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Em Agosto de 1976, em exclusivo no Capitólio, em Lisboa, foi possível ver legalmente, pela primeira em Portugal, um filme pornográfico (Garganta Funda) numa sala de cinema, já depois de, no ano anterior, ter começado uma intensa discussão política e social com a chegada de filmes como Emanuelle e O Último Tango em Paris. Recuamos 50 anos anos, para lhe contar, com a ajuda de Luís de Freitas Branco, como os filmes eróticos e pornográficos chegaram a Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Foi há cinco anos, a 15 de Agosto de 2021, que os talibãs voltaram ao poder no Afeganistão. Os direitos das mulheres foram completamente suprimidos, mas há quem continue a resistir, como médicas e enfermeiras que trabalham na sombra, às escondidas, e que foram retratadas pela jornalista Mélanie Nunes no documentário “Afghanistan - Les soignantes de l'ombre". Neste programa, falámos com a repórter. Os talibãs e os seus apoiantes celebram, este sábado, o quinto aniversário do seu regresso ao poder no Afeganistão, onde a população, particularmente as mulheres, é sujeita a "restrições sufocantes", diz a própria ONU. A 15 de Agosto de 2021, os talibãs entraram em Cabul sem resistência, vinte anos depois de terem sido expulsos pelos norte-americanos. Milhares de afegãos tentaram desesperadamente fugir pelo aeroporto da capital, chegando mesmo a agarrar-se aos aviões durante a descolagem. A 30 de Agosto de 2021, o último soldado norte-americano deixou o Afeganistão, pondo fim à mais longa intervenção militar dos Estados Unidos, iniciada em resposta aos ataques de 11 de Setembro de 2001. Hoje, quase 14 milhões de afegãos enfrentam fome aguda, segundo a ONU. O Afeganistão tornou-se também "uma prisão para a informação", denunciou a organização Repórteres Sem Fronteiras. Neste cenário, são as raparigas e as mulheres que sofrem as piores restrições. O Afeganistão é o único país do mundo que as proíbe formalmente de frequentar o ensino secundário ou superior, de acordo com a UNESCO e a UNICEF. Ainda antes da chegada dos talibãs, apenas 15% das mulheres tinham acesso ao ensino secundário e, em Março de 2022, o acesso à educação foi limitado a meninas com menos de 12 anos. Em Maio do mesmo ano, o véu integral tornou-se obrigatório nos espaços públicos e, em Novembro, as mulheres foram proibidas de frequentar parques, jardins públicos, ginásios e casas de banho públicas. Em Abril de 2023, as mulheres foram excluídas de organizações internacionais que operavam no Afeganistão, independentemente da sua nacionalidade. Seguiu-se, em Julho de 2023, o encerramento dos salões de beleza, os últimos refúgios sociais para mulheres. Em Agosto de 2024, uma lei "para a prevenção do vício e a promoção da virtude" proibiu as mulheres de cantar, recitar poesia e ler textos em público. Em Março de 2025, a ONU contabilizou 126 decretos dirigidos especificamente às mulheres e concluiu que existia um “apartheid de género” no Afeganistão. Perante este desaparecimento forçado da mulheres das instituições públicas, das escolas e dos locais de trabalho, ainda há quem resista e lute. A jornalista Mélanie Nunes foi à procura delas e deu-lhes voz no documentário "Afghanistan-Les soignantes de l'ombre" ["Afeganistão: as cuidadoras da sombra"], realizado para o canal televisivo franco-alemão Arte e que pode também ser visto online. Mélanie Nunes já tinha estado no Afeganistão há oito anos e, em Maio, regressou a Cabul para falar com as mulheres que tinha conhecido em 2018. Entre elas, médicas, parteiras, enfermeiras e psicólogas que continuam a exercer apesar das proibições, restrições e medo. Eis a última geração de mulheres a trabalhar na saúde no Afeganistão. No futuro, quem vai cuidar das afegãs num país em que as mulheres só podem ser consultadas por mulheres? Oiça a conversa com Mélanie Nunes neste programa. “Cada dia é uma resistência” para as profissionais de saúde no Afeganistão RFI: Como é que nos poderia apresentar o documentário? Mélanie Nunes, Jornalista e autora de "Afghanistan-Les soignantes de l'ombre": “O tema é sobre mulheres que cuidam de outras mulheres no Afeganistão, em Cabul. Eu fui lá no mês de Maio para poder encontrar estas mulheres que trabalham com muita resistência para continuarem a cuidar das mulheres no Afeganistão - porque só as mulheres podem cuidar das mulheres no Afeganistão, é uma regra dos talibãs. Era muito importante, para mim, ver também este vínculo entre o mundo exterior, entre as mulheres e estas médicas.” Como é que são as condições destas mulheres? Elas ainda podem exercer medicina? “Elas podem exercer, mas é muito complicado. Depende das províncias, porque há províncias onde não é possível fazer o seu trabalho. Em Cabul é possível, mas com muitas regras. Elas não podem ir e vir como elas querem, têm que tomar, por exemplo, um autocarro privado para ir ao hospital. Às vezes, há controlos dos talibãs e pode ser muito perigoso ir trabalhar. Cada dia é uma resistência, uma coragem para ir até aos hospitais.” Desde que os talibãs chegaram ao poder, há precisamente cinco anos, as raparigas deixaram de poder ir à escola, nomeadamente aquelas que estavam quase a acabar a medicina. De repente, elas não puderam acabar o curso? “Sim, é exactamente isso porque há várias mulheres que tentaram fazer o curso de medicina e, no fim, não foi possível acabar. Hoje em dia não é possível para as estudantes fazerem o curso de medicina. Elas não podem fazer o seu trabalho, ter o diploma. Então, hoje em dia elas não podem trabalhar e a única forma para elas continuarem é tentar ter cursos de maneira informal.” Informal ou clandestina? “É, clandestina, ou seja, outra médica faz o curso para as estudantes que não têm o diploma.” E se elas forem apanhadas, arriscam o quê? “Em vários sítios no Afeganistão há regras, mas há muitas coisas que passam por cima da regra. Os talibãs têm a obrigação de trabalhar e cuidar das mulheres para elas terem meninos, mas não deixam as mulheres irem à escola. É uma contradição, mas também há uma tolerância, mais ou menos, para as mulheres que tentam aprender assim de maneira muito informal. Mas elas não vão ter um diploma, no final. Elas são benévolas, na verdade.” Se as mulheres que estudam medicina ou que trabalham no sector da saúde, em geral, não podem continuar os estudos, quem é que vai tomar conta das mulheres grávidas? Estamos a condenar as futuras gerações de afegãs e afegãos? “Sim, exactamente. É essa a questão. Não há possibilidades para elas, não sabemos quem vai cuidar dessas mulheres. É a contradição dos talibãs. Não há lá ninguém para cuidar dessas mulheres. Há muitas mulheres que, hoje em dia, morrem nos partos. Quando elas têm meninos e quando correm para a maternidade, se as mulheres desaparecem, não há lá ninguém para cuidar delas. Há quase 3.000 centros de saúde que fecharam. Estas mulheres não têm médicos, não têm outra opção.” E têm os bebés em casa? “Sim, exacto, e há mais riscos. As mulheres podem morrer e morrem.” E os bebés também... “Exacto, exacto. Há muitos riscos. O Afeganistão é um dos países onde as mulheres mais morrem quando têm bebés.” As mulheres que conheceu, com quem conviveu enquanto fez o documentário, como é que elas estão psicologicamente? “Há muita tristeza. Cada uma tem um problema psicológico porque elas estão numa espécie de prisão, elas não podem sair dali. Então, não há mais opção ou possibilidades para elas ficarem numa melhor saúde mental. Há outras mulheres que tentam ajudá-las, mas é muito complicado. Eu vi muitas mulheres que queriam só desaparecer. Foi muito triste ver isso e ver a brutalidade do regime.” Mesmo assim, elas tiveram a coragem de serem filmadas e de mostrarem o rosto. “Sim, porque, para elas, era muito importante que uma televisão francesa, da Europa, pudesse fazer esta reportagem para falar da condição das mulheres, para ter uma mensagem muito forte para o mundo inteiro, para dizer que as mulheres afegãs têm que estar nos meios de comunicação, na televisão, na rádio. Têm que ter voz porque no seu próprio país não há mais opção para elas, não há uma possibilidade de terem uma vida melhor. Então, a única coisa que elas podem fazer é falar. Falar para o mundo inteiro.” E arriscam-se a represálias pelo facto de estarem a falar sobre isso, não é? “Sim, claro. O risco é muito grande. Elas podem ficar em prisão durante muito tempo por falar porque é quase… não é proibido, mas pode ser. Então, foi muito importante, para mim, falar com elas das condições da reportagem, das entrevistas, para que elas soubessem o risco que havia.” A dada altura, no documentário alguém diz: “Somos como velas quase consumidas, só resta uma pequena chama, somos a parte da vela que ainda arde, mas quanto tempo ainda?” “Exacto. Acho que também é uma forma de resistência, elas sabem que isto não pode continuar muito mais tempo e as mulheres que trabalham hoje em dia podem ser a últimas. O futuro no Afeganistão é muito negro, não há mais opção para elas, não há mais luz.” Mesmo assim elas continuam a resistir. “Exacto e é muito importante falar das suas condições de vida, de trabalho, para que as pessoas no mundo inteiro saibam o que é que passa no Afeganistão. Também para que os políticos possam fazer alguma coisa por elas e elas tenham um país de acolhimento, como a França, por exemplo.”
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Esta segunda-feira (10) é o último dia para quem caiu na malha fina corrigir as informações do imposto de renda e reenviar a declaração à Receita Federal. Os contribuintes que caíram na malha fina devem consultar a situação da declaração no site da Receita Federal. Se houver erro ou omissão nos dados informados, o contribuinte pode enviar uma declaração retificadora para corrigir as informações. E ainda: São Paulo entra em estado de atenção por causa do frio.
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NESTA EDIÇÃO. Mercado brasileiro de combustíveis entra em agosto sem riscos de suprimento, indica ANP; Ministro da Defesa sai em defesa do E32 no TCU; Petrobras estima redução de 0,9% no preço do gás natural com novo mecanismo de pisos e tetos; Minerais críticos podem reforçar o PIB em R$ 192,1 bilhões, diz Amcham; ***Locução gerada por IA
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Os consumidores continuarão pagando um adicional de R$ 1,88 a cada 100 kWh.
Depois de três semanas de silêncio, o ministro da Administração Interna quis apresentar-se no papel de “um português com’ós outros”: para quê papelada quando tudo pode ser resolvido com um jeitinho. A deslocalização dos bidões até foi um favor que nos fizeram; com o empresário amigo poupou-se imenso dinheiro ao Estado. Os holofotes sobre o ministro Neves aliviaram as luzes de polémica que quase encandearam o ministro Fernando. Está tudo resolvido, tem ele dito repetidamente. Só que não. O próximo ano lectivo afinal já não começa na data marcada. Mas nem só de trapalhadas no governo vive a actualidade. Ventura queixa-se de ter sido assaltado. Deixou a porta do gabinete aberta e larápios muito desarrumados terão, segundo ele, roubado documentos muito comprometedores para o ministro da Administração Interna. A Judiciária está a investigar, por isso, por agora, nada mais há a dizer. Ou melhor, há e é isto: entre Ventura e a verdade, sabe-se que há, é público, uma relação difícil. E de autismo, como estamos? Uma polémica sem política sabe sempre bem, para desenjoar. Neurodivergentes somos nós todos / ou ainda menos / Neurodivergentes somos nós todos / desde pequenos. (Em Agosto damos descanso aos nossos ouvintes e telespectadores; voltamos em Setembro.) Nota: esta semana não houve tempo para livros.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Com isso, o usuário permanece pagando um adicional de um real e 88 centavos a cada 100 kwh consumidos.
Evento debaterá momento delicado para os preços do cacau e novas técnicas de manejo para o aumento da produção nacional
Em mais um episódio do Descomplicando Tributos, Jô Nascimento explica sobre a NT 09 da NFSe e o que muda em agosto
A partir de 3 de agosto, crianças de até quatro anos receberão uma segunda dose de reforço contra a poliomielite para ampliar a proteção e manter o Brasil livre da doença.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ouça o que movimentou os mercados nesta terça-feira.
Em mais um episódio do Analisando Tributos, Jô Nascimento explica se os autônomos e Simples terão de usar a NFS-e Nacional em agosto de 2026.
A crise energética em São Tomé e Príncipe dura há 10 meses, perturbando não só o quotidiano dos são-tomenses, mas também o tecido económico do país. "Falta de negociação" por parte do Governo aliada a "uma gestão danosa" da EMAE continuam a agravar esta crise. Há 10 meses que dia sim dia não os são-tomenses vivem sem electricidade. São Tomé e Príncipe tornou-se um país "às escuras", dificultando actos básicos do quotidiano como a conservação dos alimentos, os estudos para as crianças ou ainda pondo em causa muitos negócios que dependem da energia eléctrica. Após conversações entre o Governo e o sindicato da Empresa de Água e Eletricidade (EMAE), a situação não parece estar mais clara, com os trabalhadores a pedirem ao Executivo para voltar à mesa de negociações com a Tesla, empresa turca que abandonou o país por incumprimento do contrato em Agosto de 2025. Para o sociólogo Olívio Diogo, trata-se de "uma gestão completamente desastrosa" quer por parte das autoridades, quer por parte do sindicato, acrescentando que uma greve dos trabalhadores neste momento só viria agravar ainda mais a situação. "A questão da energia é essencial para o desenvolvimento da sociedade. Esta é uma sociedade que vive hoje às escuras. Como sabem, isto afecta tudo quanto é processo económico e este processo económico atinge até as famílias que não estão a poder ter aspectos simples como conservação dos legumes e peixe. E depois há um conjunto de pessoas que tem como atividade económica dependência directa da energia. É um processo que está a criar problemas na nossa sociedade de uma forma transversal", disse Olívio Diogo. Em Agosto de 2025, a Tesla, uma empresa detida por capitais turcos, desligou os seus geradores devido a uma dívida de 5 milhões de euros e aí começaram os cortes de energia. Para Olívio Diogo, as autoridades deviam negociar com a Tesla de forma a restabelecer a energia. "A Tesla alega que esta dívida não foi paga. É preciso perceber já que o Governo diz que não pagou porque não cumpriu aquilo que estava no contrato. E se isto for verdade, existe esta dívida? Não temos conhecimento da situação e se existe essa dívida. É uma questão de negociação., porque realmente não há condições de tirar os cinco milhões de euros para pagar a Tesla. Outro aspecto que nós temos que falar quando o sindicato vem também falar na questão da greve, é preciso dizer que há uma gestão completamente desastrosa da EMAE e uma concepção maliciosa que os técnicos têm perpetuado. O sindicato está a falar de entrar em greve, mas é preciso também que se diga que o sindicato devia olhar para seu próprio umbigo, porque há uma questão de gestão danosa, catastrófica e muito, muito dolorosa para o povo santomense", indicou. Em Abril de 2026, houve buscas no Ministério das Infraestruturas e na Empresa de Água e Eletricidade (Emae) devido a suspeitas de vários crimes no processo de compra de geradores. Os quatro geradores comprados não teriam a voltagem necessária e seriam antigos, apesar de terem sido vendidos como novos, como denunciou Raul Cravid, antigo dirigente da EMAE. "Porque é que o ministro das Infraestruturas comprou aqueles geradores? Até hoje não vi explicar à população por é que não funcionaram. Qual é a viabilidade do gerador? Até hoje não aumentou a produção de energia para o país? Foi uma compra completamente lesiva aos cofres do Estado santomense. Nós o que assistimos é a uma autêntica roubalheira. Porque não se pode aceitar um Governo com um ministro que diz que vai trazer um grupo de geradores e que não melhore num único ponto a energia. Como é que até hoje o Ministério Público não pronunciou sobre esse assunto? E mais, nós tivemos um director da EMAE que veio a público, convocou uma conferência de imprensa para dizer claramente que este compra era lesiva. É uma compra de corrupção do ministro da Infraestrutura. Nada aconteceu", concluiu.
A morte inesperada e prematura de Nuno Loureiro foi um choque profundo. Em mais de oito anos de 45 Graus, nunca tinha perdido um convidado tão jovem e brilhante, com tanto ainda para dar ao mundo. Apesar da sua partida, o seu legado permanece. Espero que este episódio contribua para divulgar a área da fusão nuclear e inspire novos investigadores a seguir o caminho científico que o Nuno deixou aberto.Recorde aqui o episódio 119, originalmente publicado em abril de 2022. _______________ Nuno Loureiro é licenciado em Engenharia Física Tecnológica pelo Instituto Superior Técnico, e doutorado em física pelo Imperial College de Londres. A sua especialidade é a física dos plasmas e as suas aplicações à fusão nuclear e a problemas do domínio da astrofísica. Actualmente é professor catedrático do departamento de Ciência e Engenharia Nuclear e do departamento de Física do Massachusetts Institute of Technology, EUA. _______________ Índice da conversa: (0:00) Introdução (07:36) Como funciona a energia nuclear de fusão? Reagentes: deutério e trítio (isótopos de hidrogéneo) (14:57) Porque é tão difícil gerar fusão nuclear? Potencial da computação quântica (25:46) De onde vem a energia nuclear? (28:40) Progressos recentes. Record do National Ignition Facility (NIF) de Agosto 2021. Record do JET de Fevereiro de 2022. Projecto ITER. Fusão magnética vs inercial (laser). Investimento privado. (39:00) O que explica progressos recentes? Cimeira na Casa Branca em Março. (42:46) Desafios para tornar energia de fusão comercialmente viável. (46:54) Como converter energia nuclear em electricidade? Aneutronic Fusion (48:07) Há perigos na fusão nuclear, como na energia nuclear tradicional (de fissão)? (50:30) O que estão a fazer as empresas privadas de diferente? Germany’s Wendelstein 7-X stellarator. (55:39) Porque é que a Europa está a liderar a investigação nesta área? (58:40) Que método é mais promissor: confinamento magnético ou inercial (laser)? (01:02:13) Como a investigação nesta área ilumina a Astrofísica. (01:04:44) Previsões: quando vamos conseguir tornar a energia de fusão viável? Livros recomendados: The Star Builders, de Arthur Turrell. Star Power, de Alain Bécoulet _______________ Todos sabemos que, para fazer face às alterações climáticas, o Mundo tem forçosamente de diminuir o consumo de energias fósseis. O petróleo e o gás são, além disso, altamente sensíveis a perturbações geopolíticas, como os últimos meses têm mostrado, com impacto directo na vida das pessoas. No entanto, a verdade é que a energia é necessária, e as energias renováveis ainda não permitem fazer face às necessidades energéticas, de tal forma que o grosso da energia consumida no mundo continua a ser de combustíveis fósseis. Mas e se vos dissesse que existe uma fonte de energia alternativa que não emite dióxido de carbono para a atmosfera, tem um baixo risco associado e é, além disso, virtualmente ilimitada? Parece exagero, mas é verdade. Chama-se energia de fusão nuclear. Esta energia é ainda mais poderosa do que a energia nuclear clássica (de fissão), utiliza matérias ilimitadas (átomos e isótopos de hidrogénio) e, ao contrário daquela, produz muito pouca radioactividade. E se vos dissesse, ainda, que tem havido nos últimos tempos avanços promissores que podem tornar esta energia viável nas próximas décadas? Há muito tempo, há quase um século, que sabemos que é possível produzir energia de fusão. Por uma razão simples: é ela a fonte de energia do Sol, onde as altas temperaturas e a enorme gravidade geram a fusão de átomos de hidrogénio. No entanto, conseguir gerar este tipo de reacção na terra tem-se revelado muito difícil. Esta dificuldade é de tal forma, que há até uma piada batida no meio: “faltam só 30 anos até termos energia de fusão… e hão-de sempre faltar!”. Abordei a energia de fusão pela primeira vez no 45 Graus, no final de 2018, no episódio 42, com Luís O. Silva, físico e professor do Técnico. Em qualquer outra altura das últimas décadas, é quase certo que um episódio gravado há 3 anos continuaria perfeitamente actual. No entanto, desta vez não é assim -- e por bons motivos. Tem havido nos últimos anos desenvolvimentos importantes nesta área. Só no último ano, verificaram-se dois dos maiores avanços concretos das últimas décadas no caminho para produzir energia de fusão. Em Agosto do ano passado, nos EUA, a National Ignition Facility (NIF) bateu o record no que toca ao rácio de energia gerada pelo processo de fusão nuclear face à energia que foi necessário injectar para accionar a fusão (a energia gerada continua a ser menos do que a energia injectada, mas é um resultado muito promissor). E mais recentemente, em fevereiro deste ano (o que, em Ciência, é o mesmo que dizer -- ontem), o laboratório JET, no Reino Unido, bateu o record do máximo de energia total gerada pelo processo de fusão. Ainda faltam muitos passos para tornar esta energia viável, mas estes são dois progressos muito importantes; de tal forma que ainda em Março houve uma cimeira importante sobre o tema organizada pelo governo norte-americano. Ao mesmo tempo, estes progressos e o imperativo de encontrar soluções para as alterações climáticas tem levado a um aumento do investimento, inclusive privado, com dezenas de novas empresas a tentarem, actualmente, serem as primeiras a produzir energia de fusão viável. Parece por isso, finalmente, que podemos ter uma expectativa realista de ver avanços importantes nesta área no futuro próximo. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio, exploramos o universo de Gabriel García Márquez com seu romance póstumo, "Em Agosto Nos Vemos".Conheça Ana Magdalena Bach, uma mulher de meia-idade, casada e aparentemente feliz. Sua rotina muda drasticamente todo mês de agosto, quando ela viaja para uma ilha para depositar gladíolos no túmulo de sua mãe.O que começa como um ritual de luto se transforma em um portal para a liberdade e o desejo. Longe de sua vida e de seu marido, Ana Magdalena se permite explorar uma série de encontros sexuais com estranhos.Esta obra lírica e provocante é uma profunda reflexão sobre a autonomia feminina, a monotonia do casamento e a busca incessante pelo conhecimento próprio na maturidade. Descubra como Gabo, mesmo em seus rascunhos finais, nos presenteia com uma poderosa história sobre as complexidades da alma.Prepare-se para discutir: O que significa ser livre? E o que a morte de uma mãe pode revelar sobre a vida de uma filha?Edição: Lívia LeãoEmail: lihnumlivro@hotmail.comInstagram: @liviamulderSubstack: @lihnumlivro
Confira nesta edição do JR 24 Horas: O turismo no Brasil cresceu 6% em agosto de 2025, em comparação com o mesmo período do ano passado. Com isso, já são 15 meses consecutivos de alta. O crescimento foi impulsionado pelos setores de transporte aéreo, hospedagem e restaurantes. Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará, São Paulo e Paraná, que receberam mais da metade dos turistas nesse período, são estados que se destacaram. E ainda: Sobe para 70 o número de mortos por enchentes e deslizamentos no México.
Apesar da relação favorável e positiva para o pecuarista, nem arroba subiu o que precisava e nem os custos baixaram como deviam.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Os preços medidos pelo IPCA caíram em agosto e o Brasil tem sua primeira deflação mensal, em um ano. Segundo os números divulgados, nesta quarta (10) pelo IBGE, a inflação oficial teve queda de 0,11% no mês, ficando abaixo da alta de 0,26 % em julho. No ano, o IPCA acumula alta de 3,15% e nos últimos 12 meses, de 5,13%. A deflação foi puxada pela queda nos preços de habitação, alimentação e bebidas e transportes. E ainda: Alfabetização de adultos eleva renda em até 23%, aponta estudo.
Compras mostram substituição por opções mais baratas e menos concentradas
Agência da ONU prevê aumento da produção, utilização, estoques e comércio de cereais este ano; produção de milho e soja no Brasil caminha para novo recorde histórico.
O país ampliou as exportações de forma significativa para países como Índia (58%), México (43%), Argentina (40%) e China (31%). Desempenho no mês impulsiona melhor resultado da história para os primeiros oito meses do ano, com exportações atingindo US$227,6 bilhões.Sonoras:
Mercado tem potencial para retomar os R$320 em SP ao longo de setembro, alerta Cepea
Confira nesta edição do JR 24 Horas: O IPCA-15, conhecido como a prévia da inflação, teve resultado negativo em agosto. É o menor desde setembro de 2022 e a primeira deflação desde julho de 2023. De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (26) pelo IBGE, o índice teve queda de 0,14%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,26% e de 4,95% nos últimos 12 meses. O grupo habitação, influenciado pela queda de quase 5% na conta de luz, foi o principal responsável pela deflação. Na sequência, veio o grupo alimentação e bebidas, que, pelo terceiro mês consecutivo, registrou queda nos preços. E ainda: Tufão deixa mortos e feridos no Vietnã.
NESTA EDIÇÃO. EUA ampliam presença no abastecimento de combustíveis brasileiro. Em resposta a investigação de Trump sobre etanol, governo e indústria brasileira propõem parceria para abrir mercados. Senado aprova diretores indicados para ANP e Aneel. Sonda chega ao Amapá para simulado da Petrobras na Bacia da Foz do Amazonas.
No segundo episódio do Bluetimes Talks, você confere os principais movimentos que estão impactando o varejo brasileiro:
Tem dúvidas sobre quais ações investir em AGOSTO? Filipe Villegas, estrategista de ações da Genial Investimentos, fala sobre as melhores oportunidades e as carteiras recomendadas do mês! Não perca!
Em novo ano de eleições, o IRS volta a descer. Em agosto e setembro o ordenado vai ser maior. Mas terá custos no reembolso do próximo ano? A jornalista Ana Suspiro é a convidada.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Em agosto e setembro vai ter mais dinheiro para gastar. Porquê?1a3ff96e-c168-f011-8dc9-002
Contratos curtos mais altos que longos podem demonstrar que estoques estão apertados
Aumento dará maior competitividade nas produções agrícolas, enquanto que maior desafio é ter escala sustentável
Conclusão célere de depoimentos é vista por integrantes da Corte como mais um movimento para encerrar o caso ainda em 2025.Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília. Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado. Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Meio-Dia em Brasília https://bit.ly/meiodiaoa Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br
O Monitor do PIB-FGV registra também expansão de 4,1% no trimestre móvel encerrado em agosto frente a igual período de 2023, além de 4,6% de alta do consumo. Durante evento em São Paulo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo pode rever a projeção do PIB novamente para este ano. Sonora:
Em Agosto de 2024, Chenjun Pan e Rena Ma do Rabobank Hong Kong, publicaram um relatório sobre as novas tendências de consumo na China e as oportunidades para o setor de proteína animal. Com as carnes de bovinos, suínos e frangos brasileiras cada vez mais disponíveis ao consumidor chinês, nesse episódio o nosso analista Wagner Yanaguizawa traz alguns comentários sobre os principais pontos do relatório e se essas novas tendências podem trazer mais oportunidades de demanda para o Brasil.
O levantamento considera os setores de comércio, serviços e indústria. Todos apresentaram alta em agosto, com destaque para o comércio, no qual o otimismo dos empresários fez o índice avançar 7,2 pontos. Sonora:
Este boletim traz um resumo das principais notícias do dia na análise de Samuel Possebon, editor chefe da TELETIME.TELETIME é a publicação de referência para quem acompanha o mercado de telecomunicações, tecnologia e Internet no Brasil. Uma publicação independente dedicada ao debate aprofundado e criterioso das questões econômicas, regulatórias, tecnológicas, operacionais e estratégicas das empresas do setor. Se você ainda não acompanha a newsletter TELETIME, inscreva-se aqui (shorturl.at/juzF1) e fique ligado no dia a dia do mercado de telecom. É simples e é gratuito.Você ainda pode acompanhar TELETIME nas redes sociais:Twitter: https://twitter.com/TeletimeNewsLinkedin: shorturl.at/jGKRVInstagram: https://www.instagram.com/teletimenews/Facebook: https://www.facebook.com/Teletime/ Google News: shorturl.at/kJU35Ou entre em nosso canal no Telegram: https://t.me/teletimenews Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Dados do Caged revelam que o estado gaúcho acumula 55.773 novos empregos formais no ano. O deputado federal Bohn Gass (PT/RS) falou à Rádio PT sobre o processo de recuperação do estado, diante dos esforços e dos investimentos do Governo Lula após as enchentes de maio. Sonoras:
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) mostrou queda (deflação) de 0,02% em agosto, apontam dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).Meio-dia em Brasília traz as principais informações da manhã e os debates que vão agitar o dia na capital federal e do mundo. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Meio-Dia em Brasília https://bit.ly/meiodiaoa Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2S... Ouça O Antagonista | Crusoé quando quiser nos principais aplicativos de podcast. Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br