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Convidado
Classificação das roças pela UNESCO é "oportunidade única" para São Tomé e Princípe

Convidado

Play Episode Listen Later Aug 14, 2026 10:23


As roças de São Tomé e Príncipe fazem parte desde o final de julho da lista de Património da Humanidade, uma classificação atribuída pela UNESCO. Um conjunto de seis roças nas duas ilhas é agora protegido, obedecendo a critérios de conservação e proporcionando "uma oportunidade única" ao arquipélago para continuar o desenvolvimento sustentável.   No fim de Julho, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) declarou seis roças de São Tomé e Príncipe como Património Mundial da Humanidade. A distinção abrange as roças Sundy e Belo Monte, na ilha do Príncipe, e as roças Água Izé, Diogo Vaz, Monte Café e São João, na ilha de São Tomé. Esta classificação das antigas plantações agrícolas coloniais portuguesas no arquipélago junta-se à classificação da ilha do Príncipe, em 2012, como reserva da Biosfera, assim como a recente classificação, em 2025, da globalidade da ilha de São Tomé, nomeadamente a floresta do Ôbo, também como reserva da Biosfera. Uma união entre a natureza e o passado colonial que são "uma oportunidade única" para o país, como explica a investigadora e professora universitária Nazaré Ceita em entrevista à RFI. "Não acredito que a UNESCO possa fazer investimentos [financeiros], mas há parceiros de desenvolvimento. Há a possibilidade agora com esta abertura de encontrar novos parceiros que possam ajudar a ter uma visão mais clara daquilo que se pode fazer, financiar e tornar rentáveis as roças, com uma visão de conjunto daquilo que se pode fazer. Tem que se ter em conta a última classificação também de todo o espaço de São Tomé e Príncipe, como reserva da Biosfera. Eu acho que é uma oportunidade única que se tem de facto que aproveitar, englobando as roças nessa dinâmica a que já está exposto São Tomé e Príncipe", explicou a académica. Até 2035, as seis roças apresentaram à UNESCO projectos para conservar, melhorar e divulgar o seu papel histórico e o seu lugar na memória colectiva da escravatura no Atlântico, mas também projectos de desenvolvimento sustentável ligados ao turismo e às artes. Para Nazaré Ceita, que em 2025 publicou o seu livro "De Serviçais a Funcionárias Rurais" sobre o papel das mulheres na vida profissional em São Tomé e Príncipe, não devem ficar esquecidas as populações das roças, com muitas pessoas a viverem de forma precária em comunidades criadas há mais de um século. "Eu até acho que muitos elementos dessa população terão receitas para tornar rentáveis, tornar visíveis a sua forma de ser e de estar. É preciso aproveitar algumas das estruturas já existentes das roças. Essas populações, inclusivamente, conhecem os esgotos, onde estão as águas, com a sua indicação, podem resolver alguns problemas básicos que existem. Recorde-se, por exemplo a Roça Agostinho Neto, que não entrou no conjunto de roças classificadas, mas é a única roça que tinha, por exemplo, uma central eléctrica, independente da rede que alimenta o país. Então é preciso estudar o que essa população tem para oferecer e porque o saber, a memória está também neles. Não se pode ostracizar pensando apenas as soluções de cima", concluiu a investigadora.

Volta ao mundo em 180 segundos
14/08: Colômbia ignora ajuda do Brasil após terremoto | Iêmen perto de guerra generalizada | Putin provoca Japão em visita a arquipélago

Volta ao mundo em 180 segundos

Play Episode Listen Later Aug 14, 2026 5:14


Governo da Colômbia ignora a oferta de apoio do Brasil depois do terremoto devastou parte do país no início da semana. Apenas equipes de busca e resgate dos Estados Unidos, Israel, Equador e El Salvador estão autorizadas a entrar na Colômbia. E mais:- Representante das Nações Unidas avisa o conselho de segurança que uma guerra generalizada estaria perto de eclodir no Iêmen, devido aos confrontos entre os houthis eforças do governo iemenita. A atividade militar tem se intensificado nos últimos dias e pressiona as linhas de frente congeladas desde o acordo de 2022- Putin irrita o Japão depois de visitar as ilhas Curilas do Sul, tomadas do Japão pela União Soviética no fim da Segunda Guerra Mundial. A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, classificou a viagem como uma ofensa “inaceitável”- Europa enfrenta a quinta onda de calor desde maio, com temperaturas acima de 40 graus. Segundo o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais, só neste ano a Europa já registou mais de 1.600as queimadas- O calor já provocou dezenas de milhares de mortes excedentes na Europa. A Organização Mundial da Saúde registrou mais de 10 mil mortes em apenas cinco países europeus. Estimativas apontam que a onda de altas temperaturas pode ter provocado durante este verão até 25 mil mortes e o número ainda pode aumentar Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e LinkedIn Mundo em 180 SegundosFale conosco através do mundo180segundos@gmail.com

Jogando Dados
Ciclo CEPCOM #44 - Perspectivas de uma Crítica da Economia Política para o futebol midiatizado

Jogando Dados

Play Episode Listen Later Aug 13, 2026 94:53


Dentro da etapa remota do Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom), em 12 de agosto de 2026, aconteceu o I Seminário Crítica da Economia Política do Futebol Midiatizado. Aqui está as palestras da mesa “Perspectivas de uma Crítica da Economia Política para o futebol midiatizado”, que contou com as apresentações do Prof. Dr. Anderson Santos (Ufal/Uel) e do Prof. Dr. Fernando Mascarenhas (UnB), sob mediação Vitória Karoline Rocha Martins (CEPCOM/Ufal). O vídeo completo, com o bloco de perguntas e respostas, pode ser visto em: https://youtu.be/pC72dmAS8Qc?si=byj2p9sGt7b51hkg.A proposta parte de uma aproximação que se estabelece nos últimos anos entre os grupos de pesquisa Crítica da Economia Política da Comunicação (Cepcom/Ufal) com o grupo Formação Sociocrítica em Educação Física, Esporte e Lazer (Avante/UnB), desde a Linha de Pesquisa em Economia Política do Futebol (Levante). Os grupos dialogam sobre a etapa atual do futebol cuja trajetória profissional passa pela mediação da radiodifusão e das tecnologias digitais, especialmente a transmissão ao vivo. Este futebol midiatizado é estudado a partir da perspectiva da Crítica da Economia Política, aplicada para entender os objetos comunicacionais e culturais da contemporaneidade. Em ano de Copa do Mundo FIFA de futebol masculino e um antes do mundial de futebol de mulheres a ser realizado aqui no Brasil. Assim, pretende-se abrir uma agenda de pesquisas que passa pela Comunicação, em diálogo e construção com outros campos científicos.PalestrantesAnderson Santos é professor da Unidade Educacional Santana do Ipanema e do mestrado em Comunicação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e do Mestrado em Comunicação da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Anderson é ainda presidente da Federação Brasileira de Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Socicom), coordena o GP de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura da Intercom e é editor-geral da Revista Latino-Americana de Ciências da Comunicação. Em 2025, recebeu o Prêmio Luiz Beltrão, da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), na categoria "Liderança Emergente". É um dos líderes do Grupo de Pesquisa Crítica da Economia Política da Comunicação (Cepcom/UFAL/CNPq), da Rede Nordestina de Estudos em Mídia e Esporte (ReNEme) e é um dos coordenadores do Observatório das Transmissões de Futebóis.Fernando Mascarenhas é professor da Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília (UnB). Docente da graduação e do Programa de Pós-Graduação em Educação Física da UnB Pesquisador do Avante – Grupo de Pesquisa e Formação Sociocrítica em Educação Física, Esporte e Lazer. É pós-Doutor em Ciências Sociais pela Universidade de Valência (Espanha), em Estudos do Lazer pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e em Política Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Fernando é ex-presidente do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (CBCE), ex-editor-chefe da Revista Brasileira de Ciências do Esporte (RBCE) e foi membro do Conselho Nacional do Esporte (CNEsp). É Mestre e Doutor em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).Organização do SeminárioO evento é organizado pelo grupo de pesquisa Crítica da Economia Política da Comunicação (CEPCOM/Ufal) em parceria com o Levante (Linha de Pesquisa em Economia Política do Futebol - Avante/UnB) como parte das atividades remotas do Grupo de Pesquisa Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura da Intercom.

Jogando Dados
Ciclo CEPCOM #45 - Unidade produtiva do futebol: jogador/a e relação clube e mídia

Jogando Dados

Play Episode Listen Later Aug 13, 2026 102:15


Dentro da etapa remota do Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom), em 12 de agosto de 2026, aconteceu o I Seminário Crítica da Economia Política do Futebol Midiatizado. Aqui estão as apresentações da mesa “Unidade produtiva do futebol: jogador/a e relação clube e mídia”, com Prof.ª Dr.ª Fernanda Ribeiro Haag (IFPR), Prof. Dr. Marcelo Resende Teixeira (Avante/UnB) e Prof. Dr. Nadson Santana Reis (Avante/UnB), sob mediação de Marina Barros Ferreira (CEPCOM/Ufal). O vídeo completo, com bloco de perguntas e respostas, pode ser visto em: https://youtu.be/XAQMVUVCR3MA proposta parte de uma aproximação que se estabelece nos últimos anos entre os grupos de pesquisa Crítica da Economia Política da Comunicação (Cepcom/Ufal) com o grupo Formação Sociocrítica em Educação Física, Esporte e Lazer (Avante/UnB), desde a Linha de Pesquisa em Economia Política do Futebol (Levante). Os grupos dialogam sobre a etapa atual do futebol cuja trajetória profissional passa pela mediação da radiodifusão e das tecnologias digitais, especialmente a transmissão ao vivo. Este futebol midiatizado é estudado a partir da perspectiva da Crítica da Economia Política, aplicada para entender os objetos comunicacionais e culturais da contemporaneidade. Em ano de Copa do Mundo FIFA de futebol masculino e um antes do mundial de futebol de mulheres a ser realizado aqui no Brasil. Assim, pretende-se abrir uma agenda de pesquisas que passa pela Comunicação, em diálogo e construção com outros campos científicos.PalestrantesFernanda Haag é doutora em História pela Universidade de São Paulo (USP), com pesquisa sobre o futebol brasileiro, enfatizando as relações de gênero e trabalho. Atualmente realiza o pós-doutorado em História na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) com o projeto ''Mulheres em cargos de liderança no futebol brasileiro: trajetórias, experiências e gestão esportiva (1971-2026)''.Nadson Santana é Doutor e mestre em Educação Física pela Universidade de Brasília (UnB), professor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e professor formador e coordenador de Educação Física da Rede Municipal de Guanambi-BA. Pesquisa esporte educacional, Educação Física escolar e futebol, com enfoque crítico-dialético.Marcelo Resende Teixeira é graduado em Educação Física pela Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), especialista em Administração e Marketing Esportivo pela Universidade Gama Filho (UGF), mestre e doutor em Educação Física pela Universidade de Brasília (UnB). É membro do Grupo de Pesquisa e Formação Sociocrítica em Educação Física, Esporte e Lazer (AVANTE/UnB) e integra a linha de pesquisa em Economia Política do Futebol (Levante). Atua como servidor efetivo da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal desde 2014, tendo exercido atividades no Ministério do Esporte entre 2010 e 2019. Desenvolve pesquisas nas áreas de Educação Física Escolar, políticas públicas de esporte e lazer, administração pública e economia política do futebol, com ênfase na formação de atletas, nas relações entre esporte e trabalho, na mercantilização do futebol e nas transformações contemporâneas do fenômeno esportivo.Organização do SeminárioO evento é organizado pelo grupo de pesquisa Crítica da Economia Política da Comunicação (CEPCOM/Ufal) em parceria com o Levante (Linha de Pesquisa em Economia Política do Futebol - Avante/UnB) como parte das atividades remotas do Grupo de Pesquisa Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura da Intercom.

ONU News
OMI: Ataque mortal no Mar Vermelho aumenta tensões e ameaça suprimentos

ONU News

Play Episode Listen Later Aug 12, 2026 1:57


Forças houthis lançaram mísseis balísticos contra navio cargueiro deixando seis mortos; dois deles eram socorristas que tentavam evacuar a embarcação; chefe da Organização Marítima Internacional lamentou perda de vidas e disse que incidente abala ainda mais o transporte marítimo internacional.

DW em Português para África | Deutsche Welle
Praça Pública - DW - 11 de Agosto de 2026

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Aug 11, 2026 19:59


Moçambique: Quem olha pelas crianças de Cabo Delgado? Organização denuncia recrutamento de mais 400 crianças em 2024. Moçambique: Pronunciamentos e sugestões do PR à população continuam a causar indignação. Angola: Pré-candidato à liderança do MPLA Higino Carneiro deverá comparecer amanhã no Tribunal Supremo.

ONU News
Ataque russo destrói depósito médico da ONU na Ucrânia

ONU News

Play Episode Listen Later Aug 10, 2026 1:41


Local, em Dnipro, armazenava itens de emergência da Organização Mundial da Saúde, OMS, mais da metade dos suprimentos, avaliados em US$ 500 mil, foi destruída. 

Jornal da USP
Curioso por Ciência #120: Organização integrada pode reduzir custos no atendimento de pessoas com autismo

Jornal da USP

Play Episode Listen Later Aug 10, 2026 3:04


Estudo realizado em cooperativa médica do interior de São Paulo aponta que reunir diferentes profissionais em um mesmo serviço pode reduzir custos, diminuir ações judiciais e melhorar a integração das equipes que atendem a pessoas com Transtorno do Espectro Autista

Semana em África
Ceuta continuou a dominar as atenções da semana

Semana em África

Play Episode Listen Later Aug 7, 2026 13:53


Neste programa, falamos sobre Ceuta onde centenas de menores correm riscos de serem vítimas de exploração, alertam associações. Falamos também sobre o Ébola na RDC que já é responsável pela morte de 1.801 pessoas, de acordo com as autoridades. Destaque, ainda, para Bissau que recebeu uma delegação ministerial senegalesa no âmbito de uma missão da CEDEAO para a mediação da crise política. Em Cabo Verde, olhamos para o processo de certificação do navio que vai fazer as ligações regulares entre as ilhas da Brava e do Fogo. Em Ceuta, há centenas de menores sozinhos que dormem nas ruas e que se arriscam a ser vítimas de exploração, tráfico e maus tratos, alertam várias associações. As crianças e adolescentes chegaram há uma semana ao enclave espanhol, fazendo parte dos 72 mil migrantes que entraram, sobretudo a nado, em Ceuta. De acordo com o ministério do Interior espanhol, 70 mil já foram repatriados para Marrocos e, até esta quinta-feira, o número de mortos por afogamento na travessia tinha subido para 80. O Governo da República Democrática do Congo elevou, esta quinta-feira, o número de mortes pelo Ébola para 1.801 e os casos confirmados para 3.973. Quase três meses depois de o surto ter sido detectado no leste do país, o director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que a epidemia de Ébola está a propagar-se mais depressa do que os esforços para a combater. Em Moçambique, a província de Tete está a reforçar medidas de prevenção contra o Ébola, contou-nos Orfeu Lisboa, o nosso correspondente. Esta semana, Orfeu Lisboa também nos falou sobre a nova vaga de escassez de combustíveis em Moçambique. Perto de 12 mil moçambicanos procuraram emprego em Portugal, África do Sul e Emirados Árabes Unidos no primeiro semestre deste ano. O dados foram revelados pelo secretário permanente do Ministério do Trabalho e Acção Social, Paulo Beirão. Ainda em Moçambique, esta sexta-feira a polícia estava a investigar a alegada circulação de homens armados com armas de fogo no distrito de Macossa, na província de Manica, centro do país. Imagens divulgadas pela imprensa local mostraram homens não identificados empunhando armas do tipo AK-47 e a circular por comunidades do distrito de Macossa. Em 9 de Julho, o procurador-geral da República alertou, durante uma visita à província, para a circulação de homens armados em áreas de exploração mineira no distrito. Uma delegação ministerial senegalesa deslocou-se, esta semana, a Bissau para contactos com as actuais autoridades guineenses, no âmbito de uma missão indigitada pela CEDEAO para a mediação da crise política na Guiné-Bissau. Em Cabo Verde, o nosso correspondente Odair Santos contou-nos que está em curso o processo de certificação do navio que vai garantir as ligações regulares entre as ilhas da Brava e do Fogo. Ainda em Cabo Verde, as declarações do primeiro-ministro Francisco Carvalho no debate sobre o Estado da Nação continuaram a dar que falar. O chefe de Governo tinha dito que uma missão do FMI identificou um aumento significativo da despesa pública e que a instituição teria sido "ludibriada" pelo anterior Governo. Porém, o FMI esclareceu que não realizou essa avaliação e o líder parlamentar do MpD, Luís Carlos Silva, exigiu que o primeiro-ministro pedisse desculpas. Em resposta, a líder parlamentar do PAICV, Carla Lima, disse que é o MPD que tem de pedir desculpas pela “derrapagem” da despesa pública. Em São Tomé e Príncipe, o Supremo Tribunal de Justiça mantém a sua decisão em extraditar para Espanha o cidadão chileno Ignacio Purcell Mena, antigo conselheiro especial do primeiro-ministro Américo Ramos, apesar de o seu advogado pedir a sua libertação. Purcell Mena tinha sido detido no arquipélago pela Polícia Judiciária, na sequência de um pedido internacional associado à Interpol. Maximino Carlos. No desporto, o CAN de futebol feminino decorre até 16 de Agosto em Marrocos. Cabo Verde já foi eliminado, mas encerrou a sua primeira participação com um empate a uma bola diante dos Camarões, na quinta-feira. A seleccionadora Silvéria Nédio fez um balanço positivo.

Convidado
RDC eleva para 1.801 número de mortes por Ébola

Convidado

Play Episode Listen Later Aug 6, 2026 12:11


Esta quinta-feira, o governo da República Democrática do Congo elevou o número de mortes pelo Ébola para 1.801 e os casos confirmados para 3.973, quase três meses depois do surto detectado no leste do país.  Segundo o Ministério da Saúde congolês, a taxa de letalidade está actualmente nos 45,3% e, até ao momento, cinco províncias foram afectadas: Ituri – que é o epicentro do surto –, Kivu do Norte, Kivu do Sul e Haut-Uélé (leste), além de Tshopo (centro-norte).  O director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a epidemia está a propagar-se mais depressa do que os esforços para a combater e que o número de novos casos está a duplicar em alguns dos focos mais afectados. Para fazermos um ponto da situação, convidámos Jaime Nina, infecciologista do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa. RFI: Esta epidemia de Ébola foi declarada a 15 de Maio, há quase três meses. Está a demorar demasiado tempo a ser controlada? Jaime Nina, infecciologista do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa: “Se olharmos para os outros surtos grandes também não foram controlados rapidamente. O surto da África Ocidental durou quase dois anos até ser controlado e o surto um bocadinho a sul da zona onde está este, de 2018 a 2020, demorou também quase três anos. Portanto, não é diferente do que era os outros.” Falou da epidemia da África Ocidental, do final de 2013 até 2016, que foi a maior alguma vez detectada. Vamos continuar a assistir à propagação do Ébola durante mais de um ano? Ou seja, pode realmente prolongar-se no tempo? “Pode prolongar-se no tempo. Depende muito da capacidade de resposta e a capacidade de resposta tem muito a ver com a situação local. O Congo oriental está em guerra civil há praticamente 50, 60 anos, portanto, uma boa área do território não é controlada pelo governo central, são grupos armados - uns apoiados pelo Ruanda, outros apoiados pelo Uganda - que controlam o território e isto torna muito complicado o combate. Aliás, a população, que tem sido o joguete e a grande vítima desta instabilidade, está muito desconfiada das chamadas autoridades, entre aspas, ou seja, de grupos armados que aparecem a dizer somos nós que mandamos. Inclusive já houve neste surto, talvez há um mês e meio, duas ambulâncias que foram incendiadas pela população local, o que mostra o grau de desconfiança.” Na província de Ituri, o epicentro do surto, há famílias a relatarem que muitos profissionais de saúde na linha da frente entraram em greve, o que agrava o acesso aos cuidados de saúde que já estão comprometidos por causa do conflito. Como é que se pode combater o Ébola nestas condições? “A seguir ao incêndio, que incluiu vários mortos no pessoal de saúde - mortes violentas, não por ébola - houve um movimento de uma parte dos profissionais de saúde a dizer que não iam para o terreno a não ser que fossem garantidas condições de segurança mínimas. Se isto se pode chamar uma greve? Nós, quando pensamos em greve, é por melhores salários ou por outra coisa assim. Aqui não. Era para poder ir trabalhar sem levar um tiro.” Essas condições não podem ser asseguradas num sítio que é um epicentro também de conflito... “O azar do Congo, na minha opinião, é que é demasiado rico. Se abrir o seu telemóvel, tem lá algumas pecinhas feitas daquilo que se chamam metais raros. São importados do Congo. É isso que financia os grupos armados porque fazer uma rebelião é caro. Comprar armas é caro. O dinheiro vem da venda desses produtos.” O país vizinho, Uganda, onde a doença também se espalhou, declarou-se “livre de ébola” a 28 de Julho, após 20 casos confirmados, incluindo 15 considerados importados da RDC. Como é que o Uganda consegue declarar-se livre de Ébola e a RDC continuar a ter uma epidemia a propagar-se mais rapidamente do que a resposta? “Todos os casos que houve no Uganda foram casos directamente infectados no Congo ou familiares próximos de pessoas que tinham vindo do Congo e que também estavam doentes. Portanto, não houve transmissão local dispersa. Para além disso, o Uganda está em paz, tem um sistema de saúde que funciona minimamente, tem universidades a funcionar, tem hospitais a funcionar e conseguiram impor o controlo de fronteiras. Por muito injusto que seja, conseguiram completamente impermeabilizar a fronteira. Não queriam saber se as pessoas estavam infectadas ou não. Se vinham do Congo, não entravam, ponto. É injusto, mas é eficaz para evitar a transmissão.” Este é o 17.º surto conhecido de Ébola a afectar a RDC e apresenta o crescimento mais rápido de infecções em comparação com qualquer outro surto desde a sua declaração, de acordo com a OMS. É mesmo assim? “Não é bem assim. Na fase inicial dos surtos há sempre um crescimento exponencial que depois começa a ser curvado, quer pela resposta das autoridades de saúde, quer pelo medo porque não há nada para fazer as pessoas protegerem-se do que verem os vizinhos a morrer. Enquanto nos primeiros casos, na primeira parte do surto, as pessoas acham que aquilo é um boato, a partir de certa altura começam a dizer que ‘isto é grave e está mesmo a matar e  gente tem que fazer o que eles dizem, temos que não estar em contacto próximo com pessoas desconhecidas ou com doentes, temos que falar com as autoridades', etc. Isso tem um impacto local e o vírus é relativamente pouco transmissível, só se transmite por contacto directo, não é pelo ar. Contactos próximos durante uma epidemia de Ébola passam a ser perigosos, mas até isso ser consciencializado pelas populações demora algum tempo.” Mas o vírus só se transmite por contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, não é? “Contactos directos com pessoas ou com os fluidos das pessoas, portanto, fezes, vómitos, expectoração, etc. Não vai pelo ar, tem de haver contacto. Mas, nesta zona, quem é que tem dinheiro para comprar luvas de borracha?” Os países à volta impermeabilizaram-se  não existe vacina ou tratamento específico autorizado para esta estirpe Bundibugyo. Como é que as pessoas se protegem? “É complicado. De qualquer forma, não é só os países que impermeabilizaram, o resto do Congo também impermeabilizou porque, de facto, já havia uma fronteira informal entre as zonas controladas pelo Governo e as zonas controladas por grupos rebeldes e o que o governo fez foi impermeabilizar essas fronteiras. Portanto, é tudo o mesmo país, mas ninguém passa para evitar que o surto passe para o resto do Congo. Isso aparentemente está a funcionar, é feito por militares, não é preciso grande sofisticação pois quando se tem uma arma apontada, as pessoas obedecem e, portanto, conseguiram mais ou menos impermeabilizar. Claro que a fronteira é muito grande, a densidade populacional da zona oriental é relativamente alta e não se pode controlar bem fronteiras que passam por meio de florestas cerradas e coisas assim. Apesar de tudo, a República Democrática do Congo fez a primeira coisa que era a mais importante que é isolar o surto, portanto, ficou naquela zona do Congo e não se está a espalhar para o Congo.” E não está a regionalizar-se então? “E também não está a regionalizar-se. Estando impermeabilizada aquela zona do Congo, países a Ocidente como Angola, por exemplo, que tem uma extensa fronteira com o Congo, estão seguros. Os países da zona oriental, eles próprios impermeabilizaram. O Uganda, o Ruanda, o Burundi também o fizeram, eles conseguiram impermeabilizar e, portanto, aquilo está impermeabilizado a toda a roda, de certa maneira.” Nesse caso, quais é que são as perspectivas para os próximos tempos? “Está a ser testada uma vacina produzida em Oxford, com a colaboração da AstraZeneca, que foram eles também que lançaram a primeira vacina ocidental contra o Covid-19. Estão a fazer uma vacina contra o Bundibugyo e têm uma unidade grande, um dos melhores centros de vacinas da Europa e lançaram a vacina que já está a ser testada.” Quando é que poderia ser aplicada? “Está a ser testada. Testar não é no laboratório, é testar no campo, no terreno. Não se sabe se a vacina vai ser eficaz, mas sabe-se que ela é relativamente inofensiva, que não tem efeitos colaterais graves, que não é perigosa. Portanto, as pessoas que tiverem a sorte de serem sorteadas para fazerem a vacina poderão estar protegidas. Se a vacina funcionar - e eu diria que não há grande motivo para pensar que não vai funcionar - estão razoavelmente protegidas. Agora, a capacidade de produção, neste momento, não chega para vacinar toda a gente, nem de perto nem de longe. Tanto mais que até estar provado que a vacina é eficaz, para a AstraZeneca é uma aposta no vazio. Podem gastar dezenas de milhões de euros e depois aquilo provar-se que não funciona e o dinheiro foi pelo ralo abaixo. Portanto, eles também são cautelosos a nível do investimento que estão a fazer. Também estão a ser testados vários medicamentos. Dois medicamentos que provaram ser bons contra a estirpe do ébola Zaire, o Remdesivir, que é um cocktail de anticorpos. Estão a ver se também funciona ou não para esta estirpe Bundibugyo. Para além disso, há um outro grupo que está a fazer um cocktail de anticorpos. Porque o facto de haver muitos doentes significa que já há sobreviventes convalescentes. Nem toda a gente morre felizmente. Dá para estudar o sangue deles, ver que anticorpos é que eles produziram para se protegerem e tentar fabricar esses anticorpos. Isso está a ser feito, já está na fase de testes de campo, há um cocktail de anticorpos que começou há uma semana a ser testado no terreno. Claro que uma terapêutica de anticorpos é sempre uma terapêutica difícil de fazer, a produção é cara e lenta, não vai ser a bala mágica. O Remdesivir também não foi bala mágica para o Ébola Zaire, mas pode ser que seja para o bundibugyo. Vamos ver. Ou também pode ser muito fraquinho ou pode ser um falhanço completo. Daqui a um mês digo-lhe. É óbvio que as autoridades de saúde tentam dramatizar, até porque é uma forma de garantir financiamento, lembrar aos americanos que isto pode chegar aos Estados Unidos é uma maneira de os americanos abrirem o cordão à bolsa. Claro que os europeus já estão a abrir, nomeadamente a Inglaterra, a Bélgica, a França que são os três países que neste momento estão a investir mais e que estão a dar um apoio maior. Portugal também está. A gente esquece-se sempre de Portugal, mas Portugal também está.”

Volta ao mundo em 180 segundos
06/08: Argentina descarta reciprocidade ao Brasil | Israel volta a atacar o Líbano | Ucrânia aponta ajuda da Coreia do Norte à Rússia

Volta ao mundo em 180 segundos

Play Episode Listen Later Aug 6, 2026 5:00


Ministro das Relações Exteriores da Argentina descarta a possibilidade de aplicar a reciprocidade contra o Brasil, depois que o governo brasileiro rebaixou a relação entre os países e nega que o governo argentino estivesse tentando interferir politicamente nas eleições brasileiras. E mais:- Autoridades iranianas afirmam que o país está muito perto de concluir um acordo para a navegação comercial por Ormuz com Omã. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos dizem também estar engajados em negociações sobre a região, mas Teerã nega- Em uma declaração conjunta divulgada pela Organização dos Estados Americanos, 10 países da América Latina condenaram o plano do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, para acabar com as eleições no país- Netanyahu divulga vídeo reafirmando que um acordo com o Hamas ainda não tem seu consentimento não vai recuar até que o Hamas esteja desarmado- Autoridades ucranianas acusam a Coreia do Norte de posicionar uma unidade de mísseis para ajudar a Rússia. Nessa madrugada, ataques no leste da Ucrânia a cidades e navios cargueiros deixaram seis mortos e mais de 20 feridos- Papa Leão XIV anuncia turnê pela América Latina, com visitas ao Uruguai, Argentina e Peru, entre 6 e 17 de novembro Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e LinkedIn Mundo em 180 SegundosFale conosco através do mundo180segundos@gmail.com

O Assunto
As armas do Brasil na guerra comercial de Trump

O Assunto

Play Episode Listen Later Jul 29, 2026 36:28


Convidada: Monica de Bolle, pesquisadora sênior do Peterson Institute for International Economics, em Washington (EUA). Ao longo de julho, os Estados Unidos anunciaram duas bombas tarifárias contra o Brasil: a primeira de 25%, resultado da investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre supostas práticas desleais da economia brasileira; a segunda de 12,5%, aplicada contra o Brasil e outros países que, de acordo com o USTR, não fiscalizaram adequadamente o emprego de trabalho forçado. O governo brasileiro criticou as medidas e anunciou ações para enfrentar o tarifaço turbinado: na economia interna, prometeu um pacote de R$ 18,5 bilhões para os setores mais afetados; na esfera internacional, levou as sobretaxas para arbitragem da Organização Mundial do Comércio (OMC). Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista a economista Monica de Bolle, que fala diretamente de Washington. Monica analisa que respostas o Brasil pode esperar da OMC e explica outros artifícios que podem ser adotados pelo país: como a Lei de Reciprocidade e até mecanismos legais de retaliação em setores estratégicos para os americanos.

ONU News
Entrevista com o infectologista brasileiro Marcus Lacerda

ONU News

Play Episode Listen Later Jul 29, 2026 5:51


A ONU News conversou com o médico infectologista brasileiro Marcus Lacerda. Desde março deste ano, ele é o diretor do Programa Especial para Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais, TDR, da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, na Suíça. O diretor falou sobre as principais prioridades do programa e, ao olhar para os países de língua portuguesa, apontou os desafios e as conquistas que devem ser celebrados. Além disso, comentou sobre o papel que a inovação, incluindo a inteligência artificial, desempenhará no enfrentamento das doenças tropicais nos próximos anos.

PEBMED - Notícias médicas
Julho Verde: sinais de alerta no câncer de cabeça e pescoço | Afya News 29/07/26

PEBMED - Notícias médicas

Play Episode Listen Later Jul 29, 2026 2:43


Como os alertas de vigilância epidemiológica, o rastreamento no atendimento inicial e as políticas industriais de saúde impactam a prática médica? Neste episódio do Afya News, analisamos o reforço do Ministério da Saúde na campanha Julho Verde para o reconhecimento de sintomas atípicos e lesões persistentes em cabeça e pescoço, otimizando o encaminhamento especializado. Discutimos também o relatório da Organização Mundial da Saúde sobre a integração do rastreamento de ISTs e hepatites à atenção primária para atingir as metas globais de 2030. Por fim, apresentamos no Radar a sanção da Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, voltada para garantir a soberania no suprimento de vacinas e medicamentos. O Afya News apresenta notícias da medicina com informação confiável e atualizada no seu tempo. Criado pela Afya, o maior hub de educação e soluções para a prática médica do Brasil, nosso propósito é transformar a saúde junto com quem tem a medicina como vocação.Fontes do episódio aqui:⁠https://portal.afya.com.br/podcasts/afya-news/29-07-2026

Estadão Notícias
Carlos Andreazza: ‘Lula escolhe Trump como adversário em 2026' | Estadão Analisa

Estadão Notícias

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 58:54


No “Estadão Analisa” desta terça-feira, 28, Carlos Andreazza fala sobre o presidente Lula e da relação conturbada entre Brasil e EUA. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva apresentou nesta segunda-feira, 27, um pedido de consultas aos Estados Unidos no âmbito do sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC) por causa do tarifaço imposto por Trump ao País. A decisão foi comunicada em nota pelo Ministério das Relações Exteriores. O pedido refere-se às duas medidas tarifárias adotadas pelos EUA na semana passada sob a Seção 301 da sua Lei de Comércio de 1974. A primeira, resultante de investigação específica sobre o Brasil, impôs tarifa adicional de 25% ao País. O governo já havia anunciado que acionaria a OMC, que se encontra enfraquecida. Além disso, é estudado o uso da Lei da Reciprocidade — o que não significa, necessariamente, que alguma medida será adotada nesse sentido neste momento. Integrantes da diplomacia ouvidos pelo Estadão/Broadcast afirmaram que o posicionamento foi necessário para que ficasse claro o descontentamento com a medida. A partir de agora, será traçado caminho cuidadoso para identificar formas de aplicação da Lei de Reciprocidade sem que haja riscos para o mercado interno. Além disso, como mostrou o Estadão, o governo Lula quer segurar medidas de reciprocidade até as eleições para não dar palanque ao senador Flávio Bolsonaro (PL), principal desafiante de Lula. Acompanhe Estadão Analisa com o colunista Carlos Andreazza, de segunda a sexta-feira, o programa traz uma curadoria dos temas mais relevantes do noticiário, deixando de lado o que é espuma, para se aprofundar no que é relevante Assine por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao conteúdo do Estadão. Acesse: https://ofertas.estadao.com.br/_digital/See omnystudio.com/listener for privacy information.

Oxigênio
Série Termos Ambíguos – #7 Globalismo

Oxigênio

Play Episode Listen Later Jul 28, 2026 35:47


Neste novo episódio da série Termos Ambíguos, o verbete abordado é o “Globalismo”, que ganhou destaque durante o primeiro governo Donald Trump, ao ser contraposto ao patriotismo e à liberdade em seu discurso político. Desde então, passou a integrar o vocabulário de movimentos antiglobalistas, influenciando também o governo Bolsonaro. No entanto, o conceito é complexo e controverso, envolvendo diferentes interpretações, atores políticos e relações com questões contemporâneas, especialmente no contexto brasileiro. Para apresentar um debate sobre o termo, entrevistamos a Sonia Corrêa, o Fernando Brancoli e o Douglas Sanque, que foi também o autor do verbete no Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia, disponível para download gratuito no site do Observatório de Sexualidade e Política. _________________________ Roteiro Ernesto Araújo: “Eu acho que o mais grave do globalismo é na mente, no pensamento. Eu acho que o globalismo é perigoso porque é sobretudo um sistema de pensamento, de anti pensamento. […] Tatiane Amaral:  Quem está falando aqui é Ernesto Araújo, ex-ministro de relações internacionais do governo Bolsonaro Sonora Ernesto Araújo: […] Eu vejo o globalismo muito como o processo pelo qual a ideologia marxista, a partir do começo dos anos 90 e sobretudo a partir dos anos 2000, ela penetra na globalização econômica e faz dela o veículo da sua propagação. Então, justamente através da globalização  começa a entrar com sua agenda em temas como ideologia de gênero, em temas como o ambientalismo distorcido, e outros. E começa sobretudo a controlar o discurso, a dizer o que você pode dizer e o que você não pode dizer, e cada vez o que você pode dizer é menos, ocupa um menor espaço. Então, eu vejo mais o globalismo assim, aquela ideia de que o marxismo descobriu que ele não precisa controlar os meios de produção econômica, quando ele pode controlar o meio de produção de ideias, que é o que já vinha acontecendo. E é através desse controle de ideias começa a capturar instituições e aí começa a partir dessas instituições tentar  agir para diminuir as identidades nacionais, e as identidades pessoais também. A fala pode até soar exagerada, parecer coisa de filme ou de teoria da conspiração… mas ela está se tornando cada vez mais presente em discursos políticos da ultradireita — seja no Brasil ou no mundo. E ela gira em torno de uma palavra: globalismo. Mas afinal, você sabe o que, de fato, é globalismo? Daniel Faria: Eu sou o Daniel Faria  Tatiane: E eu sou a Tatiane Amaral. E este é o sétimo episódio da Série Termos Ambíguos, uma parceria entre o Observatório de Sexualidade e Política e o podcast Oxigênio. Daniel: Juntos, vamos conduzir esta viagem pelo termo que tem estado cada vez mais presente nos discursos políticos globais e nacionais. Falei em viagem porque o termo se vincula a globo, a planeta, além de ser usado em muitos países. Mas também não deixa de ser uma viagem no sentido figurado mesmo, pois o termo como é usado pela extrema direita evoca um certo devaneio, ou até mesmo delírio.  Tatiane: O termo “Globalismo” é mais uma categoria acusatória fabricada pela extrema direita, assim como muitos outros espantalhos, alguns que a gente até já tratou aqui no Termos Ambíguos, como Ideologia de gênero, marxismo cultural,racismo reverso…  Daniel: A extrema direita usa esses e vários outros termos com objetivos específicos: Por um lado, eles querem provocar o medo e, sobretudo, a suspeita. De outro, criar confusão mesmo.⁠ No caso de Globalismo as confusões são muitas e muito sobrepostas, mas vamos tentar esclarecer algumas delas neste episódio. Tatiane: Pra começar, precisamos esclarecer que Globalismo não é a mesma coisa que Globalização. Eu sei que é confuso, mas vem comigo: Globalização é a denominação da transnacionalização intensificada de relações econômicas, culturais e sociais, que se registrou a partir do fim da Guerra Fria. Já o Globalismo pode ser descrito como uma desfiguração de globalização, que atribui a essas dinâmicas outros sentidos, em geral associados à dominação, a atores obscuros e à conspiração.  Daniel: No dicionário de termos ambíguos, que você pode encontrar aqui na descrição desse episódio o verbete escrito pelo Douglas Sanque, que vai aparecer na nossa conversa daqui a pouco, traça um histórico desse processo desde 1991, quando a União Soviética chegou ao fim e seus ex-membros foram integrados à nova ordem neoliberal global. É aí que se consolida a globalização, que foi uma integração via mercados ao redor do… Globo.  Tatiane: Esse movimento promoveu uma ampla abertura de mercados que intensificou a concorrência internacional. Nesse processo foram estimulados os acordos de livre comércio e a formação de blocos econômicos. Em tese, isso deveria favorecer todas as nações, mas vamo lá, né? A gente sabe que não foi bem assim. Claro que os países mais desenvolvidos e industrializados se deram melhor.  Daniel: Foi aí, no meio desse processo, que a União Europeia foi criada, a partir do chamado Mercado Comum Europeu. Foi esse mercado que ampliou a integração que era só, econômica para uma integração política e institucional. Após o fim da Guerra Fria, nos anos 90, a União Europeia se expandiu, incorporando países do Leste Europeu, que antes integravam a antiga União Soviética. Tatiane: Depois disso, foram surgindo blocos econômicos pelo mundo todo, como o Mercosul, por exemplo, que é o Mercado Comum do Sul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Tem também o Nafta, um Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá, assinado em 1994 e atualizado em 2020 como Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Além disso, as Economias asiáticas também se fortaleceram nesse contexto, com destaque para os Tigres Asiáticos, formado por Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura. Sem falar da China, que também ampliou muito suas relações comerciais internacionais nesse período.  Daniel: A Sonia Corrêa, coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política e do projeto do Dicionário, já conversou com a gente em outros episódios do Termos Ambíguos, e dessa vez ela destaca um ponto importante desse processo da Globalização:a expansão do neoliberalismo. E ela lembra que o processo nunca foi tranquilo e nem poupado de críticas.  Tatiane: A Sonia comenta que o Neoliberalismo estava em expansão desde o final dos anos setenta. Com o fim da guerra fria e o desaparecimento do bloco soviético, todo esse espaço econômico passou a analisar (e sentir) os efeitos negativos da expansão do pensamento neoliberal nas desigualdades econômicas dentro dos países, ENTRE países e, mais especialmente, entre o NORTE e o SUL globais.  Daniel: Durante todo o processo, muitos acordos foram sugeridos, mas nem sempre as tentativas deram certo. Um bom exemplo foi a tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, que integraria os mercados de 34 países das Américas, exceto Cuba, eliminando as tarifas e os impostos de importação. A proposta era de George Bush, então presidente dos Estados Unidos, mas não foi pra frente, justamente por causa da grande disparidade de recursos e poder entre os países. Tatiane: Vale a pena a gente dizer que quando os países começaram a entrar nessa chamada “economia global”, muita coisa mudou internamente também. Por exemplo, várias indústrias saíram da Europa e dos Estados Unidos e foram pra lugares como a China ou o México, onde produzir é mais barato, principalmente por causa da mão de obra. Ao mesmo tempo, a globalização também trouxe a privatização de serviços públicos, como saúde e educação, reformas nas leis trabalhistas desfavoráveis a trabalhadoras e trabalhadores, assim como dos sistemas de aposentadoria. Também ativou novas formas ainda mais agressivas de extrativismo. Tudo isso contribuiu para o aumento das desigualdades. E foi nesse clima que a categoria acusatória “globalismo” prosperou e se aproveitou da atmosfera de contestação à globalização para impulsionar seu projeto político que não tem nenhum compromisso com a superação da desigualdade.    Daniel: Autores e autoras, como a Wendy Brown, analisaram como a expansão da lógica neoliberal teve efeitos negativos sobre a política e sobre a nossa forma de pensar e sentir, provocando dinâmicas de erosão da democracia, como estamos vivendo agora. O historiador Quinn Slobodian, autor do livro Globalistas: o fim do império e o nascimento do neoliberalismo, entende que o projeto  neoliberal  tem  como objetivo criar instituições para proteger o capitalismo da ameaça que a  própria democracia representa. E essas novas instituições serviriam para reorganizar o mundo como um espaço de Estados-competidores. Tatiane: Mas o espantalho do “globalismo” não se aproveitou apenas da crítica progressista e da insatisfação real com a globalização. Ele também acionou suas próprias assombrações. Para entender isso é preciso voltar no tempo, lá pros anos 1940, ao final da II Guerra Mundial. Na verdade, vamos voltar até um pouco mais, com a ajuda da Sonia Correa. Sonia Corrêa: Bom, para compreender essa posição dos globalistas há um aspecto que não pode ser perdido de vista. Para a direita, a ultra direita norte americana desde o começo do século XX, pelo menos, foi avessa a uma ordem institucional transnacional. E essa ultra direita raiz, fez uma enorme oposição à adesão dos Estados Unidos à Primeira Guerra Mundial. Tiveram posições contra a Liga das Nações e certamente fizeram pressão contra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, tem um DNA muito profundo aí na ultra direita norte americana, que é contrário a existência de uma ordem internacional de regulação global. É porque eles a veem como um contraponto ou uma possível ameaça à ordem hegemônica dos Estados Unidos como império. Eu acho que um outro aspecto a considerar que, se isso é, são as correntes de ultra direita norte americana e outras correntes, como por exemplo, a posição do Dugin, o intelectual russo sobre isso e talvez de segmentos das correntes européias. E tem a ver com um repúdio. Como essas forças fazem um repúdio à ideia da modernidade, os princípios liberais de democracia e direitos humanos. E há uma conexão também por esse lado, que é, digamos, mais filosófica e menos estratégica política.  Tatiane: Além da cooperação multilateral econômica, os países criaram também um sistema para prevenir novos conflitos bélicos e promover a paz. Sim, estou falando da Organização das Nações Unidas, a ONU.  Daniel: No contexto dos giros políticos à ultradireita que tem varrido as Américas e a Europa hoje, os discursos anti-globalistas fizeram da ONU um de seus alvos principais. Seus detratores a descrevem como um aparato de dominação que quer impor sua agenda aos estados nacionais. Ao fazer isso ofuscam o que é de fato a ONU.  Não sei pra você, mas até aqui essa história de globalismo continua bem confusa pra mim. Então, pra gente continuar destrinchando esse termo, falamos com o  Fernando Brancoli. Ele é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adicionou elementos que nos ajudam a desarmar qualquer confusão que o termo globalismo possa provocar.  Fernando Brancoli: Bom, eu acho que um ponto interessante é a gente imaginar que o discurso antiglobalista, ele não é uma rejeição integral aos princípios da globalização, né? A gente está falando de uma reconfiguração seletiva no que seria uma espécie de dispositivo narrativo, né? Que separa, separaria, uma globalização boa para esses grupos de extrema direita, uma aproximação que permeia dimensões ligadas a interesses morais, econômicos, culturais e o que eles vão chamar muitas vezes de globalismo, né, que seria uma globalização ruim, que seria um conjunto de normas e procedimentos derivados principalmente do pós-guerra fria, que promoveria aí uma agenda ligada a valores liberais, a direitos sexuais, a direitos humanos, políticas ambientais, que de alguma maneira estariam violando então a soberania dos países, e na verdade tentando, dentro de uma teoria da conspiração bastante clássica, implementar uma agenda de uma espécie de camarilha internacional dos Illuminati e coisas parecidas, né? Tatiane: A professora de sociologia na Universidade de Oxford, Rita Abrahamsen, faz uma análise interessante sobre este tema do espaço transnacional. Pra ela a extrema direita é em si mesma global, ao mesmo tempo em que seus idealizadores ocultam de maneira muito hábil essa transnacionalidade. O Fernando também elaborou sobre essa dimensão oculta, o que nos ajuda a esclarecer uma outra confusão de que as vozes que propagam o fantasma do Globalismo reivindicam para si, como sujeitos nacionalistas ou soberanistas:  Fernando Brancoli: Muitas vezes a gente fala dessas redes antiglobalistas como se elas fossem necessariamente não transnacionais, o que não é verdade. O que elas estão fazendo é reconfigurando um pouco esse dispositivo narrativo. E acho que quem está acompanhando a gente talvez já tenha escutado essa história: “Ah, o Trump é um isolacionista”. Não necessariamente, né? A gente não está falando de uma antiglobalização de necessariamente fechamento completo das fronteiras. Você tem uma recalibragem dessa dinâmica, de um projeto novo de recentralização de poder. Então, sim, eu posso ter dinâmicas mais isolacionistas em alguma medida, construção de muros, expulsão de migrantes e refugiados, fechamento de trocas comerciais tipicamente liberais, mas ao mesmo tempo eu tenho aproximação para outros lados, né? Em que eu apoio ditaduras amigas, eu argumento que posso criar coletivos transnacionais de apoio a dinâmicas de moralidade. Então acho que esse paradoxo, no final das contas … Eu diria que é a grande força dela, que é criar essa espécie muito peculiar de uma internacional nacionalista.  Daniel: Fernando também recorre a uma metáfora  de verniz legitimador para explicar essa mistura paradoxal de discursos que juntam nacionalismo ou antiglobalismo para servir a interesses muito específicos:  Fernando Brancoli: Esse paradoxo é a grande força dentro desse processo. [03:30] A genealogia dessas dinâmicas já passa por think tanks dos Estados Unidos e a gente tem livros importantes acadêmicos já descrevendo como é que eles se expandiram pelo globo ao longo pelo menos nas últimas duas décadas, né? Então são grupos de pesquisa, são empresas que de alguma maneira promovem esse tipo de ideário. Tatiane: Pra entender melhor como esse paradoxo funciona, pedimos pro Fernando explicar como esses discursos colam, como eles têm aderência a uma massa bastante volumosa, que inclusive elege conscientemente essas figuras. Ao mesmo tempo em que batem no peito e dizem: “EU SOU patriota, EU VOU defender meu país”, entregam de mãos abertas a exploração das riquezas naturais brasileiras — como a Amazônia,os minérios e, agora, as Terras Raras do país — a uma potência imperialista como os Estados Unidos. Além disso, defendem intervenções externas, como a retirada forçada de um presidente, e apoiam movimentos extremistas que ameaçam o próprio país. Fernando Brancoli: Acho que essa aparente contradição, né, de uma internacional nacionalista, a ideia de como é que eu crio alianças entre partidos e grupos que são notadamente, introspectivos diante desse tipo de processo, eh, na verdade, é a maior força desses grupos. É a ideia de mobilizar esse paradoxo. E não se trata necessariamente de, uma dinâmica que vai gerar problemas na frente, eu vou tentar explicar porquê dentro desse processo. Acho que a primeira configuração é que sejam partidos de extrema direita no contexto brasileiro, sejam grupos não partidários, como, por exemplo, grupos evangélicos mais conservadores no contexto brasileiro, sejam grupos mega ortodoxos sionistas em Israel, ou seja, agora, o Partido Republicano nos Estados Unidos. Todos eles olham para o transnacionalismo como uma forma de ganhar poder e ganhar prestígio, então a gente tá falando de recursos que circulam nesse processo. A gente tem por exemplo grupos em Israel, grupos não tradicionais do Brasil como partidos ligados a lideranças religiosas e coisas parecidas que de alguma maneira olham para esse processo e veem a transnacionalização como uma ferramenta de ganhar poder e prestígio, seja simbólico ou material. Exemplo clássico que eu acho bastante interessante, parte importante dos grupos de extrema direita em Israel, dos mais ortodoxos, são financiados por capitalistas norte-americanos. Né? Isso não é uma teoria de conspiração, eles argumentam que essa grana seria interessante. Tem um trabalho interessante da Camille Rocha, né? Menos Marx e mais Mises, um livro fascinante em que ela descreve como é que os norte-americanos financiaram grupos liberais e anarco-capitalistas, sabe-se lá o que que é isso, no contexto brasileiro. Então, lembrar que esse transnacionalismo tem dimensões práticas muito claras, né? Daniel: Aqui, de novo fica claro que o transnacionalismo pode ter dimensões práticas, e que ele serve para alguns interesses. Ou seja, mesmo sendo nacionalista, dá pra ser transnacionalista quando você, ou o país, pode ter dividendos importantes. Brancoli usou o exemplo de Eduardo Bolsonaro para mostrar como contatos estratégicos com a ultra-direita ajudaram a movimentação para as taxações sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos para autoridades envolvidas na condenação do pai. Mas o professor dá outros exemplos, segundo ele mais simbólicos, como contatos pessoais, encontros ou declarações nos quais se aprende essa lógica transnacional.  Fernando Brancoli: Você tem encontro do Vox, por exemplo, que é o partido de extrema direita na Espanha, que eles têm uma sessão à tarde do último dia, que é para ensinar técnicas do que eles chamam engajamento digital. Em que você senta com lideranças políticas do globo inteiro numa mesa e te ensinam como é que você faz para, por exemplo, ter acesso mais interessante de pessoas, formar cortes e vídeos bacanas. Eu lembro que nos últimos 3 anos quem esteve lá foi o Nicolas, deputado é, federal de Minas, que é um cara, né, muito especializado em gerar cortes e coisas parecidas. Eu acho que ele já tinha uma capacidade de fazer isso, mas provavelmente ele aprendeu também nesse contexto. Repare como é que o transnacionalismo dentro dessa lógica gera esse tipo de prática. E por fim, o transnacionalismo, ele facilita algo que é muito típico de grupos autoritários que é a possibilidade de criar um mundo binário, né? De você criar um nós contra eles de maneira muito muito clara. Acho que, né, a gente que estuda relações internacionais, quem tem acesso, né, à imprensa, sabe que é muito difícil você criar uma narrativa muito clara de bonzinhos e malvados dentro de um contexto, né? Você vê nuances, você vê pessoas muitas vezes em busca da paz dos dois lados e coisas parecidas, né? Tatiane: E nessa disputa entre nós e eles, surgem dois pólos entre o bem e o mal. E quem é o bem? Quem é o mal? A ultra direita entende que está do lado do bem, de que quem defende a “família” e os valores tradicionais. Mas quem não defende a família, ou as famílias? A sua família? Os seus valores tradicionais, na sua tradição? E para quem está nesse campo da ultra direita, o mal é o socialismo, o comunismo, a esquerda. De novo aqui o Fernando:  Fernando Brancoli: Existe aqueles que do outro lado, que é o mal, que é o PT, o MST, o Foro de São Paulo e a Venezuela, que querem acabar com esses valores, querem destruir todos esses dessas menções. Aí repare como é que esses vetores se aproximam, né? Uma dinâmica de moralidade, uma dinâmica econômica, então vira um caldo complexo aqui dentro desse tipo de processo. Nós somos soberanos ainda, no caso brasileiro, estaremos tentando retomar essa soberania agora que foi roubada pelo PT e temos um governo aliado norte-americano que está tentando nos ajudar nesse processo.  Mas eu acho que esse paradoxo ele acaba sendo de alguma maneira articulado e promovido de maneira interessante. Ainda tem um paradoxo aqui, que é para você ser essencialmente nacionalista e mobilizar dinâmicas transnacionais. Mas acho que mesmo a tentativa de encontrar um meio-termo já facilita e já gera repercussões interessantes. E aí você tem em todo protesto no Brasil, cartazes em inglês, bandeiras dos Estados Unidos, bandeiras de Israel, você tem a a deputados fugindo para a Itália, onde seria supostamente, né, um lugar mais conservador. Ao que tudo indica a Zambelli não vai conseguir ficar por lá há muito tempo. Mas aí você tem o Eduardo Bolsonaro, né, indo para os Estados Unidos, você tem essas mobilizações, isso vai gerando repercussões e impactos e pelo menos são simbólicos gera mídia, a população fica engajada. Então, de alguma maneira tem algo interessante que a gente tá vendo e os manuais de ciência política e de relações internacionais estão todos passando mal por causa disso, que a esquerda tá se transformando por um lado numa defensora do multilateralismo. Daniel: Tem também a China se apresentando como defensora da OMC e contra tarifas praticadas pelos Estados Unidos. Isso também é uma mudança do contexto da esquerda, como disse nosso entrevistado.  A gente tem um deslocamento também, eu diria, do que vai ser o discurso progressista de esquerda ao longo dos próximos anos. A esquerda se apropriou mais de discursos ligados à proteção da indústria nacional, né, contra ALCA e o FMI, contra as empresas estrangeiras, e agora de alguma maneira a gente está vendo uma rearticulação desse tipo de processo. É, a gente está inaugurando uma forma nova de olhar para relações internacionais, em parte porque também está tendo uma rearticulação de como esses grupos de poder estão se configurando. Ninguém tem muita certeza para onde que a gente vai, mas acho que uma das certezas que a gente vai ter que os manuais de relações internacionais e ciência política vão ter que ser reescritos ao longo dos próximos anos, porque as coisas estão mudando de maneira bastante explícita, né? Muito. Tatiane: Sonia Corrêa diz que há duas saídas pra grande confusão que apresentamos aqui entre nacionalismo e globalismo. A primeira é o progressivismo internacionalista que remete para o internacionalismo histórico da esquerda, e a segunda é o que pode ser chamado de constitucionalismo de esquerda. Ela explica melhor do que se trata. Sonia Correa: O que importa é chamar a atenção para essa mélange de posições que requer clarificação, porque, de fato, a crítica do globalismo, ela chove num terreno fértil, que é a crítica do neoliberalismo e da ordem capitalista, não é? Ela ecoa nesse lugar. Ela move afetos, afetos legítimos de crítica. A racionalidade neoliberal e a ordem do capitalismo tardio. A diferença está como diz o Slobodan, em qual a saída? A diferença de visão ideológica é como você sai disso. Se você for para o campo do Dugin, que é a teoria da quarta transformação, é uma ordem. Uma proposição de um retorno a uma ordem de fato quase medieval, quer dizer centrada na terra, no território, numa cultura comum, numa ordem hierárquica. Se você olha para o campo da direita. Num certo sentido, Trump é a manutenção da ordem neoliberal e da racionalidade neoliberal extrema, demolição do Estado. Todo o poder às Big Techs. Aqui são os meus amigos Better Friend Ever, sob um invólucro, uma casca de nacionalismo extremado. Make American big again. Tatiane: Voltando um pouco atrás, no verbete para o Dicionário de Termos Ambíguos, e no tempo, Douglas lembrou da influência de Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho sobre o governo Bolsonaro, no sentido da adoção de uma posição antiglobalista. Vale lembrar que mesmo antes de ser eleito, Bolsonaro afirmava que a ONU não servia para nada e que iria tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos. Em sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU em 2019, o ex-presidente fez a seguinte afirmação:  Sonora Jair Bolsonaro: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um interesse global abstrato. Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!” Daniel: Douglas também escreveu no verbete que Ernesto Araújo afirmava que o caminho para reverter os efeitos negativos do globalismo seria adotar uma política pautada por deus, pátria e família. Com certeza vocês ouviram isso muitas vezes, né? Só pra lembrar, esse é o slogan da Ação Integralista, movimento fascista brasileiro da década de 1930, copiado do movimento fascista italiano.  Tatiane: Ainda segundo o verbete a espiritualidade cristã caracterizaria o ocidente e diferenciaria as nações ocidentais do materialismo asiático e do islamismo. Por outro lado, a família é definida como a célula basilar da nação, o apego à família  seria um traço fundamental do povo brasileiro o qual, nas palavras de Araújo, se vê hoje frontalmente atacado por “ideologia de gênero”, “gayzismo” e “abortismo”.  Daniel: O “globalismo”, na visão de Ernesto Araújo, seria um projeto de governo totalitário mundial, capitaneado pela China e com o apoio da Rússia. E nessa versão do antiglobalismo, existiria um complô entre as elites financeiras ocidentais e o Partido Comunista da China para a implantação de uma sociedade de controle. O ex-ministro ainda afirmava que a China controlava metade do parlamento brasileiro e toda a nossa agricultura, e queria controlar nossa Internet.  Tatiane: Bem, essa tentativa de controle da internet a gente já tá vendo que existe mesmo, mas não por acaso, esse controle não está na China, né? E além desta, qual outra afirmação, entre as muitas feitas aqui, parecem verdadeiras? E quais delas são pura fantasmagoria criada no meio das muitas confusões que esse termo cria? De quais fantasias ele depende para se manter? Bem, responder a tudo isso demandaria uma boa aula de muitas horas… Mas, podemos explicar aqui essa confusão entre os muitos alvos de ataque das vozes “antiglobalistas” Daniel: Mas nem todos os anti globalistas têm o mesmo inimigo. Há diferenças em relação aos alvos dos “antiglobalistas”. Nos Estados Unidos, por exemplo, Trump se utiliza do discurso “antiglobalista” para atacar as “elites liberais”, associadas ao partido democrata estadunidense. Já aqui no Brasil, Bolsonaro denunciava a “conspiração comunista” da qual participaria o PT, assimilando a visão “antiglobalista” ao discurso anticomunista. Douglas Sanque conta um pouco dessas forças globalistas. Tatiane: Douglas é professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ e é o autor do verbete sobre Globalismo do dicionário que estamos tratando aqui. Ele escreveu o verbete durante a pandemia do Covid-19, em pleno governo Bolsonaro, quando nele discursavam, pra não dizer doutrinavam, antiglobalistas assumidos como Olavo de Carvalho, professor e ideólogo de Bolsonaro, e Ernesto Araújo, que foi ministro de relações exteriores até 2021.  Douglas Sanque: Bom, em relação a essa noção de quem seriam as chamadas forças globalistas, primeiro, a ideia aqui é pensar que as forças globalistas teriam o objetivo de estabelecer um controle mundial, um governo global, totalitarista. E isso é, em alguma medida, uma perversão da ideia de aumento de influência que potências  econômicas sempre tentaram exercer de maneira mais ou menos ética. Mas não se tenta um governo global totalitário, assim inspirado naquela ideia de 1984 do George Orwell. O principal projeto globalista seria capitaneado pela China. Os chineses teriam essa ideia, teriam esse objetivo de longo prazo de controle mundial. Então, seriam as elites liberais do Ocidente que estariam nesse projeto junto ao Partido Comunista Chinês. Essa é a perspectiva, digamos, principal, que é adotada, por exemplo, pelo Steve Bannon e que guia o assim chamado antiglobalismo, ou o nacionalismo americano, que estaria combatendo essas próprias elites, representando o povo, o blue color, os trabalhadores e a classe média americana que, de fato, viu muita s perdas com o processo de desindustrialização dos Estados Unidos ao longo do século XX, e grande parte dessas plantas industriais foi para a China.  Tatiane: Claro que isso causou mudanças significativas na economia americana, que tem levado o país, de forma mais incisiva neste novo governo de Donald Trump, a criar estratégias de proteção econômica. Durante o governo Bolsonaro, quando o Olavo de Carvalho, exercia influência sobre ministros e filho do então presidente, tratou da versão caseira de teoria da conspiração, como nos conta Douglas. Douglas Sanque: O Olavo dizia que havia três projetos globalistas em curso. Em diferentes escalas e com diferentes objetivos. O primeiro seria esse tocado pela China, que tentaria ali uma ideia de governo global, mais ou menos nesses moldes que eu já mencionei. O segundo seria o projeto do Irã. O Irã também teria esse objetivo de governo global, a partir do espraiamento do islamismo, né? Na verdade, a ideia seria um governo global, totalitário islâmico e a principal força por trás desse projeto seria o Irã, que tem ali uma. População muçulmana xiita. Enfim, você tem uma pluralidade importante naturalmente no Irã, mas.    Daniel: O terceiro projeto seria tocado pelas elites financeiras ocidentais. Nessa perspectiva, representada por autores como o russo Aleksandr Dugin [DUGAN], a tentativa de estabelecer uma governança global teria origem no Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, vistos como a principal expressão da modernidade ocidental. Nessa visão, esse projeto deveria ser combatido por forças tradicionalistas que defendem a preservação de identidades culturais próprias e de modos de vida considerados mais enraizados nas tradições locais e rurais. Douglas Sanque: Então você tem pensadores, como o Olavo de Carvalho, o Steve Bannon e o Dugin, e os líderes daqui que conseguiram ascender, com esse pensamento, ao poder nos seus países. O Putin na Rússia, o Trump nos Estados Unidos e o Jair aqui no Brasil. A questão é que, como esse pensamento tem muito pouca, digamos, base material, ele vai se moldando pra acomodar os interesses políticos dos líderes. Então a gente pode pensar, por exemplo, no Brasil como o Bolsonaro, se se elege em oposição a um projeto que seria de esquerda e que, na opinião deles, é comunista. A ideia de liberalismo econômico é uma ideia que faz sentido e que pode ser defendida. Os russos têm um papel curioso, porque em diversas situações eles são vistos ali como como uma espécie de braço ou de sócio minoritário dos chineses. Mas ao mesmo tempo, estive vendo, um entende que os russos deveriam estar nessa luta por conta de uma certa essência da identidade russa. É como, como sendo da Igreja Ortodoxa nós teríamos a mesma alma cristã. E tudo se opondo então ao materialismo que caracterizaria o projeto chinês De extirpar a religião da da vida em comunidade. Então a gente percebe que há uma certa coerência no pensamento do globalismo, no sentido de criar uma ordem global que separa muito claramente quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Que coloca em uma nação específica. E normalmente é a China, a fonte de todo mal. E aí, contra isso, vale tudo. E nós estamos numa batalha aqui para salvar a nossa nação, para salvar as nossas tradições, para manter o nosso povo e por aí vai.  Tatiane: Pois é, as mudanças estão bastante evidentes e não sei se são para melhor. Desde que fizemos as entrevistas para este episódio, algumas coisas mudaram. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, um dos principais líderes da extrema-direita global, perdeu as eleições após 16 anos no poder. Estados Unidos e Israel estão promovendo uma grande guerra na Ásia Ocidental, atacando o Irã e o Líbano, sem contar o genocídio que Israel já vinha praticando na Palestina. Aqui na América Latina, os resultados das eleições presidenciais de 2026 em países como Colômbia, Peru e Chile não foram nem um pouco animadores. E neste ano também teremos eleições no Brasil, já com dois extremistas como candidatos: Ronaldo Caiado, pelo PSD, e Flávio Bolsonaro, herdeiro do legado do pai que foi condenado a 27 anos de prisão, e agora também envolvido em um processo de lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. A extrema direita vem ganhando espaço em muitos países, sempre colocando em risco a democracia e os direitos civis.  Daniel: Este foi o sétimo episódio da série Termos Ambíguos, realizada em parceria com o Oxigênio, a partir do material do Termos Ambíguos do debate político atual: Pequeno Dicionário que você não sabia que existia, coordenado pela Sonia Corrêa. Esse é um projeto do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) e do Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da UFRJ e contou com vários autores na produção dos verbetes. Tatiane: A apresentação do episódio foi feita pelo Daniel Faria, estudante do curso de Midialogia, na Unicamp, que foi também o editor do áudio desse podcast, e por mim, Tatiane Amaral, doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas e da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, e editora do áudio desse podcast. As entrevistas foram feitas por mim e pela Stella Brucha Simões. O roteiro foi feito pela Simone Pallone, coordenadora do podcast Oxigênio e por mim. Daniel: A revisão do roteiro foi feita pela Nana Soares, da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, por mim, pela Tatiane, e pela Sonia Corrêa. Tatiane: A principal referência para o episódio foi o verbete produzido por Douglas Sanque para o Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia. Usamos também definições da Wikipedia para alguns conceitos.  Daniel: O áudio de Ernesto Araújo foi extraído de uma entrevista dada por ele ao Canal Poder Paralelo. A fala de Bolsonaro na Assembleia da ONU é uma reprodução do canal do jornal El País no YouTube.  Daniel: Você pode acessar os outros episódios da série Termos Ambíguos pelo site do podcast Oxigênio: www.oxigenio.comciencia.br ou pelas plataformas de áudio de sua preferência. Aproveite para indicar nossa série. Até mais!

JORNAL DA RECORD
27/07/2026 | 2ª Edição: Motorista que dirigia bêbado é mantido preso após atropelar e matar gari em São Paulo

JORNAL DA RECORD

Play Episode Listen Later Jul 27, 2026 4:10


Confira nesta edição do JR 24 Horas que foi mantido preso o motorista que dirigia bêbado, atropelou e matou um gari em São Paulo. Na Europa, incêndios florestais forçaram a retirada de 300 mil pessoas das áreas de risco. Veja ainda que o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, foi homenageado com o título de Doutor Honoris Causa pela Fiocruz. E já está disponível a nova linha de crédito para financiar motos e bicicletas para trabalhadores de aplicativo.

Rádio PT
BOLETIM | Governo Lula sustenta falta de justificativa para novo tarifaço dos EUA

Rádio PT

Play Episode Listen Later Jul 24, 2026 3:51


Executivo rechaçou os argumentos norte-americanos relativos à proibição de importação relacionadas ao trabalho forçado, destacando que o Brasil é signatário de 66 convenções da Organização Internacional do Trabalho e os EUA, apenas 10. Brasil iniciará trâmites para adotar Lei da Reciprocidade e levará a questão à OMC.Sonora:

Notícia no Seu Tempo
EUA impõem ao Brasil sobretaxa de 12,5% por suposto uso de trabalho forçado

Notícia no Seu Tempo

Play Episode Listen Later Jul 24, 2026 9:10


No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta sexta-feira (24/07/2026): Os Estados Unidos anunciaram uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de falhas no combate ao trabalho forçado, que se soma aos 25% impostos na semana passada. Segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil, cerca de 3 mil produtos serão afetados e 85,3% das exportações atingidas passarão a pagar sobretaxa de 37,5%. O governo Luiz Inácio Lula da Silva classificou a medida como arbitrária, anunciou que acionará a Lei da Reciprocidade e recorrerá à Organização Mundial do Comércio. Entidades empresariais criticaram a retaliação e defenderam a manutenção do diálogo com os Estados Unidos. Economia: Petróleo sobe e vai a US$ 100; governo deve prorrogar subsídio à gasolina Política: Mendonça autoriza PF a investigar repasses para filme sobre Bolsonaro Metrópole: Após falha, fogo e paralisação, CPTM reassume operações das Linhas 11, 12 e 13 Cultura: Xuxa promete espetáculo para todas as geraçõesSee omnystudio.com/listener for privacy information.

ONU News
Sede da ONU acolhe primeiro debate com candidatos a líder da organização

ONU News

Play Episode Listen Later Jul 23, 2026 1:18


Como ocorreu na última campanha para secretário-geral, aspirantes se encontram no hall da Assembleia Geral, em Nova Iorque; quatro mulheres e um homem da América Latina e Caribe disputam vaga ao lado de um candidato da África.

SBS Portuguese - SBS em Português
Organizações brasileiras usam dados do Censo da Austrália para planejar ações para a comunidade

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Jul 22, 2026 12:31


Dados colhidos pelo Censo da Austrália são utilizados por negócios, organizações sem fins lucrativos e órgãos do governo para promover ações voltadas à comunidade. Com auxílio de empreendedores e filantropos, trouxemos exemplos de como as estatísticas geradas podem ser aplicadas na prática no dia a dia da comunidade e culminar em oportunidades para falantes da língua portuguesa.Dados colhidos pelo Censo da Austrália são utilizados por negócios, organizações sem fins lucrativos e órgãos do governo para promover ações voltadas à comunidade. Com auxílio de empreendedores e filantropos, trouxemos exemplos de como as estatísticas geradas podem ser aplicadas na prática no dia a dia da comunidade e culminar em oportunidades para falantes da língua portuguesa.

Café & Corrida
PIPOCAS ficam sem água e organização da prova está CERTA

Café & Corrida

Play Episode Listen Later Jul 22, 2026 14:46


ULTRABM | Use o Cupom CORRIDANOAR10https://cnoar.run/UltraBM26Neste episódio do CNA News, debatemos a polêmica do áudio vazado sobre a restrição de água para corredores pipocas em uma prova no Maranhão, mostrando por que a organização está corretíssima. Também abordamos a perigosa moda de pregar celulares no VLT do Rio de Janeiro para gravar vídeos de treinos, analisamos a surpreendente lista das marcas de tênis mais vendidas na China e mostramos as imagens vazadas do novo Adidas Hyperboost Run. Além disso, trazemos dicas para a ultramaratona Ultra BM e a tradicional leitura dos comentários da nossa comunidade sobre as grandes provas do calendário nacional.- Introdução e destaques do programa (00:00:00)- Polêmica da água no Maranhão e corredores pipocas (00:01:15)- O perigo de colar celulares no VLT do Rio de Janeiro (00:03:40)- Dica de prova: Ultra BM e cupom de desconto (00:05:47)- As marcas de tênis de corrida mais vendidas na China (00:07:23)- Vazamento do novo tênis Adidas Hyperboost Run (00:09:23)- Comentários da comunidade: NB 42k Porto Alegre e mais (00:09:57)Nossos cupons e links - https://cnoar.run/cuponsO Corrida no Ar News é produzido diariamente.

O Assunto
Namoro com a IA e a economia da intimidade

O Assunto

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 30:08


Convidado: Laura Hauser, historiadora, socióloga, consultora em inovação e autora do livro "Saber conversar na era da IA: sobreviver na tecnoafetividade". Na última semana, a China implementou uma regulamentação rigorosa que proíbe os "namorados virtuais" de inteligência artificial, sob a justificativa de combater a dependência emocional e o vício. A medida, que forçou gigantes como ByteDance e Alibaba a suspenderem essas funções, provocou uma onda de lamento nas redes sociais chinesas, onde usuários relatam a perda de seus "pilares espirituais" e parceiros digitais que já consideravam parte da família. A indústria chinesa de companhias virtuais cresce mais de 80% anualmente e, em 2024, movimentou mais de R$ 3 bilhões. Mas não se trata de um fenômeno isolado na China: um estudo da Common Sense Media mostrou que quase três em cada quatro adolescentes americanos já usaram companheiros criados pela IA para relacionamentos pessoais. A Organização Mundial da Saúde informa que uma em cada seis pessoas no mundo sofre de solidão e declarou que esta é uma ameaça global à saúde pública. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Laura Hauser, que estuda em seu doutorado como pessoas têm se relacionado intimamente com a inteligência artificial. Laura explica o paradoxo da "tecnoafetividade", analisa o que chama de "quarta ferida narcísica" e alerta para a "economia da intimidade": o lucrativo modelo de negócio das big techs que utiliza o vínculo emocional com robôs para nos manter conectados por muito mais tempo. Na abertura desta edição, a psicanalista Carol Tilkian, pesquisadora de relações humanas, também comenta este fenômeno.

Plus
Dvacet minut Radiožurnálu: Děkanka FF UK: Obor překladatelství a tlumočnictví nerušíme. Měníme organizační strukturu fakulty

Plus

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 23:46


Pražská filozofická fakulta oznámila rušení a slučování některých pracovišť. Proč by měl skončit například Ústav translatologie a čím jeho práci obhajují autoři protestní petice? Může živé tlumočníky a překladatele nahradit umělá inteligence? Vladimír Kroc se zeptal děkanky filozofické fakulty v Praze Evy Lehečkové.

Radiožurnál
Dvacet minut Radiožurnálu: Děkanka FF UK: Obor překladatelství a tlumočnictví nerušíme. Měníme organizační strukturu fakulty

Radiožurnál

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 23:46


Pražská filozofická fakulta oznámila rušení a slučování některých pracovišť. Proč by měl skončit například Ústav translatologie a čím jeho práci obhajují autoři protestní petice? Může živé tlumočníky a překladatele nahradit umělá inteligence? Vladimír Kroc se zeptal děkanky filozofické fakulty v Praze Evy Lehečkové.

Dvacet minut Radiožurnálu
Děkanka FF UK: Obor překladatelství a tlumočnictví nerušíme. Měníme organizační strukturu fakulty

Dvacet minut Radiožurnálu

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 24:16


Pražská filozofická fakulta oznámila rušení a slučování některých pracovišť. Proč by měl skončit například Ústav translatologie a čím jeho práci obhajují autoři protestní petice? Může živé tlumočníky a překladatele nahradit umělá inteligence? Vladimír Kroc se zeptal děkanky filozofické fakulty v Praze Evy Lehečkové.Všechny díly podcastu Dvacet minut Radiožurnálu můžete pohodlně poslouchat v mobilní aplikaci mujRozhlas pro Android a iOS nebo na webu mujRozhlas.cz.

O Assunto
O tarifaço de Trump: a negociação e as taxas contra o Brasil

O Assunto

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 40:29


Convidados: Embaixador Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) e Presidente da 9G Consultoria; Bruna Santos, diretora do Programa Brasil do Inter-American Dialogue, em Washington (EUA). O governo dos Estados Unidos oficializou que irá impor a sobretaxa de 25% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros a partir do dia 22 de julho. A decisão é resultado de uma investigação do Escritório do Representante de Comércio americano sobre supostas "práticas desleais" da economia brasileira – o relatório final cita desmatamento, proteção de propriedade intelectual, tratamento às big techs e até o PIX. Em uma manifestação pública, o secretário de Estado Marco Rubio criticou o presidente Lula e disse que faltou "boa-fé" ao governo brasileiro. O Palácio do Planalto classificou a medida como um marco "lastimável" na relação entre os países e ameaça acionar a Lei de Reciprocidade. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois especialistas em geopolítica e relações internacionais. Primeiro, a conversa é com o embaixador Roberto Azevêdo: ele conta os bastidores das negociações entre agentes brasileiros e americanos e analisa as regras de um comércio internacional baseado na força. Depois, Natuza fala com Bruna Santos, que comenta a deterioração das relações diplomáticas entre Brasil e EUA.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 17/07/2026 | 1ª e 2ª EDIÇÃO: Trump acusa China de interferência nas eleições / Irã ameaça ampliar ataques após falas de Trump

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 302:48


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta sexta-feira (17): O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que as tarifas adicionais de 25% anunciadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros não têm justificativa e foram motivadas por razões políticas. Segundo o chanceler, as investigações conduzidas com base na Seção 301 são procedimentos unilaterais do governo norte-americano e não têm respaldo na realidade. Vieira destacou ainda que, desde março de 2025, o governo brasileiro realizou mais de 30 reuniões presenciais, virtuais e por telefone, em níveis presidencial, ministerial e técnico, com autoridades dos Estados Unidos para tratar do tema. Reportagem: André Anelli. O governo brasileiro deve iniciar um novo processo com base na Lei da Reciprocidade Econômica para responder ao tarifaço anunciado pelos Estados Unidos. A expectativa é que o Itamaraty acione formalmente a Câmara de Comércio Exterior (Camex), que abrirá um processo para verificar se as tarifas impostas por Washington se enquadram nos critérios previstos na legislação brasileira e definir os próximos passos da resposta do país. Reportagem: Bruno Pinheiro. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a China de interferir nas eleições presidenciais de 2020 e anunciou a divulgação, no site da Casa Branca, de arquivos produzidos pela inteligência norte-americana. Segundo Trump, a República Popular da China teria realizado a maior violação de dados eleitorais da história, obtendo ilegalmente registros de 220 milhões de eleitores americanos. Apesar das novas alegações, mais de 60 ações judiciais apresentadas por Trump e seus aliados após a eleição não comprovaram fraudes capazes de alterar o resultado do pleito, e recontagens, auditorias e o Departamento de Justiça também não encontraram irregularidades. Reportagem: Paulo Édson Fiore. Uma pesquisa Genial/Quaest avaliou o impacto da sobretaxa imposta pelos Estados Unidos na campanha eleitoral dos pré-candidatos à Presidência da República. O levantamento aponta que 51% dos eleitores concordam com a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 30% afirmam concordar com o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) sobre o tema. O Irã ameaçou ampliar sua ofensiva para novas áreas do Oriente Médio e afirmou que pode destruir infraestrutura da região caso os Estados Unidos cumpram a promessa de bombardear usinas de energia e instalações civis iranianas. A declaração de Teerã ocorreu após o presidente americano, Donald Trump, afirmar que atacaria alvos considerados essenciais caso o país não retorne à mesa de negociações. Reportagem: Luca Bassani. O empresário Thiago Brennand foi condenado pela Justiça de São Paulo a 31 anos, 5 meses e 24 dias de prisão, em regime fechado, por crimes cometidos contra sua ex-companheira. A decisão da 1ª Vara de Porto Feliz (SP) também determinou o pagamento de uma indenização de R$ 100 mil à vítima. Brennand foi condenado por constrangimento ilegal, lesão corporal, estupro, coação no curso do processo, divulgação de cena de estupro e registro não autorizado de ato sexual. Segundo a decisão, ele também obrigou a vítima a tatuar as iniciais dele no corpo. Reportagem: Danúbia Braga. A Jovem Pan entrevista o diplomata Roberto Azevêdo para analisar os impactos do tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. O ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio comenta as possíveis consequências da medida para a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, além dos efeitos para a economia brasileira e para o comércio internacional. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

ONU News
Agência pede US$ 98 milhões para ampliar apoio à Venezuela após terremotos

ONU News

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 1:50


Organização Internacional para Migrações, OIM, quer assistir famílias e comunidades vítimas dos sismos; desde os tremores, mais de 10 mil atendimentos foram realizados com acomodação temporária, cuidados de saúde e assistência em proteção.

Opinião
OPINIÃO | A ERA DO EU: AUTOESTIMA OU EXPOSIÇÃO? | 17/07/2026

Opinião

Play Episode Listen Later Jul 17, 2026 26:18


O Opinião desta sexta (17) discute se o discurso contemporâneo sobre saúde emocional tem ampliado a consciência de si ou, em alguns casos, reduzido o espaço para autocrítica, responsabilidade e compromisso com o outro. Como encontrar equilíbrio entre acolhimento e exigência? Entre respeitar limites e sustentar relações? Uma conversa entre filosofia e psicanálise sobre os limites do "cuidar de si" e os desafios de crescer em um tempo que evita o desconforto. Para falar sobre o assunto, receberemos a filósofa e voluntária da Organização Internacional Nova Acrópole Lúcia Helena Galvão e também o psicanalista e professor titular do Instituto de Psicologia da USP Christian Dunker.

Rádio PT
BOLETIM | Organização Mundial da Saúde comprova avanço do Brasil na vacinação infantil

Rádio PT

Play Episode Listen Later Jul 16, 2026 3:05


País reduziu de 360 mil para 50 mil o número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina pentavalente, o que representa redução de 90% nos últimos anos. Sonora:

Somos Minimalismo
285. Organiza tu casa según cómo vives, no según cómo te enseñaron

Somos Minimalismo

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 8:05


La Ventana
La Ventana a las 16h | 'Ruta al exilio' organiza en su séptima edición un nuevo viaje a través de "los territorios atravesados por la historia"

La Ventana

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 7:58


Hablamos con Anna Pastor, coordinadora pedagógica de 'Ruta al exilio', sobre la nueva edición del proyecto y sus novedades.

ONU News
Crescimento de casos de ebola na RD Congo é o mais alto já visto

ONU News

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 2:11


Organização Mundial da Saúde soa alerta para contágio acelerado nos últimos dias, com mais de 80 casos confirmados em 24 horas; cerca de 80% das novas infecções provêm de cadeias de transmissão desconhecidas.

Café & Corrida
ORGANIZAÇÃO da New Balance 42K se PRONUNCIA

Café & Corrida

Play Episode Listen Later Jul 14, 2026 14:50


ASICS RUN CHALLENGE | Use o cupom CORRIDANOAR10https://runchallenge.com.brNeste episódio do CNA News, trazemos o posicionamento oficial da organização sobre os problemas operacionais ocorridos na New Balance 42K de Porto Alegre e as mudanças estruturais já anunciadas para a edição de 2027. Além disso, confira o balanço e os resultados da Golden Run do Rio de Janeiro, os detalhes das próximas etapas do circuito Run Challenge, o desmentido sobre o suposto cancelamento da Maratona de Maceió e a apresentação do novo design das camisetas da Maratona de Vitória.- Pronunciamento oficial e mudanças na New Balance 42K de Porto Alegre (00:00:58)- Resultados e bastidores da Golden Run do Rio de Janeiro (00:03:14)- Calendário e cupons para o circuito Asics Run Challenge (00:05:59)- Organizador desmente fake news sobre a Maratona de Maceió (00:06:45)- Novas camisetas e identidade visual da Maratona de Vitória (00:08:12)- Leitura dos comentários dos atletas e debate sobre as provas (00:09:42)Nossos cupons e links - https://cnoar.run/cuponsO Corrida no Ar News é produzido diariamente.

RobCast
Eu te IMPLORO, organiza teu dinheiro assim!

RobCast

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 11:48


⏱️ Capítulos do vídeo00:00 Por que seu salário não é o problema00:54 A Esteira Hedônica: felicidade x satisfação03:01 A armadilha da mentalidade de escassez05:32 O Reset Financeiro: desafio de 30 dias07:55 Se pagar primeiro: a regra de ouro09:30 Conclusão e próximos passos

Café & Corrida
NEW BALANCE 42K Porto Alegre: RECORDES e o CAOS na Organização

Café & Corrida

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 14:50


Neste episódio do CNA News, analisamos tudo o que aconteceu na New Balance 42K de Porto Alegre. Uma prova que entrou para a história pelos resultados impressionantes da elite e pelo recorde absoluto de concluintes, mas que acabou marcada por graves falhas de organização. Corredores enfrentaram muita lama na largada, falta de sinalização que levou os atletas a errarem o percurso e um colapso completo na entrega do guarda-volumes sob muito frio e chuva.- New Balance 42K de Porto Alegre e os tempos históricos da elite (00:00:46)- O crescimento explosivo no número de concluintes da prova (00:03:48)- As principais críticas dos corredores e problemas de estrutura (00:04:20)- Relatos reais dos atletas e erros graves de percurso (00:07:26)- Caos no guarda-volumes e o posicionamento oficial da organização (00:10:39)Nossos cupons e links - https://cnoar.run/cuponsO Corrida no Ar News é produzido diariamente.

ONU News
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa tem hoje representatividade global, diz Portugal

ONU News

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 5:58


Organização que completa 30 anos neste 17 de julho cresceu além de suas fronteiras e, hoje, abriga mais de 30 Estados associados; embaixador de Portugal diz à ONU News que Cplp tornou-se uma plataforma visível e respeitada no cenário geopolítico.

ONU News
Venezuela: mais de 17 mil pessoas estão em 80 acampamentos temporários

ONU News

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 2:28


Diretor da Organização Pan-Americana de Saúde, Opas, fala da situação no país devastado por terremotos no final de junho; agência busca mobilizar US$ 24 milhões para resposta imediata; desse total, já foram recebidos US$ 9 milhões. 

Portugalex
Roberta Medina organiza celebração da Batalha de São Mamede

Portugalex

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 2:50


Boletim Polínico com Luísa SobralSee omnystudio.com/listener for privacy information.

ONU News
Estados Unidos e Irã retomam ofensivas agravando crise no Estreito de Ormuz

ONU News

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 2:06


Líder da Organização Marítima Internacional reagiu chamando os ataques de “imprudentes” por colocarem a vida de marinheiros inocentes em risco; presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o cessar-fogo com o Irã "acabou".

Os Pingos nos Is
Governo diz que EUA não avisaram o Brasil sobre PCC e CV como organizações terroristas

Os Pingos nos Is

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 119:30


Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta segunda-feira (06):O governo brasileiro afirmou que não foi notificado sobre a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos. O Itamaraty manifestou forte preocupação com a medida unilateral da gestão de Donald Trump, temendo que Washington utilize a decisão como justificativa para o emprego de forças militares estrangeiras na região. A preocupação foi externada em documento enviado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, à Câmara. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o árbitro brasileiro Raphael Claus de “muito suspeito” ao comentar a expulsão do atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, contra a Bósnia-Herzegovina, em partida válida pela Copa do Mundo. Trump afirma e diz que pediu a revisão da decisão do juiz à Fifa. O presidente do PSD e pré-candidato a vice-presidência, Gilberto Kassab, fez uma projeção sobre os cenários para as eleições de 2026 em um eventual segundo turno. O dirigente partidário afirmou que será mais fácil para o governador Ronaldo Caiado (PSD) derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que vencer o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Palácio do Planalto. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta segunda-feira (6) a criação de uma comissão especial para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A proposta chegou a ser incluída na PEC da Segurança Pública, aprovada no início do ano. O entorno da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) acredita que ela vai concorrer ao Senado pelo Distrito Federal, mesmo após o desentendimento com o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). O embate com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez com que a hipótese de uma possível desistência ganhasse força, principalmente após a saída da presdiência do PL Mulher. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou um prazo de 48 horas para que as armas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sejam entregues. O armamento está no Batalhão da Polícia do Exército do Distrito Federal. Na mesma decisão, a Polícia Federal (PF) deve confirmar que está com outras duas armas entregues pelo ex-presidente. A decisão foi tomada após o ministro manter a prisão domiciliar do ex-presidente. Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-líder de Cuba Raúl Castro, surpreendeu os bastidores internacionais ao declarar abertura para negociar diretamente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A fala ocorreu durante entrevista ao "USA Today" nesta segunda-feira (06). A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) seja ouvido pela Polícia Federal (PF) antes de decidir sobre o inquérito que apura uma suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O inquérito foi instaurado após representação da Polícia Federal e investiga uma publicação feita por Flávio Bolsonaro nas redes sociais em 3 de janeiro deste ano. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.

PEBMED - Notícias médicas
Afya News | 06/07/26: Avanço na linha da hepatite B, IA preditiva e monitoramento global

PEBMED - Notícias médicas

Play Episode Listen Later Jul 6, 2026 2:58


Fontes do episódio aqui:⁠https://portal.afya.com.br/podcasts/afya-news/06-07-2026Nesta segunda-feira, o boletim analisa um marco terapêutico em infectologia crônica, o uso de inteligência artificial em desfechos perinatais e atualizações de vigilância internacional. Abordamos um estudo publicado no NEJM revelando que o oligonucleotídeo antissenso bepirovirsen induziu remissão funcional sustentada em pacientes com hepatite B crônica. Detalhamos o relatório da Organização Mundial da Saúde que destaca o uso de modelos preditivos digitais de alta precisão para antecipar riscos neonatais críticos. Por fim, trazemos no Radar o acompanhamento epidemiológico de patologias emergentes raras no continente africano e as estratégias de preparação de sistemas de saúde. Afya News. Informação médica confiável e atualizada no seu tempo.

45 Graus
Alexandre Lourenço e Fernando Leal da Costa (parte 1): O que está bem e mal no SNS?

45 Graus

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 58:51


Veja também em youtube.com/@45_graus Fernando Leal da Costa é médico hematologista, professor universitário e e foi secretário de Estado Adjunto e da Saúde entre 2011 e 2015 e ministro da Saúde em 2015. Ao longo da sua carreira exerceu funções de direção clínica e hospitalar e tem desenvolvido trabalho nas áreas da organização dos sistemas de saúde, gestão hospitalar e políticas de saúde. É professor catedrático jubilado da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Alexandre Lourenço é professor auxiliar convidado na Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, onde coordena do Centro Colaborador da Organização Mundial de Saúde para a Gestão da Saúde. É, igualmente, presidente da European Association of Hospital Managers (EAHM) e administrador hospitalar. Foi diretor de financiamento e vogal executivo da Administração Central do Sistema de Saúde, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e da Unidade Local de Saúde de Coimbra, e da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH). Tem desenvolvido trabalho nas áreas da gestão de serviços de saúde, organização dos sistemas de saúde e políticas públicas de saúde, sendo um dos principais especialistas portugueses em gestão de serviços de saúde. -- Inquérito aos ouvintes do 45 Graus _______________ Índice (1ª parte): Qual é o estado do SNS? Reforma do Ministro Correia de Campos Desafio: a evolução das expectativas dos cidadãos Solução: os cuidados de saúde primários como peça central da reforma para diminuir o uso de urgências. Solução: capacitação dos médicos de família (MGF). Distinguir urgências verdadeiras de mera doença aguda Desafio: Como atrair mais médicos de família (MGF)? Solução: Tirar partido da tecnologia para melhorar eficiência e libertar os médicos para outros papéis Desafio da falta de médicos no SNS. Emigração de médicos e progressão na carreira Desafio: o envelhecimento da população Solução: apostar na prevenção Desafio: internamentos sociais Solução: Articulação entre SNS e Segurança SocialSee omnystudio.com/listener for privacy information.

45 Graus
Alexandre Lourenço e Fernando Leal da Costa (parte 2): O que fariam se fossem Ministros da Saúde?

45 Graus

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 63:44


Veja também em youtube.com/@45_graus Fernando Leal da Costa é médico hematologista, professor universitário e e foi secretário de Estado Adjunto e da Saúde entre 2011 e 2015 e ministro da Saúde em 2015. Ao longo da sua carreira exerceu funções de direção clínica e hospitalar e tem desenvolvido trabalho nas áreas da organização dos sistemas de saúde, gestão hospitalar e políticas de saúde. É professor catedrático jubilado da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Alexandre Lourenço é professor auxiliar convidado na Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, onde coordena do Centro Colaborador da Organização Mundial de Saúde para a Gestão da Saúde. É, igualmente, presidente da European Association of Hospital Managers (EAHM) e administrador hospitalar. Foi diretor de financiamento e vogal executivo da Administração Central do Sistema de Saúde, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e da Unidade Local de Saúde de Coimbra, e da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH). Tem desenvolvido trabalho nas áreas da gestão de serviços de saúde, organização dos sistemas de saúde e políticas públicas de saúde, sendo um dos principais especialistas portugueses em gestão de serviços de saúde. -- Inquérito aos ouvintes do 45 Graus _______________ Índice (2ª Parte): Desafio: Porque é que o SNS funciona de forma tão diferente no território? Solução: Ajustamento à realidade local e articulação com as autarquias As Unidades Locais de Saúde (ULS): uma boa ideia (ainda) mal aplicada? Desafio: Governança do SNS: a dificuldade de gerir organizações desta dimensão, a escolha e remuneração dos gestores Direção Executiva do SNS: uma boa ou má ideia? Como são construídos os programas eleitorais dos partidos? O Plano Nacional de Saúde Solução: Tirar partido da tecnologia Desafio: Lidar com o aumento do papel dos privados e dos seguros de saúde O que fariam se fossem Ministro da Saúde?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Herrera en COPE
12:00H | 01 JUL 2026 | Herrera en COPE

Herrera en COPE

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 59:00


Venezuela enfrenta una crisis tras fuertes terremotos, con casi 2000 fallecidos y la ONU estimando 40000 desaparecidos. España envía un hospital de campaña. La población muestra indignación por la inacción gubernamental y los saqueos. Se confirman 26 españoles muertos y 150 desaparecidos. España sufre la primera ola de calor del verano, que provoca 227 muertes, afectando principalmente a mayores de 65 años. La Agencia Estatal de Meteorología prevé un verano más cálido de lo normal con nuevos episodios de calor extremo. El torero José Ruiz Muñoz comparte su testimonio de fe y amor. Su mujer Ana sufre daño cerebral irreversible en el parto de su hijo, a quien deciden no abortar. José se dedica a su familia y denuncia las trabas sociales y médicas para pacientes con daño cerebral, cuya rehabilitación no cubre la Seguridad Social. Organiza una corrida benéfica. La selección española de fútbol se prepara en Los Ángeles para enfrentarse a Austria en los dieciseisavos del Mundial. La ...

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 01/07/2026 | 1ª e 2ª EDIÇÃO: Eleição presidencial / Terremoto na Venezuela

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 302:43


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quarta-feira (01): Após entrevista ao programa Morning Show, da Jovem Pan, o pré-candidato à presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou ser o melhor candidato para enfrentar o atual presidente do Brasil nas eleições deste ano. Segundo Caiado, o país está cansado da polarização e dos ataques pessoais que regem a disputa eleitoral, e que seu nome traz uma base sólida de experiência e gestão para o cargo. Reportagem: Marcelo Mattos. Lideranças do Partido dos Trabalhadores articulam nos bastidores para garantir a indicação do primeiro suplente da chapa de Simone Tebet ao Senado por São Paulo. A estratégia leva em conta a possibilidade de Tebet voltar a ocupar um ministério em um eventual novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, caso ele seja reeleito. Nesse cenário, o suplente assumiria a cadeira no Senado. O partido também defende que a vaga seja ocupada por um nome ligado ao ex-ministro Fernando Haddad, pré-candidato ao governo paulista. Reportagem: João Vitor Revedilho. Durante a 68ª Cúpula do Mercosul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que os países da região evitem “alinhamentos automáticos” com grandes potências e reforcem a autonomia política e econômica do bloco. O presidente afirmou que a América do Sul deve diversificar suas parcerias e proteger sua soberania em meio às tensões comerciais e geopolíticas. Lula também sugeriu ampliar o sistema brasileiro de transferências para os países do Mercosul como base para uma infraestrutura regional integrada. Reportagem: André Anelli. Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (1º) mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em eventual disputa de segundo turno no pleito presidencial. O chefe do Executivo registra 48,8% das intenções de voto, enquanto o parlamentar tem 42,3%. O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, se reúne nesta quarta-feira (1º) com parlamentares do governo e representantes de centrais sindicais para discutir a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. O texto, aprovado pela Câmara dos Deputados no fim de maio, aguarda o início da tramitação no Senado. Alcolumbre afirmou que a Casa fará uma análise detalhada da proposta antes de levá-la à votação em plenário. Reportagem: Raphaela Almeida. O estado de São Paulo registrou aumento no número de ocorrências de estupro entre janeiro e maio deste ano. Foram 6.500 notificações no período, contra 6.219 registradas no mesmo intervalo do ano passado. Apenas em maio, o estado contabilizou 1.320 casos, acima dos 1.183 registrados em 2025. Reportagem: Danúbia Braga. O número de mortos após os terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 1.943, segundo o governo venezuelano. O balanço mais recente aponta ainda 10.571 feridos e 6.461 pessoas resgatadas com vida dos escombros. Uma estimativa da Organização das Nações Unidas indica que cerca de 50 mil pessoas ainda podem estar desaparecidas. Reportagem: Eliseu Caetano. A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu a investigação sobre a arma apreendida em junho e não indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro. O relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal aponta apenas o indiciamento do sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Segundo a investigação, o militar teria transportado uma arma registrada em nome de Bolsonaro sem autorização formal e fora das regras previstas no Estatuto do Desarmamento. Em depoimento, Bolsonaro afirmou que o armamento permaneceu em sua residência após uma operação e alegou necessidade de proteção do local. Reportagem: Bruno Pinheiro. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

ONU News
Como enfrentar desinformação sobre vacinas nas redes sociais: guia prático para jornalistas e criadores de conteúdo

ONU News

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 2:18


A Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, lançou texto com recomendações para identificar e contestar informações falsas sem reforçar boatos; orientações são para destacar evidências científicas, evitar confrontos pessoais e investir em alfabetização digital e pensamento crítico.

SBS Spanish - SBS en español
Programa | Spanish | Venezolana en Australia organiza ayuda para sus compatriotas víctimas de los terremotos

SBS Spanish - SBS en español

Play Episode Listen Later Jun 30, 2026 56:26


Programa 30/6/26: Hablamos de la solidaridad de la diáspora venezolana. La líder opositora, Maria Corina Machado, anuncia sus intenciones de volver a Venezuela. En Australia se registra la mayor incautación de cocaína. Y tenemos lo más destacado de la jornada mundialista.Escucha SBS Spanish / Australia en español:Por radio o Internet 7 días a la semana de 1:00 a 2:pm (AEST)Escucha también por Apple Podcasts, Spotify y YouTubeExplora nuestra extensa colección de podcasts haciendo clic aquíSíguenos en Facebook e Instagram.

Politics Done Right
Martina Grifaldo denuncia redadas de ICE y organiza ayuda urgente en Houston

Politics Done Right

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 13:43


Martina Grifaldo denuncia redadas de ICE en Houston y explica cómo Alianza Latina Internacional ayuda a familias, madres, niños y trabajadores afectados.vSubscribe to our Newsletter:https://politicsdoneright.com/newsletterPurchase our Books: As I See It: https://amzn.to/3XpvW5o How To Make AmericaUtopia: https://amzn.to/3VKVFnG It's Worth It: https://amzn.to/3VFByXP Lose Weight And BeFit Now: https://amzn.to/3xiQK3K Tribulations of anAfro-Latino Caribbean man: https://amzn.to/4c09rbE