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Colunistas Eldorado Estadão
Planeta Eldorado: Tem dinheiro para ações contra chuvas e desastres como o de MG?

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Feb 27, 2026 9:59


Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, trata dos temas mais relevantes sobre Meio Ambiente e mudanças climáticas. A coluna vai ao ar às 6ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Saúde
Quais as principais dúvidas dos pacientes que recebem um diagnóstico de câncer?

Saúde

Play Episode Listen Later Feb 24, 2026 5:16


Como explicar que alguns cânceres são mais difíceis de tratar do que outros? O que determina o prognóstico e as chances de sobrevida? A oncologista francesa Laurence Albigès, chefe do setor no Instituto Gustave Roussy, em Villejuif, nos arredores de Paris, fala sobre os avanços na prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. Em 2022, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), foram registrados 20 milhões de novos casos de câncer e 9,7 milhões de mortes. As estimativas do Observatório Global do Câncer (GCO, na sigla em inglês) englobam 185 países e 36 tipos de câncer. Segundo os dados, coletados em 2022, dois terços de todos os novos casos e mortes pela doença no mundo concentram dez tipos de tumores malignos. O câncer de pulmão é o mais comum, com 2,5 milhões de novos diagnósticos, e representa 12,4% do total. O câncer de mama chega em segundo lugar, com 2,3 milhões de casos (11,6%) e o colorretal ocupa a terceira posição, com 1,9 milhão de casos (9,6%), seguido pelo câncer de próstata, que registra 1,5 milhão de diagnósticos (7,3%). Na quinta posição está o câncer de estômago, responsável por 970 mil casos e equivalente a 4,9% do total mundial. “O câncer é uma palavra que gera medo, e os pacientes e suas famílias se questionam muito quando têm o diagnóstico. Na realidade, quando os pacientes são atendidos e o tratamento começa, essas dúvidas são menos recorrentes, mas é importante continuar falando sobre elas e deixar a porta do consultório sempre aberta para respondê‑las”, explica a oncologista francesa Laurence Albigès. Em função do órgão afetado e do tipo de câncer, a abordagem médica será diferente, mas há outros fatores que influenciam as decisões das equipes. “O prognóstico está relacionado à extensão da doença. O tumor é localizado e pode ser curado? Ou a doença já se disseminou, está se propagando e existem metástases? Nesse caso, mesmo que uma remissão não seja impossível, com frequência o câncer vai evoluir no organismo.”  A taxa de mortalidade de um determinado tipo de câncer está baseada em dados científicos e epidemiológicos, e com frequência está diretamente relacionada às chances de melhora do paciente. Mas essas estatísticas dão apenas uma dimensão global da situação. Cada caso traz suas especificidades no manejo, reitera a oncologista francesa, lembrando que o atendimento é cada vez mais personalizado. “Essas estatísticas não se aplicam a um indivíduo. O paciente será acompanhado, e teremos ao longo de sua trajetória cada vez mais acesso a diferentes tipos de tratamentos, mais inovadores. No Instituto Gustave Roussy, por exemplo, temos novos medicamentos sendo testados. Por isso é sempre importante explicar que essas estatísticas não se aplicam a uma pessoa.”  Outros critérios, independentemente da gravidade da doença, devem ser levados em conta. Entre eles estão o sistema de saúde, o acesso a tratamentos inovadores, a formação dos profissionais e o financiamento das diferentes formas de atendimento, que têm impacto direto na remissão, cura e sobrevida.  Estágios do câncer O que significam os quatro estágios do câncer, que vão vão de um a quatro e indicam o nível de evolução da doença? Nos dois primeiros estágios, as células cancerígenas estão restritas ao órgão afetado, e a remissão e a cura são, com frequência, possíveis. No estágio 3, o tumor está começando a se espalhar, e no 4 atingiu outros órgãos, ou seja, há metástase.  Outra questão frequente envolve a diferença existente entre cânceres líquidos e sólidos, que são tumores malignos que aparecem em diferentes órgãos, como pulmão, mama e próstata. Os cânceres hematológicos, que se localizam nas células sanguíneas ou da medula óssea, são chamados de "líquidos", com alterações visíveis em um hemograma, por exemplo.  De acordo com a oncologista francesa, a morfologia do órgão atingido pelo tumor maligno é um fator essencial. No cérebro, por exemplo, os cânceres às vezes se infiltram nos sulcos. Isso faz com que, cirurgicamente, a retirada completa do tumor seja complexa.  Outro problema é a ausência de sintomas que caracteriza alguns cânceres, como o de pâncreas, por exemplo, impedindo a detecção precoce. Mas a prevenção personalizada, que está cada vez mais difundida na França e em outros países, deve ajudar a amenizar esse problema. O objetivo é antecipar o aparecimento do câncer e agir em função dos dados preditivos. O Instituto Gustave Roussy, por exemplo, criou um programa individual de diagnóstico da doença, disponível em cerca de 700 centros de combate ao câncer na França. O centro propõe a biópsia líquida — a detecção do DNA tumoral no sangue. Essa nova técnica permite às equipes isolar anomalias biológicas dentro de uma célula. Essas células que ainda não se transformaram em tumores malignos poderão ser alvos terapêuticos de futuros tratamentos, que também evoluem cada vez mais rapidamente. Os mais conhecidos, como a quimioterapia, a radioterapia e, mais recentemente, a imunoterapia, ainda são referência, mas novas terapias, ainda em fase de estudos, vêm sendo testadas nos pacientes com resultados cada vez mais promissores. Os avanços possibilitam que a doença que deixou de ser uma sentença de morte em vários casos, se torne cada vez mais uma patologia crônica, com a qual muitos pacientes deverão conviver por vários anos.

Observatório Feminino
Desfile em homenagem a Lula no Carnaval gera polêmica na avenida

Observatório Feminino

Play Episode Listen Later Feb 22, 2026 25:31


 A escola de samba Acadêmicos de Niterói, que abriu os desfiles da Sapucaí no Carnaval do Rio de Janeiro do último domingo (15), foi rebaixada após enredo polêmico que teve o presidente Lula como tema e representou a “família tradicional” de forma controversa.O assunto é centro do debate desta semana no podcast Observatório Feminino, apresentado pela jornalista Amanda Antunes, que apresenta as perspectivas da “família enlatada” que desfilou na avenida.Após a escola cruzar a Sapucaí, políticos da oposição, representantes de direitas e evangélicos, começaram a compartilhar ilustrações com inteligência artificial das suas famílias enlatadas nas redes sociais.Outro ponto de discussão foi a demora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em tornar disponível o Cadastro Nacional de Pedófilos e Estupradores. O sistema prevê a divulgação pública do nome completo e dos documentos de pessoas condenadas, em primeira instância, por crimes sexuais.Ainda em alta, é tratada a prisão do ex-príncipe britânico Andrew Windsor, irmão mais novo do Rei Charles, preso sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público.A prisão ocorre após a polícia ter informado que avalia uma denúncia sobre o suposto compartilhamento de material confidencial pelo ex-príncipe com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.Participam do debate no podcast a Defensora Pública Silvana Lobo e a Empreendedora Social Dai Dias. 

Colunistas Eldorado Estadão
Planeta Eldorado: Governo Trump processado por própria medida anti-clima

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Feb 20, 2026 11:34


Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, trata dos temas mais relevantes sobre Meio Ambiente e mudanças climáticas. A coluna vai ao ar às 6ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Canaltech Podcast
Por que o Brasil usa IA sem entender? Especialista explica riscos

Canaltech Podcast

Play Episode Listen Later Feb 20, 2026 17:48


A inteligência artificial já faz parte da rotina da maioria dos brasileiros, muitas vezes sem que a gente perceba. Mas será que estamos preparados para usar essa tecnologia com consciência? Uma pesquisa do Observatório Fundação Itaú em parceria com o Datafolha revela que 93% da população utiliza IA no dia a dia, direta ou indiretamente, mas apenas 54% dizem entender o que ela realmente é. No novo episódio do Podcast Canaltech, conversamos com Lacier Dias, especialista em tecnologia e transformação digital, sobre os impactos dessa diferença entre uso e compreensão. O episódio aborda desde o avanço acelerado da IA no Brasil até os riscos de utilizar ferramentas sem letramento digital, especialmente quando envolve dados pessoais e informações profissionais. Durante a conversa, o especialista explica por que a inteligência artificial chegou primeiro ao público, diferente de outras tecnologias e como isso mudou a forma como aprendemos a lidar com inovação. O episódio também discute como o conhecimento em IA pode aumentar produtividade, gerar vantagem no mercado de trabalho e, ao mesmo tempo, trazer desafios relacionados à segurança e privacidade. Você também vai conferir: Google lança rival mais barato do iPhone, Gemini agora cria músicas com IA e privada japonesa aposta em higiene automatizada. Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernada Santos e contou com reportagens de Renato Moura e João Melo, sob coordenação de Anaísa Catucci. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Livia Strazza e a arte da capa é de Erick Teixeira.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Colunistas Eldorado Estadão
Planeta Eldorado: Amazônia pode ter menor média histórica de desmatamento em 2026

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Feb 13, 2026 9:43


Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, trata dos temas mais relevantes sobre Meio Ambiente e mudanças climáticas. A coluna vai ao ar às 6ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Seriál Rádia Regina Západ
Vesmír na dlani – Astronomické a geofyzikálne observatórium v Modre (13.2.2026 08:13)

Seriál Rádia Regina Západ

Play Episode Listen Later Feb 13, 2026 18:21


Vesmír na dlani – Astronomické a geofyzikálne observatórium v Modre

observat vesm astronomick
Calma Urgente
Fodacionismo Climático (com Claudio Angelo)

Calma Urgente

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 78:41


Bruno Torturra conversa com Claudio Angelo, coordenador de comunicação do Observatório do Clima sobre o Mapa do Caminho que o Brasil pretende desenhar até a próxima COP. Por que o arranjo internacional não consegue falar sério sobre combustíveis fósseis?As contradições e os acertos do nosso governo. O histórico das COPs passadas. A ideologia do fodacionismo tomando o lugar do negacionismo. E o papel da raiva na superação da apatia climática.O Calma Urgente é uma produção da Peri Produções @peri.prodNa apresentação, temos Alessandra Orofino, Gregório Duvivier, Bruno TorturraNa Produção, Carolina Forattini Igreja e Sabrina Macedo @sabrininamacedo Na Pesquisa e Roteiro, Luiza MiguezNa Edição e Mixagem, Vitor Bernardes @vitor_bernardes_Ilustração, Anna Brandão @annabrandinhaNa sonoplastia, Felipe CroccoNa Edição de Cortes, Julia Leite @jupettiNas Redes Sociais Bruna MessinaNa gestão de comunidade, Marcela BrandesIdentidade visual, Pedro InoueConsultoria de Comunicação, Luna CostaFaça parte do Clube de Cultura do Calma Urgente 2026, conversas semanais sobre livros, filmes, séries e discos com Alê, Bruno, Greg e convidados especiais.Acesse agora em calmaurgente.com !

Economia
'Pejotização', benefícios: os próximos passos para a justiça fiscal no Brasil, segundo observatório

Economia

Play Episode Listen Later Feb 11, 2026 5:21


A reforma fiscal de 2025 é um primeiro passo para reduzir as desigualdades tributárias no Brasil, mas muito resta a fazer para a justiça fiscal no país, avaliam economistas do recém‑criado Observatório Fiscal Internacional, em Paris. O centro de estudos, dirigido pelo economista francês Gabriel Zucman, concentra pesquisas em temas como tributação da riqueza, evasão fiscal e fluxos financeiros ilícitos. Lúcia Müzell, da RFI em Paris A instituição é a ampliação do Observatório Fiscal Europeu, sediado desde 2021 na Paris School of Economics (PSE). O Brasil atrai uma atenção especial dos pesquisadores, ao ter um dos sistemas tributários mais desiguais, “se não for o mais desigual entre as grandes economias”, segundo Zucman. “Esta situação precisa evoluir. Trata-se de um desafio econômico e político central para o Brasil, que acho que estará no foco da eleição presidencial”, disse, no lançamento da instituição, na última quinta-feira (5). Durante a presidência brasileira do G20, em 2024, o economista contribuiu para a elaboração da proposta de criação de um imposto global de 2% sobre a renda dos ultrarricos, que Brasília levou à mesa de negociações do fórum internacional. A declaração final do evento não incluiu o projeto, que atingiria cerca de 3 mil pessoas no mundo. Entretanto, o comunicado fez uma menção inédita à importância da tributação dos bilionários, uma vitória para os defensores do tributo. Para Zucman, o debate que se sucedeu não só no Brasil, como na França, Holanda, Espanha, África do Sul, Colômbia e o estado americano da Califórnia, mostra que os avanços para uma maior justiça fiscal são uma questão de tempo. “Por todo o lugar, estamos vendo iniciativas para encontrar uma solução para o problema atual, de que as grandes fortunas conseguem se exonerar da solidariedade nacional. Acho que daqui a 20 ou 30 anos, retrospectivamente, veremos o período atual, entre 2024 e 2026, como o ponto de virada: o início de um movimento internacional pela taxação dos bilionários, das grandes fortunas, da mesma forma como houve um movimento internacional no início do século 20 para a criação do imposto de renda progressivo”, frisou. No Brasil, desigualdade ainda maior do que se pensava Em agosto passado, o Ministério da Fazenda apresentou um trabalho da equipe de Zucman em parceria com a Receita Federal sobre a desigualdade tributária no Brasil, ainda maior do que se imaginava. O 1% de brasileiros mais ricos concentram cerca de 27,4% de toda a renda no país, 7% a mais do que apontavam estudos anteriores. Além disso, a pesquisa concluiu que enquanto as classes médias e os trabalhadores no Brasil têm uma alíquota média de impostos de 42,5%, o topo da pirâmide de renda tem menos da metade, 20,6%. Apesar da reforma, que aumentou a faixa de isenção do imposto de renda para os mais pobres e criou um tributo inédito para o topo da riqueza no Brasil, as distorções continuam e a regressividade do imposto no Brasil é uma das mais elevadas do mundo, salienta Theo Palomo, autor principal da pesquisa. “Existem várias propostas, um debate público sobre como reduzir essa regressividade. Mas só é possível avaliar essas propostas quando você tem números de qual é a diferença de tributo que o bilionário está pagando em relação à classe média”, afirmou o doutorando na PSE. “O nosso estudo faz exatamente isso: ele consegue informar o debate e possibilitar uma discussão mais informada da realidade brasileira.” Benefícios fiscais para empresas Um dos focos das próximas pesquisas será avaliar a eficiência dos benefícios tributários, que fazem despencar a arrecadação das empresas, principalmente as grandes. “Existe muito benefício para a inovação, a tecnologia, o desenvolvimento regional. Então, uma pergunta fundamental é: esses benefícios estão cumprindo seu papel?”, disse. “Essa é uma questão superimportante, ainda mais nesse cenário de que o Brasil tem uma restrição orçamentária, e os benefícios tributários são gigantescos. As grandes empresas, como a gente mostra no nosso estudo, são controladas pela população mais rica, ou seja, esses benefícios, no fundo, beneficiam os mais ricos.” Os mecanismos de fuga de impostos também estão na mira do observatório. Um dos movimentos que a reforma fiscal tende a acelerar entre os ricos é o de reter os lucros nas empresas, em vez de distribui-los, e assim evitar a mordida do imposto de renda. “Tem uma discussão de áreas mais cinzentas do que seria evasão e otimização. É uma coisa que a gente está começando a estudar, por exemplo, a pejotização”, destaca Palomo. “A gente está querendo justamente avançar nessa agenda para entender exatamente a contribuição de cada um, não só em termos de orçamento, que é uma questão importantíssima, quanto do orçamento está sendo perdido por evasão fiscal, mas também entender como isso impacta a desigualdade do Brasil.” Em abril, o Observatório Fiscal Internacional publicará um relatório sobre a progressividade dos impostos na América Latina, com foco nos ultrarricos. Brasília exerce atualmente a presidência da Plataforma de Cooperação Tributária para a América Latina e o Caribe (PTLAC), que discute soluções para implementar maior justiça fiscal na região. O fórum foi criado em 2022, no âmbito da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Leia tambémFrança: volta de Imposto sobre a Fortuna não causaria debandada de ricos, indica estudo

Psi Daniel Furtado
Psicologia e Psiquiatria

Psi Daniel Furtado

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 68:52


“Observatório Cultural: Roteiros da Mente” é um podcast que investiga como a vida emocional se forma e se expressa no cotidiano, no trabalho e nas relações. Apresentado pelo psicólogo Daniel Furtado, o programa traz conversas profundas e acessíveis sobre saúde mental, comportamento, cultura, segurança emocional e escolhas de vida. A cada episódio, convidados de diferentes áreas ampliam a reflexão com sensibilidade e clareza.Convidado: Dr. Júlio Santa Rosa

Psi Daniel Furtado
Psicologia e Trabalho

Psi Daniel Furtado

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 53:51


“Observatório Cultural: Roteiros da Mente” é um podcast que investiga como a vida emocional se forma e se expressa no cotidiano, no trabalho e nas relações. Apresentado pelo psicólogo Daniel Furtado, o programa traz conversas profundas e acessíveis sobre saúde mental, comportamento, cultura, segurança emocional e escolhas de vida. A cada episódio, convidados de diferentes áreas ampliam a reflexão com sensibilidade e clareza.Convidada: Psicóloga Selma Tavares

Observatório Feminino
Observatório Feminino debate pacto contra feminicídio e projeto polêmico aprovado na Câmara de BH

Observatório Feminino

Play Episode Listen Later Feb 8, 2026 27:58


O podcast Observatório Feminino chega com edição especial neste domingo (8), trazendo debates sobre temas atuais que envolvem direitos das mulheres, segurança pública e políticas de enfrentamento à violência.Apresentado pela jornalista Fernanda Rodrigues, o programa conta, nesta edição, com a participação da jornalista Amanda Antunes, além de duas convidadas que ampliam a discussão com diferentes visões: Marcella Apocalypse, advogada e presidente da Comissão de Estudos de Violência Doméstica da Anacrim-MG, e a pastora e comunicadora Márcia Resende.O episódio marca também uma mudança no formato do podcast, que agora adota um estilo mais dinâmico e direto, inspirado no tradicional “Conversa de Redação”. A proposta é reunir jornalistas e convidadas para comentar os principais assuntos da semana, promovendo um debate plural e com pontos de vista divergentes.Entre os temas discutidos estão o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, assinado pelos Três Poderes no Palácio do Planalto; o projeto aprovado em primeiro turno na Câmara Municipal de Belo Horizonte que restringe a presença de crianças em eventos com nudez ou conteúdos considerados impróprios; e o caso do adolescente de 17 anos apreendido após o ataque a uma padaria em Venda Nova, que terminou com a morte de três mulheres, incluindo duas adolescentes.

Colunistas Eldorado Estadão
Planeta Eldorado: Governo lança Plano Clima

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 10:45


Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, trata dos temas mais relevantes sobre Meio Ambiente e mudanças climáticas. A coluna vai ao ar às 6ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Colunistas Eldorado Estadão
Planeta Eldorado: Entrevista com o cientista Paulo Artaxo

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Jan 30, 2026 15:43


Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, trata dos temas mais relevantes sobre Meio Ambiente e mudanças climáticas. A coluna vai ao ar às 6ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Pulso Latino
Ep# 85: Estados Unidos, Venezuela e as disputas na esquerda

Pulso Latino

Play Episode Listen Later Jan 30, 2026 28:07


Durante meses, especulou-se sobre a possibilidade de umainvasão dos Estados Unidos à Venezuela, em meio ao cerco militar no Caribe, àsacusações de narcotráfico e às ameaças diretas ao governo bolivariano. Muitosanalistas avaliavam que a estratégia se manteria no campo da pressão e daintimidação, dando continuidade às tentativas de desestabilização patrocinadaspelos EUA na Venezuela e na América Latina ao longo de décadas. A invasãomilitar, com mortes de civis e o sequestro do presidente Nicolás Maduro, marcouuma inflexão inédita, retomando práticas de intervencionismo direto associadasà Doutrina Monroe. A conversa discute esse episódio e seus significadospolíticos, trazendo também diferentes perspectivas e debates existentes nointerior da esquerda sobre a crise venezuelana. Para nos aprofundarmos maissobre o assunto, entrevistamos o sociólogo venezuelano da Universidad Centralde Venezuela, pesquisador em ecologia política, integrante do Observatório deEcologia Política da Venezuela, colaborador da Fundação Rosa Luxemburgo eparticipante da CLACSO.*Apresentação:* Samiyah Becker*Entrevistado:* Emiliano Terrán Mantovani*Roteiro:* Samiyah Becker, Fernando Cunha e Gislaine Amaral*Edição:* Carolina Ferreira*Realização:* Pulso Latino Podcast e Berta ColetivoLatino-Americanista

CBN Vitória - Entrevistas
"Apagão" de mão de obra: estudo da Findes aponta impacto em setores da economia

CBN Vitória - Entrevistas

Play Episode Listen Later Jan 30, 2026 19:09


Empresas brasileiras dos mais diversos setores da economia relatam um “apagão” de mão de obra, especialmente aquela mais qualificada. Um dos segmentos mais preocupados é a indústria. Uma sondagem divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), em 2025, mostrou que 62% das empresas do ramo afirmam ter dificuldade em contratar mão de obra qualificada. Nesse cenário, a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) encomendou uma análise do tema ao Observatório da Indústria. A análise parte de três premissas: novas tendências do mundo do trabalho, economia aquecida (conjuntural) e os problemas estruturais, que estão no cenário há tempos.O assunto foi trazido pela coluna do jornalista Abdo Filho, em A Gazeta, nesta semana. "Temos um problema que é real, multifatorial e atinge a economia como um todo. Não existe solução rápida e simples, mas é possível avançar", afirmou a economista Suiani Febroni, gerente de Inteligência de Dados e Pesquisas do Observatório Findes. Em entrevista à CBN Vitória, ela fala sobre o assunto.

Notícias Agrícolas - Podcasts
Observatório da Cigarrinha-do-Milho será lançado em Uberaba/MG

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Jan 26, 2026 7:07


Armadilhas espalhadas por quatro municípios da região vão monitorar movimentação da praga

Colunistas Eldorado Estadão
Planeta Eldorado: O que a Groenlândia tem a ver com o clima?

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Jan 23, 2026 12:01


Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, trata dos temas mais relevantes sobre Meio Ambiente e mudanças climáticas. A coluna vai ao ar às 6ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Observatório Feminino
Violência contra a mulher: políticas públicas avançam no enfrentamento aos feminicídios; ouça podcast

Observatório Feminino

Play Episode Listen Later Jan 18, 2026 24:56


 Apesar de os dados indicarem um aumento nos casos de feminicídio no Brasil, o poder público tem ampliado a criação de políticas públicas com o objetivo de enfrentar a violência contra as mulheres e tentar mudar essa dura realidade. No início deste ano, foi sancionada uma lei que obriga o poder público a divulgar, a cada dois anos, relatórios com dados sobre a violência contra as mulheres. A norma determina a publicação periódica de um relatório com informações do Registro Unificado de Violência Contra as Mulheres, com a finalidade de qualificar a produção de dados e subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas à proteção feminina. Essas e outras iniciativas são tema do podcast Observatório Feminino, da Itatiaia, deste domingo (18). O programa recebe a jurista Marcella Apocalypse, presidente da Comissão de Estudos de Violência Doméstica da Associação Nacional da Advocacia Criminal, seccional Minas Gerais, para discutir os avanços e os desafios das políticas públicas voltadas às mulheres.Entre as propostas em debate está a aprovação, pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, de um projeto que garante atendimento preferencial por profissionais mulheres às vítimas de violência doméstica e familiar. O texto altera a Lei Maria da Penha e a Lei Orgânica da Saúde e tramita em caráter conclusivo, seguindo agora para análise das comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. O Observatório Feminino também aborda a aprovação de projeto de lei que prevê punições para crimes patrimoniais cometidos em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.Além disso, outra proposta em tramitação trata da possibilidade de demissão por justa causa em casos de violência contra a mulher, medida que ainda depende de aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal para se tornar lei. O podcast Observatório Feminino propõe uma reflexão sobre o papel das políticas públicas na proteção das mulheres e no enfrentamento da violência de gênero no país. 

Colunistas Eldorado Estadão
Planeta Eldorado: O que esperar para o Meio Ambiente do Brasil no ano eleitoral?

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Jan 16, 2026 10:15


Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, trata dos temas mais relevantes sobre Meio Ambiente e mudanças climáticas. A coluna vai ao ar às 6ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

CBN Vitória - Entrevistas
Afogamentos no ES: Bombeiros orientam sobre salvamento e prevenção!

CBN Vitória - Entrevistas

Play Episode Listen Later Jan 16, 2026 25:10


O Espírito Santo registrou 12 mortes por afogamento nos primeiros 13 dias de 2026, segundo dados do Observatório da Segurança Pública, da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Em caso recente, desta semana, foi a de um personal trainer que tentava nadar até uma ilha em Vila Velha. Um fisiculturista de 30 anos morreu afogado na praia de Itapuã, De acordo com os guarda-vidas que atenderam à ocorrência, Leonardo Souza estava nadando em direção à ilha Pituã com um amigo quando começou a gritar por socorro. A equipe percebeu a situação e entrou no mar para prestar ajuda, mas ele submergiu e foi encontrado após cerca de 10 minutos de buscas. Em entrevista à CBN Vitória, a Major do Corpo de Bombeiros do Espírito Santo, Gabriela Andrade, fala sobre o assunto e orienta sobre os riscos, em especial, nessa época do ano.

Rádio Paiquerê 91,7
PodShow 15 01 - Entrevista com Gustavo Ximenez Observatório de Gestão Publica

Rádio Paiquerê 91,7

Play Episode Listen Later Jan 15, 2026 17:54


PodShow 15 01 - Entrevista com Gustavo Ximenez Observatório de Gestão Publica

Rádio Cruz de Malta FM 89,9
Campanha em Cocal do Sul gera debate nas redes sociais e alerta para o ciclo da violência doméstica

Rádio Cruz de Malta FM 89,9

Play Episode Listen Later Jan 14, 2026 8:57


Uma campanha de conscientização promovida pela Secretaria de Saúde de Cocal do Sul ganhou repercussão muito além do esperado e provocou um amplo debate sobre a violência doméstica e o ciclo de abusos vivenciado por muitas mulheres. A ação, instalada em via pública no fim de dezembro, chamou a atenção pelo impacto emocional e pela forma inusitada de comunicação. A primeira faixa exibida trazia a mensagem: “Maria, eu te amo. Desculpa aquele dia, eu estava nervoso. Volta pra mim!”. A frase levou muitas pessoas a acreditarem que se tratava de um pedido real de reconciliação, feito por um homem arrependido. Em pouco tempo, a suposta “Maria” passou a ser assunto nas redes sociais, dividindo opiniões. Enquanto alguns internautas pediam para que ela aceitasse o pedido, outros alertavam para os riscos embutidos em frases comuns em relacionamentos abusivos. Expressões como “eu estava nervoso” foram apontadas como tentativas recorrentes de minimizar agressões e normalizar a violência dentro das relações. Duas semanas depois, uma segunda faixa foi instalada ao lado da primeira, alterando completamente a interpretação da ação. O novo material trouxe a mensagem direta: “O arrependimento também faz parte do ciclo da violência”, acompanhada da orientação para denúncia por meio do Disque 180. A campanha teve como principal objetivo provocar reflexão, romper o silêncio e estimular o debate sobre a violência contra a mulher. A personagem “Maria” é fictícia, mas representa uma realidade alarmante no município. Dados do Observatório da Violência contra a Mulher apontam que, entre janeiro e novembro de 2025, foram registrados 107 casos de violência contra mulheres em Cocal do Sul. Do total, 58 ocorrências foram por ameaça, 22 por violência moral, 20 por violência física, seis por vias de fato e um caso de estupro. A secretária municipal de Saúde, Giovana Galato, participou de entrevista no Cruz de Malta Notícias e destacou que a ação cumpriu seu papel ao gerar debate nas redes sociais e evidenciar como pedidos de perdão e justificativas fazem parte do ciclo da violência doméstica, reforçando a importância da denúncia e da conscientização da população.

Observatório Feminino
Podcast: Brasil é um dos países mais ativos sexualmente do mundo, diz pesquisa

Observatório Feminino

Play Episode Listen Later Jan 11, 2026 21:10


 O Brasil é o sétimo país mais ativo sexualmente do mundo em um estudo que cruza hábitos de vida, rotina, cultura e comportamento social. O dado foi divulgado pelo site Insider Monkey.Quem ocupa o topo do ranking é a Espanha, em que 72% da população afirma ter vida sexual ativa ao menos uma vez por semana. Mas o que estes dados retratam da realidade do povo brasileiro? Como a cultura e a rotina influenciam na forma de viver o prazer, o afeto e as relações? Este é o tópico da conversa com a sexóloga e terapeuta sexual Renata Dietze no Observatório Feminino deste domingo (11).A autoestima feminina também será assunto do programa. Em meio ao crescimento das discussões sobre padrões de beleza e aceitação corporal, os homens brasileiros demonstram uma percepção positiva sobre si mesmos. Segundo levantamento recente feito pela GQ Brasil, apenas 3% dos homens no país se consideram feios.Os dados indicam que nove em cada dez homens acreditam ter, ao menos, um nível de beleza dentro da média. Para os homens, os pontos negativos em relação a eles são: disfunção erétil e o envelhecimento.Por fim, há mais um capítulo da novela entre a apresentadora Cariucha e o médico Danilo Bravo. Após a troca de acusações entre os dois, o profissional de saúde foi submetido a uma perícia médica que confirmou que ele foi alvo de agressões.A apresentadora viralizou após afirmar ter sido vítima de agressão e expulsa de um imóvel pelo médico. O profissional da saúde, por sua vez, negou as acusações. Cariucha disse ter sido agredida e vítima de abandono, gerando comoção e reações de seguidores. Em resposta, o médico afirmou que as acusações são infundadas, destacando que ele próprio teria sido agredido após negar um beijo.  Sobre o podcastO Observatório Feminino vai ao ar todos os domingos, às 8h30, na Rádio Itatiaia. Os episódios também estão disponíveis nas plataformas de áudio e no YouTube da Rádio de Minas. 

Notícias MP
Acrelândia_MPAC promove edição do Projeto Proteja Mulher

Notícias MP

Play Episode Listen Later Jan 9, 2026 1:18


O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Centro de Apoio de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (CAOP/DHC), com o apoio do Centro de Atendimento à Vítima (CAV) e do Observatório de Gênero (OBSGênero), realizou, entre os dias 1 e 4 de dezembro, a execução do Projeto Proteja Mulher no município de Acrelândia.

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Com base em diversas observações de estrelas e galáxias, o universo parece estar se afastando, ou seja, está se expandindo mais rápido do que previsto pelos melhores modelos do cosmos. As evidências desse enigma vêm se acumulando há anos, a ponto de alguns pesquisadores considerarem iminente uma crise na cosmologia. A matéria que conhecemos, ou acreditamos conhecer, corresponde a apenas 5% do conteúdo do Universo observável. Do restante, 25% são constituídos por matéria escura, sobre a qual não sabemos quase nada; e 70% por energia escura, sobre a qual sabemos menos ainda. Toda a ciência convencional, feita desde a Antiguidade até poucas décadas atrás, enfocou os 5%. E conseguiu resultados notáveis, tanto no entendimento da realidade material, por meio das ciências fundamentais, quanto em sua transformação, por meio das aplicações tecnológicas. Uma quantidade sem precedentes de megaprojetos científicos nos campos da astronomia e da astrofísica está na agenda agora, para levar adiante a investigação dos 5% e incursionar, na medida do possível, nos outros 95%. Atualmente, o que sabemos sobre o Universo? Sabemos que está se expandindo. Que tem de 13 a 14 bilhões de anos de idade. Que é composto principalmente por três coisas: energia escura [70%], matéria escura [25%] e matéria comum [5%]. E que está muito próximo daquilo que descrevemos como geometricamente plano. É bom que se diga logo que esta última expressão – “geometricamente plano” – não tem nada a ver com as fantasias pseudocientíficas sobre a “Terra plana”, que foram desenterradas nos últimos anos. Ela quer dizer que o Universo quadri-dimensional pode ser descrito, em larga escala, por meio de uma generalização da geometria euclidiana, na qual os ângulos internos de qualquer triângulo somam 180 graus, nem menos nem mais. Como sabemos isso? As distâncias dos objetos astronômicos foram calculadas por meio da intensidade da luz que nos chega deles. E que conseguimos saber que estão se afastando de nós porque os comprimentos de onda da luz que emitem se alongam, desviando-se para o vermelho. A conclusão de Edwin Hubble em 1929, foi que o Universo como um todo estava em expansão. [...] O James Webb é um projeto que levou mais de 20 anos para ser desenvolvido. O James Webb tem uma tecnologia de 20 anos atrás, porque não se mudam os detectores depois de passar 20 anos testando. No solo, como nossa capacidade é muito maior, poderemos ter um telescópio com espelho coletor de mais de 25 metros de diâmetro, em comparação com o espelho de seis metros do James Webb. [...] Um novo telescópio em construção será 4 vezes mais potente que o James Webb - O Telescópio Gigante de Magalhães (GMT), que deve começar a operar até 2029, promete ser quatro vezes mais potente que o telescópio espacial James Webb. Só que o GMT não será lançado no espaço, como seus colegas James Webb e Hubble, mas sim será instalado em um observatório aqui na Terra, o Observatório Las Campanas, no Deserto do Atacama, no Chile, conhecido por ser um dos melhores pontos para observação estelar do mundo. O Telescópio Gigante Magalhães será 200 vezes mais poderoso do que os telescópios existentes na superfície do planeta hoje. Espera-se que ele possa ser usado para complementar as pesquisas do James Webb. Com suas lentes de observação mais sensíveis, a ideia é apontá-lo para áreas previamente descobertas pelo Webb, mas com sinais muito fracos para investigação com o telescópio espacial. Fontes (créditos): https://agencia.fapesp.br/o-que-sabemos-do-universo-sabemos-que-esta-se-expandindo-cada-vez-mais-rapido-diz-nobel-de-fisica/39644/ https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2022/01/o-universo-esta-expandindo-mais-rapido-do-que-previsto https://www.bbc.com/portuguese/curiosidades-61174378 Imagem (créditos): https://agencia.fapesp.br/o-que-sabemos-do-universo-sabemos-que-esta-se-expandindo-cada-vez-mais-rapido-diz-nobel-de-fisica/39644/ Trilha sonora - acervo pessoal.

CBN Vitória - Entrevistas
Aumento do gasto diário e satisfação dos visitantes: pesquisa aponta como foi o Réveillon no ES!

CBN Vitória - Entrevistas

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 9:03


Dados preliminares da pesquisa oficial realizada pela Secretaria do Turismo (Setur), por meio do Observatório do Turismo, apontam aumento do fluxo de visitantes de outros estados, crescimento expressivo no gasto médio diário e recorde de satisfação com a programação de Réveillon no Espírito Santo. O levantamento foi realizado nos dias 31 de dezembro de 2025 e 1º de janeiro de 2026, em nove municípios: Vitória, Vila Velha, Serra, Guarapari, Marataízes, Itapemirim, Anchieta, Conceição da Barra e Domingos Martins. O objetivo da pesquisa, segundo a Setur, foi traçar o perfil do visitante, seus hábitos de consumo e avaliar a percepção sobre os eventos de fim de ano, servindo como base para o planejamento turístico de 2026.Entre os destaques da pesquisa, a avaliação da programação de Réveillon apresentou avanço significativo. A taxa de aprovação (Ótimo + Bom) foi de 68,8% para 79,8%, enquanto a reprovação (Ruim + Péssimo) caiu de 16,4% para 4,9%. Os destaques em satisfação foram Domingos Martins, com 90% de aprovação, e Vitória, com 87,3%, "refletindo a boa percepção dos visitantes em relação à organização, queima de fogos e programação cultural", informa a Secult. Em entrevista à CBN Vitória, o secretário de Estado do Turismo, Victor Coelho, fala sobre o assunto.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 20/12/2025 | UE adia acordo com Mercosul / Aneel deve explicações sobre a Enel

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Dec 20, 2025 242:32


Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (20): O pesquisador da FGV Agro Felippe Serigati comenta a decisão da União Europeia de adiar o acordo com o Mercosul. O especialista destaca que a principal resistência europeia recai sobre os produtos agropecuários, dificultando o avanço das negociações comerciais entre os blocos. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) defendeu a celeridade na assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Alckmin destacou a importância estratégica da parceria para o fortalecimento do agronegócio brasileiro e afirmou esperar que a formalização ocorra o mais rápido possível. Reportagem: Janaína Camelo. O presidente Lula (PT) participa neste sábado (20) da Cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu. O encontro entre os líderes do bloco deve ser marcado pelo recente adiamento do acordo comercial com a União Europeia. Reportagem: Janaína Camelo. A Justiça determinou que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) preste explicações sobre a atuação da concessionária Enel. A decisão ocorre após o apagão que deixou 2,2 milhões de imóveis sem energia elétrica na Grande São Paulo. Reportagem: Matheus Dias. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) criticou a Enel e confirmou a busca por uma nova operadora para São Paulo. Em decisão conjunta, os governos federal, estadual e municipal optaram pelo rompimento do contrato com a concessionária após a crise de energia. Reportagem: Beatriz Manfredini. O advogado especialista em direito contratual Fernando Canutto explica as etapas jurídicas e os próximos passos para o rompimento do contrato com a Enel após toda a crise com energia elétrica na Grande São Paulo. A Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) aprovou o orçamento para 2026 com um déficit de R$ 18 bilhões. A receita líquida estimada para o período será de R$ 107 bilhões. Reportagem: Rodrigo Viga. Durante evento no Palácio dos Bandeirantes, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) exaltou o agronegócio paulista e a harmonia entre os Poderes no estado. Ele afirmou que em São Paulo todos olham para o interesse do cidadão. Reportagem: Misael Mainetti. Durante o evento de Natal dos Catadores, o presidente Lula (PT) comentou sobre o PL da Dosimetria. O mandatário afirmou que, se o Congresso Nacional desejar a aprovação da medida, deverá derrubar o seu veto, sinalizando resistência ao projeto de redução de penas. Reportagem: Matheus Dias. O TCU (Tribunal de Contas da União) deu um prazo de 72 horas para o Banco Central explicar a liquidação do Banco Master. O tribunal considera que a medida pode ter sido precipitada e busca esclarecimentos sobre os critérios técnicos utilizados na intervenção. Reportagem: Matheus Dias. O ministro Luiz Fux derrubou o bloqueio que impedia beneficiários do Bolsa Família de utilizarem recursos em jogos online e apostas. A nova regra estabelecida pelo ministro vale até a realização de uma audiência de conciliação sobre o tema. Reportagem: Janaína Camelo. Um bombardeio realizado pelos Estados Unidos resultou na morte de cinco membros do grupo Estado Islâmico. As informações são do Observatório Sírio. O professor de relações internacionais Marcus Vinicius de Freitas avalia o interesse de Donald Trump em um possível conflito com a Venezuela. O especialista aponta contradições nas falas do presidente, que afirmou recentemente que Nicolás Maduro "sabe o que ele quer". Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Oxigênio
#207 – Especial: A cobertura jornalística na COP30

Oxigênio

Play Episode Listen Later Dec 9, 2025 38:16


No episódio de hoje, você escuta uma conversa um pouco diferente: um bate-papo com as pesquisadoras Germana Barata e Sabine Righetti, ambas do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor). Elas estiveram na COP30 e conversaram com Mayra Trinca sobre a experiência de cobrir um evento ambiental tão relevante e sobre quais foram os pontos fortes da presença da imprensa independente.  __________________________________________________________________________________ TRANSCRIÇÃO [música] Mayra: Olá, eu sou a Mayra, você já deve me conhecer aqui do Oxigênio. Hoje a gente vai fazer uma coisa um pouquinho diferente do que vocês estão acostumados. E eu trouxe aqui duas pesquisadoras do LabJor pra contar um pouquinho da experiência delas na COP30, que rolou agora em novembro. Então vai ser um episódio um pouco mais bate-papo, mas eu prometo que vai ficar legal. Vou pedir pra elas se apresentarem e a gente já começa a conversar. Então eu estou com a Germana Barata e a Sabine Righetti, que são pesquisadoras aqui do Labjor. Germana, se apresenta pra gente, por favor. Germana: Olá, pessoal, eu sou a Germana. Obrigada, Maíra, pelo convite pra estar aqui com vocês no Oxigênio. Eu sou pesquisadora do LabJor, do aula também por aqui, e tenho coordenado aí uma rede de comunicação sobre o oceano, que é a Ressou Oceano, que é o motivo da minha ida pra COP30.Então a gente vai ter a oportunidade de contar um pouquinho do que foi essa aventura na COP30. Mayra: Agora, Sabine, se apresenta pra gente, por favor. Sabine: Oi, pessoal, um prazer estar aqui. Sou pesquisadora aqui no LabJor, ouvinte do Oxigênio, e trabalho entendendo como que o conhecimento científico é produzido e circula na sociedade, sobretudo pela imprensa. Então esse foi um assunto central na COP lá em Belém. [vinheta]  Mayra: Eu trouxe a Sabine e a Germana, porque, bom, são pesquisadoras do Labjor que foram pra COP, mas pra gente conhecer um pouquinho o porquê que elas foram até lá a partir das linhas de interesse e de pesquisa. Então, meninas, contem pra gente por que vocês resolveram ir até a COP e o que isso está relacionado com as linhas de trabalho de vocês. Germana: Bom, acho que uma COP no Brasil, no coração da Amazônia, é imperdível por si.  Sabine: Não tinha como não ir.  Germana: Não, não tinha. E como eu atuo nessa área da comunicação sobre o oceano pra sociedade, esse é um tema que a comunidade que luta pela saúde do oceano tem trabalhado com muito afinco para que o oceano tenha mais visibilidade nos debates sobre mudanças climáticas. Então esse foi o motivo que eu percebi que era impossível não participar dessa grande reunião. Enfim, também numa terra onde eu tenho família, Belém do Pará é a terra do meu pai, e uma terra muito especial, uma cidade muito especial, eu acho que por tantos motivos era imperdível realmente essa experiência na COP. Sabine: Voltamos todas apaixonadas por Belém. O pessoal extremamente acolhedor, a cidade incrível, foi maravilhoso. Eu trabalho tentando compreender como a ciência, conhecimento científico, as evidências circulam na sociedade, na sociedade organizada. Então entre jornalistas, entre tomadores de decisão, entre grupos específicos. E no meu entendimento a COP é um espaço, é um grande laboratório sobre isso, porque a ciência já mostrou o que está acontecendo, a ciência já apontou, aliás faz tempo que os cientistas alertam, e que o consenso científico é muito claro sobre as mudanças climáticas. Então o que falta agora é essa informação chegar nos grupos organizados, nos tomadores de decisão, nas políticas públicas, e quem pode realmente bater o martelo e alterar o curso das mudanças climáticas. Claro que a gente precisa de mais ciência, mas a gente já sabe o que está acontecendo. Então me interessou muito circular e entender como que a ciência estava ou não. Porque muitos ambientes, as negociações, os debates, eles traziam mais desinformação ou falsa controvérsia do que a ciência em si. Germana: E é a primeira vez que a COP abrigou um pavilhão de cientistas. Então acho que esse é um marco, tanto para cientistas quanto outros pavilhões, outras presenças que foram inéditas ou muito fortes na COP, como dos povos indígenas ou comunidades tradicionais, mas também de cientistas, que antes, claro, os cientistas sempre foram para as COPs, mas iam como individualmente, vamos dizer assim. Sabine: Para a gente entender, quem não tem familiaridade com COP, os pavilhões, e isso eu aprendi lá, porque eu nunca tinha participado de uma COP, os pavilhões são como se fossem grandes estandes que têm uma programação própria e acontecem debates e manifestações, eventos diversos, culturais, enfim. Então a zona azul, que a gente chama, que é a área central da COP, onde tem as discussões, as tomadas de decisão, tem um conjunto de pavilhões. Pavilhões de países, pavilhões de temas. Oceanos também foi a primeira vez, né? Germana: Não foi a primeira vez, foi o terceiro ano, a terceira COP, mas estava enorme, sim, para marcar a presença. Mayra: O Oceano foi a primeira vez que estava na Blue Zone ou antes ele já estava na zona azul também? Germana: Ele já estava na Blue Zone, já estava na zona azul, é a terceira vez que o Oceano está presente como pavilhão, mas é a primeira vez que o Oceano realmente ocupou, transbordou, digamos assim, os debates, e os debates, incluindo o Oceano, acabaram ocupando, inclusive, dois dias oficiais de COP, que foram os dias 17 e 18, na programação oficial das reuniões, dos debates. Então é a primeira vez que eu acho que ganha um pouco mais de protagonismo, digamos assim. Mayra: E vocês participaram de quais pavilhões? Porque a gente tem o pavilhão dos Oceanos, tinha um pavilhão das universidades, que inclusive foi organizado por pesquisadores da Unicamp, não necessariamente aqui do Labjor, mas da Unicamp como um todo, e eu queria saber por quais pavilhões vocês passaram. Germana, com certeza, passou pelo do Oceano, mas além do Oceano, quais outros? Vocês passaram por esse das universidades? Como é que foi? Sabine: Eu apresentei um trabalho nesse contexto dos pavilhões, como espaço de discussão e de apresentações, eu apresentei um resultado de um trabalho que foi um levantamento de dados sobre ponto de não retorno da Amazônia com ajuda de inteligência artificial. Eu tenho trabalhado com isso, com leitura sistemática de artigos científicos com ajuda de inteligência artificial e tenho refletido como a gente consegue transformar isso numa informação palatável, por exemplo, para um tomador de decisão que não vai ler um artigo, muito menos um conjunto de artigos, e a gente está falando de milhares. Eu apresentei no pavilhão que a gente chamava de pavilhão das universidades que tinha um nome em inglês que era basicamente a Educação Superior para a Justiça Climática. Ele foi organizado institucionalmente pela Unicamp e pela Universidade de Monterrey, no México, e contou com falas e debates de vários cientistas do mundo todo, mas esse não era o pavilhão da ciência. Tinha o pavilhão da ciência e tinha os pavilhões dos países, os pavilhões temáticos, caso de oceanos, que a gente comentou. Então, assim, eu circulei em todos, basicamente. Me chamou muita atenção o dos oceanos, que de fato estava com uma presença importante, e o pavilhão da China, que era o maior dos pavilhões, a maior delegação, os melhores brindes. Era impressionante a presença da China e as ausências. Os Estados Unidos, por exemplo, não estava, não tinha o pavilhão dos Estados Unidos. Então, as presenças e as ausências também chamam a atenção.  Mayra: Tinha o pavilhão do Brasil?  Sabine: Tinha. Germana: Tinha um pavilhão maravilhoso.  Sabine: Maravilhoso e com ótimo café. Germana: É, exatamente.  Sabine: Fui lá várias vezes tomar um café.  Germana: Inclusive vendendo a ideia do Brasil como um país com produtos de qualidade,né, que é uma oportunidade de você divulgar o seu país para vários participantes de outros países do mundo. E acho que é importante a gente falar que isso, que a Sabine está falando dos pavilhões, era zona azul, ou seja, para pessoas credenciadas. Então, a programação oficial da COP, onde as grandes decisões são tomadas, são ali.  Mas tinha a zona verde, que também tem pavilhões, também tinha pavilhão de alguns países, mas, sobretudo, Brasil, do Estado do Pará, de universidades etc., que estava belíssimo, aberta ao público, e também com uma programação muito rica para pessoas que não necessariamente estão engajadas com a questão das mudanças… Sabine: Muito terceiro setor.  Germana: Exatamente.  Sabine: Movimentos sociais. Germana: E fora a cidade inteira que estava, acho que não tem um belenense que vai dizer o que aconteceu aqui essas semanas, porque realmente os ônibus, os táxis, o Teatro da Paz, que é o Teatro Central de Belém, todos os lugares ligados a eventos, mercados, as docas… Sabine: Museus com programação. Germana: Todo mundo muito focado com programação, até a grande sorveteria maravilhosa Cairu, que está pensando inclusive de expandir aqui para São Paulo, espero que em breve, tinha um sabor lá, a COP30. Muito legal, porque realmente a coisa chegou no nível para todos.  Mayra: O que era o sabor COP30? Fiquei curiosa.  Sabine: O de chocolate era pistache.  Germana: Acho que era cupuaçu, pistache, mais alguma coisa. Sabine: Por causa do verde. É que tinha bombom COP30 e tinha o sorvete COP30, que tinha pistache, mas acho que tinha cupuaçu também. Era muito bom. Germana: Sim, tinha cupuaçu. Muito bom! Mayra: Fiquei tentada com esse sorvete agora. Só na próxima COP do Brasil.  [música] Mayra: E para além de trabalho, experiências pessoais, o que mais chamou a atenção de vocês? O que foi mais legal de participar da COP? Germana: Eu já conheci a Belém, já fui algumas vezes para lá, mas fazia muitos anos que eu não ia. E é incrível ver o quanto a cidade foi transformada em relação à COP. Então, a COP deixa um legado para os paraenses. E assim, como a Sabine tinha dito no começo, é uma população que recebeu todos de braços abertos, e eu acho que eu estava quase ali como uma pessoa que nunca tinha ido para Belém. Então, lógico que a culinária local chama muito a atenção, o jeito dos paraenses, a música, que é maravilhosa, não só o carimbó, as mangueiras dando frutos na cidade, que é algo que acho que chama a atenção de todo mundo, aquelas mangas caindo pela rua. Tem o lado ruim, mas a gente estava vendo ali o lado maravilhoso de inclusive segurar a temperatura, porque é uma cidade muito quente. Mas acho que teve todo esse encanto da cultura muito presente numa reunião que, há muitos anos atrás, era muito diplomática, política e elitizada. Para mim, acho que esse é um comentário geral, que é uma COP que foi muito aberta a muitas vozes, e a cultura paraense entrou ali naturalmente por muitos lugares. Então, isso foi muito impressionante. Sabine: Concordo totalmente com a Germana, é uma cidade incrível. Posso exemplificar isso com uma coisa que aconteceu comigo, que acho que resume bem. Eu estava parada na calçada esperando um carro de transporte, pensando na vida, e aí uma senhora estava dirigindo para o carro e falou: “Você é da COP? Você está precisando de alguma coisa?” No meio da rua do centro de Belém. Olhei para ela e falei, Moça, não estou acostumada a ter esse tipo de tratamento, porque é impressionante. O acolhimento foi uma coisa chocante, muito positiva. E isso era um comentário geral. Mas acho que tem um aspecto que, para além do que estávamos falando aqui, da zona azul, da zona verde, da área oficial da COP, como a Germana disse, tinha programação na cidade inteira. No caso da COP de Belém, acho que aconteceu algo que nenhuma outra COP conseguiu proporcionar. Por exemplo, participei de um evento completamente lateral do terceiro setor para discutir fomento para projetos de jornalismo ligados à divulgação científica. Esse evento foi no barco, no rio Guamá que fala, né? Guamá. E foi um passeio de barco no pôr do sol, com comida local, com banda local, com músicos locais, com discussão local, e no rio. É uma coisa muito impressionante como realmente você sente a cidade. E aquilo tem uma outra… Não é uma sala fechada.Estamos no meio de um rio com toda a cultura que Belém oferece. Eu nunca vou esquecer desse momento, dessa discussão. Foi muito marcante. Totalmente fora da programação da COP. Uma coisa de aproveitar todo mundo que está na COP para juntar atores sociais, que a gente fala, por uma causa comum, que é a causa ambiental. Mayra: Eu vou abrir um parênteses e até fugir um pouco do script que a gente tinha pensado aqui, mas porque ouvindo vocês falarem, eu fiquei pensando numa coisa. Eu estava essa semana conversando com uma outra professora aqui do Labjor, que é a professora Suzana. Ouvintes, aguardem, vem aí esse episódio. E a gente estava falando justamente sobre como é importante trazer mais emoção para falar de mudanças climáticas. Enfim, cobertura ambiental, etc. Mas principalmente com relação a mudanças climáticas.  E eu fiquei pensando nisso quando vocês estavam falando. Vocês acham que trazer esse evento para Belém, para a Amazônia, que foi uma coisa que no começo foi muito criticada por questões de infraestrutura, pode ter tido um efeito maior nessa linha de trazer mais encanto, de trazer mais afeto para a negociação. Germana: Ah, sem dúvida.  Mayra: E ter um impacto que em outros lugares a gente não teria. Germana: A gente tem que lembrar que até os brasileiros desconhecem a Amazônia. E eu acho que teve toda essa questão da dificuldade, porque esses grandes eventos a gente sempre quer mostrar para o mundo que a gente é organizado, desenvolvido, enfim. E eu acho que foi perfeita a escolha. Porque o Brasil é um país desigual, riquíssimo, incrível, e que as coisas podem acontecer. Então a COP, nesse sentido, eu acho que foi também um sucesso, mesmo a questão das reformas e tudo o que aconteceu, no tempo que tinha que acontecer, mas também deu um tom diferente para os debates da COP30. Não só porque em alguns momentos da primeira semana a Zona Azul estava super quente, e eu acho que é importante quem é do norte global entender do que a gente está falando, de ter um calor que não é o calor deles, é um outro calor, que uma mudança de um grau e meio, dois graus, ela vai impactar, e ela já está impactando o mundo, mas também a presença dos povos indígenas eu acho que foi muito marcante. Eu vi colegas emocionados de falar, eu nunca vi tantas etnias juntas e populações muito organizadas, articuladas e preparadas para um debate de qualidade, qualificado. Então eu acho que Belém deu um outro tom, eu não consigo nem imaginar a COP30 em São Paulo. E ali teve um sentido tanto de esperança, no sentido de você ver quanto a gente está envolvida, trabalhando em prol de frear essas mudanças climáticas, o aquecimento, de tentar brecar realmente um grau e meio o aquecimento global. Mas eu acho que deu um outro tom. Sabine: Pegou de fato no coração, isso eu não tenho a menor dúvida. E é interessante você trazer isso, porque eu tenho dito muito que a gente só consegue colar mensagem científica, evidência, se a gente pegar no coração. Se a gente ficar mostrando gráfico, dado, numa sala chata e feia e fechada, ninguém vai se emocionar. Mas quando a gente sente a informação, isso a COP30 foi realmente única, histórica, para conseguir trazer esse tipo de informação emocional mesmo. [música] Mayra: E com relação a encontros, para gente ir nossa segunda parte, vocês encontraram muita gente conhecida daqui do Labjor, ou de outros lugares. O que vocês perceberam que as pessoas estavam buscando na COP e pensando agora em cobertura de imprensa? Porque, inclusive, vocês foram, são pesquisadoras, mas foram também junto com veículos de imprensa. Germana: Eu fui numa parceria com o jornal (o) eco, que a gente já tem essa parceria há mais de dois anos. A Ressou Oceano tem uma coluna no (o) eco. Portanto, a gente tem um espaço reservado para tratar do tema oceano. Então, isso para a gente é muito importante, porque a gente não tem um canal próprio, mas a gente estabeleça parcerias com outras revistas também. E o nosso objetivo realmente era fazer mais ou menos uma cobertura, estou falando mais ou menos, porque a programação era extremamente rica, intensa, e você acaba escolhendo temas onde você vai se debruçar e tratar. Mas, comparando com a impressão, eu tive na COP da biodiversidade, em 2006, em Curitiba, eu ainda era uma estudante de mestrado, e uma coisa que me chamou muito a atenção na época, considerando o tema biodiversidade, era a ausência de jornalistas do norte do Brasil. E, para mim, isso eu escrevi na época para o Observatório de Imprensa, falando dessa ausência, que, de novo, quem ia escrever sobre a Amazônia ia ser o Sudeste, e que, para mim, isso era preocupante, e baixa presença de jornalistas brasileiros também, na época.  Então, comparativamente, essa COP, para mim, foi muito impressionante ver o tamanho da sala de imprensa, de ver, colegas, os vários estúdios, porque passávamos pelos vários estúdios de TV, de várias redes locais, estaduais e nacionais. Então, isso foi muito legal de ver como um tema que normalmente é coberto por poucos jornalistas especializados, de repente, dando o exemplo do André Trigueiro, da Rede Globo, que é um especialista, ele consegue debater com grandes cientistas sobre esse tema, e, de repente, tinha uma equipe gigantesca, levaram a abertura dos grandes jornais para dentro da COP. Isso muda, mostra a relevância que o evento adquiriu. Também pela mídia, e mídia internacional, com certeza.  Então, posso falar depois de uma avaliação que fizemos dessa cobertura, mas, a princípio, achei muito positivo ver uma quantidade muito grande de colegas, jornalistas, e que chegou a quase 3 mil, foram 2.900 jornalistas presentes, credenciados. Sabine: E uma presença, os veículos grandes, que a Germana mencionou, internacionais, uma presença também muito forte de veículos independentes. O Brasil tem um ecossistema de jornalismo independente muito forte, que é impressionante, e, inclusive, com espaços consideráveis. Novamente, para entender graficamente, a sala de imprensa é gigantesca em um evento desse, e tem alguns espaços, algumas salas reservadas para alguns veículos. Então, veículos que estão com uma equipe muito grande têm uma sala reservada, além dos estúdios, de onde a Globo entrava ao vivo, a Andréia Sadi entrava ao vivo lá, fazendo o estúdio i direto da COP, enfim. Mas, dentro da sala de imprensa, tem salas reservadas, e algumas dessas salas, para mencionar, a Amazônia Vox estava com uma sala, que é um veículo da região norte de jornalismo independente, o Sumaúma estava com uma sala, o Sumaúma com 40 jornalistas, nessa cobertura, que também… O Sumaúma é bastante espalhado, mas a Eliane Brum, que é jornalista cofundadora do Sumaúma, fica sediada em Altamira, no Pará. Então, é um veículo nortista, mas com cobertura no país todo e, claro, com olhar muito para a região amazônica. Então, isso foi, na minha perspectiva, de quem olha para como o jornalismo é produzido, foi muito legal ver a força do jornalismo independente nessa COP, que certamente foi muito diferente. Estava lá o jornalismo grande, comercial, tradicional, mas o independente com muita força, inclusive alguns egressos nossos no jornalismo tradicional, mas também no jornalismo independente. Estamos falando desde o jornalista que estava lá pela Superinteressante, que foi nossa aluna na especialização, até o pessoal do Ciência Suja, que é um podcast de jornalismo independente, nosso primo aqui do Oxigênio, que também estava lá com um olhar muito específico na cobertura, olhando as controvérsias, as falsas soluções. Não era uma cobertura factual. Cada jornalista olha para aquilo tudo com uma lente muito diferente. O jornalismo independente, o pequeno, o local, o grande, o internacional, cada um está olhando para uma coisa diferente que está acontecendo lá, naquele espaço em que acontece muita coisa. [som de chamada]  Tássia: Olá, eu sou a Tássia, bióloga e jornalista científica. Estou aqui na COP30, em Belém do Pará, para representar e dar voz à pauta que eu trabalho há mais de 10 anos, que é o Oceano.  Meghie: Oi, gente, tudo bem? Meu nome é Meghie Rodrigues, eu sou jornalista freelancer, fui aluna do Labjor. Estamos aqui na COP30, cobrindo adaptação. Estou colaborando com a Info Amazônia, com Ciência Suja. Pedro: Oi, pessoal, tudo bem? Eu sou Pedro Belo, sou do podcast Ciência Suja, sou egresso do LabJor, da turma de especialização. E a gente veio para cobrir um recorte específico nosso, porque a gente não vai ficar tanto em cima do factual ali, do hard news, das negociações. A gente veio buscar coisas que, enfim, picaretagens, coisas que estão aí, falsas soluções para a crise climática. Paula: Eu sou Paula Drummond, eu sou bióloga e eu fiz jornalismo científico. Trabalho nessa interface, que é a que eu sempre procurei, de ciência tomada de decisão, escrevendo policy briefs. [música]  Mayra: Acho que esse é um ponto forte para tratarmos aqui, que vai ser o nosso encerramento, falar um pouco da importância desses veículos independentes na COP, tanto do ponto de vista de expandir a cobertura como um todo, da presença mesmo de um grande número de jornalistas, quanto das coberturas especializadas. Então, eu queria saber qual é a avaliação que vocês fizeram disso, se vocês acham que funcionou, porque a gente teve muita crítica com relação à hospedagem, isso e aquilo. Então, ainda tivemos um sucesso de cobertura de imprensa na COP? Isso é uma pergunta. E por que é importante o papel desses veículos independentes de cobertura? Germana: Eu, falando por nós, da Ressoa Oceano, o Oceano é ainda pouco coberto pela mídia, mas a gente já vê um interesse crescente em relação às questões específicas de oceano, e quem nunca ouviu falar de branqueamento de corais, de aquecimento das águas, elevação do nível do oceano? Enfim, eu acho que essas questões estão entrando, mas são questões que não devem interessar apenas o jornalista especializado, que cobre meio ambiente, que cobre essas questões de mudanças climáticas, mas que são relevantes para qualquer seção do jornal. Então, generalistas, por exemplo, que cobrem cidades, essa questão das mudanças climáticas, de impactos etc., precisam se interessar em relação a isso.  Então, o que eu vejo, a gente ainda não fez uma análise total de como os grandes veículos cobriram em relação ao jornalismo independente, que é algo que a gente está terminando de fazer ainda, mas em relação ao oceano. Mas o que a gente vê é que as questões mais políticas, e a grande mídia está mais interessada em que acordo foi fechado, os documentos finais da COP, se deu certo ou não, o incêndio que aconteceu, se está caro ou não está caro, hospedagem etc., e que são pautas que acabam sendo reproduzidas, o interesse é quase o mesmo por vários veículos. O jornalismo independente traz esse olhar, que a Sabine estava falando, inclusive dos nossos alunos, que são olhares específicos e muito relevantes que nos ajudam a entender outras camadas, inclusive de debates, discussões e acordos que estavam ocorrendo na COP30. Então, a gente vê, do ponto de vista quase oficial da impressão geral que as pessoas têm da COP, que foi um desastre no final, porque o petróleo não apareceu nos documentos finais, na declaração de Belém, por exemplo, que acho que várias pessoas leram sobre isso. Mas, quando a gente olha a complexidade de um debate do nível da COP30, e os veículos independentes conseguem mostrar essas camadas, é mostrar que há muitos acordos e iniciativas que não necessitam de acordos consensuais das Nações Unidas, mas foram acordos quase voluntários, paralelos a esse debate oficial, e que foram muito importantes e muito relevantes, e que trouxeram definições que marcaram e que a gente vê com muito otimismo para o avanço mesmo das decisões em relação, por exemplo, ao mapa do caminho, que a gente viu que não estava no documento final, mas que já tem um acordo entre Colômbia e Holanda de hospedar, de ter uma conferência em abril na Colômbia para decidir isso com os países que queiram e estejam prontos para tomar uma decisão. Então, esse é um exemplo de algo que foi paralelo à COP, mas que trouxe muitos avanços e nos mostra outras camadas que o jornalismo independente é capaz de mostrar. Sabine: A cobertura jornalística de um evento como a COP é muito, muito difícil. Para o trabalho do jornalista, é difícil porque são longas horas por dia, de domingo a domingo, são duas semanas seguidas, é muito desgastante, mas, sobretudo, porque é muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e é difícil entender para onde você vai. Novamente, ilustrando, na sala de imprensa tem, e todo grande evento com esse caráter costuma ter isso, umas televisões com anúncios. Vai ter tal coletiva de imprensa do presidente da COP, tal horário. Então, nessa perspectiva, dá para se organizar. Eu vou aqui, eu vou ali. Às vezes, é hora de almoço, e, na hora de almoço, o jornalista já vai, sem almoçar, escrever o texto, e, quando vê, já é a noite. Mas você vai se organizando. Só que tem coisas que não estão lá na televisão. Então, por exemplo, passou o governador da Califórnia por lá. Não foi anunciado que ele estava. Ele estava andando no corredor. Para um jornalista de um grande veículo, se ele não viu que o governador da Califórnia estava lá, mas o seu concorrente viu, isso, falo no lugar de quem já trabalhou num veículo jornalístico grande comercial, isso pode levar a uma demissão. Você não pode não ver uma coisa importante. Você não pode perder uma declaração de um chefe de Estado. Você não pode não ver que, de repente, a Marina parou no meio do corredor em um quebra-queixo e falou, a Marina Silva, que estava muito lá circulando, e falou alguma coisa. Então, a cobertura vai muito além do que está lá na programação da sala de imprensa e do que está nos debates, nos pavilhões que a gente mencionava. Então, o jornalista, como a Germana disse, jornalista dos veículos, está correndo atrás disso. E, muitas vezes, por essa característica, acaba se perdendo, entre grandes aspas, nesses acontecimentos. Por exemplo, o que ficou muito marcante para mim na COP foi a declaração do primeiro-ministro da Alemanha, que foi uma declaração desastrosa, mas que tomou pelo menos um dia inteiro da cobertura, porque acompanhei na sala de imprensa os colegas jornalistas tentando repercutir aquela fala. Então, tentando falar com o governo do Brasil, com o presidente da COP, com outros alemães, com a delegação da Alemanha, com o cientista da Alemanha, porque eles precisavam fomentar aquilo e repercutir aquilo. E foi um dia inteiro, pelo menos, um dia inteiro, diria que uns dois dias ou mais, porque até a gente voltar, ainda se falava disso, vai pedir desculpa ou não. Para quem não lembra, foi o primeiro-ministro que falou que ainda bem que a gente saiu daquele lugar, que era Belém, que ele estava com um grupo de jornalistas da Alemanha, que ninguém queria ficar lá. Enfim, um depoimento desastroso que tomou muito tempo de cobertura. Então, os jornalistas independentes não estavam nem aí para a declaração do primeiro-ministro da Alemanha. Eles queriam saber outras coisas.  Então, por isso, reforço a necessidade e a importância da diversidade na cobertura. Mas é importante a gente entender como funciona esse jornalismo comercial, que é uma pressão e é um trabalho brutal e, muitas vezes, de jornalistas que não são especializados em ambiente, que estão lá, a Germana mencionou, na cobertura de cidades e são deslocados para um evento tipo a COP30. Então, é difícil até entender para onde se começa. É um trabalhão. [música]  Mayra: E aí, para encerrar, porque o nosso tempo está acabando, alguma coisa que a gente ainda não falou, que vocês acham que é importante, que vocês pensaram enquanto a gente estava conversando de destacar sobre a participação e a cobertura da COP? Germana: Tem algo que, para mim, marcou na questão da reflexão mesmo de uma conferência como essa para o jornalismo científico ou para os divulgadores científicos. Embora a gente tenha encontrado com vários egressos do Labjor, que me deixou super orgulhosa e cada um fazendo numa missão diferente ali, eu acho que a divulgação científica ainda não acha que um evento como esse merece a cobertura da divulgação científica.  Explico, porque esse é um evento que tem muitos atores sociais. São debates políticos, as ONGs estão lá, os ambientalistas estão lá, o movimento social, jovem, indígena, de comunidades tradicionais, os grandes empresários, a indústria, enfim, prefeitos, governadores, ministros de vários países estão lá. Eu acho que a divulgação científica ainda está muito focada no cientista, na cientista, nas instituições de pesquisa e ensino, e ainda não enxerga essas outras vozes como tão relevantes para o debate científico como a gente vê esses personagens. Então, eu gostaria de ter visto outras pessoas lá, outros influenciadores, outros divulgadores, ainda mais porque foi no Brasil, na nossa casa, com um tema tão importante no meio da Amazônia, que as mudanças climáticas estão muito centradas na floresta ainda. Então, isso, eu tenho um estranhamento ainda e talvez um pedido de chamar atenção para os meus colegas divulgadores de ciência de que está na hora de olharmos para incluir outras vozes, outras formas de conhecimento. E as mudanças climáticas e outras questões tão complexas exigem uma complexidade no debate, que vai muito além do meio científico. Sabine: Não tinha pensado nisso, mas concordo totalmente com a Germana. Eu realmente não… senti a ausência. Eu estava falando sobre as ausências. Senti a ausência dos divulgadores de ciência produzindo informação sobre algo que não necessariamente é o resultado de um paper, mas sobre algo que estava sendo discutido lá. Mas eu voltei da COP com uma reflexão que é quase num sentido diferente do que a Germana trouxe, que a Germana falou agora dos divulgadores de ciência, que é um nicho bem específico. E eu voltei muito pensando que não dá para nós, no jornalismo, encaixar uma COP ou um assunto de mudanças climáticas em uma caixinha só, em uma caixinha ambiental. E isso não estou falando, tenho que dar os devidos créditos. Eu participei de um debate ouvindo Eliane Brum em que, novamente a cito aqui no podcast, em que ela disse assim que a Sumaúma não tem editorias jornalísticas, como o jornalismo tradicional, porque isso foi uma invenção do jornalismo tradicional que é cartesiano. Então tem a editoria de ambiente, a editoria de política, a editoria de economia. E que ela, ao criar a Sumaúma, se despiu dessas editorias e ela fala de questões ambientais, ponto, de uma maneira investigativa, que passam por ciência, passam por ambiente, passam por política, passam por cidade, passam por tudo. E aí eu fiquei pensando muito nisso, no quanto a gente, jornalismo, não está preparado para esse tipo de cobertura, porque a gente segue no jornalismo tradicional colocando os temas em caixinhas e isso não dá conta de um tema como esse. Então a minha reflexão foi muito no sentido de a gente precisar sair dessas caixinhas para a gente conseguir reportar o que está acontecendo no jornalismo. E precisa juntar forças, ou seja, sair do excesso de especialização, do excesso de entrevista política, eu só entrevisto cientista. Mas eu só entrevisto cientista, não falo com política e vice-versa, que o jornalismo fica nessas caixinhas. E acho que a gente precisa mudar completamente o jeito que a gente produz informação. [música]  Mayra: Isso, muito bom, gostei muito, queria agradecer a presença de vocês no Oxigênio nesse episódio, agradecer a disponibilidade para conversar sobre a COP, eu tenho achado muito legal conversar com vocês sobre isso, tem sido muito interessante mesmo, espero que vocês tenham gostado também desse episódio especial com as pesquisadoras aqui sobre a COP e é isso, até a próxima! Sabine: Uma honra! Germana: Obrigada, Mayra, e obrigada a quem estiver nos ouvindo, um prazer! Mayra: Obrigada, gente, até mais!  [música]  Mayra: Esse episódio foi gravado e editado por mim, Mayra Trinca, como parte dos trabalhos da Bolsa Mídia Ciência com o apoio da FAPESP. O Oxigênio também conta com o apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. A trilha sonora é do Freesound e da Blue Dot Sessions. [vinheta de encerramento] 

Meio Ambiente
Após COP30 não avançar para o fim do desmatamento, flexibilização da Lei Ambiental ameaça meta no Brasil

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Dec 4, 2025 20:24


A realização da Conferência do Clima das Nações Unidas em plena Amazônia não bastou para os países chegarem a um consenso sobre como encaminhar o fim do desmatamento no mundo. Dias após o fim do evento, a nova Lei de Licenciamento Ambiental Especial (LAE) ameaça o cumprimento dessa meta pelo Brasil, país que mais devasta florestas no planeta. Lúcia Müzell, da RFI em Paris O desmatamento é a segunda maior fonte de emissões de gases de efeito estufa, atrás do uso de combustíveis fósseis. Mesmo assim, a COP30 falhou em apontar um caminho para o cumprimento de uma das metas do Acordo de Paris: acabar com a destruição das florestas até 2030. O objetivo está previsto no tratado internacional há dez anos. Com uma linguagem vaga, os documentos da Conferência de Belém mencionam a importância da preservação da natureza e do aumento dos “esforços para deter e reverter o desmatamento e a degradação florestal” nos próximos cinco anos – sem especificar como nem com quais recursos. “Eu acho que ela podia ter entregado muito mais do que entregou. A gente viu que dois textos até tratam da questão das florestas. Mas do ponto de vista da implementação mesmo, a gente viu zero avanços”, lamenta Fernanda Carvalho, diretora global de políticas climáticas da organização WWF. Ela acompanhou as negociações da COP30 como observadora da sociedade civil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou emplacar a discussão de dois roteiros fundamentais para o combate efetivo das mudanças climáticas: um para o fim dos combustíveis fósseis e um segundo para o desmatamento. Nenhum dos temas estava na agenda oficial de negociações da conferência. Um primeiro projeto da decisão Mutirão da COP30 – o pacote de acordos políticos do evento – chegou a incluir a discussão sobre os temas. Entretanto, diante da forte resistência de cerca de um terço dos países participantes à questão do petróleo, ambos os trechos foram retirados dos documentos finais. Foco nos combustíveis fósseis  Os debates acirrados sobre as energias fósseis acabaram por abafar as possibilidades de progressos no tema do desmatamento, avalia Fernanda Carvalho. “Não soube de ninguém que bloqueou especificamente o desmatamento, mas como isso não era um item de agenda, a opção foi não avançar com isso. Como já estava gerando tanto conflito a parte de combustíveis fósseis, eu acho que não teve como avançar”, reitera. A especialista salienta que, sem um planejamento robusto, os cinco anos que restam pela frente podem não ser suficientes para o cumprimento do objetivo. “É um prazo curtíssimo para implementar coisas que a gente já tinha que ter implementado. E, no caso de florestas, já existem compromissos anteriores, que eram sobre 2020, que a gente não conseguiu alcançar”, lembra. “Então era superimportante que a gente tivesse tratado disso com mais força nessa COP.” A solução apresentada pela presidência brasileira da COP30 foi lançar discussões oficiais sobre os dois mapas do caminho – para o fim da dependência das energias fósseis e o fim do desmatamento – ao longo do próximo ano, durante o mandato do embaixador André Corrêa do Lago. O papel das florestas na crise climática é central: elas não apenas absorvem cerca de 30% do CO₂ emitido no planeta, como a derrubada das árvores as torna fonte de mais emissões. O Brasil, com a maior floresta tropical do mundo, lidera o ranking dos países que mais devastam as florestas, seguido por República Democrática do Congo, Bolívia, Indonésia e Peru, entre outros. Mas o país é o único que já possui um roteiro para acabar com a devastação até o fim desta década, salientou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, ao final da conferência em Belém. “A Amazônia não recebe apenas um legado, mas ela também oferece um legado. Com certeza o Brasil será uma referência para mapas do caminho em outros lugares e em outras regiões do mundo, salvaguardando os diferentes contextos e realidades em termos de conformação florestal”, indicou Silva. Liderança brasileira ameaçada Na visão de Fernanda Carvalho, o país tem demonstrado que poderá cumprir o objetivo: o desmatamento caiu 32% de 2023 para 2024, e iniciativas como o Plano Nacional de Bioeconomia alavancam o desenvolvimento sustentável na região, sem devastação. Entretanto, os retrocessos promovidos pelo Congresso na agenda ambiental, como a simplificação do licenciamento de grandes projetos dos governos, colocam a meta brasileira em xeque. “Tudo depende de vontade política, e a gente vê sempre que existem batalhas políticas internas. A flexibilização do licenciamento pode ser desastrosa e gerar mais desmatamento”, adverte Carvalho. A nova versão da Lei de Licenciamento Ambiental Especial (LAE) – criada por Lula por meio da Medida Provisória 1.308/2025 – foi aprovada a toque de caixa pelo Senado nesta quarta-feira (3), dias depois de o Congresso derrubar quase todos os vetos de Lula à atualização da Lei de Licenciamento Ambiental no país, o chamado PL da Devastação. Na prática, 52 dos 63 vetos não apenas caíram, como a nova lei amplia o alcance da LAE, que agora poderá se aplicar a qualquer obra considerada “estratégica” pelo governo, com liberação simplificada em até 12 meses. “O parecer da MP, aprovado com aval do governo Lula, já traz em seu texto a primeira encomenda: a BR-319, estrada que implodirá o controle do desmatamento - e, por tabela, das emissões de gases de efeito estufa do Brasil – passará a ser licenciada por LAE”, apontou o Observatório do Clima, em nota após a aprovação do texto. “A rodovia recebeu uma licença prévia ilegal no governo Bolsonaro, que fez o desmatamento no entorno da estrada explodir 122% em um ano após sua concessão. A licença hoje está suspensa na Justiça”, complementa a organização, que reúne quase 200 entidades de proteção do meio ambiente.

Chutando a Escada
Da extrema direita sionista ao bolsonarismo

Chutando a Escada

Play Episode Listen Later Nov 28, 2025 34:26


Neste episódio, Guilherme Casarões e Odilon Caldeira conversam com Michel Gherman, pesquisador do Observatório da Extrema Direita (OED), especialista em estudos judaicos e política israelense, que conduz uma análise rigorosa sobre a formação da extrema direita em Israel, suas raízes históricas e suas conexões contemporâneas com o neo-sionismo, o messianismo religioso e o projeto político de Benjamin Netanyahu. Michel discute também como símbolos, narrativas e identidades judaicas têm sido reconfigurados e mobilizados por movimentos de extrema direita no mundo, incluindo o bolsonarismo no Brasil. Da década de 1920 ao 7 de outubro, da Hebraica ao governo Trump 2.0, o episódio revela as imbricações entre política, religião, nacionalismo e guerra cultural no cenário global. Como de costume na parceria entre o OED e o Chutando a Escada, o episódio traz ainda o boletim de conjuntura internacional, com análises sobre Europa, Estados Unidos e América Latina, incluindo sanções energéticas, refugiados brancos, narcoterrorismo e eleições locais nos EUA. Fechamos com uma dica cultural na medida: o filme The Order (2024), disponível no Prime Video, que explora o universo das milícias supremacistas e do neonazismo estadunidense, oferecendo chaves importantes para compreender a extrema direita transnacional. Clique aqui e conheça o OED. Quer apoiar o Chutando a Escada? Acesse chutandoaescada.com.br/apoio Mande um café usando nossa chave PIX: perguntas@chutandoaescada.com.br Comentários, críticas, sugestões? Escreva pra gente em perguntas@chutandoaescada.com.br Participaram deste episódio: Guilherme Casarões, Odilon Caldeira e Michel Gherman Receba novidades do Chutando a Escada no WhatsApp Capa do episódio: FP Inserção: The Order Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts. Capítulos: 00:00 Introdução e apresentação da parceria com o OED01:00 A formação histórica da extrema direita sionista10:30 As origens do neo-sionismo18:00 Militarismo, etnicidade e a consolidação da extrema-direita em Israel26:00 Netanyahu: trajetória, radicalização e alianças religiosas35:00 Evangelismo, nacionalismo judaico-cristão e conexões globais42:00 Bolsonaro na Hebraica e a colonização dos símbolos judaicos no Brasil50:00 Antissemitismo, instrumentalização política e polarização pós–7 de outubro58:00 Boletim internacional do OED: Europa, EUA, narcoterrorismo e eleições locais01:07:00 Dica cultural: The Order (2024), supremacismo branco e neonazismo nos EUA The post Da extrema direita sionista ao bolsonarismo appeared first on Chutando a Escada.

Colunistas Eldorado Estadão
Eldorado na COP-30: Como foi a Conferência e o seu final?

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Nov 24, 2025 12:02


Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, trata dos temas mais relevantes sobre e da COP-30 - evento que discute ações de combate às mudanças climáticas e este ano ocorre em Belém, no Pará. A coluna vai ao ar às 2ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Colunistas Eldorado Estadão
Eldorado na COP-30: Incêndio e suas implicações para o funcionamento da Conferência

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Nov 21, 2025 11:08


Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, trata dos temas mais relevantes sobre e da COP-30 - evento que discute ações de combate às mudanças climáticas e este ano ocorre em Belém, no Pará. A coluna vai ao ar às 2ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

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Eldorado na COP-30: A COP vai acabar na data programada?

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Nov 20, 2025 10:47


Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, trata dos temas mais relevantes sobre e da COP-30 - evento que discute ações de combate às mudanças climáticas e este ano ocorre em Belém, no Pará. A coluna vai ao ar às 2ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

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Eldorado na COP-30: O que esperar da segunda semana da Conferência?

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Nov 17, 2025 9:52


Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, trata dos temas mais relevantes sobre e da COP-30 - evento que discute ações de combate às mudanças climáticas e este ano ocorre em Belém, no Pará. A coluna vai ao ar às 2ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Colunistas Eldorado Estadão
Eldorado na COP-30: Balanço da primeira semana

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Nov 14, 2025 11:02


Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, trata dos temas mais relevantes sobre e da COP-30 - evento que discute ações de combate às mudanças climáticas e este ano ocorre em Belém, no Pará. A coluna vai ao ar às 2ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Colunistas Eldorado Estadão
Eldorado na COP-30: O que foi ou deveria ser o maior debate da conferência em Belém?

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Nov 10, 2025 9:06


Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, trata dos temas mais relevantes sobre e da COP-30 - evento que discute ações de combate às mudanças climáticas e este ano ocorre em Belém, no Pará. A coluna vai ao ar às 2ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Colunistas Eldorado Estadão
Eldorado na COP-30: Recursos para fundo de financiamento de florestas criado pelo Brasil

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Nov 7, 2025 7:45


Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, trata dos temas mais relevantes sobre e da COP-30 - evento que discute ações de combate às mudanças climáticas e este ano ocorre em Belém, no Pará. A coluna vai ao ar às 2ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Meio Ambiente
O que esperar da COP30 em Belém, apesar da credibilidade manchada de petróleo do Brasil?

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Nov 6, 2025 29:26


Os esforços do mundo para combater o aquecimento global ainda estão longe de serem suficientes para a humanidade escapar de um cenário trágico de alta média das temperaturas no planeta de 2,8 °C até o fim deste século. A partir desta quinta-feira (6), a cidade de Belém, no Pará, recebe a maior reunião internacional sobre como corrigir a rota para evitar o pior. Lúcia Müzell, enviada especial da RFI a Belém  A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) acontecerá num contexto nada favorável: multilateralismo em crise, ausência dos maiores responsáveis históricos pelo problema – os Estados Unidos –, guerras em curso. Dois anos depois de os países terem atingido um acordo histórico para “se afastarem” dos combustíveis fósseis, responsáveis por 75% das emissões de gases de efeito estufa, o tema ficou em segundo plano, constata a cientista Thelma Krug, ex-vice-presidente do IPCC (Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas). Os investimentos em massa em energias renováveis, liderados pela China, ainda não conseguiram reverter a alta das emissões provocadas pelo petróleo, o carvão e o gás. "Os países não querem falar de phase out [saída] do petróleo porque muitos não têm ideia de quando vão conseguir fazer isso. Então, há uma maior velocidade na introdução de renováveis”, explica. "Para alguns isso vai ser mais fácil, para outros, vai ser mais difícil, até porque muitos não vão ter a mesma capacidade de ter tantas fontes de renováveis: não têm vento, não têm solar, nem hidrelétrica, nem geotermal que possa alimentar essa maior produção de energia. Há que se pensar em como os países poderão trabalhar, a partir de uma cooperação internacional fortalecida, com capacitação, transferência de tecnologia, para ajudar os países a fazer essa transição", diz Krug. Stella Hershmann, especialista em negociações climáticas do Observatório do Clima, complementa: "O que essa COP entregaria de mais revolucionário seria uma conversa honesta e justa sobre esses critérios e pensar: 'tá bom, quem vai começar? Quem vai apoiar quem? De onde vem o financiamento?'". Petróleo x combate ao desmatamento O problema é que o anfitrião da COP, o Brasil, exerce a presidência do evento com a credibilidade manchada, após a liberação de testes de prospecção para uma nova fronteira de exploração de petróleo, na foz do rio Amazonas. Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa, lamenta o mau exemplo: em vez de apresentar uma estratégia clara de transição energética, o Brasil chega a Belém com um plano de expansão dessas fontes poluentes. "Estamos presos ao slogan 'O petróleo é nosso', lá da década de 1960, 1970”, aponta Natalie Unterstell. "Eu quero que a gente fale que o ar é nosso, que o mar é nosso, que a floresta é nossa, que a energia limpa é nossa. Está na hora de trocar esse slogan.” Mas apesar do sinal negativo enviado pela medida, Thelma Krug considera "muito difícil" que algum país cobre o Brasil pela decisão, durante as negociações oficiais. A razão é simples: a maioria deles têm telhado de vidro na questão dos fósseis. "Há uma enorme quantidade de países aumentando a exploração de outras plantas de petróleo, de carvão, de gás natural. Temos Índia, China, Estados Unidos, Austrália, Canadá, para citar alguns", pontua. "Se houver pressão, ela virá da sociedade civil."  Atraso na entrega de compromissos climáticos  Nesta quinta (6) e sexta (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe cerca de 60 chefes de Estado e de Governo para a Cúpula dos Líderes, que precede a conferência propriamente dita, a partir de segunda-feira (10). Ele deve insistir nos resultados positivos do país na luta contra o desmatamento, a principal causa das emissões brasileiras, à frente da agricultura e do consumo de fósseis. Os últimos números oficiais indicam a maior queda da devastação da Amazônia em 11 anos. A meta é zerar o desmatamento no país em dez anos. Os 196 membros da Convenção do Clima da ONU deveriam apresentar neste ano novos compromissos climáticos para encaminharem, até 2035, a transição para uma economia de baixo carbono. Às vésperas do evento, entretanto, apenas um terço deles cumpriu os prazos e, mesmo assim, as promessas colocadas sobre a mesa decepcionaram. "É um indicador muito ruim do comprometimento dos líderes dos países com o enfrentamento da crise climática. Por esse aspecto, é difícil você chegar a esse encontro otimista”, avalia Hershmann. "São muitos os desafios que essa COP tem que superar para entregar decisões significativas", diz. "Se a gente conseguir manter essa união, esse coletivo, independentemente da saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, eu já vou ficar muito feliz”, reconhece Thelma Krug. Adaptação, implementação, justiça climática Já que visar uma aceleração da queda das emissões parece irrealista, as três principais apostas do Brasil para o final da conferência são: chegar a uma meta de recursos para a adaptação dos países aos impactos do aquecimento global – como o aumento de enchentes e secas –, acelerar a implementação dos compromissos firmados no Acordo de Paris – como triplicar as energias renováveis até 2030 –, e trilhar um caminho para a transição justa, incluindo alternativas para desbloquear o financiamento necessário para os países mais vulneráveis. As Nações Unidas avaliam que, se todas as promessas no horizonte de 2030 e 2035 forem cumpridas, o aquecimento poderia ser limitado entre 2,3 °C e 2,5 °C até 2100. "Se, antes, a gente só olhava para clima medindo as emissões, agora a gente tem que medir resiliência: como é que a gente está protegendo as pessoas, protegendo a água, garantindo energia”, frisa Unterstell. “Hoje, todo o mundo tem que se adaptar: do Alasca à Austrália, da Mongólia ao sul do Brasil. A questão é que as necessidades são diferentes e aí cabe pontuar um assunto muito importante que tem que ser resolvido em Belém: o financiamento da adaptação." Na prática, isso vai significar um desafio ainda mais complexo para a alocação de recursos, salienta Krug. "Eu lamento muito isso: já não tínhamos muitos investimentos alocados para mitigação e hoje a gente é obrigado a ter recursos também para adaptação e para todos os países, independentemente de serem países desenvolvidos ou em desenvolvimento." Depois do fracasso da última conferência de Baku em viabilizar o financiamento climático para os países menos desenvolvidos, a COP de Belém está pressionada a desbloquear amarras, como a maior participação dos setores privado, bancário e financeiro. Mas o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, antecipa que não será possível garantir já em 2025 o caminho para se chegar aos US$ 1,3 trilhão que a ONU estima necessários por ano. "Se a gente mantiver esse gosto amargo depois da COP, eu acho que a chance é, realmente, desse sistema, desse regime perder relevância, das pessoas não acreditarem mais e não quererem que seus governos apostem nesse mecanismo, o que seria muito ruim”, adverte a presidente do Instituto Talanoa. Leia tambémCOP30: Nas comunidades tradicionais amazônicas, clima mais quente já assusta e mobiliza adaptação

Colunistas Eldorado Estadão
Eldorado na COP-30: Falta uma semana para a COP-30

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Nov 3, 2025 10:42


Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, trata dos temas mais relevantes sobre e da COP-30 - evento que discute ações de combate às mudanças climáticas e este ano ocorre em Belém, no Pará. A coluna vai ao ar às 2ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Colunistas Eldorado Estadão
Eldorado na COP-30: Jogamos a toalha sobre as metas dos acordos pelo Clima?

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Oct 27, 2025 10:36


Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, trata dos temas mais relevantes sobre e da COP-30 - evento que discute ações de combate às mudanças climáticas e este ano ocorre em Belém, no Pará. A coluna vai ao ar às 2ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

DW em Português para África | Deutsche Welle
27 de Outubro de 2025 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Oct 27, 2025 19:50


Em Moçambique, Observatório do Cidadão para a Saúde afirma que a política investe pouco na saúde, porque dirigentes preferem procurar cuidados médicos fora do país. Na Tanzânia, pela primeira vez em mais de 30 anos, os principais partidos da oposição estarão ausentes das eleições presidenciais na proxima quarta-feira. Bayern Munique continua a bater recordes, e o Real Madrid derrotou o Barcelona.

Colunistas Eldorado Estadão
Eldorado na COP-30: Mundo bate recorde de concentração de gases de efeito estufa na atmosfera

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Oct 20, 2025 10:43


Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, trata dos temas mais relevantes sobre e da COP-30 - evento que discute ações de combate às mudanças climáticas e este ano ocorre em Belém, no Pará. A coluna vai ao ar às 2ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Colunistas Eldorado Estadão
Eldorado na COP-30: Começa a "Pré-COP"

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Oct 13, 2025 9:16


Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, trata dos temas mais relevantes sobre e da COP-30 - evento que discute ações de combate às mudanças climáticas e este ano ocorre em Belém, no Pará. A coluna vai ao ar às 2ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Colunistas Eldorado Estadão
Eldorado na COP-30: Dias com temperaturas extremas aumentam 25%

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Oct 6, 2025 11:37


Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, trata dos temas mais relevantes sobre e da COP-30 - evento que discute ações de combate às mudanças climáticas e este ano ocorre em Belém, no Pará. A coluna vai ao ar às 2ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Colunistas Eldorado Estadão
Eldorado na COP-30: Os destaques em clima na assembléia geral da ONU

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Sep 29, 2025 11:12


Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, trata dos temas mais relevantes sobre e da COP-30 - evento que discute ações de combate às mudanças climáticas e este ano ocorre em Belém, no Pará. A coluna vai ao ar às 2ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Colunistas Eldorado Estadão
Eldorado na COP-30: PEC da Blindagem e PL da anistia influenciam agenda de Clima?

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Sep 22, 2025 12:39


Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, trata dos temas mais relevantes sobre e da COP-30 - evento que discute ações de combate às mudanças climáticas e este ano ocorre em Belém, no Pará. A coluna vai ao ar às 2ªs, 7h45, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Tempo Quente
Na linha de frente da corrida do fim do mundo | Esquenta pra COP30

Tempo Quente

Play Episode Listen Later Sep 17, 2025 49:34


A crise climática já está batendo na porta e deixando um impacto nas cidades, na saúde, na agricultura e na economia. Na COP30, em Belém, a adaptação a esses impactos vai ser um dos pontos-chave da negociação. A conferência precisa definir, por exemplo, o chamado GGA (a Meta Global de Adaptação).  A ideia é firmar diretrizes concretas para a adaptação acontecer de fato, mas também para definir como é que a gente vai pagar essa conta.  Neste episódio, as jornalistas Giovana Girardi e Bárbara Rubira conversam com Thaynah Gutierrez, secretária executiva da Rede por Adaptação Antirracista e assessora de clima e racismo ambiental de Geledés - Instituto da Mulher Negra. Ela defende que a adaptação só vai ser bem-feita se levar em conta aqueles que são afetados de modo desproporcional nas tragédias climáticas, como as pessoas pobres e pretas.  Essa temporada especial do Tempo Quente é uma coprodução da Rádio Novelo, da Agência Pública e do Observatório do Clima Apoio: Fundo Casa Socioambiental (⁠https://casa.org.br/⁠) , Greenpeace (⁠https://act.gp/45FAB5F⁠)  e Médios Sem Fronteiras (⁠https://www.msf.org.br/⁠)  Ouça também a 1ª temporada do Tempo Quente: radionovelo.com.br/tempoquente

The Observatory | Discovery of Consciousness & Awareness
Revisiting Finding Freedom with Kandis Larson | The Experience of Coming Out, Entrepreneurship, and BelongingIn this episode of The Observat

The Observatory | Discovery of Consciousness & Awareness

Play Episode Listen Later Aug 28, 2025 76:14


In this episode of The Observatory, Kandis Larson joins the show to share her personal journey of coming out as gay, her journey as an entrepreneur, and her experience with the gathering community. Kandis is a sticker artist and an explorer with the motto:  “Learn to be free, and follow one's passions.” Hear how Kandis ended up in Ricks College,  the first time she realized she was gay, the experience of sharing that with the family, and how she got into sticker artistry. You will also learn how families can create a safe space for diversity.Timestamps[03:46] Kandis Larson's background information[07:15] How Kandis ended up in Ricks College[11:24] Kandis favorite memory during college[17:56] The things that Kandis did after college[20:05] The first time Kandis realized she was gay[27:05] The experience of coming out as gay[34:53] How families can create a safe space for diversity[38:31] Kandis's experience with the gathering community[41:05] How Kandis got into sticker artistry[50:25] Living free and following one's passion[57:39] The business stores in ten states[01:00:51] Kandis's experience with Lyme disease[01:06:08] Kandis 2025 motto: I can and I will[01:09:15] The value system in the Morman churchNotable quotes:“People fear what they don't understand.” - Scott Wright [31:10]“There are pros and cons to everything we choose in life.” - Kandis Larson [50:32]Relevant links:https://bearprotocol.com/Kandis Larson Website: https://kandiscreated.com/ Instagram: https://www.instagram.com/kandiscreated/Subscribe to the podcast: Apple PodcastProduced by NC Productions!