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No início dos seus manuscritos, de 1844, Marx escreve qualquer coisa como «o meu próximo é o dinheiro», e o poeta francês Christophe Hanna admite que esta declaração pode ser entendida como uma indiciação de que o dinheiro determina as nossas vidas num tal grau que não nos livramos de qualificar os outros e a relação que com eles estabelecemos a partir da fortuna que lhes atribuímos. No fundo o dinheiro actua como um «capcioso parasita» (António Vieira) capaz de conduzir o hospedeiro a seu bel-prazer. Este parasita que se apropriou inteiramente dos destinos das sociedades pós-históricas, alcançou esse efeito prodigioso, diz-nos Vieira, ao infiltrar-se em todas as esferas do espaço humano, desenvolvendo um parasitismo de alta virulência: «fazendo-se desejar sem limite, inverte os papéis e põe a sociedade ao seu serviço até fazer perigar a sobrevivência do hospedeiro.» A narcose que este gera é tão profunda, que tudo se submete às suas leis, e ele deforma a própria realidade física através do homem, que se torna o agente dessa força viral. Como um astro negro, este irradia subtilmente a sua promessa que acaba por dominar o curso do mundo. Borges notou que «nada há de menos material do que o dinheiro, pois qualquer moeda (uma moeda de vinte cêntimos, digamos) é, em rigor, um repertório de futuros possíveis». Mas esse tempo futuro não nos pertence, na verdade os homens não são ricos, tanto como se tornam seres possuídos pelo dinheiro. O dinheiro é uma função que transtorna inteiramente a razão moral de um ser ao ver-se capturado pela sua influência, por essa excepção que nos desintegra sucessivamente até levar a um desinvestimento de todos os afectos e ligações, e desse desejo de autonomia, de liberdade, a qual não existe a não ser enquanto luta com o seu contrário. A adesão significa uma perda de si, uma diluição, enquanto o homem se cinge aos fins do próprio dinheiro, que visa a multiplicação, e que determina que toda a coisa, todo o bem, todos os seres, no esforço de se realizarem no mercado, passem a definir-se apenas segundo essa necessidade de competir com todas as outras mercadorias. Como nos diz Huysmans, «o dinheiro atrai-se a si próprio, procura aglomerar-se nos mesmos locais, vai de preferência parar aos celerados e aos medíocres; e depois, quando uma inescrutável excepção o leva a acumular-se num rico de alma não criminosa nem abjecta, permanece estéril, incapaz de se converter num bem inteligente, e entre mãos caridosas nem mesmo é apto a alcançar um fim elevado. Dir-se-ia que vinga assim o seu destino falso, se paralisa voluntariamente quando não pertence ao último dos trapaceiros nem ao mais repelente dos malandros.» A forma como o dinheiro se impõe passa desde logo por submeter a si o tempo e todas as funções cronológicas, de modo a neutralizar o Kairós, essa capacidade de ler no inesperado, de se aproveitar do acaso na forma como este procura corroer os enredos coercivos que visam tornar-nos meros espectadores passivos das nossas próprias vidas, existências paralisadas. O triunfo do capital significa essa redundância absoluta, num encadeamento que conduz ao fenómeno do presentismo, esse tempo que se define pela eterna hipnose do presente. Isto faz de nós seres dominados por uma compulsão para refazer o mundo segundo a lógica carcerária que exponencia as dinâmicas preditivas. A nossa época define-se, assim, como um nó temporal, uma sobreposição de tempos assombrados, em que o passado se dissolve nesses ecos ou reflexos comprometidos com o efémero e a contingência, dificultando a capacidade de recuperar as referências e, mergulhando na tradição, reactivar as sobrevivências de outras eras. Nem o futuro aquilo que nos ocupa, mas uma sua projecção que acaba por gerar a impotência, vivendo-se por antecipação apenas na correspondência com um desejo mórbido que se devasta a si mesmo, sendo que as promessas se concatenam e se tornam imediatamente perecíveis. O dinheiro não é, por isso, tão-só um equivalente absoluto, mas ele actua no espírito dos homens produzindo uma metamorfose que os tranca fora dessas cogitações inebriadas pelo tempo longo da história, sendo que em todos os domínios da vida, as obsessões presentistas levam ao colapso temporal, um tempo liso que não permite que nada se sedimente. Daí a tendência desde há algumas décadas para o deperecimento das formas artísticas, uma vez que esta lógica carcerária, mais do que nos confinar no espaço, vulnera-nos ao estarmos mergulhados num ritmo em constante aceleração que impede aquela maturação lenta que sempre esteve na base das principais realizações do espírito, e especificamente na arte que se fez até à modernidade. Hoje, devemos reconhecer como a arte contemporânea mais do que definir um conjunto de práticas que já não correspondem a critérios ou formas estáveis, numa relação tensa com a tradição, mas ao cooptar e misturar processos e linguagens com uma crescente indiferença pelas suas funções originárias, coloca-se como uma estação situada no ponto extremo da aceleração. Como nos diz o filósofo francês Yves Michaud, esta «indiferenciação dos géneros artísticos e coexistência de critérios estéticos provindos de tradições artísticas diferentes – uma paisagem chinesa, um rosto de manga japonês, um graffiti urbano, uma abstracção geométrica cientista, uma pintura abstracta expressionista ou monocromática, etc. – neutralizaram todos os critérios em favor daquilo que pode chamar-se ‘pluralismo indiferentista'». No fundo, o paradigma da arte contemporânea que infectou e contagiou tantas outras esferas da realização artística determinou que fosse o próprio conceito de arte que se dissolveu. Hoje, tudo é arte, porque a própria arte foi dominada pelo dinheiro, e está hoje inteiramente capturado pelos enredos da valorização e especulação das mercadorias, conferindo glamour, aura, brilho, confundindo-se nos seus fins com a própria ideia de luxo, de definição das tendências, sendo que ao artista não restou outra escolha senão tornar-se produtor, fabricando em série a partir de um modelo genérico, oferecendo ao mercado objectos produzidos que dizem sempre o mesmo, tornando-se idênticos, porque não servem para outra coisa senão para corresponder a uma marca, não se distinguindo nos fins do da publicidade. Voltando a Huysmans, este vinca como o dinheiro «torna lúbrico o indigente mais casto, actua de uma só pancada no corpo e na alma, e a quem o possui sugere um egoísmo baixo, um orgulho ignóbil, aconselha a gastá-lo apenas consigo próprio, do mais humilde faz um lacaio insolente, do mais generoso um larápio. Num segundo altera todos os hábitos, transtorna todas as ideias, num abrir e fechar de olhos transforma as paixões mais teimosas.» Aquilo que subsiste são apenas as paixões tristes de que falava Espinoza, desde logo a do dinheiro. Por isso mesmo, esta conjunção de todos os destinos, não deixa já margem a esses processos artísticos que se definiam pela resistência, pela «negação contínua daquilo que ameaça suprimir a própria liberdade» (Hegel). Bolaño, que nunca foi outra coisa senão um espírito que se alimentava das formas que, contrariando o monoteísmo do mercado, procuravam resgatar aquele politeísmo da imaginação, lamentava-se da perda da função social da literatura… «Que podem fazer Sergio Pitol, Fernando Vallejo e Ricardo Piglia perante a avalanche de glamour? Pouca coisa. Literatura. Mas a literatura não vale nada se não vier acompanhada de algo mais refulgente do que o mero acto de sobreviver. A literatura, sobretudo na América Latina, e suspeito que também em Espanha, é sucesso, sucesso social, claro, isto é, grandes tiragens, traduções para mais de trinta línguas. Os escritores actuais já não são, como bem fez notar Pere Gimferrer, senhoritos dispostos a fulminar a respeitabilidade social, nem muito menos um bando de inadaptados, mas gente saída da classe média e do proletariado, disposta a escalar o Evereste da respeitabilidade, desejosa de respeitabilidade. São louros e morenos, filhos do povo de Madrid; são gente da pequena burguesia que espera terminar os seus dias na alta burguesia. Não rejeitam a respeitabilidade. Procuram-na desesperadamente. Para a alcançar têm de transpirar muito. Assinar livros, sorrir, viajar para lugares desconhecidos, sorrir, fazer de palhaço nos programas cor-de-rosa, sorrir muito, sobretudo não morder a mão que lhes dá de comer, assistir a feiras do livro e responder com boa disposição às perguntas mais cretinas, sorrir nas piores situações, fazer cara de inteligentes, controlar o crescimento demográfico, agradecer sempre.» Que outra coisa vemos por estes dias tomar conta de todos os programas e «eventos» culturais senão isto? O que se andou a tramar por estes dias ali no Porto? Espécie de assalto sem se mexer muito, procurando excitar um tão bacoco fervor regionalista, propor os valores locais, poetas alinhados como artigos numa feira de produtos de uma cidade que há muito, tal e qual como Lisboa, não está em condições de lutar contra nada, nem contra a erosão de qualquer ordem de valores face à sua conversão em manta de retalhos, de atracções turísticas e activos financeiros, e assim, vimos Arnaldo Saraiva, num artiguelho encomendado, render-se à impostura de um reles promotor de valores regionais, fornecendo uma "selecção" de entre alguns perfis seguros, aspirantes e os habituais basbaques que ajudam a engrossar o lote, e, logo ele que tanto gosta dos brasileiros, parecia esquecer essa sóbria lição de «política literária» que nos deu Drummond de Andrade: «O poeta municipal/ discute com o poeta estadual/ qual deles é capaz de bater o poeta federal.// Enquanto isso o poeta federal/ tira ouro do nariz.» É só mais um entre uma série de promotores que, logo que foi posto algum dinheiro à disposição para a campanha, com o fim de reclamar que a cidade ainda mexe, provando que esta direita não quer fazer como a do último autarca social-democrata, que limpou o cu à cultura, e veja-se como se engendrou logo o patético golpe, como se encheram de presságios estes coronalecos, que luzes, e que maneiras agora, com a entoação favorecida por aquele lance de escadas da pronúncia, mas, desta feita, em vez do vernáculo, da bojarda que nos fazia sentir o gosto às tripas, temos uns assanhados prontos para fazerem da cultura o partido geral, nesse modo prático de ir com quem tiver o maço delas, esbanjando a esmola, multiplicando o pão abstracto, e olhó blazer que ali vem, Couceiro-argonauta-da-volta-à-terra-na-treta, lá vem, e garantem-nos que é tempo do rapaz, este que sofre daquela ternura publicitária pelos livros, vai morrer de letriose, uma cirrose de tanto ir ao fundo do tinteiro, das mil maneiras como se enrola com as sílabas numa tal felação, industrioso chouriceiro, cheio dessa bibliogarrulice, messias que irá salvar os canhenhos da glutonice da bicharia da prata, e aí vem o parque temático para os que tanto gostam de comer a erva das passadeiras em vez de a pisar, e se qualquer palco serve a quem vai partir prò infinito, que imortal salsada, vamos pôr a invicta a ler até desmaiar de inanição, vai fundar-se uma disneylândia das bovarinhas, com lendas que as levem para a cama e as aturem, enquanto põem ovos e os cornos ao pobre Charles, umas com as outras a desfiar delírios pelos festivais em vez de engolirem duma vez a merda do arsénico. Ora, neste episódio, e para pôr alguma ordem nisto, tivemos a companhia de António Pinto Ribeiro, alguém que tem pensado e exercido um papel enquanto programador cultural, buscando construir enredos de ordem excepcional que permitam ainda resistir à moral do lucro, a estas engrenagens submetidas de mil maneiras aos mecanismos do poder, nomeadamente neste quadro que serve para promover os artistas dóceis e inócuos, atrapalhando os potencialmente ameaçadores.
Médecins : il est minuit moins une ! François et Pablo : des chefs en sursis? L’Assemblée nationale offrira-t-elle des excuses à Yves Michaud 25 ans plus tard? Les indépendants s’organisent! La rencontre Robitaille-Boilard avec Antoine Robitaille et Benoit Dutrizac. Regardez aussi cette discussion en vidéo via https://www.qub.ca/videos ou en vous abonnant à QUB télé : https://www.tvaplus.ca/qub ou sur la chaîne YouTube QUB https://www.youtube.com/@qub_radio Pour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
Notes on Joan Mitchell Livingston, Jane, et al. Joan Mitchell. Whitney Museum of American Art, 2002. https://yalebooks.yale.edu/book/9780300093996/joan-mitchell/ Albers, Patricia, et al. Joan Mitchell: Lady Painter: A Life. Alfred A. Knopf, 2011. https://www.penguinrandomhouse.com/books/203572/joan-mitchell-by-patricia-albers/ Bernstock, Judith E. Joan Mitchell. Hudson Hills Press, 1988. https://www.hudsonhills.com/book/joan-mitchell/ Mitchell, Joan, and Yves Michaud. Joan Mitchell: New Paintings. Robert Miller Gallery, 1991. https://www.robertmillergallery.com/joan-mitchell-new-paintings-1991/ Shiff, Richard, et al. Joan Mitchell: I carry my landscapes around with me. David Zwirner Books, 2019. https://davidzwirnerbooks.com/product/joan-mitchell-i-carry-my-landscapes-around-me Find out more at https://three-minute-modernist.pinecast.co
Nous vivons à une époque où l'accès à la connaissance est disponible en deux clics. Et pourtant, il existe encore des écoles et des universités qui forment notre jeunesse. L'une d'elles, l'ISG Luxury Geneva nous a ouvert ses portes. La rencontre avec cette école du POURQUOI a été pour nous l'occasion de discuter avec Franck Belaich, son directeur et de découvrir son parcours de vie et professoral, mais aussi et surtout de découvrir et discuter des challenges qui attendent les nouvelles générations qui arrivent sur le marché du travail. Ouvrages : Le nouveau Luxe par Yves Michaud : https://www.fr.fnac.ch/a3787837/Yves-Michaud-Le-nouveau-luxe?origin=SEA_GOOG_PLA_SMABOOK&gad_source=1&gclsrc=dsLuxe, nouveaux challenges, nouveaux challengers par Jean-Noël Kapferer : https://www.fr.fnac.ch/SearchResult/ResultList.aspx?Search=luxe+nouveaux+challenge&sft=1&sa=0Pour rappel, Tourbillon Watch est un média horloger qui va à la rencontre de celles et ceux qui font l'horlogerie. Ces artisans, ces chefs d'entreprises, ces designers et ces horlogers indépendants qui donnent vie à ces montres qui animent notre passion. Tout au long d'une discussion amicale vous découvrirez leurs histoires de vie, leurs parcours et leurs aventures au coeur de l'entrepreneuriat, du design, du luxe et de la créativité ! Hébergé par Ausha. Visitez ausha.co/politique-de-confidentialite pour plus d'informations.
Gilles a retrouvé son cardiologue! Francois Legault fait une Marina Orsini de lui-même et cuisine. Discussion avec Gilles Proulx, chroniqueur au Journal de Montréal Journal de Québec.Pour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
La loi Françoise David. L'ambition de PSPP. Yves Michaud. Discussion avec Pierre Nantel.Pour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
Appétissante nouvelle! Reconnaissance faciale. Yves Michaud : pas d'excuses. La rencontre Robitaille-Dutrizac avec Antoine Robitaille, animateur de l'émission Là-Haut sur la colline à QUB radio.Pour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
Bernard Drainville ressort le 3e lien ! Le PQ déposera une motion afin de rendre hommage à Yves Michaud. La rencontre Lisée-Montpetit avec Jean-François Lisée, ancien chef du Parti québécois et Marie Montpetit, analyste politique.Pour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
Invités: Geneviève Lajoie et Rémi Nadeau, respectivement correspondante parlementaire à l'Assemblée nationale pour le Bureau du Journal et CHEF de ce même dynamique Bureau. Avec mes amis du bureau parlementaire, on revient sur la fin d'une autre semaine difficile pour le gouvernement Legault. Yves Michaud meurt, François Legault ressuscite l'affaire Michaud. Rémi nous donne la primeur de ses « pouces » en bas et en haut de sa chronique politique de fin de semaine.Pour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
Gaston Deschênes a été aux premières loges pour voir l'évolution d'Yves Michaud à l'Assemblée nationale. Entrevue avec Gaston Deschênes, auteur et historien pour l'Assemblée nationale pendant 30 ans.Pour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
L'affaire Yves Michaud. Une femme meurt dans les toilettes aux urgences. Segment LCN. Pour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
Yves Michaud, le « Robin des banques », s'éteint. Retour sur l'élection présidentielle russe
Chapelle ardente pour Mulroney. Legault maintient son vote sur le blâme pour Yves Michaud. Le fédéral annonce une réduction de l'immigration temporaire. Le ministre de la Culture veut s'attaquer à la revente de billets. Montréal est de moins en moins attrayante pour les jeunes. Le gouvernement fédéral poursuit Apple. Trump doit payer sa caution… sinon quoi? Tout savoir en 24 minutes avec Mario Dumont et Alexandre Moranville-Ouellet.Pour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
L'amie et ancienne collègue d'Yves Michaud, Louise Beaudoin, se rappelle de la grande contribution journalistique et diplomatique du « Robin des banques ». Entrevue avec Louise Beaudoin, ex-ministre péquiste, déléguée générale du Québec à Paris de 1984 à 1985.Pour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
Voisine d'une résidence pour itinérants, une dame vit un véritable | Les juges se prennent pour qui? | Yves Michaud ne s'est jamais remis de la motion contre lui | Une caricature sème la controverse. Dans cet épisode intégral du 21 mars, en entrevue : Catheryne Pagé, résidente de Chicoutimi, qui habite la maison adjacente à une maison de sans-abri. Louise Beaudoin, ex-ministre péquiste, déléguée générale du Québec à Paris de 1984 à 1985. Frédéric Therrien, président du Syndicat des chauffeurs d'autobus, opérateurs de métro et employés des services connexes de la STM. Une production QUB Mars 2024Pour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
Chapelle ardente pour Mulroney. Legault maintient son vote sur le blâme pour Yves Michaud. Le fédéral annonce une réduction de l'immigration temporaire. Le ministre de la Culture veut s'attaquer à la revente de billets. Montréal est de moins en moins attrayante pour les jeunes. Le gouvernement fédéral poursuit Apple. Trump doit payer sa caution… sinon quoi? Tout savoir en 24 minutes avec Mario Dumont et Alexandre Moranville-Ouellet.Pour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
Réflexions sur la caricature controversée de Chapleau dans La Presse | Le « Robin des banques » Yves Michaud nous a quittés hier. Dans cet épisode intégral du 21 mars, en entrevue : Yannick Lemay, alias Ygreck, caricaturiste du Journal de Montréal Yves-François Blanchet, chef du Bloc Québécois Gilles Chamberland, psychiatre à l'Institut Philippe-Pinel Une production QUB Mars 2024Pour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
On revient sur la motion de blâme contre Yves Michaud et sur la position de François Legault. La rencontre Lisée - Montpetit avec Jean-François Lisée, ancien chef du Parti québécois et chroniqueur politique et Marie Montpetit, analyste politique et ancienne députée libérale et ministrePour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
François Legault et la CAQ. Yves Michaud. Discussion avec Gilles Proulx, chroniqueur au Journal de Montréal Journal de Québec.Pour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
Yves Michaud : il a fait trembler les financiers et les banquiers d'ici. L'ancien politicien et journaliste Yves Michaud, surnommé le Robin des banques, s'est éteint à l'âge de 94 ans Discussion économique avec Yves Daoust, directeur de la section Argent du Journal de Montréal et du Journal de QuébecPour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
Yves Michaud et la fameuse motion de blâme. Réflexion sur la caricature controversée de Chapleau dans La Presse. La rencontre Facal-Martineau avec Joseph Facal, chroniqueur au Journal de Montréal & au Journal de Québec Pour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
L'ancien député libéral dans Gouin, que l'on surnommait également le «Robin des banques», Yves Michaud, est décédé mercredi à l'âge de 94 ans à Montréal. Il était également l'ancien fondateur et administrateur du Mouvement d'éducation et de défense des actionnaires. Celui qui occupe présentement ce poste tenait à lui rendre hommage. Entrevue avec Willie Gagnon, Directeur général du Mouvement d'éducation et de défense des actionnaires MÉDACPour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
La CAQ descend encore dans les sondages et… ressort la souveraineté. Benoit Charrette affirme qu'on peut avoir un véhicule électrique rapidement. Une caricature de La Presse critiquée. Le crabe des neiges en péril? L'opposition à Montréal veut des solutions à la saleté. Yves Michaud est décédé. Les passes du FEQ se sont envolées! Trump sur la panique. Les frères Kelce veulent battre le record de Mike Ward. Tout savoir en 24 minutes avec Mario Dumont et Alexandre Moranville-Ouellet.Pour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
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Yves Michaud n'est plus. Réactions au sondage. Discussion politique avec Antoine Robitaille, animateur de l'émission Là-Haut sur la colline à QUB radio.Pour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
Hommage à Yves Michaud. Isabelle Maréchal souligne la journée internationale de la Francophonie. Nos jeunes sont-ils moins heureux ici qu'ailleurs? La rencontre Maréchal-Dumont avec Isabelle Maréchal.Pour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
Neste episódio, Ana e Bruna conversam sobre a importância de preservarmos e facilitarmos a autenticidade de nossas clientes durante o trabalho de consultoria de imagem. Para isso se utilizam do conceito de autenticidade proposto pelo filósofo francês Yves Michaud: a autenticidade está na experiência com os objetos e não nos objetos em si. O conceito nos ajuda a pensar imagem e estilo como resultados vivos e dinâmicos da relação de nossas cientes com a materialidade do vestir - como me sinto, como me percebo, como me identifico ao me vestir de determinadas maneiras. Ana e Bruna discutem ainda como esse conceito pode fortalecer nossos negócios e nos colocar diante de uma outra forma de pensar a venda dos nossos serviços.O Juntas é um podcast de Consultoras de Imagem para Consultoras de Imagem. De empreendedoras para empreendedoras. De criativas para criativas. Com ele temos o objetivo de discutir e compartilhar aspectos pessoais e profissionais que afetam nossas jornadas dentro e fora do trabalho.
durée : 01:24:59 - Les Nuits de France Culture - par : Albane Penaranda - Une vie, une ouvre - Joan Mitchell, peintre de la vitalité furieuse (1ère diffusion : 08/09/1994) Par Catherine Serre - Avec Philippe Piguet, Yves Michaud (philosophe), Philippe Dagen (critique d'art), Jacques Bouzerand (critique d'art), Véronique Buttin (reporter à l'AFP), Pierre Schneider (écrivain et critique d'art), Jean Fournier (directeur de la Galerie Fournier à Paris) et des visiteurs de l'exposition 'Joan Mitchell' au musée du Jeu de Paume - Lectures Rebecca Pauly et Valère Bertrand - Réalisation Jean-Claude Loiseau
Chronique de Gilles Proulx, chroniqueur au Journal de Montréal Journal de Québec.Pour de l'information concernant l'utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
Intellectuels, chefs d'entreprises, artistes, hommes et femmes politiques... Frédéric Taddeï reçoit des personnalités de tous horizons pour éclairer différemment et prendre du recul sur l'actualité de la semaine écoulée le samedi. Même recette le dimanche pour anticiper la semaine à venir. Un rendez-vous emblématique pour mieux comprendre l'air du temps et la complexité de notre monde.
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Mathilde Fontez présente le nouveau magazine français Epsiloon; Katerine Verebely parle du festival littéraire Metropolis bleu; Lionel Levac nous présente les marchés saisonniers; Yanick Villedieu critique le livre La planète du héron bleu; Michel Nadeau discute de la ligne Appalaches-Maine d'Hydro-Québec; Isabelle Porter rapporte que Bellechasse veut le troisième lien; Jean-Claude Vigor discute de la journée internationale de la biodiversité; Philippe Mollé parle des asperges du Québec; Stéphane Garneau analyse la consommation de contenus numériques; Michel Coulombe critique le film Les Trois Accords, Live dans le plaisir; Jean-Pierre Charbonneau parle de l'affaire Yves Michaud; et Olivier Hernandez discute des satellites de surveillance.
Entrevue avec Gaston Deschênes, historien, ex-employé de l'Assemblée nationale : L’affaire Michaud n'est toujours pas réglée vingt ans plus tard. Pour de l’information concernant l’utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
Entrevue avec Louise Beaudoin, ex-ministre du Parti québécois : Retour sur son texte d'opinion: "Affaire Michaud: encore un effort". Pour de l’information concernant l’utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
Le commentaire de Gilles Proulx, chroniqueur au Journal de Montréal et au Journal de Québec : le budget. La pensée tribale. Yves Michaud. Les jeunes pour le français. Pour de l’information concernant l’utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
Le billet de Richard Martineau : l’élite médiatique souffre de la pensée unique. Chronique Crime et Société avec Félix Séguin, journaliste au Bureau d’enquête de Québecor : Leslie Van Houten, disciple du sanguinaire gourou Charles Manson, a essuyé son 23e refus de libération conditionnelle par les autorités californiennes depuis sa condamnation à la prison à vie pour un double meurtre commis en 1969. Le Nord-Est de Montréal est la scène de fusillades. Le Casino de Montréal a fermé les yeux sur le blanchiment d’argent. Le commentaire de Richard Martineau à LCN : C'est le milieu littéraire qui s'est plaint de la liste de lecture de François Legault. Il faut se tenir debout. La valse des milliards se poursuit au fédéral. Chronique économique de Michel Girard, chroniqueur à la section Argent du Journal de Montréal et du Journal de Québec et animateur du balado « Mêlez-vous de vos affaires » : l’énorme dette financée à faible coût. Le commentaire de Gilles Proulx, chroniqueur au Journal de Montréal et au Journal de Québec : la pensée tribale. Yves Michaud. Les jeunes pour le français. Entrevue avec Camil Bouchard, docteur en psychologie, ex-député et auteur du rapport « Un Québec fou de ses enfants » publié en 1991 : Réaction à l’article : Commission Laurent: Québec doit nommer un « ange gardien et chien de garde » à la DPJ. Commentaire de Claude Villeneuve, chroniqueur au Journal de Montréal et au Journal de Québec : le milieu littéraire gangrené par la mauvaise foi. Entrevue avec Miguel Ouellette, directeur des opérations et économiste à l’IEDM : Retour sur son texte: « Les entrepreneurs du privé à la rescousse de nos écoles ». L’analyse politique d’Emmanuelle Latraverse : étude de la mise à jour économique. Commentaire de Mathieu Bock-Côté, chroniqueur et blogueur au Journal de Montréal et au Journal de Québec et animateur du balado « Les idées mènent le monde » à QUB radio : être au cœur d’une tempête médiatique et d’une campagne de dénigrement permanent. Entrevue avec Philippe Fournier, professeur de physique et d’astronomie au Cégep de Saint-Laurent et chroniqueur à l’Actualité : Retour sur son texte: « Le blues d’un prof de cégep: l’hiver sera long ». Une production QUB radio Décembre 2020 Pour de l’information concernant l’utilisation de vos données personnelles - https://omnystudio.com/policies/listener/fr
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Actualité française avec Jean-François Kahn, Le retour de l'affaire Yves Michaud avec Josée Legault, Chronique financière avec Michel Nadeau, Actualité au Québec avec Isabelle Porter, La chronique culturelle de Francine Grimaldi, La musique classique avec Edgar Fruitier, le livre Une histoire des effets spéciaux au Québec avec Michel Coulombe, Entrevue avec Gilles Archambault:Entre le jazz et la littérature, Entrevue avec Jacques Semelin:Récit de voyage dans la tête d'un non-voyant, Regard sur l'actualité avec les journalistes Josée Legault et Paul Journet, le billet de François Parenteau
Actualité française avec Jean-François Kahn, Le retour de l'affaire Yves Michaud avec Josée Legault, Chronique financière avec Michel Nadeau, Actualité au Québec avec Isabelle Porter, La chronique culturelle de Francine Grimaldi, La musique classique avec Edgar Fruitier, le livre Une histoire des effets spéciaux au Québec avec Michel Coulombe, Entrevue avec Gilles Archambault:Entre le jazz et la littérature, Entrevue avec Jacques Semelin:Récit de voyage dans la tête d'un non-voyant, Regard sur l'actualité avec les journalistes Josée Legault et Paul Journet, le billet de François Parenteau
De plus en plus de formes de la consommation du luxe consistent moins à acquérir et s'approprier des objets qu'à se procurer et vivre des expériences. Ces expériences « pures », au sens où l'accès à l'expérience compte plus que la possession de l'objet, se multiplient. Le luxe résiderait alors dans l'expérience de la distinction, dans l'expérience de la jouissance, dans l'expérience de la dépense et de l'excès – dans l'expérience promise par les objets plutôt que dans les objets eux-mêmes. Il s'agira d'analyser les modalités de cette « expérientialisation » et les raisons qui la motivent. Philosophe, Yves Michaud a enseigné dans les universités de Clermont-Ferrand, Montpellier, Rouen, Berkeley, Édimbourg, Tunis et Sao Paulo puis à Paris 1 à partir de 1985. Dans le cadre de son activité de critique d'art, il a été directeur de l'École nationale des Beaux Arts de 1989 à 1996. Il est le concepteur et l'organisateur de l'Université de tous les savoirs depuis 1998. Parmi ses publications, on compte Ibiza mon amour. Enquête sur l'industrialisation du plaisir (NIL, 2012) ou L'art à l'état gazeux. Essai sur le triomphe de l'esthétique (Hachette littératures, coll. Pluriel, 2004). Doit paraître en 2013: Le luxe fragile. Essai sur l'arrogance et l'authenticité (Stock, 2013).
De plus en plus de formes de la consommation du luxe consistent moins à acquérir et s'approprier des objets qu'à se procurer et vivre des expériences. Ces expériences « pures », au sens où l'accès à l'expérience compte plus que la possession de l'objet, se multiplient. Le luxe résiderait alors dans l'expérience de la distinction, dans l'expérience de la jouissance, dans l'expérience de la dépense et de l'excès – dans l'expérience promise par les objets plutôt que dans les objets eux-mêmes. Il s'agira d'analyser les modalités de cette « expérientialisation » et les raisons qui la motivent. Philosophe, Yves Michaud a enseigné dans les universités de Clermont-Ferrand, Montpellier, Rouen, Berkeley, Édimbourg, Tunis et Sao Paulo puis à Paris 1 à partir de 1985. Dans le cadre de son activité de critique d'art, il a été directeur de l'École nationale des Beaux Arts de 1989 à 1996. Il est le concepteur et l'organisateur de l'Université de tous les savoirs depuis 1998. Parmi ses publications, on compte Ibiza mon amour. Enquête sur l'industrialisation du plaisir (NIL, 2012) ou L'art à l'état gazeux. Essai sur le triomphe de l'esthétique (Hachette littératures, coll. Pluriel, 2004). Doit paraître en 2013: Le luxe fragile. Essai sur l'arrogance et l'authenticité (Stock, 2013).
De plus en plus de formes de la consommation du luxe consistent moins à acquérir et s'approprier des objets qu'à se procurer et vivre des expériences. Ces expériences « pures », au sens où l'accès à l'expérience compte plus que la possession de l'objet, se multiplient. Le luxe résiderait alors dans l'expérience de la distinction, dans l'expérience de la jouissance, dans l'expérience de la dépense et de l'excès – dans l'expérience promise par les objets plutôt que dans les objets eux-mêmes. Il s'agira d'analyser les modalités de cette « expérientialisation » et les raisons qui la motivent. Philosophe, Yves Michaud a enseigné dans les universités de Clermont-Ferrand, Montpellier, Rouen, Berkeley, Édimbourg, Tunis et Sao Paulo puis à Paris 1 à partir de 1985. Dans le cadre de son activité de critique d'art, il a été directeur de l'École nationale des Beaux Arts de 1989 à 1996. Il est le concepteur et l'organisateur de l'Université de tous les savoirs depuis 1998. Parmi ses publications, on compte Ibiza mon amour. Enquête sur l'industrialisation du plaisir (NIL, 2012) ou L'art à l'état gazeux. Essai sur le triomphe de l'esthétique (Hachette littératures, coll. Pluriel, 2004). Doit paraître en 2013: Le luxe fragile. Essai sur l'arrogance et l'authenticité (Stock, 2013).
Le mardi 29 octobre 1929. Il y a eu des hauts, il y a maintenant un autre bas. À l’ouverture des marchés boursiers sur la planète argent, la bulle spéculative, alimentée depuis 1927 par le principe des achats d’actions à crédit, est sur le point d’exploser dramatiquement après un premier signe de faiblesse annoncée le jeudi précédent. À New York, tout comme à Montréal, la panique est à son comble. Le mardi est noir, les indices dégringolent stimulés par un jeu d’enrichissement délétère fondé sur l’endettement et la Grande Dépression, avec ses entreprises en faillite et ses files devant les soupes populaires, prépare inlassablement son entrée en scène. L’économiste Canadien Kenneth Galbraith parle du «jour le plus dévastateur de la bourse de New York». L’histoire s’écrit, pour mieux être oubliée. 81 ans plus tard, Yves Michaud, «Robin des banques» et porte-étendard de la cause des petits actionnaires, veut toutefois qu’on s’en souvienne…