Podcasts about embrapa

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Portal Agrolink o maior produtor de conteúdo Agro
Exportações do agro de Minas ganham ritmo puxadas pelo café

Portal Agrolink o maior produtor de conteúdo Agro

Play Episode Listen Later Feb 18, 2026 16:47


Inovação genética e clima favorável impulsionam produção da maçã pelo país. Com superávit de US$ 1,7 bilhão na balança comercial, o agronegócio mineiro alcançou 153 países em janeiro. Crédito rural do Plano Safra empresarial cresce 6% e soma R$ 316,57 bilhões. Geração de emprego no campo cresceu 31,3% em 2025. Tempo: temporais aumentam no Sudeste e chuva volumosa preocupa.

Momento Agrícola
2026.02.14-4 As Tecnologias da Embrapa no Show Rural Coopavel, com Carina Rufino

Momento Agrícola

Play Episode Listen Later Feb 14, 2026 13:15


A Chefe de Transferência de Tecnologias da Embrapa Soja, a Carina Rufino, fala sobre as novas tecnologias e produtos que a Embrapa apresentou no Show Rural Coopavel.

BBCast Agro
Bovinocultura de Leite: preços em queda, alta no spot e desafios no mercado|BBcast Agro-12/02/2026BR

BBCast Agro

Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 3:13


No episódio de hoje do BBcast Agro – Bovinocultura de Leite, Luciane Seraphim, Assessora de Agronegócios do Banco do Brasil em Santo Ângelo (RS), apresenta uma análise atualizada do mercado lácteo em 12 de fevereiro de 2026, destacando preços, custos de produção e cenário do comércio exterior. Destaques do episódio:

Notícias Agrícolas - Podcasts
Abate de fêmeas recua quase 10% em janeiro e reforça mudança do ciclo pecuária

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 55:37


No quadro PROTEÍNAS ANIMAIS conheça o Reaqua, programa da Embrapa de capacitação técnica para Aquicultura ; No quadro POTENCIAL DAS RAÇAS , teste de eficiência tem atraído interesse das centrais de genética.

FECOAGRO/SC - Programa de Rádio
AGRONEGÓCIO HOJE 09-02-2026

FECOAGRO/SC - Programa de Rádio

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 10:38


*Fique bem-informado com as notícias do Programa Agronegócio Hoje de 09/02/2026*  

Radar Agro
CCAgro 2026: O encontro de gigantes do agronegócio | Canal do Boi #395

Radar Agro

Play Episode Listen Later Feb 2, 2026 14:47


O Fala Carlão registrou para o Canal do Boi a convergência de líderes no CCAgro — o Conecta Agro. O evento contou com as análises técnicas de Franco Borsari (Diretor da GreenHas Brasil) e Mariana Aragão (Chefe Geral da Embrapa Gado de Corte). O encontro promoveu um debate profundo sobre os rumos da tecnologia e da produtividade no setor.A cobertura apresentou a força da gestão rural com as participações de Maurício Velloso (Presidente da Assocon), Juliana Farah (Presidente do Sindicato Rural de Mineiros do Tietê) e Michelle Moraes (Líder da Conexão Mulheres do Agro). O programa também reuniu os agropecuaristas Ana Olivia Cardoso e Flavio Cardoso, além das produtoras Fernanda, Gija Paranhos e Fabíola.A presença da artista Mari Junqueira completou a pluralidade de visões sobre o cotidiano do campo. O CCAgro consolidou o diálogo entre a ciência da Embrapa e a prática dos produtores rurais. Todas as entrevistas e os detalhes deste evento estratégico você confere em nossa programação.

Portal Agrolink o maior produtor de conteúdo Agro
Soja: avanço da colheita pressiona preços no mercado interno

Portal Agrolink o maior produtor de conteúdo Agro

Play Episode Listen Later Jan 27, 2026 15:08


Pesquisas da Embrapa mostram avanço de culturas no país e abertura de novas oportunidades para produtores rurais. StoneX mantém projeção da produção de algodão em 3,7 milhões de toneladas em janeiro. Soja recua com pressão do câmbio e expectativa de safra recorde; queda do dólar e avanço da colheita reduzem a competitividade e pressionam as cotações internas. Projeto aposta no plantio de 22 mil mudas e reforça proteção de nascentes do Cerrado. Tempo: calor e chuva forte aumentam o risco de temporais no Sudeste.

Campo e Batom
UMA MULHER NA LIDERANÇA EMBRAPA GADO DE CORTE

Campo e Batom

Play Episode Listen Later Jan 17, 2026 35:43


O programa com a querida Mariana Aragão foi uma aula de uso da inteligência feminina para liderar uma das mais importantes entidades do agro Brasileiro. A Embrapa Gado de Corte.Confira na íntegra no Canal da Mulher Rural Brasileira!Spotify - CampoebatomE tambémFacebook.com/campoebatomSiga o canal da mulher rural Brasileira!#Embrapa #campoebatom#agronegócio #liderançafeminina #mulheresdoagro1 d

Notícias Agrícolas - Podcasts
Embrapa lança aplicativo para auxiliar na irrigação de pomares de maçã

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Jan 15, 2026 21:48


Embrapa lança aplicativo para auxiliar na irrigação de pomares de maçã

BBCast Agro
Leite: queda nos preços ao produtor e pressão nos custos | BBcast Agro - 15/01/2026

BBCast Agro

Play Episode Listen Later Jan 15, 2026 3:42


No episódio de hoje do BBcast Agro, Emerson Gheri, assessor de agronegócios do Banco do Brasil em Rio Verde-GO, analisa a queda nos preços pagos ao produtor, o impacto dos custos de ração e o balanço do setor em 2025.Destaques do episódio:

Radar Agro
Embrapa e o futuro da Amazônia na COP30 | Canal do Boi #382

Radar Agro

Play Episode Listen Later Jan 14, 2026 14:32


A cobertura do Fala Carlão para o Canal do Boi na Agrizone, durante a COP30 em Belém (PA), reuniu ciência, política e a cultura local para discutir o futuro do desenvolvimento sustentável.Nesta etapa, Carlão recebeu Ana Euler, Diretora Executiva da Embrapa; a poetisa Dona Norma; e os pesquisadores Rui Gomes, Oriel Lemos e Roni Azevedo, da Embrapa Amazônia Oriental. O diálogo também contou com a presença do Deputado Estadual Neil Duarte de Souza e do Ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula.Os encontros reforçaram a importância da inovação e da transferência de tecnologia como pilares para a conservação e o crescimento econômico da região.Apoio Institucional:AbisoloANDAVFAESP/SENARPatrocínio:Publique AgroAgênciaAgroRevenda

Radar Agro
Setor agropecuário leva suas pautas à COP30 | Canal do Boi #380

Radar Agro

Play Episode Listen Later Jan 12, 2026 14:48


O Fala Carlão realizou uma cobertura especial para o Canal do Boi durante o Agrizone, espaço do agronegócio na COP30, em Belém (PA), reunindo lideranças e representantes do setor para discutir produção, sustentabilidade, tecnologia e posicionamento internacional do agro brasileiro.Durante o evento, Carlão conversou com Felipe Santos, engenheiro mecânico da KAATECH; Gedeão Pereira, vice-presidente da CNA e presidente da Farsul; Guilherme Minssen, diretor da FAEPA; Carlos Augustin, presidente do Conselho de Administração da Embrapa e assessor especial do Ministro da Agricultura; Teka Vendramini, produtora rural; e Roberto Perosa, presidente da ABIEC.As entrevistas trouxeram diferentes visões sobre os desafios e oportunidades do agronegócio brasileiro no contexto das agendas climática, econômica e alimentar globais.Apoio Institucional:AbisoloANDAVFAESP/SENARPatrocínio:Publique AgroAgênciaAgroRevenda

Radar Agro
Ciência da Embrapa no centro da COP30 | Domingão do Carlão

Radar Agro

Play Episode Listen Later Jan 11, 2026 29:03


Domingão do Carlão conversa com Fabio Barbieri, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Amazônia Oriental, Josiane Antunes, jornalista da Embrapa Trigo de Passo Fundo/RS, Roni Azevedo, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, e Henrique Debiasi, pesquisador da Embrapa Soja de Londrina/PR, no Centro de Referência Tecnológica Senador Álvaro Adolpho, em Belém/PA, durante a COP30.O encontro reuniu pesquisadores e comunicadores da Embrapa em um espaço dedicado à ciência, à pesquisa aplicada e à troca de conhecimento, com foco nos desafios e nas oportunidades da agricultura brasileira em diferentes biomas.A presença das unidades da Embrapa na COP30 reforça o papel da pesquisa agropecuária como base para o desenvolvimento sustentável, a produção de alimentos e a construção de soluções alinhadas à agenda climática global.Apoio Institucional:AbisoloANDAVFAESP/SENARPatrocínio:Publique AgroAgênciaAgroRevenda

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Portal Agrolink o maior produtor de conteúdo Agro
Exportações de ovos alcançaram recorde em 2025, com alta de 121%

Portal Agrolink o maior produtor de conteúdo Agro

Play Episode Listen Later Jan 9, 2026 19:12


Liderado pelo café, crescimento das exportações do agronegócio mineiro foi de 15,5% em relação a 2024. Resultado supera embarques de 1997 e marca novo recorde do setor. Com diversificação de mercados, embarques de ovos registraram novo recorde em volume e receita. Além de enviar mais de 40 mil toneladas ao exterior, valores cresceram 147,5%. Boas práticas e rastreabilidade elevam amendoim brasileiro ao padrão internacional. Produção integrada e controle rigoroso de qualidade fortalecem exportações e competitividade do setor. Tempo: ciclone se forma no Sul e aumenta risco de temporais nesta sexta.

FECOAGRO/SC - Programa de Rádio
AGRONEGÓCIO HOJE 09-01-2026

FECOAGRO/SC - Programa de Rádio

Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 11:51


*Fique bem-informado com as notícias do Programa Agronegócio Hoje de 09/01/2026*  

Portal Agrolink o maior produtor de conteúdo Agro
Produção e exportação de ovos deve seguir em alta ao longo de 2026

Portal Agrolink o maior produtor de conteúdo Agro

Play Episode Listen Later Jan 6, 2026 14:04


Ataque dos EUA à Venezuela pode reduzir exportações do agronegócio brasileiro e ampliar riscos no mercado de insumos. Em 2024, Brasil exportou US$ 1,19 bilhão ao país. Exportações impulsionam produção de amendoim, com ganhos de produtividade via tecnologia e manejo. Mercado de ovos deve crescer em 2026, aponta Cepea, com produção moderada e consumo e vendas externas em alta. Ministério da Agricultura encerrou 2025 com recorde em bioinsumos e avanço regulatório. Tempo: chuva continua no Sudeste e Centro-Oeste.

Radar Agro
Agrizone reúne ciência e produção na COP30 | Domingão do Carlão

Radar Agro

Play Episode Listen Later Jan 4, 2026 29:22


Domingão do Carlão conversa com Walkymário Lemos, chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, na Agrizone, instalada na sede da Embrapa Equatorial, durante a COP30, em Belém/PA.Walkymário Lemos falou sobre a Agrizone como espaço estratégico para apresentar a ciência e a tecnologia desenvolvidas pela Embrapa no contexto da agenda climática global.Ele também destacou sua trajetória profissional e os 12 anos de atuação na Embrapa, além do trabalho da instituição em apoio à COP30, reforçando o papel da pesquisa agropecuária brasileira nas discussões sobre sustentabilidade, produção e desenvolvimento.Apoio Institucional:AbisoloANDAVFAESP/SENARPatrocínio:Publique AgroAgênciaAgroRevenda

Radar Agro
Autoridades destacam importância dos adidos agrícolas | Canal do Boi #372

Radar Agro

Play Episode Listen Later Dec 31, 2025 14:52


A cobertura do Fala Carlão para o Canal do Boi esteve no Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas, em Brasília, reunindo Luiz Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura; Andréa Veríssimo, diretora de Relações Internacionais e Comunicação da UNEM; Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura; Carlos Fávaro, ministro da Agricultura; Jorge Viana, presidente da ApexBrasil; e Silvia Massruhá, presidente da Embrapa.Durante o encontro, as lideranças falaram sobre a importância do evento como espaço de alinhamento institucional, diálogo técnico e articulação do agronegócio brasileiro no cenário internacional.Os participantes também destacaram o processo de seleção dos adidos agrícolas, apontando o papel estratégico desses profissionais na promoção comercial, na abertura de mercados e na representação qualificada do Brasil junto aos principais parceiros globais do agro.

Radar Agro
Embrapa Amazônia Oriental mostra atuação em Belém | Domingão do Carlão

Radar Agro

Play Episode Listen Later Dec 28, 2025 26:07


Domingão do Carlão conversa com Deivison Assis, do Centro Capoeira do Black – Embrapa Amazônia Oriental, e com Walkymário Lemos, chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, durante as atividades da Capoeira do Black Embrapa, na COP30, em Belém/PA.Deivison Assis explicou o significado da palavra capoeira, definida como uma área de mata em processo de regeneração, conceito que conecta cultura, território e preservação ambiental.No meliponário, Walkymário Lemos apresentou o trabalho desenvolvido pela Embrapa Amazônia Oriental, destacando a atuação da instituição na pesquisa, na conservação e no desenvolvimento sustentável da região amazônica.Apoio Institucional:AbisoloANDAVFAESP/SENARPatrocínio:Publique AgroAgênciaAgroRevenda

Momento Agrícola
2025.12.27-4 A Pesquisa de Soja em 2025, com Dr. Alexandre Nepomuceno da Embrapa

Momento Agrícola

Play Episode Listen Later Dec 27, 2025 12:14


O Dr. Alexandre Nepomuceno, Chefe Geral da Embrapa Soja, analisa o ano de 2025 para a Soja, sob a ótica da pesquisa e do desenvolvimento. Um ano de celebração, reconhecimento e muito trabalho para preparar a Soja do Futuro.

Radar Agro
COP30 evidencia atuação técnica da Embrapa na Amazônia | Domingão do Carlão

Radar Agro

Play Episode Listen Later Dec 21, 2025 29:15


Domingão do Carlão conversa com Vladimir Souza, supervisor do Setor de Transferência de Tecnologias da Embrapa Amazônia Oriental, durante as atividades do Núcleo de Responsabilidade Social da Embrapa, na COP30, em Belém/PA.Com 20 anos de atuação na Embrapa, Vladimir Souza falou sobre sua trajetória profissional e contextualizou a presença da instituição na COP30, destacando a importância da ciência e da inovação no debate climático.Ele também apresentou, na prática, o trabalho desenvolvido pela Embrapa na região amazônica, reforçando o papel da transferência de tecnologia como ponte entre pesquisa, produção e sustentabilidade.Apoio Institucional:AbisoloANDAVFAESP/SENARPatrocínio:Publique AgroAgênciaAgroRevenda

Notícias Agrícolas - Podcasts
Ovinocultura avança em 2025 com ganhos técnicos, expansão genética e maior integração setorial

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 29:04


Parcerias com a Embrapa e a academia impulsionam genética, produção e profissionalização da ovinocultura

Radar Agro
COP30: a riqueza criativa do Agro Brasileiro | Domingão do Carlão

Radar Agro

Play Episode Listen Later Dec 14, 2025 29:34


Domingão do Carlão conversou com representantes da ciência, da gastronomia, do artesanato e da cultura paraense na Agrizone da COP30, em Belém. O espaço destacou a diversidade do agro brasileiro e o talento de quem transforma ingredientes e tradições em valor.Daniel Trento do Nascimento, assessor da Presidência da Embrapa, trouxe a visão institucional. Débora da Silva Santiago, chef do Instituto de Artes Sertão Negro, Cleide Suk, dos Chocolates Suk, Ana Paula Soares, da Emater/Pará, e Jiovana Lunelli, do Cacau Xingú, reforçaram a força da produção regional.O programa também contou com a artesã Carla Adriana, a artesã Alessandra de Oliveira, a cantora Simone Viana e Luana Alcântara, do Caffé Grani Special, mostrando que o agro na COP30 inclui cultura, sabores e histórias que representam a Amazônia.Apoio Institucional:AbisoloANDAVFAESP/SENARPatrocínio:Publique AgroAgênciaAgroRevenda

Notícias Agrícolas - Podcasts
Embrapa lança curso sobre produção sustentável em pastagens para qualificar sistemas pecuários no país

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Dec 3, 2025 9:05


Voltado a produtores e técnicos, o curso aborda princípios de agroecologia, agricultura sustentável, orgânica e regenerativa para aprimorar sistemas pecuários em equilíbrio com o meio ambiente.

Portal Agrolink o maior produtor de conteúdo Agro
VBP das proteínas sobe mais de 280% em duas décadas

Portal Agrolink o maior produtor de conteúdo Agro

Play Episode Listen Later Dec 1, 2025 14:06


Nova cultivar nacional de morango avança por Sul e Sudeste, reduz importações e amplia oferta de frutas mais doces e resistentes. Desenvolvida pela Embrapa, elevou produção de mudas de 2,5 para 5 milhões. Brasil projeta forte avanço nas proteínas: bovina, suína e de frango podem somar R$ 384 bilhões. Com festas de fim de ano, cresce demanda por aves e atenção à qualidade e segurança dos alimentos. No clima, semana terá temporais no Sul e chuvas intensas em São Paulo e Minas Gerais.

Agro Resenha Podcast
ARP#417 - Tecnologia aplicada à educação que rompe barreiras geográficas

Agro Resenha Podcast

Play Episode Listen Later Nov 30, 2025 60:31


Neste episódio do Agro Resenha, conversamos com Ricardo Shirota, professor aposentado da ESALQ, atual Presidente do Pecege e especialista em economia de recursos naturais e ambientais. Direto de Piracicaba, ele compartilha insights sobre sua carreira e a relevância crucial da sustentabilidade, bioeconomia e do valor econômico da preservação. Abordamos o alto retorno do investimento em pesquisa científica, com foco em iniciativas como a Embrapa, e as inovações do Pecege em educação à distância, incluindo a internacionalização de cursos de agronegócio. Shirota detalha ainda o Corredor de Inovação em São Paulo, uma parceria estratégica entre Pecege, Apta e Embrapa, impulsionando o desenvolvimento tecnológico agrícola. Uma discussão essencial sobre o futuro do agro, educação e colaboração no cenário atual. PARCEIROS DESTE EPISÓDIO Este episódio foi trazido até você pelo Pecege! O Pecege é um ecossistema educacional com mais de 20 anos de história, focado em inovação e desenvolvimento. Do renomado MBA ESALQ/USP a projetos in company sob medida, graduação e cursos executivos, o Pecege transforma carreiras e negócios, impulsionando o conhecimento. Pecege: Educação para desenvolver pessoas e realizar projetos Site: https://pecege.com/Instagram: https://www.instagram.com/pecegeoficial/LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/pecege/YouTube: https://www.youtube.com/@PecegeOficial Este episódio foi trazido até você pela SCADIAgro! A SCADIAgro trabalha diariamente com o compromisso de garantir aos produtores rurais as informações que tornem a gestão econômica e fiscal de suas propriedades mais sustentável e eficiente. Com mais de 30 anos no mercado, a empresa desenvolve soluções de gestão para produtores rurais espalhados pelo Brasil através de seu software. SCADIAgro: Simplificando a Gestão para o Produtor Rural Site: https://scadiagro.com.br/Podcast Gestão Rural: https://open.spotify.com/show/7cSnKbi7Ad3bcZV9nExfMi?si=766354cb313f4785Instagram: https://www.instagram.com/scadiagro/LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/scadiagroYouTube: https://www.youtube.com/channel/UCQxErIaU0zBkCAmFqkMohcQ Este episódio também foi trazido até você pela Nutripura Nutrição e Pastagem! A Nutripura, que tem como base valores como honestidade, qualidade e inovação nos produtos e excelência no atendimento, atua há mais de 20 anos no segmento pecuário, oferecendo os melhores produtos e serviços aos pecuaristas. Fique ligado nos artigos que saem no Blog Canivete e no podcast CaniveteCast! Com certeza é o melhor conteúdo sobre pecuária que você irá encontrar na internet. Nutripura: O produto certo, na hora certa. Site: http://www.nutripura.com.brBlog Canivete: https://www.nutripura.com.br/pub/blog-canivete/Instagram: https://www.instagram.com/nutripura/Facebook: https://www.facebook.com/Nutripura/LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/nutripura/YouTube: https://www.youtube.com/user/TvNutripura INTERAJA COM O AGRO RESENHAInstagram: http://www.instagram.com/agroresenhaTwitter: http://www.twitter.com/agroresenhaFacebook: http://www.facebook.com/agroresenhaYouTube: https://www.youtube.com/agroresenhaCanal do Telegram: https://t.me/agroresenhaCanal do WhatsApp: https://bit.ly/arp-zap-01 E-MAILSe você tem alguma sugestão de pauta, reclamação ou dúvida envie um e-mail para contato@agroresenha.com.br QUERO PATROCINARSe você deseja posicionar sua marca junto ao Agro Resenha Podcast, envie um e-mail para contato@agroresenha.com.br FICHA TÉCNICAApresentação: Paulo OzakiProdução: Agro ResenhaConvidado: Ricardo ShirotaEdição: Senhor A - https://editorsenhor-a.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Agrocast
ARP#417 - Tecnologia aplicada à educação que rompe barreiras geográficas

Agrocast

Play Episode Listen Later Nov 30, 2025 60:31


Neste episódio do Agro Resenha, conversamos com Ricardo Shirota, professor aposentado da ESALQ, atual Presidente do Pecege e especialista em economia de recursos naturais e ambientais. Direto de Piracicaba, ele compartilha insights sobre sua carreira e a relevância crucial da sustentabilidade, bioeconomia e do valor econômico da preservação. Abordamos o alto retorno do investimento em pesquisa científica, com foco em iniciativas como a Embrapa, e as inovações do Pecege em educação à distância, incluindo a internacionalização de cursos de agronegócio. Shirota detalha ainda o Corredor de Inovação em São Paulo, uma parceria estratégica entre Pecege, Apta e Embrapa, impulsionando o desenvolvimento tecnológico agrícola. Uma discussão essencial sobre o futuro do agro, educação e colaboração no cenário atual. PARCEIROS DESTE EPISÓDIO Este episódio foi trazido até você pelo Pecege! O Pecege é um ecossistema educacional com mais de 20 anos de história, focado em inovação e desenvolvimento. Do renomado MBA ESALQ/USP a projetos in company sob medida, graduação e cursos executivos, o Pecege transforma carreiras e negócios, impulsionando o conhecimento. Pecege: Educação para desenvolver pessoas e realizar projetos Site: https://pecege.com/Instagram: https://www.instagram.com/pecegeoficial/LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/pecege/YouTube: https://www.youtube.com/@PecegeOficial Este episódio foi trazido até você pela SCADIAgro! A SCADIAgro trabalha diariamente com o compromisso de garantir aos produtores rurais as informações que tornem a gestão econômica e fiscal de suas propriedades mais sustentável e eficiente. Com mais de 30 anos no mercado, a empresa desenvolve soluções de gestão para produtores rurais espalhados pelo Brasil através de seu software. SCADIAgro: Simplificando a Gestão para o Produtor Rural Site: https://scadiagro.com.br/Podcast Gestão Rural: https://open.spotify.com/show/7cSnKbi7Ad3bcZV9nExfMi?si=766354cb313f4785Instagram: https://www.instagram.com/scadiagro/LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/scadiagroYouTube: https://www.youtube.com/channel/UCQxErIaU0zBkCAmFqkMohcQ Este episódio também foi trazido até você pela Nutripura Nutrição e Pastagem! A Nutripura, que tem como base valores como honestidade, qualidade e inovação nos produtos e excelência no atendimento, atua há mais de 20 anos no segmento pecuário, oferecendo os melhores produtos e serviços aos pecuaristas. Fique ligado nos artigos que saem no Blog Canivete e no podcast CaniveteCast! Com certeza é o melhor conteúdo sobre pecuária que você irá encontrar na internet. Nutripura: O produto certo, na hora certa. Site: http://www.nutripura.com.brBlog Canivete: https://www.nutripura.com.br/pub/blog-canivete/Instagram: https://www.instagram.com/nutripura/Facebook: https://www.facebook.com/Nutripura/LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/nutripura/YouTube: https://www.youtube.com/user/TvNutripura INTERAJA COM O AGRO RESENHAInstagram: http://www.instagram.com/agroresenhaTwitter: http://www.twitter.com/agroresenhaFacebook: http://www.facebook.com/agroresenhaYouTube: https://www.youtube.com/agroresenhaCanal do Telegram: https://t.me/agroresenhaCanal do WhatsApp: https://bit.ly/arp-zap-01 E-MAILSe você tem alguma sugestão de pauta, reclamação ou dúvida envie um e-mail para contato@agroresenha.com.br QUERO PATROCINARSe você deseja posicionar sua marca junto ao Agro Resenha Podcast, envie um e-mail para contato@agroresenha.com.br FICHA TÉCNICAApresentação: Paulo OzakiProdução: Agro ResenhaConvidado: Ricardo ShirotaEdição: Senhor A - https://editorsenhor-a.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Radar Agro
Como os adidos agrícolas abrem portas para o Brasil | Fala Carlão

Radar Agro

Play Episode Listen Later Nov 28, 2025 9:45


Fala Carlão conversou com Sibelle Silva, assessora do secretário executivo do MAPA, Cleber Soares, direto do Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas em Brasília. Ela destacou o papel estratégico dos adidos agrícolas no fortalecimento das exportações e na abertura de novos mercados. Sibelle explicou que o Brasil tem se consolidado como referência global ao exportar ciência por meio da Embrapa, mostrando ao mundo a capacidade técnica e inovadora que sustenta a competitividade do agro brasileiro. Ela também compartilhou sua trajetória profissional, sempre conectada à pesquisa, tecnologia e desenvolvimento. A assessora comentou ainda sobre a COP30 e a Agrizone, reforçando como esses ambientes ampliam a visibilidade do agro e mostram ao mundo que o Brasil produz conhecimento, sustentabilidade e soluções de ponta. Fala aí, Sibelle!

Radar Agro
Embrapa mostra ao mundo do que o Brasil é capaz | Fala Carlão

Radar Agro

Play Episode Listen Later Nov 28, 2025 8:04


Fala Carlão conversa com Silvia Massruhá, Presidente da Embrapa, direto do Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas em Brasília. Ela destacou a importância estratégica desses profissionais para fortalecer o agro brasileiro e ampliar a presença da Embrapa no mundo. Silvia comentou o trabalho realizado pela Embrapa na COP30, incluindo o sucesso da Agrizone, que apresentou ciência tropical, inovação e o engajamento da iniciativa privada e de grandes entidades do setor. Ela reforçou que acelerar métricas tropicais é fundamental para competitividade, sustentabilidade e liderança global do Brasil na agricultura. Fala aí, Silvia!

Notícias Agrícolas - Podcasts
Roberto Rodrigues afirma que a agricultura foi o farol da COP30 e ressalta ter ficado orgulhoso com a participação da Embrapa

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Nov 24, 2025 60:48


Ex-ministro contou como o agro foi abordado no evento e revela suas impressões, junto dos demais integrantes do Conexão Campo Cidade

Momento Agrícola
2025.11.22-3 As Calculadoras de Carbono da Embrapa, com a Dra. Paula Packer

Momento Agrícola

Play Episode Listen Later Nov 22, 2025 12:40


A Embrapa Meio Ambiente, em parceria com diversos outros Centros de Pesquisa, coordena o desenvolvimento de Calculadoras de Carbono, para os diferentes cultivos e criações que temos no Brasil. Calcular as emissões do Agro brasileiro, vai ajudar a provarmos de forma científica e incontestável, que temos realmente uma Agropecuária de Baixo Carbono. A Dra. Paula Packer é a Chefe Geral da Embrapa Meio Ambiente.

No pé do ouvido
Trump volta atrás em tarifas sobre 200 produtos brasileiros

No pé do ouvido

Play Episode Listen Later Nov 21, 2025 23:48


Hoje, ‘No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Trump suspende tarifas sobre café, carne e outros produtos brasileiros. Justiça mantém a prisão do dono do Banco Master. Lula indica Messias ao STF e irrita Alcolumbre, Incêndio marca penúltimo dia da COP30. Anvisa autoriza Embrapa a pesquisar cultivo de cannabis. Spotify libera importação de playlists de outros streamings. Home office cai a 7,9%, mas segue acima do pré-pandemia, aponta IBGE; sindicalização avança. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Momento Agrícola
2025.11.15-2 O que esperar da COP30, com Gustavo Mozer da Embrapa.mp3

Momento Agrícola

Play Episode Listen Later Nov 15, 2025 13:06


2025.11.15-2 O que esperar da COP30, com Gustavo Mozer da Embrapa.mp3 by Ricardo Arioli Silva

Agro Resenha Podcast
Raízes do agro #35 - A jornada de uma pecuarista no agro gaúcho

Agro Resenha Podcast

Play Episode Listen Later Nov 13, 2025 54:27


Neste episódio do Raizes do agro, direto da Expointer, Yara Suné compartilha sua trajetória inspiradora como produtora rural e líder feminina no campo. À frente da fazenda da família em Lavras do Sul há mais de 25 anos, Yara fala sobre superação, gestão, tecnologia e o papel da mulher no agro moderno. Entre desafios, conquistas e lições de vida, ela mostra como é possível transformar tradição em inovação e fazer do agro um espaço de protagonismo, propósito e amor pela terra. Este episódio foi gravado na Expointer, uma das feiras agropecuárias mais tradicionais do Brasil, diretamente do estande do Grupo Piccin. PARCEIRO DESTE EPISÓDIO Este episódio foi trazido até você pelo Grupo Piccin! O Grupo Piccin, que hoje contempla o foco de trabalho em equipamentos, componentes e inovação, começou com o trabalho de um homem, Santo Piccin. Com a evolução da agricultura, os desafios se tornaram mais complexos, exigindo a utilização de implementos agrícolas mais eficientes. Grupo Piccin: excelente em produzir o melhor para o campo. Site: https://piccin.com.br/Instagram: https://www.instagram.com/grupopiccinFacebook: https://www.facebook.com/grupopiccinLinkedIn: https://www.linkedin.com/company/piccin-máquinas-agrícolas-ltdaYouTube: https://www.youtube.com/channel/UCk4BdnkZnq7gObUiR0XQR7g INTERAJA COM O AGRO RESENHAInstagram: instagram.com/agroresenhaTwitter: x.com/agroresenhaFacebook: facebook.com/agroresenhaYouTube: youtube.com/agroresenhaCanal do Telegram: https://t.me/agroresenhaCanal do WhatsApp: https://bit.ly/zap-arp-01 ACOMPANHE A REDE RURAL DE PODCASTSSpotify: https://open.spotify.com/show/65JghRGLPnPT4vhSNOkjh7?si=7995dc4d17fa489bApple Podcasts: https://podcasts.apple.com/br/podcast/rede-rural-de-podcasts/id1467853035 E-MAILSe você tem alguma sugestão de pauta, reclamação ou dúvida, envie um e-mail para contato@agroresenha.com.br FICHA TÉCNICAApresentação: Paulo OzakiProdução: Agro ResenhaConvidada: Yara SuñéEdição: Senhor A - https://editorsenhor-a.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Notícias Agrícolas - Podcasts
Embrapa vai apresentar protocolo para produção de carne de baixo carbono durante COP 30

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Nov 7, 2025 12:07


Protocolos da Embrapa para produção de Carne Baixo Carbono e Carne Carbono Neutro mostram caminhos da pecuária sustentável no Brasil

Notícias Agrícolas - Podcasts
Queda da arroba na B3 surpreende mercado e atenções se voltam para China

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Nov 7, 2025 56:43


No quadro MANEJO EFICIENTE , pesquisadora da Embrapa fala de novo protocolo para produção de Carne de Baixo Carbono que será apresentado na COP 30 . No PRODUÇÃO POR PRODUTIVIDADE , a última reportagem da série REVERTE com uma visita Fazenda Reunidas em MT, que investe R$120 milhões na conversão de áreas degradadas.

Notícias Agrícolas - Podcasts
Carne mais valorizada no atacado abre espaço para frigoríficos pagarem mais pela arroba do boi, alerta analista

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Nov 4, 2025 51:54


No quadro PRODUÇÃO X PRODUTIVIDADE, pesquisador da Embrapa fala da pecuária regenerativa e os cuidados para uma conversão eficiente de pastagens degradadas. NO HORA DO HARAS, Hermano Henning falou sobre a produção de um animal diferenciado, o craque da fazenda.

Notícias Agrícolas - Podcasts
Pecuária sustentável tem que conservar solo e produzir água, explica pesquisador

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Nov 4, 2025 16:41


Pesquisador da Embrapa explica como e quanto investir na recuperação de pastagens degradas

Notícias Agrícolas - Podcasts
Embrapa Territorial mapeia 44 Milhões de hectares de pastagens degradadas com potencial de recuperação

Notícias Agrícolas - Podcasts

Play Episode Listen Later Oct 29, 2025 7:42


Levantamento da Embrapa Territorial identifica vasto potencial para reforma de pastos, transformando áreas degradadas em "sumidouros de carbono" e posicionando o agro como protagonista em sustentabilidade.

ONU News
Agricultura sustentável promove conservação e empregos na Amazônia e no Cerrado

ONU News

Play Episode Listen Later Oct 27, 2025 5:01


Documento do Banco Mundial e Embrapa reúne evidências econômicas e traz recomendações para ampliar a adoção de sistemas agroflorestais e o de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta. 

Momento Agrícola
2025.10.25- 2 O Melhoramento Genético de Búfalos no Pará,com Bruno Soares, da UFRA.mp3

Momento Agrícola

Play Episode Listen Later Oct 25, 2025 10:41


O professor Bruno Soares, da Universidade Federal Rural da Amazônia, fala sobre a inclusão de bufalino no Programa de Melhoramento Genético da Embrapa, o Gene Plus.

Meio Ambiente
Alto potencial do cacau afasta produtores da pecuária e recupera floresta na Amazônia

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Oct 16, 2025 24:30


A disparada dos preços do cacau nos últimos anos dá o que falar na Amazônia e impulsiona um movimento tímido, porém crescente, de produtores rurais que decidem reduzir o rebanho de gado e apostar na matéria-prima do chocolate. Na economia da floresta em pé, o cacau desponta não apenas como uma alternativa promissora de renda, como pode ser vetor de recuperação de áreas desmatadas.  Lúcia Müzell, enviada especial da RFI a Marabá, Assentamento Tuerê e Altamira (Pará) Na região de Marabá, na fronteira leste do desmatamento da Amazônia no Pará, restam apenas vestígios do que um dia já foi tomado pela floresta. Dos dois lados da rodovia Transamazônica, obra faraônica do período da ditadura militar, predominam extensas áreas de pastagens para a criação de gado.   É neste contexto que culturas agrícolas alternativas à pecuária, ou pelo menos complementares, aparecem como um caminho para conter este processo de avanço da agricultura em direção à mata. O cacau é uma das que melhor se associa à floresta nativa da Amazônia.   Sob a copa de árvores como cumaru e andiroba, e com manejo adequado, a planta é mais resistente às pragas, tem maior durabilidade e dá frutos de melhor qualidade, com maior valor de mercado.  Ao contrário de outros grandes produtores mundiais, em especial na África – onde a monocultura de cacau “a pleno sol” leva ao desmatamento –, no Brasil o plantio do fruto hoje ocupa áreas já degradadas ou em consórcio com outras culturas.  O pequeno agricultor Rubens Miranda, 73 anos, chegou a Marabá aos 17 e, desde então, trabalha na roça e cria gado. Mas desde 2016, a área de pasto da sua propriedade de 27 hectares está cada vez menor – dando lugar a uma variada produção em sistema agroflorestal (SAF), da qual o cacau é estrela.  "Estou com só 25 cabeças agora. Eu tinha 70 quando eu comecei a investir no plantio", conta ele.  Produção de cacau por agricultores familiares No Pará, líder nacional no setor, mais de 80% da produção do cacau vem da agricultura familiar e 70% se desenvolve em sistemas agroflorestais como este, de acordo com um levantamento de 2022 da Embrapa Amazônia Oriental. Mas nem sempre foi assim.   Na era dourada do cacau na Bahia, que alçou o país a maior produtor mundial no século 20, a produção em monocultura empobreceu a Mata Atlântica no nordeste. As lições da história agora servem de alerta para o avanço da cultura na Amazônia.  "O que a gente vê no cacau é um exemplo de retorno de atividades agrícolas rentáveis trazendo árvores para o sistema. A gente entende que os consórcios são muito bem-vindos, fazem bem para a cultura do cacau, e são uma solução mais adequada para o que a gente está vivendo, especialmente as mudanças climáticas", indica João Eduardo Ávila, engenheiro agrônomo do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola).   O instituto é um dos que levam capacitação técnica para os pequenos agricultores não repetirem os mesmos erros do passado. "A cacauicultura tem um potencial enorme de renda para as famílias, para que elas não fiquem só dependentes da pecuária", frisa.   A cultura também exerce um papel positivo contra a crise climática: com manejo adequado e à sombra de outras árvores, tem potencial de acumular até 60 toneladas de carbono por hectare no solo, operando como sumidouro de CO2 em regiões que sofrem cada vez mais as consequências do desmatamento.   Retorno financeiro é maior, mas não imediato  Mas o cultivo do fruto exige paciência e dedicação: a safra demora cerca de quatro anos para começar, a poda é trabalhosa e, para sair pelo melhor preço, a amêndoa precisa ser fermentada. No final, o retorno financeiro compensa – o quilo é comercializado a cerca de R$ 60, podendo chegar a R$ 90, conforme a qualidade.   Os preços fazem os olhos de Rubens Miranda brilhar. Agora que consegue produzir mais no mesmo espaço de terra, ele se arrepende de, no passado, ter aberto tanta mata para criar gado. "Se fosse hoje, em uns cinco hectares eu trabalhava. Teria sido suficiente."  Organizações da sociedade civil e outras instituições, como a Embrapa e o Ministério Público, além do governo do Pará, fazem um trabalho de longo prazo para convencer os agricultores familiares a migrarem para práticas agrícolas mais sustentáveis. Os gargalos são muitos: conhecimento técnico, logística, dificuldade de acesso aos mercados e, principalmente, recursos limitados para viabilizar a transição.  "Nessa nossa região, é muito importante essa quebra de paradigmas, mostrar que é um resgate a um sistema produtivo que foi se perdendo ao longo do tempo. O monocultivo e a pecuária aqui na região é muito forte por questões históricas: aquela ideia de que você precisaria desmatar tudo para instalar um sistema novo", comenta Gilmar Lima Costa, engenheiro agrônomo do Ministério Público do Pará.  " Você vê muitas extensões de áreas degradadas justamente pela falta de manejo adequado nas pastagens. Não faz a adubação, não faz a correção do solo, não faz a divisão das pastagens e, sempre que é possível, eles adentram e fazem a abertura de uma nova área, sendo que não era necessário fazer isso."    Batalha pelo sustento do dia seguinte Os técnicos do Instituto de Desenvolvimento Florestal e Biodiversidade do Pará (Ideflor Bio) percorrem o Estado para acompanhar a transição destes agricultores e oferecer mudas de espécies nativas da Amazônia, e assim estimular a recomposição florestal. Mas Marcio Holanda, gerente do escritório regional em Carajás, reconhece que os que trabalham em SAF ainda são uma minoria.   "Hoje, com as mudanças climáticas, a gente tem que incentivar, apoiar e buscar condições, buscando parceiros, se juntando para que os sistemas agroflorestais cumpram também a missão ambiental, num processo de reflorestamento, e na questão da geração de renda desses agricultores, porque já é comprovado que é viável", afirma.  A 300 quilômetros a oeste, a organização Solidaridad busca aumentar a conscientização na região de Novo Repartimento e no Assentamento Tuerê, conhecido como o maior da América Latina. Historicamente, os assentamentos de terras registram índices superiores de desmatamento do que outras áreas da Amazônia – uma herança da campanha de ocupação da região por meio da devastação, a partir dos anos 1960.   Para grande parte dos pequenos produtores, a maioria imigrantes de outros estados do Brasil, a principal preocupação é garantir o sustento do dia seguinte, salienta Pedro Souza dos Santos, coordenador de campo da entidade.  "Isso é um desafio para nós. Quando a gente vê como era antes, o que é hoje, com o marco do Código Florestal, e o que pode ser no futuro, a gente tem que colocar tudo isso para o produtor, que antes ele não enxergava. Ele enxergava só o agora", diz. "A gente vem colocando na cabeça do produtor que ele pode produzir sem agredir, sem desmatar e que, nessa área aberta, ele pode ter o uso das tecnologias para ele avançar e ter uma produção sustentável. Mas ainda falta muito. Nós somos um pingo na Amazônia, tentando fazer essa transformação, dia após dia, ano após ano, fazendo aquela insistência, voltando lá de novo, dando acompanhamento", afirma Santos.  Cacau como ferramenta de regeneração florestal O agricultor Jackson da Silva Costa, na localidade de Rio Gelado, simboliza essas vulnerabilidades da região. Desde o ano passado, a venda da produção de gado dele está embargada por desmatamento ilegal. Para voltar ao mercado, Jackson precisará recuperar a mata que derrubou ilegalmente em 2023.   Nos seus 24 hectares de terra, ele já produz cacau há muito tempo. Agora, o aumento da área destinada ao fruto vai ser o caminho para a regularização do passivo ambiental gerado pela pecuária.  "O entendimento que a gente tem é o seguinte: 'você não pode desmatar'. Só que chega um ponto em que é assim: 'eu vou fazer aqui e depois eu vou ver o que vai dar'", relata Costa. "Eu tenho consciência de que eu fui errado e por isso eu perdi. A conta chega e não tem para onde correr. Eu vou ter que pagar o que eu devo."   Pagar o preço, para ele, significa isolar os 5 hectares desmatados e deixar a floresta se regenerar. Em consórcio, poderá plantar cacau e outros frutos compatíveis com a mata, como o açaí ou o cupuaçu.  "Esse capim aqui já não vai me servir. Eu vou deixar ele já para iniciar o processo de reflorestamento", indica, ao mostrar uma área entre o local onde ele já plantava cacau e o que restou de floresta virgem na sua propriedade. "Eu vou deixar que árvores nativas cresçam. Mas com o cultivo do cacau que vai vir, com certeza vai dar uma rentabilidade maior. E quando eu for replantar, eu já quero colocar cacau de qualidade."   Histórias de sucesso do chocolate da Amazônia  Os encontros com a equipe da Solidariedad são importantes para manter a motivação de agricultores como Jackson, em meio às dificuldades de uma vida com poucos confortos. Nas conversas, Pedro traz as histórias de sucesso de cacauicultores da região, que conquistaram até prêmios no exterior pela qualidade do chocolate produzido na Amazônia.  "O entendimento de que o produtor tem que esperar o momento certo para as amêndoas chegarem no ponto, tem que mandar uma amostra para teste e só depois vender, demora. A maioria aqui são produtores pequenos, que querem colher, processar todo o manejo rapidamente e logo vender", ressalta. "Mas quando ele faz o cacau fino, que é uma minoria muito baixa, e vende por um preço melhor, ele não quer sair mais. "   Há cerca de 10 anos, a produção do Pará superou a da Bahia, antiga líder histórica do setor no Brasil. Na região de Altamira, maior polo produtor do Estado, a fabricante Abelha Cacau transforma o produto da região não apenas em chocolate, como explora o universo de 30 derivados possíveis do cacau – mel, suco, chá, manteiga, adubo e até cerveja.   "De um quilo de cacau seco, a gente consegue extrair, em média, quase metade de manteiga, que hoje está a R$ 200. Ou seja, só esse derivado já tem mais de 100% de lucro", explica. "E se eu pego o que resta para fazer cacau em pó, vai vir mais R$ 200 o quilo. Ou seja, eu estou vendendo a R$ 60, onde eu poderia tirar 400. E se eu transformo isso em barras de chocolate, eu multiplico isso por mais dez. O valor agregado só vai escalonado".  O Brasil hoje oscila entre o sétimo e o sexto lugar entre os maiores produtores mundiais da commoditie. O setor busca recuperar posições no ranking, mas sob bases diferentes das que impulsionaram os prósperos ciclos do cacau nos séculos 19 e 20.   A meta é dobrar a produção atual e chegar ao fim da década com 400 mil toneladas por ano. "A gente está vendo que isso está acontecendo, não só a ampliação da área, mas também novas tecnologias, variedades mais produtivas existentes, adubação, orientação técnica, tecnologias de equipamentos para beneficiar as amêndoas de cacau", salienta João Ávila, coordenador do programa Cacau 2030, do Imaflora.  Um dos objetivos do programa é promover a rastreabilidade da cadeia, essencial para garantir a sustentabilidade do cacau brasileiro. "Ainda é muito incipiente, quando comparada as outras cadeias, como café, por exemplo", reconhece Ávila. "Mas a gente já tem uma cartilha com um passo a passo mais claro, para que todo mundo tenha sua participação responsável, tanto no ambiente fiscal quanto socioambiental."   * Esta é a quarta reportagem da série Caminhos para uma Amazônia sustentável, do podcast Planeta Verde. As reportagens, parcialmente financiadas pelo Imaflora, vão ao ar todas as quintas-feiras até a COP30 em Belém, em novembro. 

Notícia no Seu Tempo
Militares fizeram obra para ajudar acampamento golpista

Notícia no Seu Tempo

Play Episode Listen Later Oct 13, 2025 7:56


No podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, confira em áudio as principais notícias da edição impressa do jornal ‘O Estado de S.Paulo’ desta segunda-feira (13/10/2025): Militares do Exército fizeram obras de terraplenagem para facilitar a instalação do acampamento golpista na frente do QG em Brasília, no fim de 2022, após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) nas eleições. A movimentação de uma retroescavadeira e de um caminhão da Força foi registrada em vídeos obtidos por Aguirre Talento. A informação ainda não havia aparecido nas investigações do caso. Os registros, feitos pelo jornalista Wellington Macedo, integrante do acampamento e preso preventivamente por ordem do STF, indicam que os militares tiveram participação mais ativa no acampamento do que mostraram as investigações da Polícia Federal. Procurado, o Exército afirmou que a ação foi necessária para realizar a manutenção do local e corrigir o acúmulo de lama. E mais: Economia: Dívidas e crise fiscal deixam economia global em alerta Internacional: Hamas exige soltura de líderes horas antes de iniciar libertação de reféns Metrópole: Plano Clima desagrada ao agro e cria mais tensão pré-COPSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Meio Ambiente
COP30: Nas comunidades tradicionais amazônicas, clima mais quente já assusta e mobiliza adaptação

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Oct 9, 2025 23:22


A viagem é longa até a Terra Indígena Koatinemo: de Altamira, no coração do Pará, são mais três horas de "voadeira" pelo rio Xingu até chegar à casa do povo asurini, que acaba de comemorar meio século de contato com as populações urbanas "brancas". De lá para cá, o povo indígena resiste às pressões de invasores de terra, do desmatamento e do garimpo ilegal. Agora, faz frente a uma nova e poderosa ameaça: um clima cada vez mais quente.  Lúcia Müzell, enviada especial da RFI à Terra Indígena Koatinemo (Pará) Em 2024, pela primeira vez, a seca recorde na Amazônia quebrou a safra da castanha, base da alimentação tradicional e carro-chefe da produção comercializada por populações indígenas, ribeirinhas e extrativistas da região. "Acho que passou uns três, quatro meses sem pingar uma gota de chuva. O verão castigou o nosso castanhal e não teve frutos”, relembra o cacique Kwain Asurini, na aldeia Ita'aka, com pouco menos de 400 habitantes. "A gente também está sentindo essa mudança climática aqui, mesmo sendo a floresta. A floresta sente que o aquecimento está, cada vez mais, prejudicando a própria floresta.”   Sem água, os ouriços no alto de uma das árvores mais emblemáticas da Amazônia, a castanheira, não se desenvolveram, e eles caíram na terra vazios. A castanha é um dos produtos da floresta mais sensíveis ao calor, diferentemente de outros frutos, como o açaí. Milhares de pequenos produtores de comunidades tradicionais tiveram impacto não só na renda, como em toda a cadeia alimentar. A castanha é ingrediente para diversos pratos típicos e também é consumida por animais da floresta. Se eles não encontram o fruto, não aparecem e ficam menos acessíveis para a caça de subsistência dos povos indígenas.  Iuri Parakanã, um dos caciques da Terra Indígena Apyterewa, descreve a situação como “um desespero” para toda a região conhecida como Terra do Meio. Ele conta que, naquele ano, a mandioca também não cresceu como deveria.  "A floresta fala com os indígenas, e nós transmitimos a fala da natureza para o mundo saber o que está acontecendo, o que a natureza está sentindo. Estamos preocupados não somente com o nosso bem viver, mas também com os animais, que estão aqui na floresta e sentem isso”, salienta. "Tudo que plantamos morreu, por causa da quentura." Aquecimento pode chegar a 6°C em 2100 Já faz mais de 40 anos que o respeitado climatologista Carlos Nobre alerta sobre o risco de aumento desta “quentura” que Iuri Parakanã agora sente na Amazônia. Prêmio Nobel da Paz junto com os cientistas do Painel de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), Nobre afirma que os registros históricos da Amazônia apontavam para uma seca severa a cada 20 anos, em média. Nas últimas duas décadas, porém, quatro episódios graves de estiagem já ocorreram.  Pior: os dois últimos se repetiram em dois anos consecutivos, 2023 e 2024 – quando o bioma teve a mais forte seca já registrada. "Mesmo que não tivesse nenhum fogo de origem humana, ainda assim seria muito difícil para a floresta se recompor. Quando tem uma seca muito forte, são quatro ou cinco anos para começar a recompor”, explica. "Mas aí vem uma outra seca, então, o que está acontecendo é que com essas quatro secas muito fortes, aumentou demais a área degradada na Amazônia." Estudos mostram que 40% da Amazônia já estão em algum estágio de degradação. A temperatura na região tem aumentado de 0,3°C a 0,4°C por década, havendo projeções que apontam para uma alta de até 6°C até 2100, no cenário de altas emissões de gases de efeito estufa, em comparação aos níveis pré-industriais. Na Terra Indígena Koatinemo, a adaptação às mudanças climáticas foi um dos tópicos mais debatidos na 10ª edição da Semana do Extrativismo (Semex), realizada em maio. Representantes de dezenas de comunidades tradicionais relataram o impacto da seca nos seus plantios de subsistência. "Os cacaus secaram, os rios e igarapés secaram e os animais sentiram. Os rios também secaram além do normal. Os peixes diminuíram muito”, disse Kremoro Xikrin, que veio do território de Trincheira Bacajá para o encontro.  Carlos Nobre e o risco de colapso da floresta Enquanto isso, em volta da floresta protegida, o desmatamento continua – diminuindo a resiliência da mata para um clima em mutação. “A intenção deles é só fazer capim e pasto para o gado. Não plantam mais um pé de mandioca. Não plantam milho, não plantam feijão, não plantam um arroz”, diz o pequeno agricultor Joilton Moreira, ao contar sobre a pressão da ampliação das terras por grandes fazendeiros em torno da Comunidade Santa Fé, em Uruará, onde ele vive.   Em 1990, um grupo de cientistas coordenados por Carlos Nobre advertiu, pela primeira vez, sobre o risco de a Amazônia atingir “um ponto de não retorno” causado pelas mudanças climáticas e à degradação – ou seja, de a floresta não conseguir mais se regenerar ao seu estado original. O aumento do desmatamento e dos incêndios é fatal para esta tendência. “Tem a seca do aquecimento global e aí fica mais seco ainda por causa do desmatamento, e muito mais quente. A temperatura ali às vezes aumenta mais de 2ºC do que vem de uma onda de calor na região, comparando com uma região que não tem nada de desmatamento”, salienta. "A floresta recicla muito bem a água, baixa a temperatura e às vezes até aumenta a chuva. Mas quando você tem superáreas desmatadas, diminui tanto a reciclagem de água que aumenta a temperatura e você tem menos chuva.” Outro complicador são as queimadas, em alta no bioma. Não mais do que 5% dos incêndios ocorrem por descargas elétricas, ou seja, por causas naturais como raios, assegura Nobre. "Não é natural. Os incêndios explodiram e mais de 95% são de origem humana. Aí vem um outro fator de degradação enorme da floresta: tivemos, no ano passado, a maior área degradada na Amazônia, porque teve muito incêndio”, ressalta. "E como tinha o recorde de seca e de onda de calor, a vegetação ficou muito inflamável, aumentando muito a propagação do fogo.” Populações locais se organizam para se adaptar Nas comunidades tradicionais, a escala de produção na floresta se dá pela união dos povos, e não pelo desmatamento e a monocultura. A castanha, comum na região do Xingu, conectou a Rede da Terra do Meio, uma articulação de povos indígenas, ribeirinhos, extrativistas e da agricultura familiar que, a partir dos seus conhecimentos de manejo florestal, busca impulsionar a comercialização do excedente da produção nos territórios.  A quebra da safra da castanha em 2024 e a provável repetição do drama no futuro aceleram os projetos de diversificação produtiva da rede. Uma das ideias é planejar estoques de outros produtos menos sensíveis ao clima, como o babaçu.  "Não vai dar para cruzar os braços agora e dizer que foi esse ano e, no outro, não vai ser. A gente sabe que sempre vai ter esses problemas, então a rede serve para observar, para tomar cuidado e a gente se organizar para fugir dessas situações”, afirma Francisco de Assis Porto de Oliveira, da reserva extrativista do rio Iriri e presidente da Rede Terra do Meio. “Quando fala de renda, a gente tem que ter muito cuidado, porque se deixarmos para cuidar do problema depois de ele ser identificado, pode ser muito tarde." A rede tem pressionado para que os produtos da floresta sejam cobertos por seguros climáticos, a exemplo dos que beneficiam monoculturas como a soja ou milho. Novas dificuldades surgiram, como o aumento das pragas nas roças e o impacto no transporte, majoritariamente fluvial. Com os rios mais secos, o acesso das comunidades tradicionais a políticas públicas também é prejudicado. Duas delas têm buscado ampliar a participação de indígenas, extrativistas e pequenos agricultores: o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Cada vez mais, as escolas nas comunidades locais oferecem merenda com ingredientes tradicionais, dando um impulso importante à diversificação produtiva nos territórios. Atualmente, 87 produtos da floresta foram integrados à cesta do PAA. "O próprio Estado não conhecia esses alimentos, e a gente precisou provar que eles existem. A gente precisou vir no campo, coletar o cacauí e levar par ao pessoal da Conab, que só conhecia o cacau”, observa Marcio Luiz Silva Souza, engenheiro florestal e técnico da Rede Terra do Meio. “Tem o uxi, uma fruta muito boa que tem em vários territórios e o pessoal não conhecia, a golosa, uma fruta muito saborosa. Palmito de babaçu, tucum, inajá, piqui, cajá. Várias frutas da natureza”, exemplifica. Coleta de sementes contribui para reflorestamento Novas parcerias comerciais impulsionam a diversificação. A produção de sementes, por exemplo, representa um potencial ainda pouco explorado pelas comunidades da floresta. "A gente está num ano de COP, está se falando de mudanças climáticas, de recompor a floresta que já foi destruída. Todos os territórios estão coletando e disponibilizando suas sementes”, continua Souza. Espécies conhecidas e valorizadas, como a castanha e a seringa, já estão consolidadas, mas a demanda por diversidade de sementes nativas tende a crescer para atender a obrigações de reflorestamento por grandes empresas ou empreendimentos, que possuem passivos ambientais. “A gente vai comprar ipê, jatobá, várias favas cabulosas que ninguém nunca observou porque não existia interesse econômico por elas. Com este estímulo do reflorestamento, a gente vai poder incluir segmentos da população brasileira que estão completamente isolados: pequenos produtores rurais muito vulneráveis, comunidades tradicionais, quilombolas, ribeirinhas, indígenas, que moram na floresta e estão longe dos grandes centros econômicos”, afirma Marie de Lassus, diretora de suprimentos da Morfo. A empresa é especializada em restauração de florestas nativas no Brasil e faz a ponte entre a demanda crescente e os coletores de sementes, usadas na recuperação de áreas desmatadas ou degradadas. “Eles mesmos estão começando a entender que existe potencialmente um mercado. Eu recebi sementes deles e a gente já plantou em Santarém, ano passado, num projeto experimental com Embrapa”, indica de Lassus. COP30 e o papel das comunidades tradicionais contra a crise climática Ao colaborar para o reflorestamento, a cadeia das sementes também contribui para o enfrentamento da crise climática. A meta do Brasil é recuperar 12 milhões de hectares de floresta em todo o país, até 2030. Projetos como este estarão em destaque na Conferência do Clima de Belém (COP30), em novembro. Promover sistemas de produção e alimentares que transformam floresta em floresta é investir em um programa climático, avalia Jefferson Straatmann, facilitador de Economias da Sociobiodiversidade do Instituto Socioambiental (ISA).   “Essas conferências, a partir da Rio 92, trouxeram para a sociedade a importância dessa questão, que foi se desdobrando na criação dos territórios tradicionais, em cobrança entre os países para que algo fosse feito. Se a gente não tivesse as conferências da ONU para ter essa troca, muito provavelmente cada país estaria agindo ao seu total entendimento”, analisa. “A gente tem uma crise que é planetária. A COP ser na Amazônia eu acho que traz essa possibilidade de um olhar para esses povos e para seus modos de vida, para suas economias, como um caminho futuro. Não precisa ser igual, não vai ser igual. Mas tem referências que a gente precisa buscar para construir um novo caminho de sociedade”, espera Straatmann.  * Esta é a terceira reportagem da série Caminhos para uma Amazônia sustentável, do podcast Planeta Verde. As reportagens, parcialmente financiadas pelo Imaflora, vão ao ar todas as quintas-feiras até a COP30 em Belém, em novembro. 

Meio Ambiente
Amazônia: a equação delicada entre preservação e combate à pobreza

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Oct 2, 2025 36:25


A realização da próxima Conferência do Clima da ONU em Belém do Pará (COP30) aproximará, pela primeira vez, os líderes globais de uma realidade complexa: a de que a preservação ambiental só vai acontecer se garantir renda para as populações locais. Conforme o IBGE, mais de um terço (36%) dos 28 milhões habitantes da Amazônia Legal estão na pobreza, um índice superior à média nacional. Lúcia Müzell, enviada especial da RFI a Belém e Terra Santa (Pará) Ao longo de décadas de ocupação pela agricultura, mineração e extração de madeira, incentivadas pelo Estado, instalou-se na região o imaginário de que a prosperidade passa pelo desmatamento. O desafio hoje é inverter esta lógica: promover políticas que façam a floresta em pé ter mais valor do que derrubada.    Os especialistas em preservação alertam há décadas que uma das chaves para a proteção da floresta é o manejo sustentável dos seus recursos naturais, com a inclusão das comunidades locais nessa bioeconomia. Praticamente 50% do bioma amazônico está sob Unidades de Conservação do governo federal, que podem ser Áreas de Proteção Permanente ou com uso sustentável autorizado e regulamentado, como o das concessões florestais.  A cadeia da devastação começa pelo roubo de madeira. Depois, vem o desmatamento da área e a conversão para outros usos, como a pecuária. A ideia da concessão florestal é “ceder” territórios sob forte pressão de invasões para empresas privadas administrarem, à condição de gerarem o menor impacto possível na floresta e seus ecossistemas.   Essa solução surgiu em 2006 na tentativa de frear a disparada da devastação no Brasil, principalmente em áreas públicas federais, onde o governo havia perdido o controle das atividades ilegais. A ideia central é que a atuação de uma empresa nessas regiões, de difícil acesso, contribua para preservar o conjunto de uma grande área de floresta, e movimente a economia local. Os contratos duram 40 anos e incluem uma série de regras e obrigações socioambientais, com o aval do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). A madeira então recebe um selo de sustentabilidade emitido por organismos reconhecidos internacionalmente – o principal deles é o FSC (Forest Stewardship Council).  Atualmente, 23 concessões florestais estão em operação pelo país. "Qualquer intervenção na floresta gera algum impacto. Mas com a regulamentação do manejo florestal e quando ele é bem feito em campo, você minimiza os impactos, porque a floresta tropical tem um poder de regeneração e crescimento muito grandes”, explica Leonardo Sobral, diretor da área de Florestas e Restauração do Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola), parceiro do FSC no Brasil.     "O que a gente observa, principalmente através de imagens de satélite, é que em algumas regiões que são muito pressionadas e que têm muito desmatamento no entorno, a única área de floresta que restou são florestas que estão sob concessão. Na Amazônia florestal sobre pressão, que é onde está concentrada a atividade ilegal predatória, existem florestas que estão na iminência de serem desmatadas. É onde entendemos que as concessões precisam acontecer, para ela valer mais em pé do que derrubada”, complementa.  Manejo florestal em Terra Santa Na região do Pará onde a mata é mais preservada, no oeste do Estado, a madeireira Ebata é a principal beneficiada de uma concessão em vigor na Floresta Nacional de Saracá-Taquera, entre os municípios de Oriximiná, Faro e Terra Santa. Numa área de 30 mil hectares, todas as árvores de interesse comercial e protegidas foram catalogadas. Para cada espécie, um volume máximo de unidades pode ser extraído por ano – em média, 30 metros cúbicos de madeira por hectare, o que corresponde a 3 a 6 árvores em um espaço equivalente a um campo de futebol. A floresta foi dividida em 30 “pedaços” e, a cada ano, uma área diferente é explorada, enquanto as demais devem permanecer intocadas.   O plano prevê que, três décadas após uma extração, a fatia terá se regenerado naturalmente. "Para atividades extrativistas como madeira, a castanha do Brasil ou outros produtos que vem da floresta, a gente depende que ela continue sendo floresta”, afirma Leônidas Dahás, diretor de Meio Ambiente e Produtos Florestais da empresa. "Se em um ano, a minha empresa extrair errado, derrubar mais do que ela pode, eu não vou ter no ano que vem. Daqui a 30 anos, eu também não vou ter madeira, então eu dependo que a floresta continue existindo.”   Estado incapaz de fiscalizar Unidades de Conservação A atuação da empresa é fiscalizada presencialmente ou via satélite. A movimentação da madeira também é controlada – cada tora é registrada e os seus deslocamentos devem ser informados ao Serviço Florestal Brasil (SFB), que administra as concessões no país.  "Uma floresta que não tem nenhum dono, qualquer um vira dono. Só a presença de alguma atividade, qualquer ela que seja, já inibe a grande parte de quem vai chegar. Quando não tem ninguém, fica fácil acontecer qualquer coisa – qualquer coisa mesmo”, observa Dahás.  A bióloga Joice Ferreira, pesquisadora na Embrapa Amazônia Oriental, se especializou no tema do desenvolvimento sustentável da região e nos impactos do manejo florestal. Num contexto de incapacidade do Estado brasileiro de monitorar todo o território e coibir as ilegalidades na Amazônia, ela vê a alternativa das concessões florestais como “promissora” – embora também estejam sujeitas a irregularidades. Os casos de fraudes na produção de madeira certificada não são raros no país.   “Você tem unidades de conservação que são enormes, então é um desafio muito grande, porque nós não temos funcionários suficientes, ou nós não temos condições de fazer esse monitoramento como deveria ser feito”, frisa. “Geralmente, você tem, em cada unidade de conservação, cinco funcionários.”  Em contrapartida do manejo sustentável, a madeireira transfere porcentagens dos lucros da comercialização da madeira para o Instituo Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o SFB, que distribuem os recursos para o Estado do Pará e os municípios que abrigam as Flonas, como são chamadas as Florestas Nacionais.   Populações no interior da Amazônia sofrem de carências básicas O dinheiro obrigatoriamente deve financiar projetos de promoção do uso responsável das florestas, conservação ambiental e melhora da gestão dos recursos naturais na região. Todo o processo é longo, mas foi assim que a cidade de Terra Santa já recebeu mais de R$ 800 mil em verbas adicionais – um aporte que faz diferença no orçamento da pequena localidade de 19 mil habitantes, onde carências graves, como saneamento básico, água encanada e acesso à luz, imperam.  "Quase 7 mil pessoas que moram na zona rural não têm tem acesso à energia elétrica, que é o básico. Outro item básico, que é o saneamento, praticamente toda a população ribeirinha e que mora em terra firme não têm acesso à água potável”, detalha a secretária municipal de Meio Ambiente, Samária Letícia Carvalho Silva. "Elas consomem água do igarapé. Quando chega num período menos chuvoso, a gente tem muita dificuldade de acesso a água, mesmo estando numa área com maior bacia de água doce do mundo. Nas áreas de várzea, enche tudo, então ficam misturados os resíduos de sanitários e eles tomam aquela mesma água. É uma situação muito grave na região.”   Com os repasses da concessão florestal, a prefeitura construiu a sede da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, distribuiu nas comunidades 50 sistemas de bombeamento de água movido a energia solar e painéis solares para o uso doméstico. A família da agente de saúde Taila Pinheiro, na localidade de Paraíso, foi uma das beneficiadas. A chegada das placas fotovoltaicas zerou um custo de mais de R$ 300 por mês que eles tinham com gerador de energia.    "Antes disso, era lamparina mesmo. Com o gerador, a gente só ligava de noite, por um período de no máximo duas horas. Era só para não jantar no escuro, porque era no combustível e nós somos humildes, né?”, conta. "A gente não conseguia ficar com a energia de dia."  A energia solar possibilitou à família ter confortos básicos da cidade: armazenar alimentos na geladeira, carregar o celular, assistir televisão. Um segundo projeto trouxe assistência técnica e material para a instalação de hortas comunitárias. A venda do excedente de hortaliças poderá ser uma nova fonte de renda para a localidade, que sobrevive da agricultura de subsistência e benefícios sociais do governo.  "A gente já trabalhava com horta, só que a gente plantava de uma maneira totalmente errada. Até misturar o adubo de maneira errada a gente fazia, por isso a gente acabava matando as nossas plantas”, observa. “A gente quer avançar, para melhorar não só a nossa alimentação, mas levar para a mesa de outras pessoas."  Acesso à água beneficia agricultura Na casa de Maria Erilda Guimarães, em Urupanã, foi o acesso mais fácil à água que foi celebrado: ela e o marido foram sorteados para receber um kit de bombeamento movido a energia solar, com o qual extraem a água do poço ou do próprio rio, com bem menos esforço braçal. No total, quase 50 quilômetros de captura de água pelo sistema foram distribuídos nas comunidades mais carentes do município.    O casal completa a renda da aposentadoria com a venda de bebidas e paçoca caseira para os visitantes no período da estação seca na Amazônia, a partir de agosto. O marido de Maria Erilda, Antônio Conte Pereira, também procura fazer serviços esporádicos – sem este complemento, os dois “passariam fome”.  "Foi um sucesso para nós, que veio mandado pelo governo, não sei bem por quem foi, pela prefeitura, não sei. Mas sei que foi muito bom”, diz Pereira. "Não serviu só para nós, serviu para muitos aqui. A gente liga para as casas, dá água para os vizinhos, que também já sofreram muito carregando água do igarapé, da beira do rio." Urupanã é uma praia de rio da região, onde o solo arenoso dificulta o plantio agrícola. No quintal de casa, os comunitários cultivam mandioca e frutas como mamão, abacaxi e caju. O bombeamento automático da água facilitou o trabalho e possibilitou ampliar o plantio de especiarias como andiroba e cumaru, valorizados pelas propriedades medicinais. "Para muitas famílias que ainda precisavam bater no poço, foi muito legal. A gente conseguiu manter as nossas plantas vivas no verão”, conta Francisco Neto de Almeida, presidente da Associação de Moradores de Urupanã, onde vivem 38 famílias.  'Fazer isso é crime?' A prefeitura reconhece: seria difícil expandir rapidamente a rede elétrica e o acesso à água sem os recursos da madeira e dos minérios da floresta – outra atividade licenciada na Flona de Saracá-Taquera é a extração de bauxita, pela Mineração Rio do Norte.    Entretanto, o vice-prefeito Lucivaldo Ribeiro Batista considera a partilha injusta: para ele, o município não se beneficia o suficiente das riquezas da “Flona”, que ocupa um quarto da superfície total de Terra Santa. Para muitos comunitários, a concessão florestal e a maior fiscalização ambiental na região estrangularam a capacidade produtiva dos pequenos agricultores.  "Existe esse conflito. Hoje, se eu pudesse dizer quais são os vilões dos moradores que estão em torno e dentro da Flona, são os órgãos de fiscalização federal, que impedem um pouco eles de produzirem”, constata ele, filiado ao Partido Renovação Democrática (PRD), de centro-direita. "E, por incrível que pareça, as comunidades que estão dentro da Flona são as que mais produzem para gente, porque é onde estão os melhores solos. Devido todos esses empecilhos que têm, a gente não consegue produzir em larga escala”, lamenta. A secretária de Meio Ambiente busca fazer um trabalho de esclarecimento da população sobre o que se pode ou não fazer nos arredores da floresta protegida. Para ela, a concessão teria o potencial de impulsionar as técnicas de manejo florestal sustentável pelas próprias comunidades dos arredores de Sacará-Taquera. Hoje, entretanto, os comunitários não participam desse ciclo virtuoso, segundo Samária Carvalho Silva.    “Eles pedem ajuda. ‘Fazer isso não é crime?'. Eles têm muito essa necessidade de apoio técnico. Dizem: 'Por que que eu não posso tirar a madeira para fazer minha casa e a madeireira pode?'", conta ela. "Falta muito uma relação entre esses órgãos e as comunidades”, avalia.    Há 11 anos, a funcionária pública Ilaíldes Bentes da Silva trabalhou no cadastramento das famílias que moravam dentro das fronteiras da Flona – que não são demarcadas por cercas, apenas por placas esparsas, em uma vasta área de 440 mil hectares. Ela lembra que centenas de famílias foram pegas de surpresa pelo aumento da fiscalização de atividades que, até então, eram comuns na região.  "Tem muita gente aqui que vive da madeira, mas a maioria dessas madeiras eram tiradas ilegalmente. Com o recadastramento, muitas famílias pararam”, recorda-se. “Para as pessoas que vivem dessa renda, foi meio difícil aceitar, porque é difícil viver de farinha, de tucumã, de castanha e outras coisas colhidas nessa região do Pará.” Kelyson Rodrigues da Silva, marido de Ilaíldes, acrescenta que “até para fazer roça tinha que pedir permissão para derrubar” a mata. “Hoje, eu entendo, mas tem gente que ainda não entende. O ribeirinho, para ele fazer uma casa, tem que derrubar árvore, e às vezes no quintal deles não tem. Então eles vão tirar de onde?”, comenta. “Quando vem a fiscalização, não tem como explicar, não tem documento.” Espalhar o manejo sustentável A ecóloga Joice Ferreira, da Embrapa, salienta que para que o fim do desmatamento deixe de ser uma promessa, não bastará apenas fiscalizar e punir os desmatadores, mas sim disseminar as práticas de uso e manejo sustentável da floresta também pelas populações mais vulneráveis – um desafio de longo prazo.  “Não adianta chegar muito recurso numa comunidade se ela não está preparada para recebê-lo. Muitas vezes, as empresas chegam como se não houvesse nada ali e já não tivesse um conhecimento, mas ele existe”, ressalta. “As chances de sucesso vão ser muito maiores se as empresas chegarem interessadas em dialogar, interagir e aumentar as capacidades do que já existe. Isso é fundamental para qualquer iniciativa de manejo sustentável ter sucesso”, pontua a pesquisadora.   Um dos requisitos dos contratos de concessão florestal é que a mão de obra seja local. A madeireira Ebata reconhece que, no começo, teve dificuldades para contratar trabalhadores só da cidade, mas aos poucos a capacitação de moradores deu resultados. A empresa afirma que 90% dos empregados são de Terra Santa.  “No início da minha carreira em serraria, eu trabalhei em madeireiras que trabalhavam de forma irregular. Me sinto realizado por hoje estar numa empresa que segue as normas, segue as leis corretamente”, afirma Pablio Oliveira da Silva, gerente de produção da filial. Segundo ele, praticamente tudo nas toras é aproveitado, e os resíduos são vendidos para duas olarias que fabricam tijolos. Cerca de 10% da madeira é comercializada no próprio município ou destinada a doações para escolas, centros comunitários ou igrejas.  Na prefeitura, a secretária Samária Silva gostaria de poder ir além: para ela, a unidade de beneficiamento de madeira deveria ser na própria cidade, e não em Belém. Da capital paraense, o produto é vendido para os clientes da Ebapa, principalmente na Europa.   “O município é carente de empreendedorismo e de fontes de renda. A gente praticamente só tem a prefeitura e a mineração”, explica. “Essas madeireiras, ao invés de ter todo esse processo produtivo aqui... ‘Mas o custo é alto. A gente mora numa área isolada, só tem acesso por rios e isso tem um custo'. Mas qual é a compensação ambiental que vai ficar para o município, da floresta? Essas pessoas estão aqui vivendo, o que vai ficar para elas?”, indaga. Foco das concessões é conter o desmatamento O engenheiro florestal Leonardo Sobral, do Imaflora, constata que, de forma geral no Brasil, as comunidades locais não se sentem suficientemente incluídas nas soluções de preservação das florestas, como as concessões. Uma das razões é a falta de conhecimento sobre o que elas são, como funcionam e, principalmente, qual é o seu maior objetivo: conter o desmatamento e as atividades predatórias nas Unidades de Conservação.  Em regiões carentes como no interior do Pará, esses grandes empreendimentos podem frustrar expectativas. “São problemas sociais do Brasil como um todo. Uma concessão florestal não vai conseguir endereçar todos os problemas”, salienta.    Esses desafios também simbolizam um dos aspectos mais delicados das negociações internacionais sobre as mudanças climáticas: o financiamento. Como diminuir a dependência econômica da floresta num contexto em que faltam verbas para atender às necessidades mais básicas das populações que vivem na Amazônia? Como desenvolver uma sociobioeconomia compatível com a floresta se as infraestruturas para apoiar a comercialização dos produtos não-madeireiros são tão deficientes?   “O recurso que chega do financiamento climático pode ser muito importante para fazer a conservação. Nós temos um exemplo bem claro, que é do Fundo Amazônia”, lembra Joice Ferreira. “Agora, nós temos ainda uma lição a aprender que é como fazer esse link com as comunidades locais, que têm o seu tempo próprio, os seus interesses próprios. Ainda não sabemos como fazer esse diálogo de forma justa.” Entre os projetos financiados pelo Fundo Amazônia, alguns destinam-se especificamente a melhorar as condições sociais das populações do bioma, como os programas da Fundação Amazônia Sustentável e o Sanear Amazônia.   Na COP30, em Belém, o Brasil vai oficializar uma proposta de financiamento internacional específico para a conservação das florestas tropicais do planeta, inspirada no Fundo Amazônia, mas incluindo um mecanismo de investimentos que gere dividendos. A ideia central do Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF, na sigla em inglês) é prever recursos perenes para beneficiar os países que apresentem resultados na manutenção e ampliação das áreas de mata preservadas.  “Somos constantemente cobrados por depender apenas de dinheiro público para essa proteção, mas o Fundo Florestas Tropicais para Sempre representa uma virada de chave”, disse a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva, em um evento em Nova York, em meados de setembro. “Não é doação, e sim uma iniciativa que opera com lógica de mercado. É uma nova forma de financiar a conservação, com responsabilidade compartilhada e visão de futuro", complementou a ministra. * Esta é a segunda reportagem de uma série do podcast Planeta Verde da RFI na Amazônia. As reportagens, parcialmente financiadas pelo Imaflora, vão ao ar todas as quintas-feiras até a COP30 em Belém, em novembro. 

Agro Resenha Podcast
ARP#407 - O papel da pesquisa na evolução da agricultura mato-grossense

Agro Resenha Podcast

Play Episode Listen Later Sep 21, 2025 56:03


Neste episódio do Agro Resenha Podcast, conversamos com Leandro Zancanaro, sócio da Origem e Parcerias Agrícolas, sobre a evolução do agronegócio mato-grossense. Com décadas de experiência, Leandro revela como a pesquisa agrícola de longo prazo em solos e sistemas de produção integrados transformou a produtividade do estado. Entenda como Mato Grosso se tornou o maior produtor de grãos do Brasil, impulsionado por uma visão sistêmica que integra química, física, biologia e genética do solo. O episódio destaca o melhoramento genético da soja e das segundas safras na sustentabilidade, otimizando a remoção de CO₂. Um debate sobre inovação, biotecnologia, dados e o futuro do agro, valorizando ciência e conhecimento. PARCEIROS DESTE EPISÓDIO Este episódio foi trazido até você pela SCADIAgro! A SCADIAgro trabalha diariamente com o compromisso de garantir aos produtores rurais as informações que tornem a gestão econômica e fiscal de suas propriedades mais sustentável e eficiente. Com mais de 30 anos no mercado, a empresa desenvolve soluções de gestão para produtores rurais espalhados pelo Brasil através de seu software. SCADIAgro: Simplificando a Gestão para o Produtor Rural Site: https://scadiagro.com.br/Podcast Gestão Rural: https://open.spotify.com/show/7cSnKbi7Ad3bcZV9nExfMi?si=766354cb313f4785Instagram: https://www.instagram.com/scadiagro/LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/scadiagroYouTube: https://www.youtube.com/channel/UCQxErIaU0zBkCAmFqkMohcQ Este episódio também foi trazido até você pela Nutripura Nutrição e Pastagem! A Nutripura, que tem como base valores como honestidade, qualidade e inovação nos produtos e excelência no atendimento, atua há mais de 20 anos no segmento pecuário, oferecendo os melhores produtos e serviços aos pecuaristas. Fique ligado nos artigos que saem no Blog Canivete e no podcast CaniveteCast! Com certeza é o melhor conteúdo sobre pecuária que você irá encontrar na internet. Nutripura: O produto certo, na hora certa. Site: http://www.nutripura.com.brBlog Canivete: https://www.nutripura.com.br/pub/blog-canivete/Instagram: https://www.instagram.com/nutripura/Facebook: https://www.facebook.com/Nutripura/LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/nutripura/YouTube: https://www.youtube.com/user/TvNutripura INTERAJA COM O AGRO RESENHAInstagram: http://www.instagram.com/agroresenhaTwitter: http://www.twitter.com/agroresenhaFacebook: http://www.facebook.com/agroresenhaYouTube: https://www.youtube.com/agroresenhaCanal do Telegram: https://t.me/agroresenhaCanal do WhatsApp: https://bit.ly/arp-zap-01 E-MAILSe você tem alguma sugestão de pauta, reclamação ou dúvida envie um e-mail para contato@agroresenha.com.br QUERO PATROCINARSe você deseja posicionar sua marca junto ao Agro Resenha Podcast, envie um e-mail para contato@agroresenha.com.br FICHA TÉCNICAApresentação: Paulo OzakiProdução: Agro ResenhaConvidado: Leandro ZancanaroEdição: Senhor A - https://editorsenhor-a.com.brSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Colunistas Eldorado Estadão
O Verde é Pop: Necessidade de uma Embrapa Paisagismo e Arborização

Colunistas Eldorado Estadão

Play Episode Listen Later Sep 18, 2025 9:11


Ricardo Cardim, botânico e paisagista, apresenta análises e comentários sobre a agenda verde nas cidades. Quadro vai ao ar na Rádio Eldorado às quintas, ao vivo, às 07h45, no Jornal Eldorado; e em boletins às segundas e quartas, às 12h30 e 16h.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Momento Agrícola
2025.08.16-2 O Seminário da Embrapa O Futuro da Soja no Brasil, com Alexandre Nepomuceno

Momento Agrícola

Play Episode Listen Later Aug 15, 2025 13:17


O Chefe Geral da Embrapa Soja, Dr. Alexandre Nepomuceno conta como será o Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja.

Café Brasil Podcast
LíderCast 380- Especial Andav - Silvia Massuhá- Embrapa

Café Brasil Podcast

Play Episode Listen Later Aug 14, 2025 30:15


Pelo segundo ano, a Andav – Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários, convidou o LÍderCast para ser o Podcast oficial do Congresso Andav. E lá fomos nós para conversas nutritivas com gente que faz acontecer. Abrindo a série temos Silvia Massruhá, que é presidente da Embrapa. Uma conversa sobre a entidade que é protagonista da transformação do Brasil em potência mundial do agronegócio. Temos, sim, muitos motivos para nos orgulharmos do agronegócio. E muitas oportunidades no horizonte. ..................................................................................................................................

Lidercast Café Brasil
LíderCast 380- Especial Andav - Silvia Massuhá- Embrapa

Lidercast Café Brasil

Play Episode Listen Later Aug 14, 2025 30:15


Pelo segundo ano, a Andav – Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários, convidou o LÍderCast para ser o Podcast oficial do Congresso Andav. E lá fomos nós para conversas nutritivas com gente que faz acontecer. Abrindo a série temos Silvia Massruhá, que é presidente da Embrapa. Uma conversa sobre a entidade que é protagonista da transformação do Brasil em potência mundial do agronegócio. Temos, sim, muitos motivos para nos orgulharmos do agronegócio. E muitas oportunidades no horizonte. ..................................................................................................................................