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VISÃO - Olho Vivo
OLHO VIVO | “Falta noção e cultura democrática. Isto não é uma maioria absoluta, é uma maioria bloqueadora”

VISÃO - Olho Vivo

Play Episode Listen Later Sep 29, 2022 51:24


(Mais) uma ministra debaixo de fogo, a extrema-direita na Europa e a crise económica no horizonte estiveram em análise no Olho Vivo desta semanaSupport the show

24 Horas | Showcast - La mañana informativa
Latorre por TPP 11: "Tiene mecanismos que cuestionamos y queremos dejar sin efecto a través de las 'side-letters'"

24 Horas | Showcast - La mañana informativa

Play Episode Listen Later Sep 28, 2022 18:00


Senadores de Apruebo Dignidad acordaron pedir una segunda discusión para así conseguir que la votación del TPP 11 se posponga para la próxima semana. Esto, luego de que con los votos de la Democracia Cristiana y Chile Vamos se aprobara poner en tabla para este miércoles el acuerdo transnacional. El senador y presidente de Revolución Democrática, Juan Ignacio Latorre, detalló la postura de su sector.

Radio Duna - Duna en Punto
El debate por el TPP11, el informe de la Comisión Interamericana de DD.HH. y las tensiones entre Chong y Yáñez

Radio Duna - Duna en Punto

Play Episode Listen Later Sep 28, 2022


Consuelo Saavedra conversó con el senador de Revolución Democrática, Juan Ignacio Latorre, sobre la necesidad de aplazar la discusión de este acuerdo. Además, junto a Los Infiltrados Juan Paulo Iglesias, editor de Opinión de LT, y Leslie Ayala, periodista de La Tercera, analizaron el texto que apunta a Evo Morales por ejecuciones extrajudiciales en el llamado caso Rosza y la citación a declarar al general director de Carabineros.

Sonar Informativo
Axel Callís y el TPP11: "El Presidente está mostrando un alma más pro socialismo democrático que hacia Apruebo Dignidad"

Sonar Informativo

Play Episode Listen Later Sep 27, 2022 17:34


En el Sonar Informativo, "El Asesor" Axel Callís analizó los flancos abiertos en la coalición de gobierno con respecto a la firma del TPP11.

Um dia no Mundo
A mudança na Europa democrática

Um dia no Mundo

Play Episode Listen Later Sep 26, 2022 5:42


Abrem-se portas a ideologias antes barradas. A crónica de Francisco Sena Santos.

Brasil-África
Número de eleitores brasileiros na África aumenta, mas Brasil se afastou do continente promissor

Brasil-África

Play Episode Listen Later Sep 24, 2022 11:04


Neste ano, 3.332 brasileiros poderão participar da eleição presidencial estando em 17 países africanos. O número de cadastrados no continente é quase 22% maior que o de 2018. Na eleição passada, 2.734 eleitores se registraram, só que no segundo turno mais da metade (54,2%) nem sequer apareceu nos locais de votação africanos. O percentual de abstenção ficou acima de 50% em 11 desses países. Vinícius Assis, correspondente da RFI na África do Sul Em 2018, Jair Bolsonaro recebeu no segundo turno 57,5% dos votos de brasileiros residentes na África. Os dados são do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), responsável por zonas eleitorais no exterior, e de embaixadas e consulados do Brasil em países africanos. A maior parte do eleitorado brasileiro no continente está na África do Sul, uma das maiores economias da região. Adalton e Fernanda Barbosa são originários de Salvador (BA) e se mudaram para a Cidade do Cabo em 2019. Além de trabalharem como modelos, os dois abriram um negócio próprio e vendem comida brasileira. Neste ano votarão pela primeira vez no exterior. “É muito importante”, frisou Fernanda. Ela acredita que este seja o meio de alguém dar o melhor para a própria nação estando longe dela. O casal acabou justificando o voto em 2018 por estar viajando, mas não quis perder a chance de votar desta vez. “Não estou feliz com este atual governo e estou com uma expectativa grande de mudança", disse Adalton. "Meu voto é muito importante para contribuir para isso”, destacou. O casal está entre os 1.016 brasileiros que neste ano podem votar na África do Sul, número aproximadamente 19% superior ao pleito de quatro anos atrás. Na última eleição presidencial, 855 brasileiros se cadastraram para votar no país (605 em Pretória e 250 na Cidade do Cabo). No próximo dia 2 de outubro, haverá urnas eletrônicas em cada uma dessas duas cidades. A maioria dos brasileiros residentes na África do Sul vive em Pretória, Joanesburgo e Cidade do Cabo. Os perfis são diversos. Há estudantes, empresários, servidores públicos, pesquisadores, militares, missionários e acompanhantes de expatriados. No país africano que tem Cuba e China como dois dos principais aliados, alguns brasileiros se mostram mais próximos do socialismo, enquanto outros demonizam o comunismo. A empresária Ana Karato nasceu em Salesópolis, interior de São Paulo, e mora na África do Sul desde 2008. Ela votou no exterior pela primeira vez na eleição passada. Casada, mãe de três filhas, Karato conta que apenas a mais nova da casa, de 3 anos, não irá votar neste ano. A eleitora paulista estima que o presidente Jair Bolsonaro correspondeu em seu governo ao favoritismo que teve no continente na última eleição. Quando a reportagem pediu um exemplo de ação, inicialmente ela se referiu “a aviões fretados para que brasileiros fossem repatriados” durante a pandemia. Na verdade, em 2020, a embaixada brasileira no país contratou apenas um avião da South Africa Airways – e não vários – por cerca de R$ 2 milhões, para repatriar em torno de 250 brasileiros. Os passageiros foram dispensados de pagar diretamente os bilhetes. A empresária brasileira disse ainda que não tem motivos para reclamar sobre a atual relação bilateral entre Brasil e África do Sul. “Quem estiver no governo, independente de quem for, precisa colocar os interesses do país em primeiro lugar. Eu teria que fazer uma análise para ver o que que seria interessante para o Brasil“, afirmou. Ela diz achar “interessante que o Brasil não está mandando dinheiro para outro país”. “O importante é o Brasil se desenvolver. Então, para você se desenvolver, é como no meio dos negócios: você vende alguma coisa, a pessoa precisa comprar. Tem que haver uma troca, não pode ser somente de um lado”, disse. Governos brasileiro e sul-africano mais distantes Os 12 voos semanais que ligavam São Paulo e Joanesburgo até antes da pandemia já não existem mais, o que para Kika Ermel, operadora de turismo que vive na África do Sul há 15 anos, é um dos exemplos do crescente distanciamento entre os dois países. Aliás, ela disse que a relação Brasil-África do Sul parece estar indo ladeira abaixo. “Politicamente falando, vejo uma falta de conexão entre os dois países”, lamenta Ermel. “Cadê o BRICS?”, pergunta ela, indignada, referindo-se ao bloco do qual Brasil e África do Sul fazem parte, junto com Rússia, China e Índia. Especificamente sobre a falta dos voos diretos, ela lembra que o assunto não é apenas uma questão comercial. “Há que ter a vontade política”, frisou. Kika conta que antigamente se programava para viajar para o Brasil e votar, mas há anos desistiu de fazer isso e prefere justificar sua ausência das urnas. Com perfil assumidamente conservador, ela declara que se identifica mais com Bolsonaro do que com Lula, os dois favoritos nesta eleição brasileira, mas evita partidarizar suas respostas em se tratando de expectativas para o próximo governo. Ela acredita que a pressão de Bolsonaro para tentar nomear o bispo licenciado da igreja Universal Marcelo Crivella como embaixador do Brasil em Pretória talvez possa ter criado um certo mal-estar na relação entre os dois países. O que também tem deixado a empresária do ramo de turismo indignada é o fato da embaixada brasileira na capital sul-africana estar há meses sem um embaixador. Falta de embaixadores e queda de exportações no governo Bolsonaro Atualmente, outras embaixadas africanas estão com o posto de embaixador brasileiro vago, como, por exemplo, Moçambique. Depois do constrangimento diplomático com Crivella, o governo da África do Sul aceitou a indicação do diplomata Benedicto Fonseca Filho, o primeiro embaixador negro do Brasil, que atualmente é cônsul-geral em Boston, nos Estados Unidos. Mas ele ainda precisa passar pela sabatina do Senado. “Certamente isso só acontecerá depois das eleições”, disse à reportagem uma fonte do Itamaraty. Na avaliação de Mario Schettino Valente, professor de Relações Internacionais do Ibmec da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a ausência de um embaixador em um país indica falta de prioridade. Em sua premiada tese de doutorado, defendida em 2020, Valente estudou os efeitos da política externa brasileira sobre o comércio exterior. “A tese comprova, de forma estatística, que a abertura de embaixada aumenta o fluxo comercial, principalmente as exportações”, afirmou. Atualmente, o que o Brasil mais envia para a África do Sul são óleos combustíveis de petróleo e carnes. E o que mais compra dos sul-africanos são minerais: prata, platina e alumínio representam mais da metade das importações brasileiras na pauta bilateral. Ainda de acordo com Valente, em 2019, o Brasil registrou o menor valor de participação nas exportações para a África do Sul em 20 anos. No primeiro ano do governo Bolsonaro, este percentual foi de 0,50%, maior apenas que o registrado em 1999 (0,49%). A constatação de recuo comercial é a mesma ao se analisar dados da África Subsariana. “Os piores anos da participação da África Subsaariana nas exportações brasileiras, desde 2000, foram em 2019 (1,628%) e 2018 (1,654%)”, informou. Ele acredita que a redução das atividades da Petrobras no continente tenha afetado este fluxo. Política externa minimizada na campanha A política externa não parece ser uma prioridade para os candidatos à presidência em 2022, muito menos em se tratando da África. Dos 11 candidatos que disputam a corrida presidencial, três citaram o continente africano em seus planos de governo: Léo Péricles (UP), Lula (PT) e Sofia Manzano (PCB). Pablo Marçal até fez referência à região no seu programa de governo, mas o PROS retirou a candidatura dele. Enquanto países como Turquia, Estados Unidos, Rússia e China seguem buscando cada vez mais espaço no continente africano, o presidente do Instituto Brasil-África (IBRAF), João Bosco Monte, lembra que o Brasil vem se afastando desta região desde 2015, e esse distanciamento se intensificou no atual governo. Brasília não deu à África a atenção correspondente ao resultado das urnas no continente em 2018. Para o presidente do IBRAF, a imagem do Brasil no exterior não é a mesma de anos atrás e isso se dá, muito, pela forma com que o presidente Bolsonaro conduz sua política externa. Na África não é diferente. “O Brasil não está bem representado. O presidente Bolsonaro, durante os seus quase quatro anos de governo, sequer pensou e, de forma objetiva, materializou a relação próxima que o Brasil tinha com a África. Ele nunca viajou para nenhum dos países africanos. Isso é muito ruim, porque não demonstra uma aproximação e interesse do Brasil em conversar com a África”, analisou. Engana-se quem associa a África a um lugar que apenas precisa de ajuda humanitária. Especialistas consideram este “o continente do futuro”. Não se fala em produção de carros elétricos, por exemplo, sem colocar na discussão a República Democrática do Congo, um dos maiores produtores mundiais de coltan, ingrediente fundamental para a produção de baterias, inclusive de telefones celulares. Brasileiros esperam reaproximação entre Brasil e África No segundo turno, em 2018, o petista Fernando Haddad venceu a votação em seis países africanos: Cabo Verde, Costa do Marfim, Marrocos, Nigéria, Tanzânia e Quênia, para onde o missionário católico Pedro Mariano Pinheiro se mudou há sete meses. Ele também é de Salvador (BA) e vive a cerca de 170 km da capital queniana, Nairóbi. Pinheiro já está se programando para ir até a capital, a fim de votar no dia 2 de outubro. “Acho que cada voto é importante para fazer a diferença e tirar esse governo que está acabando com nosso país. Mesmo aqui eu preciso exercer meu dever de eleitor”, afirma. O missionário disse ainda que espera mais diálogo entre o Brasil e o continente africano no próximo governo. O desejo dele é o mesmo da professora universitária Ivanise Gomes. Há 8 anos, ela vive em Moçambique, que terá neste ano o segundo maior eleitorado brasileiro no continente africano: 673 inscritos, apenas dois eleitores a menos do que em 2018. A brasileira, que antes optou por justificar sua ausência, decidiu não deixar de votar desta vez. “Eu acho que o Brasil está passando por uma situação muitíssimo delicada, política e socialmente. Para mim, é como um grito de socorro. Espero que meu voto faça diferença para que essa situação se reverta, que as coisas melhorem para o Brasil. Acreditar nessa melhora também vai reverberar nos países africanos, porque existia um diálogo entre Brasil, Moçambique, África do Sul, os países do sul global, e que foi esvaziado, cessado nesse último governo. Eu acredito que isso possa voltar a acontecer”, declarou a professora. Ela ainda criticou a atual falta de incentivos a pesquisadores brasileiros e moçambicanos, como existia quando ela chegou à região. “Que essa relação (entre os dois países) volte a ser como era antes, com bastante intercâmbio de saberes, professores, estudantes, além de outras áreas onde há cooperação entre Brasil e Moçambique”, completou. Voto com cédula de papel Durante a produção desta reportagem, vários brasileiros que vivem em países africanos e demonstram apoio ao atual governo em redes sociais foram contatados, mas muitos deles disseram que não fizeram o cadastramento eleitoral a tempo. Por isso, não poderão votar no exterior. Em nove países africanos, o voto será com cédulas de papel, uma vez que o número de eleitores brasileiros cadastrados não passou de 100. Após o fim da votação e a contagem local dos votos, todos os resultados serão imediatamente enviados a Brasília.

Rádio BandNews BH
Degradação democrática Hungara 21/09/22

Rádio BandNews BH

Play Episode Listen Later Sep 21, 2022 2:07


O professor do coletivo Terra Negra, João Marcelo, comenta sobre a degradação da democracia na Hungria e como está o cenário político atual do país.

Convidado
São Tomé Príncipe: O país "leve-leve" vai mal

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 21, 2022 10:00


O aumento do custo de vida, a pobreza, a falta de oportunidades profissionais e a corrupção são alguns dos temas que preocupam os são-tomenses. A poucos dias das eleições legislativas, regional e autárquicas em São Tomé e Principe, a RFI foi ouvir as queixas e as expectativas dos que vão votar no domingo, 25 de Setembro. “Tudo está caro. São Tomé está caro, caro, caro. Não tem nada normal. Tudo está péssimo. O pobre não consegue viver assim”, conta Fátima da Conceição, que trabalha há 17 anos no mercado do centro de São Tomé. Por entre a azáfama de clientes, a “palaiê” constata que os clientes, e ela própria, não conseguem acompanhar o aumento dos preços dos produtos básicos de alimentação. Fomos também ao Mercado de Peixe de Bôbo-Fôrro, a três quilómetros da cidade, e as queixas são as mesmas. Clementina António tem seis filhos e diz que os pobres estão cada vez mais pobres, mas que as crianças não podem passar fome. O desenrasque é, talvez, o bem mais precioso nos tempos que correm. Perante o aumento dos preços, ela faz contas para provar que a vida está difícil, mas avisa que “morrer de fome não se pode”.   A constatação repete-se de boca em boca. Em ambos os mercados, feirantes e clientes dizem que está tudo mais caro em São Tomé e Príncipe. A poucos dias das eleições legislativas, regional e autárquicas em São Tomé e Príncipe, o aumento do custo de vida é um dos temas incontornáveis para os eleitores. Depois da crise provocada pela pandemia de covid-19, agora o país sofre o impacto da guerra na Ucrânia e da inflação global dos preços. Fomos à Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP) tentar perceber o que agravou a situação dos são-tomenses. O economista Arlindo Tavares Pereira avisa que agora essa situação “está muito mais difícil” porque o país é dependente do exterior em termos alimentares e a inflação afecta, sobretudo, o bolso dos mais pobres. O economista indica que “em Julho do ano passado, a inflação acumulada era de 2.7 % e, este ano, é de 11,2%, no mesmo período”. O professor na USTP acrescenta que “cerca de 70% a 80% da população vive com menos de três dólares por dia”, ou seja, “a vida das populações, de forma geral, está muito mais difícil agora do que antes”. Muitas famílias ainda vão contando com as remessas dos emigrantes, mas a emigração também comporta riscos para o desenvolvimento de São Tomé. “Estamos a perder os nossos recursos humanos e nós precisamos de recursos humanos para desenvolver nossa economia. Inclusive, jovens com algum talento estão a sair do país e, a curto e médio prazo, teremos dificuldade em desenvolver a nossa economia porque não teremos mão-de-obra. Por outro lado, eu acredito que a saída desses jovens poderá ser uma mais-valia para a nossa economia, ou seja, eles poderão enviar remessas para a nossa economia e tentar ajudar as famílias e a nossa economia”, reconhece o economista são-tomense. Os jovens fogem, realmente, do país, conta Romilson Silveira, presidente da Rede Pan-africana de Jovens para a Cultura de Paz em África. A culpa é da falta de oportunidades e de perspectivas. Há, ainda, a seu ver, o esquecimento por parte do próprio Estado, exemplificando com cerca de oito mil jovens que não vão poder votar nas eleições de domingo. “Estamos a falar de um número bastante significativo de jovens que deveriam exercer o seu direito de voto que está consagrado na Constituição da República Democrática de São Tomé e Príncipe. Oito mil jovens é um número bastante significante. Ainda que fosse apenas um jovem, é um direito constitucional consagrado. Então, esses jovens deveriam, sim, exercer o seu direito de voto como tem sido a tradição", afirma.     O advogado de 32 anos sublinha, também, que São Tomé e Príncipe “é um país maioritariamente jovem”, ou seja, “65% da população”, e que a juventude começa a olhar com uma certa decepção para a vida política. O resultado é o seguinte: “Toda a juventude são-tomense, ou senão a grande parte, quer sair do país porque não encontra aquela alternativa para ter uma vida condigna.” A emigração nunca foi tão significativa como agora, alerta Fernanda Pontífice, antiga ministra da Educação e antiga reitora da Universidade Lusíada de São Tomé, que continua a bater-se pelo ensino no país. “Aliado à questão de falta de oportunidades e de emprego, há a questão também de busca de melhores condições de vida porque os salários são muito, muito baixos. É um investimento que se tem feito no país. Como se diz aqui em São Tomé, é apanhar água com o cesto. Quer dizer, por mais que se faça, não se vê o resultado. O cesto é entrançado, então a água esvai-se toda. É nesta situação em que hoje nós nos encontramos, com muita pena, porque a tendência para a emigração em São Tomé e Príncipe nunca foi tão grande como agora”, explica Fernanda Pontífice. “Apanhar água com o cesto” é ainda mais complicado num país onde a luta contra a corrupção é um tema que se repete em todas as eleições. O problema é que “a corrupção é uma doença social”, alerta Arlindo Tavares Pereira, que defende a urgência de uma reforma na função pública. “Nós realmente temos muita dificuldade em combater a corrupção. Afecta muito o nosso dia-a-dia, afecta muito a nossa economia porque quando num país existe muita corrupção, não se atrai investimento estrangeiro. Eu acredito também que as pessoas não nasceram corruptas, se calhar, a situação do país e os problemas sociais e económicos estimulam as pessoas a terem essa atitude. É preciso termos a capacidade de mudar. Como é que se muda? Com medidas, com reformas”, defende o economista. Todos falam do país do “leve-leve”, mas as preocupações são bem palpáveis. Domingo, 25 de Setembro, há eleições legislativas, regional e autárquicas em São Tomé e Príncipe.

Convidado
PTOS quer “revolução” na educação e saúde em São Tomé e Príncipe

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 20, 2022 9:50


O Partido de Todos os Santomenses (PTOS) é uma das 11 forças políticas na corrida às eleições legislativas de 25 de Setembro em São Tomé e Príncipe. O seu líder, Aniceto de Sousa Penhor, explica que o projecto do partido passa por uma “revolução para rentabilizar”, desde logo, as áreas da educação e da saúde. O objectivo é transformar num “parente de receita” aquilo que diz ser visto como “um parente da despesa pública”. RFI: Quais são as principais bandeiras da sua candidatura? Aniceto de Sousa Penhor, Líder do Partido de Todos os Santomenses (PTOS): Revolução na educação para rentabilizar. Sabemos que a educação é, até hoje, um parente de despesa pública e nós pretendemos transformar a educação num parente de receita e, concomitantemente, num parente de aumento da produtividade no país. Esse é o nosso maior objectivo. Como é que o vai concretizar? Vai concretizar a partir do sistema de produção de conhecimento, isto é, uma aposta muito forte nos estudantes, desde a fase inicial onde os estudantes se tornam rentáveis sem custo para o Estado e onde o estudante até ganha com isso. Depois, mesmo em termos da parte universitária, nós preconizamos que haja universidade grátis para todos os cidadãos, seja a universidade pública ou privada no ponto de vista da primeira graduação, a licenciatura. Só os mestrados, doutoramento é que poderão ser pagos. E nós vamos implementar o sistema de educação rentável em São Tomé e Príncipe. Já temos o projecto elaborado, já temos a linha empresarial externa que vai fazer essa implementação e nós queremos levá-la, neste momento, ao embate eleitoral do dia 25 de Setembro. Mas o objectivo é estar em São Tomé, independentemente do resultado eleitoral, ajudaremos qualquer governo a avançar com este projecto para mudar o paradigma em São Tome e Príncipe. Está a dizer que ajudarão qualquer governo. O governo cessante era composto por uma “nova maioria” no Parlamento. O seu partido está disposto a alianças também? O Partido de Todos os Santomenses é mesmo um partido de todos os são-tomenses. É um partido que vê que adversário político não é inimigo político. E, assim sendo, todo e qualquer projecto que nós estamos a apresentar nestas eleições é para ser materializado, independentemente do resultado que nós venhamos a ter. Significa que nós apoiaremos qualquer governo de São Tomé e Príncipe a desenvolver esses projectos na área da educação, que é o primeiro ponto. Segundo, na área de saúde. Terceiro na área do turismo. Quarto, na área de infra-estruturas. Então, nós vamos ajudar a desenvolver porque nós já o temos. Nós trabalhámos, estruturámos, fizemos um estudo próprio do desenvolvimento social e económico de São Tomé e Príncipe e estamos a apresentar a São Tomé e Príncipe uma solução com uma viabilidade para os próximos dez, vinte anos. Um grande problema de São Tomé e Príncipe é o acesso aos cuidados médicos, a medicamentos. A saúde é uma das suas prioridades no manifesto eleitoral. Que propostas para a saúde? A proposta para a saúde, em termos concretos, nós também temos de revolucionar a saúde para rentabilizar. Será como? Instituiremos um projecto que é de construção de um hospital de referência no Golfo da Guiné, com especificidade mas instalado na zona da Região Autónoma do Príncipe, na zona Baía das Agulhas. Esse hospital de referência será o hospital pilar e terá hospitais satélites nos distritos do país onde funcionará a partir de uma linha, a linha da telemedicina, assistência directa às pessoas nas localidades cujo envolvimento terá uma base do Brasil directamente -  que o nosso protocolo já está criado com as instituições da Bahia, no Brasil - para que nós desenvolvamos esse projecto. E será grátis para os cidadãos são-tomenses distritais. O que é que acontece? Numa parceria público-privada vai ter um hospital de referência no Golfo da Guiné onde vai atingir os cidadãos do Golfo da Guiné.  Como sabe, São Tomé e Príncipe está numa zona próxima de 350 milhões de habitantes a uma hora e meia, 45 minutos de avião. A nossa política é explorar esta zona em termos de serviços, isto é, enquanto cerca de 14 milhões de cidadãos daquela zona que viajam para o Ocidente - Europa ou Estados Unidos - para tratamento médico e turismo, nós vamos ter um hospital de referência e queremos pelo menos 20% dessas pessoas que se vão tratar na Europa. Estaremos a falar de 2,4 milhões de cidadãos, por ano. Fariam o tratamento e turismo de saúde. O turismo é outra das suas prioridades, como disse, assim como a agricultura e a pesca. Que propostas para desencravar o país que é um dos mais pobres do mundo e que depende da ajuda externa? Sim. O turismo é importantíssimo. Não é só dizer o nome turismo, como até agora, nos últimos 12 anos, vários governos têm dito, mas nós temos proposta real para rentabilizar o turismo em São Tomé e Príncipe. Não é admissível nós termos um país insular, como é o caso de São Tomé, e não termos um porto de recreio. Este é um ponto simples. Agora, a rentabilização do turismo numa visão também da economia azul. Como? Quando nós temos um hospital de referência no Golfo da Guiné, nós estamos a fazer uma questão que é o turismo de saúde porque o cidadão que viaja da costa africana para tratar fora, aproveita o tratamento e a visita e o lazer. Mas na agricultura e na pesca, apesar dos recursos, os meios são muito precários. O que fazer? Sim. Na agricultura, nós temos que ter uma agricultura simplesmente de subsistência. Ver o próprio tamanho do nosso território, São Tomé e Príncipe, como um território pequeno de 1001 km², nós não acreditamos que há condições vastas para uma grande agricultura industrial. Então, centralizamos a agricultura por via da economia social ou agricultura de família, mas injectamos o meio controlado, muito controlado, para desenvolver projectos específicos de produção e de escoamento interno. Nós temos que começar a criar a forma de produzir o que comemos para que o preço seja mais baixo, para que haja acesso para toda gente, tendo em conta que o salário no país é baixo. Quanto à pesca, gostaríamos que houvesse acompanhamento dos navios que, já tendo o acordo de pesca com a União Europeia, então tivesse um navio de acompanhamento que é para recolher, entre aspas, restos dos peixes não utilizados pelos navios europeus. Isto é, navios europeus fazem uma pesca de lagosta, de atum e o resto do peixe apanhado deitam ao mar. Teríamos um sistema de buscar, ter uma linha frigorífica forte na cidade de São Tomé e todo o cidadão são-tomense pudesse ter acesso ao peixe fresco à mesma hora, ao mesmo preço, sem o custo que tem tido hoje. Então, é uma visão de redistribuição real de peixe no país para os cidadãos. Outra das prioridades do vosso projecto é o que chama de choque fiscal. Em que consiste? Nós entendemos que nenhum são-tomense tem culpa de nascer nesta terra onde a economia obriga a ser cidadão do mundo. O governo deve urgentemente fazer a tributação das acções aduaneiras só por via do produto ao preço Fob [“Free on Board” – Grátis a Bordo] e não ao preço CIF [“Cost, Insurance and Freight” – Custo, Seguro e Carga]. Hoje a tributação é feita ao preço de compra no país de origem, mais o preço do transporte. Isto leva a uma tributação fiscal alta e com esta tributação automaticamente aumenta o preço do produto. O Estado deve fazer essa compensação, só tributar o preço da compra dos produtos. E, ainda, a ENAPOR [Empresa Nacional de Administração de Portos] deixar de cobrar o que diz que é taxa - que não é taxa, é um imposto - porque a ENAPOR é uma prestadora de serviços, deve funcionar por cubicagem. Peso do ouro ou peso do lixo é igual. Não pode cobrar por preço de mercadoria. E isto ia ajudar a diminuição do preço do produto em São Tomé. No ponto de vista ainda do IRS, nós teríamos um escalão único do IRS. Também temos outra política que é a questão de despartidarização da administração central do Estado. O Partido de Todos os São-Tomenses trabalhará com todos os cidadãos na administração central do Estado, desde que estejam capacitados, no ponto de vista técnico, para exercer funções técnicas da administração central do Estado. Não ao clientelismo partidário dentro da administração pública. Pela primeira vez, vão ser eleitos deputados pelos círculos eleitorais da emigração. Qual é a importância deste voto? É bastante importante. Nós, por exemplo, ao apresentar o nosso candidato da diáspora, definimos quatro pontos fundamentais: o cartão consular grátis para todos. Acobertamos essa receita com a implementação do visto, do pagamento do visto no aeroporto a chegada a São Tomé e Príncipe.  O ponto dois: todos os países onde São Tomé e Príncipe tem uma política de cooperação coesa, caso de Portugal, Angola, Cabo Verde e Gabão, deve-se evitar ter embaixadores políticos partidários. Tem de ter sempre embaixador de carreira diplomática para estas funções. O ponto três: nós orientaremos directamente a criação de uma plataforma do empresariado são-tomense no mundo. Para terminar, um gabinete de orientação da diáspora em todos os países onde tem são-tomenses a residirem para acompanhar o desempenho e as suas situações.     Eleições legislativas, autárquicas e regional a 25 de Setembro As eleições legislativas, autárquicas e regional são a 25 de Setembro. Dez partidos e uma coligação vão concorrer às legislativas de São Tomé e Príncipe: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Acção Democrática Independente (ADI), Movimento Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe (CID-STP), Movimento Unido para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (Muda-STP), Partido Novo, Movimento Social Democrata/Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP), Partido de Todos os Santomenses (PTOS) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional (MCI/PS-PUN). Nestas legislativas, os são-tomenses vão eleger 55 deputados à Assembleia Nacional, incluindo dois que pela primeira vez serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e da África. A RFI falou com os líderes das 11 forças políticas que concorrem às legislativas e vai publicar uma entrevista por dia. Acompanhe aqui.

La Diez Capital Radio
Informativo; La Diez Capital Radio (20-09-2022)

La Diez Capital Radio

Play Episode Listen Later Sep 20, 2022 20:54


Informativo de primera hora del martes 20 de Septiembre de 2022 en el programa El Remate de La Diez Capital Radio. El 20 de septiembre es el 263.º (ducentésimo sexagésimo tercer) día del año en el calendario gregoriano y el 264.º en los años bisiestos. Quedan 102 días para finalizar el año. Hoy se cumplen 209 días del cruel ataque e invasión de Rusia a Ucrania. Muy buenos días Ucrania. Día Mundial de la Libertad de Expresión de Pensamiento. Cada 20 de septiembre se celebra el Día Mundial de la Libertad de Expresión del Pensamiento, para conmemorar la "Brecha de la Porta Pía" en Roma, un hecho significativo mediante el cual las fuerzas patrióticas italianas derrotaron a las fuerzas del Vaticano, aliadas al Imperio Francés. Con la celebración de esta efeméride se pretende reafirmar y apoyar la diversidad de opiniones y el derecho a la libertad de expresión sin hostigamiento a los pensamientos, opiniones y creencias de las personas, como base de la sociedad moderna. Este día mundial pretende visibilizar el acosamiento y encarcelamiento de personas por ejercer el derecho a la libertad de expresión, violando sus derechos humanos fundamentales relacionados con la búsqueda y divulgación de información, ideas y opiniones sin represalias. 1519.- Cinco naves mandadas por Fernando de Magallanes parten del puerto de Sanlúcar de Barrameda (Cádiz) en busca de una nueva ruta para el mercado de las especias, una expedición que finalizó tres años después Juan Sebastián Elcano como la primera vuelta al mundo. 1920: El teniente coronel de infantería José Millán Astray y Terreros funda La Legión Española o Tercio de Extranjeros. Tal día como hoy, 20 de septiembre de 1946, se celebra la primera edición del Festival de cine de Cannes, en la Riviera francesa que se acabó convirtiendo en uno de los más importantes festivales cinematográficos del mundo. 1990.- Los Parlamentos de República Democrática Alemana y de la República Federal de Alemania ratifican el Tratado de Unificación política de las dos Alemanias. 2006.- Se publica el hallazgo en Etiopía del fósil de una niña de hace 3,3 millones de años. Años más tarde, el 20 de septiembre de 2011, la política de «No preguntes, no digas» de las Fuerzas Armadas de EE. UU. que prohibía la homosexualidad abierta terminó oficialmente. 2017.- La Guardia Civil detiene por orden judicial a catorce altos cargos del Govern de Cataluña. El Gobierno central asumen el control presupuestario de la Comunidad y el Tribunal Constitucional anula los acuerdos para la convocatoria del referéndum ilegal del 1-O. Santoral para el 20 de septiembre: Dionisio, Prisco, Eustaquio, Agapito, Felipa, Imelda. Ucrania consolida posiciones en la orilla oriental del río Oskil. Reino Unido despide con un funeral solemne a Isabel II. Felipe VI y Letizia y los reyes eméritos, sentados juntos en el funeral de Isabel II en su primera imagen pública desde 2020. Zarzuela aclara que la ubicación del rey emérito en el funeral corresponde al protocolo establecido por Londres. El sueldo de los consejos de las compañías españolas cotizadas creció un 13,2% en 2021. Los consejeros ejecutivos ganaron de media 1,7 millones de euros, un 7,1% más. España eliminará los controles sanitarios en los aeropuertos para los viajeros de todos los países. La medida, que se hará efectiva próximamente, permitirá que los turistas procedentes de países de fuera de la UE no pasen ningún filtro. Durante la jornada del lunes se registraron intensas precipitaciones en Gran Canaria, que afectaron especialmente a Telde e Ingenio, dejando diferentes inundaciones. Y Ayer caos circulatorio por las lluvias en Tenerife: colas, un coche que cayó por un socavón y cascadas de agua. El Gobierno anuncia un plan especial de vivienda y ayudas para Puerto Naos y La Bombilla, aún evacuados por el volcán. El ministro de la Presidencia, Félix Bolaños, reconoce que la situación de los habitantes de estos dos núcleos costeros de La Palma es “desesperada y de impotencia”, porque disponen de vivienda pero no pueden acceder a ellas debido a los gases nocivos que emanan aún de la tierra. Canarias, con más de un millón de pasajeros internacionales en agosto, supera las llegadas de 2019. Es el único destino nacional que ya ha mejorado las cifras previas a la pandemia; en el conjunto nacional, en lo que va de año la entrada de pasajeros por vía aérea alcanza los 53 millones. Distribución porcentual de la energía solar fotovoltaica generada en España en 2021, por comunidad autónoma. Canarias genera en España el 1,24%. Andalucía y Extremadura cada una el 23%, La Mancha el 17%, Murcia el 9,6%, Aragón el 10%, Castilla y León el 7%. En Gwh. Ángel Víctor Torres y el ministro Bolaños presiden la Comisión Mixta para la reconstrucción de la isla un año después y hacen balance. El Cabildo de Tenerife se gasta 400.000 euros en promocionar el Circuito del Motor con un piloto de Fórmula 1. La institución insular contrata a la empresa Agency By Sports And Life, la única que “dispone de las autorizaciones necesarias” para gestionar la imagen del piloto profesional Carlos Sainz Junior, quien será embajador de la marca “Tenerife Circuito del Motor”. El 20 de septiembre de 1966 nace Nuno Bettencourt en Azores, Portugal. Es un guitarrista portugués miembro de la banda Extreme, se hizo famoso por la balada “More Than Words”

La Diez Capital Radio
El Remate; Reino Unido despide a Isabel II (20-09-2022)

La Diez Capital Radio

Play Episode Listen Later Sep 20, 2022 141:36


Programa de actualidad informativa, presentado y dirigido por Miguel Angel González Suárez. www.ladiez.es - Informativo de primera hora del martes 20 de Septiembre de 2022 en el programa El Remate de La Diez Capital Radio. El 20 de septiembre es el 263.º (ducentésimo sexagésimo tercer) día del año en el calendario gregoriano y el 264.º en los años bisiestos. Quedan 102 días para finalizar el año. Hoy se cumplen 209 días del cruel ataque e invasión de Rusia a Ucrania. Muy buenos días Ucrania. Día Mundial de la Libertad de Expresión de Pensamiento. Cada 20 de septiembre se celebra el Día Mundial de la Libertad de Expresión del Pensamiento, para conmemorar la "Brecha de la Porta Pía" en Roma, un hecho significativo mediante el cual las fuerzas patrióticas italianas derrotaron a las fuerzas del Vaticano, aliadas al Imperio Francés. Con la celebración de esta efeméride se pretende reafirmar y apoyar la diversidad de opiniones y el derecho a la libertad de expresión sin hostigamiento a los pensamientos, opiniones y creencias de las personas, como base de la sociedad moderna. Este día mundial pretende visibilizar el acosamiento y encarcelamiento de personas por ejercer el derecho a la libertad de expresión, violando sus derechos humanos fundamentales relacionados con la búsqueda y divulgación de información, ideas y opiniones sin represalias. 1519.- Cinco naves mandadas por Fernando de Magallanes parten del puerto de Sanlúcar de Barrameda (Cádiz) en busca de una nueva ruta para el mercado de las especias, una expedición que finalizó tres años después Juan Sebastián Elcano como la primera vuelta al mundo. 1920: El teniente coronel de infantería José Millán Astray y Terreros funda La Legión Española o Tercio de Extranjeros. Tal día como hoy, 20 de septiembre de 1946, se celebra la primera edición del Festival de cine de Cannes, en la Riviera francesa que se acabó convirtiendo en uno de los más importantes festivales cinematográficos del mundo. 1990.- Los Parlamentos de República Democrática Alemana y de la República Federal de Alemania ratifican el Tratado de Unificación política de las dos Alemanias. 2006.- Se publica el hallazgo en Etiopía del fósil de una niña de hace 3,3 millones de años. Años más tarde, el 20 de septiembre de 2011, la política de «No preguntes, no digas» de las Fuerzas Armadas de EE. UU. que prohibía la homosexualidad abierta terminó oficialmente. 2017.- La Guardia Civil detiene por orden judicial a catorce altos cargos del Govern de Cataluña. El Gobierno central asumen el control presupuestario de la Comunidad y el Tribunal Constitucional anula los acuerdos para la convocatoria del referéndum ilegal del 1-O. Santoral para el 20 de septiembre: Dionisio, Prisco, Eustaquio, Agapito, Felipa, Imelda. Ucrania consolida posiciones en la orilla oriental del río Oskil. Reino Unido despide con un funeral solemne a Isabel II. Felipe VI y Letizia y los reyes eméritos, sentados juntos en el funeral de Isabel II en su primera imagen pública desde 2020. Zarzuela aclara que la ubicación del rey emérito en el funeral corresponde al protocolo establecido por Londres. El sueldo de los consejos de las compañías españolas cotizadas creció un 13,2% en 2021. Los consejeros ejecutivos ganaron de media 1,7 millones de euros, un 7,1% más. España eliminará los controles sanitarios en los aeropuertos para los viajeros de todos los países. La medida, que se hará efectiva próximamente, permitirá que los turistas procedentes de países de fuera de la UE no pasen ningún filtro. Durante la jornada del lunes se registraron intensas precipitaciones en Gran Canaria, que afectaron especialmente a Telde e Ingenio, dejando diferentes inundaciones. Y Ayer caos circulatorio por las lluvias en Tenerife: colas, un coche que cayó por un socavón y cascadas de agua. El Gobierno anuncia un plan especial de vivienda y ayudas para Puerto Naos y La Bombilla, aún evacuados por el volcán. El ministro de la Presidencia, Félix Bolaños, reconoce que la situación de los habitantes de estos dos núcleos costeros de La Palma es “desesperada y de impotencia”, porque disponen de vivienda pero no pueden acceder a ellas debido a los gases nocivos que emanan aún de la tierra. Canarias, con más de un millón de pasajeros internacionales en agosto, supera las llegadas de 2019. Es el único destino nacional que ya ha mejorado las cifras previas a la pandemia; en el conjunto nacional, en lo que va de año la entrada de pasajeros por vía aérea alcanza los 53 millones. Distribución porcentual de la energía solar fotovoltaica generada en España en 2021, por comunidad autónoma. Canarias genera en España el 1,24%. Andalucía y Extremadura cada una el 23%, La Mancha el 17%, Murcia el 9,6%, Aragón el 10%, Castilla y León el 7%. En Gwh. Ángel Víctor Torres y el ministro Bolaños presiden la Comisión Mixta para la reconstrucción de la isla un año después y hacen balance. El Cabildo de Tenerife se gasta 400.000 euros en promocionar el Circuito del Motor con un piloto de Fórmula 1. La institución insular contrata a la empresa Agency By Sports And Life, la única que “dispone de las autorizaciones necesarias” para gestionar la imagen del piloto profesional Carlos Sainz Junior, quien será embajador de la marca “Tenerife Circuito del Motor”. El 20 de septiembre de 1966 nace Nuno Bettencourt en Azores, Portugal. Es un guitarrista portugués miembro de la banda Extreme, se hizo famoso por la balada “More Than Words” - Sección de actualidad informativa con Humor inteligente en el programa El Remate de Miguel Angel González Suárez, en La Diez Capital Radio con el periodista palmero y socarrón, José Juan Pérez Capote, El Número Uno. - Entrevista en el programa Le Remate de La Diez Capital con el Presidente del PP en el Puerto De la Cruz, analizamos la situación de la ciudad turística. - Tertulia de actualidad informativa en el programa El Remate de La Diez Capital radio con Virginia Teja y Onelia Segredo. Reino Unido despide con un funeral solemne a Isabel II. Felipe VI y Letizia y los reyes eméritos, sentados juntos en el funeral de Isabel II en su primera imagen pública desde 2020. Zarzuela aclara que la ubicación del rey emérito en el funeral corresponde al protocolo establecido por Londres. El sueldo de los consejos de las compañías españolas cotizadas creció un 13,2% en 2021. Los consejeros ejecutivos ganaron de media 1,7 millones de euros, un 7,1% más. España eliminará los controles sanitarios en los aeropuertos para los viajeros de todos los países. Y Ayer caos circulatorio por las lluvias en Tenerife: colas, un coche que cayó por un socavón y cascadas de agua. Distribución porcentual de la energía solar fotovoltaica generada en España en 2021, por comunidad autónoma. Canarias genera en España el 1,24%. Andalucía y Extremadura cada una el 23%, La Mancha el 17%, Murcia el 9,6%, Aragón el 10%, Castilla y León el 7%. En Gwh. Todo esto y mucho. Más con la participación de los oyentes.

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Partido Novo propõe “governo de unidade nacional” em São Tomé e Príncipe

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Play Episode Listen Later Sep 19, 2022 9:15


O Partido Novo é uma das 11 forças políticas na corrida às eleições legislativas de 25 de Setembro em São Tomé e Príncipe. O seu líder, Abílio do Espírito Santo, explica que, se ganhar, vai “abrir um debate público” para formar o que chama de “governo de unidade nacional” porque considera que “o povo é que tem que decidir” num país em que o maior problema, a seu ver, é a corrupção. RFI: Quais são as principais promessas/bandeiras da sua candidatura? Abílio do Espírito Santo, Líder do Movimento para o Progresso-Partido Novo: O grande problema que temos neste país é o problema de governação, a corrupção. No manifesto eleitoral, a segunda prioridade é a corrupção zero. Como é que pretende colocar isto em prática? Em São Tomé, ninguém mais confia em ninguém. Em 47 anos de independência, tem havido muita promessa, mas promessas não cumpridas. Então, nós entendemos que é preciso garantir, se houver instituição capaz, ou então criar um sistema que controle e fiscalize todas as outras instituições em São Tomé e Príncipe, que vai desde a Presidência da República, o Governo, os tribunais, Ministério Público, ONG's, todas as instituições em São Tomé e Príncipe. Em todas as eleições se fala no fenómeno do banho, na compra de consciência dos eleitores. Vocês no manifesto eleitoral também falam disto. Como é que financiaram a campanha e como é que se evita o banho? O fenómeno do banho é um grande mal que existe e a única forma de conseguir evitar o banho não é com conselhos à população. Isso não funciona. É, sim, conseguir que a população seja independente económica e financeiramente dos políticos, caso contrário, não há hipótese. As pessoas são muito dependentes dos políticos. Temos que arranjar uma forma para que as pessoas consigam ser independentes económica e financeiramente dos políticos. Existem dois pontos fundamentais, a meu ver. Tem a ver com a livre circulação dos nossos cidadãos para o estrangeiro. Não há emprego cá em São Tomé que dignifique a pessoa humana. As pessoas trabalham e recebem muito pouco. Eu acredito que se as pessoas tiverem possibilidade de viajar para o estrangeiro e conseguir um bom emprego, poderão regressar e investir em São Tomé. O ponto dois é o turismo. São Tomé é uma ilha maravilhosa, com grandes potencialidades, mas o turismo é praticamente zero. Se houver muitos turistas cá no país, a população terá a possibilidade de vender os seus produtos. Logo não haverá tempo, não haverá necessidade de o povo andar aí à procura de políticos para lhe dar 100 dobras, pedir ajudas, por aí fora. Eles estarão preocupados em produzir para os turistas. Fala em independência dos políticos. Há outro ponto nas prioridades do vosso manifesto eleitoral em que falam no direito à informação. Quais é que são os planos? Por exemplo, falando da televisão são-tomense, nós temos a RTP África e a TVS, a nossa televisão, só passa aquilo que o Governo quer - este e o outro anterior - a coisa é a mesma. Logo, é necessário, é indispensável que haja televisões privadas até porque precisamos que haja também, para combater a corrupção, o tão falado jornalismo de investigação que aqui não existe. São Tomé e Príncipe é considerado um dos países mais pobres do mundo e depende da ajuda externa. Agora temos a guerra na Ucrânia, que provocou uma inflação mundial dos preços. Há pouco tempo tivemos toda a crise da pandemia, da qual ainda sofremos as consequências. Que soluções é que propõe para reduzir essa dependência e para também reduzir essa pobreza quase estrutural? Nós só temos quatro pontos no nosso manifesto eleitoral porque, de acordo com nossa ideologia, quando ganharmos estas eleições - porque temos quase a certeza que vamos ganhá-las - este partido é um partido jovem, a juventude é que criou este partido, mas fazem parte deste partido todo o povo de São Tomé, os mais velhos, por aí fora. Quando ganharmos essas eleições, vamos ter um governo, um governo nacional. Não será um governo partidário. Vamos deixar em aberto a possibilidade de que concorram pessoas capazes e com motivação para exercerem o cargo no Governo. Essas pessoas terão que se sentir empregados do povo, virão em missão para trabalhar para o povo. Para dizer que as ideias que eu possa ter agora sobre propostas para desenvolvimento de São Tomé valem o que valem, mas eu diria que não têm muito significado de acordo com a nossa ideologia. Eu posso querer uma coisa hoje, mas quando ganharmos as eleições, o povo de São Tomé e Príncipe é que irá falar. Vamos abrir um debate público para que as pessoas escolham os ministros para que façamos o programa de governação para São Tomé e Príncipe. O povo de São Tomé e Príncipe terá a oportunidade de usar o Movimento para o Progresso - Partido Novo, um partido que a juventude criou. É o que o país precisa, digamos, como se fosse um governo de unidade nacional, que nenhum desses partidos que já estiveram no poder têm a capacidade de o implementar por causa da rivalidade que existe entre eles. No entanto, o Governo cessante era composto por uma “nova maioria” no Parlamento que juntava o MLSTP-PSD, o PCD-MDFM-UDD. O que está a dizer é que também está disposto a alianças? Não. Nós não estamos dispostos a alianças, nós não faremos alianças. Inclusive no nosso estatuto há um parágrafo que diz que nós não vamos coligar com nenhum partido político. O que nós estamos a dizer é que vamos abrir ao povo de São Tomé. O povo de São Tomé terá a possibilidade de connosco escolher os ministros, os gestores, as prioridades para a governação. Na fase de escolha dos governantes, nós não vamos procurar saber se este indivíduo é de um partido A ou do partido B ou se ele é apartidário. Desde que ele revele a capacidade, poderá fazer parte do Governo de São Tomé e Príncipe. O que aconteceu, no passado recente, e que está em vigor até agora, são alianças onde cada um exige um tacho - e é um tacho: “Eu quero ser ministro tal e quer ser director tal” - e o primeiro-ministro, por si só, não tem capacidade ou não tem poder de tomar decisões e se ele não concordar com alguma coisa, o que poderá acontecer é a queda do governo. Fala em abrir um debate público para fazer um programa de governação. Ainda assim, quem vai votar precisa de saber no que vai votar. Por exemplo, em São Tomé e Príncipe outro grande problema é o acesso aos cuidados médicos, aos medicamentos. Que propostas para a saúde? As minhas opiniões valem o que valem, mas isso tem que ser de concertação nacional. O povo tem que decidir. O que acontece aqui é que desde 1975 que tomámos a independência, temos tido doutores e engenheiros no poder e o país continua como está. Nós não avançamos e não é por causa de falta de conhecimento dos nossos líderes. Nós todos somos críticos quanto à saúde e se eu começar a enumerar os problemas da nossa saúde, não saímos daqui hoje. Por isso, a solução não poderá vir só de um partido, só de uma pessoa. Isso tem que ser, digamos, de concertação nacional e com a ajuda de todos os são-tomenses residentes ou no estrangeiro, até mesmo os estrangeiros poderão ter uma palavra a dizer, desde que seja ajuda para melhorar o estado das coisas. Por ter sido emigrante, tem uma palavra a dizer à diáspora porque, pela primeira vez, são-tomenses residentes na diáspora vão poder eleger e serem eleitos? Podem contar comigo, podem contar com o Movimento para o Progresso - Partido Novo. O país já não será como era antes, com o Movimento para o Progresso no poder. Aliás, para poderem estar descansados, terão muito orgulho de terem este partido no poder e terão vida facilitada, muito facilitada, quando pensarem em trazer os seus bens para São Tomé. As taxas serão de certeza, terão que ser revistas, as taxas alfandegárias. Terão um acompanhamento melhor e, principalmente, para os nossos doentes que têm que fazer hemodiálise em Portugal podem estar seguros que cedo encontrarão dias melhores.     Eleições legislativas, autárquicas e regional a 25 de Setembro As eleições legislativas, autárquicas e regional são a 25 de Setembro. Dez partidos e uma coligação vão concorrer às legislativas de São Tomé e Príncipe: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Acção Democrática Independente (ADI), Movimento Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe (CID-STP), Movimento Unido para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (Muda-STP), Partido Novo, Movimento Social Democrata/Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP), Partido de Todos os Santomenses (PTOS) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional (MCI/PS-PUN). Nestas legislativas, os são-tomenses vão eleger 55 deputados à Assembleia Nacional, incluindo dois que pela primeira vez serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e da África. A RFI falou com os líderes das 11 forças políticas que concorrem às legislativas e vai publicar uma entrevista por dia. Acompanhe aqui.

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MCI/PS-PUN quer “filhos das roças” no Parlamento de São Tomé e Príncipe

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Play Episode Listen Later Sep 18, 2022 9:54


Levar “os filhos das roças” à Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe é o objectivo da coligação MCI/PS-PUN, uma das 11 forças políticas na corrida às eleições legislativas de 25 de Setembro. Adalberto Catambi, o porta-voz da coligação, explica que o movimento quer o “despertar da comunidade rural” e a sua presença “a níveis de decisão do país” para acabar com o “ciclo vicioso” da pobreza e melhorar as condições de vida “dos mais desfavorecidos”. RFI: Qual é a principal bandeira do movimento? Adalberto Catambi, porta-voz da coligação Movimento de Cidadãos Independentes, Partido Socialista e Partido de Unidade Nacional (MCI/PS-PUN): A nossa principal bandeira do movimento é justamente o movimento para a mudança e melhoria das condições da camada mais desfavorecida, concretamente para os filhos da roça, sendo eles os descendentes de cabo-verdeanos, descendentes de angolanos, angolares e todos os nativos provenientes de roça. Isto é a bandeira fundamental do Movimento Cidadãos Independentes e também do Partido da Unidade Nacional – PUN. Historicamente, há uma bipolarização política em São Tomé e Príncipe. Nestas eleições legislativas temos 11 forças políticas a concorrer. O que é que faz deste movimento a diferença e poderá levar os eleitores a votarem nele? A nossa diferença é justamente demonstrar à colectividade que o movimento surge para responder e defender o interesse da classe desfavorecida: demonstrar os pontos e o porquê de ser desfavorecida, demonstrar que nos sucessivos governos nada se fez para essa mesma classe, demonstrar inclusive com provas. Quais provas? Se tivesse oportunidade de estar em São Tomé a 12 de Julho de 1975 e se hoje viesse a São Tomé fazer uma fotografia comparativa das antigas empresas agrícolas, o que se pode apanhar automaticamente é um enfarte. Demonstra que os governos com evidência não cuidaram do país e consequentemente não cuidaram das roças. Facto é que a ruína delas fala por si. Obviamente, em face disso, é o despertar dessa comunidade. Queremos é passar uma mensagem de despertar da comunidade rural para que ela também possa ser o verdadeiro interlocutor das suas questões. Como? Nós, na prática, compomos as nossas listas para a Assembleia Legislativa por gentes da roça, moradores na roça que vivem e sentem a realidade da roça. Como é que pretendem resolver a questão da pobreza extrema, ajudar as pessoas que tanto precisam e que são a maioria da população? Primeiramente é ter a nossa voz muito activa a nível dos órgãos decisores, particularmente a nível da Assembleia. A partir da Assembleia podemos, então, levar discussões de políticas e planos sustentáveis concretamente numa educação de qualidade. Nós teríamos que investir no conhecimento da população jovem, no conhecimento da população rural para que efectivamente os jovens de meios rurais, os jovens desfavorecidos, os jovens roceiros - em termos práticos que se usam aqui - possam então estar munidos de conhecimento para dentro da sua realidade, do contexto da roça, serem então o impulsionador da economia. Concretamente, a partir da roça, com o “know-how” [conhecimento] que dispõem, poderem investir fortemente na indústria transformadora, que é transformar e aumentar o valor dos produtos locais para assim poderem passar a gozar de melhores condições financeiras e com essas melhores condições financeiras permitir o desenvolvimento da sua comunidade e consequentemente o desenvolvimento do país. Porquê? Porque se nós não formos capazes, volvidos 45 anos, de mudar o ciclo - porque isto é um ciclo e um ciclo vicioso mau e ruim da população rural - nós não estamos a falar de nada para São Tomé e Príncipe. Pai agricultor, filho agricultor, mãe palaiê [vendedora ambulante] - e não é em desprezo da classe - não se vê o progresso e, consequentemente, o filho serviria simplesmente da peça de substituição para o sistema imperante. Nós queremos que deixe de ser isto. Terá que ter oportunidades, terá que também estar a níveis de decisão do país para que efectivamente as acções do país comecem assim a ser em prol e em benefício da comunidade. E os meios? De onde virão esses meios? Sabemos que a nível de cooperações estratégicas, tanto com a União Europeia, com o Banco Mundial, com o FMI, que existem programas claros, programas de financiamento para o desenvolvimento rural e, simplesmente, em São Tomé não se põem em prática esses programas com todas as vantagens que os mesmos têm porque não vão de encontro às políticas dos sucessivos governos são-tomenses. O país dispõe de meios, por exemplo, junto à União Europeia. O país dispõe de meios junto ao Banco Mundial, junto ao BAD...  Já existem essas fontes de financiamento. Nós teríamos que junto a esses parceiros de desenvolvimento redefinir o plano de investimento para que este investimento vá ao encontro da população, vá mudar o dia-a-dia da população. Porque os meios existem mas têm sido mal canalizados ao longo dos 47 anos da independência de São Tomé e Príncipe. É um país que se caracteriza por muitas ajudas externas, convertidas em inúmeros projectos, mas, como sabe, os projectos têm um tempo de vida limitado e findo o projecto não se vê o que é que se implementou. Logo se pergunta: o porquê do projecto? O que se fez com os fundos desses projectos e para quê esses projectos? Há um fundo. Agora temos é que fazê-lo ser realidade, fazer que ele reverta a favor da população são-tomense e, neste caso particular, os mais desfavorecidos: a população da roça. O dia-a-dia dos são-tomenses continua a ser pautado por cortes de energia. Como é que vocês pensam resolver os problemas de abastecimento de energia? Temos que investir em fontes de energias sustentáveis. Obviamente, passando pela recuperação das mini-hídricas existentes no país desde a era colonial e que foram totalmente banalizado por sucessivos governos são-tomenses. E por outras vias alternativas também que é através da energia solar, na medida em que somos um país que temos a sorte e o privilégio de ter o sol durante os 12 meses do ano e isso permitiria reduzir a energia emitida através de combustíveis fósseis e também para termos uma fonte de energia sustentável e que vai de encontro à real situação financeira de São Tomé e Príncipe. Este é o ano do primeiro furo petrolífero na Zona Económica Exclusiva. O que é que vocês pensam da exploração desta energia?   Falar do petróleo no contexto são-tomense à data de hoje é uma matéria que nos deixa com muitas dúvidas porque há mais de 20 anos que estamos em discursos sobre o petróleo e na realidade o petróleo nunca chega. Mas este ano houve o primeiro furo. O primeiro furo não é suficiente para darmos o conforto de alívio, na medida em que se fez o primeiro furo, mas a população, de uma maneira geral, ainda não dispõe de conhecimentos sustentáveis e plausíveis sobre a situação do referido furo. E não conhecemos também a sua capacidade, por exemplo, se temos petróleo em quantidade comercial para que efectivamente possamos definir e delinear políticas em volta do petróleo. Quer dizer que o petróleo ainda continua sendo um mero sonho que ainda não sabemos efectivamente para quando teremos e podemos contar com o petróleo. Seria uma bênção para o país a nível económico, mas não tanto a nível ambiental? Obviamente, a confirmação do petróleo e o contexto em que São Tomé vive hoje, ela serviria sim como um alívio financeiro, económico para permitir o país financiar outros projectos sustentáveis porque teríamos que pautar pela sustentabilidade do acto governamental e das políticas governamentais para permitir a longevidade e também o alvejado desenvolvimento a que prosperamos no país. Porque não basta ter petróleo. Já temos experiências de países vizinhos que tiveram muito petróleo, mas quando se observa, não há qualquer desenvolvimento, não há qualquer crescimento económico e não há qualquer sustentabilidade das acções desenvolvidas por eles. Logo, o petróleo serve sim como uma fonte do financiamento das nossas acções mas para outras actividades que sejam efectivamente sustentáveis e que possam garantir um futuro melhor de cada um dos são-tomenses e, concretamente, daqueles que sempre viveram no limiar da pobreza, sempre viveram em condições difíceis, estamos a falar de filhos de roça, de gente de roça que é a maioria, mas que sempre viveu dominada  por uma minoria, e que usa a classe simplesmente para fins eleitorais.   Eleições legislativas, autárquicas e regional a 25 de Setembro As eleições legislativas, autárquicas e regional são a 25 de Setembro. Dez partidos e uma coligação vão concorrer às legislativas de São Tomé e Príncipe: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Acção Democrática Independente (ADI), Movimento Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe (CID-STP), Movimento Unido para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (Muda-STP), Partido Novo, Movimento Social Democrata/Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP), Partido de Todos os Santomenses (PTOS) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional (MCI/PS-PUN).   Nestas eleições legislativas, os são-tomenses vão eleger 55 deputados à Assembleia Nacional, incluindo dois que pela primeira vez serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e da África. A RFI falou com os líderes das 11 forças políticas que concorrem às legislativas e vai publicar uma entrevista por dia. Acompanhe aqui.

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CID-STP quer “renovação política” em São Tomé e Príncipe

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Play Episode Listen Later Sep 17, 2022 9:54


O CID-STP é uma das 11 forças políticas na corrida às eleições legislativas de 25 de Setembro em São Tomé e Príncipe. O seu líder, Nelson Carlos Carvalho, apresenta o partido como “uma alternativa”, com o objectivo de avançar para uma “renovação política” em que o combate à corrupção é uma das prioridades. RFI: Quais são as principais bandeiras da sua candidatura? Nelson Carlos Carvalho, Líder do CID-STP (Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe): A primeira bandeira é o comprometimento com o país no seu todo. Tem uma responsabilidade abrangente ao país em termos dos serviços que beneficiam os cidadãos. O segundo nosso objectivo é o combate à corrupção porque todos os políticos falam no combate à corrupção e o que acontece é que muitos deles, quando estão no poder, a corrupção continua a ser ainda enraizada a nível do país. Portanto, o CID-STP quer trazer uma outra forma de combater a corrupção de forma transparente e responsável para que o cidadão possa ter a confiança na parte que dirige o país e a parte que dirige o país também terá confiança no povo. Tem que ser uma confiança recíproca para que as coisas realmente funcionem porque um país em que os seus dirigentes têm medo dos seus colaboradores ou do seu povo, automaticamente as coisas não funcionam. O CID quer trazer esta confiança e que nenhuma parte tenha medo da outra. A outra questão, que é nossa bandeira, é a questão de fortalecimento das empresas públicas e privadas para criarem emprego e garantirem pensões porque o Estado não pode continuar a ser o maior empregador. Enquanto o Estado continuar a ser o maior empregador, o país não desenvolve, o país não cresce porque todas as despesas ficam a nível do Estado, todas as receitas e rendimentos ficam a nível do Estado. Portanto, o Estado tem que separar as coisas. Então, as empresas públicas e privadas têm que assumir o emprego para garantir as pensões em São Tomé e Príncipe. A outra nossa questão é a luta para mudar o sistema de funcionamento de saúde. O nosso sistema de saúde não funciona, portanto, eu não posso estar num país em que os dirigentes quando têm algum problema de saúde, têm que se dirigir ao exterior a custos elevados, tanto para aqueles que vão de junta médica, como aqueles que vão pelos seus meios próprios. Precisamente, um dos grandes problemas é o acesso à saúde e aos medicamentos. Como é que vai resolver essa questão? Bom, essa questão é uma questão simples de resolver. Nós temos um sistema de saúde que é preciso fazer uma - não digo uma revolução - mas é preciso fazer uma mudança do topo para a base. Primeiro, a questão da saúde: nós não temos um hospital que possa garantir. É preciso construir uma infra-estrutura com capacidade para dar resposta ao desenvolvimento da sociedade. É preciso ter uma estrutura coesa, forte, responsável, transparente. A questão do medicamento: o medicamento pode ser controlado. Nós temos um sistema em que os medicamentos se vendem na rua, se vendem nos quiosques, se vendem nos restaurantes, etc. É preciso definir que a estrutura que deve vender medicamentos deve ser a farmácia. Todos os outros medicamentos que se vendem de forma aleatória é preciso uma investigação, saber como é que eles entraram no país, quem está a vender, e aí o Estado terá um controlo sério do medicamento. O que é que acontece? Independentemente de o Estado ter o medicamento nos hospitais, os operadores privados que têm farmácias também vendem os medicamentos e estes medicamentos todos que são vendidos, têm que ter qualidade, certificação, etc. para garantir que realmente o país tenha uma saúde digna e responsável. Essas questões todas são coisas fáceis de resolver. É preciso é que haja vontade política de o fazer de forma segura, de forma responsável, sobretudo, trazer humildade em termos de organização do país e das suas estruturas governativas. O país é considerado um dos mais pobres do mundo. Depende da ajuda externa. Que soluções preconiza para reduzir essa dependência e essa pobreza, tanto mais que estamos perante uma inflação de preços mundial provocada pela guerra na Ucrânia e depois de uma crise provocada também pela própria pandemia de Covid-19? É verdade que São Tomé e Príncipe depende dos parceiros externos. Primeiro, um país em que o Estado é o maior empregador, automaticamente essas dependências continuam porque o Estado tem que ir buscar o dinheiro dos parceiros para pagar o salário, porque os nossos rendimentos internos não são sustentáveis para suprir todas as despesas do país. Porquê? Porque o Estado é quem se responsabiliza por tudo no país porque ele é o único empregador. Automaticamente, diminuindo o Estado com números de funcionários públicos e a maioria passar para o privado, aí, automaticamente, o privado vai-se responsabilizar da maioria dos empregados que estão na função pública. Outro aspecto: internamente tem que haver a cultura de trabalho e tem que haver um incentivo da parte do Governo em apoiar e criar também a nível do país, que nós não temos, um banco de investimento, ao qual você pode buscar o investimento e fazer investimento privado-público. Nós temos um país em que nós temos a agricultura, nós temos a pesca e falamos em turismo. São três pilares fortes que nós temos, mas se nós apostarmos seriamente nos nossos mares, como com embarcação para ir buscar o país para a questão industrial, aí já vamos ter alguns recursos. Se nós realmente agarrarmos na agricultura, não podemos ficar só na pimenta, no café e no cacau. É preciso partirmos para outros produtos nossos que possam também chegar a outros pontos internacionais e que poderão trazer-nos também algum rendimento. Portanto, um país com 200.000 habitantes, nós conseguimos de facto organizar porque é praticamente uma empresa e São Tomé tem recursos. São Tomé e Príncipe regista uma das mais elevadas taxas de desemprego da África Central. Que política para a criação de emprego e para a formação? É abrir também a formação profissional nas áreas de construção civil: pedreiros, carpinteiros, electricistas, ladrilhadores, estucadores. Toda a gente quer ter licenciatura, mestrado, doutoramento. Claro que é verdade que o país precisa desses quadros todos. Mas eu pergunto: eu não posso fazer uma casa a começar do telhado. Tenho que fazer uma casa a começar da base, dos pilares. Portanto, não havendo uma formação profissional que garanta o primeiro emprego, automaticamente, o país não vai conseguir avançar. O Governo cessante era composto por uma nova maioria no Parlamento. Está também disposto a alianças? Eu acho que sim. Nós vamos concorrer a essas eleições. Imaginemos que o CID, por exemplo, não tem a maioria absoluta e tem um número de deputados. Bom, não é preciso o CID ir para o governo. Nós podemos dar sustentabilidade parlamentar ao partido que tiver maior número de mandatos para formar o governo e nós estaremos no Parlamento a dar a nossa contribuição de forma positiva porque a oposição também governa. Governa como? Apresentando os projectos, fazendo as críticas construtivas, apresentando as propostas para serem discutidas em benefício da população. Agora, eu não posso ser um opositor e estar na Assembleia contra quem está a dirigir só porque estou na oposição. Não. Eu estou lá a contribuir de forma positiva para governar o país e aí estarei de acordo com uma aliança, sim, mas aliança parlamentar para funcionamento do país, não uma aliança para governar. O CID não irá participar numa aliança governativa, mas numa aliança parlamentar nós estaremos disponíveis para que o país funcione com as nossas ideias, com as nossas propostas de projectos e seriam analisados e discutidos na Assembleia Nacional e encontrar uma forma em que haja um projecto que possa beneficiar todo o colectivo, onde os deputados têm que ter uma consciência colectiva e pensar no bem comum para todos os são-tomenses. Em todas as eleições em São Tomé e Príncipe se fala no fenómeno do banho, na compra de consciência dos eleitores. Como é que financiou a campanha? Como é que se evita o banho? Nós, por exemplo, da parte do CID-STP, estamos a fazer as reuniões de sensibilização e a passar as informações relativamente aos nossos projectos. Nós não estamos a dar a ninguém nenhum banho. O que é que é o banho em São Tomé e Príncipe? Há duas formas de fazer o banho em São Tomé e Príncipe. Uma forma de fazer o banho é quando vão para reuniões dão 100, 50 dobras a cada um que está na reunião. A outra forma de banho é quando vão no dia das eleições, em que pagam as pessoas para irem votar. Eu contrario totalmente isso. Por isso, é que o CID-STP, como nós falamos no nosso slogan, vamos avançar numa renovação política. Renovação política. Nós não podemos ter o costume dos partidos tradicionais, pagando às pessoas para votar, pagando às pessoas para assistir às nossas reuniões. E nós, quando marcamos as reuniões, nós fazemos um pré-aviso: vamos fazer a reunião, mas o CID-STP não vai distribuir nenhum dinheiro à população. Primeiro, todos os partidos políticos que vão dar 50 dobras, 100 dobras ou 200 dobras aos eleitores são os partidos políticos que estão comprometidos com a corrupção em São Tomé e Príncipe. São as pessoas que devem ao Estado, devem muito ao fisco, são as que têm problemas nos tribunais, as que levaram bancos às falências, estão comprometidas para pagar aos bancos, portanto, têm que pagar para conseguirem estar no poder, para terem manobra para conseguirem saldar as suas dívidas. No CID-STP, nem o líder do CID nem os outros elementos do CID não estamos comprometidos com nenhum desses três planos: a finança, os tribunais, os bancos. Portanto, nós estamos à vontade de fazer uma política clara e falar ao povo de São Tomé e Príncipe que nós somos uma alternativa. Estas eleições têm, pela primeira vez, a participação dos são-tomenses residentes na diáspora que vão poder eleger e serem eleitos. Você também foi emigrante. Que mensagem é que deixa aos eleitores em geral e aos que vivem lá fora rumo estas eleições? No nosso programa eleitoral, nós queremos que a diáspora faça parte integrante na governação do país, de forma mais inclusiva, porque a diáspora tem um peso muito forte e que possa contribuir. Em termos da visão para quem vive, por exemplo, em França e noutros países, têm uma visão muito alargada do desenvolvimento daqueles países que pode ajudar muito ao desenvolvimento de São Tomé e Príncipe. O que eu digo a todos os eleitores são-tomenses que estão na diáspora, e também em São Tomé e Príncipe, é que façam uma apreciação dos projectos de cada partido político e depois tomem uma decisão, para não tomarem a decisão pelo facto de ser família, ser amigo ou aquele que deu um bilhete de passagem, deu uma motorizada ou se calhar abasteceu um quiosque. Mas sim que analisem as figuras dos líderes dos partidos que possam ser o possível primeiro-ministro, mas gente com perfil, com carácter, com seriedade, que se comprometa realmente com acções colectivas para erguer São Tomé e Príncipe.     Eleições legislativas, autárquicas e regional a 25 de Setembro As eleições legislativas, autárquicas e regional são a 25 de Setembro. Dez partidos e uma coligação vão concorrer às legislativas de São Tomé e Príncipe: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Acção Democrática Independente (ADI), Movimento Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe (CID-STP), Movimento Unido para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (Muda-STP), Partido Novo, Movimento Social Democrata/Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP), Partido de Todos os Santomenses (PTOS) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional (MCI/PS-PUN). Nestas legislativas, os são-tomenses vão eleger 55 deputados à Assembleia Nacional, incluindo dois que pela primeira vez serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e da África. A RFI falou com os líderes das 11 forças políticas que concorrem às legislativas e vai publicar uma entrevista por dia. Acompanhe aqui.

Cheque en Blanco
Atentado a CFK: reconstruir consensos básicos democráticos

Cheque en Blanco

Play Episode Listen Later Sep 17, 2022 7:49


El atentado a Cristina Fernández de Kirchner y la exposición sin velo de la persecución judicial a ella ponen en evidencia la ruptura de los consensos básicos democráticos que nacieron en 1983 al dejar atrás a la dictadura militar.

Convidado
MUDA quer ser “catalisador do desenvolvimento” em São Tomé e Príncipe

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 16, 2022 9:57


O Movimento de União para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (MUDA-STP) é uma das 11 forças políticas na corrida às eleições legislativas de 25 de Setembro em São Tomé e Príncipe. O seu líder, Tomás da Vera Cruz, explica que o objectivo do movimento é ser o “catalisador do desenvolvimento no país”, algo que passa pelo combate contra o que descreve como “corrupção endémica” e pela exploração de “potenciais inexplorados” de São Tomé e Príncipe. RFI: Quais são as principais bandeiras da sua candidatura? Tomás da Vera Cruz, Líder do MUDA-STP: É uma candidatura que vai transmitir uma mensagem muito jovem, uma mensagem de renovação e de transformação deste país. Temos algumas prioridades que estão bem definidas. Primeiro teremos que quebrar o ciclo pernicioso dos partidos do poder. Estamos há 47 anos com esses partidos e as coisas vão evoluindo não à velocidade que nós precisamos, mas a uma velocidade muito lenta e que não tem resolvido nenhum problema do país. Temos uma segunda prioridade que é fundamental: combater a corrupção e vamos combatê-la sem quartel e por todos os meios que estiverem ao nosso alcance, os meios legais existentes, mas também inspirando-nos nas experiências e boas práticas que resultaram nos outros países. Temos um outro problema, é que o país vive para além das suas possibilidades e nós temos que racionalizar a administração e o Estado e reduzir o trem de vida [estilo de vida] do Estado. Nós temos que eliminar e suspender todos os privilégios e benesses incomportáveis para o actual estado da economia. E existem muitos. No manifesto eleitoral, o lema é “trabalhar para todos” e prometem “criar oportunidades para todos”. Um dos problemas do país é a desigualdade social, que é gritante. A pandemia agravou a crise, atirou muitos para o desemprego. A guerra na Ucrânia provocou uma inflação global dos preços. O que fazer para ajudar quem mais precisa? Temos que libertar os recursos que têm sido mal gastos. Temos uma administração pública que é pletórica, pouco eficiente e que tem gastos cujo “input” não corresponde ao “output”. Temos uma corrupção que ficou endémica, a todos os níveis. Combatendo a corrupção, nós podemos libertar recursos para aquelas despesas que são mais prementes. Nós temos potenciais que são inexplorados na agricultura, na economia do mar, na economia verde, no turismo. O que nos falta é um plano de desenvolvimento que oriente, consistente e adequado à nossa realidade económica, social e ao nosso capital humano que é preciso ser reforçado. Portanto, se nós juntarmos todos esses aspectos, se trabalharmos com os nossos parceiros - não para uma cooperação tradicional, para fazer um pacto para o desenvolvimento - declinaremos esse pacto em programas, projectos, portanto, metas que têm que ser verificadas. Nós queremos ser os catalisadores do desenvolvimento. O nosso desenvolvimento tem acontecido, não tem sido programado. Ele tem acontecido. Nós queremos programar o desenvolvimento, queremos ser nós a guiar e dirigir esse movimento para o desenvolvimento. Precisamente, nesse desenvolvimento também quer estimular o emprego. São Tomé e Príncipe regista uma das mais elevadas taxas de desemprego da África Central. Qual é a política que propõem para a criação de emprego e de formação? Por um simples egoísmo do Estado, que pensa que ele tem que ter o domínio sobre os cidadãos, o nosso emprego é fundamentalmente um emprego público. Nós temos que inverter essa situação na nossa economia e promover o emprego no sector privado. Para isso, primeiro, a nossa justiça tem que mudar e vamos fazer recurso a todos os meios que nós temos, legais, existentes, e outros que nós podemos receber e copiar dos outros países onde essa luta deu resultado. Temos que melhorar o ambiente de negócios para permitir que o investimento privado se realize sem nenhum contratempo, como é o caso de São Tomé e Príncipe. Nós temos que potenciar todo o potencial de inovação e criação que a nossa juventude tem em todas as áreas, nas altas tecnologias, na área da cultura, na área do desporto. Portanto, nós temos um imenso potencial de criação de emprego que tem sido desperdiçado. Nós vamos, conjuntamente, tratar de explorar todos esses potenciais para as populações mais frágeis. Aquelas que, apesar de toda uma política activa de emprego nesse sentido, ainda não conseguem acompanhar, aí sim, nós teremos recurso a tudo que é a parte social, projectos sociais, projectos de família, que têm em alguns casos recebido o apoio da comunidade internacional. Outro grande problema em São Tomé e Príncipe é o acesso aos cuidados médicos e a medicamentos. A saúde é um dos temas principais no vosso manifesto eleitoral. Que propostas é que têm? Primeiro, temos que melhorar fundamentalmente os cuidados primários de saúde. Nós temos uma rede de centros de saúde razoáveis, mas que estão mal equipados e subqualificados e nós temos gente que tem qualificação, que precisa de motivação, que precisa de bom enquadramento para trabalhar nesses cuidados primários. Para evitar que nós depois tenhamos doenças - que são já doenças em São Tomé que são doenças do desenvolvimento - que é o excesso de peso, as diabetes, as doenças cardiovasculares, porque nós essas doenças mais vulgares como são a diarreia, a cólera, a poliomielite estão mais ou menos controladas em São Tomé e Príncipe. Depois, nós queremos também qualificar o pessoal, melhorar as infra-estruturas e, portanto, fornecer melhores cuidados de saúde, dividindo os cuidados primários porque nós temos um só hospital que faz tudo praticamente e isso transforma-o num centro de saúde, quase não se pode gerir porque coisas que se podem fazer num posto médico da aldeia, vai-se fazer no hospital, portanto há toda uma transformação que tem que se fazer. Por isso, temos tido muita ajuda externa de Portugal, da China, de Cuba e de outros parceiros, mas que tem sido muito dispersa. Ela não tem sido posta num quadro coerente, de forma que seja complementar e nos permita tirar maior proveito das ajudas. Nós temos essa possibilidade e, portanto, nesse sentido, vamos fazer um sistema de saúde que é mais justo, mais equilibrado, mais equitativo e que seja financiado. Nós temos que ver que recursos é que nós vamos buscar internos e externos para financiar um sistema de saúde que seja sustentável. No manifesto eleitoral propõem proporcionar o acesso universal à energia, à água e ao saneamento básico. Como é que colocam isto em prática, tendo em conta que o dia-a-dia dos são-tomenses continua a ser pautado, por exemplo, por cortes de energia? Nós temos uma empresa de energia, é do conhecimento de todos, que tem graves problemas de gestão, não só técnica, mas gestão financeira. Tem acumulado uma dívida enorme, o que em si só parece uma contradição porque há mais procura de energia do que oferta de energia. Portanto, tudo o que você produz, você sendo uma empresa, normalmente você não deveria ter prejuízos. Portanto, o problema da nossa empresa de água e de electricidade está noutro domínio e ela precisa de ser completamente reestruturada. A forma como nós produzimos energia através de combustível fóssil é incomportável. Nós não produzimos petróleo, somos um país pequeno, importamos quantidades pequenas, importamos produto acabado e isto tem um custo enorme. Nós temos um custo de transporte muito elevado porque o nosso porto é um porto com muitas deficiências e nós temos que pensar isso de forma global. Portanto, a transição energética é uma opção, mas ela tem que ser feita de forma bem pensada, bem escalonada para que gradualmente nós possamos utilizar a energia do mar, a energia eólica, a energia fotovoltaica, nós temos todo esse potencial. Nós temos que trabalhar com parceiros que também são sérios, que vêm e querem nos ajudar com projectos que são realistas, adaptados à nossa realidade e que produzam resultados efectivos. Vamos, com os nossos parceiros, ver qual é a hipótese de nós comprarmos energia através de navios e outras centrais que são móveis, que podem produzir energia durante algum tempo, de forma a que esse processo de transição se possa processar de forma tranquila e nos permita ter uma mudança, uma transição energética que seja “smooth” [suave] como dizem os ingleses, mas que não nos deixem sem energia durante muito tempo. Nós estamos a pensar num espaço de tempo curto, médio prazo, poder privatizar essa empresa de água e electricidade, mantendo o Estado, certamente uma parte do capital que lhe permite controlar aquilo que o nosso parceiro privado vai poder fazer, os investimentos que ele vai poder fazer. Até que ponto o MUDA tem força para contrariar a bipolarização política tradicional em São Tomé e Príncipe? A nossa força está na nossa visão, no nosso objectivo, nos nossos princípios, nos nossos valores. A nossa visão é de um país aberto, próspero, moderno e inclusivo, justo e sustentável, onde prevaleça a democracia, liberdade e a dignidade para todos. A nossa missão, que é fundamental, é trabalhar de mão dada com todas as instituições legítimas do país para salvaguardar e reforçar os valores da democracia, do progresso, da dignidade. Os nossos valores: responsabilização, transparência, pluralismo, debate livre, pacífico, contraditório, inclusão política, coisas que nunca existiram verdadeiramente no nosso país, inclusão económica, participação cívica e cuidado, igualdade de género e o respeito pelo Estado de direito democrático. Estamos comprometidos com a inclusão desses valores e pensamos que se essa mensagem vai sendo gradualmente transmitida à população, vai-nos dar a possibilidade de enfrentar os desafios que nós temos entre o gigante que são os nossos adversários políticos e o anão que somos nós que estamos a começar nessa etapa.     Eleições legislativas, autárquicas e regional a 25 de Setembro As eleições legislativas, autárquicas e regional são a 25 de Setembro. Dez partidos e uma coligação vão concorrer às legislativas de São Tomé e Príncipe: Acção Democrática Independente (ADI), Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Movimento Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe (CID-STP), Movimento Unido para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (Muda-STP), Partido Novo, Movimento Social Democrata-Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP), Partido de Todos os Santomenses (PTOS) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional (MCI/PS-PUN). Nestas eleições legislativas, os são-tomenses vão eleger 55 deputados à Assembleia Nacional, incluindo dois que pela primeira vez serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e da África. A RFI falou com os líderes das 11 forças políticas que concorrem às legislativas e vai publicar uma entrevista por dia. Acompanhe aqui.

24 Horas | Showcast - La mañana informativa
Alessandri por itinerario constitucional: "Tenemos que llegar a un texto bien hecho y legitimado democráticamente"

24 Horas | Showcast - La mañana informativa

Play Episode Listen Later Sep 15, 2022 16:13


El diputado Jorge Alessandri (UDI) dijo que es partidario de una Convención 100% electa "pero con presencia muy importante de expertos".

Convidado
UDD quer “clima de estabilidade governativa e social” em São Tomé e Príncipe

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 15, 2022 9:55


O partido UDD é uma das onze forças políticas na corrida às eleições legislativas de São Tomé e Príncipe de 25 de Setembro. “Criar um clima de estabilidade governativa e social” é o objectivo do partido, de acordo com o seu líder, Carlos Neves, que aponta como prioridades a revisão da Constituição, a reforma da Justiça e da administração pública, a melhoria do sistema de ensino e a aposta na saúde. RFI: No manifesto eleitoral, defende a reforma do Estado e da administração pública, a revisão da Constituição, a reforma da Justiça. Porquê e como avançar com todas estas reformas? Carlos Neves, Líder da União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD): Ao fim de 30 anos, 31 anos de mudança democrática que fizemos em 90, 91, há necessidade de se renovar o texto constitucional. Nós, em 2003, fizemos uma revisão pontual da Constituição que, do nosso ponto de vista, não preencheu todas as lacunas. Há aspectos que precisam de ser clarificados, nomeadamente as relações entre o Presidente da República e o Governo, a Assembleia. E tudo isso deve ser aprofundado, clarificado. Há direitos sociais e direitos individuais que devem ser aprofundados e, portanto, nós entendemos - aliás, todo o mundo vem reconhecendo isso - que é preciso passarmos a uma nova fase de revisão da Constituição, nomeadamente até para atender a questão da reforma da Justiça. Nós tínhamos um Tribunal Constitucional cujos poderes constitucionais eram exercidos pelo Tribunal Supremo, depois criámos o Tribunal Constitucional Autónomo e, agora, é preciso fazer um balanço se isso foi positivo, se não foi, e em que medida é que nós podemos aprofundar a Constituição. No manifesto eleitoral também defende um melhor aproveitamento dos recursos existentes em São Tomé e Príncipe. São Tomé e Príncipe é considerado um dos países mais pobres do mundo e depende da ajuda externa. Qual é que é o vosso programa a este nível? Para que haja um melhor aproveitamento dos recursos, temos que, em primeiro lugar, fazer a tal reforma da administração pública porque a nossa administração está ultrapassada, precisa de ser modernizada, precisa de se desburocratizar. É preciso dar um atendimento maior aos serviços. É preciso dar maior carinho aos investidores, quer nacionais, quer externos, e isso passa pela revisão da administração pública, necessariamente, para que os outros recursos do país, nomeadamente os recursos agrícolas e os recursos piscatórios possam ser melhor aproveitados. Esses recursos são os que o país dispõe: os recursos humanos, a Terra, o mar, os serviços. Não tem outros recursos. Ainda não se fez uma descoberta comercial de petróleo, mesmo que o tivesse feito, existindo esses recursos, eles devem ser melhor aproveitados para que o país possa sair desse patamar de pobreza extrema e poder ser minimamente autónomo em matéria financeira. Esse é o nosso objectivo e isto passa necessariamente por criar um clima de estabilidade governativa e social. Falou no aproveitamento dos recursos humanos. São Tomé e Príncipe regista uma das mais elevadas taxas de desemprego da África Central. Vocês também falam em melhorar o sistema educativo. Como e quais seriam as prioridades? Quando nós falamos da melhoria do sistema educativo é, sobretudo, na melhoria da qualidade de ensino. Quer do pré-primário, ao ensino superior, temos que apostar mais na qualidade, porque durante os primeiros anos da independência até hoje, temos vindo a apostar na massificação do ensino. É evidente que isso reduz a qualidade do ensino. Mantendo embora essa massificação, temos agora que apostar na melhoria do ensino, com maior exigência, com maior injecção de conhecimento para que os formandos que saiam do ensino, aos vários níveis, possam estar preparados para a vida activa. É, por isso, que nós dizemos "um ensino para a vida". É que nós entendemos que devemos apostar muito na educação profissional, técnica, para que as pessoas não façam apenas uma formação académica teórica, mas que estejam preparadas para resolver os problemas práticos que a sociedade exige. E isso passa naturalmente por um ensino de maior qualidade, mais virado para aquilo que são as necessidades e o potencial do próprio país, nomeadamente na área da agricultura, na área das pescas. Um grande problema em São Tomé e Príncipe é o acesso aos cuidados médicos e a medicamentos. Na nova direcção da UDD conta com Edgar Neves, que era ministro da Saúde do governo cessante, mas que se demitiu devido a desentendimentos com os profissionais do sector. Que propostas para a saúde e para este sector? Nós mantemos as mesmas propostas sempre. Apenas um reparo, o doutor Edgar Neves não se demitiu por desavenças com os profissionais de saúde. Ele tinha os seus pontos de vista, os profissionais - não eram profissionais, [eram] alguns sindicatos que estavam mal orientados por razões partidárias - criaram problemas desnecessários que ainda hoje se mantêm e que vinham de longa data. Eu vou-lhe dar um exemplo: a questão do abastecimento de água ao hospital vem de há mais de 20 anos. Pessoas que hoje são altos dirigentes deste país foram altos responsáveis pelo abastecimento de água no hospital e não resolveram o problema. É um problema estrutural que não se resolvia, que se foi convivendo com ele, até hoje, e que nós continuamos a viver. Mas, em matéria de saúde, a nossa defesa é a melhoria de prestação de serviços, com uma aposta maior na formação dos recursos humanos, na requalificação das infra-estruturas que temos até hoje - aliás, há uma construção do hospital que está em curso, já foi lançado o projecto de construção - dos centros de saúde e maior abastecimento do sector de medicamentos que depende também dos recursos financeiros. Perante o aquecimento global do planeta, São Tomé e Príncipe sofre com alterações climáticas e situações climáticas extremas. A preservação do ambiente também está no vosso programa. O que é que é preciso fazer? Nós devemos, em princípio, cumprir os objectivos definidos nas várias convenções e conferências internacionais relativas à preservação do ambiente. Mas, independentemente destes acordos internacionais, por nós próprios, já chegámos à conclusão que temos que salvar aquilo que é o nosso ambiente. Nomeadamente, nós queremos apostar no turismo. O turismo, necessita, entre outras coisas, de ter algo para oferecer aos turistas, nomeadamente temos o sol, temos praias, mas se as praias não estiverem preservadas, não será possível oferecer isso. Temos uma floresta densa que pode ser devidamente aproveitada também para o turismo. É essa a nossa aposta em matéria de preservação do ambiente para garantir a sobrevivência no país porque se não tivermos água suficiente, se não tivermos terra agricultável, se não tivermos floresta, não será possível fazer nada. Mas há pouco falou da questão do petróleo. O petróleo não é recuar? Não se deveria antes apostar nas energias renováveis, em vez das energias fósseis? Nós defendemos a aposta nas energias renováveis para o nosso consumo, mas precisamos do petróleo - se houver - para termos alguns recursos financeiros e é o que se está a passar a nível internacional. Todo o mundo que tem recursos de petróleo vende petróleo e nós não deixaremos de vender o nosso petróleo. Embora internamente - e até porque o consumo que fazemos não nos parece significativo em termos mundiais, consumo de combustíveis fósseis - o seu impacto é mínimo a nível internacional. Mas, se houver petróleo, serão recursos que poderão ajudar a desenvolver outras áreas, inclusivamente a das energias renováveis. Se não tivermos dinheiro, não poderemos fazer absolutamente nada. O governo cessante era composto por uma “nova maioria” no parlamento (MLSTP/PSD, PCD-MDFM-UDD). A UDD fazia parte da “nova maioria”. A aliança é para renovar? Em princípio, quando fizemos a nossa coligação para a formação do governo em 2018 foi sempre numa perspectiva de uma acção governativa que pudesse ter continuidade para que os nossos projectos, os nossos objectivos fossem cumpridos. Naturalmente, nesta legislatura não foi possível cumprir tudo e se houver necessidade e condições para que na próxima legislatura se possa renovar este acordo, nós certamente que estaremos disponíveis para discutir. A UDD elegeu um deputado nas legislativas de 2018 e desvinculou-se do MDFM, alegando não existirem condições políticas para se manterem unidos. Não houve a perda de um importante aliado? Quando fizemos o nosso acordo com o MDFM para a formação da união, foi partindo do princípio de que a união normalmente faz a força, desde que as relações de trabalho sejam totalmente cumpridas. Nós, a partir de certo momento, vimos que essas condições não estavam a ser preenchidas, que os requisitos não estavam a ser cumpridos, então achámos que era preferível continuarmos cada um a fazer o seu próprio trabalho e, a partir daí, o eleitorado depois decidirá em quem dará a sua confiança. Não será por aí que se criará algum fosso quer para um, quer para outro partido. Todos os partidos estarão disponíveis e a passar a sua mensagem junto do eleitorado e ver o que conseguem.     Eleições legislativas, autárquicas e regional a 25 de Setembro As eleições legislativas, autárquicas e regional são a 25 de Setembro. Dez partidos e uma coligação vão concorrer às legislativas de São Tomé e Príncipe: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Acção Democrática Independente (ADI), Movimento Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe (CID-STP), Movimento Unido para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (Muda-STP), Partido Novo, Movimento Social Democrata/Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP), Partido de Todos os Santomenses (PTOS) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional (MCI/PS-PUN). Nestas legislativas, os são-tomenses vão eleger 55 deputados à Assembleia Nacional, incluindo dois que pela primeira vez serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e da África. A RFI falou com os líderes das 11 forças políticas que concorrem às legislativas e vai publicar uma entrevista por dia. Acompanhe aqui.

Confidencial Radio
Episodio 397 | Cinco secuestrados en “embestida represiva” del régimen Ortega-Murillo contra Unamos

Confidencial Radio

Play Episode Listen Later Sep 15, 2022 5:48


La Unión Democrática Renovadora, Unamos, antes MRS, denunció que la dictadura orteguista “desató en las últimas dos semanas una embestida represiva” en contra de esa organización política. En un pronunciamiento, UNAMOS describió que el acoso, la persecución, las amenazas se han incrementado considerablemente en distintos departamentos del país contra sus afiliados y sus familias, incluyendo varios secuestros. No detallaron la cantidad de detenciones que registran de sus afiliados. Sin embargo, CONFIDENCIAL conoció que en las últimas 72 horas se han dado al menos cinco detenciones de personas disidentes al régimen Ortega-Murillo en diferentes municipios del país. Lea los detalles en nuestro sitio web confidencial.digital

Convidado
Miguel Gomes promete estar “mais próximo do povo” são-tomense

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 14, 2022 9:56


Miguel Gomes é o cabeça-de-lista do MDFM/UL às eleições legislativas de São Tomé e Príncipe de 25 de Setembro. O professor de Direito foi padre durante anos, nos quais conheceu “de perto a realidade social”, mas deixou-se converter pela política que encara como uma missão. Miguel Gomes promete “fazer uma política diferente” e estar “mais próximo do povo”, mas avisa que “não se resolve a pobreza dando assistência” e aponta que “o mal de São Tomé e Príncipe é a má governação”. RFI: O lema do MDFM/UL para estas eleições é “renascer da esperança”. Qual é a vossa principal bandeira? Miguel Gomes, Líder do MDFM/UL: O partido traçou como principal bandeira pensar primeiro em São Tomé e Príncipe. Queremos dar prioridades, acções concretas, para que o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe seja efectivo. Primeiramente, pensámos nas 15 prioridades para governar São Tomé e Príncipe como, por exemplo, a boa governação porque o mal de São Tomé e Príncipe é a má governação. Começam-se projectos e não se terminam; os órgãos de soberania não se entendem... Por isso, o partido propõe a boa governação, fazendo um pacto de governação com todos os partidos políticos porque, se não houver este pacto de governação, São Tomé e Príncipe continuará sempre da mesma maneira. O governo cessante era composto por uma "nova maioria" no Parlamento, que incluía nomeadamente o MDFM. Está disposto a alianças novamente? Quer dizer, uma aliança mais eficaz, sem excluir ninguém. O MDFM faz parte da coligação governamental, mas não tem voz e o partido que tem a maioria dos deputados impõe e faz o que quer. O MDFM quase não decide nada, só mesmo quando se precisa do MDFM nas questões essenciais é que às vezes é consultado. Eu proponho que o MDFM tenha voz para que também possa decidir sobre a governação e o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe. São Tomé e Príncipe tem uma das mais elevadas taxas de desemprego da África Central. Que política para a criação de emprego e formação? Construindo uma universidade pública. Em São Tomé e Príncipe, só temos uma universidade pública, temos duas outras universidades que são privadas e o acesso é muito difícil. A propina é muito, muito cara, muito elevada, e os alunos quase não vão para lá. Nós temos uma universidade pública, na qual eu sou também professor de Direito e nesta universidade entram poucos alunos são-tomenses. Aí, a propina é acessível, é qualquer coisa como 130 euros, 150 euros. Eu sei - porque já fui presidente, nesta universidade, da Faculdade de Ciências e Tecnologias - eu sei que construindo uma universidade resolveria muitos problemas. Resolveria o problema do desemprego, dando emprego aos jovens, dando emprego aos professores, daria também emprego às senhoras que fariam limpeza da universidade, às pessoas que trabalhariam na administração escolar, mas também conseguiríamos reforçar a qualidade da formação a nível de São Tomé e Príncipe. Também nas 15 prioridades falam em melhorar o acesso e a eficiência dos serviços e dos hospitais públicos. Um dos grandes problemas em São Tomé e Príncipe é precisamente o acesso aos cuidados médicos, aos medicamentos. Como é que vai resolver este problema? O grande problema de São Tomé e Príncipe, a nível de saúde, é justamente a falta de qualidade e de atendimento. Outro grande problema é o desvio de medicamentos que está provado - até o ex-ministro da Saúde falou isso e foi a causa da sua demissão. Estamos conscientes que este desvio de medicamentos é porque também, mesmo a nível do hospital, não se fazem os dados dos medicamentos que entram, que saem, ou seja, não há aí um controlo rigoroso. Implementando isso, nós estaríamos a diminuir um bocado este problema. Mas também apostar na qualidade de atendimento dos profissionais de saúde. Então, nós apostando nisso, o governo poderá resolver, amenizar um bocado os problemas de saúde que eu estou consciente que não vai ser de um dia para o outro. São Tomé e Príncipe é considerado um dos países mais pobres do mundo e depende da ajuda externa. Que soluções para reduzir essa dependência e a pobreza, tendo em conta que a situação foi agudizada tanto pela pandemia, quanto pela inflação provocada pela guerra na Ucrânia? Para resolver isso, é preciso ter um maior controlo, um maior sentido do Estado. Eu entro justamente nesta candidatura com esse objectivo porque não se resolve a pobreza dando assistência. Nesse sentido, como São Tomé e Príncipe é um país dependente da ajuda exterior, eu acho [necessário] um maior controlo dessas ajudas, com prestação de contas a tempo. O que tem que se fazer mais seria ter uma maior confiança dos nossos operadores exteriores. Não havendo isso, eu sei que as ajudas ficam cada vez mais difíceis e há essa sempre desconfiança que vai reinar entre os dois parceiros. Perante o aquecimento global do planeta, São Tomé e Príncipe sofre com alterações climáticas extremas. No seu manifesto eleitoral, defende uma política que contribua para o relançamento da economia e para a protecção do ambiente. Como conciliar ambas as coisas? Sou justamente professor de direito do ambiente. Estou consciente que hoje não podemos ter o desenvolvimento sustentável sem pensar na economia, sem pensar na pessoa, sem pensar na equidade social e, sobretudo, pensar no meio-ambiente. O meio-ambiente é fundamental hoje para qualquer desenvolvimento mundial e São Tomé corre muito risco com este aquecimento global. Até já dizem que o país ficou mais pequeno porque são tantos problemas ambientais em São Tomé e Príncipe: o aquecimento global tem aumentado o nível de água e muitas praias estão a desaparecer, as águas estão a invadir as estradas... Portanto, o meio-ambiente é fundamental, a preservação do meio-ambiente é fundamental nesta nossa governação porque senão corremos o risco de um dia mesmo desaparecer. E isso significa o quê? Significa apostar nas energias fósseis neste que é o ano do primeiro furo petrolífero na Zona Económica Exclusiva ou ir mais para as energias renováveis? Não haverá desenvolvimento sem uma energia renovável. Eu sei que o grande problema de São Tomé e Príncipe é esta estabilidade energética e para nós conseguirmos estabilidade energética temos que renovar e apostar mais na energia renovável. O MDFM propõe, se chegar a governação, apostar mais na energia renovável e aí nós temos três hipóteses. Nós temos o Sol - temos sol quase todos os dias - temos o vento e temos o mar que sabemos que é 160 vezes maior que a terra de São Tomé e Príncipe. Defendo uma renovação energética, acabar definitivamente com essa dependência do combustível, porque, para além de trazer muita despesa para o Estado, é também causa e motivo de muito desvio de combustível, eu até chegaria a dizer de corrupção. O nome Miguel Gomes é pouco conhecido no microcosmo político são-tomense. Foi padre dez anos e em 2017 deixou de o ser para se dedicar à política. Nas presidenciais de 2021, foi director de campanha da ex-candidata Maria das Neves. Por que é que as pessoas devem votar em si para primeiro-ministro? Eu fui padre muito mais tempo. Em São Tomé é que eu fui padre durante 10 anos, mas como padre também trabalhei em Portugal, em Angola e no Congo Democrático. Depois é que eu vim, nos finais de 2006, para São Tomé. Eu conheço bem a realidade são-tomense. Como padre, conheço bem a realidade social, a realidade política. Quando deixei de exercer a função de padre em 2017, fiz o doutoramento em desenvolvimento socioeconómico, especializei-me mais nas ciências políticas. Isso permitiu-me conhecer a realidade política mais profunda de São Tomé e Príncipe. É claro que eu, preocupado com a maneira como fazem a política em São Tomé e Príncipe, quis também dar a minha contribuição. Na minha tese de doutoramento, eu falo um pouco sobre a política em São Tomé. Pesquisei e chego à conclusão que as pessoas em São Tomé não acreditam mais nos políticos porque - eu vejo isso no terreno também no dia-a-dia - só fazem política no momento de campanha. Não estão próximos do povo, não querem resolver o problema do povo e a concepção que os são-tomenses têm da política é que os políticos estão lá só para desenrascar, enriquecer e não estão nem aí, como se diz em São Tomé, para o povo. Eu proponho fazer uma política diferente, estando mais próximo do povo, procurando dar um aspecto social porque eu acho que o capital humano deve estar em primeiro lugar. A minha experiência de padre seria uma mais-valia para a minha candidatura.       Eleições legislativas, autárquicas e regional a 25 de Setembro As eleições legislativas, autárquicas e regional são a 25 de Setembro. Dez partidos e uma coligação vão concorrer às legislativas: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Acção Democrática Independente (ADI), Movimento Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe (CID-STP), Movimento Unido para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (Muda-STP), Partido Novo, Movimento Social Democrata/Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP), Partido de Todos os Santomenses (PTOS) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional (MCI/PS-PUN). Nestas legislativas, os são-tomenses vão eleger 55 deputados à Assembleia Nacional, incluindo dois que pela primeira vez serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e da África. A RFI falou com os líderes das 11 forças políticas que concorrem às legislativas e vai publicar uma entrevista por dia. Acompanhe aqui.

Diálogos en Confianza
Diálogos en confianza (Salud) - ¿Qué pasa con la viruela del mono? (12/09/2022)

Diálogos en Confianza

Play Episode Listen Later Sep 14, 2022 100:34


La Viruela Símica se detectó por primera vez en los seres humanos en 1970 en la República Democrática del Congo en un niño de nueve años, en una región en la que la Viruela se había erradicado en 1968. Desde entonces, la mayoría de los casos se han notificado en regiones rurales de bosques tropicales de la cuenca del Congo, en la República Democrática del Congo, desde entonces se han notificado cada vez más casos humanos en toda África central y occidental. En mayo de 2022 varios países donde la viruela símica no es endémica notificaron nuevos casos, incluyendo algunos países de las Américas. El 23 de julio de 2022, el Director General de la Organización Mundial de la Salud declaró que el brote multinacional de viruela símica constituye una emergencia de salud pública de importancia internacional. La viruela símica tradicionalmente se transmite principalmente por contacto directo o indirecto con sangre, fluidos corporales, las lesiones de la piel o las mucosas de animales infectados. La transmisión secundaria o de persona a persona puede producirse por contacto estrecho con secreciones infectadas de las vías respiratorias o lesiones cutáneas de una persona infectada, o con objetos contaminados recientemente con los fluidos del paciente o materiales de la lesión. El contagio se produce principalmente por gotículas respiratorias. El virus también puede transmitirse por inoculación o a través de la placenta (viruela símica congénita). No hay evidencia que el virus de la viruela símica se propague por vía sexual. Los médicos deben estar alerta ante la viruela del simio, independientemente del historial de viajes, la identidad de género o la orientación sexual del paciente; el contacto informado con alguien que tiene viruela del simio o que tiene una erupción sospechosa de viruela del simio puede ayudar para que el especialista de la salud decida cómo debe ser el manejo de la persona que sufre la enfermedad.

Pedro Ferriz de Con
Jesús Zambrano alertó sobre militarización en México:”Es un paso más a la dictadura”

Pedro Ferriz de Con

Play Episode Listen Later Sep 14, 2022 9:23


En entrevista con Pedro Ferriz Híjar para Central Equilibrio, Jesús Zambrano, líder del Partido de la Revolución Democrática aseguró que la integración de la Guardia Nacional a la Secretaría de la Defensa Nacional (Sedena) es un paso más a la dictadura del país.Además, habló de la situación actual con el PRI y la alianza “Va Por México”.

Radio Duna - Duna en Punto
Las críticas a la postura de Chile Vamos y la caída de los proyectos de inversión

Radio Duna - Duna en Punto

Play Episode Listen Later Sep 14, 2022


Rodrigo Álvarez conversó con el senador y presidente de Revolución Democrática, Juan Ignacio Latorre, se refirió a la decisión de Chile Vamos de no participar de la tercera reunión para un nuevo proceso constituyente y la solicitud que el ministro de Desarrollo Social, Giorgio Jackson, vuela al comité político. Además, junto a Nicolás Vergara y Los Infiltrados Isabel Caro, periodista de La Tercera, y María José Tapia, subeditora de Pulso LT, analizaron el zigzagueo de La Moneda en el debate constitucional y la bajan a su menor nivel desde la crisis asiática.

Entrevistas T13 | Conversaciones de actualidad
Latorre (RD) y cambio de gabinete: "Generó molestia en la militancia"

Entrevistas T13 | Conversaciones de actualidad

Play Episode Listen Later Sep 13, 2022 11:01


El senador y presidente de Revolución Democrática, Juan Ignacio Latorre, conversó con T13 Noche sobre el reciente cambio de gabinete en el gobierno de Gabriel Boric y el nuevo proceso constituyente, del que partidos políticos discuten y dan forma.

Convidado
Elsa Garrido quer desafiar “barões da política em São Tomé e Príncipe”

Convidado

Play Episode Listen Later Sep 13, 2022 10:02


Tirar São Tomé e Príncipe do “ciclo da pobreza e da dependência” através de um programa baseado no “equilíbrio entre o social, o económico e o meio-ambiente” é a aposta do Partido Verde, liderado por Elsa Garrido e que concorre às eleições legislativas de 25 de Setembro. Elsa Garrido é a única mulher na corrida à chefia do governo e diz que as listas do partido apostaram em mulheres que não têm medo de “desafiar os barões da política” em São Tomé e Príncipe. RFI: A lei da paridade foi aprovada, este ano, para garantir maior representatividade das mulheres nos órgãos de decisão do país. A lei aumenta a percentagem de representação feminina para 40% nos órgãos de decisão, incluindo no Governo e na Assembleia. Nestas legislativas, é a única mulher candidata a primeira-ministra. Ainda há muito caminho pela frente?  Elsa Garrido, Presidente do Partido Verde: A única mulher a dar a cara, como dizemos em São Tomé e Príncipe, como candidata a primeiro-ministro ou aquela que será susceptível em caso de vitória a ser indicada para ocupar o cargo de primeiro-ministro. Sinceramente, eu acho que muitas coisas foram feitas em prol da equidade de género, mas infelizmente deparamo-nos ainda hoje - apesar de muitas lutas que algumas irmãs, juristas e deputadas, etc, fizeram para que a lei da paridade fosse votada a nível 40% para as mulheres e 60% para homens - alguns partidos políticos, para não dizer todos, fizeram a lista colocando as mulheres como se fosse um cabelo na sopa. Existe, efetivamente, alguns que respeitaram os 30% [lei eleitoral], mas a questão aqui é de estar nos lugares elegíveis, nos lugares onde as mulheres possam ter as mesmas oportunidades que os homens de serem eleitas. Nós, no partido os Verdes, trabalhamos de forma a que a tenhamos 40, 50% de mulheres nos lugares elegíveis. O que nós esperamos, os Verdes, é que todas as mulheres em São Tomé e Príncipe estejam atentas a este facto e que, durante o momento da votação, possam dar um incentivo ao Partido Verde porque é uma forma também de abertura a nível da nossa sociedade. Não podemos continuar a construir uma sociedade em que somente tenhamos homens em cargos de decisão. Temos candidatas extremamente jovens e que não têm “frio nos olhos” e estão a desafiar os barões da política em São Tomé e Príncipe. Qual é que é a principal promessa, a principal bandeira da sua candidatura? Posso dizer três pontos essenciais. Iríamos lançar o debate público sobre a revisão constitucional. É necessário para as reformas que vão seguir. Portanto, a nossa Constituição actual não corresponde mais com as realidades de São Tomé e Príncipe. Esta é a primeira coisa. Segunda coisa que é muito, muito importante, é que em São Tomé e Príncipe precisamos reformar os ministérios, unificar as áreas. Não é necessário ter 12, 11 ministérios para um país tão pequeno como São Tomé e Príncipe e nós, os Verdes, prometemos fazer essas reformas que são extremamente importantes. Por exemplo, o ambiente, a área de protecção ambiental continua a fazer parte do ministério das Infraestruturas e Obras Públicas. É uma aberração completa e nós os Verdes propomos que se crie um ministério, fundindo o ministério do Ambiente, Cultura e Turismo num único ministério. E, neste serviço, criar um fundo adequado para ajudar ou acudir as populações vítimas de catástrofes naturais e neste mesmo ministério ter um serviço que cuidará essencialmente de crimes ambientais cometidos em São Tomé e Príncipe e que tenham seguimento. Terceiro ponto muito importante é a questão de compensação ambiental. Em São Tomé e Príncipe, actualmente, temos empresas que danificam o meio ambiente e isto fica “ao Deus dará”. Ninguém é responsabilizado por isto. Tendo um ministério que cuida dessas questões, vamos passar para o programa de compensação ambiental: quem estragou deve consertar, quem estragou, deve reparar e deve se responsabilizar por isso. Este ano é o ano do primeiro furo petrolífero na zona económica exclusiva. É preciso continuar a explorar esta via ou apostar apenas nas energias renováveis? Numa política de desenvolvimento não se deve somente pôr todos os ovos no mesmo cesto. Então, eu penso que é de bom senso dar continuidade à exploração do petróleo, mas não ficar de braços cruzados e de olhos fechados e com as bocas abertas à espera dos resultados do petróleo. É preciso que continuemos a trabalhar sobre a transição energética. Tudo fazer para que atinjamos um certo nível de autonomia energética, trabalhar obviamente sobre autonomia alimentar, autossuficiência alimentar, portanto, todos os trabalhos devem continuar como se não existisse o petróleo. Para mim e para Os Verdes, o petróleo pode ser um acelerador, uma mais-valia, desde que a questão ambiental não seja completamente devastada. Eu repito: a nossa ideologia significa o equilíbrio entre o social, o económico e o meio-ambiente. Outro grande problema em São Tomé e Príncipe é o acesso aos cuidados médicos, a medicamentos. Que propostas têm para a saúde? Todos os governos já tiveram oportunidade de instalar, criar uma outra opção que não seja somente o Hospital Dr. Ayres Menezes, que é o único hospital central de São Tomé e Príncipe. Nós, Os Verdes, o que nós propomos é que se construa de raiz um hospital de referência, haver um hospital universitário em que possamos ter laboratórios e estudos para as nossas plantas medicinais. Portanto, a medicina ocidental e a medicina tradicional deveriam trabalhar com o mesmo objectivo. Este é o primeiro ponto: as melhorias a nível de saúde. Obviamente, tendo cooperação com os países em que tenhamos cientistas que venham terminar os seus estudos em São Tomé e Príncipe, fazendo estudos científicos sobre as nossas plantas medicinais, criando laboratórios, pesquisas, etc, etc. Este plano para a saúde em São Tomé e Príncipe não somente faz entrar algum financiamento nos cofres do Estado, mas, ainda, como mais valia, vai deixar com um pouco mais de segurança e viabilidade no sector da saúde em São Tomé e Príncipe, uma forma de autonomia em termos medicinais. São Tomé e Príncipe é considerado um dos países mais pobres do mundo. Depende da ajuda externa. Que solução para reduzir essa dependência e essa pobreza, tanto mais que, como vimos, houve uma inflação mundial provocada pela guerra na Ucrânia e também vivemos a crise provocada pela pandemia. É preciso compreender que nós, os Verdes, não consideramos que São Tomé e Príncipe seja um dos países mais pobres no mundo. Temos recursos, o que nos falta é dar mais valor àquilo que temos, negociar melhor com os nossos parceiros, de modo a sairmos deste ciclo que eu chamo o ciclo da pobreza e da dependência. Temos que ter uma política de sustentabilidade, portanto, os Verdes vamos sempre trabalhar no sentido de uma forma de autonomia de São Tomé e Príncipe. Pode ser uma autonomia de 20, 30 ou 40%, mas a política de sustentabilidade deve começar e a transformação de São Tomé e Príncipe deve começar agora. Também é uma esfera que vamos trabalhar e revalorizar os recursos naturais de São Tomé e Príncipe, dar valor ao que nós temos e isto é que vai fazer com que consigamos equilibrar este factor económico. Obviamente, o turismo tem que ser validado. Em São Tomé e Príncipe, infelizmente, ao mesmo tempo, fala-se do turismo e os mesmos autores é que participam na destruição litoral, com extracção indiscriminada de areia, com zonas completamente partidas e destruídas. Logo, como podemos desenvolver um turismo e, ao mesmo tempo, estar a destruir a nossa natureza? Portanto, faz parte de um programa completo de tudo o que é para a viabilização dos recursos naturais e, assim, participar mais activamente na nossa economia e, obviamente, incentivar o máximo possível um investimento estrangeiro directo em São Tomé e Príncipe. Precisamos de abrir o nosso país. Precisamos que liquidez e divisas possam circular em São Tomé e Príncipe e isto passa pelo desenvolvimento do sector privado em São Tomé e Príncipe. O governo cessante era composto por uma nova maioria no Parlamento. Está disposta a alianças? O partido Os Verdes, é importante que seja claro para o mundo inteiro e para São Tomé e Príncipe, não temos clivagens com qualquer força política em São Tomé. Quer dizer, não estamos nesse ciclo de ódios e vinganças com qualquer força política em São Tomé e Príncipe. Obviamente, se tivermos que colaborar com qualquer força política, não tem problema desde que respeitem a política de sustentabilidade, respeitem a parte de protecção do meio-ambiente, direitos humanos, equidade de género e tudo o que for bom para o nosso povo em São Tomé e Príncipe. Estamos abertos a trabalhar com qualquer força política que seja. O importante é podermos fazer alguma coisa para iniciarmos a transformação do nosso país porque, afinal de contas, só temos um país e precisamos de trabalhar com todos. Então, não temos objecções ou qualquer clivagem dramática e de vingança com qualquer força política.       Eleições legislativas, autárquicas e regional a 25 de Setembro As eleições legislativas, autárquicas e regional são a 25 de Setembro. Dez partidos e uma coligação vão concorrer às legislativas de São Tomé e Príncipe: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe / Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), Acção Democrática Independente (ADI), Movimento Basta, Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), Cidadãos Independentes para o Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe (CID-STP), Movimento Unido para o Desenvolvimento Amplo de São Tomé e Príncipe (Muda-STP), Partido Novo, Movimento Social Democrata/Partido Verde de São Tomé e Príncipe (MSD-PVSTP), Partido de Todos os Santomenses (PTOS) e a coligação Movimento de Cidadãos Independentes/Partido Socialista/Partido da Unidade Nacional (MCI/PS-PUN). Nestas legislativas, os são-tomenses vão eleger 55 deputados à Assembleia Nacional, incluindo dois que pela primeira vez serão eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e da África. A RFI falou com os líderes das 11 forças políticas que concorrem às legislativas e vai publicar uma entrevista por dia. Acompanhe aqui.