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Geração V
Eu Explico… o ataque às pessoas LGBT+

Geração V

Play Episode Listen Later Jul 20, 2026 13:40


Esta semana convidámos o Miguel Salazar, que é tradutor, ativista lgbtqi+ e que recentemente debateu na Assembleia da República a petição contra a descriminalização das práticas de conversão.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
São Tomé e Príncipe: Candidato Miques João concentrado no povo

Convidado

Play Episode Listen Later Jul 15, 2026 7:06


Miques João, candidato independente, falou à reportagem da RFI para expor as linhas mestras da sua candidatura. Este conhecido advogado é um dos quatro candidatos que disputam as eleições presidenciais de São Tomé e Príncipe deste domingo. O candidato, muito implicado na defesa do único civil condenado no caso do ataque contra o Quartel general a 25 de Novembro de 2022, afirma que o povo é que o move. A campanha, de facto, em São Tomé e Príncipe tem sido marcada por uma disputa centrada mais na confiança, estabilidade institucional e a resposta aos problemas económicos do que em confrontos políticos directos. O apelo constante à paz por parte das autoridades eleitorais e dos candidatos demonstra a preocupação em preservar a tradição democrática do país e garantir eleições livres, tranquilas e credíveis. Temos como convidado o candidato Miques João, que concorre pela segunda vez às presidenciais em São Tomé e Príncipe. Miques João, que esteve preso por razões infundadas, segundo ele, encontra-se há dez meses em liberdade e disse que não tem espírito de vingança, afirmando mesmo o que lhe move é o povo. Quem montou as suas coisas vai desmontar sozinho, ou seja, já desmontaram. Eu estou há dez meses em liberdade, como se pode aperceber, e as pessoas todas que fizeram correr ou esconder, sabem o que fizeram. Eu não tenho espírito de vingança de ninguém. As pessoas, quando fazem alguma coisa errada, eu chamo a atenção, porque não deve ser, para corrigir, mas cada um responderá pelos seus actos conforme os seus métodos. A minha preocupação e minha concentração são para o povo. É só o povo que me interessa. Porque se não fosse o povo, senhor, eu estaria morto. O povo agora quer esclarecimento e o meu objectivo é esclarecer o povo e dizer ao povo com quem pode contar, o que povo pode contar e como é que pode contar. Porque o povo agora vai decidir, é a vez do povo decidir. O povo tem que decidir de forma esclarecida para que, após tomar a decisão 19 de Julho, ser capaz de assumir ou aguentar as consequências das suas decisões durante cinco anos. Porque o poder pertence ao povo e o povo é para o povo e só para o povo, por exemplo, que eu estou a concorrer. Interrogado sobre o exercício da democracia em São Tomé e Príncipe e o papel do Presidente da República  Miques João respondeu: O que temos assistido nesses 35 anos, 36 anos de democracia é confusão. Cada um quer mostrar poder e eu não estou cá para isso. O Presidente da República, eu, caso o povo assim decidir, estarei cá como árbitro para fazer o seguinte: não sou árbitro para pôr regras nisso, por ordem. Quando houver confusões, eu vou intervir para fazer parar a confusão. Nós temos essa tendência, o Presidente da República, em princípio, no âmbito dos poderes que tem na Constituição, ele tem capacidade de fazer três tipos de coisas. Eles funcionam como para estabelecer as regras e fazer o jogo democrático funcionar. A dada altura, ele também funciona como polícia. Quando houver violações, ele aplica a sanção. E, por fim, ele funciona como bombeiro para apagar fogos. Quando vemos a Assembleia com muita inconveniência, a querer sobrepor o Presidente da República, querer sobrepor-se à vontade do povo, dissolvemos a Assembleia, mandamos novamente, devolvemos poder ao povo. Está na lei. O presidente tem poder de dissolver a Assembleia e voltar a devolver poder ao povo. Admite que, se for eleito Presidente da República, trabalhará com todos os órgãos para que se possa atingir os objectivos do Estado. Enquanto Estado, esses órgãos de soberania têm que agir em interacção para exaurir o objectivo do Estado. Não podem efectivamente estar. E o Presidente tem essa função. Por isso que assegura o regular funcionamento da gestão democrática e permite que os objectivos de Estado sejam atingidos. E muita gente está a fazer confusão. Quando nós falamos dos objectivos do Estado, todos os órgãos de soberania devem concorrer para os objectivos de Estado. É por isso que existe hierarquia no Estado e o Presidente da República é o chefe do Estado. Está na Lei número 1 do artigo 77. E enquanto Chefe do Estado, cabe garantir que o Estado funciona. E é nessa conjuntura que esse exercício deve ser feito. Na lógica de que o poder que o povo nos dá, porque o poder não nos pertence, o povo dá um mandato, ora de cinco anos, ora de quatro anos, ora de três anos, para fazer cumprir o objectivo do Estado. E este mandato deve ser cumprido. O que está a acontecer em São Tomé e Príncipe é que cada um dos órgãos de soberania, uma vez eleitos ou empossados, indicados, pegam o poder que recebem, fazem como se fosse a sua propriedade e tornam-se o Estado dentro do Estado a impedir ou a tornar o estado disfuncional. Isto vai acabar. O Presidente da Republica tem aquela missão enquanto chefe de Estado, permitir que o Estado funcione, porque nós somos um colectivo. O Estado é como se fosse uma equipa de futebol. Tome o exemplo de Cabo Verde, como é que foi o jogo? O presidente da República é o treinador. Ele tem que fazer com que a máquina funcione. E fazer a máquina funcionar é começar a efectivamente aplicar a lei e fazer as pessoas entenderem que cada um tem que cumprir o seu papel. Durante muito tempo foram enganando os cidadãos. Não explicaram aos cidadãos como é que as coisas são. É assim: o governo tem o papel de executar a política do Estado, fazer gestão, executar a política do Estado. Repare bem, não se faz eleições para eleger governos nenhum em São Tomé e Príncipe. A eleição é feita para eleger deputados que compõem a Assembleia. E uma vez assembleia constituída, é preciso que o partido que ganhou ou que efectivamente pretende constituir o Governo apresente ao Presidente da República aquilo nós chamamos de sustentabilidade parlamentar. E é a partir daqui que sai o Governo. O Governo é o Executivo. Tanto o governo como órgão de soberania, como os tribunais, não são eleitos, são executivos. Os Tribunais passam por concurso, cidadão vai, concorra e tudo mais, faz concurso público a juiz. Mas dita o direito ao nome do povo, à luz do artigo 120 da Constituição, podem ver. Mas, tanto o governo como os tribunais, não são eleitos directamente pelo povo, Mas já o presidente e os deputados, sim. Tanto é que, repare, o Presidente é o chefe do Estado na hierarquia do Estado e o presidente da Assembleia é o segundo homem do Estado, porque são eleitos directamente pelo povo. Miques João é um dos quatro candidatos às presidenciais de 19 de Julho em São Tomé e Príncipe.

Palavra Amiga do Bispo Macedo
Monte Sião, a igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos Céus... - Meditação Matinal 12/07/26

Palavra Amiga do Bispo Macedo

Play Episode Listen Later Jul 12, 2026 16:17


“Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos;Porque aquele que Deus enviou fala as Palavras de Deus; pois não Lhe dá Deus o Espírito por medida.” João 3:34“À universal Assembleia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados; E a Jesus, o Mediador de uma Nova Aliança, e ao Sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel.” Hebreus 12:22-24

Soundbite
Falta de água em Almada: de quem é a culpa

Soundbite

Play Episode Listen Later Jul 9, 2026 8:18


Depois de vários dias com cortes de longas horas no abastecimento, a falta de água em Almada tornou-se um caso nacional. Esta quinta-feira, a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, e a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, justificaram os problemas com o aumento “inesperado” do consumo, e anunciaram que um novo furo vai estar a funcionar até ao fim-de-semana e que um outro está em processo. O PSD e o Livre entregaram na Assembleia da República requerimentos para a realização de audições urgentes sobre as sucessivas falhas no abastecimento. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Artes
Colectivo de Rappers guineenses ‘Fartudibos' lança 1° álbum intitulado 'Sissoco Na Kai'

Artes

Play Episode Listen Later Jul 2, 2026 27:10


O colectivo de rappers guineenses ‘Fartudibos' acaba de lançar em Junho o seu primeiro álbum intitulado ‘Sissoco Na Kai ‘. Como os nomes do colectivo e do próprio disco indicam, trata-se aqui de usar o vector da música para abanar as consciências e dar uma visão da situação política da Guiné-Bissau. Fundado em 2023, o colectivo ‘Fartudibos' que reivindica a ausência de qualquer elo com partidos políticos, junta músicos e rappers dispersos por diferentes partes, nomeadamente a França, a Alemanha, o Brasil e Portugal. A RFI falou com dois dos sete membros do colectivo : Jada Imperatriz que vive e trabalha em Portugal, assim como Slim Drácula que mora em Curitiba no Brasil, país para onde foi há quase nove anos. Ao evocar a génese do grupo, este último recorda que o projecto surgiu "num período em que o regime autoritário sangrento buscava calar a todas e todos para encobrir os seus actos criminosos". "Todos nos sentimos convidados, de certa forma, a uma reflexão", conta o artista referindo-se às circunstâncias em que foi convidado a integrar o colectivo. "Como guineense comprometido com a causa social, tornou-se muito preocupante ver o rumo desastroso que a Guiné-Bissau vem tomando desde a época que estava na Guiné-Bissau. (…) Não podia ficar indiferente vendo tudo aquilo acontecendo. Ainda que estou num espaço e tenho uma ferramenta onde eu posso dar a voz para o meu povo, afirmando o meu descontentamento com tudo o que está a acontecer. Por isso, quando recebi esse convite eu me identifiquei logo e aceitei a proposta e seguimos em frente", diz o rapper que revela ter sempre vivido no universo da arte. A morar em Portugal desde 2017, Jada Imperatriz, única mulher do colectivo, trabalha na área da administração em Lisboa. Apesar da distância, continua atenta à vida do seu país. Ao descrever-se como "cidadã consciente", ela refere ter "sempre sentido a necessidade de abordar as coisas que se passavam no país". "No meu ‘stories' escrevia coisas, às vezes fazia ‘freestyle' e punha nas minhas redes sociais. Depois, fui abordada por um colega a perguntar se eu tinha interesse e uma vez que eles compartilhavam a mesma vontade de estar à frente e ser a voz de alguma forma das pessoas que estão no momento, porque nós, como não estamos aí, é diferente a forma como nos atinge, mas não deixam de ser os nossos. Então eu acho que seria um pouco mau da nossa parte tapar os olhos e fingir simplesmente que não se passa nada. Então senti a necessidade de entrar lá e dar o meu contributo da maneira que eu consigo, que é fazendo a arte", diz a rapper. A consciência no exílio Em quase uma década fora do seu país, Jada Imperatriz não voltou a estar na Guiné-Bissau, por considerar que "ainda não é o momento oportuno". Também para Slim Drácula, ainda não chegou a altura de ir novamente ao encontro das suas raízes, mesmo no caso de ter a possibilidade material para tal. "Não sinto que seja muito diferente das pessoas que estavam fora da Guiné-Bissau e foram para lá. Tenho muitos colegas que estavam fora. Foram para lá. Foram perseguidos, raptados, espancados. (…) Por isso prefiro esperar mais um tempo para ver o que é que acontece, se realmente todas as nossas denúncias ao sistema vão construir um caminho menos perigoso para a gente andar para as próximas lutas que a gente tem", justifica. Por estarem dispersos geograficamente, os membros do grupo, não se conhecem todos fisicamente. Isto não os impede de trocar ideias e trabalhar juntos à distância. "Todas as reuniões são feitas online, num espaço de concertação que criámos no WhatsApp. Ali acontece. Todas as reuniões, todas as decisões são tomadas ali, em conjunto. Quanto à produção, nós decidimos não aceitar apoio de nenhuma pessoa claramente alinhada a algum partido político. E todas as músicas foram gravadas com custos próprios. Temos um produtor que faz mixagem e masterização e também faz instrumental, que no caso é o Marlon C. Temos dois editores de vídeos e temos um responsável pelo design. Hoje, com essa tecnologia que a gente tem, ficou muito mais fácil. Mesmo estando em situações geográficas diferentes, a pessoa pode gravar aqui e enviar para o produtor e depois de receber todas as vozes, ele compila tudo numa única música", explica Slim Drácula que, para além de rapper é também um dos editores dos vídeos do grupo. Um álbum marcadamente crítico Após divulgar gradualmente algumas músicas ao longo destes últimos meses, o colectivo lançou o seu álbum na internet no passado mês de Junho. São 17 faixas em que denunciam a situação política do seu país, a corrupção, a pobreza, a violência política, os raptos, espancamentos e assassínios destes últimos anos. Dado o teor fortemente crítico do disco, Jada Imperatriz considera que o seu impacto é abafado pelo medo que o público sente. "A impressão que tenho é que as pessoas ouvem. As pessoas ouvem, tem uns que comentam, mas lá está, existe aquela coisa do medo, do medo de partilhar, do medo do ouvir em público. Aqui (em Portugal) não. Mas na Guiné-Bissau, por exemplo, tem familiares e amigos que dizem ouvir a vossa música. ‘Interessante, mas eu não posso partilhar ou eu não posso ouvir em público.' Ou ‘Tu não podes voltar para o país por teres cantado isto'. Então existe sempre um bocadinho de receio nas pessoas partilharem o álbum ou partilharem as nossas músicas", descreve a artista. Esta análise é partilhada por Slim Drácula. "Por ser um um trabalho de denúncia para um país onde a liberdade de expressão é negada, nós recebemos feedback mais direto das pessoas que nos conhecem. Alguns vêm dizendo ‘Por favor, afasta-te disso. Tu és um jovem, um jovem talentoso. Tem muitas coisas para fazer, então não vale a pena denunciar esse sistema'. E tem alguns que ouvem, aplaudem dizendo ‘Sim, senhor, vale a pena'. E entre todo esse universo também do feedback que nós recebemos e ainda estamos a receber, em termos de consumo e de partilha do trabalho, entendemos que muitas pessoas ainda têm receio de partilhar ou consumir em público, sobretudo pelo conteúdo que o álbum tem", considera. Enquanto Slim Drácula admite ter recebido pressões indirectas no sentido de não expressar a sua opinião publicamente, Jada Imperatriz refere ter optado por bloquear as mensagens nas redes sociais. Uma esperança adiada Questionada sobre a situação vigente desde a desestabilização militar do final do ano passado, com a instalação de um governo de transição, as detenções de vozes de oposição, a perspectiva de presidenciais em Dezembro, assim como um possível referendo sobre a Constituição da Guiné-Bissau, Jada Imperatriz mostra-se pouco optimista. "Eu acho que estamos a sair do mau para o pior, porque o Sissoco não está lá fisicamente, mas ele está na mesma. Porque o comando militar que assumiu esta farsa do golpe, isto tudo é uma coisa planeada. Então está a piorar. O comando militar está a fazer o que bem entende. As pessoas não conseguem falar e isto de mexerem com a Constituição é um absurdo", lamenta a artista para quem a comunidade internacional pouco fez para ajudar a Guiné-Bissau. "A impressão que tenho é que embora a CEDEAO já tenha lá ido e tenha havido intervenções também de Portugal, eu sinto que estamos sozinhos e este problema é nosso e nós é que temos que resolver", comenta. O activismo através da arte, um salto no escuro Sobre a experiência do activismo através da música, Jada Imperatriz reconhece estar assustada. "Sou mãe de dois meninos pequeninos e tenho sempre os familiares a dizer que ‘não estou a fazer bem. Estou a pôr em risco a minha família, Estou a arriscar-me imenso. Isto nunca vai mudar. Não há nada a ser feito. Isto sempre foi assim'. Mas eu acredito o contrário. Então eu sinto quando faço alguma coisa, embora sinta medo, mas faço na mesma, porque eu não quero sentir que estou a trair a minha nação. Não quero sentir que estou a aplaudir com o meu silêncio o opressor. Porque eu acho que é mais insatisfatório para mim sentir isso do que sentir medo. Então esta experiência está a ser boa. Estou a compartilhar com pessoas que acreditam no mesmo que eu", conclui. Slim Drácula também não vive essa experiência de forma serena. Todavia, para ele, o importante é fazer passar mensagens. "Para mim, está sendo uma experiência muito dolorosa. A Guiné-Bissau faz mais de meio século de independência e em todo esse tempo vivenciamos muitas situações em que o povo pedia o básico. O governo prometia. Não cumpria. Não fazia praticamente nada. Nem as justificativas eram convincentes. E o povo vive mal o tempo todo. Então, ser um activista usando a música, para mim dói muito. De sentar, pegar na folha e caneta, escrever sobre uma coisa básica e, sobretudo, ver que aquela situação poderia ser resolvida, sobretudo se o ministro decidir não comprar carros para ir agradar os deputados na Assembleia, ao escrever sobre esse tipo de situação, dá uma raiva e essa raiva cansa e dá uma tristeza enorme. Essa tristeza cansa. Por isso que eu falo que é uma experiência muito horrível. Agora me alegra também que a minha mensagem chegue ao meu povo. E não sou mais um que ficou preso numa caixinha, comportando e agindo de acordo com o que é que o sistema espera de nós", remata Slim Drácula. Podem ouvir o álbum de Fartudibos aqui : https://www.youtube.com/watch?v=ZQrtmhx9aKU&list=PLcp-0zXmNItxrDtlHmfQztBaqMTILbg4B&index=1

Palavra Amiga do Bispo Macedo
À Universal Assembleia e Igreja dos Primogênitos... - Meditação Matinal 26/06/26

Palavra Amiga do Bispo Macedo

Play Episode Listen Later Jun 26, 2026 12:24


“Mas chegastes ao Monte Sião, e à Cidade do Deus Vivo, à Jerusalém Celestial, e aos muitos milhares de anjos;À Universal Assembleia e Igreja dos Primogênitos, que estão inscritos nos Céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados;E a Jesus, o Mediador de uma Nova Aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel.” Hebreus 12:22-24

Jorge Borges
Município, escola ou Ministério? A recomendação do CNE sobre quem decide o quê na educação

Jorge Borges

Play Episode Listen Later Jun 26, 2026 8:58


Como toda a recomendação do CNE, este documento não obriga ninguém a nada. A sua força está na autoridade técnica e na audição alargada que o sustentam, não na lei. O que vier a acontecer depende agora do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, da Assembleia da República e, no terreno, de cada município e de cada agrupamento de escolas. Sete anos depois do início deste processo, a recomendação do CNE tem o mérito de dizer, com clareza pouco habitual em documentos deste tipo, que a descentralização não é um fim em si mesma — só vale a pena se servir a equidade e a qualidade da escola pública, e não o contrário. Resta saber se essa clareza chegará às próximas decisões políticas com a mesma nitidez com que chegou ao papel.

FECOAGRO/SC - Programa de Rádio
AGRONEGÓCIO HOJE 24-06-2026

FECOAGRO/SC - Programa de Rádio

Play Episode Listen Later Jun 23, 2026 11:41


*Fique bem-informado com as notícias do Programa Agronegócio Hoje de 24/06/2026.*   

Política em Foco
Assembleia promulga lei que beneficia municípios do RN

Política em Foco

Play Episode Listen Later Jun 23, 2026 1:44


Assembleia promulga lei que beneficia municípios do RN

Expresso - Expresso da Meia-Noite
O PSD e o balde de água fria da lei laboral

Expresso - Expresso da Meia-Noite

Play Episode Listen Later Jun 20, 2026 44:15


Congresso do PSD este fim de semana em Anadia com o guião reescrito de urgência. O chumbo do pacote laboral, a sombra de Pedro Passos Coelho e sondagens que colocam o partido em segundo lugar. Neste episódio do Expresso da Meia Noite, o debate centrou-se no chumbo da reforma laboral na Assembleia da República, após o Chega, liderado por André Ventura, recuar no apoio ao PSD. Alexandre Poço, vice-presidente do PSD, admitiu a surpresa com o resultado e defendeu a estratégia do partido. Maria João Avillez e David Dinis criticaram a falta de ambição do governo e alertaram para os riscos de o PSD adotar temas associados ao Chega. O debate abordou ainda o congresso antecipado do PSD e as dificuldades de governar sem maioria absoluta.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Rádio Assembleia - ALMG Novidades
Assembleia Fiscaliza - Prevenção a extremos climáticos preocupa parlamentares

Rádio Assembleia - ALMG Novidades

Play Episode Listen Later Jun 19, 2026 3:05


Na prestação de contas do governo, os deputados cobraram ainda a valorização dos servidores da área ambiental.

Rádio Assembleia - ALMG Novidades
Assembleia Fiscaliza - Bons indicadores econômicos e desafios fiscais marcam mais uma prestação de contas

Rádio Assembleia - ALMG Novidades

Play Episode Listen Later Jun 18, 2026 3:36


Deputados e representantes do Executivo discutiram geração de empregos, expansão da energia solar, incentivos fiscais, dívida estadual e apoio a setores estratégicos da economia mineira.

Rádio Assembleia - ALMG Novidades
Assembleia Fiscaliza - Deputados cobram do Executivo políticas públicas para habitação, esporte e defesa das mulheres

Rádio Assembleia - ALMG Novidades

Play Episode Listen Later Jun 18, 2026 5:28


A audiência, com a participação do gestor da pasta do desenvolvimento social, faz parte da prestação de contas ao Legislativo mineiro.

Rádio Assembleia - ALMG Novidades
Assembleia Fiscaliza - Recorde no agro não impede produtor endividado

Rádio Assembleia - ALMG Novidades

Play Episode Listen Later Jun 17, 2026 3:51


O agronegócio mineiro atinge a marca histórica em exportações, mas deputados alertam para o risco de falência no campo e cobram medidas urgentes de socorro financeiro para os produtores rurais.

Rádio Assembleia - ALMG Novidades
Assembleia Fiscaliza: Bloqueio de recursos e falta de investimentos na cultura são criticados

Rádio Assembleia - ALMG Novidades

Play Episode Listen Later Jun 17, 2026 4:43


Governo destacou crescimento do turismo e da economia criativa, mas parlamentares apontaram contingenciamento no Fundo Estadual de Cultura e falhas na execução da Lei Aldir Blanc.

Rádio Assembleia - ALMG Novidades
Assembleia Fiscaliza: Deputados alertam que baixo efetivo pode atrapalhar atuação do CBMMG

Rádio Assembleia - ALMG Novidades

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 4:56


Durante prestação de contas na Assembleia, parlamentares destacam trabalho da corporação em desastres climáticos e alertam para deficit de pessoal.

Rádio Assembleia - ALMG Novidades
Assembleia Fiscaliza - Comando da PM ressalta a inclusão de 3,3 mil novos policiais

Rádio Assembleia - ALMG Novidades

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 4:03


Parlamentares defendem reforço do efetivo policial nos municípios que estão na divisa com outros estados.

Rádio Assembleia - ALMG Novidades
Fortalecimento de defesas civis municipais é defendida no Assembleia Fiscaliza

Rádio Assembleia - ALMG Novidades

Play Episode Listen Later Jun 16, 2026 3:20


Boletim da ALMG - Edição n.º 6448

Rádio Assembleia - ALMG Novidades
Assembleia realiza novo ciclo de prestação de contas do governo

Rádio Assembleia - ALMG Novidades

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 2:15


Rádio Assembleia - ALMG Novidades
Secretários e outros gestores estaduais prestam esclarecimentos aos parlamentares

Rádio Assembleia - ALMG Novidades

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 2:12


As reuniões fazem parte do novo ciclo de prestação de contas do governo na Assembleia.

Soundbite
Seguro e o veto à proibição homofóbica das bandeiras LGBT

Soundbite

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 13:43


Naquele que é o primeiro veto político desde que chegou a Belém, António José Seguro invoca o hastear de bandeiras de “causas humanitárias” — como a paz, os direitos humanos ou a protecção do clima — como argumento para travar o diploma, aprovado no Parlamento, que impõe que só bandeiras institucionais possam ser hasteadas em edifícios públicos. O Presidente da República considera também que “os conceitos de ‘bandeira ideológica’ e de ‘bandeira associativa’ não se encontram definidos” no decreto da Assembleia da República. Neste Soundbite olhamos também para o discurso do Presidente da República no seu primeiro 10 de Junho em funções.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Política em Foco
Assembleia do RN derruba o veto da governadora no projeto do ICMS para prefeituras

Política em Foco

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 2:53


Assembleia do RN derruba o veto da governadora no projeto do ICMS para prefeituras

Em directo da redacção
Activista denuncia que morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” em França

Em directo da redacção

Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 13:31


Em França, a morte de Lyhanna, uma menina de 11 anos, está a gerar uma mobilização contra a lentidão da justiça em tratar os crimes sexuais contra crianças. O suspeito da sua morte acumulava outras denúncias de violações e abusos de menores, mas nunca foi interrogado pelas autoridades. A activista Luísa Semedo denuncia um “escândalo de Estado” que “mete a nu muitas deficiências do Estado” francês, sublinha que “a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França” e que apenas 3% dos agressores são condenados. A investigadora associa-se à mobilização que pede a adopção de uma Lei Integral de combate aos crimes sexuais e acredita que “uma parte da sociedade está a acordar”. Esta segunda-feira, houve manifestações em várias cidades francesas para expressar a revolta colectiva pela morte de Lyhanna e para protestar contra as falhas da Justiça e do Estado francês no que toca à protecção das crianças contra crimes sexuais. Esta quinta-feira, a indignação e a revolta chegaram ao jornal português Público com uma crónica da activista Luísa Semedo, que começa assim: “Em França, a cada três minutos, o tempo de leitura desta crónica, uma criança é vítima de agressão sexual e apenas 3% das denúncias de violação de menores resultam em condenação.” [Os números “abissais” da violência sexual sobre crianças são da Comissão [francesa] Independente sobre Incesto e Violências Sexuais contra Crianças (Ciivise).] Conversámos com Luísa Semedo, investigadora em Filosofia Política e Ética; que olha para a morte de Lyhanna como “a ponta do iceberg” daquilo que denuncia como “um escândalo de Estado”. “É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este o suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido”, explica, por telefone, à RFI. Luísa Semedo sublinha que além de ser um “escândalo de Estado”, a morte de mais uma criança alegadamente vítima de um predador sexual revela também “um escândalo da sociedade”, pelo que é urgente “uma mudança de mentalidades”. “Estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa, muitas vezes, dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou com um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa-se, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto”, diz Luísa Semedo. As associações feministas e de protecção da infância reivindicam a adopção de uma Lei Integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres, a qual já tinha sido apresentada por cerca de cem deputados no fim de 2025, mas que nunca foi analisada. Na concentração desta segunda-feira, em frente ao ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, uma conhecida realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em peça de teatro e que também deu um filme - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denunciou uma detenção arbitrária. Nas redes sociais, muitos partilharam as imagens da violenta detenção de Andréa Bescond e ela também publicou fotografias das nódoas negras que daí resultaram. Luísa Semedo também ficou perplexa com o que aconteceu e pergunta-se como é que Andréa Bescond, uma vítima, “foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos nunca foi sequer ouvido”. Por outro lado, Luísa Semedo subscreve o apelo de Andréa Bescond de concentrações pacíficas todas as segundas-feiras, às 19h, diante de todos os tribunais de França até à adopção da Lei Integral de combate às violências sexuais. “Esta Lei Integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos (...) É uma lei cujo objectivo é fazer com que, cada vez que haja um destes casos, não seja considerado só como um ‘fait divers' ou como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema”, acrescenta a investigadora. Esta semana, nos protestos e até na Assembleia francesa, ouviram-se pedidos a exigir a demissão do primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, que rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à justiça - ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Lecornu propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série contra os actuais 20 anos de prisão [para os que chegam a ser julgados] e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas são suficientes? Não, responde Luísa Semedo, sublinhando que a questão principal “não está no número de anos da pena do agressor”, mas no facto de apenas “3% dos casos de agressão sexual serem punidos”. No domingo, o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, assinalou que existem “graves falhas” na gestão do caso do suspeito da morte de Lyhanna, e anunciou que 70 mil queixas envolvendo crimes sexuais contra menores terão de ser examinados até 14 de Julho. Mais uma vez, Luísa Semedo aponta o seu olhar crítico para este anúncio e diz: “Parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países europeus. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado de 'performance', com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Apesar de lamentar que tanto a Justiça, quanto o Estado, quanto a Sociedade tenham falhado até agora, Luísa Semedo acredita que “uma parte da sociedade a acordar”. Por isso deixa também o apelo: “Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”   Luísa Semedo: A morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” e "talvez o início de uma revolução”   RFI: Por que é que decidiu mobilizar-se e escrever num jornal português sobre a morte de Lyhanna? Luísa Semedo, Activista e Investigadora em Filosofia Política e Ética: “Porque em França está a ser uma situação que está a causar imensa emoção e penso que é uma questão que é universal, não é uma questão que é só importante em França, a questão da violência contra as crianças. Parece-me importante também que em Portugal se fale sobre isto porque o que se sente é que há, de facto, uma zona um pouco escondida, a questão do MeToo, da violência em geral e da violência sexual e nomeadamente contra as crianças. É como se fosse uma zona em que o problema é tão grande que parece preferir-se não se ver um problema tão grande. Neste momento, está a rebentar em França com o caso da Liana, ou seja, é a gota de água que fez com que as pessoas saíssem todas para a rua.” Na segunda-feira houve manifestações em várias cidades francesas para exigir medidas e está a haver uma mobilização. O que espera desta mobilização? É possível que algo mude? É preciso um tsunami? Ou, como escreve na crónica no Público, "está-se talvez a viver o início de uma revolução?” “Sim. O que eu espero é que haja uma mudança de mentalidades porque são questões tão estruturais, tão profundas na sociedade, que não é só com pequenas medidas de urgência que se vai lá. Ou seja, é uma questão que necessita que várias soluções sejam postas em prática e uma das mais importantes é talvez uma mudança de mentalidades. Ou seja, olhar para uma criança como uma pessoa é a base, perceber que é uma pessoa que tem um corpo e que tem de ter consentimento em relação ao que lhe fazem. A criança também tem de ter essa consciência e, por isso, as associações pedem muito que haja, por exemplo, uma educação sexual e afectiva nas escolas, que é uma coisa que não existe ou existe de forma muito rudimentar. Ou seja, é toda uma panóplia de soluções que devem ser feitas.” As associações que se têm mobilizado e participado nestes protestos reivindicam a adopção de uma proposta de lei integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres. A Luísa Semedo também fala nesta lei integral na sua crónica. O que é esta lei integral que chegou a ser apresentada no final de 2025 por cerca de 100 deputados, mas que nunca foi analisada? “Esta lei integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos, ou seja, a questão do que é que é a dominação sobre o corpo de outro, o que é o consentimento. São questões que implicam toda a gente e, portanto, também começa na educação. Isso é muito importante. É uma lei cujo objectivo é fazer com que cada vez que haja um destes casos que não seja considerado só como um ‘fait divers', só como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema. E esse sistema tem de ser combatido com esta lei integral que são 78 medidas e que são medidas para enfrentar este caso de frente, ou seja, com várias leis diferentes.” Nos protestos em frente ao Ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em filme e em peça de teatro - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denuncia uma detenção arbitrária. Como é que vê o que aconteceu e vai seguir o apelo dela de manifestar todas as segundas-feiras em frente aos tribunais de França até à Lei Integral de protecção das vítimas de abusos sexuais ser adoptada? “Sim, sem dúvida. Eu sempre que posso tento acompanhar este tipo de acções que me parecem absolutamente importantes e acho que é muito reconfortante até para as vítimas. Eu própria também sou uma sobrevivente, portanto, é sempre muito forte ver estas pessoas mobilizadas. Acho que nos toca a todas as pessoas que foram de alguma forma vítimas de violência e, portanto, sim, sem dúvida. O que aconteceu com a Andréa Bescond foi, de alguma forma, uma intimidação de uma das cabeças da manifestação, que foi acompanhada também, algumas horas antes, pela proibição da manifestação à frente do Ministério da Justiça. O Estado ou o governo dá com uma mão e tira com a outra, ou seja, há ali um discurso que é bastante ambíguo em relação à questão da violência e da violência sexual contra as crianças e contra as mulheres, que já dura há bastantes anos, não é só de agora.” No seu texto escreve “A lei tem um prazo. O trauma não”. O que pode fazer o Estado francês para ajudar as vítimas que vivem com o trauma e para evitar futuras agressões? “Sim, na Lei Integral também é pedido para que haja apoio para as vítimas para as questões do trauma. Muitas das vítimas vivem o que nós chamamos de stress pós-traumático e stress pós-traumático complexo também. É, por exemplo, o acesso a profissionais de saúde da psiquiatria, psicologia e medicamentos. Há todo um acompanhamento que é necessário quando se sofre de stress pós-traumático, por exemplo. É algo que é muito complicado ainda de ter em França. Isso é um dos pedidos também da Lei Integral. Parece-me absolutamente essencial também ver algo que acho que faz parte da Lei Integral, que é a forma como se ouvem as crianças. Ou seja, elas serem ouvidas de forma autónoma dos adultos que, por vezes, são as pessoas que as agridem e portanto, elas terem um local seguro para serem ouvidas, para serem escutadas, para serem levadas a sério.” Ou seja, é todo um dispositivo que muda completamente a forma como nós vemos até agora as vítimas. Por enquanto, os agressores parecem ser mais protegidos do que as vítimas e o objectivo é que esta estrutura mude completamente, ou seja, que o centro da preocupação sejam, de facto, as vítimas e não os agressores.” Depois do que aconteceu, o ministro da Justiça Gérald Darmanin anunciou, no domingo, que 70.000 processos envolvendo violência sexual contra menores deverão ser examinados antes de 14 de Julho. O jornal Libération diz que o poder Executivo francês reconhece erros, mas transfere a responsabilidade da tragédia para a Justiça. Que leitura faz? E é possível estes 70.000 processos serem analisados num mês? “Pois, somente não me parece possível, como me parece que o que for feito vai ser mal feito porque parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado um bocado de 'performance' com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Ouviram-se pedidos a exigir a demissão do Primeiro-Ministro francês, não só nas manifestações, mas também na Assembleia. Sébastien Lecornu rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à Justiça, ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Ele propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série, contra os actuais 20 anos de prisão (para os que chegam a ser julgados) e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas chegam? “Estas medidas não chegam porque há medidas que já existem. O problema é que as medidas não estão a ser cumpridas. Se só há 3% dos casos de agressão que são punidos, não tem nada a ver com a pena ser maior ou mais pequena. O que é importante é que estas pessoas sejam punidas e é importante ouvir as vítimas. Muitas das vítimas dizem: ‘O que nós queremos, o que nos vai fazer ficar em sentir insegurança e sentir reconfortados é que não haja impunidade'. Não se está à espera que haja pena de morte ou castração, ou o que quer que seja de medida cada vez mais espectacular para dar uma impressão de que se está a fazer alguma coisa. Não é isso. O facto é que só 3% de casos de agressão sexual é que são punidos, portanto, a questão está aí e não está nos anos da pena do agressor.” É por isso que fala num “escândalo de Estado” em relação ao caso Lyhanna? “Sim, sim. É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado sim. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido, o que é bastante impressionante. Imagine-se que alguém com este perfil nunca foi ouvido e alguém com o perfil de Andréa Bescond, que é uma sobrevivente, foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos contra ele nunca foi sequer ouvido. Portanto, já se está aqui a ver o contraste entre como é que as pessoas vítimas e activistas são tratadas e os agressores são tratados.” Ou seja, como escreve no artigo, “não houve aqui só uma negligência pontual, nem um simples disfuncionamento, como afirmou o Presidente Macron”, é algo mais vasto? “Sim, sem dúvida é algo mais vasto. Nós estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só mesmo a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa muitas vezes dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e é, de facto, um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto.” A Justiça e o Estado falharam? “Sim. Falharam a Justiça, o Estado, mas a sociedade em geral também está a falhar. Felizmente, o que se está a ver nas ruas é uma parte da sociedade a acordar e a mostrar que não vai deixar passar. Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”

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Activista denuncia que morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” em França

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Play Episode Listen Later Jun 11, 2026 13:31


Em França, a morte de Lyhanna, uma menina de 11 anos, está a gerar uma mobilização contra a lentidão da justiça em tratar os crimes sexuais contra crianças. O suspeito da sua morte acumulava outras denúncias de violações e abusos de menores, mas nunca foi interrogado pelas autoridades. A activista Luísa Semedo denuncia um “escândalo de Estado” que “mete a nu muitas deficiências do Estado” francês, sublinha que “a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França” e que apenas 3% dos agressores são condenados. A investigadora associa-se à mobilização que pede a adopção de uma Lei Integral de combate aos crimes sexuais e acredita que “uma parte da sociedade está a acordar”. Esta segunda-feira, houve manifestações em várias cidades francesas para expressar a revolta colectiva pela morte de Lyhanna e para protestar contra as falhas da Justiça e do Estado francês no que toca à protecção das crianças contra crimes sexuais. Esta quinta-feira, a indignação e a revolta chegaram ao jornal português Público com uma crónica da activista Luísa Semedo, que começa assim: “Em França, a cada três minutos, o tempo de leitura desta crónica, uma criança é vítima de agressão sexual e apenas 3% das denúncias de violação de menores resultam em condenação.” [Os números “abissais” da violência sexual sobre crianças são da Comissão [francesa] Independente sobre Incesto e Violências Sexuais contra Crianças (Ciivise).] Conversámos com Luísa Semedo, investigadora em Filosofia Política e Ética; que olha para a morte de Lyhanna como “a ponta do iceberg” daquilo que denuncia como “um escândalo de Estado”. “É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este o suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido”, explica, por telefone, à RFI. Luísa Semedo sublinha que além de ser um “escândalo de Estado”, a morte de mais uma criança alegadamente vítima de um predador sexual revela também “um escândalo da sociedade”, pelo que é urgente “uma mudança de mentalidades”. “Estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa, muitas vezes, dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou com um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa-se, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto”, diz Luísa Semedo. As associações feministas e de protecção da infância reivindicam a adopção de uma Lei Integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres, a qual já tinha sido apresentada por cerca de cem deputados no fim de 2025, mas que nunca foi analisada. Na concentração desta segunda-feira, em frente ao ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, uma conhecida realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em peça de teatro e que também deu um filme - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denunciou uma detenção arbitrária. Nas redes sociais, muitos partilharam as imagens da violenta detenção de Andréa Bescond e ela também publicou fotografias das nódoas negras que daí resultaram. Luísa Semedo também ficou perplexa com o que aconteceu e pergunta-se como é que Andréa Bescond, uma vítima, “foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos nunca foi sequer ouvido”. Por outro lado, Luísa Semedo subscreve o apelo de Andréa Bescond de concentrações pacíficas todas as segundas-feiras, às 19h, diante de todos os tribunais de França até à adopção da Lei Integral de combate às violências sexuais. “Esta Lei Integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos (...) É uma lei cujo objectivo é fazer com que, cada vez que haja um destes casos, não seja considerado só como um ‘fait divers' ou como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema”, acrescenta a investigadora. Esta semana, nos protestos e até na Assembleia francesa, ouviram-se pedidos a exigir a demissão do primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, que rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à justiça - ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Lecornu propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série contra os actuais 20 anos de prisão [para os que chegam a ser julgados] e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas são suficientes? Não, responde Luísa Semedo, sublinhando que a questão principal “não está no número de anos da pena do agressor”, mas no facto de apenas “3% dos casos de agressão sexual serem punidos”. No domingo, o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, assinalou que existem “graves falhas” na gestão do caso do suspeito da morte de Lyhanna, e anunciou que 70 mil queixas envolvendo crimes sexuais contra menores terão de ser examinados até 14 de Julho. Mais uma vez, Luísa Semedo aponta o seu olhar crítico para este anúncio e diz: “Parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países europeus. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado de 'performance', com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Apesar de lamentar que tanto a Justiça, quanto o Estado, quanto a Sociedade tenham falhado até agora, Luísa Semedo acredita que “uma parte da sociedade a acordar”. Por isso deixa também o apelo: “Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”   Luísa Semedo: A morte de Lyhanna é “um escândalo de Estado” e "talvez o início de uma revolução”   RFI: Por que é que decidiu mobilizar-se e escrever num jornal português sobre a morte de Lyhanna? Luísa Semedo, Activista e Investigadora em Filosofia Política e Ética: “Porque em França está a ser uma situação que está a causar imensa emoção e penso que é uma questão que é universal, não é uma questão que é só importante em França, a questão da violência contra as crianças. Parece-me importante também que em Portugal se fale sobre isto porque o que se sente é que há, de facto, uma zona um pouco escondida, a questão do MeToo, da violência em geral e da violência sexual e nomeadamente contra as crianças. É como se fosse uma zona em que o problema é tão grande que parece preferir-se não se ver um problema tão grande. Neste momento, está a rebentar em França com o caso da Liana, ou seja, é a gota de água que fez com que as pessoas saíssem todas para a rua.” Na segunda-feira houve manifestações em várias cidades francesas para exigir medidas e está a haver uma mobilização. O que espera desta mobilização? É possível que algo mude? É preciso um tsunami? Ou, como escreve na crónica no Público, "está-se talvez a viver o início de uma revolução?” “Sim. O que eu espero é que haja uma mudança de mentalidades porque são questões tão estruturais, tão profundas na sociedade, que não é só com pequenas medidas de urgência que se vai lá. Ou seja, é uma questão que necessita que várias soluções sejam postas em prática e uma das mais importantes é talvez uma mudança de mentalidades. Ou seja, olhar para uma criança como uma pessoa é a base, perceber que é uma pessoa que tem um corpo e que tem de ter consentimento em relação ao que lhe fazem. A criança também tem de ter essa consciência e, por isso, as associações pedem muito que haja, por exemplo, uma educação sexual e afectiva nas escolas, que é uma coisa que não existe ou existe de forma muito rudimentar. Ou seja, é toda uma panóplia de soluções que devem ser feitas.” As associações que se têm mobilizado e participado nestes protestos reivindicam a adopção de uma proposta de lei integral de combate à violência sexual contra crianças e mulheres. A Luísa Semedo também fala nesta lei integral na sua crónica. O que é esta lei integral que chegou a ser apresentada no final de 2025 por cerca de 100 deputados, mas que nunca foi analisada? “Esta lei integral implica vários tipos de vias para tratar esta questão da violência sexual contra as crianças e vai desde questões como a imprescritibilidade, ou seja, que não haja limite de tempo para apresentar queixa. Também aborda questões como a educação nas escolas: são as crianças que têm de ser educadas, mas também os futuros adultos, ou seja, a questão do que é que é a dominação sobre o corpo de outro, o que é o consentimento. São questões que implicam toda a gente e, portanto, também começa na educação. Isso é muito importante. É uma lei cujo objectivo é fazer com que cada vez que haja um destes casos que não seja considerado só como um ‘fait divers', só como um caso pontual ou ‘um disfuncionamento', como disse o [Emmanuel] Macron, mas que faz parte de um sistema. E esse sistema tem de ser combatido com esta lei integral que são 78 medidas e que são medidas para enfrentar este caso de frente, ou seja, com várias leis diferentes.” Nos protestos em frente ao Ministério da Justiça, em Paris, a polícia deteve Andréa Bescond, realizadora e autora de um livro (‘Les chatouilles ou la danse de la colère') - que transformou em filme e em peça de teatro - sobre os abusos sexuais que ela própria sofreu quando era menor. Ela passou a noite na esquadra e denuncia uma detenção arbitrária. Como é que vê o que aconteceu e vai seguir o apelo dela de manifestar todas as segundas-feiras em frente aos tribunais de França até à Lei Integral de protecção das vítimas de abusos sexuais ser adoptada? “Sim, sem dúvida. Eu sempre que posso tento acompanhar este tipo de acções que me parecem absolutamente importantes e acho que é muito reconfortante até para as vítimas. Eu própria também sou uma sobrevivente, portanto, é sempre muito forte ver estas pessoas mobilizadas. Acho que nos toca a todas as pessoas que foram de alguma forma vítimas de violência e, portanto, sim, sem dúvida. O que aconteceu com a Andréa Bescond foi, de alguma forma, uma intimidação de uma das cabeças da manifestação, que foi acompanhada também, algumas horas antes, pela proibição da manifestação à frente do Ministério da Justiça. O Estado ou o governo dá com uma mão e tira com a outra, ou seja, há ali um discurso que é bastante ambíguo em relação à questão da violência e da violência sexual contra as crianças e contra as mulheres, que já dura há bastantes anos, não é só de agora.” No seu texto escreve “A lei tem um prazo. O trauma não”. O que pode fazer o Estado francês para ajudar as vítimas que vivem com o trauma e para evitar futuras agressões? “Sim, na Lei Integral também é pedido para que haja apoio para as vítimas para as questões do trauma. Muitas das vítimas vivem o que nós chamamos de stress pós-traumático e stress pós-traumático complexo também. É, por exemplo, o acesso a profissionais de saúde da psiquiatria, psicologia e medicamentos. Há todo um acompanhamento que é necessário quando se sofre de stress pós-traumático, por exemplo. É algo que é muito complicado ainda de ter em França. Isso é um dos pedidos também da Lei Integral. Parece-me absolutamente essencial também ver algo que acho que faz parte da Lei Integral, que é a forma como se ouvem as crianças. Ou seja, elas serem ouvidas de forma autónoma dos adultos que, por vezes, são as pessoas que as agridem e portanto, elas terem um local seguro para serem ouvidas, para serem escutadas, para serem levadas a sério.” Ou seja, é todo um dispositivo que muda completamente a forma como nós vemos até agora as vítimas. Por enquanto, os agressores parecem ser mais protegidos do que as vítimas e o objectivo é que esta estrutura mude completamente, ou seja, que o centro da preocupação sejam, de facto, as vítimas e não os agressores.” Depois do que aconteceu, o ministro da Justiça Gérald Darmanin anunciou, no domingo, que 70.000 processos envolvendo violência sexual contra menores deverão ser examinados antes de 14 de Julho. O jornal Libération diz que o poder Executivo francês reconhece erros, mas transfere a responsabilidade da tragédia para a Justiça. Que leitura faz? E é possível estes 70.000 processos serem analisados num mês? “Pois, somente não me parece possível, como me parece que o que for feito vai ser mal feito porque parece até humanamente impossível, tendo em conta que um dos problemas em França é justamente, em relação à União Europeia, a França ter menos meios, por exemplo, em procuradores do que no resto dos países. Ou seja, há um problema também de meios que não vêm directamente da culpa de magistrados ou dos serviços da Justiça. Vem do Estado em geral e dos meios que são dados a estas questões e das prioridades também que estão em cima da mesa. Por exemplo, a formação de polícias é algo que é importante e também não é feito. O que este caso está a revelar é, de facto, todas as insuficiências do Estado em relação a esta questão, que é uma questão que é multifactorial e que não é só uma questão de magistrados ou só uma questão de ir ver cada caso. Claro que é importante ver cada caso e acho muito bem que se faça, mas não com este lado um bocado de 'performance' com uma data, como se fosse uma espécie de concurso. Até acho indecente e de mau gosto porque há um lado de 'performance' que não tem nada a ver com a seriedade do tema.” Ouviram-se pedidos a exigir a demissão do Primeiro-Ministro francês, não só nas manifestações, mas também na Assembleia. Sébastien Lecornu rejeita deixar o cargo e aponta o dedo à Justiça, ainda que o governo francês seja acusado de ter feito cortes no sector. Ele propôs a possibilidade de uma pena de prisão perpétua para os violadores em série, contra os actuais 20 anos de prisão (para os que chegam a ser julgados) e disse querer que os inquéritos relativos a crimes contra menores sejam feitos em menos de três meses. Estas medidas chegam? “Estas medidas não chegam porque há medidas que já existem. O problema é que as medidas não estão a ser cumpridas. Se só há 3% dos casos de agressão que são punidos, não tem nada a ver com a pena ser maior ou mais pequena. O que é importante é que estas pessoas sejam punidas e é importante ouvir as vítimas. Muitas das vítimas dizem: ‘O que nós queremos, o que nos vai fazer ficar em sentir insegurança e sentir reconfortados é que não haja impunidade'. Não se está à espera que haja pena de morte ou castração, ou o que quer que seja de medida cada vez mais espectacular para dar uma impressão de que se está a fazer alguma coisa. Não é isso. O facto é que só 3% de casos de agressão sexual é que são punidos, portanto, a questão está aí e não está nos anos da pena do agressor.” É por isso que fala num “escândalo de Estado” em relação ao caso Lyhanna? “Sim, sim. É um escândalo de Estado porque mete a nu muitas deficiências do Estado, justamente a vários níveis, quer seja no nível judicial, na polícia, a nível das leis, a nível dos apoios sociais, dos apoios médicos, da educação, ou seja, como é que toda a estrutura está a falhar às pessoas que são vítimas. Portanto, é de facto um escândalo de Estado sim. A questão que aqui se coloca não é só o que aconteceu com Lyhanna, é o facto de ter havido, durante mais de dez anos, queixas contra este suspeito que nunca foram levadas a sério e ele nunca foi ouvido, o que é bastante impressionante. Imagine-se que alguém com este perfil nunca foi ouvido e alguém com o perfil de Andréa Bescond, que é uma sobrevivente, foi detida e passou toda a noite na prisão, enquanto um agressor com queixas há dez anos contra ele nunca foi sequer ouvido. Portanto, já se está aqui a ver o contraste entre como é que as pessoas vítimas e activistas são tratadas e os agressores são tratados.” Ou seja, como escreve no artigo, “não houve aqui só uma negligência pontual, nem um simples disfuncionamento, como afirmou o Presidente Macron”, é algo mais vasto? “Sim, sem dúvida é algo mais vasto. Nós estamos a falar de 3% de pessoas condenadas. Estamos a falar também que a cada três minutos há uma criança que é agredida sexualmente em França. Estes números são absolutamente abissais, por isso é que cada caso que aparece é só mesmo a ponta do iceberg. As pessoas que se estão a mobilizar sabem disso e querem que haja visibilidade sobre esta situação porque é uma situação que é absolutamente grave, que se passa muitas vezes dentro de casa ou muitas vezes com pessoas que são muito próximas. Não se trata de casos que se passam na rua, num canto escuro com um estranho ou um estrangeiro - como nos quer fazer acreditar a extrema-direita. Não. Passa, sim, dentro de casa. Passa-se na escola. É uma catástrofe e é, de facto, um escândalo. É um escândalo de Estado. É um escândalo da sociedade. Felizmente, há uma parte da sociedade que acordou para isto.” A Justiça e o Estado falharam? “Sim. Falharam a Justiça, o Estado, mas a sociedade em geral também está a falhar. Felizmente, o que se está a ver nas ruas é uma parte da sociedade a acordar e a mostrar que não vai deixar passar. Eu acho que o apelo de se juntar todas as segundas-feiras vai ao encontro disso, ou seja, é dizer NÃO, há uma parte da sociedade que não vai deixar passar. Isto foi a gota de água. O Estado falhou. A sociedade também ainda não está completamente consciencializada para o problema, mas há uma parte que está e que vai continuar a lutar.”

Vida em França
"Estamos todos no mesmo Mundo, Terra, Pátria"- Álvaro Vasconcelos

Vida em França

Play Episode Listen Later Jun 10, 2026 40:47


Foi apresentado em finais de Maio em Paris, o terceiro e último volume do livro "Memórias em tempo de amnésia" de Álvaro Vasconcelos, especialista de relações internacionais e voz bem conhecida das nossas antenas. Nesta obra em três partes, o autor relata as épocas que atravessou, o salazarismo, o colonialismo português em África, nomeadamente em Moçambique onde viveu, os anos de militância política na África do Sul, em França e em seguida em Portugal, onde regressou na altura do 25 de Abril. No terceiro volume das suas memórias intitulado "O futuro para além do apocalipse", Álvaro Vasconcelos recorda a conquista da independência das ex-colónias, assim como os primórdios da democratização de Portugal e a sua adesão à União Europeia. O antigo director do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia e fundador em Portugal do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais também evoca a viragem autoritária a que se assiste actualmente em várias partes do mundo, a que ele chama de «brutalismo» e que tem a ver com a corrente 'tecno-totalitarista', encabeçada nomeadamente por alguns magnatas da Silicon Valley. Álvaro Vasconcelos fala também da urgência ambiental, da urgência de não nos esquecermos que somos humanos, numa época em que tendemos a colocar tudo nas mãos da Inteligência Artificial. No fundo, ele fala da urgência de pensarmos. Neste livro denso que é uma chamada de atenção, ele começa cada capítulo com uma espécie de guião de filme e fala com um gosto não dissimulado de todas as fitas que o fizeram reflectir de outra forma sobre o mundo, porque este texto, ainda mais do que os anteriores, é uma declaração de amor à sétima arte. E evidentemente não podíamos deixar de falar -antes de mais- da importância que o cinema tem para Álvaro Vasconcelos. "O cinema é algo que me formou porque eu vivia na África colonial, na Beira, em Moçambique. E como era lá no fundo do Império, a ditadura era certamente muito mais suave para os brancos, para os negros era mais brutal do que em Portugal era para os portugueses. E os brancos da cidade da Beira, onde eu vivia, tinham acesso ao Cineclube da Beira, às grandes obras do cinema mundial, por exemplo, nós vimos o ‘Couraçado Potemkin', que em Portugal era absolutamente proibido. (…) E como o cinema, começamos a vê-lo mesmo muito, desde muitos miúdos, não só nos cineclubes, os cinemas eram a maravilha da época, era aquilo que nos educava, nos abria novos horizontes, que nos fazia rir com Charlot, com os irmãos Marx, que nos ensinava os problemas graves do mundo, como ‘Hiroshima mon amour', o neo-realismo italiano, ‘Os ladrões de bicicletas', etc. Evidentemente que o cinema teve para a minha geração e em particular para aquela que viveu no Império, mas não só, também também em Portugal, um impacto enorme, portanto, foi formativo. E ao escrever o último livro da minha trilogia, senti a necessidade de fazer um livro que fosse mais de reflexão que apenas descritivo da minha vida e de reflexão. Não sou filósofo, portanto, não podia ser uma reflexão filosófica. Mas era uma reflexão à volta das ideias que são veiculadas pelo cinema, que foram veiculadas pela grande literatura que eu li desde miúdo, que sempre me apaixonou e continuo a ler e que me ensinou imenso sobre o mundo. Eu descobri muitas coisas no cinema e na literatura que não era capaz de descobrir com o mesmo grau de profundidade dos ensaios", explica o autor. Nas suas memórias, Álvaro Vasconcelos fala da época colonial e também de uma descolonização das mentes que ainda não foi totalmente feita. "Em África, descobri a violência colonial e que a palmatória é um símbolo absoluto dessa violência. Palmatória com que iam castigar os empregados negros por coisas, não importa o quê. Mas mesmo que fossem coisas graves, era a mesma palmatória que era usada contra os escravos, como eu vi no Museu Afro-Brasileiro, em São Paulo. Infelizmente não temos em Portugal, nenhum museu sobre a escravatura. Temos um pequeno museu em Lagos, mas não temos um grande museu, como têm os brasileiros. E essa palmatória era usada também pelo professor primário para nos manter. Identifico a violência brutal de que era vítima pelo professor primário, que tinha um poder absoluto sobre mim, com a violência, de que eram vítimas os negros, que não tinham direitos nenhuns, nem direito à vida. E para que isso pudesse ter acontecido, foi preciso criar uma narrativa de que eles não eram gente civilizada. E essa narrativa perdurou no pós 25 de Abril, porque nunca se fez um trabalho verdadeiro de descolonização das mentalidades. E hoje, quando os imigrantes são tratados como são tratados com desumanidade, é porque não são considerados humanos iguais a nós. E como não são considerados humanos iguais a nós, podem ser vítimas da arbitrariedade. Não têm os direitos iguais. Isso é uma questão fundamental", considera o estudioso. "Quando se deu o 25 de Abril, podia-se ter feito uma coisa extraordinária e teria ficado para a história. Era considerar que toda a gente que reside em Portugal tem os mesmos direitos. Há um país no mundo em que isso, pelo menos já acontece, que é na Nova Zelândia. E, portanto, se os imigrantes tivessem o direito do voto, seriam tratados de forma completamente diferente ", diz ao referir que, em vez disso, "são vítimas da desigualdade mais absurda da escravatura às vezes da violência da morte no Mediterrâneo. Em vez de irem socorrer, acham que é uma forma dissuasiva que eles morram no Mediterrâneo. Isso, evidentemente, é feito posto em prática por políticos democráticos, mas evidentemente que estão a abrir o caminho à extrema-direita que fará disso uma doutrina de poder." No capítulo que reserva a estes aspectos, o autor escreve que “o silêncio sobre a verdadeira natureza do colonialismo é um dos grandes fracassos da democracia portuguesa” e que “a Europa assumir que o colonialismo foi um crime contra a humanidade tornaria o seu discurso sobre a democracia muito mais legítimo.” "O 25 de Abril foi uma revolução extraordinária. Libertou os portugueses da ditadura e criou um sistema de liberdades públicas, de Estado de Direito. Isso deve ser sublinhado e eu sublinho no livro, porque é único no século XX, uma revolução que não foi só uma libertação, mas trouxe a liberdade. Podemos pensar, por exemplo, que a Revolução de Outubro libertou os russos do Czarismo, que era um regime terrível. Mas não construiu um regime de liberdade. Isso aconteceu em Portugal. Simplesmente, Portugal era ao mesmo tempo uma ditadura e um império. E quando se construiu a democracia, fez-se um trabalho mais ou menos profundo sobre o que era a ditadura, o que é que era o fascismo. Existem vários museus, o Museu do Aljube, um museu em Peniche, existe um trabalho de memória. Existem nos livros de História. Conta-se o 25 de Abril, todo esse passado ditatorial. As pessoas sabem que houve a tortura, que havia a PIDE, que as pessoas não tinham direito à palavra. Tudo isso faz parte da memória colectiva dos portugueses", constata Álvaro Vasconcelos. "O que não se fez nenhum trabalho. O que é que era o colonialismo? Não se explicou o que é que era a tortura em África, o que era o trabalho forçado. Qual era a origem que isso tinha na escravatura? Manteve-se um mito do lusotropicalismo, ou seja, que Portugal tinha contribuído para criar um mundo diferente, um mundo não racista, um mundo multiétnico. Até se dizia isso : ‘Deus criou os homens e os portugueses criaram as mulatas' escondendo que as mulatas nasciam muitas vezes de actos de violação absoluta, porque as mulheres negras não tinham direitos e, portanto, o senhor tinha um direito de pernada sobre a mulher negra. Isso acontecia frequentemente. Eu, aliás, entrevistei para um dos meus livros uma senhora africana que conta exactamente a história de uma mulher que, depois do 25 de Abril, andava à procura do homem branco, que tinha sido o pai dos seus filhos e que o homem branco tinha desaparecido. Tinha regressado a Portugal e que nunca mais soube dele. E as crianças queriam conhecer o pai. Mas isto é um caso de uma pessoa que se movimentou. A maior parte das vezes ficaram e são vítimas de toda a discriminação. Isso é o aspecto em que o 25 de Abril não fez esse trabalho", diz o politólogo. "Quando em Portugal surge um movimento de sociedade civil poderoso, hoje formado por intelectuais afro-descendentes que defendem o direito à igualdade, que tem voz no espaço público, quando nos lembramos, por exemplo, da Joacine Katar Moreira que foi deputada na Assembleia da República, a campanha racista contra ela. No Parlamento, a extrema-direita dizia ‘Volta para o teu país'. Estou a falar numa deputada, membro do Parlamento. Mas depois as intelectuais todas que são superactivas na sociedade portuguesa, que é aquilo que há hoje de mais vibrante na sociedade portuguesa, mais criativo. Publicam, fazem filmes como a Pocas Pascoal e outros. Ainda recentemente a Kitty Furtado organizou na Gulbenkian um ciclo sobre o cinema africano produzido em Portugal, com numerosos filmes, numerosos realizadores. Portanto, na Bienal de Veneza, há dois anos, a representação de Portugal foram artistas negros. Portanto, temos um movimento extraordinário. Esse movimento choca com esta mentalidade dominante. E então são acusados de serem ‘wokistas'. ‘Wokistas, quer dizer que são pessoas com consciência", sublinha o universitário. Relativamente às lições que se podem tirar do pós 25 de Abril, Álvaro Vasconcelos faz um balanço agridoce : apesar de considerar que “os seus objectivos essenciais foram atingidos: liberdade, fim do colonialismo e um estado inspirado nos modelos sociais europeus”, ele constara que “o que triunfou não foram os mecanismos que permitiriam compatibilizar a democracia liberal com o desejo de participação dos cidadãos (...) com o tempo, os partidos tornaram-se organizações fechadas (...) foram-se impondo como actores únicos do sistema politico”. "Portugal fez uma revolução que permitiu a existência de partidos políticos que não existiam antes. Mas a revolução, no momento em que ela aconteceu, despertou uma vontade de participação enorme na sociedade portuguesa. Todos os portugueses queriam participar na vida política pública. Eu próprio participei na criação de um jornal que era a voz do trabalhador e aquilo vendia-se como pãezinhos quentes. Quer dizer, toda a gente cria jornais. Toda a gente queria ler. Toda a gente fazia um pequeno comício. Enchiam-se de pessoas. Criaram-se cooperativas, associações de bairro, associações, moradores, associações agrícolas, movimentos cooperativos por todo o lado. Ao mesmo tempo, os partidos políticos foram-se consolidando como forças dominantes da sociedade portuguesa. E esses movimentos participativos foram vistos pelos partidos que acabaram por triunfar como movimentos que eram contrários à consolidação da democracia representativa liberal, como havia no resto da Europa. E foram desaparecendo. E o sistema político português ficou concentrado nos partidos políticos. Esses anos todos passaram e as pessoas hoje, como têm acesso às redes sociais, já têm outra forma de expressão, sem passar pelos partidos políticos. Exprimem-se nas redes sociais. Muitas vezes, o que dizem alguns? Nós não gostamos nada. Mas outras coisas dizem coisas correctas. Estes movimentos que eu referi, ecológicos, anti-racistas, de solidariedade social, também usam as redes sociais. Mas há muita gente que usa as redes sociais e que diz coisas horríveis. Mas não interessa, diz. Acha que tem direito à palavra. E acha que os partidos não dão direito à palavra. Então vão atrás de um demagogo que diz ‘Eu dou vos a palavra. Eles não vos dão a palavra'. Os partidos políticos são organizações fechadas. Em Portugal nunca se fez a regionalização, porque os partidos acharam que aquilo era fugir ao controlo central dos partidos de Lisboa. Era abrir o controlo da sociedade a nível regional. E tudo isso foi enfraquecendo a democracia portuguesa", comenta. “Foi nas redes sociais, espaço sem regras, que descobri que estávamos perante um brutalismo neofascista. O significado das palavras e a verdade deixaram de ser facilmente reconhecíveis. O algoritmo privilegia a violência verbal, exponencia o número de visões e partilhas. Acreditei – e escrevi –, depois das revoluções árabes de 2011, que as redes sociais tinham potencial de empoderamento dos cidadãos e poderiam ser um factor de emancipação democrática, mas hoje sou obrigado a constatar que não tive em conta a capacidade de manipulação, seja pelos algoritmos ou ainda mais pela IA, dos Estados e grupos que controlam as empresas da indústria do mundo virtual", escreve Álvaro Vasconcelos no capítulo que dedica ao regresso do que chama de 'brutalismo'. "A nível europeu, nós não podemos separar de um fenómeno mundial, que é aquilo que atravessa bastante o meu livro, que é a ideia do colapso do pensamento. E esse colapso do pensamento. O que significa que quando os homens deixam de pensar, diz Hannah Arendt, são capazes dos piores crimes. E esses homens são capazes dos piores crimes. E o homem banal, o homem comum que pode seguir um líder que vai destruir as suas liberdades e a liberdade dos outros. E isso pode se chamar ‘tecno-totalitarismo'. Porquê tecno-totalitarismo? Porque grande parte da economia mundial hoje está a ser dominada pelas grandes empresas tecnológicas. Estamos numa nova revolução tecnológica. E as grandes empresas tecnológicas que dominam a inteligência artificial, que dominam as redes sociais, como o Musk, é o exemplo mais claro, defendem aquilo que eu chamei de ‘tecno-totalitarismo'», explica o autor das "Memórias em tempo de amnésia". "Há uma politóloga francesa, Asma Mhalla que diz que ‘este século não vos proíbe de pensar. Ele ocupa-vos até que já não se saiba como fazer. Isto vem, como eu digo aqui no livro, do desenvolvimento da Inteligência artificial. O desenvolvimento da inteligência artificial cria um mundo onde os humanos deixam de pensar. A banalidade do mal passa a ser a norma. Isso acontece em muitos actos quotidianos. Quando recorremos à inteligência artificial para tomarmos decisões. Quando manipulados por algoritmos, ficamos de tal forma hipnotizados que somos levados a acreditar nos líderes populistas como Trump, como Bardella em França como em Portugal, o André Ventura, como Bolsonaro no Brasil", diz Álvaro Vasconcelos. "Há um aspecto deste ‘tecno-totalitarismo' que também nos deve inquietar, que é menos presente em França, mas está presente em muitos países, que é a relação dele com uma determinada corrente religiosa. Ele é religioso na sua essência, porque ao mesmo tempo, fala de Apocalipse, destruição do mundo pelo aquecimento global, pela guerra nuclear e está a propor uma solução tecnológica para estes problemas. Ora, isto é típico da crença religiosa. A ideia do Apocalipse, se pensarmos no apoio dos evangélicos americanos a Trump e em cenas em que Trump se reúne com os evangélicos e os evangélicos rezam na Casa Branca a volta do Trump ou quando o Bolsonaro tomou posse rodeado pelos evangélicos, a primeira coisa que fizeram, foi um ato religioso. (…) Vemos que o ‘tecno-totalitarismo' muitas vezes é também uma ‘tecno-teocracia'. E, portanto, esse problema, que é um problema mundial, que é da criação do mundo em que os homens deixam de pensar, a inteligência artificial substitui o pensamento humano. É um mundo em que o brutalismo, que é o tema do meu livro, se torna possível. É possível que o Trump decida destruir o Irão, que o Netanyahu faça o genocídio de Gaza e agora esteja a fazer no Líbano o que fez em Gaza, no sul do Líbano. É exactamente a mesma coisa. Vai destruir o sul do Líbano completamente", diz o especialista em relações internacionais. No capítulo em que aborda o que chama de dever de hospitalidade, Álvaro Vasconcelos considera que é neste aspecto que a Europa pode fazer a diferença "para superar o brutalismo contemporâneo, porque, por um lado, é uma das regiões do mundo onde as democracias ainda resistem ao assalto da extrema‑direita neofascista, e por outro porque a hospitalidade é a essência da sua sobrevivência". "Estamos a falar da União Europeia, a que se podem juntar alguns Estados, como a Noruega, como hoje o Brasil do Lula. Têm a mesma ambição de escapar ao brutalismo de Putin, Trump, Netanyahu, ao ‘tecno-totalitarismo' que domina a China. Verdadeiramente o único sítio do mundo em que ainda há um grupo de Estados que pode e quer resistir é na União Europeia, mas que tem estes aliados muito importantes que tem que procurar no Canadá, já procura no Brasil. Por isso, o acordo com o Mercosul é tão importante, apesar de a Argentina do Milei estar completamente na mesma linha de brutalismo. Mas o Brasil é um país importantíssimo. Na Ásia, o Japão, a Coreia do Sul. (…) Portanto, a Europa é a nossa esperança. Mas para que essa esperança não passe de uma utopia não realizada, para ser uma utopia realizada, é preciso que a Europa integre toda a sua vitalidade num projecto comum, (…) é preciso uma mudança radical de política. Ou seja, é preciso uma política que seja alternativa à política da extrema-direita. Claramente. E o que é que se deve fazer? Os imigrantes que são grande parte da população europeia ou originários na imigração devem ser cidadãos plenos, activos, integrados nas nossas sociedades, dando-lhes o voto. Aqueles que ainda não têm, damos-lhe a palavra, ouvindo-os e tornando as nossas democracias muito mais participativas", preconiza o autor. No seu livro, Álvaro Vasconcelos estabelece um elo directo entre o ‘tecno-totalitarismo', a negação dos direitos de boa parte da humanidade e a destruição do meio ambiente. "Um dos temas que eu acho que é muito importante é a questão do ambiente. Eu, aliás, começo o meu livro com uma citação do Camus que diz ‘A minha geração quis mudar o mundo. Não o mudou, mas pelo menos lutou para preservar o que de melhor tinha sido conquistado'. (…) O aquecimento global está a ser um problema gravíssimo que pode pôr em causa a vida na terra. E aí é lembrarmo-nos de Edgar Morin, um grande pensador. Eu cito Edgar Morin dez ou 15 vezes no meu livro. Ele diz que nós não estamos só perante um mundo que destrói a vida humana. Estamos num mundo em que a globalização foi extremamente destrutiva do ponto de vista económico e social. Criou também a consciência de um destino comum da humanidade a consciência de que estamos todos no mesmo barco. Ou seja, no barco da vida. Nós sabemos que a vida não é eterna. Mas enquanto estamos no barco da vida, não vamos cair no niilismo. Nem vamos cair na melancolia de esquerda. Isto é uma conclusão que alguém tirou do meu livro que eu sou contra a melancolia de esquerda. A melancolia de esquerda é nós pensarmos em tudo aquilo por que a gente lutou está a desaparecer e já não podemos fazer nada. Vai tudo acabar. Vai acabar a democracia, a liberdade. Vai voltar o racismo como política de Estado. Vai desaparecer a ordem internacional. Vai desaparecer o multilateralismo", diz o universitário. "Estamos perante uma guerra cultural. É um tema central, porque a guerra cultural é algo que acompanha a civilização europeia desde o Iluminismo e desde a Revolução Francesa. Houve sempre uma corrente que se opôs às conquistas de liberdade, igualdade, fraternidade da Revolução Francesa. Considerou sempre que a compaixão pelo outro não fazia nenhum sentido, que o homem era um animal fundamentalmente egoísta e violento E que tinha que ser treinado desde criancinha para a competição. E por isso, a cooperação não é uma questão fundamental da aprendizagem. As pessoas não aprendem a cooperar, aprendem a competir. Já vimos no sistema escolar como é terrível a competição. A infância nas grandes escolas. O que é que é difícil chegar lá acima. Portanto, formam-se elites que foram treinadas para a competição e não foram treinadas para a cooperação. E se nós não cooperarmos neste barco da vida, se não percebermos que o clima não tem fronteiras, que o aquecimento é global, que os calores do Norte de África chegam à Europa, que as transformações da Amazónia transformam as correntes do Atlântico e nos atingem também como europeus. Então não perceberemos que estamos todos no mesmo mundo. Mundo, terra, pátria, como diz o Edgar Morin. E que neste mundo, terra pátria, nós somos todos cidadãos, mesmo quando não somos considerados cidadãos", conclui Álvaro Vasconcelos.

Viracasacas Podcast
#487 "De peito aberto" - com Dani Balbi

Viracasacas Podcast

Play Episode Listen Later Jun 9, 2026 74:10


Saudações, pessoas!Hoje é dia de estreia, e que estreia, no Vira: Dani Balbi, é uma professora, roteirista, escritora, militante, filiada ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e que em 2022 se elegeu Deputada Estadual no Estado do Rio de Janeiro consagrando-se comoa primeira parlamentar transsexual da história da ALERJ.A articulação e a clareza de pensamento de Dani cativam e surpreendem, bem como suas referências sempre muito embasadas, seu compromisso político-ideológico e a vontade de representar de fato os ideais que à levaram à Assembleia.  A conversa passa pelas possibilidades da militância comunista na contemporaneidade, as formas de fazer política série em meio à selva que se transformou o debate púbico hoje e, claro, os rumos de algumas pautas que são dela, enquanto deputada estadual, mas dizem respeito à vereança nas cidades, ao parlamento federal, à presidência e à todo mundo - eis que: nosso futuro em jogo!Taca play e se prepare para #Aulas Expediente:Pai-Fundador e apresentador: Felipe AbalOutro apresentador: Gabriel Divan Apresentador que está em missão secreta: CarapanãEdição de Áudio que nunca falha: Ingrid DutraA Garota da Capa: Dani BoscattoMúsica de abertura: Dog Fast by mobigratis

Geração V
Da Greve Geral à Guerra dos Chapéus

Geração V

Play Episode Listen Later Jun 5, 2026 36:59


A eficácia (ou não) da greve geral, os desacatos à porta da Assembleia, Portugal na ONU, a condenação de Ricardo Salgado e a nova polémica dos chapéus de sol em debate.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Soundbite
Prestação Social Única: Porque foi o PS a aproximar-se do Governo e não o Chega?

Soundbite

Play Episode Listen Later Jun 2, 2026 8:15


O processo de criação da Prestação Social Única (PSU) está a gerar fortes críticas no Parlamento e o Chega anunciou já que vai votar contra a autorização legislativa pedida pelo Governo. Esta tarde foi a votos, na Assembleia da República, o processo de urgência solicitado pelo executivo, que prevê uma discussão na especialidade num máximo de dez dias — e que foi aprovado com os votos da AD e da IL, a abstenção de PS, PAN e JPP e o voto contra de Chega, Livre, PCP e BE. Mas o que explica esta aproximação do PS ao Governo neste tema?See omnystudio.com/listener for privacy information.

Júnior Oliveira
Eu acredito!

Júnior Oliveira

Play Episode Listen Later Jun 1, 2026 61:13


Mensagem ministrada no dia 31/05/2026 no culto de Domingo da Assembleia de Deus Bonsucesso.Texto base: Lucas 8:49-51

Catalisadores
Sessão vs. Assembleia: Você Sabe a Diferença? (Quase Ninguém Sabe!)

Catalisadores

Play Episode Listen Later May 28, 2026 11:26


Você já se perguntou como funciona a engrenagem administrativa por trás de uma das igrejas mais organizadas do mundo? Ao contrário do que muitos pensam, a Igreja Adventista não é governada por ordens hierárquicas rígidas de vozes solitárias, mas sim por meio de um modelo participativo e representativo de assembleias. Neste vídeo, vamos desmistificar o funcionamento prático e a teologia profunda que sustentam as sessões e assembleias nos diferentes níveis da denominação. O que você vai descobrir neste vídeo: * Sessão x Assembleia: Entenda de uma vez por todas a diferença técnica e prática entre esses dois termos. * Decisões Coletivas: Como representantes eleitos pela própria comunidade tomam decisões vitais sob oração, consulta e estudo da Palavra. * A Pirâmide Organizacional: Como funcionam as votações desde o nível local até a Associação Geral. * A Voz de Deus? O peso espiritual das decisões coletivas e quando a voz da igreja reunida deve ser respeitada. * Papel de Cada Um: O dever do membro comum, a responsabilidade ética do delegado e a transparência exigida da liderança. Se você deseja entender por que essas reuniões não são meros eventos burocráticos, mas sim momentos escatológicos e altares de reforma espiritual, acompanhe este estudo completo! Links Instagram http://instagram.com/alexpalmeira7 Podcast Catalisadores http://open.spotify.com/show/6zJyD0vW8MnyRKPYZtk3B5?si=065e95b72bca4b13 X http://x.com/alexpalmeira9 Facebook http://facebook.com/profile.php?id=100069360678042

ONU News
Imunização ganha destaque na Assembleia Mundial da Saúde

ONU News

Play Episode Listen Later May 28, 2026 1:25


Países discutem desafios da vacinação, como financiamento, confiança pública e ressurgimento de doenças, e reafirmam compromisso com metas globais.

Noticiário Nacional
06h Jornalistas da Lusa protestam hoje em frente à Assembleia da República

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later May 20, 2026 8:27


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ONU News
Assembleia Mundial da Saúde terá eventos paralelos de países de língua portuguesa

ONU News

Play Episode Listen Later May 18, 2026 1:54


Saúde, mudanças climáticas, qualidade do ar e energia são os principais temas deste ano; Angola, Brasil e Portugal participam de encontros à margem da Assembleia sobre preparo contra epidemias, combate a arboviroses e prevenção ao suicídio, respectivamente.

Expresso - Eixo do Mal
Trump na China e o pacote laboral no Parlamento

Expresso - Eixo do Mal

Play Episode Listen Later May 15, 2026 50:35


Xi Jinping podia ter puxado os galões e citado o soft power de Confúcio ou então o mais aguerrido Sun Tzu, mas escolheu evocar, perante Trump, evocar o general e historiador grego Tucídides, que, a propósito da Guerra do Peloponeso, afirmou que a guerra foi inevitável porque a potência estabelecida, Esparta, se sentiu ameaçada pela potência emergente, Atenas. Terá Trump percebido o recado? Por cá, sem acordo na concertação social, o pacote laboral vai até à Assembleia da República e o governo vai ter de procurar entendimentos, com o Chega à espreita. A análise de Clara Ferreira Alves, Luís Pedro Nunes e Pedro Marques Lopes no Eixo do Mal em podcast. Emitido na SIC Notícias a 14 de maio. Para ver a versão vídeo deste episódio clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Palavra Amiga do Bispo Macedo
À universal assembleia e Igreja dos primogênitos... - Meditação Matinal 09/05/26

Palavra Amiga do Bispo Macedo

Play Episode Listen Later May 9, 2026 32:56


“À universal assembleia e Igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos Céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados; E a Jesus, O Mediador de uma Nova Aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel.” Hebreus 12:23-24“Mas recebereis O Poder do Espírito Santo, que HÁ DE VIR SOBRE VÓS; E SER-ME-EIS TESTEMUNHAS, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da Terra.” Atos 1:8

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer

Vai passar a ser necessário, a quem queira fazer humor, ter licença de porte de piada. Emitida por Donald Trump, naturalmente. O presidente norte-americano não a concede ao humorista Jimmy Kimmel. Talvez tenha sido, uma piada, aliás, suspeitam Trump e a porta-voz da Casa Branca, a desencadear o desvario do homicida incompetente que viajou da Califórnia a Washington com a intenção, falhada, de matar gente da administração americana num jantar de gala. Enquanto isso, a guerra continua em modo de pausa. Mas com o estreito de Ormuz duplamente bloqueado não há paz para o preço dos combustíveis. À escala doméstica, o deputado socialista que virou as costas ao presidente da Assembleia da República conseguiu pôr na ordem do dia, apesar da atitude controversa, o tema da transparência na actividade política. E o coro da casa de pessoal do conselho de ministros, a cantar o hino nacional, deu solenidade ao anúncio de uma chuva de milhões, onde há de tudo menos calendário.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - Comissão Política
Transparência e opacidade, o choque entre as mais altas figuras do Estado

Expresso - Comissão Política

Play Episode Listen Later Apr 28, 2026 51:04


Neste episódio da Comissão Política, debatemos os discursos na cerimónia do 25 de Abril. O Presidente da República, António José Seguro, foi inequívoco no discurso que fez a favor da transparência e do escrutínio dos responsáveis políticos, com enfoque na publicidade dos donativos aos partidos. Foi um contraste total com o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, que fez uma caricatura das obrigações declarativas dos titulares de cargos públicos, e alinhou com as posições do topo do PSD, a favor de um alívio dos mecanismos da transparência. Depois, ainda tentámos interpretar as palavras de Pedro Nuno Santos, no seu regresso ao Parlamento e não foi fácil. Os comentários são de João Pedro Henriques, jornalista do Expresso, Liliana Valente, coordenadora da secção de Política, e Eunice Lourenço, editora de Política, com a moderação de Vítor Matos. A sonoplastia é da responsabilidade de Salomé Rita e a ilustração é da autoria de Carlos Paes.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - Eixo do Mal
O estreito cada vez mais estreito, Pedro Nuno Santos regressa ao Parlamento e Pedro Sanchéz vai de Pequim a Bruxelas

Expresso - Eixo do Mal

Play Episode Listen Later Apr 24, 2026 50:27


Do turbilhão de notícias referentes ao estreito de Ormuz, o que parece sair da confusão é o facto de Trump ter passado a dizer que não tem pressa e que não são as eleições intercalares de novembro que vão mudar alguma coisa no braço de ferro com o Irão. À Assembleia da República está de regresso Pedro Nuno Santos. O ex-líder do PS volta como deputado socialista e já deixou recados internos. A análise de Clara Ferreira Alves, Luís Pedro Nunes e Pedro Marques Lopes no Eixo do Mal em podcast. Emitido na SIC Notícias a 23 de abril. Para ver a versão vídeo deste episódio clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Sem Moderação
“Não vi nenhuma declaração entusiástica em torno de Pedro Nuno Santos, não ouvi nenhuma voz de peso no PS a dizer: 'Que bom que ele voltou'”

Sem Moderação

Play Episode Listen Later Apr 24, 2026 20:35


Enquanto o conflito entre os EUA e o Irão se prolonga sem fim à vista, Donald Trump admite uma guerra de desgaste e descarta o uso de armas nucleares. Em Portugal, o regresso de Pedro Nuno Santos ao Parlamento agita o PS numa fase delicada da oposição. José Eduardo Martins considera que o ex-líder socialista segue “uma estratégia de ir contra a parede”, Pedro Delgado Alves defende que “o bom senso é fundamental para toda a gente” num momento difícil para o partido. No pacote laboral, a ministra passa a bola à Assembleia da República após o chumbo na concertação social. Ouça a análise dos comentadores no Antes Pelo Contrário em podcast, emitido na SIC Notícias a 23 de abril. Para ver a versão vídeo deste episódio clique aquiSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Catalisadores
O Divisor de Águas: Como a Crise de 1903 Consolidou a Missão da Igreja

Catalisadores

Play Episode Listen Later Apr 13, 2026 14:41


A Igreja Adventista do Sétimo Dia não nasceu pronta; ela foi moldada por crises que provaram sua fidelidade a Deus. Neste episódio, mergulhamos no ano de 1903, um momento decisivo onde tensões administrativas, teológicas e geográficas convergiram para definir o futuro da nossa denominação. Entenda como a IASD superou três grandes desafios: A Maturidade Administrativa: Por que o retorno do presidente da Conferência Geral não foi um retrocesso, mas um passo para a ordem e expansão global. A Batalha pela Natureza de Deus: O confronto com as ideias panteístas de John Harvey Kellogg e a intervenção profética de Ellen G. White contra o "Alfa das heresias". O Êxodo de Battle Creek: A corajosa decisão de abandonar centros de poder e mudar a sede para Washington, D.C., priorizando a missão sobre as estruturas. Descubra como a história da IASD revela uma igreja capaz de se reformar sem se fragmentar, mantendo-se sempre ancorada na revelação bíblica. Neste vídeo você verá: A liderança equilibrada de A. G. Daniells. O impacto das cartas de Ellen White na Assembleia de 1903. A distinção entre eficiência institucional e identidade profética. Inscreva-se no canal para mais lições da nossa história e compartilhe este vídeo para fortalecer a nossa identidade adventista! Links Instagram http://instagram.com/alexpalmeira7 Podcast Catalisadores http://open.spotify.com/show/6zJyD0vW8MnyRKPYZtk3B5?si=065e95b72bca4b13 X http://x.com/alexpalmeira9 Facebook http://facebook.com/profile.php?id=100069360678042

Dar Voz a esQrever: Pluralidade, Diversidade e Inclusão LGBTI
Ep. 259 - ESPECIAL: A luta pela autodeterminação de género e contra as práticas de conversão em Portugal

Dar Voz a esQrever: Pluralidade, Diversidade e Inclusão LGBTI

Play Episode Listen Later Apr 8, 2026 7:18


O Antagonista
Cortes do Papo - Deputada e a polêmica da tinta preta

O Antagonista

Play Episode Listen Later Apr 1, 2026 17:06


Em entrevista, a deputada estadual Fabiana Bolsonaro comenta a decisão do MPF que mandou a Polícia Federal abrir um inquérito para investigá-la por possíveis crimes de racismo e transfobia após uma notícia-crime protocolada por integrantes da Bancada Feminista do PSOL. Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.       O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade.       Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade.       Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube.   https://www.youtube.com/@OAntagonista   Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay:   https://assine.oantagonista.com.br/  Siga O Antagonista no X:  https://x.com/o_antagonista   Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais.  https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344  Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br#FabianaBolsonaro #MPF #DireitaBrasil #LiberdadeDeExpressao #Politica #Investigação #BancadaFeminista #PSOL #Noticias #PodcastBrasil #Debate #Justiça

Catalisadores
1901: O Surgimento das Uniões e a Descentralização

Catalisadores

Play Episode Listen Later Mar 30, 2026 23:12


O que acontece quando a organização eclesiástica começa a sufocar a missão? Entre 1888 e 1901, a Igreja Adventista enfrentou sua crise mais profunda: uma batalha pelo próprio DNA missional e profético. Neste episódio da série "A ORDEM", exploramos os bastidores da histórica Assembleia de 1901. Não foi apenas uma reunião administrativa, mas um "novo êxodo" espiritual. Analisamos como o crescimento exponencial da igreja exigiu a quebra de um modelo centralizado que Ellen White chamou de "poder papal". Neste episódio, você vai descobrir: ✅ Gatilho de 1888: Como o debate teológico revelou uma crise de autoridade e controle institucional. ✅ O Perigo da Centralização: Por que Battle Creek se tornou um "funil decisório" que paralisava a missão global. ✅ A Voz de Ellen White: Seus alertas contundentes contra a dominação das mentes e a tirania administrativa. ✅ A Solução de 1901: A criação das Uniões e a departamentalização como estratégia para devolver a agilidade à igreja. ✅ Uma Reforma Inacabada: As lições que 1901 deixa para a nossa geração: a organização deve servir à missão, e não o contrário. Este vídeo é um gesto de amor à igreja, buscando entender nossa história para proteger nossa identidade profética. É um chamado para que cada geração revise suas estruturas à luz da missão. Links Instagram http://instagram.com/alexpalmeira7 Podcast Catalisadores http://open.spotify.com/show/6zJyD0vW8MnyRKPYZtk3B5?si=065e95b72bca4b13 X http://x.com/alexpalmeira9 Facebook http://facebook.com/profile.php?id=100069360678042

Brasil Paralelo | Podcast
AO VIVO: ISRAEL PROMETE ATACAR QUALQUER SUCESSOR NO IRÃ

Brasil Paralelo | Podcast

Play Episode Listen Later Mar 15, 2026 62:14


A instabilidade no Oriente Médio atingiu um novo patamar crítico. Segundo informações da imprensa iraniana e membros da Assembleia de Especialistas, o sucessor do Aiatolá Ali Khamenei já foi oficialmente eleito em um processo interno sigiloso. A resposta de Tel Aviv foi imediata e agressiva: as Forças de Defesa de Israel (IDF) declararam publicamente que qualquer sucessor que assuma o posto de Líder Supremo será considerado um alvo militar legítimo.

O Assunto
O novo líder supremo do Irã e o aumento das tensões

O Assunto

Play Episode Listen Later Mar 10, 2026 32:17


Convidado: Daniel Sousa, comentarista da GloboNews, professor do Ibmec e criador do podcast Petit Journal. A escolha de Mojtaba Khamenei como líder supremo do Irã sinaliza a continuidade da linha dura do regime em meio à guerra e frustra as expectativas dos Estados Unidos de uma mudança política em Teerã. Filho do aiatolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia dos ataques americanos e israelenses, Mojtaba foi escolhido pela Assembleia dos Especialistas, o conselho de 88 clérigos responsável por definir a autoridade máxima do país e é conhecido pela proximidade com a Guarda Revolucionária. Antes mesmo do anúncio, Donald Trump havia dito que seria inaceitável que Mojtaba fosse eleito como novo líder supremo – e, depois, afirmou que não estava feliz com a escolha. Agora, a expectativa de que possa haver diálogo entre as partes para uma resolução rápida da guerra praticamente acabou. Diante das incertezas, o preço do barril de petróleo disparou 25% da noite para o dia e o mundo inteiro entrou em estado de alerta com o risco de pressão inflacionária generalizada. Depois do susto, o valor voltou a cair, principalmente depois que o presidente americano disse em uma entrevista que a guerra está “praticamente concluída” e pode acabar em breve. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Daniel Sousa, comentarista da GloboNews, professor do IBMEC e criador do podcast Petit Journal, para explicar o perfil de Mojtaba Khamenei e a reação do mercado ao nome dele. Daniel comenta as perspectivas militares e diplomáticas do Irã e analisa o risco de o preço do petróleo romper sua máxima histórica – e de que modo isso bate no bolso do consumidor brasileiro.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 09/03/2026 | 1ª e 2ª EDIÇÂO: Guerra no Oriente Médio / Tensão global

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 301:34


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta segunda-feira (09): A Assembleia de Especialistas do Irã nomeou Mojtaba Khamenei, de 56 anos, como novo líder supremo do país, segundo informou a mídia estatal neste domingo (08). Em comunicado, o órgão convocou o povo iraniano a manter a unidade e jurar lealdade ao novo líder. Um incêndio de grandes proporções atingiu um depósito de combustível em Teerã neste domingo (08), deixando quatro mortos e provocando danos na rede de abastecimento da capital iraniana. As Forças de Defesa de Israel afirmaram ter realizado o ataque ao local e disseram que outras ofensivas também foram feitas contra depósitos de combustível na cidade. As ações foram relatadas por agências estatais do Irã. Brasileiros que vivem ou estavam viajando pelo Oriente Médio relatam dificuldades para deixar a região em meio à escalada de tensões e ataques envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. O aumento dos bombardeios e das restrições no espaço aéreo tem provocado cancelamentos de voos e complicações logísticas, afetando estrangeiros que tentam retornar aos seus países. Os advogados de defesa do banqueiro Daniel Vorcaro pediram ao Supremo Tribunal Federal para conversar com o banqueiro, e que essa conversa seja reservada, sem gravações. O pedido será analisado pelo relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal, o ministro André Mendonça. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que a alta do petróleo no curto prazo é um preço “muito pequeno” a pagar em nome da segurança global. Segundo ele, a elevação nos preços da commodity está ligada às tensões envolvendo o programa nuclear do Irã. Trump também declarou que os valores devem cair rapidamente após o fim da ameaça nuclear iraniana, acrescentando que apenas “tolos pensariam diferente”. A CPMI do INSS tem três depoimentos previstos para a tarde desta segunda-feira (09). O colegiado pretende ouvir o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D'Avila Assumpção; a presidente do Banco Crefisa, Leila Pereira; e o CEO do Banco C6 Consignado, Artur Ildefonso Brotto Azevedo. Antes do clássico entre Fluminense e Flamengo, neste domingo (08), pela final do Campeonato Carioca, 37 torcedores foram detidos em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Torcedores das duas equipes foram conduzidos à delegacia após ação da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o próximo líder supremo do Irã “não vai durar muito” se não tiver a aprovação de Washington. A declaração foi feita pouco antes de o regime iraniano anunciar Mojtaba Khamenei, filho do ex-líder Ali Khamenei, como sucessor. Um ônibus que fazia a rota entre São Paulo e Pernambuco tombou às margens da BR-251, no município de Grão Mogol, no norte de Minas Gerais, na manhã deste domingo (08). O acidente deixou duas pessoas mortas e dez feridas, segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 04/03/2026 | 1ª EDIÇÃO: Tensão segue no Oriente Médio | 2ª EDIÇÃO: Daniel Vorcaro é preso pela Polícia Federal

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Mar 4, 2026 301:40


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quarta-feira (04): A terça-feira (03) foi marcada pela intensificação dos ataques no Irã, após bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos do regime iraniano. Em resposta, forças iranianas lançaram novos ataques em países do Golfo que abrigam bases americanas. O presidente Donald Trump afirmou que os EUA estão preparados para agir caso o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz seja ameaçado, destacando que a Marinha norte-americana poderá escoltar embarcações que transportam petróleo pela região. Um alto funcionário do Pentágono atribuiu a Israel a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, durante ataques realizados contra o Irã. A declaração foi feita por Elbridge Colby, subsecretário de Política de Defesa, em audiência na Comissão de Forças Armadas do Senado dos Estados Unidos, no Capitólio dos Estados Unidos. Colby reiterou que o objetivo americano é restringir a capacidade militar iraniana, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. Mojtaba Khamenei, filho mais velho do falecido aiatolá Ali Khamenei, surge como o principal candidato a se tornar o próximo líder supremo do Irã após a morte do pai em ataques liderados por Estados Unidos e Israel no sábado passado. Segundo apuração do The New York Times, três autoridades iranianas indicaram que o conselho de especialistas da Assembleia de Peritos, responsável por eleger o novo líder, teria apontado Mojtaba como o favorito ao cargo. O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso novamente pela Polícia Federal em São Paulo durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras e a possível prática de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos por organização criminosa. O cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, também é alvo de mandado de prisão e ainda não foi localizado. O Tribunal Federal de Falências em Miami, nos Estados Unidos, realiza audiência nesta quarta-feira (04) para decidir sobre o alcance das investigações em território norte-americano envolvendo possíveis bens do banqueiro Daniel Vorcaro no estado da Flórida. A decisão pode ampliar a apuração patrimonial no exterior no contexto das investigações que envolvem o empresário. Indícios apontam que o Federal Bureau of Investigation (FBI) já estaria monitorando movimentações do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A informação surge no contexto da audiência realizada na Flórida, que apura a possível administração e ocultação de ativos nos Estados Unidos. Vorcaro foi preso nesta quarta-feira (04), em nova fase das investigações conduzidas no Brasil. Mensagens de WhatsApp atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelariam ameaças contra opositores, segundo investigação da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. De acordo com decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, as conversas indicariam a existência de um grupo chamado “A Turma”, apontado como núcleo de intimidação e obstrução de Justiça. A PF afirma que há indícios de ordens para forjar crimes e ameaçar jornalistas e funcionários, além de suspeitas de pagamentos irregulares e lavagem de dinheiro. Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, se apresentou à Polícia Federal após ser alvo de mandado de prisão na terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras, além de possíveis crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos atribuídos a organização criminosa. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

3 em 1
Israel ataca assembleia que escolherá novo líder supremo do Irã

3 em 1

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 121:22


No 3 em 1 desta terça-feira (03), o destaque foi o exército de Israel que afirmou ter bombardeado o Conselho Supremo de Segurança Nacional no Irã. O alvo atingido é o órgão responsável pela escolha do líder supremo do país e uma das instituições mais importantes da estrutura de poder iraniana. Reportagem de Luca Bassani. No quarto dia de conflito nesta terça-feira (03), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os “ataques ao Irã destruíram praticamente tudo” em relação aos alvos atingidos. Durante o balanço das operações, o líder estadunidense admitiu a falta de “armamento de ponta” em determinados setores, mas alertou que uma nova onda de ataques contra o território iraniano pode acontecer em breve. Reportagem: Eliseu Caetano. O presidente Lula (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), podem definir a composição do palanque eleitoral em São Paulo para as eleições 2026. O líder brasileiro convocou uma reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o próprio ministro Haddad para alinhar os detalhes da disputa. Reportagem: Misael Mainetti. A discussão sobre a redução da maioridade penal tornou-se o principal entrave para o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Congresso Nacional. A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), se reuniu com líderes partidários para definir o cronograma de votação, enquanto o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), defende excluir o trecho polêmico do texto para facilitar a aprovação da matéria. Reportagem: André Anelli. O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil), decidiu manter a quebra do sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no âmbito da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS. A decisão do líder brasileiro do Senado ocorreu após uma votação marcada por confusão e intenso embate entre os parlamentares. O governo federal estuda enviar ao Congresso Nacional o projeto sobre a escala 6x1 em regime de urgência, conforme informação divulgada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT). Reportagem: Matheus Dias. Membros do MDB (Movimento Democrático Brasileiro) de 17 diretórios estaduais assinaram um manifesto contra a formalização de uma aliança nacional com o PT (Partido dos Trabalhadores) para o próximo pleito. O movimento ocorre após o presidente Lula (PT) ter conversado com representantes emedebistas para possivelmente garantir a indicação de um vice para a chapa presidencial. Reportagem: Julia Fermino. O presidente Donald Trump prometeu enviar escolta a navios que cruzam o Estreito de Ormuz diante das recentes ameaças do Irã. A Marinha norte-americana deve ser envolvida na operação para garantir a segurança da navegação na região estratégica. Reportagem: Fabrízio Neitzke. O encontro entre Lula (PT) e o presidente Donald Trump em Washington deve ser adiado em decorrência do agravamento da guerra no Irã. A visita oficial, inicialmente prevista para março, deve ser remarcada para abril, enquanto o líder brasileiro monitora os impactos do conflito. Reportagem: André Anelli. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 01/03/2026 | Ali Khamenei, líder supremo do Irã, morre durante ataques dos EUA e de Israel

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Mar 1, 2026 299:40


Confira os destaques do Jornal da Manhã deste domingo (01): O governo do Irã confirmou a morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei. A morte ocorreu durante ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou a notícia em suas redes sociais, destacando que o aiatolá não conseguiu escapar da inteligência norte-americana e israelense. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em suas redes sociais que o Irã sofrerá uma retaliação com força nunca antes vista caso decida atacar alvos americanos ou israelenses. A ameaça ocorre após múltiplos ataques iranianos atingirem nações aliadas no Golfo Pérsico, como Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein, além de cidades em Israel, incluindo Tel Aviv. A crise no Oriente Médio deve se arrastar por mais tempo após as recentes ofensivas, segundo a análise do professor de relações internacionais Vinícius Rodrigues Vieira. Ele avalia que a morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei não derruba automaticamente a República Islâmica, pois o regime possui uma estrutura de poder complexa e não é baseado no personalismo de uma única figura O governo do Irã nomeou o aiatolá Alireza Arafi para integrar o conselho de liderança interino do país após a morte do líder supremo Ali Khamenei. A rápida movimentação do regime busca evitar um vácuo de poder e demonstrar estabilidade institucional enquanto não há a escolha de um sucessor definitivo. O conselho responsável pela escolha do novo aiatolá, a Assembleia dos Peritos, é formado por 88 clérigos xiitas. O exército do Irã anunciou uma nova onda de bombardeios contra bases militares dos Estados Unidos localizadas no Oriente Médio. A ofensiva militar é uma resposta direta do país após o assassinato do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. De acordo com o correspondente Luca Bassani, mísseis lançados pelo regime de Teerã foram interceptados próximos à base militar de Erbil, situada no norte do Iraque. Os principais membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), incluindo nações aliadas como Rússia e Arábia Saudita, realizam uma reunião de emergência para discutir os reflexos econômicos dos recentes ataques ao Irã. A grande preocupação do mercado internacional é a ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica responsável pelo escoamento de cerca de 25% de todo o petróleo mundial. O conflito armado no Oriente Médio ganha novos contornos com a retaliação do Irã contra bases militares. O mestre em segurança pública e especialista em ciência política, Rodolfo Laterza, avalia que a operação conjunta entre Estados Unidos e Israel teve um caráter cirúrgico e de choque, mas esbarrou na rápida resposta balística iraniana. O exército de Israel realizou uma nova onda de bombardeios no Oriente Médio, destruindo caças da Força Aérea do Irã em uma ofensiva para diminuir a capacidade militar do país. Após os ataques, o governo iraniano confirmou a morte de quatro oficiais de alto escalão da segurança nacional, incluindo o chefe da Guarda Revolucionária e o ministro da Defesa. O ex-embaixador do Brasil no Irã, Eduardo Gradilone, analisou o histórico das relações diplomáticas e comerciais entre os dois países. Segundo o diplomata, a parceria, que recentemente completou 120 anos, é considerada correta e sem grandes problemas. Gradilone destacou que as exportações do agronegócio brasileiro para o mercado iraniano rendem bilhões em divisas para o Brasil todos os anos. Por outro lado, a balança comercial é bastante desigual, já que o volume de importações de produtos do Irã é pequeno, concentrando-se basicamente em itens como ureia e pistache. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

UOL Investiga
UOL Prime #111: A Assembleia que paga salário a árbitro da CBF, dentista e pastor

UOL Investiga

Play Episode Listen Later Feb 26, 2026 26:03


Na Assembleia Legislativa de Roraima, diversos funcionários têm formações muito distintas daquelas necessárias aos cargos que ocupam. A Casa abriga, em funções de confiança, designer de sobrancelhas, pastores evangélicos, dentista, cabeleireira e até um árbitro de futebol vinculado à CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Os cargos comissionados não exigem concurso público, mas de indicação. Neste episódio do podcast UOL Prime, a repórter Julia Affonso detalha ao apresentador José Roberto de Toledo os bastidores da investigação que revelou que a Assembleia de Roraima tem uma das taxas mais altas para este tipo de vaga no Brasil. #uolprime⁠ ⁠#PodcastUOLPrime⁠