Type of supernatural being in South and East Asian religions
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O colectivo Rua das Pretas apresentou o álbum “Povo Brasileiro”, esta terça-feira, no Studio L'Hermitage, em Paris. “Se eu falo português, minha terra é aqui” canta-se na música “Cartão do Cidadão” e ouviu-se em Paris, no concerto de apresentação deste disco-manifesto. O trabalho é um encontro entre sonoridades e músicos de três continentes, uma viagem entre o Brasil, Cabo Verde e Portugal, que nos mergulha na ancestralidade que nos une, que traz à tona a História da escravatura e do colonialismo e que alerta contra a xenofobia nos tempos que correm. A RFI falou com Pierre Aderne, Ana Margarida Prado e Jenifer Soledad nesta escala musical do grupo em Paris. “Povo Brasileiro” foi concebido pelo músico Pierre Aderne a partir do livro “O Povo Brasileiro”, do antropólogo Darcy Ribeiro. O disco junta músicos do colectivo Rua das Pretas que Pierre Aderne criou há mais de dez anos em Lisboa, sendo o 13° disco de Pierre Aderne e o terceiro do colectivo. Aproveitámos o concerto no L'Hermitage para falar com o cantor, compositor e produtor que nasceu em França, é filho de um casal luso-brasileiro, e vive há vários anos em Portugal. A fadista portuguesa Ana Margarida Prado e a cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad também participaram na conversa que culminou com os três a cantarem “Se eu falo português, minha terra é aqui”, um verso da música “Cartão de Cidadão” e a linha de força do disco. “Todo o mundo é emigrante”, lembra Pierre Aderne que descreve o álbum como uma “lavagem espiritual de caravelas” que mergulha na “ancestralidade que nos une” e que traz “a História à tona”. Aqui, nas canções “Mãe Preta” e “Benguela”, por exemplo, recorda-se o tráfico de pessoas escravizadas e a resistência do povo quilombola. Este é também um álbum de festa colectiva e de união, simbolizadas pelo tema “Um Menino chamado Brasil”, em que ouvimos “Se sou de Angola eu sou Brasil, sou Cabo Verde eu sou Brasil, sou Moçambique eu sou Brasil, sou Portugal eu sou Brasil, sou da Guiné eu sou Brasil, sou São Tomé eu sou Brasil”. No fundo, o disco é “um encontro entre três continentes”, resume Ana Margarida Prado, a voz que se destaca no fado “Nossa terra é o mar” e em que se ouve “Portugal tu és feito de Brasil... Portugal tu és feito de Abril”. “Se eu falo português, minha terra é aqui” RFI: Como descrevem o disco “Povo Brasileiro”? Pierre Aderne, Músico: “No ‘Povo Brasileiro' a gente tenta contar, de forma litero-musical, a história da nossa criação enquanto povo, da chegada dos portugueses no Brasil, dos africanos cem anos mais tarde, dessa multiculturalidade que nos formou, dessa língua portuguesa que navegou por caravelas e foi-se misturando também com iorubá, com as linguagens bantu, kikongo, kimbundo, tupi-guarani. O álbum conta um pouco disso com essas canções, quer dizer, mostrando um pouco essa narrativa do que Darcy Ribeiro nos ensinou a partir do livro dele ‘O Povo Brasileiro'”. Quem foi Darcy Ribeiro e como é que ele se lê nas entrelinhas ou directamente no disco? “O Darcy Ribeiro foi um dos maiores educadores e antropólogos brasileiros contemporâneos, fundador da Universidade de Brasília, do sistema de ensino público mais estrutural que era um CIEPs [Centros Integrados de Educação Pública]. Darcy Ribeiro escreveu na casa de Maricá, no Rio de Janeiro, onde a gente gravou o álbum o livro ‘O Povo Brasileiro', que é mais ou menos aquilo que eu falei no início e que conta um pouquinho essa história. Eu comecei a compor as músicas há cinco anos, num momento difícil que o mundo vive da intolerância, do discurso de ódio, principalmente em Portugal, um país tão bonito e tão pequenino e que acabou também sendo vítima desse tipo de comportamento por parte dos políticos e depois pela população. Eu comecei a compor algumas canções e a primeira delas foi ‘Cartão de Cidadão', uma canção-manifesto, uma canção de intervenção, minha e do Moacyr Luz. Quando recebemos o convite da Prefeitura de Maricá para gravar o álbum, eu descobri que, na verdade, mesmo sem saber, a gente já estava fazendo uma banda sonora para o livro ‘O Povo Brasileiro' do Darcy. E dessa vez, regressando ao Brasil, nessa caravela com músicos de três continentes, o que seria isso, essa lavagem espiritual das caravelas? Olha como a gente é bonita misturada.” Quem são esses músicos a bordo da caravela? Temos aqui duas... “Bom, temos aqui a fantástica, fundamental, incontornável fadista portuguesa Ana Margarida Prado, uma fadista intelectual. O campo intelectual de Portugal, se tiver que escolher, vai escolher a Aldina Duarte e a Ana Margarida Prado. A gente colabora há muito tempo. Ela participou na génese da ‘Rua das Pretas' há mais de dez anos. Sempre flirtava, chegava no final dos concertos e eu convidei-a para se juntar a esta caravela. Aqui está também a incrível cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad, uma das vozes mais bonitas da música de Cabo Verde contemporânea e que eu tinha muita vontade de estar com com a Jenifer e de a trazer para este bando, junto com Nilson Dourado, que está hoje com a gente, Felipe Bastos, Rúben da Luz e Letícia Malvares. A Jenifer Soledad está fazendo hoje o que a Zulu, que é uma outra jovem cantora de Cabo Verde, também muito talentosa, fez no álbum.” Jenifer, o que é que o álbum tem de Cabo Verde? Jenifer Soledad, Cantora: “Quando se fala do povo brasileiro, automaticamente eu me reconheço ali porque os ritmos e a história também é um pouco da nossa história, nós fomos carregados nos navios. Acho que a mistura bonita deste trabalho vem de se reconhecer dentro deste álbum porque eu sinto o chorinho, eu sinto o samba que também em Cabo Verde existe, mas chamado de outra forma, como a coladeira que tem misturas com o samba, e tem alguns solos de instrumentos que me leva a Cabo Verde. E é muita saudade, como sempre, o povo cabo-verdiano é muita saudade. Culturalmente, sinto-me dentro deste álbum, faço - falando pelo meu povo fazemos - parte das mensagens que estão ali dentro.” Ana Margarida, em relação ao fado em que canta “Portugal tu és feito de Brasil ... Portugal, tu és feito de Abril”. Este fado é um cravo na lapela que soa a Brasil... Ana Margarida Prado, Fadista: “A primeira coisa que eu sinto que levo é a língua, a língua portuguesa que nós levámos para o Brasil. Eu como fadista e alem de fadista, sempre gostei muito destes encontros e é uma felicidade poder trazer o fado também para este encontro entre estes três continentes. A mensagem que eu acho importante está num tema que nós cantamos que é uma versão de um tema muito conhecido aqui em França, ‘Barco Negro', mas cantamos a versão original, a ‘Mãe Preta'. Para mim, foi muito importante dar voz a este lamento, a este grito, a esta lavagem das caravelas, como o Pierre fala, falar em temas como a escravatura e é bom ser uma portuguesa a dar voz a estes temas.” Pierre Aderne: “É um fado composto originalmente por dois brasileiros, Caco Velho e Piratini, e ganhou na ditadura [Estado Novo] uma nova letra porque foi censurada. A nova letra é belíssima também, de David Mourão-Ferreira, 'Barco Negro'. Quando alguém canta o 'Barco Negro' numa casa de fado de Alfama, Mouraria, passando pela Madragoa, também tem esse lamento. Quer dizer, como é que eu vou falar de uma coisa tão delicada e horrorosa e dolorida, não é? E ele achou as metáforas dele na letra do Barco Negro, que é extremamente bonita também. A versão original foi primeiro gravada por Maria da Conceição. Depois, Amália tornou esse fado realmente muito conhecido. Poucos brasileiros sabem que esse fado é um fado composto por brasileiros, assim como Amália também gravou ‘Lua Luar', que é um lamento sertanejo, assim como ela voltou do Rio de Janeiro e trouxe “Xu Xu”. Então, aquilo que a gente estava falando e respondendo à tua primeira pergunta, eu acho que esse álbum, de alguma forma, volta a colocar a bandeira atrás da língua. Quando a gente escuta uma música na rádio, a gente escuta primeiro a língua e depois a gente vai atrás da bandeira. Só que na música de língua portuguesa, acho que passamos demasiado tempo colocando a bandeira à frente da língua. Quer dizer, onde é que está esse limite? Onde é que somos limítrofes nessa relação de integração e interação? O que é meu? O que é teu? O que é cabo-verdiano, português e brasileiro? Na verdade, nós temos as patentes de tudo que a gente construiu.” Não há o risco de se despertarem velhos fantasmas do lusotropicalismo? De que forma é que este disco e as canções que vocês escolheram e criaram fazem uma certa reconciliação histórica perante aquilo que o opressor português fez durante séculos? “Eu não sei. Por exemplo, A gente teve a capa do Globo, teve também muitas críticas boas aqui na França em uma semana, com o próprio Le Monde, e curiosamente, em Portugal, em que a gente sempre teve uma visibilidade muito grande pelos programas na RTP, pelos coliseus, a gente teve apenas uma matéria em Portugal, apenas um jornalista resolveu falar desse tema, que foi o Nuno Pacheco, do Público.” O Público escreveu, em 2024, que o Pierre Aderne mudou a cena cultural de Lisboa com o projecto Rua das Pretas... “Agradeço. Mas, enfim, eu acho que realmente em Portugal, talvez este álbum não concilie neste momento, talvez seja uma pedra no sapato de muita gente, não é?” Mas o objectivo é conciliar? “Não. O objectivo é trazer a história à tona. Cada um vai procurar a sua forma de se conciliar com isso. Acho que a primeira forma, se eu fosse parte de algum partido de oposição em Portugal, era criar um museu do colonialismo, da escravatura. Ferreira Gullar dizia que a arte existe porque a vida por si só não basta. Então, todos os assuntos que são polémicos - eu já passei por isso tantas vezes nos últimos cinco anos em Portugal - eles não se resolvem nunca na prosa, mas eles se resolvem na poesia. Eu acho que é uma forma de a gente entregar para as pessoas um conteúdo que pode ser inconveniente para algumas pessoas, mas que certamente com essa multiculturalidade e essas melodias talvez faça com que as pessoas amaciem um pouco. Até porque quem deu escala para a língua portuguesa foi África, foi o Brasil. Eu compus a primeira música que deu nome ao primeiro álbum de António Zambujo lançado no Brasil e eu mostrei para um director de gravadora no Brasil da Sony Music e ele era português e falou para mim: ‘Ah, já sei, aquele fadista que não canta fado, não é?' Porquê? Porque era novo, porque se estava aproximando do Brasil, da sonoridade. E hoje a gente vê como é que esses artistas portugueses ganham escala. A Carminho canta Tom Jobim, o Zambujo canta Chico Buarque. Ou seja, é se apropriar do que é nosso, é a nossa ancestralidade que nos une.” Em “Um menino chamado Brasil” ouvimos: “Se sou de Angola, eu sou Brasil. Sou Cabo Verde, eu sou Brasil. Sou Moçambique, eu sou Brasil. Sou Portugal, eu sou Brasil. Sou da Guiné, eu sou Brasil. Sou São Tomé, eu sou Brasil” - É um manifesto de união, daí a minha pergunta de há pouco sobre se é uma tentativa de reconciliação e até de perdoar tudo aquilo que os portugueses fizeram... “Não. Eu acho que não tem perdão até porque não foi o povo português pobre como a minha família de Ourém que colonizou os seus ancestrais. Quem colonizou foram as oligarquias, as grandes famílias que estão também no Rio de Janeiro, na Bahia e em São Paulo. Quando uma babá preta empurra um carrinho de bebé de um branco, que trabalha sete dias por sete, quer dizer, eu acho que é transversal esse comportamento dessas oligarquias até hoje. Mas vale lembrar também que o grito de independência do Brasil foi dado por um português em 1822, ou seja, foi uma briga de família e Dom Pedro: 'independência ou morte'. Eu acho que não é isso. Você falou desse fado que é um fado na lapela, esse tema meu e do Moacyr Luz, ‘Nossa terra é o mar'. A primeira frase não é minha, é de um compositor do Império Serrano maravilhoso e ele mandou-me uma frase: ‘Em Portugal não fui jamais, embora de lá tenha vindo.' E eu emendei: ‘Graças aos meus ancestrais que mostraram a língua quando eu estava parindo'. É importante para nós, africanos, brasileiros e quem fez o teste de genoma como eu - que sou Magrebe também, 10 por cento africano do Norte - é importante que a gente saiba o que aconteceu. Cabo Verde não era sequer habitado e o crioulo nasceu pela imposição da língua portuguesa. É o seguinte: não busca reconciliar. Não é fácil essa história, mas é interessante a gente assimilar. Como os alemães fizeram com o Holocausto e eles morrem de vergonha do Holocausto. Você vai no Japão - eu tenho nove álbuns lançados no Japão - e eu vou lá e tem o Museu de Hiroshima e Nagasaki. Eles fazem também o mea culpa de algumas coisas. Ou seja, é importante a gente saber quando a gente errou.” Este álbum acaba por ser o “Cartão do Cidadão” dessa multiculturalidade tricontinental, entre aspas? “Vou ser sintético: ‘Vou falar mais uma vez: se eu falo português, minha terra é aqui.” Ana Margarida Prado: “Eu acho que também se celebra o encontro de tudo aquilo que se criou. Vamos passar uma mensagem do bom que nós juntos criámos.” Pierre Aderne: “O Atlântico é o Atlântico. Ele uniu e esmagou, mas é tão interessante sermos atlânticos. A gente vê o que acontece também nos Estados Unidos: os povos originários são realmente os grandes povos. Todo o mundo é emigrante.”
O colectivo Rua das Pretas apresentou o álbum “Povo Brasileiro”, esta terça-feira, no Studio L'Hermitage, em Paris. “Se eu falo português, minha terra é aqui” canta-se na música “Cartão do Cidadão” e ouviu-se em Paris, no concerto de apresentação deste disco-manifesto. O trabalho é um encontro entre sonoridades e músicos de três continentes, uma viagem entre o Brasil, Cabo Verde e Portugal, que nos mergulha na ancestralidade que nos une, que traz à tona a História da escravatura e do colonialismo e que alerta contra a xenofobia nos tempos que correm. A RFI falou com Pierre Aderne, Ana Margarida Prado e Jenifer Soledad nesta escala musical do grupo em Paris. “Povo Brasileiro” foi concebido pelo músico Pierre Aderne a partir do livro “O Povo Brasileiro”, do antropólogo Darcy Ribeiro. O disco junta músicos do colectivo Rua das Pretas que Pierre Aderne criou há mais de dez anos em Lisboa, sendo o 13° disco de Pierre Aderne e o terceiro do colectivo. Aproveitámos o concerto no L'Hermitage para falar com o cantor, compositor e produtor que nasceu em França, é filho de um casal luso-brasileiro, e vive há vários anos em Portugal. A fadista portuguesa Ana Margarida Prado e a cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad também participaram na conversa que culminou com os três a cantarem “Se eu falo português, minha terra é aqui”, um verso da música “Cartão de Cidadão” e a linha de força do disco. “Todo o mundo é emigrante”, lembra Pierre Aderne que descreve o álbum como uma “lavagem espiritual de caravelas” que mergulha na “ancestralidade que nos une” e que traz “a História à tona”. Aqui, nas canções “Mãe Preta” e “Benguela”, por exemplo, recorda-se o tráfico de pessoas escravizadas e a resistência do povo quilombola. Este é também um álbum de festa colectiva e de união, simbolizadas pelo tema “Um Menino chamado Brasil”, em que ouvimos “Se sou de Angola eu sou Brasil, sou Cabo Verde eu sou Brasil, sou Moçambique eu sou Brasil, sou Portugal eu sou Brasil, sou da Guiné eu sou Brasil, sou São Tomé eu sou Brasil”. No fundo, o disco é “um encontro entre três continentes”, resume Ana Margarida Prado, a voz que se destaca no fado “Nossa terra é o mar” e em que se ouve “Portugal tu és feito de Brasil... Portugal tu és feito de Abril”. “Se eu falo português, minha terra é aqui” RFI: Como descrevem o disco “Povo Brasileiro”? Pierre Aderne, Músico: “No ‘Povo Brasileiro' a gente tenta contar, de forma litero-musical, a história da nossa criação enquanto povo, da chegada dos portugueses no Brasil, dos africanos cem anos mais tarde, dessa multiculturalidade que nos formou, dessa língua portuguesa que navegou por caravelas e foi-se misturando também com iorubá, com as linguagens bantu, kikongo, kimbundo, tupi-guarani. O álbum conta um pouco disso com essas canções, quer dizer, mostrando um pouco essa narrativa do que Darcy Ribeiro nos ensinou a partir do livro dele ‘O Povo Brasileiro'”. Quem foi Darcy Ribeiro e como é que ele se lê nas entrelinhas ou directamente no disco? “O Darcy Ribeiro foi um dos maiores educadores e antropólogos brasileiros contemporâneos, fundador da Universidade de Brasília, do sistema de ensino público mais estrutural que era um CIEPs [Centros Integrados de Educação Pública]. Darcy Ribeiro escreveu na casa de Maricá, no Rio de Janeiro, onde a gente gravou o álbum o livro ‘O Povo Brasileiro', que é mais ou menos aquilo que eu falei no início e que conta um pouquinho essa história. Eu comecei a compor as músicas há cinco anos, num momento difícil que o mundo vive da intolerância, do discurso de ódio, principalmente em Portugal, um país tão bonito e tão pequenino e que acabou também sendo vítima desse tipo de comportamento por parte dos políticos e depois pela população. Eu comecei a compor algumas canções e a primeira delas foi ‘Cartão de Cidadão', uma canção-manifesto, uma canção de intervenção, minha e do Moacyr Luz. Quando recebemos o convite da Prefeitura de Maricá para gravar o álbum, eu descobri que, na verdade, mesmo sem saber, a gente já estava fazendo uma banda sonora para o livro ‘O Povo Brasileiro' do Darcy. E dessa vez, regressando ao Brasil, nessa caravela com músicos de três continentes, o que seria isso, essa lavagem espiritual das caravelas? Olha como a gente é bonita misturada.” Quem são esses músicos a bordo da caravela? Temos aqui duas... “Bom, temos aqui a fantástica, fundamental, incontornável fadista portuguesa Ana Margarida Prado, uma fadista intelectual. O campo intelectual de Portugal, se tiver que escolher, vai escolher a Aldina Duarte e a Ana Margarida Prado. A gente colabora há muito tempo. Ela participou na génese da ‘Rua das Pretas' há mais de dez anos. Sempre flirtava, chegava no final dos concertos e eu convidei-a para se juntar a esta caravela. Aqui está também a incrível cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad, uma das vozes mais bonitas da música de Cabo Verde contemporânea e que eu tinha muita vontade de estar com com a Jenifer e de a trazer para este bando, junto com Nilson Dourado, que está hoje com a gente, Felipe Bastos, Rúben da Luz e Letícia Malvares. A Jenifer Soledad está fazendo hoje o que a Zulu, que é uma outra jovem cantora de Cabo Verde, também muito talentosa, fez no álbum.” Jenifer, o que é que o álbum tem de Cabo Verde? Jenifer Soledad, Cantora: “Quando se fala do povo brasileiro, automaticamente eu me reconheço ali porque os ritmos e a história também é um pouco da nossa história, nós fomos carregados nos navios. Acho que a mistura bonita deste trabalho vem de se reconhecer dentro deste álbum porque eu sinto o chorinho, eu sinto o samba que também em Cabo Verde existe, mas chamado de outra forma, como a coladeira que tem misturas com o samba, e tem alguns solos de instrumentos que me leva a Cabo Verde. E é muita saudade, como sempre, o povo cabo-verdiano é muita saudade. Culturalmente, sinto-me dentro deste álbum, faço - falando pelo meu povo fazemos - parte das mensagens que estão ali dentro.” Ana Margarida, em relação ao fado em que canta “Portugal tu és feito de Brasil ... Portugal, tu és feito de Abril”. Este fado é um cravo na lapela que soa a Brasil... Ana Margarida Prado, Fadista: “A primeira coisa que eu sinto que levo é a língua, a língua portuguesa que nós levámos para o Brasil. Eu como fadista e alem de fadista, sempre gostei muito destes encontros e é uma felicidade poder trazer o fado também para este encontro entre estes três continentes. A mensagem que eu acho importante está num tema que nós cantamos que é uma versão de um tema muito conhecido aqui em França, ‘Barco Negro', mas cantamos a versão original, a ‘Mãe Preta'. Para mim, foi muito importante dar voz a este lamento, a este grito, a esta lavagem das caravelas, como o Pierre fala, falar em temas como a escravatura e é bom ser uma portuguesa a dar voz a estes temas.” Pierre Aderne: “É um fado composto originalmente por dois brasileiros, Caco Velho e Piratini, e ganhou na ditadura [Estado Novo] uma nova letra porque foi censurada. A nova letra é belíssima também, de David Mourão-Ferreira, 'Barco Negro'. Quando alguém canta o 'Barco Negro' numa casa de fado de Alfama, Mouraria, passando pela Madragoa, também tem esse lamento. Quer dizer, como é que eu vou falar de uma coisa tão delicada e horrorosa e dolorida, não é? E ele achou as metáforas dele na letra do Barco Negro, que é extremamente bonita também. A versão original foi primeiro gravada por Maria da Conceição. Depois, Amália tornou esse fado realmente muito conhecido. Poucos brasileiros sabem que esse fado é um fado composto por brasileiros, assim como Amália também gravou ‘Lua Luar', que é um lamento sertanejo, assim como ela voltou do Rio de Janeiro e trouxe “Xu Xu”. Então, aquilo que a gente estava falando e respondendo à tua primeira pergunta, eu acho que esse álbum, de alguma forma, volta a colocar a bandeira atrás da língua. Quando a gente escuta uma música na rádio, a gente escuta primeiro a língua e depois a gente vai atrás da bandeira. Só que na música de língua portuguesa, acho que passamos demasiado tempo colocando a bandeira à frente da língua. Quer dizer, onde é que está esse limite? Onde é que somos limítrofes nessa relação de integração e interação? O que é meu? O que é teu? O que é cabo-verdiano, português e brasileiro? Na verdade, nós temos as patentes de tudo que a gente construiu.” Não há o risco de se despertarem velhos fantasmas do lusotropicalismo? De que forma é que este disco e as canções que vocês escolheram e criaram fazem uma certa reconciliação histórica perante aquilo que o opressor português fez durante séculos? “Eu não sei. Por exemplo, A gente teve a capa do Globo, teve também muitas críticas boas aqui na França em uma semana, com o próprio Le Monde, e curiosamente, em Portugal, em que a gente sempre teve uma visibilidade muito grande pelos programas na RTP, pelos coliseus, a gente teve apenas uma matéria em Portugal, apenas um jornalista resolveu falar desse tema, que foi o Nuno Pacheco, do Público.” O Público escreveu, em 2024, que o Pierre Aderne mudou a cena cultural de Lisboa com o projecto Rua das Pretas... “Agradeço. Mas, enfim, eu acho que realmente em Portugal, talvez este álbum não concilie neste momento, talvez seja uma pedra no sapato de muita gente, não é?” Mas o objectivo é conciliar? “Não. O objectivo é trazer a história à tona. Cada um vai procurar a sua forma de se conciliar com isso. Acho que a primeira forma, se eu fosse parte de algum partido de oposição em Portugal, era criar um museu do colonialismo, da escravatura. Ferreira Gullar dizia que a arte existe porque a vida por si só não basta. Então, todos os assuntos que são polémicos - eu já passei por isso tantas vezes nos últimos cinco anos em Portugal - eles não se resolvem nunca na prosa, mas eles se resolvem na poesia. Eu acho que é uma forma de a gente entregar para as pessoas um conteúdo que pode ser inconveniente para algumas pessoas, mas que certamente com essa multiculturalidade e essas melodias talvez faça com que as pessoas amaciem um pouco. Até porque quem deu escala para a língua portuguesa foi África, foi o Brasil. Eu compus a primeira música que deu nome ao primeiro álbum de António Zambujo lançado no Brasil e eu mostrei para um director de gravadora no Brasil da Sony Music e ele era português e falou para mim: ‘Ah, já sei, aquele fadista que não canta fado, não é?' Porquê? Porque era novo, porque se estava aproximando do Brasil, da sonoridade. E hoje a gente vê como é que esses artistas portugueses ganham escala. A Carminho canta Tom Jobim, o Zambujo canta Chico Buarque. Ou seja, é se apropriar do que é nosso, é a nossa ancestralidade que nos une.” Em “Um menino chamado Brasil” ouvimos: “Se sou de Angola, eu sou Brasil. Sou Cabo Verde, eu sou Brasil. Sou Moçambique, eu sou Brasil. Sou Portugal, eu sou Brasil. Sou da Guiné, eu sou Brasil. Sou São Tomé, eu sou Brasil” - É um manifesto de união, daí a minha pergunta de há pouco sobre se é uma tentativa de reconciliação e até de perdoar tudo aquilo que os portugueses fizeram... “Não. Eu acho que não tem perdão até porque não foi o povo português pobre como a minha família de Ourém que colonizou os seus ancestrais. Quem colonizou foram as oligarquias, as grandes famílias que estão também no Rio de Janeiro, na Bahia e em São Paulo. Quando uma babá preta empurra um carrinho de bebé de um branco, que trabalha sete dias por sete, quer dizer, eu acho que é transversal esse comportamento dessas oligarquias até hoje. Mas vale lembrar também que o grito de independência do Brasil foi dado por um português em 1822, ou seja, foi uma briga de família e Dom Pedro: 'independência ou morte'. Eu acho que não é isso. Você falou desse fado que é um fado na lapela, esse tema meu e do Moacyr Luz, ‘Nossa terra é o mar'. A primeira frase não é minha, é de um compositor do Império Serrano maravilhoso e ele mandou-me uma frase: ‘Em Portugal não fui jamais, embora de lá tenha vindo.' E eu emendei: ‘Graças aos meus ancestrais que mostraram a língua quando eu estava parindo'. É importante para nós, africanos, brasileiros e quem fez o teste de genoma como eu - que sou Magrebe também, 10 por cento africano do Norte - é importante que a gente saiba o que aconteceu. Cabo Verde não era sequer habitado e o crioulo nasceu pela imposição da língua portuguesa. É o seguinte: não busca reconciliar. Não é fácil essa história, mas é interessante a gente assimilar. Como os alemães fizeram com o Holocausto e eles morrem de vergonha do Holocausto. Você vai no Japão - eu tenho nove álbuns lançados no Japão - e eu vou lá e tem o Museu de Hiroshima e Nagasaki. Eles fazem também o mea culpa de algumas coisas. Ou seja, é importante a gente saber quando a gente errou.” Este álbum acaba por ser o “Cartão do Cidadão” dessa multiculturalidade tricontinental, entre aspas? “Vou ser sintético: ‘Vou falar mais uma vez: se eu falo português, minha terra é aqui.” Ana Margarida Prado: “Eu acho que também se celebra o encontro de tudo aquilo que se criou. Vamos passar uma mensagem do bom que nós juntos criámos.” Pierre Aderne: “O Atlântico é o Atlântico. Ele uniu e esmagou, mas é tão interessante sermos atlânticos. A gente vê o que acontece também nos Estados Unidos: os povos originários são realmente os grandes povos. Todo o mundo é emigrante.”
El rapero de São Paulo Criolo, el pianista de Recife Amaro Freitas y el cantante portugués de origen caboverdiano Dino D´Santiago realizan una travesía por el Atlántico Negro en un disco sin título: 'E se livros fossem liquidos', 'Você não me quis', 'Menina do coco de Carité', 'No vento de nós', 'Ela é foda', 'Anoitecer' y 'Hoje eu vi você'. También con músicos de tres continentes, brasileños, portugueses y caboverdianos, Pierre Aderne y su proyecto Rua das Pretas dan voz a lo que el Atlántico aplastó y creó en el disco 'Povo brasileiro' con canciones como la que le da título, 'Um menino chamado Brasil', 'Nossa terra é o mar' o 'Benguela'. Y Lucas Santtana firma 'Brasiliano', con la idea guía de un portugués influenciado por el tupí guaraní e idiomas africanos y con el que celebra lenguas surgidas de la familia latina, con 'Línguas gerais' -con participación de Osmo Puccion y Tainara Takuá-, 'Liga -con el dúo Cocanha-, 'Strati di tempo' -con Dimartino- o 'Battre des ailes' -con Piers Faccini-.Escuchar audio
Rua das Pretas, proyecto musical con sede en Lisboa del brasileño Pierre Aderne, publica el disco 'Povo Brasileiro' una relectura simbólica de las rutas Atánticas con músicos caboverdianos, portugueses y brasileños y canciones en su mayoría música de Moacyr Luz y letras de Aderne: 'Um menino chamado Brasil', 'Nossa terra é o mar', 'Capoeira é minha escola', 'Alafim', 'Oxalá é quem manda' y la canción que le da título. Del disco 'Filhos de Vila', del pianista Amílton Godoy y el armonicista Gabriel Grossi, 'Bachianinha nº1' de Paulinho Nogueira, 'Batida diferente' de Mauricio Einhorn y Durval Ferreira, 'Lôro' de Egberto Gismonti y 'Chovendo na roseira' de Jobim -que Tierney Sutton canta en inglés con el título de 'Double rainbow'-. Cierra el guitarrista Biréli Lagrène con 'Anjo de mim' de Ivan Lins. Escuchar audio
Neste episódio do Pura Connection, André Bintang recebe Eduardo Gavião, mestre faixa coral de Jiu-Jitsu, pioneiro em Florianópolis e responsável por formar 78 faixas pretas no sul do Brasil.Com mais de 30 anos de trajetória no Jiu-Jitsu, Gavião compartilha histórias que atravessam o tempo e o tatame: da rivalidade histórica entre Carlson Gracie e Barra Gracie à criação da primeira academia HV1 em Floripa. Um mergulho profundo na filosofia marcial, na pedagogia do Jiu-Jitsu e na potência da arte como ferramenta de transformação humana.Falamos sobre inclusão de alunos com autismo, projetos sociais, saúde mental, defesa pessoal e o verdadeiro papel do mestre dentro e fora do dojo. Gavião também revela como o Jiu-Jitsu e a disciplina moldou sua vida.✔️ Inscreva-se |
Estudo de doutorada da Faculdade de Educação (FE) da USP identifica as bases de referência e ações políticas e práticas que resultam em experiências de infância para bebês e crianças negras.
Na edição desta quinta-feira (27) dos Novos Cientistas, a entrevistada foi a pedagoga Juliane Olivia dos Anjos que defendeu seu doutorado na Faculdade de Educação (FE) da USP. Na pesquisa intitulada Egbé Erê e a feitura de infâncias negras, a pesquisadora se propôs a identificar os processos que fazem parte da produção de identidades negras em bebês e crianças negras. “Há muito que me interesso pela infância, educação infantil e sempre busquei referências para me aprofundar no pensamento afro-brasileiro de infância”, explicou a pesquisadora. Como ela descreveu ao jornalista Antonio Carlos Quinto, há mais de dez anos Juliane pesquisa o pensamento afro-brasileiro buscando entender as diversas organizações em torno da ideia de infância. De acordo com a pedagoga, o pensamento da ancestralidade afro-brasileira não se dá só dentro da religião. “Ele se expande para festejos públicos, para outros tipos de organização do movimento negro e para a própria relação social na esfera pública”, descreveu. Juliane contou ainda que, logo que iniciou seu doutorado veio a pandemia de COVID-19. Naquele período, junto ao seu orientador, professor Rosenilton Silva de Oliveira, definiram um caminho para o estudo. “Não é porque as pessoas estão em casa que essa questão da identidade se perde”, destacou. Disponível também na plataforma Spotify
Galera, esse episódio está demais, só relato brabo! Se você gostou deixa um comentário legal aí pra eu saber, bom episódio a todos
Boa terça, angulers! Odete Roitman está viva! Abrimos o #306 comentando o final e fazendo um balanço geral de Vale Tudo. Entre erros, acertos e propagandas, valeu?No segundo bloco, o voto do ex-ministro Luís Roberto Barroso a favor da descriminalização do aborto, em seu ato de despedida do STF. E também, a expectativa para a indicação de quem ocupará sua vaga. No último bloco, um giro pela nossa América do Sul que vive momento agitado na política: Tensão entre Trump e Venezuela; as acusações do presidente dos EUA contra Gustavo Petro, presidente da Colômbia; o socorro financeiro dos EUA à Argentina; a direita vence as eleições presidenciais na Bolívia; e claro, nossa agenda cultural da semana com @festivalwowrio é o espetáculo “Pretas do Brasil”, com Isabel Filardis. Sirva-se! Cortes do episódio em vídeo no @angudegrilo no Instagram e Tiktok! Siga, curta e compartilhe! Edição e mixagem: Tico Pro @ticopro_Redes sociais: Claudio Thorne @claudiothorneCortes em vídeo: Nathália Dias Souza @natdiassouza
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta sexta-feira (1º/08), acompanhe a roda de conversa com o tema: “Sarau como espaço de educação política". Participam:Fabiana Carvalho - Assessora ParlamentarMediação: Sandra SenaO programa 'TV Elas Por Elas' aborda os desafios enfrentados pelas mulheres no mundo contemporâneo, focando na preparação e formação das mulheres para a disputa política.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta sexta-feira (1º/08), acompanhe a roda de conversa com o tema: “Trabalho e Economia Solidária”Participam:Darlene Testa, Dirigente do PT Campinas e geógrafaSandra Sena - MediaçãoO programa 'TV Elas Por Elas' aborda os desafios enfrentados pelas mulheres no mundo contemporâneo, focando na preparação e formação das mulheres para a disputa política.
Acompanhe a roda de conversa com o tema: “Especial Julho das Pretas: vozes que movem o Brasil”.Participam:Romilda Pizani - Coordenadora do Fórum Permanente das Entidades do Movimento NegroSandra Sena - mediadora
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta sexta-feira (25/07), acompanhe a roda de conversa com o tema: "Especial Julho das Pretas: vozes que movem o Brasil"Participam:Romilda Pizani -Coordenadora do Fórum Permanente das Entidades do Movimento NegroSandra Sena - MediadoraO programa 'TV Elas Por Elas' aborda os desafios enfrentados pelas mulheres no mundo contemporâneo, focando na preparação e formação das mulheres para a disputa política.
Boletim da ALMG - Edição n.º 6216
Neste episódio, nos debruçamos sobre o significado e a trajetória do 25 de julho, Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e Dia de Tereza de Benguela no Brasil. Mais do que uma data comemorativa, esse marco convida à reflexão profunda sobre o papel histórico, político e cultural das mulheres negras em nossas sociedades, e sobre os silenciamentos que ainda persistem...Uma escuta que atravessa o tempo e convida à ação.CréditosPesquisa e roteiro: Júlia Molfi e Maria Rita Aragão Locução: Helena Radler e Maria Rita Aragão Captação de som: Fabrício Gomes Edição: Giordano Sofiatti Coordenação: Eliana Albuquerque e Priscila Chequer
A jornalista e advogada Sânya Aquino, e a cantora Anastácia Lia visitam o Plugado para um bate-papo sobre a importância do Dia Internacional da Mulher Negra, Afro Latino-Americana e Caribenha, além de se manifestarem como mulheres pretas e prioridades no dia a dia no campo profissional e no lar
Neste episódio do "BBN Brasil Business Network", Mariana Nunes, fundadora do Movimento Rosalina, fala sobre o empoderamento de mulheres negras periféricas durante o "Julho das Pretas". Ela destaca a inspiração histórica de Tereza de Benguela e explica como o movimento apoia o empreendedorismo feminino, promovendo eventos culturais e oficinas em Campinas. Mariana compartilha desafios enfrentados, como acesso à saúde mental e apoio institucional, e reforça a importância da ação coletiva para transformar realidades. O episódio celebra a resistência, cultura e liderança das mulheres negras no Brasil. https://www.linkedin.com/in/mariana-nunes-maryshoes https://instagram.com/movimentorosalina
Neste episódio vamos falar sobre o Julho das Pretas, que reforça a luta das mulheres negras no Brasil. Para trazer visibilidade a essa iniciativa, vamos abordar o Projeto Rumos + Pretos, desenvolvido pela Fabico/UFRGS. Nossa convidada é a coordenadora do projeto, a professora Elisa Piedras e as estudantes Giovanna Rodenstein e Naomi Silveira.
No 'TV Elas Por Elas Formação' desta sexta-feira (1º/08), acompanhe a roda de conversa com o tema: “Sarau como espaço de educação política". Participam:Fabiana Carvalho - Assessora ParlamentarMediação: Sandra SenaO programa 'TV Elas Por Elas' aborda os desafios enfrentados pelas mulheres no mundo contemporâneo, focando na preparação e formação das mulheres para a disputa política.
Fundadora da consultoria de diversidade Pretas Pardas Potentes, Alcione Albino é a convidada do Divã de CNPJ desta semana. Com Facundo Guerra, a empreendedora relembra o começo do seu negócio, analisa o cenário para políticas de diversidade e inclusão nas empresas e divide seus desafios no primeiro negócio. Novos episódios do videocast sobre empreendedorismo apresentado por Facundo Guerra ficam disponíveis toda quinta no Canal UOL na TV, no Youtube e nas plataformas de áudio.
Informações Técnicas:Segundas FeministasEpisódio 209: Quantas Professoras Pretas Você Teve?Entrevistada: Talita Michele de Souza (UFG)Equipe de Produção (projeto e execução): Direção Geral (Coordenação): Ana Carolina Coelho (UFG) e Marcela Boni (UNICAMP)Direção executiva: Maria Clara Cavalcanti (UERJ) e Marilene Quintino (PUC-SP)Produtora Executiva : Lerranya Lasmar (UFOP)Pesquisa e Roteiro: GT Gênero Goiás e GT Gênero ANPUH BrasilLocução: Rhanielly Pereira do Nascimento Pinto (UFSC)Vozes: Indiara Launa Teodoro (UFRPE) e Rhanielly Pereira do Nascimento Pinto (UFSC)Edição de áudio: Olívia Tereza Pinheiro de Siqueira (UERJ), Lerranya Lasmar (UFOP) e Marcela Boni (UNICAMP) Pesquisa gráfica, Arte e Social media: Ingryd Damásio (UNIMONTES) e Maria Clara Cavalcanti (UERJ)Colaboração: ANPUH Brasil, GT GÊNERO Goiás, GT GÊNERO ANPUH Brasil;Trilha sonora: Ekena, Todxs Putxs (2017) Realização e apoio: ANPUH Brasil, GT GÊNERO Goiás e GT GÊNERO ANPUH Brasil.País/Ano: Brasil/2025www.instagram.com/segundasfeministas/www.facebook.com/Segundas-Feministas/
Nesse episódio do “Senta Direito Garota!” trazemos uma reedição especial com Caroline Amanda, comunicóloga e fundadora da Yoni das Pretas em uma conversa maravilhosa sobre saúde do útero, feminismo, sexualidade, política e espiritualidade. A participação foi gravada em outubro de 2022. Esse programa é completamente independente e precisa muito da colaboração de vcs para seguir nessa luta incansável, vem apoiar a gente para ampliar as vozes de diversas mulheres. ✅ APOIA-SE: https://apoia.se/sentadireitogarota ✅ FACEBOOK: https://www.facebook.com/profile.php?id=61558474657149 ✅ INSTAGRAM: https://www.instagram.com/sentadireitogarota/?hl=pt ✅ TIKTOK: https://www.tiktok.com/@sentadireitogarota?_t=8nYG2q5V72L&_r=1 ✅ @sentadireitogarota ✅ @jujuamador ✅ @yonidaspretas #podcastfeminista #lugardemulheréondeelaquiser #sentadireitogarota #lutecomoumagarota #feminismo #fortecomoumamãe #podcast #podcastbrasil #videocasting #videocast #PodcastFeminista #Feminismo #Antirracismo #FeminismoInterseccional #empoderamentofeminino #MulheresPodcasters #PodcastsDeEsquerda #JustiçaSocial #IgualdadeDeGênero #ResistênciaFeminista #MovimentosSociais #Diversidade #Inclusão #EquidadeRacial #VozesFemininas #MulheresNoPodcast #LutaAntirracista #PolíticaDeEsquerda #FeministasUnidas #HistóriasDeMulheres #Feminismo #Antirracismo #FeminismoInterseccional #JustiçaSocial #empoderamentofeminino #DireitosDasMulheres #IgualdadeDeGênero #LutaAntirracista #PolíticaDeEsquerda #MovimentosSociais #Diversidade #Inclusão #EquidadeRacial #FeministasUnidas #ResistênciaFeminista #fofoca #fofocas #fofocasdosfamosos Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Terça-feria, 25 de fevereiro de 2025.
A agência responsável pela investigação de acidentes aéreos dos Estados Unidos anunciou que as caixas-pretas do avião que colidiu com um helicóptero militar, em Washington, foram encontradas. Mergulhadores recuperaram no rio Potomac os dispositivos que registram dados do avião e vozes da cabine. Os equipamentos são essenciais para ajudar a esclarecer as causas do acidente. Os bombeiros já retiraram mais de 40 corpos do rio. Veja também nesta edição do JR 24 Horas: ministro da Educação anuncia reajuste no salário de professores.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: A Força Aérea Brasileira anunciou que os gravadores de voo do avião que caiu no Cazaquistão chegam ao Brasil nesta terça-feira (31).E ainda: RJ: nove pessoas são presas em operação da polícia contra o tráfico e o roubo de carros.
Bem-vindos ao Beauty Delas! Aqui é papo de amigas! Roberta Freitas vai comandar essa bancada de maquiagem lindíssima e receber convidadas super especiais para falar sobre beleza, bem-estar, autocuidado e muito mais! Nesse primeiro episódio, o tema não poderia ser outro: beleza para pessoas pretas! E pra bater essa papo importantíssimo, recebemos a influenciadora de sucesso e rainha dos reviews de maquiagem: Juliana Luziê!
We all know what happens when we die. But do we all make it to Heaven?This Sunday join Liv as she explores the topic of why a soul may not have crossed over into Spirit. Or as so many others have put it, "Gone into The Light." Spurred by Tyler L. and Machpen's great questions listen in as Liv talks about the Buddhist idea of Pretas, i.e. Hungry Ghosts and elaborates on why a soul may turn to wandering our Earthly world and why some mediums can help them find their way. Note - At the end of the podcast I keep calling the soul of Robert, Rodger. Robert is his correct name. I am just silly.PODCAST EPISODE MENTIONED: https://youtu.be/gzCCXVlx-WM?si=KqcP-jiRBQcQywLSYOUTUBE VIDEO MENTIONED: https://youtu.be/fGdUuAXvlzc?si=fNYzVgyoQW3SmEwbOR READ THE BLOG: https://www.metapsyckicks.com/journalOR JOIN OUR PATREON: https://www.patreon.com/metapsyckicks——-BOOK A PSYCHIC MEDIUM READING:Olivia the Medium: https://www.metapsyckicks.com/liv-readings-----CHAPTERS:0:00 - Intro3:35 - Liv's Life Update15:11 - An Aristotle Moment Question from Tyler L.35:45 - Mediums "Rescuing Souls" Question from Machpen1:00:00 - Thanks for Listening!-----RECOMMENDED PRODUCTS:Our YouTube Setup ►► https://kit.co/metapsyckicks/meta-psyckicks-youtube-setupOur Podcast Setup ►► https://kit.co/metapsyckicks/meta-psyckicks-podcasting-setupEm's Tarot Collection ►► https://kit.co/metapsyckicks/em-s-tarot-card-collectionOther Divination Tools: ►► https://kit.co/metapsyckicks/other-divination-toolsDISCLAIMER: This description might contain affiliate links that allow you to find the items mentioned in this video and support the channel at no cost to you. While this channel may earn minimal sums when the viewer uses the links, the viewer is in NO WAY obligated to use these links. Thank you for your support!-----ARE YOU A PSYCHIC QUIZ: https://www.metapsyckicks.com/extrasTELL US YOUR PARANORMAL STORIES HERE: https://www.metapsyckicks.com/extrasCHECK OUT OUR WEBSITE AND BLOG:www.metapsyckicks.comEMAIL US: metapsyckicks@gmail.com——-SAY HI ON SOCIAL:YouTube: https://www.youtube.com/channel/UC-Np1K0QH8e-EDHhIxX-FaAInstagram: https://www.instagram.com/metapsyckicksTikTok: https://www.tiktok.com/@metapsyckicks?lang=enFacebook: https://www.facebook.com/Meta-PsycKicks-107812201171308Olivia The Medium:Instagram - https://www.instagram.com/oliviathemedium/Threads -https://www.threads.net/@oliviathemedium?invite=4Email - oliviathemedium@gmail.com——-Sources:https://faculty.washington.edu/smcohen/320/psyche.htmhttps://lotzintranslation.com/2019/10/04/review-on-the-soul-aristotle/https://www.reddit.com/r/religion/comments/1dv8ncr/what_do_the_vietnamesebuddhists_believe_about/Support this podcast at — https://redcircle.com/meta-psyckicks/donationsAdvertising Inquiries: https://redcircle.com/brandsPrivacy & Opt-Out: https://redcircle.com/privacy
A Polícia Civil de São Paulo pediu o bloqueio de R$8 bilhões de pessoas e empresas suspeitas de ligação com o PCC. Peritos da Aeronáutica analisam os diálogos gravados nas caixas pretas do avião da Voepass. Uma pesquisa revelou que os brasileiros são alvos de mais de 4600 tentativas de golpe financeiro por hora. O uso de redes sociais em ações criminosas alimentou debates sobre a necessidade de regulamentação das plataformas digitais. Uma reportagem da Folha de São Paulo afirmou que o gabinete do Ministro Alexandre de Moraes no STF pediu relatórios ao TSE por meios não oficiais. E que os documentos para uso no inquérito das fake news eram sobre a atuação de aliados de Jair Bolsonaro. O gabinete do ministro afirmou que os procedimentos foram oficiais, regulares e documentados nos inquéritos e investigações com a participação integral da Procuradoria Geral da República. O Irã fez exercícios militares e rejeita o pedido de Estados Unidos e União Europeia pra desistir de um ataque a Israel. Morre, aos 100 anos de idade, o pacifista japonês Takashi Morita - que sobreviveu à bomba atômica em Hiroshima.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo', confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo' desta segunda-feira (12/08/2024): O brigadeiro Marcelo Moreno, chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), disse ontem que o conteúdo das duas caixas-pretas do avião da Voepass foi preservado e recuperado pela perícia. As peças guardam os registros de voz e os dados do voo e são fundamentais para desvendar as causas da tragédia que deixou 62 mortos. A próxima fase da investigação inclui ainda a análise dos dois motores da aeronave, para verificar se tinham potência no momento do acidente. Equipes da França e do Canadá, países do fabricante e de peças do avião, respectivamente, vão atuar na investigação. A expectativa é de que, em 30 dias, seja divulgado um relatório preliminar. Até o fim da tarde de ontem, um corpo havia sido liberado e outros sete aguardavam liberação no Instituto Médico Legal (IML). E mais: Política: Supremo, procuradoria e governo Lula fecham cerco sobre as big techs Economia: Prevista para 2033, universalização do saneamento deve atrasar 10 anos Internacional: Impasse eleitoral na Venezuela vira dor de cabeça para governo Lula Metrópole: Rodovias de SP devem ter 649 novos radares, a partir de janeiro Esportes: COB exalta mulheres e culpa ‘ventos' por resultadoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Caixas-pretas do avião que caiu em Vinhedo (SP) são localizadas e levadas para análise. Cenipa informa que tripulação do avião que caiu em Vinhedo (SP) não emitiu alerta de emergência.
Nesta semana, o Elas por Elas Formação apresentou o "Especial Julho das Pretas". No programa de hoje, trazemos um resumo com os pontos mais importantes. Participam: - Maria Palmira da Silva, Doutora em Psicologia Social e professora da UNINOVE - Carol Dartora, Deputada Federal (PT-PR) - Dandara Tonantzin, Deputada Federal (PT-MG) - Matilde Ribeiro, ex-ministra da Igualdade Racial do Brasil do governo Lula
O podcast PodTremer desta quinta-feira, 25 de julho, recebe Dandara Maria Barbosa, pesquisadora e palestrante nas causas antirracistas e ativista do Movimento Negro Unificado, para falar sobre Julho das Pretas.
Hoje Thais entrevista a publicitária e comunicadora Deh Bastos, também sócia da MAP Brasil, ela criou o perfil @criandocriancaspretas e é autora de 2 TEDx de sucesso. É conselheira da presidência da república, tem um currículo invejável com inúmeras empresas de peso no histórico. Hoje fala sobre criatividade, protagonismo, reconhecimento e carreira. Vambora entender como esse sucesso aconteceu? Toda semana tem novo episódio no ar, pra não perder nenhum, siga: LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/thaisroque/ Instagram Thais: https://www.instagram.com/thaisroque/ Instagram DCNC: https://www.instagram.com/decaronanacarreira/ TikTok: https://www.tiktok.com/@decaronanacarreira YouTube: https://www.youtube.com/@Decaronanacarreira?sub_confirmation=1 Thaís veste Look: PatBo - https://www.instagram.com/patbo_brasil/ Brincos: Swarovski - https://www.instagram.com/swarovski/ Sapatos: Bottega Venetta Styling: André Puertas - https://www.instagram.com/andrepuertas/ Beleza: Cris Dallé - https://www.instagram.com/crisdalle/ Links da Deh: Instagram - https://www.instagram.com/eudehbastos/ Criando Crianças Pretas - https://www.instagram.com/criandocriancaspretas/ LinkedIn - https://www.linkedin.com/in/dehbastos/ TEDx Crianças - https://www.youtube.com/watch?v=VH40-uGip6M TEDx Abelhas - https://www.youtube.com/watch?v=FD4mGBgm91w Mala de viagem: TED Chimamanda - https://www.ted.com/talks/chimamanda_ngozi_adichie_the_danger_of_a_single_story?language=pt-br The Bear - https://www.adorocinema.com/series/serie-28815/ A regra é não ter regras - https://amzn.to/4et9YV8 Equipe que faz acontecer: Criação, roteiro e apresentação: Thais Roque Consultoria de conteúdo: Alvaro Leme Supervisão: José Newton Fonseca Sonorização e edição: Felipe Dantas Identidade Visual: João Magagnin
No Salón de Embajadores, uma sala dourada da Casa de América, no centro de Madri, gente de toda parte tem se reúne para apreciar concertos musicais em português. O projeto Rua das Pretas, idealizado pelo cantor e compositor brasileiro Pierre Aderne, conquistou um lugar cativo na cena cultural da capital espanhola. Ana Beatriz Farias, correspondente da RFI em MadriOs shows, que começaram em fevereiro e vão até o início de abril, fazem parte de uma residência artística que o grupo está vivenciando na cidade e revelam ao público, entre histórias e canções, o DNA do Rua das Pretas, nasceu na sala da casa de Pierre Aderne, em Lisboa, Portugal, há 12 anos.O que inicialmente era um encontro íntimo e caseiro entre artistas de diferentes nacionalidades, hoje ganha os palcos internacionais levando a música brasileira mundo afora – mas não só ela, como conta Pierre, um fiel defensor do encontro entre os estilos musicais em língua portuguesa.“A gente passou demasiado tempo colocando a bandeira à frente da língua quando a música era cantada em português”, pontua o artista, que também é autor do filme “MPB – Música Portuguesa Brasileira: uma conversa musical entre Portugal, Brasil e Cabo Verde”.Para Pierre, a vida em Lisboa, onde se dedica a promover encontros de artistas lusófonos, trouxe de volta a união dos países que fazem música em português. “E eu estive no meio disso tudo. Com as minhas passagens pelos estados do Brasil, pelos artistas que eu conheci, pelos compositores que me ajudaram a trilhar um caminho como compositor. Pelas outras culturas que eu provoquei, fui provocado. Acho que é uma colcha de retalhos”, descreve.Segundo ele, essa trilha — que gera uma rede composta por cada experiência compartilhada e por cada ideia trocada —, não é, nem de longe, milimetricamente calculada. O que há é menos estratégia e mais intuição: “não é pensado, as coisas vão surgindo à flor da pele”.Metamorfose contínuaUma das características mais marcantes do “Rua das Pretas” é a constante transformação da composição do grupo. Entre os residentes, que se revezam na condução da festa, e os muitos convidados que já estiveram nesta “sala de casa” itinerante, mais de 200 artistas do mundo lusófono passaram pelo Rua das Pretas. Nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, José Eduardo Agualusa e Valter Hugo Mãe estão nesta lista.O percurso que o projeto tem traçado em Madri não foge à regra. A cada encontro, novos convidados sobem ao palco para acrescentar os seus próprios tons ao espetáculo. Num dos shows desta temporada espanhola, a cantora Valéria Lobão teve a oportunidade de cantar, pela primeira vez ao vivo, uma canção que já tinha gravado: “No coração de Mariana”. A faixa tem letra de Pierre Aderne e música de Carlos Fuchs e foi composta em homenagem a Ian Guest, mestre húngaro de diversos artistas brasileiros.Entre histórias e cançõesNo palco, ao perguntar a Valéria com qual música ela queria iniciar sua participação no show, Pierre brincou dizendo que “o repertório é espiritual” e escutou da artista como resposta: “por falar em espiritual, podíamos fazer primeiro aquela música incrível, que você fez depois de uma inspiração”.O anfitrião começou, então, a contar sua história com Ian Guest, que se iniciou ainda na infância – quando este frequentava reuniões de um grupo de teatro da família de Pierre – e culminou numa música escrita como ode a Ian. “Ano passado, eu tive a sensação de perceber a presença do Ian Guest e fiquei a noite inteira pensando nele. Tive a certeza, naquela noite, de que se ele não fosse a Lisboa, eu iria a Tiradentes encontrá-lo”, introduziu Pierre.Ele seguiu relatando que, na ocasião, escreveu uma letra pensando em Ian Guest e, na manhã seguinte, ligou para o parceiro musical Nilson Dourado para contar que queria convidar Ian para o Rua das Pretas e estar perto deles. “E o Nilson disse assim para mim: ‘eu acabei de receber a notícia de que ele faleceu esta noite'”, continuou Pierre Aderne, anunciando na sequência que Valéria Lobão cantaria a música composta na madrugada em questão.Viver esse improviso banhou Valéria de emoção: “Toda a história foi muito emocionante. Eu acho que a plateia também acabou se contagiando. Pela história e pela música, né? A história do Ian e essa música tão bonita do Pierre com o Carlos Fuchs”.Conexão Brasil-Portugal-EspanhaQuem também tem o rosto estampado no álbum de fotografias da residência artística do Rua das Pretas em Madri e já acumula suas próprias histórias com o grupo, é a cantora Maia Balduz. Ela é portuguesa e, depois de fazer várias participações nos shows do grupo, se tornou residente do projeto.Quanto à estrada percorrida junto ao Rua das Pretas, Maia diz que pode aprender bastante. “Tem sido muito bom porque trabalhar com músicos que já estão dentro do círculo há muitos anos é completamente diferente do que com pessoas da minha idade que, embora também sejam muito profissionais e toquem muito bem, não têm a bagagem toda de como nós falamos com o público, como interagimos. Portanto, é aquela bagagem de palco, não é só a bagagem instrumentista ou vocalista. Tem sido uma viagem intensa”.Entre indas e vindas de Lisboa a Madri, a cantora tem representado o fado na equação multifatorial que é o Rua das Pretas. O estilo musical, tipicamente português, é integrado à vida e ao repertório de Maia — e de grande parte dos que vivem em Portugal. Fora do país, no entanto, a força e a emoção do fado costumam surpreender.“As pessoas ficam sempre muito impressionadas quando ouvem fado, porque acham que é uma coisa muito diferente, muito profunda. Mesmo que elas não entendam, no caso dos espanhóis, a letra, elas estão a sentir tudo”, afirma Maia.Falando em sensações que podem atingir a plateia, não é raro ver no público rostos emocionados ao final dos shows. O espetáculo toca de diferentes formas a quem o assiste. A consultora de marketing Mónica Juanas é espanhola e não escondeu o contentamento com o que ouviu: “nos encantou”.O fascínio foi tanto que ela buscou, ao final da apresentação, uma forma de levar a música que havia escutado para casa: “Achamos muito especial, muito emocionante, com um contato muito direto com o público. Inclusive, estávamos procurando uma forma de comprar um disco, porque nós gostamos muito”.Parceria em som e corQuem, assim como Mónica, vai a um dos espetáculos do projeto Rua das Pretas na Casa de América, encontra a arte brasileira também nas cores e formas dos quadros de Gonçalo Ivo. O pintor é responsável pelas obras que compõem o cenário dos shows. A parceria entre Gonçalo e Pierre Aderne é antiga.“Eu fiz todos os cenários do Pierre em Portugal. E são enormes tecidos que confeccionamos, de três metros, dois metros, que eu chamo de bandeiras e que ficaram no Coliseu dos Recreios, em todos os lugares onde ele dá concerto. Eu que faço os cenários e essa é uma associação que tem mais de 12 anos”, relembra Gonçalo.Comentando os tantos encontros que acontecem envolvendo o projeto Rua das Pretas, Pierre Aderne lembra que muitos se dão pela primeira vez em cima de um palco. Faz parte do jogo de cena, de acordo com o que conta ele, que os músicos convidados não cumpram uma rotina rigorosa de ensaios.“Nunca temos tempo para ensaiar. Eu acho que é até uma desculpa. É como se fosse um primeiro date, um primeiro encontro em que você não sabe muito bem o que vai acontecer. Eu acho que esse suspense faz muito bem à música para não ficar igual. A gente pode tocar 20, 200 vezes uma canção e a ideia é que ela vá se modificando como a gente se modifica também”, arremata.PRÓXIMOS SHOWS:Quarta-feira, 20 de março de 2024. Artista convidado: Moacyr Luz.Quarta-feira, 3 de abril de 2024. Artista convidada: Roberta NistraHorário: 19h30Salón Embajadores de Casa de América, acesso pela Plaza de Cibeles, S/N.Mais informações sobre os concertos e a compra de bilhetes no site da Rua das Pretas
Las reuniones con amigos artistas que el brasileño Pierre Aderne organiza, en su casa de Lisboa, en torno a canciones, conversaciones y botellas de vino se instalan varios miércoles en Madrid (Casa de América) de cara al público. De la primera que se celebró, solo para invitados, el 1 de febrero escuchamos las grabaciones de 'Com vista pro mar', 'Guia', 'Vida estrela', 'Vide vida marvada', 'Saudades de Brasil em Portugal' y 'Vindima'. Además, Pierre Aderne en algunos de sus discos: 'Tristeza sai pra là', 'Melodia e letra' -con Melody Gardot-, 'Só pra ver ela passar' -con Madeleine Peyroux-, 'Fado dos barcos -con Cuca Roseta-, 'Samba e saudade', 'Mina do condominio' y 'Atelier de Terê'. Escuchar audio
A capital espanhola acolhe, até 7 de outubro, a primeira edição do festival ¡Hola Rio!. As apresentações artísticas que compõem a programação incluem teatro, dança e música, além de exibições de artes visuais e mostras de cinema. A proposta é criar conexões culturais entre Brasil e Espanha. Todas as atividades são gratuitas. Ana Beatriz Farias, correspondente da RFI em MadriDiferentes palcos, auditórios e salas de exposição de Madri ganharam tons de verde e amarelo nos últimos dias. Até espaços ao ar livre, como é o caso do parque El Retiro, têm reunido plateias atentas para assistir a espetáculos legitimamente brasileiros. Grande parte deste movimento acontece graças ao¡Hola Rio!, um festival que celebra a cultura do estado do Rio de Janeiro em plena capital espanhola.A iniciativa inclui mais de 30 apresentações artísticas – entre teatro, dança e música –, além de exposições e mostras audiovisuais. O diretor-geral do festival, Paulo Feitosa, explica que o processo de curadoria do ¡Hola Rio! levou em conta a necessidade de apresentar o estado do Rio de Janeiro a partir de uma pluralidade de formatos, conteúdos e artistas.A escolha do que seria evidenciado musicalmente é exemplo disso. “Na música, a gente queria mostrar que Rio de Janeiro é esse de hoje. Temos samba, sim. Mas, para além do samba, temos o quê? Que produção musical é essa? A gente foi pegando um pouco do clássico, do popular, do erudito, do pop, do rap, do trap e montando essa programação numa lógica de mostrar exatamente isso, essas mais diversas possibilidades da fruição artística do estado do Rio de Janeiro”, conta Paulo Feitosa.A realização do festival é fruto de uma parceria entre o governo estadual do Rio de Janeiro, o Sesc RJ e a Casa de América, em Madri. Cláudia Viana, secretária de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro, explica que a intenção, para além de internacionalizar a riqueza cultural fluminense, é permitir que os artistas que fazem parte do evento passem por esse processo de ampliação de horizontes. Assim, há uma parte do festival voltada à formação e às conexões feitas entre diferentes agentes culturais, como explica a secretária. Segundo ela, a ideia é que “depois do momento de apresentação, eles (os artistas participantes) também tenham condições de se emancipar nas suas relações com o país que está recebendo – que, no caso, é a Espanha”. Para tanto, há, na programação, espaço para encontros de gestores e de programadores de festivais com esses artistas, de maneira que o evento possa ser um ponto de partida para outras ações culturais.Rota bem pensadaA escolha de fazer o festival em Madri foi estratégica. Se questionando por onde chegar na Europa, os responsáveis pelo projeto concluíram que, além de ser uma das capitais culturais do continente, Madri possui uma produção efervescente que dialoga com a diversidade brasileira, sendo, assim, uma boa opção para sediar o evento.O apoio da Casa de América, instituição que promove ações relacionadas à América e, em especial, à América Latina, fez com que o lugar se convertesse na principal sede do ¡Hola Rio! – que conta, também, com outros polos espalhados pela cidade.Luis Prados, diretor de programação da Casa de América, destaca que, além de contemplar um amplo espectro da cultura do Rio, o festival amplia o leque: “Essa mostra dá uma ideia boa do que está acontecendo nos distintos aspectos da cultura fluminense, mas, de fato, não só fluminense, brasileira em geral”.Para exemplificar, Prados – que é espanhol, mas morou no Rio de Janeiro por anos – menciona o diálogo de produtores e gestores culturais que contou com as presenças da presidenta da Funarte, Maria Marighella, e da Secretária de Cultura do Ceará, Luisa Cela.Cantando brasilidadeUm dos muitos artistas que compõem a programação do festival ¡Hola Rio! é o cantor e compositor Pierre Aderne, criador do projeto Rua das Pretas. Ele, que vive em Portugal há 11 anos, se apresentou em Madri na companhia dos músicos Nilson Dourado e Walter Areia, levando ao público uma apresentação multi-instrumental repleta de brasilidade.“Foi realmente muito especial pra mim. Gostei muito. Não existe maior sintonia do que público e artista se revelarem. Então foi bastante positivo, emocionante. E vou guardar com carinho esse momento”, disse Aderne.O festival ¡Hola Rio! começou no dia 8 de setembro e vai até o dia 7 de outubro. Para conferir a programação completa, basta acessar as redes sociais ou no site do evento. Todas as atividades são gratuitas.
Se a discriminação já é grande contra as mulheres, quando elas são negras, a situação é ainda mais difícil. Uma pesquisa do movimento Potências Negras mostrou, em 2022, que 63% das mulheres negras foram discriminadas em processos seletivos. Além disso, 89% disseram encontrar dificuldades no mercado de trabalho. Para ajudar a empoderar e potencializar empreendimentos das negras é que surgiu o projeto Digitais Pretas, uma plataforma de visibilidade para afro-negócios. Neste episódio, vamos falar dessa experiência com a Néllys Corrêa, criadora do projeto. Saiba mais em: https://www.instagram.com/sejavero/
Histórias sobre (in)comunicação No primeiro ato: uma conversa que testou os limites da comunicabilidade. Por Branca Vianna No segundo ato: como a queda de um avião transformou uma região inteira. Por Letícia Leite Inscreva-se na nossa newsletter e receba o link para o episódio, dicas culturais da nossa equipe e mais direto na sua caixa de email https://bit.ly/newsletterna Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Fernando Alvim conversa com o músico Pierre Aderne sobre o seu aclamado projeto "Rua das Pretas".
Todos sabem quem foi Leônidas da Silva, Domingos da Guia, Pelé, mas poucos saberiam dizer quais os nomes das mulheres negras que foram pioneiras no futebol feminino. Quando decidi pesquisar a trajetória das mulheres negras no futebol percebi que havia pouca coisa escrita sobre elas.APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.comLOJAAcesse loja.historiapreta.com.br e vista nossa história.--FICHA TÉCNICAPesquisa, roteiro e apresentação Thiago AndréEdição de Som: Caio SantosSonorização: Janaína OliveiraRedes sociais e Gerência da comunidade: Carolina FerreiraIdentidade Visual: Raimundo Britto--Nos siga nas redes sociais no twitter @historiapreta e no Instagram @historia_preta
Tati Bernardi, Hana Khalil e Deh Bastos falam da dificuldade de se afastar quando o relacionamento com a mãe não é saudável Apesar de todo afeto que envolve a maternidade, muitas vezes acabamos não falando de como é difícil se afastar quando o relacionamento com a mãe não é saudável. "Minha mãe tem uma filha que ela ama e outra que ela odeia. O problema é que eu sou filha única", diz a escritora Tati Bernardi. "A minha mãe nunca dizia que tava de saco cheio de mim. Ela parecia feliz, mas eu percebia que às vezes ela ia me matar. Eu acho que somos meio tóxicas uma para a outra". Na Casa Tpm 2022, que mergulhou nos assuntos mais espinhosos que envolvem a maternidade sem clichê, tabu ou romantização, ela se encontrou com Deh Bastos, fundadora do projeto Criando Crianças Pretas, e com a influenciadora Hana Khalil, para um papo inédito transmitido no Trip FM desta semana. LEIA TAMBÉM: "A maternidade é um ato político", diz a atriz Monica Iozzi Para Hana, é preciso olhar para os pais antes de falar sobre as mães. "A mulher acaba ficando sozinha, sobrecarregada, e coloca em cima dos filhos as expectativas e os erros que ela não quer cometer na vida dela”, diz. “Se a gente quer quebrar o ciclo de traumas passados de geração para geração, não podemos tentar mudar nossa mãe. Tomei a decisão de não me afastar da minha, mas estou atenta para as suas falhas”. Fundadora do projeto Criando Crianças Pretas, Deh Bastos acredita que existe algo cultural da propriedade da mãe sobre o filho – e, quando ela vira mãe, se torna 'dona' duas vezes. “Eu aprendi muito tarde que eu era uma mulher preta e minha mãe só soube desta realidade através de mim. No momento em que ela me perguntou se foi por falta de letramento que eu cresci com tanta ferida, percebi que ela fez o melhor que pode”, conta. Você pode ouvir esse papo no play aqui em cima ou no Spotify. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2022/09/633604342c643/casa-tpm-hana-khalil-deh-bastos-tati-bernardi-tripfm-mh.jpg; CREDITS=Layla Motta; LEGEND=Deh Bastos, Tati Bernardi e Hana Kahlil; ALT_TEXT=Deh Bastos, Tati Bernardi e Hana Kahlil]
FAIXAS-PRETAS NO NICHO DE MILHAS AÉREAS | ERICO ROCHA by Erico Rocha
O Ministro da Marinha prepara uma manobra jurídica para punir marinheiros já perdoados. Prevendo o pior, fuzileiros e marinheiros da Ilha das Cobras articulam uma nova Revolta.--APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.com--LOJAAcaba de chegar na nosso loja os produtos e camisetas da temporada "O Samba das Pretas"!Acesse loja.historiapreta.com.br e vista nossa história.--FICHA TÉCNICAParticipação: Álvaro Pereira Nascimento, (Professor da UFRRJ e bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq)Pesquisa, Roteiro e Edição de som: Thiago AndréRedes sociais e Gerência da comunidade: Carolina FerreiraIdentidade Visual: Raimundo BrittoTrilha sonora: Blue Dot Sessions e Epidemic Sound--Nos siga nas redes sociais no twitter @historiapreta e no Instagram @historia_pretaBibliografiaMOREL, E. A revolta da chibata. 4. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1986.NASCIMENTO, Á.P. JOÃO CÂNDIDO, O MESTRE SALA DOS MARES: TRABALHO E COTIDIANO NA VIDA MARÍTIMA DOS MARINHEIROS DA BELLE ÉPOQUE. Almanack, 2019.----. Cidadania, cor e disciplina na revolta dos marinheiros de 1910. Rio de Janeiro: Mauad X, 2008.
Os marinheiros assumem o comando dos navios e a situação adversa faz de João Cândido o Almirante Negro. Mas sua experiência de homem do mar não poderia prever o revide preparado pelo governo.--APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.com--LOJAAcaba de chegar na nosso loja os produtos e camisetas da temporada "O Samba das Pretas"!Acesse loja.historiapreta.com.br e vista nossa história.--FICHA TÉCNICAParticipação: Álvaro Pereira Nascimento, (Professor da UFRRJ e bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq)Pesquisa, Roteiro e Edição de som: Thiago AndréRedes sociais e Gerência da comunidade: Carolina FerreiraIdentidade Visual: Raimundo BrittoTrilha sonora: Blue Dot Sessions e Epidemic Sound--Nos siga nas redes sociais no twitter @historiapreta e no Instagram @historia_pretaBibliografiaMOREL, E. A revolta da chibata. 4. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1986.NASCIMENTO, Á.P. JOÃO CÂNDIDO, O MESTRE SALA DOS MARES: TRABALHO E COTIDIANO NA VIDA MARÍTIMA DOS MARINHEIROS DA BELLE ÉPOQUE. Almanack, 2019.----. Cidadania, cor e disciplina na revolta dos marinheiros de 1910. Rio de Janeiro: Mauad X, 2008.
Cansados de serem ignorados em suas queixas, os marinheiros partem para ofensiva e aumentam o tom do discurso. Uma carta deixada debaixo da porta do comandante pode ser o sinal de algo muito pior.TRANSCRIÇÃO--LOJAAcaba de chegar na nosso loja os produtos e camisetas da temporada "O Samba das Pretas"!Acesse loja.historiapreta.com.br e vista nossa história.--APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.com--FICHA TÉCNICAParticipação: Álvaro Pereira Nascimento, (Professor da UFRRJ e bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq)Pesquisa, Roteiro e Edição de som: Thiago AndréRedes sociais e Gerência da comunidade: Carolina FerreiraIdentidade Visual: Raimundo BrittoTrilha sonora: Blue Dot Sessions e Epidemic Sound--Nos siga nas redes sociais no twitter @historiapreta e no Instagram @historia_pretaBibliografiaMOREL, E. A revolta da chibata. 4. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1986.NASCIMENTO, Á.P. JOÃO CÂNDIDO, O MESTRE SALA DOS MARES: TRABALHO E COTIDIANO NA VIDA MARÍTIMA DOS MARINHEIROS DA BELLE ÉPOQUE. Almanack, 2019.----. Cidadania, cor e disciplina na revolta dos marinheiros de 1910. Rio de Janeiro: Mauad X, 2008.
O menino João Cândido é levado para a Marinha para ser corrigido e conhece a face mais cruel da caserna. Mas em uma viagem para Inglaterra, ele percebe que pode mudar o rumo daquela história.--LOJAAcaba de chegar na nosso loja os produtos e camisetas da temporada "O Samba das Pretas"!Acesse loja.historiapreta.com.br e vista nossa história.--APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.com--FICHA TÉCNICAPesquisa, Roteiro e Edição de som: Thiago AndréRedes sociais e Gerencia da comunidade: Carolina FerreiraIdentidade Visual: Raimundo BrittoTrilha sonora: Blue Dot Sessions e Epidemic Sound--Nos siga nas redes sociais no twitter @historiapreta e no Instagram @historia_pretaBibliografiaALMEIDA, S. C. P. Do marinheiro João Cândido ao Almirante Negro: conflitos memoriais na construção do herói de uma revolta centenária. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 31, n. 61, p. 61-84, 2011. LINS, Mônica Regina Ferreira. “Viveiros de homens do mar”: escolas de aprendizesmarinheiros e as experiências formativas na marinha militar no Rio de Janeiro. Tese (Doutorado) – Universidade Estadual do Estado do Rio de Janeiro. Faculdade de Educação. 2012MOREL, E. A revolta da chibata. 4. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1986.NASCIMENTO, Á.P. JOÃO CÂNDIDO, O MESTRE SALA DOS MARES: TRABALHO E COTIDIANO NA VIDA MARÍTIMA DOS MARINHEIROS DA BELLE ÉPOQUE. Almanack, p. 358-403, 2019.----. Cidadania, cor e disciplina na revolta dos marinheiros de 1910. Rio de Janeiro: Mauad X, 2008.SILVA, C. A. l. Os aspirantes e guardas-marinha do primeiro reinado: heranças e talentos na profissionalização nos quadros da marinha imperial. In: SIMPÓSIO Nacional DE História, 27., 2013, Natal. Anais... Natal: ANPUH, 2013
Nos anos 50, João Cândido é encontrado esquecido pela história, vendendo peixe na beira da mesma Baía de Guanabara que fez dele um herói. Mas o que exatamente ele fez para merecer isso?TRANSCRIÇÃO--LOJAAcaba de chegar na nosso loja os produtos e camisetas da temporada "O Samba das Pretas"!Acesse loja.historiapreta.com.br e vista nossa história.--APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapreta--FICHA TÉCNICAPesquisa, Roteiro e Edição de som: Thiago AndréRedes sociais e Gerencia da comunidade: Carolina FerreiraIdentidade Visual: Raimundo BrittoTrilha sonora: Blue Dot Sessions e Epidemic Sound--Nos siga nas redes sociais no twitter @historiapreta e no Instagram @historia_pretaBibliografiaALMEIDA, S. C. P. Do marinheiro João Cândido ao Almirante Negro: conflitos memoriais na construção do herói de uma revolta centenária. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 31, n. 61, p. 61-84, 2011. ARIAS NETO, J. M. João Cândido 1910-1968: arqueologia de um depoimento sobre a Revolta dos Marinheiros.BELLO, l. A. O. Versão oficial. In: MOREL, E. A revolta da chibata. 4. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1986.MOREL, E. A revolta da chibata. 4. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1986.NASCIMENTO, Á.P. JOÃO CÂNDIDO, O MESTRE SALA DOS MARES: TRABALHO E COTIDIANO NA VIDA MARÍTIMA DOS MARINHEIROS DA BELLE ÉPOQUE. Almanack, p. 358-403, 2019.
Desde que o Brasil é Brasil, os modos de viver quilombola representam uma ameaça à dinâmica colonial. A longevidade e resistência dos quilombos se deve a conceito conhecido por “A Paz Quilombola”.TRANSCRIÇÃO--LOJAAcaba de chegar na nosso loja os produtos e camisetas da temporada "O Samba das Pretas"!Acesse loja.historiapreta.com.br e vista nossa história.--APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapreta--FICHA TÉCNICAPesquisa, Roteiro e Edição de som: Thiago AndréRedes sociais e Gerencia da comunidade: Carolina FerreiraIdentidade Visual: Raimundo BrittoTrilha sonora: Blue Dot Sessions e Epidemic Sound--Nos siga nas redes sociais no twitter @historiapreta e no Instagram @historia_pretaBibliografiaBATISTA, W. V. Palavras sobre uma historiadora transatlântica: estudo da trajetória intelectual de Maria Beatriz Nascimento. 2016. Tese (Doutorado em Estudos Étnicos e Africanos) - Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2016.SOUZA, Laura de Mello e. Violência e práticas culturais no cotidiano de uma expedição contra quilombolas: Minas Geraism 1769. In. REIS, João José; GOMES, Flávio dos Santos. Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil. São Paulo, SP: Companhia das Letras, 1996.CARNEIRO, Édison. Singularidades do quilombo. In: MOURA, Clóvis (Org.) Os quilombos na dinâmica social do Brasil. Maceió: EDUFAL, 2001ALMEIDA, Alfredo Wagner Berno de. Os Quilombos e as novas etnias In: O'DWYER, Eliane Cantarino (Org). Quilombos: identidade étnica e territorialidade. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2002, pp. 43-82. MEIRELES, Jeovah; LEROY, Jean Pierre. Povos indígenas e comunidades tradicionais: os visados territórios dos invisíveis. In. Porto, Marcelo Firpo; Pacheco, Tania; Leroy, Jean Pierre. Injustiça ambiental e saúde no Brasil: o mapa de conflitos. Rio de Janeiro, Editora Fiocruz, 2013. p.115-131Reportagens Governo Bolsonaro desacelerou a regularização de territórios quilombolasFundação Cultural Palmares certificou apenas cinco quilombos em 2020Novo ataque aos Quilombolas do MaranhãoAgrotóxicos são lançados de avião sobre crianças e comunidades em disputa por terra