Podcasts about ambas

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Cultura
Livro de premiado fotógrafo britânico mostra como El Salvador se tornou distópico

Cultura

Play Episode Listen Later Aug 5, 2022 8:17


Um mergulho no inferno das prisões e nas complexas relações de organizações criminosas que transformaram El Salvador em um dos países mais violentos do mundo. Esse é o panorama proposto pelo livro “Sin Salida” do fotógrafo britânico Tariq Zaidi. Durante dois anos, entre 2018 e 2020, o fotógrafo britânico Tariq Zaidi percorreu o submundo do crime registrando em imagens o retrato de uma sociedade dominada pelo medo e refém de uma disputa sangrenta e cruel entre gangues que espalham o terror por meio de ações de extrema brutalidade. As principais organizações criminosas do país, chamadas de “maras”, são Mara Salvatrucha (ou MS-13) et Barrio 18. Lançado em 2021 pela editora britânica Gost Books, o livro Sin Salida (Sem Saída) expõe as 69 fotos captadas nas várias viagens que Tariq Zaidi fez a El Salvador e traz textos com relatos e análises do que viu. O premiado fotógrafo, que já percorreu todas as regiões do planeta, Tariq Zaidi comenta nessa entrevista à RFI os motivos que o levaram a penetrar nesse universo e a denunciar a violência que, segundo ele, não tem equivalente em outros países, como Brasil e Venezuela.      A seguir, trechos da entrevista de Tariq Zaidi à RFI: RFI: Que razões o levaram a trabalhar e fotografar o tema da violência das gangs e seu impacto na sociedade de El Salvador? Tariq Zaidi: Tendo vivido na Venezuela, Brasil e Argentina por cerca de 4 anos e tendo viajado por quase em toda a América do Norte, Central e do Sul por quase 2 anos e meio, essas experiências tiveram um impacto visceral sobre mim. Quando o então presidente (Donald) Trump chamou as caravanas de migrantes da América Central de "criminosas", eu quis entender que tipo de vida essas pessoas estavam deixando para trás ... Eu queria mostrar ao mundo como El Salvador se tornou distópico, e como a extensão, escala e selvageria da violência é diferente de qualquer coisa que a maioria de nós já conheceu. Esta quebra das normas sociais exacerba a situação. Os jovens crescem em condições de guerra e são frequentemente socializados pelas gangues. Na MS-13, (a socialização) começa com uma surra de 13 segundos. Cito um exemplo particularmente horrível: um vídeo amplamente compartilhado mostrava um grupo de integrantes da gangue arrancando as mãos de uma vítima e depois brincando com os dedos, tudo isso enquanto riam histericamente. A onipresença da violência é devastadora para o desenvolvimento psicológico normal. Quando você fala com famílias que sofreram essa violência - assassinatos, desaparecimentos, extorsão, ameaças de morte – você entende que a maioria das pessoas vive seus dias com medo. Pode ser difícil para as pessoas que nunca visitaram o país entender o quanto as normas sociais se desintegraram. Em muitas cidades é impossível atravessar a rua devido às diferenças pelo controle do território das gangues, isolando totalmente bairros e ruas. Ao entrar em um novo bairro, os visitantes muitas vezes têm de sinalizar com faróis do carro ou baixar as janelas para indicar fidelidade à quadrilha que controla o local, ou para mostrar que teme a violência.     No livro você diz que “as falhas do Estado e a violência das gangues geraram uma situação em El Salvador que é única no mundo”. Por quê? Não há paralelo com outros países onde também há muita violência de gangues, como por exemplo o Brasil do PCC e outras organizações criminosas? Tariq Zaidi: O que faz a violência em El Salvador ser diferente de outros países como o Brasil, e o Haiti, entre outros países, por exemplo, é que o tipo de violência é mais brutal. As “maras” não matam apenas civis ou outros membros de gangues, elas mutilam, aleijam, para apavorar a sociedade. Elas também fazem parte da vida cotidiana de uma forma que as organizações terroristas muitas vezes não fazem. Elas extorquem e controlam bairros, e se escondem da vista de todos. Por isso, é tão difícil de combatê-las. Frequentemente, é difícil de saber quem é e quem não é membro de uma gangue. As estimativas do número de integrantes das maras em El Salvador variam, mas de acordo dados de 2015 do ministério da Defesa do país, sugerem que até 600.000 salvadorenhos, ou seja, quase 10% do total dos 6,4 milhões de habitantes do país, estão envolvidos com gangues, seja através da participação direta ou através da coerção e extorsão por parentes. A escala da violência também é excepcional. Em 13 dos 22 anos entre 1995 e 2017, El Salvador teve a maior taxa de assassinatos para um país que não estava em uma zona de guerra. Em 2015, a taxa de homicídios subiu de 6 para mais de 100 homicídios por 100.000 habitantes, bem acima dos países em segundo e terceiro lugar com índices altos, Honduras e Venezuela, ambos com taxas de homicídios de 56 homicídios por 100.000 residentes. O impacto desta violência, na minha opinião, paralisou a economia do país, a sociedade e o estado.     Suas imagens e o texto que acompanha o trabalho não deixam dúvidas de que se trata de um universo de violência extrema. Conte como você conseguiu entrar nas prisões e nas áreas perigosas dominadas pelas maras? Tariq Zaidi: Normalmente, eu trabalho sozinho ou com um fixer. Mas em El Salvador, porém, tive de trabalhar intensamente com inúmeras autoridades para ter acesso às prisões, à polícia, a centros e locais dos crimes. Tive muitas reuniões com funcionários do governo, e trabalhei com o Instituto de Medicina Legal. Também fiz contato com a força policial, FOCA (Joint Anti-Criminal Operation Force), STO (Tactical Operational Section) e serviços de emergência para atender ocorrências e ataques noturnos por ser um dos primeiros a chegar ao local do assassinato. Também trabalhei com a FGR (Procuradoria Geral da República). No terreno, em El Salvador, trabalhei com uma equipe administrativa totalmente equipada. A equipe me ajudou a conseguir acesso a muitos dos órgãos governamentais, funcionários e locais que mencionei. Você conseguiu visitar todas as 25 prisões de El Salvador? Tariq Zaidi: Foi difícil o acesso e levei quase 8 meses para obter permissão para entrar nas prisões. Eu pedi para visitar todas as gangues possíveis nas penitenciárias para homens e mulheres no país. Mas em 2018, só tive acesso a seis. Voltei em 2019, mas a permissão foi negada pois havia um bloqueio total à imprensa pelo gabinete da presidência. Em 2020, a permissão foi negada novamente, pois o bloqueio para a imprensa continuou e também por causa da Covid-19.     Para completar o panorama, você buscou o testemunho de pessoas que perderam familiares, vítimas das gangues salvadorenhas? Tariq Zaidi: Muitas vezes, esperei fora dos Institutos Médicos Legais para encontrar familiares que estavam de luto, como Suzy (nome fictício), que tinha acabado de identificar o corpo de seu filho Brian (nome fictício), de 25 anos. Ela me disse que seu filho tinha sido estrangulado por membros do Barrio 18 por não cumprir as missões que lhe haviam pedido. Ela estava, compreensivelmente muito perturbada, conversamos por um tempo e mantivemos contato. Alguns dias depois, ela me convidou para o velório. Outras vezes, acompanhei a polícia até a cena do crime e encontrei lá membros da família. Eu também fui a muitas cenas de crime, IMLs, velórios e funerais durante esse período que estive lá. Em algum momento você correu algum risco? Você foi ameaçado? Tariq Zaidi: Sim, a maior parte do tempo eu estava trabalhando lá. Por exemplo, fui convidado por Paul (nome alterado), o prefeito de um pequeno município fora de San Salvador, para ver o que ele estava fazendo para proteger sua comunidade contra as quadrilhas. A área onde ele vive é muito mais segura do que o resto do país. Ele tem uma equipe de pessoas que se armam, usam coletes à prova de balas e dirigem em áreas que sabem serem perigosas, procurando por membros de gangues para capturar ou matar. Quando cheguei na casa dele, ele me deu um colete à prova de balas e tentou me dar algum tipo de arma automática, um rifle, mas eu recusei. Entramos no carro e fizemos inspeções de segurança, perguntando às pessoas se elas tiveram algum problema com gangues. O prefeito então recebeu uma ligação de outro carro (de sua equipe) dizendo que tinham detectado atividade de gangues e para nos prepararmos para a ação. Estava muito escuro e nós estávamos em alta velocidade pelas estradas montanhosas, por volta das 2h da manhã. Os outros ocupantes no carro estavam armados. Paul tentou novamente que eu pegasse um revólver. Ele disse: "se nós entrarmos em um confronto, eles cortarão seus braços e pernas. Abaixe sua câmera e pegue esta arma". Eu lhe disse para colocar a pistola carregada nos meus pés e começamos a perseguir um suspeito. Mas depois, um carro na frente nos informou que os membros da quadrilha haviam fugido e que não conseguiríamos encontrá-los. “Isto é o que temos de fazer para manter nossa comunidade livre", disse Paul. Ele recebe com frequência ameaças de morte.   Por que escolheu o título “Sin Salida”? Tariq Zaidi: Acho que “Sin Salida” (Sem Saída) resume a situação em todo o país quando este trabalho foi feito, entre 2018 e 2020. Talvez o título também possa ser respondido olhando para a história da guerra de gangues de El Salvador. Para entender, temos que voltar à guerra civil que durou de 1979 a 1992. A guerra foi notória por sua violência brutal e violações dos direitos humanos. Ela deixou pelo menos 75.000 mortos, e milhares de desaparecidos. A guerra também deslocou até 20 por cento da população do país, e pelo menos 500.000 salvadorenhos fugiram para os Estados Unidos. É entre estes refugiados salvadorenhos que podemos rastrear as origens das duas principais gangues do país, MS-13 e Bairro 18. Ambas foram formadas em Los Angeles por adolescentes salvadorenhos que tentavam se proteger de outras gangues estabelecidas na cidade, mas muitos desses jovens foram parar na cadeia por crimes não violentos e se tornaram violentos na prisão. Ao sair das prisões, muitos destes salvadorenhos recorreram à violência, acabando por estabelecer os métodos e redes agora associados com a MS-13. Eles também aprenderam várias técnicas de extorsão, iniciando a "economia criminosa" do bando. Em contraste, o Barrio 18, foi formado nos anos 60 como a primeira gangue multirracial e multiétnica em Los Angeles. No entanto, durante a década de 1980 foi preenchida em sua maioria por refugiados salvadorenhos. As duas “maras” estavam em grande parte limitadas a Los Angeles até o final da guerra civil em El Salvador em 1992, mas isto mudou após um endurecimento das políticas de migração americanas em 1997. Muitos refugiados salvadorenhos foram enviados de volta a El Salvador, e estabeleceram filiais das gangues no país. O que Sin Salida representa para você e que impacto você espera que esse livro provoque nos leitores?  Tariq Zaidi: Minha esperança com este trabalho é amplificar as vozes dos salvadorenhos que lutam por direitos básicos, como segurança e uma vida mais segura para seus filhos e famílias. E para que as pessoas vejam com os próprios olhos e entendam que tipo de vida essas pessoas estão deixando para trás e por que tantas são forçadas a fugir e a juntar-se às caravanas em direção ao norte para o México ou para a fronteira com os Estados Unidos.  

Zápisník zahraničních zpravodajů
Havel na telefonu. Bývalý prezident je hlavní postavou výstavy na plotu české ambasády v Paříži

Zápisník zahraničních zpravodajů

Play Episode Listen Later Aug 4, 2022 3:17


Zátopkův běh v Bruselu nebo koncert v Litomyšli. To jsou akce, které doprovodily zahájení českého předsednictví v Radě Evropské unie. Na českou roli v čele sedmadvacítky nově upozorňuje i streetartová výstava s názvem „Svoboda a Energie“ na plotu české ambasády v Paříži. Hlavní postavou expozice je bývalý český prezident Václav Havel.Všechny díly podcastu Zápisník zahraničních zpravodajů můžete pohodlně poslouchat v mobilní aplikaci mujRozhlas pro Android a iOS nebo na webu mujRozhlas.cz.

Radiožurnál
Zápisník zahraničních zpravodajů: Havel na telefonu. Bývalý prezident je hlavní postavou výstavy na plotu české ambasády v Paříži

Radiožurnál

Play Episode Listen Later Aug 4, 2022 3:17


Zátopkův běh v Bruselu nebo koncert v Litomyšli. To jsou akce, které doprovodily zahájení českého předsednictví v Radě Evropské unie. Na českou roli v čele sedmadvacítky nově upozorňuje i streetartová výstava s názvem „Svoboda a Energie“ na plotu české ambasády v Paříži. Hlavní postavou expozice je bývalý český prezident Václav Havel.

Fútbol Picante
América o Chivas, ¿Quién mostrará una mejor versión vs equipos de la MLS?

Fútbol Picante

Play Episode Listen Later Aug 2, 2022 42:54


Ambas escuadras llegan con una racha de malos resultados en la LMX, para enfrentarse al LA Galaxy y LAFC en dicho torneo.

O Antagonista
Cortes do Papo - Congresso já discutiu PEC sobre “senador vitalício”; texto nunca passou das comissões

O Antagonista

Play Episode Listen Later Jul 29, 2022 8:06


Diante da possibilidade de derrota do presidente da República nas eleições desse ano, aliados de Jair Bolsonaro iniciaram uma ofensiva para emplacar a ideia da viabilidade de uma Proposta de Emenda Constitucional para conceder a ele e a outros ex-presidentes o cargo de “senador vitalício”. O estratagema é simples: conferir a Bolsonaro e a outros um foro privilegiado ad eternum para que todos se livrem de eventuais punições após deixar a principal cadeira do Palácio do Planalto. Essa ideia de jerico, porém, já foi alvo de duas PECs no Congresso. Ambas foram arquivadas sem força para ao menos passar pelas chamadas comissões temáticas. A proposta que chegou “mais longe” foi a PEC 18/2006, apesentada pelo então senador Gilvan Borges (MDB-AP). O texto foi apresentado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado em abril de 2006, passou três anos para ter um relator – o senador Sérgio Guerra - e dormiu em berço esplêndido até janeiro de 2011, quando foi para o arquivo justamente por não ter tido seguimento. “É a maneira da sociedade política saber valorizar e aprender com a sabedoria dos que passaram pela experiência de governá-la. E na verdade o que temos assistido é esse reconhecimento através das eleições que se sucedem e nas quais os nossos ex-presidentes têm participado e obtido grande apoio nas suas eleições”, disse Borges na época da proposta. A outra proposta, a PEC 461/2001, teve um desfecho ainda mais melancólico. Apresentada em dezembro de 2001, o texto foi encaminhado para a CCJ e sequer foi lido na comissão, indo para o arquivo em novembro de 2003. Para que a PEC fosse viabilizada, ela teria que ser apresentada e o Congresso Nacional iniciar uma ofensiva para tirar o texto do papel em aproximadamente dois meses, algo que apenas propostas como a PEC kamikaze ou a PEC emergencial, em plena pandemia, conseguiram. Cadastre-se para receber nossa newsletter: https://bit.ly/2Gl9AdL​ Confira mais notícias em nosso site: https://www.oantagonista.com​ Acompanhe nossas redes sociais: https://www.fb.com/oantagonista​ https://www.twitter.com/o_antagonista​ https://www.instagram.com/o_antagonista No Youtube deixe seu like e se inscreva no canal: https://www.youtube.com/c/OAntagonista

Radio Rioja
DOCa Rioja a la cabeza del enoturismo nacional

Radio Rioja

Play Episode Listen Later Jul 28, 2022 10:36


José Luis Lapuente ha valorado, en los micrófonos de la SER, que la DOCa Rioja siga a la cabeza del enoturismo nacional, con un 20,5% del total de visitantes de las Rutas del Vino en 2021. "Estos datos ratifican a Rioja como motor de la actividad enoturística a nivel nacional y de referencia internacional, con un efecto tractor para el conjunto del sector turístico español". La región, se posiciona como el destino enoturístico que recibe mayor número de visitas en España, con 460.00 en las casi 200 bodegas que abrieron sus puertas al turismo en 2021.Y es que las bodegas riojanas ofrecen propuestas atractivas y apuestan fuertemente por el enoturismo. Es el caso de la bodega 'Marques del Atrio' y de Bodegas Ruiz. Ambas ofrecen actividades para todos los visitantes, como visitas guiadas o conciertos en enclaves inmejorables con el paisaje del viñedo de fondo."Las temperaturas extremas no son buenas para el viñedo"

Platicando en Católico | TU PODCAST CATÓLICO | + Conociendo a la Iglesia de hoy +
Vero Brunkow y la vida de una niña nacida en un matrimonio religioso mixto, donde su mamá practicaba el catolicismo y su papá el luteranismo, el crecer conociendo a personas de ambas denominaciones y asistir a eventos y retiros de ambas, siendo la meno

Platicando en Católico | TU PODCAST CATÓLICO | + Conociendo a la Iglesia de hoy +

Play Episode Listen Later Jul 25, 2022 114:58


Síguenos en https://www.facebook.com/platicandoencatolico (https://www.facebook.com/platicandoencatolico) y en https://www.instagram.com/platicandoencatolico/ (https://www.instagram.com/platicandoencatolico/) o escríbenos a https://dashboard.whooshkaa.com/jose-manuel-de-urquidi/episodes/433106/platicandoencatolico@gmail.com (platicandoencatolico@gmail.com) para quejas, sugerencias de invitados, comentarios, porras, peticiones etc etc... ¡Pide por nosotros porfa! Este podcast es parte de JuanDiegoNetwork.com

Bitácora D. H.
Identidades libres y seguras, y ataques a comunidades zapatistas.

Bitácora D. H.

Play Episode Listen Later Jul 21, 2022


Montse Nuñez Medina y Jimena Huerta hablan sobre las identidades libres y seguras, realizando un análisis de hechos recientes como lo es el día de la visibilidad de las identidades no binarias, la denuncia pública de actos de violencia en un Club LGBTTTIQ+ en la Zona Rosa de la Ciudad de México y la reciente presentación del Manual de Inclusión de Personas Trans en los Centros de Trabajo. Ambas comparten un análisis crítico y varias reflexiones sobre los avances y retrocesos que cada uno de estos hechos representan en la visibilización de la diversidad sexual-emotiva.En el segundo bloque del programa se abordan las recientes y latentes agresiones a Comunidades Zapatistas. Se resalta el como se estan violentando Derechos Humanos (seguridad, salud, alimentación, educación, agua, la vida misma) con absoluta impunidad y se hace un llamado al conocimiento, seguimiento y difusión.

Hablando De
El daño medioambiental provocado en Quintero; Elon Musk versus Twitter: ¿Cómo se ven afectadas ambas partes?

Hablando De

Play Episode Listen Later Jul 11, 2022 27:14


Sobre la investigación que confirma el daño medioambiental provocado en Quintero conversamos con Valentina Flores, Geóloga y Doctora en Ciencias, mención Geología (Université Paris-Est / Universidad de Chile). Con Jesús Véliz, editor de Tecnología en RPP Noticias, Perú analizamos cómo se verán afectados Elon Musk y la compañía Twitter tras el drama legal por la cancelación de la oferta. Conduce Jorge Lira.

RBA NEWS
Com três confrontos entre brasileiros e chance de final com duas equipes do país em ambas as competições, estão definidos os duelos das quartas da Libertadores e da Sul-Americana

RBA NEWS

Play Episode Listen Later Jul 8, 2022 2:43


O post Com três confrontos entre brasileiros e chance de final com duas equipes do país em ambas as competições, estão definidos os duelos das quartas da Libertadores e da Sul-Americana apareceu primeiro em RBA NEWS.

Radio Rut | Jesus en mi Vida Diaria
DOMINGO XV - 15 - ORDINARIO C - Julio 10, 2022

Radio Rut | Jesus en mi Vida Diaria

Play Episode Listen Later Jul 7, 2022 30:32


Celebramos el Domingo 15 Ordinario  C- . La Liturgia de hoy es de una riqueza admirable tanto en la primera Lectura  tomada del Deuteronomio (30,10-14) que nos estimula al cumplimiento de los mandamientos de Dios diciéndonos que ellos no son superiores a nuestras fuerzas, ni tan distantes que no podemos nunca alcanzar, por el contrario nos dice: "mi palabra ha llegado bien cerca de ti, ya esta en tu boca y en tu corazón para que la pongas en practica" como nos lo muestra concretamente el Evangelio con la parabola del Buen samaritano. Ambas lecturas son un himno al amor cristiano que no es algo imposible de realizar, sino muy posible y no de palabra sino con hechos concretos de misericordia y comprensión. Ese es el amor cristiano que nos lleva a la plena  comunión con Dios  y nos conquista  la vida eterna. Aquí esta el programa de vida para esta semana y en adelante. Feliz Semana derrochando amor y servicio con nuestros hermanos más necesitados. Bendiciones, Hna. Maria Ruth  Radio Paulinas Boston

El Podcast de JF Calero
EL HOMBRE QUE PLANTÓ UN PARQUÍMETRO ILEGAL, SE HIZO RICO y SALVÓ A SU BARRIO - Una historia real

El Podcast de JF Calero

Play Episode Listen Later Jul 7, 2022 15:06


Los cambios que el urbanismo y la circulación del tráfico pueden provocar en la economía de una zona es un fenómenos que conocemos bien externamente; quién no ha circulado por la carretera y se ha encontrado cómo una zona comercial o de restaurantes de carretera se ha visto directamente llevada al ostracismo con una nueva vía unos kilómetros o millas más allá, o una dinámica distinta al peatonalizar una zona, o cambios en el aparcamiento de un lugar, con los dichosos parquímetros urbanos. Esta es la historia de un hombre que decidió que la quiebra de su negocio y el de sus vecinos no podía suceder, e ideó un plan maquiavélico, llenando la zona de parquímetros colocados por su cuenta y riesgo que cambiaban la dinámica de cómo aparcaba la gente en su zona, a su favor, y salvando de esa manera al comercio de su barrio. Pero toda historia tiene siempre su final... Mis Aparatos y equipos imprescindibles para trabajar y vivir: https://www.amazon.es/shop/juanfranciscocalero-clubonmotor Apóyame para hacer más y mejores vídeos en PATREON. Sé mi mentor: https://www.patreon.com/jfcalero Sígueme en INSTAGRAM, TWITTER o AMBAS, súperfácil: @jfcalero No te vayas a la cama sin saber algo más, o al menos sin saber algo nuevo. Si lo hiciste, misión cumplida, gracias por acompañarme. Puedes ver el video correspondiente a este podcast en el siguiente enlace: https://www.youtube.com/watch?v=cpHsjQszTnY&t=1s&ab_channel=JFCALERO-Enuncascar%C3%B3ndenuez

El Podcast de JF Calero
CONVERTIR TWITTER EN UNA SÚPER APP QUE LO INCLUYA TODO: ASI ES EL PLAN REAL DE ELON MUSK

El Podcast de JF Calero

Play Episode Listen Later Jul 7, 2022 12:58


Desde que Elon Musk anunciara la adquisición de Twitter son muchas las ocasiones en las que el multimillonario ha manifestado su intención de mejorar la red social para que tenga la libertad de expresión que el desearía y que los usuarios puedan expresarse libremente, siempre bajo el paraguas de la ley. Pero, ¿son esos los planes que tiene realmente? La respuesta es NO, sus planes son cambiar el modelo de negocio tomando como ejemplo otras plataformas como WeChat, la app de mensajería instantánea de mayor éxito en China. Entre los planes de Elon Musk, está convertir a Twitter en una SÚPER APP, en un auténtico ecosistema de aplicaciones dónde puedas realizar pagos, enviar dinero o solicitar una cita médica. Mis Aparatos y equipos imprescindibles para trabajar y vivir: https://www.amazon.es/shop/juanfranciscocalero-clubonmotor Apóyame para hacer más y mejores vídeos en PATREON. Sé mi mentor: https://www.patreon.com/jfcalero Sígueme en INSTAGRAM, TWITTER o AMBAS, súperfácil: @jfcalero No te vayas a la cama sin saber algo más, o al menos sin saber algo nuevo. Si lo hiciste, misión cumplida, gracias por acompañarme. Puedes ver el video correspondiente a este podcast en el siguiente enlace: https://www.youtube.com/watch?v=fdP5qSXJNwM&ab_channel=JFCALERO-Enuncascar%C3%B3ndenuez

Reflexión diaria del Evangelio por el P. Luis Zazano

La mudez. 1) Endemoniado: Demonio vieneq del hebreo "diabolós" qué significa "el que divide". Porque antes de enmudecer puede que primero te sientas dividido internamente. Cuando estás dividido no podés expresar lo que te pasa, porque estás confundido o porque simplemente no sabes qué es lo que te está pasando internamente. Hoy es posible que esté pasando algo en tu interior que no sepas expresarlo o también puede ser que sepas con claridad qué te está pasando en tu interior, pero no sabes cómo decirlo. Ambas cosas producen angustia y dolor en tu corazón. Y eso sí termina dividiéndote y la vida se te hace un infierno. 2) Mudo: Cuando callas y no sabes expresar o tenés miedo a expresarlo, lo que te pasa te termina consumiendo. No tengas miedo de hablar lo que te pasa. Busca un confesor o un guía espiritual o una persona de confianza, pero por supuesto, prudente. Porque el callar y el callarte te puede aislar de vos, de los demás y de la vida, entonces tu vida se convierte en un verdadero infierno. 3) Compasión: Hoy vos podés también curar a alguien o algunos con tu simple oído. El escuchar y acompañar a alguien puede aliviar mucho y curar. Capaz que no tengas las palabras justas o no sepas qué decir, pero te aseguro que tu corazón estará pleno en Dios. Anímate a hablar y a escuchar, porque hay necesidad de ambas cosas, pero por sobre todo tenés que recordar que sos un cristiano, ¡tenés a Cristo en vos! con saber eso podés lograrlo todo. Hasta el cielo no paramos. --- Support this podcast: https://anchor.fm/misioneros-digitales-catlicos/support

Chayo Contigo
Mi mamá condiciona el seguirme apoyando si no termino con mi novio

Chayo Contigo

Play Episode Listen Later Jul 5, 2022 42:41


En el programa Chayo Contigo la Dra. Rosario Busquets platicó de:- Soy madre de un adolescente de 16 años, soy divorciada, el padre de mi hijo es muy buen papá que ha estado al pendiente de nuestro hijo y a pesar de que estamos separados él y yo somos buenos amigos, nos comunicamos mucho por el bien de nuestro hijo. Yo tengo una amiga en el trabajo desde hace 20 años y tiene una hija de 17 años. Por cosas de la vida, su hija y mi hijo se hicieron novios. El día de ayer la hija de mi amiga subió una foto bastante comprometedora a Instagram una foto de los dos adolescentes juntos desnudos de la cintura para arriba, él detrás de ella abrazándola y ella tomando foto con su celular frente al espejo. La foto fue vista por sus padres y obvio pusieron el grito en el cielo. Ambas partes hemos tomado de diferente forma la situación. Mi exesposo y yo respetamos que nuestro hijo haya empezado una vida sexual aunque sea a temprana edad, yo le he pedido que se cuide y le dijimos que no estaba bien ni padre que se exhiban de esa manera por ninguna red social, le preguntamos que cuál era la ganancia de hacer una cosa así, que si ellos tenían intimidad por qué se exhiben de esa forma. Los padres de la chica creo que hasta la golpearon y a mi hijo lo ven como el malo de la película y hasta cierto punto lo entiendo, pero si lo hicieron fue decisión de ambos. Estoy preocupada porque ellos les prohibieron verse. Mi amiga le mandó un mensaje a mi hijo diciéndole que ella le abrió las puertas de su casa y que la decepcionó y que ya no era bienvenido, mi hijo le respondió que él jamás le haría daño a su hija, que es la persona a la que más ama en el mundo. Lo que me preocupa es que durante la pandemia le dio tal depresión, que el psicólogo me decía que si no lográbamos sacarlo de ahí debíamos llevarlo al psiquiatra. Me asusta que llegue a deprimirse mucho por no ver a la chica de quien está enamorado, por otro lado me asusta que vayan a hacer una tontería porque ayer se escribieron que se escaparían juntos. No sé cómo manejar la situación con mi amiga, no sé cómo contener a mi hijo en esta situación. No sé cómo ayudar a mi hijo.- Hace poco mi hermana nos dijo que está embarazada pero que no hay papá. La verdad nos sorprendió mucho, porque no a fiestas iba y mucho menos tenía novio y amigos y no quiere decir nada al respecto, ha sido muy difícil de procesar. Mi inquietud es cómo se lo voy a explicar a mis hijas de 7 y 4 años, estoy echa bolas, ¿cómo se los explico?- Tengo 26 años y es la primera vez que tengo novio. Vengo de una familia pequeña pero disfuncional en la que mis papás no son divorciados pero no viven juntos. Mi papá desde hace 5 años vive en su casa y mi mamá, mi hermana y yo vivimos en otra casa. Mi hermana es tres tres años menor que yo y trabaja y estudia fuer de la ciudad en la que vivimos por lo que casi siempre solo estamos en casa mi mamá y yo. Antes de continuar es importante comentar que soy la hija que aunque no está de acuerdo, sus papás saben que está. Llevo con mi novio año y medio, yo también trabajo y honestamente no gano mucho, por lo que sigo viviendo con mi mamá, pero puedo ir pagándome algunas cosas personales. En casa colaboro con situaciones contables del negocio y con hacer algunas labores domésticas, sin embargo no aporto nada económicamente. Hace dos años le entregaba a mi mamá íntegramente mi sueldo sin que realmente lo necesitara porque gracias a mis padres tenemos una situación económica holgada con mi familia. Antes de mi relación llevábamos una relación que según yo era buena de confianza y complicidad, la cual ha cambiado y me ha dejado muy triste y con cierto grado de ansiedad. Mi mamá reprueba por completo la relación con mi novio, al grado de condicionarme el apoyo por no terminarla y hacerle comentarios humillantes como que soy una mantenida. He hablado con ella muchas veces de cómo me hace sentir esto. Me siento entre la espada y la pared. En un inicio a ella le agradaba mi novio. Él para mi ha sido un apoyo enorme porque ella estuvo enferma y él me ayudo con el tratamiento, comprar medicina y estar al pendiente. En un inició él le dijo que eso lo hacía por amor a mi. Hemos comido juntos pero liego el no aporta ni para la propina y eso le molesta a mi mamá. Mi novio es 4 años mayor que yo. Estoy desesperada porque no sé qué hacer para que mi mamá acepte que es mi vida.- Mi pareja trabaja en turnos rolados, ahorita está en el turno nocturno, yo soy celoso, ella ha actuado muy raro, ya no quiere tener intimidad, antes teníamos intimidad más seguido, antes teníamos relaciones cada 15 ó 20 días. ¿Qué me recomienda hacer porque ya se me está terminando la paciencia?- Rencor: ¿Cómo afecta esto en las relaciones de pareja?- ¿Qué pasa con la pareja cuando se queda el famoso "nido vacío"?- Cuando se termina una relación de pareja hay que hacer un proyecto de vida. ¿Qué quiero hacer de mi vida de ahora en adelante?, ¿Qué es lo que realmente me agrada?

¡Cuéntamelo Todo! con Carolina Sandoval
Que no te importe el qué dirán: Más confesiones de Bárbara Camila

¡Cuéntamelo Todo! con Carolina Sandoval

Play Episode Listen Later Jul 5, 2022 22:06


Carolina y su hija Bárbara Camila hablan de cómo ser feliz sin que te importe el qué dirán. Bárbara cuenta en detalle sobre una decisión que tomó que la tiene muy feliz. Ambas te dan recomendaciones para que nunca esperes toda una vida por algo que quieras lograr.

isto não é o que parece
66. Rhode e SKNN: dois lançamentos, duas polémicas

isto não é o que parece

Play Episode Listen Later Jul 5, 2022 30:48


O que une Kim Kardashian e Hailey Bieber? Ambas lançaram marcas de beleza cujo lançamento não passou sem muita controvérsia. No episódio desta semana, falamos sobre cada um dos casos e o que motivou os processos judiciais. Bónus: a Carolina conta tudo sobre o protetor solar perfeito para reaplicar agora que o verão parece ter finalmente chegado. Sigam-nos no Instagram em @istonaoeoqueparecepod Enviem-nos um e-mail para istonaoeoqueparecepodcast@gmail.com com dúvidas, questões e sugestões. Sigam-nos também nas redes: @carolinaadaspereira @joanapem Mencionado no episódio: “Kim Kardashian Is Being Sued Over SKKN” https://www.thecut.com/2022/06/kim-kardashian-skkn-lawsuit.html “Hailey Bieber's 'rhode' beauty brand in controversy; Sued for trademark infringement” https://me.mashable.com/entertainment-2/17650/hailey-biebers-rhode-beauty-brand-in-controversy-sued-for-trademark-infringement Anthelios Bruma de rosto anti-brilho, La Roche Posay https://www.laroche-posay.pt/anthelios/anthelios-bruma-fresca-anti-brilho-fps50 212.2 Ricardo Vila Nova https://ricardovilanova.com/ Obrigada por ouvirem.

El Podcast de JF Calero
TORRES de GRAVEDAD: LA SIMPLE BATERÍA QUE PUEDE REVOLUCIONAR LA ENERGÍA VERDE

El Podcast de JF Calero

Play Episode Listen Later Jul 4, 2022 11:13


El aumento imparable de la producción energética con renovables, y la intermitencia de estas, provocan varios retos en la gestión de la energía a los que ya nos estamos enfrentando: Aprovechar los momentos de falta de producción para seguir suministrando a la red, y aplanar al máximo hasta hacer recta la curva de entrega de energía de las renovables sería un sueño para cualquier ingeniero y político. Una solución es generar hidrógeno, o almacenar esta energía en algún tipo de batería que luego pueda verter a la red ese excedente que hemos capturado en algún momento, cuando haga falta. Y aquí entran en juego las baterías gravitatorias, un invento tan sencillo como complejo, tan fácil de entender como llamativo, que promete mucho menos costes que usar baterías de acumulación con base química, como las baterías de litio, para tal fin. ¿Qué son, y cómo funcionan las baterías por gravedad? Mis Aparatos y equipos imprescindibles para trabajar y vivir: https://www.amazon.es/shop/juanfranciscocalero-clubonmotor Apóyame para hacer más y mejores vídeos en PATREON. Sé mi mentor: https://www.patreon.com/jfcalero Sígueme en INSTAGRAM, TWITTER o AMBAS, súperfácil: @jfcalero No te vayas a la cama sin saber algo más, o al menos sin saber algo nuevo. Si lo hiciste, misión cumplida, gracias por acompañarme. Puedes ver el video correspondiente a este podcast en el siguiente enlace: https://www.youtube.com/watch?v=h_IMin1aFU0&ab_channel=JFCALERO-Enuncascar%C3%B3ndenuez

El Podcast de JF Calero
HACIA LA IRRELEVANCIA y DECADENCIA: POR QUÉ EUROPA TENDRÁ QUE AYUDAR A RUSIA (a pesar de todo)

El Podcast de JF Calero

Play Episode Listen Later Jul 4, 2022 12:42


El conflicto de Ucrania con Rusia nos muestra un estado ruso fallido, que se comporta a modo de potencia colonial de antaño conquistando territorios que considera profundamente hostiles, en una estrategia de no entendimiento que tiene como único fin hacer “avanzar” su estado en términos de prosperidad futura y posicionamiento internacional. Frente a esta Rusia con falta de democracia, militarizada y dependiente de su energía al máximo para lo bueno y para lo malo, Europa tiene la obligación de intentar ayudar al oso ruso herido, mientras éste no se deja ayudar y continúa dando zarpazos, a veces certeros, contra todo aquel que considera que está invadiendo su territorio o integridad física. ¿Cómo hacerlo? La pasada reunión de los BRICS mostró un apoyo sorprendente a las políticas de Putin en Ucrania, y dejó bien a las claras que una Europa más dependiente de la OTAN (EEUU) y menos abierta a Rusia y otras zonas de calor del planeta es una Europa condenada a la irrelevancia y un irremediable empobrecimiento generalizado para el futuro. Ya sabemos que ayudar a un animal poderoso y herido es algo tremendamente complicado, y sin embargo, parece más necesario que nunca. De lo que nuestros políticos consigan solucionar con el conflicto creado por una Rusia acorralada dependerá en buena parte el bienestar del “viejo continente”. Mis Aparatos y equipos imprescindibles para trabajar y vivir: https://www.amazon.es/shop/juanfranciscocalero-clubonmotor Apóyame para hacer más y mejores vídeos en PATREON. Sé mi mentor: https://www.patreon.com/jfcalero Sígueme en INSTAGRAM, TWITTER o AMBAS, súperfácil: @jfcalero No te vayas a la cama sin saber algo más, o al menos sin saber algo nuevo. Si lo hiciste, misión cumplida, gracias por acompañarme. Puedes ver el video correspondiente a este podcast en el siguiente enlace: https://www.youtube.com/watch?v=Vm-Q6c7iJAE&t=1s&ab_channel=JFCALERO-Enuncascar%C3%B3ndenuez

120 Minutos
Cartaginés y Alajuelense se enfentan esta noche y ambas aficiones esperan el mejor resultado / Jueves 30 de Junio, 2022.

120 Minutos

Play Episode Listen Later Jun 30, 2022 107:20


NADA MÁS QUE LIBROS
Nada más que libros - Antonio Buero Vallejo

NADA MÁS QUE LIBROS

Play Episode Listen Later Jun 29, 2022 32:54


“ -URBANO: ¡Vamos! Parece que no estás muy seguro. -FERNANDO: No es eso Urbano. ¡Es que le tengo miedo al tiempo! Es lo que más me hace sufrir. Ver como pasan los días, y los años...sin que nada cambie. Ayer mismo éramos tú y yo dos críos que veníamos a fumar aquí, a escondidas, los primeros pitillos...¡Y hace ya diez años! Hemos crecido sin darnos cuenta, subiendo y bajando la escalera, rodeados siempre de los padres, que no nos entienden; de vecinos que murmuran de nosotros y de quienes murmuramos...Buscando mil recursos y soportando humillaciones para poder pagar la casa, la luz...y las patatas. Y mañana, o dentro de diez años que pueden pasar como un día, como han pasado estos últimos…., aborreciendo el trabajo…, perdiendo día tras día...Por eso es preciso cortar por lo sano.” Fragmento de “Historia de una escalera” Antonio Buero Vallejo nació en Guadalajara el 29 de Septiembre de 1916. Desde su infancia se interesa por la literatura, sobre todo por el teatro. Estudia en la Escuela de Bellas Artes de San Fernando de Madrid y, acusado de , permanece en prisión desde 1939 a 1946. Allí coincide con Miguel Hernández y entablan una fuerte amistad. Al ser puesto en libertad comienza a colaborar en diversas revistas como dibujante y escritor de pequeñas piezas de teatro. Su debut se produce en 1949 con la publicación de “Historia de una escalera”, obra galardonada con el Premio Lope de Vega y que tuvo un gran éxito de público en el Teatro Español de Madrid. Durante la década de los cincuenta escribe y estrena en España y en el extranjero obras tan significativas en su trayectoria literaria como “La Tejedora de sueños” de 1951, “La señal que se espera” (1952), “Casi un cuento de hadas” de 1953, “Madrugada” del mismo año, “Hoy es Fiesta” (1956) o “Un soñador para un pueblo” de 1958. A pesar de sus problemas con la censura vigente, sigue estrenando títulos como “El concierto de San Ovidio” de 1962, “Aventura en lo gris” (1964), “El tragaluz” de 1967 – que se mantiene en cartel durante casi nueve meses- o “Las Meninas” cuyo estreno obtiene un éxito sin precedentes. Además prepara versiones de Shakespeare, como “Hamlet, príncipe de Dinamarca” y Bertolt Brecht (“Madre Coraje, y sus hijos”). Posteriormente realiza un ciclo de conferencias en varias universidades estadounidenses y en 1971 ingresa en la Rea Academia Española, y, más tarde, es nombrado socio de honor del Circulo de Bellas Artes y del Ateneo de Madrid. Asimismo pertenece a diversas academias, comités y sociedades de América, Portugal, Alemania y Francia. Durante los primeros años de democracia en España Buero no cesa de estrenar obras: “Jueces en la noche” de 1979, “Caimán” (1981) y “Dialogo secreto” de 1985, o su versión de ”El pato silvestre” de Henrik Ibsen, en 1982. En 1986 recibe el Premio Miguel de Cervantes por toda su trayectoria literaria. Antonio Buero Vallejo compagina su éxito en el campo de la literatura con su otra gran pasión, la pintura. En 1993 publica “Libro de estampas”, donde se recogen pinturas acompañadas de textos inéditos del autor. En 1997 ve la luz su última obra, “Misión al pueblo desierto”, estrenada en Madrid dos años después. En 1998 es nombrado presidente de honor de la Fundación Fomento del Teatro. Antonio Buero Vallejo falleció en Madrid el 29 de Abril del año 2000, a los 84 años. Antonio Buero Vallejo es quizá el autor teatral más importante y, desde luego más representativo de la España de posguerra. Su primer estreno, “Historia de una escalera” de 1949, original síntesis de dos herencias tan dispares como el sainete y la tragedia de Unamuno, supuso una abierta ruptura con el teatro que se venía haciendo en España en los diez años inmediatamente anteriores. Dicho primer estreno anticipaba también la significación que tendrá Buero desde aquel momento: su empeño en escribir un teatro trágico, que desde García Lorca y hasta entonces, ningún autor español había acometido, y en armonizar la pureza y el criticismo de su arte con un amplio éxito de público. Pero es su drama “En la ardiente oscuridad” (primero que escribe, en 1946, aunque el estreno date de 1950) el mejor punto de partida para acercarnos a este universo dramático. Debemos señalar enseguida algunos datos biográficos del autor que anteceden inmediatamente a la escritura de la citada obra: estudiante de Bellas Artes en el Madrid de la II República; soldado republicano desde 1936 a 1939; muerte del padre, fusilado en Madrid en 1937; condenado a muerte en 1939, hasta la conmutación de la pena ocho meses después; recluido durante seis años en diferentes colonias penitenciarias…...Cuando recobra la libertad abandona la pintura y empieza a escribir. Que el primer drama que escribe sea “En la ardiente oscuridad” es algo que, si puedo decirlo de este modo, da que pensar. Sin embargo, en la superficie, “En la ardiente oscuridad” no guarda relación con tales hechos. Sólo cuando penetramos en la estructura trágica, profunda, de esta obra – una obra que prefigura todas las demás del autor – comprendemos que el teatro de Buero Vallejo surge a causa y frente a la guerra y la posguerra españolas. “En la ardiente oscuridad” es un drama sobre ciegos. En un centro para estudiantes invidentes, donde domina una pedagogía consistente en ignorar la situación de la ceguera – como una forma de intentar superarla , aparece un nuevo alumno, Ignacio, el protagonista, que opone a las mentiras oficiales del centro una afirmación rebelde: la verdad de que es ciego, la verdad de que todos son ciegos y de que necesitan ver. La ceguera, como símbolo de las limitaciones humanas, y la necesidad de ver, como símbolo de la aspiración de lo absoluto, son claves fundamentales para entender el pensamiento de la obra. La antinomia Ignacio – Carlos (éste último alumno destacado del centro) y la muerte del primero a manos del segundo es otro aspecto que debemos destacar para poder añadir inmediatamente que “En la ardiente oscuridad” contiene de manera expresa o esboza estas constantes del teatro de Buero: la antinomia ; las taras físicas, además de la ceguera, la locura, la sordera, etc., que pueden homologarse con aquella; una imagen totalizadora de lo humano, que abarca los conflictos sociales y políticos y, simultáneamente, el misterio del mundo y de la vida, etc. Estas y otras características nos han servido de hilo conductor para llegar a la estructura profunda del teatro de Buero Vallejo, pudiendo proponer así una interpretación nueva del mismo. En esa estructura hemos hallado primero un trasfondo mítico siempre presente o latente: la tríada Edipo, Don Quijote y Caín-Abel y segundo, una presencia-ausencia de Dios, de acuerdo a una visión trágica: un Dios que no es el de las religiones, Dios de certezas, sino el Dios incierto y equívoco de la tragedia, el Dios de Pascal y de Racine. Ambas dimensiones son complementarias entre sí y demuestran la enorme coherencia del teatro de Buero en el ámbito de lo trágico; pues, al fin, es impensable una tragedia sin mitos y sin dioses. Comprobamos así que el teatro de Buero apunta a la necesidad de

La Wikly
🏳️‍🌈 Tras Roe, ¿peligran los derechos LGBTQ?

La Wikly

Play Episode Listen Later Jun 27, 2022 27:43


27 de junio | Nueva YorkLeer esta newsletter te llevará 12 minutos y 54 segundos.📬 Mantente informado con nuestras columnas de actualidad diarias. Tienes un ejemplo en este boletín que enviamos el pasado miércoles sobre la victoria de Gustavo Petro en Colombia. Puedes suscribirte a través de este enlace:No todas nadan bien. Bienvenido a La Wikly.⚖️ Una amenaza realLo importante: el Tribunal Supremo estadounidense puso fin este pasado viernes al derecho constitucional al aborto al anular un par de sentencias previas de la Corte, sacudiendo a millones de estadounidenses que creen que este es solo el primero de más retrocesos.La decisión Dobbs v. Jackson Women's Health amenaza con poner peligro otros derechos reconocidos por el tribunal, incluidos aquellos que protegen las libertades que la comunidad LGBTQ ha conquistado en las últimas décadas.Contexto: el Tribunal Supremo está ahora mismo formado por seis jueces conservadores y tres progresistas, lo que desequilibra la balanza de forma trascendental y abre la veda a que la mayoría conservadora atente contra derechos que se creían asegurados.La composición actual de la Corte es algo en lo que el movimiento judicial conservador de Estados Unidos lleva luchando desde hace décadas. Emilio repasó la historia de ese proceso en un artículo para Newtral.Explícamelo: la base argumentativa de la sentencia que el Supremo publicó este viernes se puede leer en decisiones judiciales del Supremo que se remontan a mediados del siglo XX. Si ha caído el aborto, otros derechos fijados por la Corte hace años podrían estar ahora en peligro.En esta newsletter, explicamos cuál es la base argumentativa que reconoció el derecho al aborto, por qué es controvertida y qué implica que la mayoría conservadora actual del tribunal haya arremetido contra ella de forma tan contundente.📜 El quid constitucionalLa sentencia Roe v. Wade de 1973 es parte de una serie de decisiones del Supremo que interpretaban la Constitución de una forma desconocida en los primeros 100 años de historia de Estados Unidos. Y todo tiene que ver con un extracto de la Sección Primera de la Decimocuarta Enmienda de su Constitución:“Ningún estado podrá […] privar a una persona de su vida, libertad o propiedad, sin un debido proceso legal”.La Decimocuarta Enmienda es una de llamadas Enmiendas de la Reconstrucción aprobadas tras el final de la Guerra Civil que enfrentó a los Estados Confederados que defendían la Esclavitud contra la Unión que encabezaba el gobierno federal.El objetivo de la Enmienda era proteger los derechos de los antiguos esclavos. Tanto su ratificación como la interpretación que los tribunales han hecho de sus cláusulas ha sido motivo de debates constitucionales profundamente controvertidos.En particular, la llamada Cláusula del Debido Proceso que hemos detallado arriba se ha litigado de forma constante en el último siglo de historia. Y todo tiene que ver con los derechos que la cláusula garantiza en todos los estados del país, según un análisis del Constitution Center:Protecciones procesales. Por ejemplo, requieren que el estado notifique acordemente a un ciudadano si va a dejar de percibir un seguro médico público y que facilite una audiencia en la que ese ciudadano pueda argumentar por qué debe seguir recibiendo ese seguro.Derechos individuales listados en la Carta de Derechos como la libertad de expresión, la libertad de religión o la libertad de prensa.Derechos fundamentales que no están específicamente enumerados en otras partes de la Constitución, incluidos el derecho al matrimonio, el derecho al uso de anticonceptivos o, hasta este pasado viernes, el derecho al aborto.La Quinta Enmienda ya protegía esos derechos, pero solo aplicaba contra el gobierno federal, con lo que los estados podían seguir vulnerándolos tal y como ocurría con la Esclavitud. La Decimocuarta incorporaba esos derechos contra los estados.Eso incluía los derechos protegidos bajo el debido proceso sustantivo, la categoría en la que se enmarcan los derechos no enumerados en la Constitución.Y cabe señalar que la Novena Enmienda sugiere que los derechos enumerados en la Constitución no niegan “otros retenidos por el pueblo”.La base de la controversia de ese debido proceso sustantivo es que los jueces de la Corte pueden concluir que un derecho emana de la Constitución pese a que no esté específicamente mencionado en el texto. Es de ahí que algunas de las decisiones más polémica del Supremo basen parte de su argumentación en ello:En Griswold v. Connecticut (1965), la Corte anuló las prohibiciones al uso de anticonceptivos en los estados porque entendía que estaban vulnerando el derecho a la privacidad de las parejas.El Supremo determinó que ese derecho no estaba explícitamente mencionado en la Constitución, pero que podía inferirse de otros derechos como el de reunión, protegido en la Primera Enmienda; el de acuartelar soldados en tiempos de paz, protegido por la Tercera; y el de ser libre de registros irrazonables del hogar, protegido por la Cuarta.En las décadas posteriores, el Supremo también usó en parte el debido proceso sustantivo para proteger el derecho al matrimonio entre parejas interraciales (1967), el derecho a que personas no casadas usaran métodos anticonceptivos (1972), el derecho al aborto (1973), el derecho a mantener conductas sexuales íntimas (2003) y el derecho al matrimonio para parejas del mismo sexo (2015).🏛 Una corte conservadoraEl reciente fallo de Dobbs v. Jackson Women's Health no solo deja de reconocer el aborto como un derecho constitucional, sino que también abre la puerta a cambios en la forma en que la Corte Suprema venía interpretando la Cláusula del Debido Proceso de la Decimocuarta Enmienda.Hasta ahora, el debido proceso sustantivo era interpretado como la garantía de protección constitucional a derechos que no necesariamente están explícitos en la Constitución o que son estrictamente procesales.En la opinión mayoritaria de la Corte, el juez Samuel Alito escribe que “nada en esta opinión debe entenderse como que pone en duda los precedentes que no tienen que ver con el aborto”. Sin embargo, el razonamiento legal que esgrime la mayoría para revocar Roe v. Wade y Planned Parenthood v. Casey podría aplicarse a otros fallos.El principal argumento de Alito es que no existe una protección constitucional explícita para el derecho al aborto, y que cualquier derecho no enumerado explícitamente en la Constitución debe estar “profundamente arraigado en la historia y tradición de esta nación” y estar “implícito en el concepto de libertad ordenada” para poder acogerse al amparo constitucional.Los requisitos de este método, que a menudo se conoce como la prueba Glucksberg por el fallo Washington v. Glucksberg (1997), impiden inferir la constitucionalidad del derecho al aborto.Ante este razonamiento, el juez Clarence Thomas advirtió en una opinión concurrente del fallo que, bajo ese razonamiento, el derecho al aborto no es el único que ha sido mal protegido. Fallos como Lawrence v. Texas (2003), que ampara constitucionalmente la libertad de personas del mismo sexo a mantener relaciones sexuales consentidas, serían susceptibles de revocación.“En casos futuros, debemos reconsiderar todos los precedentes sustantivos del debido proceso de este Tribunal, incluidos Griswold, Lawrence y Obergefell. Debido a que cualquier decisión enmarcada en el debido proceso sustantivo es “evidentemente errónea”, tenemos el deber de “corregir el error” establecido en esos precedentes”, dice un pasaje de la concurrencia de Thomas.Aunque el razonamiento del juez Thomas es mucho más extremo que el de la mayoría de los jueces, su lógica muestra que es difícil marcar el límite en los derechos que revierte este fallo cuando estos se encuentran conectados por la misma lógica de interpretación. Este es, a la vez, uno de los argumentos que esgrime la minoría liberal de la Corte, disidente del fallo.“No fue hasta Roe, argumenta la mayoría, que la gente pensó que el aborto estaba dentro de la garantía de libertad de la Constitución. Sin embargo, lo mismo podría decirse de la mayoría de los derechos que la mayoría afirma que no está manipulando. La mayoría podría escribir una opinión igual de larga mostrando, por ejemplo, que hasta mediados del siglo XX, “no había apoyo en la ley estadounidense para un derecho constitucional a obtener [anticonceptivos]”. Así que una de las dos cosas debe ser cierta. O bien la mayoría no cree realmente en su propio razonamiento. O si lo hace, todos los derechos que no tienen una historia que se remonta a mediados del siglo XIX son inseguros. O la mayor parte de la opinión de la mayoría es hipocresía, o los derechos constitucionales adicionales están bajo amenaza”, declaran en conjunto los jueces progresistas Elena Kagan, Stephen Breyer y Sonia Sotomayor.🧑‍⚖️ Base de arenaDurante muchos años, el juez Anthony Kennedy fue la figura fundamental en la lucha legal por la igualdad de los homosexuales. En Obergefell v. Hodges (2015) y United States v. Windsor (2013), la Corte sostuvo que el gobierno federal debe reconocer los matrimonios entre personas del mismo sexo.Ambas fueron decisiones 5-4 escritas por Kennedy, como resultado de su incómoda alianza con los cuatro jueces liberales.En ese tipo de casos, cuando las opiniones están muy divididas, a menudo se asigna la redacción de la sentencia mayoritaria al juez más indeciso. Sigue la teoría de que es poco probable que dicho juez cambie su voto si puede adaptar la opinión de la mayoría a sus propios puntos de vista.El resultado es que las argumentaciones que esgrimió Kennedy para la defensa de estos derechos no son muy sólidas. Ignoran doctrinas que podrían haber fundamentado una prohibición de discriminación por motivos de orientación sexual y se centran en defender que son derechos constitucionales no enumerados amparados por la doctrina del debido proceso sustantivo.Algo que, como vimos con Roe v. Wade, deja al fallo más vulnerable a ser anulado por una mayoría conservadora dedicada.El fallo Dobbs de Alito y su confianza exclusiva en el marco de Glucksberg para determinar qué derechos no enumerados están protegidos por la Constitución puede interpretarse como una estrategia del juez a largo plazo. Es decir, podría estar usando una terminología jurídica que pueda usarse para justificar otra victoria conservadora en el futuro.A esto se suma que Alito protagonizó una de las opiniones contrarias al fallo de Obergefell que reconocía el derecho al matrimonio homosexual.Con aquella argumentación, demostró su nivel de desdén por los derechos LGBTIQ+ con una elección retórica que lo apartó incluso de varios de sus compañeros jueces conservadores.La decisión de Obergefell “se utilizará para vilipendiar a los estadounidenses” que creen que las parejas del mismo sexo no merecen los mismos derechos y las personas que expresan puntos de vista anti-LGBTQ “correrán el riesgo de ser etiquetadas como intolerantes”, sostuvo Alito.¿Entiendes ahora el miedo de la comunidad LGBTQ+ a perder derechos?¿Desea saber más? Los artículos del Constitution Center sobre la Decimocuarta Enmienda son muy esclarecedores. Y los análisis judiciales de SCOTUSblog sobre las sentencias del Supremo son al mismo tiempo profundas pero fáciles de leer para no-expertos.🎬 Una recomendaciónCon la colaboración de FilminBy Emilio Doménech120 pulsaciones por minuto es una película francesa de 2017 dirigida por Robin Campillo. Cuenta la historia de un grupo de activistas galos a primeros de los 90 en su lucha por reivindicar los derechos LGBTQ en el contexto de la epidemia del SIDA.La película ganó el Gran Premio del Jurado y el premios FIPRESCI de la crítica en el Festival de Cannes de su año. Acabaría arrasando en los Premios César franceses con seis galardones entre los que se incluyeron Mejor Película, Mejor Actor de Reparto y Mejor Guion Original.Campillo logra una pieza que se siente a la vez informativa, pedagógica y profundamente emocional. Porque pese a retratar el día a día del activismo, con reuniones y debates ideológicos que a priori pueden resultar poco atractivos para el espectador, en realidad el filme hace un trabajo fantástico equilibrando dosis de intensidad dramática con episodios de exploración temática que inspiran por su lucidez.Cero sorpresas con que Campillo se llevara el premio al Mejor Montaje en los César, pues la labor de edición es el logro más incontestable del filme.Campillo era editor antes de ser director. Y también fue el guionista de una película con la que 120 pulsaciones por minuto comparte esa facilidad para convertir conversaciones con sustancia informativa, histórica y discursiva en diálogos que también tienen peso dramático: la extraordinaria La clase, de Laurent Cantet, ganadora de la Palma de Oro en Cannes en 2008.En una era en la que la comunidad LGBTQ+ en países como Estados Unidos teme por sufrir un retroceso en materia de derechos, largometrajes como el de Campillo ilustran lo difícil que fue luchar por conseguirlos.Y en la historia de los personajes de 120 pulsaciones por minuto están también la de otras tantas miles de personas que reivindicaron su igualdad en tiempos bastante más oscuros, pues la película muestra los coletazos más duros del SIDA.120 pulsaciones por minuto está disponible en Filmin.🥊 Otro récord de IbaiBy Marina EnrichLo importante: Ibai organizó este pasado sábado La velada del año 2, una noche dedicada al boxeo y a la música en el Palau Olímpic de Badalona (Barcelona) en la que varios streamers combatieron entre sí. Ah, y David Bustamante, también.La clave. Ibai logró el récord histórico de 3,3 millones de espectadores simultáneos en el stream (2,4 millones de media). El récord anterior lo tenía TheGrefg, otro streamer español, con un pico de 2,5 millones de espectadores cuando presentó su skin de Fortnite (un ‘look’ que había diseñado para el juego online).Ten en mente que el minuto de oro en la televisión española el pasado viernes se lo llevó Pasapalabra con 2,7 millones de espectadores, mientra que la Voz Kids congregó una media de 1,3 millones de espectadores durante la noche.Los highlights.Ibai anunciando dos días antes la escaleta del evento vía Twitch usando Paint. Ni comunicados de prensa, ni publicaciones estándares para sus seguidores. Lo que nos gusta.Las actuaciones de Bizarrap, Nicki Nicole, Duki o Rels B. Puedes verlas aquí.La asistencia de AuronPlay o ElRubius, sobre todo porque nunca suelen ir a este tipo de eventos.

Fallo de sistema
Fallo de sistema - 541: Mujeres en Marte - 25/06/22

Fallo de sistema

Play Episode Listen Later Jun 25, 2022 59:08


Mientras llega el momento, 16 abril de 2023, nueve mujeres se están preparando a conciencia para que su misión, Hipatia 1, cumpla con los objetivos: nada menos que avanzar en la exploración de Marte, probar nuevas tecnologías espaciales y analizar el comportamiento de una tripulación en condiciones extremas y aisladas. Para ello se desplazarán al Mars Desert Research Station en Utah. Nuestra invitada Carla Conejo es bióloga y miembro de la expedición. También hablamos con Anastasia Pistofidou, arquitecta griega especializada en tecnologías de fabricación digital, diseño y educación. Impulsora de Fabricademy, Textile and Technology, programa intensivo multidisciplinario en la intersección de la fabricación digital, los textiles y la biología. Ambas coinciden el próximo fin de semana en la Maker Faire de la UPF en Barcelona. Con Duque de Champagne os hablamos de mujeres y cómics con un buen puñado de recomendaciones. Escuchar audio

La escóbula de la brújula
Programa 439 - El humor en el universo friki

La escóbula de la brújula

Play Episode Listen Later Jun 24, 2022 118:47


El diccionario de la RAE utiliza varias acepciones para la palabra friki. Una es “extravagante, raro o excéntrico” y la otra es “persona que practica desmesurada y obsesivamente una afición”. Ambas sirven para meternos en un mundo, o mejor, en un universo, donde todo es posible (manga, videojuegos, tecnología, informática, filatelia, música…) si se hace con pasión, sentido del humor y mucho amor. Y de eso sabe mucho nuestra invitada, Sara Escudero, cómica, monologuista, escritora, presentadora y mil cosas más. Quiso ser veterinaria, luego médico y acabó siendo una actriz que además ha sido embajadora de Unicef en Mauritania en su campaña contra la desnutrición infantil y ha escrito “El CaNino de Santiago”, libro donde recorre distintas etapas con su perrita Nala y nos muestra otra forma de vivir la vida, basada en el “perregrinaje”. También Jorge Guerra, veterinario de profesión y guionista de monólogos de vocación, nos contará algunas anécdotas personales y experiencias curiosas del universo friki. Para terminar con un cuento original de Sara, en exclusiva para La Escóbula, titulado: “Como todas las mañanas”. En la Extróbula, Pepa Llausas nos va a seleccionar sus top five de películas más frikis de la historia del cine, y también sabremos cuales son las más frikis y perturbadoras para Carlos Canales, Marcos Carrasco, David Sentinella, Juan Ignacio Cuesta y Jesús Callejo.

La Wikly
🇨🇴 Cómo entender la victoria de Petro

La Wikly

Play Episode Listen Later Jun 22, 2022 37:42


22 de junio | San Juan, ArgentinaMe gustaría ser él. Bienvenido a La Wikly.🙌 En la columna de hoy contamos con la colaboración y participación vía podcast de Brandon Ortiz, periodista y editor de La Gaitana. La Gaitana es un medio independiente de la ciudad de Neiva en Huila, Colombia. Puedes encontrarlos aquí.⚠️ Esta edición de la newsletter electoral suele ser para suscriptores premium, pero la hacemos pública para que conozcáis un poco mejor lo que ofrecemos a los suscriptores de pago de forma diaria. Si quieres recibir más entregas como esta, ya sabes:Leer esta newsletter te llevará 14 minutos y 56 segundos.🇨🇴 Entender ColombiaPor Anita PereyraLo importante: Gustavo Petro y Francia Márquez se consolidaron el pasado domingo como presidente y vicepresidenta electos de Colombia. Por primera vez en su historia, el país latinoamericano tendrá un gobierno de izquierda.La fórmula de la coalición Pacto Histórico venció en segunda vuelta al candidato independiente Rodolfo Hernández con una diferencia de apenas tres puntos porcentuales.En esta otra edición, hablé sobre las diferencias entre los proyectos de país que tenía cada candidato, por lo que el estrecho margen de diferencia entre ambos candidatos abre la puerta a pensar en dos Colombias.El objetivo de esta newsletter es explorar lo que estas elecciones significaron para la ciudadanía colombiana y hablar tanto de aquello que los une como aquello que los divide.🗺 Victoria de periferiaUna expresión que se leyó bastante en redes sociales tras la victoria de Petro contiene la clave de una de las categorías de análisis a la que puede someterse estos comicios: el factor geográfico y productivo.Desde su independencia, Colombia se ha debatido entre un modelo centralizado y uno federal. Las zonas del país que se vieron más beneficiadas económicamente, sea por las plantaciones de azúcar y café o por el proceso de industrialización, configuraron un eje cuatripartito entre las ciudades de Bogotá, Medellín, Cali y Barranquilla.La periferia se construyó por oposición como una suma de todas las regiones que quedaron excluidas del eje urbano, más desarrollado. Las agrociudades protagonizaron esta exclusión en los 90, cuando la liberalización de la economía provocó una crisis de materias primas.En este artículo, nuestros colegas de El Orden Mundial exploran el reflejo de esta regionalización en la red urbana de Colombia y su déficit en materia de transporte.En la Colombia rural, la distribución de la riqueza es menos equitativa. Según el Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo (PNUD):Del 90,9 por ciento de la población que vive en las áreas rurales de Colombia, el 42,9 por ciento era pobre en 2020. El 48 por ciento se encontraba en condición de vulnerabilidad.Además, el PNUD señala que estas cifras son contextuales: mientras que en las ciudades el porcentaje de pobreza se ha ido reduciendo, en las zonas rurales ha aumentado.La élite económica se tradujo en una élite política que gobernó el país durante décadas haciendo oídos sordos a las necesidades del electorado que no representaba: pobres, pueblos originarios, ambientalistas, trabajadores, y así."Una de las nadies, de los históricamente excluidos, se pone de pie para ocupar la política porque la élite que nos gobernó nunca nos permitió vivir en dignidad, en paz y con justicia social", dijo en su momento Francia Márquez, ahora vicepresidenta electa, para defender su candidatura.La fórmula de Gustavo Petro y Francia Márquez es la consolidación de décadas de militancia desde la periferia para conquistar una participación política real que atienda a sus demandas.Por esto, una de las propuestas de la fórmula presidencial electa es mudar la economía colombiana del actual modelo extractivista a uno más sostenible basado en la agricultura y la industria.“Es hora de dejar la estupidez del extractivismo, de pensarnos como un país petrolero y carbonero, tal cual Venezuela, y pasar a construir la compleja tarea histórica de industrializarnos desde la equidad”, dijo Petro.Esta evolución hacia un sistema productivo más eficiente podría, por ejemplo, incluir un aumento impositivo para los terrenos cultivables que no estén produciendo.La propuesta, aunque sin duda ha causado rechazos entre terratenientes del país, va alineada con el objetivo general de lograr una mejor redistribución de la riqueza a través del pleno aprovechamiento de los recursos naturales.“Los poseedores que ven la tierra como poder y no como instrumento productivo tienen que retroceder y deben liberar la tierra. Yo propongo comprárselas, no para que quede en propiedad del Estado sino para aquellos que la ven como un instrumento de producción”, explicó el entonces candidato.🕊 Proceso de pazPor primera vez en varios años, el debate político en torno a estas elecciones ha podido separarse del contexto de guerra y del presupuesto del Ministerio de Defensa, dando oportunidad a que se hable de otras necesidades como la educación, el medioambiente y la economía del cuidado.Aunque está lejos de ser pasado sepultado, el capítulo de violencia que en 2016 cerraron los acuerdos de paz firmados con las FARC-EP (Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia – Ejército del Pueblo) permitió a la ciudadanía colombiana poder empezar a mirar al futuro.¿Cómo se relacionan con las elecciones presidenciales de este año? Para hablar de eso, primero es necesario recapitular brevemente la historia de las FARC y su relación con la tercera fuerza política de estos últimos comicios: el uribismo.A mediados del siglo XX, en Colombia se vivía una época conocida como “La Violencia” que enfrentó a liberales y conservadores. Era una lucha por la tierra; los campesinos se rebelaron contra el dominio de los terratenientes y los altos precios en la tenencia de propiedades.Los conservadores contaban con el apoyo del Estado, mientras que los liberales se agruparon como autodefensas campesinas en varias regiones del país. En ese contexto, en el año 1964, nació en las montañas del centro de Colombia un sentimiento de resistencia que duraría más de 50 años; el germen de las FARC.Álvaro Uribe llegó a la presidencia de Colombia tras las elecciones de 2002 con un discurso abiertamente intolerante con las FARC. Su política de seguridad democrática buscó intensificar el combate a las guerrillas, aumentando el financiamiento a las Fuerzas Armadas con ayuda del capital extranjero: el Plan Colombia.Estados Unidos invirtió entre 2001 y 2016 más de 10.000 millones de dólares en ayuda militar, el segundo mayor presupuesto estadounidense para un aliado después del concedido a Israel.💥 Fin de FARCEl Plan Colombia comenzó a dar resultados en unos años y las FARC vieron reducidas sus fuerzas. Después de contar con un promedio de 20.000 integrantes en el año 2000, pasaron a tener poco menos de 9.000 en 2010. Sin embargo, el coste humano de la estrategia fue devastador.Cerca de 4 millones de personas fueron desplazadas durante el Plan Colombia, un promedio de 300.000 al año, según la Consultoría para los Derechos Humanos y Desplazamiento (CODHES).Más de 7.000 sindicalistas fueron amenazados, torturados o violentados, y por lo menos 1.000 fueron asesinados entre enero de 2000 y enero de 2016, según datos de la Escuela Nacional Sindical.Alrededor de 400 defensores de derechos humanos fueron asesinados entre 2010 y 2015. Según Frontline Defenders, Colombia tuvo el mayor número de asesinatos selectivos de defensores de derechos humanos en 2015.Durante la presidencia de Juan Manuel Santos, exministro de defensa del expresidente Uribe, se puso sobre la mesa la posibilidad de negociar un acuerdo de paz con las FARC. Para la guerrilla era una oportunidad de transformar la lucha armada en una lucha política, mientras que para el gobierno era una oportunidad de lograr un control efectivo en materia de seguridad.El pacto con la guerrilla fue sometido a un referendo. Con un 60 por ciento de abstención, la opción del “No” se impuso por una diferencia mínima de menos de un punto porcentual.Tras la derrota en pleibiscito, Santos decidió aprobar los acuerdos por vía de decreto presidencial y el proceso de paz se refrendó en el Congreso.Finalmente, las FARC y el gobierno de Colombia firmaron la paz en el año 2016. Además del cese del enfrentamiento armado, la guerrilla se incorporó institucionalmente al sistema político al convertirse en un partido.La Fuerza Alternativa Revolucionaria del Común actualmente tiene aseguradas diez curules en el Congreso que les asegura representatividad en el proceso democrático de construcción de la paz.👻 Una guerrilla fantasmaCinco décadas de conflicto armado en el país han dejado su marca en el pueblo colombiano. Ahora, existe un profundo rechazo a una clandestinidad armada que todavía no se ha visto del todo erradicada pese al acuerdo de paz.A Colombia le llevó mucho tiempo conseguir la paz y esa tranquilidad conquistada proyecta sombra sobre el pasado de guerrillas: existe un miedo arraigado a que el país vuelva a estar doblegado al poder de los grupos armados y las redes de narcotráfico.Ese miedo social a volver a épocas más oscuras de su historia fue el combustible que alentó a los grupos de derecha a intentar construir discursivamente a Petro como un candidato “peligroso” por su activismo como guerrillero en su juventud.En 1978, Gustavo Petro entró en la guerrilla a los 18 años cuando todavía cursaba segundo grado de Economía en la universidad. Se unió al M-19, un grupo que nació tras el fraude electoral denunciado por los seguidores de Gustavo Rojas Pinilla, un candidato que perdió las elecciones presidenciales de 1970 contra el conservador Misael Pastrana.Petro asegura que nunca tomó parte activa en las acciones armadas, sino que participaba en tareas de distribución de propaganda ideológica y otras iniciativas pacíficas como el reparto de alimentos en comunidades desfavorecidas.En 1990, el M-19 y el gobierno colombiano firmaron un acuerdo de paz, el primero de América Latina entre un Estado y una guerrilla. El grupo se incorporó a la vida política del país bajo el nombre ‘Alianza Democrática M-19’ de la que Gustavo Petro fue uno de sus cofundadores."Esta era una concepción completamente diferente a la del ELN, las FARC, el Partido Comunista o los diversos grupos de izquierda universitaria que entablaban un diálogo con modelos como el soviético, el cubano o el chino, mientras que nosotros pensábamos en un proyecto propio nacionalista y democrático", dijo Petro sobre las motivaciones que en aquel momento lo llevaron a unirse al M-19.Tras conocerse los resultados de primera vuelta, el candidato Federico “Fico” Gutiérrez, representante del uribismo y tercera fuerza política en estas elecciones, anunció su apoyo a Rodolfo Hernández con un discurso petrofóbico.“Gustavo Petro, por todo lo que ha dicho y por todo lo que ha hecho, no le conviene a Colombia. [...] Consideramos que esa opción sería un peligro para el país”, dijo Gutiérrez.Sin embargo, Fico Gutiérrez quedó fuera de la contienda en primera vuelta. Pese a décadas de gobiernos de derecha, se vio superado en porcentaje de votos por un candidato con una propuesta apartidaria y un discurso básico de valores anticorrupción. Es decir, el voto de la gente fue bastante en contra de lo que él representa. “¿Exguerrillero o ingeniero?” Así presentaba a los dos candidatos del balotaje del domingo la Revista Semana, uno de los medios más importantes del país, en su portada del día anterior a los comicios.“Le comunico que soy economista” respondió Petro en una cita al tweet de Vicky Dávila, directora de Semana, con la portada en cuestión.Resumiendo, el voto a Hernández y el estrecho margen de diferencia con Petro no necesariamente deben leerse como un voto en contra de la propuesta de país que ofrece la fórmula de Pacto Histórico.También puede leerse como un voto de miedo por lo que pudiera pasar si…, un miedo infundado por esta conceptualización de Petro como un candidato potencialmente peligroso en un país donde la paz se ha convertido en el bien más preciado.🔥 Gobernar la fragmentaciónIván Duque, actual presidente y miembro del partido del expresidente Uribe, está cerrando su gestión con uno de los peores porcentajes de apoyo a la gestión en la historia del país. En junio de 2021, una encuesta de la consultora Datexco reveló que un 79 por ciento de los habitantes desaprobaba su mandato.En 2021, tuvo lugar el Paro Nacional, una estallido social desencadenado por el anuncio del proyecto de reforma tributaria propuesto por el gobierno de Duque.Las manifestaciones terminaron condensando todos los reclamos de la ciudadanía por condiciones de vida más dignas y fueron violentamente reprimidas por miembros de la Fuerza Pública.Con su victoria, Petro asume el desafío de estar a la altura de las grandes expectativas de su electorado: reformar una economía perjudicada por la pandemia de coronavirus y la guerra en Ucrania, controlar las disidencias delictivas armadas y garantizar el acceso a la educación en todas las regiones del país están entre los tópicos más apremiantes.Además, es el último período presidencial con la representación congresual de las FARC garantizada por la Constitución. ¿Aguantará este grupo de presión la transición de una representación política garantizada por el acuerdo a una que dependa exclusivamente de la legitimación del pueblo?“Queremos una, no dos Colombias. Y para que sea una Colombia, en medio de esa enorme diversidad multicolor que somos, necesitamos del amor. Entendida la política del amor como una política del entendimiento, como una política del diálogo. [...] No tendría sentido un gobierno de la vida si no llevamos a la sociedad colombiana a la paz, objetivo central. ¿Qué significa poder hacer la paz? Significa que los 10 millones y pico de electores de Rodolfo Hernández son bienvenidos en este gobierno”, explicaba Petro a la multitud tras la noticia de su victoria.Con este mensaje, Petro no solo acepta formalmente el compromiso de ser una gestión reparadora en un país donde el daño es grande y duele mucho.También abre la puerta a una verdadera reconciliación nacional, una donde los ciudadanos puedan votar según sus convicciones y no por miedo a que el pasado se vuelva presente.Una Colombia unida en la victoria compartida de gozar de instituciones democráticas firmes, que logre recuperarse del sufrimiento histórico a través de una política pública nacional empática y compasiva.Más información en esta entrevista que Emilio hizo este lunes a la periodista colombiana Andrea Aldana, y en este podcast de La Gaitana.🗳 Dos carreras intensasLo importante: dos congresistas demócratas de Virginia ya conocen a los rivales republicanos que intentarán arrebatarles el escaño el próximo noviembre. Ambas carreras congresuales se anticipan como dos de las más duras e intensas del país.Contexto: Abigail Spanberger y Elaine Luria representan distritos bisagra en Virginia, un estado en el que el redibujo de distritos las ha dejado en una situación peliaguda.En el distrito 7, Spanberger pierde a sus constituyentes a las afueras de Richmond, ciudad cerca de la que se crió. A cambio, tendrá que lograr nuevos votantes en el norte del estado, cerca de Washington D.C. y en un condado donde su rival Yesli Vega tiene raíces familiares y políticas y donde podría lograr el apoyo de la comunidad hispana a la que pertenece.En el distrito 2, Luria deberá enfrentarse a su rival republicana en un mapa más difícil que en 2020 con muchos votantes que bien sirven o han servido en las Fuerzas Armadas (hay varias bases de la Marina en el distrito). Ella es excomandante de la Marina. Su rival, Jen Kiggans, expiloto de helicópteros.Explícamelo: Luria y Spanberger tendrán muy complicado revalidar sus victorias tras dos elecciones en 2018 y 2020 en las que ya ganaron por poco. Si consiguen superar las expectativas en un momento económico difícil y de popularidad demócrata baja, sus historias recibirán merecida atención mediática.¿Y ahora? A diferencia de otros estados, sus rivales no han destacado por ser excesivamente pro-Trump, sino por abrazar la estrategia electoral del gobernador republicano de Virginia, Glenn Youngkin, cuya carrera en 2021 fue un reflejo de lo que otros candidatos de su partido podían explotar en otros comicios.Más información en The Washington Post.🔥 Sin pruebasLo importante: al comité congresual especial que investiga el Asalto al Capitolio reveló este martes que Donald Trump y sus aliados lideraron una campaña de presión para lograr que distintos funcionarios estatales les ayudaran a revertir los resultados de las elecciones presidenciales de 2020.En concreto, la sesión se centró en los estados de Georgia y Arizona.Contexto: el comité celebró este martes la cuarta jornada de audiencias públicas con las que pretenden demostrar que Trump estuvo directamente implicado en esas estrategias antidemocráticas que culminaron con la insurrección del 6 de enero de 2021.Explícamelo: trabajadores electorales, legisladores y líderes ejecutivos de Georgia y Arizona testificaron sobre las presiones que recibieron por parte del expresidente y de algunos de sus consejeros más cercanos, incluidos el congresista Andy Biggs y los abogados Rudy Giuliani y John Eastman.Lo más grave lo reveló el presidente republicano de la cámara baja de Arizona. Dijo que cuando le pidió a Giuliani pruebas sobre el fraude electoral a gran escala, el abogado de Trump le dijo: “Tenemos muchas teorías, solo que no tenemos las pruebas [para demostrarlas]”.El senador republicano Ron Johnson también tuvo protagonismo porque intentó entregar al vicepresidente Mike Pence documentos con una serie de electores falsos de Wisconsin y Michigan.La intención era usar esos electores falsos pro-Trump como votos alternativos a los que había logrado Joe Biden por ganar los dos estados del Midwest.Pence rechazó seguir la estrategia de rechazar los votos de Biden y certificar los de Trump durante el 6 de enero. Al final, ideró la ceremonia que acabaría confirmando la victoria de Biden.¿Y ahora? Las siguientes citas del comité prometen revelar cómo las palabras de Trump posibilitaron que tuviera lugar el Asalto al Capitolio.Más información en The Washington Post.🗳 Monitor electoral🇺🇸 Un dúo poco probable: los demócratas de Pennsylvania aspiran a un frente únicoAssociated Press (en inglés; 8 minutos)🇨🇴 Con Petro en Colombia, ¿se consolida un nuevo giro a la izquierda en América Latina?France 24 (en español; 7 minutos)🇮🇹 El ministro de Exteriores italiano abandona el M5S que lideró y provoca su escisiónEl Confidencial (en español; 4 minutos)👾 En el DiscordUn retazo de Maricopa Land@fedefer comparte un hilo sobre la industria del periodismo en España:En otro orden de cosas, este miércoles vuelve Miércoles Gringo para hablar sobre el buscador de Google a raíz de un ensayo que cuestiona su utilidad, la llegada de los drones de Amazon a un barrio near you y la mayor preocupación actual en el mundo cripto.Y sobre mí, ayer fue mi día favorito del año. En el hemisferio sur, cada 21 de junio es el solsticio de invierno. El día más corto, la noche más larga y siempre, de alguna manera, el clima ideal para disfrutar un libro y una taza de café. Si yo fuera presidenta, sería feriado nacional.Feliz miércoles, This is a public episode. If you’d like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit www.lawikly.com/subscribe

Churros  y Palomitas
FICG 37.01 - Los Saldos

Churros y Palomitas

Play Episode Listen Later Jun 17, 2022


Arrancamos con la revisión de lo visto en esta edición número 37 del Festival Internacional de Cin en Guadalajara y es con el documental español de Los Saldos, escrito y dirigido por Raúl Capdevilla.¿Lo quieres en audio? Lo puedes descargar aquí o escuchar en el siguiente reproductor. También puedes escucharnos con tus aplicaciones favoritas como Spotify, Apple Podcasts, Pocket Cast, Spreaker, Stitcher, Tune In, Acast, Player FM, MixCloud, Overcast, iHeart Radio, Hear This At, Podcast Addict, Castbox, y hasta en iVoox.La cinta se enfoca en la historia de José Ramón, ganadero y agricultor, quien recibe a su hijo Raúl quien regresa al rancho debido a que no pudo encontrar trabajo en la ciudad. Ambas generaciones trabajan juntos mientras que en el pueblo se anuncia que llegará una empresa de procesamiento de carnes que quiere construir un macro-matadero en la zona.El director aplica un estilo particular al hacer un documental creativo, y es que en esta cinta, lejos de encontrarse con los perfiles tradicionales de "cabezas parlantes" o "observador omnisciente que registra sin participar", encontramos algo que trastoca el terreno de la ficción. El cuidado en el manejo de la fotografía, la cual es funcional a nivel narrativo y se aleja de "tomas contemplativas reflexivas" o algún otro cliché documentalero me hicieron olvidar que estaba viendo un documental. La intro misma nos establece un mood de western y varias secuencias muestran secuencias dignas de dicho género, o de un comercial de venta de camionetas.Desafortunadamente, mientras que la relación entre la familia se siente cercana, no se nota muy claro un propósito en esta obra. ¿Estamos solo explorando terrenos familiares? ¿Por qué no hay un mejor análisis sobre el rechazo o impacto de una nueva industria? ¿Regresar a casa tras el fracaso de no acomodarse en la gran ciudad no causa impacto en nuestro personaje/escritor/director? De la misma manera no hay un seguimiento de varios momentos, como cuando Raúl dice que saldrá a dar la vuelta y deja a sus padres viendo Netflix (en un momento muy simpático, la verdad), y de pronto, en el mismo camino, aparece su padre y amanecen preparándose para mover ganado. El montaje es bueno pero así como se arranca anunciando algo y terminando en otro lado, parece que la cinta no se define ni cumple la promesa de la sinopsis.Finalmente, el título hace referencia a "lo que queda", los saldos, los cerdos que no están en condiciones apra ser consumidos como carne. Esto es una metáfora increíble para ilustrarnos ese choque, no solo del hijo, sino de los miembros de la comunidad, quienes buscan encontrar su lugar cuando han sido desechados por los demás. Desafortunadamente algo no termina de cuajar y la cinta termina más en un "¿eh?" que en un "¡wow!"La cinta se exhibirá el martes 14 y miércoles 15 de junio en salas de Cinemex Sania, por si quieren verla y decirme qué fue lo que no capte. Esto como parte del Festival Internacional de Cine en Guadalajara.Este episodio es traído a todos ustedes gracias al apoyo invaluable de:Productora Ejecutiva: Blanca LópezCo-Productor: Dany SaadiaCo-Productor: Juan Carlos Toledo Pérez NúñezCo-Productor: Logan MayerCo-Productor: Miguel HuescaCo-Productor: Óscar CamposCo-Productor: Román RangelAgradecimiento especial a nuestros Patreons: Adriana Fernández, Agustín Galván, Barbas Poéticas, Fernando de Anda, Jaime Rosales, Juan Espíritu, Luiso Uribe, Arturo Manrique, Lau Berdejo, Álvaro Vázquez, Alejandro Alemán, Arturo Aguilar, Emile Rudoy, Enrique Vázquez, Ernesto Diezmartínez, Jorge I. Figueroa, Luis Macías, La Niña Triqui, Marcela Salgado, Mariana Padilla, y Fernando Alonso.Tú también puedes apoyar la creación de este y más programas y recibir crédito (para que aumentes currículum) y otros extras exclusivos en www.patreon.com/churrosypalomitas¿Tienes cuenta de Amazon Prime? ¡Puedes apoyar este proyecto donando el dinero de Jeff Bezos y a ti no te cuesta nada! Instrucciones aquí.¿Quieren continuar la discusión? Tenemos nuestro canal de Discord de Charlas y Palomitas, con distintos temas, unos solo para productores del show y otros para toda la banda.¿Sabías que tenemos playeras bien bonitas con diseños cinematográficos? Los encuentras en nuestra tienda, con envíos a toda la república. ¡Checa el catálogo acá!

Holyoke Media Podcasts
Síntesis informativa. 15 de junio de 2022.

Holyoke Media Podcasts

Play Episode Listen Later Jun 15, 2022 2:00


Holyoke Media, en asociación con WHMP radio, emiten diariamente la Síntesis informativa en español a través del 101.5 FM y en el 1240 / 1400 AM. Esta es la síntesis informativa del miércoles 15 de junio de 2022: - La Oficina de Planificación y Desarrollo Económico de la Ciudad de Holyoke (OPED) y la Comisión de Planificación del Pioneer Valley (PVPC) serán coanfitriones de una reunión pública el miércoles 22 de junio, entre las 3:30 p.m. y 7:30pm en el Holyoke Senior Center en 291 Pine Street. Habrán presentaciones duplicadas a las 4 p.m. y 6 p.m. sobre el Plan de Turismo Histórico y Cultural de Holyoke, el nuevo sitio web Explore Holyoke y el Calendario de la Comunidad de Holyoke, y el proyecto Ciudad de Historias de la Sala de Historia de la Biblioteca de Holyoke. Habrá un traductor de español disponible y las presentaciones se compartirán en Holyoke Media. En estas presentaciones se buscará la opinión del público para obtener información sobre cómo los residentes valoran los recursos históricos y culturales de Holyoke. Y para comprender mejor lo que a los residentes les gustaría ver más desarrollado o proporcionado como parte de la experiencia de Holyoke de una manera que sea representativa de la historia y el patrimonio cultural de la ciudad. Los comentarios se incorporarán al Plan de Turismo Histórico y Cultural de Holyoke, que se está creando como una enmienda al Plan Estratégico de Turismo de Holyoke recientemente completado. FUENTE: HOLYOKE MEDIA - El líder de la minoría del Senado, Mitch McConnell, anunció su apoyo el martes al acuerdo bipartidista emergente sobre armas de su cámara, impulsando una acción modesta pero notable del Congreso en un año electoral sobre un tema que ha estancado a los legisladores durante tres décadas. El republicano de Kentucky dijo que esperaba que un esquema del acuerdo, publicado el domingo por 10 demócratas y 10 republicanos, se tradujera en legislación y se promulgara. El respaldo de McConnell fue el último indicio de que las masacres con armas de fuego del mes pasado en Buffalo, Nueva York, y Uvalde, Texas, habían reconfigurado los cálculos políticos para algunos en el Partido Republicano después de años de oponerse firmemente incluso al endurecimiento gradual de las restricciones a las armas de fuego. El plan por primera vez haría que los registros juveniles de los compradores de armas menores de 21 años fueran parte de las verificaciones de antecedentes requeridas. Se enviaría dinero a los estados para programas de salud mental y seguridad escolar y para incentivos para hacer cumplir o promulgar leyes locales de "bandera roja" que permitan a las autoridades obtener la aprobación judicial para retirar temporalmente las armas de las personas consideradas peligrosas. Los senadores y asesores esperan traducir su amplio acuerdo en legislación en unos días, con la esperanza de que el Congreso pueda aprobarlo antes de irse a su receso del 4 de julio. Ambas partes reconocen que es un proceso difícil que podría generar disputas y demoras. FUENTE: AP

Churros  y Palomitas
FICG 37.01 - Los Saldos

Churros y Palomitas

Play Episode Listen Later Jun 14, 2022 6:25


Arrancamos con la revisión de lo visto en esta edición número 37 del Festival Internacional de Cin en Guadalajara y es con el documental español de Los Saldos, escrito y dirigido por Raúl Capdevilla.La cinta se enfoca en la historia de José Ramón, ganadero y agricultor, quien recibe a su hijo Raúl quien regresa al rancho debido a que no pudo encontrar trabajo en la ciudad. Ambas generaciones trabajan juntos mientras que en el pueblo se anuncia que llegará una empresa de procesamiento de carnes que quiere construir un macro-matadero en la zona.El director aplica un estilo particular al hacer un documental creativo, y es que en esta cinta, lejos de encontrarse con los perfiles tradicionales de "cabezas parlantes" o "observador omnisciente que registra sin participar", encontramos algo que trastoca el terreno de la ficción. El cuidado en el manejo de la fotografía, la cual es funcional a nivel narrativo y se aleja de "tomas contemplativas reflexivas" o algún otro cliché documentalero me hicieron olvidar que estaba viendo un documental. La intro misma nos establece un mood de western y varias secuencias muestran secuencias dignas de dicho género, o de un comercial de venta de camionetas.Desafortunadamente, mientras que la relación entre la familia se siente cercana, no se nota muy claro un propósito en esta obra. ¿Estamos solo explorando terrenos familiares? ¿Por qué no hay un mejor análisis sobre el rechazo o impacto de una nueva industria? ¿Regresar a casa tras el fracaso de no acomodarse en la gran ciudad no causa impacto en nuestro personaje/escritor/director? De la misma manera no hay un seguimiento de varios momentos, como cuando Raúl dice que saldrá a dar la vuelta y deja a sus padres viendo Netflix (en un momento muy simpático, la verdad), y de pronto, en el mismo camino, aparece su padre y amanecen preparándose para mover ganado. El montaje es bueno pero así como se arranca anunciando algo y terminando en otro lado, parece que la cinta no se define ni cumple la promesa de la sinopsis. Finalmente, el título hace referencia a "lo que queda", los saldos, los cerdos que no están en condiciones apra ser consumidos como carne. Esto es una metáfora increíble para ilustrarnos ese choque, no solo del hijo, sino de los miembros de la comunidad, quienes buscan encontrar su lugar cuando han sido desechados por los demás. Desafortunadamente algo no termina de cuajar y la cinta termina más en un "¿eh?" que en un "¡wow!"La cinta se exhibirá el martes 14 y miércoles 15 de junio en Cinemex Sania, por si quieren verla y decirme qué fue lo que no capte. Esto como parte del Festival Internacional de Cine en Guadalajara.Este episodio es traído a todos ustedes gracias al apoyo invaluable de:Productora Ejecutiva: Blanca LópezCo-Productor: Dany SaadiaCo-Productor: Juan Carlos Toledo Pérez NúñezCo-Productor: Logan MayerCo-Productor: Miguel HuescaCo-Productor: Óscar CamposCo-Productor: Román RangelAgradecimiento especial a nuestros Patreons: Adriana Fernández, Agustín Galván, Barbas Poéticas, Fernando de Anda, Jaime Rosales, Juan Espíritu, Luiso Uribe, Arturo Manrique, Lau Berdejo, Álvaro Vázquez, Alejandro Alemán, Arturo Aguilar, Emile Rudoy, Enrique Vázquez, Ernesto Diezmartínez, Jorge I. Figueroa, Luis Macías, La Niña Triqui, Marcela Salgado, Mariana Padilla, y Fernando Alonso.Tú también puedes apoyar la creación de este y más programas y recibir crédito (para que aumentes currículum) y otros extras exclusivos en www.patreon.com/churrosypalomitas¿Tienes cuenta de Amazon Prime? ¡Puedes apoyar este proyecto donando el dinero de Jeff Bezos y a ti no te cuesta nada! Instrucciones aquí.https://www.patreon.com/posts/suscripciones-en-40782787¿Quieren continuar la discusión? Tenemos nuestro canal de Discord de Charlas y Palomitas, con distintos temas, unos solo para productores del show y otros para toda la banda.https://discord.gg/gEgCAdC¿Sabías que tenemos playeras bien bonitas con diseños cinematográficos? Los encuentras en nuestra tienda, con envíos a toda la república. ¡Checa el catálogo acá!https://printome.mx/tienda/1/100875fb2c7f3821995.57759414

Hablemos de Moda: ELLE Podcast
Hablemos de moda queer con Juan Oyervides

Hablemos de Moda: ELLE Podcast

Play Episode Listen Later Jun 14, 2022 38:57


En este episodio hablamos de qué es la moda queer, cómo surge y por qué está teniendo un boom en la actualidad. Para hacerlo, invitamos al fundador de Carnemiel y Proteo, Juan Oyervides. Ambas marcas nacieron dirigidas a un público queer; la primera, especializada en trajes de baño, y la segunda, en lencería masculina. Esto es Hablemos de moda con Claudia Cándano y Jordi Linares, disponible en video en Youtube y en audio en todas las plataformas de podcast. Suscríbete a nuestro canal en Apple Podcast y escúchalo un día antes.

Brasil- América Latina
Voluntariado é caminho para adaptação no exterior, dizem brasileiras no México

Brasil- América Latina

Play Episode Listen Later Jun 11, 2022 5:18


Brasileiras que vivem no México realizam trabalhos voluntários para diferentes organizações. Além de apoiarem causas importantes, elas contam que a atividade ajuda na familiarização com a vida fora do Brasil. Larissa Werneck, correspondente da RFI no México Em uma busca rápida na internet por programas de voluntariado no exterior, é possível encontrar uma grande quantidade de projetos e organizações que realizam trabalhos voluntários em diferentes regiões do mundo, que oferecem às pessoas a possibilidade de contribuir para ações que vão desde o desenvolvimento de comunidades desfavorecidas até programas de proteção ao meio ambiente. As vantagens são muitas, tanto para os beneficiários dos projetos, quanto para os voluntários.  Além do sentimento de ajudar quem necessita e de colaborar para a transformação social, ser voluntário fora do Brasil traz muitos benefícios, entre eles, a possibilidade de conhecer novas culturas e novos costumes, o aprendizado de um idioma e a criação de novas relações sociais, sejam elas profissionais ou pessoais. No caso de famílias expatriadas ou em transição, as vantagens vão além: o voluntariado pode ser um grande aliado no processo de adaptação à vida em um novo país. Foi o que aconteceu com a Karla Machado, mineira de Belo Horizonte que mora no México há treze anos. “Quando a gente chega no México, como expatriada, a gente tem muito tempo ocioso, né? E, logo que eu cheguei, eu fui apresentada um grupo de brasileiras que já faziam um trabalho voluntário na Abrame, que significa Amigas Brasil-México. Esse grupo realizava encontros para arrecadar dinheiro, produtos de limpeza e alimentos para abrigos que necessitavam de assistência. Além de fazer voluntariado, esses encontros são uma forma para a gente se enturmar e de receber dicas sobre o novo país, como informações sobre médicos e serviços, por exemplo”, afirma. Os anos foram passando, e Karla começou a se envolver ainda mais nos projetos, assumindo novas funções a cada ano. Hoje, ela é coordenadora da Abrame, organização que atualmente direciona o trabalho para dois abrigos: um para pessoas idosas e outro para crianças e jovens em situação de pobreza que foram afastados das famílias por questões de violência e abuso. “A Casa Hogar San Francisco, que fica em Toluca, no Estado do México, era um lugar muito precário, sem armários nem camas para as crianças dormirem. Além disso, elas não tinham como levar merenda para a escola. Com o trabalho das nossas voluntárias, conseguimos fazer reformas na casa e organizar doações de alimentos, que são realizadas mensalmente. Eu fico muito feliz porque algumas das crianças que nós conhecemos aos 8 anos de idade já estão na universidade”, conta Karla. Já o trabalho no Asilo Emanuel, localizado em Coacalco, também no Estado de México, começou há dez anos. Atualmente, vinte homens e mulheres vivem no lugar, que necessita de reformas urgentes. “Sempre ajudamos com doações de dinheiro, alimentos e produtos de higiene. Agora, vamos apoiar na reforma do asilo. Uma brasileira que é arquiteta está fazendo o projeto sem custo e nós vamos levantar os recursos para as obras”, diz a coordenadora da Abrame. Famílias brasileiras apoiam fundação para crianças com câncer Outra organização que recebe o apoio de famílias voluntárias brasileiras no México é a Fundación Mark, criada há 16 anos pela mexicana Sonia Zuani. A fundação leva o nome do seu filho, diagnosticado com leucemia, aos seis anos de idade. “Inicialmente o tratamento do Mark foi em um hospital público do México e, infelizmente, eles não cuidavam da parte emocional das crianças internadas. Eles não permitiam que elas levassem jogos e não havia espaços lúdicos de atividades direcionadas para elas. A fundação foi um sonho do meu filho, que quis criar um lugar para que crianças,como ele, pudessem brincar e se divertir. Ela foi constituída no mesmo dia em que ele faleceu. Esse foi o seu legado”, diz Sonia. Atualmente a Fundación Mark possui sete brinquedotecas em hospitais públicos que tratam de crianças e adolescentes com câncer. Quatro deles estão na Cidade do México. Os outros estão em Toluca, no Estado do México, em Villahermosa, capital do estado de Tabasco, e La Paz, que fica no estado de Baja Califórnia Sul. Nesses espaços, além das crianças poderem brincar com os jogos e brinquedos, são oferecidas atividades físicas, pedagógicas e cursos de bem-estar emocional para as famílias e profissionais de saúde. “Temos o apoio de muitas empresas, mas o voluntariado para a nossa fundação é indispensável. Nesse sentido, eu posso dizer que metade da nossa bandeira é brasileira, porque as famílias brasileiras nos apoiam muito, não apenas com doações de brinquedos, roupas e alimentos, mas na organização de eventos e, principalmente, na mobilização para novos voluntários”, afirma a presidente e fundadora da Fundación Mark. As paulistanas Ellen Negrão e Desyrre Beber estão entre essas famílias. Ambas vivem no México há cerca de dez anos. “Eu conheci a Fundación Mark através da minha cunhada, que é mexicana. E na festa de seis anos da minha filha nós doamos todos os presentes que ela ganhou para as brinquedotecas. Foi assim que eu comecei a me envolver. Hoje, graças ao voluntariado, eu tenho contato com realidades que eu não tinha no Brasil, e ajudo a uma causa importante. Além disso, quando eu cheguei, ajudou a ocupar meu tempo e a criar amigos e oportunidades”, salienta Desyrre. Ellen foi uma das convidadas da festa. Hoje ela é uma das principais mobilizadoras do grupo formado por cerca de 40 brasileiras que apoiam a fundação, com doações de brinquedos no Natal, realização de festas, quermesses e venda de produtos. Em maio deste ano, por exemplo, a Fundación Mark recebeu a doação de milhares de cápsulas de café expresso. Em apenas um dia, as brasileiras venderam cerca de cinco mil. “Eu sempre trabalhei como voluntária, desde a minha adolescência no Brasil. E quando eu cheguei ao México eu conheci a fundação e me encantei pelo trabalho da Sonia. Fiz curso nos hospitais para trabalhar nas brinquedotecas e me orgulho muito do que já fizemos. Mobilizamos muitas famílias e empresários brasileiros para a causa. Infelizmente com a pandemia os eventos foram suspensos, mas este ano, voltaremos com uma grande festa para os adolescentes. Pra mim, o mais importante, também, é poder passar essa mensagem para os meus filhos”, diz Ellen. Voluntariado para o mercado de trabalho Além de ajudar na adaptação das pessoas que vivem fora do Brasil e de ter uma função social importante, o trabalho voluntário é um caminho, também, para brasileiros que buscam recolocação profissional no exterior. Segundo Carolina Porto, que trabalha como consultora e voluntária da ONG Families in Global Transition, que oferece apoio às famílias em transição, o voluntariado é um primeiro passo para a criação da sua rede de relacionamento profissional. “A principal ferramenta para alguém que está mudando de um país para outro é criar uma rede de relacionamentos para se adaptar melhor. E se você tem o objetivo de buscar um trabalho, uma posição de voluntariado pode te ajudar bastante nisso porque, provavelmente, você vai conhecer pessoas com interesses em comum aos seus. Ou, também, pode ser a oportunidade de você aprender alguma coisa nova. Você estará fazendo o bem para o próximo e para você mesmo”, explica ela. Além disso, segundo Carolina, é preciso, primeiro, entender a cultura de voluntariado do país onde você vai viver. “O voluntariado é visto de maneira diferente em cada país. Na Holanda, por exemplo, quase 80% da população realiza algum tipo de trabalho voluntário e isso é muito bem visto pelas empresas. As vagas de voluntariado, inclusive, são anunciadas nas mesmas plataformas usadas para o trabalho remunerado. Já no México, onde eu morei, eu não tive essa perceção. Mesmo que eu estivesse trabalhando para uma organização internacional, se eu não tinha salário, muitos não consideravam trabalho”, conclui a consultora brasileira.

Té con Sorité
T05 Episodio 83. Virginia Woolf y Sylvia Plath: brujas de la literatura

Té con Sorité

Play Episode Listen Later Jun 10, 2022 58:39


Virginia Woolf y Sylvia Plath fueron similares en muchos aspectos, tanto a nivel personal como artístico. Ambas fueron escritoras modernistas y confesionales que utilizaron el estilo de flujo de conciencia, escribieron sobre la experiencia de ser mujer, salud mental y las problemáticas sociales de su época; pero el impacto de sus muertes muchas veces se ha vuelto tan importante como su legado literario y feminista. Esta semana en Té con Sorité analizamos los casos de escritoras fundamentales en nuestra genealogía feminista. Ilustraciones del podcast por Camila Valencia y música del podcast por Matías Bárquez. No olvides seguirnos y escucharnos en todas las plataformas y conocer más de nuestros proyectos y actividades en nuestro sitio web www.leclubdete.cl.

Meio Ambiente
Julgamento inédito contra varejista Casino por desmatamento no Brasil avança na França

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Jun 9, 2022 7:50


Um julgamento inédito aberto na França aumenta a pressão sobre as multinacionais que atuam no Brasil, em especial as que lidam com o agronegócio. Onze organizações ambientais francesas e de povos indígenas do Brasil e da Colômbia protocolaram a ação, cuja primeira audiência ocorre nesta quinta-feira (9), contra o grupo Casino, dono do Pão de Açúcar e do colombiano Éxito. Lúcia Müzell, da RFI As entidades acusam a gigante varejista francesa de não cumprir uma lei pioneira da França, de 2017, segundo a qual as companhias com mais de 5 mil funcionários têm um “dever de vigilância” quanto a violações ambientais e dos direitos humanos nas suas filiais pelo mundo. As organizações denunciam que o Casino, com suas marcas locais, comercializa produtos ligados ao desmatamento ilegal na Amazônia. Um relatório do Centro para Análises de Crimes Climáticos (CCCA), baseado em Haia (Holanda) e divulgado na semana passada, aponta que produtores que fornecem gado a três unidades controladas pela JBS em Rondônia foram responsáveis pelo desmatamento ilegal de 50 mil hectares da Amazônia, incluindo áreas da reserva do povo indígena Uru-Eu-Wau-Wau. Uma comitiva da APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) está na capital francesa para realizar um protesto nesta quinta-feira (9), em frente ao Tribunal Judiciário de Paris, onde a primeira audiência da ação aberta em março de 2021 vai detalhar o calendário processual daqui para a frente. "Não há muita jurisprudência nem precedentes para sabermos quanto tempo esse processo poderá durar. Mas ele é muito aguardado no exterior”, aponta Boris Patentreger, cofundador da organização francesa Envol Vert e diretor da ONG internacional Mighty Earth. Ambas estão envolvidas no processo, ao lado da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e a Federação dos Povos Indígenas do Pará (Fepipa). "Essa lei francesa está sendo observada em nível europeu, mas também nos Estados Unidos, que analisam adotar uma lei como essa francesa. Há, portanto, muita expectativa.” Casino se diz “exemplar" O grupo Casino afirma que aplica uma “política muito rígida” para garantir a rastreabilidade da carne bovina que coloca à venda, apesar das limitações legais e administrativas que ainda existem no Brasil e que, segundo o advogado da empresa Sébastien Schapira, impedem um monitoramento mais completo. Ele lamenta que os ambientalistas tomem o Pão de Açúcar como alvo, enquanto outros varejistas permanecem indiferentes aos critérios ambientais. “Muito antes da lei sobre o dever de vigilância, o Casino tomou medidas importantes para o meio ambiente e particularmente contra o desmatamento no Brasil. O grupo, que compra menos de 1% dos grandes fornecedores de carne do Brasil, é o varejista que provavelmente aplica a política mais ambiciosa para poder controlar a cadeia de abastecimento, com ações práticas em campo, com a utilização de meios tecnológicos e em colaboração com ONGs”, salienta. A coalizão de organizações exige que o Casino tome medidas mais contundentes para se assegurar que os produtos que oferece no mercado brasileiro e colombiano não são resultado de desmatamento – 80% da derrubada de florestas na Amazônia é causada pela pecuária. Na Justiça, os indígenas pedem mais de € 3,1 milhões de indenização pelos prejuízos e danos morais provocados pelas atividades ilegais. Ação judicial movida por indígenas Eloy Terena, coordenador jurídico da Apib e da Coiab, celebra o ineditismo da ação. “Durante muitos anos, foi negado aos povos indígenas o direito de acionar o Judiciário. Eles não eram tratados como sujeitos de direito”, comenta. "Depois de séculos de tutela jurídica, hoje, os povos indígenas têm a oportunidade, por meio de seus advogados próprios, de acionar o sistema de Justiça nacional, quanto internacional”, ressalta Terena. “Os abatedouros costumam ter a rastreabilidade até a primeira fazenda que está em contato com eles, mas não têm rastreabilidade de todas as que estão por trás e isso é uma porta aberta para o desmatamento. Grupos como Casino, mas também Carrefour, que está presente no Brasil e é líder no varejo, precisam adotar medidas que são possíveis tecnicamente e precisam ser generalizadas, para que eles estejam à altura dos desafios”, adverte Patentreger. "O que acontece na Amazônia não é apenas um problema para a biodiversidade e os povos indígenas, mas é também um verdadeiro desafio para todo o planeta.” O advogado Schapira rebate e afirma que quando o Casino toma conhecimento sobre produtores indiretos que não respeitam as regras sobre o desmatamento ou a proteção de povos indígenas, "o grupo e suas filiais têm a instrução de descredenciar esses fornecedores”, destacando que as organizações em questão não informaram quais são os produtores irregulares que identificaram. "Nós não brincamos com questões tão importantes quanto essas. É bom que as ONGs queiram avançar, mas a via que foi escolhida, com afirmações um pouco mentirosas e uma confrontação judicial, não será necessariamente útil”, comenta o defensor. "Agora, deixemos o debate técnico avançar nas melhores condições. Ele permitirá mostrar que, não só em relação ao dever de vigilância, como ao que todos esperam, ou seja, rastreabilidade, transparência e boas práticas, o Casino é bastante exemplar.” Tribunais internacionais O diretor jurídico da Apib diz estar ciente dos riscos, sobretudo financeiros, de processar uma grande multinacional, mas garante dispor de “provas robustas” das violações das terras dos Uru-Eu-Wau-Wau. Ele indica que imagens de sensoriamento remoto identificaram mais de 25 mil cabeças de gado, num valor estimado em R$ 73 milhões, em áreas indígenas ilegalmente ocupadas. "Foi feito um mapeamento e foram identificados 37 fornecedores ilegais para os frigoríficos da JBS, que depois pararam na rede do Casino”, explica. "Nós chegamos à conclusão de que apenas o sistema interno da Justiça brasileira não está dando conta. É preciso cada vez mais a gente buscar outros mecanismos internacionais. Em 2020, a deputada Joenia Wapichana iniciou uma discussão, propôs uma lei de rastreabilidade, mas ela foi imediatamente sufocada politicamente. O perfil do Parlamento brasileiro é muito conservador e alinhado aos interesses do agronegócio”, lamenta o advogado. Depois do protesto e outros eventos em Paris, as lideranças indígenas da APIB seguirão viagem para Bruxelas, onde se reunirão com uma comissão do Parlamento Europeu. O tema da conversa é o projeto de proibição de importação de commodities relacionadas com o desmatamento e a destruição das florestas.

lostfrontier.org
#980, y, ahora, Venus (II)

lostfrontier.org

Play Episode Listen Later Jun 7, 2022 118:45


El 1 de marzo de 1966, la sonda soviética Venera 3 se estrelló deliberadamente en Venus, convirtiéndose en la primera nave espacial en alcanzar la superficie de otro planeta. La cápsula de descenso de la Venera 4 entró en la atmósfera de Venus el 18 de octubre de 1967. La Venera 4 fue la primera sonda en transmitir datos medidos directamente en otro planeta. La cápsula midió temperaturas, presiones, densidades y realizó once experimentos químicos para analizar la atmósfera. Sus datos mostraban un 95% de dióxido de carbono y, en combinación con los datos de ocultación de la sonda Mariner 5, mostró que la presión en la superficie era mucho mayor de lo previsto (entre 75 y 100 atmósferas). Estos resultados fueron verificados y refinados por las misiones Venera 5 y Venera 6 los días 16 y 17 de mayo de 1969, aunque ninguna de estas misiones alcanzó la superficie mientras aún transmitían. La batería de la Venera 4 se agotó mientras la sonda aún flotaba lentamente en la masiva atmósfera de Venus, y las Venera 5 y 6 se colapsaron por la alta presión a 18 kilómetros sobre la superficie. En la década de 1960 EE.UU. y la Unión Soviética desarrollaron estudios técnicos sobre un posible sobrevuelo tripulado a Venus. A mediados de la década de 1960 la NASA realizó una serie de propuestas sobre un posible sobrevuelo tripulado de Venus en el contexto del Apollo Applications Program, usando material procedente del programa Apollo. El lanzamiento del Apollo-Venus tendría lugar el 11 de octubre de 1973, realizando un sobrevuelo del planeta Venus el 3 de marzo de 1974, regresando hacia la Tierra a continuación y llegando a esta en torno al 1 de diciembre de 1974. Estaba basada en un cohete Saturno V modificado de manera similar a lo que sería posteriormente la estación espacial Skylab. Coincidiendo en el tiempo, se desarrollaron varias propuestas similares en la Unión Soviética. La principal fue la nave TMK-MAVR. Tendría que haber sido operativa, según los primeros planes, a inicios de la década de 1970. El planteamiento inicial suponía una misión de 680 días integrada por 3 cosmonautas. Ambas iniciativas serían posteriormente desechadas por los dos países. Mientras los americanos orientaron sus recursos al programa del transbordador espacial, los soviéticos se centraron en el cohete Energía y en la estación espacial MIR. El primer aterrizaje con éxito en Venus lo realizó la sonda Venera 7 el 15 de diciembre de 1970. Esta sonda reveló unas temperaturas en la superficie de entre 457 y 474 grados centígrados. Tras el fracaso de la Cosmos 359, llegó el éxito de la Venera 8, que aterrizó el 22 de julio de 1972. Además de dar datos sobre presión y temperaturas, su fotómetro mostró que las nubes de Venus formaban una capa compacta que terminaba a 35 kilómetros sobre la superficie. Con un espectrómetro de rayos gamma analizó la composición química de la corteza. En febrero de 1974 la sonda Mariner 10 sobrevoló a Venus en su camino de encuentro con Mercurio, fotografiando la atmósfera venusiana en ultravioleta, además de realizar con éxito otros estudios atmosféricos. La sonda soviética Venera 9 entró en la órbita de Venus el 22 de octubre de 1975, convirtiéndose en el primer satélite artificial de Venus. Una batería de cámaras y espectrómetros devolvieron información sobre la capa de nubes, la ionosfera y la magnetosfera. El vehículo de descenso de la Venera 9 se separó de la nave principal y aterrizó, obteniendo las primeras imágenes de la superficie y analizando la corteza con un espectrómetro de rayos gamma y un densímetro. Durante el descenso realizó mediciones de presión, temperatura y fotométricas, así como de la densidad de las nubes. Se descubrió que las nubes de Venus formaban tres capas distintas. En 1978, la NASA envió la sonda espacial Pioneer Venus. La misión consistía en dos componentes lanzados por separado: un orbitador y una multisonda. La multisonda Pioneer Venus consistía en una sonda atmosférica mayor y otras tres más pequeñas. La sonda mayor fue desplegada el 16 de noviembre de 1978 y las tres pequeñas el 20 de noviembre. Las cuatro sondas entraron en la atmósfera de Venus el 9 de diciembre, seguidas por el vehículo que las portaba. Aunque no se esperaba que ninguna de las sondas sobreviviera al descenso, una de ellas continuó operando hasta 45 minutos después de alcanzar la superficie. Las Venera 13 y 14 llegaron a Venus el 1 y el 5 de marzo de 1982. Los datos sobre fluorescencia por rayos-X mostraron resultados similares a rocas basálticas ricas en potasio. El 10 de octubre de 1983, las Venera 15 y 16 entraron en órbita polar sobre Venus. La Venera 15 analizó y realizó un mapa de la atmósfera superior con un espectrómetro de infrarrojos. Del 11 de noviembre al 10 de julio, ambos satélites hicieron un mapa del tercio norte del planeta con radar de apertura sintética. Estos resultados proporcionaron el primer conocimiento detallado de la geología de la superficie de Venus, incluyendo el descubrimiento de los volcanes ocultos inusualmente masivos «coronae» y «arachnoids». Venus no tiene evidencias de placas tectónicas, a menos que todo el tercio norte del planeta forme parte de una sola placa. Las sondas soviéticas Vega 1 y Vega 2 llegaron a Venus el 11 y el 15 de junio de 1985. Descubrieron que las dos capas superiores de nubes estaban compuestas de gotas de ácido sulfúrico, aunque la capa inferior probablemente está compuesta por una solución de ácido fosfórico. Las misiones Vega también desplegaron globos aerostáticos que flotaron a unos 53 kilómetros de altitud durante 46 y 60 horas respectivamente, viajando alrededor de un tercio del perímetro del planeta. Estos globos midieron velocidades del viento, temperaturas, presiones y densidad de las nubes. Se descubrió un mayor nivel de turbulencias y convección de lo esperado. 404.zero, Solace Road, Ocoeur, Steve Roach & Michael Stearns, Black Tape for a Blue Girl, Brian Eno, Terminus Void, Marcus Denight, Endless Melancholy, Stellardrone, Suso Saiz, Meg Bowles, The Expanding Universe, Vangelis. El playlist detallado con enlaces a las audiciones íntegras de cada album: lostfrontier.org/episodios/2022/980

¡Exprésate en español!
130. Irse la pinza

¡Exprésate en español!

Play Episode Listen Later Jun 7, 2022 7:44


En el episodio de hoy veremos la expresión “irse la pinza / irse la olla”. Ambas se utilizan cuando pensamos que alguien se ha vuelto loco, que no actúa de manera normal o racional. Por ejemplo, a mi profesor de Latín se le fue la pinza y venía a clase vestido con una sábana y recitando versos de la Eneida.Recordad que si queréis consultar el contenido del pódcast lo tenéis disponible aquí, en la descripción del episodio, siguiendo este enlace.https://comopezenelhabla.com/podcast/130-irse-la-pinza/

Mercado Abierto
Acerinox-Aperam: ¿qué esperar de la posible fusión del año?

Mercado Abierto

Play Episode Listen Later Jun 3, 2022 7:22


Ambas compañías confirman conversaciones preliminares para crear un nuevo gigante del acero en Europa con potencial en bolsa y más de una sorpresa para el inversor

La Wikly
👋 Sheryl Sandberg abandona Meta

La Wikly

Play Episode Listen Later Jun 2, 2022 14:00


2 de junio | Nueva YorkBuen trío. Bienvenido a La Wikly.Leer esta newsletter te llevará 7 minutos y 28 segundos.👋 Fin de cicloPor Emilio DoménechLo importante: Sheryl Sandberg anunció este miércoles su salida de Meta Platforms, compañía de la que ha sido directora de operaciones desde hace más de 14 años, cuando Facebook todavía no operaba en bolsa e Instagram no existía.Recuerda: Meta Platforma es el nuevo nombre de la compañía que opera Facebook, Instagram, WhatsApp, Messenger y Oculus.Explícamelo: la salida de Sandberg supone lo que Mark Zuckerberg ha definido como “el fin de una era” en la compañía. Meta Platforms tiene ahora objetivos diferentes a los de 2008, cuando Facebook ni siquiera tenía un modelo de publicidad.El desafío, por si no lo recuerdas, es ayudar a sentar las bases del metaverso, un nuevo capítulo más inmersivo en la historia de internet que sucederá a la era de los móviles en la que vivimos ahora.Contexto: en los últimos 14 años, Sandberg se ha convertido en una suerte de leyenda en Silicon Valley, desde donde ha ayudado a que Facebook sea el monstruo que es hoy en día:Primero, gracias a un modelo publicitario global que los ha puesto a la par de Google, empresa en la que Sandberg trabajaba antes de aceptar la oferta de Zuckerberg.Y segundo, asentando los éxitos financieros de Facebook al tiempo que Zuckerberg se centraba en las iniciativas de hacer un mejor producto y escalar el alcance de ese producto (las plataformas de Meta tienen más de 3.800 millones de usuarios mensuales activos).Cualquier startup con sueños de aspirar a ser la próxima Facebook quiere su propia Sandberg, una figura en la que un fundador “pueda confiar y tener a su lado para compartir algunas de las tareas más exigentes del día a día”, como han definido algunos expertos en el pasado. Pero no todo son luces.Sandberg también ha liderado durante mucho tiempo el equipo de política y comunicación de Facebook, navegando controversias que han sumido a la compañía en multitud de crisis públicas de las que todavía no han conseguido escapar.Por recapitular: la desinformación rusa en las presidenciales de 2016, la persecución de rohinyás en Myanmar y la filtración de Cambridge Analytica en 2018, o la publicación de The Facebook Papers en 2021 de la que ya te hablamos aquí y aquí.Sandberg perdió poder, influencia y prestigio tras esos escándalos. En la mayoría de casos, la compañía respondió a ellos tarde y mal, frustrando otras iniciativas paralelas de la compañía.¿Y ahora? La salida de Sandberg podría haberse producido en cualquier otro momento de los últimos años y pocos se habrían sorprendido. A esas polémicas cabe sumar las dificultades personales de Sandberg, que perdió a su marido en 2015.De hecho, es precisamente su boda este próximo verano con el productor televisivo Tom Bernthal y su familia con él una de las razones por las que Sandberg deja el puesto.La otra tiene que ver con sus iniciativas filantrópicas, incluidas sus fundaciones Lean In y Option B. Ambas comparten nombres con sus best-seller. El primero fue un alegato feminista para mujeres trabajadoras. El segundo, sobre cómo lidiar con la pérdida.Sandberg llevaba más de un año perdiendo poder en Facebook; incluso desde antes del cambio de rumbo hacia el metaverso, como bien apunta Casey Newton en su newsletter.Sandberg ya estaba cediendo responsabilidades a gente como Nick Clegg (presidente de asuntos globales fichado por ella), Marne Levin (directora comercial fichada por ella) y el español Javier Oliván (nuevo director de operaciones que ya estaba antes que ella).La idea de Zuckerberg es que las ramas de producto, crecimiento y publicidad operen de forma más integrada en el futuro con el liderazgo de Oliván, mientras que Clegg desempeñará las funciones de comunicación que Sandberg encabezó en el pasado.Menciono esos nombres porque serán importantes para el futuro de Meta Platform