Podcasts about Campinas

Municipality in Southeast, Brazil

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Campinas

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Invité de la mi-journée
«Le fentanyl qui a fait des ravages énormes en Amérique du Nord, peut faire des dégâts en Afrique»

Invité de la mi-journée

Play Episode Listen Later Aug 15, 2026 7:04


Au Mozambique, 1,4 tonne de fentanyl dissimulée dans des flacons de cosmétiques ont été saisis à l'aéroport de Maputo. Cette drogue de synthèse était partie de Campinas, dans l'État de Sao Paulo, au Brésil, et avait fait escale à Luanda, en Angola. Ce coup de filet intervient deux mois après une autre saisie de 3,7 tonnes dans ce même aéroport. Les enquêteurs se demandent si ces deux saisies pourraient révéler la mise en place d'une nouvelle route pour les drogues de synthèse. Stéphane Quéré, enseignant en criminologie au Conservatoire national des arts et métiers CNAM, animateur du site spécialisé crimorg.com, est l'invité de RFI.

Durma com essa
Crise entre os Três Poderes: quando a tensão vira erosão

Durma com essa

Play Episode Listen Later Aug 14, 2026 37:48


A política brasileira desde o início dos anos 2010 tem sido marcada por um desequilíbrio na relação entre os Três Poderes: o Congresso avançou sobre o Orçamento Federal, o Supremo Tribunal Federal acumulou poder e um presidente até tentou um golpe de Estado. O primeiro Durma com Essa da temporada especial sobre as Eleições 2026 discute o quadro da crise entre os Poderes e o cenário potencialmente explosivo do pleito de outubro. O episódio conta com a participação de Andréa Freitas, professora de ciência política da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e coordenadora do Centro de Estudos de Opinião Pública, e de Diego Werneck Arguelhes, professor de direito constitucional e diretor do curso de direito do Insper.   Apresentação: Marcelo Roubicek e Mariana Vick Roteiro: Marcelo Roubicek Edição de texto: Antonio Mammi Pesquisa: Victoria Rengel Edição de áudio: Brunno Bimbati Produção de arte: Yasmin Menezes Ilustração: Lua Lopes Distribuição: Paulo Cantalice e Pedro Bardini Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

da ideia à luz
Criação Ep#209 - 05/05/2026 - Karen Mezza e a criação da iluminação para o espetáculo de dança “Cacunda”

da ideia à luz

Play Episode Listen Later Aug 12, 2026 124:58


Karen Mezza é Iluminadora e Artista da Cena, bacharela em Artes Cênicas pela Unicamp e técnica formada pelo curso de Iluminação da SP Escola de Teatro. Atua como desenhista e operadora de luz, coordenadora técnica de festivais e artista docente na mesma escola de sua formação.Em 2025 passou a fazer parte da Cia Sacana em São Paulo, entrando para a equipe dos espetáculos UMA e Terra Brasilis. Realizou o desenho de luz de Taquesutaque, de Yasmin Gomes, direção de Jessica Teixeira, em cocriação com Dafne Rufino e Ricardo Barbosa. Circulou por diversos estados com Mariana Aydar e em São Paulo operou luz em shows para Anná, Renato Braz e Tâmara David.Em 2024 realizou o desenho de luz do espetáculo A Vaca Virou um Rádio da Companhia de Artes Cênicas do Conservatório de Tatuí, com direção do Coletivo Cê; e também da peça Um Céu de Assombro, direção de Kleber Montanheiro, contemplada pelo Prêmio Zé Renato da Cidade de São Paulo.Dentre seus trabalhos realizados destaca-se a iluminação de CACUNDA de Adnã Ionara, O Samba da Pauliceia e Sua Gente da Cia Coisas Nossas e a operação de luz do espetáculo Julius Caesar, da Cia dos Atores no Sesc Consolação e sua mais recentemente participação na equipe de iluminação de Hamlet - Sonhos que Virão, liderada por Wagner Antonio e Dimitri Luppi.Atuou como Coordenadora Técnica do Festival Estudantil do Conservatório de Tatuí, no 29° e 30º FETESP e da Mostra Solo Mas Não Só - Vozes do Interior em Pindamonhangaba, foi Head de Luz no espetáculo História da Violência da Schaubühne na XI MIT, além de ter contribuído como técnica em diversas edições do Feverestival de Campinas.Release:"Cacunda", espetáculo de dança da artista Adnã Ionara, explora a ancestralidade, memória e o tempo nagô de terreiro, utilizando a palavra de origem quimbundo que nomeia a curvatura das costas. A performance traz à cena a figura de Cacurucaia, entidade da umbanda, celebrando e questionando o peso da existência com movimentos que traçam curvas no tempo.Ficha Técnica:Concepção e interpretação: Adnã IonaraCo-direção cênica: Adnã Ionara e José TeixeiraComposição e execução de trilha musical: Yandara Pimentel, Otavio Andrade e Marcelo SanthuDesign e operação de luz: Karen MezzaSonoplastia e operação de som: Pedro FlórioProdução artística: José TeixeiraProdução Executiva: Wannyse Zivko

Seara Esporte Clube
INTER DAS CAMPINAS É O 2° SEMIFINALISTA DA COPA JBA.

Seara Esporte Clube

Play Episode Listen Later Aug 10, 2026 61:04


Acompanhe hoje todas as informações do futebol amador; resultados dos jogos desse final de semana no Placar da Rodada.

Podcast Amassando o Aro
Amassando o Aro 479

Podcast Amassando o Aro

Play Episode Listen Later Aug 8, 2026 78:41


O time mais consistente da liga venceu. É o tetra campeonato do Sampaio Basquete. E com autoridade. Sampaio esteve nas últimas cinco finais e, apesar de ter sido vice nas últimas 3, este ano não deu chance para o azar e venceu a série final por 3 a 1 em cima do Unimed Campinas. Claro que começamos falando primeiro do campeonato paulista masculino, tentando manter a ordem dos campeonatos que sempre fazemos. Com os 4 primeiros jogos tendo rolado, o principal foi poder ver o renovado Mogi amassando e ganhando bem seu primeiro jogo. Parece que as contratações de peso que o Mogi fez para a temporada vão dar retorno. Fica só uma sensação ruim de ter apenas 8 times no campeonato paulista deste ano. São oito times que estão na NBB, então o sarrafo é lá em cima, mas ainda assim é pouco para um campeonato tão tradicional. Resta a esperança que, pelo menos, eles consigam terminar o campeonato antes do começo da NBB. Claro que teve destaque a conquista da LBF pelo Sampaio Basquete e falamos bastante do trabalho feito em São Luís e a consistencia deste time. Depois de ganhar os dois primeiros jogos da serie em casa, o Sampaio chegou em Campinas precisando só de uma vitória para se sagrar campeão. Mas no terceiro jogo o Unimed Campinas não deu chance, com uma defesa agressiva e muita velocidade na transição, o time campineiro dominou o jogo todo e ganhou com boa vantagem. Infelizmente, dois dias depois elas teriam de repetir o feito para levar a um possível jogo cinco e ai, dependendo de uma apresentação tão forte quanto o jogo anterior, faltou perna e o Sampaio, muito mais inteiro, fez o que quis, fechando a série em 3 a 1. Falamos também da semana da WNBA, das feitos da nossa Kamilla, das renovações da NBA, da situação que fica cada vez mais complexa e difícil para o Kawhi na liga (parece que não vai dar para se safar sem punição), respondemos as questões do pessoal da Live, mas, infelizmente, o segundo ponto mais importante do episódio foi a seleção brasileira feminina de basquete. O Brasil está participando do sulamericano qualificatório para a AmericupW. A AmericupW dá vaga para um pré olímpico, que por sua vez, da vaga para as Olimpíadas, como você deve ter adivinhado. É um caminho longo para finalmente voltar aos jogos olímpicos, mas é o caminho mais possível. A seleção vem de uma troca muito recente de comando, com a saída da Pokey Chatman e a entrada do Léo Figueiró. Também vem trazendo uma nova geração de meninas, muitas delas ainda jogando no universitário americano. São muitas novidades em pouco tempo, verdade. Mas este campeonato não tem um nível tão alto e era para o Brasil nadar de braçada. Ganhou bem o primeiro jogo em cima do Chile, é verdade. E também era esperado. Mas o segundo jogo, contra a Venezuela perdeu. E perdeu bem perdido. Foram controladas pelas venezuelanas, que não só tem o basquete como uma dos esportes principais, como também estão passando por uma nova fase. Ainda assim, esta foi a primeira vez que a Venezuela ganhou do Brasil. É motivo de preocupação sim, e é motivo de analise. A LBF vive um momento de começar a colher frutos de um trabalho longo e de pouca visibilidade, o país tem meninas jogando nos mais diferentes países do mundo, tendo gente na Europa, na NCAA e na WNBA (não, Damiris e Kamilla não vieram porque a W está no meio do campeonato). Com tudo isso, mesmo desorganizado e inexperiente, a expectativa era de que seria sim possível a vitória e a classificação sem sustos para a AmericupW. Agora, dependemos do jogo contra o Paraguai na sexta para classificar. Deve dar, mas fica o alerta. Agora para ouvir isso e muito mais, tá fácil, é só apertar o play e vir com a gente.

Impacto Positivo
"É um livro generoso, pega sua mão na cidade e leva até o campo"

Impacto Positivo

Play Episode Listen Later Aug 7, 2026 159:53


Valter e Núbia de Oliveira são um casal lindo! Eles cuidam um do outro, dos filhos e do Sítio Terra que Brilha. O Terra que Brilha é um Santuário de Sanidade Mental e Ecológica onde promovem vivências para que outras pessoas possam (re)aprender a se envolver com a natureza e integrar com o território. Nesse episódio Valter e Núbia guiam uma conversa sobre o que é o colapso, porque é importante cultivar autonomia e o que é realmente sagrado nesse caminho de volta para nosso lugar de guardiões e guardiãs dos santuários. O apoio por meio dos pedidos antecipados e com desconto podem ser realizado por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6 Os lançamentos com eventos presenciais estão pré-agendados para o mês de Agosto. Por enquanto vamos ter eventos em Brasília, Campinas, Florianópolis, Gravatal (SC), Nova Petrópolis (RS) e Porto Alegre. Se você tem contatos com jornalistas, programas de TV e podcasts com alcance de audiência e gostaria de ver o livro chegando para um número maior de pessoas, por favor, fique à vontade para indicar o livro para esses canais e pessoas. Valter e Núbia Oliveira são um casal de educadores, historiadores e proprietários do Sítio Reserva Terra que Brilha, localizado nas montanhas do Vale do Ribeirão, na Chapada Diamantina, em Jacobina, na Bahia. A Terra que Brilha é um projeto familiar cujo propósito é viver e promover um estilo de vida integrado com a Natureza, usando ferramentas da Permacultura, Agroecologia e Arte. No Sítio realizam-se vivências, visitas ecopedagógicas e hospedagens para quem busca integração com a Natureza.  

JORNAL DA RECORD NEWS
Incêndio é controlado em fábrica na Grande São Paulo

JORNAL DA RECORD NEWS

Play Episode Listen Later Aug 6, 2026 77:49


Confira no Jornal da Record News desta quarta-feira (5): incêndio é controlado em fábrica no interior de São Paulo. Homem que atirou em motorista de aplicativo em Campinas é preso. E ainda: ex-chefe de gabinete deixa campanha presidencial de Lula.

Notícias Agrícolas - Podcasts
HORTI RESENHA ESPECIAL IFPA - 600 mil toneladas de produtos do agro foram comercializadas em 2025 na Ceasa Campinas

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Aug 5, 2026 17:13


Central de abastecimento movimentou R$ 2,9 bilhões no ano passado servindo de elo entre produtores rurais, compradores do varejo, atacado e consumidores finais

Podcast Amassando o Aro
Amassando o Aro 478

Podcast Amassando o Aro

Play Episode Listen Later Aug 1, 2026 80:06


Como falamos no texto do episódio passado, o LeBron James acabou definindo sua nova casa: O Philadelphia 76ers. O que parece como uma adição interessante para um time que buscava ser um contender de verdade, parece estar lentamente se tornando mais um time do LeBron apenas. Mas claro, antes comentamos do convite ao Vasco para permanecer na NBB e vontade do Bahia em comprar uma franquia da NBB para já começar atras de títulos. Mas os valores não são tão simples, claro. E claro, falamos dos dois primeiros jogos das finais da LBF em São Luis. E não teve muita chance pro Unimed Campinas não. O Sampaio controlou bem os dois jogos, tomou poucos sustos e vem para Campinas precisando só de uma vitória para fechar a séria, ganhar seu tetra campeonato. Temos de louvar o bom trabalho feito no Maranhão, com esta já são 5 finais consecutivas em um polo não muito grande para o basquete, com viagens longas, mas mantendo um trabalho e uma base sensacionais todas as temporadas. É para se aplaudir mesmo. Falamos da semana da WNBA que teve vitória do Chicago Sky com mais uma ótima apresentação da Kamilla. Mas a semana da W não foi tão agitada porque no final de semana tivemos o All Star game, como sempre, com problemas. Parece que a carte de Hogwarts para o torneio de três pontos não chegou para as principais arremessadoras da liga. E pouco a pouco vai se criando um clima terrível para a comissária. Na NBA, o 76ers fechou com o LeBron no fim da semana passada, e nesta já trouxe também o Westbrook. O Martan lembrou bem que o Russ já não é tão queridinho do Lebron, mas pode ser que eles tenham feito as pazes. Só que com isso, vai parecendo que o Phila, que queria ser contender sério, vai é precisar de umas três ou quatro bolas em quadra para esse time ficar feliz. Enquanto isso, as outras novelas são tão sem graça que a gente quase esquece: Duren e Kuminga ainda não acertaram novos contratos. E o detalhe, ambos são agenciados pelo mesmo cara. Esse ai sabe como inflar egos além da realidade. Teve isso e muito mais, então não perca tempo, aperte o play e vem com a gente!

Impacto Positivo
“Esse livro presta um serviço ecossistêmico”

Impacto Positivo

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 96:38


Gabriel e Luan vem usando a Escala de Permanência da Linha Chave em seus trabalhos de consultoria e capacitação na Escola do Campo Eco Raízes e conhecem meu trabalho há bastante tempo. A conversa com eles puxou um pouco mais para o planejamento e como eu comecei a desenvolver as abordagens que uso na minha atuação. Também passamos pelas lições dos meus avós e como uso a EPLC quando os clientes já tem uma propriedade com muitos dos seus elementos definidos.  O apoio por meio dos pedidos antecipados e com desconto pode ser realizado por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6 Os lançamentos com eventos presenciais estão pré-agendados para o mês de Agosto. Por enquanto vamos ter eventos em Brasília, Campinas, Florianópolis, Gravatal (SC), Nova Petrópolis (RS) e Porto Alegre.Se você tem contatos com jornalistas, programas de TV e podcasts com alcance de audiência e gostaria de ver o livro chegando para um número maior de pessoas, por favor, fique à vontade para indicar o livro para esses canais e pessoas. Luan e Gabriel são os co-fundadores da empresa Escola do Campo Eco Raízes. Com Gabriel formado em Engenharia Agronômica e Luan formado em Ciências biológicas, a Eco Raízes ampara seus clientes e alunos no no dia-a-dia da vida do campo, desde consultorias, educação ecológica, capacitação, projetos de planejamento e implementação.

Impacto Positivo
A Transição Geográfica é só uma das muitas Mudanças a serem feitas

Impacto Positivo

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 67:59


Com formação e experiência internacional nos sistemas agroflorestais Juliano puxou uma conversa mais voltada para a necessidade de planejamento para a relocalização para o campo, seguida de um bom planejamento integral da propriedade para criar segurança na relocalização. Entre outros tópicos, Juliano chamou atenção para os perigos de se começar uma propriedade pelos sistemas de produção, assunto que abordo no capítulo 9 do livro Colapso e Êxodo Urbano: construindo vidas resilientes e autônomas no campo. O apoio por meio dos pedidos antecipados e com desconto pode ser realizado por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6 Os lançamentos com eventos presenciais estão pré-agendados para o mês de Agosto. Por enquanto vamos ter eventos em Brasília, Campinas, Florianópolis, Gravatal (SC), Nova Petrópolis (RS) e Porto Alegre.Se você tem contatos com jornalistas, programas de TV e podcasts com alcance de audiência e gostaria de ver o livro chegando para um número maior de pessoas, por favor, fique à vontade para indicar o livro para esses canais e pessoas. Juliano Hojah da Silva, 41 anos, é engenheiro florestal com mestrado em agroflorestas tropicais, especialização e MBA em negócios para a sustentabilidade. Na sua área técnica presta consultorias ambientais e em planejamento rural. Também é agricultor agroecológico em atividade da Serra onde desenvolve seu “laboratório” de desenvolvimento rural.

Impacto Positivo
O propósito é construir Santuários de Saúde Mental e Ecológica

Impacto Positivo

Play Episode Listen Later Jul 31, 2026 123:56


Nas grandes cidades, a maioria das pessoas sofre da Dissonância da Desconexão: “de forma intuitiva elas sabem que a vida urbana desarmoniza seus ciclos circadianos, degrada sua saúde, mutila suas habilidades sensoriais e as separa da maneira como funcionam os processos ecossistêmicos, mas sem saber que outras formas de viver podem ser possíveis e viáveis, elas postergam (ou nunca executam) a resolução harmônica de seus anseios em um território saudável.” (trecho do livro Colapso e Êxodo Urbano). Artur é veterinário e referência nacional nas questões de medicina funcional e alimentação natural para cães e gatos. A Dissonância da Desconexão foi o tema que costurou toda nossa conversa. Artur conta como vem retomando uma vida no campo depois que a primeira experiência dessa vida foi interrompida na infância e como o livro Colapso e Êxodo Urbano o ajudou a encontrar propósito na construção de um santuário de sanidade mental e ecológica. O apoio por meio dos pedidos antecipados e com desconto pode ser realizado por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6 Os lançamentos com eventos presenciais estão pré-agendados para o mês de Agosto. Por enquanto vamos ter eventos em Brasília, Campinas, Florianópolis, Gravatal (SC), Nova Petrópolis (RS) e Porto Alegre. Se você tem contatos com jornalistas, programas de TV e podcasts com alcance de audiência e gostaria de ver o livro chegando para mais pessoas com o chamado de viver cuidando de seu território, por favor, fique à vontade para indicar o livro para esses canais e pessoas.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 26/07/2026 | Fachin repudia fala de Milei sobre Moraes

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Jul 26, 2026 181:52


Confira os destaques do Jornal da Manhã deste domingo (26): O senador Flávio Bolsonaro foi oficializado candidato do PL à Presidência da República durante convenção em São Paulo, com o slogan "filho da esperança". O evento contou com a presença do presidente argentino Javier Milei e teve homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro por meio de um vídeo produzido com inteligência artificial. Flávio inicia a campanha sem candidato a vice e sem apresentar oficialmente o programa de governo. Análise de Jesualdo Almeida. Reportagem: Beatriz Manfredini. Fernando Haddad foi oficializado candidato do PT ao governo de São Paulo em convenção realizada em Campinas, tendo Márcio França como candidato a vice. Em seu discurso, defendeu a recuperação do protagonismo do estado e criticou a atual gestão paulista. O evento contou com a presença do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de outras lideranças da base governista. Análise de Jesualdo Almeida. Reportagem: João Vitor Revedilho. O aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã voltou a pressionar a economia global, com o preço do petróleo disparando diante dos riscos provocados pelo conflito. Para falar sobre os impactos da escalada das tensões nos mercados e na economia mundial, a Jovem Pan entrevista Ricardo Hammoud, professor de economia do Ibmec-SP. O Brasil bateu recorde de feminicídios pelo quarto ano consecutivo em 2025, registrando 1.571 vítimas, uma média de 4,3 assassinatos por dia, e um aumento de 4% em relação a 2024, conforme divulgado pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Para falar sobre o assunto, a Jovem Pan entrevista Celeste Leite dos Santos, promotora de Justiça. A tarifa combinada de 37,5% imposta pelos Estados Unidos afeta 16,5% das exportações brasileiras, o equivalente a US$ 6,6 bilhões. A sobretaxa resulta do acúmulo de uma tarifa prévia de 25% com uma nova alíquota de 12,5% relacionada a investigações sobre trabalho forçado, conforme dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Reportagem: André Anelli. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, repudiou neste sábado (25) as falas do líder argentino, Javier Milei, sobre as decisões contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em nota, o magistrado afirmou ser “desrespeitosa” a referência feita ao ministro Alexandre de Moraes. Fachin também reafirmou a plena autonomia do Judiciário brasileiro e declarou que a Presidência do STF “deplora manifestações incompatíveis com a civilidade que deve caracterizar as relações entre os Estados”. Jesualdo Almeida comentou. Reportagem: Marco Viana. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende adotar uma estratégia seletiva caso avance com medidas de reciprocidade contra o tarifaço imposto pelos Estados Unidos. A orientação em discussão dentro do Executivo é evitar qualquer reação que provoque prejuízos à própria economia brasileira, preservando empresas, consumidores e cadeias produtivas nacionais. Para falar sobre o assunto, a Jovem Pan entrevista Antônio Carlos Morad, advogado tributarista. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Pulso Latino
#93: Série Haiti | Labadee ou Labadie? Turismo no Haiti

Pulso Latino

Play Episode Listen Later Jul 22, 2026 13:23


*** CORREÇÃO: O terremoto aconteceu no dia 12 de janeiro de 2010. Episódio: Labadee ou Labadie? Turismo no Haiti.Apresentação: Aline Marcondes Miglioli Roteiro: Aline Marcondes Miglioli Participação: Gustav Tradução: Rodrigo Bulamah Produção: Gui Ágata Imagem da capa: https://cruiseradio.net/royals-caribbean-returns-labadee-haiti-photos/Edição: Gui Ágata Descrição: Neste último episódio da série Haiti, contamos sobre nossa travessia entre Labadee e Labadie, território em que a atividade turística performada pela empresa Royal Caribbean é realizada. Conversamos sobre a história da empresa no Haiti e suas contradições.  Duração: 13:03Trilha sonora: Sons provenientes de bibliotecas públicas de áudio (acervos online, sob licenças Creative Commons) e captados in loco em janeiro e fevereiro de 2025.Vinheta: Pulso Latino Gravação: Campinas, 13 de novembro de 2025. Parcerias: Berta Coletivo Latino-Americanista e Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Apoio: Recursos disponibilizados pela Pró-reitoria de Extensão, Esporte e Cultura - PROEEC.  Projeto vinculado: Realidades Latino-Americanas.

Café & Corrida
FALTA DE ÁGUA e falhas graves em DUAS provas

Café & Corrida

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 14:52


Concurso para ganhar um kit completo da Forcell - https://cnoar.run/Concurso_Forcell_JulhoASICS RUN CHALLENGE | Use o cupom CORRIDANOAR10https://runchallenge.com.brNeste episódio do Corrida no Ar News, analisamos os graves problemas operacionais que marcaram o final de semana nas corridas de rua pelo Brasil. Destacamos a inaceitável falta de água e de estrutura de socorro na Meia Maratona 21K Fit Store, em São Luís do Maranhão, que gerou revolta e uma nota oficial da organização. Também abordamos os erros de percurso, a ausência de batedores para a elite e a falta de staffs na Jipa City Marathon, em Rondônia, trazendo o desabafo dos atletas prejudicados. Por fim, passamos pelos números modestos da Maratona de Campinas e respondemos aos comentários da audiência no fechamento do programa.- Problemas graves e falta de água na Meia Maratona 21K Fit Store (00:00:46)- Concurso cultural em parceria com a Forcell (00:05:32)- Erros de percurso e desabafo da elite na Jipa City Marathon (00:06:41)- Cupom de desconto para as provas do Asics Run Challenge (00:10:01)- Análise dos números da Maratona de Campinas (00:10:47)- Leitura de comentários e interação com o público (00:12:08)Nossos cupons e links - https://cnoar.run/cuponsO Corrida no Ar News é produzido diariamente.

Podcast Amassando o Aro
Amassando o Aro 476

Podcast Amassando o Aro

Play Episode Listen Later Jul 18, 2026 92:30


Temos só dois dos principais torneios rolando por enquanto, e um deles esta nas semis com jogos pegados. De um lado o atual campeão Sesi Araraquara enfrentam as campineiras do Unimed Campinas, com uma vitória na prorrogação, de virada e fora de casa com show da Letícia, para colocar o Campinas a uma vitória da final. Do outro Sampaio e Cerrado, com uma vitória também de virada, também fora de casa, mas mais controlada por parte do Sampaio. Quem chega na final? No outro campeonato rolando, a WNBA está separando os times que vão brigar pelo título e o resto que ainda vai demorar para se acertar. E as surpresas estão nos novos times da liga. O Valkyries no seu segundo ano de existência já chegou a segunda colocação, enquanto Toronto Tempo e Porland Fire estão brigando para chegar aos playoffs. Ruim para a nossa Kamilla, que apesar de estar fazendo uma excelente temporada, e já ser alguém que os outros times buscam evitar, acaba ficando fora da zona de classificação com o seu Chicago Sky. Falamos, claro dos reforços e preparos dos times de NBB, da Euroleague Feminina que organizou seus grupos, das chegadas de alguns nomes na Euro masculina e claro, das novelas da NBA, com o Duren e a estrela dos próximos capítulos, LeBron James. Teve tudo isso e muito mais, com discussão sobre CBA e o organização dos jogadores, perguntas da galera, imbróglios e divagações sobre series e copa do mundo. Então não perde tempo, aperte o play e vem com a gente.

Impacto Positivo
A Transição para o Campo deve ser Segura, Realista e Autônoma

Impacto Positivo

Play Episode Listen Later Jul 13, 2026 117:04


Fique com a minha conversa com o Lucas Machado e Faber Naddeo em mais um episódio da série de pré-lançamento do livro "Colapso e Êxodo Urbano". Lucas Machado é um agrônomo e agricultor agroflorestal que atua no Sítio das Mangueiras, em Florestal/MG. Atuando desde 2009, Lucas também é um dos idealizadores e fundadores da Associação Florestalense de Agroecologia, um movimento que promove a agroecologia na região. Este vídeo foi ao ar como uma live no canal do Lucas e agora está sendo repostado em nosso canal junto com as outras entrevistas na playlist do pré-lançamento. Foi um excelente bate papo sobre os principais desafios do nosso tempo, o futuro das cidades, a construção de vidas resilientes no campo, autonomia, regeneração e informações sobre o lançamento oficial do livro "Colapso e Êxodo Urbano". O apoio por meio dos pedidos antecipados e com desconto podem ser realizado por esse link: https://forms.gle/S9QH49PGkgzY8gge6 Os lançamentos com eventos presenciais estão pré-agendados para o mês de Agosto. Por enquanto vamos ter eventos em Brasília, Campinas, Florianópolis, Gravatal (SC), Nova Petrópolis (RS) e Porto Alegre. Se você tem contatos com jornalistas, programas de TV e podcasts com alcance de audiência e gostaria de ver o livro chegando para um número maior de pessoas, por favor, fique à vontade para indicar o livro para esses canais e pessoas.

JORNAL DA RECORD
JORNAL DA RECORD | 11/07/2026

JORNAL DA RECORD

Play Episode Listen Later Jul 12, 2026 63:44


Confira na edição do Jornal da Record deste sábado (11): Vento forte e granizo causam destruição, destelham casas e deixam centenas de desalojados no Rio Grande do Sul. Avião que saiu de Campinas com destino a Manaus declara emergência e retorna ao aeroporto. Jair Bolsonaro divulga carta em que pede união a aliados e diz que Flávio é seu porta-voz. Líder supremo do Irã promete vingança, e presidente Trump diz que vai destruir o país se for alvo de atentado. Estados Unidos divulgam imagens dos objetos voadores não identificados registrados por astronautas da Nasa. Morre aos 86 anos o cantor Peppino Di Capri, e um tubarão foi flagrado saltando no mar do litoral de São Paulo.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 10/07/2026 | 1ª e 2ª EDIÇÃO: Israel diz que Irã tem plano para matar Trump

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 302:21


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta sexta-feira (10): Israel repassou aos Estados Unidos informações de inteligência sobre um suposto plano do Irã para assassinar o presidente Donald Trump. O alerta foi enviado antes dos recentes ataques americanos contra instalações nucleares iranianas e descrevia uma ameaça considerada mais específica do que as já acompanhadas pelas agências de segurança dos EUA. Após o comunicado, as medidas de proteção ao presidente foram reforçadas, embora autoridades americanas afirmem que não há indícios de uma ameaça iminente. Desde a morte do general iraniano Qasem Soleimani, em 2020, Washington mantém monitoramento permanente sobre possíveis ações de retaliação contra Trump e outros ex-integrantes de seu governo. Reportagem: Paulo Édson Fiore. Durante uma agenda pública em Campinas, no interior de São Paulo, a ex-ministra do Meio Ambiente e deputada federal Marina Silva reagiu às declarações do governador Tarcísio de Freitas e o acusou de preconceito político de gênero. Segundo Marina, o governador adota "dois pesos e duas medidas" ao considerar natural sua atuação política em São Paulo, mas questionar a dela e a de Simone Tebet. A parlamentar também afirmou que há uma postura machista nos ataques da direita e declarou que as mulheres têm o direito de fazer política onde quiserem, sem serem tratadas como estrangeiras ou excluídas do cenário político. Reportagem: Misael Mainetti. O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Caiado classificou como "inaceitável" a postura de Flávio ao pedir aos Estados Unidos o adiamento de tarifas contra o Brasil para evitar desgaste político. O governador também acusou Lula de tratar o tema de forma ideológica e de provocar o presidente norte-americano Donald Trump em meio à crise envolvendo as tarifas. Reportagem: Misael Mainetti. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira (9) a criação do movimento “Imparáveis”, após deixar a presidência do PL Mulher. Em publicação nas redes sociais, Michelle afirmou que “milhares de Mulheres e Homens de Bem são agora, imparáveis” e declarou que ela, seus apoiadores e o Brasil não vão parar. Segundo a ex-primeira-dama, o movimento nasce com a união de pessoas que compartilham os mesmos valores e objetivos. Reportagem: Marco Viana. A Polícia Federal revelou que um grupo ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, oferecia contratos de até R$ 2 milhões para influenciadores e jornalistas publicarem conteúdos com críticas ao Banco Central e manifestações favoráveis ao banco. Segundo a investigação, a campanha, chamada de “Projeto DV”, previa acordos de confidencialidade com multas elevadas em caso de descumprimento dos contratos. Reportagem: Janaína Camelo. O presidente da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a redução da maioridade penal para 16 anos, o deputado Aluísio Mendes (Republicanos-MA), afirmou que a votação da proposta será realizada apenas depois das eleições. Para comentar o adiamento e discutir o andamento da proposta, a Jovem Pan entrevista o deputado federal Mendonça Filho (PL-PE). Os Estados Unidos interromperam os intensos bombardeios contra o Irã em uma tentativa de evitar uma escalada do conflito. A estratégia adotada envolve ataques pontuais e deliberados, intercalados com pausas táticas, permitindo que negociações e esforços diplomáticos nos bastidores atuem para buscar a estabilização da região. Reportagem: Eliseu Caetano. O recesso parlamentar do Congresso Nacional adiou a análise de diversas pautas para o segundo semestre. Para comentar os impactos da pausa nos trabalhos legislativos e os próximos passos no Legislativo, a Jovem Pan entrevista o deputado federal Pedro Uczai (PT-SC). Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Radar Agro
Viter mostra como a inovação nasce das demandas do campo | Canal do Boi #506

Radar Agro

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 13:58


O Fala Carlão apresenta, no Canal do Boi, um programa especial durante o evento da Viter, em Campinas, reunindo diferentes olhares sobre inovação, desenvolvimento técnico e relacionamento com o produtor. Participam Taciana Seixas, Gerente de Desenvolvimento Técnico de Mercado da Viter, e Vanderlei de Souza, empreendedor e revendedor. Na entrevista, Taciana explica como as soluções desenvolvidas pela empresa chegam ao campo com posicionamento técnico adequado para cada cultura, região e realidade produtiva. Vanderlei, por sua vez, traz a visão de quem atua na revenda e acompanha de perto as necessidades dos clientes, destacando a construção da fertilidade do solo e a importância de ouvir o produtor.

LACNIC Podcast
Caso de éxito en el despliegue de IPv6 Mostly

LACNIC Podcast

Play Episode Listen Later Jul 10, 2026 6:47


¿Cómo avanzar hacia #IPv6 sin afectar la experiencia de los usuarios ni la operación de la red? En esta charla Alejandro Acosta, Coordinador de I+D de LACNIC, y Henri Alves de Godoy, Doctor en Tecnología y Profesor, conversan sobre la experiencia de la Universidad Estadual de Campinas en la implementación de este modelo .

Radar Agro
Viter avança em nutrição foliar com foco no produtor | Canal do Boi #504

Radar Agro

Play Episode Listen Later Jul 8, 2026 14:28


O Fala Carlão apresenta, no Canal do Boi, uma conversa com Erivelton Paes, Gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Viter, durante evento da empresa em Campinas. Na entrevista, Erivelton explica como a escuta dos produtores orientou a entrada da Viter no segmento de nutrição via foliar, ampliando o trabalho já desenvolvido em correção e fertilidade do solo. Ele também apresenta os lançamentos Adapte Viter e Maximize Viter, soluções voltadas à fisiologia das plantas, adaptação a estresses e desempenho produtivo em fases importantes das culturas.

Conecta Mente
Da sucata ao Everest: a história de Aretha Duarte | Conecta Mente

Conecta Mente

Play Episode Listen Later Jul 7, 2026 20:38


No Conecta Mente de hoje, recebemos Aretha Duarte, montanhista, ativista ambiental e empreendedora social, para uma conversa sobre superação, propósito, educação, representatividade e o poder de transformar sonhos em realidade.Aretha compartilha sua trajetória desde a periferia de Campinas até o topo do Monte Everest, tornando-se a primeira mulher negra latino-americana a alcançar o cume da montanha mais alta do planeta.Uma história sobre coragem, resiliência, empreendedorismo social e a importância de ampliar oportunidades para transformar vidas.Instagram: @multiprosaTikTok: @multiprosaE-mail: conectamente@cdlbh.com.br

Café & Corrida
O ERRO grave que influenciadores de corrida estão divulgando

Café & Corrida

Play Episode Listen Later Jul 5, 2026 14:27


Neste episódio do CNA News, discutimos o perigo da recente campanha publicitária onde influenciadores de corrida como Manu Cit e Rian, recomendam o uso de Advil e anti-inflamatórios como estratégia de recuperação pós-treino. Médicos e especialistas, como Juliana Peres, Dede Castro, Ana Paula Simões e Gerson Leite alertam sobre os graves riscos para a saúde, como lesão renal aguda e problemas cardiovasculares, além de prejudicar a própria adaptação dos treinos. Também passamos pelos comentários da comunidade sobre a São Silvestre, a Corrida da Integração e os bastidores das maratonas.- Polêmica: Influenciadores fazendo publicidade de anti-inflamatório (00:47)- Médicos e especialistas alertam sobre os riscos do Advil no esporte (04:36)- Comentários da comunidade: São Silvestre, Meia de Campinas e correções (10:06)- Encerramento e novidades do CNA News (13:15)Nossos cupons e links - https://cnoar.run/cuponsO Corrida no Ar News é produzido diariamente.

Quem Ama Não Esquece
A ENCHENTE QUE LEVOU TUDO | QUEM AMA NÃO ESQUECE 01/07/2026

Quem Ama Não Esquece

Play Episode Listen Later Jul 1, 2026 23:07


A Eliane cresceu em meio a abusos, alcoolismo e perdas. Já mãe solo de duas filhas, ela enfrentou relacionamentos difíceis até reconstruir a vida ao lado de Luciano e conquistar seu próprio negócio. Quando finalmente vivia a família que sempre sonhou, sua filha Sarah de 18 anos, foi levada por uma enchente e nunca mais voltou. Seu corpo foi encontrado dias depois a 18km de onde ela desapareceu. A história ganhou repercussão na mídia e os moradores e artistas de Campinas pintaram um mural em sua homenagem. Hoje, a Eliane segue convivendo com a saudade e aprendendo a sobreviver à maior dor de sua vida com uma lição: "Não economize amor. Fale que ama. Abrace. Beije. Esteja presente..."

Brassagem Forte
#329 - Madeiras brasileiras também ganham medalhas (com Wagner Falci)

Brassagem Forte

Play Episode Listen Later Jun 22, 2026 65:48


Castanheira, bálsamo, cumaru e amburana. Enquanto o mundo cervejeiro olha para o carvalho americano e europeu, a Daora Vida foi buscar identidade nas madeiras nativas brasileiras, e o resultado chegou ao topo do World Beer Cup 2026.Neste episódio, Henrique Boaventura conversa com Wagner Falci, co-fundador da Daora Vida, sobre a construção do projeto Terminus: uma Barley Wine envelhecida em madeiras nativas brasileiras que acumula medalhas nos maiores concursos do mundo.O que você vai aprender:Por que madeiras brasileiras oferecem um diferencial real em concursos internacionaisO perfil sensorial de castanheira, bálsamo, cumaru e amburana, e o tempo ideal de cada umaA técnica de double mash por trás da Terminus: brasagens de 26 a 40 horas para atingir OG acima de 1.135Por que barris pequenos não funcionam bem para caseiros, e quais alternativas usarComo fazer uma infusão sensorial em álcool neutro para aprender o perfil de cada madeira antes de usá-la na cervejaCom Wagner Falci, co-fundador da Daora Vida, cervejaria de Campinas referência no uso de madeiras nativas brasileiras.

Saúde Digital
SD363 - 52 planos vendidos e 90% de renovação: como ela reestruturou o seu consultório

Saúde Digital

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 56:40


Dr. Lorenzo Tomé conversa com a Dra. Ana Carolina Machado, médica endocrinologista em Campinas há 20 anos, sobre algo que poucos médicos têm coragem de admitir: estar com a agenda lotada e, ainda assim, prestes a abandonar a própria especialidade. No fim de 2024, mesmo reconhecida e com consultório cheio, Ana sentia que quanto mais produzia, menos entregava. Mais trabalho, mais problemas e a sensação de estar apenas apertando parafuso e sem tempo para exercer aquilo que era a sua maior fortaleza. O episódio reconstrói essa virada passo a passo: a provocação do marido, também médico, que perguntava "o que você vai entregar de diferente, se no convênio ele já tem você?"; a tentativa frustrada de se diferenciar por um nicho isolado; e a descoberta de que o problema nunca foi a endocrinologia, era o modelo de atendimento que não deixava o talento dela aparecer. A partir daí, Ana fala sobre a virada de chave mais importante da sua carreira: entender que o valor está nela, não no que ela precisa provar ao paciente. Você vai acompanhar como ela estruturou o acompanhamento longitudinal apoiada nos pilares da medicina de estilo de vida, parou de precificar número de consultas e passou a precificar entrega, integrou uma nutricionista ao cuidado e usou o SD Monitora para tornar a evolução do paciente palpável. Tudo isso enquanto Lorenzo amarra a discussão num ponto incômodo: o que separa o médico ético do antiético quando o ético, pressionado pela falta de tempo, começa a aceitar as próprias gambiarras. Se você é tecnicamente bom, mas sente que a forma de trabalhar está apagando o seu talento, esse episódio mostra que dá para recomeçar com método, ética e previsibilidade, não importa há quantos anos você esteja formado. O background da Dra. Ana Carolina Machado Ana Carolina Machado é médica endocrinologista, atuando em Campinas há 20 anos. Construiu cedo uma agenda lotada e, por muito tempo, associou sucesso a esse volume — até perceber que a estrutura do seu atendimento não permitia entregar a medicina que acreditava. Casada com Tadeu, também médico, ela aponta a parceria entre os dois e o raciocínio estratégico do marido como peças decisivas na sua virada. Hoje faz parte do SD Elite, estruturou um modelo de acompanhamento longitudinal apoiado na medicina de estilo de vida e é reconhecida pelo Dr. Lorenzo como uma médica executora e inquieta, que não se acomoda e coloca em prática o que aprende. O background do Dr. Lorenzo Tomé Lorenzo Tomé é médico, fundador e CEO da SD Escola de Negócios Médicos — escola especializada em estruturação de modelos de negócio para médicos com ética, método e previsibilidade. Com mais de 500 médicos capacitados, desenvolveu uma metodologia própria baseada em receita recorrente por acompanhamento longitudinal, que combina gestão, marketing, vendas, finanças e tecnologia aplicados à prática clínica. Atua como mentor direto de médicos em diferentes especialidades, ajudando-os a construir negócios sustentáveis, escaláveis e alinhados com o propósito de cuidar.     Entre na Comunidade SD no WhatsApp e tenha conteúdo gratuito todos os dias sobre negócios médicos. Assista esse episódio também em vídeo no Youtube no nosso canal Saúde Digital Podcast! Acesse os episódios anteriores! SD362 - Por que o médico ético trava no marketing (e como se estruturar) SD361 - Quando o seu principal serviço perde mercado: como estruturar um novo modelo antes que seja tarde SD360 - Bati no teto da minha carreira. E agora? Música: Declan DP - Star Music © Copyright Declan DP 2018 - Present. https://license.declandp.info | License ID: DDP1590665

BBN Brasil Podcast
Jose Azarite, Corporate Innovation VP Venture Hub, Campinas, Manaus, Brasil

BBN Brasil Podcast

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 8:19


Azarite! Voce nota alguma diferença entre jovens start ups de 10 anos atrás e de hoje, Campinas e Manaus? Jose Azarite, Corporate Innovation no Venture Hub e membro do Future Advisory Board ACIC Campinas. https://www.linkedin.com/in/azarite https://venturehub.seBBN Brasil Business Network, o Podcast de Negócios connectando pessoas,culturas e mercados.

Dev Sem Fronteiras
Pesquisador em IA em Lippstadt, Alemanha - Carreira Sem Fronteiras #247

Dev Sem Fronteiras

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 43:58


O recifense Luiz passou por Manaus antes de a família se estabelecer em Brasília. Quando era mais novo, chegou a pensar em fazer medicina, mas a curiosidade por tecnologia falou mais alto. Seguindo um conselho do pai, foi pesquisar possibilidades na engenharia e encontrou na mecatrônica uma área que juntava mecânica, elétrica e computação.Na UnB, o contato maior com software o levou a estágios na Agência Espacial Brasileira e, depois, à Griaule, em Campinas, onde trabalhou com pesquisa e desenvolvimento em biometria. Ainda assim, uma vontade de ter uma experiência internacional seguia em segundo plano, até que um brasileiro na Alemanha apareceu com uma oportunidade envolvendo veículos autônomos, mobilidade conectada, 5G e 6G.Neste episódio, o Luiz detalha melhor essa trajetória, além de comentar sobre as diferenças, para melhor e para pior, de quem sai do Brasil para trabalhar em uma universidade na terra onde o estudo do idioma nem sempre corresponde à prática do dia a dia.Fabrício Carraro, o seu viajante poliglotaLuís de Melo, Pesquisador em IA em Lippstadt, AlemanhaLinks:Pesquisador de Imagens do Peru em Campinas, SP – Carreira sem Fronteiras #95TechGuide.sh, um mapeamento das principais tecnologias demandadas pelo mercado para diferentes carreiras, com nossas sugestões e opiniões.#7DaysOfCode: Coloque em prática os seus conhecimentos de programação em desafios diários e gratuitos. Acesse https://7daysofcode.io/Ouvintes do podcast Dev Sem Fronteiras têm 10% de desconto em todos os planos da Alura Língua. Basta ir a https://www.aluralingua.com.br/promocao/devsemfronteiras/e começar a aprender inglês e espanhol hoje mesmo! Produção e conteúdo:Alura Língua Cursos online de Idiomas – https://www.aluralingua.com.br/Alura Cursos online de Tecnologia – https://www.alura.com.br/Edição e sonorização: Rede Gigahertz de Podcasts

BBN Brasil Podcast
Jarib Fogaca, JFogaca Assessoria, Diretor Consultivo ACIC Campinas

BBN Brasil Podcast

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 8:26


Campinas e região como centro de atração de investimento, Innovação e liderança em desenvolvimento. Jarib Fogaça, Conselheiro Independente, Socio JFogaca Assessoria e Diretor Consultivo da ACIC Associação Comercial Industrial de Campinas, oferece sua avaliação. https://www.linkedin.com/in/jaribfogaca

JORNAL DA RECORD
09/06/2026 | Edição Exclusiva: Ação do Ministério Público de São Paulo prende policial suspeito de ajudar o PCC

JORNAL DA RECORD

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 5:25


Confira nesta edição do JR 24 Horas: Uma operação do Ministério Público de São Paulo prendeu, nesta terça-feira (9), três suspeitos de envolvimento em um plano do PCC para matar um promotor de Justiça. O chefe dos investigadores da Delegacia de Entorpecentes de Campinas, no interior de São Paulo, está entre os presos. E ainda: Polícia faz operação contra venda ilegal de canetas emagrecedoras no RJ.

JORNAL DA RECORD
09/06/2026 | 2ª Edição: Polícia do RJ faz operação contra grupo que vendia canetas emagrecedoras em academias

JORNAL DA RECORD

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 3:32


Confira nesta edição do JR 24 Horas: Uma operação prendeu três suspeitos de envolvimento com o PCC que teriam se infiltrado no Ministério Público de São Paulo. Um chefe de investigação da Polícia Civil, um ex-policial civil e um ex-estagiário do Ministério Público teriam participação em um plano para matar um promotor de justiça. Um vídeo divulgado pela polícia mostra o chefe dos investigadores de Campinas, no interior de São Paulo, preso nesta terça-feira (9), com um dos principais acusados do plano, que é empresário, e aparece de camisa preta. E ainda: Confira como está a preparação do Brasil para a estreia na Copa do Mundo.

Food Safety Matters
Ep. 219: World Food Safety Day 2026

Food Safety Matters

Play Episode Listen Later Jun 7, 2026 51:26


Elaine Borghi, Ph.D. is Unit Head for Monitoring and Surveillance, Nutrition, and Food Safety at the World Health Organization (WHO). Dr. Borghi contributes to the coordination of efforts for nutrition and food safety data management, the generation of regional and global-level estimates and data-sharing tools, and the facilitation of inter-department data and methods harmonization. She holds a Ph.D. from the Statistics Department of the University of Wisconsin and a master's degree in Statistics from the State University of Campinas in Brazil. Before her time at WHO, Dr. Borghi was a lecturer at the State University of Campinas for 12 years. In addition to teaching, she provided statistical support to research in agriculture planning for rural sustainable development. In this episode of Food Safety Matters, we speak with Dr. Borghi [24:38] about: How the methodology behind the new WHO global foodborne disease burden estimates has evolved since the original 2015 estimates New insights related to national and regional differences and trends over time How WHO compiles and validates the data on which the estimates are based, and the role that international partners and surveillance systems play in this process Translating the data into actionable food safety interventions, as promoted by the theme of WFSD 2026, "From Burden to Solutions—Safe Food Everywhere" How different stakeholder groups can utilize the estimates to prioritize risks, allocate resources, and strengthen food safety systems What regional differences in the burden of foodborne illness reveal about the need for targeted interventions The importance of also estimating and communicating the economic burden of foodborne diseases How WHO envisions the updated estimates shaping global food safety policy, surveillance, and collaboration. News and Resources News FDA Modernizes Oversight of Pesticides in Food [3:48] Bipartisan Bill Would Give FDA Authority to Destroy Contaminated Food Imports [7:00] 'Natural' Food Dyes May Have Health Risks Too, Studies Show [13:38] Study Suggests Sweetener May Contribute to Liver Disease [20:51] Resources World Food Safety Day 2026 to Coincide with Release of Updated WHO Foodborne Disease Burden Estimates Global Foodborne Disease Burden Comparable to Malaria, Per Updated WHO Estimates We Want to Hear from You! Please send us your questions and suggestions to podcast@food-safety.com

ONU News
Com laboratório de ponta, Brasil quer ter papel chave na resposta global a epidemias

ONU News

Play Episode Listen Later May 26, 2026 3:59


Construção de unidade de biossegurança máxima, em Campinas, prepara país para realizar pesquisas com vírus altamente perigosos, como ebola; projeto do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais prevê integração com acelerador de partículas, gerando capacidade única no mundo para compreender evolução de doenças.

Passando a Limpo
Religião e IA

Passando a Limpo

Play Episode Listen Later May 26, 2026 23:11


Passando a Limpo: No Passando a Limpo desta terça-feira (26), Igor Maciel e a bancada do programa conversam com o economista, Rodrigo Salvador, sobre a escala 6 x 1. O professor da Universidade de Pernambuco (UPE) e pós-doutor em história pela Universidade Estadual de Campinas e pela Universidade de Lisboa, Carlos Moura, conversa sobre a defesa regulação da IA pedida pelo Papa Leão XIV.

The Show 6 Podcast
EP. 46 | Prague, Los Angeles, Utrecht, Campinas 2026 recaps + TPC Playoffs: India, APAC, Taiwan, Indonesia

The Show 6 Podcast

Play Episode Listen Later May 25, 2026 146:50


Hello, everyone! This is Episode 46 of "The Show 6 Podcast", where we bring you the highest quality coverage of the Play! Pokémon Championship Series for Pokémon GO! We explore the plays, the players, and everything else happening in the competitive scene.Today, we will recap 9 Championship Series events. This is the busiest part of the season! We begin with Prague, where Tontonbatteuse and his Shadow Hydreigon shocked the tournament. We continue on with Los Angeles, where Arrohh and his Dartrix/Aegislash combo clutched an emotional Grand Finals. Then, we go to Utrecht, where Nesabethan flops to 1st place with... Shadow Sealeo?? We conclude this portion of the show with Campinas, where TzSteinar toppled DarknessKyu in the Finals.Then, we break down some of the Pokemon and players in a variety of TPC Playoff events, including: NekoparadiseOwO and his Pangoro, Shadowlord2770 with Shadow Dusknoir, MasterMihir295 with Umbreon, TeddIness with Shadow Sealeo, and RifqiAditya23 with... Furret?? This episode is a long one, but a good one!If you're ready... go ahead and lock In, good luck, have fun!

PEBMED - Notícias médicas
Afya News | 22/05/2026: Receituário Eletrônico da Anvisa, Efeito Ocular da Dulaglutida e Inovação no SUS

PEBMED - Notícias médicas

Play Episode Listen Later May 22, 2026 2:23


O Afya News detalha as mudanças da Anvisa no Sistema Nacional de Controle de Receituários ampliando a digitalização e a rastreabilidade na prescrição de medicamentos controlados. Analisamos um relato do New England Journal of Medicine sobre a associação rara entre o uso do análogo de GLP 1 dulaglutida e o desenvolvimento de hiperplasia linfoide coroidiana bilateral. O episódio também destaca a inauguração do primeiro centro âncora de inovação em saúde do Brasil em Campinas voltado à produção de tecnologias e radiofármacos para o SUS. Afya News. Informação médica confiável e atualizada no seu tempo.Fontes do episódio aqui:https://portal.afya.com.br/podcasts/afya-news/22-05-2026

PCS - Pokemon TCG Podcast
Apples, and rabbits, and dragons oh my

PCS - Pokemon TCG Podcast

Play Episode Listen Later May 21, 2026 58:30


Aaron and Drew mull over some cards/decks released with Chaos Rising. Followed by our Hall of Fame selections. Then wrap up the show with a shallow dive into the results from Utrecht and Campinas.Thank you so much for tuning in!Want to play in our unique TCG League Challenges in the discord and monthly Patreon Raffles Check out the ⁠Patreon⁠!Or feel free to join our ⁠Discord⁠ to hang out and chat with us!YouTube: ⁠https://www.youtube.com/@thepcspodcast⁠Bonfire.com/store/pcspodTwitch: ⁠https://www.twitch.tv/pcspodcast⁠X: ⁠@PCS_Pod⁠Thank you liking and leaving a review!

Oxigênio
#219 – Sinais de vida (passada) em Marte?

Oxigênio

Play Episode Listen Later May 14, 2026 38:08


O jipe Perseverance encontra possíveis bioassinaturas na superfície de uma rocha e dá mais um motivo para que a missão de retorno de amostras de Marte não seja cancelada. As análises sobre a habitabilidade marciana é uma vertente dos estudos na área, que buscam responder: quais são as condições encontradas no planeta hoje e como ele já deve ter sido no passado? O episódio faz parte de um conjunto de reportagens sobre A busca por vida extraterrestre e se essa estaria esquentando. A série é desenvolvida por Danilo Albergaria, bolsista do Programa Mídia Ciência, da FAPESP. Este episódio contou com a participação de Gabriel Gonçalves Silva (pós-doutorando na UNISINOS), Fernanda Jamel (doutoranda – USP e MIT), Roberta Vincenzi (pós-doutoranda no IO-USP) e Isabella Gaião (doutoranda – USP). [Introdução] Danilo: No primeiro episódio da série que trata da astrobiologia, aqui no podcast Oxigênio, a gente falou da alegação de detecção de uma possível bioassinatura num planeta fora do sistema solar. Uma bioassinatura é um sinal produzido por seres vivos – um possível vestígio de atividade biológica. Mas essa notícia de um potencial sinal de vida num exoplaneta não foi a única ocasião em que uma possível bioassinatura em um ambiente extraterrestre gerou manchetes no ano passado. Em setembro de 2025, a NASA anunciou um resultado que foi descrito pela agência aeroespacial americana como: “pode bem ser o sinal mais claro de vida que já encontramos em Marte”. A novidade foi um estudo publicado na revista Nature que apontou a existência de uma “potencial bioassinatura” numa rocha marciana – sim, uma pedra em Marte, coletada e analisada pelo jipe Perseverance, da NASA. A rocha marciana tem algumas características que aqui na Terra são encontradas em rochas que exibem rastros deixados por micróbios. Mas ainda não dá para saber se essas características encontradas na pedra marciana tiveram origem em atividade biológica ou se foram formadas por processos naturais sem o envolvimento de seres vivos. Os equipamentos do jipe, por melhores que sejam, não conseguem produzir resultados claros o suficiente para que os cientistas tirem essa dúvida. Para distinguir se os sinais encontrados são biogênicos (ou seja, foram originados por atividade biológica) ou se são abióticos (ou seja, sem o envolvimento de seres vivos), é preciso trazer as amostras para a Terra.  Eu sou Danilo Albergaria, jornalista e historiador pesquisando a comunicação da astrobiologia, essa área que estuda a origem, a evolução e a distribuição da vida no universo. Neste episódio, vou conversar com quatro cientistas associados ao Laboratório de Astrobiologia da Universidade de São Paulo para entender um pouco melhor de quê se trata essa possível bioassinatura e o que sabemos sobre se Marte pode ou não pode oferecer condições para a existência de vida, ou se já pode em algum momento do passado distante.  [Vinheta] Danilo: Vamos começar pelo que a gente sabe sobre esses resultados anunciados com grande entusiasmo pela NASA no ano passado. O jipe Perseverance está em Marte desde 2021 explorando a região de uma cratera chamada Jezero. A gente sabe que Marte teve água líquida em sua superfície há mais de 3,5 bilhões de anos, e essa cratera já foi um lago nesse passado remoto. Só para vocês terem uma ideia dessa região marciana, para atravessar essa cratera, de borda a borda, é preciso percorrer 45 quilômetros, pouco mais do que a distância entre Campinas e Jundiaí ou de Jundiaí a São Paulo. Em uma parte da borda da cratera existem marcas características de um delta de um rio que desaguava ali. Foi nas margens do leito desse rio, medindo 400 metros de margem a margem, que o jipe encontrou algumas rochas interessantes em julho de 2024. Em uma delas, o Perseverance identificou compostos orgânicos, moléculas compostas de carbono, e o mais importante: marcas que foram apelidadas de “pintas de leopardo”, que são manchas mais claras do que o restante da rocha, circundadas por linhas bem mais escuras. A rocha é formada principalmente de argila e lodo, materiais que costumam preservar rastros de vida microbiana, e fazem da rocha algo tipicamente encontrado no fundo de rios. Essas marcas, as “pintas de leopardo”, são compostas de fosfato de ferro e sulfeto de ferro. Aqui na Terra, esses compostos são associados a rastros químicos causados por reações produzidas por microrganismos em rochas. Essas foram as pistas analisadas para ver se as manchas poderiam ter sido geradas por micróbios há bilhões de anos. O Gabriel Gonçalves Silva é pós-doutorando na UNISINOS, químico associado ao Laboratório de Astrobiologia da USP, e estuda geobiologia. Eu pedi para ele me explicar por que esses sinais foram considerados possíveis vestígios de vida microbiana passada em Marte neste último estudo feito pelos pesquisadores da NASA. Gabriel: Eles analisaram uma amostra que se chama de mudstone, que seria algo como uma rocha formada de uma antiga lama. Marte é muito rico em ferro e foi observado principalmente nessa rocha pequenos pontinhos que eles observaram com mais detalhes e nele foi encontrado o ferro que a gente chama de ferro mais reduzido, que é o ferro 2+, que é interessante porque contrapõe ao ferro que a gente encontra mais em Marte, que é o ferro 3+, que é aquele que tem a cor de ferrugem. E não só essas manchinhas apresentavam principalmente um mineral, que é a vivianita, que é um fosfato de ferro II e a greigita, que é um sulfeto de ferro II. O ferro II na Terra, por exemplo, pode ser formado por processos na ausência de vida ou na presença de microrganismos. Eles conseguiram observar que não havia nessas rochas nenhum indício de grandes mudanças de pH nem de temperatura, mas junto da vivianita e da greigita tinha matéria orgânica. Na Terra, a gente sabe que a matéria orgânica pode acoplar reações onde a oxidação da matéria orgânica resulta na redução do ferro e aí, pela presença de sulfeto e do fosfato, a formação desses minerais. Porém, eles observaram que, por mais que a vivianita possa se formar em condições de temperatura, pressão e pH próximos do que nós consideramos normais, geralmente a formação de sulfeto de ferro dependeria de uma temperatura mais alta, então não só a oxidação da matéria orgânica, levando à redução do ferro, necessitaria de outros elementos para a formação desse mineral, desse sulfeto de ferro II. E graças a observações da composição ali da rocha, ausência de fosfato de alumínio, ausência de outros componentes, eles perceberam que não houve nem aquecimento, nem uma mudança drástica de pH durante esse processo de formação desses minerais. Isso faz com que a causa mais provável para a formação desses minerais, pelo menos se a gente pensasse na Terra, seria a ação da vida como nós conhecemos. Danilo: Vamos entender um pouco mais da química envolvida na produção das “pintas de leopardo”. Algumas bactérias formam minerais usando e transformando compostos químicos, como diferentes tipos de óxidos de ferro, formados por ligações entre ferro e oxigênio. O chamado ferro II (um íon de ferro) é muito importante para atividade biológica porque se liga facilmente ao oxigênio – por exemplo, ele é fundamental para o transporte do oxigênio no nosso sangue por meio da hemoglobina. A Fernanda Jamel, doutoranda no AstroLab da USP e que fez parte de suas pesquisas atuais no MIT (o Massachusetts Institute of Technology, nos EUA), explica a química da formação dos minerais encontrados na rocha marciana como possível explicação biológica, comparando com o que acontece na Terra. Fernanda: Aqui a gente tem formação de vivianita com bactérias que usam o ferro III, o óxido de ferro III, e transforma em ferro II. Por isso que a gente fala que é a redução de ferro. Então, quando as bactérias fazem isso, ela libera o ferro II no ambiente ao redor e aquilo ali vai formando camadas, vai se ligando com o que tem ali, e vai formando camadas que vão se mineralizando. A greigita também, da mesma forma, só que seria bactérias redutoras de sulfato, elas usam o sulfato como receptor de elétrons, o SO4, e elas produzem H2S, que é sulfeto de hidrogênio. E aí esse sulfeto reage com o ferro II disponível no sedimento. Depois vão formando essa combinação de sulfeto de ferro que vai se formando em greigita também dessa mesma forma, no sentido de que isso vai se expandindo: vem de um núcleo e vai se expandindo ao redor.” “É difícil dizer que existe um padrão exatamente igual a esse que a gente encontrou em Marte, mas esses nódulos que se formaram são condizentes com formações que a gente encontra aqui.” Danilo: Além dos compostos orgânicos, os instrumentos do Perseverance também identificaram, na região em que a rocha foi encontrada, alguns compostos químicos ricos em enxofre, ferro oxidado ou ferrugem, e fósforo. Se micróbios existiram ali, esses compostos podem ter fornecido fontes de energia para o metabolismo desses microrganismos, reforçando a hipótese de origem biológica para os vestígios. Porém, o fato de que esses vestígios podem ter sido formados por vida microbiana não quer dizer que dê para descartar outros processos que não envolvam seres vivos – também chamados de processos abióticos. Os próprios autores do artigo que avalia a possível origem biológica das “pintas de leopardo” propõem alguns processos abióticos como explicações alternativas. Até agora, as alternativas abióticas, sem o envolvimento da vida, não parecem muito promissoras para explicar as marcas nas rochas, mas ainda não dá para descartá-las. Talvez estejam faltando algumas peças do quebra-cabeças para uma explicação abiótica convincente. O Gabriel de novo vai nos ajudar a entender isso. Gabriel:  Eles tentaram investigar o máximo possível de reações na ausência de vida, e nenhuma que nós conhecemos hoje poderia sustentar esse tipo de reação. Isso não quer dizer que a vida é sempre necessária para que essas reações aconteçam. A gente pode estar ignorando alguma coisa. Pode não estar percebendo alguma coisa. Podem existir reações que a gente não estudou hoje e que poderia estar fomentando essa formação desses minerais na ausência de vida, ou até mesmo as grandes escalas – a gente está falando aí de bilhões de anos – poderiam permitir que houvesse a formação desses minerais na ausência de vida. Mas de tudo que a gente conhece hoje, essa condição de formação de fosfato de ferro II, formação de sulfeto de ferro II acoplado à presença de matéria orgânica, como nós conhecemos, seria mais bem explicado pela ação da vida. Então eles fizeram um estudo muito minucioso de várias hipóteses. E a que melhor responde hoje é a ação da vida, em contrapartida a reações abióticas, sem a presença de vida.  Danilo: É justamente pela possibilidade de que as “pintas de leopardo” tenham sido formadas por mecanismos abióticos, sem o envolvimento de seres vivos, que os sinais são classificados de “potenciais bioassinaturas”. Ou seja, podem ter sido, como podem não ter sido causados por seres vivos. Para que uma potencial bioassinatura seja considerada um sinal de vida inequívoco, é preciso estabelecer com segurança a sua origem biológica e descartar os mecanismos plausíveis que não envolvam processos biológicos em sua formação – ou seja, é preciso eliminar essas hipóteses abióticas alternativas. É uma barra bem alta, difícil de ser alcançada. Para complicar, os instrumentos a bordo do Perseverance são versões miniaturizadas, simplificadas, de ferramentas que se usa em laboratórios terrestres para buscar bioassinaturas de vida do passado remoto da Terra, como o espectroscópio Raman. Gabriel: Para quem tem um olho um pouco mais treinado nessas questões científicas, quando a gente observa, por exemplo, no próprio artigo, os espectros Raman que foram publicados, a gente leva um pouco de susto, porque a gente vê que são dados muito ruidosos, que isso tem a ver com a forma com que a amostra é tratada lá no espaço. O laser não é tão preciso. O aumento não é tão grande. Você tem a grande influência da iluminação natural. Isso faz com que o espectro fique extremamente ruidoso e dificulta a análise daquilo que se espera estar sendo estudado. Se esse material pudesse ser trazido para a Terra num ambiente muito mais controlado, a gente poderia trabalhar com lasers com focos muito menores, ou seja, na escala de micrômetros, com uma precisão muito grande do que está sendo selecionado para ser estudado. E aí a gente tem alternativas: trocar lasers, trocar aparatos para garantir que o ruído seja minimizado e outros efeitos que atrapalham possam ser minimizados. [música]  Danilo: Da forma como eu e o Gabriel falamos, pode parecer que o Perseverance é um aparelho meio limitado, mas a verdade é que o jipe é uma grande realização da engenharia. O Gabriel me explicou que os engenheiros e cientistas da NASA bolaram soluções muito criativas para poder, por exemplo, em um único espectro separar a fluorescência de raio-X, que permite saber a composição elementar do material analisado, da difração de raio-X, que dá uma informação da estrutura cristalográfica dos minerais – ou seja, permite ver a organização interna dos átomos nas amostras. Apesar da criatividade, esses mini-aparelhos que o jipe carrega nem de longe se comparam com os dos laboratórios aqui na Terra. Por exemplo, o espectroscópio Raman que o Gabriel mencionou e que tem lá no AstroLab, ocupa boa parte de uma sala ao lado do laboratório, enquanto que as dimensões do SHERLOC, o instrumento que inclui o Raman no Perseverance, tem 26cm de comprimento por 20cm de largura (isso porque o SHERLOC carrega ainda outros instrumentos, como a câmera WATSON… sim, os cientistas são bons em dar nomes para os aparelhos… Elementar). Se der para trazer essas amostras para o nosso planeta, daria para trabalhar com radiação síncrotron, por exemplo, que consegue focar e fazer esse tipo de análise em escalas nanométricas. E também fazer a observação de microscopia eletrônica, onde a gente vai ver a estrutura daquela amostra com aumentos entre mil e dez mil vezes. Por isso, o jipe vem colhendo amostras que poderão, no futuro, ser trazidas para cá e analisadas em laboratório. É a única maneira de eliminar algumas incertezas e filtrar as hipóteses da origem das possíveis bioassinaturas. A missão de retorno dessas amostras estava em desenvolvimento pela NASA, mas extrapolou as estimativas de custo iniciais, chegando a 11 bilhões de dólares, e agora está cancelada devido aos cortes profundos no orçamento da NASA propostos pelo governo de Donald Trump. Mas um detalhe mostra que o caro, em ciência, é quase sempre barato quando comparado com gastos militares. Os 11 bilhões previstos para o desenvolvimento de toda a missão de retorno de amostra são os mesmos 11 bilhões que os Estados Unidos gastaram só nos primeiros seis dias de ataques ao Irã entre fevereiro e março deste ano.  [música] Danilo: Com os cortes no orçamento, a situação atual da NASA é complicada, para dizer o mínimo, por isso ainda não dá para saber quando e se vamos um dia analisar as tais “pintas de leopardo” em laboratório e distinguir se elas são biogênicas ou se foram formadas por processos abióticos. Mas dá para saber muita coisa sobre as condições que Marte oferece – e não oferece – para a existência da vida, além das condições que o planeta enferrujado já deve ter oferecido a possíveis seres vivos num passado muito distante. A Isabella Gaião e a Roberta Vincenzi, pesquisadoras associadas ao Laboratório de Astrobiologia da USP, vão me ajudar a entender melhor se Marte é ou já foi habitável um dia. Elas estudam um mesmo microrganismo, a bactéria Staphylococcus nepalensis. O micróbio é adaptado a ambientes hipersalinos, repletos de sal, como as lagoas de Araruama, no estado do Rio de Janeiro, onde elas encontraram essa espécie de bactéria em meio a outros microrganismos que sobrevivem a concentrações de sal nocivas à maior parte dos seres vivos. A superfície de Marte está cheia de sais que são nocivos à vida, como sulfato de magnésio e o perclorato de magnésio. Esses sais são muito mais nocivos do que o cloreto de sódio que predomina nos oceanos terrestres. A Roberta explicou porque esses sais são tão prejudiciais à vida. Roberta: Os principais danos dos percloratos, na verdade, são dois. Eles são muito oxidantes, mas hoje, e essa era uma das principais preocupações na época da descoberta desses sais lá, mas hoje, do que a gente entende, aparentemente, se você pega a parte termodinâmica do negócio, não é tão relevante o fato de eles serem oxidantes, mas eles são extremamente caotrópicos. E esse vai ser um conceito bastante importante para a gente entender os problemas da vida nessas soluções, porque um agente caotrópico é aquele agente que tem o potencial de desestabilizar macromoléculas. Macromoléculas são basicamente tudo que a vida precisa para existir, como proteínas, lipídios, material genético. Então, se você tem agentes caotrópicos em uma solução, essas moléculas que precisam se manter em determinada forma vão ter dificuldade de permanecer assim. E a gente sabe que a forma dessas macromoléculas hoje estão intimamente ligadas à função que elas exercem. Então, quando a gente tem esses agentes caotrópicos, é basicamente uma função de desestabilizar a vida como a gente conhece ali. E esses sais são extremamente caotrópicos. Danilo: A Isabella também me ajudou a entender como a caotropicidade desses sais pode desestruturar o arranjo de grandes moléculas orgânicas, como as proteínas. Isabella: Basicamente um agente caotrópico é qualquer coisa química que desestruture macromoléculas. Aí o que seriam macromoléculas? Qualquer molécula importante para a vida. Então a vida é baseada em células. Células têm principalmente proteínas, que é o arranjado de várias moléculas orgânicas ali e que elas se rearranjam de uma forma 3D. Então, a forma 3D de uma proteína é muito importante para ela executar a função. E função de proteína é tudo. Tudo que envolve uma célula funcionar, você precisa de uma proteína ali trabalhando para ela funcionar. E para essa proteína funcionar, ela tem que estar na forminha dela 3D, ela não pode ser uma linha, ela tem que ter três dimensões. E agentes caotrópicos vão quebrar esse 3D. E se você quebra esse 3D e ela fica, por exemplo, linear, uma proteína, aí ela não tem mais função. Se ela não tem função, a célula não funciona. Se uma célula não funciona, a vida por si não funciona.  Danilo: Como a Roberta já tinha mencionado, os percloratos da superfície marciana desestruturam a química da vida não só por serem caotrópicos, mas também por serem oxidantes. Roberta: Porque quando a gente fala que um composto ele é muito oxidante ou muito oxidativo, significa que ele reage muito fácil com outras coisas ao redor. Então, aquela estrutura que a Isabela falou, que precisa ser mantida, dessas proteínas, para que elas funcionem, quando você tem algo que é muito reativo ao redor… Isso também, ela vai reagir com esse agente oxidativo, que no caso é esse sal, e quando ela reage assim, todas as outras ligações que ela tem para manter essa estrutura específica, para ela funcionar, podem se desorganizar também, e isso vai prejudicar a função, seja das proteínas, como também dos lipídios, por exemplo, que são aquelas gorduras que constroem a membrana biológica das células, que é muito importante para manter um ambiente interno, mas também os próprios materiais genéticos, o DNA e o RNA, que são essenciais pra manter e passar a informação da vida como a gente a conhece. Danilo: a bactéria que a Roberta e a Isabella estudam gosta de alta concentração de sal. É, por isso, considerada um extremófilo, uma espécie adaptada a condições extremas em que a maioria dos seres vivos terrestres não teria condição de sobreviver. Extremófilos que se dão bem com alta concentração de sal são chamados de halófilos. Os halófilos são importantes para entender a possibilidade da existência de vida hoje em Marte. Caso a vida tenha um dia existido no planeta vermelho, ela poderia, talvez, ter se adaptado para sobreviver em bolsões de água debaixo da superfície, algo que provavelmente existe segundo os modelos mais aceitos da estrutura de Marte. Isabella: Mas existem locais na Terra em que de alguma forma a água evaporou demais e concentrou muito sal, então a gente tem um aumento dessa concentração comparado com o mar. E existem principalmente microrganismos nesses ambientes que se adaptaram e desenvolveram para esse tipo de ambiente. Então eles têm uma resposta ao sal, NaCl, cloreto de sódio, diferente dos que vivem no mar, por exemplo. Então eles resistem a concentrações maiores. Roberta: E isso seria interessante porque, como a gente falou, qualquer tipo de água líquida presente em Marte seria o que a gente chamaria de uma salmoura. Então, teria uma concentração alta de sal dissolvida nesses ambientes. Portanto, qualquer tipo de vida presente ali deveria ser capaz de lidar com isso, ou seja, a gente poderia chamar de halófilo. Danilo: esses bolsões subterrâneos de água têm a vantagem de estarem protegidos da alta radiação ultravioleta que castiga a superfície marciana. O nó é que deve haver outras barreiras para a sobrevivência de microrganismos nesses bolsões. A Roberta começa explicando isso e a Isabella depois completa a explicação. Roberta: Porque é possível. Se a gente tem água líquida, as reações são possíveis. Mas a gente vai ter diversas outras características. …desses ambientes que continuam sendo problemáticos. Um deles é, por exemplo, a própria disponibilidade de água que você vai ter numa solução aquosa com muita concentração de sal. Quando você tem uma solução com muita concentração de sal, as moléculas de água estão ligadas ao íon. Então, ela não está disponível para reação. Apesar da água estar líquida, você tem muito mais dificuldade de a reação acontecer. E a gente precisa de reação para que a vida aconteça. Isabella: Ela acabou de introduzir um termo extremamente importante, que ela só não deu o nome, mas é extremamente importante para esse tipo de pesquisa, que é a atividade da água. É o quanto de água está disponível para a vida reagir, para as reações acontecerem e a vida conseguir acontecer. Hoje, é meio arbitrário, esse número vai de zero a um, é um número, enfim, mas a gente sabe que a vida consegue sobreviver até 0,6 de atividade da água. Abaixo disso, não. E aí, quanto maior a atividade da água, ou seja, mais próximo de um, mais água disponível tem. Quanto menor, mais água está retida. Ela está ali, mas ela está se fazendo ligação com outro grupo químico, no caso, o que ela falou, são os sais. Então, os sais estão ligando com aquela água, ela não está disponível para a reação. Então, quanto mais sal, mais você tem a diminuição da atividade da água e menor chance de ter água disponível ali para a vida poder fazer reações químicas. Danilo: Então, no índice de 0 a 1 de atividade da água, a vida consegue existir se este índice estiver acima de 0.6, aproximadamente. O índice estimado de atividade da água nos aquíferos subterrâneos em Marte é 0.57 – ou seja, a bola bate na trave, mas não entra. [música de transição] Danilo: A atividade da água no passado remoto de Marte era, provavelmente, muito acima do mínimo requerido para a existência de vida. Se a superfície de Marte parece hoje inabitável, há mais de 3,5 bilhões de anos o planeta pode ter oferecido condições mais amenas à vida, especialmente a microbiana. O Gabriel publicou recentemente, como primeiro autor e junto com outra pesquisadora do AstroLab – a Ana Paula Schiavo, uma especialista em microrganismos halófilos – um estudo na conceituada revista internacional Astrobiology. Eles exploraram como o lago que existia na cratera Jezero há mais de 3,5 bilhões de anos pode ter sido habitável, pois deve ter sido rico em um íon de ferro capaz de proteger microrganismos da radiação ultravioleta. Ele mesmo explicou esse trabalho interessantíssimo para este podcast. Gabriel: Cada vez mais a gente descobre que Marte é muito mais heterogêneo do que a gente pensa como uma coisa uniforme. Existiam lagos onde você tinha pH muito baixo, que a gente tem uma ideia disso, principalmente por esses depósitos, como sulfatos de magnésio ou sulfatos de ferro, como mineral jarosita, detectado por satélites que orbitam Marte. A presença de jarosita demonstra que essa água, em algum momento, era extremamente abundante de ferro III e extremamente ácida, condições onde a gente possui vida aqui na Terra. Então a gente queria demonstrar que Marte tinha semelhanças com a Terra mas tinha algumas características também que eram um pouco diferentes. E poxa, Marte também estava recebendo uma grande quantidade de radiação do Sol, e eu falo principalmente da radiação ultravioleta, que é aquela que a camada de ozônio protege hoje em dia. Mas ainda assim, a gente tem um pouco de ultravioleta que chega por isso que a gente precisa passar protetor solar. E a gente pensou no ferro como também um protetor solar. Já havia estudos que demonstravam que o próprio solo marciano, por ser muito rico em ferro (por isso, aquela cor de ferrugem) ele já é capaz de proteger fisicamente organismos que eventualmente poderiam estar presentes ali no planeta. A gente queria poder quantificar essa proteção, principalmente nesses lagos.  Danilo: Usando algumas leis químicas que já são bem conhecidas, os pesquisadores do AstroLab desenvolveram um modelo matemático para tentar estimar qual seria o efeito protetivo do ferro em solução nos lagos que existiam no passado remoto de Marte. Pela composição das rochas encontradas no que era o fundo, o assoalho desses lagos, já sabia que eles poderiam ser ricos em ferro. Os pesquisadores do AstroLab fizeram experimentos em laboratório testando o quanto microrganismos poderiam sobreviver com diferentes taxas de radiação ultravioleta e soluções com mais e menos íons de ferro. Eles compararam os resultados dos experimentos com o modelo matemático e viram que o modelo era capaz de prever com uma boa precisão qual seria o efeito protetivo do ferro contra o ultravioleta.  Gabriel: E aí, com isso, a gente pôde modelar como esses lagos poderiam proteger a vida, pelo menos a vida como nós a conhecemos. Aí, claro, a gente tem que assumir várias questões. Por exemplo, a gente não sabe quais eram as concentrações de ferro nesse ambiente. Se existia vida ou não, qual seria a resistência dessa vida naturalmente ao ultravioleta, mas usando exemplos da Terra, a gente conseguiu demonstrar que lagos com pouco ferro, em algumas profundidades relativamente rasas na casa de alguns centímetros, até alguns poucos metros, esse ferro já seria capaz de proteger a vida como nós conhecemos. Então esses lagos marcianos poderiam estar protegidos dessa ação do ultravioleta do Sol. Mesmo não tendo uma camada de proteção de camada de ozônio, ainda assim a vida como nós conhecemos poderia se desenvolver nesse tipo de ambiente que a gente sabe que existiu no passado marciano. Danilo: Se o ouvinte quiser saber um pouco mais sobre esse estudo, pode dar uma olhada na matéria que eu publiquei na Folha de S. Paulo no final do ano passado, com o título “Novo modelo simula condições de habitabilidade de antigos lagos de Marte”. Vamos deixar o link da matéria e do artigo do Gabriel na descrição do episódio. [música de transição] Danilo: A gente viu que a superfície de Marte é inóspita para a vida como a gente a conhece, mas resta alguma esperança de que os aquíferos subterrâneos marcianos sejam habitáveis. Agora, para encontrar água embaixo da superfície, em grande quantidade e com potencial para ser habitável, a gente vai ter que ir para bem mais longe, lá na vizinhança dos planetas gigantes gasosos. No próximo episódio o assunto vai ser as luas de Júpiter e Saturno que têm grandes oceanos debaixo de uma espessa camada de gelo. Essas luas geladas têm se tornado o assunto mais quente da astrobiologia quando se trata da procura por condições e ingredientes para a vida no sistema solar. O roteiro, pesquisa, produção e narração foram feitos por mim, Danilo Albergaria; a revisão do roteiro foi feita pela Simone Pallone. Os entrevistados foram o Gabriel Gonçalves Silva, a Fernanda Jamel, a Roberta Vincenzi e a Isabella Gaião. A edição do episódio foi da Carolaine Cabral. As músicas são do Blue Dot Sessions,  são Creative Commons. E esse podcast foi produzido com o apoio da Fapesp, por meio da bolsa Mídia Ciência, com o projeto Pontes interdisciplinares para a compreensão da vida no universo, o Núcleo de Apoio à Pesquisa e Inovação em Astrobiologia e o Laboratório de Astrobiologia da USP.

Café com Crime
194 | CASO PISSARDO: o crime que destruiu uma família perfeita

Café com Crime

Play Episode Listen Later May 13, 2026 59:11


Em outubro de 1994, um crime brutal abalou o interior de São Paulo. Em São José dos Campos, três membros da família Pissardo foram encontrados mortos dentro de casa. No mesmo dia, em Campinas, parentes enterravam os avós da família, também assassinados a tiros dentro da própria residência.Dois massacres. A mesma família. Coincidência?A investigação logo revelou uma trama capaz de chocar até os investigadores mais experientes. Os assassinatos da família Pissardo se transformaram em um dos casos criminais mais perturbadores da história paulista.-Conheça a lojinha de produtos do Café Com Crime: ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠https://umapenca.com/cafecomcrime/ ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠-Apoie o Café Com Crime e ganhe acesso a conteúdos exclusivos: https://apoia.se/cafecomcrime ou https://orelo.cc/cafecomcrime.-Ative as notificações do Spotify para não perder o próximo episódio no dia 27 de maio de 2026.-Acompanhe novidades e fotos no Instagram @CafeComCrime, Twitter @CafeCCrime, BlueSky @cafecomcrime.bsky.social e Facebook!-Entre em contato cafecomcrime@tagcreator.space-Créditos:Produção, apresentação e roteiro por Stefanie ZorubEdição e desenho de som por Luigi CalistratoRoteiro e pesquisa for Ana Paula Almeida

Pulso Latino
#91: Série Haiti | La Citadelle e Patrimônio Cultural do Haiti

Pulso Latino

Play Episode Listen Later May 13, 2026 9:05


Apresentação: Juliana Bittencourt. Roteiro: Juliana Bittencourt Produção: Gui Ágata Edição: Gui Ágata Fotografia da capa: Domínio público. Acesso em: https://www.beltike.com/article/cap-haitien/historic-fortress-of-the-citadel-haiti/en/6.Descrição: Neste episódio da Série Haiti, discutimos a tradição cultural e histórica do país, baseando-nos em nossa experiência de campo, vivenciada entre janeiro e fevereiro de 2025. Duração: 9:05 Trilha sonora: Sons provenientes de bibliotecas públicas de áudio (acervos online, sob licenças Creative Commons) e captados in loco em janeiro e fevereiro de 2025. Vinheta: Pulso Latino Gravação: Campinas, 13 de novembro de 2025. Parcerias: Realidades Latino-Americanas, Berta Coletivo Latino-Americanista e Secretaria de Comunicação da Unicamp. Apoio: Recursos disponibilizados pela Secretaria de Extensão da Unicamp - EXTENCULT. Projeto vinculado: Realidades Latino-Americanas.

Beercast Brasil
BC#634 – Daoravida com Wagner Falci

Beercast Brasil

Play Episode Listen Later May 12, 2026 34:47


https://beercast.com.br/wp-content/uploads/2026/05/BC634.mp3 Há mais de 10 anos, Wagner Falci e Michele Gimenez criaram a Cervejaria Daoravida em Campinas. De lá para cá foram muitos anos de trabalho duro, prêmios e a consagração com uma medalha de ouro no World Beer Cup. Obrigado ao Daniel Navarro, da OPA Assessoria em Comunicação, por ter proporcionado a pauta. Procure por “Beercast Brasil” no seu app de música favorito. Ouvir no Spotify Ouvir no Apple Podcasts Ouvir na Amazon Music Ouvir no Deezer Seja Patrono do Beercast contribuindo a partir de R$10,00 por mês. Links: Instagram Daoravida Instagram Wagner Falci Instagram OPA Assessoria em Comunicação Entre em contato com o Beercast e acompanhe nossas mídias sociais: beercastbrasil@gmail.com: Mande suas degustações, garrafadas, críticas, elogios e sugestões.https://www.instagram.com/victorpmarinho/ Instagram Beercast Brasil Fanpage Beercast Brasil no Facebook Feed do Beercast (assine nosso feed)

Podcast 45 Minutos
PÓS-JOGO – PONTE PRETA 1 X 3 SPORT – LEÃO VENCE DE VIRADA E DORME NA LIDERANÇA – 45 MINUTOS

Podcast 45 Minutos

Play Episode Listen Later May 10, 2026 225:18


O Sport venceu a Ponte Preta por 3 a 1, de virada, fora de casa, pela Série B. Com o resultado em Campinas, o Leão segue invicto na competição e assume provisoriamente a liderança da tabela, reforçando sua campanha sólida na Segundona. No pós-jogo, Fred Figueiroa, Cassio Zirpoli e Lucas Liausu analisam a atuação, os […]

Por Falar em Correr
Redação PFC 259 - Mais de 1 milhão em Londres, Maratona do Rio Selo Elite e Maratona de Porto Alegre

Por Falar em Correr

Play Episode Listen Later May 9, 2026 31:14


⁠⁠Enio Augusto⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ e ⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠Marcos Buosi⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠ trazem as notícias do mundo da corrida com os comentários, informações, opiniões e análises mais pertinentes, peculiares e inesperadas no Redação PFC. Escute, informe-se e divirta-se.⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠SEJA MEMBRO DO CANAL!!!⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠

Furthermore with Amanda Head
2x FIFA World Cup Legend Paulo Silas Pereira previews his new book on sacrifice, spirituality & success

Furthermore with Amanda Head

Play Episode Listen Later May 6, 2026 28:14


On this episode of the podcast, Amanda Head talks with two-time FIFA World Cup Champion and Brazilian soccer star Paulo Silas Pereira for a powerful conversation about perseverance, faith, and life beyond the game.Pereira reflects on his journey from growing up in Campinas, Brazil, alongside six sisters and three brothers, to becoming an international football star who played for legendary clubs including São Paulo FC, Sporting CP, and San Lorenzo de Almagro. He opens up about the influence of his parents, the heartbreak of losing both his mother and father, and the values that carried him through every stage of life and competition.The conversation also dives into Silas' transition from player to coach, his perspective on leadership and discipline, and the inspiration behind his new book, "Beyond Success," which explores the pursuit of goals, God, and glory. Plus, Silas shares his thoughts and predictions for the next FIFA World Cup and what today's athletes are missing when success becomes disconnected from purpose.You can purchase his new book here: https://www.harvesthousepublishers.com/books/beyond-success-9780736993814/You can follow him on Instagram here: https://www.instagram.com/silascoach/?hl=enSee Privacy Policy at https://art19.com/privacy and California Privacy Notice at https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.

Oxigênio
#218 Rodrigo Alves: Bastidores e Futuro do Podcast

Oxigênio

Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 44:35


No dia 25 de fevereiro de 2026, o Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) teve a honra de receber a visita do jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, Rodrigo Alves, que ministrou uma oficina de podcast para os alunos da pós-graduação. Nesse episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina, em que ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva na produção jornalística em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e o futuro do gênero na produção jornalística. A entrevista foi comandada por dois integrantes da nossa equipe, a Lívia Mendes e o Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante para quem se interessa ou deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. [áudio Rodrigo Alves] Livia: Esse aí é o Rodrigo Alves, jornalista, apresentador e roteirista de podcasts narrativos, como o Vida de Jornalista. Você talvez já tenha ouvido a voz dele no episódio #202 aqui do Oxigênio ou em algum dos podcasts que ele apresenta. Em fevereiro, a gente teve o prazer de conhecer o Rodrigo pessoalmente, já que ele esteve aqui no Labjor pra ministrar uma oficina de podcast pros alunos da pós-graduação. Marcos: Neste episódio, você vai ouvir uma conversa que tivemos com o Rodrigo, antes da oficina. Ele falou sobre a sua trajetória no jornalismo e a dedicação exclusiva a produtos em áudio; sobre os processos de produção de podcasts; sobre as oficinas que ele vem ministrando online e presencialmente em cursos de Jornalismo pelo país e sobre o futuro do gênero na produção jornalística. Livia: A entrevista foi conduzida por mim, Lívia Mendes, Marcos: e por mim, Marcos Ferreira. A conversa foi muito instigante pra quem já conhece e pra quem deseja saber mais sobre a produção de podcasts e a carreira jornalística. Então, continua com a gente e vem ouvir nosso bate-papo com o Rodrigo Alves. [Vinheta Oxigênio][música] Marcos: Bom, vou apresentar um pouco do Rodrigo. Como a gente já falou, ele é jornalista e autor do podcast narrativo Vida de Jornalista, que conta histórias e bastidores da profissão. É coordenador e roteirista dos podcasts Tramas Coloniais, Rio Memórias, Senado 200, Como Cobrir, e muitos outros. Editor da série No Rastro da Notícia, do podcast Jornalismo Sem Trégua, da Abraji. Desde 2021, ele se dedica exclusivamente à produção de jornalismo em áudio e a oferecer Oficinas de Podcasts. Antes de tudo isso, ele também foi comentarista de basquete no SporTV, repórter e editor em veículos como Globo Esporte e Jornal do Brasil. Cobriu desde eleições a Olimpíadas, até o Rock in Rio, e a gente vai falar um pouco sobre tudo isso com ele. Ah, também não podemos deixar de dizer que ele é fã de punk rock e torcedor do Fluminense. [música] Lívia: Eu queria destacar que ele participou de uma das nossas parcerias comemorativas de dez anos do podcast, lá no episódio #202, quem não ouviu pode procurar, que foi entrevista com a Sonia Bridi, um perfil lindíssimo, que ele comandou junto com a nossa coordenadora Simone Pallone. E, bom, a gente queria começar perguntando pro Rodrigo sobre a sua trajetória no áudio. A sua trajetória no jornalismo já é bastante sólida, né? Engraçado que várias pessoas, quando a gente compartilhou no Instagram que você viria aqui, visitar a gente no Labjor, lembraram de você como comentarista de basquete e disseram que adoraram. Além das coberturas de esporte, né? Como você conta lá na história do famigerado 7 a 1, Brasil e Alemanha, no segundo episódio do novo projeto, mas em que momento o áudio deixou de ser um projeto paralelo e se tornou uma dedicação exclusiva? Rodrigo: Ah, gente, primeiro obrigado pelo convite. Eu amo o Oxigênio, mas agora é diferente porque eu tô aqui presencialmente pra gente gravar. Então, foi um prazer fazer esse projeto em parceria, né, do episódio da Sônia Bridi, mas a gente fez no Rio de Janeiro e agora eu tô tendo a oportunidade de estar aqui pela primeira vez, conhecendo e tô amando. Então, poxa, obrigado demais. Eu gosto muito do Oxigênio que já tá nessa estrada aí há tanto tempo e acho que é super essencial. Então, obrigado demais. Rodrigo: E o áudio, assim, virou uma paixão desde não desde o início, né, quando eu comecei no jornalismo, porque eu trabalhei primeiro com o jornal impresso durante 8 anos e depois fui trabalhar na internet, trabalhei no site de esporte da Globo durante muito tempo. E aí no fim dessa trajetória na Globo eu trabalhei, como você falou, como comentarista de basquete. E isso é meio surreal mesmo porque de vez em quando alguém lembra assim, me vê assim,fala. Porque a televisão é impressionante, né? Tem um, mesmo sendo uma TV fechada, né? Eu trabalhei no SporTV, mas tem essa coisa meio, sei lá, um fascínio, né? Que eu acho super esquisito. Mas, enfim, é, foi super legal, foi uma experiência muito legal. E, e aí quando eu tava trabalhando como comentarista, eu já tava fazendo podcast. Então, o Vida de Jornalista, que é o meu primeiro projeto autoral em áudio, eu lancei em 2018. E nessa época eu ainda trabalhava no esporte da Globo, não era nem comentarista ainda, ainda tava trabalhando no site. Mas o áudio já era uma coisa que tava me fascinando, sabe? Eu queria começar a fazer jornalismo em áudio, mas era uma coisa ainda paralela com o meu trabalho. E eu fazia o Dois Pontos, que era um podcast de basquete também na Globo, que saiu 2 meses antes do Vida de Jornalista, quase ao mesmo tempo, que eu fazia com Rafael Roque, meu grande amigo que ainda trabalha lá. E aí ficava essa coisa meio paralela. E eu sempre ficava alimentando isso. Será que um dia vale a pena eu me dedicar só a isso, né? Sair do emprego, mas assim, é um emprego, né? Era um emprego na Globo, então tem toda aquela coisa de estabilidade, um salário, plano de saúde, você fica pensando essas coisas, mas o áudio estava muito e na época da pandemia eu tomei essa decisão de sair do emprego, ali na virada de 2020 para 2021, para me dedicar só à produção de áudio, não só ao Vida de Jornalista, mas fazer podcasts jornalísticos, narrativos. Então abri uma produtora, a Escuta Aqui e aí fui pegando assim um ou outro projeto que eu acreditava muito, que eu achava muito legal. E eu fiz o Rio Memórias, que é um podcast que eu fiz durante cinco temporadas e eu coordenava a produção e fazia os roteiros, não sou eu que apresento, é a Gabriela Montoni, historiadora. E fui fazendo outros, o Tramas Coloniais, enfim, foram aparecendo outros projetos. E em paralelo eu mantinha o Vida de Jornalista, como meu projeto pessoal, e agora em 2026 o Onde eu tava quando aquilo aconteceu, que é um projeto mais pessoal ainda, de histórias minhas pessoais e jeito de contar histórias, narrativa. Então, essa paixão pelo áudio, ela é antiga, mas eu passei a me dedicar mais a ela ali nessa virada de 2020 para 2021. Marcos: É, eu acho que uma próxima pergunta seria, então, para você comentar um pouquinho como foi essa transição pra você de sair de um espaço normalmente escrito, do jornalismo, para um em áudio. O que que muda na narrativa? Imagino que talvez o que você comentou agora de você poder contar uma coisa que é mais pessoal. Rodrigo: Eu acho que tem muito a ver com isso. Acho que podcast narrativo permite isso de você se colocar um pouco mais nas histórias, sabe? O jornalismo, às vezes, ele pede um rigor um pouco maior de, enfim, eu nem acho que o jornalismo necessariamente você tem que se afastar do assunto, acho que tem uma coisa de subjetividade que é interessante também e queajuda a gente a contar as histórias, mas, no podcast, você tem uma relação que eu acho que é mais um a um, sabe? É você e quem tá ouvindo. Eu, pelo menos, quando eu faço os roteiros, quando eu gravo as locuções, eu imagino que tem uma pessoa do outro lado me ouvindo e não falar assim para um público, sabe? Eu sei que tem um público ali, mas a narrativa é direta pra uma pessoa. Então, acho que ajuda você a pensar e se colocar um pouco mais, acho que cria uma interação ali melhor com a pessoa. Rodrigo: O que mudou pra mim foi talvez o jeito de escrever. Porque eu acho muito engraçado, às vezes as pessoas falam assim, você tem saudade de escrever? E na real, assim, eu nunca escrevi tanto na vida como eu escrevo hoje. Eu escrevo roteiros, podcasts são roteiros enormes e é texto, né? O Onde eu tava quando aquilo aconteceu é um exercício de roteiro pra parecer improvisado, mas eu tô lendo cada vírgula, assim, cada palavra, cada coisinha, então é tudo escrito, é tudo um trabalho de texto, que eu já tinha desde o início, né, como você falou, de trabalhar com o jornal impresso, no próprio site da Globo, trabalhava muito com texto também. Mas é um pouco diferente, sabe? Eu acho que o podcast dá um pouco mais de liberdade que no jornalismo tradicional você até consegue de vez em quando fazer, principalmente nesses projetos autorais, né? Porque aí não tem um chefe assim para falar: “Rodrigo, faz assim, faz assado”. Eu vou fazendo do meu jeito e a minha resposta é na minha cabeça mesmo. Isso tem um lado ruim, que é você não poder virar pro lado e falar: “Pô, dá uma olhada aqui no texto que eu fiz, vê o que que você acha, né? Dá uma olhada”. Quem vai ouvir é o público quando sair, né? Eu faço tudo sozinho. Mas, também tem um lado bom que é uma liberdade criativa que acho que não tem preço. Então, acho que nesse caso é isso. Mas, eu escrevo muito e gosto muito de escrever. Eu amo texto. Acho que são textos com características diferentes, mas que me dão o mesmo prazer, sabe? Marcos: Sim, sim, com certeza. Imagino que o saber também produzir um texto, um roteiro muito bom, seja um primeiro passo essencial pra você realmente ter um podcast legal. Rodrigo: É, claro que assim, a produção de podcast passa por várias etapas. Então, sei lá, às vezes a pessoa pode não ser do texto, mas vai fazer a locução ou vai fazer uma entrevista, vai fazer produção, vai editar. Tem várias etapas ali que eu acho que são importantes. A que eu mais gosto é o texto, é o roteiro, é o que me dá mais prazer de fazer, é o que me deixa mais, sei lá, mergulhado ali na coisa, sabe? É uma hora em que você pega a sua apuração ou a sua entrevista ou o que quer que seja que você fez e agora eu vou fazer o roteiro. Então, como que eu vou contar essa história que eu já tenho aqui. Como é que eu vou embalar? Como é que vai ser a embalagem dela pra entregar para quem vai ouvir? E aí eu posso fazer do jeito que eu achar melhor. Então é um momento de botar a criatividade pra jogo ali. Então, pra mim funciona muito bem. É o momento que eu mais gosto de fazer. Mas, não é o único, claro, né? No caso do Vida, do Onde eu tava eu faço todas as etapas. Então, também gosto de editar, de entrevistar, mas a hora de sentar o bumbum na cadeira ali para escrever o texto é uma hora que eu gosto muito assim. Lívia: E eu acho impressionante que os roteiros que você escreve ficam muito na linguagem falada, né? Isso acho que é a maior dificuldade. A gente aqui do Oxigênio, que trabalha também com podcast roteirizado, né? Essa dificuldade em fazer com que o roteiro seja palatável ali na linguagem. Você teria alguma dica? Rodrigo: É, tem uma dificuldade mesmo assim, eu acho que isso é prática, eu levei um tempo assim para conseguir ficar mais confortável nisso, sabe? Porque quando você pega um roteiro que eu faço de podcast narrativo, ele como texto escrito, ele não faz sentido assim. Se você publicar como uma reportagem, né? Ou sei lá, uma newsletter, ele não vai fazer muito sentido, ele tem que ter uma adaptação, porque ele é feito para funcionar na voz, para funcionar falado. E, aí assim, tem alguns truques, né, que a gente vai aprendendo. Por exemplo, eu faço muito o truque de escrever falando. Então eu tô escrevendo e tô falando a frase em voz alta, do que eu tô escrevendo, para ver se aquilo vai soar bem e ah, não soa bem, então eu volto no texto, dou uma mexida e dou uma ajeitada ali. Então, isso é uma coisa. E algumas coisas, no jornalismo que a gente tem muito cuidado, como regra gramatical, né, de escrever tudo na linguagem corretinha. No áudio, a gente pode abandonar um pouco isso, sabe? Então, até o jeito de falar as palavras, né? No áudio, quando a gente tá conversando, tipo, como a gente tá aqui agora, a gente não fala “para fazer”, a gente fala “pra fazer”, né? Eu não falo “eu estou aqui no Labjor”, falo “eu tô aqui, eu tava aqui”. Então, tudo isso você pode transferir pro texto, né, e deixar o seu texto desse jeito mais falado, assim, mais conversado. E uma coisa que eu acho que funciona bem também para o texto ficar com essa cara de falado, é você ter uma liberdade pra bagunçar o roteiro no sentido de marcar coisas. Então, por exemplo, bota uma palavra grifada quando você quer dar mais ênfase, quebra a linha, bota os parágrafos separados para você dar uma parada e dar uma respirada. Então, você pode mexer o texto de roteiro de podcast ou de qualquer roteiro não é um território sagrado, sabe? Que tem que ficar ali pra depois você botar num quadro, na parede. Não, ele é pra funcionar pra voz. Então, ele tem que ficar confortável pra quem vai ler e quem vai fazer a locução. Rodrigo: Acontece muito também de eu escrever pra outras pessoas, né? Tipo, o Rio Memórias, o Tramas Coloniais são podcasts que não sou eu que apresento. E eu faço o roteiro, então, eu tenho que escrever para uma outra pessoa gravar. E aí é mais difícil ainda, porque você tem que pegar o jeito da outra pessoa falar. E aí como é que você faz isso? Isso tem que ter uma prática ali, né? Até você entender como é que aquele texto vai caber na voz daquela pessoa. Não é simples, mas é um trabalho que eu acho muito gostoso de fazer, de tentar chegar nesse nível. E o Onde eu tava quando aquilo aconteceu é o projeto em que eu mais estiquei essa corda até hoje, cada roteiro, o primeiro episódio, por exemplo, o roteiro teve 10 versões, exatamente 10 versões. Eu escrevia e depois voltava nele, deixava mais falado, mais falado, mais falado, mais falado. Aí eu fui gravar, aí gravei o primeiro, editei, montei com a música e tal, joguei fora. Achei que não ficou falado o suficiente, conversado o suficiente. Aí ele teve três versões até ir para o ar do episódio inteiro. Então, eu vou puxando mesmo para ficar como se eu tivesse de fato contando uma história pra alguém, como eu estou conversando aqui com vocês. Aqui eu não tô lendo nada, né? A gente tá trocando uma ideia. Eu quero que esse projeto seja assim. E o maior elogio é quando alguém vem falar: “Nossa, mas é escrito, nem parece que você tá lendo”. E aí eu amo quando alguém fala isso, porque a ideia é exatamente essa. Lívia: É, isso que você falou do texto sacralizado, né? Eu que venho da área acadêmica, foi a minha maior dificuldade, assim, né? Porque você fica ali presa, de você quebrar parágrafo e deixar as palavras enfatizadas, né? Então tem essa diferença. Rodrigo: Dá um medinho de ficar mexendo no texto, né? Vou bagunçar esse texto todo, mas é isso, pode bagunçar, não tem problema. Marcos: Eu acho que isso é uma questão até para o podcast Oxigênio, porque em grande parte ele também é feito por cientistas da academia, que não tiveram tantas experiências. Então para a gente isso é riquíssimo. Rodrigo: Mas é um exercício, né? A gente vai pegando com o tempo e vai, enfim, ajustando coisas e, também, assim, cada um tem o seu estilo, sabe? Acho que tem podcasts até jornalísticos, narrativos, que tem uma pegada um pouco mais formal e que tem uma fala um pouco mais jornalística, que não é necessariamente cem por cento conversada e que funciona bem também. Então, acho que tem espaço pra todo mundo. Os que eu faço vão mais para essa linha da conversa, mas tem podcasts, você pega, por exemplo, um Projeto Humanos, né, que é um podcast muito conhecido, muito famoso, de muita audiência, do Ivan Misanzuki. Ele fala todos os “s”, todas as “vírgulas”, todas as “palavras”, tudo bonitinho, tudo ali muito formal e funciona, é um sucesso absoluto, né? Então, não tem muito certo e errado, é o estilo que você quer implementar ali, né? [música][áudio Perfis de bolso – Antonieta de Barros] Lívia: E agora falando sobre a produção mesmo, né? Queria saber como que vem a ideia da pauta, se é a partir dos personagens. Você já falou das suas experiências pessoais. Porque, pensando no Vida, né? Que é a forma carinhosa que você chama o Vida de jornalista, O Vida tem vários tipos de episódios. Tem os perfis, que foi um dos que a gente produziu junto, o da Sonia Bridi, tem os mais direcionados ao fazer jornalístico, teve a série Escolha que o ouvinte poderia escolher os caminhos que queria seguir. Como que você começa as ideias da pauta? Rodrigo: É, o Vida tem essa coisa também, como é um projeto meu pessoal e que sou eu que decido as coisas ali, não tem uma chefia para me guiar, não tem uma pauta para eu seguir. Eu também tenho essa liberdade de ir testando formatos, né? Então, acho que essa é a coisa que mais me fascina no jornalismo em áudio, é poder fazer formatos diferentes. Então, o Vida ele começa lá em 2018 com uma temporada de, sei lá, cinquenta e poucos episódios, de temas diversos, falando com jornalistas e sobre temas do jornalismo, mas depois eu começo a fazer temporadas temáticas. Então, tem séries que são específicas sobre alguma coisa, como algumas que você citou aí. E isso é bom porque eu não enjoo de fazer, sabe? Assim, cada série é uma coisa completamente diferente. Então, a série de perfis é completamente diferente da série Escolha, que é uma série interativa, que é uma outra linguagem, que não tem nada a ver com a série de perfis. E aí depois eu volto para fazer perfil e depois eu volto para fazer o episódio, que é discutindo algum tema do jornalismo. O Vida é muito sobre bastidores de jornalismo. Então, foco muito nisso também. E aí dá pra fazer de maneiras diferentes. Eu acho que isso é o que vai me fascinando. Então, é assim, quando eu termino uma temporada, eu já tenho lá o meu documento, lá no computador, que eu já vou jogando as ideias pra a próxima. E essas ideias envolvem não só temas e pessoas, mas envolve formatos também. Então, como que eu vou contar tal história? [áudio série Escolha] Rodrigo: A série Escolha, a ideia surgiu primeiro do formato pra depois pensar no tema. Geralmente, o certo é a gente pensar primeiro no tema, né, que a gente quer fazer e depois como que eu vou contar. No caso, a série Escolha, assim, eu queria fazer um podcast interativo, porque não tinha no Brasil, não tinha nem lá fora desse jeito assim jornalístico. E aí depois eu pensei, como que eu posso fazer dentro do Vida de Jornalista uma coisa interativa? Aí que eu fui pensar no tema, das escolhas éticas, das escolhas de carreira que a gente tem que fazer e acabei moldando ali. Esse foi um caso raro em que o formato veio antes, mas geralmente caminham juntos ali, sabe? De pensar quais vão ser os temas. Aí, claro que eu tenho que ter uma visão também de o que que tá rolando no jornalismo, né, quais são os temas mais necessários nesse momento. Então, essa última temporada tem um episódio sobre inteligência artificial, enfim, tem uma série de coisas ali que são meio urgentes da pauta factual, mas dá para escapar bastante dela também, né? Então, acho que no fim das contas fica mais gostoso de fazer, eu acho, desse jeito. Marcos: Sim. Ah, eu tenho uma pergunta um pouquinho derivada do que você acabou de comentar da produção do podcast Escolhas. Eu sei que vocês gravaram todos os episódios, que são mais de 20 episódios, né? E que provavelmente demorou um tempo bem grande e foram publicados ao mesmo tempo para que as pessoas pudessem fazer esse percurso. Como que você enxerga a funcionalidade desse tipo de podcast? Porque eu pessoalmente adorei, eu acho que é uma coisa incrível. Pensando até na comunicação, quando a gente estuda as propostas de comunicação pública da ciência, por exemplo, a gente tenta valorizar uma comunicação que seja participativa, democrática e não só de cima pra baixo, que acha que o ouvinte não sabe nada, enfim, que o que ele pensa não importa. Então acho que é um exemplo super interessante, mas aí eu fico pensando se você acha que funcionou, se você faria de novo esse modelo de produção de podcast. Como que foi, assim, essa experiência de produzir o Escolhas? Rodrigo: É, foi um risco, né? Porque as plataformas de podcast não tem essa função interativa, né? Então, assim, para quem não ouviu, o Escolha é uma série que tem vinte e cinco episódios publicados de uma vez, você escuta o primeiro e quando chega no fim do primeiro você tem uma pergunta e você tem que responder. Dependendo da sua resposta, você vai para o episódio 2 ou para o 3. Quando chega no fim do 2 ou do 3, você vai para o 4 ou para o 5 e por aí vai, né? O ouvinte é que vai definindo o caminho que ele vai seguir. No fim das contas, são 25 episódios no ar, mas a história, ela consome nove episódios. Então, o caminho até o fim, a pessoa passa por nove episódios. Quais são esses nove? Aí vai depender da pessoa, né? De quem vai escolhendo ali. Então, o Spotify, o YouTube, as plataformas em que a gente ouve podcast, a Apple, não tem essa função de você apertar um botão e ir para um episódio ou outro. Então, eu sei que eu tô dando um trabalhinho pra quem tá ouvindo, sabe? Quando chega no fim do episódio, a própria pessoa tem que ir lá e dar um play no episódio seguinte. Tem que ir lá no feed. Então, eu sei que eu tô exigindo um pouco do ouvinte, de quem tá ali escutando. Isso foi uma coisa que eu pensei bastante pra fazer, mas OK, já que é o jeito de fazer, vamos fazer dessa maneira. Acho que é colocar o ouvinte na cadeira de protagonista, sabe? De tentar fazer com que a história siga desse jeito. Foi uma primeira experiência, eu acho que assim, o Vida não é um podcast de grande audiência, né? Comparando aí com os grandes podcasts, ele tá muito longe disso. Ele é muito de um nicho do jornalismo. Essa série, ela não foi uma série de grande audiência, mas as respostas foram assim muito entusiasmadas, sabe? De quem ouviu e quem gostou do formato. E a gente quer fazer uma segunda temporada. Eu e a Flávia, né? A Flávia Santos que apresenta comigo, que é uma jornalista de Petrolina, de Pernambuco. A gente já está conversando sobre uma segunda temporada. Só que isso dá um trabalho que, assim, são 25 episódios, além dos episódios tem o roteiro, tem que criar um mapa da história, pra onde vai cada episódio. Então, é muito complicado de fazer e como tudo no Vida de Jornalista, eu fiz sem patrocínio, sem financiamento, sem nada, né? O Vida é feito no amor e no amor de alguns ouvintes também porque tem ouvintes assinantes, mas são poucos também, enfim, não dá pra, por exemplo, remunerar a Flávia, eu parto do princípio de que todo o trabalho de jornalismo tem que ser remunerado. Então, a Flávia, a gente até fala isso na série, né? A Flávia falou: “Não, não precisa me pagar”. Eu falei: “Precisa pagar, ué. É um trabalho, você tá apresentando uma série”. E aí eu tive que fazer isso assim meio do meu bolso, sabe? Porque não tinha um patrocínio ali. Então, o que eu gostaria era de conseguir um financiamento para uma segunda temporada mais robusta. E aí eu não quero vinte e cinco episódios, aí eu quero, tipo, cem episódios no feed, com uma história que realmente seja uma coisa toda intrincada, que você vai pulando de um pro outro e uma história mais longa, mas vamos ver, vamos ver se vai dar pra fazer. Não sei se em 2026 vai dar, mas quem sabe aí pra 2027. Eu ia gostar muito de fazer mais uma temporada dessa série. Marcos: Nossa, eu ia gostar também. Rodrigo: Então, quem tá ouvindo aí, ó, quem quiser patrocinar o Vida de Jornalista, vamos nessa. Lívia: É, eu fiquei lembrando, quem tem mais idade, tem aquela edição Vagalume, que tinha os livros assim, né, que você escolhia a página. Rodrigo: É, a inspiração foi meio essa. E é engraçado porque a Flávia é muito mais jovem que eu, né? E aí a gente tem referências muito diferentes. Então, a referência da Flávia é a série da Netflix, que é interativa e tal. A minha são os livrinhos de RPG antigos, que você ia pra página. A gente tem inclusive muitos embates geracionais durante a série. A gente se divertiu muito fazendo, porque as referências dela eu não pego, as minhas referências ela não pega e a gente ficava nesse embate ali o tempo inteiro. Foi engraçado também nesse sentido. [música] Lívia: E você falou sobre o financiamento, né? O modelo de financiamento de podcasts e de jornalismo em áudio tem modificado, a partir de assinaturas, apoio institucional. Eu vi que você tem utilizado essa coisa de somarplataformas, como o Substack, a Newsletter, o Apoia-se. Você podia falar um pouco pra gente quais são essas alternativas? Rodrigo: É, eu acho que pra quem faz podcast ou quem faz jornalismo independente, né, de forma geral, ou você dá sorte de conseguir uma cartada ali de um financiamento. Sorte que eu digo, obviamente ela vem de um esforço também de você tentar aquilo ali e conseguir, né? E saber os lugares certos pra procurar, um edital, um patrocínio de alguém. Mas, no geral, eu acho que geralmente funciona você jogar uma rede pra ver o que que vem. Então, é você abrir o leque e tentar esse financiamento de algumas formas diferentes, pra ver o que vai funcionar. Então, financiamento coletivo de ouvintes é uma coisa que muitos podcasts fazem e pra alguns funciona muito bem. Você pega um podcast como Rádio Escafandro, por exemplo, que é um dos melhores do país e o Tomás Chiaverini, ele hoje vive de financiamento dos ouvintes. Ele só tem esse financiamento, ele só tem esse emprego, ele não trabalha em outras coisas, ele consegue se dedicar só pra Rádio Escafandro, pra fazer da melhor forma ali os episódios e ele é realmente bancado, não só ele, mas ele contrata pessoas, enfim, só com o financiamento dos ouvintes. Então, eu acho que não precisa ser um fenômeno tipo a Déia Freitas do Não Inviabilize, que, aí assim, ela saiu do nada, um podcast totalmente independente e ela construiu quase um império. Hoje ela tá com muitos financiamentos, muitas marcas. Eu acho que é o maior fenômeno dos podcasts de contação de história, mas é um exemplo muito lá no alto, né? Então, você fala: “Pô, não vou conseguir o que a Déa conseguiu”. Mas às vezes dá para conseguir o que o Tomás conseguiu que não é a mesma coisa, mas ele já tá se financiando muito bem. E aí é isso, é você ficar de olho nos editais. Às vezes abre um edital, você escreve ali pra fazer uma temporada, né? E você não vai ter aquele financiamento pra sempre. Então, você tem Instituto Serapilheira, né? Tem um monte de podcasts, ligados aqui a Campinas, enfim, que passam também pelo Serrapilheira, desde o 37 graus, enfim, outros podcasts que são muito legais e que passam por esses editais, que vão abrindo ali, e você vai conseguindo. É muito chato de fazer, você ficar procurando coisas o tempo inteiro ali pra escrever, escrever em edital, não é uma coisa muito agradável, eu pelo menos não acho, mas é necessário, né? Você tem que tentar se remunerar, porque dá trabalho, exige tempo, exige custo, de fazer mesmo. Então acho que como tudo no jornalismo, acho que é necessário, é o mal necessário para a gente tentar se remunerar. Marcos: Voltando no tema de pensar um pouco na estrutura da produção dos podcasts, é a questão de quais são as etapas da produção completa de um podcast, e como as novas ferramentas que a gente tem disponíveis hoje, como as que são usam inteligência artificial, ah como elas têm impactado isso, se você tem utilizado ou não, o que que você pensa sobre?Rodrigo: É, eu acho que assim, se eu tivesse que resumir as etapas de produção de um podcast narrativo, você tem um planejamento, que quando você vai estudar ali qual vai ser a sua pauta, qual vai ser o tema, o formato, quem é o seu ouvinte, né? Aí você parte pra produção, que aí você vai atrás do material que você vai ter. Você vai gravar entrevista, você vai pra rua captar, enfim, dependendo de qual for o seu formato. A partir dali você tem a etapa de roteiro, que é como você vai pegar esse material e transformar aquilo numa história. Aí você tem uma gravação de locução, né, que geralmente também é bem comum em podcast narrativo, você tem uma narração e por fim uma parte de edição, que é você pegar tudo isso, botar no programa lá de edição. A gente, enquanto a gente tá gravando, a gente tá vendo aqui na nossa frente um programa de edição. É você pegar aquilo ali, juntar as partes, brincar de Lego, né, juntando as pecinhas ali e transformar aquilo de fato num conteúdo de áudio. É, falando assim, bem rápido, parece que não dá trabalho nenhum, mas dá muito trabalho e eu acho que a gente tem que ficar muito ligado em ferramentas que tão aparecendo, não só de inteligência artificial, mas de tudo. É, eu já tenho usado algumas coisas de IA e, assim, o que eu uso de IA é, basicamente, o Chat GPT, pra me ajudar a organizar a informação de pesquisa. Então, eu jogo pesquisa lá e peço para transformar em tópicos, sabe, esse tipo de coisa. Não uso o Chat GPT pra ajudar na escrita, nem nada desse tipo, mas pra ajudar na pesquisa eu uso, pra ajudar na formatação da pesquisa que eu já fiz, né? E tem uma ferramenta do próprio site da Adobe, a gente estava conversando aqui antes, que eu uso o software da Adobe, o Premiere pra fazer as edições e tem o de áudio também, que é o Audition, mas, a Adobe tem um site, Adobe Podcast, que você entra lá, que é tipo um estudiozinho, né, de podcast, que é gratuito. Você tem que ter uma conta, mas é uma conta gratuita e tem uma parte de melhorar o áudio que é inacreditável, assim, inacreditável. Mudou o meu jeito de trabalhar, porque antes eu ficava muito mais preocupado em como eu ia captar uma entrevista, por exemplo. Aí eu ficava usando aquelas ferramentas que gravam o som físico, mas aí às vezes pra pessoa é um pouco mais complicado. Eu não queria usar um Zoom, Google Meet, né, pra captar, que aí não fica naquela qualidade perfeita. Hoje eu gravo tudo no Zoom. Porque eu sei que depois é só jogar nesse site, que ele vai dar um filtro ali, parece que a pessoa tá dentro de um estúdio. É inacreditável, assim. É muito impressionante. É, inclusive, nas oficinas que eu faço, eu tô aqui porque eu também vou fazer uma oficina, né? Eu vou mostrar algumas coisas que esse site faz. Porque, sei lá, ele tira o barulho do vento. O vento até outro dia era o maior inimigo do áudio, bateu o vento, esquece. Aí estragou o teu áudio. Hoje até o vento você consegue resolver. Então, o que eu tô falando assim, pelo amor de Deus, gente, o que eu tô dizendo não é pra ninguém não cuidar da hora da gravação. Tem que cuidar da hora da gravação. Quanto mais você cuidar, menos dor de cabeça você vai ter na pós, na edição. Mas, se tem umacoisinha pra resolver ali, essas ferramentas ajudam. Então, como é que a gente vai abrir mão disso? A gente pode usar isso, vai poupar tempo, vai facilitar, vai aumentar a qualidade. Então, acho que tudo isso funciona bem. A gente tem que ficar bem ligado mesmo nessas ferramentas. Com todos os cuidados éticos que elas exigem, né, de inteligência artificial hoje, você consegue clonar uma voz e fazer um podcast. Não é o que eu faço, mas dá pra fazer. Então, tem que ter todas as implicações éticas aí pra gente também não se atropelar, né? Lívia: Sim. É, e eu venho da área de humanas, né? O pessoal tem um preconceito enorme com a tecnologia, eu sempre indico o episódio “Tem um robô me ajudando”, ficou muito legal, do Vida. [áudio – episódio “Tem um robô me ajudando”] Rodrigo: E eu e o Léo a gente conversa muito sobre tudo de jornalismo e tal. E uma das coisas que a gente conversava muito era sobre IA, de ficar testando coisas, até onde a gente pode ir, qual é o limite, o que que dá pra ajudar, o que não. Aí eu falei: “Pô, vamos fazer um episódio a gente levantando essas perguntas. Então, esse episódio, ele vai se construindo durante o episódio. A gente começa cheio de dúvidas e termina cheio de dúvidas também, mas a gente vai encontrando algumas respostas ali. A gente não é especialista em inteligência artificial nem nada, esses são só dois curiosos ali pra explorar o que que está acontecendo, né? Lívia: É, eu acho que a gente tem que explorar e aí você falou, com a ética, mas explorar porque são as ferramentas que a gente tem hoje em dia. Rodrigo: E esse episódio daqui a seis meses tem que fazer outro, porque as coisas vão mudando muito, né? Muito rápido. [música] Lívia: Acho que agora já caminhando pro final, a gente queria falar um pouco sobre a oficina que o Rodrigo veio aqui pra dar oficina pra gente, aqui no Labjor. Então, a gente queria saber o que que te motivou a criar essas oficinas de podcast. Eu sei que você tem feito bastante. E qual é o público que te procura hoje pra formação? Estudantes, jornalistas que já tem carreira ou comunicadores independentes? Rodrigo: É, quando eu tomei essa decisão de sair do meu trabalho na Globo, né? Ali no fim de 2020, pra me dedicar a isso, é claro que eu fiquei pensando em coisas assim, como é que eu vou me remunerar, como é que eu vou conseguir me manter e tal. E aí algumas pessoas já me falavam isso, né? “Pô, você podia dar aula de podcast, você tá fazendo e tal”. E eu nunca pensei muito nessa ideia, sabe? Porque assim, eu não sou professor, né? Eu sou jornalista, mas o Vida de jornalista acabou me dando uma condição de fazer todas as etapas. Então, eu faço tudo, planejamento, as entrevistas, o roteiro, a locução, a edição. E aí com o tempo, na prática, eu acabei, não sendo um especialista em tudo, mas entendendo como é que funciona. Então, me deu um certo conhecimento que eu queria compartilhar. E aí, a partir de 2021, comecei a fazer, finzinho de 2020, comecei a fazer a oficina de podcast narrativo em áudio, que é uma oficina online e que eu já fiz vinte e poucas turmas e já passaram uns 800 alunos pela oficina. É muita gente e gente de todos os estados do Brasil. Acho que essa é a vantagem de fazer online também, né? Você consegue chegar em muita gente e tem esse curso que é o curso que passa por todas as etapas, que é a oficina de narrativa em áudio e eu fui fazendo algumas outras específicas. Então, tem uma que é focada só em roteiro, outra que é focada só em entrevista e esse ano eu tô querendo fazer umas novas, eu tô querendo fazer uma que, eu vou jogar aqui para perguntar o que que vocês acham, que como eu trabalho sozinho, eu não tenho pra quem perguntar as coisas. Então, eu vou encontrando as pessoas e vou perguntando. Eu queria fazer uma oficina, vocês acham que funcionaria, de react de podcast, de botar cinco encontros pra gente ouvir episódios e destrinchar o que que tem naquele episódio, como é que é o roteiro, como é que é a entrevista, como é que foi feita a produção, é uma das minhas ideias pra esse ano e ir fazendo outras, de locução, enfim, eu acho que tem uma demanda ainda de gente querendo aprender a fazer e tem muita gente fazendo, né, o que eu acho ótimo, mas a oficina é o que me deixa mais assim, eu fico muito feliz de fazer, eu adoro fazer. Eu não queria no início e eu me arrependo de ter tido essa dúvida, porque hoje eu amo fazer, é uma das minhas principais fontes de renda hoje. Então, eu tô sempre abrindo turma nova. Então, já fazendo a propaganda aqui, quem quiser entra lá em oficinadepodcasts.com e lá tá sempre explicadinho quais são as turmas que vão abrir, enfim. É uma coisa que eu gosto muito de fazer. Agora é online essa oficina, o que eu acho ótimo, como eu falei, porque dá para todo mundo fazer do Brasil. Agora, quando eu estou fazendo uma presencial, que é o que vai acontecer aqui, o que quando vocês estiverem ouvindo já terá acontecido, mas é muito legal, né? Porque aí você está junto com as pessoas ali, entendeu? Trocando ideia na hora, é muito diferente. Então, eu adoro fazer oficina presencial também. Marcos: Sim, eu espero que venha aí a oficina de react de podcast. Rodrigo: Você acha que vai dar certo? Lívia: Eu acho que super funciona. Na disciplina, eu estava conversando antes da gente começar aqui com o Rodrigo, né? Que eu cursei uma disciplina de podcast aqui no IFCH, na Unicamp, e a gente fazia muito isso, de ouvir podcasts e pensar diferentes formatos. Rodrigo: É uma engenharia reversa, né, que chama isso. Na oficina de roteiro, tem uma das aulas que é assim, a gente ouve um episódio com a turma, a turma escolhe um episódio e a gente vai destrinchando o roteiro ali, mas aí é só sobre roteiro. Eu queria ampliar pra fazer, sei lá, cinco encontros, a gente ouvindo cinco episódios diferentes que a própria turma vai escolher, né? Então, às vezes é episódio que eu nem conheço, não sei. E acho que é sempre um aprendizado, eu gosto muito de ouvir coisas dos outros, só que quando você começa a fazer muito, você fica com esse vício, né? De sempre ouvir, mas pensando: “Pô, mas por que que essa música entrou aqui? Por que que ele abriu desse jeito? Por que que ela fez aquela pergunta? Por que, entendeu? E é legal, né? Mas é um pouco angustiante também. Às vezes eu gostaria de ouvir podcast assim tranquilo, sabe? Sem pensar em nada, mas é difícil. Marcos: E você comentou agora há pouco que tem várias pessoas hoje em dia produzindo podcast. Você acha que ainda tem espaço pra novos produtores, novas propostas? Você enxerga que vai ter um crescimento? Como que você avalia, assim, o futuro dessa área? Rodrigo: É difícil prever o futuro nisso, né, porque muda muito rápido. E eu acho que tem uma produção muito extensa desde os últimos anos, quando explodiu essa onda dos podcasts. Eu acho que o mercado já mudou muito nesse período. Então, por exemplo, os podcasts em vídeo meio que tomaram de assalto o mercado, né? Hoje, se você sair na rua aqui e perguntar, pegar qualquer pessoa: “Que que é podcast?”. A pessoa provavelmente vai responder: “Ah, é uma conversa em vídeo no YouTube, duas pessoas ali num estúdio conversando e tal”. Então, tem gente que acha que é só isso, que nem sabe que tem só em áudio, sabe? Eu, sinceramente, eu desisti dessa briga aí já. De se podcast em vídeo é podcast. Pra mim, não interessa. Cada um faz o seu, não tem problema nenhum. É aquele famoso “tem até amigos que são”. Então, assim, não tem problema, eu gosto de vários e beleza, não quero mais brigar. Mas, o que eu quero é tentar que as pessoas saibam o que eu faço, sabe? Conseguir explicar o que eu faço. Porque se eu só falo assim: “Ah, Lívia, vai escutar lá o meu podcast”. Você pode achar que é uma conversa sobre algum tema, né? Que é legal pra caramba, mas no meu caso não é isso, é uma outra coisa. Então, explicar é cada vez mais difícil, mas eu sempre acho que tem espaço pra quem quer fazer em todos os formatos. Quem tem uma coisa boa pra fazer, eu vou dar um exemplo aqui. Eu vim pra Campinas e no voo eu escutei um podcast novo que acabou de sair, que se chama Discípulos, que é do Mateus Marcolino, que é inclusive produtor da Rádio Escafandro. Que é sobre evangélico no esporte, porque que tantas pessoas no esporte seguem O Evangelho e falam muito de Deus e tal. Eu achei super legal o primeiro episódio que ele lançou e já tô ansioso pra ouvir os próximos. Um podcast tranquilo de ouvir, uma narração boa, uma investigação legal, entrevistas boas, sabe? Você sente que tem uma qualidade ali. É um podcast da Rádio Guarda-Chuva também, que é o grupo onde o Vida de Jornalista também tá, né? Que é um grupo de podcasts jornalísticos. E, então, assim, acabou de sair esse podcast e eu adorei. E beleza, acho que é isso, tem espaço pra quem quer fazer coisa nova. Eu acho que na universidade tem muita gente fazendo coisa muito boa, muito boa. Vira e mexe, eu pego um podcast assim de TCC que alguém manda: “Ah, você pode ouvir”. E eu vou ouvir, eu fico: caramba, assim, sabe? Coisas bem feitas, tecnicamente inclusive, não só na ideia. As ideias são geralmente muito boas, mas até tecnicamente assim muito bom. Então é isso. Eu acho que o mercado ele, claro vai ter a bolha, vai aumentar, vai diminuir, né? Isso é normal, as idas e vindas do mercado são normais, mas sempre tem espaço, eu acho pra quem quer produzir coisa boa em qualquer formato. [música] Lívia: Essa foi a nossa conversa com o Rodrigo. Eu espero que todo mundo tenha gostado e aprendido muito sobre a produção de podcasts narrativos e o formato de jornalismo em áudio. Mas, antes de terminar, a gente pediu pro Rodrigo dar alguns conselhos úteis pra quem está começando a trabalhar nessa área. Vamos ouvir quais foram os conselhos do Rodrigo. Rodrigo: Olha, eu acho que o primeiro conselho é fazer, porque às vezes a gente fica planejando muito. Olha eu aqui indo contra o planejamento, não é isso não. Eu acho que o planejamento é muito importante. Mas, às vezes a gente fica pensando muito em vez de começar a botar a mão na massa e é importante fazer, né? Hoje a gente tem ferramenta gratuita pra fazer. Você não precisa fazer investimento, comprar microfones. Dá pra começar com muito pouco. Então, colocar na praça pra você mesmo saber se tá legal, se não tá, acho que é importante. E, uma coisa que eu acho fundamental, que é uma dica talvez um pouco óbvia, né? Que é ouvir. Pra quem quer fazer podcast, assim, você tem que ouvir podcast e não necessariamente de assuntos que você gosta. Às vezes você vai ouvir um podcast só porque alguém comentou: “Você ouviu esse podcast aqui sobre esse tema? É legal”. Pô, mas eu não gosto muito desse tema. Mas vai lá, dá uma escutadinha, dez minutinhos. Não precisa ouvir o episódio inteiro. né? Ouve lá para ver como é que a pessoa faz. E ouvir com esse ouvido mais cuidadoso, de tentar prestar atenção no que que tá sendo feito ali e se você pode pegar referências, enfim. E pra tudo, né? Para como é que faz o roteiro, pra como é que é a fala da pessoa, como é que é a locução, se tá bem editado. Como é que é o uso da música? Como é que esse podcast aí tá usando música? Tá legal? Gostei? Ficou muito longo? No meu vai ser diferente. Pensar essas coisas, sabe? Então, fazer esse exercício de escuta, eu acho que é muito legal e botar a mão na massa e ir embora. Acho que tem muita coisa boa pra fazer. Não é ficar com esse medo de que no começo vai ser ruim. É, vai ser ruim. Vai ser ruim. Eu olho lá pros primeiros episódios do Vida de Jornalista, meu Deus do céu. Eu gostaria de tirar todos do ar. Eu não tiro porque eu amo as pessoas que estão lá, mas tecnicamente eu acho muito ruim. E é isso, gente. É isso. Depois a gente vai melhorando aos pouquinhos. Assim como daqui a cinco anos eu vou olhar pros episódios de hoje e talvez eu ache ruim também, sabe? Pô, faria diferente. Então, é normal, às vezes a gente fica muito inseguro. E por fim, um conselho que eu acho que vale pro jornalismo no geral, que é a gente não se cobrar tanto, sabe? Acho que a gente às vezes fica achando que a gente tem que trabalhar no nível máximo e fazer tudo perfeito e que tem que dar certo sempre e não vai dar certo sempre, vai ser frustrante de vez em quando e às vezes a gente vai ter que dar uma pisada no freio. Ó, vou dar uma parada aqui. Ah, mas eu tenho podcast, então tenho que produzir um episódio por semana. Calma, assim, se não der, dá uma freada de leve assim, dá uma respirada e daqui a pouco volta, porque a gente é meio que treinado a se cobrar demais. E aí a saúde mental vai pro espaço, aí a gente não cuida da gente. Então, é ir botar a mão na massa, mas devagar. Vamos ali com calma, que a coisa vai saindo, vai ser legal. Lívia: Legal. Bom, a gente queria agradecer imensamente a presença do Rodrigo aqui com a gente. Foi muito bom. Marcos: Foi uma aula particular. Super especial que a gente teve essa oportunidade de estar com o Rodrigo hoje. Rodrigo: Adorei, obrigado demais, gente, e parabéns pelo programa. Lívia: Obrigada, você. Marcos: Obrigado. [música] Lívia: Esse episódio foi gravado e editado por mim, Lívia Mendes e pelo Marcos Ferreira. A edição final foi feita pelo Daniel Rangel. A trilha sonora é da Biblioteca de Áudio do Youtube e a vinheta do  Oxigênio foi produzida pelo Elias Mendez. O Oxigênio conta com apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast.Lívia: Pra quem chegou até aqui, tomara que você tenha curtido ouvir nossa conversa com o Rodrigo Alves! Agora você pode ir lá na sua plataforma de áudio preferida e procurar pelos novos episódios dos programas Vida de Jornalista e Onde eu tava quando aquilo aconteceu. Deixa também um comentário pra gente, contando o que achou. Vamos adorar te ver por lá! Até mais e nos encontramos no próximo episódio. [vinheta de encerramento]

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 09/04/2026 | 1ª e 2ª EDIÇÃO: Cessar-fogo foi rompido? / Guerra entre Irã e EUA

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Apr 9, 2026 302:19


Confira os destaques do Jornal da Manhã dessa quinta-feira (09): O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o cessar-fogo com os Estados Unidos foi rompido após ataques a ilhas iranianas de Lavan e Siri. O país voltou a fechar o Estreito de Ormuz e ameaçou reagir militarmente. A escalada ocorre em meio a novos ataques de Israel ao Líbano, que deixaram centenas de mortos, aumentando ainda mais a tensão na região. O STF concluiu o primeiro dia de julgamento das ações que discutem o modelo de eleição para o governo do Rio de Janeiro. O ministro Cristiano Zanin votou a favor de eleições diretas, com participação popular. Já Luiz Fux defendeu que a escolha seja indireta, feita pela Alerj. O tema segue em análise pelos demais ministros. O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu o biodiesel como uma alternativa estratégica diante da instabilidade geopolítica global. Durante evento em Brasília, ele destacou o papel dos biocombustíveis para reduzir a dependência de combustíveis fósseis. O deputado Pedro Uczai (PT-SC), líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, criticou o governo federal nesta terça-feira (07) pela falta de clareza sobre o fim da escala 6x1. A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que aumenta as penalidades para infrações na comercialização de combustíveis, incluindo casos de adulteração. O texto também estabelece medidas para garantir o cumprimento das metas de descarbonização. A proposta agora segue para análise do Senado. A Presidência do Líbano pediu à comunidade internacional que intervenha para conter os ataques de Israel. O governo afirma que a postura israelense ameaça a segurança regional e compromete esforços de estabilidade no Oriente Médio. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto será julgado por um Conselho de Justificação da Polícia Militar, que pode decidir pela perda de seu posto e patente. Ele é réu por feminicídio e fraude processual pela morte da ex-mulher, a soldado Gisele Alves. Três coronéis foram designados para conduzir o processo administrativo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que vai conversar com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para marcar uma sessão do Congresso Nacional voltada à análise de vetos presidenciais. Entre os temas está o veto ao chamado PL da Dosimetria, barrado pelo presidente Lula. A proposta tratava da redução de penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar a Otan em publicação nas redes sociais. Na mensagem, ele também se referiu à Groenlândia como um “pedaço de gelo enorme e mal administrado”. A Casa Branca anunciou que uma delegação dos Estados Unidos viajará ao Paquistão para negociar um cessar-fogo permanente com o Irã. A missão será liderada pelo vice-presidente J.D. Vance. Uma pane na torre de controle provocou o fechamento dos aeroportos de Guarulhos, Congonhas e Campinas, interrompendo pousos e decolagens, segundo funcionário da Latam. A paralisação afetou as operações aéreas e gerou impacto imediato no fluxo de voos. Ainda não há previsão oficial para normalização. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Morning Show
Pane em torre de controle gera fechamento de aeroportos

Morning Show

Play Episode Listen Later Apr 9, 2026 120:01


Confira no Morning Show desta quinta-feira (09): Uma pane na torre de controle provocou o fechamento dos aeroportos de Guarulhos, Congonhas e Campinas, interrompendo pousos e decolagens, segundo funcionário da Latam. A paralisação afetou as operações aéreas e gerou impacto imediato no fluxo de voos. Ainda não há previsão oficial para normalização. A influenciadora digital Martha Graeff quebrou o silêncio e falou pela primeira vez, de forma aberta, sobre o seu antigo relacionamento com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Martha decidiu expor a situação e dar a sua versão dos fatos, trazendo à tona os limites da privacidade e a violenta exposição que figuras públicas enfrentam após o término de relacionamentos com pessoas de grande poder de influência no mercado financeiro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que vai conversar com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para marcar uma sessão do Congresso Nacional voltada à análise de vetos presidenciais. Entre os temas está o veto ao chamado PL da Dosimetria, barrado pelo presidente Lula. A proposta tratava da redução de penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro. Para ajudar a destrinchar o cenário polarizado e os rumos das eleições deste ano, o programa recebe um dos nomes mais experientes da política nacional: o deputado federal Aécio Neves. Com um currículo de peso que inclui mandatos como governador de Minas Gerais, senador e uma disputa histórica pela Presidência da República, o "mineirinho" traz sua visão estratégica para a bancada. Para ajudar a destrinchar o cenário polarizado e os rumos das eleições deste ano, o programa recebe um dos nomes mais experientes da política nacional: o deputado federal Aécio Neves. Com um currículo de peso que inclui mandatos como governador de Minas Gerais, senador e uma disputa histórica pela Presidência da República, o "mineirinho" traz sua visão estratégica para a bancada. A cantora Luísa Sonza revelou ter se tornado uma verdadeira prisioneira em sua própria casa. Durante participação recente em um podcast, ela abriu o coração sobre o peso da fama e o impacto devastador dos ataques que sofre constantemente na internet. Luísa afirmou ter desenvolvido um medo real de sair às ruas devido ao excesso de críticas e julgamentos pesados do público. A Casa Branca anunciou que uma delegação dos Estados Unidos viajará ao Paquistão para negociar um cessar-fogo permanente com o Irã. A missão será liderada pelo vice-presidente J.D. Vance. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.

Naruhodo
Naruhodo Entrevista #61: Carolina Parreiras

Naruhodo

Play Episode Listen Later Feb 16, 2026 88:22


Na série de conversas descontraídas com cientistas, chegou a vez da Antropóloga, Mestra e Doutora, com Pós-Doutorados pela Unicamp, USP e Columbia University (NY-EUA), Coordenadora de Projeto Jovem Pesquisador da FAPESP, Carolina Pareiras.Só vem!>> OUÇA (88min 23s)*Naruhodo! é o podcast pra quem tem fome de aprender. Ciência, senso comum, curiosidades, desafios e muito mais. Com o leigo curioso, Ken Fujioka, e o cientista PhD, Altay de Souza.Edição: Reginaldo Cursino.http://naruhodo.b9.com.br*Carolina Parreiras Silva possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (2005), Mestrado (2008) em Antropologia Social e Doutorado em Ciências Sociais (2015), todos pela mesma universidade.Como parte do doutorado, foi uma das participantes do Summer Doctoral Programme, promovido anualmente pelo Oxford Internet Institute da Universidade de Oxford (Inglaterra).Tem experiência docente e de pesquisa na área de Ciências Sociais, com ênfase em Antropologia, Gênero, Sexualidade e estudos de internet, contando com vários artigos e papers publicados em periódicos e livros nacionais e internacionais.De 2013 a 2016, atuou como gestora e consultora para projetos sociais em organização do terceiro setor.Foi pesquisadora de pós-doutorado (bolsista Fapesp) do Departamento de Antropologia, da Universidade de São Paulo - USP (2016 - 2020) e professora colaborado do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Unicamp (2017 - 2020).Foi Visiting Scholar no Institute of Latin American Studies (ILAS) da Columbia University in the City of New York (2019 - 2020).Foi pesquisadora de pós-doutorado do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Unicamp (2021 - 2022).É coordenadora do Comitê Antropologia Digital Divulgação Científica da Associação Brasileira de Antropologia e também da Anpocs Pública.É também coordenadora de projeto Jovem Pesquisador da Fapesp no Departamento de Antropologia da USP e também do LETEC - Laboratório Etnográfico de Estudos Tecnológicos e Digitais.Finalmente, é pesquisadora colaboradora do departamento de Antropologia da USP e do PPGAS - USP, onde atua como orientadora de mestrado.Lattes: http://lattes.cnpq.br/9058475337040782*APOIE O NARUHODO!O Altay e eu temos duas mensagens pra você.A primeira é: muito, muito obrigado pela sua audiência. Sem ela, o Naruhodo sequer teria sentido de existir. Você nos ajuda demais não só quando ouve, mas também quando espalha episódios para familiares, amigos - e, por que não?, inimigos.A segunda mensagem é: existe uma outra forma de apoiar o Naruhodo, a ciência e o pensamento científico - apoiando financeiramente o nosso projeto de podcast semanal independente, que só descansa no recesso do fim de ano.Manter o Naruhodo tem custos e despesas: servidores, domínio, pesquisa, produção, edição, atendimento, tempo... Enfim, muitas coisas para cobrir - e, algumas delas, em dólar.A gente sabe que nem todo mundo pode apoiar financeiramente. E tá tudo bem. Tente mandar um episódio para alguém que você conhece e acha que vai gostar.A gente sabe que alguns podem, mas não mensalmente. E tá tudo bem também. Você pode apoiar quando puder e cancelar quando quiser. O apoio mínimo é de 15 reais e pode ser feito pela plataforma ORELO ou pela plataforma APOIA-SE. Para quem está fora do Brasil, temos até a plataforma PATREON.É isso, gente. Estamos enfrentando um momento importante e você pode ajudar a combater o negacionismo e manter a chama da ciência acesa. Então, fica aqui o nosso convite: apóie o Naruhodo como puder.bit.ly/naruhodo-no-orelo