Mythological being similar to a demon or fairy
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O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
Au programme dans l'actu des nouvelles technologies et de l'accessibilité cette semaine : Du côté des applications et du web Le TTS IA Piper est disponible sur macOS. Windows 11 : Microsoft prépare l'intégration native du smartphone dans l'OS. What Cable une application Mac gratuite qui révèle la vérité sur vos mystérieux câbles USB-C. ChatGPT est de retour sur WhatsApp, et son accès est complètement gratuit, voici comment en profiter. Le numéro à ajouter à Whatsapp est : +1 (800) 242–8478. Impôts, carte grise, procuration : l'État planche sur une « super-app » du service public. Pulse Defense — un je de tower defense jouable par les DV. Remerciements Cette semaine, nous remercions Fred, Marie-Jeanne et Tomasz pour leurs infos ou leur dons. Si vous souhaitez vous aussi nous envoyer de l'info ou nous soutenir : Pour nous contactez ou nous envoyez des infos, passez par le formulaire de contact sur la page oxytude.org/contact. Pour nous soutenir via Paypal, c'est sur la page paypal.me/oxytude. Pour vos achats sur Amazon, passez par notre lien affilié oxytude.org/amazon.. Pour animer cet épisode Fabrice et Philippe.
Matt Maher, aka Imp, revisits the AEW week that was.Talking Beach Break and Collision on the road to Redemption! MJF defended against Kenny Omega at a Florida beach, before Collision just had all the titles on the line!Dynamite Beach Break- Chris Jericho vs Tomasso Ciampa (3:45)Collision- Hangman Page's return (22:55)The Social Suplex Newsletter: https://www.socialsuplex.com/frontpage-15/Follow us on Bluesky: @socialsuplex.bsky.social, @thedamnimplicat.bsky.socialFollow us on Twitter: @SocialSuplexFollow us on Instagram: @SocialSuplexLike us on Facebook: https://www.facebook.com/SocialSuplex/Join our Discord: https://discord.gg/QUaJfaCVisit our website for news, columns, and podcasts: https://socialsuplex.com/Join the Social Suplex community Facebook Group: The Wrestling (Squared) CircleSupport the Social Podcast Network by leaving a rating and review on Apple Podcasts.Advertising Inquiries: https://redcircle.com/brandsPrivacy & Opt-Out: https://redcircle.com/privacy
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Depuis le 1er juillet 2026, le Registre National des Entreprises ne traite plus aucun dossier papier. Toutes les démarches, immatriculation, modification, dépôt des états financiers, passent désormais par une plateforme entièrement en ligne. Une semaine après ce changement, Mohamed Adel Chouari, directeur général du RNE, était l'invité de Karim Benamor dans Bel Azur, sur RTCI. Un entretien qui revient sur les premiers résultats, les points de friction, et les prochaines étapes de cette transformation. Au sommaire de cet épisode : * le bilan chiffré des six premiers jours, comptes activés et transactions réalisées * le fonctionnement du nouveau compte entreprise, pensé comme un coffre-fort numérique * ce qui change pour les professionnels, avocats, comptables et conseillers fiscaux, qui accompagnent leurs clients sur la plateforme * la fracture numérique, et l'accompagnement prévu pour les usagers les plus éloignés des outils digitaux * la continuité de service en l'absence de tout recours au papier * l'échéance du 31 juillet pour le dépôt des états financiers, et les risques d'engorgement de la plateforme * l'ouverture prochaine de l'accès des banques et des assurances aux données du RNE, dans le cadre de leurs obligations de vigilance client * la coordination en cours avec la Banque Centrale de Tunisie et la Direction Générale des Impôts, pour unifier à terme le dépôt des états financiers * la fin d'un vide juridique entre la naissance fiscale et la naissance juridique d'une entreprise, la patente et l'immatriculation au RNE étant désormais générées au même instant * ce qu'il faut faire dès maintenant pour obtenir son identité numérique, Mobile ID pour les particuliers, DigiGo pour les entreprises Un épisode utile pour tout chef d'entreprise, tout indépendant, et tout porteur de projet en Tunisie concerné par ces nouvelles démarches. Bel Azur, du lundi au vendredi de 12h à 14h, sur RTCI.
Bom dia, galera. Mais um minipod no ar! No programa de hoje, confira dicas e técnicas para escrever bons diálogos na literatura. E, ainda: embarque na eterna treta entre a literatura popular x erudita; descubra como os exercícios físicos podem “destravar” o seu cérebro; veja a importância de escrever um primeiro livro fechado; e saiba quem seríamos nós no Império Romano.
Matt Maher, aka Imp, revisits the AEW week that was.Talking Dynamite and Collision in the aftermath of Forbidden Door and on the builds to Redemption and All In!Dynamite- MJF vs Mark Briscoe (3:13)Collision- Claudio & PAC vs Shingo Takagi & "Drilla" Maloney (26:19)The Social Suplex Newsletter: https://www.socialsuplex.com/frontpage-15/Follow us on Bluesky: @socialsuplex.bsky.social, @thedamnimplicat.bsky.socialFollow us on Twitter: @SocialSuplexFollow us on Instagram: @SocialSuplexLike us on Facebook: https://www.facebook.com/SocialSuplex/Join our Discord: https://discord.gg/QUaJfaCVisit our website for news, columns, and podcasts: https://socialsuplex.com/Join the Social Suplex community Facebook Group: The Wrestling (Squared) CircleSupport the Social Podcast Network by leaving a rating and review on Apple Podcasts.Advertising Inquiries: https://redcircle.com/brandsPrivacy & Opt-Out: https://redcircle.com/privacy
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Olhe para o mapa do mundo. O que separa o que chamamos de Ocidente daquilo que conhecemos como Oriente? Antes de se tornar uma categoria política ou cultural, essa linha começou de forma astronômica na Roma Antiga, mas ganhou contornos definitivos através dos séculos, esculpida pela história, pelas ideias e pelos grandes conflitos. Neste programa da Brasil Paralelo, exploramos a origem dessa divisão geopolítica. A jornada começa no século V a.C., quando o choque entre as cidades-estado gregas e o vasto Império Persa forjou a primeira grande dicotomia: de um lado, a defesa da pólis, da liberdade política e da razão; do outro, o misticismo e as monarquias absolutistas.
Découvrez la face cachée du couple Napoléon Ier et Joséphine de Beauharnais. Si l'empereur est l'un des personnages les plus représentés dans la pop culture, on connaît moins son étonnante histoire d'amour avec l'impératrice Joséphine. Lui était fou amoureux, elle, ne se gênait pas de tromper son mari au su et vu de tous. Leurs caractères si opposés rendront leur union particulièrement mouvementée… L'histoire d'un amour étrangement ficelé mais tellement profond qu'il habitera l'Empereur déchu jusqu'à son dernier souffle. BFF à la vie à la mort En 1810, Napoléon est remarié ; son vœu d'un héritier est rapidement exaucé puisque Marie-Louise d'Autriche tombe très rapidement enceinte et donne naissance à Napoléon François Joseph Charles Bonaparte, le petit Napoléon II en mars 1811. Si son cœur est toujours pris par Maria, sa maitresse polonaise, Napoléon éprouve néanmoins un grand respect pour sa femme, nouvelle Impératrice des Français. Mais l'ombre de Joséphine est toujours présente. Car oui, depuis leur divorce, Joséphine et Napoléon sont restés très proches l'un de l'autre et se voient régulièrement. Un podcast Bababam Originals Ecriture : Claire Loup Voix : François Marion, Lucrèce Sassella Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Matt Maher, aka Imp, revisits the AEW week that was.Talking Forbidden Door, the Owen Cup Men's & Women's finals and Death's Door!Forbidden Door- Young Bucks vs Shingo & Titan vs Team Sky (3:21)The Social Suplex Newsletter: https://www.socialsuplex.com/frontpage-15/Follow us on Bluesky: @socialsuplex.bsky.social, @thedamnimplicat.bsky.socialFollow us on Twitter: @SocialSuplexFollow us on Instagram: @SocialSuplexLike us on Facebook: https://www.facebook.com/SocialSuplex/Join our Discord: https://discord.gg/QUaJfaCVisit our website for news, columns, and podcasts: https://socialsuplex.com/Join the Social Suplex community Facebook Group: The Wrestling (Squared) CircleSupport the Social Podcast Network by leaving a rating and review on Apple Podcasts.Advertising Inquiries: https://redcircle.com/brandsPrivacy & Opt-Out: https://redcircle.com/privacy
En 2015, cette résidence à 0 % d’impôts valait 5 000 $. Aujourd’hui, elle en vaut 200 000 $. La seule erreur qui t’a coûté cher ? Avoir attendu. Découvre les dernières opportunités encore disponibles dans ce podcast. CORRECTION (Paraguay) : Dans le podcast, j’indique qu’un dépôt bancaire d’environ 5 000 $ permet d’obtenir directement la résidence permanente.CORRECTION (Paraguay) : Dans la vidéo, j’indique qu’un dépôt bancaire d’environ 5 000 $ permet d’obtenir directement la résidence permanente. C’est une information périmée, et je tiens à la corriger. Depuis une réforme de 2022, cette voie directe a été supprimée. La procédure standard passe désormais par une résidence temporaire de 2 ans, qui se convertit ensuite en résidence permanente (on revient sur place quelques mois avant l’échéance pour la déclencher). Sans investissement, il faut donc compter ce délai de 2 ans avant la permanente. Il existe par ailleurs une voie d’accès direct à la résidence permanente, mais via investissement : à partir de 70 000 $ en création d’entreprise (avec emplois à la clé), 150 000 $ dans le tourisme, ou 200 000 $ en immobilier (hors usage personnel) ou en titres financiers. Une nouvelle réglementation a précisé tout cela en 2026. Le reste tient : fiscalité territoriale (0 % sur les revenus étrangers), présence minime pour maintenir le statut, et citoyenneté envisageable après 3 ans de résidence permanente. Merci à ceux qui l’ont signalé en commentaire. C’est d’ailleurs exactement le propos de la vidéo : les conditions les plus simples sont les premières à se refermer. Ressources :
Matt Maher, aka Imp, revisits the AEW week that was.Talking a Dynamite and Collision featuring two stellar Women's Own Cup Semi Final matches!Dynamite- Kenny Omega vs Tony Neese (2:52)Collision- Young Bucks & Jack Perry vs The Lethal Swirl (20:11)The Social Suplex Newsletter: https://www.socialsuplex.com/frontpage-15/Follow us on Bluesky: @socialsuplex.bsky.social, @thedamnimplicat.bsky.socialFollow us on Twitter: @SocialSuplexFollow us on Instagram: @SocialSuplexLike us on Facebook: https://www.facebook.com/SocialSuplex/Join our Discord: https://discord.gg/QUaJfaCVisit our website for news, columns, and podcasts: https://socialsuplex.com/Join the Social Suplex community Facebook Group: The Wrestling (Squared) CircleSupport the Social Podcast Network by leaving a rating and review on Apple Podcasts.Advertising Inquiries: https://redcircle.com/brandsPrivacy & Opt-Out: https://redcircle.com/privacy
Entre os séculos IX e XV, o Império Khmer consolidou-se como uma das mais importantes potências do Sudeste Asiático, controlando extensos territórios e desenvolvendo uma complexa estrutura política, econômica e religiosa. A partir de sua capital, Angkor, os governantes khmer coordenaram grandes obras de infraestrutura, incluindo reservatórios, canais e sistemas hidráulicos que sustentavam uma população numerosa e uma agricultura altamente produtiva. O império também se destacou pela construção de monumentos grandiosos, como Angkor Wat, que refletiam tanto o poder da monarquia quanto a influência das tradições religiosas hindus e budistas. Ao longo de sua história, o Império Khmer manteve relações diplomáticas, comerciais e militares com diversos povos da região, enfrentando transformações internas e pressões externas que contribuíram para seu declínio gradual a partir do século XIV. Convidamos Emiliano Unzer para analisar a formação e a expansão do Império Khmer, o funcionamento de suas instituições políticas e econômicas, o papel da religião na legitimação do poder e os debates sobre as causas de sua transformação e declínio, discutindo também o legado dessa civilização para a história do Sudeste Asiático.Roteiro: Icles RodriguesEdição: Samuel GambiniInstagram: @iclesrodriguesPIX: leituraobrigahistoria@gmail.comAdquira o curso História: da pesquisa à escrita por apenas R$ 49,90 CLICANDO AQUIAdquira o curso A Operação Historiográfica para Michel de Certeau por apenas R$ 24,90 CLICANDO AQUIAdquira o curso O ofício do historiador para Marc Bloch por apenas R$ 29,90 CLICANDO AQUIColabore com nosso trabalho em apoia.se/obrigahistoriaÚltima chance do mês de ganhar mais desconto. Apenas nos dias 22 e 23 de junho, 5% de desconto pagando no PIX! Compras acima de 399 têm frete grátis. Use meu cupom HISTORIAFM ou acesse o site pelo link https://creators.insiderstore.com.br/HISTORIAFM e aproveite! #insiderstore
Read the translations of these poems not he Modern Poetry in Translation website: https://modernpoetryintranslation.com/poem/three-poems-4/ Ági Bori writes in the translator's note: The poems presented here are a powerful sample of Anna T. Szabó's oeuvre. Translating her chiselled and daunting poetic voice has been a profoundly moving and humbling experience. Due to the increasingly strict dictatorship in Romania in the eighties, where Anna was part of the oppressed Hungarian minority, she moved to Hungary with her family at the age of fifteen. She started as one of the late intellectual successors of the legendary short-lived literary magazine, New Moon (1946–1948), and seems to agree with one of the authors in its circle, Géza Ottlik, who said: ‘Existence is my profession.' Anna presents experiences as if they are empirical observations. Her poems are often anchored in pain and suffering, both physical and emotional, revealing her awareness and responsiveness to the emotions of others. Her writings seem to encompass extreme psychic states. ‘Disgust' is a case study in what I will call ‘empirical observation of everyday horrors'. It charts the mental state of being lost in the world, hitting against the edges of existence. Disgust is distrust: it is losing the essential sense of security. ‘The Lake' echoes a feeling that was named in the short story, ‘The Imp of the Perverse', by Edgar Allan Poe: a compulsion to commit an act against one's own interests. In ‘Crossing, out' Anna tries to describe death. She was asked to write an elegy for someone she hadn't seen in over thirty years. The poem deals with the feeling of worldly alienation in which someone is thrown into an abyss: a place without language or direction, where everything earthly is negated, including logic and duality.
Send us Fan MailCan your embryo fall out after an embryo transfer? Do you really need bed rest after IVF? Can walking, peeing, coughing, laughing, going up stairs, having stress, or riding home in the car ruin your chances?In this episode of Taco Bout Fertility Tuesday, Dr. Mark Amols breaks down one of the most common fears patients have after embryo transfer: whether one wrong move can prevent implantation.We discuss where the bed rest myth came from, why the uterus is not an open space where an embryo can simply “fall out,” and what the evidence actually says about bed rest after embryo transfer. Dr. Amols also explains why normal movement is okay, why peeing after transfer is not a problem, and why patients should not spend the two-week wait blaming themselves for every sneeze, step, or bump in the car.This episode also covers the difference between fresh and frozen embryo transfers, why activity restrictions after a fresh transfer may be more about enlarged ovaries than the embryo itself, whether retroverted uteruses change the equation, and why clinic instructions can vary.And yes, we also talk about McDonald's French fries after embryo transfer — because no IVF superstition is safe on this podcast.If you are preparing for an embryo transfer, recovering from one, or stuck in the two-week wait replaying everything you did, this episode will help separate fear from fact.In this episode, we cover: Can an embryo fall out after embryo transfer? Does bed rest improve IVF success? Is it okay to pee after embryo transfer? Can walking, coughing, sneezing, laughing, or stairs hurt implantation? Fresh vs frozen embryo transfer activity restrictions Retroverted uterus and embryo transfer positioning Sex after embryo transfer Stress during the two-week wait McDonald's French fries and IVF superstitions Why patients should stop blaming themselves after transfer The takeaway: after embryo transfer, take care of yourself — but you do not need to treat yourself like a porcelain doll. Rest if you want to rest, not because your embryo needs you perfectly still.Thanks for tuning in to another episode of 'Taco Bout Fertility Tuesday' with Dr. Mark Amols. If you found this episode insightful, please share it with friends and family who might benefit from our discussion. Remember, your feedback is invaluable to us – leave us a review on Apple Podcasts, Spotify, or your preferred listening platform.Stay connected with us for updates and fertility tips – follow us on Facebook. For more resources and information, visit our website at www.NewDirectionFertility.com.Have a question or a topic you'd like us to cover? We'd love to hear from you! Reach out to us at TBFT@NewDirectionFertility.com.Join us next Tuesday for more discussions on fertility, where we blend medical expertise with a touch of humor to make complex topics accessible and engaging. Until then, keep the conversation going and remember: understanding your fertility is a journey we're on together.
Expulso do Exército, Luiz Gama se infiltra na burocracia do Império e aprende as leis e o direito por dentro. Quinze anos depois, usa esse conhecimento contra o Estado... e paga o preço.APOIE Este episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapreta ou orelo.cc/historiapreta Chave Pix: historiapreta@gmail.com LOJA Acesse loja.historiapreta.com.br e vista nossa história. FICHA TÉCNICA Pesquisa e roteiro: Thiago André Apresentação: Thiago André Nos siga nas redes sociais no twitter @historiapreta e no Instagram @historia_preta BIBLIOGRAFIA AZEVEDO, Elciene. Orfeu de carapinha: a trajetória de Luiz Gama na imperial cidade de São Paulo. Campinas: Editora Unicamp, 1999. CHALHOUB, Sidney. A força da escravidão: ilegalidade e costume no Brasil oitocentista. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. GAMA, Luiz. Carta a Lúcio de Mendonça. São Paulo, 25 jul. 1880. In: LIMA, Bruno Rodrigues de (org.). Luiz Gama: obras completas. v. 8: Liberdade, 1880-1882. São Paulo: Hedra, 2021. pp. 59-68. GOMES, Laurentino. Escravidão: do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares. v. 1. Rio de Janeiro: Globo Livros, 2019. LIMA, Bruno Rodrigues de. Luiz Gama contra o Império: a luta pelo direito no Brasil da escravidão. São Paulo: Contracorrente, 2024. APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapreta OU orelo.cc/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.com
Matt Maher, aka Imp, revisits the AEW week that was.Talking a Dynamite and Collision both main evented by Owen Hart Cup matches!Dynamite- Jon Moxley vs Shane Taylor (2:00)Collision- Kenny Omega vs Bad Dude Tito (20:21)The Social Suplex Newsletter: https://www.socialsuplex.com/frontpage-15/Follow us on Bluesky: @socialsuplex.bsky.social, @thedamnimplicat.bsky.socialFollow us on Twitter: @SocialSuplexFollow us on Instagram: @SocialSuplexLike us on Facebook: https://www.facebook.com/SocialSuplex/Join our Discord: https://discord.gg/QUaJfaCVisit our website for news, columns, and podcasts: https://socialsuplex.com/Join the Social Suplex community Facebook Group: The Wrestling (Squared) CircleSupport the Social Podcast Network by leaving a rating and review on Apple Podcasts.Advertising Inquiries: https://redcircle.com/brandsPrivacy & Opt-Out: https://redcircle.com/privacy
Aujourd'hui, dans la première heure des Grandes Gueules, les GG sont revenues sur "Impôts : faut-il quitter la France ?", avant d'échanger leur point de vue dans le "On s'en fout, on s'en fout pas".
Pour débuter l'émission de ce lundi 15 juin 2026, les GG : Mourad Boudjellal, éditeur de BD, Joelle Dago-Serry, coach de vie, et Charles Consigny, avocat, débattent du sujet du jour : Impôts, faut-il quitter la France ?
Matt Maher, aka Imp, revisits the AEW week that was.Talking a Dynamite and Collision both main evented by Owen Hart Cup matches!Dynamite- MJF vs RUSH (2:49)Collision- Divine Dominion vs TayJay (21:57)The Social Suplex Newsletter: https://www.socialsuplex.com/frontpage-15/Follow us on Bluesky: @socialsuplex.bsky.social, @thedamnimplicat.bsky.socialFollow us on Twitter: @SocialSuplexFollow us on Instagram: @SocialSuplexLike us on Facebook: https://www.facebook.com/SocialSuplex/Join our Discord: https://discord.gg/QUaJfaCVisit our website for news, columns, and podcasts: https://socialsuplex.com/Join the Social Suplex community Facebook Group: The Wrestling (Squared) CircleSupport the Social Podcast Network by leaving a rating and review on Apple Podcasts.Advertising Inquiries: https://redcircle.com/brandsPrivacy & Opt-Out: https://redcircle.com/privacy
Com muita ação e um fiapo de história, filme derivado da série "The Mandalorian" traz novamente Pedro Pascal no papel-título, acompanhado do pequeno e poderoso Grogu. Dirigido por Jon Favreau, criador da série, o longa-metragem traz o caçador de recompensas Din Djarin percorrendo a galáxia atrás de ex-líderes militares do Império. No caminho, ele e Grogu recebem uma missão do clã Hutt para resgatar Rotta, filho do falecido Jabba. Grogu continua roubando a cena, mas o enredo do filme não engata e frustra quem espera saber mais sobre os personagens e ver a trajetória deles avançar dentro da franquia "Star Wars". Veja ou escute a crítica por Renato Silveira e Kel Gomes, editores do cinematório. - Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema O MANDALORIANO E GROGU (The Mandalorian and Grogu, 2026, EUA) Direção: Jon Favreau Roteiro: Jon Favreau, Dave Filoni, Noah Kloor Produção: Jon Favreau, Dave Filoni, Kathleen Kennedy, Ian Bryce Elenco: Pedro Pascal, Jeremy Allen White, Brendan Wayne, Lateef Crowder, Jonny Coyne, Martin Scorsese, Sigourney Weaver Fotografia: David Klein Montagem: Rachel Goodlett Katz, Dylan Firshein Música: Ludwig Göransson Duração: 2h 12min Distribuição: Disney Quer mandar um e-mail? Escreva para contato@cinematorio.com.br.
Matt Maher, aka Imp, revisits the AEW week that was.Talking a Dynamite in the after math of Double Or Nothing and a Collision with such a vibe about it!Dynamite- Jericho vs Ricochet (5:07)Collision- The Conglomeration vs Don Callis Family (27:39)The Social Suplex Newsletter: https://www.socialsuplex.com/frontpage-15/Follow us on Bluesky: @socialsuplex.bsky.social, @thedamnimplicat.bsky.socialFollow us on Twitter: @SocialSuplexFollow us on Instagram: @SocialSuplexLike us on Facebook: https://www.facebook.com/SocialSuplex/Join our Discord: https://discord.gg/QUaJfaCVisit our website for news, columns, and podcasts: https://socialsuplex.com/Join the Social Suplex community Facebook Group: The Wrestling (Squared) CircleSupport the Social Podcast Network by leaving a rating and review on Apple Podcasts.Advertising Inquiries: https://redcircle.com/brandsPrivacy & Opt-Out: https://redcircle.com/privacy
Bom dia 247_ Eleição de 2026 é Lula contra o Império _31_5_26_ by TV 247
Impulse and Skizz are part of a generation that will go down in history as the only one to fully understand what life is like both with and without the internet. Let's explore that. ►Get Imp & Skizz Podcast Merch! - https://impandskizz.com►Want to be a part of the live pre-show? Become a sponsor over on Patreon to join us before we jump into our recording. Hang out with us while we dial in our equipment and be the first to find out what that day's recordings are going to be about! Perhaps even offer some of your own insight before we get started!https://www.patreon.com/impandskizz►OUR LINKS!Imp And Skizz YouTube Channel: https://www.youtube.com/impandskizzImp And Skizz Instagram: https://www.instagram.com/imp.and.skizz/Imp And Skizz Twitter: https://twitter.com/impandskizzImpulse's YouTube Channel: https://www.youtube.com/impulsesvSkizzleman's YouTube Channel: https://www.youtube.com/mcskizzlemanImpulse's Twitch Channel: twitch.tv/impulsesvSkizzleman's Twitch Channel: twitch.tv/skizzleman►SPECIAL THANKS TO"Imp&Skizz Podcast" jingle by Richard Thornton: @RichardThornton Podcast Logo by jsonlart: https://twitter.com/jasonlicariart
#430 The Imp from Impington - Rich has a problem with his daughter's favourite song, and shows that he is up to date with all the music playing at the discos nowadays. His guest is the irrepressible timkey, back for a third time in 18 months!. They talk about Tim's time as a white van man, a woman who survived eight days in a snow drift (for a bit), the places that Tim is and isn't going for his (basically sold out) tour https://www.plosive.co.uk/events/tim-key-mulberry-tour-2023, where he gets his crazy ideas, the incredible baguette deal in Pret, which comedian would make the best Prime Minister, being the answer to a question of University Challenge and what it's like to do a gig to a mainly Malaysian audience.There's a new and exciting instalment of the adventures of timkey the monkey and the pair compare cancers and then Rich asks the occasionally dynamite question, “What's it like being Tim Key?” Who can be sure. All I know is it's always a rollercoaster of fun and danger to be in his company!Come and see us live http://richardherring.com/rhlstpSUPPORT THE SHOW!See details of the RHLSTP LIVE DATES Watch our TWITCH CHANNELBecome a badger and see extra content at our WEBSITE Buy DVDs and books from GO FASTER STRIPE Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Matt Maher, aka Imp, revisits the AEW week that was.This week talking Double or Nothing from Queens, New York!Double or Nothing- FTR vs Cope & Christian (2:12)- Okada vs Takeshita (7:35)- Women's Owen: Mina Shirakawa vs Athena (10:18)- Jon Moxley vs Kyle O'Riley (11:37)- Men's Owen: Will Ospreay vs Samoa Joe (13:53)- Men's Owen: Swerve vs Bandido (17:20)- Thekla vs Hayter vs Statlander vs Shida (19:59)- Stadium Stampede (22:54)- Title vs Hair: Darby Allin vs MJF (28:31)The Social Suplex Newsletter: https://www.socialsuplex.com/frontpage-14/Follow us on Bluesky: @socialsuplex.bsky.social, @thedamnimplicat.bsky.socialFollow us on Twitter: @SocialSuplexFollow us on Instagram: @SocialSuplexLike us on Facebook: https://www.facebook.com/SocialSuplex/Join our Discord: https://discord.gg/QUaJfaCVisit our website for news, columns, and podcasts: https://socialsuplex.com/Join the Social Suplex community Facebook Group: The Wrestling (Squared) CircleSupport the Social Podcast Network by leaving a rating and review on Apple Podcasts.Advertising Inquiries: https://redcircle.com/brandsPrivacy & Opt-Out: https://redcircle.com/privacy
Self advocating for oneself is much easier said that done. Let's see if we can figure out why that is and uncover what kinds of tools we can use to improve it. ►Get Imp & Skizz Podcast Merch! - https://impandskizz.com►Want to be a part of the live pre-show? Become a sponsor over on Patreon to join us before we jump into our recording. Hang out with us while we dial in our equipment and be the first to find out what that day's recordings are going to be about! Perhaps even offer some of your own insight before we get started!https://www.patreon.com/impandskizz►OUR LINKS!Imp And Skizz YouTube Channel: https://www.youtube.com/impandskizzImp And Skizz Instagram: https://www.instagram.com/imp.and.skizz/Imp And Skizz Twitter: https://twitter.com/impandskizzImpulse's YouTube Channel: https://www.youtube.com/impulsesvSkizzleman's YouTube Channel: https://www.youtube.com/mcskizzleman►SPECIAL THANKS TO"Imp&Skizz Podcast" jingle by Richard Thornton: @RichardThornton Podcast Logo by jsonlart: https://twitter.com/jasonlicariart
Com o Mandaloriano e o Grogu Baby Yoda chegando aos cinemas, Affonso Solano e Afonso 3D convidam para este Bunker X os amigos Guga Ferrari e Andrés “Amigo Imaginário” Ramos para um mergulho nerd e científico no universo de Star Wars — analisando algumas das espécies alienígenas mais icônicas da franquia sob a lente da evolução.Será que um Wookie sobreviveria na Terra? Os Ewoks fazem sentido biologicamente ou venceram o Império na base da sorte? E o Yoda… é um milagre evolutivo ou pura fantasia?A gente coloca na mesa conceitos reais de biologia, evolução e ecologia pra responder a pergunta central do episódio:- esses aliens poderiam existir de verdade?No caminho, surgem criaturas bizarras, teorias malucas, comparações com animais reais (sim, o polvo entra nessa) e, claro, o veredito final com a temida Nota Darwin™.Prepare-se para descobrir que:– alguns aliens de Star Wars são surpreendentemente plausíveis– outros simplesmente não sobreviveriam nem 10 minutos– e alguns… parecem mais experimento do que evoluçãoDá o play e vem com a gente nessa análise onde ciência e ficção colidem — com o bom e velho caos do Bunker X.- Qual espécie você acha que passaria no teste da evolução?Deixa aí nos comentários!#StarWars #BunkerX #Ciência #Alienígenas #Evolução #Podcast------------------Este programa foi um oferecimento de:NORDVPN. Acesse agora e garanta sua segurança digital e DESCONTOS INCRÍVEIShttps://www.nordvpn.com/BunkerXeINSIDER. Garanta descontos incríveis usando o cupom BUNKERX em: https://www.insiderstore.com.br/BunkerX#InsiderStore------------------
Matt Maher, aka Imp, revisits the AEW week that was.This week talking Dynamite and Collision, both with special Darby Allin AEW Championship defenses!Dynamite- Ciampa, The Dogs & FTR vs Orange Cassidy, Young Bucks, Cope & Christian (3:00)Collision- Conglomeration vs Shane Taylor Promotions (21:22)The Social Suplex Newsletter: https://www.socialsuplex.com/frontpage-14/Follow us on Bluesky: @socialsuplex.bsky.social, @thedamnimplicat.bsky.socialFollow us on Twitter: @SocialSuplexFollow us on Instagram: @SocialSuplexLike us on Facebook: https://www.facebook.com/SocialSuplex/Join our Discord: https://discord.gg/QUaJfaCVisit our website for news, columns, and podcasts: https://socialsuplex.com/Join the Social Suplex community Facebook Group: The Wrestling (Squared) CircleSupport the Social Podcast Network by leaving a rating and review on Apple Podcasts.Advertising Inquiries: https://redcircle.com/brandsPrivacy & Opt-Out: https://redcircle.com/privacy
It's time to uncork the bottle of mythology and folklore to talk about a true English original - Imps!Beginning their lives as horticultural metaphors, the Anglo Saxon 'ympe' appears in all sorts of moralizing, overtly Christian texts, including those written by Alfred the Great - only by the 17th century if you had an imp of your own you could be hanged for the crime.How did this all come about?Well, it's a combination of several factors, including Bronze Age beliefs about Middle Eastern supernatural entities that haunted toilets, bed chambers, and windowsills, the stinking bogs and fens of Ireland and the British Isles, and Medieval explanations for the hierarchies of demons following Lucifer's rebellion against God.We track the imp's evolution from House Spirits made of dough, fed with milk and flour, through to the Witch Hunts of the English Republic, and the 19th century 'Imp Revival' as prompted by Romantic and Gothic literature, fairy stories, and Victorian satire.With a disgraceful number of puns (even more than last month!) and some really weird beliefs, as well as Eleanor reading some Old English, they may be tiny but we've gone in on Imps in a big way. Just don't tell the Witch Hunter General, who for some reason thinks we're keeping our mischievous familiars stashed in our armpits...We also hope you increasingly pleased by our new Bestiary episode art, as drawn by our good friend Tom Peteuil of Creature Castle - check out brand new Imp, Mermaid and Leprechaun merch here and visit the Creature Castle shop for prints and other wonderful things here.Speak to you again on Thursday for this week's Lang Fairy Tale, Graciosa and Percinet, and some no doubt spirited chat about it, before Saturday's Three Ravens Live episode, packed with Sussex folklore, as recorded at Ditchling Bookshop on 16th May!Three Ravens is an English Myth and Folklore podcast hosted by award-winning writers Martin Vaux and Eleanor Conlon.Released on Mondays, each weekly episode focuses on one of England's 39 historic counties, exploring the history, folklore and traditions of the area, from ghosts and mermaids to mythical monsters, half-forgotten heroes, bloody legends, and much, much more. Then, and most importantly, we take turns to tell a new version of an ancient story from that county - all before discussing what that tale might mean, where it might have come from, and the truths it reveals about England's hidden past...Bonus Episodes are released on Thursdays plus Local Legends episodes on Saturdays - interviews with acclaimed authors, folklorists, podcasters and historians with unique perspectives on that week's county.With a range of exclusive content on Patreon, too, including audio ghost tours, the Three Ravens Newsletter, and monthly Three Ravens Film Club episodes about folk horror films from across the decades, why not join us around the campfire and listen in?REGISTER FOR THE TALES OF SOUTHERN ENGLAND TOURVisit our website Join our Patreon Social media channels and sponsors Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Today, I'm thrilled to announce my interview with Tony winner Deirdre O'Connell, who is currently starring in Romeo and Juliet at Shakespeare in the Park. Tune in to hear some of the stories of her legendary career, including the intensive process of learning DANA H, her harrowing Broadway debut in THE FRONT PAGE, what she learned from Geraldine Page on AGNES OF GOD, doing research for MAGIC/BIRD, finding the timing of CIRCLE MIRROR TRANSFORMATION, how Marianne Faithfull influenced GLASS. KILL. WHAT IF IF ONLY. IMP., unfortunate entrance applause in CORSICANA, winning a Tony award, starring in THE SEAGULL at Lake Lucille, working with Suzan-Lori Parks on IN THE BLOOD, the joy of collaborating with Maria Irene Fornes, and so much more. Don't miss this candid conversation with one of Broadway's best.
Luiz Gama inventa a própria liberdade com papéis roubados e parte em busca da mãe perdida no Império. Mas é numa cela militar, em 1854, que tudo o que ele sabe vai virar do avesso pra sempre.APOIE Este episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapreta ou orelo.cc/historiapreta Chave Pix: historiapreta@gmail.com LOJA Acesse loja.historiapreta.com.br e vista nossa história. FICHA TÉCNICA Pesquisa e roteiro: Thiago André Apresentação: Thiago André Nos siga nas redes sociais no twitter @historiapreta e no Instagram @historia_preta BIBLIOGRAFIA AZEVEDO, Elciene. Orfeu de carapinha: a trajetória de Luiz Gama na imperial cidade de São Paulo. Campinas: Editora Unicamp, 1999. CHALHOUB, Sidney. A força da escravidão: ilegalidade e costume no Brasil oitocentista. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. GAMA, Luiz. Carta a Lúcio de Mendonça. São Paulo, 25 jul. 1880. In: LIMA, Bruno Rodrigues de (org.). Luiz Gama: obras completas. v. 8: Liberdade, 1880-1882. São Paulo: Hedra, 2021. pp. 59-68. GOMES, Laurentino. Escravidão: do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares. v. 1. Rio de Janeiro: Globo Livros, 2019. LIMA, Bruno Rodrigues de. Luiz Gama contra o Império: a luta pelo direito no Brasil da escravidão. São Paulo: Contracorrente, 2024. APOIEEste episódio só foi possível graças a contribuição generosa de nossos apoiadores. Se você gosta do nosso trabalho, considere nos apoiar em apoia.se/historiapreta OU orelo.cc/historiapretaChave Pix: historiapreta@gmail.com
Uma cidade que conta a história de diversos povos diferentes e que são fundamentais pra toda a história do mundo. Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) sobre a história de Constantinopla!-Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahoraConheça o meu canal!https://www.youtube.com/@profvitorsoaresConheça meu outro canal: História e Cinema!https://www.youtube.com/@canalhistoriaecinemaViaje comigo, com o Vogalizando a História e com o Operação Barbarussa pra Grécia e Roma!https://partiu.vip/historiaecinema2026Ouça "Reinaldo Jaqueline", meu podcast de humor sobre cinema e TV:https://open.spotify.com/show/2MsTGRXkgN5k0gBBRDV4okAssista meu outro podcast, o História pros brother!https://open.spotify.com/show/04a8C8gXTLj68lmZiQD8vmCompre o livro "História em Meia Hora - Grandes Civilizações"!https://a.co/d/47ogz6QCompre meu primeiro livro-jogo de história do Brasil "O Porão":https://amzn.to/4a4HCO8Compre a camisa do História em Meia Hora: https://www.blablalogia.com/blablalojinha/akiralampiaoh30PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.comApresentação: Prof. Vítor Soares.Roteiro: Prof. Vítor Soares e Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre)REFERÊNCIAS USADAS:- RUNCIMAN, Steven. A Queda de Constantinopla. Tradução de Lauro Machado Coelho. São Paulo: Imago, 2002.- OSTROGORSKY, Georg. História do Estado Bizantino. Tradução de Benedito Pereira Neto. São Paulo: Edusp, 2011.- GIBBON, Edward. Declínio e Queda do Império Romano. Tradução de José Paulo Paes. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.- CROWLEY, Roger. 1453: A Guerra Santa pelo Coração do Mundo Medieval. Tradução de Ângela Lobo de Andrade. Rio de Janeiro: Record, 2008.- BERNARDO, Guilherme Welte. Identidade romana no Império Bizantino: novas perspectivas de um problema de alteridade. Epígrafe, São Paulo, v. 6, n. 6, pp. 67-104, 2018.- DANTAS, Arthur Gabriel dos Santos. Os impactos da expansão do islamismo nos séculos VII-VIII nos arredores do Império Bizantino na intensificação da Controvérsia Iconoclasta. Pneuma: Revista Teológica, Curitiba, v. 04, n. 01, 2025.
The truest sacrifice is to not sacrifice when it comes to our kids. What the heck does that mean? Let's find out. ►Get Imp & Skizz Podcast Merch! - https://impandskizz.com►Want to be a part of the live pre-show? Become a sponsor over on Patreon to join us before we jump into our recording. Hang out with us while we dial in our equipment and be the first to find out what that day's recordings are going to be about! Perhaps even offer some of your own insight before we get started!https://www.patreon.com/impandskizz►OUR LINKS!Imp And Skizz YouTube Channel: https://www.youtube.com/impandskizzImp And Skizz Instagram: https://www.instagram.com/imp.and.skizz/Imp And Skizz Twitter: https://twitter.com/impandskizzImpulse's YouTube Channel: https://www.youtube.com/impulsesvSkizzleman's YouTube Channel: https://www.youtube.com/mcskizzleman►SPECIAL THANKS TO"Imp&Skizz Podcast" jingle by Richard Thornton: @RichardThornton Podcast Logo by jsonlart: https://twitter.com/jasonlicariart
Matt Maher, aka Imp, revisits the AEW week that was.This week talking the 3-hour Dynamite/Collision special and AEW's "on a golf course!" special.Dynamite- Darby Allin vs Kevin Knight (1:58)Collision Hour- "Speedball" Mike Bailey vs AR Fox (22:18)The Golf Course Show- Darby Allin vs PAC (28:26)The Social Suplex Newsletter: https://www.socialsuplex.com/womens-50/Follow us on Bluesky: @socialsuplex.bsky.social, @thedamnimplicat.bsky.socialFollow us on Twitter: @SocialSuplexFollow us on Instagram: @SocialSuplexLike us on Facebook: https://www.facebook.com/SocialSuplex/Join our Discord: https://discord.gg/QUaJfaCVisit our website for news, columns, and podcasts: https://socialsuplex.com/Join the Social Suplex community Facebook Group: The Wrestling (Squared) CircleSupport the Social Podcast Network by leaving a rating and review on Apple Podcasts.Advertising Inquiries: https://redcircle.com/brandsPrivacy & Opt-Out: https://redcircle.com/privacy
Music is so very engrained in the lives of many. Today we meet with a couple of artists and we all discuss the power of music and how it still affects us today. ►Get Imp & Skizz Podcast Merch! - https://impandskizz.com►Want to be a part of the live pre-show? Become a sponsor over on Patreon to join us before we jump into our recording. Hang out with us while we dial in our equipment and be the first to find out what that day's recordings are going to be about! Perhaps even offer some of your own insight before we get started!https://www.patreon.com/impandskizz►OUR LINKS!Imp And Skizz YouTube Channel: https://www.youtube.com/impandskizzImp And Skizz Instagram: https://www.instagram.com/imp.and.skizz/Imp And Skizz Twitter: https://twitter.com/impandskizzImpulse's YouTube Channel: https://www.youtube.com/impulsesvSkizzleman's YouTube Channel: https://www.youtube.com/mcskizzleman►SPECIAL THANKS TO"Imp&Skizz Podcast" jingle by Richard Thornton: @RichardThornton Podcast Logo by jsonlart: https://twitter.com/jasonlicariart
Matt Maher, aka Imp, revisits the AEW week that was.This week talking Dynamite with the Darby Allin vs Brody King championship match and Collision's Kevin Knight vs HOOK.Dynamite- MJF vs Kevin Knight (3:25)Collision- Death Riders vs The Rascalz & Top Flight (23:47)The Social Suplex Newsletter: https://www.socialsuplex.com/womens-50/Follow us on Bluesky: @socialsuplex.bsky.social, @thedamnimplicat.bsky.socialFollow us on Twitter: @SocialSuplexFollow us on Instagram: @SocialSuplexLike us on Facebook: https://www.facebook.com/SocialSuplex/Join our Discord: https://discord.gg/QUaJfaCVisit our website for news, columns, and podcasts: https://socialsuplex.com/Join the Social Suplex community Facebook Group: The Wrestling (Squared) CircleSupport the Social Podcast Network by leaving a rating and review on Apple Podcasts.Advertising Inquiries: https://redcircle.com/brandsPrivacy & Opt-Out: https://redcircle.com/privacy
A batalha que fez com que Londres fosse destruída, acabou ajudando os próprios britânicos? Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) sobre a história da Batalha da Grã-Bretanha e Batalha de Londres-Se você quiser ter acesso a episódios exclusivos e quiser ajudar o História em Meia Hora a continuar de pé, clique no link: www.apoia.se/historiaemmeiahoraConheça o meu canal!https://www.youtube.com/@profvitorsoaresConheça meu outro canal: História e Cinema!https://www.youtube.com/@canalhistoriaecinemaOuça "Reinaldo Jaqueline", meu podcast de humor sobre cinema e TV:https://open.spotify.com/show/2MsTGRXkgN5k0gBBRDV4okAssista meu outro podcast, o História pros brother!https://open.spotify.com/show/04a8C8gXTLj68lmZiQD8vmCompre o livro "História em Meia Hora - Grandes Civilizações"!https://a.co/d/47ogz6QCompre meu primeiro livro-jogo de história do Brasil "O Porão":https://amzn.to/4a4HCO8Compre a camisa do História em Meia Hora: https://www.blablalogia.com/blablalojinha/akiralampiaoh30PIX e contato: historiaemmeiahora@gmail.comApresentação: Prof. Vítor Soares.Roteiro: Prof. Vítor Soares e Prof. Victor Alexandre (@profvictoralexandre)REFERÊNCIAS USADAS:- BEEVOR, Antony. A Segunda Guerra Mundial. Record, 2015.- BEEVOR, Antony. Berlim 1945: a queda. Record, 2002.- HOBSBAWM, Eric J. A Era dos Impérios: 1875–1914. Paz e Terra, 2011.- HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremos: o breve século XX. Companhia das Letras, 1995.- KEEGAN, John. A Segunda Guerra Mundial. Companhia das Letras, 2019.- EVANS, Richard J. O Terceiro Reich em Guerra. Planeta, 2012.
With the 2026 Gamers Outreach Charity Done And Dusted, Let's Pull Back The Curtain A Little Bit | Imp And Skizz Podcast (S3Ep15)►Get Imp & Skizz Podcast Merch! - https://impandskizz.com►Want to be a part of the live pre-show? Become a sponsor over on Patreon to join us before we jump into our recording. Hang out with us while we dial in our equipment and be the first to find out what that day's recordings are going to be about! Perhaps even offer some of your own insight before we get started!https://www.patreon.com/impandskizz►OUR LINKS!Imp And Skizz YouTube Channel: https://www.youtube.com/impandskizzImp And Skizz Instagram: https://www.instagram.com/imp.and.skizz/Imp And Skizz Twitter: https://twitter.com/impandskizzImpulse's YouTube Channel: https://www.youtube.com/impulsesvSkizzleman's YouTube Channel: https://www.youtube.com/mcskizzleman►SPECIAL THANKS TO"Imp&Skizz Podcast" jingle by Richard Thornton: @RichardThornton Podcast Logo by jsonlart: https://twitter.com/jasonlicariart
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Matt Maher, aka Imp, revisits the AEW week that was.This week talking Dynamite with Darby Allin vs Tomasso Ciampa and the 'Play Off Palooza' Collision from Portland, Oregon.Dynamite- MJF and Kevin Knight (2:18)Collision- FTR's bit, Conglomeration vs Don Callis Family (21:00)The Social Suplex Newsletter: https://www.socialsuplex.com/womens-50/Follow us on Bluesky: @socialsuplex.bsky.social, @thedamnimplicat.bsky.socialFollow us on Twitter: @SocialSuplexFollow us on Instagram: @SocialSuplexLike us on Facebook: https://www.facebook.com/SocialSuplex/Join our Discord: https://discord.gg/QUaJfaCVisit our website for news, columns, and podcasts: https://socialsuplex.com/Join the Social Suplex community Facebook Group: The Wrestling (Squared) CircleSupport the Social Podcast Network by leaving a rating and review on Apple Podcasts.Advertising Inquiries: https://redcircle.com/brandsPrivacy & Opt-Out: https://redcircle.com/privacy
Franck Ferrand rencontre Joséphine à la Malmaison, au moment précis où l'histoire bascule. Entre confidences, faste discret et ombre de Napoléon, tout semble suspendu. Jusqu'à ce que la réalité rattrape brutalement la légende.Plongez dans le quotidien fastueux de l'Impératrice Joséphine à la Malmaison, sa résidence préférée, à travers les yeux de Franck Ferrand.
Matt Maher, aka Imp, revisits the AEW week that was.This week talking the Dynamite and Collision Spring Break Thru specials on WrestleMania week live from Seattle.Dynamite- NEW AEW Champion: Darby Allin (3:01)Collision- Edge, FTR & Young Bucks (24:39)The Social Suplex Newsletter: https://www.socialsuplex.com/womens-50/Follow us on Bluesky: @socialsuplex.bsky.social, @thedamnimplicat.bsky.socialFollow us on Twitter: @SocialSuplexFollow us on Instagram: @SocialSuplexLike us on Facebook: https://www.facebook.com/SocialSuplex/Join our Discord: https://discord.gg/QUaJfaCVisit our website for news, columns, and podcasts: https://socialsuplex.com/Join the Social Suplex community Facebook Group: The Wrestling (Squared) CircleSupport the Social Podcast Network by leaving a rating and review on Apple Podcasts.Advertising Inquiries: https://redcircle.com/brandsPrivacy & Opt-Out: https://redcircle.com/privacy
Fame is an.........odd thing. What is it really and are we some kind of famous? | Imp And Skizz Podcast (S3Ep14)►Get Imp & Skizz Podcast Merch! - https://impandskizz.com►Want to be a part of the live pre-show? Become a sponsor over on Patreon to join us before we jump into our recording. Hang out with us while we dial in our equipment and be the first to find out what that day's recordings are going to be about! Perhaps even offer some of your own insight before we get started!https://www.patreon.com/impandskizz►OUR LINKS!Imp And Skizz YouTube Channel: https://www.youtube.com/impandskizzImp And Skizz Instagram: https://www.instagram.com/imp.and.skizz/Imp And Skizz Twitter: https://twitter.com/impandskizzImpulse's YouTube Channel: https://www.youtube.com/impulsesvSkizzleman's YouTube Channel: https://www.youtube.com/mcskizzleman►SPECIAL THANKS TO"Imp&Skizz Podcast" jingle by Richard Thornton: @RichardThornton Podcast Logo by jsonlart: https://twitter.com/jasonlicariart
COVID.....We're talking about it. | Imp And Skizz Podcast (S3Ep13)Let's face it, COVID affected us all in one way or another. Let's get vulnerable but let's also not forget the triumph of the human spirit! ►Get Imp & Skizz Podcast Merch! - https://impandskizz.com►Want to be a part of the live pre-show? Become a sponsor over on Patreon to join us before we jump into our recording. Hang out with us while we dial in our equipment and be the first to find out what that day's recordings are going to be about! Perhaps even offer some of your own insight before we get started!https://www.patreon.com/impandskizz►OUR LINKS!Imp And Skizz YouTube Channel: https://www.youtube.com/impandskizzImp And Skizz Instagram: https://www.instagram.com/imp.and.skizz/Imp And Skizz Twitter: https://twitter.com/impandskizzImpulse's YouTube Channel: https://www.youtube.com/impulsesvSkizzleman's YouTube Channel: https://www.youtube.com/mcskizzleman►SPECIAL THANKS TO"Imp&Skizz Podcast" jingle by Richard Thornton: @RichardThornton Podcast Logo by jsonlart: https://twitter.com/jasonlicariart