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The exhibition Project a Black Planet: The Art and Culture of Panafrica began its life at the Art Institute of Chicago before travelling to Museu d'art contemporani de Barcelona (Macba) in Barcelona and now to the Barbican in London, in each case changing in relation to the particular circumstances of its location. One of the show's curators is Elvira Dyangani Ose, the director of the Barcelona museum, and Ben Luke speaks to her about the show. Among the books shortlisted for the Women's Prize for Non-Fiction in the UK, which was awarded this week, is Daisy Fancourt's Art Cure: The Science of How the Arts Transform Our Health. Ben discusses her research and how it can be implemented. And this episode's Work of the Week is Sculpture with Colour (Oval Form) Pale Blue and Red (1943), by Barbara Hepworth. It features in Hepworth in Colour, a new exhibition at the Courtauld Gallery in London, and The Art Newspaper's digital editor, Alexander Morrison, speaks to the show's curator, Alexandra Gerstein, about the work.Project a Black Planet: The Art and Culture of Panafrica, Barbican Art Gallery, until 6 September. To find out more about the wider events across the Barbican visit the centre's website.Daisy Fancourt: Art Cure: The Science of How the Arts Transform Our Health, US: Celadon Books, $28.99; UK: Cornerstone Press, £22.Hepworth in Colour, Courtauld Gallery, London, 12 June-6 September Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Em clima de festa junina, o Museu Vivo da Memória Candanga recebe mais uma edição do projeto Café Som Viola.
Em clima de Copa do Mundo, a agenda desta semana conta com mostras inéditas, telão de jogos e oficinas gratuitas nos espaços públicos paulistas.
A coletiva das artistas Ayla de Oliveira, Carla Duncan, Dayane Tropicaos, Elisa Arruda, iahra, Maria Lynch, Marina Quintanilha e Marlene Stamm esteve em cartaz no Museu de Arte Contemporânea de Nitérói. Na reportagem, a curadora Luiza Testa fala sobre o papel social das mulheres na perspectiva de “Um Teto” e a visitante Caroline Vitória comenta sobre o que mais a impressionou na mostra.Reportagem: Julie DrummondEdição: Thiago Kropf
Foi apresentado em finais de Maio em Paris, o terceiro e último volume do livro "Memórias em tempo de amnésia" de Álvaro Vasconcelos, especialista de relações internacionais e voz bem conhecida das nossas antenas. Nesta obra em três partes, o autor relata as épocas que atravessou, o salazarismo, o colonialismo português em África, nomeadamente em Moçambique onde viveu, os anos de militância política na África do Sul, em França e em seguida em Portugal, onde regressou na altura do 25 de Abril. No terceiro volume das suas memórias intitulado "O futuro para além do apocalipse", Álvaro Vasconcelos recorda a conquista da independência das ex-colónias, assim como os primórdios da democratização de Portugal e a sua adesão à União Europeia. O antigo director do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia e fundador em Portugal do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais também evoca a viragem autoritária a que se assiste actualmente em várias partes do mundo, a que ele chama de «brutalismo» e que tem a ver com a corrente 'tecno-totalitarista', encabeçada nomeadamente por alguns magnatas da Silicon Valley. Álvaro Vasconcelos fala também da urgência ambiental, da urgência de não nos esquecermos que somos humanos, numa época em que tendemos a colocar tudo nas mãos da Inteligência Artificial. No fundo, ele fala da urgência de pensarmos. Neste livro denso que é uma chamada de atenção, ele começa cada capítulo com uma espécie de guião de filme e fala com um gosto não dissimulado de todas as fitas que o fizeram reflectir de outra forma sobre o mundo, porque este texto, ainda mais do que os anteriores, é uma declaração de amor à sétima arte. E evidentemente não podíamos deixar de falar -antes de mais- da importância que o cinema tem para Álvaro Vasconcelos. "O cinema é algo que me formou porque eu vivia na África colonial, na Beira, em Moçambique. E como era lá no fundo do Império, a ditadura era certamente muito mais suave para os brancos, para os negros era mais brutal do que em Portugal era para os portugueses. E os brancos da cidade da Beira, onde eu vivia, tinham acesso ao Cineclube da Beira, às grandes obras do cinema mundial, por exemplo, nós vimos o ‘Couraçado Potemkin', que em Portugal era absolutamente proibido. (…) E como o cinema, começamos a vê-lo mesmo muito, desde muitos miúdos, não só nos cineclubes, os cinemas eram a maravilha da época, era aquilo que nos educava, nos abria novos horizontes, que nos fazia rir com Charlot, com os irmãos Marx, que nos ensinava os problemas graves do mundo, como ‘Hiroshima mon amour', o neo-realismo italiano, ‘Os ladrões de bicicletas', etc. Evidentemente que o cinema teve para a minha geração e em particular para aquela que viveu no Império, mas não só, também também em Portugal, um impacto enorme, portanto, foi formativo. E ao escrever o último livro da minha trilogia, senti a necessidade de fazer um livro que fosse mais de reflexão que apenas descritivo da minha vida e de reflexão. Não sou filósofo, portanto, não podia ser uma reflexão filosófica. Mas era uma reflexão à volta das ideias que são veiculadas pelo cinema, que foram veiculadas pela grande literatura que eu li desde miúdo, que sempre me apaixonou e continuo a ler e que me ensinou imenso sobre o mundo. Eu descobri muitas coisas no cinema e na literatura que não era capaz de descobrir com o mesmo grau de profundidade dos ensaios", explica o autor. Nas suas memórias, Álvaro Vasconcelos fala da época colonial e também de uma descolonização das mentes que ainda não foi totalmente feita. "Em África, descobri a violência colonial e que a palmatória é um símbolo absoluto dessa violência. Palmatória com que iam castigar os empregados negros por coisas, não importa o quê. Mas mesmo que fossem coisas graves, era a mesma palmatória que era usada contra os escravos, como eu vi no Museu Afro-Brasileiro, em São Paulo. Infelizmente não temos em Portugal, nenhum museu sobre a escravatura. Temos um pequeno museu em Lagos, mas não temos um grande museu, como têm os brasileiros. E essa palmatória era usada também pelo professor primário para nos manter. Identifico a violência brutal de que era vítima pelo professor primário, que tinha um poder absoluto sobre mim, com a violência, de que eram vítimas os negros, que não tinham direitos nenhuns, nem direito à vida. E para que isso pudesse ter acontecido, foi preciso criar uma narrativa de que eles não eram gente civilizada. E essa narrativa perdurou no pós 25 de Abril, porque nunca se fez um trabalho verdadeiro de descolonização das mentalidades. E hoje, quando os imigrantes são tratados como são tratados com desumanidade, é porque não são considerados humanos iguais a nós. E como não são considerados humanos iguais a nós, podem ser vítimas da arbitrariedade. Não têm os direitos iguais. Isso é uma questão fundamental", considera o estudioso. "Quando se deu o 25 de Abril, podia-se ter feito uma coisa extraordinária e teria ficado para a história. Era considerar que toda a gente que reside em Portugal tem os mesmos direitos. Há um país no mundo em que isso, pelo menos já acontece, que é na Nova Zelândia. E, portanto, se os imigrantes tivessem o direito do voto, seriam tratados de forma completamente diferente ", diz ao referir que, em vez disso, "são vítimas da desigualdade mais absurda da escravatura às vezes da violência da morte no Mediterrâneo. Em vez de irem socorrer, acham que é uma forma dissuasiva que eles morram no Mediterrâneo. Isso, evidentemente, é feito posto em prática por políticos democráticos, mas evidentemente que estão a abrir o caminho à extrema-direita que fará disso uma doutrina de poder." No capítulo que reserva a estes aspectos, o autor escreve que “o silêncio sobre a verdadeira natureza do colonialismo é um dos grandes fracassos da democracia portuguesa” e que “a Europa assumir que o colonialismo foi um crime contra a humanidade tornaria o seu discurso sobre a democracia muito mais legítimo.” "O 25 de Abril foi uma revolução extraordinária. Libertou os portugueses da ditadura e criou um sistema de liberdades públicas, de Estado de Direito. Isso deve ser sublinhado e eu sublinho no livro, porque é único no século XX, uma revolução que não foi só uma libertação, mas trouxe a liberdade. Podemos pensar, por exemplo, que a Revolução de Outubro libertou os russos do Czarismo, que era um regime terrível. Mas não construiu um regime de liberdade. Isso aconteceu em Portugal. Simplesmente, Portugal era ao mesmo tempo uma ditadura e um império. E quando se construiu a democracia, fez-se um trabalho mais ou menos profundo sobre o que era a ditadura, o que é que era o fascismo. Existem vários museus, o Museu do Aljube, um museu em Peniche, existe um trabalho de memória. Existem nos livros de História. Conta-se o 25 de Abril, todo esse passado ditatorial. As pessoas sabem que houve a tortura, que havia a PIDE, que as pessoas não tinham direito à palavra. Tudo isso faz parte da memória colectiva dos portugueses", constata Álvaro Vasconcelos. "O que não se fez nenhum trabalho. O que é que era o colonialismo? Não se explicou o que é que era a tortura em África, o que era o trabalho forçado. Qual era a origem que isso tinha na escravatura? Manteve-se um mito do lusotropicalismo, ou seja, que Portugal tinha contribuído para criar um mundo diferente, um mundo não racista, um mundo multiétnico. Até se dizia isso : ‘Deus criou os homens e os portugueses criaram as mulatas' escondendo que as mulatas nasciam muitas vezes de actos de violação absoluta, porque as mulheres negras não tinham direitos e, portanto, o senhor tinha um direito de pernada sobre a mulher negra. Isso acontecia frequentemente. Eu, aliás, entrevistei para um dos meus livros uma senhora africana que conta exactamente a história de uma mulher que, depois do 25 de Abril, andava à procura do homem branco, que tinha sido o pai dos seus filhos e que o homem branco tinha desaparecido. Tinha regressado a Portugal e que nunca mais soube dele. E as crianças queriam conhecer o pai. Mas isto é um caso de uma pessoa que se movimentou. A maior parte das vezes ficaram e são vítimas de toda a discriminação. Isso é o aspecto em que o 25 de Abril não fez esse trabalho", diz o politólogo. "Quando em Portugal surge um movimento de sociedade civil poderoso, hoje formado por intelectuais afro-descendentes que defendem o direito à igualdade, que tem voz no espaço público, quando nos lembramos, por exemplo, da Joacine Katar Moreira que foi deputada na Assembleia da República, a campanha racista contra ela. No Parlamento, a extrema-direita dizia ‘Volta para o teu país'. Estou a falar numa deputada, membro do Parlamento. Mas depois as intelectuais todas que são superactivas na sociedade portuguesa, que é aquilo que há hoje de mais vibrante na sociedade portuguesa, mais criativo. Publicam, fazem filmes como a Pocas Pascoal e outros. Ainda recentemente a Kitty Furtado organizou na Gulbenkian um ciclo sobre o cinema africano produzido em Portugal, com numerosos filmes, numerosos realizadores. Portanto, na Bienal de Veneza, há dois anos, a representação de Portugal foram artistas negros. Portanto, temos um movimento extraordinário. Esse movimento choca com esta mentalidade dominante. E então são acusados de serem ‘wokistas'. ‘Wokistas, quer dizer que são pessoas com consciência", sublinha o universitário. Relativamente às lições que se podem tirar do pós 25 de Abril, Álvaro Vasconcelos faz um balanço agridoce : apesar de considerar que “os seus objectivos essenciais foram atingidos: liberdade, fim do colonialismo e um estado inspirado nos modelos sociais europeus”, ele constara que “o que triunfou não foram os mecanismos que permitiriam compatibilizar a democracia liberal com o desejo de participação dos cidadãos (...) com o tempo, os partidos tornaram-se organizações fechadas (...) foram-se impondo como actores únicos do sistema politico”. "Portugal fez uma revolução que permitiu a existência de partidos políticos que não existiam antes. Mas a revolução, no momento em que ela aconteceu, despertou uma vontade de participação enorme na sociedade portuguesa. Todos os portugueses queriam participar na vida política pública. Eu próprio participei na criação de um jornal que era a voz do trabalhador e aquilo vendia-se como pãezinhos quentes. Quer dizer, toda a gente cria jornais. Toda a gente queria ler. Toda a gente fazia um pequeno comício. Enchiam-se de pessoas. Criaram-se cooperativas, associações de bairro, associações, moradores, associações agrícolas, movimentos cooperativos por todo o lado. Ao mesmo tempo, os partidos políticos foram-se consolidando como forças dominantes da sociedade portuguesa. E esses movimentos participativos foram vistos pelos partidos que acabaram por triunfar como movimentos que eram contrários à consolidação da democracia representativa liberal, como havia no resto da Europa. E foram desaparecendo. E o sistema político português ficou concentrado nos partidos políticos. Esses anos todos passaram e as pessoas hoje, como têm acesso às redes sociais, já têm outra forma de expressão, sem passar pelos partidos políticos. Exprimem-se nas redes sociais. Muitas vezes, o que dizem alguns? Nós não gostamos nada. Mas outras coisas dizem coisas correctas. Estes movimentos que eu referi, ecológicos, anti-racistas, de solidariedade social, também usam as redes sociais. Mas há muita gente que usa as redes sociais e que diz coisas horríveis. Mas não interessa, diz. Acha que tem direito à palavra. E acha que os partidos não dão direito à palavra. Então vão atrás de um demagogo que diz ‘Eu dou vos a palavra. Eles não vos dão a palavra'. Os partidos políticos são organizações fechadas. Em Portugal nunca se fez a regionalização, porque os partidos acharam que aquilo era fugir ao controlo central dos partidos de Lisboa. Era abrir o controlo da sociedade a nível regional. E tudo isso foi enfraquecendo a democracia portuguesa", comenta. “Foi nas redes sociais, espaço sem regras, que descobri que estávamos perante um brutalismo neofascista. O significado das palavras e a verdade deixaram de ser facilmente reconhecíveis. O algoritmo privilegia a violência verbal, exponencia o número de visões e partilhas. Acreditei – e escrevi –, depois das revoluções árabes de 2011, que as redes sociais tinham potencial de empoderamento dos cidadãos e poderiam ser um factor de emancipação democrática, mas hoje sou obrigado a constatar que não tive em conta a capacidade de manipulação, seja pelos algoritmos ou ainda mais pela IA, dos Estados e grupos que controlam as empresas da indústria do mundo virtual", escreve Álvaro Vasconcelos no capítulo que dedica ao regresso do que chama de 'brutalismo'. "A nível europeu, nós não podemos separar de um fenómeno mundial, que é aquilo que atravessa bastante o meu livro, que é a ideia do colapso do pensamento. E esse colapso do pensamento. O que significa que quando os homens deixam de pensar, diz Hannah Arendt, são capazes dos piores crimes. E esses homens são capazes dos piores crimes. E o homem banal, o homem comum que pode seguir um líder que vai destruir as suas liberdades e a liberdade dos outros. E isso pode se chamar ‘tecno-totalitarismo'. Porquê tecno-totalitarismo? Porque grande parte da economia mundial hoje está a ser dominada pelas grandes empresas tecnológicas. Estamos numa nova revolução tecnológica. E as grandes empresas tecnológicas que dominam a inteligência artificial, que dominam as redes sociais, como o Musk, é o exemplo mais claro, defendem aquilo que eu chamei de ‘tecno-totalitarismo'», explica o autor das "Memórias em tempo de amnésia". "Há uma politóloga francesa, Asma Mhalla que diz que ‘este século não vos proíbe de pensar. Ele ocupa-vos até que já não se saiba como fazer. Isto vem, como eu digo aqui no livro, do desenvolvimento da Inteligência artificial. O desenvolvimento da inteligência artificial cria um mundo onde os humanos deixam de pensar. A banalidade do mal passa a ser a norma. Isso acontece em muitos actos quotidianos. Quando recorremos à inteligência artificial para tomarmos decisões. Quando manipulados por algoritmos, ficamos de tal forma hipnotizados que somos levados a acreditar nos líderes populistas como Trump, como Bardella em França como em Portugal, o André Ventura, como Bolsonaro no Brasil", diz Álvaro Vasconcelos. "Há um aspecto deste ‘tecno-totalitarismo' que também nos deve inquietar, que é menos presente em França, mas está presente em muitos países, que é a relação dele com uma determinada corrente religiosa. Ele é religioso na sua essência, porque ao mesmo tempo, fala de Apocalipse, destruição do mundo pelo aquecimento global, pela guerra nuclear e está a propor uma solução tecnológica para estes problemas. Ora, isto é típico da crença religiosa. A ideia do Apocalipse, se pensarmos no apoio dos evangélicos americanos a Trump e em cenas em que Trump se reúne com os evangélicos e os evangélicos rezam na Casa Branca a volta do Trump ou quando o Bolsonaro tomou posse rodeado pelos evangélicos, a primeira coisa que fizeram, foi um ato religioso. (…) Vemos que o ‘tecno-totalitarismo' muitas vezes é também uma ‘tecno-teocracia'. E, portanto, esse problema, que é um problema mundial, que é da criação do mundo em que os homens deixam de pensar, a inteligência artificial substitui o pensamento humano. É um mundo em que o brutalismo, que é o tema do meu livro, se torna possível. É possível que o Trump decida destruir o Irão, que o Netanyahu faça o genocídio de Gaza e agora esteja a fazer no Líbano o que fez em Gaza, no sul do Líbano. É exactamente a mesma coisa. Vai destruir o sul do Líbano completamente", diz o especialista em relações internacionais. No capítulo em que aborda o que chama de dever de hospitalidade, Álvaro Vasconcelos considera que é neste aspecto que a Europa pode fazer a diferença "para superar o brutalismo contemporâneo, porque, por um lado, é uma das regiões do mundo onde as democracias ainda resistem ao assalto da extrema‑direita neofascista, e por outro porque a hospitalidade é a essência da sua sobrevivência". "Estamos a falar da União Europeia, a que se podem juntar alguns Estados, como a Noruega, como hoje o Brasil do Lula. Têm a mesma ambição de escapar ao brutalismo de Putin, Trump, Netanyahu, ao ‘tecno-totalitarismo' que domina a China. Verdadeiramente o único sítio do mundo em que ainda há um grupo de Estados que pode e quer resistir é na União Europeia, mas que tem estes aliados muito importantes que tem que procurar no Canadá, já procura no Brasil. Por isso, o acordo com o Mercosul é tão importante, apesar de a Argentina do Milei estar completamente na mesma linha de brutalismo. Mas o Brasil é um país importantíssimo. Na Ásia, o Japão, a Coreia do Sul. (…) Portanto, a Europa é a nossa esperança. Mas para que essa esperança não passe de uma utopia não realizada, para ser uma utopia realizada, é preciso que a Europa integre toda a sua vitalidade num projecto comum, (…) é preciso uma mudança radical de política. Ou seja, é preciso uma política que seja alternativa à política da extrema-direita. Claramente. E o que é que se deve fazer? Os imigrantes que são grande parte da população europeia ou originários na imigração devem ser cidadãos plenos, activos, integrados nas nossas sociedades, dando-lhes o voto. Aqueles que ainda não têm, damos-lhe a palavra, ouvindo-os e tornando as nossas democracias muito mais participativas", preconiza o autor. No seu livro, Álvaro Vasconcelos estabelece um elo directo entre o ‘tecno-totalitarismo', a negação dos direitos de boa parte da humanidade e a destruição do meio ambiente. "Um dos temas que eu acho que é muito importante é a questão do ambiente. Eu, aliás, começo o meu livro com uma citação do Camus que diz ‘A minha geração quis mudar o mundo. Não o mudou, mas pelo menos lutou para preservar o que de melhor tinha sido conquistado'. (…) O aquecimento global está a ser um problema gravíssimo que pode pôr em causa a vida na terra. E aí é lembrarmo-nos de Edgar Morin, um grande pensador. Eu cito Edgar Morin dez ou 15 vezes no meu livro. Ele diz que nós não estamos só perante um mundo que destrói a vida humana. Estamos num mundo em que a globalização foi extremamente destrutiva do ponto de vista económico e social. Criou também a consciência de um destino comum da humanidade a consciência de que estamos todos no mesmo barco. Ou seja, no barco da vida. Nós sabemos que a vida não é eterna. Mas enquanto estamos no barco da vida, não vamos cair no niilismo. Nem vamos cair na melancolia de esquerda. Isto é uma conclusão que alguém tirou do meu livro que eu sou contra a melancolia de esquerda. A melancolia de esquerda é nós pensarmos em tudo aquilo por que a gente lutou está a desaparecer e já não podemos fazer nada. Vai tudo acabar. Vai acabar a democracia, a liberdade. Vai voltar o racismo como política de Estado. Vai desaparecer a ordem internacional. Vai desaparecer o multilateralismo", diz o universitário. "Estamos perante uma guerra cultural. É um tema central, porque a guerra cultural é algo que acompanha a civilização europeia desde o Iluminismo e desde a Revolução Francesa. Houve sempre uma corrente que se opôs às conquistas de liberdade, igualdade, fraternidade da Revolução Francesa. Considerou sempre que a compaixão pelo outro não fazia nenhum sentido, que o homem era um animal fundamentalmente egoísta e violento E que tinha que ser treinado desde criancinha para a competição. E por isso, a cooperação não é uma questão fundamental da aprendizagem. As pessoas não aprendem a cooperar, aprendem a competir. Já vimos no sistema escolar como é terrível a competição. A infância nas grandes escolas. O que é que é difícil chegar lá acima. Portanto, formam-se elites que foram treinadas para a competição e não foram treinadas para a cooperação. E se nós não cooperarmos neste barco da vida, se não percebermos que o clima não tem fronteiras, que o aquecimento é global, que os calores do Norte de África chegam à Europa, que as transformações da Amazónia transformam as correntes do Atlântico e nos atingem também como europeus. Então não perceberemos que estamos todos no mesmo mundo. Mundo, terra, pátria, como diz o Edgar Morin. E que neste mundo, terra pátria, nós somos todos cidadãos, mesmo quando não somos considerados cidadãos", conclui Álvaro Vasconcelos.
El 13 i 14 de juny són les Diades Europees de l'Arqueologia i per aquesta ocasió el Museu de la Prehistòria de Talteüll obre les portes gratuïtament al públic.
O Parlamento de Sacramento aprovou 10 de junho como Dia de Portugal e 25 de Maio como Dia dos Açores. Na Noruega a artista Paula rego dá o mote às celebraçoes do 10 de Junho no Museu de Munch.See omnystudio.com/listener for privacy information.
La recreació del mític Floridita de l’Havana tornarà a ocupar un lloc destacat a la Fira dels Americanos de Lloret de Mar, que se celebrarà del 12 al 14 de juny amb més de 40 activitats per recordar el passat indià del municipi. L’espai, inspirat en el famós establiment cubà que va popularitzar el Daiquiri de la mà del lloretenc Constantí Ribalaigua, estarà ubicat a la plaça de la Vila i anirà a càrrec del Gremi de Bars i Restaurants de Lloret, a través del restaurant La Lonja. El president del gremi, Marc Linares, destaca que el Floridita servirà «especialitats com les tostones de plàtan, les arepas farcides de carn matxada o les maratxixarrones, així com còctels emblemàtics com el Daiquiri i el Mojito». Una de les novetats d’enguany serà el repartiment de 500 barrets oficials de la Fira dels Americanos. Més enllà del Floridita, la Fira dels Americanos tornarà a omplir els carrers de Lloret d’ambient indià amb el tradicional mercat al passeig Jacint Verdaguer, cercaviles, espectacles de circ modernista, animacions teatrals, tallers de balls caribenys i sessions musicals. La plaça de la Vila serà un dels principals escenaris de la programació, amb concerts i actuacions durant tot el cap de setmana. Entre les propostes destacades hi haurà les actuacions de Mixael Cabrera i Mariana y La Makinaria, les exhibicions de Dynamo Dance Team, les representacions teatrals d’«Els periodistes» i «Els banyistes» i la tradicional cantada d’havaneres amb el grup Peix Fregit. La vessant divulgativa també tindrà protagonisme amb activitats com la ruta indiana a Can Font i la visita guiada «Quan érem negrers» al Museu del Mar, que permetran aprofundir en la història dels indians i la seva empremta a Lloret de Mar. Podeu consultar la programació al web lloret.cat.
Boa Tarde Paiquerê - Entrevista com professora Sandra Regina Oliveira sobre Museu Escolar de Londrina - 05-06-2026
O Museu da Língua Portuguesa, instituição vinculada à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, decidiu cancelar a realização de uma exposição temporária dedicada à história e ao impacto do funk na cultura nacional.A medida foi tomada após forte pressão de parlamentares de direita.Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #MuseudaLínguaPortuguesa #funk #cancelamento #exposição #cultura #SãoPaulo #política #Alesp #debate #censura #pressão #parlamentares #oposição #patrimônio #música #sociedade #repercussão #podcast #atualidades #notícias
Governador Tarcísio de Freitas na Inauguração do Espaço Ruy Ohtake, Vale do Turismo e Anúncio do Museu Catavento em Olímpia
Governador Tarcísio de Freitas na Inauguração do Espaço Ruy Ohtake, Vale do Turismo e Anúncio do Museu Catavento em Olímpia
Avui dimecres parlem de la Fira dels Americanos que torna a Lloret amb tres dies d'activitats per reivindicar el passat indià de la vila. Lloret de Mar celebrarà del 12 al 14 de juny una nova edició de la Fira dels Americanos, amb un ampli programa d'activitats culturals, musicals i familiars inspirades en el llegat indià del municipi. El passeig Jacint Verdaguer i la plaça de la Vila es convertiran en els principals escenaris d'un cap de setmana que inclourà mercat indià, cercaviles, espectacles, concerts, tallers de balls caribenys i una cantada d'havaneres. La programació començarà aquest dijous amb una conferència inaugural sobre les guerres de Cuba i es completarà amb propostes culturals com la ruta indiana i activitats al Museu del Mar. En parlem amb la regidora Cristina Aymerich. Altres temes d'interès: Salut: Lloret de Mar acollirà per primera vegada la celebració del Dia Internacional del Ioga amb una sessió oberta al mirador de Sa Caleta. Serà el proper 20 de juny. Infraestructures: Aquests dies es duu a terme una campanya per asfaltar els carrers més malmesos, tant al centre com a barris i urbanitzacions, com Lloret Residencial o Molí. Cultura: Avui comença el cicle de sessions de contes a les places, que organitza la Biblioteca. Una novetat d'aquest estiu que s'inicia a la plaça Esteve Fàbregas de Fenals. Teatre: El Casal de l’Obrera presenta la comèdia NI AQUÍ NI ALLÀ amb el grup TRES PELS PÈLS. Serà aquest dissabte a dos quarts de nou del vespre. D'altra banda, “La Fàbrica de Xocolata”, la història de Willy Wonka, arriba aquest diumenge al Teatre de Lloret amb una proposta familiar en rus.
Lloret de Mar tornarà a mirar cap al seu passat indià del 12 al 14 de juny amb una nova edició de la Fira dels Americanos. Durant tres dies, els carrers del municipi s’ompliran de música, teatre, dansa i activitats culturals inspirades en l’època dels lloretencs que van marxar a fer les Amèriques, en una programació que enguany arriba a la tretzena edició. Abans, però, la fira escalfarà motors aquest dijous amb una conferència inaugural sobre les guerres de Cuba a càrrec del catedràtic Albert Garcia-Balañà (20h, edifici de Promoció Lloret). El cap de setmana central de la celebració estarà marcat per més de 40 activitats entre les quals s’inclouen el tradicional mercat indià del passeig Jacint Verdaguer, les cercaviles, les animacions teatrals, els espectacles de circ modernista, els tallers de balls caribenys i les actuacions musicals repartides per diferents espais del municipi. L’objectiu és recrear l’atmosfera d’aquella època i convertir Lloret en un aparador del seu patrimoni indià. De fet, la regidora Cristina Aymerich assegura que tindrem «una gran escenografia que convidarà a fer que moltes persones coneguin aquest llegat i el nostre patrimoni». «Lloret es transformarà durant uns dies amb un ambient cubà» Cristina Aymerich La plaça de la Vila es consolidarà com un dels principals escenaris de la fira, amb una programació continuada de concerts, exhibicions de dansa i activitats musicals. Entre les novetats d’aquesta edició destaquen les actuacions de Mixael Cabrera i Mariana y La Makinaria, els espectacles de Dynamo Dance Team i les representacions teatrals d'»Els periodistes» i «Els banyistes». Tampoc hi faltarà una de les cites més tradicionals del programa, la cantada d’havaneres amb el grup Peix Fregit. Més enllà de l’oferta festiva, la Fira dels Americanos manté la voluntat de divulgar una part important de la història local. En aquest sentit, Aymerich defensa que cal continuar explicant «la història dels lloretencs que van anar a fer les Amèriques, que alguns van tornar amb la maleta plena i d’altres no van tenir tanta sort». Un llegat que, segons recorda la regidora, encara és visible al municipi a través d’espais com Can Font i d’elements culturals associats a aquella època. Precisament, la divulgació històrica tornarà a tenir un paper destacat amb activitats com la ruta indiana a Can Font i la visita guiada «Quan érem negrers» al Museu del Mar, dues propostes que permetran aprofundir en la relació de Lloret amb el fenomen indià.
- se você já disse essa frase e acredita nela, deveria pensar um pouquinho sobre isso. O passado tem grande importância. Sem ele, a sua vida não existiria.Para muitos, o passado precisa ser esquecido, pois ele só traz dor e sofrimento. Mas seria mesmo? Em tudo precisamos de equilíbrio, e nosso olhar para o passado não pode ser diferente.Veja o que diz o Salmo 77 no verso 11: "Recordarei os feitos do Senhor; certamente me lembrarei das tuas maravilhas da antiguidade."O salmista olha para o passado de forma saudável. É no passado que estão registrados momentos de suma importância de sua caminhada com Deus. É no passado que muitos milagres de Deus ficaram registrados. É no passado...Sem o passado não existiria o presente e nem muito menos o futuro. Sem o passado não teríamos conhecimento e nem esperança.Se seu passado não foi legal, reconcilie-se com ele. Não finja, não ignore. Apenas trate, e permita viver um presente e um futuro transformados por Deus.
Programa especial des del Museu Arqueològic Comarcal de Banyoles amb l'alcalde Miquel Noguer, el guia del museu Joan Frigola, el director del Festival (a)phònica Francesc Viladiu, l'arquitecte restaurador de les pesqueres de l'Estany Antoni Bramon i Moltforts, la banda que ha compost música per a les pel•lícules d'Albert Serra
Um acervo com mais de cem peças que não se encontram mais compõem o acervo do Museu da Farmácia de Higienópolis, em São Paulo. O criador, Paulo Queiroz Marques, foi entrevistado em 2004 por Geraldo Nunes nos estúdios da saudosa Rádio Eldorado AM.
O documentário “Circularidade” integrou a programação do 18° Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul e foi exibido no Museu de Arte do Rio (MAR), em abril. Parte de uma série produzida pelo projeto de extensão Atlântica Lab, o filme investiga o ato de reunir-se em roda na perspectiva da cultura afro-brasileira. Nossa reportagem ouviu a professora da Escola de Comunicação (ECO) Ana Lúcia Nunes de Sousa, que assina a direção, o estudante de Radialismo Thalys Maia, responsável pela fotografia e pela montagem, e o estudante de jornalismo Júlio Cezar Rodrigues, que assistiu à produção.O Atlântica Lab, que integra o Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária (LECC) da UFRJ, recebe novos extensionistas. Para conhecer o projeto, acompanhe o perfil no Instagram: @atlantica.lab. Para se candidatar, basta preencher este formulário.Reportagem: Juliana BeckerEdição: Thiago Kropf
Por ocasião do Dia da Terra, em abril de 2026, Nova Acrópole promove um díálogo entre a Ciência e a Filosofia, com a participação do cientista Fabio Rubio Scarano e do filósofo Luis Carlos Marques - diálogo este mediado pela professora Lúcia Helena Galvão, da Nova Acrópole.Participam desta reflexão: Lúcia Helena Galvão - professora, escritora, conferencista e poetisa, que dedica-se há mais de 30 anos ao estudo da Filosofia e ao estabelecimento da Escola de Filosofia Nova Acrópole no Brasil; Luis Carlos Marques Fonseca - Engenheiro, instrutor de Filosofia há mais de 40 anos, conferencista, escritor, Diretor-Presidente de Nova Acrópole Brasil (seção norte); Fabio Rubio Scarano - Engenheiro florestal, PHD em Ecologia, ex-colaborador da ONU, escritor e curador do Museu do Amanhã no Rio de Janeiro.
• Actualitat Terres de l'Ebre: repàs de les principals notícies del territori amb les emissores col·laboradores. • Entrevista del Dia: Mescla Deltebre 2026 continua consolidant-se com una de les grans cites de la gastronomia i el turisme al delta de l'Ebre. Parlem amb Daniel Brasé, secretari de la FIHRT Terres de l'Ebre, sobre el creixement de la mostra, el paper del producte de proximitat i l'impacte de Mescla en el sector de l'hostaleria i la restauració. • De Poble en Poble: des de La Plana Ràdio, la companya Tere Giné ens descobreix la primera Milla Urbana de Santa Bàrbara, una nova cita esportiva vinculada al boom del running al municipi. • Educació: des de Ràdio Tortosa, la companya Núria Mora conversa amb l'alumnat i el professorat de l'Institut Dertosa sobre Entre Mirades, l'exposició d'arts plàstiques que es pot visitar al Museu de Tortosa.
El Centre d'Atenció Primària de Sitges i Museus de Sitges han posat en marxa el projecte pilot "Lligams.Art que crea vincles" una iniciativa adreçada a persones grans afectades per la sol·litud no desitjada. Un total de divuit persones han participat en un total de set sessions, la darrera se celebrarà el proper 25 de maig al Mirador del Museu de Maricel. Els Museus de Sitges s'han convertit així en espai terapèutic on l'art passa a ser una eina d'expressió emocional. N'hem parlat amb el referent de benestar emocional del CAP de Sitges, Jesús Fleta. L'entrada Receptar Art per combatre la sol·litud ha aparegut primer a Radio Maricel.
No centenário da morte de Claude Monet, a França transforma Giverny, famoso vilarejo da Normandia que abrigou o pintor, em palco de revisões críticas sobre o nascimento do impressionismo. A exposição Antes das Ninféias: Monet descobre Giverny (1883–1890) desloca o foco das telas consagradas para o risco e as escolhas de um artista que rompeu com o academicismo. A mostra revela como paisagem, luz e técnica redefiniram a pintura moderna, num gesto que ainda hoje molda nosso modo de ver a arte. Há um século, morria Claude Monet, o mais famoso dos impressionistas. O pintor é homenageado em 2026 com várias exposições e eventos comemorativos que se multiplicam na França – em Paris, Le Havre e Giverny – , e também em outros países. Autor das mundialmente célebres Ninféias (série de pinturas de vitórias-régias e jardins aquáticos), ele sucumbiu em 5 de dezembro de 1926 a um câncer de pulmão. Monet fumava muito e era conhecido por manter hábitos alimentares bastante particulares – costumava comer andouillette no café da manhã, um tipo de embutido tradicional francês feito com tripas de porco ou de boi, acompanhado de uma taça de vinho branco. Ele morreu, aos 86 anos, em seu ateliê-jardim em Giverny, cercado por suas últimas telas e pelas flores que tanto amava. “Ele cai literalmente entre suas obras e o jardim, que era ao mesmo tempo espaço de vida e de trabalho”, observa Marie Delbarre, assistente de pesquisa do Museu dos Impressionismos de Giverny e co-curadora da mostra. Para ela, o dado biográfico não é anedótico, mas ajuda a entender a "fusão radical entre arte e natureza" que define Monet. Delbarre lembra que o pintor convivia com excessos e possuía uma notória instabilidade emocional. “Era alguém extremamente determinado, mas atravessado por momentos reais de desespero”, afirma, citando cartas em que Monet relata humilhações financeiras e até uma tentativa confusa de suicídio – por afogamento, sendo que ele era exímio nadador. Longe do gênio sereno das reproduções de calendário, emerge em Giverny um artista tenso, obsessivo e muito exigente consigo mesmo. Temperamento explosivo Esse temperamento explosivo também deixava marcas físicas. “Quando não estava satisfeito, ele destruía telas a golpes de bota ou queimava pinturas no jardim”, conta Delbarre. A fúria não era teatral, mas fazia parte de um método em que nada podia sobreviver sem atender ao rigor absoluto da luz certa. Para Marie Delbarre, há um consenso fundamental quando se observa a obra de Claude Monet: mais do que buscar uma reprodução fiel da realidade, o pintor se empenhou em apreender os efeitos da luz natural. “Essa foi a grande paixão de Monet, à qual ele dedicou toda a vida”, afirma. Definir o impressionismo, no entanto, é tarefa menos simples. Segundo ela, trata‑se de um movimento que não nasceu de um manifesto artístico, como ocorreu com o futurismo. "O grupo reunia personalidades artísticas muito distintas, o que torna difícil formular uma definição única e rigorosa que dê conta, ao mesmo tempo, de Monet e de seus pares", afirma. O que foi, afinal, o impressionismo Definir o impressionismo nunca foi, de fato, simples. “Não é um movimento teorizado pelos artistas”, explica Delbarre. O termo nasce do olhar crítico – muitas vezes hostil – de jornalistas e comentaristas da época, a partir do quadro Impression, soleil levant (1872), onde Monet representa o porto de Le Havre, cidade francesa onde o artista passou a infância. Mais do que um programa, havia afinidades e tensões entre personalidades muito diferentes. Monet, Renoir, Degas e Caillebotte nem sempre pintavam a mesma coisa. “Com Monet, o paisagem é central; com Renoir, as figuras humanas ocupam outro lugar”, diz a curadora. O ponto comum estava na recusa ao modelo acadêmico e na aposta na experiência direta do mundo visível, sem idealizações históricas ou mitológicas. Vale lembrar que até meados do século XIX, a grande pintura europeia exaltava cenas bíblicas, heróis antigos e narrativas literárias. O impressionismo rompe esse pacto. “Eles pintam o lazer moderno, o trem a vapor, a cidade, o campo visto como campo”, sintetiza Delbarre. A luz como problema central Se há um eixo incontornável no impressionismo, trata-se da luz. “Captar os efeitos da luz natural foi a grande paixão de Monet, à qual ele dedicou a vida inteira”, afirma a pesquisadora. Isso explica tanto as séries – como catedrais, fardos de feno ou, depois, as Ninféias – quanto a obsessão por pintar sob condições específicas, às vezes impraticáveis. As cores chocavam. “Eram mais puras, mais vivas, com uma pincelada visível que antes ficava restrita ao esboço”, explica Delbarre. Aos olhos dos contemporâneos, parecia descuido ou afronta. “O público recebia aquilo como um balde de tinta no rosto”, diz, sem exagero. Vista hoje em museus, a pintura impressionista ainda se impõe. “Quando colocada ao lado de uma obra acadêmica, parece irradiar luz da parede”, observa a curadora. O efeito não era acidental, mas fruto de uma escolha técnica e estética coerente. Fora do Salão de Arte, contra o sistema Ser recusado pelo Salão oficial de Paris significava quase desaparecer. “Era praticamente o único meio de se tornar conhecido por público e colecionadores”, lembra Delbarre, ao se referir à principal exposição artística organizada pela Academia francesa desde 1667, que ditava o gosto oficial e consagrava carreiras entre os séculos XVIII e XIX. Monet e seus amigos sabiam o risco que corriam ao desafiar o júri, dominado por professores ligados ao neoclassicismo. A pintura ao ar livre era vista como heresia. “Uma inconsistência total”, resume ela. Herdada em parte da Escola de Barbizon, pioneira na prática de pintar ao ar livre, valorizando paisagens comuns, campos, florestas e a vida rural, essa prática ganhava com Monet e seus pares um grau de radicalidade inédita, tanto pelo tema quanto pela execução. Um detalhe técnico foi decisivo: o tubo de tinta industrial. “Antes, pintar a óleo fora do ateliê era quase impossível”, explica Delbarre. Com o novo suporte portátil, a pintura pôde finalmente acompanhar o tempo, o vento e a mudança da luz – fatores centrais para a revolução impressionista. De Giverny ao mundo A exposição mostra justamente o momento em que esse caminho se consolida. Ao se instalar no pequeno vilarejo da Normandia, Monet encontra um laboratório a céu aberto. “É ali que ele começa a organizar a vida em função da pintura”, afirma Delbarre. Para além do encanto turístico, Giverny foi um campo de batalha estética. As escolhas feitas ali – de motivo, técnica e método – moldaram não apenas a obra tardia de Monet, mas a própria noção de pintura moderna. Cem anos depois, revisitar esse processo ajuda a separar o clichê do risco original que ainda sustenta o impressionismo. A mostra Antes das Ninféias: Monet descobre Giverny (1883–1890) fica em cartaz em Giverny até o dia 5 de julho de 2026.
Beatriz Sosa és subalterna i treballa en diferents aspectes del Museu. Ens comenta què suposa per ella treballar en una institució cultural com aquesta. La celebració del Dia Internacional dels Museus és, any rere any, una oportunitat per reivindicar el paper dels museus com a espais vius, oberts i connectats amb la societat. El 2026, el Museu de Menorca s'hi suma amb una proposta que combina patrimoni, experiència cultural i participació ciutadana, alineant-se amb l'esperit global d'aquesta jornada impulsada per l'ICOM sota el lema Museus unint un món dividit, que posa el focus en el diàleg, la inclusió i la construcció de comunitat a través de la cultura. Més que una simple efemèride, el Dia Internacional dels Museus s'ha convertit en una invitació a redescobrir aquests equipaments com a espais de trobada i reflexió. A Menorca, aquesta celebració pren una dimensió especialment significativa, ja que el museu actua com a pont entre el passat i el present de l'illa. Una celebració cultural arrelada al territori El Museu de Menorca entén aquesta jornada com una oportunitat per reforçar el vincle amb el públic local i visitant. Situat al cor de Maó i instal·lat en un antic convent franciscà, el museu esdevé un escenari privilegiat per reivindicar la memòria històrica menorquina i la seva riquesa patrimonial. En el marc del Dia Internacional dels Museus 2026, la institució aposta per una experiència cultural singular: el maridatge musical al museu, una activitat pensada per a públic adult que combina música, patrimoni i degustació en un entorn patrimonial únic. Aquesta proposta tindrà lloc al claustre del museu i ofereix una experiència sensorial que transcendeix la visita tradicional, convertint el patrimoni en una vivència compartida. Aquest tipus d'activitats responen a una nova manera d'entendre els museus: no només com a espais d'exposició, sinó com a escenaris d'experiències culturals capaces d'activar emocions i generar connexions amb el públic. El museu com a espai d'experiència i participació El Dia Internacional dels Museus convida a replantejar la relació entre institucions culturals i ciutadania. El Museu de Menorca participa d'aquesta filosofia apostant per formats que fomenten la proximitat i la participació activa. El maridatge musical no és només una activitat lúdica; és també una manera d'interpretar el patrimoni des d'una mirada contemporània. La música i el vi dialoguen amb l'arquitectura històrica del claustre i amb el relat museogràfic del centre, creant un ambient que afavoreix la conversa, l'intercanvi i el descobriment cultural. Aquest plantejament connecta plenament amb l'esperit internacional de la celebració, que defensa els museus com a agents socials capaços d'unir persones de procedències diverses i generar espais de convivència cultural. En aquest sentit, el Museu de Menorca reforça la seva funció com a institució oberta, adaptable i compromesa amb la comunitat, apostant per iniciatives que fan accessible la cultura a nous públics. Una cita dins el calendari cultural de Menorca La commemoració del Dia Internacional dels Museus s'inscriu també dins un moviment global que cada mes de maig mobilitza museus d'arreu del món amb activitats especials, horaris ampliats i propostes gratuïtes o participatives pensades per acostar la cultura a tothom. A Menorca, aquesta jornada reforça el paper del museu com a motor cultural de l'illa. L'activitat programada no només celebra el patrimoni històric, sinó que contribueix a dinamitzar la vida cultural local i a consolidar el museu com un espai contemporani, capaç de dialogar amb les inquietuds actuals.
Muns Anglada és arqueòloga i investigadora. Ella ens pot ajudar a entrar virtualment en aquells indrets dels museus on es treballa a nivell de laboratori, científic i amb el fons patrimonial del Museu de Menorca. La celebració del Dia Internacional dels Museus és, any rere any, una oportunitat per reivindicar el paper dels museus com a espais vius, oberts i connectats amb la societat. El 2026, el Museu de Menorca s'hi suma amb una proposta que combina patrimoni, experiència cultural i participació ciutadana, alineant-se amb l'esperit global d'aquesta jornada impulsada per l'ICOM sota el lema Museus unint un món dividit, que posa el focus en el diàleg, la inclusió i la construcció de comunitat a través de la cultura. Més que una simple efemèride, el Dia Internacional dels Museus s'ha convertit en una invitació a redescobrir aquests equipaments com a espais de trobada i reflexió. A Menorca, aquesta celebració pren una dimensió especialment significativa, ja que el museu actua com a pont entre el passat i el present de l'illa.Una celebració cultural arrelada al territoriEl Museu de Menorca entén aquesta jornada com una oportunitat per reforçar el vincle amb el públic local i visitant. Situat al cor de Maó i instal·lat en un antic convent franciscà, el museu esdevé un escenari privilegiat per reivindicar la memòria històrica menorquina i la seva riquesa patrimonial.En el marc del Dia Internacional dels Museus 2026, la institució aposta per una experiència cultural singular: el maridatge musical al museu, una activitat pensada per a públic adult que combina música, patrimoni i degustació en un entorn patrimonial únic. Aquesta proposta tindrà lloc al claustre del museu i ofereix una experiència sensorial que transcendeix la visita tradicional, convertint el patrimoni en una vivència compartida. Aquest tipus d'activitats responen a una nova manera d'entendre els museus: no només com a espais d'exposició, sinó com a escenaris d'experiències culturals capaces d'activar emocions i generar connexions amb el públic.El museu com a espai d'experiència i participacióEl Dia Internacional dels Museus convida a replantejar la relació entre institucions culturals i ciutadania. El Museu de Menorca participa d'aquesta filosofia apostant per formats que fomenten la proximitat i la participació activa.El maridatge musical no és només una activitat lúdica; és també una manera d'interpretar el patrimoni des d'una mirada contemporània. La música i el vi dialoguen amb l'arquitectura històrica del claustre i amb el relat museogràfic del centre, creant un ambient que afavoreix la conversa, l'intercanvi i el descobriment cultural.Aquest plantejament connecta plenament amb l'esperit internacional de la celebració, que defensa els museus com a agents socials capaços d'unir persones de procedències diverses i generar espais de convivència cultural. En aquest sentit, el Museu de Menorca reforça la seva funció com a institució oberta, adaptable i compromesa amb la comunitat, apostant per iniciatives que fan accessible la cultura a nous públics.Una cita dins el calendari cultural de MenorcaLa commemoració del Dia Internacional dels Museus s'inscriu també dins un moviment global que cada mes de maig mobilitza museus d'arreu del món amb activitats especials, horaris ampliats i propostes gratuïtes o participatives pensades per acostar la cultura a tothom. A Menorca, aquesta jornada reforça el paper del museu com a motor cultural de l'illa. L'activitat programada no només celebra el patrimoni històric, sinó que contribueix a dinamitzar la vida cultural local i a consolidar el museu com un espai contemporani, capaç de dialogar amb les inquietuds actuals.El claustre es converteix així en un punt de trobada on història, música i experiència compartida conflueixen, generant una nova manera d'apropar-se al patrimoni menorquí.Celebrar el passat pensant en el futurEl Dia Internacional dels Museus 2026 al Museu de Menorca és, en definitiva, una invitació a mirar el patrimoni des d'una perspectiva viva i participativa. Lluny de la idea de museu estàtic, la proposta posa en valor la capacitat dels equipaments culturals per evolucionar i connectar amb la societat contemporània.A través d'una activitat que combina cultura, emoció i convivència, el museu reafirma el seu compromís amb la divulgació del patrimoni i amb la creació d'experiències significatives per al públic. Celebrar el Dia Internacional dels Museus és, al cap i a la fi, celebrar la cultura com a espai compartit: un lloc on e
La directora del Museu de Menorca, Carolina Desel, ens explica la importància de la celebració d'un dia com aquest. La celebració del Dia Internacional dels Museus és, any rere any, una oportunitat per reivindicar el paper dels museus com a espais vius, oberts i connectats amb la societat. El 2026, el Museu de Menorca s'hi suma amb una proposta que combina patrimoni, experiència cultural i participació ciutadana, alineant-se amb l'esperit global d'aquesta jornada impulsada per l'ICOM sota el lema *Museus unint un món dividit*, que posa el focus en el diàleg, la inclusió i la construcció de comunitat a través de la cultura. Més que una simple efemèride, el Dia Internacional dels Museus s'ha convertit en una invitació a redescobrir aquests equipaments com a espais de trobada i reflexió. A Menorca, aquesta celebració pren una dimensió especialment significativa, ja que el museu actua com a pont entre el passat i el present de l'illa.Una celebració cultural arrelada al territoriEl Museu de Menorca entén aquesta jornada com una oportunitat per reforçar el vincle amb el públic local i visitant. Situat al cor de Maó i instal·lat en un antic convent franciscà, el museu esdevé un escenari privilegiat per reivindicar la memòria històrica menorquina i la seva riquesa patrimonial.En el marc del Dia Internacional dels Museus 2026, la institució aposta per una experiència cultural singular: el maridatge musical al museu, una activitat pensada per a públic adult que combina música, patrimoni i degustació en un entorn patrimonial únic. Aquesta proposta tindrà lloc al claustre del museu i ofereix una experiència sensorial que transcendeix la visita tradicional, convertint el patrimoni en una vivència compartida. Aquest tipus d'activitats responen a una nova manera d'entendre els museus: no només com a espais d'exposició, sinó com a escenaris d'experiències culturals capaces d'activar emocions i generar connexions amb el públic.El museu com a espai d'experiència i participacióEl Dia Internacional dels Museus convida a replantejar la relació entre institucions culturals i ciutadania. El Museu de Menorca participa d'aquesta filosofia apostant per formats que fomenten la proximitat i la participació activa.El maridatge musical no és només una activitat lúdica; és també una manera d'interpretar el patrimoni des d'una mirada contemporània. La música i el vi dialoguen amb l'arquitectura històrica del claustre i amb el relat museogràfic del centre, creant un ambient que afavoreix la conversa, l'intercanvi i el descobriment cultural.Aquest plantejament connecta plenament amb l'esperit internacional de la celebració, que defensa els museus com a agents socials capaços d'unir persones de procedències diverses i generar espais de convivència cultural. En aquest sentit, el Museu de Menorca reforça la seva funció com a institució oberta, adaptable i compromesa amb la comunitat, apostant per iniciatives que fan accessible la cultura a nous públics.Una cita dins el calendari cultural de MenorcaLa commemoració del Dia Internacional dels Museus s'inscriu també dins un moviment global que cada mes de maig mobilitza museus d'arreu del món amb activitats especials, horaris ampliats i propostes gratuïtes o participatives pensades per acostar la cultura a tothom. A Menorca, aquesta jornada reforça el paper del museu com a motor cultural de l'illa. L'activitat programada no només celebra el patrimoni històric, sinó que contribueix a dinamitzar la vida cultural local i a consolidar el museu com un espai contemporani, capaç de dialogar amb les inquietuds actuals.El claustre es converteix així en un punt de trobada on història, música i experiència compartida conflueixen, generant una nova manera d'apropar-se al patrimoni menorquí.Celebrar el passat pensant en el futurEl Dia Internacional dels Museus 2026 al Museu de Menorca és, en definitiva, una invitació a mirar el patrimoni des d'una perspectiva viva i participativa. Lluny de la idea de museu estàtic, la proposta posa en valor la capacitat dels equipaments culturals per evolucionar i connectar amb la societat contemporània.A través d'una activitat que combina cultura, emoció i convivència, el museu reafirma el seu compromís amb la divulgació del patrimoni i amb la creació d'experiències significatives per al públic. Celebrar el Dia Internacional dels Museus és, al cap i a la fi, celebrar la cultura com a espai compartit: un lloc on el passat inspira el present i obre camins cap al futur.
• Actualitat Terres de l'Ebre: repàs informatiu del dia amb les emissores col·laboradores. • Entrevista del Dia: l'artista Ignasi Blanch presenta al Museu d'Art de l'Abadia de Montserrat l'exposició Porta'm a la terra en un dibuix, una mostra marcada pels records, la memòria emocional i els paisatges interiors. Parlem amb ell sobre creació, sensibilitat i el poder del dibuix per retenir la memòria. • De Poble en Poble: la companya Núria Mora, des de Ràdio Tortosa, conversa amb la periodista Maricel Chavarria sobre el llibre Rosalía, por ahí por Barcelona. • Identitats: des de Ràdio Móra la Nova, descobrim la trajectòria d'Àngels Pérez Tarragó, reconeguda amb el Premi Neus Gràcia 2026 per la seua aportació a la llengua, la cultura i l'educació catalanes.
Avui dimecres informem que és tot a punt per als premis Guitart, que reconeixen talent i compromís. Lloret de Mar es prepara per acollir aquest dijous, la 12a edició dels Premis Climent Guitart, una cita ja consolidada que reconeix el talent i el compromís social, educatiu, empresarial i cultural. La gala tindrà lloc a l'Hotel Central Park i reunirà representants de diversos àmbits del territori en una vetllada que combinarà reconeixement i celebració. Els guardons distingeixen iniciatives i persones destacades en la formació, l'emprenedoria, la solidaritat i la música, amb la voluntat de valorar aportacions positives a la societat. Parlem amb Cristina Cabañas, presidenta de la fundació Guitart. Altres temes d'interès: Cultura: Els Jardins de Santa Clotilde acolliran aquest estiu quatre concerts del cicle Candlelight, amb música en directe molt coneguda, en què els intèrprets només estan il·luminats amb espelmes. En parlem amb la regidora de Patrimoni, Cristina Aymerich. Tot seguit, sabem com es presenta el festival Lloret Negre. Arriba aquest cap de setmana amb tertúlies, debats i presentacions de llibres. La seva impulsora, Angelique Pfitzner, en dona els detalls. Tradició: Ens interessem per la Festa de les Flors que arriba aquest diumenge a les Alegries. Celebracions: Avui se celebra el dia europeu del mar amb portes obertes i visites guiades al Museu del Mar i a Es Tint. Esports: Repassem resultats de natació i rítmica.
Isabel limpia en el Museo desde hace 20 años. Su función no es baladí. Nos explica el día a día de tener 5.000 metros cuadrados presentables para la siguiente visita. Su fuerte son las vitrinas. Nadie las deja mejor que ella. La celebración del Día Internacional de los Museos es año tras año una oportunidad para reivindicar el papel de los museos como espacios vivos, abiertos y conectados con la sociedad. En 2026, el Museo de Menorca se suma con una propuesta que combina patrimonio, experiencia cultural y participación ciudadana, alineándose con el espíritu global de esta jornada impulsada por el ICOM bajo el lema Museos uniendo un mundo dividido, que pone el foco en el diálogo, la inclusión y la construcción de comunidad a través de la cultura.Más que una simple efeméride, el Día Internacional de los Museos se ha convertido en una invitación a redescubrir estos equipamientos como espacios de encuentro y reflexión. En Menorca, esta celebración toma una dimensión especialmente significativa, puesto que el museo actúa como puente entre el pasado y el presente de la isla.Una celebración cultural arraigada en el territorioEl Museu de Menorca entiende esta jornada como una oportunidad para reforzar el vínculo con el público local y visitante. Situado en el corazón de Mahón e instalado en un antiguo convento franciscano, el museo se convierte en un escenario privilegiado para reivindicar la memoria histórica menorquina y su riqueza patrimonial.En el marco del Día Internacional de los Museos 2026, la institución apuesta por una experiencia cultural singular: el maridaje musical en el museo, una actividad pensada para público adulto que combina música, patrimonio y degustación en un entorno patrimonial único. Esta propuesta tendrá lugar en el claustro del museo y ofrece una experiencia sensorial que trasciende la visita tradicional, convirtiendo el patrimonio en una vivencia compartida.Este tipo de actividades responde a una nueva forma de entender los museos: no sólo como espacios de exposición, sino como escenarios de experiencias culturales capaces de activar emociones y generar conexiones con el público.El museo como espacio de experiencia y participaciónEl Día Internacional de los Museos invita a replantear la relación entre las instituciones culturales y la ciudadanía. El Museo de Menorca participa en esta filosofía apostando por formatos que fomentan la proximidad y la participación activa.El maridaje musical no es sólo una actividad lúdica; es también una forma de interpretar el patrimonio desde una mirada contemporánea. La música y el vino dialogan con la arquitectura histórica del claustro y con el relato museográfico del centro, creando un ambiente que favorece la conversación, el intercambio y el descubrimiento cultural.Este planteamiento conecta plenamente con el espíritu internacional de la celebración, que defiende a los museos como agentes sociales capaces de unir a personas de procedencias diversas y generar espacios de convivencia cultural.En este sentido, el Museu de Menorca refuerza su función como institución abierta, adaptable y comprometida con la comunidad, apostando por iniciativas que hacen accesible la cultura a nuevos públicos.Una cita en el calendario cultural de MenorcaLa conmemoración del Día Internacional de los Museos se inscribe también en un movimiento global que cada mes de mayo moviliza museos de todo el mundo con actividades especiales, horarios ampliados y propuestas gratuitas o participativas pensadas para acercar la cultura a todos.En Menorca, esta jornada refuerza el papel del museo como motor cultural de la isla. La actividad programada no sólo celebra el patrimonio histórico, sino que contribuye a dinamizar la vida cultural local y consolidar el museo como un espacio contemporáneo, capaz de dialogar con las inquietudes actuales.El claustro se convierte así en un punto de encuentro donde historia, música y experiencia compartida confluyen, generando una nueva forma de acercarse al patrimonio menorquín.Celebrar el pasado pensando en el futuroEl Día Internacional de los Museos 2026 en el Museo de Menorca es, en definitiva, una invitación a mirar el patrimonio desde una perspectiva viva y participativa. Lejos de la idea de museo estático, la propuesta pone en valor la capacidad de los equipamientos culturales para evolucionar y conectar con la sociedad contemporánea.A través de una actividad que combina cultura, emoción y convivencia, el museo reafirma su compromiso con la divulgación del patrimonio y la creación de experiencias significativas para el público. Celebrar el Día Internacional
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta segunda-feira (18): O técnico Carlo Ancelotti divulga nesta segunda-feira (18), às 17h, a lista final com os 26 convocados da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026. O anúncio será realizado em um evento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, onde o treinador italiano apresentará oficialmente os jogadores escolhidos para representar o Brasil no Mundial. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou neste domingo (17) que a análise do pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o caso do Banco Master seguirá o regimento interno da Casa. Atualmente, o Congresso Nacional acumula sete pedidos de investigação relacionados ao caso, sendo um deles protocolado na Câmara. Durante conversa com jornalistas na Corrida da Câmara, em Brasília, Motta declarou que a situação receberá “tratamento regimental” e que a decisão será tomada conforme as regras da Câmara dos Deputados. Motta ainda afirmou ue a votação do fim da escala de trabalho 6x1 será uma das prioridades da Casa ainda neste mês de maio. Segundo o parlamentar, a proposta precisa ser construída em diálogo com diferentes setores da sociedade e não pertence a nenhum partido específico. O texto está em análise em uma comissão especial criada para discutir a PEC, e a expectativa é que o relator, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), apresente uma primeira versão do parecer na quarta-feira. Após a votação na comissão, a proposta ainda precisará passar pelo plenário da Câmara e pelo Senado. O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) vai viajar para São Paulo para participar de reuniões com empresários, investidores da Faria Lima e representantes do setor financeiro. O objetivo dos encontros é conter os danos políticos, acalmar o mercado e tentar preservar sua imagem após a divulgação de áudios envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Rio apuram uma denúncia sobre o uso irregular de jatinhos pelo ex-governador Cláudio Castro. A deputada estadual Martha Rocha protocolou uma representação pedindo a abertura de investigações por possível improbidade administrativa e desvio de finalidade no uso de aeronaves fretadas pelo ex-governador. O documento cita contratos que somam quase R$ 30 milhões destinados ao fretamento e manutenção de aeronaves, incluindo acordo firmado com a empresa Líder Táxi Aéreo. Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (17) pela Folha de S.Paulo mostra que 70% dos brasileiros avaliam que a relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Congresso Nacional é marcada mais por confronto do que por colaboração. Segundo o levantamento, 20% acreditam que existe mais cooperação entre os poderes, enquanto 2% dizem não enxergar nem confronto nem colaboração. Outros 8% afirmaram não saber responder. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a subir o tom contra o Irã e afirmou que “o tempo está se esgotando” enquanto as negociações para encerrar a guerra seguem paralisadas. Em publicação na Truth Social, Trump escreveu que o Irã precisa agir rapidamente “ou não restará nada deles”. O presidente também compartilhou uma imagem do Oriente Médio coberta por uma bandeira dos Estados Unidos, com setas vermelhas apontando diretamente para o território iraniano. Vários países europeus estão negociando com o Irã para obter autorização de travessia pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo que permanece bloqueada desde o início da guerra no Oriente Médio. A informação foi divulgada neste sábado (16) pela televisão estatal iraniana. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira no Morning Show desta segunda-feira (18): O técnico Carlo Ancelotti divulga os nomes da convocação definitiva da seleção brasileira na tarde desta segunda-feira (18), no Museu do Amanhã no Rio de Janeiro. A grande dúvida da convocação é a presença de Neymar Jr, do Santos. O Instituto Datafolha divulgou uma pesquisa sobre a relação entre o Congresso e o Governo. Os números apontam que a percepção da população é de que os dois poderes não têm uma boa relação, com 70% dos entrevistados enxergando um cenário mais de confronto do que de colaboração. Em entrevista ao jornal americano ‘The Washington Post', o presidente Lula (PT) afirmou que “Trump já sabe que sou melhor que Bolsonaro (PL)”, e que não vai fazer o presidente americano desgostar do ex-presidente conservador. O deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos) irá apresentar um projeto para instituir um “cashback” da revogação da “taxa das blusinhas”. A ideia é que famílias de baixa renda cadastradas no CadÚnico possam receber de volta 50% da taxa de Contribuição de Bens e Serviços (CBS) e 20% do Imposto sobre Bens e Serviços. O partido Democracia Cristã (DC), que já havia lançado Aldo Rebelo (DC) como pré-candidato à Presidência da República, anunciou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC), ao mesmo cargo. O anúncio revoltou Aldo Rebelo, que diz manter sua candidatura. Uma nova massa de ar polar extensa provocará uma semana de temperaturas mais baixas no Brasil até esta sexta-feira (22). Entretanto, a formação de um El Niño deve voltar a aquecer a temperatura até o final do ano, com chuvas no Sul e secas no Nordeste. Em meio à escalada da crise diplomática entre Estados Unidos e Irã, a FIFA realizou uma reunião com representantes do futebol iraniano para alinhar detalhes da participação da seleção do país na Copa do Mundo de 2026, torneio que terá jogos nos Estados Unidos, Canadá e México. O secretário-geral da entidade, Mattias Grafstrom, afirmou que a organização trabalha para garantir que a experiência do Irã na América do Norte seja “a mais impecável, produtiva e agradável possível”. O humorista Márvio Lúcio, conhecido nacionalmente como Carioca, retorna ao Grupo Jovem Pan quase oito anos após sua saída da emissora. O retorno acontece com o novo programa humorístico noturno “Isso Não É Um Talk Show”, sempre de terça a sexta-feira, às 22h30. A cantora colombiana Shakira receberá de volta R$ 350 milhões da Suprema Corte da Espanha. A corte absolveu a cantora da acusação de fraude fiscal e do pagamento de € 60 milhões em impostos, referentes à declaração do imposto de renda de 2018. Como o Ministério Público e a Procuradoria do Estado decidiram não apresentar denúncia contra Shakira por falta de provas, e a multa já havia sido paga, coube à Justiça devolver o valor corrigido à cantora pop. A Justiça deu um prazo de 90 dias para o influenciador Whindersson Nunes lançar uma música de um compositor que o está processando. Whindersson teria firmado um acordo para lançar uma música de Juvenal Ungarelli até 10 de abril, o que não aconteceu. O músico pede uma indenização de R$ 110 mil. A cantora Ivete Sangalo, solteira há 6 meses, foi flagrada em clima de romance com o empresário Thiago Maia, que trabalha com Ivete e foi responsável pela turnê “Clareou”. A cena ocorreu no casamento de amigos da cantora na Itália. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
El violinista igualad
Lloret de Mar se suma un any més al Dia Internacional dels Museus amb una programació especial impulsada des de l'àrea de Patrimoni que inclou visites guiades, jornades de portes obertes i activitats gratuïtes entre el 16 i el 18 de maig. La proposta arrencarà aquest dissabte, amb la visita guiada “Quan érem negrers”, una proposta «molt interessant» que aborda la cara menys coneguda dels indians i la seva vinculació amb l'esclavatge, una realitat històrica sovint invisibilitzada. Serà al Museu del Mar, a les 20h. La commemoració continuarà el proper dilluns amb jornades de portes obertes al Museu del Mar i a Can Saragossa a les 17h. La regidora de Patrimoni, Cristina Aymerich, ha animat la ciutadania a participar-hi assegurant que “són activitats molt interessants, molt enriquidores i que ens ajuden a conèixer millor la història de Lloret i el seu patrimoni cultural”. Totes les activitats són gratuïtes, però cal fer reserva prèvia a través del web de Patrimoni de l'Ajuntament de Lloret.
O colectivo Rua das Pretas apresentou o álbum “Povo Brasileiro”, esta terça-feira, no Studio L'Hermitage, em Paris. “Se eu falo português, minha terra é aqui” canta-se na música “Cartão do Cidadão” e ouviu-se em Paris, no concerto de apresentação deste disco-manifesto. O trabalho é um encontro entre sonoridades e músicos de três continentes, uma viagem entre o Brasil, Cabo Verde e Portugal, que nos mergulha na ancestralidade que nos une, que traz à tona a História da escravatura e do colonialismo e que alerta contra a xenofobia nos tempos que correm. A RFI falou com Pierre Aderne, Ana Margarida Prado e Jenifer Soledad nesta escala musical do grupo em Paris. “Povo Brasileiro” foi concebido pelo músico Pierre Aderne a partir do livro “O Povo Brasileiro”, do antropólogo Darcy Ribeiro. O disco junta músicos do colectivo Rua das Pretas que Pierre Aderne criou há mais de dez anos em Lisboa, sendo o 13° disco de Pierre Aderne e o terceiro do colectivo. Aproveitámos o concerto no L'Hermitage para falar com o cantor, compositor e produtor que nasceu em França, é filho de um casal luso-brasileiro, e vive há vários anos em Portugal. A fadista portuguesa Ana Margarida Prado e a cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad também participaram na conversa que culminou com os três a cantarem “Se eu falo português, minha terra é aqui”, um verso da música “Cartão de Cidadão” e a linha de força do disco. “Todo o mundo é emigrante”, lembra Pierre Aderne que descreve o álbum como uma “lavagem espiritual de caravelas” que mergulha na “ancestralidade que nos une” e que traz “a História à tona”. Aqui, nas canções “Mãe Preta” e “Benguela”, por exemplo, recorda-se o tráfico de pessoas escravizadas e a resistência do povo quilombola. Este é também um álbum de festa colectiva e de união, simbolizadas pelo tema “Um Menino chamado Brasil”, em que ouvimos “Se sou de Angola eu sou Brasil, sou Cabo Verde eu sou Brasil, sou Moçambique eu sou Brasil, sou Portugal eu sou Brasil, sou da Guiné eu sou Brasil, sou São Tomé eu sou Brasil”. No fundo, o disco é “um encontro entre três continentes”, resume Ana Margarida Prado, a voz que se destaca no fado “Nossa terra é o mar” e em que se ouve “Portugal tu és feito de Brasil... Portugal tu és feito de Abril”. “Se eu falo português, minha terra é aqui” RFI: Como descrevem o disco “Povo Brasileiro”? Pierre Aderne, Músico: “No ‘Povo Brasileiro' a gente tenta contar, de forma litero-musical, a história da nossa criação enquanto povo, da chegada dos portugueses no Brasil, dos africanos cem anos mais tarde, dessa multiculturalidade que nos formou, dessa língua portuguesa que navegou por caravelas e foi-se misturando também com iorubá, com as linguagens bantu, kikongo, kimbundo, tupi-guarani. O álbum conta um pouco disso com essas canções, quer dizer, mostrando um pouco essa narrativa do que Darcy Ribeiro nos ensinou a partir do livro dele ‘O Povo Brasileiro'”. Quem foi Darcy Ribeiro e como é que ele se lê nas entrelinhas ou directamente no disco? “O Darcy Ribeiro foi um dos maiores educadores e antropólogos brasileiros contemporâneos, fundador da Universidade de Brasília, do sistema de ensino público mais estrutural que era um CIEPs [Centros Integrados de Educação Pública]. Darcy Ribeiro escreveu na casa de Maricá, no Rio de Janeiro, onde a gente gravou o álbum o livro ‘O Povo Brasileiro', que é mais ou menos aquilo que eu falei no início e que conta um pouquinho essa história. Eu comecei a compor as músicas há cinco anos, num momento difícil que o mundo vive da intolerância, do discurso de ódio, principalmente em Portugal, um país tão bonito e tão pequenino e que acabou também sendo vítima desse tipo de comportamento por parte dos políticos e depois pela população. Eu comecei a compor algumas canções e a primeira delas foi ‘Cartão de Cidadão', uma canção-manifesto, uma canção de intervenção, minha e do Moacyr Luz. Quando recebemos o convite da Prefeitura de Maricá para gravar o álbum, eu descobri que, na verdade, mesmo sem saber, a gente já estava fazendo uma banda sonora para o livro ‘O Povo Brasileiro' do Darcy. E dessa vez, regressando ao Brasil, nessa caravela com músicos de três continentes, o que seria isso, essa lavagem espiritual das caravelas? Olha como a gente é bonita misturada.” Quem são esses músicos a bordo da caravela? Temos aqui duas... “Bom, temos aqui a fantástica, fundamental, incontornável fadista portuguesa Ana Margarida Prado, uma fadista intelectual. O campo intelectual de Portugal, se tiver que escolher, vai escolher a Aldina Duarte e a Ana Margarida Prado. A gente colabora há muito tempo. Ela participou na génese da ‘Rua das Pretas' há mais de dez anos. Sempre flirtava, chegava no final dos concertos e eu convidei-a para se juntar a esta caravela. Aqui está também a incrível cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad, uma das vozes mais bonitas da música de Cabo Verde contemporânea e que eu tinha muita vontade de estar com com a Jenifer e de a trazer para este bando, junto com Nilson Dourado, que está hoje com a gente, Felipe Bastos, Rúben da Luz e Letícia Malvares. A Jenifer Soledad está fazendo hoje o que a Zulu, que é uma outra jovem cantora de Cabo Verde, também muito talentosa, fez no álbum.” Jenifer, o que é que o álbum tem de Cabo Verde? Jenifer Soledad, Cantora: “Quando se fala do povo brasileiro, automaticamente eu me reconheço ali porque os ritmos e a história também é um pouco da nossa história, nós fomos carregados nos navios. Acho que a mistura bonita deste trabalho vem de se reconhecer dentro deste álbum porque eu sinto o chorinho, eu sinto o samba que também em Cabo Verde existe, mas chamado de outra forma, como a coladeira que tem misturas com o samba, e tem alguns solos de instrumentos que me leva a Cabo Verde. E é muita saudade, como sempre, o povo cabo-verdiano é muita saudade. Culturalmente, sinto-me dentro deste álbum, faço - falando pelo meu povo fazemos - parte das mensagens que estão ali dentro.” Ana Margarida, em relação ao fado em que canta “Portugal tu és feito de Brasil ... Portugal, tu és feito de Abril”. Este fado é um cravo na lapela que soa a Brasil... Ana Margarida Prado, Fadista: “A primeira coisa que eu sinto que levo é a língua, a língua portuguesa que nós levámos para o Brasil. Eu como fadista e alem de fadista, sempre gostei muito destes encontros e é uma felicidade poder trazer o fado também para este encontro entre estes três continentes. A mensagem que eu acho importante está num tema que nós cantamos que é uma versão de um tema muito conhecido aqui em França, ‘Barco Negro', mas cantamos a versão original, a ‘Mãe Preta'. Para mim, foi muito importante dar voz a este lamento, a este grito, a esta lavagem das caravelas, como o Pierre fala, falar em temas como a escravatura e é bom ser uma portuguesa a dar voz a estes temas.” Pierre Aderne: “É um fado composto originalmente por dois brasileiros, Caco Velho e Piratini, e ganhou na ditadura [Estado Novo] uma nova letra porque foi censurada. A nova letra é belíssima também, de David Mourão-Ferreira, 'Barco Negro'. Quando alguém canta o 'Barco Negro' numa casa de fado de Alfama, Mouraria, passando pela Madragoa, também tem esse lamento. Quer dizer, como é que eu vou falar de uma coisa tão delicada e horrorosa e dolorida, não é? E ele achou as metáforas dele na letra do Barco Negro, que é extremamente bonita também. A versão original foi primeiro gravada por Maria da Conceição. Depois, Amália tornou esse fado realmente muito conhecido. Poucos brasileiros sabem que esse fado é um fado composto por brasileiros, assim como Amália também gravou ‘Lua Luar', que é um lamento sertanejo, assim como ela voltou do Rio de Janeiro e trouxe “Xu Xu”. Então, aquilo que a gente estava falando e respondendo à tua primeira pergunta, eu acho que esse álbum, de alguma forma, volta a colocar a bandeira atrás da língua. Quando a gente escuta uma música na rádio, a gente escuta primeiro a língua e depois a gente vai atrás da bandeira. Só que na música de língua portuguesa, acho que passamos demasiado tempo colocando a bandeira à frente da língua. Quer dizer, onde é que está esse limite? Onde é que somos limítrofes nessa relação de integração e interação? O que é meu? O que é teu? O que é cabo-verdiano, português e brasileiro? Na verdade, nós temos as patentes de tudo que a gente construiu.” Não há o risco de se despertarem velhos fantasmas do lusotropicalismo? De que forma é que este disco e as canções que vocês escolheram e criaram fazem uma certa reconciliação histórica perante aquilo que o opressor português fez durante séculos? “Eu não sei. Por exemplo, A gente teve a capa do Globo, teve também muitas críticas boas aqui na França em uma semana, com o próprio Le Monde, e curiosamente, em Portugal, em que a gente sempre teve uma visibilidade muito grande pelos programas na RTP, pelos coliseus, a gente teve apenas uma matéria em Portugal, apenas um jornalista resolveu falar desse tema, que foi o Nuno Pacheco, do Público.” O Público escreveu, em 2024, que o Pierre Aderne mudou a cena cultural de Lisboa com o projecto Rua das Pretas... “Agradeço. Mas, enfim, eu acho que realmente em Portugal, talvez este álbum não concilie neste momento, talvez seja uma pedra no sapato de muita gente, não é?” Mas o objectivo é conciliar? “Não. O objectivo é trazer a história à tona. Cada um vai procurar a sua forma de se conciliar com isso. Acho que a primeira forma, se eu fosse parte de algum partido de oposição em Portugal, era criar um museu do colonialismo, da escravatura. Ferreira Gullar dizia que a arte existe porque a vida por si só não basta. Então, todos os assuntos que são polémicos - eu já passei por isso tantas vezes nos últimos cinco anos em Portugal - eles não se resolvem nunca na prosa, mas eles se resolvem na poesia. Eu acho que é uma forma de a gente entregar para as pessoas um conteúdo que pode ser inconveniente para algumas pessoas, mas que certamente com essa multiculturalidade e essas melodias talvez faça com que as pessoas amaciem um pouco. Até porque quem deu escala para a língua portuguesa foi África, foi o Brasil. Eu compus a primeira música que deu nome ao primeiro álbum de António Zambujo lançado no Brasil e eu mostrei para um director de gravadora no Brasil da Sony Music e ele era português e falou para mim: ‘Ah, já sei, aquele fadista que não canta fado, não é?' Porquê? Porque era novo, porque se estava aproximando do Brasil, da sonoridade. E hoje a gente vê como é que esses artistas portugueses ganham escala. A Carminho canta Tom Jobim, o Zambujo canta Chico Buarque. Ou seja, é se apropriar do que é nosso, é a nossa ancestralidade que nos une.” Em “Um menino chamado Brasil” ouvimos: “Se sou de Angola, eu sou Brasil. Sou Cabo Verde, eu sou Brasil. Sou Moçambique, eu sou Brasil. Sou Portugal, eu sou Brasil. Sou da Guiné, eu sou Brasil. Sou São Tomé, eu sou Brasil” - É um manifesto de união, daí a minha pergunta de há pouco sobre se é uma tentativa de reconciliação e até de perdoar tudo aquilo que os portugueses fizeram... “Não. Eu acho que não tem perdão até porque não foi o povo português pobre como a minha família de Ourém que colonizou os seus ancestrais. Quem colonizou foram as oligarquias, as grandes famílias que estão também no Rio de Janeiro, na Bahia e em São Paulo. Quando uma babá preta empurra um carrinho de bebé de um branco, que trabalha sete dias por sete, quer dizer, eu acho que é transversal esse comportamento dessas oligarquias até hoje. Mas vale lembrar também que o grito de independência do Brasil foi dado por um português em 1822, ou seja, foi uma briga de família e Dom Pedro: 'independência ou morte'. Eu acho que não é isso. Você falou desse fado que é um fado na lapela, esse tema meu e do Moacyr Luz, ‘Nossa terra é o mar'. A primeira frase não é minha, é de um compositor do Império Serrano maravilhoso e ele mandou-me uma frase: ‘Em Portugal não fui jamais, embora de lá tenha vindo.' E eu emendei: ‘Graças aos meus ancestrais que mostraram a língua quando eu estava parindo'. É importante para nós, africanos, brasileiros e quem fez o teste de genoma como eu - que sou Magrebe também, 10 por cento africano do Norte - é importante que a gente saiba o que aconteceu. Cabo Verde não era sequer habitado e o crioulo nasceu pela imposição da língua portuguesa. É o seguinte: não busca reconciliar. Não é fácil essa história, mas é interessante a gente assimilar. Como os alemães fizeram com o Holocausto e eles morrem de vergonha do Holocausto. Você vai no Japão - eu tenho nove álbuns lançados no Japão - e eu vou lá e tem o Museu de Hiroshima e Nagasaki. Eles fazem também o mea culpa de algumas coisas. Ou seja, é importante a gente saber quando a gente errou.” Este álbum acaba por ser o “Cartão do Cidadão” dessa multiculturalidade tricontinental, entre aspas? “Vou ser sintético: ‘Vou falar mais uma vez: se eu falo português, minha terra é aqui.” Ana Margarida Prado: “Eu acho que também se celebra o encontro de tudo aquilo que se criou. Vamos passar uma mensagem do bom que nós juntos criámos.” Pierre Aderne: “O Atlântico é o Atlântico. Ele uniu e esmagou, mas é tão interessante sermos atlânticos. A gente vê o que acontece também nos Estados Unidos: os povos originários são realmente os grandes povos. Todo o mundo é emigrante.”
O colectivo Rua das Pretas apresentou o álbum “Povo Brasileiro”, esta terça-feira, no Studio L'Hermitage, em Paris. “Se eu falo português, minha terra é aqui” canta-se na música “Cartão do Cidadão” e ouviu-se em Paris, no concerto de apresentação deste disco-manifesto. O trabalho é um encontro entre sonoridades e músicos de três continentes, uma viagem entre o Brasil, Cabo Verde e Portugal, que nos mergulha na ancestralidade que nos une, que traz à tona a História da escravatura e do colonialismo e que alerta contra a xenofobia nos tempos que correm. A RFI falou com Pierre Aderne, Ana Margarida Prado e Jenifer Soledad nesta escala musical do grupo em Paris. “Povo Brasileiro” foi concebido pelo músico Pierre Aderne a partir do livro “O Povo Brasileiro”, do antropólogo Darcy Ribeiro. O disco junta músicos do colectivo Rua das Pretas que Pierre Aderne criou há mais de dez anos em Lisboa, sendo o 13° disco de Pierre Aderne e o terceiro do colectivo. Aproveitámos o concerto no L'Hermitage para falar com o cantor, compositor e produtor que nasceu em França, é filho de um casal luso-brasileiro, e vive há vários anos em Portugal. A fadista portuguesa Ana Margarida Prado e a cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad também participaram na conversa que culminou com os três a cantarem “Se eu falo português, minha terra é aqui”, um verso da música “Cartão de Cidadão” e a linha de força do disco. “Todo o mundo é emigrante”, lembra Pierre Aderne que descreve o álbum como uma “lavagem espiritual de caravelas” que mergulha na “ancestralidade que nos une” e que traz “a História à tona”. Aqui, nas canções “Mãe Preta” e “Benguela”, por exemplo, recorda-se o tráfico de pessoas escravizadas e a resistência do povo quilombola. Este é também um álbum de festa colectiva e de união, simbolizadas pelo tema “Um Menino chamado Brasil”, em que ouvimos “Se sou de Angola eu sou Brasil, sou Cabo Verde eu sou Brasil, sou Moçambique eu sou Brasil, sou Portugal eu sou Brasil, sou da Guiné eu sou Brasil, sou São Tomé eu sou Brasil”. No fundo, o disco é “um encontro entre três continentes”, resume Ana Margarida Prado, a voz que se destaca no fado “Nossa terra é o mar” e em que se ouve “Portugal tu és feito de Brasil... Portugal tu és feito de Abril”. “Se eu falo português, minha terra é aqui” RFI: Como descrevem o disco “Povo Brasileiro”? Pierre Aderne, Músico: “No ‘Povo Brasileiro' a gente tenta contar, de forma litero-musical, a história da nossa criação enquanto povo, da chegada dos portugueses no Brasil, dos africanos cem anos mais tarde, dessa multiculturalidade que nos formou, dessa língua portuguesa que navegou por caravelas e foi-se misturando também com iorubá, com as linguagens bantu, kikongo, kimbundo, tupi-guarani. O álbum conta um pouco disso com essas canções, quer dizer, mostrando um pouco essa narrativa do que Darcy Ribeiro nos ensinou a partir do livro dele ‘O Povo Brasileiro'”. Quem foi Darcy Ribeiro e como é que ele se lê nas entrelinhas ou directamente no disco? “O Darcy Ribeiro foi um dos maiores educadores e antropólogos brasileiros contemporâneos, fundador da Universidade de Brasília, do sistema de ensino público mais estrutural que era um CIEPs [Centros Integrados de Educação Pública]. Darcy Ribeiro escreveu na casa de Maricá, no Rio de Janeiro, onde a gente gravou o álbum o livro ‘O Povo Brasileiro', que é mais ou menos aquilo que eu falei no início e que conta um pouquinho essa história. Eu comecei a compor as músicas há cinco anos, num momento difícil que o mundo vive da intolerância, do discurso de ódio, principalmente em Portugal, um país tão bonito e tão pequenino e que acabou também sendo vítima desse tipo de comportamento por parte dos políticos e depois pela população. Eu comecei a compor algumas canções e a primeira delas foi ‘Cartão de Cidadão', uma canção-manifesto, uma canção de intervenção, minha e do Moacyr Luz. Quando recebemos o convite da Prefeitura de Maricá para gravar o álbum, eu descobri que, na verdade, mesmo sem saber, a gente já estava fazendo uma banda sonora para o livro ‘O Povo Brasileiro' do Darcy. E dessa vez, regressando ao Brasil, nessa caravela com músicos de três continentes, o que seria isso, essa lavagem espiritual das caravelas? Olha como a gente é bonita misturada.” Quem são esses músicos a bordo da caravela? Temos aqui duas... “Bom, temos aqui a fantástica, fundamental, incontornável fadista portuguesa Ana Margarida Prado, uma fadista intelectual. O campo intelectual de Portugal, se tiver que escolher, vai escolher a Aldina Duarte e a Ana Margarida Prado. A gente colabora há muito tempo. Ela participou na génese da ‘Rua das Pretas' há mais de dez anos. Sempre flirtava, chegava no final dos concertos e eu convidei-a para se juntar a esta caravela. Aqui está também a incrível cantora cabo-verdiana Jenifer Soledad, uma das vozes mais bonitas da música de Cabo Verde contemporânea e que eu tinha muita vontade de estar com com a Jenifer e de a trazer para este bando, junto com Nilson Dourado, que está hoje com a gente, Felipe Bastos, Rúben da Luz e Letícia Malvares. A Jenifer Soledad está fazendo hoje o que a Zulu, que é uma outra jovem cantora de Cabo Verde, também muito talentosa, fez no álbum.” Jenifer, o que é que o álbum tem de Cabo Verde? Jenifer Soledad, Cantora: “Quando se fala do povo brasileiro, automaticamente eu me reconheço ali porque os ritmos e a história também é um pouco da nossa história, nós fomos carregados nos navios. Acho que a mistura bonita deste trabalho vem de se reconhecer dentro deste álbum porque eu sinto o chorinho, eu sinto o samba que também em Cabo Verde existe, mas chamado de outra forma, como a coladeira que tem misturas com o samba, e tem alguns solos de instrumentos que me leva a Cabo Verde. E é muita saudade, como sempre, o povo cabo-verdiano é muita saudade. Culturalmente, sinto-me dentro deste álbum, faço - falando pelo meu povo fazemos - parte das mensagens que estão ali dentro.” Ana Margarida, em relação ao fado em que canta “Portugal tu és feito de Brasil ... Portugal, tu és feito de Abril”. Este fado é um cravo na lapela que soa a Brasil... Ana Margarida Prado, Fadista: “A primeira coisa que eu sinto que levo é a língua, a língua portuguesa que nós levámos para o Brasil. Eu como fadista e alem de fadista, sempre gostei muito destes encontros e é uma felicidade poder trazer o fado também para este encontro entre estes três continentes. A mensagem que eu acho importante está num tema que nós cantamos que é uma versão de um tema muito conhecido aqui em França, ‘Barco Negro', mas cantamos a versão original, a ‘Mãe Preta'. Para mim, foi muito importante dar voz a este lamento, a este grito, a esta lavagem das caravelas, como o Pierre fala, falar em temas como a escravatura e é bom ser uma portuguesa a dar voz a estes temas.” Pierre Aderne: “É um fado composto originalmente por dois brasileiros, Caco Velho e Piratini, e ganhou na ditadura [Estado Novo] uma nova letra porque foi censurada. A nova letra é belíssima também, de David Mourão-Ferreira, 'Barco Negro'. Quando alguém canta o 'Barco Negro' numa casa de fado de Alfama, Mouraria, passando pela Madragoa, também tem esse lamento. Quer dizer, como é que eu vou falar de uma coisa tão delicada e horrorosa e dolorida, não é? E ele achou as metáforas dele na letra do Barco Negro, que é extremamente bonita também. A versão original foi primeiro gravada por Maria da Conceição. Depois, Amália tornou esse fado realmente muito conhecido. Poucos brasileiros sabem que esse fado é um fado composto por brasileiros, assim como Amália também gravou ‘Lua Luar', que é um lamento sertanejo, assim como ela voltou do Rio de Janeiro e trouxe “Xu Xu”. Então, aquilo que a gente estava falando e respondendo à tua primeira pergunta, eu acho que esse álbum, de alguma forma, volta a colocar a bandeira atrás da língua. Quando a gente escuta uma música na rádio, a gente escuta primeiro a língua e depois a gente vai atrás da bandeira. Só que na música de língua portuguesa, acho que passamos demasiado tempo colocando a bandeira à frente da língua. Quer dizer, onde é que está esse limite? Onde é que somos limítrofes nessa relação de integração e interação? O que é meu? O que é teu? O que é cabo-verdiano, português e brasileiro? Na verdade, nós temos as patentes de tudo que a gente construiu.” Não há o risco de se despertarem velhos fantasmas do lusotropicalismo? De que forma é que este disco e as canções que vocês escolheram e criaram fazem uma certa reconciliação histórica perante aquilo que o opressor português fez durante séculos? “Eu não sei. Por exemplo, A gente teve a capa do Globo, teve também muitas críticas boas aqui na França em uma semana, com o próprio Le Monde, e curiosamente, em Portugal, em que a gente sempre teve uma visibilidade muito grande pelos programas na RTP, pelos coliseus, a gente teve apenas uma matéria em Portugal, apenas um jornalista resolveu falar desse tema, que foi o Nuno Pacheco, do Público.” O Público escreveu, em 2024, que o Pierre Aderne mudou a cena cultural de Lisboa com o projecto Rua das Pretas... “Agradeço. Mas, enfim, eu acho que realmente em Portugal, talvez este álbum não concilie neste momento, talvez seja uma pedra no sapato de muita gente, não é?” Mas o objectivo é conciliar? “Não. O objectivo é trazer a história à tona. Cada um vai procurar a sua forma de se conciliar com isso. Acho que a primeira forma, se eu fosse parte de algum partido de oposição em Portugal, era criar um museu do colonialismo, da escravatura. Ferreira Gullar dizia que a arte existe porque a vida por si só não basta. Então, todos os assuntos que são polémicos - eu já passei por isso tantas vezes nos últimos cinco anos em Portugal - eles não se resolvem nunca na prosa, mas eles se resolvem na poesia. Eu acho que é uma forma de a gente entregar para as pessoas um conteúdo que pode ser inconveniente para algumas pessoas, mas que certamente com essa multiculturalidade e essas melodias talvez faça com que as pessoas amaciem um pouco. Até porque quem deu escala para a língua portuguesa foi África, foi o Brasil. Eu compus a primeira música que deu nome ao primeiro álbum de António Zambujo lançado no Brasil e eu mostrei para um director de gravadora no Brasil da Sony Music e ele era português e falou para mim: ‘Ah, já sei, aquele fadista que não canta fado, não é?' Porquê? Porque era novo, porque se estava aproximando do Brasil, da sonoridade. E hoje a gente vê como é que esses artistas portugueses ganham escala. A Carminho canta Tom Jobim, o Zambujo canta Chico Buarque. Ou seja, é se apropriar do que é nosso, é a nossa ancestralidade que nos une.” Em “Um menino chamado Brasil” ouvimos: “Se sou de Angola, eu sou Brasil. Sou Cabo Verde, eu sou Brasil. Sou Moçambique, eu sou Brasil. Sou Portugal, eu sou Brasil. Sou da Guiné, eu sou Brasil. Sou São Tomé, eu sou Brasil” - É um manifesto de união, daí a minha pergunta de há pouco sobre se é uma tentativa de reconciliação e até de perdoar tudo aquilo que os portugueses fizeram... “Não. Eu acho que não tem perdão até porque não foi o povo português pobre como a minha família de Ourém que colonizou os seus ancestrais. Quem colonizou foram as oligarquias, as grandes famílias que estão também no Rio de Janeiro, na Bahia e em São Paulo. Quando uma babá preta empurra um carrinho de bebé de um branco, que trabalha sete dias por sete, quer dizer, eu acho que é transversal esse comportamento dessas oligarquias até hoje. Mas vale lembrar também que o grito de independência do Brasil foi dado por um português em 1822, ou seja, foi uma briga de família e Dom Pedro: 'independência ou morte'. Eu acho que não é isso. Você falou desse fado que é um fado na lapela, esse tema meu e do Moacyr Luz, ‘Nossa terra é o mar'. A primeira frase não é minha, é de um compositor do Império Serrano maravilhoso e ele mandou-me uma frase: ‘Em Portugal não fui jamais, embora de lá tenha vindo.' E eu emendei: ‘Graças aos meus ancestrais que mostraram a língua quando eu estava parindo'. É importante para nós, africanos, brasileiros e quem fez o teste de genoma como eu - que sou Magrebe também, 10 por cento africano do Norte - é importante que a gente saiba o que aconteceu. Cabo Verde não era sequer habitado e o crioulo nasceu pela imposição da língua portuguesa. É o seguinte: não busca reconciliar. Não é fácil essa história, mas é interessante a gente assimilar. Como os alemães fizeram com o Holocausto e eles morrem de vergonha do Holocausto. Você vai no Japão - eu tenho nove álbuns lançados no Japão - e eu vou lá e tem o Museu de Hiroshima e Nagasaki. Eles fazem também o mea culpa de algumas coisas. Ou seja, é importante a gente saber quando a gente errou.” Este álbum acaba por ser o “Cartão do Cidadão” dessa multiculturalidade tricontinental, entre aspas? “Vou ser sintético: ‘Vou falar mais uma vez: se eu falo português, minha terra é aqui.” Ana Margarida Prado: “Eu acho que também se celebra o encontro de tudo aquilo que se criou. Vamos passar uma mensagem do bom que nós juntos criámos.” Pierre Aderne: “O Atlântico é o Atlântico. Ele uniu e esmagou, mas é tão interessante sermos atlânticos. A gente vê o que acontece também nos Estados Unidos: os povos originários são realmente os grandes povos. Todo o mundo é emigrante.”
• Actualitat Terres de l'Ebre: repàs informatiu del dia amb les emissores col·laboradores. • Entrevista del Dia: parlem amb Gerardo Bonet, gerent de Fepromodel, sobre la campanya d'enguany del musclo al delta de l'Ebre i les problemàtiques que presenta. • De Poble en Poble: des de Ràdio Tortosa, parlem del Dia Internacional dels Museus i d'una activitat molt especial: el concert que el cantant flixanco, Xarim Aresté, farà al Museu de Tortosa. • Identitats: Jaume Borja Ferrando, periodista de 36 anys amb una trajectòria consolidada tant a la ràdio com a la televisió, vinculat a programes com La Selva, Tot es mou o Els teloners del Versió RAC1. • “Te conto una cançó”: Envia'm un àngel - Sau
No mais famoso retrato de Johann Sebastian Bach - produzido pelo pintor alemão Elias Gottlob Haussmann (1695-1774) -, o compositor segura na mão direita uma partitura. Nela está escrito o Cânone Triplo a Seis Vozes (BWV 1076), que é exibido nesta edição de Manhã com Bach. O programa apresenta ainda outros sete cânones de Bach, além da cantata Man singet mit Freuden vom Sieg, "Cante-se com alegria pela vitória" (BWV 149). O retrato foi pintado por Haussmann em 1746 por encomenda de Bach. O compositor havia aceitado um convite para se filiar à Correspondierende Societät der musikalischen Wissenschaften (Sociedade Correspondente de Ciências Musicais), de Leipzig, dirigida pelo crítico de música alemão Lorenz Christoph Mizler. Para entrar nessa sociedade, havia a exigência de que cada novo membro fornecesse a ela um retrato de si mesmo. Em 1748, Haussmann produziu uma cópia do mesmo retrato. A obra original, de 1746, se encontra no Museu de História da Cidade de Leipzig, na Alemanha, desde 1913. Ela está danificada por restaurações malsucedidas e repinturas realizadas na segunda metade do século 19. Já a cópia feita em 1748, que está em ótimo estado, tem uma história curiosa. Após a morte de Bach, em 1750, o quadro foi herdado por um dos filhos do compositor, Carl Phillipp Emanuel Bach, que o repassou para o compositor alemão e ex-aluno de Bach Johann Christian Kittel. No início do século 19, o quadro foi adquirido por uma família de origem judaica, os Jenke, da cidade de Breslau, a atual Wrocklaw, na Polônia. Nos anos 30 do século 20, a família Jenke, fugindo do nazismo na Alemanha, se transferiu para a Inglaterra. Ali, para evitar que o quadro fosse destruído por bombardeios na Segunda Guerra Mundial, um descendente dos compradores da obra, Walter Jenke, entregou o quadro à família Gardiner, que possuía uma propriedade rural em Dorset, na costa do Canal da Mancha, onde a obra ficou guardada. Curiosamente, um dos membros da família Gardiner era um menino que se tornaria um dos maiores especialistas em Bach, o maestro inglês John Eliot Gardiner. Em 1952, um milionário de Princeton, nos Estados Unidos, chamado William Scheide, comprou o quadro num leilão. Quando Scheide morreu, em 2014, aos 100 anos de idade, a obra foi transferida dos Estados Unidos para o Museu Bach de Leipzig, onde se encontra hoje, conforme o milionário determinou no seu testamento. O tipo de música que aparece no retrato de Bach - o cânone - é uma composição contrapontística, ou seja, uma obra musical em que duas ou mais vozes se sobrepõem. Nele, uma voz principal é seguida pelas outras vozes, em intervalos de tempo diferentes, causando um intrincado entrelaçamento de vozes. Por isso, esse tipo de composição é visto também como um exercício de harmonização vocal. O cânone serve ainda como uma espécie de jogo ou exercício intelectual, em que o compositor oferece enigmas para o intérprete resolver. São os chamados cânones-enigmas, como os cânones de Bach apresentados nesta edição de Manhã com Bach. Ouça o podcast no link acima. Este podcast reproduz o programa Manhã com Bach, da Rádio USP (93,7 MHz), transmitido nos dias 9 e 10 de maio de 2026. Dedicado à divulgação da música do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750), Manhã com Bach vai ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz) sempre aos sábados, às 9 horas, com reapresentação no domingo, também às 9 horas, inclusive via internet, através do site da emissora. Às segundas-feiras ele é publicado em formato de podcast no site do Jornal da USP. As edições anteriores do podcast Manhã com Bach estão disponíveis neste link.
O que um artista pode expor? O escritor Michel Laub apresenta neste episódio Verão na Névoa (Companhia das Letras), sua estreia na não ficção. O livro é uma mescla de ensaio cultural e memórias em que são discutidos assuntos como drogas e sexualidade. Laub também fala da influência do roqueiro Renato Russo e do Nobel de Literatura sul-africano J.M. Coetzee, figuras presentes no livro por suas ambiguidades. Apoio: Lei Rouanet e Companhia das Letras Recado da Companhia das Letras: celebrando os 40 anos da editora, o Festival Livro é Companhia no Rio acontece em 16 de maio no Museu do Amanhã (RJ). Saiba mais e retire ingressos para o evento gratuito: http://bit.ly/4toNVFs Assine a Quatro Cinco Um por R$ 10/mês: https://bit.ly/Assine451 Seja um Ouvinte Entusiasta e apoie o 451 MHz: https://bit.ly/Assine451
Episódio postado em 08 de maio de 2026. No Foro de Teresina desta semana, Fernando de Barros e Silva, Ana Clara Costa e Celso Rocha de Barros analisam a nova fase da operação Compliance Zero, que colocou o senador Ciro Nogueira no centro das investigações sobre o caso Master e revelou detalhes do esquema de corrupção e lavagem de dinheiro ligado ao banco. No segundo bloco, o trio discute o cenário eleitoral em estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, onde as disputas seguem indefinidas e marcadas por instabilidade política. No terceiro bloco, os apresentadores tratam do encontro entre Lula e Donald Trump, na Casa Branca, seus bastidores e os efeitos políticos e diplomáticos da reunião. Escalada: 00:00 1º bloco: 05:00 2° bloco: 28:02 3º bloco: 48:50 Kinder Ovo: 1:01:39 Correio Elegante: 01:03:21 Créditos: 01:05:36 Acesse a transcrição e os links citados nesse episódio: https://piaui.co/ft111 Seja assinante da piauí e tenha acesso às nossas reportagens exclusivas: https://piaui.uol.com.br/assine Leia “A simbiose”, reportagem de Ana Clara Costa sobre as conexões entre crime organizado, sistema financeiro e a Faria Lima: https://piaui.uol.com.br/revista/236/crime-financas-faria-lima/ No dia 16 de maio, o Museu do Amanhã será palco do festival livro é companhia no rio, que celebra a literatura como ferramenta essencial para imaginar e construir o amanhã. O evento gratuito é organizado pela Companhia das Letras em comemoração aos seus 40 anos, em parceria com a Janela Livraria e o Museu do Amanhã. Para saber mais e retirar os ingressos, acesse o link: http://www.sympla.com.br/companhiadasletras Envie uma mensagem – ou um áudio de até 1 minuto – para o Correio Elegante pelo e-mail (forodeteresina@revistapiaui.com.br) ou por nossas redes sociais. Quer anunciar no Foro de Teresina? Entre em contato com nossa área comercial: comercial@revistapiaui.com.br. Ficha técnica: Apresentação: Fernando de Barros e Silva, Ana Clara Costa e Celso Rocha de Barros Coordenação geral: Bárbara Rubira Direção: Mari Faria Edição: Bárbara Rubira e da Mariana Leão Produção e distribuição: Maria Júlia Vieira Finalização e mixagem: Pipoca Sound Intérpretes da nossa música tema: João Jabace e Luis Rodrigues Identidade visual: Maria Cecília Marra com arte de Amandadrafts Coordenação digital: Bia Ribeiro e Juliana Jaeger Checagem: Ethel Rudnitzki Gravado no Estúdio Rastro Redes Sociais: Fábio Brisolla, Emily Almeida e Isa Barros. Vídeos: Isa Barros e Fernanda Catunda
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) participou, nesta terça-feira, 28, da 1ª Conferência Estadual dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, realizada no Museu dos Povos Acreanos, em Rio Branco. O evento, promovido pela Secretaria de Estado da Casa Civil do Acre, integra o processo preparatório para a Conferência Nacional dos ODS e reuniu representantes do poder público e da sociedade civil para diálogo e construção coletiva de propostas.
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) participou, na manhã desta segunda-feira, 4, da solenidade de abertura da Ação de Cidadania, realizada no Teatro do Museu dos Povos Acreanos. A iniciativa é promovida pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Saúde, e conta com o apoio do Governo do Estado e das secretarias municipais de Saúde por onde vai passar.
Atenção senhoras e senhores ouvintes! O nosso voo acabou de decolar! E o comando desse episódio foi a integrante Beatriz Paranhos. Neste voo abordamos as notícias sobre a vacina da chikungunya que é autorizada no Brasil pela Anvisa, o projeto Núcleo de Esporte Capoeira na Bahia que fornece aulas gratuitas de capoeira com mais de 2.400 vagas, e a Carteira de Identidade que realiza atendimento no SAC itinerante do Shopping Center Lapa até o dia 19 de maio. A nossa dica cultural de hoje traz a Feira Vegana Salvador, nos dias 9 e 10, no Museu de Arte da Bahia, o MAB, na Avenida Sete, com edição especial de Dia das Mães e cineclube na noite do sábado, das 11h às 19h.
Confira no Morning Show desta quarta-feira (06): Em entrevista ao Morning Show nesta quarta-feira (06), o vereador Rubinho Nunes (União) criticou os bailes funk, associando-os a crimes, e também apontou falhas do governo federal no combate ao crime organizado. Ele ainda questionou uma exposição no Museu da Língua Portuguesa, alvo de críticas do deputado Tenente Coimbra (PL-SP) por suposta “narcocultura”. Além disso, Nunes detalhou a CPI sobre moradias populares em áreas nobres de São Paulo, que já resultou em notificações a proprietários com anúncios na plataforma Airbnb por possíveis irregularidades. O prazo para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promulgue o Projeto de Lei da Dosimetria termina nesta quarta-feira (06). Caso o presidente não assine a medida, a responsabilidade passa automaticamente para ao líder do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A nova lei altera o cálculo de penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito. A Casa Branca confirmou a reunião entre os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do Brasil, nesta quinta-feira (07). A expectativa gira em torno dos assuntos que serão discutidos na reunião, que deve durar cerca de 1 hora. Segundo o governo americano, ambos discutirão temas relevantes para os dois países, como economia, tarifas sobre produtos brasileiros e o combate ao crime organizado devem ser pautados. Reportagem: Marco Viana. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, se manifestou, nesta terça-feira (05), sobre imagens geradas por inteligência artificial onde aparece usando lingerie. Ela alertou o público e reforçou a importância de não se acreditar em tudo que é compartilhado na internet. O Conselho de Ética da Câmara aprovou relatório que recomenda a suspensão por dois meses dos deputados Marcos Pollon, Marcel Van Hattem e Zé Trovão, por ocuparem a Mesa Diretora do plenário em agosto de 2025. Em entrevista ao Morning Show, Van Hattem (Novo-RS) criticou a decisão. Os parlamentares ainda podem recorrer à Comissão de Constituição e Justiça. Uma funcionária da Organização das Nações Unidas (ONU) agrediu uma atendente do McDonald's na Asa Norte, em Brasília. O episódio ocorreu na última sexta-feira (1º) após uma discussão motivada por um erro no pedido. A entidade afastou a mulher de suas funções. A ONU reiterou que tomou medidas assim que soube do caso, tratando o incidente com a gravidade que as diretrizes internacionais da organização exigem. Uma brincadeira chamou a atenção em um casamento em Criciúma, em Santa Catarina. Ao invés do tradicional buquê de flores, Laura Bettiol levou uma caixa de mounjaro e uma avaliação médica fictícia para distribuir para as convidadas. A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro entregou formalmente nesta quarta-feira (6) a proposta de colaboração premiada à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR). O material, entregue em um pendrive, cita políticos de diferentes campos e será analisado. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
Wandering Works for Us PodcastDate: 2 May 2026Title: Day Trips Beyond Lisbon: Cascais, Santa Cruz, Vimeiro, LourinhãSummary of EpisodeAfter three years of living in Portugal, Shelley and Beth are still discovering new corners of the country, and this episode is proof. In part one of their day trips series, they wander through the upscale-but-welcoming coastal town of Cascais (including a stunning seafood platter at Baía de Peixe), explore the charming beach town of Santa Cruz, uncover the little-known Napoleonic battlefield at Vimeiro, geek out over dinosaur fossils in Lourinhã, and sing the praises of Areia Branca, one of their favourite beaches on the Silver Coast. Lesser-known doesn't mean less worth visiting. Grab your car keys.Key Topics[03:10] Why Cascais deserves more than a half-day stop — and why Shelley and Beth almost missed it after three years of living in Portugal[04:35] Getting to Cascais: driving vs. the commuter train from Lisbon (both about 40 minutes)[05:40] The best bakery find in Cascais: Padaria Brunch & Specialty Coffee[06:15] Walking the Cascais waterfront — the ocean path, Boca do Inferno rock arch, and what they'd do differently next time[08:40] Museu Condes de Castro Guimarães and the gorgeous Parque Marechal Carmona (peacocks, turtles, and chickens who ignore the "do not feed" signs)[11:18] The Citadel of Cascais — repurposed as galleries, restaurants, and shops, Fortress of Our Lady of Light and the statue of King Carlos I at the marina[13:50] Lunch at Baía de Peixe: a seafood platter for two at €35 per person that was worth every euro[19:10] Santa Cruz: a beach town with great cliffs, a walkable waterfront, a Saturday market, and a small chapel worth stepping into[23:30] The accidental discovery — the river trail to Porto Novo beach that led them straight to a Virgin Mary statue on the cliffs[26:45] Vimeiro and the Battle of Vimeiro Interpretation Center: the first major Napoleonic battle in Portugal and Wellington's first significant victory [32:30] Lourinhã's surprising dinosaur heritage — and why they recommend the Museu da Lourinhã over the Dino Park (unless you have kids)[35:30] Areia Branca: one of their favourite local beaches, with restaurant recommendations including West 23 by Chakall, Alta, and Ansom BreweryImportant Links To follow all of our antics and adventures, please visit our social media pages and our website at wwforus.com! You can send us a message at any of these places, and feel free to email us at wandering@wwforus.comLike what we are doing? Buy us a gin and tonic and help us keep going!InstagramFacebookTiktokYouTubeLooking for a tour guide in Portugal? I have a whole list!Check out our travel guides! WWforus.comThanks to Everyone who has been so supportive!Special thanks to all of you who have listened, subscribed, followed us on social media and just took the time to say hello and tell us how much you enjoy our podcast and blog. YOU GUYS ARE THE BEST!!RESOURCES & LINKSLooking to plan your next trip to Portugal? We can help! Check out our guides and Itineraries at wwforus.comFree Lisbon ItineraryPacking ListEssentials for every tripRenting a car in PortugalLooking for a tour guide in Portugal? I have a whole list!
La mostra es podrà veure al Museu de Maricel fins el proper 25 d'octubre i abans de la seva finalització Museus de Sitges preveu haver recuperat quatre de les obres de la col·lecció de Charles Deering. L'exposició titulada Absències i Presències reuneix un total de 26 obres procedents de la Col·lecció d'Art Banc Sabadell i es complementa amb reproduccions d'obres que no hi són però que es voldrien recuperar, tot plegat permet reconstruir simbòlicament el llegat dels artistes catalans i espanyols de finals de s.XIX i inicis del XX vinculats a la Col·lecció Deering, una de les més importants de la Catalunya entre 1909 i 1921. L'exposició compta amb obres destacades de Ramon Casas, de Joaquim Mir, d'Eliseu Meifrèn o Ramón de Zubiarurre entre d'altres i incorpora també 17 imatges històriques del conjunt de Maricel que permeten un viatge per veure on i com s'ubicaven aquestes obres en el passat. Ho expliquen Sebastià Sànchez Sauleda, comissari de l'exposició i Txema Romero, director de Museus de Sitges. L'entrada L’exposició Absències i Presències del Museu de Maricel, primer pas per restaurar el projecte artístic de Deering a Sitges que continuarà amb el retorn d’algunes de les obres de la col·lecció ha aparegut primer a Radio Maricel.
Fluent Fiction - Catalan: Unity in Legends: Catalyzing Teamwork at Barcelona's Museum Find the full episode transcript, vocabulary words, and more:fluentfiction.com/ca/episode/2026-04-25-07-38-19-ca Story Transcript:Ca: El sol brillava amb força sobre Barcelona, i el Museu de Ciències Naturals bullia d'activitat.En: The sun shone brightly over Barcelona, and the Museu de Ciències Naturals was bustling with activity.Ca: Era la Diada de Sant Jordi, i els carrers estaven plens de roses i llibres.En: It was Diada de Sant Jordi, and the streets were filled with roses and books.Ca: Dins el museu, entre els esquelets de dinosaures i els geodes que brillaven, un grup de treball es reunia per fer una activitat d'equip.En: Inside the museum, among the dinosaur skeletons and the shimmering geodes, a work group was gathering for a team activity.Ca: Júlia, la responsable del museu, estava una mica nerviosa.En: Júlia, the museum manager, was a bit nervous.Ca: Volia que la dinàmica d'aquell matí unís l'equip.En: She wanted the morning's dynamics to unite the team.Ca: Al seu costat, Pere, un intern jove i entusiasta, mirava al seu voltant amb ulls grans i curiosos.En: Beside her, Pere, a young and enthusiastic intern, looked around with wide, curious eyes.Ca: Ell admirava Júlia per la seva dedicació i volia fer un bon paper.En: He admired Júlia for her dedication and wanted to do well.Ca: Al fons, Montserrat, una investigadora veterana i cautelosa, observava.En: In the back, Montserrat, a veteran and cautious researcher, observed.Ca: No era amiga dels canvis i preferia les maneres tradicionals de fer les coses.En: She wasn't fond of changes and preferred traditional ways of doing things.Ca: Júlia els reuní davant l'esquelet d'un Tiranosaure Rex i els explicà la seva idea: “Avui, farem una activitat especial.En: Júlia gathered them in front of a Tyrannosaurus Rex skeleton and explained her idea: “Today, we'll do a special activity.Ca: Parlarem de les llegendes de Sant Jordi i com poden inspirar-nos.”En: We'll talk about the legends of Sant Jordi and how they can inspire us.”Ca: Montserrat va frunzir el front, ja expectant.En: Montserrat frowned, already expectant.Ca: Júlia continuà, conscient de la mirada escèptica darrere de les ulleres de Montserrat, “Vull que penseu en com aquestes històries ens poden ajudar a treballar millor junts.”En: Júlia continued, aware of the skeptical gaze behind Montserrat's glasses, “I want you to think about how these stories can help us work better together.”Ca: Pere, amb energia, va aixecar la mà.En: Pere, with energy, raised his hand.Ca: “Podríem pensar en Sant Jordi com un símbol de valentia, però adaptar-lo als temps moderns.En: “We could think of Sant Jordi as a symbol of bravery but adapt him to modern times.Ca: Potser podem reinventar el nostre museu, combinant tradició i noves tecnologies!”En: Maybe we can reinvent our museum, combining tradition and new technologies!”Ca: Montserrat va xiuxiuejar: “Les històries són boniques, però hem de mantenir-nos fidels a les bases científiques.”En: Montserrat whispered, “Stories are beautiful, but we must stay true to scientific foundations.”Ca: Hi va haver un moment de tensió.En: There was a moment of tension.Ca: Júlia va veure l'ocasió i va dir: “I si ajuntéssim idees?En: Júlia seized the opportunity and said, “What if we combined ideas?Ca: Podríem explicar la ciència darrere de les llegendes, utilitzant noves tecnologies per fer-les més atractives.”En: We could explain the science behind the legends, using new technologies to make them more engaging.”Ca: Tot d'una, Montserrat va somriure lleugerament.En: Suddenly, Montserrat smiled slightly.Ca: “Crec que podríem provar-ho, Júlia.”En: “I think we could try it, Júlia.”Ca: L'equip, inspirat i unit, va començar a compartir idees.En: The team, inspired and united, began to share ideas.Ca: Les sales del museu es van omplir de somriures i converses animades.En: The museum halls filled with smiles and lively conversations.Ca: Júlia va sentir que, per fi, aconseguia apropar-se als seus companys.En: Júlia felt that, at last, she was managing to connect with her colleagues.Ca: Aquell dia de Sant Jordi, entre històries de dracs i cavallers, el museu no només va ser un lloc de treball, sinó un lloc de connexió i creativitat.En: That Sant Jordi's day, amidst stories of dragons and knights, the museum became not just a place of work, but a place of connection and creativity.Ca: Quan va caure la tarda, Júlia va saber que havia trobat un nou camí per liderar el seu equip.En: As evening fell, Júlia knew she had found a new way to lead her team.Ca: Amb el sol ponent-se darrere de les finestres del museu, les ombres dels dinosaures cobrien el terra com silenciosos guardians d'un nou començament.En: With the sun setting behind the museum's windows, the shadows of the dinosaurs covered the floor like silent guardians of a new beginning.Ca: Sant Jordi havia inspirat més que llegendes; havia obert la porta a un nou futur compartit.En: Sant Jordi had inspired more than legends; he had opened the door to a new shared future. Vocabulary Words:the sun: el solthe museum: el museuthe skeletons: els esqueletsthe geodes: els geodesthe manager: la responsablethe intern: l'internthe researcher: la investigadorathe activity: l'activitatthe team: l'equipthe bravery: la valentiathe dinosaurs: els dinosauresthe legends: les llegendesthe gaze: la miradathe foundations: les basesthe technology: les tecnologiesthe opportunity: l'ocasióthe energy: l'energiathe stories: les històriesthe conversation: la conversathe knights: els cavallersthe connection: la connexióthe creativity: la creativitatthe afternoon: la tardathe shadows: les ombresthe guardians: els guardiansthe beginning: el començamentthe future: el futurthe dedication: la dedicacióthe change: el canvithe tradition: la tradició
Transcripció interactiva i vocabulari Fes-te membre d'Easy Catalan i tindràs accés a l'ajuda de vocabulari, la transcripció interactiva i el bonus de cada episodi: easycatalan.org/membership Notes La Sílvia ens proposa parlar d'aquelles petites coses del dia a dia que ens fan feliços, però per no fer-ho tot massa ensucrat, també parlarem de coses que odiem. Som-hi! Vine al Campus d'Estiu 2026 i practica el català amb nosaltres durant una setmana! Activitats de conversa als matins Dinar inclòs Activitats culturals a la tarda: visita al Recinte Modernista de Sant Pau, visita al Museu d'Història, pòdcast en directe a la llibreria Ona, taller de trencadís, excursió a Tarragona... i alguna cosa més! Bonus Continuem la conversa amb un parell més de coses que ens fan feliços. Transcripció Andreu: [0:15] Bon dia, Sílvia! Sílvia: [0:17] Bon dia, Andreu! Escolta, quina música tan marxosa que tenim al principi, no? Andreu: [0:20] Has vist? Sílvia: [0:21] És xula, no? Andreu: [0:23] I la va fer mon germà. Sílvia: [0:24] Ja, és que és tot perfecte, és tot genial. Andreu: [0:27] Sí. Bé, com han anat les visites? M'han dit que avui heu tingut molta gent a casa. Sílvia: [0:32] Avui ha sigut intens. Han vingut més de vint persones a veure la nena. Andreu: [0:38] Vint persones? Sílvia: [0:39] Més de vint eren aquí. I la veritat és que ella s'ha portat com una campiona. No ha plorat, ha estat tranquil·la tota l'estona, tot bé… Crec que serà una senyora amfitriona. Andreu: [0:54] És que jo vaig al·lucinar, eh?, quan vaig venir a casa vostra, de com de bé que es… o sigui, es porta superbé! Sílvia: [1:00] Sí. Tothom diu: "Ai, és molt tranquil·la!", perquè clar, hi ha canalla que s'esvera molt, no? I jo ho puc entendre, perquè jo ja estava nerviosa amb vint persones, no entenc com ella no s'ha posat nerviosa, però per sort no només té els meus gens, també té els del Joan, que és molt tranquil, llavors suposo que hi juguen algun paper. Però bé, molt bé, ens han portat un regalet molt bonic que no esperàvem, que és un cavall. No sé si saps què et vull dir, com un cavall que es balanceja, com un balancí però amb cavall. I crec que li agradarà molt, encara és petitona, però quan s'aguanti ella a sobre crec que serà un regal molt xulo. Andreu: [1:36] Molt bé. Sílvia: [1:36] I molt contents de veure tota la gent amb (qui) caminava. Andreu: [1:40] Ah, és el grup aquell amb què feies marxa nòrdica. Sílvia: [1:43] Sí. M'han posat un objectiu i és que al setembre faran una caminada molt suau, molt tranquil·la, i espero que al setembre la pugui fer. Andreu: [1:53] Molt bé, que bé. Ah, doncs que guai, no?, rebre aquesta visita, tot i que (és) molta gent. [Sí.] Però bé, on els has ficat? Sílvia: [2:00] No, però bé. Andreu: [2:01] A dintre? Sílvia: [2:01] A fora, a fora, a fora. Feia bon temps, fa bon temps encara, llavors hem fet un pica-pica a fora. Andreu: [2:06] Molt bé. Sílvia: [2:07] Si no, no, a dintre no hi caben. Andreu: [2:10] Molt bé, molt bé. Un altre grup de vint persones serà el del Campus d'Estiu. Sílvia: [2:14] Sí, això també serà un repte... Andreu: [2:18] Perquè recordem que les inscripcions ja estan obertes i que oferim vint places. Per tant, si us fa il·lusió participar al Campus d'Estiu d'Easy Catalan, repetir o venir per primer cop, doncs no us despisteu, perquè són places limitades. Sílvia: [2:34] Exacte. Us heu d'apuntar a l'enllaç campus.easycatalan.org. Andreu: [2:39] I com funciona el procés d'inscripció? Sílvia: [2:41] Doncs és molt senzill. Quan entreu en aquesta pàgina web, veureu que hi ha dues modalitats diferents. Una és el Campus Bàsic i l'altra és el Campus Complet. Si compreu el Campus Complet, doncs vindreu a totes les activitats amb nosaltres, i si compreu el Bàsic, podeu escollir quines activitats voleu fer extras, a part del que inclou el Campus Bàsic. Un cop hagueu fet la inscripció, jo mateixa us enviaré un correu en què us diré que heu comprat el Campus i us demanaré quin dia us va bé de fer una videotrucada. En aquesta videotrucada parlarem una mica, us explicaré diferents informacions importants per quan vingueu pel Campus i també parlarem, a veure si teniu algun dubte, si teniu alguna pregunta i tot això.
Milton Teixeira fala sobre a criação do Museu Imperial, em março de 1940.
Falámos ao telefone com o Nuno Markl.
Ricardo Cardim, botânico e paisagista, apresenta análises e comentários sobre a agenda verde nas cidades. Quadro vai ao ar na Rádio Eldorado às quintas, ao vivo, às 07h45, no Jornal Eldorado; e em boletins às segundas e quartas, às 12h30 e 16h.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Alberto Gonçalves comenta a saída de Rita Rato da direção do Museu do Aljube.See omnystudio.com/listener for privacy information.