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De segunda a sexta-feira, dois apresentadores e repórteres da RecordTV vão se revezar no comando das entrevistas e irão receber figuras de destaque dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

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    • Mar 24, 2026 LATEST EPISODE
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    Rui Costa confirma saída da Casa Civil para disputar o Senado em 2026

    Play Episode Listen Later Mar 24, 2026 35:35


    O convidado do JR ENTREVISTA desta segunda-feira (23) é o ministro da Casa Civil, Rui Costa. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre sua saída do governo para disputar as eleições de 2026, a crise envolvendo o Banco Master, o preço dos combustíveis, a relação com caminhoneiros e o balanço de sua gestão à frente da pasta.Durante a entrevista, Rui Costa confirmou que deixará o comando da Casa Civil no próximo dia 30 de março. Segundo ele, a data marcará uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apresentação de um balanço da gestão e a formalização da transição. O ministro afirmou que não será o único a sair: até 18 integrantes do governo devem deixar seus cargos para concorrer nas eleições de 2026.Costa disse que pretende disputar uma das duas vagas ao Senado pela Bahia. Ao comentar o cenário político no estado, negou desgaste do PT e afirmou que a oposição perdeu força no interior. Ele também criticou a gestão da Prefeitura de Salvador nos últimos 16 anos, apontando falhas na oferta de creches e na educação infantil. Para o ministro, a campanha eleitoral deve se basear na comparação entre as ações do atual governo — como investimentos em habitação, crédito e prevenção de desastres — e os resultados da gestão anterior.Sobre a crise envolvendo o Banco Master, Rui Costa atribuiu a responsabilidade pela fiscalização ao Banco Central durante a gestão anterior. Ele afirmou que a autorização para a expansão da instituição financeira ocorreu após uma reversão de decisão em 2019, já sob a presidência de Roberto Campos Neto. Segundo o ministro, o banco cresceu rapidamente sem a devida supervisão.Costa destacou que a identificação de irregularidades ocorreu já no atual governo, por iniciativa de Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Lula ao Banco Central. De acordo com ele, após a constatação de inconsistências nos balanços, foram determinadas auditorias e, posteriormente, a liquidação da instituição.O ministro também comentou um encontro entre Lula e o empresário Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto. Segundo Costa, reuniões com empresários são rotineiras e, na ocasião, o presidente teria deixado claro que o governo não promove perseguições, mas também não protege quem comete irregularidades.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Ministra defende ECA Digital e critica exploração de crianças como influenciadoras

    Play Episode Listen Later Mar 19, 2026 27:55


    A convidada do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (18) é a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo. Ao jornalista Yuri Achcar, ela fala sobre a implementação do ECA Digital, o enfrentamento à violência contra a mulher e o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1.Segundo a ministra, o ECA Digital estabelece uma responsabilidade compartilhada entre famílias, Estado e plataformas digitais, superando o cenário anterior em que os pais lidavam sozinhos com os riscos da internet para crianças e adolescentes.Macaé Evaristo explicou que o ECA Digital prevê obrigações mais rígidas às empresas de tecnologia. Entre elas, a remoção de conteúdos criminosos — como exploração sexual e exposição vexatória — a partir de denúncia, sem necessidade de ordem judicial. As plataformas também deverão oferecer ferramentas de controle parental acessíveis, implementar sistemas de verificação de idade que respeitem a privacidade e adotar mecanismos para identificar e bloquear conteúdos impróprios quando o usuário for criança. O descumprimento pode gerar sanções, incluindo multas.Ao tratar dos direitos das mulheres, a ministra afirmou que o governo tem dado atenção especial às meninas, diante de indicadores preocupantes como casamentos infantis, exploração sexual, aliciamento e trabalho infantil. Ela destacou que o enfrentamento à violência exige ações integradas entre Executivo, Legislativo e Judiciário, incluindo a priorização de julgamentos, o treinamento das forças de segurança para evitar a revitimização e a efetividade de medidas protetivas, como o uso de tornozeleiras eletrônicas.Ao comentar o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1, a ministra classificou a exploração laboral como uma forma de violência e defendeu que o tema deve ser tratado como questão de direitos humanos. Segundo ela, o modelo impacta de maneira desproporcional as mulheres em empregos precarizados, que acabam sobrecarregadas pela chamada “agenda de cuidados” em seu único dia de folga.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Inmetro lança selo digital com QR Code para identificar produtos falsificados

    Play Episode Listen Later Mar 12, 2026 30:32


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (11) é o presidente do Inmetro, Márcio André Brito. À jornalista Flávia Alvarenga, ele fala sobre as novas estratégias do órgão para combater a falsificação de selos de certificação, ampliar a fiscalização de produtos e reforçar a segurança dos consumidores brasileiros.Uma das principais novidades apresentadas na entrevista é o selo digital do Inmetro, desenvolvido em parceria com a Casa da Moeda. O novo modelo possui nível de segurança semelhante ao de um passaporte e inclui um QR Code que pode ser lido pelo aplicativo “Inmetro na Palma da Mão”.Por meio do aplicativo, o consumidor consegue verificar instantaneamente se o selo é verdadeiro ou falso. A ferramenta também permite enviar denúncias com a localização do usuário, o que ajuda o órgão a criar um mapa de calor das irregularidades e direcionar operações de fiscalização.Os primeiros produtos a receberem o novo selo digital foram capacetes, extintores de incêndio e cilindros de gás natural, escolhidos por estarem diretamente ligados à segurança e por concentrarem grande número de denúncias. Segundo Brito, o cronograma de implementação já está em andamento. O prazo para adaptação dos importadores vence em março, enquanto o comércio terá até junho para se adequar. A partir de julho, todos os produtos dessas categorias deverão utilizar o novo selo digital. A meta é que toda a carteira de cerca de 600 produtos regulados pelo Inmetro esteja com o novo sistema em até cinco anos.O presidente do Inmetro reforçou que os consumidores podem encaminhar dúvidas ou denúncias ao órgão por meio das redes sociais ou da Ouvidoria, pelo telefone 0800 285 1818. Segundo ele, a participação da população é fundamental para ampliar o alcance das fiscalizações e garantir mais segurança no mercado brasileiro.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Ciro Nogueira condiciona apoio a Flávio a discurso de união nacional

    Play Episode Listen Later Mar 5, 2026 22:35


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (4) é o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI). À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre as articulações para as eleições de 2026, a possível formação da federação entre PP e União Brasil, críticas ao governo Lula, pautas prioritárias da direita, política externa e temas polêmicos como o caso do Banco Master.Ao tratar da sucessão presidencial, Nogueira afirmou que o PP tem grandes chances de apoiar uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, desde que o projeto seja voltado para a unificação do país e para um governo que dialogue com a maioria da população. Segundo ele, uma campanha restrita à “bolha bolsonarista” ou centrada apenas na defesa do legado do ex-presidente Jair Bolsonaro teria dificuldade para conquistar o eleitorado de centro. O senador avaliou que a população está cansada da polarização política e quer foco em áreas como saúde, educação e segurança pública. Ele também disse não acreditar na viabilidade de uma terceira via e afirmou que o segundo turno tende a se consolidar entre um candidato ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outro apoiado por Flávio.Sobre a relação com o governo federal, Ciro negou a existência de qualquer pacto de não agressão com Lula e garantiu que não o apoiará nas eleições no Piauí. Ele reconheceu que o presidente teve desempenho positivo em mandatos anteriores, mas avaliou que atualmente adota postura que, em sua visão, contribui para a divisão do país. Sobre a possibilidade de indicar o vice em uma eventual chapa presidencial encabeçada por Flávio Bolsonaro, o senador afirmou que o mais importante é construir um projeto vencedor e de união nacional. Ele elogiou a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e declarou que, em sua avaliação, ela poderia ter sido a vice de Jair Bolsonaro em 2022, o que teria reduzido a rejeição do ex-presidente entre o eleitorado feminino.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Relator defende acordo Mercosul-UE e critica ‘jogo político' da França

    Play Episode Listen Later Feb 26, 2026 34:50


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (25) é o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), relator do acordo entre Mercosul e União Europeia na Câmara. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre o alcance do tratado comercial, as mudanças no clima político do Congresso Nacional, o poder das plataformas digitais e a polêmica dos supersalários e “penduricalhos” no serviço público.Nesta quarta, o plenário da Câmara deu aval ao tratado, que segue para votação no Senado. Entre os benefícios econômicos do acordo, Chinaglia citou três pontos principais: ampliação do mercado consumidor, geração de empregos — afirmando que cada 1 bilhão de dólares exportado à Europa garante mais de 28 mil empregos no Brasil — e modernização da indústria nacional, que poderá importar máquinas europeias com isenção de impostos, aumentando a produtividade e reduzindo custos.O deputado ressaltou que o tratado funciona como contrapeso ao protecionismo dos Estados Unidos, reforçando o multilateralismo em um momento em que a Europa busca parceiros considerados confiáveis.O relator destacou ainda que o governo brasileiro estruturou mecanismos de defesa comercial. Caso a União Europeia taxe um produto brasileiro de forma considerada injusta, como frutas, o Brasil poderá aplicar medida equivalente, taxando produtos europeus, como vinhos, para reequilibrar a balança.Sobre a resistência de agricultores franceses, o deputado classificou os protestos como exagerados e parte de um “jogo político” por mais subsídios.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Presidente interino diz que CVM agiu antes da crise pública do Banco Master

    Play Episode Listen Later Feb 19, 2026 29:17


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (18) é o presidente interino da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), João Accioly. Ao jornalista Thiago Nolasco, ele fala sobre a atuação da autarquia no caso do Banco Master, os mecanismos das fraudes investigadas, os impactos sobre fundos de previdência e os desafios estruturais enfrentados pelo órgão regulador do mercado de capitais.Sobre o caso do Banco Master — que anteriormente se chamava Banco Máxima — o presidente interino afirmou que a atuação da CVM é anterior à crise de liquidez tornada pública. De acordo com ele, a autarquia identificou irregularidades envolvendo entidades ligadas ao grupo desde pelo menos 2019. À época, a instituição ainda não havia mudado de nome nem enfrentava questionamentos públicos sobre sua situação financeira.Accioly explicou que houve dois processos administrativos com acusação formal que resultaram na celebração de termos de compromisso — acordos em que os acusados ressarciram prejuízos aos investidores. Atualmente, segundo ele, existem mais de 20 processos relacionados ao caso em diferentes fases de investigação dentro da CVM.Durante a entrevista, o presidente interino detalhou os mecanismos das fraudes investigadas. Um deles seria a chamada “inflação de ativos”, prática que consistiria na inserção de ativos em fundos com valores muito superiores aos reais.Ele também mencionou situações em que o próprio Banco Master figurava como cotista de um fundo com ativos inflados, prática que descreveu como uma forma de aumentar artificialmente o próprio patrimônio da instituição.Outro mecanismo citado foi a criação de carteiras de crédito falsas, com empréstimos concedidos a pessoas inexistentes ou a “laranjas”, que repassavam os recursos e deixavam de pagar as dívidas, gerando receitas fictícias. Accioly ainda relatou a existência de empréstimos sem lógica econômica, como a concessão de valores milionários a empresas com faturamento irrisório, nos quais os recursos acabariam beneficiando os controladores do esquema.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Presidente da AFE Brasil aborda o uso de canetas emagrecedoras

    Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 31:31


    William Dib, presidente da AFE Brasil (Associação das Farmácias Estéreis), abordou no JR Entrevista a polêmica sobre o uso de canetas emagrecedoras em clínicas e hospitais. A associação representa farmácias de manipulação na discussão sobre substâncias para emagrecimento. Dib esclareceu que esses produtos são manipulados legalmente sob supervisão médica, reforçando a importância da orientação profissional no tratamento da obesidade.

    Wellington Dias rebate críticas a programas sociais e destaca geração de empregos

    Play Episode Listen Later Feb 5, 2026 39:25


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (4) é o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre a ampliação do programa Gás do Povo, o combate a fraudes em programas sociais, os resultados do Bolsa Família na redução da pobreza, os impactos econômicos das políticas de transferência de renda, além do cenário político para as eleições de 2026 e das ações do governo voltadas a povos indígenas e ao combate ao feminicídio.Logo no início da entrevista, Wellington Dias defendeu a ampliação do Gás do Povo, que passará de cerca de 5 milhões para mais de 15 milhões de famílias atendidas, alcançando aproximadamente 50 milhões de pessoas. O benefício cobre integralmente o valor do botijão de gás, que em algumas regiões chega a custar até R$ 150, e será pago por meio de voucher digital, inclusive para beneficiários do Bolsa Família.Wellington Dias também abordou o combate a fraudes nos programas sociais. Ele afirmou que o governo investiu na reestruturação do Cadastro Único e na integração de dados com órgãos como a CGU (Controladoria-Geral da União), o TCU (Tribunal de Contas da União), a AGU (Advocacia-Geral da União) e tribunais de contas estaduais. Esse cruzamento de informações permitiu identificar situações de irregularidade, como pessoas com alta renda recebendo benefícios, uso de CPFs falsos e registros de pessoas já falecidas.De acordo com o ministro, mais de 6 milhões de pagamentos irregulares foram cancelados. O TCU estimou que as fraudes geravam prejuízos de até R$ 4 bilhões por ano. Com a correção dessas distorções, segundo ele, foi possível incluir famílias extremamente pobres que estavam fora do sistema, sem aumento significativo do orçamento.Ao comentar os resultados do Bolsa Família, Wellington Dias afirmou que o Brasil saiu do Mapa da Fome e que mais de 20 milhões de pessoas deixaram a pobreza nos últimos anos. Desse total, 17,4 milhões teriam avançado para faixas de renda mais elevadas. O ministro ressaltou que o orçamento do programa se manteve praticamente estável, mas com maior eficiência na aplicação dos recursos.Ele rebateu críticas de que os programas sociais gerariam dependência, afirmando que o Bolsa Família não impede o trabalho formal nem o empreendedorismo. O ministro citou dados segundo os quais 98% das novas vagas de emprego no país são ocupadas por pessoas inscritas no Cadastro Único ou beneficiárias do Bolsa Família. O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Acordo Mercosul-UE é aposta de longo prazo para carne bovina do Brasil, diz dirigente

    Play Episode Listen Later Jan 22, 2026 27:43


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (21) é o presidente da Abiec (Associação Brasileira da Indústria de Carne Bovina), Roberto Perosa. À jornalista Flávia Alvarenga, ele fala sobre o desempenho recorde das exportações brasileiras de carne bovina em 2025, os desafios impostos por tarifas e salvaguardas internacionais e as perspectivas do setor para os próximos anos.Ao falar sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, Perosa avaliou o tratado de forma positiva, mas ressaltou que se trata de uma estratégia de médio e longo prazo. Ele explicou que o mercado europeu, com destaque para países como Itália, Holanda e Espanha, tem perfil voltado a cortes nobres e não é capaz de absorver o volume excedente que hoje é destinado à China ou os cortes industriais enviados aos Estados Unidos.Durante a entrevista, Perosa destacou que 2025 foi um ano histórico para a indústria da carne bovina brasileira. Segundo ele, o país exportou 3,5 milhões de toneladas, com uma receita próxima de US$ 18 bilhões, superando os números registrados em 2024. Além do volume e do faturamento, o dirigente chamou atenção para a ampliação dos mercados compradores: o Brasil passou de cerca de 150 países importadores para 177, o que, segundo ele, demonstra a confiança internacional na qualidade e no controle sanitário da carne brasileira.Ao comentar o mercado dos Estados Unidos, segundo maior destino das exportações brasileiras, Perosa explicou que o país vive um ciclo de baixa na produção interna, o menor dos últimos 80 anos, com um déficit estimado em 1,5 milhão de toneladas. Esse cenário aumentou a necessidade de importações, mas foi parcialmente afetado pelo tarifaço americano ao longo de 2025, com uma alíquota de 74,6% por cerca de três meses. De acordo com Perosa, a medida impediu que o Brasil alcançasse a meta de 400 mil toneladas exportadas aos EUA, limitando o volume a cerca de 270 mil toneladas, que acabaram sendo redirecionadas para outros mercados. Com a retirada das tarifas após negociações entre o setor privado e os governos, a expectativa é de recuperação do volume em 2026.Sobre a China, principal destino da carne bovina brasileira, o presidente da Abiec afirmou que o país asiático adotou uma medida de salvaguarda para 2026, estabelecendo um limite de 1,106 milhão de toneladas. A restrição representa uma redução de aproximadamente 35% em relação às 1,7 milhão de toneladas exportadas no ano anterior. Segundo Perosa, a medida tem caráter concorrencial e retira do mercado uma demanda equivalente a quase 3 milhões de bois, o que exige diálogo com o governo brasileiro para mitigar impactos sobre empregos e rentabilidade da cadeia produtiva.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Sarrubbo elogia novo ministro critica politização do debate sobre segurança pública

    Play Episode Listen Later Jan 16, 2026 28:42


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quinta-feira (15) é o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele faz um balanço sobre a sua atuação no cargo, a transição no Ministério da Justiça e Segurança Pública e os principais desafios para consolidar uma política nacional de segurança baseada em integração, ciência e resultados concretos. Ao comentar a saída do ex-ministro Ricardo Lewandowski, Sarrubbo afirmou que a transição foi planejada e não pegou a equipe de surpresa. De acordo com ele, Lewandowski já havia sinalizado que encerraria seu ciclo no início do ano, deixando um legado relevante tanto na justiça quanto na segurança pública

    Presidente do Serpro detalha plataforma da reforma tributária lançada pelo governo

    Play Episode Listen Later Jan 15, 2026 30:52


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (14) é o presidente do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), Wilton Mota. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre o papel estratégico da empresa pública de tecnologia da informação na digitalização do governo federal, na segurança de dados dos cidadãos e na implementação de sistemas considerados essenciais para o funcionamento do Estado brasileiro.Durante a entrevista, Mota destacou o lançamento da plataforma digital que vai operacionalizar a reforma tributária, acessível por meio do Gov.br. A ferramenta permitirá que cidadãos e empresas consultem impostos pagos, notas fiscais emitidas e valores a serem restituídos. Segundo ele, o objetivo é dar transparência ao sistema tributário e permitir que o contribuinte compreenda melhor o que paga e o que recebe do Estado.

    JR ENTREVISTA: INSS fechou brechas usadas para descontos irregulares, diz presidente

    Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 29:15


    O convidado do ⁠JR ENTREVISTA⁠ desta quarta-feira (7) é o presidente do ⁠INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Gilberto Waller. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele fala sobre a sanção de uma ⁠nova lei que proíbe descontos associativos automáticos nos benefícios previdenciários⁠, o ressarcimento de milhões de ⁠segurados vítimas de cobranças indevidas⁠, o combate a fraudes em empréstimos consignados e as mudanças na gestão do instituto.

    JR ENTREVISTA: Agro responde por 25% da economia e puxa alta do PIB em 2025, diz diretor da CNA

    Play Episode Listen Later Dec 31, 2025 29:25


    O convidado do JR ENTREVISTA desta terça-feira (30) é Maciel Silva, diretor-técnico adjunto da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre os números positivos da agropecuária brasileira, a despeito dos prejuízos causados pelas condições climáticas na região Sul do país; a inadimplência de produtores rurais e o impacto das tarifas norte-americanas a produtos brasileiros.

    Falta de engenheiros trava projetos estratégicos no Brasil, diz presidente do Confea

    Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 32:34


    O presidente do Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, Vinicius Marchese, afirmou em entrevista ao JR Entrevista que a precariedade da infraestrutura brasileira passa diretamente pela escassez de engenheiros qualificados. Segundo ele, relatórios sobre rodovias em más condições refletem não apenas falta de investimento, mas também ausência de profissionais técnicos capazes de planejar, executar e manter obras públicas. Marchese apontou queda acentuada na formação de engenheiros nos últimos anos. O número de estudantes recuou cerca de 30%, enquanto a engenharia civil perdeu mais da metade dos ingressantes. O cenário resulta em déficit estimado de 500 mil profissionais, problema que compromete projetos logísticos, ferrovias, saneamento básico e iniciativas como a rota bioceânica, considerada estratégica para reduzir custos de exportação rumo ao mercado asiático.Durante a conversa, o presidente do Confea também destacou a urgência de fortalecer equipes técnicas na administração pública. Para ele, recursos existem, porém faltam quadros especializados dentro do Estado. Marquese defendeu valorização da engenharia, mudanças na formação acadêmica e políticas públicas capazes de preparar o país para enfrentar desafios estruturais, climáticos e sociais, sob risco de perpetuar desigualdades e atrasar o desenvolvimento nacional.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Saúde vai acelerar registros para baratear canetas emagrecedoras, diz Padilha

    Play Episode Listen Later Dec 11, 2025 36:21


    O convidado do JR ENTREVISTA desta desta quarta-feira (10) é o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre novos avanços na vacinação, políticas públicas prioritárias para o SUS, tensões políticas em Brasília e avaliações sobre o cenário eleitoral de 2026.Durante a entrevista, Padilha detalhou a chegada da primeira vacina 100% brasileira contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o Ministério da Saúde. De dose única e com proteção contra os quatro sorotipos, ela será distribuída inicialmente para pessoas mais velhas — começando pelos 59 anos e descendo progressivamente para faixas etárias inferiores — além de voluntários dos testes clínicos e profissionais de saúde, especialmente da atenção primária e pronto-socorro. O Butantan prevê 9 milhões de doses no primeiro semestre do próximo ano e 30 a 35 milhões no segundo. A Anvisa deve publicar o registro definitivo ainda esta semana, e a vacinação começará em janeiro, priorizando profissionais de saúde. O ministério também manterá a vacinação internacional para adolescentes de 14 a 16 anos, que exige duas doses.Na área de medicamentos e tecnologia, o ministro afirmou que o país está acelerando o processo regulatório para ampliar a oferta de canetas emagrecedoras produzidas no Brasil. Com o fim de patentes previsto para alguns medicamentos já no próximo ano, o governo espera redução de preços. O Ministério da Saúde, segundo ele, também financia estudos para avaliar a incorporação das canetas emagrecedoras no SUS, especialmente para pacientes na fila da cirurgia bariátrica.Sobre a política em Brasília, o ministro comentou o clima em torno da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) e disse esperar uma retomada do diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que recentemente elogiou ações do governo no Amapá. Padilha afirmou que o presidente Lula sempre buscou o diálogo com os chefes dos Poderes.Ao comentar o cenário eleitoral, Padilha avaliou a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência como uma tentativa de Jair Bolsonaro manter sua influência sobre uma direita que, na visão dele, está fragmentada. Ele defendeu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve liderar uma frente ampla progressista em 2026, lembrando que o governo já inclui ministros de centro e centro-direita.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Brasil pode ter apagão mesmo com sobra de energia solar, alerta dirigente do setor

    Play Episode Listen Later Dec 4, 2025 30:38


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (3) é o presidente da ABRACE Energia, Paulo Pedrosa. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre como o alto custo da energia no Brasil tem comprometido a competitividade da indústria, pressionado a inflação e afastado o país da oportunidade de se tornar um grande produtor de bens verdes e competitivos no mercado global.Ele defendeu a necessidade de reduzir subsídios, eliminar distorções e recuperar o papel do planejamento energético, que perdeu espaço para decisões políticas.Pedrosa também destacou que o consumidor precisa de melhor informação de preços — por exemplo, aproveitando horários de energia mais barata para lavar roupas ou utilizar eletrodomésticos.O presidente da ABRACE Energia falou também sobre um paradoxo pouco conhecido do setor elétrico brasileiro: o risco de apagão causado não pela falta, mas pelo excesso de energia. Segundo ele, “por incrível que pareça”, o país vive hoje uma ameaça de desligamento generalizado decorrente do desequilíbrio provocado pela entrada massiva de energia solar, sobretudo aquela gerada por painéis instalados em residências e comércios.Pedrosa explicou que o sistema elétrico opera sob uma regra rígida: a cada segundo, a energia produzida precisa ser exatamente igual à energia consumida. Qualquer descompasso entre geração e demanda — seja por falta, seja por sobra — compromete a estabilidade. No caso da energia solar distribuída, o problema ocorre quando há sol em abundância: “há tanto painel solar na casa das pessoas” que uma quantidade enorme de energia entra de forma simultânea na rede.Nesse cenário, o sistema pode sofrer um desequilíbrio súbito, comparável, segundo o presidente da ABRACE, a “tentar engolir muita água de uma vez só”. A energia que chega é maior do que o que a rede consegue absorver, e se a diferença for muito grande, “o sistema perde o equilíbrio e cai”. Para evitar isso, o operador nacional precisa agir rapidamente, ordenando o desligamento de hidrelétricas e termoelétricas, mesmo em situações em que essas usinas seriam importantes para garantir estabilidade.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Presidente da EBC diz que big techs lucram com desinformação e pede regulação urgente

    Play Episode Listen Later Dec 3, 2025 31:41


    O convidado do JR ENTREVISTA desta terça-feira (2) é o presidente da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), Andre Basbaum. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre a missão da comunicação pública no Brasil, os desafios impostos pelas big techs, a necessidade de regulação do ambiente digital, os avanços tecnológicos da TV 3.0 e a conjuntura política no Congresso.Basbaum iniciou a entrevista explicando a missão central da EBC: garantir a todos os brasileiros o direito à comunicação, oferecendo conteúdo que contribua para o desenvolvimento do país e ajude as pessoas a melhorar de vida. Segundo ele, a comunicação pública ocupa um espaço que o setor privado muitas vezes não cobre por falta de interesse econômico, sendo decisiva para a democracia ao assegurar jornalismo profissional, diversidade e pluralidade. Sobre os desafios impostos pelas big techs, o presidente da EBC afirmou que o adversário não são as TVs abertas brasileiras, mas os “grandes conglomerados internacionais”. Segundo ele, as plataformas estrangeiras operam no país sem pagar a mesma carga tributária, sem remunerar a produção jornalística e ainda lucram com desinformação e crimes. Para Basbaum, é urgente proteger o conteúdo nacional e o audiovisual brasileiro, por meio de uma regulação clara e moderna. Ele reforçou que regulação não significa censura, mas sim organização.Basbaum alertou para os riscos da falta de regras, mencionando especialmente problemas ligados à segurança das crianças, como a adultização precoce e a circulação de conteúdos criminosos nas redes. Ele lembrou que veículos tradicionais têm responsabilidade legal e editorial, enquanto as plataformas ainda não contam com mecanismos suficientes para impedir violações graves, como crimes de pornografia.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    ‘Não vamos recuar', diz Boulos sobre embates com o Congresso

    Play Episode Listen Later Nov 29, 2025 30:41


    O convidado do JR ENTREVISTA desta sexta-feira (28) é o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre a relação do governo com o Congresso Nacional, a agenda econômica, as políticas sociais prioritárias do Planalto e os desafios políticos rumo a 2026.Logo no início da conversa, Boulos classificou como “absurda” e “vergonhosa” a derrubada de parte dos vetos do presidente Lula à lei do licenciamento ambiental. Ele afirmou que a medida representa “passar a boiada” para atender “interesses escusos”, e chamou atenção para o fato de que a decisão ocorreu menos de uma semana após o Brasil sediar a COP 30. O ministro também criticou outras ações do Congresso — como a aprovação da chamada PEC da Blindagem na Câmara (proposta posteriormente derrubada pelo Senado) e a rejeição à medida provisória alternativa ao aumento do IOF — apontando que todas fazem parte de um clima de “crise e instabilidade” entre os poderes.Apesar das tensões, Boulos disse que o governo mantém disposição para dialogar — papel que atribuiu à ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann — mas ressaltou que o Planalto não recuará de suas pautas e não cederá a “chantagens” ou “pressões”. “Acredito que possa se chegar a um bom termo, porque acho que é o que interessa para o povo brasileiro. Mas o governo não vai recuar das suas pautas. Essa ideia de estabelecer uma chantagem, uma pressão para fazer o presidente Lula recuar dos seus compromissos, isso não funcionou até aqui e não vai funcionar. O presidente Lula foi eleito por 60 milhões de brasileiros e representa a maioria do povo brasileiro. Não se pode atuar dessa forma”, afirmou. Na área econômica, o ministro destacou a aprovação unânime da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000, compromisso que, segundo ele, estava no programa de governo. Sobre indicações institucionais, o ministro avaliou que a rejeição de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) seria “fora de cogitação”, lembrando que a prerrogativa é do presidente da República e que a última rejeição ocorreu há 131 anos, no governo Floriano Peixoto. Ao comentar o cenário eleitoral de 2026, o ministro defendeu a construção de uma frente ampla em torno da reeleição de Lula e enumerou três pautas que considera fundamentais para o próximo governo: o fim da escala 6x1 de trabalho, a regulamentação dos direitos de trabalhadores de aplicativos e a taxação dos “BBBs” — bilionários, bancos e bets. Sobre a possibilidade de tarifa zero no transporte público, disse que o tema precisa de amplo estudo, já que o custeio nacional é complexo.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Senacon alerta para fraudes na Black Friday e cobra responsabilidade de plataformas

    Play Episode Listen Later Nov 27, 2025 31:21


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (26) é o secretário Nacional do Consumidor, Paulo Henrique Pereira. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre a proteção do consumidor no ambiente digital, os riscos e desafios da Black Friday, a responsabilidade das plataformas de e-commerce e as ações do governo para enfrentar problemas como bets ilegais, suplementos falsificados, superendividamento e questões envolvendo setores regulados.Durante a entrevista, Pereira destacou que a Black Friday, embora tenha se consolidado como uma data relevante para o comércio brasileiro, nasceu com uma experiência considerada “péssima”. Ele lembrou que os consumidores, nas primeiras edições, sentiam falta de descontos reais, o que levou ao apelido de “Black Fraude”, marcado pelo famoso “tudo pela metade do dobro”. Nos últimos anos, segundo ele, tanto lojistas quanto consumidores amadureceram, mas os riscos de golpes permanecem — especialmente em um mês em que o público está mais suscetível a ofertas tentadoras.O secretário detalhou as formas clássicas de fraude: preços artificialmente elevados antes da promoção, descontos falsos, fretes excessivos e links fraudulentos criados para enganar consumidores e capturar dados sensíveis, como informações de cartão de crédito. Segundo ele, enganar sobre o preço viola o direito à informação e pode gerar desde multas até a cassação do direito de exercer a atividade comercial.Pereira reforçou que todos os direitos do consumidor permanecem válidos, mesmo em compras com desconto — como o direito ao arrependimento de 7 dias e à troca ou devolução em caso de defeito. Para orientar o público, o governo criou um manual de proteção para a Black Friday, com dicas para verificar preços, fretes e links suspeitos.O secretário reforçou a importância dos canais de reclamação, como o consumidor.gov.br — fundamental para orientar políticas públicas —, além dos Procons, que classificou como fundamentais e eficientes, e de instrumentos privados de resolução de conflitos.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Presidente da Abear defende tarifa básica e vê despesas como vilões das passagens

    Play Episode Listen Later Nov 20, 2025 35:06


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (19) é o presidente da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), Juliano Noman. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre o projeto em discussão no Congresso Nacional que pretende proibir a cobrança pela bagagem de mão.Noman explicou que a criação das diferentes classes tarifárias, hoje no centro da disputa, é resultado direto da política de flexibilização de produtos, autorizada em 2017. Desde então, as empresas podem oferecer diferentes tipos de passagem no mesmo voo — com ou sem bagagem, com ou sem marcação de assento, com ou sem refeição. Essa estratégia, segundo ele, tornou-se essencial a partir de 2018, quando as companhias brasileiras passaram a competir com empresas de baixo custo que operam rotas internacionais ligadas ao Brasil.Foi nesse cenário que surgiu a tarifa básica, descrita por Noman como uma quarta opção criada para garantir competitividade. Ele frisou que é nessa modalidade, a mais barata, que não há direito à bagagem de mão no compartimento superior, mas apenas a uma mochila ou outro item pessoal, a ser colocado embaixo do assento. “O passageiro vê as quatro opções de forma muito transparente e escolhe aquela que melhor lhe convém”, destacou. “Não criou-se uma taxa específica. O que criou foi uma classe tarifária a mais, uma opção a mais para o passageiro”, acrescentou Noman.Para o presidente da Abear, o foco do debate não deveria ser restringir ou proibir o modelo, mas preservar o direito de escolha do consumidor. Ele defende que o Brasil precisa decidir qual modelo regulatório deseja: um sistema flexível, que permita ao passageiro pagar apenas pelo que consome, ou um mercado fechado, com menos opções.“O que a gente tem explicado para os parlamentares é um pouco dessa lógica. É uma discussão regulatória, se o modelo do Brasil deve ser um modelo mais flexível, que o passageiro tem quatro opções. Naquela hora e no dia que ele quer a bagagem, ele compra uma. No dia que ele não quer, ele compra outra”, comentou.Noman destacou que o principal desafio para o preço da passagem não está nas regras de bagagem, mas sim na estrutura de custos do setor. Ele lembrou que grande parte das despesas das companhias é dolarizada, citando arrendamento de aeronaves, manutenção e o próprio combustível de aviação. O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Sarrubbo diz que PL Antifacção foi ‘destruído' e critica foco em aumento de pena

    Play Episode Listen Later Nov 13, 2025 27:07


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (12) é o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo. Ao jornalista Thiago Nolasco, ele fala sobre o projeto de lei em discussão no Congresso Nacional que trata de medidas de combate às facções criminosas, o chamado PL Antifacção. Durante a entrevista, Sarrubbo fez críticas à forma como o texto foi alterado pelo relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), lamentou o abandono do projeto original elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e apontou quais medidas, na sua visão, são realmente eficazes no enfrentamento ao crime organizado.Segundo Sarrubbo, o texto apresentado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública foi construído ao longo de mais de um ano, com ampla participação das forças do SUSP (Sistema Único de Segurança Pública) — incluindo comandantes-gerais de Polícias Militares, chefes de Polícia Civil, Ministério Público e representantes da sociedade civil. Para o secretário, todo esse trabalho técnico e articulado “foi simplesmente destruído na largada”.Entre as principais críticas, Sarrubbo destacou o que considera o grande defeito do projeto atual: a junção entre o PL Antifacção e a reforma da lei antiterrorismo. Ele avaliou que equiparar facções criminosas ao terrorismo “não traz uma vírgula a mais” de eficiência prática. “Chamar de terrorismo [a facção criminosa] não traz nada de novo para aquele cidadão que está na ponta”, afirmou.O secretário também se opôs ao foco do texto no aumento de penas, que podem chegar a 40 anos de prisão. Para ele, essa é uma resposta imediata e populista, mas ineficaz.Apesar das críticas, o secretário reconheceu aspectos positivos no texto em debate. Segundo ele, o projeto preserva algumas medidas originalmente propostas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, como novas medidas cautelares, a possibilidade de intervenção em empresas usadas para lavagem de dinheiro e a criação de pessoas jurídicas fictícias para fins investigativos.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Presidente da Anfavea explica como o Brasil evitou paralisação por falta de chips

    Play Episode Listen Later Nov 6, 2025 31:05


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (5) é o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Igor Calvet. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre os desafios e as perspectivas da indústria automobilística brasileira, abordando temas que vão da crise global de semicondutores à transição para veículos eletrificados e à sustentabilidade ambiental do setor.Calvet explicou o impacto da crise global de semicondutores — os chips usados em praticamente todos os sistemas eletrônicos de um carro moderno. Segundo ele, um veículo pode conter entre 1.000 e 3.000 semicondutores, e a falta de apenas um componente pode paralisar toda a linha de produção. A situação, disse Calvet, não é de mercado, como ocorreu na pandemia, mas de natureza geopolítica, envolvendo China, Estados Unidos e Europa.A Anfavea atuou junto ao governo brasileiro, especialmente com o vice-presidente Geraldo Alckmin, e ao governo chinês, para viabilizar licenças especiais que garantam o fornecimento de chips ao país. “Nós pedimos ao governo brasileiro que abrisse um canal de diálogo com o governo chinês. Ao mesmo tempo, a Anfavea, que representa todas as montadoras instaladas aqui no Brasil, também abriu esse canal de contato com o governo chinês. E hoje nós podemos dizer que fomos, sim, bem-sucedidos, porque o governo chinês analisará individualmente cada um dos casos e poderá conceder licenças especiais para as empresas puderem importar esses chips aqui para o Brasil”, comentou.Questionado sobre o aumento dos preços dos veículos 0 km, Calvet destacou que o encarecimento não se deve apenas à inflação, mas a uma soma de fatores estruturais. A mudança no perfil do consumidor, que passou a preferir SUVs — mais caros e complexos —, o custo das novas exigências de segurança e emissões e o alto peso dos impostos, que representam entre 40% e 45% do valor final, explicam a escalada. Ainda assim, o mercado se mantém aquecido, com crescimento projetado acima de 5% em 2025.Sobre a reforma tributária, o presidente da Anfavea expressou preocupação com a falta de previsibilidade. Embora elogie a simplificação do sistema, Calvet alertou para os riscos do imposto seletivo sobre veículos e da indefinição da alíquota do novo tributo (IBS/CBS), estimada entre 26,5% e 28,5%.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    ‘Estávamos com o sistema de previdência aberto a roubo', diz relator da CPMI do INSS

    Play Episode Listen Later Oct 30, 2025 25:10


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (29) é o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL). À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), da qual é relator. Também comenta a Operação Contenção, realizada nessa terça-feira (28) pelas forças de segurança do Rio de Janeiro nos complexos do Alemão e da Penha. A ação resultou em ao menos 119 mortes.Instalada em 20 de agosto, a CPMI do INSS investiga um esquema de descontos ilegais em benefícios de segurados do Instituto. Gaspar afirma que a comissão está na primeira fase dos trabalhos. "Estamos na apuração do roubo bilionário — mais de R$ 6 bilhões de reais, de quase 9 milhões de aposentados e pensionistas. E, quando acabarmos essa etapa, iremos para a segunda linha de investigação, os desvios dos empréstimos consignados que envolvem diretamente instituições financeiras", declara. O relator ressalta que o esquema de desvios não tem cor partidária, pois, segundo ele, há décadas, não há fiscalização sobre a atuação de entidades associativas e financeiras em relação a beneficiários do INSS. "Desde 1993, 1994, quando começou a questão do acordo de cooperação técnica entre o Estado brasileiro e a Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura); e de 2003, quando começou a questão dos descontos e empréstimos consignados, nunca tinha havido fiscalização. Ou seja, eram as entidades e os bancos que diziam o valor e de quem descontar”, detalha o deputado. Na entrevista, Alfredo Gaspar — ex-promotor de Justiça e ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas — também defende a megaoperação realizada por agentes de segurança na Zona Norte do RJ. Para ele, “havia a necessidade do embate”. "Não dá para o RJ ser um local para abrigar criminosos. Morreu muita gente envolvida em criminalidade, que já matou também nos tribunais de crime das organizações criminosas milhares de pessoas. Prefiro 1 milhão de bandidos mortos do que um policial de bem tombado pelas mãos assassinas da criminalidade", diz. O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    ‘Mais de 90% das ações contra cias aéreas estão no Brasil', diz presidente da Anac

    Play Episode Listen Later Oct 23, 2025 33:44


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (22) é o diretor-presidente da Anac (Agência Nacional de aviação Civil), Tiago Faierstein. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre o custo das passagens aéreas, o trabalho para aumentar a oferta de voos e a escassez de recursos enfrentada pela agência. Empossado na Anac no último dia 17 de setembro, Faierstein destaca que 60% dos valores de passagens aéreas praticados no país sofrem influência do dólar. "Isso a Anac não consegue controlar. Mas consegue ajudar nos outros 40%, procurando aumentar a oferta de assentos, ou atraindo novas companhias aéreas, ou ajudando as atuais a terem mais aeronaves, mais malhas, mais rotas. Estamos conversando bastante com o setor para que a gente amplie essa oferta de assentos e tenha uma redução do custo da passagem", garante, ressaltando que as empresas do setor ainda enfrentam consequências da pandemia de Covid-19. "O mercado de aeronaves, peças, manutenção, ainda não recuperou a capacidade de atendimento. Muitas aeronaves de companhias aéreas aqui do Brasil estão em solo, aguardando em filas para manutenção. Além disso, a gente tem três companhias no Brasil, e as três ou passaram ou estão passando por um processo de recuperação judicial", observa. Esse cenário, segundo o diretor-presidente, contribui para o alto custo das passagens, que também sofre influência do que Faierstein classifica como “indústria de judicialização”. "Mais de 90% das ações judiciais contra companhias aéreas no mundo estão no Brasil, sendo que nós respondemos apenas por 3% do tráfego aéreo mundial. As companhias aéreas têm custos bilionários por ano com essa judicialização alta. Hoje, tem escritórios de advocacia que esperam um passageiro na porta do avião para pegar uma procuração e entrar com um processo judicial. Isso se reflete no custo da passagem."Outro aspecto abordado na entrevista é a falta de recursos enfrentada pela Anac. Segundo Faierstein, a agência tem 30% do orçamento que tinha em 2015. "Precisamos urgentemente recompor o orçamento, porque pouco orçamento para a Anac significa menos fiscalização. E estávamos com provas de pilotos suspensas e provas de comissários também suspensas por quase um ano. Agora, em outubro, vamos voltar à prova de comissários de voo", relata. "A gente já está conversando com o governo, já está tendo ajuda do Ministério de Portos e Aeroportos, do ministro Silvio Costa Filho. Ele fez um aporte financeiro na agência neste ano para poder ajudar", conta. O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Alckmin defende exploração de petróleo e diz que decisão não podia esperar a COP

    Play Episode Listen Later Oct 22, 2025 35:19


    O convidado do JR ENTREVISTA desta terça-feira (21) é o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre a possível conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump na Ásia, a COP30 e a recente viagem que fez à Índia em busca de novas mercados.Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin se diz otimista com a possibilidade de uma possível conversa entre Lula e Trump, na Malásia. “A conversa por telefone do presidente Lula com o presidente Trump foi muito positiva. O encontro também na ONU, em Nova York. O próprio Trump falou que deu uma boa química. Eu, que fui professor de cursinho de química orgânica, [digo] que a química acelera os processos", diz. O encontro entre os presidentes está previsto para o próximo domingo (26), mas Alckmin ressalta que as negociações para diminuir tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros já estão em andamento. "Já tem tido retirada de produtos [do rol dos taxados]. Só a celulose, que é 4% do que nós exportamos para os Estados Unidos, zerou um mês atrás. Há 15 dias, tirou madeira macia e cerrada, e alguns tipos de móveis. Acho que tem espaço. Não tem como dizer uma data firme [para acabar com o tarifaço], porque isso depende dos dois lados", salienta. Na entrevista, Alckmin comenta sobre a importância da COP30 não só para os países se comprometerem a diminuir o aquecimento global, mas para novas perspectivas de investimento. "A COP traz muita oportunidade de investimento. E o Brasil tem as melhores condições do mundo. Temos a matriz elétrica mais limpa, 80% da nossa energia elétrica é renovável. Temos a maior floresta tropical do mundo, que é a amazônica. E quem tem 30% de álcool na gasolina? Ninguém tem no mundo, só o Brasil", destaca. A despeito de críticas que o governo recebeu nessa segunda-feira (20), após o Ibama autorizar a Petrobras a explorar petróleo na Margem Equatorial, a menos de um mês da COP30, Alckmin afirma que o anúncio foi feito após 5 anos de estudos. "Estamos fazendo uma transição com várias rotas tecnológicas. Mas você não faz uma transição em 5, 10 anos. Então, o Brasil poderia amanhã não ter mais reservas e ter que comprar petróleo. Não tem sentido. Ele vai ajudar a transição energética. Essa é a grande realidade. Aí falam que devia ter esperado a COP. Não, não é correto, porque o Ibama tomou todas as medidas que precisava tomar. Levou 5 anos", afirma. O presidente em exercício também aborda a recente viagem que fez à Índia, na companhia de empresários brasileiros de diversos setores, em busca de oportunidades de negócios. Entre as medidas anunciadas, está a abertura de um escritório da Embraer no país asiático. "A Índia hoje é a maior população do mundo — 1,4 bilhão de pessoas. A Embraer fez uma associação com uma empresa indiana para fabricar avião lá. E ela é um dos grandes países do mundo, um país continental. Então, precisaria de aviação regional", conta. O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    ‘Nosso negócio deixou de ser uma commodity', diz líder das empresas de ônibus

    Play Episode Listen Later Oct 16, 2025 27:27


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (15) é o presidente da Abrati (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros), Paulo Porto. À jornalista Natalie Machado, ele fala sobre a preponderância do transporte rodoviário no Brasil, a segurança e a competitividade surgidas a partir de novas regulações e os benefícios desse modal em relação ao setor aéreo.

    ‘Irmão de Lula nunca recebeu um centavo', diz Paulo Pimenta sobre fraude no INSS

    Play Episode Listen Later Oct 11, 2025 28:13


    O convidado do JR ENTREVISTA desta sexta-feira (10) é o deputado federal Paulo Pimenta (PT- RS). Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre a CPMI do INSS, a recente derrota do governo na Câmara com relação à proposta alternativa ao aumento do IOF e o projeto da anistia aos envolvidos nos atos do 8 de Janeiro.Ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Pimenta ressalta que a orientação do presidente Lula para a CPMI do INSS é ser "implacável na investigação". Em abril deste ano, a Polícia Federal e a CGU (Controladoria-Geral da União) deflagraram a primeira fase da Operação Sem Desconto para combater um esquema de descontos feitos por associações sem autorização de aposentados e pensionistas. "Desde o início, o presidente Lula tomou a decisão de a gente ser implacável na investigação e apurar quem promoveu esse roubo. Em segundo lugar, [Lula quer] garantir que o dinheiro roubado seja devolvido. Isso está sendo feito. Já devolvemos para quase 3 milhões de aposentados e aposentadas", afirma.Um dos alvos da Operação Sem Desconto é o Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical), que tem como vice-presidente José Ferreira da Silva, conhecido por Frei Chico, irmão do presidente Lula."Com relação ao irmão do presidente Lula, essa é a maior fake news que a oposição tenta criar. Ele não tem função administrativa, financeira, nunca teve. Nunca teve contrato, nunca recebeu um centavo", frisa Pimenta. O deputado também comenta a derrota do governo na Câmara com a derrubada da MP alternativa ao aumento do IOF. Por 251 votos a favor e 193 contrários, a Casa aprovou, na última quarta-feira (8), a retirada de pauta da medida, o que provocou a perda da validade dela. "Eu acho que a oposição errou de novo, porque ela vota contra uma medida que tem grande apelo popular, que é cobrar imposto de quem não paga", observa Pimenta, ressaltando que o governo estuda medidas para compensar a falta de arrecadação. Outro ponto abordado na entrevista é o projeto da anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro. O relator do texto, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), disse nesta semana que espera votar a proposta na próxima terça-feira (14). Para Pimenta, não há possibilidade de uma anistia ampla e irrestrita ser aprovada. "Chance zero. Nem o relator vai propor a anistia. O que ele está tentando construir é um projeto de redução de penas. Mas, sinceramente, mesmo o projeto da dosimetria hoje tem muita dificuldade, porque os bolsonaristas mais radicais não aceitam", salienta.O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Dweck diz que estabilidade do servidor é inegociável em reforma administrativa

    Play Episode Listen Later Oct 9, 2025 17:02


    A convidada do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (8) é a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. À jornalista Tainá Farfan, ela fala sobre a reforma administrativa e o trabalho do MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos) para redefinir e redistribuir de cargos em prol de serviços mais eficientes.Em pauta na Câmara dos Deputados, o texto da reforma administrativa, elaborado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), está começando a ser analisado pelo governo. Segundo a ministra, há pontos de intercessão, como o combate aos chamados "supersalários", por exemplo. "No Executivo, a gente já tem tentado enfrentar isso. Tanto eu quanto o ministro Haddad e a ministra Simone temos falado sobre isso", comenta. Por outro lado, conforme Dweck, há tópicos inegociáveis para o governo, como a retirada da estabilidade do servidor público. "A gente defende estabilidade não pelo servidor, mas pelo Estado brasileiro. A estabilidade torna o servidor mais diligente. Ele tem medo porque, se ele fizer algum mal feito, vai perder o emprego", ressalta. A estabilidade, segundo a ministra, também protege o servidor de perseguições políticas. "Ele pode denunciar coisas erradas e continuar a fazer aquilo que tem que fazer. A estabilidade é uma proteção do Estado brasileiro. Então, para a gente, isso é inegociável realmente."Na entrevista, Dweck comenta que o MGI tem feito mudanças importantes para aumentar a eficiência da administração pública, como “transversalizar” carreiras, ou seja, torná-las mais amplas e, ao mesmo tempo, adequadas às necessidades de cada setor."Aqui no ministério, a gente fez já muitas ações, algumas legislativas, outras infralegais. A gente começou a fazer o chamado dimensionamento da força de trabalho, que é tentar olhar e falar qual é a força de trabalho que eu vou precisar nos próximos 10, 15, 20 anos na administração pública. A gente começou a ver que tinha um monte de cargos vagos, mas que eram obsoletos. Então, percebeu que era preciso transformar em cargos novos", ressalta. Uma das mudanças a serem feitas é na área de educação, que deve ter 22 mil cargos "transformados" em breve. A ministra explica que, além da carreira de professor, há a de técnico em educação, e é nesta última que haverá alterações, como a divisão em apenas dois cargos: de nível médio e superior. "Você tinha mais de 300 cargos diferentes dentro dos técnicos de educação. E as universidades, muitas vezes, queriam fazer o concurso, e o cargo que elas tinham vago não era o que elas precisavam. Então, o que a gente pactuou foi tornar essa carreira mais ampla. Agora, a gente vai ter dois cargos só: de nível superior e médio. E a especialidade será a universidade que vai definir", detalha. "A gente acha que tem que melhorar o Estado, e não reduzir", conclui a ministra. O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Tensão com EUA não vai prosperar, diz Haddad após conversa de Lula e Trump

    Play Episode Listen Later Oct 7, 2025 33:48


    O convidado do JR ENTREVISTA desta segunda-feira (6) é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. À jornalista Tainá Farfan, ele detalhou a conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que transcorreu com muita “naturalidade” e “tranquilidade”. Haddad manifestou as “melhores expectativas” de que, a partir desse primeiro diálogo, os EUA podem rever a tarifa de 50% imposta ao Brasil. O ministro destacou não haver justificativa para o tarifaço e afirmou acreditar que, à medida que as “informações corretas forem chegando pelos canais devidos, os canais institucionais de parte a parte”, as coisas transcorrerão com mais normalidade.Haddad afirmou que a tarifa não se sustenta do ponto de vista comercial e reiterou que o Brasil é deficitário em relação aos Estados Unidos. Na avaliação dele, o tarifaço se deve à "desinformação que estava sendo patrocinada" para induzir o governo dos EUA a erro.O ministro destacou que o momento é de uma "nova fase" e de "boa vontade" dos dois lados, e que essa tensão "não tem razão para prosperar".“Penso que nós estamos numa nova fase, que é a fase da boa vontade. Desde a reunião da ONU, aquele encontro muito breve que os dois tiveram, os discursos que foram feitos de parte a parte já foi no sentido de buscar uma aproximação”, disse Haddad. “Do anúncio do tarifaço para cá, muita informação chegou. Nós também passamos a conhecer melhor as engrenagens do governo Trump, para fazer chegar as informações corretas. Então, eu realmente não acredito que essa tensão vai prosperar. Ela não tem razão para prosperar”, acrescentou.Haddad também fala sobre o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 por mês, aprovado na Câmara na semana passada. O ministro tem "muita certeza" de que o Senado fará o mesmo que a Câmara e reconhecerá o problema da desigualdade no Brasil.Além disso, Haddad declarou ter “praticamente certeza” de que o presidente Lula sancionará a lei ainda em outubro. O ministro acrescentou que o projeto é “neutro do ponto de vista fiscal” e “fiscalmente responsável”.O ministro afirmou que o governo teve a coragem de começar um trabalho de correção das desigualdades, que se soma a outras ações do Estado em áreas como educação, transferência de renda e SUS, buscando maior igualdade de oportunidades.“As pessoas que ganham R$ 5.000, R$ 6.000, R$ 7.000 pagando imposto, e pessoas que ganham mais de R$ 1 milhão por ano pagando uma alíquota muito menor. Alguém tinha que tomar coragem de começar a corrigir. Não é que nós estamos corrigindo, nós estamos começando um trabalho de correção das desigualdades, que vai se juntar ao da educação, que vai se juntar à transferência de renda, que vai se juntar ao SUS. São várias ações no sentido de buscar alguma igualdade de oportunidades no Brasil.”O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    ‘Brasileiro médio paga 40% da sua renda de imposto', diz secretário da Fazenda

    Play Episode Listen Later Oct 3, 2025 28:19


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quinta-feira (2) é o secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre a aprovação na Câmara dos Deputados do projeto que aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda e a necessidade de outras reformas, como a administrativa, para garantir justiça tributária aos brasileiros.Por 493 votos favoráveis e nenhum contrário, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (1º), o projeto de isenção total do IR a quem recebe até R$ 5.000 e parcial aos brasileiros com salários de até R$ 7.350. O texto agora será apreciado pelo Senado. "Para você ter uma ideia, com essa isenção, é quase como, para uma pessoa que ganha na faixa de R$ 5.000, se ela estivesse ganhando mais um salário no ano. É quase o 14º salário mínimo. São R$ 4.000 a mais no bolso do trabalhador brasileiro”, destaca Barbosa Pinto. Para compensar a falta de arrecadação, a medida aprovada pelos deputados prevê cobrança adicional a contribuintes cujo rendimento anual ultrapassa os R$ 600 mil. "Eu gosto de dizer que são aquelas pessoas da cobertura do condomínio que estão sendo tributadas. Eu acho que foi uma grande vitória do Brasil. Porque, pela primeira vez, a gente está conseguindo tributar aquelas pessoas que estão no topo da pirâmide de renda, que ganham mais", frisa o secretário.Ele rebate críticas de setores da sociedade sobre o fato de cerca de 15 milhões de pessoas deixarem de pagar o IR. "As pessoas, às vezes, falam: 'Vamos deixar que 90% da população deixe de pagar imposto de renda?'. Sim, elas vão deixar de pagar imposto de renda, mas já pagam muito imposto. Ele está lá dentro dos produtos que elas estão comprando. O brasileiro médio paga 40% da sua renda de imposto", observa.Barbosa Pinto também aborda, na entrevista, a reforma administrativa, defendida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo ele, o governo é a favor da medida. "Essa agenda é muito importante. A gente precisa fazer com que o Estado brasileiro seja mais eficiente. A reforma administrativa é para isso, para dar os mecanismos para que a gente tenha um gerenciamento no Estado, um serviço público melhor à população. A gente vê nessa reforma uma chance grande de moralizar um pouco a administração pública", diz, referindo-se aos supersalários recebidos por algumas categorias de servidores públicos.“[Com a reforma administrativa], a gente tem a chance de emplacar limites aos supersalários, para valorizar o funcionário público, para que o gestor público possa ter os mecanismos para gerir os seus servidores, dar incentivos a eles, inclusive bônus. E, por outro lado, coibir o abuso", argumenta.

    ‘Gás do Povo melhora a renda, mas também é questão da saúde pública', diz Silveira

    Play Episode Listen Later Oct 1, 2025 33:56


    O convidado do JR ENTREVISTA desta terça-feira (30) é o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre políticas públicas implementadas ao longo dos dois anos e sete meses em que está à frente da pasta, como o programa Gás do Povo. Também aborda o tarifaço imposto pelos Estados Unidos e a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, na região da Margem Equatorial.

    Punição pode dissuadir pessoas de cometerem crimes, diz Barroso sobre trama golpista

    Play Episode Listen Later Sep 26, 2025 24:10


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quinta-feira (25) é o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luís Roberto Barroso. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele faz um balanço dos dois anos em que esteve à frente da Corte e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), comenta sobre a tensão entre Estados Unidos e Brasil e destaca o caráter pedagógico do julgamento do chamado núcleo crucial da trama golpista. Barroso ressaltou que, embora ninguém fique feliz em condenar ninguém, o julgamento envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros aliados era imprescindível para ter uma democracia saudável e para encerrar a ideia de que "quem perde pode tentar virar a mesa".O ministro contrastou a tentativa de golpe com o período de estabilidade democrática vivido no país. Ele lembrou que, sob a Constituição de 1988, o Brasil completou aproximadamente 37 anos de estabilidade institucional e, desde 1985, 40 anos de poder civil. Barroso destacou que a tentativa de golpe julgada era uma volta a um passado do qual o país queria virar a página.“A punição funciona como uma forma de dissuadir as pessoas de cometerem crimes”, pontuou. “Esse julgamento simboliza o fim dos ciclos do atraso na institucionalidade brasileira”, completou Barroso.O presidente do STF disse estar convencido de que as punições nos Estados Unidos a ministros do tribunal decorrem de uma narrativa equivocada que prevaleceu junto às autoridades daquele país, pois a diplomacia brasileira não conseguiu entregar a narrativa factual correta de que houve uma tentativa de golpe.Barroso opinou que é totalmente fora do padrão um país procurar interferir nas decisões judiciais de outro. Segundo ele, o STF está cuidando de "seu jardim" e não busca produzir efeitos no exterior.Sobre a gestão dele como presidente do Supremo, Barroso classificou o período como "muito fecundo” e ressaltou que houve um "clima muito harmonioso e colaborativo entre os ministros".O ministro ainda reconheceu ter ficado arrependido de uma declaração dada em julho de 2023, quando afirmou que “nós derrotamos o bolsonarismo”. Ele disse que a expressão deu a impressão errada de que o Supremo havia derrotado o movimento. O ministro considerou um erro "fulanizar" o adversário, pois por temperamento, nunca gostou de personalizar. Barroso destacou que nunca respondeu nem mesmo quando o ex-presidente lhe dirigiu ofensas e "barbaridades". O que ele queria dizer era que havia derrotado o extremismo, a "forma grosseira, intolerante e agressiva de fazer política".O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    ‘Não existe legislação que prevê proteção a policiais', diz diretora da Adepol

    Play Episode Listen Later Sep 25, 2025 26:22


    A convidada do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (24) é a delegada Raquel Gallinati, diretora da Adepol do Brasil (Associação dos Delegados de Polícia do Brasil). À jornalista Natalie Machado, ela fala sobre ameaças que recebeu quando exercia o cargo de secretária de Segurança de Santos (SP), a necessidade de leis para proteger quem combate o crime e a falta de cuidado com a saúde mental de policiais. Empossada na Secretaria de Segurança de Santos, no litoral de São Paulo, em junho de 2024, a delegada Raquel Gallinati pediu exoneração do cargo em maio deste ano, meses antes do assassinato de Ruy Ferraz, secretário de Administração de Praia Grande, por, segundo a polícia, pessoas ligadas ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Gallinati conta que atuava para combater crimes "a varejo" — como furto de celular, prática de adegas clandestinas, comercialização de peças de ferro-velho — quando começou a ser ameaçada. "Recebi ameaças de morte em decorrência da minha atuação institucional. Houve a necessidade de ter um planejamento estratégico em relação à minha segurança pessoal dentro dos recursos que a prefeitura possibilitava", lembra.Ela reforça a necessidade de leis para proteger policiais, principalmente quando eles estão em momentos de folga ou lazer, situações que os deixam mais vulneráveis. "Não existe legislação nenhuma no nosso país que prevê mecanismos de proteção para aquele que combate o crime. É por conta e risco do policial. É como se, quando optássemos por integrar as forças de segurança pública, estivéssemos anuindo, de forma tácita, a um pacto certo com a morte", salienta.Raquel Gallinati também comenta sobre a existência de um pensamento predominante na sociedade segundo o qual o policial seria uma figura "invencível". "Existe um silêncio atrás de cada farda, de cada distintivo. A gente pode falar que é a síndrome do 'Ethos do guerreiro'. É um conceito em que a sociedade espera do policial uma força invencível, seja uma força física, mental, de coragem. E muitas vezes aquele policial, que é humano e está fragilizado, não se permite essa fragilidade emocional", explica, referindo-se à cultura de que integrantes das forças policiais não podem aceitar derrotas nem desistir, mesmo diante de grandes dificuldades. O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    'Defendemos anistia ampla, geral e irrestrita', diz presidente do Novo

    Play Episode Listen Later Sep 18, 2025 29:49


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (17) é o presidente nacional do Partido Novo, Eduardo Ribeiro. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre o projeto de anistia — que tem sido articulado pela oposição no Congresso Nacional —, a PEC das Prerrogativas, aprovada pela Câmara dos Deputados nessa terça-feira (16), e a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. Presidente do Novo desde 2020, Ribeiro afirma que uma eventual anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados, condenados na última semana pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), além dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, "é justa e pacificaria o país". "[Defendemos a anistia] desde o início desses inquéritos capitaneados pelo ministro Alexandre de Moraes. Entendemos que o cerne desses processos é completamente viciado. Então, tudo o que foi feito a partir dali, entendemos que é um desvio do Estado de Direito, precisa ser corrigido, e o Congresso tem essa prerrogativa", declara. Nessa terça-feira, a Câmara dos Deputados aprovou a PEC das prerrogativas, que prevê, entre outras medidas, autorização da Câmara ou do Senado para o STF processar parlamentares. A proposta ainda terá de passar pelo Senado. Ribeiro explica que a bancada do partido se posicionou contra porque a Justiça precisa ter liberdade para investigar. "Entendemos que a Justiça como um todo tem que ter a liberdade para investigar, especialmente casos de corrupção e crimes no âmbito penal, que precisariam ser investigados por um órgão afastado e não protegido e blindado por um corporativismo da própria Câmara", salienta. Por outro lado, o presidente do Novo faz críticas ao atual momento do Judiciário e afirma que a Corte pratica "ativismo político". "É nítido, é bastante óbvio que hoje há, por parte do Supremo de Tribunal Federal, uma pressão ou perseguição com relação a certos parlamentares, a como eles se posicionam. Isso é totalmente contrário ao que defende a nossa Constituição, especialmente em relação aos parlamentares."Ribeiro também comenta sobre decisão do PL (Partido Liberal), anunciada nessa terça-feira, de nomear o deputado federal Eduardo Bolsonaro líder da minoria na Câmara — a deputada Caroline de Toni (PL-SC) anunciou que renunciaria ao cargo em favor do filho do ex-presidente Bolsonaro. Se a medida for efetivada, o parlamentar poderá representar a bancada diretamente dos Estados Unidos. "Eu acho que ele tem toda a legitimidade de continuar atuando por lá. Vive uma situação muito diferente dos outros, uma situação específica, familiar, de posicionamento. É uma situação também, de fato, de perseguição política em algum grau", conclui.O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    'Brasil não está preparado para a COP30', diz presidente da FBHA, Alexandre Sampaio

    Play Episode Listen Later Sep 11, 2025 26:55


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (10) é o presidente da FBHA (Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação), Alexandre Sampaio. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre o que tem sido feito por empresários, pela população e pelo governo para receber os participantes da COP 30 e sobre a possibilidade de o turismo ganhar força na região após a Conferência. Marcada para o período de 10 a 21 de novembro, a COP30 tem sido alvo de críticas de delegações estrangeiras por causa de diárias de hotéis com valores considerados exorbitantes. Na opinião de Alexandre Sampaio, o governo brasileiro deveria ter pensado em soluções com antecedência. "Quando houve a decisão de levar a COP a Belém, talvez as linhas de financiamento tivessem que ter sido viabilizadas muito antes", opina. "A opção política de fazer em Belém é compreensível, porque estamos na Amazônia, mas trazer um evento para 60 mil pessoas, em média, a uma capacidade hoteleira de 15 mil era uma tragédia anunciada", salienta. Apesar da crítica, o dirigente da FBHA afirma que os problemas no setor de hospedagem estão sendo contornados. Segundo ele, além de dois navios contratados pelo governo para servir de hotéis temporários, há algumas unidades em construção, e a comunidade local tem se mobilizado para receber os visitantes. "Os órgãos de defesa do consumidor, inclusive federais, acabaram propondo um TAC [Termo de Ajustamento de Conduta] com a rede hoteleira e as plataformas, que foram instadas a não aceitarem preços exorbitantes", conta, estimando um faturamento de R$ 30 milhões para o setor durante a COP30. Alexandre Sampaio destaca que o legado da COP30 será atrair turistas estrangeiros às cidades amazônicas. "Existe um imaginário da população mundial vindo para conhecer a região amazônica. A possibilidade de fazer excursões no entorno de Belém, ter a vivência da floresta Amazônica, vai ser importante", acredita.O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    ‘Sou totalmente contrário à regulação das redes', diz prefeito de Sorocaba (SP)

    Play Episode Listen Later Aug 28, 2025 25:37


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (27) é o prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos). À jornalista Lívia Veiga, ele fala sobre regulação das redes sociais, pacto federativo e efeitos do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para Sorocaba, cidade cuja população é estimada em 750 mil habitantes.Conhecido como “prefeito tiktoker" — seus seguidores nas redes sociais ultrapassam os 6 milhões —, Manga defende o uso de uma linguagem "mais leve" para atingir a população e se opõe à regulação das redes. "Sou contrário. Acho que tem que ter punição a quem comete crime. Agora, você regulamentar uma rede que dá oportunidade de voz para a população, sou totalmente contrário", ressalta.Reeleito no primeiro turno, em 2024, com 74% dos votos válidos, Manga destaca a necessidade de se revisar o pacto federativo, para que as cidades e os municípios tenham mais autonomia na destinação de recursos."Imagine que, de tudo o que se arrecada nos municípios por todo o Brasil, 15% ficam com a cidade, 60%, com o governo federal, e 25% vão para o governo estadual. Então, eu tenho trabalhado muito para que a gente venha a equalizar isso, para que os municípios possam cuidar melhor da população", afirma.Na entrevista, o prefeito também salienta o impacto para Sorocaba das tarifas impostas pelo governo americano a produtos brasileiros. De tudo o que é exportado pelos empresários locais, 40% vão para os EUA, segundo Manga. Os setores mais afetados são o de café e alumínio."Estamos dando isenção de todos os impostos municipais para as indústrias que exportam para os EUA e foram impactadas. A condição é que essas empresas mantenham os empregos das pessoas que moram em Sorocaba", explica, ressaltando que o governo federal precisa insistir em uma aproximação com Donald Trump. "O presidente Lula deve ligar para o presidente dos Estados Unidos, fazer uma conversa, usar a diplomacia brasileira", opina.O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Em 100 anos, projeto estará marcado positivamente, diz relator do PL da adultização

    Play Episode Listen Later Aug 21, 2025 29:46


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (20) é o deputado federal Jadyel Alencar (Republicanos-PI). Ao jornalista Thiago Nolasco, ele fala sobre o processo de elaboração do projeto de lei 2.628/2022, do qual é relator. Conhecido como PL da "adultização", o texto dispõe sobre a proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. Jadyel Alencar conta que recebeu o PL em 30 de abril deste ano e, de lá para cá, participou de 53 reuniões com especialistas, representantes das plataformas digitais, dos Três Poderes, membros do Ministério Público e a sociedade civil organizada, com o objetivo de aprimorar o projeto. “Foi realmente muito bem construído, um texto que nós entregamos maduro. Tivemos o cuidado em cada palavra, em cada linha, para não deixar nada que possa trazer censura, vedação, liberdade de expressão”, salienta. O deputado ressalta que, apesar de ter um caráter suprapartidário, o PL é questionado pela oposição — que alega risco de censura. “O deputado Nicolas e o PL [Partido Liberal], por exemplo, têm um receio grande da Autoridade Nacional, mas nós fizemos questão de, tecnicamente, explicar o que é isto ao PL e ao deputado Nicolas”, afirma. A Autoridade Nacional, de acordo com o relator, seria um agente de fiscalização do ambiente digital. “Pode ser uma agência, uma autoridade nacional de verificação de conteúdos nocivos. Por exemplo, uma pessoa civil verifica que, em uma plataforma, há um conteúdo direcionado à pedofilia. Então, a Autoridade Nacional verifica o conteúdo e faz um indicativo para que a plataforma tire do ar. Se ela não remover, a autoridade notifica. E vai aumentando o nível de sanções”, explica. Outras medidas contidas no projeto de lei referem-se à obrigatoriedade de haver canais de denúncias em português e à presença no Brasil de um responsável legal pelas plataformas estrangeiras. “Daqui a 100 anos, 200 anos, esse projeto estará marcado positivamente. Ele traz um regramento claro para que as crianças possam estar na rede, mas protegidas da pedofilia, adultização, automutilação, publicidade de jogos de azar”, conclui o deputado.O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    'No DF, cartel gera dano de R$ 2 bi por ano aos consumidores', diz presidente do Cade

    Play Episode Listen Later Aug 14, 2025 38:37


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (13) é o presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Gustavo Augusto Freitas. Ao jornalista Yuri Achcar, ele comenta sobre recentes investigações cujos alvos são postos de combustíveis, a necessidade de parceria com autoridades policiais e o papel do Cade quando há concentração de empresas de um mesmo setor. À frente da autarquia desde 14 de julho deste ano, Gustavo Freitas destaca que o cartel é um crime que envolve uma série de condutas ilícitas e demanda investigações aprofundadas. Em um caso recente, oito redes de postos de combustível do Distrito Federal foram punidas e tiveram de desembolsar R$ 245 milhões em multas. "É um trabalho de combate ao crime organizado. Não é como se fossem dois donos de padaria combinando preço de pão. Quando a gente faz interceptação telefônica, vê que tem ameaças. São grupos grandes, que mexem com muito dinheiro e, às vezes, associados à lavagem de dinheiro, corrupção, a crime ambiental", detalha.

    Ministro das Comunicações indicado pelo União Brasil diz esperar permanecer no cargo

    Play Episode Listen Later Aug 7, 2025 26:18


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (6) é o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho. À jornalista Tainá Farfan, ele comenta sobre uma reunião que teve há pouco mais de uma semana com o presidente Lula, a implantação da TV 3.0 no Brasil e a necessidade de melhorar a infraestrutura do país.Nomeado por Lula em abril deste ano — após indicação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, apoiada pelo União Brasil —, Siqueira Filho conta que, no encontro com o presidente Lula, ele manifestou o desejo de seguir no comando do ministério das Comunicações. A reunião foi marcada pelo Planalto após críticas do presidente do União Brasil, Antonio Rueda, às contas públicas do governo e à postura de Lula diante do tarifaço imposto por Donald Trump.

    “Não seremos tratados como puxadinho dos EUA”, diz presidente nacional do PT

    Play Episode Listen Later Jul 31, 2025 28:21


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (30) é o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre a taxação de 50% a produtos brasileiros, questiona o sistema de governo brasileiro, avalia o mandato de Lula e declara que o presidente será candidato à reeleição em 2026.Eleito em 6 de julho para presidir o partido com a segunda maior bancada da Câmara dos Deputados, Edinho Silva avalia como correta a postura adotada pelo governo brasileiro de tentar negociar com os Estados Unidos uma solução para o tarifaço — cuja ordem executiva foi assinada pelo presidente Donald Trump nesta quarta-feira. Ele lembra que os EUA historicamente têm uma balança comercial favorável em relação ao Brasil, e, portanto, a medida não teria respaldo econômico.“Começa a parecer que o que de fato tem movido os Estados Unidos é a participação do Brasil nos Brics. Mas isso é um equívoco. Trump não pode impedir que o Brasil construa relações comerciais com outros países”, afirma, acrescentando que os EUA precisam respeitar a soberania brasileira. “Não seremos tratados como puxadinho dos Estados Unidos, não formamos o quintal deles. Somos um povo, uma nação. A soberania brasileira é inegociável.

    'Os municípios são dependentes de emendas parlamentares', diz prefeito de Uberlândia

    Play Episode Listen Later Jul 24, 2025 32:29


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (23) é o prefeito de Uberlância (MG), Paulo César Ferreira. À jornalista Vanessa Lima, ele comenta sobre os impactos do tarifaço imposto por Donald Trump a produtos brasileiros, a importância das emendas parlamentares para o município e os desafios do governo nos primeiros seis meses de mandato. Eleito no primeiro turno com 52% dos votos, Paulo César ressalta que Uberlândia é um importante polo econômico, com destaque para o agronegócio e o setor industrial. Por esse motivo, o município, cujo PIB é o 27º maior do país, pode ser bastante prejudicado pela taxação imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A tarifa, de 50%, está marcada para entrar em vigor em 1º de agosto. “Estamos muito preocupados com o tarifaço e esperamos que o governo federal acerte os ponteiros com o governo americano rapidamente”, declara.Na entrevista, o gestor conta que o município recebe recursos de deputados estaduais e federais — as emendas parlamentares —, destinados principalmente a serviços de saúde. “[Um corte nas emendas] pode afetar muito as principais cidades brasileiras. Não estou vendo cor partidária. O que queremos é o benefício da nossa população e, por isso, estamos sempre em Brasília buscando recursos”, conta. A saúde, aliás, é um dos desafios do prefeito. Segundo ele, 37% do orçamento de Uberlândia são destinados à área. “O município é um polo regional de saúde, cuidamos de várias cidades da região. Estamos fazendo mudanças, começando a implantar o Samu na cidade”, afirma. O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no PlayPlus.

    'Belém vai debater o futuro da humanidade', diz diretora executiva da COP30

    Play Episode Listen Later Jul 18, 2025 30:36


    A convidada do JR ENTREVISTA desta quinta-feira (17) é a diretora executiva da COP30, Ana Toni. Ao jornalista Yuri Achcar, ela fala sobre os desafios para combater as mudanças do clima, o papel do Brasil neste debate e como a cidade de Belém se prepara para o evento, marcado para novembro. Economista e doutora em Ciência Política, Ana Toni comenta sobre a vulnerabilidade dos países, tanto do Norte quanto do Sul global, diante dos efeitos das mudanças climáticas. Tragédias recentes, como os incêndios em Los Angeles (EUA), as enchentes no Rio Grande do Sul e a onda de calor na Europa evidenciam a urgência de ações sustentáveis para garantir a vida na Terra. “Belém vai debater não só o futuro do planeta, mas, principalmente, o futuro da humanidade. Porque somos nós, seres humanos, que estamos tendo de lidar com as consequências da mudança do clima”, ressalta. O evento na capital paraense, segundo a diretora executiva, pretende “acelerar” a ação de todos os atores envolvidos no processo de transição para uma economia que garanta a sustentabilidade do meio ambiente e, ao mesmo tempo, invista na prosperidade das pessoas. De acordo com Ana Toni, a prioridade na COP30 é apresentar soluções práticas, não só para os governos, mas para a iniciativa privada e a sociedade civil. NA PRÁTICA“Nas últimas 30 COPs, a gente ficou muito no processo diplomático de olhar que frase vai aqui, que palavrinha vai ali. Nesta COP, é ver o que fazer para que os governos subnacionais, o setor privado, a sociedade civil e a população em geral possam falar: ‘Tá, como eu contribuo para a mudança do clima?'”, explica. Apesar de medidas consideradas um retrocesso na agenda ambiental, como a aprovação, nesta quinta-feira (17), da Lei Geral de Licenciamento Ambiental por parte do Congresso, a diretora da COP30 salienta que o Brasil tem se destacado no combate ao desmatamento. “Nos últimos dois anos, o Brasil combateu em 46% o desmatamento. Não teve nenhum país no mundo que tenha feito isso, em um espaço tão e num território tão grande”.BELÉM NÃO É DUBAIAna Toni conta que, além de se hospedarem em hotéis, os participantes da COP poderão se acomodar em navios durante a COP. Ela garante que Belém estará preparada para o evento. “As pessoas são maravilhosas, generosas, a alimentação é uma das melhores do Brasil. Não tenho dúvida de que vai ser uma COP magnífica, de um jeito muito brasileiro, amazônico. Belém não é Dubai nem nunca quis ser.”O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no PlayPlus.

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