Podcasts about Preta

Type of supernatural being in South and East Asian religions

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Preta

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PURA CONNECTION
Bebeo Duarte: faixa-preta do mestre Carlson Gracie, fundador da Brazilian Top Team | Pura Connection

PURA CONNECTION

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 90:42


Antes de orientar atletas, Bebeo Duarte sentiu que precisava experimentar tudo na própria pele: o treino, a dieta, a pressão e até o peso de subir para lutar.A teoria explica muita coisa. A prática responde o que os livros não conseguem.Foi vivendo essa experiência que ele descobriu algo ainda mais importante: seu maior talento não era estar no centro da luta, mas no corner, ajudando outros atletas a alcançarem o melhor desempenho.Às vezes, a experiência não confirma o caminho que você imaginava. Ela revela o lugar onde você realmente faz a diferença.Episódio inédito no ar!

Resumão Diário
Espanha leva prêmio de R$ 255 milhões na Copa; Keir Starmer entrega cargo de primeiro-ministro do Reino Unido; Preta Gil ganha documentário e série um ano após sua morte e mais

Resumão Diário

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 5:01


Copa do Mundo 2026: campeã Espanha leva prêmio de R$ 255 milhões pra casa. Keir Starmer entrega cargo de primeiro-ministro do Reino Unido a Andy Burnham. Sobe para 43 o número de cidades com danos durante temporais no Rio Grande do Sul; Inmet segue com aviso para tempestades. 'Golpe do doce': como era a prática abusiva em feira no Ceará o que acontece agora. Preta Gil ganha documentário e série um ano após sua morte.

Rádio Comercial - Momentos da Manhã
Fazer a depilação com fita cola preta!

Rádio Comercial - Momentos da Manhã

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 4:01


Vamos ao palácio de fato de treino, pessoas que resistem ao verão e convidados incovenientes.

Podcast Esportes - Agência Radioweb
Rodada da série B conta com detalhe curioso em Goiás e Ceará

Podcast Esportes - Agência Radioweb

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 3:31


Rodada da série B tem duelo de exs. Daniel Paulista e Mozart fizeram jogos contra seus ex-clubes.

Histórias para ouvir lavando louça
Monique Evelle: Mulher preta só existe pela dor?

Histórias para ouvir lavando louça

Play Episode Listen Later Jul 2, 2026 10:10


Quando era criança, a Monique Evelle sonhava em ter dinheiro por um motivo muito simples: dar um plano de saúde para a mãe. Anos depois, ela conquistou muito mais do que isso: é uma empresária de sucesso, investidora e a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira no Shark Tank Brasil. Mas com todo esse sucesso, ela descobriu que para muita gente, isso tudo só faria sentido se viesse acompanhado de sofrimento.Monique cresceu na periferia de Salvador acreditando que podia criar uma realidade que ainda não existia. Queria ser professora porque acreditava que a educação mudava vidas.Até ouvir, ainda adolescente, que ninguém vivia de sonho.A frase que poderia ter desanimado ela, fez o contrário: aos 15 anos, ela decidiu que construiria uma trajetória impossível de ser ignorada.Vieram a universidade, sua primeira empresa, o trabalho no Profissão Repórter e, depois, a decisão de voltar ao empreendedorismo. Foi quando entendeu que dinheiro e impacto social não precisavam ocupar lados opostos. Era possível transformar o mundo e prosperar ao mesmo tempo.Mas nem a ascensão apagou o racismo. As pessoas continuam perguntando se o dinheiro é realmente dela, continuam esperando o erro, e acreditando que alguém deve estar por trás das suas conquistas.Foi então que Monique percebeu outra armadilha.Sempre esperavam que ela falasse sobre dor. racismo, resistência. Como se uma mulher preta só pudesse emocionar quando estivesse sangrando.Mas ela decidiu fazer o contrário. Recentemente, escreveu um livro sobre amor. Falou do marido, dos afetos, da vontade de construir uma vida leve. E descobriu que isso incomodava mais do que qualquer denúncia.Porque existe um mundo que aceita mulheres negras fortes, desde que continuem sofrendo, mas a Monique recusou esse papel.Ela não quer provar que merece estar onde chegou porque pessoas pretas não precisam justificar o sucesso pela dor.Também podem vencer pelo sonho, pelo talento e, principalmente, pelo direito de amar em voz alta.

Maconhômetro
Aperta o REC | Makana entrevista Preta Brisa 420 (Helen Sampaio)

Maconhômetro

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 59:19


Tá nos ares mais um episódio do Maconhômetro Aperta o REC, nosso programa de entrevistas com produtores de conteúdo sobre maconha e políticas de drogas, em que o ativista e produtor de conteúdo digital, Marcio Makana, troca altas ideias com quem movimenta a cena canábica brasileira com informação, educação, ativismo, humor, arte e cultura.Neste episódio, ele recebe a comunicadora digital e ativista social de Belo Horizonte, Helen Sampaio, vulgo Preta Brisa.Neste papo, ela compartilha sua trajetória na arte, no ativismo e na comunicação sobre substâncias psicoativas, suas inspirações pra produzir conteúdos sobre o tema e os desafios de trabalhar com políticas sobre drogas.O papo também explorou as seus interesses e referências, suas visões sobre o cenário da maconha no Brasil e a proibição, entre outras brisas...Chega mais pra conferir, Aperta o REC e conheça mais de perto a potência Preta Brisa!Preta Brisa: https://www.instagram.com/pretabrisa420/Makana: https://www.instagram.com/makanachannel/---O ep. Aperta o REC #36 | Makana entrevista Preta Brisa 420 (Helen Sampaio), contou com apresentação de Marcio Makana (JM), direção e produção de Gustavo Maia (CM) e edição e finalização de Antonio Said (Pinzeiro).

Rádio UFRJ - Informação & Conhecimento
Feira Preta propõe relação entre literatura afrocentrada e pertencimento

Rádio UFRJ - Informação & Conhecimento

Play Episode Listen Later Jun 27, 2026 3:34


A literatura afrocentrada foi tema de debate no Feira Preta Festival, realizado no Rio de Janeiro, no fim de maio. Na mesa "Era uma vez... Escrevivências", a escritora Conceição Evaristo e o coletivo Pretinhas Leitoras discutiram como a leitura e a escrita podem fortalecer a identidade de jovens negros e aproximá-los de suas raízes.Reportagem: Valentina David e Vitória MatosEdição: Thiago Kropf

Podcast MiranteFM 96,1
PLUGADO #478

Podcast MiranteFM 96,1

Play Episode Listen Later Jun 23, 2026 15:32


Estão abertas as inscrições para o edital de seleção artística da primeira edição do Festival de Artes Cênicas Preta do Maranhão, iniciativa que pretende reunir vozes, corpos, territórios e narrativas de diferentes regiões do país para compor uma programação dedicada à valorização das artes cênicas pretas, afro-indígenas e afrodiaspóricas.

Desculpa Alguma Coisa
Astrid Fontenelle abre o jogo sobre demissão do GNT, carreira, maternidade, amizade com Preta Gil e+

Desculpa Alguma Coisa

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 58:34


No episódio de hoje do Desculpa Alguma Coisa, Tati Bernardi recebe Astrid Fontenelle. A jornalista fala da carreira, abuso sofrido na adolescência, maternidade e demissão da Globo. A artista fala sobre o encontro da mãe com Chico Xavier, o processo de adoção do filho, Gabriel, e sobre como foi surpreendida com a demissão na Globo. Ela ainda se emocionou ao falar da amizade com Petra Gil e do conselho que a amiga deu ao seu filho - que hoje trabalha com comunicação assim como ela. #tatibernardi #DesculpaAlgumaCoisa #ProgramasCanalUOL ________________________________________________ Bem-vindo ao UNIVERSA. INSCREVA-SE NO CANAL: http://bit.ly/2gLZcOr **UNIVERSA NO FACEBOOK ** https://www.facebook.com/universauol/ ** SIGA O UNIVERSA NO INSTAGRAM ** https://www.instagram.com/universa_uol// ** ACESSE NOSSA PÁGINA ** https://universa.uol.com.br

LMN Podcast - Palavra de Mulher Preta
Palavra de Mulher Preta | EP. 08 — Casa, Caminhos e Pertencimentos

LMN Podcast - Palavra de Mulher Preta

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 50:25


Algumas histórias começam pelo meio.E talvez a nossa relação com casa também.Depois de atravessar corpo, memória, imagem, cuidado, criação e ancestralidade, Palavra de Mulher Preta chega ao seu último episódio perguntando:Como construímos pertencimento em movimento?Amanda Julieta e Hanna Gomes refletem sobre deslocamento, autonomia, memória e criação como formas de construir morada no mundo.Aqui, casa não aparece como um ponto fixo.Casa pode ser caminho.Casa pode ser escolha.Casa pode ser aquilo que seguimos construindo enquanto atravessamos.Entre literatura, artes visuais, filosofia e experiência, este episódio nos convida a pensar os modos como seguimos criando abrigo, mesmo em trânsito.✨ EPISÓDIO JÁ DISPONÍVEL

Rádio Mega Brasil Online
#07 | EP02 - Ruth Lopes - Papo da Preta, para o Momento 50+

Rádio Mega Brasil Online

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 3:06


Momento 50+ é o boletim diário da sua Rádio Mega Brasil Online que traz dicas de Bem-estar, Música, Literatura, Viagens, Filmes e Séries, assinadas por um time de especialistas 50+ em estilo de vida, economia e cultura. Acompanhe Momento 50+, sua dose diária de informação para o adulto +

Rádio Mega Brasil Online
#02 |Ruth Lopes - Papo da Preta, para o Momento 50+

Rádio Mega Brasil Online

Play Episode Listen Later Jun 7, 2026 3:32


Momento 50+ é o boletim diário da sua Rádio Mega Brasil Online que traz dicas de Bem-estar, Música, Literatura, Viagens, Filmes e Séries, assinadas por um time de especialistas 50+ em estilo de vida, economia e cultura. Acompanhe Momento 50+, sua dose diária de informação para o adulto +

Laughbanging
Laughbanging Podcast Ep.498: At The Gates, Six Feet Under, Venom, Capa Preta

Laughbanging

Play Episode Listen Later Jun 6, 2026 19:12


Falamos dos mais recentes álbuns dos At The Gates "The Ghost of a Future Dead" (Century Media Records), Six Feet Under "Next to Die" (Metal Blade Records), Venom "Into Oblivion" (Noise Records) e Capa Preta "Em Nome de Vossa Santidade Maioral de Todos os Infernos" (Black Death Production).Com o apoio da Hellsmith.Disponível nas plataformas de podcasts (Spotify, Apple Podcasts, etc.)#laughbangingpodcast #podcast #portugal #heavymetal #hellsmithmetalmerch #blackmetal #deathmetalPatreon - https://www.patreon.com/laughbangingFacebook - https://facebook.com/laughbanging

LMN Podcast - Palavra de Mulher Preta
Palavra de Mulher Preta | EP. 07 — Inscrições no Corpo: Voleios e Presenças

LMN Podcast - Palavra de Mulher Preta

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 75:18


O corpo lembra.O corpo registra.O corpo escreve.No sétimo episódio de Palavra de Mulher Preta, a multiartista Bruna Bastos e a designer, diretora de arte e pesquisadora Adriele Regine atravessam arte, memória, ancestralidade e criação para pensar o corpo negro como território de presença e produção de sentido.Aqui, a palavra não vive apenas na fala.Ela aparece no gesto.Na respiração.Na forma como ocupamos o mundo.Entre poesia, movimento e experiência, a conversa nos convida a refletir sobre aquilo que o corpo guarda, produz e transforma.✨ EPISÓDIO JÁ DISPONÍVEL

LMN Podcast - Palavra de Mulher Preta
Palavra de Mulher Preta | EP. 06 — Desenhar em Imagens: Começo, Meio e Começo

LMN Podcast - Palavra de Mulher Preta

Play Episode Listen Later May 26, 2026 53:58


Toda imagem conta uma história.Mas quem aprende a construir imagens… também aprende a disputar narrativas.No sexto episódio de Palavra de Mulher Preta, Adriele Regine e Deisiane Barbosa atravessam criação, audiovisual, design e literatura para pensar as imagens como território de memória, linguagem e permanência.Aqui, desenhar não é apenas ilustrar.É imaginar.É estruturar.É criar outras formas de ver — e existir.Entre palavra, imagem e processo criativo, o episódio reflete sobre os bastidores da produção simbólica e a potência das visualidades negras.✨ EPISÓDIO JÁ DISPONÍVEL

Diário Mágicko
DM #110 – Umbanda Cruzada & Antihegemonia – com Pai Jean do Exu Capa Preta

Diário Mágicko

Play Episode Listen Later May 25, 2026 110:01


Aí sim! Umbanda não é tudo igual. Aliás, muito pelo contrário, cada casa é uma casa - que é moldada pelos valores e visões dos dirigentes, mas também pelas circunstâncias sociais da comunidade a qual ela serve. É claro que a religião tem fundamentos, e isso se observa em certas práticas e mistérios que se repetem de barracão em barracão, seguindo suas tradições. E o ponto é justamente esse: nenhuma tradição pode ser avaliada pelos olhares de quem não as vivencia e não as compreende. Há, entretanto, uma dificuldade bastante perniciosa - e que não é exclusiva do meio do axé - que é o exercício da alteridade: compreender que as dinâmicas alheias nada devem às nossas preconcepções & ignorância. Entender que a essência de um Mistério está justamente em sua singularidade, e portanto ser sábio para não se questionar o que não se entende. Ou, se ousar questionar, o fazer com respeito e contemplação. Em outras palavras : o pensamento automático é o fácil. Aquilo que se destaca, que está na boca de todo mundo é o lugar-comum, é o que todo mundo sabe, é a referência padrão. Essa é a média. E quem não sai da média é medíocre. Mas há outras formas de se pensar o mundo. Há outros modos de se agir, de se posicionar, de refletir sobre a vida e a espiritualidade. E esse é o tipo de filosofia anti hegemônica, ou seja, que desafia o senso comum para exercer outras possibilidades. E é sobre isso que trataremos no nosso episódio de hoje! Acesse em seu agregador de podcast preferido e venha conosco! --- Próximas Lives (Páginas Abertas): Páginas Abertas #53 – 05/06 às 20:00 [A Arte do Diário Mágicko] --- Envie seu relato!

LMN Podcast - Palavra de Mulher Preta
Palavra de Mulher Preta | EP. 05 — Fabulando e Conjurando Imaginários

LMN Podcast - Palavra de Mulher Preta

Play Episode Listen Later May 21, 2026 49:52


Narrar também é conjurar.No quinto episódio de Palavra de Mulher Preta, a palavra atravessa oralidade, memória e imaginação para pensar a literatura como prática de encantamento e criação de mundos.Hildália Fernandes e Feibriss refletem sobre escrita, tradução, ancestralidade e os modos como mulheres negras seguem produzindo futuros possíveis através da palavra.Aqui, fabular não é escapar da realidade.É proteger saberes.É abrir caminhos.É inventar outras possibilidades de existir.

LMN Podcast - Palavra de Mulher Preta
Palavra de Mulher Preta | EP. 04 — Linhas e Alinhavos: Escrevendo e Tecendo Vidas

LMN Podcast - Palavra de Mulher Preta

Play Episode Listen Later May 16, 2026 47:31


Há palavras que se escrevem com linha, tecido e permanência.No quarto episódio de Palavra de Mulher Preta, a conversa atravessa moda, ancestralidade, memória e espiritualidade para pensar o vestir como forma de escrita do mundo.Anthea Xavier e Janja Araújo refletem sobre o tecido como arquivo vivo — lugar onde histórias, saberes e identidades seguem sendo preservados e transmitidos.Aqui, a palavra não aparece apenas na fala.Ela vive no corte.No alinhavo.No gesto de fazer e refazer.

Artes
Colectivo "Rua das Pretas" mostrou "encontro entre três continentes" em Paris

Artes

Play Episode Listen Later May 14, 2026 19:26


O colectivo Rua das Pretas apresentou o álbum “Povo Brasileiro”, esta terça-feira, no Studio L'Hermitage, em Paris. “Se eu falo português, minha terra é aqui” canta-se na música “Cartão do Cidadão” e ouviu-se em Paris, no concerto de apresentação deste disco-manifesto. O trabalho é um encontro entre sonoridades e músicos de três continentes, uma viagem entre o Brasil, Cabo Verde e Portugal, que nos mergulha na ancestralidade que nos une, que traz à tona a História da escravatura e do colonialismo e que alerta contra a xenofobia nos tempos que correm. A RFI falou com Pierre Aderne, Ana Margarida Prado e Jenifer Soledad nesta escala musical do grupo em Paris. “Povo Brasileiro” foi concebido pelo músico Pierre Aderne a partir do livro “O Povo Brasileiro”, do antropólogo Darcy Ribeiro. O disco junta músicos do colectivo Rua das Pretas que Pierre Aderne criou há mais de dez anos em Lisboa, sendo o 13° disco de Pierre Aderne e o terceiro do colectivo. Aproveitámos o concerto no L'Hermitage para falar com o cantor, compositor e produtor que nasceu em França, é filho de um casal luso-brasileiro, e vive há vários anos em Portugal. A fadista portuguesa Ana Margarida Prado e a cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad também participaram na conversa que culminou com os três a cantarem “Se eu falo português, minha terra é aqui”, um verso da música “Cartão de Cidadão” e a linha de força do disco. “Todo o mundo é emigrante”, lembra Pierre Aderne que descreve o álbum como uma “lavagem espiritual de caravelas” que mergulha na “ancestralidade que nos une” e que traz “a História à tona”. Aqui, nas canções “Mãe Preta” e “Benguela”, por exemplo, recorda-se o tráfico de pessoas escravizadas e a resistência do povo quilombola. Este é também um álbum de festa colectiva e de união, simbolizadas pelo tema “Um Menino chamado Brasil”, em que ouvimos “Se sou de Angola eu sou Brasil, sou Cabo Verde eu sou Brasil, sou Moçambique eu sou Brasil, sou Portugal eu sou Brasil, sou da Guiné eu sou Brasil, sou São Tomé eu sou Brasil”. No fundo, o disco é “um encontro entre três continentes”, resume Ana Margarida Prado, a voz que se destaca no fado “Nossa terra é o mar” e em que se ouve “Portugal tu és feito de Brasil... Portugal tu és feito de Abril”. “Se eu falo português, minha terra é aqui” RFI: Como descrevem o disco “Povo Brasileiro”? Pierre Aderne, Músico: “No ‘Povo Brasileiro' a gente tenta contar, de forma litero-musical, a história da nossa criação enquanto povo, da chegada dos portugueses no Brasil, dos africanos cem anos mais tarde, dessa multiculturalidade que nos formou, dessa língua portuguesa que navegou por caravelas e foi-se misturando também com iorubá, com as linguagens bantu, kikongo, kimbundo, tupi-guarani. O álbum conta um pouco disso com essas canções, quer dizer, mostrando um pouco essa narrativa do que Darcy Ribeiro nos ensinou a partir do livro dele ‘O Povo Brasileiro'”. Quem foi Darcy Ribeiro e como é que ele se lê nas entrelinhas ou directamente no disco? “O Darcy Ribeiro foi um dos maiores educadores e antropólogos brasileiros contemporâneos, fundador da Universidade de Brasília, do sistema de ensino público mais estrutural que era um CIEPs [Centros Integrados de Educação Pública]. Darcy Ribeiro escreveu na casa de Maricá, no Rio de Janeiro, onde a gente gravou o álbum o livro ‘O Povo Brasileiro', que é mais ou menos aquilo que eu falei no início e que conta um pouquinho essa história. Eu comecei a compor as músicas há cinco anos, num momento difícil que o mundo vive da intolerância, do discurso de ódio, principalmente em Portugal, um país tão bonito e tão pequenino e que acabou também sendo vítima desse tipo de comportamento por parte dos políticos e depois pela população. Eu comecei a compor algumas canções e a primeira delas foi ‘Cartão de Cidadão', uma canção-manifesto, uma canção de intervenção, minha e do Moacyr Luz. Quando recebemos o convite da Prefeitura de Maricá para gravar o álbum, eu descobri que, na verdade, mesmo sem saber, a gente já estava fazendo uma banda sonora para o livro ‘O Povo Brasileiro' do Darcy. E dessa vez, regressando ao Brasil, nessa caravela com músicos de três continentes, o que seria isso, essa lavagem espiritual das caravelas? Olha como a gente é bonita misturada.” Quem são esses músicos a bordo da caravela? Temos aqui duas... “Bom, temos aqui a fantástica, fundamental, incontornável fadista portuguesa Ana Margarida Prado, uma fadista intelectual. O campo intelectual de Portugal, se tiver que escolher, vai escolher a Aldina Duarte e a Ana Margarida Prado. A gente colabora há muito tempo. Ela participou na génese da ‘Rua das Pretas' há mais de dez anos. Sempre flirtava, chegava no final dos concertos e eu convidei-a para se juntar a esta caravela. Aqui está também a incrível cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad, uma das vozes mais bonitas da música de Cabo Verde contemporânea e que eu tinha muita vontade de estar com com a Jenifer e de a trazer para este bando, junto com Nilson Dourado, que está hoje com a gente, Felipe Bastos, Rúben da Luz e Letícia Malvares. A Jenifer Soledad está fazendo hoje o que a Zulu, que é uma outra jovem cantora de Cabo Verde, também muito talentosa, fez no álbum.” Jenifer, o que é que o álbum tem de Cabo Verde? Jenifer Soledad, Cantora: “Quando se fala do povo brasileiro, automaticamente eu me reconheço ali porque os ritmos e a história também é um pouco da nossa história, nós fomos carregados nos navios. Acho que a mistura bonita deste trabalho vem de se reconhecer dentro deste álbum porque eu sinto o chorinho, eu sinto o samba que também em Cabo Verde existe, mas chamado de outra forma, como a coladeira que tem misturas com o samba, e tem alguns solos de instrumentos que me leva a Cabo Verde. E é muita saudade, como sempre, o povo cabo-verdiano é muita saudade. Culturalmente, sinto-me dentro deste álbum, faço - falando pelo meu povo fazemos - parte das mensagens que estão ali dentro.” Ana Margarida, em relação ao fado em que canta “Portugal tu és feito de Brasil ... Portugal, tu és feito de Abril”. Este fado é um cravo na lapela que soa a Brasil... Ana Margarida Prado, Fadista: “A primeira coisa que eu sinto que levo é a língua, a língua portuguesa que nós levámos para o Brasil. Eu como fadista e alem de fadista, sempre gostei muito destes encontros e é uma felicidade poder trazer o fado também para este encontro entre estes três continentes. A mensagem que eu acho importante está num tema que nós cantamos que é uma versão de um tema muito conhecido aqui em França, ‘Barco Negro', mas cantamos a versão original, a ‘Mãe Preta'. Para mim, foi muito importante dar voz a este lamento, a este grito, a esta lavagem das caravelas, como o Pierre fala, falar em temas como a escravatura e é bom ser uma portuguesa a dar voz a estes temas.” Pierre Aderne: “É um fado composto originalmente por dois brasileiros, Caco Velho e Piratini, e ganhou na ditadura [Estado Novo] uma nova letra porque foi censurada. A nova letra é belíssima também, de David Mourão-Ferreira, 'Barco Negro'. Quando alguém canta o 'Barco Negro' numa casa de fado de Alfama, Mouraria, passando pela Madragoa, também tem esse lamento. Quer dizer, como é que eu vou falar de uma coisa tão delicada e horrorosa e dolorida, não é? E ele achou as metáforas dele na letra do Barco Negro, que é extremamente bonita também. A versão original foi primeiro gravada por Maria da Conceição. Depois, Amália tornou esse fado realmente muito conhecido. Poucos brasileiros sabem que esse fado é um fado composto por brasileiros, assim como Amália também gravou ‘Lua Luar', que é um lamento sertanejo, assim como ela voltou do Rio de Janeiro e trouxe “Xu Xu”. Então, aquilo que a gente estava falando e respondendo à tua primeira pergunta, eu acho que esse álbum, de alguma forma, volta a colocar a bandeira atrás da língua. Quando a gente escuta uma música na rádio, a gente escuta primeiro a língua e depois a gente vai atrás da bandeira. Só que na música de língua portuguesa, acho que passamos demasiado tempo colocando a bandeira à frente da língua. Quer dizer, onde é que está esse limite? Onde é que somos limítrofes nessa relação de integração e interação? O que é meu? O que é teu? O que é cabo-verdiano, português e brasileiro? Na verdade, nós temos as patentes de tudo que a gente construiu.” Não há o risco de se despertarem velhos fantasmas do lusotropicalismo? De que forma é que este disco e as canções que vocês escolheram e criaram fazem uma certa reconciliação histórica perante aquilo que o opressor português fez durante séculos? “Eu não sei. Por exemplo, A gente teve a capa do Globo, teve também muitas críticas boas aqui na França em uma semana, com o próprio Le Monde, e curiosamente, em Portugal, em que a gente sempre teve uma visibilidade muito grande pelos programas na RTP, pelos coliseus, a gente teve apenas uma matéria em Portugal, apenas um jornalista resolveu falar desse tema, que foi o Nuno Pacheco, do Público.” O Público escreveu, em 2024, que o Pierre Aderne mudou a cena cultural de Lisboa com o projecto Rua das Pretas... “Agradeço. Mas, enfim, eu acho que realmente em Portugal, talvez este álbum não concilie neste momento, talvez seja uma pedra no sapato de muita gente, não é?” Mas o objectivo é conciliar? “Não. O objectivo é trazer a história à tona. Cada um vai procurar a sua forma de se conciliar com isso. Acho que a primeira forma, se eu fosse parte de algum partido de oposição em Portugal, era criar um museu do colonialismo, da escravatura. Ferreira Gullar dizia que a arte existe porque a vida por si só não basta. Então, todos os assuntos que são polémicos - eu já passei por isso tantas vezes nos últimos cinco anos em Portugal - eles não se resolvem nunca na prosa, mas eles se resolvem na poesia. Eu acho que é uma forma de a gente entregar para as pessoas um conteúdo que pode ser inconveniente para algumas pessoas, mas que certamente com essa multiculturalidade e essas melodias talvez faça com que as pessoas amaciem um pouco. Até porque quem deu escala para a língua portuguesa foi África, foi o Brasil. Eu compus a primeira música que deu nome ao primeiro álbum de António Zambujo lançado no Brasil e eu mostrei para um director de gravadora no Brasil da Sony Music e ele era português e falou para mim: ‘Ah, já sei, aquele fadista que não canta fado, não é?' Porquê? Porque era novo, porque se estava aproximando do Brasil, da sonoridade. E hoje a gente vê como é que esses artistas portugueses ganham escala. A Carminho canta Tom Jobim, o Zambujo canta Chico Buarque. Ou seja, é se apropriar do que é nosso, é a nossa ancestralidade que nos une.” Em “Um menino chamado Brasil” ouvimos: “Se sou de Angola, eu sou Brasil. Sou Cabo Verde, eu sou Brasil. Sou Moçambique, eu sou Brasil. Sou Portugal, eu sou Brasil. Sou da Guiné, eu sou Brasil. Sou São Tomé, eu sou Brasil” - É um manifesto de união, daí a minha pergunta de há pouco sobre se é uma tentativa de reconciliação e até de perdoar tudo aquilo que os portugueses fizeram... “Não. Eu acho que não tem perdão até porque não foi o povo português pobre como a minha família de Ourém que colonizou os seus ancestrais. Quem colonizou foram as oligarquias, as grandes famílias que estão também no Rio de Janeiro, na Bahia e em São Paulo. Quando uma babá preta empurra um carrinho de bebé de um branco, que trabalha sete dias por sete, quer dizer, eu acho que é transversal esse comportamento dessas oligarquias até hoje. Mas vale lembrar também que o grito de independência do Brasil foi dado por um português em 1822, ou seja, foi uma briga de família e Dom Pedro: 'independência ou morte'. Eu acho que não é isso. Você falou desse fado que é um fado na lapela, esse tema meu e do Moacyr Luz, ‘Nossa terra é o mar'. A primeira frase não é minha, é de um compositor do Império Serrano maravilhoso e ele mandou-me uma frase: ‘Em Portugal não fui jamais, embora de lá tenha vindo.' E eu emendei: ‘Graças aos meus ancestrais que mostraram a língua quando eu estava parindo'. É importante para nós, africanos, brasileiros e quem fez o teste de genoma como eu - que sou Magrebe também, 10 por cento africano do Norte - é importante que a gente saiba o que aconteceu. Cabo Verde não era sequer habitado e o crioulo nasceu pela imposição da língua portuguesa. É o seguinte: não busca reconciliar. Não é fácil essa história, mas é interessante a gente assimilar. Como os alemães fizeram com o Holocausto e eles morrem de vergonha do Holocausto. Você vai no Japão - eu tenho nove álbuns lançados no Japão - e eu vou lá e tem o Museu de Hiroshima e Nagasaki. Eles fazem também o mea culpa de algumas coisas. Ou seja, é importante a gente saber quando a gente errou.” Este álbum acaba por ser o “Cartão do Cidadão” dessa multiculturalidade tricontinental, entre aspas? “Vou ser sintético: ‘Vou falar mais uma vez: se eu falo português, minha terra é aqui.” Ana Margarida Prado: “Eu acho que também se celebra o encontro de tudo aquilo que se criou. Vamos passar uma mensagem do bom que nós juntos criámos.” Pierre Aderne: “O Atlântico é o Atlântico. Ele uniu e esmagou, mas é tão interessante sermos atlânticos. A gente vê o que acontece também nos Estados Unidos: os povos originários são realmente os grandes povos. Todo o mundo é emigrante.”

Em directo da redacção
Colectivo "Rua das Pretas" mostrou "encontro entre três continentes" em Paris

Em directo da redacção

Play Episode Listen Later May 14, 2026 19:26


O colectivo Rua das Pretas apresentou o álbum “Povo Brasileiro”, esta terça-feira, no Studio L'Hermitage, em Paris. “Se eu falo português, minha terra é aqui” canta-se na música “Cartão do Cidadão” e ouviu-se em Paris, no concerto de apresentação deste disco-manifesto. O trabalho é um encontro entre sonoridades e músicos de três continentes, uma viagem entre o Brasil, Cabo Verde e Portugal, que nos mergulha na ancestralidade que nos une, que traz à tona a História da escravatura e do colonialismo e que alerta contra a xenofobia nos tempos que correm. A RFI falou com Pierre Aderne, Ana Margarida Prado e Jenifer Soledad nesta escala musical do grupo em Paris. “Povo Brasileiro” foi concebido pelo músico Pierre Aderne a partir do livro “O Povo Brasileiro”, do antropólogo Darcy Ribeiro. O disco junta músicos do colectivo Rua das Pretas que Pierre Aderne criou há mais de dez anos em Lisboa, sendo o 13° disco de Pierre Aderne e o terceiro do colectivo. Aproveitámos o concerto no L'Hermitage para falar com o cantor, compositor e produtor que nasceu em França, é filho de um casal luso-brasileiro, e vive há vários anos em Portugal. A fadista portuguesa Ana Margarida Prado e a cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad também participaram na conversa que culminou com os três a cantarem “Se eu falo português, minha terra é aqui”, um verso da música “Cartão de Cidadão” e a linha de força do disco. “Todo o mundo é emigrante”, lembra Pierre Aderne que descreve o álbum como uma “lavagem espiritual de caravelas” que mergulha na “ancestralidade que nos une” e que traz “a História à tona”. Aqui, nas canções “Mãe Preta” e “Benguela”, por exemplo, recorda-se o tráfico de pessoas escravizadas e a resistência do povo quilombola. Este é também um álbum de festa colectiva e de união, simbolizadas pelo tema “Um Menino chamado Brasil”, em que ouvimos “Se sou de Angola eu sou Brasil, sou Cabo Verde eu sou Brasil, sou Moçambique eu sou Brasil, sou Portugal eu sou Brasil, sou da Guiné eu sou Brasil, sou São Tomé eu sou Brasil”. No fundo, o disco é “um encontro entre três continentes”, resume Ana Margarida Prado, a voz que se destaca no fado “Nossa terra é o mar” e em que se ouve “Portugal tu és feito de Brasil... Portugal tu és feito de Abril”. “Se eu falo português, minha terra é aqui” RFI: Como descrevem o disco “Povo Brasileiro”? Pierre Aderne, Músico: “No ‘Povo Brasileiro' a gente tenta contar, de forma litero-musical, a história da nossa criação enquanto povo, da chegada dos portugueses no Brasil, dos africanos cem anos mais tarde, dessa multiculturalidade que nos formou, dessa língua portuguesa que navegou por caravelas e foi-se misturando também com iorubá, com as linguagens bantu, kikongo, kimbundo, tupi-guarani. O álbum conta um pouco disso com essas canções, quer dizer, mostrando um pouco essa narrativa do que Darcy Ribeiro nos ensinou a partir do livro dele ‘O Povo Brasileiro'”. Quem foi Darcy Ribeiro e como é que ele se lê nas entrelinhas ou directamente no disco? “O Darcy Ribeiro foi um dos maiores educadores e antropólogos brasileiros contemporâneos, fundador da Universidade de Brasília, do sistema de ensino público mais estrutural que era um CIEPs [Centros Integrados de Educação Pública]. Darcy Ribeiro escreveu na casa de Maricá, no Rio de Janeiro, onde a gente gravou o álbum o livro ‘O Povo Brasileiro', que é mais ou menos aquilo que eu falei no início e que conta um pouquinho essa história. Eu comecei a compor as músicas há cinco anos, num momento difícil que o mundo vive da intolerância, do discurso de ódio, principalmente em Portugal, um país tão bonito e tão pequenino e que acabou também sendo vítima desse tipo de comportamento por parte dos políticos e depois pela população. Eu comecei a compor algumas canções e a primeira delas foi ‘Cartão de Cidadão', uma canção-manifesto, uma canção de intervenção, minha e do Moacyr Luz. Quando recebemos o convite da Prefeitura de Maricá para gravar o álbum, eu descobri que, na verdade, mesmo sem saber, a gente já estava fazendo uma banda sonora para o livro ‘O Povo Brasileiro' do Darcy. E dessa vez, regressando ao Brasil, nessa caravela com músicos de três continentes, o que seria isso, essa lavagem espiritual das caravelas? Olha como a gente é bonita misturada.” Quem são esses músicos a bordo da caravela? Temos aqui duas... “Bom, temos aqui a fantástica, fundamental, incontornável fadista portuguesa Ana Margarida Prado, uma fadista intelectual. O campo intelectual de Portugal, se tiver que escolher, vai escolher a Aldina Duarte e a Ana Margarida Prado. A gente colabora há muito tempo. Ela participou na génese da ‘Rua das Pretas' há mais de dez anos. Sempre flirtava, chegava no final dos concertos e eu convidei-a para se juntar a esta caravela. Aqui está também a incrível cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad, uma das vozes mais bonitas da música de Cabo Verde contemporânea e que eu tinha muita vontade de estar com com a Jenifer e de a trazer para este bando, junto com Nilson Dourado, que está hoje com a gente, Felipe Bastos, Rúben da Luz e Letícia Malvares. A Jenifer Soledad está fazendo hoje o que a Zulu, que é uma outra jovem cantora de Cabo Verde, também muito talentosa, fez no álbum.” Jenifer, o que é que o álbum tem de Cabo Verde? Jenifer Soledad, Cantora: “Quando se fala do povo brasileiro, automaticamente eu me reconheço ali porque os ritmos e a história também é um pouco da nossa história, nós fomos carregados nos navios. Acho que a mistura bonita deste trabalho vem de se reconhecer dentro deste álbum porque eu sinto o chorinho, eu sinto o samba que também em Cabo Verde existe, mas chamado de outra forma, como a coladeira que tem misturas com o samba, e tem alguns solos de instrumentos que me leva a Cabo Verde. E é muita saudade, como sempre, o povo cabo-verdiano é muita saudade. Culturalmente, sinto-me dentro deste álbum, faço - falando pelo meu povo fazemos - parte das mensagens que estão ali dentro.” Ana Margarida, em relação ao fado em que canta “Portugal tu és feito de Brasil ... Portugal, tu és feito de Abril”. Este fado é um cravo na lapela que soa a Brasil... Ana Margarida Prado, Fadista: “A primeira coisa que eu sinto que levo é a língua, a língua portuguesa que nós levámos para o Brasil. Eu como fadista e alem de fadista, sempre gostei muito destes encontros e é uma felicidade poder trazer o fado também para este encontro entre estes três continentes. A mensagem que eu acho importante está num tema que nós cantamos que é uma versão de um tema muito conhecido aqui em França, ‘Barco Negro', mas cantamos a versão original, a ‘Mãe Preta'. Para mim, foi muito importante dar voz a este lamento, a este grito, a esta lavagem das caravelas, como o Pierre fala, falar em temas como a escravatura e é bom ser uma portuguesa a dar voz a estes temas.” Pierre Aderne: “É um fado composto originalmente por dois brasileiros, Caco Velho e Piratini, e ganhou na ditadura [Estado Novo] uma nova letra porque foi censurada. A nova letra é belíssima também, de David Mourão-Ferreira, 'Barco Negro'. Quando alguém canta o 'Barco Negro' numa casa de fado de Alfama, Mouraria, passando pela Madragoa, também tem esse lamento. Quer dizer, como é que eu vou falar de uma coisa tão delicada e horrorosa e dolorida, não é? E ele achou as metáforas dele na letra do Barco Negro, que é extremamente bonita também. A versão original foi primeiro gravada por Maria da Conceição. Depois, Amália tornou esse fado realmente muito conhecido. Poucos brasileiros sabem que esse fado é um fado composto por brasileiros, assim como Amália também gravou ‘Lua Luar', que é um lamento sertanejo, assim como ela voltou do Rio de Janeiro e trouxe “Xu Xu”. Então, aquilo que a gente estava falando e respondendo à tua primeira pergunta, eu acho que esse álbum, de alguma forma, volta a colocar a bandeira atrás da língua. Quando a gente escuta uma música na rádio, a gente escuta primeiro a língua e depois a gente vai atrás da bandeira. Só que na música de língua portuguesa, acho que passamos demasiado tempo colocando a bandeira à frente da língua. Quer dizer, onde é que está esse limite? Onde é que somos limítrofes nessa relação de integração e interação? O que é meu? O que é teu? O que é cabo-verdiano, português e brasileiro? Na verdade, nós temos as patentes de tudo que a gente construiu.” Não há o risco de se despertarem velhos fantasmas do lusotropicalismo? De que forma é que este disco e as canções que vocês escolheram e criaram fazem uma certa reconciliação histórica perante aquilo que o opressor português fez durante séculos? “Eu não sei. Por exemplo, A gente teve a capa do Globo, teve também muitas críticas boas aqui na França em uma semana, com o próprio Le Monde, e curiosamente, em Portugal, em que a gente sempre teve uma visibilidade muito grande pelos programas na RTP, pelos coliseus, a gente teve apenas uma matéria em Portugal, apenas um jornalista resolveu falar desse tema, que foi o Nuno Pacheco, do Público.” O Público escreveu, em 2024, que o Pierre Aderne mudou a cena cultural de Lisboa com o projecto Rua das Pretas... “Agradeço. Mas, enfim, eu acho que realmente em Portugal, talvez este álbum não concilie neste momento, talvez seja uma pedra no sapato de muita gente, não é?” Mas o objectivo é conciliar? “Não. O objectivo é trazer a história à tona. Cada um vai procurar a sua forma de se conciliar com isso. Acho que a primeira forma, se eu fosse parte de algum partido de oposição em Portugal, era criar um museu do colonialismo, da escravatura. Ferreira Gullar dizia que a arte existe porque a vida por si só não basta. Então, todos os assuntos que são polémicos - eu já passei por isso tantas vezes nos últimos cinco anos em Portugal - eles não se resolvem nunca na prosa, mas eles se resolvem na poesia. Eu acho que é uma forma de a gente entregar para as pessoas um conteúdo que pode ser inconveniente para algumas pessoas, mas que certamente com essa multiculturalidade e essas melodias talvez faça com que as pessoas amaciem um pouco. Até porque quem deu escala para a língua portuguesa foi África, foi o Brasil. Eu compus a primeira música que deu nome ao primeiro álbum de António Zambujo lançado no Brasil e eu mostrei para um director de gravadora no Brasil da Sony Music e ele era português e falou para mim: ‘Ah, já sei, aquele fadista que não canta fado, não é?' Porquê? Porque era novo, porque se estava aproximando do Brasil, da sonoridade. E hoje a gente vê como é que esses artistas portugueses ganham escala. A Carminho canta Tom Jobim, o Zambujo canta Chico Buarque. Ou seja, é se apropriar do que é nosso, é a nossa ancestralidade que nos une.” Em “Um menino chamado Brasil” ouvimos: “Se sou de Angola, eu sou Brasil. Sou Cabo Verde, eu sou Brasil. Sou Moçambique, eu sou Brasil. Sou Portugal, eu sou Brasil. Sou da Guiné, eu sou Brasil. Sou São Tomé, eu sou Brasil” - É um manifesto de união, daí a minha pergunta de há pouco sobre se é uma tentativa de reconciliação e até de perdoar tudo aquilo que os portugueses fizeram... “Não. Eu acho que não tem perdão até porque não foi o povo português pobre como a minha família de Ourém que colonizou os seus ancestrais. Quem colonizou foram as oligarquias, as grandes famílias que estão também no Rio de Janeiro, na Bahia e em São Paulo. Quando uma babá preta empurra um carrinho de bebé de um branco, que trabalha sete dias por sete, quer dizer, eu acho que é transversal esse comportamento dessas oligarquias até hoje. Mas vale lembrar também que o grito de independência do Brasil foi dado por um português em 1822, ou seja, foi uma briga de família e Dom Pedro: 'independência ou morte'. Eu acho que não é isso. Você falou desse fado que é um fado na lapela, esse tema meu e do Moacyr Luz, ‘Nossa terra é o mar'. A primeira frase não é minha, é de um compositor do Império Serrano maravilhoso e ele mandou-me uma frase: ‘Em Portugal não fui jamais, embora de lá tenha vindo.' E eu emendei: ‘Graças aos meus ancestrais que mostraram a língua quando eu estava parindo'. É importante para nós, africanos, brasileiros e quem fez o teste de genoma como eu - que sou Magrebe também, 10 por cento africano do Norte - é importante que a gente saiba o que aconteceu. Cabo Verde não era sequer habitado e o crioulo nasceu pela imposição da língua portuguesa. É o seguinte: não busca reconciliar. Não é fácil essa história, mas é interessante a gente assimilar. Como os alemães fizeram com o Holocausto e eles morrem de vergonha do Holocausto. Você vai no Japão - eu tenho nove álbuns lançados no Japão - e eu vou lá e tem o Museu de Hiroshima e Nagasaki. Eles fazem também o mea culpa de algumas coisas. Ou seja, é importante a gente saber quando a gente errou.” Este álbum acaba por ser o “Cartão do Cidadão” dessa multiculturalidade tricontinental, entre aspas? “Vou ser sintético: ‘Vou falar mais uma vez: se eu falo português, minha terra é aqui.” Ana Margarida Prado: “Eu acho que também se celebra o encontro de tudo aquilo que se criou. Vamos passar uma mensagem do bom que nós juntos criámos.” Pierre Aderne: “O Atlântico é o Atlântico. Ele uniu e esmagou, mas é tão interessante sermos atlânticos. A gente vê o que acontece também nos Estados Unidos: os povos originários são realmente os grandes povos. Todo o mundo é emigrante.”

Rádio Panorama Agrícola Epagri.
13 de maio - Processo para obtenção da IG para o aipim da terra preta avança em Itajaí com apoio da Epagri

Rádio Panorama Agrícola Epagri.

Play Episode Listen Later May 13, 2026 10:07


Nesta entrevista, o engenheiro-agrônomo e extensionista rural Antônio Henrique dos Santos conta como está o processo de busca pela Indicação Geográfica (IG) do aipim da terra preta, em Itajaí. >> CRÉDITOS:Produção, roteiro e locução: Mauro Meurer e Maurício FrighettoApoio técnico e edição: Eduardo Mayer

LMN Podcast - Palavra de Mulher Preta
Palavra de Mulher Preta | EP. 03 — Arte de Cura?

LMN Podcast - Palavra de Mulher Preta

Play Episode Listen Later May 12, 2026 45:27


A arte cura?No terceiro episódio de Palavra de Mulher Preta, a conversa atravessa cuidado, trauma, espiritualidade e elaboração do sofrimento.A chefe Ana Célia e a rainha-dançarina Lorena Bispo aproximam arte, memória e afeto para pensar os caminhos possíveis de reconstrução de si.Aqui, a palavra aparece como espelho, ferida e possibilidade.Mais do que responder, o episódio propõe escuta:✨ O que ainda está em processo de cura?

Gringos Podcast
ANA PRETA e LIVIA CRUZ - Gringos Podcast #406

Gringos Podcast

Play Episode Listen Later May 8, 2026 114:57


ANA PRETA e LIVIA CRUZ - Gringos Podcast #406CONVIDADA DE HOJE:ANA PRETA : ‪@OFICIALANAPRETA‬   / oficialanapreta  LIVIA CRUZ : @liviacruzh2  / liviacruzh2  Segue a gente:Canal de Cortes:    / @cortesgringos  Gringos no Insta:   / podcastgringos  Gringos no Tik Tok:   / gringospodcast  Anfitriões: @neygringos | @erickjay

LMN Podcast - Palavra de Mulher Preta
Palavra de Mulher Preta | EP. 02 — Escritas Corporais: Caminhos Visuais

LMN Podcast - Palavra de Mulher Preta

Play Episode Listen Later May 7, 2026 46:22


Nem toda palavra é dita.Algumas são encenadas.Fotografadas.Performadas.No segundo episódio de Palavra de Mulher Preta, o corpo aparece como superfície de escrita — lugar onde memória, gesto e imagem se encontram.A atriz e diretora Sara Barbosa e a multiartista Vilma Neres atravessam teatro, fotografia e artes visuais para pensar o corpo negro como arquivo vivo, linguagem e presença.Aqui, a palavra já não vive apenas no discurso.Ela aparece no olhar.Na cena.No movimento.Na forma como o corpo ocupa o mundo.

LMN Podcast - Palavra de Mulher Preta
Palavra de Mulher Preta | EP. 01 — CONHECER E SE RECONHECE NEGRO

LMN Podcast - Palavra de Mulher Preta

Play Episode Listen Later May 5, 2026 90:45


No primeiro episódio de Palavra de Mulher Preta, a conversa começa pela saúde mental e pelos processos de conhecer e reconhecer a si enquanto sujeito negro no mundo.A psicóloga Edlamar França e a comunicadora e escritora Lugana Olaiá refletem sobre dor, linguagem, escuta e os caminhos possíveis de elaboração do sofrimento psíquico.Entre teoria e experiência, a palavra aparece como ferramenta de compreensão — e também de construção de si.Este é o ponto de partida da temporada:nomear, escutar e reconhecer.

LMN Podcast - Palavra de Mulher Preta
Palavra de Mulher Preta | Teaser Oficial da Nova Temporada

LMN Podcast - Palavra de Mulher Preta

Play Episode Listen Later May 4, 2026 1:46


Existem palavras que nascem no silêncio e atravessam gerações.Palavra de Mulher Preta retorna em uma nova temporada reunindo mulheres negras de diferentes áreas para pensar a palavra como corpo, memória, imagem, criação e pertencimento.Ao longo dos episódios, psicologia, literatura, artes visuais, moda, dança e audiovisual se encontram para refletir sobre como se escreve o mundo a partir de experiências negras.Mais do que um programa, este é um espaço de escuta, troca e elaboração coletiva.

Mente Blindada 24/7
EP 93 Rani Yahya | Faixa Preta Quinto grau, Campeão do ADCC e Ex-Lutador do UFC

Mente Blindada 24/7

Play Episode Listen Later Apr 19, 2026 65:44


Bem-vindo ao podcast Mente Blindada 24/7.O convidado de hoje é Rani Yahya, faixa preta de jiu-jitsu quinto grau, campeão do ADCC e ex-lutador do UFC com mais de 40 lutas de MMA. Atualmente morando em Brasília, falamos da sua história, das suas performances marcantes no jiu-jitsu, grappling e MMA, e bastante da parte mental.Espero que vocês curtam.Se você quiser dar uma olhada no meu novo livro "Descoberta Interior para Sucesso Exterior" — 10 regras para integrar autenticidade e performance no jiu-jitsu e além, aqui vai o link: https://geni.us/thebjjmentalcoachGustavo DantasInstagram: @gustavodantasbjj

Notícias Agrícolas - Podcasts
HORTI RESENHA #139 - Manejo de doenças na citricultura e o controle da Pinta-Preta e Podridão Floral

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Apr 16, 2026 43:04


Manejo de doenças na citricultura e o controle da Pinta-Preta e Podridão Floral

O Antagonista
Cortes do Papo - Deputada e a polêmica da tinta preta

O Antagonista

Play Episode Listen Later Apr 1, 2026 17:06


Em entrevista, a deputada estadual Fabiana Bolsonaro comenta a decisão do MPF que mandou a Polícia Federal abrir um inquérito para investigá-la por possíveis crimes de racismo e transfobia após uma notícia-crime protocolada por integrantes da Bancada Feminista do PSOL. Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.       O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade.       Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.       Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube.   https://www.youtube.com/@OAntagonista   Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay:   https://assine.oantagonista.com.br/  Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br#FabianaBolsonaro #MPF #DireitaBrasil #LiberdadeDeExpressao #Politica #Investigação #BancadaFeminista #PSOL #Noticias #PodcastBrasil #Debate #Justiça

TEOLOGIA REFORMADA
QUEM GOVERNA SEU CORAÇÃO? - Hernandes Dias Lopes.

TEOLOGIA REFORMADA

Play Episode Listen Later Mar 20, 2026 12:39


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TEOLOGIA REFORMADA
SUA FÉ ESTÁ PRODUZINDO FRUTOS? - Hernandes Dias Lopes.

TEOLOGIA REFORMADA

Play Episode Listen Later Mar 20, 2026 49:52


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TEOLOGIA REFORMADA
VOCÊ TEM O ESPÍRITO SANTO? - Hernandes Dias Lopes.

TEOLOGIA REFORMADA

Play Episode Listen Later Mar 20, 2026 38:16


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Rádio Escafandro
156: Sociedade tarja preta - O mundo lá fora

Rádio Escafandro

Play Episode Listen Later Mar 18, 2026 66:25


Na segunda e última parte do mergulho na crise planetária de saúde mental, seguimos em busca de respostas pra uma das grandes perguntas do nosso tempo: vivemos uma epidemia de sofrimento psíquico, ou de drogas psicoativas para combater esse sofrimento.Neste episódio, além de trazer mais motivos para o excesso de medicalização, o foco se volta também para os fatores sociais, culturais, econômicos  e ambientais que têm impactado nossa saúde mental.Mergulhe mais fundoO que os psiquiatras não te contam ⁠(link para compra)⁠A institucionalização Invisível: Crianças que não aprendem na escola (link para compra)Anatomia de uma epidemia: pílulas mágicas, drogas psiquiátricas e o aumento assombroso da doença mental (⁠link para compra⁠)⁠A epidemia de doença mental - Revista Piauí⁠Episódios relacionados⁠#59: Sonhos de zolpidem⁠⁠#62: Não sou mais o Pedro - Capítulo 1: Eletroconvulsoterapia ⁠⁠#63: Não sou mais o Pedro - Capítulo 2: Internação⁠⁠#137: Os segredos psicodélicos da Jurema Sagrada⁠Entrevistados do episódio⁠Juliana Belo Diniz⁠Psiquiatra, psicoterapeuta e especialista em pesquisa clínica. Pesquisadora do Programa Transtornos do Espectro Obsessivo Compulsivo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). Autora de "O que os psiquiatras não te contam" (Fósforo Editora).Maria Aparecida Affonso MoysésMédica pediatra, professora  da Faculdade de Ciências Médicas Unicamp, coordenadora do Laboratório de Estudos sobre Aprendizagem, Desenvolvimento e Direitos, da Unicamp, autora do livro A institucionalização invisível: crianças que não aprendem na escola. É militante do Despatologiza - Movimento pela Despatologização da Vida.⁠Dayana Rosa ⁠Doutora em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ). Gerente de Saúde Mental e Relações Institucionais no Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS).Ficha técnicaEdição: Matheus Marcolino.Mixagem de som: Vitor Coroa.Trilha sonora tema: Paulo Gama.Locução adicional: Priscila Pastre.Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.

Trip FM
Grande Mini! Cineasta Mini Kerti fala sobre Preta Gil, Oscar, separação e os 50+

Trip FM

Play Episode Listen Later Mar 13, 2026


A diretora das séries "Sob Pressão" e "Juntas e Separadas" lança documentários sobre Preta Gil e Dona Onete e celebra o boom cinema nacional

Trip FM
Grande Mini! Cineasta Mini Kerti fala sobre Preta Gil, Oscar, separação e os 50+

Trip FM

Play Episode Listen Later Mar 13, 2026


A diretora das séries "Sob Pressão" e "Juntas e Separadas" lança documentários sobre Preta Gil e Dona Onete e celebra o boom do cinema nacional

Rádio Escafandro
155: Sociedade tarja preta - A resposta química

Rádio Escafandro

Play Episode Listen Later Mar 11, 2026 54:16


Em 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a depressão é a maior causa de invalidez no mundo. Atualmente mais de um bilhão de pessoas sofrem de algum transtorno mental ao redor do planeta.Uma em cada oito pessoas. Ou 12,5% da população mundial. Essa prevalência é maior entre crianças e adolescentes e varia de acordo com o país. Os brasileiros, por exemplo, parecem sofrer mais com os males da mente do que a média global.O estudo mais recente produzido em âmbito nacional sobre o tema, sintomaticamente, não foi feito pelo Ministério da Saúde, mas pelo Ministério da Previdência Social. Afinal, pessoas com transtornos mentais costumam faltar ao trabalho. São menos produtivas.A pesquisa mostra que em 2024, houve quase meio milhão de afastamentos por motivos relacionados à mente, sendo que ansiedade e depressão são os principais problemas. Esse número representa um aumento de quase 70% em dez anos.Em paralelo, existe um aumento vertiginoso na prescrição de drogas psicoativas. Segundo uma pesquisa feita pelo instituto de estudos para políticas de saúde (IEPS), usando dados do Sistema Único de Saúde, a prescrição de drogas para tratar saúde mental aumentou 50% em uma década.Diante disso, esse episódio tenta responder a uma pergunta inquietante: estamos vivendo uma epidemia de depressão, ansiedade, déficit de atenção e outros transtornos mentais; ou uma epidemia de drogas psicoativas receitadas com base em diagnósticos relapsos e apressados?Mergulhe mais fundoO que os psiquiatras não te contam (link para compra)Anatomia de uma epidemia: pílulas mágicas, drogas psiquiátricas e o aumento assombroso da doença mental (link para compra)A epidemia de doença mental - Revista PiauíEpisódios relacionados#59: Sonhos de zolpidem#62: Não sou mais o Pedro - Capítulo 1: Eletroconvulsoterapia #63: Não sou mais o Pedro - Capítulo 2: Internação#137: Os segredos psicodélicos da Jurema SagradaEntrevistados do episódioJuliana Belo DinizPsiquiatra, psicoterapeuta e especialista em pesquisa clínica. Pesquisadora do Programa Transtornos do Espectro Obsessivo Compulsivo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). Autora de "O que os psiquiatras não te contam" (Fósforo Editora).Dayana Rosa Doutora em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ). Gerente de Saúde Mental e Relações Institucionais no Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS).Ficha técnicaEdição: Matheus Marcolino.Mixagem de som: Vitor Coroa.Trilha sonora tema: Paulo Gama.Locução adicional: Priscila Pastre.Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.

TEOLOGIA REFORMADA
A ESTRATÉGIA DE PAULO EM TESSALÔNICA - Hernandes Dias Lopes.

TEOLOGIA REFORMADA

Play Episode Listen Later Feb 26, 2026 61:31


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TEOLOGIA REFORMADA
UM ERRO QUE CUSTOU GERAÇÕES - Hernandes Dias Lopes.

TEOLOGIA REFORMADA

Play Episode Listen Later Feb 7, 2026 33:05


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TEOLOGIA REFORMADA
COMO COMPREENDER A CEIA DO SENHOR - Hernandes Dias Lopes.

TEOLOGIA REFORMADA

Play Episode Listen Later Feb 2, 2026 33:47


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TEOLOGIA REFORMADA
COMO SOBREVIVER AO DESÂNIMO - Hernandes Dias Lopes.

TEOLOGIA REFORMADA

Play Episode Listen Later Jan 31, 2026 59:29


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TEOLOGIA REFORMADA
A GLÓRIA DO NOSSO SALVADOR - Hernandes Dias Lopes.

TEOLOGIA REFORMADA

Play Episode Listen Later Jan 30, 2026 68:35


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TEOLOGIA REFORMADA
VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA O DIA MAU? - Hernandes Dias Lopes.

TEOLOGIA REFORMADA

Play Episode Listen Later Jan 28, 2026 51:27


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dAdA RAdiO
música preta | as mulheres do blues eps03

dAdA RAdiO

Play Episode Listen Later Dec 21, 2025 55:59


Neste terceiro e último episódio da série As Mulheres do Blues, nos aproximamos do fechamento do ciclo do classic blues, acompanhando vozes que atravessaram o vaudeville, o jazz e a canção popular, expandindo os limites do blues feminino urbano e deixando um legado duradouro para a música do século XX.… Source

SWR2 Impuls - Wissen aktuell
Terra Preta: Wie die spezielle Pflanzenkohle unsere Böden fruchtbarer machen kann

SWR2 Impuls - Wissen aktuell

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 7:54


Terra preta, die schwarze Erde, schätzten schon indigene Völker im Amazonas. Auch für unsere Landwirtschaft und den Klimaschutz bietet sie große Chancen. Doch dazu bräuchte es auch einen politischen Willen. Jochen Steiner im Gespräch mit Prof. Bruno Glaser, Bodenforscher an der Universität Halle

Permaculture Voices
Crediting the Terra Preta for Biochar

Permaculture Voices

Play Episode Listen Later Nov 29, 2025 10:06


In this episode, soil scientist and adjunct professor Dr. Kurt Spokas talks about how the dark soils in the Amazon forest paved the way for biochar research.   Subscribe for more content on sustainable farming, market farming tips, and business insights!   Get market farming tools, seeds, and supplies at Modern Grower. Follow Modern Grower:  Instagram  Instagram Listen to other podcasts on the Modern Grower Podcast Network:  Carrot Cashflow  Farm Small Farm Smart  Farm Small Farm Smart Daily  The Growing Microgreens Podcast  The Urban Farmer Podcast  The Rookie Farmer Podcast  In Search of Soil Podcast Check out Diego's books:  Sell Everything You Grow on Amazon   Ready Farmer One on Amazon **** Modern Grower and Diego Footer participate in the Amazon Services LLC. Associates Program, an affiliate advertising program designed to provide a means for sites to earn advertising fees by advertising and linking to Amazon.com.

My Neighbor Mothman
My Neighbor Mothman 226 (Lugat, Preta, Chindi)

My Neighbor Mothman

Play Episode Listen Later Nov 8, 2025 43:18


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GainCast - Bolsa de Valores sem mimimi
Um trader de sucesso conta como ser faixa preta de jiu jitsu o ajudou no mercado | GainDelas#68

GainCast - Bolsa de Valores sem mimimi

Play Episode Listen Later Nov 1, 2025 73:42


#daytrade #bolsadevalores #trading #mercadofinanceiro #dinheiro #JiuJitsu #jiujitsulifestyle #traderbr #análisegráfica #análisefundamentalista #ações #investimentos Rocket Trader. A nova era do trading: https://bit.ly/RocketGainCastPedro Heck é faixa preta de jiu jitsu e conta como as artes marciais o ajudaram na caminhada de sucesso no mercado financeiro com day trade em opções e mercado futuro.Episódio ao vivo. Quarta-feira, 04 de junho, a partir das 17h.Host: Ariane Campolim e Mari DamacenoConvidado: Pedro Heck

Paranoi Radio Podcast
Preta! w/ Jessica Jones from Cryptid Huntress & Trebles Garcia

Paranoi Radio Podcast

Play Episode Listen Later Oct 30, 2025 33:07 Transcription Available


She's back—The Huntress returns to The Trebles Show with bone-chilling encounters that will make your pulse race. From haunted woods to midnight portals crackling with raw energy, this one drips with danger, mystery, and truth. Real stories. Real terror. Real frequency. Brace yourself… #LookItUpVISIT THE HUNTRESS'S WEBSITE JESSICA JONES IN INSTAGRAM WATCH THE HUNTRESS ON YOUTUBE BE THE FREQUENCY HERE ☂️☂️☂️ALERT OPERATIONS: CRYPTID WARFARE GET CLEAN: DETOX AND MAKE KIDS HEALTHY AGAIN// // GET 15% OFF AT CHECK OUT USING "PARANOI" at FLAVORS OF THE FOREST☂️Public Announcement: The Trebles Show — formerly known as Paranoi Radio — has risen from the static. Same soul, louder frequency, bigger purpose.

Renascença - Extremamente Desagradável
Wilson, o maior da Coca-Cola preta

Renascença - Extremamente Desagradável

Play Episode Listen Later Sep 18, 2025 15:29


Joana Marques fala-nos de Wilson, que poderia ser o melhor treinador e o maior comentador televisivo, mas o seu país não deixou.

Stories with Sapphire
The silver gas station; Flour on the stairs; The preta family; Marisol

Stories with Sapphire

Play Episode Listen Later Jun 25, 2025 31:53


Have you ever experienced a time slip? Or caught physical proof of a spirit? Have you ever lived among the dead without knowing it? Or ever had a deceased relative come back to say hello? In today's episode, you'll hear real stories from people who can say yes to all these questions. And if you can also say yes and would like your story read on the show, you can send it in an email to story@storieswithsapphire.com  Ch 1 - The silver gas station, submitted by Adelle Ch 2 - Flour on the stairs, submitted by Aly Ch 3 - The preta family, submitted by Sai Ch 4 - Marisol, submitted by Faith Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices