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Barbacena

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LendaCast
HISTÓRIAS SOBRENATURAIS DE UM COVEIRO com Páullo Okara | LendaCast #295

LendaCast

Play Episode Listen Later May 27, 2026 187:42


Hoje recebi no LendaCast o coveiro Páullo Lima Okara. Ele contou histórias de assombração e falou sobre tudo o que acontece no cemitério onde trabalha, em Barbacena, Minas Gerais

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Oxigênio
#217 – Daniela Arbex: entre páginas de livros e jornais

Oxigênio

Play Episode Listen Later Apr 16, 2026 28:02


Daniela Arbex é uma jornalista renomada por seus trabalhos cobrindo grandes tragédias da história brasileira, como o caso do Hospital Psiquiátrico de Barbacena, os incêndios da Boate Kiss e do Ninho do Urubu e o rompimento da barragem de Brumadinho. Em entrevista exclusiva para o Oxigênio, Arbex conta sobre seu processo de escrita, dos cuidados que tem ao tratar de temas tão sensíveis e de como podemos desenvolver outros olhares para produções jornalísticas. _____________________________________________________________________ ROTEIRO DANIELA: Eu acho que é sempre um chamamento para mim, tem que ser assim, porque é muito difícil você ficar tanto tempo dedicado a temas tão densos, se aquilo não fizer sentido para você ou você não tiver um comprometimento com aquela história. Então eu acho que para mim, inicialmente, o mais importante é que o que eu vá fazer, tenha relevância social e pública, isso é fundamental, porque existem grandes histórias, mas eu acho que esse caráter, esse viés da da de uma prestação de serviço é importante, e eu acho que os temas eles acabam nascendo para mim. MAYRA: Já imaginou como é escrever sobre temas como um holocausto num hospital psiquíatrico, o deslizamento de uma barragem de minério ou um incêndio que deixou centenas de pessoas mortas? A gente entrevistou a Daniela Arbex, autora de Holocausto Brasileiro, Arrastados e Todo dia a mesma noite, e ela contou um pouco sobre seu processo de escrita, falou do comprometimento necessário pra cobrir tragédias nacionais e das diferenças que sente entre a literatura e o jornalismo cotidiano.  DANIELA: Mas eu vivi uma um tempo de ouro do jornalismo nesse sentido, em que a gente acreditava que o que a gente fazia ia mudar as coisas e que realmente a gente conseguia efetivamente mudar. Então eu tenho matérias no jornal das quais eu me orgulho muito. E é claro que o livro ele te dá uma visibilidade maior, um tempo maior que você consiga se aprofundar naquele tema, a ponto daquele livro virar uma referência para uma determinada área do conhecimento. Mas eu também fazia isso no jornalismo.  MAYRA: Eu sou a Mayra Trinca, bióloga e comunicadora de ciência e você já deve me conhecer aqui do Oxigênio.  [VINHETA]  MAYRA: Vamos do começo…  DANIELA: Então, eu sou Daniela Arbex, jornalista, escritora e documentarista. Eu trabalhei 23 anos no jornal diário no interior de Minas Gerais, chamado Tribuna de Minas e atualmente eu trabalho com a literatura. MAYRA: Você provavelmente já ouviu falar na Daniela. Talvez já tenha lido alguma obra dela  MAYRA: Se não leu, eu recomendo!  MAYRA: A Daniela tem hoje seis livros publicados, o primeiro, Holocausto Brasileiro, foi e ainda é um grande sucesso de vendas no Brasil. Ele conta a história do Hospital Colônia de Barbacena, onde aconteceram mais de 60 mil mortes entre 1930 e 1980. A maioria dos livros tratam de episódios dolorosos da história brasileira, como o incêndio na Boate Kiss, em 2013 em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, que deixou 242 pessoas mortas e mais de 600 feridas. Ou o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, em 2019, que levou 272 pessoas, além de deixar outras centenas desabrigadas e causar um impacto imensurável no Córrego do Feijão. Já sua obra mais recente conta sobre o incêndio que matou 10 meninos no alojamento do Flamengo, no Rio, também em 2019. E isso não é coincidência.  DANIELA: Eu falo que a literatura me ajudou a descobrir um dos papéis mais importantes do jornalismo que é a construção da memória coletiva do Brasil. MAYRA: Essa memória coletiva é um eterno lembrete. Eventos assim precisam ser constantemente lembrados e relembrados para tentarmos evitar que eles se repitam. Mas, como você bem pode imaginar, escrever sobre temas assim não é nenhuma tarefa fácil, envolve muito tempo se debruçando sobre dados, falando com pessoas que foram vítimas ou perderam entes queridos nas tragédias. Sem falar no peso da responsabilidade de retratar essas histórias.  DANIELA: Eu falo muito uma frase que virou um pouco de chavão, mas é muito real, que nem sempre a jornalista que escolhe as histórias que ele vai contar. Eu me sinto escolhida pelas histórias, porque são temas que me atravessaram e que se apresentaram para mim. Por isso que eu falo que um livro, ele tem que nascer para você. MAYRA: Pra escrever sobre temas tão densos, a gente precisa encontrar uma conexão com a história. Às vezes, a gente escolhe uma pauta, às vezes, ela se impõe de alguma maneira. De qualquer forma, pra Daniela, é função do jornalista mostrar a relevância daquele assunto.  DANIELA: Eu sempre defendi as histórias que eu queria contar, sempre. Seja no jornal, seja na na literatura. Por exemplo, falar de população carcerária, nossa, era quase um assunto tabu no jornal Não, por quê? Porque o nosso leitor é um leitor de classe média que não queria nem saber o que estava acontecendo dentro das cadeias brasileiras, entendeu? Então, assim, ah não não rende, não vende, mas é necessário.  MAYRA: A gente não tá querendo dizer aqui que isso é fácil. Ainda mais no dia a dia do jornal, que pode ter um ritmo de trabalho bem corrido.  DANIELA: Porque você tem um ritmo industrial ali para cumprir. E o jornal tem que tá na banca no dia seguinte, não tem essa: “Ah, esse tema não mexe tanto comigo quanto, né?”  MAYRA: Mas também é importante lembrar que a gente tem brechas. E aprender a usar essas brechas.  DANIELA: Então eu fazia, mas eu entendi muito cedo que se eu apresentasse as pautas que eu gostaria de cobrir, eu teria mais chance de estar fazendo coberturas que me interessassem mais e que eu achasse mais relevante. E aí eu comecei então a apresentar temas e apresentar pautas e aí não dá não dá tempo para os meus editores me pautarem. Porque eu já chegava com a pauta, com a ideia pronta e assim, e não não podia ser só uma ideia. Tinha que ser uma ideia com uma produção já feita, que se sustentasse, porque tinha que dali tinha que sair uma manchete do jornal. Então eu fazia o dever de casa. MAYRA: Claro que as realidades de cada jornal é muito diferente, mas a Daniela disse que sempre teve muita sorte na profissão.  DANIELA: Eu vou te dizer que eu tive a felicidade e eu sei que isso é muito raro de fazer muito mais coisas que eu gostaria do que de fazer alguma coisa que eu não gostasse ou que que não tivesse é dentro da minha zona de interesse, entendeu?  MAYRA: Na conversa que a gente teve, deu pra perceber que ela tem muito orgulho dos anos que passou trabalhando na Tribuna de Minas, com o jornalismo diário.  DANIELA: Eu trabalhava em pautas locais que eu acabava pela repercussão que essas matérias tinham, elas acabavam tendo repercussão nacional. A gente conseguiu fazer isso várias vezes, vezes em que nós tivemos matérias que levaram advogados para cadeia e que nós tivemos matéria em que a gente tirou pessoas inocentes da cadeia e que tiveram repercussão nacional. MAYRA: E boa parte disso tem a ver com o olhar que a Daniela sempre teve pras histórias que tava contando. Assim como ela disse lá no começo, pra ela, a realização no trabalho sempre teve muito a ver com esse olhar mais cuidadoso com as histórias e, principalmente, com as pessoas envolvidas. Eu perguntei pra ela se, mesmo no ritmo meio caótico do jornalismo, era possível ter esse cuidado e dedicação com as pautas que ela consegue ter hoje com os livros.  DANIELA: Dá para ter outro olhar mesmo no jornalismo diário. Eu falo muito sobre isso assim, que foi um casamento perfeito. Eu fui muito feliz no jornalismo diário, amava fazer o que eu fazia e eu não tinha muito tempo para pensar ou lamentar a falta de condição, a falta de espaço. Eu criava o espaço. Então assim, não foram muitas vezes, mas nós tivemos, por exemplo, matérias, séries que começaram com uma matéria de cinco páginas de jornal, que foi meu primeiro prêmio MS. A série Dossiê Santa Casa, a primeira matéria, nunca vamos esquecer, fevereiro de 2000, a gente ocupou cinco páginas do jornal, 10 horas da manhã, já não tinha mais nenhum jornal na banca, nenhum jornal na banca. É, eles já tinham se esgotado e foi assim um fenômeno. Então assim, claro, eu tive Quanto tempo eu tive para fazer? Eu tive três meses para fazer essa série, essa matéria, que começou com uma matéria e depois virou uma série de 50 matérias, né? É, mas dá para fazer. Dá para você virar também uma referência com esse tipo de trabalho. A gente conseguiu coisas incríveis com essa série. A gente conseguiu fazer um hospital, uma filantrópica que era muito importante para o sistema único de saúde não fechar, porque ela tava em vias de fechamento. MAYRA: E, apesar de hoje ela estar dedicada à literatura, inclusive com livro novo vindo aí, a Daniela disse que o tempo que passou trabalhando com o jornalismo diário foi fundamental pra aprender a contar essas histórias com outros olhares.  DANIELA: Então o que você tem que que pensar é como eu vou contar essa história e através de quem eu vou contar essa história. [sobe trilha] DANIELA: Eu acho que o que eu procuro, ao contar essas histórias, é sempre buscar e preservar a humanidade dos sujeitos, sempre. MAYRA: Antes da nossa entrevista, eu assisti uma palestra que a Daniela apresentou pros alunos aqui do Labjor. E o que mais me chamou atenção das falas dela foi justamente a atenção que ela procura dar pras vítimas da história que ela tá contando. Os livros dela tem um pouco esse diferencial, um protagonismo pras pessoas que a gente não vê em qualquer lugar. Lembra que ela disse que as histórias meio que surgem pra ela? Esse surgir não é uma coisa meio mágica, de que de repente vem uma ideia genial. Tem a ver justamente de um olhar atento pras histórias que tão ali meio despercebidas. Ela deu o exemplo do livro Cova 312 e como a pauta apareceu pra ela através de uma matéria falando sobre a abertura de requerimentos de vítimas da ditadura diante do Governo de Minas.  DANIELA: Por conta dessa matéria de jornal me interessei em contar as histórias de pessoas que foram torturadas no período e ao mergulhar nessas histórias, eu acabei entrando no coração de Linhares, que é a maior penitenciária, é uma das maiores penitenciárias políticas de Minas e descobrir que esse militante morreu lá dentro, foi o militante que integrou a primeira guerrilha contra a ditadura, que foi a guerrilha do Caparaó, mas o corpo dele tinha desaparecido. MAYRA: Ou a história do Arrastados, em que ela recebeu nas redes sociais um pedido de ajuda, da família de uma menina que estava desparecida depois do rompimento da barragem  DANIELA: E eu fiquei muito mexida quando eu vi a foto da Isabela, que era de uma menina muito jovem vestida de noiva. E eu falei: “Nossa, se um dia eu contar essa história, a primeira família que eu vou procurar vai ser a família da Isabela” MAYRA: Esse é o diferencial do modo de contar da Daniela. Ela não começa pelo acontecimento, pelo aspecto mais amplo. Mas pelas pessoas.  DANIELA: Então, todo mundo tem uma história para contar, de que maneira aquela pessoa que foi, que passou por uma tragédia, ela foi afetada por aquilo, mas quem é essa pessoa? Ela nasce no momento da tragédia, o nosso grande crime, entre aspas, tá, gente? Só pra gente entender. O nosso grande pecado enquanto jornalistas é reduzir aquela pessoa ao momento da tragédia. E ela é muito mais do que aquele momento. Ela já existia antes, ela tinha uma história, ela tinha sonhos. Então, quando você consegue enxergar esse sujeito e todas as complexidades da vida dele, eu acho que você consegue prestar um serviço de relevância e dar protagonismo para essas pessoas. Para mim eu quero gastar e usar meu tempo dando protagonismo para a vítima, que é tão silenciada, que já vive um apagamento social, que vive uma saga infinita para conseguir uma coisa que a gente ainda não conseguiu no Brasil, que é responsabilizar os autores de crimes.  MAYRA: Nesse ponto a gente consegue entender bem a ideia de memória coletiva que a Daniela citou lá no começo. Ao aprofundar nas pautas por uma perspectiva mais humanizadora, a gente consegue criar vínculos mais fortes com essas histórias e isso ajuda a mantê-las vivas. Essa forma de retratar as pessoas também é muito importante quando a gente fala de grupos vulnerabilizados. DANIELA: Ninguém quer falar de adolescente em conflito com a lei, né? Ainda mais uma sociedade que é super menorista, né? Que vem, que tem um ranço do código de menores e tal. E eu me lembro que a gente fez uma matéria, porque eles estavam acautelados irregularmente na cadeia pública junto com adultos. Isso era um crime. Olha, você não queira saber a repercussão dessa matéria, que era uma matéria que ninguém queria fazer, ninguém queria falar, todo mundo passava pano para aquilo, fazia vista grossa e o próprio jornal não se interessou muito, mas quando a gente foi contar a história desses adolescentes e mostrar que antes deles serem autores, eles foram vítimas, a gente conseguiu pela primeira vez fazer com que a população olhasse para esses adolescentes sem ódio, sem desejar que eles morressem. E foi um trabalho incrível. A gente conseguiu criar um centro de acautelamento para adolescentes, né? Que era um espaço próprio para que eles pudessem cumprir é a medida de privação de liberdade. Então, eu acho que o jornalismo é isso. Eu acho que ele tem esse poder, sabe? Tanto na literatura, quanto no jornal, no podcast. Ele Ele tem o poder da palavra. A palavra, ela é muito potente. MAYRA: Só que pra fazer isso, é preciso um trabalho muuito meticuloso e cuidadoso de investigação. Ela falou sobre isso comentando do novo livro que vem por aí.  DANIELA: Porque quando você reconstitui uma história de alguém, já tô eu dando spoiler aqui, você precisa, é, ter um nível de pesquisa que é o mesmo nível de pesquisa de uma uma grande denúncia, entendeu? Então, não existe algo que não vai ficar, é, é, que você não consiga colocar de pé ou que não tenha, é, profundidade suficiente para se tornar um grande livro. Isso é bobagem. É a sua pesquisa, a sua investigação, é o teu texto. É isso que vai transformar uma história que pode ser simples numa grande história. [sobe trilha] MAYRA: A gente quis saber como é esse processo de pesquisa e apuração pra Daniela.  DANIELA: Eu começo, é, procurando e priorizando quem me responde, quem tá interessado em falar. MAYRA: Parece meio óbvio, né, mas a gente precisa lembrar que estamos falando de temas bem sensíveis e que muitas pessoas estão ainda sofrendo com tragédias que mudaram completamente suas vidas. Nem todo mundo se sente à vontade pra conversar sobre. DANIELA: Você tem inúmeras famílias envolvidas naquilo e aí você começa a procurar pessoas e você vai investir naquelas que te deram retorno, que querem falar e depois você vai investir o seu tempo naquelas que não querem falar, mas cujo testemunho é fundamental e você vai tentar falar com essas pessoas. É quase um novelo que você vai puxando o fio no começo tá totalmente enrolado, ele você não acha a ponta. Depois você acha a ponta e você começa delicadamente a desenrolar esse novelo porque é complexo. E aí você vai vendo o seguinte, o que que eu já tenho de informação e o que que eu não tenho que eu preciso ter, porque eu não posso ter furo nessa minha pesquisa. No caso do Flamengo, do Ninho do Urubu, eu falei com todas as famílias, as 10. Consegui falar com as 10, porque não fazia sentido com o número de vítimas muito menor do que Brumadinho, eu falar com nove famílias com cinco. Não era justo, não era ético. As 10 tinham que falar. E tinha uma especificamente que até o final me deu um trabalho uma canseira, não queria falar e com muita resistência e até que eu cheguei no limite do tempo e falei: “Olha, tipo 8 meses depois, procurando por eles”, falei: “Olha, eu preciso fechar minhas entrevistas e vai ser muito ruim contar a história de nove meninos, porque são 10, mas se vocês não falarem, eu vou contar de nove, infelizmente. MAYRA: E aí, não podemos negar, né, tá uma grande diferença no ritmo de trabalho. Lembra que a Daniela falou de uma grande reportagem pro jornal, que ela teve três meses pra escrever? Isso é um tempo gigante pro jornalismo diário. Já pros livros, ela consegue ter mais tempo pra fazer esse tipo de investigação.  DANIELA: Então assim, eu fiz primeiro as famílias, depois eu fui fazer todo o trabalho de de ouvir o Ministério Público, depois eu fui fazer o trabalho de ouvir a Polícia Civil que tinha feito uma investigação inicial, para tentar entender qual era a linha de raciocínio que a Polícia Civil fez, depois a gente foi falar com o judiciário, depois a gente começou uma pesquisa que envolvia a prefeitura de Olha quantas camadas. Então, assim, na verdade, é tanta gente envolvida que você tem que tentar abraçar tudo. Às vezes, você não vai conseguir falar com todo mundo. Então, eu tentei, por exemplo, fazer entrevistas presenciais com a prefeitura eh do Rio, que tinha concedido eh eh tinha dado inúmeras oportunidades para o Flamengo, multou, multou, multou e não tomou uma medida mais eficiente. Chegou a interditar no papel o centro de treinamento, mas não na prática, o centro de treinamento continuou funcionando. Eu tinha que entender porque que eles foram tão omissos, né? A gente não conseguiu. A prefeitura não falou. E eu vou deixar de dizer que a prefeitura foi omissa, eu tinha documentos que mostravam isso.  MAYRA: Mesmo com mais tempo, nunca dá pra cobrir tudo nos mínimos detalhes. Seja porque algumas partes envolvidas não querem participar, como a prefeitura do Rio, seja porque ainda há um limite de tempo ou de recursos.  DANIELA: por exemplo, em Brumadinho, eu não tive braço para entrevistar a população ribeirinha que foi afetada pela contaminação do Rio Paraopeba, que era uma uma frente importante, mas você também precisa fazer algumas escolhas, porque senão você vai falar de tudo e não vai falar de nada. Você tem que falar de alguma coisa com profundidade. Então qual foi a minha escolha narrativa no caso de Brumadinho? Eu quero falar com qualidade, é, e com competência do resgate que foi feito, do trabalho do IML e aí eu me concentrei naquilo.  MAYRA: Pode ter um limite de habilidade também, o jornalismo tem uma série de especializações e mesmo o trabalho de escrita de um livro às vezes precisa ser colaborativo.  DANIELA: No, no Arrastados, por exemplo, eu tive que fazer um, um recorte econômico que era sobre as ações da Vale, quantas ações da Vale aumentaram naquele, no ano em que morreram 270, 272 pessoas e eu não tenho qualificação para isso, eu não entendo nada de ação e tal. A gente contratou alguém que sabia fazer isso e que fez com maestria, que é o Marcelo Soares. E tá tudo certo. Então, assim, a gente não tem que dar conta de tudo. A gente tem que ter um recorte possível para contar uma história. MAYRA: Essa fala da Daniela dá uma dimensão da quantidade de dados e informações que ela precisa lidar em cada livro. Ela contou que tem pilhas e pilhas de arquivos com as transcrições das entrevistas e toda a apuração de cada caso. E que ainda guarda tudo isso em casa.  DANIELA: Eu acho que uma coisa que eu levei do jornalismo para literatura, que foi fundamental, foi a questão então da disciplina, no processo de escrita, de você ter que se organizar diante de múltiplas informações, assim, de que por onde eu vou começar. Então eu fazia já isso no jornalismo diário, claro, precariamente, porque eu não tinha muito tempo, mas de que que que eu vou abordar nessa matéria, na matéria principal, na minha retranca, é, o desdobramento, daí eu vou fazer o que nesse desdobramento? Então eu passei a fazer isso na literatura, um esqueleto, a partir de toda quando a minha apuração tá pronta, para eu, a partir desse esqueleto, pensar o que que eu quero contar nessa história, como é que eu vou abrir a minha história, nesse o primeiro capítulo eu vou trazer o quê, o segundo, o terceiro. Esse esqueleto é fundamental para você conseguir fazer um livro, porque fazer um livro não é sentar diante do computador e começar a escrever achando que você vai igual eh eh escritor americano em frente à praia, olhando pro mar e que aquilo vai brotar, não brota não.  MAYRA: Foi graças a essa organização que ela conseguiu visualizar como ia contar a história de Arrastados, por exemplo.  DANIELA: Depois que a minha apuração ficou pronta, eu percebi que eu tinha as 96 horas pós-rompimento quase que em tempo real. Então eu falei: “Eu vou contar a história por aqui”.  MAYRA: Há uma certa discussão no mundo do jornalismo se o jornalismo literário é ou não jornalismo. Mas, ouvindo a Daniela, pra mim dá pra perceber que as práticas, os modos de fazer, são basicamente os mesmos. A gente pode mudar a forma de apresentar, tentar reconstruir a história de uma forma que a entrega dela pro público ganhe novos aspectos, mas ainda é um serviço de informar, e de informar bem.  DANIELA: O que eu acho que eu não posso perder enquanto jornalista é o meu foco é no compromisso de entregar um conteúdo de qualidade.  [sobe trilha] DANIELA: Expectativa zero quando eu lancei. Eu não conhecia o mercado editorial. Aliás, foi assim, é até uma ingenuidade da minha parte, sabe? Quando a gente lançou o Holocausto, porque eu não sabia nada do mercado e não tinha expectativa nenhuma. Eu simplesmente queria que esse livro fosse publicado, porque eu entendia que era um tema muito muito grandioso para ficar restrito a uma série de jornal.  MAYRA: Eu quis saber, durante a entrevista, o que mudou na forma de escrever da Daniela quando ela passou do jornalismo diário para os livros.  DANIELA: No jornal você precisa no lide, né, que para quem não sabe, a abertura da matéria, responder todas as perguntas numa única frase, né? Como, quando, onde, porquê e tal. É, e aí você tem que entregar tudo ali para que, que aquela pessoa se interesse em continuar lendo. No livro não, você não tem a obrigação de responder nada, muito pelo contrário, você pode começar colocando 1.000 dúvidas no leitor, ele te dá essa oportunidade, você tem tempo para trabalhar esse texto. É diferente, totalmente diferente um texto literário de um texto jornalístico. MAYRA: A Daniela contou que, conforme ela foi se aprofundando na escrita literária, ela começou a se preocupar mais com estratégias que fariam o leitor chegar até o final do livro.  DANIELA: Então, você tem que apresentar alguma coisa que vá surpreender o leitor. O Cova 312, é minha preocupação, será que o leitor vai gostar? Era que ele virasse a página e aí isso é muito assustador, muito mesmo, porque você fica querendo repetir aqueles números que foram extraordinários. MAYRA: Especialmente porque o primeiro livro, o Holocausto Brasileiro, foi um grande sucesso de vendas e é até hoje uma das obras mais populares dela.  DANIELA: E isso gerou muitas questões. Assim, uma cobrança imensa, tanto minha quanto do público, quanto da própria editora que me publicou pela primeira vez, de que o outro livro repetisse sucesso do Holocausto. Isso não aconteceu. E aí foi uma outra lição, do tipo, nem todo livro vai fazer o mesmo sucesso do Holocausto e tá tudo bem, porque o Holocausto é um ponto fora da curva. O Cova não foi esse sucesso imenso de vendas que foi o o Holocausto, mas ele ganhou o prêmio Jabuti. Ele é uma referência, ele mudou um capítulo da ditadura brasileira. Então, assim, do que que a gente tá falando? A gente tá falando de números de dinheiro, a gente tá falando de uma repercussão social, humana, de uma pesquisa, de uma documentação que virou pesquisa histórica, entendeu? MAYRA: Mais uma vez, a gente pode tocar aqui no ponto da memória. Ainda que um livro não bata um recorde de vendas, ele ainda tem uma função muito importante de abrigar uma informação do tempo. De manter ela ali, disponível e bem detalhada, pra quem precisar dela.  DANIELA: Eu fiz um evento numa livraria aqui em Campinas e na plateia tava uma uma resgatista do Samu, uma médica. E ela disse assim: “todo mundo que é resgatista tinha que ler o Arrastados”. Então assim, é isso, é você fazer uma pesquisa que ela vire uma referência para uma área.  MAYRA: A gente também precisa entender que cada livro é um livro, e tem muitos fatores que influenciam no sucesso. O momento político e econômico, a cultura da leitura, o tema do livro…  DANIELA: Se ele vai acontecer, se ele vai explodir, se ele vai vender muito, se ele não vai, isso não não diz mais respeito a mim. Entendeu? Vai além do trabalho do autor, sabe?  MAYRA: E mudar um pouco essa perspectiva também ajuda a ter um outro olhar pro texto, a entender que dá pra testar coisas diferentes com a escrita e aprimorar mesmo essa técnica.  DANIELA: O que a literatura me deu foi, é, tempo para amadurecer esse texto, para criar eu não gosto dessa palavra técnica não, mas para encontrar meios e formas de fazer com que aquela história é que o leitor siga virando a página, porque se você entregar tudo no primeiro capítulo, essa pessoa não vai continuar lendo aquele livro, por melhor que seja o livro, então você tem que costurar as histórias. E isso é bem complexo e a literatura me deu tempo para aprender a fazer isso, né? DANIELA: Isso também é muito gostoso, porque escrever é sofrimento, né? Não tem jeito. É muito sofrimento, mas também ao mesmo tempo que é sofrimento é muito prazeroso. Quando você consegue fazer uma narrativa que faça com que a pessoa consiga visualizar o que ela tá lendo, imaginar o que ela tá lendo, cheirar o que ela tá lendo, é isso é realmente é muito poderoso. Então eu acho que a literatura me deu essa chance de aprender a fazer, e tô aprendendo até hoje, né? [sobe trilha]  MAYRA: Esse episódio foi produzido por mim, Mayra Trinca, com ajuda do meu amigo Rafael Revadam, que também já fez parte da equipe aqui do Oxigênio. O roteiro e a edição, são meus. A vinheta do Oxigênio é do Elias Mendez. A trilha sonora é do BlueDotSessions, e os créditos estão no roteiro do episódio. O Oxigênio é apoiado pela Secretária Executiva de Comunicação da Unicamp e coordenado pela Simone Pallone.  MAYRA: Obrigada por ouvir e até o próximo episódio!  [VINHETA FIM] Músicas:  Lo Margin The Gran Dias  

Colecionador de Ossos
HOSPÍCIO DE BARBACENA: O INFERNO EM NOSSA TERRA

Colecionador de Ossos

Play Episode Listen Later May 15, 2025 42:00


Neste episódio, contamos a história de um dos capítulos mais sombrios da saúde pública brasileira: os horrores vividos por milhares de pessoas internadas no Hospital Colônia de Barbacena. Traçamos uma linha do tempo desde as primeiras internações até o fechamento da instituição, passando por denúncias, violações de direitos humanos e a luta por mudanças no sistema psiquiátrico.

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
#185 A importância dos Museus, sobretudo, Museus Itinerantes (projeto aprovado via Lei Aldir Blanc, 2024)

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later Jan 6, 2025 4:55


A importância dos Museus, sobretudo, Museus Itinerantes (projeto aprovado via Lei Aldir Blanc, 2024)Em dezembro de 2024 e janeiro de 2025, o programa “5 minutos de Ciência no seu dia a dia, com Dr. Delton Mendes”, que circula na rádio 93 FM de Barbacena e no Podcast “Falando de Ciência e Cultura”, discutiu temas que relacionam Cultura, Ciência e Educação, a partir de projeto aprovado via Lei Aldir Blanc, nível Municipal, que envolveu também o Museu de Ciências Naturais Itinerante de Minas Gerais. Com debates que permearam desde a Evolução humana, biológica e cultural, até dimensões diversas sociológicas, políticas e outras, o quadro circulou para milhares de ouvintes em Minas Gerais. Bora ouvir? Disponível no Spotify e diversos outros aplicativos de áudio!

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
#187 Evolução Cultural Humana (mais um programa com apoio da Lei Aldir Blanc, 2024)

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later Jan 6, 2025 5:08


Evolução Cultural Humana (mais um programa com apoio da Lei Aldir Blanc, 2024)Em dezembro de 2024 e janeiro de 2025, o programa “5 minutos de Ciência no seu dia a dia, com Dr. Delton Mendes”, que circula na rádio 93 FM de Barbacena e no Podcast “Falando de Ciência e Cultura”, discutiu temas que relacionam Cultura, Ciência e Educação, a partir de projeto aprovado via Lei Aldir Blanc, nível Municipal, que envolveu também o Musei de Ciências Naturais Itinerante de Minas Gerais. Com debates que permearam desde a Evolução humana, biológica e cultural, até dimensões diversas sociológicas, políticas e outras, o quadro circulou para milhares de ouvintes em Minas Gerais. Bora ouvir? Disponível no Spotify e diversos outros aplicativos de áudio!

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
#186 Ciência, Religião e a Cultura (mais um programa veiculado em dezembro de 2024 e que fez parte de projeto aprovado via Lei Aldir Blanc)

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later Jan 6, 2025 5:20


Em dezembro de 2024 e janeiro de 2025, o programa “5 minutos de Ciência no seu dia a dia, com Dr. Delton Mendes”, que circula na rádio 93 FM de Barbacena e no Podcast “Falando de Ciência e Cultura”, discutiu temas que relacionam Cultura, Ciência e Educação, a partir de projeto aprovado via Lei Aldir Blanc, nível Municipal, que envolveu também o Musei de Ciências Naturais Itinerante de Minas Gerais. Com debates que permearam desde a Evolução humana, biológica e cultural, até dimensões diversas sociológicas, políticas e outras, o quadro circulou para milhares de ouvintes em Minas Gerais. Bora ouvir? Disponível no Spotify e diversos outros aplicativos de áudio!

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
#184 Ciências Naturais e Cultura (parte do projeto aprovado via Lei Aldir Blanc 2024)

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later Jan 6, 2025 5:02


Como os estudos acerca das Ciências Naturais influenciam e são influenciados pela Cultura?Ciências Naturais e Cultura (parte do projeto aprovado via Lei Aldir Blanc 2024)Em dezembro de 2024 e janeiro de 2025, o programa “5 minutos de Ciência no seu dia a dia, com Dr. Delton Mendes”, que circula na rádio 93 FM de Barbacena e no Podcast “Falando de Ciência e Cultura”, discutiu temas que relacionam Cultura, Ciência e Educação, a partir de projeto aprovado via Lei Aldir Blanc, nível Municipal, que envolveu também o Museu de Ciências Naturais Itinerante de Minas Gerais. Com debates que permearam desde a Evolução humana, biológica e cultural, até dimensões diversas sociológicas, políticas e outras, o quadro circulou para milhares de ouvintes em Minas Gerais. Bora ouvir? Disponível no Spotify e diversos outros aplicativos de áudio!

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
#183 Museu de Ciências Naturais Itinerante de Minas Gerais e a Lei Aldir Blanc

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later Jan 6, 2025 5:00


Museu de Ciências Naturais Itinerante de Minas Gerais e a Lei Aldir BlancEm dezembro de 2024 e janeiro de 2025, o programa “5 minutos de Ciência no seu dia a dia, com Dr. Delton Mendes”, que circula na rádio 93 FM de Barbacena e no Podcast “Falando de Ciência e Cultura”, discutiu temas que relacionam Cultura, Ciência e Educação, a partir de projeto aprovado via Lei Aldir Blanc, nível Municipal, que envolveu também o Museu de Ciências Naturais Itinerante de Minas Gerais. Com debates que permearam desde a Evolução humana, biológica e cultural, até dimensões diversas sociológicas, políticas e outras, o quadro circulou para milhares de ouvintes em Minas Gerais. Bora ouvir? Disponível no Spotify e diversos outros aplicativos de áudio!

FALA BRASIL
Pedestres são atropelados na rua Augusta, em SP / Documentário do PlayPlus revela abusos em centro psiquiátrico de Barbacena (MG)

FALA BRASIL

Play Episode Listen Later Nov 16, 2024 227:32


Confira no Fala Brasil deste sábado (16): Justiça de Portugal condena mulher por racismo contra filhos de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank. Jogadora de futebol do Corinthians atropela enfermeira em São Paulo. Estudo revela que a maioria dos novos casais se conheceu pela internet. Pedestres são atropelados após briga em balada na rua Augusta, em São Paulo. E ainda: Documentário do PlayPlus revela abusos durante décadas em centro psiquiátrico de Barbacena (MG).

PROJETO CONTATO PODCAST
096 - CASO BARBACENA

PROJETO CONTATO PODCAST

Play Episode Listen Later Oct 7, 2024 23:39


José Tadeu Alves concedeu uma entrevista ao quadro "Sem Limites" do programa Fantástico, da Rede Globo, onde relatou sua incrível experiência com extraterrestres vivida em Minas Gerais e, posteriormente, em Brasília. Seu primeiro encontro com ETs ocorreu em agosto de 1979, em Barbacena (MG), mas o contato mais significativo aconteceu em 1988, em uma localidade a 60 km de Brasília. ⁠https://www.youtube.com/watch?v=fazzva72yJ0⁠ Link da Live ⁠https://www.youtube.com/watch?v=7MqzvHY3sGA&t=854s⁠ Seja um apoiador!    ⁠⁠⁠https://apoia.se/projetocontatopodcast⁠ ⁠⁠   Você também pode contribuir seguindo e avaliando o podcast nas redes sociais, ajuda muito a chegar em mais pessoas que curtem o conteúdo.   Relatos para: ⁠⁠⁠projetocontatopodcast@gmail.com⁠⁠ Preencha o Questionário Ufológico e o Questionário Paranormal no link abaixo!   ⁠⁠https://linktr.ee/projetocontatopodcast⁠⁠⁠   Apresentação: Morgan Almeida Através do Apoio você pode fazer parte deste projeto e ajudando a manter a Regularidade e da alavancar novos trabalhos como o desenvolvimento do Livro sobre Ufologia Mineira que está sendo feito por mim!

Endörfina com Michel Bögli
#373 Kelly Pardini

Endörfina com Michel Bögli

Play Episode Listen Later Sep 26, 2024 114:05


Ela é filha única e cresceu em Barbacena, Minas Gerais. Desde cedo, apaixonou-se pelos esportes. Na escola, destacou-se no futsal e no handebol, enquanto, em casa, seu pai a introduzia ao futebol e brincava de ping-pong sobre a mesa de jantar. No ensino médio, participou de campeonatos de futsal, sempre com o apoio entusiasmado de seu pai. Após ser aprovada em um concurso, ingressou na Escola de Especialistas da Aeronáutica, em Guaratinguetá. Durante o curso, começou a correr e desenvolveu uma paixão pela corrida. Após se formar, mudou-se para Belo Horizonte, onde trabalhou como controladora de tráfego aéreo. Durante esse período, frequentava a academia, conciliando o trabalho com os estudos na faculdade de Engenharia Civil. Foi através de colegas de trabalho que redescobriu as corridas de rua, participando de provas de 5km, da Volta Internacional da Pampulha e até de uma meia maratona. Formada e cheia de planos, sua vida tomou um rumo inesperado em março de 2020, quando começou a sentir dificuldades ao correr. Após uma série de exames, foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin em estágio 4. Apesar do impacto inicial, reconectou-se com sua espiritualidade e, com o apoio da família, enfrentou o tratamento com coragem. Após seis meses, o câncer persistia. Em um momento de grande dor, uma semana antes de uma biópsia, perdeu seu pai, o que a abalou profundamente. Mesmo assim, seguiu em frente e passou por novos ciclos de tratamento, sem sucesso, até que, em 2022, submeteu-se a um transplante de medula óssea. Exatamente dois anos após o diagnóstico, recebeu a notícia da remissão completa do câncer, um dos momentos mais felizes de sua vida. Em junho de 2022, ingressou na liga de atletas transplantados e buscou o auxílio de uma assessoria esportiva, que a acolheu de braços abertos. Em dezembro do mesmo ano, completou novamente a Volta Internacional da Pampulha, um marco simbólico em sua recuperação. Com o apoio de seu treinador, aprendeu a nadar e a pedalar, estreando, logo em seguida, em sua primeira prova de triathlon. Hoje, conosco, está a segundo sargento da Aeronáutica, controladora de voo, engenheira civil, corredora, nadadora e triatleta transplantada. Ela se dedica à missão de divulgar a importância da doação de sangue, medula óssea e órgãos. Uma mulher que vive sua nova vida com saúde, paixão pelo esporte e a convicção de que nossos medos não podem ser maiores que nossos sonhos: a barbacenense Kelly Cristina Pardini. Inspire-se! SIGA e COMPARTILHE o Endörfina através do seu app preferido de podcasts. Contribua também com este projeto através do Apoia.se. Um oferecimento de @BOVEN_ENERGIA. Quando a paixão pelo esporte encontra a energia transformadora, nascem histórias inspiradoras e uma nova etapa do seu negócio está para começar! Sabia que no Mercado Livre de Energia, você está livre das Bandeiras Tarifárias e pode economizar até 40% na conta de energia? É uma alternativa inteligente para empresas que procuram eficiência energética, economia e compromisso com a sustentabilidade, contribuindo com a redução de emissões de carbono em nosso planeta. Com a Boven, você migra com segurança e tranquilidade, aproveitando todas as vantagens desse modelo. Descubra quanto o seu negócio pode economizar com o gerenciamento da Boven. De energia, a Boven entende! boven.com.br    

Espaço de Criação e Web Rádio Nós Na Fita
Amigos das Letras #38: Holocausto Brasileiro

Espaço de Criação e Web Rádio Nós Na Fita

Play Episode Listen Later Sep 23, 2024 29:00


O Amigos das Letras se propõe a falar sobre os grandes livros e autores da literatura. Nesta semana, falamos sobre o livro "Holocausto Brasileiro", de Daniela Arbex. O livro-reporatagem, lançado em 2013, denuncia os maus-tratos ocorridos no Hospital Colônia de Barbacena a partir de depoimentos de sobreviventes, ex-funcionários e pessoas diretamente envolvidas na rotina do maior hospício do Brasil. O Colônia foi responsável pela morte de 60 mil pessoas e chegou a arrecadar pelo menos 600 mil reais com a venda de corpos. Confira!

Répliques
Sur les pas de Stefan Zweig

Répliques

Play Episode Listen Later Sep 14, 2024 51:40


durée : 00:51:40 - Répliques - par : Alain Finkielkraut - Début 1942, Stefan Zweig, ayant fui l'Europe et le nazisme, rendait visite à Georges Bernanos, à Barbacena, au Brésil. Quatre ans plus tôt, à Londres, sur l'insistance de Dali qui idolâtrait Freud, Zweig présentait son ami peintre à l'analyste… Stefan Zweig ou les dernières années d'une vie. - réalisation : François Caunac - invités : Clémence Boulouque Écrivain; Sébastien Lapaque Ecrivain, journaliste

pas londres freud quatre dali zweig stefan zweig georges bernanos barbacena caunac
Paranormal FM
PNFM - EP083 - O Holocausto Brasileiro

Paranormal FM

Play Episode Listen Later Jun 7, 2024 80:18


Hoje na sua rádio paranormal, um dos piores e mais lamentável "capítulo" da história do Brasil, O Manicômio de Barbacena. Alerta de gatilho psicológico: A dramatização inicial traz tópicos sensíveis como abuso feminino, feminicídio e aborto, caso não queira ouvir, pule para 8 minutos e 20 segundos.=== APOIE O PARANORMAL FM ===Quer se tornar um apoiador deste projeto e nos ajudar a continuar melhorando a qualidade, além e se tornar uma peça importante na viabilização muitos outros projetos em diferentes mídias? Entre no nosso Apoia-se e faça parte da família Paranormal FM!https://apoia.se/paranormalfm=== Siga Paranormal FM nas redes sociais ===Instagram, Twitter e Facebook: @ParanormalFMEmail: paranormalfmpodcast@gmail.comSiga e avalie o Paranormal FM nas plataformas de streaming! Apresentação: Fernando Ribas e Leonardo MarquesVinhetas e Formato: Fernando RibasEdição: Edson AmaruNarração: Camillo Borges e Muriel Vieira

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
#175 O que é e como será a Expansão de nossa Estrela, o Sol? Mais um programa 5 Minutos de Ciência no seu dia a dia, em parceria com a Rádio 93 FM.

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later May 4, 2024 4:37


Mais um programa do quadro "5 minutos de Ciência no seu dia a dia, com o Dr. Delton Mendes", em parceria com a Rádio 93 FM de Barbacena!

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
# 173 Vamos conversar sobre Mercado de Trabalho? Mais um programa 5 Minutos de Ciência no seu dia a dia, em parceria com a Rádio 93 FM.

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later May 4, 2024 4:53


# 173 Vamos conversar sobre Mercado de Trabalho?Mais um programa do quadro "5 minutos de Ciência no seu dia a dia, com o Dr. Delton Mendes", em parceria com a Rádio 93 FM de Barbacena!

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
#174 O que são espécies efêmeras? Mais um programa 5 Minutos de Ciência no seu dia a dia, em parceria com a Rádio 93 FM.

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later May 4, 2024 4:40


Mais um programa do quadro "5 minutos de Ciência no seu dia a dia, com o Dr. Delton Mendes", em parceria com a Rádio 93 FM de Barbacena!

#Provocast
#217 - Daniela Arbex

#Provocast

Play Episode Listen Later Mar 28, 2024 54:24


Marcelo Tas recebe a jornalista mineira Daniela Arbex, autora de grandes livros como ‘Holocausto Brasileiro', ‘Todo Dia a Mesma Noite', ‘Longe do Ninho', ‘Cova 312' e outros. Aclamada pelo meio jornalístico e ganhadora dos Prêmios Vladmir Herzog e Jabuti, a escritora que já esteve no programa #Provocações com o saudoso Antônio Abujamra, fala sobre o processo de escrita de suas obras, as histórias por trás de cada caso e sua família. Na conversa, Tas questiona a jornalista sobre seu livro ‘Todo Dia a Mesma Noite', que investiga a tragédia da Boate Kiss e, posteriormente, é usado como argumentação no caso. ''Foi muito emocionante para mim quando o Ministério Público agrega o livro ao processo'', cita a jornalista. Daniela Arbex fala ainda sobre o Hospital Colônia de Barbacena, retratado na obra ‘Holocausto Brasileiro', e a entrevista que fez com o maquinista que operava a linha de trem que levava os “loucos” para o hospício. Ao falar sobre seu livro ‘Longe do Ninho', em que relata o incêndio no Ninho do Urubu, Centro de Treinamento do Flamengo, Daniela conta: ''Eu falo que é uma investigação premonitória quando um técnico fala ‘esse alojamento é inadequado e no caso de uma emergência noturna haverá grandes dificuldades' e foi exatamente o que aconteceu''.

Autores e Livros
Evandro Aléssio - 1ª parte

Autores e Livros

Play Episode Listen Later Mar 19, 2024 27:47


O Autores e Livros Dose Extra dessa semana traz uma conversa conversa com Evandro Aléssio sobre o livro “A Menina e o Trem”. Entre ficção e fatos históricos, Evandro Aléssio retrata o caso de uma internação no manicômio brasileiro que foi comparado aos campos de concentração nazistas. A Menina e o Trem resgata um dos momentos mais sombrios da história do Brasil: a tragédia do Hospital Colônia de Barbacena, o maior manicômio do país, onde pelo menos 60 mil pessoas perderam a vida em quase nove décadas de funcionamento. Por ter crescido no lugar que ainda hoje é considerado por muitos como a “Cidade dos Loucos”, o escritor Evandro Aléssio envolve os leitores em um livro de suspense, mas também apresenta fatos que inspiraram várias passagens e personagens da ficção. O enredo se passa entre os anos de 1975 e 1979. Júlia é a filha do fazendeiro mais rico de uma pequena cidade do interior de Minas Gerais e é atormentada por sonhos com trens nazistas. Ela começa a namorar um jovem camponês quando é surpreendida por uma gravidez indesejada. Então, em nome de uma suposta preservação da honra da família, seu pai a interna no manicômio. A história se assemelha a de muitos pacientes do Hospital Colônia. Estima-se que 70% das pessoas internadas não tinham doenças mentais; a maioria era composta por excluídos da sociedade, os chamados “calos sociais”, como pessoas em situação de rua, andarilhos e alcoólatras, além de mães solteiras, idosos e PcD. As péssimas condições de tratamento estavam entre as principais causas de óbitos. Evandro Aléssio gosta de dizer que possui dupla “nacionalidade” mineira. Nascido em Ponte Nova, mudou-se com menos de um ano para Barbacena. É Tenente-Coronel do Quadro de Saúde da Força Aérea Brasileira e trabalha na função de Instrutor da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica, no Rio de Janeiro. Como autor, é membro da Academia Barbacenense de Letras e já escreveu outros livros: “Inteligência Alimentar”, “A Energia do Silêncio”, “O poeta de Gastropinelândia”, além de ter participado de diversas coletâneas literárias. Estreou no gênero romance com a obra “PIN”, livro adotado por várias escolas do ensino fundamental e médio. “A Menina e o Trem” é seu mais recente título.

Rádio Cruz de Malta FM 89,9
Deputado Julio Garcia destina mais R$ 2 milhões em emendas para Lauro Müller

Rádio Cruz de Malta FM 89,9

Play Episode Listen Later Mar 1, 2024 25:25


Apesar de ter sido colocado de escanteio na administração municipal, o PSD 55, segue trazendo recursos para o município de Lauro Müller, como tem feito desde o primeiro ano da atual gestão. Na última terça-feira (27), foi publicado no diário oficial do Estado, a destinação de R$ 1 milhão por intermédio do deputado estadual Júlio Garcia (PSD). O partido indicou ao Executivo utilizar o recurso para recuperação da camada asfáltica da rua Visconde de Barbacena, na área central do distrito de Barro Branco. Ainda em meados de fevereiro de 2024, o deputado Júlio Garcia já havia destinado outras duas emendas no valor de R$ 500 mil cada, que foram indicadas para serem usadas na construção de uma nova ponte para pedestres, ligando Sumaré e Arizona e investimentos no Hospital Henrique Lage. Em entrevista ao Cruz de Malta Notícias desta sexta-feira (1), o presidente do PSD, Eliandro Bett Giongo e o vereador Lindomar Cataneo, o Irmão, comentaram sobre o compromisso que o partido tem com o desenvolvimento do município buscando cada vez mais recursos junto aos deputados estaduais e federais do 55. Ouça abaixo a entrevista completa:

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
# 163 Episódio 5 - Quais os principais filmes nacionais (respondendo a perguntas dos ouvintes!) Série Especial sobre o Cinema e o Audiovisual

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later Feb 29, 2024 4:48


# 163 Episódio 5 - Quais os principais filmes nacionais (respondendo a perguntas dos ouvintes!) Série Especial sobre o Cinema e o Audiovisual Esta série especial faz parte do projeto "Cinema Itinerante" da Casa da Ciência e da Cultura de Barbacena, e tem apoio para realização recursos da Lei Paulo Gustavo, nível municipal!

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
#162 Episódio 4 - Quais os processos mais importantes para a criação de um filme? Série Especial sobre o Cinema e o Audiovisual

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later Feb 29, 2024 4:52


#162 Episódio 4 - Quais os processos mais importantes para a criação de um filme? Série Especial sobre o Cinema e o Audiovisual Esta série especial faz parte do projeto "Cinema Itinerante" da Casa da Ciência e da Cultura de Barbacena, e tem apoio para realização recursos da Lei Paulo Gustavo, nível municipal!

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
#161 Episódio 3 - A relação entre o Cinema e as Escolas! Série Especial sobre o Cinema e o Audiovisual

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later Feb 29, 2024 4:53


#161 Episódio 3 - A relação entre o Cinema e as Escolas! Série Especial sobre o Cinema e o Audiovisual Esta série especial faz parte do projeto "Cinema Itinerante" da Casa da Ciência e da Cultura de Barbacena, e tem apoio para realização recursos da Lei Paulo Gustavo, nível municipal!

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
#160 Episódio 2 - A importância dos filmes brasileiros! Série Especial sobre o Cinema e o Audiovisual

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later Feb 29, 2024 5:00


#160 Episódio 2 - A importância dos filmes brasileiros! Série Especial sobre o Cinema e o Audiovisual Esta série especial faz parte do projeto "Cinema Itinerante" da Casa da Ciência e da Cultura de Barbacena, e tem apoio para realização recursos da Lei Paulo Gustavo, nível municipal!

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
#159 Episódio 1 - Vamos conversar sobre Cinema?Episódio 1 - Série Especial sobre o Cinema e o Audiovisual

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later Feb 20, 2024 4:51


#159 Vamos conversar sobre Cinema? Episódio 1 - Série Especial sobre o Cinema e o Audiovisual Esta série especial faz parte do projeto "Cinema Itinerante" da Casa da Ciência e da Cultura de Barbacena, e tem apoio para realização recursos da Lei Paulo Gustavo, nível municipal!

Ao Vivo É Muito Pior
Hospital Colônia de Barbacena

Ao Vivo É Muito Pior

Play Episode Listen Later Oct 31, 2023 22:34


Por mais de 80 anos, um hospital psiquiátrico no interior de Minas Gerais tornou-se uma das maiores máquinas de matar brasileiros, tendo ou não problemas de saúde mental. Conhecida como Holocausto Brasileiro, essa história custou a vida de pelo menos 60 mil pessoas ao longo do tempo. Venha entender com a gente! Patrocinadores: drinko.com.br e siteguy.dev --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/aovivoemuitopior/message

NEXP
Evandro Aléssio - #23

NEXP

Play Episode Listen Later Oct 3, 2023 54:22


Evandro Aléssio é autor do livro "A Menina e o Trem" que resgata um dos momentos mais sombrios da história do Brasil: a tragédia do Hospital Colônia de Barbacena, o maior manicômio do país, onde pelo menos 60 mil pessoas perderam a vida em quase nove décadas de funcionamento. Tudo sobre o livro, a carreira de Evandro e o hospital, você ouve no NEXP Podcast.  Mediação: Klaus Simões

Espacio en blanco
Espacio en blanco - Viaje al centro de los manicomios - 01/10/23

Espacio en blanco

Play Episode Listen Later Oct 1, 2023 53:20


El escritor Fernando Gómez, nos introduce en el lúgubre mundo de los manicomios y nos muestra lugares tan terroríficos como el "Hospital de los inocentes" en Valencia, "Villa Azzurra" en Turín o la "Colonia de Barbacena" en Minas Gerais, Brasil. Escuchar audio

Rádio BandNews BH
Setembro amarelo - 27/09/23

Rádio BandNews BH

Play Episode Listen Later Sep 27, 2023 2:31


Simone Crisóstomo fala sobre o Setembro Amarelo. Minas Gerais teve um importante marco no debate acerca do assunto após o fechamento do Hospital Colônia de Barbacena, apelidado de “Cidade dos Loucos”, onde aconteciam situações desumanas ao invés de tratamentos de pessoas com transtornos mentais.

Malhete Podcast
Uma festa maçónica… sem maçom, em Barbacena

Malhete Podcast

Play Episode Listen Later Aug 20, 2023 2:59


Previsto em lei municipal, o município de Barbacena, cidade brasileira do sul do estado de Minas Gerais, promove todos os anos uma sessão solene em homenagem aos Maçons e Lojas Maçónicas. Inicialmente marcada para sexta-feira (18), a Câmara Legislativa vive um imbróglio. O Conselho de Veneráveis, envolvendo todas as Lojas Maçónicas de Barbacena, protocolou ofício recusando o convite para participar da sessão solene. O principal motivo seria o aumento de vereadores para a próxima legislatura. “É com muita preocupação que presenciamos o posicionamento desta Câmara, que parece se afastar dos princípios democráticos e dos verdadeiros interesses da população barbacenense. Diante do processo de aumento do número de vereadores, no qual a comunidade demonstrou interesse e solicitou esclarecimentos, bem como a Instituição Nossa Sublime e Augusta, que havia sido solicitada pelos moradores de Barbacena para este fim. Lamentamos profundamente que a votação tenha ocorrido sem a transparência e o diálogo necessários, o que gerou um sentimento generalizado de falta de confiança na atuação deste órgão”, afirmou. Ainda, a carta afirma que “é com muito pesar que assistimos a ações que não condizem com esses ideais e que parecem visar interesses particulares em detrimento do bem-estar dos habitantes de Barbacena”. Assegurando não participar na solenidade da festa da Maçonaria, o responsável ainda se questiona, “faci ao convite para a solenidade de 18 de agosto de 2023, que visa a atribuição de certificados às lojas maçónicas, entendemos a relevância da festa para Maçonaria e a importância de homenagear aqueles que dedicam suas vidas a servir e cuidar de nossa comunidade e país.  No entanto, a nossa instituição encontra-se neste momento num momento de profunda reflexão, faci às atitudes adoptadas por esta Assembleia. Nossa maior honra não está nos elogios, mas nos sorrisos de gratidão e amor das pessoas que servimos, nos abraços das crianças que ajudamos, nos olhares dos idosos que protegemos e dos doentes que confortamos.     --- Send in a voice message: https://podcasters.spotify.com/pod/show/malhete-podcast/message

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
#143 Ciência na Rádio! Afinal, a água do mundo poderá acabar? (Programa 5 minutos de Ciência no seu dia a dia, da Rádio 93,3 FM, com Delton Mendes)

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later Jul 25, 2023 5:05


#144 Afinal, a água do mundo poderá acabar?(Programa 5 minutos de Ciência no seu dia a dia, da Rádio 93,3 FM, com Delton Mendes)Olá! Seja bem vindo para mais um dos programas lançados na Rádio 93,3 FM, e que circularam na rádio em maio e junho de 2023! Neste episódio, Delton fala sobre: será que a água do planeta poderá acabar?O "5 minutos de Ciência no seu dia a dia", da Rádio 93,3, com Delton, vai ao ar semanalmente, levando conhecimento científico para milhares de pessoas de Barbacena e região!

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
#141 Ciência na Rádio! Nossa Lua está se afastando da Terra? (Programa 5 minutos de Ciência no seu dia a dia, da Rádio 93,3 FM, com Delton Mendes)

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later Jul 25, 2023 4:33


#141 Ciência na Rádio! Nossa Lua está se afastando da Terra?(Programa 5 minutos de Ciência no seu dia a dia, da Rádio 93,3 FM, com Delton Mendes)Olá! Seja bem vindo para mais um dos programas lançados na Rádio 93,3 FM, e que circularam na rádio em maio e junho de 2023! Neste episódio, Delton fala sobre se nossa Lua está ou não se afastando da Terra!O "5 minutos de Ciência no seu dia a dia", da Rádio 93,3, com Delton, vai ao ar semanalmente, levando conhecimento científico para milhares de pessoas de Barbacena e região!

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
#142 Ciência na Rádio! Furacões e Meteorologia! (Programa 5 minutos de Ciência no seu dia a dia, da Rádio 93,3 FM, com Delton Mendes)

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later Jul 25, 2023 5:06


#142 Ciência na Rádio! Furacões e Meteorologia! (Programa 5 minutos de Ciência no seu dia a dia, da Rádio 93,3 FM, com Delton Mendes)Olá! Seja bem vindo para mais um dos programas lançados na Rádio 93,3 FM, e que circularam na rádio em maio e junho de 2023! Neste episódio, Delton fala sobre Furacões e aspectos meteorológicos!O "5 minutos de Ciência no seu dia a dia", da Rádio 93,3, com Delton, vai ao ar semanalmente, levando conhecimento científico para milhares de pessoas de Barbacena e região!

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
#137 Ciência na Rádio / Ética na Exploração Espacial

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later Jul 18, 2023 5:06


#137 Ciência na Rádio - Ética na Exploração Espacial (Programa 5 minutos de Ciência no seu dia a dia, da Rádio 93,3 FM, com Delton Mendes)Olá! Seja bem vindo para mais um dos programas lançados na Rádio 93,3 FM, e que circularam na rádio em maio e junho de 2023! Neste episódio, Delton fala sobre a Ética na Exploração Espacial!O "5 minutos de Ciência no seu dia a dia", da Rádio 93,3, com Delton, vai ao ar semanalmente, levando conhecimento científico para milhares de pessoas de Barbacena e região!

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
#138 Ciência na Rádio / História evolutiva de nossa espécie, o Homo Sapiens

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later Jul 18, 2023 4:51


#138 Ciência na Rádio / Homo Sapiens (Programa 5 minutos de Ciência no seu dia a dia, da Rádio 93,3 FM, com Delton Mendes)Olá! Seja bem vindo para mais um dos programas lançados na Rádio 93,3 FM, e que circularam na rádio em maio e junho de 2023! Neste episódio, Delton fala a História Evolutiva de nossa espécie! O "5 minutos de Ciência no seu dia a dia", da Rádio 93,3, com Delton, vai ao ar semanalmente, levando conhecimento científico para milhares de pessoas de Barbacena e região!

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
#139 Ciência na Rádio / Dádiva e Convivencialidade com o Planeta Terra

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later Jul 18, 2023 5:08


#139 Ciência na Rádio / Convivencialidade com o Planeta Terra(Programa 5 minutos de Ciência no seu dia a dia, da Rádio 93,3 FM, com Delton Mendes)Olá! Seja bem vindo para mais um dos programas lançados na Rádio 93,3 FM, e que circularam na rádio em maio e junho de 2023! Neste episódio, Delton fala sobre a importância da Dádiva, a hospitalidade e convivialismo para com nosso próprio planeta!O "5 minutos de Ciência no seu dia a dia", da Rádio 93,3, com Delton, vai ao ar semanalmente, levando conhecimento científico para milhares de pessoas de Barbacena e região!

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
#140 Especial Conservação da Natureza: fechamento da Série sobre Instituto Alto Montana da Serra Fina (RPPN) e algumas pesquisas realizadas nesta relevante Unidade de Conservação da Natureza!

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later Jul 18, 2023 34:27


Sejam bem vindos para mais um programa do Podcast "Falando de Ciência e Cultura, com o Dr. Delton Mendes"!Neste programa, o 140, Delton, Mari e Maju encerram a série especial que durou seis meses e que teve como objetivo discutir a Conservação da Natureza a partir do Instituto Alto Montana da Serra Fina, RPPN de Conservação que se encontra no Sul de Minas e que tem importância inestimável para a proteção da biodiversidade!Participaram também deste episódio o Vinícius Couto (Coruja), amigo e um dos gestores da RPPN; Nanda Costa, Luciana e Glaucinéia, três das pessoas que estiveram na última Expedição Ecológica realizada ao Instituto, em Junho, coordenada pela Casa da Ciência e da Cultura de Barbacena, com curadoria de Dr. Delton Mendes!Lembrando que o Instituto Alto Montana da Serra Fna é um dos Espaços de Esperança da Casa da Ciência e da Cultura de Barbacena! Legal demais né? Bora ouvir!

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
#136 Ciência na Rádio / Cobras e Mitos

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later Jul 17, 2023 4:12


#136 - Ciência na Rádio / Cobras e Mitos (Programa 5 minutos de Ciência no seu dia a dia, da Rádio 93,3 FM, com Delton Mendes)Olá! Seja bem vindo para mais um dos programas lançados na Rádio 93,3 FM, e que circularam na rádio em maio e junho de 2023! Neste episódio, Delton fala sobre a importância do senso crítico em relação ao conhecimento sobre as Serpentes/cobras e muito mais!O "5 minutos de Ciência no seu dia a dia", da Rádio 93,3, com Delton, vai ao ar semanalmente, levando conhecimento científico para milhares de pessoas de Barbacena e região!

Colecionador de Ossos
Holocausto Brasileiro: A trágica história do Hospital de Barbacena

Colecionador de Ossos

Play Episode Listen Later Jul 15, 2023 11:28


Nos siga lá no youtube para vídeos mais recentes, com a qualidade que você merece e não esqueça de dar uma olhadinha na nossa Lolja: https://bio.link/cdossos

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
#131 Ciência na Rádio! O interessante planeta Marte! (Programa 5 minutos de Ciência no seu dia a dia, da Rádio 93,3 FM, com Delton Mendes)

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later Jun 25, 2023 4:25


#131 Ciência na Rádio! O interessante planeta Marte! (Programa 5 minutos de Ciência no seu dia a dia, da Rádio 93,3 FM, com Delton Mendes)Olá! Seja bem vindo para mais um dos programas lançados na Rádio 93,3 FM, e que circularam na rádio em maio e junho de 2023! Neste episódio, Delton fala sobre o planeta Marte!O "5 minutos de Ciência no seu dia a dia", da Rádio 93,3, com Delton, vai ao ar semanalmente, levando conhecimento científico para milhares de pessoas de Barbacena e região!

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
#132 Ciência na Rádio! Vamos conversar sobre o Câncer? (Programa 5 minutos de Ciência no seu dia a dia, da Rádio 93,3 FM, com Delton Mendes)

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later Jun 25, 2023 4:44


#132 Ciência na Rádio! Vamos conversar sobre o Câncer? (Programa 5 minutos de Ciência no seu dia a dia, da Rádio 93,3 FM, com Delton Mendes)Olá! Seja bem vindo para mais um dos programas lançados na Rádio 93,3 FM, e que circularam na rádio em maio e junho de 2023! Neste episódio, Delton fala sobre o CâncerO "5 minutos de Ciência no seu dia a dia", da Rádio 93,3, com Delton, vai ao ar semanalmente, levando conhecimento científico para milhares de pessoas de Barbacena e região!

Falando de Ciência e Cultura –  Podcast com Delton Mendes
#133 Ciência na Rádio! Poluição dos Oceanos (Programa 5 minutos de Ciência no seu dia a dia, da Rádio 93,3 FM, com Delton Mendes)

Falando de Ciência e Cultura – Podcast com Delton Mendes

Play Episode Listen Later Jun 25, 2023 4:52


#133 Ciência na Rádio! Poluição dos Oceanos (Programa 5 minutos de Ciência no seu dia a dia, da Rádio 93,3 FM, com Delton Mendes)Olá! Seja bem vindo para mais um dos programas lançados na Rádio 93,3 FM, e que circularam na rádio em maio e junho de 2023! Neste episódio, Delton fala sobre a Poluição dos Oceanos!O "5 minutos de Ciência no seu dia a dia", da Rádio 93,3, com Delton, vai ao ar semanalmente, levando conhecimento científico para milhares de pessoas de Barbacena e região!

TOMEI GOSTO por Mario Alaska
TOMEI GOSTO - Ricardo Sá - Consultor em Hotelaria e vinhos

TOMEI GOSTO por Mario Alaska

Play Episode Listen Later Dec 16, 2022 83:59


Ricardo é consultor de vinhos e hotelaria. Ele trabalha recrutando, treinando pessoas e montando cardápio e serviço para restaurantes de hotéis. O papo vai desde o começo de Ricardo, fazendo curso de garçom no hotel Gorgotó em Barbacena, interior de Minas Gerais até os dias de hoje. TÓPICOS DA CONVERSA Início de tudo Servindo o rei Roberto Carlos Falta garçom bem formado no mercado? Abrir um hotel pra descansar... Hotel ultra luxo Perrengues do serviço de quarto Dicas pra ser bem atendido Hotel do time do Grêmio GARÇOM FONTE DE RENDA Um tópico que foi abordado mais de uma vez durante o papo é como o trabalho de garçom pode representar uma renda: seja principal ou extra. Num país com tanta gente precisando trabalhar, nunca se deve excluir uma profissão que SEMPRE tem demanda. CUIDADOS COM CLIENTES NO HOTEL Ricardo falou sobre os desafios de atender serviço de quarto, bem como serviço de mesa e outros. Como integrante da equipe, ele já serviu pessoas como o Rei Roberto Carlos, a Seleção Brasileira de Futebol durante os jogos olímpicos do Rio de Janeiro e várias outras pessoas. ------------------------------------ FALE COM RICARDO Instagram @dicasricardosa Para consultoria na área de hotelaria SIMPLE CONSULTORIA simple.com.br VINHOS DEGUSTADOS Folhas da Casta: Cabernet Sauvignon Antônio Dias: Tannat: Três Parreiras, RS www.vinhosantoniodias.com.br Espumante Terranova Vintage Brut – Vale do São Francisco QUEIJOS E FRIOS Cadê meu Queijo @cademeuqueijoemporio 1 provoleta Kit provoleto: 1 provolone defumado 1 provolone temperado 1 provolone tipo Gouda 1 salaminhoitaliano    

Catholic News
December 13, 2022

Catholic News

Play Episode Listen Later Dec 13, 2022 2:49


A daily news briefing from Catholic News Agency, powered by artificial intelligence. Ask your smart speaker to play “Catholic News,” or listen every morning wherever you get podcasts. www.catholicnewsagency.com - Cardinal Raymundo Damasceno Assis presided December 10 at the solemn ceremony of beatification for Isabel Cristina Mrad Campos, a young martyr known as “the Maria Goretti of Brazil.” The Archdiocese of Mariana in the Brazilian state of Minas Gerais reported the Mass was held at the Shrine of Our Lady of Mercy in Barbacena before thousands of faithful present. The newly beatified Brazilian was 20 years old when she was brutally murdered in 1982 by a man who unsuccessfully tried to rape her, as also happened with Saint Maria Goretti, the Italian girl who died defending her virtue and who before dying forgave her murderer. Isabel's tomb is located in Barbacena, where she was beatified. She also was baptized and received her first Communion there. The church is now a place of pilgrimage for many faithful in Brazil, who pray before her remains asking for her intercession. https://www.catholicnewsagency.com/news/253059/young-martyr-known-as-the-maria-goretti-of-brazil-beatified The EWTN Global Catholic Network on Monday night presented the 2022 Mother Angelica Award to former NFL star and coach Danny Abramowicz in honor of his lifetime of service to the new evangelization. While the world remembers the former New Orleans Saint wide receiver as a football legend, the award was given to him for his work evangelizing young men aged 25 to 40. Abramowicz's effort started with a small prayer group decades ago and eventually led him to create a widely-known national men's ministry with men's conferences, speaking, and other evangelization efforts, including the popular EWTN television series “Crossing the Goal.” https://www.catholicnewsagency.com/news/253058/ewtn-honors-former-nfl-star-danny-abramowicz-with-2022-mother-angelica-award An independent review board in the Archdiocese of Chicago has said there is “no reason to suspect” Father Michael Pfleger is guilty of allegations that he sexually abused a minor more than 30 years ago, Cardinal Blase Cupich announced Saturday. Pfleger, a famous Chicago priest known for his social justice activism, has now been exonerated on four different sexual abuse allegations brought against him since 2021. Pfleger has consistently denied each of the allegations. In the archdiocese's October announcement about the allegations against Pfleger, it said that the allegation was reported to the Illinois Department of Children and Family Services (DCFS) and law enforcement officials, per diocesan policy. https://www.catholicnewsagency.com/news/253056/chicago-s-father-michael-pfleger-reinstated-to-ministry Today, the Church celebrates Saint Lucy, a third century consecrated virgin who was brutally tortured and martyred by the local governor. Owing to a miracle related to her eyes, she is the patroness of the blind, eye trouble, and other eye ailments. https://www.catholicnewsagency.com/saint/st-lucy-83

Modus Operandi
#134 - Holocausto brasileiro: o Hospital Colônia de Barbacena

Modus Operandi

Play Episode Listen Later Sep 22, 2022 45:14


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Geopizza
O Holocausto Brasileiro #80

Geopizza

Play Episode Listen Later Jun 3, 2022 213:57


Durante 9 décadas, do início do século 20 até a década de 1990, o Hospital de Barbacena em Minas Gerais foi responsável pela tortura e morte de mais de 60 mil brasileiros.    Abandonados por suas famílias, homens, mulheres, crianças e idosos eram enviados à força para o hospital.   Os internados no Barbacena não eram doentes mentais. Eram epiléticos, autistas, bipolares, moradores em situação de rua, homoafetivos, pessoas com sífilis, inimigos da elite local, crianças sem pais, prostitutas ou alcoólatras.   Entretanto, nenhum dos pacientes recebeu a devida atenção para lidar com seus problemas: durante boa parte do século 20, os manicômios no Brasil operaram de uma forma abusiva física e psicológica.   Os pacientes viviam em cubículos, sem alimento, sem saneamento, frequentemente submetidos a sessões de eletrochoques, espancamentos e tomando medicamentos hipnotizantes.   O Hospital ainda esteve envolvido em trabalho escravizado, tráfico e venda de órgãos.   Apenas no início da década de 1980, com o afrouxamento da Ditadura no Brasil em relação a mídia, várias fotos e reportagens foram feitas em manicômios em todo o país. Isso atraiu atenção de profissionais de psicologia e psiquiatria de todo Brasil, revelando a urgência de uma luta antimanicomial, principalmente em Barbacena.   Hoje, muitos pacientes que sobreviveram ao Hospital Colônia de Barbacena relembram as décadas de tormento que passaram.   Entretanto, a luta antimanicomial permanece: muitos hospitais psiquiátricos por todo Brasil já foram denunciados por tortura física e psicológica, resquícios da metodologia higienista do século passado.   ____________________   Se curte o conteúdo do Geo, agradecemos quem contribuir com nossa campanha mensal no:   Picpay: https://picpay.me/geopizza   Apoia.se: https://apoia.se/geopizza ou Patreon: https://patreon.com/geopizza  Confira a Geostore, nossa loja de mapas, adesivos e canecas do Geo 

Ufologia de Quintal
Abdução em Barbacena (Caso José Tadeu Alves)

Ufologia de Quintal

Play Episode Listen Later Apr 3, 2022 86:40


O artista José Tadeu Alves teve algumas experiências “extraterrestre” vividas em Minas Gerais e posteriormente em Brasília. Seu primeiro contato com ETs deu-se em agosto de 1979 em Barbacena MG, porém o seu contato mais importante ocorreu em 1988, em uma localidade distante de Brasília 60km. Venha conversar conosco sobre esse caso maravilhoso. uer montar sua loja 100% online?  Conheça a Montink https://admin.montink.com.br/afiliado/dis5y.htm  https://www.ufologiadequintal.com.br/ (Lujinha) https://linktr.ee/ufologiadequintal  Créditos Edição nóix mermo https://www.vigilia.com.br Music by Karl Casey @ White Bat Audio Scott Holmes Music  CHAVE PIX UOPECAN CASCAVEL 81.270.548/0001-53 e-mail ix.tmkt@uopeccan.org.br http://recantodacrianca.com/home https://pequenoprincipe.org.br/pacientes-e-familiares/humanizacao/voluntariado/doacoes/ https://www.apaebrasil.org.br/doacao --- Send in a voice message: https://anchor.fm/centro-de-pesquisas-ufolg/message

The Crime Brasil
HOLOCAUSTO BRASILEIRO - parte 2

The Crime Brasil

Play Episode Listen Later Aug 25, 2021 134:37


Relato de uma filha separada e entrevista com o coordenador nacional do Morhan (http://www.morhan.org.br/) O Holocausto Brasileiro aconteceu entre os anos de 1903 a 1980, mais de 60 mil pessoas morreram em um único Hospital Colônia que ficava em Barbacena, Minas Gerais. A promessa do hospital era curar pessoas com doenças mentais, mas o que aconteceu com os pacientes foi devastador. O mercado da morte lucrou mais de 350 mil com a venda de corpos e o cemitério que funcionava junto ao hospital precisou ser fechado por não ter mais condições de enterrar todos corpos dos que não conseguiam sobreviver as torturas e condições de sobrevida do hospital. Esse episódio é a parte 2 de uma história que não podemos esquecer. O relato de vida de uma "filha separada" (crianças que nasceram em hospitais colônia, mas que foram separadas de seus pais). A parte 1 é o resumo de toda a história do Holocausto Brasileiro. Ouça pela Orelo: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.orelo.OreloMobileApp.production post do blog: https://www.thecrimebrasil.com.br/2021/08/holocausto-brasileiro-e-o-morhan.html#more Me siga nas redes sociais @thainabavaresco @thecrimebrasil https://lkt.bio/thecrimebrasil

The Crime Brasil
HOLOCAUSTO BRASILEIRO - parte 1

The Crime Brasil

Play Episode Listen Later Aug 23, 2021 49:07


O Holocausto Brasileiro aconteceu entre os anos de 1903 a 1980, mais de 60 mil pessoas morreram em um único Hospital Colônia que ficava em Barbacena, Minas Gerais. A promessa do hospital era curar pessoas com doenças mentais, mas o que aconteceu com os pacientes foi devastador. O mercado da morte lucrou mais de 350 mil com a venda de corpos e o cemitério que funcionava junto ao hospital precisou ser fechado por não ter mais condições de enterrar todos corpos dos que não conseguiam sobreviver as torturas e condições de sobrevida do hospital. Esse episódio é a parte 1 de uma história que não podemos esquecer. A parte 2 contará com o relato de vida de uma "filha separada" (crianças que nasceram em hospitais colônia, mas que foram separadas de seus pais). Ouça pela Orelo: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.orelo.OreloMobileApp.production post do blog: https://www.thecrimebrasil.com.br/2021/08/holocausto-brasileiro-e-o-morhan.html#more Me siga nas redes sociais @thainabavaresco @thecrimebrasil https://lkt.bio/thecrimebrasil

Iconocast
A História do Sistema Único de Saúde

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Play Episode Listen Later Feb 19, 2020 24:40


Como era a política de saúde brasileira antes do SUS. O Sistema Único de Saúde, apesar de todas as falhas, foi um grande avanço na história da promoção da saúde pública do no país. Para entender melhor como se deu esse processo, vale a pena virarmos nossos olhos para um passado marcado por muita dor, falta de eficiência, exclusão, mas não muito distante de 2019. Ao longo da história, a saúde sempre foi um problema no Brasil e, especialmente a população mais pobre, sofreu com diversas epidemias e dificuldade de acesso a serviços de saúde e remédios. Em 1942, por exemplo, ao examinar homens que seriam recrutados pela Força Expedicionária Brasileira, os médicos constataram que grande parte desses homens estava com a saúde comprometida. Mesmo com a criação do Ministério da Saúde, em 1953, a situação não melhorou, havia falta de material, equipamento, pessoal qualificado e, principalmente, ausência de políticas de saúde. Nesse cenário, a expectativa de vida do brasileiro era extremamente baixa, não passando de 50 anos. Durante o regime militar, a situação se torna ainda mais grave, pois há uma redução da verba destinada à saúde e o Ministério da Saúde ficou limitado a promover campanhas de vacinação. Desse modo, doenças como dengue, meningite e malária se intensificaram e, devido à desnutrição, falta de saneamento básico e ao avanço dos casos de difteria, coqueluche, sarampo, tétano, poliomielite e doenças diarreicas, a mortalidade infantil atingiu índices alarmantes na década de 70, atingindo 1.417.500 crianças. Em 1966, foi criado o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). Vinculado ao Ministério do Trabalho, esse órgão buscava ações para o tratamento individual dos doentes, ficando a cargo do Ministério da Saúde a elaboração e execução de programas sanitários e a assistência da população em situações de epidemias. Em 1977, foi criado o Inamps (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social), o qual visava oferecer serviços de saúde aos trabalhadores que tivessem carteira assinada. Esses trabalhadores sofriam um desconto salarial e o governo e as empresas ajudavam a financiar os serviços prestados. Esse órgão nasceu justamente da pressão das grandes empresas para que os funcionários não perdessem dias de trabalho por causa de problemas de saúde, reforçando, mais uma vez, que a saúde não era tratada como um direito, mas como um problema individual. Ao restante da população ficava o encargo de pagar consultas, exames e cirurgias ou contar com a caridade de hospitais filantrópicos. Tanto o INPS quanto o Inamps priorizavam o estabelecimento de convênios com o setor privado, assim, o investimento em serviços próprios era negligenciado. O atendimento ambulatorial restringia-se à psiquiatria, mas, mesmo assim, os hospitais psiquiátricos privados tinham plena liberdade de fazer internações nas condições que lhe conviessem. Diante disso, havia inúmeros casos de pessoas internadas sem possuir qualquer transtorno mental, além de aberrações como o que aconteceu no hospital de Barbacena. Marcado por desvios de verba e por fraudes de prestadores privados, no final dos anos 80, o Inamps entra em declínio, sendo extinto em 1993. Com a Constituição de 1988 e a criação do SUS, a saúde passa a ser assegurada como um direito de todo cidadão e dever do Estado. Desse modo, as políticas começam a caminhar para a implantação de um serviço de saúde pública integral e universal, que deixe de olhar para a saúde como um problema individual e passe a enxergá-la como um bem público. --- Support this podcast: https://anchor.fm/iconocast/support