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Como se esbanja por aí a eternidade, como se sacodem as suas pulgas, condenando os melhores vícios, a desordem sábia, e abrimos mão dos verdadeiros triunfos, da íntima noção dessas alegrias humildes, desse calor das existências comuns, do tempo em que os homens nasciam à beira das paixões e o único imperativo era não se afastarem demasiado. Mas, agora, precisam dar a volta, atravessar a perda de si mesmos, para reencontrarem algum sentido nas coisas que dizem e sentem, descobrindo com grande custo a «bela língua obscura dos condenados à morte», pois nesses renasce o fascínio pelos dias, pela sucessão de instantes que se ganha, se expande, e deles se ouve esse «soluço ilegível na frase humana», desbravando a perda, «a agonia nessa fronha desbotada,/ a vida finalmente vencida, a afonia,/ o tempo finalmente corroído, abolido…» Fomos apressados de tal modo e tão consistentemente que nalgum desvão nos livrámos de nós próprios. «Despacha-te. Eis a alegria e a miséria dos homens», escreve Benjamin Fondane. Porque todos sabemos que «os massacres começam pelo trigo», e que «o pão não brota da árvore do sono», fomos levados a fazer tanto, a sacrificar as melhores horas, tamanha energia apenas para não nos virem com a conversa. Basta pensar no muito que os homens suportam para não recair sobre eles a ênfase moralizadora dos demais. Mas enquanto a Terra segue e se afunda toda ela no não-ser, no vazio, o maior luxo é virar costas, não perder tempo entre esses que se mostram estranhos à sua própria vida, arrastar alheadamente o balão de soro do ócio de um lado para o outro, desfraldado, procurando escutar de tempos a tempos, na linha, nas zonas desumanas da produção, alguma réstia do espírito, alguém que solte «o grito agudo dos índios selvagens». Essa é a única música em que ainda pode confiar-se. Enquanto se multiplicam por toda a parte os deuses da vergonha, a linguagem está submetida a essas figuras de estilo com que se adornam os seres vencidos, dançando mecanicamente ao sabor de uma «música suja e intermitente, / como uma velha dor de dentes fiel e palpitante». E se tantos se queixam, se é a própria pele que soluça no vazio, se tantos lançam um olhar suplicante ao redor, só encontram a mesma expressão, o mesmo desalento: «não consigo sair desta armadilha infinita». «A fonte da vida afasta-se, está tão longe», adianta Fondane, parece que assistimos a uma «invasão-fantasma», e continuamos à procura de um peso, de algum sabor que nos leve noutro sentido… «Vidas gastas à procura de outras vidas gastas/ procuramos os nossos prazeres com órgãos desgastados»… «No cinema os homens estão lado a lado/ com o mesmo coração e as mesmas entranhas,/ desprendidos, estranhos à sua própria vida/ enterraram-na dentro de si como uma afronta que se oculta/ a sua própria vida no entanto que não ousam beijar na boca,/ que arrastam consigo, como um velho guarda-chuva,/ — esses velhos guarda-chuvas que se esquecem nos bancos de um eléctrico —». Por toda a parte a relação desses elementos impiedosos, enquanto um mundo de desejos equívocos nos encurrala aqui e ali, e os profetas dizem o que já sabemos, erguem mundos paralelos de forma a traduzir com um apelo fantástico o mesmo mal, como os homens são levados a trair-se intimamente, e, de tão propalados esses sóis da fome, deixam-se instruir, adaptam-se ao consumo da carne humana. «A formulação tortuosa do juridiquês», diz-nos Frank Herbert, «desenvolveu-se a partir da necessidade de ocultarmos de nós próprios a violência que tencionamos exercer uns sobre os outros. Entre privar um homem de uma hora da sua vida e privá-lo da própria vida existe apenas uma diferença de grau. Exerceste violência sobre ele, consumiste a sua energia. Elaborados eufemismos podem disfarçar a tua intenção de matar, mas, por detrás de qualquer exercício de poder sobre outrem, subsiste sempre a mesma pressuposição última: 'Eu alimento-me da tua energia.'» Por estes dias, vemos desenrolar-se esse argumento insidioso a favor de um aviltante darwinismo, lógicas de selecção social que instalam entre esse elemento de predação constante, criando-se a legitimidade moral para que cada um viva a sua vida como denúncia da fraqueza daqueles que não suportam a naturalidade de todo este enredo pavoroso. Os desempregados e os que se recusam a trabalhar são vistos como a pior corja, há um ódio crescente ao ocioso que, ao contrário dos demais, não dá o litro nem aspira a nenhum título, «antes procura saciar-se com apropria vida, sem os sucedâneos da técnica nem a multiplicidade de mercadorias», como escreve Vivian Abenshushan. «Prefere a despreocupação daquele que nada tem a perder à ansiedade permanente do investidor. A sua forma de vida é excêntrica, uma escolha soberana, marginal, distinta dos valores hegemónicos. Por isso, a sociedade não tolera o ocioso. Um bárbaro. Um inútil. Um desertor hedonista. Um imoral. Entregue ao gozo quotidiano e simples da existência, em que o encontro com os outros e a cooperação voltam a ser possíveis, o ocioso não pode despertar senão intranquilidade e suspeita. E há razões para isso: em toda a desocupação voluntária, prevalece o desprezo pela vida oficial, repleta de formalidades que destroem a saúde mental dos cidadãos. Os que insistem em ver no ocioso o cúmulo da indiferença, um ser apenas vivo, um chulo, e se sentem incómodos na sua companhia, fazem-no porque por detrás dele espreita um perigo: o deslocamento da normalidade, considerada intolerável pelo ocioso, para a esfera do jogo ou do carnaval. Este descarado vira tudo de pernas para o ar. É um provocados (mais insolente do que indolente), pois cometeu o pecado da singularidade, sempre à margem da vida gregária do trabalho, onde as pulsões particulares mal palpitam sob a repetição mecânica.» Alguém sempre nos dirá que por conta desses vícios, todos os outros se vêem obrigados a arcar com o peso, redobrar os seus esforços, trabalhar na sua vez. Mas em que tanto trabalham senão para degradar as próprias condições de vida? Enquanto isso, vemos como o Estado instiga essas formas de cupidez, impõe horas de trabalho obrigatório, institui os subsídios ao salário e o chamado ‘trabalho cívico', sempre num esforço de reduzir e desvalorizar cada vez mais os custos com a mão-de-obra, fomentando e legitimando em grande escala o proliferante sector que apenas vive dos baixos salários e do trabalho de miséria. «O único sentido de toda esta impertinência consiste em levar o maior número possível de pessoas a não apresentar qualquer pretensão ao Estado e em exibir perante os excluídos instrumentos de tortura suficientemente monstruosos para que qualquer trabalho de miséria lhes pareça comparativamente mais aceitável», lê-se no Manifesto Contra o Trabalho, do Grupo Krisis. Podemos dar-lhes todos os argumentos, listar os indicadores em sentido contrário, explicar os efeitos desastrosos de toda a esta actividade imparável, tanta dela contribuindo apenas para o regime geral de sobreprodução, desperdício, dominação, opressão… Preferem sempre lançar-se nos braços dos nossos verdugos. No fundo, estão tão longe das paixões que noutros tempos explicavam a própria multiplicação, que só o trabalho explica as suas existências. Refastelam-se no cadáver de todos os deuses antigos, gostam de sentir a carne ferida pelos galos mecânicos, ouvem como o anúncio do muezzin o som cada vez mais exausto da vida, prestam culto a esses desastres encadeados. Que pode interessar-lhes o que tenham a dizer os filósofos? «E eu disse à minha própria esperança: Que queres de mim?/ Porque me atormentas incessantemente?» A estupidez mais do que uma convicção, tornou-se uma religião. É a ladainha daqueles que de forma inconsciente foram incorporando a máquina, e que têm a fábrica ou o escritório como o último templo, e têm uma fúria absurda contra tudo esses lirismos heréticos dos que pensam. Vão fazer do homem uma coisa tão descartável como todo esse lixo que tantos os orgulha. Horizontes a perder de vista de lixo. Mas como suprema provocação, em qualquer clareira, lá estará um tipo encostado seja ao que for, a ler uns versos, algo que destoe de toda essa canção rançosa que absorve a existência. E, assim, à margem deste tempo de raiva e loucura, algum filósofo-poeta como Cioran será lido por algum provocador-ocioso, que se compensará de toda essa estupidez, deixando-se estar, rindo de quem trabalha por trabalhar, deleitando-se num esforço estéril, imaginando que é possível realizar-se através de um labor assíduo. Lendo, rindo-se… «O trabalho permanente e ininterrupto embrutece, trivializa e despersonaliza. O trabalho desloca o centro de interesse do homem do domínio subjectivo para o domínio objectivo das coisas. Em consequência, o homem deixa de se interessar pelo seu próprio destino e fixa-se nos factos e nos objectos. Aquilo que deveria ser uma actividade de transfiguração permanente torna-se um meio de exteriorização, de abandono de si mesmo. No mundo moderno, o trabalho significa uma actividade puramente exterior; o homem já não se faz a si próprio através dele, faz coisas. O facto de cada um de nós ter de possuir uma carreira, de entrar numa determinada forma de vida que provavelmente não lhe convém, ilustra a tendência do trabalho para entorpecer o espírito. O homem vê o trabalho como algo benéfico para o seu ser, mas o seu fervor revela a sua inclinação para o mal. No trabalho, o homem esquece-se de si; mas esse esquecimento não é simples nem ingénuo, é antes aparentado com a estupidez. Pelo trabalho, o homem passou de sujeito a objecto; por outras palavras, tornou-se um animal diminuído que traiu as suas origens. Em vez de viver para si próprio — não de modo egoísta, mas para crescer espiritualmente — o homem tornou-se o miserável e impotente escravo da realidade exterior. Para onde foram o êxtase, a visão, a exaltação? Onde está a loucura suprema ou o prazer autêntico do mal? O prazer negativo que se encontra no trabalho participa da pobreza e da banalidade da vida quotidiana, da sua mesquinhez. Porque não abandonar este trabalho inútil e recomeçar sem repetir o mesmo erro dispendioso? Não bastará a consciência subjectiva da eternidade? Foi precisamente o sentimento da eternidade que a actividade frenética e a agitação do trabalho destruíram em nós. O trabalho é a negação da eternidade. Quanto mais bens adquirimos no reino temporal, quanto mais intenso é o nosso labor exterior, menos acessível e mais distante se torna a eternidade. Daí a perspectiva limitada das pessoas activas e enérgicas, a banalidade dos seus pensamentos e das suas acções. Não oponho o trabalho nem à contemplação passiva nem a um vago devaneio, mas a uma transfiguração irrealizável; apesar disso, prefiro uma preguiça inteligente e observadora a uma actividade intolerável e tirânica. Para despertar o mundo moderno, seria preciso elogiar a preguiça. O preguiçoso possui uma percepção infinitamente mais aguda da realidade metafísica do que o homem activo.»
Aquilo que não provém da Escritura deve ser rejeitado. A Palavra de Deus é a nossa regra de fé e prática, e tudo o que se levanta fora dela, por mais atraente que pareça, não tem autoridade sobre a vida do cristão.A Bíblia nos ensina que “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça” (2Tm 3:16). Isso significa que é nela que encontramos o fundamento seguro para viver como filhos e filhas de Deus.#conscienciacrista #CC2026 #vidacrista #aigrejadecristo #somenteaescritura #palavradedeus
Provérbios4:23 (NVT):“Acima de todas as coisas, guarde seu coração, pois ele dirige o rumo de suavida.”Muitaspessoas cuidam da aparência, da rotina, das responsabilidades e das metas, masse esquecem de cuidar do coração. E a Bíblia deixa claro que aquilo queacontece dentro de nós influencia diretamente a direção da nossa vida.O coraçãovai sendo afetado silenciosamente pelas experiências, pelas palavras, pelasfrustrações e pelos ambientes em que vivemos. Mágoa, medo, ansiedade e desânimopodem crescer sem fazer muito barulho no início. Mas, aos poucos, começam acontrolar pensamentos, emoções e decisões.Por issoDeus nos chama a vigiar o interior.Nem todoproblema começa do lado de fora. Muitos começam dentro do coração e depois serefletem na maneira como enxergamos a vida, as pessoas e até a nós mesmos.Guardar ocoração não significa se tornar frio ou distante emocionalmente. Significaproteger sua mente e suas emoções daquilo que pode afastar você da paz e dapresença de Deus.Muitasvezes o desgaste emocional vem justamente do excesso de coisas negativas quepermitimos permanecer dentro de nós. Comparações, ressentimentos, pensamentosdestrutivos e preocupações constantes vão enfraquecendo lentamente a alma.Talvez hojevocê precise parar um pouco e observar o que tem ocupado espaço dentro do seucoração.Aquilo quedomina seu interior começa, cedo ou tarde, a dirigir seus passos.Mas Deuscontinua trazendo restauração. Ele continua curando emoções feridas ereorganizando áreas internas que ficaram desordenadas ao longo da caminhada.Hoje, cuidedo seu coração. Nem tudo merece permanecer ocupando espaço dentro de você.
Romanos8:28 (NVT):“Sabemos que Deus faz todas as coisas cooperarem para o bem daqueles que o amame são chamados segundo seu propósito.”Nem tudoque acontece na vida é bom. Existem dores reais, perdas reais e momentosdifíceis que machucam profundamente. A Bíblia nunca tenta romantizar osofrimento humano. Pelo contrário, ela reconhece que viver também envolveatravessar fases difíceis.Mas esseversículo apresenta uma verdade extremamente poderosa: Deus consegue agir atéem cenários quebrados. Ele possui a capacidade de usar aquilo que parecia semsentido para produzir crescimento, amadurecimento e propósito.O problemaé que, no meio do processo, quase nunca conseguimos enxergar isso claramente.Quando estamos vivendo a dor, tudo parece confuso. O coração faz perguntas, amente tenta encontrar lógica e as emoções oscilam entre esperança e desânimo.Muitasvezes queremos entender imediatamente aquilo que Deus ainda está construindosilenciosamente. Mas nem sempre veremos o quadro completo enquanto atravessamosdeterminadas fases da vida.Isso exigeconfiança. Não uma confiança baseada nas circunstâncias, mas baseada no caráterde Deus. Ele continua sendo bom mesmo quando a vida parece difícil. Continuasendo fiel mesmo quando ainda não entendemos tudo.Talvez hojevocê esteja olhando para sua história e pensando que algumas coisas saíramcompletamente do controle. Mas Deus continua trabalhando nos bastidores. Hácaminhos sendo organizados, processos sendo amadurecidos e situações sendoalinhadas de maneiras que você ainda não consegue perceber.Aquilo quehoje parece desordem pode estar sendo usado por Deus para fortalecer áreas dasua vida que ainda precisavam crescer.A fé nãoelimina todas as perguntas, mas sustenta o coração enquanto as respostas nãochegam.Hoje, mesmosem compreender completamente o cenário, continue confiando: Deus ainda estáagindo.
Abertura dos trabalhos na Amorosidade
Um menino de apenas três anos acompanhava o pai na oficina, observando a fabricação de arreios e selas.Ele admirava tanto o trabalho do pai que sonhava ser igual a ele quando crescesse.Certo dia, tentando imitá-lo, pegou uma ferramenta pontuda e começou a trabalhar um pedaço de couro. A ferramenta escapou de sua mão e atingiu seu olho esquerdo.Pouco tempo depois, uma infecção afetou também o outro olho.O menino ficou completamente cego.Com o passar dos anos, as lembranças das imagens foram desaparecendo. Ele já não conseguia recordar as cores.Mesmo assim, continuou ajudando o pai e frequentando a escola.Todos admiravam sua inteligência e sua memória.Mas havia algo que o incomodava profundamente.Enquanto os colegas liam livros e escreviam cartas, ele não podia fazer o mesmo.Até que ouviu falar de uma escola para cegos, em Paris.Aos dez anos, chegou ao instituto onde estudavam crianças com deficiência visual.Lá existiam livros com letras em relevo.Era possível ler com os dedos.Mas havia um problema.Os livros eram enormes, caros e difíceis de produzir.Uma história pequena ocupava muitas páginas.Em pouco tempo, ele já havia lido tudo o que a biblioteca tinha para oferecer.E queria mais.Muito mais.Apaixonado por música, também queria ler partituras e aprender cada vez mais.Foi então que conheceu um sistema criado para que soldados pudessem ler mensagens no escuro, apenas tocando pontos em relevo.O menino enxergou uma oportunidade.Se funcionava para soldados, poderia funcionar para cegos.E começou a trabalhar.Noite após noite.Dia após dia.Com paciência, dedicação e perseverança.Muitos duvidaram.Muitos resistiram.Mas ele não desistiu.Até que, aos vinte anos, criou um sistema simples e revolucionário: combinações de seis pontos capazes de formar letras, palavras, números e até notas musicais.Seu nome era Louis Braille.E o método que leva seu sobrenome transformou a vida de milhões de pessoas em todo o mundo.Curiosamente, a ferramenta que o cegou na infância foi parecida com a que ele utilizou para criar o sistema que iluminaria a vida de tantos outros.Que lição extraordinária.Aquilo que parecia ser o fim da sua história tornou-se o começo de uma missão.Louis Braille não permitiu que sua limitação definisse seu destino.Pelo contrário.Transformou sua maior dificuldade em uma das maiores contribuições que alguém poderia oferecer à humanidade.E talvez seja essa a reflexão que vale para todos nós.Nem sempre escolhemos as circunstâncias que a vida nos apresenta.Mas sempre podemos escolher o que faremos com elas.Porque os obstáculos não precisam ser o ponto final da nossa caminhada.Muitas vezes, são exatamente eles que nos mostram o caminho para deixar nossa marca no mundo.
Um menino de apenas três anos acompanhava o pai na oficina, observando a fabricação de arreios e selas.Ele admirava tanto o trabalho do pai que sonhava ser igual a ele quando crescesse.Certo dia, tentando imitá-lo, pegou uma ferramenta pontuda e começou a trabalhar um pedaço de couro. A ferramenta escapou de sua mão e atingiu seu olho esquerdo.Pouco tempo depois, uma infecção afetou também o outro olho.O menino ficou completamente cego.Com o passar dos anos, as lembranças das imagens foram desaparecendo. Ele já não conseguia recordar as cores.Mesmo assim, continuou ajudando o pai e frequentando a escola.Todos admiravam sua inteligência e sua memória.Mas havia algo que o incomodava profundamente.Enquanto os colegas liam livros e escreviam cartas, ele não podia fazer o mesmo.Até que ouviu falar de uma escola para cegos, em Paris.Aos dez anos, chegou ao instituto onde estudavam crianças com deficiência visual.Lá existiam livros com letras em relevo.Era possível ler com os dedos.Mas havia um problema.Os livros eram enormes, caros e difíceis de produzir.Uma história pequena ocupava muitas páginas.Em pouco tempo, ele já havia lido tudo o que a biblioteca tinha para oferecer.E queria mais.Muito mais.Apaixonado por música, também queria ler partituras e aprender cada vez mais.Foi então que conheceu um sistema criado para que soldados pudessem ler mensagens no escuro, apenas tocando pontos em relevo.O menino enxergou uma oportunidade.Se funcionava para soldados, poderia funcionar para cegos.E começou a trabalhar.Noite após noite.Dia após dia.Com paciência, dedicação e perseverança.Muitos duvidaram.Muitos resistiram.Mas ele não desistiu.Até que, aos vinte anos, criou um sistema simples e revolucionário: combinações de seis pontos capazes de formar letras, palavras, números e até notas musicais.Seu nome era Louis Braille.E o método que leva seu sobrenome transformou a vida de milhões de pessoas em todo o mundo.Curiosamente, a ferramenta que o cegou na infância foi parecida com a que ele utilizou para criar o sistema que iluminaria a vida de tantos outros.Que lição extraordinária.Aquilo que parecia ser o fim da sua história tornou-se o começo de uma missão.Louis Braille não permitiu que sua limitação definisse seu destino.Pelo contrário.Transformou sua maior dificuldade em uma das maiores contribuições que alguém poderia oferecer à humanidade.E talvez seja essa a reflexão que vale para todos nós.Nem sempre escolhemos as circunstâncias que a vida nos apresenta.Mas sempre podemos escolher o que faremos com elas.Porque os obstáculos não precisam ser o ponto final da nossa caminhada.Muitas vezes, são exatamente eles que nos mostram o caminho para deixar nossa marca no mundo.
Existe um poder liberado quando a fé encontra voz. Porque profetizar não é negar a realidade. É concordar com aquilo que Deus está dizendo antes mesmo de enxergar.Nesta mensagem do Domingo Inegociável, encerrando a série Não se cale, o Bp. Carlos Damasceno ministra uma palavra poderosa sobre fé, alinhamento e ativação espiritual: profetizar é ativar aquilo que ainda não existe diante dos seus olhos.Aquilo que ainda não apareceu no natural pode começar a se mover quando sua boca se alinha com o céu.
Israel e Irão retomaram, por algumas horas, os ataques directos pela primeira vez desde o frágil cessar-fogo assinado há dois meses. Entretanto, ao início da tarde desta segunda-feira, ambas as partes informaram que suspenderam as operações, depois de Donald Trump ter exortado as partes a fazerem-no. É que a retoma dos ataques pode comprometer as negociações entre Estados Unidos e o Irão e mostram “posições cada vez mais divergentes” entre os Estados Unidos e Israel, explica a investigadora Maria Ferreira. A nossa convidada de hoje não antevê o fim do conflito no Médio Oriente a curto prazo porque, para já, Israel e Irão não têm vantagens em negociar e apenas Donald Trump está a jogar “a sua própria sobrevivência política interna” e “não tem muita margem de manobra para continuar a suportar Israel”. Esta segunda-feira, Israel confirmou ter atacado um complexo petroquímico e alvos militares no Irão, enquanto Teerão disse ter retaliado, atacando uma instalação petroquímica israelita e duas bases aéreas em Israel. As forças israelitas também anunciaram o lançamento pelos hutis de um míssil a partir do Iémen contra Israel, que foi interceptado. O fogo cruzado recomeçou na noite de domingo com um ataque iraniano contra território israelita, em retaliação ao bombardeamento de Israel ao Líbano horas antes. Estes ataques diminuem ainda mais a perspectiva de um possível acordo para pôr fim à guerra que começou a 28 de Fevereiro com ataques aéreos israelitas e americanos ao Irão. Entretanto, ao início da tarde desta segunda-feira, o exército iraniano disse ter terminado a vaga de ataques e ameaçou retomar se Israel continuar a bombardear o Líbano. Por seu lado, a Reuters avança que Israel também decidiu parar esta série de ataques contra o Irão. Um pouco antes, o Presidente norte-americano, Donald Trump, exortou o Irão e Israel a cessarem as ofensivas. Para falarmos sobre este tema, convidámos Maria Ferreira, investigadora portuguesa do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. RFI: O que representa esta retoma dos ataques directos entre Israel e o Irão? Maria Ferreira, Investigadora: “Penso que representa o facto de os Estados Unidos e Israel, que desenvolveram em conjunto esta ofensiva, terem objectivos de política externa para o conflito completamente diferentes. Desde o primeiro dia de ofensiva que Israel disse explicitamente que a sua questão com o Irão era uma questão existencial, portanto, Israel compreende o Irão como uma ameaça existencial, enquanto para os Estados Unidos a questão seria relativa ao enriquecimento de urânio, à eventual posse de armas nucleares, que é algo que pode ser gerido através de uma negociação diplomática, tal como aconteceu durante a administração de Barack Obama. Para Israel, a questão não é o enriquecimento de urânio, não é a eventual posse de armas nucleares por parte do Irão. Israel representa o Irão como uma ameaça existencial e, portanto, uma ameaça existencial só é dirimida através da eliminação do regime iraniano. Mas essa eliminação do regime iraniano só pode acontecer através de uma incursão terrestre que é muito difícil de ser executada. Temos dois aliados com objectivos distintos numa guerra e o Irão está a tentar, através de uma resiliência militar e civil notável, aproveitar as diferenças de objectivos que existem entre os Estados Unidos e Israel.” Donald Trump disse “Quem decide sou eu, não ele” em referência a Benjamin Netanyahu e já não esconde o desacordo, tendo-se mostrado muito insatisfeito com a ofensiva israelita no Líbano. Que leitura faz desta declaração de Trump em relação a Netanyahu? É só mais uma declaração ou tem peso? “Tem muito peso, sobretudo quando nós lemos estas declarações à luz da divulgação de um relatório recentemente da própria ‘intelligence' norte-americana que denuncia actividades de espionagem da 'intelligence' israelita sobre os próprios Estados Unidos. Portanto, a ‘intelligence' israelita estaria a tentar penetrar nos mecanismos de decisão norte-americanos, tentando averiguar quais serão os próximos passos da administração Trump para a questão no Irão. Estas actividades de ‘intelligence' subversivas não fazem parte de nenhum acordo de troca de informações, estamos a falar de actividades subversivas de captura de informação secreta que estariam, segundo este relatório, a preocupar seriamente o Pentágono. Isto denuncia uma cisão eventual, não só em relação aos objectivos que os dois Estados têm para o conflito, mas denuncia a existência de uma fractura entre as ‘intelligences' e os aparelhos militares dos dois Estados.” Esta fractura também é uma fractura política? Como é que esta cisão se pode materializar no terreno? “É profundamente política. Ainda ontem Donald Trump deu a entender que a linguagem da guerra no Médio Oriente é distinta da linguagem da guerra no Ocidente, quando argumentou que aquilo que nós, no Ocidente, entendemos por cessar-fogo é diferente do que Israel e Irão entendem por cessar-fogo. É claro que este argumento é uma tentativa de mascarar, no fundo, a incapacidade norte-americana de controlar o seu principal aliado no Médio Oriente, que é Israel, e mesmo de revitalizar aquela que era uma das grandes conquistas de anos e que são os acordos de Abraão. Note-se que Donald Trump admitiu que não tinha conhecimento sequer dos ataques a Beirute. Esta cisão vai ter consequências políticas porque, enquanto os Estados Unidos estão a tentar gerir o conflito através de vias diplomáticas - porque não têm mais opções militares para apresentar em relação à questão do Irão, já que puseram de lado a possibilidade de uma incursão militar terrestre - Israel persiste na sua tentativa de conquistar território. Quem conhece a geografia do Médio Oriente sabe a importância que o Líbano tem para a percepção da ameaça em Israel e, portanto, para o regime de Netanyahu o controlo dos 'proxies' do Irão é muito importante. Para o Irão, o controlo dos seus 'proxies', que são braços armados fora do seu próprio território, também é muito importante. Aquilo que nós temos aqui são três ‘players', dois dos quais estão em posições cada vez mais divergentes, o que está claramente a complicar a solução para o conflito. Solução essa que Donald Trump está a desejar que aconteça para a sua própria sobrevivência política interna. Nós sabemos aquilo que aconteceu na semana passada no Congresso, quando os próprios senadores republicanos já mostram grandes dissensões em relação à presença militar dos Estados Unidos no Irão.” Até que ponto é que a retoma dos ataques directos entre Israel e o Irão vai afectar as negociações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irão? Elas estão definitivamente comprometidas? “Eu penso que sim, porque enquanto os Estados Unidos não conseguirem retomar o seu controlo sobre as actividades de Israel - e isso não parece fácil, dado que neste momento existe até uma própria desconfiança sobre eventuais actividades subversivas de Israel em território norte- americano - enquanto isso não acontecer, nós não teremos condições para haver uma negociação séria porque não há vontade de Israel de encetar uma negociação com o Irão. E o Irão também ainda não está num ponto de tal fragilidade que precise necessariamente de entrar em negociações, quer com os Estados Unidos, quer com Israel porque o Irão percebeu que controla algo fundamental, que é a percepção da ameaça sobre o estreito de Ormuz e sobre a percepção da ameaça sobre o eventual desenvolvimento de uma crise económica com base no controlo do estreito de Ormuz. Isso dá-lhe uma vantagem estratégica e faz com que esta vontade negocial destas duas partes, Israel e Irão, seja praticamente inexistente. Nenhum deles tem, neste momento, interesse em negociar. Quem tem mais interesse em negociar? Quem está a entrar naquilo a que se chama um ‘break-even point' são os Estados Unidos. Mas os Estados Unidos não têm controlo sobre os objectivos estratégicos de Israel, nem em relação ao Irão, nem em relação aos 'proxies' do Irão. E neste sentido, neste jogo, nem Israel nem o Irão têm neste momento qualquer tipo de incentivo externo para bloquearem o conflito ou para pararem as hostilidades, enveredarem por um verdadeiro cessar-fogo e começarem a negociar. E se não há vontade de negociar, se não há propensão para a negociação, é difícil que haja um acordo negocial sério ou duradouro.” Como é que vê o envolvimento dos hutis do Iémen nesta nova escalada? “Como disse há pouco, os os 'proxies' do Irão são fundamentais no seu esforço de guerra no contexto do Médio Oriente. E, portanto, quer o Hamas, quer o Hezbollah, quer os hutis, são formas de o Irão perpetuar a guerra na sua geografia próxima e de enfrentar os seus inimigos através de braços armados. Também perante a relativa aliança dos Estados Unidos com os restantes países do mundo árabe, é uma forma de demonstrar que o Irão, no seu esforço de guerra, não está isolado perante a força da superpotência que são os Estados Unidos e da grande potência regional que é Israel. É preciso olharmos para a geografia do Médio Oriente, para a sua geografia política, quer para a sua geografia religiosa, quer para a sua geografia energética, e perceber que, se os Estados Unidos foram ao longo de décadas construindo uma rede de alianças muito com base em incentivos económicos com o Qatar, a Arábia Saudita, o Irão também ao longo dos últimos 50 anos, foi construindo um regime de alianças com forças subversivas, com actores erráticos que agora utiliza no seu esforço de guerra. Portanto, é compreensível que estas forças, ainda que esporadicamente, venham ao encontro das necessidades de guerra definidas pelo próprio regime iraniano.” Nesse sentido, como é que vê os próximos tempos? O que será necessário para restaurar um cessar-fogo credível? “Eu penso que países como a Jordânia, a Arábia Saudita têm neste quadro um papel fundamental porque são países cuja economia depende absolutamente daquilo a que se chama a paz comercial ou a paz pelo comércio, dos fluxos de energia regulares, os fluxos de pessoas, nomeadamente fluxos turísticos, do comércio. A estes países do Médio Oriente este conflito não é de todo interessante e têm aqui uma palavra fundamental. Eu penso que isso foi bem lido por Donald Trump quando, no seu primeiro mandato, desenvolveu a lógica que está por trás dos acordos de Abraão. Estes países têm um papel fundamental na estabilização do Médio Oriente e mais do que o Paquistão, que se assumiu já como um potencial mediador, é a estes países que os Estados Unidos devem recorrer no sentido de criar uma base política estratégica pacífica no Médio Oriente.” Isso demoraria algum tempo, mas tendo em conta que temos as eleições intercalares em Novembro nos Estados Unidos, a curto prazo vamos ter o fim do conflito? “Penso que não. A não ser que algo mudasse em Israel que levasse a uma mudança fundamental de orientação estratégica, mas isso não está a acontecer. Aliás, o regime de direita radical de Netanyahu está a agir como os regimes populistas de direita extremista normalmente agem, ou seja, com um grande potencial para a expansão geográfica, com uma grande propensão para a escalada de conflitos, uma total desvinculação de instituições internacionais e uma muito fraca necessidade de contribuírem para bens públicos globais. Estes quatro traços de política externa são em parte partilhados pelos Estados Unidos. Simplesmente nos Estados Unidos, neste momento, Donald Trump não tem muita margem de manobra para continuar a suportar Israel, nomeadamente no que toca à propensão para a escalada do conflito com o Irão. E é isso que, a meu ver, está a complicar e a complexificar qualquer tipo de processo negocial em relação à guerra entre os Estados Unidos e Israel e o Irão.”
Se as perdêssemos de vista por umas horas, não saberíamos reencontrar as nossas vidas pelo cheiro, nem pelo gemido que fazem, nem daríamos com esses corpos tão abatidos que só de um certo ângulo, a poucos palmos do espelho, nos parece que sim, serão os nossos, porque repetem vagamente os mesmos gestos ou expressões. Mas mesmo nisso parece instalar-se um certo desfasamento, algum atraso, e são poucos aqueles que nalgum dos seus rastros se mostram firmemente fiéis à sua juventude. Reserva-se esse elogio hoje a tão poucos: “Pouco antes de morrer, o que ele escrevia, o modo como continuava a viver, conservavam a virulência, a agressividade e a independência dos seus 25 anos.” Em certa medida a poesia era uma resistência da juventude pela vida fora, o doloroso alarme mantido na relação com o mundo, a impossibilidade de se saciar com aquele pão com que os demais empurram seja o que for. Chega uma altura em que o abandono parece a nossa melhor arma. Quem ama não faz contas, mas hoje tudo se guia por esses sinais: soma: multiplicação… “O mundo moderno”, escrevia Péguy, “não é universalmente prostituível por luxúria. É totalmente incapaz disso. Ele é universalmente prostituível porque é universalmente intercambiável”. Queremos dizer-nos alguma coisa, mas até as nossas palavras parece que tilintam mais do que soam, estão cheias da frieza do cálculo, não passam de fracções. Ora, o dinheiro não exprime outra coisa senão a desolação do infinitamente reconvertível. Assim, cada palavra vale tanto ou tão pouco como outra qualquer. “Quando o dinheiro vale alguma coisa, a palavra não vale nada. Quando a palavra vale, o dinheiro não vale nada” (comité invisível). Por estes dias, olhando à volta, até isso a que chamam luta já pouco se distingue do conformismo, da resignação. “Quando a História for escrita como deve ser, os homens ficarão admirados do comedimento e da grande paciência das massas e não da sua ferocidade”, assevera o autor de Os Jacobinos Negros. Chega-se a uma altura em que se percebe que o tempo está decididamente contra nós, mas em vez de isso reverter a favor dessa doença mortal, dessa razão desesperada, todos ainda aguardam que a sua situação se resolva. E vamos sair mais algumas vezes e reivindicar esses salários de fome, gratos pela nossa miséria, dando por nós tão longe de qualquer ambição existencial, a qual teria de passar por “repelir para o mais longe possível as relações hostis urdidas na esfera do dinheiro, da contabilidade, da medida, da avaliação”. Os do comité invisível adiantam que, por esta altura, a economia já não é somente aquilo de que devemos sair para deixarmos de ser esfomeados, mas é aquilo de que é necessário sair para viver, para simplesmente estar presente no mundo. O mais grave, assim, é que a cada dia que passa se colhem cada vez mais provas da impossibilidade de dois ou mais se encontrarem num lugar e num tempo, pois mesmo os nossos ímpetos aventurosos estão distribuídos por frequências de onda que só por um acaso milagroso se combinam e enredam. “Após uma ausência de que ninguém teve a culpa/ ficamos acanhados um ao pé do outro/ e as nossas palavras parecem mais recentes do que nós,/ como se tivéssemos de voltar ao momento em que nos conhecemos/ e recuperar-nos até ao presente”, lê-se nuns versos de Linda Pastan, num poema em que ela reconhece como o maior perigo que enfrentam os amantes é “toda essa ressaca/ da vida quotidiana, oculta mas perigosa,/ que tão depressa nos puxa a ambos para o fundo”. De resto, quem ainda se sujeita aos destratos de andar sem rumo, aprender com dificuldade os idiomas do acaso pela hipótese de provar o néctar da beira da estrada, dos fins de mundo, dessas zonas limite? “A economia, é este o seu princípio, faz-nos correr como ratos, para que não estejamos nunca lá, a descobrir o segredo da sua usurpação: a presença./ Sair da economia é fazer emergir o plano da realidade que ela esconde. A troca mercantil e tudo o que ela comporta de dura negociação, de desconfiança, de engano”… Aquele brilhante judeu que se matou por receio de ser entregue à Gestapo, quando tentava escapar pelos Pirenéus, notou que articular o passado historicamente não significa conhecê-lo “como ele de facto foi”, mas apoderar-se de uma recordação, tal como ela relampeja no instante de perigo. O pior do nosso tempo é que os perigos se multiplicam, e se tantos fazem questão de os registar, diagnosticar, se passamos boa parte do nosso tempo comovidos com a nossa infindável capacidade de sofrermos com as dores mais distantes, depois ninguém faz nada em relação àquilo que está mais próximo. Falta aquela capacidade própria dos poetas que, no entender de Cortázar, se reconheciam menos pelo que os trancava em si mesmos e mais naquilo que lhes era próximo, que os fazia sentir implicados no que tinham ao seu redor. “Falo da responsabilidade do poeta, esse irresponsável por direito próprio, esse anarquista enamorado de uma ordem solar e nunca da nova ordem ou do slogan que faz marchar ao mesmo passo cinco ou setecentos milhões de homens numa paródia de ordem. Falo de algo que desagradará profundamente aos comissários, aos jovens turcos ou aos guardas vermelhos; falo de uma condição que ninguém descreveu melhor do que John Keats numa carta a que, há muitos anos, chamei a carta do camaleão e que mereceria ser tão célebre como a ‘Lettre du voyant'. O seu prelúdio deixa-se perceber numa frase escrita um ano antes e quase de passagem. Keats diz ao seu amigo Bayley que nunca esperou outra felicidade além da do puro presente e acrescenta, como quem não quer a coisa: ‘Se um pardal pousa junto da minha janela, tomo parte na sua existência e debico no chão…'” Por estas bandas, ninguém merece um reflexo na carne dos outros, um eco seu que floresça a tempo de lhe dar algum sinal, e tudo o que de mais verdadeiro e sensível acontece, perde-se como se não tivesse acontecido. Vamos fazendo a crónica de “uma pequena nação de pequenos assassinos caseiros” (Luiz Pacheco), por incapacidade de nos sujeitarmos às exigências da admiração, que implicam desde logo deixar de lado o cálculo. É a típica condenação a que nos sujeita um tempo medíocre. Envelheces tão cedo, por essa impossibilidade de escolher, por nos sairmos sempre pior num registo impetuoso, quando toda a eloquência é sentida como uma ofensa. Alheios ao seu próprio sonho, decalca o Pacheco no António Sérgio, para falar de nós, seres caídos nesta espiral vagabunda, num país aos bocados, que se reconhece por este cheiro a despegado, que se mantém colado apenas para favorecer algum esquema. E o Pacheco foi vendo, com o acumular dos anos, este desamparo de “tantos de nós ludibriando os próprios sonhos da sua juventude, anquilosando ambições mais do que legítimas, minguando-se, limitando-se (…) sem horizontes já para inventar algo melhor. Pendurados na fezada de um futuro, que já não vai ser para eles, isto é, que já os apanha disformes: gordos, apatetados, com cirroses… envelhecidos prematuramente por dentro, e muito sono nas almas, leia-se consciências.” E talvez porque não há luta em comum que nos arranque desse casulo, dessa clausura, desse castigo de se ver a definhar para fazer carreira como “eu”, e nos devolva uns aos outros. “Há qualquer coisa de prostituível em todo o lado em que domina o nosso ‘valor social', em todo o lado onde se troca uma parte de nós pela mínima retribuição, seja ela, financeira, simbólica, política, afectiva ou sexual” (comité invisível). E, neste ponto, vale a pena retomar a correspondência de Keats, que, numa carta a Richard Woodhouse, trocou o pardal pelo camaleão: “Quanto ao carácter poético em si... não tem um eu; é tudo e é nada: não tem carácter; deleita-se tanto com a luz como com a sombra; vive naquilo de que gosta, seja horrível ou belo, excelso ou humilde, rico ou pobre, mesquinho ou elevado. Sente tanto prazer em conceber um Iago como uma Imogena. Aquilo que choca o filósofo virtuoso deleita o poeta-camaleão... Um poeta é a coisa menos poética que existe; como não tem identidade, tende continuamente a encarnar-se noutros corpos... O poeta não possui nenhum atributo invariável; é, certamente, a menos poética de todas as criaturas de Deus.” Neste episódio, o David voltou para nos dar uma hipótese de tirarmos a barriga de misérias e saltarmos da greve geral para umas luxuriantes patuscadas, conseguidas na base de todo um arsenal de poções e fórmulas científicas aplicadas à exploração gastronómica, sem abdicar, no entanto, daquela elementar dose de porrada e humilhações sem as quais nunca se faz nada, além dos gerais iscos que convencem os lorpas de que têm muita sorte em ter um chulo a ocupar-se deles. Vamos também dar um passeio pela feira do livro de Lisboa pela mão do Pacheco e ouvir as últimas quanto a editores a quem, por maior que seja a crise, nunca há-de faltar um tremendo jeito para o negócio.
No novo episódio do Interioriza, Izabella Camargo conversa com Luiz Gaziri, especialista em comportamento humano, sobre vieses cognitivos, decisões irracionais, cultura organizacional, inteligência artificial e os atalhos mentais que controlam nossa vida sem que a gente perceba.➡️ O cérebro foi feito para nos manter vivos — não para pensar.➡️ Mudar de opinião exige muita energia emocional.➡️ E só mudamos quando percebemos vantagens 225% maiores.Você vai entender:• por que insistimos em crenças erradas• como os vieses distorcem nossa percepção da realidade• por que a IA pode reforçar nossos próprios erros• e como empresas adoecem pessoas ao insistirem em culturas ultrapassadas“O ser humano não é racional. Ele é racionalizador.” — Luiz GaziriUma conversa necessária sobre saúde mental, liderança, comportamento humano, flexibilidade cognitiva e ciência aplicada à vida real.
Zion significa o lugar da Glória de Deus. Há mais de 40 anos vivemos experimentando a graça de Deus, Sua bondade e Sua abundante presença em nossa igreja. Desde a fundação, nós temos como chamado não restringir essa transformação somente ao Brasil, mas alcançar nações e diferentes culturas.
“Deus… chama à existência coisas que não existem como se existissem.” (Romanos 4:17)Existe um poder liberado quando a fé encontra voz. Porque profetizar não é negar a realidade. É concordar com aquilo que Deus está dizendo antes mesmo de enxergar.Nesta mensagem do Domingo Inegociável, encerrando a série Não se cale, o Bp. Carlos Damasceno ministra uma palavra poderosa sobre fé, alinhamento e ativação espiritual: profetizar é ativar aquilo que ainda não existe diante dos seus olhos.Aquilo que ainda não apareceu no natural pode começar a se mover quando sua boca se alinha com o céu.Essa mensagem vai te mostrar que:• a sua voz pode ativar promessas • fé também precisa ser declarada • Deus trabalha além do que seus olhos conseguem ver • palavras alinhadas liberam movimento espiritualTalvez hoje exista uma área da sua vida em que tudo ainda pareça parado.Mas quando a sua boca concorda com Deus o invisível começa a se mover. Porque existem portas, respostas e novos começos que ainda não chegaram até você, mas já podem ser ativados pela fé.Assista até o final e permita que Deus alinhe sua voz com aquilo que Ele está construindo.
Sermão para o Domingo de Pentecostes / Padre Daniel Pinheiro, IBP. /Capela Nossa Senhora das Dores, DF.
Esta segunda-feira, 01 de Junho, assinala-se o Dia da Criança, um dia que deveria ser de celebração, mas, em muitos locais do mundo, milhões de crianças continuam privadas de diretos básicos. Por exemplo, em vários países africanos, o acesso à educação ou aos cuidados básicos continua a ser um desafio diário agravado pela pobreza, conflitos armados ou falta de infraestruturas. Dados recentes divulgados pela UNICEF dão conta de que na África Oriental e Austral, mais de 47 milhões de crianças e adolescentes não vão à escola. Moçambique, por exemplo, é um país que enfrenta várias dificuldades do ponto de vista social e económico, mas Victor Maulana, director da associação "Amigos da Criança Boa Esperança", considera que a situação da criança em 2026 apresenta uma tendência de melhoria. RFI: Como descreve a situação das crianças moçambicanas em 2026? Victor Maulana: Tende a melhorar, mas esta melhoria carece de um acompanhamento de quem de direito. Estamos a falar dos nossos dirigentes para que as coisas se mantenham como estão a decorrer. RFI: De que tipo de melhorias é que o Victor fala concretamente? Victor Maulana: Por exemplo, nós tinhamos problemas no acesso à educação no que diz respeito às crianças, mas o governo tende a expandir a rede escolar. Neste caso, estamos a falar do direito à educação. Estamos a falar, por exemplo, também da expansão da rede sanitária, da questão da saúde e infraestruturas. Há muitas organizações da sociedade civil que também têm operado nas comunidades, nos distritos, e isso faz com que os direitos da criança também sejam mais divulgados e as comunidades estejam mais informadas a respeito dos direitos da criança. RFI: No que diz respeito à educação, tem noção do número de pessoas que são excluídas do ensino porque são obrigadas a trabalho infantil ou, por exemplo, a casamentos forçados? Victor Maulana: Falamos de crianças, mas também de adolescentes e jovens. Eles têm praticado trabalho infantil, isso devido à falta de protecção. RFI: Há uma estimativa em relação a isso? Victor Maulana: Não posso dizer exatamente quantas crianças estão a ser sujeitas a trabalho infantil, ou seja, que estão a ser obrigadas a prostituição infantil. Fizemos esse estudo há cinco anos e fizemos propostas ao governo, que não deram certo. Isso serviria para minimizar a situação relacionada com as práticas de trabalho infantil das crianças. RFI: A sua associação está em contacto directo com as crianças no terreno. O que é que mais falta a estas crianças que acompanham diariamente? Victor Maulana: Eu estou a voltar agora do campo. Estive nos distritos mais recônditos do país. Estou a falar do distrito de Mecula ou até do distrito de Nipepe, Maúa ou Metarica, onde a vulnerabilidade das crianças é o prato do dia-a-dia. Vulnerabilidade em tudo: na questão da educação e saúde, mas também na questão do registo de nascimentos. Eu desta vez que estive lá, tive que ajudar uma família a registar os seus filhos na Conservatória do Distrito de Maúa. RFI: Recorda-se de alguma criança cuja história o tenha marcado? Há alguma história de superação que represente a esperança que vê nas crianças moçambicanas? Victor Maulana: Moçambique é um país muito vasto. Eu falo directamente da província do Niassa. É a província mais extensa e menos vivida. Falar de esperança das crianças pode até tornar-se num mito, ao nível da nossa província. Como eu dizia, o país é vasto e pode ser que sim, que doutro lado do país, haja sonhos, haja esperança. Ainda assim, o ano de 2026, está a ser marcado por muitos desafios, muitos mesmo. Os sonhos tornam-se em incertezas. RFI: Quais são os principais desafios que aponta hoje em dia em Moçambique em relação às crianças? Victor Maulana: A criança, de modo geral, gosta de viver num ambiente harmonioso, num ambiente de paz, solidariedade, carinho e amor. Como é que estas crianças se vão sentir, sabendo que, do outro lado do país, há outras crianças que estão a ficar sem pais, outras crianças que não têm comida... No mesmo país, do outro lado, está a viver-se tranquilamente. As crianças estão a brincar no baloiço. Há discriminação aqui. Uma parte do nosso país vive sem paz. Uma parte do nosso país vive com terror. Numa parte do nosso país, a educação é de qualidade. As condições são melhores. Então, são vários os desafios que o nosso país enfrenta. RFI: Falou sobre a falta de paz, sobre o terrorismo. Nós temos vindo a assistir a uma situação extremamente grave em Cabo Delgado, no extremo norte de Moçambique, com a sucessivos ataques terroristas. Que informações é que há no país sobre as crianças soldado, as crianças que são recrutadas no meio deste conflito armado? Victor Maulana: Houve um momento em que estavam a ser recrutadas crianças, mas depois disso passou. Um grupo de crianças já tinha sido recrutado, mas depois já tinham sido resgatado. No presente ano, não tivemos a informação de que foram recrutadas crianças, pelos terroristas, para o serviço militar. RFI: Na sua óptica, que tipo de medidas é que deveriam ser tomadas em Moçambique para melhorar, de forma geral, a vida das crianças? Victor Maulana: Na minha opinião, na qualidade de um ativista social, considero que Moçambique é um país que tem muitas leis bonitas e o grave problema que o nosso país enfrenta é na implementação dessas mesmas leis. Dificilmente as leis são colocadas em prática. Então, a primeira medida seria o cumprimento das leis existentes em Moçambique. Moçambique não usa leis. Moçambique usa as pessoas que tiram ideias na hora e não leis. A Constituição da República de Moçambique não funciona. A democracia no nosso país não funciona. A justiça no nosso país não funciona. Queremos medidas concretas, que cumpram com as leis que foram aprovadas pela Assembleia da República. Quando a vida da população moçambicana melhorar, estaremos a criar um ambiente saudável, harmonioso, de justiça e paz, onde as crianças podem viver tranquilamente. RFI: O intuito da nossa conversa, Victor, é precisamente pelo facto de hoje se assinalar o Dia da Criança. Aquilo que lhe pergunto, em último lugar, é se este é um dia de celebração ou se é essencialmente também um dia que deve ser um dia de reflexão? Victor Maulana: Hoje é dia de festa, não é o dia de reflexão. Essa reflexão deve ser feita todos os dias, no sentido de colocarmos as nossas crianças num ambiente harmonioso, saudável e de justiça. Não podemos refletir só no dia 1 de junho. O dia 1 de junho é celebração. Estamos a celebrar em memória daquelas crianças que foram maltratadas e mortas por vários fatores, pela incompetência de algumas pessoas. Nós, como pais e encarregados de educação, como tios, como familiares, só podemos hoje celebrar a reflexão e do dia-a-dia e pensar no que é que podemos fazer para que as crianças vivam seguras, em paz e com amor todos os dias.
A Missa dominical não é apenas um compromisso religioso: é o centro que reorganiza a vida, dá sentido ao tempo e coloca Deus no lugar mais alto do coração. Quando a fé deixa de ser o eixo da existência, tudo começa a se dispersar: os vínculos enfraquecem, as decisões perdem direção e até aquilo que parecia seguro pode desmoronar. Mas quando Cristo está no centro, especialmente na Eucaristia, a vida encontra novamente sua ordem, sua casa e seu verdadeiro rumo.Todo ser humano precisa de um centro. Assim como uma família precisa de um lar, um exército precisa de comando e uma alma precisa de direção, também a vida cristã precisa de um eixo sagrado. A Eucaristia é esse centro: o lugar onde o Céu toca a Terra, onde o caos se transforma em cosmos e onde a presença real de Cristo dá unidade ao que estava disperso. Por isso os mártires de Abitinas puderam dizer com tanta força: “Nós cristãos não podemos viver sem a ceia do Senhor”.A Missa também renova o tempo. Ela não é uma simples recordação da Última Ceia ou da Cruz, mas a atualização sacramental do Mistério Pascal. A Igreja nasce da Eucaristia, vive dela e caminha a partir dela. Cada domingo é uma recriação interior, uma volta ao princípio, um reencontro com Cristo elevado sobre a Terra, atraindo tudo a Si. A Missa dá ritmo à vida cristã, alimenta a alma e transforma o domingo no verdadeiro Dia do Senhor.Quando Deus ocupa o primeiro lugar, nasce uma verdadeira hierarquia interior: um princípio sagrado que ordena todos os outros amores. Aquilo diante do qual dobramos os joelhos define o mundo em que vivemos. Se adoramos ídolos, a vida se quebra; se adoramos Cristo presente na Eucaristia, tudo pode ser reconstruído. Por isso a Missa dominical não é um peso, mas uma declaração concreta de amor: Deus acima de tudo, Deus antes de tudo, Deus como centro, raiz e cume da vida.
A Aline cresceu no morro vendo a mãe se dividir em dois empregos para sustentar três filhos sozinha. Desde muito cedo ela aprendeu que sobreviver vinha antes dos sonhos.Ela parou de estudar aos 13 anos para trabalhar no farol. Enquanto vendia coisas nos semáforos, aprendia também a se proteger dos perigos que cercavam meninas pobres e negras desde cedo demais.Mais tarde, já com seu primeiro filho, ela consegue o primeiro emprego como faxineira depois de voltar a estudar pelo EJA, equilibrando os R$410 do salário entre aluguel, fraldas, leite e a vizinha que cuidava do filho pequeno. Mesmo enfrentando preconceito e assédio, ela seguia trabalhando com dignidade nas faxinas. Fazia questão de sorrir enquanto limpava banheiros, como quem tentava provar para si mesma que nenhum trabalho deveria diminuir alguém.Quando começou a trabalhar em uma creche, como auxiliar de limpeza, os traumas da infância voltaram. Via crianças negras e atípicas sendo excluídas das rodas, ignoradas pelas professoras, tratadas como invisíveis. Ela não conseguia fingir que não via.Até que, durante uma reunião de professores, ela sugeriu uma brincadeira para as crianças. A resposta de uma das professoras veio em forma de humilhação: “Cala a boca! Você não tem pedagogia”.Aquilo doeu fundo na Aline, mas foi também o dia em que ela decidiu que voltaria para aquela escola como professora.Sem dinheiro para faculdade, virou passista da Vai-Vai para pagar os estudos. Trabalhava como faxineira durante a semana, fazia shows à noite e vendia produtos em feiras nos finais de semana. Tudo isso enquanto criava o filho sozinha e tentava sobreviver a um relacionamento que repetia diariamente que ela era burra demais para conseguir se formar.Até que ela conseguiu. Entrou na Universidade Zumbi dos Palmares, se formou em pedagogia e voltou para a mesma creche que foi humilhada. Dessa vez, como professora.Ali, a Aline entendeu que podia transformar dor em acolhimento, e foi isso que fez dentro das salas de aula.Mais tarde, após o nascimento do filho com síndrome de Down, precisou deixar a escola novamente, mas não largou a pedagogia e transformou essa nova dor em literatura. Escreveu livros infantis com protagonismo negro e viu suas obras viajarem o mundo, serem reconhecidas em universidade fora do Brasil.A faxineira silenciada dentro de uma escola hoje ensina justamente aquilo que mais faltou para ela durante a vida toda: afeto e pertencimento.
Esta semana assinala-se o Dia Internacional da Higiene Menstrual. A pobreza menstrual continua a afectar milhões de mulheres e raparigas em todo o mundo. Em Moçambique, a dimensão real do problema é difícil de medir. “Nós não temos dados. A questão da pobreza menstrual está relacionada com a própria visão da mulher, do corpo da mulher”, afirma Nair Teles, directora executiva do Centro de Estudos em Direitos Humanos, Saúde e Sociedade de Moçambique. Para a investigadora, o silêncio em torno do tema impede até a sua quantificação. “Aquilo que não se fala não existe”. A pobreza menstrual continua a afectar milhões de mulheres e raparigas em todo o mundo. Segundo dados das Nações Unidas, cerca de 1,8 mil milhões de pessoas menstruam todos os meses, mas mais de 500 milhões não têm acesso a produtos menstruais, água potável ou saneamento adequado para gerir a menstruação de forma digna e segura. Em África, a situação é agravada pela pobreza, pela falta de infra-estruturas e pelo estigma social em torno do corpo da mulher e da menstruação. Esta semana assinala-se o Dia Internacional da Higiene Menstrual. Em Moçambique, a dimensão real do problema é difícil de medir. “Nós não temos dados. A questão da pobreza menstrual está relacionada com a própria visão da mulher, do corpo da mulher”, afirma Nair Teles, directora executiva do Centro de Estudos em Direitos Humanos, Saúde e Sociedade de Moçambique. Para a investigadora, o silêncio em torno do tema impede até a sua quantificação. “Aquilo que não se fala não existe”, sublinha. Segundo Nair Teles, a pobreza menstrual não se resume à falta de pensos higiénicos. Está ligada à ausência de informação, à dificuldade de acesso aos serviços de saúde e à forma como o corpo feminino continua a ser encarado socialmente. “Uma jovem ou uma mulher em situação de pobreza extrema muitas vezes nem sabe porque está a menstruar. Ela só sabe que menstrua”, explica. A directora executiva do Centro de Estudos em Direitos Humanos, Saúde e Sociedade de Moçambique aponta ainda falhas na comunicação dentro das famílias, nas escolas e nas próprias instituições públicas: “Um pai não fala sobre isso com a filha. A mãe também passou pelo mesmo silêncio. Há uma naturalização desse silêncio.” A situação tende a ser ainda mais invisível nas zonas rurais: “A mulher rural não existe, embora seja ela que nutre, seja ela o esteio”. Em muitos casos, o custo dos produtos menstruais torna-se incomportável face às necessidades básicas de sobrevivência. A investigadora defende que distribuir produtos menstruais é importante, mas insuficiente sem educação e debate público: “É preciso quebrar o silêncio. Explicar o corpo da mulher, a menstruação, a tensão pré-menstrual, a menopausa. O corpo da mulher não pode continuar a ser tratado como tabu.” Nair Teles considera que a pobreza menstrual é apenas uma das manifestações de um problema mais profundo relacionado com a condição feminina no país: “Tudo isto tem relação directa com a visão da mulher. O que é isto que a gente chama de mulher? Ela é só para uso? Para procriar? Para cuidar da casa e dos filhos? O que nós somos?”, questiona.
Aí sim! Umbanda não é tudo igual. Aliás, muito pelo contrário, cada casa é uma casa - que é moldada pelos valores e visões dos dirigentes, mas também pelas circunstâncias sociais da comunidade a qual ela serve. É claro que a religião tem fundamentos, e isso se observa em certas práticas e mistérios que se repetem de barracão em barracão, seguindo suas tradições. E o ponto é justamente esse: nenhuma tradição pode ser avaliada pelos olhares de quem não as vivencia e não as compreende. Há, entretanto, uma dificuldade bastante perniciosa - e que não é exclusiva do meio do axé - que é o exercício da alteridade: compreender que as dinâmicas alheias nada devem às nossas preconcepções & ignorância. Entender que a essência de um Mistério está justamente em sua singularidade, e portanto ser sábio para não se questionar o que não se entende. Ou, se ousar questionar, o fazer com respeito e contemplação. Em outras palavras : o pensamento automático é o fácil. Aquilo que se destaca, que está na boca de todo mundo é o lugar-comum, é o que todo mundo sabe, é a referência padrão. Essa é a média. E quem não sai da média é medíocre. Mas há outras formas de se pensar o mundo. Há outros modos de se agir, de se posicionar, de refletir sobre a vida e a espiritualidade. E esse é o tipo de filosofia anti hegemônica, ou seja, que desafia o senso comum para exercer outras possibilidades. E é sobre isso que trataremos no nosso episódio de hoje! Acesse em seu agregador de podcast preferido e venha conosco! --- Próximas Lives (Páginas Abertas): Páginas Abertas #53 – 05/06 às 20:00 [A Arte do Diário Mágicko] --- Envie seu relato!
Ao celebrarmos a solenidade dePentecostes, com a qual encerramos o tempo pascal, tomamos consciência de umaconsequência decisiva da Páscoa: o Senhor ressuscitado concede-nos o EspíritoSanto e confia à Igreja a missão de evangelizar. “Assim como o Pai Me enviou,também Eu vos envio a vós.” A Igreja reconhece aqui a sua origem e a sua razãode ser: continuar, no mundo, a missão de Cristo.Mas esta missão não se realizaapenas com as nossas forças, capacidades ou qualidades. Assim como o Espíritoguiou Jesus Cristo, também agora guia a Igreja. Somos enviados, sim, masenviados com a força do Espírito Santo.Impõe-se, então, perguntar: que éo Espírito Santo? Poderíamos fazer uma longa reflexão teológica. Mas oEvangelho ajuda-nos de modo mais simples: Jesus “soprou” sobre os discípulos edisse-lhes: “Recebei o Espírito Santo.” Este gesto remete-nos para a criação,quando Deus soprou no ser humano o sopro da vida. Agora, Cristo ressuscitadosopra de novo. É como uma nova criação. Já não vivemos apenas animados pelavida biológica; somos chamados a viver animados pela vida que vem do Espírito.E como sabemos que esse sopro nosanima? O sopro, como o vento, não se vê diretamente. Vemos os seus efeitos.Olhamos para as árvores e percebemos que há vento porque as folhas se movem eos ramos se inclinam. Assim acontece com o Espírito Santo. Não o vemosdiretamente, mas reconhecemos a sua presença pelas consequências que provoca nanossa vida, na comunidade e na Igreja.Se sou dominado pelo medo ou,pelo contrário, encontro coragem para anunciar Jesus Cristo, que sopro meanima? Se vivo centrado em mim, nos meus interesses e apetites, ou se medescentro de mim para cuidar do outro, que sopro me conduz? Se a minha opçãopor Cristo é vivida por obrigação, ou se nasce de uma alegria profunda e de umaserenidade interior, então posso perguntar-me: é o Espírito que me anima, ou éoutra coisa?Quando o Senhor constitui aIgreja e a envia, concede-lhe o Espírito Santo. E isso tem consequênciasconcretas. A vida no Espírito manifesta-se em carismas e vocações. Os carismassão dons que Deus concede à sua Igreja para o bem dos outros. Não sãopropriedade privada, nem instrumentos de afirmação pessoal. Também osministérios, incluindo o ministério ordenado, existem para o serviço. Se aquiloque recebemos não promove a vida em Cristo nos outros, então não está a servivido segundo o Espírito.Podemos aplicar isto à nossavida. Aquilo que digo, aquilo que escrevo, aquilo que faço, serve apenas paraalimentar o meu orgulho, ou ajuda alguém a viver melhor a sua vocação cristã?Também uma homilia deve ser avaliada assim: não pela sua elaboração, mas pelasua capacidade de ajudar quem a escuta a viver melhor a sua opção por Cristo.Há ainda uma marca clara dapresença do Espírito: a paz. Depois da ressurreição, Jesus repete aosdiscípulos: “A paz esteja convosco.” Não se trata apenas da ausência de guerraou de conflito. A paz cristã é uma harmonia profunda, uma vida reconciliada quevem de Deus e nos permite harmonizar aquilo que sabemos, sentimos, desejamos efazemos; o modo como nos relacionamos e tratamos os outros.Por isso, nas nossas comunidadesdevemos perguntar: promovemos apenas a paz para fora, com declarações contra aguerra e contra os atentados à dignidade humana, ou vivemos essa paz dentro daIgreja, nas paróquias, nos grupos, nas relações concretas?Quando rezamos, quandoparticipamos na Eucaristia, quando celebramos os sacramentos, quando realizamosuma ação apostólica, saímos mais pacificados, mais harmonizados, maisreconciliados com Deus, connosco e com os outros? Se sim, então estamos adeixar que a nossa vida seja conduzida pelo sopro do Espírito Santo. Esse é ogrande dom de Pentecostes: sermos recriados por Deus para continuarmos, nomundo, a missão de Cristo.
Aquilo que está tentando nos afundar hoje ainda continua debaixo da autoridade de Cristo.A ansiedade, dor e medo estão debaixo dos pés de Jesus.Ele te chama com uma palavra apenas Venha!
Prepare-se para uma jornada profunda pelos ensinamentos de Earl Nightingale, um dos maiores nomes do desenvolvimento pessoal e da transformação da mente. Neste episódio especial do Positivamente Consciente, Matheus Santos conduz uma conversa intensa e reflexiva sobre pensamentos, crenças, medos, identidade e a poderosa ideia de que nos tornamos aquilo em que pensamos.Você será levado a refletir sobre as histórias que carrega dentro da mente, os limites invisíveis que talvez tenham sido criados ao longo da vida e como pequenas mudanças internas podem transformar completamente a direção do seu futuro.Se existe algo capaz de mudar uma vida, talvez seja uma nova forma de pensar.
Gabi Picciotto não tem dúvida em afirmar que existe um poder imenso em acreditar — acreditar de verdade, sem garantias, sem controle, sem precisar que o mundo confirme primeiro aquilo que o coração já sente. Talvez por isso ela tenha dedicado sua trajetória a compreender o encontro entre consciência, emoções, espiritualidade e realidade concreta. Porque, para ela, não existe expansão verdadeira quando usamos a espiritualidade apenas para fugir de nós mesmos. Fé, na sua visão, não é negação da realidade — é uma força interna capaz de reorganizar a maneira como pensamos, sentimos e caminhamos pela vida. Doutora em Psicologia, com foco no fenômeno do spiritual bypassing — o uso inconsciente da espiritualidade para evitar dores e processos internos — ela construiu uma caminhada que une profundidade emocional, sensibilidade e uma rara experiência no universo corporativo. Passou por empresas e consultorias como Unilever, Korn Ferry e Walking the Talk, até perceber que sua missão era justamente integrar mundos que durante muito tempo pareciam separados: alma e estratégia, intuição e ação, espírito e matéria. Hoje, ela conduz pessoas e organizações em processos profundos de alinhamento, expansão e desenvolvimento humano, ajudando pessoas a viverem com mais verdade, consciência, leveza e propósito. E talvez uma das mensagens mais bonitas do seu trabalho seja justamente essa: quando alguém acredita verdadeiramente em si, na vida e no próprio caminho, algo dentro começa silenciosamente a mover montanhas. Neste papo com o podcast "45 do Primeiro Tempo", a terapeuta, consultora organizacional e autora do livro A Voz da Alma contou sua história de vida, trouxe seu olhar para este momento que estamos atravessando como humanidade e foi categórica: “Aquilo que pensamos silenciosamente molda a nossa realidade". Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Gabi Picciotto não tem dúvida em afirmar que existe um poder imenso em acreditar — acreditar de verdade, sem garantias, sem controle, sem precisar que o mundo confirme primeiro aquilo que o coração já sente. Talvez por isso ela tenha dedicado sua trajetória a compreender o encontro entre consciência, emoções, espiritualidade e realidade concreta. Porque, para ela, não existe expansão verdadeira quando usamos a espiritualidade apenas para fugir de nós mesmos. Fé, na sua visão, não é negação da realidade — é uma força interna capaz de reorganizar a maneira como pensamos, sentimos e caminhamos pela vida. Doutora em Psicologia, com foco no fenômeno do spiritual bypassing — o uso inconsciente da espiritualidade para evitar dores e processos internos — ela construiu uma caminhada que une profundidade emocional, sensibilidade e uma rara experiência no universo corporativo. Passou por empresas e consultorias como Unilever, Korn Ferry e Walking the Talk, até perceber que sua missão era justamente integrar mundos que durante muito tempo pareciam separados: alma e estratégia, intuição e ação, espírito e matéria. Hoje, ela conduz pessoas e organizações em processos profundos de alinhamento, expansão e desenvolvimento humano, ajudando pessoas a viverem com mais verdade, consciência, leveza e propósito. E talvez uma das mensagens mais bonitas do seu trabalho seja justamente essa: quando alguém acredita verdadeiramente em si, na vida e no próprio caminho, algo dentro começa silenciosamente a mover montanhas. Neste papo com o podcast "45 do Primeiro Tempo", a terapeuta, consultora organizacional e autora do livro A Voz da Alma contou sua história de vida, trouxe seu olhar para este momento que estamos atravessando como humanidade e foi categórica: “Aquilo que pensamos silenciosamente molda a nossa realidade". Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Cabo Verde realiza eleições legislativas no próximo dia 17 de Maio para eleger os 72 deputados do Parlamento. Esta eleição conta com cinco formações políticas, entre elas o MpD, liderado por Ulisses Correia e Silva, que se candidata pela terceira vez ao cargo de primeiro-ministro. O partido apresenta como prioridades a diversificação da economia, a aposta na transição energética e a continuidade das políticas de desenvolvimento implementadas nos últimos anos. O país alcançou a taxa de desemprego mais baixa de sempre, fixada em 4,9% no segundo semestre de 2025. Ainda assim, os jovens continuam a ser os mais afectados pelo desemprego. O que pretende fazer o MpD nesta legislatura que não foi capaz de fazer nos últimos dez anos? Em primeiro lugar, 4,9% é a taxa de desemprego global geral. Ao nível dos jovens, onde ainda temos uma taxa de desemprego elevada, à volta dos 20%. A população activa aumentou 4,4%, assim como aumentou o número da população empregada. Isso deita por terra a ideia de que aceitar imigração massiva é um elemento que acabou por, quase, “adocicar” a taxa de desemprego. Não é verdade. Em segundo lugar, as pessoas têm a liberdade de procurar o melhor para as suas vidas. Nós não entendemos isto como um drama. É uma fase transitória. Já temos algumas experiências que estão a demonstrar o contrário: alguns jovens, depois de terem ido para Portugal, chegam à conclusão de que têm de ponderar duas vezes. E alguns estão até a regressar. Desde o primeiro mandato, o senhor defende uma economia virada para o crescimento. Nesta eleição, propõe uma diversificação da economia através da economia azul. De que forma pensa fazê-lo? Já está a acontecer. Nós temos hoje uma economia azul a contribuir cada vez mais para o PIB, estando já próxima dos 20%. A nossa perspectiva é que atinja 25% nos próximos tempos, através de uma maior contribuição da indústria pesqueira transformadora e da aquacultura, que já começa a ter uma actividade exportadora. Através do posicionamento de Cabo Verde no negócio de transhipment, com o investimento que está a ser financiado pela Global Gateway da União Europeia no Porto Grande do Mindelo, queremos posicionar-nos no trânsito de contentores e nas pescas, quer industriais, quer artesanais. Temos aqui todo um caminho que conduz e conduzirá ao aumento da contribuição da economia azul no PIB. A economia digital também é fundamental. Há uns anos não se falava disto, falava-se apenas de telecomunicações. Hoje temos dois parques tecnológicos a atrair e reter quadros qualificados, 350 empresas instaladas, algumas delas multinacionais, que já produzem e exportam serviços tecnológicos para a Europa e para os Estados Unidos. É isto que vai fazer a diversificação da economia, para além do turismo, que ainda tem um grande potencial de crescimento e de diferenciação, conforme as ilhas. Apesar dos avanços na saúde, persistem desigualdades entre ilhas. Que soluções preconiza o MpD para garantir um acesso equitativo à saúde? Há partidos na oposição que defendem a gratuitidade dos serviços. Há partidos da oposição que não fazem contas, não fazem a avaliação das consequências das suas medidas. Nós aumentámos a isenção da taxa moderadora de saúde e alargámo-la a uma série de cuidados para pessoas com deficiência, pessoas idosas, crianças até aos cinco anos, mulheres em período de gravidez e pessoas com doenças crónicas. Mas as pessoas que tenham capacidade contributiva devem pagar. Em segundo lugar, a saúde é essencialmente uma área que tem a cobertura da Segurança Social, garantindo que aqueles que trabalham tenham cobertura e assistência médica e medicamentosa através da Segurança Social. Depois, estamos também a introduzir e a impulsionar o seguro privado de saúde, para haver complementaridade e garantir, essencialmente, aquilo que é a cobertura de redes de proximidade dos serviços de saúde, centros de saúde e redução da procura de evacuação externa. Hoje, Cabo Verde já não faz evacuação para Portugal de doentes crónicos porque temos centros de diálise. Essa é uma tendência que queremos depois transportar para o novo Hospital Central de Cabo Verde, que está a ser construído, para podermos também dar resposta a doenças que têm uma grande procura de evacuação externa. Estou a falar da oncologia, cardiologia de intervenção, neurocirurgia e oftalmologia. Por último, queremos um bom serviço de emergência médica pré-hospitalar. Sendo ilhas, não é possível ter hospitais em todas elas. Mas tem de ser possível que qualquer cidadão, onde estiver, possa ter acesso a serviços de cuidados de referência. Se for ao nível da atenção primária, estará mais perto dos centros de saúde; se for ao nível do sector secundário, estará ao nível dos hospitais regionais; e, ao nível terciário, estará no novo hospital que iremos construir, com um nível de qualidade superior. Os transportes continuam a ser um desafio no país. O que falhou nestes últimos dez anos? Porque é tão difícil garantir as ligações aéreas e marítimas entre ilhas? Porque é difícil em qualquer país arquipelágico, sendo ilhas de pequena população e de rendimento médio-baixo. Viabilizar um determinado número de aviões e barcos para pequenas populações, de baixo rendimento e com o mercado fragmentado, significa custos acrescidos, que só são possíveis com subvenções e indemnizações compensatórias por parte do Estado. Aquilo que temos hoje é um sistema de transportes interilhas que, mesmo tendo problemas, não entrou em disrupção. Em segundo lugar, estamos a aumentar aquilo que é necessário aumentar: a oferta. Há mais barcos, temos embarcações em construção de raiz e mais dois barcos que chegarão brevemente ao país, além de um terceiro barco para uma linha dedicada Fogo-Brava, para podermos desencravar esta ilha, porque não tem aeroporto. Na aviação também teremos mais aparelhos, que já estão encomendados, para podermos aumentar a oferta. A regionalização é um tema recorrente no debate político em Cabo Verde. Porque é que o MpD ainda não foi capaz de avançar com este projecto? Porque não depende só do MpD. A regionalização é uma lei que exige uma maioria qualificada de dois terços do Parlamento. O MpD apresentou, em tempos, uma proposta de lei, mas o PAICV não a viabilizou. Perante isso, preferimos seguir um caminho diferente. Aquilo que fizemos foi investir no desenvolvimento de cada uma das ilhas, ter um plano de desenvolvimento regional, trabalhar na coesão territorial e criar todas as condições de base, quer económicas, quer sociais, quer de mobilidade — área em que ainda temos de melhorar — para que, um dia, possamos ter bases muito sólidas para, havendo consenso, entrar no patamar político. Creio que essa é a melhor via, em vez de colocar o político à frente. Numa altura de maior pressão migratória global, que políticas propõe o seu partido para apoiar a diáspora cabo-verdiana no mundo? Temos já um forte pacote implementado. Nós definimos a diáspora como uma das centralidades do país, porque somos mais do que as ilhas e os seus 500 mil habitantes. A nossa política concreta é reforçar aquilo que tem sido um grande sucesso, que são os serviços consulares digitais. Melhorámos significativamente o nível de atracção de investimento por parte da nossa comunidade emigrada, com incentivos no Estatuto do Investidor Emigrante, fiscais e financeiros, e temos como grande prioridade atrair competências e capacidade para o país. Considera que, ao nível do Parlamento, a comunidade está bem representada? Acho que a representação é boa. Nós temos 72 deputados e seis deputados da diáspora, dois por cada círculo. Proporcionalmente, é uma boa percentagem. E não podemos aumentar significativamente essa proporção porque temos também de garantir proporcionalidades internas. Cabo Verde é um país vulnerável às alterações climáticas. Que medidas concretas defende o MpD para lutar contra este flagelo? O partido é muitas vezes acusado de não trabalhar na prevenção. Essa acusação não corresponde à verdade. Nós trabalhamos na prevenção. Temos um programa de adaptação e a nossa contribuição nacional determinada, relativamente às regras internacionais, está definida e está a ser implementada. Temos um forte programa de transição energética para, em 2026, atingirmos mais de 35% de penetração de energias renováveis na produção de electricidade, chegarmos aos 50% em 2030 e a mais de 80% em 2040. Isso significa reduzir a dependência face aos choques energéticos externos, como temos assistido. Estamos também a trabalhar numa forte estratégia de diversificação da água para a agricultura, aumentando a nossa capacidade de dessalinização da água, massificando a reutilização de águas residuais e a rega gota-a-gota. Criámos ainda um Fundo Nacional de Emergência, capitalizado todos os anos através do Orçamento do Estado e de donativos, o que permitiu, por exemplo, accionar rapidamente mecanismos de financiamento e recuperação sem necessidade imediata de recursos externos. Temos de estar cada vez mais preparados para a adaptação e mitigação dos efeitos das alterações climáticas. Perante os conflitos internacionais, como a guerra no Médio Oriente, que posicionamento deve Cabo Verde assumir em termos de política externa? O nosso posicionamento é sempre definido no sentido da defesa dos nossos interesses nacionais. Nós não fazemos o jogo da geopolítica. Os nossos parceiros sabem exactamente quais são os nossos posicionamentos, sabem quem são os nossos parceiros privilegiados e sabem qual é a nossa visão, particularmente na defesa da nossa localização geoestratégica. Num contexto global de pressão sobre a democracia, quais são os principais desafios para Cabo Verde e como enfrentá-los? Continuar a ser uma democracia estável e garantir que sejamos cada vez menos expostos a fenómenos que hoje estão mundializados, como o populismo, o extremismo ou a ideologia da pós-verdade. Lideranças que tendem a conduzir o país para determinado nível de enfraquecimento da democracia podem tornar as coisas complicadas. Como responde às críticas sobre alegadas represálias a municípios que não são da mesma cor política do Governo, ou às críticas feitas à imprensa? Essas críticas não têm razão de ser. É claro que as pessoas são livres de criticar, mas também são livres de ouvir o contraditório.
Você sabia que o animal com o sistema hormonal mais parecido com o da mulher é o elefante fêmea? E que os hormônios não afetam só o corpo — eles mudam quem você acredita que é?Neste episódio falamos de verdade sobre o que acontece com o seu corpo e o seu humor ao longo do ciclo menstrual, da gravidez, do pós-parto e da menopausa. Sem julgamento. Com ciência.O que você vai aprender:→ As 4 fases do ciclo e como cada uma muda sua personalidade, memória e desejo→ Por que o estrogênio afeta a serotonina — e o que isso tem a ver com a pia suja→ O que é matrescence e por que ninguém fala sobre isso→ Como a névoa mental da menopausa tem base neurológica documentada→ Um exercício de 30 dias para mapear seu próprio ritmo emocionalReferências citadas: Journal of Affective Disorders (2023), JAMA Psychiatry (2023), Developmental Cognitive Neuroscience (2022), pesquisadora Lisa Mosconi (The XX Brain).Esse episódio é para você que cansou de se perguntar "o que há de errado comigo?" — e quer começar a perguntar "o que meu corpo está me dizendo?"Compartilhe com uma amiga que precisa ouvir isso.
Neste episódio, Guilherme Goulart e Vinícius Serafim analisam casos reais e tendências que colocam em xeque a segurança digital e física no Brasil. Você vai descobrir como criminosos burlaram um sistema de reconhecimento facial em condomínios de Porto Alegre usando engenharia social, expondo os riscos do teatro da segurança, do solucionismo tecnológico e da hipossuficiência técnica dos consumidores. Em seguida, você vai entender o que está por trás do lançamento do modelo Mitos da Anthropic — classificado como perigoso demais para uso público —, e por que os resultados práticos com o Firefox e o cURL geraram ceticismo no meio da cibersegurança, levantando questões sobre propaganda de IA, governança, regulação e concorrência no mercado de inteligência artificial. Neste episódio, você também acompanha a análise da lei 15.397, que atualizou crimes digitais no Brasil com penas mais severas para furto qualificado digital, cessão de conta laranja e fraude eletrônica — e por que, sem investimento em capacidade investigativa, isso pode ser apenas populismo penal. Além disso, são discutidas duas vulnerabilidades críticas no Linux (CVE Copyfile e Dirty Frag) com exploits já circulando antes da correção, e como a IA pode acabar com o anonimato na internet ao identificar autores por fingerprint de texto com apenas 125 palavras. Os temas de privacidade, proteção de dados, LGPD, segurança ofensiva, pentest e infraestrutura em nuvem permeiam toda a conversa. Assine o Segurança Legal na sua plataforma favorita, siga o perfil nas redes sociais e avalie o podcast para ajudar a ampliar o alcance deste projeto independente de conteúdo sobre segurança da informação. Você também pode apoiar diretamente pelo Apoia.se (apoia.se/segurancalegal) ou simplesmente indicar o podcast para colegas e amigos — cada compartilhamento faz diferença. Entre em contato pelo e-mail podcast@segurancalegal.com ou pelo Mastodon, Instagram, Bluesky, YouTube e TikTok. Esta descrição foi realizada a partir do áudio do podcast com o uso de IA, com revisão humana. Visite nossa campanha de financiamento coletivo e nos apoie! Conheça o Blog da BrownPipe Consultoria e se inscreva no nosso mailing Shownotes Polícia prende suspeitos de invadir e furtar apartamentos de alto padrão em Porto Alegre; grupo usava fraude em reconhecimento facial Polícia desarticula grupo de criminosos que furtava apartamentos de luxo via redes sociais Atualização do Código Penal para alguns crimes digitais Will AI end anonymity? I tested it I can never talk to an AI anonymously again Anthropic's most dangerous AI model just fell into the wrong hands Unauthorized group has gained access to Anthropic's exclusive cyber tool Mythos, report claims It’s a myth that you need Mythos to find bugs: Open source models can do it just as well Filme: Quebra de Sigilo (Sneakers) BC Protege Livro – Sob a sombra da suástica: a França ocupada Filme – Viagem ao mundo dos sonhos Artigo – Em louvor ao Teatro da Segurança Imagem do episódio: The Ancient Days, Willia, Blanke
Abertura dos trabalhos na Amorosidade
Nesta mensagem, o Pr. Rafael Lemos, com o texto em Provérbios, capítulo 23, versículo 7, nos traz uma reflexão sobre como podemos estar vivendo sem perceber.Vivemos em um tempo onde é muito fácil entrar no “piloto automático”: acordar, trabalhar, resolver problemas, repetir hábitos… e, quando percebemos, estamos vivendo sem refletir, sem sentir e, pior, sem vigiar o que está acontecendo dentro de nós.O texto de Provérbios nos confronta com uma verdade profunda: nossa vida exterior é reflexo direto do que cultivamos no interior. Aquilo que pensamos, alimentamos e repetimos em nossa mente molda quem nos tornamos.O problema do piloto automático é que ele não filtra pensamentos. Ele apenas repete padrões.E aí, sem perceber, começamos a carregar:pensamentos negativoscrenças limitantesmedos antigosferidas não tratadasE tudo isso passa a dirigir nossas atitudes.Desligar o piloto automático é uma decisão espiritual.É parar e perguntar: “O que está ocupando a minha mente?”Porque antes de uma queda existir na prática, ela já foi alimentada no pensamento.Antes de uma vitória se manifestar, ela também começou dentro do coração.A Palavra nos ensina que não basta viver — é preciso viver com consciência.Não basta agir — é preciso discernir.Quando você desliga o piloto automático:você passa a vigiar seus pensamentosvocê escolhe o que permanece no seu coraçãovocê deixa de reagir e começa a agir com propósitoE isso muda tudo.Deus não quer apenas transformar suas circunstâncias.Ele quer transformar sua mente, porque é ali que tudo começa.Reflexão final: Se hoje sua vida está desalinhada, talvez não seja apenas o que você está fazendo… mas o que você está pensando continuamente.Desligue o automático.Volte a viver com intenção.E permita que Deus renove sua mente — porque quando a mente muda, a vida muda junto.Se esta mensagem edificou a sua vida, curta e compartilhe com mais pessoas.Deus te abençoe!
"Porque aquilo que TEMIA me sobreveio; e o que RECEAVA me aconteceu. Nunca estive tranquilo, nem sosseguei, nem repousei, mas veio sobre mim a perturbação." Jó 3:25-26"Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém Me ama, guardará a Minha Palavra, e Meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.Quem não Me ama não guarda as Minhas Palavras; ora, a Palavra que ouvistes não é Minha, mas do Pai que Me enviou." João 14:23-24
Entre planos de reconstrução com verbas milionárias, debates sobre transparência política e portas giratórias, e uma esquerda à procura de identidade, Portugal enfrenta vários dilemas em simultâneo. O governo de Montenegro apresentou um ambicioso plano de 22 mil milhões de euros para reconstruir o país após as catástrofes recentes, mas será que tem capacidade para o cumprir? A polémica entre Pedro Delgado Alves e Aguiar-Branco reacendeu o debate sobre conflitos de interesse e a transparência dos políticos. E com Pedro Nuno Santos a pairar sobre o PS, conseguirá a esquerda reorganizar-se e encontrar uma nova força política capaz de desafiar a direita? Ouça a análise de Nuno Ramos de Almeida e Francisco Mendes da Silva no Antes Pelo Contrário em podcast, emitido na SIC Notícias a 28 de abril. Para ver a versão vídeo deste episódio clique aqui * A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa See omnystudio.com/listener for privacy information.
Nesta mensagem, o Pr. Caleb Loureiro, com o texto em Marcos, capítulo 4, versículos 35 ao 41, nos traz uma reflexão sobre confiar em Jesus mesmo em meio a tempestades da vida.No texto acima, vemos Jesus Cristo entrando no barco com os discípulos e dizendo: “Passemos para a outra margem.” Essa palavra, por si só, já carregava uma promessa. Mas, no meio do caminho, uma grande tempestade se levanta. As ondas começam a invadir o barco, e o medo toma conta de todos.Enquanto isso, Jesus está dormindo.Os discípulos, desesperados, acordam o Mestre e dizem: “Não te importa que pereçamos?” E aqui começa uma das maiores lições desse texto.1. A presença de Cristo não impede tempestades. mas garante o destinoEstar com Jesus no barco não significa ausência de problemas. Pelo contrário, muitas vezes é no centro da vontade de Deus que enfrentamos os maiores ventos. Mas há algo poderoso aqui: se Jesus disse “vamos para o outro lado”, então chegar ao outro lado é certo.Cristo não prometeu calmaria o tempo todo, mas prometeu presença. E a presença dEle é suficiente.2. O silêncio de Cristo não significa ausência de cuidadoJesus estava dormindo, e isso incomodou os discípulos. Quantas vezes também sentimos que Deus está em silêncio? Que não está reagindo à nossa dor?Mas o silêncio de Cristo não é descaso — é confiança. Ele sabia que o barco não iria afundar. O problema não era a tempestade fora do barco, mas a falta de fé dentro dele.3. Cristo tem autoridade sobre aquilo que te ameaçaQuando Jesus se levanta, Ele não discute com o vento — Ele ordena: “Cala-te, aquieta-te!” E imediatamente tudo se acalma.Aquilo que para os discípulos era incontrolável, para Jesus era apenas uma palavra. Isso revela que não existe caos que Cristo não possa silenciar.4. O maior confronto não foi com o vento, mas com a féDepois de acalmar a tempestade, Jesus faz uma pergunta: “Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé?”Ou seja, o foco não era o vento, mas o coração deles. A maior crise não estava ao redor, mas dentro.Conclusão: O texto termina com os discípulos dizendo: “Quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?”A resposta ecoa até hoje: Ele é suficiente.Suficiente no dia de paz.Suficiente no meio do caos.Suficiente quando tudo parece fora de controle.Se Cristo está no seu barco você pode até enfrentar tempestades — mas não será destruído por elas.Se esta mensagem edificou a sua vida, curta e compartilhe com mais pessoas.Deus te abençoe!
Fábio Rosa, investigador português de 32 anos, acaba de ser distinguido, neste mês de Abril, com o Prémio de Inovação e Ciência 2026, atribuído pelo Instituto de Bioinovação da Dinamarca. O reconhecimento surge na sequência de uma investigação pioneira que poderá transformar o futuro do combate ao cancro. A investigação deste jovem cientista, natural de Aveiro, já considerado uma das mentes mais promissoras da sua geração, desafia abordagens convencionais e pretende transformar os próprios tumores em vacinas capazes de estimular o sistema imunitário a combater a doença de forma mais eficaz. RFI: Em que consiste a sua investigação? Fábio Rosa: A base da minha investigação foi desenvolver um método que permite converter qualquer célula do organismo, como células da pele ou células dos tumores, em células muito específicas do sistema imunitário, chamadas células dendríticas, que são os soldados do sistema imunitário. São basicamente capazes de identificar as células do cancro e induzir uma resposta imune contra o próprio cancro. Este método foi identificado originalmente na Universidade de Coimbra, quando eu estava a fazer o meu mestrado e doutoramento. O que é que fazemos concretamente? Nós identificámos um conjunto de três proteínas que são entregues directamente nas células do cancro, e estas três proteínas modelam a expressão dos genes e convertem a célula do cancro numa célula do sistema imunitário, que depois é capaz de induzir uma resposta imune contra ela própria. RFI: E em que é que esta abordagem, no fundo, é diferente de outras abordagens que já existem na luta contra o cancro? Fábio Rosa: A maior parte das abordagens na luta contra o cancro são focadas em destruir as células do próprio cancro, ou seja, o objectivo é induzir uma resposta imunitária directamente contra o cancro. Mas o cancro desenvolve mecanismos que faz com que ele fique invisível para a detecção do sistema imunitário e, consequentemente, não pode ser destruído. O que é que nós fazemos? Em vez de destruir directamente as células do cancro, nós convertemo-las em células do sistema imunitário, ou seja, com este método, forçamos as células do cancro a induzir uma resposta contra ele próprio. E, assim, tornamos o cancro visível de novo para o sistema imunitário. Isto faz com que, em vez de induzir à destruição das células do cancro directamente com o nosso tratamento, basicamente fazemos o cancro mais visível para o nosso próprio sistema imunitário, de forma a que ele consiga detectar e destruir. RFI: E esta terapia poderá substituir de alguma forma os actuais tratamentos de quimioterapia e radioterapia que já existem? O que é que está em cima da mesa em concreto? Fábio Rosa: Definitivamente. Os tratamentos mais comuns, como a radioterapia ou a quimioterapia, definitivamente poderão ser substituídos. O objectivo, no entanto, e é onde a área de investigação de novas terapias para o cancro está a emergir, é que a cura que todos estamos à procura vai muito provavelmente depender da combinação racional de diferentes tratamentos, que basicamente fazem o targeting de diferentes componentes do sistema imunitário. Ou seja, quanto a esta terapia, inicialmente vamos testá-la sozinha, sem ser em combinação com outros tratamentos. Mas, no futuro, pretendemos combiná-la com outras terapias e, consequentemente, aumentar o número de doentes que podem beneficiar deste tipo de terapias, que usam o próprio sistema imunitário para induzir uma resposta anti-cancerígena. RFI: O Fábio é um estudioso nesta área do cancro. O que é que ainda não sabemos sobre o cancro e que mais o intriga? É o facto de existirem diferentes tipos de cancro? De cada cancro ter, no fundo, um comportamento distinto? O que é que mais o intriga nesta doença? Fábio Rosa: O que mais me intriga nesta doença é que o cancro é muito complexo e heterogéneo, ou seja, quanto mais sabemos sobre o cancro e sobre o processo oncológico, sobre o processo do desenvolvimento de cancro, mais perguntas temos. Estas perguntas ajudam-nos a tentar perceber melhor, perceber os mecanismos e desenvolver novas terapias que realmente podem fazer a diferença. RFI: O Fábio é uma das vozes mais promissoras na sua idade, em Portugal, no que diz respeito ao estudo contra o cancro. Este ano recebeu o Prémio de Inovação e Ciência. Como é que se sente com este reconhecimento? Fábio Rosa: É um reconhecimento que, na verdade, é um prémio pessoal, mas que no final reflecte o trabalho conjunto de muitas pessoas. Eu, os meus colegas do laboratório, e todas as pessoas que directamente ou indirectamente têm trabalhado na tecnologia que nós estamos actualmente a desenvolver. É o início. Existem muitas coisas que ainda temos de fazer. Estamos a desenvolver esta terapia, na Asgard Therapeutics, a empresa que eu co-fundei na Suécia, juntamente com Cristiana Pires e Filipe Pereira. Para o ano vamos entrar na clínica. Este é o primeiro passo para fazer com que realmente o que temos estado a trabalhar nos últimos dez anos consiga beneficiar os doentes. Daqui para a frente é continuar a trabalhar com o foco de ajudar o maior número de doentes possível com a doença oncológica. RFI: Fábio, a última pergunta que lhe faço é o que é que o motivou a estudar o cancro e a imunologia? Fábio Rosa: O que me motivou a estudar o cancro é o facto de ser uma doença tão misteriosa. Ainda é incerto como é que aparece, como é que se desenvolve e como é que progride. É uma doença que, até este ponto, ainda não tem tratamento. Ou seja, o conjunto de perguntas que eu tinha sobre o que é que faz uma célula tornar-se numa célula cancerígena e porque é que o sistema imunitário não as consegue identificar e não as consegue eliminar, como seria de esperar, de acordo com a Biologia, de acordo com o que aprendemos nas aulas na Universidade... Portanto, toda essa complexidade foi uma motivação da minha parte para tentar perceber quais é que são os processos responsáveis por estes factos. E, no final de tudo, tentar arranjar maneiras de usar o conhecimento que nós desenvolvemos ao responder a estas perguntas, para desenvolver novas terapias que são mais inteligentes. Ou seja, que nos permitem, por exemplo, fazer as células do cancro mais facilmente detectadas pelo sistema imunitário e que sejam destruídas, de forma a conseguirmos, por um lado, aumentar a qualidade de vida dos doentes com cancro. Por outro lado, o objectivo de todos os cientistas que estão a trabalhar nesta área é desenvolver o que chamamos a cura. Aquilo que pretendemos é que quando um doente é diagnosticado com cancro, possa, de uma maneira rápida e eficaz, ser tratado com uma terapia que seja eficaz e que resulte na remissão completa desta doença oncológica.
No episódio desta semana do Relatos do Além com Cris Zoucas, ouvimos histórias reais sobrenaturais perturbadoras.Tamires relata uma processão das almas, risadas misteriosas e pedras sendo lançadas sem explicação, além da visão de um possível protetor espiritual. Já Gilvana conta um caso intenso de paralisia do sono, com sensação de ataque e presença desconhecida.E ainda temos um terceiro relato exclusivo para apoiadores.
Relato paranormal real apresentado por Cristiano Zoucas no podcast Relatos do Além. Neste episódio, dois casos perturbadores enviados por ouvintes envolvendo sonhos estranhos, visões assustadoras e experiências sobrenaturais que parecem atravessar o limite entre internet, sonho e realidade.No primeiro relato, uma ouvinte conta que viu na internet um vídeo de uma criatura grotesca, algo entre sereia e animal, um tipo de criptídeo impossível de esquecer. Depois disso, algo estranho começou a acontecer com ela e sua família: episódios de paralisia do sono e a sensação de que aquela mesma criatura aparecia no quarto durante a madrugada, subindo lentamente pela cama enquanto ela tentava acordar.No segundo caso, outra ouvinte relata sonhos recorrentes com uma figura estranha parecida com um lutador de sumô. Durante anos ela associou essa presença ao coelhinho de pelúcia que ficava em seu quarto. Mas tudo mudou quando, andando pela Avenida Paulista, ela entrou em um túnel e viu um grafite perturbador: a mesma figura dos seus sonhos, um homem enorme sentado na cama comendo carne. Um caso paranormal brasileiro que parece uma verdadeira história de fantasma real.Neste episódio do Relatos do Além, Cristiano Zoucas apresenta dois relatos assombrados que levantam uma pergunta inquietante: certas imagens podem abrir portas para algo que não conseguimos explicar? Talvez, depois de ouvir essas histórias, você também comece a questionar até onde vai o limite entre sonho, memória e uma possível experiência sobrenatural.
Neste programa Semana em África, voltamos aos temas que marcaram os nossos noticiários. O destaque vai para os receios manifestados em torno das consequências da guerra no Médio Oriente sobre as economias africanas. A guerra no Médio Oriente está a preocupar também os países africanos. Em Cabo Verde, o Presidente José Maria Neves apelou ao bom senso e ao diálogo entre os países envolvidos, defendendo uma solução pacífica para a crise. “Na verdade, as guerras nunca resolvem os problemas. Destroem, criam problemas humanitários, criam também ressentimentos e geram mais violência. Nós sempre temos apelado ao respeito pela soberania dos países, ao respeito pelo direito internacional e para o diálogo e a solução negociada dos conflitos. E, na linha da nossa Constituição da República, são esses os princípios que nós defendemos. Independentemente dos países ou dos protagonistas, são esses os elementos que Cabo Verde defende na arena internacional. Resta-nos apelar ao bom senso, ao diálogo e à solução negociada deste conflito”, afirmou o chefe de Estado cabo-verdiano. Em termos económicos, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, admitiu que a subida de mais de 10 pontos percentuais no preço do petróleo na última semana vai ter implicações directas na economia do arquipélago. “Ninguém está preparado para situações imprevisíveis. Temos de nos preparar em todo o mundo. Os Estados Unidos, a França, a Alemanha e também Cabo Verde têm de se preparar. Estamos perante um novo contexto e todos nós temos de nos adaptar a esta realidade, que terá implicações a nível económico. Com o aumento do preço do petróleo, que subiu mais de 10 pontos percentuais, apenas na última semana, haverá impactos directos na economia cabo-verdiana", declarou Olavo Correia. Já Angola pode estar entre as economias mais beneficiadas em África devido à guerra dos EUA e Israel contra o Irão, devido à subida dos preços do petróleo e melhores condições financeiras da dívida. A informação foi adiantada à Lusa pela analista da Bloomberg Economics Yvonne Mhango, que disse que Angola, Nigéria e Gana podem tirar benefícios da subida do preço do petróleo, enquanto a República Democrática do Congo, a África do Sul e o Quénia poderão estar entre os mais afectados. Mas de um modo geral, a analista adverte que "para a maioria das economias africanas, preços mais altos do petróleo significam moedas mais fracas e renovada pressão sobre a inflação, o que poderia colocar novamente em discussão uma subida nas taxas de juro". Ainda em Angola, o porta-voz da CEAST - a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé - Belmiro Chissengueti, alertou para os efeitos do “fim do multilateralismo”. “Nós estamos numa realidade e num panorama mundial em que os organismos multilaterais parecem que hoje estão bastantes fragilizados, há anos quando falávamos das Nações Unidas pelo menos eram ouvidas, mas hoje sentimos praticamente os efeitos do fim do multilateralismo, daí a opção de uma única potência mundial ditar as regras”, declarou nesta segunda-feira em Luanda o porta-voz da CEAST, Belmiro Chissengueti durante a conferência de imprensa de balanço da I Assembleia Plenária da CEAST. Na Guiné-Bissau, o primeiro-ministro do Governo de transição, Ilídio Vieira Té, afirmou, esta semana, que o país está preocupado com as consequências da guerra no Médio Oriente e que está a tomar medidas preventivas sobre o aumento do petróleo. Ainda em Cabo Verde, um alerta do FMI para os efeitos na Segurança Social do declínio populacional levou o governo a ponderar aumentar a idade de reforma. O Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, falou dessa possibilidade e em um estudo em curso. "Este estudo está em curso, um estudo que tem de ter uma boa base de sustentabilidade porque aqui temos de garantir não só aquilo que pode ser qualquer mexida no sistema de reforma, pois temos de ter em conta também as contribuições, particularmente num país que está a mudar a sua pirâmide de idade", começou por dizer o governante. "Hoje temos mais velhos, temos maior esperança de vida, as pessoas vivem mais. A viverem mais, consomem mais da Segurança Social, através da assistência médica, medicamentos e tem uma pressão maior para a Segurança Social", explicou o chefe do governo de Cabo Verde. "Por outro lado, há uma tendência de redução do número de contribuintes. Aquilo que está a acontecer na Europa vai acontecer aqui, em Cabo Verde, num período de aproximadamente uns vinte anos. Muito trabalho já foi feito, tem de ser depois aprovado em sede do Conselho de Concertação Social", rematou. Em Moçambique, a presidente do Instituto Nacional de Gestão de Risco de Desastres, Luísa Meque, indicou estar atenta aos alegados casos de desvios de donativos para as vítimas das cheias e inundações. “Nós, como instituição, a nossa maior preocupação é que todos os bens que são levados para os centros de acomodação sejam entregues aos beneficiários, que são, de facto, as pessoas que têm de receber os bens. Agora, temos que trabalhar com todos aqueles que estão lá, que estão com comportamentos que não são abonatórios, para o sucesso do nosso trabalho”, vincou Luísa Meque. Ainda em Moçambique, arrancaram esta semana as aulas para este ano lectivo, depois de cheias e inundações terem afectado mais de 400 infra-estruturas escolares. Sete escolas continuam a ser utilizadas como centros de acolhimento para as vítimas das intempéries e 15 permanecem sitiadas. O Presidente Daniel Chapo defendeu o investimento na educação. “Investir na educação não é uma despesa, pelo contrário: é uma estratégia e uma opção política do Estado no investimento no futuro”, afirmou Daniel Chapo. Daniel Chapo sublinhou que a actual geração tem a missão de conquistar a independência económica: “Essa conquista começa aqui, na escola, na educação. Não haverá industrialização robusta sem um ensino secundário forte, não haverá economia digital sem ciência nas salas de aula e não haverá soberania plena sem construirmos, e continuarmos a construir, este futuro”, disse. Em São Tomé e Príncipe, decorreu esta semana o Forum de Soluções e Investimento dos Pequenos Estados Insulares Africanos em Desenvolvimento. Na abertura do evento, o chefe do governo são-tomense disse que “este fórum representa um passo estratégico, decisivo na conjugação de esforços para acelerar a transformação dos sistemas agrícolas e alimentares com vista a erradicação da pobreza, eliminação da fome, combate à má nutrição e a redução da desigualdade” nos pequenos países insulares do continente. Américo Ramos reconheceu que o tempo exige celeridade nas acções de luta contra a insegurança alimentar: "Constatamos com preocupação que precisamos acelerar o ritmo das nossas acções, para corresponder às expectativas dos nossos concidadãos, sobretudo os mais vulneráveis no que respeita ao direito de acesso à alimentação adequada.”
TEMPO DE REFLETIR 01679 – 18 de fevereiro de 2026 Marcos 1:18 – Então, eles deixaram imediatamente as redes e O seguiram. Há dias em que, encontrando-nos em uma encruzilhada, tomamos um rumo que muda para sempre o nosso destino. Pedro teve um dia assim. Ele e seus companheiros terminaram uma noite de pescaria fracassada. Cansados e desanimados, puxaram o barco até a praia. Ali, em silêncio, lavaram as redes. O que há para contar, depois de uma noite sem pegar nenhum peixe? Jesus pediu para usar o barco de Pedro como plataforma de pregação. Então sentou-Se e passou a ensinar. Ao concluir Seu discurso, incentivou Pedro a ir até águas mais profundas e ali lançar as redes outra vez. Relutando no início, Pedro finalmente concordou: “Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a Tua palavra lançarei as redes” (Lc 5:5). As redes imediatamente encheram-se com uma imensa quantidade de peixes. Pedro ficou atônito. Aquilo era mais do que boa sorte. Sentiu que estava na presença de um Ser divino, a quem a natureza obedecia. E reconheceu sua indignidade, ajoelhando-se aos pés de Jesus e dizendo: “Senhor, retira-Te de mim, porque sou pecador” (Lc 5:8). Mas Jesus não Se afastou. Pedro sentiu a própria fraqueza. Jesus viu nele um enorme potencial. Viu um futuro poderoso pregador de Sua graça. “Não temas”, disse Jesus, “doravante serás pescador de homens” (Lc 5:10). Pedro deixou tudo e O seguiu. Ainda que aos tropeços e expondo fraquezas, chegou a ser o líder de uma revolução religiosa. No dia de Pentecostes, pregando cheio do Espírito Santo, levou ao batismo mais de três mil pessoas. Ao lado de Paulo, foi um dos apóstolos mais influentes na igreja primitiva. Depois daquela noite no mar da Galileia, ele jamais foi o mesmo. Jesus também nos olha, hoje, e vê além das nossas debilidades. Vê o que podemos ser pela operação do Seu Espírito. Lembre-se: “Não há limites à utilidade de uma pessoa que, pondo de parte o próprio eu, oferece margem à operação do Espírito Santo na alma, e vive uma vida de inteira consagração a Deus” (O Desejado de Todas as Nações, págs. 250 e 251). Reflita sobre isso no dia de hoje e ore comigo agora: Obrigado, Pai, porque à semelhança de Pedro, Tu podes nos transformar e fazer a mudança que precisamos que ocorra em nossa vida. Faça isso, por favor! Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as mensagens diárias do Tempo de Refletir: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99893-2056 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: WHATSAPP CHANNEL Amilton Menezes . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes
"Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu.E, sendo Ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que Lhe obedecem…" Hebreus 5:8-9MUTIRÃO DA FÉ PELO BRASIL:"E se o Meu povo, que se chama pelo Meu Nome, se humilhar, e orar, e buscar a Minha Face e se converter dos seus maus caminhos, então Eu ouvirei dos Céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra." II Crônicas 7:14
Aquilo que enxergamos no outro pode ser um espelho daquilo que ainda precisamos harmonizar dentro de nós. Neste episódio do SNICAST, o Preletor em Grau Sênior Hélio Giovani Tavares de Melo aprofunda esse tema à luz dos ensinamentos da SEICHO-NO-IE DO BRASIL, convidando à autorreflexão, ao autoconhecimento e à prática do amor ao próximo.Uma mensagem que nos leva a compreender que, ao corrigirmos nossa própria consciência, transformamos também a forma como percebemos o mundo ao nosso redor. Um episódio esclarecedor para quem busca evolução espiritual, harmonia nos relacionamentos e uma visão mais elevada da Vida Verdadeira.| Os livros-textos deste episódio são: A prosperidade está na mente / Minhas Orações; Para adquirir e estudar ainda mais, acesse: https://snibr.org/livrariapod;| Torne-se você também um Mantenedor das Mídias da Seicho-No-Ie! Saiba como acessando: https://rebrand.ly/mantenedor;| Para encontrar a Associação Local mais próxima de você, acesse: https://rebrand.ly/onde_encontrar;| Quer começar a praticar a Meditação Shinsokan, mas não sabe como? Conheça a Meditação Shinsokan guiada: https://rebrand.ly/shinsokan_7min;| Acompanhe também as nossas redes sociais para mais conteúdos e novidades: https://rebrand.ly/FaceSNI (Facebook) e https://rebrand.ly/instaSNI (Instagram)
Contribuindo com Generosidade: O materialismo se relaciona com os compromissos do nosso coração e com a nossa fidelidade. O que direciona as nossas ações no dia a dia? Podemos confessar uma fé cristã com palavras, mas nossas atitudes muitas vezes revelam que não estamos firmados nas coisas da eternidade e na vida com Cristo. Assim como no Éden o homem trocou a perfeita comunhão com Deus para satisfazer um desejo palpável, nós fazemos essa mesma troca com facilidade. A doutrina modela a prática. Aquilo que confessamos com nossos lábios molda a nossa prática de vida e evidencia o que de fato cremos. Somos cegos pela nossa própria idolatria, e apenas a Palavra de Deus pode revelá-la. A lei do Senhor é um espelho por meio do qual vemos que somos completamente incapazes de caminhar sem Cristo. #FAMÍLIADOSQUECREEM #SÉRIEOEVANGELHONAVIDA Visite nosso site: http://familiadosquecreem.com Compre nossos livros e produtos: http://familiadosquecreem.com/loja Contribua financeiramente: http://familiadosquecreem.com.br/contribuir Ouça nossas músicas: https://open.spotify.com/artist/6aPdiaGuHcyDVGzvZV4LHy Siga-nos no Instagram: http://instagram.com/familiadosquecreem Curta-nos no Facebook: http://facebook.com/familiadosquecreem Siga-nos no Twitter: http://twitter.com/familiadqc
Bolachas, ataques de riso, colonoscopias e festa no Dejajero.
Canciones de Chico Buarque en español y de Joan Manuel Serrat en portugués. El grupo instrumental brasileño Aquilo del Nisso toca, al inicio y al final, dos composiciones de Chico 'Deixe a menina' y 'Samba e amor'. Chico canta 'Pequeña serenata diurna', de Silvio Rodríguez, y algunas de sus canciones: 'Mar y luna', 'Cotidiano', 'Acalanto', 'Mambembe' y 'Construcción'. El uruguayo Daniel Viglietti también grabó 'Construcción' y 'Dios le pague', adaptaciones al español de dos clásicos del brasileño. Y Joan Manuel Serrat, en su disco en portugués 'Sinceramente teu', con 'Sinceramente tuyo' -dúo con Bethânia-, 'No hago otra cosa que pensar en ti' -con Gal Costa-, 'Cada loco con su tema' -con Caetano Veloso- y 'De vez en cuando la vida' que canta en portugués.Escuchar audio
"O qual, nos dias da Sua Carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas AO QUE O podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia. Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu." Hebreus 5:7-8"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?" Jeremias 17:9…Vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos Céus, SANTIFICADO seja o Teu Nome; Venha o Teu Reino, SEJA FEITA A TUA VONTADE, assim na Terra como no Céu; Mateus 6:9-10
O Brasil, que já foi o país do futebol, hoje é o país dos influenciadores. Alguns se chamam até de Coach, ainda que não tenham nenhum tipo de curso ou certificação para isso. Ainda assim, é verdade que eles podem mesmo influenciar o consumo e até o comportamento das pessoas. No Método Exposto vamos examinar, questionar e refletir sobre ideias muito difundidas por eles sobre desenvolvimento profissional, pessoal e financeiro. Conceitos aparentemente simples, que supostamente servem pra todo mundo, mas que podem não funcionar pra você. E o pior… podem até te prejudicar. Episódio 9: Por que fazer aquilo que não te deixa rico? Assine Audible grátis por 30 dias e ouça a segunda temporada do Método Exposto: https://www.audible.com.br/pd/Metodo-Exposto-Audiolivro/B0DCD2KG4S -- Este é um Original Audible.Produzido por: Audible Originals e B9 Escrito por: Bruno Bloch, Alexandre Potascheff e Alberto "Startup da Real" Brandão.No elenco:Jorge Lucas e Adassa MartinsAndre DaleAndre PellegrinoAdriano MartinsÉrida Castello BrancoMaíra Sá RibeiroProdução Executiva e Desenvolvimento Criativo Original Audible:Leo Neumann e Luiza MiguezProdução Executiva B9:Carlos Merigo Dirigido por: Alexandre PotascheffGravado por: Megaphone Studio Edição de Voz, Efeitos sonoros, Sound design, Edição, Mixagem e Masterização: Gabriel Pimentel Identidade Visual:Johnny Brito Time de Conteúdo Audible Brasil: Gerente sênior - Leo NeumannGerente - Luiza Miguez Desenvolvimento e Aquisição - Claudia EstevesAquisição - Camila LemeCoordenação - Giovana GarcezProdução - Fernando Schaer e Tim WarnerEstagiária de conteúdo - Ingrid Felix Líder de conteúdo LATAM: Paulo Lemgruber Gerente-geral Brasil: Adriana Alcântara Líder de Produção Audible Studios: Mike CharzukLíder global de marca e conteúdo: Susan Jurevics Consultoria de desenvolvimento de conteúdo: Isadora Dias Vieira Consultoria de finalização: Marianna Romano Copyright 2023 por Audible Originals