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Com Sebastião Bugalho como porta-voz do PSD tem havido confusão entre canais partidários e institucionais: falta de rigor? Ainda, Cimeira da NATO serviu para reforçar a posição estratégica turca?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio do Eixo do Mal em podcast, discute-se o caos na correção digital dos Exames Nacionais e a reação do ministro da Educação. Em destaque está também a Cimeira da NATO, em casa de Erdogan, e o debate sobre o investimento europeu em defesa e o seu impacto numa possível (ou não) independência perante Donald Trump e os Estados Unidos. Ouça aqui a análise dos comentadoresSee omnystudio.com/listener for privacy information.
O Presidente da Turquia ofereceu revólveres personalizados com munição real e gerou perplexidade diplomática. Uma crónica de Francisco Sena Santos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
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Moçambique: Bastam compromissos internacionais de proteção de direitos humanos? Sem investimentos de nada vale, entende investigador. ANAMOLA pede apoio internacional numa campanha de solidariedade contra o "genocídio político". Sabes o motivo que levou cidadãos a apoiarem o ativista Nuvunga no caso envolvendo o político Albino Forquilha? Aqui podes matar a curiosidade.
A cimeira da NATO decorre num momento em que a Europa procura afirmar uma maior autonomia industrial no seio da Aliança, enquanto a corrida ao armamento e as tensões entre Rússia, China e Irão continuam a redesenhar o equilíbrio global e a testar os limites da segurança internacional. No Irão, ninguém acredita que o atual momento de acalmia seja definitivo, e a grande questão é perceber quem acabará por impor o ritmo dos acontecimentos. Ouça a análise de Nuno Rogeiro no Jogos de Poder, transmitido a 7 de julho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
No programa Casa Comum, Mariana Vieira da Silva e Duarte Pacheco debatem a crise provocada pelos problemas na correção digital dos exames nacionais e abordam ainda a condenação do Estado por violação do segredo de justiça no processo Operação Marquês. Na segunda parte, dedicada à política internacional, analisam a Cimeira da NATO e o aumento do investimento europeu em defesa, antes de uma reflexão sobre a política francesa, centrada na situação judicial de Marine Le Pen, o papel de Jordan Bardella, a possibilidade de uma candidatura de Christine Lagarde nas eleições presidenciais francesas de 2027.
A Europa tenta não ser apanhada desarmada, diante de Putin e de Trump. Uma crónica de Francisco Sena Santos.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Com 4 anos e meio de guerra na Ucrânia e uma conturbada relação com a administração do presidente Donald Trump, a Europa está a aumentar os seus investimentos em segurança e defesa. No contexto da Cimeira da NATO, os aliados europeus procuram desenvolver uma base industrial de defesa mais forte e coordenada. O que está a mudar nas relações de poder entre os mais influentes países europeus? Que papel está reservado para Portugal neste novo cenário geopolítico? Como apoiar a Ucrânia enquanto se abrem canais de diálogo com a Rússia? Os convidados deste programa são o major-general João Vieira Borges, presidente da Comissão Portuguesa de História Militar, e Patrícia Daehnhardt, investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais.O Da Capa à Contracapa é uma parceria da Fundação com a Rádio Renascença.
Com 4 anos e meio de guerra na Ucrânia e uma conturbada relação com a administração Trump, a Europa está a aumentar os seus investimentos em segurança e defesa. No contexto da Cimeira da NATO, os aliados europeus procuram desenvolver uma base industrial de defesa mais forte e coordenada. O que está a mudar nas relações de poder entre os mais influentes países europeus? Que papel está reservado para Portugal neste novo cenário geopolítico? Como apoiar a Ucrânia enquanto se abrem canais de diálogo com a Rússia? Os convidados do "Da Capa à Contracapa" são o major -general João Vieira Borges, presidente da Comissão Portuguesa de História Militar e Patrícia Daehnhardt, investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais
Sebastião Bugalho e Francisco Assis destacam a presença de Donald Trump na Turquia e a importância que pode ter na questão da guerra da Ucrânia.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Donald Trump chegou à Europa, para a Cimeira do G7, trazendo na bagagem um esboço de paz que os mercados receberam bem, mas as diplomacias receberam com cautelas, porque ainda há muita coisa para decidir. Os interesses eleitorais divergentes de Netanyahu e Trump são um dos factores que podem colocar em perigo o processo de paz. Conversamos neste episódio com Daniel Pinéu, especialista em Relações Internacionais, professor e investigador na Universidade de Amesterdão, comentador da SIC.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Greg Bovino, ex-líder operacional do ICE, responsável por uso excessivo de força que levou provocou duas mortes nos Estados Unidos, esteve numa Cimeira de Remigração, organizada pela extrema-direita europeia, na Figueira da Foz. O jornalista de investigação do Expresso Micael Pereira esteve lá e é com ele que conversamos neste episódio.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste programa Semana em África, voltamos à situação na RDC, a braços com a epidemia do ébola, e olhamos para as medidas que Angola começou a adoptar. Também olhamos para Cabo Delgado, onde a retoma do projecto da francesa Total gera críticas. Ainda em Moçambique, destacamos o estudo do CIP sobre o fecho de 500 empresas nos últimos dois anos. Quanto a Cabo Verde, o destaque vai para a Cimeira das Nações Crioulas. Começamos com a República Democrática do Congo, onde chegou, esta sexta-feira, o director da Organização Mundial de Saúde para tentar encontrar mais respostas para conter a epidemia de ébola. Recordo que, até ao final da semana, tinham sido registadas 246 mortes em mais de mil casos suspeitos, de acordo com um relatório do Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças, a agência de saúde da União Africana. Também esta sexta-feira,foi confirmada uma recuperação, a primeira desde o início da epidemia. Entretanto, em Angola, as autoridades sanitárias intensificam as medidas de vigilância e prevenção contra o Ébola, sobretudo nas regiões fronteiriças com a República Democrática do Congo, devido ao índice de mortes provocado pela epidemia. A 23 de Maio, a agência de saúde Africa CDC alertou que Angola está entre os dez países africanos que correm o risco de ser afetados pelo vírus Ébola, além da RDC, epicentro da epidemia, e do Uganda. Um trabalho de Francisco Paulo. Poucos meses depois de ter retomado o projecto moçambicano de gas natural liquefeito em Cabo Delgado, esta sexta-feira, a TotalEnergies reuniu-se em Paris para a sua assembleia-geral para apresentar lucros recorde. Daniel Ribeiro, da ong moçambicana Justiça Ambiental, denuncia que a situação em Cabo Delgado “continua perigosa e a insurgência activa”. Em Moçambique, um grupo de membros da Renamo submeteu à Procuradoria-Geral da República um documento com 18 mil assinaturas para impugnar a liderança de Ossufo Momade. O coordenador nacional da comissão de gestão do partido, Edgar Silva, pediu a Ossufo Momade que apresente contas. Em Moçambique, desde 2024, mais de 500 empresas fecharam e deixaram mais de 15 mil trabalhadores desempregados devido à escassez de divisas no país. A conclusão é do Centro de Integridade Pública que divulgou em Maputo um estudo sobre esta problemática, como explica a investigadora do CIP, Teresa Boene. Em Cabo Verde, arranca esta quinta-feira a Cimeira das Nações Crioulas, que decorre até ao dia 30 de Maio. Num contexto internacional marcado por guerras, intolerância e profundas desigualdades, o Presidente José Maria Neves defende que esta iniciativa pretende criar uma nova dinâmica de diálogo, assente na cooperação e na valorização das identidades crioulas. Em Cabo Verde, as mulheres representam menos de dois por cento da população prisional, mas a Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania alerta que esta realidade não pode esconder os desafios enfrentados pelas reclusas. A instituição defende medidas mais equitativas e condições mais dignas para o cumprimento das penas, sobretudo no contacto com os filhos menores. Odair Santos. Em São Tomé e Príncipe, a vice-presidente da ADI - Acção Democrática Independente -, Celmira Sacramento, anunciou na quarta-feira, em conferência de imprensa, que o partido apresentou uma queixa-crime no Ministério Público contra, nomeadamente, o primeiro-ministro Américo Ramos.
“O mundo não pode continuar com a política da inimizade.” É desta forma que o Presidente de Cabo Verde enquadra a realização da Cimeira das Nações Crioulas, que decorre entre 28 e 30 de Maio, na cidade da Praia. Numa altura marcada por guerras, intolerância e profundas desigualdades, José Maria Neves defende um novo humanismo assente no diálogo, na cooperação e na valorização das identidades crioulas. O que representa esta Cimeira das Nações Crioulas num momento em que o mundo atravessa tantas tensões e conflitos? Essencialmente, este é um espaço de encontro. Vivemos num mundo disruptivo, de rupturas. Há muitas guerras, muitos confrontos e alguma desumanidade. Nós queremos recuperar a ideia do encontro, do diálogo, da busca de soluções negociadas e da cooperação para o desenvolvimento. As nações crioulas são nações que resultam de encontros entre culturas, entre povos, e mostram que o diálogo é possível. Precisamos de criar um movimento que defenda um novo humanismo. É por isso que estamos a realizar este encontro: para discutirmos, sobretudo, os novos caminhos para o futuro. Quantos países participam nesta primeira cimeira? Estarão presentes mais de três dezenas de países. A sessão de abertura contará com intervenções do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, do presidente da Aliança das Civilizações, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, Miguel Ángel Moratinos e do Presidente de Portugal, António José Seguro, De que forma é que a cooperação entre as nações crioulas pode traduzir-se em ganhos concretos nas áreas da cultura, educação e economia? Nós vamos mostrar a enorme riqueza cultural das nações crioulas e isso contribui não só para o desenvolvimento das economias criativas, mas também para o crescimento económico e para a competitividade dos diferentes espaços. O que se pode ver nas nações crioulas é talento, criatividade, resiliência e uma enorme disponibilidade para as trocas. Ao realizarmos uma cimeira em que mostramos não só o percurso histórico das nações crioulas, mas também toda a sua riqueza cultural, as suas potencialidades económicas e os recursos disponíveis para que as pessoas vivam com mais dignidade, estamos naturalmente a criar uma cultura voltada para o desenvolvimento humano, para o crescimento económico e para o progresso. As línguas crioulas continuam, em muitos casos, a enfrentar dificuldades de reconhecimento institucional. Esta cimeira poderá contribuir para reforçar essa valorização? Espero que sim. No caso de Cabo Verde, o consenso tem sido difícil. Desde a Claridade, ou mesmo antes, com o movimento literário protagonizado, por exemplo, por Pedro Cardoso e Eugénio Tavares, houve um esforço de dignificação do crioulo. Depois, o próprio movimento da Claridade, com Baltasar Lopes da Silva, também ele filólogo, escreveu sobre a língua cabo-verdiana. Há hoje um novo momento de valorização da língua cabo-verdiana. Mas não tem sido fácil alcançar consenso, sobretudo por causa da riqueza do crioulo cabo-verdiano, que assenta na existência de várias variantes. Essa pluralidade dificulta um pouco, pelo menos no plano das ideias, a padronização da língua cabo-verdiana. Mas espero que, com este debate, com este encontro, com as discussões que vão ter lugar e com as perspectivas que se abrem para novos debates e novos temas relacionados com o crioulo, a língua cabo-verdiana possa afirmar-se cada vez mais. Cabo Verde pode afirmar-se como uma referência diplomática e cultural no espaço crioulo internacional? A ideia é precisamente essa: criar um movimento. Um pequeno Estado, como é o caso de Cabo Verde, tem de liderar pelo exemplo. Cabo Verde é um país que tem a ambição de ser útil à comunidade internacional. Nós podemos mostrar que o mundo, quando assente no racismo, na violência e nos confrontos, tem de encontrar novos caminhos. E as nações crioulas mostram um pouco esses caminhos. São povos que vieram de várias origens e que formaram outras culturas, outras nações. Independentemente da violência ou das rupturas iniciais, o importante é o caminho que foi feito no sentido de esses países e dessas nações criarem novas pontes de diálogo e espaços de entendimento. O não-racismo, a não-violência - estes encontros acabam por mostrar que há novas possibilidades, outras formas de viver. Nós podemos olhar para a dignidade da pessoa humana e não assentar o mundo no racismo, na violência, nas guerras e num confronto permanente. Penso que este é o contributo das nações crioulas e Cabo Verde pode liderar esse movimento. Não há alternativa: existem outras formas de viver e outras formas de pensar. A cooperação solidária para o desenvolvimento é possível. A cimeira surge também como uma mensagem política em defesa do diálogo e da paz? Exactamente. Temos de perceber que não podemos continuar com a política da inimizade. Achille Mbembe escreve precisamente sobre a política da inimizade, que se aproxima, de certa forma, da biopolítica de que fala Foucault. O que queremos aqui é mostrar que é preciso respeitar o outro e abandonar uma perspectiva permanente de intolerância, destruição ou eliminação do outro. Portanto, a amizade, o diálogo, a paz e a cooperação são fundamentais. O que encontramos hoje é uma grande desigualdade nos termos de intercâmbio. Mas devemos construir intercâmbios entre os Estados, entre o Norte e o Sul, em novas bases - bases mais igualitárias, com mais tolerância e com os olhos postos na dignidade da pessoa humana.
Os velhos amigos Xi e Putin voltaram a encontrar-se em Pequim. A flotilha para Gaza e as eleições em Israel. Instabilidade na Bolívia. Cuba na mira de Trump. Edição de Mário Rui Cardoso.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Depois de uma cimeira entre a China e os Estados Unidos que só cumpriu os mínimos, o presidente chinês, Xi Jinping ainda mal se tinha despedido do seu homólogo Donald Trump quando ‘foi à porta' receber o presidente russo, Vladimir Putin. Um recado para Washington? Para a Ucrânia?Entretanto, a Europa anda a vasculhar nas suas fileiras para encontrar quem poderá cumprir a espinhosa missão de ser um possível futuro interlocutor do bloco junto da Rússia. A boa notícia é que a União parece estar a ultrapassar a fase de negação e assumir que é preciso falar com o inimigo.De inimigos sabe o chefe do governo espanhol, acossado por sinais de corrupção por todos os lados. O antigo chefe de governo José Luís Zapatero é só o problema mais recente que Sánchez, que ira a eleições para o ano, tem em mãos.
Francisco Pereira Coutinho acredita que visita de Trump serviu para manter relação de paz depois do fim da guerra comercial. “Não houve nada substancial, mas ter acontecido já é significativo”, garante.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Bruno Cardoso Reis afirma que o encontro entre Donald Trump e Xi Jiping teve resultados limitados. Para o historiador, as promessas de compra de aviões foram modestas face ao peso das duas economias.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A Reserva Federal norte-americana tem um novo presidente. A confirmação de Kevin Warsh foi o desfecho de uma história longa e atribulada que envolve críticas ferozes de Donald Trump ao anterior líder da FED, Jerome Powell. Neste episódio olhamos para o que o novo líder da instituição vai trazer à política monetária dos Estados Unidos. Na segunda parte colocamos o foco na cimeira EUA-China e para o que o encontro de Trump com Xi Jinping trouxe de novo aos pontos críticos da guerra no Médio Oriente, Taiwan e tarifas. Com Paulo Ribeiro Pinto e Carla Pedro numa edição de Hugo Neutel.
Bruno Cardoso Reis afirma que o encontro entre Donald Trump e Xi Jiping teve resultados limitados. Para o historiador, as promessas de compra de aviões foram modestas face ao peso das duas economias.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Major-General João Vieira Borges afirma que China será um "mediador de sombra" no conflito com Irão. Ainda afirma que Ucrânia não abandonará Donbass para a rendição exigida por Putin para a paz.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ana Cavalieri admite que novo míssil de Putin é propaganda para esconder a fragilidade russa. A especialista em assuntos internacionais defende que prioridade de Trump na China é a disputa comercial.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O estreito de Ormuz é agora um dos pontos de divergência que faz congelar a Cimeira da Paz, mas os portugueses de há cinco séculos já tinham percebido o seu alto valor estatégico.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Novo Procurador-Geral da República de Angola, Pedro Mendes de Carvalho, deverá mostrar independência face ao poder político, diz analista. Estado são-tomense penhora bens da empresa proprietária da Cervejeira Rosema. Em cimeira, líderes europeus pedem moratória sobre ataques contra infraestruturas energéticas no Medio Oriente.
"A Cimeira da União Africana e os candidatos a secretário geral da ONU". "O bloqueio a Cuba"
O Presidente de Moçambique elogiou a liderança angolana na 39.ª Cimeira da União Africana, destacando os esforços de paz e a necessidade de África reforçar a sua influência, nomeadamente no Conselho de Segurança da ONU. A transição na Guiné-Bissau gera tensões na CPLP e, em Angola, um jornalista denuncia um alegado caso de espionagem com recurso ao sistema “Predator”. A 39.ª Cimeira da União Africana ficou marcada por um balanço positivo da presidência angolana, pela reafirmação dos desafios das alterações climáticas e pelo apelo a uma maior representação africana no Conselho de Segurança das Nações Unidas. O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, considerou “excelente” a liderança de Angola, destacando o empenho de João Lourenço na promoção da paz, em particular no leste da República Democrática do Congo. A cimeira deu especial atenção às infra-estruturas e à gestão da água, sem descurar as questões de paz e segurança. Daniel Chapo defendeu ainda que África deve organizar-se para garantir um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU e reforçar a sua influência nos centros de decisão internacionais. Em Adis Abeba, uma reunião de alto nível, promovida pela Libéria, permitiu concertar posições africanas sobre a sucessão de António Guterres na liderança das Nações Unidas. O mandato termina a 31 de Dezembro e o processo de escolha do novo secretário-geral arranca a 1 de Abril. Diplomatas sublinham a importância de uma estratégia comum do continente. Na Guiné-Bissau, o enviado especial da União Africana, o antigo primeiro-ministro são-tomense, Patrício Trovoada, iniciou contactos no âmbito da crise política desencadeada pela tomada do poder pelos militares a 26 de Novembro. O responsável reconheceu que há “muito para fazer” na transição para uma ordem constitucional legítima e recusou comentar críticas sobre alegadas proximidades ao Presidente Umaro Sissoco Embaló. A situação em Bissau tem provocado tensões na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O porta-voz do Conselho Nacional de Transição acusou Cabo Verde, Angola e Timor-Leste de ingerência. Para Pedro Seabra, do ISCTE, regimes saídos de golpes de Estado tendem a usar críticas externas para reforçar a sua legitimidade interna e consolidar a narrativa de estabilidade. Em Angola, o jornalista Teixeira Cândido denunciou ter sido alvo de espionagem através do sistema informático “Predator”, alegadamente utilizado para aceder ao seu telemóvel. A Amnistia Internacional classificou o caso como uma grave violação do direito à privacidade. O jornalista anunciou que apresentará queixa junto do Ministério Público, enquanto persistem suspeitas sobre um eventual envolvimento de entidades estatais.
Domingos Simões Pereira será presente hoje ao Tribunal Militar de Bissau. Jornalista moçambicano Arlindo Chissale está desaparecido há um ano, família e sociedade civil criticam falta de respostas. União Africana avalia a sua capacidade em promover a paz no continente na próxima cimeira.
Golpes de Estado, terrorismo, alterações climáticas e transições de liderança marcaram a actualidade política do continente africano nos últimos dias. A 39.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, a decorrer em Addis Abena, na Etiópia, serviu de palco para debater estes desafios, num momento particularmente sensível para vários países. A situação política na Guiné-Bissau -suspensa da organização pan-africana na sequência da tomada do poder pelos militares -esteve no centro das atenções. Em entrevista à RFI, o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, reafirmou uma posição firme, sublinhando a defesa inequívoca da ordem constitucional. Ainda no país, o principal opositor guineense, Domingos Simões Pereira, foi ouvido pelo Tribunal Militar, na qualidade de declarante, no âmbito de uma alegada tentativa de golpe de Estado em Outubro de 2025, segundo os seus advogados. A insegurança no norte de Moçambique também esteve em debate. O terrorismo em Cabo Delgado foi analisado à margem da cimeira, que decorre em Addis Abeba. António Guterres apelou à comunidade internacional, em particular à União Europeia, para reforçar o apoio ao país no combate à insurgência. Ainda em Moçambique, as alterações climáticas e os seus efeitos continuam a preocupar as autoridades. O Secretário-Geral das Nações Unidas reiterou que ainda é possível, até ao final do século, limitar o aumento da temperatura global a 1,5 graus, mas advertiu que tal exige uma redução drástica das emissões com efeitos imediatos. Entretanto, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres anunciou a abertura de 600 centros de acolhimento para famílias em risco, face à aproximação do ciclone tropical Gezani. Paralelamente, Maputo procura mobilizar apoio internacional, tanto na Cimeira da União Africana como na Cimeira Itália-África, para a reconstrução das zonas afectadas pelas recentes inundações. À RFI, a ministra dos Negócios Estrangeiros, Maria Manuela Lucas, sublinhou a necessidade de solidariedade internacional. A cimeira marca igualmente uma transição na liderança da organização continental. Termina a presidência angolana e inicia-se o mandato do Burundi. O Presidente burundês, Évariste Ndayishimiye, herdará do seu homólogo angolano, João Lourenço, dossiers complexos como o conflito entre a República Democrática do Congo e o Ruanda. Num balanço da presidência de Angola à frente da União Africana, o ministro das Relações Exteriores, Téte António, destacou o reforço da presença e da voz de África nos fóruns internacionais. Em São Tomé e Príncipe, a actualidade política ficou marcada pela eleição de Abnildo Oliveira como Presidente da Assembleia Nacional. O novo líder do Parlamento sucede a Celmira Sacramento, destituída do cargo há cerca de duas semanas, na sequência da crise parlamentar que abalou o país.
Nação lusófona tem posição estratégica em rotas de cabos submarinos que distribuem conexão à internet pelo mundo; presidente de agência reguladora de comunicação fala de aumento de demanda por novas rotas com advento da inteligência artificial.
Jornal da ONU com Ana Paula Loureiro. Esses são os destaques desta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026Portugal reafirma proeminência na economia digital durante Cimeira no PortoMudança no consumo de drogas no Afeganistão para substâncias sintéticas
Todas as atenções estavam centradas em Trump, mas foi o primeiro-ministro do Canadá que fez o discurso mais viral, talvez não o mais importante. Esse terá sido aquele em que Zelensky criticou a Europa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Volodymyr Zelensky foi à Cimeira de Davos dizer coisas importantes sobre a nova ordem mundial, mas quase lhe tiraram o palco. As palavras do líder ucraniano foram ou não reveladoras?See omnystudio.com/listener for privacy information.
A morte inesperada e prematura de Nuno Loureiro foi um choque profundo. Em mais de oito anos de 45 Graus, nunca tinha perdido um convidado tão jovem e brilhante, com tanto ainda para dar ao mundo. Apesar da sua partida, o seu legado permanece. Espero que este episódio contribua para divulgar a área da fusão nuclear e inspire novos investigadores a seguir o caminho científico que o Nuno deixou aberto.Recorde aqui o episódio 119, originalmente publicado em abril de 2022. _______________ Nuno Loureiro é licenciado em Engenharia Física Tecnológica pelo Instituto Superior Técnico, e doutorado em física pelo Imperial College de Londres. A sua especialidade é a física dos plasmas e as suas aplicações à fusão nuclear e a problemas do domínio da astrofísica. Actualmente é professor catedrático do departamento de Ciência e Engenharia Nuclear e do departamento de Física do Massachusetts Institute of Technology, EUA. _______________ Índice da conversa: (0:00) Introdução (07:36) Como funciona a energia nuclear de fusão? Reagentes: deutério e trítio (isótopos de hidrogéneo) (14:57) Porque é tão difícil gerar fusão nuclear? Potencial da computação quântica (25:46) De onde vem a energia nuclear? (28:40) Progressos recentes. Record do National Ignition Facility (NIF) de Agosto 2021. Record do JET de Fevereiro de 2022. Projecto ITER. Fusão magnética vs inercial (laser). Investimento privado. (39:00) O que explica progressos recentes? Cimeira na Casa Branca em Março. (42:46) Desafios para tornar energia de fusão comercialmente viável. (46:54) Como converter energia nuclear em electricidade? Aneutronic Fusion (48:07) Há perigos na fusão nuclear, como na energia nuclear tradicional (de fissão)? (50:30) O que estão a fazer as empresas privadas de diferente? Germany’s Wendelstein 7-X stellarator. (55:39) Porque é que a Europa está a liderar a investigação nesta área? (58:40) Que método é mais promissor: confinamento magnético ou inercial (laser)? (01:02:13) Como a investigação nesta área ilumina a Astrofísica. (01:04:44) Previsões: quando vamos conseguir tornar a energia de fusão viável? Livros recomendados: The Star Builders, de Arthur Turrell. Star Power, de Alain Bécoulet _______________ Todos sabemos que, para fazer face às alterações climáticas, o Mundo tem forçosamente de diminuir o consumo de energias fósseis. O petróleo e o gás são, além disso, altamente sensíveis a perturbações geopolíticas, como os últimos meses têm mostrado, com impacto directo na vida das pessoas. No entanto, a verdade é que a energia é necessária, e as energias renováveis ainda não permitem fazer face às necessidades energéticas, de tal forma que o grosso da energia consumida no mundo continua a ser de combustíveis fósseis. Mas e se vos dissesse que existe uma fonte de energia alternativa que não emite dióxido de carbono para a atmosfera, tem um baixo risco associado e é, além disso, virtualmente ilimitada? Parece exagero, mas é verdade. Chama-se energia de fusão nuclear. Esta energia é ainda mais poderosa do que a energia nuclear clássica (de fissão), utiliza matérias ilimitadas (átomos e isótopos de hidrogénio) e, ao contrário daquela, produz muito pouca radioactividade. E se vos dissesse, ainda, que tem havido nos últimos tempos avanços promissores que podem tornar esta energia viável nas próximas décadas? Há muito tempo, há quase um século, que sabemos que é possível produzir energia de fusão. Por uma razão simples: é ela a fonte de energia do Sol, onde as altas temperaturas e a enorme gravidade geram a fusão de átomos de hidrogénio. No entanto, conseguir gerar este tipo de reacção na terra tem-se revelado muito difícil. Esta dificuldade é de tal forma, que há até uma piada batida no meio: “faltam só 30 anos até termos energia de fusão… e hão-de sempre faltar!”. Abordei a energia de fusão pela primeira vez no 45 Graus, no final de 2018, no episódio 42, com Luís O. Silva, físico e professor do Técnico. Em qualquer outra altura das últimas décadas, é quase certo que um episódio gravado há 3 anos continuaria perfeitamente actual. No entanto, desta vez não é assim -- e por bons motivos. Tem havido nos últimos anos desenvolvimentos importantes nesta área. Só no último ano, verificaram-se dois dos maiores avanços concretos das últimas décadas no caminho para produzir energia de fusão. Em Agosto do ano passado, nos EUA, a National Ignition Facility (NIF) bateu o record no que toca ao rácio de energia gerada pelo processo de fusão nuclear face à energia que foi necessário injectar para accionar a fusão (a energia gerada continua a ser menos do que a energia injectada, mas é um resultado muito promissor). E mais recentemente, em fevereiro deste ano (o que, em Ciência, é o mesmo que dizer -- ontem), o laboratório JET, no Reino Unido, bateu o record do máximo de energia total gerada pelo processo de fusão. Ainda faltam muitos passos para tornar esta energia viável, mas estes são dois progressos muito importantes; de tal forma que ainda em Março houve uma cimeira importante sobre o tema organizada pelo governo norte-americano. Ao mesmo tempo, estes progressos e o imperativo de encontrar soluções para as alterações climáticas tem levado a um aumento do investimento, inclusive privado, com dezenas de novas empresas a tentarem, actualmente, serem as primeiras a produzir energia de fusão viável. Parece por isso, finalmente, que podemos ter uma expectativa realista de ver avanços importantes nesta área no futuro próximo. See omnystudio.com/listener for privacy information.
OMS junta representantes governamentais, cientistas, líderes indígenas e profissionais de saúde de mais de 100 países em reunião na Índia; Segunda Cimeira Global sobre Medicina Tradicional visa a implementação da Estratégia Global 2025-2034.
EUA cancelaram cimeira com a Rússia após telefonema "tenso" entre diplomatas, mas é impossível saber o que irá fazer Trump. Em Gaza, Israel mantém ofensiva, mas cessar-fogo traz ainda esperança.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Antes da Cimeira do Egito, Donald Trump falou no Parlamento de Israel. Além do fim da guerra, defendeu que é o fim do terror e o início da fé e da esperança. A Madalena Moreira é a convidada. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Uma crónica de Francisco Sena Santos.
Na madrugada de quarta-feira, vários drones russos entraram na Polónia. Estará Putin a testar as capacidades da defesa aérea polaca ou a coesão da NATO? Que resposta deve ser dada pela Europa para desincentivar Moscovo a seguir este caminho, sem contribuir para um escalar do conflito? Neste episódio, conversamos com Maria João Tomás, comentadora de internacional da SIC.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Arrancaram hoje as aulas no ensino geral em Angola: Movimento dos Estudantes Angolanos alerta para situação "catastrófica". Greve nos órgãos públicos de comunicação foi suspensa, mas luta por melhores condições prossegue, garantem jornalistas angolanos. Adis Abeba acolhe Cimeira Africana sobre o Clima: Líderes africanos procuram soluções lideradas pelo continente para as alterações climáticas.
A tragédia no Elevador da Glória prejudica a imagem de Portugal enquanto país seguro? Destaque para a Cimeira de Xangai com Trump a disparar que o encontro apenas serve para conspirar contra os EUA.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Desde o fim-de-semana, com a Cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, e depois com o desfile militar em Pequim, Vladimir Putin tem estado em grande destaque com o palco que lhe ofereceu Xi Jinping. A Rússia provou que não está isolada internacionalmente, mas a operação desta semana também mostrou que quem lidera a grande coligação, onde entram cada vez mais países, é a China. Neste episódio, conversamos com o comentador da SIC José Milhazes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A cimeira em Pequim entre a China e a União Europeia. O caso Epstein a ensombrar Donald Trump. As ligações dos movimentos de libertação na África lusófona à antiga URSS. Edição de Mário Rui Cardoso.
A Guiné-Bissau assume a presidência rotativa da CPLP.Em Angola, cresce o descontentamento popular. Está agendada uma segunda ronda de manifestações contra o aumento do custo de vida. O RADAR DW desta sexta-feira aprofundou este tema, com análise ao enredo económico que está a apertar o bolso dos cidadãos angolanos. Vamos acompanhar o essencial do programa.
Sánchez, que se diz um "político limpo", é um homem a prazo no Governo espanhol? A Cimeira dos BRICS, no Brasil, teve várias ausências e Lula da Silva e Trump chocam de frente. Vêm aí mais tarifas?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Ficou oficialmente firmado pela «Declaração da Cimeira da Haia», no seu primeiro ponto, que todos os estados-membros concordam com a norma de 5% para despesas com a defesa.