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Publicada originalmente em 1993 e revista várias vezes desde então, «El libro de los mapas mentales» continua a ser a obra de referência de um método que Tony Buzan começou a esboçar nos anos sessenta do século XX. Para quem trabalha numa escola, o interesse do livro não está só na técnica de desenhar ramos coloridos à volta de uma palavra central — está em separar, com cuidado, aquilo que a proposta tem de sólido daquilo que a neurociência entretanto reviu, e em transformar o resultado numa atividade concreta de sala de aula.

Publicada originalmente em 1993 e revista várias vezes desde então, «El libro de los mapas mentales» continua a ser a obra de referência de um método que Tony Buzan começou a esboçar nos anos sessenta do século XX. Para quem trabalha numa escola, o interesse do livro não está só na técnica de desenhar ramos coloridos à volta de uma palavra central — está em separar, com cuidado, aquilo que a proposta tem de sólido daquilo que a neurociência entretanto reviu, e em transformar o resultado numa atividade concreta de sala de aula.

Há entrevistas que valem menos pelas respostas do que pelo lugar de onde são dadas. A conversa que Carmen Gómez-Cotta e Pablo Blázquez publicaram na revista Ethic a 20 de julho é uma dessas. Ana Palacio nasceu em Madrid em 1948, foi eurodeputada entre 1994 e 2002, tornou-se a primeira mulher a ocupar o Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol entre 2002 e 2004, integrou o presídio da Convenção sobre o Futuro da Europa, dirigiu o departamento jurídico do Grupo Banco Mundial entre 2006 e 2008 e ensina hoje na Escola de Serviço Externo da Universidade de Georgetown. É, portanto, alguém que ajudou a redigir a arquitetura que agora diagnostica — e essa dupla condição, de arquiteta e de crítica, dá ao texto um peso que raramente se encontra em comentário geopolítico corrente.

A revista espanhola Ethic publicou a 20 de julho uma conversa longa com Ana Palacio sobre o estado da Europa. A tese é dura e cabe numa frase: o continente construiu o melhor projeto coletivo da segunda metade do século XX debaixo de um guarda-chuva de segurança que não era seu, e agora que o guarda-chuva se fechou continua a responder aos desafios com a única ferramenta que aprendeu a usar — o regulamento.

Uma revisão sistemática publicada na revista Frontiers in Education conclui que o maior obstáculo à formação de professores em inteligência artificial não é técnico, é motivacional — e que a maioria dos programas de formação continua a ser desenhada como se fosse o contrário. É um estudo pequeno, com limitações que vale a pena nomear, mas com três ou quatro conclusões que qualquer plano de formação de um agrupamento português deveria ter em conta antes de setembro.

Uma revisão sistemática publicada na revista Frontiers in Education conclui que o maior obstáculo à formação de professores em inteligência artificial não é técnico, é motivacional — e que a maioria dos programas de formação continua a ser desenhada como se fosse o contrário. É um estudo pequeno, com limitações que vale a pena nomear, mas com três ou quatro conclusões que qualquer plano de formação de um agrupamento português deveria ter em conta antes de setembro.

Um guia nascido no ensino superior indiano, com endereço mais largoChama-se The Teacher Still Decides: A Practical Guide to AI for the Higher Education Teacher e foi publicado em 2026 por Adit Gupta, professor catedrático e diretor do MIER College of Education, em Jammu, na Índia, com doutoramento em Ambientes de Aprendizagem Tecnológicos pela Universidade Curtin, na Austrália. O livro é de acesso aberto, com licença Creative Commons de atribuição e uso não comercial, e pode ser descarregado gratuitamente no repositório institucional da instituição. É o segundo de uma coleção que Gupta dedica ao tema: o primeiro volume, AI in the Classroom Before the Classroom, dirige-se a formadores de professores e a professores em formação inicial.

Um guia de acesso aberto publicado este ano por um investigador indiano em ciências da educação propõe uma ideia simples para orientar o uso da inteligência artificial no ensino: a IA pode rascunhar, sugerir e assistir, mas a decisão final continua sempre a caber ao professor. Escrito para docentes do ensino superior, o livro oferece quatro ferramentas de trabalho — um teste de duas perguntas, um sistema de cores para orientar os alunos, um método para reformular trabalhos vulneráveis à IA e um modelo de política pessoal — que atravessam sem dificuldade a fronteira entre a universidade e a sala de aula do básico e do secundário.

Um projeto de investigação da Universidade Iberoamericana, na Cidade do México, juntou catorze docentes de áreas tão diferentes como a engenharia, a filosofia e a biblioteconomia para responder a uma pergunta que qualquer professor reconhece: como ajudar um aluno a autorregular o seu próprio processo de aprender? O resultado, um livro de acesso aberto publicado em 2011 e ainda hoje disponível na Biblioteca Virtual do CLACSO, dedica um capítulo inteiro ao papel das tecnologias de informação e comunicação nesse processo — e continua surpreendentemente atual.

Um projeto de investigação da Universidade Iberoamericana, na Cidade do México, juntou catorze docentes de áreas tão diferentes como a engenharia, a filosofia e a biblioteconomia para responder a uma pergunta que qualquer professor reconhece: como ajudar um aluno a autorregular o seu próprio processo de aprender? O resultado, um livro de acesso aberto publicado em 2011 e ainda hoje disponível na Biblioteca Virtual do CLACSO, dedica um capítulo inteiro ao papel das tecnologias de informação e comunicação nesse processo — e continua surpreendentemente atual.

Um artigo de opinião publicado no jornal espanhol ABC, assinado pelo filósofo Carlos Javier González Serrano, cruza um diagnóstico sobre mercados comportamentais e bolhas de filtro com o pensamento de María Zambrano sobre a atenção. O resultado é um texto breve mas denso, que interessa a qualquer professor, bibliotecário ou diretor de escola que já tenha sentido a dificuldade crescente dos alunos — e a sua própria — em sustentar um olhar sobre o mundo sem o desviar de imediato para o ecrã seguinte.

O vídeo analisa a crise da atenção na era digital através de um ensaio de Carlos Javier González Serrano, que estabelece um diálogo entre a educação contemporânea e o pensamento da filósofa María Zambrano. O texto principal argumenta que a perda de foco não é um mero acidente tecnológico, mas uma consequência direta de mercados comportamentais e algoritmos que exploram os nossos desejos para nos manter em bolhas informativas. Defende-se que as escolas devem ir além do ensino técnico e ajudar os alunos a cultivar o carácter ético, transformando a atenção num gesto deliberado de liberdade. Ao citar Zambrano, o autor propõe que olhar verdadeiramente para o mundo exige a coragem de parar e resistir à velocidade imposta pelo consumo digital. Assim, a educação é apresentada como uma ferramenta essencial para recuperar a autonomia individual perante sistemas que decidem por nós o que devemos ver e sentir. Este diagnóstico filosófico sublinha que a atenção é um hábito que precisa de ser reaprendido e protegido no contexto escolar e social.

Pela primeira vez na história, a geração mais velha não sabe dizer à mais nova como será o mundo em que vai trabalhar. Yuval Noah Harari retira daí consequências desconfortáveis para a escola — do fim da vida em duas etapas à arte de desaprender — e um aviso sobre a primeira tecnologia capaz de tomar decisões sozinha.

Onde se exploram as perspetivas do historiador Yuval Noah Harari sobre os desafios existenciais que a humanidade enfrenta devido à inteligência artificial e à aceleração tecnológica. O autor argumenta que o modelo educativo tradicional focado em competências técnicas está obsoleto, exigindo agora uma flexibilidade mental profunda e a coragem de desaprender para acompanhar mudanças imprevisíveis. Destaca-se que o poder humano reside na capacidade de criar narrativas partilhadas, mas esse mesmo mecanismo está sob ameaça por algoritmos que manipulam a nossa intimidade e democracia. Harari enfatiza que a sobrevivência futura dependerá menos da acumulação de dados e mais da nossa agilidade em reinventar a identidade. Por fim, sugere-se que o reconhecimento da nossa própria ignorância é a base essencial para a verdadeira sabedoria nesta nova era.

Em fevereiro de 2026, um grupo de trabalho ligado à Comissão Europeia terminou um relatório que poucos vão ler na íntegra, mas cujas conclusões deviam interessar a qualquer professor português. Chama-se Strengthening Europe through public libraries — «Fortalecer a Europa através das bibliotecas públicas», numa tradução livre —, tem 164 páginas e resulta de dois anos de trabalho de 36 peritos de 25 Estados-Membros, com contributos adicionais de oito países não pertencentes à União. O documento não fala de escolas em primeiro lugar; fala de bibliotecas públicas municipais, das grandes e das pequenas, das urbanas e das rurais. Mas basta avançar algumas páginas para perceber que a leitura em queda entre adolescentes, o combate à desinformação e a chegada da inteligência artificial às salas de leitura são, no fundo, os mesmos problemas com que a escola lida todos os dias — vistos de um edifício ao fundo da rua.

Onde se analisa um relatório de 2026 da Comissão Europeia intitulado «Fortalecer a Europa através das bibliotecas públicas», destacando a sua relevância crucial para o sistema educativo. O documento revela que as bibliotecas modernas atuam como parceiras estratégicas das escolas no combate ao declínio dos índices de literacia e na promoção do prazer de ler. Além da leitura, as fontes enfatizam o papel destas instituições na luta contra a desinformação e na capacitação dos cidadãos para lidar com a inteligência artificial. Através de exemplos práticos em países como Portugal e Finlândia, demonstra-se que a colaboração comunitária é essencial para fortalecer a resiliência democrática. O panorama apresentado sugere que o investimento nestes espaços culturais é fundamental para colmatar a fenda digital e preparar as novas gerações para os desafios informacionais contemporâneos.

Um aluno que entrega o primeiro rascunho como se fosse o texto final não está a poupar tempo — está a saltar a parte da escrita onde o pensamento, de facto, se organiza. Um olhar sobre porque é que a revisão, e não o rascunho inicial, é o verdadeiro trabalho de escrever, e sobre o que isso muda numa aula de Português.

O podcast explora a ideia central de que escrever é, fundamentalmente, um processo de reescrita, defendendo que o rascunho inicial serve apenas como uma ferramenta de descoberta e não como um produto final. Através de perspetivas de autores como Anne Lamott e Stephen King, as fontes explicam que a revisão não é uma mera correção de erros, mas sim um exercício profundo de pensamento crítico e organização de ideias. No contexto educativo, os artigos sugerem que ensinar os alunos a separar a criação da edição ajuda a superar bloqueios criativos e a reduzir a resistência emocional ao feedback. É destacada a importância de focar o texto nas necessidades do leitor, transformando a escrita numa forma de comunicação mais clara e eficaz. Por fim, as fontes abordam como a inteligência artificial e estratégias curriculares podem ser utilizadas para reforçar a revisão como a etapa onde a verdadeira aprendizagem e a clareza intelectual acontecem.

O vídeo apresenta as perspetivas críticas do filósofo José Antonio Marina sobre as falhas estruturais do sistema educativo contemporâneo. O autor argumenta que promover a felicidade individual como um objetivo supremo e de fácil alcance constitui um equívoco pedagógico grave. Segundo o pensador, esta abordagem negligencia a importância do esforço pessoal e da resiliência na formação dos jovens. O texto explora a necessidade de reintroduzir valores éticos e o sentido de responsabilidade no processo de aprendizagem. Através desta análise, Marina defende uma reforma na forma como a sociedade prepara as novas gerações para os desafios reais da vida adulta.

Este podcast apresenta as perspetivas críticas do filósofo José Antonio Marina sobre as falhas estruturais do sistema educativo contemporâneo. O autor argumenta que promover a felicidade individual como um objetivo supremo e de fácil alcance constitui um equívoco pedagógico grave. Segundo o pensador, esta abordagem negligencia a importância do esforço pessoal e da resiliência na formação dos jovens. O texto explora a necessidade de reintroduzir valores éticos e o sentido de responsabilidade no processo de aprendizagem. Através desta análise, Marina defende uma reforma na forma como a sociedade prepara as novas gerações para os desafios reais da vida adulta.

Há entrevistas que envelhecem mal ao fim de poucas semanas. Esta não é uma delas. Publicada no suplemento Artes y Letras do jornal chileno El Mercurio, a propósito do lançamento de «Lecciones de Aristóteles» pela editora Taurus, a conversa com o filósofo britânico John Sellars parte de uma pergunta simples — porque é que ainda vale a pena ler um autor com mais de dois mil anos — para chegar a um território que qualquer professor, bibliotecário ou diretor de escola reconhecerá de imediato: a falta de tempo para pensar, a dificuldade em viver em comunidade e a tentação de resolver tudo aos extremos.

O podcast centra-se numa entrevista ao filósofo John Sellars, que explora a relevância atual do pensamento de Aristóteles no contexto educativo e social contemporâneo. O autor defende que as ideias antigas sobre a capacidade de contemplação e o tempo para pensar são antídotos cruciais contra a distração digital e a impulsividade das redes sociais. Destaca-se também a visão do ser humano como um animal social, reforçando que a verdadeira autonomia depende da nossa integração e interdependência na comunidade. A obra sugere que a teoria do termo médio aristotélica oferece uma ferramenta prática para combater a polarização política e o extremismo, promovendo o equilíbrio e o compromisso. Em suma, as fontes apresentam a filosofia clássica como um guia essencial para desenvolver o pensamento crítico e a cidadania nas escolas de hoje.

Uma instituição de ensino precisa de formação em IA quando docentes, gestores e alunos revelam baixa literacia em inteligência artificial, ausência de integração pedagógica das ferramentas e falta de políticas éticas e tecnológicas para o seu uso. Esses sinais aparecem tanto nas práticas de sala de aula como na estratégia institucional, e indicam um risco real de desadequação face ao futuro do trabalho e da cidadania digital.

Onde se aborda a necessidade urgente de as instituições de ensino implementarem estratégias formais de formação em Inteligência Artificial para docentes e gestores. Os autores identificam sinais de alerta, como a baixa literacia digital, a visão da IA meramente como uma ferramenta de plágio e a falta de políticas éticas ou de proteção de dados. Argumenta-se que o uso improvisado e individual da tecnologia deve ser substituído por um planeamento pedagógico estruturado que promova o pensamento crítico e a cidadania digital. O conteúdo enfatiza que a IA não substitui o papel do professor, mas exige a atualização de currículos e métodos de avaliação para alinhar a educação às exigências do futuro mercado de trabalho. Por fim, as fontes sugerem que a colaboração institucional e a formação contínua são fundamentais para transformar o receio tecnológico numa oportunidade de inovação educativa.

Bratislava é a capital da Eslováquia, localizada na margem norte do rio Danúbio, junto às fronteiras com Áustria e Hungria, o que a torna uma das poucas capitais europeias que fazem fronteira com dois países.A cidade combina um centro histórico compacto de origem medieval com bairros modernos e zonas de negócios recentes, além de uma oferta cultural e gastronómica que cresceu muito desde a independência da Eslováquia em 1993.

Este vídeo apresenta um guia detalhado sobre Bratislava, explorando a sua evolução desde as origens pré-históricas até ao seu estatuto atual como capital da Eslováquia. O conteúdo destaca marcos históricos cruciais, como o período em que a cidade serviu de capital ao Reino da Hungria e a sua transição sob o regime comunista. São enumerados os principais pontos de interesse turístico, incluindo o Castelo de Bratislava, a Catedral de São Martinho e a icónica ponte UFO. Adicionalmente, o artigo oferece roteiros estruturados para visitas de um a três dias, integrando sugestões culturais, gastronómicas e de lazer. A narrativa enfatiza a localização geográfica estratégica da cidade e a sua rica herança intelectual e artística.

O resgate de parte da obra de Lucien Febvre é o objetivo do presente ensaio, especialmente quando trata do tema mentalidades. Analisar-se-á basicamente dois livros: O Problema da Descrença no Século XVI e Em torno do Heptaméron, obras da década de 1940 (período aqui privilegiado), procurar-se-á perceber os caminhos percorridos por Lucien Febvre para delinear a problemática, tentando encontrar a particularidade de seus estudos, que remetam à compreensão do "homem" e suas mentalidades. Torna-se importante pensar como estas questões foram tratadas no momento anterior aos estudos de Febvre, constatando quais foram os legados, os indícios que possibilitaram ao historiador introduzir a perspectiva mental no conhecimento histórico, Não quero, assim, dizer que Lucien Febvre tenha sido o pioneiro na história das mentalidades, mas destacar que o caminho trilhado por ele é singular, aspecto que será tratado ao longo do ensaio,

O podcast analisa o ideário historiográfico de Lucien Febvre, cofundador da Escola dos Annales, destacando a sua rutura com a história tradicional e factual. O autor propõe uma "história-problema", que substitui a narrativa cronológica por investigações orientadas por questões teóricas e pela interdisciplinaridade com a sociologia e a psicologia. Conceitos fundamentais como a "utensilagem mental" e a "história total" são apresentados para explicar como as sociedades do passado pensavam e sentiam dentro dos seus próprios limites culturais. Os textos examinam obras icónicas de Febvre e Marc Bloch, demonstrando como as crenças e mentalidades coletivas se tornaram objetos científicos legítimos. Através desta abordagem, a historiografia transformou-se numa ferramenta de compreensão da condição humana em todas as suas dimensões, rejeitando o anacronismo e o determinismo. Esta nova metodologia consolidou a História das Mentalidades como um pilar essencial para o estudo das transformações sociais e psicológicas ao longo do tempo.

Perguntámos a James Arthur se ele considera que vai contra a corrente, pois não é comum ouvir ninguém falar de virtudes no século XXI, exceto para se referir a questões específicas. Quando Arthur fala sobre elas, fá-lo a partir da perspectiva clássica do florescimento humano: «De alguma forma estamos a ir contra a corrente», diz o autor. «Introduzimos o termo virtude nas escolas e nas universidades, nas revistas e também nos livros». Uma implementação quase obsessiva que impregna cada um dos contextos que a dimensão educativa alcança. Isto é relevante porque, para Arthur (que tem muitos anos de ensino nas suas costas), a ideia de educação «tem a ver com as virtudes do caráter que ligam o crescimento humano ao tipo de pessoa que o ser humano é e, o potencial de ser e decidir ser».

Este vídeo explora a relevância do caráter e das virtudes no sistema de ensino contemporâneo através das perspetivas de James Arthur, do Jubilee Centre. O autor argumenta que a educação moderna se foca excessivamente em competências técnicas e sucessos materiais, negligenciando o desenvolvimento ético do indivíduo. Defende-se um regresso aos princípios clássicos aristotélicos, onde o florescimento humano é alcançado através de um propósito moral claro e da prática do bem. O papel do professor como modelo ético é essencial, pois o caráter é assimilado por meio da convivência em comunidades que valorizam a integridade. Por fim, o artigo sublinha que a educação integral da pessoa é o único caminho para superar a polarização social e promover o bem comum.

Entre 2021 e 2025, as universidades chinesas revogaram ou suspenderam 12 200 licenciaturas e lançaram 10 200 novas. O saldo é impressionante por si só, mas o número que mais diz sobre a escala da operação é outro: mais de 30% de toda a oferta formativa do ensino superior chinês foi ajustada neste período, segundo dados do Ministério da Educação citados pela agência oficial Xinhua e avançados pelo South China Morning Post. Não se trata de um ajuste de rotina. É a reformulação mais vasta da arquitetura curricular universitária chinesa em décadas, e vale a pena perceber porquê — e o que pode, ou não, ensinar-nos.

O governo chinês está a levar a cabo uma reestruturação drástica do ensino superior, eliminando mais de 12 000 cursos considerados obsoletos para dar lugar a novas licenciaturas focadas em inteligência artificial e robótica. Esta estratégia de cariz centralizado visa combater o desemprego jovem e alinhar a formação académica com as necessidades tecnológicas e económicas imediatas do país. Enquanto áreas como artes e humanidades perdem espaço por serem vistas como automatizáveis, surgem formações de elite em inteligência incorporada para suprir lacunas no mercado de trabalho. Contudo, especialistas alertam para os riscos desta substituição rápida, sugerindo que a flexibilidade curricular seria mais eficaz do que a simples alteração de rótulos académicos. O cenário serve de reflexão para o contexto europeu, onde o foco tem sido a integração transversal de competências digitais em vez da extinção em massa de disciplinas tradicionais.

Uma nova sondagem publicada esta semana pela Fundación Telefónica, em parceria com o instituto Metroscopia, veio colocar números numa preocupação que já se sentia difusamente por toda a Europa: a da dependência tecnológica face a potências não europeias. O estudo, intitulado «Soberania digital em Europa 2026», ouviu 2000 cidadãos espanhóis e 300 decisores empresariais entre os dias 8 e 12 de junho, e o retrato que traça é revelador — não apenas para Espanha, mas para qualquer sistema educativo europeu que, como o português, assenta o seu quotidiano digital em plataformas desenhadas, geridas e alojadas fora da União Europeia.

O podcast analisa os resultados de um estudo de 2026 sobre a soberania digital na Europa, destacando a elevada dependência tecnológica face a potências externas. Embora a maioria dos cidadãos e empresários reconheça este domínio estrangeiro, existe um desconhecimento generalizado sobre o conceito de autonomia e as alternativas europeias disponíveis. A inteligência artificial é identificada como a área de maior vulnerabilidade, gerando preocupações crescentes quanto à privacidade dos dados e à segurança nacional. O autor defende que o sistema educativo desempenha um papel crucial na inversão deste cenário, devendo promover a literacia digital para formar cidadãos mais conscientes e independentes. Em suma, a obra apela a uma reflexão urgente sobre como as escolas podem mitigar a fragilidade europeia no ecossistema tecnológico global.

A escola portuguesa está cada vez mais exposta ao discurso de ódio online, mas também dispõe hoje de referenciais internacionais, enquadramento legal e ferramentas pedagógicas que lhe permitem transformar este problema numa oportunidade de educação para a cidadania digital crítica e responsável.

Onde se examina o impacto do discurso de ódio online no ambiente escolar português, sublinhando a necessidade de uma resposta educativa e pedagógica. O texto define este fenómeno como uma forma de comunicação que desumaniza e discrimina, diferenciando-a claramente da liberdade de expressão através de enquadramentos legais e diretrizes internacionais. Para enfrentar este desafio, propõe-se o reforço da literacia mediática e da cidadania digital, capacitando os alunos a identificar narrativas tóxicas e a criar contra-discursos positivos. Os autores destacam que, face às falhas na moderação automática das plataformas, a escola deve promover o pensamento crítico e a proteção dos direitos humanos. Através de estratégias de sensibilização e da integração de casos reais no currículo, o sistema educativo pode transformar um problema digital num eixo de formação democrática e empática.

Este vídeo analisa a evolução da regulação da inteligência artificial na China desde 2017, destacando o seu impacto potencial no contexto educativo e na literacia digital. Ao contrário do modelo europeu, a abordagem chinesa foca-se em regulamentações setoriais específicas, abrangendo temas críticos como a identificação obrigatória de conteúdos sintéticos e o combate aos deepfakes. O artigo sublinha a relevância das medidas de 2026 sobre sistemas de IA antropomórfica, que visam prevenir a dependência emocional e proteger a saúde mental dos jovens utilizadores. Estas diretrizes servem como um importante recurso pedagógico, incentivando o debate sobre a ética e a proveniência da informação nas salas de aula. Em suma, o documento demonstra que a governação da IA é uma prioridade global que exige uma consciência crítica sobre a interação entre humanos e máquinas.

Este podcast analisa a evolução da regulação da inteligência artificial na China desde 2017, destacando o seu impacto potencial no contexto educativo e na literacia digital. Ao contrário do modelo europeu, a abordagem chinesa foca-se em regulamentações setoriais específicas, abrangendo temas críticos como a identificação obrigatória de conteúdos sintéticos e o combate aos deepfakes. O artigo sublinha a relevância das medidas de 2026 sobre sistemas de IA antropomórfica, que visam prevenir a dependência emocional e proteger a saúde mental dos jovens utilizadores. Estas diretrizes servem como um importante recurso pedagógico, incentivando o debate sobre a ética e a proveniência da informação nas salas de aula. Em suma, o documento demonstra que a governação da IA é uma prioridade global que exige uma consciência crítica sobre a interação entre humanos e máquinas.

A investigadora Vian Bakir mostra como a IA generativa está a transformar a desinformação em campanhas de influência quase indistinguíveis da conversa humana — e porque já não basta ensinar a verificar factos.

Este podcast explora como a inteligência artificial generativa transformou radicalmente as campanhas de desinformação, tornando-as operações de influência altamente sofisticadas e difíceis de detetar. Os autores salientam que a literacia mediática tradicional, focada apenas na verificação de factos, já não é suficiente perante o surgimento de conteúdos sintéticos que mimetizam perfeitamente a interação humana. O texto detalha a existência de uma indústria global da influência que utiliza algoritmos para explorar vulnerabilidades psicológicas e segmentar públicos de forma automatizada. Perante este cenário, defende-se que as escolas e educadores devem ensinar os alunos a questionar a intencionalidade e a origem das mensagens, e não apenas a sua veracidade. Esta abordagem visa fortalecer a resiliência democrática ao capacitar os cidadãos para navegarem num ecossistema digital onde o real e o fabricado se confundem. Em última análise, a obra propõe um equilíbrio entre a consciência crítica e a necessidade de evitar um ceticismo paralisante na sociedade.

Há uns dias chegou-nos um texto pouco habitual: um professor catedrático de finanças, com quarenta anos de carreira entre Fontainebleau, Los Angeles e Lisboa, sentou-se a escrever aquilo que costuma dizer aos filhos, aos alunos no último dia de aulas e aos amigos que lhe perguntam, ao jantar, onde devem pôr o dinheiro. Pedro Santa Clara, professor na Nova School of Business and Economics, não escreveu para professores. Escreveu para quem tem, ou vai ter, um ordenado e uma vida inteira pela frente. Mas é precisamente por isso que o texto interessa à escola: fala de decisões que os nossos alunos vão tomar sozinhos, sem manual de instruções, muito antes de perceberem que as estão a tomar.

O podcast apresenta as diretrizes de um especialista em finanças para garantir uma reforma sustentável, enfatizando que a pensão pública deve ser vista apenas como um complemento básico. O autor argumenta que a vida financeira consiste na conversão gradual de capital humano em ativos reais, sendo a antecedência e o juro composto os fatores mais determinantes para o sucesso. A estratégia recomendada foca na simplicidade, sugerindo a utilização de PPRs de baixo custo e ETFs mundiais em vez de produtos complexos com comissões elevadas. Evidências históricas mostram que tentar superar o mercado é ineficaz para a maioria, sendo preferível manter a disciplina de investimento automático a longo prazo. O autor conclui que a literacia financeira e a humildade perante os mercados são as melhores ferramentas para proteger o património contra a inflação e a demografia.

Quase 5000 adolescentes europeus deram a sua opinião sobre scroll infinito, lootboxes, publicidade personalizada e idade mínima nas redes sociais, numa consulta da Comissão Europeia que vai alimentar a Lei da Equidade Digital.

Onde se analisa um relatório da Comissão Europeia que reuniu as opiniões de quase cinco mil adolescentes sobre a futura Lei da Equidade Digital. Os jovens inquiridos manifestaram as suas preocupações relativamente ao design viciante das plataformas, criticando especialmente o scroll infinito e as técnicas de monetização em videojogos, como as lootboxes. O estudo revela divergências interessantes entre géneros e idades, sublinhando que os menores exigem maior transparência algorítmica e controlos mais rigorosos na publicidade. Em vez de proibições cegas, os participantes defendem a literacia digital e sistemas de verificação de idade que respeitem a sua privacidade. Este documento serve como um recurso pedagógico valioso para discutir a cidadania digital e o bem-estar dos utilizadores no ambiente online.

Onde se analisa o conceito de pós-literacia, descrevendo uma sociedade que, embora saiba ler, perdeu a capacidade de compreender e analisar textos complexos. Esta tendência é sustentada por dados alarmantes sobre o declínio do desempenho escolar e da leitura por prazer, tanto nos Estados Unidos como em Portugal. A reportagem destaca como o uso excessivo de inteligência artificial e o consumo de conteúdos digitais fragmentados estão a substituir o esforço cognitivo essencial ao pensamento crítico. Este cenário coloca em risco a qualidade democrática, uma vez que o discurso político se torna mais simplista para se adaptar a um eleitorado com menor capacidade de concentração. Por fim, sublinha-se a urgência de as escolas e bibliotecas protegerem o tempo dedicado à leitura profunda e exigente.

O vídeo analisa o conceito de pós-literacia, descrevendo uma sociedade que, embora saiba ler, perdeu a capacidade de compreender e analisar textos complexos. Esta tendência é sustentada por dados alarmantes sobre o declínio do desempenho escolar e da leitura por prazer, tanto nos Estados Unidos como em Portugal. A reportagem destaca como o uso excessivo de inteligência artificial e o consumo de conteúdos digitais fragmentados estão a substituir o esforço cognitivo essencial ao pensamento crítico. Este cenário coloca em risco a qualidade democrática, uma vez que o discurso político se torna mais simplista para se adaptar a um eleitorado com menor capacidade de concentração. Por fim, sublinha-se a urgência de as escolas e bibliotecas protegerem o tempo dedicado à leitura profunda e exigente.

Como docentes, mas também quando precisamos explicar qualquer coisa a outra pessoa, interessa-nos abordar os temas de forma simples e direta. O diálogo é uma ferramenta valiosa não só para o ensino, mas também para a investigação e a descoberta.O método conhecido como maiêutica socrática consiste em o professor, através de perguntas, ajudar o aluno a descobrir noções que já estavam latentes nele. O diálogo e a descoberta são fundamentais para a aprendizagem em qualquer contexto.Ao implementar a técnica de pergunta-resposta na sala de aula, os estudantes podem relacionar, contrastar e criticar as suas próprias ideias, além de participarem de forma mais ativa nas aulas. Como podemos promover a utilização desta prática dentro e fora da sala de aula?

Este texto explora a importância fundamental das perguntas no processo educativo, estabelecendo uma ponte entre o método socrático clássico e as novas tecnologias. A autora destaca que o ato de questionar promove a participação ativa e a descoberta de conhecimentos latentes, sendo agora revitalizado pela utilização da inteligência artificial generativa. Através da análise de modelos como o R-I-T-A, o artigo demonstra como a formulação cuidadosa de comandos pode potenciar o pensamento crítico e a reflexão sobre o próprio processo de aprendizagem. Além disso, as interrogações dos estudantes funcionam como um diagnóstico valioso para os docentes, revelando interesses, crenças e níveis de compreensão. Em última análise, incentivar a curiosidade e o diálogo autónomo é essencial para construir comunidades de aprendizagem dinâmicas e eficazes.

Fundada em julho de 2015 em Londres por dois imigrantes do Leste Europeu — o russo Nik Storonsky e o ucraniano Vlad Yatsenko —, a Revolut nasceu de uma frustração partilhada: as comissões ocultas e a ineficiência da banca tradicional nas transações internacionais. Uma década volvida, tornou-se a empresa tecnológica privada mais valiosa da Europa, avaliada em 75 mil milhões de dólares, com 68,3 milhões de clientes em todo o mundo, e mais de 2,1 milhões em Portugal. O percurso da Revolut é, ao mesmo tempo, a história de uma rutura radical com os modelos financeiros do século XX e a crónica de como uma startup pode, em dez anos, aproximar-se dos maiores bancos do mundo.

A trajetória ascendente da Revolut, uma tecnológica financeira fundada em 2015 por Nik Storonsky e Vlad Yatsenko para desafiar os custos e a lentidão da banca tradicional. Através de uma estratégia focada na transparência de taxas e numa arquitetura digital nativa, a empresa evoluiu de um simples cartão de viagens para uma super-app financeira global com milhões de utilizadores. O artigo detalha a expansão regulatória e os sucessivos financiamentos que elevaram a sua valorização, tornando-a a empresa privada mais valiosa da Europa. Em Portugal, a marca consolidou-se como o terceiro maior banco em número de clientes, integrando serviços locais como o MB Way e o IBAN nacional. Apesar do sucesso financeiro e operacional, o conteúdo também aborda críticas à cultura interna e desafios de conformidade enfrentados durante o seu crescimento. A análise conclui que a Revolut representa uma rutura filosófica no setor, forçando as instituições clássicas a adaptarem-se a um novo paradigma de eficiência.

Há países onde a biblioteca deixou de ser um espaço silencioso de estantes intermináveis para se tornar num verdadeiro centro de vida comunitária, e os Países Baixos estão na linha da frente dessa transformação. Um vídeo recente ilustra este novo paradigma através de três exemplos concretos: a Biblioteca Pública de Amesterdão (OBA), o Open de Delft e a Biblioteca da Universidade de Tecnologia de Delft.