Region in Brazil
POPULARITY
Categories
Celebrando o cinema nacional, o Visões Populares entrevista o ator mineiro Wilson Rabelo. Em nossa conversa, mergulhamos nos bastidores do filme O Agente Secreto e na sua duradoura parceria com o diretor Kleber Mendonça Filho. Abordamos a importância de colocar o povo brasileiro nas telas, as marcas deixadas pela ditadura militar na sensibilidade do país e os desafios de uma carreira artística construída entre o teatro e o cinema."O que acho fantástico no filme é que ele conta um universo que representa o Brasil inteiro. Ele deslocou do Sudeste para outra região, mas ali você conta todas as contradições humanas. O Kleber tira o verniz do Brasil e isso incomoda muito as elites. Ele tira o verniz inclusive das elites, em cima do desprezo pela vida humana e pelo outro", defende Rabelo.Confira a entrevista na íntegra.
Inovação genética e clima favorável impulsionam produção da maçã pelo país. Com superávit de US$ 1,7 bilhão na balança comercial, o agronegócio mineiro alcançou 153 países em janeiro. Crédito rural do Plano Safra empresarial cresce 6% e soma R$ 316,57 bilhões. Geração de emprego no campo cresceu 31,3% em 2025. Tempo: temporais aumentam no Sudeste e chuva volumosa preocupa.
Em entrevista exclusiva ao Agrolink,Alexandre Velho fala sobre custos, produtividade e abertura de mercados. No Show Rural Coopavel, Ratinho Júnior defende industrialização e crédito, reforçando Paraná como “supermercado do mundo”. Safra de soja 2025/26 deve bater novo recorde, impulsionada pelo Sul e com aumento dos estoques no país. Em Minas Gerais, foco é qualidade, com incentivo às boas práticas na produção de mel. Tempo: frente fria avança e aumenta risco de temporais nas regiões Sul e Sudeste.
As chuvas que atingem a região Sudeste já deixam mortos e feridos. Em Minas Gerais, na cidade de Muriaé, um homem morreu soterrado após a casa ser atingida por um deslizamento. Mesma situação em Engenópolis, onde quatro pessoas da mesma família morreram soterradas. Já no Rio de Janeiro, na cidade de Barra Mansa, um menina de 5 anos morreu também soterrada.O Giro de Notícias mantém você por dentro das principais informações do Brasil e do mundo. Confira mais atualizações na próxima edição.
Agronegócio brasileiro atinge recorde de 28,58 milhões de empregos no 3º trimestre de 2025. No Rio Grande do Sul, Expodireto Cotrijal 2026 irá reforçar debates sobre crédito e risco climático. ADM bate recorde de processamento de soja no Brasil em 2025; multinacional também registra volumes históricos em operações de refino e envase de óleo de soja. Tempo: chuva volumosa persiste nesta terça e mantém alerta no Sudeste e Centro-Oeste.
O que pode virar manchete nesta semana?
Crescimento previsto é influenciado pelo incremento de 4,1% na área em produção em relação a 2025. Brasil exportou 34.468 toneladas de mel “in natura” entre janeiro e dezembro de 2025, volume 9,1% inferior ao registrado no mesmo período de 2024. Mesmo com a retração no volume, a receita alcançou US$ 116,472 milhões, crescimento de 15,8% na comparação anual. Câmara pode votar projeto que proíbe o uso da palavra "leite" em embalagens de produtos de origem vegetal. FPA discute alta no preço dos fretes neste começo de ano. Tempo: frente fria reforça chuva persistente e eleva o risco no Sudeste.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Presidente do INSS depõe em CPMI que apura fraudes contra beneficiários. Fortes chuvas atingem as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Raio cai em terreno baldio durante tempestade em Fortaleza.
Brasil deveria mudar estratégia para combater infiltração do crime organizado no Estado, diz Human Rights Watch. De olho na pauta legislativa e na reeleição, Lula recebe Motta e líderes da Câmara em jantar de confraternização. Clientes do Master e do Will Bank afirmam que o BRB registrou dívidas quitadas ou inexistentes no BC. Mulher do sertanejo Henrique é solta após ser presa por cometer um crime e duas infrações nos EUA; entenda. Polícia pede internação de adolescente suspeito de agredir cão Orelha; entenda a lei. Ciclone e frente fria devem trazer chuva forte para Sul, Sudeste e Centro-Oeste; veja previsão.
No episódio de hoje do BBcast Agro, Marcelo Matsumura, assessor de agronegócios do Banco do Brasil em Piracicaba-SP, analisa as previsões do INMET e da NOAA para o desenvolvimento das lavouras brasileiras.Destaques do episódio:
Colheita de soja está acima do registrado no mesmo período do ano passado, mas alguns estados ainda preocupam. Safra da cebola gaúcha está 95% comercializada. Após começar em baixa, preço do boi e do bezerro se recuperam nas últimas semanas de janeiro. Com investimento em tecnologia, Goiás mantém protagonismo agropecuário no país. Tempo: chuva intensa e volumes elevados colocam Sul e Sudeste em alerta.
Safra de verão robusta, puxada pela soja, que deve ultrapassar 22 milhões de toneladas.Preço pago pelos ovos registrou queda de até 27,3% em comparação com janeiro de 2025. Presidente da ApexBrasil destaca benefícios do agronegócio como o Acordo Mercosul–UE e promoção do Brasil na Europa. Monitor de Secas aponta intensificação do fenômeno no Sudeste e Centro-Oeste e melhora no Norte e Sul. Tempo: chuva forte se organiza e traz risco de temporais.
Neste boletim climático, detalhamos como o sistema de baixa pressão e a umidade estacionada na região central do Brasil devem ditar o ritmo do campo nesta semana. Com alertas para temporais em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, o produtor precisa estar atento ao planejamento das atividades, especialmente na colheita.Analisamos também o retorno gradual da umidade ao Matopiba e a expectativa dos produtores do Sul pela chegada de uma nova frente fria. Entenda como as variações de temperatura e a frequência das pancadas de chuva vão influenciar o desenvolvimento das lavouras de soja e milho em todo o país. Assista pelos tópicos:0:45 – Retorno das chuvas no Matopiba 1:10 – Risco de temporais e granizo no Sudeste e Centro-Oeste2:10 – Impacto das chuvas no planejamento da colheita3:12 – Irregularidade climática no Sul e Paraguai no início de fevereiro4:05 – Projeção de nova frente fria para o Sul5:22 – Análise das temperaturas máximas e alívio térmico no centro-sul6:10 – Extremos de calor no Mato Grosso do Sul, Paraguai e RS7:50 – Considerações finais: colheita e calor intenso✅ Conheça nossas soluções:https://ihara.com.br/produtos/#IHARA #Agricultura #Agronegócio #BoletimDoClima #PrevisãoDoTempo #BoletimMeteorológico #Agro #Chuva #Soja #MilhoBem-vindo(a) ao canal da IHARA!Desde 1965, a IHARA trabalha ao lado do agricultor. Com mais de 80 produtos no portfólio para atender mais de 100 culturas diferentes, temos como propósito solucionar o dia a dia do agricultor no campo e contribuir com o progresso da agricultura brasileira. Aqui no canal, você vai encontrar muitos conteúdos de qualidade, produzidos em parceria com grandes especialistas do mercado, para ajudar você em seus desafios.Tags: IHARA, Agricultura, Agronegócio, Boletim do clima, Previsão do tempo, Boletim meteorológico, Agro, Chuva, Safra 2025/26
Confira nesta edição do JR 24 Horas: A Defesa Civil de São Paulo alertou sobre a formação de um ciclone extratropical próximo à costa do estado. A previsão é que isso cause instabilidade nas regiões sudeste e sul do Brasil. O órgão indicou risco de alagamentos, enxurradas, ventos fortes e deslizamentos, especialmente na região metropolitana de São Paulo. Um gabinete de crise foi montado pelo governo paulista para monitorar a situação, e as prefeituras foram orientadas a manter equipes prontas para atender ocorrências. E ainda: Lula passa hoje por cirurgia de catarata no olho esquerdo.
Em acareação, Vorcaro e ex-presidente do BRB se contradizem sobre origem das carteiras vendidos pelo Master. Lula faz cirurgia de catarata no olho esquerdo nesta sexta-feira, em Brasília. Câmara ganha de montadora chinesa carros elétricos avaliados em R$ 878 mil para usar em 2026. MEIs: prazo para aderir ao Simples Nacional e regularizar dívidas termina hoje; veja como fazer. Ciclone extratropical mantém chuva forte no Sul e no Sudeste nesta sexta e no fim de semana; veja previsão.
O Inmet emitiu alerta para a formação de um ciclone na região Sudeste do país nesta sexta-feira. O fenômeno deve favorecer a ocorrência de grandes volumes de chuva nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. As chuvas podem superar cem milímetros.O Giro de Notícias mantém você por dentro das principais informações do Brasil e do mundo. Confira mais atualizações na próxima edição.
Colheita de soja atinge 5% da área no Paraná, segundo Deral, com produção estimada em 22 milhões de toneladas. No RS, estado caminha para uma das maiores safras de uva dos últimos anos, com qualidade ainda mediana, mas em evolução. Preços: café registra forte alta em 2025, enquanto arroz e feijão recuam ao consumidor. Gargalos logísticos nos portos geram perdas de R$ 66 milhões para exportadores de café em 2025. Tempo: baixa pressão se forma na costa e eleva o risco de chuva intensa no Sudeste.
Crescimento de 260% nos embarques consolida carne premium do Brasil no mercado internacional. Programa Carne Angus Certificada alcança 35 países em 2025 e projeta ampliação da presença global em 2026. Sicredi reforça atuação no agro e consolida presença no Rio Grande do Sul. Em Goiás, janela de semeadura vai até 15 de abril, com regras de cadastro das lavouras e medidas de controle do bicudo; produtividade média estimada em 4,5 toneladas por hectare. Tempo: calor e instabilidade aumentam o risco de chuva forte no Sul e Sudeste.
Pesquisas da Embrapa mostram avanço de culturas no país e abertura de novas oportunidades para produtores rurais. StoneX mantém projeção da produção de algodão em 3,7 milhões de toneladas em janeiro. Soja recua com pressão do câmbio e expectativa de safra recorde; queda do dólar e avanço da colheita reduzem a competitividade e pressionam as cotações internas. Projeto aposta no plantio de 22 mil mudas e reforça proteção de nascentes do Cerrado. Tempo: calor e chuva forte aumentam o risco de temporais no Sudeste.
Novo híbrido NS22 PRO4, da Syngenta, permite segunda safra de soja ou feijão no mesmo ano agrícola. Paraná se consolida como maior produtor de feijão, com recuperação dos preços em janeiro, especialmente do carioca. Em Minas Gerais, produtores recebem kits de irrigação para aumentar a eficiência e o uso racional da água. Nova plataforma de biossoluções baseada na tipologia de argila promete ganhos em eficiência biológica, regeneração do solo e produtividade. Tempo: semana começa com calor, e as chuvas ganham força no Sudeste e Centro-Oeste.
Expectativa para 2026 é de crescimento acima de 5% nos embarques do agronegócio paulista, impulsionado pelo acordo Mercosul–União Europeia. Frutas registram leves oscilações de preços, com média estável; outros produtos tiveram alta em dezembro de 2025. Piscicultura inicia o ano com mercado aquecido, investimentos em continuidade e novas oportunidades externas, especialmente para filé congelado. Bioinsumos avançam na hortifruticultura gaúcha, com ganhos de produtividade em tomate e uva. Tempo: semana termina com chuvas fortes no Sudeste.
Embargo chinês à carne de frango produzida no Rio Grande do Sul já durava mais de um ano. Brasil embarcou 40 milhões de sacas no ano passado, queda de 21% em relação a 2024, mas registrou ingresso histórico de US$ 15,6 bilhões, alta acumulada de 24%. Tensões entre Estados Unidos e Irã pressionam os preços da ureia no mercado global de fertilizantes. Safra de maçã avança em produtividade e qualidade no Brasil. Tempo: região Sudeste segue com chuvas fortes e volumes elevados ao longo desta quarta-feira.
Setores de carnes, tabaco e sucos cítricos projetam crescimento das exportações com a entrada em vigor do novo acordo entre os blocos. Em 2025, agricultura familiar de São Paulo alcança R$ 53,9 milhões em compras públicas, consolidando-se como política de escoamento da produção e geração de renda. Paraná fecha 2025 com 13,5% de participação na safra nacional de grãos, com expectativa de aumento da produção. Feijão tropeiro de Minas Gerais entra no ranking da TasteAtlas e divide espaço com receitas da Itália, Portugal e Índia. Tempo: chuva persiste com volumes extremos em estados do Sudeste.
No episódio de hoje do BBcast Agro, Luis Miccoli, assessor de agronegócios do Banco do Brasil em Uberlândia-MG, analisa os números finais da safra 2025/26 e as perspectivas para o açúcar e o etanol no mercado global.Destaques do episódio:
Parceria entre Mercosul e União Europeia deve impulsionar PIB conjunto superior a US$ 22 trilhões. Produção agrícola somou mais de 346 milhões de toneladas no ano, alta de 18,2% em relação a 2024, com soja próxima do fim do plantio e início da colheita em algumas regiões. Em 2026, mais de 1,3 mil localidades rurais devem receber internet, beneficiando cerca de 800 mil pessoas em áreas remotas. No clima, Sudeste e Centro-Oeste podem registrar até 400 milímetros de chuva.
No episódio de hoje do BBcast Agro, Alexandre Carvalho Queiroz, assessor de agronegócios do Banco do Brasil em Patos de Minas-MG, analisa as perspectivas para a safra brasileira e a manutenção dos preços em patamares elevados.Destaques do episódio:☕ Mercado: alta volatilidade em Nova York influenciada por baixos estoques globais, consumo aquecido e clima no Brasil.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: o calor extremo continua no Sudeste, e o Rio de Janeiro pode ter temperatura de 41ºC nesta segunda-feira (12). Em noite histórica para o cinema brasileiro, o filme ‘O Agente Secreto' ganhou dois prêmios no Globo de Ouro. E ainda: Banco Central e Tribunal de Contas da União fazem reunião para discutir a liquidação do Banco Master.
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta sexta-feira (09):Um protesto contra o PL da dosimetria terminou em confusão e agressões na Faculdade de Direito da USP, em São Paulo. O ato, organizado por movimentos sociais aliados ao governo, lembrava os três anos dos atos de 8 de Janeiro. A tensão começou com a presença de políticos ligados à direita, e o ex-deputado Douglas Garcia acabou sendo agredido durante o tumulto. Integrantes do governo avaliam que a pressão da sociedade sobre os parlamentares pode evitar a derrubada do veto do presidente Lula (PT) ao PL da dosimetria. A estratégia inclui mobilização social semelhante à usada durante a tramitação da PEC da Blindagem, enquanto a oposição aguarda a retomada dos trabalhos do Congresso para tentar reverter a decisão. Após o veto do presidente Lula (PT) ao PL da dosimetria, o senador Esperidião Amin, relator da proposta no Senado, protocolou um novo projeto que prevê anistia geral aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. O governo Lula (PT) estuda conceder um reajuste de apenas R$ 18 aos professores, o equivalente a 0,37% no piso salarial da categoria, percentual bem abaixo da inflação prevista para 2025. Segundo dados do Banco Central do Brasil, a inflação deve fechar o ano em 4,4%, o que tornaria o aumento insuficiente para repor as perdas. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Brasil tinha cerca de 4,2 milhões de empregadores no trimestre encerrado em novembro, número 241 mil inferior ao pico registrado em 2018, antes da pandemia. Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos mostra que, em dezembro, o preço da cesta básica aumentou em 17 capitais brasileiras. A maior alta foi registrada em Maceió, com variação superior a 3%, enquanto João Pessoa foi a única capital onde os preços não subiram. Ao lado do senador Flávio Bolsonaro, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro retomou agendas nos Estados Unidos com aliados do ex-presidente Donald Trump. Segundo pessoas envolvidas nos compromissos, Eduardo tenta articular a retomada de sanções contra autoridades brasileiras. O senador Ciro Nogueira (PP) sugeriu o nome do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como possível vice na candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Segundo Ciro, Zema poderia agregar experiência e ampliar a competitividade da chapa no Sudeste, apesar de hoje os dois serem considerados potenciais rivais na disputa.Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (10): Após mais de 25 anos de negociações, uma maioria qualificada de países da União Europeia aprovou nesta sexta-feira (09) o acordo de livre-comércio entre a UE e o Mercosul. A decisão, porém, intensificou protestos coordenados de agricultores em países como França, Itália e Polônia, que afirmam que o pacto pode prejudicar as áreas rurais e a competitividade do setor agrícola europeu. A Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) avaliou de forma positiva a aprovação do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, destacando o potencial de ampliação do comércio e impactos diretos na economia mineira. Apesar disso, a entidade defende cautela e acompanhamento cuidadoso dos efeitos do tratado. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que irá se encontrar com a líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, em Washington, na semana que vem. Trump disse que está “ansioso para cumprimentá-la”. A Venezuela anunciou nesta sexta-feira (9) que iniciou um “processo exploratório diplomático” com os Estados Unidos visando retomar relações diplomáticas rompidas desde 2019, em comunicado do chanceler Yván Gil, liderado pelo governo interino de Delcy Rodríguez; quase uma semana após uma operação militar dos EUA que resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro, Washington enviou uma missão de diplomatas a Caracas para avaliar características técnicas e logísticas de uma possível reabertura de embaixadas, enquanto Caracas informou que também enviará representantes a Washington, marcando um gesto inicial de diálogo bilateral. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (09) que pretende negociar a aquisição da Groenlândia, território autônomo ligado ao Reino da Dinamarca, mas deixou claro que poderá recorrer a alternativas mais duras caso não haja acordo. A declaração foi feita durante uma recepção a executivos do setor petrolífero na Casa Branca, quando Trump disse preferir “o jeito fácil”, mas alertou que está disposto a “fazer do jeito difícil” se as negociações não avançarem. Para falar sobre o assunto, a Jovem Pan entrevista Alexandre Coelho, professor de relações internacionais. O Congresso Nacional iniciou movimentações para analisar o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei da Dosimetria, após a oposição intensificar articulações para derrubar a decisão do Planalto. O deputado Cabo Gilberto (PL-PB), que assumiu em 2026 a liderança da oposição na Câmara, lidera a ofensiva e busca apoio de parlamentares para pautar o tema. Para falar sobre o assunto, a Jovem Pan entrevista Adib Abdouni, advogado criminalista. O senador Ciro Nogueira (PP) sugeriu o nome do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), como possível vice na candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Segundo Ciro, Zema poderia agregar experiência e ampliar a competitividade da chapa no Sudeste. O veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei que reduzia as penas aplicadas aos condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro, anunciado na quinta-feira (08), passou a integrar uma lista de 69 vetos, totais ou parciais, que ainda aguardam análise do Congresso Nacional. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (09) os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país. Em dezembro, os preços subiram 0,33%, resultado que levou o indicador a fechar 2025 com alta acumulada de 4,26%. Para falar sobre o assunto, a Jovem Pan entrevista André Braz, economista da FGV Ibre. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Chuvas diminuem em parte do Sudeste e Centro-Oeste, enquanto precipitações passam a aumentar no Sul
Defesa Civil de SP alerta para virada no tempo e risco de chuva forte no estado. Aparecimento de águas-vivas acende alerta para banhistas no Sul e Sudeste. Bolsonaro recebe alta hospitalar e retorna à superintendência da PF em Brasília.
La creciente popularidad en el mundo del matcha, el té verde en polvo que se usa en la ceremonia del té en Japón, ha dado origen a locales como Matcha Tokyo, una venta de bebidas y dulces cuya visita es obligatoria para los viajeros que quieren probar las numerosas variaciones. Hay Matcha Latte, Matcha de banana, Matcha con avena, Matcha con limonada y hasta un Matcha con un cremoso helado de coco flotando dentro. Una joven norteamericana de Washington que ha pedido matcha puro sin azúcar nos explica que la salud es una de las principales razones de la gran popularidad del matcha en su país. “Creo que en Estados Unidos todo el mundo quiere estar sano, comer sano, beber sano. Y que cuando la gente empezó a conocer los beneficios se pasó al matcha”, dice. El matcha en Japón se reverencia desde hace cinco siglos en la ceremonia del té. Un ritual de bebida en el que una maestra o maestro vestido con kimono calienta agua en una gran tetera de hierro. En una taza de cerámica la vierte sobre el té en polvo y lo bate con un delicado batidor de bambú hasta que forma una espuma espesa como la del chocolate pero de un color verde vibrante. La gran popularidad fuera de Japón ha duplicado las exportaciones y ha encarecido la materia prima. Los principales mercados son Estados Unidos, el Sudeste de Asia, Taiwán y países europeos. Según el diario Asahi, el té de Uji, la zona más cotizada de Japón, alcanzó en la primera subasta de 2025 el precio promedio de 8,235 yenes por kilo o unos 44 euros al cambio actual, lo que representa un aumento del 70 por ciento respecto al año anterior. Sadami Suzuki, el director gerente de la Asociación Central de Fabricantes de Té de Japón, nos explica que hay preocupación por el envejecimiento de la población de quienes cultivan. “Muchos pequeños productores que trabajan en terrenos reducidos y montañosos se retiran por la edad. Aunque la tecnología aumenta la producción, la superficie y la producción total siguen disminuyendo”, deplora. El matcha contribuye a la imagen de un país que exporta costumbres sanas, pero su cultivo sufre la crisis demográfica que afecta a todo Japón: agricultores envejecidos, áreas en declive, y granjas sin sucesores.
Da recompensa dobrada ao 1º ataque: entenda a escalada de tensões entre EUA e Venezuela nos últimos meses. Temporais ganham força em boa parte do país nesta terça; temperaturas seguem altas no Sudeste e no Centro-Oeste. Caso Master: PF toma depoimentos de Vorcaro e diretor do BC nesta terça, e pode decidir por acareação. Barraca onde casal de turistas foi espancado em Porto de Galinhas é interditada por uma semana. Governo divulga calendário de feriados e pontos facultativos em 2026; veja datas.
O Instituto Nacional de Meteorologia ampliou até esta tarde (30) o aviso de calor de grande perigo para seis estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste. No Rio de Janeiro, a previsão de máxima de 36ºC. Veja também nesta edição do JR 24 Horas: jovem é presa após ter crise de ciúmes e atropelar e matar o namorado e a amiga dele.
Golpe do bilhete premiado: como funciona a fraude centenária que faz novas vítimas em SP. Grupo com histórico de prêmios na Mega da Virada aposta cerca de R$ 13 milhões em jogos para tentar ganhar sorteio de R$ 1 bilhão. Morte de casal de namorados em acidente em SP: veja o que se sabe e o que falta esclarecer. O ano dos influencers atrás das grades: veja destino de 10 famosos digitais presos em 2025. Até quando vai durar esta onda de calor no Sudeste? Saiba previsão e entenda fenômeno.
Fortes chuvas estão causando problemas no Sudeste do Brasil. Em Petrópolis (RJ), choveu 70% do esperado para dezembro em um dia, deixando um homem desaparecido após ser levado por uma enchente. Aulas foram suspensas e moradores buscaram abrigo.Em Ilha Bela (SP), a quarta-feira foi marcada por deslizamentos e enxurradas, resultando em duas mortes e mais de cem desabrigados. A previsão é de redução das chuvas hoje.O INSS divulgou o calendário de pagamento de 2026. Para quem recebe até um salário mínimo reajustado para R$1.621, o pagamento vai de 26 de janeiro a 6 de fevereiro. Quem recebe mais será pago entre 2 e 6 de fevereiro. O Congresso Nacional deve votar hoje o orçamento de 2026, que inclui medidas para aumentar a arrecadação, aprovadas pelo Senado, cortando benefícios fiscais de setores como Betis e Fintechs, a fim de elevar a receita em R$20 bilhões.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve analisar nesta quarta-feira (17) o projeto de lei que propõe a redução das penas para condenados pelos atos ocorridos em 8 de janeiro. A proposta tem gerado dos por outros crimes graves. Um dos possíveis beneficiados, o ex-presidente Jair Bolsonaro passará por uma perícia médica autorizada pelo Supremo Tribunal Federal para avaliar a necessidade de realização de uma cirurgia .O clima no Senado é incerto quanto à aprovação da medida. Um ponto crítico do debate é que o texto atual poderia abrir precedentes para reduzir penas não apenas relacionadas aos eventos específicos mencionados, mas também para casos envolvendo corrupção e violência sexual. Caso haja alterações na proposta durante a análise pela CCJ, ela deverá retornar à Câmara dos Deputados antes da votação final.Veja ainda que as temperaturas caíram significativamente nas regiões Sul e Sudeste com a chegada de uma frente fria. Em São Paulo e Rio de Janeiro os termômetros registram máximas abaixo do usual para esta época do ano: 22ºC em São Paulo e 25ºC no Rio. As condições climáticas mais amenas devem persistir até o fim da semana acompanhadas por chuvas esparsas nessas áreas.
Uma frente fria avança pelo Sul e Sudeste do Brasil, trazendo previsão de fortes tempestades. A Defesa Civil de São Paulo emitiu um alerta válido até amanhã devido à expectativa de chuvas intensas na Baixada Santista e no litoral norte, com riscos de deslizamentos e alagamentos. Na capital paulista, pancadas de chuva com trovoadas são esperadas entre o fim da tarde e a noite. Veja também: STF retoma julgamento do núcleo 2 da trama golpista nesta terça-feira (16).
Frente fria avança com chuvas para Sudeste e Centro-Oeste a partir desta terça
Confira nesta edição do JR 24 Horas: A passagem do ciclone extratropical pela região sul segue influenciando várias áreas do país, com temporais e rajadas de vento acima de 90 quilômetros por hora. O ciclone avança lentamente para o Oceano e mantém a previsão de pancadas de chuva em grande parte do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Na última terça (9), o fenômeno causou destruição em algumas cidades do interior gaúcho. Em São Paulo, a Defesa Civil registrou 139 quedas de árvores e 22 chamados relacionados a enchentes e alagamentos. Na região metropolitana, 140 mil imóveis ficaram sem luz. A chuva desta quarta (10) será menos intensa, mas os ventos podem chegar aos 70 quilômetros por hora. E ainda: Pagamento do bolsa família de dezembro começa nesta quarta (10).
No episódio de hoje, você escuta uma conversa um pouco diferente: um bate-papo com as pesquisadoras Germana Barata e Sabine Righetti, ambas do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor). Elas estiveram na COP30 e conversaram com Mayra Trinca sobre a experiência de cobrir um evento ambiental tão relevante e sobre quais foram os pontos fortes da presença da imprensa independente. __________________________________________________________________________________ TRANSCRIÇÃO [música] Mayra: Olá, eu sou a Mayra, você já deve me conhecer aqui do Oxigênio. Hoje a gente vai fazer uma coisa um pouquinho diferente do que vocês estão acostumados. E eu trouxe aqui duas pesquisadoras do LabJor pra contar um pouquinho da experiência delas na COP30, que rolou agora em novembro. Então vai ser um episódio um pouco mais bate-papo, mas eu prometo que vai ficar legal. Vou pedir pra elas se apresentarem e a gente já começa a conversar. Então eu estou com a Germana Barata e a Sabine Righetti, que são pesquisadoras aqui do Labjor. Germana, se apresenta pra gente, por favor. Germana: Olá, pessoal, eu sou a Germana. Obrigada, Maíra, pelo convite pra estar aqui com vocês no Oxigênio. Eu sou pesquisadora do LabJor, do aula também por aqui, e tenho coordenado aí uma rede de comunicação sobre o oceano, que é a Ressou Oceano, que é o motivo da minha ida pra COP30.Então a gente vai ter a oportunidade de contar um pouquinho do que foi essa aventura na COP30. Mayra: Agora, Sabine, se apresenta pra gente, por favor. Sabine: Oi, pessoal, um prazer estar aqui. Sou pesquisadora aqui no LabJor, ouvinte do Oxigênio, e trabalho entendendo como que o conhecimento científico é produzido e circula na sociedade, sobretudo pela imprensa. Então esse foi um assunto central na COP lá em Belém. [vinheta] Mayra: Eu trouxe a Sabine e a Germana, porque, bom, são pesquisadoras do Labjor que foram pra COP, mas pra gente conhecer um pouquinho o porquê que elas foram até lá a partir das linhas de interesse e de pesquisa. Então, meninas, contem pra gente por que vocês resolveram ir até a COP e o que isso está relacionado com as linhas de trabalho de vocês. Germana: Bom, acho que uma COP no Brasil, no coração da Amazônia, é imperdível por si. Sabine: Não tinha como não ir. Germana: Não, não tinha. E como eu atuo nessa área da comunicação sobre o oceano pra sociedade, esse é um tema que a comunidade que luta pela saúde do oceano tem trabalhado com muito afinco para que o oceano tenha mais visibilidade nos debates sobre mudanças climáticas. Então esse foi o motivo que eu percebi que era impossível não participar dessa grande reunião. Enfim, também numa terra onde eu tenho família, Belém do Pará é a terra do meu pai, e uma terra muito especial, uma cidade muito especial, eu acho que por tantos motivos era imperdível realmente essa experiência na COP. Sabine: Voltamos todas apaixonadas por Belém. O pessoal extremamente acolhedor, a cidade incrível, foi maravilhoso. Eu trabalho tentando compreender como a ciência, conhecimento científico, as evidências circulam na sociedade, na sociedade organizada. Então entre jornalistas, entre tomadores de decisão, entre grupos específicos. E no meu entendimento a COP é um espaço, é um grande laboratório sobre isso, porque a ciência já mostrou o que está acontecendo, a ciência já apontou, aliás faz tempo que os cientistas alertam, e que o consenso científico é muito claro sobre as mudanças climáticas. Então o que falta agora é essa informação chegar nos grupos organizados, nos tomadores de decisão, nas políticas públicas, e quem pode realmente bater o martelo e alterar o curso das mudanças climáticas. Claro que a gente precisa de mais ciência, mas a gente já sabe o que está acontecendo. Então me interessou muito circular e entender como que a ciência estava ou não. Porque muitos ambientes, as negociações, os debates, eles traziam mais desinformação ou falsa controvérsia do que a ciência em si. Germana: E é a primeira vez que a COP abrigou um pavilhão de cientistas. Então acho que esse é um marco, tanto para cientistas quanto outros pavilhões, outras presenças que foram inéditas ou muito fortes na COP, como dos povos indígenas ou comunidades tradicionais, mas também de cientistas, que antes, claro, os cientistas sempre foram para as COPs, mas iam como individualmente, vamos dizer assim. Sabine: Para a gente entender, quem não tem familiaridade com COP, os pavilhões, e isso eu aprendi lá, porque eu nunca tinha participado de uma COP, os pavilhões são como se fossem grandes estandes que têm uma programação própria e acontecem debates e manifestações, eventos diversos, culturais, enfim. Então a zona azul, que a gente chama, que é a área central da COP, onde tem as discussões, as tomadas de decisão, tem um conjunto de pavilhões. Pavilhões de países, pavilhões de temas. Oceanos também foi a primeira vez, né? Germana: Não foi a primeira vez, foi o terceiro ano, a terceira COP, mas estava enorme, sim, para marcar a presença. Mayra: O Oceano foi a primeira vez que estava na Blue Zone ou antes ele já estava na zona azul também? Germana: Ele já estava na Blue Zone, já estava na zona azul, é a terceira vez que o Oceano está presente como pavilhão, mas é a primeira vez que o Oceano realmente ocupou, transbordou, digamos assim, os debates, e os debates, incluindo o Oceano, acabaram ocupando, inclusive, dois dias oficiais de COP, que foram os dias 17 e 18, na programação oficial das reuniões, dos debates. Então é a primeira vez que eu acho que ganha um pouco mais de protagonismo, digamos assim. Mayra: E vocês participaram de quais pavilhões? Porque a gente tem o pavilhão dos Oceanos, tinha um pavilhão das universidades, que inclusive foi organizado por pesquisadores da Unicamp, não necessariamente aqui do Labjor, mas da Unicamp como um todo, e eu queria saber por quais pavilhões vocês passaram. Germana, com certeza, passou pelo do Oceano, mas além do Oceano, quais outros? Vocês passaram por esse das universidades? Como é que foi? Sabine: Eu apresentei um trabalho nesse contexto dos pavilhões, como espaço de discussão e de apresentações, eu apresentei um resultado de um trabalho que foi um levantamento de dados sobre ponto de não retorno da Amazônia com ajuda de inteligência artificial. Eu tenho trabalhado com isso, com leitura sistemática de artigos científicos com ajuda de inteligência artificial e tenho refletido como a gente consegue transformar isso numa informação palatável, por exemplo, para um tomador de decisão que não vai ler um artigo, muito menos um conjunto de artigos, e a gente está falando de milhares. Eu apresentei no pavilhão que a gente chamava de pavilhão das universidades que tinha um nome em inglês que era basicamente a Educação Superior para a Justiça Climática. Ele foi organizado institucionalmente pela Unicamp e pela Universidade de Monterrey, no México, e contou com falas e debates de vários cientistas do mundo todo, mas esse não era o pavilhão da ciência. Tinha o pavilhão da ciência e tinha os pavilhões dos países, os pavilhões temáticos, caso de oceanos, que a gente comentou. Então, assim, eu circulei em todos, basicamente. Me chamou muita atenção o dos oceanos, que de fato estava com uma presença importante, e o pavilhão da China, que era o maior dos pavilhões, a maior delegação, os melhores brindes. Era impressionante a presença da China e as ausências. Os Estados Unidos, por exemplo, não estava, não tinha o pavilhão dos Estados Unidos. Então, as presenças e as ausências também chamam a atenção. Mayra: Tinha o pavilhão do Brasil? Sabine: Tinha. Germana: Tinha um pavilhão maravilhoso. Sabine: Maravilhoso e com ótimo café. Germana: É, exatamente. Sabine: Fui lá várias vezes tomar um café. Germana: Inclusive vendendo a ideia do Brasil como um país com produtos de qualidade,né, que é uma oportunidade de você divulgar o seu país para vários participantes de outros países do mundo. E acho que é importante a gente falar que isso, que a Sabine está falando dos pavilhões, era zona azul, ou seja, para pessoas credenciadas. Então, a programação oficial da COP, onde as grandes decisões são tomadas, são ali. Mas tinha a zona verde, que também tem pavilhões, também tinha pavilhão de alguns países, mas, sobretudo, Brasil, do Estado do Pará, de universidades etc., que estava belíssimo, aberta ao público, e também com uma programação muito rica para pessoas que não necessariamente estão engajadas com a questão das mudanças… Sabine: Muito terceiro setor. Germana: Exatamente. Sabine: Movimentos sociais. Germana: E fora a cidade inteira que estava, acho que não tem um belenense que vai dizer o que aconteceu aqui essas semanas, porque realmente os ônibus, os táxis, o Teatro da Paz, que é o Teatro Central de Belém, todos os lugares ligados a eventos, mercados, as docas… Sabine: Museus com programação. Germana: Todo mundo muito focado com programação, até a grande sorveteria maravilhosa Cairu, que está pensando inclusive de expandir aqui para São Paulo, espero que em breve, tinha um sabor lá, a COP30. Muito legal, porque realmente a coisa chegou no nível para todos. Mayra: O que era o sabor COP30? Fiquei curiosa. Sabine: O de chocolate era pistache. Germana: Acho que era cupuaçu, pistache, mais alguma coisa. Sabine: Por causa do verde. É que tinha bombom COP30 e tinha o sorvete COP30, que tinha pistache, mas acho que tinha cupuaçu também. Era muito bom. Germana: Sim, tinha cupuaçu. Muito bom! Mayra: Fiquei tentada com esse sorvete agora. Só na próxima COP do Brasil. [música] Mayra: E para além de trabalho, experiências pessoais, o que mais chamou a atenção de vocês? O que foi mais legal de participar da COP? Germana: Eu já conheci a Belém, já fui algumas vezes para lá, mas fazia muitos anos que eu não ia. E é incrível ver o quanto a cidade foi transformada em relação à COP. Então, a COP deixa um legado para os paraenses. E assim, como a Sabine tinha dito no começo, é uma população que recebeu todos de braços abertos, e eu acho que eu estava quase ali como uma pessoa que nunca tinha ido para Belém. Então, lógico que a culinária local chama muito a atenção, o jeito dos paraenses, a música, que é maravilhosa, não só o carimbó, as mangueiras dando frutos na cidade, que é algo que acho que chama a atenção de todo mundo, aquelas mangas caindo pela rua. Tem o lado ruim, mas a gente estava vendo ali o lado maravilhoso de inclusive segurar a temperatura, porque é uma cidade muito quente. Mas acho que teve todo esse encanto da cultura muito presente numa reunião que, há muitos anos atrás, era muito diplomática, política e elitizada. Para mim, acho que esse é um comentário geral, que é uma COP que foi muito aberta a muitas vozes, e a cultura paraense entrou ali naturalmente por muitos lugares. Então, isso foi muito impressionante. Sabine: Concordo totalmente com a Germana, é uma cidade incrível. Posso exemplificar isso com uma coisa que aconteceu comigo, que acho que resume bem. Eu estava parada na calçada esperando um carro de transporte, pensando na vida, e aí uma senhora estava dirigindo para o carro e falou: “Você é da COP? Você está precisando de alguma coisa?” No meio da rua do centro de Belém. Olhei para ela e falei, Moça, não estou acostumada a ter esse tipo de tratamento, porque é impressionante. O acolhimento foi uma coisa chocante, muito positiva. E isso era um comentário geral. Mas acho que tem um aspecto que, para além do que estávamos falando aqui, da zona azul, da zona verde, da área oficial da COP, como a Germana disse, tinha programação na cidade inteira. No caso da COP de Belém, acho que aconteceu algo que nenhuma outra COP conseguiu proporcionar. Por exemplo, participei de um evento completamente lateral do terceiro setor para discutir fomento para projetos de jornalismo ligados à divulgação científica. Esse evento foi no barco, no rio Guamá que fala, né? Guamá. E foi um passeio de barco no pôr do sol, com comida local, com banda local, com músicos locais, com discussão local, e no rio. É uma coisa muito impressionante como realmente você sente a cidade. E aquilo tem uma outra… Não é uma sala fechada.Estamos no meio de um rio com toda a cultura que Belém oferece. Eu nunca vou esquecer desse momento, dessa discussão. Foi muito marcante. Totalmente fora da programação da COP. Uma coisa de aproveitar todo mundo que está na COP para juntar atores sociais, que a gente fala, por uma causa comum, que é a causa ambiental. Mayra: Eu vou abrir um parênteses e até fugir um pouco do script que a gente tinha pensado aqui, mas porque ouvindo vocês falarem, eu fiquei pensando numa coisa. Eu estava essa semana conversando com uma outra professora aqui do Labjor, que é a professora Suzana. Ouvintes, aguardem, vem aí esse episódio. E a gente estava falando justamente sobre como é importante trazer mais emoção para falar de mudanças climáticas. Enfim, cobertura ambiental, etc. Mas principalmente com relação a mudanças climáticas. E eu fiquei pensando nisso quando vocês estavam falando. Vocês acham que trazer esse evento para Belém, para a Amazônia, que foi uma coisa que no começo foi muito criticada por questões de infraestrutura, pode ter tido um efeito maior nessa linha de trazer mais encanto, de trazer mais afeto para a negociação. Germana: Ah, sem dúvida. Mayra: E ter um impacto que em outros lugares a gente não teria. Germana: A gente tem que lembrar que até os brasileiros desconhecem a Amazônia. E eu acho que teve toda essa questão da dificuldade, porque esses grandes eventos a gente sempre quer mostrar para o mundo que a gente é organizado, desenvolvido, enfim. E eu acho que foi perfeita a escolha. Porque o Brasil é um país desigual, riquíssimo, incrível, e que as coisas podem acontecer. Então a COP, nesse sentido, eu acho que foi também um sucesso, mesmo a questão das reformas e tudo o que aconteceu, no tempo que tinha que acontecer, mas também deu um tom diferente para os debates da COP30. Não só porque em alguns momentos da primeira semana a Zona Azul estava super quente, e eu acho que é importante quem é do norte global entender do que a gente está falando, de ter um calor que não é o calor deles, é um outro calor, que uma mudança de um grau e meio, dois graus, ela vai impactar, e ela já está impactando o mundo, mas também a presença dos povos indígenas eu acho que foi muito marcante. Eu vi colegas emocionados de falar, eu nunca vi tantas etnias juntas e populações muito organizadas, articuladas e preparadas para um debate de qualidade, qualificado. Então eu acho que Belém deu um outro tom, eu não consigo nem imaginar a COP30 em São Paulo. E ali teve um sentido tanto de esperança, no sentido de você ver quanto a gente está envolvida, trabalhando em prol de frear essas mudanças climáticas, o aquecimento, de tentar brecar realmente um grau e meio o aquecimento global. Mas eu acho que deu um outro tom. Sabine: Pegou de fato no coração, isso eu não tenho a menor dúvida. E é interessante você trazer isso, porque eu tenho dito muito que a gente só consegue colar mensagem científica, evidência, se a gente pegar no coração. Se a gente ficar mostrando gráfico, dado, numa sala chata e feia e fechada, ninguém vai se emocionar. Mas quando a gente sente a informação, isso a COP30 foi realmente única, histórica, para conseguir trazer esse tipo de informação emocional mesmo. [música] Mayra: E com relação a encontros, para gente ir nossa segunda parte, vocês encontraram muita gente conhecida daqui do Labjor, ou de outros lugares. O que vocês perceberam que as pessoas estavam buscando na COP e pensando agora em cobertura de imprensa? Porque, inclusive, vocês foram, são pesquisadoras, mas foram também junto com veículos de imprensa. Germana: Eu fui numa parceria com o jornal (o) eco, que a gente já tem essa parceria há mais de dois anos. A Ressou Oceano tem uma coluna no (o) eco. Portanto, a gente tem um espaço reservado para tratar do tema oceano. Então, isso para a gente é muito importante, porque a gente não tem um canal próprio, mas a gente estabeleça parcerias com outras revistas também. E o nosso objetivo realmente era fazer mais ou menos uma cobertura, estou falando mais ou menos, porque a programação era extremamente rica, intensa, e você acaba escolhendo temas onde você vai se debruçar e tratar. Mas, comparando com a impressão, eu tive na COP da biodiversidade, em 2006, em Curitiba, eu ainda era uma estudante de mestrado, e uma coisa que me chamou muito a atenção na época, considerando o tema biodiversidade, era a ausência de jornalistas do norte do Brasil. E, para mim, isso eu escrevi na época para o Observatório de Imprensa, falando dessa ausência, que, de novo, quem ia escrever sobre a Amazônia ia ser o Sudeste, e que, para mim, isso era preocupante, e baixa presença de jornalistas brasileiros também, na época. Então, comparativamente, essa COP, para mim, foi muito impressionante ver o tamanho da sala de imprensa, de ver, colegas, os vários estúdios, porque passávamos pelos vários estúdios de TV, de várias redes locais, estaduais e nacionais. Então, isso foi muito legal de ver como um tema que normalmente é coberto por poucos jornalistas especializados, de repente, dando o exemplo do André Trigueiro, da Rede Globo, que é um especialista, ele consegue debater com grandes cientistas sobre esse tema, e, de repente, tinha uma equipe gigantesca, levaram a abertura dos grandes jornais para dentro da COP. Isso muda, mostra a relevância que o evento adquiriu. Também pela mídia, e mídia internacional, com certeza. Então, posso falar depois de uma avaliação que fizemos dessa cobertura, mas, a princípio, achei muito positivo ver uma quantidade muito grande de colegas, jornalistas, e que chegou a quase 3 mil, foram 2.900 jornalistas presentes, credenciados. Sabine: E uma presença, os veículos grandes, que a Germana mencionou, internacionais, uma presença também muito forte de veículos independentes. O Brasil tem um ecossistema de jornalismo independente muito forte, que é impressionante, e, inclusive, com espaços consideráveis. Novamente, para entender graficamente, a sala de imprensa é gigantesca em um evento desse, e tem alguns espaços, algumas salas reservadas para alguns veículos. Então, veículos que estão com uma equipe muito grande têm uma sala reservada, além dos estúdios, de onde a Globo entrava ao vivo, a Andréia Sadi entrava ao vivo lá, fazendo o estúdio i direto da COP, enfim. Mas, dentro da sala de imprensa, tem salas reservadas, e algumas dessas salas, para mencionar, a Amazônia Vox estava com uma sala, que é um veículo da região norte de jornalismo independente, o Sumaúma estava com uma sala, o Sumaúma com 40 jornalistas, nessa cobertura, que também… O Sumaúma é bastante espalhado, mas a Eliane Brum, que é jornalista cofundadora do Sumaúma, fica sediada em Altamira, no Pará. Então, é um veículo nortista, mas com cobertura no país todo e, claro, com olhar muito para a região amazônica. Então, isso foi, na minha perspectiva, de quem olha para como o jornalismo é produzido, foi muito legal ver a força do jornalismo independente nessa COP, que certamente foi muito diferente. Estava lá o jornalismo grande, comercial, tradicional, mas o independente com muita força, inclusive alguns egressos nossos no jornalismo tradicional, mas também no jornalismo independente. Estamos falando desde o jornalista que estava lá pela Superinteressante, que foi nossa aluna na especialização, até o pessoal do Ciência Suja, que é um podcast de jornalismo independente, nosso primo aqui do Oxigênio, que também estava lá com um olhar muito específico na cobertura, olhando as controvérsias, as falsas soluções. Não era uma cobertura factual. Cada jornalista olha para aquilo tudo com uma lente muito diferente. O jornalismo independente, o pequeno, o local, o grande, o internacional, cada um está olhando para uma coisa diferente que está acontecendo lá, naquele espaço em que acontece muita coisa. [som de chamada] Tássia: Olá, eu sou a Tássia, bióloga e jornalista científica. Estou aqui na COP30, em Belém do Pará, para representar e dar voz à pauta que eu trabalho há mais de 10 anos, que é o Oceano. Meghie: Oi, gente, tudo bem? Meu nome é Meghie Rodrigues, eu sou jornalista freelancer, fui aluna do Labjor. Estamos aqui na COP30, cobrindo adaptação. Estou colaborando com a Info Amazônia, com Ciência Suja. Pedro: Oi, pessoal, tudo bem? Eu sou Pedro Belo, sou do podcast Ciência Suja, sou egresso do LabJor, da turma de especialização. E a gente veio para cobrir um recorte específico nosso, porque a gente não vai ficar tanto em cima do factual ali, do hard news, das negociações. A gente veio buscar coisas que, enfim, picaretagens, coisas que estão aí, falsas soluções para a crise climática. Paula: Eu sou Paula Drummond, eu sou bióloga e eu fiz jornalismo científico. Trabalho nessa interface, que é a que eu sempre procurei, de ciência tomada de decisão, escrevendo policy briefs. [música] Mayra: Acho que esse é um ponto forte para tratarmos aqui, que vai ser o nosso encerramento, falar um pouco da importância desses veículos independentes na COP, tanto do ponto de vista de expandir a cobertura como um todo, da presença mesmo de um grande número de jornalistas, quanto das coberturas especializadas. Então, eu queria saber qual é a avaliação que vocês fizeram disso, se vocês acham que funcionou, porque a gente teve muita crítica com relação à hospedagem, isso e aquilo. Então, ainda tivemos um sucesso de cobertura de imprensa na COP? Isso é uma pergunta. E por que é importante o papel desses veículos independentes de cobertura? Germana: Eu, falando por nós, da Ressoa Oceano, o Oceano é ainda pouco coberto pela mídia, mas a gente já vê um interesse crescente em relação às questões específicas de oceano, e quem nunca ouviu falar de branqueamento de corais, de aquecimento das águas, elevação do nível do oceano? Enfim, eu acho que essas questões estão entrando, mas são questões que não devem interessar apenas o jornalista especializado, que cobre meio ambiente, que cobre essas questões de mudanças climáticas, mas que são relevantes para qualquer seção do jornal. Então, generalistas, por exemplo, que cobrem cidades, essa questão das mudanças climáticas, de impactos etc., precisam se interessar em relação a isso. Então, o que eu vejo, a gente ainda não fez uma análise total de como os grandes veículos cobriram em relação ao jornalismo independente, que é algo que a gente está terminando de fazer ainda, mas em relação ao oceano. Mas o que a gente vê é que as questões mais políticas, e a grande mídia está mais interessada em que acordo foi fechado, os documentos finais da COP, se deu certo ou não, o incêndio que aconteceu, se está caro ou não está caro, hospedagem etc., e que são pautas que acabam sendo reproduzidas, o interesse é quase o mesmo por vários veículos. O jornalismo independente traz esse olhar, que a Sabine estava falando, inclusive dos nossos alunos, que são olhares específicos e muito relevantes que nos ajudam a entender outras camadas, inclusive de debates, discussões e acordos que estavam ocorrendo na COP30. Então, a gente vê, do ponto de vista quase oficial da impressão geral que as pessoas têm da COP, que foi um desastre no final, porque o petróleo não apareceu nos documentos finais, na declaração de Belém, por exemplo, que acho que várias pessoas leram sobre isso. Mas, quando a gente olha a complexidade de um debate do nível da COP30, e os veículos independentes conseguem mostrar essas camadas, é mostrar que há muitos acordos e iniciativas que não necessitam de acordos consensuais das Nações Unidas, mas foram acordos quase voluntários, paralelos a esse debate oficial, e que foram muito importantes e muito relevantes, e que trouxeram definições que marcaram e que a gente vê com muito otimismo para o avanço mesmo das decisões em relação, por exemplo, ao mapa do caminho, que a gente viu que não estava no documento final, mas que já tem um acordo entre Colômbia e Holanda de hospedar, de ter uma conferência em abril na Colômbia para decidir isso com os países que queiram e estejam prontos para tomar uma decisão. Então, esse é um exemplo de algo que foi paralelo à COP, mas que trouxe muitos avanços e nos mostra outras camadas que o jornalismo independente é capaz de mostrar. Sabine: A cobertura jornalística de um evento como a COP é muito, muito difícil. Para o trabalho do jornalista, é difícil porque são longas horas por dia, de domingo a domingo, são duas semanas seguidas, é muito desgastante, mas, sobretudo, porque é muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e é difícil entender para onde você vai. Novamente, ilustrando, na sala de imprensa tem, e todo grande evento com esse caráter costuma ter isso, umas televisões com anúncios. Vai ter tal coletiva de imprensa do presidente da COP, tal horário. Então, nessa perspectiva, dá para se organizar. Eu vou aqui, eu vou ali. Às vezes, é hora de almoço, e, na hora de almoço, o jornalista já vai, sem almoçar, escrever o texto, e, quando vê, já é a noite. Mas você vai se organizando. Só que tem coisas que não estão lá na televisão. Então, por exemplo, passou o governador da Califórnia por lá. Não foi anunciado que ele estava. Ele estava andando no corredor. Para um jornalista de um grande veículo, se ele não viu que o governador da Califórnia estava lá, mas o seu concorrente viu, isso, falo no lugar de quem já trabalhou num veículo jornalístico grande comercial, isso pode levar a uma demissão. Você não pode não ver uma coisa importante. Você não pode perder uma declaração de um chefe de Estado. Você não pode não ver que, de repente, a Marina parou no meio do corredor em um quebra-queixo e falou, a Marina Silva, que estava muito lá circulando, e falou alguma coisa. Então, a cobertura vai muito além do que está lá na programação da sala de imprensa e do que está nos debates, nos pavilhões que a gente mencionava. Então, o jornalista, como a Germana disse, jornalista dos veículos, está correndo atrás disso. E, muitas vezes, por essa característica, acaba se perdendo, entre grandes aspas, nesses acontecimentos. Por exemplo, o que ficou muito marcante para mim na COP foi a declaração do primeiro-ministro da Alemanha, que foi uma declaração desastrosa, mas que tomou pelo menos um dia inteiro da cobertura, porque acompanhei na sala de imprensa os colegas jornalistas tentando repercutir aquela fala. Então, tentando falar com o governo do Brasil, com o presidente da COP, com outros alemães, com a delegação da Alemanha, com o cientista da Alemanha, porque eles precisavam fomentar aquilo e repercutir aquilo. E foi um dia inteiro, pelo menos, um dia inteiro, diria que uns dois dias ou mais, porque até a gente voltar, ainda se falava disso, vai pedir desculpa ou não. Para quem não lembra, foi o primeiro-ministro que falou que ainda bem que a gente saiu daquele lugar, que era Belém, que ele estava com um grupo de jornalistas da Alemanha, que ninguém queria ficar lá. Enfim, um depoimento desastroso que tomou muito tempo de cobertura. Então, os jornalistas independentes não estavam nem aí para a declaração do primeiro-ministro da Alemanha. Eles queriam saber outras coisas. Então, por isso, reforço a necessidade e a importância da diversidade na cobertura. Mas é importante a gente entender como funciona esse jornalismo comercial, que é uma pressão e é um trabalho brutal e, muitas vezes, de jornalistas que não são especializados em ambiente, que estão lá, a Germana mencionou, na cobertura de cidades e são deslocados para um evento tipo a COP30. Então, é difícil até entender para onde se começa. É um trabalhão. [música] Mayra: E aí, para encerrar, porque o nosso tempo está acabando, alguma coisa que a gente ainda não falou, que vocês acham que é importante, que vocês pensaram enquanto a gente estava conversando de destacar sobre a participação e a cobertura da COP? Germana: Tem algo que, para mim, marcou na questão da reflexão mesmo de uma conferência como essa para o jornalismo científico ou para os divulgadores científicos. Embora a gente tenha encontrado com vários egressos do Labjor, que me deixou super orgulhosa e cada um fazendo numa missão diferente ali, eu acho que a divulgação científica ainda não acha que um evento como esse merece a cobertura da divulgação científica. Explico, porque esse é um evento que tem muitos atores sociais. São debates políticos, as ONGs estão lá, os ambientalistas estão lá, o movimento social, jovem, indígena, de comunidades tradicionais, os grandes empresários, a indústria, enfim, prefeitos, governadores, ministros de vários países estão lá. Eu acho que a divulgação científica ainda está muito focada no cientista, na cientista, nas instituições de pesquisa e ensino, e ainda não enxerga essas outras vozes como tão relevantes para o debate científico como a gente vê esses personagens. Então, eu gostaria de ter visto outras pessoas lá, outros influenciadores, outros divulgadores, ainda mais porque foi no Brasil, na nossa casa, com um tema tão importante no meio da Amazônia, que as mudanças climáticas estão muito centradas na floresta ainda. Então, isso, eu tenho um estranhamento ainda e talvez um pedido de chamar atenção para os meus colegas divulgadores de ciência de que está na hora de olharmos para incluir outras vozes, outras formas de conhecimento. E as mudanças climáticas e outras questões tão complexas exigem uma complexidade no debate, que vai muito além do meio científico. Sabine: Não tinha pensado nisso, mas concordo totalmente com a Germana. Eu realmente não… senti a ausência. Eu estava falando sobre as ausências. Senti a ausência dos divulgadores de ciência produzindo informação sobre algo que não necessariamente é o resultado de um paper, mas sobre algo que estava sendo discutido lá. Mas eu voltei da COP com uma reflexão que é quase num sentido diferente do que a Germana trouxe, que a Germana falou agora dos divulgadores de ciência, que é um nicho bem específico. E eu voltei muito pensando que não dá para nós, no jornalismo, encaixar uma COP ou um assunto de mudanças climáticas em uma caixinha só, em uma caixinha ambiental. E isso não estou falando, tenho que dar os devidos créditos. Eu participei de um debate ouvindo Eliane Brum em que, novamente a cito aqui no podcast, em que ela disse assim que a Sumaúma não tem editorias jornalísticas, como o jornalismo tradicional, porque isso foi uma invenção do jornalismo tradicional que é cartesiano. Então tem a editoria de ambiente, a editoria de política, a editoria de economia. E que ela, ao criar a Sumaúma, se despiu dessas editorias e ela fala de questões ambientais, ponto, de uma maneira investigativa, que passam por ciência, passam por ambiente, passam por política, passam por cidade, passam por tudo. E aí eu fiquei pensando muito nisso, no quanto a gente, jornalismo, não está preparado para esse tipo de cobertura, porque a gente segue no jornalismo tradicional colocando os temas em caixinhas e isso não dá conta de um tema como esse. Então a minha reflexão foi muito no sentido de a gente precisar sair dessas caixinhas para a gente conseguir reportar o que está acontecendo no jornalismo. E precisa juntar forças, ou seja, sair do excesso de especialização, do excesso de entrevista política, eu só entrevisto cientista. Mas eu só entrevisto cientista, não falo com política e vice-versa, que o jornalismo fica nessas caixinhas. E acho que a gente precisa mudar completamente o jeito que a gente produz informação. [música] Mayra: Isso, muito bom, gostei muito, queria agradecer a presença de vocês no Oxigênio nesse episódio, agradecer a disponibilidade para conversar sobre a COP, eu tenho achado muito legal conversar com vocês sobre isso, tem sido muito interessante mesmo, espero que vocês tenham gostado também desse episódio especial com as pesquisadoras aqui sobre a COP e é isso, até a próxima! Sabine: Uma honra! Germana: Obrigada, Mayra, e obrigada a quem estiver nos ouvindo, um prazer! Mayra: Obrigada, gente, até mais! [música] Mayra: Esse episódio foi gravado e editado por mim, Mayra Trinca, como parte dos trabalhos da Bolsa Mídia Ciência com o apoio da FAPESP. O Oxigênio também conta com o apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. A trilha sonora é do Freesound e da Blue Dot Sessions. [vinheta de encerramento]
Custos de alimentação se mantêm competitivos e fortalecem a rentabilidade na pecuária. No Centro-Oeste e no Sudeste, os gastos por arroba produzida — R$ 183,88 e R$ 194,93 — seguem em patamares que asseguram margens expressivas, com lucro superior a R$ 930 por cabeça somente no preço de balcão.
Liberado para civis em 2019, o calibre 9x19mm migrou rapidamente para o mercado criminoso. Sua participação nas apreensões do Sudeste saltou de 7,4% em 2018 para 18,8% em 2023, em relação a todas as armas, como revela o Instituto Sou da Paz.Sonoras:
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (08): As cidades de Candói e Rio Bonito do Iguaçu viveram momentos de caos com a passagem do tornado pelo estado do Paraná. A tragédia no Sul deixou mortos, feridos e desabrigados, além de uma população traumatizada com os escombros. Reportagem: Matheus Dias. O governo do Paraná afirmou que dezenas de bombeiros e equipes médicas estão nas ruas para auxiliar as vítimas do tornado que atingiu a cidade de Rio Bonito do Iguaçu com atendimentos emergenciais na região. Reportagem: Pedro Tritto. O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um alerta para 16 estados do Brasil sobre um ciclone extratropical e frente fria, com as regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste sendo as que têm mais risco de impacto. O governador do Paraná, Ratinho Jr., deu declarações sobre as últimas atualizações sobre o tornado que passou pela região e deixou mortos, feridos e destruição, alertando para a possibilidade de decretar calamidade pública, caso seja necessário. O Tribunal Regional de São Paulo reverteu uma das condenações que deixavam Pablo Marçal inelegível por oito anos devido a abuso de poder político, uso indevido dos meios de comunicação e captação ilícita de recursos. A Corte aceitou o recurso da defesa e jogou em precedente as ações de investigação judicial eleitoral apresentadas pelo PSB e pelo então candidato Guilherme Boulos. Reportagem: Danubia Braga. Em meio às cobranças do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o Copom ignorou as pressões e decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano. O professor de economia da FGV Vinicíus Vieira participou do Jornal da Manhã deste sábado para analisar o assunto. Em encontro com o senador Flávio Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, reforçou o apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que a sua gratidão nunca irá “desaparecer”. A cerimônia marcou a posse de Wagner Rosário como conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Reportagem: Matheus Dias. O presidente do Instituto Brasileiro de Preservação Ambiental (Proam), Carlos Bocuhy, concedeu uma entrevista ao Jornal da Manhã deste sábado para analisar as expectativas das resoluções da conferência da COP30. Brasil reforça o objetivo de ampliar verbas para ações ambientais. O ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus do chamado núcleo 1 da trama golpista tiveram as suas condenações mantidas pelo Supremo Tribunal Federal por unanimidade, após os ministros rejeitarem os recursos da defesa. Reportagem: Lucas Martins. A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que torna mais difícil a desapropriação de terras produtivas para a reforma agrária. Em entrevista ao Jornal da Manhã, o deputado federal Rodolfo Nogueira explicou a proposta e defendeu a segurança jurídica no campo contra as invasões do MST. O Governador do Pará, Helder Barbalho, foi questionado sobre a segurança na COP30 em Belém, que enfrenta ameaças de ataque do Comando Vermelho a subestações de energia. O evento, que tem a segurança reforçada com militares, blindados e a GLO (Garantia da Lei e da Ordem), segue com uma grande operação policial que já identificou indivíduos ligados a facções criminosas. Barbalho afirma que o evento está ocorrendo "em absoluta tranquilidade". Reportagem: Bruno Pinheiro. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Convidados: Gabriela Azevedo, repórter do g1 Ceará; e Francisco Elionardo de Melo Nascimento, professor e coordenador executivo do COVIO, o Laboratório de Estudos sobre Conflitualidades e Violência da Universidade Estadual do Ceará. As duas maiores facções criminosas do Brasil nasceram no Sudeste e, nas últimas décadas, se expandiram para outros Estados. Um raio-x feito pelo Ministério da Justiça mostra que mais da metade das organizações criminosas que atuam em território nacional está na região Nordeste, entre elas justamente o PCC e o Comando Vermelho, as duas maiores facções do país. A chegada desses grupos criminosos provocou uma série de disputas territoriais, que agravaram o problema da segurança pública nos estados. Um dos retratos desta disputa é uma “vila fantasma” no Ceará, como relata a Natuza Nery neste episódio a repórter Gabriela Azevedo, do g1 Ceará. Gabriela visitou esta vila na cidade de Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza. Ela conta o que viu no local e o que ouviu de moradores expulsos da região. Depois, Natuza conversa com o professor Francisco Elionardo de Melo Nascimento, da Universidade Estadual do Ceará. Coordenador-executivo do COVIO, o Laboratório de Estudos sobre Conflitualidades e Violência da universidade, Elionardo detalha como se deu a expansão do crime organizado na região e explica como a expulsão de moradores é prática recorrente na disputa territorial com outros grupos criminosos.
Saudações pessoas!Caio Maximino, professor da Universidade Federal do Sul e do Sudeste do Pará , pesquisador das áreas da neurociência comportamental, saúde mental e psicobiologia - além de cientista reconhecido como um dos pesquisadores mais influentes do mundo! - retorna ao Vira para falar do seu tema de estimação, em novos contextos: o sofrimento mental ao qual estamos submetidos ganha toques mais agudos à medida em que vemos a ampliação cada vez maior de inseguranças e cobranças em nossas vidas, sendo que há uma parcela da população que (vide a operação policial-militaresca realizada no Rio de Janeiro, semana passada), convive com a crueza da morte sanguinolenta como um risco presente e constante.A saúde mental é um assunto que precisa passar ao largo de dicotomias tolas, quem dirá estacionar em discursos sobre "pílulas mágicas" (literais ou metafóricas). Taca play que esse veio quente!
[Autocrítica]. Por que os times sudestinos reinam no Nordeste? Pedro e Luan - respectivamente um vascaíno e um flamenguista - contam quem ou o que os fizeram torcer para times cariocas. Os dois conversam sobre os fatos que historicamente fizeram com que tantos nordestinos se apaixonassem por times do sudeste e, no maior estilo Budejo, uma coisa levou e a outra e o assunto logo virou uma grande reflexão sobre os lugares que o Sudeste aceita que o nordestino ocupe na sociedade.==========CRÉDITOS:- EDIÇÃO: Luan Alencar- PRODUÇÃO: Pedro Philippe- TRILHA ORIGINAL: Victor Oliveira ==========APOIE O BUDEJO:Para nos ajudar a continuar produzindo conteúdos como estes, considere nos apoiar financeiramente pela ORELO, para ter acesso a recompensas exclusivas: https://orelo.cc/budejo/apoios. Você também pode nos enviar qualquer valor, junto com uma mensagem, para o PIX budejopodcast@gmail.com.
Convidados: Henrique Coelho, repórter do g1 Rio; e Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz. A megaoperação contra o Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha terminou com mais de 60 mortos. Uma guerra entre policiais e traficantes, que se transformou na operação mais letal da história do Rio de Janeiro. Durante a operação - iniciada ainda na madrugada da terça-feira na Zona Norte do Rio -, bandidos espalharam barricadas pela cidade. Na ofensiva contra policiais, criminosos lançaram drones com bombas e usaram armamento de guerra: mais de 90 fuzis foram apreendidos. A terça-feira de caos no Rio de Janeiro expôs a capacidade bélica das facções. Um estudo do Instituto Sou da Paz calcula que, só no ano de 2023, 1.655 fuzis foram apreendidos na região Sudeste - berço das principais organizações criminosas do Brasil. Neste episódio, Natuza Nery recebe Henrique Coelho, repórter do g1 Rio, para relatar como foi o dia de caos na capital fluminense. Henrique explica as particularidades geográficas dos complexos do Alemão e da Penha, onde o Comando Vermelho tem raízes. Ele fala também sobre como a operação se transformou em motivo de desavença entre o governador do RJ, Cláudio Castro (PL), e o governo federal. Depois, Natuza conversa com Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz. Carolina traça um retrato do tipo de armamento que está sob o poder de facções criminosas – e explica o caminho que elas fazem até chegar às mãos do crime. E conclui que tipo de medidas é preciso tomar para que armamentos de guerra não circulem no país.
Um alerta: esse episódio contém descrições de violências de vários tipos. Em meados dos anos 60, uma menina indígena foi raptada no meio da floresta amazônica, no Sudeste do Pará. Ela passou a viver com uma família de coletores de castanhas e, aos poucos, teve de deixar de lado a língua, os costumes, a origem. Mas ela sentia que, um dia, ela ia voltar. E isso de fato aconteceu: depois de décadas vivendo entre pessoas não-indígenas, ela finalmente conseguiu voltar pra sua aldeia. Só que não demorou a entender que não ia ser um retorno simples: nem pra ela, nem pra etnia que estava recebendo ela de volta. Por Vitor Hugo Brandalise. Essa é a segunda história da série especial “A Retomada”, apoiada pelo Pulitzer Center, sobre direitos indígenas no Brasil. A primeira história da série foi publicada em setembro de 2025, no episódio “Ritos", do Rádio Novelo Apresenta. Acompanhe a Rádio Novelo no Instagram: https://www.instagram.com/radionovelo/ Siga a Rádio Novelo no TikTok: https://www.tiktok.com/ Palavras-chave: Suruí-Aikewara, direitos indígenas, Pará, identidade cultural, rapto, vingança, retorno Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices