Podcasts about organiza

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Momento Agrícola
2026.03.14-2 A Reforma Trabalhista dos 5x2, com Alexandre Furlan da FIEMT.mp3

Momento Agrícola

Play Episode Listen Later Mar 14, 2026 12:47


O empresário Alexandre Furlan, representante do Brasil na Organização Internacional do Trabalho, analisa a proposta de mudança da jornada de trabalho de 6x1 para 5x2.

EL MIRADOR
EL MIRADOR T06C133 La Federación de Actividades Subacuáticas organiza el 15 de marzo un bautizo de buceo para mujeres (13/03/2026)

EL MIRADOR

Play Episode Listen Later Mar 13, 2026 6:58


Olho Vivo
Olho Vivo | 11/03/2026 - Rotary de Getúlio Vargas organiza campanha de coleta de lixo eletrônico nesta sexta para comprar raio-X portátil para o Hospital São Roque

Olho Vivo

Play Episode Listen Later Mar 12, 2026 11:35


Televisores velhos, computadores encostados e eletrodomésticos sem uso guardados em casa podem virar equipamento médico. O Rotary Club de Getúlio Vargas realiza nesta sexta-feira, dia 13 de março, uma campanha de recolhimento de lixo eletrônico cujos recursos serão revertidos para a compra de um raio-X portátil destinado ao Hospital São Roque, avaliado em aproximadamente R$ 200 mil.A ação acontece no calçadão da cidade, das 8h às 17h, sem interrupção ao meio-dia. A campanha é realizada em parceria com a Prefeitura e é a primeira organizada pelo Clube na cidade. As informações foram divulgadas em entrevista ao programa Olho Vivo, da Rádio Sideral, na manhã desta quarta-feira (11), pela presidente do Rotary Clube, Josiane Bellé, e pelo secretário Edmar Urio.

Rádio Escafandro
155: Sociedade tarja preta - A resposta química

Rádio Escafandro

Play Episode Listen Later Mar 11, 2026 54:16


Em 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a depressão é a maior causa de invalidez no mundo. Atualmente mais de um bilhão de pessoas sofrem de algum transtorno mental ao redor do planeta.Uma em cada oito pessoas. Ou 12,5% da população mundial. Essa prevalência é maior entre crianças e adolescentes e varia de acordo com o país. Os brasileiros, por exemplo, parecem sofrer mais com os males da mente do que a média global.O estudo mais recente produzido em âmbito nacional sobre o tema, sintomaticamente, não foi feito pelo Ministério da Saúde, mas pelo Ministério da Previdência Social. Afinal, pessoas com transtornos mentais costumam faltar ao trabalho. São menos produtivas.A pesquisa mostra que em 2024, houve quase meio milhão de afastamentos por motivos relacionados à mente, sendo que ansiedade e depressão são os principais problemas. Esse número representa um aumento de quase 70% em dez anos.Em paralelo, existe um aumento vertiginoso na prescrição de drogas psicoativas. Segundo uma pesquisa feita pelo instituto de estudos para políticas de saúde (IEPS), usando dados do Sistema Único de Saúde, a prescrição de drogas para tratar saúde mental aumentou 50% em uma década.Diante disso, esse episódio tenta responder a uma pergunta inquietante: estamos vivendo uma epidemia de depressão, ansiedade, déficit de atenção e outros transtornos mentais; ou uma epidemia de drogas psicoativas receitadas com base em diagnósticos relapsos e apressados?Mergulhe mais fundoO que os psiquiatras não te contam (link para compra)Anatomia de uma epidemia: pílulas mágicas, drogas psiquiátricas e o aumento assombroso da doença mental (link para compra)A epidemia de doença mental - Revista PiauíEpisódios relacionados#59: Sonhos de zolpidem#62: Não sou mais o Pedro - Capítulo 1: Eletroconvulsoterapia #63: Não sou mais o Pedro - Capítulo 2: Internação#137: Os segredos psicodélicos da Jurema SagradaEntrevistados do episódioJuliana Belo DinizPsiquiatra, psicoterapeuta e especialista em pesquisa clínica. Pesquisadora do Programa Transtornos do Espectro Obsessivo Compulsivo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). Autora de "O que os psiquiatras não te contam" (Fósforo Editora).Dayana Rosa Doutora em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS/UERJ). Gerente de Saúde Mental e Relações Institucionais no Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS).Ficha técnicaEdição: Matheus Marcolino.Mixagem de som: Vitor Coroa.Trilha sonora tema: Paulo Gama.Locução adicional: Priscila Pastre.Design das capas dos aplicativos e do site: Cláudia Furnari.Direção, roteiro e apresentação: Tomás Chiaverini.

Volta ao mundo em 180 segundos
11/03: Oriente Médio vive dia mais intenso de ataques | Alerta de saúde na RDC | Kast assume no Chile

Volta ao mundo em 180 segundos

Play Episode Listen Later Mar 11, 2026 4:10


Estima-se que quase mil e trezentas pessoas já tenham sido mortas no Irã. Do lado americano, 140 soldados ficaram feridos e 7 morreram, segundo o Pentágono. E ainda:- Irã ameaça bloquear completamente a passagem entre o Golfo Pérsico e o Mar da Arábia, o que compromete os preços do gás natural, fertilizantes e petróleo em todo planeta- Mais de 11 milhões de barris de petróleo bruto teriam deixado o Irã em direção a China- Na República Democrática do Congo, empresa responsável por mina de cobalto e cobre estaria liberando dióxido de enxofre acima dos limites estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde- José Antônio Kast tomaposse da presidência do Chile, enfrentando altos índices de criminalidade e falhas na administração pública- Produtora brasileira de açúcar e etanol Raízen começou o processo de recuperação extrajudicial para renegociar 70 bilhões de reais em dívidas Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 SegundosFale conosco através do redacao@mundo180segundos.com.br

30min de NeuroMarketing
Liderança e Neurociencia: Qualidade de Vida nas Organizações

30min de NeuroMarketing

Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 35:02


“Liderança e Neurociencia: Qualidade de Vida nas Organizações” é o tema deste Podcast com o convidado Wesley Barbosa, conduzido por Cibele Marques de Souza e João Pentagna, idealizadores da Neuromarket.Wesley é Especialista em transformação digital e produtos digitais. Ex-Facebook: criou programa global de parceiros. Atuou Brasil/China/EMEA/EUA. Lidera ONG reconhecida pela ONU e também é mentor em Liderança. Tópicos abordados neste Podcast:- Diferenças do Vale do Silício na gestão- Evitar gatilhos de ameaça na liderança- Liderança que gera autonomia e motivação- Neuroplasticidade e mudança na liderança- Diversidade e segurança psicológica

30min de NeuroMarketing
Liderança e Neurociencia: Qualidade de Vida nas Organizações

30min de NeuroMarketing

Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 35:02


“Liderança e Neurociencia: Qualidade de Vida nas Organizações” é o tema deste Podcast com o convidado Wesley Barbosa, conduzido por Cibele Marques de Souza e João Pentagna, idealizadores da Neuromarket.Wesley é Especialista em transformação digital e produtos digitais. Ex-Facebook: criou programa global de parceiros. Atuou Brasil/China/EMEA/EUA. Lidera ONG reconhecida pela ONU e também é mentor em Liderança. Tópicos abordados neste Podcast:- Diferenças do Vale do Silício na gestão- Evitar gatilhos de ameaça na liderança- Liderança que gera autonomia e motivação- Neuroplasticidade e mudança na liderança- Diversidade e segurança psicológica

Radio Elda
Elda organiza un ciclo de talleres deportivos y de bienestar por el Mes de la Mujer

Radio Elda

Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 7:40


La concejalía de Deportes impulsa cuatro actividades entre marzo y abril bajo el lema "La fortaleza de la mujer es infinita"

Observatório Feminino
Dia da Mulher: há o que comemorar? Podcast debate violência e feminicídio

Observatório Feminino

Play Episode Listen Later Mar 8, 2026 24:04


 Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a pergunta que abre o debate é direta: há o que comemorar diante de tantos casos de feminicídio, violência e assédio no país? Esse é um dos temas do Observatório Feminino deste domingo, programa da Rádio Itatiaia que discute os desafios enfrentados pelas mulheres no Brasil. Um dos assuntos centrais é o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos no Rio de Janeiro, caso que gerou grande repercussão nacional. Em meio às investigações, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro expediu um mandado de busca e apreensão contra um adolescente apontado pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro como possível mentor do crime, suspeito de ter atraído a vítima ao apartamento onde ocorreram os abusos. Quatro homens presos por participação no crime estão na Cadeia Pública José Frederico Marques, em celas separadas dos demais internos. Dois deles, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos, já passaram por audiência de custódia e tiveram a prisão mantida pela Justiça. Outros dois suspeitos, Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, ambos de 18 anos, devem passar pelo mesmo procedimento. O programa também aborda medidas anunciadas pelo Ministério da Saúde do Brasil para ampliar o atendimento e a proteção às mulheres no SUS. As ações incluem teleatendimento em saúde mental para vítimas de violência, reconstrução dentária gratuita e um mutirão nacional de exames e cirurgias. As iniciativas foram apresentadas pelo ministro Alexandre Padilha e fazem parte do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio. Outra proposta do ministério é solicitar à Organização Mundial da Saúde a inclusão do feminicídio na Classificação Internacional de Doenças, o que pode melhorar as estatísticas e fortalecer políticas públicas de prevenção. Atualmente, mortes de mulheres motivadas por desigualdade de gênero costumam ser registradas apenas como agressão. O episódio também destaca histórias de resistência feminina, como as retratadas no documentário original “Mulheres do Vale: Arte que nasce da seca”, produzido pela equipe da Rádio Itatiaia. A produção mostra mulheres da região do Vale do Jequitinhonha que transformaram a arte em sustento e superação. 

Fala Messina
ESPECIAL DE DIA INTERNACIONAL DA MULHER | Fala Messina Podcast

Fala Messina

Play Episode Listen Later Mar 8, 2026 47:35


Desde 1975 foi instituído pela Organização das Nações Unidas, um dia de reflexão e engajamento pelos direitos das mulheres, o chamado DIA INTERNACIONAL DA MULHER. E essa é uma data que está muitíssimo longe de ser apenas um dia de bombons e flores - embora sejam muito bem-vindos. Este dia marca em nossos calendários um compromisso com uma causa que está muito longe de chegar ao seu objetivo final, mas que avançou e continua avançando. Neste episódio eu te convido a uma viagem histórica para entender como se deu a criação e definição desta data e trago alguns dados sobre o movimento pelos direitos da mulher no Brasil e alguns números assustadores sobre as mulheres e o mercado de trabalho. É aquele episódio pra você ouvir em partes, sabe? Está longo e bem denso, mas fiz com muito carinho! Espero que vocês gostem e compartilhem com o maior número de pessoas... não só pra engajar (embora me ajude, confesso), mas pra informar sobre o que estamos "comemorando" a cada 08 de março.

Notícias MP
MPAC acompanha organização dos atendimentos no Huerb durante visita institucional

Notícias MP

Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 0:56


O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da 1ª Promotoria Especializada de Defesa da Saúde, realizou nesta quarta-feira, 25, uma visita institucional ao Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), em Rio Branco.

Notícias MP
MPAC-obtém-condenação-de-liderança-de-organização-criminosa-com-atuação-no-Acre

Notícias MP

Play Episode Listen Later Mar 6, 2026 1:33


O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obteve a condenação de um homem apontado como uma das principais lideranças estratégicas de organização criminosa com forte atuação no estado.

Podcasts FolhaPE
Planejamento nutricional pode ser aliado da fertilidade antes ou no início da gestação

Podcasts FolhaPE

Play Episode Listen Later Mar 5, 2026 19:24


Em um cenário em que a infertilidade atinge cerca de um em cada 6 casais no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, cresce também a atenção para fatores modificáveis que impactam diretamente a fertilidade e a alimentação ocupa lugar de destaque. Uma alimentação equilibrada, rica em antioxidantes, fibras, proteínas de qualidade e gorduras boas, contribui para um ambiente metabólico mais favorável à concepção. Sobre os riscos do efeito sanfona, o âncora Jota Batista conversa com a nutricionista Flávia Formiga, no Canal Saúde desta quinta-feira (05).

Voces de Ferrol - RadioVoz
La ASCM participa y organiza durante el mes de marzo diversas actividades con motivo del Día Internacional de la Mujer.

Voces de Ferrol - RadioVoz

Play Episode Listen Later Mar 5, 2026 14:35


La ASCM participa y organiza durante el mes de marzo diversas actividades con motivo del Día Internacional de la Mujer, con el objetivo de reivindicar los derechos y la inclusión de las mujeres con discapacidad. El programa comenzará el 4 de marzo a las 17.00 horas en la plaza 11 de marzo de Ferrol con una batukada inclusiva abierta a toda la ciudadanía. Esta acción combinará música, celebración y reivindicación social, fomentando la participación comunitaria en torno a la igualdad. El 6 de marzo se celebrará la actividad “Palabras que marcan”, de 10.30 a 12.30 horas en la sede de la entidad, un espacio de reflexión sobre el uso del lenguaje y su impacto en la construcción de una comunicación igualitaria y respetuosa. El 8 de marzo tendrá lugar la gala institucional del 8M organizada por el Concello de Ferrol en el Teatro Jofre a las 18.00 horas. También el Concello de Narón desarrollará varios actos, entre ellos el homenaje a la mujer del año 2026 en el CIMIX, la cena de la mujer en el Pazo Libunca el día 13 y una conferencia sobre mujer y discapacidad el 28 de marzo en el local social de A Solaina, donde la ASCM participará activamente. La entidad destaca que la reivindicación del 8M sigue siendo fundamental para avanzar hacia una igualdad real, especialmente para las mujeres con discapacidad, que sufren una doble discriminación por género y condición. Desde la ASCM se apuesta por la sensibilización social y la promoción de una sociedad más inclusiva y equitativa.

Os Pingos nos Is
TCU investiga festas do Master / Alcolumbre mantém quebra de sigilo

Os Pingos nos Is

Play Episode Listen Later Mar 4, 2026 119:50


Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta terça-feira (03):O Tribunal de Contas da União solicitou ao Judiciário acesso a possíveis provas que indiquem o envolvimento de autoridades de alto escalão em festas promovidas por Daniel Vorcaro em Trancoso, na Bahia. O pedido ocorre após o Ministério Público requisitar a identificação de procuradores, juízes e outras autoridades que teriam frequentado os eventos privados do banqueiro. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) respondeu às críticas sobre ter viajado, durante a campanha de 2022, em um jatinho pertencente a uma empresa que tinha Daniel Vorcaro como um dos sócios. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que não teria como prever problemas futuros envolvendo o empresário e ironizou a cobrança, comparando a situação a perguntar a um motorista de aplicativo se ele cometerá crimes no futuro. A Organização das Nações Unidas contrariou as acusações feitas por Estados Unidos e Israel e afirmou que o Irã não estava próximo de produzir uma arma nuclear. A declaração foi dada pelo diretor da agência de fiscalização nuclear da ONU, que reconheceu a existência de material sensível e falhas de transparência, mas afirmou que nunca houve evidências de um programa estruturado para fabricar armamento nuclear. Segundo ele, não cabe à agência julgar intenções. Um grupo de juristas, empresários e representantes da sociedade civil realizou um ato na Faculdade de Direito da USP em defesa da criação de um código de ética para ministros dos tribunais superiores. A carta, intitulada “Ninguém Acima da Lei”, aponta preocupação com a integridade institucional e defende a responsabilização por eventuais desvios, preservando as garantias do Estado de Direito. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, recusou o pedido da base governista para anular a votação da CPMI do INSS e manteve a quebra de sigilos de Fábio Lins Lula da Silva, o Lulinha. Segundo ele, não houve desrespeito ao regimento ou à Constituição que justificasse intervenção no resultado. A decisão ocorre após sessão marcada por bate-boca entre parlamentares aliados do Planalto. A defesa de Lulinha nega qualquer envolvimento nas irregularidades investigadas. Dois jovens acusados de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos foram presos no Rio de Janeiro. Segundo a polícia, eles se apresentaram voluntariamente após mandados de prisão serem expedidos. Outros dois suspeitos seguem foragidos. O crime ocorreu no fim de janeiro e é investigado pela Polícia Civil. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou no Senado uma Proposta de Emenda à Constituição para acabar com a reeleição para presidente da República. A iniciativa já conta com mais assinaturas do que o mínimo necessário para tramitação. Segundo o parlamentar, a reeleição estimula campanhas permanentes e desvia o foco da gestão. O texto ainda precisará passar pela CCJ e por votação em dois turnos no plenário. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

Marketing business-to-business: o podcast
#114 - Dar a cara, ter voz própria, contar histórias: como tornar sexy até os negócios mais chatos - com Martim Mariano

Marketing business-to-business: o podcast

Play Episode Listen Later Mar 4, 2026 59:30


Quando se tem um produto B2B altamente técnico, como torná-lo o herói de histórias interessantes? E, num mercado cada vez mais ruidoso e impessoal, como dar visibilidade a um negócio que à primeira vista parece “chato"? Resolver este desafio, que tira o sono muitos gestores e marketers, é a especialidade do nosso convidado neeste episódio.Com um longo percurso dedicado ao poder das palavras, o Martim Mariano é ghostwriter de líderes empresariais e ajuda as organizações a trocarem o fato corporativo por narrativas com alma. Apaixonado pela qualidade da escrita, o Martim falou connosco de autenticidade, da importância de os líderes darem a cara e do segredo para criar histórias que prendem, mesmo num mundo que a IA mal usada ameaça submergir em conteúdo banal. Oiça o episódio e descubra:Como escrever sobre textos altamente técnicos sem ser altamente chato.Qual é o segredo (muito simples) para as pessoas quererem consumir o seu conteúdoOnde buscar as histórias que vão tornar os seus conteúdos interessantesPorque é importante os líderes darem a cara pelas suas empresas.Como construir uma voz simultaneamente autêntica e adequada ao papel profissionalComo usar a IA para escrever textos que não parecem feitos com IA Com base na transcrição deste episódio, pedimos à AI que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir.A Humanização dos Negócios (Mesmo os mais "Chatos") No B2B, é fácil cair na armadilha de achar que vendemos produtos demasiado técnicos para gerar boas histórias. Mas o Martim lembra-nos de um ponto essencial: todos os negócios têm pessoas lá dentro. E todas as pessoas tem histórias interessantes para contar, nem que seja, falar sobre a rotina de quem trabalha todos os dias para que o produto saia da fábrica e chegue ao consumidor final. Por que os Líderes Precisam de Dar a CaraMuitas empresas escondem-se atrás da comunicação institucional, mas a verdade é que as pessoas seguem pessoas. Quando um líder comunica de forma autêntica, partilhando visões, dúvidas e até erros, torna-se o melhor embaixador do seu negócio. Em Portugal, ainda carregamos um certo medo de errar publicamente, fruto da nossa herança histórica. Contudo, expor essa vulnerabilidade e humanidade é exatamente o que faz com que alguém queira trabalhar nessa empresa. A Inteligência Artificial Como Ferramenta, não como SubstitutaA IA veio para ficar, mas a decisão inteligente é usá-la para escrever connosco, e não por nós. Falta-lhe a vivência, o cheiro de uma sala num momento de tensão, ou a memória de uma frase solta ouvida num café. A tecnologia pode cuspir palavras com gramática perfeita, mas não consegue transmitir a emoção genuína de quem viveu a história.  Sobre o convidado: Perfil Martim Mariano no Linkedin Tudo Bem Escrito  Instituições e Organizações Mencionadas: Escola Superior de Comunicação Social BBDO SIC L'Oréal Instituto Gallup Feira do Livro  Pessoas mencionadas: Rui Nunes Ernest Hemingway David Ogilvy Robert Bly José Saramago George Gallup Virgínia Coutinho  Livros Mencionados: James Joyce - Ulisses D&Ad. - The Copy Book Jonah Berger - The Catalyst: How to Change Anyone's Mind Martim Mariano – Dar a volta ao texto  Podcasts: Steven Bartlett - The Diary of a CEO  #111 – Foco, contexto, profundidade: como furar o ruído no mundo pós-IA – Com Rui Nunes  Filmes: A trilogia: O Senhor dos Anéis 

ONU News
Aquecimento causado pelo El Niño pode retornar este ano

ONU News

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 1:34


Organização Meteorológica Mundial revela que regresso do fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal pode intensificar temperatura do planeta; fenômeno oposto, o La Niña, vem perdendo força.

ADEGA Podcast
COMO FUNCIONAM AS CONFRARIAS DE VINHO NA PRÁTICA?

ADEGA Podcast

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 5:07


As confrarias são organizações formadas por pessoas com interesses em comum que se reúnem para preservar, difundir e aprofundar conhecimentos sobre determinado tema. No universo do vinho, elas se tornaram espaços fundamentais de aprendizado prático, troca de experiências e desenvolvimento do paladar. Neste vídeo, explicamos como funcionam as confrarias de vinho, qual sua origem histórica e por que elas são tão importantes para quem deseja evoluir como apreciador.

Radio Algeciras
El ateneo republicano organiza un encuentro de Mujeres Ejemplares

Radio Algeciras

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 6:50


Cadena SER Navarra
Navarra organiza sesiones informativas sobre el proceso de regularización de personas migrantes, con especial atención a los bulos

Cadena SER Navarra

Play Episode Listen Later Mar 2, 2026 20:06


Begoña Alfaro, consejera Políticas Migratorias, y María Álvarez, abogada de Cruz Roja y del Servicio de Asesoramiento en Materia de Extranjería

Podcasts sobre Astrologia
Eclipse Lunar Total em Virgem

Podcasts sobre Astrologia

Play Episode Listen Later Mar 2, 2026 15:19


03 de março de 2026 às 8h38Lua a 13 graus de Virgem, se opondo ao Sol, neste mesmo grau em Peixes.Nodo Sul a 8 graus de Virgem, fazendo parte deste eclipse lunar.Culminação de energia e também necessidade de finalizar o que já perdeu força na sua vida.Observe se possui planetas ou pontos específicos próximo a 13 graus de Virgem, no seu mapa natal.A energia deles será eclipsada e você terá que ter muita presença nas situações que exijam respostas destes planetas no seu dia a dia.A energia de um eclipse vibra por 6 meses, aproximadamente.Organização, atitudes práticas, melhorias, produtividade podem ser eclipsadas, dando lugar à sensibilidade, sonhos, intuição e fantasias.Atenção ao entorpecimento, cansaço excessivo, necessidade de fugir de situações.Não se deixe levar pelo cardume, mas não queira ter o controle de tudo.Faça o que deve ser feito e aceite o resultado!!!Mercúrio, em Peixes e em retrogradação até 20 de março, rege esta lua.Atenção à comunicação, deslocamentos, compra e venda e negócios que exijam contratos. Leia tudo com atenção.Cuidado com fofocas ou notícias parciais. Há uma tendência a distorções e enganos. Urano e Marte em desafio, haja alguns dias, trazem conflitos, disputas e situações inesperadas.Saiba mais, ouvindo ao podcast!!!@casademinervaVai ter aula sobre os aspectos astrológicos do céu de 2026 e os aromas de Ceres, asteroide que fala da nutrição.O evento será presencial e gratuita em São Paulo, dia 21 de março às 16h, nos Jardins.Abrimos mais 5 vagas! Interessados, envie um direct!#casademinerva #2026 #astrologia#energiasdalua #lua #luanova #eclipse #eclipselunar #virgem #eclipselunartotal

UniForCast
#43 LibriCast - Semestre sem caos: equilíbrio emocional e organização que funcionam

UniForCast

Play Episode Listen Later Mar 2, 2026 30:40


O LibriCast é o Podcast da Biblioteca Central da Unifor, com temas variados e convidados com conhecimento no tema proposto.Neste primeiro episódio do ano, recebemos Andressa Cavalcante, do Programa de Apoio Psicopedagógico (PAP), e Eduarda Bernardino, bibliotecária da Unifor, para falar sobre acolhimento, saúde mental, acessibilidade, organização acadêmica e os recursos que podem apoiar os estudantes ao longo da vida universitária.Além disso, o episódio apresenta orientações sobre serviços e ferramentas importantes, como atendimentos do PAP, capacitações da Biblioteca, normalização de trabalhos acadêmicos, uso de bases de dados e os recursos digitais disponíveis.Esse episódio está imperdível.Apresentação: Valeska Sousa e Katiuscia DiasConvidadas: Andressa Cavalcante e Eduarda Bernardino

Notícias MP
Operação integrada resulta na prisão de liderança de organização criminosa no Acre

Notícias MP

Play Episode Listen Later Mar 2, 2026 1:10


Uma ação conjunta entre o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Civil (PCAC), por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), deflagrada na tarde deste domingo, 22, resultou na prisão de um homem apontado como uma das principais lideranças de uma organização criminosa com forte atuação em território acreano.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 01/03/2026 | Ali Khamenei, líder supremo do Irã, morre durante ataques dos EUA e de Israel

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Mar 1, 2026 299:40


Confira os destaques do Jornal da Manhã deste domingo (01): O governo do Irã confirmou a morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei. A morte ocorreu durante ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou a notícia em suas redes sociais, destacando que o aiatolá não conseguiu escapar da inteligência norte-americana e israelense. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em suas redes sociais que o Irã sofrerá uma retaliação com força nunca antes vista caso decida atacar alvos americanos ou israelenses. A ameaça ocorre após múltiplos ataques iranianos atingirem nações aliadas no Golfo Pérsico, como Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein, além de cidades em Israel, incluindo Tel Aviv. A crise no Oriente Médio deve se arrastar por mais tempo após as recentes ofensivas, segundo a análise do professor de relações internacionais Vinícius Rodrigues Vieira. Ele avalia que a morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei não derruba automaticamente a República Islâmica, pois o regime possui uma estrutura de poder complexa e não é baseado no personalismo de uma única figura O governo do Irã nomeou o aiatolá Alireza Arafi para integrar o conselho de liderança interino do país após a morte do líder supremo Ali Khamenei. A rápida movimentação do regime busca evitar um vácuo de poder e demonstrar estabilidade institucional enquanto não há a escolha de um sucessor definitivo. O conselho responsável pela escolha do novo aiatolá, a Assembleia dos Peritos, é formado por 88 clérigos xiitas. O exército do Irã anunciou uma nova onda de bombardeios contra bases militares dos Estados Unidos localizadas no Oriente Médio. A ofensiva militar é uma resposta direta do país após o assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. De acordo com o correspondente Luca Bassani, mísseis lançados pelo regime de Teerã foram interceptados próximos à base militar de Erbil, situada no norte do Iraque. Os principais membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), incluindo nações aliadas como Rússia e Arábia Saudita, realizam uma reunião de emergência para discutir os reflexos econômicos dos recentes ataques ao Irã. A grande preocupação do mercado internacional é a ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica responsável pelo escoamento de cerca de 25% de todo o petróleo mundial. O conflito armado no Oriente Médio ganha novos contornos com a retaliação do Irã contra bases militares. O mestre em segurança pública e especialista em ciência política, Rodolfo Laterza, avalia que a operação conjunta entre Estados Unidos e Israel teve um caráter cirúrgico e de choque, mas esbarrou na rápida resposta balística iraniana. O exército de Israel realizou uma nova onda de bombardeios no Oriente Médio, destruindo caças da Força Aérea do Irã em uma ofensiva para diminuir a capacidade militar do país. Após os ataques, o governo iraniano confirmou a morte de quatro oficiais de alto escalão da segurança nacional, incluindo o chefe da Guarda Revolucionária e o ministro da Defesa. O ex-embaixador do Brasil no Irã, Eduardo Gradilone, analisou o histórico das relações diplomáticas e comerciais entre os dois países. Segundo o diplomata, a parceria, que recentemente completou 120 anos, é considerada correta e sem grandes problemas. Gradilone destacou que as exportações do agronegócio brasileiro para o mercado iraniano rendem bilhões em divisas para o Brasil todos os anos. Por outro lado, a balança comercial é bastante desigual, já que o volume de importações de produtos do Irã é pequeno, concentrando-se basicamente em itens como ureia e pistache. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Renascença - Bom Dia
Bom dia, 1 de Março

Renascença - Bom Dia

Play Episode Listen Later Mar 1, 2026 0:40


Celebra-se hoje o Dia da Proteção Civil, uma data global, instituída pela Organização Internacional de Proteção Civil

Caminhos Globais
Alda Barros

Caminhos Globais

Play Episode Listen Later Feb 28, 2026 43:50


Alda Barros, poetisa, reformada, em 2025, após trinta e cinco anos ao serviço da Organização das Nações Unidas.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jorge Borges
A ONU cria o primeiro painel científico global sobre Inteligência Artificial

Jorge Borges

Play Episode Listen Later Feb 28, 2026 15:44


A Organização das Nações Unidas lançou um novo organismo internacional dedicado exclusivamente à inteligência artificial (IA): o Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial. Composto por 40 especialistas de todo o mundo, este painel representa um marco histórico na governação global da tecnologia mais transformadora do nosso tempo.

Jorge Borges
A bússola da ONU para a IA

Jorge Borges

Play Episode Listen Later Feb 28, 2026 6:34


A Organização das Nações Unidas lançou um novo organismo internacional dedicado exclusivamente à inteligência artificial (IA): o Painel Científico Internacional Independente sobre Inteligência Artificial. Composto por 40 especialistas de todo o mundo, este painel representa um marco histórico na governação global da tecnologia mais transformadora do nosso tempo.

ONU News
Atualização da vacina contra gripe reforça proteção contra eventuais pandemias

ONU News

Play Episode Listen Later Feb 27, 2026 2:17


Organização Mundial da Saúde emitiu recomendações para temporada de gripe no Hemisfério Norte; meta é oferecer melhor proteção possível contra doenças graves e mortes; análise inclui circulação de variantes do vírus em animais e risco de transmissão para seres humanos. 

Meio Ambiente
Salinização dos solos obriga regiões costeiras a reinventarem a agricultura

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Feb 26, 2026 7:26


A interação entre um clima mais quente e práticas agrícolas prejudiciais está tornando as regiões costeiras cada vez menos férteis. A salinização dos solos se expande nos cinco continentes e, nas zonas áridas e semiáridas, coloca em risco cultivos tradicionais.    Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), mais de 10% da superfície terrestre é afetada pelo fenômeno. A presença de sal é natural na terra e na água. No entanto, a crise climática e a má gestão humana têm levado a desequilíbrios que abalam a fertilidade destes solos. Um bilhão de hectares do planeta estão ameaçados nas próximas décadas. As zonas diretamente em contato com o mar são as mais vulneráveis – é onde a água dos lençóis freáticos costuma ser mais explorada para o consumo humano, abrindo espaço para a substituição pela água salgada. Em entrevista à RFI, o hidrologista Claude Hammecker, especialista no estudo dos solos do instituto francês de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD), afirma que as mudanças climáticas pioram este contexto. “Por um lado, o aumento dos períodos de seca, e consequentemente o aumento da evaporação, contribuirá para agravar a salinização em áreas onde o sal já está presente. Mas quando a evaporação é forçada, devido ao uso de água dos lençóis freáticos para a irrigação, a acumulação de sal aumenta”, sublinha. “Além disso, com a diminuição das chuvas, que naturalmente ‘lavam' o excesso de sal no solo, teremos um acúmulo ainda maior deste sal”, complementa. Litoral do Brasil e desmatamento Nas regiões mais áridas, os governos locais recorrem aos lençóis freáticos para compensar a falta de chuva. Mas mesmo onde as precipitações são abundantes, a prática é comum, observa o especialista. “Eu trabalhei no Brasil, e todas as grandes megalópoles localizadas no litoral brasileiro consomem quantidades enormes de água, bombeando-a diretamente dos aquíferos e contribuindo para o que se chama de ‘beijo de sal'. A água doce é extraída e gradualmente substituída pela do mar, tornando a água cada vez mais salgada”, aponta. Em seu relatório mais completo sobre o tema, publicado há pouco mais de um ano, a FAO alerta que 16% das águas subterrâneas já são afetadas pelo fenômeno, tornando uma área ainda maior em torno da costa pouco propensa à agricultura. Outros processos naturais de salinização também podem ocorrer, relacionados a antigos depósitos marinhos transformados em camadas geológicas. Conforme as movimentações da água ou escavações, essas camadas, formadas há milhares de anos, podem emergir à superfície. Entretanto, este processo pode se acelerar com a degradação do meio ambiente pela ação humana. “Na Tailândia, temos antigos depósitos de sal enterrados profundamente no subsolo e que, à primeira vista, não representavam uma ameaça para a agricultura. Mas eles ressurgiram devido ao desmatamento, que fez com que a água da chuva se infiltrasse muito mais profundamente, subisse à superfície e criasse um lençol freático salgado, que afeta as plantações”, salienta Hammecker. Reviravolta nas culturas tradicionais Entre os países que mais sofrem com a salinização, estão Argentina, China, Estados Unidos, Rússia e Irã. Nos países mediterrâneos, o problema tem se acentuado nos últimos anos, tanto no norte da África, quanto na Europa. No sul da França, a região de Camargue exemplifica os desafios. Tradicional produtora de sal e de culturas que se desenvolvem bem em solos arenosos e salinizados, como o arroz, Camargue agora sofre os efeitos dos excessos de calor e das secas, mas também da expansão do próprio sal, com o aumento do nível do mar. Os prejuízos dos viticultores se acumulam, e muitos produtores de arroz agora têm preferido se voltar para cereais menos dependentes de irrigação. A necessidade de mudança causa tensões, observou à RFI o ecólogo Raphaël Mathevet, ligado ao respeitado Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS) da França. O pesquisador tem tentado convencer os agricultores a experimentar culturas resilientes às novas condições, como o melão ou o tomate. “Temos um choque cultural. Estamos falando de agricultores que vêm desenvolvendo a Camargue há muito tempo graças à irrigação, às escavadeiras e à tecnologia, e que se consideram os próprios criadores desta Camargue que precisa ser protegida hoje”, detalha. “Eles se enxergam como um contraponto aos cientistas e ativistas que dizem que, ao contrário, devemos aproveitar esta crise para pensar em uma recomposição territorial, repensar o desenvolvimento econômico do delta, em outras culturas e em outras formas de atuação.” Especialistas da Parceria Global para o Solo estimam que, nos países mais afetados pela salinização, as perdas de produtividade podem chegar a 72% para o arroz, 68% para o feijão, 45% para a cana-de-açúcar e 37% para o milho. O impacto é maior nos países em desenvolvimento, menos preparados para lidar com o problema.

Notícias Agrícolas - Podcasts
Tensão no Irã movimenta mercado do petróleo, que também olha para OPEP+

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Feb 25, 2026 16:59


Organização decidirá política de oferta , com previsão de manutenção de elevação na produção

ONU News
ONU alerta para aumento “alarmante” do recrutamento de crianças por gangues no Haiti

ONU News

Play Episode Listen Later Feb 20, 2026 1:40


Organização alerta sobre consequências arrasadoras para os menores, as famílias e a sociedade no país; nação caribenha vive múltiplas crises, há vários anos, que agravam condições de vida.

Argus Media
Falando de Mercado: E-combustíveis e a descarbonização do transporte marítimo

Argus Media

Play Episode Listen Later Feb 20, 2026 8:29


Os combustíveis sintéticos se destacam como uma rota promissora para alcançar zero emissões líquidas de gases de efeito estufa no transporte marítimo até 2050. Natália Coelho, colaboradora do relatório Argus Marine Fuels, e Pâmela Machado, que cobre hidrogênio e derivados, discutem as oportunidades e desafios em torno desses combustíveis limpos, incluindo o recente adiamento da votação sobre precificação de carbono na Organização Marítima Internacional. 

Metadoxos
EP88 - Da sustentabilidade à regeneração: os papéis da política, organizações e terceiro setor , com Ricardo Young

Metadoxos

Play Episode Listen Later Feb 20, 2026 54:48


Neste episódio, recebemos Ricardo Young — empresário, professor, ativista e uma das vozes pioneiras na construção da agenda de sustentabilidade no Brasil — para uma conversa profunda sobre sua trajetória familiar, empresarial, política e social. Abrimos o diálogo ainda na sua  infância, por meio do seu intercâmbio cultural e valores que ajudaram a moldar sua forma de enxergar o mundo e que, de muitas maneiras, seguem presentes até hoje. Ao revisitar sua caminhada, Ricardo compartilha bastidores e aprendizados que se intensificam a partir de seu ingresso na Fundação Getulio Vargas (FGV), quando passa a se engajar nos movimentos estudantis e no movimento pelas liberdades democráticas.A pauta da sustentabilidade está desde muito cedo na vida de Ricardo, e quando se juntou para fundar o Instituto Ethos, inaugurou um lugar de protagonismo para o setor empresarial na transformação da sociedade. A sustentabilidade surge muito cedo em sua vida e ganha contornos mais estruturais quando, ao se juntar para fundar o Instituto Ethos, inaugura um novo lugar de protagonismo para o setor empresarial na transformação da sociedade.Ricardo propõe a sustentabilidade como uma pauta transversal, capaz de conectar diferentes setores, dialogar com o pensamento sistêmico e avançar para a complexidade. Mas aponta também a urgência de um próximo passo: sair da lógica de apenas sustentar para, de fato, entrar no regenerar.Entre memórias pessoais, decisões difíceis e aprendizados construídos ao longo da vida pública e empresarial, emerge uma provocação central: talvez o grande desafio do nosso tempo seja recolocar a vida e não o lucro no centro das decisões. Host:Marcelo CardosoProdução:Gabriela Szulcsewski@gabrielaszu

Debate da Super Manhã
Política públicas e o desenvolvimento social

Debate da Super Manhã

Play Episode Listen Later Feb 19, 2026 53:48


Debate da Super Manhã: Seja na educação de crianças e adultos; no atendimento à saúde, na assistência às pessoas mais vulneráveis e na geração de oportunidades de emprego. As políticas públicas são fundamentais quando se tem como objetivo o desenvolvimento humano e social. No debate desta quinta-feira (19), a comunicadora Natalia Ribeiro conversa com os nossos convidados para falar sobre as ações concretas aplicadas pela gestão do Recife, bem como a do governo estadual, a realidade da população pernambucana, os impactos na vida das famílias e os resultados observados em busca da justiça social e cidadania. Participam o secretário de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas de Pernambuco, Carlos Braga, a socióloga, cientista social e coordenadora executiva do Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (GAJOP) em Pernambuco, Edna Jatobá, e o idealizador da Rede dos Centros Comunitários da Paz (Compaz), Murilo Cavalcanti.

Meio Ambiente
Presidência da COP30 abrirá consultas para ter 'mapa do caminho' sobre fósseis antes de novembro

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Feb 18, 2026 12:12


A presidência brasileira da Conferência do Clima da ONU em Belém convida os países e organizações internacionais a contribuírem, a partir da semana que vem, com a elaboração de um “mapa do caminho internacional” para o afastamento dos combustíveis fósseis, os principais causadores do aquecimento global. O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, realiza um giro internacional para reunir apoio técnico para a proposta, lançada pelo Brasil em novembro passado. Lúcia Müzell, da RFI em Paris Depois de se encontrar com a autoridade climática da ONU (UNFCCC) na Turquia, para iniciar os preparativos para a próxima COP, em Antalya, o embaixador esteve na sede da Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma. Na sequência, esteve em Paris para reuniões na Agência Internacional de Energia e com a Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena). O primeiro passo é compilar os dados mais recentes para fundamentar uma proposta equilibrada, no contexto em que a maioria dos países ainda tem uma forte dependência das fontes fósseis de energia, explicou Corrêa do Lago à RFI. "A primeira parte são os dados. A maior parte deles já está publicada, mas há muitas publicações sobre diversos temas e nós queremos que o mapa do caminho internacional seja um instrumento de desmistificação dos problemas relacionados a isso e de simplificação do grande volume de informações existentes”, indicou. "Todas as instituições relacionadas à energia podem contribuir.” Incluir a Opep na conversa O embaixador também busca agregar visões divergentes sobre o tema, incluindo a Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep). A entidade, que reúne as economias que mais se opõem à conversa sobre o fim do petróleo (como os países do Golfo e a Rússia), defende que o foco deve ser a redução das emissões de gases de efeito estufa em geral, e não direcionada a setores específicos. Além disso, sustenta que esse objetivo deve ser atingido mediante ações voluntárias dos países. "É muito importante que a gente incorpore as diferentes visões de diferentes organismos. Não é que um deles vá guiar o processo, até porque, desses organismos todos, só um é das Nações Unidas, o relacionado à energia atômica [AIEA]”, observou o diplomata. Na COP30 em Belém, os grandes produtores de petróleo exerceram forte pressão para que, nos textos finais da conferência, não houvesse menção aos combustíveis fósseis. Dimensão política e dimensão diplomática das COPs A partir da semana que vem, os países-membros da Convenção do Clima também estarão convidados a dar suas contribuições sobre o tema. Corrêa do Lago salienta que o Brasil teve sucesso em trazer de volta às negociações a discussão sobre a redução da dependência dos fósseis, que se tornou um assunto “central para a preparação da COP31". “O presidente Lula sabia que a COP era a ocasião política de se falar disso. Mesmo que o tema não estivesse formalmente dentro da agenda, é um tema incontornável do ponto de vista político”, disse o embaixador. "Por isso que eu sempre tento separar a dimensão diplomática das COPs. A diplomacia é a arte do possível." O objetivo de Corrêa do Lago é propor um documento antes da próxima conferência, sediada na Turquia, com negociações presididas pela Austrália. A ideia de um roteiro para o afastamento dos fósseis está longe de um consenso: dentro do próprio Brasil, os diferentes ministérios envolvidos na discussão (Casa Civil, Minas e Energia, Meio Ambiente e Fazenda) não conseguiram convergir sobre as diretrizes básicas dentro do prazo de 60 dias estabelecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva logo após o evento em Belém. Pela complexidade do assunto, o roteiro brasileiro provavelmente não estará pronto até a próxima COP. "Todos os países estão divididos quando discutem esse tema, porque há interesses econômicos imensos, desafios de financiamento, desafios tecnológicos e muitos outros. A ambição desse mapa do caminho internacional é contribuir para que a transição seja feita de maneira racional e nos termos aprovados pela Convenção do Clima em Dubai: de forma justa, ordenada e equilibrada”, salientou o presidente da COP30. Testes antes da COP31 Dois grandes encontros preparatórios da próxima conferência serão determinantes para a diplomacia brasileira testar a abertura dos 195 países à ideia de um roteiro para o afastamento do petróleo e do carvão: a reunião multilateral em Bonn (Alemanha), em junho, e a Pré-COP, a ser realizada em outubro em uma ilha do Pacífico, semanas antes do evento em novembro. Além disso, em abril, a Colômbia e a Holanda organizam uma conferência incluindo os países que demonstraram disposição em avançar nesse tema durante a COP de Belém. Corrêa do Lago avaliou a iniciativa como “muito importante”, mas ressaltou que ocorre em paralelo ao processo oficial de negociações diplomáticas da ONU. O evento na Colômbia estará focado na queda da produção de petróleo, enquanto que, para a presidência brasileira da COP30, a prioridade é avançar na discussão sobre o consumo, passando pela eletrificação das economias e o desenvolvimento das energias renováveis.

Presa internaţională
Fantoma lui Prigojin bântuie prin Europa. Și caută agenți

Presa internaţională

Play Episode Listen Later Feb 17, 2026 3:44


Organizația paramilitară rusă Wagner nu a dispărut după încercarea nereușită de lovitură de stat din 2023. După cum relatează presa britanică, gruparea este acum prezentă în Europa. Și caută agenți pentru a-i implica în acte de sabotaj. În iunie 2023, gruparea paramilitară Wagner, prezentă pe frontul din Ucraina, a încercat o lovitură de stat împotriva armatei și conducerii ruse. Manevra a eșuat. Două luni mai târziu, liderul grupării, Evgheni Prigojin, alături de alți colaboratori apropiați, a murit într-un accident de avion ale cărui circumstanțe rămân neelucidate. Dar cu sau fără Prigojin, Wagner continuă. Ba, mai mult, organizația este implicată în operațiuni de sabotaj în Europa, după cum au dezvăluit oficiali ai serviciilor secrete occidentale în Financial Times. Potrivit ziarului britanic, foști membri ai grupării paramilitare joacă un rol major în aceste atacuri orchestrate de Kremlin. Iată și câteva exemple. În 2023, de exemplu, proprietatea ministrului estonian de interne, Lauri Läänemets, a fost vizată cu un cocktail Molotov. Atacuri incendiare au vizat și depozite care conțineau ajutoare pentru Ucraina. În 2024, cinci bărbați au fost condamnați la Londra, găsiți vinovați de declanșarea unuia dintre aceste incendii. Unul dintre autorii operațiunii de la Londra a fost condamnat la 23 de ani de închisoare. Dylan Earl, un infractor mărunt din orașul englez Leicester, a fost recrutat online. Și nu este singurul. Potrivit Financial Times, rețelele de socializare, și în special aplicațiile de mesagerie criptată precum Telegram, sunt favorizate de Wagner pentru recrutarea agenților săi de sabotaj în Europa. O nouă generație de recruți Se naște, așadar, o nouă generație de recruți după ce, în urma valurilor de expulzări diplomatice din 2022, serviciile de informații interne rusești s-au confruntat cu o reducere semnificativă a numărului de agenți secreți din Europa. Iar implicarea acestor recruți în misiuni de sabotaj nu lasă loc de îndoială, spun sursele din serviciile occidentale pentru Financial Times. Citeste siPrigojin, prototipul uman al Rusiei actuale: o carte despre “iobagul” lui Putin Activi din 2014, mercenarii Wagner au sarcina de a apăra interesele externe ale Rusiei. Până să se implice pe frontul din Ucraina, gruparea acționa mai ales pentru exploatarea diverselor resurse naturale din Africa. Militanții săi sunt cunoscuți pentru violența lor extremă, pentru execuțiile sumare, utilizarea torturii și a violului ca armă de război. De asemenea, gruparea era anterior specializată în recrutarea de tineri din regiuni izolate ale Rusiei pentru a lupta în Ucraina. Acum, însă, obiectivul pare să se fi schimbat: recrutarea de europeni vulnerabili din punct de vedere economic pentru a comite acte de violență pe teritoriul NATO. Citeste siMali: Ȋnchisori secrete și "sute de civili" torturaţi de mercenarii ruşi de la Wagner (investigație Forbidden Stories) Scopul este de a semăna haosul pe continent, a declarat pentru Financial Times un oficial occidental al serviciilor de informații. Această exploatare a rețelelor de socializare nu este deloc nouă pentru gruparea paramilitară. În 2023, Prigojin a recunoscut că este fondatorul Agenției de Cercetare a Internetului – cunoscută și sub numele de „ferma de troli” a Kremlinului. Rolul acesteia: să semene haos în țările democratice prin dezinformare și propagandă. Ascultați rubrica ”Eurocronica”, cu Ovidiu Nahoi, în fiecare zi, de luni până vineri, de la 8.45 și în reluare duminica, de la 15.00, numai la RFI România

LA PATRIA Radio
2. Caldas. agrupa gremios y quiere conversar con el sector político, organiza foro con aspirantes al Congreso. Regional

LA PATRIA Radio

Play Episode Listen Later Feb 16, 2026 3:49


Escuche esta y más noticias de LA PATRIA Radio de lunes a viernes por los 1540 AM de Radio Cóndor en Manizales y en www.lapatria.com, encuentre videos de las transmisiones en nuestro Facebook Live: www.facebook.com/lapatria.manizales/videos

Pr. Rubens Martim e Pra. Juliana Martins
DISPONÍVEL PARA ORGANIZAÇÃO - 15/02/2026 - PRA. JULIANA MARTINS

Pr. Rubens Martim e Pra. Juliana Martins

Play Episode Listen Later Feb 15, 2026 76:39


DISPONÍVEL PARA ORGANIZAÇÃO - 15/02/2026 - PRA. JULIANA MARTINSSeja muito bem-vindo!Neste Podcast você vai encontrar tempos preciosos de orações e pregações inspiradas pelo Espírito Santo de Deus, o único capaz de transformar os corações por inteiro, conduzindo para uma profunda intimidade com o Pai e equipando sua vida para falar do amor de Jesus a todos os povos.Que o fogo do Espírito Santo queime em seu coração em cada vídeo/aúdio, despertando sua vida para o chamado de Deus para estes últimos dias.Inscreva-se no canal e compartilhe para que mais pessoas sejam abençoadas pela pregação do evangelho do Reino de Jesus Cristo.Leia a bíblia!https://www.instagram.com/casa.comunidadecrista/https://www.instagram.com/rubens_martim/https://www.instagram.com/falaprapsico.julianamartins/

ONU News
Crescem casos de chikungunya nas Américas em 2026

ONU News

Play Episode Listen Later Feb 13, 2026 0:58


Braço regional da Organização Pan-Americana da Saúde emite alerta epidemiológico após observar alta contínua de infecções em vários países da região; casos acontecem onde não havia transmissão local há vários anos.

ONU News
Crescem casos de chikungunya nas Américas em 2026

ONU News

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 1:42


Braço regional da Organização Pan-Americana da Saúde emite alerta epidemiológico após observar alta contínua de infecções em vários países da região; casos acontecem onde não havia transmissão local há vários anos.

Rádio PT
[Tv Elas por Elas] - 12/02 | Como a cultura organiza as mulheres periféricas

Rádio PT

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 19:39


No 'TV Elas Por Elas Formação' desta quinta-feira (12) acompanhe a segunda parte da aula sobre “Como a cultura organiza as mulheres periféricas" com Sandra Sena, historiadora.

Oxigênio
#213 – Curupira: da floresta à COP30

Oxigênio

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 42:54


O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará. Mas para os povos da floresta ele é muito mais que um mito. Você vai descobrir curiosidades sobre esse personagem nesse episódio que foi idealizado e produzido por Juliana Vicentini, revisado por Mayra Trinca e editado por Yama Chiodi.  ____________________ Roteiro Juliana: Se você entrar na floresta e ouvir um assobio, fique atento, você não está sozinho. É o Curupira, o guardião da natureza. Ele defende a mata e os animais daqueles que invadem, desmatam, caçam ou exploram o meio ambiente sem necessidade. O Curupira nasceu na cultura dos povos indígenas e continua vivo por meio da oralidade e da memória que se perpetua de geração em geração. Para os indígenas, ele é uma entidade, um espírito protetor da floresta e dos seres vivos. Mas durante o processo de colonização, o Curupira foi distorcido e sofreu tentativas de apagamento. Ele resistiu a isso e saiu do seu habitat natural para ganhar o Brasil e o mundo. O Curupira foi incorporado ao folclore brasileiro e foi transformado em personagem de histórias infantis, filmes e séries. Recentemente, se tornou mascote da COP-30, a conferência internacional da Organização das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que em 2025 foi realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém do Pará.  Juliana: Nesse episódio, nós faremos uma viagem para entendermos o Curupira. Nossa trilha começa pela perspectiva de quem cresceu ouvindo sobre ele não como uma lenda, mas como uma presença viva e protetora da natureza. Ao longo do nosso caminho, pesquisadores e jornalistas nos conduzem nessa jornada, nos revelando camadas que passam pela linguística, história e colonialidade, apresentando a trajetória do Curupira desde uma figura ancestral até a sua chegada como símbolo da COP30. Essa viagem nos ajuda a compreender o Curupira como um símbolo potente de resistência cultural, de decolonialidade e de sustentabilidade.  Juliana: Eu sou a Juliana Vicentini, esse é o podcast Oxigênio e o episódio de hoje é o “Curupira: da floresta à COP30”. [vinheta] Juliana: Algumas histórias não são ensinadas em aulas, não são vistas em livros, vídeos e fotografias. Elas são compartilhadas na convivência entre as pessoas, no chão da floresta, em meio ao som das águas e pássaros, e até mesmo ao redor de uma fogueira. Tem histórias que não são apenas lúdicas, mas que fazem parte da vida, da memória e do território e que pulsam no coração das pessoas com um significado especial.  Juliana: No Brasil, há 391 etnias indígenas, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022. E cada povo indígena tem suas próprias entidades que protegem a natureza. O Curupira é um desses seres e ainda assim, suas características nem sempre são contadas da mesma maneira por todos os povos.  Juliana: Hoje nós vamos ouvir alguém que cresceu entre a aldeia e a escola e que carrega histórias que quase não se contam no povo Suruí atualmente — histórias guardadas, íntimas, que vêm do vínculo com o pai e com o território. Maribgasotor Suruí: Não é um ser mitológico, não é um ser assim, de livro de história, né? Mas é verdadeiro. Nós acreditamos no Curupira. Juliana: Maribgasotor Suruí é estudante de Direito na Universidade Federal de Rondônia. Ele pertence a etnia Suruí, da terra indígena Sete de Setembro, localizada nos estados de Rondônia e Mato Grosso.  Maribgasotor Suruí: Eu cresci no meio disso, alguém falando disso, já faz parte do meu convívio, da minha cultura, do meu sangue, inclusive eu tenho curiosidades, tem isso também, um dia a ver, né? Mas como meu pai mesmo fala que não é qualquer pessoa que vê, e é um privilégio um dia, né? Hoje em dia, no Suruí, ninguém conta muito, ninguém pergunta muito, ninguém tem essa história que nós estamos falando. Eu e meu pai somos muito íntimos, né e  desde pequenos, somos uma pessoa muito curioso. Eu saí muito cedo de casa, eu estudei com a escola internato, escola agrícola, eu estudei em São Paulo, né? Eu tenho esse conhecimento, essa mistura de duas culturas diferentes. Eu sempre tive curiosidade com meu pai contar isso para mim, não é todos que querem saber, né? Porque hoje em dia, como eu falo, a evangelização chegou né, junto com os contatos e isso tirou a sensibilidade, a tradição, é como a gente descreve no direito indígena, como se fosse etnocídio. Juliana: A própria palavra Curupira carrega em si muito da história desse ser com os povos indígenas. Quem explica para a gente é o Thomas Finbow da Universidade de São Paulo, onde é professor de linguística histórica, área que investiga como as línguas evoluem.  Thomas: Curupira é uma palavra que vem do tupi, especificamente a fase que a gente conhece como tupi antigo, que seria aproximadamente do período entre 1500 e o final do século 17. E tupi é uma língua que era falada no litoral do que é o atual Brasil e é falada por várias nações indígenas. Esse é uma língua tupi guarani, que é um ramo de uma grande família linguística, família tupi, que tem 10 ramos e essas línguas estão localizadas desde Rondônia, dentro do Brasil, e atravessando a Amazônia, historicamente também no litoral e também existem na Guiana Francesa, no Peru, na Colômbia, na Venezuela, na Argentina, também na Bolívia, então é uma família muito muito dispersa geograficamente. Atualmente não tem mais falantes nativos dessa língua tupi, mas existem vários projetos entre os grupos descendentes das nações falantes de tupi, então os potiguara, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, os tupinambás na Bahia, os tupiniquins no Espírito Santo que estão trabalhando para revitalizar essa língua. Juliana: Quando a gente tenta entender a origem de uma palavra indígena, nem sempre encontra uma resposta única e Curupira é um exemplo de ambiguidades. O Thomas explicou que a palavra pode ter alguns significados, mas que nem sempre eles batem com as histórias que conhecemos.  Thomas: Curupira parece ter um item coru e pira como se comenta, então, mas o problema exatamente é de interpretar o que que seriam essa parte de coru. Coru significa uma pele com bolhas, como uma pele de sapo, com uma pele irregular, então isso é uma possibilidade para esta raiz e pira é uma raiz. Pira significa pele. Que é curioso porque isso não é uma característica que se comenta do Curupira. Tradicionalmente hoje, se fala de pele vermelho, de ter os pés virados para trás, de ter o corpo pequeno etc. Então é curioso, talvez isso pode levantar hipótese de que isso não seja exatamente o significado desses raízes e tem alguma coisa que se perdeu em termos da construção da palavra, na transição entre o tupi e o português. Juliana: Temos outras explicações possíveis pra essa palavra então? Thomas: Eu também vi tentativas de explicar essa palavra Curupira usando a palavra kurumin, ou seja, menino, em tupi é kunumin. Esse raiz piir poderia ser uma interpretação da palavra para corpo. Isso também é algo que se vê na língua geral amazônica, no Yengatu, que pira hoje não tem o significado de pele. E aí seria uma tentativa de dizer que é um homemzinho, uma estatura pequena, baixa do Curupira. Então, poderia ser corpo de menino, em tupi, o possuidor vem primeiro como em inglês e a coisa possuída vem depois. A gente sabe que é um conceito antigo, parece que é algo pré-colonial, pré-europeu, porque os primeiros registros já no século XVI mencionam esse nome, Curupira. Então, não parece ser alguma coisa que tenha saído da cabeça dos europeus. E as pessoas que registravam os termos eram pessoas que conheciam o tupi antigo muito bem. É pouco provável que eles tenham errado muito no registro do nome também. Mas eles não explicam o que significa. Juliana: Assim como é difícil estabelecer um consenso sobre o significado da palavra Curupira, também não há unanimidade quanto à sua descrição. O Curupira é representado de diversas maneiras e suas características físicas ilustram o seu papel como o guardião da floresta e dos animais. A Januária Cristina Alves, que é jornalista, escritora, pesquisadora da cultura popular e apaixonada pelo folclore brasileiro nos dá detalhes sobre isso.  Januária: Ele é um menino, dizem que ele raramente anda sozinho, né, ele anda sempre ao lado de uma companheira, tem hora que ele aparece com um só olho no meio da testa, né, com um nariz bem pontudo. Em outras descrições, ele não tem nem nariz, ele não tem nenhum buraco, nenhum orifício no corpo. Ele tem dentes verdes, em algumas regiões, em outras, os dentes são azuis. Ele muitas vezes aparece careca, outras vezes bastante cabeludo. Em algumas ocasiões descrevem com orelhas enormes, sem articulações nas pernas. Mas de qualquer maneira, ele é sempre visto como uma entidade muito forte, que anda virado, com os pés virados para trás, exatamente para confundir as pessoas que tentam persegui-lo, que vão seguir a pista errada. Juliana: Afinal de contas, por que a gente se depara com tantas descrições físicas diferentes do Curupira, Januária? Januária: Na verdade, não é exclusivo do Curupira, não, a Caipora também é assim. Por serem parte da tradição oral, suas histórias correm de boca em boca, quem conta um conto, aumenta um ponto, é assim que diz o ditado popular. Então, de fato, essa narrativa oral vai permitindo com que as pessoas muitas vezes esqueçam um ponto ou acrescentem alguma outra característica e com isso a gente vai reunindo diferentes versões, muitas vezes o nome do personagem muda também, mas as suas características principais, a sua essência, ela é mantida. Então, no caso do Curupira, é verdade, ele aparece em diferentes versões, dependendo da região, da época, né? Mas, no geral, a gente sabe que ele é aquele menino que tem basicamente os pés virados para trás. Juliana: Independentemente das características físicas do Curupira, o que é unânime nas cosmologias indígenas é que ele ensina que a convivência entre os seres humanos e a natureza deve ser respeitosa e quando isso não acontece, o Curupira desaprova, não é mesmo Maribgasotor? Maribgasotor Suruí: Normalmente os caçadores, mata o bicho por hobby, deixa o animal padecendo no mato, ele não gosta. Até com nós que é índio que faz essas coisas, que nasceu dentro do mato, ele já não gosta, imagina com as pessoas que faz destruição com o habitat dele. Ele não tem limite, ele está em todo lugar e inclusive não pode falar muito o nome dele, né? Porque ele é um ser que devemos respeitar.  Juliana: Luís da Câmara Cascudo, em seu livro intitulado Geografia dos Mitos Brasileiros, detalha que a personalidade do Curupira varia segundo as circunstâncias e o comportamento dos frequentadores da floresta. Basicamente, o Curupira não gosta de quem desrespeita o meio ambiente e acaba punindo essas pessoas, por isso, nem sempre ele visto com bons olhos. A Januária conta mais sobre isso  Januária: Ele é o protetor da floresta, né, e muitas vezes, de fato, ele não é politicamente correto. Ele tem lá as leis dele. Por exemplo, um caçador que mate uma fêmea grávida, ele não vai perdoar. Ele vai matar. Muitas vezes, até por isso, ele foi tido como demônio da floresta, principalmente com a chegada dos jesuítas, que tentaram catequisar os índios e tal. A figura do Curupira foi bastante associada ao mal, ao demônio. Ele costuma fazer acordos, né, em troca de bebida, comida, presente. E ele gosta de confundir, né, as pessoas. Então ele passa informações erradas. Ele indica o caminho confuso, faz as pessoas buscarem coisas que ele oferece lá e não tem nada, né. Enfim, mas de qualquer jeito, ele não aceita que ninguém mate por gosto, sem necessidade. Ele se torna mesmo um inimigo implacável. Então, essa é a personalidade do Curupira. Ele é implacável na defesa da natureza. Juliana: O Curupira utiliza algumas estratégias para proteger a floresta e os animais. Ele é um ser muito ágil, o que faz com que ele ande de um lugar para o outro  na mata muito rapidamente. Também é conhecido pelos assobios, gritos e outros barulhos que usa  para desorientar invasores e pelos rastros deixados por seus pés virados, que é considerado um artifício poderoso para confundir sua direção. Mas afinal de contas, Januária, o que mais o Curupira é capaz de fazer? Ele tem poderes? Januária: Ele mesmo consegue se disfarçar em caça, por exemplo, num bicho,  para fugir dos caçadores. Mas o caçador nunca consegue pegá-lo, né. Ele é bom de se disfarçar, ele é bom de disfarçar os caminhos. O pé virado para trás facilita, mas ele de qualquer maneira faz com que o caçador se perca na floresta, no meio dos labirintos. Então, muitas vezes o caçador fica perdido sem nunca conseguir sair de lá, porque o Curupira faz esses caminhos muito confusos. Então, na verdade, não é um super-poder, mas é, sobretudo, uma convicção de que para proteger a floresta, os animais, ele é capaz de tudo. Dizem que ele tem um assobio muito alto e muito estridente. E ele anda em muitas regiões montado num porco do mato. E aí atrás dele sempre vem uma manada também dos porcos do mato. E muitas vezes também vem cachorro selvagem. Ele gosta dos cachorros. Ele é um ente muito ligado à questão da caça. E muitas vezes dizem também que ele consegue saber se vai ter tempestades, se vai ter essas intempéries grandes na natureza, porque ele bate no tronco da árvore dependendo do barulho que faz ele consegue saber se vai chover ou não, por exemplo. E ele também faz vários barulhos. E os caçadores que tentam segui-lo por meio dos barulhos acabam se confundindo. Porque são barulhos que os caçadores não têm condição de identificar. Enfim, mas ele não é um super-herói.   Juliana: Dá pra perceber que o Curupira é ardiloso e tem uma série de truques pra proteger a floresta e quem vive nela, mas afinal de contas, qual é a origem do Curupira e qual foi o primeiro registro que descreveu esse ser, Januária? Januária: A figura do Curupira tá mais ligada mesmo aos indígenas, inclusive o primeiro registro é uma descrição que o padre José de Anchieta faz na carta, onde ele descreve as coisas naturais da Capitania de São Vicente, ele já fala do Curupira. Então ele é fortemente ligado à mitologia indígena. Então, a gente não tem muita dúvida e ele é encontrado, suas histórias, suas tradições no Brasil inteiro. Juliana: A Carta de São Vicente foi escrita em 1560 pelo jesuíta José de Anchieta. Esse tipo de registro era uma mistura de relatório e observação do território brasileiro pelo olhar europeu e cristão. O objetivo dessa carta em específico era descrever a natureza, os habitantes e a cultura indígena. Quem conta para gente como o Curupira foi interpretado e materializado nesses escritos é a Gracinéia dos Santos Araújo. Ela é tradutora, escritora, professora universitária e docente de Espanhol na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará. Ela atua sob uma perspectiva decolonial piracêmica-emancipatória que reivindica o protagonismo dos mitos e lendas de maneira geral. Gracinéia: A gente precisa retroceder no espaço, no tempo, e lembrar que com a chegada da empresa colonizadora, ao que se chamou Novo Mundo, entre aspas, né, a história dos nossos mitos, mitos autóctones, foi marcada pela demonização. Seres encantados como Curupira e muitos outros foram relegados à condição de demônio, isso foi o que registrou, por exemplo, o Jesuíta Espanhol, Jesuíta de Anchieta. Evidentemente não foi apenas a Anchieta quem o demonizou, porque outros letrados, cronistas da época, ou não, também o fizeram, bem como nos lembra o folclorista Luís da Câmara Cascudo. Juliana: A maneira de os jesuítas explicarem o que viam onde hoje é o Brasil, é marcada pela oposição entre o divino e o demoníaco. Na ausência de um meio-termo e na tentativa de afastar os indígenas de suas crenças, toda figura que não fosse divina, na percepção dos europeus, era demoníaca e, consequentemente, maligna. O Curupira foi o primeiro, mas não o único, a passar por esse processo.   Gracinéia: Cascudo destaca, que Curupira foi o primeiro duende selvagem que a mão branca do colonizador europeu fixou em papel e deu a conhecer além das nossas fronteiras e o fez precisamente por meio de uma espécie de certidão de batismo que escreveu na referida carta de São Vicente. Para o colonizador europeu, nesse caso, o José de Anchieta, o Curupira foi visto como um ser temível, um ser meramente do mal, totalmente a contracorrente da perspectiva nativa em relação a este ser encantado. Juliana: O Thomas detalha como o José de Anchieta usou as características de defensor da mata do Curupira pra transformar ele nesse ser que engana as pessoas  de um jeito puramente maldoso no lugar do personagem complexo que ele é. Thomas Finbow: Na segunda metade do século 16, ele menciona a existência de tipos, vou lhe descrever como demônios na visão cristã dele, para que maltratavam indígenas em certas situações, quando ele podia levar eles a se perder nas matas, até acidentes, a sofrer lesões corporais que açoitavam as pessoas, aí as pessoas deixavam oferendas em determinados lugares na floresta para esses demônios. Juliana: Mais pra frente na história, nos registros dos naturalistas e viajantes do século XIX, o Curupira não era descrito como o protetor das florestas. Nos contos escritos a partir do olhar estrangeiro nesse período, ele  retoma a figura ambígua: ora ajuda as pessoas, ora as persegue. O Thomas fala mais sobre isso. Thomas: Por exemplo, Barbosa Rodrigues, um botânico importante, ele tem toda uma série de contos sobre o Curupira, de aventuras nas florestas, que às vezes ajuda, às vezes atrapalha as pessoas, muitas vezes é o caçador que precisa escapar do Curupira. Ele simplesmente é o Curupira que conversa com os seres humanos, mas pode ajudar dando flechas mágicas, por exemplo, que sempre acertam a caça, ou pode querer comer as pessoas também. Então, assim, ele oscila, ele não tem uma característica apenas boa ou ruim. São entidades, seres, habitantes das matas que são um aspecto dos perigos da mata, que as pessoas que circulam precisam lidar e precisam se prevenir contra esses seres. Então, assim, teve essas versões que mostram certos atributos dos Curupiras e essa visão que temos hoje é muito adaptada pelos contos transmitidos pelo século XIX. A nossa imagem do Curupira atualmente é uma coisa composta, que é feita de várias tradições que existiam desde tempos muito antigos em diversos lugares do Brasil, mas todos relacionados mais ou menos com essas figuras da cosmovisão dos povos tupi-guarani principalmente. Juliana: O significado do Curupira depende de quem conta a sua história, por isso, um dia ele já foi demônio, mas continua sendo o protetor da floresta. Essas interpretações diferentes nos revelam mais sobre as pessoas do que o próprio Curupira. Quem nos ajuda a entender isso é a Gracinéia.  Gracinéia: Com o contato linguístico e cultural, resultante do processo de colonização, estendeu-se a ideia do Curupira como um demônio, porque a ideologia predominante dogmática foi a ideologia eurocêntrica dogmática que viu o mito apenas como um demônio, mas para os povos nativos da floresta, o Curupira não é e nunca foi um demônio, mas o pai ou mãe da mata, um ser encantado, que se tem muito respeito, se obedece, porque sabe que como pai da mata, ele a protege, e evidentemente vai defendê-la dos possíveis invasores e dos perigos que põem em jogo a vida dos seus habitantes. Daí que aplique inclusive castigos exemplares, mas mesmo assim, quem padece desses castigos exemplares, não considera como demônio, e reconhece muitas vezes que foi pela sua atitude inapropriada para com a mãe natureza.  Juliana: Parte da transformação do Curupira em demônio também passa pelo projeto de exploração de recursos naturais que se baseava a colonização portuguesa por aqui. Destruir a imagem do protetor da floresta facilitava isso. Gracinéia: Não podemos esquecer que o principal objetivo da empresa colonizadora foi explorar nossas matérias primas e por outro lado, impor ao colonizado, o seu modo de vida e tudo o que isso implicou, a língua, a religião, a guerra etc. os seus mitos, né? Mas, tamanha é a valia de Curupira, que ele ou ela, porque é um ser multifacetário, o Curupira ou a Curupira, sobrevive até os nossos dias e continua igualmente mencionado, dosando o seu valor real. Para o nativo não houve um antes e depois do mito Curupira. Os estudos mais atuais têm nos revelados que para os habitantes da Amazônia, nativos ou forâneos, Curupira é pai ou mãe da mata e isso não resta dúvida.  Juliana: Quando o Curupira é compreendido a partir de versões diferentes, a gente começa a refletir que não se trata apenas de leituras distintas, mas que há disputas sobre memória, cultura e poder. Podemos pensar que esse processo de demonização do Curupira foi uma tentativa de apagamento cultural. A visão eurocêntrica estava se sobrepondo ao simbolismo indígena, como disse a Gracinéia.   Gracinéia: Eu acredito, sem dúvidas, né, que com a chegada do colonizador europeu, não apenas mitos como Curupira sofreram uma tentativa de apagamento, mas muitos povos e culturas milenárias, culturas originárias em uma dimensão ampla, foram apagadas, muitas delas exterminadas. Cabe destacar que muitos povos foram, inclusive, dizimados, e com eles desapareceram línguas, desapareceram culturas, e tudo o que isso implica, né, como seus mitos e as suas lendas. Foram sim seus mitos, porque os mitos também morrem, precisa a gente destacar isso. Então, é importante destacar, por outro lado, que muitos povos ainda resistem também, mas vivem sufocados e condenados a desaparecer, agonizando, junto com os seus mitos, com os mitos que ainda restam, e essa é uma das consequências funestas do processo de colonização, que ainda perdura até os nossos dias.  Juliana: A tentativa de apagamento do Curupira, e consequentemente, da cultura dos povos indígenas, é uma herança colonial, mas que não ficou no passado. No presente, há outros elementos que contribuem para silenciar o Curupira?  Gracinéia: Há outros fatores igualmente impactantes, como podem ser os avanços tecnológicos, a televisão, a internet, entre outros, que exercem uma evidente influência, uma vez que sem pedir licença acabam impondo novas formas de vida, novos mitos também. O Ailton Krenak no seu livro “Futuro Ancestral”, destaca e denuncia que querem silenciar, inclusive, nossos seres encantados, de que forma isso ocorre? Acredito eu, que uma vez que nós destruímos as matas, estamos silenciando os nossos encantados, porque estamos destruindo o seu habitat, então, uma vez que não há floresta, evidentemente os mitos desaparecem. Então, isso vem ocorrendo desde a chegada do colonizador europeu. Criaturas fantásticas como Curupira, que é parte da floresta como é o sol, as águas, a terra etc., se funde, se confunde com a realidade, assumindo um papel de guardião da floresta, tudo que ela habita, sendo uma espécie de protetor da própria vida no planeta.  Juliana: A fala da Gracinéia mostra como o processo de apagamento da cultura indígena segue em curso. Ainda assim, o Curupira ainda tem forças e permanece como guardião da floresta.  Gracinéia: Apesar de tudo, muitos seres encantados da floresta conseguem sobreviver, como é o caso do Curupira, e outros mitos né, que sobrevivem, embora a duras penas, sem que a civilização entre aspas e progresso, tenham conseguido acabar com eles. Isso é o fato de um progresso científico e tecnológico não conseguirem tranquilizarem os nossos medos, ou seja, os frutos desse progresso ainda estão longe de acalmar os medos ancestrais de homens e mulheres. Curupira é um ser que faz parte da idiossincrasia dos povos originários e se manteve vivo pelo papel que representa como pai ou mãe da mata, né, do mato. Juliana: Manter o Curupira vivo no século XXI é uma forma de honrar e valorizar a cultura indígena e a importância desses povos na preservação da natureza e no enfrentamento à crise climática. Então, faz sentido que essas histórias se mantenham por outro elemento muito importante da cultura originária: a oralidade e as histórias contadas de geração em geração. Quem compartilha conosco a sua perspectiva sobre isso é o Maribgasotor: Maribgasotor Suruí: A melhor estratégia para manter essa história, é falar para as crianças que é verdade, não é conto de história, que esse ser existe. Outro dia eu estava pensando sobre isso, que poderia ser mais pesquisado, mais na área acadêmica, na base da cultura, dar mais valor, reconhecer mais, não visto como um mito, uma história, mas como uma coisa verdadeira. Juliana: O Curupira tem circulado para além das florestas e ganhou o Brasil. Ele está presente em livros, poemas, filmes e séries. Isso se deve em parte a ele ser um dos integrantes do nosso folclore. Quem nos conta quando foi isso é a Januária.  Januária: É muito difícil a gente demarcar quando foi que isso aconteceu. Os indígenas foram preservando as suas tradições também oralmente. Então, a gente entende que é uma coisa natural, né? Que essas histórias que os indígenas foram contando, os seus cultos, as suas tradições, foram também se imbricando com a nossa cultura, a ponto de integrarem nosso folclore, serem quase que uma coisa só. Mas, de qualquer maneira, é muito importante deixar claro que mesmo sendo uma figura folclórica, não existe desrespeito, né, à figura do Curupira. Muito pelo contrário, né? Ele é muito respeitado exatamente por ser um protetor da natureza. Juliana: Januária, a essência indígena do Curupira se manteve no folclore brasileiro?   Januária: Basicamente ele se manteve tal como os indígenas o descreviam, né, tanto fisicamente como de personalidade, o que prova exatamente isso, que houve uma mistura. As histórias se amalgamaram do culto religioso para as tradições populares. Como é muito comum de acontecer com diversos personagens do folclore brasileiro. Juliana: O Curupira que já é conhecido no Brasil – seja como um ente da cultura indígena, integrante do folclore brasileiro ou personagem infantil – ganhou projeção internacional. Ele foi escolhido para ser o mascote da COP30. Segundo o comunicado oficial, disponível no site cop30.br Simone: o “Curupira reforça a relação da identidade brasileira com a natureza”. Juliana: Maribgasotor Suruí fala sobre as suas impressões a respeito de quem escolheu o uso do Curupira como símbolo da conferência sobre clima. Maribgasotor Suruí: Espero que essa pessoa tenha mesmo compreensão, tenha o mesmo respeito que eu tenho por ele, não por brincadeira, não por marketing, não por nada. Espero que essa pessoa esteja pedindo a permissão dele, dos seres espirituais. Um evento desse daí, desse nível, né, é um apelo, um grito, e espero que as pessoas compreendam isso, que para falar de Curupira, não é qualquer um, e como se fosse falar de uma religião, que você fala de uma ideia e uma filosofia de vida, não é só apenas um Curupira, uma filosofia de vida que a pessoa vai levar. Por isso, é uma honra falar isso para você, o que é tão significado que esse ser tem para nós, e eu estou muito orgulhoso por falar do meu irmão. Juliana: O Curupira como mascote da COP30 é uma maneira de fortalecer a cultura indígena e de reforçar a necessidade de respeito à natureza. Quem detalha isso pra gente é a Gracinéia.  Gracinéia: Depois de muitos anos, de muitos séculos de invisibilização do modo de vida dos povos originários, considerados primitivos, muitos séculos de apagamento das suas tradições, das suas crenças, de chamá-los de gente sem Deus e sem alma, selvagens indígenas de tutela do colonizador europeu, dar protagonismo para um ser mítico ancestral e próprio das culturas nativas, como é o caso do Curupira em um evento com uma COP30 é sem dúvida, uma forma muito acertada de reconhecimento também, e de certa reparação histórica, uma reparação histórica e cultural, para com os nossos antepassados indígenas e as suas crenças, as suas tradições. Os povos indígenas, é bem sabido, mantém uma relação estrutural com a natureza.  Juliana: A realização da COP30 acontece para que a sociedade como um todo e em todo o mundo discutam ações para o enfrentamento do aquecimento global. Isso significa que vivemos um cenário de crise climática e que entes como o Curupira se tornam ainda mais relevantes nesse contexto,  não é mesmo, Gracinéia? Gracinéia: Insisto que dar protagonismo a seres encantados como Curupira é mais do que importante, é muito necessário. É um compromisso moral e ético que todos deveríamos assumir se queremos continuar sobrevivendo no planeta. Aqui eu falo desde o lugar que eu ocupo como docentes do contexto amazônico e do contexto amazônico, especialmente pelo papel que representa o mito como o protetor da floresta.  Juliana: Isso não significa se ver preso a um modo de vida do passado ou pensar na mata como uma espécie de paraíso perdido… Gracinéia: Mas de olhar e agir para um futuro de maneira circular, ter de encontro nosso passado para entender o nosso presente, e conviver com a natureza de maneira mais respeitosa sem degradação. É precisamente isso que nos ensina o mito Curupira, com o uso responsável dos recursos naturais que significa claramente extrair da natureza apenas o que precisamos para sobreviver, sem avareza, sem devorá-la. Nesse sentido, colocar de releio figuras tão relevantes como Curupira, é sem dúvidas o anúncio de um recomeço, de respeito de ressignificar a nossa relação com a natureza e tudo o que ela nos aporta. Juliana: O combate à crise climática deve ir além da ciência e da tecnologia. É preciso integrar as culturas originárias e tradicionais que são detentoras de saberes profundos sobre a natureza. O Curupira, como o guardião da floresta, é um ser capaz de conectar esses conhecimentos diversos rumo a sustentabilidade planetária, Gracinéia?  Gracinéia: Curupira, sem dúvida, pode ajudar a conectar a cultura, ciência e espiritualidade na luta climática, né. Porque temos em conta que o Curupira não é um simples adorno da floresta. O Curupira é uma lei reguladora da própria vida no planeta, em uma dimensão ampla, porque permite, de certo modo, que siga havendo vida na Terra. O Curupira é essa lei que nos exige que redimensionemos a nossa forma de viver e nos relacionar com a natureza.  Juliana: O modo de vida trazido pelos europeus durante a colonização nos afastou dessa conexão com a terra e com a natureza. Mas os muitos povos indígenas que resistem no Brasil ainda protegem essa herança e podem nos ensinar a ter uma outra relação com o ambiente que nos cerca. Gracinéia: No mundo amazônico, ao longo de séculos e séculos, a relação do ser humano com a Terra era de estreita sintonia, de evidência e dependência, uma dependência harmoniosa. Nessa relação, surge a ciência ancestral como geradora de cultura, geradora de vida abundante, fecunda. No entanto, hoje em dia não é assim. Estamos atordoados. O grande problema da ruptura da relação com a Terra é evidente. Não existe uma espiritualidade com a Terra, com o rio, com a floresta. Porque essa relação com a natureza está se tornando cada vez mais distante. Está havendo uma total ruptura do contato com a Terra, porque a Terra é vista como algo sujo, nos lembra Krenak. Algo que as crianças não podem pisar descalça porque a Terra suja o pé. Essa é uma espécie de mantra que tem se repetido especialmente no contexto das cidades, no contexto dos mais urbanizados ou mais urbanos. Daí que reivindicamos a espiritualidade indígena no contato com a Terra, com a água, com a natureza, em uma dimensão ampla de respeito e de cuidado, mas também de desfrute, de deleite. Isso demonstra que a espiritualidade mantém uma relação estreita com a ciência e vice-versa, porque a ciência é parte da cotidianidade da vida. Juliana: O Curupira com seus pés virado para trás nos ensina que é preciso olharmos para o passado e para a relação de nossos ancestrais com a natureza, para que possamos seguir para o futuro na construção de um mundo mais justo, ético e sustentável.  Juliana: Nossa viagem pelo universo do Curupira chega ao fim. Registramos nossos agradecimentos à Maribgasotor Suruí, Thomas Finbow, Januária Cristina Alves e Gracinéia dos Santos Araújo pelas contribuições valiosas e gentis. Pesquisas, entrevistas e roteiro foram feitas por mim, Juliana Vicentini, e narração do podcast é minha e da Simone Pallone, a revisão do roteiro foi realizada por Mayra Trinca e a edição foi de Yama Chiodi.  A trilha sonora é do Pixabay. A imagem é do acervo do Freepik. O Oxigênio é um podcast vinculado ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (LABJOR) da UNICAMP. Segue a gente nas redes sociais, curte, comenta e compartilha. Até a próxima! Tchau. 

Morning Show
Direita se articula para prisão domiciliar a Bolsonaro

Morning Show

Play Episode Listen Later Feb 11, 2026 119:34


Confira no Morning Show desta quarta-feira (11): Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmam já contar com cinco ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) favoráveis à concessão de prisão domiciliar. Entre os nomes citados estão o presidente da Corte, Edson Fachin, além dos ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux, André Mendonça e Kassio Nunes Marques. O Supremo opera atualmente com 10 ministros após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. O ranking global de produtividade do trabalho, realizado com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), apontou que o Brasil está na 94ª posição, de 184 países. O indicador, que mede quanto cada país gera de riqueza por hora trabalhada, coloca o Brasil (US$ 21,2) atrás de vizinhos sul-americanos como Uruguai, Chile, Argentina e até mesmo de Cuba (US$ 22,6). A distância para as potências é ainda maior: a produtividade brasileira é menos da metade da registrada no Japão (o último do G7) e quatro vezes menor que a dos Estados Unidos, líder do grupo. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), defendeu a discussão. Ele afirmou haver "boa vontade" tanto da base quanto da oposição para debater o tema, citando pesquisas que indicam que quase 80% da população apoia o fim da jornada 6x1. Motta rebateu críticas comparando os "pessimistas" atuais àqueles que, no passado, foram contra o fim da escravidão e a criação da carteira de trabalho, argumentando que o Brasil saiu mais forte e próspero dessas decisões históricas. Levantamento divulgado por Futura/Apex nesta terça-feira (10) apresenta projeções para a eleição presidencial de 2026 e indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece atrás do senador Flávio Bolsonaro e do governador Tarcísio de Freitas em simulações de 2º turno. O estudo também avaliou cenários de 1º turno, nos quais Lula empata tecnicamente com Flávio Bolsonaro. O governo federal pagou R$ 1,7 bilhão em emendas parlamentares em menos de 60 dias. O valor representa um aumento de 163% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Um documento do FBI divulgado em nova leva de arquivos do caso Jeffrey Epstein afirma que Donald Trump teria ligado em 2006 para o então chefe de polícia de Palm Beach, na Flórida, comentando o comportamento do bilionário investigado por crimes sexuais. O registro se baseia em entrevista realizada pelo FBI em 2019 com o ex-chefe policial, que disse ter ouvido de Trump que “todo mundo sabia” das acusações contra Epstein e que ficou aliviado com a investigação. O caso da morte de Juliana Bassetto na academia C4 Gym segue com desdobramentos. O Ministério Público abriu inquérito para investigar toda a rede de academias, suspeitando de falta de Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros e alvarás de funcionamento. O ponto mais chocante da apuração envolve o depoimento do manobrista, que atuava improvisado na manutenção da piscina. Mensagens revelam que, ao comunicar a um dos sócios que uma mulher havia passado mal, a resposta foi "paciência". Após a confirmação da morte, o sócio teria enviado outra mensagem: "Acho bom você sair de casa", sugerindo uma fuga. O Ministério Público (MP) solicitou oficialmente à Justiça a exumação do corpo do Orelha, morto em 4 de janeiro, para confirmar a natureza das lesões na cabeça, que indicam agressão por chutes ou pedaços de pau. Além disso, o MP pediu a abertura de uma investigação contra o Delegado Geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel. A promotoria aponta inconsistências na condução do inquérito e investiga uma possível coação dos adolescentes identificados como autores da agressão. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 10/02/2026 | 1ª EDIÇÃO: Escala 6X1 / Blocos de rua | 2ª EDIÇÃO: Irã quer diminuir sanções dos EUA

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 301:59


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta terça-feira (10): O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve se reunir com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, para discutir a proposta relacionada à jornada de seis dias de trabalho por um de descanso, conhecida como escala 6x1. A iniciativa é considerada uma das prioridades do ministro e deve ser debatida em encontro previsto para quinta-feira (12), em Brasília. Os blocos de rua do Carnaval 2026 em São Paulo passaram a cobrar ações da Prefeitura para evitar episódios de superlotação após tumultos registrados na Rua da Consolação. O caso motivou a abertura de apuração pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que pretende investigar as circunstâncias da ocorrência e avaliar possíveis falhas no planejamento e na segurança dos eventos O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (09) manter Silvinei Vasques preso na Papudinha, em Brasília. O ministro do STF também autorizou o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) a continuar a assistir remotamente a aulas de doutorado no formato de Ensino à Distância (EAD). O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, reafirmou que não pretende deixar o cargo em meio à crise política provocada por novas revelações envolvendo o ex-aliado Peter Mandelson e o criminoso sexual Jeffrey Epstein. A situação ganhou novos desdobramentos após a divulgação de documentos nos Estados Unidos que impactaram a credibilidade do governo britânico e também repercutiram na monarquia, com relatos de preocupação do príncipe William diante de alegações relacionadas ao ex-príncipe Andrew. O Banco de Brasília (BRB) comunicou nesta segunda-feira (09) que Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo, diretor jurídico da instituição, apresentou sua carta de renúncia. A renúncia ocorre em meio à crise de credibilidade que atingiu o banco público após seu envolvimento no caso do Banco Master. Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (9) apresenta três cenários para o primeiro turno da eleição presidencial de 2026, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em segundo lugar nas simulações. O levantamento ouviu 2 mil eleitores em todo o país entre os dias 6 e 7 de fevereiro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o deputado Guilherme Derrite (PL-SP) deve continuar como relator do Projeto de Lei Antifacção. A proposta, considerada prioritária pelo governo federal, tem como objetivo endurecer o combate às organizações criminosas e ampliar instrumentos legais voltados à segurança pública. O Brasil manteve em 2025 a segunda pior pontuação de sua série histórica no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), segundo relatório divulgado pela Transparência Internacional. O país permaneceu na 107ª posição entre 182 nações e territórios avaliados, com 35 pontos em uma escala de 0 a 100, na qual notas menores indicam maior percepção de corrupção. O resultado representa estagnação em relação a 2024, quando o Brasil havia registrado 34 pontos, e segue abaixo da média global e das Américas, ambas em 42 pontos. O chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Mohammad Eslami, afirmou que o país poderia concordar em diluir parte do urânio enriquecido a níveis elevados caso todas as sanções financeiras sejam suspensas. A declaração representa um dos sinais mais diretos da posição iraniana nas negociações com os Estados Unidos, que retomaram conversas por meio de mediadores em Omã na semana passada. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 31/01/2026 | Trump diz que Irã quer negociar

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Jan 31, 2026 241:36


Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (31): O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã demonstra interesse em fechar um acordo e que já estabeleceu um prazo para que o governo de Teerã apresente uma resposta. Ao comentar a recente escalada de tensões, Trump disse que apenas os iranianos sabem exatamente qual é a data limite definida. O governo do Irã afirmou que está pronto para retomar negociações com os Estados Unidos, desde que as conversas sejam consideradas “justas” e não incluam as capacidades de defesa do país. A declaração foi feita pelo chefe da diplomacia iraniana em meio à escalada de tensão e pressão internacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou por uma cirurgia de catarata na manhã desta sexta-feira (30), em Brasília. O procedimento durou cerca de 50 minutos, e o presidente recebeu alta hospitalar ainda pela manhã para se recuperar em casa. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o eventual apoio do partido a nomes como Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro não impede o lançamento de uma candidatura própria à Presidência em 2026. Segundo ele, uma chapa pura do PSD não está descartada e a decisão dependerá de fatores como desempenho na pré-campanha, pesquisas eleitorais, capacidade de alianças e força para chegar ao segundo turno. A declaração foi dada durante evento da Amcham. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou Kevin Warsh, ex-membro do Conselho de Governadores do Federal Reserve, para assumir a presidência do banco central americano. Warsh já teve passagem de destaque na autoridade monetária e é visto como um nome experiente em política financeira e regulação. Para falar sobre o assunto, a Jovem Pan entrevista Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja realizar um churrasco com líderes do Congresso Nacional como gesto de aproximação na retomada dos trabalhos legislativos, prevista para a próxima semana. A ideia é promover uma confraternização entre representantes do Executivo e parlamentares da base aliada. A morte do cão comunitário Orelha ocorre em meio a um forte aumento nos processos por maus-tratos a animais no Brasil. Segundo dados do CNJ, em 2025 a média chegou a 13 novas ações por dia. O total de processos saltou de 328 em 2021 para 4.919 em 2025, alta de cerca de 1.400% em quatro anos, já considerando o período após mudanças na legislação. Para falar sobre o assunto, a Jovem Pan entrevista o deputado estadual Rafael Saraiva (União Brasil-SP). A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta sexta-feira (30) a apresentação de um projeto de lei de anistia geral que poderá levar à libertação de centenas de presos políticos, incluindo líderes de oposição, jornalistas e ativistas de direitos humanos, detidos por motivos políticos desde 1999 até hoje. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira (30) que o risco de propagação do vírus Nipah é considerado baixo. Para falar sobre o assunto, a Jovem Pan entrevista o Dr. Guilherme Henrique Campos Furtado, infectologista. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

A TODO SI
22 Hacks de Organización que van a mejorar exponencialmente tu vida.

A TODO SI

Play Episode Listen Later Jan 19, 2026 43:10


Holaa Darling! Te cuento que este episodio nació de una sola pregunta: ¿Qué quiero sentir este 2026? Y la respuesta fue clara: PAZ. Pero para llegar a ella, me di cuenta de que necesito ORDEN en mi vida. Así que me senté a organizar y recopilar TODO lo que me ha funcionado, lo que estoy aplicando, y lo que voy a implementar este año.   Hoy te comparto 22 hacks de organización que van a mejorar exponencialmente tu vida: desde lo financiero, el trabajo, tus espacios físicos, hasta lo digital. No tienes que aplicar los 22 hoy mismo, pero sí empezar por los que más te llamen. Espero estes teniendo un increíble inicio de año y que este episodio te ayude a que lo siga siendo.   Sígueme en mis redes sociales: https://www.tiktok.com/@stephanierdzs https://www.instagram.com/stephanierdzs/ https://www.instagram.com/atodo_si/   __________________   Capítulos: 00:00 - Introducción ¿Qué me da paz? 03:00 - Hack #1: Automatiza tu facturación 04:20 - Hack #2: Organiza tu día desde un día antes 07:45 - Hack #3: Cancela suscripciones que no usas 09:00 - Hack #4: Asegúrate de tener documentos vigentes 10:50 - Hack #5: Cambia tus contraseñas de forma regular 11:30 - Hack #6: Domicilia tus gastos fijos 12:45 - Hack #7: Elimina notificaciones innecesarias ...

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Irã: a crise inédita e a repressão do regime

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Play Episode Listen Later Jan 16, 2026 27:36


Convidado: Demétrio Magnoli, comentarista da GloboNews e colunista dos jornais O Globo e Folha de S.Paulo. Os relatos são de execuções, disparos contra adolescentes, necrotérios lotados. Resultado de uma repressão do regime iraniano contra os protestos que tomaram o país nas últimas semanas. Organizações internacionais estimam entre 2 mil e 12 mil mortos. Os números oficiais, no entanto, são desconhecidos, já que o regime cortou o acesso à internet em todo o território iraniano. O tamanho das manifestações é inédito no país, como relembra Demétrio Magnoli em conversa com Natuza Nery neste episódio. Comentarista da GloboNews e colunista dos jornais O Globo e Folha de S. Paulo, Demétrio fala o que há de diferente nos protestos de agora em comparação aos de 2022, quando uma jovem foi morta por não usar o véu islâmico como manda o regime dos aiatolás, e de 2009, quando o resultado da eleição presidencial foi questionado. Apesar de o estopim das manifestações ter sido econômico, Demétrio aponta como os atos passaram a ter caráter político: manifestantes passaram a exigir a queda do regime dos aiatolás, no poder desde a Revolução Islâmica de 1979. Ele fala também como os EUA têm incentivado as manifestações, dado sinais de que está em negociação com o governo de Teerã, e quais as chances de ação de Donald Trump contra o Irã.

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O acordo UE-Mercosul, e como fica o Brasil

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Play Episode Listen Later Jan 13, 2026 34:38


Convidado: Roberto Azevedo, ex-diretor-geral da OMC e presidente da 9G Consultoria. A primeira ata de um acordo entre União Europeia e Mercosul foi assinada em 1995. Depois de várias tentativas e três décadas de negociações, os países da Comissão Europeia deram sinal verde para um acordo final entre os dois blocos. A expectativa é de que a assinatura final seja no próximo sábado, 17 de janeiro. Um tratado histórico, a partir do qual nasce a maior zona econômica do mundo. O pacto envolve 27 países da União Europeia e 4 países do Mercosul, entre eles o Brasil. Juntos, os países envolvidos respondem por 25% de toda a riqueza produzida no planeta. Trata-se de um mercado de 720 milhões de consumidores. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Roberto Azevêdo, brasileiro que participou diretamente das negociações iniciadas ainda na década de 1990. Ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Azevêdo responde o que destravou o acordo neste momento e como o Brasil, e os brasileiros, vão ser afetados. Para ele, que dirigiu a OMC entre 2013 e 2020, trata-se de um acordo “ganha-ganha” entre as duas partes. Azevêdo responde também o que muda, na prática, para o agronegócio brasileiro e para os consumidores do país. Por fim, ele avalia como esta é uma chance de o Brasil se reposicionar no comércio mundial.