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Oxigênio
#214 – Paisagens sonoras revelam mudanças climáticas

Oxigênio

Play Episode Listen Later Feb 26, 2026 34:22


  Neste episódio, Mayra Trinca fala sobre duas pesquisas que, ao seu modo, usam o som para estudar maneiras de enfrentamento à crise climática. Na conversa, Susana Dias, pesquisadora do Labjor e Natália Aranha, doutoranda em Ecologia pela Unicamp contam como os sons dos sapos fizeram parte das mesas de trabalho desenvolvidas pelo grupo de pesquisa para divulgação sobre esses anfíbios. Participa também Lucas Forti, professor na Universidade Federal Rural do Semi-Árido do Rio Grande do Norte. Ele conta como tem sido a experiência do projeto Escutadô, que estuda a qualidade do ambiente da caatinga através da paisagem sonora. ____________________________________________________________ ROTEIRO [música] Lucas: É incrível a capacidade que o som tem de despertar a memória afetiva. Mayra: Você aí, que é ouvinte de podcast, provavelmente vai concordar com isso. O som consegue meio que transportar a gente de volta pros lugares que a gente associa a ele. Se você já foi pra praia, com certeza tem essa sensação quando ouve um bom take do barulho das ondas quebrando na areia. [som de ondas] Mayra: O som pra mim tem um característica curiosa, na maior parte do tempo, ele passa…  despercebido. Ou pelo menos a gente acha isso, né? Porque o silêncio de verdade pode ser bem desconfortável. Quem aí nunca colocou um barulhinho de fundo pra estudar ou trabalhar? Mayra: Mas quando a gente bota reparo, ele tem um força muito grande. De nos engajar, de nos emocionar. [música de violino] Mayra: Também tem a capacidade de incomodar bastante… [sons de construção] Mayra: Eu sou a Mayra Trinca e você provavelmente já me conhece aqui do Oxigênio. Mayra: No episódio de hoje, a gente vai falar sobre som. Mais especificamente, sobre projetos de pesquisa e comunicação que usam o som pra entender e pra falar sobre mudanças climáticas e seus impactos no meio ambiente. [música de fundo] Natália: E as paisagens sonoras não são apenas um conjunto de sons bonitos. Elas são a própria expressão da vida de um lugar. Então, quando a gente preserva uma paisagem sonora, estamos preservando a diversidade das espécies que vocalizam naquele lugar, os modos de vida e as relações que estão interagindo. E muitas vezes essas relações dependem desses sons, que só existem porque esses sons existem. Então, a bioacústica acaba mostrando como os sons, os sapos também os mostram, como que esses cantos carregam histórias, ritmos, horários, temperaturas, interações que não aparecem ali somente olhando o ambiente. [Vinheta] João Bovolon: Seria triste se músicos só tocassem para músicos. Pintores só expusessem para pintores. E a filosofia só se destinasse a filósofos. Por sorte, a capacidade de ser afetado por um som, uma imagem, uma ideia, não é exclusividade de especialistas. MAYRA: Essa frase é de Silvio Ferraz, autor do Livro das Sonoridades. O trecho abre o texto do artigo “A bioacústica dos sapos e os estudos multiespécies: experimentos comunicacionais em mesas de trabalho” da Natália. Natália: Olá, meu nome é Natália Aranha. Eu sou bióloga e mestra pelo Labjor, em Divulgação Científica e Cultural. Durante o meu mestrado, eu trabalhei com os anfíbios, realizando movimentos com mesas de trabalhos e com o público de diferentes faixas etárias. Atualmente, eu sou doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Ecologia pelo Instituto de Biologia da Unicamp. MAYRA: A Natália fez o mestrado aqui no Labjor na mesma época que eu. Enquanto eu estudava podcasts, ela tava pesquisando sobre divulgação científica de um grupo de animais muitas vezes menosprezado. [coaxares] Susana: Os sapos, por exemplo, não participam da vida da maioria de nós. Eles estão desaparecidos dos ecossistemas.  Eles estão em poucos lugares que restaram para eles. Os brejos são ecossistemas muito frágeis. São os lugares onde eles vivem. Poucos de nós se dedicam a pensar, a se relacionar, a apreciar, a cuidar dessa relação com os sapos. Mayra: Essa que você ouviu agora foi a Susana, orientadora do trabalho da Natália. Susana: Meu nome é Susana Dias, eu sou pesquisadora do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, o Labjor, professora da pós-graduação em Divulgação Científica e Cultural, do Labjor/IEL/Unicamp. E trabalho com comunicação, artes, ciências, desenvolvendo várias metodologias de experimentação coletiva com as pessoas. Mayra: Mas, o interesse da Natália pelos sapos não começou no mestrado. Ela já era apaixonada pela herpetologia antes disso. [som de ícone] Mayra: Herpetologia é a área da biologia que estuda répteis e anfíbios. E eu posso dizer que entendo a Natália. Pra quem não sabe, eu também sou bióloga. E durante a faculdade cheguei a fazer um estágio na mesma área, porque também era um tema que me interessava muito. Mayra: Só que eu trabalhei mais com répteis, que são as cobras e os lagartos. E eu acabei desistindo da área em pouco tempo, apesar de ainda achar esses bichinhos muito legais. Já a Natália descobriu o amor pelos sapos num congresso de herpetologia que foi durante a graduação e, diferente de mim, ela segue trabalhando com eles até hoje. Natália: E eu me apaixonei. Eu digo que me apaixonei a partir da abertura do congresso, porque foi uma experiência muito legal que fizeram a partir dos sons, a partir de fotos e vídeos de vários pesquisadores realizando trabalhos de campo com esses animais. E, a partir desse momento, eu falei que era isso que eu queria fazer na minha vida. Mayra: Ah, e é importante dizer, que antes mesmo disso tudo, a Natália já tinha um interesse artístico por esses animais. Natália: E, como eu amo desenvolver pinturas realistas, esses animais são maravilhosos, quando você pensa nas cores, nos detalhes, nas texturas que eles trazem. Mayra: Porque foi dessa experiência que surgiu a ideia de trabalhar com divulgação científica, que acabou levando a Natália  até a Susana. Mas como ela também tinha interesse de pesquisa com esses animais, ela acabou participando dos dois grupos ao longo do mestrado: o de divulgação e o de herpetologia, com o pessoal da biologia. Susana: Foi muito legal justamente pela possibilidade da Natália habitar esse laboratório durante um tempo, acompanhar o trabalho desses herpetólogos e a gente poder conversar junto com o grupo de pesquisa, que é o Multitão, aqui do Labjor da Unicamp, que é o nosso grupo, sobre possibilidades de conexão com as artes, e também com a antropologia, com a filosofia. A gente começou a tecer esses emaranhados lentamente, devagarzinho. Mayra: Quando a Natália chegou no mestrado, ela tinha uma visão muito comum da divulgação científica, que é a ideia de que os divulgadores ou os cientistas vão ensinar coisas que as pessoas não sabem. Mayra: É uma visão muito parecida com a que a gente ainda tem de escola mesmo, de que tem um grupo de pessoas que sabem mais e que vão passar esse conhecimento pra quem sabe menos. Natália: E daí a Susana nos mostrou que não era somente fazer uma divulgação sobre esses animais, mas mostrar a importância das atividades que acabam gerando afeto. Tentar desenvolver, fazer com que as pessoas criem movimentos afetivos com esses seres. Mayra: Se você tá no grupo de pessoas que tem uma certa aversão a esses animais, pode achar isso bem esquisito. Mas criar essas relações com espécies diferentes da nossa não significa necessariamente achar todas lindas e fofinhas. É aprender a reconhecer a importância que todas elas têm nesse emaranhado de relações que forma a vida na Terra. Mayra: Pra isso, a Natália e a Susana se apoiaram em uma série de conceitos. Um deles, que tem sido bem importante nas pesquisas do grupo da Susana, é o de espécies companheiras, da filósofa Donna Haraway. Natália: Descreve esses seres com os quais vivemos, com os quais aprendemos e com os quais transformam como seres em que a gente não habita ou fala sobre, mas a gente habita e escreve com eles. Eles nos mostram que todos nós fazemos parte de uma rede de interações e que nenhum ser nesse mundo faz algo ou vive só. Então, os sapos, para mim, são essas espécies companheiras. Mas não porque eles falam na nossa língua, mas porque nós escutamos seus cantos e somos levados a repensar a nossa própria forma de estar no mundo. Mayra: Uma coisa interessante que elas me explicaram sobre esse conceito, é que ele é muito mais amplo do que parece. Então, por exemplo, bactérias e vírus, com quem a gente divide nosso corpo e nosso mundo sem nem perceber são espécies companheiras. Ou, as plantas e os animais, que a gente usa pra se alimentar, também são espécies companheiras Susana: E uma das características do modo de viver dos últimos anos, dos últimos 50 anos dos humanos, são modos de vida pouco ricos de relações, com poucas relações com os outros seres mais que humanos. E a gente precisa ampliar isso. Trazer os sapos é muito rico porque justamente abre uma perspectiva para seres que estão esquecidos, que pertencem a um conjunto de relações de muito poucas pessoas. Mayra: Parte do problema tem a ver com o fato de que as espécies estão sumindo mesmo. As mudanças climáticas, o desmatamento e a urbanização vão afastando as espécies nativas das cidades, por exemplo, que passam a ser povoadas por muitos indivíduos de algumas poucas espécies. Pensa como as cidades estão cheias de cães e gatos, mas também de pombas, pardais, baratas. Ou em áreas de agropecuária, dominadas pelo gado, a soja e o capim onde antes tinha uma floresta super diversa. Susana: Eu acho que um aspecto fundamental para a gente entender esse processo das mudanças climáticas é olhar para as homogeneizações. Então, como o planeta está ficando mais homogêneo em termos de sons, de imagens, de cores, de modos de vida, de texturas. Uma das coisas que a gente está perdendo é a multiplicidade. A gente está perdendo a diversidade. Mayra: Pensa bem, quando foi a última vez que você interagiu com um sapo? (Herpetólogos de plantão, vocês não valem). Provavelmente, suas memórias com esses animais envolvem pouco contato direto e você deve lembrar mais deles justamente pelo… som que eles fazem. [coaxares, música] Lucas: Eu comecei a pensar na acústica como uma ferramenta de entender a saúde do ambiente, e queria aplicar isso para recifes de coral, enfim, a costa brasileira é super rica. Mayra: Calma, a gente já volta pra eu te explicar como a Natália e a Susana relacionaram ciências e artes na divulgação sobre os sapos. Antes, eu quero te contar um pouco sobre outro projeto que tem tudo a ver com o tema. Deixa o Lucas se apresentar. Lucas: Pronto, eu me chamo Lucas, eu sou biólogo de formação, mas tive uma vertente acadêmica na minha profissão, em que eu me dediquei sempre a questões relacionadas à ecologia, então fiz um mestrado, doutorado na área de ecologia. Mayra: Sim, o Lucas, assim como eu, a Natália e mesmo a Susana, também fez biologia. Lucas: Os biólogos sempre se encontram em algum lugar. Mayra: A gente ainda vai dominar o mundo…[risadas] Mayra: Tá, mas voltando aqui. O Lucas esteve nos últimos anos trabalhando no Nordeste. Eu conversei com ele durante um estágio de professor visitante aqui na Unicamp. Lucas: Então estou passando um estágio de volta aqui às minhas raízes, que eu sou daqui do interior de São Paulo, então vim passar frio um pouquinho de volta aqui em  Campinas. Mayra: Essa entrevista rolou já tem um tempinho, em agosto de 2025. E realmente tava fazendo um friozinho naquela semana. Mayra: Eu fui conversar com o Lucas sobre um projeto que ele faz parte junto com o Observatório do Semiárido, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, no Rio Grande do Norte. Mayra: A ideia dessa pesquisa é criar um banco de dados sonoros e construir um algoritmo. Lucas: testar algoritmos, né, conseguir ter uma ferramenta na mão que possa ajudar a gente a detectar níveis de degradação no Semiárido com base em informação acústica. Mayra: Esse projeto é o Escutadô. Lucas: O projeto Escutadô, ele nasceu… assim, tem a história longa e a história curta. Mayra: Óbvio que eu escolhi a longa. E ela começa escuta só, com os anfíbios. Mayra: Coincidência? Lucas: Não, não tem coincidência nenhuma. Lucas: Mas eu comecei sim estudando o comportamento de anfíbios, e uma característica muito peculiar dos anfíbios é a vocalização, né? Então, os anfíbios me levaram para a acústica, e aí a acústica entrou na minha vida também para tornar as abordagens da minha carreira, de como eu vou entender os fenômenos através desse ponto de vista sonoro, né? Mayra: Isso é uma coisa muito comum na biologia. Tem muitos animais que são complicados de enxergar, porque são noturnos, muito pequenos ou vivem em lugares de difícil acesso. Então uma estratégia muito usada é registrar os sons desses animais. Vale pra anfíbios, pra pássaros, pra baleias e por aí vai. [sons de fundo de mar] Mayra: Inclusive, lembra, a ideia original do projeto do Lucas era usar a bioacústica, essa área da biologia que estuda os sons, pra investigar recifes de corais. Ele tava contando que elaborou essa primeira proposta de pesquisa pra um edital. Lucas: Aí a gente não venceu essa chamada, mas a gente reuniu uma galera com colaboração, escrevemos um projeto super lindo, e aí por alguma razão lá não foi contemplado o financiamento. Mayra: Isso também é algo muito comum na biologia. E em várias outras áreas de pesquisa. Mas, vida que segue, novas oportunidades apareceram. Lucas: O projeto Escutadô começou no mar, mas a gente conseguiu ter sucesso com a ideia mesmo, a hora que eu cheguei em Mossoró, como professor visitante na Universidade Federal Rural do Semiárido, abriu um edital da FINEP, voltado para a cadeias produtivas, bioeconomia, e a gente identificou que a gente poderia utilizar essa ideia, né, e aplicar essa ideia, mas aí eu já propus que a gente fosse atuar no ecossistema terrestre. Mayra: FINEP é a Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O Lucas quis alterar a proposta inicial, primeiro, porque fazia mais sentido dentro do contexto que ele tava trabalhando. E, depois, porque a região tem uma forte dependência do ecossistema da caatinga pro sustento da população e pra preservação do seu modo de vida, a tal bioeconomia que ele citou. Mayra: Além disso, Lucas: a caatinga é o bioma que certamente tá sentindo mais os extremos, né, das mudanças climáticas, então isso trouxe uma contextualização muito interessante para o projeto, especialmente porque casava com a questão da bioeconomia, né, então a gente tentou embarcar nessa linha e transformamos essa tecnologia para pensar como ela poderia detectar níveis de degradação para a região do Semiárido, né, e aí deu certo. Mayra: Funciona mais ou menos assim, a equipe de pesquisa instalou uma série de gravadores espalhados, mais de 60 pontos no estado do Rio Grande do Norte e alguns pontos na Paraíba e no Ceará. Lucas: Então, quando a gente instala o gravador no ambiente, ele grava três minutos, dorme sete, grava três minutos, dorme sete e fica assim rodando, a gente tem duas rodadas de amostragem, uma que é feita durante a estação seca e outra que é feita durante a estação chuvosa, então o gravador fica em cada ponto por 20 dias e nesses 20 dias ele fica continuamente gravando três minutos e dormindo sete. Mayra: Essas gravações viram uma grande biblioteca sonora. O próximo passo é reconhecer quais sons representam áreas mais conservadas… [captação de área preservada] Mayra: E quais gravações foram feitas em áreas mais degradadas, principalmente com mais alterações antrópicas no ambiente. [captação de área antropizada] Mayra: Pra gente, até que é fácil reconhecer a diferença entre os sons. Agora, como a gente transforma isso, por exemplo, num aplicativo, capaz de identificar o nível de degradação do ambiente usando só o som daquele lugar? Lucas: Pois é, agora você tocou no ponto que eu acho que é o maior desafio do projeto e também o que torna o projeto, assim, inovador. A gente já tem hoje mais ou menos 16 mil horas de gravação, então a gente não tem como não usar uma ferramenta de aprendizado de máquina para ajudar no processamento desses dados. Mayra: A essa altura, você já deve saber o básico de como funcionam as inteligências artificiais. Elas comparam bases de dados gigantescas pra achar padrões. Mas, isso funciona bem pra texto ou pra imagens. Lucas: E a gente introduziu um conceito de aprendizado de escuta de máquina, ou seja, a gente não vai trabalhar sobre o ponto de vista da imagem, vai trabalhar sobre o ponto de vista da escuta, opa, pera aí, mas como é que a gente faz isso? Mayra: O Lucas explicou que o que eles tiveram que fazer foi, de certa forma, realmente transformar esses sons em imagens. Pra isso, eles usam os espectrogramas, que são aquelas representações visuais do som, eu vou deixar um exemplo lá no site e no nosso Instagram, depois você pode procurar pra ver. Mayra: Essa etapa do projeto, o treinamento da IA, tá sendo feita em parceria com o BIOS, o Centro de Pesquisa em Inteligência Artificial aqui da Unicamp. A gente já falou um pouco desse projeto no episódio 201 – Um bate-papo sobre café. Se você ainda não ouviu, tem mais essa lição de casa pra quando acabar esse episódio, vale a pena, porque tá bem legal. [divulgação podcast SabIA!] [música] Mayra: Os sons captados pelo Escutadô, projeto que o Lucas faz parte, ou as gravações dos anfíbios que a gente tava falando com a Natália, nunca são sons isolados. Mayra: Esse conjunto de sons de um ambiente forma o que a gente chama de paisagem sonora. Lucas: Esses sons podem ter origens geofísicas, então o som do vento, o som da chuva, o som dos fluxos de corrente, riachos, cachoeiras, você tem os sons da própria biodiversidade, né, que é baseado nos sistemas de comunicação acústica da fauna, por exemplo, quando as aves produzem as vocalizações, os anfíbios, os insetos, os mamíferos, você tem todo ali um contexto de produção de sinais acústicos que representam assinaturas da presença da biodiversidade no ambiente. E você ainda tem a assinatura da presença das tecnofonias ou antropofonias, né, que são os sons que são produzidos pelos seres humanos, né, seja os sons das rodovias, das construções, das obras, das edificações, ou seja, que tem toda uma contextualização. Mayra: A ideia de usar o som, ou a paisagem sonora, pra entender a saúde de um ambiente, não é nada nova. Um dos livros mais importantes, praticamente fundador do movimento ambientalista nos Estados Unidos, é o Primavera Silenciosa, da Rachel Carson, e ele foi publicado em 1962. Lucas: Então ela já estava alertando para a sociedade acadêmica, especialmente, que o uso de pesticidas, né, as mudanças que o ser humano está promovendo na paisagem estão causando extinções sonoras, né, porque está alterando a composição das espécies na natureza, então a gente está embarcando um pouco nessa ideia que influenciou o que hoje a gente chama de soundscape ecology, que é a ecologia da paisagem sonora, ou ecologia da paisagem acústica. Natália: As pessoas automaticamente imaginam que o silêncio seja algo bom. Mas, esse silêncio é um sinal de alerta, porque ele mostra que as espécies estão desaparecendo e como os seus ciclos e modos de interação estão mudando. E que o habitat, o lugar, já não está dando mais condições impostas pelo clima. Eu acredito que os sons funcionam como uma espécie de termômetro da vida. Quando eles diminuem, é porque a diversidade está ali diminuindo. Mayra: A gente vai ver que a Natália usou noções de paisagem sonora pra criar atividades imersivas de divulgação, onde as pessoas puderam experimentar com diferentes sons e ver como era possível criar novas relações com os sapos a partir deles. Mayra: No caso do Lucas, a paisagem sonora funciona bem como a Natália descreveu, é um termômetro que mede a qualidade de um ambiente da Caatinga. Talvez você imagine esse bioma como um lugar silencioso, um tanto desértico, mas isso tem mais a ver com a imagem comumente divulgada de que é uma região de escassez. Lucas: Do ponto de vista das pessoas interpretarem ela como um ambiente pobre, enquanto ela é muito rica, em termos de biodiversidade, em termos de recursos naturais, em termos de recursos culturais, ou seja, a cultura das populações que vivem lá é extremamente rica. Mayra: Pra complicar ainda mais a situação, a Caatinga está na área mais seca do nosso país. Lucas: Ou seja, a questão da escassez hídrica é extremamente importante. E torna ela, do ponto de vista das mudanças climáticas, ainda mais importante. Mayra: A importância de se falar de grupos menosprezados também aparece na pesquisa da Natália com os sapos. Vamos concordar que eles não tão exatamente dentro do que a gente chama de fofofauna, dos animais queridinhos pela maioria das pessoas, mas não por isso projetos de conservação são menos importantes. Pelo contrário. Mayra: Pra dar uma ideia, na semana que eu escrevia esse roteiro, estava circulando nas redes sociais um estudo que mostrou que, em cinquenta anos, as mudanças climáticas podem ser responsáveis pelo desaparecimento completo dos anfíbios na Mata Atlântica. Mayra: Daí a importância de envolver cada vez mais pessoas em ações de preservação e enfrentamento às mudanças climáticas. Susana: Que a gente pudesse trazer uma paisagem sonora da qual os humanos fazem parte e fazem parte não apenas produzindo problemas, produzindo destruição, mas produzindo interações, interações ecológicas. [música] Mayra: Voltamos então à pesquisa da Natália. Mayra: Ela usou uma metodologia de trabalho que tem sido muito utilizada pela Susana e seu grupo de pesquisa, que são as mesas de trabalho. Susana: E elas foram surgindo como uma maneira de fazer com que a revista ClimaCom, que é uma revista que está tentando ensaiar modos de pensar, de criar, de existir diante das catástrofes, a revista pudesse ter uma existência que não fosse só online, que fosse também nas ruas, nas praças, nas salas de aula, nos outros espaços, que ela tivesse uma existência fora das telas. E que, com isso, a gente se desafiasse não apenas a levar para fora das telas e para as outras pessoas algo que foi produzido na universidade, mas que a gente pudesse aprender com as outras pessoas. Mayra: A ideia das mesas é reunir pessoas diversas, de dentro e de fora da universidade, pra criarem juntas a partir de um tema. Susana: Então, quando chegou a proposta dos anfíbios, a gente resolveu criar uma mesa de trabalho com os sapos. E essa mesa de trabalho envolvia diversas atividades que aconteciam simultaneamente. Essas atividades envolviam desde fotografia, pintura, desenho, colagem, grafismo indígena, até estudo dos sons. Mayra: A Susana estava explicando que durante essas mesas, elas conseguem fazer com que as pessoas interajam com os sapos de uma forma diferente, mais criativa. Criativa aqui tanto no sentido de imaginar, quanto de criar e experimentar mesmo. Susana: A gente propôs a criação de um caderno de estudo dos sons junto com as pessoas. A gente disponibilizou vários materiais diferentes para que as pessoas pudessem experimentar as sonoridades. Disponibilizamos um conjunto de cantos da fonoteca aqui da Unicamp, de cantos dos sapos, para as pessoas escutarem. E pedimos que elas experimentassem com aqueles objetos, aqueles materiais, recriar esses sons dos sapos. E que elas pudessem depois transpor para um caderno essa experiência de estudo desses sons, de como esses sons se expressavam. Mayra: Esse é um exemplo de como a gente pode aproximar as pessoas do trabalho dos cientistas sem que isso coloque a pesquisa feita nas universidades como algo superior ou mais importante do que outros conhecimentos. Escuta só a experiência da Natália: Natália: Através de diferentes materiais, de diferentes meios, é possível criar um movimento afetivo que vai além daquele movimento do emissor-receptor que traz uma ideia mais generalista, mais direta, de que você só fala e não escuta. Então, uma das coisas que mais marcou o meu trabalho nessa trajetória foi a escuta. Onde a gente não apenas falava com os anfíbios, mas também a gente escutava as histórias que as pessoas traziam, os ensinamentos de outros povos, de outras culturas. Então, essa relação entre arte e ciências possibilitou todo esse movimento que foi muito enriquecedor (6:14) Susana: As mesas de trabalho foram um lugar também onde as pessoas acessaram um pouco do trabalho dos herpetólogos. Entraram em relação com a maneira como os herpetólogos estudam os sapos. Interessa para eles se o som do sapo é mais amadeirado, é mais vítreo, é mais metálico. O tipo de som, se ele tem uma pulsação diferente da outra, um ritmo diferente do outro. Eles fazem várias análises desses sons, estudam esses sons em muitos detalhes. Mayra: Trazer essa possibilidade de experimentação é um dos principais objetivos das ações e das pesquisas realizadas pelo grupo da Susana aqui no Labjor. E o encontro com as práticas artísticas tem sido um meio de trabalhar essas experimentações. [música de fundo] Susana: Eu acho que a gente tem pensado muito ciências e artes no plural, com minúsculas, justamente para trazer uma potência de multiplicidade, de possibilidades não só de pesquisa e produção artística, mas de pensamento, modos diferentes de viver no mundo e de praticar a possibilidade de pensar, de criar, de se relacionar com os outros seres. Mayra: Mas, segundo a Susana, tem um desafio grande nesse tipo de trabalho… Susana: Porque é muito comum as pessoas, sobretudo os cientistas, acharem que as artes são uma embalagem bonita para as ciências. Então, o que as artes vão fazer vai ser criar uma maneira das pessoas se seduzirem por um conteúdo científico, de se tornar mais belo, mais bonito. A gente não pensa que esse encontro entre artes e ciências pode tornar as ciências mais perturbadoras, pode questionar o que é ciência, pode gerar coisas que não são nem arte nem ciência, que a gente ainda não conhece, que são inesperadas, que são produções novas. Mayra: Quando a Natália fala da possibilidade de criar relações afetivas com os sapos, ela não quer dizer apenas relações carinhosas, mas também de sensibilidade, de se deixar afetar, no sentido de se permitir viver aquela experiência.  De entrar em contato com essas espécies companheiras e, realmente, sair desses encontros diferente do que a gente entrou. Susana: Então, a gente está tentando pensar atividades de divulgação científica e cultural que são modos de criar alianças com esses seres. São modos de prestar atenção nesses seres, de levar a sério suas possibilidades de existir, suas maneiras de comunicar, suas maneiras de produzir conhecimento. É uma ideia de que esses seres também produzem modos de ser e pensar. Também produzem ontopistemologias que a gente precisa aprender a se tornar digno de entrar em relação. Mayra: Em tempos de crise climática, isso se torna especialmente importante. Quando a gente fala de comunicação de risco, sempre existe a preocupação de falar com as pessoas de uma forma que a informação não seja paralisante, mas que crie mobilizações. Mayra: Eu aposto que você, assim como eu, de vez em quando se sente bem impotente quando pensa na catástrofe ambiental em curso. A gente se sente pequeno diante do problema. Só que é necessário fazer alguma coisa diferente do que a gente tem feito ou veremos cada vez mais eventos naturais extremos que têm destruído tantas formas de vida. [encerra música] Susana: Acho que a gente tem pensado nesses encontros justamente como aquilo que pode tirar a gente da zona do conforto e pode gerar uma divulgação científica e cultural nesses encontros entre artes e ciências, que experimentem algo que não seja massificado, algo que escape às abordagens mais capitalizadas da comunicação e mais massificadas, e que possam gerar outras sensibilidades nas pessoas, possam engajá-las na criação de alguma coisa que a gente ainda não sabe o que é, que está por vir. Mayra: A única forma de fazer isso é efetivamente trazendo as pessoas para participar dos projetos, aliando conhecimentos locais e tradicionais com as pesquisas acadêmicas. Isso cria um senso de pertencimento que fortalece os resultados dessas pesquisas. Mayra: O projeto Escutadô, que o Lucas faz parte, também trabalha com essa perspectiva de engajamento. Lucas: A gente usa uma abordagem chamada ciência cidadã, onde a gente se conecta com o público, e os locais onde a gente vai fazer as amostragens são propriedades rurais de colaboradores ou de voluntários do projeto. Então, a gente tem toda essa troca de experiências, de informação com esse público que vive o dia a dia ali no semiárido, ali na Caatinga. Tudo isso enriquece muito a nossa visão sobre o projeto, inclusive as decisões que a gente pode ter em relação a como que essa tecnologia vai ser empregada ou como que ela deveria ser empregada. Mayra: Lembra que o projeto foi financiado a partir de um edital que considerava a bioeconomia? Então, pro Lucas, a pesquisa só se torna inovadora e significativa de verdade se tiver efeitos práticos pra população que ajudou a construir esse conhecimento. Lucas: Senão é só uma ideia bacana, né? Ela precisa se transformar em inovação. Então, a gente tem toda essa preocupação de criar essa ferramenta e de que essa ferramenta seja realmente interessante para mudar a forma com que a gente vai entender ou tomar as decisões de forma mais eficiente, né? E que isso se torne um recurso que seja possível, né? Para que as pessoas utilizem. Mayra: A ideia do projeto é que, a partir de um aplicativo com aquele algoritmo treinado, as pessoas consigam por exemplo avaliar as condições ambientais da região em que vivem. Ou que esses dados possam ser usados pra ajudar a identificar áreas prioritárias de conservação e com isso, contribua diretamente pra qualidade do cuidado com a Caatinga. [música] Mayra: As mudanças climáticas estão aí faz tempo, infelizmente. Mas seus efeitos têm se tornado mais perceptíveis a cada ano. É urgente pensarmos em outras formas de estarmos no mundo, diminuindo os impactos ambientais, antes que esse planeta se torne inabitável, porque, como a gente também tem falado aqui no Oxigênio, não é tão simples assim achar outro planeta pra morar. Susana: Então, acho que isso tem sido fundamental para a gente criar uma comunicação científica em tempos de mudanças climáticas, que não apenas fica na denúncia dos problemas, mas que apresenta possibilidades de invenção de outros modos de habitar essa terra ferida, essa terra em ruínas. [encerra música] Mayra: Eu sou a Mayra Trinca e produzi e editei esse episódio. A revisão é da Lívia Mendes. A trilha sonora tem inserções do Freesound e de captações do projeto Escutadô e do João Bovolon, que também leu o trecho do Livro das Sonoridades. Mayra: Esse episódio é parte de uma bolsa Mídia Ciência e também conta com o apoio da FAPESP. Mayra: O Oxigênio é coordenado pela Simone Pallone e tem apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Estamos nas suas plataformas de áudio preferidas e nas redes sociais como Oxigênio Podcast. Te espero no próximo episódio! [Vinheta encerramento]

Rádio UFRJ - A Voz Livre - Poesia Sonora
A Voz Livre - Poesia Sonora - ep 197

Rádio UFRJ - A Voz Livre - Poesia Sonora

Play Episode Listen Later Sep 26, 2025 29:24


Sonoridades poéticas da Índia aos Estados Unidos01 - Aditya Prakash – Childhood02 - Jeffrey Gavett – Waves I com Ekmeles03 - Jeffrey Gavett – Waves II com Ekmeles04 - Jeffrey Gavett – Waves III com Ekmeles05 - Kyle Brenn – Still-Exist06 - Joe Rainey -  jr. flipProdução, gravação, edição e locução: marcelo brissacMúsica “Drácula” usada no prefixo e sufixo, autoria de marcelo brissac e livio tragtenberg 

Ao Vivo
"Ageas CoolJazz é uma fusão de sonoridades do mundo"

Ao Vivo

Play Episode Listen Later Jul 4, 2025 16:32


Com mais de 20 anos, o Ageas CoolJazz foi pensado para juntar vários estilos musicais. No Ao Vivo desta semana, recebemos Amaura que sobe a placo no último dia do festival. See omnystudio.com/listener for privacy information.

mundo sonoridades
Grandes ciclos
Grandes ciclos - M. Ravel (XI): Conciliar sonoridades - 04/02/25

Grandes ciclos

Play Episode Listen Later Feb 4, 2025 59:04


RAVEL: Trío para violín, violoncello y piano en La menor (27.54). M. Pressler (p.), I. Cohen (vl.), B. Greenhouse (vc.). Trío Beaux Arts. Introducción y Allegro para arpa, flauta, clarinete y cuerdas (11.05). U. Holliger (arp.), P.-L. Graf (fl.), H.-R. Stalder (cl.), Die Kammermusiker Zurich. Là-bas, vers l’église (5 Mélodies populaires grecques) (1.32). E. Ameling (sop.), R. Jansen (p.).Escuchar audio

da ideia à luz
Criação Ep#166 - 15/10/2024 - Carlos Toindé e As sonoridades de terreiro como Agente de Criação Cênica de KANDENGE, CONFERE e TORÓ

da ideia à luz

Play Episode Listen Later Dec 13, 2024 122:18


Ritmos Sagrados: As sonoridades de terreiro como Agente de Criação Cênica dos experimentos cênicos KANDENGE, CONFERE e TORÓ Carlos Toindé é Professor, Artista e Mestre em Artes Cênicas pela UFSJ com pesquisa voltada para a construção da cena a partir das perspectivas que formam a cosmovisão das religiosidades de origem bantu no Brasil. Tata Kambondo confirmado há 22 anos no Candomblé de Nação Angola, desenvolve a pesquisa “Poéticas da Encruzilhada”, que visa promover um diálogo entre a experiência ancestral dos espaços do Terreiro e os modos de produção da cena no teatro. Atualmente, é pesquisador membro do Grupo de Pesquisa em História, Política e Cena (GPHPC) e colaborador no projeto 'Gambiarra Teatral: A Socialização dos Meios de Produção Cênicos nos Territórios da Rede Nuestra América', coordenado pela professora Carina Guimarães, do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFSJ." Release do trabalho: Esse trabalho faz parte da pesquisa “Poéticas da Encruzilhada” e tem como objetivo investigar as perspectivas e cosmovisões que formam as musicalidades e sonoridades dos espaços religiosos de terreiro enquanto agentes transformadores do espaço cênico e de preparação dos atores nos processos de criação artística dos laboratórios teatrais realizados pelo Coletivo Fuzuê do Grupo de Pesquisa em História, Política e Cena (GPHPC) da UFSJ. KANDENGE – O CANTADOR DE UMA HISTÓRIA BRASILEIRA (2016– 2019) O experimento cênico Kandenge – O cantador de uma história brasileira construído a partir de adaptação de cânticos oriundos das religiosidades de origem bantu no Brasil e evoca reflexões acerca das ressignificações culturais utilizadas como estratégias de resistência e sobrevivência da perspectivas afro-diaspóricas no processo de escravização de negros africanos no Brasil, tomando como base a visão de mundo do personagem Kandenge, um griot africano que foi escravizado e trava uma luta consigo mesmo para conseguir ancestralizar-se. Ao apresentar sua história, Kandenge perpassa pelos temas da ancestralidade; dos valores éticos oriundos de sua formação como ser social; da concepção da importância do coletivo na construção da individualidade e dos protagonismos nos processos de transformação cultural. Ficha Técnica Direção: Tatiana Lagdem Dramaturgia: Carlos Toindé Música, Sonoridades e instrumentos: Ana Vitória Lagdem Carlos Toindé Maria Lakenan Preparação Corporal: Tatiana Lagdem Elenco: Carlos Toindé CONFERE (2018 a 2020) Confere é um experimento cênico que aborda questões referentes aos dilemas democráticos no Brasil. Suas cenas intercalam presente e passado, narrando de forma intrincada histórias sobre o início de nossa república, da ditadura militar decretada em 1964 e acontecimentos atuais, evidenciando a violência com as comunidades periféricas e os consequentes problemas de desigualdades sociais, que são encontrados até hoje no país. Ficha Técnica Direção e coordenação: Carina Maria Guimarães Dramaturgia: Josemir medeiros e Carina Maria Guimarães Iluminação: Laboratório de iluminação cênica da UFSJ Elenco: Ana Paula Tostes Bárbara dos Santos Lara Beatriz Valquíria Carlos Toindé Héricles Gomes Jhonata Castorino TORÓ: ODE À NATUREZA OU QUANDO O CRIME ACONTECE COMO A CHUVA QUE CAI (2022 a 2024) Toró desenvolve a temática das lutas que envolvem a questão da terra no Brasil, entrelaçando narrativas do passado colonial à questões históricas do tempo presente. Refletindo, histórica e criticamente, como se configura essa questão na percepção da desvalorização de vidas e na naturalização de crimes que há séculos ocorrem em nosso país. Ficha Técnica Coordenação e direção Carina Maria Guimarães Dramaturgia Carina Maria Guimarães Colaboradores Ana Paula Tostes Beatriz Valquíria Carlos Toindé Tatiana Lagdem Produção Ana Vitória Lagdem Soraia Geralda Santos Elenco Ana Vitória Lagdem Elias Filgueiras Arte Maria Clara Lagdem Mateus Teixeira Tecnico de Luz e Som Victor Sanchez Figurinista e Costureira Regilan Deusamar @gphpc.ufsj

Primer Movimiento
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Primer Movimiento

Play Episode Listen Later Nov 29, 2024 177:50


Sonoridades
PARADISE GUERRILLA E O POP INTERDIMENSIONAL #104

Sonoridades

Play Episode Listen Later Nov 23, 2024 41:30


Extra! Extra! Um trio de outro planeta pede passagem por aqui!!! O  Paradise Guerrilla  aterrisa no Sonoridades para um papo sensacional! Conversamos com Starlight e tivemos a presença magnânima de Frankstation e UFO, os aliens que encabeçam, junto com Starlight a empreitada! No papo, os discos em inglês e em português, a estreia no The Town, os singles com Seu Jorge, vinil, Inteligência Artificial, musica interplanetária, entre tantos outros curiosos e sensacionais assuntos! Aproveitando, celebre com a gente o nosso canal e faça ele chegar a muuuuuita gente! Compartilhe, clique, espalhe o canal, faça chegar a quem tem que chegar e quem vai curtir muuuito nosso conteúdo, combinado?? Aproveita e comenta quem você quer ver por aqui! Vai que a gente te surpreende?!? NOSSAS REDES: https://www.facebook.com/sonoridadesinc https://www.instagram.com/sonoridades... https://twitter.com/Sonoridades_Inc PARADISE GUERRILLA https://www.istagram.com/paradiseguerrilla #paradiseguerrilla #superbaby #umdiasemvoce #sonoridades #starlight#frankstation #ufo #trap #pop #dance #eletromusic #soul #thetown #IA #popmusic #aindameolha #1000porhora #starlight #anothergalaxy #brazilianpop #integalacticmusic #interdimensionalinterview #interdimensional #Streaming #Spotify #vynil #k7 #Entrevista #musicmatters --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/sonoridades/support

da ideia à luz
Livro Ep#20 - 27/08/2024 - Vestindo os Nus: o figurino em cena - Rosane Muniz

da ideia à luz

Play Episode Listen Later Oct 25, 2024 148:52


O livro "Vestindo os nus: o figurino em cena" foi lançado pela Editora Senac Rio, em 2004: um livro-reportagem que traz uma contextualização sobre o que é figurino, em debates com diretores, atores e críticos de teatro sobre a importância deste elemento para a cena. Na parte principal, as entrevistas revelam a trajetória de 10 figurinistas de diferentes formações, além de causos" e curiosidades que desvendam como o figurino faz parte de uma construção complexa na dramaturgia da cena. O livro é enriquecido por referências de trabalhos realizados por conceituados figurinistas. Rosane Muniz nos faz espectadores de reveladoras entrevistas, traçando um expressivo panorama da profissão e resultando numa obra que preenche uma lacuna de documentação para estudantes, profissionais e outras pessoas interessadas no assunto. Detalhes da publicação: Editora ‏ : ‎ Senac RJ; 1ª edição (20 outubro 2004) Idioma ‏ : ‎ Português Capa comum ‏ : ‎ 344 páginas ISBN-10 ‏ : ‎ 8587864440 ISBN-13 ‏ : ‎ 978-8587864444 Dimensões ‏ : ‎ 22.8 x 15.6 x 2.8 cm Rosane Muniz Artista cênica, jornalista, curadora, pesquisadora, professora e figurinista. Doutora e mestra em artes cênicas (ECA/USP). É autora do livro Vestindo os nus: o figurino em cena (Senac Rio, 2004); editora do Diário de Pesquisadores: traje da cena (2012), dos catálogos do Brasil na Quadrienal de Praga (PQ) 2011 e 2015 e criadora do canal "Vestindo a cena" e do projeto "Designers à beira do abismo". É editora do Diário de Pesquisadores: traje da cena (2012), dos catálogos do Brasil na Quadrienal de Praga (PQ) 2011 e 2015, editora de dois dossiês sobre a Quadrienal de Praga na revista Cena (UFRGS), editora do dossiê sobre figurino da revista Luz em Cena (UDESC), editora do dossiè de figurino da revista dObras (em produção), entre outras. É criadora do canal "Vestindo a cena", que inaugurou em 2007 durante sua primeira visita à Quadrienal de Praga (atualmente em reformulação). Desenvolve em cursos de pós-graduação e oficinas com figurinistas profissionais brasileiros e internacionais, o projeto "Designers à beira do abismo". É vice-coordenadora da subcomissão de figurino da Organização Internacional de Cenógrafos, Técnicos e Arquitetos Teatrais - OISTAT e foi curadora nos times brasileiros da PQ 2011 e 2015. Palestrante e professora convidada internacionalmente. É professora na pós-graduação da Belas Artes/SP, Senac/SP e UFRGS e da formação na SP Escola de Teatro. É integrante da ABRACE, OISTAT, IFTR e uma das idealizadoras da teiabr. Está presidente da Associação Brasileira de Profissionais das Espacialidades, Visualidades e Sonoridades da Cena - Grafias da Cena Brasil. @rosanemuniz

Teatro no Ar
Mosaico no Ar 2024 - Sonoridades Cênicas - Teatro no Ar T12E03

Teatro no Ar

Play Episode Listen Later Aug 28, 2024 14:59


Neste episódio, falaremos um pouco sobre Sonoridades Cênicas, tendo conosco uma profissional da área: Helena Mauro. O episódio integra a temporada intitulada “Mulheres nos Bastidores da Cena”.

Sonoridades
TICO SANTTA CRUZ E A SINCERIDADE DO DETONAUTAS #93

Sonoridades

Play Episode Listen Later May 20, 2024 46:11


Um papo sincero com um artista que não tem papas na língua, não tem medo de assumir a verdade e nem de reconhecer erros ou equívocos. Um papo sobre a importância da mensagem de um artista, de como a vida nos inspira a escrever e como o espiritual sempre nos ajuda na batalha. Esse é um resumo de uma das conversas mais francas do Sonoridades. E o nome dele é Tico Santta Cruz, do @Detonautas ! Se você estiver preparado para conhecer do que de fato é um feito um artista, seus anseios, sonhos, pensamentos e verdades, este é o papo! Bora?!? Vem com a gente nessa jornada! E já sabe né? Curta, comente, compartilhe! NOSSAS REDES https://www.facebook.com/sonoridadesinc https://www.instagram.com/sonoridades... https://twitter.com/Sonoridades_Inc TICO SANTTA CRUZ https://www.instagram.com/ticostacruz DETONAUTAS https://www.instagram.com/detonautas #Detonautas #TicoSanttaCruz #Sonoridades #BrazilianRock #RockAnos2000 #RockNacional #Acústico #Aposta #DiaQueNãoTerminou #IluminaOMundo #PeleMillFlow #CPM22 #NXZero #Fresno #IndieRock #MúsicaNacional #Vinil #MúsicaDigital #Cassettes #AfroReggae #Entrevista #musicmatters --- Support this podcast: https://podcasters.spotify.com/pod/show/sonoridades/support

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Podcast MiranteFM 96,1
PLUGADO #261 - Nicole Terrestre apresenta canções autorais no projeto Sonoridades

Podcast MiranteFM 96,1

Play Episode Listen Later May 10, 2024 16:45


A jovem e graciosa cantora maranhense abre o show de Claudio Nucci, que veio a São Luís para festejar os seus 40 anos de Acontecências.

Los Siete Soles
El Trueno Lejano (77)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Mar 17, 2024 48:42


Vamos con más Sonoridades que ya toca!

trueno lejano sonoridades
Los Siete Soles
El Trueno Lejano (76)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Mar 10, 2024 47:48


Vamos con más Sonoridades, que es lo suyo, y perderse por la Alquimia de los Sonidos de más allá de lo imaginado.

Los Siete Soles
Trueno Lejano (71)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Feb 12, 2024 57:22


Venga más Sonoridades!!

Los Siete Soles
El Trueno Lejano (70)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Feb 6, 2024 49:31


Sentimos muchísimo y pedimos disculpas por el espantoso ruido del audio, tenemos que ponerlo alto para que entre la voz y se ha ido de madre. Lo sentimos de verdad. Hoy cuatro Sonoridades, y si no fuera por ese ruido, pues interesante lo que comentamos.

Los Siete Soles
El Trueno Lejano (69)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Jan 29, 2024 47:16


Pues inesperadamente.. ahí van más Sonoridades!!

Los Siete Soles
El Trueno Lejano (66)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Jan 18, 2024 76:32


Pues venimos no sólo con Sonoridades, si no mucho más, hoy mas largo de la habitual :)

Los Siete Soles
El Trueno Lejano (65)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Jan 13, 2024 48:37


Pues adelante con más Sonoridades requeterecien hechas :)

Los Siete Soles
El Trueno Lejano (62)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Dec 26, 2023 49:34


Vamos con las Sonoridades del Fin del Ciclo H-23!!

fin trueno lejano sonoridades
TARDE ABIERTA
TARDE ABIERTA T05C026 El retal. Sonoridades murcianas (09/10/2023)

TARDE ABIERTA

Play Episode Listen Later Oct 9, 2023 12:11


tarde abierta sonoridades
Serendipia Armónica
Vamos a echar una caminadita (por la CDMX) - Sonoridades - Crónicas Sonoras

Serendipia Armónica

Play Episode Listen Later Oct 5, 2023 9:45


Bienvenidas y bienvenidos a la nueva sección de este canal. Yo soy Florencia Serendipia y Sonoridades busca sumergirles en experiencias meramente sonoras, a través de la narración de crónicas de mi autoría. Estas crónicas relatan valiosos momentos relacionados con la música y el universo sonoro que la rodea; en las calles, en los auditorios, en los estudios, en las voces, a través de los oídos de alguien cuya vida depende de la música, los míos.

Rádio UFRJ - Informação & Conhecimento
Congresso na UFRJ discute relações entre comunicação e música

Rádio UFRJ - Informação & Conhecimento

Play Episode Listen Later Sep 28, 2023 5:40


Sétima edição do Comúsica ocorre de 3 a 5 de outubro, na Escola de Comunicação, com uma série de palestras, apresentações de trabalhos e shows. O canadense Will Straw e a chilena Natalia Bielleto-Bueno então entre os convidados. Ouvimos o professor Micael Herschmann, organizador do evento, para saber mais sobre a programação e sobre as novidades nesse campo de pesquisas.Reportagem: Davi MaiaEdição: Gustavo Silveira

Los Siete Soles
El Trueno Lejano (55)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Sep 25, 2023 45:21


Vamos con más Sonoridades!

trueno lejano sonoridades
Biblioteca Tebana
El Meditarium (110) (El Nuevo Imperio (68) )

Biblioteca Tebana

Play Episode Listen Later Sep 16, 2023 15:02


PTAHNUN!! (Y sonaban, lógicamente, las Sonoridades de PTAHNUN segunda Parte y la Primera, sí, en ese orden).

Biblioteca Tebana
Las Charlas de la Vida (38)

Biblioteca Tebana

Play Episode Listen Later Sep 10, 2023 12:55


Sobre las Sonoridades

las charlas sonoridades
Podcast MiranteFM 96,1
PLUGADO #201 - Sérgio Habibe faz show nesta quarta-feira, em São Luís

Podcast MiranteFM 96,1

Play Episode Listen Later Sep 6, 2023 23:26


Panaquatira, Cavalo Cansado, Eulália, Solidão, Dia de Será, Cavala-canga, Ponteira e outras canções são de autoria do cantor e compositor maranhense Sérgio Habibe, que faz show nesta quarta-feira (6/9), véspera de feriado, a partir das 20h, pelo projeto SONORIDADES, no MIOLO, CAFÉ, BAR, na avenida Litorânea, no Calhau. Quem participa do show é o jovem LÉO VIANA, filho do cantor e compositor TUTUCA VIANA.

bar solid eu l quarta feira sonoridades miolo cavala
Los Siete Soles
El Trueno Lejano (52)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Sep 4, 2023 45:34


Vamos con más Sonoridades indescriptibles y reiteradamente INEFABLES! :)

trueno lejano sonoridades
Subterranea Podcast
Subterranea Outtakes 5x12 Sonoridades estivales - Episodio exclusivo para mecenas

Subterranea Podcast

Play Episode Listen Later Aug 28, 2023 139:04


Agradece a este podcast tantas horas de entretenimiento y disfruta de episodios exclusivos como éste. ¡Apóyale en iVoox! Regresan a la carga Juan Tamajón y David Pintos en pleno agosto, cargados de maravillosas sonoridades estivales para que el verano resulte más ameno. Juan Tamajón nos hablará de Long Earth, Aliante y Freedom to Glide, y David Pintos de Lana Lane, Karcius e Infinitome. No te lo pierdas, la buena música nunca defrauda. Edición: David Pintos www.subterranea.eu Libros de Subterranea Libros Magazine para América y España en: www.davidpintos.com Escucha este episodio completo y accede a todo el contenido exclusivo de Subterranea Podcast. Descubre antes que nadie los nuevos episodios, y participa en la comunidad exclusiva de oyentes en https://go.ivoox.com/sq/17710

Budejo
[MESTRES DO VALE ENCANTADO] #04. Sonoridades Kariri

Budejo

Play Episode Listen Later Aug 24, 2023 48:05


Hoje vamos até o Crato conversar com Adriano Pereira da Silva, atual líder da Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto. Também batemos um papo com Jéssika Kariri e Jean Alex, integrantes da banda Sol na Macambira, que faz parte da trilha sonora dessa série. Eles carregam muitas influências dos grupos de tradição do Cariri e Jéssika e Jean ainda fazem um trabalho bem bonito junto de vários mestres da região. Entre esses mestres está a mestra Zulene, com quem também vamos conversar. Ela é rezadeira, mas ganhou o título de mestre da cultura por conta do seu trabalho com as crianças que ela ensina a dançar quadrilha e brincar de coco, maneiro-pau e lapinha.==========CRÉDITOS:CONCEPÇÃO, ROTEIRO E EDIÇÃO - Luan Alencar REPORTAGEM - Carol Aninha, Vamille Furtado e Luan AlencarNARRAÇÃO - Vamille Furtado e Luan Alencar TRILHA SONORA - Músicas da banda Sol na Macambira e composições originais de Gabriel FalcãoPRODUÇÃO EXECUTIVA - Chico Felitti ==========APOIE O BUDEJO:Para nos ajudar a continuar produzindo conteúdos como estes, considere nos apoiar financeiramente pela ORELO, para ter acesso a recompensas exclusivas: https://orelo.cc/budejo/apoios. Você também pode nos enviar qualquer valor, junto com uma mensagem, para o PIX budejopodcast@gmail.com.

Los Siete Soles
El Trueno Lejano (50)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Aug 21, 2023 43:48


Tres Nuevas Nuevísimas y sorprendentes Sonoridades!! Ya está publicado el 7-20 de Sesiones Sonoras; están publicados en dos álbumes Dioses Egipcios II, porque son 50 y van 25 en cada uno, y así. Todo ello en Spotify, Apple Music, y etcétera de todas las plataformas musicales.

Los Siete Soles
El Trueno Lejano (41)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Jul 16, 2023 41:05


Vamos con más Sonoridades!

trueno lejano sonoridades
Tarataña
Tarataña - Somos de bailar - 17/06/23

Tarataña

Play Episode Listen Later Jun 17, 2023 60:07


'Polca', 'an dro' o 'chapelloise' son algunos de los bailes que nos proponen hoy los aragoneses Bosnerau y Vegetal Jam, el trío gallego Caldo, los extremeños Acetre o el catalán Guillem Ballaz. Sonoridades y fogatas que también anticipan la noche de San Juan con media España el viernes próximo bailando y saltando al lado de las miles de hogueras con las que se recibirá al verano. Ruiz Rapaz, El Nido y Víctor Correa añaden la sobriedad castellana a La Tarataña del sábado. Véase todo en este listado: - Bosnerau, “Borina sacra” 4:10 y “Polca barroca” 2;42 - Vegetal Jam, “El león despierto” 3:25 y “Bailando entre montañas” 4:38 - Ruin Rapaz, “Trece” 3:39 y “Haces que me vuelva loco” 4:32 - Acetre, “Zajumeiro” 4:53 - El Nido, “Cielos” 3:31 - Caldo, “Arroz, ovos y solís” 3:34 y “Outro lugar” 2:59 - Guillem Ballaz, “Baro” 2:27 - Víctor Correa, “Cúpula” 7:27 Escuchar audio

Balada musical
Johan Papaconstantino, uma original mistura de sonoridades gregas com electro

Balada musical

Play Episode Listen Later Apr 24, 2023 8:24


Fenômeno do electropop francês, Johan Papaconstantino não tem só sobrenome grego, mas sua música também conta com forte influência de sonoridades da Grécia. Em seu novo álbum, o artista propõe uma mistura de ritmos “mediterrâneos” ao funk, r&b e house.  Filho de um pai grego e de uma mãe nascida na ilha da Córsega, não há dúvidas de que as origens de Papaconstantino ditam sua produção artística. Criativo e inovador, o músico de 31 anos que também se dedica à pintura lançou recentemente um novo álbum, “Premier Degré”, com 11 faixas bem-humoradas, que falam de vida e amor, regadas a muito bouzouki e autotune. Para a playlist de abril, a programação musical da RFI destaca a canção “Beau Temps”, que tem a participação do rapper Rad Cartier. Nas letras, Papaconstantino fala da volta dos dias ensolarados com a chegada da primavera no Hemisfério Norte. Para conferir nossa escolha, aumente o som! Ouça o podcast clicando no player acima ou acesse-o no Spotify ou no Deezer.

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Rádio UFRJ - A Voz Livre - Poesia Sonora
A Voz Livre - Poesia Sonora - ep 115

Rádio UFRJ - A Voz Livre - Poesia Sonora

Play Episode Listen Later Apr 14, 2023 29:57


Sonoridades de Schwitters e The Residents01 – Kurt Schwitters – Ursonate com Jaap Blonk02 - The Residents - On The Way To Oklahoma03 – The Residents – What Have My Chickens Done Now04 – The Residents - The Monkey ManProdução, gravação, edição e locução: Marcelo BrissacMúsica “Drácula” usada no prefixo e sufixo, autoria de Marcelo Brissac e Livio Tragtenberg

livre sonora poesia ufrj schwitters sonoridades
Los Siete Soles
El Trueno Lejano (29)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Mar 21, 2023 88:26


Nuevamente más Sonoridades maravillosas, pero sobre todo por terminar la Sesión 133, que por cierto está dentro del Álbum 7-18 publicado ayer mismo y ya en todas las plataformas.

Los Siete Soles
El Trueno Lejano (28)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Mar 17, 2023 94:04


Pues que venimos con otro pedaaaazo e laaaaargo programón de Sonoridades, sí sí, sin cortarnos un pelo :)

Los Siete Soles
El Trueno Lejano (26)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Mar 3, 2023 77:16


Vamos con Otras SIETE Sonoridades como los Dioses mandan, claro que sí; además MUY espacial y especial este Trueno porque vamos variando una y otra vez la forma en la que Trabajamos estas Sonoridades, esta Forma Musical Libre y Maravillosa.

Los Siete Soles
El Trueno Lejano (24)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Feb 22, 2023 98:52


Es un Programa ultra especial lleno de Sonoridades y de curiosidades tremendas!

trueno lejano sonoridades
Los Siete Soles
El Trueno Lejano (21)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Feb 4, 2023 78:48


Vamos con más Sonoridades de reciente Creación.

Los Siete Soles
El Trueno Lejano (20)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Jan 31, 2023 73:16


Más Sonoridades maravillosas e indescriptibles!!!

trueno lejano sonoridades
Los Siete Soles
El Trueno Lejano (19)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Jan 22, 2023 78:26


Vamos con más Sonoridades!!

trueno lejano sonoridades
Los Siete Soles
El Trueno Lejano (18)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Jan 15, 2023 85:22


Y seguimos con esta cosa que Nos enamora de la presentación de Sonoridades y más Sonoridades!! :)

nos trueno lejano sonoridades
Los Siete Soles
El Trueno Lejano (17)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Jan 11, 2023 84:46


Muy complicado, pero muy glorioso hacerlo, nos gustaría tener más tiempo, más de todo, qué se yo, qué sabemos, pero ahí están, unas Sonoridades... en fin, sin palabras!! :)

trueno lejano sonoridades
Los Siete Soles
El Trueno Lejano (16)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Jan 5, 2023 80:00


Bueno, lo que importa es la ilusión y las ganas por dar a conocer las Sonoridades, pero resulta que NO son siete las Sonoridades que suenan, si no SEIS, en fin, los líos :) Y es que la perfección es mú aburrida jeje

Los Siete Soles
El Trueno Lejano (13)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Dec 21, 2022 69:43


Un programa más con nuevas Sonoridades y lo que nos suscita comentarlas. Descubrimos la segunda parte de NUT, aunque seguro que no conocerás la Primera; escuchamos la Sesión 118 y una Creación Sonora, nuevamente, realizada desde el GarageBand del iPhone.

Los Siete Soles
El Trueno Lejano (9)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Dec 1, 2022 66:03


Sí, lo sabemos, el ruido de fondo cuando hablamos, ayyyyy, si es que justo se pone la estufa... queda de lo más... en fin, que lo sentimos, pero las Sonoridades suenan fabulosas :)

trueno lejano sonoridades
Los Siete Soles
El Trueno Lejano (5)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Nov 18, 2022 49:12


En esta ocasión vamos a escuchar cuatro Sonoridades, sin contar la del final al despedirnos, que ha sido buscada en el momento de tener que poner una "sintonía"... que al final puede que lo sea, lo que pasa es que como en el cuarto programa nos despedíamos con Noche sin Eclipse... bueno, ya iremos viendo, si hay que poner sintonía final será Un piano y una flauta, que es como se llama ese minuto, sí, porque si fueran otros instrumentos, se llamarían como fueren esos instrumentos... y así :) En el principio siempre sonará ZEDFANK, pues el Trueno Lejano no es más que la Evocación a Tal Regente, Divinidad o Dios.

Los Siete Soles
El Trueno Lejano (4)

Los Siete Soles

Play Episode Listen Later Nov 16, 2022 57:12


Seguimos hablando por un lado de por qué Crear es maravilloso y hacerlo con las Sonoridades más y que las puede hacer aquél que tenga sensibilidad y presentamos tres Sonoridades, Dos Estreno, y una un Recuerdo inefable.

Domínio Público (Rubrica)
15h: Sonoridades, Salto, Mimi Froes e Best Youth

Domínio Público (Rubrica)

Play Episode Listen Later Apr 22, 2022 5:19


Festival Sonoridades de hoje a segunda na Vila das Aves; Salto tocam em Leiria; Mimi Froes e Best Youth, concerto duplo em Águeda; outros concertos.

vila salto aves leiria best youth sonoridades
CUBAkústica FM
'Tienes una forma de querer un poco extraña'

CUBAkústica FM

Play Episode Listen Later Apr 9, 2022 58:52


Buen recuerdo para la compositora y pianista Grecia Domech, desaparecida tempranamente a los 33 años dejó piezas de gran cubanía y belleza. Algo de su obra hoy a la manera del sonero venezolano Óscar de León y el veterano cantante Nelo Sosa con el conjunto Cubason de finales del setenta, dirigido por el trompetista Jorge Varona. La guaracha "Mi negro está cansao" y el bolero "No serás de mi". Destacamos aquí la labor musical del pianista Robertico Álvarez (Santa Amalia) al frente del conjunto del cantante santiaguero René del Mar y posteriormente en las filas del conjunto Saratoga, fundado en La Habana a finales de 1952 por Pedro Balseiro. En abril de 1951, Robertico Álvarez, recién salido del Conjunto Casino también colaboró con el conjunto del guitarrista y compositor Agustín Ribot. En sus grabaciones para la etiqueta Panart el conjunto Saratoga contó con las voces de las Hermanas Romay. "Burundanga" el popular afro de Óscar Bouffartique, antecede a dos boleros de Juan Pablo Miranda: "Romance" y "Seguiré sin ti" en las voces de José Antonio Pinares y René del Mar, respectivamente. De vuelta a las emisiones estelares de la radio independiente cubana de los años 40s. En el centenario de este medio de difusión que demostró su extrema importancia para músicos y artistas desde el 10 de octubre se 1922, cuando la señal de la PWX de la Cuban Telephone Company inauguraba oficialmente la era radiofónica en la isla, regresamos a los estudios de la CMQ. El locutor Eduardo Tristá presentaba a la orquesta Gris del pianista Armando Valdés Torres con su cantante Gerardo Pedroso. El catálogo comercial de la etiqueta RCA Victor nos devuelve el esplendor de los conjuntos soneros de la segunda mitad de los años 40. Roberto Faz, Roberto Espí y Agustín Ribot identificaban al Conjunto Casino. Emblemática agrupación que estableció uno de los patrones estilisticos de esa corriente junto al conjunto de Arsenio Rodríguez y la Sonora Matancera. Sus músicos entonces incorporaban al repertorio del Casino elementos del jazz, especialmente del swing y el bebop. Sonoridades de ida y vuelta. Como llegamos, nos vamos. Oscar de León regaló su arte al público cubano en un inolvidable festival Varadero del año 1983. El inmenso sonero triunfaba internacionalmente con un formato típico de conjunto cubano de los 40 y los 50s y un repertorio de clásicos de autores cubanos donde géneros como la guaracha, el son montuno, la guajira y el bolero estaban bien presentes. "Rico melao" de Jorge Mazón, "Sandunguera" del binomio Marcelino Guerra y Luis Piedra, "El baile del suavito" de María Aurora Gómez y "Calculadora" de Rosendo Rosell, son los cortes con que nos despedimos hoy. Cubakústica, más de cien años de música popular cubana.