Podcasts about voltando

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Best podcasts about voltando

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Latest podcast episodes about voltando

IPJG - Igreja Presbiteriana do Jardim Guanabara
O Rei Esta Voltando - Rev. Jérson Neto

IPJG - Igreja Presbiteriana do Jardim Guanabara

Play Episode Listen Later May 31, 2026 39:49


31/05/2026 - Culto Vespertino -Lucas 19

F1Mania - Fórmula 1 e muito mais
Hamilton no pódio, V8 no horizonte: a F1 está voltando às origens? | EM PONTO #916

F1Mania - Fórmula 1 e muito mais

Play Episode Listen Later May 27, 2026 69:53


Lewis Hamilton viveu no Canadá seu melhor resultado até agora com a Ferrari, e isso reacende uma pergunta importante: finalmente começou a reação que muita gente esperava em Maranello?

MuzyCAST
Voltando da Cirurgia do Ombro | Paulo Muzy Responde! #1027

MuzyCAST

Play Episode Listen Later May 19, 2026 47:50


Live todos os dias às 7h aqui no YouTube e Instagram (porém depende) Seja membro deste canal e ganhe benefícios:https://www.youtube.com/channel/UCUOsr03iLj627hJm55cmIPw/joinPergunte livremente sobre exercício, saúde e desempenho

MuzyCAST
Voltando da Cirurgia do Ombro | Paulo Muzy Responde! #1028

MuzyCAST

Play Episode Listen Later May 19, 2026 50:00


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Igreja Missionária Evangélica Maranata
Voltando ao lugar de filho - Pra. Meire Peres

Igreja Missionária Evangélica Maranata

Play Episode Listen Later May 10, 2026 20:10


Voltando ao lugar de filho - Pra. Meire Peres by Igreja Missionária Evangélica Maranata de Caxias Para conhecer mais sobre a Maranata:Instagram: https://www.instagram.com/imemaranata/Facebook: https://www.facebook.com/imemaranataSite: https://www.igrejamaranata.com.br/Canal do youtube: https://www.youtube.com/channel/UCa1jcJx-DIDqu_gknjlWOrQDeus te abençoe

PodPorco
PAULINHO VOLTANDO? PALMEIRAS ESTREIA NA COPA DO BRASIL!

PodPorco

Play Episode Listen Later Apr 22, 2026 79:19


Eun Chong Kim e Rick Covil falam tudo sobre o confronto do Palmeiras contra a Jacuipense pela Copa do Brasil!#palmeiras #podporco

Filme Da Semana
#292 - Carol (2015)

Filme Da Semana

Play Episode Listen Later Apr 18, 2026 40:43


O que é isso, um Filme da semana?????????Voltando as origens e falando por 40 minutos de um mesmo filme, essa semana trouxe Carol, dirigido pelo Todd Haynes e protagonizado pela Cate Blanchett e pela Rooney Mara. Falei das minhas impressões e também falei do livro da Patricia Highsmith, que foi a base a história. Tudo sem grandes spoilers, com uma sessão pra discutir o final bem sinalizada nos minutos finais do programa.Me sigam no Instagram @filme.da.semana Bluesky @lalarilandFale comigo pelo email podcastfilmedasemana@gmail.com, que também é uma chave pix ;)

AnimeSphere
AnimeSphere 247: Diários de uma Apotecária

AnimeSphere

Play Episode Listen Later Apr 17, 2026 76:36


Olá ouvintes do Kokoro!! Trazemos a vocês mais um AnimeSphere. Venha viajar conosco na China antiga, aprender sobre curas, venenos e intrigas palacianas. Hoje falaremos de Kusuriya no Hitorigoto, ou The Apotecary Diaries, ou Diário de uma Apotecária. Citações do episódio Sobre o anime Tema de abertura #1: [Hana ni Natte, de Ryokuoushoku Shakai] Tema de abertura #2: [Ambivalent, de Uru] Tema de encerramento #1: [Aikotoba, de Aimer] Tema de encerramento #2: [Shiawase no Recipe, de Dai Hirai] Episódios [01 – Maomao – Maomao] [02 – Buaisō na Kusuriya – Apotecária antissocial] [03 – Yōkai Sōdō – O caso perturbador do espírito] [04 – Odoshi – A ameaça] [05 – Ura no Kao – Por debaixo dos panos] [06 – Niwa no Utage – A festa no jardim] [07 – Kikyō – Voltando para casa] [08 – Mugibō – Palitos de Trigo] [09 – Jisatsu ka Tasatsu ka – Suicídio ou assassinato?] [10 – Mitsu – Mel] [11 – Futari kara Hitori e – Reduzindo de dois a um] [12 – Kankan to Kijo – O eunuco e a cortesã] [13 – Gaitei no Shigoto – Trabalho no Pátio Externo] [14 – Atarashii Junhi – A nova Pura Concubina] [15 – Nanban-zuke – Namasu] [16 – Namari – Chumbo] [17 – Machiaruki – Passeio pela cidade] [18 – Rakan – Lakan] [19 – Gūzen ka Unmei ka – Coincidência ou coisa do destino?] [20 – Kisaki no Niwa – O jardim da concubina] [21 – Tsuki no Ōji – O príncipe da Lua] [22 – Sentaku – Escolha] [23 – Saigo no Ippuku – A última dose] [24 – Shinjitsu no Aji – O sabor da verdade] Referências | Trivias [Mesmo que o mundo seja fictício, ele tem fortes inspirações na China Imperial, especialmente na dinastia Tang, com uma estrutura das práticas de harém Imperial, conforme a realidade: consortes, eunucos, criados e médicos. Isso só prova o compromisso da mangaká com a autenticidade histórica]; [Os conhecimentos da Maomao são reais, baseados na medicina tradicional chinesa, como o uso de ingredientes descritos no compêndio de matéria médica chinês, o “Bancao Gangmu”, escrito por Li Shizhen no século XVI]; [Enfeites de cabelo como códigos sociais, que demonstram status, função ou até mesmo mensagens ocultas]; [O mistério a respeito de Jinshi ser ou não eunuco é histórica, alguns oficiais protegiam sua identidade se dizendo eunucos – mas não significa que ele o seja. Na China imperial, alguns eunucos detinham mais poder político que alguns ministros]; [Os fãs estão pressionando a mangaká para desenvolver melhor o romance entre a Maomao e o Jinshi – isso inclui até mesmo a família dela. Mas ela reforça que o foco continuará a ser mistérios e intrigas palacianas]; [Segundo o site “O Vício” no dia 27/06/25, a autora disse ter vários anúncios para a série, o que pode significar expansão da série como a conhecemos]. Nossos episódios citados 012: Shingeki no Kyojin Live Action 115: Code Geass – Parte 1 117: Violet Evergarden 124: Boku no Hero Academia – Parte 1 172: Boku no Hero Academia – Parte 2 179: Aggretsuko – 1ª Temporada 183: Shingeki no Kyojin – Primeira Temporada 194: Komi não consegue se comunicar 201: Aggretsuko – 2ª Temporada 206: Mairimashita! Iruma-kun – 1ª Temporada 211: Youjo Senki – Saga of Tanya the Evil 212: Shokugeki no Soma – 1ª Temporada 238: Sousou no Frieren – Parte 1 Soundtrack usada Trilha sonora sem copyright   Contato E-mail: contato@animesphere.com.br Link Tree Seja nosso apoiador Apoia.se do AnimeSphere Compre as nossas Canecas Oficiais Por enquanto em suspenso, mas logo mais conseguiremos uma nova loja com as canecas para vocês!! Agregadores iTunes Deezer Spotify CastBox Podbean PodChaser Google Podcasts Podvine Páginas Amigas Anime See Três Quartos Cego, Canal YouTube Tokucast Participantes Jorge Twitter | X Facebook Instagram Blue Sky Firefalcon's World, meu blog pessoal MindStorm Productions NerdMaster Paranerdia Padrinhos Seja um você também!

Falando de Nada
Amazon MGM faz limpa em divisão estratégica de séries | Ep 227 | Falando de Nada

Falando de Nada

Play Episode Listen Later Apr 8, 2026 68:07


No Falando de Nada desta semana, comentamos a reestruturação da Amazon MGM e a decisão de mexer em uma de suas áreas mais estratégicas de séries. O que está por trás dessa mudança e o que isso diz sobre o momento da indústria?Também voltamos ao assunto da compra da Warner para entender de onde veio o dinheiro da Paramount, além de uma discussão sobre o espaço (ou a falta dele) para atores “classe média” em Hollywood.Seja um membro da Guilda dos Tagarelers e participe das pautas semanais:https://www.youtube.com/channel/UCa8ekYf6l76ikQszoMYuHkw/join00:00 - O Falando de Nada está de volta da sua pausa!05:03 - Alinoca vai se mudar11:44 - De onde veio o dinheiro da Paramount?12:07 - Pera aí... O ator "classe média" não existe mais em Hollywood?18:00 - Voltando... De onde vem o dinheiro da Paramount21:13 - O Departamento de "criação de mundos" da Amazon MGM42:56 - Perguntinhas MarotasQuer enviar um Pix da Alegria? Entre em contato com nosso produtor @bclemente22 no Instagram!✉ Quer mandar sua sugestão de pauta ou dúvida? Envie um e-mail para

CBN e a Tecnologia - Gilberto Sudré
Direto do túnel do tempo: tecnologias do passado que estão voltando ao dia a dia

CBN e a Tecnologia - Gilberto Sudré

Play Episode Listen Later Apr 1, 2026 17:13


Nesta edição do "CBN e a Tecnologia", o comentarista Gilberto Sudré traz como destaque a seguinte reflexão: você já reparou como algumas tecnologias que pareciam ultrapassadas estão voltando com tudo? Esses sucessos do passado estão conquistando espaço novamente em um mundo dominado pelo digital. Mas o que está por trás desse movimento? Vamos explorar por que o passado está mais presente do que nunca — e como essas tecnologias estão ganhando uma nova vida nos dias atuais.

CBN e a Tecnologia - Gilberto Sudré
Por que os fones de ouvido com fio estão voltando a ter destaque? Entenda!

CBN e a Tecnologia - Gilberto Sudré

Play Episode Listen Later Mar 27, 2026 11:31


Os fones de ouvido com fio deveriam ter desaparecido junto com os novos celulares sem entradas específicas. Em vez disso, estão voltando com força! Nesta edição do "CBN e a Tecnologia", com o comentarista Gilberto Sudré, vamos entender porque acontece esse movimento. O

Pra começar o Dia...
Voltando Pra Casa…

Pra começar o Dia...

Play Episode Listen Later Mar 27, 2026 4:38


A frequência adequada para me alinhar com a Prosperidade

One Piece React Forever
CB 6 Mitos de Cthulhu por H.P Lovecraft

One Piece React Forever

Play Episode Listen Later Mar 23, 2026 30:53


Voltando com o GIBITALK !!!!number 13!Finalmente os mitos de Cthulhu aqui no Gibifire, mas eu não manjo nada disso.... por isso chamei o grande Rafael do Pela Capa!Se você quiser acompanhar essas histórias, considere checar este link aqui

Pregador Nonato Souto
EBD PECC 1º TRIM 2026 Lição 12 Ezequiel 40 – 46 – A Glória do Senhor Voltando Para o Templo

Pregador Nonato Souto

Play Episode Listen Later Mar 16, 2026 46:23


EBD PECC 1º TRIM 2026 Lição 12 Ezequiel 40 – 46 – A Glória do Senhor Voltando Para o Templo

Pregador Nonato Souto
EBD PECC IEADAM 1º TRIM 2026 | Lição 12: "A glória do SENHOR voltando para o templo. " | Pr Calebe

Pregador Nonato Souto

Play Episode Listen Later Mar 13, 2026 36:17


EBD PECC IEADAM 1º TRIM 2026 | Lição 12: "A glória do SENHOR voltando para o templo. " | Pr Calebe

Enterrados no Jardim
Os ossos de Che Guevara a flutuar no espaço. Uma conversa com João Vasco Lopes

Enterrados no Jardim

Play Episode Listen Later Mar 13, 2026 262:10


Sempre que se diz alguma profanidade com suficiente desarranjo para ferir a sensibilidade do leitor começa a contagem decrescente em que toda a gente se sente no direito de exigir a súbita torção redentora ou, pelo menos, um efeito de retratação, de forma a que se possa reforçar alguma noção moral entre a dejecção da época. Podemos descer o mais fundo que se possa imaginar à “latrina do coração” (Flaubert), mas de algum modo, em lugar do inferno, todos esperam escapar aos piores efeitos de degradação. No fim, todos querem saber-se a salvo da verdadeira infâmia, aquela em que alguém se acha quando apenas serve como exemplo aos demais para irem afinando as suas repressões, o seu falso moralismo puritano. A infâmia perdeu o carácter. Como assinala Claudio Magris, “muitos livros ostensivamente profanadores não chegam a ser na realidade desagradáveis – a irritar, a ofender, rejeitar, perturbar – porque a sua provocação é a máscara, demasiado transparente, de sentimentos nobremente humanos e os arroubos exibidos são apenas simpáticas e inofensivas licenciosidades imaturas”. Ficamos sempre felizes por saber que o traste, quando chega a hora da verdade, é capaz de um gesto de redenção. E o pior é todos estarmos muito seguros sobre o que isso possa significar. O que sejam os actos verdadeiramente bondosos. Como nos diz Eduardo Lizalde nuns versos: “A maior das purezas é a abjecção./ Não restam dúvidas./ Mas consolai-vos, oh puros:/ também os abjectos e os vis/ não o são totalmente./ Por vezes cheiram rosas/ e acariciam cordeiros com sinceridade/ ou beijam crianças/ e dão a sua vida pela Revolução.” Continuamos a encher a boca com palavras desvalidas, sem levar em conta quais são os órgãos que seria preciso desenvolver para mergulhar nessa zona esgotante capaz de exaurir as frivolidades com que nos chega esse leitor hipócrita, convencido da clareza dos seus juízos morais, esse burguezote apalhaçado que se furta por todos os meios ao emaranhado de paixões, brutalidades, aridez, vileza e negro sofrimento sem saída que a vida chega a ser. A maldade ou é uma instrução contra os nossos instintos e intuitos originais ou não é nada. Fazer parte do bando diabólicos, dos tais apóstolos da transgressão, significa lutar pela inversão dos grandes signos. A revolução começa por corroer os estratos da dimensão simbólica, pela derrogação de todas as certezas e conformismos. Os orgãos lutam para desembaraçar-se dos astros, daquela música que tão depressa faz de nós seres caducos. Daí que tantas vezes o pâncreas acabe calcinado, talvez por incapacidade de produzir a dose suficiente de bílis para se regular, pôr a ênfase necessária, lidar neste insistente deserto. As glândulas afinam por esse gotejar do que nos olha a partir das zonas mais escuras de nós próprios. Saímos do silêncio, cercados por ele, procurando destruí-lo sem o perder inteiramente. Também temos de criar um órgão para o trazer dentro. Estes vazios que guiam o sentimento. Vamos lendo outra coisa de costas para anúncios luminosos que propagam pela noite dentro esse resíduo ulceroso, e nem os insectos se lhe chegam, preferem ser engolidos pela resina, ou como certas flores e plantas encontrar o fogo, descobrirem pela chama aquela irisação do que depressa se cobre de negro. Temos algumas pedras, atiradas e recuperadas. Gostamos de como a terra as mastigou. Frases capazes de interceder enquanto ecos, esse detalhe dos nossos melhores erros. Ao longo do dia também nos pesa de diferentes modos. O vento quer lembrar-se de algo, ergue-se para uma demonstração, mas logo lhe falta a confiança e prefere adiar. Muitas vezes o mundo deixa de estar onde contávamos com ele. Há tantos nomes que de súbito deixam de responder. Pomos a mesma mesa, essa feroz mesa, mas as imagens parecem empurradas, as raízes apodrecidas, tudo contrariado. O crime é demasiado incerto. Não se sabe realmente como ferir fundo as leis principais. Por isso acabamos por nos virar para aqueles que têm o talento devastador do fracasso, dominados toda a vida por essas injúrias, e é assim que ouvimos contada de diferentes maneiras a fábula do fígado, a intensidade daqueles que foram levados a despedir-se dos dias. Os homens deixam de o ser rasgando o que de si mesmos conheciam. Por um ódio prometedor aceitam tomar para si mesmos expressões que noutras idades os teriam assustado. É preciso uma certa dimensão do inútil, o gosto por aprofundar as energias que não correspondem aos ciclos, aos bens ou às finalidades terrenas. A maldade é dar o ouvido àqueles deuses estragados, os que aprofundaram os seus defeitos, cultivaram-nos para extrair deles secreções que provocam tonturas e contorções a quem não se habituou a respirar esse ar capaz de gelar os pulmões e até a alma. O mal faz-se voltando atrás. É uma ferida na memória que não se deixa em paz. Voltando, voltando ao que ficou soterrado, escavando esses corpos, barcos, é uma forma de corroer o tempo. Com vagarosos gestos ocupamos os lugares, detemo-nos, contando, apostando, sempre através dessa desolada observação dos factos e dos feitos. Temos de estar dispostos a escutar até ao fim as nossas derrotas, a perfeição tortuosa do seu argumento, o elemento sinuoso de uma linguagem de sentido perdido. Com tudo isto, fica claro como o passado pode ser aberto, revisto, como é possível impor aos vermes um princípio de indústria. O tempo não precisa de ir todo no mesmo sentido. Podemos gravar certas intuições esperando outra atenção e inteligência de nós mesmos, ir marcando, dialogando com nós próprios em diferentes momentos, como se nos conduzíssemos, deixando espaço para aquela firmeza desesperada que, por agora, ainda nos falta. A memória deixa caminhos para mais tarde. Ainda voltaremos a esses cuidados, já sem a razão a ditar uma linha que seja, consumidos então pelo fogo, aquela vida que se propaga entre outros corpos, rasando o segredo, alimentando-se de estranhos reflexos. No fundo, a moral foi aquilo que nos fez conhecer a morte mais de perto, nos disse "não" vezes demais. Mas teríamos sido outros se tivéssemos escutado os elementos da sedução. Ficam-nos os cortes na pele, dessas silvas que roçamos até estarmos perdidos, a ânsia de crescer num odor oculto, deixar o sangue dar a volta mais larga, enegrecer sobre essas zonas onde o amor escolhe o outro lado da vida e nos transforma. Produzem-se imagens, restos futuros, fósseis que iluminam o que está por vir. Outros astros fazem as nossas sombras cambalear, e sonhos há muito esquecidos abrem enfim a boca, aproximam-se para nos dar sinais de um mundo que julgávamos conhecer. Quando deixas de falar sozinho, aí, sim, estás realmente perdido. Não tens quem te instigue o pior, e, naturalmente, também o melhor deixa de poder ser visto como uma escolha. Derivamos para o espaço, por falta de gravidade, ficamos dominados por essa insignificância comovedora. Como lembra Magris, as palavras “bondade” e “bom” não nos soam deslocadas na boca de Dostoiévski precisamente porque ele mergulhou sem qualquer reserva no lodo que corre nas nossas veias, como um messias que ressurge mas antes morre e desce verdadeiramente ao inferno. “A literatura explicitamente transgressora é também muitas vezes impulsionada, bem lá no fundo, por sentimentos tão bons que não podem ser confrontados com a crueldade tão frequente e triunfante da existência”, vinca o ensaísta triestino. Já antes Eduardo Lizalde havia notado como “Tudo o que é edificante é reaccionário/ (vejam-se os efeitos).” O mal permanece solteiro, é na verdade a única dimensão verdadeiramente heróica e solitária no meio de uma criação cabisbaixa, ferida por essa tentação de se submeter a algo de superior. Os intérpretes da verdadeira vontade devem ser os primeiros alvos a abater. Mesmo se surja com eles o primeiro sinal dessa presunção capaz de inventar um sentido e a razão de deuses que acabam por ser os verdadeiros triunfos da demonicidade humana. Mas somos vítimas demasiado voluntariosas dessa tendência para pôr a fé num borra-botas qualquer. Se, por outro lado, nos contássemos outras histórias, se tivéssemos órgãos, alguma apetência e educação para nos sabermos servir entre os melhores exemplos da danação… “Talvez um olhar impiedoso seja hoje mais necessário do que nunca, num momento em que se desmoronaram as ilusões das grandes filosofias da história, persuadidas de que as contradições da realidade trariam consigo a sua própria superação e conduziriam inevitavelmente a um progresso ulterior; o devir do mundo parece agora entregue a uma ebulição caótica e imprevisível, indiferente aos grandes projectos e perspectivas. Nesta capacidade de perscrutar verdades até intoleráveis reside uma bondade maior do que qualquer afabilidade conciliadora e temperada: a disponibilidade para descer, com uma piedade intrépida e desolada, até ao fundo da nossa obscuridade.” Neste episódio, vamos afastar-nos na direcção desse vazio que rejeita a medida e as disposições de ordem humana. João Vasco Lopes, uma dessas inteligências que tanto estimam o acaso, a adaptação, aquela evolução nervosa que exigem hoje os grandes sistemas, veio falar-nos das fronteiras que se viu a assediar timidamente, e estamos a falar do Espaço, dessas garatujas que desenhamos nos muros imensos de tudo aquilo que melhor exprime a nossa ridícula dimensão, o como não passamos de uma civilização que ainda nem saiu do berço. Vamos procurar tomar balanço para assaltar algumas zonas de recreio entretanto desactivadas do campo literário, agora que todos os exercícios com letrinhas nos fornecem toda essa consolação oferecida sem interrupções, de tal modo que a vida literária ocupou o lugar das ordens religiosas e dos conventos de freiras.

NBA das Mina
Ele está voltando!

NBA das Mina

Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 65:17


O Celtics tem a 2ª campanha do Leste e a 4ª da Liga e o homem está voltando. Tatum, Mazzulla, Brown, Celtics e o que faz esse time se manter no topo são os temas da semana com a participação sempre especial do nosso amigo André Mori.

Kazzttor e seu isCaps
Domingo à Noite em 1 de março de 2026: Tempo é vida

Kazzttor e seu isCaps

Play Episode Listen Later Mar 1, 2026 4:34


Fala-se muito que tempo é dinheiro, mas qual o valor que damos ao nosso tempo? Como que o nosso tempo é "vendido", e se temos como reservar um pouco desse tempo pra nós?Tempo é fonte de vida, é o que corre enquanto nós corremos atrás das coisas que queremos, é como o oxigênio de nossas ações, sem tempo a gente não consegue agir, a gente não consegue se desenvolver, a gente não consegue criar, a gente não consegue fazer a nossa vida seguir um curso ao qual nós queremos. E no mundo de hoje a gente vende o nosso tempo em troca de um salário, em troca de um compromisso que a gente tem com alguém, para fazer aquilo que nos é determinado seja pela lei, seja pelos nossos costumes, seja por moda, ou para consumir algo que nos é dado. E no fim a gente nota de que tanto que a gente entrega ao nosso tempo pras outras pessoas, para outras coisas que não são nossas, sobra pouco ou nenhum tempo pra gente, tempo pra gente descansar, tempo pra gente estudar, aprender coisas novas, tempo pra gente desenvolver coisas que a gente gosta como a música, arte e escrita, e até mesmo o tempo que a gente precisa nos preparar para os compromissos que a gente tem acaba pesando em nossas vidas. Quantas vezes a gente teve que nos arrumar, nos preparar, nos deslocar para ir ao trabalho ou para ir a algum compromisso? E diante disso a gente entende que tempo sendo vida, nós não podemos desperdiçar o nosso tempo com coisas que não nos agregam, assim como não devemos abusar do tempo alheio fazendo com que essas pessoas percam o tempo com coisas que poderiam estar fazendo elas melhores em algum aspecto. O fim da escala seis por um é um exemplo disso, lutar para reduzir o tempo laboral das pessoas não é apenas uma comodidade que se é oferecida a quem vai trabalhar menos, é dar a oportunidade dessas pessoas usarem esse tempo livre pra coisas que as engrandecem, que elas possam ter mais tempo pra descansar, que possam ter mais tempo pra estudar, que possam ter mais tempo pra fazer coisas que sejam de benefício delas. Escalas extenuantes de trabalho fazem com que empresas que impõem essa jornada, comprem das pessoas um tempo maior do que o justo, e como nós temos uma tecnologia muito grande a qual nós hoje temos tanta comodidade, não seria adequado se as pessoas deixassem de fazer uso dessa modernidade toda criada, pois são tratadas como máquinas ou têm que disputar trabalho com máquinas. Voltando pra questão do tempo, o tempo é vida porque é no tempo que a gente vive, e por isso cada segundo é importantíssimo que não seja desperdiçado, e que não seja entregue de qualquer jeito a quem não dá o devido valor ao seu tempo, valorize o tempo que você tem, e também valorize o tempo que as pessoas entregam pra você.Bem-vindo ao episódio número 113 de Domingo à Noite. Vamos começar a semana botando o tédio pra fora.Ouça o episódio nas principais plataformas de podcast, para ouvir e conferir os links nas mídias sociais acesse: https://linktr.ee/kazzttorpodcastSiga André Arruda, o apresentador e faz tudo nesse podcast nas mídias sociais. Acesse os perfis em: https://linktr.ee/kazzttorPodcast produzido por Kazzttor AMT: https://www.kazzttor.com.br

the news ☕️
Caos no México às vésperas da Copa do Mundo, Posto Ipiranga pode estar à venda, iPods voltando à moda e mais

the news ☕️

Play Episode Listen Later Feb 23, 2026 13:14


Bom dia! ☕Experimente Nescafé Pro-Energy aqui.As roupas com tecido tecnológico da Insider estão aqui.Para proteger seus dados com a tecnologia da Serasa Experian, clique aqui.Compre ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠aqui⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ ⁠sua canequinha do the news.No episódio de hoje:

Flow
IRL VOLTANDO A TREINAR NO CT DO CARIANI

Flow

Play Episode Listen Later Feb 21, 2026 71:59


Extra flow treinando no CT do Cariani.

DIÁRIO DE BORDO
#1556 - Voltando aos trabalhos, mas nem tanto (e com sdds do carnaval)

DIÁRIO DE BORDO

Play Episode Listen Later Feb 19, 2026 25:37


Todas as nossas andanças pelos bloquinhos de SP

Nação dos Montes
VOLTANDO AO PRÍNCIPIO DE HONRAR A PRESENÇA - Amanda Ramos

Nação dos Montes

Play Episode Listen Later Feb 5, 2026 41:45


VOLTANDO AO PRÍNCIPIO DE HONRAR A PRESENÇA - Amanda Ramos

Branding em Tudo
#167 - Por que marcas estão voltando para as ruas (com Stefanie Trotta - Eletromidia)

Branding em Tudo

Play Episode Listen Later Jan 28, 2026 44:02


O que você vai aprender neste episódio: O mercado de mídia fora de casa cresceu 40% em 2024, e se você ainda acha que OOH é só para os "gigantes" como Coca-Cola e Google, este papo vai mudar seu jogo. Recebemos Stefanie Trotta, Growth Marketing na Eletromídia, para desmistificar a mídia exterior e mostrar como marcas de todos os tamanhos estão usando a geolocalização para dominar bairros e converter mais.Destaques do papo:- A armadilha do Last Click: Por que focar apenas na métrica digital está deixando sua marca míope (e o dado de que 82% dos resultados não vêm do último clique).-Democratização do OOH: Como anunciar em prédios e elevadores com investimentos a partir de R$ 190,00 através da plataforma Aqui Ads.- O Caso da Loja de Doces: Como um e-commerce no iFood aumentou seu faturamento em 23% usando telas em shoppings.- Estratégia Always On: Por que campanhas com mais de 7 semanas têm o dobro da efetividade.

Comunidade Vida Plena
Voltando para o que é seu - Pr. Marcio Martins | Serie: O Toque da Trombeta #03

Comunidade Vida Plena

Play Episode Listen Later Jan 19, 2026 57:07


Bem-vindos a uma Vida Plena!https://vidaplena.org.br/vidaplenaemc...Sim, somos uma IGREJA QUE SE IMPORTA!Nos importamos com DEUS e por isso estamos constantemente buscando um relacionamento íntimo com Ele. Também nos importamos com o PRÓXIMO, com nossos irmãos com quem partilhamos a fé e temos comunhão semanalmente emnossos Grupos de Crescimento espalhados por toda a cidade. E nos importamos com o MUNDO, pois cremos que fomos chamados para levar o amor de Jesus por onde formos, através dos nossos dons e habilidades desenvolvidos em nossos ministérios. "Porque nele vivemos, nos movemos, e existimos." Atos 17:28

Programa Independência
O bichão acaba voltando pro lixão

Programa Independência

Play Episode Listen Later Jan 11, 2026 169:35


Temáticas:• Apadrinhamento• Experiência de um adictoCapítulos:0:09:370:39:591:14:451:28:271:53:472:21:28#alcoolismo#adicção#recuperação#12passos

Biologia In Situ
219 - Diários de uma apotecária 4

Biologia In Situ

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 51:56


Olá, bio-ouvintes! Mais um episódio da nossa série Diários do Bio In Situ e comentamos os episódios 7 - "Voltando para a casa" e 8 - "Palitos de trigo", da primeira temporada do anime Diários de uma Apotecária!   CONTATOS cartinhas@biologiainsitu.com.br Instagram, Facebook e LinkedIn: @bioinsitu Twitter e TikTok: @bioinsitu   APOIO Apoio recorrente na Orelo ou no Apoia.se Pix: cartinhas@biologiainsitu.com.br Também no PicPay!   CRÉDITOS Coordenação: Cristianne Santos, Heloá Caramuru, Larissa Castro, Larissa Menezes, Ricardo Gomes e Vitor Lopes. Locução: Cristianne Santos, Kawany Vitoria e Ricardo Gomes. Edição e mixagem de áudio: Eduarda Brum. Arte de capa: Larissa Castro.   CITAÇÃO DO EPISÓDIO (ABNT) Bio In Situ 219 - Diários de uma apotecária 4. Coordenação: Cristianne Santana Santos, Heloá Caramuru Carlos, Larissa Araguaia Monteiro de Castro, Larissa Menezes de Souza Lopes, Ricardo da Silva Gomes e Vitor Estanislau de Almeida Souza Lopes. Locução: Cristianne Santana Santos, Kawany Vitoria Silva Alves e Ricardo da Silva Gomes. Edição e mixagem de áudio: Eduarda Brum Gonçalves. Arte de capa:  Larissa Araguaia Monteiro de Castro. [S. l.] Canal Bio In Situ, 08 de janeiro de 2026. Podcast. Disponível em: https://biologiainsitu.com.br/219-diarios-de-uma-apotecaria-4/.

Diego Menin
VOLTANDO A ACENDER POR DENTRO!

Diego Menin

Play Episode Listen Later Dec 11, 2025 47:02


Me siga nas redes sociais: Facebook: Diego Menin Instagram: @diegonmenin Youtube: Diego Menin X: @diegonmenin Site: www.diegomenin.com

Terraço Econômico
QE VOLTANDO NO TIO SAM - CURADORIA #007

Terraço Econômico

Play Episode Listen Later Dec 8, 2025 12:40


Episódio gravado em 08/12/2025 - Prefere assistir este episódio? Ele está no YouTube: https://youtu.be/-VmQqNmqcdU ASSUNTO DO EPISÓDIO: Fed voltou a fazer QE; você sabe o que é isso e o que isso significa? SOBRE AS FONTES CITADAS: Investopedia: o que é Quantitative Easing - https://www.investopedia.com/articles/economics/10/quantitative-easing.asp  Post no X de Barchart sobre a intenção do Fed sobre voltar a comprar US$45bi em títulos por mês a partir de janeiro/2026 - https://x.com/Barchart/status/1997857336921128991?s=20  Post no X de The Kobeissi Letter sobre a renda média necessária ao americano para comprar uma casa em 2025 - https://x.com/KobeissiLetter/status/1971242173782950048   Post no X de GoldSilver HQ sobre a quantidade de anos de salários (em média) para se comprar uma casa - https://x.com/GoldSilverHQ/status/1998011302502133893  Harvard Business Review: o mercado não consegue sozinho resolver a questão imobiliária nos EUA - https://hbr.org/2024/09/the-market-alone-cant-fix-the-u-s-housing-crisis?utm_medium=paidsearch&utm_source=google&utm_campaign=domcontent_bussoc&utm_term=Non-Brand&tpcc=domcontent_bussoc&gad_source=1&gad_campaignid=20702632551&gbraid=0AAAAAD9b3uTWCWivflHPWjdfzWSw8yhR9&gclid=Cj0KCQiAi9rJBhCYARIsALyPDtuZp-gXrYl2GKBko1WTma1nWPtXwTPevaMLcehBOV_llOYHS8m4J4kaAskcEALw_wcB  Bloomberg: inflação ao consumidor e a possibilidade de novos cortes de juros - https://www.bloomberg.com/news/articles/2025-10-24/us-cpi-rises-less-than-expected-keeping-fed-on-track-for-cut  Federal Reserve Board: balanço de ativos - https://www.federalreserve.gov/monetarypolicy/bst_recenttrends.htm Morning Star: a maior decisão do Fed nessa semana não tem nada a ver com juros - https://www.morningstar.com/news/marketwatch/20251207146/the-feds-biggest-decision-this-week-could-have-nothing-to-do-with-interest-rates 

RELOADING - Atualize-se, gamer!
Reloading #531 – Dead Rising Voltando dos Mortos

RELOADING - Atualize-se, gamer!

Play Episode Listen Later Dec 5, 2025 75:21


Nesse episódio, Bruno Carvalho, Edu Aurrai, Felipe Mesquita e Rodrigo Cunha falam sobre os rumores de um novo jogo da franquia Dead Rising, da Capcom; os movimentos da fundo saudita para a aquisição da EA (Electronic Arts); a recuperação de Cyberpunk 2077, e seus impressionantes números de vendas; a escolha do diretor de Velozes e Furiosos para o filme de Helldivers; e muito mais. Duração: 75 min Comentados: Imagem da estátua misteriosa do The Game Awards postada pelo Geoff Keighley COMPRE O MARS 2120, METROIDVANIA BRASILEIRO: PC (STEAM) PLAYSTATION 4, PLAYSTATION 5 XBOX ONE, XBOX SERIES S|X NINTENDO SWITCH Vídeos: RETURN TO SILENT HILL International trailer (2026)

Crônicas da Cidade
Os pernilongos estão voltando

Crônicas da Cidade

Play Episode Listen Later Dec 3, 2025 1:41


Crônicas da Cidade - 03/12

Igreja Missionária Evangélica Maranata
Voltando no lugar da promessa - Pr. Alex

Igreja Missionária Evangélica Maranata

Play Episode Listen Later Nov 20, 2025 35:49


Voltando no lugar da promessa - Pr. Alex by Igreja Missionária Evangélica Maranata de Jardim Primavera Para conhecer mais sobre a Maranata: Instagram: https://www.instagram.com/imemaranata/Facebook: https://www.facebook.com/imemaranataSite: https://www.igrejamaranata.com.br/Canal do youtube: https://www.youtube.com/channel/UCa1jcJx-DIDqu_gknjlWOrQDeus te abençoe

Podcast Rebelião Saudável
Thamia Callou: Carnívora no Brasil Ride

Podcast Rebelião Saudável

Play Episode Listen Later Nov 19, 2025 53:03


Nessa live, eu conversei com a empresária e atleta amadora de Mountain Bike Thamia Callou (@ketonebike)Thamia Começou a competir em 2009 e em 2013 sagrou-se campeã cearense e fez o primeiro Brasil Ride. Ela acabou dando uma pausa de 7 anos no Mountain Bike. Voltando a treinar há 3 anos quando conheceu a dieta carnívora. No estilo carnívoro em 2025 foi campeã do campeonato Mamute, campeã cearense de XCO e finalizando a edição mais difícil do Brasil Ride em 15 anos.Conheça o Clube de Leitura! A Rebelião não é só sobre comida.É sobre consciência. Sobre mergulhar fundo nas ideias que moldam nossa forma de viver, pensar e envelhecer.No Clube de Leitura, exploramos juntos obras que desafiam o senso comum — livros que unem ciência, filosofia e ancestralidade — sempre com uma visão crítica e prática para transformar o conhecimento em ação.

Notícias Agrícolas - Podcasts
Soja sobe cerca de 30 pontos com China voltando às compras nos EUA ; boi começa semana complicada com especulações sobre salvaguarda chinesa

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Nov 17, 2025 32:04


Notícias Agrícolas - Podcasts
Arroba do boi na B3 busca recuperação enquanto mercado físico segue firme e com negócios voltando a fluir

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Nov 11, 2025 15:02


Movimento de pressão parece ter sido superado, mas China tem que seguir no radar, alerta analista

Leandro Tarrataca
O Rei está voltando - Cristo Reina agora?

Leandro Tarrataca

Play Episode Listen Later Oct 31, 2025 12:18


De Repente Cringe
#88 De Repente Cringe de novo | Porque a tendência cringe está voltando?

De Repente Cringe

Play Episode Listen Later Oct 22, 2025 46:47


No episódio 88 de De Repente Cringe, Luisa e Nanna falam sobre a volta do cringe. Como as coisas são voláteis, o vai e vem das tendências e a volta da cultura pop dos anos 2000.Luisa e Nanna vestem Insider #insiderstoreAproveitem a Black Insider: com o nosso cupom CRINGE os descontos podem chegar em até 50% OFF por tempo limitado.https://creators.insiderstore.com.br/CRINGEKITAgradecimento especial ao nosso produtor de vídeo João (@goncalves.joao_) e à Caru Coelho (@carucoelho) que cuida da nossa beauty.Encomende aqui a sua caneca do Pod na Enlevo: https://www.enlevoatelie.com/produtos/xicara-de-repente-cringe/ Instagram: @derepentecringepod*Escute também nas plataformas Youtube e Apple Podcast.

Leandro Tarrataca
O Rei está voltando - Livres da Ira Vindoura

Leandro Tarrataca

Play Episode Listen Later Oct 22, 2025 29:44


Leandro Tarrataca
O Rei está voltando - A Segunda Volta

Leandro Tarrataca

Play Episode Listen Later Oct 22, 2025 37:55


Israel E o Mundo
Fase A. Refens voltando

Israel E o Mundo

Play Episode Listen Later Oct 12, 2025 41:14


O tanto que este acordo é positivo. Agradecendo Netanyahu, ou só Trump?

Notícias Agrícolas - Podcasts
Pressão dos frigoríficos sobre arroba começa a diminuir com outubro reduzindo oferta de animais e preços voltando a subir

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Sep 30, 2025 49:11


No Quadro HORA DO HARAS, Hermano Henning traz detalhes de uma região no interior de SP que se destaca pela criação de cavalos. No quadro PROTEÍNAS ANIMAIS, a discussão sobre regionalização dos embargos nas exportações em caso de problemas sanitários e o aprendizado com o recente foco de gripe aviária no RS.

Esquizofrenoias
ESTAMOS VOLTANDO

Esquizofrenoias

Play Episode Listen Later Sep 23, 2025 1:43


Depois de um hiato por motivos de saúde mental e algumas perdas anuncio minha volta! Seja nosso apoiador!https://apoia.se/amandaramalhopodcastsagradeço demais a paciência de todos e desculpem as intercorrências.Paz nos estádios

Notícias Agrícolas - Podcasts
Nova alta para arroba em SP com boi China voltando aos R$320 ; Já a soja em Chicago perde quase 10 pontos com falta de demanda pelo grão americano

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Sep 3, 2025 17:14


Igreja Mananciais
Voltando as Práticas do Primeiro Amor | Pr. Diego de Pinho

Igreja Mananciais

Play Episode Listen Later Aug 28, 2025 51:20


Diego Menin
JESUS ESTÁ VOLTANDO

Diego Menin

Play Episode Listen Later Jul 17, 2025 52:54


Me siga nas redes sociais: Facebook: Diego Menin Instagram: @diegonmenin Youtube: Diego Menin Twitter: @diegonmenin Site: www.diegomenin.com

Diego Menin
JESUS ESTÁ VOLTANDO

Diego Menin

Play Episode Listen Later Jul 16, 2025 53:11


Me siga nas redes sociais: Facebook: Diego Menin Instagram: @diegonmenin Youtube: Diego Menin Twitter: @diegonmenin Site: www.diegomenin.com

99Vidas - Nostalgia e Videogames
99Vidas 674 - Voltando (novamente) pra Época da Escola

99Vidas - Nostalgia e Videogames

Play Episode Listen Later Jun 20, 2025 123:20


Jurandir Filho, Felipe Mesquita, João Pimenta, Evandro de Freitas e Bruno Carvalho batem um papo sobre a época da escola nos anos 80 e 90. Nesse tempo era uma experiência única, cheia de hábitos e costumes que hoje soam quase inimagináveis. Não havia celular, internet ou redes sociais. A vida acontecia no "olho no olho", nos bilhetes dobrados em formato de coração e nos cadernos cheios de adesivos, desenhos e recados dos amigos. Sobreviver ao bullying era um objetivo diário. Que período desgraçado hein?Nas escolas existiam disputas de mochilas, estojos, canetas, cadernos e tênis descolados. O recreio era o momento mais esperado do dia. As crianças se divertiam com elástico, pião, bolinha de gude, pega-pega, queimada e futebol com bola de meia. Nada de ficar olhando pra tela: era correr até suar. A hora do lanche muitas vezes virava momento de negociação. Tazos, figurinhas da Copa, adesivos e até os brindes de Guaraná caçulinha eram trocados ou disputados com entusiasmo. As aulas eram todas no quadro verde com giz, e os apagadores soltavam poeira por todo lado. Às vezes, o professor trazia um videocassete e rolava exibição de filmes ou programas.A escola dos anos 80 e 90 tinha seus desafios, mas transbordava autenticidade, criatividade e laços fortes de amizade. Para quem viveu essa época, as lembranças continuam vivas e deixam um sorriso no rosto só de lembrar.Esse é mais um episódio do Estilo 99Vidas!ALURA | Estude na Alura, a maior escola de tecnologia on-line do Brasil! Acesse o nosso link e ganhe 15% de desconto na matrícula! https://alura.com.br/99vidas 

IPR Cape Cod Church
Voltando Ao Primeiro Amor - Pr. Lourenco

IPR Cape Cod Church

Play Episode Listen Later Apr 15, 2025 44:59


Ouça esta pregação da Pr. Lourenco na IPR Church no culto de Domingo.

99Vidas - Nostalgia e Videogames
99Vidas 660 - Voltando para Época das Locadoras de Videogames

99Vidas - Nostalgia e Videogames

Play Episode Listen Later Mar 17, 2025 116:05


Jurandir Filho, Felipe Mesquita, Edu Aurrai, João Pimenta, Evandro de Freitas e Bruno Carvalho batem um papo sobre as populares locadoras de videogames. Nos anos 80, 90 e início dos anos 2000, as locadoras foram verdadeiros templos para os gamers brasileiros. Em uma época em que comprar um console ou um jogo novo era um luxo para poucos, esses estabelecimentos permitiam que jogadores de todas as idades tivessem acesso a uma vasta biblioteca de títulos, pagando apenas pelo tempo de jogo ou pelo aluguel de cartuchos e CDs.Apesar de terem desaparecido em grande parte, algumas locadoras ainda sobrevivem em nichos específicos, focando em colecionadores e entusiastas do retrogaming. Além disso, eventos e espaços retrô têm resgatado a experiência de jogar em locadoras, trazendo de volta um pouco da magia dessa época dourada. Para quem viveu essa era, as locadoras de videogame não eram apenas lugares para jogar, mas pontos de encontro, onde amizades eram feitas, rivalidades eram criadas e a paixão pelos jogos era compartilhada. Foi um período único da cultura gamer no Brasil, que deixou saudade em muitos corações.- ALURA | Estude na Alura, a maior escola de tecnologia on-line do Brasil! Acesse o nosso link e ganhe 15% de desconto na matrícula! https://alura.com.br/99vidas - Gosta do 99Vidas? Quer escutar um podcast EXTRA toda semana? Venha fazer parte do nosso clube de assinatura! São mais de 300 edições EXCLUSIVAS! Sai uma edição nova toda sexta-feira!!! Assine clicando aqui!

Trip FM
Regina Casé, 71 e acelerando!

Trip FM

Play Episode Listen Later Mar 14, 2025


A atriz e apresentadora fala sobre família, religião, casamento e conta pra qual de seus tantos amigos ligaria de uma ilha deserta Regina Casé bem que tentou não comemorar seu aniversário de 71 anos, celebrado no dia 25 de fevereiro. Mas o que seria um açaí com pôr do sol na varanda do Hotel Arpoador se transformou em um samba que só terminou às 11 horas da noite em respeito à lei do silêncio. "Eu não ia fazer nada, nada, nada mesmo. Mas é meio impossível, porque todo mundo fala: vou passar aí, vou te dar um beijo", contou em um papo com Paulo Lima. A atriz e apresentadora tem esse talento extraordinário pra reunir as pessoas mais interessantes à sua volta. E isso vale para seu círculo de amigos, que inclui personalidades ilustres como Caetano Veloso e Fernanda Torres, e também para os projetos que inventa na televisão, no teatro e no cinema.  Inventar tanta coisa nova é uma vocação que ela herdou do pai e do avô, pioneiros no rádio e na televisão, mas também uma necessidade. “Nunca consegui pensar individualmente, e isso até hoje me atrapalha. Mas, ao mesmo tempo, eu tive que ser tão autoral. Eu não ia ser a mocinha na novela, então inventei um mundo para mim. Quase tudo que fiz fui eu que tive a ideia, juntei um grupo, a gente escreveu junto”, afirma. No teatro, ao lado de artistas como o diretor Hamilton Vaz Pereira e os atores Luiz Fernando Guimarães e Patrícia Travassos, ela inventou o grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, que revolucionou a cena carioca nos anos 1970. Na televisão, fez programas como TV Pirata, Programa Legal e Brasil Legal. "Aquilo tudo não existia, mas eu tive que primeiro inventar para poder me jogar ali”, conta. LEIA TAMBÉM: Em 1999, Regina Casé estampou as Páginas Negras da Trip De volta aos cinemas brasileiros no fim de março com Dona Lurdes: O Filme, produção inspirada em sua personagem na novela Amor de Mãe (2019), Regina bateu um papo com Paulo Lima no Trip FM. Na conversa, ela fala do orgulho de ter vindo de uma família que, com poucos recursos e sem faculdade, foi pioneira em profissões que ainda nem tinham nome, do título de “brega” que recebeu quando sua originalidade ainda não era compreendida pelas colunas sociais, de sua relação com a religião, da dificuldade de ficar sozinha – afinal, “a sua maior qualidade é sempre o seu maior defeito” –, do casamento de 28 anos com o cineasta Estêvão Ciavatta, das intempéries e milagres que experimentou e de tudo o que leva consigo. “Eu acho que você tem que ir pegando da vida, que nem a Dona Darlene do Eu Tu Eles, que ficou com os três maridos”, afirma. “A vida vai passando e você vai guardando as coisas que foram boas e tentando se livrar das ruins”. Uma das figuras mais admiradas e admiráveis do país, ela ainda revela para quem ligaria de uma ilha deserta e mostra o presente de aniversário que ganhou da amiga Fernanda Montenegro. Você pode conferir esse papo a seguir ou ouvir no Spotify do Trip FM.  [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d446165a3ce/header-regina-interna.jpg; CREDITS=João Pedro Januário; LEGEND=; ALT_TEXT=] Trip. Além de atriz, você é apresentadora, humorista, escritora, pensadora, criadora, diretora… Acho que tem a ver com uma certa modernidade que você carrega, essa coisa de transitar por 57 planetas diferentes. Como é que você se apresentaria se tivesse que preencher aquelas fichas antigas de hotel? Regina Casé. Até hoje ponho atriz em qualquer coisa que tenho que preencher, porque acho a palavra bonita. E é como eu, vamos dizer, vim ao mundo. As outras coisas todas vieram depois. Mesmo quando eu estava há muito tempo sem atuar, eu era primeiramente uma atriz. E até hoje me sinto uma atriz que apresenta programas, uma atriz que dirige, uma atriz que escreve, mas uma atriz. Você falou numa entrevista que, se for ver, você continua fazendo o mesmo trabalho. De alguma maneira, o programa Brasil Legal, a Val de "Que Horas Ela Volta", o grupo de teatro "Asdrúbal Trouxe o Trombone" ou agora esse programa humorístico tem a mesma essência, um eixo que une tudo isso. Encontrei entrevistas e vídeos maravilhosos seus, um lá no Asdrúbal, todo mundo com cara de quem acabou de sair da praia, falando umas coisas muito descontraídas e até mais, digamos assim, sóbrias. E tem um Roda Viva seu incrível, de 1998. Eu morro de pena, porque também o teatro que a gente fazia, a linguagem que a gente usava no Asdrúbal, era tão nova que não conseguiu ser decodificada naquela época. Porque deveria estar sendo propagada pela internet, só que não havia internet. A gente não tem registros, não filmava, só fotografava. Comprava filme, máquina, pagava pro irmão do amigo fazer aquilo no quarto de serviço da casa dele, pequenininho, com uma luz vermelha. Só que ele não tinha grana, então comprava pouco fixador, pouco revelador, e dali a meses aquilo estava apagado. Então, os documentos que a gente tem no Asdrúbal são péssimos. Fico vendo as pouquíssimas coisas guardadas e que foram para o YouTube, como essa entrevista do Roda Viva. Acho que não passa quatro dias sem que alguém me mande um corte. "Ah, você viu isso? Adorei!". Ontem o DJ Zé Pedro me mandou um TED que eu fiz, talvez o primeiro. E eu pensei: "Puxa, eu falei isso, que ótimo, concordo com tudo". Quanta coisa já mudou no Brasil, isso é anterior a tudo, dois mil e pouquinho. E eu fiquei encantada com o Roda Viva, eu era tão novinha. Acho que não mudei nada. Quando penso em mim com cinco anos de idade, andando com a minha avó na rua, a maneira como eu olhava as pessoas, como eu olhava o mundo, é muito semelhante, se não igual, a hoje em dia.  [VIDEO=https://www.youtube.com/embed/rLoqGPGmVdo; CREDITS=; LEGEND=Em 1998, aos 34 anos, Regina Casé foi entrevistada pelo programa Roda Viva, da TV Cultura; IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49b0ede6d3/1057x749x960x540x52x40/screen-shot-2025-03-14-at-180926.png] O Boni, que foi entrevistado recentemente no Trip FM, fala sobre seu pai em seu último livro, “Lado B do Boni”, como uma das pessoas que compuseram o que ele é, uma figura que teve uma relevância muito grande, inclusive na TV Globo. Conta um pouco quem foi o seu pai, Regina. Acho que não há Wikipedia que possa resgatar o tamanho do meu pai e do meu avô. Meu avô é pioneiríssimo do rádio, teve um dos primeiros programas de rádio, se não o primeiro. Ele nasceu em Belo Jardim, uma cidadezinha do agreste pernambucano, do sertão mesmo. E era brabo, criativo demais, inteligente demais, e, talvez por isso tudo, impaciente demais, não aguentava esperar ninguém terminar uma frase. Ele veio daquele clássico, com uma mão na frente e outra atrás, sem nada, e trabalhou na estiva, dormiu na rua até começar a carregar rádios. Só que, nos anos 20, 30, rádios eram um armário de madeira bem grandão. Daí o cara viu que ele era esperto e botou ele para instalar os rádios na casa das pessoas. Quando meu avô descobriu que ninguém sabia sintonizar, que era difícil, ele aprendeu. E aí ele deixava os rádios em consignação, botava um paninho com um vasinho em cima, sintonizado, funcionando. Quando ele ia buscar uma semana depois, qualquer um comprava. Aí ele disparou como vendedor dos rádios desse cara que comprava na gringa e começou a ficar meio sócio do negócio. [QUOTE=1218] Mas a programação toda era gringa, em outras línguas. Ele ficava fascinado, mas não entendia nada do que estava rolando ali. Nessa ele descobriu que tinha que botar um conteúdo ali dentro, porque aquele da gringa não estava suprindo a necessidade. Olha como é parecido com a internet hoje em dia. E aí ele foi sozinho, aquele nordestino, bateu na Philips e falou que queria comprar ondas curtas, não sei que ondas, e comprou. Aí ele ia na farmácia Granado e falava: "Se eu fizer um reclame do seu sabão, você me dá um dinheiro para pagar o pianista?". Sabe quem foram os dois primeiros contratados dele? O contrarregra era o Noel Rosa, e a única cantora que ele botou de exclusividade era a Carmen Miranda. Foram os primeiros empregos de carteira assinada. E aí o programa cresceu. Começava de manhã, tipo programa do Silvio, e ia até de noite. Chamava Programa Casé.  E o seu pai? Meu avô viveu aquela era de ouro do rádio. Quando sentiu que o negócio estava ficando estranho, ele, um cara com pouquíssimos recursos de educação formal, pegou meu pai e falou: "vai para os Estados Unidos porque o negócio agora vai ser televisão". Ele fez um curso, incipiente, para entender do que se tratava. Voltou e montou o primeiro programa de televisão feito aqui no Rio de Janeiro, Noite de Gala. Então, tem uma coisa de pioneirismo tanto no rádio quanto na televisão. E meu pai sempre teve um interesse gigante na educação, como eu. Esse interesse veio de onde? Uma das coisas que constituem o DNA de tudo o que fiz, dos meus programas, é a educação. Um Pé de Quê, no Futura, o Brasil Legal e o Programa Legal, na TV Globo… Eu sou uma professora, fico tentando viver as duas coisas juntas. O meu pai tinha isso porque esse meu avô Casé era casado com a Graziela Casé, uma professora muito, mas muito idealista, vocacionada e apaixonada. Ela trabalhou com Anísio Teixeira, Cecília Meireles, fizeram a primeira biblioteca infantil. Meu pai fez o Sítio do Picapau Amarelo acho que querendo honrar essa professora, a mãe dele. Quando eu era menina, as pessoas vinham de uma situação rural trabalhar como domésticas, e quase todas, se não todas, eram analfabetas. A minha avó as ensinava a ler e escrever. Ela dizia: "Se você conhece uma pessoa que não sabe ler e escrever e não ensina para ela, é um crime". Eu ficava até apavorada, porque ela falava muito duramente. Eu acho que sou feita desse pessoal. Tenho muito orgulho de ter vindo de uma família que, sem recursos, sem universidade, foi pioneira na cidade, no país e em suas respectivas... Não digo “profissões” porque ainda nem existiam suas profissões. Eu tento honrar.  [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49d1e03df5/header-regina-interna6.jpg; CREDITS=Christian Gaul; LEGEND=Em 1999, a atriz e apresentadora estampou as Páginas Negras da Trip; ALT_TEXT=] Você tem uma postura de liderança muito forte. Além de ter preparo e talento, você tem uma vocação para aglutinar, juntar a galera, fazer time. Por outro lado, tem essa coisa da atriz, que é diferente, talvez um pouco mais para dentro. Você funciona melhor sozinha ou como uma espécie de capitã, técnica e jogadora do time? Eu nasci atriz dentro de um grupo. E o Asdrúbal trouxe o Trombone não era só um grupo. Apesar do Hamilton Vaz Pereira ter sido sempre um autor e um diretor, a gente criava coletivamente, escrevia coletivamente, improvisava. Nunca consegui pensar individualmente, e isso até hoje é uma coisa que me atrapalha. Todo mundo fala: "escreve um livro". Eu tenho vontade, mas falo que para escrever um livro preciso de umas 10 pessoas de público, todo mundo junto. Sou tão grupal que é difícil. Ao mesmo tempo, eu tive que ser muito autoral. Eu, Tu, Eles foi a primeira vez que alguém me tirou para dançar. Antes eu fiz participações em muitos filmes, mas foi a primeira protagonista. Quase tudo que fiz fui eu que tive a ideia, juntei um grupo, a gente escreveu junto. Então, eu sempre inventei um mundo para mim. No teatro eu não achava lugar para mim, então tive que inventar um, que era o Asdrúbal. Quando eu era novinha e fui para a televisão, eu não ia ser a mocinha na novela. Então fiz a TV Pirata, o Programa Legal, o Brasil Legal. Aquilo tudo não existia na televisão, mas eu tive que primeiro inventar para poder me jogar ali. Eu sempre me acostumei não a mandar, mas a ter total confiança de me jogar.  E nos trabalhos de atriz, como é? No Asdrúbal eu me lembro que uma vez eu virei umas três noites fazendo roupa de foca, que era de pelúcia, e entupia o gabinete na máquina. Eu distribuía filipeta, colava cartaz, pregava cenário na parede. Tudo, todo mundo fazia tudo. É difícil quando eu vou para uma novela e não posso falar que aquele figurino não tem a ver com a minha personagem, que essa casa está muito chique para ela ou acho que aqui no texto, se eu falasse mais normalzão, ia ficar mais legal. Mas eu aprendi. Porque também tem autores e autores. Eu fiz três novelas com papéis de maior relevância. Cambalacho, em que fiz a Tina Pepper, um personagem coadjuvante que ganhou a novela. Foi ao ar em 1986 e até hoje tem gente botando a dancinha e a música no YouTube, cantando. Isso também, tá vendo? É pré-internet e recebo cortes toda hora, porque aquilo já tinha cara de internet. Depois a Dona Lurdes, de Amor de Mãe, e a Zoé, de Todas as Flores. Uma é uma menina preta da periferia de São Paulo. A outra uma mulher nordestina do sertão, com cinco filhos. A terceira é uma truqueira carioca rica que morava na Barra. São três universos, mas as três foram muito fortes. Tenho muito orgulho dessas novelas. Mas quando comecei, pensei: "Gente, como é que vai ser?". Não é o meu programa. Não posso falar que a edição está lenta, que devia apertar. O começo foi difícil, mas depois que peguei a manha de ser funcionária, fazer o meu e saber que não vou ligar para o cenário, para o figurino, para a comida e não sei o quê, falei: "Isso aqui, perto de fazer um programa como o Esquenta ou o Programa Legal, é como férias no Havaí".  Você é do tipo que não aguenta ficar sozinha ou você gosta da sua companhia? Essa é uma coisa que venho perseguindo há alguns anos. Ainda estou assim: sozinha, sabendo que, se quiser, tem alguém ali. Mas ainda apanho muito para ficar sozinha porque, justamente, a sua maior qualidade é sempre o seu maior defeito. Fui criada assim, em uma família que eram três filhas, uma mãe e uma tia. Cinco mulheres num apartamento relativamente pequeno, um banheiro, então uma está escovando os dentes, outra está fazendo xixi, outra está tomando banho, todas no mesmo horário para ir para a escola. Então é muito difícil para mim ficar sozinha, mas tenho buscado muito. Quando falam "você pode fazer um pedido", eu peço para ter mais paciência e para aprender a ficar sozinha.  Você contou agora há pouco que fazia figurinos lá no Asdrúbal e também já vi você falando que sempre aparecia na lista das mais mal vestidas do Brasil. Como é ser julgada permanentemente? Agora já melhorou, mas esse é um aspecto que aparece mais porque existe uma lista de “mais mal vestidas". Se existisse lista para outras transgressões, eu estaria em todas elas. Não só porque sou transgressora, mas porque há uma demanda que eu seja. Quando não sou, o pessoal até estranha. Eu sempre gostei muito de moda, mais que isso, de me expressar através das roupas. E isso saía muito do padrão, principalmente na televisão, do blazer salmão, do nude, da unha com misturinha, do cabelo com escova. Volta e meia vinha, nos primórdios das redes sociais: "Ela não tem dinheiro para fazer uma escova naquele cabelo?". "Não tem ninguém para botar uma roupa normal nela?".  [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49c62141c1/header-regina-interna4.jpg; CREDITS=Christian Gaul; LEGEND=Regina Casé falou à Trip em 1999, quando estampou as Páginas Negras; ALT_TEXT=] Antes da internet, existiam muitas colunas sociais em jornal. Tinha um jornalista no O Globo que me detonava uma semana sim e outra não. Eu nunca vou me esquecer. Ele falava de uma bolsa que eu tinha da Vivienne Westwood, que inclusive juntei muito para poder comprar. Eu era apaixonada por ela, que além de tudo era uma ativista, uma mulher importantíssima na gênese do Sex Pistols e do movimento punk. Ele falava o tempo todo: "Estava não sei onde e veio a Regina com aquela bolsa horrorosa que comprou no Saara". O Saara no Rio corresponde à 25 de março em São Paulo, e são lugares que sempre frequentei, que amo e que compro bolsas também. Eu usava muito torço no cabelo, e ele escrevia: "Lá vem a lavadeira do Abaeté". Mais uma vez, não só sendo preconceituoso, mas achando que estava me xingando de alguma coisa que eu acharia ruim. Eu pensava: nossa, que maravilha, estou parecendo uma lavadeira do Abaeté e não alguém com um blazer salmão, com uma blusa bege, uma bolsa arrumadinha de marca. Pra mim era elogio, mas era chato, porque cria um estigma. E aí um monte de gente, muito burra, vai no rodo e fala: "Ela é cafona, ela é horrorosa". Por isso que acho que fiquei muito tempo nessas listas.  O filme “Ainda Estou Aqui” está sendo um alento para o Brasil, uma coisa bem gostosa de ver, uma obra iluminada. A Fernanda Torres virou uma espécie de embaixadora do Brasil, falando de uma forma muito legal sobre o país, sobre a cultura. Imagino que pra você, que vivenciou essa época no Rio de Janeiro, seja ainda mais especial. Eu vivi aquela época toda e o filme, mesmo sem mostrar a tortura e as barbaridades que aconteceram, reproduz a angústia. Na parte em que as coisas não estão explicitadas, você só percebe que algo está acontecendo, e a angústia que vem dali. Mesmo depois, quando alguma coisa concreta aconteceu, você não sabe exatamente do que está com medo, o que pode acontecer a qualquer momento, porque tudo era tão aleatório, sem justificativa, ninguém era processado, julgado e preso. O filme reproduz essa sensação, mesmo para quem não viveu. É maravilhoso, maravilhoso.  [QUOTE=1219] Não vou dizer que por sorte porque ele tem todos os méritos, mas o filme caiu num momento em que a gente estava muito sofrido culturalmente. Nós, artistas, tínhamos virado bandidos, pessoas que se aproveitam. Eu nunca usei a lei Rouanet, ainda que ache ela muito boa, mas passou-se a usar isso quase como um xingamento, de uma maneira horrível. E todos os artistas muito desrespeitados, inclusive a própria Fernanda, Fernandona, a pessoa que a gente mais tem que respeitar na cultura do país. O filme veio não como uma revanche. Ele veio doce, suave e brilhantemente cuidar dessa ferida. Na equipe tenho muitos amigos, praticamente família, o Walter, a Nanda, a Fernanda. Sou tão amiga da Fernanda quanto da Nanda, sou meio mãe da Nanda, mas sou meio filha da Fernanda, sou meio irmã da Nanda e também da Fernanda. É bem misturado, e convivo muito com as duas. Por acaso, recebi ontem um presente e um cartão de aniversário da Fernandona que é muito impressionante. Tão bonitinho, acho que ela não vai ficar brava se eu mostrar para vocês. O que o cartão diz? Ela diz assim: "Regina, querida, primeiro: meu útero sabe que a Nanda já está com esse Oscar”. Adorei essa frase. "Segundo, estou trabalhando demais, está me esgotando. Teria uma leitura de 14 trechos magníficos, de acadêmicos, que estou preparando essa apresentação para a abertura da Academia [Brasileira de Letras], que está em recesso. O esgotamento acho que é por conta dos quase 100 anos que tenho". Imagina... Com esse trabalho todo. Aí ela faz um desenho lindo de flores com o coração: "Regina da nossa vida, feliz aniversário, feliz sempre da Fernanda". E me manda uma toalhinha bordada lindíssima com um PS: "Fernando [Torres] e eu compramos essa toalhinha de mão no Nordeste numa das temporadas de nossa vida pelo Brasil afora. Aliás, nós comprávamos muito lembranças como essa. Essa que eu lhe envio está até manchadinha, mas ela está feliz porque está indo para a pessoa certa. Está manchadinha porque está guardadinha faz muitos anos". Olha que coisa. Como é que essa mulher com quase 100 anos, com a filha indicada ao Oscar, trabalhando desse jeito, decorando 14 textos, tem tempo de ser tão amorosa, gentil, generosa e me fazer chorar? Não existe. Ela é maravilhosa demais. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49b9f0f548/header-regina-interna3.jpg; CREDITS=João Pedro Januário; LEGEND=; ALT_TEXT=] Eu queria te ouvir sobre outro assunto. Há alguns anos a menopausa era um tema absolutamente proibido. As mulheres se sentiam mal, os homens, então, saíam correndo. Os médicos não falavam, as famílias não falavam. E é engraçado essa coisa do pêndulo. De repente vira uma onda, artistas falando, saem dezenas de livros sobre o assunto. Como foi para você? Você acha que estamos melhorando na maneira de lidar com as nossas questões enquanto humanidade? É bem complexo. Tem aspectos que acho que estão melhorando muito. Qualquer família que tinha uma pessoa com deficiência antigamente escondia essa pessoa, ela era quase trancada num quarto, onde nem as visitas da casa iam. E hoje em dia todas essas pessoas estão expostas, inclusive ao preconceito e ao sofrimento, mas estão na vida, na rua. Há um tempo não só não podia ter um casal gay casado como não existia nem a expressão "casal gay", porque as pessoas no máximo tinham um caso escondido com outra pessoa. Então em muitos aspectos a gente avançou bastante. Não sei se é porque agora estou ficando bem mais velha, mas acho que esse assunto do etarismo está chegando ainda de uma maneira muito nichada. Se você for assistir a esse meu primeiro TED, eu falo que a gente não pode pegar e repetir, macaquear as coisas dos Estados Unidos. Essa ideia de grupo de apoio. Sinto que essa coisa da menopausa, do etarismo, fica muito de mulher para mulher, um grupo de mulheres daquela idade. Mas não acho que isso faz um garoto de 16 anos entender que eu, uma mulher de 70 anos, posso gostar de basquete, de funk, de sambar, de namorar, de dançar. Isso tudo fica numa bolha bem impermeável. E não acho que a comunicação está indo para outros lados. É mais você, minha amiga, que também está sentindo calores. [QUOTE=1220] Tem uma coisa americana que inventaram que é muito chata. Por exemplo, a terceira idade. Aí vai ter um baile, um monte de velhinhos e velhinhas dançando todos juntos. Claro que é melhor do que ficar em casa deprimido, mas é chato. Acho que essa festa tem que ter todo mundo. Tem que ter os gays, as crianças, todo mundo nessa mesma pista com um DJ bom, com uma batucada boa. Senão você vai numa festa e todas as pessoas são idênticas. Você vai em um restaurante e tem um aquário onde põem as crianças dentro de um vidro enquanto você come. Mas a criança tem que estar na mesa ouvindo o que você está falando, comendo um troço que ela não come normalmente. O menu kids é uma aberração. Os meus filhos comem tudo, qualquer coisa que estiver na mesa, do jeito que for. Mas é tudo separado. Essa coisa de imitar americano, entendeu? Então, acho que essa coisa da menopausa está um pouco ali. Tem que abrir para a gente conversar, tem que falar sobre menopausa com o MC Cabelinho. Eu passei meio batida, porque, por sorte, não tive sintomas físicos mais fortes. Senti um pouco mais de calor, mas como aqui é tão calor e eu sou tão agitada, eu nunca soube que aquilo era específico da menopausa.  Vou mudar um pouco de assunto porque não dá para deixar de falar sobre isso. Uma das melhores entrevistas do Trip FM no ano passado foi com seu marido, o cineasta Estêvão Ciavatta. Ele contou do acidente num passeio a cavalo que o deixou paralisado do pescoço para baixo e com chances de não voltar a andar. E fez uma declaração muito forte sobre o que você representou nessa recuperação surpreendente dele. A expressão "estamos juntos" virou meio banal, mas, de fato, você estava junto ali. Voltando a falar do etarismo, o Estêvão foi muito corajoso de casar com uma mulher que era quase 15 anos mais velha, totalmente estabelecida profissionalmente, conhecida em qualquer lugar, que tinha sido casada com um cara maravilhoso, o Luiz Zerbini, que tinha uma filha, uma roda de amigos muito grande, um símbolo muito sólido, tudo isso. Ele propôs casar comigo, na igreja, com 45 anos. Eu, hippie, do Asdrúbal e tudo, levei um susto, nunca pensei que eu casar. O que aconteceu? Eu levei esse compromisso muito a sério, e não é o compromisso de ficar com a pessoa na saúde, na doença, na alegria, na tristeza. É também, mas é o compromisso de, bom, vamos entrar nessa? Então eu vou aprender como faz isso, como é esse amor, como é essa pessoa, eu vou aprender a te amar do jeito que você é. Acho que o pessoal casa meio de brincadeira, mas eu casei a sério mesmo, e estamos casados há 28 anos. Então, quando aconteceu aquilo, eu falei: ué, a gente resolveu ficar junto e viver o que a vida trouxesse pra gente, então vamos embora. O que der disso, vamos arrumar um jeito, mas estamos juntos. E acho que teve uma coisa que me ajudou muito. O quê? Aqui em casa é tipo pátio dos milagres. Teve isso que aconteceu com o Estêvão, e também a gente ter encontrado o Roque no momento que encontrou [seu filho caçula, hoje com 11 anos, foi adotado pelo casal quando bebê]. A vida que a gente tem hoje é inacreditável. Parece realmente que levou oito anos, o tempo que demorou para encontrar o filho da gente, porque estava perdido em algum lugar, igual a Dona Lurdes, de Amor de Mãe. Essa é a sensação. E a Benedita, quando nasceu, quase morreu, e eu também. Ela teve Apgar [escala que avalia os recém-nascidos] zero, praticamente morreu e viveu. Nasceu superforte, ouvinte, gorda, forte, cabeluda, mas eu tive um descolamento de placenta, e com isso ela aspirou líquido. Ela ficou surda porque a entupiram de garamicina, um antibiótico autotóxico. Foi na melhor das intenções, pra evitar uma pneumonia pelo líquido que tinha aspirado, mas ninguém conhecia muito, eram os primórdios da UTI Neonatal. O que foi para a gente uma tragédia, porque ela nasceu bem. Só que ali aprendi um negócio que ajudou muito nessa história do Estêvão: a lidar com médico. E aprendi a não aceitar os "não". Então quando o cara dizia "você tem que reformar a sua casa, tira a banheira e bota só o chuveiro largo para poder entrar a cadeira de rodas", eu falava: "Como eu vou saber se ele vai ficar pra sempre na cadeira de rodas?".  [QUOTE=1221] Quando a Benedita fala "oi, tudo bem?", ela tem um leve sotaque, anasalado e grave, porque ela só tem os graves, não tem nem médio, nem agudo. Mas ela fala, canta, já ganhou concurso de karaokê. Quando alguém vê a audiometria da Benedita, a perda dela é tão severa, tão profunda, que falam: "Esse exame não é dessa pessoa". É o caso do Estêvão. Quando olham a lesão medular dele e veem ele andando de bicicleta com o Roque, falam: "Não é possível". Por isso eu digo que aqui em casa é o pátio dos milagres. A gente desconfia de tudo que é “não”. É claro que existem coisas que são limitações estruturais, e não adianta a gente querer que seja de outro jeito, mas ajuda muito duvidar e ir avançando a cada "não" até que ele realmente seja intransponível. No caso do Estêvão, acho que ele ficou feliz porque teve perto por perto não só uma onça cuidando e amando, mas uma onça que já tinha entendido isso. Porque se a gente tivesse se acomodado a cada “não”, talvez ele não estivesse do jeito que está hoje. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49af631476/header-regina-interna2.jpg; CREDITS=João Pedro Januário; LEGEND=; ALT_TEXT=] Eu já vi você falar que essa coisa da onça é um pouco fruto do machismo, que você teve que virar braba para se colocar no meio de grupos que eram majoritariamente de homens, numa época que esse papo do machismo era bem menos entendido. Isso acabou forjando o seu jeito de ser? Com certeza. Eu queria ser homem. Achava que tudo seria mais fácil, melhor. Achava maravilhoso até a minha filha ser mulher. Fiquei assustadíssima. Falei: "Não vou ser capaz, não vou acertar". Aí botei a Benedita no futebol, foi artilheira e tudo, e fui cercando com uma ideia nem feminista, nem machista, mas de que o masculino ia ser melhor pra ela, mais fácil. Mas aí aprendi com a Benedita não só a amar as mulheres, mas a me amar como mulher, grávida, dando de mamar, criando outra mulher, me relacionando com amigas, com outras mulheres. Isso tudo veio depois da Benedita. Mas se você falar "antigamente o machismo"... Vou te dizer uma coisa. Se eu estou no carro e falo para o motorista “é ali, eu já vim aqui, você pode dobrar à direita”, ele pergunta assim: “Seu Estêvão, você sabe onde é para dobrar?”. Aí eu falo: “Vem cá, você quer que compre um pau para dizer pra você para dobrar à direita? Vou ter que botar toda vez que eu sentar aqui? Porque não é possível, estou te dizendo que eu já vim ali”. É muito impressionante, porque não é em grandes discussões, é o tempo todo. É porque a gente não repara, sabe? Quer dizer, eu reparo, você que é homem talvez não repare. Nesses momentos mais difíceis, na hora de lidar com os problemas de saúde da Benedita ou com o acidente punk do Estêvão, o que você acha que te ajudou mais: os anos de terapia ou o Terreiro de Gantois, casa de Candomblé que você frequenta em Salvador? As duas coisas, porque a minha terapia também foi muito aberta. E não só o Gantois como o Sacré-Coeur de Marie. Eu tenho uma formação católica. Outro dia eu ri muito porque a Mãe Menininha se declarava católica em sua biografia, e perguntaram: "E o Candomblé"? Ela falava: “Candomblé é outra coisa”. E eu vejo mais ou menos assim. Não é que são duas religiões, eu não posso pegar e jogar a criança junto com a água da bacia. É claro que eu tenho todas as críticas que você quiser à Igreja Católica, mas eu fui criada por essa avó Graziela, que era professora, uma mulher genial, e tão católica que, te juro, ela conversava com Nossa Senhora como eu estou conversando com você. Quando ela recebia uma graça muito grande, ligava para mim e para minhas irmãs e falava: "Venham aqui, porque eu recebi uma graça tão grande que preciso de vocês para agradecer comigo, sozinha não vou dar conta." Estudei em colégio de freiras a minha vida inteira, zero trauma de me sentir reprimida, me dava bem, gosto do universo, da igreja. [IMAGE=https://revistatrip.uol.com.br/upload/2025/03/67d49cbe34551/header-regina-interna5.jpg; CREDITS=Christian Gaul; LEGEND=Em 1999, Regina Casé foi a entrevistada das Páginas Negras da Trip; ALT_TEXT=] Aí eu tenho um encontro com o Candomblé, lindíssimo, através da Mãe Menininha. Essa história é maravilhosa. O Caetano [Veloso] disse: "Mãe Menininha quer que você vá lá". Eu fiquei apavorada, porque achei que ela ia fazer uma revelação, tinha medo que fosse um vaticínio... Até que tomei coragem e fui. Cheguei lá com o olho arregalado, entrei no quarto, aquela coisa maravilhosa, aquela presença.. Aí eu pedi a benção e perguntei o que ela queria. Ela falou: "Nada não, queria conhecer a Tina Pepper". Então, não só o Gantuar, o Candomblé como um todo, só me trouxe coisas boas e acolhida. A minha relação com a Bahia vem desde os 12 anos de idade, depois eu acabei recebendo até a cidadania de tamanha paixão e dedicação. É incrível porque eu nunca procurei. No episódio da Benedita, no dia seguinte já recebi de várias pessoas orientações do que eu devia fazer. No episódio do Estêvão também, não só do Gantuar, mas da [Maria] Bethânia, e falavam: "Olha, você tem que fazer isso, você tem que cuidar daquilo". Então, como é que eu vou negar isso? Porque isso tudo está aqui dentro. Então, acho que você tem que ir pegando da vida, que nem a Dona Darlene do “Eu Tu Eles”, que ficou com os três maridos. A vida vai passando por você e você vai guardando as coisas que foram boas e tentando se livrar das ruins. A gente sabe que você tem uma rede de amizades absurda, é muito íntima de meio mundo. Eu queria brincar daquela história de te deixar sozinha numa ilha, sem internet, com todos os confortos, livros, música. Você pode ligar à vontade para os seus filhos, pro seu marido, mas só tem uma pessoa de fora do seu círculo familiar para quem você pode ligar duas vezes por semana. Quem seria o escolhido para você manter contato com a civilização? É curioso que meus grandes amigos não têm celular. Hermano [Vianna] não fala no celular, Caetano só fala por e-mail, é uma loucura, não é nem WhatsApp. Acho que escolheria o Caetano, porque numa ilha você precisa de um farol. Tenho outros faróis, mas o Caetano foi, durante toda a minha vida, o meu farol mais alto, meu norte. E acho que não suportaria ficar sem falar com ele. 

Inédita Pamonha
Inédita Pamonha 249 – Voltando para casa

Inédita Pamonha

Play Episode Listen Later Jan 23, 2025 32:26


Neste podcast: Clóvis de Barros fala sobre o início do retorno de Ulisses e como a coragem e o medo se entrelaçam nessa história.