Landlocked country in central South America
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Confira os destaques do Jornal da Manhã desta segunda-feira (17): No lançamento oficial de sua campanha, o candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, criticou duramente os rivais Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), projetou um país próspero e seguro e pediu à militância jovem que convença pais e avós “desiludidos” de que é possível tornar o Brasil “um país que desperta”. Durante o evento, Renan Santos afirmou: “Hoje somos uma nação derrotada, sem esperança e sem futuro”. Reportagem: Matheus Dias. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, reduziu as chances de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de 2026. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reagiu à declaração e afirmou que “Kassab é um petista roxo”. Reportagem: Rodrigo Viga. Os candidatos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), iniciaram suas campanhas neste domingo (16). Tarcísio discursou em Osasco, na região metropolitana de São Paulo, enquanto Haddad deu início à sua campanha em um evento ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em São Bernardo do Campo. As atividades marcaram o início oficial da disputa pelo governo paulista. A Polícia Federal localizou em Assunção, capital do Paraguai, uma aeronave vinculada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, no âmbito da Operação Compliance Zero. A aeronave é avaliada em R$ 120 milhões e retornou ao Brasil no fim da tarde deste domingo, com o apoio da adidância da PF no Paraguai e da Secretaria Nacional Antidrogas do país vizinho (SENAD/PY). O avião ficará estacionado no Aeroporto Internacional de Brasília, onde será submetido às medidas judiciais cabíveis. Reportagem: Marco Viana. Em documento enviado ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), a Petrobras afirmou que espera gastar ao todo pouco mais de R$ 3,3 bilhões para perfurar quatro poços na Foz do Amazonas. A manifestação afirma ainda que o valor inicial contempla os descontos dos custos com garantias e/ou apólices, prêmios de seguros pessoais e reais, licenciamento ambiental e planos, programas e projetos ambientais associados a cada perfuração. O valor foi repassado pela Petrobras ao Ibama depois que o órgão cobrou, durante parecer do fim de 2025, o pagamento de uma compensação ambiental de R$ 39,6 milhões para a exploração no poço pioneiro Morpho, onde foi encontrado petróleo na sexta-feira (14). Reportagem: Rodrigo Viga. O governo dos Estados Unidos discutiu a imposição de novas sanções contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, segundo o jornal Financial Times. De acordo com fontes ouvidas pela publicação, a medida estaria relacionada à investigação sobre a origem de uma reportagem envolvendo o ministro Flávio Dino e aos mandados autorizados por Moraes. Em julho do ano passado, os EUA aplicaram sanções ao magistrado com base na Lei Magnitsky, posteriormente revogadas em dezembro. A punição havia sido motivada pela atuação de Moraes no julgamento que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Reportagem: Eliseu Caetano. Os 21 partidos políticos com representação no Congresso Nacional têm até esta quarta-feira (19) para prestar esclarecimentos ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a eventual participação de dirigentes partidários na gestão de emendas parlamentares. O pedido busca esclarecer se houve participação de dirigentes das legendas na gestão dos recursos. Reportagem: Marco Viana. O presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno das eleições de 2026, segundo pesquisa Nexus realizada para o BTG Pactual. O petista tem 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, a diferença entre os dois está dentro do intervalo estatístico da pesquisa. Ainda no confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro, 8% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou não escolheriam nenhum dos dois, enquanto 1% não soube ou não respondeu. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Alô, alô! Cadê a anta que tava aqui? A anta brasileira (Tapirus terrestris) é o maior mamífero terrestre que temos na América do Sul. Os indivíduos adultos podem chegar a 300 kg. Conhecida como jardineira da floresta, a anta tem o importante papel ecológico de dispersar sementes por onde anda, ou seja: é uma espécie que planta a floresta e ajuda a manter a diversidade das nossas matas. Apesar do nome, a ‘anta brasileira', não é exclusiva do Brasil. Ela ocorre em 11 países sul americanos, entre eles a Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Peru, entre outros. Em contexto global, a anta é uma espécie considerada vulnerável à extinção e suas populações estão diminuindo devido principalmente à perda de habitat, à caça ilegal, às colisões com veículos (atropelamentos em rodovias) e à contaminação por agrotóxicos. Nesse episódio Amanda Guedes e Lucas Andrade falam sobre os bastidores da conservação de antas no Brasil com a Patrícia Médici, que é pesquisadora e grande especialista em antas, que há 30 anos lidera um projeto de conservação dedicado a entender mais sobre as gigantes jardineiras da floresta e salvar a espécie da extinção. O foco da nossa conversa é entender como que a conservação acontece na prática, tendo como exemplos as expedições realizadas pela Iniciativa Nacional de Conservação da Anta Brasileira, a INCAB, para descobrir o paradeiro das antas na Caatinga. Sorteio exclusivo para apoiadores:Bolsa Ecobag Anta bordada (da loja do IPE!) Assuntos Abordados: 00:00 – Bastidores da conservação da anta.02:04 – O surgimento do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPE).10:00 – Mobilização de equipe.12:16 – A pulga atrás da orelha: motivações.17:40 – Expedição em busca da anta na Caatinga.24:55 – Memórias: entrevistas no território.28:44 – SORTEIO DO ALÔ!29:55 – A primeira pegada!35:23 – Memórias quase perdidas.39:60 – Próximas viagens!45:42 – Colisões veiculares: ameaça nº1.50:24 – Anta sentinela: contaminadas por agroquímicos e metais.53:23 – Ameaça do fogo.55:34 – Como salvar as antas?62:53 – Disco de Ouro: recomendações culturais. Assine pelo Apoia.se Assine pelo Patreon ➡️ Siga o Alô nas Redes:Instagram | Facebook | TikTok | Youtube | Bluesky
*Fique bem-informado com as notícias do Programa Agronegócio Hoje de 12/08/2026.*
O time mais consistente da liga venceu. É o tetra campeonato do Sampaio Basquete. E com autoridade. Sampaio esteve nas últimas cinco finais e, apesar de ter sido vice nas últimas 3, este ano não deu chance para o azar e venceu a série final por 3 a 1 em cima do Unimed Campinas. Claro que começamos falando primeiro do campeonato paulista masculino, tentando manter a ordem dos campeonatos que sempre fazemos. Com os 4 primeiros jogos tendo rolado, o principal foi poder ver o renovado Mogi amassando e ganhando bem seu primeiro jogo. Parece que as contratações de peso que o Mogi fez para a temporada vão dar retorno. Fica só uma sensação ruim de ter apenas 8 times no campeonato paulista deste ano. São oito times que estão na NBB, então o sarrafo é lá em cima, mas ainda assim é pouco para um campeonato tão tradicional. Resta a esperança que, pelo menos, eles consigam terminar o campeonato antes do começo da NBB. Claro que teve destaque a conquista da LBF pelo Sampaio Basquete e falamos bastante do trabalho feito em São Luís e a consistencia deste time. Depois de ganhar os dois primeiros jogos da serie em casa, o Sampaio chegou em Campinas precisando só de uma vitória para se sagrar campeão. Mas no terceiro jogo o Unimed Campinas não deu chance, com uma defesa agressiva e muita velocidade na transição, o time campineiro dominou o jogo todo e ganhou com boa vantagem. Infelizmente, dois dias depois elas teriam de repetir o feito para levar a um possível jogo cinco e ai, dependendo de uma apresentação tão forte quanto o jogo anterior, faltou perna e o Sampaio, muito mais inteiro, fez o que quis, fechando a série em 3 a 1. Falamos também da semana da WNBA, das feitos da nossa Kamilla, das renovações da NBA, da situação que fica cada vez mais complexa e difícil para o Kawhi na liga (parece que não vai dar para se safar sem punição), respondemos as questões do pessoal da Live, mas, infelizmente, o segundo ponto mais importante do episódio foi a seleção brasileira feminina de basquete. O Brasil está participando do sulamericano qualificatório para a AmericupW. A AmericupW dá vaga para um pré olímpico, que por sua vez, da vaga para as Olimpíadas, como você deve ter adivinhado. É um caminho longo para finalmente voltar aos jogos olímpicos, mas é o caminho mais possível. A seleção vem de uma troca muito recente de comando, com a saída da Pokey Chatman e a entrada do Léo Figueiró. Também vem trazendo uma nova geração de meninas, muitas delas ainda jogando no universitário americano. São muitas novidades em pouco tempo, verdade. Mas este campeonato não tem um nível tão alto e era para o Brasil nadar de braçada. Ganhou bem o primeiro jogo em cima do Chile, é verdade. E também era esperado. Mas o segundo jogo, contra a Venezuela perdeu. E perdeu bem perdido. Foram controladas pelas venezuelanas, que não só tem o basquete como uma dos esportes principais, como também estão passando por uma nova fase. Ainda assim, esta foi a primeira vez que a Venezuela ganhou do Brasil. É motivo de preocupação sim, e é motivo de analise. A LBF vive um momento de começar a colher frutos de um trabalho longo e de pouca visibilidade, o país tem meninas jogando nos mais diferentes países do mundo, tendo gente na Europa, na NCAA e na WNBA (não, Damiris e Kamilla não vieram porque a W está no meio do campeonato). Com tudo isso, mesmo desorganizado e inexperiente, a expectativa era de que seria sim possível a vitória e a classificação sem sustos para a AmericupW. Agora, dependemos do jogo contra o Paraguai na sexta para classificar. Deve dar, mas fica o alerta. Agora para ouvir isso e muito mais, tá fácil, é só apertar o play e vir com a gente.
Boa terça, angulers! Abrimos o #343 tratando das crises e entraves diplomáticos das últimas semanas. Milei atacou Lula em convenção do PL, fala de Lula provoca indignação no Governo paraguaio e nova tarifa dos EUA relacionada a investigação sobre trabalho forçado começa a valer para Brasil e outros 60 países. No segundo bloco, a campanha eleitoral que vai começar! Termina nesta quarta o prazo para inscrição das chapas. Flávio e Zema ainda não anunciaram seus vices. Por fim, vendaval no sudeste e chuvas no Sul acendem alerta sobre El Niño e crise migratória entre Marrocos e Espanha inflama e extrema-direita europeia. Sirva-se! Apoie o Angu de Grilo no apoia.se: apoia.se/angudegrilo ou na Orelo: orelo.cc/angudegriloCortes do episódio em vídeo no @angudegrilo no Instagram e Tiktok! Siga, curta e compartilhe! Edição e mixagem: Tico Pro @ticopro_Redes sociais: Claudio Thorne @claudiothorneCortes em vídeo: Nathália Dias Souza @natdiassouza
Convidado: Ariel Palacios, correspondente da Globo e da GloboNews para América Latina. Nesta segunda-feira (3), o Brasil completa uma semana sem representação diplomática na Argentina. O embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, foi convocado às pressas para voltar a Brasília e, neste período, já teve três reuniões com Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores. Esse gesto é raro e tem um significado claro: sinaliza que a relação entre os dois países entrou em crise. O estopim foi a participação do presidente argentino, Javier Milei, na convenção do PL que lançou Flávio Bolsonaro candidato à Presidência. Na ocasião, Milei chamou o presidente Lula de "presidiário" e o ministro do STF Alexandre de Moraes de "lixo careca". Já a crise com o Paraguai nasceu da declaração de Lula: o presidente disse que o país vizinho invadiu o Brasil e que isso levou à declaração da Guerra do Paraguai – o embaixador brasileiro em Assunção foi chamado para dar explicações ao governo do presidente Santiago Peña. Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista o jornalista Ariel Palacios, que fala diretamente de Buenos Aires. Ariel recorda o histórico diplomático entre os países da Tríplice Fronteira e explica o que levou à atual crise entre Brasil e os governos da Argentina e do Paraguai – analisa também a afinidade ideológica dos dois presidentes e de outros governantes da região.
Confira no Morning Show desta segunda-feira (03): O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) defendeu a castração química como punição para abusadores sexuais em diversas ocasiões em sua pré-campanha. A pauta é polêmica, você é a favor? O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, nesta segunda-feira (03), os trabalhos após o recesso de meio do ano. Com o retorno, pautas que esperam para serem votadas, como a lei da dosimetria e direitos para motoristas de aplicativos, voltam para a mesa dos ministros e para a discussão pública. A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma operação para prender integrantes de uma quadrilha responsável por infiltrar celulares e drogas em penitenciárias do Complexo de Bangu. Cerca de 130 aparelhos celulares foram apreendidos durante a operação. A pesquisa eleitoral Nexus/BTG Pactual divulgada nesta segunda-feira (03), mostra o presidente Lula (PT) com 41% das intenções de voto, liderando no primeiro turno. Logo em seguida, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 37% e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), pontuando com 5%. Já em um possível segundo turno, Lula e Flávio aparecem tecnicamente empatados, com 46% e 45%. Uma quadrilha foi flagrada por câmeras de segurança furtando seis carros de luxo em uma garagem no bairro Estoril, Zona Oeste de Belo Horizonte (MG), na madrugada deste domingo (02). Ao todo, o valor dos veículos roubados soma R$ 1 milhão em prejuízos ao estacionamento. Um casal morreu após um atropelamento quando voltavam do trabalho na madrugada desta segunda-feira (03) no Viaduto Vila Matilde, na Zona Leste de São Paulo. O condutor do carro, que dirigia em alta velocidade, estava embriagado e foi preso. O Partido dos Trabalhadores oficializou o presidente Lula como pré-candidato à reeleição em sua Convenção Nacional neste sábado (01) em São Paulo. Esta é a sétima eleição em que Lula concorre. Em seu discurso, o presidente prometeu defender a soberania brasileira e fazer uma discussão séria sobre as emendas parlamentares em um possível 4° mandato. O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, prestará depoimento na Polícia Federal na tarde desta segunda-feira (03). O motivo ainda não foi oficialmente revelado e Valdemar é investigado em diversos inquéritos, mas, a apuração da Jovem Pan aponta que o tema do depoimento será a destinação de emendas parlamentares por parte do líder da legenda, que não possui mandato. O Partido Liberal oficializou o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) como pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal. O anúncio ocorreu na convenção distrital da legenda neste domingo (02), sem a presença de Michelle, que estava sob cuidados médicos por conta de uma crise de dores de cabeça. O ex-ministro Aldo Rebelo (DC), que chegou a ser pré-candidato à Presidência da República pelo partido Democracia Cristã, agora irá compor a campanha de Ronaldo Caiado (PSD) como coordenador. Em entrevista ao Sofá da Discórdia, Aldo falou sobre a polarização, terras raras e geração de energia. Há 60 anos, o regime comunista cubano sofre embargos econômicos do governo americano, e agora, com um bloqueio de abastecimento de petróleo, a ilha de Cuba sofre uma crise energética grave, registrando o sexto apagão só este ano. Aldo Rebelo comentou. O ex-ministro Aldo Rebelo (DC), também comentou sobre as falas do presidente da Argentina, Javier Milei, briga com o Paraguai e o governo Lula (PT). Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta sexta-feira (31): A convenção estadual do PSB em São Paulo confirma nesta sexta-feira (31) a candidatura de Simone Tebet ao Senado. Ela integra a chapa de Fernando Haddad ao governo paulista e Márcio França como vice. O evento será realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo. Reportagem: Matheus Dias. O Paraguai convocou o embaixador brasileiro em Assunção para entregar uma nota de repúdio às declarações do presidente Lula sobre a Guerra do Paraguai. O governo paraguaio afirmou que defenderá os interesses nacionais diante das falas do presidente brasileiro. Reportagem: Paulo Édson Fiore. A Uefa anunciou boicote às competições da Fifa enquanto não for abandonada a proposta de criar uma empresa privada para administrar os torneios da entidade. A medida pode afetar competições como a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil. Wanderley Nogueira analisou. O STF autorizou a abertura de inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva por suspeitas de corrupção e tráfico de influência. A investigação surgiu a partir de apurações sobre fraudes no INSS e envolve repasses a uma empresária ligada ao filho do presidente. Reportagem: Janaína Camelo. A investigação contra Fábio Luís provocou reações de pré-candidatos à Presidência. Ronaldo Caiado, Renan Santos e Flávio Bolsonaro criticaram o governo e cobraram esclarecimentos sobre o caso. Reportagem: Pedro Tritto. Donald Trump anunciou um acordo para o desarmamento do Hamas e de outros grupos na Faixa de Gaza. Segundo o presidente americano, o plano prevê retirada gradual das tropas israelenses e atuação de uma força internacional para garantir a segurança. Reportagem: Eliseu Caetano. Flávio Bolsonaro afirmou que Jair Bolsonaro não sabia da exibição do vídeo produzido com inteligência artificial durante a convenção do PL. Segundo o senador, a equipe jurídica considera que o material não viola a legislação eleitoral. Reportagem: Paulo Édson Fiore. O PP voltou a discutir uma possível aliança com Flávio Bolsonaro, mas a sigla mantém resistência à indicação de Tereza Cristina para a vice. A prioridade do partido continua sendo fortalecer sua bancada no Congresso. Reportagem: Beatriz Manfredini. A campanha de Flávio Bolsonaro promoveu a segunda troca no comando da comunicação desde o início da pré-campanha. O publicitário Duda Lima assume a estratégia após a repercussão do vídeo com inteligência artificial exibido na convenção do PL. Jess Peixoto, Lucas Mehero e Roberto Motta comentaram. Reportagem: André Anelli. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado uma base aérea no Kuwait em resposta a ofensivas anteriores. Os Estados Unidos não confirmaram a ação, enquanto o Kuwait ainda não havia se manifestado. Reportagem: Luca Bassani. O Republicanos manteve a resistência à candidatura de Cleitinho Azevedo ao governo de Minas Gerais. Reunião entre o senador e dirigentes do partido terminou sem acordo, e aliados criticaram a decisão da legenda. Reportagem: Rodrigo Costa. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Confira no Morning Show desta sexta-feira (31): O governo do Paraguai convocou o embaixador brasileiro em Assunção para entregar uma nota oficial de protesto contra declarações do presidente Lula (PT) sobre a Guerra da Tríplice Aliança. A fala gerou forte reação no Congresso paraguaio, que acusou o petista de distorcer a história. O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou um projeto de reforma do BC para proibir o financiamento do Estado e impedir orçamentos deficitários. Segundo o liberal, a medida visa colocar fim ao financiamento da classe política via impressão de moeda. Em entrevista a um podcast, o presidente Lula (PT) afirmou que avaliará o nível dos adversários antes de confirmar presença nos debates de TV. A bancada do Morning Show analisa a estratégia política do petista, o impacto da ausência de postulantes à reeleição em confrontos diretos e os reflexos dessa decisão no jogo eleitoral das eleições de 2026. Relatórios da Polícia Federal revelam que o senador e ex-líder do governo Jaques Wagner (PT-BA) trocou 74 ligações com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, somando mais de 5h30 de diálogos. Direto de Brasília, o repórter André Anelli detalha os desdobramentos da investigação, enquanto a bancada do Morning Show analisa o impacto político e institucional do caso. Após o senador Flávio Bolsonaro (PL) confirmar que a senadora Tereza Cristina aceitou o convite para ser sua vice, o Progressistas (PP) publicou nota oficial declarando neutralidade na eleição presidencial. A bancada do Morning Show analisa a decisão da cúpula do PP, o impacto no agronegócio e a necessidade de Flávio buscar uma chapa puro-sangue no PL. A Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou que a facção criminosa Comando Vermelho promoveu treinamentos para operar drones com carga explosiva. O repórter Rodrigo Viga traz os detalhes dessa nova tática do crime organizado na capital fluminense, e a bancada do Morning Show analisa os riscos para a segurança pública e a sofisticação das operações do tráfico. A travessia a nado de milhares de imigrantes vindo do Marrocos em direção ao enclave espanhol de Ceuta deixou dezenas de mortos e provocou um colapso humanitário. Diante da crise, países europeus analisam suspender a Espanha da livre circulação no continente. A Caixa Econômica Federal começou a depositar a distribuição dos lucros do FGTS referentes a 2025 para mais de 130 milhões de brasileiros. A repórter Danubia Braga traz os detalhes sobre os valores, quem tem direito ao crédito na conta e como consultar o saldo. A dermatologista Dra. Valéria Campos participa do Morning Show para analisar a internação do influenciador William Silva. A médica adverte sobre a gravidade das infecções faciais, explica a anatomia do "triângulo do perigo" e ensina os cuidados necessários de higiene ao tratar acnes e evitar lesões permanentes na pele. O lendário ex-zagueiro da seleção italiana e do Milan Franco Baresi morreu aos 66 anos. Campeão mundial em 1982 e vice em 1994, Baresi é reconhecido como um dos maiores defensores de todos os tempos. Em decisão unânime, 55 federações da UEFA anunciaram um boicote total a torneios da FIFA contra o plano da entidade de criar uma empresa privada e vender ações a investidores. A medida coloca em risco a Copa do Mundo Feminina no Brasil e atinge contratos milionários com a Netflix. O humorista Gustavo Tubarão virou centro de polêmica nas redes sociais após fazer piadas e citações íntimas em seus votos de casamento. A bancada do Morning Show analisa o discurso em tom de brincadeira, a repercussão negativa entre os internautas e o debate sobre os limites do humor em cerimônias religiosas. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
Circularam nas redes sociais vídeos que mostram milhares de imigrantes chegando até a cidade espanhola de Ceuta, no norte da África, vindo a nado, em boias e em botes da guarda costeira espanhola, que foi acionada diante da multidão. Dez pessoas morreram na travessia. E ainda:- Trump afirma que o Conselho de Paz criado por ele chegou a um acordo para o desarmamento do Hamas e outros grupos armados de Gaza. O desarmamento faz parte de um plano elaborado por ele e prevê ser executado em fases, incluindo a remoção das Forças israelenses do território e a implementação da Força Internacional de Estabilização- Riade, na Arábia Saudita, foi sede de uma reunião com outros 43 países e a União Europeia para discutir uma coalizão de segurança para a navegação comercial- Subiu para 34 o número de mortos após o terremoto queatingiu o sul do. As buscas estão principalmente concentradas nos destroços do shopping que desabou pelo tremor- A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, apresentouuma reclamação ao Comitê de Direitos Humanos da ONU para tentar reverter a condenação de 6 anos de prisão e que a impede de ocupar cargos públicos- Milei altera a Lei de Migrações da Argentina com o objetivo de expulsar ou proibir a entrada de estrangeiros que tenham proferido "mensagens de ódio" contra a Argentina ou os argentinos- Embaixador do Brasil em Assunção, no Paraguai, terá reuniãocom o vice-presidente paraguaio para elaborar uma nota sobre declaração feita pelo presidente Lula dizendo que o Paraguai invadiu o Brasil, Argentina e o Uruguai durante a chamada Guerra do Paraguai, em 1870 Apoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio mensal – clique aquiApoia.se do Mundo em 180 Segundos | apoio de 1 episódio – clique aqui Notícias em tempo real nas redes sociais Instagram @mundo_180_segundos e Linkedin Mundo em 180 SegundosFale conosco através do mundo180segundos@gmail.com
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Passando a Limpo: no programa desta quinta-feira (30), Igor Maciel juntamente com Romoaldo de Souza, Terezinha Nunes, Ricardo Rodrigues e Pedro Beija abordam os principais fatos da política regional e nacional, direito eleitoral, economia e cenário internacional. O programa analisa o impasse na chapa da governadora Raquel Lira sobre a definição dos candidatos ao Senado e o impacto dessa disputa. Em paralelo, destaca-se a participação de João Campos ao lado do presidente Lula e de Geraldo Alckmin na convenção nacional do PSB em Brasília. Em entrevista com o advogado Pedro Silveira, a bancada debate a regulamentação do TSE para as eleições de 2026 e as controvérsias do uso de deep fakes e inteligência artificial nas campanhas, tomando como base o vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro exibido na convenção do PL. Na área econômica, o economista Vittor Borba detalha os motivos das recusas bancárias no programa Móvel Brasil, apontando o alto endividamento das famílias e as limitações de crédito para motoristas de aplicativo . Por fim, o episódio aborda a escalada militar no Oriente Médio com o ataque de mísseis iranianos a uma base na Jordânia, o risco de alta no preço do petróleo e a reação do Congresso do Paraguai a declarações do presidente Lula. .
Este episódio do podcast "Em Busca" Fagner Almeida mostra o marco histórico de 50 anos da Associação de Criadores de Cavalos Crioulos do Paraguai (ACCCP), explorando sua trajetória desde a fundação em 1974 até o status atual.Highlights
Alexandre Garcia comenta campanha nas redes contra assessor de Michelle Bolsonaro, fala de Lula sobre Guerra do Paraguai, e política externa brasileira.
Neste novo episódio da série Termos Ambíguos, o verbete abordado é o “Globalismo”, que ganhou destaque durante o primeiro governo Donald Trump, ao ser contraposto ao patriotismo e à liberdade em seu discurso político. Desde então, passou a integrar o vocabulário de movimentos antiglobalistas, influenciando também o governo Bolsonaro. No entanto, o conceito é complexo e controverso, envolvendo diferentes interpretações, atores políticos e relações com questões contemporâneas, especialmente no contexto brasileiro. Para apresentar um debate sobre o termo, entrevistamos a Sonia Corrêa, o Fernando Brancoli e o Douglas Sanque, que foi também o autor do verbete no Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia, disponível para download gratuito no site do Observatório de Sexualidade e Política. _________________________ Roteiro Ernesto Araújo: “Eu acho que o mais grave do globalismo é na mente, no pensamento. Eu acho que o globalismo é perigoso porque é sobretudo um sistema de pensamento, de anti pensamento. […] Tatiane Amaral: Quem está falando aqui é Ernesto Araújo, ex-ministro de relações internacionais do governo Bolsonaro Sonora Ernesto Araújo: […] Eu vejo o globalismo muito como o processo pelo qual a ideologia marxista, a partir do começo dos anos 90 e sobretudo a partir dos anos 2000, ela penetra na globalização econômica e faz dela o veículo da sua propagação. Então, justamente através da globalização começa a entrar com sua agenda em temas como ideologia de gênero, em temas como o ambientalismo distorcido, e outros. E começa sobretudo a controlar o discurso, a dizer o que você pode dizer e o que você não pode dizer, e cada vez o que você pode dizer é menos, ocupa um menor espaço. Então, eu vejo mais o globalismo assim, aquela ideia de que o marxismo descobriu que ele não precisa controlar os meios de produção econômica, quando ele pode controlar o meio de produção de ideias, que é o que já vinha acontecendo. E é através desse controle de ideias começa a capturar instituições e aí começa a partir dessas instituições tentar agir para diminuir as identidades nacionais, e as identidades pessoais também. A fala pode até soar exagerada, parecer coisa de filme ou de teoria da conspiração… mas ela está se tornando cada vez mais presente em discursos políticos da ultradireita — seja no Brasil ou no mundo. E ela gira em torno de uma palavra: globalismo. Mas afinal, você sabe o que, de fato, é globalismo? Daniel Faria: Eu sou o Daniel Faria Tatiane: E eu sou a Tatiane Amaral. E este é o sétimo episódio da Série Termos Ambíguos, uma parceria entre o Observatório de Sexualidade e Política e o podcast Oxigênio. Daniel: Juntos, vamos conduzir esta viagem pelo termo que tem estado cada vez mais presente nos discursos políticos globais e nacionais. Falei em viagem porque o termo se vincula a globo, a planeta, além de ser usado em muitos países. Mas também não deixa de ser uma viagem no sentido figurado mesmo, pois o termo como é usado pela extrema direita evoca um certo devaneio, ou até mesmo delírio. Tatiane: O termo “Globalismo” é mais uma categoria acusatória fabricada pela extrema direita, assim como muitos outros espantalhos, alguns que a gente até já tratou aqui no Termos Ambíguos, como Ideologia de gênero, marxismo cultural,racismo reverso… Daniel: A extrema direita usa esses e vários outros termos com objetivos específicos: Por um lado, eles querem provocar o medo e, sobretudo, a suspeita. De outro, criar confusão mesmo. No caso de Globalismo as confusões são muitas e muito sobrepostas, mas vamos tentar esclarecer algumas delas neste episódio. Tatiane: Pra começar, precisamos esclarecer que Globalismo não é a mesma coisa que Globalização. Eu sei que é confuso, mas vem comigo: Globalização é a denominação da transnacionalização intensificada de relações econômicas, culturais e sociais, que se registrou a partir do fim da Guerra Fria. Já o Globalismo pode ser descrito como uma desfiguração de globalização, que atribui a essas dinâmicas outros sentidos, em geral associados à dominação, a atores obscuros e à conspiração. Daniel: No dicionário de termos ambíguos, que você pode encontrar aqui na descrição desse episódio o verbete escrito pelo Douglas Sanque, que vai aparecer na nossa conversa daqui a pouco, traça um histórico desse processo desde 1991, quando a União Soviética chegou ao fim e seus ex-membros foram integrados à nova ordem neoliberal global. É aí que se consolida a globalização, que foi uma integração via mercados ao redor do… Globo. Tatiane: Esse movimento promoveu uma ampla abertura de mercados que intensificou a concorrência internacional. Nesse processo foram estimulados os acordos de livre comércio e a formação de blocos econômicos. Em tese, isso deveria favorecer todas as nações, mas vamo lá, né? A gente sabe que não foi bem assim. Claro que os países mais desenvolvidos e industrializados se deram melhor. Daniel: Foi aí, no meio desse processo, que a União Europeia foi criada, a partir do chamado Mercado Comum Europeu. Foi esse mercado que ampliou a integração que era só, econômica para uma integração política e institucional. Após o fim da Guerra Fria, nos anos 90, a União Europeia se expandiu, incorporando países do Leste Europeu, que antes integravam a antiga União Soviética. Tatiane: Depois disso, foram surgindo blocos econômicos pelo mundo todo, como o Mercosul, por exemplo, que é o Mercado Comum do Sul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Tem também o Nafta, um Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá, assinado em 1994 e atualizado em 2020 como Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Além disso, as Economias asiáticas também se fortaleceram nesse contexto, com destaque para os Tigres Asiáticos, formado por Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura. Sem falar da China, que também ampliou muito suas relações comerciais internacionais nesse período. Daniel: A Sonia Corrêa, coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política e do projeto do Dicionário, já conversou com a gente em outros episódios do Termos Ambíguos, e dessa vez ela destaca um ponto importante desse processo da Globalização:a expansão do neoliberalismo. E ela lembra que o processo nunca foi tranquilo e nem poupado de críticas. Tatiane: A Sonia comenta que o Neoliberalismo estava em expansão desde o final dos anos setenta. Com o fim da guerra fria e o desaparecimento do bloco soviético, todo esse espaço econômico passou a analisar (e sentir) os efeitos negativos da expansão do pensamento neoliberal nas desigualdades econômicas dentro dos países, ENTRE países e, mais especialmente, entre o NORTE e o SUL globais. Daniel: Durante todo o processo, muitos acordos foram sugeridos, mas nem sempre as tentativas deram certo. Um bom exemplo foi a tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, que integraria os mercados de 34 países das Américas, exceto Cuba, eliminando as tarifas e os impostos de importação. A proposta era de George Bush, então presidente dos Estados Unidos, mas não foi pra frente, justamente por causa da grande disparidade de recursos e poder entre os países. Tatiane: Vale a pena a gente dizer que quando os países começaram a entrar nessa chamada “economia global”, muita coisa mudou internamente também. Por exemplo, várias indústrias saíram da Europa e dos Estados Unidos e foram pra lugares como a China ou o México, onde produzir é mais barato, principalmente por causa da mão de obra. Ao mesmo tempo, a globalização também trouxe a privatização de serviços públicos, como saúde e educação, reformas nas leis trabalhistas desfavoráveis a trabalhadoras e trabalhadores, assim como dos sistemas de aposentadoria. Também ativou novas formas ainda mais agressivas de extrativismo. Tudo isso contribuiu para o aumento das desigualdades. E foi nesse clima que a categoria acusatória “globalismo” prosperou e se aproveitou da atmosfera de contestação à globalização para impulsionar seu projeto político que não tem nenhum compromisso com a superação da desigualdade. Daniel: Autores e autoras, como a Wendy Brown, analisaram como a expansão da lógica neoliberal teve efeitos negativos sobre a política e sobre a nossa forma de pensar e sentir, provocando dinâmicas de erosão da democracia, como estamos vivendo agora. O historiador Quinn Slobodian, autor do livro Globalistas: o fim do império e o nascimento do neoliberalismo, entende que o projeto neoliberal tem como objetivo criar instituições para proteger o capitalismo da ameaça que a própria democracia representa. E essas novas instituições serviriam para reorganizar o mundo como um espaço de Estados-competidores. Tatiane: Mas o espantalho do “globalismo” não se aproveitou apenas da crítica progressista e da insatisfação real com a globalização. Ele também acionou suas próprias assombrações. Para entender isso é preciso voltar no tempo, lá pros anos 1940, ao final da II Guerra Mundial. Na verdade, vamos voltar até um pouco mais, com a ajuda da Sonia Correa. Sonia Corrêa: Bom, para compreender essa posição dos globalistas há um aspecto que não pode ser perdido de vista. Para a direita, a ultra direita norte americana desde o começo do século XX, pelo menos, foi avessa a uma ordem institucional transnacional. E essa ultra direita raiz, fez uma enorme oposição à adesão dos Estados Unidos à Primeira Guerra Mundial. Tiveram posições contra a Liga das Nações e certamente fizeram pressão contra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, tem um DNA muito profundo aí na ultra direita norte americana, que é contrário a existência de uma ordem internacional de regulação global. É porque eles a veem como um contraponto ou uma possível ameaça à ordem hegemônica dos Estados Unidos como império. Eu acho que um outro aspecto a considerar que, se isso é, são as correntes de ultra direita norte americana e outras correntes, como por exemplo, a posição do Dugin, o intelectual russo sobre isso e talvez de segmentos das correntes européias. E tem a ver com um repúdio. Como essas forças fazem um repúdio à ideia da modernidade, os princípios liberais de democracia e direitos humanos. E há uma conexão também por esse lado, que é, digamos, mais filosófica e menos estratégica política. Tatiane: Além da cooperação multilateral econômica, os países criaram também um sistema para prevenir novos conflitos bélicos e promover a paz. Sim, estou falando da Organização das Nações Unidas, a ONU. Daniel: No contexto dos giros políticos à ultradireita que tem varrido as Américas e a Europa hoje, os discursos anti-globalistas fizeram da ONU um de seus alvos principais. Seus detratores a descrevem como um aparato de dominação que quer impor sua agenda aos estados nacionais. Ao fazer isso ofuscam o que é de fato a ONU. Não sei pra você, mas até aqui essa história de globalismo continua bem confusa pra mim. Então, pra gente continuar destrinchando esse termo, falamos com o Fernando Brancoli. Ele é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adicionou elementos que nos ajudam a desarmar qualquer confusão que o termo globalismo possa provocar. Fernando Brancoli: Bom, eu acho que um ponto interessante é a gente imaginar que o discurso antiglobalista, ele não é uma rejeição integral aos princípios da globalização, né? A gente está falando de uma reconfiguração seletiva no que seria uma espécie de dispositivo narrativo, né? Que separa, separaria, uma globalização boa para esses grupos de extrema direita, uma aproximação que permeia dimensões ligadas a interesses morais, econômicos, culturais e o que eles vão chamar muitas vezes de globalismo, né, que seria uma globalização ruim, que seria um conjunto de normas e procedimentos derivados principalmente do pós-guerra fria, que promoveria aí uma agenda ligada a valores liberais, a direitos sexuais, a direitos humanos, políticas ambientais, que de alguma maneira estariam violando então a soberania dos países, e na verdade tentando, dentro de uma teoria da conspiração bastante clássica, implementar uma agenda de uma espécie de camarilha internacional dos Illuminati e coisas parecidas, né? Tatiane: A professora de sociologia na Universidade de Oxford, Rita Abrahamsen, faz uma análise interessante sobre este tema do espaço transnacional. Pra ela a extrema direita é em si mesma global, ao mesmo tempo em que seus idealizadores ocultam de maneira muito hábil essa transnacionalidade. O Fernando também elaborou sobre essa dimensão oculta, o que nos ajuda a esclarecer uma outra confusão de que as vozes que propagam o fantasma do Globalismo reivindicam para si, como sujeitos nacionalistas ou soberanistas: Fernando Brancoli: Muitas vezes a gente fala dessas redes antiglobalistas como se elas fossem necessariamente não transnacionais, o que não é verdade. O que elas estão fazendo é reconfigurando um pouco esse dispositivo narrativo. E acho que quem está acompanhando a gente talvez já tenha escutado essa história: “Ah, o Trump é um isolacionista”. Não necessariamente, né? A gente não está falando de uma antiglobalização de necessariamente fechamento completo das fronteiras. Você tem uma recalibragem dessa dinâmica, de um projeto novo de recentralização de poder. Então, sim, eu posso ter dinâmicas mais isolacionistas em alguma medida, construção de muros, expulsão de migrantes e refugiados, fechamento de trocas comerciais tipicamente liberais, mas ao mesmo tempo eu tenho aproximação para outros lados, né? Em que eu apoio ditaduras amigas, eu argumento que posso criar coletivos transnacionais de apoio a dinâmicas de moralidade. Então acho que esse paradoxo, no final das contas … Eu diria que é a grande força dela, que é criar essa espécie muito peculiar de uma internacional nacionalista. Daniel: Fernando também recorre a uma metáfora de verniz legitimador para explicar essa mistura paradoxal de discursos que juntam nacionalismo ou antiglobalismo para servir a interesses muito específicos: Fernando Brancoli: Esse paradoxo é a grande força dentro desse processo. [03:30] A genealogia dessas dinâmicas já passa por think tanks dos Estados Unidos e a gente tem livros importantes acadêmicos já descrevendo como é que eles se expandiram pelo globo ao longo pelo menos nas últimas duas décadas, né? Então são grupos de pesquisa, são empresas que de alguma maneira promovem esse tipo de ideário. Tatiane: Pra entender melhor como esse paradoxo funciona, pedimos pro Fernando explicar como esses discursos colam, como eles têm aderência a uma massa bastante volumosa, que inclusive elege conscientemente essas figuras. Ao mesmo tempo em que batem no peito e dizem: “EU SOU patriota, EU VOU defender meu país”, entregam de mãos abertas a exploração das riquezas naturais brasileiras — como a Amazônia,os minérios e, agora, as Terras Raras do país — a uma potência imperialista como os Estados Unidos. Além disso, defendem intervenções externas, como a retirada forçada de um presidente, e apoiam movimentos extremistas que ameaçam o próprio país. Fernando Brancoli: Acho que essa aparente contradição, né, de uma internacional nacionalista, a ideia de como é que eu crio alianças entre partidos e grupos que são notadamente, introspectivos diante desse tipo de processo, eh, na verdade, é a maior força desses grupos. É a ideia de mobilizar esse paradoxo. E não se trata necessariamente de, uma dinâmica que vai gerar problemas na frente, eu vou tentar explicar porquê dentro desse processo. Acho que a primeira configuração é que sejam partidos de extrema direita no contexto brasileiro, sejam grupos não partidários, como, por exemplo, grupos evangélicos mais conservadores no contexto brasileiro, sejam grupos mega ortodoxos sionistas em Israel, ou seja, agora, o Partido Republicano nos Estados Unidos. Todos eles olham para o transnacionalismo como uma forma de ganhar poder e ganhar prestígio, então a gente tá falando de recursos que circulam nesse processo. A gente tem por exemplo grupos em Israel, grupos não tradicionais do Brasil como partidos ligados a lideranças religiosas e coisas parecidas que de alguma maneira olham para esse processo e veem a transnacionalização como uma ferramenta de ganhar poder e prestígio, seja simbólico ou material. Exemplo clássico que eu acho bastante interessante, parte importante dos grupos de extrema direita em Israel, dos mais ortodoxos, são financiados por capitalistas norte-americanos. Né? Isso não é uma teoria de conspiração, eles argumentam que essa grana seria interessante. Tem um trabalho interessante da Camille Rocha, né? Menos Marx e mais Mises, um livro fascinante em que ela descreve como é que os norte-americanos financiaram grupos liberais e anarco-capitalistas, sabe-se lá o que que é isso, no contexto brasileiro. Então, lembrar que esse transnacionalismo tem dimensões práticas muito claras, né? Daniel: Aqui, de novo fica claro que o transnacionalismo pode ter dimensões práticas, e que ele serve para alguns interesses. Ou seja, mesmo sendo nacionalista, dá pra ser transnacionalista quando você, ou o país, pode ter dividendos importantes. Brancoli usou o exemplo de Eduardo Bolsonaro para mostrar como contatos estratégicos com a ultra-direita ajudaram a movimentação para as taxações sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos para autoridades envolvidas na condenação do pai. Mas o professor dá outros exemplos, segundo ele mais simbólicos, como contatos pessoais, encontros ou declarações nos quais se aprende essa lógica transnacional. Fernando Brancoli: Você tem encontro do Vox, por exemplo, que é o partido de extrema direita na Espanha, que eles têm uma sessão à tarde do último dia, que é para ensinar técnicas do que eles chamam engajamento digital. Em que você senta com lideranças políticas do globo inteiro numa mesa e te ensinam como é que você faz para, por exemplo, ter acesso mais interessante de pessoas, formar cortes e vídeos bacanas. Eu lembro que nos últimos 3 anos quem esteve lá foi o Nicolas, deputado é, federal de Minas, que é um cara, né, muito especializado em gerar cortes e coisas parecidas. Eu acho que ele já tinha uma capacidade de fazer isso, mas provavelmente ele aprendeu também nesse contexto. Repare como é que o transnacionalismo dentro dessa lógica gera esse tipo de prática. E por fim, o transnacionalismo, ele facilita algo que é muito típico de grupos autoritários que é a possibilidade de criar um mundo binário, né? De você criar um nós contra eles de maneira muito muito clara. Acho que, né, a gente que estuda relações internacionais, quem tem acesso, né, à imprensa, sabe que é muito difícil você criar uma narrativa muito clara de bonzinhos e malvados dentro de um contexto, né? Você vê nuances, você vê pessoas muitas vezes em busca da paz dos dois lados e coisas parecidas, né? Tatiane: E nessa disputa entre nós e eles, surgem dois pólos entre o bem e o mal. E quem é o bem? Quem é o mal? A ultra direita entende que está do lado do bem, de que quem defende a “família” e os valores tradicionais. Mas quem não defende a família, ou as famílias? A sua família? Os seus valores tradicionais, na sua tradição? E para quem está nesse campo da ultra direita, o mal é o socialismo, o comunismo, a esquerda. De novo aqui o Fernando: Fernando Brancoli: Existe aqueles que do outro lado, que é o mal, que é o PT, o MST, o Foro de São Paulo e a Venezuela, que querem acabar com esses valores, querem destruir todos esses dessas menções. Aí repare como é que esses vetores se aproximam, né? Uma dinâmica de moralidade, uma dinâmica econômica, então vira um caldo complexo aqui dentro desse tipo de processo. Nós somos soberanos ainda, no caso brasileiro, estaremos tentando retomar essa soberania agora que foi roubada pelo PT e temos um governo aliado norte-americano que está tentando nos ajudar nesse processo. Mas eu acho que esse paradoxo ele acaba sendo de alguma maneira articulado e promovido de maneira interessante. Ainda tem um paradoxo aqui, que é para você ser essencialmente nacionalista e mobilizar dinâmicas transnacionais. Mas acho que mesmo a tentativa de encontrar um meio-termo já facilita e já gera repercussões interessantes. E aí você tem em todo protesto no Brasil, cartazes em inglês, bandeiras dos Estados Unidos, bandeiras de Israel, você tem a a deputados fugindo para a Itália, onde seria supostamente, né, um lugar mais conservador. Ao que tudo indica a Zambelli não vai conseguir ficar por lá há muito tempo. Mas aí você tem o Eduardo Bolsonaro, né, indo para os Estados Unidos, você tem essas mobilizações, isso vai gerando repercussões e impactos e pelo menos são simbólicos gera mídia, a população fica engajada. Então, de alguma maneira tem algo interessante que a gente tá vendo e os manuais de ciência política e de relações internacionais estão todos passando mal por causa disso, que a esquerda tá se transformando por um lado numa defensora do multilateralismo. Daniel: Tem também a China se apresentando como defensora da OMC e contra tarifas praticadas pelos Estados Unidos. Isso também é uma mudança do contexto da esquerda, como disse nosso entrevistado. A gente tem um deslocamento também, eu diria, do que vai ser o discurso progressista de esquerda ao longo dos próximos anos. A esquerda se apropriou mais de discursos ligados à proteção da indústria nacional, né, contra ALCA e o FMI, contra as empresas estrangeiras, e agora de alguma maneira a gente está vendo uma rearticulação desse tipo de processo. É, a gente está inaugurando uma forma nova de olhar para relações internacionais, em parte porque também está tendo uma rearticulação de como esses grupos de poder estão se configurando. Ninguém tem muita certeza para onde que a gente vai, mas acho que uma das certezas que a gente vai ter que os manuais de relações internacionais e ciência política vão ter que ser reescritos ao longo dos próximos anos, porque as coisas estão mudando de maneira bastante explícita, né? Muito. Tatiane: Sonia Corrêa diz que há duas saídas pra grande confusão que apresentamos aqui entre nacionalismo e globalismo. A primeira é o progressivismo internacionalista que remete para o internacionalismo histórico da esquerda, e a segunda é o que pode ser chamado de constitucionalismo de esquerda. Ela explica melhor do que se trata. Sonia Correa: O que importa é chamar a atenção para essa mélange de posições que requer clarificação, porque, de fato, a crítica do globalismo, ela chove num terreno fértil, que é a crítica do neoliberalismo e da ordem capitalista, não é? Ela ecoa nesse lugar. Ela move afetos, afetos legítimos de crítica. A racionalidade neoliberal e a ordem do capitalismo tardio. A diferença está como diz o Slobodan, em qual a saída? A diferença de visão ideológica é como você sai disso. Se você for para o campo do Dugin, que é a teoria da quarta transformação, é uma ordem. Uma proposição de um retorno a uma ordem de fato quase medieval, quer dizer centrada na terra, no território, numa cultura comum, numa ordem hierárquica. Se você olha para o campo da direita. Num certo sentido, Trump é a manutenção da ordem neoliberal e da racionalidade neoliberal extrema, demolição do Estado. Todo o poder às Big Techs. Aqui são os meus amigos Better Friend Ever, sob um invólucro, uma casca de nacionalismo extremado. Make American big again. Tatiane: Voltando um pouco atrás, no verbete para o Dicionário de Termos Ambíguos, e no tempo, Douglas lembrou da influência de Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho sobre o governo Bolsonaro, no sentido da adoção de uma posição antiglobalista. Vale lembrar que mesmo antes de ser eleito, Bolsonaro afirmava que a ONU não servia para nada e que iria tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos. Em sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU em 2019, o ex-presidente fez a seguinte afirmação: Sonora Jair Bolsonaro: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um interesse global abstrato. Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!” Daniel: Douglas também escreveu no verbete que Ernesto Araújo afirmava que o caminho para reverter os efeitos negativos do globalismo seria adotar uma política pautada por deus, pátria e família. Com certeza vocês ouviram isso muitas vezes, né? Só pra lembrar, esse é o slogan da Ação Integralista, movimento fascista brasileiro da década de 1930, copiado do movimento fascista italiano. Tatiane: Ainda segundo o verbete a espiritualidade cristã caracterizaria o ocidente e diferenciaria as nações ocidentais do materialismo asiático e do islamismo. Por outro lado, a família é definida como a célula basilar da nação, o apego à família seria um traço fundamental do povo brasileiro o qual, nas palavras de Araújo, se vê hoje frontalmente atacado por “ideologia de gênero”, “gayzismo” e “abortismo”. Daniel: O “globalismo”, na visão de Ernesto Araújo, seria um projeto de governo totalitário mundial, capitaneado pela China e com o apoio da Rússia. E nessa versão do antiglobalismo, existiria um complô entre as elites financeiras ocidentais e o Partido Comunista da China para a implantação de uma sociedade de controle. O ex-ministro ainda afirmava que a China controlava metade do parlamento brasileiro e toda a nossa agricultura, e queria controlar nossa Internet. Tatiane: Bem, essa tentativa de controle da internet a gente já tá vendo que existe mesmo, mas não por acaso, esse controle não está na China, né? E além desta, qual outra afirmação, entre as muitas feitas aqui, parecem verdadeiras? E quais delas são pura fantasmagoria criada no meio das muitas confusões que esse termo cria? De quais fantasias ele depende para se manter? Bem, responder a tudo isso demandaria uma boa aula de muitas horas… Mas, podemos explicar aqui essa confusão entre os muitos alvos de ataque das vozes “antiglobalistas” Daniel: Mas nem todos os anti globalistas têm o mesmo inimigo. Há diferenças em relação aos alvos dos “antiglobalistas”. Nos Estados Unidos, por exemplo, Trump se utiliza do discurso “antiglobalista” para atacar as “elites liberais”, associadas ao partido democrata estadunidense. Já aqui no Brasil, Bolsonaro denunciava a “conspiração comunista” da qual participaria o PT, assimilando a visão “antiglobalista” ao discurso anticomunista. Douglas Sanque conta um pouco dessas forças globalistas. Tatiane: Douglas é professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ e é o autor do verbete sobre Globalismo do dicionário que estamos tratando aqui. Ele escreveu o verbete durante a pandemia do Covid-19, em pleno governo Bolsonaro, quando nele discursavam, pra não dizer doutrinavam, antiglobalistas assumidos como Olavo de Carvalho, professor e ideólogo de Bolsonaro, e Ernesto Araújo, que foi ministro de relações exteriores até 2021. Douglas Sanque: Bom, em relação a essa noção de quem seriam as chamadas forças globalistas, primeiro, a ideia aqui é pensar que as forças globalistas teriam o objetivo de estabelecer um controle mundial, um governo global, totalitarista. E isso é, em alguma medida, uma perversão da ideia de aumento de influência que potências econômicas sempre tentaram exercer de maneira mais ou menos ética. Mas não se tenta um governo global totalitário, assim inspirado naquela ideia de 1984 do George Orwell. O principal projeto globalista seria capitaneado pela China. Os chineses teriam essa ideia, teriam esse objetivo de longo prazo de controle mundial. Então, seriam as elites liberais do Ocidente que estariam nesse projeto junto ao Partido Comunista Chinês. Essa é a perspectiva, digamos, principal, que é adotada, por exemplo, pelo Steve Bannon e que guia o assim chamado antiglobalismo, ou o nacionalismo americano, que estaria combatendo essas próprias elites, representando o povo, o blue color, os trabalhadores e a classe média americana que, de fato, viu muita s perdas com o processo de desindustrialização dos Estados Unidos ao longo do século XX, e grande parte dessas plantas industriais foi para a China. Tatiane: Claro que isso causou mudanças significativas na economia americana, que tem levado o país, de forma mais incisiva neste novo governo de Donald Trump, a criar estratégias de proteção econômica. Durante o governo Bolsonaro, quando o Olavo de Carvalho, exercia influência sobre ministros e filho do então presidente, tratou da versão caseira de teoria da conspiração, como nos conta Douglas. Douglas Sanque: O Olavo dizia que havia três projetos globalistas em curso. Em diferentes escalas e com diferentes objetivos. O primeiro seria esse tocado pela China, que tentaria ali uma ideia de governo global, mais ou menos nesses moldes que eu já mencionei. O segundo seria o projeto do Irã. O Irã também teria esse objetivo de governo global, a partir do espraiamento do islamismo, né? Na verdade, a ideia seria um governo global, totalitário islâmico e a principal força por trás desse projeto seria o Irã, que tem ali uma. População muçulmana xiita. Enfim, você tem uma pluralidade importante naturalmente no Irã, mas. Daniel: O terceiro projeto seria tocado pelas elites financeiras ocidentais. Nessa perspectiva, representada por autores como o russo Aleksandr Dugin [DUGAN], a tentativa de estabelecer uma governança global teria origem no Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, vistos como a principal expressão da modernidade ocidental. Nessa visão, esse projeto deveria ser combatido por forças tradicionalistas que defendem a preservação de identidades culturais próprias e de modos de vida considerados mais enraizados nas tradições locais e rurais. Douglas Sanque: Então você tem pensadores, como o Olavo de Carvalho, o Steve Bannon e o Dugin, e os líderes daqui que conseguiram ascender, com esse pensamento, ao poder nos seus países. O Putin na Rússia, o Trump nos Estados Unidos e o Jair aqui no Brasil. A questão é que, como esse pensamento tem muito pouca, digamos, base material, ele vai se moldando pra acomodar os interesses políticos dos líderes. Então a gente pode pensar, por exemplo, no Brasil como o Bolsonaro, se se elege em oposição a um projeto que seria de esquerda e que, na opinião deles, é comunista. A ideia de liberalismo econômico é uma ideia que faz sentido e que pode ser defendida. Os russos têm um papel curioso, porque em diversas situações eles são vistos ali como como uma espécie de braço ou de sócio minoritário dos chineses. Mas ao mesmo tempo, estive vendo, um entende que os russos deveriam estar nessa luta por conta de uma certa essência da identidade russa. É como, como sendo da Igreja Ortodoxa nós teríamos a mesma alma cristã. E tudo se opondo então ao materialismo que caracterizaria o projeto chinês De extirpar a religião da da vida em comunidade. Então a gente percebe que há uma certa coerência no pensamento do globalismo, no sentido de criar uma ordem global que separa muito claramente quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Que coloca em uma nação específica. E normalmente é a China, a fonte de todo mal. E aí, contra isso, vale tudo. E nós estamos numa batalha aqui para salvar a nossa nação, para salvar as nossas tradições, para manter o nosso povo e por aí vai. Tatiane: Pois é, as mudanças estão bastante evidentes e não sei se são para melhor. Desde que fizemos as entrevistas para este episódio, algumas coisas mudaram. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, um dos principais líderes da extrema-direita global, perdeu as eleições após 16 anos no poder. Estados Unidos e Israel estão promovendo uma grande guerra na Ásia Ocidental, atacando o Irã e o Líbano, sem contar o genocídio que Israel já vinha praticando na Palestina. Aqui na América Latina, os resultados das eleições presidenciais de 2026 em países como Colômbia, Peru e Chile não foram nem um pouco animadores. E neste ano também teremos eleições no Brasil, já com dois extremistas como candidatos: Ronaldo Caiado, pelo PSD, e Flávio Bolsonaro, herdeiro do legado do pai que foi condenado a 27 anos de prisão, e agora também envolvido em um processo de lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. A extrema direita vem ganhando espaço em muitos países, sempre colocando em risco a democracia e os direitos civis. Daniel: Este foi o sétimo episódio da série Termos Ambíguos, realizada em parceria com o Oxigênio, a partir do material do Termos Ambíguos do debate político atual: Pequeno Dicionário que você não sabia que existia, coordenado pela Sonia Corrêa. Esse é um projeto do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) e do Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da UFRJ e contou com vários autores na produção dos verbetes. Tatiane: A apresentação do episódio foi feita pelo Daniel Faria, estudante do curso de Midialogia, na Unicamp, que foi também o editor do áudio desse podcast, e por mim, Tatiane Amaral, doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas e da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, e editora do áudio desse podcast. As entrevistas foram feitas por mim e pela Stella Brucha Simões. O roteiro foi feito pela Simone Pallone, coordenadora do podcast Oxigênio e por mim. Daniel: A revisão do roteiro foi feita pela Nana Soares, da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, por mim, pela Tatiane, e pela Sonia Corrêa. Tatiane: A principal referência para o episódio foi o verbete produzido por Douglas Sanque para o Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia. Usamos também definições da Wikipedia para alguns conceitos. Daniel: O áudio de Ernesto Araújo foi extraído de uma entrevista dada por ele ao Canal Poder Paralelo. A fala de Bolsonaro na Assembleia da ONU é uma reprodução do canal do jornal El País no YouTube. Daniel: Você pode acessar os outros episódios da série Termos Ambíguos pelo site do podcast Oxigênio: www.oxigenio.comciencia.br ou pelas plataformas de áudio de sua preferência. Aproveite para indicar nossa série. Até mais!
Dez pessoas foram presas suspeitas de envolvimento num esquema que lavou mais de R$ 100 milhões para as maiores facções criminosas do país. A operação foi conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.Veja ainda que um esquema de venda de créditos falsos do ICMS teria gerado um prejuízo de R$ 800 milhões ao estado. Em Santa Catarina, três pessoas morreram depois que um ônibus que seguia para o Paraguai perdeu o controle e tombou em uma ribanceira. E mais: decisão dos Estados Unidos sobre aplicação de tarifas a produtos brasileiros deve sair nesta quarta-feira (15).
Confira no Morning Show desta segunda-feira (13): O deputado federal Lindbergh Farias (PT) pediu a revogação da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a divulgação de uma carta apoiando o filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL), à Presidência da República. Segundo o deputado, a divulgação do documento quebra a decisão do ministro Alexandre de Moraes de que Bolsonaro não conceda entrevistas ou faça aparições públicas, mesmo através de redes sociais. Em nota pública, o partido Republicanos negou apoio irrestrito a Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, iniciando uma avaliação interna sobre qual candidato a legenda apoiará. A nota também desmente o boato de que o apoio estaria condicionado à indicação de um nome para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. O presidente do PSD e pré-candidato à Vice-presidência da República, Gilberto Kassab (PSD), afirmou que o presidente Lula (PT) venceria Flávio Bolsonaro (PL) “com facilidade” em um eventual segundo turno, mas que o petista seria derrotado pelo candidato da legenda, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD). O custo de vida na região metropolitana de São Paulo subiu no mês de maio. O aumento afetou principalmente a alimentação, energia elétrica e saúde. A alta foi de 0,57% em vegetais e carne vermelha. Segundo a Fecomércio, a alta é resultado da inflação, impulsionada por gastos públicos. Começa nesta segunda-feira (13) a última semana de trabalho no Congresso Nacional antes do recesso parlamentar do meio do ano. Com a pausa nos trabalhos, uma série de pautas pode ficar apenas para depois das eleições de outubro. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha sobre a privatização de trens, metrôs e do Porto de Santos, revelou que 56% dos entrevistados são contra as desestatizações. Segundo especialistas consultados pelo instituto, a reação contrária às privatizações deve-se a experiências ruins dos usuários em linhas controladas pela iniciativa privada. O governo dos Estados Unidos deve decidir até esta quarta-feira (15) se irá taxar produtos do mercado brasileiro entre 25% e 37%. Durante a semana passada, ocorreu uma audiência promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que elabora o documento com o parecer sobre o novo tarifaço, a ser assinado pelo presidente Donald Trump. A Comissão de Segurança Pública do Senado Federal pode votar um projeto que prevê autorização de porte de arma de fogo para mulheres que possuem medida protetiva. O objetivo é garantir a segurança das vítimas, que passariam por todas as avaliações comuns para o porte de arma. A Polícia Rodoviária Federal apreendeu um carregamento de 1800 ampolas ilegais de medicamentos para emagrecimento, as famosas “canetas emagrecedoras”. O casal que traficava os produtos vinha do Paraguai em direção ao Rio de Janeiro e foi preso em flagrante na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Pindamonhangaba (SP). O pesquisador e professor da Universidade de Birmingham, Kauê Costa, foi eleito pela revista Scientific American como um dos 28 cientistas em ascensão no mundo. A pesquisa de Kauê estuda como a dopamina age no cérebro humano e como isso influência nosso comportamento. Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
#viajar #italia #parana #fozdeiguacu #paraguay #visto A história de Angela começa em Foz do Iguaçu, cidade fronteiriça com o Paraguai, no estado do Paraná, famosa pelas Cataratas do Iguaçu.Lá, Angela aprendeu com a família a arregaçar as mangas e trabalhar em um pequeno negócio perto da Ponte da Amizade Brasil-Paraguai, onde aprendeu a arte das vendas.Tornando-se empreendedora, criou a Miss Laura e participou do Shark Tank Brasil, expondo também as negociações fraudulentas do programa. Vendeu suas ações para o marido e mudou de rumo.Alguns anos depois de resgatar suas raízes italianas e viver na Itália, Angela decidiu abrir outro negócio, oferecendo serviços de mobilidade global, como vistos americanos, cidadania italiana, portuguesa e alemã, e documentação paraguaia.A história de Angela é a história de muitos descendentes de italianos que, com força de vontade, dedicação e perseverança, conquistaram seu lugar no Brasil e no mundo.Uma história italiana contada por mulheres: L'ITALIA è QUI!https://gaptogo.com.brQueremos contar mais histórias de mulheres ítalo-brasileiras — Para saber mais, entre em contato: buongiorno@buongiornosanpaolo.com.brQuer se MUDAR para ITÁLIA ? Aproveite nosso curso sobre como escolher a cidade italiana onde investir e morar: https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/mudar-para-italia-conselhos-de-um-italiano-para-escolher-a-cidade-onde-investir/B103409098EQuer estudar a HISTÓRIA politica da ITÁLIA: https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/historia-politica-italiana-pos-1946/J104973342L?draft=trueLa storia di Angela inizia a Foz de Iguaçu, una città al confine con il Paraguay, nello stato del Paranà, e famosa per le cascate di Iguaçu. Qui Angela impara dalla famiglia a rimboccarsi le maniche nella piccola impresa vicino al ponte dell'amicizia tra Brasile e Paraguay impara l'arte delle vendite.Diventar imprenditrice, crea la Miss Laura e partecipa a Shark Tank Brasil, smascherando anche le finte negoziazioni del programma. Vende le quote al marito e cambia strada. Pochi anni dopo aver riscattato le sue origini italiane e aver vissuto un periodo in Italia Angela decide di aprire un'altra impresa di servizi di mobilità globale come visti per gli Stati Uniti, cittadinanza italiana, portoghese, tedesca e documentazione paraguaiana.La storia di Angela è la storia di molti italo-discendenti con forza di volontà, dedizione e perserveranza che si sono conquistati il loro spazio in Brasile e nel mondo. Una storia italiana al femminile, l'ITALIA è QUI!
(00:00:00) Xadrez Verbal #467 OTAN e racismo na Copa do Mundo (00:05:40) Giro de Notícias #01 (00:30:35) Coluna Aberta: Cúpula da OTAN (01:09:40) Efemérides: A Semana na História (01:17:05) Match: América Latina (01:54:40) Xeque: Bacia do Pacífico e Copa do Mundo 2026 (02:35:30) Giro de Notícias #02 (02:58:50) Peões da Semana (03:02:35) Sétimo Selo (03:12:40) Música de Encerramento O racismo de uma senadora paraguaia criou uma crise diplomática com a França! Passamos por essa e outras notícias internacionais da Copa do Mundo.Também repercutimos a cúpula da OTAN, além de observamos o movimento das peças no sempre complicado tabuleiro do Oriente Médio.No mais, demos aquele tradicional pião pela nossa quebrada latino-americana, com destaque para a crise política na Colômbia.Use o código XADREZ na Você Europeu para ter condições exclusivas: https://voceeuropeu.com.br/xadrez/Conheça a Carta Global de Fernanda Simas: https://www.cartaglobal.com.br/Campanha e comunicado sobre nosso amigo Pirulla: https://www.pirulla.com.br/
O Mercosul vem tentando reduzir sua dependência de fertilizantes importados, ao mesmo tempo em que abre espaço para alternativas mais verdes. Para além da segurança do abastecimento, os países do bloco se movem em direção a fertilizantes de baixo carbono, inclusive aqueles produzidos com hidrogênio renovável. Saiba mais acompanhando a conversa entre Bruno Castro, responsável por precificação de fertilizantes na Argus em São Paulo, e Pamela Machado, responsável pela cobertura de hidrogênio de baixo carbono e derivados na Argus em Paris. Os tópicos discutidos neste episódio incluem: Consumo de fertilizantes pelo Brasil e dependência do produto importado Dinâmica de preços dos fertilizantes atrelada a combustíveis fósseis Vantagens e tecnologias de produção de fertilizantes sustentáveis Avanço de projetos no Paraguai e Brasil Desafios de infraestrutura e regulamentação
A literatura indígena no Brasil passou por diversas fases e batalhou contra o apagamento em todas elas. Dos primeiros encontros com os jesuítas, que tentaram impor as regras de gramática e de assentamentos importadas da Europa, ao crescimento das publicações editorais de autoria indígena que vemos hoje. Nesse episódio, Mayra Trinca e Lívia Mendes contam mais dessa história a partir de entrevistas com a pesquisadora Carolina Rodrigues, da Unicamp, e com a escritora Trudruá Dorrico. Você vai conhecer mais sobre as primeiras gramáticas, a importância da oralidade para a literatura indígena e a relação disso tudo com a política (no passado e no presente). ____________________________________________________________________________________________________ ROTEIRO TRUDRUÁ: Cara, o Brasil é tão indígena e ele nem se dá conta assim, sabe? Do quanto ele é indígena. MAYRA: No episódio de hoje, a gente vai falar sobre a importância da escrita pra história do movimento indígena no Brasil. TRUDRUÁ: Eu entendo assim que a presença indígena nesses espaços literários, é o que faz a nossa literatura ser interessante hoje. Faz deslocar um pouco os homens brancos, jornalistas do Rio – São Paulo, assim, numa produção completamente egocêntrica. LÍVIA: E sobre como isso ganha ainda mais relevância diante de um histórico de apagamentos. CAROLINA: Que algo escrito nem sempre é um texto. Quem lê nem sempre é um leitor. E quem escreve nem sempre é um autor. MAYRA: Isso porque o ato de escrever foi, e talvez ainda seja, uma das ferramentas mais usadas pra hierarquização social. E aí, ao longo da história, isso deixou marcas que revelam muito do que a gente pensa e entende como autoria de povos indígenas no Brasil. TRUDRUÁ: A autoria coletiva indígena, ela sempre existiu. O problema é que ela foi descaracterizada por conta da história de apropriação dos povos indígenas ao Estado-nação Brasil. LÍVIA: Pra entender essas questões, conversamos com a escritora e pesquisadora Trudruá Dorrico, do povo Macuxi, e com a linguista Carolina Rodríguez. MAYRA: Eu sou a Mayra Trinca, bióloga e comunicadora de ciência e você já me conhece aqui do Oxigênio. LÍVIA: E eu sou a Lívia Mendes, linguista e especialista em jornalismo científico, e também já apareci algumas vezes por aqui. [VINHETA] CAROLINA: Eu sou pesquisadora do Laboratório de Estudos Urbanos, o Labeurb, que pertence ao Núcleo de Criatividade da Unicamp e sou também professora no departamento de Linguística do Instituto de Estudos da Linguagem, o IEL, também da Unicamp. É, a minha formação inicial é em letras, mas eu me especializei em linguística. Fiz o doutorado, pós-doutorado, especificamente nas áreas de análise do discurso, história das ideias linguísticas e saber urbano e linguagem. LÍVIA: Essa que você ouviu é a Carolina. Nos últimos anos, ela têm se dedicado a pesquisar a língua Guarani e as relações dessa língua com a atuação dos jesuítas na região que era a província do Paraguai. CAROLINA: Que não deve ser confundida com a província civil do Paraguai, né? Porque a província jesuítica ocupava todo o sul do Brasil, Argentina, parte da Bolívia, enfim. MAYRA: O Guarani era a língua falada pelos povos indígenas da região e que teve seus primeiros registros escritos feitos por esses jesuítas. CAROLINA: O espaço em que surge a escrita em Guarani vai determinar, a finalidade com que é introduzida a escrita nessa língua, vai determinar a relação entre escrita e oralidade, né? Vai determinar o que que é um texto, o que que é ler, o que é escrever em Guarani. LÍVIA: Os jesuítas chegaram na região por volta de 1580 e se instalaram ali, fundando a tal província. Esses missionários, tinham como tarefa estudar a língua local. CAROLINA: A finalidade principal, né, desse trabalho linguístico era se comunicar com os indígenas no dia a dia, aprender a língua, né? Que os missionários estrangeiros pudessem aprender a língua para se comunicar com os indígenas e para catequizar. A questão principal não é o cultivo da língua como bem cultural. Isso pode até ter um resquício, mas não é esse o objetivo principal. MAYRA: Essa lógica por trás do estudo do Guarani fez com que a escrita e a gramática utilizada para essa língua fosse bem diferente de outras línguas. Enquanto as línguas europeias tiveram sua escrita elaborada e rebuscada como uma forma de enriquecimento cultural, a escrita das línguas indígenas era muito mais pragmática, usada apenas como instrumento para ensinar outros jesuítas. LÍVIA: Ainda assim, a Carolina conta que as primeiras gramáticas, as primeiras organizações e regras linguísticas do mundo surgiram todas meio que juntas. CAROLINA: É interessante isso porque muitas vezes a gente pensa que “ah, as gramáticas europeias foram feitas primeiro e as línguas ameríndias, por exemplo, depois e não. Então, a diferença entre uma gramática, a primeira gramática em francês, do francês, tem dois, três, quatro anos de diferença com a primeira gramática do Nahuatl, no México, por exemplo. [começa trilha] LÍVIA: Só que nesse momento, na Europa, durante o Renascimento, as gramáticas estavam surgindo pra organizar e padronizar as línguas que representariam os Estados-nação, como o francês, o português e o espanhol. Era preciso reduzir as variações dos dialetos, fixar regras linguísticas, para dar uma ideia de unidade praquele território. MAYRA: Gramatizar uma língua, assim como escrever essa língua , é importante para consolidar regras gramaticais e fazer com que ela mude mais devagar. Por isso as gramáticas surgem com a formação dos Estados, porque conforme as nações hegemônicas iam colonizando diversas partes do mundo, levavam também consigo o processo de gramatização das outras línguas. CAROLINA: Então, essa associação, né, língua cidade através da ideia do movimento, da fixação, eles tinham que fixar a língua pela escrita e fixar os indígenas em povoados, não é? Para que, como dizia o Manuel da Nóbrega, o padre jesuíta, era preciso fazer com que ficassem quietos, né? E não se movessem o tempo todo. Ele reclamava que o trabalho da catequese era jogado fora, porque eles se mudam o tempo todo. LÍVIA: De novo a gente percebe aí a linguagem sendo usada como uma forma de dominação desses povos. O estudo da língua Guarani não estava a serviço dos povos indígenas e sim dos colonizadores. Mesmo que eles começassem a dominar a escrita de sua língua, isso não significava que eles iriam conseguir realmente se apropriar política e culturalmente dessa ferramenta. CAROLINA: A cultura é imposta como modelo, ao mesmo tempo que se impede o acesso integral a esse modelo. Porque senão a desculpa para subordinação desaparece, não é? [sobe som e encerra música] MAYRA: E a Carolina encontrou, em alguns textos da época, exemplos que mostram isso muito bem. Ela me deu o exemplo de vários textos religiosos, que eram escritos em Guarani, mas que não eram lidos pelos indígenas. CAROLINA: Porque esses textos traduzidos em Guarani, é, se destinavam aos missionários, não eram dados para a leitura dos indígenas, que eram mantidos a maior, maiormente não alfabetizados, não é? Era porque os missionários soubessem, é, aprendessem e pudessem transmitir oralmente aos indígenas. Então, na verdade, o destinatário do conteúdo do texto, né? Da mensagem religiosa, era o indígena, que não era o leitor do texto, né? Então era não era um público leitor, era um público ouvinte, era um auditório, porque quem lia era o missionário. LÍVIA: Ela também identificou o mesmo deslocamento da função do autor desse texto. Um dos exemplos mais didáticos é de um indígena chamado Nicolas Yapuguay, que publicou dois volumes de sermões bíblicos escritos em Guarani, só que sob direção de um missionário. CAROLINA: Então, o que significa sob a direção? Significa que a responsabilidade é do missionário. Bom, aí já temos uma dica, não é? Mas o prefácio é fantástico. Eu acho que Foucault leu esse prefácio para definir a função autor, né? Porque quem faz o prefácio ao livro é Paulo Restivo, o missionário. Até aí tudo bem, a gente pode fazer o prefácio de outro livro, né? Mas o que é interessante é que todos os “eus”, as primeiras pessoas, é o missionário que assume. Então, assim, ele chama o leitor de meu leitor, as doutrinas que eu te ofereço. MAYRA: Isso mostra pra gente que apresentar o Nicolas Yapuguay como autor era quase como um disfarce, um fingimento. Que ele estava ali pra que os missionários pudessem dizer que havia uma participação indígena, mas que não tinha liberdade de decidir o que ou como escrever. [começa trilha] TRUDRUÁ: Nesse processo de de entender um pouco a escrita e os povos indígenas, eu queria dizer assim que a escrita, essa escrita assim, ai, de escrever o nome, de escrever um poema, de escrever um livro ou de aprender a escrever alguma coisa que é importante assim no dia a dia, não é dessa escrita que nós estamos falando, quando a gente fala assim, ai, dos povos indígenas conseguirem escrever e serem uma sociedade desenvolvida. A gente está falando de um sistema de escrita que cria documentos, que cria cartórios, que cria notários, que cria é, que cria uma legislação para validar, por exemplo, um processo de expropriação territorial. [sobe som e encerra música] LÍVIA: Essa que você acabou de ouvir é a Trudruá Dorrico. TRUDRUÁ: Eu sou indígena Macuxi. O povo Macuxi tá no estado de Roraima. Eu sou escritora, essa é uma parte que eu atuo, no âmbito da literatura e eu também sou pesquisadora de literatura indígena e essa é a segunda parte assim da minha atuação no âmbito da pesquisa. MAYRA: Eu conheci o trabalho da Trudruá num grupo de leitura que eu faço parte. A gente leu “Originárias: Uma antologia feminina de literatura indígena”, que é uma coletânea organizada por ela, mas com histórias de diversas autoras de diferentes povos. Ela faz parte de um movimento contemporâneo de autores indígenas, como Daniel Munduruku, Ailton Krenak, Eliane Potiguara, Geni Nuñez e por aí vai. LÍVIA: A literatura indígena passou por diferentes fases no Brasil. Ela começou muito antes da chegada dos jesuítas, com a cultura oral, ainda sem registros escritos. Essa primeira fase, estruturada na oralidade, ainda é muito pouco aceita como literatura. Vamos falar disso um pouco mais pra frente, continua por aqui pra entender. MAYRA: Então, os registros dos jesuítas formam uma segunda fase, com os primeiros textos escritos, como a gente viu, mas não exatamente respeitando a cultura indígena. LÍVIA: Depois, a gente teve, durante o modernismo, lá da semana de 22, autores como Mário de Andrade, autor de Macunaíma, por exemplo, se apropriaram de histórias indígenas naquela onda da antropofagia e ficaram famosos por isso. TRUDRUÁ: O José de Alencar, Mário de Andrade e Oswaldo de Andrade fizeram carreira sobre com o nacionalismo indígena. Então, é uma terceira fase que a gente fala assim: “É, mas agora a gente vai escrever. A gente vai fazer nossas histórias, a nossa literatura com esta identidade, porque esta identidade é um território que o Brasil precisa reconhecer, que tudo o que diz respeito a nós tem valor e tem alguém ali para reivindicar dizendo assim: “Ó, você não vai falar de nós de qualquer jeito, como se a gente fosse nada ou como vocês estavam acostumados a tratar a gente”. Eu acho que é por isso que talvez esse identitarismo ameace, né? Porque essa pessoa não tá pronta ainda, ela tá muito mais na defesa de: “Ai, nossa, vai me podar, de pesquisar, vai me podar, de escrever, vai me podar, de publicar, vou ser malvista”. Vai mesmo. Vai, vou te dizer com certeza que vai. MAYRA: A Trudruá tá falando aqui de pessoas que falam sobre os povos indígenas ou sobre elementos da cultura indígena como se fossem donas desse saber, ignorando o movimento e a história desses povos. Como livros ou mesmo pesquisas acadêmicas que se apropriam desse conhecimento sem dar os créditos, as referências ou mesmo sem ter representantes indígenas fazendo parte do trabalho. LÍVIA: Isso porque, como a Trudruá contou na entrevista, esses escritores e pesquisadores sempre viram as práticas indígenas como “sem dono”. O motivo está no fato de que a maioria dos povos indígenas não tinham e ainda, em algumas regiões, continuam não tendo acesso ao domínio da escrita de suas línguas maternas. Por esse motivo não era considerada a participação do próprio indígena nessas produções. TRUDRUÁ: Eu acho que esse argumento, ele foi utilizado assim por muitos anos, por por décadas, né? Pelos indigenistas e também pelos professores que é que sempre pesquisaram povos indígenas e se tornaram porta-voz desses povos indígenas. E eu acredito assim que é boa fé, o fato é que isso virou uma tradição e essa tradição acabou colocando, né, esses pesquisadores que muito colaboraram, muito ajudaram, não tô nem julgando isso, mas colocou eles assim como paladinos, né? Colocou como representantes de povos indígenas, como uma voz, é, de autoridade, uma voz de tradução entre dois mundos. Traduziu o mundo branco para os indígenas e traduziu o mundo dos indígenas para os brancos. Então, essas pessoas eram as autoridades. MAYRA: É uma ideia que tá muito ligada a noção de que povos que usam a escrita são, de alguma forma, superiores do que sociedades que chamamos àgrafas, ou seja, que transmitem seus conhecimentos exclusivamente por meio da tradição oral, sem ter desenvolvido um sistema próprio de escrita. Eu vou trazer a Carolina aqui de volta pra ajudar a gente a entender isso. CAROLINA: Olha só, de novo, porque os europeus então gramatizaram as línguas do mundo, instrumentaram as línguas do mundo a partir do modelo que eles tinham usado da gramática grecolatina e também transformaram os espaços do planeta, os territórios a partir do modelo urbano europeu. Então, veja como os processos de gramatização massiva também coincidem com o processo de urbanização, isto é, de transformação das línguas e dos territórios do planeta, né, em direção ao modelo da escrita e da gramática da cidade europeia, não é? LÍVIA: É como se, porque a história da europa seguiu esse caminho, passando da tradição oral pra tradição escrita, do nomadismo para as cidades, todas as sociedades do mundo tivessem que fazer o mesmo percurso. CAROLINA: Então, esse modelo da escrita, esse modelo da cidade, nesse discurso historiográfico, né? Vai estabelecer uma relação entre espaço e tempo, né? Por quê? Porque as sociedades, cujas formas de vida não produziram esse modelo específico de espaço que é a cidade, né? São jogadas situadas para trás no tempo, são pré-históricas, estão atrasadas, não chegaram lá. Então, há uma temporalidade que vai ser acionada a partir do modelo de espaço, que é produzido a partir de suas tecnologias, entre as quais a escrita, não é? MAYRA: Só que essa é uma visão bem distorcida de como as coisas funcionam. Não é porque a escrita foi necessária pra organização de um modo de vida que ela é essencial em todas as configurações sociais. LÍVIA: E tem uma questão muito importante aqui. É que essa leitura de mundo não vem sem propósito, “sem querer”. Ela foi moldada pra justificar uma ideia de superioridade. CAROLINA: Você estar numa sociedade de escrita e não dominar a escrita é uma grande desvantagem. Né? Não ser alfabetizado numa cidade é uma grande desvantagem. A questão é quais são as explicações, né? E como isso acaba sendo ontologizado. É uma característica ontológica dessas sociedades ou desse sujeito, não é? Então, de fato, o que há, é, é o que eu chamei de uma memória da língua marcada pela escrita e uma memória do espaço marcada pelo urbano. Eu explico, né? O que que é memória no sentido discursivo, da análise do discurso. Memória não é lembrança, é o contrário, digamos, ou pelo menos esse tipo de memória discursiva. É aquilo que já foi dito, esquecido e passou a ser do senso comum e faz sentido nas próprias palavras, não é? Então, a gente tem essa memória da escrita, memória da escrita, o que que é? Você imagina a língua, você imagina através da escrita alfabética, não é? Você vê um espaço que não tem cidade, parece um espaço vazio e não tá vazio, né? Por exemplo, uma floresta, o espaço de populações indígenas, não é? MAYRA: É como se houvesse, ainda que de forma inconsciente, uma associação automática entre cidade e progresso, linguagem e “inteligência”. É como dizer que uma pessoa analfabeta não sabe ler porque não quer, ou porque não tem capacidade, e, assim, excluir completamente o papel do Estado, da escola e de outras pessoas no processo de transmitir essa habilidade. A Carolina deu um outro exemplo muito bom de como isso foi manipulado pra fazer povos indígenas parecerem menos capazes do que as pessoas brancas. CAROLINA: A educação literária, artística, da escultura, da pintura e da música são considerados como o modelo, né, de educação aos indígenas. Mas aí você vai nos povoados e mostram, essa daqui é escultura feita por um indígena, essa aqui para um europeu. E de acordo com esse modelo a feita por um indígena aparece uma caricatura muito simplificada, né? É, então como se apresenta isso, né? Olha, os jesuítas até ensinaram, mas até aí eles conseguiram chegar, mas então esse resultado aquém, de acordo com certo modelo, se apresenta como uma incapacidade lógica, natural dos indígenas. Eles não conseguem se apropriar desse modelo, então tem que se manter como subalternos, né? O que não se diz é que aos indígenas não se ensinava as técnicas de preparatórios para fazer uma escultura que se ensinava aos escultores europeus nas escolas de artesãos europeus. Simplesmente se dava o pedaço de madeira para os artistas e falaram: “Olha, copia aqui” LÍVIA: Se a gente parar pra reparar, a mesma lógica continua até hoje nos discursos meritocráticos, né? É uma ideia de que a habilidade de uma pessoa, seja ela indígena ou não, só depende do seu esforço individual. E assim oculta completamente o papel da sociedade de ensinar as bases necessárias pra isso. MAYRA: E tem outro ponto interessante aí. Olha como a gente tem todo um referencial do que deveria ser uma sociedade, baseado quase que exclusivamente num único modelo: o europeu. A escultura, a música, o jeito de se vestir, tudo segue as regras estabelecidas na Europa. Só que na maioria das vezes, isso não é colocado em perspectiva, né? É naturalizado, colocado como um processo único pro mundo todo. CAROLINA: Como se isso fosse um, um, um processo inexorável, não é? LIVIA: Quando na verdade a gente devia tá olhando pra isso mais como possibilidades de modos de viver numa diversidade gigante de culturas. Só que é muito natural, por conta da nossa história, a gente achar que o que vem desse padrão europeu é sempre o melhor. CAROLINA: Uma coisa importante, isso não tem a ver com o que a gente acha de melhor ou pior. No sentido de que se você nasce e cresce numa numa sociedade urbana e da escrita, pode achar absurdo não escrever a língua ou não se fixar, mas esse é problema seu, vamos dizer assim, não é? Porque assim, você não é o centro. Não é? Então, não precisa gostar. [trilha sonora] LÍVIA: Até hoje, a escrita tem sido um reflexo disso. Ao longo da idade média, como a escrita tinha praticamente sido sequestrada pela Igreja na Europa, fazendo com que fosse quase exclusiva dos sacerdotes, ela se tornou um símbolo de conhecimento. MAYRA: Como se um conhecimento só tivesse valor se estiver escrito, aquela ideia de que isso garante que ele será transmitido pro futuro. Isso também explica, voltando no que a gente tava falando antes, porque a primeira fase da literatura indígena, que tava na oralidade, não é considerada. TRUDRUÁ: Tem muita produção indígena que é uma produção intelectual que esteve no âmbito do imaterial, porque os povos indígenas foram impedidos de desenvolver sua própria escrita e ao mesmo tempo foram impedidos de adotar a escrita alfabética, né? Esse foi um jogo sistemático do Estado para impedir a presença indígena na sociedade brasileira. LÍVIA: Ou então, de forma mais sutil ou até mais perversa, o que era feito era diminuir a identidade indígena de quem escrevia. Uma coisa de “se sabe escrever, então já não é mais indígena”. Um pensamento totalmente relacionado àquela ideia de progresso linear que a gente falou agora pouco, que considera os povos indígenas como se estivessem num estágio cultural anterior e inferior aos dos povos europeus. TRUDRUÁ: Nesse caso, quando os povos indígenas e os sujeitos indígenas, eles começam a a escrever, a publicar, a romper essa tradição de que tudo que eles têm está na oralidade e quando está na oralidade não pertence a eles, é, eles, né, os primeiros escritores eles vem com essa tradição de dizer: é, não tem autoria porque vocês nunca deixaram, o país nunca deixou, nunca considerou, né, que um indígena que escrevesse, falasse língua portuguesa ou conhecesse os costumes da sociedade dominante pudesse ser considerado indígena. O que eu quero dizer com isso é não não não temos direito à nossa propriedade intelectual, material que tá na oralidade, eh porque eh ao escrever elas não somos mais tão indígenas. MAYRA: Aqui é importante a gente parar e explicar algo com mais calma, porque mesmo pra mim isso não tava bem claro quando comecei a conversar com a Trudruá pra esse episódio. TRUDRUÁ: Quando você fala de oralidade, eu penso em um sistema, em um dispositivo de memória que é trabalhado assim pelos povos indígenas. Quando você fala de de fala de de voz alta, você tá falando desse oral. né, de uma fala oral. Então são um é sistema de conhecimento, um é prática. Então são diversos, né? TRUDRUÁ: Não podemos entender a oralidade como uma fala, como se ela não tivesse consciência, mas ela tem um sistema todo organizado, é de memória mesmo, assim, que vai de geração em geração e vai ensinando valores e e, e, né, tem uma ciência, né, que a compõe. LÍVIA: Ou seja, quando a gente tiver falando de oralidade aqui, estamos falando de um conjunto de práticas que faz parte de uma tradição de centenas de anos, que foram capazes de fazer permanecer o conhecimento, sem precisar de recursos escritos. MAYRA: De certa forma, isso permeia o trabalho da Trudruá como escritora hoje. Eu ouvi uma entrevista dela falando sobre o último livro que publicou, o Tempo de Retomada, e como ela tinha o hábito de ler em voz alta pra mãe dela quando tava trabalhando no texto. TRUDRUÁ: Quando eu penso texto escrito, eu me preocupo muito assim com, é, com uma sofisticação que elas são contadas nessa oralidade. E aí nessa, quando a minha mãe tenta me passar certos valores, eu fico assim impressionada, porque eu realmente me sinto indo para um outro tempo a partir da palavra, eu me sinto viajando assim num outro tempo. E era, e era essa ideia assim de talvez transportar as pessoas para esse tempo que eu nunca sei se eu vou conseguir, ou nunca sei se as pessoas vão se abrir para elas, mas é uma preocupação de que é, talvez o mesmo ritmo ou o mesmo balanço que que eu escuto e que eu sinto, né? MAYRA: Durante a entrevista, eu comentei com a Trudruá como eu tenho percebido um pouco um movimento na literatura de resgatar esse jeito de contar histórias. Como eu falei, eu participo de um clube de leitura e isso é algo que vira e mexe aparece por lá. De como é gostoso ler um livro que você tem a sensação de que a autora tá ali falando mesmo com você. LIVIA: A Trudruá contou pra gente que, além do contato com as histórias contadas pela mãe, ela também teve, desde sempre, uma ligação muito forte com a literatura. E que os livros sempre tiveram um papel muito importante, não só de companhia, mas de vivência pra ela. TRUDRUÁ: Eu cresci com a literatura e a literatura me fez viajar por tantos mundos, me faz sonhar, me faz chorar, me faz é, me faz sentir uma magia que de artista, então eu não poderia desejar outra coisa que não, né, viver com a palavra. E aí nesse sentido eu eu também entendo que dá para levar um pouco essa magia nessa escrita literária. E esse era o trabalho assim, de talvez transportar um pouco aquilo que eu sinto quando eu escuto essas histórias. E aí o trabalho, ler em voz alta é importante, assim como ler em silêncio também, mas como eu tenho essa preocupação que a minha comunidade leia, eu também fico pensando assim: “Ai, como que elas podem como que elas vão ler isso, a disposição das frases, desce isso para ir num ritmo tão longo, né? Esse trabalho escrito, prático, de como pode também emular uma certa um certo oral. MAYRA: Uma coisa importante, como dá pra perceber nas falas da Trudruá quando ela tá falando sobre o que espera dos livros dela, é que essa oralidade, tanto a tradição, quanto o hábito de ler em voz alta, tão muito relacionados com o coletivo. E aí entra outro ponto importante. Não é porque um conhecimento é coletivo, que ele é de todo mundo. TRUDRUÁ: Um segmento assim que fica muito evidente no Brasil é o núcleo de folcloristas, o núcleo de estudiosos assim brasileiros que que olham para esses conteúdos, olham para esses materiais, para essas narrativas e entendem ela como uma cultura popular. A cultura popular nesse sentido de que ela é de todo mundo, mas não tem uma autoria específica. E isso é muito conveniente quando você, né, é, consciente ou inconscientemente, você rouba, é, narrativas prontas, narrativas criativas, fantásticas de outros povos para dizer: “Ah, isso faz parte da cultura brasileira no singular” LÍVIA: A Trudruá deu exemplos como o guaraná, a mandioca ou uma série de medicamentos que foram descobertos e desenvolvidos por povos indígenas, mas que nunca foram reconhecidos como autores ou proprietários dessas técnicas. MAYRA: E que depois, foram coisas incorporadas à cultura brasileira, como se todas as pessoas do país tivessem a mesma relação, a mesma história com esses elementos. E com isso, ignorando que os povos indígenas tiveram um papel fundamental nesse processo. LÍVIA: Lembra que a gente falou sobre como a primeira fase da literatura indígena, aquela da tradição oral, não é reconhecida? Isso porque quando a gente fala de oralidade, é difícil identificar um autor. E essa brecha foi usada pela sociedade brasileira como uma estratégia de incorporar essas histórias numa narrativa nacionalista. MAYRA: Só que isso, ao invés de valorizar os conhecimentos tradicionais e a individualidade de cada povo, como costuma ser dito por aí, acaba, na verdade, apagando a participação e a autoria dessas pessoas na sua própria história. [trilha sonora] TRUDRUÁ: Mas sobre a identidade indígena, vai ser algo que eu nunca vou abrir mão. E eu digo como escritora e eu digo como indígena, porque assim, a história brasileira e a história literária brasileira, tudo que ela quis foi apagar a identidade indígena para se apropriar das nossas narrativas. Quando a gente se coloca com essa identidade, a gente demarca um território simbólico de dizer: “Isso aqui não tá livre. Isso aqui não é terra de ninguém. Isso aqui tem uma autoria coletiva. Tem uma propriedade material que pertence a nós. Não é seu. Não é seu, brasileiro. LÍVIA: Por isso é tão importante hoje esse movimento de autores indígenas no Brasil. Ele ajuda a retomar uma série de histórias aos seus autores originais, dessa vez com os devidos créditos e com sua própria voz. TRUDRUÁ: E a autora individual, é essa autoria, que tá no mercado editorial e que vem reforçando, que vem para reforçar os valores, né, dos povos, das comunidades, mas o fato de tá no mercado editorial e circular, ela alcança um outro uma outra visibilidade, inclusive lançando luz a essa autoria coletiva MAYRA: E aí, obviamente, esse movimento acompanha o posicionamento político dos povos indígenas no Brasil. TRUDRUÁ: Tem um filósofo, tem um teórico da literatura que se chama Emil’ Keme, ele é do povo Maia Quechua da Guatemala. E ele fala que não é possível separar a teoria literária indígena da política indígena, porque elas caminham juntos. Quando os indígenas eles pegam a escrita para publicar e etc, estudar mesmo, eles entendem a escrita como uma técnica, a língua como uma técnica que vai ser essa transportadora dos desejos da luta do movimento indígena. Então, a gente entende, alinhado a política indígena, a gente entende, uma teoria da literatura que vai seguir as mesmas políticas que os povos indígenas tão tentando em termos de autonomia. Então, a política indígena fala do direito ao nome. Todos os autores indígenas que eu conheço, ou eles adotaram o nome de povo, ou eles adotaram o nome da tradição. Mas se você olha em documentos, eh que não faz, sei lá, 10 anos que tem 20 anos que tem essa política, eles têm nomes brasileiros, nomes e sobrenomes brasileiros por conta da política de que proibia nomes indígenas. Então, isso acompanha também dentro da literatura a política indígena. LÍVIA: Com esse movimento, a gente também tá tendo a oportunidade de conhecer mais da tradição indígena e de ter acesso a cultura de tantos povos indígenas que existem no brasil, aprendendo inclusive as diferenças que existem entre eles. TRUDRUÁ: Os escritores estão acompanhando as linhas de da política indígena, que é autonomia, soberania, autodeterminação. E é tão falso e isso de que a literatura indígena vai repetindo, vai falando das mesmas coisas, porque os temas indígenas, eles são tão abertos e são tão variados, assim, só fala isso quem nunca leu a literatura indígena. Porque, entrar no mundo da identidade indígena, ela é muito, assim, é um mundo muito amplo. A gente tá falando de uma identidade indígena, mas a gente tá falando de quase 400 povos indígenas, de quase 300 línguas faladas culturalmente, como elas são diversas entre si. Eu acho que quem fala isso nunca nem se aproximou da das culturas indígenas para entender um átimo dessa dimensão que é essa riqueza cultural. MAYRA: E também de pensar como a gente pode tentar se aproximar de outras formas de viver e entender o mundo. No grupo que eu faço parte, sempre que lemos alguma coisa de literatura indígena, a conversa rende muito nesse sentido, em pensar pequenas mudanças que a gente pode tentar trazer pra nossa realidade, inspiradas nessas outras culturas. TRUDRUÁ: E aí uma das coisas que eu amo, amo na literatura indígena é que não tem nada do amor romântico, mas não tem mesmo assim, sabe? Amo, sabe essa ideia de ai nossa, as mulheres foram abandonadas pelos homens, é, e as mulheres o que que elas fizeram? Ah, elas foram procurar outros maridos. Tchau amor, tchau e benção assim, é completamente, assim vai completamente na contramão do que a gente foi ensinado. De ficar chorando, de ficar se lamentando. [sobe trilha] LÍVIA: E falando em grupos de leitura, pra encerrar nosso episódio, a Trudruá pediu pra deixar um recadinho pra vocês. TRUDRUÁ: Eu tenho uma página no Instagram que se chama Leia Mulheres Indígenas. E aí eu tô com uma proposta para 2026 de abrir um clube de leitura do Leia Mulheres Indígenas. TRUDRUÁ: Como que você vai apreciar melhor essa leitura e essas produções se vocês não sabem, né? De onde que a gente parte, quais são os princípios, quais são os valores. E aí eu tô querendo muito abrir um clube de leitura para 2026, espero que dê certo. E é convidar todo mundo para, sei lá, tá com a gente, abrir o debate, ler, se se encantar ou se desencantar também, tá valendo, né? Tá tudo valendo. MAYRA: Fica aí o convite pra seguir a página e ler mais livros escritos por autoras indígenas. Eu sou a Mayra Trinca, produzi e escrevi esse roteiro, com pitacos e revisão da Lívia Mendes. A edição também é minha. LÍVIA: Aproveita quando for seguir a Trudruá e procura a gente, somos Oxigênio Podcast em todas as redes sociais. A trilha sonora é do blue dot session e os créditos estão na descrição desse episódio. A vinheta é do Elias Mendez. MAYRA: O Oxigênio tem apoio da Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp e é coordenado pela Simone Pallone. Obrigada por ouvir, e até a próxima! Trilhas: Trailmaker by https://app.sessions.blue/browse?trackId=384027 Thunderpass by https://app.sessions.blue/browse?trackId=385385 Posh and Vine by https://app.sessions.blue/browse?trackId=385621
Confira os destaques do Jornal da Manhã desta quarta-feira (08): O governo dos Estados Unidos classificou como "absurda" a hipótese de uma ação militar contra o Brasil levantada pelo Itamaraty. Washington afirmou que combate o narcoterrorismo de forma soberana e justificou a possível classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. Segundo os americanos, as facções já atuam em território dos EUA. Reportagem: Matheus Dias. O senador Hamilton Mourão voltou a defender a revisão das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Em discurso no Senado, criticou a demora do STF em analisar o tema e afirmou que a anistia seria o melhor caminho para promover a pacificação nacional. Para o parlamentar, a questão passou a ter caráter humanitário. A Justiça do Distrito Federal manteve a condenação do deputado Rogério Correia (PT-MG) por compartilhar uma imagem criada com inteligência artificial envolvendo Jair Bolsonaro. O parlamentar deverá pagar R$ 20 mil de indenização ao ex-presidente. A alegação de imunidade parlamentar e de conteúdo satírico foi rejeitada. Governo federal e Frente Parlamentar da Agropecuária encerraram sem acordo a reunião sobre a renegociação das dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos. O principal impasse é o impacto fiscal estimado em R$ 140 bilhões. As negociações continuam em busca de uma solução para o projeto. A Procuradoria de Paris abriu investigação contra a senadora paraguaia Celeste Amarilla por declarações racistas dirigidas ao atacante Kylian Mbappé. As ofensas ocorreram após a vitória da França sobre o Paraguai nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A denúncia foi apresentada pela Federação Francesa de Futebol. A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que cria o Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta prevê ações integradas entre União, estados e municípios para combater a violência de gênero e o feminicídio. O texto segue agora para análise do Senado. Em entrevista à Jovem Pan, o deputado Otoni de Paula afirmou que a direita foi "sequestrada" pelo bolsonarismo. O parlamentar criticou o grupo político, comentou a prisão de Marcio Canella e avaliou que o bolsonarismo enfrentará dificuldades para eleger candidatos ao Senado no Rio de Janeiro. Pesquisa Datafolha mostra que parte dos eleitores de Lula e de Flávio Bolsonaro não se identifica com o espectro ideológico tradicional de seus candidatos. O levantamento aponta que há eleitores de direita apoiando Lula e eleitores de esquerda declarando voto em Flávio Bolsonaro. A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, por determinação do ministro Alexandre de Moraes. A operação buscava armas, munições e documentos de registro. Segundo a defesa, nenhum material foi encontrado. A Guarda Revolucionária Islâmica informou ter atacado instalações militares dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait. Segundo o governo iraniano, a ação foi uma resposta aos novos bombardeios americanos contra o Irã, ampliando a tensão no Oriente Médio. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Após eliminação do Paraguai na Copa do Mundo de Futebol, senadora paraguaia Celeste Amarilla proferiu comentários racistas contra capitão da equipe francesa; Escritório de Direitos Humanos da ONU pediu prevenção e responsabilização de atos discriminatórios.
A senadora paraguaia Celeste Amarilla provocou uma grave crise diplomática após desferir ataques de teor racista contra o atacante francês Kylian Mbappé.O caso escalou após a parlamentar citar a prisão de Ronaldinho Gaúcho como tom de aviso ao atleta.Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Inscreva-se no canal, ative as notificações e deixe sua opinião nos comentários! Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #mbappe #ronaldinho #senadora #paraguai #injuria #racismo #politica #polemica #podcast #noticias #declaracao #repercussao #bastidores #futebol #esporte #debate #analise #brasil #crime #audiopast
No Papo Antagonista desta terça-feira, 7, falamos sobre a senadora paraguaia Celeste Amarilla voltando a atacar o atleta francês Kylian Mbappé.Desta vez, a parlamentar publicou uma carta aberta e, em coletiva de imprensa, ameaçou o jogador dizendo que o Paraguai já prendeu o brasileiro Ronaldinho Gaúcho por ser corrupto.Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores. O programa traz contexto e opinião sobre os temas mais quentes da atualidade. Com foco em jornalismo, eleições e debate, é um espaço essencial para quem busca informação de qualidade. Ao vivo de segunda a sexta-feira às 18h no nosso canal no Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Inscreva-se no canal, ative as notificações e deixe sua opinião nos comentários! Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #mbappe #ronaldinho #senadora #paraguai #ameaca #futebol #politica #polemica #podcast #noticias #declaracao #repercussao #bastidores #franca #esporte #debate #analise #brasil #viral #audiopast
Eduardo Tironi, Arnaldo Ribeiro, Juca Kfouri, José Trajano, Luiza Oliveira, Danilo Lavieri e Rodrigo Mattos analisam a classificação da França contra o Paraguai, a estratégia da seleção paraguaia diante dos franceses e a preparação do Brasil para encarar a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo
O Futebol no Mundo deste domingo (5) traz toda a expectativa para Brasil x Noruega, o tão aguardado duelo pelas oitavas! Também tem tudo sobre Canadá x Marrocos e França x Paraguai! Vem com a gente! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
No Linha de Passe deste sábado (4), nossos comentaristas falam sobre a vitória suada da França sobre o Paraguai. Agora, os atuais vice-campeões irão enfrentar o Marrocos, que dominou o Canadá. E é claro, o que esperar da partida do Brasil contra a Noruega. Vem com a gente! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
O Futebol no Mundo deste sábado traz o melhor do mata-mata da Copa do Mundo até aqui! Além disso, hoje tem França em campo e você também confere tudo do sofrimento da Argentina contra Cabo Verde! Vem com a gente! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Eduardo Tironi, Arnaldo Ribeiro, Mauro Cezar, PVC, José Trajano e Danilo Lavieri analisam as eliminações de Alemanha e Holanda diante de Paraguai e Marrocos nos pênaltis, além da cotação da seleção brasileira depois da virada sobre o Japão e a vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo
Vamos pro grupão?http://orelo.cc/diariodebordo
Em um jogo que mostrou qualidade, mas também força mental, seleção brasileira vira um jogo difícil contra o Japão para avançar às oitavas de final da Copa. Falamos sobre a classificação do Brasil, além dos outros jogos deste início de oitavas de final, com classificações de Paraguai e Holanda contra Alemanha e Holanda. SEJA MEMBRO! Seu apoio é fundamental para que o Meiocampo continue existindo e possa fazer mais. Seja membro aqui pelo Youtube! Se você ouve via podcast, clique no link na descrição para ser membro! https://www.youtube.com/channel/UCSKkF7ziXfmfjMxe9uhVyHw/joinNEWSLETTER! Nossa newsletter chega toda sexta aberta a todos com nossos textos sobre o que rolou na semana, e às terças com conteúdo apenas para assinantes: https://newsletter.meiocampo.net/Conheça o canal do Bonsa sobre Football Manager, BonsaFM: https://www.youtube.com/@BonsaFMConheça o canal do Lobo sobre games, o Próxima Fase: https://www.youtube.com/@Proxima_FaseConheça o canal de Leandro Iamin sobre a seleção brasileira, o Sarriá: https://www.youtube.com/@SarriaBrasil
Em sua caminhada rumo ao hexa, o Brasil despachou o Japão, que teve Hashimura como principal responsável pelo clímax da história do duelo. Sem medo de sonhar, a Seleção encara a Noruega na próxima fase. Mas não foi só o Japão que voltou para casa. Alemanha e Holanda também deram adeus ao Mundial após sucumbirem diante de Paraguai e Marrocos, respectivamente. A Copa do Mundo está mais nivelada do que nunca. Alex Martins, Marcos Luca Valentim, Matheus Andrade e Rafaelle Seraphim compõem a mesa deste episódio.
No Futebol no Mundo desta segunda (29), vamos falar TUDO sobre os jogos do dia! Destaque para o compromisso da seleção brasileira contra o Japão, Alemanha x Paraguai e muito de Holanda x Marrocos! Vem com a gente e participe pelo chat! Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta segunda-feira (29/06/2026): O aperto monetário promovido pelos Bancos Centrais mundo afora fez com que a situação fiscal do Brasil voltasse a ganhar mais atenção dos investidores. A alta dos juros no exterior, reflexo do preço do petróleo, turbinado pela guerra no Oriente Médio, colocou um holofote nas fragilidades de países considerados mais arriscados. No Brasil, a dívida bruta deve encerrar o ano em 83,2% do PIB, segundo economistas consultados pelo Banco Central. Em 2035, ela deve chegar a 99,8%. Nos últimos anos, o País optou por fazer um ajuste com base no aumento da arrecadação, mas o próximo governo terá de promover cortes de gastos, segundo especialistas. Política: Brasil abre mata-mata contra o Japão sob pressão para confirmar favoritismo Internacional: Novos ataques entre EUA e Irã colocam acordo de paz em xeque Metrópole: 27 milhões de brasileiros sofrem com enxaqueca sem diagnóstico Esportes: Brasil abre mata-mata contra o Japão sob pressão para confirmar favoritismoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
#paraguay #paraguai #maquila #brasil #italia O Paraguai está vivenciando um crescimento econômico significativo graças a um regime tributário altamente vantajoso, como a Lei Maquila e incentivos ao investimento (Lei 7548/2025, anteriormente "60/90").A história de hoje é a de um ítalo-brasileiro, Thiago Ferreira Pó, que, após uma breve passagem pelo Paraguai, decidiu se mudar definitivamente para Ciudad del Este para acolher empresários brasileiros e estrangeiros que desejam investir e produzir no Paraguai.Thiago é engenheiro paulista (Mooca) e nos contou como o Paraguai se organizou para receber os produtos de muitas empresas que precisam diversificar e reduzir os custos de produção no Brasil.O Paraguai é uma oportunidade real, mas as normas de produção local, como Thiago nos explicou, devem ser respeitadas; aliás, quem produz no Paraguai tem direito a isenções alfandegárias para exportação e paga APENAS 1% ao Estado paraguaio.Se sua empresa busca uma nova forma de produzir e exportar, o Paraguai é o lugar certo.Para mais informações, escreva para buongiorno@buongiornosanpaolo.com.br e visite https://www.illimity.consulting---------------------------------------------------------Il Paraguay vive un momento di grande crescita economica grazie ad un regime fiscale molto vantaggioso come la legge Maquila e gli incentivi per gli investimenti (Ley 7548/2025, ex «60/90»). La storia di oggi è la storia di un italo-brasiliano, Thiago Ferreira Pó, che dopo una breve esperienza in Paraguay, decide di trasferirsi per sempre a Ciudad del Este per accogliere gli imprenditori brasiliani e stranieri che vogliono investire per produrre in Paraguay.Thiago è ingegnere di San Paolo (Mooca) e ci ha raccontato come il Paraguay si è organizzato per ricevere le produzioni di molte imprese che hanno bisogno di diversificare e abbattere i costi di produzione brasiliani. Il Paraguay è un'opportunità concreta ma bisogna rispettare le regole di produzione locale che Thiago ci ha spiegato; infatti se produci in Paraguay hai il diritto ad esenzioni doganali per esportare all'estero e pagare SOLO l'1% allo stato paraguaiano. Se la tua azienda sta cercando un cammino nuovo per produrre all'estero ed esportare, il Paraguay è il posto giusto.Per info scrivere a buongiorno@buongiornosanpaolo.com.br e visitare il sito https://www.illimity.consulting
No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta quinta-feira (25/06/2026): Sob pressão do PT e do Palácio do Planalto, o senador Jaques Wagner (BA) entregou ontem o cargo de líder do governo, seis dias após ter sido alvo da Operação Compliance Zero. A Polícia Federal investiga supostos benefícios recebidos pelo senador, incluindo um apartamento e repasses financeiros ligados a empresários do banco. Em reunião com o presidente Lula, Wagner garantiu que nunca atuou no Congresso para defender os interesses do Banco Master, disse que se sentia “injustiçado”, mas afirmou não querer atrapalhar a campanha do petista à reeleição. O sucessor de Wagner ainda não está definido. Economia: CNJ cobra mais informações de tribunais sobre depósitos no BRB Política: Moraes diz que arma pode levar à revogação de prisão domiciliar de Bolsonaro Internacional: Keiko alcança vantagem irreversível na apuração do 2º turno no Peru Metrópole: Investigação sobre ‘publicidade abusiva’ de bets atinge a CazéTV Esportes: Vini Jr comanda vitória do Brasil sobre a Escócia e garante liderança do grupoSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Confira no Morning Show desta quarta-feira (17): Após um bate boca entre os ministros do Supremo Tribunal Federal André Mendonça e Gilmar Mendes sobre o andamento do caso Master e os “vícios” que enterraram os processos da Lava Jato, fica a dúvida: as investigações da Polícia Federal sobre o banco de Daniel Vorcaro vão pra frente ou terão o mesmo destino da “República de Curitiba”? Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Hugo Motta (Republicanos) e Davi Alcolumbre (União) negaram nesta terça-feira (16) estarem envolvidos com Daniel Vorcaro. As negativas vieram após vir a público a informação de que ambos teriam tido diárias em hotéis bancadas por Vorcaro em Lisboa, para um evento jurídico. Alcolumbre, inclusive, se defendeu, afirmando que “nunca recebeu dinheiro de Vorcaro”. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto e 12 anos de inelegibilidade por coação no curso do processo. O STF julgou que Eduardo agiu para constranger e coagir ministros do Supremo durante o julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), através de atuação com o Governo dos EUA para impor tarifas ao mercado brasileiro e a aplicação da lei Magnitsky contra autoridades brasileiras. O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes deu um prazo de 24 horas para a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) explicar a posse de uma arma de fogo de Bolsonaro por um de seus seguranças. O membro da escolta foi parado em uma blitz com a pistola do ex-presidente nesta terça-feira (16), e alegou estar levando o instrumento para manutenção. A ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas (RS), Paula Lopes, foi presa por operar um esquema de eutanásia animal sem motivo. A Polícia Civil ainda apreendeu dois veterinários envolvidos no esquema. A investigação aponta que o grupo desviava valores destinados ao cuidado aos animais. Ao menos 478 eutanásias foram realizadas em oito meses. O ministro de Interiores do Paraguai, Henrique Rieira, afirmou que o mega-assalto que ocorreu no país tem o modus operandi da facção brasileira Primeiro Comando da Capital. A ação saqueou diversos bancos simultaneamente e envolveu mais de 20 homens. O jornalista Ivan Moré deixa cobertura da Copa do Mundo pela Leo Dias TV apenas seis dias após ser contratado pelo site. Segundo o jornalista, a saída ocorreu em concordância das duas partes e teria sido motivada por discordâncias criativas. Leo Dias negou a versão do repórter. Em conversa privada “vazada”, do presidente Lula (PT) com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, no G7, o presidente afirmou que “nunca foi de esquerda, que era apenas um sindicalista” e que “o mundo não é de esquerda e sim de um caminho do meio”. A fala pode cair mal para os apoiadores do Partido dos Trabalhadores? Essas e outras notícias você confere no Morning Show.
No Braincast 637, Carlos Merigo, Luiz Hygino, Marko Mello e Pedro de Luna fazem a verdadeira Copa da Copa do Mundo 2026: uma simulação completa do Mundial, jogo a jogo, da fase de grupos até a grande final. Com a ajuda do simulador do GE, a mesa passa por México x África do Sul, Brasil x Marrocos, Haiti x Escócia, Alemanha x Curaçao, Espanha x Cabo Verde, França x Senegal, Argentina, Portugal, Inglaterra, Uruguai, Japão, Paraguai, Irã, Egito e todas as outras seleções que fazem da Copa esse caos maravilhoso. O episódio tem palpites ousados, placares improváveis, zebras emocionais, dados absurdamente específicos, homenagem ao finado OEA, discussão sobre o novo formato com 48 seleções, críticas às novas regras da FIFA e uma previsão final que pode envelhecer muito mal... Afinal, numa Copa com dezesseis avas, cooling break, terceiro colocado se classificando e Curaçao fazendo gol na Alemanha, tá liberado acreditar? 08:39 PAUTA -- ✳️ TORNE-SE MEMBRO DO B9 E GANHE BENEFÍCIOS: Braincast secreto; grupo de assinantes no Telegram; e episódios sem anúncios!
Eduardo Tironi, Arnaldo Ribeiro, José Trajano, Juca Kfouri, Danilo Lavieri, Luiza Oliveira, Pedro Lopes e PVC debatem tudo sobre a seleção brasileira antes da estreia contra Marrocos na Copa do Mundo e também analisam a goleada dos Estados Unidos contra o Paraguai
No 3 em 1 desta sexta-feira (12), o destaque foi que o presidente Donald Trump quebrou a tradição de chefes de Estado e não vai no jogo de estreia da seleção dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026 contra o Paraguai. A Casa Branca alega "agenda apertada" em meio à escalada de conflitos severos e tensões diplomáticas no Oriente Médio, que exigem atenção integral do republicano. Reportagem: Eliseu Caetano. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, extinguiu a ação de aliados do presidente Lula (PT) que tentavam barrar o filme "Dark Horse". Em defesa, Nunes Marques afirma que os representantes da ação não são candidatos à eleição de 2026. Reportagem: Elieseu Caetano. A Polícia Federal rejeitou oficialmente a segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, por falta de fatos novos e provas consistentes. Diante do impasse na negociação, as autoridades pediram que o investigado deixe a carceragem da Superintendência da PF e retorne ao Complexo Penitenciário da Papuda. Reportagem: Janaína Camelo. O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro (NOVO-SC), rechaçou qualquer possibilidade de o ex-governador Romeu Zema (NOVO-MG) recuar para compor uma chapa como vice-presidente em 2026. No debate, analistas avaliam que Romeu Zema é o candidato para enfrentar a campanha de reeleição do presidente Lula (PT-SP). Reportagem: Ricardo Costa. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, acendeu o sinal de alerta sobre o avanço de "pautas-bomba" no Congresso Nacional, impulsionadas pelo clima eleitoral. O pacote de propostas em tramitação pode gerar um impacto fiscal bilionário aos cofres públicos. Reportagem: Beatriz Souza. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que o Memorando de Entendimento de Islamabad para selar a paz com os Estados Unidos nunca esteve tão próximo de ser finalizado. A declaração busca trazer transparência ao processo internacional, em meio às intensas negociações mediadas pelo Paquistão que envolvem a gestão do governo de Donald Trump. O senador Camilo Santana (PT-CE) manifestou apoio à classificação das facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, divergindo do posicionamento oficial adotado pelo governo do presidente Lula. O parlamentar afirmou ter levado sua discordância diretamente ao chefe do Executivo e ressaltou que o enfrentamento ao crime organizado deve ficar acima de disputas partidárias. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Edson Fachin, divulgou nota oficial para defender a Corte e rebater a Justiça da Itália, que apontou falta de imparcialidade de Alexandre de Moraes no processo de Carla Zambelli (PL-SP). Fachin assegurou que o julgamento seguiu o devido processo legal e a Constituição. Reportagem: Janaína Camelo. O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocou seus apoiadores a vestirem a tradicional amarelinha, batizando-a de "camisa do Bolsonaro" durante a Copa do Mundo. A movimentação acirra o cabo de guerra simbólico com o presidente Lula (PT), que defende a retomada das cores nacionais pela esquerda. Reportagem: Misael Mainetti. Tudo isso e muito mais você acompanha no 3 em 1. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Trump declara PCC & CV grupos terroristas (Lula Reage) PSG campeão da Champions league Virginia é contratado pela globo e é vaiada no jogo do brasil Heroi tricolor barra bandeirao do Ifood por parecer do flamengo!- Brasil goleia Panamá (Copa do mundo chegando) - Empresas do Brasil se mudando para o Paraguai devido a flexibilidade que o Paraguai oferece.
Confira os destaques de Os Pingos nos Is desta terça-feira (02):Em forte discurso, o presidente Lula (PT) atacou duramente os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, rotulando-os de "vendilhões da pátria" e "traidores". O relatório do Departamento de Comércio dos EUA justificou a análise de um novo tarifaço contra o Brasil apontando problemas estruturais graves: práticas de censura judicial, intervenção digital nas redes sociais e corrupção. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) rebateu as acusações do presidente Lula (PT), que o chamou de "traidor" e "imbecil" em Goiás. O pré-candidato revelou que fez um apelo expresso a Donald Trump, J.D. Vance e Marco Rubio para que o Brasil não sofresse novas sanções econômicas. O novo levantamento do IBPT revelou que o brasileiro médio precisou trabalhar exatos 150 dias em 2026 — de 1º de janeiro a 30 de maio — apenas para quitar seus impostos, taxas e contribuições. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) elevou o tom contra seu provável rival ao Palácio dos Bandeirantes, Fernando Haddad (PT). Em entrevista, Tarcísio ironizou a passagem do petista pela Esplanada, chamando-o de "o melhor ministro da Fazenda da história do Paraguai". O ex-ministro da Justiça e do STF, Ricardo Lewandowski, subiu o tom contra o desenho institucional brasileiro. O jurista afirmou que a clássica separação de Poderes "não funciona mais" e gera uma paralisia. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, elevou ao limite o tom contra Brasília durante depoimento ao Comitê de Relações Exteriores do Senado. Rubio listou o Brasil como uma das poucas exceções de aliados na América Latina, emparelhando o país a regimes como Cuba, Venezuela e Nicarágua. Você confere essas e outras notícias em Os Pingos nos Is.
O que revela o olhar de quem viveu a guerra? Neste episódio, a escritora Beatriz Bracher fala sobre o romance Guerra — I (Editora 34), primeiro volume da sua trilogia sobre a Guerra do Paraguai. A narrativa, criada pela costura de relatos reais, coloca em primeiro plano vozes que presenciaram o conflito, despertando no leitor o horror à guerra, diz Bracher. Ela também lembra que o convívio entre brancos e negros, senhores e escravizados e pessoas de diferentes regiões do país no front de batalha foi uma primeira descoberta do Brasil pelos brasileiros. A conversa aconteceu durante A Feira do Livro 2025, com mediação do escritor Joca Reiners Terron. Apoio: Lei Rouanet Assine a Quatro Cinco Um: https://bit.ly/Assine451 Seja um Ouvinte Entusiasta e apoie o 451 MHz: https://bit.ly/Assine451