Neighborhood in Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
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Sintonía: "Spring Has Sprung" - SOYUZ ASHA PUTHLI y SVEN WUNDER 1.- Eloiá - DUDU MORALES 2.- O espaço - OS PANTERAS 3.- Captain´s Sword - ROMAN ANDRÉN 4.- Nagó Naé - ROMEU FERNANDES 5.- Noite de temporal - CONJUNTO DE PERCUSSAO DORA PINTO 6.- Everybody Push and Pull - JUDSON MOORE 7.- Africa - WILLY CHIRINO 8.- Search for Tomorrow - CHAIN REACTION 9.- Ud Af Buret (Can´t Hide Love) - GITTE & INGERExtraídas de la compilación (2xLP) "Mr. Bongo Record Club Volume Seven" (Mr. Bongo, 2024)10.- Senyamo - HARARI 11.- Coffee Cold - GALT MACDERMOTExtraídas del volumen 3 de esta serie12.- Upa Neguinho - YVETTE13.- Mangueira e cançao - AS SUBLIMESExtraídas del volumen 7 Relación de fechas de emisión de los anteriores 7 capítulos de este coleccionable dedicado a desgranar lo mejor de esta serie de compilaciones: 1.- Mr. Bongo Record Club Vol.1 (2016) emitido el 09/10/2025 2.- Mr. Bongo Record Club Vol.2 (2017) emitido el 12/11/2025 3.- Mr. Bongo Record Club Vol.3 (2019) emitido el 08/12/2025 4.- Mr. Bongo Record Club Vol.4 (2020) emitido el 28/01/2026 5.- Mr. Bongo Record Club Vol.5 (2022) emitido el 19/02/2026 6.- Mr. Bongo Record Club Vol.5 + Vol.4 (lo que no entró en sus respectivos programas) emitido el 23/03/20267.- Mr. Bongo Record Club Vol.6 (2023) emitido el 29/04/2026 Escuchar audio
Eduardo Gudim & Noticias dum Brasil con las voces de Ilana Volcov y Selma Boragian en un disco de hace veinte años, 'Um jeito de fazer samba', con la canción que le dio título, 'O amor e eu' y 'Sensação', De 'Setembro', el primer disco que firmó con su nombre Selma Boragian en 2013, 'Fuga nº2' de Os Mutantes, 'Lágrimas negras' de Mautner y Jacobina, 'Me deixa em paz' de Monsueto y Amorim, y 'Vias de fato' de su propia autoría, Del conjunto vocal Arirê, que Selma fundó con Gabriela Rossi, Mônica Olivetti y Virgínia Rietman, 'Atenção vocal, su disco homenaje a los grandes conjuntos vocales de la historia de la música brasileña como Bando da Lua, Os Cariocas o Quarteto em Cy: 'Linha de passe', 'Inútil paisagem', 'Mangueira', 'Valsa de uma cidade', 'Samba do crioulo doido' y 'Lamento sertanejo'. Y de grabaciones de estos últimos años de Selma Boragian, 'Beija-flor'de Garoto -con Edgar Poças-, 'Crystal silence' de Chick Corea -con Stefano Andreatta- y 'Three views of a secret' de Jaco Pastorius -con Mark Egan al bajo eléctrico-. Escuchar audio
Diante dos diversos problemas éticos, políticos e sociais causados pelas grandes corporações tecnológicas (big techs) na última década, cresce a busca por alternativas à estrutura digital moldada por estas empresas do Norte Global. O uso de softwares livres e de código aberto — replicáveis por qualquer pessoa, comunidade, instituição ou governo — reacende o debate sobre soberania digital no mundo. Nesse sentido, redes sociais alternativas, construídas sobre bases de código aberto surgem como saída plausível do monopólio das big techs e das estruturas opacas e dominantes. Neste episódio, Damny Laya e Rogério Bordini conversam com especialistas da comunidade do software livre e redes descentralizadas (Fediverso) sobre experiências concretas de tecnologias voltadas à soberania digital no Brasil e no mundo. __________________________________________________________________________________________________ ROTEIRO DAMNY: Rogério, eu queria começar com uma pergunta incômoda: o que significa, hoje, participar de uma rede social na internet? ROGÉRIO: Eu diria que é uma espécie de plataforma multiúso: serve pra gente se conectar com nossos amigos, familiares, compartilhar conteúdos diversos, como um vídeo interessante, um meme, participar de grupos de discussão, como no saudoso Orkut, lembra? Tudo isso como se fosse uma extensão das nossas interações sociais, só que no mundo virtual. Mas parece que a coisa hoje em dia tá BEM diferente. Hoje a gente não é só usuário dessas redes, mas também produto, audiência, e até alvo. E, diria mais, cada vez mais, reféns. DAMNY: Refém é uma palavra forte, mas talvez seja a mais adequada. Refém de um modelo de negócio que extrai nossos dados, monitora nossos passos, lê nossas conversas, mapeia nossos gostos e comportamentos, e depois vende tudo isso como se fosse mercadoria. ROGÉRIO: E o problema não é só econômico. Também é político. Nos últimos anos, as grandes plataformas deixaram claro de que lado estão. Em janeiro de 2025, por exemplo, Mark Zuckerberg, CEO da Meta e dono do Instagram, Facebook e WhatsApp, anunciou mudanças profundas nas políticas de moderação de conteúdo, alinhando a empresa à agenda da extrema-direita nos Estados Unidos. O próprio Donald Trump, que tinha sido banido das redes após os ataques ao Capitólio, foi readmitido com honrarias. DAMNY: E não foi só a Meta. O X, antigo Twitter, adquirido pelo Elon Musk, transformou a moderação num vale tudo. Discurso de ódio, desinformação organizada, ataques sistemáticos a cientistas e jornalistas. Tudo isso enquanto as plataformas investem pesado para inviabilizar qualquer tentativa de regulação, seja no Brasil, na Europa ou no mundo tudo. ROGÉRIO: Essas redes deixaram de ser espaços de encontro e se tornaram territórios hostis. E muitos usuários, insatisfeitos com essas políticas e mecanismos de uso destas plataformas, têm buscado por alternativas, como aconteceu com o êxodo quando Musk assumiu o X. DAMNY: Mas para onde ir? As alternativas pareciam muito semelhantes às já existentes com políticas de uso também questionáveis. Até que, nos últimos anos, um ecossistema silencioso começou a chamar a atenção. ROGÉRIO: Você tá falando do Fediverso? DAMNY: Exato. O Fediverso. Uma constelação de redes sociais descentralizadas, interconectadas, que funcionam numa lógica completamente diferente daquela das big techs. Sem um dono. Sem um algoritmo sombrio. Sem anúncios. Sem vigilância como modelo de negócio. [música] DAMNY: Eu sou Damny Laya, jornalista de ciência e tecnologia, pesquisador e bolsista Mídia Ciência do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri). Tenho me dedicado a estudar redes descentralizadas, governança da internet e soberania digital. O incômodo que a gente descreveu agora há pouco não é só profissional, é também de quem passa o dia pensando sobre esses sistemas e se pergunta: dá pra fazer diferente? ROGÉRIO: E sou Rogério Bordini, também jornalista de ciência. Pesquiso o Fediverso e o uso de ferramentas de acesso aberto como forma de emancipação dos algoritmos de controle. O tema do Fediverso tem aparecido cada vez mais nas conversas que a gente tem com colegas, estudantes e gestores públicos. DAMNY: Tanto que, para este episódio, a gente foi atrás de quem entende do assunto. Conversamos com especialistas do Fediverso, da cultura do software livre e da agenda da soberania digital. Queríamos entender não só o que é esse ecossistema, mas como ele funciona na prática. ROGÉRIO: Então, neste episódio, a gente vai explicar o que é o Fediverso, como ele está organizado e sobre algumas plataformas que fazem parte dele, além de como você pode fazer parte desse ecossistema. Mas também vamos discutir os desafios, a moderação de conteúdo, a governança comunitária e a barreira de entrada para quem não é familiarizado com a tecnologia. DAMNY: E, claro, vamos ouvir quem está na linha de frente. Nossos convidados vão ajudar a gente a entender também se o Fediverso pode ser, de fato, um caminho para a soberania digital ou o que falta para isso acontecer. ROGÉRIO: Pois bem. Respira que o Oxigênio tá só começando. [fim da música] [VINHETA DE ABERTURA OXIGÊNIO] ROGÉRIO: Imagine que as redes sociais comerciais são como grandes shopping centers. O Facebook, o Instagram, o X, o TikTok… Cada um é um centro comercial imenso, com suas próprias lojas, suas próprias regras, sua própria segurança. Pra entrar, você precisa aceitar o contrato deles. E, principalmente: o shopping é dono de tudo. Do estacionamento, das câmeras, dos corredores, do que você faz lá dentro. Você é visitante, mas não morador. DAMNY: Essa é uma boa analogia. Mas, nessa lógica, a gente pode comparar o Fediverso com o quê então? ROGÉRIO: O Fediverso é como uma cidade. Não tem um único dono. Tem ruas, praças, casas. Cada bairro tem suas próprias regras, sua própria administração. Mas as ruas se conectam, as praças são acessíveis a todo mundo, e você pode circular livremente. Melhor ainda: você pode morar num bairro, mas visitar os outros sem precisar mudar de endereço. THIAGO: O Fediverso é a tentativa de construção de uma praça pública digital, de fato, onde as pessoas podem realmente ter seus lugares de fala, seus púlpitos, seus vários púlpitos ali pra fazer seus discursos, suas falas, ou pra sentar no banco e ler um livro, enfim, ela é de fato essa possibilidade de criar uma praça pública digital. DAMNY: Esse aí é o ativista digital, comunicador e um dos fundadores da Fundação Alquimidia em Florianópolis, o Thiago Gonzaga, mais conhecido como Thiago Skarnio. Isso que ele acabou de falar é crucial: você pode ajudar a construir sua própria praça pública, seu próprio bairro. Soberania digital começa aí. ROGÉRIO: Exato. Mas vamos organizar isso. O Fediverso é formado por um conjunto de servidores independentes que se comunicam entre si. Cada um desses servidores é chamado de instância. Uma instância pode ser imensa, com dezenas de milhares de usuários, ou pode ser pequena, com meia dúzia de amigos. Pode ser administrada por uma universidade, por um coletivo de ativistas, por uma empresa, uma escola, ou só uma pessoa. DAMNY: O importante é que cada instância é autônoma. Ela define suas próprias regras de moderação, sua política de privacidade, seu código de conduta. E, ao mesmo tempo, ela conversa com as outras instâncias. Apesar de serem instancias independentes, elas conseguem conversar entre elas. Isso que é conhecido como universo federado. Além disso, precisamos falar de outra característica do Fediverso: a interoperabilidade. ROGÉRIO: Essa é uma palavra feia, mas o conceito é simples. Interoperabilidade é a capacidade de sistemas diferentes se entenderem. Imagina que o que você posta no X pudesse ser visto pelos usuários do Instagram ou vice-versa. Isso não é possível de se fazer nessas redes comerciais porque trabalham com protocolos e linguagens fechadas. No Fediverso, isso só funciona porque todas as plataformas e redes sociais utilizam o mesmo protocolo, chamado ActivityPub. DAMNY: Nestas redes sociais – sejam de blogs, microblogs, vídeos, imagens ou outros tipos de conteúdo – os sites do Fediverso que utilizam esse protocolo conseguem se conectar entre si, pois todos falam a mesma linguagem. ROGÉRIO: E isso é o oposto do que as Big Tech fazem. Elas constroem muralhas. Você não leva seus contatos do Instagram pro Threads, por exemplo. Você não exporta sua lista de seguidores do X pro Bluesky. Cada plataforma é uma ilha, e mudar de ilha significa recomeçar do zero. DAMNY: Enquanto isso, no Fediverso, você pode migrar de uma instância para outra, levar seus contatos, manter suas conversas. Neste caso, você é o dono dos seus contatos. Ou, no mínimo, é a comunidade que você escolheu. ROGÉRIO: Vamos dar um exemplo. O Mastodon é a plataforma mais popular do Fediverso, hoje com mais de 10 milhões de usuários. DAMNY: Essa rede costuma ser comparada ao X, já que também funciona como um micro‑blog. A interface lembra o X – com posts de até 500 caracteres, linha do tempo, reposts e favoritos – mas a lógica é totalmente diferente. ROGÉRIO: Diferente em pelo menos três aspectos fundamentais. Primeiro: não há um algoritmo influenciando no que você vê. O feed é cronológico reverso. O que seus contatos postam aparece na ordem em que publicaram. Se você está nas redes há mais tempo, deve lembrar que no começo o Facebook e o Instagram até seguiam essa lógica, mas mudaram completamente a entrega dos posts nos últimos anos. DAMNY: Segundo: a moderação é comunitária. Cada instância possui regras próprias, acessíveis e transparentes a todos os usuários. Se você não concorda com a moderação da sua instância, pode se mudar para outra. ROGÉRIO: Terceiro: não há anúncios. Mastodon, por exemplo, não é comercializado como um produto porque não tem acionistas. Seu financiamento vem de doações, campanhas de financiamento coletivo, apoio institucional e outras fontes. Isso transforma radicalmente a relação entre a plataforma e seus usuários. DAMNY: Agora, é importante deixar claro que descentralização não é sinônimo de solução para todos os problemas. Existem, sim, instâncias tóxicas no Fediverso, como de grupos extremistas, negacionistas e assediadores. A diferença é que, no Fediverso, as comunidades podem se desfederar. O Thiago explica um pouco: THIAGO: O Fediverso tem um pouco de autorregulação. Se uma instância é nociva, permite conteúdo tóxico, ela acaba sendo isolada de várias outras instâncias. Você pode bloquear aquela instância. Assim como o e-mail. Não quer mais receber e-mail de tal domínio. Você pode bloquear. ROGÉRIO: E isso nos leva a um ponto crucial. Nas redes centralizadas, você está sempre sujeito ao arbítrio unilateral de uma empresa. Se o X do Musk decide que você violou uma regra, mesmo que vaga e mal explicada, você pode perder sua conta. Recurso às vezes nem existe. No Fediverso, a relação já é outra. Você não é súdito, você é cidadão. DAMNY: Cidadão de uma federação. Pois a federação consiste exatamente nisso: unidades autônomas que decidem cooperar, servidores administrados por pessoas como eu e você, dispostos a criar verdadeiras redes sociais. Nenhum deles controla o outro, mas todos podem se comunicar. Se quiserem interromper a comunicação, podem silenciar ou bloquear mutuamente. ROGÉRIO: E a promessa é a de uma experiência online onde você não é o produto, onde o algoritmo não te manipula, onde suas conversas não são vigiadas para alimentar máquinas de perfilamento e publicidade comportamental. Mais do que uma promessa, é um ato de autonomia e de soberania digital. DAMNY: Mas como atrair pessoas para esse universo? Como encontrar uma instância ou comunidade que faça sentido? E como garantir que essas redes não repitam, em outra roupagem, os mesmos problemas de outras redes comerciais? E também, se o Fediverso é tão bom assim, por que todas as pessoas não estão o utilizando? ROGÉRIO: É sobre isso que a gente vai conversar no próximo bloco. Porque o Fediverso não é só tecnologia. É cultura, é política, é experimentação institucional. E tem gente aqui no Brasil construindo isso com as próprias mãos. [Música] ROGÉRIO: Instituições públicas e movimentos sociais no Brasil têm começado a experimentar o Fediverso como alternativa às plataformas comerciais, como é o caso de universidades, órgãos de pesquisa e equipamentos culturais. Gente que decidiu que não queria mais alimentar máquinas de vigilância com os dados da sua própria comunicação institucional. DAMNY: Exato. Porque uma coisa é a migração individual, a escolha pessoal de abandonar uma determinada rede. Outra coisa, é quando uma instituição pública ou um movimento social decide ocupar novos territórios. Aí a conversa ganha contornos de política pública, de infraestrutura, de projeto de país. ROGÉRIO: E essa questão se refere a isso que chamamos de soberania digital. Conceito que parece abstrato, mas que se materializa em decisões muito concretas. Quem guarda meus dados? Quem define as regras da minha conversa? Quem pode me expulsar de um espaço? E, mais importante: eu posso construir meu próprio espaço? DAMNY: O Fediverso oferece uma resposta possível para essas perguntas. Não por acaso tem atraído atenção de pesquisadores, ativistas, jornalistas e gestores públicos no Brasil e no mundo. Essa iniciativa de procurar o Fediverso como alternativa não surge isoladamente; ela responde a um movimento já em andamento ao redor do globo. Grandes instituições passaram a abandonar o X, por exemplo. ROGÉRIO: Pois é. O The Guardian, com 27 milhões de seguidores, anunciou sua saída do X, classificando a plataforma como tóxica e afirmando que o Elon Musk tem usado sua influência para moldar o discurso político. Mais de sessenta universidades na Alemanha e na Áustria também decidiram encerrar suas contas porque os algoritmos da plataforma, segundo elas, se opõem à integridade científica e democrática. DAMNY: Na França, 86 associações solidárias e ambientalistas também abandonaram o X. Na Espanha, a Greenpeace e a Conferência de Reitores das Universidades Espanholas também se despediram. O argumento se repete: a plataforma não reflete mais os valores das instituições que a ocupavam. São 60 mil contas desativadas por dia, e isso foi só em novembro de 2024. ROGÉRIO: E no Brasil a gente também tem sentido esse movimento. Milhões de usuários deixaram o X nos últimos meses, e a empresa perdeu entre 80 e 100 milhões de dólares anuais em receita no país. Mas, o boicote é louvável, porém ainda tá longe do ideal. DAMNY: Exato. A pergunta que fica é: para onde ir? Muita gente tem migrado para o Threads ou o Bluesky. Essa última é uma plataforma descentralizada, sim, mas mantida por bilionários, o antigo dono do Twitter, Jack Dorsey, que no fim das contas é mais um Tech Bro. Trocar um bilionário por outro, mesmo com arquitetura diferente, não resolve o problema estrutural da concentração de poder e da falta de controle comunitário. ROGÉRIO: É aí que entra o Fediverso. E o que a gente tem visto é que, paralelamente a esse êxodo, há um movimento de instituições públicas brasileiras, movimentos sociais, coletivos e ativistas que estão fazendo uma aposta diferente. Em vez de migrar para outra plataforma comercial, estão ocupando o Fediverso, criando instâncias, desenvolvendo comunidades, experimentando soberania digital na prática. DAMNY: Sobre isso falará Thiago Skarnio, o único latino-americano no conselho do FediForum, o maior evento mundial dedicado a pensar e melhorar o Fediverso. THIAGO: Ano passado a gente conseguiu articular, fez uma sugestão também para o Comitê Gestor da Internet, que tivesse o domínio social.br para que tivesse uma extensão de domínio específica para mídias sociais, focando nas instâncias do Fediverso. Foi acatado isso, a gente achou bem legal, então dá para registrar o social.br hoje, indica que aquilo é uma mídia social. A gente fez o Websocial.br, né, o Dam participou, falando das universidades, iniciativas, e tem feito algumas ações que eu chamo de ações estruturantes para o Fediverso né? Criou um fórum online para os organizadores de instâncias trocarem informações e debaterem, e documentarem, né, tirarem suas dúvidas, para quem está mais tempo no Fediverso, isso é para focar em quem mantém a instância. E recentemente articulou também para que existisse uma instância chamada Orgânica.social, que é uma instância que está aberta hoje, é uma instância feita junto com a Pop Solutions, ela está hospedada em território nacional, e ela é feita para acolher um grande volume de pessoas no Brasil, se o Twitter saiu do ar, o Instagram, se precisar de algum lugar para correr hoje existe a Orgânica.social. Essa iniciativa coletiva também tem muitas pessoas ali, tem uma comunidade cada vez mais crescente, tem o coletivo Onda, que está ajudando também com a moderação, junto com as pessoas da própria comunidade, e a Alquimidia tem ajudado a construir isso. ROGÉRIO: Entre essas ações estruturantes para o Fediverso que o Thiago acabou de mencionar, a que mais tem tido impacto é a criação da instância da Organica.Social, uma rede social descentralizada no Brasil, com a infraestrutura do Mastodon. Hoje a Orgânica tem quase 2 mil usuários e continua crescendo graças à campanha #vemprofediverso, impulsionada pela Alquimidia e outros parceiros nas redes sociais corporativas. THIAGO: Porque eu considero que a gente está hoje prototipando uma web social brasileira, o que a gente está fazendo hoje é meio que prototipando, a gente sabe que tem ainda pouca gente relacionada à população brasileira inteira, mas a gente sabe que o que a gente está fazendo hoje está sendo feito para ficar grande, para que seja ocupado e utilizado por toda a população. Tem feito várias frentes também com governos para ver se eles implementam, e tem acompanhado essas iniciativas universitárias, que é muito legal também, e a gente sabe que uma hora isso vai acabar crescendo bastante. DAMNY: O Thiago também falou como é gerenciada a instância da Organica e as diferenças na governança em relação com as redes sociais comerciais. THIAGO: a proposta da orgânica é ser uma instância comunitária. A gente meio que lançou uma proposta que é para ser coletiva, cada vez mais. Ela é coletiva e vai ser mais. A gente participa da governança da instância junto com outras organizações e pessoas. A gente participa da moderação, nós criamos os termos de uso, depois de muita pesquisa, as regras a gente também organizou baseado nas experiências anteriores do Fediverso e outras instâncias. E a gente participa hoje também da parte do acolhimento. A gente tem tutoriais sobre o Fediverso e manda para as pessoas, disponibiliza. Então, a gente tem feito essa atuação na orgânica de cultivar a cultura federada. A diferença disso para uma rede como o Instagram é porque o Instagram está na mão de uma empresa bilionária, na mão de um bilionário e que o código é fechado, então, a gente não tem como participar da governança do Instagram. A gente não tem como definir as regras de funcionamento, a gente não tem como participar. ROGÉRIO: Quando Thiago fala sobre código fechado, ele toca num tema fundamental para as redes descentralizadas: o software livre e o código aberto. Esses princípios permitem que conheçamos o funcionamento das plataformas — por exemplo, como o Mastodon, que foi construído com código aberto justamente para que possa ser replicado e adaptado por qualquer pessoa. THIAGO: O código da orgânica é um código do Mastodon. A pessoa pode olhar o código, como é que funciona, ver o que está acontecendo ali, e pode entrar em contato com os moderadores, pode questionar, pode enfim, tem várias formas hoje de participar da gestão da orgânica. A ideia é criar um conselho mesmo dos moderadores. Então tem várias formas de participar da orgânica, enquanto no Instagram não tem como. Não tem como você participar de nada você só consome aquilo que está ali, e no máximo você vai gerir teus contatos. DAMNY: Esse movimento de grupos que fazem acontecer a Organica.Social, que atrai outras pessoas pro Fediverso e geram novas redes sociais e comunidades, é o que o Rafael Evangelista enxerga como a possibilidade sociotécnica das redes federadas e descentralizadas. Que não é mais do que a possibilidade de fazer uma transição desse modo de uso de redes sociais, como acontece hoje nas redes centralizadas, para um modo que aponte para a ideia de apropriação tecnológica por parte de grupos sociais organizados. ROGÉRIO: O Rafael, pra quem não sabe, é professor do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp (Labjor) e conselheiro do Comitê Gestor da Internet (CGI), ele quem teve a ideia de criar uma instância no Mastodon pro Nudecri, núcleo do qual o Labjor faz parte. RAFAEL: O Nudecri é um núcleo de pesquisa que é uma estrutura que não existe tipicamente em outras universidades, outras universidades estão estruturadas em institutos que dão cursos de graduação e pós, etc., e nós somos um núcleo de pesquisa que porventura dá cursos de pós-graduação, mas nós somos essencialmente um núcleo de pesquisa. Esse núcleo de pesquisa que é o Nudecri, por teimosia de algumas pessoas do próprio núcleo, a gente sempre insistiu em manter um conjunto de ferramentas tecnológicas próximas a nós, a gente sempre foi refratário a ideia de, por exemplo, pegar sites jornalísticos que nós fazemos e colocar em grandes provedores, a gente sempre gostou de ter essa estrutura conosco, então temos o nosso servidor no laboratório, então a gente tem um servidor nosso no laboratório não porque a gente resolveu ter agora, a gente tem isso desde os anos 2000, e isso foi ficando e a gente foi brigando pra manter. E essa briga por manter envolve essa percepção de pesquisadores de que era importante ter controle da tecnologia, de conhecer a tecnologia. Da tecnologia ser um tema pra nós e a gente sentir que tem que estar próximo dela com a capacidade de experimentar e também porque a gente desde o começo foi muito claro de que nos cabia ter e que não nos cabia ter. DAMNY: Existe também um aspecto super importante, ter uma pessoa técnica no campo da TI, como bem destaca o Rafael. RAFAEL: Nós temos um funcionário nosso que é um TI, temos um TI integrado, isso é altamente importante pra esse processo da gente ter isso mais próximo, foi por ter essa relação próxima que eu pude pegar e falar com o técnico, poxa, será que a gente consegue experimentar? E aí preciso tirar o chapéu pro André que é o nosso TI, porque além de tudo, a gente não basta ter um TI, a gente precisa ter um TI que esteja interessado em ser parceiro nas experimentações tecnológicas. ROGÉRIO: E se você tá dentro de uma universidade, deve ter acesso ao drive do Google pelo seu e-mail institucional, por exemplo. Só que essa “parceria” é algo que acaba fragilizando a soberania e a autonomia universitária. É algo que o coletivo Rede pela Soberania Digital Brasileira apontou no manifesto entregue ao presidente Lula em setembro de 2023. A experiência que vem desenvolvendo o Nudecri é tanto um exercício de apropriação tecnológica quanto uma forma de ir contra esse movimento. DAMNY: Nesse contexto, o Rafael convida a gente a refletir. RAFAEL: Como é que as universidades podem ser também um lugar para a produção dessa sociabilidade em torno da tecnologia para a produção dessa apropriação tecnológica num contexto de resistência à terceirização das infraestruturas tecnológicas para as Big Techs? Então, ter uma instância do Mastodon no nosso servidor é importante porque é um sinal de que um desses lugares de apropriação tecnológica podem ser os grupos de pesquisa. ROGÉRIO: E podem ser mesmo, né, Dam? Você precisa saber que o Damny e o Rafael levantaram um projeto de pesquisa sobre Fediverso nas Universidades, certo? DAMNY: Exatamente. O projeto leva por nome “O Fediverso nas Universidades Públicas: iniciativas para a construção de uma soberania digital nas universidades paulistas”. E a partir dele começamos um projeto de divulgação científica, com uma bolsa Mídia Ciência da Fapesp, graças à qual estamos aqui fazendo esse episódio hoje. Mas o Rafael pode nos falar melhor como tem sido isso. RAFAEL: A gente tentou fazer um processo de convencimento dos pesquisadores para que eles se apropriem do Fediverso, mas esse processo foi também de tentar trazer os veículos que esses pesquisadores gerenciam para dentro do Fediverso. ROGÉRIO: E graças ao esforço de vocês o Oxigênio e a revista ComCiência estão no Mastodon, e ouvi que os outros veículos do Nudecri também estão chegando né. DAMNY: Estão chegando e seguimos no processo de atrair e de convencer eles que aqui no Fediverso esses veículos têm audiência. ROGÉRIO: Definitivamente é tudo um desafio que precisa de estratégia para convencer às pessoas a entrarem pro Fediverso porque é algo diferente dentre nossa cultura de redes sociais. Mas, argumentos não nos faltam do ponto de vista ético e político, como já mencionamos. Ainda assim parece que falta alguma coisa. RAFAEL: mais do que trazer as pessoas para cá, para o Fediverso, eu acho que o desafio é trazer conteúdo para o Fediverso. Então, não é só que o pesquisador “x” tenha o seu perfil lá, não, é que essa produção que ele trabalha de graça para as redes comerciais, que ele trabalha de graça para o público para uma rede social que é um bem comum, uma rede social que é aberta, descentralizada, federada, etc., quer dizer, quando você tiver mais conteúdo no Fediverso as pessoas vão tender a entrar no Fediverso. Porque acho que as pessoas vão atrás não só das relações sociais que estão nas redes sociais, elas vão atrás dos conteúdos que estão nas redes sociais. DAMNY: Esse trabalho que estamos fazendo no Nudecri para divulgar e comunicar ciência no Fediverso é um esforço como o que vem fazendo, por exemplo, a Comissão Europeia, algumas organizações ambientais, os governos da França, Suíça, Holanda e Alemanha, e alguns veículos de comunicação como a BBC que decidiram também implementar seus próprios servidores em redes sociais descentralizadas como o Mastodon. Tudo isso num esforço por se desvencilhar das redes sociais nas mãos e sob completo controle das big techs. E nesse sentido eu gostaria de destacar o trabalho que está fazendo a Holanda. Lá a Cooperativa de TI da educação e pesquisa holandesa, a SURF (que em português é algo assim como “Instalações Colaborativas de Computação Universitária”) eles pararam de usar o X por causa das políticas antidemocráticas do Musk, e agora estão explorando o Mastodon como uma plataforma de código aberto para educação e pesquisa no país. O piloto foi lançado em fevereiro de 2023 e continua em andamento. Estudantes, pesquisadores, funcionários e instituições da Holanda podem experimentar o Mastodon de forma acessível. ROGÉRIO: E uma curiosidade: A SURF foi quem criou o sistema Eduroam, sabe? O Wi-Fi público que usamos aqui na Unicamp e na maioria das universidades do país e no mundo. E tem mais, lembra que a gente falou que a base destas ações estão no código aberto e o software livre? Bom, aqui no Brasil há uma experiência que está sendo implementada em outras partes do mundo. Uma demonstração de como funciona uma política pública baseada em software livre: o Tainacan. DAMNY: A gente conversou com um dos seus criadores, o José Murilo, especialista em políticas públicas voltadas para a tecnologia digital e a internet, e coordenador de Arquitetura da Informação Museal no Instituto Brasileiro de Museus, o Ibram. Ele vai nos explicar o que é e o que faz o Tainacan. MURILO: Ele é um repositório digital. Então, basicamente, ele trata da publicação de acervos digitais, de instituições de memória, arquivos, bibliotecas e museus. Agora, ele está pronto para publicar qualquer coleção. Se você tem uma coleção de chaveiros e você quer publicá-la na internet, você tem, e é muito fácil porque é um plugin, basta você, se você tem o WordPress já instalado rapidamente, você já começa a operar. E ele é uma ferramenta muito interessante, porque, por ser um plugin para WordPress, ele muito facilmente chupa arquivos, acervos. Por exemplo, ele chupa acervos do YouTube, ele chupa acervos do Flickr, e trazendo metadados. E, rapidamente, aquilo vira uma coleção que você está hospedando localmente, enfim. DAMNY: O Murilo tocou em dois conceitos importantes: o WordPress e plugins. Acho que vale a gente fazer um parêntese para entender melhor como funciona o Tainacan. Porque quando a gente fala em Fediverso, em instâncias, em protocolos, pode parecer que estamos falando de um mundo muito distante da experiência comum das pessoas. Mas existem pontes. Uma delas é o WordPress que é uma plataforma de publicação, originalmente para blogs, que hoje alimenta mais de 40% de todos os sites da internet. É um software livre, o que significa que qualquer pessoa pode baixar, instalar, modificar e usar sem pedir licença a ninguém. ROGÉRIO: E o que são plugins? São como aplicativos que você instala no seu site para adicionar funcionalidades novas. Quer uma loja virtual? Instala um plugin. Quer integração com redes sociais? Instala outro. Quer que seu site WordPress se torne parte do Fediverso? Existe um plugin para isso. Ele faz com que seu site passe a falar a língua do ActivityPub, aquele protocolo que a gente mencionou, e pronto. As pessoas podem seguir seu site diretamente no Mastodon e comentar seus posts, interagir como se estivessem na mesma rede. É uma forma de trazer a lógica do Fediverso para dentro de ferramentas que milhões de pessoas já usam, sem precisar aprender nada do zero. DAMNY: Então o Tainacan é esse plugin, que como bem falou o Murilo, é só adicionar ao seu site ou blog, e já faz o trabalho de criar um acervo do que você quiser. ROGÉRIO: O Tainacan é uma ferramenta maravilhosa, mas o mais importante é que é produto de uma política pública, feito em instituições públicas, numa relação entre o Ibram e as universidades federais. MURILO: Antes do MinC (Ministério da Cultura) ser extinto, a gente tinha iniciado, a partir do Fórum da Cultura Digital Brasileira, uma política para acervos digitais, pensando numa tecnologia que pudesse atender a interoperabilidade entre arquivos, bibliotecas e museus. E nisso surgiu o Tainacan. O Tainacan ele nasce lá em 2016, 2015, na verdade, quando a gente tinha feito uns editais de digitalização de cultura afro, e a gente queria um protótipo de tecnologia que pudesse atender a essa demanda, ou seja, de difundir acervos digitais, tratando dos modelos de dados de arquivos, bibliotecas e museus. DAMNY: Tem várias pessoas envolvidas nesse projeto, que integra o Programa Acervo em Rede, uma política pública baseada em software livre. Mas, uma que é central é o professor Dalton Martins, especialista em ciências da informação, quem iniciou o projeto na Universidade Federal de Goiás, e foi para o Ibram para ocupar o cargo de Coordenador-Geral de Sistemas de Informação Museal. Também, é importante, houve uma conexão muito forte com a Universidade Federal do Espírito Santo. ROGÉRIO: Vale destacar que esse desenho institucional proposto para essa cooperação Ibram-Universidade favoreceu o envolvimento de jovens museólogos, arquivistas e bibliotecários na formulação e implementação de aplicações, e na ativação de redes para o campo museal. E tudo isso movimentado pela cultura do software livre. Mas por que isso é importante? MURILO: Olha, o software livre é a única forma de você ter realmente uma garantia de que aquela aplicação vai continuar funcionando como ela funciona hoje, sem a interferência externa. Quando fala, por exemplo, quando a gente anuncia o Tainacan e faz a propaganda dele, é um pouco nesse sentido. Como é que você vai garantir que a informação pública que você está publicando numa plataforma proprietária vai continuar publicada com aquele mesmo tipo de acesso perenemente? Não tem como. A única forma de você garantir é com o software livre. Então, assim, eu acho muito importante que a gente tenha chegado nesse ponto no campo da cultura, com um projeto dessa natureza, mostrando o caminho. Acho que a gente não tem a visibilidade que a gente deveria ter, porque o acesso a esse software é muito fácil. Você baixar um plugin é muito fácil. Nós temos tutoriais da formação de utilização da ferramenta no YouTube, e temos uma equipe lá que está pronto para dar suporte para todo mundo. Tem muita gente fazendo o seu próprio Tainacan. A gente deu atendimento ao pessoal do Corinthians, o pessoal da Mangueira, enfim, a conversa está espalhando, e as pessoas estão vendo que publicar seus próprios acervos faz sentido no século XXI. DAMNY: Olha a magnitude deste bem público que é o Tainacan. Qualquer um pode fazer uso dele. Instituições do tamanho do Corinthians, da Mangueira, estão querendo usar ele para guardar seus acervos. E a questão não fica só aqui no Brasil. MURILO: Ah, eu quero dizer também que os museus federais do México já usam Tainacan e os museus da Colômbia também já estão utilizando Tainacan. O que está quase permitindo que a gente pense num agregador Americana. Já pensou? ROGÉRIO: Então o Tainacan tem impacto além das fronteiras brasileiras. Ele é quem permite o funcionamento de mais uma grande criação para os acervos culturais digitais: a Brasiliana Museus, um serviço de agregação de coleções museológicas desenvolvido a partir do Tainacan. MURILO: A Brasiliana, ela vem de um desafio que a gente sempre colocou quando a gente pensava a política para acervos digitais. A gente falava que a gente deveria ter como meta um agregador e uma máquina de busca nos conteúdos da cultura brasileira. Que não fosse o algoritmo do Google, ou seja, que a gente pudesse de alguma forma trabalhar essa instância da pesquisa e exploração em busca como política pública, como uma forma que o algoritmo que você pensasse para isso estivesse dando visibilidade aos conteúdos da cultura brasileira, enfim. Então a brasiliana começa um pouco assim, como um agregador museológico, de instituições museológicas, mas o grande desafio era a gente estar trabalhando com esses índices de forma a produzir uma busca de qualidade, através desses indicadores. Então foi assim, a gente iniciou com os museus do Ibram, mas na medida em que a brasiliana foi lançada, ela já abriu para adesão de outras instituições, teve entrada do Museu da Pessoa, por exemplo. DAMNY: Com a Brasiliana, o Ibram inaugurou a iniciativa dos Museus brasileiros no Fediverso, quando ativaram o plugin ActivityPub no site WordPress da Brasiliana Museus, e publicaram o primeiro post de um domínio gov.br na web social, ou seja, no Fediverso. MURILO: A gente parte, eu acho que é um post que eu fiz na Brasiliana, em janeiro de 2024, era isso, ou seja, a gente estava constatando que o estado das redes sociais era uma coisa calamitosa e que, a partir da política pública, a gente gostaria de explorar possibilidades, alternativas, enfim, na perspectiva dos museus. E quando eu digo isso, eu quero dizer que, por exemplo, museus utilizam intensamente Instagram, já utilizaram mais, mas usam muito o Flickr. E a gente sempre teve essa ideia de que gostaria de, pelo menos, oferecer uma alternativa, oferecer uma possibilidade que um determinado museu quisesse usar algo alternativo, que houvesse essa possibilidade. Então, foi assim. Foi a possibilidade de criar contas para os museus no Fediverso. ROGÉRIO: O projeto do Fediverso do Ibram continua crescendo. Eles criaram a instância no Mastodon, chamada social.museus.gov.br, já ha mais de um ano. MURILO: Então, aí a gente lançou, mas a gente foi bem devagar, fazendo experimentos, a gente criou uma conta do Cadastro, que também publica os itens do Tainacan lá, a Brasiliana está publicando também os itens do Tainacan, mas isso a gente não está divulgando ainda, é tudo como experimento, aí a gente mostra para alguns parceiros, olha como é que está aí. E a gente estava com um plano, chegamos a conversar com o Comitê Gestor da Internet, de ter o domínio Museu.br, que ele não está ativado ainda, a ideia do comitê gestor era usar, tendo uma instituição como porteiro ali, e aí a gente falou, o Ibram pode ser esse porteiro, mas o que a gente queria mesmo era começar o social.museu.br, ser o primeiro, para que a partir dali a gente desse instâncias para os vários museus. O museu ganhava conta e aí, ou seja, essa instância seria para contas de museus. Isso está ainda encaminhando, hoje mesmo eu retomei essa conversa, o comitê gestor já deu ok, só está faltando a gente se organizar aqui. DAMNY: esse caso do Ibram com a criação do Tainacan e a Brasiliana Museus é mais uma evidência de como é possível construir política pública com uso do software livre, unindo esforços de diversas instituições públicas para obter um bem público e acesso à informação e à educação. MURILO: Para você ver, quando a política pública é integrada ela vai provocando novos desenvolvimentos que são correlacionados, e como está tudo software livre a coisa vai no mesmo nível, vai na mesma linha. Então é uma coisa assim, é um ciclo virtuoso que a gente tem que realmente incentivar. ROGÉRIO: E temos que incentivar mesmo, como as experiências que comentamos nesse episódio, a Organica.Social, o Tainacan, a Brasiliana Museus, e as instâncias do Nudecri para divulgar ciência. Essas são evidências de que é possível, sim, construirmos soberania digital e autonomia através da apropriação de tecnologias de código aberto e software livre. [música] ROGÉRIO: A pesquisa, entrevistas, roteiro, e apresentação desse episódio foi feita pelo Damny Laya e por mim, Rogério Bordini, que também fui responsável pela edição desse episódio. DAMNY: O Oxigênio é um podcast produzido pelos alunos do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp e colaboradores externos. Tem parceria com a Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp e apoio do Serviço de Auxílio ao Estudante da Unicamp. Agradecemos em especial a revisão da coordenadora do Oxigênio, Simone Pallone de Figueiredo, e a doutoranda Mayra Trinca. Além disso, contamos com o apoio da FAPESP, que financia bolsas como a que nos apoia neste projeto de divulgação científica. ROGÉRIO: Obrigado por ouvir até aqui, e se quiser, deixa um comentário sobre esse episódio na sua plataforma de áudio preferida ou nas redes sociais, sobretudo no Mastodon, que a gente está esperando por vocês lá. Você encontra a gente em todas as plataformas como Oxigênio Podcast. Obrigado, até mais. [VINHETA OXIGÊNIO] Créditos: Os sons de rolha e os loops de baixo são da biblioteca de loops do Garage Band. Roteiro: Damny Laya e Rogério Bordini Produção: Rogério Bordini Pesquisa: Damny Laya Narração: Damny Laya e Rogério Bordini Entrevistados: Rafael Evangelista, Thiago Skarnio, José Murilo Projetos citados Projeto Tainacan: https://tainacan.org/ Projeto Piloto da SURF (Holanda): https://www.surf.nl/en/about-the-mastodon-pilot Rede Organica.Social: https://organica.social/explore Observatório do Fediverso: alquimidia.org/fediverso/ Relatórios Técnicos SANTINI, R. M., BORGES, M., FERREIRA, F., SALLES, D. G., GRAEL, F., & BARROS, C. E. (2023). NETLAB. Estudo da campanha contra o PL 2630 e regulamentação das plataformas digitais. 2023. (p. 23). UFRJ. https://netlab.eco.ufrj.br/post/estudo-da-campanha-contra-o-pl-2630-e-regulamenta%C3%A7%C3%A3o-das-plataformas-digitais Notícias e Reportagens BONIFAZ, R. (2023, outubro 5). Redes libres y federadas: Construyendo el fediverso – Por una Internet Ciudadana. https://al.internetsocialforum.net/2023/10/05/redes-libres-y-federadas-construyendo-el-fediverso/ BLOOMBERG. Bloqueio do X no Brasil custa milhões de usuários a Musk, mas afeta pouco a receita dos negócios. O Globo, Rio de Janeiro, 5 set. 2024. Disponível em: https://oglobo.globo.com/economia/negocios/noticia/2024/09/05/bloqueio-do-x-no-brasil-custa-milhoes-de-usuarios-a-musk-mas-afeta-pouco-a-receita-dos-negocios.ghtml. CORREIO DA MANHÃ. Milhares de utilizadores abandonam a rede social X no dia da tomada de posse de Trump. Correio da Manhã, Lisboa, 20 jan. 2025. Disponível em: https://www.cmjornal.pt/mundo/detalhe/milhares-de-utilizadores-abandonam-a-rede-social-x-no-dia-da-tomada-de-posse-de-trump. DEUTSCHE WELLE. German institutions depart X, a day after Musk’s Weidel talk. Deutsche Welle, Bonn, 10 jan. 2025. Disponível em: https://www.dw.com/en/german-institutions-depart-x-a-day-after-musks-weidel-talk/a-71266331. DEUTCH, J., ALBORNOZ, D., & JOHNSON, O. (2024). Resumen ejecutivo: Explorando una transición hacia plataformas de redes sociales alternativas para organizaciones de justicia social en el mundo mayoritario. The Engine Room. https://www.theengineroom.org/wp-content/uploads/2024/12/Resumen_Ejecutivo_Explorando-una-transicion_29-11-24.pdf JACOBS, E. (2024, novembro 22). Profissionais começam nos EUA abandono em massa de rede social X, de Elon Musk. Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/tec/2024/11/profissionais-comecam-abandono-em-massa-de-rede-social-x-de-elon-musk.shtml LEÓN, Lucas Pordeus. Big techs dos EUA influenciaram sanção de Trump contra o Brasil. Agência Brasil, Brasília, 10 jul. 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2025-07/big-techs-dos-eua-influenciaram-sancao-de-trump-contra-o-brasil LIBERIA.SITE. Mastodon Statistics. libera.site, [S.l.], 6 mar. 2026. Disponível em: https://libera.site/channel/mastodon MORAES, Gabriel Boscardim de; SILVEIRA, Sérgio Amadeu da. et al. Manifesto pela Soberania Digital nas Universidades Públicas Brasileiras. Soberania.Digital, [S.l.], 19 ago. 2024. Disponível em: https://soberania.digital/manifesto-pela-soberania-digital-nas-universidades-publicas-brasileiras-2/ PORTAL TELA. Associações ambientalistas abandonam X em protesto contra ‘perigo para a democracia’. Portal Tela, [S.l.], 17 jan. 2025. Disponível em: https://www.portaltela.com/noticias/internacional/2025/01/17/associacoes-ambientalistas-abandonam-x-em-protesto-contra-perigo-para-a-democracia/ SCOFIELD, Laura; VIANA, Natalia. Como as Big Techs mataram o PL das Fake News. Agência Pública, São Paulo, 9 set. 2025. Disponível em: https://apublica.org/2025/09/como-as-big-techs-mataram-o-pl-das-fake-news/
E aí, tudo bem por aqui?Profa Ju chegando. Sejam todos bem-vindos.Quero desejar uma ótima semana para você que ouve semanalmente o nosso conteúdo!Um abraço forte e bem brasileiro! Hoje, nós vamos falar sobre cultura brasileira e que, na minha opinião, apesar de ser muito vendido para o exterior não é a maior festa do Brasil. A conversa de hoje é sobre o Carnaval. Isso mesmo! Este episódio será um basta para a sua falta de conhecimento sobre o Carnaval. Gente! Desculpe pela expressão que vou usar, mas é importante!Preciso que dizer que carnaval não é somente putaria. A festa de Carnaval está muito além do que você pode imaginar. Prepare-se e recomendo ouvir esse conteúdo mais de uma vez!No episódio 54 – Antes do samba: Chiquinha Gonzaga, falei sobre o pioneirismo e coragem da musicista ao romper com as tradições da época e apresentar o primeiro samba-enredo que representa hodiernamente o carnaval. Falei também sobre Noel Rosa, episódio 55 e sobre Cartola e a Estação Primeira de Mangueira, episódio 56. Você já teve algum momento em que quis subverter a ordem? Algum momento que pudesse deixar de ver as coisas como são e, temporariamente, assumir o inverso? Se existisse um momento do ano no seu país que isso fosse possível, como seria para você?
E o podcast dessa semana não poderia ser outro tema, senão, CARNAVAL!Por isso, escolhi três músicas de carnaval de períodos distintos para a gente falar um pouco de história e de música: Ô Abre Alas! De Chiquinha Gonzaga (1899), Noite dos Mascarados de Chico Buarque (1967) e o samba-enredo da Mangueira História para Ninar Gente Grande (2019), também conhecido como Samba de Marielle.Vamos falar do ativismo de Chiquinha, da importância de canções como a de Chico no período da ditadura e da homenagem da Mangueira a das tantas heroínas que não podem ser esquecidas pela história.Venha ouvir o episódio #123 do podcast ‘Oi, Gente' pelo link do stories ou da bio e bom carnaval! Apresentação: Lilia Schwarcz Direção: Newman Costa Edição: Amanda Hatzyrah Roteiro: Luiz Fujita Jr e Lilia Schwarcz Redes: Tainah Medeiros Realização: Baioque Conteúdo
Na véspera do desfile das escolas de samba, conheça a trajetória de quatro porta-bandeiras que representam suas comunidades no carnaval do Rio de Janeiro. Nesta reportagem, Squel Jorgea, atualmente na Portela, descreve a alegria de ser foliã, comenta como a festa se encontra com a sua fé e lembra momentos marcantes da carreira.Reportagem: Luisa Cuerci e João Gabriel CorrêaEdição: Thiago Kropf
“Alvoradas de Cartola” é o título da mostra permanente, que reúne manuscritos, objetos pessoais, imagens, instalações sensoriais e outros materiais inéditos. A inauguração ocorre na segunda-feira, primeiro de dezembro, com roda de samba, a partir das 19h. O Museu do Samba fica na rua Visconde de Niterói, número 1296, Mangueira.Reportagem: Beatriz FonsecaEdição: Gustavo Silveira
Fala gente, estou enviando o episódio do apoia.se da semana!
Il n'avait pas sorti d'album depuis dix ans et nous est revenu cette année avec un petit bijou funky de musiques à danser. Un album-racine riche de tout ce que le Brésil recèle de musiques afros, de Rio à Salvador de Bahia. Rencontre avec un artiste qui porte haut les couleurs d'un pays complexe et incarne, avec une élégance intemporelle, une certaine idée de la résilience. Seu Jorge, «Monsieur» Jorge, est né en 1970 dans la banlieue industrielle de Rio, bien loin des clichés de plages dorées. Il a appris la vie dans la rue, la guitare lui a donné une voix. C'est avec Farofa Carioca, un groupe de samba-funk déjanté, qu'il a fait ses premières armes dans les années 90. Puis, dès le début des années 2000, sa carrière solo va être marquée par des albums qui claquent comme des classiques : Carolina, Cru ou encore Música para Churrasco. Chacun de ces disques est une déclaration d'amour à la culture brésilienne, un mélange de samba, de bossa-nova et de pop qui fait vibrer les hanches et les tripes. Mais c'est au cinéma que le grand public l'a découvert. En 2002 d'abord, dans La Cité de Dieu de Fernando Meirelles, où il incarne un voyou tragique avec une intensité rare. Puis, deux ans plus tard, dans le film de Wes Anderson, La Vie aquatique, où ses reprises acoustiques de David Bowie en portugais sont devenues cultes. Aujourd'hui, le roi de la samba pop met sa voix, tantôt suave, tantôt rugueuse, ses textes – des chroniques du quotidien – et son incroyable présence scénique, au service du seul pouvoir qui soit : celui de la musique sur les corps et les esprits ! Rencontre dans le sud-est de la France, au festival Les Suds, à Arles, avec un artiste qui porte haut les couleurs d'un pays complexe et incarne, avec une élégance intemporelle, une certaine idée de la résilience. Pour suivre Seu Jorge YouTube / Instagram / Facebook Titres diffusés Extrait de l'album Baile à la Baiana (Cafumé/ Black Service – 2025) : "Sabada a Noite" Extraits de l'album Musica par Churrasco vol.1 (Cafumé / Sony ATV – 2011) : "Amiga da Minha Mulher" ; "Quem Nao Quer Sou Eu" Extrait de l'album America Brasil (Cafumé / Sony ATV – 2007) : "America do Norte" Extraits de l'album Cru (Wrasse Records – 2004) : "Tive Razao" ; "Chatterton" ; "Fiore de la Citta" ; "Sao Gonca" ; "Don't "; Extraits de l'album Carolina (Mr Bongo Worlwide – 2001) : "Carolina" ; "Tu Queria" ; "Mangueira" ; "De Alegria Rajou o Dia" Et aussi Avec le groupe FAROFA CARIOCA : "Dudivara" ; "Moro No Brasil" ; "Menino da Central" Avec PLANET HEMP : "Hip Hop Do Rio" (Bruno e remix) Extraits de la bande originale du film The Life Aquatic with Steve Zissou (Hollywood Records - 2004) : "Shark attack theme"; "Life on mars?" ; "Rock n' roll suicide" Extrait de l'album Direct-to-disc Sessions (Night Dreamer – 2020) avec Rogê : "Pra voce amigo" Journaliste : Hortense Volle Traduction française : Margaux Borel Réalisation : Benjamin Sarralié Mixage 3D en Dolby ATMOS pour une écoute immersive au casque : Jérémie Besset Responsable d'unité de production FMM – RFI Labo : Xavier Gibert
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Os versos “Pode crê! Mas só pra te lembrar: Periferia é periferia em qualquer lugar”, da música Periferia Brasília, do rapper GOG, abrem a exposição Les Lucioles (“Os vaga-lumes”, em português): arte, cultura e esperança nas periferias urbanas do Rio de Janeiro e de Paris. A mostra, resultado de uma pesquisa acadêmica conjunta entre França e Brasil, está em cartaz na Maison de Sciences de l'Homme, em Saint-Denis, na periferia norte de Paris. A exposição revela a prática e a produção de coletivos culturais das periferias do norte e oeste do Rio de Janeiro e de Paris, especialmente de Saint-Denis e Stains. Ela é fruto de uma pesquisa codirigida pelas professoras Silvia Capanema, da Universidade Sorbonne Paris Nord, e Adriana Facina, do Museu Nacional da UFRJ. Durante mais de dois anos, os pesquisadores observaram as formas de criação e resistência de 30 coletivos periféricos cariocas e parisienses. Com fotos, textos e vídeos acessíveis por QR Codes, a exposição destaca a produção de 14 desses grupos — metade brasileiros, metade franceses — evidenciando o caráter comparativo e dialógico da pesquisa. “Uma teoria pensada no Brasil pode ajudar a refletir sobre as periferias francesas hoje (e vice-versa). Então, mostramos essa transferência de experiências práticas e de formas de pensar as periferias”, explica Silvia Capanema. O estudo revelou uma dinâmica intensa e uma diversidade cultural “impressionante” nas periferias, que vai muito além do hip hop. “Quando se pensa em periferia, muitas vezes se associa apenas ao movimento hip hop. Mas há muito mais: samba, coletivos de artistas, música clássica, teatro, choro... A cultura popular é muito rica”, afirma a professora da Sorbonne Paris Nord. Outro ponto relevante observado foi a presença do “Sul global no Norte global”, especialmente na Europa. “Vimos isso na França, nas periferias, com forte presença de imigrantes e do Caribe francês. O Carnaval chega à França por meio do Caribe francês e das periferias”, destaca Silvia Capanema. Carnaval como metáfora O Carnaval, representado na exposição por três coletivos — os brasileiros Loucura Suburbana e Barracão da Mangueira, e o francês Action Créole — aparece como uma metáfora poderosa dessa dinâmica. A antropóloga Patricia Birman, da UERJ, participou da jornada de estudos que inaugurou a exposição em 12 de setembro, falando sobre o Carnaval no Brasil e na França. Segundo ela, “o que une é a festa. Qualquer festa pode ter um sentido carnavalesco. E a música — a potência da música nos grupos é essencial”. Adriana Facina, que estuda há anos o coletivo Loucura Suburbana, destaca que os coletivos não fazem apenas cultura: “Para eles, cultura é trabalho”. Um bom exemplo é o Carnaval carioca. Sthefanye Paz, que defendeu uma tese de doutorado sobre a Mangueira, lembra que a importância do Carnaval para a comunidade vai muito além dos quatro dias de festa. “O Carnaval funciona com uma base de trabalho de cerca de dez meses por ano, não é só aquela única semana. São muitas pessoas envolvidas, correndo atrás dos seus sonhos para que o Carnaval aconteça nas ruas. Minha pesquisa faz essa relação entre a festa e o trabalho das pessoas que a constroem”, relata a pesquisadora, que também participa da cadeia produtiva da escola de samba desenvolvendo enredos. Formas contemporâneas de movimentos sociais A precariedade de sobrevivência e a luta por reconhecimento e estabilidade são semelhanças estruturais entre as periferias dos dois países. Os coletivos culturais têm papel central na vida das comunidades e atuam como formas contemporâneas de movimentos sociais. Adriana Facina explica que o nome da exposição se inspira no conceito de “vaga-lumes” do filósofo francês Georges Didi-Huberman, que reflete sobre o papel dessas “luzes frágeis e intermitentes, que apontam caminhos alternativos em períodos muito sombrios”, como o fascismo. “Para nós, hoje, os movimentos culturais das periferias urbanas — especialmente em Paris e no Rio de Janeiro — são esses vaga-lumes. Eles enfrentam o racismo, a xenofobia, a extrema direita e o capitalismo em sua fase mais selvagem, marcada pela precarização e pela perda de direitos”, detalha a pesquisadora do Museu Nacional. “O que esses coletivos propõem em seus territórios aponta caminhos para transformar o mundo em outra direção”, completa. Orgulho suburbano A cultura periférica vem ganhando espaço e se tornando o centro da inovação cultural. Sandra Sá Carneiro, da UERJ, que estuda o coletivo 100% Suburbano, destaca a valorização atual da cultura suburbana. “Esses coletivos atuam justamente valorizando essa identidade e a cultura suburbana. Há várias manifestações culturais. O grupo que estudo trabalha com o choro, como forma de resgatar a identidade e a sociabilidade carioca. Outros coletivos atuam com cinema, teatro, Carnaval, samba... É uma grande aposta em repensar essas regiões, marcadas por forte territorialização e desigualdade social”, afirma Sandra Sá Carneiro. Lição brasileira de democracia A exposição Les Lucioles foi inaugurada no dia seguinte à condenação do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro pela trama golpista. A coincidência foi considerada simbólica pelas codiretoras da pesquisa. Segundo Silvia Capanema, que além de professora é deputada regional de Saint-Denis, “a França está interessada em entender que lição de democracia o Brasil está dando. Esses coletivos culturais também são frutos de processos democráticos. Sem democracia, não há cultura, não há diversidade. Eles também defendem a democracia, pois são fortemente contrários ao fascismo”. Adriana Facina retoma uma ideia do filósofo Paulo Arantes e fala da “brasilianização” do mundo, como a ampliação da precarização do trabalho. “Mas também há uma ‘brasilianização' positiva, que é a potência das periferias.” Para ela, com a condenação de Bolsonaro, surge uma terceira comparação: “Hoje, podemos falar de uma ‘brasilianização' do mundo no sentido de uma defesa radical da democracia. O Brasil está dando uma lição ao mundo. Espero que isso inspire outras democracias, às vezes consideradas mais fortes que a nossa”, diz. Democratização da ciência Em vez de encerrar a pesquisa com os tradicionais artigos e livros acadêmicos, as organizadoras optaram por uma exposição para ampliar o alcance e democratizar a ciência. “Sabemos que livros e artigos são muito importantes, mas não atingem um público amplo, especialmente o não especializado. Nossa ideia foi fazer da exposição um resultado acessível da pesquisa, voltado ao maior número de pessoas possível — sobretudo aos próprios participantes da pesquisa: os coletivos culturais que abriram suas portas, responderam às nossas perguntas e atuaram como cocuradores, enviando fotos e participando ativamente do processo”, compartilha Adriana Facina. A exposição Les Lucioles: arte, cultura e esperança nas periferias urbanas do Rio e de Paris fica em cartaz na Maison de Sciences de l'Homme, em Saint-Denis, periferia norte de Paris, até 30 de janeiro de 2026.
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Ismael Silva, Almirante e Velha Guarda da Portela, Pelado da Mangueira, Aracy de Almeida, Zeca Pagodinho, Elis Regina, Chico Buarque, Alcione, Gilberto Gil, Nara Leâo, Tom Jobim e Dorival Caymmi, Joâo Nogueira, Beth Carvalho, Ney Matogrosso y Maria Bethânia & Gal Costa.Escuchar audio
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Jurandir da Mangueira, Dona Ivone Lara, Monarco, Niltinho Tristeza, Luiz Grande, Dauro do Salgueiro, Nelson Sargento, Elton Medeiros, Aluízio Machado, Jair do Cavaquinho, Mário Reis, Ataulfo Alves, Nelson Cavaquinho, Ismael Silva, Lamartine Babo, Mano Décio da Viola, Mário Reis, Cyro Monteiro y Hernani de Alvarenga.Escuchar audio
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Guilherme Godoy e Letícia Carvalho, Nelson Sargento, Jurandir, Baianinho, Dona Ivone Lara, Jair do Cavaquinho, Capolino, Dauro do Salgueiro, Aluízio Machado, Luiz Grande, Elton Medeiros, Nilton Campolino, Niltinho Tristeza, Baianinho, Jurandir da Mangueira y MonarcEscuchar audio
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Olodum, Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Art Popular, Terra Samba, Mano Décio da Viola, Hernani de Alvarenga, Noel Rosa de Oliveira, Ismael Silva, Duduca, Walter Rosa, Nelson Cavaquinho, Duduca, Walter Rosa, Nelson Cavaquinho, Oswaldo dos Santos y Pelado da Mangueira.Escuchar audio
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Neguinho da Beija Flor & Dominguinhos do Estácio, Roberto Silva & Caetano Veloso, Zeca Pagodinho & Sandra de Sá, Jorge Aragâo & Ivete Sangalo, Velha Guarda da Mangueira & Alcione, Beth Carvalho & Zélia Duncan, Velha Guarda da Portela & Waguinho, Noite Ilustrada & Cássia Eller, Arlindo Cruz & Sombrinha & Mart’nália, Martinho da Vila & Leila Pinheiro, Dudu Nobre & Joâo Bosco, Bebeto & Márcia Freire, Walter Alfaiate & Dorina y Dona Ivone Lara & Paula Toller.Escuchar audio
Season 2 is wrapping up and we want to hear your feedback. Loved something? Have a question you want answered? Tell us in this quick survey: https://bit.ly/madeforuspod---This week's episode:What does it take to thrive as a Black ballerina in an art form that prizes uniformity? In this episode, renowned Brazilian ballerina Ingrid Silva reflects on the professional breakthroughs and battles behind her rise in the ballet world - from spending 11 years dyeing her pointe shoes by hand to match her skin tone, to persuading the industry to prioritize inclusivity. She shares her journey from Rio de Janeiro to Dance Theatre of Harlem and how becoming a mother has impacted her career.The episode also dives into:Ingrid's childhood in Brazil and how a kind neighbour changed the course of her lifeThe unspoken emotional and financial costs for dancers of colour in balletHow her personal experience drove her to create the Blacks in Ballet movementWhat ballet still gets wrong about representation, motherhood, and belonging Enjoyed the episode? Text it to a friend and leave us a 5-star rating on Apple Podcasts to help more listeners discover the show!You might also like:Cassa Pancho on designing the future of ballet'The door is opening for us': Cira Robinson on ballet's turning pointe---About Ingrid SilvaIngird Silva is a celebrated Brazilian ballerina and changemaker with Dance Theatre of Harlem. Born in Rio de Janeiro, she began dancing at age 8 through a social project in the Mangueira favela and later earned a full scholarship to study in New York. She has performed leading roles in works by George Balanchine, Alvin Ailey, and others, and collaborated with renowned choreographers worldwide. A dedicated advocate for equity in the arts, she is the founder of podHER and co-founder of Blacks in Ballet. Her accomplishments have been recognized globally – from having her pointe shoes exhibited at the Smithsonian, to working on global brand campaigns.Learn more about Ingrid Silva: https://www.ingridsilvaballet.com/Follow Ingrid Silva on Instagram: @ingridsilva Follow Dancers and Motherhood: @dancersandmotherhoodFollow Blacks in Ballet: @blacksinballetFollow PodHer: https://www.podher.org/---Connect with Made for UsShow notes and transcripts: https://made-for-us.captivate.fm/Social media: LinkedIn and InstagramNewsletter:
Anexos al abecé de la música popular de Brasil en forma de compilaciones. Intervienen: Toquinho & Vinícius & Marília Medalha, Erasmo Carlos, Pedrinho Mattar, Grupo Fundo de Quintal, Pocho e Seu Conjunto, Nethy, Dick Farney, Miltinho, Simonetti e Sua Orquestra, Sambossa, Raul de Souza, Grupo Fundo de Quintal, Dominguinhos do Estácio y Conjunto A Voz do Morro.Escuchar audio
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta terça-feira (04/03/2025): Com a perspectiva de que Donald Trump comece a aplicar hoje tarifas de 25% sobre produtos procedentes de México e Canadá, inicia-se nova era de relacionamento entre os EUA e seus maiores parceiros comerciais. “Amanhã (hoje), as tarifas de 25% para o Canadá e para o México vão começar. Então, o que eles têm de fazer é construir suas fábricas nos Estados Unidos. Nesse caso, eles não têm tarifas”, afirmou Trump. Uma tributação adicional de 10% também vai atingir a China. Com a confirmação do tarifaço, as Bolsas americanas caíram. Dow Jones fechou em queda de 1,48%, o índice S&P 500 caiu 1,76% e o Nasdaq, 2,64%. Nos EUA, empresários e importadores que dependem de produtos desses três países montam estratégias para minimizar o peso dos novos tributos em seus negócios. E mais: Internacional: Trump estende bate-boca com Zelenski para as redes sociais Política: Exército vai desidratar comando dos ‘kids pretos’, alvo do inquérito do golpe Metrópole: São Paulo bate recorde histórico para março e calor deve seguir até domingoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Começou o carnaval no Lado B! No primeiro bloco, recebemos os pesquisadores Sthefanye Paz e Felipe Tinoco para um papo sobre o enredo da Mangueira 2025“ À Flor da Terra – No Rio da Negritude entre Dores e Paixões”, que falará da herança dos povos bantus na cidade do Rio. No Caô da Semana, a contradição do discurso e da festa em perspectiva com o descaso e desrespeito à vida dos trabalhadores e trabalhadoras do Carnaval, com o incêndio na fábrica de fantasias em Ramos.
Jaques Morelenbaum con el Cello Samba Trio, que forma con el guitarrista Lula Galvão y el baterista Rafael Barata, tocando 'Tim tim por tim tim', 'Coração vagabundo' y 'Maracatuesday'; acompañando con su arreglo a Caetano Veloso en 'So in love' y, en directo en el estudio de Radio 3, en solitario, con 'Retrato em branco e preto' y 'Modinha' de Jobim. Su hija Dora, componente de Bala Desejo, canta 'Não vou te esquecer', 'Venha comigo', 'Essa confusão', 'Caco' y 'VW blue' en su disco 'Pique'. Y la madre de Dora, Paula Morelenbaum, acaba también de publicar un disco, 'Jobim canção', que firma con el guitarrista Arthur Nestrovski para canciones como 'Caminhos cruzados', 'Você vai ver', 'Wave' o 'Piano na Mangueira'.Escuchar audio
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo', confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo' desta segunda-feira (04/11/2024): Um balanço feito pela Serasa Experian mostra que 1,7 mil empresas haviam pedido recuperação judicial no País neste ano até setembro, 73% mais do que no mesmo período de 2023. É o maior número em 19 anos, comparável apenas a 2016, quando 1,5 mil companhias entraram com o recurso, último antes da falência, no mesmo período. Juros altos são apontados como o principal fator para o aumento de casos, mas a inadimplência dos consumidores, a depreciação cambial, que pressiona custos, e a dificuldade de acompanhar as transformações tecnológicas são outros vilões. No campo, as mudanças climáticas contribuem para aumentar o número de empresas em dificuldades: 207 produtores rurais entraram com pedidos de recuperação judicial no primeiro semestre, segundo a Serasa, superando o número de todo o ano passado. E mais: Economia: A pedido de Lula, Haddad cancela viagem após disparada do dólar Política: Deputados eleitos prefeitos gastam R$ 831 mil de cota para publicidade Metrópole: Enem traz crise do clima, Racionais e, na redação, herança africana Internacional: Kamala conta com ajuda da mudança demográfica na Carolina do Norte Esporte: Verstappen dá show na chuva em Interlagos e vê tetra pertoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Vigésimo primera entrega de la serie sobre Maria Bethânia. Canciones incluidas en los discos “Abraçar e agradecer” CD 2-2016, “Maria Bethânia & Zeca Pagodinho, De Santo Amaro a Xerém” 2018, “Mangueira, a menina dos meus olhos” 2019 y “Noturno” 2021.Escuchar audio
In de dagelijkse podcast van FC Afkicken bespreken Bruce Tol en Mart Ten Have onder meer de héérlijke Europese avond voor Ajax tegen Besiktas, nemen ze AZ v FC Utrecht door en wordt de historie van Willem II v PSV besproken(00:00) Intro(00:10) Estrela de Favela(01:58) Ajax v Besiktas(13:35) Coach van het jaar(15:13) Rondje Europa League(17:55) EAFC - Rush Mode(20:20) Uitkijken naar AZ v FC Utrecht(26:30) PSV op bezoek bij Willem II(29:10) Manchester United v Spurs(30:55) Atlético Madrid v Real Madrid(32:12) Wim Jonk wordt assistent bij Oranje(36:47) AfsluitingFC Afkicken x Estrela da Favela: Beleef de voetbaltrip van je dromen in tropisch Rio de Janeiro!Je leest het goed! Voor slechts 10 euro kun je samen met je voetbalmaatje de ultieme voetbalreis naar Rio de Janeiro in Brazilië winnen!Bezoek het beroemde Maracanã en speel futebol op het strand van Copacabana. Bekijk ‘good old' Romario en doe mee met een potje voetbal tijdens een echte favela experience. Deze stad ademt voetbal!En het bijzondere is, de opbrengst van de verkochte loten komt direct ten goede aan Estrela da Favela. Een sport- en educatie project voor kansarme kinderen in Mangueira, een van de armste en meest gewelddadige wijken van Rio de Janeiro.Dus welk voetbalmaatje neem jij mee? Bestel snel jouw loten via: https://eventix.shop/ut3k2jy2De trekking zal plaatsvinden op maandag 30 september 2024.EA FC 25Het meest iconische en realistische voetbalspel ter wereld is terug! Vanaf vandaag kan je helemaal losgaan: https://www.ea.com/games/ea-sports-fc/fc-25/buyCoach van het JaarJe kan je nog steeds inschrijven voor onze subleague in Coach van het Jaar!Wil je dit? Kijk dan op: https://www.coachvanhetjaar.nl/subleagues/33921/FC_AFKICKENVolg ons ook op Twitter, Instagram en TikTok!
Bruce en Mart beschouwen na op een fantastische voetbalavond op Old Trafford. De mannen van Joseph Oosting hoefden niet eens zo heel ver boven zichzelf uit te stijgen om spectaculair punt uit het vuur te slepen tegen Manchester United. Ook AZ startte heel goed aan het Europa League seizoen met een aantal lastig wedstrijden voor de boeg en we kijken vooruit naar Ajax tegen Beşiktaş!FC Afkicken x Estrela da Favela: Beleef de voetbaltrip van je dromen in tropisch Rio de Janeiro!Je leest het goed! Voor slechts 10 euro kun je samen met je voetbalmaatje de ultieme voetbalreis naar Rio de Janeiro in Brazilië winnen!Bezoek het beroemde Maracanã en speel futebol op het strand van Copacabana. Bekijk ‘good old' Romario en doe mee met een potje voetbal tijdens een echte favela experience. Deze stad ademt voetbal!En het bijzondere is, de opbrengst van de verkochte loten komt direct ten goede aan Estrela da Favela. Een sport- en educatie project voor kansarme kinderen in Mangueira, een van de armste en meest gewelddadige wijken van Rio de Janeiro.Dus welk voetbalmaatje neem jij mee? Bestel snel jouw loten via: https://eventix.shop/ut3k2jy2De trekking zal plaatsvinden op maandag 30 september 2024.EA FC 25Het meest iconische en realistische voetbalspel ter wereld is terug! Pre-order EA FC 25 nu via: https://www.ea.com/games/ea-sports-fc/fc-25/buyZie het privacybeleid op https://art19.com/privacy en de privacyverklaring van Californië op https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.
In de dagelijkse podcast van FC Afkicken bespreken Bruce Tol en Neal Petersen onder meer de blessure van Giménez bij Feyenoord, de wedstrijden van FC Twente en AZ in de Europa League en de Ballon d'Or, die naar Vinicius Junior lijkt te gaan!(00:00) Intro (Estrela da Favela)(04:40) Santiago Gimenez --> Feyenoord(13:05) FC Twente maakt zich op voor magisch Old Trafford(19:57) Meteen 'must win' voor AZ tegen Elfsborg?(23:38) Bruce heeft een sterke mening over Vinicius' Ballon d'Or(26:37) Raphaël Varane stopt met voetballen(32:43) Memphis met een hoogstandje bij bekerzege Corinthians(34:35) AfsluitingFC Afkicken x Estrela da Favela: Beleef de voetbaltrip van je dromen in tropisch Rio de Janeiro!Je leest het goed! Voor slechts 10 euro kun je samen met je voetbalmaatje de ultieme voetbalreis naar Rio de Janeiro in Brazilië winnen!Bezoek het beroemde Maracanã en speel futebol op het strand van Copacabana. Bekijk ‘good old' Romario en doe mee met een potje voetbal tijdens een echte favela experience. Deze stad ademt voetbal!En het bijzondere is, de opbrengst van de verkochte loten komt direct ten goede aan Estrela da Favela. Een sport- en educatie project voor kansarme kinderen in Mangueira, een van de armste en meest gewelddadige wijken van Rio de Janeiro.Dus welk voetbalmaatje neem jij mee? Bestel snel jouw loten via: https://eventix.shop/ut3k2jy2De trekking zal plaatsvinden op maandag 30 september 2024.Zie het privacybeleid op https://art19.com/privacy en de privacyverklaring van Californië op https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.
In de dagelijkse podcast van FC Afkicken bespreken Nicky van der Gijp en Bart Obbink onder meer de blessure van Rodri bij City, Barcelona dat weer jong en frivool is, de derby van Milaan en Koopmeiners die vanaf het begin al belangrijk is bij Juventus!(0:00) Intro(1:06) Nieuwe puntenmindering Vitesse(03:47) Nabrander Manchester City - Arsenal (15:40) FC Barcelona loopt op rolletjes(21:20) De derby van Milaan(25:00) Juve - Napoli(29:47) FC Afkicken x Estrela de FavelaEA FC 25Het meest iconische en realistische voetbalspel ter wereld is terug! Pre-order EA FC 25 nu via: https://www.ea.com/games/ea-sports-fc/fc-25/buyFC Afkicken x Estrela da Favela: Beleef de voetbaltrip van je dromen in tropisch Rio de Janeiro!Je leest het goed! Voor slechts 10 euro kun je samen met je voetbalmaatje de ultieme voetbalreis naar Rio de Janeiro in Brazilië winnen! ⚽️
In de dagelijkse podcast van FC Afkicken bespreken Mart ten Have en Neal Petersen op maandag 23 september onder meer de kracht van PSV, het gelijke spel tussen Ajax en Go Ahead Eagles, Feyenoord dat de rug recht, de rest van de Eredivisiewedstrijden en Manchester City - Arsenal!(0:00) Intro(3:20) Fortuna - PSV(8:12) Coach van het Jaar(9:10) Ajax verspeelt punten in Deventer(18:59) Recht Feyenoord de rug?(25:42) De Derby van het Noorden(34:07) Degradatiestrijd in de Eredivisie(40:52) Manchester City - Arsenal(52:22) FC Afkicken x Estrela da FavelaIn de podcast verwijzen Mart en Neal naar:De vrije trappen van Ugur Yildirim: https://nos.nl/video/2202529-eindsignaal-ugur-yildirimCoach van het JaarJe kan je nog steeds inschrijven voor onze subleague in Coach van het Jaar!Wil je dit? Kijk dan op: https://www.coachvanhetjaar.nl/subleagues/33921/FC_AFKICKENFC Afkicken x Estrela da Favela: Beleef de voetbaltrip van je dromen in tropisch Rio de Janeiro!Je leest het goed! Voor slechts 10 euro kun je samen met je voetbalmaatje de ultieme voetbalreis naar Rio de Janeiro in Brazilië winnen! ⚽️
El disco 'O samba carioca de Wilson Batista' rinde homenaje al ilustre sambista de Río de Janeiro (1913-1968) con grabaciones de Elza Soares ('Artigo nacional'), Céu ('Nega Luzia'), Rosa Passos ('Oh dona Ignez'), Zelia Duncan ('Que malandro você é'), Nina Becker & Wilson das Neves ('Interessante'), Mart´nalia ('Não me pise o calo'), Marcos Sacramento ('Não sei dar adeus', 'O principio do fim'), Cristina Buarque ('Timidez'), Tantinho da Mangueira ('Rei Chicão') y Wilson das Neves ('Louca alegria'). Para empezar y terminar, el saxofonista Sonny Rollins tocando 'If ever I would leave you' y 'The night has a thousand eyes' del disco de 1962 'What´s new?'.Escuchar audio
cartola | nelson sargento | elizeth cardoso | áurea martins | galo preto | jamelão | moacir luz | casuarina | zeca pagodinho | dona ivone lara | thaís gulin | chico buarque | beth carvalho100 YEARS OF SAMBAThe centenery of the birth of Nelson Sargento's is a great time to reissue the Caipirinha Appreciation Society's homage to the great samba icon from the old-school Mangueira "composers' wing".100 ANOS DE SAMBA:O centenário de nascimento de Nelson Sargento é um ótimo momento para reeditar a homenagem do Caipirinha Appreciation Society a este compositor ícone da velha guarda da Mangueira.
Para falar da relação do ODS 7 com os nossos direitos como cidadãos brasileiros, neste episódio, recebemos Natália Silveira e o Lucas Custódio, ambos advogados de Infraestrutura e Energia do Mattos Filho e o Eduardo Avila, diretor da Revolusolar, organização que promove o desenvolvimento sustentável em comunidades de baixa renda, através da energia solar nas favelas da Babilônia e Chapéu Mangueira, no Rio de Janeiro.Quais direitos nós temos quando o assunto é energia? Acesse para saber mais!@revolusolar
In de dagelijkse podcast van FC Afkicken bespreken Wouter Boerkamp en Bart Obbink op vrijdag 31 mei onder meer wie de Champions League finale tussen Real Madrid en Dortmund zal winnen, Metz dat Mikautadze koopt van Ajax en Excelsior dat een wonder nodig heeft tegen NAC! (0:00) Intro(3:52) Wint Real Madrid of Dortmund Champions League?(14:35) Metz koopt Mikautadze van Ajax(20:17) Excelsior heeft wonder nodig tegen NACEstrela da FavelaBied hier op het gesigneerde shirt van Vinícius Júnior. Koop ook je kaarten voor het benefietfeest of alleen het dansfeest van stichting Estrela da Favela. De opbrengsten komen ten goede aan een educatie- en sportproject voor meer dan honderd kinderen in Mangueira, een van de armste wijken van Rio de Janeiro. Check hier het programma.In de podcast verwijzen Wouter en Bart naar:De Matchday-video van Dortmund: https://x.com/BVB/status/1796225542758207812 Hoog cringe-gehalte bij de opnames van het "Oranje Anthem": https://www.instagram.com/p/C7lxTrUMl0j/ Nieuwste aflevering van De Eerste De Beste Podcast: https://open.spotify.com/episode/1dhib83XmwhCCMShtQ3Etm?si=18f72b3874594e06 of https://youtu.be/3kf1h8PLgDk?si=233geO2jJ8g3S4AEZie het privacybeleid op https://art19.com/privacy en de privacyverklaring van Californië op https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.
In de dagelijkse podcast van FC Afkicken bespreken Nicky van der Gijp, Wouter Boerkamp en Bart Obbink op maandag 27 mei onder meer de overwinning van Go Ahead Eagles die daarmee een Europees ticket gescoord hebben, de supportersellende in Utrecht en Ten Hag die de FA Cup wint met Manchester United!(0:00) Intro(2:20) Go Ahead Eagles pakt Europees ticket in Europa(21:28) Utrecht blijft met kater achter(24:44) Ten Hag wint FA Cup met Manchester UnitedEstrela da FavelaBied hier op het gesigneerde shirt van Vinícius Júnior. Koop ook je kaarten voor het benefietfeest of alleen het dansfeest van stichting Estrela da Favela. De opbrengsten komen ten goede aan een educatie- en sportproject voor meer dan honderd kinderen in Mangueira, een van de armste wijken van Rio de Janeiro. Check hier het programma.Zie het privacybeleid op https://art19.com/privacy en de privacyverklaring van Californië op https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.
In de dagelijkse podcast van FC Afkicken bespreken Bruce Tol, Jaron Blonk, Wouter Boerkamp en speciale gast Jan Roelfs op vrijdag 24 mei onder meer de play-off-finale tussen Utrecht en Go Ahead, Farioli die zijn visie presenteert bij Ajax en Saito die mogelijk Bakayoko gaat vervangen bij PSV!(0:00) Intro(1:01) Utrecht – Go Ahead in finale play-offs(11:06) Farioli presenteert visie bij Ajax(17:27) Bakayoko weg, Saito terug?Estrela da FavelaBied hier op het gesigneerde shirt van Vinícius Júnior. Koop ook je kaarten voor het benefietfeest of alleen het dansfeest van stichting Estrela da Favela. De opbrengsten komen ten goede aan een educatie- en sportproject voor meer dan honderd kinderen in Mangueira, een van de armste wijken van Rio de Janeiro. Check hier het programma.In de podcast verwijzen Bruce, Jaron en Wouter naar:Nieuwste Cor Potcast met Ruud van Nistelrooy: https://open.spotify.com/episode/0uFwCyIWlhuLRXVUzaySSI?si=d3cdfbfa5b3b4875 of https://www.youtube.com/watch?v=dbA2ApoA8R0Pijltjes en Pionnetjes over Francesco Farioli: https://youtu.be/PsnKKtWuKkg?si=SXitJ5p-q37KGuiK Zie het privacybeleid op https://art19.com/privacy en de privacyverklaring van Californië op https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.
In de dagelijkse podcast van FC Afkicken bespreken Bruce Tol, Jaron Blonk en Bart Obbink op vrijdag 17 mei onder meer de voorselectie van Koeman en Oranje, de laatste speelronde van de Eredivisie en wie boven aan zal eindigen in Premier League: Arsenal of Man City!(0:00) Intro(1:07) Koeman maakt voorselectie Oranje bekend(10:14) Twente of AZ?(13:03) Afscheid Van Polen bij PEC(14:42) Moet Excelsior, RKC of Heracles nacompetitie in?(22:24) Arsenal weer tweede of maakt City nog een fout?Estrela da FavelaBied hier op het gesigneerde shirt van Vinícius Júnior. Koop ook je kaarten voor het benefietfeest of alleen het dansfeest van stichting Estrela da Favela. De opbrengsten komen ten goede aan een educatie- en sportproject voor meer dan honderd kinderen in Mangueira, een van de armste wijken van Rio de Janeiro. Check hier het programma.In de podcast verwijzen Bruce, Jaron en Bart naar:De serenade voor Bram van Polen bij Sophie en Jeroen: https://x.com/sophieenjeroen/status/1791166202338771443De nieuwe Cor Potcast: https://open.spotify.com/episode/27KI02PCshqkk5GLB1ISO7?si=2e239c74acb341a8 of https://youtu.be/RVtvjDUQgdQ?si=qpJ3Qo34bhmK2t_pDe nieuwe Eerste de Beste: https://open.spotify.com/episode/7DFGB2r3XACuqquMpWYIin?si=56da43cd63a943f2 of https://youtu.be/W1R-j6YX5w8?si=PT99Ixu8kcTkDz2zZie het privacybeleid op https://art19.com/privacy en de privacyverklaring van Californië op https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.
This week your host, Richard McColl moves over to the role of interviewee as friend and fellow immigrant to Colombia, Eric Tabone switches up responsibilities and fires questions at your friendly Briton. This is your chance to learn a little bit more about journalist, hotelier and writer Richard McColl. Tabone leaves no stone unturned as he delves into McColl's tall tales from the past, all of them true. Tropical illnesses in Brazil, how he arrived in Colombia, scrapes in the Rio favela of Mangueira, writing experience, how did he become a hotelier, why and how did he come to start publishing books? It's all here and more. Thank you to Eric Tabone for his time and line of questioning. The Colombia Briefing is reported by Emily Hart. Feel free to support the Colombia Calling podcast www.patreon.com/colombiacalling
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Boa terça-feira de Carnaval, angulers! No #223, os nossos comentários e análises sobre os desfiles das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. No final, palpite de como ficará o ranking pós apuração. Sirva-se! - Indicações do #223: - Apoie o Angu no apoia.se/angudegrilo - Apoie o Angu na Orelo.cc/angudegrilo - Canal Cidade do Samba (íntegra dos desfiles): youtube.com/@cidadedosambaoficial - Samba é Paixão: instagram.com/sambaepaixao - Lista no Twitter com portais carnavalescos e amantes do Carnaval comentando os desfiles: twitter.com/i/lists/1516983302741270529 - Dança de Cintya e Matheus no ensaio técnico da Mangueira: twitter.com/endiablade/status/1754280240279343220
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Debate da Super Manhã: Carioca da Madureira, foi a primeira mulher a fazer parte da ala de compositores da Estação Primeira de Mangueira, em 1972. Eleita deputada estadual pelo PCdoB, nas últimas eleições, a sambista Leci Brandão está no Recife para apresentar os grandes sucessos da carreira de mais de cinco décadas. No debate desta sexta-feira (15), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com a cantora Leci Brandão. Esse encontro conta com a participação do crítico e pesquisador musical, Rodrigo Faour.
Bem-vindos ao E aí Gay +18, programa só com contos eróticos enviados pelos ouvintes. Sexta sim, sexta não, a gente vai ler e comentar as safadezas de vocês. Quer mandar seu caso? Escreva para eaigaypodcast@gmail.com (tem que escrever +18 no título!). A gente garante seu anonimato! Apoie o podcast: https://apoia.se/eaigaypodcast E aí Gay apresentado por (Instagram / Twitter): Felipe Dantas (@apenasdantas / @dantas) Thiago Theodoro (@luxoeriqueza / @thiwitter) Paulo Corrêa (@paulorcorrea / @paulorcorrea_) Alexandre Diório (@alexandrediorio) Siga o E aí Gay? nas redes sociais! @eaigaypodcast no Instagram e Twitter.
In this thought-provoking episode of Katy Rey's podcast, we're honored to sit down with the dynamic and undeniably inspirational Amy Mangueira. Recognized by the NYC Journal as a “Top Life Coach to Watch Out for in 2022,” Amy is a force of nature in the coaching world. Her story is one of transformation, endurance, and rebirth.
O Elon Musk pagou a Bia, o Marcus mudou a home screen, e os NPCs estão aterrorizando geral.
Amy Mangueira, author of The Path to Break Free from Burnout and creator of the BEYOND BURNOUT GROUP COACHING FRAMEWORK™, aims to help people break free from burnout. With a firsthand understanding of stress's impact on both the mind and body (including her own personal experience of hearing loss in her left ear), Amy has developed a process that has helped her heal from burnout and is now helping others do the same. Her framework is designed to not only help people recover from burnout but also prevent it from happening in the future.About the Guest:Recognized by the NYC Journal as a Top Life Coach to watch out for in 2022, Amy Mangueira helps people all over the world live burnout-free by bringing clarity, direction, and positive habits into their lives by filling the gap between where they are now and where they want to be. A 4x entrepreneur with successful acquisitions, Amy has turned her focus to corporate and group burnout coaching, helping build resilient employees and influence healthy cultures. Amy is the author of The Path to Break Free from Burnout, keynote speaker, and creator of the BEYOND BURNOUT GROUP COACHING FRAMEWORK™. With this framework, she works with individuals and employees to build strategies to manage stress and prevent burnout. She also owns a custom jewelry company that creates fine jewelry for runners, Victory Co.As the host of the self-care podcast “Life on MY Terms,” bringing in thousands of listeners worldwide, Amy chats with experts to help listeners become 1% better and take charge of their lives.Amy is an avid runner and an Abbott 6 World Major Marathon series finisher amongst the first 2k women in the world to complete the series. When she isn't running, Amy volunteers as a coach and program sponsor for Girls On The Run, a national non-profit organization dedicated to strengthening girls' social, emotional, physical, and behavioral skills to successfully navigate life experiences through running. Amy lives in St. Petersburg, Florida, with her husband, son, and French Bulldog.https://www.amymangueira.com/https://www.amymangueira.com/the-path-to-breakfree-from-burnout-officialhttps://www.amazon.com/Path-Break-Free-Burnout/dp/B0BWPXYPMH/ref=sr_1_1?crid=LQZIFMJS7KJQ&keywords=the+path+to+break+free+from+burnout&qid=1679240936&sprefix=the+path+to+break+f%2Caps%2C116&sr=8-1https://podcasts.apple.com/us/podcast/life-on-my-terms/id1633698416https://createmyvictory.com/https://podcasters.spotify.com/pod/show/personal-best-coaching-w-amy-mangueiraAbout the Host: Following the crumbs in the chaos is a full-time job as a Productivity Coach. As a busy mom of three and the founder of Chaos N' Cookies, keeping moms from crumbling is my main objective. After gaining 10+ years of experience as a Director of Marketing helping build multiple 6 & 7-figure businesses for other women I've created the Chaos Control System to equip moms to overcome their own objections so they can live the life they want to live and start that...
Amy Mangueira experienced the full range of life's wild ride, all the way to rock bottom, when she hit such extreme burnout that she permanently lost hearing in her left ear. On the pod this week, we talk about what led her to this moment—and what she's done to find her way back to balance. Amy is a 4x entrepreneur, author, and motivational speaker on a mission to rid the world of burnout. Amy's goal is education and coaching women to find balance in their careers and live by putting themselves first. In this episode, we discuss how Americans are conditioned for “grind mode,” a hustle-til-you-have-a-breakdown mindset that keeps many people exhausted and dissatisfied with their lives. She shares how she took steps to break free from burnout and rebuild her life—and offers ideas for how you can do the same. Get to know Amy: Amy's Book, The Path to Break Free from Burnout Instagram: @projectamy Website: amymangueira.com Burnout coaching Follow me on: Instagram @stacyennis Facebook @stacyenniscreative LinkedIn Youtube @stacyennisauthor To submit a question, email hello@stacyennis.com or visit www.stacyennis.com/contact and fill out the form on the page.
In this week's podcast episode, Natalie Ledwell welcomes special guest Amy Mangueira to discuss the important topic of burnout. As women, we often wear many hats and carry a lot of responsibilities, and it can be easy to find ourselves heading towards burnout without realizing it. Amy shares her personal story of hitting rock bottom and how she found her way back to a place of healing and fulfillment. They discuss the signs of burnout and practical strategies for preventing it. This episode is a must-listen for anyone who feels overwhelmed and stretched too thin. Amy's new book, "The Path to Break Free from Burnout," is a comprehensive guide for anyone seeking to reclaim their energy and live a more balanced life. Tune in to this insightful conversation for tips and inspiration to avoid burnout and cultivate a life of purpose and wellbeing.By her book here:The Path to Break Free from Burnout0:02 Introduction to this week's episode.1:22 The tell-tale signs of burnout.5:34 Symptoms of stress and inflammation.7:26 How burnout and stress start.11:20 What we want in our 20s vs. in our 50s.13:19 Taking time to reassess yourself.16:54 How to set boundaries.20:15 You can't go.22:41 The importance of setting boundaries.
We need to slow down, and slowing down actually just means having some boundaries. –Amy MangueiraRecovering chaser of busy Amy Mangueira lost hearing in one ear before she slowed down enough to realize something was wrong. We talk about burnout, our need to slow down, and how to stop chasing busy (even if we want to be a great mom, make money, and follow our fitness goals.)You can still be driven and have boundaries. It means not letting clients run all over you, not letting them expect (or expecting yourself) to answer messages at all hours. You can go hard, but you also need space to slow down and rest or recover. The time doesn't have to even out, but the energy does.Sometimes we lose our identity and our confidence. We get so focused, so invested in some part of ourselves … mothering, our business … that we lose balance. We lose sight of our core values. We can have an epiphany about what's wrong or what's missing, but we need the actionable step. We talk through ways to make that change.We talk about: Taking time to assess what we really want and who we are nowGetting used to a slower pace and using joy as a metricLearning not to replace busy in one part of your life with busy in another part of your lifeMaking a list when you are stressed, seeing the patterns, and choosing an actionSetting boundaries to put yourself back in the driver's seat of your own lifeUsing delegation to be leaders to ourselvesBIORecently recognized by the NYC Journal as a Top Life Coach to watch out for in 2022, Amy Mangueira helps people all over the world live burnout-free by bringing clarity, direction, and positive habits into their lives by filling the gap between where they are now and where they want to be. A 4x entrepreneur with successful acquisitions under her belt, Amy has turned her focus to Humans First Coaching, a coaching network dedicated to guiding over 300 leaders in organizations on how to build healthy cultures, reduce burnout, take care of themselves, and put their employees first. She also has a custom jewelry company that creates fine jewelry for runners, Victory Co. Amy is also an author, her book, “The Path to Break-Free from Burnout,” is set to release in early 2023.As the host of the self-care podcast “Life on MY Terms,” bringing in thousands of listeners from across the world, Amy chats with experts to help listeners become 1% better and take charge of their lives.An avid runner, Amy is soon to be one of the first 1000 women to complete the Abbott 6 World Major Marathon series. When she isn't running Amy volunteers as a coach and program sponsor for Girls On The Run, a national non-profit organization dedicated to strengthening girls' social, emotional, physical, and behavioral skills to successfully navigate life experiences through running. She lives in St.Petersburg, Florida with her husband, son, and French Bulldog.LINKSWebsiteInstagram - Personal: @projectamyInstagram - Podcast: @lifeonmyterms_podcastLinkedInThe Path to Break Free from...
In this episode, Kristen talks with Amy Mangueira, 4x entrepreneur, burnout + self-care expert, motivational speaker and author, about burnout, how to identify the signs and symptoms, personal experience with burnout and how to work through it. www.amymangueira.com The Path to Break Free from Burnout: https://forms.wix.com/r/7014648882944541497 Subscribe and Get a free 5-day journal at www.kristendboice.com to begin closing the chapter on what doesn't serve you and open the door to the real you. This information is being provided to you for educational and informational purposes only. It is being provided to you to educate you about ideas on stress management and as a self-help tool for your own use. It is not psychotherapy/counseling in any form. This information is to be used at your own risk based on your own judgment. For my full Disclaimer please go to www.kristendboice.com. For counseling services near Indianapolis, IN, visit www.pathwaystohealingcounseling.com. Pathways to Healing Counseling's vision is to provide warm, caring, compassionate and life-changing counseling services and educational programs to individuals, couples and families in order to create learning, healing and growth.