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Depois de empates históricos frente a gigantes como Espanha e Uruguai, sonho da passagem à fase seguinte está vivo. Portugal prepara duelo frente ao Uzbequistão, mas lesões na defesa podem prejudicar.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O governo de Donald Trump adotou uma medida de proporções internacionais ao classificar as duas maiores facções criminosas do Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como "Terroristas Globais Especialmente Designados". A decisão, comunicada publicamente pelo Secretário de Estado Marco Rubio, sinaliza ainda a intenção de incluir ambas as organizações na lista oficial de Organizações Terroristas Estrangeiras dos Estados Unidos. Esta análise detalhada da Brasil Paralelo investiga o impacto jurídico, econômico e geopolítico dessa resolução. Longe de ser uma mera alteração de nomenclatura, o novo status abre prerrogativas para sanções financeiras severas, bloqueio de ativos internacionais e cooperação transnacional direta. O programa contextualiza a transformação dessas facções em verdadeiras multinacionais do crime e estabelece um paralelo com o combate às gangues ("maras") em El Salvador, sob a gestão de Nayib Bukele, analisando se tais medidas de isolamento e confinamento são aplicáveis à realidade brasileira.
Neste episódio Prof.Vítor Soares e Alexandre Nickel explicam de forma clara e descontraída a impressionante transformação do Japão após a Segunda Guerra Mundial. O debate gira em torno de como o país, após sofrer a devastação das bombas atômicas e o colapso de sua ideologia imperialista, conseguiu se reerguer e mudar completamente sua imagem global. Longe de ser um plano friamente calculado, a ascensão japonesa é analisada sob a ótica da forte influência geopolítica e do suporte financeiro dos Estados Unidos durante o contexto da Guerra Fria.Não esqueçam de dar uma passadelas lá no nosso apoia.se/historiaprosbrother !
Neste episódio Prof.Vítor Soares e Alexandre Nickel explicam de forma clara e descontraída a impressionante transformação do Japão após a Segunda Guerra Mundial. O debate gira em torno de como o país, após sofrer a devastação das bombas atômicas e o colapso de sua ideologia imperialista, conseguiu se reerguer e mudar completamente sua imagem global. Longe de ser um plano friamente calculado, a ascensão japonesa é analisada sob a ótica da forte influência geopolítica e do suporte financeiro dos Estados Unidos durante o contexto da Guerra Fria.Não esqueçam de dar uma passadelas lá no nosso apoia.se/historiaprosbrother !
Devocional Filipenses É certo que alguns anunciam a Cristo por terem inveja e rivalidade, mas outros fazem-no com boa intenção. Uns fazem-no por amor, sabendo que tenho por missão a defesa do evangelho; outros anunciam Cristo por espírito de competição e sem sinceridade. Querem aumentar os meus sofrimentos agora que estou preso. Mas que importa? Seja com fingimento, seja com sinceridade, Cristo é anunciado. E isso é que me dá alegria. E continuarei a sentir alegria. Filipenses 1.15-18 Desde que Cristo seja anunciado pouco me importa o que pensem de mim. Não pretendo colher crédito, honra ou prestígio à custa d'Aquele a quem devo, rigorosamente, tudo. Longe de mim ofuscá-l'O, até porque além de disparatado seria impossível. Não me interessa, mesmo, o que outros resolvam dizer de mim. Ainda que, aqui e acolá, se comportem pouco amigavelmente para comigo, tento responder com a elevação que de Jesus aprendi. Se com desprezo me tratam procuro retrucar com amor. Não é fácil, mas Cristo, que a tal me impele, nunca me disse o contrário sobre o caminho da cruz. Tento, pois, não me envolver em despiques ministeriais absurdos ou competições descabidas entre companheiros de missão. Agarro-me a relacionamentos saudáveis que, deitando para trás das costas ciumeiras e ressentimentos, têm apenas por alvo “a defesa do evangelho.” Até porque não busco o meu engrandecimento mas o de Cristo, o Senhor. “E isso é que me dá alegria.” - Jónatas Figueiredo
Devocional Filipenses Da parte de Paulo e de Timóteo, servos de Cristo Jesus, dirigimo-nos a todos os santos em Cristo Jesus que vivem na cidade de Filipos, com os seus bispos e diáconos. Que Deus, nosso Pai, e Jesus Cristo, nosso Senhor, vos concedam graça e paz. Filipenses 1.1-2 O cristão deve ter uma noção balizada de si mesmo. Não se enxergando como o supra sumo do que quer que seja, mas antes como um permanente aprendiz de Jesus. Longe de uma postura senhorial. Próximo de uma conduta simples e humilde. Vendo-se como propriedade integral de Deus, sem Lhe sonegar nenhum ascendente em qualquer área da vida. Tendo máximo prazer em obedecer sem reservas a tudo aquilo que Ele diga. Vibrando com a liberdade que o amor concede. Percebendo que a fé não se compartimenta, mas se integra. Transparecendo Cristo por actos e palavras. Recusando viver numa cápsula religiosa. Abrindo os olhos da alma para lá das fronteiras de quintal que lhe queiram impor. Entranhando a visão alargada de reino. Percebendo que está rodeado de companheiros cujo carácter Deus também vai burilando. Desejando continuamente que o encanto da mensagem da reconciliação se efective a cada dia, em si e nos que o rodeiam. - Jónatas Figueiredo
O INIMIGO QUER TE ABENÇOAR MAS LONGE DO CORPO
Nós precisamos ser mais produtivos? | Mariane Santana | Programa 20 MinutosEm meio à correria do dia a dia e à glorificação do estoicismo laboral, a pergunta que não quer calar ecoa: nós realmente precisamos ser mais produtivos? No programa 20 Minutos de hoje, recebemos a educadora e pesquisadora Mariane Santana, autora do recém-lançado livro “Quem dá conta de tudo não dá conta de si mesmo” . Em uma conversa profunda, Mariane desconstrói a armadilha da “cultura da produtividade tóxica” — aquela que nos convence de que nosso valor pessoal está atrelado à quantidade de tarefas que riscamos de um checklist . Longe de defender o ócio irresponsável, a autora nos apresenta o conceito de antiprodutivismo: uma ferramenta política e filosófica para recusar a vida que vive para produzir e resgatar o tempo como experiência de vida, não apenas como capital . Discutimos como a exaustão coletiva se tornou um símbolo de status e por que colocar limites na lógica do trabalho é, na verdade, um ato revolucionário e urgente para a saúde mental e para a construção de uma existência mais significativa. Mariane nos desafia a perceber que, se a produtividade não está a serviço da vida, talvez estejamos apenas alimentando a nossa própria exploração .#PrecisamosFalarSobreIsso #AntiProdutivismo #MarianeSantana #SaúdeMental #CulturaDoCansaço
Neste episódio especial do Conversa Paralela, Lara Brenner e Arthur Morisson recebem Silvio Grimaldo e Paulo Briguet para um diálogo aberto e detalhado sobre a trajetória e as ideias de Olavo de Carvalho. Longe de análises superficiais, os nossos convidados trazem perspectivas de quem acompanhou de perto o cotidiano e a produção do autor, resgatando desde as memórias da sua infância e os bastidores na Virgínia até à consolidação do Curso Online de Filosofia (COF).
Leonor e Beatriz Carretas falam sobre "Ao Longe, o Fim do Mundo", a peça que segue um grupo de terraplanistas que viaja rumo à Antártida para provar uma teoria. Uma reflexão sobre a ciência e as crenças na sociedade.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Mateus 15:8-9 - “Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; os seus ensinamentos não passam de mandamentos ensinados por homens”.
As grandes ameaças que rondam o mundo | Miguel Nicolelis | Programa 20 Minutos00:00:00 - Introdução00:01:40 - Seleção brasileira00:03:00 - Vivemos o período mais ameaçador do último século00:06:45 - Ciência e tecnologia não são a mesa coisa00:09:05 - Os perigos de tecnologia sem ética00:12:22 - Nicolelis é ludista?00:13:42 - A luta contra data-centers00:18:45 - IA não dá lucro e não produz nada de útil00:21:12 - A IA cria um regime totalitário00:27:00 - O conheicmento matemático é limitado00:31:30 - O perigo das mudanças climáticas00:34:00 - O cérebro humano está adoecendo devido a inatividade física00:40:15 - Como o sistema imunológico humano lidou com o COVID00:45:03 - A ciência não está pronta para uma nova pandemia00:46:32 - A mente humana é o maior perigo contra o ser humano00:47:10 - Pedido de apoio00:48:12 - Lewis Mumford e a ditadura da tecnologia00:54:25 - A china utiliza a tecnologia com mais ética do que o ociente01:03:30 - Como Nicolelis entrou no plano quinquenal chinês01:05:33 - A ciência é respeitada na China01:12:07 - A universidade nos EUA está sendo assassinada pela IA01:13:40 - A IA destroi os emppregos e ameaça o futuro dos trabalhadores01:15:42 - A política brasileira de atração de data-centers é vergonhosa01:16:15 - Pedido de apoio01:18:12 - Mongólia01:19:50 - O embate entre religão e ciência01:25:00 - O referêncial do observador da mecânica quântica deve ser o cérebro01:26:13 - A extrema-direita não sabe nem o que é ciência, nem religião01:28:45 - O cérebro não funciona como um computador01:36:00 - A polêmica da Poliaminina01:36:45 - A vida humana não tem condições de se estabelecer em outros planetas01:40:01 - Existe vida fora da terra01:41:50 - Posadismo e a Libelu01:43:10 - A cosmologia cérebro-cêntrica e a origem de tudo01:47:55 - A decadência dos EUA01:51:25 - Qual o melhor país e época para ser cientista?01:51:55 - Perguntas do público01:55:25 - Jogo de Ping-Pong02:02:05 - Indicações culturais
Uns passos à frente e depois outros atrás – com uma cadência que não segue qualquer ritmo que se possa mensurar. É assim que se desenvolvem as negociações em torno da paz entre o Irão e os Estados Unidos. Do pouco que os EUA conseguiram no Médio Oriente, avulta a sensação de que Teerão tem mais apoios que no início da guerra, o que não é, com certeza, a finalidade da intervenção militar. Longe dali, como se em desespero, o presidente russo, pela voz de Sergey Lavrov, convidou os diplomatas a saírem do país, que é o mesmo que os convidar a permanecerem. Entretanto, na América Latina e no Brasil, ‘cheira' a eleições.
O amor fraternal e o cuidado mútuo entre os irmãos fundamentam-se em uma decisão consciente e diária, estabelecida como um mandamento claro desde o princípio. Longe de ser apenas um sentimento superficial ou passageiro, esse amor exige ações práticas e uma vida inteiramente guiada pelo Espírito de Deus. A Palavra de Deus ensina que a vontade do Senhor, tanto na lei quanto na graça, permanece imutável: que haja uma entrega sincera uns pelos outros. Embora o padrão antigo orientasse amar o próximo como a si mesmo (Lv 19:17 e Gl 5:14), um novo referencial foi estabelecido pelo próprio Cristo em Jo 13:34, elevando a medida do relacionamento para um amor sacrificial, puro e integral, derramado diretamente nos corações por meio do Espírito Santo, conforme Rm 5:5.A expressão visível dessa afeição genuína manifesta-se prioritariamente por meio da honra e da hospitalidade, conforme descrito em Rm 12:10 e 13. O acolhimento mútuo requer a disposição voluntária de abrir mão do conforto pessoal, dos recursos financeiros e até da privacidade do lar para abrigar e servir os santos, agindo como cooperadores da verdade, um princípio destacado em 3Jo 1:8. A verdadeira prontidão em receber os irmãos com alegria e manter as casas abertas reflete o exemplo deixado nas Escrituras sobre a importância do bom testemunho nos relacionamentos cotidianos, convertendo o ambiente familiar em um espaço de serviço desinteressado e comunhão profunda.Outra evidência indispensável da maturidade desses vínculos consiste na prática assídua de perdoar e pedir perdão, baseada em Cl 3:13. O corpo de Cristo necessita revestir-se continuamente do amor, que atua como o elo perfeito e impede que o orgulho, a vergonha ou a indiferença endureçam o coração. Nenhuma queixa ou ofensa deve ser acumulada ou ocultada, pois reter ressentimentos sufoca a liberdade espiritual. Assim, a restauração por meio do perdão mútuo precisa ocorrer com frequência, refletindo de maneira exata a misericórdia com que o Senhor acolheu e perdoou cada indivíduo.O aperfeiçoamento desse amor fraternal exige que haja uma quebra absoluta de qualquer postura de isolamento ou desinteresse pelo bem-estar alheio. Como apontam os textos de 1Jo 3:11-16 e 1Jo 4:7-8, 12, a permanência em Deus e o conhecimento real de sua pessoa tornam-se patentes quando a preocupação individual é substituída pelo zelo genuíno pelas necessidades, dores e lutas espirituais dos outros. Rejeitando completamente a mentalidade negligente de Caim em 1Jo 3:12 — que recusava a responsabilidade de cuidar de seu irmão —, os membros da comunidade devem crescer e transbordar nesse amor, assim como exortado em 1Te 3:12 e 1Te 4:9.Para que esse crescimento ocorra, é necessário combater os pecados que ferem os relacionamentos. O primeiro deles é a maledicência, condenada em 1Pe 2:1, que deve ser substituída pelo falar bem e abençoar, conforme Lc 6:28. A seriedade desse assunto é descrita em 1Co 6:9-11, que coloca os maldizentes na mesma categoria daqueles que não herdarão o reino de Deus. O segundo pecado é a fofoca, que afasta os amigos e traz dissensão, como advertem os textos de Sl 34:13, Pv 16:28 e Pv 17:9, exigindo o compromisso de cobrir a ofensa e moderar os lábios (Pv 10:19). O terceiro pecado envolve o ódio, a mentira e a contenda entre irmãos, abordados em 1Jo 4:20 e Ef 4:25, lembrando que o Senhor abomina aquele que semeia contendas, conforme Pv 6:16.Por fim, o texto de Rm 14:1 ensina que o amor sacrificial é o único capaz de unir irmãos que pensam de maneira diferente sobre dias, alimentos ou outras convicções pessoais, exortando a igreja a deixar de julgar uns aos outros para não colocar tropeços no caminho do irmão. Desse modo, ao viverem o novo mandamento de Jo 13:34-35, o amor se torna a marca mais evidente dos discípulos de Jesus perante o mundo.Verifique mais em: www.igrejaemportoalegre.com.br
Há dias em que queremos “fugir para longe da confusão” e é assim que nos encontramos nos braços de “Odore dell'Asfalto”, uma canção do franco-italiano Carbeau e da portuguesa Maro, que é o primeiro single do novo disco de Carbeau. O álbum também se chama “Odore dell'Asfalto” e é uma viagem entre Paris, Roma, Lisboa e Rio, à boleia de textos que transpiram saudade, que se cantam em português, francês e italiano e que cruzam sonoridades oriundas de uma cartografia musical e sentimental entre terra e mar. Fomos conhecer Carbeau em Paris. Carbeau é o nome artístico do músico franco-italiano Tommaso Taddonio, que nasceu em Paris, dividiu a infância e adolescência entre Paris e o Rio de Janeiro, estudou no prestigiado Berklee College Of Music, viveu nos Estados Unidos, foi pianista da banda de indierock “The Lemon Twigs”, com a qual andou em digressão mundial entre 2018 e 2020 e fez, nomeadamente, a primeira parte dos Artic Monkeys no Reino Unido. Em 2023, lançou o primeiro disco em nome próprio, intitulado “Madrugada”, para o qual fez uma reedição em 2024 com mais canções, “Madrugada+ Tramonto”, e agora, em 2026, lança “Odore dell'Asfalto”. “Odore dell'Asfalto” é um trabalho mais intimista, com mais texto e poesia, escrito e composto de um trago num quarto introspectivo em Paris, alude a canção “Quella Stanza di Paris”. Aqui, o tom é mais contemplativo e onírico, as canções transpiram saudade e são - talvez - a banda sonora cinematográfica de uma vida poética. “Este é um disco muito mais pessoal, muito mais íntimo, mais acústico e com menos artifícios. Acho que me encontrei, de verdade, neste novo projecto”, resume Carbeau, explicando que “Odore dell'Asfalto” é “o cheiro do asfalto que representa a cidade, o barulho, os cheiros, a intensidade que uma cidade pode ter e essa vontade de escapar”. No fundo, como escreveu e canta Maro nessa música, a vontade é “fugir para longe da confusão”. “Odore dell'Asfalto” é a continuidade mais contemplativa da viagem iniciada em “Madrugada+Tramonto”, uma jornada às raízes do cantautor, que vai buscar os ritmos musicais, as influências e as línguas dos países onde viveu. Por aqui, canta-se em português, italiano e francês. “Eu sempre fiz isso desde que comecei a escrever letras na minha música porque acho um jeito muito interessante de ir buscar emoções. Cresci falando português, ouvindo italiano, falando francês com a minha mãe, e são todas línguas que sinto que conheço bem, não necessariamente na língua, mas na cultura e em que tudo o que isso representa”, conta. Daí vêm os ritmos também. Em criança, começou por tocar bateria no Brasil e ficou marcado por esses ritmos até hoje. Quanto à harmonia, inspira-se na música clássica italiana e quanto às letras e poesia recorre também ao francês. “Gosto de misturar as coisas. Musicalmente e muito brasileiro, misturado com aquele ‘cantautorato' italiano”, descreve. Também se ouvem notas do 'tres', um instrumento cubano, a fazer pensar na guitarra portuguesa e no bandolim italiano, mas que também dá essa cultura sul-americana à cor do álbum. Vale a pena ouvir também “Madrugada+ Tramonto”, um projecto mais electropop, feito de música festiva e solar para dançar “comme un été”. “Era um trabalho diferente. Eu estava ainda à procura do que queria exprimir com a minha música. Não tinha uma linha directiva muito definida ainda e eu queria fazer algo parecido com o que escutava nesse momento, como Polo & Pan e outros artistas electrónicos dessa geração”, acrescenta. Pode ouvir a conversa neste programa.
Há uma frase que se repete, quase ritualmente, à saída dos cinemas: "O livro era muito melhor." Dita com convicção, com um certo ar de superioridade cultural, como se quem leu tivesse acesso a uma versão mais nobre da história. O curioso é que, mesmo assim, toda a gente foi ao cinema. E vai continuar a ir.Este é um dos paradoxos mais interessantes da nossa relação com as adaptações literárias: desconfiamos delas antes de as ver, julgamo-las enquanto as vemos e continuamos a falar delas muito depois de saírmos da sala. Longe de ser uma curiosidade cinéfila, este fenómeno diz muito sobre a forma como lemos, como interpretamos e como construímos sentido — competências que estão no coração de qualquer projeto educativo sério.
No centenário da morte de Claude Monet, a França transforma Giverny, famoso vilarejo da Normandia que abrigou o pintor, em palco de revisões críticas sobre o nascimento do impressionismo. A exposição Antes das Ninféias: Monet descobre Giverny (1883–1890) desloca o foco das telas consagradas para o risco e as escolhas de um artista que rompeu com o academicismo. A mostra revela como paisagem, luz e técnica redefiniram a pintura moderna, num gesto que ainda hoje molda nosso modo de ver a arte. Há um século, morria Claude Monet, o mais famoso dos impressionistas. O pintor é homenageado em 2026 com várias exposições e eventos comemorativos que se multiplicam na França – em Paris, Le Havre e Giverny – , e também em outros países. Autor das mundialmente célebres Ninféias (série de pinturas de vitórias-régias e jardins aquáticos), ele sucumbiu em 5 de dezembro de 1926 a um câncer de pulmão. Monet fumava muito e era conhecido por manter hábitos alimentares bastante particulares – costumava comer andouillette no café da manhã, um tipo de embutido tradicional francês feito com tripas de porco ou de boi, acompanhado de uma taça de vinho branco. Ele morreu, aos 86 anos, em seu ateliê-jardim em Giverny, cercado por suas últimas telas e pelas flores que tanto amava. “Ele cai literalmente entre suas obras e o jardim, que era ao mesmo tempo espaço de vida e de trabalho”, observa Marie Delbarre, assistente de pesquisa do Museu dos Impressionismos de Giverny e co-curadora da mostra. Para ela, o dado biográfico não é anedótico, mas ajuda a entender a "fusão radical entre arte e natureza" que define Monet. Delbarre lembra que o pintor convivia com excessos e possuía uma notória instabilidade emocional. “Era alguém extremamente determinado, mas atravessado por momentos reais de desespero”, afirma, citando cartas em que Monet relata humilhações financeiras e até uma tentativa confusa de suicídio – por afogamento, sendo que ele era exímio nadador. Longe do gênio sereno das reproduções de calendário, emerge em Giverny um artista tenso, obsessivo e muito exigente consigo mesmo. Temperamento explosivo Esse temperamento explosivo também deixava marcas físicas. “Quando não estava satisfeito, ele destruía telas a golpes de bota ou queimava pinturas no jardim”, conta Delbarre. A fúria não era teatral, mas fazia parte de um método em que nada podia sobreviver sem atender ao rigor absoluto da luz certa. Para Marie Delbarre, há um consenso fundamental quando se observa a obra de Claude Monet: mais do que buscar uma reprodução fiel da realidade, o pintor se empenhou em apreender os efeitos da luz natural. “Essa foi a grande paixão de Monet, à qual ele dedicou toda a vida”, afirma. Definir o impressionismo, no entanto, é tarefa menos simples. Segundo ela, trata‑se de um movimento que não nasceu de um manifesto artístico, como ocorreu com o futurismo. "O grupo reunia personalidades artísticas muito distintas, o que torna difícil formular uma definição única e rigorosa que dê conta, ao mesmo tempo, de Monet e de seus pares", afirma. O que foi, afinal, o impressionismo Definir o impressionismo nunca foi, de fato, simples. “Não é um movimento teorizado pelos artistas”, explica Delbarre. O termo nasce do olhar crítico – muitas vezes hostil – de jornalistas e comentaristas da época, a partir do quadro Impression, soleil levant (1872), onde Monet representa o porto de Le Havre, cidade francesa onde o artista passou a infância. Mais do que um programa, havia afinidades e tensões entre personalidades muito diferentes. Monet, Renoir, Degas e Caillebotte nem sempre pintavam a mesma coisa. “Com Monet, o paisagem é central; com Renoir, as figuras humanas ocupam outro lugar”, diz a curadora. O ponto comum estava na recusa ao modelo acadêmico e na aposta na experiência direta do mundo visível, sem idealizações históricas ou mitológicas. Vale lembrar que até meados do século XIX, a grande pintura europeia exaltava cenas bíblicas, heróis antigos e narrativas literárias. O impressionismo rompe esse pacto. “Eles pintam o lazer moderno, o trem a vapor, a cidade, o campo visto como campo”, sintetiza Delbarre. A luz como problema central Se há um eixo incontornável no impressionismo, trata-se da luz. “Captar os efeitos da luz natural foi a grande paixão de Monet, à qual ele dedicou a vida inteira”, afirma a pesquisadora. Isso explica tanto as séries – como catedrais, fardos de feno ou, depois, as Ninféias – quanto a obsessão por pintar sob condições específicas, às vezes impraticáveis. As cores chocavam. “Eram mais puras, mais vivas, com uma pincelada visível que antes ficava restrita ao esboço”, explica Delbarre. Aos olhos dos contemporâneos, parecia descuido ou afronta. “O público recebia aquilo como um balde de tinta no rosto”, diz, sem exagero. Vista hoje em museus, a pintura impressionista ainda se impõe. “Quando colocada ao lado de uma obra acadêmica, parece irradiar luz da parede”, observa a curadora. O efeito não era acidental, mas fruto de uma escolha técnica e estética coerente. Fora do Salão de Arte, contra o sistema Ser recusado pelo Salão oficial de Paris significava quase desaparecer. “Era praticamente o único meio de se tornar conhecido por público e colecionadores”, lembra Delbarre, ao se referir à principal exposição artística organizada pela Academia francesa desde 1667, que ditava o gosto oficial e consagrava carreiras entre os séculos XVIII e XIX. Monet e seus amigos sabiam o risco que corriam ao desafiar o júri, dominado por professores ligados ao neoclassicismo. A pintura ao ar livre era vista como heresia. “Uma inconsistência total”, resume ela. Herdada em parte da Escola de Barbizon, pioneira na prática de pintar ao ar livre, valorizando paisagens comuns, campos, florestas e a vida rural, essa prática ganhava com Monet e seus pares um grau de radicalidade inédita, tanto pelo tema quanto pela execução. Um detalhe técnico foi decisivo: o tubo de tinta industrial. “Antes, pintar a óleo fora do ateliê era quase impossível”, explica Delbarre. Com o novo suporte portátil, a pintura pôde finalmente acompanhar o tempo, o vento e a mudança da luz – fatores centrais para a revolução impressionista. De Giverny ao mundo A exposição mostra justamente o momento em que esse caminho se consolida. Ao se instalar no pequeno vilarejo da Normandia, Monet encontra um laboratório a céu aberto. “É ali que ele começa a organizar a vida em função da pintura”, afirma Delbarre. Para além do encanto turístico, Giverny foi um campo de batalha estética. As escolhas feitas ali – de motivo, técnica e método – moldaram não apenas a obra tardia de Monet, mas a própria noção de pintura moderna. Cem anos depois, revisitar esse processo ajuda a separar o clichê do risco original que ainda sustenta o impressionismo. A mostra Antes das Ninféias: Monet descobre Giverny (1883–1890) fica em cartaz em Giverny até o dia 5 de julho de 2026.
Neste episódio, falamos sobre a conquista da FA Cup pelo Manchester City, Chelsea anuncia Xabi Alonso, despedidas emocionantes na Espanha, as primeiras convocações para a Copa do Mundo e muito mais. Vem com a gente! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Episódio 063 de Dias Úteis, um podcast que oferece poesia pela manhã, de segunda a sexta-feira. O poema de hoje é de Cláudia Lucas Chéu, do livro "Pornographia", editado em 2016 pela Labirinto, lido pela própria Cláudia. Tema musical original de Marco Figueiredo, com voz de José Carlos Tinoco. Saiba mais sobre os nossos projectos em www.assdeideias.pt.
Da primária ao doutoramento com 19 valores, Catarina, 30 anos, foi sempre a melhor: “Vejo-me a ensinar. É quando vou explicar, vou contar. E sempre como se fosse a primeira vez.”See omnystudio.com/listener for privacy information.
Da primária ao doutoramento com 19 valores, Catarina, 30 anos, foi sempre a melhor: “Vejo-me a ensinar. É quando vou explicar, vou contar. E sempre como se fosse a primeira vez.”See omnystudio.com/listener for privacy information.
Da primária ao doutoramento com 19 valores, Catarina, 30 anos, foi sempre a melhor: “Vejo-me a ensinar. É quando vou explicar, vou contar. E sempre como se fosse a primeira vez.”See omnystudio.com/listener for privacy information.
Da primária ao doutoramento com 19 valores, Catarina, 30 anos, foi sempre a melhor: “Vejo-me a ensinar. É quando vou explicar, vou contar. E sempre como se fosse a primeira vez.”See omnystudio.com/listener for privacy information.
Taxas de mortalidade caíram, incidência de tuberculose diminuiu, mas casos de malaria e violência contra mulheres continuam subindo; entre 2020 e 2023, mais de 22 milhões de pessoas morreram de causas associadas à Covid19.
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Estamos de volta a programação normal (espero) e falando de coisa boa: a primeiríssima Conferência para Longe dos Combustíveis Fosseis, que aconteceu na Colômbia ao final do mês de abril de2026. Neste episódio trago as novidades discutidas por lá e um pouquinho do que devemos ficar de olho daqui pra frente. Ah, o Tortinha estáde...
Oro Por Você 03148 – 07 de maio de 2026 Pai, preciso de Tua ajuda para me afastar do que não é santo, daquilo que não presta, daquilo que me impede de ter uma verdadeira comunhão contigo. Ajuda-me a fazer o necessário para remover do coração o que não é Teu ideal para mim. Às vezes são pensamentos egoístas, pessimistas, carregados de dúvidas e questionamentos. Outras vezes são atitudes concretas cheias de pecado. Quero que minha vida seja um cântico de gratidão a Ti, brotando de um coração arrependido e sincero. Por isso, obrigado porque não me tratas segundo os meus pecados. Em nome de Jesus, amém! Saiba como receber as orações diárias do Oro Por Você: -> No celular, instale o aplicativo MANAH. -> Para ver/ouvir no YouTube, inscreva-se neste Canal: youtube.com/AmiltonMenezes7 -> Tenha os nossos aplicativos em seu celular: https://www.wgospel.com/aplicativos -> Para receber pelo WhatsApp, adicione 41 99797 2727 e mande um recadinho pedindo os áudios. -> Conheça nosso novo portal de oração: www.oroporvoce.com.br -> Participe do nosso canal no TELEGRAM: TELEGRAM AMILTON MENEZES . -> Participe do nosso canal no WhatsApp: https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9r7v8G8l5NcIiafZ2V . -> Instagram: https://www.instagram.com/amiltonmenezes7/ -> Threads: https://www.threads.net/@amiltonmenezes7 -> X (Antigo Twitter): https://x.com/AmiltonMenezes -> Facebook: facebook.com/AmiltonMenezes
Inventou os programas de vida selvagem como os conhecemos e é unânime em todo o mundo. O que tem o centenário David Attenborough e o que ensina a quem quer ser uma personalidade da televisão?See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Papo fala sobre os distanciamentos que podem melhorar nossas relações. Também fala sobre se render à pressão do algoritmo e sobre sexo casual com amigos.
Não, não foi um erro do seu Spotify… esse é um episódio novo e fresquinho do Por Que Tão Longe. Quanta coisa pode mudar em dois anos? A gente se reuniu pra responder essa pergunta juntas. Entre mudanças de cidade, de rotina, de amores ou de sonhos, a gente virou várias versões de nós mesmas no caminho. E hoje, a gente se encontra de novo; tentando entender tudo que mudou… e tudo que ainda continua igual.
Bom dia! ☕Para concorrer ao novo MacBook Neo clique aqui.Baixe o app do the news aqui!No episódio de hoje:
Os 49ers seguiram um caminho que foge completamente do padrão da NFL — e fizeram isso de forma consciente. Em vez de priorizar o tradicional Best Player Available (BPA), San Francisco mais uma vez apostou em jogadores que se encaixam diretamente no seu sistema, reforçando uma filosofia clara: não basta ser talentoso, tem que funcionar dentro da engrenagem. Mas isso levanta a pergunta central:
Em Santa Marta, na Colômbia, a 1ª Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis apresentou duas iniciativas inéditas. A primeira reuniu cerca de 300 especialistas em um ciclo acadêmico que elaborou propostas concretas para os governos, entre elas o corte de subsídios ao setor petroleiro. A segunda iniciativa é a criação do Painel Científico para a Transição Energética Global que vai assessorar países de forma permanente. O grupo terá sede no Brasil, na Unicamp, e foi idealizado pelo climatologista Carlos Nobre.
Fala Pirataria! Já está no mar mais um episódio da História de Bolso dos EUA, um projeto encabeçado pelo Prof. Marcos Sorrilha em colaboração com o História Pirata. Em nosso quarto episódio, exploramos Jamestown, o primeiro assentamento inglês permanente na América do Norte. Longe de um projeto de liberdade ou fé, a Virgínia nasceu como um empreendimento econômico voltado ao lucro marcado por desafios desafios iniciais (fome, conflitos e alta mortalidade). Ao longo dessa história, veremos como o tabaco transformou a colônia em um negócio viável, impulsionando a exploração do trabalho, da servidão à escravidão africana. Como não poderia deixar de ser, Pocahontas aparece, não como a figura romântica apresentada pela Disney, mas como parte de um complexo jogo político. Ao final, veremos como Jamestown revela, desde o início, as contradições que marcariam a história dos Estados Unidos. Quem quiser saber mais sobre a história dos EUA compre o livro: As Origens dos Estados Unidos da América https://amzn.to/4taRPlS
Em 2026, quando Marilyn Monroe completaria 100 anos, a Cinemateca francesa apresenta uma exposição que revisita sua carreira, entre 1946 e 1962. Com figurinos, filmes e arquivos raros, a mostra Marilyn Monroe: 100 anos! conta como a atriz enfrentou contratos abusivos, censura e misoginia no auge de Hollywood. Morta em 5 de agosto de 1962, aos 36 anos, Marilyn permanece subestimada como intérprete, embora continue celebrada como mito absoluto da cultura do século 20. Na Cinemateca de Paris, principal instituição de preservação do cinema na França, a exposição “Marilyn Monroe, 100 anos” propõe um reencontro com uma figura tão conhecida quanto sistematicamente mal compreendida. Longe de repetir o culto fetichista que costuma cercar a atriz, a mostra parte de uma pergunta incômoda: que tipo de estrela hollywoodiana Marilyn foi, de fato, entre 1946 e 1962, no auge do sistema de estúdios dos Estados Unidos? “Posso ser inteligente quando isso importa, mas a maioria dos homens não gosta disso.” Dita em 1953 no filme Os Homens Preferem as Loiras, a frase escrita por Anita Loos e interpretada por Marilyn funciona como senha e síntese. Ela aponta para o paradoxo central de sua trajetória: celebrada como imagem absoluta de desejo, Marilyn continuou sendo tratada como intérprete menor, mesmo quando diretores e colegas reconheciam publicamente sua inteligência e disciplina. Alfred Hitchcock, por exemplo, resumiu a visão dominante ao afirmar que ela “carregava o sexo no rosto”. Henry Hathaway, em sentido oposto, enfatizava “a inteligência de uma atriz extraordinária, que trabalha muito e quer sempre fazer melhor”. Entre esses dois polos, erguia‑se uma carreira curta, filmada em Technicolor, promovida em telas panorâmicas e atravessada por contratos leoninos. No espaço expositivo, a exuberância visual dos anos 1950 se impõe. Materiais publicitários, figurinos, fotos assinadas por Eve Arnold, Richard Avedon e Andy Warhol compõem o retrato de uma indústria que fabricava glamour ao mesmo tempo em que restringia brutalmente a autonomia de suas estrelas. A curadora Florence Tissot explica que seu ponto de partida foi “mostrar qual estrela hollywoodiana Marilyn Monroe era, e o que isso significava na prática”. "No começo, eu confesso que fiquei bem insatisfeita, porque a gente se depara com uma quantidade enorme de análises que acabam sempre voltando para a biografia dela, interpretando – ou até exagerando – a leitura da vida pessoal. No fim, dá um pouco a sensação de que a gente fica girando em círculo. Então tem também essa questão: como se posicionar diante de todos esses relatos. E depois, outra dificuldade que eu senti foi conseguir acesso aos arquivos", afirmou. Estrela de marketing antes de ser atriz A exposição começa pelas imagens de uma jovem ainda chamada Norma Jean Baker, fotografada como pin‑up enquanto trabalhava em uma fábrica ligada à indústria aeronáutica durante a Segunda Guerra. O sorriso ingênuo, o enquadramento sugestivo e os objetos de conotação claramente fálica revelam, segundo Tissot, “toda a hipocrisia dos anos 50”, quando puritanismo e erotização coexistiam sem constrangimento. Os Estados Unidos viviam a ascensão da revista Playboy e a divulgação do Relatório Kinsey sobre sexualidade feminina. Mas, ao mesmo tempo, enfrentavam o rigor do Código Hays, um conjunto de regras morais que regulou o que podia ou não aparecer nos filmes produzidos por Hollywood durante mais de três décadas. Oficialmente chamado de Motion Picture Production Code, ele entrou em vigor em 1930, mas só passou a ser aplicado com rigor a partir de 1934, quando os grandes estúdios concordaram em submeter seus filmes a uma censura prévia. Leia tambémTemporada excepcional de leilões pode tornar retrato de Marilyn obra mais cara do século 20 Nesse contexto, Marilyn tornou‑se o rosto perfeito de uma sensualidade aceitável, desejável e, paradoxalmente, domesticada. Mas o estereótipo da “loira burra” embutia uma ideia profundamente misógina: a de que beleza, desejo e inteligência não poderiam coexistir em uma mulher. A própria Marilyn denunciou isso em uma rara entrevista à NBC, em 1955, ao afirmar que “as pessoas associam as loiras, verdadeiras ou falsas, à estupidez. Não sei por quê. É uma visão muito limitada”. Ainda assim, esse rótulo estruturou boa parte de seus papéis iniciais. Trabalho, estudo e um talento subestimado Ao contrário da imagem de improviso, Marilyn estudou intensamente, antes mesmo de ingressar no famoso Actor's Studio, em Nova York. "Na verdade, desde o começo ela já fazia aulas, por vontade própria. Estudou canto, dança, interpretação e mímica e pantomima", conta Florence Tissot. "Isso não é muito conhecido, mas é importante lembrar, sobretudo diante dessa imagem de atriz meio inconsequente que se criou em torno dela. Na prática, ela queria ser uma boa atriz – isso era fundamental para ela. Era uma pessoa muito determinada", aponta a curadora. Em filmes como Quando a Cidade Dorme e A Malvada, ambos de 1950, Marilyn aparece pouco, mas críticos como James Naremore identificam ali uma intérprete capaz de condensar medo, raiva, sedução e vulnerabilidade em poucos segundos. “Mesmo com cenas breves, ela empurra os limites dos personagens que lhe eram oferecidos”, observa Tissot. Essa dedicação raramente foi reconhecida. As histórias de bastidores, quase sempre narradas do ponto de vista dos diretores homens, consolidaram a imagem de uma atriz atrasada, indisciplinada e emocionalmente instável. Billy Wilder foi um dos que mais vocalizaram esse discurso, ecoado com especial força na crítica francesa do pós‑guerra. Contratos abusivos e uma batalha desigual Em 1953, no auge do sucesso de Os Homens Preferem as Loiras, Marilyn recebeu um salário significativamente menor que o de Jane Russell, sua parceira de cena. Os contratos de exclusividade de sete anos davam aos estúdios o poder de decidir se e quando uma atriz trabalharia. “Eram contratos abusivos”, afirma Tissot, “e Marilyn foi muito mal remunerada durante grande parte da carreira”. A partir de meados da década, ela passa a renegociar. Luta por salários mais altos, pelo direito de escolher papéis e diretores, e cria sua própria produtora. Conquista vitórias parciais, mas nunca alcança a autonomia de estrelas como Mae West. Mesmo em seu último projeto, Something's Got to Give, Marilyn ganhava menos que colegas homens e menos que Elizabeth Taylor. O preço dessa rebeldia foi alto. Segundo Tissot, a indústria responde com um backlash: a loira ingênua cede lugar à mulher neurótica, problemática, instável. Filmes como A Loira Explosiva ridicularizam justamente sua tentativa de se emancipar. Leia tambémLivro publica confissões e trechos de diários de Marilyn Monroe Entre a transgressão e o castigo A cena da saia branca levantada pelo metrô, em O Pecado Mora ao Lado, sintetiza esse conflito. Filmada em 1954, diante de milhares de curiosos, ela violava simbolicamente o Código Hays e gerou uma das imagens mais reproduzidas da história do cinema. Tissot optou por abrir a exposição não com o vestido da cena, mas com fotos da multidão, sublinhando o caráter espetacular e exibicionista da operação. A imagem eclipsou o próprio filme. “O material promocional da estrela passa a se sobrepor à obra”, observa a curadora. Marilyn era, ao mesmo tempo, instrumento de transgressão e alvo de punição moral. "No fundo, isso mostra toda a complexidade que envolve uma estrela como a Marilyn Monroe. Na França, algo parecido aconteceu com a Brigitte Bardot. É uma década cheia de contradições: ao mesmo tempo em que começa um movimento de emancipação das mulheres, existe um discurso constante que reduz essas figuras à sexualidade. E, no contexto norte-americano, isso se soma a um certo puritanismo. Então fica claro que a imagem da Marilyn Monroe está presa nessa espécie de armadilha", analisa Tissot. Nos anos finais, em filmes como Quanto Mais Quente Melhor e Os Desajustados, a vulnerabilidade passa ao primeiro plano. Sua morte, em 5 de agosto de 1962, aos 36 anos, encerra a carreira e inaugura outra coisa: a administração incessante de seu mito. Um mito sem arquivo A curta carreira e a morte precoce dificultaram o trabalho histórico, segundo a curadora. Os pertences de Marilyn foram leiloados e se dispersaram por coleções privadas. Contratos, cartas e objetos raramente estão acessíveis. “Isso explica por que as lendas continuam tão fortes”, diz Tissot. “Há excesso de discurso, mas pouco acesso aos documentos.” A exposição, ao contextualizar imagens, filmes e discursos, não busca absolver nem vitimizar, e, segundo a curadora, pretende recolocar Marilyn Monroe como sujeito histórico, atriz trabalhadora e figura central para entender como Hollywood fabricou suas estrelas – e como as descartou. A mostra fica em cartaz em Paris até 26 de julho de 2026.
Nesta mensagem, o Pr. Geraldo Motta, com o texto em Lucas, capítulo 15, versículos 11 ao 32, nos traz uma reflexão sobre o o filho pródigo, numa nova perspectivaO texto acima, nos apresenta a conhecida parábola do filho pródigo — mas dentro dela existe uma segunda história, muitas vezes ignorada: a do filho que nunca saiu de casa… mas mesmo assim estava longe do pai.Enquanto o filho mais novo se distancia fisicamente, o mais velho permanece. Ele está na casa, cumpre suas obrigações, trabalha no campo… mas o seu coração revela uma distância silenciosa.Quando ele descobre a festa, sua reação não é alegria, mas indignação. Isso revela algo profundo: é possível estar no lugar certo, mas com o coração errado.1. Proximidade física não é intimidade espiritualO filho mais velho nunca saiu de casa, mas também nunca desfrutou do relacionamento com o pai. Ele mesmo diz: “Nunca me deste um cabrito para alegrar-me com meus amigos”. Ou seja, ele servia como empregado, não vivia como filho.Quantas vezes isso se repete hoje? Pessoas que estão “dentro” — frequentam, participam, fazem — mas não experimentam alegria, comunhão e intimidade.2. Um coração contaminado pela comparaçãoEle se compara com o irmão: “Esse teu filho…”. A comparação gera amargura. Ele não consegue celebrar a restauração porque está preso ao senso de injustiça.Quem vive comparando perde a capacidade de celebrar.3. O perigo de obedecer sem amorO filho mais velho obedecia, mas sem relacionamento. Sua fala é dura: ele vê o pai quase como um patrão. Isso mostra que é possível fazer tudo “certo” e ainda assim não conhecer o coração do Pai.Obediência sem amor gera peso, não alegria.4. O pai também sai ao encontro deleAssim como o pai corre ao encontro do filho pródigo, ele também sai para conversar com o filho mais velho. Isso é poderoso: o amor do pai alcança tanto quem está longe visivelmente quanto quem está distante emocionalmente.O pai diz: “Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu.”Ou seja: você nunca esteve sem acesso — apenas não percebeu.Reflexão final: Essa parábola não é só sobre quem foi embora… é também sobre quem ficou, mas nunca se conectou.Estar dentro de casa não garante relacionamento.Estar perto não significa estar ligado.Deus não quer apenas a sua presença — Ele quer o seu coração.Pergunta para reflexão: Você tem vivido como filho… ou apenas como alguém que está “dentro da casa”?Se esta mensagem edificou a sua vida, curta e compartilhe com mais pessoas.Deus te abençoe!
Neste episódio do Devaneios, estivemos à conversa com Diego Faísca, conhecido no mundo do MMA, um lutador brasileiro que encontrou em Portugal a sua casa há mais de uma década, ao ponto de já se sentir verdadeiramente português, não fosse o seu primeiro nome ser Jorge (bem português).Falámos sobre um percurso marcado pela disciplina e pela resiliência, desde a sua primeira luta profissional aos 16 anos até à construção de um caminho no MMA, com várias vitórias e a criação de academias em território nacional. Uma conversa centrada não só na competição, mas também no papel do desporto como ferramenta de transformação pessoal e de desenvolvimento de comunidade.Ao longo do episódio, abordámos também um lado mais pessoal do seu percurso. Cresceu com várias limitações e desafios, incluindo uma infância economicamente difícil, episódios de bullying e características associadas ao autismo, que apenas veio a ser diagnosticado já em adulto. Longe de o travarem, foram precisamente esses fatores, como a capacidade de foco, repetição e resistência, que acabaram por moldar o atleta, o empresário, o treinador, o pai e o homem que é hoje.Explorámos a sua visão para o futuro do jiu-jitsu e do MMA em Portugal, onde acredita existir talento suficiente para competir ao mais alto nível, com o objetivo claro de levar um atleta português até ao UFC. Ao mesmo tempo, partilhou o equilíbrio entre o papel de mentor e o desejo pessoal de ainda voltar a lutar, mostrando que a “faísca” competitiva continua bem viva.Um episódio sobre ambição, superação e identidade, onde se cruza a experiência de quem já conquistou o seu espaço com a capacidade de transformar adversidade em força e de continuar a elevar os outros ao seu redor.
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Quem está focando nos navios petroleiros parados no Oriente Médio está perdendo de vista que a questão é muito mais complicada - e, infelizmente, irá muito mais longe do que todos gostaríamos em termos de custo global.FONTES QUE EMBASAM O EPISÓDIO:G1: Irã anuncia reabertura do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo - https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/04/17/ira-anuncia-reabertura-do-estreito-de-ormuz.ghtml Yahoo Finance / Bloomberg: Here's a list of Gulf energy infrastructure damaged in Iran war - https://finance.yahoo.com/sectors/energy/articles/list-gulf-energy-infrastructure-damaged-110602813.html?guccounter=1&guce_referrer=aHR0cHM6Ly93d3cuZ29vZ2xlLmNvbS8&guce_referrer_sig=AQAAAKjIdBOmpctvYUoCE3E7CvlOLjU9SeqSKW1pegd2-6xM7kbE6zgs1Bu1PwlvRT9ABp3M_RDSHoxXneUDqTeWXWcnCv9eqLu0jI57erFh1kVECgQuXbxxi8e-vepXzJzdASopdtYqz_YhtweN7mWkHERJuBEG0H8mTaKrU5_DDHEz Le Monde: In one month of war, oil production has plunged - https://www.lemonde.fr/en/economy/article/2026/04/02/in-one-month-of-war-oil-production-has-plunged_6752059_19.html Credendo: Global supply chains in chaos after one month of conflict in Middle East - https://credendo.com/pl/knowledge-hub/global-supply-chains-chaos-after-one-month-conflict-middle-east OilPrice.com: How the Iran war is disrupting Gulf economies: 5 key effects - https://oilprice.com/Energy/Energy-General/How-the-Iran-War-Is-Disrupting-Gulf-Economies-5-Key-Effects.html Financial Times: Oil shortages are coming, and with them some difficult questions - https://www.ft.com/content/25bbef28-bec2-4e08-8adf-eb2c849dfb67?syn-25a6b1a6=1 BBC: Europe has “maybe six weeks of jet fuel left”, energy boss warns - https://www.bbc.com/news/articles/czjw2kz0l22o Hormuz Tracking: Acompanhe o volume de navios que passam pela região diariamente - https://hormuztracking.com/
O Jorge conheceu a Renata no trabalho e se apaixonou mesmo sabendo que ela era casada há 10 anos e com uma filha de 6. Ele insistia na relação, mas ela tinha medo de estragar o casamento e pediu para que eles se afastassem, mas a vontade falou mais alto. Renata acabou terminou com o marido, mas ao aumentar a convivência, Jorge percebeu que talvez nunca a amou de verdade e tudo perdeu a graça. Hoje, ele não se culpa e mesmo sabendo que destruiu um casamento, ele acha que cada um é responsável por suas escolhas.
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta terça-feira (07/04/2026): Sem pousar na Lua, apenas contornando-a, a humanidade deu ontem um grande passo para a exploração de outros mundos. Os quatro astronautas da Nasa na missão Atlantis 2 primeiramente chegaram ao ponto mais distante da Terra (406.778 km). Depois, deram a volta ao satélite natural, colocando olhos de verdade sobre o misterioso lado oculto, até então só fotografado por sondas não tripuladas. A manobra planejada por anos previa que durante 40 minutos a tripulação ficasse incomunicável, enquanto tinha a Lua entre si e a Terra. A face oculta lunar é mais montanhosa e acidentada, tem a crosta mais espessa. Seu estudo pode dar pistas sobre a formação do Sistema Solar e permitir mapear recursos minerais. A Nasa pretende fazer um pouso lunar em 2028, antes do fim do mandato de Donald Trump. A Artemis 2 faz parte de um plano de longo prazo para estabelecer uma base permanente que sirva de plataforma para futuras explorações. O passo seguinte será pousar em Marte. Economia: Governo amplia subsídio a diesel e gás de cozinha; aviação é socorrida Política: Opções a vice de Flávio se afunilam em Tereza e Zema Internacional: Trump promete tomar ‘todo o Irã’ se Ormuz não for reaberto hoje Esportes: Corinthians aposta em Fernando Diniz para contornar criseSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Alexandre Garcia comenta o veto de Lula ao visto do conselheiro de Donald Trump.
Longe de casa e dos olhos do marido, o plano de vingança ganhou forma nos braços de um desconhecido dotado e muito safado.O que começou como uma revanche transformou-se em uma entrega voraz, onde cada toque servia para apagar o passado e focar apenas no prazer do presente. Uma experiência intensa de liberdade e sedução para quem não tem medo de buscar o que deseja.Aperte o Play, feche os olhos e sinta a temperatura subir.Locução: @ouveamalu
Caio Blinder, integrante do Manhattan Connection, com passagens por O Globo, Folha de S.Paulo, VEJA, Jovem Pan e BBC Brasil, analisa e comenta as relações internacionais, no Jornal Eldorado, às 4ªs e 6ªs feiras, 8h15.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O “BOM DIA, JESUS” é um devocional diário do Inteligência LTDA. para você começar o dia com a benção de Deus.LUIZ SAYÃO, pastor, mestre em Hebraico, teólogo e iluminado, traz palavras de sabedoria e reflexão para que o dia se inicie de uma maneira positiva e cheio de esperança, preparando você para enfrentar todos os obstáculos que cruzam o seu caminho.Todos os dias, às 6 da manhã.
Muito bem, muito bem, muito bem, está no ar o BTCast 633! Neste episódio, Bibo, Luiz Henrique Erlan Tostes e Alexandre Miglioranza mergulham em um tema muitas vezes ignorado nas leituras bíblicas: as genealogias. Longe de serem listas monótonas de nomes difíceis, elas revelam teologia, identidade, memória e propósito na narrativa das Escrituras. Por que os […] O conteúdo de Genealogias bíblicas, pra quê? – BTCast 633 é uma produção do Bibotalk - Teologia é nosso esporte!.
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Muito bem (3x), está no ar mais um Comentário Bíblico Vida, uma parceria Bibotalk e Editora Vida! Neste episódio, Bibo e Luiz entram no coração de Efésios 6.10–20 para tratar de um tema muitas vezes mal compreendido, mas central para a vida cristã: a batalha espiritual. Longe de leituras sensacionalistas ou reducionistas, o texto paulino […] O conteúdo de Batalha Espiritual – Comentário Bíblico Vida 012 é uma produção do Bibotalk - Teologia é nosso esporte!.
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