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O colectivo Rua das Pretas apresentou o álbum “Povo Brasileiro”, esta terça-feira, no Studio L'Hermitage, em Paris. “Se eu falo português, minha terra é aqui” canta-se na música “Cartão do Cidadão” e ouviu-se em Paris, no concerto de apresentação deste disco-manifesto. O trabalho é um encontro entre sonoridades e músicos de três continentes, uma viagem entre o Brasil, Cabo Verde e Portugal, que nos mergulha na ancestralidade que nos une, que traz à tona a História da escravatura e do colonialismo e que alerta contra a xenofobia nos tempos que correm. A RFI falou com Pierre Aderne, Ana Margarida Prado e Jenifer Soledad nesta escala musical do grupo em Paris. “Povo Brasileiro” foi concebido pelo músico Pierre Aderne a partir do livro “O Povo Brasileiro”, do antropólogo Darcy Ribeiro. O disco junta músicos do colectivo Rua das Pretas que Pierre Aderne criou há mais de dez anos em Lisboa, sendo o 13° disco de Pierre Aderne e o terceiro do colectivo. Aproveitámos o concerto no L'Hermitage para falar com o cantor, compositor e produtor que nasceu em França, é filho de um casal luso-brasileiro, e vive há vários anos em Portugal. A fadista portuguesa Ana Margarida Prado e a cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad também participaram na conversa que culminou com os três a cantarem “Se eu falo português, minha terra é aqui”, um verso da música “Cartão de Cidadão” e a linha de força do disco. “Todo o mundo é emigrante”, lembra Pierre Aderne que descreve o álbum como uma “lavagem espiritual de caravelas” que mergulha na “ancestralidade que nos une” e que traz “a História à tona”. Aqui, nas canções “Mãe Preta” e “Benguela”, por exemplo, recorda-se o tráfico de pessoas escravizadas e a resistência do povo quilombola. Este é também um álbum de festa colectiva e de união, simbolizadas pelo tema “Um Menino chamado Brasil”, em que ouvimos “Se sou de Angola eu sou Brasil, sou Cabo Verde eu sou Brasil, sou Moçambique eu sou Brasil, sou Portugal eu sou Brasil, sou da Guiné eu sou Brasil, sou São Tomé eu sou Brasil”. No fundo, o disco é “um encontro entre três continentes”, resume Ana Margarida Prado, a voz que se destaca no fado “Nossa terra é o mar” e em que se ouve “Portugal tu és feito de Brasil... Portugal tu és feito de Abril”. “Se eu falo português, minha terra é aqui” RFI: Como descrevem o disco “Povo Brasileiro”? Pierre Aderne, Músico: “No ‘Povo Brasileiro' a gente tenta contar, de forma litero-musical, a história da nossa criação enquanto povo, da chegada dos portugueses no Brasil, dos africanos cem anos mais tarde, dessa multiculturalidade que nos formou, dessa língua portuguesa que navegou por caravelas e foi-se misturando também com iorubá, com as linguagens bantu, kikongo, kimbundo, tupi-guarani. O álbum conta um pouco disso com essas canções, quer dizer, mostrando um pouco essa narrativa do que Darcy Ribeiro nos ensinou a partir do livro dele ‘O Povo Brasileiro'”. Quem foi Darcy Ribeiro e como é que ele se lê nas entrelinhas ou directamente no disco? “O Darcy Ribeiro foi um dos maiores educadores e antropólogos brasileiros contemporâneos, fundador da Universidade de Brasília, do sistema de ensino público mais estrutural que era um CIEPs [Centros Integrados de Educação Pública]. Darcy Ribeiro escreveu na casa de Maricá, no Rio de Janeiro, onde a gente gravou o álbum o livro ‘O Povo Brasileiro', que é mais ou menos aquilo que eu falei no início e que conta um pouquinho essa história. Eu comecei a compor as músicas há cinco anos, num momento difícil que o mundo vive da intolerância, do discurso de ódio, principalmente em Portugal, um país tão bonito e tão pequenino e que acabou também sendo vítima desse tipo de comportamento por parte dos políticos e depois pela população. Eu comecei a compor algumas canções e a primeira delas foi ‘Cartão de Cidadão', uma canção-manifesto, uma canção de intervenção, minha e do Moacyr Luz. Quando recebemos o convite da Prefeitura de Maricá para gravar o álbum, eu descobri que, na verdade, mesmo sem saber, a gente já estava fazendo uma banda sonora para o livro ‘O Povo Brasileiro' do Darcy. E dessa vez, regressando ao Brasil, nessa caravela com músicos de três continentes, o que seria isso, essa lavagem espiritual das caravelas? Olha como a gente é bonita misturada.” Quem são esses músicos a bordo da caravela? Temos aqui duas... “Bom, temos aqui a fantástica, fundamental, incontornável fadista portuguesa Ana Margarida Prado, uma fadista intelectual. O campo intelectual de Portugal, se tiver que escolher, vai escolher a Aldina Duarte e a Ana Margarida Prado. A gente colabora há muito tempo. Ela participou na génese da ‘Rua das Pretas' há mais de dez anos. Sempre flirtava, chegava no final dos concertos e eu convidei-a para se juntar a esta caravela. Aqui está também a incrível cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad, uma das vozes mais bonitas da música de Cabo Verde contemporânea e que eu tinha muita vontade de estar com com a Jenifer e de a trazer para este bando, junto com Nilson Dourado, que está hoje com a gente, Felipe Bastos, Rúben da Luz e Letícia Malvares. A Jenifer Soledad está fazendo hoje o que a Zulu, que é uma outra jovem cantora de Cabo Verde, também muito talentosa, fez no álbum.” Jenifer, o que é que o álbum tem de Cabo Verde? Jenifer Soledad, Cantora: “Quando se fala do povo brasileiro, automaticamente eu me reconheço ali porque os ritmos e a história também é um pouco da nossa história, nós fomos carregados nos navios. Acho que a mistura bonita deste trabalho vem de se reconhecer dentro deste álbum porque eu sinto o chorinho, eu sinto o samba que também em Cabo Verde existe, mas chamado de outra forma, como a coladeira que tem misturas com o samba, e tem alguns solos de instrumentos que me leva a Cabo Verde. E é muita saudade, como sempre, o povo cabo-verdiano é muita saudade. Culturalmente, sinto-me dentro deste álbum, faço - falando pelo meu povo fazemos - parte das mensagens que estão ali dentro.” Ana Margarida, em relação ao fado em que canta “Portugal tu és feito de Brasil ... Portugal, tu és feito de Abril”. Este fado é um cravo na lapela que soa a Brasil... Ana Margarida Prado, Fadista: “A primeira coisa que eu sinto que levo é a língua, a língua portuguesa que nós levámos para o Brasil. Eu como fadista e alem de fadista, sempre gostei muito destes encontros e é uma felicidade poder trazer o fado também para este encontro entre estes três continentes. A mensagem que eu acho importante está num tema que nós cantamos que é uma versão de um tema muito conhecido aqui em França, ‘Barco Negro', mas cantamos a versão original, a ‘Mãe Preta'. Para mim, foi muito importante dar voz a este lamento, a este grito, a esta lavagem das caravelas, como o Pierre fala, falar em temas como a escravatura e é bom ser uma portuguesa a dar voz a estes temas.” Pierre Aderne: “É um fado composto originalmente por dois brasileiros, Caco Velho e Piratini, e ganhou na ditadura [Estado Novo] uma nova letra porque foi censurada. A nova letra é belíssima também, de David Mourão-Ferreira, 'Barco Negro'. Quando alguém canta o 'Barco Negro' numa casa de fado de Alfama, Mouraria, passando pela Madragoa, também tem esse lamento. Quer dizer, como é que eu vou falar de uma coisa tão delicada e horrorosa e dolorida, não é? E ele achou as metáforas dele na letra do Barco Negro, que é extremamente bonita também. A versão original foi primeiro gravada por Maria da Conceição. Depois, Amália tornou esse fado realmente muito conhecido. Poucos brasileiros sabem que esse fado é um fado composto por brasileiros, assim como Amália também gravou ‘Lua Luar', que é um lamento sertanejo, assim como ela voltou do Rio de Janeiro e trouxe “Xu Xu”. Então, aquilo que a gente estava falando e respondendo à tua primeira pergunta, eu acho que esse álbum, de alguma forma, volta a colocar a bandeira atrás da língua. Quando a gente escuta uma música na rádio, a gente escuta primeiro a língua e depois a gente vai atrás da bandeira. Só que na música de língua portuguesa, acho que passamos demasiado tempo colocando a bandeira à frente da língua. Quer dizer, onde é que está esse limite? Onde é que somos limítrofes nessa relação de integração e interação? O que é meu? O que é teu? O que é cabo-verdiano, português e brasileiro? Na verdade, nós temos as patentes de tudo que a gente construiu.” Não há o risco de se despertarem velhos fantasmas do lusotropicalismo? De que forma é que este disco e as canções que vocês escolheram e criaram fazem uma certa reconciliação histórica perante aquilo que o opressor português fez durante séculos? “Eu não sei. Por exemplo, A gente teve a capa do Globo, teve também muitas críticas boas aqui na França em uma semana, com o próprio Le Monde, e curiosamente, em Portugal, em que a gente sempre teve uma visibilidade muito grande pelos programas na RTP, pelos coliseus, a gente teve apenas uma matéria em Portugal, apenas um jornalista resolveu falar desse tema, que foi o Nuno Pacheco, do Público.” O Público escreveu, em 2024, que o Pierre Aderne mudou a cena cultural de Lisboa com o projecto Rua das Pretas... “Agradeço. Mas, enfim, eu acho que realmente em Portugal, talvez este álbum não concilie neste momento, talvez seja uma pedra no sapato de muita gente, não é?” Mas o objectivo é conciliar? “Não. O objectivo é trazer a história à tona. Cada um vai procurar a sua forma de se conciliar com isso. Acho que a primeira forma, se eu fosse parte de algum partido de oposição em Portugal, era criar um museu do colonialismo, da escravatura. Ferreira Gullar dizia que a arte existe porque a vida por si só não basta. Então, todos os assuntos que são polémicos - eu já passei por isso tantas vezes nos últimos cinco anos em Portugal - eles não se resolvem nunca na prosa, mas eles se resolvem na poesia. Eu acho que é uma forma de a gente entregar para as pessoas um conteúdo que pode ser inconveniente para algumas pessoas, mas que certamente com essa multiculturalidade e essas melodias talvez faça com que as pessoas amaciem um pouco. Até porque quem deu escala para a língua portuguesa foi África, foi o Brasil. Eu compus a primeira música que deu nome ao primeiro álbum de António Zambujo lançado no Brasil e eu mostrei para um director de gravadora no Brasil da Sony Music e ele era português e falou para mim: ‘Ah, já sei, aquele fadista que não canta fado, não é?' Porquê? Porque era novo, porque se estava aproximando do Brasil, da sonoridade. E hoje a gente vê como é que esses artistas portugueses ganham escala. A Carminho canta Tom Jobim, o Zambujo canta Chico Buarque. Ou seja, é se apropriar do que é nosso, é a nossa ancestralidade que nos une.” Em “Um menino chamado Brasil” ouvimos: “Se sou de Angola, eu sou Brasil. Sou Cabo Verde, eu sou Brasil. Sou Moçambique, eu sou Brasil. Sou Portugal, eu sou Brasil. Sou da Guiné, eu sou Brasil. Sou São Tomé, eu sou Brasil” - É um manifesto de união, daí a minha pergunta de há pouco sobre se é uma tentativa de reconciliação e até de perdoar tudo aquilo que os portugueses fizeram... “Não. Eu acho que não tem perdão até porque não foi o povo português pobre como a minha família de Ourém que colonizou os seus ancestrais. Quem colonizou foram as oligarquias, as grandes famílias que estão também no Rio de Janeiro, na Bahia e em São Paulo. Quando uma babá preta empurra um carrinho de bebé de um branco, que trabalha sete dias por sete, quer dizer, eu acho que é transversal esse comportamento dessas oligarquias até hoje. Mas vale lembrar também que o grito de independência do Brasil foi dado por um português em 1822, ou seja, foi uma briga de família e Dom Pedro: 'independência ou morte'. Eu acho que não é isso. Você falou desse fado que é um fado na lapela, esse tema meu e do Moacyr Luz, ‘Nossa terra é o mar'. A primeira frase não é minha, é de um compositor do Império Serrano maravilhoso e ele mandou-me uma frase: ‘Em Portugal não fui jamais, embora de lá tenha vindo.' E eu emendei: ‘Graças aos meus ancestrais que mostraram a língua quando eu estava parindo'. É importante para nós, africanos, brasileiros e quem fez o teste de genoma como eu - que sou Magrebe também, 10 por cento africano do Norte - é importante que a gente saiba o que aconteceu. Cabo Verde não era sequer habitado e o crioulo nasceu pela imposição da língua portuguesa. É o seguinte: não busca reconciliar. Não é fácil essa história, mas é interessante a gente assimilar. Como os alemães fizeram com o Holocausto e eles morrem de vergonha do Holocausto. Você vai no Japão - eu tenho nove álbuns lançados no Japão - e eu vou lá e tem o Museu de Hiroshima e Nagasaki. Eles fazem também o mea culpa de algumas coisas. Ou seja, é importante a gente saber quando a gente errou.” Este álbum acaba por ser o “Cartão do Cidadão” dessa multiculturalidade tricontinental, entre aspas? “Vou ser sintético: ‘Vou falar mais uma vez: se eu falo português, minha terra é aqui.” Ana Margarida Prado: “Eu acho que também se celebra o encontro de tudo aquilo que se criou. Vamos passar uma mensagem do bom que nós juntos criámos.” Pierre Aderne: “O Atlântico é o Atlântico. Ele uniu e esmagou, mas é tão interessante sermos atlânticos. A gente vê o que acontece também nos Estados Unidos: os povos originários são realmente os grandes povos. Todo o mundo é emigrante.”
O colectivo Rua das Pretas apresentou o álbum “Povo Brasileiro”, esta terça-feira, no Studio L'Hermitage, em Paris. “Se eu falo português, minha terra é aqui” canta-se na música “Cartão do Cidadão” e ouviu-se em Paris, no concerto de apresentação deste disco-manifesto. O trabalho é um encontro entre sonoridades e músicos de três continentes, uma viagem entre o Brasil, Cabo Verde e Portugal, que nos mergulha na ancestralidade que nos une, que traz à tona a História da escravatura e do colonialismo e que alerta contra a xenofobia nos tempos que correm. A RFI falou com Pierre Aderne, Ana Margarida Prado e Jenifer Soledad nesta escala musical do grupo em Paris. “Povo Brasileiro” foi concebido pelo músico Pierre Aderne a partir do livro “O Povo Brasileiro”, do antropólogo Darcy Ribeiro. O disco junta músicos do colectivo Rua das Pretas que Pierre Aderne criou há mais de dez anos em Lisboa, sendo o 13° disco de Pierre Aderne e o terceiro do colectivo. Aproveitámos o concerto no L'Hermitage para falar com o cantor, compositor e produtor que nasceu em França, é filho de um casal luso-brasileiro, e vive há vários anos em Portugal. A fadista portuguesa Ana Margarida Prado e a cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad também participaram na conversa que culminou com os três a cantarem “Se eu falo português, minha terra é aqui”, um verso da música “Cartão de Cidadão” e a linha de força do disco. “Todo o mundo é emigrante”, lembra Pierre Aderne que descreve o álbum como uma “lavagem espiritual de caravelas” que mergulha na “ancestralidade que nos une” e que traz “a História à tona”. Aqui, nas canções “Mãe Preta” e “Benguela”, por exemplo, recorda-se o tráfico de pessoas escravizadas e a resistência do povo quilombola. Este é também um álbum de festa colectiva e de união, simbolizadas pelo tema “Um Menino chamado Brasil”, em que ouvimos “Se sou de Angola eu sou Brasil, sou Cabo Verde eu sou Brasil, sou Moçambique eu sou Brasil, sou Portugal eu sou Brasil, sou da Guiné eu sou Brasil, sou São Tomé eu sou Brasil”. No fundo, o disco é “um encontro entre três continentes”, resume Ana Margarida Prado, a voz que se destaca no fado “Nossa terra é o mar” e em que se ouve “Portugal tu és feito de Brasil... Portugal tu és feito de Abril”. “Se eu falo português, minha terra é aqui” RFI: Como descrevem o disco “Povo Brasileiro”? Pierre Aderne, Músico: “No ‘Povo Brasileiro' a gente tenta contar, de forma litero-musical, a história da nossa criação enquanto povo, da chegada dos portugueses no Brasil, dos africanos cem anos mais tarde, dessa multiculturalidade que nos formou, dessa língua portuguesa que navegou por caravelas e foi-se misturando também com iorubá, com as linguagens bantu, kikongo, kimbundo, tupi-guarani. O álbum conta um pouco disso com essas canções, quer dizer, mostrando um pouco essa narrativa do que Darcy Ribeiro nos ensinou a partir do livro dele ‘O Povo Brasileiro'”. Quem foi Darcy Ribeiro e como é que ele se lê nas entrelinhas ou directamente no disco? “O Darcy Ribeiro foi um dos maiores educadores e antropólogos brasileiros contemporâneos, fundador da Universidade de Brasília, do sistema de ensino público mais estrutural que era um CIEPs [Centros Integrados de Educação Pública]. Darcy Ribeiro escreveu na casa de Maricá, no Rio de Janeiro, onde a gente gravou o álbum o livro ‘O Povo Brasileiro', que é mais ou menos aquilo que eu falei no início e que conta um pouquinho essa história. Eu comecei a compor as músicas há cinco anos, num momento difícil que o mundo vive da intolerância, do discurso de ódio, principalmente em Portugal, um país tão bonito e tão pequenino e que acabou também sendo vítima desse tipo de comportamento por parte dos políticos e depois pela população. Eu comecei a compor algumas canções e a primeira delas foi ‘Cartão de Cidadão', uma canção-manifesto, uma canção de intervenção, minha e do Moacyr Luz. Quando recebemos o convite da Prefeitura de Maricá para gravar o álbum, eu descobri que, na verdade, mesmo sem saber, a gente já estava fazendo uma banda sonora para o livro ‘O Povo Brasileiro' do Darcy. E dessa vez, regressando ao Brasil, nessa caravela com músicos de três continentes, o que seria isso, essa lavagem espiritual das caravelas? Olha como a gente é bonita misturada.” Quem são esses músicos a bordo da caravela? Temos aqui duas... “Bom, temos aqui a fantástica, fundamental, incontornável fadista portuguesa Ana Margarida Prado, uma fadista intelectual. O campo intelectual de Portugal, se tiver que escolher, vai escolher a Aldina Duarte e a Ana Margarida Prado. A gente colabora há muito tempo. Ela participou na génese da ‘Rua das Pretas' há mais de dez anos. Sempre flirtava, chegava no final dos concertos e eu convidei-a para se juntar a esta caravela. Aqui está também a incrível cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad, uma das vozes mais bonitas da música de Cabo Verde contemporânea e que eu tinha muita vontade de estar com com a Jenifer e de a trazer para este bando, junto com Nilson Dourado, que está hoje com a gente, Felipe Bastos, Rúben da Luz e Letícia Malvares. A Jenifer Soledad está fazendo hoje o que a Zulu, que é uma outra jovem cantora de Cabo Verde, também muito talentosa, fez no álbum.” Jenifer, o que é que o álbum tem de Cabo Verde? Jenifer Soledad, Cantora: “Quando se fala do povo brasileiro, automaticamente eu me reconheço ali porque os ritmos e a história também é um pouco da nossa história, nós fomos carregados nos navios. Acho que a mistura bonita deste trabalho vem de se reconhecer dentro deste álbum porque eu sinto o chorinho, eu sinto o samba que também em Cabo Verde existe, mas chamado de outra forma, como a coladeira que tem misturas com o samba, e tem alguns solos de instrumentos que me leva a Cabo Verde. E é muita saudade, como sempre, o povo cabo-verdiano é muita saudade. Culturalmente, sinto-me dentro deste álbum, faço - falando pelo meu povo fazemos - parte das mensagens que estão ali dentro.” Ana Margarida, em relação ao fado em que canta “Portugal tu és feito de Brasil ... Portugal, tu és feito de Abril”. Este fado é um cravo na lapela que soa a Brasil... Ana Margarida Prado, Fadista: “A primeira coisa que eu sinto que levo é a língua, a língua portuguesa que nós levámos para o Brasil. Eu como fadista e alem de fadista, sempre gostei muito destes encontros e é uma felicidade poder trazer o fado também para este encontro entre estes três continentes. A mensagem que eu acho importante está num tema que nós cantamos que é uma versão de um tema muito conhecido aqui em França, ‘Barco Negro', mas cantamos a versão original, a ‘Mãe Preta'. Para mim, foi muito importante dar voz a este lamento, a este grito, a esta lavagem das caravelas, como o Pierre fala, falar em temas como a escravatura e é bom ser uma portuguesa a dar voz a estes temas.” Pierre Aderne: “É um fado composto originalmente por dois brasileiros, Caco Velho e Piratini, e ganhou na ditadura [Estado Novo] uma nova letra porque foi censurada. A nova letra é belíssima também, de David Mourão-Ferreira, 'Barco Negro'. Quando alguém canta o 'Barco Negro' numa casa de fado de Alfama, Mouraria, passando pela Madragoa, também tem esse lamento. Quer dizer, como é que eu vou falar de uma coisa tão delicada e horrorosa e dolorida, não é? E ele achou as metáforas dele na letra do Barco Negro, que é extremamente bonita também. A versão original foi primeiro gravada por Maria da Conceição. Depois, Amália tornou esse fado realmente muito conhecido. Poucos brasileiros sabem que esse fado é um fado composto por brasileiros, assim como Amália também gravou ‘Lua Luar', que é um lamento sertanejo, assim como ela voltou do Rio de Janeiro e trouxe “Xu Xu”. Então, aquilo que a gente estava falando e respondendo à tua primeira pergunta, eu acho que esse álbum, de alguma forma, volta a colocar a bandeira atrás da língua. Quando a gente escuta uma música na rádio, a gente escuta primeiro a língua e depois a gente vai atrás da bandeira. Só que na música de língua portuguesa, acho que passamos demasiado tempo colocando a bandeira à frente da língua. Quer dizer, onde é que está esse limite? Onde é que somos limítrofes nessa relação de integração e interação? O que é meu? O que é teu? O que é cabo-verdiano, português e brasileiro? Na verdade, nós temos as patentes de tudo que a gente construiu.” Não há o risco de se despertarem velhos fantasmas do lusotropicalismo? De que forma é que este disco e as canções que vocês escolheram e criaram fazem uma certa reconciliação histórica perante aquilo que o opressor português fez durante séculos? “Eu não sei. Por exemplo, A gente teve a capa do Globo, teve também muitas críticas boas aqui na França em uma semana, com o próprio Le Monde, e curiosamente, em Portugal, em que a gente sempre teve uma visibilidade muito grande pelos programas na RTP, pelos coliseus, a gente teve apenas uma matéria em Portugal, apenas um jornalista resolveu falar desse tema, que foi o Nuno Pacheco, do Público.” O Público escreveu, em 2024, que o Pierre Aderne mudou a cena cultural de Lisboa com o projecto Rua das Pretas... “Agradeço. Mas, enfim, eu acho que realmente em Portugal, talvez este álbum não concilie neste momento, talvez seja uma pedra no sapato de muita gente, não é?” Mas o objectivo é conciliar? “Não. O objectivo é trazer a história à tona. Cada um vai procurar a sua forma de se conciliar com isso. Acho que a primeira forma, se eu fosse parte de algum partido de oposição em Portugal, era criar um museu do colonialismo, da escravatura. Ferreira Gullar dizia que a arte existe porque a vida por si só não basta. Então, todos os assuntos que são polémicos - eu já passei por isso tantas vezes nos últimos cinco anos em Portugal - eles não se resolvem nunca na prosa, mas eles se resolvem na poesia. Eu acho que é uma forma de a gente entregar para as pessoas um conteúdo que pode ser inconveniente para algumas pessoas, mas que certamente com essa multiculturalidade e essas melodias talvez faça com que as pessoas amaciem um pouco. Até porque quem deu escala para a língua portuguesa foi África, foi o Brasil. Eu compus a primeira música que deu nome ao primeiro álbum de António Zambujo lançado no Brasil e eu mostrei para um director de gravadora no Brasil da Sony Music e ele era português e falou para mim: ‘Ah, já sei, aquele fadista que não canta fado, não é?' Porquê? Porque era novo, porque se estava aproximando do Brasil, da sonoridade. E hoje a gente vê como é que esses artistas portugueses ganham escala. A Carminho canta Tom Jobim, o Zambujo canta Chico Buarque. Ou seja, é se apropriar do que é nosso, é a nossa ancestralidade que nos une.” Em “Um menino chamado Brasil” ouvimos: “Se sou de Angola, eu sou Brasil. Sou Cabo Verde, eu sou Brasil. Sou Moçambique, eu sou Brasil. Sou Portugal, eu sou Brasil. Sou da Guiné, eu sou Brasil. Sou São Tomé, eu sou Brasil” - É um manifesto de união, daí a minha pergunta de há pouco sobre se é uma tentativa de reconciliação e até de perdoar tudo aquilo que os portugueses fizeram... “Não. Eu acho que não tem perdão até porque não foi o povo português pobre como a minha família de Ourém que colonizou os seus ancestrais. Quem colonizou foram as oligarquias, as grandes famílias que estão também no Rio de Janeiro, na Bahia e em São Paulo. Quando uma babá preta empurra um carrinho de bebé de um branco, que trabalha sete dias por sete, quer dizer, eu acho que é transversal esse comportamento dessas oligarquias até hoje. Mas vale lembrar também que o grito de independência do Brasil foi dado por um português em 1822, ou seja, foi uma briga de família e Dom Pedro: 'independência ou morte'. Eu acho que não é isso. Você falou desse fado que é um fado na lapela, esse tema meu e do Moacyr Luz, ‘Nossa terra é o mar'. A primeira frase não é minha, é de um compositor do Império Serrano maravilhoso e ele mandou-me uma frase: ‘Em Portugal não fui jamais, embora de lá tenha vindo.' E eu emendei: ‘Graças aos meus ancestrais que mostraram a língua quando eu estava parindo'. É importante para nós, africanos, brasileiros e quem fez o teste de genoma como eu - que sou Magrebe também, 10 por cento africano do Norte - é importante que a gente saiba o que aconteceu. Cabo Verde não era sequer habitado e o crioulo nasceu pela imposição da língua portuguesa. É o seguinte: não busca reconciliar. Não é fácil essa história, mas é interessante a gente assimilar. Como os alemães fizeram com o Holocausto e eles morrem de vergonha do Holocausto. Você vai no Japão - eu tenho nove álbuns lançados no Japão - e eu vou lá e tem o Museu de Hiroshima e Nagasaki. Eles fazem também o mea culpa de algumas coisas. Ou seja, é importante a gente saber quando a gente errou.” Este álbum acaba por ser o “Cartão do Cidadão” dessa multiculturalidade tricontinental, entre aspas? “Vou ser sintético: ‘Vou falar mais uma vez: se eu falo português, minha terra é aqui.” Ana Margarida Prado: “Eu acho que também se celebra o encontro de tudo aquilo que se criou. Vamos passar uma mensagem do bom que nós juntos criámos.” Pierre Aderne: “O Atlântico é o Atlântico. Ele uniu e esmagou, mas é tão interessante sermos atlânticos. A gente vê o que acontece também nos Estados Unidos: os povos originários são realmente os grandes povos. Todo o mundo é emigrante.”
Rua das Pretas, proyecto musical con sede en Lisboa del brasileño Pierre Aderne, publica el disco 'Povo Brasileiro' una relectura simbólica de las rutas Atánticas con músicos caboverdianos, portugueses y brasileños y canciones en su mayoría música de Moacyr Luz y letras de Aderne: 'Um menino chamado Brasil', 'Nossa terra é o mar', 'Capoeira é minha escola', 'Alafim', 'Oxalá é quem manda' y la canción que le da título. Del disco 'Filhos de Vila', del pianista Amílton Godoy y el armonicista Gabriel Grossi, 'Bachianinha nº1' de Paulinho Nogueira, 'Batida diferente' de Mauricio Einhorn y Durval Ferreira, 'Lôro' de Egberto Gismonti y 'Chovendo na roseira' de Jobim -que Tierney Sutton canta en inglés con el título de 'Double rainbow'-. Cierra el guitarrista Biréli Lagrène con 'Anjo de mim' de Ivan Lins. Escuchar audio
Começa o jogo do estica e puxa na WSL.Gostamos quando nos favorece e odiamos quando vai para o outro lado.Parecido com a vida, não?Talvez seja por isso esse fascinio com competição.Nesse episodio do Boia, Bruno Bocayuva está de volta na companhia do Julio Adler e João Valente, prontos para ponderar as nuances desse inicio de world tour.Paramos para homenagear o amigo que se foi, Alceu Toledo Junior e celebramos tudo com musicas, uma das paixões do Juninho.Canções da Minnie Riperton, Les Fleurs, Moacyr Luz com Leva meu coração e Frank Zappa encerra com Watermelon In Easter Hay.
Olá! Hoje o Matéria Bruta fala de arte, samba e muita história.Ao lado de parceiros como Aldir Blanc, Moacyr Luz inventou um Rio de Janeiro em sambas e canções. Em sua vida cotidiana, ele criou lugares onde esse Rio inventado se materializa, como o famoso Samba do Trabalhador das segundas-feiras. O documentário “Moacyr Luz, O Embaixador Dessa Cidade” acompanha as andanças do artista durante uma semana, desde uma roda de samba no domingo em São Paulo até um sábado de bloco carnavalesco no centro da Cidade Maravilhosa.Convidamos a diretora do filme, Tarsilla Alves para contar mais sobre o processo de produção, montagem e o convívio com o querido “Moa”.
Conheça a trajetória de Gabriel da Muda, sambista carioca que transformou sua paixão em quase três décadas de carreira. Nascido Gabriel Cavalcante, ele adotou como nome artístico a identidade da região onde cresceu, na Tijuca.Criador do tradicional Samba da Ouvidor, Gabriel também brilha às segundas-feiras no Samba do Trabalhador, ao lado de Moacyr Luz, no Renascença Clube. No bate-papo com o Câmara Rio Entrevista, ele relembra o início no samba aos 16 anos, histórias com mestres como Paulinho da Viola, e fala sobre sua indicação ao Grammy Latino em 2019.Com o cavaquinho sempre em mãos, Gabriel já levou o samba do Rio a São Paulo, Florianópolis, Paris, Nova Iorque, Japão e tantos outros palcos pelo mundo. E como bom carioca, revela também sua paixão pelo Carnaval.
Un 2 de septiembre nació en Rio de Janeiro el poeta y psiquiatra Aldir Blanc, que puso letra a músicas inolvidables de João Bosco, pero también de Moacyr Luz o Guinga. Le escuchamos en el único disco que publicó como intérprete, 'Vida noturna', con la canción que le da título y 'Paquetã, Dezembro de 56'. Y en canciones suyas grabadas por João Bosco ('Nação', 'Pretaporter de tafetá', 'Incompatibilidade de gênios'), Elis Regina ('Dois pra lá. dois pra cá', 'O mestre-sala dos mares', 'O bêbado e a equilibrista'), Nana Caymmi ('Resposta ao tempo'), María Bethânia ('Medalha de São Jorge') y Moacyr Luz ('Só dói quando eu Rio', 'Saudades da Guanabara').Escuchar audio
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Dona Ivone Lara, Beth Carvalho, Walter Alfaiate, Luiz Carlos da Vila, Joâo Nogueira, Beth Carvalho, Moacyr Luz, Gilberto Gil, Molejo, Grupo Raça, Royce do Cavaco y Chico Sales.Escuchar audio
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Nelson Sargento, Nelson Cavaquinho, Seu Jair do Cavaquinho, Cartola, Bezerra da Silva, Adoniran Barbosa & Elis Regina, Moacyr Luz, Walter Alfaiate, Luiz Carlos da Vila y Joâo Nogueira.Escuchar audio
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Orquestra Imperial, Wilson das Neves, Casuarina, Jussara Silveira, Luiz Melodia, Elza Soares, Moacyr Luz, Nilze Carvalho, Ana Costa, Moyseis Marques, Farofa Carioca, Mart’nália y Maíra FreitasEscuchar audio
En el día de San Jorge y el día del libro grabaciones ad hoc de Caetano Veloso ('Lua de São Jorge', 'Cavaleiro de Jorge'), Jorge Ben ('Jorge de Capadócia'), Fernanda Abreu ('Jorge de Capadócia', 'Jorge de capadócia/Ponto de Oxóssi/Duo de Jorge'), Zeca Pagodinho & Jorge Ben ('Ogum'), Zeca Pagodinho & Seu Jorge ('Lua de Ogum'), Seu Jorge ('Alma de guerreiro'), Moacyr Luz ('Medalha de São Jorge'), María Bethânia ('Medalha de São Jorge'), Caetano Veloso ('Livros') y Vitor Ramil ('Livro aberto').Escuchar audio
Conheça os bastidores da criação do documentário "Moacyr Luz, O Embaixador Dessa Cidade", que celebra a trajetória do sambista Moacyr Luz, um dos grandes nomes da boemia carioca. A cineasta paulista Tarsilla Alves acompanhou a rotina do artista por uma semana, e o resultado dessa jornada estreou no Festival do Rio. A apresentadora Munike Moret encontrou os dois no Clube Renascença, minutos antes do Samba do Trabalhador, para descobrir os detalhes dessa parceria repleta de samba, amizade e autenticidade carioca. Assista agora e mergulhe no samba e na vida de Moacyr Luz. #MoacyrLuz #SambaCarioca #CâmaraRioEntrevista #TarsillaAlves #FestivaldoRio
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Juryman & Cibelle, DJ Sandrinho, Dani Turchetto, Projeto Feijoada, Pitanga em Pé de Amora, Joana Flor, Leo Cavalcanti, Elisa Addor, Ana Paula da Silva, Mundo Livre S.A., Jô Nunes, Dmitri BR, Félix Bravo, Gabriel Cavalcante & Moacyr Luz y Criolo.Escuchar audio
O Dj carioca se apresenta em São Luís no próximo dia 30 de março. No Plugado, na Mirante FM, ele fala sobre a música que tem, ainda, participações de Moacyr Luz e o violoncelista Jaques Morelenbaum.
No Salón de Embajadores, uma sala dourada da Casa de América, no centro de Madri, gente de toda parte tem se reúne para apreciar concertos musicais em português. O projeto Rua das Pretas, idealizado pelo cantor e compositor brasileiro Pierre Aderne, conquistou um lugar cativo na cena cultural da capital espanhola. Ana Beatriz Farias, correspondente da RFI em MadriOs shows, que começaram em fevereiro e vão até o início de abril, fazem parte de uma residência artística que o grupo está vivenciando na cidade e revelam ao público, entre histórias e canções, o DNA do Rua das Pretas, nasceu na sala da casa de Pierre Aderne, em Lisboa, Portugal, há 12 anos.O que inicialmente era um encontro íntimo e caseiro entre artistas de diferentes nacionalidades, hoje ganha os palcos internacionais levando a música brasileira mundo afora – mas não só ela, como conta Pierre, um fiel defensor do encontro entre os estilos musicais em língua portuguesa.“A gente passou demasiado tempo colocando a bandeira à frente da língua quando a música era cantada em português”, pontua o artista, que também é autor do filme “MPB – Música Portuguesa Brasileira: uma conversa musical entre Portugal, Brasil e Cabo Verde”.Para Pierre, a vida em Lisboa, onde se dedica a promover encontros de artistas lusófonos, trouxe de volta a união dos países que fazem música em português. “E eu estive no meio disso tudo. Com as minhas passagens pelos estados do Brasil, pelos artistas que eu conheci, pelos compositores que me ajudaram a trilhar um caminho como compositor. Pelas outras culturas que eu provoquei, fui provocado. Acho que é uma colcha de retalhos”, descreve.Segundo ele, essa trilha — que gera uma rede composta por cada experiência compartilhada e por cada ideia trocada —, não é, nem de longe, milimetricamente calculada. O que há é menos estratégia e mais intuição: “não é pensado, as coisas vão surgindo à flor da pele”.Metamorfose contínuaUma das características mais marcantes do “Rua das Pretas” é a constante transformação da composição do grupo. Entre os residentes, que se revezam na condução da festa, e os muitos convidados que já estiveram nesta “sala de casa” itinerante, mais de 200 artistas do mundo lusófono passaram pelo Rua das Pretas. Nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, José Eduardo Agualusa e Valter Hugo Mãe estão nesta lista.O percurso que o projeto tem traçado em Madri não foge à regra. A cada encontro, novos convidados sobem ao palco para acrescentar os seus próprios tons ao espetáculo. Num dos shows desta temporada espanhola, a cantora Valéria Lobão teve a oportunidade de cantar, pela primeira vez ao vivo, uma canção que já tinha gravado: “No coração de Mariana”. A faixa tem letra de Pierre Aderne e música de Carlos Fuchs e foi composta em homenagem a Ian Guest, mestre húngaro de diversos artistas brasileiros.Entre histórias e cançõesNo palco, ao perguntar a Valéria com qual música ela queria iniciar sua participação no show, Pierre brincou dizendo que “o repertório é espiritual” e escutou da artista como resposta: “por falar em espiritual, podíamos fazer primeiro aquela música incrível, que você fez depois de uma inspiração”.O anfitrião começou, então, a contar sua história com Ian Guest, que se iniciou ainda na infância – quando este frequentava reuniões de um grupo de teatro da família de Pierre – e culminou numa música escrita como ode a Ian. “Ano passado, eu tive a sensação de perceber a presença do Ian Guest e fiquei a noite inteira pensando nele. Tive a certeza, naquela noite, de que se ele não fosse a Lisboa, eu iria a Tiradentes encontrá-lo”, introduziu Pierre.Ele seguiu relatando que, na ocasião, escreveu uma letra pensando em Ian Guest e, na manhã seguinte, ligou para o parceiro musical Nilson Dourado para contar que queria convidar Ian para o Rua das Pretas e estar perto deles. “E o Nilson disse assim para mim: ‘eu acabei de receber a notícia de que ele faleceu esta noite'”, continuou Pierre Aderne, anunciando na sequência que Valéria Lobão cantaria a música composta na madrugada em questão.Viver esse improviso banhou Valéria de emoção: “Toda a história foi muito emocionante. Eu acho que a plateia também acabou se contagiando. Pela história e pela música, né? A história do Ian e essa música tão bonita do Pierre com o Carlos Fuchs”.Conexão Brasil-Portugal-EspanhaQuem também tem o rosto estampado no álbum de fotografias da residência artística do Rua das Pretas em Madri e já acumula suas próprias histórias com o grupo, é a cantora Maia Balduz. Ela é portuguesa e, depois de fazer várias participações nos shows do grupo, se tornou residente do projeto.Quanto à estrada percorrida junto ao Rua das Pretas, Maia diz que pode aprender bastante. “Tem sido muito bom porque trabalhar com músicos que já estão dentro do círculo há muitos anos é completamente diferente do que com pessoas da minha idade que, embora também sejam muito profissionais e toquem muito bem, não têm a bagagem toda de como nós falamos com o público, como interagimos. Portanto, é aquela bagagem de palco, não é só a bagagem instrumentista ou vocalista. Tem sido uma viagem intensa”.Entre indas e vindas de Lisboa a Madri, a cantora tem representado o fado na equação multifatorial que é o Rua das Pretas. O estilo musical, tipicamente português, é integrado à vida e ao repertório de Maia — e de grande parte dos que vivem em Portugal. Fora do país, no entanto, a força e a emoção do fado costumam surpreender.“As pessoas ficam sempre muito impressionadas quando ouvem fado, porque acham que é uma coisa muito diferente, muito profunda. Mesmo que elas não entendam, no caso dos espanhóis, a letra, elas estão a sentir tudo”, afirma Maia.Falando em sensações que podem atingir a plateia, não é raro ver no público rostos emocionados ao final dos shows. O espetáculo toca de diferentes formas a quem o assiste. A consultora de marketing Mónica Juanas é espanhola e não escondeu o contentamento com o que ouviu: “nos encantou”.O fascínio foi tanto que ela buscou, ao final da apresentação, uma forma de levar a música que havia escutado para casa: “Achamos muito especial, muito emocionante, com um contato muito direto com o público. Inclusive, estávamos procurando uma forma de comprar um disco, porque nós gostamos muito”.Parceria em som e corQuem, assim como Mónica, vai a um dos espetáculos do projeto Rua das Pretas na Casa de América, encontra a arte brasileira também nas cores e formas dos quadros de Gonçalo Ivo. O pintor é responsável pelas obras que compõem o cenário dos shows. A parceria entre Gonçalo e Pierre Aderne é antiga.“Eu fiz todos os cenários do Pierre em Portugal. E são enormes tecidos que confeccionamos, de três metros, dois metros, que eu chamo de bandeiras e que ficaram no Coliseu dos Recreios, em todos os lugares onde ele dá concerto. Eu que faço os cenários e essa é uma associação que tem mais de 12 anos”, relembra Gonçalo.Comentando os tantos encontros que acontecem envolvendo o projeto Rua das Pretas, Pierre Aderne lembra que muitos se dão pela primeira vez em cima de um palco. Faz parte do jogo de cena, de acordo com o que conta ele, que os músicos convidados não cumpram uma rotina rigorosa de ensaios.“Nunca temos tempo para ensaiar. Eu acho que é até uma desculpa. É como se fosse um primeiro date, um primeiro encontro em que você não sabe muito bem o que vai acontecer. Eu acho que esse suspense faz muito bem à música para não ficar igual. A gente pode tocar 20, 200 vezes uma canção e a ideia é que ela vá se modificando como a gente se modifica também”, arremata.PRÓXIMOS SHOWS:Quarta-feira, 20 de março de 2024. Artista convidado: Moacyr Luz.Quarta-feira, 3 de abril de 2024. Artista convidada: Roberta NistraHorário: 19h30Salón Embajadores de Casa de América, acesso pela Plaza de Cibeles, S/N.Mais informações sobre os concertos e a compra de bilhetes no site da Rua das Pretas
No Salón de Embajadores, uma sala dourada da Casa de América, no centro de Madri, gente de toda parte tem se reúne para apreciar concertos musicais em português. O projeto Rua das Pretas, idealizado pelo cantor e compositor brasileiro Pierre Aderne, conquistou um lugar cativo na cena cultural da capital espanhola. Ana Beatriz Farias, correspondente da RFI em MadriOs shows, que começaram em fevereiro e vão até o início de abril, fazem parte de uma residência artística que o grupo está vivenciando na cidade e revelam ao público, entre histórias e canções, o DNA do Rua das Pretas, nasceu na sala da casa de Pierre Aderne, em Lisboa, Portugal, há 12 anos.O que inicialmente era um encontro íntimo e caseiro entre artistas de diferentes nacionalidades, hoje ganha os palcos internacionais levando a música brasileira mundo afora – mas não só ela, como conta Pierre, um fiel defensor do encontro entre os estilos musicais em língua portuguesa.“A gente passou demasiado tempo colocando a bandeira à frente da língua quando a música era cantada em português”, pontua o artista, que também é autor do filme “MPB – Música Portuguesa Brasileira: uma conversa musical entre Portugal, Brasil e Cabo Verde”.Para Pierre, a vida em Lisboa, onde se dedica a promover encontros de artistas lusófonos, trouxe de volta a união dos países que fazem música em português. “E eu estive no meio disso tudo. Com as minhas passagens pelos estados do Brasil, pelos artistas que eu conheci, pelos compositores que me ajudaram a trilhar um caminho como compositor. Pelas outras culturas que eu provoquei, fui provocado. Acho que é uma colcha de retalhos”, descreve.Segundo ele, essa trilha — que gera uma rede composta por cada experiência compartilhada e por cada ideia trocada —, não é, nem de longe, milimetricamente calculada. O que há é menos estratégia e mais intuição: “não é pensado, as coisas vão surgindo à flor da pele”.Metamorfose contínuaUma das características mais marcantes do “Rua das Pretas” é a constante transformação da composição do grupo. Entre os residentes, que se revezam na condução da festa, e os muitos convidados que já estiveram nesta “sala de casa” itinerante, mais de 200 artistas do mundo lusófono passaram pelo Rua das Pretas. Nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, José Eduardo Agualusa e Valter Hugo Mãe estão nesta lista.O percurso que o projeto tem traçado em Madri não foge à regra. A cada encontro, novos convidados sobem ao palco para acrescentar os seus próprios tons ao espetáculo. Num dos shows desta temporada espanhola, a cantora Valéria Lobão teve a oportunidade de cantar, pela primeira vez ao vivo, uma canção que já tinha gravado: “No coração de Mariana”. A faixa tem letra de Pierre Aderne e música de Carlos Fuchs e foi composta em homenagem a Ian Guest, mestre húngaro de diversos artistas brasileiros.Entre histórias e cançõesNo palco, ao perguntar a Valéria com qual música ela queria iniciar sua participação no show, Pierre brincou dizendo que “o repertório é espiritual” e escutou da artista como resposta: “por falar em espiritual, podíamos fazer primeiro aquela música incrível, que você fez depois de uma inspiração”.O anfitrião começou, então, a contar sua história com Ian Guest, que se iniciou ainda na infância – quando este frequentava reuniões de um grupo de teatro da família de Pierre – e culminou numa música escrita como ode a Ian. “Ano passado, eu tive a sensação de perceber a presença do Ian Guest e fiquei a noite inteira pensando nele. Tive a certeza, naquela noite, de que se ele não fosse a Lisboa, eu iria a Tiradentes encontrá-lo”, introduziu Pierre.Ele seguiu relatando que, na ocasião, escreveu uma letra pensando em Ian Guest e, na manhã seguinte, ligou para o parceiro musical Nilson Dourado para contar que queria convidar Ian para o Rua das Pretas e estar perto deles. “E o Nilson disse assim para mim: ‘eu acabei de receber a notícia de que ele faleceu esta noite'”, continuou Pierre Aderne, anunciando na sequência que Valéria Lobão cantaria a música composta na madrugada em questão.Viver esse improviso banhou Valéria de emoção: “Toda a história foi muito emocionante. Eu acho que a plateia também acabou se contagiando. Pela história e pela música, né? A história do Ian e essa música tão bonita do Pierre com o Carlos Fuchs”.Conexão Brasil-Portugal-EspanhaQuem também tem o rosto estampado no álbum de fotografias da residência artística do Rua das Pretas em Madri e já acumula suas próprias histórias com o grupo, é a cantora Maia Balduz. Ela é portuguesa e, depois de fazer várias participações nos shows do grupo, se tornou residente do projeto.Quanto à estrada percorrida junto ao Rua das Pretas, Maia diz que pode aprender bastante. “Tem sido muito bom porque trabalhar com músicos que já estão dentro do círculo há muitos anos é completamente diferente do que com pessoas da minha idade que, embora também sejam muito profissionais e toquem muito bem, não têm a bagagem toda de como nós falamos com o público, como interagimos. Portanto, é aquela bagagem de palco, não é só a bagagem instrumentista ou vocalista. Tem sido uma viagem intensa”.Entre indas e vindas de Lisboa a Madri, a cantora tem representado o fado na equação multifatorial que é o Rua das Pretas. O estilo musical, tipicamente português, é integrado à vida e ao repertório de Maia — e de grande parte dos que vivem em Portugal. Fora do país, no entanto, a força e a emoção do fado costumam surpreender.“As pessoas ficam sempre muito impressionadas quando ouvem fado, porque acham que é uma coisa muito diferente, muito profunda. Mesmo que elas não entendam, no caso dos espanhóis, a letra, elas estão a sentir tudo”, afirma Maia.Falando em sensações que podem atingir a plateia, não é raro ver no público rostos emocionados ao final dos shows. O espetáculo toca de diferentes formas a quem o assiste. A consultora de marketing Mónica Juanas é espanhola e não escondeu o contentamento com o que ouviu: “nos encantou”.O fascínio foi tanto que ela buscou, ao final da apresentação, uma forma de levar a música que havia escutado para casa: “Achamos muito especial, muito emocionante, com um contato muito direto com o público. Inclusive, estávamos procurando uma forma de comprar um disco, porque nós gostamos muito”.Parceria em som e corQuem, assim como Mónica, vai a um dos espetáculos do projeto Rua das Pretas na Casa de América, encontra a arte brasileira também nas cores e formas dos quadros de Gonçalo Ivo. O pintor é responsável pelas obras que compõem o cenário dos shows. A parceria entre Gonçalo e Pierre Aderne é antiga.“Eu fiz todos os cenários do Pierre em Portugal. E são enormes tecidos que confeccionamos, de três metros, dois metros, que eu chamo de bandeiras e que ficaram no Coliseu dos Recreios, em todos os lugares onde ele dá concerto. Eu que faço os cenários e essa é uma associação que tem mais de 12 anos”, relembra Gonçalo.Comentando os tantos encontros que acontecem envolvendo o projeto Rua das Pretas, Pierre Aderne lembra que muitos se dão pela primeira vez em cima de um palco. Faz parte do jogo de cena, de acordo com o que conta ele, que os músicos convidados não cumpram uma rotina rigorosa de ensaios.“Nunca temos tempo para ensaiar. Eu acho que é até uma desculpa. É como se fosse um primeiro date, um primeiro encontro em que você não sabe muito bem o que vai acontecer. Eu acho que esse suspense faz muito bem à música para não ficar igual. A gente pode tocar 20, 200 vezes uma canção e a ideia é que ela vá se modificando como a gente se modifica também”, arremata.PRÓXIMOS SHOWS:Quarta-feira, 20 de março de 2024. Artista convidado: Moacyr Luz.Quarta-feira, 3 de abril de 2024. Artista convidada: Roberta NistraHorário: 19h30Salón Embajadores de Casa de América, acesso pela Plaza de Cibeles, S/N.Mais informações sobre os concertos e a compra de bilhetes no site da Rua das Pretas
En 'Senzala e favela', disco póstumo del baterista y cantante carioca Wilson das Neves, cantan sus sambas, además del propio Wilson ('Se você não me levar', 'Chefia'), Áurea Martins ('Embarcação'), Zeca Pagodinho ('Sem porto'), Chico Buarque y Emicida ('Senzala e favela'), Marcelo D2 y B-Negão ('O dia em que o morro descer e não for carnaval'), Moyseis Marques ('Café com leite'), Rodrigo Amarante ('O que é carnaval'), Chico Buarque ('Samba para o João'), Roberta Sá ('Transitório' -con Wilson das Neves-), Zé Renato ('Vou sair daqui'), Maria Rita ('Traço de giz') y Moacyr Luz y Gabriel Cavalcante ('Rei de Oyó'). Abre y cierra el guitarrista brasileño Diego Figueiredo con 'Malandrinho' y 'Por las calles de Nueva York' de su reciente 'My world'. Escuchar audio
Muito bem galera, estamos de volta com um podcast estranho. Léo Agrelos, Wildes Junior e Nito Xavier nos trazem mais uma discussão musical! Dessa vez será sobre a canção Sonho Estranho de Moacyr Luz. Será que estamos vivendo esse sonho estranho? Se estamos quando é que iremos acordar? E aí, já conhecia essa canção? Deixe... The post Pupilas em Brasas 207 – Sonho Estranho: Acumulando Forças appeared first on .
Letrista brasileño excepcional al que se llevó el Covid hace dos años. Aldir Blanc nació un 2 de septiembre y escribió para João Bosco y después para Moacyr Luz o Guinga. Escuchamos en su propia voz 'Paquetá, dezembro de 56', 'Resposta ao tempo' y 'Vida noturna'. Y grabaciones de Elis Regina ('O bêbado e a equilibrista', 'O mestre sala dos mares', 'Dois pra là, dois pra cà'), João Bosco ('Corsário', 'Preta-porter de tafetá', 'Nação'), Moacyr Luz ('Medalha de São Jorge', 'Saudades da Guanabara'), Chico Buarque ('Lendas brasileiras'), Paulinho Malagutti, Eveline y Jackie Hecker ('Sete estrelas') y Leila Pinheiro ('Catavento e girassol'). Escuchar audio
Playlist: 1. Bom conselho (Chico Buarque), Chico e Caetano Juntos e ao Vivo, 1972 2. Bárbara (Chico Buarque/Ruy Guerra), idem 3. Nada será como antes (M. Nascimento/Ronaldo Bastos), Elis Regina, Elis, 1972 4. Madalena (Ivan Lins/Ronaldo Monteiro de Souza), Elis Regina, Ela, 1971 5. Teimosa (A. Carlos/Jocafi), Céu, feat. Russo Passapusso, Um gosto de sol, 2021 6. Samba Azul (Ed Motta), Alcione e Ed Motta, Aystellum, 2005 7. Barato Total (Gilberto Gil), Zizi Possi, Sobre todas as coisas, 1991 8. Gato Gaiato/Não minto pra mim (Jean e Paulo Garfunkel/Prata), Zizi Possi, idem 8. Para alguém no deserto, Bruno Morais, Poder Supremo, 2022 9. Desperta, Lúcia de Carvalho feat. Chico César, Pwanga, 2022 10. Vermelho Esperança, Chico César e Laila Garin, O Canto de Macabéa ou a Hora da Estrela, 2022 11. Nig Nigá Dazé, André Abujamra, feat. Criolo, Emidoinã – A Alma de Fogo, 2020 12. Partidão (Partido Alto), Marcelinho da Lua, Moacyr Luz, Martinho da Vila, singolo, 2022 13. Talismã (A. Antunes/M. Monte/Paulinho da Viola), Paulinho da Viola, Acústico MTV, 2007 14. Esta Tarde Vi Llover, Eliane Elias, Chucho Valdés, Mirror Mirror, 2021 15. Cosmic Coswig Mississipi – Ao Vivo, Vítor Ramil, Avenida Angélica, 2022 16. Tive sim (Cartola), Luiz Melodia, Estação Melodia, 2007 17. Nana del caballo grande (Camarón de la Isla su poema di Garcia Lorca), Bala Desejo, EP Sim Sim Sim Lado A, 2022
Playlist: 1. Bom conselho (Chico Buarque), Chico e Caetano Juntos e ao Vivo, 1972 2. Bárbara (Chico Buarque/Ruy Guerra), idem 3. Nada será como antes (M. Nascimento/Ronaldo Bastos), Elis Regina, Elis, 1972 4. Madalena (Ivan Lins/Ronaldo Monteiro de Souza), Elis Regina, Ela, 1971 5. Teimosa (A. Carlos/Jocafi), Céu, feat. Russo Passapusso, Um gosto de sol, 2021 6. Samba Azul (Ed Motta), Alcione e Ed Motta, Aystellum, 2005 7. Barato Total (Gilberto Gil), Zizi Possi, Sobre todas as coisas, 1991 8. Gato Gaiato/Não minto pra mim (Jean e Paulo Garfunkel/Prata), Zizi Possi, idem 8. Para alguém no deserto, Bruno Morais, Poder Supremo, 2022 9. Desperta, Lúcia de Carvalho feat. Chico César, Pwanga, 2022 10. Vermelho Esperança, Chico César e Laila Garin, O Canto de Macabéa ou a Hora da Estrela, 2022 11. Nig Nigá Dazé, André Abujamra, feat. Criolo, Emidoinã – A Alma de Fogo, 2020 12. Partidão (Partido Alto), Marcelinho da Lua, Moacyr Luz, Martinho da Vila, singolo, 2022 13. Talismã (A. Antunes/M. Monte/Paulinho da Viola), Paulinho da Viola, Acústico MTV, 2007 14. Esta Tarde Vi Llover, Eliane Elias, Chucho Valdés, Mirror Mirror, 2021 15. Cosmic Coswig Mississipi – Ao Vivo, Vítor Ramil, Avenida Angélica, 2022 16. Tive sim (Cartola), Luiz Melodia, Estação Melodia, 2007 17. Nana del caballo grande (Camarón de la Isla su poema di Garcia Lorca), Bala Desejo, EP Sim Sim Sim Lado A, 2022
Em cinco episódios, 'Semana de 22 - Bem mais que o modernoso' revisita o passado e questiona o impacto dele no presente e no futuro da cultura no país. O título do podcast, que inclui o verso de um samba de Aldir Blanc, Moacyr Luz e Luiz Carlos da Vila, é um convite para se pensar sobre tradição e moderno além de disputas simplistas reproduzidas ao longo dos últimos anos. Este episódio final conta que as divergências sobre os rumos da estética brasileira causaram uma série de rompimentos após a Semana de 22. O desentendimento no campo intelectual transbordou para a relação pessoal e ainda determinou o destino político dos primeiros modernistas. O apagar das luzes aconteceu em meio a uma crise global e ao fim da Primeira República no Brasil. Mas o legado permanece. Para amar ou odiar, esse é mais um aniversário da Semana de Arte Moderna que não passa despercebido. Com apresentação de Paula Martini, este podcast é produzido pela Maremoto para a CNN Brasil. Você também pode ouvir Bem Mais que o Modernoso no site da CNN Brasil. E aproveite para conhecer os nossos outros programas em áudio. Acesse: cnnbrasil.com.br/podcasts.
Em cinco episódios, 'Semana de 22 - Bem mais que o modernoso' revisita o passado e questiona o impacto dele no presente e no futuro da cultura no país. O título do podcast, que inclui o verso de um samba de Aldir Blanc, Moacyr Luz e Luiz Carlos da Vila, é um convite para se pensar sobre tradição e moderno além de disputas simplistas reproduzidas ao longo dos últimos anos. A vanguarda artística brasileira contou com uma inédita participação de mulheres. Tarsila do Amaral e Anita Malfatti seguem eternizadas no retrato predominantemente masculino do movimento modernista. Mas nem mesmo o protagonismo nas artes plásticas livrou as pintoras de estereótipos sobre o papel da mulher na sociedade. Com apresentação de Paula Martini, este podcast é produzido pela Maremoto para a CNN Brasil. Você também pode ouvir Bem Mais que o Modernoso no site da CNN Brasil. E aproveite para conhecer os nossos outros programas em áudio. Acesse: cnnbrasil.com.br/podcasts.
Em cinco episódios, 'Semana de 22 - Bem mais que o modernoso' revisita o passado e questiona o impacto dele no presente e no futuro da cultura no país. O título do podcast, que inclui o verso de um samba de Aldir Blanc, Moacyr Luz e Luiz Carlos da Vila, é um convite para se pensar sobre tradição e moderno além de disputas simplistas reproduzidas ao longo dos últimos anos. O que é moderno? O que é arte? O que é brasileiro? Na primeira fase do modernismo, as discussões foram protagonizadas por pessoas brancas, herdeiras dos barões do café. O Brasil dos anos 1920 era um país ainda rural, mestiço e que tinha abolido a escravidão há menos de 40 anos. Pelas lentes de hoje, a procura pela "alma brasileira" alçada por artistas que tinham pouco contato com a população periférica pode ser interpretada, segundo pesquisadores, como folclórica e até como uma apropriação cultural. Com apresentação de Paula Martini, este podcast é produzido pela Maremoto para a CNN Brasil. Você também pode ouvir Bem Mais que o Modernoso no site da CNN Brasil. E aproveite para conhecer os nossos outros programas em áudio. Acesse: cnnbrasil.com.br/podcasts.
Em cinco episódios, 'Semana de 22 - Bem mais que o modernoso' revisita o passado e questiona o impacto dele no presente e no futuro da cultura no país. O título do podcast, que inclui o verso de um samba de Aldir Blanc, Moacyr Luz e Luiz Carlos da Vila, é um convite para se pensar sobre tradição e moderno além de disputas simplistas reproduzidas ao longo dos últimos anos. "A Semana que não terminou" durou, na verdade, apenas três dias. Este segundo episódio leva o ouvinte a revisitar as 100 obras expostas no saguão do Theatro Municipal de São Paulo e as conferências apresentadas no palco e nas escadarias, relembrando as impressões da crítica e da imprensa na época. Com apresentação de Paula Martini, este podcast é produzido pela Maremoto para a CNN Brasil. Você também pode ouvir Bem Mais que o Modernoso no site da CNN Brasil. E aproveite para conhecer os nossos outros programas em áudio. Acesse: cnnbrasil.com.br/podcasts.
Em cinco episódios, 'Semana de 22 - Bem mais que o modernoso' revisita o passado e questiona o impacto dele no presente e no futuro da cultura no país. O título do podcast, que inclui o verso de um samba de Aldir Blanc, Moacyr Luz e Luiz Carlos da Vila, é um convite para se pensar sobre tradição e moderno além de disputas simplistas reproduzidas ao longo dos últimos anos. Este primeiro episódio apresenta uma contextualização da cultura brasileira em meio às transformações sociais e políticas do século 20. A cultura brasileira sofria forte interferência do que era produzido na Europa, assim como a vida nas cidades, em franco processo de urbanização. As comemorações pelo Centenário da Independência do Brasil incentivaram um grupo de artistas de São Paulo a pensar em um movimento organizado pelo desenvolvimento de uma arte mais livre e independente. Com apresentação de Paula Martini, este podcast é produzido pela Maremoto para a CNN Brasil. Você também pode ouvir Bem Mais que o Modernoso no site da CNN Brasil. E aproveite para conhecer os nossos outros programas em áudio. Acesse: cnnbrasil.com.br/podcasts.
O Nova Manhã entrevistou o sambista e colunista da nossa programação, Moacyr Luz, para falar da importância do Samba e sua representatividade na cultura brasileira.
Playlist: 1. Vento sardo, Marisa Monte e Jorge Drexler, bonus track di Portas, 2021 2. Jeitinho dela, Tom Zé feat. Os Novos Baianos (rec live del V Festival de MPB da TV Record del 1969), Raridades, 2020 3. Sim, Cartola, 1974 4. Espírito Infantil, A Cor do Som, Álbum Rosa, 2020 5. Consolação (B. Powell/V. de Moraes), Bossacucanova feat. Sílvio César, Revisited Classics, 1998 6. Selva Amazônica, Egberto Gismonti, Solo, 1979 7. A festa (J. Roberto Bertrami), Sílvio César, Som e palavras, 1977 8. Monica (Ed Lincoln/S. César), Sílvio César, Som e palavras, 1977 9. Tobogã (César C. Mariano), Som Três (C. C. Mariano - pianoforte, Sabá - contrabbasso, Toninho - Pinheiro batteria), Tobogã, 1970 10. Straight Jacket, João Donato, A Bad Donato, 1970 11. Síntese do lance (J. Donato/Marlon Sete), Jards Macalé e J. Donato, singolo, 2021 12. Mulher lunar (M. Luz/A. Blanc), Moacyr Luz, Aldir Blanc Inédito, 2021 13. Outro último desejo (Clarisse Grova/A. Blanc), Clarisse Grova, idem 14. Voo cego (Leandro Braga/A. Blanc), Chico Buarque, idem 14. Brasileirinho (Waldir Azevedo), Hamilton de Hollanda e Mestrinho, Canto da Praya (ao vivo), 2020 15. Vila Isabel Anos 30, Martinho da Vila, Rio: Só vendo a vista, 2020 16. Era bom (Hianto de Almeida/Macedo Netto), Elza Soares, Se acaso você chegasse, 1960 17. Diz a verdade, Momo, I was told to be quiet, 2019 18. Cara do apetite (Thiago França/Tulipa Ruiz), A Espetacular Charanga do França feat. Tulipa Ruiz, The importance of being Espetacular, 2021
Playlist: 1. Vento sardo, Marisa Monte e Jorge Drexler, bonus track di Portas, 2021 2. Jeitinho dela, Tom Zé feat. Os Novos Baianos (rec live del V Festival de MPB da TV Record del 1969), Raridades, 2020 3. Sim, Cartola, 1974 4. Espírito Infantil, A Cor do Som, Álbum Rosa, 2020 5. Consolação (B. Powell/V. de Moraes), Bossacucanova feat. Sílvio César, Revisited Classics, 1998 6. Selva Amazônica, Egberto Gismonti, Solo, 1979 7. A festa (J. Roberto Bertrami), Sílvio César, Som e palavras, 1977 8. Monica (Ed Lincoln/S. César), Sílvio César, Som e palavras, 1977 9. Tobogã (César C. Mariano), Som Três (C. C. Mariano - pianoforte, Sabá - contrabbasso, Toninho - Pinheiro batteria), Tobogã, 1970 10. Straight Jacket, João Donato, A Bad Donato, 1970 11. Síntese do lance (J. Donato/Marlon Sete), Jards Macalé e J. Donato, singolo, 2021 12. Mulher lunar (M. Luz/A. Blanc), Moacyr Luz, Aldir Blanc Inédito, 2021 13. Outro último desejo (Clarisse Grova/A. Blanc), Clarisse Grova, idem 14. Voo cego (Leandro Braga/A. Blanc), Chico Buarque, idem 14. Brasileirinho (Waldir Azevedo), Hamilton de Hollanda e Mestrinho, Canto da Praya (ao vivo), 2020 15. Vila Isabel Anos 30, Martinho da Vila, Rio: Só vendo a vista, 2020 16. Era bom (Hianto de Almeida/Macedo Netto), Elza Soares, Se acaso você chegasse, 1960 17. Diz a verdade, Momo, I was told to be quiet, 2019 18. Cara do apetite (Thiago França/Tulipa Ruiz), A Espetacular Charanga do França feat. Tulipa Ruiz, The importance of being Espetacular, 2021
Playlist: 1. Arpoador, A Cor do Som, Álbum Rosa, 2020 2. Nig Nigá Dazé (A. Abujamra/Criolo), Emidoinã, a Alma do Fogo, André Abujamra, feat. Criolo 3. Púrpuras (Victor Hugo/Tulipa Ruiz/Anélis Assumpção/Nellê) , Curumin feat. Nellê, singolo 2021 4. medrosa, ode a Stela do Patrocínio, Linn da Quebrada, Trava Línguas, 2021 5. O Rio chora, o Rio canta, Martinho da Vila, Rio: Só vendo a vista, 2020 6. O caminho do bem, Tim Maia, Racional vol.2, 1975 7. As várias pontas de uma estrela, Milton Nascimento e Caetano Veloso, Ânima, 1982 8. Baby (Caetano Veloso), Gal Costa feat. Tim Bernardes, Nenhuma Dor, 2021 9. Vem desacatar, A Espetacular Charanga do França feat. Lucas Santtana, The Importance of Being Espetacular, 2021 10. Doceamargo, Fred Martins feat. Jacques Morelembaum, Ultramarino, 2020 11. Pra te dizer que tô feliz assim, Silva, De lá até aqui (2011 - 2021), 2021 12. Quem disse, Silva feat. João Donato, Cinco, 2020 13. Você não liga (M. Monte/M. Camelo), Marisa Monte, Portas, 2021 14. Aqui, daqui (Joyce/Aldir Blanc), Joyce, Aldir Blanc Inédito, 2021 15. Agora eu sou Diretoria (J. Bosco/A. Blanc), João Bosco, Aldir Blanc Inédito, 2021 16. Mulher Lunar (M.Luz/A. Blanc), Moacyr Luz, Aldir Blanc Inédito, 2021
Playlist: 1. Arpoador, A Cor do Som, Álbum Rosa, 2020 2. Nig Nigá Dazé (A. Abujamra/Criolo), Emidoinã, a Alma do Fogo, André Abujamra, feat. Criolo 3. Púrpuras (Victor Hugo/Tulipa Ruiz/Anélis Assumpção/Nellê) , Curumin feat. Nellê, singolo 2021 4. medrosa, ode a Stela do Patrocínio, Linn da Quebrada, Trava Línguas, 2021 5. O Rio chora, o Rio canta, Martinho da Vila, Rio: Só vendo a vista, 2020 6. O caminho do bem, Tim Maia, Racional vol.2, 1975 7. As várias pontas de uma estrela, Milton Nascimento e Caetano Veloso, Ânima, 1982 8. Baby (Caetano Veloso), Gal Costa feat. Tim Bernardes, Nenhuma Dor, 2021 9. Vem desacatar, A Espetacular Charanga do França feat. Lucas Santtana, The Importance of Being Espetacular, 2021 10. Doceamargo, Fred Martins feat. Jacques Morelembaum, Ultramarino, 2020 11. Pra te dizer que tô feliz assim, Silva, De lá até aqui (2011 - 2021), 2021 12. Quem disse, Silva feat. João Donato, Cinco, 2020 13. Você não liga (M. Monte/M. Camelo), Marisa Monte, Portas, 2021 14. Aqui, daqui (Joyce/Aldir Blanc), Joyce, Aldir Blanc Inédito, 2021 15. Agora eu sou Diretoria (J. Bosco/A. Blanc), João Bosco, Aldir Blanc Inédito, 2021 16. Mulher Lunar (M.Luz/A. Blanc), Moacyr Luz, Aldir Blanc Inédito, 2021
Compositores: Claudio Russo, Moacyr Luz, Júlio Alves, Alessandro Falcão e W Correia Filho Participação especial: Chico Alves
Prepare o seu mapa astral, pois hoje o Travessia está na conjunção correta com os seus ouvidos.Tem signo, tem horóscopo, tem cartomante. A Astrologia é o tema de hoje do Travessia, a música brasileira em revista que traz:-Chico Buarque e a neta Clara cantam o amor que consta nos astros, nos signos, nos búzios.-Elis Regina relembra o que ensinou a cartomante: quando cai o rei de espadas, o de ouros e de paus, não fica nada. -Oswaldo Montenegro canta a força criadora que habita o mundo no signo de Escorpião.-Raul Seixas e Paulo Coelho falam do astrólogo que avisa mas ninguém quer ouvir.-Nana Caymmi canta a mulher de Aquário, na canção de Moacyr Luz e Aldir Blanc.-Marcelo Delacroix e a sensibilidade da Lua em Peixes, a que fez a gente chorar até em propaganda de margarina.-Wanderleia e o rockzinho ingênuo sobre o horóscopo-Agostinho dos Santos e o homem que vive paixões efêmeras porque se guia pelo horóscopo do jornal.-SATANAIRES: Daniela Mercury canta o ariano torto.-Legião Urbana e os 29 anos do retorno de Saturno.
O programa Na Cadeira do DJ recebe o cantor e compositor carioca Moacyr Luz que lançou o disco “Natureza e fé”, seu 14º álbum de estúdio. Celito Espíndola conduz a entrevista produzida e apresentada por Gilson Espíndola e Daniel Rockenbach.
O Cadeira Ilustrada de estreia com Celito Espíndola, Gilson Espíndola e Daniel Rockenbach destaca a cinebiografia de Fred Mercury, “Bohemian Rhapsody”, dirigida por Bryan Singer, lançada em 2018, e que rendeu ao ator Rami Malek o Oscar por sua atuação como Fred Mercury. Celito Espíndola ainda fala de samba ao puxar a música “As seis campeãs do carnaval” de Altay Veloso, lançado em 2018, e o samba da Mangueira de 2022 de Moacyr Luz. Nos destaques regionais, Gilson Espíndola destaca a canção “Na solidão do caipira” de Geraldo Espíndola. Celito ainda indica o projeto “Folk como ocê gosta” com sua versão de “Trem do Pantanal” recém lançado no Spotify. Celito Espíndola conduz o papo produzido e apresentado por Gilson Espíndola e Daniel Rockenbach.
Dando um tchau para este personagem que misturou música, política e futebol, o Pontapé chega hoje falando também de Rua Bariri, Tóquio-2020, Kurt Cobain, Goiás, Moacyr Luz e um tanto mais.
A voz de Zé Renato sobrevoa com segurança e beleza pela canção brasileira há mais de quatro décadas e é pouco provável que alguém não tenha sido embalado por alguma canção em sua voz. Ele já lançou perto de 40 discos, seja em vôo solo, seja ao lado dos seus companheiros do Boca Livre, reverenciado grupo vocal nascido na década de 1970. Uma das vozes mais afinadas e uma das assinaturas mais precisas do canto brasileiro, autor de centenas de canções, presta um serviço luxuoso para a canção brasileira, ao dedicar discos ao repertório de Silvio Caldas, Zé Keti, Noel Rosa, Chico Buarque, Elton Medeiros, mais recentemente, Paulinho da Viola. Vem aí, o álbum dedicado a Orlando Silva, o cantor das multidões. Em breve, chega também o seu terceiro projeto infantil, que versa sobre a preservação da água no planeta. Zé Renato também integra o Dobrando a Carioca (ao lado de Moacyr Luz, Jards Macalé e Guinga) e a Banda Zil (ao lado de Claudio Nucci, Jurim Moreira, Ricardo Silveira, João Batista, Marcos Ariel e Zé Nogueira). [Esta conversa foi gravada remotamente, com as previsíveis flutuações técnicas e pequenas interferências de sons dos ambientes. Muito mais importante e urgente do que sair de casa é navegar pelos discos e pelos álbuns de ZÉ RENATO, disponíveis em todas as plataformas. Apoie o artista brasileiro.] SABIÁ tem roteiro e apresentação de Flávia Souza Lima. Instagram e Facebook @chiadopodcast. O CHIADO está em todas as plataformas: linktr.ee/chiadopodcast --- Send in a voice message: https://anchor.fm/chiadopodcast/message
Puntata dedicata a Aldir Blanc, autore dei testi di circa 600 canzoni della MPB, mancato per covid19 il 4 maggio 2020. Playlist: 1- O mestre sala dos mares (J. Bosco/Aldir Blanc), Joao Bosco, Caça à raposa, 1975 2. Linha de Passe (J. Bosco/A. Blanc), Joao Bosco, Linha de Passe, 1979 3. Amigo é pra essas coisas (Silvio da Silva Jr/A. Blanc), MPB4, 1968 4. De frente pro crime (J. Bosco/A. Blanc), J. Bosco con Roberta Sa' e Trio Madeira Brasil, Joao Bosco 40 anos depois, 2012 5. Corsario (J. Bosco/A. Blanc), Zizi Possi, Sobre todas as coisas, 1991 6. Anjo da Velha Guarda (Moacyr Luz/A. Blanc), Moacyr Luz, Mandigueiro, 1998 7. Coisa Feita (J. Bosco/A. Blanc/Paulo Emilio), Eliane Elias feat. J. Bosco, Dance of time. 2017 8. Incompatibilidade de genios (J. Bosco/Aldir Blanc), Clementina de Jesus, Raizes do samba, 1999 9. Resposta ao tempo (Cristovao Bastos/A. Blamc(, Aldir Blanc, Vida Noturna, 2005 10. O bebado e a equilibrista (J. Bosco/A. Blanc), Elis Regina, Elis, essa mulher, 1979 11. Naçao (J. Bosco/Aldir Blanc), Fabiana Cozza, Quando o céu clarear, 2007.
Moyseis Marques is a singer, composer, and guitarist. He began his professional career in 1998 and in the past 18 years of his career he has dedicated himself fully to the rhythms of Brazil, particularly samba, forró, and so-called MPB ("Música Popular Brasileira").He is a founder of the bands "Casuarina", "Forró na Contramão" and "Tempero Carioca", and in 2001 he began playing frequently in the bars of Lapa -- the bohemian heart of Rio de Janeiro – and participating actively in Lapa's revitalization (along with other leading lights of the Rio music scene). Since then, he has established himself as one of the principal talents of the generation of sambistas that emerged from the resurgence of Lapa. He has released five albums, "Moyseis Marques" (Deck Disc,2007), “Fases do Coração" (Deck Disc 2009), “Pra Desengomar" (Biscoito Fino 2012), “Casual Solo" (Fina Flor, 2014) and "Made in Brasil" (Sarau, 2015),His repertoire of original compositions includes partnerships with a litany of Brazil's best known musical poets, from both the "old school" and the "new school." He is a partner of luminaries such as Aldir Blanc, Edu Krieger, Nei Lopes, Moacyr Luz, Zé Paulo Becker, Alfredo Del -Penho, Joyce Moreno, Ivan Lins, Zé Renato, Khrystal , Socorro Lira, Pedro Luís, João Cavalcanti, Vidal Assis, João Martins and Yamandu Costa among many others.He has received nominations for Best Album and Best Singer in two consecutive years in the National Prize of Brazilian Music, was the star of the musical "Ópera do Malandro" (staged by João Falcão, that debuted at Rio's Municipal Theatre in 2015), and has a long list of shows and recordings to his name all over Brazil, the US, and Europe. He has shared the stage with a "who's who" of Brazilian music, including Chico Buarque, Arlindo Cruz, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Beth Carvalho, Moraes Moreira and Luiz Melodia.Moyseis is also a long-time California Brazil Camp faculty member.Influences:-Caetano Veloso-Gilberto Gil-Djavan-Chico Buarque de Hollanda-Tom Jobim-Ellis Regina-Maria Bethânia-Luiz Gonzaga-Jackson do Pandeiro-Paulinho da Viola-Zeca Pagodinho-Arlindo CruzSponsored by GoSamba.net! Moyseis Marques By Moyseis Marques Buy on Amazon Moyseis Marques By Moyseis Marques Buy on Amazon Moyseis Marques no Estúdio Showlivre Showlivre Buy on Amazon Links:www.moyseismarques.com.brVideo:www.youtube.com/watch?v=cLSCzKzSyqwhttps://youtu.be/cLSCzKzSyqwhttps://youtu.be/X2hR4AVyBn8https://youtu.be/3l3tlSUypGwhttps://youtu.be/rHTk-gy8qZshttps://www.youtube.com/watch?v=fG2W2M-nAQc&feature=youtu.be This episode is sponsored by GoSamba.net! Brazilian drums in the USA!