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Episode SummaryIn this episode of The Yoga Therapy Hour, Amy sits down with Danielle Burke, a certified yoga therapist and licensed professional counselor, to explore what happens when traditional talk therapy meets embodied practice.Danielle shares her journey from mental health counseling into integrative wellness, where she now blends yoga therapy, somatic awareness, and lived experience to support clients in reconnecting with themselves. Together, they explore what it means to feel “stuck in your story,” how breath and body awareness interrupt that pattern, and why self-awareness is not just insight—but a skill that must be practiced.This conversation offers a steady and honest look at anxiety, burnout, overgiving, and the quiet work of learning to trust yourself again. Through the lens of the yamas and niyamas, Danielle brings forward a practical framework for navigating uncertainty, building inner stability, and reducing unnecessary suffering.Key Themes Explored1. When Talk Therapy Isn't EnoughDanielle reflects on her work as a licensed counselor and the moment she recognized something was missing—clients could process their experiences cognitively, but often remained disconnected from their bodies. Yoga therapy offered a way to integrate both.2. The Body as the Entry PointClients often arrive stuck in patterns of thinking, or unable to access their thoughts at all due to overwhelm. Danielle highlights a simple but profound observation: many people stop breathing when recounting difficult experiences. Reconnecting to breath becomes the doorway back to regulation and presence. 3. Self-Awareness as a Practice, Not a TraitAwareness is not assumed—it is cultivated. Through consistent practice, clients begin to recognize their internal states, expand their capacity for choice, and shift from automatic reaction toward intentional response.4. Working with Anxiety Without Trying to Eliminate ItRather than attempting to “fix” anxiety, Danielle reframes the work:Can you recognize it?Can you stay with it?Can you also notice what else is present?This introduces the possibility of holding multiple truths at once, rather than being defined by a single state.5. The Yamas and Niyamas as a Regulatory FrameworkEthical principles such as ahiṃsā (non-harming/kindness) and svādhyāya (self-study) become practical tools for daily living. They support clients in discerning how they want to show up—for themselves and in relationship with others.6. Caregivers, Overachievers, and the Cost of Self-AbandonmentDanielle's primary clients are often women who have spent years supporting others while losing connection to their own needs. The work becomes one of reclaiming worth, voice, and internal alignment.7. Letting Go of Control (Īśvara Praṇidhāna in Practice)Through simple, real-life moments—like dogs barking during a podcast—Danielle illustrates how acceptance reduces suffering. The shift is subtle but powerful:From “this shouldn't be happening” → to “this is happening, and I can still be here.”8. Change Requires Doing Something DifferentInsight alone is not enough. Sustainable change comes through practice, patience, and a willingness to step outside familiar patterns—even when those patterns are uncomfortable.What a Session with Danielle Looks LikeSessions are adaptive and client-centered, typically including:Reflective conversation and active listeningGentle inquiry and pattern recognitionBreath awareness and regulation practicesMovement or physical practice (when appropriate)Yoga Nidra or guided meditationPersonalized tools such as journaling prompts or recorded practicesThe process remains grounded in yoga philosophy while accessible to clients regardless of their familiarity with yoga.Notable Reflections“Awareness gives us choice. And choice gives us power.” “The only way to change is to do something different.” “We can hold more than one experience at the same time.” About Danielle BurkeDanielle Burke is a certified yoga therapist and licensed professional counselor with over a decade of experience in mental health. She now works through an integrative wellness model, combining yoga therapy, somatic practices, and psychological insight to support clients in reconnecting with their bodies, their values, and their sense of self.Based in interior Alaska, Danielle works with clients both in person and online.Connect with Danielle BurkeWebsite: www.inlightandlovewellness.comInstagram: @inlightandloveytLinkedIn: Danielle BurkeClosing ReflectionThis conversation invites a steady reconsideration of how we relate to ourselves. Not through force or perfection, but through awareness, practice, and a willingness to meet what is here—one moment at a time.
George Lucas tem sua Special Edition, e o Pensadores decidiu fazer o mesmo!Celebrando o relançamento dos nossos episódios, o assunto da nossa festa de aniversário não podia ser outro: a Special Edition de Star Wars!Fizemos como o próprio George Lucas fez em 1997: voltar pro que já foi lançado e aproximar a obra daquilo que foi imaginado originalmente na sua concepção. Cinco anos depois da nossa estreia, vamos discutir esse processo (e o que ele revela sobre revisitar uma obra) ao vivo.Pra essa conversa, chamamos dois convidados que também vivem Star Wars, mas em gerações diferentes: Vebis Jr (@vebisjr) e Maro (@globalmix87.7)Bora comemorar com a gente?Curtiu a live? Deixa o like e se inscreve no canalSegue o Pensadores de Alderaan nas redes e no Youtube#StarWars #PensadoresDeAlderaan #SpecialEdition #PodcastBrasil #StarWarsBrasil #GuerraNasEstrelas
Daniela Santos e Eduardo Soares, representantes da Comissão Organizadora da Semana da Pátria de Santa Cruz, participaram do programa Direto ao Ponto para apresentar a programação da Semana da Pátria, que ocorre de 1º a 7 de setembro, com os principais eventos concentrados na Praça da Bandeira.
Daniela Santos e Eduardo Soares, representantes da Comissão Organizadora da Semana da Pátria de Santa Cruz, participaram do programa Direto ao Ponto para apresentar a programação da Semana da Pátria, que ocorre de 1º a 7 de setembro, com os principais eventos concentrados na Praça da Bandeira.
Os candidatos ao governo do Ceará Elmano de Freitas (PT) e Ciro Gomes (PSDB) se enfrentaram pela primeira vez em um debate na TV, no último domingo (9 de agosto), na Band. É claro que nós acompanhamos tudo e comentamos as estratégias testadas neste primeiro "laboratório" das campanhas. Quais os destaques? Quem se saiu melhor? Pra projetar os desafios de Ciro e Elmano nos próximos confrontos, temos colaboração da nossa querida Monalisa Soares, que é cientista política, professora da UFC e pesquisadora do Laboratório de Estudos sobre Política, Eleições e Mídia (LEPEM-UFC). Como um dos temas quentes do debate foi o da segurança pública, aproveitamos para indicar a entrevista que fizemos com o também professor da UFC Luiz Fábio Paiva, pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência (LEV-UFC): https://www.youtube.com/watch?v=QBWyA9-lMb8. Também trouxemos uma dica de nutricionista maravilhosa, a Thaís Bastos (@thaisbastosnutri), de Fortaleza, que faz atendimentos presenciais e online. A Hébely foi até o consultório dela, deu uma checada nas medidas e já garantiu um plano alimentar gostoso e sustentável pra aguentar o rojão do ano eleitoral, com saúde e qualidade de vida. Aproveitamos para te convidar a participar da Comunidade das Cunhãs no Whatsapp. Pense num grupo animado e cheio de conversas exclusivas com a gente. Pra participar, basta acessar o link apoia.se/ascunhascomunidade, se cadastrar e pagar R$ 19 por mês. Aí você entra nessa comunidade maravilhosa. Para participar da Comunidade das Cunhãs no Whatsapp: apoia.se/ascunhascomunidade; Se quiser mandar um PIX, só pra apoiar o podcast, envie para a chave ascunhaspodcast@gmail.com. Produção: Inês Aparecida, Hébely Rebouças e Kamila Fernandes Estúdio de gravação: Pro Produções Apoio nas redes sociais: Ponto Indie Trilha sonora: Barruada Gagá (Breculê)
Saša Michailidis se ptá Růženy Zlatohlávkové z Městské knihovny Praha a Ondřeje Beniše z nakladatelství Euromedia Group. Pražská Městská knihovna nabízí k poslechu audioknihy, které pomohla vytvořit umělá inteligence. Už loni v létě vydalo první audioknihu v nové Edici AI vydavatelství Témbr spadající pod Euromedia Group. Proč audioknihy a AI? Nakolik kvalitní takové produkty jsou? Jak na ně reagují posluchači? Repríza z 5. 3. 2026.
O Salmo 90 no verso 2 diz assim: "Antes que os montes nascessem e tu formasses a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus.""O Senhor é" - pode parecer uma frase simples e sem sentido, mas ela carrega consigo uma das mais poderosas verdades bíblicas.Pra nós seres humanos, ser alguma coisa é estar está ligado a um título, a uma conquista. Alguns dizem: sou professor, sou pedreiro, sou pastor, sou doutor, sou dona de casa, etc. Mas somos o que fazemos?Deus não tem crise com sua identidade. Ele sabe quem Ele realmente é. Ele é Deus! Esse não é um título que lhe foi dado, nem um pronome de tratamento, mas a sua essência.A identidade de Deus não muda. Ela sempre foi a mesma. Por outro lado, a nossa identidade está em processo de construção. Posso aprender muitas profissões, mas não ser ninguém. E quem eu realmente sou?Se você conheceu a Cristo, pode dizer que é discípulo de Jesus, Filho amado do Pai, nova criatura, embaixador do Reino, escolhido de Deus. Isso é o que realmente você é.Construa sua identidade em Cristo e não no que você faz.
Pra quem não entende isso, o importante é que anunciaram o tal do remake do Zelda Ocarina, finalmente, né? E anunciaram assim, só falaram vai ter mesmo, não mostraram praticamente nada, uma imagem zica de nada, duas ceninhas que não acontece nada, só pra dizer vai ter. Mas é o suficiente pra tacar fogo no parquinho, internet já tá se matando, e eu particularmente achei feio, que optaram por um sombreamento meio realista, meio... Não é nem realista, é meio brilhante, é um sombreamento bem... a sombra é realista, mas o visual é meio boneco, sei lá, já tem gente chamando de Zelda Reborn, o que é uma tristeza, porque infelizmente procede no Dois Analógicos.Diálogo infinito sobre games via WhatsApp. Com João Varella, Alexandre Sato, Thomas Kehl, Marcos Kiyoto, João R e Marina Andreoli. Dois Analógicos Official Music - Listen to songs on Spotify | Check for Videos on Linktree
Proslavil ho hit Karel nese asi čaj, který zpíval s Jiřím Kornem. Působil v Pražském výběru a dnešní generace čtyřicátníků má jistě v paměti znělku seriálu Kačeří příběhy. I tu stále hraje na svých koncertech, ale nevyhýbá se ani tvorbě nových písní.
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A campanha de vacinação antirrábica para cães e gatos em Getúlio Vargas será realizada no dia 29 de agosto, no calçadão da Praça General Flores da Cunha, com a oferta gratuita de 350 doses na parte da tarde. A iniciativa é desenvolvida em conjunto pelo Departamento de Bem-Estar Animal da Prefeitura de Getúlio Vargas e pelo Hospital Veterinário São Francisco, vinculado ao Centro Universitário IDEAU (UNIDEAU).
Proslavil ho hit Karel nese asi čaj, který zpíval s Jiřím Kornem. Působil v Pražském výběru a dnešní generace čtyřicátníků má jistě v paměti znělku seriálu Kačeří příběhy. I tu stále hraje na svých koncertech, ale nevyhýbá se ani tvorbě nových písní.
Dr. Kyle Rickner heard about Direct Primary Care in a side room at the AAFP National Conference in October 2014 and committed to it 50 minutes later. Today Primary Health Partners cares for employee lives in 30 states, and it started with a patient named Jason who owned a 22 person company and handed Dr. Rickner a check covering every employee for a full year, six weeks after opening.In this episode, Dr. Rickner talks with Dr. Maryal Concepcion about what it takes to build a DPC practice that serves employers without giving up autonomy. He opened with 198 members on day one after a 15 month runway, a $1,000 equipment haul from a shuttered nursing program, and a lot of honest conversations with patients he wanted to bring with him.He also gets direct about the mistakes he sees. Enrollment is not engagement. A 375 employee contract can gut a 600 patient panel overnight if that company sells or closes. And overpromising to an employer poisons the well for the next DPC doctor who walks through that door.What you will hear:Why commitment and enthusiasm persuade patients faster than any marketing budgetThe three pillars Primary Health Partners built on before opening the doorsHow to identify a good employer partner, and when to say noUtilization differences between retail members and employee members, and why adoption rates range from 10% to 92%How he built a 28 doctor affiliate network in three weeks using DPC MapperWhat he thinks about private equity and venture capital money entering DPC, and the two non-negotiables that protect your practiceWhy passive customer acquisition channels may be how DPC reaches the next tens of thousands of patientsLessons on autonomy from practicing inside the Army health systemFind resources and your next step at mydpcstory.com, including the free startup checklist and the Physician Owner's Planner built for the business side of practice ownership.Leave a voice message at mydpcstory.com/contact and your question could be featured on a future episode.Follow My DPC Story on socials @mydpcstory.Stand With Dr. Nyasha Spears and the Future of Patient-Centered Healthcare. Get your copy of the Physician Owner's Planner today at mydpcstory.com/librarySupport the showGET your FREE MONTHLY BUSINESS TOOL DOWNLOADBecome A My DPC Story PATREON MEMBER! SPONSOR THE PODMy DPC Story VOICEMAIL! DPC SWAG!FACEBOOK * INSTAGRAM * LinkedIn * TWITTER * TIKTOK * YouTube
Manter a chama acessa - Pr. Paulo e Pra. Claudete Brito by Igreja Missionária Evangélica Maranata da Tijuca Para conhecer mais sobre a Maranata:Instagram: https://www.instagram.com/imemaranata/Facebook: https://www.facebook.com/imemaranataSite: https://www.igrejamaranata.com.br/Canal do youtube: https://www.youtube.com/channel/UCa1jcJx-DIDqu_gknjlWOrQDeus te abençoe
Episode OverviewIn this thoughtful and grounded conversation, Amy Wheeler sits down with Marlysa Sullivan, a physical therapist, yoga therapist, and educator working within the Veterans Administration and at Notre Dame of Maryland University. Together, they explore the Niyamas from The Yoga Sutras of Patanjali as living practices—less about rigid rules and more about ongoing self-inquiry, ethical reflection, and alignment in daily life.Rather than presenting the Niyamas as fixed ideals, this episode invites a more nuanced approach: one that considers context, relationship, and the evolving nature of what it means to act with integrity. The conversation weaves together classical yoga philosophy, modern clinical experience, and real-world application, offering a grounded pathway for both practitioners and clinicians.Key Themes ExploredEthics as a Living Inquiry Ethical practice is not static. Marlysa emphasizes that what is “right” depends on context, relationship, and discernment. This requires ongoing reflection: What is most relevant, kind, and supportive in this moment?Śauca (Clarity and Inner Cleanliness) The discussion reframes purity away from moral judgment and toward clarity. Rather than “fixing what is wrong,” the practice becomes one of noticing what clouds perception—habit patterns, past impressions, and emotional residue—and gently clearing space for more skillful action. Santoṣa (Contentment as Stability and Action) Contentment is explored as a steady inner ground, not passivity. True contentment allows for both acceptance and meaningful action. The conversation highlights the balance between deficiency (chronic dissatisfaction) and excess (avoidance or spiritual bypassing).Tapas (Right Effort and Friction for Growth) Tapas is described as the willingness to meet discomfort in service of transformation. It is the moment where inner clarity meets outward action—often requiring courage to move beyond familiar patterns.Svādhyāya (Self-Study and Honest Reflection) The practice of self-study calls for humility and relational support. Amy and Marlysa emphasize the importance of trusted relationships that can reflect blind spots and support deeper self-awareness.Īśvara Praṇidhāna (Surrender and Letting Go of Outcome) Surrender is presented as an essential counterbalance to effort. One does the work with integrity, then releases attachment to results. This is especially relevant in complex systems, where control is limited and trust becomes necessary.Integrating Kriyā YogaThe final three Niyamas—Tapas, Svādhyāya, and Īśvara Praṇidhāna—are explored as Kriya Yoga, a practical pathway for transformation.Together, they form a cycle:Act with intentionReflect with honestySurrender the outcomeThis dynamic process supports both personal growth and therapeutic presence.Clinical and Real-World ApplicationDrawing from her work in the Veterans Administration, Marlysa highlights how these teachings translate into practice:Healing is not one-size-fits-all; each individual responds differentlyCuriosity supports humility and clinical effectivenessRelationship and co-reflection are essential for growthYoga therapy must move beyond biomechanics to include meaning, perception, and lived experienceThe conversation reinforces that how we approach a simple movement—like stretching a hamstring—often reflects how we approach life itself.Practical ReflectionFor those beginning to work with the Niyamas:Start with the one that feels most relevant or meaningfulReflect on where you tend toward excess or deficiencyUse curiosity as a guide rather than judgmentEngage trusted others in your process of reflectionClosing InsightThis episode reframes ethics not as obligation, but as an enlivening and relational practice. When approached with curiosity and sincerity, the Niyamas become a guide for living with clarity, integrity, and connection—to oneself and to others.Learn MoreVisit Marlysa Sullivan: www.marlysasullivan.comExplore the foundations in The Yoga Sutras of PatanjaliContact Amy Wheeler:www.TheOptimalState.com Optimal State App for iPhone:https://apps.apple.com/us/app/optimal-state/id1604424804 The Yoga Therapy Hour Podcast:https://podcasts.apple.com/us/podcast/yoga-therapy-hour-with-amy-wheeler/id1564687158 School of Integrative Health at NDMU:https://www.ndm.edu/academics/integrative-health Master of Science in Yoga Therapy at NDMU:https://www.ndm.edu/academics/integrative-health/yoga-therapy Explore NDMU's Post-Master's Certificate in Therapeutic Yoga Practices, designed specifically for licensed healthcare professionals:https://www.ndm.edu/academics/integrative-health/yoga-therapy/post-masters-certificate-in-therapeutic-yoga-practices Try our Post-Bac Ayurveda Certification Program at NDMU:https://www.ndm.edu/academics/integrative-health/ayurveda/post-baccalaureate-ayurveda-certification #IntegrativeHealth #HealthcareEducation #InterprofessionalEducation #GraduateSchool #NDMUproud #SOIHproud #SOIHYoga #SOIHAyurveda #NDMUYoga #NDMUAyurveda #SOIHGraduateSchool Our new book- https://www.amazon.com/Applying-Therapeutic-Yoga-Integrative-Health/dp/1032888628/ref=sr_1_1?crid=1RFZ3L5MCCNPH&dib=eyJ2IjoiMSJ9.I7harQDOLulfRbd3dx2vVa5VUZa840PHcWB7dDiT3_bB2nravzO7_9Xs9shMhcy2Iwu0wtTA1PxeUG4TTugEQJuK_OEpvzQ-OyVvtsUkXsc.ViqLrL-EQPX7s09wZF6_2eCpLCimHa7Ohfbw-F7Yuk4&dib_tag=se&keywords=applications+in+therapeutic+yoga+wheeler&qid=1775224796&sprefix=applications+in+therapeutic+yoga+wheele%2Caps%2C153&sr=8-1
Se quiser e puder, vem viajar com a gente!https://partiu.vip/historiaecinema2026Sextou com Podcast do Vogalizando, onde os caras do Vogalizando a História, Marco e Vogel comentam notícias, falam sobre os bastidores do canal, desmentem fake news, resolvem os problemas das pessoas e te contam curiosidades históricas.Pra participar dos próximos episódios do podcast, é só mandar um email pra podcastdovogalizando@gmail.com
Pražská Slavia a proti ní budapešťská Hungária. Fotbalové utkání z 3. října 1926 bylo vůbec prvním, které mohli lidé živě poslouchat v rozhlase, a to díky komentáři legendárního hlasatele Josefa Laufera. Zrod přímého přenosu je ale starší. Je to událost léta 1926, kdy celá republika sledovala VIII. všesokolský slet v Praze.
Posloucháte Jedno procento Miloše Čermáka. Já jsem Miloš Čermák a moje jedno procento jsou dva centimetry na výšku a asi kilogram živé váhy. Jedno procento je taky podcast, kam si zvu zajímavé a zábavné hosty. Nebo prostě lidi, které mám rád či z různých důvodů obdivuju.Emila Čeledu jsem neviděl dvacet let, a přesto jsem ho před studiem poznal na sto metrů. Podle vlasů. Dlouhé, blonďaté, kudrnaté – a jak mi hned v úvodu odpřisáhl, takhle vypadají od přírody. Žádná trvalá. A navíc, jsou to vlasy vybojované: Emil začínal v osmdesátých letech jako policista a na kriminálku se dostal jako jeden z nejmladších v historii, protože ještě v uniformě chytil na pěší zóně dva zločince. Po revoluci si nechal narůst vlasy, a když po něm nadřízení chtěli písemné vysvětlení, napsal jim, že občany spíš znepokojují kolegové ostříhaní ve stylu skinheads. A byl klid.Dva roky sloužil na oddělení vražd, po chodbách potkával Jiřího Markoviče a další kriminalisty zvučných jmen, která dnes známe hlavně z televizních seriálů. V roce 1997 od policie odešel. Zčásti kvůli platu, protože jeho švagrová, čerstvá absolventka ekonomky, si jako sekretářka vydělala víc než on jako nadporučík specialista. A zčásti kvůli jednomu obrazu. Emil totiž vypátral slavnou Pražskou Madonu, ztracené dílo připisované Rafaelovi – jenže pak mu policejní prezidium případ vzalo a obraz zmizel znovu. Jak tahle detektivka pokračovala, uslyšíte v podcastu.Z kriminalisty se stal znalec a sběratel umění. Objevil poslední olej Josefa Mánesa, obraz 140 let skrytý před zraky všech včetně kunsthistoriků. A dnes s lítostí říká, že trh s uměním je zaplavený falzy, že sběratele vystřídali investoři a že tam, kde bývalo srdce a duše, jsou dnes jen peníze. Mluvili jsme i o tom, jak si samozvaní malíři budují uměleckou slávu pomocí AI, a zavzpomínali jsme na legendární kauzu malíře Kečíře, což byl podvod cimrmanovského střihu.A pak je tu dům. Emil si v Praze postavil viktoriánskou vilu, jakou tady podle znalců nikdo nepostavil sto let. Bez jediného kompromisu, od otočných porcelánových vypínačů po břidlicovou střechu. Japonští turisté si ji fotí z autobusů v domnění, že jde o chráněnou památku odvedle.Došlo i na historku, ze které mrazí dodnes: jak si člověk, který sloužil na vraždách, po letech nevědomky podá ruku s vrahem. A nechá si od něj uvařit večeři.Připomínám, že na webu inspiruj tečka se najdete nabídku našich workshopů o umělé inteligenci a na webu Jednoho procenta zase texty o všem, co mě v dnešním neuvěřitelně zajímavém světě překvapuje a vyráží dech.Rozhovor jsme natočili v našem studiu v Holešovicích. Přeju příjemný a nikým a ničím nerušený poslech.
Pražský rapper, zkušený kurátor kvalitní beat selekce a oblíbený hráč mnoha velkých rapperů YG Moris vydal album Praglanta, kterým oslavuje 10 let na scéně. V rozhovoru jsme probrali jak jeho začátky, tak i oblíbená jména z ATL i aktuální release.
Sem contraindicação - Pra. Meire Peres by Igreja Missionária Evangélica Maranata do Méier Para conhecer mais sobre a Maranata:Instagram: https://www.instagram.com/imemaranata/Facebook: https://www.facebook.com/imemaranataSite: https://www.igrejamaranata.com.br/Canal do youtube: https://www.youtube.com/channel/UCa1jcJx-DIDqu_gknjlWOrQDeus te abençoe
Este é o link para você participar com a gente dessa jornada: https://materiais.infinito.etc.br/para-quando-eu-morrer-segunda-fase ..Você ta perdido, chegou agora ou quer recapitular tudo? Dá aqui a mão que a gente vai junto. Esse episódio é um resumão de toda a temporada “Pra quando eu morrer”, que é o início de um movimento de transformação enorme, com milhares de pessoas. Muita gente que está participando já deu passos concretos e teve um salto de amadurecimento impressionante! Em pouco mais de 20 minutos te explicamos toda a ideia da jornada “Pra quando eu morrer” e o que você encontra em cada episódio da temporada. Cinco mil pessoas já estão participando e tirando um baita peso das costas! Muitos dos relatos são de alívio, amor e bem-estar. Seja bem-vinda, seja bem-vindo!..FICHA TÉCNICAIdealização e apresentação: Tom AlmeidaEstruturação de projeto: Flávio Vieira Roteiro: Tom Almeida e Juliana Dantas, que também fez a direção, a produção e a captação de áudioCriação de conceito visual: Marcela StreetDireção de arte e distribuição: Maju AlmeidaEnsaio fotográfico: Bruna AlbinoProdução: Gabriela FerigatoSupervisão de roteiro, edição e finalização: Rodrigo AlvesTrilha sonora: Maestro Billy e Blue Dot SessionsEstratégia de Mídia: Ellien SaccaroAgradecimentos: Joaquim Fiamoncini, Thiago Cunha e Larissa Barros Patrocínio: Memorial Parque das Cerejeiras e Guarda Digital Apoio: Instituto Olga Rabinovich
Mantenha a chama acessa - Pr. Paulo e Pra. Claudete Brito by Igreja Missionária Evangélica Maranata de Campo Grande Para conhecer mais sobre a Maranata:Instagram: https://www.instagram.com/imemaranata/Facebook: https://www.facebook.com/imemaranataSite: https://www.igrejamaranata.com.br/Canal do youtube: https://www.youtube.com/channel/UCa1jcJx-DIDqu_gknjlWOrQDeus te abençoe
Pražský arcibiskup Stanislav Přibyl chce obnovit důvěru ke katolické církvi, a zejména jejímu vedení. V polovině července dokonce přiznal, že prožívá frustraci z toho, co se v minulosti v jeho úřadu odehrávalo. A to mimo jiné v souvislosti s kauzou někdejšího hodnostáře arcibiskupství, který je podezřelý ze znásilnění a sexuálního nátlaku. „Já mohu jen říci, že za mě se to prostě nestane. A pokud ano, vyřeší se to velmi rychle,“ deklaruje hlava české katolické církve.
O tesouro que muda tudo - Pra. Mônica Cardoso by Igreja Missionária Evangélica Maranata de Caxias Para conhecer mais sobre a Maranata:Instagram: https://www.instagram.com/imemaranata/Facebook: https://www.facebook.com/imemaranataSite: https://www.igrejamaranata.com.br/Canal do youtube: https://www.youtube.com/channel/UCa1jcJx-DIDqu_gknjlWOrQDeus te abençoe
Pražský arcibiskup Stanislav Přibyl chce obnovit důvěru ke katolické církvi, a zejména jejímu vedení. V polovině července dokonce přiznal, že prožívá frustraci z toho, co se v minulosti v jeho úřadu odehrávalo. A to mimo jiné v souvislosti s kauzou někdejšího hodnostáře arcibiskupství, který je podezřelý ze znásilnění a sexuálního nátlaku. „Já mohu jen říci, že za mě se to prostě nestane. A pokud ano, vyřeší se to velmi rychle,“ deklaruje hlava české katolické církve.Všechny díly podcastu Interview Plus můžete pohodlně poslouchat v mobilní aplikaci mujRozhlas pro Android a iOS nebo na webu mujRozhlas.cz.
As eleições em Israel tem data para acontecer: 27 de outubro. Os israelenses vão às urnas basicamente pra decidir se Benjamin Netanyahu será mantido no poder ou se haverá um novo líder no país. Essa é nossa primeira edição gravada ao vivo e com plateia do nosso podcast e escolhemos esse tema, que é tão relevante pra judeus de todo o mundo. Quem são os candidatos ao cargo mais alto da política israelense? Quais as ideias deles? E quais as chances reais de um novo líder emergir em Israel?Pra conversar com a gente hoje nesse episódio especial, cuja gravação está indo ao ar normalmente pra quem não pode estar conosco, recebemos João Miragaya! Ele que está no Brasil e conseguiu um tempo pra estar conosco. João é mestre em história geral pela Universidade de Tel Aviv, assessor aqui do IBI e apresentador do podcast “Do Lado Esquerdo do Muro”
Neste novo episódio da série Termos Ambíguos, o verbete abordado é o “Globalismo”, que ganhou destaque durante o primeiro governo Donald Trump, ao ser contraposto ao patriotismo e à liberdade em seu discurso político. Desde então, passou a integrar o vocabulário de movimentos antiglobalistas, influenciando também o governo Bolsonaro. No entanto, o conceito é complexo e controverso, envolvendo diferentes interpretações, atores políticos e relações com questões contemporâneas, especialmente no contexto brasileiro. Para apresentar um debate sobre o termo, entrevistamos a Sonia Corrêa, o Fernando Brancoli e o Douglas Sanque, que foi também o autor do verbete no Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia, disponível para download gratuito no site do Observatório de Sexualidade e Política. _________________________ Roteiro Ernesto Araújo: “Eu acho que o mais grave do globalismo é na mente, no pensamento. Eu acho que o globalismo é perigoso porque é sobretudo um sistema de pensamento, de anti pensamento. […] Tatiane Amaral: Quem está falando aqui é Ernesto Araújo, ex-ministro de relações internacionais do governo Bolsonaro Sonora Ernesto Araújo: […] Eu vejo o globalismo muito como o processo pelo qual a ideologia marxista, a partir do começo dos anos 90 e sobretudo a partir dos anos 2000, ela penetra na globalização econômica e faz dela o veículo da sua propagação. Então, justamente através da globalização começa a entrar com sua agenda em temas como ideologia de gênero, em temas como o ambientalismo distorcido, e outros. E começa sobretudo a controlar o discurso, a dizer o que você pode dizer e o que você não pode dizer, e cada vez o que você pode dizer é menos, ocupa um menor espaço. Então, eu vejo mais o globalismo assim, aquela ideia de que o marxismo descobriu que ele não precisa controlar os meios de produção econômica, quando ele pode controlar o meio de produção de ideias, que é o que já vinha acontecendo. E é através desse controle de ideias começa a capturar instituições e aí começa a partir dessas instituições tentar agir para diminuir as identidades nacionais, e as identidades pessoais também. A fala pode até soar exagerada, parecer coisa de filme ou de teoria da conspiração… mas ela está se tornando cada vez mais presente em discursos políticos da ultradireita — seja no Brasil ou no mundo. E ela gira em torno de uma palavra: globalismo. Mas afinal, você sabe o que, de fato, é globalismo? Daniel Faria: Eu sou o Daniel Faria Tatiane: E eu sou a Tatiane Amaral. E este é o sétimo episódio da Série Termos Ambíguos, uma parceria entre o Observatório de Sexualidade e Política e o podcast Oxigênio. Daniel: Juntos, vamos conduzir esta viagem pelo termo que tem estado cada vez mais presente nos discursos políticos globais e nacionais. Falei em viagem porque o termo se vincula a globo, a planeta, além de ser usado em muitos países. Mas também não deixa de ser uma viagem no sentido figurado mesmo, pois o termo como é usado pela extrema direita evoca um certo devaneio, ou até mesmo delírio. Tatiane: O termo “Globalismo” é mais uma categoria acusatória fabricada pela extrema direita, assim como muitos outros espantalhos, alguns que a gente até já tratou aqui no Termos Ambíguos, como Ideologia de gênero, marxismo cultural,racismo reverso… Daniel: A extrema direita usa esses e vários outros termos com objetivos específicos: Por um lado, eles querem provocar o medo e, sobretudo, a suspeita. De outro, criar confusão mesmo. No caso de Globalismo as confusões são muitas e muito sobrepostas, mas vamos tentar esclarecer algumas delas neste episódio. Tatiane: Pra começar, precisamos esclarecer que Globalismo não é a mesma coisa que Globalização. Eu sei que é confuso, mas vem comigo: Globalização é a denominação da transnacionalização intensificada de relações econômicas, culturais e sociais, que se registrou a partir do fim da Guerra Fria. Já o Globalismo pode ser descrito como uma desfiguração de globalização, que atribui a essas dinâmicas outros sentidos, em geral associados à dominação, a atores obscuros e à conspiração. Daniel: No dicionário de termos ambíguos, que você pode encontrar aqui na descrição desse episódio o verbete escrito pelo Douglas Sanque, que vai aparecer na nossa conversa daqui a pouco, traça um histórico desse processo desde 1991, quando a União Soviética chegou ao fim e seus ex-membros foram integrados à nova ordem neoliberal global. É aí que se consolida a globalização, que foi uma integração via mercados ao redor do… Globo. Tatiane: Esse movimento promoveu uma ampla abertura de mercados que intensificou a concorrência internacional. Nesse processo foram estimulados os acordos de livre comércio e a formação de blocos econômicos. Em tese, isso deveria favorecer todas as nações, mas vamo lá, né? A gente sabe que não foi bem assim. Claro que os países mais desenvolvidos e industrializados se deram melhor. Daniel: Foi aí, no meio desse processo, que a União Europeia foi criada, a partir do chamado Mercado Comum Europeu. Foi esse mercado que ampliou a integração que era só, econômica para uma integração política e institucional. Após o fim da Guerra Fria, nos anos 90, a União Europeia se expandiu, incorporando países do Leste Europeu, que antes integravam a antiga União Soviética. Tatiane: Depois disso, foram surgindo blocos econômicos pelo mundo todo, como o Mercosul, por exemplo, que é o Mercado Comum do Sul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Tem também o Nafta, um Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá, assinado em 1994 e atualizado em 2020 como Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Além disso, as Economias asiáticas também se fortaleceram nesse contexto, com destaque para os Tigres Asiáticos, formado por Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura. Sem falar da China, que também ampliou muito suas relações comerciais internacionais nesse período. Daniel: A Sonia Corrêa, coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política e do projeto do Dicionário, já conversou com a gente em outros episódios do Termos Ambíguos, e dessa vez ela destaca um ponto importante desse processo da Globalização:a expansão do neoliberalismo. E ela lembra que o processo nunca foi tranquilo e nem poupado de críticas. Tatiane: A Sonia comenta que o Neoliberalismo estava em expansão desde o final dos anos setenta. Com o fim da guerra fria e o desaparecimento do bloco soviético, todo esse espaço econômico passou a analisar (e sentir) os efeitos negativos da expansão do pensamento neoliberal nas desigualdades econômicas dentro dos países, ENTRE países e, mais especialmente, entre o NORTE e o SUL globais. Daniel: Durante todo o processo, muitos acordos foram sugeridos, mas nem sempre as tentativas deram certo. Um bom exemplo foi a tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, que integraria os mercados de 34 países das Américas, exceto Cuba, eliminando as tarifas e os impostos de importação. A proposta era de George Bush, então presidente dos Estados Unidos, mas não foi pra frente, justamente por causa da grande disparidade de recursos e poder entre os países. Tatiane: Vale a pena a gente dizer que quando os países começaram a entrar nessa chamada “economia global”, muita coisa mudou internamente também. Por exemplo, várias indústrias saíram da Europa e dos Estados Unidos e foram pra lugares como a China ou o México, onde produzir é mais barato, principalmente por causa da mão de obra. Ao mesmo tempo, a globalização também trouxe a privatização de serviços públicos, como saúde e educação, reformas nas leis trabalhistas desfavoráveis a trabalhadoras e trabalhadores, assim como dos sistemas de aposentadoria. Também ativou novas formas ainda mais agressivas de extrativismo. Tudo isso contribuiu para o aumento das desigualdades. E foi nesse clima que a categoria acusatória “globalismo” prosperou e se aproveitou da atmosfera de contestação à globalização para impulsionar seu projeto político que não tem nenhum compromisso com a superação da desigualdade. Daniel: Autores e autoras, como a Wendy Brown, analisaram como a expansão da lógica neoliberal teve efeitos negativos sobre a política e sobre a nossa forma de pensar e sentir, provocando dinâmicas de erosão da democracia, como estamos vivendo agora. O historiador Quinn Slobodian, autor do livro Globalistas: o fim do império e o nascimento do neoliberalismo, entende que o projeto neoliberal tem como objetivo criar instituições para proteger o capitalismo da ameaça que a própria democracia representa. E essas novas instituições serviriam para reorganizar o mundo como um espaço de Estados-competidores. Tatiane: Mas o espantalho do “globalismo” não se aproveitou apenas da crítica progressista e da insatisfação real com a globalização. Ele também acionou suas próprias assombrações. Para entender isso é preciso voltar no tempo, lá pros anos 1940, ao final da II Guerra Mundial. Na verdade, vamos voltar até um pouco mais, com a ajuda da Sonia Correa. Sonia Corrêa: Bom, para compreender essa posição dos globalistas há um aspecto que não pode ser perdido de vista. Para a direita, a ultra direita norte americana desde o começo do século XX, pelo menos, foi avessa a uma ordem institucional transnacional. E essa ultra direita raiz, fez uma enorme oposição à adesão dos Estados Unidos à Primeira Guerra Mundial. Tiveram posições contra a Liga das Nações e certamente fizeram pressão contra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, tem um DNA muito profundo aí na ultra direita norte americana, que é contrário a existência de uma ordem internacional de regulação global. É porque eles a veem como um contraponto ou uma possível ameaça à ordem hegemônica dos Estados Unidos como império. Eu acho que um outro aspecto a considerar que, se isso é, são as correntes de ultra direita norte americana e outras correntes, como por exemplo, a posição do Dugin, o intelectual russo sobre isso e talvez de segmentos das correntes européias. E tem a ver com um repúdio. Como essas forças fazem um repúdio à ideia da modernidade, os princípios liberais de democracia e direitos humanos. E há uma conexão também por esse lado, que é, digamos, mais filosófica e menos estratégica política. Tatiane: Além da cooperação multilateral econômica, os países criaram também um sistema para prevenir novos conflitos bélicos e promover a paz. Sim, estou falando da Organização das Nações Unidas, a ONU. Daniel: No contexto dos giros políticos à ultradireita que tem varrido as Américas e a Europa hoje, os discursos anti-globalistas fizeram da ONU um de seus alvos principais. Seus detratores a descrevem como um aparato de dominação que quer impor sua agenda aos estados nacionais. Ao fazer isso ofuscam o que é de fato a ONU. Não sei pra você, mas até aqui essa história de globalismo continua bem confusa pra mim. Então, pra gente continuar destrinchando esse termo, falamos com o Fernando Brancoli. Ele é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adicionou elementos que nos ajudam a desarmar qualquer confusão que o termo globalismo possa provocar. Fernando Brancoli: Bom, eu acho que um ponto interessante é a gente imaginar que o discurso antiglobalista, ele não é uma rejeição integral aos princípios da globalização, né? A gente está falando de uma reconfiguração seletiva no que seria uma espécie de dispositivo narrativo, né? Que separa, separaria, uma globalização boa para esses grupos de extrema direita, uma aproximação que permeia dimensões ligadas a interesses morais, econômicos, culturais e o que eles vão chamar muitas vezes de globalismo, né, que seria uma globalização ruim, que seria um conjunto de normas e procedimentos derivados principalmente do pós-guerra fria, que promoveria aí uma agenda ligada a valores liberais, a direitos sexuais, a direitos humanos, políticas ambientais, que de alguma maneira estariam violando então a soberania dos países, e na verdade tentando, dentro de uma teoria da conspiração bastante clássica, implementar uma agenda de uma espécie de camarilha internacional dos Illuminati e coisas parecidas, né? Tatiane: A professora de sociologia na Universidade de Oxford, Rita Abrahamsen, faz uma análise interessante sobre este tema do espaço transnacional. Pra ela a extrema direita é em si mesma global, ao mesmo tempo em que seus idealizadores ocultam de maneira muito hábil essa transnacionalidade. O Fernando também elaborou sobre essa dimensão oculta, o que nos ajuda a esclarecer uma outra confusão de que as vozes que propagam o fantasma do Globalismo reivindicam para si, como sujeitos nacionalistas ou soberanistas: Fernando Brancoli: Muitas vezes a gente fala dessas redes antiglobalistas como se elas fossem necessariamente não transnacionais, o que não é verdade. O que elas estão fazendo é reconfigurando um pouco esse dispositivo narrativo. E acho que quem está acompanhando a gente talvez já tenha escutado essa história: “Ah, o Trump é um isolacionista”. Não necessariamente, né? A gente não está falando de uma antiglobalização de necessariamente fechamento completo das fronteiras. Você tem uma recalibragem dessa dinâmica, de um projeto novo de recentralização de poder. Então, sim, eu posso ter dinâmicas mais isolacionistas em alguma medida, construção de muros, expulsão de migrantes e refugiados, fechamento de trocas comerciais tipicamente liberais, mas ao mesmo tempo eu tenho aproximação para outros lados, né? Em que eu apoio ditaduras amigas, eu argumento que posso criar coletivos transnacionais de apoio a dinâmicas de moralidade. Então acho que esse paradoxo, no final das contas … Eu diria que é a grande força dela, que é criar essa espécie muito peculiar de uma internacional nacionalista. Daniel: Fernando também recorre a uma metáfora de verniz legitimador para explicar essa mistura paradoxal de discursos que juntam nacionalismo ou antiglobalismo para servir a interesses muito específicos: Fernando Brancoli: Esse paradoxo é a grande força dentro desse processo. [03:30] A genealogia dessas dinâmicas já passa por think tanks dos Estados Unidos e a gente tem livros importantes acadêmicos já descrevendo como é que eles se expandiram pelo globo ao longo pelo menos nas últimas duas décadas, né? Então são grupos de pesquisa, são empresas que de alguma maneira promovem esse tipo de ideário. Tatiane: Pra entender melhor como esse paradoxo funciona, pedimos pro Fernando explicar como esses discursos colam, como eles têm aderência a uma massa bastante volumosa, que inclusive elege conscientemente essas figuras. Ao mesmo tempo em que batem no peito e dizem: “EU SOU patriota, EU VOU defender meu país”, entregam de mãos abertas a exploração das riquezas naturais brasileiras — como a Amazônia,os minérios e, agora, as Terras Raras do país — a uma potência imperialista como os Estados Unidos. Além disso, defendem intervenções externas, como a retirada forçada de um presidente, e apoiam movimentos extremistas que ameaçam o próprio país. Fernando Brancoli: Acho que essa aparente contradição, né, de uma internacional nacionalista, a ideia de como é que eu crio alianças entre partidos e grupos que são notadamente, introspectivos diante desse tipo de processo, eh, na verdade, é a maior força desses grupos. É a ideia de mobilizar esse paradoxo. E não se trata necessariamente de, uma dinâmica que vai gerar problemas na frente, eu vou tentar explicar porquê dentro desse processo. Acho que a primeira configuração é que sejam partidos de extrema direita no contexto brasileiro, sejam grupos não partidários, como, por exemplo, grupos evangélicos mais conservadores no contexto brasileiro, sejam grupos mega ortodoxos sionistas em Israel, ou seja, agora, o Partido Republicano nos Estados Unidos. Todos eles olham para o transnacionalismo como uma forma de ganhar poder e ganhar prestígio, então a gente tá falando de recursos que circulam nesse processo. A gente tem por exemplo grupos em Israel, grupos não tradicionais do Brasil como partidos ligados a lideranças religiosas e coisas parecidas que de alguma maneira olham para esse processo e veem a transnacionalização como uma ferramenta de ganhar poder e prestígio, seja simbólico ou material. Exemplo clássico que eu acho bastante interessante, parte importante dos grupos de extrema direita em Israel, dos mais ortodoxos, são financiados por capitalistas norte-americanos. Né? Isso não é uma teoria de conspiração, eles argumentam que essa grana seria interessante. Tem um trabalho interessante da Camille Rocha, né? Menos Marx e mais Mises, um livro fascinante em que ela descreve como é que os norte-americanos financiaram grupos liberais e anarco-capitalistas, sabe-se lá o que que é isso, no contexto brasileiro. Então, lembrar que esse transnacionalismo tem dimensões práticas muito claras, né? Daniel: Aqui, de novo fica claro que o transnacionalismo pode ter dimensões práticas, e que ele serve para alguns interesses. Ou seja, mesmo sendo nacionalista, dá pra ser transnacionalista quando você, ou o país, pode ter dividendos importantes. Brancoli usou o exemplo de Eduardo Bolsonaro para mostrar como contatos estratégicos com a ultra-direita ajudaram a movimentação para as taxações sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos para autoridades envolvidas na condenação do pai. Mas o professor dá outros exemplos, segundo ele mais simbólicos, como contatos pessoais, encontros ou declarações nos quais se aprende essa lógica transnacional. Fernando Brancoli: Você tem encontro do Vox, por exemplo, que é o partido de extrema direita na Espanha, que eles têm uma sessão à tarde do último dia, que é para ensinar técnicas do que eles chamam engajamento digital. Em que você senta com lideranças políticas do globo inteiro numa mesa e te ensinam como é que você faz para, por exemplo, ter acesso mais interessante de pessoas, formar cortes e vídeos bacanas. Eu lembro que nos últimos 3 anos quem esteve lá foi o Nicolas, deputado é, federal de Minas, que é um cara, né, muito especializado em gerar cortes e coisas parecidas. Eu acho que ele já tinha uma capacidade de fazer isso, mas provavelmente ele aprendeu também nesse contexto. Repare como é que o transnacionalismo dentro dessa lógica gera esse tipo de prática. E por fim, o transnacionalismo, ele facilita algo que é muito típico de grupos autoritários que é a possibilidade de criar um mundo binário, né? De você criar um nós contra eles de maneira muito muito clara. Acho que, né, a gente que estuda relações internacionais, quem tem acesso, né, à imprensa, sabe que é muito difícil você criar uma narrativa muito clara de bonzinhos e malvados dentro de um contexto, né? Você vê nuances, você vê pessoas muitas vezes em busca da paz dos dois lados e coisas parecidas, né? Tatiane: E nessa disputa entre nós e eles, surgem dois pólos entre o bem e o mal. E quem é o bem? Quem é o mal? A ultra direita entende que está do lado do bem, de que quem defende a “família” e os valores tradicionais. Mas quem não defende a família, ou as famílias? A sua família? Os seus valores tradicionais, na sua tradição? E para quem está nesse campo da ultra direita, o mal é o socialismo, o comunismo, a esquerda. De novo aqui o Fernando: Fernando Brancoli: Existe aqueles que do outro lado, que é o mal, que é o PT, o MST, o Foro de São Paulo e a Venezuela, que querem acabar com esses valores, querem destruir todos esses dessas menções. Aí repare como é que esses vetores se aproximam, né? Uma dinâmica de moralidade, uma dinâmica econômica, então vira um caldo complexo aqui dentro desse tipo de processo. Nós somos soberanos ainda, no caso brasileiro, estaremos tentando retomar essa soberania agora que foi roubada pelo PT e temos um governo aliado norte-americano que está tentando nos ajudar nesse processo. Mas eu acho que esse paradoxo ele acaba sendo de alguma maneira articulado e promovido de maneira interessante. Ainda tem um paradoxo aqui, que é para você ser essencialmente nacionalista e mobilizar dinâmicas transnacionais. Mas acho que mesmo a tentativa de encontrar um meio-termo já facilita e já gera repercussões interessantes. E aí você tem em todo protesto no Brasil, cartazes em inglês, bandeiras dos Estados Unidos, bandeiras de Israel, você tem a a deputados fugindo para a Itália, onde seria supostamente, né, um lugar mais conservador. Ao que tudo indica a Zambelli não vai conseguir ficar por lá há muito tempo. Mas aí você tem o Eduardo Bolsonaro, né, indo para os Estados Unidos, você tem essas mobilizações, isso vai gerando repercussões e impactos e pelo menos são simbólicos gera mídia, a população fica engajada. Então, de alguma maneira tem algo interessante que a gente tá vendo e os manuais de ciência política e de relações internacionais estão todos passando mal por causa disso, que a esquerda tá se transformando por um lado numa defensora do multilateralismo. Daniel: Tem também a China se apresentando como defensora da OMC e contra tarifas praticadas pelos Estados Unidos. Isso também é uma mudança do contexto da esquerda, como disse nosso entrevistado. A gente tem um deslocamento também, eu diria, do que vai ser o discurso progressista de esquerda ao longo dos próximos anos. A esquerda se apropriou mais de discursos ligados à proteção da indústria nacional, né, contra ALCA e o FMI, contra as empresas estrangeiras, e agora de alguma maneira a gente está vendo uma rearticulação desse tipo de processo. É, a gente está inaugurando uma forma nova de olhar para relações internacionais, em parte porque também está tendo uma rearticulação de como esses grupos de poder estão se configurando. Ninguém tem muita certeza para onde que a gente vai, mas acho que uma das certezas que a gente vai ter que os manuais de relações internacionais e ciência política vão ter que ser reescritos ao longo dos próximos anos, porque as coisas estão mudando de maneira bastante explícita, né? Muito. Tatiane: Sonia Corrêa diz que há duas saídas pra grande confusão que apresentamos aqui entre nacionalismo e globalismo. A primeira é o progressivismo internacionalista que remete para o internacionalismo histórico da esquerda, e a segunda é o que pode ser chamado de constitucionalismo de esquerda. Ela explica melhor do que se trata. Sonia Correa: O que importa é chamar a atenção para essa mélange de posições que requer clarificação, porque, de fato, a crítica do globalismo, ela chove num terreno fértil, que é a crítica do neoliberalismo e da ordem capitalista, não é? Ela ecoa nesse lugar. Ela move afetos, afetos legítimos de crítica. A racionalidade neoliberal e a ordem do capitalismo tardio. A diferença está como diz o Slobodan, em qual a saída? A diferença de visão ideológica é como você sai disso. Se você for para o campo do Dugin, que é a teoria da quarta transformação, é uma ordem. Uma proposição de um retorno a uma ordem de fato quase medieval, quer dizer centrada na terra, no território, numa cultura comum, numa ordem hierárquica. Se você olha para o campo da direita. Num certo sentido, Trump é a manutenção da ordem neoliberal e da racionalidade neoliberal extrema, demolição do Estado. Todo o poder às Big Techs. Aqui são os meus amigos Better Friend Ever, sob um invólucro, uma casca de nacionalismo extremado. Make American big again. Tatiane: Voltando um pouco atrás, no verbete para o Dicionário de Termos Ambíguos, e no tempo, Douglas lembrou da influência de Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho sobre o governo Bolsonaro, no sentido da adoção de uma posição antiglobalista. Vale lembrar que mesmo antes de ser eleito, Bolsonaro afirmava que a ONU não servia para nada e que iria tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos. Em sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU em 2019, o ex-presidente fez a seguinte afirmação: Sonora Jair Bolsonaro: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um interesse global abstrato. Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!” Daniel: Douglas também escreveu no verbete que Ernesto Araújo afirmava que o caminho para reverter os efeitos negativos do globalismo seria adotar uma política pautada por deus, pátria e família. Com certeza vocês ouviram isso muitas vezes, né? Só pra lembrar, esse é o slogan da Ação Integralista, movimento fascista brasileiro da década de 1930, copiado do movimento fascista italiano. Tatiane: Ainda segundo o verbete a espiritualidade cristã caracterizaria o ocidente e diferenciaria as nações ocidentais do materialismo asiático e do islamismo. Por outro lado, a família é definida como a célula basilar da nação, o apego à família seria um traço fundamental do povo brasileiro o qual, nas palavras de Araújo, se vê hoje frontalmente atacado por “ideologia de gênero”, “gayzismo” e “abortismo”. Daniel: O “globalismo”, na visão de Ernesto Araújo, seria um projeto de governo totalitário mundial, capitaneado pela China e com o apoio da Rússia. E nessa versão do antiglobalismo, existiria um complô entre as elites financeiras ocidentais e o Partido Comunista da China para a implantação de uma sociedade de controle. O ex-ministro ainda afirmava que a China controlava metade do parlamento brasileiro e toda a nossa agricultura, e queria controlar nossa Internet. Tatiane: Bem, essa tentativa de controle da internet a gente já tá vendo que existe mesmo, mas não por acaso, esse controle não está na China, né? E além desta, qual outra afirmação, entre as muitas feitas aqui, parecem verdadeiras? E quais delas são pura fantasmagoria criada no meio das muitas confusões que esse termo cria? De quais fantasias ele depende para se manter? Bem, responder a tudo isso demandaria uma boa aula de muitas horas… Mas, podemos explicar aqui essa confusão entre os muitos alvos de ataque das vozes “antiglobalistas” Daniel: Mas nem todos os anti globalistas têm o mesmo inimigo. Há diferenças em relação aos alvos dos “antiglobalistas”. Nos Estados Unidos, por exemplo, Trump se utiliza do discurso “antiglobalista” para atacar as “elites liberais”, associadas ao partido democrata estadunidense. Já aqui no Brasil, Bolsonaro denunciava a “conspiração comunista” da qual participaria o PT, assimilando a visão “antiglobalista” ao discurso anticomunista. Douglas Sanque conta um pouco dessas forças globalistas. Tatiane: Douglas é professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ e é o autor do verbete sobre Globalismo do dicionário que estamos tratando aqui. Ele escreveu o verbete durante a pandemia do Covid-19, em pleno governo Bolsonaro, quando nele discursavam, pra não dizer doutrinavam, antiglobalistas assumidos como Olavo de Carvalho, professor e ideólogo de Bolsonaro, e Ernesto Araújo, que foi ministro de relações exteriores até 2021. Douglas Sanque: Bom, em relação a essa noção de quem seriam as chamadas forças globalistas, primeiro, a ideia aqui é pensar que as forças globalistas teriam o objetivo de estabelecer um controle mundial, um governo global, totalitarista. E isso é, em alguma medida, uma perversão da ideia de aumento de influência que potências econômicas sempre tentaram exercer de maneira mais ou menos ética. Mas não se tenta um governo global totalitário, assim inspirado naquela ideia de 1984 do George Orwell. O principal projeto globalista seria capitaneado pela China. Os chineses teriam essa ideia, teriam esse objetivo de longo prazo de controle mundial. Então, seriam as elites liberais do Ocidente que estariam nesse projeto junto ao Partido Comunista Chinês. Essa é a perspectiva, digamos, principal, que é adotada, por exemplo, pelo Steve Bannon e que guia o assim chamado antiglobalismo, ou o nacionalismo americano, que estaria combatendo essas próprias elites, representando o povo, o blue color, os trabalhadores e a classe média americana que, de fato, viu muita s perdas com o processo de desindustrialização dos Estados Unidos ao longo do século XX, e grande parte dessas plantas industriais foi para a China. Tatiane: Claro que isso causou mudanças significativas na economia americana, que tem levado o país, de forma mais incisiva neste novo governo de Donald Trump, a criar estratégias de proteção econômica. Durante o governo Bolsonaro, quando o Olavo de Carvalho, exercia influência sobre ministros e filho do então presidente, tratou da versão caseira de teoria da conspiração, como nos conta Douglas. Douglas Sanque: O Olavo dizia que havia três projetos globalistas em curso. Em diferentes escalas e com diferentes objetivos. O primeiro seria esse tocado pela China, que tentaria ali uma ideia de governo global, mais ou menos nesses moldes que eu já mencionei. O segundo seria o projeto do Irã. O Irã também teria esse objetivo de governo global, a partir do espraiamento do islamismo, né? Na verdade, a ideia seria um governo global, totalitário islâmico e a principal força por trás desse projeto seria o Irã, que tem ali uma. População muçulmana xiita. Enfim, você tem uma pluralidade importante naturalmente no Irã, mas. Daniel: O terceiro projeto seria tocado pelas elites financeiras ocidentais. Nessa perspectiva, representada por autores como o russo Aleksandr Dugin [DUGAN], a tentativa de estabelecer uma governança global teria origem no Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, vistos como a principal expressão da modernidade ocidental. Nessa visão, esse projeto deveria ser combatido por forças tradicionalistas que defendem a preservação de identidades culturais próprias e de modos de vida considerados mais enraizados nas tradições locais e rurais. Douglas Sanque: Então você tem pensadores, como o Olavo de Carvalho, o Steve Bannon e o Dugin, e os líderes daqui que conseguiram ascender, com esse pensamento, ao poder nos seus países. O Putin na Rússia, o Trump nos Estados Unidos e o Jair aqui no Brasil. A questão é que, como esse pensamento tem muito pouca, digamos, base material, ele vai se moldando pra acomodar os interesses políticos dos líderes. Então a gente pode pensar, por exemplo, no Brasil como o Bolsonaro, se se elege em oposição a um projeto que seria de esquerda e que, na opinião deles, é comunista. A ideia de liberalismo econômico é uma ideia que faz sentido e que pode ser defendida. Os russos têm um papel curioso, porque em diversas situações eles são vistos ali como como uma espécie de braço ou de sócio minoritário dos chineses. Mas ao mesmo tempo, estive vendo, um entende que os russos deveriam estar nessa luta por conta de uma certa essência da identidade russa. É como, como sendo da Igreja Ortodoxa nós teríamos a mesma alma cristã. E tudo se opondo então ao materialismo que caracterizaria o projeto chinês De extirpar a religião da da vida em comunidade. Então a gente percebe que há uma certa coerência no pensamento do globalismo, no sentido de criar uma ordem global que separa muito claramente quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Que coloca em uma nação específica. E normalmente é a China, a fonte de todo mal. E aí, contra isso, vale tudo. E nós estamos numa batalha aqui para salvar a nossa nação, para salvar as nossas tradições, para manter o nosso povo e por aí vai. Tatiane: Pois é, as mudanças estão bastante evidentes e não sei se são para melhor. Desde que fizemos as entrevistas para este episódio, algumas coisas mudaram. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, um dos principais líderes da extrema-direita global, perdeu as eleições após 16 anos no poder. Estados Unidos e Israel estão promovendo uma grande guerra na Ásia Ocidental, atacando o Irã e o Líbano, sem contar o genocídio que Israel já vinha praticando na Palestina. Aqui na América Latina, os resultados das eleições presidenciais de 2026 em países como Colômbia, Peru e Chile não foram nem um pouco animadores. E neste ano também teremos eleições no Brasil, já com dois extremistas como candidatos: Ronaldo Caiado, pelo PSD, e Flávio Bolsonaro, herdeiro do legado do pai que foi condenado a 27 anos de prisão, e agora também envolvido em um processo de lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. A extrema direita vem ganhando espaço em muitos países, sempre colocando em risco a democracia e os direitos civis. Daniel: Este foi o sétimo episódio da série Termos Ambíguos, realizada em parceria com o Oxigênio, a partir do material do Termos Ambíguos do debate político atual: Pequeno Dicionário que você não sabia que existia, coordenado pela Sonia Corrêa. Esse é um projeto do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) e do Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da UFRJ e contou com vários autores na produção dos verbetes. Tatiane: A apresentação do episódio foi feita pelo Daniel Faria, estudante do curso de Midialogia, na Unicamp, que foi também o editor do áudio desse podcast, e por mim, Tatiane Amaral, doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas e da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, e editora do áudio desse podcast. As entrevistas foram feitas por mim e pela Stella Brucha Simões. O roteiro foi feito pela Simone Pallone, coordenadora do podcast Oxigênio e por mim. Daniel: A revisão do roteiro foi feita pela Nana Soares, da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, por mim, pela Tatiane, e pela Sonia Corrêa. Tatiane: A principal referência para o episódio foi o verbete produzido por Douglas Sanque para o Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia. Usamos também definições da Wikipedia para alguns conceitos. Daniel: O áudio de Ernesto Araújo foi extraído de uma entrevista dada por ele ao Canal Poder Paralelo. A fala de Bolsonaro na Assembleia da ONU é uma reprodução do canal do jornal El País no YouTube. Daniel: Você pode acessar os outros episódios da série Termos Ambíguos pelo site do podcast Oxigênio: www.oxigenio.comciencia.br ou pelas plataformas de áudio de sua preferência. Aproveite para indicar nossa série. Até mais!
Kelininkai kreipiasi į Vyriausybę, prašydami kitąmet užtikrinti tvarų kelių finansavimą.Praėjusių metų gimstamumo rodiklis Lietuvoje yra šiek tiek geresnis nei skelbta anksčiau. Tai paaiškėjo Valstybinei duomenų agentūrai šį rodiklį patikslinus.Kauno klinikų medikai pranešė, kad mažiausiai 4 pacientai sunkiai susirgo, pavartoję per daug papildų su ciberžole. Kodėl auga papildų vartojimas?Ar verta būstą pirkti dabar, ar reikėtų palaukti? Ekspertų patarimai.Nors pamirštų automobilių daugiabučių kiemuose daugėja, Vilniaus ir Kauno savivaldybės aiškina, kad, norint juos nutempti, atsiranda didžiulė biurokratinė našta.Ved. Edvardas Kubilius
Enquanto a resposta não vem | Pra. Mari Machado by Atitude Podcast
Episode DescriptionIn this episode, Dr. Amy Wheeler continues the Season 10 exploration of the Eight Limbs of Yoga as a regulatory framework, turning inward toward the Niyamas—the personal disciplines that shape how we care for ourselves and engage in inner work. Rather than presenting the Niyamas as a checklist of ideals, this conversation reframes them as practices that create the internal conditions for nervous system regulation, clarity, and meaningful change.At the heart of this episode is a grounded inquiry: What happens when we reduce internal noise, increase awareness, and release the need to control everything?Through both classical teachings and modern neuroscience, Amy explores how daily practice (sādhana) supports a shift from overwhelm and reactivity toward steadiness, discernment, and trust.Key Themes ExploredThe Niyamas as Inner Regulation The Niyamas are not about perfection or moral pressure. They are about how we stabilize the internal environment so that clarity and integrity can naturally arise.You Cannot Offer What You Do Not Embody Our internal state directly shapes our professional presence. When we are cluttered, overwhelmed, or unreflective, it impacts how we show up with others. From Discipline to Daily Practice The Niyamas are lived through small, consistent actions—organizing our space, pausing for reflection, regulating the body, and observing the mind.Top-Down and Bottom-Up Regulation True transformation includes both:Working with the mind (top-down)Working with the body and physiology (bottom-up)Yoga therapy offers a unique bridge between these two approaches. The Niyamas Through a Neuroscience LensŚauca (Clarity and Purification) Reducing allostatic load—our chronic stress burden—by organizing our external and internal environments. Less clutter leads to less cognitive overload, allowing the mind to settle and the prefrontal cortex to function more effectively. Santoṣa (Contentment) A present-moment orientation that shifts the brain's predictive bias. As regulation increases, the brain becomes less focused on past threat and more open to possibility, safety, and “I am okay right now.” Tapas (Disciplined Effort) The steady repetition that builds new neural pathways. Tapas is neuroplasticity in action—choosing new responses, reinforcing them over time, and gradually reducing reactivity. Svādhyāya (Self-Study) Developing meta-awareness and interoception—the ability to observe thoughts, emotions, and sensations without immediately reacting. This creates a pause where new choices become possible. Īśvara Praṇidhāna (Surrender) Releasing excessive control reduces sympathetic overactivation and increases tolerance for uncertainty. When we soften the need to control everything, the nervous system becomes more flexible, resilient, and open to possibility. Clinical InsightWhen people struggle with the Niyamas, it is rarely a lack of discipline or integrity.More often, it reflects:High allostatic load (chronic stress)Nervous system dysregulationLimited access to internal safetyFrom this perspective, the work is not to try harder, but to create conditions where regulation is possible.A Practical ReframeInstead of asking:Am I doing the Niyamas correctly?We might ask:What is increasing my internal noise?What helps my system settle?Where can I reduce load, even slightly?From there, the Niyamas begin to emerge rather than be forced.Integration with the YamasThe Yamas (social disciplines) and Niyamas (personal disciplines) function as a continuous loop:Inner regulation supports relational clarityRelational harmony reduces internal stressTogether, they create a self-reinforcing cycle of regulation, discernment, and well-being. Reflection for ListenersTake a moment to reflect:Where in your life is there unnecessary cognitive or sensory load?What helps you return to a sense of “okayness” in the present moment?Where might you benefit from more effort—and where might you need to release control?ClosingThe Niyamas invite a steady relationship with yourself.Not as a project to fix— but as a system to support.As internal noise decreases and awareness increases, regulation becomes more accessible, Contact Amy Wheeler:www.TheOptimalState.com Optimal State App for iPhone:https://apps.apple.com/us/app/optimal-state/id1604424804 The Yoga Therapy Hour Podcast:https://podcasts.apple.com/us/podcast/yoga-therapy-hour-with-amy-wheeler/id1564687158 School of Integrative Health at NDMU:https://www.ndm.edu/academics/integrative-health Master of Science in Yoga Therapy at NDMU:https://www.ndm.edu/academics/integrative-health/yoga-therapy Explore NDMU's Post-Master's Certificate in Therapeutic Yoga Practices, designed specifically for licensed healthcare professionals:https://www.ndm.edu/academics/integrative-health/yoga-therapy/post-masters-certificate-in-therapeutic-yoga-practices Try our Post-Bac Ayurveda Certification Program at NDMU:https://www.ndm.edu/academics/integrative-health/ayurveda/post-baccalaureate-ayurveda-certification #IntegrativeHealth #HealthcareEducation #InterprofessionalEducation #GraduateSchool #NDMUproud #SOIHproud #SOIHYoga #SOIHAyurveda #NDMUYoga #NDMUAyurveda #SOIHGraduateSchool New Book Coming Out August 10th, 2026 https://www.amazon.com/Applying-Therapeutic-Yoga-Integrative-Health/dp/1032888628/ref=sr_1_1?crid=1RFZ3L5MCCNPH&dib=eyJ2IjoiMSJ9.I7harQDOLulfRbd3dx2vVa5VUZa840PHcWB7dDiT3_bB2nravzO7_9Xs9shMhcy2Iwu0wtTA1PxeUG4TTugEQJuK_OEpvzQ-OyVvtsUkXsc.ViqLrL-EQPX7s09wZF6_2eCpLCimHa7Ohfbw-F7Yuk4&dib_tag=se&keywords=applications+in+therapeutic+yoga+wheeler&qid=1775224796&sprefix=applications+in+therapeutic+yoga+wheele%2Caps%2C153&sr=8-1
Se quiser e puder, vem viajar com a gente! Clica aí no link pra ver todos os detalhes:https://partiu.vip/historiaecinema2026Finalizando a semana com uma sexta-feira de Podcast do Vogalizando, onde Marco e Vogel comentam notícias, falam sobre os bastidores do canal e desmentem fake news!Pra participar dos próximos episódios do podcast, é só mandar um email pra podcastdovogalizando@gmail.com
Por que tanta gente pedala… e tanta marca e loja de bike fecha?As bikes ficaram caras. O mercado parou.Quando essa ressaca vai passar?Alvaro Pacheco convidou o Luiz Rica (HB) pra uma conversa direta sobre o que está acontecendo.Um dos papos mais pessoais que ele já teve na Gregario — depois de quase 50 anos vivendo o mundo das bicicletas.Rica traz o olhar de quem conhece o Brasil do Oiapoque ao Chuí e faz uma analogia incrível com o universo econômico do surfe.Pra quem pedala, trabalha ou investe nesse mercado — vale cada minuto.
CELÝ DÍL NAJDETE NA https://herohero.co/studion A V RÁMCI KLUBOVÉHO PŘEDPLATNÉHO DENÍKU N https://denikn.cz/podcast-studio-n/ „Jediné, co Motoristům zbylo, je svatá válka s Hradem. Mají to úplně stejně jako Národní obec fašistická ve třicátých letech. Nic neměli, tak bojovali proti Masarykovi,“ říká ve Studiu N Petros Michopulos z podcastu Kecy a politika. „Přežili jsme Věci veřejné? Přežili. Přežili jsme Husáka s Jakešem? Přežili. Tak přežijeme i Klempíře s Macinkou.“ Andrej Babiš podle Michopulose nemá žádný plán B a skandály Filipa Turka tak musí přetrpět až do konce volebního období. „Pro premiéra je Turek úplný póvl, kterým hluboce opovrhuje. Dostal ho ale v balíčku s Macinkou jako sušenku navíc. Myslím si, že se ho snaží nějak korigovat, zkorumpovat a eliminovat, ale zatím mu to nejde, protože je to typ člověka, který je i na Babiše příliš,“ myslí si politický podcaster. Michopulos tvrdí, že pokud vláda nebude ochotná ustoupit v otázce veřejnoprávních médií, měli by zaměstnanci televize a rozhlasu přistoupit k razantním krokům. „Dá se to vyhrát za předpokladu, že zaměstnanci obou institucí se spojí a pojedou to po odborářské úrovni. Opravdová stávka, případně okupační stávka, poté podpora veřejnosti – demonstrace, protesty, petice.“ Vyjadřuje se také k aktuálním vládním útokům na Ústavní soud, ke kterým se přidal i ministr spravedlnosti Jeroným Tejc. „Bez lásky Andreje Babiše je Jeroným Tejc nula. Nic není. Všichni by jím opovrhovali, včetně lidí v justici.“ Michopulos ho označuje za „patologického oportunistu“. „Je to nájemný člověk, kterého si Babiš najal, aby seděl na justici a dělal věci v jeho zájmu. Vést s ním odborné debaty je ztráta času,“ tvrdí. Kriticky se vyjadřuje i k samotnému premiérovi. „Babišovi přeskakuje v hlavě, už to všechno nepobere, už není ve formě. Patnáct let ho pečlivě sleduju a dramaticky se to horší. Na tiskovkách je to festival ztraceného času. Je to stařec.“ Zároveň odhaduje, že příštím cílem Andreje Babiše bude Pražský hrad, byť to v současné době šéf hnutí ANO popírá: „Myslím si, že Babiš bude kandidovat na prezidenta. Byla by to pro něj nejkomfortnější varianta.“ Nechává opozice Babišovu vládu příliš snadno rozebírat pojistky demokracie? Proč premiér stupňuje útoky na prezidenta Petra Pavla? A nakolik mu vyhovuje chování Motoristů sobě? Podívejte se na celou epizodu. Celé díly Studia N najdete na platformě Herohero, na webu Deníku N jsou přístupné předplatitelům a předplatitelkám Klubu N. Bezplatné části zveřejňujeme v podcastových aplikacích Spotify, Apple Podcasts, Podbean či na YouTube. Sledovat nás můžete také na Instagramu.
TRABALHE NO MERCADO FINANCEIRO E DESCUBRA COMO CHEGAR AOS R$ 18 MIL OU MAIS POR MÊS! https://finc.ly/f2bff94f85O Brasil virou dois países dentro do mesmo mapa. De um lado, 55% da população não consegue guardar um único centavo. Do outro, uma nova geração já deixou a inteligência artificial escolher onde botar o dinheiro. Mesma economia, mesmos bancos, dois mundos que mal se enxergam.Pra entender esse abismo, Marcelo Billi, superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima, senta com os Economistas e abre os dados completos da 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, a maior radiografia do bolso do brasileiro, feita em parceria com o Datafolha e quase 6 mil pessoas ouvidas.O elo IA + cripto: quem usa IA pra investir tem quase 3x mais criptomoeda na carteira que o investidor médioA barreira dos 55%: o que o estresse financeiro revela sobre a dificuldade real de poupar hoje (82% dos mais estressados não guardaram nada em 2025)A morte do conselheiro tradicional e a algoritmização das decisões de investimentoA poupança perdendo o trono enquanto o brasileiro descobre renda fixa e criptoO tamanho do rombo da aposentadoria: 60% acham que vão viver do INSS, mas 93% dos já aposentados de fato dependem dele#anbima #bolsa #brasil #investimentos #inss
Pražská filozofická fakulta oznámila rušení a slučování některých pracovišť. Proč by měl skončit například Ústav translatologie a čím jeho práci obhajují autoři protestní petice? Může živé tlumočníky a překladatele nahradit umělá inteligence? Vladimír Kroc se zeptal děkanky filozofické fakulty v Praze Evy Lehečkové.
Pražská filozofická fakulta oznámila rušení a slučování některých pracovišť. Proč by měl skončit například Ústav translatologie a čím jeho práci obhajují autoři protestní petice? Může živé tlumočníky a překladatele nahradit umělá inteligence? Vladimír Kroc se zeptal děkanky filozofické fakulty v Praze Evy Lehečkové.
O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
Pražské arcibiskupství započalo po nástupu Stanislava Přibyla do svého čela s kontrolou hospodaření. Spolupracuje taky s externími advokáty, kteří prověřují obchodní smlouvy a vyhodnocují, jestli některé z nich arcibiskupství nepoškodili. Úřad také spolupracuje s policií na vyšetřování údajného násilí přímo v prostorách arcibiskupství. „Mou povinností není pouze reagovat na jednotlivé případy, ale posílit kontrolní mechanismy a otevřenost úřadu,“ uvedl Přibyl.
Durante a Segunda Guerra Mundial o Raj Britânico, atualmente correspondendo a basicamente à Índia, viveu uma das maiores catástrofes de sua história com milhões morrendo de fome. Pra muitos, a responsabilidade não só foi do Reino Unido, mas também pessoalmente de Winston Churchill. Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) sobre o que foi a Fome de 1943 em Bengala-Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahoraConheça o meu canal!https://www.youtube.com/@profvitorsoaresConheça meu outro canal: História e Cinema!https://www.youtube.com/@canalhistoriaecinemaViaje comigo, com o Vogalizando a História e com o Operação Barbarussa pra Grécia e Roma!https://partiu.vip/historiaecinema2026Ouça "Reinaldo Jaqueline", meu podcast de humor sobre cinema e TV:https://open.spotify.com/show/2MsTGRXkgN5k0gBBRDV4okAssista meu outro podcast, o História pros brother!https://open.spotify.com/show/04a8C8gXTLj68lmZiQD8vmCompre o livro "História em Meia Hora - Grandes Civilizações"!https://a.co/d/47ogz6QCompre meu primeiro livro-jogo de história do Brasil "O Porão":https://amzn.to/4a4HCO8Compre a camisa do História em Meia Hora: https://www.blablalogia.com/blablalojinha/akiralampiaoh30PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.comApresentação: Prof. Vítor Soares.Roteiro: Prof. Vítor Soares e Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre)REFERÊNCIAS USADAS:- SEN, Amartya. Poverty and Famines: An Essay on Entitlement and Deprivation. Oxford: Oxford University Press, 1981.- MUKERJEE, Madhusree. Churchill's Secret War: The British Empire and the Ravaging of India during World War II. New York: Basic Books, 2010.- DAVIS, Mike. Holocaustos Coloniais: Clima, Fome e Imperialismo na Formação do Terceiro Mundo. Tradução de Alda Porto. Rio de Janeiro: Record, 2002.- TAUGER, Mark B. 'Entitlement, Shortage and the 1943 Bengal Famine: Another Look.' The Journal of Peasant Studies, v. 31, n. 1, 2003, p. 45-72.
Naruči svoj primerak Kosogor Metod kartica - https://ivankosogor.com/#metod Pogledaj predhodnu epizodu sa Dr Verom - https://youtu.be/MjXObYcf4hEDr Vera Šćepanović je lekar koja u svom radu povezuje medicinu i veru, naglašavajući važnost celovitog pristupa zdravlju – tela, uma i duha. Takođe je i vlasnica kompanije Trivit, koja se bavi proizvodnjom zdrave hrane._______________________________________________________________________________________________Sponzori ⚡️Crux suplementi: Ja koristim Ashwagandu pred svako snimanje podkasta ili pred neku meni lično važnu aktivnost koja zahteva moj fokus i energiju. Pružite prirodnu snagu svom umu i telu:
Se quiser e puder, vem viajar com a gente! Clica aí no link pra ver todos os detalhes:https://partiu.vip/historiaecinema2026Quarta-feira é o dia mundial do Podcast do Vogalizando, onde Marco e Vogel comentam as notícias da semana, te contam o que acontece nos bastidores do canal e desmentem fake news, dessa vez com um convidado especial: nosso querido amigo Egon Kersten!Pra participar do podcast com a gente, manda um email pra podcastdovogalizando@gmail.com
Em outro episódio transatlântico do Boia, numa triangulação Brasil-África do Sul-Portugal de fazer inveja a um nômade digital com um ticket volta ao mundo, o trio Julio Adler, Bruno Bocayuva e João Valente, novamente na companhia do nosso unicórnio favorito, Daniel Rangel, discutem o wild-card de Kelly Slater para Teahupoo, aproveitando para beliscar Cristiano Ronaldo, Neymar e outras lendas que se recusam a largar o osso, mesmo quando roído até ao tutano. Também abordam a enorme confusão de calendários e regras entre a ISA e a WSL, com as Olimpíadas 2028 no horizonte. De lambuja, ainda dissecam a análise de meio de temporada WCT feita pelo inescapável Steve Shearer.Pra embalar a essa navegação de poiniões errantes, tem Elis Regina (en)cantando “O “Mestre-Sala dos Mares”, Pavement descascando “The Killing Moon”, Sonic Youth e Chuck D quebrando tudo com “Kool Thing” e, pra habitar geral, Fela Kuti & Afrika 70 (+Ginger Baker) transformam sofrimento em 15 minutos de pura catarse com "Ikoyi Mentality Versus Mushin Mentality"
Miriam Patterson, Senior Director, Market Practice and Regulatory Policy, ICMA, discusses the joint industry response to the FCA and PRA consultations on reforming the UK's securitisation framework and the opportunity to enhance the market's competitiveness and international appeal. Read the full 2026 Q3 Quarterly Report here.
France ML vs. Spain (+135) Argentina/England BTTS + Over 2.5 Goals (+347) Mercury/Lynx Over 168.5 (-110) Rhyne Howard Over 27.5 PRA (-120) Dream -7.5 vs. Sparks Discord: https://discord.gg/pw4HqUq2G Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Se quiser e puder, vem viajar com a gente! Clica aí no link pra ver todos os detalhes:https://partiu.vip/historiaecinema2026Mais uma sexta-feira saindo um novo episódio do Podcast do Vogalizando, onde Marco e Vogel te trazem notícias, desmentem fake news e contam detalhes dos bastidores do canal!Pra participar do podcast com a gente, manda um email pra podcastdovogalizando@gmail.com