Jorge Borges

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    • Sep 30, 2026 LATEST EPISODE
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    Latest episodes from Jorge Borges

    Platão temia a escrita

    Play Episode Listen Later Sep 30, 2026 8:29


    Platão desconfiava da escrita e nós desconfiamos do telemóvelHá mais de dois milénios que se escreve contra a escrita, e a queixa nunca chegou a envelhecer. Um ensaio recente de Marcos Alonso e um livro de três académicos italianos, comentados por Carlos A. Scolari no blogue Hipermediaciones, ajudam a perceber por que razão cada tecnologia nova traz o mesmo susto e o que isso muda na maneira como professores e alunos podem olhar para o telemóvel, para o ecrã e para a inteligência artificial.

    Devemos proibir os telemóveis aos jovens?

    Play Episode Listen Later Sep 30, 2026 17:17


    Platão desconfiava da escrita e nós desconfiamos do telemóvelHá mais de dois milénios que se escreve contra a escrita, e a queixa nunca chegou a envelhecer. Um ensaio recente de Marcos Alonso e um livro de três académicos italianos, comentados por Carlos A. Scolari no blogue Hipermediaciones, ajudam a perceber por que razão cada tecnologia nova traz o mesmo susto e o que isso muda na maneira como professores e alunos podem olhar para o telemóvel, para o ecrã e para a inteligência artificial.

    Mitologia da IA Consciente

    Play Episode Listen Later Sep 29, 2026 8:31


    Onde se analisa o ensaio do neurocientista Anil Seth, que desafia a crença popular de que a inteligência artificial poderá tornar-se consciente apenas por atingir um elevado nível de desenvolvimento. O autor argumenta que a consciência difere fundamentalmente da inteligência, estando intrinsecamente ligada aos processos biológicos da vida e do metabolismo, e não a meras simulações computacionais. Desta forma, sustenta que os sistemas digitais atuais não possuem capacidade de sentir, alertando para os perigos éticos e psicológicos de atribuir estatuto moral ou traços humanos a estas tecnologias. Em suma, as fontes sublinham a necessidade de distinguir entre simulação e realidade, defendendo que a obsessão em criar máquinas conscientes menospreza a natureza biológica humana.

    A consciência exige biologia ou basta silício

    Play Episode Listen Later Sep 29, 2026 19:05


    Em 2022, um engenheiro da Google afirmou que o chatbot em que trabalhava tinha sentimentos. A empresa dispensou-o por violação das regras de confidencialidade e o assunto pareceu arrumado. Não estava. O neurocientista Anil Seth, da Universidade de Sussex, venceu o Prémio de Ensaio Berggruen de 2025 com um texto que põe em causa a ideia de que basta uma máquina tornar-se suficientemente esperta para acordar por dentro. Fica aqui o que retive da leitura, com as dúvidas que ela deixa.

    IA Agêntica e os Riscos da Autonomia

    Play Episode Listen Later Sep 29, 2026 21:32


    Sobre um documento da Agência Espanhola de Proteção de Dados explora a inteligência artificial agêntica e os seus impactos na privacidade e no tratamento de dados pessoais. Diferente da IA generativa comum, os agentes de IA operam com autonomia e proatividade, decomponendo tarefas complexas em cadeias de raciocínio para atingir objetivos específicos. A fonte detalha diversas vulnerabilidades, como a interação direta com ambientes digitais e a integração de serviços externos, que exigem novas estratégias de governação. São propostas medidas de controlo rigorosas, incluindo a proteção de dados desde o desenho, a supervisão humana e a gestão ética da memória dos sistemas. O guia serve como uma orientação técnica para que responsáveis e encarregados de tratamento possam mitigar ameaças específicas e garantir o cumprimento normativo.

    IA Agêntica e Privacidade

    Play Episode Listen Later Sep 29, 2026 7:55


    Agentes de IA e dados pessoais: o que muda quando a máquina passa a agirPublicado a Setembro 28, 2026 por Jorge BorgesDurante muito tempo, conversar com uma inteligência artificial resumia-se a fazer perguntas e esperar respostas. Os agentes de IA mudam o guião: recebem um objetivo, decidem os passos, consultam serviços, guardam memória e, no fim, fazem coisas. Em fevereiro de 2026, a Agência Espanhola de Proteção de Dados publicou um guia extenso sobre o que isto significa para os dados pessoais. Ficam aqui as notas de leitura, com o que me pareceu mais útil para quem usa, escolhe ou apenas quer compreender estas ferramentas.

    Saber a matéria não chega para ensinar

    Play Episode Listen Later Sep 25, 2026 13:49


    Este podcast sintetiza conselhos essenciais de especialistas internacionais e dados sobre o sistema de ensino em Portugal para apoiar professores principiantes. A premissa central é que o domínio científico de uma matéria não garante, por si só, a capacidade de a ensinar eficazmente a outros. Através de testemunhos reais, as fontes sugerem estratégias práticas como a preparação logística, a utilização de materiais partilhados por colegas e a criação de narrativas envolventes. Aborda-se também o desafio dos docentes que entram nas escolas apenas com habilitação própria, sublinhando a importância da formação pedagógica contínua. O objetivo final é demonstrar que a docência de excelência se constrói através da prática, da mentoria e da capacidade de adaptação às necessidades dos alunos.

    O Pensamento de Chomsky

    Play Episode Listen Later Sep 24, 2026 5:43


    A revista espanhola Ethic escolheu nove nomes para explicar o pensamento que hoje atravessa os debates sobre democracia, desigualdade, tecnologia e identidade. Lemos a lista com olhos de professor e fizemos uma pergunta simples: o que pode cada um destes autores fazer por uma turma do secundário, numa escola onde a inteligência artificial já entrou pela porta da frente?A Ethic publicou, a 17 de setembro, uma seleção de nove pensadores que, na leitura da autora, ajudaram a moldar muitas das políticas sociais e económicas das sociedades atuais: Noam Chomsky, Peter Singer, Martha Nussbaum, Slavoj Žižek, Michael Sandel, Judith Butler, Byung-Chul Han, Thomas Piketty e Yuval Noah Harari. O próprio texto começa por admitir que fechar um grupo destes é tarefa ingrata. Tem razão, e é precisamente por isso que vale a pena olhar primeiro para quem lá está.Feitas as contas, são sete homens e duas mulheres. Quatro nasceram nos Estados Unidos. O mais velho, Chomsky, é de 1928; o mais novo, Harari, de 1976. Não há ninguém de África nem da América Latina, e o conjunto inclina-se de forma bastante clara para o campo progressista, sem vozes liberais ou conservadoras de peso. Nada disto invalida a escolha. Mas convém dizê-lo aos alunos logo no início, porque uma lista de «mais influentes» é um argumento, não um facto. Pedir a uma turma que proponha o décimo nome, e que o defenda perante os colegas, ensina mais sobre critérios, fontes e vieses do que decorar os nove.Uma lista é sempre um ponto de vista.

    Nove pensadores para levar para a sala de aula

    Play Episode Listen Later Sep 24, 2026 26:41


    A revista espanhola Ethic escolheu nove nomes para explicar o pensamento que hoje atravessa os debates sobre democracia, desigualdade, tecnologia e identidade. Lemos a lista com olhos de professor e fizemos uma pergunta simples: o que pode cada um destes autores fazer por uma turma do secundário, numa escola onde a inteligência artificial já entrou pela porta da frente?A Ethic publicou, a 17 de setembro, uma seleção de nove pensadores que, na leitura da autora, ajudaram a moldar muitas das políticas sociais e económicas das sociedades atuais: Noam Chomsky, Peter Singer, Martha Nussbaum, Slavoj Žižek, Michael Sandel, Judith Butler, Byung-Chul Han, Thomas Piketty e Yuval Noah Harari. O próprio texto começa por admitir que fechar um grupo destes é tarefa ingrata. Tem razão, e é precisamente por isso que vale a pena olhar primeiro para quem lá está.Feitas as contas, são sete homens e duas mulheres. Quatro nasceram nos Estados Unidos. O mais velho, Chomsky, é de 1928; o mais novo, Harari, de 1976. Não há ninguém de África nem da América Latina, e o conjunto inclina-se de forma bastante clara para o campo progressista, sem vozes liberais ou conservadoras de peso. Nada disto invalida a escolha. Mas convém dizê-lo aos alunos logo no início, porque uma lista de «mais influentes» é um argumento, não um facto. Pedir a uma turma que proponha o décimo nome, e que o defenda perante os colegas, ensina mais sobre critérios, fontes e vieses do que decorar os nove.Uma lista é sempre um ponto de vista

    IA e Pensamento Crítico

    Play Episode Listen Later Sep 24, 2026 8:38


    Uma reportagem publicada esta semana na Nature reúne investigadores da psicologia cognitiva e da educação à volta de uma pergunta que muitos professores já fazem na sala de aula: se a inteligência artificial faz o esforço por nós, onde fica a aprendizagem? As respostas ainda estão incompletas. Mas há pistas sólidas sobre a forma como se ensina a pensar, e quase todas nos levam para o interior das disciplinas, para o desenho das tarefas e para muita prática.No início deste ano, Lixiang Yan, investigador em educação que leciona na Universidade Tsinghua, em Pequim, estava a preparar um curso online com a ajuda de um agente de inteligência artificial, o Codex. A meio do trabalho percebeu uma coisa desconfortável. O agente conseguia fazer tudo o que o curso pedia aos estudantes: resolvia as tarefas, respondia às perguntas, participava nas discussões. Um estudante podia chegar ao fim da unidade curricular sem ter pensado seriamente, uma única vez, sobre a matéria. Yan concluiu que ensinar os alunos a raciocinar pela própria cabeça se tornou mais importante do que alguma vez foi.O episódio abre a reportagem de Helen Pearson, «How to stay smart in the age of AI: the science of critical thinking», publicada na Nature a 23 de setembro. Passa-se numa universidade chinesa, mas quem dá aulas a uma turma de 9.º ano reconhece a cena sem grande esforço, só que com trabalhos de casa no lugar dos fóruns de discussão.

    A IA atrofia o pensamento crítico?

    Play Episode Listen Later Sep 24, 2026 21:24


    Onde se analisa o impacto da inteligência artificial generativa no desenvolvimento do pensamento crítico e nos processos de aprendizagem em contexto académico. Especialistas alertam que a automatização de tarefas intelectuais pode eliminar o esforço cognitivo essencial para a retenção de conhecimentos, transformando a tecnologia numa muleta que prejudica o desempenho autónomo dos estudantes. A investigação sugere que esta competência não é uma faculdade genérica, mas sim uma prática que deve ser cultivada através de metodologias específicas dentro de cada disciplina. Para mitigar a erosão das capacidades mentais, propõe-se o desenho de exercícios que exijam justificação e reflexão, garantindo que a IA funcione como um apoio ao raciocínio em vez de um substituto para o pensamento original. Em suma, os textos defendem que a educação deve focar-se em proteger o trabalho intelectual que as máquinas conseguem replicar, mas não substituir verdadeiramente.

    A Cultura da Sanduíche

    Play Episode Listen Later Sep 23, 2026 8:33


    «É para dar a nossa opinião ou a que está no livro?»Imaginemos esta pergunta numa sala de aula. Antes de a interpretar como preguiça ou provocação, vale a pena escutá-la. O aluno está a tentar perceber as condições do trabalho: até onde pode ir, que argumentos serão aceites, quanto lhe pode custar afastar-se do exemplo.A resposta do professor tem consequências. E a forma como esse trabalho será avaliado terá ainda mais.No artigo «La cultura del sándwich: cuando la mediocridad se convierte en sistema», publicado na Ethic, Antonio Guerrero Ruiz recorre à sanduíche mista como imagem de uma oferta cultural previsível. A partir do conceito de mediocracia de Alain Deneault, interroga organizações que favorecem a adaptação às suas regras e tornam mais difícil o reconhecimento de propostas independentes.

    A ditadura da sanduíche mista no ensino

    Play Episode Listen Later Sep 23, 2026 9:52


    Onde se explora o conceito de mediocracia, um sistema social e cultural que privilegia a conformidade e a adaptação em detrimento do verdadeiro talento ou da inovação. Através da metáfora da "cultura do sándwich", o autor descreve como as instituições modernas premiam indivíduos que seguem regras e evitam riscos, confundindo frequentemente a visibilidade com o mérito real. Esta análise alerta para o perigo de as estruturas hierárquicas promoverem a incompetência e a homogeneidade, silenciando vozes críticas que poderiam desafiar o estado atual das coisas. O artigo sublinha que a verdadeira criação artística é muitas vezes incómoda e imprevisível, colidindo com sistemas que procuram apenas a autoperpetuação. Em última análise, defende-se a necessidade de uma sociedade culturalmente saudável que saiba valorizar a excelência em vez de se resignar a uma normalidade previsível e segura.

    Avaliar a aprendizagem real

    Play Episode Listen Later Sep 23, 2026 6:52


    Um aluno entrega um trabalho bem escrito, organizado e com uma apresentação cuidada. O professor lê, aplica os critérios e atribui uma classificação. Mas ficam perguntas por responder: como chegou àquelas conclusões? Que dificuldades encontrou? Consegue explicar as escolhas que fez? O que aprendeu entre a primeira tentativa e a versão entregue?Estas perguntas atravessam o recurso Avaliação online no ensino superior: princípios, estratégias e boas práticas, desenvolvido no Mestrado em Pedagogia do Elearning da Universidade Aberta, sob orientação de Lúcia Amante e Elizabeth Souza. Publicado em julho de 2026, reúne contributos de estudantes sobre uma preocupação que interessa a qualquer professor: construir uma avaliação capaz de acompanhar e melhorar a aprendizagem.

    Avaliar o percurso ou a validação final

    Play Episode Listen Later Sep 23, 2026 18:46


    Onde se analisa um recurso educativo da Universidade Aberta focado na avaliação digital, adaptando os seus princípios para o contexto do ensino básico e secundário. A abordagem central privilegia o processo de aprendizagem em detrimento da mera atribuição de notas, destacando a importância de tarefas autênticas e do feedback formativo atempado. O artigo sugere que os educadores devem planear evidências de conhecimento antes de escolherem as ferramentas tecnológicas, promovendo uma autoavaliação crítica e a transparência no uso da inteligência artificial. Além disso, sublinha-se a necessidade de garantir a equidade no acesso digital e a valorização da participação qualitativa dos alunos. Em suma, a fonte propõe uma transformação na cultura escolar que torne visível o percurso intelectual do estudante e a sua capacidade de aplicar saberes em situações reais.

    Algoritmos e jovens leitores

    Play Episode Listen Later Sep 22, 2026 9:09


    O vídeo analisa o acentuado declínio das competências de leitura entre os jovens, destacando uma disparidade de género crescente onde os rapazes apresentam resultados significativamente inferiores aos das raparigas. Com base nos dados do PISA 2025, o artigo explora como a proliferação de algoritmos e o consumo de conteúdos digitais fragmentados prejudicam a capacidade de concentração e o pensamento crítico. A reflexão aponta que a leitura por prazer está em níveis historicamente baixos, exigindo que as escolas reformulem as suas estratégias pedagógicas. Entre as soluções propostas, destaca-se a necessidade de oferecer maior autonomia de escolha aos alunos e diversificar os géneros textuais para incluir temas que despertem o interesse masculino. O objetivo final é combater a ideia de que ler é uma atividade feminina, promovendo a literacia como uma ferramenta essencial de liberdade individual no século XXI.

    O abismo da leitura nos rapazes

    Play Episode Listen Later Sep 22, 2026 24:36


    O podcast analisa o acentuado declínio das competências de leitura entre os jovens, destacando uma disparidade de género crescente onde os rapazes apresentam resultados significativamente inferiores aos das raparigas. Com base nos dados do PISA 2025, o artigo explora como a proliferação de algoritmos e o consumo de conteúdos digitais fragmentados prejudicam a capacidade de concentração e o pensamento crítico. A reflexão aponta que a leitura por prazer está em níveis historicamente baixos, exigindo que as escolas reformulem as suas estratégias pedagógicas. Entre as soluções propostas, destaca-se a necessidade de oferecer maior autonomia de escolha aos alunos e diversificar os géneros textuais para incluir temas que despertem o interesse masculino. O objetivo final é combater a ideia de que ler é uma atividade feminina, promovendo a literacia como uma ferramenta essencial de liberdade individual no século XXI.

    O Fim da Pesquisa

    Play Episode Listen Later Sep 21, 2026 7:11


    Um inquérito do International Panel on the Information Environment (IPIE) revela que 76% dos especialistas preveem uma degradação do ecossistema informacional global até 2026. As principais ameaças identificadas são a falta de responsabilização das plataformas digitais e a desinformação, superando as preocupações imediatas com a inteligência artificial generativa. Embora ferramentas de IA acelerem a obtenção de respostas, os investigadores alertam que estas podem reduzir a diversidade de perspetivas e desencorajar a consulta de fontes originais. Perante este cenário, defende-se que a educação deve evoluir para uma literacia de sistemas, focada em questionar a mediação e a origem dos dados recebidos. O objetivo central para o futuro reside em garantir o acesso a informação rigorosa e preservar a pluralidade de vozes num ambiente cada vez mais filtrado por algoritmos.

    As máquinas agora escolhem o que lemos

    Play Episode Listen Later Sep 21, 2026 18:42


    Um inquérito do International Panel on the Information Environment (IPIE) revela que 76% dos especialistas preveem uma degradação do ecossistema informacional global até 2026. As principais ameaças identificadas são a falta de responsabilização das plataformas digitais e a desinformação, superando as preocupações imediatas com a inteligência artificial generativa. Embora ferramentas de IA acelerem a obtenção de respostas, os investigadores alertam que estas podem reduzir a diversidade de perspetivas e desencorajar a consulta de fontes originais. Perante este cenário, defende-se que a educação deve evoluir para uma literacia de sistemas, focada em questionar a mediação e a origem dos dados recebidos. O objetivo central para o futuro reside em garantir o acesso a informação rigorosa e preservar a pluralidade de vozes num ambiente cada vez mais filtrado por algoritmos.

    Ensinar num mundo com IA

    Play Episode Listen Later Sep 20, 2026 7:28


    Estas fontes analisam a integração da inteligência artificial no contexto educativo, baseando-se no manual "Manual urgente sobre IA en el aula" e em reflexões críticas sobre o seu impacto. O conteúdo propõe que a tecnologia seja vista não apenas como uma ferramenta técnica, mas como um entramado sociotécnico complexo que envolve dimensões políticas, económicas e ambientais. Defende-se uma transição do mero ensino "com" IA para um ensino "para" um mundo com IA, priorizando o pensamento crítico, a ética e a agência humana. O texto destaca o perigo do solucionismo tecnológico e a necessidade de preservar o "paradigma do cuidado" face à automação. Adicionalmente, as fontes sublinham a importância de uma perspetiva situada a partir de Abya Yala, considerando desigualdades regionais e a materialidade invisível da infraestrutura digital. Por fim, o material oferece orientações práticas para que educadores e alunos questionem a neutralidade dos algoritmos e os enviesamentos dos modelos de mundo apresentados pelas máquinas.

    A inteligência artificial é apenas um espelho

    Play Episode Listen Later Sep 20, 2026 12:52


    Estas fontes analisam a integração da inteligência artificial no contexto educativo, baseando-se no manual "Manual urgente sobre IA en el aula" e em reflexões críticas sobre o seu impacto. O conteúdo propõe que a tecnologia seja vista não apenas como uma ferramenta técnica, mas como um entramado sociotécnico complexo que envolve dimensões políticas, económicas e ambientais. Defende-se uma transição do mero ensino "com" IA para um ensino "para" um mundo com IA, priorizando o pensamento crítico, a ética e a agência humana. O texto destaca o perigo do solucionismo tecnológico e a necessidade de preservar o "paradigma do cuidado" face à automação. Adicionalmente, as fontes sublinham a importância de uma perspetiva situada a partir de Abya Yala, considerando desigualdades regionais e a materialidade invisível da infraestrutura digital. Por fim, o material oferece orientações práticas para que educadores e alunos questionem a neutralidade dos algoritmos e os enviesamentos dos modelos de mundo apresentados pelas máquinas.

    O impacto das ecrãs no PISA

    Play Episode Listen Later Sep 18, 2026 6:33


    Os resultados do PISA 2025 saíram a 8 de setembro e, durante dias, especialistas, governantes e comentadores explicaram o que se passa com os jovens de 15 anos. Faltava ouvir os próprios. O podcast diário do jornal EL PAÍS sentou à mesma mesa um grupo de estudantes de uma escola pública dos arredores de Madrid e pediu-lhes que respondessem ao que se anda a dizer sobre eles. A conversa é espanhola, mas as perguntas que levanta servem, sem grande tradução, para qualquer sala de aula portuguesa.

    Os ecrãs derrotaram a escola tradicional

    Play Episode Listen Later Sep 18, 2026 18:58


    Os resultados do PISA 2025 saíram a 8 de setembro e, durante dias, especialistas, governantes e comentadores explicaram o que se passa com os jovens de 15 anos. Faltava ouvir os próprios. O podcast diário do jornal EL PAÍS sentou à mesma mesa um grupo de estudantes de uma escola pública dos arredores de Madrid e pediu-lhes que respondessem ao que se anda a dizer sobre eles. A conversa é espanhola, mas as perguntas que levanta servem, sem grande tradução, para qualquer sala de aula portuguesa.

    Competências em IA

    Play Episode Listen Later Sep 17, 2026 7:09


    Literacia em IA: cinco passos para a escolaA Dansk Standard, o organismo de normalização da Dinamarca, publicou um guia para ajudar as organizações que usam sistemas de inteligência artificial a desenvolver a literacia em IA das suas equipas. Não foi escrito para escolas. Mesmo assim, faz a pergunta que muitos agrupamentos ainda não fizeram com clareza: quem precisa de saber o quê, sobre que ferramenta e com que grau de responsabilidade?

    Literacia em IA é agora obrigação legal

    Play Episode Listen Later Sep 17, 2026 17:49


    Este documento estabelece uma especificação técnica da Danish Standards sobre a literacia em inteligência artificial (IA), baseada nos requisitos do IA Act da União Europeia. O texto funciona como um guia prático para organizações que utilizam sistemas de IA, oferecendo uma estrutura para capacitar colaboradores conforme as suas responsabilidades e níveis de risco. Para facilitar esta implementação, a fonte detalha competências técnicas, práticas e éticas fundamentais para gestores e utilizadores finais. É apresentado um modelo de cinco etapas que orienta as empresas desde o mapeamento de necessidades até à avaliação contínua das soluções tecnológicas. Por fim, o guia ilustra a aplicação destes conceitos através de estudos de caso reais em organizações dinamarquesas, focando-se na segurança de dados e na eficiência operacional.

    Consenso Exige Confronto

    Play Episode Listen Later Sep 15, 2026 7:57


    Estas fontes analisam a importância da confrontação de ideias como a base necessária para um consenso democrático autêntico, contrastando-o com a mera unanimidade ou o silêncio. Através de um diálogo entre Felipe González e Sergio del Molino, os textos examinan as lições da Transição espanhola, defendendo que a democracia exige o respeito por regras partilhadas e pelo adversário. É sublinhada a necessidade de a escola assumir um papel central no ensino do pensamento crítico e da capacidade de discordar de forma construtiva. Os autores alertam ainda para o perigo da polarização atual, onde o insulto e a agressividade substituíram o debate de conteúdos e a escuta mútua. Em suma, o material apresenta a democracia como uma obra inacabada que depende da literacia mediática e do compromisso constante com o pluralismo político.

    Só há consenso se houver confronto

    Play Episode Listen Later Sep 15, 2026 20:42


    Estas fontes analisam a importância da confrontação de ideias como a base necessária para um consenso democrático autêntico, contrastando-o com a mera unanimidade ou o silêncio. Através de um diálogo entre Felipe González e Sergio del Molino, os textos examinan as lições da Transição espanhola, defendendo que a democracia exige o respeito por regras partilhadas e pelo adversário. É sublinhada a necessidade de a escola assumir um papel central no ensino do pensamento crítico e da capacidade de discordar de forma construtiva. Os autores alertam ainda para o perigo da polarização atual, onde o insulto e a agressividade substituíram o debate de conteúdos e a escuta mútua. Em suma, o material apresenta a democracia como uma obra inacabada que depende da literacia mediática e do compromisso constante com o pluralismo político.

    Ensinar a Viver Com e Sem Tecnologia

    Play Episode Listen Later Sep 13, 2026 7:57


    Este artigo explora a recente legislação portuguesa que restringe o uso de telemóveis nas escolas, defendendo que a proibição é apenas o primeiro passo para uma verdadeira educação digital. O autor argumenta que afastar os dispositivos ajuda a proteger a atenção dos alunos, mas sublinha a necessidade crítica de ensinar os jovens a navegarem em ambientes tecnológicos com autonomia e espírito crítico. É essencial distinguir o entretenimento passivo do uso de ferramentas digitais para a aprendizagem efetiva, preparando as crianças para lidar com algoritmos e inteligência artificial. O texto propõe um modelo de acesso gradual, onde o papel dos adultos e a responsabilidade das plataformas são fundamentais para equilibrar a vida conectada. Em última análise, o objetivo da escola moderna deve ser capacitar os alunos para decidirem quando ligar e quando desligar, promovendo uma relação intencional com a tecnologia.

    Proibir o telemóvel na escola não basta

    Play Episode Listen Later Sep 13, 2026 18:07


    Portugal acaba de alargar ao 3.º ciclo as restrições à utilização de smartphones nas escolas. A medida pode proteger a atenção, favorecer a socialização e devolver algum silêncio ao espaço escolar. Mas nenhum regulamento ensina uma criança a reconhecer manipulação algorítmica, a proteger a sua privacidade, a perceber quando deve desligar ou a usar inteligência artificial sem deixar que ela pense por si. A educação digital começa, precisamente, onde a proibição acaba.

    O Algoritmo na Sala

    Play Episode Listen Later Sep 12, 2026 9:14


    A leitura transversal produz uma conclusão mais exigente do que a habitual oposição entre «adotar» e «proibir» IA. O problema fundamental é constitucional, no sentido institucional da palavra: quem pode decidir, sobre o quê, com que informação, sob que regras, em benefício de quem e com que possibilidade de contestação. A IA altera a distribuição de autoridade entre alunos, docentes, instituições, Estados e empresas; desloca parte do trabalho cognitivo e avaliativo para infraestruturas privadas; e pode redefinir silenciosamente aquilo que uma escola considera aprendizagem, desempenho, inteligência ou eficiência. Esta é a linha comum que liga a crítica de Daniela Hau ao modelo human-in-the-loop, os cenários de autonomia de Lim, Hilmy e Kuok, a crítica da personalização de Bianca Farthing, a preocupação de Camille Fabo com o poder curricular dos modelos e os cenários futuros da parte final da coletânea. [UNESCO]

    O Algoritmo na Sala: O Futuro da Educação e IA

    Play Episode Listen Later Sep 12, 2026 21:56


    Esta publicação da UNESCO examina os impactos profundos da inteligência artificial no futuro da educação, desafiando a ideia de que a automatização tecnológica é inevitável ou sempre benéfica. Através de uma coleção de ensaios críticos, os autores exploram temas como a autonomia de estudantes e professores, a ética dos algoritmos e os riscos de um ciclo de aprendizagem desumanizado. O texto destaca o conceito de "ciclo vicioso da IA", onde a criação e a avaliação de tarefas podem tornar-se processos puramente mecânicos, excluindo a agência humana essencial. Além disso, questiona-se a lógica do "humano no circuito", defendendo que a pedagogia deve ser o alicerce fundamental do ensino e não apenas um mecanismo de supervisão para sistemas automatizados. Em última análise, a obra apela a uma governação que proteja a educação como um bem público e promova o desenvolvimento cognitivo e emocional face às tecnologias emergentes.

    Literacia em Inteligência Artificial: Recomendações e Princípios Diretores

    Play Episode Listen Later Sep 12, 2026 8:03


    Estas fontes debruçam-se sobre a Recomendação CM/Rec(2026)12 do Conselho da Europa, um marco regulatório de soft law que estabelece diretrizes para a literacia em inteligência artificial nos seus 46 Estados-membros. O documento propõe um modelo educativo assente em três pilares — as dimensões humana, tecnológica e prática — conferindo um protagonismo inédito aos impactos éticos, sociais e de direitos humanos. O objetivo central é capacitar os cidadãos, especialmente no contexto escolar, para interagirem com sistemas algorítmicos de forma crítica, autónoma e responsável, salvaguardando a agência humana perante a automatização. As fontes detalham ainda medidas para governos e instituições, sublinhando que a literacia em IA é fundamental para a preservação da democracia e para a tomada de decisões informadas, incluindo o direito de optar pela não utilização destas tecnologias. Estas análises enfatizam o papel vital dos educadores na promoção de um pensamento independente que permita aos alunos questionar e validar os resultados gerados por máquinas.

    Ética ou Técnica na Literacia em IA

    Play Episode Listen Later Sep 12, 2026 19:50


    Sobre a Recomendação CM/Rec(2026)12 do Conselho da Europa, um marco regulatório de soft law que estabelece diretrizes para a literacia em inteligência artificial nos seus 46 Estados-membros. O documento propõe um modelo educativo assente em três pilares — as dimensões humana, tecnológica e prática — conferindo um protagonismo inédito aos impactos éticos, sociais e de direitos humanos. O objetivo central é capacitar os cidadãos, especialmente no contexto escolar, para interagirem com sistemas algorítmicos de forma crítica, autónoma e responsável, salvaguardando a agência humana perante a automatização. As fontes detalham ainda medidas para governos e instituições, sublinhando que a literacia em IA é fundamental para a preservação da democracia e para a tomada de decisões informadas, incluindo o direito de optar pela não utilização destas tecnologias. Estas análises enfatizam o papel vital dos educadores na promoção de um pensamento independente que permita aos alunos questionar e validar os resultados gerados por máquinas.

    Lições da Reforma Educativa na Inglaterra

    Play Episode Listen Later Sep 12, 2026 6:21


    Os resultados do relatório PISA 2025 revelam um declínio generalizado no desempenho académico global em leitura, matemática e ciências, acentuado pelo uso excessivo de tecnologia e pela diminuição da leitura por prazer. Enquanto a Espanha e a média da OCDE apresentam quedas significativas, a Inglaterra destaca-se pela sua resiliência, mantendo pontuações elevadas graças a reformas estruturais focadas na disciplina, instrução direta e currículos ricos em conhecimento. Especialistas sugerem que a digitalização e a dependência de algoritmos estão a prejudicar a capacidade de concentração e o pensamento crítico dos jovens, afetando até as classes sociais mais favorecidas. Para contrariar esta tendência, recomenda-se um maior foco na literacia humana, como a filosofia e a oratória, em detrimento da dependência de ferramentas de Inteligência Artificial. O sucesso inglês serve agora de modelo para outros países que procuram elevar os seus padrões educativos através de evidências científicas e práticas pedagógicas rigorosas.

    O afundamento dos alunos mais ricos | PISA 2025

    Play Episode Listen Later Sep 12, 2026 21:19


    Os resultados do relatório PISA 2025 revelam um declínio generalizado no desempenho académico global em leitura, matemática e ciências, acentuado pelo uso excessivo de tecnologia e pela diminuição da leitura por prazer. Enquanto a Espanha e a média da OCDE apresentam quedas significativas, a Inglaterra destaca-se pela sua resiliência, mantendo pontuações elevadas graças a reformas estruturais focadas na disciplina, instrução direta e currículos ricos em conhecimento. Especialistas sugerem que a digitalização e a dependência de algoritmos estão a prejudicar a capacidade de concentração e o pensamento crítico dos jovens, afetando até as classes sociais mais favorecidas. Para contrariar esta tendência, recomenda-se um maior foco na literacia humana, como a filosofia e a oratória, em detrimento da dependência de ferramentas de Inteligência Artificial. O sucesso inglês serve agora de modelo para outros países que procuram elevar os seus padrões educativos através de evidências científicas e práticas pedagógicas rigorosas.

    O modelo escolar estónio além do pódio

    Play Episode Listen Later Sep 10, 2026 19:36


    A Estónia volta a destacar-se no PISA 2025. O que sustenta estes resultados? Autonomia pedagógica, apoio às dificuldades e uma aposta na tecnologia que começa nos professores. Um olhar sobre as escolhas estónias e o que podem ensinar a Portugal.Quando saem os resultados do PISA, procuramos quase sempre a mesma coisa: uma explicação que caiba numa frase. Um método de ensino, uma reforma curricular, uma tecnologia. Algo que possamos identificar, importar e pôr a funcionar no ano letivo seguinte.A Estónia merece uma leitura mais demorada. O seu percurso obriga-nos a olhar para a maneira como se organiza uma escola, para a ajuda que chega a um aluno quando começa a ficar para trás e para a liberdade de um professor que conhece a turma que tem à frente.

    Estónia no PISA 2025: Confiança, Equidade e Inovação Educativa

    Play Episode Listen Later Sep 10, 2026 5:53


    A Estónia volta a destacar-se no PISA 2025. O que sustenta estes resultados? Autonomia pedagógica, apoio às dificuldades e uma aposta na tecnologia que começa nos professores. Um olhar sobre as escolhas estónias e o que podem ensinar a Portugal.Quando saem os resultados do PISA, procuramos quase sempre a mesma coisa: uma explicação que caiba numa frase. Um método de ensino, uma reforma curricular, uma tecnologia. Algo que possamos identificar, importar e pôr a funcionar no ano letivo seguinte.A Estónia merece uma leitura mais demorada. O seu percurso obriga-nos a olhar para a maneira como se organiza uma escola, para a ajuda que chega a um aluno quando começa a ficar para trás e para a liberdade de um professor que conhece a turma que tem à frente.

    Os ecrãs e a verdade

    Play Episode Listen Later Sep 10, 2026 8:22


    Porque é que achamos algo bonito? A filosofia faz esta pergunta há dois mil e quinhentos anos e nunca a fechou de vez — e isso, longe de ser um problema, é exatamente o que a torna útil para uma aula de Filosofia, de Cidadania ou de Artes.Um pôr do sol fotografado à pressa, uma equação que finalmente bate certo, um rosto que só aparece no ecrã depois de passar por seis filtros diferentes. Os alunos de hoje chamam «lindo» a um número impressionante de coisas todos os dias — e raramente param para perguntar porquê. A filosofia começou a fazer essa pergunta há dois mil e quinhentos anos, na Grécia antiga, e nunca conseguiu fechá-la de vez. Talvez seja precisamente essa falta de resposta definitiva que torna o tema tão produtivo para uma sala de aula.

    A filosofia por trás dos filtros digitais

    Play Episode Listen Later Sep 10, 2026 22:45


    Um pôr do sol fotografado à pressa, uma equação que finalmente bate certo, um rosto que só aparece no ecrã depois de passar por seis filtros diferentes. Os alunos de hoje chamam «lindo» a um número impressionante de coisas todos os dias — e raramente param para perguntar porquê. A filosofia começou a fazer essa pergunta há dois mil e quinhentos anos, na Grécia antiga, e nunca conseguiu fechá-la de vez. Talvez seja precisamente essa falta de resposta definitiva que torna o tema tão produtivo para uma sala de aula.

    Medir a AGI: Além do Hype

    Play Episode Listen Later Sep 9, 2026 9:26


    Nos últimos meses, os responsáveis das maiores empresas de inteligência artificial do mundo têm feito afirmações cada vez mais ousadas sobre a chamada inteligência artificial geral — a ideia de uma máquina capaz de fazer, tão bem ou melhor do que um ser humano, praticamente qualquer tarefa intelectual. O problema é que essas mesmas empresas não conseguem concordar sobre o que a expressão significa, nem sobre quando esse momento chegaria, havendo mesmo quem admita tratar-se sobretudo de uma expressão de marketing. Para a escola portuguesa, essa disputa não é uma curiosidade da imprensa tecnológica: é um caso de estudo pronto a usar sobre como avaliar afirmações extraordinárias feitas por quem tem interesse direto em que sejam acreditadas.

    A era AGI entre marketing e contratos

    Play Episode Listen Later Sep 9, 2026 14:41


    Onde se analisa a indefinição conceptual da Inteligência Artificial Geral (AGI) e as discrepâncias entre os líderes tecnológicos sobre quando esta será atingida. As fontes destacam que, embora empresas como a OpenAI e a Anthropic apresentem previsões audazes, falta um consenso científico sobre o que define efetivamente uma inteligência superior à humana. Perante esta incerteza, sugere-se que o sistema educativo utilize este debate como um caso de estudo para promover o pensamento crítico e a literacia mediática entre os alunos. O documento detalha ainda métricas alternativas, como a escala de níveis da Google DeepMind e a regulação europeia baseada na capacidade de cálculo. Em última análise, defende-se que a escola deve focar-se na capacidade de avaliar evidências, preparando os estudantes para um futuro onde a tecnologia evolui mais rapidamente do que as suas próprias definições.

    Alunos chineses tentam chumbar a IA

    Play Episode Listen Later Sep 8, 2026 26:42


    Na Universidade de Fudan, na China, 51 estudantes fizeram um exame final pouco habitual: em vez de responderem a perguntas, tiveram de criar problemas capazes de levar alguns dos mais avançados modelos de inteligência artificial a errar. A experiência diz-nos bastante mais sobre educação do que sobre quem é mais inteligente — humanos ou máquinas.

    PISA 2025: A Crise na Leitura

    Play Episode Listen Later Sep 8, 2026 6:17


    Os resultados do PISA 2025 colocam Portugal próximo da média da OCDE em Ciências, Leitura, Matemática e resolução computacional de problemas. Mas, por detrás dessa aparente estabilidade, há sinais que merecem atenção: a queda acentuada na leitura e na matemática, o peso persistente das desigualdades socioeconómicas e um paradoxo particularmente interessante — os alunos portugueses revelam bons resultados na resolução de problemas em ambientes digitais, precisamente quando a inteligência artificial começa a obrigar a escola a repensar o que significa aprender.

    A ilusão da média no PISA 2025

    Play Episode Listen Later Sep 8, 2026 22:51


    Os resultados do PISA 2025 colocam Portugal próximo da média da OCDE em Ciências, Leitura, Matemática e resolução computacional de problemas. Mas, por detrás dessa aparente estabilidade, há sinais que merecem atenção: a queda acentuada na leitura e na matemática, o peso persistente das desigualdades socioeconómicas e um paradoxo particularmente interessante — os alunos portugueses revelam bons resultados na resolução de problemas em ambientes digitais, precisamente quando a inteligência artificial começa a obrigar a escola a repensar o que significa aprender.

    Fudan: O Exame Final de Inverter o Jogo com a IA

    Play Episode Listen Later Sep 8, 2026 9:36


    Aqui descreve-se um exame final inovador na Universidade de Fudan, na China, onde os alunos foram desafiados a derrotar sistemas de inteligência artificial. Em vez de responderem a perguntas tradicionais, os estudantes tiveram de criar problemas complexos de mineração de dados para tentar induzir modelos como o Claude e o DeepSeek ao erro. O objetivo desta abordagem pedagógica, idealizada pelo Professor Xiao Yanghua, foi inverter os papéis convencionais, incentivando os alunos a agirem como juízes críticos em vez de meros executores de tarefas. Os resultados revelaram que, embora seja simples causar falhas pontuais, é extremamente difícil comprometer sistematicamente o desempenho das máquinas mais avançadas. Esta experiência salienta que o domínio humano sobre a tecnologia exige agora uma compreensão profunda das vulnerabilidades algorítmicas e uma capacidade superior de avaliação. Em última análise, o texto reflete sobre a necessidade de adaptar a educação para valorizar o julgamento humano num mundo onde a execução técnica está a tornar-se automatizada.

    A IA e o Ensino Superior

    Play Episode Listen Later Sep 7, 2026 8:08


    Um comité criado pelo MIT para estudar o impacto da inteligência artificial na sala de aula chegou a uma conclusão que poucas instituições do seu prestígio assumiriam publicamente: a IA já consegue, hoje, completar de forma credível praticamente qualquer trabalho escrito exigido a um aluno de licenciatura, do ensaio ao problema de matemática, passando pela demonstração e pelo código. A resposta que o MIT propõe não é proibir nem baixar os braços — é repensar, com alguma urgência, o que significa ensinar e avaliar numa universidade onde essa ferramenta já está em cada telemóvel. O que o relatório descreve sobre o ensino superior norte-americano já tem eco nas universidades portuguesas, onde a mesma tensão entre proibir e adaptar está a dividir docentes e instituições.

    A IA já tira licenciaturas no MIT

    Play Episode Listen Later Sep 7, 2026 12:55


    Um comité criado pelo MIT para estudar o impacto da inteligência artificial na sala de aula chegou a uma conclusão que poucas instituições do seu prestígio assumiriam publicamente: a IA já consegue, hoje, completar de forma credível praticamente qualquer trabalho escrito exigido a um aluno de licenciatura, do ensaio ao problema de matemática, passando pela demonstração e pelo código. A resposta que o MIT propõe não é proibir nem baixar os braços — é repensar, com alguma urgência, o que significa ensinar e avaliar numa universidade onde essa ferramenta já está em cada telemóvel. O que o relatório descreve sobre o ensino superior norte-americano já tem eco nas universidades portuguesas, onde a mesma tensão entre proibir e adaptar está a dividir docentes e instituições.

    Por que o mapa engana

    Play Episode Listen Later Sep 6, 2026 8:29


    Em setembro de 2026, a Assembleia-Geral da ONU aprovou uma resolução histórica para promover o uso de mapas que representem fielmente o tamanho real dos continentes, combatendo a distorção da tradicional projeção de Mercator. Esta decisão, impulsionada pelo Togo e pelo Grupo Africano, incentiva a adoção de alternativas como a projeção Equal Earth em contextos educativos e digitais para corrigir a sub-representação visual de África. O texto destaca que a escolha de um mapa não é um ato neutro, funcionando antes como uma ferramenta de pensamento crítico e literacia mediática. No contexto escolar português, o artigo propõe utilizar este caso prático para ensinar os alunos a questionar a objetividade das representações geográficas e a influência destas na nossa perceção do mundo. A iniciativa sublinha que, embora o mapa de Mercator seja útil para a navegação, a sua escala desproporcional reforça preconceitos que as Nações Unidas pretendem agora mitigar através de uma cartografia mais equitativa.

    A mentira visual do nosso mapa-múndi

    Play Episode Listen Later Sep 6, 2026 19:13


    Durante quatro séculos e meio, qualquer aluno que abrisse um mapa-múndi viu a Gronelândia quase do tamanho de África, sem que ninguém alguma vez lhe tivesse dito que isso era falso. Na sexta-feira, dia 4 de setembro de 2026, a Assembleia-Geral das Nações Unidas votou para começar a mudar isso. A resolução não reescreve fronteiras nem obriga ninguém a nada — mas dá à escola portuguesa um exemplo concreto, recente e visualmente evidente de uma ideia que a Cidadania e Desenvolvimento tenta ensinar há anos: nenhuma representação do mundo é neutra, nem sequer a que está pendurada na parede da sala de aula desde sempre.

    Menos ecrãs não é a resposta: o que a APA recomenda às escolas sobre tecnologia educativa

    Play Episode Listen Later Sep 6, 2026 7:22


    Nos últimos dez anos, a discussão sobre tecnologia nas escolas costuma reduzir-se a uma única pergunta: quantas horas de ecrã são demasiadas? A American Psychological Association acaba de publicar um relatório que muda a pergunta. Não é quanto tempo, dizem os autores — é o quê, para quê, com quem e em vez de quê. E há uma frase que resume todo o argumento: uma criança pode estar completamente entretida com uma aplicação e não estar a aprender nada com ela.

    Tempo de ecrã é uma métrica vazia

    Play Episode Listen Later Sep 6, 2026 27:31


    O relatório da American Psychological Association (APA), juntamente com a cobertura da Wired e da Chalkbeat, propõe uma mudança de paradigma sobre a tecnologia educativa. Em vez de focar apenas no tempo de ecrã, as fontes defendem que a eficácia pedagógica depende da qualidade da atividade e do que esta substitui no quotidiano dos alunos. O documento sublinha que o entusiasmo ou entretenimento com uma aplicação não garantem a aprendizagem real, sendo necessário avaliar a retenção de conhecimento fora do ambiente digital. Existe uma recomendação de cautela redobrada com a inteligência artificial generativa, que pode polir resultados imediatos mas prejudicar o desenvolvimento do pensamento independente. O papel dos adultos e educadores continua a ser essencial para mediar estas ferramentas e evitar distrações desnecessárias. Em suma, as fontes apelam a decisões escolares baseadas em evidência científica e não em promessas de marketing tecnológico.

    Claim Jorge Borges

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