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Pergunta Simples
Que lições do palco ajudam a comunicar melhor no dia a dia? Diogo Infante

Pergunta Simples

Play Episode Listen Later Dec 17, 2025 51:11


Quando a comunicação deixa de ser talento e passa a ser trabalho Há pessoas que parecem ter nascido com presença. Quando falam, o silêncio organiza-se à volta delas. Quando entram numa sala, sentimos qualquer coisa mudar. A tentação é chamar a isso carisma. Ou talento. Ou dom. A conversa com Diogo Infante desmonta essa ideia logo à partida. Antes da presença houve timidez. Antes da voz segura houve dificuldade em falar. Antes do palco houve desajuste, deslocação, a sensação de não pertencer completamente ao sítio onde se estava. O teatro não surgiu como ambição, mas como solução. Uma forma de aprender a comunicar quando comunicar não era natural. Um lugar onde a palavra podia ser ensaiada, onde o corpo podia ganhar confiança, onde o erro não era um fim — era parte do processo. Talvez por isso a noção de presença apareça nesta conversa de forma tão concreta. Não como algo abstrato, mas como um estado físico e relacional. Presença é perceber se o outro está connosco. Presença é sentir quando uma frase chega — ou quando cai no vazio. E esse vazio, quando acontece, dói. Não por vaidade. Mas porque revela uma falha de ligação. Há um momento particularmente revelador: quando fala do silêncio do público. Não o silêncio atento, mas aquele silêncio inesperado, quando uma deixa cómica não provoca riso. “Aquilo dói na alma”, diz. E nessa frase está tudo o que importa saber sobre comunicação: falar é sempre um risco. O outro não é cenário. É parte ativa do que está a acontecer. A conversa avança e entra na exposição pública. Aqui, Diogo Infante faz uma distinção interessante: entre a pessoa privada e a figura pública. Não como máscara, mas como responsabilidade. Há um “chip” que se ativa — uma disciplina interna que permite aguentar expectativas, projeções, rótulos. A maturidade está em não confundir esse papel com a verdade interior. É uma ideia útil num tempo em que confundimos visibilidade com autenticidade. Falamos também de televisão, cinema, teatro. Dos ritmos diferentes. Das exigências técnicas. Mas a ideia central mantém-se: a verdade não depende do meio. Depende da intenção. Comunicar para milhões não dispensa rigor. Simplificar não é empobrecer. Outro ponto forte da conversa é a vulnerabilidade. Num espaço público cada vez mais dominado por certezas rápidas e discursos blindados, assumir fragilidade continua a ser um gesto arriscado. Mas aqui a vulnerabilidade surge como força tranquila. Como forma de aproximação. Como autoridade que não precisa de se impor. Quando a conversa entra no território da família, tudo ganha outra densidade. Dizer “amo-te”. Pedir desculpa. Estar disponível. A comunicação íntima aparece como o verdadeiro teste. Se falhamos aí, o resto é técnica. E só técnica não chega. No plano mais largo, surge a pergunta maior: para que serve a arte num tempo acelerado, ruidoso, polarizado? A resposta não vem em tom grandioso. Vem simples: para nos salvar. Não salvar o mundo. Salvar-nos a nós. Da pressa. Do cinismo. Da incapacidade de escutar. No fim, fica uma conclusão exigente: a presença não é talento — é trabalho. A comunicação não é performance — é relação. E a verdade, quando existe, dá sempre algum trabalho a dizer. Talvez seja por isso que esta conversa não é apenas sobre teatro. É sobre como falamos, como ouvimos e como estamos uns com os outros. E isso, hoje, é tudo menos simples. LER A TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO Esta transcrição foi gerada automaticamente. A sua exatidão pode variar. 0:00 Abertura do Episódio e a Angústia do Impostor Muitos de nós temos o síndroma de um impostor. Achamos sempre que que somos uma fraude, que na verdade, estamos só a replicar uma mentira. Não estamos a ser suficientemente verdadeiros ou estamos a repetir um padrão de comportamento que já fizemos. Achamos sempre que não estamos à altura do desafio. 0:15 É muito doloroso. É por isso que as pessoas acham que isso ser ator é. É maravilhoso, mas é um processo de grande angústia, angústia criativa, porque estamos perante a expetativa. Tu já estás a pensar aí, a peça do do clube dos poetas mortos, e eu e eu começo a pensar, AI, meu Deus, se aquilo for uma merda, o que é que eu faço, não é? 0:44 Pessoa 2 Ora, digam bem vindos ao pergunta simples, o vosso podcast sobre comunicação? Hoje conversamos com alguém que encontrou no palco não apenas uma profissão, mas uma espécie de casa interior. Diogo Infante contou me que na infância começou pela timidez e pelo desajuste, por aquela sensação de ser observado, de ser o lisboeta gozado no Algarve, de não ter ainda um lugar onde a voz encaixasse e que foi o teatro que lhe deu essa linguagem, a presença e, nas palavras dele, uma forma de se adaptar ao mundo. 1:13 À medida que foi crescendo como artista, veio uma outra descoberta. É de que existe um chip, uma espécie de mecanismo, um parafuso que se ativa quando ele entra no modo figura pública. Um mecanismo de responsabilidade, de expectativa e, às vezes, de peso. 1:30 Mas o mais interessante veio quando falou do silêncio do público, do que acontece quando diz uma frase que ele sabe que devia provocar o riso. E ninguém reage. Esta frase diz tudo sobre a comunicação. O público não é cenário, é organismo vivo, é uma reação em tempo real, é a energia que mexe connosco. 1:48 E é essa conversão entre a técnica e a vida, palco, intimidade, presença e vulnerabilidade que atravessa a conversa de hoje. Falamos do medo de falhar, daquele perfeccionismo que vive colado na pele dos artistas e que o Diogo conhece tão bem. Falamos da comunicação dentro de casa, da importância de dizer. 2:06 Gosto de ti ao filho do valor de pedir desculpa do que se aprende ao representar os outros e do que se perde quando acreditamos demasiado na imagem que o público tem de nós. E falamos dessa ideia luminosa que ele repete com ternura. A arte no fim existe para nos salvar da dureza do mundo, da dureza dos outros e, às vezes, da dureza que guardamos para nós próprios. 2:28 Esta é, portanto, uma conversa sobre teatro, mas não só. É, sobretudo uma conversa sobre. Comunicação humana sobre como nos mostramos, como nos escondemos, como nos ouvimos e como nos reconstruímos. Se eu gostar desta conversa, partilhe, deixe o comentário e volte na próxima semana. 2:44 E agora, minhas senhoras e meus senhores. Diogo Infante, Diogo Infante, ponto. Não tem mais nada para dizer. UI é só isto, Diogo Infante. 2:56 Como a Timidez Moldou o Caminho para o Palco Diogo Infante, ator, encenador. Quando eu disse que que IA conversar contigo, que IA ter o privilégio de conversar contigo, uma minha amiga disse, Ah, diz lhe que eu gostei muito do do sirano de bergerak. E eu pensei, mas isso já passou algum tempo? Sim, sim, mas eu continuo. Adorei aquela peça, deixar a marca das pessoas. 3:13 É isso que tu fazes todos os dias. 3:15 Pessoa 1 É isso que eu tento, se consigo umas vezes mais, outras vezes menos, antes mais. Olá, como estás? Muito obrigado por este convite. Sim, eu, eu, eu tento comunicar. Se é esse o tema. Acho que percebi cedo que tinha dificuldade em comunicar. 3:35 Era muito tímido, tinha dificuldade em em em fazer me ouvir, tu sabes. 3:41 Pessoa 2 Que ninguém acredita nisso? 3:42 Pessoa 1 Mas é verdade, é verdade, é absolutamente verdade. 3:44 Pessoa 2 Como é que é isso? Como é que tu tens? Como é que tu tens? 3:47 Pessoa 1 Dificuldade porque era talvez filho único, porque fui muito cedo para o Algarve e era um meio que me era estranho com um. Um linguajar diferente e eu sentia me deslocado. Eu tinha para aí 11 anos e no início foi difícil e eles olhavam, achavam que eu era Beto e não era nada Beto. 4:03 E falava a lisboeta, e eles gozavam comigo e depois, à medida, fui crescendo. Foi uma adaptação e percebi que representar era algo natural em mim, porque era uma forma de me adaptar ao meio e de conseguir encontrar plataformas de comunicação. 4:20 E quando finalmente expressei que queria ser ator, a minha mãe sorriu porque pensou, estás lixado e pronto. E vim para o conservatório EE. Foi. Foi me natural representar, ou seja, esta ideia de eu assumir um Alter Ego que não sou eu é me fácil. 4:42 Às vezes é mais difícil ser eu própria. 4:45 Pessoa 2 Tu criaste uma capa no fundo que resolve o teu problema, que pelo menos que tu imaginavas como sendo 11 não comunicador, não era um mau comunicador, um não comunicador 11 alguém que tem timidez para para conseguir falar e então toca a pôr a capa de super herói e eu vou superar. 5:00 Todavia, quando eu vejo os teus trabalhos, a última coisa do mundo que o se me ocorre é que tu estás a fingir, porque é que ele tresanda à verdade? Bom, esse é o truque. 5:11 Pessoa 1 Não é? É acreditarmos tão tanto na mentira que ela se torna verdade. Estou a brincar, claro, mas hoje em dia acho que já ultrapassei a minha timidez, mas sempre que tenho que estar aqui, por exemplo, ou tenho que assumir uma persona pública, eu meto um chip. 5:27 É o Diogo Infante que está a falar, não é o Diogo, é o Diogo Infante, é a figura, é pessoa com responsabilidade, com uma carreira, diretor de um teatro que tem. Há uma expectativa, não é? 5:37 Pessoa 2 Isso pesa? 5:38 Pessoa 1 Claro que pesa, claro que pesa. Eu quero dizer a coisa certa. Quer? Quer corresponder às expectativas? Não quer desiludir? Quer que gostem de mim? Bem, isso parece uma terapia. 5:46 Pessoa 2 Estamos todos a fazer isso, não é um. 5:47 Pessoa 1 Bocadinho, acho que sim, então. 5:49 Pessoa 2 E quando é que tu és, Diogo? Só Diogo. 5:51 Pessoa 1 Bom, olha, quando acordo, quando lá ando lá por casa e digo umas asneiras. E quando me desanco com os cães e quando me desanco com o meu filho e não estou a brincar. Ou seja, eu acho que sou eu quando baixo A guarda, quando estou muito à vontade, quando estou rodeado de pessoas que me querem bem, os amigos, a família. 6:08 Não quero com isto dizer que eu seja uma construção. Eu digamos que tornei me uma versão mais polida de mim próprio, porque tenho que passar uma impressão. Tenho que comunicar EE quero controlar o veículo da comunicação. 6:23 Pessoa 2 E controlar a narrativa? Imagino que sim. 6:25 Desafios de Interpretar um Ícone e a Pressão Artística Estás agora, neste exato momento, disse me um passarinho azul a preparar uma peça cujo o título é. O clube dos poetas mortos, ou pelo menos é inspirado nos clubes dos poetas mortos. Não sei se é este o título, é mesmo esse o título? 6:38 Pessoa 1 É o título. 6:39 Pessoa 2 E tu és o professora. 6:40 Pessoa 1 Vou ser o professor ainda. 6:43 Pessoa 2 Há bilhetes para isso? 6:44 Pessoa 1 Sim, o espetáculo só vai estrear no final de abril. Portanto, mas está a voar. Os bilhetes estão a voar a. 6:50 Pessoa 2 Verdade. Como é que é isso? Como é que como é que tu fazes essa personagem mítica do. Do professor que inspira os seus alunos para sair da banalidade e que o sonho é, no fundo, infinito e que devemos conquistá lo? 7:03 Pessoa 1 Olha, eu eu sinto muita empatia por essa personagem, porque eu tento fazer isso na minha esfera de trabalho diária no seja no teatro, seja na televisão. Eu eu acho que é quase uma obrigação. E hoje em dia. Esta mensagem que o filme integra incorpora talvez faça mais sentido do que nunca, num momento em que estamos a assistir a comportamentos extremados na nossa sociedade, em que estamos a regredir relativamente a algumas conquistas EE direitos adquiridos e portanto, esta ideia de não sigas não sejas mais um não sigas, não sejas 11 Carneirinho no meio da manada. 7:43 Assume, te vive a tua verdade faz todo o sentido. E o personagem é tão inspiradora aqui, a dificuldade se quiseres é distanciar me da interpretação icónica do do do Kevin, não é Kevin, AI meu Deus, do Robin Williams, do Robin Williams, coitadinho. 8:00 EE encontrar a personagem em mim, portanto, tenho que fazer a minha própria versão. 8:04 Pessoa 2 Como é que isso se faz? Tu reescreves o texto que te pegas no texto? 8:07 Pessoa 1 Não, não, não. 8:08 Pessoa 2 Não, o texto é aquele. 8:09 Pessoa 1 Não o texto Oo filme faz 30 anos. EOO, argumentista para celebrar os 30 anos, fez uma versão para teatro. Normalmente há peças de teatro que dão filmes. Aqui foi ao contrário, ele próprio escreveu o guião, neste caso, a peça para teatro e Ela Foi feita nos Estados Unidos, em Washington, já foi feita em Paris e Lisboa. 8:30 Vai ser o terceiro país onde ela vai ser interpretada e já teve, já fizemos audições, já temos um elenco de miúdos fantástico e o espetáculo está em preparação e nem sequer estamos em ensaios. Mas a verdade é que já está a gerar imensa expetativa e imensa procura. 8:44 Pessoa 2 Como é que se prepara o que é que até porque tu tens que tocar estes instrumentos todos, não é? Quer dizer, tens, tens que tocar OOO instrumento de de encenador Oo de fazer o casting. Imagino que tenhas também esse tenhas aí uma mão nisso de de ator EE tu dizes me, que já está em preparação, mas ainda não começaram os ensaios. 9:02 Pessoa 1 Os ensaios ainda não começaram, é só só estreia em em abril do ano que vem e. 9:05 Pessoa 2 Começa se a ensaiar quando? 9:06 Pessoa 1 2 meses antes? Neste momento, o que está em preparação foi as audições, foi feito um cartaz, entretanto, já tivemos reuniões com o cenógrafo, com o figurinista, com está se a preparar toda a logística para depois o espetáculo seja montado no fundo é juntar as peças. 9:22 A parte dos ensaios propriamente dita acaba por ser mais divertido para os atores. Mas eu não vou encenar o espetáculo, vou apenas representar, quem vai encenar é o Elder Gamboa. Antes disso, vou eu encenar um espetáculo que começo os ensaios para a semana que é a gaivota do shakhov. 9:37 Que vamos estrear, entretanto, No No Trindade. Com quem? Com o Alexandre lencastre a fazer AA arcadina. Porque está de volta. Está de volta, claro. O teatro, sim, sim. 9:45 Pessoa 2 Bem, isso é 111 grande, uma grande sorte. 9:49 Pessoa 1 Sobretudo depois dela, há 30 anos atrás, ter feito a Nina, que é outro personagem icónico da gaivota, bastante mais novo, a jovem atriz. E ela agora vai fazer a Diva do teatro a arcadina num numa interpretação que eu tenho a certeza que vai ser memorável. 10:03 Pessoa 2 Como é que se encena uma Diva? Como é que se ajudam? 10:05 Pessoa 1 Com muito amor, com muito amor. Não se ensina nada, não é porque ela sabe tudo. Mas é no fundo, instigando, instigando confiança, apoio, dando ânimo. Porque os atores, seja Alexandre ou outro, qualquer grande ator tem muitas dúvidas, tem muitas angústias. 10:24 Pessoa 2 Precisa de mimo? 10:25 Pessoa 1 Sim, muito, até porque nós somos assaltados por. Muitos de nós temos o síndroma de um impetor. Achamos sempre que que somos uma fraude, que na verdade estamos só a replicar uma mentira, não estamos a ser suficientemente verdadeiros ou estamos a repetir um padrão de comportamento que já fizemos. 10:42 Achamos sempre que não estamos à altura do desafio. Eu trabalhei com o Eunice Muñoz e ela também tinha dúvidas, ela também se questionava e, portanto, todos nós passamos por esse processo. Mas isso é doloroso ou não é muito doloroso? É por isso que as pessoas acham que isso ser ator é. É maravilhoso, mas é um processo de grande angústia, angústia criativa, porque estamos perante a expectativa. 11:03 Tu já estás a pensar aí, a peça do do clube dos poetas mortos já está cá em cima. E eu começo a pensar, AI, meu Deus, se aquilo for uma merda, o que é que eu faço? 11:09 Pessoa 2 Não é, mas, mas, mas, mas é legítimo, não é? Quer dizer, repara, eu vi o filme, adorei o filme, claro, eu vejo te a ti. Eu gosto muito do teu trabalho. Juntar estas 2 coisas. Eu digo, não, não pode falhar. 11:19 Pessoa 1 É evidente que não é inocente AA junção desses fatores, mas isso não alivia a responsabilidade que eu sinto nos ombros, eu? E Alexandra e outros atores que têm sentem esse peso. 11:29 Pessoa 2 Mas tu, quando as pessoas entram no teatro, tu já estás ali a ganhar 10 zero. Quer dizer isto, isto não, não é um processo. Virgem eu, não, eu, eu, eu, eu, eu já, eu sentei, me na minha, no meu lugar do teatro, com essa expectativa, mas. Mas. Mas também tem um lado bom que, é claro, tens créditos, claro. 11:47 Pessoa 1 Obviamente, e. E estes anos todos de trabalho e de reconhecimento, dão nos essa, esse crédito e essa confiança. O público compra muitas vezes o bilhete sem saber o que vai. Confia nas nossas escolhas. EE, essa pressão é boa. E repare, eu muitas vezes comparo nos a atletas de alta competição. 12:04 Nós temos que ter aquela performance naquele momento, naquele segundo. É agora que toca, dá o gong e vai. EEE tens que o que é que? 12:13 Pessoa 2 Se sente nesse nesse momento? 12:14 Pessoa 1 Um choque de adrenalina brutal é das coisas que mais nos faz sentir vivos, o momento, a responsabilidade. Mas também bebemos dessa adrenalina e alimentamo nos para poder encarar um espetáculo com 2 horas e chegar ao fim com uma energia vital brutal e o público sair de lá arrebatado preferencialmente. 12:32 Pessoa 2 E não se cansasse no fim. 12:34 Pessoa 1 Passado 1 hora, quando aquilo começa a baixar e chegas a casa. E Tomas um copo de vinho e olhas assim para a televisão e aí dá a quebra. 12:41 Pessoa 2 E que e dói te músculos, dói ou não? 12:43 Pessoa 1 Não, às vezes dói mais a alma, Oo músculo da. 12:46 Pessoa 2 Calma, porquê? 12:47 Pessoa 1 Porque falhaste naquela frase? Porque hesitaste a respiração? Porque não deste a deixa se calhar no timing certo? Nós somos muito críticos. Eu acho que todas as pessoas que têm uma responsabilidade pública, não é? 12:59 A Dinâmica com o Público e Diferenças de Meio Se tu fizeres uma apresentação e te enganares, vais. 13:01 Pessoa 2 É uma, é uma. 13:02 Pessoa 1 Dor é uma dor, sim. Lá está é a mesma coisa. É uma. 13:04 Pessoa 2 Dor, mas é tu és muito perfeccionista na. 13:06 Pessoa 1 Muito, muito, muito. É por isso que eu trabalho com muita antecedência. Sou muito chato. Quero o quero garantir que tudo está preparado para quando o momento, se der, não há. Não há falhas, EEEE. 13:17 Pessoa 2 E esse diálogo com o público, porque tu estás em cima de um palco, mas tu estás a respirar com o mesmo público. Como é que é? Como é que é essa comunicação? Porque ela não flui só. Do palco para o lado de cá, não é? Quer dizer. Para o outro lado também também a maneira como nós nos rimos, como como aplaudimos, como nos distraímos, sim. 13:36 Pessoa 1 Sim, tudo interfere. E é por isso que nós dizemos, cada cada dia é um dia diferente. Cada espetáculo é diferente conforme o público. O público muda e é o público. Esse coletivo, naquele dia, forma uma espécie de um organismo. Como pulsar próprio com uma respiração própria, umas vezes são mais agitados, outras vezes são mais calmos, umas vezes são mais reativos, outras vezes são mais introspectivos e eles emanam uma energia e nós estando no palco, sentimo la mas mas física é palpável, é algo que dizemos bem, isto hoje UI não estão a sentir e às vezes é uma carga. 14:09 Pessoa 2 Mas isso é uma angústia, essa que deve ser uma angústia. 14:11 Pessoa 1 Sim, às vezes é boa, às vezes é. É uma expectativa. 14:14 Pessoa 2 Boa agora é que vai ser agora é que eu vos vou mostrar. 14:17 Pessoa 1 Que nós começamos logo por sentir Oo bruá na sala antes do espetáculo começar. A Carmen de Loures dizia me, quando eles falam muito é porque vêm para gostar. Se um público estiver muito calado, muito silencioso. UI. Isto hoje eles vêm para para cortar na casa. 14:31 Pessoa 2 Hoje vai ser difícil, hoje é o tipo júri do do festival da canção e, portanto, tem que ser. 14:34 Pessoa 1 Conquistado profissional está muito habituado. EEE apropria. Se EE absorve essas energias e transforma as sejam elas boas ou más. Agora nós não somos indiferentes a elas e às vezes isso contamina. Eu já parei um espetáculo mais do que uma vez para pedir às pessoas. 14:50 Se acalmarem, ou para deixarem de olhar para o telemóvel ou ou para deixarem de escrever já. 14:55 Pessoa 2 Isso é uma falta de respeito também, não é bom. 14:56 Pessoa 1 Infelizmente, é um prato desde que há 20 anos, apareceram os telemóveis e agora com os com os smartphones, para além dos toques, as luzes, as pessoas escrevem. 15:05 Pessoa 2 Tu vês na cara das pessoas? 15:06 Pessoa 1 Claro, no meio de uma plateia, às escutas acendes, um telemóvel é um é um. É um clarão não só incomodativo para nós, mas como também é incomodativo para todos os outros que estão à volta, não é? É evidente que há toda uma lógica. Nós anunciamos no anúncio de sala, pedimos encarecidamente, explicamos os anúncios, até que testa um bocadinho cada maiores e mas invariavelmente acontece. 15:26 Mas é uma, vai se ir tocando? É um, é um processo. 15:29 Pessoa 2 Olha, fazer isto no teatro. Tu tens pessoas à tua frente e, portanto, tu consegues. Ouvi Los. Tu consegues interagir com eles. Tu sabes seguramente. Táticas e técnicas para ora para desposterizar, ora para aumentar o interesse, enfim, ora para os acalmar. 15:47 Se aquilo estiver muito, muito complicado. A tua outra experiência é das telenovelas, onde tu também apareces muito apareces, como como como um das personagens principais. Aí não há público e aquilo é suspeito. 16:04 Uma carga de trabalhos muito grande, uma carga de trabalho muito grande para para fazer cena, pôr cena, para a cena, pôr cena, pôr cena. Como? Como é que é essa experiência aí? Bom, é menos criativa. 16:14 Pessoa 1 São técnicas diferentes, ou seja, na essência, tudo é representar, não é? Quando estamos num palco, é evidente, tu tens essa consciência que estás perante uma plateia? EE, há uma relação viva, dinâmica, EEE, que tu, da qual tu tens a responsabilidade de tentar controlar. 16:31 Em televisão ou em cinema, é diferente, porque o há o corte, há, há o take, podes repetir, podes fazer um pick up. EE no fundo, o que é que é um picape? O picape é. Se estás a fazer uma cena e há um engano, vamos pegar ali. EE vais e. 16:45 Pessoa 2 Depois dá para montar. 16:45 Pessoa 1 Sim, porque depois as templeiras de corte e, portanto, podemos ir salvar a cena com pick up. Normalmente o que se diz é tens que olhar a pensar na Câmara como o público. Eles estão a ver te a através da lente, mas tu? 17:00 Pessoa 2 Relacionas te com a lente com a Câmara, não. 17:01 Pessoa 1 Diretamente. Mas tu sabes que ela está ali. Eu também. Eu também não olho para o público quando estou no palco ou tento. Mas eu sei que eles estão lá, portanto, essa consciência permanente que está ali, um interlocutor que está, mas. 17:13 Pessoa 2 Não é frio, lá está a Câmara, é uma coisa fria. 17:15 Pessoa 1 É, é, mas ao mesmo tempo bom, há os camerman. Há toda uma equipa que está ali a acompanhar te e tu imaginas sempre que há uma grande intimidade, porque efetivamente a Câmara permite essa proximidade. E, portanto, tu adequas Oo teu registo, quer de voz, quer até de expressão, a um plano que é necessariamente mais próximo. 17:35 No teatro, tens aquela amplitude toda e, portanto, tens. Sabes que tens que projetar a voz? O gesto tem que ser mais amplo. A energia com que pões nas frases tem que chegar à à velhinha que é surda, que está na última fila, na. 17:46 Pessoa 2 Televisão? Não. Na televisão, não muito. 17:48 Pessoa 1 Ampliada na televisão, tu trabalhas para um plano médio apertado e, portanto, tens é que ser mais subtil, tens que conter mais em em termos de traços gerais, é isto. 17:55 Pessoa 2 Porque senão se tu fizeres, fores mais histriónico ou falares mais alto do que ficas. 17:58 Pessoa 1 Esquisito não é? Fica muito, super expressivo. EE fica, lá está. Fica muito teatral. Não é do mau sentido. 18:04 Pessoa 2 E o que é EEE? É as telenovelas, tanto quanto eu consigo perceber elas. Estão a ser escritas ao mesmo tempo que vocês estão a representar? Não necessariamente. Não necessariamente pode. Portanto, podes ser o guião. 18:12 Pessoa 1 Todo sim, há. Sim, há guiões que já estão acabados e, portanto, às às vezes são adaptações de outros formatos que se importam, outras vezes são abertas, ou seja, estão a ser escritas à medida que estão a ser feitas, às vezes com uma frente de 101520 episódios e, portanto, tu próprio não sabes para onde é que aquilo vai. 18:28 Ritmo Intenso das Novelas e a Eternidade de Shakespeare E conforme e se estiver no ar, então. Pode haver até 111 dinâmica com o público. O público está a gostar muito daquele casal. Lá está a gostar muito daquele conflito e isso é explorado. 18:38 Pessoa 2 Vamos pôr mais fermento aqui, vamos pôr, criar mais cenas depois. 18:41 Pessoa 1 Varia, varia. 18:42 Pessoa 2 Estás a gravar o quê agora? 18:43 Pessoa 1 Neste momento, estou AA gravar uma novela na TVI que se chama amor à prova e é um lá está é uma adaptação de um formato chileno ou venezuelano, portanto, adaptado à realidade portuguesa. 19:00 É, é mais pequena do que habitualmente. Tem apenas 100 episódios, apenas 100 apenas. Mas efetivamente tem uma carga de gravação muito intensa. Nós chegamos, eu gravo tranquilamente 12 cenas de só da parte da manhã. 19:13 Pessoa 2 12 cenas só. 19:14 Pessoa 1 Em 3. 19:14 Pessoa 2 Horas e 1 e 1 cena normalmente demora quê 2 minutos? 19:17 Pessoa 1 5 minutos. A cena pode ter 223 páginas, portanto estamos a falar de 234 minutos. Mas multiplicas isto por 10. Estás a ver, não? 19:25 Pessoa 2 É só para decorar o texto, como é que? 19:26 Pessoa 1 Sim. 19:27 Pessoa 2 Como é que eu? 19:27 Pessoa 1 Eu decoro na hora. 19:29 Pessoa 2 Na hora, como é que? 19:30 Pessoa 1 Isso se faz? 19:31 Pessoa 2 Espera lá. Isto aqui vai ser uma ótima explicação para os alunos do secundário, que é. Como é que se decora na hora, é? 19:36 Pessoa 1 Diferente é uma coisa, é decorares 11 conteúdos em que tens que dominar a matéria e saber do que é que estás a falar ali. O que eu faço é, eu leio a cena na véspera para perceber o que é que se passa e quando chego lá, passo com o colega, Bora lá e em vez de decorar as palavras, eu decoro as ideias. 19:51 Pessoa 2 O sentido, o sentido. 19:53 Pessoa 1 Que é, se eu souber o que estou a dizer, é mais fácil replicar, e mesmo que eu não diga aquela palavra, digo outra, parecida. E a coisa dá se. 20:00 Pessoa 2 E os realizadores não são muito aborrecidos, não querem, não é? 20:03 Pessoa 1 Shakespeare não é, não é, não é propriamente mulher. Portanto, o que interessa aqui é. Lá está a semelhança, a verdade, a fluidez e a sinceridade. EE se ficares muito agarrada à palavra, porque aquela que. 20:15 Pessoa 2 Pronto, vai soar a falso, vai soar péssima. Olha o que é que Shakespeare tem de interessante e de extraordinária para continuarmos todos AA ver e a e a gostar daquilo que os atores a fazerem. 20:25 Pessoa 1 Ele é um génio. Ele conseguiu captar na sua obra de 30 e tal peças mais não sei quantos contos, mais poemas mais. Eu diria que o essencial da natureza humana. Considerando que ele escreveu no século 15, é incrível pensar que ele tem esta esta capacidade de de de nos identificar e perpetuar. 20:51 E eu acho que estão estão está lá tudo. A Shakespeare ensina a ser, ensina a humanidade, mas. 20:58 Pessoa 2 Aquilo que é extraordinário é que depois aquele texto parece muito simples, bom, muito, muito simples, no sentido em que eu entendo aquilo. O que é que ele está a? 21:06 Pessoa 1 Dizer isso é um trabalho difícil, difícil. 21:09 Pessoa 2 Fazer o mais fácil ou mais? 21:10 Pessoa 1 Difícil? Exatamente no original. Em em inglês, o texto é inverso e, portanto, e usa uma série de terminologia que já está em desuso. Portanto, os próprios ingleses têm dificuldade muitas vezes. Em acompanhar aquilo que é dito, eles percebem o sentido mais do que todas as palavras. 21:29 Pessoa 2 E como é que tu fazes para para? 21:30 Pessoa 1 Para quando é pensar nisso, o que acontece é, há várias abordagens à tradução. Há uns que são mais académicos e que tentam ser fiéis ao verso EEE, à estrutura EEE. As traduções ficam muito pouco dizíveis. E depois há alguns tradutores, felizmente, que se. 21:49 Traduzem em prosa, portanto, EE tentam é captar AA ideia e menos AO verso, e então torna se mais fluido em português. Na tradução tu podes simplificar para facilitar o entendimento. 22:00 Pessoa 2 Fica lá a poesia no fundo, sempre sem, sem aparecer necessariamente inverso. 22:04 Pessoa 1 Sempre que é necessário, até se pode ir ir buscar um verso ou outro. Mas a prosa é poética também. EEEA essência do texto não se perde. 22:13 O Que Distingue a Presença e o Talento Bruto Olha o que é. 22:13 Pessoa 2 Que distingue? A presença, aquilo que nós sentimos como uma presença ali de uma mera performance. Há bocadinho que estavas a falar aqui do do síndrome do impostor. Que que que é essa nossa relação com a verdade? De de, do, do que é, da da, de quem está a fingir ou de quem está a interpretar uma verdade, apesar de estar a ser teatralizada? 22:33 Como é que se treina, no fundo, uma voz para dizer a verdade? 22:37 Pessoa 1 Não sei, sinceramente, não sei. Ainda me debato com isso. Não tanto no meu próprio processo, mas, sobretudo quando estou a dirigir atores e quando estou a tentar explicar como é que se consegue chegar lá. O que tenha testemunhado ao longo dos anos é que há pessoas que entram num palco sem abrir a boca e algo acontece. 22:56 Elas transportam uma energia. 11, confiança. 11. Aura. 23:01 Pessoa 2 O que é que é isso? Algo acontece? 23:05 Pessoa 1 Chama a tua atenção. Tu queres olhar para aquela pessoa? Tu precisas de olhar para aquela pessoa. E ela ainda não abriu sequer a boca. E isso é muito claro. Por exemplo, quando estou a fazer audições, estou a fazer audições em teatro, tens 20 atores a fazer o mesmo texto e há um ou 2 de repente. 23:20 Pessoa 2 Brilha. 23:20 Pessoa 1 Brilha. Às vezes é. É a maneira como se proporiam do texto, como o tornam seu, como conseguem escavar uma leitura muito original. Outras vezes é meramente 11 atitude, uma postura. 23:35 E isto não se codifica porque é é muito difícil de EE, nem sempre acontece, ou seja, o mesmo ator. Noutro contexto, se calhar pode não ter o mesmo efeito ou com as mesmas pessoas, mas as pessoas que normalmente são brilhantes. 23:51 Olha, há pouco falávamos da Alexandra. A Alexandra é uma atriz para quem a conhece bem, muito insegura, com muitos anseios, muitos temores. Mas lembro me quando fizemos o quem tem medo de Virgínia woolf? Também no teatro da Trindade. Há 8 anos atrás, quando era hora de entrar, nós entrávamos os 2 em cena na nossa casa. 24:13 Fora de cena, Alexandre estava a dizer, não quero, não quero, não quero, tenho medo, tenho medo, tenho medo de ir assim, Ah, não quero depois entrava e mal ela entrava, explodia algo acontecia, era incrível, ela mudava, ela mudava assim de um do dia para a noite. EE aquilo que era um temor, ela transformava numa arma. 24:30 Pessoa 2 Transformar uma fragilidade numa força. 24:32 Pessoa 1 Sim, claro, Oo meu medo? Há há pessoas que com o medo, atacam, não é? E portanto, é. Eu acho que é isso que ela fazia e que ela faz, que é quando tem temor, ela vai para cima de um palco e seduz. EE abraça, nos abraça, nos com o público. 24:46 Pessoa 2 Arrebata nos no fundo, arrebata nos e leva nos quando ela quiserem. 24:49 Pessoa 1 E algo não, não se explica. Tu podes tentar dizer e um ator vê lá, se consegues fazer isto. Mas isto às vezes é inato. 24:56 Pessoa 2 É, não dá para treinar. 24:57 Pessoa 1 É uma natureza? Não. O que dá para treinar é todo o lado técnico. É a postura, é a maneira como lanças, a voz, a maneira como. Como tu atacas uma cena, a energia que colocas, a vitalidade, e isso trabalha se agora, depois de fatores que nos escapam, muitas vezes é, é o subtexto, não é, é aquilo que não é dito, é, é, é uma essência, é uma natureza. 25:16 Porque é que numa multidão nós passamos por 50 pessoas e há uma a quem, onde, onde o nosso olhar pára e não é necessariamente porque é mais bonito, é qualquer coisa que nos faz olhar para aquela. 25:27 Pessoa 2 Pessoa é um fator x, é um carisma. 25:28 Pessoa 1 Sim, claro, claro. Qualquer coisa que impacta a toca comove. 25:35 Pessoa 2 E nós conseguimos correlacionarmos logo com essa pessoa, apesar de não a conhecermos, apesar. 25:38 Pessoa 1 Eu diria que sim. Eu, eu sou. Eu adoro talento. Sou muito sensível ao. 25:44 Pessoa 2 Talento, não é? 25:45 Pessoa 1 Certo, mas digamos que eu estou treinado por via da da minha profissão para ver talento. E quando eu vejo o talento no seu estado bruto, como um Diamante é, é normalmente é muito comovente. Porque tu vês todo o potencial e a pessoa às vezes só está só, só é e tu dizes me meu Deus, como é que esta pessoa às vezes eu vejo jovens atores acabaram de sair do conservatório, pisa, vão para cima de um palco, uma maturidade, uma energia, uma luz e eu disse, como é que se ensina isto? 26:18 Onde é que tu estás, onde é que tu aprendeste isto e não se aprendeu? Eles trazem com eles, trazem da vida, trazem de outra, não sei de. 26:24 Pessoa 2 Outras vidas há bocadinho falavas da Eunice. Ou ou o Rui de Carvalho, por exemplo. Oo que é que o que é que estes 2 atores que juntam longevidade EE lá está e essas coisas todas, o que é que eles têm de verdadeiramente especial? 26:39 Pessoa 1 Ah, olha, eu, Rui, conheço menos. Bem, eu trabalhei muito com a Eunice e com a Carmen de Loures. O que o que eu sinto é é uma entrega total AAA, uma arte que amam eles amam aquilo que fazem. 26:56 E há um sentido de ética e de paixão, de rigor e profissionalismo, tudo isso. Mas depois há algo que é transcendente, que é é a maneira como como estão Oo Rui conta se que no início da sua carreira sofreu muito nas mãos do ribeirinho que o maltratava e que o dirigiu e o isso. 27:16 E o Rui é um ator que se foi construindo, foi foi dominando 11 técnica e uma. E uma presença invulgar por causa da escultura sim, a inicia Carmen. A história é diferente. A Carmen era uma mulher de uma beleza plácida, começou por fazer cinema, a Eunice mal apareceu com miúda 18 anos, era logo um furacão toda a gente não falava de outra coisa no conservatório, ela já era a melhor aluna nota 19 aos 12 anos, quando estreou No No teatro nacional, dona Maria segunda, perceberam logo que ela era um bicho de palco. 27:51 Pessoa 2 Saiam da frente. 27:51 Pessoa 1 E saiam da frente. E pronto, EE foi assim até à sua morte, aos 94. 27:55 Pessoa 2 Anos e há agora novas das destas novas geração? Já há, há há atrizes e atores que tenham também. 28:01 Pessoa 1 Isso assim, há gente muito boa, há gente muito boa. 28:03 Pessoa 2 O que é que tu fazes com essas? 28:04 Pessoa 1 Epifanias para ti, guardo as registo verbalizo. 28:10 Pessoa 2 És mais exigente com eles? 28:11 Pessoa 1 Não, não, não. Eu tento é aprender. Aprender, sim. Ou seja, porque eles têm uma frescura e têm um olhar tão novo perante situações que, para mim, já são recorrentes. E eu penso. Como é que eu nunca vi isto antes? Como é que eu nunca olhei para isto desta maneira? 28:25 Pessoa 2 Eles trazem uma frescura do ponto de vista, sim. 28:27 Pessoa 1 E. 28:28 Pessoa 2 Isso também e isso ensina te. 28:29 Pessoa 1 Há uma audácia, não tem Nada a Perder. Arriscam sem medo. E isso aprende se claro que sim. 28:35 Pessoa 2 Isso é absolutamente EE pode se estimular ou, pelo contrário, esvaziar. 28:39 Pessoa 1 Bom, sim, tu podes fazer todo um trabalho psicológico, pois que os demova. Espero bem que não. Isso seria de uma enorme crueldade. O que eu tento fazer é fomentar, alimentar, beber e estimular EE, aprender. 28:52 Pessoa 2 Olha, estamos no momento das redes sociais, onde? Temos coisas muito interessantes, como a propagação da mensagem, como a proximidade. Imagino que até para a promoção do teu trabalho as coisas sejam mais fáceis. Mas, por outro lado, temos tudo, todo o lixo que vem por aí, não é o ruído, a toxicidade, a pressão para se ter uma opinião, sobretudo, e sou contrário anão aceitação da opinião do outro. 29:17 Navegar o Digital e Lições da Comunicação Familiar Como é que? Como é que tu vais gerindo isto? 29:20 Pessoa 1 Tento gerir com alguma prudência, alguma parcimónia. Tento não, não. Não viver totalmente dependente destas plataformas e desta esta necessidade de extravasar opiniões a torto e direito ou até dispor uma intimidade. 29:36 Eu sempre fui recatado e, portanto, sou muito criterioso naquilo. 29:40 Pessoa 2 Que como é que te protege, lá está? 29:42 Pessoa 1 Com critério, com selecionando bem aquilo que me interessa partilhar e faço com parcimónia. É sobretudo isto. É sobretudo um instrumento de trabalho. De há uns anos para cá, eu sinto que tornei me mais. 29:58 Não diria acessível, mas tive mais vontade de partilhar alguns aspetos da minha vida. 30:04 Pessoa 2 O que é que mudou quando foste pai? Sim, isso foi muito público. Adotaste uma criança, agora um homem. 30:11 Pessoa 1 Desde que fui pai Oo meu olhar mudou necessariamente EEE. Portanto, as escolhas. Todas as escolhas que fiz. Pensava sempre também nele e naquilo que eu acho que poderia ser bom para ele. Mas, portanto, tento não não ficar escravo nem nem nem pôr me a jeito para me magoar, fruto de qualquer reação da bisbilhotice, da bisbilhotice ou dos comentários ou do que for AA verdade é que tenho tido sorte. 30:40 Bom, eu também não ando sempre AA ver tudo o que escrevem, mas normalmente tenho reações muito positivas e. Muito agradáveis àquilo que publico, seja pessoal ou profissional, mas tento não levar nada disto muito a Sério porque acho perverso. 30:57 Pessoa 2 Olha, eu não quero entrar muito na tua intimidade, mas tenho uma curiosidade só na tua relação com o teu filho. Como é que são os diálogos? Porque isso interessa me tu, tu que és 11 cativador de de jovens talentos no mundo. Quando ele apareceu na tua vida, como é que foi? 31:13 O que é que, o que é que, como é que, como é que é esse, como é que é esse diálogo? Com, com, com uma, com uma pessoa que já que tem capacidade de pensar e de dizer e de desafiar. 31:25 Pessoa 1 Olha, eu basicamente repliquei o modelo de educação e que tive na minha vida e que implicava essencialmente 2 coisas, uma muito amor, muito amor. Todos os dias, agora menos, mas todos os dias lhe dizia que o amava e todos os dias falamos ao telefone. 31:46 Quando não estamos fisicamente perto, falamos, falamos várias vezes ao dia e a segunda coisa é precisamente isso, é a comunicação, é proximidade, é para o bem, para o mal. Eu disse, lhe tu podes me podes me contar tudo, podes falar comigo de tudo e, portanto, eu também promovo isso que é, falo com ele, se mesmo que se estou chateado, se discordo, promovo um diálogo, vamos tentar perceber porque é que o que é que está mal ou o que é que está bem? 32:11 O que é que tu achas? O que é que eu acho? E isso criou, entre nós 11, franqueza que me parece saudável e que nos permite falar de assuntos que possam ser mais ou menos delicados, mais ou menos sensíveis, sempre com a certeza que queremos Oo bem e o melhor do outro. 32:26 Pessoa 2 Que é uma definição de amor. Mas como qualquer pai e filho, deve haver momentos em que vocês socam. Sim, tem pontos de vista completamente radicais, mas uma. 32:32 Pessoa 1 Uma coisa que eu aprendi com o meu filho foi a pedir desculpa, ou seja, aprendeste com ele porque ele tinha dificuldade em fazê lo ele pequenino. Ficava muito nervoso, se fazia uma asneira e eu percebi, OK, se tu não consegues. 32:50 Então eu comecei a pedir desculpa quando errava ou quando fazia alguma coisa mal. E como quem para lhe dizer não faz mal nenhum, assumir que falhamos ou ou ou que estamos arrependidos ou que queremos melhorar. E foi um processo EE. Eu hoje também peço mais vezes desculpa e ele falo já de uma forma muito mais tranquila, já sem dramas sem, mas não os nossos confrontos. 33:11 São muito desta natureza. Eu às vezes sou mais impulsivo, emocional, EEE. Depois ele olha assim para mim e diz, porque é que estás a falar assim e tens razão? Desculpa, estou irritado, mas tens que perceber isto, tens razão, pá, eu percebo também peço desculpa, mas tens que perceber que eu pensei assim e a minha ideia foi esta, disse, é OK, então vá, está cá, um abraço e vamos. 33:29 Pessoa 2 Portanto, tenho um efeito calmante em ti, no. 33:31 Pessoa 1 Fundo sim, absolutamente. EE agora já está numa fase em que se é 11 jovem adulto. Tem 22 anos e já posso falar com ele de outras coisas. Posso falar das minhas angústias, dos meus sonhos, das minhas ambições. Ele dá me conselhos. Ele vai ver tudo o que eu faço. 33:46 Ele gosta muito de teatro e, portanto, tem um olhar crítico, tem um olhar sustentado, tem opiniões formadas. É muito giro falar de política, falar de do que, do que seja. 33:56 Pessoa 2 O que é o maravilhoso da da vida? 33:58 Enfrentar Desafios Sociais e o Sonho de Salvar Olha, estamos num tempo em que a ética, a responsabilidade e a empatia parece que tiraram férias durante algum tempo. Coisas que nós considerávamos como normais, nomeadamente direitos civis, coisas que são normais e banais, parecem agora estar sob ameaça. 34:14 O que é que fazemos a isto? Ignoramos ou combatemos? Com toda a formação, tenho sempre essa dúvida que é quando quando alguém defende alguma coisa completamente absurda e que nós temos a sensação de que não faz sentido. 34:28 Pessoa 1 Eu, eu percebo a pergunta, podemos dar? 34:29 Pessoa 2 Gás. 34:30 Pessoa 1 Porque às vezes sinto que quanto mais combatemos ou quanto mais damos visibilidade a esse tipo de posturas e. 34:35 Pessoa 2 Estamos a ajudar, não é? 34:36 Pessoa 1 Exatamente, estamos AAA divulgá las a fomentá las. Às vezes é evidente que ignorar silenciosamente também não é uma boa política. Eu acho que temos que encarar isto enquanto sociedade, enquanto coletivo, enquanto e perceber quais é que são os limites. Oo que é que é razoável. 34:53 Vivendo nós em democracia e admitindo que há pessoas com opiniões diferentes e respeitando essa diferença. Ainda assim há limites. Há limites para aquilo que é passível de ser dito quando isso incita o crime, a violência, o ódio. 35:10 AA os extremismos. EE portanto, eu acho que temos que olhar para os políticos que têm responsabilidade legislativa. Temos que olhar para a justiça. Que seja mais eficaz, seja mais célere. Quando assistimos na própria casa da democracia, no parlamento, a comportamentos, bom que não se não aceitaríamos numa escola, por exemplo, então algo que está profundamente mal e isso tem que ser balizado. 35:35 Pessoa 2 Olha, EE, quando essas discussões começam a contaminar a nossa bolha, dos nossos amigos, que nós até dizemos, mas porque é que tu estás a dizer 11? Coisa daquele passa um efeito de contágio, não é? É como os. 35:47 Pessoa 1 Vírus com os amigos. 35:50 Pessoa 2 Amigos ou próximos? 35:51 Pessoa 1 Eu. 35:51 Pessoa 2 Vou não vou largar um bocadinho o. 35:52 Pessoa 1 Círculo eu quero acreditar que o que as a escolha a minha escolha de amigos. 35:57 Pessoa 2 Te protege. 35:58 Pessoa 1 Protege me. Mas se ouvir pessoas a dizerem coisas que a mim me agridem, porque são absolutamente idiotas, eu não vou entrar nesse, nesse, nesse, nessa discussão, nesse diálogo. Não vou gastar essa energia. Um amigo SIM. 1 conhecido não. 36:14 Pessoa 2 Pois deixas deixas passar, olha, há bocadinho estavas a falar dos teus, dos teus medos, das tuas vulnerabilidades que vem de onde, que, que tipo de medos são? 36:23 Pessoa 1 Esses os normais, ou como qualquer pessoa, o medo de morrer, o medo de falhar, o medo de desiludir, o medo de sofrer, o medo de não ser suficiente, o medo de. São muitos, mas é assim, eu, eu, eles existem. 36:40 Mas eu não sou uma pessoa medrosa. Eu não sou um pessimista da entende. 36:44 Pessoa 2 Que és um otimista? 36:45 Pessoa 1 Sim, sim, eu, eu, eu vejo o copo meio cheio. Eu, eu não me escudo a uma luta, a um embate. Eu posso tremer, mas vou, eu vou lá, eu vou à eu vou à luta. 36:57 Pessoa 2 Então, EE do lado otimista, do lado solar, onde é que? Onde é que estão os teus sonhos? O que é que, o que é que tu, o que é que tu projetas como? OK, aqui eu tenho que pôr mesmo as minhas fichas e que isto tem que acontecer mesmo. 37:07 Pessoa 1 Bom, eu estou numa fase. Da minha vida, em que eu o que procuro é acolher um bocadinho, os frutos daquilo que semeai ao longo da vida. 37:15 Pessoa 2 O que já acontece, o que já acontece? 37:17 Pessoa 1 E, portanto, os meus sonhos agora são, se calhar, de outra natureza. Já não tenho ambições profissionais, não quero ir para Hollywood, não quero ganhar um óscar. Não, não, não, porque isso implicava uma outra vida que eu não tenho. Já não tenho e não tenho nem energia, nem vontade. 37:33 Adoro o meu país, adoro viver aqui. Tenho 111, carreira longa, já fiz muita coisa. Sinto me muito reconhecido pelo meu trabalho. Sinto que tenho um espaço de ação, de intervenção, tenho responsabilidades. Portanto, eu, eu, no essencial, sinto me um privilegiado. 37:51 Os meus sonhos são em garantir que a minha família está bem, saudável, que tenho condições para poder continuar a trabalhar e a fazer os textos que. Gosto que quero trabalhar me e relacionar me com os públicos que me acompanham há muitos anos. 38:07 Este trabalho tem vindo a desenvolver há 8 anos no Trindade, que me deixa cheio de de orgulho. 38:12 Pessoa 2 Que é um teatro especial, não? 38:13 Pessoa 1 É. É muito especial. Não só porque foi lá que me estreei como encenador há muitos, muitos anos. Mas tem 11. Bom, é um belíssimo exemplo. Do teatro palco à italiana, neste país muitíssimo bem preservado. E depois tem 11. Relação plateia, palco fantástica. 38:29 E tenho me permitido levar a cena espetáculos de que tenho muito orgulho. É uma proximidade também? Sim, sim, também essa proximidade física, energética, EE é um teatro onde me sinto bem e sinto me acarinhado. Sinto, me sinto me em casa. 38:42 Pessoa 2 Exatamente, há bocadinho usavas a palavra casa. Disseram me que tu cuidas de todos os detalhes que vão desde a bilheteira, no sentido de quem é que é? A pessoa que acolhe na bilheteira, a pessoa que leva as pessoas até até se sentar isto tudo isto faz parte do espetáculo. 39:00 Pessoa 1 Sim. Ou seja, eu diria que um projeto artístico, que foi isso que eu desenhei para a Trindade não se esgota apenas na programação. É um conceito. Que é um conceito de fruição. É uma experiência que começa desde que a gente liga para o para o Trindade a pedir uma informação, desde que compramos um bilhete. 39:16 Como somos, a maneira como somos recebidos na sala, como somos acolhidos no fundo, eu trato Oo Trindade e este projeto como uma empresa cultural que tem que ter uma relação privilegiada com o seu público, tem que acarinhar os seus funcionários e que tem que ter resultados. 39:32 E, portanto, eu não acho que seja nada de novo, de nem transcendente, é apenas um cuidado que eu imprimo em todas as Vertentes que têm que ver com o espetáculo, seja no palco ou fora dele. 39:42 Pessoa 2 Que é isso que nos faz depois sentir bem num determinado sítio e acolhidos. 39:44 Pessoa 1 É o que eu desejo. É assim que eu gosto, é assim que eu me sinto quando eu me sinto bem num num sítio, num espaço, enquanto utente público, seja o que for, eu volto. E é isso que eu quero proporcionar, proporcionar às pessoas com autoridade. 39:55 Pessoa 2 Olha, o que é que a arte pode fazer por nós? Por estes tempos mais conturbados. 39:59 Pessoa 1 Olha, se eu tivesse que reduzir uma única palavra, diria salvar nos. 40:02 Pessoa 2 Assim, logo uma coisa simples. 40:04 Pessoa 1 Simples, porque, na verdade, para que é que vivemos? Não é? Não pode ser só para comer e para procriar e para. Ou seja. 40:11 Pessoa 2 Fazem os animais. 40:12 Pessoa 1 Pronto, exatamente, quer dizer. 40:13 Pessoa 2 Os animais, mas os outros? 40:14 Pessoa 1 Distinguem nos não é. A arte eleva, nos eleva nos a um nível de sofisticação intelectual, espiritual. É É Ela que nos permite. Encarar OA vida OA essência da vida, o sentido da vida EE podermos ao mesmo tempo mergulhar em nós próprios, os nossos sentimentos, na nossa história. 40:34 Portanto, eu acho que esse legado é algo essencial. Acho que todas as pessoas que de uma forma ou de outra têm um contacto com expressões artísticas, eles não têm que ser artistas, mas as pessoas que na vida têm contacto com experiências artísticas. 40:50 São necessariamente mais felizes, mais completas, mais preenchidas. 40:54 Pessoa 2 Mas estamos numa cidade onde gastamos AA vida e a formação dos nossos, das nossas crianças, mais a ter matemática e física e afins do que ir ao teatro, ver uma exposição, ir passear no parque. 41:07 Pessoa 1 Isso é outra discussão, não é? Ou seja. 41:08 Pessoa 2 A nossa matriz está a criar na realidade autómatos e não e não. 41:13 Pessoa 1 Certo, é por isso que já há muitos métodos a serem desenvolvidos e explorados de ensino. Que não passam necessariamente por essa essa compilação de conhecimento, essa aquisição, essa quantificação de de conhecimento que depois, na verdade fica muito pouco, não é quantos nós nos lembramos das coisas que aprendemos na escola? 41:31 Já nem dos rios eu me lembro, entre entre outras coisas. Matemática nem pensar. Felizmente temos as calculadoras, mas o que eu quero dizer é, sabem, matemática é evidente. Eu acho que a educação pela arte podia ser um caminho muito interessante. 41:48 Ou seja, pôr precocemente jovens em contacto com as expressões artísticas ajuda não só a desenvolver a fruição e o sentido crítico, mas e o sentido estético, mas também a desenvolver competências do ponto de vista da imaginação, da criatividade, que são coisas que nós podemos usar em todas as áreas da nossa existência. 42:07 E isso torna nos seres mais sensíveis, mais atentos, mais empáticos e menos e mais generosos também. 42:14 Ferramentas Essenciais para uma Comunicação Eficaz Olha, eu quero aprender. Quero tomar a tua experiência, aprender EE, partilhar com quem nos ouve. O que é que nós precisamos de fazer para nos tornarmos melhores comunicadores? Tu tens uma caixa cheia de ferramentas para nos para, para nos ajudar a comunicar melhor. 42:32 O que é que nós podemos fazer? Vamos, vamos lá. Podemos fazer 11 lista ou ou ou ir ou ir por um caminho para nos tornar melhores comunicadores. 42:40 Pessoa 1 Olha, eu, eu não tenho isto sistematizado, não é? Mas eu diria. 42:44 Pessoa 2 Também não precisamos de todas. Pronto, isso são 2. Quer dizer, podemos começar pela voz, por exemplo. 42:47 Pessoa 1 Eu diria que para para comunicarmos melhor, é muito importante começar por saber o que é que queremos dizer, o que é que queremos comunicar? O problema é que se as pessoas não têm bem a certeza do que querem comunicar. 43:00 Pessoa 2 Sai propaganda, sai propaganda. 43:02 Pessoa 1 Ou sai, envie usado. Não é ou, ou a comunicação perde. Se algures eu, eu começaria por aí, que é termos convicções, termos valores, termos opiniões estruturadas. Vai facilitar. Depois eu diria sermos económicos, concisos. 43:18 Pessoa 2 Não gastar, não gastar o tempo da Malta. 43:20 Pessoa 1 Nem o tempo da Malta, nem a voz, nem nem nem nem o vocabulário. Porque às vezes diz se muita coisa para, às vezes é uma coisa tão simples, não é? Portanto, eu acho que a simplicidade é um bom artifício. 43:30 Pessoa 2 Estamos a falar e à procura do que vamos a dizer. 43:32 Pessoa 1 Exatamente. 43:34 Pessoa 2 Dá, me dá me um sujeito, dá me dá, me dá me um predicado que é para a gente conseguir perceber do que é que estás a. 43:40 Pessoa 1 Falar shakhov já defendia isso. Ser conciso é muito importante. Bom se estivermos a falar da comunicação oral. A articulação é fundamental, não é? Ou seja, porque quando a gente. 43:53 Pessoa 2 Ninguém entende nada. 43:54 Pessoa 1 Entende nada. Portanto, eu acho que falam para dentro a capacidade de falar para fora no sentido de comunicar EEE. Porque nós quando falamos, não falamos só com a voz. Para além de falarmos com a voz de lançarmos as palavras de as articularmos, depois falamos com a energia que pomos na. 44:11 Pessoa 2 E lá está a nossa caixa pulmonar também, não é? 44:13 Pessoa 1 Torácica, EE as nossas expressão. EEE aquilo que não dizemos também é muito importante, não é toda o toda a linguagem que fica. 44:20 Pessoa 2 Isso aprendemos logo com as mães quando elas estão zangadas. 44:22 Pessoa 1 Connosco e não, não precisam de muito. 44:26 Pessoa 2 Não é? 44:27 Pessoa 1 E depois, eu acho que sermos sinceros também ajuda. 44:29 Pessoa 2 Não é sempre? 44:31 Pessoa 1 Bom. 44:31 Pessoa 2 Ou uma mentirinha piedosa também pode caber neste neste. 44:35 Pessoa 1 Se a intenção é que ela pessoa perceba, tens é que. 44:38 Pessoa 2 Circular não é? Olha, e a arte de escutar, porque isto de dizer depois de pensar ou não pode ser uma coisa mais visceral, a arte de ouvir. 44:48 Pessoa 1 Olha, no teatro é fundamental. Aliás, na arte de representação, há mesmo workshops que se chama escuta ouvir, saber ouvir. 44:56 Pessoa 2 Como é que se ensina isso? 44:57 Pessoa 1 Ouvindo. Que é que é? O que é que acontece? Muitas vezes um ator sabe as suas falas, não é? EE sabe a tua deixa e só está à espera da deixa para dizer a dele, portanto, tu dizes chapéu a chapéu é a minha deixa. 45:11 Pessoa 2 Isso fica artificial, não é claro. 45:13 Pessoa 1 Fica. Tu estás à espera da deixa. Mas se tu estiveres a ouvir tudo aquilo que tu estás a dizer, tem um sentido EOAAA. Minha fala é uma reação à tua. 45:22 Pessoa 2 E tu entras no comboio? 45:23 Pessoa 1 Obviamente, tens que ouvir, tens que ouvir, tens que processar e tens que integrar. E isso tudo tem tempos e às vezes OAA, Malta nova, muitas vezes com a ansiedade. Precipita um bocadinho e tu dizes. Calma, calma, ouve, ouve o que ele está a dizer, ouve, ouves, retens. 45:39 Ah, e reages. E isso pressupõe um tempo, pressupõe uma respiração, pressupõe jogo, jogo. 45:44 Pessoa 2 O timing conta. 45:45 Pessoa 1 Muito. Timing é tudo. Timing é tudo em em representação, em comédia. Então é fundamental, se tu falhas o timing, a piada já foi. A maneira como lança se aquele tempo de suspensão. 45:56 Pessoa 2 Há uma aceleração, há uma suspensão e depois consegues fazer que a piada aconteça. 46:01 Pessoa 1 Em em teoria, sim, mas é uma coisa que se sente mais do que se explica, não é? É aqui, cuidado, estás a correr, estás a assim, não tem graça. Tens que tens que fazer o punchline, tens que fazer a chamada e depois lanças a eu estou te a ouvir. 46:12 Pessoa 2 Estou a pensar no ralo solnado lá está que que, independentemente do texto e tudo o que fosse, havia não só maneira de dizer, mas depois também aquela tu quase antecipavas que ali IA acontecer alguma. Coisa e ele trocava te as. 46:24 Pessoa 1 Voltas e tu? 46:25 Pessoa 2 Ias tu ias te embora logo rapidamente, o que é que te falta fazer? 46:30 Pessoa 1 Olha bom o jantar. 46:33 Pessoa 2 Logo tu cozinhas. 46:35 Pessoa 1 Pouco, felizmente, tenho. Tenho em casa quem cozinho muito bem, mas. 46:38 Pessoa 2 Gostas de comer. 46:39 Pessoa 1 Eu gosto muito de comer, pronto. Gosto da sou, sou, sou. Sou um bom garfo. Não sei. Não sei se me falta fazer assim tanta coisa. Eu tenho 11 gaveta cheia de peças que quero fazer. Gostava de fazer um bocadinho mais de cinema, mas é algo que não depende só de mim. 46:55 Pessoa 2 É difícil fazer cinema em Portugal, não é? É fazer no sentido de produzir. 46:59 Pessoa 1 Sim, é muito, é muito difícil, não é porque. 47:00 Pessoa 2 É caro? 47:01 Pessoa 1 É muito caro, não é? Um filme custará à volta de meio milhão, meio milhão de euros, pelo menos. E. 47:08 Pessoa 2 Depois, depende do que é que se venda daquele filme, não é? 47:10 Pessoa 1 Nem tanto, porque não há. Não temos indústria, portanto, este dinheiro é, é. São apoios do estado. Muitas vezes ARTP também participa. Às vezes vêm da Europa, da euro imagens ou de outros organismos que consegues uma co produção, mas eu não tenho capacidade nem tempo para montar esse tipo de coisas. 47:29 Estou aqui empenhado em tentar escrever uma série que propusemos. De resto, ou ou o ica, para ver se conseguimos desenvolver uma ideia. Portanto, eu gostava também de realizar. É uma coisa que já fiz, já já realizei uma curta metragem, mas gostava de realizar a uma série a uma longa metragem. 47:47 No fundo, é um prolongamento natural do facto de eu já ensinar os espetáculos há muitos anos. 47:51 Pessoa 2 E mesmo com com os netflixs desta vida e afins, esse processo não se tornou melhor? Quer dizer, houve o rabo de peixe, obviamente. 47:56 Pessoa 1 É muito competitivo, há muita gente boa a competir por esse nicho e, portanto, para alguém como eu, que vem da área mais do teatro. 48:03 Pessoa 2 E o mercado é pequeno, é muito. 48:05 Pessoa 1 Eficiente, mas eu não, eu não, não vou desistir e se surgir a oportunidade, falo way, mas perguntavas me o que é que eu gostava de fazer? Gostava ainda de realizar um filme ou uma série. 48:14 Pessoa 2 Diogo Infante, muito obrigado. Estou obviamente ansioso e com uma elevadíssima expetativa. Desculpa, como já aqui cá em cima, para para ver esse professor do clube dos poetas mortos. Não sei o que é que vais fazer da tua vida, mas mas isto está a correr bem. 48:32 Pessoa 1 Não vai correr bem? 48:33 As Seis Lições Essenciais para uma Melhor Comunicação Quantos espetáculos é que é que é que são, quantas? Quantas? Então, eu fico sempre frustrado quando aparece um grande espetáculo. Que que eu às vezes que eu tenho a sorte de ir ver. E me dizem isto agora só tem mais mais 3, 3 sessões e eu digo, mas por? 48:48 Pessoa 1 Nós, no Trindade, é ponto, assente. Não fazermos espetáculos menos de 2 meses e meio. Mínimo que luxo. Sim, a gavolta vai estar 2 meses e meio em cena, mas o clube dos poetas mortos. Vai estar bastante mais. 49:00 Pessoa 2 Há conversas que nos deixam marca e esta é uma delas, o Diogo Infante lembro nos que comunicar não é despejar palavras, é estar inteiro, é estar presente, é saber escutar. Mostrou me que a presença não é talento, é uma construção e que a vulnerabilidade, quando não é usada como arma, torna se uma força e que a verdade vive sempre na tensão entre técnica e alma. 49:19 Aqui ficam as lições que eu tirei desta conversa, 5 lições principais a primeira é que a presença constrói se todos fomos tímidos de algum momento. A diferença está no trabalho que fazemos para lidar com isso e para ultrapassar essa timidez e para reforçar a presença. 49:35 A segunda é que a vulnerabilidade é um ativo e não um risco. Quando alguém assume fragilidade com clareza, cria proximidade e não fraqueza. A terceira lição é que a comunicação começa sempre na escuta. Diogo mostrou isso sempre. Escutar é parte da presença, escutar é parte da ética, escutar é parte do ofício quarto. 49:55 A expetativa pesa, mas pode ser transformada. O chip público pode ser disciplina, sem deixar de ser a verdade. A quinta é que, em família, comunicar é amar, é dizer gosto de ti, é pedir desculpa, é estudar o tom e tudo isso molda vínculos. 50:12 A sexta pode ser a arte. A arte salva porque nos baixa, a guarda, porque nos dá um espelho, porque nos dá respiração, e a sétima é que a verdade implica sempre risco e ainda assim. É sempre melhor do que viver dentro do papel. Errado. 50:27 Obrigado ao Diogo Infante pela generosidade, pela coragem desta conversa e obrigado a quem nos está a escutar. Se este episódio vos compartilhem com alguém que precisa de comunicar melhor ou simplesmente ouvir uma boa conversa, podem seguir o pergunta simples, no YouTube, no Spotify, no Apple podcast e em perguntasimples.com e até para a semana.

POP.DOC
170 - O que achamos de "Wicked 2" (Com Vinicius Arruda)

POP.DOC

Play Episode Listen Later Nov 26, 2025 49:49


"Wicked: For Good" estreou nos cinemas e tem causado na cultura pop. Convidamos o Vinicius Arruda, fã do musical e amante de cultura pop para comentar sobre o lançamento. E você? Curtiu a sequência com Cynthia Erivo e Ariana Grande?-Quer ajudar a custear o nosso podcast?Conheça o nosso ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Apoie.se⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠!Siga o Pop.Doc nas redes sociais: @docpopcast no ⁠⁠⁠Instagram e @pop.doc no Tik Tok⁠⁠⁠.Siga também a gente: Alexandre Santana (⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@iexandre⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠), Paulo Corrêa (⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@paulorcorrea⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠) e Xande Levy (⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠@xande.levy⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠)!

Artes
Novo espectáculo de Ídio Chichava abre Bienal de Dança de Maputo

Artes

Play Episode Listen Later Nov 24, 2025 15:00


Esta segunda-feira, começa a 11ª edição da Bienal de Dança Contemporânea - KINANI, que vai decorrer até 30 de Novembro, em Maputo. O festival arranca com a estreia do novo espectáculo de Ídio Chichava e vai mostrar que “a dança está a borbulhar em Moçambique”, conta à RFI Quito Tembe, o director artístico da KINANI. Aos palcos sobem, também, obras de Edna Jaime, Janeth Mulapha, Mai-Júli Machado, Pak Ndjamena, Osvaldo Passarivo, entre muitos outros. A 11ª edição da Bienal de Dança Contemporânea – KINANI, em Maputo, decorre de 24 a 30 de Novembro, numa altura em que “a dança está a borbulhar em Moçambique”, conta à RFI Quito Tembe, o seu director artístico. Nesta vitrina da dança moçambicana, em que também há criadores internacionais, “todas as obras estão no mesmo diapasão”, a de “abordar o corpo como uma ferramenta política de intervenção”, descreve o curador, com quem conversámos sobre a programação e o dinamismo da dança moçambicana. A bienal arranca esta segunda-feira com “Dzudza”, uma peça inspirada no bairro do Xiquelene que mistura tradição, migração e cidade e que é a mais recente criação de Ídio Chichava. O bailarino e coreógrafo moçambicano tem estado em destaque nos palcos internacionais, como, por exemplo, em Setembro, na Bienal de Dança de Lyon, em França. Chichava também venceu o Salavisa European Dance Award 2024 ao lado de Dorothée Munyaneza. Esta terça-feira, 25 de Novembro, está agendada a peça “In-Between” da moçambicana Mai-Júli Machado que continua a sua pesquisa em torno de temas relacionados com a mulher, a sua força e aos ritos a ela associados. Mai-Júli Machado passou pelo Festival de Avignon, em França, em 2023, como uma das intérpretes da peça “Black Lights”, de Mathilde Monnier e, desde então, tem dado os seus primeiros passos como coreógrafa. Também esta terça-feira estreia a peça “Why”, de Osvaldo Passarivo, um dos bailarinos que recentemente correu mundo com a companhia do espectáculo “Vagabundus” de Ídio Chichava. No mesmo dia, sobe ao palco “Homem Novo” do moçambicano Yuck Miranda. Ainda esta terça-feira, há o espectáculo “360º” da espanhola Raquel Gualtero e “Sutra” do mauriciano Stephen Bongarçon. Na quarta-feira, 26 de Novembro, os artistas brasileiros Davi Pontes & Wallace Ferreira apresentam “REPERTÓRIO N.3”, depois de terem participado na Bienal de Dança de Lyon, no âmbito do programa curatorial em que participou Quito Tembe. No mesmo dia, a francesa Gwen Rakotovao apresenta “Mitsangana”, a tanzaniana Dorine Mugishe apresenta “Akanana:Sweet Banana”, uma performance autobiográfica, e o sul-africano Vusi Mdoyi leva a palco “Izithuthuthuku”. Na quinta-feira, 27 de Novembro, a bailarina e coreógrafa moçambicana Janeth Mulapha estreia a sua criação “Nzula – Filhas do Índico”, em que imagina a dança tradicional do tufo numa linguagem mais contemporânea. Janeth Mulpapha também tem outra peça em cartaz, “(In) Visible”, agendada para 28 de Novembro. Ainda na quinta-feira, sobem a palco os espectáculos de duas outras moçambicanas: “As Substitutas” de Isabel Jorge e “Nzualo – A Maratona 7/7” de Edna Jaime.Também nesse dia, a brasileira Maria Emília Gomes apresenta “Eco, Oco Preso no Peito”. Por sua vez, a norueguesa Iselin Brogeland leva a Maputo “When Birds Sing of Loss”. Na sexta-feira, 28 de Novembro, além de “(In) Visible”, de Janeth Mulapha, há outro nome da dança moçambicana, Pak Ndjamena, que estreia “Rituais do Corpo”. Também a 28 de Novembro, a artista portuguesa Teresa Fabião apresenta “UNA”, a angolana Bibiana Figueiredo revela “Vidas de Pedra” e o iraniano-canadiano Mohammadreza Akrami apresenta “Tanha”. No domingo, 30 de Novembro, é a vez de “The Herd/Less Walking On Tin-Shells”, da sul-africana Mamela Nyamza, e de “Confluence” da checa Angela Nwagbo. Há ainda amostras de propostas experimentais de vários artistas, incluindo os moçambicanos Vasco Sitoe, Lulu Sala, Silke, Mário Forjaz Secca, Francisca Mirine e Diogo Amaral no chamado “4° Andar”.   Quito Tembe: “A dança está a borbulhar em Moçambique” RFI: Qual é o tema que atravessa esta edição? Quito Tembe, Director artístico da KINANI - Plataforma Internacional de Dança Contemporânea de Maputo: “Para nós, é este lugar de abordarmos a questão do corpo político, o corpo de intervenção, este corpo de resistência. É esta questão do corpo como uma arma, como uma ferramenta politica de intervenção. É esta abordagem: corpo de resistência, corpo político.” Resistência a quê? Quais são as linhas contra as quais é preciso resistir? “Todas as obras, de uma ou de outra forma, estão no mesmo diapasão. Temos aqui, desde este corpo negro que resiste, que são as obras vindas do Brasil, este corpo negro interventivo politicamente, que é o “REPERTÓRIO N.3”. Tens também esta abordagem das obras como do Ídio Chichava que transcende o lugar do corpo poético, mas um corpo interventivo que desconstrói as linguagens prédefinidas da dança, sobretudo quando a gente diz dança clássica para este corpo que se assume, para este corpo que resiste e fala estando em cena, despido de qualquer tipo de padrões estéticos ou regras estéticas do corpo em cena. Toda esta é uma abordagem, uma curadoria que, de alguma forma, teve este cuidado de pôr no mesmo programa obras que trazem esta questão da intervenção, esta questão do uso do corpo não somente para a concepção ou para uma abordagem um bocado mais poética, mas para este corpo que resiste e que se manifesta por sua vez.” Quais são os nomes da dança moçambicana que vão estar presentes? “De Moçambique, nós temos praticamente toda a nata dos activos que estão na dança. Desde a Janeth Mulpha que vai estrear a peça do grupo; a Edna Jaime, que vai mostrar uma peça do seu repertório; o Pak Ndjamena que vai mostrar, também em estreia, o seu novo trabalho, que é uma peça do grupo; e temos o Ídio Chichava igualmente que vai mostrar a sua nova criação. Depois temos a Mai-Júli Machado, que também é uma jovem artista moçambicana que está-se a destacar muito na dança, estando em trabalhar a partir de França e mostrar este trabalho é de muita significância. Temos também pequenas formas, que é o que a gente chama do “4° Andar”, que é a ocupação de um prédio cuja construção está em suspenso desde a independência. Dentro deste prédio, a gente põe pequenos formatos, 15 minutos cada e o público vai deambulando. Teremos oito propostas, das quais seis são moçambicanas.” Há mais nomes moçambicanos. Por exemplo, Osvaldo Passarivo que é um dos bailarinos que recentemente correu o mundo com a trupe do espectáculo “Vagabundus” de Ídio Chichava... “Exactamente. São estreias, vamos assim dizer. O Osvaldo Passarivo mostra, pela primeira vez, o seu trabalho individual que para nós também é de muita significância, sendo que ele não só esteve em tournée com Ídio Chichava, mas esteve também a trabalhar na peça do Victor Hugo Pontes. Para nós, depois de toda esta experiência que ele teve com estes coreógrafos, mostrar o trabalho dele é também apresentar ao mundo este jovem coreógrafo.” O festival arranca a 24 de Novembro com a estreia de “Dzuza", que é a mais recente criação do moçambicano Ídio Chichava. Porquê abrir com Ídio Chichava? “Acho que é óbvio. O Ídio Chichava é para nós, actualmente, uma grande referência em Moçambique e no continente africano, sendo que ele veio romper com vários padrões de se estar no mundo da dança e na criação da dança contemporânea no continente africano. Ele emergiu há muitos anos, mas há três anos é que ele começa a fazer-se sentir no mundo e através da sua peça, ‘Vagabundus', que está ainda em digressão - vai fazer agora mais de dois anos em digressão.  Ele sempre me disse que, durante as tournées, todos os momentos que se pensava que eram momentos mortos, eram momentos de criação. Então, é esse trabalho que ele nos vai mostrar pela primeira vez aqui em Moçambique.” Apesar de ser uma Bienal de dança moçambicana, vocês abrem a criadores estrangeiros. Quem são os nomes estrangeiros escolhidos e porquê? “Todos os artistas que aqui estão e que foram selecionados representam tudo o que é esta Bienal. Primeiro, queríamos fazer desta Bienal uma espécie de uma janela da região. Convidámos alguns artistas aqui da região, como é o caso do Stephen Bongarçon, que é uma das referências das Maurícias. Também temos uma artista espanhola, a Raquel Gualtero, que traz a peça “360°”, que é um espectáculo muito simples, mas muito impactante que vamos fazer num museu para abrir para outros públicos e porque queremos contribuir para a discussão de trabalhos fora da caixa negra, isto é, fora do teatro. Então, trazer um trabalho impactante como este é levantar esta discussão e estas conversas que precisamos ter aqui em Moçambique. Depois temos uma artista, Dorine Mugisha, da Tanzânia, e quando descobrimos este trabalho foi quase automático ter este solo da Dorine aqui em Moçambique. Vamos ter também um grande trabalho que é do Vusi Mdoyi, “Izithuthuthuku”, que é um trabalho que mistura muito o teatro e a dança, mas é sobretudo o lugar da performance, e narra este momento do Apartheid através das sonoridades feitas com as máquinas de escrever e o som das máquinas de coser. Temos, também, o “REPERTÓRIO N.3”, de que já falámos. Enfim, vamos abrindo e tocamos um bocadinho mais este lugar de não só tornar a Bienal focada em Moçambique ou focada somente para o continente africano. Convidámos a Maria Emília Gomes, brasileira, que é uma excelente performer, que reivindica o espaço do corpo negro nas artes no Brasil. Também temos a Iselin Brogeland, que nos traz um performance que vamos fazer pela primeira vez num cemitério e toda a gente pergunta-se ‘mas porquê?' É sairmos das caixas negras e irmos provocar outros lugares, outros espaços que normalmente não recebem a arte. Temos a Bibiana Figueiredo que estreia o trabalho que nos mostrou, em pequeno formato, na edição passada no 4° Andar. Também temos de Portugal a Teresa Fabião, que tem um espectáculo que temos vindo a discutir há três, quatro anos e estamos muito contentes de ter esta trabalho ‘UNA' entre nós.” Esta edição não é só dança. “Esta edição decidiu abrir-se um pouco mais também para o teatro e para a performance. Temos uma peça importante da Isabel Jorge que vai ser mostrada na Casa Velha. E também vamos ter o Yuck Miranda, que é uma performance, ele vem do teatro, mas começa a experimentar outras formas de estar na arte, sobretudo na dança. Achamos que é de extrema importância mostrar artistas que vão experimentando outras formas. Pusemos também, durante quatro dias, uma conferência “Cenas Abertas”, que é pôr artistas do teatro, artistas da dança, artistas das artes visuais juntos para discutir e reflectir sobre a arte contemporânea. Temos também intervenção da arte visual, uma instalação em fotografia que envolve este prédio do 4° Andar, que vai ser a primeira exposição que a gente vai inaugurar, mesmo antes de iniciar o Kinani, que é do Mário Forjaz, um fotógrafo que também vai tocando outras áreas. Para além desta instalação, vamos ter umas instalações na Casa Velha, uma delas que é em memória ao Domingos Bié, que foi um jovem bailarino que já não está entre nós, e também vamos ter uma instalação de Walter Verdin que vai contar nos através das suas lentes, através da sua câmara, o percurso do que foram os 20 anos da história da dança em Moçambique, sendo que ele andou a acompanhar, filmando, documentando.” Relativamente à dança moçambicana, esta Bienal de dança moçambicana acaba por ser a vitrina da criação que se faz em Moçambique e que está a dar cartas cá fora, nomeadamente com Ídio Chichava, como se viu na Bienal de Dança de Lyon deste ano. Como é que está a dança moçambicana? “Por conhecer um pouco o continente e por estar a trabalhar em vários festivais no nosso continente, isso permite-me, de alguma forma, olhar de uma forma holística o continente. Digo que Moçambique está muito para a frente, isto é, o sentido criativo e o sentido da dança em Moçambique é uma coisa impressionante. A dança está a borbulhar em Moçambique. A dança está viva e os artistas estão muito ávidos deste lugar criativo, deste lugar de trazer novas propostas para o mundo. Moçambique, sem sombra de dúvida, é incontornável para o que está se a fazer no continente hoje.” Há alguma ligação, nesta edição, com os 50 anos da independência de Moçambique? “O espectáculo do Yuck Miranda é sobre este corpo da independência porque ele aborda este lugar da história de Moçambique, mas leva por uma outra vertente que é este lugar desconhecido, a comunidade que sempre existiu, mas nunca se falou dela, LGBQTI+, antes da independência. Então, ele fez uma pesquisa sobre este lugar, este corpo que não podia se expressar porque não tinha espaço para se expressar como homossexual, etc. Para nós, a bandeira dos 50 anos da Independência está justamente neste performance.”

Farofa Conceito
LUX da Rosalía, indicados ao Grammy, Fragmentos da Ludmilla e Bandaids da Katy Perry: o que achamos?

Farofa Conceito

Play Episode Listen Later Nov 10, 2025 91:00


Dia a dia com a Palavra
Quem está desesperado tem pressa!

Dia a dia com a Palavra

Play Episode Listen Later Nov 6, 2025 1:26


Já ouviu a frase: "Quem tem fome, tem pressa"? Se eu fosse contextualizar essa frase eu diria: "Quem está desesperado e aflito tem pressa"Nós seres humanos não sabemos lidar com o sofrimento e nem deveríamos. Fomos criados para a vida e não para a morte. O sofrimento é contrário ao projeto de Deus.E a pressa, tão comum a quem está sofrendo, faz o tempo mudar. Um minuto se torna uma hora, um dia, como trinta. Achamos que tudo está demorando demais.A pressa e o sofrimento podem te levar ao desespero. E o desespero, como o próprio nome já diz, é um lugar muito ruim, marcado pela falta de esperança.Veja o que o Salmo 22 no verso 2 diz: "Deus meu, clamo de dia, e não me respondes; também de noite, porém não tenho sossego." Este sem dúvidas é o registro de alguém aflito e com pressa, quase em modo de desespero. Mas precisa ser assim?Em tempos de paz e calmaria, perceba que o Senhor está cuidando e Ele nunca abandona. Mas quando o sofrimento chegar, porque um dia ele chega, não se desespere, pois no tempo certo, o socorro virá! Deus sempre age no tempo certo!

Observatório Feminino
Podcast discute tabus sobre sexualidade, menopausa e violência de gênero | Observatório Feminino

Observatório Feminino

Play Episode Listen Later Oct 26, 2025 21:04


Falar sobre sexo em 2025 ainda é um tabu entre muitos adultos e, quando o assunto envolve crianças, o silêncio costuma ser ainda maior. O tema, que deveria ser tratado com naturalidade, continua despertando constrangimento e medo dentro de casa. No entanto, é justamente na infância que o diálogo sobre o corpo, o respeito e os limites deve começar, de forma leve, amorosa e adequada à idade.Pensando nisso, a psicóloga e sexóloga Cida Lopes, junto com a neta Júlia Lopes, lançou o livro Soltando os grilinhos. A obra, voltada a pais e responsáveis por crianças de 3 a 8 anos, traz orientações práticas para responder às primeiras curiosidades sobre sexo e sexualidade.O Observatório Feminino também comenta o caso de Christina Maciel Oliveira, mulher trans de 45 anos, assassinada a chutes pelo ex-companheiro, Matheus Henrique Santos Rodrigues, de 36 anos, na Rua Padre Pedro Pinto, em Venda Nova, uma das mais movimentadas de Belo Horizonte. O agressor foi preso em flagrante. As imagens mostram o momento em que ele ataca Christina com socos e chutes, em uma ação que durou apenas 12 segundos.Outro tema abordado é o Dia Mundial da Menopausa, celebrado em outubro. A atriz Flávia Alessandra, de 51 anos, compartilhou publicamente as transformações que tem vivido com o início da menopausa — como insônia, dores e ondas de calor — e destacou a importância de falar sobre o tema. “Achamos que menopausa é só ‘calor', mas o corpo muda de tantas formas. Falar sobre isso é quase um ato político. A gente precisa tirar o peso e o silêncio dessa fase”, afirmou a atriz.O podcastO podcast Observatório Feminino vai ao ar todos os domingos, às 8h30, na Rádio Itatiaia. Você também pode ouvir os episódios nas plataformas de áudio, e no Youtube da Rádio de Minas.

DIÁRIO DE BORDO
#1487 - Achamos que não vai dar bom e I Love Dicks

DIÁRIO DE BORDO

Play Episode Listen Later Oct 14, 2025 29:28


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QueIssoAssim
Livros em Cartaz 083 – Misery: Louca Obsessão

QueIssoAssim

Play Episode Listen Later Sep 17, 2025 101:11


Longe das rodas literárias, a caminho da sua casa, Paul Sheldon um escritor muito popular sofre um acidade e acaba resgatado por uma grande fã. Sorte? Achamos que não! Em Misery: Louca Obsessão Mr. King mostra que o amor pode - de fato! - ser demonstrado por dor, pés arrancados, traumas, além de tortura e sofrimento. Vem tirar suas próprias conclusões e ajudar Andreia D'Oliveira e Gabi Idealli a descobrir se a obra é apenas ficção ou um forte receio. Comentados no Episódio Lista do AFI dos 100 maiores heróis e vilões do cinema Misery: Louca Obsessão, romance escrito por Stephen King Misery: Louca Obsessão (1990 ‧ Terror/Crime ‧ 1h 47m), dirigido por Rob Reiner Artigo "A indústria cultural: o iluminismo como mistificação de massas" de Theodor Adorno e Max Horkheimer Livros em Cartaz 014 – Primavera King! À Espera de um Milagre (1999 ‧ Crime/Fantasia ‧ 3h 9m) dirigido por Frank Darabont O Aprendiz (1998 ‧ Terror/Ficção policial ‧ 1h 51m) dirigido por Bryan Singer Um Sonho de Liberdade (1994 ‧ Thriller/Ficção policial ‧ 2h 22m) dirigido por Frank Darabont

Diário Mágicko
PA #46 – Hábitos Mentais: Pensamentos Repetitivos, Intrusivos e Induzidos

Diário Mágicko

Play Episode Listen Later Aug 7, 2025 137:59


Ai sim! Você já percebeu que o nosso processamento mental é variável. Há dias em que conseguimos ler e decodificar textos difíceis, encontramos soluções impensadas, nos dedicamos a tarefas desafiadoras e sentimos a mente afiada. Em outros dias nos sentimos “sem cabeça” para determinadas demandas, indispostos e com a sensação de mente nublada. A maioria de nós não tem consciência dos próprios pensamentos. Achamos que temos, mas não sabemos realmente como é a nossa natureza interna. Não sabemos quais são os tópicos que pululam o nosso inconsciente, não entendemos como a nossa mente individual opera, quais são seus limites, quais são seus estímulos, qual é a dimensão da sua funcionalidade e como ela se afeta e é influenciada pelo cotidiano. Muitas vezes a superestimamos. E nos fazemos insensíveis às suas necessidades por que nos é conveniente. Por que nos tratamos como máquinas, por que exigimos performances automáticas de nós mesmos. Por que nos separamos do nosso corpo, e da nossa mente, e das nossas emoções, e da nossa vida. Segmentados, deslizamos pela vida com expectativas irreais e com desejos artificiais que, mesmo quando satisfeitos, trazem-nos mais frustração e descontentamento. Esse episódio vai revelar uma série de aspectos do nosso funcionamento interno. Toda pessoa que está num caminho de desenvolvimento espiritual precisa se ocupar de suas funções mentais. É preciso que nos reintegremos, que aprendemos a gerenciar nossos recursos internos não só pela aquisição de poder pessoal, mas por que, em breve, a vida se tornará insustentável para quem não tem esse tipo de autonomia. Vem que a gente vai te ensinar alguns truques preciosos! – Envie seu relato!

Dodgers Cast
DODGERS CAST – EP 237 – FIM DA TRADE DEADLINE: O QUE ACHAMOS!

Dodgers Cast

Play Episode Listen Later Aug 1, 2025 47:49


Acabou a temporada de trocas e os Dodgers resolveram fazer apenas adições pontuais para a franquia: nenhuma grande troca e a partida de jogadores criados na nossa farm system. Neste episódio Thiago Cordeiro, Fernando Franca e Gabriel Barros falam sobre o trabalho feito pela diretoria com a vinda de Brock Stewart e Alex Call para o time principal.Além disso, a volta de Blake Snell, a saída precoce de Ohtani no último jogo e muito mais!Acompanhe e compartilhe o nosso Dodgers Cast!See omnystudio.com/listener for privacy information.

(Mais Um) Podcast De Casal
#246 Será que achamos nosso apartamento??

(Mais Um) Podcast De Casal

Play Episode Listen Later Jun 30, 2025 59:55


"Outspoken" ou em bom português "boca de sacola".Fale com a gente pelo e-mail maisumpodcastdecasal@gmail.com ou por Bluesky ou Instagram: @leitecruz e @thellocaeto.Veja todos os lugares onde você pode nos ouvir: https://linktr.ee/mais1podcasalSe você ouve a gente pelo Spotify, deixe seu comentário na caixinha de perguntas!

Coluna Palmeiras
Coluna Palmeiras #206 - Achamos um jeito de jogar

Coluna Palmeiras

Play Episode Listen Later May 20, 2025 33:51


E independente do campo, o jeito de jogar não muda, o que até o momento nos garante a liderança do Brasileirão.

VILGERCAST
INVENCÍVEL 3ª temporada FOI A PIOR? O que ACHAMOS dessa CONTINUAÇÃO? | Toca du Corvo 58

VILGERCAST

Play Episode Listen Later May 9, 2025 23:27


INVENCÍVEL 3ª temporada | FOI A PIOR? O que ACHAMOS dessa CONTINUAÇÃO?No episódio de hoje vamos opinar sobre a terceira temporada de Invencível e se o terceiro ano da séries rendeu ou se foi uma decepção com animações ruins, então deixe seu like e apoio para fortalecer esse canal que em breve chegamos em 1.000 inscritos!!Compartilhando com amigos é a melhor forma de ajudar gratuitamente o canal. O que achou dessa temporada? Bora debater nos comentários.SIGA NOSSAS REDES SOCIAIShttps://linktr.ee/vilgerhttps://x.com/The_DatenoviskTENHO UM BLOGConteúdos legais que não são possíveis de trazer por hora no canal, bora conferir é de graça:https://tocaducorvo.substack.comPATOBAH DO MANO CANO&BITshttps://patobah.com.brSOBRE ESSA ANIMAÇÃOInvencível retorna três meses após os eventos do ano anterior. Temendo que os Viltrumitas cumpram a promessa de conquistar a Terra, Mark Grayson se esforça para melhorar as próprias habilidades para detê-los. Porém, enquanto trabalha para se aprimorar, ele se depara com segredos que o colocam em rota de colisão com Cecil, o chefe da Agência de Defesa Global (ADG).#primevideo #invencivel #marvel

Reportagem
Festival de Cinema Brasileiro de Paris homenageia Dira Paes e lança documentário sobre Cazuza

Reportagem

Play Episode Listen Later May 1, 2025 8:59


Uma calorosa homenagem à atriz e diretora Dira Paes marcou a abertura do Festival de Cinema Brasileiro de Paris, na terça-feira (29). Além da exibição de filmes em competição, a 27ª edição do evento promoveu o lançamento mundial do documentário “Cazuza, Boas Novas”, sobre os últimos anos de vida do cantor e compositor. Na abertura do festival, a atriz paraense Dira Paes recebeu um prêmio pelo conjunto de sua carreira e pela contribuição ao cinema nacional. “De norte a sul do país, ela atravessa épocas, gêneros e lutas com uma presença luminosa”, diz a direção do festival, que programou cinco filmes emblemáticos de sua trajetória, entre eles “Anahy de las Missiones”, “Manas” e seu primeiro longa como diretora, “Pasárgada”. “Durante a homenagem fui relembrando a minha trajetória. E vi o quanto essa estrada é longa, 40 anos. Recebi essa homenagem num ano tão especial quanto o ano do Brasil na França e a COP 30 na minha cidade, Belém. Eu acho que foi uma confluência astral que me permitiu esse momento tão especial da minha vida, que eu vou me lembrar para sempre”, afirmou Dira Paes em entrevista à RFI.Na telona, “Vitória”, com Fernanda Montenegro no papel principal, foi o filme escolhido para a abertura do festival. Com a morte do diretor Breno Silveira no primeiro dia de filmagem, Andrucha Waddington assumiu o longa, baseado na história verídica de uma aposentada do Rio de Janeiro, Joana da Paz, que lutou e conseguiu denunciar a ação de traficantes de drogas e policiais corruptos que acabaram presos. O ator Alan Rocha, que vive um jornalista na trama, apresentou o filme, recebido com muito entusiasmo pela plateia que lotou o cinema L'Arlequin.“Esse filme presta muitas homenagens, à dona Joana, ao Breno e à nossa grande dama do cinema, a dona Fernanda (Montenegro). Estar aqui representando esse filme que traz essa grande artista brasileira, conhecida mundialmente, é muito importante e gratificante. Estou muito emocionado, muito feliz de estar aqui me assistindo mais uma vez nesse filme, mas num lugar diferente, como artista, em outro país”, disse o ator.Lançamento mundial de documentário sobre CazuzaImportante vitrine da cinematografia brasileira na França, o Festival de Cinema Brasileiro de Paris, fundado e dirigido por Katia Adler, oferece durante uma semana uma programação variada. Nesta edição, são oito filmes em competição, além de um panorama de obras de ficção e documentários que exploram a diversidade da produção, muitas delas exibidas com a presença de artistas e produtores que debatem com o público após as projeções.O documentário “Cazuza, Boas Novas”, que teve sua estreia mundial no festival, foi apresentado pelos produtores Guilherme Arruda, Roberto Moret e Malu Valois.O filme de Nilo Romero, que trabalhou com Cazuza, retraça com imagens de arquivo, fotos e vídeos, além de testemunhos de familiares e amigos próximos, os últimos dois anos de vida do cantor e compositor, que morreu de Aids em 1990.“Consideramos esse período o mais interessante da vida dele, porque quando ele recebe o diagnóstico da doença, ele muda um pouco a forma de enxergar a criação. Achamos que esse período da criação dele diz mais sobre o artista e a cultura brasileira. Além disso, o produtor musical (Nilo Romero) esteve muito próximo do Cazuza nesse período. Então foi unir o útil ao agradável. Achávamos que era um recorte histórico bem relevante”, destaca Moret. “Desde o início desse projeto, fizemos um pacto de reverenciar a memória do Cazuza”, acrescenta.Para Malu Valois, o filme tem também a vocação de mostrar Cazuza para diversas gerações. “O Cazuza tem uma coisa de poeta mesmo, ele escreveu coisas lindas que são atemporais. Todo mundo que escuta a obra do Cazuza é impactado, é sensibilizado, independentemente de ter convivido na mesma geração. Muita gente está conhecendo e vai conhecer o Cazuza através do nosso filme, e acho que vai ter um grande apaixonamento de novo do Brasil pelo Cazuza”, afirma, confiante, após avaliar a reação do público do festival parisiense.“O público reagiu super bem, rindo em momentos mais leves do filme. Isso é importante também, porque, apesar de ser um filme pesado, sobre uma pessoa que está adoecendo, tem também o Cazuza e essa sua leveza. Tínhamos um pouco de medo de o público não reconhecer esses momentos, de rir e interagir. Hoje foi uma amostra de que conseguimos isso, tem essa leveza apesar do tema pesado”, celebra Malu.A repercussão do público e da crítica no exterior é importante para preparar o lançamento do filme no Brasil, em julho, destaca o produtor Guilherme Arruda. “É muito difícil lançar documentário no Brasil. Estamos com uma expectativa boa de conseguir um bom número de salas no Brasil todo. Então festivais como este, e como o In-Edit, que vamos participar em breve, ajudam a ouvir a reação do público, das pessoas, da imprensa, para conseguir uma penetração em um número maior de salas quando ele for lançado. Por isso a estratégia de lançar primeiro aqui fora”, explica.Nesta edição, uma sessão do festival é dedicada a alunos do colégio e ensino médio de um estabelecimento bilíngue na região parisiense. O documentário “Salut, Mês Ami.e.s”, sobre o único colégio público franco-brasileiro da América Latina, em Niterói, foi escolhido para mostrar a ligação e os temas que unem os dois países.A diretora, Liliane Mutti, que já apresentou documentários sobre Miúcha e o produtor Robertinho Chaves no mesmo festival, apresenta seu trabalho, lançado em 2023, sobre a vivência do grupo de jovens do estabelecimento durante a pandemia.“Estudantes de várias regiões do Rio de Janeiro vão estudar nessa escola. O recorte foi o ano da pandemia, quando a escola reabre, mas eles voltam com máscaras no último ano da escola, após terem feito o penúltimo e antepenúltimo ano em casa. Então, eles se encontraram e se despediram. Foi o último ano deles juntos porque eles se questionam, depois da escola, o que fica? O filme traz essa provocação e, ao mesmo tempo, coloca em perspectiva o ensino público francês e o brasileiro”, diz.O Festival de Cinema Brasileiro de Paris, no cinema L'Arlequin, vai até terça-feira, 6 de maio.

Tribo Forte Podcast: Saúde. Boa Forma. Estilo De Vida!
TF Extra #508 - As 3 Coisas Que Ela Fez Pra Desinchar Em Apenas 17 Dias

Tribo Forte Podcast: Saúde. Boa Forma. Estilo De Vida!

Play Episode Listen Later Apr 28, 2025 12:36


Nós geralmente subestimamos o poder do nosso corpo de se curar e se recuperar quando começamos a ajudá-lo com simples mudanças na alimentação e estilo de vida..  Achamos que é preciso sofrer para desinchar, emagrecer e ser saudável, mas na verdade isso é oposto da verdade..  Então vem comigo agora pra vermos as 3 coisas que a Jaci aplicou na sua rotina pra chegar rapidamente neste resultado e que você também pode considerar fazer a partir de agora...

Stock Pickers
#272 MARCOS MENDES: O BRASIL SEM SOLUÇÃO

Stock Pickers

Play Episode Listen Later Feb 20, 2025 59:31


O Brasil não tem solução, é simples. O complexo é entender o porque disso tudo.Marcos Mendes talvez seja a maior referência no Brasil sobre este tema. Como consultor, desvenda esses mistérios até para as principais mentes de investimento do país - inclusive aqueles e aquelas que sempre estão nos nossos episódios.Achamos difícil sair desse conteúdo sem entender de fato o que está acontecendo com o país. Aperta o play e aproveite a aula!________________Siga o Stock Pickers em todas as redes sociais: https://linktr.ee/stockpickers_​​

radinho de pilha
de onde veio tanta água no mundo? a banalidade do Mal, achamos mais um Anel de Einstein!

radinho de pilha

Play Episode Listen Later Feb 19, 2025 36:26


André DahmerSaiu na folha https://x.com/malvados/status/1892156417781403782/photo/1 Estas esferas reúnem toda a água e ar da Terra https://gizmodo.uol.com.br/esferas-agua-ar/ Credit FELIX PHARAND-DESCHENES, GLOBAIA / SCIENCE PHOTO LIBRARY https://www.sciencephoto.com/media/684953/view All the Earth's Water and Air https://ourplnt.com/water-air-earth/ The Rest Is HistoryHow Germany justified its aggression in WW1… https://x.com/TheRestHistory/status/1892140413454012673 Auschwitz Memorial https://bsky.app/profile/auschwitzmemorial.bsky.social FactPostTrump official announces that Trump has signed an executive ... Read more The post de onde veio tanta água no mundo? a banalidade do Mal, achamos mais um Anel de Einstein! appeared first on radinho de pilha.

Chicotadas
O que achamos de Babygirl? Praticantes de BDSM debatem sobre os pontos positivos e negativos do filme (Clube dos Apoiadores #11)

Chicotadas

Play Episode Listen Later Feb 17, 2025 98:13


Desde sua estreia nos cinemas, em janeiro de 2025, o filme Babygirl tem dividido opiniões dentro e fora da nossa comunidade. É certo que o roteiro fala de desejos proibidos, aceitação de fetiches e relações de poder erotizadas, mas dá pra dizer que é um filme sobre BDSM? O que pensamos sobre as relações de poder retratadas no filme? Quais são os pontos positivos e negativos da obra? Nossa equipe e apoiadores recomendam que vocês assistam? Nessa chamada com apoiadores, debatemos sobre os diversos temas abordados pelo longa, e trazemos opiniões muito divergentes: algumas pessoas adoraram o filme e outras odiaram, mas certamente há pontos sobre osquais todos os presentes concordaram. Vem participar dessa conversa com a gente e deixe sua opinião no comentários do Spotify, do YouTube e no post da vitrine do Instagram. Ainda não assistiu ao filme? Pode ouvir o início, os as análises com spoilers só começam a partir do minuto 34.Quer participar do nosso próximo encontro? Basta apoiar o Chicotadas em https://apoia.se/chicotadas e votar nas enquetes no nosso grupo do Telegram!                              Episódio gravado em 1º de fevereiro de 2025.Equipe presente: Ada @aleneouada, Roxy @roxylustFalaram: Fernanda Bonfim de Juiz de Fora @fe.tichista, Lui Castanho de SP @luicastanho, Poli de São José dos Campos @pessoasnaomono, Sakura de SP @sa.kura_hime, Gaius de Brasilia @g.aius_, Morena de SP @morena_femdom2,Diana do RJ @dianagoulart.psi, Sabrina do RJ @sabrina_filidoniaFizeram comentários/acompanharam: Well de Maringá@seis.milimetros, Yultan de BH @yult4n, Lu Oli de Brasilia @luoli.sub, Kitt Volpe de Campinas @kitt.volpe, Ace n Kink de MG @acenkink, Vitor de SP @vitor.luz.poiato.Babygirl é um filme escrito e dirigido por Halina Reijn eestrelado por Nicole Kidman, Harris Dickinson e Antonio Banderas. A vitrine do episódio é uma arte com desenhos. Com um fundo vermelho escuro, ela tem o desenho de uma claquete de cinema vermelho claro com o título do episódio em bege e vermelho: o que achamos de Babygirl? Um debate de praticantes de BDSM sobre os pontos positivos e negativos do filme. Também é possível ver desenhos de linhas e a logo do Chicotadas. Minutagens: 0:53 Introdução do episódio e pessoas presentes 2:58 Review sem spoilers: qual é a história do filme? Recomendamos para quem está ouvindo? O filme é sobre BDSM?Falaram: Sabrina, Lui Castanho, Morena, Gaius, Diana, Fe Bonfim, Poli, SakuraTemas: sinopse, início do filme, relação da Romy com os desejos dela, age play, pornô, início da prática, sexualidade feminina, trauma, terapia, poder, "Amor com Fetiche", "50 Tons de Cinza", casamento cis hetero, comunicação, frustração sexual, pesquisa, raiva dos personagens, reação do público, perspectiva de baunilhas, autoconhecimento.Episódios sobre Age Play: episódio 26 (jogos de idades no BDSM) e chicotinho 21 (Kitty Kaninchen). Post “Filmes e séries não existem para ser guias de BDSM” https://www.instagram.com/p/DFOQ2KaSu48/ 32:18 Recado do https://apoia.se/chicotadas 34:10 Análise com spoilers: desenrolar do filme, temas, pontos positivos e negativos, melhores e piores cenas etc.Falaram: Lui, Sabrina, Diana, Poli, Gaius, Morena.Comentários: Kitt, Yultan, Diana, Luoli, Gaius, Poli, Sabrina, Well, Lui.Temas: final feliz?, limites, negociação, riscos, fear play, manipulação, blackmail, lacunas e cenas incompletas, debate de consentimento, top drop, inseguranças do top, filmes devem ensinar?, subestimar inteligência do público, cena do copo de leite, tesão psicológico, subspace, pet play invasão de privacidade, limites rígidos, relação D/s, cenas que não gostamos, falas didáticas, cena de father figure, cena da rave, liberdade da pessoa dominante, subversão de estereótipos, feminismo, assédio sexual, ética no trabalhoReels “5 curiosidades sobre Babygirl” https://www.instagram.com/reel/DFGbnlcyIZn/1:35:26 Despedidas e aftercarehttps://linktr.ee/chicotadas

Caio Carneiro - Podcast Fod*
Você Não É Seu Corpo, Seus Bens, Nem Seu Trabalho |✅ Jacob Petry no COMECE BEM O DIA! #105

Caio Carneiro - Podcast Fod*

Play Episode Listen Later Jan 4, 2025 2:43


Assista ao episódio completo com Jacob Petry clicando aqui. Você Não É Seu Corpo, Seus Bens, Nem Seu Trabalho |✅ Jacob Petry no COMECE BEM O DIA! #105 Jacob Petry nos leva a uma reflexão profunda sobre a verdadeira natureza da vida e do fim da jornada terrena. Ele desafia a visão convencional de que o fim é o ponto final. Na verdade, ele nos lembra que o oposto do fim não é a vida, mas o nascimento. A vida, de fato, é eterna. Quando chegamos ao fim da nossa jornada, deixamos para trás tudo o que não somos: nossos bens, nossos carros, nossas posses, nosso corpo, nosso trabalho. O fim é, na verdade, o despir de todas as ilusões que acumulamos ao longo da vida. Ele revela a essência do que realmente somos, além das máscaras que vestimos no cotidiano. Muitas vezes, vivemos de forma inconsciente, identificando-nos com aquilo que não somos. Achamos que somos nossos bens, nossa imagem ou nossas conquistas, mas a verdadeira liberdade está em perceber que não somos nada disso. Ao nos libertarmos dessa identificação, podemos viver uma vida mais autêntica, mais conectada com nossa verdadeira essência. A vida é eterna, e o fim da jornada terrena é apenas uma transição. Quando olhamos para a vida sob essa perspectiva, somos capazes de viver com mais clareza, desapego e propósito. O que você tem identificado como "você"? Que tal começar a se despir das ilusões agora, enquanto ainda está vivo, para descobrir sua verdadeira essência?

Podtrash
Podtrash 741 – Refugo: Filmes que já achamos que fizemos e aqueles que gostaríamos de ter feito

Podtrash

Play Episode Listen Later Nov 9, 2024 58:26


Horror! Medo! Desespero! Sofrimento! Pânico! Saudades! Nesta semana o Podtrash se reuniu para bater um papo sobre pautas de episódios que já fizemos e que algum participante não gravou e gostaria de comentar, além de filmes que no imaginário dos participantes já foi gravado mas que na verdade não foram! Duração: 58 minutos ELENCOAlmightyBruno GunterDemétrius […]

Casa do Corvo
Casa Do Corvo Podcast 256 - Achamos o One Piece!

Casa do Corvo

Play Episode Listen Later Oct 24, 2024 43:51


O ONE PIECE É NOSSO! Foi mal, Luffy, mas a festa quem deu foi o Baltimore Ravens, e o baile foi em Raymond James Stadium! Mas isso quer dizer que as coisas estão perfeitas? Longe disso. E nesse programa vamos continuar falando disso, fora os milhares de elogios ao ataque que, convenhamos, É O MELHOR DA NFL (AND STILL)!Quer navegar seguro em qualquer lugar e ainda ter um monte de outros serviços para te proteger na internet? Então você quer o serviço da Surfshark! Clicando NESTE LINK AQUI, você garante cinco meses na faixa! Confira as canecas da Casa Do Corvo na nossa loja:https://store.somosfnn.com.br/?cat=casa-do-corvo Seja torcedor de elite e financie este podcast através do apoia.se ou também pelo PicPay Assinaturas! Fazendo seu cadastro no picpay com o cupom YF8O, você ganha de volta RS10,00 Você também pode colaborar fazendo uma doação através do PIX: casadocorvobr@gmail.com Entre em contato conosco através das nossas redes sociais: Meta: @casadocorvobrDemais redes: @CasaDoCorvo ENTRE NO NOSSO SERVIDOR DO DISCORD E FAÇA PARTE DA COMUNIDADE MAIS ELITE DE TODAS!See omnystudio.com/listener for privacy information.

Devocionais Pão Diário
Devocional Pão Diário | Os números do perdão

Devocionais Pão Diário

Play Episode Listen Later Oct 20, 2024 2:13


Leitura bíblica do dia: Mateus 18:21-35 Plano de leitura anual: Isaías 59-61; 2 Tessalonicenses 3 Literalmente, as contas dessa passagem bíblica são fáceis de fazer. Na conta de Pedro, deve-se perdoar apenas sete vezes. Nas contas de Jesus, 490. Estamos acostumados com números astronômicos, mas, para Jesus, o uso do sete vezes 70 tem o significado da perfeição ou plenitude. Contudo, já que a questão colocada por Pedro envolve números, eu gostaria de fazer a conta do perdão. Primeiramente, é importante lembrar que todos somos alvo de um perdão que não pode ser medido. Muitas vezes nossa dificuldade de perdoar os outros é nossa falta de habilidade de entender a capacidade de Deus nos perdoar. Achamos que somos superiores quando negamos o perdão ao próximo, mas esquecemos que fizemos todo tipo de mal contra Deus, e mesmo assim Ele nos perdoou de graça. Agora, usando a linguagem da contabilidade, não perdoar gera um passivo insuportável para nós. O passivo é algo que precisamos resolver. Ele é gerado quando, ao invés de perdoar, armazenamos mágoa, rancor, e isso nos abala. O perdão é uma oportunidade para colocar a doçura no lugar da amargura. E, por último, o perdão propicia um alívio incomparável. Quando deixamos fluir em direção ao próximo o mesmo perdão que recebemos de Deus, experimentamos uma leveza em nossa alma. Andamos mais livres, leves e soltos. Até quantas vezes se deve perdoar? Sempre! Por: Juarez Marcondes Filho

Mais Coisa Menos Coisa
EP24 - Sogras e o que achamos delas, Participar num Reality, Incêndios

Mais Coisa Menos Coisa

Play Episode Listen Later Sep 23, 2024 58:41


Neste longo episódio não faltam bons temas... Começamos com as dicas do melhor cozinheiro de panados da tuga (aka Daniel) e com mais um pedido de ajuda da Ana sobre como lidar com um agarrado (parte 839482). Pelo meio falamos de como seria a nossa participação num Reality e como são as nossas relações com sogras. Terminámos com o inicio e fim de uma bonita história de amor under the sea e com os incêndios em Portugal. Não percam!!Redes: Estrela do podcast: https://www.instagram.com/viajarmaiscommenos/Daniel: https://www.instagram.com/danielvieira.8/

Mamilos
Amigas, um escudo para a autoestima

Mamilos

Play Episode Listen Later Sep 18, 2024 61:46


Mamileiros e mamiletes, no programa da semana passada, começamos uma conversa sobre como construir ou reconstruir a nossa autoestima com a Ana Fontes e a Valéria Tinoco. Se você não ouviu, já fica aqui o convite para ouvir também essa parte da conversa porque ela está muito interessante. É o Mamilos 469 “Autoestima: como (re)construir?”. Hoje, na segunda parte dessa conversa sobre como a gente pode viver com mais confiança e leveza no mundo, a gente quer debater sobre como podemos formar uma rede de amigas e como podemos ser amigas legais para outras mulheres. Reunimos um super time de mulheres pra nos ajudar nesse papo: Fe Lopes, psicóloga e psicanalista, Larissa Magrisso, fundadora da Lúcidas, e Maíra Matta, profissional de marketing na indústria de cosméticos e beleza. Vamos juntas! _____ L'ÓREAL PARIS L'Oréal Paris reuniu mulheres incríveis no evento Você Vale Muito, realizado em São Paulo na noite do dia 12 de setembro. Foi uma celebração da beleza como catalisadora da autoestima. No palco estavam Taís Araújo, Zezé Motta, Gabi Lorran, Cris Guterres, Larissa Manoela e muitas outras. E ainda teve show da Liniker! O clima estava de puro poder. Nas conversas promovidas no evento, ficou claro que temos que olhar para dentro de nós para encontrarmos nosso próprio valor. Um exemplo disso foi dado pela compositora e modelo francesa Yseult. Ela disse que ter se envolvido com a moda a ajudou a ter mais consciência corporal e saber melhor se movimentar e se posicionar no palco, na frente das câmeras e diante das luzes. Achamos essa visão ótima! Mas também é fundamental estarmos cercadas por pessoas que podem nos ajudar na nossa trajetória. A atriz Zezé Motta deu exemplo de como ela fez isso. Ela contou que criou o Centro de Informação e Documentação do Artista Negro por conta de ter percebido a quase invisibilidade do negro na mídia. Assim, muitas artistas negras tiveram suas histórias registradas para posteridade. L'Oréal Paris é uma marca com valores femininos e feministas. Há 65 anos no Brasil, apoia cada mulher em sua jornada para o empoderamento, para que ela possa se tornar quem ela quiser. Por meio do slogan ‘Você Vale Muito', L'Oréal Paris lembra todas as mulheres que sua individualidade é seu maior poder. L'Oréal Paris, porque você vale muito. _____ FALE CONOSCO . Email: mamilos@mamilos.me _____ CONTRIBUA COM O MAMILOS Quem apoia o Mamilos ajuda a manter o podcast no ar e ainda participa do nosso grupo especial no Telegram. É só R$9,90 por mês! Quem assina não abre mão. https://www.catarse.me/mamilos _____ Equipe Mamilos Mamilos é uma produção do B9 A apresentação é de Cris Bartis e Ju Wallauer. Pra ouvir todos episódios, assine nosso feed ou acesse mamilos.b9.com.br Quem coordenou essa produção foi Beatriz Souza. A edição foi de Mariana Leão e as trilhas sonoras, de Angie Lopez. A coordenação digital é feita por Agê Barros. O B9 tem direção executiva de Cris Bartis, Ju Wallauer e Carlos Merigo. O atendimento e negócios é feito por Telma Zennaro.

biblecast.net.br - A Fé vem pelo Ouvir

Por Pr. Luiz Sayão.

Igreja Batista Nações Unidas
Achamos a casa de Deus

Igreja Batista Nações Unidas

Play Episode Listen Later Aug 4, 2024 45:36


Por Pr. Luiz Sayão.

Inteligência para a sua vida
#1172: AÍ LEMOS A CARTA DE JOÃO E ACHAMOS ISTO

Inteligência para a sua vida

Play Episode Listen Later Jun 27, 2024 11:50


Suas atitudes, ações e reações no dia-a-dia demonstram o seu amor por Deus. "Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados. Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé." I João 5:3,4

Divã da Diva
#101 - FOMOS AO NOVO SHOW DA MADONNA! O QUE ACHAMOS?

Divã da Diva

Play Episode Listen Later Feb 2, 2024 73:37


Estamos de volta para compartilhar nossas opiniões e emoções sobre o show épico da rainha do pop, Madonna, em Nova York! Fomos até Nova York como dois fãs super empolgados e apaixonados pela maior diva pop de todos os tempos. E queremos dividir com vocês o que achamos do show, música por música. Se você é fã da Madonna, este é o episódio que você não pode perder!

Durma com essa
A suspensão da multa da J&F e o desmonte do lavajatismo

Durma com essa

Play Episode Listen Later Dec 21, 2023 15:00


Ao suspender a multa de R$ 10 bilhões que a J&F teria de pagar a fundos de pensão estatais e aos cofres públicos, Dias Toffoli acrescentou mais uma decisão judicial que põe em xeque a maneira como procuradores da República conduziram investigações anticorrupção nos anos recentes. O Durma com Essa desta quinta-feira (21) explica a decisão liminar do ministro do Supremo e mostra como ela se encaixa num contexto de desmonte do lavajatismo. O programa tem também Cesar Gaglioni comentando a lei da cota de tela e Luara Calvi Anic dando dicas culturais na seção “Achamos que vale”, inspirada na newsletter homônima da Gama Revista, que você pode assinar clicando aqui.Conheça nossos descontos de 60% para assinar o Nexo com o Google. É por tempo limitado!Assine o podcast: Spreaker | Apple Podcasts | Deezer | Google Podcasts | Spotify | Outros apps (RSS)Edição de áudio Pedro PastorizProdução de arte Mariana Simonetti

Durma com essa
A misoginia nas redes e o cerco ao invasor do perfil de Janja no X

Durma com essa

Play Episode Listen Later Dec 14, 2023 17:40


A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (14) uma nova operação para identificar quem invadiu o perfil no X (antigo Twitter) de Rosângela da Silva, a Janja. Um adolescente de 17 anos é o principal suspeito. O Durma com Essa relata o trabalho de investigação e explica como o caso expõe a misoginia nas redes sociais, assim como põe em xeque o poder de reação das plataformas. O programa tem também Isabela Cruz comentando a provação de Flávio Dino para o Supremo e Paulo Gonet para a Procuradoria-Geral da República, além de Isabelle Moreira Lima dando dicas culturais na seção “Achamos que vale”, inspirada na newsletter homônima da Gama Revista, que você pode assinar clicando aqui.Assine o podcast: Spreaker | Apple Podcasts | Deezer | Google Podcasts | Spotify | Outros apps (RSS)Edição de áudio Pedro PastorizProdução de arte Mariana Simonetti

Durma com essa
A privatização da Sabesp por Tarcísio foi devidamente debatida?

Durma com essa

Play Episode Listen Later Dec 7, 2023 20:40


Membros da oposição criticaram nesta quinta-feira (7) a aprovação no dia anterior pela Assembleia Legislativa de São Paulo do projeto de lei que autoriza a privatização da Sabesp. A sessão sobre a venda da estatal de saneamento teve tumulto e boicote de parlamentares contrários à proposta do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que segundo eles não foi devidamente debatida. O Durma com Essa fala sobre a tramitação acelerada do texto. O episódio também tem participação de Isadora Rupp comentando o efeito da crise causada pela Braskem na moradia em Maceió e de Luara Calvi Anic dando dicas culturais na seção “Achamos que vale”, inspirada na newsletter homônima da Gama Revista, que você pode assinar clicando aqui. Conheça nossos descontos de 60% para assinar o Nexo com o Google. É por tempo limitado!Assine o podcast: Spreaker | Apple Podcasts | Deezer | Google Podcasts | Spotify | Outros apps (RSS)Edição de áudio Pedro Pastoriz

Durma com essa
O poder de Henry Kissinger na definição dos rumos do século 20

Durma com essa

Play Episode Listen Later Nov 30, 2023 17:20


Henry Kissinger foi enterrado nesta quinta-feira (30) em Nova York. Figura central da política externa americana na segunda metade do século 20, ele ajudou a baixar as tensões da Guerra Fria, aproximou os EUA da China, realizou operações clandestinas em países estrangeiros e incentivou golpes militares na América do Sul. O Durma com Essa mostra como, para alguns, ele deve ser lembrado como um diplomata brilhante, enquanto, para outros, ele é um criminoso de guerra. O programa tem também Mariana Vick falando sobre o cumprimento de metas estabelecidas em conferências do clima da ONU e Luara Calvi Anic dando dicas culturais na seção “Achamos que vale”, inspirada na newsletter homônima da Gama Revista, que você pode assinar clicando aqui.Conheça nossos descontos de 60% para assinar o Nexo com o Google. É por tempo limitado!Assine o podcast: Spreaker | Apple Podcasts | Deezer | Google Podcasts | Spotify | Outros apps (RSS)Edição de áudio Pedro Pastoriz

Durma com essa
A manobra de estados para elevar imposto antes da reforma

Durma com essa

Play Episode Listen Later Nov 23, 2023 17:21


Seis estados do Sul e do Sudeste anunciaram projetos para aumentar a alíquota padrão do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Secretários da Fazenda de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul culpam a reforma tributária pela decisão. O Durma com Essa desta quinta-feira (23) fala do anúncio e explica os cálculos políticos da iniciativa. O programa tem também Isabela Cruz comentando a aprovação da PEC que restringe o poder individual de ministros do Supremo e Isabelle Moreira Lima dando dicas culturais na seção “Achamos que vale”, inspirada na newsletter homônima da Gama Revista, que você pode assinar clicando aqui.Assine o podcast: Spreaker | Apple Podcasts | Deezer | Google Podcasts | Spotify | Outros apps (RSS)Edição de áudio Pedro Pastoriz

Durma com essa
Deficit zero: meta de Haddad é mantida, ao menos no papel

Durma com essa

Play Episode Listen Later Nov 16, 2023 17:10


Danilo Forte (União Brasil-CE) disse nesta quinta-feira (16) que o governo Lula descartou patrocinar emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias que mudem a meta fiscal de deficit zero para 2024. Relator da matéria, o deputado ressaltou, porém, que isso pode vir a ocorrer no futuro. O Durma com Essa explica a disputa em torno do tema. O programa também tem Marcelo Roubicek contando como o calor extremo pressiona o sistema elétrico e Isabelle Moreira Lima dando dicas culturais na seção “Achamos que vale”, inspirada na newsletter homônima da Gama Revista, que você pode assinar clicando aqui.Veja aqui a programação completa da segunda edição do “Festival Nexo + Nexo Políticas Públicas: o Brasil em debate”, evento online e gratuito.Assine o podcast: Spreaker | Apple Podcasts | Deezer | Google Podcasts | Spotify | Outros apps (RSS)Edição de áudio Pedro Pastoriz

Divã da Diva
#91 - O QUE ACHAMOS DE DRAG RACE BRASIL? (CONTÉM SPOILERS!)

Divã da Diva

Play Episode Listen Later Nov 16, 2023 61:25


Olá Divos e Divas, O Drag Race chegou no Brasil depois de muitos anos! Esta semana tivemos a primeira Winner dessa competição... Pedimos a opinião de vocês sobre o programa e vocês hablaram muitooo! Também aproveitamos pra dar a nossa opinião e comentar alguns pontos! O Divã da Diva é o podcast oficial do Diva Depressão, com episódios inéditos toda quinta-feira! Quer ficar sabendo em primeira mão os assuntos dos próximos episódios e ainda participar do nosso podcast? Então segue a gente no Instagram do ⁠⁠⁠Podcast DivaDepressão⁠⁠⁠.

Durma com essa
A guerra do Oriente Médio na disputa política do Brasil

Durma com essa

Play Episode Listen Later Nov 9, 2023 14:00


Embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine negou nesta quinta-feira (9) que seu encontro no Congresso com o ex-presidente Jair Bolsonaro e parlamentares de oposição na véspera tenha sido um evento contrário ao governo Luiz Inácio Lula da Silva. O evento causou polêmica. E ilustra como o conflito do Oriente Médio penetrou na política nacional. O Durma com Essa relata esse e outros episódios em que a polarização da guerra se reproduz na polarização da disputa de poder no Brasil. O programa também tem Marcelo Roubicek falando da aprovação da reforma tributária no Senado e Luara Calvi Anic dando dicas culturais na seção “Achamos que vale”, inspirada na newsletter homônima da Gama Revista, que você pode assinar clicando aqui.Veja aqui a programação completa da segunda edição do “Festival Nexo + Nexo Políticas Públicas: o Brasil em debate”, evento online e gratuito.Assine o podcast: Spreaker | Apple Podcasts | Deezer | Google Podcasts | Spotify | Outros apps (RSS)Edição de áudio Pedro Pastoriz

Durma com essa
O apetite do centrão: ministérios, Caixa Econômica e não é só

Durma com essa

Play Episode Listen Later Oct 26, 2023 16:30


Arthur Lira (PP-AL) indicou o novo presidente da Caixa Econômica Federal. Além do banco e de dois ministérios, o centrão capitaneado pelo presidente da Câmara pleiteia agora mais acesso a cargos e verbas públicas. O Durma com Essa desta quinta-feira (26) explica o apetite do grupo que mantém uma pressão constante sobre o governo com a promessa de garantir votos em projetos no Congresso. O programa tem também a colunista Januária Cristina Alves falando sobre a importância da educação midiática e Isabelle Moreira Lima dando dicas culturais na seção “Achamos que vale”, inspirada na newsletter homônima da Gama Revista, que você pode assinar clicando aqui.Conheça nossos descontos de 60% para assinar o Nexo com o Google. É por tempo limitado! Assine o podcast: Spreaker | Apple Podcasts | Deezer | Google Podcasts | Spotify | Outros apps (RSS)Edição de áudio Pedro Pastoriz

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Avanços e dúvidas: o acordo entre governo e oposição na Venezuela

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Play Episode Listen Later Oct 19, 2023 17:50


O governo da Venezuela libertou presos ligados à oposição, como parte de um acordo fechado com seus adversários políticos. Os termos incluem também realização de eleições livres no segundo semestre de 2024, com a presença de observadores internacionais. Em contrapartida, os EUA suspenderam as sanções econômicas ao petróleo, ao gás e ao ouro do país sul-americano. O Durma com Essa desta quinta-feira (19) explica o processo de distensão política e as dúvidas que ainda pairam sobre ele. O programa tem também Isabela Cruz comentando o relatório final da CPI de 8 de janeiro no Congresso e Luara Calvi Anic dando dicas culturais na seção “Achamos que vale”, inspirada na newsletter homônima da Gama Revista, que você pode assinar clicando aqui.Conheça nossos descontos de 60% para assinar o Nexo com o Google. É por tempo limitado!Assine o podcast: Spreaker | Apple Podcasts | Deezer | Google Podcasts | Spotify | Outros apps (RSS)Edição de áudio Pedro PastorizColaboração de Marcelo Montanini

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As lacunas da proposta do Senado para o mercado de carbono

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Play Episode Listen Later Oct 5, 2023 18:10


O Senado aprovou na quarta-feira (4) o projeto de lei que cria o mercado regulado de carbono no Brasil. Mesmo sendo responsável por boa parte das emissões do país, o agronegócio ficou de fora da regulação, após um acordo entre o governo e a bancada ruralista. O texto — que ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados — recebeu críticas de ambientalistas, que repercutiram nesta quinta-feira (5). O Durma com Essa explica o que é esse mercado e o que diz a lei que tramita no Congresso. O programa tem também Marcelo Montanini falando sobre o prêmio Nobel de Literatura de 2023, e Isabelle Moreira Lima dando dicas culturais na seção “Achamos que vale”, inspirada na newsletter homônima da Gama Revista, que você pode assinar clicando aqui.Conheça nossos descontos de 60% para assinar o Nexo com o Google. É por tempo limitado!Assine o podcast: Spreaker | Apple Podcasts | Deezer | Google Podcasts | Spotify | Outros apps (RSS)Edição de áudio Pedro Pastoriz

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A influência da bancada ruralista no Congresso

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Play Episode Listen Later Sep 28, 2023 20:20


A Frente Parlamentar da Agropecuária, também conhecida como bancada ruralista, teve grande influência na votação que aprovou o projeto de lei que institui, entre outros pontos, o marco temporal como requisito para demarcação de terras indígenas. O Durma com Essa desta quinta-feira (28) conta a história da formação da bancada ruralista e explica o que deve acontecer com o projeto. O programa traz também Marcelo Roubicek comentando sobre o primeiro encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Roberto Campos Neto no terceiro mandato do petista e Isabelle Moreira Lima dando dicas culturais na seção “Achamos que vale”, inspirada na newsletter homônima da Gama Revista, que você pode assinar clicando aqui.Conheça nossos descontos de 60% para assinar o Nexo com o Google. É por tempo limitado!Assine o podcast: Spreaker | Apple Podcasts | Deezer | Google Podcasts | Spotify | Outros apps (RSS)Edição de áudio Pedro Pastoriz

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Mais boi do que gente: o que isso diz sobre o Brasil de 2023

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Play Episode Listen Later Sep 21, 2023 16:00


Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (21) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que o rebanho bovino atingiu um novo recorde no Brasil, com 234,4 milhões de cabeças de gado identificadas em 2022. A quantidade é maior que a de habitantes do país, que, segundo o Censo Demográfico 2022, tinha 203,1 milhões de pessoas até julho do último ano. O Durma com Essa explica o que os dados dizem sobre o Brasil de hoje, dos pontos de vista econômico e ambiental. O programa também traz Cesar Gaglioni falando sobre o término da cantora Luísa Sonza exposto em rede nacional de TV e Luara Calvi Anic dando dicas culturais na seção “Achamos que vale”, inspirada na newsletter homônima da Gama Revista, que você pode assinar clicando aqui.Conheça nossos descontos de 60% para assinar o Nexo com o Google. É por tempo limitado!Assine o podcast: Spreaker | Apple Podcasts | Deezer | Google Podcasts | Spotify | Outros apps (RSS)Edição de áudio Pedro Pastoriz

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O dinheiro da taxação das apostas esportivas nas mãos do centrão

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Play Episode Listen Later Sep 14, 2023 19:41


A Câmara dos Deputados aprovou em votação simbólica o projeto de lei que regulamenta as apostas esportivas e online no Brasil. O Durma com Essa desta quinta-feira (14) fala sobre os principais pontos do projeto e conta como o destino da arrecadação bilionária prevista aos cofres públicos foi destinada aos ministérios controlados pelo centrão. O programa traz também Mariana Vick falando sobre o andamento da vacinação bivalente contra covid-19 no Brasil e Isabelle Moreira Lima dando dicas culturais na seção “Achamos que vale”, inspirada na newsletter homônima da Gama Revista que você pode assinar clicando aqui.Conheça nossos descontos de 60% para assinar o Nexo com o Google. É por tempo limitado!Assine o podcast: Spreaker | Apple Podcasts | Deezer | Google Podcasts | Spotify | Outros apps (RSS)Edição de áudio Pedro Pastoriz

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Ronaldinho e outras celebridades: o que eles fazem numa CPI?

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Play Episode Listen Later Aug 31, 2023 19:01


Ronaldinho Gaúcho prestou depoimento nesta quinta-feira (31) à CPI das Pirâmides Financeiras na Câmara dos Deputados. O ex-jogador de futebol é uma das celebridades investigadas pelos parlamentares. O Durma com Essa fala sobre as apurações da Comissão Parlamentar de Inquérito e o envolvimento de nomes como o da humorista Tatá Werneck, do ator Cauã Reymond e do jornalista Marcelo Tas. O programa tem também Mariana Vick falando sobre os 30 anos do PCC (Primeiro Comando da Capital) e Isabelle Moreira Lima dando dicas culturais na seção “Achamos que vale”, inspirada na newsletter homônima da Gama Revista que você pode assinar clicando aqui.Conheça nossos descontos de 60% para assinar o Nexo com o Google. É por tempo limitado!Assine o podcast: Spreaker | Apple Podcasts | Deezer | Google Podcasts | Spotify | Outros apps (RSS)Edição de áudio Pedro Pastoriz

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‘Estado mafioso'? O caso Prigozhin e as suspeitas sobre Putin

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Play Episode Listen Later Aug 24, 2023 16:10


Porta-voz do pensamento liberal, a revista britânica The Economist chamou a Rússia de “Estado mafioso” nesta quinta-feira (24). O editorial reforça o coro daqueles que veem a queda do avião de Yevgeny Prigozhin, do grupo Wagner, como uma vingança de Vladimir Putin. O presidente russo, por sua vez, prestou condolências à família do mercenário, que havia se rebelado contra o Kremlin. Putin disse que o antigo amigo é “uma pessoa com um destino complicado, que cometeu erros graves na vida, mas também procurou alcançar os resultados necessários”. O Durma com Essa tem também Marcelo Montanini falando sobre a ampliação do Brics e Luara Calvi Anic dando dicas culturais na seção “Achamos que vale”, inspirada na newsletter homônima da Gama Revista que você pode assinar clicando aqui.Conheça nossos descontos de 60% para assinar o Nexo com o Google. É por tempo limitado!Assine o podcast: Spreaker | Apple Podcasts | Deezer | Google Podcasts | Spotify | Outros apps (RSS)Edição de áudio Pedro Pastoriz

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O peso da palavra do hacker na trama contra as urnas

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Play Episode Listen Later Aug 17, 2023 24:00


Walter Delgatti Neto disse nesta quinta-feira (17) à CPI de 8 de janeiro que Jair Bolsonaro pediu a invasão das urnas eletrônicas, prometeu um indulto caso o hacker fosse pego e ainda quis que ele assumisse publicamente a autoria de um grampo feito por estrangeiros no telefone de Alexandre de Moraes, ministro que comanda o Tribunal Superior eleitoral e é relator no Supremo de inquéritos contra o ex-presidente. O Durma com Essa explica o papel do hacker na trama contra o sistema eleitoral brasileiro e mostra o peso de sua palavra nas investigações. O programa tem também Marcelo Roubicek falando sobre o apagão que deixou 30 milhões no escuro e Isabelle Moreira Lima dando dicas culturais na seção “Achamos que vale”, inspirada na newsletter homônima da Gama Revista que você pode assinar clicando aqui.Conheça nossos descontos de 60% para assinar o Nexo com o Google. É por tempo limitado!Assine o podcast: Spreaker | Apple Podcasts | Deezer | Google Podcasts | Spotify | Outros apps (RSS)Edição de áudio Pedro PastorizColaboração Isabela Cruz

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Positivo ou negativo: o olhar da Câmara sobre os ministros de Lula

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Play Episode Listen Later Aug 10, 2023 17:40


Fernando Haddad (Fazenda) é o ministro mais bem avaliado entre os deputados, segundo uma pesquisa da consultoria Quaest divulgada nesta quinta-feira (10). Rui Costa (Casa Civil) é o mais mal avaliado. O Durma com Essa traz os números do levantamento e explica o que está por trás do resultado. O programa tem também Marcelo Montanini falando sobre o assassinato de um candidato à presidência do Equador e Luara Calvi Anic dando dicas culturais na seção “Achamos que vale”, inspirada na newsletter homônima da Gama Revista que você pode assinar clicando aqui.Conheça nossos descontos de 60% para assinar o Nexo com o Google. É por tempo limitado!Assine o podcast: Spreaker | Apple Podcasts | Deezer | Google Podcasts | Spotify | Outros apps (RSS)Edição de áudio Pedro PastorizColaborou Isadora Rupp

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Zanin no Supremo: próximo de Lula, longe da Lava Jato

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Play Episode Listen Later Aug 3, 2023 20:41


Cristiano Zanin tomou posse como ministro do Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira (3). Ele é o primeiro indicado de Luiz Inácio Lula da Silva para uma vaga na corte no terceiro mandato do presidente. O Durma com Essa fala sobre a trajetória do novo ministro até sua chegada ao STF, os posicionamentos dele e os primeiros temas que ele deve julgar. O programa traz também Marcelo Roubicek falando sobre a redução da taxa de juros no Brasil e Isabelle Moreira Lima dando dicas culturais na seção “Achamos que vale”, inspirada na newsletter homônima da Gama Revista que você pode assinar clicando aqui.Conheça nossos descontos de 60% para assinar o Nexo com o Google. É por tempo limitado!Assine o podcast: Spreaker | Apple Podcasts | Deezer | Google Podcasts | Spotify | Outros apps (RSS)Edição de áudio Pedro Pastoriz

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Na rua, na escola, em casa: onde o racismo se manifesta no Brasil

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Play Episode Listen Later Jul 27, 2023 21:31


A pesquisa Percepções Sobre o Racismo no Brasil, divulgada nesta quinta-feira (27), mostra um paradoxo: apesar de 81% dos brasileiros reconhecerem que vivem em um país racista, só 11% admitem atitudes ou práticas discriminatórias. O levantamento do Instituto de Referência Negra Peregum e do Projeto Seta feito pelo Ipec mostra também como o preconceito tá instalado na população e onde ele se manifesta. O Durma com Essa fala sobre os dados e conversa com Thales Vieira, codiretor do centro de pesquisa Observatório da Branquitude, sobre as conclusões do trabalho. O programa também tem participação de Marcelo Roubicek, comentando a nomeação de Marcio Pochmann para o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de Valentina Candido, falando sobre os impasses na Fundação Ezequiel Dias, e de Luara Calvi Anic, dando dicas culturais na seção “Achamos que vale”, inspirada na newsletter homônima da Gama Revista que você pode assinar clicando aqui.Assine o Nexo e apoie o jornalismo independente e de qualidade. Desconto especial para quem ouve o Durma com Essa.Assine o podcast: Spreaker | Apple Podcasts | Deezer | Google Podcasts | Spotify | Outros apps (RSS)Edição de áudio Pedro PastorizColaboraram Mariana Vick e Murillo Otavio

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Os alertas dos dados de violência sexual contra crianças no Brasil

Durma com essa

Play Episode Listen Later Jul 20, 2023 23:11


O Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou nesta quinta-feira (20) seu anuário de 2022, que indicou um aumento de 8% nos registros de estupros no país. Assim como em outros anos, a maioria das vítimas são crianças e adolescentes. O Durma com Essa retrata como a violência sexual no país é um problema de infância e conversa com Sofia Reinach, pesquisadora associada do fórum e gerente de programas de prevenção a violências da Vital Strategies Brazil, sobre formas de enfrentar o problema. O programa também tem participação de Isabela Cruz, comentando a reação ao episódio de ataque ao ministro Alexandre de Moraes, de Mariana Vick, falando sobre os seis meses de combate ao garimpo ilegal na terra indígena Yanomami, e de Isabelle Moreira Lima, dando dicas culturais na seção “Achamos que vale”, inspirada na newsletter homônima da Gama Revista que você pode assinar clicando aqui.Assine o Nexo e apoie o jornalismo independente e de qualidade. Desconto especial para quem ouve o Durma com Essa.Assine o podcast: Spreaker | Apple Podcasts | Deezer | Google Podcasts | Spotify | Outros apps (RSS)Edição de áudio Pedro Pastoriz

Café Brasil Podcast
LíderCast 100 - Neide dos Santos Revisitado

Café Brasil Podcast

Play Episode Listen Later Jun 29, 2023 116:26


Alguns episódios do LíderCast foram marcantes, e com o tempo ficam esquecidos no feed. Achamos que eles precisam ser ouvidos por quem não os ouviu, e até mesmo ouvidos novamente por quem foi por eles impactado tempos atrás. São histórias inspiradoras demais para ficarem esquecidas. Então, de quando em quando, relançaremos um episódio, começando hoje com o clássico LíderCast 100, publicado originalmente em 2018, que conta a impressionante história da Neide Santos, uma guerreira admirável. Prepare-se. Ninguém sai inteiro dele.