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De segunda a sexta-feira, dois apresentadores e repórteres da RecordTV vão se revezar no comando das entrevistas e irão receber figuras de destaque dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

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    Ministra das Mulheres defende ação conjunta no combate ao feminicídio

    Play Episode Listen Later May 21, 2026 34:29


    A convidada do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (20) é a ministra da Mulher, Márcia Lopes. À jornalista Vanessa Lima, ela fala sobre o combate à violência contra a mulher, os primeiros resultados do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, políticas de proteção às vítimas, violência digital, igualdade salarial e medidas voltadas à autonomia econômica das mulheres.Durante a entrevista, a ministra avaliou como “bastante positivo” o balanço dos primeiros 100 dias do pacto nacional. Segundo ela, pela primeira vez representantes do Executivo, do Judiciário e do Legislativo se reuniram para discutir ações de enfrentamento à violência contra as mulheres, analisando legislações, políticas públicas e o funcionamento do sistema de Justiça.“Tivemos a possibilidade de reunir os três poderes para analisar o que tem sido feito e o que tem dado certo. É uma atitude ousada de sentar para analisar, para reparar e reconhecer onde tem falhas e onde tem erros”, afirmou a ministra.Márcia Lopes afirmou que o governo federal tem buscado reproduzir essa articulação em estados e municípios. Ela destacou que o Ministério da Justiça realizou uma operação que prendeu mais de 6.000 agressores com mandados de prisão em aberto e citou avanços legislativos, como mudanças no uso de tornozeleiras eletrônicas e o reconhecimento das doulas como profissionais de saúde, medida que, segundo ela, ajuda no combate à violência obstétrica.A ministra também afirmou que o Judiciário passou a atuar de forma mais rápida na concessão de medidas protetivas. De acordo com ela, pedidos que antes levavam entre 10 e 15 dias agora são entregues em até 48 horas. Ela ainda mencionou a inauguração de novas unidades da Casa da Mulher Brasileira, centros de referência e cuidotecas em parceria com universidades para garantir mais autonomia às mulheres.Ao tratar da violência digital, a ministra celebrou o novo decreto que obriga plataformas de internet a removerem conteúdos de nudez ou intimidade sem o consentimento da vítima em tempo recorde.“Foi um golaço nosso e de todos os poderes. No caso de conteúdo íntimo, a mulher atingida entra em contato com a plataforma e ela tem duas horas para retirar esse conteúdo do ar. Isso dá um alívio, pois a exposição tem levado inclusive ao suicídio”, destacou Márcia Lopes.Ao falar sobre prevenção, a ministra defendeu a educação como ferramenta central para mudar a cultura de violência. Segundo ela, o governo regulamentou o programa “Maria da Penha vai à escola”, que prevê a inclusão do tema nas disciplinas da educação básica, do ensino fundamental ao ensino médio.A ministra também citou investimentos no fortalecimento da rede de atendimento às vítimas, com ampliação de delegacias especializadas 24 horas, salas lilás e da Patrulha Maria da Penha.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Secretário diz que governo quer impedir que cadeias virem 'escritórios do crime'

    Play Episode Listen Later May 14, 2026 33:08


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (13) é o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele fala sobre o Plano Nacional de Combate ao Crime Organizado, lançado pelo governo federal, que prevê investimento de R$ 11 bilhões, ampliação do rigor no sistema penitenciário e ações integradas para enfraquecer facções criminosas.Durante a entrevista, Chico Lucas afirmou que o plano foi construído em conjunto com secretários estaduais, polícias, Ministério Público e representantes da sociedade civil. Segundo ele, a estratégia se baseia em quatro eixos: combate ao fluxo financeiro das facções, enfrentamento ao tráfico de armas, aumento da elucidação de homicídios e endurecimento do sistema penitenciário. “Se o lucro é o objetivo final e também é o motor da dominação, porque com dinheiro você consegue comprar mais armas, corromper agentes públicos, a asfixia financeira é o eixo principal”, declarou.O secretário explicou que o governo pretende replicar em 138 unidades penitenciárias estaduais, o equivalente a 10% das 1.380 unidades do país, o modelo adotado nas penitenciárias federais de segurança máxima. As unidades concentram presos considerados de alta periculosidade, como homicidas, líderes de facções e estupradores. “Não dá pra gente permitir que essas pessoas continuem atuando de dentro da cadeia, fazendo das cadeias escritórios do crime”, afirmou. Chico Lucas também defendeu o monitoramento de presos ligados a organizações criminosas e disse que decisões que fragilizem esse sistema “sejam exceções”.Ao comentar o combate aos crimes financeiros e golpes virtuais, o secretário afirmou que o Ministério da Justiça trabalha em conjunto com Banco Central, Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e Polícia Federal para identificar movimentações suspeitas e fortalecer a fiscalização sobre fintechs. Segundo ele, a integração de dados e o uso de inteligência são fundamentais para o enfrentamento ao crime organizado. “Hoje a gente já tem na nossa infraestrutura dados suficientes. O que está faltando é essa integração, esse arranjo institucional para que esses dados consolidados sirvam ao combate à criminalidade”, declarou.Na entrevista, Chico Lucas também falou sobre a nova fase do programa Celular Seguro, que deve focar no combate à receptação de aparelhos roubados. A estratégia prevê identificar usuários de celulares furtados ou roubados e notificá-los para devolução dos aparelhos. “A gente tá agora com a base de dados de 2,5 milhões de celulares roubados. E só de São Paulo são mais de 1 milhão”, afirmou. O secretário disse ainda que o governo pretende responsabilizar comerciantes envolvidos na cadeia de venda de celulares roubados e desestimular o mercado ilegal.No final da entrevista, o secretário classificou o feminicídio como um dos maiores desafios da segurança pública no país e defendeu mudanças culturais e ações de prevenção. “Em briga de marido e mulher todos devem meter a colher”, declarou. Chico Lucas afirmou ainda que o governo trabalha na integração de dados da segurança pública e da saúde para identificar mulheres em situação de risco e reforçou que o agressor precisa ter consciência de que vai responder pelo crime, “a gente tem que transformar esse agressor em um excluído da sociedade”, finalizou.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    ‘Custo Brasil' e baixa produtividade travam crescimento, diz deputado

    Play Episode Listen Later May 7, 2026 30:18


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (6) é o presidente da Frente Parlamentar Brasil Competitivo, deputado federal Julio Lopes (PP-RJ). Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre os principais gargalos da economia brasileira, o impacto da alta carga tributária e o avanço do crime organizado no país.Durante a entrevista, o parlamentar destacou que o Brasil enfrenta uma perda contínua de produtividade, crescendo em ritmo inferior ao de outras economias globais. Segundo ele, um dos principais entraves é o chamado “Custo Brasil”, especialmente no mercado de trabalho.

    Embaixador italiano detalha nova lei da cidadania e relações comerciais com o Brasil

    Play Episode Listen Later May 1, 2026 31:19


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quinta-feira (30) é o embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele fala sobre as mudanças na lei da cidadania italiana, os efeitos da nova legislação para a comunidade ítalo-descendente no Brasil, o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Itália e a possibilidade de uma visita da primeira-ministra Giorgia Meloni ao Brasil.Durante a entrevista, Cortese explicou que a nova legislação sobre cidadania italiana já está em vigor e foi impulsionada por entendimentos da Corte Suprema italiana. Segundo ele, apesar das restrições impostas, foram incluídas medidas que podem beneficiar descendentes de italianos. “Se um ítalo-descendente mora na Itália por dois anos, pode tomar a cidadania italiana, e normalmente deveriam ser 10 anos, então [está] muito mais rápido”, afirmou.O embaixador também destacou que houve ampliação no prazo para registro de menores que já tinham direito à cidadania antes da mudança legislativa. “Agora, a lei da cidadania italiana é muito próxima à lei da cidadania de todos os países do mundo.”Ao abordar as relações econômicas entre Brasil e Itália, Cortese afirmou que o cenário é de crescimento contínuo. Segundo ele, mais de 1.100 empresas italianas estão presentes no Brasil, número superior ao registrado no ano anterior, e o comércio bilateral já alcança cerca de 12,5 bilhões, com crescimento superior a 14% no último ano.O diplomata avaliou que o acordo entre União Europeia e Mercosul deverá ampliar ainda mais as oportunidades comerciais e servir como motor para intensificar investimentos, exportações e importações entre os dois países.“Tenho certeza que o acordo União Europeia-Mercosul será um instrumento, oportunidade para todos, brasileiros, italianos, europeus, para acrescer as trocas”, disse.Ao comentar a cooperação entre Brasil e Itália na área de segurança, Cortese afirmou que a parceria policial é essencial diante do avanço do crime organizado transnacional. “Posso dizer que não somente é muito boa, mas é necessária”, declarou.Sobre a possibilidade de uma visita da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni ao Brasil, Cortese afirmou que a agenda ainda está em discussão com o Itamaraty. De acordo com ele, o cenário atual é complexo, mas a visita pode ocorrer no próximo ano.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Lei Geral do Esporte ‘organiza' setor e governo investe R$ 3,2 bilhões, diz ministro

    Play Episode Listen Later Apr 30, 2026 30:55


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (29) é o ministro dos Esportes, Paulo Henrique Cordeiro. À jornalista Tainá Farfan, ele detalha a ampliação do orçamento da pasta, o fortalecimento do programa Bolsa Atleta e os planos para corrigir falhas estruturais antigas do ministério.Durante a entrevista, Cordeiro afirmou que sua nomeação, após a saída de André Fufuca, combina perfil técnico e articulação política. Ele destacou a experiência à frente da Sneaelis (Secretaria Nacional de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social), responsável pela maior parte da execução orçamentária. “Tem critério técnico, mas, obviamente, que à frente de qualquer pasta se deve ter sensibilidade política”, afirmou.O ministro apontou o aumento expressivo no orçamento como um dos principais avanços recentes. Segundo ele, os investimentos saltaram de cerca de R$ 600 milhões em 2023 para R$ 3,2 bilhões em 2026. Ele também ressaltou medidas de modernização, como a implementação de um sistema com inteligência artificial para agilizar a análise de projetos e a criação de uma diretoria específica de acompanhamento e prestação de contas, voltada à transparência e eficiência na execução dos recursos.Entre os destaques, Cordeiro citou a transformação da Lei de Incentivo ao Esporte em permanente e o fortalecimento do Bolsa Atleta, que atende cerca de 11 mil esportistas e teve reajuste de aproximadamente 11%. O programa, segundo ele, garante estabilidade financeira aos atletas e inclui avanços como a proteção a gestantes. “A nossa preocupação é dar estrutura para que o atleta possa efetivamente brilhar”, disse.Por fim, Cordeiro destacou a Lei Geral do Esporte como um marco regulatório que organiza o setor no país. Segundo ele, a legislação funciona como uma espécie de “código do esporte”, ao reunir normas como a Lei Pelé e o Estatuto do Torcedor e estabelecer diretrizes mais claras para gestão, governança e integridade. O ministro afirmou que a medida amplia a segurança jurídica para atletas e entidades e aproxima o Brasil dos padrões internacionais. Ele também projetou avanços com a Copa do Mundo Feminina de 2027, que acontecerá no Brasil, e garantiu segurança aos atletas no ciclo até Los Angeles 2028. “Todos os atletas brasileiros podem ter certeza que estaremos trabalhando para ampliar esse fomento e levar o esporte brasileiro aos mais altos níveis internacionais”, afirmou.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Gilmar Mendes critica pressões sobre o STF e alerta para uso político de ataques

    Play Episode Listen Later Apr 23, 2026 39:56


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (22) é o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele fala sobre críticas à corte, disputas políticas, investigações recentes e o papel do Judiciário em temas sensíveis do país.Durante a entrevista, Mendes rebateu declarações do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, que acusou o Supremo de proteger “intocáveis”. O ministro afirmou que ataques desse tipo têm motivação eleitoral, bem como defendeu que declarações de autoridades com responsabilidade institucional sejam analisadas por órgãos como a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a Polícia Federal.Gilmar também criticou a tentativa do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) de pedir o indiciamento de ministros do STF. Segundo ele, a imunidade parlamentar não pode ser usada como escudo para abusos, e classificou esse tipo de iniciativa como indevida, especialmente quando relacionada a decisões judiciais, como a concessão de habeas corpus. O ministro reforçou que críticas ao Supremo fazem parte do debate público, mas destacou que ataques com motivação política, especialmente em períodos eleitorais, têm se tornado recorrentes e exigem resposta institucional.Ao comentar o caso envolvendo o Banco Master, Gilmar afirmou que o envolvimento do STF é “marginal” e avaliou que o episódio revela uma crise mais ampla no mercado financeiro. Ele comparou a situação a um modelo semelhante a pirâmides financeiras e disse que atribuir responsabilidade ao Supremo seria uma tentativa de desviar o foco do problema, que, segundo ele, está no mercado e na fiscalização de órgãos como o Banco Central e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários).O ministro ainda se posicionou contra a forma como vem sendo discutida a criação de um Código de Ética para o STF, proposta defendida pelo presidente do Supremo, Edson Fachin. Gilmar afirmou que mudanças internas devem ocorrer de maneira consensual e sem exposição excessiva.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Aécio Neves defende Ciro Gomes como alternativa à polarização em 2026

    Play Episode Listen Later Apr 16, 2026 33:28


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (15) é o presidente do PSDB, deputado federal Aécio Neves. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre a estratégia do partido para as eleições de 2026, a busca por uma alternativa à polarização política e as propostas para a reconstrução da legenda no cenário nacional.Durante a entrevista, Aécio destacou que o PSDB convidou Ciro Gomes para ser candidato à Presidência da República em 2026. Segundo ele, Ciro é um nome experiente e qualificado, capaz de elevar o nível do debate político e representar uma alternativa à polarização entre o chamado “lulopetismo” e o “bolsonarismo”. A estratégia, afirmou, é atrair eleitores insatisfeitos com os extremos e cansados do atual ambiente político.Ao comentar o cenário político, Aécio reforçou a oposição histórica do PSDB ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criticando o que classificou como um modelo de gestão “paquidérmico”, com excesso de ministérios e gastos sem avaliação de resultados.Em relação à direita, representada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que ainda não vê propostas claras de gestão pública e classificou a agenda bolsonarista como atrasada em valores e com ações que, segundo ele, se aproximam do limite democrático. Aécio ressaltou que o PSDB não pretende integrar ministérios de nenhum dos lados em caso de derrota eleitoral, optando por uma oposição “forte e propositiva”.Questionado sobre seu futuro político, Aécio destacou que, após 40 anos consecutivos de mandatos, sua prioridade é a articulação do projeto nacional do PSDB e o apoio à eventual candidatura de Ciro Gomes. No entanto, o deputado não descartou a possibilidade de disputar um cargo em Minas Gerais, possivelmente o Senado, caso isso seja considerado estratégico para o fortalecimento do partido.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Polarização entre Lula e Bolsonaro dificulta terceira via, diz Marcos Pereira

    Play Episode Listen Later Apr 15, 2026 29:11


    O convidado do JR ENTREVISTA desta terça-feira (14) é o presidente do Republicanos, Marcos Pereira. Ao jornalista Thiago Nolasco, ele fala sobre o cenário político nacional, as estratégias eleitorais do partido e a disputa presidencial de 2026.Durante a entrevista, Pereira avaliou que o cenário eleitoral brasileiro está cada vez mais polarizado entre os campos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, candidatos apoiados por qualquer um desses polos já partem com cerca de 35% das intenções de voto, o que dificulta significativamente o surgimento de uma alternativa viável de “terceira via”, como os governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema.Ao comentar o desempenho do senador Flávio Bolsonaro em pesquisas eleitorais, Pereira afirmou não se surpreender com cenários em que ele aparece empatado ou até à frente de Lula. Para o presidente do Republicanos, isso reflete a consolidação do eleitorado de direita após a oficialização da pré-candidatura.No campo partidário, Pereira reforçou que o Republicanos se posiciona como uma legenda de direita com diálogo e equilíbrio. Ele afirmou que o partido iniciará, a partir de maio, discussões internas para definir estratégias eleitorais e ampliar sua presença no Congresso Nacional.O dirigente destacou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, seria o nome mais competitivo da direita para a Presidência da República, descrevendo-o como alguém com perfil mais centrado e aberto ao diálogo. Pereira também minimizou especulações sobre uma eventual saída de Tarcísio do partido, ressaltando que o governador conta com apoio majoritário da sigla.No cenário paulista, o presidente do Republicanos demonstrou otimismo com a possível reeleição de Tarcísio, caso enfrente Fernando Haddad. Ele atribui essa vantagem aos altos índices de aprovação do governador e ao perfil conservador do interior do estado.Em relação às metas eleitorais, o Republicanos projeta eleger entre 50 e 60 deputados federais e alcançar uma bancada de sete a oito senadores.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Presidente do PT diz que reeleição de Lula é prioridade absoluta do partido

    Play Episode Listen Later Apr 14, 2026 33:21


    O convidado do JR ENTREVISTA desta segunda-feira (13) é o presidente do PT, Edinho Silva. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre as estratégias do partido para as eleições de 2026, a provável candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alianças políticas, economia, denúncias recentes e propostas de reformas.Durante a entrevista, Edinho Silva afirmou que Lula será o candidato do PT à reeleição em 2026, embora a oficialização dependa das convenções partidárias. Segundo ele, o presidente é hoje a única liderança com capacidade de conduzir o país em meio a um cenário internacional de instabilidade.O dirigente também detalhou a estratégia política da sigla, que terá como prioridade absoluta a reeleição de Lula. Para isso, o PT admite abrir mão de candidaturas próprias nos estados a fim de consolidar alianças com partidos de centro, como MDB, PSD, PP e União Brasil. A ideia, segundo Edinho, é formar palanques amplos capazes de enfrentar o que ele classificou como forças autoritárias e garantir a continuidade de projetos de reconstrução nacional.O presidente do PT ainda indicou as prioridades de um eventual quarto mandato de Lula. Entre elas, estão: aprofundamento da reforma da renda e do consumo, com redução de impostos para as camadas mais pobres e pequenos empresários; implementação de uma política integrada de segurança pública entre União, estados e municípios; e a genda voltada ao futuro, com investimentos em tecnologia, uso estratégico de terras raras, fortalecimento da indústria, apoio à agroindústria e ações voltadas à transição energética e ao enfrentamento das mudanças climáticas.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Secretário do MJSP defende regulação de plataformas e diz que ‘não é censura'

    Play Episode Listen Later Apr 9, 2026 31:07


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (8) é o secretário Nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Victor Fernandes. Ao jornalista Yuri Achcar, ele detalha os avanços na legislação brasileira voltada ao ambiente virtual e comenta os principais desafios para garantir mais segurança aos usuários na internet.Ao longo da entrevista, Fernandes ressaltou que a evolução dos direitos digitais no país começou com o Marco Civil da Internet, considerado um marco regulatório importante para estabelecer direitos e deveres no uso da rede. No entanto, ele afirma que o cenário atual exige atualização constante diante do crescimento de crimes virtuais e da disseminação de conteúdos prejudiciais. “As plataformas são ambientes que precisam ser controlados de alguma maneira para coibir crimes, golpes e fraudes, além de qualquer tipo de agressão aos direitos das pessoas”, pontua.Nesse contexto, ele defendeu a responsabilização das plataformas digitais como um passo necessário diante das mudanças no funcionamento das redes: “O mundo inteiro diz que agora a plataforma tem, sim, que ser responsabilizada se aquele conteúdo for um crime, porque as plataformas estão monetizando esse conteúdo”. Para o secretário, a medida é essencial para que empresas adotem mecanismos mais eficazes de controle e prevenção.Ao abordar o debate sobre regulação e liberdade de expressão, Fernandes rebateu a ideia de censura e afirmou que o objetivo é assegurar transparência. “Quando falamos de regulação de plataformas, não estamos falando de censura. A regulação não é para impedir que determinado conteúdo seja publicado por uma plataforma, é simplesmente para garantir transparência”, pontua. O secretário também ressaltou a criação do ECA Digital, proposta voltada à segurança de crianças e adolescentes na internet. A iniciativa prevê mecanismos mais rígidos para impedir o acesso de menores a conteúdos impróprios e reforça o papel das plataformas na construção de ambientes virtuais mais seguros. Fernandes ainda comentou ações voltadas ao combate de crimes virtuais ligados ao feminicídio e ampliou o alerta para novas formas de violência digital, como o uso de deep fakes para atacar mulheres. “A gente tem vivido uma epidemia de feminicídio no Brasil. O que a gente percebe é que, muitas vezes, esse ato extremo de violência contra a mulher tem origem num comportamento sexista e de misoginia, que é cada vez mais alastrado nas redes sociais e na internet. Isso tem a ver com as chamadas comunidades de red pill, a tal da machosfera, que são produtores de conteúdo que fazem vinculações de mensagens machistas e de ataque de inferiorização e violência contra as mulheres”, afirma.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Setor de táxi aéreo alerta para risco de voos inviáveis após reajuste do querosene

    Play Episode Listen Later Apr 2, 2026 30:25


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (1º) é o diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Táxi Aéreo, Gilberto Scheffer. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre os impactos da alta do combustível, os desafios enfrentados pelo setor e a importância social da aviação de pequeno porte no Brasil.Durante a entrevista, Scheffer destacou que o recente reajuste de cerca de 55% no preço do querosene de aviação, anunciado pela Petrobras, tem provocado forte pressão sobre os custos operacionais das empresas. Segundo ele, o combustível representa entre 30% e 50% das despesas do setor, o que faz com que muitos voos já estejam operando no prejuízo ou tenham se tornado inviáveis. Em regiões mais remotas, como o interior do Amazonas, o litro do combustível pode ultrapassar R$ 20, elevando ainda mais o risco de colapso das operações.O diretor explicou que, embora as aeronaves não utilizem diesel, o combustível impacta indiretamente o setor, já que o querosene é transportado por caminhões e balsas movidos a diesel até localidades distantes, especialmente nas regiões Norte e Centro-Oeste. Esse efeito em cadeia contribui para o encarecimento ainda maior da operação.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Valdemar aposta em vitória de Flávio e projeta PL com recorde na Câmara

    Play Episode Listen Later Mar 27, 2026 26:42


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quinta-feira (26) é o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Ao jornalista Thiago Nolasco, ele fala sobre o cenário eleitoral para 2026, o crescimento do partido e a estratégia da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

    Anielle Franco diz que vai disputar eleição para manter legado de Marielle

    Play Episode Listen Later Mar 26, 2026 28:16


    A convidada do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (25) é a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. À jornalista Tainá Farfan, ela fala sobre sua saída do governo para disputar as eleições de 2026, faz um balanço da gestão à frente da pasta, comenta casos recentes envolvendo o governo e reflete sobre violência política, racismo e misoginia no país.Durante a entrevista, Anielle confirmou que deixará o comando do ministério até o início de abril para concorrer a uma vaga de deputada federal pelo Rio de Janeiro. Segundo ela, a decisão tem caráter coletivo e busca fortalecer a presença feminina e progressista no Congresso Nacional, além de dar continuidade ao legado de sua irmã, Marielle Franco, morta em 2018.Ao fazer um balanço de sua gestão, a ministra destacou a consolidação da igualdade racial como uma política transversal dentro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as principais entregas, citou a titulação de territórios quilombolas, a criação de editais em parceria com o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) para fortalecer mulheres negras na ciência, além do programa Juventude Negra Viva, voltado à garantia de direitos básicos como emprego, saúde e cultura.Um dos projetos mais valorizados por Anielle é a Casa da Igualdade Racial, definida por ela como o “grande xodó” da gestão. O equipamento público oferece letramento racial, acolhimento e orientação jurídica para vítimas de racismo. A primeira unidade foi inaugurada no Rio de Janeiro, com expansão prevista para outras regiões do país, em parceria com instituições como a Defensoria Pública e a Fiocruz.Ao comentar o caso envolvendo o ex-ministro Silvio Almeida, denunciado por importunação sexual, Anielle afirmou que o andamento das investigações representa uma resposta importante contra a impunidade. Ela negou omissão do governo, declarou que escolheu o momento de se manifestar e afirmou ter sido acolhida, destacando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou a decisão necessária diante do caso.A ministra também celebrou a aprovação, no Senado, do projeto que equipara a misoginia ao crime de racismo. Ela relatou o impacto pessoal de ter sido vítima de importunação e classificou a nova legislação como um avanço essencial para garantir mais segurança a mulheres e meninas.Sobre o caso de sua irmã, Anielle avaliou as condenações dos responsáveis pelo assassinato de Marielle como uma resposta à família e à democracia, embora tenha afirmado que a verdadeira justiça seria tê-la viva. O episódio, segundo ela, evidencia a violência política de gênero e raça, usada historicamente para silenciar mulheres em espaços de poder.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Rui Costa confirma saída da Casa Civil para disputar o Senado em 2026

    Play Episode Listen Later Mar 24, 2026 35:35


    O convidado do JR ENTREVISTA desta segunda-feira (23) é o ministro da Casa Civil, Rui Costa. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre sua saída do governo para disputar as eleições de 2026, a crise envolvendo o Banco Master, o preço dos combustíveis, a relação com caminhoneiros e o balanço de sua gestão à frente da pasta.Durante a entrevista, Rui Costa confirmou que deixará o comando da Casa Civil no próximo dia 30 de março. Segundo ele, a data marcará uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apresentação de um balanço da gestão e a formalização da transição. O ministro afirmou que não será o único a sair: até 18 integrantes do governo devem deixar seus cargos para concorrer nas eleições de 2026.Costa disse que pretende disputar uma das duas vagas ao Senado pela Bahia. Ao comentar o cenário político no estado, negou desgaste do PT e afirmou que a oposição perdeu força no interior. Ele também criticou a gestão da Prefeitura de Salvador nos últimos 16 anos, apontando falhas na oferta de creches e na educação infantil. Para o ministro, a campanha eleitoral deve se basear na comparação entre as ações do atual governo — como investimentos em habitação, crédito e prevenção de desastres — e os resultados da gestão anterior.Sobre a crise envolvendo o Banco Master, Rui Costa atribuiu a responsabilidade pela fiscalização ao Banco Central durante a gestão anterior. Ele afirmou que a autorização para a expansão da instituição financeira ocorreu após uma reversão de decisão em 2019, já sob a presidência de Roberto Campos Neto. Segundo o ministro, o banco cresceu rapidamente sem a devida supervisão.Costa destacou que a identificação de irregularidades ocorreu já no atual governo, por iniciativa de Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Lula ao Banco Central. De acordo com ele, após a constatação de inconsistências nos balanços, foram determinadas auditorias e, posteriormente, a liquidação da instituição.O ministro também comentou um encontro entre Lula e o empresário Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto. Segundo Costa, reuniões com empresários são rotineiras e, na ocasião, o presidente teria deixado claro que o governo não promove perseguições, mas também não protege quem comete irregularidades.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Ministra defende ECA Digital e critica exploração de crianças como influenciadoras

    Play Episode Listen Later Mar 19, 2026 27:55


    A convidada do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (18) é a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo. Ao jornalista Yuri Achcar, ela fala sobre a implementação do ECA Digital, o enfrentamento à violência contra a mulher e o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1.Segundo a ministra, o ECA Digital estabelece uma responsabilidade compartilhada entre famílias, Estado e plataformas digitais, superando o cenário anterior em que os pais lidavam sozinhos com os riscos da internet para crianças e adolescentes.Macaé Evaristo explicou que o ECA Digital prevê obrigações mais rígidas às empresas de tecnologia. Entre elas, a remoção de conteúdos criminosos — como exploração sexual e exposição vexatória — a partir de denúncia, sem necessidade de ordem judicial. As plataformas também deverão oferecer ferramentas de controle parental acessíveis, implementar sistemas de verificação de idade que respeitem a privacidade e adotar mecanismos para identificar e bloquear conteúdos impróprios quando o usuário for criança. O descumprimento pode gerar sanções, incluindo multas.Ao tratar dos direitos das mulheres, a ministra afirmou que o governo tem dado atenção especial às meninas, diante de indicadores preocupantes como casamentos infantis, exploração sexual, aliciamento e trabalho infantil. Ela destacou que o enfrentamento à violência exige ações integradas entre Executivo, Legislativo e Judiciário, incluindo a priorização de julgamentos, o treinamento das forças de segurança para evitar a revitimização e a efetividade de medidas protetivas, como o uso de tornozeleiras eletrônicas.Ao comentar o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1, a ministra classificou a exploração laboral como uma forma de violência e defendeu que o tema deve ser tratado como questão de direitos humanos. Segundo ela, o modelo impacta de maneira desproporcional as mulheres em empregos precarizados, que acabam sobrecarregadas pela chamada “agenda de cuidados” em seu único dia de folga.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Inmetro lança selo digital com QR Code para identificar produtos falsificados

    Play Episode Listen Later Mar 12, 2026 30:32


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (11) é o presidente do Inmetro, Márcio André Brito. À jornalista Flávia Alvarenga, ele fala sobre as novas estratégias do órgão para combater a falsificação de selos de certificação, ampliar a fiscalização de produtos e reforçar a segurança dos consumidores brasileiros.Uma das principais novidades apresentadas na entrevista é o selo digital do Inmetro, desenvolvido em parceria com a Casa da Moeda. O novo modelo possui nível de segurança semelhante ao de um passaporte e inclui um QR Code que pode ser lido pelo aplicativo “Inmetro na Palma da Mão”.Por meio do aplicativo, o consumidor consegue verificar instantaneamente se o selo é verdadeiro ou falso. A ferramenta também permite enviar denúncias com a localização do usuário, o que ajuda o órgão a criar um mapa de calor das irregularidades e direcionar operações de fiscalização.Os primeiros produtos a receberem o novo selo digital foram capacetes, extintores de incêndio e cilindros de gás natural, escolhidos por estarem diretamente ligados à segurança e por concentrarem grande número de denúncias. Segundo Brito, o cronograma de implementação já está em andamento. O prazo para adaptação dos importadores vence em março, enquanto o comércio terá até junho para se adequar. A partir de julho, todos os produtos dessas categorias deverão utilizar o novo selo digital. A meta é que toda a carteira de cerca de 600 produtos regulados pelo Inmetro esteja com o novo sistema em até cinco anos.O presidente do Inmetro reforçou que os consumidores podem encaminhar dúvidas ou denúncias ao órgão por meio das redes sociais ou da Ouvidoria, pelo telefone 0800 285 1818. Segundo ele, a participação da população é fundamental para ampliar o alcance das fiscalizações e garantir mais segurança no mercado brasileiro.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Ciro Nogueira condiciona apoio a Flávio a discurso de união nacional

    Play Episode Listen Later Mar 5, 2026 22:35


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (4) é o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI). À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre as articulações para as eleições de 2026, a possível formação da federação entre PP e União Brasil, críticas ao governo Lula, pautas prioritárias da direita, política externa e temas polêmicos como o caso do Banco Master.Ao tratar da sucessão presidencial, Nogueira afirmou que o PP tem grandes chances de apoiar uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, desde que o projeto seja voltado para a unificação do país e para um governo que dialogue com a maioria da população. Segundo ele, uma campanha restrita à “bolha bolsonarista” ou centrada apenas na defesa do legado do ex-presidente Jair Bolsonaro teria dificuldade para conquistar o eleitorado de centro. O senador avaliou que a população está cansada da polarização política e quer foco em áreas como saúde, educação e segurança pública. Ele também disse não acreditar na viabilidade de uma terceira via e afirmou que o segundo turno tende a se consolidar entre um candidato ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outro apoiado por Flávio.Sobre a relação com o governo federal, Ciro negou a existência de qualquer pacto de não agressão com Lula e garantiu que não o apoiará nas eleições no Piauí. Ele reconheceu que o presidente teve desempenho positivo em mandatos anteriores, mas avaliou que atualmente adota postura que, em sua visão, contribui para a divisão do país. Sobre a possibilidade de indicar o vice em uma eventual chapa presidencial encabeçada por Flávio Bolsonaro, o senador afirmou que o mais importante é construir um projeto vencedor e de união nacional. Ele elogiou a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e declarou que, em sua avaliação, ela poderia ter sido a vice de Jair Bolsonaro em 2022, o que teria reduzido a rejeição do ex-presidente entre o eleitorado feminino.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Relator defende acordo Mercosul-UE e critica ‘jogo político' da França

    Play Episode Listen Later Feb 26, 2026 34:50


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (25) é o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), relator do acordo entre Mercosul e União Europeia na Câmara. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre o alcance do tratado comercial, as mudanças no clima político do Congresso Nacional, o poder das plataformas digitais e a polêmica dos supersalários e “penduricalhos” no serviço público.Nesta quarta, o plenário da Câmara deu aval ao tratado, que segue para votação no Senado. Entre os benefícios econômicos do acordo, Chinaglia citou três pontos principais: ampliação do mercado consumidor, geração de empregos — afirmando que cada 1 bilhão de dólares exportado à Europa garante mais de 28 mil empregos no Brasil — e modernização da indústria nacional, que poderá importar máquinas europeias com isenção de impostos, aumentando a produtividade e reduzindo custos.O deputado ressaltou que o tratado funciona como contrapeso ao protecionismo dos Estados Unidos, reforçando o multilateralismo em um momento em que a Europa busca parceiros considerados confiáveis.O relator destacou ainda que o governo brasileiro estruturou mecanismos de defesa comercial. Caso a União Europeia taxe um produto brasileiro de forma considerada injusta, como frutas, o Brasil poderá aplicar medida equivalente, taxando produtos europeus, como vinhos, para reequilibrar a balança.Sobre a resistência de agricultores franceses, o deputado classificou os protestos como exagerados e parte de um “jogo político” por mais subsídios.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Presidente interino diz que CVM agiu antes da crise pública do Banco Master

    Play Episode Listen Later Feb 19, 2026 29:17


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (18) é o presidente interino da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), João Accioly. Ao jornalista Thiago Nolasco, ele fala sobre a atuação da autarquia no caso do Banco Master, os mecanismos das fraudes investigadas, os impactos sobre fundos de previdência e os desafios estruturais enfrentados pelo órgão regulador do mercado de capitais.Sobre o caso do Banco Master — que anteriormente se chamava Banco Máxima — o presidente interino afirmou que a atuação da CVM é anterior à crise de liquidez tornada pública. De acordo com ele, a autarquia identificou irregularidades envolvendo entidades ligadas ao grupo desde pelo menos 2019. À época, a instituição ainda não havia mudado de nome nem enfrentava questionamentos públicos sobre sua situação financeira.Accioly explicou que houve dois processos administrativos com acusação formal que resultaram na celebração de termos de compromisso — acordos em que os acusados ressarciram prejuízos aos investidores. Atualmente, segundo ele, existem mais de 20 processos relacionados ao caso em diferentes fases de investigação dentro da CVM.Durante a entrevista, o presidente interino detalhou os mecanismos das fraudes investigadas. Um deles seria a chamada “inflação de ativos”, prática que consistiria na inserção de ativos em fundos com valores muito superiores aos reais.Ele também mencionou situações em que o próprio Banco Master figurava como cotista de um fundo com ativos inflados, prática que descreveu como uma forma de aumentar artificialmente o próprio patrimônio da instituição.Outro mecanismo citado foi a criação de carteiras de crédito falsas, com empréstimos concedidos a pessoas inexistentes ou a “laranjas”, que repassavam os recursos e deixavam de pagar as dívidas, gerando receitas fictícias. Accioly ainda relatou a existência de empréstimos sem lógica econômica, como a concessão de valores milionários a empresas com faturamento irrisório, nos quais os recursos acabariam beneficiando os controladores do esquema.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Presidente da AFE Brasil aborda o uso de canetas emagrecedoras

    Play Episode Listen Later Feb 12, 2026 31:31


    William Dib, presidente da AFE Brasil (Associação das Farmácias Estéreis), abordou no JR Entrevista a polêmica sobre o uso de canetas emagrecedoras em clínicas e hospitais. A associação representa farmácias de manipulação na discussão sobre substâncias para emagrecimento. Dib esclareceu que esses produtos são manipulados legalmente sob supervisão médica, reforçando a importância da orientação profissional no tratamento da obesidade.

    Wellington Dias rebate críticas a programas sociais e destaca geração de empregos

    Play Episode Listen Later Feb 5, 2026 39:25


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (4) é o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre a ampliação do programa Gás do Povo, o combate a fraudes em programas sociais, os resultados do Bolsa Família na redução da pobreza, os impactos econômicos das políticas de transferência de renda, além do cenário político para as eleições de 2026 e das ações do governo voltadas a povos indígenas e ao combate ao feminicídio.Logo no início da entrevista, Wellington Dias defendeu a ampliação do Gás do Povo, que passará de cerca de 5 milhões para mais de 15 milhões de famílias atendidas, alcançando aproximadamente 50 milhões de pessoas. O benefício cobre integralmente o valor do botijão de gás, que em algumas regiões chega a custar até R$ 150, e será pago por meio de voucher digital, inclusive para beneficiários do Bolsa Família.Wellington Dias também abordou o combate a fraudes nos programas sociais. Ele afirmou que o governo investiu na reestruturação do Cadastro Único e na integração de dados com órgãos como a CGU (Controladoria-Geral da União), o TCU (Tribunal de Contas da União), a AGU (Advocacia-Geral da União) e tribunais de contas estaduais. Esse cruzamento de informações permitiu identificar situações de irregularidade, como pessoas com alta renda recebendo benefícios, uso de CPFs falsos e registros de pessoas já falecidas.De acordo com o ministro, mais de 6 milhões de pagamentos irregulares foram cancelados. O TCU estimou que as fraudes geravam prejuízos de até R$ 4 bilhões por ano. Com a correção dessas distorções, segundo ele, foi possível incluir famílias extremamente pobres que estavam fora do sistema, sem aumento significativo do orçamento.Ao comentar os resultados do Bolsa Família, Wellington Dias afirmou que o Brasil saiu do Mapa da Fome e que mais de 20 milhões de pessoas deixaram a pobreza nos últimos anos. Desse total, 17,4 milhões teriam avançado para faixas de renda mais elevadas. O ministro ressaltou que o orçamento do programa se manteve praticamente estável, mas com maior eficiência na aplicação dos recursos.Ele rebateu críticas de que os programas sociais gerariam dependência, afirmando que o Bolsa Família não impede o trabalho formal nem o empreendedorismo. O ministro citou dados segundo os quais 98% das novas vagas de emprego no país são ocupadas por pessoas inscritas no Cadastro Único ou beneficiárias do Bolsa Família. O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Acordo Mercosul-UE é aposta de longo prazo para carne bovina do Brasil, diz dirigente

    Play Episode Listen Later Jan 22, 2026 27:43


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (21) é o presidente da Abiec (Associação Brasileira da Indústria de Carne Bovina), Roberto Perosa. À jornalista Flávia Alvarenga, ele fala sobre o desempenho recorde das exportações brasileiras de carne bovina em 2025, os desafios impostos por tarifas e salvaguardas internacionais e as perspectivas do setor para os próximos anos.Ao falar sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, Perosa avaliou o tratado de forma positiva, mas ressaltou que se trata de uma estratégia de médio e longo prazo. Ele explicou que o mercado europeu, com destaque para países como Itália, Holanda e Espanha, tem perfil voltado a cortes nobres e não é capaz de absorver o volume excedente que hoje é destinado à China ou os cortes industriais enviados aos Estados Unidos.Durante a entrevista, Perosa destacou que 2025 foi um ano histórico para a indústria da carne bovina brasileira. Segundo ele, o país exportou 3,5 milhões de toneladas, com uma receita próxima de US$ 18 bilhões, superando os números registrados em 2024. Além do volume e do faturamento, o dirigente chamou atenção para a ampliação dos mercados compradores: o Brasil passou de cerca de 150 países importadores para 177, o que, segundo ele, demonstra a confiança internacional na qualidade e no controle sanitário da carne brasileira.Ao comentar o mercado dos Estados Unidos, segundo maior destino das exportações brasileiras, Perosa explicou que o país vive um ciclo de baixa na produção interna, o menor dos últimos 80 anos, com um déficit estimado em 1,5 milhão de toneladas. Esse cenário aumentou a necessidade de importações, mas foi parcialmente afetado pelo tarifaço americano ao longo de 2025, com uma alíquota de 74,6% por cerca de três meses. De acordo com Perosa, a medida impediu que o Brasil alcançasse a meta de 400 mil toneladas exportadas aos EUA, limitando o volume a cerca de 270 mil toneladas, que acabaram sendo redirecionadas para outros mercados. Com a retirada das tarifas após negociações entre o setor privado e os governos, a expectativa é de recuperação do volume em 2026.Sobre a China, principal destino da carne bovina brasileira, o presidente da Abiec afirmou que o país asiático adotou uma medida de salvaguarda para 2026, estabelecendo um limite de 1,106 milhão de toneladas. A restrição representa uma redução de aproximadamente 35% em relação às 1,7 milhão de toneladas exportadas no ano anterior. Segundo Perosa, a medida tem caráter concorrencial e retira do mercado uma demanda equivalente a quase 3 milhões de bois, o que exige diálogo com o governo brasileiro para mitigar impactos sobre empregos e rentabilidade da cadeia produtiva.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Sarrubbo elogia novo ministro critica politização do debate sobre segurança pública

    Play Episode Listen Later Jan 16, 2026 28:42


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quinta-feira (15) é o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele faz um balanço sobre a sua atuação no cargo, a transição no Ministério da Justiça e Segurança Pública e os principais desafios para consolidar uma política nacional de segurança baseada em integração, ciência e resultados concretos. Ao comentar a saída do ex-ministro Ricardo Lewandowski, Sarrubbo afirmou que a transição foi planejada e não pegou a equipe de surpresa. De acordo com ele, Lewandowski já havia sinalizado que encerraria seu ciclo no início do ano, deixando um legado relevante tanto na justiça quanto na segurança pública

    Presidente do Serpro detalha plataforma da reforma tributária lançada pelo governo

    Play Episode Listen Later Jan 15, 2026 30:52


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (14) é o presidente do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), Wilton Mota. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre o papel estratégico da empresa pública de tecnologia da informação na digitalização do governo federal, na segurança de dados dos cidadãos e na implementação de sistemas considerados essenciais para o funcionamento do Estado brasileiro.Durante a entrevista, Mota destacou o lançamento da plataforma digital que vai operacionalizar a reforma tributária, acessível por meio do Gov.br. A ferramenta permitirá que cidadãos e empresas consultem impostos pagos, notas fiscais emitidas e valores a serem restituídos. Segundo ele, o objetivo é dar transparência ao sistema tributário e permitir que o contribuinte compreenda melhor o que paga e o que recebe do Estado.

    JR ENTREVISTA: INSS fechou brechas usadas para descontos irregulares, diz presidente

    Play Episode Listen Later Jan 8, 2026 29:15


    O convidado do ⁠JR ENTREVISTA⁠ desta quarta-feira (7) é o presidente do ⁠INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Gilberto Waller. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele fala sobre a sanção de uma ⁠nova lei que proíbe descontos associativos automáticos nos benefícios previdenciários⁠, o ressarcimento de milhões de ⁠segurados vítimas de cobranças indevidas⁠, o combate a fraudes em empréstimos consignados e as mudanças na gestão do instituto.

    JR ENTREVISTA: Agro responde por 25% da economia e puxa alta do PIB em 2025, diz diretor da CNA

    Play Episode Listen Later Dec 31, 2025 29:25


    O convidado do JR ENTREVISTA desta terça-feira (30) é Maciel Silva, diretor-técnico adjunto da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre os números positivos da agropecuária brasileira, a despeito dos prejuízos causados pelas condições climáticas na região Sul do país; a inadimplência de produtores rurais e o impacto das tarifas norte-americanas a produtos brasileiros.

    Falta de engenheiros trava projetos estratégicos no Brasil, diz presidente do Confea

    Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 32:34


    O presidente do Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, Vinicius Marchese, afirmou em entrevista ao JR Entrevista que a precariedade da infraestrutura brasileira passa diretamente pela escassez de engenheiros qualificados. Segundo ele, relatórios sobre rodovias em más condições refletem não apenas falta de investimento, mas também ausência de profissionais técnicos capazes de planejar, executar e manter obras públicas. Marchese apontou queda acentuada na formação de engenheiros nos últimos anos. O número de estudantes recuou cerca de 30%, enquanto a engenharia civil perdeu mais da metade dos ingressantes. O cenário resulta em déficit estimado de 500 mil profissionais, problema que compromete projetos logísticos, ferrovias, saneamento básico e iniciativas como a rota bioceânica, considerada estratégica para reduzir custos de exportação rumo ao mercado asiático.Durante a conversa, o presidente do Confea também destacou a urgência de fortalecer equipes técnicas na administração pública. Para ele, recursos existem, porém faltam quadros especializados dentro do Estado. Marquese defendeu valorização da engenharia, mudanças na formação acadêmica e políticas públicas capazes de preparar o país para enfrentar desafios estruturais, climáticos e sociais, sob risco de perpetuar desigualdades e atrasar o desenvolvimento nacional.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Saúde vai acelerar registros para baratear canetas emagrecedoras, diz Padilha

    Play Episode Listen Later Dec 11, 2025 36:21


    O convidado do JR ENTREVISTA desta desta quarta-feira (10) é o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre novos avanços na vacinação, políticas públicas prioritárias para o SUS, tensões políticas em Brasília e avaliações sobre o cenário eleitoral de 2026.Durante a entrevista, Padilha detalhou a chegada da primeira vacina 100% brasileira contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o Ministério da Saúde. De dose única e com proteção contra os quatro sorotipos, ela será distribuída inicialmente para pessoas mais velhas — começando pelos 59 anos e descendo progressivamente para faixas etárias inferiores — além de voluntários dos testes clínicos e profissionais de saúde, especialmente da atenção primária e pronto-socorro. O Butantan prevê 9 milhões de doses no primeiro semestre do próximo ano e 30 a 35 milhões no segundo. A Anvisa deve publicar o registro definitivo ainda esta semana, e a vacinação começará em janeiro, priorizando profissionais de saúde. O ministério também manterá a vacinação internacional para adolescentes de 14 a 16 anos, que exige duas doses.Na área de medicamentos e tecnologia, o ministro afirmou que o país está acelerando o processo regulatório para ampliar a oferta de canetas emagrecedoras produzidas no Brasil. Com o fim de patentes previsto para alguns medicamentos já no próximo ano, o governo espera redução de preços. O Ministério da Saúde, segundo ele, também financia estudos para avaliar a incorporação das canetas emagrecedoras no SUS, especialmente para pacientes na fila da cirurgia bariátrica.Sobre a política em Brasília, o ministro comentou o clima em torno da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) e disse esperar uma retomada do diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que recentemente elogiou ações do governo no Amapá. Padilha afirmou que o presidente Lula sempre buscou o diálogo com os chefes dos Poderes.Ao comentar o cenário eleitoral, Padilha avaliou a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência como uma tentativa de Jair Bolsonaro manter sua influência sobre uma direita que, na visão dele, está fragmentada. Ele defendeu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve liderar uma frente ampla progressista em 2026, lembrando que o governo já inclui ministros de centro e centro-direita.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Brasil pode ter apagão mesmo com sobra de energia solar, alerta dirigente do setor

    Play Episode Listen Later Dec 4, 2025 30:38


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (3) é o presidente da ABRACE Energia, Paulo Pedrosa. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre como o alto custo da energia no Brasil tem comprometido a competitividade da indústria, pressionado a inflação e afastado o país da oportunidade de se tornar um grande produtor de bens verdes e competitivos no mercado global.Ele defendeu a necessidade de reduzir subsídios, eliminar distorções e recuperar o papel do planejamento energético, que perdeu espaço para decisões políticas.Pedrosa também destacou que o consumidor precisa de melhor informação de preços — por exemplo, aproveitando horários de energia mais barata para lavar roupas ou utilizar eletrodomésticos.O presidente da ABRACE Energia falou também sobre um paradoxo pouco conhecido do setor elétrico brasileiro: o risco de apagão causado não pela falta, mas pelo excesso de energia. Segundo ele, “por incrível que pareça”, o país vive hoje uma ameaça de desligamento generalizado decorrente do desequilíbrio provocado pela entrada massiva de energia solar, sobretudo aquela gerada por painéis instalados em residências e comércios.Pedrosa explicou que o sistema elétrico opera sob uma regra rígida: a cada segundo, a energia produzida precisa ser exatamente igual à energia consumida. Qualquer descompasso entre geração e demanda — seja por falta, seja por sobra — compromete a estabilidade. No caso da energia solar distribuída, o problema ocorre quando há sol em abundância: “há tanto painel solar na casa das pessoas” que uma quantidade enorme de energia entra de forma simultânea na rede.Nesse cenário, o sistema pode sofrer um desequilíbrio súbito, comparável, segundo o presidente da ABRACE, a “tentar engolir muita água de uma vez só”. A energia que chega é maior do que o que a rede consegue absorver, e se a diferença for muito grande, “o sistema perde o equilíbrio e cai”. Para evitar isso, o operador nacional precisa agir rapidamente, ordenando o desligamento de hidrelétricas e termoelétricas, mesmo em situações em que essas usinas seriam importantes para garantir estabilidade.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Presidente da EBC diz que big techs lucram com desinformação e pede regulação urgente

    Play Episode Listen Later Dec 3, 2025 31:41


    O convidado do JR ENTREVISTA desta terça-feira (2) é o presidente da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), Andre Basbaum. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre a missão da comunicação pública no Brasil, os desafios impostos pelas big techs, a necessidade de regulação do ambiente digital, os avanços tecnológicos da TV 3.0 e a conjuntura política no Congresso.Basbaum iniciou a entrevista explicando a missão central da EBC: garantir a todos os brasileiros o direito à comunicação, oferecendo conteúdo que contribua para o desenvolvimento do país e ajude as pessoas a melhorar de vida. Segundo ele, a comunicação pública ocupa um espaço que o setor privado muitas vezes não cobre por falta de interesse econômico, sendo decisiva para a democracia ao assegurar jornalismo profissional, diversidade e pluralidade. Sobre os desafios impostos pelas big techs, o presidente da EBC afirmou que o adversário não são as TVs abertas brasileiras, mas os “grandes conglomerados internacionais”. Segundo ele, as plataformas estrangeiras operam no país sem pagar a mesma carga tributária, sem remunerar a produção jornalística e ainda lucram com desinformação e crimes. Para Basbaum, é urgente proteger o conteúdo nacional e o audiovisual brasileiro, por meio de uma regulação clara e moderna. Ele reforçou que regulação não significa censura, mas sim organização.Basbaum alertou para os riscos da falta de regras, mencionando especialmente problemas ligados à segurança das crianças, como a adultização precoce e a circulação de conteúdos criminosos nas redes. Ele lembrou que veículos tradicionais têm responsabilidade legal e editorial, enquanto as plataformas ainda não contam com mecanismos suficientes para impedir violações graves, como crimes de pornografia.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    ‘Não vamos recuar', diz Boulos sobre embates com o Congresso

    Play Episode Listen Later Nov 29, 2025 30:41


    O convidado do JR ENTREVISTA desta sexta-feira (28) é o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre a relação do governo com o Congresso Nacional, a agenda econômica, as políticas sociais prioritárias do Planalto e os desafios políticos rumo a 2026.Logo no início da conversa, Boulos classificou como “absurda” e “vergonhosa” a derrubada de parte dos vetos do presidente Lula à lei do licenciamento ambiental. Ele afirmou que a medida representa “passar a boiada” para atender “interesses escusos”, e chamou atenção para o fato de que a decisão ocorreu menos de uma semana após o Brasil sediar a COP 30. O ministro também criticou outras ações do Congresso — como a aprovação da chamada PEC da Blindagem na Câmara (proposta posteriormente derrubada pelo Senado) e a rejeição à medida provisória alternativa ao aumento do IOF — apontando que todas fazem parte de um clima de “crise e instabilidade” entre os poderes.Apesar das tensões, Boulos disse que o governo mantém disposição para dialogar — papel que atribuiu à ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann — mas ressaltou que o Planalto não recuará de suas pautas e não cederá a “chantagens” ou “pressões”. “Acredito que possa se chegar a um bom termo, porque acho que é o que interessa para o povo brasileiro. Mas o governo não vai recuar das suas pautas. Essa ideia de estabelecer uma chantagem, uma pressão para fazer o presidente Lula recuar dos seus compromissos, isso não funcionou até aqui e não vai funcionar. O presidente Lula foi eleito por 60 milhões de brasileiros e representa a maioria do povo brasileiro. Não se pode atuar dessa forma”, afirmou. Na área econômica, o ministro destacou a aprovação unânime da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000, compromisso que, segundo ele, estava no programa de governo. Sobre indicações institucionais, o ministro avaliou que a rejeição de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) seria “fora de cogitação”, lembrando que a prerrogativa é do presidente da República e que a última rejeição ocorreu há 131 anos, no governo Floriano Peixoto. Ao comentar o cenário eleitoral de 2026, o ministro defendeu a construção de uma frente ampla em torno da reeleição de Lula e enumerou três pautas que considera fundamentais para o próximo governo: o fim da escala 6x1 de trabalho, a regulamentação dos direitos de trabalhadores de aplicativos e a taxação dos “BBBs” — bilionários, bancos e bets. Sobre a possibilidade de tarifa zero no transporte público, disse que o tema precisa de amplo estudo, já que o custeio nacional é complexo.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Senacon alerta para fraudes na Black Friday e cobra responsabilidade de plataformas

    Play Episode Listen Later Nov 27, 2025 31:21


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (26) é o secretário Nacional do Consumidor, Paulo Henrique Pereira. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre a proteção do consumidor no ambiente digital, os riscos e desafios da Black Friday, a responsabilidade das plataformas de e-commerce e as ações do governo para enfrentar problemas como bets ilegais, suplementos falsificados, superendividamento e questões envolvendo setores regulados.Durante a entrevista, Pereira destacou que a Black Friday, embora tenha se consolidado como uma data relevante para o comércio brasileiro, nasceu com uma experiência considerada “péssima”. Ele lembrou que os consumidores, nas primeiras edições, sentiam falta de descontos reais, o que levou ao apelido de “Black Fraude”, marcado pelo famoso “tudo pela metade do dobro”. Nos últimos anos, segundo ele, tanto lojistas quanto consumidores amadureceram, mas os riscos de golpes permanecem — especialmente em um mês em que o público está mais suscetível a ofertas tentadoras.O secretário detalhou as formas clássicas de fraude: preços artificialmente elevados antes da promoção, descontos falsos, fretes excessivos e links fraudulentos criados para enganar consumidores e capturar dados sensíveis, como informações de cartão de crédito. Segundo ele, enganar sobre o preço viola o direito à informação e pode gerar desde multas até a cassação do direito de exercer a atividade comercial.Pereira reforçou que todos os direitos do consumidor permanecem válidos, mesmo em compras com desconto — como o direito ao arrependimento de 7 dias e à troca ou devolução em caso de defeito. Para orientar o público, o governo criou um manual de proteção para a Black Friday, com dicas para verificar preços, fretes e links suspeitos.O secretário reforçou a importância dos canais de reclamação, como o consumidor.gov.br — fundamental para orientar políticas públicas —, além dos Procons, que classificou como fundamentais e eficientes, e de instrumentos privados de resolução de conflitos.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Presidente da Abear defende tarifa básica e vê despesas como vilões das passagens

    Play Episode Listen Later Nov 20, 2025 35:06


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (19) é o presidente da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), Juliano Noman. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre o projeto em discussão no Congresso Nacional que pretende proibir a cobrança pela bagagem de mão.Noman explicou que a criação das diferentes classes tarifárias, hoje no centro da disputa, é resultado direto da política de flexibilização de produtos, autorizada em 2017. Desde então, as empresas podem oferecer diferentes tipos de passagem no mesmo voo — com ou sem bagagem, com ou sem marcação de assento, com ou sem refeição. Essa estratégia, segundo ele, tornou-se essencial a partir de 2018, quando as companhias brasileiras passaram a competir com empresas de baixo custo que operam rotas internacionais ligadas ao Brasil.Foi nesse cenário que surgiu a tarifa básica, descrita por Noman como uma quarta opção criada para garantir competitividade. Ele frisou que é nessa modalidade, a mais barata, que não há direito à bagagem de mão no compartimento superior, mas apenas a uma mochila ou outro item pessoal, a ser colocado embaixo do assento. “O passageiro vê as quatro opções de forma muito transparente e escolhe aquela que melhor lhe convém”, destacou. “Não criou-se uma taxa específica. O que criou foi uma classe tarifária a mais, uma opção a mais para o passageiro”, acrescentou Noman.Para o presidente da Abear, o foco do debate não deveria ser restringir ou proibir o modelo, mas preservar o direito de escolha do consumidor. Ele defende que o Brasil precisa decidir qual modelo regulatório deseja: um sistema flexível, que permita ao passageiro pagar apenas pelo que consome, ou um mercado fechado, com menos opções.“O que a gente tem explicado para os parlamentares é um pouco dessa lógica. É uma discussão regulatória, se o modelo do Brasil deve ser um modelo mais flexível, que o passageiro tem quatro opções. Naquela hora e no dia que ele quer a bagagem, ele compra uma. No dia que ele não quer, ele compra outra”, comentou.Noman destacou que o principal desafio para o preço da passagem não está nas regras de bagagem, mas sim na estrutura de custos do setor. Ele lembrou que grande parte das despesas das companhias é dolarizada, citando arrendamento de aeronaves, manutenção e o próprio combustível de aviação. O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Sarrubbo diz que PL Antifacção foi ‘destruído' e critica foco em aumento de pena

    Play Episode Listen Later Nov 13, 2025 27:07


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (12) é o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo. Ao jornalista Thiago Nolasco, ele fala sobre o projeto de lei em discussão no Congresso Nacional que trata de medidas de combate às facções criminosas, o chamado PL Antifacção. Durante a entrevista, Sarrubbo fez críticas à forma como o texto foi alterado pelo relator, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), lamentou o abandono do projeto original elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e apontou quais medidas, na sua visão, são realmente eficazes no enfrentamento ao crime organizado.Segundo Sarrubbo, o texto apresentado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública foi construído ao longo de mais de um ano, com ampla participação das forças do SUSP (Sistema Único de Segurança Pública) — incluindo comandantes-gerais de Polícias Militares, chefes de Polícia Civil, Ministério Público e representantes da sociedade civil. Para o secretário, todo esse trabalho técnico e articulado “foi simplesmente destruído na largada”.Entre as principais críticas, Sarrubbo destacou o que considera o grande defeito do projeto atual: a junção entre o PL Antifacção e a reforma da lei antiterrorismo. Ele avaliou que equiparar facções criminosas ao terrorismo “não traz uma vírgula a mais” de eficiência prática. “Chamar de terrorismo [a facção criminosa] não traz nada de novo para aquele cidadão que está na ponta”, afirmou.O secretário também se opôs ao foco do texto no aumento de penas, que podem chegar a 40 anos de prisão. Para ele, essa é uma resposta imediata e populista, mas ineficaz.Apesar das críticas, o secretário reconheceu aspectos positivos no texto em debate. Segundo ele, o projeto preserva algumas medidas originalmente propostas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, como novas medidas cautelares, a possibilidade de intervenção em empresas usadas para lavagem de dinheiro e a criação de pessoas jurídicas fictícias para fins investigativos.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Presidente da Anfavea explica como o Brasil evitou paralisação por falta de chips

    Play Episode Listen Later Nov 6, 2025 31:05


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (5) é o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Igor Calvet. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre os desafios e as perspectivas da indústria automobilística brasileira, abordando temas que vão da crise global de semicondutores à transição para veículos eletrificados e à sustentabilidade ambiental do setor.Calvet explicou o impacto da crise global de semicondutores — os chips usados em praticamente todos os sistemas eletrônicos de um carro moderno. Segundo ele, um veículo pode conter entre 1.000 e 3.000 semicondutores, e a falta de apenas um componente pode paralisar toda a linha de produção. A situação, disse Calvet, não é de mercado, como ocorreu na pandemia, mas de natureza geopolítica, envolvendo China, Estados Unidos e Europa.A Anfavea atuou junto ao governo brasileiro, especialmente com o vice-presidente Geraldo Alckmin, e ao governo chinês, para viabilizar licenças especiais que garantam o fornecimento de chips ao país. “Nós pedimos ao governo brasileiro que abrisse um canal de diálogo com o governo chinês. Ao mesmo tempo, a Anfavea, que representa todas as montadoras instaladas aqui no Brasil, também abriu esse canal de contato com o governo chinês. E hoje nós podemos dizer que fomos, sim, bem-sucedidos, porque o governo chinês analisará individualmente cada um dos casos e poderá conceder licenças especiais para as empresas puderem importar esses chips aqui para o Brasil”, comentou.Questionado sobre o aumento dos preços dos veículos 0 km, Calvet destacou que o encarecimento não se deve apenas à inflação, mas a uma soma de fatores estruturais. A mudança no perfil do consumidor, que passou a preferir SUVs — mais caros e complexos —, o custo das novas exigências de segurança e emissões e o alto peso dos impostos, que representam entre 40% e 45% do valor final, explicam a escalada. Ainda assim, o mercado se mantém aquecido, com crescimento projetado acima de 5% em 2025.Sobre a reforma tributária, o presidente da Anfavea expressou preocupação com a falta de previsibilidade. Embora elogie a simplificação do sistema, Calvet alertou para os riscos do imposto seletivo sobre veículos e da indefinição da alíquota do novo tributo (IBS/CBS), estimada entre 26,5% e 28,5%.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    ‘Estávamos com o sistema de previdência aberto a roubo', diz relator da CPMI do INSS

    Play Episode Listen Later Oct 30, 2025 25:10


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (29) é o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL). À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), da qual é relator. Também comenta a Operação Contenção, realizada nessa terça-feira (28) pelas forças de segurança do Rio de Janeiro nos complexos do Alemão e da Penha. A ação resultou em ao menos 119 mortes.Instalada em 20 de agosto, a CPMI do INSS investiga um esquema de descontos ilegais em benefícios de segurados do Instituto. Gaspar afirma que a comissão está na primeira fase dos trabalhos. "Estamos na apuração do roubo bilionário — mais de R$ 6 bilhões de reais, de quase 9 milhões de aposentados e pensionistas. E, quando acabarmos essa etapa, iremos para a segunda linha de investigação, os desvios dos empréstimos consignados que envolvem diretamente instituições financeiras", declara. O relator ressalta que o esquema de desvios não tem cor partidária, pois, segundo ele, há décadas, não há fiscalização sobre a atuação de entidades associativas e financeiras em relação a beneficiários do INSS. "Desde 1993, 1994, quando começou a questão do acordo de cooperação técnica entre o Estado brasileiro e a Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura); e de 2003, quando começou a questão dos descontos e empréstimos consignados, nunca tinha havido fiscalização. Ou seja, eram as entidades e os bancos que diziam o valor e de quem descontar”, detalha o deputado. Na entrevista, Alfredo Gaspar — ex-promotor de Justiça e ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas — também defende a megaoperação realizada por agentes de segurança na Zona Norte do RJ. Para ele, “havia a necessidade do embate”. "Não dá para o RJ ser um local para abrigar criminosos. Morreu muita gente envolvida em criminalidade, que já matou também nos tribunais de crime das organizações criminosas milhares de pessoas. Prefiro 1 milhão de bandidos mortos do que um policial de bem tombado pelas mãos assassinas da criminalidade", diz. O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    ‘Mais de 90% das ações contra cias aéreas estão no Brasil', diz presidente da Anac

    Play Episode Listen Later Oct 23, 2025 33:44


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (22) é o diretor-presidente da Anac (Agência Nacional de aviação Civil), Tiago Faierstein. Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre o custo das passagens aéreas, o trabalho para aumentar a oferta de voos e a escassez de recursos enfrentada pela agência. Empossado na Anac no último dia 17 de setembro, Faierstein destaca que 60% dos valores de passagens aéreas praticados no país sofrem influência do dólar. "Isso a Anac não consegue controlar. Mas consegue ajudar nos outros 40%, procurando aumentar a oferta de assentos, ou atraindo novas companhias aéreas, ou ajudando as atuais a terem mais aeronaves, mais malhas, mais rotas. Estamos conversando bastante com o setor para que a gente amplie essa oferta de assentos e tenha uma redução do custo da passagem", garante, ressaltando que as empresas do setor ainda enfrentam consequências da pandemia de Covid-19. "O mercado de aeronaves, peças, manutenção, ainda não recuperou a capacidade de atendimento. Muitas aeronaves de companhias aéreas aqui do Brasil estão em solo, aguardando em filas para manutenção. Além disso, a gente tem três companhias no Brasil, e as três ou passaram ou estão passando por um processo de recuperação judicial", observa. Esse cenário, segundo o diretor-presidente, contribui para o alto custo das passagens, que também sofre influência do que Faierstein classifica como “indústria de judicialização”. "Mais de 90% das ações judiciais contra companhias aéreas no mundo estão no Brasil, sendo que nós respondemos apenas por 3% do tráfego aéreo mundial. As companhias aéreas têm custos bilionários por ano com essa judicialização alta. Hoje, tem escritórios de advocacia que esperam um passageiro na porta do avião para pegar uma procuração e entrar com um processo judicial. Isso se reflete no custo da passagem."Outro aspecto abordado na entrevista é a falta de recursos enfrentada pela Anac. Segundo Faierstein, a agência tem 30% do orçamento que tinha em 2015. "Precisamos urgentemente recompor o orçamento, porque pouco orçamento para a Anac significa menos fiscalização. E estávamos com provas de pilotos suspensas e provas de comissários também suspensas por quase um ano. Agora, em outubro, vamos voltar à prova de comissários de voo", relata. "A gente já está conversando com o governo, já está tendo ajuda do Ministério de Portos e Aeroportos, do ministro Silvio Costa Filho. Ele fez um aporte financeiro na agência neste ano para poder ajudar", conta. O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Alckmin defende exploração de petróleo e diz que decisão não podia esperar a COP

    Play Episode Listen Later Oct 22, 2025 35:19


    O convidado do JR ENTREVISTA desta terça-feira (21) é o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin. À jornalista Tainá Farfan, ele fala sobre a possível conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump na Ásia, a COP30 e a recente viagem que fez à Índia em busca de novas mercados.Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin se diz otimista com a possibilidade de uma possível conversa entre Lula e Trump, na Malásia. “A conversa por telefone do presidente Lula com o presidente Trump foi muito positiva. O encontro também na ONU, em Nova York. O próprio Trump falou que deu uma boa química. Eu, que fui professor de cursinho de química orgânica, [digo] que a química acelera os processos", diz. O encontro entre os presidentes está previsto para o próximo domingo (26), mas Alckmin ressalta que as negociações para diminuir tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros já estão em andamento. "Já tem tido retirada de produtos [do rol dos taxados]. Só a celulose, que é 4% do que nós exportamos para os Estados Unidos, zerou um mês atrás. Há 15 dias, tirou madeira macia e cerrada, e alguns tipos de móveis. Acho que tem espaço. Não tem como dizer uma data firme [para acabar com o tarifaço], porque isso depende dos dois lados", salienta. Na entrevista, Alckmin comenta sobre a importância da COP30 não só para os países se comprometerem a diminuir o aquecimento global, mas para novas perspectivas de investimento. "A COP traz muita oportunidade de investimento. E o Brasil tem as melhores condições do mundo. Temos a matriz elétrica mais limpa, 80% da nossa energia elétrica é renovável. Temos a maior floresta tropical do mundo, que é a amazônica. E quem tem 30% de álcool na gasolina? Ninguém tem no mundo, só o Brasil", destaca. A despeito de críticas que o governo recebeu nessa segunda-feira (20), após o Ibama autorizar a Petrobras a explorar petróleo na Margem Equatorial, a menos de um mês da COP30, Alckmin afirma que o anúncio foi feito após 5 anos de estudos. "Estamos fazendo uma transição com várias rotas tecnológicas. Mas você não faz uma transição em 5, 10 anos. Então, o Brasil poderia amanhã não ter mais reservas e ter que comprar petróleo. Não tem sentido. Ele vai ajudar a transição energética. Essa é a grande realidade. Aí falam que devia ter esperado a COP. Não, não é correto, porque o Ibama tomou todas as medidas que precisava tomar. Levou 5 anos", afirma. O presidente em exercício também aborda a recente viagem que fez à Índia, na companhia de empresários brasileiros de diversos setores, em busca de oportunidades de negócios. Entre as medidas anunciadas, está a abertura de um escritório da Embraer no país asiático. "A Índia hoje é a maior população do mundo — 1,4 bilhão de pessoas. A Embraer fez uma associação com uma empresa indiana para fabricar avião lá. E ela é um dos grandes países do mundo, um país continental. Então, precisaria de aviação regional", conta. O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    ‘Nosso negócio deixou de ser uma commodity', diz líder das empresas de ônibus

    Play Episode Listen Later Oct 16, 2025 27:27


    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (15) é o presidente da Abrati (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros), Paulo Porto. À jornalista Natalie Machado, ele fala sobre a preponderância do transporte rodoviário no Brasil, a segurança e a competitividade surgidas a partir de novas regulações e os benefícios desse modal em relação ao setor aéreo.

    ‘Irmão de Lula nunca recebeu um centavo', diz Paulo Pimenta sobre fraude no INSS

    Play Episode Listen Later Oct 11, 2025 28:13


    O convidado do JR ENTREVISTA desta sexta-feira (10) é o deputado federal Paulo Pimenta (PT- RS). Ao jornalista Yuri Achcar, ele fala sobre a CPMI do INSS, a recente derrota do governo na Câmara com relação à proposta alternativa ao aumento do IOF e o projeto da anistia aos envolvidos nos atos do 8 de Janeiro.Ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Pimenta ressalta que a orientação do presidente Lula para a CPMI do INSS é ser "implacável na investigação". Em abril deste ano, a Polícia Federal e a CGU (Controladoria-Geral da União) deflagraram a primeira fase da Operação Sem Desconto para combater um esquema de descontos feitos por associações sem autorização de aposentados e pensionistas. "Desde o início, o presidente Lula tomou a decisão de a gente ser implacável na investigação e apurar quem promoveu esse roubo. Em segundo lugar, [Lula quer] garantir que o dinheiro roubado seja devolvido. Isso está sendo feito. Já devolvemos para quase 3 milhões de aposentados e aposentadas", afirma.Um dos alvos da Operação Sem Desconto é o Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical), que tem como vice-presidente José Ferreira da Silva, conhecido por Frei Chico, irmão do presidente Lula."Com relação ao irmão do presidente Lula, essa é a maior fake news que a oposição tenta criar. Ele não tem função administrativa, financeira, nunca teve. Nunca teve contrato, nunca recebeu um centavo", frisa Pimenta. O deputado também comenta a derrota do governo na Câmara com a derrubada da MP alternativa ao aumento do IOF. Por 251 votos a favor e 193 contrários, a Casa aprovou, na última quarta-feira (8), a retirada de pauta da medida, o que provocou a perda da validade dela. "Eu acho que a oposição errou de novo, porque ela vota contra uma medida que tem grande apelo popular, que é cobrar imposto de quem não paga", observa Pimenta, ressaltando que o governo estuda medidas para compensar a falta de arrecadação. Outro ponto abordado na entrevista é o projeto da anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro. O relator do texto, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), disse nesta semana que espera votar a proposta na próxima terça-feira (14). Para Pimenta, não há possibilidade de uma anistia ampla e irrestrita ser aprovada. "Chance zero. Nem o relator vai propor a anistia. O que ele está tentando construir é um projeto de redução de penas. Mas, sinceramente, mesmo o projeto da dosimetria hoje tem muita dificuldade, porque os bolsonaristas mais radicais não aceitam", salienta.O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Dweck diz que estabilidade do servidor é inegociável em reforma administrativa

    Play Episode Listen Later Oct 9, 2025 17:02


    A convidada do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (8) é a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. À jornalista Tainá Farfan, ela fala sobre a reforma administrativa e o trabalho do MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos) para redefinir e redistribuir de cargos em prol de serviços mais eficientes.Em pauta na Câmara dos Deputados, o texto da reforma administrativa, elaborado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), está começando a ser analisado pelo governo. Segundo a ministra, há pontos de intercessão, como o combate aos chamados "supersalários", por exemplo. "No Executivo, a gente já tem tentado enfrentar isso. Tanto eu quanto o ministro Haddad e a ministra Simone temos falado sobre isso", comenta. Por outro lado, conforme Dweck, há tópicos inegociáveis para o governo, como a retirada da estabilidade do servidor público. "A gente defende estabilidade não pelo servidor, mas pelo Estado brasileiro. A estabilidade torna o servidor mais diligente. Ele tem medo porque, se ele fizer algum mal feito, vai perder o emprego", ressalta. A estabilidade, segundo a ministra, também protege o servidor de perseguições políticas. "Ele pode denunciar coisas erradas e continuar a fazer aquilo que tem que fazer. A estabilidade é uma proteção do Estado brasileiro. Então, para a gente, isso é inegociável realmente."Na entrevista, Dweck comenta que o MGI tem feito mudanças importantes para aumentar a eficiência da administração pública, como “transversalizar” carreiras, ou seja, torná-las mais amplas e, ao mesmo tempo, adequadas às necessidades de cada setor."Aqui no ministério, a gente fez já muitas ações, algumas legislativas, outras infralegais. A gente começou a fazer o chamado dimensionamento da força de trabalho, que é tentar olhar e falar qual é a força de trabalho que eu vou precisar nos próximos 10, 15, 20 anos na administração pública. A gente começou a ver que tinha um monte de cargos vagos, mas que eram obsoletos. Então, percebeu que era preciso transformar em cargos novos", ressalta. Uma das mudanças a serem feitas é na área de educação, que deve ter 22 mil cargos "transformados" em breve. A ministra explica que, além da carreira de professor, há a de técnico em educação, e é nesta última que haverá alterações, como a divisão em apenas dois cargos: de nível médio e superior. "Você tinha mais de 300 cargos diferentes dentro dos técnicos de educação. E as universidades, muitas vezes, queriam fazer o concurso, e o cargo que elas tinham vago não era o que elas precisavam. Então, o que a gente pactuou foi tornar essa carreira mais ampla. Agora, a gente vai ter dois cargos só: de nível superior e médio. E a especialidade será a universidade que vai definir", detalha. "A gente acha que tem que melhorar o Estado, e não reduzir", conclui a ministra. O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

    Tensão com EUA não vai prosperar, diz Haddad após conversa de Lula e Trump

    Play Episode Listen Later Oct 7, 2025 33:48


    O convidado do JR ENTREVISTA desta segunda-feira (6) é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. À jornalista Tainá Farfan, ele detalhou a conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que transcorreu com muita “naturalidade” e “tranquilidade”. Haddad manifestou as “melhores expectativas” de que, a partir desse primeiro diálogo, os EUA podem rever a tarifa de 50% imposta ao Brasil. O ministro destacou não haver justificativa para o tarifaço e afirmou acreditar que, à medida que as “informações corretas forem chegando pelos canais devidos, os canais institucionais de parte a parte”, as coisas transcorrerão com mais normalidade.Haddad afirmou que a tarifa não se sustenta do ponto de vista comercial e reiterou que o Brasil é deficitário em relação aos Estados Unidos. Na avaliação dele, o tarifaço se deve à "desinformação que estava sendo patrocinada" para induzir o governo dos EUA a erro.O ministro destacou que o momento é de uma "nova fase" e de "boa vontade" dos dois lados, e que essa tensão "não tem razão para prosperar".“Penso que nós estamos numa nova fase, que é a fase da boa vontade. Desde a reunião da ONU, aquele encontro muito breve que os dois tiveram, os discursos que foram feitos de parte a parte já foi no sentido de buscar uma aproximação”, disse Haddad. “Do anúncio do tarifaço para cá, muita informação chegou. Nós também passamos a conhecer melhor as engrenagens do governo Trump, para fazer chegar as informações corretas. Então, eu realmente não acredito que essa tensão vai prosperar. Ela não tem razão para prosperar”, acrescentou.Haddad também fala sobre o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 por mês, aprovado na Câmara na semana passada. O ministro tem "muita certeza" de que o Senado fará o mesmo que a Câmara e reconhecerá o problema da desigualdade no Brasil.Além disso, Haddad declarou ter “praticamente certeza” de que o presidente Lula sancionará a lei ainda em outubro. O ministro acrescentou que o projeto é “neutro do ponto de vista fiscal” e “fiscalmente responsável”.O ministro afirmou que o governo teve a coragem de começar um trabalho de correção das desigualdades, que se soma a outras ações do Estado em áreas como educação, transferência de renda e SUS, buscando maior igualdade de oportunidades.“As pessoas que ganham R$ 5.000, R$ 6.000, R$ 7.000 pagando imposto, e pessoas que ganham mais de R$ 1 milhão por ano pagando uma alíquota muito menor. Alguém tinha que tomar coragem de começar a corrigir. Não é que nós estamos corrigindo, nós estamos começando um trabalho de correção das desigualdades, que vai se juntar ao da educação, que vai se juntar à transferência de renda, que vai se juntar ao SUS. São várias ações no sentido de buscar alguma igualdade de oportunidades no Brasil.”O JR Entrevista também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

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