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Sua casa pode estar cheia de 'vilões' que atrapalham seu acesso à internet. Algumas dessas interferências são previsíveis, como paredes grossas. Outras são bem mais inusitadas.
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Algumas das principais notícias do dia: O Departamento Australiano de Segurança nos Transportes (ATSB) investiga novo incidente em que avião da Virgin abortou decolagem depois de ver outro da Qantas no caminho. Banco Commonwealth divulga que financiamento de imóveis para investimento caiu 28% com fim de incentivos. Em Portugal, jovem de 15 anos mata a mãe em estrangulamento em Algés. No Brasil, pequenos e médios consumidores agora poderão escolher fornecedor de energia elétrica.Algumas das principais notícias do dia: O Departamento Australiano de Segurança nos Transportes (ATSB) investiga novo incidente em que avião da Virgin abortou decolagem depois de ver outro da Qantas no caminho. Banco Commonwealth divulga que financiamento de imóveis para investimento caiu 28% com fim de incentivos. Em Portugal, jovem de 15 anos mata a mãe em estrangulamento em Algés. No Brasil, pequenos e médios consumidores agora poderão escolher fornecedor de energia elétrica. —-Siga a SBS em Português no Facebook, X, Instagram e You Tube. Siga a 'SBS Portuguese' no Spotify, Apple Podcasts, iHeart Podcasts, PocketCasts ou na sua plataforma de áudio favorita.
O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Xavier Barreto, acredita que os longos tempos de espera nas urgências se devem manter nas próximas semanas.See omnystudio.com/listener for privacy information.
izem que ele ouve música clássica, recebe massagem, toma cerveja. E que esses cuidados estariam por trás de uma das carnes mais valorizadas e desejadas do planeta. Quando o assunto é Wagyu, não faltam histórias. Algumas têm explicação. Outras ganharam o mundo como verdade. Mas talvez nenhuma seja tão interessante quanto a história real dessa raça. Antes de virar sinônimo de carne premium e de uma experiência única à mesa, o Wagyu era trabalho. No Japão, esses animais eram utilizados na tração e nas lavouras de arroz. Precisavam ser fortes, rústicos, mansos e leves. A carne nem era o objetivo daquela seleção. Com o tempo, o mundo descobriria sua “beleza interior”: uma capacidade extraordinária de depositar gordura dentro do músculo, alcançando um marmoreio difícil de comparar. Mas produzir Wagyu não tem mágica. Tem genética, manejo e seleção. É preciso medir, rastrear, certificar, acompanhar a carcaça e entender o consumidor. É fazer a genética conversar com o mercado. E é nesse universo que mergulhou Tatiana Caruso, nossa convidada de hoje. Veterinária, mestre em Agronegócio e apaixonada por melhoramento genético, ela trocou a vida profissional em São Paulo pelo campo e encontrou no Wagyu um projeto de vida. Ela acredita que o Brasil ainda tem muito espaço para avançar com a raça, especialmente quando o potencial do Wagyu encontra a realidade da nossa pecuária. Neste episódio, a gente fala de ciência, melhoramento, cruzamento industrial e mercado. Dos mitos que ajudaram a transformar o Wagyu quase numa lenda, mas também das oportunidades que essa raça pode abrir por aqui. Afinal, o que é verdade, o que é exagero e até onde o Brasil pode chegar com esse gado diferenciado? É o que você vai descobrir no bate-papo.See omnystudio.com/listener for privacy information.
DEVOCIONAL DA MANHÃ DO DIA 13/08/2026 — UM NOVO CORAÇÃO PARA UM NOVO CAMINHOVocê não precisa apenas de uma fase nova. Você precisa de um coração renovado por Deus.Ezequiel 36.26 fala da promessa de Deus: um novo coração e um novo espírito.Muita gente tenta recomeçar mudando agenda, rotina, visual, cidade, trabalho ou relacionamentos. Algumas mudanças podem até ser necessárias. Mas se o coração não muda, a pessoa leva os mesmos problemas para novos cenários.Cenários novos não resolvem corações antigos.Deus vai mais fundo. Ele transforma desejos, prioridades, motivações e caminhos.Hoje, antes de pedir apenas portas abertas, peça um coração novo.Escreva nos comentários: “Senhor, renova meu coração”, se essa é a sua oração.#DevocionalDaManhã #NovoCoração #Transformação
Nesta mensagem, o Pr. Rafael lemos, com o texto em Juízes, capítulo 11, versículos 29 a 31, nos traz uma reflexão sobre quanto tempo eu ainda tenho, e o que estou fazendo com a minha vida.Uma das coisas mais preciosas que Deus colocou em nossas mãos é o tempo.Dinheiro podemos recuperar. Bens podemos reconstruir. Algumas oportunidades podem voltar. Mas o tempo que passou não volta mais.Por isso, a pergunta não deveria ser apenas: “Quanto tempo eu já vivi?”, mas principalmente: “Quanto tempo eu tenho? E o que estou fazendo com o tempo que Deus ainda me permite viver?”A história de Jefté nos coloca diante de uma decisão precipitada. Ele estava diante de uma batalha e fez um voto ao Senhor. Sua ansiedade pelo resultado fez com que ele tomasse uma decisão sem medir completamente suas consequências.Isso nos ensina algo muito importante: momentos de pressão não são bons momentos para tomar decisões que podem comprometer o futuro.1. O tempo da pressão pode nos fazer agir sem pensarJefté estava diante de uma grande batalha.Havia uma expectativa, uma necessidade e uma pressão enorme sobre ele. E, nesse ambiente, ele fez um voto.Quantas vezes fazemos o mesmo?Quando estamos pressionados, queremos resolver tudo rapidamente. Queremos respostas imediatas, soluções imediatas e resultados imediatos.E, muitas vezes, na tentativa de ganhar tempo, acabamos perdendo coisas que levarão muito tempo para reconstruir.Nem toda urgência exige uma decisão imediata.Às vezes, precisamos parar, orar e perguntar:“Senhor, o que Tu queres que eu faça?”2. O tempo é uma dádiva, não uma propriedadeJefté agiu como se precisasse garantir a vitória através de uma promessa.Mas a vitória não precisava ser comprada.Deus não precisava de um voto precipitado para cumprir aquilo que havia determinado.Isso também acontece conosco. Às vezes, queremos controlar aquilo que deveríamos simplesmente confiar a Deus.Tentamos negociar com Deus: “Senhor, se Tu fizeres isso, eu farei aquilo.”Mas Deus não precisa dos nossos acordos para continuar sendo Deus.3. Não desperdice o tempo tentando controlar o que pertence a DeusJefté queria controlar o resultado da batalha.Mas existem coisas que estão além do nosso controle.Não podemos controlar o amanhã.Não podemos controlar as pessoas.Não podemos controlar todas as circunstâncias.Não podemos impedir todas as perdas.Mas podemos controlar como vamos viver o tempo que recebemos.4. A pergunta não é apenas “quanto tempo tenho?” mas “para quê tenho tempo?”Essa é a grande questão.Deus não nos dá tempo simplesmente para preenchê-lo.Existe propósito no tempo.Há pessoas que precisam ser alcançadas.Há famílias que precisam ser restauradas.Há dons que precisam ser desenvolvidos.Há sonhos que precisam sair do papel.Há uma missão que precisa ser cumprida.Jesus disse: “Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia.” João 9:4Jesus tinha consciência de que havia um tempo determinado para cumprir Sua missão.5. Não permita que a pressa roube aquilo que a paciência poderia construirJefté nos mostra o perigo de uma decisão tomada na pressão.Existe uma diferença entre agir com fé e agir por impulso.O problema é que queremos viver o amanhã hoje.Queremos respostas antes do tempo.Queremos resultados antes do processo.Queremos a promessa sem esperar o cumprimento.Mas Deus trabalha também através do tempo.Por isso, a grande pergunta não é: “Quanto tempo ainda falta?”Mas: “O que farei com o tempo que Deus colocou hoje em minhas mãos?”Acima de tudo, não viva simplesmente contando os dias.Faça os dias contarem.Porque talvez você não possa escolher quanto tempo terá, mas pode escolher como viverá o tempo que Deus lhe deu.Se Deus me perguntasse hoje: “O que você fez com o tempo que Eu lhe dei?”, qual seria a minha resposta?Se esta mensagem edificou a sua vida, curta e compartilhe com mais pessoas.Deus te abençoe!
Algumas das principais notícias do dia: Austrália tem grandes chances de altas temperaturas e queimadas pelos próximos meses, segundo o Climate Council. Coalizão, independentes e Verdes pressionam Trabalhistas para endurecer proposta de lei para jogos de azar. No Brasil, PF investiga agenciadores de imigração ilegal que levam brasileiros aos EUA. Em Portugal, Seguro afirma que Estado 'se demitiu' das funções de cuidados aos mais velhos.Algumas das principais notícias do dia: Austrália tem grandes chances de altas temperaturas e queimadas pelos próximos meses, segundo o Climate Council. Coalizão, independentes e Verdes pressionam Trabalhistas para endurecer proposta de lei para jogos de azar. No Brasil, PF investiga agenciadores de imigração ilegal que levam brasileiros aos EUA. Em Portugal, Seguro afirma que Estado 'se demitiu' das funções de cuidados aos mais velhos. —-Siga a SBS em Português no Facebook, X, Instagram e You Tube. Siga a 'SBS Portuguese' no Spotify, Apple Podcasts, iHeart Podcasts, PocketCasts ou na sua plataforma de áudio favorita.
Algumas casas parecem carregar histórias que vão além das paredes.Imóveis que permanecem anos sem serem vendidos, ambientes que provocam sensações estranhas, conflitos familiares ligados a heranças ou inventários e situações que parecem difíceis de explicar fazem parte dos relatos de muitas pessoas.Mas será que os lugares podem guardar registros energéticos?Neste bate-papo, Bruxa Evani conversa com Nídia Alves sobre a relação entre ambientes, memórias, emoções e energia, explorando como determinadas experiências podem permanecer associadas a um imóvel ao longo do tempo.A conversa também aborda a influência dos vínculos emocionais, das histórias familiares e da percepção energética dos ambientes.✨ Um encontro para refletir sobre a conexão entre espaço, consciência e espiritualidade.
Compre na Insider: https://creators.insiderstore.com.br/ADULTA Cupom: ADULTA Tenha certeza, se você começar se destacar em qualquer área da sua vida, esteja preparado para o ataque, e às vezes, de pessoas muito próximas. Algumas pessoas não conseguem lidar com o fato de que vieram do mesmo lugar que você, e não estão obtendo os mesmos resultados (mesmo que não façam nem metade do que você faz).
Algumas das principais notícias do dia: Incêndio proposital em fábrica de armamentos de Melbourne é investigado como possível ato de terrorismo de extrema-esquerda, diz polícia. Jetstar vai passar a cobrar dos passageiros por bagagem de mão nos compartimentos superiores a partir de fevereiro. Em um ano, Queensland tem desmatamento do tamanho do ACT; maior parte na bacia da Barreira de Corais. Governo do Brasil reage à decisão dos EUA de revogar o visto da embaixadora e diz que justificativas são falsas.Algumas das principais notícias do dia: Incêndio proposital em fábrica de armamentos de Melbourne é investigado como possível ato de terrorismo de extrema-esquerda, diz polícia. Jetstar vai passar a cobrar dos passageiros por bagagem de mão nos compartimentos superiores a partir de fevereiro. Em um ano, Queensland tem desmatamento do tamanho do ACT; maior parte na bacia da Barreira de Corais. Governo do Brasil reage à decisão dos EUA de revogar o visto da embaixadora e diz que justificativas são falsas.Siga a SBS em Português no Facebook, X, Instagram e You Tube. Siga a 'SBS Portuguese' no Spotify, Apple Podcasts, iHeart Podcasts, PocketCasts ou na sua plataforma de áudio favorita.
A chegada de milhares de pessoas ao enclave espanhol de Ceuta, vindas de Marrocos, criou uma onda de contestação contra as autoridades espanholas vindas de outros países europeus. No entanto, para Raúl M. Braga Pires, este fenómeno trata-se de um "assunto exclusivamente marroquino", motivado pela difícil sucessão de Mohammed VI. Ceuta, enclave espanhol em África, recebeu na semana passada, apenas em dois dias, mais de 50 mil pessoas em busca de uma entrada assegurada na Europa. Algumas pessoas vieram a pé, outras a nado, resultando em mais de 70 mortos, segundo dados de Madrid, enquanto Rabat apenas admite 11 vítimas mortais. Questionados sobre os motivos desta rápida mobilização, os jovens que acorreram a Ceuta vindos de Marrocos, disseram que tinham visto nas redes sociais que a Espanha estava a acolher todos os imigrantes. Entretanto, milhares de pessoas que chegaram a este enclave, que conta com uma população residente espanhola de cerca de 80 mil pessoas, já partiram, com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, a assegurar que todos serão reencaminhados para Marrocos. Este afluxo repentino fez tremer as bases da política migratória europeia, sendo que Itália, assim como a Dinamarca e a Finlândia pediram a suspensão da Espanha do Espaço Schengen, que permite a livre circulação na Europa. Uma reacção motivada por movimentos de extrema-direita em toda a Europa, já que o estatuto de Ceuta, faz com que este enclave não esteja no Espaço Schengen. Para Raúl M. Braga Pires, especialista do Norte de África e Professor no Instituto Piaget de Almada, que no passado leccionou em Marrocos, este afluxo de jovens marroquinos está ligado à sucessão de Mohammed VI e trata-se de um assunto interno de Marrocos. "Há uma conjugação de factores que desaguaram todos no dia 30 de Julho, que é o dia da Festa do Trono. À imagem do 10 de Junho em Portugal, é sempre escolhida uma cidade diferente cada ano para a celebração. E na verdade este ano foi escolhida a cidade de Mdik-Fnideq [a cidade marroquina mais próxima de Ceuta] e no dia 30 estava toda a gente [todas as autoridades marroquinas] a 30 quilómetros dos acontecimentos, a celebrar 27 anos do reinado de Mohammed VI. Quantos mais anos é que este rei festejará a festa do seu trono? E, portanto, isto levanta aqui a questão da sucessão, o que começa a levantar também mais do que um candidato ou mais do que uma preferência. Portanto, há tendências e isto é um assunto exclusivamente marroquino", explicou o académico. Esta migração em massa aconteceu também no mesmo mês em que o Tribunal Supremo espanhol anunciou que interpretou a disposição da Lei de Estrangeiros sobre a rejeição de imigrantes ilegais na fronteira como aplicável apenas quando o migrante transpõe "elementos de contenção" física, como saltar uma vedação e não para quem chega a nado. Esta notícia terá sido propagada nas redes sociais e repassada pelas organizações de tráfico humano a quem espera uma oportunidade de vir para a Europa. Já o argumento que este movimento teria sido motivado por um mal-estar da administração marroquina face à apróximação entre a Espanha e a Algéria não chega para explicar este fenómeno, segundo Raúl M. Braga Pires. "Relativamente à Argélia, evidentemente que incomoda Marrocos de uma certa maneira esta aproximação. Embora eles saibam que uma aproximação à Argélia não invalida a aproximação a Marrocos. Aliás, o menos interessante disto tudo é que Marrocos nunca teve um governo tão favorável em Espanha como o de agora. E, portanto, os marroquinos não se vão boicotar a eles próprios", detalhou o investigador. As imagens de milhares de pessoas a a chegarem a Ceuta têm sido reproduzidas pelos meios de comunicação e nas redes sociais, servindo de argumento a países como a Itália, governada actualmente por um executivo de extrema-direita, para afastar a Espanha do Espaço Schengen. Também os partidos de extrema-direita vieram criticar a actuação de Pedro Sanchez e o facto de Espanha estar a receber nos últimos anos uma onda de migrantes vindos tanto de África como da América do Sul. A União Europeia vai realizar uma reunião de emergência na terça-feira para discutir esta crise migratória em Ceuta. Vinte e dois Estados-membros escreveram uma carta conjunta apelando a uma acção coordenada e ao reforço das fronteiras externas da União Europeia após este episódio. Apesar da maioria dos migrantes que chegaram a Ceuta já terem partido, e de dezenas de mortes terem sido registadas pelas autoridades espanholas, Raúl M. Braga Pires avisa que a extrema-direita europeia - tendo até ecos nos movimentos conservadores norte-americanos - "tem imagens para dar e vender" sobre os perigos da imigração de massa. "Há aqui uma questão fundamental que é nós vivemos neste momento, no momento da imagem, não é? Portanto, havendo estas imagens, até o Trump vem argumentar relativamente às imagens e ao que vai acontecer aos Estados Unidos se não construírem muros, se não tomarem as medidas que querem tomar e que andam a adiar. Obviamente que sim. Isto é, agora a extrema direita tem imagens para dar, vender e fazer propaganda através delas. Isso é truncar os assuntos. Quer dizer, desde a pandemia o jogo mudou. Desde uqe temos estas novas tecnologias. A extrema direita tem, agora tem as imagens e isso basta. É fundamental. Basta ter uma imagem para para depois se extrapolar o que se tem", concluiu o professor universitário.
Os excessos de luz e sons artificiais, mas também de odores estranhos à natureza, têm ganhado espaço no balanço de impacto ambiental das atividades humanas. Os sons e cheiros podem ter consequências tão nefastas aos ecossistemas quanto a iluminação noturna, estudada há mais tempo pela ciência. Os danos de uma atividade ou empreendimento vão muito além dos efeitos físicos e diretos no ambiente, como a derrubada de árvores e a contaminação de rios. É o que mostra o ecólogo francês Romain Sordello, autor de pesquisas que se transformaram no livro "Poluições sensoriais: face oculta da nossa pegada ecológica?". “Se pegamos o exemplo de uma estrada, vemos que existe um rastro físico associado ao asfalto, que é claramente definido. Mas há também uma marca sensorial ainda mais extensa, envolvendo a iluminação pública, os faróis dos carros, o ruído dos motores, os odores como os gases de escapamento dos veículos”, explica. “Todos esses fenômenos se propagam pelo ambiente e pela paisagem, irradiando-se a partir da fonte emissora por ondas ou partículas. Esse impacto pode se estender por centenas de metros, ou até mesmo quilômetros de distância da fonte”, complementa. Vaga-lumes ameaçados Já faz mais de 10 anos que o pesquisador do Museu de História Natural de Paris estuda a poluição luminosa, cujo efeito é fatal para alguns tipos de insetos — mas ainda é pouco levado em conta nas decisões de iluminação dos espaços públicos, principalmente nas cidades. “As mariposas ficam ‘presas' pela luz dos postes: elas voam em círculos em volta da luz a noite toda e morrem de exaustão, pelo superaquecimento das lâmpadas, por se chocarem contra elas”, indica. No Brasil, uma das principais vítimas são os vaga-lumes: a luz artificial afeta a comunicação e a reprodução destes besouros bioluminescentes, que correm risco de extinção em 30 anos, alertam pesquisadores. Os impactos negativos da iluminação nas cidades são conhecidos há mais de um século – e foram apontados pela primeira vez por astrônomos, cujo trabalho de observação do espaço é diretamente afetado. “O problema é como você utiliza a luz artificial. A gente usa de modo excessivo e sempre muito mal instalado. A luz acaba indo para cima da linha do horizonte e para além das áreas para as quais ela foi planejada, e aí ocorre o efeito de apagamento das estrelas”, detalha Tânia Dominici, doutora em Astronomia e pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). “Além disso, como a gente vem descobrindo nas últimas décadas, tem um impacto muito grande na biodiversidade e na saúde humana”. Sensibilidades de espécies são distintas das de humanos O mais grave, salienta Romain Sordello, é que as poluições sensoriais só são levadas a sério pelos decisores quando afetam os humanos — enquanto plantas e animais têm sensibilidades diferentes das nossas à luz, aos sons e aos odores. A luz desempenha papel fundamental no desenvolvimento dos vegetais. Junto com os sons, serve de guia para milhões de espécies se localizarem, se comunicarem, se alimentarem ou se protegerem, durante o dia como à noite. Para outras, é o olfato o sentido mais importante, que acaba perturbado por odores dispersados no ambiente pelos humanos, como agrotóxicos, lixo e indústrias. O óxido de nitrogênio, por exemplo, altera os aromas florais e prejudica a polinização pelos insetos. Mas a poluição olfativa começa antes mesmo da dispersão de novos odores, explica o pesquisador: ela se inicia no momento da intervenção humana em um ambiente, que interfere na produção natural de odores pelas plantas e os solos. A simples modificação de uma paisagem enfraquece os seus cheiros originais, importantes para os seres vivos que nela habitam. Noção de ‘sobriedade' minimiza impactos O ecólogo salienta que não apenas os ecossistemas terrestres são atingidos, mas também os aquáticos e aéreos. Algumas espécies terão mais facilidade para se adaptar, enquanto outras entrarão em declínio e até em risco de vida. “Para mim, o principal é o conceito de sobriedade, moderação: tentar minimizar o nosso impacto, agir com sensatez quanto à forma como utilizamos os recursos. Iluminar as áreas o mínimo possível e apenas quando necessário, quando alguém passa pelo local”, sublinha o pesquisador francês. “Quanto a ruídos e odores, estamos falando dos processos industriais, do planejamento do uso do solo e da nossa mobilidade, incluindo o uso de automóveis. Essa reflexão pode nos levar a desafiar práticas, hábitos e comportamentos em uma ampla gama de setores, da agricultura à indústria”. O autor nota que, por enquanto, nenhum país é referência na dimensão transversal das poluições sensoriais, que podem ter maior potencial de dispersão no ambiente do que a poluição física. O combate às perturbações luminosas avançou bastante, principalmente na Europa, com a noção de corredores ecológicos noturnos que procuram respeitar padrões luminosos menos invasivos. A França é considerada na vanguarda da questão, introduzindo também a noção de corredor ecológico sonoro em cidades como Lille. No Brasil, o tema ainda é emergente, lamenta Tânia Dominici, membro da Rede Céus Estrelados do Brasil. “As pessoas ficam muito surpresas ao descobrir esses outros tipos de poluição que não aquela das águas, do ar, sobre a qual a gente está mais acostumado a conversar. É sempre um choque”, relata a astrônoma. “Mobilizar as pessoas passa por uma outra questão, que é a cultural. A gente vive num sistema que exige que sejamos produtivos e consumidores o tempo inteiro”. Leia tambémAo menosprezar danos à natureza, empresas ignoram riscos para elas mesmas, alerta relatório
Algumas das principais notícias do dia: Trimestre de junho registra inflação de 3,8%, em queda, mas ainda acima da meta prevista. Fifa quer terceirizar parte dos direitos da Copa a grupos privados, dentre os quais, um ligado à família Trump, segundo diário britânico. No Brasil, a justiça obriga o INSS e a iFood a atender aos entregadores acidentados.Algumas das principais notícias do dia: Trimestre de junho registra inflação de 3,8%, em queda, mas ainda acima da meta prevista pelo BC australiano. Fifa quer terceirizar parte dos direitos da Copa a grupos privados, dentre os quais, um ligado à família Trump, segundo diário britânico. No Brasil, a justiça obriga o INSS e a iFood a atender aos entregadores acidentados. Siga a SBS em Português no Facebook, X, Instagram e You Tube. Assine a 'SBS Portuguese' no Spotify, Apple Podcasts, iHeart Podcasts, PocketCasts ou na sua plataforma de áudio favorita.
Algumas das principais notícias do dia: Aliados de Anthony Albanese saem em defesa do primeiro-ministro após jantar em casa de família bilionária já investigada por irregularidades no fisco. Governadora de Victoria diz que não renuncia antes da eleição, mas pode enfrentar desafio interno de liderança. Ministério das Relações Exteriores do Brasil convoca embaixador argentino após pronunciamento de Milei em ato de campanha de Flavio Bolsonaro. Missão portuguesa ajuda espanhóis nos incêndios florestais de Ávila, entre os piores da história do vizinho ibérico.Siga a SBS em Português no Facebook, X, Instagram e You Tube. Assine a 'SBS Portuguese' no Spotify, Apple Podcasts, iHeart Podcasts, PocketCasts ou na sua plataforma de áudio favorita.
Algumas pessoas olham para a igreja e a consideram como algo desnecessário, seja por experiências negativas que tiveram com a igreja ou porque conheceram igrejas ruins.Outras pessoas olham para a igreja a partir das suas expectativas pessoais, o que pode gerar frustração, afinal, essas expectativas nem sempre correspondem à razão de existir de uma igreja.Nessa mensagem, nós vamos conversar sobre "igreja". Vamos falar sobre o propósito da igreja e seu papel, o que nós devemos fazer enquanto igreja e o que esperar da nossa igreja especificamente.
A conversa continua! Depois de um primeiro episódio cheio de histórias e reflexões sobre a vida universitária, chegou a hora de acompanhar a Parte 2 desse bate-papo descontraído.Sem roteiro e sem formalidades, os estudantes João Paulo Mantovan, Ivan Sakata, Igor Felipe Andrade da Conceição e Gabriel Rocha Berbel, da Universidade Federal do ABC (UFABC), seguem compartilhando experiências e momentos que fazem parte da rotina de quem vive a ciência de perto.Dê o play e continue essa conversa com a gente! E conta aqui nos comentários: qual foi a experiência mais marcante da sua vida universitária?#ufabc #educaçãoParticipantes: João Paulo Mantovan (UFABC), Ivan Sakata (UFABC), Igor Felipe Andrade da Conceição (UFABC) e Gabriel Rocha Berbel (UFABC).Edição de áudio: Ivan Sakata (UFABC).Revisão: Prof. Pedro Autreto (UFABC), Ivan Sakata (UFABC) e João Paulo Mantovan (UFABC).Edição de arte: João Paulo Mantovan (UFABC).Divulgação e mídias: João Paulo Mantovan (UFABC).Coordenação Geral: Prof. Pedro Autreto (UFABC).Agradecimentos: Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC) da UFABC.
Algumas das luas de Júpiter e Saturno têm sido objetos de interesse da astrobiologia há tempos. Novas missões estão a caminho para explorar alguns desses satélites e procurar condições de habitabilidade que podem estar em grandes oceanos debaixo da superfície. Aqui na Terra, o estudo de organismos que vivem e se reproduzem em ambientes considerados extremos, os extremófilos, pode ajudar a entender como a vida pode se adaptar a condições de temperatura extremamente baixa, entre outros estressores. Para tratar do tema, o repórter Danilo Albergaria conversou com as pesquisadoras Amanda Bendia e Maria Eduarda Nascimento, ambas do Instituto Oceanográfico da USP, Rosaly Lopes, da NASA e Douglas Galante, do Instituto de Geociências, também da USP. Este é o terceiro episódio de uma série produzida pelo Danilo, com apoio do Programa Mídia Ciência, da FAPESP. _________________ Roteiro Danilo: Nos dois primeiros episódios do podcast Oxigênio dedicados à astrobiologia, falamos da busca por vida em exoplanetas e em Marte. Desde os anos 60, Marte foi o objeto que mais capturou as atenções dos cientistas interessados em entender se a vida pode ter surgido e persistido em outros lugares do sistema solar. Mas esse panorama tem mudado nas últimas décadas. Desde as missões Galileo e Cassini, algumas das luas que orbitam Júpiter e Saturno entraram no rol de mundos com potencial de oferecer condições habitáveis à vida como a conhecemos. Novas missões espaciais estão a caminho ou em fase final de preparação para explorar algumas das luas dos gigantes gasosos. Entre os seus objetivos está entender melhor as potenciais condições de habitabilidade nos grandes oceanos debaixo da superfície dessas luas – ou seja, os cientistas querem saber se esses lugares oferecem condições suficientes para que seres vivos sobrevivam. Nesse episódio, eu entrevistei quatro cientistas que trabalham direta ou indiretamente com isso. Com eles, vamos explorar o que sabemos – e o que ainda não sabemos – sobre as luas geladas do sistema solar. Será que pode existir vida nesses lugares? É isso o que muita gente que pesquisa astrobiologia quer saber. [Vinheta] Danilo: Algumas das missões mais importantes da exploração espacial do presente e do futuro próximo estão destinadas às luas de Júpiter e Saturno. Vamos falar primeiro das que vão explorar a vizinhança de Júpiter. A sonda JUICE, acrônimo para “explorador das luas geladas de Júpiter” em inglês, foi lançada pela ESA (a agência espacial europeia) em 2023 para explorar Ganimedes, Calisto e Europa, três das quatro luas de Júpiter chamadas de galileanas. O quarteto foi observado pela primeira vez há mais de 400 anos por Galileu Galilei. A não ser pela nossa própria Lua, nenhuma lua do sistema solar é visível a olho nu. Galileu foi o primeiro a observar as luas de Júpiter usando um telescópio, invenção recente que tinha sido aprimorada por ele. As luas galileanas de Júpiter são relativamente grandes. Embora ainda sejam objetos bem menores do que a Terra, Ganimedes e Calisto são um pouco maiores do que a nossa Lua, enquanto a Europa é um pouco menor. A quarta lua, a Io – um verdadeiro inferno vulcânico, e que não estava no radar de estudos da missão de 2023 como as demais, é praticamente do mesmo tamanho da nossa Lua. A JUICE está a caminho do sistema joviano, ou seja, Júpiter e suas luas, mas ainda se encontra na vizinhança da Terra. Ela deve se aproximar de novo de nós para pegar embalo com a gravidade do nosso planeta, que vai estilingar a sonda para o sistema solar externo. A JUICE deve chegar aos arredores de Júpiter em julho de 2031. Outra sonda, a Europa Clipper, da NASA, foi lançada em outubro de 2024 para investigar, como o nome sugere, a lua Europa, a mais interessante das luas de Júpiter. A estilingada da Europa Clipper, ao passar perto da Terra, vai acontecer um pouco depois da passagem da JUICE – vai ser em dezembro de 2026, mas a Clipper deve chegar antes à vizinhança de Júpiter, em abril de 2030. A Clipper vai orbitar Júpiter e passar bem pertinho da superfície de Europa umas 50 vezes. Além das duas missões ocidentais, a China está planejando lançar uma sonda em 2029 para chegar a Júpiter em 2035 e explorar as luas Calisto e Ganimedes. Por que tanto interesse nessas grandes luas de Júpiter? Como eu já indiquei no começo do episódio, existem muitos indícios e evidências indiretas de que Europa, Calisto e Ganimedes têm enormes oceanos debaixo de uma espessa superfície gelada. A estimativa é de que cada uma dessas três luas tenha corpos de água líquida maiores do que todos os oceanos terrestres. Conversei sobre isso com o Douglas Galante, professor do Instituto de Geociências da USP e um dos pioneiros da astrobiologia no Brasil – ele é vice-coordenador do AstroLab, da USP, o primeiro laboratório dedicado à pesquisa em astrobiologia no país, fundado em 2011 por Douglas, pelo químico Fabio Rodrigues, atual coordenador do laboratório, e pelo Ivan Paulino-Lima, que hoje é pesquisador na NASA. Douglas: Uma coisa sempre interessante quando a gente pensa nessas luas geladas que eu sempre falo é que a gente adora falar que a Terra é o planeta água, algo que ficou popularizado, e a gente esquece de pensar que nessas luas de Júpiter e Saturno a gente tem mais água do que aqui na Terra. É em cada uma delas. Então a gente é muito presunçoso. Europa, os modelos mostram que ela pode ter um oceano de 100 quilômetros de profundidade. A gente não consegue imaginar o que são 100 quilômetros. O ponto mais profundo aqui na Terra, da Fossa das Marinas, são 11 quilômetros. Imagina 10 vezes mais. Danilo: Ganimedes, a maior lua de todo o sistema solar, deve ter um oceano seis vezes maior do que todos os oceanos da Terra combinados. Mas esses enormes corpos de água líquida não estão na superfície das luas, e sim debaixo de superfícies congeladas que podem chegar a centenas de quilômetros de espessura. Júpiter está cinco vezes mais distante do Sol do que a Terra, e o frio a essa distância do Sol impossibilita a existência de água líquida na superfície das luas. O Douglas chamou a atenção para o fato de que essas luas estendem possível habitabilidade para além da região em que a Terra orbita, mais próxima do Sol e que permite água líquida na superfície. Douglas: Mas o que eu acho super interessante, que eu sempre coloco, é que as luas dão um indicativo de habitabilidade que é maior do que a gente conhecia. Quando a gente olha os conceitos de habitabilidade tradicionais, que definem a zona de habitabilidade estelar, que é a presença de água líquida na superfície, as luas são ambientes crípticos que obtêm energia para manutenção da água líquida a partir da interação gravitacional com seus planetas hospedeiros. Danilo: Ok, mas se a superfície é gelada demais para ter água líquida, como esses oceanos podem existir? A explicação é a seguinte: o decaimento radioativo dos elementos que formam o núcleo das luas gera calor considerável de forma mais ou menos constante, parecido com o que acontece com o núcleo da Terra. Mas isso é só parte da explicação. Entra, então, o chamado “aquecimento de maré”. Conforme a lua se desloca na órbita do planeta gigante, a atração gravitacional do planeta não é uniforme: como a órbita não é circular, mas elíptica (ou “ovalada”), as luas às vezes estão um pouco mais perto e às vezes um pouco mais longe do planeta. Isso produz um efeito de “estica e puxa” que estica e comprime a lua, e isso gera calor entre as suas camadas internas. Também entra aí o fato de que as órbitas de Ganimedes, Io e Europa estão em ressonância, ou seja, enquanto a Io completa uma volta, a Europa completa duas, e a Ganimedes, quatro, o que aumenta a excentricidade de suas órbitas (ou seja, estica um pouco a elipse). Nesse processo, a própria variação na distância entre as luas gera uma interação gravitacional que contribui para o efeito de aquecimento de maré. Além disso, a provável presença de sais nos oceanos faz com que o ponto de congelamento diminua, mantendo a água em estado líquido. A JUICE e a Europa Clipper serão importantes para entender melhor as superfícies das luas e colher dados indiretos que indiquem algumas características desses oceanos, incluindo informações sobre se eles oferecem condições habitáveis para a vida como a conhecemos. Água líquida é uma das condições necessárias. Mas como os cientistas vão fazer para saber o que mais pode haver nesses oceanos? [Música] Danilo: Para entender como os cientistas vão fazer para saber mais sobre as luas geladas, eu conversei com a Rosaly Lopes, que é diretora de ciências planetárias do JPL, o Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. Ela teve atuação importante na missão Galileo, que explorou as luas de Júpiter entre 1995 e 2003. Rosaly: Eu trabalhei na missão Galileo e a missão Galileo foi que descobriu que a Ganimedes e a Europa tinham oceanos de água líquida debaixo de uma crosta de gelo, principalmente Europa. Aí o pessoal fica muito entusiasmado porque Europa, nós sabemos que tem calor no interior, tem sinais de criovulcanismo, criovulcanismo é o vulcanismo que traz essa água líquida do interior para a superfície. E são três coisas essenciais para existir vida, vida como a nossa: água, energia, como calor, como vulcanismo, e material orgânico. Nós não sabemos muito sobre o material orgânico em Europa. Sabemos mais em Encélado e Titã, por exemplo. Eu também trabalhei na missão Cassini. Mas a missão que está indo agora para a Europa vai estudar justamente os depósitos da superfície para ver se é material orgânico ou não. Danilo: Encélado e Titã são luas de Saturno, e a Cassini foi a missão da NASA que explorou o sistema saturniano entre 2004 e 2017. Vamos falar delas daqui a pouco. Por ora, o que a Rosaly falou sobre possível criovulcanismo (ou vulcanismo gelado) em Europa é importante porque pode ser um dos mecanismos pelos quais parte do oceano do interior poderia ser expelida em enormes plumas de vapor de água e gelo. Não é algo completamente diferente de vulcões expelindo o magma do manto terrestre para a superfície. A Europa Clipper carrega instrumentos capazes de fazer medições que vão ser usadas para distinguir se essas plumas contêm material vindo do oceano profundo ou de pequenos reservatórios mais próximos da superfície. As pistas de criovulcanismo na superfície incluem anomalias de temperatura em determinadas regiões – mais quentes do que o esperado – além da presença de características que lembram fluxos de erupções ou de derretimento de geleiras aqui na Terra. Aliás, junto com a ausência de crateras de impacto de grande porte, isso indica que a superfície de Europa é jovem, devendo ter entre 50 e 100 milhões de anos. Em comparação, a superfície de Marte e da nossa Lua, formadas há bilhões de anos, tem muitas dessas grandes crateras, o que indica que a superfície não se renova. Ao examinar a superfície de Europa com a Clipper, os cientistas vão poder fazer inferências sobre seu interior. Mas a sonda não vai pousar na superfície da lua. Em vez disso, ela vai orbitar Júpiter e fazer 44 rasantes sobre Europa. Douglas: Na verdade, ela não vai nem orbitar a Lua, ela vai ficar fazendo flybys em volta da Lua, vai fazer rasantes na Lua, e quando ela faz esses rasantes, ela faz uma série de imagens de alta resolução, faz medidas espectroscópicas para medir a composição, mas ela não vai, de fato, acessar diretamente o potencial oceano líquido que existe ali debaixo. E daí todo mundo pergunta, mas porque a gente não simplesmente pousa na superfície da Lua, faz um furo, mede a água e vê o que tem ali e pega um atum europeano, sei lá. Então isso é uma coisa complicada, porque o oceano de Europa tem 100 km de profundidade. A crosta, a gente fala que é uma crosta fina, mas fina, de 10 km de espessura. A gente tem que lembrar que as calotas polares aqui no nosso planeta têm de 4 a 4,5 quilômetros de profundidade. Danilo: Pesquisadores estão explorando a potencial habitabilidade de oceanos de subsuperfície das luas analisando os seres vivos encontrados em condições muito adversas, extremas. A Amanda Bendia é professora do Instituto Oceanográfico da USP e coordenadora do ExtreMar, o Laboratório de Extremófilos Marinhos do instituto. Extremófilos são microrganismos capazes de viver em condições extremas e a Amanda é especialista em extremófilos marinhos de ilhas vulcânicas da Antártida. Lá existem fumarolas submarinas habitadas por micróbios adaptados a um ambiente com variação extrema de temperatura. Ela destaca o problema de conceber como microrganismos poderiam se adaptar às pressões muito altas que o oceano de Europa deve ter. Amanda: Aqui na Terra, falando de extremófilos, a gente já encontrou vida nos mais extremos possíveis, desde a profundidade máxima do oceano até a mais alta atmosfera. Só que a profundidade máxima do nosso oceano é perto de 11 quilômetros, que fica naquela região das fossas marianas. Em Europa, é estimado que o ponto mais fundo seja ali perto de 100 quilômetros, então é 10 vezes quase mais profundo do que a nossa maior profundidade. Então, é um desafio a gente tentar entender como uma forma de vida ali poderia sobreviver a uma alta pressão como essa. Danilo: A Maria Eduarda Nascimento é doutoranda orientada pela Amanda, também no Instituto Oceanográfico da USP. A pesquisa dela envolve criar modelos computacionais para entender como possíveis comunidades de microrganismos poderiam subsistir no interior de oceanos de subsuperfície de luas geladas por meio de quimiolitoautotrofia – que é um nome sofisticado para descrever como alguns micróbios aqui na Terra se alimentam de compostos inorgânicos – como minerais e rochas – sem precisar de oxigênio e da luz do Sol. Os oceanos das luas geladas podem estar em contato com um interior quente e isso, dependendo dos elementos e compostos disponíveis, pode sustentar vida microbiana quimiolitoautotrófica. A gente vai falar disso daqui a pouco, porque a Maria também conversou comigo sobre alguns dos instrumentos da Europa Clipper. Maria: Ela tem o REASON, que é um radar para ver o quão grande é essa crosta de gelo e a estrutura. Ele tem um magnetômetro que é pela deformação no campo magnético que a gente sabe que tem um oceano, que a água salgada do mar acaba mexendo nesse campo eletromagnético, que a gente sabe que os elétrons da água salgada criam essa deformação no campo. Então a gente tem esse, que daí vai dizer quanto profundo é, vai dizer quão realmente muito profundo é. Qual é a salinidade? Vai ter um espectrômetro de massa também na Europa Clipper, então vai analisar esses gases na atmosfera por espectrometria. Danilo: A Clipper não vai ter como procurar diretamente por sinais de vida, buscando bioassinaturas, mas vai ser capaz de colher dados que vão poder indicar se o oceano é habitável ou não. Morando há décadas nos Estados Unidos, a Rosaly fala das bioassinaturas no inglês, biosignatures. Ela também falou sobre alguns dos instrumentos da Europa Clipper. Rosaly: Tem um que nós chamamos MASPEX, que é um espectrômetro de massa. Ele vai poder analisar gases perto de Europa. Se tiver pluma trazendo material do interior, isso vai ser uma beleza. Se não tiver pluma, aí depende de quanto material deve ter saído do interior. Também tem um Surface Dust Analyzer, que pode analisar partículas de poeira, dust é poeira. E existem sempre em todos os planetas e luas pequenos impactos de micrometeoritos e que estão colocando para fora partículas da superfície de Europa. Então, esse instrumento vai analisar a composição dessas partículas. E também, se tiver pluma no interior, colocando material para a superfície, também esse instrumento vai ser muito importante. Nós vamos saber, por exemplo, mais sobre a espessura da crosta de gelo, se tem plumas trazendo material do interior para a superfície, se tem depósitos dentro da crosta de gelo que são, digamos, líquidos, que em vez de estar abaixo no oceano, estão mais perto da superfície. Está saindo algum material e nós sabemos que tem composição e cor diferente em umas regiões que chamam de Chaos Terrains, regiões caóticas, onde mais material veio do interior. E poder analisar a composição desse material, se tem material orgânico ou não. Então, [a sonda] vai também nos dizer muito mais sobre a lua Europa. Mas não é uma missão para detectar a vida, nem biosignature. Danilo: Diferentemente da Clipper, a JUICE (lançada pela ESA, a agência espacial europeia) não vai prospectar somente Europa, mas também Ganimedes e Calisto. Na verdade, o foco principal da missão da agência espacial europeia é a maior lua de todo o sistema solar, Ganimedes, a única que tem campo magnético próprio. A sonda vai orbitar essa grande lua, mirando entender sua estrutura interna, buscando mais informações sobre a extensão de sua crosta gelada, o volume de seu oceano, e caracterizar seu campo magnético. A sonda também vai fazer rasantes sobre Europa e Calisto para identificar locais mais interessantes para o pouso de futuras missões. O objetivo declarado da missão é entender as condições de habitabilidade oferecidas pelas três luas jovianas. Mas, claro, as luas de Júpiter não são as únicas que interessam para a astrobiologia. [Música] Danilo: Orbitando Saturno estão dois mundos que vêm chamando a atenção dos pesquisadores interessados na busca por vida fora da Terra há décadas: Titã e Encélado. Titã é a maior lua de Saturno – no sistema solar, ela só é menor do que a Ganimedes. Vamos falar de Titã daqui a pouco. Encélado é uma lua pequena – ela ainda tem tamanho mais do que suficiente para, com a própria gravidade, ter se tornado um objeto redondo, mas tem 15% do diâmetro da nossa Lua. A superfície dela, congelada, quase inteiramente branca com detalhes azulados, foi observada de perto pela primeira vez em 1980 e 81 quando as sondas Voyager visitaram o sistema saturniano. Se já era intrigante, Encélado se tornou um dos objetos mais interessantes do sistema solar com os indícios de que ela, também, possui um oceano de subsuperfície. A sonda Cassini, que começou a explorar o sistema de Saturno em 2004, observou Encélado ejetando plumas de materiais que devem compor esse oceano. Em três oportunidades, em 2008, 2012 e 2015, a Cassini deu rasantes – a uns 50 quilômetros de distância da superfície de Encélado – passando pelas plumas para analisar o que tinha ali. A Rosaly, que trabalhou na missão, falou um pouco sobre os achados. Rosaly: Encélado, o que é muito interessante é que esse líquido está em contato direto com o interior, a crosta do interior, porque foram detectados sais na pluma. Então, quer dizer que esse material está vindo direto do oceano. E nós sabemos que o oceano está em contato com o interior, que tem material orgânico também, sílica. Então, esse material está vindo direto do oceano até a superfície e você pode, digamos, colher esse material, voar pela pluma e colher o material. Danilo: Com a Cassini, descobrimos indícios de que o oceano de Encélado tem materiais orgânicos e os seis elementos químicos essenciais para a vida: carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre. Eu também pedi para a Amanda explorar um pouco mais o que sabemos do oceano de Encélado a partir das plumas. Ela vai mencionar algo muito importante: as fontes hidrotermais. Amanda: lá em Encélado é legal que tem umas plumas que são ejetadas em direção à superfície. E aí a Cassini passou de rasante nessas plumas que ficam geralmente ali no Polo Sul, de Encélado, e detectaram partículas de sílica. Esse tipo de partícula só poderia ser formado em temperaturas altas. Então, eles começaram aí uma discussão de que teriam fontes hidrotermais no fundo do oceano de Encélado. Isso é muito entusiasmante, porque a vida aqui na Terra, uma das grandes hipóteses, que é uma das mais aceitas pela comunidade científica, é que a vida teria se originado em fontes hidrotermais do oceano primitivo da Terra. Porque tem todos esses componentes químicos que geram um gradiente químico. A vida poderia obter energia, produzir energia a partir desse gradiente. Danilo: Até a década de 1970 ninguém sabia da existência das fontes hidrotermais no fundo dos oceanos terrestres. A crosta terrestre tem fissuras. Quando essas fissuras estão no assoalho oceânico, a água entra em contato com o magma próximo, o que gera verdadeiras chaminés, fumarolas. Nessas fontes, na escuridão do fundo oceânico, ecossistemas inteiros existem graças a microrganismos que conseguem produzir sua própria matéria orgânica a partir de substâncias inorgânicas, como compostos de enxofre, nitrogênio e ferro. A Amanda e a Maria falaram um pouco deles. Amanda: Tem não só micro-organismos bem específicos desses ambientes, mas até animais associados, porque os microrganismos sustentam a vida nesses locais, porque eles fazem um tipo de metabolismo que chama quimiossíntese. Que é um tipo de metabolismo que a gente tem todas as evidências de que era o metabolismo das primeiras formas de vida que existiram aqui. Eles conseguem obter energia a partir desses compostos químicos à base de enxofre, por exemplo. E aí, a partir dessa energia, eles conseguem fixar o CO2, que nem as plantas fazem a partir da luz. Fixam CO2 para produzir as moléculas orgânicas, eles conseguem, a partir da energia dessas rochas, desses compostos inorgânicos, fixar esse carbono e produzir, sintetizar essas moléculas orgânicas, então são produtores primários do fundo do oceano que sustentam a vida nesse oceano profundo. Então essas fontes hidrotermais são como se fossem oásis para essa vida de ambiente extremo em mar profundo. Maria: Eles estão lá respirando nitrogênio, respirando ferro, outros elementos. Então eles demonstram que essas similaridades, considerando o tempo também, por exemplo, Enceladus acredita que esse oceano esteja mais ou menos presente há um bilhão de anos, é tempo para a vida conseguir se adaptar a esse ambiente. Então, é plausível imaginar que se a gente tem um substrato quimiossintético, como por exemplo para a nossa vida aqui nas fontes hidrotermais, é plausível a gente imaginar que nesses outros mundos, onde existem essas condições alienígenas parecidas com o que a gente tem aqui, também exista vida. Danilo: Além disso, o metano está entre os materiais orgânicos detectados em Encélado. Isso é mais um motivo para entusiasmo com o potencial de habitabilidade do oceano de Encélado. Amanda: Mas o legal do metano é que eles viram que provavelmente naquela camada fria de gelo tem clatrato de metano nas fissuras. Porque tem vários modelos que mostram a formação desse tipo de clatrato de metano, que são moléculas de metano que em volta tem moléculas de água congeladas, resumindo. E aqui na Terra a gente tem condições de oceano profundo e de subsuperfície pela alta pressão. Em temperatura baixa, a gente também tem hidrato de metano, que é abundante em algumas regiões de mar profundo, em subsuperfície. E aí, aqui na Terra, a gente tem nessas regiões de subsuperfície, eventualmente esse clatrato de metano pode vir mais em direção à superfície e exsudar esse metano. E a gente tem uma rica diversidade de arqueias que conseguem utilizar esse metano, arqueias e bactérias também, mas a gente vê que tem especificamente arqueias que conseguem metabolizar esse metano, consumir esse metano, são chamadas de metanotróficas. E aí é um grupo que hoje a gente já sabe que está espalhado na Terra, em todas as regiões de exsudação de metano, e que é muito adaptado a conseguir… Utilizar esse metano para obter energia nesses ambientes. Então a gente sabe que o metano também é um indicativo superlegal como uma fonte de energia para um possível metabolismo metanotrófico. [Música] Danilo: Eu não consigo decidir qual dessas luas é a mais interessante, mas eu sei que primeira a ter despertado minha curiosidade desde que li o livro Pálido Ponto Azul, do astrônomo Carl Sagan, é Titã. Então, vamos, finalmente, falar dela, a maior lua de Saturno. Titã foi observada pela primeira vez pelo astrônomo holandês Christian Huygens, com um telescópio que ele mesmo projetou, em 1655. Essa, que é a segunda maior lua do sistema solar, tem uma característica muito peculiar: Titã tem uma atmosfera muito espessa, e é tão densa que a pressão atmosférica em sua superfície é 50% maior do que a da Terra. Quando a sonda Voyager 1 passou pelo sistema saturniano em 1980, pela primeira vez os seres humanos puderam ver que a atmosfera de Titã oculta a superfície no espectro da luz visível. A Voyager também conseguiu caracterizar a atmosfera, composta principalmente de nitrogênio, com traços de metano e a presença de algo que vem semeando a imaginação de muita gente: moléculas orgânicas complexas. A sonda Cassini levou consigo um módulo nomeado em homenagem ao Christian Huygens. Quando a Cassini chegou perto de Titã, ela soltou a Huygens em direção à lua. Em janeiro de 2005, a Huygens desceu pela atmosfera muito densa de Titã, abriu um paraquedas e pousou. Por pouco mais de uma hora, a Huygens conseguiu fazer imagens da superfície, confirmando uma suspeita antiga dos astrônomos: como a Terra, Titã tem líquido estável na superfície. Mas não é água. Com temperatura média por volta de 180 graus Celsius negativos, a superfície de Titã tem lagos de hidrocarbonetos, ou seja, matéria orgânica. São lagos de metano e etano em estado líquido. Chove metano em Titã. Como? O Douglas explica. Douglas: Nessas temperaturas, o etano e o metano que fazem a atmosfera já conseguem ser condensados. Todo mundo já viu aqui um botijão de cozinha, de butano, butano propano, que dentro do botijão o gás está líquido. Você abre a torneirinha ali, a mangueira, sai líquido. E ele prontamente, quando chega na atmosfera, ele expande e forma gás. Então, quando você comprime gases, eles podem condensar e se tornar líquidos. Eles mudam de fase. A mesma coisa acontece lá. Com a alta pressão lá, a pressão é duas vezes a pressão aqui da Terra. E baixa temperatura, eles condensam, formam líquido. Então, ela tem oceanos, rios, lagos de metano e etano. E lentamente esse metano e etano vão evaporando, indo para a atmosfera. Na alta atmosfera eles se condensam de novo e formam nuvens. E essas nuvens podem chover ou nevar metano e etano. Então você tem um ciclo hidrológico, metanológico, completo de ciclagem de metano e etano na superfície. Danilo: Quando esse material orgânico abundante em Titã interage com a radiação ultravioleta do Sol, ela forma polímeros orgânicos – moléculas compostas de cadeias muito extensas de carbono e hidrogênio. O Sagan deu o nome de tolinas para essas macromoléculas orgânicas muito abundantes em Titã. Douglas: Além disso, tem essas tolinas que formam hidrocarbonetos mais complexos. Por isso que normalmente o próprio [Carl] Sagan dizia isso: Titã pode não ser o melhor lugar para a vida como a gente conhece, mas pode existir alguma coisa de vida como a gente não conhece. Acima de tudo ela é um excelente laboratório de química prebiótica, porque você tem esse monte de moléculas orgânicas se formando, se complexificando e interagindo que pode dar os primeiros passos. Então grande parte das missões para ir para Titã ou para estudar Titã estão relacionadas com essa parte de química prebiótica. Esse é o principal argumento. Mas a própria missão que talvez vá em 2028, a Dragonfly, ela tem a proposta de procurar as duas coisas, de procurar resquícios, presença de água líquida, porque existe alguma água na superfície, mas normalmente na forma de gelo, ela vai buscar esse gelo e buscar por eventuais sinais de vida como a gente conhece, vida baseada em célula, coisas que a gente conhece. Danilo: A Dragonfly é uma missão da NASA em fase final de preparação. É uma espécie de drone do tamanho de um carro pequeno que vai explorar Titã. Deve até mesmo ser capaz de fazer pequenos voos pela atmosfera da lua. O lançamento da Dragonfly está previsto para julho de 2028 e a ela deve chegar em Titã em 2034. O que ela poderia encontrar lá, que seja de interesse astrobiológico? Será que Titã não poderia ter algum tipo de vida muito diferente da terrestre, com um maquinário bioquímico diferente? Douglas: A gente não conhece nada aqui na Terra que viva e que tenha metabolismo nessas temperaturas baixas, mas é cogitado. A Dragonfly também vai procurar por indícios de vida como a gente não conhece, algum desequilíbrio químico, alguma bioassinatura termodinâmica que possa indicar algum tipo de vida como a gente não conhece. Danilo: Procurar pelo tipo de vida que a gente conhece, a terrestre, já é um desafio – se é que algo do tipo da vida terrestre existe fora da Terra. Um desafio ainda maior é procurar por vida como a gente não conhece. Tem muita coisa que a gente não sabe sobre a própria vida terrestre – como ela surgiu, por exemplo. Mas isso é o que sabemos que não sabemos – em outras palavras: é o desconhecido conhecido. Quando falamos em vida como não conhecemos, deve haver um espaço ainda maior de possibilidades que ignoramos e que nem sequer conseguimos conceber. É uma forma de ignorância dupla: nem sequer sabemos o que não sabemos. No próximo episódio, vamos voltar para a nossa vizinhança do sistema solar e olhar para um planeta gêmeo da Terra: Vênus. Ambos têm praticamente o mesmo tamanho, mas Vênus é um verdadeiro inferno, com uma superfície quente a ponto de derreter chumbo. Seria possível haver qualquer coisa viva lá? Na superfície, muito provavelmente não. Mas nas nuvens mais altas, a temperatura é bem mais amena. Em 2020, cientistas alegaram ter detectado fosfina, que aqui na Terra é produzida por seres vivos, uma possível bioassinatura nas nuvens altas de Vênus. Isso reacendeu o interesse astrobiológico no nosso vizinho infernal e novas missões estão em desenvolvimento para explorar a atmosfera ultradensa de Vênus. A pesquisa, o roteiro, a produção e a narração foram feitas por mim, Danilo Albergaria. A revisão do episódio foi da Simone Pallone, coordenadora do Oxigênio. A edição de áudio é do Guilherme Lopes, aluno do curso de Midialogia e estagiário da Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa, a Cocen. As vinhetas do Oxigênio foram criadas por Elias Mendez. Este podcast foi produzido com apoio da Fapesp, por meio da bolsa Mídia Ciência, para divulgação do projeto Pontes interdisciplinares para a compreensão da vida no Universo: o Núcleo de Apoio à Pesquisa e Inovação em Astrobiologia e o Laboratório de Astrobiologia da USP. Você encontra a gente no site oxigenio.comciencia.br, no Instagram e no Facebook, basta procurar por Oxigênio Podcast. Se gostou deste episódio, indique para seus amigos e amigas. [VINHETA DE ENCERRAMENTO]
“Eu, o Senhor, não mudo; por isso vocês não foram destruídos.” — Malaquias 3.6 (VLC)Mudanças fazem parte da vida. Pessoas mudam, planos são alterados, ciclos terminam e novas fases começam. Algumas transformações são positivas; outras nos deixam inseguros. Em meio a essa instabilidade, a imutabilidade de Deus se torna uma fonte de esperança.Dizer que Deus não muda significa que seu caráter permanece fiel. Seu amor não é instável, sua verdade não depende da cultura e suas promessas não são esquecidas. Podemos não compreender todos os seus caminhos, mas podemos confiar em quem ele é.A estabilidade espiritual não vem de controlar tudo ao redor. Ela nasce de ancorar o coração naquele que permanece. Quando nossas referências externas se movem, Deus continua sendo o mesmo Senhor que sustenta, corrige e conduz.Para colocar em práticaNomeie a mudança que mais tem provocado ansiedade em você. Depois, lembre-se de uma verdade sobre o caráter de Deus que não mudou. Ore a partir dessa verdade. Você pode atravessar uma estação nova sem perder o fundamento.OraçãoDeus imutável, firma meu coração em teu caráter. Quando tudo ao redor mudar, ajuda-me a lembrar que tua fidelidade permanece para sempre. Amém.
“Também nos alegramos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; a perseverança produz caráter aprovado; e o caráter aprovado produz esperança.” — Romanos 5.3-4 (VLC)Ninguém precisa fingir que a provação é agradável. Paulo não celebra a dor em si, mas o que Deus pode produzir por meio dela. Quando atravessada com fé, a dificuldade pode desenvolver qualidades que não nascem em tempos de facilidade.A tribulação exercita a perseverança. Ao continuar caminhando, nosso caráter é testado e amadurecido. Descobrimos fraquezas, abandonamos ilusões e aprendemos a depender mais profundamente de Deus. Desse processo nasce uma esperança menos frágil.Isso não significa que toda dor será compreendida rapidamente. Algumas perguntas permanecem. Ainda assim, podemos escolher não desperdiçar o sofrimento. Podemos perguntar: o que Deus está formando em mim? Que dependência, valor ou prioridade precisa ser fortalecida?Para colocar em práticaEm vez de olhar apenas para o que a provação retirou, observe também o que ela pode estar desenvolvendo. Procure apoio, respeite seus limites e permaneça perto de Deus. A pressão não precisa destruir você; nas mãos do Senhor, pode aprofundar sua maturidade.OraçãoDeus, sustenta-me nas provações. Produz em mim perseverança, caráter aprovado e uma esperança que não dependa apenas das circunstâncias. Amém.
Aproveitar as férias viajando pelo universo! O assunto em destaque, agora, no CBN Vitória são opções de diversão para a criançada, e as famílias, nas férias escolares de julho. Algumas das opções disponíveis em Vitória, por exemplo, estão nos Centros de Ciência, Educação e Cultura (CCEC), da Secretaria Municipal de Educação de Vitória (Seme). Um dos destaques é o Planetário de Vitória. O local convida as pessoas a explorar o cosmos com sessões especiais, filmes e experiências para toda a família.As sessões convidam crianças e adultos a conhecer o Sistema Solar, reconhecer o céu, compreender fenômenos astronômicos e refletir sobre as grandes descobertas da humanidade. "A celebração dos 31 anos do Planetário reforça sua trajetória como espaço de popularização da Astronomia e inspiração científica", informa. Em entrevista à CBN Vitória, a coordenadora dos Centros de Ciências de Vitória, Eliane Marques, fala sobre o assunto. Ouça a conversa completa!
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Vinícius Francis - Metafísica, Autoconhecimento & Espiritualidade
Às vezes, a vida muda de forma intensa, como uma chuva forte que chega sem pedir licença. Não podemos impedir o movimento, controlar cada detalhe ou evitar que certas estruturas sejam transformadas. O que podemos fazer é respirar, confiar e permitir que o processo cumpra o seu propósito.Nem toda tempestade vem para destruir. Algumas chegam para limpar o que estava acumulado, renovar o que perdeu a força, preparar novos caminhos e trazer provisão para uma nova etapa. Mesmo quando tudo parece confuso, existe um movimento de reorganização acontecendo.Neste vídeo, convido você a olhar para as mudanças com mais serenidade e confiança. Talvez o que hoje parece desconfortável esteja, na verdade, conduzindo sua vida para um lugar mais verdadeiro, leve e alinhado com o seu bem.Confie. A chuva passa, mas a renovação permanece.Compartilhe este vídeo com alguém que esteja atravessando um período de grandes mudanças.#ConfieNoProcesso #Transformação #Renovação #Mudanças #Fé #DesenvolvimentoEspiritual #Reflexão #MensagemDeEsperança
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Algumas das principais notícias do dia: Após eliminação do Brasil, Neymar anuncia aposentadoria da seleção brasileira. Noruega agora enfrenta a Inglaterra, que venceu o México em partida dramática. Cristiano Ronaldo se irrita com jornalistas: "Termino de jogar pela seleção quando eu quiser". Na Austrália, Albanese pede desculpas por comentário sobre Kyle Minogue. Islamofobia cresce na Austrália desde o início da guerra em Gaza, mostra relatório. Angus Taylor diz não ter planos de uma aliança com o One Nation para as próximas eleições.
O regresso a papéis tradicionais de género é exposto pelo sucesso de Yesteryear e pela polémica das tradwives. Algumas feministas culpam a revolução sexual pela infelicidade das mulheres.See omnystudio.com/listener for privacy information.
A galeria italiana Rhinoceros recebe em Roma a primeira exposição individual do artista brasileiro Rodrigo Torres na Itália. Intitulada "Água Mole em Pedra Dura", a mostra é fruto de uma parceria com a galeria brasileira A Gentil Carioca e permanece em cartaz até 13 de agosto. Gina Marques, correspondente da RFI em Roma A RFI encontrou o artista em Roma, na pré-estreia da exposição. “Eu apresento um conjunto de esculturas em cerâmica com essa técnica trompe-l'oeil de imitação de papelão, de papel rasgado, de pedra. Tudo que você vê aqui não é o que parece, e eu trago também muitas referências de Roma”, conta Rodrigo Torres. Inspirado nos monumentos da Cidade Eterna e na natureza do bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde nasceu e cresceu, o artista apresenta um novo ciclo de obras. Entre as peças, estão esculturas em cerâmica, além de uma série de desenhos e pinturas em papel, nunca antes exibidos publicamente. “Todas as obras são em cerâmica, em pintura, mas quando você olha parece que é um papelão ou um papel. Algumas peças parecem pedras, porque a cor se assemelha a cor da pedra, assim como a pintura sobre papel dá a impressão de estar rasgado, mas não está, que é uma colagem, mas não é”, diz Márcio Botner, um dos fundadores e sócio da galeria A Gentil Carioca. Convergências com a natureza Na Floresta da Tijuca, árvores centenárias tombam e encostas cedem sob a ação do vento e da água. Em Roma, Rodrigo Torres encontrou a situação inversa: rachaduras são reparadas, superfícies estabilizadas e estruturas reforçadas para adiar o colapso. Dessa observação surgiu uma série de esculturas com efeito de colagem, evocando a possibilidade iminente de uma ruptura. Da presença constante da água nas inúmeras fontanas de Roma nasce a obra Por um Fio de Água, uma fonte apoiada sobre pedras. A fonte em cerâmica criada pelo artista brasileiro dá a impressão que é feita de tubos de papelão pintados amarrados por barbantes. “Eu já trabalho há algum tempo fazendo fontes de água. Aqui, eu pensei nela como agente de erosão e como isso se combina com os materiais e toda a cultura de Roma”, esclarece Rodrigo Torres. A Cidade Eterna é fonte de inspiração e de descoberta de novos materiais, destaca Márcio Botner. “Em Roma, Rodrigo descobre ainda mais elementos, a força da questão histórica com a conexão da natureza. Aqui ele descobre um barro para fazer a cerâmica que é diferente do Brasil, que tem uma cor muito similar ao tufo, que é essa pedra vulcânica.” Projeto O projeto das galerias é expor a criação de artistas estrangeiros depois de residirem em Roma por um breve período. Em 2023 a Rhinoceros teve a ideia de colaborar com outras galerias internacionais que não têm uma sede em Roma. A colaboração com A Gentil Carioca começou em março deste ano, inaugurando a mostra “O Tempo Mora em Mim” de Miguel Afa, o primeiro artista brasileiro a expor individualmente nesta galeria romana. “Esse projeto com a Rhinoceros nasce do convite para realizar uma parceria. A ideia foi trazer dois artistas. O primeiro (Miguel Afa) residiu aqui na capital italiana por quase três meses, realizando suas obras em Roma”, conta o fundador da A Gentil Carioca. “Essa experiência do artista de poder se aprofundar na cidade de Roma traz trabalhos inéditos. Roma é uma cidade que a cada esquina você descobre um pouco, uma nova página da história, e isso os artistas trouxeram intensamente dentro de cada obra”, salienta Botner. A Rhinoceros Gallery “O artista vive em Roma e imprime sua própria alma, o próprio espírito, seu olhar sobre a beleza de Roma, e de alguma forma isso transparece nas obras em exposição. Portanto, é uma ponte de comunicação.” afirma Alessia Caruso Fendi, fundadora da galeria Rhinoceros, à RFI. Para ela, o projeto com o Brasil representa o dinamismo do espaço artístico. "É um momento importante para nós também.” A galeria já apresentou exposições de grande impacto, incluindo uma da Galeria François Ghebaly, seguida por uma exposição individual do designer francês Ronan Bouroullec e a exposição coletiva Profili e Gesti, com obras de outros designers importantes, ambas com curadoria da Galerie kreo. Mais recentemente, também acolheu a galeria parisiense Nathalie Obadia e a trilogia de exposições da Galeria Bigaignon. As galerias convidadas podem trazer a sua própria identidade e curadoria para o espaço ou desenvolver projetos concebidos para Roma, por vezes produzindo obras diretamente na cidade. Experiência em Roma Depois de morar quase três meses na Cidade Eterna, Rodrigo Torres descreve esta experiência nas suas criações: “Em Roma eu andei por aí, fiz vários desenhos, busquei referências em materiais como os mármores”, indica. “Esta é uma edição realmente especial para Roma, onde você vê aqui obras que provavelmente eu não vou produzir novamente, porque são feitas especialmente para cá.”
Higino Carneiro "bate no peito" que quer subir ao "ringue" para enfrentar João Lourenço pela liderança do MPLA. Carneiro é único pré-candidato com "tarimba" para fazer frente ao JLO, diz analista. Algumas províncias angolanas enfrentam crise de eletricidade. No Diário do Mundial falamos de: Michel Nkuka Mboladinga, conhecido como “Lumumba Vea”.
Convidados: Benazira Djoco, empresária e refugiada de Guiné-Bissau; Silvia Caironi, fundadora e presidente da ONG Aventura de Construir; e Paulo Illes, fundador do Fórum Social Mundial de Migrações, ex-coordenador de política migratória do Ministério da Justiça e Segurança Pública e presidente da ONG Sem Fronteiras. Num momento em que parte do mundo ergue barreiras contra o fluxo migratório, a Copa do Mundo está mostrando que nações se constroem com pluralidade. Algumas das seleções mais fortes do Mundial são formadas a partir da imigração: na França, 20 dos 26 jogadores são filhos de pessoas que não nasceram no país; na Holanda, metade; na Inglaterra e na Alemanha, um terço; no Canadá, são mais de 70%. O acolhimento a quem vem de fora mostra resultados nos campos, mas gera ainda mais impactos positivos na sociedade e até na economia: 5% da força de trabalho global, hoje, vem de trabalhadores que migram. No Brasil, a maioria dos imigrantes e refugiados encontra oportunidades no empreendedorismo: 70% seguem este caminho e, dentro deste universo, quase metade já tem empresas que geram mais empregos. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois profissionais que trabalham diretamente com migrantes e refugiados. Primeiro, Silvia Caironi explica por que eles encontram um caminho sólido no empreendedorismo. Depois, Paulo Illes analisa os fluxos globais de migração e diz o que o Brasil pode fazer para aproveitar o potencial dessas pessoas. Participa também a refugiada Benazira Djoco, empresária que veio de Guiné-Bissau para o Brasil aos 16 anos.
Algumas crianças amadurecem mais cedo mesmo ou será que estão lidando com responsabilidades que não deveriam ser dela?Nossa conversa é uma convite para reflexão tanto para nossos filhos, quanto para a criança que fomos. Sabe aquela vontade do irmão mais velho de cuidar ou das crianças que parecem mini adultos? Vem comigo refletir sobre isso e dos impactos que podem perdurar até a vida adulta.Aproveita e comenta aqui se você se identificou com alguma dessas características.=========================Para conhecer mais do meu trabalho:https://paizinhovirgula.com/Para conhecer meus livros e jogos:https://linktr.ee/paizinholivrosejogosMinha coleção de camisetas:https://www.useamaga.com.br/amaga/collections/thiago-queirozPara apoiar meu trabalho:https://apoia.se/paizinhovirgula==CRÉDITOS==Direção: Hugo BenchimolEdição e Pós-Produção: Tatiana TrindadeRevisão: Evelyn Martins
O 7 NO NOVO TESTAMENTO – SETE 004 Dizem que SETE é a conta de mentiroso. A Bíblia, porém, contradiz frontalmente esse conceito. O SETE é predominante nela. Algumas referências do Novo Testamento: Sete foram os pãezinhos que Jesus multiplicou para dar comida aos discípulos, e ainda sobraram SETE cestos cheios (Mat. 15:34-37). Pedro desejava saber o limite do perdão. SETE vezes?, perguntou a Jesus. Não até SETE, mas até setenta vezes SETE, respondeu Jesus (Mat. 18:21,22). SETE são os dias da semana, SETE são as cores do arco-íris, SETE são as maravilhas do mundo antigo, SETE são as notas musicais. SETE foram as últimas palavras de Jesus na Cruz, SETE indica plenitude, perfeição. SETE não lembra nada a você?
O 7 NO NOVO TESTAMENTO (II) – SETE 006 Dizem que SETE é a conta do mentiroso. A Bíblia, porém, contradiz frontalmente esse conceito. O SETE é predominante nela. Algumas referências do Novo Testamento: Os saduceus, em abono de sua crença herética, perguntaram a Jesus de qual seria a mulher dos SETE irmãos que a desposaram (Mateus 22:24-28). Quando Jesus ressuscitou, a primeira pessoa a vê-Lo foi Maria Madalena, da qual tinha expulsado SETE demônios (Marcos 16:9). SETE anos também foram os dias de felicidade que tivera ao lado de seu esposo a profetisa Ana (Lucas 2:36). Jesus ensinou que se o nosso irmão pecar contra nós SETE vezes em um dia, SETE vezes devemos perdoá-lo (Lucas 17:4).
Como desidealizar?Algumas pessoas ocupam mais espaço na nossa cabeça do que na nossa vida. Mas como descer alguém (um ex, um trabalho, um sonho...) do pedestal?Neste episódio, falamos sobre como assassinar nossas expectativas, por que o "quase" às vezes dói mais do que um término e no que devemos nos apegar para conseguir superar aquilo que nunca chegou a existir de verdade.Os melhores processos de desidealização e choques de realidade estão neste episódio.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: Nesta quinta (11) completa um mês da explosão em uma obra da SABESP no bairro do Jaguaré. A tragédia resultou na morte de duas pessoas e afetou quase 800 famílias que receberam auxílio emergencial de R$ 5 mil. 70 imóveis continuam com reparos e 51 famílias estão sendo indenizadas por danos irreversíveis. Algumas já se mudaram para novos apartamentos enquanto outras aguardam diferentes tipos de compensação. E ainda: Protestos anti-imigração na Irlanda do Norte resultam em feridos e prisões.
DEUS ESTÁ FALANDO.Muitas pessoas pedem uma resposta de Deus, mas vivem como se Ele estivesse em silêncio.A verdade é que Deus continua chamando a atenção do ser humano. Algumas vezes de maneira sutil. Outras, de formas impossíveis de ignorar.Não é Deus quem se esconde. Muitas vezes, somos nós que estamos ocupados demais, distraídos demais ou determinados demais a seguir o nosso próprio caminho.Assista a este vídeo e reflita sobre como Deus pode estar tentando chamar a sua atenção. Se este vídeo lhe ajudou, compartilhe para ajudar mais pessoas.
Confira nesta edição do JR 24 Horas: A chuva volta a ganhar força no Sul do Brasil com a chegada de uma frente fria. No Rio Grande do Sul, o Instituto Nacional de Meteorologia alerta para rajadas de vento e chuva de granizo. O alerta do Inmet vale para praticamente todo o Rio Grande do Sul, incluindo a região metropolitana de Porto Alegre. Há risco de ventos intensos, com velocidade de 40 a 60 quilômetros por hora, e queda de granizo. O volume de chuva pode chegar aos 50 milímetros nesta segunda-feira (8). E ainda: Terremoto de magnitude 7,8 nas Filipinas deixa ao menos 32 mortos.
A pandemia quase levou a vida de Amanda. Ela sobreviveu, mas quase perdeu aquilo que mais amava: a sua voz. Para uma cantora, ouvir que nunca mais voltaria a cantar era como perder parte da própria identidade. Amanda cantava profissionalmente desde os 17 anos quando, em 2020, contraiu Covid-19. As complicações vieram rápido. Asmática, chegou ao hospital com apenas 40% de saturação e já apresentava sinais de confusão mental. Em pouco tempo, precisou ser entubada. O procedimento deixou uma cicatriz em suas pregas vocais.A recuperação foi lenta e dolorosa. Ela perdeu peso, precisou usar cadeira de rodas e dependia de ajuda até para tomar banho. A voz, antes firme, agora saía trêmula, insegura. Como se não bastasse, Amanda perdeu 37% da audição do ouvido esquerdo e passou a enfrentar dificuldades motoras que faziam seu próprio corpo parecer estranho.Quando decidiu buscar tratamento para voltar a cantar, encontrou alguns profissionais que diziam não saber como ajudá-la. Outros foram além: afirmavam que sua voz jamais voltaria. Um deles chegou a sugerir que abandonasse a música e procurasse um trabalho como faxineira, num óbvio comentário racista.Mas ela não deixou barato! Amparada pela fé, pela família e pela fonoaudióloga que acreditou nela, iniciou uma longa reabilitação que devolveram, pouco a pouco, aquilo que parecia perdido. Primeiro vieram os movimentos. Depois, algumas notas musicais e, finalmente, a voz.Em 2023, Amanda subiu ao palco do The Voice Brasil. Se inscreveu no programa para celebrar a vida, como alguém que voltou a ficar de pé. Amanda virou as quatro cadeiras e terminou a competição em segundo lugar!Desde então, cantou dentro e fora do Brasil, integrou projetos ao lado de grandes artistas, como Seu Jorge, e viu seu nome aparecer em lugares que jamais imaginou alcançar durante os dias em que sequer conseguia tomar banho sozinha.Ela aprendeu que recomeçar nem sempre significa voltar ao que era antes. Às vezes, significa voltar mais forte. Algumas pessoas recebem uma segunda chance, e a Amanda transformou a dela em música.
Algumas entrevistas entregam conteúdo. Outras entregam visão.O Café com Comprador, teve a oportunidade de acompanhar uma excelente conversa conduzida por Ruy Magalhães, com José Herculano, referência nacional em gestão de contratos, terceiros e governança corporativa, além de autor do livro Gestão de Contratos e Terceiros: do Operacional ao Estratégico.E uma das principais mensagens que ficou dessa entrevista foi simples:Contratos não são documentos, são instrumentos de geração de valor e mitigação de riscos.Durante muitos anos, a gestão de contratos e terceiros foi tratada apenas como uma atividade operacional, mas o mercado mudou.As organizações estão percebendo que:✔ O risco que não é monitorado vira prejuízo.✔ O fornecedor sem governança vira crise.✔ O contrato sem gestão vira perda financeira.Em um cenário cada vez mais impulsionado por tecnologia, inteligência artificial e dados, existe uma realidade que permanece inalterada:Tecnologia sem processo gera caos.Processo sem governança gera fragilidade.E crescimento sem gestão de riscos não se sustenta.José Herculano trouxe reflexões importantes sobre como transformar contratos e terceiros em ativos estratégicos para as organizações, conectando gestão, performance, compliance, governança e geração de resultados.E fica uma reflexão para todos nós:Sua empresa está gerenciando contratos e fornecedores de forma estratégica ou apenas administrando problemas até que eles apareçam?Venha tomar um Café com a gente e descubra!
Jornalismo e reflexões sobre a Fórmula 1. Para apoiar o nosso projeto, basta se tornar membro do canal e curtir as premiações: https://www.youtube.com/channel/UCXeOto3gOwQiUuFPZOQiXLA/join Se preferir um formato diferente de Apoio, confira as facilidades do http://www.apoia.se/cafecomvelocidade para ajudar o Café a crescer e se manter no ar. E se você curte a agilidade e rapidez do PIX, você pode se tornar apoiador através da chave cafecomvelocidade@gmail.com (este também é o nosso endereço para contato) APOIANDO O CAFÉ VOCÊ RECEBE: Faixa Café com Leite - Acesso a um grupo exclusivo de membros do canal no whatsapp Faixa Capuccino - O mesmo benefício + acesso a LIVES Exclusivas toda terça-feira pós GP de Fórmula 1 Faixa Extra Forte - Os mesmos benefícios + concorre em sorteios de assinaturas da F1TV até o FINAL DE 2027 ! Faixa Premium - Os mesmos benefícios + concorre também a miniaturas de F1, acesso ao grupo Premium, pode PARTICIPAR das LIVES Exclusivas e concorre a ingressos para o GP do Brasil de F1 de 2026 em Interlagos ! Não deixe de nos seguir no X / Twitter (@cafevelocidade) e no Instagram (@cafe_com_velocidade) Siga nossa equipe no X / Twitter: @brunoaleixo80 e @camposfb #formula1 #f1 #f12026 #canadiangp #canadiangrandprix #canada #gpcanada #miamigp #miami #gpmiami #drivetosurvive #netflixseries #netflix #japanesegp #japangp #japão #gpjapão #chinesegp #gpchina #australiangp #australiangrandprix #ausgp #australia #gpaustralia #f1testing #f1team #f1teams #f1season #f1speed #abudhabigp #abudhabigrandprix #abudhabi #gpabudhabi #qatargp #qatargrandprix #gpqatar #lasvegasgp #lasvegasgrandprix #lasvegas #braziliangp #saopaulogp #interlagos #gpdobrasil #brazil #mexicogp #méxico #gpmexico #gpdomexico #usgp #austingp #singaporegp #singaporegrandprix #singapore #azerbaijangp #bakugp #gpazerbaijão #italiangp #italiangrandprix #gpitalia #monzacircuit #dutchgp #dutchgrandprix #zandvoort #zandvoortgp #gpholanda #hungariangp #hungaroring #gphungria #belgiumgp #spafrancorchamps #gpbelgica #britishgp #britishgrandprix #british #silverstone #inglaterra #austriangp #austria #gpaustria #spanishgp #spain #gpdaespanha #monacogp #monaco #gpmonaco #emiliaromagnagp #imolagp #imola #gpimola #saudiarabiangp #saudiarabia #gparabiasaudita #bahraingp #bahraingrandprix #bahrain #gpbahrain #gpbahrein #f1testing #noticiasdaf1 #formulaone #f1today #f1tv #f1team #f1teams #f1agora #f1brasil #preseason2025 #ferrari #mercedes #redbull #redbullracing #lewishamilton #maxverstappen #charlesleclerc #carlossainz #fernandoalonso #alonsof1 #astonmartin #mclaren #landonorris #oscarpiastri #georgerussell #podcast #podcasts #podcasting #automobilismo #raceweekend #raceweek #f12024 #formula12024 #f1news #f12025 #alpine #alpinef1 #f1motorsport #f1moments #f1movie 0:00 Abertura: os TEMAS que serão ANALISADOS nesta edição 5:29 Aleixo e Campos com os destaques da Indy e da Fórmula 1 10:00 500 Milhas de Indianápolis: um resumo da definição do grid 18:40 Bruno comenta sobre os brasileiros no grid da Indy 500 23:16 A chance do horário da Indy "bater" com o do GP do Canadá 29:48 24 horas de Nurburgring: um tipo diferente de automobilismo 41:00 A força que um piloto de Fórmula 1 tem no mundo das pistas 52:15 Algumas questões que ficam das 24 horas de Nurburgring 57:08 Como Max Verstappen fez a diferença no fim de semana 1:04:54 Análise: o que a iniciativa de Verstappen diz sobre ele 1:11:37 Nurburgring mostra porque Verstappen é importante p/ a F1 1:20:56 GP do Canadá - análise: como pode ser a disputa pela ponta 1:34:36 Russell x Antonelli: visões sobre disputa interna na Mercedes 1:47:52 Bastidores: há equipes escondendo o jogo para se dar bem ? 2:06:49 As duas mudanças de Mônaco e agenda da semana do Café
Você não está 100% feliz com o corpo e talvez também não esteja muito contente com a saúde.. Você se sente confuso a respeito do que fazer, frustrado por já ter tentado coisas no passado e honestamente tremendo a frustração e o esforço que seria começar algo novo... Você vive numa queda de braços mental diária onde num dia o que tem mais força é sua frustração com sua situação atual e noutro dia o que ganha é a falta de vontade de ter que fazer mudanças... Das duas formas, você acaba sofrendo e vivendo com este fantasma te atordoando a vida inteira... por um lado é ruim mas por outro lado é péssimo... o que fazer? Não tem novo remédio, nova cirurgia, novo método e nenhuma inteligência artificial nenhuma no mundo que vai resolver certas coisas pra você... Não tem jeito, você vai ter que se olhar no espelho olho no olho e fazer as pazes com uma dura verdade: As coisas só vão realmente mudar quando a sua frustração com a situação atual for mais dolorida do que o receio de tentar algo novo... É ou não é verdade? Mas aqui vai uma ótima notícia, este “algo novo” que pode mudar o jogo pra você, não precisa virar sua vida de ponta cabeça e mudar completamente a forma como você vive sua vida, não... e muito menos algo sofrido... não não... Algumas poucas mudanças na direção certa, fáceis de se fazer e que imediatamente te fazem se sentir melhor, podem ser o que você realmente precisa para solucionar pelo menos 80% da sua situação.... Depois disso, os outros 20% ficarão bem mais fáceis de se otimizar quando você já tiver colhido 80% dos resultados, certo? Então, deixe-me te mostrar agora algumas destas mudanças e porque você simplesmente não pode mais continuar vivendo seus dias sem considerá-las seriamente..
A Nicarágua teve uma história muito marcada por conflitos políticos. Algumas figuras, principalmente Augusto César Sandino, se tornaram ícones de um nacionalismo e anti-imperialismo que até hoje reverbera em todo o continente. Separe trinta minutos do seu dia e aprenda com o professor Vítor Soares (@profvitorsoares) sobre o que foi a Revolução Sandinista.- BOOTH, John A. The End and the Beginning: The Nicaraguan Revolution. Boulder: Westview Press, 1985.- LAFEBER, Walter. Inevitable Revolutions: The United States in Central America. New York: W. W. Norton, 1993.- ZIMMERMANN, Matilde. Sandinista: Carlos Fonseca and the Nicaraguan Revolution. Durham: Duke University Press, 2000.- KINZER, Stephen. Blood of Brothers: Life and War in Nicaragua. Cambridge: Harvard University Press, 2007.- JUNIOR, Nelson Kautzner Marques. Breve história da revolução Sandinista na Nicarágua. REBELA-Revista Brasileira de Estudos Latino-Americanos, v. 9, n. 2, 2019.- GOBAT, Michel. Confronting the American Dream: Nicaragua under U.S. Imperial Rule. Durham: Duke University Press, 2005.- HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremos: o breve século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.- PÉREZ-STABLE, Marifeli. The Cuban Revolution: Origins, Course, and Legacy. New York: Oxford University Press, 1999.- GALEANO, Eduardo. As Veias Abertas da América Latina. Porto Alegre: L&PM, 2010.