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Activista denuncia que morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” em França

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Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 13:31


Em França, a morte de Lyhanna, uma menina de 11 anos, está a gerar uma mobilização contra a lentidão da justiça em tratar os crimes sexuais contra crianças. O suspeito da sua morte acumulava outras denúncias de violações e abusos de menores, mas nunca foi interrogado pelas autoridades. A activista Luísa Semedo denuncia um “escândalo de Estado” que “mete a nu muitas deficiências do Estado” francês, sublinha que “a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França” e que apenas 3% dos agressores são condenados. A investigadora associa-se à mobilização que pede a adopção de uma Lei Integral de combate aos crimes sexuais e acredita que “uma parte da sociedade está a acordar”. Esta segunda-feira, houve manifestações em várias cidades francesas para expressar a revolta colectiva pela morte de Lyhanna e para protestar contra as falhas da Justiça e do Estado francês no que toca à protecção das crianças contra crimes sexuais. Esta quinta-feira, a indignação e a revolta chegaram ao jornal português Público com uma crónica da activista Luísa Semedo, que começa assim: “Em França, a cada três minutos, o tempo de leitura desta crónica, uma criança é vítima de agressão sexual e apenas 3% das denúncias de violação de menores resultam em condenação.” [Os números “abissais” da violência sexual sobre crianças são da Comissão [francesa] Independente sobre Incesto e Violências Sexuais contra Crianças (Ciivise).] Conversámos com Luísa Semedo, investigadora em Filosofia Política e Ética; que olha para a morte de Lyhanna como “a ponta do iceberg” daquilo que denuncia como “um escândalo de Estado”. “É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este o suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido”, explica, por telefone, à RFI. Luísa Semedo sublinha que além de ser um “escândalo de Estado”, a morte de mais uma criança alegadamente vítima de um predador sexual revela também “um escândalo da sociedade”, pelo que é urgente “uma mudança de mentalidades”. “Estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa, muitas vezes, dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou com um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa-se, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto”, diz Luísa Semedo. As associações feministas e de protecção da infância reivindicam a adopção de uma Lei Integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres, a qual já tinha sido apresentada por cerca de cem deputados no fim de 2025, mas que nunca foi analisada. Na concentração desta segunda-feira, em frente ao ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, uma conhecida realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em peça de teatro e que também deu um filme - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denunciou uma detenção arbitrária. Nas redes sociais, muitos partilharam as imagens da violenta detenção de Andréa Bescond e ela também publicou fotografias das nódoas negras que daí resultaram. Luísa Semedo também ficou perplexa com o que aconteceu e pergunta-se como é que Andréa Bescond, uma vítima, “foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos nunca foi sequer ouvido”. Por outro lado, Luísa Semedo subscreve o apelo de Andréa Bescond de concentrações pacíficas todas as segundas-feiras, às 19h, diante de todos os tribunais de França até à adopção da Lei Integral de combate às violências sexuais. “Esta Lei Integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos (...) É uma lei cujo objectivo é fazer com que, cada vez que haja um destes casos, não seja considerado só como um ‘fait divers' ou como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema”, acrescenta a investigadora. Esta semana, nos protestos e até na Assembleia francesa, ouviram-se pedidos a exigir a demissão do primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, que rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à justiça - ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Lecornu propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série contra os actuais 20 anos de prisão [para os que chegam a ser julgados] e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas são suficientes? Não, responde Luísa Semedo, sublinhando que a questão principal “não está no número de anos da pena do agressor”, mas no facto de apenas “3% dos casos de agressão sexual serem punidos”. No domingo, o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, assinalou que existem “graves falhas” na gestão do caso do suspeito da morte de Lyhanna, e anunciou que 70 mil queixas envolvendo crimes sexuais contra menores terão de ser examinados até 14 de Julho. Mais uma vez, Luísa Semedo aponta o seu olhar crítico para este anúncio e diz: “Parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países europeus. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado de 'performance', com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Apesar de lamentar que tanto a Justiça, quanto o Estado, quanto a Sociedade tenham falhado até agora, Luísa Semedo acredita que “uma parte da sociedade a acordar”. Por isso deixa também o apelo: “Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”   Luísa Semedo: A morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” e "talvez o início de uma revolução”   RFI: Por que é que decidiu mobilizar-se e escrever num jornal português sobre a morte de Lyhanna? Luísa Semedo, Activista e Investigadora em Filosofia Política e Ética: “Porque em França está a ser uma situação que está a causar imensa emoção e penso que é uma questão que é universal, não é uma questão que é só importante em França, a questão da violência contra as crianças. Parece-me importante também que em Portugal se fale sobre isto porque o que se sente é que há, de facto, uma zona um pouco escondida, a questão do MeToo, da violência em geral e da violência sexual e nomeadamente contra as crianças. É como se fosse uma zona em que o problema é tão grande que parece preferir-se não se ver um problema tão grande. Neste momento, está a rebentar em França com o caso da Liana, ou seja, é a gota de água que fez com que as pessoas saíssem todas para a rua.” Na segunda-feira houve manifestações em várias cidades francesas para exigir medidas e está a haver uma mobilização. O que espera desta mobilização? É possível que algo mude? É preciso um tsunami? Ou, como escreve na crónica no Público, "está-se talvez a viver o início de uma revolução?” “Sim. O que eu espero é que haja uma mudança de mentalidades porque são questões tão estruturais, tão profundas na sociedade, que não é só com pequenas medidas de urgência que se vai lá. Ou seja, é uma questão que necessita que várias soluções sejam postas em prática e uma das mais importantes é talvez uma mudança de mentalidades. Ou seja, olhar para uma criança como uma pessoa é a base, perceber que é uma pessoa que tem um corpo e que tem de ter consentimento em relação ao que lhe fazem. A criança também tem de ter essa consciência e, por isso, as associações pedem muito que haja, por exemplo, uma educação sexual e afectiva nas escolas, que é uma coisa que não existe ou existe de forma muito rudimentar. Ou seja, é toda uma panóplia de soluções que devem ser feitas.” As associações que se têm mobilizado e participado nestes protestos reivindicam a adopção de uma proposta de lei integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres. A Luísa Semedo também fala nesta lei integral na sua crónica. O que é esta lei integral que chegou a ser apresentada no final de 2025 por cerca de 100 deputados, mas que nunca foi analisada? “Esta lei integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos, ou seja, a questão do que é que é a dominação sobre o corpo de outro, o que é o consentimento. São questões que implicam toda a gente e, portanto, também começa na educação. Isso é muito importante. É uma lei cujo objectivo é fazer com que cada vez que haja um destes casos que não seja considerado só como um ‘fait divers', só como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema. E esse sistema tem de ser combatido com esta lei integral que são 78 medidas e que são medidas para enfrentar este caso de frente, ou seja, com várias leis diferentes.” Nos protestos em frente ao Ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em filme e em peça de teatro - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denuncia uma detenção arbitrária. Como é que vê o que aconteceu e vai seguir o apelo dela de manifestar todas as segundas-feiras em frente aos tribunais de França até à Lei Integral de protecção das vítimas de abusos sexuais ser adoptada? “Sim, sem dúvida. Eu sempre que posso tento acompanhar este tipo de acções que me parecem absolutamente importantes e acho que é muito reconfortante até para as vítimas. Eu própria também sou uma sobrevivente, portanto, é sempre muito forte ver estas pessoas mobilizadas. Acho que nos toca a todas as pessoas que foram de alguma forma vítimas de violência e, portanto, sim, sem dúvida. O que aconteceu com a Andréa Bescond foi, de alguma forma, uma intimidação de uma das cabeças da manifestação, que foi acompanhada também, algumas horas antes, pela proibição da manifestação à frente do Ministério da Justiça. O Estado ou o governo dá com uma mão e tira com a outra, ou seja, há ali um discurso que é bastante ambíguo em relação à questão da violência e da violência sexual contra as crianças e contra as mulheres, que já dura há bastantes anos, não é só de agora.” No seu texto escreve “A lei tem um prazo. O trauma não”. O que pode fazer o Estado francês para ajudar as vítimas que vivem com o trauma e para evitar futuras agressões? “Sim, na Lei Integral também é pedido para que haja apoio para as vítimas para as questões do trauma. Muitas das vítimas vivem o que nós chamamos de stress pós-traumático e stress pós-traumático complexo também. É, por exemplo, o acesso a profissionais de saúde da psiquiatria, psicologia e medicamentos. Há todo um acompanhamento que é necessário quando se sofre de stress pós-traumático, por exemplo. É algo que é muito complicado ainda de ter em França. Isso é um dos pedidos também da Lei Integral. Parece-me absolutamente essencial também ver algo que acho que faz parte da Lei Integral, que é a forma como se ouvem as crianças. Ou seja, elas serem ouvidas de forma autónoma dos adultos que, por vezes, são as pessoas que as agridem e portanto, elas terem um local seguro para serem ouvidas, para serem escutadas, para serem levadas a sério.” Ou seja, é todo um dispositivo que muda completamente a forma como nós vemos até agora as vítimas. Por enquanto, os agressores parecem ser mais protegidos do que as vítimas e o objectivo é que esta estrutura mude completamente, ou seja, que o centro da preocupação sejam, de facto, as vítimas e não os agressores.” Depois do que aconteceu, o ministro da Justiça Gérald Darmanin anunciou, no domingo, que 70.000 processos envolvendo violência sexual contra menores deverão ser examinados antes de 14 de Julho. O jornal Libération diz que o poder Executivo francês reconhece erros, mas transfere a responsabilidade da tragédia para a Justiça. Que leitura faz? E é possível estes 70.000 processos serem analisados num mês? “Pois, somente não me parece possível, como me parece que o que for feito vai ser mal feito porque parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado um bocado de 'performance' com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Ouviram-se pedidos a exigir a demissão do Primeiro-Ministro francês, não só nas manifestações, mas também na Assembleia. Sébastien Lecornu rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à Justiça, ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Ele propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série, contra os actuais 20 anos de prisão (para os que chegam a ser julgados) e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas chegam? “Estas medidas não chegam porque há medidas que já existem. O problema é que as medidas não estão a ser cumpridas. Se só há 3% dos casos de agressão que são punidos, não tem nada a ver com a pena ser maior ou mais pequena. O que é importante é que estas pessoas sejam punidas e é importante ouvir as vítimas. Muitas das vítimas dizem: ‘O que nós queremos, o que nos vai fazer ficar em sentir insegurança e sentir reconfortados é que não haja impunidade'. Não se está à espera que haja pena de morte ou castração, ou o que quer que seja de medida cada vez mais espectacular para dar uma impressão de que se está a fazer alguma coisa. Não é isso. O facto é que só 3% de casos de agressão sexual é que são punidos, portanto, a questão está aí e não está nos anos da pena do agressor.” É por isso que fala num “escândalo de Estado” em relação ao caso Lyhanna? “Sim, sim. É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado sim. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido, o que é bastante impressionante. Imagine-se que alguém com este perfil nunca foi ouvido e alguém com o perfil de Andréa Bescond, que é uma sobrevivente, foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos contra ele nunca foi sequer ouvido. Portanto, já se está aqui a ver o contraste entre como é que as pessoas vítimas e activistas são tratadas e os agressores são tratados.” Ou seja, como escreve no artigo, “não houve aqui só uma negligência pontual, nem um simples disfuncionamento, como afirmou o Presidente Macron”, é algo mais vasto? “Sim, sem dúvida é algo mais vasto. Nós estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só mesmo a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa muitas vezes dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e é, de facto, um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto.” A Justiça e o Estado falharam? “Sim. Falharam a Justiça, o Estado, mas a sociedade em geral também está a falhar. Felizmente, o que se está a ver nas ruas é uma parte da sociedade a acordar e a mostrar que não vai deixar passar. Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”

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Músicas cordobesas lanzan el Cancionero Feminista - Ayelen Vadillo - Activista

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Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 37:05


Ad portas del 39° Encuentro Plurinacional Transfeminista, se presentó el Cancionero Feminista lanzado por Católicas por el Derecho a Decidir Argentina junto a Incidencia Feminista y músicas cordobesas. Ayelen Vadillo - Activista y militante argentina, nos dio un ápice de este proyecto, su labor y proyección del cancionero en Córdoba y, toda la Argentina.@ayevadillo@incidenciafeminista@cdd.argentina

Em directo da redacção
Activista denuncia que morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” em França

Em directo da redacção

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 13:31


Em França, a morte de Lyhanna, uma menina de 11 anos, está a gerar uma mobilização contra a lentidão da justiça em tratar os crimes sexuais contra crianças. O suspeito da sua morte acumulava outras denúncias de violações e abusos de menores, mas nunca foi interrogado pelas autoridades. A activista Luísa Semedo denuncia um “escândalo de Estado” que “mete a nu muitas deficiências do Estado” francês, sublinha que “a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França” e que apenas 3% dos agressores são condenados. A investigadora associa-se à mobilização que pede a adopção de uma Lei Integral de combate aos crimes sexuais e acredita que “uma parte da sociedade está a acordar”. Esta segunda-feira, houve manifestações em várias cidades francesas para expressar a revolta colectiva pela morte de Lyhanna e para protestar contra as falhas da Justiça e do Estado francês no que toca à protecção das crianças contra crimes sexuais. Esta quinta-feira, a indignação e a revolta chegaram ao jornal português Público com uma crónica da activista Luísa Semedo, que começa assim: “Em França, a cada três minutos, o tempo de leitura desta crónica, uma criança é vítima de agressão sexual e apenas 3% das denúncias de violação de menores resultam em condenação.” [Os números “abissais” da violência sexual sobre crianças são da Comissão [francesa] Independente sobre Incesto e Violências Sexuais contra Crianças (Ciivise).] Conversámos com Luísa Semedo, investigadora em Filosofia Política e Ética; que olha para a morte de Lyhanna como “a ponta do iceberg” daquilo que denuncia como “um escândalo de Estado”. “É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este o suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido”, explica, por telefone, à RFI. Luísa Semedo sublinha que além de ser um “escândalo de Estado”, a morte de mais uma criança alegadamente vítima de um predador sexual revela também “um escândalo da sociedade”, pelo que é urgente “uma mudança de mentalidades”. “Estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa, muitas vezes, dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou com um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa-se, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto”, diz Luísa Semedo. As associações feministas e de protecção da infância reivindicam a adopção de uma Lei Integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres, a qual já tinha sido apresentada por cerca de cem deputados no fim de 2025, mas que nunca foi analisada. Na concentração desta segunda-feira, em frente ao ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, uma conhecida realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em peça de teatro e que também deu um filme - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denunciou uma detenção arbitrária. Nas redes sociais, muitos partilharam as imagens da violenta detenção de Andréa Bescond e ela também publicou fotografias das nódoas negras que daí resultaram. Luísa Semedo também ficou perplexa com o que aconteceu e pergunta-se como é que Andréa Bescond, uma vítima, “foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos nunca foi sequer ouvido”. Por outro lado, Luísa Semedo subscreve o apelo de Andréa Bescond de concentrações pacíficas todas as segundas-feiras, às 19h, diante de todos os tribunais de França até à adopção da Lei Integral de combate às violências sexuais. “Esta Lei Integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos (...) É uma lei cujo objectivo é fazer com que, cada vez que haja um destes casos, não seja considerado só como um ‘fait divers' ou como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema”, acrescenta a investigadora. Esta semana, nos protestos e até na Assembleia francesa, ouviram-se pedidos a exigir a demissão do primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, que rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à justiça - ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Lecornu propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série contra os actuais 20 anos de prisão [para os que chegam a ser julgados] e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas são suficientes? Não, responde Luísa Semedo, sublinhando que a questão principal “não está no número de anos da pena do agressor”, mas no facto de apenas “3% dos casos de agressão sexual serem punidos”. No domingo, o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, assinalou que existem “graves falhas” na gestão do caso do suspeito da morte de Lyhanna, e anunciou que 70 mil queixas envolvendo crimes sexuais contra menores terão de ser examinados até 14 de Julho. Mais uma vez, Luísa Semedo aponta o seu olhar crítico para este anúncio e diz: “Parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países europeus. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado de 'performance', com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Apesar de lamentar que tanto a Justiça, quanto o Estado, quanto a Sociedade tenham falhado até agora, Luísa Semedo acredita que “uma parte da sociedade a acordar”. Por isso deixa também o apelo: “Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”   Luísa Semedo: A morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” e "talvez o início de uma revolução”   RFI: Por que é que decidiu mobilizar-se e escrever num jornal português sobre a morte de Lyhanna? Luísa Semedo, Activista e Investigadora em Filosofia Política e Ética: “Porque em França está a ser uma situação que está a causar imensa emoção e penso que é uma questão que é universal, não é uma questão que é só importante em França, a questão da violência contra as crianças. Parece-me importante também que em Portugal se fale sobre isto porque o que se sente é que há, de facto, uma zona um pouco escondida, a questão do MeToo, da violência em geral e da violência sexual e nomeadamente contra as crianças. É como se fosse uma zona em que o problema é tão grande que parece preferir-se não se ver um problema tão grande. Neste momento, está a rebentar em França com o caso da Liana, ou seja, é a gota de água que fez com que as pessoas saíssem todas para a rua.” Na segunda-feira houve manifestações em várias cidades francesas para exigir medidas e está a haver uma mobilização. O que espera desta mobilização? É possível que algo mude? É preciso um tsunami? Ou, como escreve na crónica no Público, "está-se talvez a viver o início de uma revolução?” “Sim. O que eu espero é que haja uma mudança de mentalidades porque são questões tão estruturais, tão profundas na sociedade, que não é só com pequenas medidas de urgência que se vai lá. Ou seja, é uma questão que necessita que várias soluções sejam postas em prática e uma das mais importantes é talvez uma mudança de mentalidades. Ou seja, olhar para uma criança como uma pessoa é a base, perceber que é uma pessoa que tem um corpo e que tem de ter consentimento em relação ao que lhe fazem. A criança também tem de ter essa consciência e, por isso, as associações pedem muito que haja, por exemplo, uma educação sexual e afectiva nas escolas, que é uma coisa que não existe ou existe de forma muito rudimentar. Ou seja, é toda uma panóplia de soluções que devem ser feitas.” As associações que se têm mobilizado e participado nestes protestos reivindicam a adopção de uma proposta de lei integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres. A Luísa Semedo também fala nesta lei integral na sua crónica. O que é esta lei integral que chegou a ser apresentada no final de 2025 por cerca de 100 deputados, mas que nunca foi analisada? “Esta lei integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos, ou seja, a questão do que é que é a dominação sobre o corpo de outro, o que é o consentimento. São questões que implicam toda a gente e, portanto, também começa na educação. Isso é muito importante. É uma lei cujo objectivo é fazer com que cada vez que haja um destes casos que não seja considerado só como um ‘fait divers', só como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema. E esse sistema tem de ser combatido com esta lei integral que são 78 medidas e que são medidas para enfrentar este caso de frente, ou seja, com várias leis diferentes.” Nos protestos em frente ao Ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em filme e em peça de teatro - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denuncia uma detenção arbitrária. Como é que vê o que aconteceu e vai seguir o apelo dela de manifestar todas as segundas-feiras em frente aos tribunais de França até à Lei Integral de protecção das vítimas de abusos sexuais ser adoptada? “Sim, sem dúvida. Eu sempre que posso tento acompanhar este tipo de acções que me parecem absolutamente importantes e acho que é muito reconfortante até para as vítimas. Eu própria também sou uma sobrevivente, portanto, é sempre muito forte ver estas pessoas mobilizadas. Acho que nos toca a todas as pessoas que foram de alguma forma vítimas de violência e, portanto, sim, sem dúvida. O que aconteceu com a Andréa Bescond foi, de alguma forma, uma intimidação de uma das cabeças da manifestação, que foi acompanhada também, algumas horas antes, pela proibição da manifestação à frente do Ministério da Justiça. O Estado ou o governo dá com uma mão e tira com a outra, ou seja, há ali um discurso que é bastante ambíguo em relação à questão da violência e da violência sexual contra as crianças e contra as mulheres, que já dura há bastantes anos, não é só de agora.” No seu texto escreve “A lei tem um prazo. O trauma não”. O que pode fazer o Estado francês para ajudar as vítimas que vivem com o trauma e para evitar futuras agressões? “Sim, na Lei Integral também é pedido para que haja apoio para as vítimas para as questões do trauma. Muitas das vítimas vivem o que nós chamamos de stress pós-traumático e stress pós-traumático complexo também. É, por exemplo, o acesso a profissionais de saúde da psiquiatria, psicologia e medicamentos. Há todo um acompanhamento que é necessário quando se sofre de stress pós-traumático, por exemplo. É algo que é muito complicado ainda de ter em França. Isso é um dos pedidos também da Lei Integral. Parece-me absolutamente essencial também ver algo que acho que faz parte da Lei Integral, que é a forma como se ouvem as crianças. Ou seja, elas serem ouvidas de forma autónoma dos adultos que, por vezes, são as pessoas que as agridem e portanto, elas terem um local seguro para serem ouvidas, para serem escutadas, para serem levadas a sério.” Ou seja, é todo um dispositivo que muda completamente a forma como nós vemos até agora as vítimas. Por enquanto, os agressores parecem ser mais protegidos do que as vítimas e o objectivo é que esta estrutura mude completamente, ou seja, que o centro da preocupação sejam, de facto, as vítimas e não os agressores.” Depois do que aconteceu, o ministro da Justiça Gérald Darmanin anunciou, no domingo, que 70.000 processos envolvendo violência sexual contra menores deverão ser examinados antes de 14 de Julho. O jornal Libération diz que o poder Executivo francês reconhece erros, mas transfere a responsabilidade da tragédia para a Justiça. Que leitura faz? E é possível estes 70.000 processos serem analisados num mês? “Pois, somente não me parece possível, como me parece que o que for feito vai ser mal feito porque parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado um bocado de 'performance' com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Ouviram-se pedidos a exigir a demissão do Primeiro-Ministro francês, não só nas manifestações, mas também na Assembleia. Sébastien Lecornu rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à Justiça, ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Ele propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série, contra os actuais 20 anos de prisão (para os que chegam a ser julgados) e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas chegam? “Estas medidas não chegam porque há medidas que já existem. O problema é que as medidas não estão a ser cumpridas. Se só há 3% dos casos de agressão que são punidos, não tem nada a ver com a pena ser maior ou mais pequena. O que é importante é que estas pessoas sejam punidas e é importante ouvir as vítimas. Muitas das vítimas dizem: ‘O que nós queremos, o que nos vai fazer ficar em sentir insegurança e sentir reconfortados é que não haja impunidade'. Não se está à espera que haja pena de morte ou castração, ou o que quer que seja de medida cada vez mais espectacular para dar uma impressão de que se está a fazer alguma coisa. Não é isso. O facto é que só 3% de casos de agressão sexual é que são punidos, portanto, a questão está aí e não está nos anos da pena do agressor.” É por isso que fala num “escândalo de Estado” em relação ao caso Lyhanna? “Sim, sim. É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado sim. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido, o que é bastante impressionante. Imagine-se que alguém com este perfil nunca foi ouvido e alguém com o perfil de Andréa Bescond, que é uma sobrevivente, foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos contra ele nunca foi sequer ouvido. Portanto, já se está aqui a ver o contraste entre como é que as pessoas vítimas e activistas são tratadas e os agressores são tratados.” Ou seja, como escreve no artigo, “não houve aqui só uma negligência pontual, nem um simples disfuncionamento, como afirmou o Presidente Macron”, é algo mais vasto? “Sim, sem dúvida é algo mais vasto. Nós estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só mesmo a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa muitas vezes dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e é, de facto, um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto.” A Justiça e o Estado falharam? “Sim. Falharam a Justiça, o Estado, mas a sociedade em geral também está a falhar. Felizmente, o que se está a ver nas ruas é uma parte da sociedade a acordar e a mostrar que não vai deixar passar. Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”

Pandemia Digital
TRUMP APOYA A ESPRIELLA. NEGRE OFRECIÓ HACER PRESIDENTA DE COLOMBIA A ACTIVISTA SI ERA PROISRAEL

Pandemia Digital

Play Episode Listen Later Jun 7, 2026 50:46


Analizamos la intervención directa de Donald Trump en la campaña presidencial colombiana al mostrar su apoyo a Abelardo de la Espriella, un candidato rodeado de polémicas por sus vínculos con sectores del uribismo, el paramilitarismo y la extrema derecha internacional. También repasamos las impactantes declaraciones de la activista Camila Rojas, quien asegura que el agitador ultra Javier Negre le ofreció impulsar su carrera política hasta convertirla en presidenta de Colombia con una condición: no criticar a Israel. Mas vídeos de Pandemia Digital: https://www.youtube.com/c/PandemiaDigital1 Si quieres comprar buen aceite de primera prensada, sin intermediarios y ayudar de esa forma a los agricultores con salarios justos tenemos un código de promoción para ti: https://12coop.com/cupon/pandemiadigital/ Este video puede contener temas sensibles, así como discursos de odi*, ac*so, o discr*minación. El objetivo de abordar estos temas es exclusivamente informativo y busca concienciar a la audiencia sobre estos acontecimientos, y denunciar y señalar el origen de los mismos para crear consciencia y evitar su propagación. Si consideras que el contenido puede afectarte, te recomendamos proceder con precaución o evitar su visualización. ----------------------------------------------------------------------------------------------- Únete a nuestra comunidad de YouTube https://www.youtube.com/channel/UCFOwGZY-NTnctghtlHkj8BA/join Se mecenas de Patreon https://www.patreon.com/PandemiaDigital ----------------------------------------------------------------------------------------------- Súmate a la comunidad en Twitch - En vivo de Lunes a Jueves: https://www.twitch.tv/pandemiadigital Sigue nuestro Canal de Telegram: https://t.me/PandemiaDigital Suscríbete en nuestra web: https://PandemiaDigital.net Sigue nuestras redes: Twitter: https://twitter.com/PandemiaDigitaI Facebook: https://www.facebook.com/PandemiaDigitalObservatorio Instagram: https://www.instagram.com/pandemia_digital_twitch TikTok: https://www.tiktok.com/@pandemiadigital #PandemiaDigital

Eco Medios Entrevistas
Lala Pasquinelli (Escritora, Abogada y Activista Feminista) Pagina Abierta @PaginaAbiertaOk @JorgeChamorroOk

Eco Medios Entrevistas

Play Episode Listen Later Jun 2, 2026 11:17


Lala Pasquinelli (Escritora, Abogada y Activista Feminista) Pagina Abierta @PaginaAbiertaOk @JorgeChamorroOk

Vida en el Planeta
El Corredor Interoceánico "no beneficia a las comunidades locales", alerta activista mexicano

Vida en el Planeta

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 14:38


De paso por París, el activista mexicano Carlos Beas Torres, veterano de la defensa del territorio en el Istmo de Tehuantepec, conversó con RFI sobre los impactos del megaproyecto de corredor interoceánico. El activista denuncia los impactos sociales y ambientales de este corredor industrial y logístico que el gobierno mexicano presenta como una alternativa al Canal de Panamá. Es uno de los grandes proyectos impulsados por la administración pasada del gobierno de Andrés Manuel López Obrador en 2019. Con el Corredor Interoceánico, las autoridades mexicanas prometen empleos, transporte moderno por tren, viviendas y desarrollo industrial. El corredor logístico e industrial, cuyas obras deberían concluir este año, incluye vías navegables, cuatro puertos, un ferrocarril interoceánico, instalaciones energéticas y 14 polos industriales entre la costa del Pacífico mexicano y la Costa Atlántica. El objetivo, a largo plazo, será transportar 1,4 millones de contenedores por tren de una costa a otra, facilitando la circulación de bienes entre Asia, la costa oeste de Estados Unidos y Europa. El gobierno mexicano pretende así abaratar los costos del traslado de mercancías y convertir al país en un nuevo polo del comercio internacional y convertirse en una alternativa al Canal de Panamá. Varias comunidades locales que defienden el territorio, sin embargo, aún no han recibido los beneficios prometidos por el proyecto y denuncian el acoso de las autoridades y de la delincuencia organizada. Organizaciones indígenas denuncian incluso un proyecto impuesto con violencia y con impactos ambientales negativos. De esto conversamos con Carlos Beas Torres. El activista mexicano y dirigente de la Unión de Comunidades Indígenas de la Zona Norte del Istmo de Tehuantepec (UCIZONI), por donde pasa el Corredor Interoceánico, pasó por París en el marco de una gira europea de tres meses. RFI: Usted está de gira aquí en París, Francia, en un contexto de amenazas contra su organización. Incluso usted fue personalmente atacado por hombres armados hace unos meses. ¿Por qué viene a alertar a los europeos sobre este proyecto de desarrollo en México? Carlos Beas Torres: El corredor interoceánico del Istmo de Tehuantepec es un megaproyecto transnacional. Es una gran inversión en una primera etapa dedicada a la modernización de la infraestructura de comunicaciones, puertos, vías de ferrocarril, carreteras y que busca ser una alternativa a la crisis que está viviendo ya el Canal de Panamá. Al significar modernización de ferrocarril y de carreteras, se ha venido sufriendo un proceso de despojo de tierras y de daños ambientales. Hay zonas donde han sido derribados muchos árboles con el fin de ampliar los espacios para la vía del ferrocarril o de la carretera. En nuestro caso, [en el Istmo de Tehuantepec], donde vivo, en Rincón Viejo hay familias que han sido desalojadas de sus viviendas y estamos sujetos a un proyecto que tiene control militar. Es una de las características que tienen los megaproyectos en el sur de México, que han sido asignados a militares. Pero no solamente son manejados por militares, sino que nuestra zona ha pasado a ser escenario de una presencia creciente de delincuencia organizada, lo cual tiene un alto contenido de violencia. RFI: En la región del Istmo, por ejemplo. ¿Qué se va a construir en relación con este proyecto? Carlos Beas Torres: Uno de los problemas es que no hay información pública. Se ha violado ese derecho a la información y la parte que ya está avanzada de lo que corresponde a la ampliación de carreteras, de ferrocarriles y de puertos, esa es una etapa del proyecto que ya está en proceso de conclusión. Sin embargo, hay una nueva etapa que es la de la industrialización. Se plantea la operación de diez parques industriales, en algunos destinados a la generación de energía, como en el caso de Ixtepec, donde hay una empresa danesa llamada Helax, está planteando construir una gigantesca planta para producir hidrógeno verde. También existe una empresa canadiense llamada TC Energy que está construyendo un gasoducto que ya llegó al Istmo de Tehuantepec y trae gas desde Texas Sin embargo, el problema más fuerte que hemos tenido en los últimos 25 años ha sido la construcción de 29 parques eólicos en la región. Pero no son como los parques eólicos que conocemos en muchos lugares donde hay un aerogenerador aquí, otro más allá. En Tehuantepec, hablamos de casi 2000 aerogeneradores en una superficie de 18.000 hectáreas. Es decir, hay toda una zona ocupada por aerogeneradores propiedad de empresas europeas, en particular españolas, francesas, danesas y algunas norteamericanas. RFI: El Gobierno mexicano promete que este proyecto generará empleos y bienestar. ¿Por qué no cree en estas promesas? Carlos Beas Torres: Todos los gobiernos tratan de justificar esos megaproyectos y prometen empleos y bienestar. Es como la forma de buscar la aprobación social. Sin embargo, el proyecto está diseñado para atender intereses transnacionales. En qué nos beneficia que nuestro territorio sea cruzado por ferrocarriles cargados de containers? ¿En qué nos beneficia a nosotros la instalación de parques eólicos cuando nuestras comunidades no tienen electricidad? ¡No hay beneficios locales! RFI: Cuando dice que no hay electricidad en la región, ¿qué quiere decir exactamente? ¿tienen un acceso limitado o nulo a la luz? Carlos Beas Torres: En nuestra región, hay comunidades que no tienen acceso a la energía eléctrica. Son pocas, pero las hay. Lo que más ocurre es de que el servicio con el que contamos de energía eléctrica es de muy mala calidad. Todos los días hay apagones, tenemos problemas por la falta de mantenimiento y por la falta de inversión. Entonces vemos que hay una inversión de 3 mil millones de dólares para producir electricidad destinada a atender las necesidades de las grandes empresas. Pero nuestras comunidades no reciben beneficios. Voy a poner un ejemplo. Cuando se inició el gran megaproyecto eólico en el Istmo de Tehuantepec se prometían muchos empleos, lo cual ha sido completamente falso. Uno de los empleos que sí existe es el de las personas que son contratadas para levantar las aves que mueren por las aspas de los aerogeneradores. Entonces lo que nos preocupa mucho es de que no hay una atención a las necesidades de la población regional, no hay una atención a la cultura de los pueblos de la región, no hay una un respeto por la naturaleza, por la Madre Tierra. Entonces para nosotros es un proyecto de muerte que ha sido implantado muchas veces con violencia y con engaños en nuestra región. RFI: Usted mencionaba que algunos habitantes de Petapan fueron expulsados, obligados a vender sus terrenos. ¿Cómo ocurrió? Carlos Beas Torres: El proyecto, como he comentado, está militarizada la región y han estado entrando soldados de la Secretaría de Marina, armados, a las comunidades, diciéndole a la gente que se tiene que retirar sin contraprestación, es decir, ‘te tiramos tu casa y te vas'. Es un acto muy arbitrario y ha sido el motivo principal de la lucha de resistencia de la organización con la que participo. Y resulta que las personas que se han opuesto a que sus viviendas sean derribadas, han sido criminalizadas, están sujetas a proceso penal por “ocupación de terrenos nacionales”. El pretexto ahora es que esos terrenos de manera arbitraria han sido considerados propiedad del Estado. Tenemos el caso de los vecinos de Mogoñé Viejo, vecinos de Donají, de Estación Sarabia,  de diferentes poblaciones indígenas del Istmo de Tehuantepec, que han sido eh vinculados a procesos penales por oponerse al despojo de sus tierras. RFI: Ustedes han denunciado también los impactos ambientales de esta megainfraesctructura. Carlos Beas Torres: El Istmo de Tehuantepec es una de las regiones del mundo con mayor biodiversidad. Ahí se concentra el 8% de la biodiversidad mundial. Hay trazos de este ferrocarril que han generado graves impactos en la zona de Unión Hidalgo, que es una zona cercana a la costa del Pacífico. Para la ampliación del ferrocarril se han derribado más de 10.000 árboles. Algunos de esos árboles están protegidos por las normas oficiales porque están en peligro de extinción. En México no se puede cortar mangle y han arrasado con mangle. También han afectado humedales y han afectado arroyos. Entonces, sí hay una afectación fuerte ambiental. Sin embargo, como son proyectos prioritarios para el gobierno de México está exento de presentar un estudio de impacto ambiental. RFI: México es uno de los países más peligrosos del mundo para los defensores de la tierra, del territorio, de la naturaleza. Nos contaba que varios compañeros suyos de lucha fueron asesinados. ¿Cómo hemos llegado a esta situación? Carlos Beas Torres: Precisamente a raíz de la ejecución de obras de este megaproyecto, con la llegada de las empresas constructoras, éstas llegaron acompañadas de grupos de la delincuencia organizada, lo que llamamos los cárteles. Y estos cárteles venden seguridad a las empresas. Y una forma de seguridad es lo que ellos llaman “limpiar la plaza”, liberar el territorio. Y eso significa desplazar población. Eso significa amenazar y eliminar también a los opositores de estas empresas, a los opositores del megaproyecto. Y en efecto, en nuestra región han sido asesinados varios compañeros indígenas y algunos de nosotros hemos sufrido ataques directos y constantes, constantes amenazas, lo cual incluso nos obligó en febrero y marzo del año pasado a cerrar nuestras oficinas ante el riesgo de un ataque violento. RFI: Usted mismo fue atacado hace unos meses. Carlos Beas Torres: Fue el 17 de enero de este año del 2026. Tuvimos un ataque en carretera, lo cual nos obligó a salir del país. Pero en marzo, los días 19 y 20 de marzo de este año, nuestras oficinas fueron sobrevoladas por drones y mi casa fue vigilada ya directamente por personas armadas. Entonces esa es una también de las razones de nuestra gira: retirarnos un poco de México para garantizar nuestra vida. RFI: En enero de 2025, fue asesinado Arnoldo Nicolás Romero, comisario ejidal, es decir comisario de gestión de las tierras comunitarias y opositor al Corredor Interoceánico. ¿Qué sabemos de su asesinato? Carlos Beas Torres: Él fue delegado de nuestra organización. Como representante comunitario, él estuvo persiguiendo a un grupo de exmilitares dedicados al robo de ganado. Un grupo de delincuencia organizada que ya en el año 2023 había asesinado a su hermano. Las comunidades indígenas del Istmo de Tehuantepec y en general de nuestro país, viven en situaciones de mucha violencia.

Wisteria Lane
Wisteria Lane - 'Cuando los gais perdimos el miedo', la memoria histórica y activista de Jordi Petit - 30/05/26

Wisteria Lane

Play Episode Listen Later May 30, 2026 46:58


Es uno de los nombres clave en la historia del movimiento homosexual en España. Jordi Petit ejerció el activismo cuando hacerlo te podía llevar a la cárcel. Isabel Alonso, de la Asociación Catalana de Personas Expresas Políticas del Franquismo, se ha unido al propio Jordi Petit para escribir 'Cuando los gais perdimos el miedo', un libro de memoria histórica que se adentra en la infancia y juventud del activista. Con Jordi Petit e Isabel Alonso, que ya están en los estudios de RNE en Barcelona, vamos a tener el honor de conversar ahora mismo.Escuchar audio

Convidado
“Resistência continua dentro e fora da Guiné-Bissau”, afirma activista

Convidado

Play Episode Listen Later May 27, 2026 9:33


O activista guineense Yussef considera que os acontecimentos de 26 de Novembro de 2025 na Guiné-Bissau representaram uma manobra política destinada a impedir a tomada de posse das figuras escolhidas nas urnas. O militante guineense denuncia repressão política, perseguições a opositores e limitações às liberdades democráticas, defendendo que a resistência continua activa tanto no país como na diáspora. RFI: Quando se fala em “golpe de estado cerimonial” na Guiné-Bissau, estamos a falar de uma ruptura do regime ou de uma encenação que formaliza a ausência de democracia? Yussef: Existe um conceito relativamente fechado de golpe de Estado. Normalmente implica a deposição, pela força das armas, dos titulares dos órgãos de soberania e a instauração de um novo regime. Ora, na Guiné-Bissau aconteceu exactamente o contrário. Houve um conluio entre sectores do poder político e das Forças Armadas para manter o regime tal como estava e impedir que a vontade popular expressa nas eleições fosse respeitada. O objectivo foi impedir a divulgação dos resultados eleitorais e evitar que assumissem funções as figuras escolhidas pelo povo guineense, nomeadamente para a Presidência da República. Ou seja, manteve-se tudo na mesma, criando apenas a aparência de um golpe de Estado. Não fomos os únicos a denunciar esta situação. Figuras políticas internacionais importantes, como o ex-presidente nigeriano Goodluck Jonathan e Ousmane Sonko, então primeiro-ministro do Senegal, também manifestaram dúvidas sobre a narrativa oficial. Na Guiné-Bissau existe uma percepção generalizada de que não houve um verdadeiro golpe, mas sim uma tentativa deliberada de impedir o respeito pela soberania popular. O que mudou desde 26 de Novembro de 2025? Há mais medo, mais controlo, mais resistência? Existe simultaneamente mais repressão e mais resistência. A repressão atingiu o auge com o assassínio político do nosso camarada Vigário Balanta. É impossível ignorar o significado desse acto: estamos a falar de alguém que sacrificou a própria vida pela luta democrática na Guiné-Bissau. Não podemos romantizar o diálogo com um regime que assassina opositores e mantém presos políticos. Entre esses casos estão Domingo Simões Pereira, líder do maior partido da oposição, e Fernando Dias, apontado por nós como vencedor legítimo das eleições presidenciais. Mas há muitos outros presos políticos menos mediáticos. Na verdade, a Guiné-Bissau transformou-se numa grande prisão política a céu aberto. Não há liberdade para manifestações, conferências de imprensa ou críticas abertas ao regime. As características de uma ditadura estão presentes. Ainda assim, a resistência continua, tanto dentro do país como na diáspora. Continuamos a denunciar a situação política, os presos políticos e os assassinatos de opositores. A mobilização política fora da Guiné-Bissau, como este debate organizado em Portugal, tem impacto concreto em Bissau? Acreditamos que sim. Na Guiné-Bissau sabe-se que a diáspora continua organizada e mobilizada na defesa das liberdades democráticas. Temos uma responsabilidade acrescida porque vivemos em países onde existem liberdades mínimas para denunciar o que se passa. Não vemos qualquer ruptura entre o povo guineense que está no país e o que vive na diáspora. Fazemos a mesma luta, apenas em geografias diferentes. Ao convidarmos figuras como Armando Lona, que desempenharam um papel importante na resistência política e nas manifestações populares, estamos também a amplificar as reivindicações que nascem dentro da própria Guiné-Bissau. Talvez os resultados não sejam imediatos, mas estamos numa fase de acumulação política: acumulação de experiência, de organização, de solidariedade e de consciência. Acreditamos que esse processo acabará por produzir mudanças concretas. Qual é hoje o custo pessoal e político de ser activista guineense? O caso de Armando Lona é esclarecedor. Quando ficou evidente o carácter repressivo do regime, a Frente Popular decidiu sair à rua sem qualquer garantia de segurança física. Isso demonstra o nível de coragem exigido aos activistas. Os custos são enormes, não apenas para os próprios militantes, mas também para as suas famílias. O regime não hesita em perseguir familiares, tanto na Guiné-Bissau como na diáspora. Mas a história política guineense ensina-nos que a luta pela liberdade sempre teve custos. A geração de Amílcar Cabral sacrificou-se pela libertação política, económica e cultural do país. Mais recentemente, Vigário Balanta tornou-se outro símbolo desse sacrifício. Sabemos os riscos que corremos, mas estamos dispostos a assumi-los. Faz parte da resistência.

Mañanas BLU 10:30 - con Camila Zuluaga
Camila Acosta, Periodista y activista cubana. Colaboradora de CubaNet Noticias y corresponsal del diario ABC en La Habana.

Mañanas BLU 10:30 - con Camila Zuluaga

Play Episode Listen Later May 21, 2026 18:23


Cadena SER Navarra
Una mirada compartida, con Carlos Artundo, médico y activista

Cadena SER Navarra

Play Episode Listen Later May 19, 2026 2:22


"Una mirada compartida", con Carlos Artundo, sobre el futuro de la Atención Primaria

La Ventana
La Ventana a las 16h | "Aunque ya no estemos aquí, los nietos seguiréis gritando por mí": fallece Hilda Farfante, histórica activista por la memoria democrática

La Ventana

Play Episode Listen Later May 14, 2026 17:25


Hilda Farfante concedió hace tres años una de sus últimas entrevistas a 'La Ventana'

Democracy Now! en español
Tras ser liberado de su detención en Israel, el activista de la flotilla a Gaza Saif Abukeshek promete continuar “exponiendo la complicidad con el Genocidio”

Democracy Now! en español

Play Episode Listen Later May 13, 2026


Tras ser liberado de su detención en Israel, el activista de la flotilla a Gaza Saif Abukeshek promete continuar “exponiendo la complicidad con el Genocidio”

Radio Alicante
Memoria Democrática en España: entre la ley y la verdad, con Francisco Etxeberria, Pilar Zabala y María del Olmo

Radio Alicante

Play Episode Listen Later May 12, 2026 17:19


Memoria Democrática en España: entre la ley y la verdad. Balance y desafíos de la Ley 20/2022 es el título de un diálogo que tendrá lugar este miércoles en Alicante entre el médico forense y antropólogo Francisco Etxeberria Gabilondo y la activista por los derechos humanos y la memoria democrática Pilar Zabala. Coordinado y moderado por María del Olmo, este seminario propone un espacio de análisis crítico sobre el desarrollo y aplicación de la Ley 20/2022, de 19 de octubre, de Memoria Democrática, abordando sus principales aportaciones y los retos aún pendientes desde una perspectiva interdisciplinar y centrada en los derechos humanos. A lo largo del encuentro, Francisco Etxeberria y Pilar Zabala pondrán en relación distintos marcos de conocimiento, científico, jurídico y social, para evaluar el alcance real de las políticas públicas de memoria en España. El objetivo: generar una reflexión rigurosa sobre los procesos de construcción de la memoria democrática, así como sobre las tensiones existentes entre el reconocimiento normativo y su efectiva implementación. Dos enfoques complementarios y altamente cualificados. Por un lado, la aproximación científico-técnica de la antropología forense, que ha contribuido de manera decisiva al desarrollo de protocolos de intervención en contextos de desapariciones forzosas y a la consolidación de estándares en materia de exhumaciones e identificación de víctimas. Por otro, la perspectiva de las víctimas y del activismo en derechos humanos, que introduce una dimensión ética, política y social imprescindible para comprender los límites y las potencialidades de la acción institucional. Este intercambio permitirá profundizar en cuestiones como las políticas de localización, identificación de desaparecidos, exhumaciones, los mecanismos de reconocimiento y reparación, el papel de las instituciones públicas y los desafíos que plantea la consolidación de una memoria democrática efectiva. El encuentro tendrá lugar este miércoles, 13 mayo de 2026, a las 19:30 horas, en la Sede Universitaria Ciudad de Alicante. Francisco Etxeberria Gabilondo Médico forense y antropólogo. Francisco Etxeberria es profesor de Medicina Legal y Forense y referente en el ámbito de la antropología forense. Miembro de la Sociedad de Ciencias Aranzadi y asesor de la Secretaría de Estado de Memoria Democrática, ha desarrollado una amplia labor en el estudio de contextos de violencia y desaparición, así como en la aplicación de metodologías científicas orientadas a la investigación y documentación de restos humanos. Pilar Zabala Artano Activista por los derechos humanos y la memoria democrática. Hermana de José Ignacio Zabala, asesinado por los GAL, Pilar Zabala ha desarrollado una trayectoria vinculada a la defensa de las víctimas de violencia y desapariciones forzosas. Su labor se ha centrado en la promoción del reconocimiento, la convivencia y la consolidación de una cultura de derechos humanos en el ámbito de la memoria. María del Olmo Ibáñez (moderadora). Directora del Archivo Histórico Provincial de Alicante. Doctora en Filosofía y Letras. María del Olmo Ibáñez Directora del Archivo Histórico Provincial de Alicante. Doctora en Filosofía y Letras.

Luis Cárdenas
Ley Trasciende: activista denuncia freno legislativo - 05 mayo 2026

Luis Cárdenas

Play Episode Listen Later May 5, 2026 14:27


En entrevistas para MVS Noticias con Luis Cárdenas, Samara Martínez, activista, habló sobre ¿México está en condiciones para aprobar la Ley Trasciende?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Genios de las Finanzas
Daniel Loeb, el elegante activista que llega a Indra

Genios de las Finanzas

Play Episode Listen Later May 3, 2026 8:04


Escribe cartas tan elegantes como contundentes a los consejos de las empresas donde invierte para reclamar cambios estratégicos. Su firma, Third Point, entró recientemente en Indra y gestiona 20.000 millones de dólares en activos. Una "ineptitud" que le convierte en "uno de los ejecutivos más peligrosos e incompetentes de América", un historial que hace incomprensible cómo "no les han mostrado la puerta hace tiempo", una gestión que ha dejado a una empresa en un estado "lamentable"... Cuando Daniel Loeb quiere cambiar el rumbo de una empresa no acude a medios de comunicación. En su lugar, escribe cartas al CEO o al equipo directivo de la compañía en cuestión donde deja patente su descontento con el trabajo que han realizado. Eso sí, cada misiva la despide con un "atentamente". Con este particular modus operandi se ha dado a conocer un inversor que lanzó su fondo, Third Point, en el gimnasio de David Tepper -fundador del hedge fund Appaloosa Management- en 1995. Tres décadas después, su firma gestiona 20.000 millones de dólares en activos. Los redactores del periódico Amaia Ormaetxea y Antonio Santamaría analizan su legado en 'Genios de las Finanzas', un pódcast realizado por Tamara Vázquez y dirigido por Amparo Polo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

La Diez Capital Radio
La Caja de Pandora (28-04-2026)

La Diez Capital Radio

Play Episode Listen Later Apr 28, 2026 55:22


Iniciamos el programa hablando con Silvia Monzón, una joven ciega, de profesión Fisioterapeuta. Es la vicepresidenta de la asociación de Perros Guía de Canarias. Activista en las RRSS, su papel en ellas dar a conocer las dificultades en la accesibilidad y las barreras que tienen las personas con discapacidad. En nuestros estudios, la Fundación Aldis, con su directora Ofelia Tabares, nos anticipa los proyectos que esta entidad va creando para beneficio de niños y jóvenes que solicitan ayuda para mejorar su calidad de vida en nuestra sociedad. Viene acompañada de Maleni, la trabajadora social de la fundación. Ponemos broche final al programa con nuestra odontóloga de cabecera, la doctora Viky Martínez, de la Universidad de Valencia. La doctora Martínez, lleva algún tiempo colaborando en nuestro programa, para asesorar a quienes tienen la responsabilidad de cuidar a personas con discapacidad. Autora de "Su Boca en tus Manos", un libro que detalla la forma de conservar una buena salud dental.

Convidado
Condenação do activista angolano Osvaldo Caholo "é uma jogada para o manter fora da circulação"

Convidado

Play Episode Listen Later Apr 28, 2026 15:09


O activista angolano Osvaldo Caholo foi condenado nesta segunda-feira a dois anos e meio de prisão efectiva pela prática do crime de instigação pública ao crime aquando das manifestações de Julho do ano passado contra o aumento do preço do combustível que resvalaram para incidentes em vários pontos do país e resultaram oficialmente em pelo menos 30 mortos em Luanda. A defesa do activista que se encontra detido desde essa altura apresentou recurso contra esta decisão que considerou injusta. Apesar de a 5.ª Secção da Sala dos Crimes Comuns do Tribunal da Comarca de Luanda absolver o activista de 37 anos dos outros crimes de que era acusado, apologia do crime e rebelião, foram unânimes as reacções de decepção por parte da sua defesa como também dos seus familiares que denunciaram uma sentença a seu ver "excessiva" e "com motivações políticas". Para além da sua pena de prisão, o activista, antigo militar e também universitário que ficou conhecido há dez anos por fazer parte do grupo "15+2", foi condenado a pagar uma multa de 250 mil Kwanzas. Muito embora lhe tenham reconhecidas circunstâncias atenuantes, como o facto de ter cooperado com as autoridades, ser chefe de família, pai de menores e ter mantido uma boa conduta durante o processo, a justiça angolana considerou que ele proferiu ameaças contra figuras do poder durante uma transmissão em directo nas redes sociais, no âmbito das manifestações de Julho de 2025. Em entrevista concedida à RFI, o advogado Simão Afonso, membro da equipa de defesa do activista, fez o ponto da situação. "Enquanto advogado de defesa. É evidente que é uma condenação que a nós não satisfaz, na medida em que sempre estivemos convencidos de que o nosso constituinte era inocente. Durante a audiência de produção de provas por mais de três dias, não ficaram provados os crimes de que é acusado. Não obstante o Ministério Público ter pedido a absolvição nos dois crimes, necessariamente o de rebelião e apologia pública, nós, enquanto defesa, nas alegações orais, solicitámos ao tribunal que ele fosse absolvido dos três crimes, mesmo para efeitos do crime de instigação pública ao crime, aquele em que foi condenado. O tribunal não apresentou qualquer prova. Nunca ficou provado no tribunal. Todos os fundamentos que o tribunal apresentou para o incriminar têm muita incidência política. Portanto, para nós, não faz qualquer sentido esta condenação, porque em nenhum momento ficou provado e é só por isso que, em reacção imediata, nós interpusemos o recurso", explicou o advogado. Para o representante de Osvaldo Caholo, o que ficou evidente durante o processo, "é uma contradição muito visível, expressa naquilo que foi a condenação e o fundamento da própria condenação. Nós estamos a ver o tribunal a fundamentar a decisão e apresentar um conjunto de atenuantes e situações que favorecem o arguido. O facto de ser réu primário, o facto de ser chefe de família, ter cooperado significativamente, ser pai de filhos menores, um conjunto de atenuantes. E foi apresentada apenas uma situação agravante, que é o dolo. E nós estamos a ver, tendo em conta as atenuantes que foram reconhecidas pelo próprio tribunal através da juíza e a moldura penal, que são de três anos, estamos a ver fazer mais sentido, o tribunal a fazer cair pelo menos metade da pena". Ao evocar os passos a seguir depois de ser entregue o recurso da defesa, Simão Afonso refere que "o processo vai agora para a relação, para ser apreciada num tribunal superior. Tendo em conta o prazo da prisão preventiva, nenhum detido pode ficar mais de 18 meses sem condenação transitada em julgado. Então quer dizer que o tribunal tem esse limite. Ele já está preso há nove meses, então o tribunal tem antes de 18 meses para proferir uma decisão relativamente ao processo que agora vai apreciar". Sobre o estado de espírito do seu cliente, o advogado refere que "é um elemento bastante forte. Ele sempre demonstrou convicção. Em nenhum momento ficou abalado". Apesar de o interessado não ser ficado abalado de acordo com o seu advogado, o certo é que este caso está a ser acompanhado com muita atenção pela sociedade civil, nomeadamente pela Mudei que comentou o veredicto nas redes sociais e também pelo Movimento Revolucionário Angolano. Reagindo hoje à decisão da justiça, este último movimento emitiu uma "nota de repúdio" e disse "pautar acções mais contundentes". Em declarações à RFI, a activista angolana Laura Macedo que acompanhou o processo de Osvaldo Caholo, também dá conta da sua revolta e apela à mobilização. "É uma injustiça muito grande o que aconteceu com Osvaldo. E nós temos todos que ter em conta que, depois daquelas atenuantes todas que a juíza disse, é inadmissível que ela tenha dado esta pena. A moldura penal máxima da pena que ele apanhou são três anos. Sendo três anos, a moldura penal. O que é que nós temos? Ela dá dois anos e seis meses. Se ela tivesse dado dois anos e cinco meses, ele poderia ter saído. A pena já seria convertida em multa. Então, isto é uma jogada para manterem o Osvaldo fora da circulação e nós temos todos que nos unir e lutar contra isto, embora daqui a seis meses os advogados já possam entrar com um pedido de liberdade condicional por bom comportamento", diz a activista. Sobre as acções encaminhadas desde ontem perante a sentença judicial, Laura Macedo refere que juntamente com outras pessoas presentes no julgamento, fizeram uma manifestação logo à saída do Tribunal que foi inviabilizada pela polícia. "Fomos rechaçados dali. Ninguém quis chocar com a polícia porque achámos que era mesmo o que a polícia queria mesmo provocar, a ver se apanhava mais algum. Então, contivemos um bocado os ânimos e abandonamos o local. Mas certamente nós vamos começar a promover acções até que o Tribunal da Relação se pronuncie sobre o recurso". Paralelamente, à situação de Osvaldo Carolo, a de outro activista, Tanaice Neutro, também suscita preocupação. O jovem, que se ilustrou igualmente em protestos, foi detido na semana passada, quando estava a assistir ao julgamento de Osvaldo Caholo, seu camarada de luta. O advogado Simão Afonso, vinca o carácter anormal desta situação. "Foi num momento em que nós estávamos na sala e percebemos que ele havia sido detido. Até agora não foram apresentadas as verdadeiras motivações. Portanto, a nossa apreciação é que as pessoas, dentro daquele espaço, um órgão de soberania, um tribunal, é o local onde elas deviam se sentir mais seguras. E quando alguém vai apenas acompanhar uma sessão de julgamento e é detido, é muito preocupante. Isso altera significativamente a situação de justiça em Angola e Direitos fundamentais. Portanto, fica claro que até o próprio tribunal não é um local seguro. Não é local de cidadania, não é local de exercício de direitos, não é local para a realização da Justiça", considera o advogado. Também testemunha desta detenção ocorrida na passada quarta-feira, Laura Macedo, refere que Tanaice Neutro "não estava a incomodar ninguém". "Foi a maior irregularidade que pôde acontecer. Ele estava quieto. Ele não estava a incomodar ninguém. O comandante do município entrou ali com homens e, coercivamente, arrastou-o para fora. Isso foi na quarta-feira passada. Tanto quanto sei, não foi presente ao juiz de garantia. Há prazos, portanto, a polícia não está a cumprir e o Ministério Público, não sei se está a fazer vista grossa. Não sei o que é que se está a passar", diz a activista para quem este cenário, num contexto em que as eleições de 2027 estão à porta, não é surpreendente. "Já nas outras eleições nós vimos isto acontecer", diz Laura Macedo ao apelar aos restantes activistas à "contenção nas palavras. Contenção nas suas palavras não quer dizer não fazerem as denúncias, é arranjarem palavras. E nisso o português é fértil", conclui.

Asturias al día
Emisión martes 28 de abril - parte 1

Asturias al día

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 120:00


AAD PARTE 1: Hoy queremos conocer cómo se está desarrollando el proceso de regularización para personas migrantes en Asturias, con la participación de Glenda Huerto Vizcarra. Originaria de Perú y Activista de la campaña Regularización Ya. Alba Nogueiro, trabajadora social. Marian Lobo, asesora en Regularización en la Casa Sindical de Xixón. Manuela Gisele Castañeda Vega. Migrante argentina. Javier Arjona, de Soldepaz Pachakuti. AAD PARTE 2: Félix Fernández Rodríguez, de la editorial Acuto que se dedica a crear xuegos n'asturianu pa toles edaes, amás d'otros materiales nel nuestru idioma y facer talleres pa la reciella. AAD PARTE 3: Cerramos el programa con La exposición fotográfica “La Vía Láctea tiene nombre ucraniano”, una muestra que reúne fotografías de Ricardo García Vilanova y Alex Zapico, y cuenta con textos de Luigi Carinci.

Wisteria Lane
Wisteria Lane - La situación de las personas LGTBIQ+ en Venezuela y Colombia, con el activista venezolano Yendri Velásquez - 25/04/26

Wisteria Lane

Play Episode Listen Later Apr 25, 2026 44:31


Como todos los meses, llega María Herreros, de Amnistía Internacional España, para mostrarnos la realidad de las personas LGTBIQ+ más allá de nuestras fronteras. Hoy, conoceremos casos vinculados a Rusia y Turquía y también comentaremos lo que supone, en materia de DDHH, la derrota de Orbán en las elecciones en Hungría. Y en el segundo bloque del Wisteria vamos a conocer a un activista LGTBIQ+ venezolano, Yendri Velásquez, que, durante su exilio en Colombia, fue víctima de un atentado en Bogotá. Con él hablamos de la situación de las personas LGTBIQ+ es Venezuela y Colombia.Escuchar audio

Para que veas
Para que veas - Ana Peláez, activista por eliminar la discriminación de la mujer en el mundo - 24/04/26

Para que veas

Play Episode Listen Later Apr 24, 2026 4:07


Comprometida con la defensa de los Derechos Humanos, en particular de las personas que peor lo tienen como las mujeres y niñas con discapacidad, Ana Peláez lleva toda una vida siendo activista por la igualdad que, aún en el siglo XXI, sigue siendo un derecho que no se cumple. De ahí que lo primero que se le viene a la cabeza cuando se habla de igualdad es “injusticia social”. Escuchar audio

Noticentro
Volcadura de pipa con amoníaco deja al menos 29 intoxicados

Noticentro

Play Episode Listen Later Apr 19, 2026 1:23 Transcription Available


Hallan sin vida a defensor ambiental en Michoacán Prisión preventiva a presunto feminicida de Edith GuadalupeMás información en nuestro Podcast#grc

Así las cosas
Indigna sacrificio de perros en Tecàmac: Activista

Así las cosas

Play Episode Listen Later Apr 17, 2026 9:42


Lorena Becerra, encuestadora

Expresso de las Diez
¿Qué significa ser hombre?- El Expresso de las 10- Ju.16 Abril 2026

Expresso de las Diez

Play Episode Listen Later Apr 16, 2026


Texto Imagen/Video Recientemente tras el anuncio del «Congreso de Masculinidad Fearless Congress” en Guadalajara, Jalisco, la Red Nacional de Masculinidades “Cómplices por la Igualdad” ha manifestado que se opone a la proliferación de discursos que promueven una masculinidad machista, porque proponen retrocesos en materia de derechos de las mujeres, igualdad, inclusión y justicia de género y además dañan el tejido social. También han expresado su preocupación en torno a las intervenciones sobre hombres y masculinidades que se hacen desde visiones que se oponen a los derechos de las mujeres, los feminismos, las políticas de igualdad y el cambio cultural. Hoy te invitamos a reflexionar en torno a este tema en El Expresso de las 10, con la compañía en vivo del Dr. Armando Díaz Camarena, él es Psicólogo de formación, Doctor en Ciencias Sociales con especialidad en sociología, Investigador sobre educador sexual y estado laico y Activista y Educador de la sexualidad, con más de 30 años de trayectoria y el Dr. Juan Carlos Ramírez, Académico jubilado de la Universidad de Guadalajara. Coordinador de la Red de Masculinidades Alternativas de Jalisco-REMA. En grabación escucha las voces de la Dra. María Alejandra Salguero Velázquez, Investigadora de FES Iztalacala en la UNAM, Presidenta de la Academia Mexicana de Estudios de Género de los Hombres, A.C. y al Dr. Rafael González Franco, Coordinador del Diplomado Internacional en Masculinidades e Integrante de la Red Nacional de Masculinidades Cómplices por la Igualdad.

ABC Noticias
Raymundo Ramos: de activista a ser acusado de trabajar para el Cártel del Noroeste

ABC Noticias

Play Episode Listen Later Apr 15, 2026 8:49


En más notas, “Los medicamentos del sector público son seguros”, responde Salud sobre compras de Keytruda falsificada, en información de El Esto, Gianni Infantino y FIFA analizan pedir a Donald Trump que las redadas de ICE se detengan en el Mundial 2026, y en los espectáculos, 31 minutos dará concierto gratuito en el Zócalo de CDMX para festejar el Día del Niño. Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.

La Brújula
Entrevista a la activista iraní Ryma Sheermohammdi

La Brújula

Play Episode Listen Later Apr 14, 2026 15:27


Entrevista a la activista iraní Ryma Sheermohammdi

Mañanas BLU 10:30 - con Camila Zuluaga
Jineth Bedoya, periodista, escritora y activista colombiana contra la violencia de género

Mañanas BLU 10:30 - con Camila Zuluaga

Play Episode Listen Later Apr 7, 2026 7:46


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En Blanco y Negro con Sandra
RADIO – MARTES,31 DE MARZO DE 2026 – Hoy converso del caso Viqueira por qué quieren ocultar el derecho de las víctimas con la activista Katherine Angueira

En Blanco y Negro con Sandra

Play Episode Listen Later Mar 31, 2026 56:15


1. Tribunal de Apelaciones desestima pedido de viuda de biólogo marino Viqueira pero en Puerto Rico nadie quiere hablar de los derechos de las víctimas que quedan vulnerados por la Judicatura, los fiscales, Justicia y hasta por los analistas y cabilderos políticos. Hoy converso de por qué quieren ocultar el derecho de las víctimas con la activista Katherine Angueira2. Senado aprobó Resolución para investigar Las Hidroeléctricas y embalses que nutrirán al proyecto Esencia. La medida es de Eliezer Molina quien insiste en que probarán que no existe la capacidad para suplir la demanda. 3. El PNP intenta regresar al bochornoso episodio de nuestra historia de fichar y censurar a ciudadanos por sus creencias políticas, denuncia Adrián González del PIP4. Cierran concesionarios ilegales de autos en el norte de Puerto Rico5. FBI: ataque a sinagoga en EE.UU. fue "inspirado en Hezbolá"6. Al menos 16 personas mueren en ataque de pandillas en Haití7. Ecuador levanta el toque de queda tras dos semanas con resultados limitados frente al crimenEste es un programa independiente y sindicalizado. Esto significa que este programa se produce de manera independiente, pero se transmite de manera sindicalizada, o sea, por las emisoras y cadenas de radio que son más fuertes en sus respectivas regiones. También se transmite por sus plataformas digitales, aplicaciones para dispositivos móviles y redes sociales. Estas emisoras de radio son:1. Cadena WIAC - WYAC 930 AM Cabo Rojo- Mayagüez2. Cadena WIAC – WISA 1390 AM Isabela3. Cadena WIAC – WIAC 740 AM Área norte y zona metropolitana4. WLRP 1460 AM Radio Raíces La voz del Pepino en San Sebastián5. X61 – 610 AM en Patillas6. X61 – 94.3 FM Patillas y todo el sureste7. WPAB 550 AM - Ponce8. ECO 93.1 FM – En todo Puerto Rico9. WOQI 1020 AM – Radio Casa Pueblo desde Adjuntas 10. Mundo Latino PR.com, la emisora web de música tropical y comentarioUna vez sale del aire, el programa queda grabado y está disponible en las plataformas de podcasts tales como Spotify, Soundcloud, Apple Podcasts, Google Podcasts y otras plataformas https://anchor.fm/sandrarodriguezcottoTambién nos pueden seguir en:REDES SOCIALES: Facebook, X (Twitter), Instagram, Threads, LinkedIn, Tumblr, TikTokBLOG: En Blanco y Negro con Sandra http://enblancoynegromedia.blogspot.comSUSCRIPCIÓN: Substack, plataforma de suscripción de prensa independientehttps://substack.com/@sandrarodriguezcottoOTROS MEDIOS DIGITALES: ¡Ey! Boricua, Revista Seguros. Revista Crónicas y otrosEstas son algunas de las noticias que tenemos hoy En Blanco y Negro con Sandra.

Es la Mañana de Federico
Entrevista a Albany Colmenares, activista venezolana

Es la Mañana de Federico

Play Episode Listen Later Mar 26, 2026 19:50


Rosana Laviada entrevista a Albany Colmenares opositora venezolana liberada de las cárceles del régimen chavista.

Democracy Now! en español
“El movimiento no es solamente César Chávez”: María Hinojosa habla de su entrevista a la emblemática activista Dolores Huerta, quien a sus 95 años acaba de revelar que también fue violada por Chávez

Democracy Now! en español

Play Episode Listen Later Mar 24, 2026


“El movimiento no es solamente César Chávez”: María Hinojosa habla de su entrevista a la emblemática activista Dolores Huerta, quien a sus 95 años acaba de revelar que también fue violada por Chávez

6AM Hoy por Hoy
Mauricio Parodi tilda a Cielo Rusinque de “activista”; Alirio Uribe dice que ella “es independiente”

6AM Hoy por Hoy

Play Episode Listen Later Mar 20, 2026 9:26


La Reunión Secreta
La Reunión Secreta 07x24 - ⛔️ EL MUNDO AL LÍMITE

La Reunión Secreta

Play Episode Listen Later Mar 20, 2026 142:47


¿Problemas de adicción al #alcohol, #drogas…? ☎️ 915 630 447 ¡LLAMANOS 24H! https://bienestar.neurosalus.com/ Solicita ahora mismo información sobre tratamientos de desintoxicación, precios, disponibilidad de plazas… HA SIDO POSIBLE CREAR EL PROGRAMA “LA REUNIÓN SECRETA” GRACIAS A TU AYUDA COMO GUARDIÁN MECENAS. ***** HAZTE MECENAS EN https://www.patreon.com/lareunionsecreta Esta noche vive un nuevo directo de #LaReuniónSecreta​ desde la 22:00​ hora española. Te decimos lo que nadie dice: sin anestesia y sin edulcorantes. ¡La Reunión Secreta somos todos! No se lo digas a nadie… ¡PÁSALO! CARLITOS TÍNEZ https://www.youtube.com/channel/UC0eeuxpQ70z-Pe0rHhOq9Fg Conexiones en directo con: - Gisela Turazzini (Economista. Ingeniera financiera. Trader profesional. CEO de Blackbird Bank. Estudió Economía y Relaciones Internacionales en la Universidad de Westminster. Además de su labor empresarial, es profesora en diversas universidades y colaboradora habitual en medios de comunicación) - ️ Dr. Guillermo Rocafort (Doctor en Ciencias Económicas por la Universidad San Pablo. Profesor de Economía Pública y Economía de la Empresa en la Universidad Carlos III de Madrid. Profesor del Departamento de Derecho Económico y Social de la Universidad Pontificia Comillas. Abogado) - Dr. Enrique Refoyo (Doctor cum laude en Humanidades, especializado en Geografía Militar de España. Politólogo. Estudioso contemporáneo de Geopolítica, Multipolarismo y Guerras Híbridas. Traductor. Activista humanitario) Con el equipo habitual de La Reunión Secreta: Dr. José Miguel Gaona, Joan Miquel MJ, Carlos Martínez, Lourdes Martínez, Marta Vim, Olga Ralló, Luna de María, Tatiana y Piluca. _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ SÍGUENOS EN REDES Twitter: https://twitter.com/lrsecreta Instagram: https://www.instagram.com/lareunionsecreta/ Facebook: https://www.facebook.com/LRsecreta REDES SOCIALES DEL EQUIPO | DR. JOSÉ MIGUEL GAONA | - https://twitter.com/doctorgaona | DIRECTOR | - Joan Miquel MJ - https://www.instagram.com/official_joan_miquel_mj/ | PRODUCTORA | - Lourdes Martínez - https://twitter.com/chicadelaradio | AYUDANTE DE DIRECCIÓN | - Olga Ralló - https://twitter.com/olgarallo | AYUDANTE DE PRODUCCIÓN | - Carlos Martínez - https://twitter.com/Carlitos_Tinez

Noticentro
¡Alerta! Fuertes vientos y oleaje en el Golfo de México

Noticentro

Play Episode Listen Later Mar 12, 2026 1:22 Transcription Available


Atacan a balazos a activista ambiental en NayaritTlalpan activa Alerta Amarilla por bajas temperaturasNASA apunta al 1 de abril para lanzar Artemis II rumbo a la LunaMás información en nuestro Podcast

Así las cosas
La activista Emma Zermeño tiene una sentencia condenatoria en su contra por violencia política de género

Así las cosas

Play Episode Listen Later Mar 10, 2026 12:35


Emma Zermeño, Activista de derechos humanos

QNTLC
DEJAR DE SER TRANS. Confesiones de un ex-activista. Nicolás Raveau

QNTLC

Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 51:44


El P. Javier Olivera Ravasi conversa con Nicolás Raveau acerca de su experiencia en el mundo trans y su de-trancisión a partir de un nuevo libroEl libro mencionado se encuentra aquí:Buscalibre: Link.Amazon Kindle: Link.Librería Antártica (Chile): Link.Para ayudas a QNTLC: https://fundacionsanelias.org/

Wisteria Lane
Wisteria Lane - Hablamos con el activista trans Bruno León sobre su embarazo y futura paternidad - 07/03/26

Wisteria Lane

Play Episode Listen Later Mar 7, 2026 40:33


Bruno León lleva ya años haciendo activismo, como hombre trans y como defensor del medio ambiente, en las redes sociales, como creador de contenido. Incluso publicó un libro, en 2024, titulado “Todo lo que me escondieron es todo lo que soy”, donde reflejaba sus propias vivencias personales como hombre trans. Y, desde hace unos meses, ha despertado el interés de los medios de comunicación más generalistas -y algunos un poco sensacionalistas, por qué no decirlo- cuando anunció que estaba embarazado de tres meses. Sobre todo lo que ha sucedido desde entonces y sobre muchas cosas que sucedieron antes, hablamos con Bruno León.Escuchar audio

El Filip
23 AÑOS DE TRAGEDIAS Y DOLOR TERMINARON DE LA PEOR MANERA

El Filip

Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 65:42


La gran promesa antes de DiCaprio. El talento que parecía intocable. River Phoenix fue considerado el “niño dorado” de Hollywood. Activista, brillante, profundo… pero en secreto luchaba contra algo que terminaría consumiéndolo. Esta es la historia de su ascenso, sus excesos y las teorías que aún rodean su muerte frente al Viper Room. Hosted by Simplecast, an AdsWizz company. See https://pcm.adswizz.com for information about our collection and use of personal data for advertising.

Más de uno
Nilufar Saberi, activista iraní: "Me avergüenza que el régimen de España apoye a los islamistas gobernantes en Irán"

Más de uno

Play Episode Listen Later Mar 2, 2026 10:12


Nilufar Saberi, activista iraní: "Me avergüenza que el régimen de España apoye a los islamistas gobernantes en Irán"

La Trinchera de Llamas
La activista Nilufar Saberi denuncia la "solidaridad selectiva" de la izquierda para reclamar el derecho internacional

La Trinchera de Llamas

Play Episode Listen Later Mar 1, 2026 10:41


La activista iraní, Nilufar Saberi, celebra la noticia de la caída de Jamenei, pero no tolera la "solidaridad selectiva" de la izquierda española

Solo Documental
El asesinato de Malcolm X: La historia poco conocida

Solo Documental

Play Episode Listen Later Feb 18, 2026 41:49


El 16 de febrero de 1965, Malcolm X, cuyo verdadero nombre era Malcolm Little, recibió 16 disparos a la edad de 39 años. Activista por un Estado negro independiente, devolvió la dignidad a los estadounidenses negros en un Estados Unidos segregacionista. Casi medio siglo después de su muerte, la pregunta sigue siendo: ¿quién mató a Malcolm X? Los tiradores eran miembros de la “Nación del Islam”, de la que él era un miembro influyente, pero se desconoce quiénes fueron sus patrocinadores. Este asesinato convenía a ciertos líderes de la época. Malcolm X se acercó a Martin Luther King y a los líderes africanos que criticaban las políticas estadounidenses. ¿Hubo un plan estatal para eliminar a ciertos líderes negros?

Es la Mañana de Federico
Qué me pasa, doctor: Comienza la huelga de médicos el próximo lunes

Es la Mañana de Federico

Play Episode Listen Later Feb 9, 2026 17:23


Federico y el Dr. Enrique de la Morena hablan con la Dr. Carmen Truyols Domínguez, médico anestesista y activista.

LA PATRIA Radio
6. Presentadora y activista de Manizales rechazan discurso racista en reality. 'Como sociedad nos falta aprender'. Nacional

LA PATRIA Radio

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 3:29


Escuche esta y más noticias de LA PATRIA Radio de lunes a viernes por los 1540 AM de Radio Cóndor en Manizales y en www.lapatria.com, encuentre videos de las transmisiones en nuestro Facebook Live: www.facebook.com/lapatria.manizales/videos

Wisteria Lane
Wisteria Lane - Rosanna Marzan, ser activista LGTBIQ+ en República Dominicana - 31/01/26

Wisteria Lane

Play Episode Listen Later Jan 31, 2026 32:47


Como todos los meses, abrimos el barrio a la realidad de las personas LGTBIQ+ más allá de nuestras fronteras. Gracias a María Herreros, de Amnistía Internacional España, vamos a conocer a una importante activista dominicana que lleva años trabajando por los DDHH LGTBI+ en República Dominicana, Rosanna Marzan.También vamos a viajar hasta Kazajistán, donde ha sucedido un hecho que vuelve a poner en peligro la integridad y la libertad de las personas LGTBIQ+.Escuchar audio

Noticentro
Revolut, nuevo banco en México

Noticentro

Play Episode Listen Later Jan 29, 2026 1:41 Transcription Available


Se avanza en un  Plan Integral con la industria automotriz: Sheinbaum Reconocen a investigadoras con el Premio “Matilde Montoya”Sacerdotes y activistas protestan contra políticas migratorias en EUMás información en nuestro podcast

Noticentro
Choque en la México–Cuernavaca

Noticentro

Play Episode Listen Later Jan 25, 2026 1:17 Transcription Available


Comunidad sorda exige justicia en MichoacánAparece Nicholette en CuliacánProtesta en cárcel británica termina en detencionesMás información en nuestro Podcast

Luis Cárdenas
Perros del Refugio Franciscano permanecen 'presos' en kennels, denuncia activista - 13 enero 2026.

Luis Cárdenas

Play Episode Listen Later Jan 13, 2026 11:04


En entrevista para MVS Noticias con Luis Cárdenas, Arturo Islas, activista y comunicador, habló sobre que denuncia en video que perros del Refugio Franciscano están “presos” en kennels de la CDMX.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Luis Cárdenas
Preocupación por abusos y excesos en las redadas del ICE: activista alerta sobre casos en EU - 13 enero 2026.

Luis Cárdenas

Play Episode Listen Later Jan 13, 2026 12:55


En entrevista para MVS Noticias con Luis Cárdenas, Eunice Rendón, coordinadora de Agenda Migrante, habló sobre ICE ha arrestado a 2 mil personas desde que empezaron las redadas migrantes en Minneapolis.See omnystudio.com/listener for privacy information.

La Brújula
La denuncia de un activista venezolano desterrado en España: "Zapatero le dijo muchas veces a mi mamá que no denunciara lo que me pasaba"

La Brújula

Play Episode Listen Later Jan 5, 2026 22:03


La denuncia de un activista venezolano desterrado en España: "Zapatero le dijo muchas veces a mi mamá que no denunciara lo que me pasaba"

Noticentro
Atienden caso de gusano barrenador en Tamaulipas

Noticentro

Play Episode Listen Later Jan 1, 2026 1:35 Transcription Available


Dan 60 años de cárcel a feminicidas de Cecilia Monzón en PueblaTrump retira tropas de Chicago, LA y Portland tras presión judicialMás información en nuestro Podcast

Democracy Now! en español
“No destruyas la democracia de este país”: el mensaje para Trump de la activista por los derechos de los migrantes Jeanette Vizguerra tras pasar nueve meses en una cárcel del ICE

Democracy Now! en español

Play Episode Listen Later Dec 24, 2025


“No destruyas la democracia de este país”: el mensaje para Trump de la activista por los derechos de los migrantes Jeanette Vizguerra tras pasar nueve meses en una cárcel del ICE

Así las cosas
Selene Garcia Vara, terminó su licenciatura pese a negación de autoridades mexicanas por su discapacidad, ahora autoridades deben indemnizarla y ofrecer una disculpa publica

Así las cosas

Play Episode Listen Later Dec 12, 2025 8:43