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Para uma conversa descomplicada sobre crédito, recebemos neste episódio Duarte Gomes Pereira, Presidente da ASFAC - Associação de Instituições de Crédito Especializado. Estará o acesso ao crédito mais fácil? Qual o papel da literacia financeira e digital no acesso ao crédito? E, com tantas informações disponíveis, será que o consumidor está hoje, de facto, mais informado? Respondemos às grandes questões ligadas ao crédito, deixando alguns alertas e reflexões úteis para todos os ouvintes! Acompanhe a DECO: https://deco.pt/decopode/ https://www.instagram.com/decoassociacao/ https://www.facebook.com/AssociacaoDECO https://www.linkedin.com/company/decoassociacao
O Minuto TCE é um quadro da Rádio TCE com o noticiário diário do Tribunal.TCE-GO é vice-campeão no Prêmio Goiás Sustentável 2026 na categoria Políticas Públicas, Instituição Pública.O secretário executivo do TCE, Sérvio Túlio Teixeira e a diretora de Administração, Suellen Carina Lopes de Queiroz, comentam.Edição de som: Bia RezendeReportagem: Lu Zoccoli e Antônio Gomes
Nesta edição, recebemos a Procuradora de Justiça e coord. do Caomace, Sheila Pitombeira.
Desbravadores, Ministério da Mulher, Publicações, Educação, Saúde... Você já parou para pensar por que a Igreja Adventista do Sétimo Dia possui uma estrutura funcional tão detalhada e cheia de departamentos? Seria isso apenas uma burocracia moderna ou uma estratégia profética para o tempo do fim? Neste vídeo, analisamos a fundo a "arquitetura funcional" da IASD. Vamos entender como cada departamento e instituição nasceu não para manter um sistema, mas para ser um músculo do Corpo de Cristo focado em uma única urgência: pregar as Três Mensagens Angélicas. O que você vai descobrir neste vídeo: * O Corpo em Movimento: A base teológica e bíblica para a divisão de tarefas e ministérios na igreja. * O Grande Alerta: O risco de transformar departamentos em "feudos isolados" e como a falta de cooperação adoece a liderança local. * Instituições com Propósito: Hospitais, colégios e editoras devem ser agências de milagres e salvação, e não apenas empresas eficientes. * O Futuro dos Ministérios: Como a liderança precisa se adaptar às plataformas digitais e criar projetos interdepartamentais mais ágeis e menos engessados. * Luz no Vitral: Como restabelecer o foco espiritual para que a estrutura sirva ao Espírito Santo, e não o contrário. Assista a este estudo essencial se você deseja liderar o seu departamento local com zelo missionário e alinhar a estrutura da sua igreja ao propósito do Céu! Links Instagram http://instagram.com/alexpalmeira7 Podcast Catalisadores http://open.spotify.com/show/6zJyD0vW8MnyRKPYZtk3B5?si=065e95b72bca4b13 X http://x.com/alexpalmeira9 Facebook http://facebook.com/profile.php?id=100069360678042
Jorge Fernandes responde a ouvintes sobre possíveis explicações para as críticas de Passos Coelho e avalia o novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Jorge Fernandes responde a ouvintes sobre possíveis explicações para as críticas de Passos Coelho e avalia o novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Instituições financeiras preveem um aumento de 7% no valor dos alimentos no acumulado deste ano por conta da guerra contra o Irã e do fenômeno climático El Niño.
Saiba como participar das iniciativas: Campanha Calor Humano 2026 - Servas: os itens podem ser entregues na sede do órgão, localizada na Avenida Cristóvão Colombo, 683 - Funcionários Campanha Vestir Esperança - Arquidiocese de Belo Horizonte: as doações devem ser entregues na Acolhida Solidária Dom Luciano Mendes de Almeida, no endereço: Rua Além Paraíba, 208, bairro Lagoinha Campanha Agasalho Solidário - Metrô de BH: caixas de coleta estão disponíveis nas estações Vilarinho, Central e Eldorado See omnystudio.com/listener for privacy information.
O Programa Resgatando a Cidadania deste sábado(30), discutiu um tema de muita relevância para as pessoas com deficiência, que é a "inclusão por conveniência," aplicada por muitas empresas privadas e instituições públicas, com atitudes superficiais. O assunto foi amplamente debatido por Luis Alves, que tem baixa visão e é administrador de empresas, professor e consultor de inclusão. Na conversa com o apresentador Domingos Sávio, Luis Alves, de São Paulo, relatou que as empresas precisam promover acessibilidade de forma efetiva, com várias atitudes, que nem sempre demandam investimento, mas mudanças simples que dependem de "bonsenso, vontade e respeito". Mas ele alerta que não é mudar alguns pontos na empresa, como rampas e sinalização, mas dá oportunidade de empregos. "Porque a grande maioria não contrata deficientes ou quando contrata não coloca para atender o público, mas esconde num aloxarifado. É isto que chamamos de inclusão por conveniência." declarou. Para mais informações sobre o trabalho de consultoria de inclusão , Luis Alves pode ser encontrado pelo @oluislimasp, ou pelo whatsapp (11)9.9760-4420. O Programa Resgatando a Cidadania é apresentado todo sábado, a partir do meio-dia, pela Rádio Folha 96,7FM, produzido e apresentado pelo radialista Domingos Sávio.
Você Sabia é um quadro da Rádio TCE sobre ações envolvendo os TCs. Atricon amplia cooperação com a Organização das Instituições Superiores de Controle dos Países de Língua Portuguesa.O vice-presidente de Relações Internacionais da Atricon, Adircélio Ferreira Junior, comenta.Edição de som: Bia Rezende – Rádio TCEReportagem: Isabella Pesce – Rádio JustiçaRevisão: Lu Zoccoli
A Instituição da Primeira Páscoa | O Plano de Deus para a Humanidade
As empresas andam preocupadas com as pessoas. Para as atrair, mantê-las motivadas e felizes, criam Departamentos de Felicidade, investem em Employer Branding, organizam eventos de Team Building. Tudo certíssimo. Mas, para o Paulo Condessa, convidado deste episódio, costuma faltar um ingrediente. O hemisfério direito do cérebro – que ele propõe mobilizar com uma ferramenta pouco habitual nos escritórios: a poesia. Paulo Condessa começou a sua vida profissional no marketing e na publicidade, onde teve um percurso relevante como estratega e criativo, mas acabou atraído para explorações muito diferentes. Foi da poesia ao espetáculo e daí ao trabalho com grupos para o cultivo da inteligência emocional, da cooperação e do team building. Hoje, é esse trabalho que o traz de volta ao mundo empresarial, onde, a seu ver, faz falta uma maior abertura ao hemisfério direito do cérebro. Leia-se: mais criatividade, mais vulnerabilidade, mais disponibilidade para brincar e arriscar.Que benefícios essa outra forma de estar no trabalho pode trazer, não só ao bem-estar das pessoas, mas à produtividade dos negócios, é o que vai descobrir nesta conversa.Oiça o episódio e descubra: O que faz com que, no mundo, cerca de 80% das pessoas não se sintam envolvidas com o seu trabalho.O que faz da vulnerabilidade a nossa maior força.Como ter um propósito empresarial claro melhora o bem-estar e a motivação dos colaboradores.O que levou à mudança de foco do posicionamento para o propósito, como princípio estratégico, e que benefícios vêm dessa mudança.De que forma a poesia pode ser uma ferramenta para criar coesão, motivação e envolvimento dentro da empresa. Com base na transcrição deste episódio, pedimos à inteligência artificial que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir.A falta de ligação ao trabalho Muitos profissionais não se sentem conectados com as suas funções, encarando a carreira apenas como um meio de sobrevivência financeira. Este distanciamento bloqueia a criatividade, prejudicando a inovação e a resolução de problemas complexos. O desafio da liderança é inverter este cenário através da criação de um ambiente seguro e psicologicamente saudável para as equipas.Comunicação não é um remendo comercialExiste uma linha clara que separa falhas de comunicação de problemas estruturais de marketing. A comunicação altera perceções, mas não salva um produto que o mercado rejeita. Porém, quando ajustamos a mensagem para responder à dor emocional de quem compra, em vez de apenas listar características técnicas, a venda flui com naturalidade. O propósito como motor de mobilizaçãoO foco da gestão evoluiu do simples "posicionamento" para a mobilização através do propósito. Mas este propósito não pode ser uma manobra externa: tem de ditar as regras internas. Quando a equipa entende a missão e vê o impacto real do seu trabalho, a motivação dispara. Treinar a inteligência emocional e liderar pelo exemplo deixam de ser teoria e passam a sustentar a rentabilidade no B2B. Sobre o Paulo Condessa:LinkedinWebsiteInstagram Recomendações Livros:Hold on to Your Kids — Gordon Neufeld Leading Without Authority — Keith Ferrazzi Pessoas e Instituições mencionadas:Gordon Neufeld Keith Ferrazzi Brené BrownSimon SinekTony RobbinsGordon NewfeldCristiano RonaldoGallup
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Brasileia, apresentou pedido à Justiça requerendo, em caráter de urgência, a interdição temporária da Instituição de Acolhimento Regional do Alto Acre, mantida pelo Consórcio Intermunicipal de Serviços Socioassistenciais (Cisac). A medida foi adotada após a identificação de irregularidades estruturais, administrativas e funcionais no serviço de acolhimento destinado a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
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Ouça a entrevista com o professor André Maurício sobre o aniversário da Universidade Federal de Sergipe. Foto: Liss Belfort
É difícil encontrar uma empresa que não declare pôr o cliente no centro – mas, como clientes, sabemos que raramente é o caso. Ainda bem que há pessoas empenhadas em que essa promessa comece de facto a ser cumprida. Neste episódio, João Filipe Torneiro, Diretor Executivo da DEC Portugal, ensina-nos o que realmente implica focarmo-nos na experiência do cliente: uma transformação que envolve processos, cultura, tecnologia e, sobretudo, as pessoas. Autor do livro Rota de Valor, o João Filipe combina uma formação em engenharia com uma carreira muito destacada em marketing e gestão, o que lhe dá uma perspetiva particularmente interessante sobre como ligar estratégia, execução e criação de valor real para o cliente. Nesta conversa, exploramos o que significa, na prática, trabalhar a experiência do cliente tanto em contextos B2C como B2B. Descobrimos onde falham muitas iniciativas que ficam pela superfície. E discutimos o papel da cultura, da comunicação e da tecnologia, incluindo a inteligência artificial, na construção de experiências que fazem a diferença. Ouça o episódio e descubra: Como distinguir as empresas que trabalham a experiência do cliente das que apenas falam nisso Como usar as métricas para passar das intenções aos resultados Como a experiência do colaborador determina a experiência do cliente O que é, de facto, a cultura de uma empresa – e qual é o seu impacto na experiência do cliente Como aplicar a lógica Account-Based Marketing à experiência do cliente em contextos de venda complexa Como garantir que iniciativas de melhoria da experiência não morrem antes de criar impacto real Com base na transcrição deste episódio, pedimos à inteligência artificial que nos fizesse um resumo da conversa, que pode ler a seguir. A experiência é o único elemento da proposta de valor que não se copiaJoão Torneiro defende que qualquer empresa – B2C ou B2B – assenta a sua proposta de valor em quatro elementos: marca, produto, serviço e experiência. Os três primeiros são cada vez mais difíceis de diferenciar: as marcas comunicam de forma semelhante, os produtos tornaram-se commodities, e os serviços básicos já são esperados. É na experiência – aquilo que as empresas efectivamente fazem, e não aquilo que prometem fazer – que ainda existe espaço para criar uma vantagem competitiva genuína e difícil de replicar. A cultura não está nos valores da parede. Está no que se faz às 17h de sexta-feira. Quando questionado sobre a diferença entre as empresas que afirmam ser "centradas no cliente" e as que realmente o são, a resposta de João é directa: a diferença está na cultura, e a cultura manifesta-se em comportamentos concretos. Para que exista cultura real, é preciso liderança com propósito, métricas que avaliem o desempenho em função da satisfação do cliente, e práticas de reconhecimento que reforcem os comportamentos certos. Sem experiência do colaborador, não existe experiência do cliente. Um dos pontos mais fortes da conversa é a ligação directa entre Employee Experience (EX) e Customer Experience (CX). João argumenta que não é possível criar uma experiência consistente para os clientes sem primeiro investir no compromisso dos colaboradores – não na "paixão" efémera que se promove em team buildings, mas no compromisso sustentado que resulta de KPIs claros, formação, meritocracia e práticas inclusivas reais.Sobre o convidado:Linkedin João Filipe TorneiroLinkedin DEC Recomendações Livros:Rota de Valor: O Poder da Centralidade no Cliente – João Filipe Torneiro Empresas e Instituições mencionadas:GalpNova SBE (Nova School of Business and Economics)Porto Business SchoolLondon Business SchoolKellogg School of Management Conceitos e metodologias referenciados:Account-Based Marketing (ABM)Net Promoter Score (NPS)Customer Lifetime Value (CLV)Employee Experience (EX) / Customer Experience (CX)
Duarte Gomes Pereira é o convidado de Conversas com CEO.O diretor-geral da Associação de Instituições de Crédito Especializado fala das regras da diretiva europeia sobre crédito ao consumo, que têm de estar em vigor em novembro deste ano, mas Portugal ainda não elaborou a legislação nacional, sendo o único país da União Europeia em que as instituições de crédito ao consumo ainda não sabem o que as espera. Este é um dos alertas deixados, manifestando preocupações com as desvantagens que isso gera para o setor e receando que a transposição da diretiva acabe por ser feita em cima do prazo-limite, não dando qualquer tempo de adaptação às instituições. O tema é da responsabilidade do Ministério da Economia e nem o Banco de Portugal sabe o que se passa.
Ministro do STF nega aplicação do PL da Dosimetria, apesar de o Congresso Nacional ter promulgado norma na semana passada.Você já leu uma notícia hoje e sentiu que já viveu esse momento antes? Essa sensação de déjà Vu não é coincidência. No Brasil, o que é manchete hoje costuma ser o eco de decisões e fatos que analisamos meses, ou até anos atrás. Para celebrar os 8 anos da Crusoé, decidimos enfrentar esse ciclo. Pegamos o que nasceu no digital e, pela primeira vez, transformamos em um registro físico, tátil e permanente. Chegou a edição especial Crusoé impressa. É um item colecionável, atemporal e limitado. Uma revista feita para quem gosta de ler com calma, longe das notificações do celular. Um exemplar para guardar sobre o que realmente importa na história recente do brasil. Esta edição é um presente exclusivo para novos assinantes do Combo de 2 anos O Antagonista e Crusoé. Utilize o cupom 8ANOSCRUSOE e acesse o link: https://bit.ly/crusoe-edicao-impressa Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília. Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado. Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h no nosso canal do Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #AlexandreDeMoraes #STF #DireitoAbsolutista #Justiça #PoderJudiciário #Constituição #Democracia #EstadoDeDireito #LiberdadeDeExpressão #PolíticaBrasil #CortesSuperiores #DireitoConstitucional #Brasil2026 #DebatePolítico #Jurisprudência #Instituições #PodcastJurídico #PodcastBrasil #Notícias #AnálisePolítica
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Tarauacá, ajuizou ação civil pública com pedido de tutela de urgência para obrigar o Estado do Acre, o Município de Tarauacá, o prefeito e a secretária municipal de Promoção Social a adotarem medidas para reestruturar a Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) “Lar Novo Hamburgo”, no município.
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Núcleo de Apoio e Atendimento Psicossocial (Natera) e do Projeto Txai, realizou, na última sexta-feira, 24, uma reunião por videoconferência com instituições parceiras que atuam na temática indígena. O encontro teve como principal objetivo conhecer os novos coordenadores das instituições envolvidas, alinhar estratégias conjuntas e reforçar o compromisso com a defesa e proteção dos povos indígenas no Acre.
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da 7ª Promotoria de Justiça Criminal, que atua junto à 2ª Vara de Proteção à Mulher da Comarca de Rio Branco, realizou, na manhã da última quinta-feira, 23, uma reunião da “Rede de Proteção às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica – em Ação”.
Jorge Abrahão, coordenador-geral do Instituto Cidades Sustentáveis e da Rede Nossa São Paulo, debate problemas e soluções para São Paulo e outras cidades brasileiras, quinzenalmente, às quintas-feiras, 8h, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Estamos de volta!!! Neste episódio, mergulhamos numa questão central: são as instituições que moldam a cultura ou é o povo que a faz evoluir? Entre poder, tradição e mudança, exploramos quem realmente dita as regras do jogo — e como isso impacta a sociedade de hoje.
Jorge Abrahão, coordenador-geral do Instituto Cidades Sustentáveis e da Rede Nossa São Paulo, debate problemas e soluções para São Paulo e outras cidades brasileiras, quinzenalmente, às quintas-feiras, 8h, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O portal Tastet visitou o Chez Duval, um restaurante português em Montréal de portas abertas desde 1974.See omnystudio.com/listener for privacy information.
#351 - Na semana em que o país completa 78 anos, acompanhamos a destruição das instituições do estado. Cessar-fogo no Irã e Líbano. Até quando?Link para o outro podcast que o Marcos tá de host também. O Ponto é…. - 2a temporada. Antissemitismo.Bloco 1- Trump proíbe ataques israelenses e cessar-fogo com o Hezbollah é decretado.- Irã não aparece para negociar e Trump estende o cessar-fogo. Até quando?- Limpeza étnica e terrorismo judaico conitnuam na Cisjordânia.Bloco 2- Semana cheia no Supremo: nomeação de juízes, nomeação de oficiais e Comissão de Inquérito sobre o 07.10.- Ministro Miki Zohar do Likud é investigado por corrupção.- Chefe do Shabak impede avanço de denúncia contra deputada Tal Gottlieb do Likud.- Soldados presos por desrespeitarem lei religiosa.Bloco 3- Personagem da semana- Palavra da semana- Correio dos ouvintesPara quem puder colaborar com o desenvolvimento do nosso projeto para podermos continuar trazendo informação de qualidade, esse é o link para a nossa campanha de financiamento coletivo. No Brasil - apoia.se/doladoesquerdodomuroNo exterior - patreon.com/doladoesquerdodomuroNossa página: ladoesquerdo.comNós nas redes:bluesky - @doladoesquerdo.bsky.social e @joaokm.bsky.socialtwitter - @doladoesquerdo e @joaokminstagram - @doladoesquerdodomuroyoutube - youtube.com/@doladoesquerdodomuroTiktok - @esquerdomuroPlaylist do Spotify - Do Lado Esquerdo do Muro MusicalSite com tradução de letras de músicas - https://shirimemportugues.blogspot.com/Episódio #351 do podcast "Do Lado Esquerdo do Muro", com Marcos Gorinstein e João Miragaya.
A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em parceria com o Ministério da Educação, realiza a sexta edição da “Pesquisa Nacional de Perfil Socioeconômico e Cultural dos Estudantes de Graduação”. O objetivo é fornecer dados para o aperfeiçoamento de políticas públicas voltadas à assistência estudantil. Alunos de graduação têm até o dia 4 de maio para responder a um questionário, disponível neste link.Reportagem: Greco CamposEdição: Rafaella Menegale e Thiago Kropf
Os impactos da guerra no Oriente Médio na economia brasileira são o foco do mais recente relatório da Instituição Fiscal Independente (IFI), que visa aumentar a transparência nas contas públicas. O documento destaca que a instabilidade pode afetar a inflação, juros, comércio exterior e o crescimento econômico. O economista Alexandre Andrade, da IFI, explica como o conflito pode impactar a vida dos brasileiros, comenta as medidas do governo federal para reduzir o impacto dos preços, destacando os possíveis benefícios e os riscos futuros do aumento do preço do petróleo.
O Presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, padre Lino Maia, alarmado com aumento de internamentos sociais: respostas são insuficientes e dignidade humana está em causa.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Foi sancionado pelo Governo Federal e já está em vigor a Lei 15.378/26, que institui o "Estatuto dos Direitos do Paciente". O texto foi publicado no Diário Oficial da União no último dia 7. A nova lei reúne regras sobre direitos e responsabilidades de pacientes atendidos por serviços de saúde e por profissionais, seja na rede pública ou na rede privada. A partir de agora, instituições públicas e privadas passam a ser obrigadas a garantir, de forma ativa, acesso à informação, participação nas decisões sobre o tratamento e transparência no cuidado. Na prática, isso significa que o paciente deixa de ser apenas receptor de condutas médicas e passa a ter respaldo legal mais robusto para questionar, decidir e até recusar procedimentos com regras mais definidas sobre como isso deve acontecer. Em entrevista à CBN Vitória, a advogada Fernanda Andreão Ronchi, especialista em Direito Médico e da Saúde, detalha o assunto.
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) instituiu, nesta segunda-feira, 20, um grupo de estudos para avaliar a criação de seu Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas (NUPIN). A medida foi formalizada por meio da Portaria nº 1096/2026, assinada pelo procurador-geral de Justiça, Oswaldo D'Albuquerque Lima Neto.
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Tarauacá e da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Rio Branco, participou, na última terça-feira, 7, de uma reunião interinstitucional realizada no auditório da Secretaria Municipal de Educação de Tarauacá. O encontro teve como objetivo fortalecer as ações de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes.
Relatório da Instituição Fiscal Independente aponta impactos fiscais da guerra no Irã para a economia brasileira e a CCJ vai analisar projeto que garante gratuidade da justiça para entidades sem fins lucrativos.
Preço do petróleo cai 10% após reabertura do Estreito de Ormuz. Esquema do Master com imóveis para ex-BRB usava empresas de fachada e cunhado 'laranja' de advogado preso. Entenda o projeto que pode mudar placas de veículos no Brasil. Brasileira com doença degenerativa vai à Suíça para suicídio assistido. Governo sanciona lei que institui guarda compartilhada de pets em caso de divórcio.
Instituição revelou nova plataforma global “Water Forward” ou Água Adiante, numa tradução livre; objetivo é impulsionar aumento do fornecimento de água para nações em desenvolvimento até o fim desta década.
Sim, há Politécnicos que (em princípio) vão passar a Universidades mas não só. Os Institutos Politécnicos como os conhecemos, vão (em princípio) passar a Universidades Politécnicas. Como? Quando? Porquê? É disso que falamos neste episódio!
Com a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), a maioria das escolas públicas brasileiras conta com conectividade adequada para uso pedagógico, o que representa 71,7% das unidades do país, beneficiando 24 milhões de estudantes. Em 2023, esse percentual era de 45,4%. Sonoras:
Iniciativa tem parceria com o Escritório para as Instituições Democráticas e os Direitos Humanos e financiamento da Comissão Europeia; agência que ajudar a prevenir racismo e na promover inclusão.
Diante dos diversos problemas éticos, políticos e sociais causados pelas grandes corporações tecnológicas (big techs) na última década, cresce a busca por alternativas à estrutura digital moldada por estas empresas do Norte Global. O uso de softwares livres e de código aberto — replicáveis por qualquer pessoa, comunidade, instituição ou governo — reacende o debate sobre soberania digital no mundo. Nesse sentido, redes sociais alternativas, construídas sobre bases de código aberto surgem como saída plausível do monopólio das big techs e das estruturas opacas e dominantes. Neste episódio, Damny Laya e Rogério Bordini conversam com especialistas da comunidade do software livre e redes descentralizadas (Fediverso) sobre experiências concretas de tecnologias voltadas à soberania digital no Brasil e no mundo. __________________________________________________________________________________________________ ROTEIRO DAMNY: Rogério, eu queria começar com uma pergunta incômoda: o que significa, hoje, participar de uma rede social na internet? ROGÉRIO: Eu diria que é uma espécie de plataforma multiúso: serve pra gente se conectar com nossos amigos, familiares, compartilhar conteúdos diversos, como um vídeo interessante, um meme, participar de grupos de discussão, como no saudoso Orkut, lembra? Tudo isso como se fosse uma extensão das nossas interações sociais, só que no mundo virtual. Mas parece que a coisa hoje em dia tá BEM diferente. Hoje a gente não é só usuário dessas redes, mas também produto, audiência, e até alvo. E, diria mais, cada vez mais, reféns. DAMNY: Refém é uma palavra forte, mas talvez seja a mais adequada. Refém de um modelo de negócio que extrai nossos dados, monitora nossos passos, lê nossas conversas, mapeia nossos gostos e comportamentos, e depois vende tudo isso como se fosse mercadoria. ROGÉRIO: E o problema não é só econômico. Também é político. Nos últimos anos, as grandes plataformas deixaram claro de que lado estão. Em janeiro de 2025, por exemplo, Mark Zuckerberg, CEO da Meta e dono do Instagram, Facebook e WhatsApp, anunciou mudanças profundas nas políticas de moderação de conteúdo, alinhando a empresa à agenda da extrema-direita nos Estados Unidos. O próprio Donald Trump, que tinha sido banido das redes após os ataques ao Capitólio, foi readmitido com honrarias. DAMNY: E não foi só a Meta. O X, antigo Twitter, adquirido pelo Elon Musk, transformou a moderação num vale tudo. Discurso de ódio, desinformação organizada, ataques sistemáticos a cientistas e jornalistas. Tudo isso enquanto as plataformas investem pesado para inviabilizar qualquer tentativa de regulação, seja no Brasil, na Europa ou no mundo tudo. ROGÉRIO: Essas redes deixaram de ser espaços de encontro e se tornaram territórios hostis. E muitos usuários, insatisfeitos com essas políticas e mecanismos de uso destas plataformas, têm buscado por alternativas, como aconteceu com o êxodo quando Musk assumiu o X. DAMNY: Mas para onde ir? As alternativas pareciam muito semelhantes às já existentes com políticas de uso também questionáveis. Até que, nos últimos anos, um ecossistema silencioso começou a chamar a atenção. ROGÉRIO: Você tá falando do Fediverso? DAMNY: Exato. O Fediverso. Uma constelação de redes sociais descentralizadas, interconectadas, que funcionam numa lógica completamente diferente daquela das big techs. Sem um dono. Sem um algoritmo sombrio. Sem anúncios. Sem vigilância como modelo de negócio. [música] DAMNY: Eu sou Damny Laya, jornalista de ciência e tecnologia, pesquisador e bolsista Mídia Ciência do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri). Tenho me dedicado a estudar redes descentralizadas, governança da internet e soberania digital. O incômodo que a gente descreveu agora há pouco não é só profissional, é também de quem passa o dia pensando sobre esses sistemas e se pergunta: dá pra fazer diferente? ROGÉRIO: E sou Rogério Bordini, também jornalista de ciência. Pesquiso o Fediverso e o uso de ferramentas de acesso aberto como forma de emancipação dos algoritmos de controle. O tema do Fediverso tem aparecido cada vez mais nas conversas que a gente tem com colegas, estudantes e gestores públicos. DAMNY: Tanto que, para este episódio, a gente foi atrás de quem entende do assunto. Conversamos com especialistas do Fediverso, da cultura do software livre e da agenda da soberania digital. Queríamos entender não só o que é esse ecossistema, mas como ele funciona na prática. ROGÉRIO: Então, neste episódio, a gente vai explicar o que é o Fediverso, como ele está organizado e sobre algumas plataformas que fazem parte dele, além de como você pode fazer parte desse ecossistema. Mas também vamos discutir os desafios, a moderação de conteúdo, a governança comunitária e a barreira de entrada para quem não é familiarizado com a tecnologia. DAMNY: E, claro, vamos ouvir quem está na linha de frente. Nossos convidados vão ajudar a gente a entender também se o Fediverso pode ser, de fato, um caminho para a soberania digital ou o que falta para isso acontecer. ROGÉRIO: Pois bem. Respira que o Oxigênio tá só começando. [fim da música] [VINHETA DE ABERTURA OXIGÊNIO] ROGÉRIO: Imagine que as redes sociais comerciais são como grandes shopping centers. O Facebook, o Instagram, o X, o TikTok… Cada um é um centro comercial imenso, com suas próprias lojas, suas próprias regras, sua própria segurança. Pra entrar, você precisa aceitar o contrato deles. E, principalmente: o shopping é dono de tudo. Do estacionamento, das câmeras, dos corredores, do que você faz lá dentro. Você é visitante, mas não morador. DAMNY: Essa é uma boa analogia. Mas, nessa lógica, a gente pode comparar o Fediverso com o quê então? ROGÉRIO: O Fediverso é como uma cidade. Não tem um único dono. Tem ruas, praças, casas. Cada bairro tem suas próprias regras, sua própria administração. Mas as ruas se conectam, as praças são acessíveis a todo mundo, e você pode circular livremente. Melhor ainda: você pode morar num bairro, mas visitar os outros sem precisar mudar de endereço. THIAGO: O Fediverso é a tentativa de construção de uma praça pública digital, de fato, onde as pessoas podem realmente ter seus lugares de fala, seus púlpitos, seus vários púlpitos ali pra fazer seus discursos, suas falas, ou pra sentar no banco e ler um livro, enfim, ela é de fato essa possibilidade de criar uma praça pública digital. DAMNY: Esse aí é o ativista digital, comunicador e um dos fundadores da Fundação Alquimidia em Florianópolis, o Thiago Gonzaga, mais conhecido como Thiago Skarnio. Isso que ele acabou de falar é crucial: você pode ajudar a construir sua própria praça pública, seu próprio bairro. Soberania digital começa aí. ROGÉRIO: Exato. Mas vamos organizar isso. O Fediverso é formado por um conjunto de servidores independentes que se comunicam entre si. Cada um desses servidores é chamado de instância. Uma instância pode ser imensa, com dezenas de milhares de usuários, ou pode ser pequena, com meia dúzia de amigos. Pode ser administrada por uma universidade, por um coletivo de ativistas, por uma empresa, uma escola, ou só uma pessoa. DAMNY: O importante é que cada instância é autônoma. Ela define suas próprias regras de moderação, sua política de privacidade, seu código de conduta. E, ao mesmo tempo, ela conversa com as outras instâncias. Apesar de serem instancias independentes, elas conseguem conversar entre elas. Isso que é conhecido como universo federado. Além disso, precisamos falar de outra característica do Fediverso: a interoperabilidade. ROGÉRIO: Essa é uma palavra feia, mas o conceito é simples. Interoperabilidade é a capacidade de sistemas diferentes se entenderem. Imagina que o que você posta no X pudesse ser visto pelos usuários do Instagram ou vice-versa. Isso não é possível de se fazer nessas redes comerciais porque trabalham com protocolos e linguagens fechadas. No Fediverso, isso só funciona porque todas as plataformas e redes sociais utilizam o mesmo protocolo, chamado ActivityPub. DAMNY: Nestas redes sociais – sejam de blogs, microblogs, vídeos, imagens ou outros tipos de conteúdo – os sites do Fediverso que utilizam esse protocolo conseguem se conectar entre si, pois todos falam a mesma linguagem. ROGÉRIO: E isso é o oposto do que as Big Tech fazem. Elas constroem muralhas. Você não leva seus contatos do Instagram pro Threads, por exemplo. Você não exporta sua lista de seguidores do X pro Bluesky. Cada plataforma é uma ilha, e mudar de ilha significa recomeçar do zero. DAMNY: Enquanto isso, no Fediverso, você pode migrar de uma instância para outra, levar seus contatos, manter suas conversas. Neste caso, você é o dono dos seus contatos. Ou, no mínimo, é a comunidade que você escolheu. ROGÉRIO: Vamos dar um exemplo. O Mastodon é a plataforma mais popular do Fediverso, hoje com mais de 10 milhões de usuários. DAMNY: Essa rede costuma ser comparada ao X, já que também funciona como um micro‑blog. A interface lembra o X – com posts de até 500 caracteres, linha do tempo, reposts e favoritos – mas a lógica é totalmente diferente. ROGÉRIO: Diferente em pelo menos três aspectos fundamentais. Primeiro: não há um algoritmo influenciando no que você vê. O feed é cronológico reverso. O que seus contatos postam aparece na ordem em que publicaram. Se você está nas redes há mais tempo, deve lembrar que no começo o Facebook e o Instagram até seguiam essa lógica, mas mudaram completamente a entrega dos posts nos últimos anos. DAMNY: Segundo: a moderação é comunitária. Cada instância possui regras próprias, acessíveis e transparentes a todos os usuários. Se você não concorda com a moderação da sua instância, pode se mudar para outra. ROGÉRIO: Terceiro: não há anúncios. Mastodon, por exemplo, não é comercializado como um produto porque não tem acionistas. Seu financiamento vem de doações, campanhas de financiamento coletivo, apoio institucional e outras fontes. Isso transforma radicalmente a relação entre a plataforma e seus usuários. DAMNY: Agora, é importante deixar claro que descentralização não é sinônimo de solução para todos os problemas. Existem, sim, instâncias tóxicas no Fediverso, como de grupos extremistas, negacionistas e assediadores. A diferença é que, no Fediverso, as comunidades podem se desfederar. O Thiago explica um pouco: THIAGO: O Fediverso tem um pouco de autorregulação. Se uma instância é nociva, permite conteúdo tóxico, ela acaba sendo isolada de várias outras instâncias. Você pode bloquear aquela instância. Assim como o e-mail. Não quer mais receber e-mail de tal domínio. Você pode bloquear. ROGÉRIO: E isso nos leva a um ponto crucial. Nas redes centralizadas, você está sempre sujeito ao arbítrio unilateral de uma empresa. Se o X do Musk decide que você violou uma regra, mesmo que vaga e mal explicada, você pode perder sua conta. Recurso às vezes nem existe. No Fediverso, a relação já é outra. Você não é súdito, você é cidadão. DAMNY: Cidadão de uma federação. Pois a federação consiste exatamente nisso: unidades autônomas que decidem cooperar, servidores administrados por pessoas como eu e você, dispostos a criar verdadeiras redes sociais. Nenhum deles controla o outro, mas todos podem se comunicar. Se quiserem interromper a comunicação, podem silenciar ou bloquear mutuamente. ROGÉRIO: E a promessa é a de uma experiência online onde você não é o produto, onde o algoritmo não te manipula, onde suas conversas não são vigiadas para alimentar máquinas de perfilamento e publicidade comportamental. Mais do que uma promessa, é um ato de autonomia e de soberania digital. DAMNY: Mas como atrair pessoas para esse universo? Como encontrar uma instância ou comunidade que faça sentido? E como garantir que essas redes não repitam, em outra roupagem, os mesmos problemas de outras redes comerciais? E também, se o Fediverso é tão bom assim, por que todas as pessoas não estão o utilizando? ROGÉRIO: É sobre isso que a gente vai conversar no próximo bloco. Porque o Fediverso não é só tecnologia. É cultura, é política, é experimentação institucional. E tem gente aqui no Brasil construindo isso com as próprias mãos. [Música] ROGÉRIO: Instituições públicas e movimentos sociais no Brasil têm começado a experimentar o Fediverso como alternativa às plataformas comerciais, como é o caso de universidades, órgãos de pesquisa e equipamentos culturais. Gente que decidiu que não queria mais alimentar máquinas de vigilância com os dados da sua própria comunicação institucional. DAMNY: Exato. Porque uma coisa é a migração individual, a escolha pessoal de abandonar uma determinada rede. Outra coisa, é quando uma instituição pública ou um movimento social decide ocupar novos territórios. Aí a conversa ganha contornos de política pública, de infraestrutura, de projeto de país. ROGÉRIO: E essa questão se refere a isso que chamamos de soberania digital. Conceito que parece abstrato, mas que se materializa em decisões muito concretas. Quem guarda meus dados? Quem define as regras da minha conversa? Quem pode me expulsar de um espaço? E, mais importante: eu posso construir meu próprio espaço? DAMNY: O Fediverso oferece uma resposta possível para essas perguntas. Não por acaso tem atraído atenção de pesquisadores, ativistas, jornalistas e gestores públicos no Brasil e no mundo. Essa iniciativa de procurar o Fediverso como alternativa não surge isoladamente; ela responde a um movimento já em andamento ao redor do globo. Grandes instituições passaram a abandonar o X, por exemplo. ROGÉRIO: Pois é. O The Guardian, com 27 milhões de seguidores, anunciou sua saída do X, classificando a plataforma como tóxica e afirmando que o Elon Musk tem usado sua influência para moldar o discurso político. Mais de sessenta universidades na Alemanha e na Áustria também decidiram encerrar suas contas porque os algoritmos da plataforma, segundo elas, se opõem à integridade científica e democrática. DAMNY: Na França, 86 associações solidárias e ambientalistas também abandonaram o X. Na Espanha, a Greenpeace e a Conferência de Reitores das Universidades Espanholas também se despediram. O argumento se repete: a plataforma não reflete mais os valores das instituições que a ocupavam. São 60 mil contas desativadas por dia, e isso foi só em novembro de 2024. ROGÉRIO: E no Brasil a gente também tem sentido esse movimento. Milhões de usuários deixaram o X nos últimos meses, e a empresa perdeu entre 80 e 100 milhões de dólares anuais em receita no país. Mas, o boicote é louvável, porém ainda tá longe do ideal. DAMNY: Exato. A pergunta que fica é: para onde ir? Muita gente tem migrado para o Threads ou o Bluesky. Essa última é uma plataforma descentralizada, sim, mas mantida por bilionários, o antigo dono do Twitter, Jack Dorsey, que no fim das contas é mais um Tech Bro. Trocar um bilionário por outro, mesmo com arquitetura diferente, não resolve o problema estrutural da concentração de poder e da falta de controle comunitário. ROGÉRIO: É aí que entra o Fediverso. E o que a gente tem visto é que, paralelamente a esse êxodo, há um movimento de instituições públicas brasileiras, movimentos sociais, coletivos e ativistas que estão fazendo uma aposta diferente. Em vez de migrar para outra plataforma comercial, estão ocupando o Fediverso, criando instâncias, desenvolvendo comunidades, experimentando soberania digital na prática. DAMNY: Sobre isso falará Thiago Skarnio, o único latino-americano no conselho do FediForum, o maior evento mundial dedicado a pensar e melhorar o Fediverso. THIAGO: Ano passado a gente conseguiu articular, fez uma sugestão também para o Comitê Gestor da Internet, que tivesse o domínio social.br para que tivesse uma extensão de domínio específica para mídias sociais, focando nas instâncias do Fediverso. Foi acatado isso, a gente achou bem legal, então dá para registrar o social.br hoje, indica que aquilo é uma mídia social. A gente fez o Websocial.br, né, o Dam participou, falando das universidades, iniciativas, e tem feito algumas ações que eu chamo de ações estruturantes para o Fediverso né? Criou um fórum online para os organizadores de instâncias trocarem informações e debaterem, e documentarem, né, tirarem suas dúvidas, para quem está mais tempo no Fediverso, isso é para focar em quem mantém a instância. E recentemente articulou também para que existisse uma instância chamada Orgânica.social, que é uma instância que está aberta hoje, é uma instância feita junto com a Pop Solutions, ela está hospedada em território nacional, e ela é feita para acolher um grande volume de pessoas no Brasil, se o Twitter saiu do ar, o Instagram, se precisar de algum lugar para correr hoje existe a Orgânica.social. Essa iniciativa coletiva também tem muitas pessoas ali, tem uma comunidade cada vez mais crescente, tem o coletivo Onda, que está ajudando também com a moderação, junto com as pessoas da própria comunidade, e a Alquimidia tem ajudado a construir isso. ROGÉRIO: Entre essas ações estruturantes para o Fediverso que o Thiago acabou de mencionar, a que mais tem tido impacto é a criação da instância da Organica.Social, uma rede social descentralizada no Brasil, com a infraestrutura do Mastodon. Hoje a Orgânica tem quase 2 mil usuários e continua crescendo graças à campanha #vemprofediverso, impulsionada pela Alquimidia e outros parceiros nas redes sociais corporativas. THIAGO: Porque eu considero que a gente está hoje prototipando uma web social brasileira, o que a gente está fazendo hoje é meio que prototipando, a gente sabe que tem ainda pouca gente relacionada à população brasileira inteira, mas a gente sabe que o que a gente está fazendo hoje está sendo feito para ficar grande, para que seja ocupado e utilizado por toda a população. Tem feito várias frentes também com governos para ver se eles implementam, e tem acompanhado essas iniciativas universitárias, que é muito legal também, e a gente sabe que uma hora isso vai acabar crescendo bastante. DAMNY: O Thiago também falou como é gerenciada a instância da Organica e as diferenças na governança em relação com as redes sociais comerciais. THIAGO: a proposta da orgânica é ser uma instância comunitária. A gente meio que lançou uma proposta que é para ser coletiva, cada vez mais. Ela é coletiva e vai ser mais. A gente participa da governança da instância junto com outras organizações e pessoas. A gente participa da moderação, nós criamos os termos de uso, depois de muita pesquisa, as regras a gente também organizou baseado nas experiências anteriores do Fediverso e outras instâncias. E a gente participa hoje também da parte do acolhimento. A gente tem tutoriais sobre o Fediverso e manda para as pessoas, disponibiliza. Então, a gente tem feito essa atuação na orgânica de cultivar a cultura federada. A diferença disso para uma rede como o Instagram é porque o Instagram está na mão de uma empresa bilionária, na mão de um bilionário e que o código é fechado, então, a gente não tem como participar da governança do Instagram. A gente não tem como definir as regras de funcionamento, a gente não tem como participar. ROGÉRIO: Quando Thiago fala sobre código fechado, ele toca num tema fundamental para as redes descentralizadas: o software livre e o código aberto. Esses princípios permitem que conheçamos o funcionamento das plataformas — por exemplo, como o Mastodon, que foi construído com código aberto justamente para que possa ser replicado e adaptado por qualquer pessoa. THIAGO: O código da orgânica é um código do Mastodon. A pessoa pode olhar o código, como é que funciona, ver o que está acontecendo ali, e pode entrar em contato com os moderadores, pode questionar, pode enfim, tem várias formas hoje de participar da gestão da orgânica. A ideia é criar um conselho mesmo dos moderadores. Então tem várias formas de participar da orgânica, enquanto no Instagram não tem como. Não tem como você participar de nada você só consome aquilo que está ali, e no máximo você vai gerir teus contatos. DAMNY: Esse movimento de grupos que fazem acontecer a Organica.Social, que atrai outras pessoas pro Fediverso e geram novas redes sociais e comunidades, é o que o Rafael Evangelista enxerga como a possibilidade sociotécnica das redes federadas e descentralizadas. Que não é mais do que a possibilidade de fazer uma transição desse modo de uso de redes sociais, como acontece hoje nas redes centralizadas, para um modo que aponte para a ideia de apropriação tecnológica por parte de grupos sociais organizados. ROGÉRIO: O Rafael, pra quem não sabe, é professor do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp (Labjor) e conselheiro do Comitê Gestor da Internet (CGI), ele quem teve a ideia de criar uma instância no Mastodon pro Nudecri, núcleo do qual o Labjor faz parte. RAFAEL: O Nudecri é um núcleo de pesquisa que é uma estrutura que não existe tipicamente em outras universidades, outras universidades estão estruturadas em institutos que dão cursos de graduação e pós, etc., e nós somos um núcleo de pesquisa que porventura dá cursos de pós-graduação, mas nós somos essencialmente um núcleo de pesquisa. Esse núcleo de pesquisa que é o Nudecri, por teimosia de algumas pessoas do próprio núcleo, a gente sempre insistiu em manter um conjunto de ferramentas tecnológicas próximas a nós, a gente sempre foi refratário a ideia de, por exemplo, pegar sites jornalísticos que nós fazemos e colocar em grandes provedores, a gente sempre gostou de ter essa estrutura conosco, então temos o nosso servidor no laboratório, então a gente tem um servidor nosso no laboratório não porque a gente resolveu ter agora, a gente tem isso desde os anos 2000, e isso foi ficando e a gente foi brigando pra manter. E essa briga por manter envolve essa percepção de pesquisadores de que era importante ter controle da tecnologia, de conhecer a tecnologia. Da tecnologia ser um tema pra nós e a gente sentir que tem que estar próximo dela com a capacidade de experimentar e também porque a gente desde o começo foi muito claro de que nos cabia ter e que não nos cabia ter. DAMNY: Existe também um aspecto super importante, ter uma pessoa técnica no campo da TI, como bem destaca o Rafael. RAFAEL: Nós temos um funcionário nosso que é um TI, temos um TI integrado, isso é altamente importante pra esse processo da gente ter isso mais próximo, foi por ter essa relação próxima que eu pude pegar e falar com o técnico, poxa, será que a gente consegue experimentar? E aí preciso tirar o chapéu pro André que é o nosso TI, porque além de tudo, a gente não basta ter um TI, a gente precisa ter um TI que esteja interessado em ser parceiro nas experimentações tecnológicas. ROGÉRIO: E se você tá dentro de uma universidade, deve ter acesso ao drive do Google pelo seu e-mail institucional, por exemplo. Só que essa “parceria” é algo que acaba fragilizando a soberania e a autonomia universitária. É algo que o coletivo Rede pela Soberania Digital Brasileira apontou no manifesto entregue ao presidente Lula em setembro de 2023. A experiência que vem desenvolvendo o Nudecri é tanto um exercício de apropriação tecnológica quanto uma forma de ir contra esse movimento. DAMNY: Nesse contexto, o Rafael convida a gente a refletir. RAFAEL: Como é que as universidades podem ser também um lugar para a produção dessa sociabilidade em torno da tecnologia para a produção dessa apropriação tecnológica num contexto de resistência à terceirização das infraestruturas tecnológicas para as Big Techs? Então, ter uma instância do Mastodon no nosso servidor é importante porque é um sinal de que um desses lugares de apropriação tecnológica podem ser os grupos de pesquisa. ROGÉRIO: E podem ser mesmo, né, Dam? Você precisa saber que o Damny e o Rafael levantaram um projeto de pesquisa sobre Fediverso nas Universidades, certo? DAMNY: Exatamente. O projeto leva por nome “O Fediverso nas Universidades Públicas: iniciativas para a construção de uma soberania digital nas universidades paulistas”. E a partir dele começamos um projeto de divulgação científica, com uma bolsa Mídia Ciência da Fapesp, graças à qual estamos aqui fazendo esse episódio hoje. Mas o Rafael pode nos falar melhor como tem sido isso. RAFAEL: A gente tentou fazer um processo de convencimento dos pesquisadores para que eles se apropriem do Fediverso, mas esse processo foi também de tentar trazer os veículos que esses pesquisadores gerenciam para dentro do Fediverso. ROGÉRIO: E graças ao esforço de vocês o Oxigênio e a revista ComCiência estão no Mastodon, e ouvi que os outros veículos do Nudecri também estão chegando né. DAMNY: Estão chegando e seguimos no processo de atrair e de convencer eles que aqui no Fediverso esses veículos têm audiência. ROGÉRIO: Definitivamente é tudo um desafio que precisa de estratégia para convencer às pessoas a entrarem pro Fediverso porque é algo diferente dentre nossa cultura de redes sociais. Mas, argumentos não nos faltam do ponto de vista ético e político, como já mencionamos. Ainda assim parece que falta alguma coisa. RAFAEL: mais do que trazer as pessoas para cá, para o Fediverso, eu acho que o desafio é trazer conteúdo para o Fediverso. Então, não é só que o pesquisador “x” tenha o seu perfil lá, não, é que essa produção que ele trabalha de graça para as redes comerciais, que ele trabalha de graça para o público para uma rede social que é um bem comum, uma rede social que é aberta, descentralizada, federada, etc., quer dizer, quando você tiver mais conteúdo no Fediverso as pessoas vão tender a entrar no Fediverso. Porque acho que as pessoas vão atrás não só das relações sociais que estão nas redes sociais, elas vão atrás dos conteúdos que estão nas redes sociais. DAMNY: Esse trabalho que estamos fazendo no Nudecri para divulgar e comunicar ciência no Fediverso é um esforço como o que vem fazendo, por exemplo, a Comissão Europeia, algumas organizações ambientais, os governos da França, Suíça, Holanda e Alemanha, e alguns veículos de comunicação como a BBC que decidiram também implementar seus próprios servidores em redes sociais descentralizadas como o Mastodon. Tudo isso num esforço por se desvencilhar das redes sociais nas mãos e sob completo controle das big techs. E nesse sentido eu gostaria de destacar o trabalho que está fazendo a Holanda. Lá a Cooperativa de TI da educação e pesquisa holandesa, a SURF (que em português é algo assim como “Instalações Colaborativas de Computação Universitária”) eles pararam de usar o X por causa das políticas antidemocráticas do Musk, e agora estão explorando o Mastodon como uma plataforma de código aberto para educação e pesquisa no país. O piloto foi lançado em fevereiro de 2023 e continua em andamento. Estudantes, pesquisadores, funcionários e instituições da Holanda podem experimentar o Mastodon de forma acessível. ROGÉRIO: E uma curiosidade: A SURF foi quem criou o sistema Eduroam, sabe? O Wi-Fi público que usamos aqui na Unicamp e na maioria das universidades do país e no mundo. E tem mais, lembra que a gente falou que a base destas ações estão no código aberto e o software livre? Bom, aqui no Brasil há uma experiência que está sendo implementada em outras partes do mundo. Uma demonstração de como funciona uma política pública baseada em software livre: o Tainacan. DAMNY: A gente conversou com um dos seus criadores, o José Murilo, especialista em políticas públicas voltadas para a tecnologia digital e a internet, e coordenador de Arquitetura da Informação Museal no Instituto Brasileiro de Museus, o Ibram. Ele vai nos explicar o que é e o que faz o Tainacan. MURILO: Ele é um repositório digital. Então, basicamente, ele trata da publicação de acervos digitais, de instituições de memória, arquivos, bibliotecas e museus. Agora, ele está pronto para publicar qualquer coleção. Se você tem uma coleção de chaveiros e você quer publicá-la na internet, você tem, e é muito fácil porque é um plugin, basta você, se você tem o WordPress já instalado rapidamente, você já começa a operar. E ele é uma ferramenta muito interessante, porque, por ser um plugin para WordPress, ele muito facilmente chupa arquivos, acervos. Por exemplo, ele chupa acervos do YouTube, ele chupa acervos do Flickr, e trazendo metadados. E, rapidamente, aquilo vira uma coleção que você está hospedando localmente, enfim. DAMNY: O Murilo tocou em dois conceitos importantes: o WordPress e plugins. Acho que vale a gente fazer um parêntese para entender melhor como funciona o Tainacan. Porque quando a gente fala em Fediverso, em instâncias, em protocolos, pode parecer que estamos falando de um mundo muito distante da experiência comum das pessoas. Mas existem pontes. Uma delas é o WordPress que é uma plataforma de publicação, originalmente para blogs, que hoje alimenta mais de 40% de todos os sites da internet. É um software livre, o que significa que qualquer pessoa pode baixar, instalar, modificar e usar sem pedir licença a ninguém. ROGÉRIO: E o que são plugins? São como aplicativos que você instala no seu site para adicionar funcionalidades novas. Quer uma loja virtual? Instala um plugin. Quer integração com redes sociais? Instala outro. Quer que seu site WordPress se torne parte do Fediverso? Existe um plugin para isso. Ele faz com que seu site passe a falar a língua do ActivityPub, aquele protocolo que a gente mencionou, e pronto. As pessoas podem seguir seu site diretamente no Mastodon e comentar seus posts, interagir como se estivessem na mesma rede. É uma forma de trazer a lógica do Fediverso para dentro de ferramentas que milhões de pessoas já usam, sem precisar aprender nada do zero. DAMNY: Então o Tainacan é esse plugin, que como bem falou o Murilo, é só adicionar ao seu site ou blog, e já faz o trabalho de criar um acervo do que você quiser. ROGÉRIO: O Tainacan é uma ferramenta maravilhosa, mas o mais importante é que é produto de uma política pública, feito em instituições públicas, numa relação entre o Ibram e as universidades federais. MURILO: Antes do MinC (Ministério da Cultura) ser extinto, a gente tinha iniciado, a partir do Fórum da Cultura Digital Brasileira, uma política para acervos digitais, pensando numa tecnologia que pudesse atender a interoperabilidade entre arquivos, bibliotecas e museus. E nisso surgiu o Tainacan. O Tainacan ele nasce lá em 2016, 2015, na verdade, quando a gente tinha feito uns editais de digitalização de cultura afro, e a gente queria um protótipo de tecnologia que pudesse atender a essa demanda, ou seja, de difundir acervos digitais, tratando dos modelos de dados de arquivos, bibliotecas e museus. DAMNY: Tem várias pessoas envolvidas nesse projeto, que integra o Programa Acervo em Rede, uma política pública baseada em software livre. Mas, uma que é central é o professor Dalton Martins, especialista em ciências da informação, quem iniciou o projeto na Universidade Federal de Goiás, e foi para o Ibram para ocupar o cargo de Coordenador-Geral de Sistemas de Informação Museal. Também, é importante, houve uma conexão muito forte com a Universidade Federal do Espírito Santo. ROGÉRIO: Vale destacar que esse desenho institucional proposto para essa cooperação Ibram-Universidade favoreceu o envolvimento de jovens museólogos, arquivistas e bibliotecários na formulação e implementação de aplicações, e na ativação de redes para o campo museal. E tudo isso movimentado pela cultura do software livre. Mas por que isso é importante? MURILO: Olha, o software livre é a única forma de você ter realmente uma garantia de que aquela aplicação vai continuar funcionando como ela funciona hoje, sem a interferência externa. Quando fala, por exemplo, quando a gente anuncia o Tainacan e faz a propaganda dele, é um pouco nesse sentido. Como é que você vai garantir que a informação pública que você está publicando numa plataforma proprietária vai continuar publicada com aquele mesmo tipo de acesso perenemente? Não tem como. A única forma de você garantir é com o software livre. Então, assim, eu acho muito importante que a gente tenha chegado nesse ponto no campo da cultura, com um projeto dessa natureza, mostrando o caminho. Acho que a gente não tem a visibilidade que a gente deveria ter, porque o acesso a esse software é muito fácil. Você baixar um plugin é muito fácil. Nós temos tutoriais da formação de utilização da ferramenta no YouTube, e temos uma equipe lá que está pronto para dar suporte para todo mundo. Tem muita gente fazendo o seu próprio Tainacan. A gente deu atendimento ao pessoal do Corinthians, o pessoal da Mangueira, enfim, a conversa está espalhando, e as pessoas estão vendo que publicar seus próprios acervos faz sentido no século XXI. DAMNY: Olha a magnitude deste bem público que é o Tainacan. Qualquer um pode fazer uso dele. Instituições do tamanho do Corinthians, da Mangueira, estão querendo usar ele para guardar seus acervos. E a questão não fica só aqui no Brasil. MURILO: Ah, eu quero dizer também que os museus federais do México já usam Tainacan e os museus da Colômbia também já estão utilizando Tainacan. O que está quase permitindo que a gente pense num agregador Americana. Já pensou? ROGÉRIO: Então o Tainacan tem impacto além das fronteiras brasileiras. Ele é quem permite o funcionamento de mais uma grande criação para os acervos culturais digitais: a Brasiliana Museus, um serviço de agregação de coleções museológicas desenvolvido a partir do Tainacan. MURILO: A Brasiliana, ela vem de um desafio que a gente sempre colocou quando a gente pensava a política para acervos digitais. A gente falava que a gente deveria ter como meta um agregador e uma máquina de busca nos conteúdos da cultura brasileira. Que não fosse o algoritmo do Google, ou seja, que a gente pudesse de alguma forma trabalhar essa instância da pesquisa e exploração em busca como política pública, como uma forma que o algoritmo que você pensasse para isso estivesse dando visibilidade aos conteúdos da cultura brasileira, enfim. Então a brasiliana começa um pouco assim, como um agregador museológico, de instituições museológicas, mas o grande desafio era a gente estar trabalhando com esses índices de forma a produzir uma busca de qualidade, através desses indicadores. Então foi assim, a gente iniciou com os museus do Ibram, mas na medida em que a brasiliana foi lançada, ela já abriu para adesão de outras instituições, teve entrada do Museu da Pessoa, por exemplo. DAMNY: Com a Brasiliana, o Ibram inaugurou a iniciativa dos Museus brasileiros no Fediverso, quando ativaram o plugin ActivityPub no site WordPress da Brasiliana Museus, e publicaram o primeiro post de um domínio gov.br na web social, ou seja, no Fediverso. MURILO: A gente parte, eu acho que é um post que eu fiz na Brasiliana, em janeiro de 2024, era isso, ou seja, a gente estava constatando que o estado das redes sociais era uma coisa calamitosa e que, a partir da política pública, a gente gostaria de explorar possibilidades, alternativas, enfim, na perspectiva dos museus. E quando eu digo isso, eu quero dizer que, por exemplo, museus utilizam intensamente Instagram, já utilizaram mais, mas usam muito o Flickr. E a gente sempre teve essa ideia de que gostaria de, pelo menos, oferecer uma alternativa, oferecer uma possibilidade que um determinado museu quisesse usar algo alternativo, que houvesse essa possibilidade. Então, foi assim. Foi a possibilidade de criar contas para os museus no Fediverso. ROGÉRIO: O projeto do Fediverso do Ibram continua crescendo. Eles criaram a instância no Mastodon, chamada social.museus.gov.br, já ha mais de um ano. MURILO: Então, aí a gente lançou, mas a gente foi bem devagar, fazendo experimentos, a gente criou uma conta do Cadastro, que também publica os itens do Tainacan lá, a Brasiliana está publicando também os itens do Tainacan, mas isso a gente não está divulgando ainda, é tudo como experimento, aí a gente mostra para alguns parceiros, olha como é que está aí. E a gente estava com um plano, chegamos a conversar com o Comitê Gestor da Internet, de ter o domínio Museu.br, que ele não está ativado ainda, a ideia do comitê gestor era usar, tendo uma instituição como porteiro ali, e aí a gente falou, o Ibram pode ser esse porteiro, mas o que a gente queria mesmo era começar o social.museu.br, ser o primeiro, para que a partir dali a gente desse instâncias para os vários museus. O museu ganhava conta e aí, ou seja, essa instância seria para contas de museus. Isso está ainda encaminhando, hoje mesmo eu retomei essa conversa, o comitê gestor já deu ok, só está faltando a gente se organizar aqui. DAMNY: esse caso do Ibram com a criação do Tainacan e a Brasiliana Museus é mais uma evidência de como é possível construir política pública com uso do software livre, unindo esforços de diversas instituições públicas para obter um bem público e acesso à informação e à educação. MURILO: Para você ver, quando a política pública é integrada ela vai provocando novos desenvolvimentos que são correlacionados, e como está tudo software livre a coisa vai no mesmo nível, vai na mesma linha. Então é uma coisa assim, é um ciclo virtuoso que a gente tem que realmente incentivar. ROGÉRIO: E temos que incentivar mesmo, como as experiências que comentamos nesse episódio, a Organica.Social, o Tainacan, a Brasiliana Museus, e as instâncias do Nudecri para divulgar ciência. Essas são evidências de que é possível, sim, construirmos soberania digital e autonomia através da apropriação de tecnologias de código aberto e software livre. [música] ROGÉRIO: A pesquisa, entrevistas, roteiro, e apresentação desse episódio foi feita pelo Damny Laya e por mim, Rogério Bordini, que também fui responsável pela edição desse episódio. DAMNY: O Oxigênio é um podcast produzido pelos alunos do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp e colaboradores externos. Tem parceria com a Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp e apoio do Serviço de Auxílio ao Estudante da Unicamp. Agradecemos em especial a revisão da coordenadora do Oxigênio, Simone Pallone de Figueiredo, e a doutoranda Mayra Trinca. Além disso, contamos com o apoio da FAPESP, que financia bolsas como a que nos apoia neste projeto de divulgação científica. ROGÉRIO: Obrigado por ouvir até aqui, e se quiser, deixa um comentário sobre esse episódio na sua plataforma de áudio preferida ou nas redes sociais, sobretudo no Mastodon, que a gente está esperando por vocês lá. Você encontra a gente em todas as plataformas como Oxigênio Podcast. Obrigado, até mais. [VINHETA OXIGÊNIO] Créditos: Os sons de rolha e os loops de baixo são da biblioteca de loops do Garage Band. Roteiro: Damny Laya e Rogério Bordini Produção: Rogério Bordini Pesquisa: Damny Laya Narração: Damny Laya e Rogério Bordini Entrevistados: Rafael Evangelista, Thiago Skarnio, José Murilo Projetos citados Projeto Tainacan: https://tainacan.org/ Projeto Piloto da SURF (Holanda): https://www.surf.nl/en/about-the-mastodon-pilot Rede Organica.Social: https://organica.social/explore Observatório do Fediverso: alquimidia.org/fediverso/ Relatórios Técnicos SANTINI, R. M., BORGES, M., FERREIRA, F., SALLES, D. G., GRAEL, F., & BARROS, C. E. (2023). NETLAB. Estudo da campanha contra o PL 2630 e regulamentação das plataformas digitais. 2023. (p. 23). UFRJ. https://netlab.eco.ufrj.br/post/estudo-da-campanha-contra-o-pl-2630-e-regulamenta%C3%A7%C3%A3o-das-plataformas-digitais Notícias e Reportagens BONIFAZ, R. (2023, outubro 5). 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Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta segunda-feira (23):O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), classificou o possível envolvimento de autoridades no caso do Banco Master como “farra dos intocáveis”. Em vídeo publicado nas redes sociais, Zema criticou figuras que, segundo ele, “mandam, mas não prestam conta” e convocou manifestação na Avenida Paulista. As declarações ocorrem em meio a investigações e desdobramentos do escândalo financeiro. A Polícia Federal teria deixado de compartilhar com o Judiciário o conteúdo de dezenas de aparelhos eletrônicos apreendidos no caso do Banco Master, incluindo 52 celulares, segundo informações divulgadas pela imprensa. O ministro André Mendonça cobrou detalhes sobre o material analisado, enquanto o episódio abre nova tensão entre governo e Judiciário. Apesar da resistência à criação de uma CPI exclusiva sobre o Banco Master, senadores articulam alternativas para ouvir Daniel Vorcaro em outras comissões da Casa. A expectativa é que o depoimento possa esclarecer pontos sobre o escândalo e possíveis conexões com outros casos, como o INSS. O presidente Lula (PT) comentou as críticas ao desfile da Acadêmicos de Niterói, que o homenageou no Carnaval. Em entrevista, afirmou que “não é carnavalesco” e que apenas aceitou a homenagem. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reagiu nas redes, acusando o presidente de ter anuído com ironias contra conservadores. O episódio segue repercutindo no cenário político. O prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, criticou a ala “Neoconservadores em conserva” do desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula (PT). Para Quaquá, quem deseja governar o país precisa dialogar com o “Brasil real” e não pode deixar de conversar com eleitores conservadores. A fala ocorre após forte repercussão negativa do desfile nas redes sociais. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltaram a trocar críticas públicas nas redes sociais. O embate envolve o ex-deputado Federal Eduardo Bolsonaro, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A tensão aumentou após divergências sobre manifestações e prioridades políticas, incluindo o caso Banco Master e a pauta da anistia. As declarações reacenderam especulações sobre um racha interno no grupo. Uma onda de violência tomou conta do México após a morte de um dos principais líderes do Cartel Jalisco Nova Geração, conhecido como “El Mencho”. Pelo menos 57 pessoas morreram em confrontos e ataques, incluindo integrantes da Guarda Nacional e agentes públicos. Bloqueios, incêndios e suspensão de aulas foram registrados em diferentes estados do país. Levantamento da Instituição Fiscal Independente do Senado aponta que os gastos do governo com benefícios sociais aumentaram quase 500% desde 2004, atingindo R$ 383 bilhões anuais. O crescimento pressiona as regras fiscais e já provoca debate dentro da própria equipe econômica do Planalto sobre possíveis mudanças na concessão dos programas. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
Uma semana cheia de conspirações.....Bloco 1- Gaza: passagem de Rafiah com funcionamento “para inglês ver” e desarmamento do Hamas não acontece.- Cisjordânia: Pogroms continuam e o governo avança com processo de anexação.- Netanyahu vai à Casa Branca para debater sobre o Irã.Bloco 2- Netanyahu divulga vídeo com acusações falsas e teorias da conspiração contra o ex-chefe do Shin Bet.- Netanyahu recrutou soldados da inteligência para procurar em protocolos documentos que favorecessem a sua narrativa da guerra.- Crimes e protestos continuam dentro do setor palestino da sociedade israelense.- Conselheira Jurídica do Governo diz que Levin atua contra o interesse público por não permitir a nomeação de juízes.- Suprema Corte exige que Ben Gvir aprove as nomeações dos oficiais da Polícia.- Bezalel Zini pode complicar a vida do irmão, David Zini, chefe do Shin Bet.- Após recomendar voto favorável na lei do alistamento, o principal rabino lituano volta atrás.Bloco 3- Personagem da semana- Palavra da semana- Correio dos ouvintesPara quem puder colaborar com o desenvolvimento do nosso projeto para podermos continuar trazendo informação de qualidade, esse é o link para a nossa campanha de financiamento coletivo. No Brasil - apoia.se/doladoesquerdodomuroNo exterior - patreon.com/doladoesquerdodomuroNossa página: ladoesquerdo.comNós nas redes:bluesky - @doladoesquerdo.bsky.social e @joaokm.bsky.socialtwitter - @doladoesquerdo e @joaokminstagram - @doladoesquerdodomuroyoutube - youtube.com/@doladoesquerdodomuroTiktok - @esquerdomuroPlaylist do Spotify - Do Lado Esquerdo do Muro MusicalSite com tradução de letras de músicas - https://shirimemportugues.blogspot.com/Episódio #340 do podcast "Do Lado Esquerdo do Muro", com Marcos Gorinstein e João Miragaya.
Confira nesta edição: portabilidade de crédito entre instituições financeiras já pode ser feita de forma digital; o simulador de aposentadoria do INSS volta a funcionar a partir desta quarta (4); Também nesta quarta, os chefes dos três poderes assinam pacto de combate ao feminicídio; e mais: STF analisa regras para juízes usarem redes sociais.
Governo Lula amplia as oportunidades para a juventude com edição histórica do programa. Iniciativa oferece bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições de educação superior privadas.As inscrições prosseguem até o dia 29 de janeiro. Sonora:
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste sábado (27): O senador Magno Malta (PL) protocolou um pedido para suspender o recesso parlamentar. O objetivo é instalar uma CPI sobre o Banco Master e apurar contratos envolvendo o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. André Anelli traz os detalhes e a reação da oposição. Pelo segundo dia consecutivo, a cidade de São Paulo bateu recorde de calor. Para lidar com a situação, o governo do Estado começou a tomar providências diante da previsão de chuva forte já na próxima semana. Reportagem: Camila Yunes. A Controladoria Geral da União decidiu pelo afastamento de David Cosac Junior, de 49 anos, do cargo de auditor da CGU. Ele é acusado de agredir a ex-namorada e o filho dela, de apenas quatro anos. A Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado alerta que o governo federal acumula R$ 170 bilhões em despesas fora da contabilidade oficial desde 2023, colocando em dúvida a sustentabilidade fiscal. O líder do governo, Randolfe Rodrigues, discorda e cita gastos com defesa. Previsto para entrar em vigor em 1º de janeiro, o novo salário mínimo, no valor de R$ 1.621, começa a ser pago em fevereiro de 2026. O reajuste deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia. Para analisar os impactos da medida, a Jovem Pan News entrevista o economista Rodrigo Simões.Reportagem: Danúbia Braga. O IPCA-15, prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,25% em dezembro, segundo dados divulgados na última terça-feira (23) pelo IBGE. Para comentar o resultado e fazer um balanço da economia em 2025, a Jovem Pan News também ouviu o economista Rodrigo Simões.Reportagem: Rodrigo Viga. A Abin notificou o ex-diretor do órgão, Alexandre Ramagem, em processo que pede a devolução de R$10 mil para a agência por conta de ajustes trabalhistas. Ramagem tem o prazo de 10 dias para fazer a devolução e até o momento não se manifestou sobre o assunto. A Rússia realizou um ataque massivo com drones contra Kiev na madrugada deste sábado (27). Segundo o correspondente Eliseu Caetano, a ofensiva deixou 1 morto e 32 feridos, incluindo crianças. O bombardeio atingiu áreas residenciais e infraestrutura urbana. defesa aérea ucraniana interceptou parte dos equipamentos, mas alguns drones de longo alcance ultrapassaram o bloqueio. O governo Trump aprovou o maior pacote de defesa da história para Taiwan, incluindo mísseis e artilharia pesada. Em retaliação imediata, Pequim anunciou sanções contra gigantes como Boeing Defense e Northrop Grumman. O correspondente Eliseu Caetano detalha a crise diplomática. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Instituição de Código de Conduta é necessária, afirma presidente da OAB-PR, Luiz Fernando Casagrande PereiraMeio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília. Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado. Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h. Apoie o jornalismo Vigilante: 10% de desconto para audiência do Meio-Dia em Brasília https://bit.ly/meiodiaoa Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br