacão. Algumas horas depois, um segmento da A1 desaparecia no rio Mondego. O primeiro-ministro assumiu a pasta temporariamente. Em Belém, Luís Montenegro vai passar a encontrar António José Seguro, eleito Presidente da República como o político português mais votado de sempre. A análise de Clara Ferreira Alves, Luís Pedro Nunes, Daniel Oliveira e Pedro Marques Lopes no Eixo do Mal em podcast. Emitido na SIC Notícias a 12 de fevereiro. Para ver a versão vídeo deste episódio clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Presidente moçambicano fala à ONU News do papel do veículo de informação na mobilização humanitária; agências da ONU apoiam governo na preparação da resposta; nova crise afeta pessoas já extremamente vulneráveis devido à inundação que recentemente abalou centenas de milhares de moçambicanos.
As estradas reviradas como se fossem tapetes de alcatrão separados da terra onde parece que apenas os pousaram; aluimentos de terras a porem em risco habitações construídas na parte baixa desses terrenos acidentados; as inundações e as cheias que vemos todos os anos, mas agora com mais água depois de um comboio de tempestades ter trazido rios atmosféricos que fizeram transbordar os nossos rios. Mas se toda esta chuva fez todos estes estragos, não será melhor garantir que quem gere as infraestruturas está a fazer a manutenção a que está obrigado e tem capacidade para fiscalizar o estado das coisas? À procura de respostas, conversamos com o engenheiro civil Carlos Martins, especialista em estruturas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Portugal e Espanha estão em alerta máxima para os temporais que atingem os dois países. A situação é crítica, com temporais e rajadas de vento provocando estragos em diferentes regiões. E ainda: Polícia Rodoviária Federal intensifica a fiscalização nas estradas do país no feriado prolongado.
A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, demitiu-se devido à gestão da resposta do Estado às tempestades que ainda afetam o país. Luís Montenegro assume o lugar de forma interina. Esta demissão em tempo de crise agrava ou aligeira os problemas do país e do governo? Pedro Delgado Alves afirma que não se justifica crucificar a Maria Lúcia Amaral, já que “tem uma carreira de serviço público e soube sair”, José Eduardo Martins considera que não interessa se a ex-ministra comunicava mal, mas sim se “a Proteção Civil não foi ativada a tempo.” O Antes Pelo Contrário em podcast foi emitido na SIC Notícias a 12 de fevereiro. Para ver a versão vídeo deste episódio clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Sousa Tavares analisa a resposta de Montenegro às tempestades: “deve ser o mais parecido que tivemos com uma guerra desde as invasões francesas”, para considerar que começou por faltar liderança e que foi o PR quem “puxou a carroça”. Sobre os efeitos, teme consequências económicas graves, propõe que a reconstrução seja feita a ter em conta os erros do passado e critica o momento escolhido pela MAI para deixar as funções. Sobre as presidenciais, diz que os eleitores “fizeram de um dia cinzento, um dia claro”. Fala ainda do papel de Seguro e deixa uma ideia em jeito de provocação sobre o voto dos emigrantes. Por fim, elogios para uma “excelente notícia” que chega da AR.See omnystudio.com/listener for privacy information.
...e o que tem de mudar. MAI, o rosto do falhanço do Governo. Novo PR, muda tudo com Seguro. Com Nuno Severiano Teixeira.
Maria Lúcia Amaral deixou de ser ministra da Administração Interna após Marcelo Rebelo de Sousa ter aceite o seu pedido de demissão, por considerar não reunir já as condições pessoais e políticas para o cargo. Entre a demissão e os resultados eleitorais, Daniel Oliveira e Francisco Mendes da Silva fazem a análise semanal no Antes Pelo Contrário em podcast. Luís Montenegro assumirá transitoriamente a pasta, decisão que levanta dúvidas sobre uma possível remodelação governamental. O pedido partiu do primeiro-ministro e terá sido apresentado no final da semana passada, sendo que a ministra já dava sinais de querer sair. Amaral estava politicamente fragilizada após fortes críticas à gestão das respostas à tempestade “Kristin” e, antes disso, aos incêndios do último verão, sendo apontada uma desadequação de perfil para a dimensão política da função. A demissão surge também após apelos públicos, incluindo de Gouveia e Melo. Sai ao fim de menos de oito meses no Governo, marcando a terceira mudança na Administração Interna na era Montenegro. O Antes Pelo Contrário foi emitido a 10 de fevereiro na SIC Notícias.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nas últimas semanas, Portugal tem sido atingido por tempestades intensas, com chuva forte, ventos extremos, cheias e danos significativos em várias regiões do país. Estes fenómenos levantam uma pergunta inevitável: estamos perante episódios excecionais ou perante sinais cada vez mais claros das alterações climáticas? Neste episódio do ZONA ZERO, vamos perceber como eventos aparentemente distintos — como secas prolongadas, grandes incêndios e agora tempestades severas — estão afinal ligados, que riscos colocam às pessoas e ao território, e que respostas são exigidas ao Estado, à luz da Lei de Bases do Clima, das decisões orçamentais e da necessidade urgente de investir na adaptação e na proteção das populações.Para nos ajudar a desconstruir este tema, vamos estar à conversa com Francisco Ferreira, presidente da ZERO.
Em cada dia, Luís Caetano propõe um poema na voz de quem o escreveu.
Os efeitos devastadores das tempestades nas infraestruturas elétricas e de comunicações já motivaram uma polémica entre operadores e o PR. Afinal, porque se demora tanto tempo a repor a energia?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Pequenos textos, contos, histórias, lendas, pensamentos ou apenas uma frase que sirvam de reflexão para todos os que nos ouvem na RLX-Rádio Lisboa. No mundo em que vivemos faz-nos falta parar e refletir sobre tudo o que nos rodeia…
No domingo há eleições. O país vai escolher o futuro Presidente da República, mesmo com um dos candidatos a dizer que “ninguém está com cabeça para votos”. Apesar do alarme, apenas três concelhos decidiram adiar a votação devido ao estado de calamidade. A campanha eleitoral foi atropelada pelo comboio de tempestades que se abateu sobre o país. Uma intempérie que lançou o debate sobre a prontidão e a capacidade de resposta do governo nas zonas mais afectadas. A ministra da Administração Interna diz que estamos todos a aprender. Resistirá, depois da tormenta, ao período de estágio?See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Presidente da Câmara de Montemor-o-Velho alerta que Depressão Marta vem complicar ainda mais, com destaque para o Mondego. Autarca de Portalegre destaca rapidez na limpeza após enxurrada no centro.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Numa altura em que ainda se esperam dias difíceis em termos meteorológicos e a três dias das eleições, André Ventura propôs o adiamento do ato eleitoral por uma semana. Isto depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter quase sugerido isso à autarca de Alcácer do Sal. Só que a lei não permite um adiamento geral. Só localidades abrangidas pela Situação de Calamidade podem pedir o adiamento. António José Seguro recusou liminarmente esta proposta. A análise de Clara Ferreira Alves, Luís Pedro Nunes, Daniel Oliveira e Pedro Marques Lopes no Eixo do Mal em podcast. Emitido na SIC Notícias a 5 de fevereiro. Para ver a versão vídeo deste episódio clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Autoridades declararam estado de calamidade devido a fortes tempestades que já causaram 13 mortos, centenas de desalojados e elevados prejuízos; especialistas descrevem o fenómeno como um “comboio de tempestades”.
Forças Armadas só na segunda-feira decretaram prontidão imediata. Uma semana depois do alerta vermelho da Proteção Civil, que pediu poucos meios aos militares na fase mais crítica. A prontidão não era o alfa e o ómega das Forças Armadas nos textos do espanhol Miguel Gila, interpretados por Raul Solnado. Também não foi agora quando o país descobriu que toda a ajuda era pouca. Do teatro de comédia para a vida real, uma muito triste coincidência. Os militares só entraram em alerta vermelho uma semana depois de todas as outras forças do sistema de Proteção Civil. Neste episódio, conversamos com o jornalista Vítor Matos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A tragédia destes dias, com epicentro em Leiria, espalhou-se por várias regiões com cheias como há muito não se via. A discussão instalou-se, o Governo foi acusado de ter demorado a reagir. As várias populações desesperam com a falta de energia, água e telecomunicações. No meio de tudo isto a campanha eclipsou-se. No Expresso da Meia-Noite, com moderação de Bernardo Ferrão, são convidados Jean Barroca, secretário de Estado da Energia; Eduardo Cabrita, ex-ministro da Administração Interna do PS; João Almeida, ex-secretário de Estado da Administração Interna e deputado do CDS-PP; e António Gomes, diretor-geral da GFK Metris. Ouça o debate emitido na SIC Notícias a 6 de fevereiro. Para ver a versão vídeo deste episódio clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Nunca tivemos uma campanha assim. Pela natureza do confronto. Por quase nos termos esquecido que havia candidatos, submersos pela urgência mediática das tempestades. No domingo vamos ter uma surpresa?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Os efeitos da tempestade Kristin também são políticos. Enquanto a ministra da Administraçao Interna preferiu ser invisível, o ministro Leitão Amaro quis mostrar-se. Enquanto o primeiro-ministro Luís Montenegro entrou na onda do otimista irritante - disse que aprendemos as lições com os incêndios do verão e que estamos "mais ágeis" -, a ministra Maria Lúcia Amaral diz que é preciso "aprender coletivamente". O maior efeito talvez possa ser a enorme diferença entre o que dizem os responsáveis políticos e da Proteção Civil e o que a população sente. Isso contribui para os cidadãos se sentirem mais abandonados pelo Estado. Estas e outras questões, para debater, inclusive os efeitos na campanha presidencial. Os comentários neste episódio são de Liliana Valente, coordenadora da secção de Política do Expresso, Eunice Lourenço, editora de Política e David Dinis, diretor-adjunto, com a moderação de Vítor Matos. A sonoplastia é da responsabilidade de Salomé Rita e a ilustração da autoria de Carlos Paes. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Região teve mais de 170 mil pessoas deslocadas desde o início de janeiro; Nações Unidas reforçam a resposta de emergência para apoiar as populações afetadas; comunidade humanitária alerta para situação ínstável.
Maria José Roxo é professora catedrática em Geografia e Planeamento Territorial. Na Rádio Observador, analisa a passagem da Depressão Kristin para destacar a importância do "planeamento territorial".See omnystudio.com/listener for privacy information.
José Carlos Ferreira, especialista em ordenamento do território, diz que é provável que os próximos invernos sejam marcados por episódios semelhantes. Mas a culpa não é só das alterações climáticas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A tempestade Kristin fez cinco mortos e causou muitos estragos, sobretudo na zona centro do país. Foi a terceira tempestade, e a mais violenta, em menos de uma semana, mas o comboio de tempestades que tem afectado toda a Europa ainda vai trazer mais chuva, vento e frio a Portugal. Para perceber por que razão foi tão forte esta tempestade, porque atingiu com tanta força o centro do país e, sobretudo a zona litoral, conversamos com o climatologista e fundador da Planoclima, Mário Marques.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Podia perfeitamente ser um nome de empresa na hora. Ou um filme. Ou uma sobremesa cara. Ou daquelas viagens da Feira Popular. Mas não, é mesmo uma coisa da ciência meteorologia.
A mais recente chamou-se Ingrid, mas muitos lembrar-se-ão da Ophélia (2017) e da Martinho (2025). Às vezes parece que vivemos sempre em alertas amarelos ou laranjas. Um novo podcast com Miguel MirandaSee omnystudio.com/listener for privacy information.