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No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta sexta-feira (14/08/2026): Em resposta à tarifa de 25% imposta ao País sob alegação de práticas comerciais desleais, o governo brasileiro abriu processo para aplicar a Lei de Reciprocidade contra os EUA. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência afirmou em nota que “o Ministério das Relações Exteriores notificou o governo dos Estados Unidos sobre o início do processo e solicitando a realização de consultas diplomáticas”. Esse passo cumpre prazos e formalidades para eventual adoção de medidas tarifárias e comerciais. O governo pode aplicar contramedidas provisórias enquanto avalia medidas definitivas, mas antes terá de realizar consultas públicas com as partes. As medidas devem ser proporcionais ao impacto econômico provocado pelos EUA. Metrópole: Bet ligada ao Centrão é alvo da PF Política: Fachin defende sigilo da fonte, mas apoia ação autorizada por Moraes Economia: Juiz que sugeriu venda do Banco Santos ao Master é afastado pelo CNJ Cultura: Exposição celebra 140 anos de Tarsila do Amaral com experiência imersiva em São PauloSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Em 1º de setembro, no início do ano letivo na França, entra em vigor a lei que proíbe redes sociais a menores de 15 anos. Pais e filhos ouvidos pela RFI opinaram sobre a medida. É consensual que o modo de funcionamento dos algoritmos das plataformas causa impactos negativos para os jovens. Vitória Barreto, para a RFI em Paris A França se tornou o primeiro país na União Europeia a estabelecer uma lei de idade mínima para o acesso às redes sociais em âmbito nacional. A iniciativa faz parte de um movimento crescente de governos que buscam limitar a exposição de crianças e adolescentes às plataformas digitais diante de preocupações com saúde mental, privacidade e segurança online. O texto, aprovado em julho pela Assembleia e pelo Senado, ainda requer um detalhamento sobre o método de verificação de idade dos usuários. Mas já está definido que, para as contas existentes, o prazo de verificação da idade mínima termina em dezembro. Alain Bleu, supervisor técnico de transmissão de rádio e TV, pai de um adolescente de 14 anos, vê a nova legislação com reservas. Embora reconheça os riscos associados ao uso das redes sociais por jovens, ele questiona a eficácia de uma proibição implementada abruptamente. “Já existe um sistema em que as pessoas vivem com as redes sociais. Impor um controle de repente, acho que surpreende, e não sei se é a resposta certa fazer desse jeito", disse Alain. “Acho que os políticos não tiveram a reflexão necessária quando essas redes sociais começaram, porque já havia evidências, os psicólogos já falavam dos perigos, dos problemas”, acrescentou. Saúde mental em jogo Uma das principais justificativas para a implementação da lei é a proteção da saúde mental dos jovens. Segundo a agência de saúde francesa, um em cada dois adolescentes passa entre duas e cinco horas por dia conectado a um smartphone. Um relatório mostrou que o uso de redes sociais traz uma série de efeitos negativos: a queda da autoestima dos adolescentes e o aumento da exposição a conteúdos ligados a comportamentos de risco. Inès Legendre, assessora jurídica da e-Enfance, organização francesa de proteção de menores no ambiente digital, afirma que a associação recebe frequentemente ligações de pais que se sentem desamparados diante do tempo que os filhos passam em frente às telas e nas redes sociais. Segundo ela, os jovens ficam expostos muitas vezes a “conteúdo que promove a magreza extrema, ou posts ligados ao suicídio”. Críticos apontam que a lei pode ser utópica, já que os próprios jovens podem encontrar formas de contorná-la. Na Austrália, por exemplo, mais de 80% dos adolescentes com menos de 16 anos continuaram nas redes sociais três meses após a proibição nacional entrar em vigor, segundo pesquisa do órgão regulatório do país. Ainda assim, para a jurista francesa, a lei é um passo importante para a regulamentação das redes no bloco europeu. “Como os próprios parlamentares que votaram o texto final da lei já disseram, ela é, na verdade, simbólica. Serve, antes de tudo, para pressionar a União Europeia a agir. O bloco até já fez bastante coisa nessa área, mas, no momento, quem tomou a frente mesmo foi a França,” enfatizou. Leia tambémFrança aprova veto às redes sociais para menores de 15 anos e lidera movimento inédito na UE As redes como espaço de refúgio O filho de Alain, de 14 anos, cuja identidade foi preservada por ser menor de idade, afirma que passa bastante tempo nas redes sociais, onde acompanha principalmente conteúdos relacionados a temas de seu interesse, como política. Apesar do hábito de usar essas plataformas com frequência, ele diz ser favorável à nova lei. Na sua avaliação, diferentemente dele, muitos de seus amigos enxergam as redes sociais como um espaço de refúgio, mas nem sempre seguro. “Eles pensam que a rede social é uma forma de escapar da vida real e que agora estão tirando essa válvula de escape de pessoas que vivem, por exemplo, em um ambiente familiar difícil ou cercadas de relações tóxicas”, afirma. O adolescente reconhece, no entanto, que os benefícios das redes convivem com riscos importantes. “Quando você percebe que o mesmo algoritmo que pode ajudar alguém a encontrar apoio também pode expô-lo a conteúdos ligados ao suicídio, por exemplo, os efeitos negativos acabam sendo ainda maiores. É por isso que considero essa lei uma boa medida”, acrescenta. Leia tambémUE exige que Meta mude 'design viciante' do Facebook e do Instagram para evitar multa A importância da educação em casa Para o empreendedor Jonathan Kiloso, pai de uma menina de 11 anos, a lei é um passo importante, mas acredita que a verdadeira solução está na comunicação entre pais e filhos. “O verdadeiro caminho seria ensinar as crianças a cuidar dos próprios dados, pensar na imagem que deixam na internet e entender que certas atitudes têm consequências tanto para os outros quanto para elas mesmas. E também ajudá-las a entender como os algoritmos funcionam,” disse o pai. “Quando esses pontos já estiverem bem trabalhados, dentro de um diálogo aberto e transparente entre pais e filhos, aí sim dá para pensar em limitar o acesso delas”, acrescentou. A filha pré-adolescente de Jonathan é a favor da lei, porque sente que não teria a mesma infância se usasse as redes sociais. “Quando você tem menos de 15 anos e não tem redes sociais, pode ficar mais aberto ao que está ao seu redor. Já a maioria dos jovens de 15 anos vive grudada no celular e não se abre para o mundo. Não estou dizendo que isso vai acontecer comigo, mas, se tivesse redes sociais, talvez passasse meu tempo nelas, e não é isso que eu quero." Um dos principais críticos da lei é o partido de esquerda radical França Insubmissa. Apesar de concordar com a necessidade da proteção de menores, defende que as redes sociais são um espaço importante de socialização, acesso à informação e na introdução dos jovens ao debate público. Até setembro, o governo francês deve detalhar os possíveis métodos de verificação da idade dos adolescentes. Entre as opções em estudo estão a estimativa de idade por selfie, analisada por algoritmo, ou por apresentação de um documento de identidade. Na volta às aulas, a França também amplia as restrições ao uso de smartphones no ensino médio, oito anos depois da adoção da medida no ensino fundamental. Segundo o governo francês, pesquisas realizadas em escolas que restringiram os aparelhos mostraram efeitos positivos sobre a concentração dos estudantes, o clima escolar e a redução de episódios de bullying nas redes.
Um encontro voltado à superação, acolhimento e compartilhamento de experiências será realizado nesta sexta-feira, dia 14, em Lauro Müller. O evento “Marta Efrayim e Amigas” reunirá mulheres, empresários e integrantes da comunidade em uma noite marcada por testemunhos, música e mensagens de motivação. A proposta foi apresentada durante entrevista no programa Cruz de Malta Notícias, com a participação de Marta Efrayim e Taíse Macedo. O encontro acontecerá às 19 horas, no Centro Social da Igreja Evangélica Assembleia de Deus. A iniciativa, segundo as organizadoras, não é restrita a uma denominação religiosa e busca alcançar pessoas de diferentes realidades. Marta Efrayim explica que o projeto nasceu de uma experiência pessoal de luto. A filha dela faleceu aos 25 anos, e neste mês completam-se sete anos da perda. Desde então, Marta passou a compartilhar a própria história com pessoas que também enfrentam a perda de familiares, especialmente filhos.
Entenda por que Flávio Bolsonaro está com os dias contados | José Fernandes Jr. | 20 Minutos
O Pr. Cláudio Gama, da Assembleia de Deus Cristo em Vós a Esperança da Glória – ADCEVEG, traz uma reflexão baseada em João 8:31–36. Jesus ensina que aqueles que permanecem na Sua Palavra conhecem a verdade, e a verdade os torna verdadeiramente livres. Essa liberdade vai além das circunstâncias: é a libertação do pecado e uma nova vida em Cristo. Essa passagem nos convida a permanecer firmes na Palavra de Deus, experimentando a transformação e a liberdade que somente Jesus pode oferecer. Curta e compartilhe este podcast.
Da ideia inicial à entrada em vigor, fazer uma lei em Portugal é um caminho longo e complexo. Quem pode propor uma lei? Quem decide se ela avança ou se fica pelo caminho? E onde entra o cidadão comum neste labirinto?Neste episódio, a politóloga Sofia Serra-Silva e a humorista Luana do Bem percorrem os bastidores do processo legislativo português e explicam o papel – e competências – dos seus três grandes protagonistas: o Parlamento, o Governo e o Presidente da República. Mas não só. Esclarecem que também as Assembleias Legislativas Regionais e os cidadãos podem intervir no processo.Pelo caminho, ficamos também a saber para que servem as comissões parlamentares e porque é que uma proposta legislativa pode demorar até dois anos a transformar-se em lei.Para descobrir quem manda nas leis que mandam em nós, não perca este [IN]Pertinente.LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEISAssembleia da República. (2005) «Constituição da República Portuguesa: VII revisão constitucional» Assembleia da República. (n.d.). «Regimento da Assembleia da República» Becker, R., & Saalfeld, T. (2004). «The life and times of bills» (In H. Döring & M. Hallerberg (Eds.), Patterns of parliamentary behaviour: Passage of legislation across Western Europe (pp. 57–90). Ashgate)Direção de Informação Legislativa e Parlamentar. (2022). «Tempo médio de aprovação» (N.º 44). Assembleia da RepúblicaGoverno de Portugal. (2019). Decreto-Lei n.º 169-B/2019, de 3 de dezembro: Lei orgânica do XXII Governo ConstitucionalParlamento. (n.d.). «Como funciona o Parlamento» (Assembleia da República)Serra-Silva, S., & Gaio e Silva, J. (2025). «Empowering the people: The evolution and impact of Portugal's citizens' legislative initiatives in a comparative perspective» (Parliamentary Affairs, 78(4), 741–766) Serra-Silva, S. (2024) «Parlamento de portas abertas? A relação da Assembleia da República com os cidadãos» (Assembleia da República)BIOSSofia Serra-SilvaCientista política, doutorada em Política Comparada pela Universidade de Lisboa, estuda a forma como as instituições políticas e os cidadãos interagem na nova era digital. Luana do BemHumorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».
Clara Ferreira Alves, Luís Pedro Nunes, Daniel Oliveira e Pedro Marques Lopes debatem o alegado roubo e vandalismo no gabinete de André Ventura, na Assembleia da República, e o inquérito entretanto aberto pelo Ministério Público, bem como as explicações do ministro Luís Neves, que falou pela primeira vez após semanas de polémica. Ouça este episódio do Eixo do Mal em podcast, emitido na SIC Notícias a 30 de julho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Os cooperados da Cresol Encostas da Serra Geral têm um compromisso importante nesta quinta-feira (30). A partir das 19h, será realizada, de forma totalmente on-line, a Assembleia Geral de Núcleo 2026, que terá como principal pauta a proposta de união entre a Cresol Encostas da Serra Geral e a cooperativa Cresol 13 de Maio. Durante entrevista ao programa Cruz de Malta Notícias, a gerente da agência de Lauro Müller, Rosi Nunes, e a coordenadora do Quadro Social e Sustentabilidade da cooperativa, Regiane de Farias, explicaram que a decisão será tomada exclusivamente pelos cooperados e representa um novo passo no processo de fortalecimento do sistema cooperativo. Segundo Rosi Nunes, a assembleia é um momento de participação efetiva dos associados nas decisões da cooperativa. "Hoje, às 19 horas, através da assembleia totalmente on-line, os cooperados poderão acompanhar, pela fala do presidente, o que a cooperativa pretende com essa junção das duas cooperativas", destacou. Regiane de Farias ressaltou que um dos grandes diferenciais do cooperativismo é justamente a gestão democrática. "As decisões são tomadas com os cooperados. Eles vão poder olhar essa proposta e dizer: 'isso é bom' ou 'isso não faz sentido para a gente'. Eles é que aprovam ou não essa decisão", afirmou. A coordenadora explicou que o processo de incorporação não é novidade dentro do sistema Cresol. A cooperativa já passou por outras integrações ao longo dos últimos anos e esse movimento acompanha uma tendência nacional entre instituições financeiras cooperativas. "Nos últimos dez anos, mais de 250 cooperativas de crédito fizeram esse movimento de se juntar para ficarem maiores e mais fortes", observou. De acordo com as entrevistadas, a união permitirá ampliar significativamente a área de atuação da Cresol em Santa Catarina. Atualmente, a cooperativa possui espaço para expansão em apenas mais um município. Com a incorporação da Cresol 13 de Maio, a área de abrangência passará para cerca de 83 municípios, abrindo novas possibilidades de instalação de agências em cidades da região. Regiane explicou que a medida também atende às exigências regulatórias do Banco Central e fortalece a sustentabilidade da cooperativa. "É um movimento de fortalecimento. Quanto mais agências e municípios uma cooperativa atende, mais forte ela fica. Somar forças é um dos princípios do cooperativismo", enfatizou. Além da expansão territorial, Rosi Nunes destacou que o fortalecimento da cooperativa gera benefícios diretos para as comunidades onde atua. Ela lembrou que parte dos resultados financeiros retorna para os municípios por meio de ações sociais e apoio a entidades beneficentes. "A Cresol tem isso na essência: fortalecer o município. Mais do que lucro, nós falamos em resultado. E esse resultado volta para a comunidade através das pessoas e das entidades", afirmou. A gerente revelou ainda que somente neste ano a cooperativa está destinando aproximadamente R$ 300 mil para instituições sem fins lucrativos por meio do Fundo Social. "Não se mensura apenas pelo dinheiro, mas pelo bem que essas entidades fazem para a comunidade", completou. A assembleia será realizada pela plataforma Assemblex. Para participar, basta acessar o link encaminhado pela cooperativa, informar o CPF e responder uma pergunta de confirmação cadastral. Durante a transmissão, os cooperados poderão acompanhar as apresentações, esclarecer dúvidas e registrar o voto favorável ou contrário à proposta. Regiane reforçou o convite para que todos os associados participem. "Se tiverem dúvidas, perguntem. Esse é o processo democrático em que a gente acredita. É um processo participativo, e a decisão está nas mãos dos cooperados."
Daniel Oliveira e Francisco Mendes da Silva analisam o alegado caso de vandalismo no gabinete de André Ventura, na Assembleia da República. O líder do Chega afirma que desapareceram documentos relacionados com o caso de Luís Neves, numa altura em que o silêncio do ministro da Administração Interna continua por quebrar. Ouça a opinião dos comentadores da SIC neste episódio de Antes pelo Contrário, emitido a 28 de julho.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste novo episódio da série Termos Ambíguos, o verbete abordado é o “Globalismo”, que ganhou destaque durante o primeiro governo Donald Trump, ao ser contraposto ao patriotismo e à liberdade em seu discurso político. Desde então, passou a integrar o vocabulário de movimentos antiglobalistas, influenciando também o governo Bolsonaro. No entanto, o conceito é complexo e controverso, envolvendo diferentes interpretações, atores políticos e relações com questões contemporâneas, especialmente no contexto brasileiro. Para apresentar um debate sobre o termo, entrevistamos a Sonia Corrêa, o Fernando Brancoli e o Douglas Sanque, que foi também o autor do verbete no Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia, disponível para download gratuito no site do Observatório de Sexualidade e Política. _________________________ Roteiro Ernesto Araújo: “Eu acho que o mais grave do globalismo é na mente, no pensamento. Eu acho que o globalismo é perigoso porque é sobretudo um sistema de pensamento, de anti pensamento. […] Tatiane Amaral: Quem está falando aqui é Ernesto Araújo, ex-ministro de relações internacionais do governo Bolsonaro Sonora Ernesto Araújo: […] Eu vejo o globalismo muito como o processo pelo qual a ideologia marxista, a partir do começo dos anos 90 e sobretudo a partir dos anos 2000, ela penetra na globalização econômica e faz dela o veículo da sua propagação. Então, justamente através da globalização começa a entrar com sua agenda em temas como ideologia de gênero, em temas como o ambientalismo distorcido, e outros. E começa sobretudo a controlar o discurso, a dizer o que você pode dizer e o que você não pode dizer, e cada vez o que você pode dizer é menos, ocupa um menor espaço. Então, eu vejo mais o globalismo assim, aquela ideia de que o marxismo descobriu que ele não precisa controlar os meios de produção econômica, quando ele pode controlar o meio de produção de ideias, que é o que já vinha acontecendo. E é através desse controle de ideias começa a capturar instituições e aí começa a partir dessas instituições tentar agir para diminuir as identidades nacionais, e as identidades pessoais também. A fala pode até soar exagerada, parecer coisa de filme ou de teoria da conspiração… mas ela está se tornando cada vez mais presente em discursos políticos da ultradireita — seja no Brasil ou no mundo. E ela gira em torno de uma palavra: globalismo. Mas afinal, você sabe o que, de fato, é globalismo? Daniel Faria: Eu sou o Daniel Faria Tatiane: E eu sou a Tatiane Amaral. E este é o sétimo episódio da Série Termos Ambíguos, uma parceria entre o Observatório de Sexualidade e Política e o podcast Oxigênio. Daniel: Juntos, vamos conduzir esta viagem pelo termo que tem estado cada vez mais presente nos discursos políticos globais e nacionais. Falei em viagem porque o termo se vincula a globo, a planeta, além de ser usado em muitos países. Mas também não deixa de ser uma viagem no sentido figurado mesmo, pois o termo como é usado pela extrema direita evoca um certo devaneio, ou até mesmo delírio. Tatiane: O termo “Globalismo” é mais uma categoria acusatória fabricada pela extrema direita, assim como muitos outros espantalhos, alguns que a gente até já tratou aqui no Termos Ambíguos, como Ideologia de gênero, marxismo cultural,racismo reverso… Daniel: A extrema direita usa esses e vários outros termos com objetivos específicos: Por um lado, eles querem provocar o medo e, sobretudo, a suspeita. De outro, criar confusão mesmo. No caso de Globalismo as confusões são muitas e muito sobrepostas, mas vamos tentar esclarecer algumas delas neste episódio. Tatiane: Pra começar, precisamos esclarecer que Globalismo não é a mesma coisa que Globalização. Eu sei que é confuso, mas vem comigo: Globalização é a denominação da transnacionalização intensificada de relações econômicas, culturais e sociais, que se registrou a partir do fim da Guerra Fria. Já o Globalismo pode ser descrito como uma desfiguração de globalização, que atribui a essas dinâmicas outros sentidos, em geral associados à dominação, a atores obscuros e à conspiração. Daniel: No dicionário de termos ambíguos, que você pode encontrar aqui na descrição desse episódio o verbete escrito pelo Douglas Sanque, que vai aparecer na nossa conversa daqui a pouco, traça um histórico desse processo desde 1991, quando a União Soviética chegou ao fim e seus ex-membros foram integrados à nova ordem neoliberal global. É aí que se consolida a globalização, que foi uma integração via mercados ao redor do… Globo. Tatiane: Esse movimento promoveu uma ampla abertura de mercados que intensificou a concorrência internacional. Nesse processo foram estimulados os acordos de livre comércio e a formação de blocos econômicos. Em tese, isso deveria favorecer todas as nações, mas vamo lá, né? A gente sabe que não foi bem assim. Claro que os países mais desenvolvidos e industrializados se deram melhor. Daniel: Foi aí, no meio desse processo, que a União Europeia foi criada, a partir do chamado Mercado Comum Europeu. Foi esse mercado que ampliou a integração que era só, econômica para uma integração política e institucional. Após o fim da Guerra Fria, nos anos 90, a União Europeia se expandiu, incorporando países do Leste Europeu, que antes integravam a antiga União Soviética. Tatiane: Depois disso, foram surgindo blocos econômicos pelo mundo todo, como o Mercosul, por exemplo, que é o Mercado Comum do Sul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Tem também o Nafta, um Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá, assinado em 1994 e atualizado em 2020 como Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Além disso, as Economias asiáticas também se fortaleceram nesse contexto, com destaque para os Tigres Asiáticos, formado por Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura. Sem falar da China, que também ampliou muito suas relações comerciais internacionais nesse período. Daniel: A Sonia Corrêa, coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política e do projeto do Dicionário, já conversou com a gente em outros episódios do Termos Ambíguos, e dessa vez ela destaca um ponto importante desse processo da Globalização:a expansão do neoliberalismo. E ela lembra que o processo nunca foi tranquilo e nem poupado de críticas. Tatiane: A Sonia comenta que o Neoliberalismo estava em expansão desde o final dos anos setenta. Com o fim da guerra fria e o desaparecimento do bloco soviético, todo esse espaço econômico passou a analisar (e sentir) os efeitos negativos da expansão do pensamento neoliberal nas desigualdades econômicas dentro dos países, ENTRE países e, mais especialmente, entre o NORTE e o SUL globais. Daniel: Durante todo o processo, muitos acordos foram sugeridos, mas nem sempre as tentativas deram certo. Um bom exemplo foi a tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, que integraria os mercados de 34 países das Américas, exceto Cuba, eliminando as tarifas e os impostos de importação. A proposta era de George Bush, então presidente dos Estados Unidos, mas não foi pra frente, justamente por causa da grande disparidade de recursos e poder entre os países. Tatiane: Vale a pena a gente dizer que quando os países começaram a entrar nessa chamada “economia global”, muita coisa mudou internamente também. Por exemplo, várias indústrias saíram da Europa e dos Estados Unidos e foram pra lugares como a China ou o México, onde produzir é mais barato, principalmente por causa da mão de obra. Ao mesmo tempo, a globalização também trouxe a privatização de serviços públicos, como saúde e educação, reformas nas leis trabalhistas desfavoráveis a trabalhadoras e trabalhadores, assim como dos sistemas de aposentadoria. Também ativou novas formas ainda mais agressivas de extrativismo. Tudo isso contribuiu para o aumento das desigualdades. E foi nesse clima que a categoria acusatória “globalismo” prosperou e se aproveitou da atmosfera de contestação à globalização para impulsionar seu projeto político que não tem nenhum compromisso com a superação da desigualdade. Daniel: Autores e autoras, como a Wendy Brown, analisaram como a expansão da lógica neoliberal teve efeitos negativos sobre a política e sobre a nossa forma de pensar e sentir, provocando dinâmicas de erosão da democracia, como estamos vivendo agora. O historiador Quinn Slobodian, autor do livro Globalistas: o fim do império e o nascimento do neoliberalismo, entende que o projeto neoliberal tem como objetivo criar instituições para proteger o capitalismo da ameaça que a própria democracia representa. E essas novas instituições serviriam para reorganizar o mundo como um espaço de Estados-competidores. Tatiane: Mas o espantalho do “globalismo” não se aproveitou apenas da crítica progressista e da insatisfação real com a globalização. Ele também acionou suas próprias assombrações. Para entender isso é preciso voltar no tempo, lá pros anos 1940, ao final da II Guerra Mundial. Na verdade, vamos voltar até um pouco mais, com a ajuda da Sonia Correa. Sonia Corrêa: Bom, para compreender essa posição dos globalistas há um aspecto que não pode ser perdido de vista. Para a direita, a ultra direita norte americana desde o começo do século XX, pelo menos, foi avessa a uma ordem institucional transnacional. E essa ultra direita raiz, fez uma enorme oposição à adesão dos Estados Unidos à Primeira Guerra Mundial. Tiveram posições contra a Liga das Nações e certamente fizeram pressão contra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, tem um DNA muito profundo aí na ultra direita norte americana, que é contrário a existência de uma ordem internacional de regulação global. É porque eles a veem como um contraponto ou uma possível ameaça à ordem hegemônica dos Estados Unidos como império. Eu acho que um outro aspecto a considerar que, se isso é, são as correntes de ultra direita norte americana e outras correntes, como por exemplo, a posição do Dugin, o intelectual russo sobre isso e talvez de segmentos das correntes européias. E tem a ver com um repúdio. Como essas forças fazem um repúdio à ideia da modernidade, os princípios liberais de democracia e direitos humanos. E há uma conexão também por esse lado, que é, digamos, mais filosófica e menos estratégica política. Tatiane: Além da cooperação multilateral econômica, os países criaram também um sistema para prevenir novos conflitos bélicos e promover a paz. Sim, estou falando da Organização das Nações Unidas, a ONU. Daniel: No contexto dos giros políticos à ultradireita que tem varrido as Américas e a Europa hoje, os discursos anti-globalistas fizeram da ONU um de seus alvos principais. Seus detratores a descrevem como um aparato de dominação que quer impor sua agenda aos estados nacionais. Ao fazer isso ofuscam o que é de fato a ONU. Não sei pra você, mas até aqui essa história de globalismo continua bem confusa pra mim. Então, pra gente continuar destrinchando esse termo, falamos com o Fernando Brancoli. Ele é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adicionou elementos que nos ajudam a desarmar qualquer confusão que o termo globalismo possa provocar. Fernando Brancoli: Bom, eu acho que um ponto interessante é a gente imaginar que o discurso antiglobalista, ele não é uma rejeição integral aos princípios da globalização, né? A gente está falando de uma reconfiguração seletiva no que seria uma espécie de dispositivo narrativo, né? Que separa, separaria, uma globalização boa para esses grupos de extrema direita, uma aproximação que permeia dimensões ligadas a interesses morais, econômicos, culturais e o que eles vão chamar muitas vezes de globalismo, né, que seria uma globalização ruim, que seria um conjunto de normas e procedimentos derivados principalmente do pós-guerra fria, que promoveria aí uma agenda ligada a valores liberais, a direitos sexuais, a direitos humanos, políticas ambientais, que de alguma maneira estariam violando então a soberania dos países, e na verdade tentando, dentro de uma teoria da conspiração bastante clássica, implementar uma agenda de uma espécie de camarilha internacional dos Illuminati e coisas parecidas, né? Tatiane: A professora de sociologia na Universidade de Oxford, Rita Abrahamsen, faz uma análise interessante sobre este tema do espaço transnacional. Pra ela a extrema direita é em si mesma global, ao mesmo tempo em que seus idealizadores ocultam de maneira muito hábil essa transnacionalidade. O Fernando também elaborou sobre essa dimensão oculta, o que nos ajuda a esclarecer uma outra confusão de que as vozes que propagam o fantasma do Globalismo reivindicam para si, como sujeitos nacionalistas ou soberanistas: Fernando Brancoli: Muitas vezes a gente fala dessas redes antiglobalistas como se elas fossem necessariamente não transnacionais, o que não é verdade. O que elas estão fazendo é reconfigurando um pouco esse dispositivo narrativo. E acho que quem está acompanhando a gente talvez já tenha escutado essa história: “Ah, o Trump é um isolacionista”. Não necessariamente, né? A gente não está falando de uma antiglobalização de necessariamente fechamento completo das fronteiras. Você tem uma recalibragem dessa dinâmica, de um projeto novo de recentralização de poder. Então, sim, eu posso ter dinâmicas mais isolacionistas em alguma medida, construção de muros, expulsão de migrantes e refugiados, fechamento de trocas comerciais tipicamente liberais, mas ao mesmo tempo eu tenho aproximação para outros lados, né? Em que eu apoio ditaduras amigas, eu argumento que posso criar coletivos transnacionais de apoio a dinâmicas de moralidade. Então acho que esse paradoxo, no final das contas … Eu diria que é a grande força dela, que é criar essa espécie muito peculiar de uma internacional nacionalista. Daniel: Fernando também recorre a uma metáfora de verniz legitimador para explicar essa mistura paradoxal de discursos que juntam nacionalismo ou antiglobalismo para servir a interesses muito específicos: Fernando Brancoli: Esse paradoxo é a grande força dentro desse processo. [03:30] A genealogia dessas dinâmicas já passa por think tanks dos Estados Unidos e a gente tem livros importantes acadêmicos já descrevendo como é que eles se expandiram pelo globo ao longo pelo menos nas últimas duas décadas, né? Então são grupos de pesquisa, são empresas que de alguma maneira promovem esse tipo de ideário. Tatiane: Pra entender melhor como esse paradoxo funciona, pedimos pro Fernando explicar como esses discursos colam, como eles têm aderência a uma massa bastante volumosa, que inclusive elege conscientemente essas figuras. Ao mesmo tempo em que batem no peito e dizem: “EU SOU patriota, EU VOU defender meu país”, entregam de mãos abertas a exploração das riquezas naturais brasileiras — como a Amazônia,os minérios e, agora, as Terras Raras do país — a uma potência imperialista como os Estados Unidos. Além disso, defendem intervenções externas, como a retirada forçada de um presidente, e apoiam movimentos extremistas que ameaçam o próprio país. Fernando Brancoli: Acho que essa aparente contradição, né, de uma internacional nacionalista, a ideia de como é que eu crio alianças entre partidos e grupos que são notadamente, introspectivos diante desse tipo de processo, eh, na verdade, é a maior força desses grupos. É a ideia de mobilizar esse paradoxo. E não se trata necessariamente de, uma dinâmica que vai gerar problemas na frente, eu vou tentar explicar porquê dentro desse processo. Acho que a primeira configuração é que sejam partidos de extrema direita no contexto brasileiro, sejam grupos não partidários, como, por exemplo, grupos evangélicos mais conservadores no contexto brasileiro, sejam grupos mega ortodoxos sionistas em Israel, ou seja, agora, o Partido Republicano nos Estados Unidos. Todos eles olham para o transnacionalismo como uma forma de ganhar poder e ganhar prestígio, então a gente tá falando de recursos que circulam nesse processo. A gente tem por exemplo grupos em Israel, grupos não tradicionais do Brasil como partidos ligados a lideranças religiosas e coisas parecidas que de alguma maneira olham para esse processo e veem a transnacionalização como uma ferramenta de ganhar poder e prestígio, seja simbólico ou material. Exemplo clássico que eu acho bastante interessante, parte importante dos grupos de extrema direita em Israel, dos mais ortodoxos, são financiados por capitalistas norte-americanos. Né? Isso não é uma teoria de conspiração, eles argumentam que essa grana seria interessante. Tem um trabalho interessante da Camille Rocha, né? Menos Marx e mais Mises, um livro fascinante em que ela descreve como é que os norte-americanos financiaram grupos liberais e anarco-capitalistas, sabe-se lá o que que é isso, no contexto brasileiro. Então, lembrar que esse transnacionalismo tem dimensões práticas muito claras, né? Daniel: Aqui, de novo fica claro que o transnacionalismo pode ter dimensões práticas, e que ele serve para alguns interesses. Ou seja, mesmo sendo nacionalista, dá pra ser transnacionalista quando você, ou o país, pode ter dividendos importantes. Brancoli usou o exemplo de Eduardo Bolsonaro para mostrar como contatos estratégicos com a ultra-direita ajudaram a movimentação para as taxações sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos para autoridades envolvidas na condenação do pai. Mas o professor dá outros exemplos, segundo ele mais simbólicos, como contatos pessoais, encontros ou declarações nos quais se aprende essa lógica transnacional. Fernando Brancoli: Você tem encontro do Vox, por exemplo, que é o partido de extrema direita na Espanha, que eles têm uma sessão à tarde do último dia, que é para ensinar técnicas do que eles chamam engajamento digital. Em que você senta com lideranças políticas do globo inteiro numa mesa e te ensinam como é que você faz para, por exemplo, ter acesso mais interessante de pessoas, formar cortes e vídeos bacanas. Eu lembro que nos últimos 3 anos quem esteve lá foi o Nicolas, deputado é, federal de Minas, que é um cara, né, muito especializado em gerar cortes e coisas parecidas. Eu acho que ele já tinha uma capacidade de fazer isso, mas provavelmente ele aprendeu também nesse contexto. Repare como é que o transnacionalismo dentro dessa lógica gera esse tipo de prática. E por fim, o transnacionalismo, ele facilita algo que é muito típico de grupos autoritários que é a possibilidade de criar um mundo binário, né? De você criar um nós contra eles de maneira muito muito clara. Acho que, né, a gente que estuda relações internacionais, quem tem acesso, né, à imprensa, sabe que é muito difícil você criar uma narrativa muito clara de bonzinhos e malvados dentro de um contexto, né? Você vê nuances, você vê pessoas muitas vezes em busca da paz dos dois lados e coisas parecidas, né? Tatiane: E nessa disputa entre nós e eles, surgem dois pólos entre o bem e o mal. E quem é o bem? Quem é o mal? A ultra direita entende que está do lado do bem, de que quem defende a “família” e os valores tradicionais. Mas quem não defende a família, ou as famílias? A sua família? Os seus valores tradicionais, na sua tradição? E para quem está nesse campo da ultra direita, o mal é o socialismo, o comunismo, a esquerda. De novo aqui o Fernando: Fernando Brancoli: Existe aqueles que do outro lado, que é o mal, que é o PT, o MST, o Foro de São Paulo e a Venezuela, que querem acabar com esses valores, querem destruir todos esses dessas menções. Aí repare como é que esses vetores se aproximam, né? Uma dinâmica de moralidade, uma dinâmica econômica, então vira um caldo complexo aqui dentro desse tipo de processo. Nós somos soberanos ainda, no caso brasileiro, estaremos tentando retomar essa soberania agora que foi roubada pelo PT e temos um governo aliado norte-americano que está tentando nos ajudar nesse processo. Mas eu acho que esse paradoxo ele acaba sendo de alguma maneira articulado e promovido de maneira interessante. Ainda tem um paradoxo aqui, que é para você ser essencialmente nacionalista e mobilizar dinâmicas transnacionais. Mas acho que mesmo a tentativa de encontrar um meio-termo já facilita e já gera repercussões interessantes. E aí você tem em todo protesto no Brasil, cartazes em inglês, bandeiras dos Estados Unidos, bandeiras de Israel, você tem a a deputados fugindo para a Itália, onde seria supostamente, né, um lugar mais conservador. Ao que tudo indica a Zambelli não vai conseguir ficar por lá há muito tempo. Mas aí você tem o Eduardo Bolsonaro, né, indo para os Estados Unidos, você tem essas mobilizações, isso vai gerando repercussões e impactos e pelo menos são simbólicos gera mídia, a população fica engajada. Então, de alguma maneira tem algo interessante que a gente tá vendo e os manuais de ciência política e de relações internacionais estão todos passando mal por causa disso, que a esquerda tá se transformando por um lado numa defensora do multilateralismo. Daniel: Tem também a China se apresentando como defensora da OMC e contra tarifas praticadas pelos Estados Unidos. Isso também é uma mudança do contexto da esquerda, como disse nosso entrevistado. A gente tem um deslocamento também, eu diria, do que vai ser o discurso progressista de esquerda ao longo dos próximos anos. A esquerda se apropriou mais de discursos ligados à proteção da indústria nacional, né, contra ALCA e o FMI, contra as empresas estrangeiras, e agora de alguma maneira a gente está vendo uma rearticulação desse tipo de processo. É, a gente está inaugurando uma forma nova de olhar para relações internacionais, em parte porque também está tendo uma rearticulação de como esses grupos de poder estão se configurando. Ninguém tem muita certeza para onde que a gente vai, mas acho que uma das certezas que a gente vai ter que os manuais de relações internacionais e ciência política vão ter que ser reescritos ao longo dos próximos anos, porque as coisas estão mudando de maneira bastante explícita, né? Muito. Tatiane: Sonia Corrêa diz que há duas saídas pra grande confusão que apresentamos aqui entre nacionalismo e globalismo. A primeira é o progressivismo internacionalista que remete para o internacionalismo histórico da esquerda, e a segunda é o que pode ser chamado de constitucionalismo de esquerda. Ela explica melhor do que se trata. Sonia Correa: O que importa é chamar a atenção para essa mélange de posições que requer clarificação, porque, de fato, a crítica do globalismo, ela chove num terreno fértil, que é a crítica do neoliberalismo e da ordem capitalista, não é? Ela ecoa nesse lugar. Ela move afetos, afetos legítimos de crítica. A racionalidade neoliberal e a ordem do capitalismo tardio. A diferença está como diz o Slobodan, em qual a saída? A diferença de visão ideológica é como você sai disso. Se você for para o campo do Dugin, que é a teoria da quarta transformação, é uma ordem. Uma proposição de um retorno a uma ordem de fato quase medieval, quer dizer centrada na terra, no território, numa cultura comum, numa ordem hierárquica. Se você olha para o campo da direita. Num certo sentido, Trump é a manutenção da ordem neoliberal e da racionalidade neoliberal extrema, demolição do Estado. Todo o poder às Big Techs. Aqui são os meus amigos Better Friend Ever, sob um invólucro, uma casca de nacionalismo extremado. Make American big again. Tatiane: Voltando um pouco atrás, no verbete para o Dicionário de Termos Ambíguos, e no tempo, Douglas lembrou da influência de Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho sobre o governo Bolsonaro, no sentido da adoção de uma posição antiglobalista. Vale lembrar que mesmo antes de ser eleito, Bolsonaro afirmava que a ONU não servia para nada e que iria tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos. Em sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU em 2019, o ex-presidente fez a seguinte afirmação: Sonora Jair Bolsonaro: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um interesse global abstrato. Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!” Daniel: Douglas também escreveu no verbete que Ernesto Araújo afirmava que o caminho para reverter os efeitos negativos do globalismo seria adotar uma política pautada por deus, pátria e família. Com certeza vocês ouviram isso muitas vezes, né? Só pra lembrar, esse é o slogan da Ação Integralista, movimento fascista brasileiro da década de 1930, copiado do movimento fascista italiano. Tatiane: Ainda segundo o verbete a espiritualidade cristã caracterizaria o ocidente e diferenciaria as nações ocidentais do materialismo asiático e do islamismo. Por outro lado, a família é definida como a célula basilar da nação, o apego à família seria um traço fundamental do povo brasileiro o qual, nas palavras de Araújo, se vê hoje frontalmente atacado por “ideologia de gênero”, “gayzismo” e “abortismo”. Daniel: O “globalismo”, na visão de Ernesto Araújo, seria um projeto de governo totalitário mundial, capitaneado pela China e com o apoio da Rússia. E nessa versão do antiglobalismo, existiria um complô entre as elites financeiras ocidentais e o Partido Comunista da China para a implantação de uma sociedade de controle. O ex-ministro ainda afirmava que a China controlava metade do parlamento brasileiro e toda a nossa agricultura, e queria controlar nossa Internet. Tatiane: Bem, essa tentativa de controle da internet a gente já tá vendo que existe mesmo, mas não por acaso, esse controle não está na China, né? E além desta, qual outra afirmação, entre as muitas feitas aqui, parecem verdadeiras? E quais delas são pura fantasmagoria criada no meio das muitas confusões que esse termo cria? De quais fantasias ele depende para se manter? Bem, responder a tudo isso demandaria uma boa aula de muitas horas… Mas, podemos explicar aqui essa confusão entre os muitos alvos de ataque das vozes “antiglobalistas” Daniel: Mas nem todos os anti globalistas têm o mesmo inimigo. Há diferenças em relação aos alvos dos “antiglobalistas”. Nos Estados Unidos, por exemplo, Trump se utiliza do discurso “antiglobalista” para atacar as “elites liberais”, associadas ao partido democrata estadunidense. Já aqui no Brasil, Bolsonaro denunciava a “conspiração comunista” da qual participaria o PT, assimilando a visão “antiglobalista” ao discurso anticomunista. Douglas Sanque conta um pouco dessas forças globalistas. Tatiane: Douglas é professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ e é o autor do verbete sobre Globalismo do dicionário que estamos tratando aqui. Ele escreveu o verbete durante a pandemia do Covid-19, em pleno governo Bolsonaro, quando nele discursavam, pra não dizer doutrinavam, antiglobalistas assumidos como Olavo de Carvalho, professor e ideólogo de Bolsonaro, e Ernesto Araújo, que foi ministro de relações exteriores até 2021. Douglas Sanque: Bom, em relação a essa noção de quem seriam as chamadas forças globalistas, primeiro, a ideia aqui é pensar que as forças globalistas teriam o objetivo de estabelecer um controle mundial, um governo global, totalitarista. E isso é, em alguma medida, uma perversão da ideia de aumento de influência que potências econômicas sempre tentaram exercer de maneira mais ou menos ética. Mas não se tenta um governo global totalitário, assim inspirado naquela ideia de 1984 do George Orwell. O principal projeto globalista seria capitaneado pela China. Os chineses teriam essa ideia, teriam esse objetivo de longo prazo de controle mundial. Então, seriam as elites liberais do Ocidente que estariam nesse projeto junto ao Partido Comunista Chinês. Essa é a perspectiva, digamos, principal, que é adotada, por exemplo, pelo Steve Bannon e que guia o assim chamado antiglobalismo, ou o nacionalismo americano, que estaria combatendo essas próprias elites, representando o povo, o blue color, os trabalhadores e a classe média americana que, de fato, viu muita s perdas com o processo de desindustrialização dos Estados Unidos ao longo do século XX, e grande parte dessas plantas industriais foi para a China. Tatiane: Claro que isso causou mudanças significativas na economia americana, que tem levado o país, de forma mais incisiva neste novo governo de Donald Trump, a criar estratégias de proteção econômica. Durante o governo Bolsonaro, quando o Olavo de Carvalho, exercia influência sobre ministros e filho do então presidente, tratou da versão caseira de teoria da conspiração, como nos conta Douglas. Douglas Sanque: O Olavo dizia que havia três projetos globalistas em curso. Em diferentes escalas e com diferentes objetivos. O primeiro seria esse tocado pela China, que tentaria ali uma ideia de governo global, mais ou menos nesses moldes que eu já mencionei. O segundo seria o projeto do Irã. O Irã também teria esse objetivo de governo global, a partir do espraiamento do islamismo, né? Na verdade, a ideia seria um governo global, totalitário islâmico e a principal força por trás desse projeto seria o Irã, que tem ali uma. População muçulmana xiita. Enfim, você tem uma pluralidade importante naturalmente no Irã, mas. Daniel: O terceiro projeto seria tocado pelas elites financeiras ocidentais. Nessa perspectiva, representada por autores como o russo Aleksandr Dugin [DUGAN], a tentativa de estabelecer uma governança global teria origem no Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, vistos como a principal expressão da modernidade ocidental. Nessa visão, esse projeto deveria ser combatido por forças tradicionalistas que defendem a preservação de identidades culturais próprias e de modos de vida considerados mais enraizados nas tradições locais e rurais. Douglas Sanque: Então você tem pensadores, como o Olavo de Carvalho, o Steve Bannon e o Dugin, e os líderes daqui que conseguiram ascender, com esse pensamento, ao poder nos seus países. O Putin na Rússia, o Trump nos Estados Unidos e o Jair aqui no Brasil. A questão é que, como esse pensamento tem muito pouca, digamos, base material, ele vai se moldando pra acomodar os interesses políticos dos líderes. Então a gente pode pensar, por exemplo, no Brasil como o Bolsonaro, se se elege em oposição a um projeto que seria de esquerda e que, na opinião deles, é comunista. A ideia de liberalismo econômico é uma ideia que faz sentido e que pode ser defendida. Os russos têm um papel curioso, porque em diversas situações eles são vistos ali como como uma espécie de braço ou de sócio minoritário dos chineses. Mas ao mesmo tempo, estive vendo, um entende que os russos deveriam estar nessa luta por conta de uma certa essência da identidade russa. É como, como sendo da Igreja Ortodoxa nós teríamos a mesma alma cristã. E tudo se opondo então ao materialismo que caracterizaria o projeto chinês De extirpar a religião da da vida em comunidade. Então a gente percebe que há uma certa coerência no pensamento do globalismo, no sentido de criar uma ordem global que separa muito claramente quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Que coloca em uma nação específica. E normalmente é a China, a fonte de todo mal. E aí, contra isso, vale tudo. E nós estamos numa batalha aqui para salvar a nossa nação, para salvar as nossas tradições, para manter o nosso povo e por aí vai. Tatiane: Pois é, as mudanças estão bastante evidentes e não sei se são para melhor. Desde que fizemos as entrevistas para este episódio, algumas coisas mudaram. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, um dos principais líderes da extrema-direita global, perdeu as eleições após 16 anos no poder. Estados Unidos e Israel estão promovendo uma grande guerra na Ásia Ocidental, atacando o Irã e o Líbano, sem contar o genocídio que Israel já vinha praticando na Palestina. Aqui na América Latina, os resultados das eleições presidenciais de 2026 em países como Colômbia, Peru e Chile não foram nem um pouco animadores. E neste ano também teremos eleições no Brasil, já com dois extremistas como candidatos: Ronaldo Caiado, pelo PSD, e Flávio Bolsonaro, herdeiro do legado do pai que foi condenado a 27 anos de prisão, e agora também envolvido em um processo de lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. A extrema direita vem ganhando espaço em muitos países, sempre colocando em risco a democracia e os direitos civis. Daniel: Este foi o sétimo episódio da série Termos Ambíguos, realizada em parceria com o Oxigênio, a partir do material do Termos Ambíguos do debate político atual: Pequeno Dicionário que você não sabia que existia, coordenado pela Sonia Corrêa. Esse é um projeto do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) e do Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da UFRJ e contou com vários autores na produção dos verbetes. Tatiane: A apresentação do episódio foi feita pelo Daniel Faria, estudante do curso de Midialogia, na Unicamp, que foi também o editor do áudio desse podcast, e por mim, Tatiane Amaral, doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas e da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, e editora do áudio desse podcast. As entrevistas foram feitas por mim e pela Stella Brucha Simões. O roteiro foi feito pela Simone Pallone, coordenadora do podcast Oxigênio e por mim. Daniel: A revisão do roteiro foi feita pela Nana Soares, da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, por mim, pela Tatiane, e pela Sonia Corrêa. Tatiane: A principal referência para o episódio foi o verbete produzido por Douglas Sanque para o Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia. Usamos também definições da Wikipedia para alguns conceitos. Daniel: O áudio de Ernesto Araújo foi extraído de uma entrevista dada por ele ao Canal Poder Paralelo. A fala de Bolsonaro na Assembleia da ONU é uma reprodução do canal do jornal El País no YouTube. Daniel: Você pode acessar os outros episódios da série Termos Ambíguos pelo site do podcast Oxigênio: www.oxigenio.comciencia.br ou pelas plataformas de áudio de sua preferência. Aproveite para indicar nossa série. Até mais!
Emídio Guerreiro (PSD) dá a garantia de que a Assembleia é segura e de que o roubo do gabinete de Ventura não foi durante a noite. Já Pedro Frazão (Chega) critica o escrutínio da Comunicação Social. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Boletim da ALMG - Edição n.º 6478
Prestação de contas periódica, acompanhamento de temas prioritários e atuação das comissões fortalecem a fiscalização das políticas públicas e da aplicação dos recursos públicos.
Durante anos disseram-nos que a democracia vive da participação dos cidadãos. Mas o que acontece quando os cidadãos querem realmente participar?Neste vídeo analiso os acontecimentos da Assembleia Municipal de Almada, a escolha de um espaço com capacidade reduzida, a presença da Polícia de Choque, as novas regras impostas às intervenções dos munícipes e aquilo que considero ser um afastamento crescente entre eleitos e eleitores.Mais do que um problema de um partido, esta é uma reflexão sobre o estado da democracia portuguesa e sobre a necessidade de exigir responsabilidade política.Neste vídeo falo sobre:Assembleia Municipal de AlmadaParticipação dos cidadãosPolícia de ChoqueDemocracia portuguesaTransparência políticaEscrutínio dos eleitosPoder localPS AlmadaPolítica portuguesaResponsabilidade dos políticosConcordas com esta análise? Deixa a tua opinião nos comentários.Subscreve o canal para mais análises sobre política portuguesa.00:00 Introdução00:47 Os políticos têm medo da crítica?01:27 Polícia de Choque e novas regras02:17 O problema não é apenas do PS02:57 Os cidadãos têm de exigir mais#Política #Portugal #Almada #Democracia #AssembleiaMunicipal #PoderLocal #PS #PolíticaPortuguesa #Cidadania #CláudioFonsecaSegue o Podcast Conversa no Instagram.Não te esqueças de subscrever e deixar like no vídeo, ajuda muito o canal.Também disponível no Spotify e Apple Podcasts.
O Pr. William Barros, da Assembleia de Deus em Marechal Hermes, traz uma reflexão baseada em Isaías 43:19. O Senhor declara que está fazendo uma coisa nova, abrindo caminhos no deserto e rios em lugares secos. Mesmo quando tudo parece impossível, Deus continua realizando milagres e criando novas oportunidades para aqueles que confiam n'Ele. Essa palavra nos convida a deixar o passado para trás e seguir com esperança, crendo no novo que o Senhor está preparando. Curta e compartilhe este podcast.
O Pr. Cláudio Gama, da Assembleia de Deus Cristo em Vós a Esperança da Glória – ADCEVEG, traz uma reflexão baseada em Joel 2:28–32. Nesta passagem, Deus promete derramar o Seu Espírito sobre toda a humanidade, trazendo renovação, poder e esperança para o Seu povo. A Palavra revela que todos os que invocarem o nome do Senhor serão salvos, destacando a graça e o alcance do Seu amor. Essa mensagem nos convida a viver cheios do Espírito Santo e a confiar nas promessas de Deus. Curta e compartilhe este podcast.
O delegado Ulisses Gabriel, pré-candidato a deputado estadual pelo PL, esteve em Lauro Müller nesta terça-feira (21) e, em entrevista à Rádio Cruz de Malta FM, apresentou as principais bandeiras que pretende defender caso seja eleito para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Entre elas, destacou o fortalecimento da segurança pública e o aumento da representatividade do Sul do Estado. Segundo Ulisses Gabriel, a decisão de disputar uma cadeira na Alesc partiu de um convite do governador Jorginho Mello. Ele explicou que um dos motivos foi a necessidade de manter representantes da área da segurança pública no Parlamento catarinense. "O governador disse que Santa Catarina atinge um patamar de qualidade em segurança pública e precisa de representantes na Assembleia Legislativa da área de segurança pública. Porque muitos projetos que criam políticas de segurança pública passam pela Assembleia e é necessário pessoas que conheçam essa área." O delegado também afirmou que outro fator decisivo foi a redução da bancada do Sul de Santa Catarina na Assembleia. Conforme lembrou, a região iniciou a atual legislatura com oito deputados estaduais, mas parte deles deixou o cargo, não disputará a reeleição ou buscará outros cargos. Na avaliação do pré-candidato, esse cenário pode comprometer o desenvolvimento regional.
Esta semana convidámos o Miguel Salazar, que é tradutor, ativista lgbtqi+ e que recentemente debateu na Assembleia da República a petição contra a descriminalização das práticas de conversão.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Miques João, candidato independente, falou à reportagem da RFI para expor as linhas mestras da sua candidatura. Este conhecido advogado é um dos quatro candidatos que disputam as eleições presidenciais de São Tomé e Príncipe deste domingo. O candidato, muito implicado na defesa do único civil condenado no caso do ataque contra o Quartel general a 25 de Novembro de 2022, afirma que o povo é que o move. A campanha, de facto, em São Tomé e Príncipe tem sido marcada por uma disputa centrada mais na confiança, estabilidade institucional e a resposta aos problemas económicos do que em confrontos políticos directos. O apelo constante à paz por parte das autoridades eleitorais e dos candidatos demonstra a preocupação em preservar a tradição democrática do país e garantir eleições livres, tranquilas e credíveis. Temos como convidado o candidato Miques João, que concorre pela segunda vez às presidenciais em São Tomé e Príncipe. Miques João, que esteve preso por razões infundadas, segundo ele, encontra-se há dez meses em liberdade e disse que não tem espírito de vingança, afirmando mesmo o que lhe move é o povo. Quem montou as suas coisas vai desmontar sozinho, ou seja, já desmontaram. Eu estou há dez meses em liberdade, como se pode aperceber, e as pessoas todas que fizeram correr ou esconder, sabem o que fizeram. Eu não tenho espírito de vingança de ninguém. As pessoas, quando fazem alguma coisa errada, eu chamo a atenção, porque não deve ser, para corrigir, mas cada um responderá pelos seus actos conforme os seus métodos. A minha preocupação e minha concentração são para o povo. É só o povo que me interessa. Porque se não fosse o povo, senhor, eu estaria morto. O povo agora quer esclarecimento e o meu objectivo é esclarecer o povo e dizer ao povo com quem pode contar, o que povo pode contar e como é que pode contar. Porque o povo agora vai decidir, é a vez do povo decidir. O povo tem que decidir de forma esclarecida para que, após tomar a decisão 19 de Julho, ser capaz de assumir ou aguentar as consequências das suas decisões durante cinco anos. Porque o poder pertence ao povo e o povo é para o povo e só para o povo, por exemplo, que eu estou a concorrer. Interrogado sobre o exercício da democracia em São Tomé e Príncipe e o papel do Presidente da República Miques João respondeu: O que temos assistido nesses 35 anos, 36 anos de democracia é confusão. Cada um quer mostrar poder e eu não estou cá para isso. O Presidente da República, eu, caso o povo assim decidir, estarei cá como árbitro para fazer o seguinte: não sou árbitro para pôr regras nisso, por ordem. Quando houver confusões, eu vou intervir para fazer parar a confusão. Nós temos essa tendência, o Presidente da República, em princípio, no âmbito dos poderes que tem na Constituição, ele tem capacidade de fazer três tipos de coisas. Eles funcionam como para estabelecer as regras e fazer o jogo democrático funcionar. A dada altura, ele também funciona como polícia. Quando houver violações, ele aplica a sanção. E, por fim, ele funciona como bombeiro para apagar fogos. Quando vemos a Assembleia com muita inconveniência, a querer sobrepor o Presidente da República, querer sobrepor-se à vontade do povo, dissolvemos a Assembleia, mandamos novamente, devolvemos poder ao povo. Está na lei. O presidente tem poder de dissolver a Assembleia e voltar a devolver poder ao povo. Admite que, se for eleito Presidente da República, trabalhará com todos os órgãos para que se possa atingir os objectivos do Estado. Enquanto Estado, esses órgãos de soberania têm que agir em interacção para exaurir o objectivo do Estado. Não podem efectivamente estar. E o Presidente tem essa função. Por isso que assegura o regular funcionamento da gestão democrática e permite que os objectivos de Estado sejam atingidos. E muita gente está a fazer confusão. Quando nós falamos dos objectivos do Estado, todos os órgãos de soberania devem concorrer para os objectivos de Estado. É por isso que existe hierarquia no Estado e o Presidente da República é o chefe do Estado. Está na Lei número 1 do artigo 77. E enquanto Chefe do Estado, cabe garantir que o Estado funciona. E é nessa conjuntura que esse exercício deve ser feito. Na lógica de que o poder que o povo nos dá, porque o poder não nos pertence, o povo dá um mandato, ora de cinco anos, ora de quatro anos, ora de três anos, para fazer cumprir o objectivo do Estado. E este mandato deve ser cumprido. O que está a acontecer em São Tomé e Príncipe é que cada um dos órgãos de soberania, uma vez eleitos ou empossados, indicados, pegam o poder que recebem, fazem como se fosse a sua propriedade e tornam-se o Estado dentro do Estado a impedir ou a tornar o estado disfuncional. Isto vai acabar. O Presidente da Republica tem aquela missão enquanto chefe de Estado, permitir que o Estado funcione, porque nós somos um colectivo. O Estado é como se fosse uma equipa de futebol. Tome o exemplo de Cabo Verde, como é que foi o jogo? O presidente da República é o treinador. Ele tem que fazer com que a máquina funcione. E fazer a máquina funcionar é começar a efectivamente aplicar a lei e fazer as pessoas entenderem que cada um tem que cumprir o seu papel. Durante muito tempo foram enganando os cidadãos. Não explicaram aos cidadãos como é que as coisas são. É assim: o governo tem o papel de executar a política do Estado, fazer gestão, executar a política do Estado. Repare bem, não se faz eleições para eleger governos nenhum em São Tomé e Príncipe. A eleição é feita para eleger deputados que compõem a Assembleia. E uma vez assembleia constituída, é preciso que o partido que ganhou ou que efectivamente pretende constituir o Governo apresente ao Presidente da República aquilo nós chamamos de sustentabilidade parlamentar. E é a partir daqui que sai o Governo. O Governo é o Executivo. Tanto o governo como órgão de soberania, como os tribunais, não são eleitos, são executivos. Os Tribunais passam por concurso, cidadão vai, concorra e tudo mais, faz concurso público a juiz. Mas dita o direito ao nome do povo, à luz do artigo 120 da Constituição, podem ver. Mas, tanto o governo como os tribunais, não são eleitos directamente pelo povo, Mas já o presidente e os deputados, sim. Tanto é que, repare, o Presidente é o chefe do Estado na hierarquia do Estado e o presidente da Assembleia é o segundo homem do Estado, porque são eleitos directamente pelo povo. Miques João é um dos quatro candidatos às presidenciais de 19 de Julho em São Tomé e Príncipe.
“Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos;Porque aquele que Deus enviou fala as Palavras de Deus; pois não Lhe dá Deus o Espírito por medida.” João 3:34“À universal Assembleia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados; E a Jesus, o Mediador de uma Nova Aliança, e ao Sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel.” Hebreus 12:22-24
Depois de vários dias com cortes de longas horas no abastecimento, a falta de água em Almada tornou-se um caso nacional. Esta quinta-feira, a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, e a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, justificaram os problemas com o aumento “inesperado” do consumo, e anunciaram que um novo furo vai estar a funcionar até ao fim-de-semana e que um outro está em processo. O PSD e o Livre entregaram na Assembleia da República requerimentos para a realização de audições urgentes sobre as sucessivas falhas no abastecimento. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Maio de 2026 tivemos a participação do Pr Eliseu Fernandes da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Mestre em Teologia Bíblica, ele dissertou sobre a influência Feminina nas influência Feminina. Ouça e seja abençoado por várias mulheres que marcaram a história bíblica.
A Pra. Cristina Duarte, da Assembleia de Deus Ministério Projeto Família, traz uma reflexão baseada em 1 Tessalonicenses 5:16–18. A Palavra nos exorta a viver em constante alegria, perseverar na oração e dar graças em todas as circunstâncias. Essas atitudes revelam um coração que confia na vontade de Deus, mesmo diante dos desafios. Essa passagem nos convida a cultivar uma vida de gratidão, fé e comunhão com o Senhor. Curta e compartilhe este podcast.
O colectivo de rappers guineenses ‘Fartudibos' acaba de lançar em Junho o seu primeiro álbum intitulado ‘Sissoco Na Kai ‘. Como os nomes do colectivo e do próprio disco indicam, trata-se aqui de usar o vector da música para abanar as consciências e dar uma visão da situação política da Guiné-Bissau. Fundado em 2023, o colectivo ‘Fartudibos' que reivindica a ausência de qualquer elo com partidos políticos, junta músicos e rappers dispersos por diferentes partes, nomeadamente a França, a Alemanha, o Brasil e Portugal. A RFI falou com dois dos sete membros do colectivo : Jada Imperatriz que vive e trabalha em Portugal, assim como Slim Drácula que mora em Curitiba no Brasil, país para onde foi há quase nove anos. Ao evocar a génese do grupo, este último recorda que o projecto surgiu "num período em que o regime autoritário sangrento buscava calar a todas e todos para encobrir os seus actos criminosos". "Todos nos sentimos convidados, de certa forma, a uma reflexão", conta o artista referindo-se às circunstâncias em que foi convidado a integrar o colectivo. "Como guineense comprometido com a causa social, tornou-se muito preocupante ver o rumo desastroso que a Guiné-Bissau vem tomando desde a época que estava na Guiné-Bissau. (…) Não podia ficar indiferente vendo tudo aquilo acontecendo. Ainda que estou num espaço e tenho uma ferramenta onde eu posso dar a voz para o meu povo, afirmando o meu descontentamento com tudo o que está a acontecer. Por isso, quando recebi esse convite eu me identifiquei logo e aceitei a proposta e seguimos em frente", diz o rapper que revela ter sempre vivido no universo da arte. A morar em Portugal desde 2017, Jada Imperatriz, única mulher do colectivo, trabalha na área da administração em Lisboa. Apesar da distância, continua atenta à vida do seu país. Ao descrever-se como "cidadã consciente", ela refere ter "sempre sentido a necessidade de abordar as coisas que se passavam no país". "No meu ‘stories' escrevia coisas, às vezes fazia ‘freestyle' e punha nas minhas redes sociais. Depois, fui abordada por um colega a perguntar se eu tinha interesse e uma vez que eles compartilhavam a mesma vontade de estar à frente e ser a voz de alguma forma das pessoas que estão no momento, porque nós, como não estamos aí, é diferente a forma como nos atinge, mas não deixam de ser os nossos. Então eu acho que seria um pouco mau da nossa parte tapar os olhos e fingir simplesmente que não se passa nada. Então senti a necessidade de entrar lá e dar o meu contributo da maneira que eu consigo, que é fazendo a arte", diz a rapper. A consciência no exílio Em quase uma década fora do seu país, Jada Imperatriz não voltou a estar na Guiné-Bissau, por considerar que "ainda não é o momento oportuno". Também para Slim Drácula, ainda não chegou a altura de ir novamente ao encontro das suas raízes, mesmo no caso de ter a possibilidade material para tal. "Não sinto que seja muito diferente das pessoas que estavam fora da Guiné-Bissau e foram para lá. Tenho muitos colegas que estavam fora. Foram para lá. Foram perseguidos, raptados, espancados. (…) Por isso prefiro esperar mais um tempo para ver o que é que acontece, se realmente todas as nossas denúncias ao sistema vão construir um caminho menos perigoso para a gente andar para as próximas lutas que a gente tem", justifica. Por estarem dispersos geograficamente, os membros do grupo, não se conhecem todos fisicamente. Isto não os impede de trocar ideias e trabalhar juntos à distância. "Todas as reuniões são feitas online, num espaço de concertação que criámos no WhatsApp. Ali acontece. Todas as reuniões, todas as decisões são tomadas ali, em conjunto. Quanto à produção, nós decidimos não aceitar apoio de nenhuma pessoa claramente alinhada a algum partido político. E todas as músicas foram gravadas com custos próprios. Temos um produtor que faz mixagem e masterização e também faz instrumental, que no caso é o Marlon C. Temos dois editores de vídeos e temos um responsável pelo design. Hoje, com essa tecnologia que a gente tem, ficou muito mais fácil. Mesmo estando em situações geográficas diferentes, a pessoa pode gravar aqui e enviar para o produtor e depois de receber todas as vozes, ele compila tudo numa única música", explica Slim Drácula que, para além de rapper é também um dos editores dos vídeos do grupo. Um álbum marcadamente crítico Após divulgar gradualmente algumas músicas ao longo destes últimos meses, o colectivo lançou o seu álbum na internet no passado mês de Junho. São 17 faixas em que denunciam a situação política do seu país, a corrupção, a pobreza, a violência política, os raptos, espancamentos e assassínios destes últimos anos. Dado o teor fortemente crítico do disco, Jada Imperatriz considera que o seu impacto é abafado pelo medo que o público sente. "A impressão que tenho é que as pessoas ouvem. As pessoas ouvem, tem uns que comentam, mas lá está, existe aquela coisa do medo, do medo de partilhar, do medo do ouvir em público. Aqui (em Portugal) não. Mas na Guiné-Bissau, por exemplo, tem familiares e amigos que dizem ouvir a vossa música. ‘Interessante, mas eu não posso partilhar ou eu não posso ouvir em público.' Ou ‘Tu não podes voltar para o país por teres cantado isto'. Então existe sempre um bocadinho de receio nas pessoas partilharem o álbum ou partilharem as nossas músicas", descreve a artista. Esta análise é partilhada por Slim Drácula. "Por ser um um trabalho de denúncia para um país onde a liberdade de expressão é negada, nós recebemos feedback mais direto das pessoas que nos conhecem. Alguns vêm dizendo ‘Por favor, afasta-te disso. Tu és um jovem, um jovem talentoso. Tem muitas coisas para fazer, então não vale a pena denunciar esse sistema'. E tem alguns que ouvem, aplaudem dizendo ‘Sim, senhor, vale a pena'. E entre todo esse universo também do feedback que nós recebemos e ainda estamos a receber, em termos de consumo e de partilha do trabalho, entendemos que muitas pessoas ainda têm receio de partilhar ou consumir em público, sobretudo pelo conteúdo que o álbum tem", considera. Enquanto Slim Drácula admite ter recebido pressões indirectas no sentido de não expressar a sua opinião publicamente, Jada Imperatriz refere ter optado por bloquear as mensagens nas redes sociais. Uma esperança adiada Questionada sobre a situação vigente desde a desestabilização militar do final do ano passado, com a instalação de um governo de transição, as detenções de vozes de oposição, a perspectiva de presidenciais em Dezembro, assim como um possível referendo sobre a Constituição da Guiné-Bissau, Jada Imperatriz mostra-se pouco optimista. "Eu acho que estamos a sair do mau para o pior, porque o Sissoco não está lá fisicamente, mas ele está na mesma. Porque o comando militar que assumiu esta farsa do golpe, isto tudo é uma coisa planeada. Então está a piorar. O comando militar está a fazer o que bem entende. As pessoas não conseguem falar e isto de mexerem com a Constituição é um absurdo", lamenta a artista para quem a comunidade internacional pouco fez para ajudar a Guiné-Bissau. "A impressão que tenho é que embora a CEDEAO já tenha lá ido e tenha havido intervenções também de Portugal, eu sinto que estamos sozinhos e este problema é nosso e nós é que temos que resolver", comenta. O activismo através da arte, um salto no escuro Sobre a experiência do activismo através da música, Jada Imperatriz reconhece estar assustada. "Sou mãe de dois meninos pequeninos e tenho sempre os familiares a dizer que ‘não estou a fazer bem. Estou a pôr em risco a minha família, Estou a arriscar-me imenso. Isto nunca vai mudar. Não há nada a ser feito. Isto sempre foi assim'. Mas eu acredito o contrário. Então eu sinto quando faço alguma coisa, embora sinta medo, mas faço na mesma, porque eu não quero sentir que estou a trair a minha nação. Não quero sentir que estou a aplaudir com o meu silêncio o opressor. Porque eu acho que é mais insatisfatório para mim sentir isso do que sentir medo. Então esta experiência está a ser boa. Estou a compartilhar com pessoas que acreditam no mesmo que eu", conclui. Slim Drácula também não vive essa experiência de forma serena. Todavia, para ele, o importante é fazer passar mensagens. "Para mim, está sendo uma experiência muito dolorosa. A Guiné-Bissau faz mais de meio século de independência e em todo esse tempo vivenciamos muitas situações em que o povo pedia o básico. O governo prometia. Não cumpria. Não fazia praticamente nada. Nem as justificativas eram convincentes. E o povo vive mal o tempo todo. Então, ser um activista usando a música, para mim dói muito. De sentar, pegar na folha e caneta, escrever sobre uma coisa básica e, sobretudo, ver que aquela situação poderia ser resolvida, sobretudo se o ministro decidir não comprar carros para ir agradar os deputados na Assembleia, ao escrever sobre esse tipo de situação, dá uma raiva e essa raiva cansa e dá uma tristeza enorme. Essa tristeza cansa. Por isso que eu falo que é uma experiência muito horrível. Agora me alegra também que a minha mensagem chegue ao meu povo. E não sou mais um que ficou preso numa caixinha, comportando e agindo de acordo com o que é que o sistema espera de nós", remata Slim Drácula. Podem ouvir o álbum de Fartudibos aqui : https://www.youtube.com/watch?v=ZQrtmhx9aKU&list=PLcp-0zXmNItxrDtlHmfQztBaqMTILbg4B&index=1
“Mas chegastes ao Monte Sião, e à Cidade do Deus Vivo, à Jerusalém Celestial, e aos muitos milhares de anjos;À Universal Assembleia e Igreja dos Primogênitos, que estão inscritos nos Céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados;E a Jesus, o Mediador de uma Nova Aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel.” Hebreus 12:22-24
Como toda a recomendação do CNE, este documento não obriga ninguém a nada. A sua força está na autoridade técnica e na audição alargada que o sustentam, não na lei. O que vier a acontecer depende agora do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, da Assembleia da República e, no terreno, de cada município e de cada agrupamento de escolas. Sete anos depois do início deste processo, a recomendação do CNE tem o mérito de dizer, com clareza pouco habitual em documentos deste tipo, que a descentralização não é um fim em si mesma — só vale a pena se servir a equidade e a qualidade da escola pública, e não o contrário. Resta saber se essa clareza chegará às próximas decisões políticas com a mesma nitidez com que chegou ao papel.
Assembleia promulga lei que beneficia municípios do RN
Congresso do PSD este fim de semana em Anadia com o guião reescrito de urgência. O chumbo do pacote laboral, a sombra de Pedro Passos Coelho e sondagens que colocam o partido em segundo lugar. Neste episódio do Expresso da Meia Noite, o debate centrou-se no chumbo da reforma laboral na Assembleia da República, após o Chega, liderado por André Ventura, recuar no apoio ao PSD. Alexandre Poço, vice-presidente do PSD, admitiu a surpresa com o resultado e defendeu a estratégia do partido. Maria João Avillez e David Dinis criticaram a falta de ambição do governo e alertaram para os riscos de o PSD adotar temas associados ao Chega. O debate abordou ainda o congresso antecipado do PSD e as dificuldades de governar sem maioria absoluta.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Saudações, pessoas!Hoje é dia de estreia, e que estreia, no Vira: Dani Balbi, é uma professora, roteirista, escritora, militante, filiada ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e que em 2022 se elegeu Deputada Estadual no Estado do Rio de Janeiro consagrando-se comoa primeira parlamentar transsexual da história da ALERJ.A articulação e a clareza de pensamento de Dani cativam e surpreendem, bem como suas referências sempre muito embasadas, seu compromisso político-ideológico e a vontade de representar de fato os ideais que à levaram à Assembleia. A conversa passa pelas possibilidades da militância comunista na contemporaneidade, as formas de fazer política série em meio à selva que se transformou o debate púbico hoje e, claro, os rumos de algumas pautas que são dela, enquanto deputada estadual, mas dizem respeito à vereança nas cidades, ao parlamento federal, à presidência e à todo mundo - eis que: nosso futuro em jogo!Taca play e se prepare para #Aulas Expediente:Pai-Fundador e apresentador: Felipe AbalOutro apresentador: Gabriel Divan Apresentador que está em missão secreta: CarapanãEdição de Áudio que nunca falha: Ingrid DutraA Garota da Capa: Dani BoscattoMúsica de abertura: Dog Fast by mobigratis
Você já se perguntou como funciona a engrenagem administrativa por trás de uma das igrejas mais organizadas do mundo? Ao contrário do que muitos pensam, a Igreja Adventista não é governada por ordens hierárquicas rígidas de vozes solitárias, mas sim por meio de um modelo participativo e representativo de assembleias. Neste vídeo, vamos desmistificar o funcionamento prático e a teologia profunda que sustentam as sessões e assembleias nos diferentes níveis da denominação. O que você vai descobrir neste vídeo: * Sessão x Assembleia: Entenda de uma vez por todas a diferença técnica e prática entre esses dois termos. * Decisões Coletivas: Como representantes eleitos pela própria comunidade tomam decisões vitais sob oração, consulta e estudo da Palavra. * A Pirâmide Organizacional: Como funcionam as votações desde o nível local até a Associação Geral. * A Voz de Deus? O peso espiritual das decisões coletivas e quando a voz da igreja reunida deve ser respeitada. * Papel de Cada Um: O dever do membro comum, a responsabilidade ética do delegado e a transparência exigida da liderança. Se você deseja entender por que essas reuniões não são meros eventos burocráticos, mas sim momentos escatológicos e altares de reforma espiritual, acompanhe este estudo completo! Links Instagram http://instagram.com/alexpalmeira7 Podcast Catalisadores http://open.spotify.com/show/6zJyD0vW8MnyRKPYZtk3B5?si=065e95b72bca4b13 X http://x.com/alexpalmeira9 Facebook http://facebook.com/profile.php?id=100069360678042
Países discutem desafios da vacinação, como financiamento, confiança pública e ressurgimento de doenças, e reafirmam compromisso com metas globais.
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Saúde, mudanças climáticas, qualidade do ar e energia são os principais temas deste ano; Angola, Brasil e Portugal participam de encontros à margem da Assembleia sobre preparo contra epidemias, combate a arboviroses e prevenção ao suicídio, respectivamente.
Xi Jinping podia ter puxado os galões e citado o soft power de Confúcio ou então o mais aguerrido Sun Tzu, mas escolheu evocar, perante Trump, evocar o general e historiador grego Tucídides, que, a propósito da Guerra do Peloponeso, afirmou que a guerra foi inevitável porque a potência estabelecida, Esparta, se sentiu ameaçada pela potência emergente, Atenas. Terá Trump percebido o recado? Por cá, sem acordo na concertação social, o pacote laboral vai até à Assembleia da República e o governo vai ter de procurar entendimentos, com o Chega à espreita. A análise de Clara Ferreira Alves, Luís Pedro Nunes e Pedro Marques Lopes no Eixo do Mal em podcast. Emitido na SIC Notícias a 14 de maio. Para ver a versão vídeo deste episódio clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
“À universal assembleia e Igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos Céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados; E a Jesus, O Mediador de uma Nova Aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel.” Hebreus 12:23-24“Mas recebereis O Poder do Espírito Santo, que HÁ DE VIR SOBRE VÓS; E SER-ME-EIS TESTEMUNHAS, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da Terra.” Atos 1:8
Vai passar a ser necessário, a quem queira fazer humor, ter licença de porte de piada. Emitida por Donald Trump, naturalmente. O presidente norte-americano não a concede ao humorista Jimmy Kimmel. Talvez tenha sido, uma piada, aliás, suspeitam Trump e a porta-voz da Casa Branca, a desencadear o desvario do homicida incompetente que viajou da Califórnia a Washington com a intenção, falhada, de matar gente da administração americana num jantar de gala. Enquanto isso, a guerra continua em modo de pausa. Mas com o estreito de Ormuz duplamente bloqueado não há paz para o preço dos combustíveis. À escala doméstica, o deputado socialista que virou as costas ao presidente da Assembleia da República conseguiu pôr na ordem do dia, apesar da atitude controversa, o tema da transparência na actividade política. E o coro da casa de pessoal do conselho de ministros, a cantar o hino nacional, deu solenidade ao anúncio de uma chuva de milhões, onde há de tudo menos calendário.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Neste episódio da Comissão Política, debatemos os discursos na cerimónia do 25 de Abril. O Presidente da República, António José Seguro, foi inequívoco no discurso que fez a favor da transparência e do escrutínio dos responsáveis políticos, com enfoque na publicidade dos donativos aos partidos. Foi um contraste total com o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, que fez uma caricatura das obrigações declarativas dos titulares de cargos públicos, e alinhou com as posições do topo do PSD, a favor de um alívio dos mecanismos da transparência. Depois, ainda tentámos interpretar as palavras de Pedro Nuno Santos, no seu regresso ao Parlamento e não foi fácil. Os comentários são de João Pedro Henriques, jornalista do Expresso, Liliana Valente, coordenadora da secção de Política, e Eunice Lourenço, editora de Política, com a moderação de Vítor Matos. A sonoplastia é da responsabilidade de Salomé Rita e a ilustração é da autoria de Carlos Paes.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Do turbilhão de notícias referentes ao estreito de Ormuz, o que parece sair da confusão é o facto de Trump ter passado a dizer que não tem pressa e que não são as eleições intercalares de novembro que vão mudar alguma coisa no braço de ferro com o Irão. À Assembleia da República está de regresso Pedro Nuno Santos. O ex-líder do PS volta como deputado socialista e já deixou recados internos. A análise de Clara Ferreira Alves, Luís Pedro Nunes e Pedro Marques Lopes no Eixo do Mal em podcast. Emitido na SIC Notícias a 23 de abril. Para ver a versão vídeo deste episódio clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia não nasceu pronta; ela foi moldada por crises que provaram sua fidelidade a Deus. Neste episódio, mergulhamos no ano de 1903, um momento decisivo onde tensões administrativas, teológicas e geográficas convergiram para definir o futuro da nossa denominação. Entenda como a IASD superou três grandes desafios: A Maturidade Administrativa: Por que o retorno do presidente da Conferência Geral não foi um retrocesso, mas um passo para a ordem e expansão global. A Batalha pela Natureza de Deus: O confronto com as ideias panteístas de John Harvey Kellogg e a intervenção profética de Ellen G. White contra o "Alfa das heresias". O Êxodo de Battle Creek: A corajosa decisão de abandonar centros de poder e mudar a sede para Washington, D.C., priorizando a missão sobre as estruturas. Descubra como a história da IASD revela uma igreja capaz de se reformar sem se fragmentar, mantendo-se sempre ancorada na revelação bíblica. Neste vídeo você verá: A liderança equilibrada de A. G. Daniells. O impacto das cartas de Ellen White na Assembleia de 1903. A distinção entre eficiência institucional e identidade profética. Inscreva-se no canal para mais lições da nossa história e compartilhe este vídeo para fortalecer a nossa identidade adventista! Links Instagram http://instagram.com/alexpalmeira7 Podcast Catalisadores http://open.spotify.com/show/6zJyD0vW8MnyRKPYZtk3B5?si=065e95b72bca4b13 X http://x.com/alexpalmeira9 Facebook http://facebook.com/profile.php?id=100069360678042
Dar Voz a esQrever: Pluralidade, Diversidade e Inclusão LGBTI
O DUCENTÉSIMO QUINQUAGÉSIMO NONO EPISÓDIO do Podcast Dar Voz a esQrever
Em entrevista, a deputada estadual Fabiana Bolsonaro comenta a decisão do MPF que mandou a Polícia Federal abrir um inquérito para investigá-la por possíveis crimes de racismo e transfobia após uma notícia-crime protocolada por integrantes da Bancada Feminista do PSOL. Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br#FabianaBolsonaro #MPF #DireitaBrasil #LiberdadeDeExpressao #Politica #Investigação #BancadaFeminista #PSOL #Noticias #PodcastBrasil #Debate #Justiça
O que acontece quando a organização eclesiástica começa a sufocar a missão? Entre 1888 e 1901, a Igreja Adventista enfrentou sua crise mais profunda: uma batalha pelo próprio DNA missional e profético. Neste episódio da série "A ORDEM", exploramos os bastidores da histórica Assembleia de 1901. Não foi apenas uma reunião administrativa, mas um "novo êxodo" espiritual. Analisamos como o crescimento exponencial da igreja exigiu a quebra de um modelo centralizado que Ellen White chamou de "poder papal". Neste episódio, você vai descobrir: ✅ Gatilho de 1888: Como o debate teológico revelou uma crise de autoridade e controle institucional. ✅ O Perigo da Centralização: Por que Battle Creek se tornou um "funil decisório" que paralisava a missão global. ✅ A Voz de Ellen White: Seus alertas contundentes contra a dominação das mentes e a tirania administrativa. ✅ A Solução de 1901: A criação das Uniões e a departamentalização como estratégia para devolver a agilidade à igreja. ✅ Uma Reforma Inacabada: As lições que 1901 deixa para a nossa geração: a organização deve servir à missão, e não o contrário. Este vídeo é um gesto de amor à igreja, buscando entender nossa história para proteger nossa identidade profética. É um chamado para que cada geração revise suas estruturas à luz da missão. Links Instagram http://instagram.com/alexpalmeira7 Podcast Catalisadores http://open.spotify.com/show/6zJyD0vW8MnyRKPYZtk3B5?si=065e95b72bca4b13 X http://x.com/alexpalmeira9 Facebook http://facebook.com/profile.php?id=100069360678042
A instabilidade no Oriente Médio atingiu um novo patamar crítico. Segundo informações da imprensa iraniana e membros da Assembleia de Especialistas, o sucessor do Aiatolá Ali Khamenei já foi oficialmente eleito em um processo interno sigiloso. A resposta de Tel Aviv foi imediata e agressiva: as Forças de Defesa de Israel (IDF) declararam publicamente que qualquer sucessor que assuma o posto de Líder Supremo será considerado um alvo militar legítimo.
Convidado: Daniel Sousa, comentarista da GloboNews, professor do Ibmec e criador do podcast Petit Journal. A escolha de Mojtaba Khamenei como líder supremo do Irã sinaliza a continuidade da linha dura do regime em meio à guerra e frustra as expectativas dos Estados Unidos de uma mudança política em Teerã. Filho do aiatolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia dos ataques americanos e israelenses, Mojtaba foi escolhido pela Assembleia dos Especialistas, o conselho de 88 clérigos responsável por definir a autoridade máxima do país e é conhecido pela proximidade com a Guarda Revolucionária. Antes mesmo do anúncio, Donald Trump havia dito que seria inaceitável que Mojtaba fosse eleito como novo líder supremo – e, depois, afirmou que não estava feliz com a escolha. Agora, a expectativa de que possa haver diálogo entre as partes para uma resolução rápida da guerra praticamente acabou. Diante das incertezas, o preço do barril de petróleo disparou 25% da noite para o dia e o mundo inteiro entrou em estado de alerta com o risco de pressão inflacionária generalizada. Depois do susto, o valor voltou a cair, principalmente depois que o presidente americano disse em uma entrevista que a guerra está “praticamente concluída” e pode acabar em breve. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Daniel Sousa, comentarista da GloboNews, professor do IBMEC e criador do podcast Petit Journal, para explicar o perfil de Mojtaba Khamenei e a reação do mercado ao nome dele. Daniel comenta as perspectivas militares e diplomáticas do Irã e analisa o risco de o preço do petróleo romper sua máxima histórica – e de que modo isso bate no bolso do consumidor brasileiro.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta segunda-feira (09): A Assembleia de Especialistas do Irã nomeou Mojtaba Khamenei, de 56 anos, como novo líder supremo do país, segundo informou a mídia estatal neste domingo (08). Em comunicado, o órgão convocou o povo iraniano a manter a unidade e jurar lealdade ao novo líder. Um incêndio de grandes proporções atingiu um depósito de combustível em Teerã neste domingo (08), deixando quatro mortos e provocando danos na rede de abastecimento da capital iraniana. As Forças de Defesa de Israel afirmaram ter realizado o ataque ao local e disseram que outras ofensivas também foram feitas contra depósitos de combustível na cidade. As ações foram relatadas por agências estatais do Irã. Brasileiros que vivem ou estavam viajando pelo Oriente Médio relatam dificuldades para deixar a região em meio à escalada de tensões e ataques envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. O aumento dos bombardeios e das restrições no espaço aéreo tem provocado cancelamentos de voos e complicações logísticas, afetando estrangeiros que tentam retornar aos seus países. Os advogados de defesa do banqueiro Daniel Vorcaro pediram ao Supremo Tribunal Federal para conversar com o banqueiro, e que essa conversa seja reservada, sem gravações. O pedido será analisado pelo relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal, o ministro André Mendonça. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que a alta do petróleo no curto prazo é um preço “muito pequeno” a pagar em nome da segurança global. Segundo ele, a elevação nos preços da commodity está ligada às tensões envolvendo o programa nuclear do Irã. Trump também declarou que os valores devem cair rapidamente após o fim da ameaça nuclear iraniana, acrescentando que apenas “tolos pensariam diferente”. A CPMI do INSS tem três depoimentos previstos para a tarde desta segunda-feira (09). O colegiado pretende ouvir o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D'Avila Assumpção; a presidente do Banco Crefisa, Leila Pereira; e o CEO do Banco C6 Consignado, Artur Ildefonso Brotto Azevedo. Antes do clássico entre Fluminense e Flamengo, neste domingo (08), pela final do Campeonato Carioca, 37 torcedores foram detidos em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Torcedores das duas equipes foram conduzidos à delegacia após ação da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o próximo líder supremo do Irã “não vai durar muito” se não tiver a aprovação de Washington. A declaração foi feita pouco antes de o regime iraniano anunciar Mojtaba Khamenei, filho do ex-líder Ali Khamenei, como sucessor. Um ônibus que fazia a rota entre São Paulo e Pernambuco tombou às margens da BR-251, no município de Grão Mogol, no norte de Minas Gerais, na manhã deste domingo (08). O acidente deixou duas pessoas mortas e dez feridas, segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quarta-feira (04): A terça-feira (03) foi marcada pela intensificação dos ataques no Irã, após bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos do regime iraniano. Em resposta, forças iranianas lançaram novos ataques em países do Golfo que abrigam bases americanas. O presidente Donald Trump afirmou que os EUA estão preparados para agir caso o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz seja ameaçado, destacando que a Marinha norte-americana poderá escoltar embarcações que transportam petróleo pela região. Um alto funcionário do Pentágono atribuiu a Israel a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, durante ataques realizados contra o Irã. A declaração foi feita por Elbridge Colby, subsecretário de Política de Defesa, em audiência na Comissão de Forças Armadas do Senado dos Estados Unidos, no Capitólio dos Estados Unidos. Colby reiterou que o objetivo americano é restringir a capacidade militar iraniana, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. Mojtaba Khamenei, filho mais velho do falecido aiatolá Ali Khamenei, surge como o principal candidato a se tornar o próximo líder supremo do Irã após a morte do pai em ataques liderados por Estados Unidos e Israel no sábado passado. Segundo apuração do The New York Times, três autoridades iranianas indicaram que o conselho de especialistas da Assembleia de Peritos, responsável por eleger o novo líder, teria apontado Mojtaba como o favorito ao cargo. O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso novamente pela Polícia Federal em São Paulo durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras e a possível prática de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos por organização criminosa. O cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, também é alvo de mandado de prisão e ainda não foi localizado. O Tribunal Federal de Falências em Miami, nos Estados Unidos, realiza audiência nesta quarta-feira (04) para decidir sobre o alcance das investigações em território norte-americano envolvendo possíveis bens do banqueiro Daniel Vorcaro no estado da Flórida. A decisão pode ampliar a apuração patrimonial no exterior no contexto das investigações que envolvem o empresário. Indícios apontam que o Federal Bureau of Investigation (FBI) já estaria monitorando movimentações do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A informação surge no contexto da audiência realizada na Flórida, que apura a possível administração e ocultação de ativos nos Estados Unidos. Vorcaro foi preso nesta quarta-feira (04), em nova fase das investigações conduzidas no Brasil. Mensagens de WhatsApp atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelariam ameaças contra opositores, segundo investigação da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. De acordo com decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, as conversas indicariam a existência de um grupo chamado “A Turma”, apontado como núcleo de intimidação e obstrução de Justiça. A PF afirma que há indícios de ordens para forjar crimes e ameaçar jornalistas e funcionários, além de suspeitas de pagamentos irregulares e lavagem de dinheiro. Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, se apresentou à Polícia Federal após ser alvo de mandado de prisão na terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras, além de possíveis crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos atribuídos a organização criminosa. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
No 3 em 1 desta terça-feira (03), o destaque foi o exército de Israel que afirmou ter bombardeado o Conselho Supremo de Segurança Nacional no Irã. O alvo atingido é o órgão responsável pela escolha do líder supremo do país e uma das instituições mais importantes da estrutura de poder iraniana. Reportagem de Luca Bassani. No quarto dia de conflito nesta terça-feira (03), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os “ataques ao Irã destruíram praticamente tudo” em relação aos alvos atingidos. Durante o balanço das operações, o líder estadunidense admitiu a falta de “armamento de ponta” em determinados setores, mas alertou que uma nova onda de ataques contra o território iraniano pode acontecer em breve. Reportagem: Eliseu Caetano. O presidente Lula (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), podem definir a composição do palanque eleitoral em São Paulo para as eleições 2026. O líder brasileiro convocou uma reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o próprio ministro Haddad para alinhar os detalhes da disputa. Reportagem: Misael Mainetti. A discussão sobre a redução da maioridade penal tornou-se o principal entrave para o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Congresso Nacional. A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), se reuniu com líderes partidários para definir o cronograma de votação, enquanto o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), defende excluir o trecho polêmico do texto para facilitar a aprovação da matéria. Reportagem: André Anelli. O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil), decidiu manter a quebra do sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no âmbito da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS. A decisão do líder brasileiro do Senado ocorreu após uma votação marcada por confusão e intenso embate entre os parlamentares. O governo federal estuda enviar ao Congresso Nacional o projeto sobre a escala 6x1 em regime de urgência, conforme informação divulgada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT). Reportagem: Matheus Dias. Membros do MDB (Movimento Democrático Brasileiro) de 17 diretórios estaduais assinaram um manifesto contra a formalização de uma aliança nacional com o PT (Partido dos Trabalhadores) para o próximo pleito. O movimento ocorre após o presidente Lula (PT) ter conversado com representantes emedebistas para possivelmente garantir a indicação de um vice para a chapa presidencial. Reportagem: Julia Fermino. O presidente Donald Trump prometeu enviar escolta a navios que cruzam o Estreito de Ormuz diante das recentes ameaças do Irã. A Marinha norte-americana deve ser envolvida na operação para garantir a segurança da navegação na região estratégica. Reportagem: Fabrízio Neitzke. O encontro entre Lula (PT) e o presidente Donald Trump em Washington deve ser adiado em decorrência do agravamento da guerra no Irã. A visita oficial, inicialmente prevista para março, deve ser remarcada para abril, enquanto o líder brasileiro monitora os impactos do conflito. Reportagem: André Anelli. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira os destaques do Jornal da Manhã deste domingo (01): O governo do Irã confirmou a morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei. A morte ocorreu durante ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou a notícia em suas redes sociais, destacando que o aiatolá não conseguiu escapar da inteligência norte-americana e israelense. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em suas redes sociais que o Irã sofrerá uma retaliação com força nunca antes vista caso decida atacar alvos americanos ou israelenses. A ameaça ocorre após múltiplos ataques iranianos atingirem nações aliadas no Golfo Pérsico, como Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein, além de cidades em Israel, incluindo Tel Aviv. A crise no Oriente Médio deve se arrastar por mais tempo após as recentes ofensivas, segundo a análise do professor de relações internacionais Vinícius Rodrigues Vieira. Ele avalia que a morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei não derruba automaticamente a República Islâmica, pois o regime possui uma estrutura de poder complexa e não é baseado no personalismo de uma única figura O governo do Irã nomeou o aiatolá Alireza Arafi para integrar o conselho de liderança interino do país após a morte do líder supremo Ali Khamenei. A rápida movimentação do regime busca evitar um vácuo de poder e demonstrar estabilidade institucional enquanto não há a escolha de um sucessor definitivo. O conselho responsável pela escolha do novo aiatolá, a Assembleia dos Peritos, é formado por 88 clérigos xiitas. O exército do Irã anunciou uma nova onda de bombardeios contra bases militares dos Estados Unidos localizadas no Oriente Médio. A ofensiva militar é uma resposta direta do país após o assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. De acordo com o correspondente Luca Bassani, mísseis lançados pelo regime de Teerã foram interceptados próximos à base militar de Erbil, situada no norte do Iraque. Os principais membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), incluindo nações aliadas como Rússia e Arábia Saudita, realizam uma reunião de emergência para discutir os reflexos econômicos dos recentes ataques ao Irã. A grande preocupação do mercado internacional é a ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica responsável pelo escoamento de cerca de 25% de todo o petróleo mundial. O conflito armado no Oriente Médio ganha novos contornos com a retaliação do Irã contra bases militares. O mestre em segurança pública e especialista em ciência política, Rodolfo Laterza, avalia que a operação conjunta entre Estados Unidos e Israel teve um caráter cirúrgico e de choque, mas esbarrou na rápida resposta balística iraniana. O exército de Israel realizou uma nova onda de bombardeios no Oriente Médio, destruindo caças da Força Aérea do Irã em uma ofensiva para diminuir a capacidade militar do país. Após os ataques, o governo iraniano confirmou a morte de quatro oficiais de alto escalão da segurança nacional, incluindo o chefe da Guarda Revolucionária e o ministro da Defesa. O ex-embaixador do Brasil no Irã, Eduardo Gradilone, analisou o histórico das relações diplomáticas e comerciais entre os dois países. Segundo o diplomata, a parceria, que recentemente completou 120 anos, é considerada correta e sem grandes problemas. Gradilone destacou que as exportações do agronegócio brasileiro para o mercado iraniano rendem bilhões em divisas para o Brasil todos os anos. Por outro lado, a balança comercial é bastante desigual, já que o volume de importações de produtos do Irã é pequeno, concentrando-se basicamente em itens como ureia e pistache. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Na Assembleia Legislativa de Roraima, diversos funcionários têm formações muito distintas daquelas necessárias aos cargos que ocupam. A Casa abriga, em funções de confiança, designer de sobrancelhas, pastores evangélicos, dentista, cabeleireira e até um árbitro de futebol vinculado à CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Os cargos comissionados não exigem concurso público, mas de indicação. Neste episódio do podcast UOL Prime, a repórter Julia Affonso detalha ao apresentador José Roberto de Toledo os bastidores da investigação que revelou que a Assembleia de Roraima tem uma das taxas mais altas para este tipo de vaga no Brasil. #uolprime #PodcastUOLPrime