Cruise ship that sank in 1991
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Ronaldo Christofoletti, que ajudou a produzir a Terceira Avaliação Global dos Oceanos, explicou como mudança no clima no continente gelado tem impacto direto no regime de chuvas no Brasil.
Nesta semana em que se comemora o "Dia Mundial dos Oceanos", celebrado em 8 de junho, somos convidados a olhar com mais atenção para esse imenso ambiente azul que cobre grande parte do planeta e sustenta a vida na Terra. Este é o assunto em destaque nesta edição do "CBN Meio Ambiente e Sustentabilidade", com o comentarista Marco Bravo. Muitas vezes, quando falamos em meio ambiente, pensamos nas florestas, nas árvores, nos rios e nos animais terrestres. Mas os oceanos são fundamentais para o equilíbrio do planeta. Eles regulam o clima, influenciam as chuvas, armazenam calor, abrigam uma imensa biodiversidade e garantem alimento, renda e qualidade de vida para milhões de pessoas.
Ontem, 8 de junho, o mundo celebrou o Dia Mundial dos Oceanos, data que destaca a importância dos mares na regulação do clima, produção de oxigênio, geração de alimentos e manutenção da biodiversidade. Para discutir a conservação marinha, o Conexão Senado conversou com o oceanólogo e diretor da Oceana Brasil, Ademilson Zamboni. Ele destacou a situação da conservação dos ecossistemas marinhos no Brasil, as principais ameaças aos oceanos, a relação entre a pesca e a preservação e citou atitudes que os cidadãos podem adotar para proteger os mares e ambientes costeiros.
Jornal da ONU, com Felipe de Carvalho:* Relatório da ONU revela que oceanos estão mais elevados, aquecidos e poluídos*ONU mobilizada para apoiar Filipinas após terremoto de 7,8 na escala Richter*ONU quer que empresas de tecnologia protejam crianças online*Perito preocupado com situação dos direitos humanos na República Centro-Africana
Especialistas do Brasil e de Portugal falaram à ONU News de ameaças como aceleração do aumento do nível do mar e poluição por antibióticos; líder da ONU pede que zonas marinhas não sejam tratadas como recursos ilimitados.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou esta semana para uma probabilidade de 80% de desenvolvimento de um episódio de El Niño entre Junho e Agosto de 2026, fenómeno que poderá agravar secas, chuvas intensas e ondas de calor em várias regiões do planeta. Paulo Magalhães, especialista em alterações climáticas, sublinha que o fenómeno não é novo, mas ocorre agora num contexto de aquecimento global que potencia os seus impactos. Segundo a mais recente actualização da agência das Nações Unidas, as temperaturas excepcionalmente elevadas das águas do Pacífico tropical estão a criar condições favoráveis à formação deste fenómeno climático, cuja influência se faz sentir à escala global através de alterações nos padrões de temperatura e precipitação. Para Paulo Magalhães, especialista em alterações climáticas, o fenómeno não é novo, mas ocorre agora num contexto de aquecimento global que potencia os seus impactos. “O El Niño é um fenómeno que sempre existiu”. “O que parece estar a acontecer é que os fenómenos que já aconteciam começam a acontecer com mais frequência e com mais intensidade”. O investigador do Centro de Investigação Interdisciplinar em Justiça da Faculdade de Direito da Universidade do Porto recorda que o último episódio ocorreu em 2023 e 2024 e esteve associado a temperaturas globais recorde. Segundo o director executivo da Casa Comum da Humanidade, o aquecimento das águas do Pacífico equatorial altera a circulação atmosférica e oceânica, desencadeando efeitos em cadeia em todo o sistema climático: “Há mais evaporação e altera toda a dinâmica termodinâmica da circulação atmosférica e dos oceanos. Este efeito é global”. “Há modelos que apontam para um fenómeno mais forte e outros para um fenómeno moderado”, referiu Paulo Magalhães, que acrescenta que “as alterações são maiores, chegam aos seis graus de aumento da temperatura da água. A questão é perceber que energia será libertada do oceano para a atmosfera”. Segundo o especialista, o excesso de energia acumulado no sistema climático acaba inevitavelmente por se dissipar, contribuindo para fenómenos meteorológicos extremos: “Há energia a mais no sistema, com o aquecimento global, tem de se dissipar por algum lado. Se está no mar, mais cedo ou mais tarde passa para a atmosfera e altera todas as dinâmicas de circulação”. Embora a OMM sublinhe que ainda não está demonstrado cientificamente que as alterações climáticas aumentem a frequência ou a intensidade dos episódios de El Niño, Paulo Magalhães considera que os dados observados levantam questões relevantes: “O último foi em 2023-2024 e estamos em 2026. Passados dois anos já estamos novamente perante esta possibilidade, quando a média era mais ou menos de sete anos”, observou. “Os protocolos que tínhamos para medir e aferir estas alterações podem ter de ser revistos porque a realidade está a ultrapassar esses quadros”. Quanto às regiões potencialmente mais afectadas por um episódio forte de El Niño, Paulo Magalhães aponta para a América Latina, África e partes da Ásia, destacando também a vulnerabilidade europeia perante o aquecimento global: “A Europa está a aquecer duas vezes mais rápido do que estava previsto. E dentro da Europa, a Península Ibérica é a mais afectada”. No seguimento do alerta da OMM, o secretário-geral da ONU, António Guterres, numa declaração em vídeo, apelou a que todos encarem “esta situação com o grau de urgência climática que ela representa”. “As condições de El Niño vão deitar mais combustível para a fogueira de um planeta em aquecimento. Os impactos serão ainda mais fortes e sentidos ainda mais longe. Atravessarão fronteiras com uma velocidade devastadora”, apelando mais uma vez a “pôr fim à dependência dos combustíveis fósseis”. Para Paulo Magalhães, a dificuldade em responder ao problema resulta da predominância de interesses económicos de curto prazo sobre os objectivos colectivos de médio e longo prazo. “O modelo económico está baseado nos combustíveis fósseis e a lógica dos benefícios a curto prazo supera o interesse colectivo”. O especialista defende que o desafio actual ultrapassa a dimensão política ou geopolítica, entrando no domínio das próprias leis da física. “Desta vez, o limite é físico. Não é uma questão geopolítica, de força ou de poder. É uma questão de física e de ciência”. “O nosso principal bem era um clima estável, o padrão de circulação estável dos oceanos e da atmosfera. Esse bem invisível é precisamente aquilo que estamos a perder”, conclui.
Nadadora e ultramaratonista aquática, a Leca tem uma trajetória marcada por desafios extremos em águas abertas, com travessias que ultrapassam dezenas de quilômetros em diferentes cenários, no Brasil e no exterior.Entre suas conquistas estão travessias emblemáticas, como a realizada entre Salvador e Morro de São Paulo e entre Sobradinho e Juazeiro, no rio São Francisco. São percursos que chegam a 60 quilômetros e exigem preparo físico, estratégia e resistência mental.Recentemente, ela concluiu a travessia entre Santa Fé e Coronda, na Argentina, de 50 km — mais um marco dentro de um projeto ainda maior: completar desafios nos 7 oceanos.Uma jornada que vai além do esporte e revela disciplina, superação e propósito.Hoje, vamos conversar com a Leca, conhecer os bastidores das travessias e entender o que move uma atleta que faz da água o seu palco principal.ALÔ Leca!LINKS - Leca - Alessandra Penariol MeloInstagram @leleca_ssa - https://www.instagram.com/leleca_ssa/ Livro - Leleka, a menina-peixe - Amazon - https://shre.ink/7wRp Outra Visão EP155 - Fev/2025 - https://podcastoutravisao.com/2025/02/04/leca-ultramaratonista-aquatica-ep155/ Outra Visão EP141 - Maio/2024 - https://podcastoutravisao.com/2024/05/08/leca-alessandra-penariol-melo-ep-141/ Transmissão Maratona aquática Santa Fé Coronda , Argentina - https://www.youtube.com/watch?v=y9_o83XpRXw
Elas parecem delicadas, transparentes e até bonitas no mar! Mas as águas-vivas carregam uma das estruturas biológicas mais eficientes do reino animal e estão se tornando cada vez mais frequentes em diversas regiões costeiras, inclusive no litoral do Espírito Santo. Entender esse fenômeno é fundamental para a saúde pública, para o turismo e para a conservação marinha. Nesta edição do "CBN Meio Ambiente e Sustentabilidade", o comentarista Marco Bravo fala sobre o assunto.
SÉRIE FULGORES DECADENTESBIBLIOTECA SUBMERSA é a nova série de episódios do Podcast da Raphus Press, uma ironia bastante séria com o conceito de canônico e marginal, de popular e elitista, de aceito e não aceito, a partir das obras de autores que, aparentemente, tinham alguma influência (ou relevância) de certas obras ou autores no passado e que, hoje, parecem ausentes das livrarias, cadernos culturais, canais de vídeo na Internet. Nossa inspiração é Jorge Luis Borges e uma conhecida citação de Virginia Woolf: “Livros usados são selvagens, destituídos; surgem em grandes bandos de penas variadas e possuem certo encanto que falta aos volumes domesticados de uma biblioteca.” Episódio de hoje: Rios e oceanos de sangue (“La Condesa Sangrienta”, de Valentine Penrose)Obras citadas: “La Condesa Sangrienta”, Valentine Penrose (Wunderkammer, 2020); “Allá Lejos”, J-K Huysmans (Valdemar, 2002); “A Condessa Sangrenta”, Alejandra Pizarnik (Tordesilhas, 2011).Tradução em português, pela Ercolano: https://ercolano.com.br/loja/produto/a-condessa-ensanguentada/ Interessante ensaio de Oscar Nestarez a respeito do livro: https://revistagalileu.globo.com/colunistas/oscar-nestarez/coluna/2026/03/a-condessa-de-sangue-cantada-pela-poeta-da-noite.ghtml Conheça (e tente sair) de ABISMOS CREPUSCULARES: https://www.catarse.me/crepusculares Entre para a nossa sociedade, dedicada à bibliofilia maldita e ao culto de tenebrosos grimórios: o RES FICTA (solicitações via http://raphuspress.weebly.com/contact.html).Nosso podcast também está disponível nas seguintes plataformas:- Spotify: https://open.spotify.com/show/4NUiqPPTMdnezdKmvWDXHs- Apple: https://podcasts.apple.com/us/podcast/podcast-da-raphus-press/id1488391151?uo=4- Google Podcasts: https://podcasts.google.com/?feed=aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy8xMDlmZmVjNC9wb2RjYXN0L3Jzcw%3D%3D Apoie o canal: https://apoia.se/podcastdaraphus.Ou adquira nossos livros em nosso site: http://raphuspress.weebly.com. Dúvidas sobre envio, formas de pagamento, etc.: http://raphuspress.weebly.com/contact.html.Nossos livros também estão no Sebo Clepsidra: https://seboclepsidra.lojaintegrada.com.br/buscar?q=Raphus+Press
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Unesco alerta para baixa compreensão sobre como os mares absorvem carbono; discrepâncias em modelos científicos variam de 10% a 20%; atividades industriais atuais e riscos associados à engenharia climática no futuro também podem alterar capacidade natural do oceano de absorver CO₂.
Moraes e Zanin votam para condenar irmãos Brazão como mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Até R$ 140 mil: magistrados punidos por acusações envolvendo crimes sexuais recebem valores turbinados com penduricalhos. PF faz operação contra desvio de emendas; suspeitos são acusados de corrupção e lavagem de dinheiro. Morre mulher resgatada após passar mais de 15 horas soterrada em deslizamento em Juiz de Fora, MG. Aquecimento dos oceanos provoca queda de 20% na quantidade de peixes, mostra estudo.
“O Cousteau faz muita falta, mas tinha um ego do tamanho do mundo”, lembra Margarida Farrajota, mergulhadora há mais de 6 décadas e presidente do Centro Português de Actividades Subaquáticas See omnystudio.com/listener for privacy information.
Maria José Roxo é professora catedrática em Geografia e Planeamento Territorial. Na Rádio Observador, analisa a passagem da Depressão Kristin para destacar a importância do "planeamento territorial".See omnystudio.com/listener for privacy information.
15 minutos a cada 15 dias.No episódio de hoje, o Prêmio Oceanos 2025 é de duas brasileiras: Silvana Tavano, na categoria prosa com "Ressuscitar mamutes", e Ana Maria Vasconcelos, na poesia com "Longarinas". Uma nova série de reportagens da Folha de S. Paulo, "Lugar de Escrita", que revela os ambientes e rituais criativos de autores consagrados. Os 250 anos de Jane Austen, o retorno de Adélia Prado às livrarias com "O Jardim das Oliveiras" e uma breve retrospectiva de 2025, relembrando alguns dos episódios que marcaram o 30:MIN este ano.Este episódio também conta com uma "Resenha Relâmpago dos Apoiadores", indicando "O Grande Caderno", de Ágota Kristóf (ed. Dublinense, trad. Diego Grando), da Trilogia dos Gêmeos.---Links citadosSilvana Tavano e Ana Maria Vasconcelos vencem Prêmio Oceanos 2025; conheça os livrosSilvana Tavano foi 'andar no deserto todo dia' e de lá tirou seu livro que venceu OceanosSérie: Lugar de EscritaJane Austen, que faz 250 anos, inspirou livros e filmes contemporâneos; relembreJane Austen, 250 anos: Por que a rainha da ironia ainda domina a literatura e o cinema?De professora primária à poeta nas redes sociais: como Adélia Prado se reinventa e chega aos 90 anos fazendo sucesso entre gerações---Episódios citados487: Por que ler Adélia Prado?30:MIN Entrevista: Aline Valek30:MIN Entrevista: Bruna Maia30:MIN Entrevista: José Falero30:MIN Entrevista: Ian Fraser539: O que faz um bom personagem? (P.E.N.T.E. #1)556: As mais assustadoras cenas da literatura
Com produção desenfreada e reciclagem deficiente, o plástico vaza pros rios e oceanos. E prejudica os organismos até em nível molecular. No último episódio da série especial “Habitat do plástico”, te convidamos para um passeio pelas águas onde os plásticos boiam, se fragmentam e afundam, para entender quais são as consequências da contaminação por plásticos nos ecossistemas aquáticos.A ficha técnica completa, com todas as fontes de informação está disponível em nosso site. O Joio e o Prato Cheio são mantidos com o apoio de organizações da sociedade que atuam na promoção da alimentação adequada e saudável. ACT Promoção da Saúde, Porticus, Oak Foundation, Fundação Ford, Instituto Ibirapitanga e Fundação Heinrich Boll são apoiadores regulares dos nossos projetos.Entre em nosso canal do WhatsApp e fique mais perto da nossa comunidade. Contamos com a colaboração de leitores e ouvintes para continuar produzindo conteúdo independente e de qualidade. Se puder nos apoiar financeiramente, todos os caminhos estão aqui. Se não puder, divulgue o Prato Cheio pra família e amigos, isso nos ajuda muito!
No episódio de hoje, você escuta uma conversa um pouco diferente: um bate-papo com as pesquisadoras Germana Barata e Sabine Righetti, ambas do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor). Elas estiveram na COP30 e conversaram com Mayra Trinca sobre a experiência de cobrir um evento ambiental tão relevante e sobre quais foram os pontos fortes da presença da imprensa independente. __________________________________________________________________________________ TRANSCRIÇÃO [música] Mayra: Olá, eu sou a Mayra, você já deve me conhecer aqui do Oxigênio. Hoje a gente vai fazer uma coisa um pouquinho diferente do que vocês estão acostumados. E eu trouxe aqui duas pesquisadoras do LabJor pra contar um pouquinho da experiência delas na COP30, que rolou agora em novembro. Então vai ser um episódio um pouco mais bate-papo, mas eu prometo que vai ficar legal. Vou pedir pra elas se apresentarem e a gente já começa a conversar. Então eu estou com a Germana Barata e a Sabine Righetti, que são pesquisadoras aqui do Labjor. Germana, se apresenta pra gente, por favor. Germana: Olá, pessoal, eu sou a Germana. Obrigada, Maíra, pelo convite pra estar aqui com vocês no Oxigênio. Eu sou pesquisadora do LabJor, do aula também por aqui, e tenho coordenado aí uma rede de comunicação sobre o oceano, que é a Ressou Oceano, que é o motivo da minha ida pra COP30.Então a gente vai ter a oportunidade de contar um pouquinho do que foi essa aventura na COP30. Mayra: Agora, Sabine, se apresenta pra gente, por favor. Sabine: Oi, pessoal, um prazer estar aqui. Sou pesquisadora aqui no LabJor, ouvinte do Oxigênio, e trabalho entendendo como que o conhecimento científico é produzido e circula na sociedade, sobretudo pela imprensa. Então esse foi um assunto central na COP lá em Belém. [vinheta] Mayra: Eu trouxe a Sabine e a Germana, porque, bom, são pesquisadoras do Labjor que foram pra COP, mas pra gente conhecer um pouquinho o porquê que elas foram até lá a partir das linhas de interesse e de pesquisa. Então, meninas, contem pra gente por que vocês resolveram ir até a COP e o que isso está relacionado com as linhas de trabalho de vocês. Germana: Bom, acho que uma COP no Brasil, no coração da Amazônia, é imperdível por si. Sabine: Não tinha como não ir. Germana: Não, não tinha. E como eu atuo nessa área da comunicação sobre o oceano pra sociedade, esse é um tema que a comunidade que luta pela saúde do oceano tem trabalhado com muito afinco para que o oceano tenha mais visibilidade nos debates sobre mudanças climáticas. Então esse foi o motivo que eu percebi que era impossível não participar dessa grande reunião. Enfim, também numa terra onde eu tenho família, Belém do Pará é a terra do meu pai, e uma terra muito especial, uma cidade muito especial, eu acho que por tantos motivos era imperdível realmente essa experiência na COP. Sabine: Voltamos todas apaixonadas por Belém. O pessoal extremamente acolhedor, a cidade incrível, foi maravilhoso. Eu trabalho tentando compreender como a ciência, conhecimento científico, as evidências circulam na sociedade, na sociedade organizada. Então entre jornalistas, entre tomadores de decisão, entre grupos específicos. E no meu entendimento a COP é um espaço, é um grande laboratório sobre isso, porque a ciência já mostrou o que está acontecendo, a ciência já apontou, aliás faz tempo que os cientistas alertam, e que o consenso científico é muito claro sobre as mudanças climáticas. Então o que falta agora é essa informação chegar nos grupos organizados, nos tomadores de decisão, nas políticas públicas, e quem pode realmente bater o martelo e alterar o curso das mudanças climáticas. Claro que a gente precisa de mais ciência, mas a gente já sabe o que está acontecendo. Então me interessou muito circular e entender como que a ciência estava ou não. Porque muitos ambientes, as negociações, os debates, eles traziam mais desinformação ou falsa controvérsia do que a ciência em si. Germana: E é a primeira vez que a COP abrigou um pavilhão de cientistas. Então acho que esse é um marco, tanto para cientistas quanto outros pavilhões, outras presenças que foram inéditas ou muito fortes na COP, como dos povos indígenas ou comunidades tradicionais, mas também de cientistas, que antes, claro, os cientistas sempre foram para as COPs, mas iam como individualmente, vamos dizer assim. Sabine: Para a gente entender, quem não tem familiaridade com COP, os pavilhões, e isso eu aprendi lá, porque eu nunca tinha participado de uma COP, os pavilhões são como se fossem grandes estandes que têm uma programação própria e acontecem debates e manifestações, eventos diversos, culturais, enfim. Então a zona azul, que a gente chama, que é a área central da COP, onde tem as discussões, as tomadas de decisão, tem um conjunto de pavilhões. Pavilhões de países, pavilhões de temas. Oceanos também foi a primeira vez, né? Germana: Não foi a primeira vez, foi o terceiro ano, a terceira COP, mas estava enorme, sim, para marcar a presença. Mayra: O Oceano foi a primeira vez que estava na Blue Zone ou antes ele já estava na zona azul também? Germana: Ele já estava na Blue Zone, já estava na zona azul, é a terceira vez que o Oceano está presente como pavilhão, mas é a primeira vez que o Oceano realmente ocupou, transbordou, digamos assim, os debates, e os debates, incluindo o Oceano, acabaram ocupando, inclusive, dois dias oficiais de COP, que foram os dias 17 e 18, na programação oficial das reuniões, dos debates. Então é a primeira vez que eu acho que ganha um pouco mais de protagonismo, digamos assim. Mayra: E vocês participaram de quais pavilhões? Porque a gente tem o pavilhão dos Oceanos, tinha um pavilhão das universidades, que inclusive foi organizado por pesquisadores da Unicamp, não necessariamente aqui do Labjor, mas da Unicamp como um todo, e eu queria saber por quais pavilhões vocês passaram. Germana, com certeza, passou pelo do Oceano, mas além do Oceano, quais outros? Vocês passaram por esse das universidades? Como é que foi? Sabine: Eu apresentei um trabalho nesse contexto dos pavilhões, como espaço de discussão e de apresentações, eu apresentei um resultado de um trabalho que foi um levantamento de dados sobre ponto de não retorno da Amazônia com ajuda de inteligência artificial. Eu tenho trabalhado com isso, com leitura sistemática de artigos científicos com ajuda de inteligência artificial e tenho refletido como a gente consegue transformar isso numa informação palatável, por exemplo, para um tomador de decisão que não vai ler um artigo, muito menos um conjunto de artigos, e a gente está falando de milhares. Eu apresentei no pavilhão que a gente chamava de pavilhão das universidades que tinha um nome em inglês que era basicamente a Educação Superior para a Justiça Climática. Ele foi organizado institucionalmente pela Unicamp e pela Universidade de Monterrey, no México, e contou com falas e debates de vários cientistas do mundo todo, mas esse não era o pavilhão da ciência. Tinha o pavilhão da ciência e tinha os pavilhões dos países, os pavilhões temáticos, caso de oceanos, que a gente comentou. Então, assim, eu circulei em todos, basicamente. Me chamou muita atenção o dos oceanos, que de fato estava com uma presença importante, e o pavilhão da China, que era o maior dos pavilhões, a maior delegação, os melhores brindes. Era impressionante a presença da China e as ausências. Os Estados Unidos, por exemplo, não estava, não tinha o pavilhão dos Estados Unidos. Então, as presenças e as ausências também chamam a atenção. Mayra: Tinha o pavilhão do Brasil? Sabine: Tinha. Germana: Tinha um pavilhão maravilhoso. Sabine: Maravilhoso e com ótimo café. Germana: É, exatamente. Sabine: Fui lá várias vezes tomar um café. Germana: Inclusive vendendo a ideia do Brasil como um país com produtos de qualidade,né, que é uma oportunidade de você divulgar o seu país para vários participantes de outros países do mundo. E acho que é importante a gente falar que isso, que a Sabine está falando dos pavilhões, era zona azul, ou seja, para pessoas credenciadas. Então, a programação oficial da COP, onde as grandes decisões são tomadas, são ali. Mas tinha a zona verde, que também tem pavilhões, também tinha pavilhão de alguns países, mas, sobretudo, Brasil, do Estado do Pará, de universidades etc., que estava belíssimo, aberta ao público, e também com uma programação muito rica para pessoas que não necessariamente estão engajadas com a questão das mudanças… Sabine: Muito terceiro setor. Germana: Exatamente. Sabine: Movimentos sociais. Germana: E fora a cidade inteira que estava, acho que não tem um belenense que vai dizer o que aconteceu aqui essas semanas, porque realmente os ônibus, os táxis, o Teatro da Paz, que é o Teatro Central de Belém, todos os lugares ligados a eventos, mercados, as docas… Sabine: Museus com programação. Germana: Todo mundo muito focado com programação, até a grande sorveteria maravilhosa Cairu, que está pensando inclusive de expandir aqui para São Paulo, espero que em breve, tinha um sabor lá, a COP30. Muito legal, porque realmente a coisa chegou no nível para todos. Mayra: O que era o sabor COP30? Fiquei curiosa. Sabine: O de chocolate era pistache. Germana: Acho que era cupuaçu, pistache, mais alguma coisa. Sabine: Por causa do verde. É que tinha bombom COP30 e tinha o sorvete COP30, que tinha pistache, mas acho que tinha cupuaçu também. Era muito bom. Germana: Sim, tinha cupuaçu. Muito bom! Mayra: Fiquei tentada com esse sorvete agora. Só na próxima COP do Brasil. [música] Mayra: E para além de trabalho, experiências pessoais, o que mais chamou a atenção de vocês? O que foi mais legal de participar da COP? Germana: Eu já conheci a Belém, já fui algumas vezes para lá, mas fazia muitos anos que eu não ia. E é incrível ver o quanto a cidade foi transformada em relação à COP. Então, a COP deixa um legado para os paraenses. E assim, como a Sabine tinha dito no começo, é uma população que recebeu todos de braços abertos, e eu acho que eu estava quase ali como uma pessoa que nunca tinha ido para Belém. Então, lógico que a culinária local chama muito a atenção, o jeito dos paraenses, a música, que é maravilhosa, não só o carimbó, as mangueiras dando frutos na cidade, que é algo que acho que chama a atenção de todo mundo, aquelas mangas caindo pela rua. Tem o lado ruim, mas a gente estava vendo ali o lado maravilhoso de inclusive segurar a temperatura, porque é uma cidade muito quente. Mas acho que teve todo esse encanto da cultura muito presente numa reunião que, há muitos anos atrás, era muito diplomática, política e elitizada. Para mim, acho que esse é um comentário geral, que é uma COP que foi muito aberta a muitas vozes, e a cultura paraense entrou ali naturalmente por muitos lugares. Então, isso foi muito impressionante. Sabine: Concordo totalmente com a Germana, é uma cidade incrível. Posso exemplificar isso com uma coisa que aconteceu comigo, que acho que resume bem. Eu estava parada na calçada esperando um carro de transporte, pensando na vida, e aí uma senhora estava dirigindo para o carro e falou: “Você é da COP? Você está precisando de alguma coisa?” No meio da rua do centro de Belém. Olhei para ela e falei, Moça, não estou acostumada a ter esse tipo de tratamento, porque é impressionante. O acolhimento foi uma coisa chocante, muito positiva. E isso era um comentário geral. Mas acho que tem um aspecto que, para além do que estávamos falando aqui, da zona azul, da zona verde, da área oficial da COP, como a Germana disse, tinha programação na cidade inteira. No caso da COP de Belém, acho que aconteceu algo que nenhuma outra COP conseguiu proporcionar. Por exemplo, participei de um evento completamente lateral do terceiro setor para discutir fomento para projetos de jornalismo ligados à divulgação científica. Esse evento foi no barco, no rio Guamá que fala, né? Guamá. E foi um passeio de barco no pôr do sol, com comida local, com banda local, com músicos locais, com discussão local, e no rio. É uma coisa muito impressionante como realmente você sente a cidade. E aquilo tem uma outra… Não é uma sala fechada.Estamos no meio de um rio com toda a cultura que Belém oferece. Eu nunca vou esquecer desse momento, dessa discussão. Foi muito marcante. Totalmente fora da programação da COP. Uma coisa de aproveitar todo mundo que está na COP para juntar atores sociais, que a gente fala, por uma causa comum, que é a causa ambiental. Mayra: Eu vou abrir um parênteses e até fugir um pouco do script que a gente tinha pensado aqui, mas porque ouvindo vocês falarem, eu fiquei pensando numa coisa. Eu estava essa semana conversando com uma outra professora aqui do Labjor, que é a professora Suzana. Ouvintes, aguardem, vem aí esse episódio. E a gente estava falando justamente sobre como é importante trazer mais emoção para falar de mudanças climáticas. Enfim, cobertura ambiental, etc. Mas principalmente com relação a mudanças climáticas. E eu fiquei pensando nisso quando vocês estavam falando. Vocês acham que trazer esse evento para Belém, para a Amazônia, que foi uma coisa que no começo foi muito criticada por questões de infraestrutura, pode ter tido um efeito maior nessa linha de trazer mais encanto, de trazer mais afeto para a negociação. Germana: Ah, sem dúvida. Mayra: E ter um impacto que em outros lugares a gente não teria. Germana: A gente tem que lembrar que até os brasileiros desconhecem a Amazônia. E eu acho que teve toda essa questão da dificuldade, porque esses grandes eventos a gente sempre quer mostrar para o mundo que a gente é organizado, desenvolvido, enfim. E eu acho que foi perfeita a escolha. Porque o Brasil é um país desigual, riquíssimo, incrível, e que as coisas podem acontecer. Então a COP, nesse sentido, eu acho que foi também um sucesso, mesmo a questão das reformas e tudo o que aconteceu, no tempo que tinha que acontecer, mas também deu um tom diferente para os debates da COP30. Não só porque em alguns momentos da primeira semana a Zona Azul estava super quente, e eu acho que é importante quem é do norte global entender do que a gente está falando, de ter um calor que não é o calor deles, é um outro calor, que uma mudança de um grau e meio, dois graus, ela vai impactar, e ela já está impactando o mundo, mas também a presença dos povos indígenas eu acho que foi muito marcante. Eu vi colegas emocionados de falar, eu nunca vi tantas etnias juntas e populações muito organizadas, articuladas e preparadas para um debate de qualidade, qualificado. Então eu acho que Belém deu um outro tom, eu não consigo nem imaginar a COP30 em São Paulo. E ali teve um sentido tanto de esperança, no sentido de você ver quanto a gente está envolvida, trabalhando em prol de frear essas mudanças climáticas, o aquecimento, de tentar brecar realmente um grau e meio o aquecimento global. Mas eu acho que deu um outro tom. Sabine: Pegou de fato no coração, isso eu não tenho a menor dúvida. E é interessante você trazer isso, porque eu tenho dito muito que a gente só consegue colar mensagem científica, evidência, se a gente pegar no coração. Se a gente ficar mostrando gráfico, dado, numa sala chata e feia e fechada, ninguém vai se emocionar. Mas quando a gente sente a informação, isso a COP30 foi realmente única, histórica, para conseguir trazer esse tipo de informação emocional mesmo. [música] Mayra: E com relação a encontros, para gente ir nossa segunda parte, vocês encontraram muita gente conhecida daqui do Labjor, ou de outros lugares. O que vocês perceberam que as pessoas estavam buscando na COP e pensando agora em cobertura de imprensa? Porque, inclusive, vocês foram, são pesquisadoras, mas foram também junto com veículos de imprensa. Germana: Eu fui numa parceria com o jornal (o) eco, que a gente já tem essa parceria há mais de dois anos. A Ressou Oceano tem uma coluna no (o) eco. Portanto, a gente tem um espaço reservado para tratar do tema oceano. Então, isso para a gente é muito importante, porque a gente não tem um canal próprio, mas a gente estabeleça parcerias com outras revistas também. E o nosso objetivo realmente era fazer mais ou menos uma cobertura, estou falando mais ou menos, porque a programação era extremamente rica, intensa, e você acaba escolhendo temas onde você vai se debruçar e tratar. Mas, comparando com a impressão, eu tive na COP da biodiversidade, em 2006, em Curitiba, eu ainda era uma estudante de mestrado, e uma coisa que me chamou muito a atenção na época, considerando o tema biodiversidade, era a ausência de jornalistas do norte do Brasil. E, para mim, isso eu escrevi na época para o Observatório de Imprensa, falando dessa ausência, que, de novo, quem ia escrever sobre a Amazônia ia ser o Sudeste, e que, para mim, isso era preocupante, e baixa presença de jornalistas brasileiros também, na época. Então, comparativamente, essa COP, para mim, foi muito impressionante ver o tamanho da sala de imprensa, de ver, colegas, os vários estúdios, porque passávamos pelos vários estúdios de TV, de várias redes locais, estaduais e nacionais. Então, isso foi muito legal de ver como um tema que normalmente é coberto por poucos jornalistas especializados, de repente, dando o exemplo do André Trigueiro, da Rede Globo, que é um especialista, ele consegue debater com grandes cientistas sobre esse tema, e, de repente, tinha uma equipe gigantesca, levaram a abertura dos grandes jornais para dentro da COP. Isso muda, mostra a relevância que o evento adquiriu. Também pela mídia, e mídia internacional, com certeza. Então, posso falar depois de uma avaliação que fizemos dessa cobertura, mas, a princípio, achei muito positivo ver uma quantidade muito grande de colegas, jornalistas, e que chegou a quase 3 mil, foram 2.900 jornalistas presentes, credenciados. Sabine: E uma presença, os veículos grandes, que a Germana mencionou, internacionais, uma presença também muito forte de veículos independentes. O Brasil tem um ecossistema de jornalismo independente muito forte, que é impressionante, e, inclusive, com espaços consideráveis. Novamente, para entender graficamente, a sala de imprensa é gigantesca em um evento desse, e tem alguns espaços, algumas salas reservadas para alguns veículos. Então, veículos que estão com uma equipe muito grande têm uma sala reservada, além dos estúdios, de onde a Globo entrava ao vivo, a Andréia Sadi entrava ao vivo lá, fazendo o estúdio i direto da COP, enfim. Mas, dentro da sala de imprensa, tem salas reservadas, e algumas dessas salas, para mencionar, a Amazônia Vox estava com uma sala, que é um veículo da região norte de jornalismo independente, o Sumaúma estava com uma sala, o Sumaúma com 40 jornalistas, nessa cobertura, que também… O Sumaúma é bastante espalhado, mas a Eliane Brum, que é jornalista cofundadora do Sumaúma, fica sediada em Altamira, no Pará. Então, é um veículo nortista, mas com cobertura no país todo e, claro, com olhar muito para a região amazônica. Então, isso foi, na minha perspectiva, de quem olha para como o jornalismo é produzido, foi muito legal ver a força do jornalismo independente nessa COP, que certamente foi muito diferente. Estava lá o jornalismo grande, comercial, tradicional, mas o independente com muita força, inclusive alguns egressos nossos no jornalismo tradicional, mas também no jornalismo independente. Estamos falando desde o jornalista que estava lá pela Superinteressante, que foi nossa aluna na especialização, até o pessoal do Ciência Suja, que é um podcast de jornalismo independente, nosso primo aqui do Oxigênio, que também estava lá com um olhar muito específico na cobertura, olhando as controvérsias, as falsas soluções. Não era uma cobertura factual. Cada jornalista olha para aquilo tudo com uma lente muito diferente. O jornalismo independente, o pequeno, o local, o grande, o internacional, cada um está olhando para uma coisa diferente que está acontecendo lá, naquele espaço em que acontece muita coisa. [som de chamada] Tássia: Olá, eu sou a Tássia, bióloga e jornalista científica. Estou aqui na COP30, em Belém do Pará, para representar e dar voz à pauta que eu trabalho há mais de 10 anos, que é o Oceano. Meghie: Oi, gente, tudo bem? Meu nome é Meghie Rodrigues, eu sou jornalista freelancer, fui aluna do Labjor. Estamos aqui na COP30, cobrindo adaptação. Estou colaborando com a Info Amazônia, com Ciência Suja. Pedro: Oi, pessoal, tudo bem? Eu sou Pedro Belo, sou do podcast Ciência Suja, sou egresso do LabJor, da turma de especialização. E a gente veio para cobrir um recorte específico nosso, porque a gente não vai ficar tanto em cima do factual ali, do hard news, das negociações. A gente veio buscar coisas que, enfim, picaretagens, coisas que estão aí, falsas soluções para a crise climática. Paula: Eu sou Paula Drummond, eu sou bióloga e eu fiz jornalismo científico. Trabalho nessa interface, que é a que eu sempre procurei, de ciência tomada de decisão, escrevendo policy briefs. [música] Mayra: Acho que esse é um ponto forte para tratarmos aqui, que vai ser o nosso encerramento, falar um pouco da importância desses veículos independentes na COP, tanto do ponto de vista de expandir a cobertura como um todo, da presença mesmo de um grande número de jornalistas, quanto das coberturas especializadas. Então, eu queria saber qual é a avaliação que vocês fizeram disso, se vocês acham que funcionou, porque a gente teve muita crítica com relação à hospedagem, isso e aquilo. Então, ainda tivemos um sucesso de cobertura de imprensa na COP? Isso é uma pergunta. E por que é importante o papel desses veículos independentes de cobertura? Germana: Eu, falando por nós, da Ressoa Oceano, o Oceano é ainda pouco coberto pela mídia, mas a gente já vê um interesse crescente em relação às questões específicas de oceano, e quem nunca ouviu falar de branqueamento de corais, de aquecimento das águas, elevação do nível do oceano? Enfim, eu acho que essas questões estão entrando, mas são questões que não devem interessar apenas o jornalista especializado, que cobre meio ambiente, que cobre essas questões de mudanças climáticas, mas que são relevantes para qualquer seção do jornal. Então, generalistas, por exemplo, que cobrem cidades, essa questão das mudanças climáticas, de impactos etc., precisam se interessar em relação a isso. Então, o que eu vejo, a gente ainda não fez uma análise total de como os grandes veículos cobriram em relação ao jornalismo independente, que é algo que a gente está terminando de fazer ainda, mas em relação ao oceano. Mas o que a gente vê é que as questões mais políticas, e a grande mídia está mais interessada em que acordo foi fechado, os documentos finais da COP, se deu certo ou não, o incêndio que aconteceu, se está caro ou não está caro, hospedagem etc., e que são pautas que acabam sendo reproduzidas, o interesse é quase o mesmo por vários veículos. O jornalismo independente traz esse olhar, que a Sabine estava falando, inclusive dos nossos alunos, que são olhares específicos e muito relevantes que nos ajudam a entender outras camadas, inclusive de debates, discussões e acordos que estavam ocorrendo na COP30. Então, a gente vê, do ponto de vista quase oficial da impressão geral que as pessoas têm da COP, que foi um desastre no final, porque o petróleo não apareceu nos documentos finais, na declaração de Belém, por exemplo, que acho que várias pessoas leram sobre isso. Mas, quando a gente olha a complexidade de um debate do nível da COP30, e os veículos independentes conseguem mostrar essas camadas, é mostrar que há muitos acordos e iniciativas que não necessitam de acordos consensuais das Nações Unidas, mas foram acordos quase voluntários, paralelos a esse debate oficial, e que foram muito importantes e muito relevantes, e que trouxeram definições que marcaram e que a gente vê com muito otimismo para o avanço mesmo das decisões em relação, por exemplo, ao mapa do caminho, que a gente viu que não estava no documento final, mas que já tem um acordo entre Colômbia e Holanda de hospedar, de ter uma conferência em abril na Colômbia para decidir isso com os países que queiram e estejam prontos para tomar uma decisão. Então, esse é um exemplo de algo que foi paralelo à COP, mas que trouxe muitos avanços e nos mostra outras camadas que o jornalismo independente é capaz de mostrar. Sabine: A cobertura jornalística de um evento como a COP é muito, muito difícil. Para o trabalho do jornalista, é difícil porque são longas horas por dia, de domingo a domingo, são duas semanas seguidas, é muito desgastante, mas, sobretudo, porque é muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e é difícil entender para onde você vai. Novamente, ilustrando, na sala de imprensa tem, e todo grande evento com esse caráter costuma ter isso, umas televisões com anúncios. Vai ter tal coletiva de imprensa do presidente da COP, tal horário. Então, nessa perspectiva, dá para se organizar. Eu vou aqui, eu vou ali. Às vezes, é hora de almoço, e, na hora de almoço, o jornalista já vai, sem almoçar, escrever o texto, e, quando vê, já é a noite. Mas você vai se organizando. Só que tem coisas que não estão lá na televisão. Então, por exemplo, passou o governador da Califórnia por lá. Não foi anunciado que ele estava. Ele estava andando no corredor. Para um jornalista de um grande veículo, se ele não viu que o governador da Califórnia estava lá, mas o seu concorrente viu, isso, falo no lugar de quem já trabalhou num veículo jornalístico grande comercial, isso pode levar a uma demissão. Você não pode não ver uma coisa importante. Você não pode perder uma declaração de um chefe de Estado. Você não pode não ver que, de repente, a Marina parou no meio do corredor em um quebra-queixo e falou, a Marina Silva, que estava muito lá circulando, e falou alguma coisa. Então, a cobertura vai muito além do que está lá na programação da sala de imprensa e do que está nos debates, nos pavilhões que a gente mencionava. Então, o jornalista, como a Germana disse, jornalista dos veículos, está correndo atrás disso. E, muitas vezes, por essa característica, acaba se perdendo, entre grandes aspas, nesses acontecimentos. Por exemplo, o que ficou muito marcante para mim na COP foi a declaração do primeiro-ministro da Alemanha, que foi uma declaração desastrosa, mas que tomou pelo menos um dia inteiro da cobertura, porque acompanhei na sala de imprensa os colegas jornalistas tentando repercutir aquela fala. Então, tentando falar com o governo do Brasil, com o presidente da COP, com outros alemães, com a delegação da Alemanha, com o cientista da Alemanha, porque eles precisavam fomentar aquilo e repercutir aquilo. E foi um dia inteiro, pelo menos, um dia inteiro, diria que uns dois dias ou mais, porque até a gente voltar, ainda se falava disso, vai pedir desculpa ou não. Para quem não lembra, foi o primeiro-ministro que falou que ainda bem que a gente saiu daquele lugar, que era Belém, que ele estava com um grupo de jornalistas da Alemanha, que ninguém queria ficar lá. Enfim, um depoimento desastroso que tomou muito tempo de cobertura. Então, os jornalistas independentes não estavam nem aí para a declaração do primeiro-ministro da Alemanha. Eles queriam saber outras coisas. Então, por isso, reforço a necessidade e a importância da diversidade na cobertura. Mas é importante a gente entender como funciona esse jornalismo comercial, que é uma pressão e é um trabalho brutal e, muitas vezes, de jornalistas que não são especializados em ambiente, que estão lá, a Germana mencionou, na cobertura de cidades e são deslocados para um evento tipo a COP30. Então, é difícil até entender para onde se começa. É um trabalhão. [música] Mayra: E aí, para encerrar, porque o nosso tempo está acabando, alguma coisa que a gente ainda não falou, que vocês acham que é importante, que vocês pensaram enquanto a gente estava conversando de destacar sobre a participação e a cobertura da COP? Germana: Tem algo que, para mim, marcou na questão da reflexão mesmo de uma conferência como essa para o jornalismo científico ou para os divulgadores científicos. Embora a gente tenha encontrado com vários egressos do Labjor, que me deixou super orgulhosa e cada um fazendo numa missão diferente ali, eu acho que a divulgação científica ainda não acha que um evento como esse merece a cobertura da divulgação científica. Explico, porque esse é um evento que tem muitos atores sociais. São debates políticos, as ONGs estão lá, os ambientalistas estão lá, o movimento social, jovem, indígena, de comunidades tradicionais, os grandes empresários, a indústria, enfim, prefeitos, governadores, ministros de vários países estão lá. Eu acho que a divulgação científica ainda está muito focada no cientista, na cientista, nas instituições de pesquisa e ensino, e ainda não enxerga essas outras vozes como tão relevantes para o debate científico como a gente vê esses personagens. Então, eu gostaria de ter visto outras pessoas lá, outros influenciadores, outros divulgadores, ainda mais porque foi no Brasil, na nossa casa, com um tema tão importante no meio da Amazônia, que as mudanças climáticas estão muito centradas na floresta ainda. Então, isso, eu tenho um estranhamento ainda e talvez um pedido de chamar atenção para os meus colegas divulgadores de ciência de que está na hora de olharmos para incluir outras vozes, outras formas de conhecimento. E as mudanças climáticas e outras questões tão complexas exigem uma complexidade no debate, que vai muito além do meio científico. Sabine: Não tinha pensado nisso, mas concordo totalmente com a Germana. Eu realmente não… senti a ausência. Eu estava falando sobre as ausências. Senti a ausência dos divulgadores de ciência produzindo informação sobre algo que não necessariamente é o resultado de um paper, mas sobre algo que estava sendo discutido lá. Mas eu voltei da COP com uma reflexão que é quase num sentido diferente do que a Germana trouxe, que a Germana falou agora dos divulgadores de ciência, que é um nicho bem específico. E eu voltei muito pensando que não dá para nós, no jornalismo, encaixar uma COP ou um assunto de mudanças climáticas em uma caixinha só, em uma caixinha ambiental. E isso não estou falando, tenho que dar os devidos créditos. Eu participei de um debate ouvindo Eliane Brum em que, novamente a cito aqui no podcast, em que ela disse assim que a Sumaúma não tem editorias jornalísticas, como o jornalismo tradicional, porque isso foi uma invenção do jornalismo tradicional que é cartesiano. Então tem a editoria de ambiente, a editoria de política, a editoria de economia. E que ela, ao criar a Sumaúma, se despiu dessas editorias e ela fala de questões ambientais, ponto, de uma maneira investigativa, que passam por ciência, passam por ambiente, passam por política, passam por cidade, passam por tudo. E aí eu fiquei pensando muito nisso, no quanto a gente, jornalismo, não está preparado para esse tipo de cobertura, porque a gente segue no jornalismo tradicional colocando os temas em caixinhas e isso não dá conta de um tema como esse. Então a minha reflexão foi muito no sentido de a gente precisar sair dessas caixinhas para a gente conseguir reportar o que está acontecendo no jornalismo. E precisa juntar forças, ou seja, sair do excesso de especialização, do excesso de entrevista política, eu só entrevisto cientista. Mas eu só entrevisto cientista, não falo com política e vice-versa, que o jornalismo fica nessas caixinhas. E acho que a gente precisa mudar completamente o jeito que a gente produz informação. [música] Mayra: Isso, muito bom, gostei muito, queria agradecer a presença de vocês no Oxigênio nesse episódio, agradecer a disponibilidade para conversar sobre a COP, eu tenho achado muito legal conversar com vocês sobre isso, tem sido muito interessante mesmo, espero que vocês tenham gostado também desse episódio especial com as pesquisadoras aqui sobre a COP e é isso, até a próxima! Sabine: Uma honra! Germana: Obrigada, Mayra, e obrigada a quem estiver nos ouvindo, um prazer! Mayra: Obrigada, gente, até mais! [música] Mayra: Esse episódio foi gravado e editado por mim, Mayra Trinca, como parte dos trabalhos da Bolsa Mídia Ciência com o apoio da FAPESP. O Oxigênio também conta com o apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp. A trilha sonora é do Freesound e da Blue Dot Sessions. [vinheta de encerramento]
15 minutos a cada 15 dias.No episódio de hoje, vamos falar sobre os vencedores do Prêmio Jabuti e os indicados ao Prêmio Oceanos, além de trazer um balanço de alguns dos eventos literários que aconteceram em Outubro, como a Feira de Frankfurt e a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco.---Links citadosConfira os livros vencedores de todas as categorias do Prêmio JabutiLENDO LIVROS E CONHECENDO LIVRARIAS NA ALEMANHA (Taty Leite)Vlog do primeiro dia de Tatiany Leite no InstagramVlog do segundo dia de Tatiany Leite no InstagramBalanço de como foi a Feira de FrankfurtOuça o episódio do podcast do Publishnews sobre a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco“Minha literatura me trouxe aqui”: Conceição Evaristo é homenageada na Inglaterra---RecebidosDoce Tóquio, de Durian Sukegawa (com tradução de Sandra Keila) - Editora Morro BrancoFicção completa, de H.P. Lovecraft (com tradução de Guilherme Silva Braga) - Editora Penguin-Companhia Tênebra: narrativas brasileiras de horror [1900-1949], organizado por Júlio França e Oscar Nestarez - Editora FósforoTemporada de Furacões, de Fernanda Melchor (com tradução de Antônio Xerxenesky) - Editora Mundaréu---LinksApoie o 30:MINSiga a gente nas redesJá apoia? Acesse suas recompensasConfira todos os títulos do clube!
David and Rachel discuss how the entertainers aboard the MTS Oceanos stepped up when its crew didn't. Script by Jillian.
In August 1991, Lorraine Betts set sail aboard the Oceanos as cruise director, overseeing passenger entertainment and well-being. But when the lights went out and the ship began taking on water, it wasn't the captain who led the evacuation—it was Lorraine and a small group of entertainers who sprang into action. Today, she joins host Cassie De Pecol to share her firsthand account of the night the Oceanos sank.Later, author Sean Evans joins Cassie to discuss the new Against the Odds book, How to Survive Against the Odds, available now wherever you get your books. Learn more at SurvivalGuidebook.com.Be the first to know about Wondery's newest podcasts, curated recommendations, and more! Sign up now at https://wondery.fm/wonderynewsletterListen to Against The Odds on the Wondery App or wherever you get your podcasts. Experience all episodes ad-free and be the first to binge the newest season. Unlock exclusive early access by joining Wondery+ in the Wondery App, Apple Podcasts or Spotify. Start your free trial today by visiting http://wondery.com/links/against-the-odds/ now.See Privacy Policy at https://art19.com/privacy and California Privacy Notice at https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.
With all the lifeboats launched, the remaining passengers aboard the Oceanos cling to railings as the ship lists hard to one side. When helicopters arrive, the entertainment crew springs into action again—coordinating a high-stakes airlift as rescuers lower cables from the sky. But as dawn breaks, the ship edges ever closer to capsizing. Out at sea, mothers aboard lifeboats hand over their babies in buckets hoisted to the decks of towering cargo ships.Order your copy of the new Against the Odds book, How to Survive Against the Odds: Tales & Tips for Animal Attacks and Natural Disasters, for stories of everyday people confronted by life-or-death situations, showing you how they survived—and how you can too. Learn more at SurvivalGuidebook.com.Be the first to know about Wondery's newest podcasts, curated recommendations, and more! Sign up now at https://wondery.fm/wonderynewsletterListen to Against The Odds on the Wondery App or wherever you get your podcasts. Experience all episodes ad-free and be the first to binge the newest season. Unlock exclusive early access by joining Wondery+ in the Wondery App, Apple Podcasts or Spotify. Start your free trial today by visiting http://wondery.com/links/against-the-odds/ now.See Privacy Policy at https://art19.com/privacy and California Privacy Notice at https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.
As a hellish storm batters the Oceanos off the South African coast, senior crew members flee aboard a lifeboat, leaving passengers behind. With no leadership in sight, the entertainers step up, guiding women and children into the last remaining lifeboats as the ship begins to list dangerously in the churning sea. Out on the water, mothers clutch their infants as waves batter the tiny boats, tossing them mercilessly through the darkness.Order your copy of the new Against the Odds book, How to Survive Against the Odds: Tales & Tips for Animal Attacks and Natural Disasters, for stories of everyday people confronted by life-or-death situations, showing you how they survived—and how you can too.Be the first to know about Wondery's newest podcasts, curated recommendations, and more! Sign up now at https://wondery.fm/wonderynewsletterListen to Against The Odds on the Wondery App or wherever you get your podcasts. Experience all episodes ad-free and be the first to binge the newest season. Unlock exclusive early access by joining Wondery+ in the Wondery App, Apple Podcasts or Spotify. Start your free trial today by visiting http://wondery.com/links/against-the-odds/ now.See Privacy Policy at https://art19.com/privacy and California Privacy Notice at https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.
Foi de frente para o Mar Mediterrâneo que mais de 50 chefes de Estado e de governo se reuniram na semana passada para discutir ações de proteção dos oceanos. O Brasil, com um espaço marítimo que ocupa 5,7 milhões de km², área comparável à da Amazônia, esteve presente na Conferência dos Oceanos do ONU, sediada em Nice, na França. Em seu discurso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu dar ênfase à conservação e ao uso sustentável do oceano e ampliar de 26% para 30% a cobertura das áreas marinhas protegidas, cumprindo a meta do Marco Global para a Biodiversidade. Lula também fez críticas ao uso do plástico, mas deixou o país de fora de um acordo chamado "apelo de Nice", em prol do banimento gradual do plástico descartável de uso único. A Conferência também marcou a estreia do documentário "Quanto Vale o Azul", de Ricardo Gomes, biólogo marinho e diretor do Instituto Mar Urbano. Ele, que esteve em Nice e nas outras duas Conferências, em Portugal (2022) e EUA (2017), conta o que mudou de lá pra cá. Depois, Natuza Nery recebe Rodrigo Cebrian, cofundador do Movimento EUceano.org e diretor e apresentador da série "Euceano", disponível no Globoplay. Ele explica o termo "economia azul" e fala sobre formas de usar os recursos marítimos de maneira sustentável.
Listener Appreciation Week, Day 1: Heroes of Two Shipwrecks Musicians Moss and Tracy Hills survived the sinking of the Greek cruise ship Oceanos in 1991, and then the Italian ship Achille Lauro in 1994. During both sinkings, the married couple stepped up and provided leadership and assistance to the passengers, and were critical to rescue efforts. As a thank you to all Shipwreck and Sea Dogs listeners, I am bringing you a bonus mini-episode each day this week. As another bonus, all merchandise is 25% OFF during Listener Appreciation Week! Go to shop.shipwrecksandseadogs.com and use code LISTENER2025 at check out. Please share this episode with a friend, family member, or coworker, and help Shipwrecks and Sea Dogs reach a larger audience. https://www.shipwrecksandseadogs.com/ Written, edited, and produced by Rich Napolitano. Original theme music for Shipwrecks and Sea Dogs by Sean Sigfried. Go AD-FREE by becoming a Patreon Officer's Club Member! Join at https://www.patreon.com/shipwreckspod Join the Into History Network for ad-free access to this and many other fantastic history podcasts! https://www.intohistory.com/shipwreckspod You can support the podcast with a donation of any amount at: https://www.buymeacoffee.com/shipwreckspod Follow Shipwrecks and Sea Dogs Subscribe on YouTube Follow on BlueSky Follow on Threads Follow on Instagram Follow on Facebook Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
A escalada entre Israel e o Irão. A Conferência dos Oceanos em Nice. Balanço do super ano eleitoral de 2024. O exercício do jornalismo na Hungria de Orbán. Edição de Mário Rui Cardoso.
Todos os países lusófonos em África marcaram presença na 3.ª Conferência das Nações Unidas sobre o Oceano, onde mostraram os seus avanços na acção para a preservação dos mares. Esta semana ficou marcada pela 3.ª Conferência das Nações Unidas sobre o Oceano, que decorreu na cidade francesa de Nice e onde estiveram presentes todos os países africanos de língua portuguesa. A jornalista Cristiana Soares este neste evento e entrevistou vários intervenientes lusófonos Em França, Angola reafirmou o seu compromisso com a protecção dos oceanos e a mitigação das alterações climáticas. A ministra do Ambiente de Angola, Ana Paula de Carvalho, avançou ainda que o processo de criação da primeira área de conservação marinha do país “está numa fase avançada", quase concluído. Também a ministra das Pescas e dos Recursos Marinhos de Angola, Carmen Sacramento dos Santos esteve em Nice e alertou para os perigos da pesca ilegal, admitindo que fiscalizar os 1.650 km da costa angolana é um desafio devido à falta de meios. O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, proferiu um discurso na abertura desta cimeira admitiu que a humanidade está confrontada com um desafio existencial, a preservação da integridade dos oceanos. Os oceanos têm um lugar central na Guiné-Bissau, lembrou o ministro do Ambiente, Biodiversidade e Acção Climática guineense, Viriato Cassamá, mas o país também tem levado a cabo outros esforços ambientais, nomeadamente de preservação das florestas, dando-lhe créditos de carbono, resultado de um projecto iniciado em 2006 para quantificar o carbono armazenado nas florestas nacionais. A ministra do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável de São Tomé e Príncipe, Nilda Borges da Mata, também esteve em Nice e não só anunciou a recém criação de oito áreas marinhas protegidas, como falou sobre a importância de o país passar a sediar o secretariado da Economia Azul da CEEAC. Cabo Verde também se afirmou nesta cimeira, com o Ministro do Mar, Jorge Santos, a defender a criação de centros de excelência nos países lusófonos insulares para uma liderança partilhada e sustentável da economia azul. Guiné-Bissau Esta semana, os sindicatos queriam paralisar a educação e a saúde na Guiné-Bissau, com uma greve que durava desde segunda-feira. No entanto, para substituir os profissionais de saúde em greve, foram destacados militares, algo que desagradou a central sindical Frente Social, como denunciou Yoyo João Correia, porta-voz da Frente social, em declarações a Miguel Martins. Poucos dias depois, o Presidente Umaro Sissoco Embaló declarou ter sido ele a decidir esta substituição como nos relatou o nosso correspondente Mussá Baldé. São Tomé Em São Tomé e Príncipe arrancaram esta semana oficialmente as celebrações dos 50 anos da Independência do país, com o Presidente, Carlos Vilas Novas, a traçar as suas prioridades a partir da ilha do Príncipe, como nos relatou Maximino Carlos. Cabo Verde Em Cabo Verde, o governo vai regularizar as dívidas dos estudantes para com as universidades no último ano da licenciatura. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia, como nos explicou Odair Santos Angola Em Angola, o Governo vai contratar mais de mil médicos cubanos para reforçar a capacidade de resposta do sector da saúde, confrontado com a falta de recursos humanos especializados. Avelino Miguel deu-nos mais detalhes a partir de Luanda.
A bióloga brasileira, Janaína Bumbeer, apresentou trabalho da Fundação Grupo Boticário na 3ª Conferências dos Oceanos da ONU, na França; entidade filantrópica apoia mais de 300 projetos de proteção costeira no Brasil; recifes de coral poupam R$ 160 bilhões ao proteger de danos de desastres naturais no país.
Pela primeira-vez, um grande número de chefes de Estado e de Governo e ministros se deslocaram para uma reunião internacional para abordar a proteção dos oceanos. Se, por um lado, a 3ª Conferência da ONU em Nice sobre o tema (UNOC3) resultará “apenas" em uma declaração política de engajamento dos quase 130 países representados, por outro, o evento consolidou de vez os oceanos na agenda ambiental global. Lúcia Müzell, enviada especial da RFI a Nice Mais de 60 líderes de países dos cinco continentes estiveram na cidade do sul da França para o evento. Assim, no segundo dia, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que, até setembro, 60 países se comprometeram a ratificar o Tratado de Proteção da Biodiversidade Marinha em Áreas além da Jurisdição Nacional (conhecido pela sigla BBNJ). O número é suficiente para que o acordo, assinado em junho de 2023, entre em vigor. O Brasil prometeu ratificar o texto até o fim deste ano. André Abreu, diretor de Políticas Internacionais da Fundação Tara Oceans, considera que, ao debater "todas as grandes questões" em alto nível, a UNOC3 atingiu o status de “mini-COP”, a badalada Conferência do Clima da ONU. As duas edições anteriores do evento sobre os oceanos ocorreram em 2017, em Nova York, e em 2022, em Lisboa. "Esse tratado do alto mar fica geralmente nas prateleiras dos ministérios, sem ter visibilidade para os ministros do meio ambiente ou das ciências. Trazer essa ambição de ratificar o Tratado do Alto Mar é um exemplo de como essa conferência pode fazer diferença”, avalia Abreu, que acompanha há mais de 20 anos as tentativas de acordos internacionais pela proteção dos oceanos. "Um outro tema é moratória sobre a exploração mineral dos fundos marinhos. Eram 30 países no grupo de alta ambição na ISA [Autoridade Internacional de Fundos Marinhos] e, aqui, dobraram. Está tendo uma convergência de anúncios bastante impressionantes, apesar da declaração política, que deixa a desejar." Este texto foi negociado entre os participantes antes da conferência e a declaração deve estimular um impulso político ao tema nos países signatários. Ao longo da semana, estão sendo anunciados novos compromissos voluntários para o cumprimento do único dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU específico sobre os oceanos, de número 14. Compromissos do Brasil O Brasil, por exemplo, se engajou a atingir até 2030 a meta das Nações Unidas de 30% de áreas marinhas protegidas e detalhou os seus planos para a preservação dos recifes de coral e dos manguezais. O país já tem 26,5% da sua zona marinha e costeira dentro de unidades de conservação. Para Marina Corrêa, analista sênior de conservação dos oceanos da WWF Brasil, o principal desafio para atingir a meta de 30% é que as novas áreas criadas tenham representatividade de habitats e sejam de fato implementadas. "A gente sabe que tem muitos desafios, mas estamos vendo muitos esforços do Brasil”, disse. “O que o Brasil fez na sua presidência no G20, priorizando o oceano e a inclusão do oceano nas NDCs [os planos climáticos dos países] e incluindo o oceano nas suas próprias NDC, são sinalizações de um país que vem querendo amadurecer essa agenda. Eu diria que Nice foi um trampolim para a agenda de oceano para a COP30”, afirma. A CEO da Conferência do Clima de Belém, Ana Toni, concorda: "Vai influenciar de maneira estruturante. O clima e os oceanos estão juntos. A gente separa em diversos eventos, mas, na verdade, eles estão juntos e a gente espera expressar tanto aqui, como na COP30, essa unidade, de que temos de proteger os oceanos para proteger o clima e proteger o clima para proteger os oceanos”, declarou Toni, à RFI. Sinergia entre clima e oceanos Os oceanos captam 25% do CO2 ejetado na atmosfera e têm um papel fundamental na regulação climática da Terra, ao estocar calor. Entretanto, o excesso dos dois fatores tem levado as águas oceânicas a se tornarem mais ácidas, causando o colapso de ecossistemas marinhos. André Abreu explica que as temperaturas extremas na superfície favorecem a proliferação de algas que retiram oxigênio do mar – e as áreas com níveis mínimos de condições para a vida estão se expandindo. "Fala-se hoje de 'dead zones', porque tem bolsões inteiros do oceano, não somente nos estuários, que seria o esperado, mas bolsões inteiros no meio do mar, com praticamente zero oxigênio. Só bactérias e vírus que sobrevivem ali”, lamenta o pesquisador. "Explicar isso, trazer essa urgência para a COP de Belém é superimportante, porque o oceano está sendo impactado demais pelas mudanças climáticas.” Impacto dos combustíveis fósseis A Conferência dos Oceanos também resultou em um apelo, assinado por 90 países, por um tratado “ambicioso" contra a poluição plástica, incluindo a delicada questão da redução da produção de polímeros – derivados do petróleo, um combustível fóssil. No evento, organizações ambientalistas ainda chamaram a atenção para os riscos de projetos de exploração de gás e petróleo offshore para os mares. A advogada Renata de Loyola Prata, coordenadora de Advocacy e Projetos no Instituto Internacional Arayara, critica o projeto do governo brasileiro de oferecer 147 novos blocos de exploração de petróleo e gás no país – dos quais um terço se localizam na foz do rio Amazonas. "Nós temos ressalvas, preocupações sobre o Brasil de fato ser uma liderança climática”, sinaliza. "Apontamos incongruências. É realmente uma contradição o Brasil se colocar como liderança climática e abrir essa nova fronteira exploratória, sendo apelidada como o novo pré-sal”, aponta a advogada. "Acho importante que o tema dos combustíveis fósseis e as suas emissões, que afetam os oceanos, esteja presente”, disse Ana Toni. "São debates difíceis, mas eles têm que acontecer, e fico muito feliz que aqui, e também na COP30, a gente vai poder debater de coração aberto, tentando procurar maneiras que sejam boas para as pessoas e, logicamente, boas para o planeta.”
México propone tratado contra contaminación de océanos por plásticoCelebra el Día del Padre en la alcaldía Cuajimalpa Al menos diez muertos tras tiroteo en una escuela de Austria
On the night of August 3, 1991, the cruise ship Oceanos sets sail from South Africa's eastern cape with 571 people aboard—despite a massive storm barreling up the coast. Soon, a breach in the hull knocks out power, and the ship begins taking on water. As senior officers abandon ship, the fate of everyone on board falls to the ship's entertainers, who must lead a mass evacuation before the Oceanos vanishes beneath the waves.Order your copy of the new Against the Odds book, How to Survive Against the Odds: Tales & Tips for Animal Attacks and Natural Disasters, for stories of everyday people confronted by life-or-death situations, showing you how they survived—and how you can too.Be the first to know about Wondery's newest podcasts, curated recommendations, and more! Sign up now at https://wondery.fm/wonderynewsletterListen to Against The Odds on the Wondery App or wherever you get your podcasts. Experience all episodes ad-free and be the first to binge the newest season. Unlock exclusive early access by joining Wondery+ in the Wondery App, Apple Podcasts or Spotify. Start your free trial today by visiting http://wondery.com/links/against-the-odds/ now.See Privacy Policy at https://art19.com/privacy and California Privacy Notice at https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.
Jornal da ONU, com Felipe de Carvalho:*Relatório soa alarme sobre crise global de fertilidade e suas consequências*Portugal diz que oceano é elemento central de sua história e parte de seu futuro*Líder da ONU apresenta 4 prioridades para conter ganância que destrói os mares*Guterres pede esforços para que diálogo supere divisão que existe no mundo
País tem maior potencial de energia eólica em alto-mar do mundo; professor e pesquisador Alexander Turra participa da 3ª Conferência dos Oceanos das Nações Unidas e defende mais investimentos em economia azul; para ele, COP30, no Brasil, será oportunidade para “unir Amazônia Verde e Amazônia Azul”.
Na abertura da 3ª Conferência da ONU sobre os Oceanos, secretário-geral pediu união para proteção dos ecossistemas; mais de 50 líderes estão reunidos em Nice, na França; presidente do Brasil, Lula da Silva, apelou por medidas para coibir “corrida predatória por minérios” no fundo do mar.
Jornal da ONU com Monica Grayley. Esses são os destaques desta segunda-feira, 9 de junho:Conferência dos Oceanos começa em Nice, na França, com apelo por resgateAgência da ONU soa alarme sobre enriquecimento de urânio no Irã
Em discurso na 3ª Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos, Lula anunciou que a cobertura de áreas marinhas protegidas será ampliada de 26% para 30%. Lula também afirmou que o Brasil vai ratificar ainda este ano o Tratado do Alto Mar e defendeu a proteção dos dos oceanos para combater os efeitos da mudança do climaSonoras:
Em mensagem secretário-geral, António Guterres, falou da urgência de socorro aos mares tomados por plásticos que levam à perda de ecossistemas marinhos, de cardumes variados e ao aumento de temperaturas que elevam o nível do mar.
Banco de Tejidos del Edomex, referente nacional Azcapotzalco te invita a disfrutar del musical “Te estás pasando” Unesco pide mayor inversión científica para proteger los océanos Más información en nuestro podcast
Marcelo Finger, um dos principais nomes em IA no País, aborda o tema e seus desdobramentos quase que diários, todas as 6ªs, às 8h, no Jornal Eldorado.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Às vésperas da 3ª Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, de 9 a 13 de junho, na França, setores emergentes como cultivo de algas marinhas e alimentação “azul” ganham destaque na agenda internacional; Unctad defende avanço de práticas sustentáveis nos mares.
Secretário-geral da ONU soou alarme durante reunião no Conselho de Segurança, em Nova Iorque; primeiro trimestre deste ano teve alta de 47,5% em ataques de pirataria; delitos cibernéticos, tráfico de armas, drogas e seres humanos também preocupam.
In early August of 1991, the Oceanos was close to finishing a seven day cruise from Cape Town, South Africa to Durban. While sailing through a treacherous storm all the power went out on board, and the passengers were left in the dark in more ways than one. Neither the crew nor the captain told the passengers what had caused the black out or that the ship was actually going down. After most of the crew abandoned ship, it was up to the entertainment staff on board to save everyone's lives.
How did a guitarist save an entire cruise ship? Today we are covering the shocking story of Moss Hills, a Zimbabwean guitarist who became an unexpected hero. Imagine this: the Oceanos cruise ship begins sinking off the treacherous coast of South Africa. With no help from the captain or crew, it was Moss Hills who stepped up, coordinating a daring rescue that saved 571 lives.This isn't just a tale of bravery—it's a deep dive into maritime history, Zimbabwe's rich cultural legacy, and what happens when someone rises to the occasion against all odds. From exploring Zimbabwe's fascinating past to recounting the chaos aboard the Oceanos sinking, this episode will leave you on the edge of your seat. Plus, we discuss everything from Great Zimbabwe to fun facts about caves and waterfalls!Highlights in this EpisodeMoss Hills' Oceanos cruise ship sinking rescue: How a musician became a lifesaver.The Sinking of the Oceanos: The shocking actions of Captain Yannis Avranis and his crew during the disaster.Zimbabwe's rich culture: Discover Great Zimbabwe, Matobo rock art, and the awe-inspiring Chinhoyi Caves.Behind the scenes of the Oceanos sinking: How dangerous waters, an aging ship, and negligence led to one of the most miraculous maritime rescues.Laughs and facts: Our thoughts on cruise ships, surviving disasters, and how we'd react in Moss's shoes.Key Takeaways from ZimbabweGreat Zimbabwe was a global trading hub in ancient times, connected as far as China and Persia.Zimbabwe holds the Guinness World Record for most official languages (16!) and has seen a remarkable 600% increase in its rhino population since 2014.Want to explore Zimbabwe? Don't miss the Chinhoyi Caves or the majestic baobab trees!Text for a shoutout! Support the showWant your episodes early? Sign up HERE to the newsletter. You will get episodes a week early!Connect:Instagram: @culturecultshowEmail: culturecultshow@gmail.comSend in your best travel story to share on the podcast via voice message or email:culturecultshow@gmail.comTo Help Aseel Escape Gaza:Follow her and support her on Instagram! : @aseel_dentartDonate to her Go Fund Me ( ANY amount helps)To Help Sally Escape Gaza:Follow her and support her on Instagram!: @sallyhjeerDonate to her Go Fund Me ( ANY amount helps)
A rock climber hits the jackpot in Yosemite and Moss Hills saves the day with his music on a sea cruise. Two stories… double the trouble.STORIESLake ChronicopiaDale Bard was a young rock climber in Yosemite in the '70s. Back then, rock climbing was an obscure, expensive passion. And he came across the most unbelievable cash cow you've ever heard of.Thank you, Cisco DeVries, Papa Tom DeVries, all the climbers that helped us, and a big huge thanks to the filmmakers Greg Laut and Nicholas Rosen from Sender Films. Check out our link to their amazing documentary on this very story, “Valley Uprising.”Produced by Anna Sussman & Julia Dewitt, original score by Leon MorimotoThe Sinking of the Cruise Ship OceanosMoss Hills takes us on a sea cruise and saves the day with his music.Thanks, Moss, for sharing your story with us! Love this story? Learn more about the sinking of the Oceanos or watch a video of the ship's final moments!Produced by Joe Rosenberg, original score by Renzo GorrioSnap Classic – Season 15 – Episode 35
A. J, Carolyn and Stacy are all in separate groups shopping at a Salt Lake City Mall a couple days before Valentine's day. A lone gunman shoots A.J and his father in the parking lot before opening fire into the card shop where Carolyn, her daughter Kristen and Stacy are located. Lynne is a hostess on the Greek cruise ship Oceanos when the ship loses power in a storm. After abandoning ship with 45 others in a lifeboat, initial attempt at rescue by a larger vessel causes the boat to nearly break up.
A. J, Carolyn and Stacy are all in separate groups shopping at a Salt Lake City Mall a couple days before Valentine's day. A lone gunman shoots A.J and his father in the parking lot before opening fire into the card shop where Carolyn, her daughter Kristen and Stacy are located. Lynne is a hostess on the Greek cruise ship Oceanos when the ship loses power in a storm. After abandoning ship with 45 others in a lifeboat, initial attempt at rescue by a larger vessel causes the boat to nearly break up.