Canadian historian and professor
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More To The Story: Boston University professor Quinn Slobodian discusses his book “Muskism: A Guide for the Perplexed,” which he co-authored with Ben Tarnoff. They outline how Elon Musk's background and political views have reshaped capitalism and coin new terms to describe the unique ways Musk has been able to forge a close and symbiotic relationship with the government. On this week's More To The Story, host Al Letson talks with Slobodian about how the world's richest person has reimagined the relationship between business and government, his unique brand of futurism, and how Musk's early life in apartheid South Africa ultimately shaped his worldview.Producers: Joni Binder and Josh Sanburn | Editor: Kara McGuirk-Allison | Theme music: Fernando Arruda and Jim Briggs | Copy editor: Nikki Frick | Digital producer: Artis Curiskis | Deputy executive producer: Taki Telonidis | Executive producer: Brett Myers | Executive editor: James West | Host: Al LetsonRead: Muskism: A Guide for the Perplexed (Harper)Read: Elon Musk's Reward for Calling for a Race War? Becoming a Trillionaire. (Mother Jones)Listen: How Project 2025 Is Reshaping Our Country (More To The Story)Learn more: Quinn Slobodian's website Donate today at Revealnews.org/more Subscribe to our weekly newsletter at Revealnews.org/weekly Follow us on Instagram and Bluesky Learn about your ad choices: dovetail.prx.org/ad-choices
Neste novo episódio da série Termos Ambíguos, o verbete abordado é o “Globalismo”, que ganhou destaque durante o primeiro governo Donald Trump, ao ser contraposto ao patriotismo e à liberdade em seu discurso político. Desde então, passou a integrar o vocabulário de movimentos antiglobalistas, influenciando também o governo Bolsonaro. No entanto, o conceito é complexo e controverso, envolvendo diferentes interpretações, atores políticos e relações com questões contemporâneas, especialmente no contexto brasileiro. Para apresentar um debate sobre o termo, entrevistamos a Sonia Corrêa, o Fernando Brancoli e o Douglas Sanque, que foi também o autor do verbete no Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia, disponível para download gratuito no site do Observatório de Sexualidade e Política. _________________________ Roteiro Ernesto Araújo: “Eu acho que o mais grave do globalismo é na mente, no pensamento. Eu acho que o globalismo é perigoso porque é sobretudo um sistema de pensamento, de anti pensamento. […] Tatiane Amaral: Quem está falando aqui é Ernesto Araújo, ex-ministro de relações internacionais do governo Bolsonaro Sonora Ernesto Araújo: […] Eu vejo o globalismo muito como o processo pelo qual a ideologia marxista, a partir do começo dos anos 90 e sobretudo a partir dos anos 2000, ela penetra na globalização econômica e faz dela o veículo da sua propagação. Então, justamente através da globalização começa a entrar com sua agenda em temas como ideologia de gênero, em temas como o ambientalismo distorcido, e outros. E começa sobretudo a controlar o discurso, a dizer o que você pode dizer e o que você não pode dizer, e cada vez o que você pode dizer é menos, ocupa um menor espaço. Então, eu vejo mais o globalismo assim, aquela ideia de que o marxismo descobriu que ele não precisa controlar os meios de produção econômica, quando ele pode controlar o meio de produção de ideias, que é o que já vinha acontecendo. E é através desse controle de ideias começa a capturar instituições e aí começa a partir dessas instituições tentar agir para diminuir as identidades nacionais, e as identidades pessoais também. A fala pode até soar exagerada, parecer coisa de filme ou de teoria da conspiração… mas ela está se tornando cada vez mais presente em discursos políticos da ultradireita — seja no Brasil ou no mundo. E ela gira em torno de uma palavra: globalismo. Mas afinal, você sabe o que, de fato, é globalismo? Daniel Faria: Eu sou o Daniel Faria Tatiane: E eu sou a Tatiane Amaral. E este é o sétimo episódio da Série Termos Ambíguos, uma parceria entre o Observatório de Sexualidade e Política e o podcast Oxigênio. Daniel: Juntos, vamos conduzir esta viagem pelo termo que tem estado cada vez mais presente nos discursos políticos globais e nacionais. Falei em viagem porque o termo se vincula a globo, a planeta, além de ser usado em muitos países. Mas também não deixa de ser uma viagem no sentido figurado mesmo, pois o termo como é usado pela extrema direita evoca um certo devaneio, ou até mesmo delírio. Tatiane: O termo “Globalismo” é mais uma categoria acusatória fabricada pela extrema direita, assim como muitos outros espantalhos, alguns que a gente até já tratou aqui no Termos Ambíguos, como Ideologia de gênero, marxismo cultural,racismo reverso… Daniel: A extrema direita usa esses e vários outros termos com objetivos específicos: Por um lado, eles querem provocar o medo e, sobretudo, a suspeita. De outro, criar confusão mesmo. No caso de Globalismo as confusões são muitas e muito sobrepostas, mas vamos tentar esclarecer algumas delas neste episódio. Tatiane: Pra começar, precisamos esclarecer que Globalismo não é a mesma coisa que Globalização. Eu sei que é confuso, mas vem comigo: Globalização é a denominação da transnacionalização intensificada de relações econômicas, culturais e sociais, que se registrou a partir do fim da Guerra Fria. Já o Globalismo pode ser descrito como uma desfiguração de globalização, que atribui a essas dinâmicas outros sentidos, em geral associados à dominação, a atores obscuros e à conspiração. Daniel: No dicionário de termos ambíguos, que você pode encontrar aqui na descrição desse episódio o verbete escrito pelo Douglas Sanque, que vai aparecer na nossa conversa daqui a pouco, traça um histórico desse processo desde 1991, quando a União Soviética chegou ao fim e seus ex-membros foram integrados à nova ordem neoliberal global. É aí que se consolida a globalização, que foi uma integração via mercados ao redor do… Globo. Tatiane: Esse movimento promoveu uma ampla abertura de mercados que intensificou a concorrência internacional. Nesse processo foram estimulados os acordos de livre comércio e a formação de blocos econômicos. Em tese, isso deveria favorecer todas as nações, mas vamo lá, né? A gente sabe que não foi bem assim. Claro que os países mais desenvolvidos e industrializados se deram melhor. Daniel: Foi aí, no meio desse processo, que a União Europeia foi criada, a partir do chamado Mercado Comum Europeu. Foi esse mercado que ampliou a integração que era só, econômica para uma integração política e institucional. Após o fim da Guerra Fria, nos anos 90, a União Europeia se expandiu, incorporando países do Leste Europeu, que antes integravam a antiga União Soviética. Tatiane: Depois disso, foram surgindo blocos econômicos pelo mundo todo, como o Mercosul, por exemplo, que é o Mercado Comum do Sul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Tem também o Nafta, um Tratado entre México, Estados Unidos e Canadá, assinado em 1994 e atualizado em 2020 como Acordo Estados Unidos-México-Canadá. Além disso, as Economias asiáticas também se fortaleceram nesse contexto, com destaque para os Tigres Asiáticos, formado por Taiwan, Coreia do Sul, Hong Kong e Singapura. Sem falar da China, que também ampliou muito suas relações comerciais internacionais nesse período. Daniel: A Sonia Corrêa, coordenadora do Observatório de Sexualidade e Política e do projeto do Dicionário, já conversou com a gente em outros episódios do Termos Ambíguos, e dessa vez ela destaca um ponto importante desse processo da Globalização:a expansão do neoliberalismo. E ela lembra que o processo nunca foi tranquilo e nem poupado de críticas. Tatiane: A Sonia comenta que o Neoliberalismo estava em expansão desde o final dos anos setenta. Com o fim da guerra fria e o desaparecimento do bloco soviético, todo esse espaço econômico passou a analisar (e sentir) os efeitos negativos da expansão do pensamento neoliberal nas desigualdades econômicas dentro dos países, ENTRE países e, mais especialmente, entre o NORTE e o SUL globais. Daniel: Durante todo o processo, muitos acordos foram sugeridos, mas nem sempre as tentativas deram certo. Um bom exemplo foi a tentativa de implantação da Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA, que integraria os mercados de 34 países das Américas, exceto Cuba, eliminando as tarifas e os impostos de importação. A proposta era de George Bush, então presidente dos Estados Unidos, mas não foi pra frente, justamente por causa da grande disparidade de recursos e poder entre os países. Tatiane: Vale a pena a gente dizer que quando os países começaram a entrar nessa chamada “economia global”, muita coisa mudou internamente também. Por exemplo, várias indústrias saíram da Europa e dos Estados Unidos e foram pra lugares como a China ou o México, onde produzir é mais barato, principalmente por causa da mão de obra. Ao mesmo tempo, a globalização também trouxe a privatização de serviços públicos, como saúde e educação, reformas nas leis trabalhistas desfavoráveis a trabalhadoras e trabalhadores, assim como dos sistemas de aposentadoria. Também ativou novas formas ainda mais agressivas de extrativismo. Tudo isso contribuiu para o aumento das desigualdades. E foi nesse clima que a categoria acusatória “globalismo” prosperou e se aproveitou da atmosfera de contestação à globalização para impulsionar seu projeto político que não tem nenhum compromisso com a superação da desigualdade. Daniel: Autores e autoras, como a Wendy Brown, analisaram como a expansão da lógica neoliberal teve efeitos negativos sobre a política e sobre a nossa forma de pensar e sentir, provocando dinâmicas de erosão da democracia, como estamos vivendo agora. O historiador Quinn Slobodian, autor do livro Globalistas: o fim do império e o nascimento do neoliberalismo, entende que o projeto neoliberal tem como objetivo criar instituições para proteger o capitalismo da ameaça que a própria democracia representa. E essas novas instituições serviriam para reorganizar o mundo como um espaço de Estados-competidores. Tatiane: Mas o espantalho do “globalismo” não se aproveitou apenas da crítica progressista e da insatisfação real com a globalização. Ele também acionou suas próprias assombrações. Para entender isso é preciso voltar no tempo, lá pros anos 1940, ao final da II Guerra Mundial. Na verdade, vamos voltar até um pouco mais, com a ajuda da Sonia Correa. Sonia Corrêa: Bom, para compreender essa posição dos globalistas há um aspecto que não pode ser perdido de vista. Para a direita, a ultra direita norte americana desde o começo do século XX, pelo menos, foi avessa a uma ordem institucional transnacional. E essa ultra direita raiz, fez uma enorme oposição à adesão dos Estados Unidos à Primeira Guerra Mundial. Tiveram posições contra a Liga das Nações e certamente fizeram pressão contra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ou seja, tem um DNA muito profundo aí na ultra direita norte americana, que é contrário a existência de uma ordem internacional de regulação global. É porque eles a veem como um contraponto ou uma possível ameaça à ordem hegemônica dos Estados Unidos como império. Eu acho que um outro aspecto a considerar que, se isso é, são as correntes de ultra direita norte americana e outras correntes, como por exemplo, a posição do Dugin, o intelectual russo sobre isso e talvez de segmentos das correntes européias. E tem a ver com um repúdio. Como essas forças fazem um repúdio à ideia da modernidade, os princípios liberais de democracia e direitos humanos. E há uma conexão também por esse lado, que é, digamos, mais filosófica e menos estratégica política. Tatiane: Além da cooperação multilateral econômica, os países criaram também um sistema para prevenir novos conflitos bélicos e promover a paz. Sim, estou falando da Organização das Nações Unidas, a ONU. Daniel: No contexto dos giros políticos à ultradireita que tem varrido as Américas e a Europa hoje, os discursos anti-globalistas fizeram da ONU um de seus alvos principais. Seus detratores a descrevem como um aparato de dominação que quer impor sua agenda aos estados nacionais. Ao fazer isso ofuscam o que é de fato a ONU. Não sei pra você, mas até aqui essa história de globalismo continua bem confusa pra mim. Então, pra gente continuar destrinchando esse termo, falamos com o Fernando Brancoli. Ele é professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e adicionou elementos que nos ajudam a desarmar qualquer confusão que o termo globalismo possa provocar. Fernando Brancoli: Bom, eu acho que um ponto interessante é a gente imaginar que o discurso antiglobalista, ele não é uma rejeição integral aos princípios da globalização, né? A gente está falando de uma reconfiguração seletiva no que seria uma espécie de dispositivo narrativo, né? Que separa, separaria, uma globalização boa para esses grupos de extrema direita, uma aproximação que permeia dimensões ligadas a interesses morais, econômicos, culturais e o que eles vão chamar muitas vezes de globalismo, né, que seria uma globalização ruim, que seria um conjunto de normas e procedimentos derivados principalmente do pós-guerra fria, que promoveria aí uma agenda ligada a valores liberais, a direitos sexuais, a direitos humanos, políticas ambientais, que de alguma maneira estariam violando então a soberania dos países, e na verdade tentando, dentro de uma teoria da conspiração bastante clássica, implementar uma agenda de uma espécie de camarilha internacional dos Illuminati e coisas parecidas, né? Tatiane: A professora de sociologia na Universidade de Oxford, Rita Abrahamsen, faz uma análise interessante sobre este tema do espaço transnacional. Pra ela a extrema direita é em si mesma global, ao mesmo tempo em que seus idealizadores ocultam de maneira muito hábil essa transnacionalidade. O Fernando também elaborou sobre essa dimensão oculta, o que nos ajuda a esclarecer uma outra confusão de que as vozes que propagam o fantasma do Globalismo reivindicam para si, como sujeitos nacionalistas ou soberanistas: Fernando Brancoli: Muitas vezes a gente fala dessas redes antiglobalistas como se elas fossem necessariamente não transnacionais, o que não é verdade. O que elas estão fazendo é reconfigurando um pouco esse dispositivo narrativo. E acho que quem está acompanhando a gente talvez já tenha escutado essa história: “Ah, o Trump é um isolacionista”. Não necessariamente, né? A gente não está falando de uma antiglobalização de necessariamente fechamento completo das fronteiras. Você tem uma recalibragem dessa dinâmica, de um projeto novo de recentralização de poder. Então, sim, eu posso ter dinâmicas mais isolacionistas em alguma medida, construção de muros, expulsão de migrantes e refugiados, fechamento de trocas comerciais tipicamente liberais, mas ao mesmo tempo eu tenho aproximação para outros lados, né? Em que eu apoio ditaduras amigas, eu argumento que posso criar coletivos transnacionais de apoio a dinâmicas de moralidade. Então acho que esse paradoxo, no final das contas … Eu diria que é a grande força dela, que é criar essa espécie muito peculiar de uma internacional nacionalista. Daniel: Fernando também recorre a uma metáfora de verniz legitimador para explicar essa mistura paradoxal de discursos que juntam nacionalismo ou antiglobalismo para servir a interesses muito específicos: Fernando Brancoli: Esse paradoxo é a grande força dentro desse processo. [03:30] A genealogia dessas dinâmicas já passa por think tanks dos Estados Unidos e a gente tem livros importantes acadêmicos já descrevendo como é que eles se expandiram pelo globo ao longo pelo menos nas últimas duas décadas, né? Então são grupos de pesquisa, são empresas que de alguma maneira promovem esse tipo de ideário. Tatiane: Pra entender melhor como esse paradoxo funciona, pedimos pro Fernando explicar como esses discursos colam, como eles têm aderência a uma massa bastante volumosa, que inclusive elege conscientemente essas figuras. Ao mesmo tempo em que batem no peito e dizem: “EU SOU patriota, EU VOU defender meu país”, entregam de mãos abertas a exploração das riquezas naturais brasileiras — como a Amazônia,os minérios e, agora, as Terras Raras do país — a uma potência imperialista como os Estados Unidos. Além disso, defendem intervenções externas, como a retirada forçada de um presidente, e apoiam movimentos extremistas que ameaçam o próprio país. Fernando Brancoli: Acho que essa aparente contradição, né, de uma internacional nacionalista, a ideia de como é que eu crio alianças entre partidos e grupos que são notadamente, introspectivos diante desse tipo de processo, eh, na verdade, é a maior força desses grupos. É a ideia de mobilizar esse paradoxo. E não se trata necessariamente de, uma dinâmica que vai gerar problemas na frente, eu vou tentar explicar porquê dentro desse processo. Acho que a primeira configuração é que sejam partidos de extrema direita no contexto brasileiro, sejam grupos não partidários, como, por exemplo, grupos evangélicos mais conservadores no contexto brasileiro, sejam grupos mega ortodoxos sionistas em Israel, ou seja, agora, o Partido Republicano nos Estados Unidos. Todos eles olham para o transnacionalismo como uma forma de ganhar poder e ganhar prestígio, então a gente tá falando de recursos que circulam nesse processo. A gente tem por exemplo grupos em Israel, grupos não tradicionais do Brasil como partidos ligados a lideranças religiosas e coisas parecidas que de alguma maneira olham para esse processo e veem a transnacionalização como uma ferramenta de ganhar poder e prestígio, seja simbólico ou material. Exemplo clássico que eu acho bastante interessante, parte importante dos grupos de extrema direita em Israel, dos mais ortodoxos, são financiados por capitalistas norte-americanos. Né? Isso não é uma teoria de conspiração, eles argumentam que essa grana seria interessante. Tem um trabalho interessante da Camille Rocha, né? Menos Marx e mais Mises, um livro fascinante em que ela descreve como é que os norte-americanos financiaram grupos liberais e anarco-capitalistas, sabe-se lá o que que é isso, no contexto brasileiro. Então, lembrar que esse transnacionalismo tem dimensões práticas muito claras, né? Daniel: Aqui, de novo fica claro que o transnacionalismo pode ter dimensões práticas, e que ele serve para alguns interesses. Ou seja, mesmo sendo nacionalista, dá pra ser transnacionalista quando você, ou o país, pode ter dividendos importantes. Brancoli usou o exemplo de Eduardo Bolsonaro para mostrar como contatos estratégicos com a ultra-direita ajudaram a movimentação para as taxações sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos para autoridades envolvidas na condenação do pai. Mas o professor dá outros exemplos, segundo ele mais simbólicos, como contatos pessoais, encontros ou declarações nos quais se aprende essa lógica transnacional. Fernando Brancoli: Você tem encontro do Vox, por exemplo, que é o partido de extrema direita na Espanha, que eles têm uma sessão à tarde do último dia, que é para ensinar técnicas do que eles chamam engajamento digital. Em que você senta com lideranças políticas do globo inteiro numa mesa e te ensinam como é que você faz para, por exemplo, ter acesso mais interessante de pessoas, formar cortes e vídeos bacanas. Eu lembro que nos últimos 3 anos quem esteve lá foi o Nicolas, deputado é, federal de Minas, que é um cara, né, muito especializado em gerar cortes e coisas parecidas. Eu acho que ele já tinha uma capacidade de fazer isso, mas provavelmente ele aprendeu também nesse contexto. Repare como é que o transnacionalismo dentro dessa lógica gera esse tipo de prática. E por fim, o transnacionalismo, ele facilita algo que é muito típico de grupos autoritários que é a possibilidade de criar um mundo binário, né? De você criar um nós contra eles de maneira muito muito clara. Acho que, né, a gente que estuda relações internacionais, quem tem acesso, né, à imprensa, sabe que é muito difícil você criar uma narrativa muito clara de bonzinhos e malvados dentro de um contexto, né? Você vê nuances, você vê pessoas muitas vezes em busca da paz dos dois lados e coisas parecidas, né? Tatiane: E nessa disputa entre nós e eles, surgem dois pólos entre o bem e o mal. E quem é o bem? Quem é o mal? A ultra direita entende que está do lado do bem, de que quem defende a “família” e os valores tradicionais. Mas quem não defende a família, ou as famílias? A sua família? Os seus valores tradicionais, na sua tradição? E para quem está nesse campo da ultra direita, o mal é o socialismo, o comunismo, a esquerda. De novo aqui o Fernando: Fernando Brancoli: Existe aqueles que do outro lado, que é o mal, que é o PT, o MST, o Foro de São Paulo e a Venezuela, que querem acabar com esses valores, querem destruir todos esses dessas menções. Aí repare como é que esses vetores se aproximam, né? Uma dinâmica de moralidade, uma dinâmica econômica, então vira um caldo complexo aqui dentro desse tipo de processo. Nós somos soberanos ainda, no caso brasileiro, estaremos tentando retomar essa soberania agora que foi roubada pelo PT e temos um governo aliado norte-americano que está tentando nos ajudar nesse processo. Mas eu acho que esse paradoxo ele acaba sendo de alguma maneira articulado e promovido de maneira interessante. Ainda tem um paradoxo aqui, que é para você ser essencialmente nacionalista e mobilizar dinâmicas transnacionais. Mas acho que mesmo a tentativa de encontrar um meio-termo já facilita e já gera repercussões interessantes. E aí você tem em todo protesto no Brasil, cartazes em inglês, bandeiras dos Estados Unidos, bandeiras de Israel, você tem a a deputados fugindo para a Itália, onde seria supostamente, né, um lugar mais conservador. Ao que tudo indica a Zambelli não vai conseguir ficar por lá há muito tempo. Mas aí você tem o Eduardo Bolsonaro, né, indo para os Estados Unidos, você tem essas mobilizações, isso vai gerando repercussões e impactos e pelo menos são simbólicos gera mídia, a população fica engajada. Então, de alguma maneira tem algo interessante que a gente tá vendo e os manuais de ciência política e de relações internacionais estão todos passando mal por causa disso, que a esquerda tá se transformando por um lado numa defensora do multilateralismo. Daniel: Tem também a China se apresentando como defensora da OMC e contra tarifas praticadas pelos Estados Unidos. Isso também é uma mudança do contexto da esquerda, como disse nosso entrevistado. A gente tem um deslocamento também, eu diria, do que vai ser o discurso progressista de esquerda ao longo dos próximos anos. A esquerda se apropriou mais de discursos ligados à proteção da indústria nacional, né, contra ALCA e o FMI, contra as empresas estrangeiras, e agora de alguma maneira a gente está vendo uma rearticulação desse tipo de processo. É, a gente está inaugurando uma forma nova de olhar para relações internacionais, em parte porque também está tendo uma rearticulação de como esses grupos de poder estão se configurando. Ninguém tem muita certeza para onde que a gente vai, mas acho que uma das certezas que a gente vai ter que os manuais de relações internacionais e ciência política vão ter que ser reescritos ao longo dos próximos anos, porque as coisas estão mudando de maneira bastante explícita, né? Muito. Tatiane: Sonia Corrêa diz que há duas saídas pra grande confusão que apresentamos aqui entre nacionalismo e globalismo. A primeira é o progressivismo internacionalista que remete para o internacionalismo histórico da esquerda, e a segunda é o que pode ser chamado de constitucionalismo de esquerda. Ela explica melhor do que se trata. Sonia Correa: O que importa é chamar a atenção para essa mélange de posições que requer clarificação, porque, de fato, a crítica do globalismo, ela chove num terreno fértil, que é a crítica do neoliberalismo e da ordem capitalista, não é? Ela ecoa nesse lugar. Ela move afetos, afetos legítimos de crítica. A racionalidade neoliberal e a ordem do capitalismo tardio. A diferença está como diz o Slobodan, em qual a saída? A diferença de visão ideológica é como você sai disso. Se você for para o campo do Dugin, que é a teoria da quarta transformação, é uma ordem. Uma proposição de um retorno a uma ordem de fato quase medieval, quer dizer centrada na terra, no território, numa cultura comum, numa ordem hierárquica. Se você olha para o campo da direita. Num certo sentido, Trump é a manutenção da ordem neoliberal e da racionalidade neoliberal extrema, demolição do Estado. Todo o poder às Big Techs. Aqui são os meus amigos Better Friend Ever, sob um invólucro, uma casca de nacionalismo extremado. Make American big again. Tatiane: Voltando um pouco atrás, no verbete para o Dicionário de Termos Ambíguos, e no tempo, Douglas lembrou da influência de Ernesto Araújo e de Olavo de Carvalho sobre o governo Bolsonaro, no sentido da adoção de uma posição antiglobalista. Vale lembrar que mesmo antes de ser eleito, Bolsonaro afirmava que a ONU não servia para nada e que iria tirar o Brasil do Conselho de Direitos Humanos. Em sua primeira aparição na Assembleia Geral da ONU em 2019, o ex-presidente fez a seguinte afirmação: Sonora Jair Bolsonaro: “Não estamos aqui para apagar nacionalidades e soberanias em nome de um interesse global abstrato. Esta não é a Organização do Interesse Global! É a Organização das Nações Unidas. Assim deve permanecer!” Daniel: Douglas também escreveu no verbete que Ernesto Araújo afirmava que o caminho para reverter os efeitos negativos do globalismo seria adotar uma política pautada por deus, pátria e família. Com certeza vocês ouviram isso muitas vezes, né? Só pra lembrar, esse é o slogan da Ação Integralista, movimento fascista brasileiro da década de 1930, copiado do movimento fascista italiano. Tatiane: Ainda segundo o verbete a espiritualidade cristã caracterizaria o ocidente e diferenciaria as nações ocidentais do materialismo asiático e do islamismo. Por outro lado, a família é definida como a célula basilar da nação, o apego à família seria um traço fundamental do povo brasileiro o qual, nas palavras de Araújo, se vê hoje frontalmente atacado por “ideologia de gênero”, “gayzismo” e “abortismo”. Daniel: O “globalismo”, na visão de Ernesto Araújo, seria um projeto de governo totalitário mundial, capitaneado pela China e com o apoio da Rússia. E nessa versão do antiglobalismo, existiria um complô entre as elites financeiras ocidentais e o Partido Comunista da China para a implantação de uma sociedade de controle. O ex-ministro ainda afirmava que a China controlava metade do parlamento brasileiro e toda a nossa agricultura, e queria controlar nossa Internet. Tatiane: Bem, essa tentativa de controle da internet a gente já tá vendo que existe mesmo, mas não por acaso, esse controle não está na China, né? E além desta, qual outra afirmação, entre as muitas feitas aqui, parecem verdadeiras? E quais delas são pura fantasmagoria criada no meio das muitas confusões que esse termo cria? De quais fantasias ele depende para se manter? Bem, responder a tudo isso demandaria uma boa aula de muitas horas… Mas, podemos explicar aqui essa confusão entre os muitos alvos de ataque das vozes “antiglobalistas” Daniel: Mas nem todos os anti globalistas têm o mesmo inimigo. Há diferenças em relação aos alvos dos “antiglobalistas”. Nos Estados Unidos, por exemplo, Trump se utiliza do discurso “antiglobalista” para atacar as “elites liberais”, associadas ao partido democrata estadunidense. Já aqui no Brasil, Bolsonaro denunciava a “conspiração comunista” da qual participaria o PT, assimilando a visão “antiglobalista” ao discurso anticomunista. Douglas Sanque conta um pouco dessas forças globalistas. Tatiane: Douglas é professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, a UERJ e é o autor do verbete sobre Globalismo do dicionário que estamos tratando aqui. Ele escreveu o verbete durante a pandemia do Covid-19, em pleno governo Bolsonaro, quando nele discursavam, pra não dizer doutrinavam, antiglobalistas assumidos como Olavo de Carvalho, professor e ideólogo de Bolsonaro, e Ernesto Araújo, que foi ministro de relações exteriores até 2021. Douglas Sanque: Bom, em relação a essa noção de quem seriam as chamadas forças globalistas, primeiro, a ideia aqui é pensar que as forças globalistas teriam o objetivo de estabelecer um controle mundial, um governo global, totalitarista. E isso é, em alguma medida, uma perversão da ideia de aumento de influência que potências econômicas sempre tentaram exercer de maneira mais ou menos ética. Mas não se tenta um governo global totalitário, assim inspirado naquela ideia de 1984 do George Orwell. O principal projeto globalista seria capitaneado pela China. Os chineses teriam essa ideia, teriam esse objetivo de longo prazo de controle mundial. Então, seriam as elites liberais do Ocidente que estariam nesse projeto junto ao Partido Comunista Chinês. Essa é a perspectiva, digamos, principal, que é adotada, por exemplo, pelo Steve Bannon e que guia o assim chamado antiglobalismo, ou o nacionalismo americano, que estaria combatendo essas próprias elites, representando o povo, o blue color, os trabalhadores e a classe média americana que, de fato, viu muita s perdas com o processo de desindustrialização dos Estados Unidos ao longo do século XX, e grande parte dessas plantas industriais foi para a China. Tatiane: Claro que isso causou mudanças significativas na economia americana, que tem levado o país, de forma mais incisiva neste novo governo de Donald Trump, a criar estratégias de proteção econômica. Durante o governo Bolsonaro, quando o Olavo de Carvalho, exercia influência sobre ministros e filho do então presidente, tratou da versão caseira de teoria da conspiração, como nos conta Douglas. Douglas Sanque: O Olavo dizia que havia três projetos globalistas em curso. Em diferentes escalas e com diferentes objetivos. O primeiro seria esse tocado pela China, que tentaria ali uma ideia de governo global, mais ou menos nesses moldes que eu já mencionei. O segundo seria o projeto do Irã. O Irã também teria esse objetivo de governo global, a partir do espraiamento do islamismo, né? Na verdade, a ideia seria um governo global, totalitário islâmico e a principal força por trás desse projeto seria o Irã, que tem ali uma. População muçulmana xiita. Enfim, você tem uma pluralidade importante naturalmente no Irã, mas. Daniel: O terceiro projeto seria tocado pelas elites financeiras ocidentais. Nessa perspectiva, representada por autores como o russo Aleksandr Dugin [DUGAN], a tentativa de estabelecer uma governança global teria origem no Ocidente, especialmente nos Estados Unidos, vistos como a principal expressão da modernidade ocidental. Nessa visão, esse projeto deveria ser combatido por forças tradicionalistas que defendem a preservação de identidades culturais próprias e de modos de vida considerados mais enraizados nas tradições locais e rurais. Douglas Sanque: Então você tem pensadores, como o Olavo de Carvalho, o Steve Bannon e o Dugin, e os líderes daqui que conseguiram ascender, com esse pensamento, ao poder nos seus países. O Putin na Rússia, o Trump nos Estados Unidos e o Jair aqui no Brasil. A questão é que, como esse pensamento tem muito pouca, digamos, base material, ele vai se moldando pra acomodar os interesses políticos dos líderes. Então a gente pode pensar, por exemplo, no Brasil como o Bolsonaro, se se elege em oposição a um projeto que seria de esquerda e que, na opinião deles, é comunista. A ideia de liberalismo econômico é uma ideia que faz sentido e que pode ser defendida. Os russos têm um papel curioso, porque em diversas situações eles são vistos ali como como uma espécie de braço ou de sócio minoritário dos chineses. Mas ao mesmo tempo, estive vendo, um entende que os russos deveriam estar nessa luta por conta de uma certa essência da identidade russa. É como, como sendo da Igreja Ortodoxa nós teríamos a mesma alma cristã. E tudo se opondo então ao materialismo que caracterizaria o projeto chinês De extirpar a religião da da vida em comunidade. Então a gente percebe que há uma certa coerência no pensamento do globalismo, no sentido de criar uma ordem global que separa muito claramente quem são os mocinhos e quem são os bandidos. Que coloca em uma nação específica. E normalmente é a China, a fonte de todo mal. E aí, contra isso, vale tudo. E nós estamos numa batalha aqui para salvar a nossa nação, para salvar as nossas tradições, para manter o nosso povo e por aí vai. Tatiane: Pois é, as mudanças estão bastante evidentes e não sei se são para melhor. Desde que fizemos as entrevistas para este episódio, algumas coisas mudaram. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, um dos principais líderes da extrema-direita global, perdeu as eleições após 16 anos no poder. Estados Unidos e Israel estão promovendo uma grande guerra na Ásia Ocidental, atacando o Irã e o Líbano, sem contar o genocídio que Israel já vinha praticando na Palestina. Aqui na América Latina, os resultados das eleições presidenciais de 2026 em países como Colômbia, Peru e Chile não foram nem um pouco animadores. E neste ano também teremos eleições no Brasil, já com dois extremistas como candidatos: Ronaldo Caiado, pelo PSD, e Flávio Bolsonaro, herdeiro do legado do pai que foi condenado a 27 anos de prisão, e agora também envolvido em um processo de lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master. A extrema direita vem ganhando espaço em muitos países, sempre colocando em risco a democracia e os direitos civis. Daniel: Este foi o sétimo episódio da série Termos Ambíguos, realizada em parceria com o Oxigênio, a partir do material do Termos Ambíguos do debate político atual: Pequeno Dicionário que você não sabia que existia, coordenado pela Sonia Corrêa. Esse é um projeto do Observatório de Sexualidade e Política (SPW) e do Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da UFRJ e contou com vários autores na produção dos verbetes. Tatiane: A apresentação do episódio foi feita pelo Daniel Faria, estudante do curso de Midialogia, na Unicamp, que foi também o editor do áudio desse podcast, e por mim, Tatiane Amaral, doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas e da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, e editora do áudio desse podcast. As entrevistas foram feitas por mim e pela Stella Brucha Simões. O roteiro foi feito pela Simone Pallone, coordenadora do podcast Oxigênio e por mim. Daniel: A revisão do roteiro foi feita pela Nana Soares, da equipe de Comunicação e Pesquisa do SPW, por mim, pela Tatiane, e pela Sonia Corrêa. Tatiane: A principal referência para o episódio foi o verbete produzido por Douglas Sanque para o Termos ambíguos do debate político atual: pequeno dicionário que você não sabia que existia. Usamos também definições da Wikipedia para alguns conceitos. Daniel: O áudio de Ernesto Araújo foi extraído de uma entrevista dada por ele ao Canal Poder Paralelo. A fala de Bolsonaro na Assembleia da ONU é uma reprodução do canal do jornal El País no YouTube. Daniel: Você pode acessar os outros episódios da série Termos Ambíguos pelo site do podcast Oxigênio: www.oxigenio.comciencia.br ou pelas plataformas de áudio de sua preferência. Aproveite para indicar nossa série. Até mais!
Welcome to Continential Shift, a series from The Break—Down and Geopolitical Ecology, where we examine the global rush for critical minerals and the struggle for resource dominance on the North American continent.The phrase "trade regimes" may sound dry, but these rules and agreements are a defining architecture of the global economy. They determine who gets to exploit a country's resources, and who profits from it. They determine whether states can be sued by private investors and corporations, or whether domestic sovereignty—of the state, or of Indigenous peoples, for example—is protected.In our first episode we're joined by historian Quinn Slobodian and economist Isabel Estevez to unpack how longstanding trade rules, investor protections and liberalization have shaped how resources are extracted and governed in North America. After the US-Mexico-Canada Agreement entered limbo last week when negotiators failed to make the July 1st deadline for agreeing a new deal, those same rules and institutions are suddenly more shaky than they've been for years, raising big questions about how, and in whose interest, the global race to dominate critical minerals will be run.Continental Shift is made possible by support from the Public Scholars Initiative at the University of British Columbia.
In September 2025, Elon Musk spoke by video link to a fascist rally in London. Tommy Robinson, the organizer of the rally and a convicted criminal, has been trying to incite a racial war on the streets of Britain. That record of incitement won him the admiration of Musk. Since delivering the speech, Musk has become the world's first trillionaire, boosting his war chest even further. Today's episode is the second part of an interview with Quinn Slobodian and Ben Tarnoff, the authors of Muskism: A Guide for the Perplexed. The interview was conducted shortly before the SpaceX IPO that gave Musk his trillion-dollar valuation. The first part of the interview concentrates on the growth of Musk's business empire with companies like SpaceX and Tesla. This episode focuses on his political turn over the last decade. Read Jacobin's reviews of Muskism here: https://jacobin.com/2026/03/muskism-futurism-fordism-sovereignty-technology And here: https://jacobin.com/2026/03/musk-slobodian-tarnoff-neoliberalism-right Long Reads is a Jacobin podcast looking in-depth at political topics and thinkers, both contemporary and historical, with the magazine's writers. Hosted by features editor Daniel Finn. Produced by Conor Gillies with music by Knxwledge.
In this Conflicted Conversation, Thomas sweats his way through a personally revealing exchange with Quinn Slobodian, Professor of International History at Boston University and the author of Hayek's Bastards: The Neoliberal Roots of the Populist Right. Quinn explains: Friedrich Hayek's “knowledge problem” and his defence of markets over central planning. Hayek's later theory of cultural evolution, inherited institutions, and the limits of universal market society. The split between “cultural Austrians” at George Mason University and “racial Austrians” around the Mises Institute. Murray Rothbard's move from courting anti-war hippies to building alliances with paleoconservatives and racial nationalists. Hans-Hermann Hoppe, anarcho-capitalism, secession, and racially homogeneous private communities. The Bell Curve, Charles Murray, IQ research, and the politics of scientific claims about race and inequality. The difference between ideas that are empirically false and ideas rejected because they are morally disturbing. The post-Cold War transformation of neoliberal enemies from communism to environmentalism, affirmative action, feminism, and welfare. The divide between neoconservatives and paleoconservatives over US foreign policy, nationalism, and the Iraq War. Whether Hayek's Bastards reveals a major genealogy of the modern Far Right—or exaggerates the influence of a provocative fringe. Visit Quinn's website: www.quinnslobodian.com Find Quinn on Bluesky: https://bsky.app/profile/quinnslobodian.com And on Substack: https://zeithistoriker.substack.com Join the Conflicted Community here: https://conflicted.supportingcast.fm/ Find us on X: https://x.com/MHconflicted And Facebook: https://www.facebook.com/MHconflicted And Instagram: https://www.instagram.com/conflictedpod Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices Conflicted is a Message Heard production. Executive Producers: Jake Warren & Max Warren. Produced and edited by Thomas Small. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
SpaceX's initial public offering broke records as the largest ever and one that (briefly) made Elon Musk the first trillionaire. But just how much power should one person or one company have in space? Quinn Slobodian, a co-author of Muskism: A Guide for the Perplexed, joins FP Live to argue that Musk's network of integrated companies—from X to Starlink—amplifies not only his economic power but his worldview. Quinn Slobodian and Ben Tarnoff: Elon Musk's Self-Contradictory Military Policy C. Raja Mohan: Elon Musk and the Rise of Space Capitalism Adam Tooze: Elon Musk's First Principles Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
In this episode, we have a conversation with Quinn Slobodian and Ben Tarnoff, co-authors of Muskism: A Guide for the Perplexed. Who on earth is Elon Musk and what is he doing? Is he a hero, a villain, or does he swing constantly between those two poles? According to the constant media gush driven by his every act and pronouncement, Musk is best understood in personal terms. This book argues differently. Rather than seeing Musk as an individual, it sees him as an avatar of something called Muskism: a playbook for our new postliberal age. It's not that Musk himself holds a coherent set of beliefs; you could say his life is one long improvisation. And he's certainly never used the word Muskism – just as, a century ago, Henry Ford never used Fordism to define his own postliberal modernity. In exploring the forces that have shaped Musk, from South Africa to Silicon Valley, Space X to DOGE, Slobodian and Tarnoff outline the motifs and practices that have come to dominate our own crisis-ridden world. Muskism, they show, speaks the language of crisis and emergency to invoke a less human future: where humans are purged from the productive process and, through social media and video games, merged with the machine. This is a worldview in which the technocrat is king; which piggybacks on the state to achieve supremacy; and in which only a select few deserve salvation. If you enter, this book warns you, you will grind and you will live in the shadow of one man – but the rewards could be priceless and the alternative might be extinction. Enjoyed what you heard? Click here to purchase the book: https://www.readings.com.au/product/9780241805114/muskism--quinn-slobodian-ben-tarnoff--2026--9780241805114
Elon Musk became the world's first trillionaire last week after the record-breaking IPO of his company SpaceX. Musk presents the firm's economic take off as the necessary means to a wider end for humanity, to become a multi-planetary species. “That's what SpaceX is all about,” Musk recently said at the company's headquarters. “To take the fiction out of science fiction.” While Musk was looking to the stars, the people of Belfast were still reeling from several days of racist violence. The Belfast pogrom drew strength from the far-right ecosystem that Musk has nurtured with the money from SpaceX, Tesla, and other companies. Musk himself repeatedly called for anti-immigrant protests and boosted the messaging of Britain's neofascist right. His social-media platform generated the atmosphere of a frenzied lynch mob. Over two episodes, Long Reads will explore the two sides of Elon Musk and his impact on the world. Our guests are Quinn Slobodian and Ben Tarnoff, authors of Muskism: A Guide for the Perplexed. This interview was conducted a few days before the SpaceX IPO. Long Reads is a Jacobin podcast looking in-depth at political topics and thinkers, both contemporary and historical, with the magazine's writers. Hosted by features editor Daniel Finn. Produced by Conor Gillies with music by Knxwledge.
Iran Will Sign a Deal on Friday as the Winner, But Will the War Be Over? | As Texas Republicans Target Talarico's Masculinity, the White House Puts on a Display of Toxic Masculinity and Cheesy Patriotism | Is the World's First Trilllionaire Elon Musk a "Human Ponzi Scheme"? backgroundbriefing.org/donate x.com/ianmastersmedia bsky.app/profile/ianmastersmedia.bsky.social facebook.com/ianmastersmedia
Thousands of Canadians have launched GoFundMe campaigns this year, asking for help with everyday expenses. But, as more of us struggle with the cost of living, is crowdfunding the best way to keep up? Also, just how much does it cost small towns to maintain giant roadside attractions? And we ask: what does the rise of Elon Musk, the world's first trillionaire, say about capitalism in the 21st century? Paul Haavardsrud speaks to Quinn Slobodian, co-author of Muskism: A Guide for the Perplexed.
As Elon Musk stands to become the world's first trillionaire through the SpaceX IPO, Jon is joined by Quinn Slobodian, co-author of the new book "Muskism," to understand how we arrived at this moment of tech oligarchy. Together, they explore how Musk built a trillion-dollar empire on government money and then used that empire to capture the government itself, and discuss how we can renegotiate the balance of power between public interest and private wealth. Plus, Jon answers listener questions about Trump's amazing and enthusiastic boo-cheers, CNN, and Taco Bell, yet again! This episode is brought to you by: BOMBAS - Head over to https://Bombas.com/WEEKLY and use code WEEKLY for 20% off your first purchase. GROUND NEWS - Go to https://groundnews.com/stewart to see all sides of every story. Subscribe for 40% off the Vantage Subscription only for a limited time through our link https://groundnews.com/stewart. MINT MOBILE - Shop plans at https://MintMobile.com/TWS. SHOPIFY - Sign up for your $1 per month trial and start selling today at https://shopify.com/TWS. Follow The Weekly Show with Jon Stewart on social media for more: > YouTube: https://www.youtube.com/@weeklyshowpodcast > Instagram: https://www.instagram.com/weeklyshowpodcast > TikTok: https://tiktok.com/@weeklyshowpodcast > X: https://x.com/weeklyshowpod > BlueSky: https://bsky.app/profile/theweeklyshowpodcast.com Host/Executive Producer – Jon Stewart Executive Producer – James Dixon Executive Producer – Chris McShane Executive Producer – Caity Gray Producer – Brittany Mehmedovic Producer – Gillian Spear Video Editor & Engineer – Rob Vitolo Audio Editor & Engineer – Nicole Boyce Music by Hansdle Hsu Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices
Headlines for June 09, 2026; “The Word 'Ceasefire' Has Lost Its Meaning”: Lylla Younes on Israel’s Ethnic Cleansing of South Lebanon; SpaceX IPO Could Make Musk a Trillionaire at Your Expense in “Massive Wealth Transfer”: Eric Gardner; “Tech-Driven Prosperity & Right-Wing Racist Politics”: Quinn Slobodian on Elon Musk and SpaceX IPO; Why New Yorkers “Thunderously Booed” Trump at Knicks-Spurs Game: Sportswriter David Zirin
Headlines for June 09, 2026; “The Word 'Ceasefire' Has Lost Its Meaning”: Lylla Younes on Israel’s Ethnic Cleansing of South Lebanon; SpaceX IPO Could Make Musk a Trillionaire at Your Expense in “Massive Wealth Transfer”: Eric Gardner; “Tech-Driven Prosperity & Right-Wing Racist Politics”: Quinn Slobodian on Elon Musk and SpaceX IPO; Why New Yorkers “Thunderously Booed” Trump at Knicks-Spurs Game: Sportswriter David Zirin
On June 12, SpaceX will reportedly offer 555,555,555 shares at $135 apiece in an initial public offering. The IPO is expected to give SpaceX a market value of $1.77 trillion, instantly making it one of the most valuable companies in the world. When combined with his holdings in Tesla, the IPO may also make SpaceX founder Elon Musk—already the world's richest man—the world's first trillionaire. Today's guests are Quinn Slobodian and Ben Tarnoff, authors of Muskism: A Guide for the Perplexed. The book considers its subject as a specimen of the current geopolitical moment, promising an “examination of Elon Musk as a symptom and avatar of our postliberal age.”
Elon Musk sucks so bad, dude. We all know this already. Unfortunately, however, he remains one of the most consequential people on the planet. This means that understanding him, his philosophy, and his goals for the planet (and human species) is actually… kinda important. This week, Adam speaks with Ben Tarnoff and Quinn Slobodian, authors of Muskism: A Guide for the Perplexed, about who Elon really is and the dark nature of the ideology he's trying to inflict upon us. Find Ben and Quinn's book at factuallypod.com/books--SUPPORT THE SHOW ON PATREON: https://www.patreon.com/adamconoverSEE ADAM ON TOUR: https://www.adamconover.net/tourdates/SUBSCRIBE to and RATE Factually! on:» Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/us/podcast/factually-with-adam-conover/id1463460577» Spotify: https://open.spotify.com/show/0fK8WJw4ffMc2NWydBlDyJAbout Headgum: Headgum is an LA & NY-based podcast network creating premium podcasts with the funniest, most engaging voices in comedy to achieve one goal: Making our audience and ourselves laugh. Listen to our shows at https://www.headgum.com.» SUBSCRIBE to Headgum: https://www.youtube.com/c/HeadGum?sub_confirmation=1» FOLLOW us on Twitter: http://twitter.com/headgum» FOLLOW us on Instagram: https://instagram.com/headgum/» FOLLOW us on TikTok: https://www.tiktok.com/@headgum» Advertise on Factually! via Gumball.fmSee Privacy Policy at https://art19.com/privacy and California Privacy Notice at https://art19.com/privacy#do-not-sell-my-info.
Do you believe that Elon Musk can establish a colony on Mars of a million people or launch data centres into space? If you do, you might be thinking of investing in SpaceX which will go public on the Nasdaq stock market this month. Even if you have your doubts, you might just gamble on Musk anyway for fear of missing out.Today, Quinn Slobodian, co-author of ‘Muskism: A Guide for the Perplexed' on Musk's $1.8 trillion valuation.Featured: Quinn Slobodian, Professor of International History at Boston University and co-author of ‘Muskism: A Guide for the Perplexed'
"Muskism" authors Quinn Slobodian and Ben Tarnoff Kirk Pearson - "Theme from Techtonic" - "Mark's intro" - "Interview with Quinn Slobodian and Ben Tarnoff" [0:02:37] - "Mark's comments" [0:49:36] Joel Fajerman and Jan Yrssen - "Racines Synthétiques" [0:55:03] https://www.wfmu.org/playlists/shows/164555
Elon Musk has evolved far beyond a billionaire CEO. SUPPORT MY WORK: Buy a paid subscription to my newsletter at usermag.co Support my work on Patreon for bonus episodes, monthly Q&A livestreams, and more: http://patreon.com/taylorlorenz According to political theorists Quinn Slobodian and Ben Tarnoff, Musk has created an entirely new ideology called “Muskism” — a system where technology companies merge with state power, AI shapes politics, and billionaires become more powerful than governments.In this episode of Free Speech Friday, I sit down with Quinn Slobodian, co-author of the new book Muskism, to break down how Elon Musk's worldview went from Silicon Valley optimism to tech authoritarianism. We discuss Tesla, SpaceX, Starlink, Neuralink, AI censorship, OpenAI, Grok, surveillance, DOGE, data centers, Silicon Valley's shift toward defense tech, and why Musk's influence now reaches into every part of society.We also unpack:Elon Musk's political transformationThe rise of MuskismAI paranoia and “woke AI”Why Silicon Valley is embracing militarizationMusk's obsession with reproduction and population declineHow SpaceX and Starlink could reshape global powerThe future of AI and surveillance capitalismWhy tech billionaires are becoming impossible to escape
A rain of corpses is falling from the sky, insectoid femme fatales are setting their compound eyes on our tender thoraxes, and our cattle drive across an expanse of nanotech goo is starting to go off the rails. So we ask ourselves: do we still have to go to work tomorrow? Critic, author, & podcaster Gareth Watkins joins to discuss Dempow Torishima’s delightfully strange Sisyphean. Podcasts, reviews, interviews, essays, and more at the Ancillary Review of Books. Please consider supporting ARB’s Patreon! Guest: Gareth Watkins Title: Sisyphean by Dempow Torishima, translated by Daniel Huddleston Host: Jake Casella Brookins Music by Giselle Gabrielle Garcia Artwork by Rob Patterson Opening poem by Bhartṛhari, translated by John Brough References: Death // Sentence Muskism by Quinn Slobodian & Ben Tarnoff Peter Thiel One Piece by Eiichiro Oda Slavoj Žižek René Girard Carl Schmitt Thiel/Douthat NYT interview Jeff VanderMeer Haikosoru Viz Comics Battle Royale by Koushun Takami Finnegans Wake by James Joyce The Doloriad by Missouri Williams M. John Harrison’s essay on worldbuilding Marmite/Vegemite Jared Diamond's Guns, Germs, and Steel "Professor Jiang" Isaac Asimov's Foundation New Chronology Tartarianism Franz Kafka & Philip K. Dick A Scanner Darkly H.R. Giger Phil Tippet’s Mad God Kameron Hurley's The Stars are Legion Antoine Volodine's Radiant Terminus Manuela Draeger's Kree Mike Judge’s Office Space David Cronenberg Raymond Chandler Antonio Gramsci Nick Land Friedrich Nietzsche's eternal recurrence Yoss's Planet for Rent Deleuze & Guitarri The Sex Pistols & Avril Lavigne H.P. Lovecraft's "The Call of Cthulhu" Ayn Rand Jeff VanderMeer's Dead Astronauts Torishima's Kanadete no Nufuretsun Gareth's bluesky Just Plain Evil: Cruelty, Extinction, and the Authoritarian Mind Gareth's appearances on Blood Work
Today I am delighted to talk with Quinn Slobodian and Ben Tarnoff about their new book, Muskism: A Guide for the Perplexed. This is much more than a biography or popular account of Elon Musk, it is a radical analysis of a deeply disturbing, computational way of seeing the world. We see a mind that is profoundly troubled by any contagion spreading into seemingly closed systems—it can take the form of racial others, transpeople, “woke” populations, or most generally and dismissively, “Non-Player-Characters.” We talk about the dangers this mindset and its manifestations have on democracy and the public sphere, and argue that what we should do is to “embrace the woke-mind virus as a counter-revolutionary act.”Quinn Slobodian is professor of international history at the Frederick S. Pardee School of Global Studies at Boston University. His books, which have been translated into ten languages, include Globalists: The End of Empire and the Birth of Neoliberalism, Crack-Up Capitalism: Market Radicals and the Dream of a World without Democracy, and Hayek's Bastards: Race, Gold, IQ and the Capitalism of the Far Right . His most recent book, co-authored with Ban Tarnoff, Muskism: A Guide for the Perplexed. Slobodian is a Guggenheim Fellow for 2025-6; he has been an associate fellow at Chatham House and held residential fellowships at Harvard University and Free University Berlin. Project Syndicate put him on a list of 30 Forward Thinkers and Prospect UK named him one of the World's 25 Top Thinkers.Ben Tarnoff is a writer from Massachusetts. He is the co-author, with Quinn Slobodian, of Muskism: A Guide for the Perplexed.
Josh, Alien, and Josiah discuss three movies that can help us explore the psyche of our tech bro overlords: Primer (2004), The Social Network (2010), and BlackBerry (2021).Become a Fruitless Patron here: https://www.patreon.com/user?u=11922141Check out Fruitless on YouTubeFind more of Josiah's work: https://linktr.ee/josiahwsuttonFollow Josiah on Twitter @josiahwsuttonReferences"What is 'Muskism?'," Read Max, https://maxread.substack.com/p/what-is-muskism"Muskism with Quinn Slobodian and Ben Tarnoff," DEATH // SENTENCE, https://soundcloud.com/death-sentence-pod/muskism-quinn-slobodian-ben-tarnoff"A Declaration of the Independence of Cyberspace," John Perry Barlow, https://www.eff.org/cyberspace-independencePalantir's summary of The Technological Republic aka the Palantir manifesto, https://x.com/PalantirTech/status/2045574398573453312Neoreaction a Basilisk by Elizabeth SandiferMusic & Audio creditsClip of Marc Andreessen explaining that he doesn't do any introspection, pulled from BlueSky post: https://bsky.app/profile/davelee.me/post/3mh5hgwdb5c27Yesterday – bloom.Audio from Primer (2004)Audio from The Social Network (2010)Audio from BlackBerry (2021)Wish - Nine Inch Nails ★ Support this podcast on Patreon ★
We’re talking about the new magic of money, or Musk-ism, as our guests call it. Quinn Slobodian and Ben Tarnoff are historians of different sorts—historians of the future. Oddly enough, their hair-raising new book is ... The post Muskism: A Guide for the Perplexed appeared first on Open Source with Christopher Lydon.
Is Elon Musk just a guy who can't post, or is he the avatar of Muskism - a new philosophy for our postliberal age? Quinn Slobodian and Ben Tarnoff's book Muskism: A Guide For the Perplexed argues the latter, taking us through techno-fascist South Africa to Silicon Valley - and along the way we find out that two of the most insightful critics of technology and neoliberalism know a *lot* about anime. Music by Neurosis: https://neurosis.bandcamp.com/album/an-undying-love-for-a-burning-world You too can become meme by joining our Discord (it's free): https://discord.gg/mk928WGds
Pressure on Trump From the Saudis to Make a Deal With Iran While Israel Warns the Deal Would be a Disaster For Them | Chief Justice Roberts' Hollow Indignation at the American People For Thinking He and His Colleagues Are "Political Actors" | From Henry Ford's Production-Consumption Capitalism To Elon Musk's Techno-Driven Dismantling of the State that Funds Him backgroundbriefing.org/donate twitter.com/ianmastersmedia bsky.app/profile/ianmastersmedia.bsky.social linktr.ee/backgroundbriefing
Paris Marx is joined by Ben Tarnoff and Quinn Slobodian to discuss their new book Muskism which explores how Elon Musk exemplifies a new economic system shaping our lives, similar to Fordism in the twentieth century. Ben Tarnoff & Quinn Slobodian are the authors of Muskism. Ben is a writer and technologist based in Massachusetts and the author of Internet for the People. Quinn is professor of international history at Boston University, and the author of books like Crack-Up Capitalism. Tech Won't Save Us offers a critical perspective on tech, its worldview, and wider society with the goal of inspiring people to demand better tech and a better world. Support the show on Patreon. The podcast is made in partnership with The Nation. Production is by Kyla Hewson. Also mentioned in this episode: For listeners who are feeling extra academic, here is the Milton Friedman economics paper, “The Methodology of Positive Economics.” Quinn discusses his struggle to find any reporting on Jared Leto and the Optimus robot media stunt (that goes deeper than commenting on the virality).
For the better part of the 20th century, the American economy relied on the steady social peace of "Fordism"—an era of mass production and consumption that helped reconcile capitalism with democracy. Today, a radical new paradigm threatens to upend that equilibrium: "Muskism". While conventional wisdom suggests that Silicon Valley billionaires are libertarians desperate to escape government oversight, historian Quinn Slobodian argues they actually want to achieve state symbiosis by turning the government into a dependent client. This vassalization of the state means private actors absorb critical public functions without any democratic constraints. Discussing insights from his and co-author Ben Tarnoff's new book, Muskism: A Guide for the Perplexed, Slobodian unpacks how Elon Musk's worldview is reshaping the global political economy. This episode also dives into the parallels between American tech supremacy and the Chinese economic model. Slobodian posits that the real vulnerability in the United States is not the excess of regulation that the Abundance agenda focuses on, but rather a failure to discipline capital. Connect with us:
Paris Marx is joined by Ben Tarnoff and Quinn Slobodian to discuss their new book Muskism which explores how Elon Musk exemplifies a new economic system shaping our lives, similar to Fordism in the twentieth century. Ben Tarnoff and Quinn Slobodian are the authors of Muskism. Ben is a writer and technologist based in Massachusetts and the author of Internet for the People. Quinn is professor of international history at Boston University, and the author of books like Crack-Up Capitalism.Advertising Inquiries: https://redcircle.com/brandsPrivacy & Opt-Out: https://redcircle.com/privacy
On the gig economy, big tech, and ideology. Sociologist Will Charles talks to Alex about a form of social organisation that has stopped trying to justify itself. How should the gig economy work and how does it actually work? Is any worker in this economy a 'true believer'? Why isn't digital sophistication a proof of economic efficiency? What's the relationship between secular stagnation, value capture, and rentierism? Do workers hold to a latent moral economy that could provide the basis for revolt? Full episode for subscribers only. Sign up: patreon.com/bungacast Readings: Muskism and the Myth of Productive Revolution, Will Charles Post-Legitimate Society, Will Charles & Ryan Gunderson Muskism Is the Specter Stalking Our Present, Alex Hochuli, Jacobin Relevant episodes: /538/ Muskism ft. Quinn Slobodian & Ben Tarnoff /522/ At the Bottom of the Tar Pit ft. Benjamin Studebaker /540/ Welcome to the Apolar and Post-Multilateral World ft. Tom Chodor /546/ Reading Club: Are We All Post-Liberal Now? ft. Geoff Shullenberger /547/ What Are the Politics of Stagnation? ft. Dylan Riley
Woop! Woop! Kettensäge, DOGE, Mars: Wie wurde Elon Musk zur einflussreichsten politischen Figur der Gegenwart – und was genau ist der Muskismus? Quinn Slobodian und Ben Tarnoff zeigen: Musk ist kein Einzelfall, sondern Symptom. Der Muskismus ist ein frankensteinsches Monster des zeitgenössischen Kapitalismus – ein Programm, das den Staat für sich vereinnahmt statt ihn abzulehnen, und das technische Überlegenheit zur neuen Herrschaftsform erklärt. Enjoy!^^
Everyone has an opinion about Elon Musk, who has carved out a uniquely powerful place for himself in the worlds of auto-making, space launch, social media and even government. But beyond Musk the individual, what do his corporate maneuvers and embrace of authoritarian, anti-humanitarian and white supremacist ideologies tell us about the direction of our society? As Musk's high-stakes lawsuit against Open AI's Sam Altman begins in Oakland this week, we talk to Ben Tarnoff and Quinn Slobodian about their new book, “Muskism: A Guide for the Perplexed.” Guests: Quinn Slobodian, professor of international history, Boston University; author, "Globalists," "Crack-Up Capitalism," "Hayek's Bastards." Ben Tarnoff, co-author, "Muskism: A Guide for the Perplexed;" author, "Internet for the People: The Fight for Our Digital Future" Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
Quinn Slobodian and Ben Tarnoff, authors of Muskism: A Guide for the Perplexed, on Elon's world and what he wants to do to ours. Behind the News, hosted by Doug Henwood, covers the worlds of economics and politics and their complex interactions, from the local to the global.
Behind the News, 4/23/26 - guests: Quinn Slobodian and Ben Tarnoff on Muskism—Elon's world and the one he wants for us - Doug Henwood
Quinn Slobodian and Ben Tarnoff, authors of Muskism: A Guide for the Perplexed, on Elon's world and what he wants to do to ours The post Muskism: the world of Elon appeared first on KPFA.
Quinn Slobodian returns with his co-author, Ben Tarnoff, to discuss their just-published book from Harper Collins, "Muskism: A Guide for the Perplexed." "The Moment of Truth" with Jeff Dorchen follows the interview. Check out Quinn and Ben's book here: https://www.harpercollins.com/products/muskism-quinn-slobodianben-tarnoff?variant=43838135402530 Help keep This Is Hell! completely listener supported and access bonus episodes by subscribing to our Patreon: https://www.patreon.com/thisishell Please rate and review This Is Hell! wherever you get your podcasts. It really helps the show ascend the algorithm to reach new listeners.
Riley, Hussein, and November speak with friends of the show Quinn Slobodian and Ben Tarnoff about their new book, Muskism: A Guide for the Perplexed. We discuss the political ethos of Musk and his peers, and the origins of his "everything is computer" philosophy. However, we also had to take a detour into the story of the "AI-built startup that's worth a billion dollars," because... well, it's just a thing that lies a bunch. Again. You can buy Quinn and Ben's book here! Get the whole episode on Patreon here! MAYOR ALERT Get tickets to the three performance dates for No God No Mayors in London on 25-26 April! The link is here! MILO ALERT Check out Milo's tour dates here: https://www.miloedwards.co.uk/liveshows NATE ALERT Lions Led By Donkeys will be performing live in London on 29th May and you can get tickets here! Nate's band Second Homes is about to release their debut album, and you can stream / preview / preorder it on Bandcamp here!
NB : ceci est la VF doublée. La VO anglaise est aussi disponible. Le projet politique du néolibéralisme et ses mutations contemporaines : Néolibéralisme, logique d'exit et recomposition du pouvoir. Avec Quinn Slobodian.Où se loge réellement le pouvoir aujourd'hui ?Si le capitalisme ne fonctionne plus dans le cadre des États-nations, que devient la démocratie ? Qui gouverne un monde structuré par des paradis fiscaux, des zones spéciales et des infrastructures privées ? Et si certains des acteurs les plus influents ne cherchaient plus à prendre le pouvoir politique, mais à s'en extraire ?Dans cet échange avec l'historien Quinn Slobodian, on explore la logique profonde du néolibéralisme, la montée des stratégies d'“exit” et la fragmentation des souverainetés.Une discussion sur l'évolution du rapport entre capital et démocratie, et sur ce que cela implique pour nos systèmes politiques.Chapitres00:00 - Introduction à la conversation02:00 - Comprendre les contextes historiques05:03 - Les rapports de pouvoir dans le capitalisme contemporain08:09 - L'évolution du capitalisme et de l'économie politique12:09 - Le rôle du néolibéralisme20:59 - L'articulation entre démocratie et capitalisme30:05 - Zones économiques spéciales et capitalisme global36:32 - Utopies capitalistes et zones économiques39:08 - L'essor du néolibéralisme dans les années 197044:03 - Le droit économique international et les droits du capital50:40 - L'Union européenne : une vision concurrente53:00 - La dette comme discipline politique01:01:03 - Le trumpisme : une nouvelle expérimentation politique01:11:53 - Néolibéralisme et géoéconomie01:17:07 - Comprendre les empires et les dynamiques de pouvoir01:23:36 - Le muskisme : un nouveau paradigme économique ?01:27:31 - Contraintes écologiques et limites énergétiques01:35:37 - L'avenir des États-nations et de la démocratieÉpisode enregistré le 12/01/2026---Retrouvez tous les épisodes et les résumés sur www.sismique.frSismique est un podcast indépendant créé et animé par Julien Devaureix.
NB: si vous comprenez mal l'anglais, la VF doublée est aussi disponible. How markets, law, and technology are reshaping sovereignty. With Quinn Slobodian.Where does power really reside today?If capitalism no longer operates within the boundaries of nation-states, what happens to democracy? Who governs a world shaped by tax havens, special economic zones, and private infrastructures? And what if some of the most influential actors are no longer trying to win political power, but to escape it altogether?In this conversation with historian Quinn Slobodian, we explore the deeper logic behind neoliberalism, the rise of “exit” politics, and the growing fragmentation of sovereignty.A discussion about the shifting relationship between capital and democracy, and what it means for the future of our political systems.Chapters00:00 - Introduction to the Conversation02:00 - Understanding Historical Contexts05:03 - Power Dynamics in Modern Capitalism08:09 - The Evolution of Capitalism and Political Economy12:09 - The Role of Neoliberalism20:59 - The Intersection of Democracy and Capitalism30:05 - Special Economic Zones and Global Capitalism36:32 - Capitalist Utopias and Economic Zones39:08 - The Rise of Neoliberalism in the 1970s44:03 - International Economic Law and Capitalist Rights50:40 - The European Union: A Competing Vision53:00 - Debt as Political Discipline01:01:03 - Trumpism: A New Political Experiment01:11:53 - Neoliberalism and Geoeconomics01:17:07 - Understanding Empire and Power Dynamics01:23:36 - Muskism: A New Economic Paradigm?01:27:31 - Ecological Stress and Energy Limits01:35:37 - The Future of Nation-States and DemocracyRecorded on January 12, 2026---Retrouvez tous les épisodes et les résumés sur www.sismique.frSismique est un podcast indépendant créé et animé par Julien Devaureix.
Event Tickets: Political Economy in a Time of MonstersWelcome back to the After Order podcast - a series from Macrodose in collaboration with the Alameda Institute. In our opening episode, host James Meadway spoke with Quinn Slobodian and Ben Tarnoff about their book Muskism: A Guide for the Perplexed, using Elon Musk as a lens to examine the intellectual contours of our emerging post-liberal moment. Together, they traced how new ideological formations may be taking shape in the aftermath of neoliberalism.In today's episode, we shift from those ideological roots to something more tangible, the material foundations of contemporary capitalism, and in particular, the accelerating green energy transition.To explore this, James is joined by Thea Riofrancos, author of Extraction: The Frontiers of Green Capitalism. As governments and corporations race to decarbonise the global economy, demand for critical minerals such as lithium has surged dramatically. Yet as Thea's work shows, this transition is not simply a story of technological progress or environmental necessity. It is also opening up new frontiers of extraction - reshaping landscapes, transforming communities, and reconfiguring geopolitical relations in the process.At the centre of this conversation lies a pressing question: can the shift to renewable energy avoid reproducing the same extractive dynamics that defined the fossil-fuel era? And are we witnessing the emergence of a new form of “green capitalism” that carries forward many of the old logics under a different guise?In a world After Order, where crises no longer appear as temporary disruptions but as enduring conditions, the stakes of these questions are difficult to overstate.
A discussion of the forthcoming book "Muskism: A Guild For The Perplexed" with its authors. Topics includes Muskism as the antidote to Musk Fatique, methods of historical research under threat of enshittification, the cultural imaginary of Elon Musk and Grok, satellite data centers, and more. Date Recorded: April 1, 2026 Music: Redd Holt & The Heptet TheAmericanVandal.Substack.com
Welcome to the After Order podcast - a new series from Macrodose and the Alameda Institute. This series emerges from Alameda's ongoing After Order research project, which begins from a simple but unsettling proposition, that we may no longer be living through an interregnum between stable systems, but in a period defined by recurring crises - a time after stable orders.Over the coming weeks, host James Meadway will sit down with leading thinkers from around the globe, exploring topics from the decline of American hegemony and the rise of a multipolar world, to the struggle to reclaim digital sovereignty from Big Tech, and the geopolitical tensions emerging from the global energy transition under green capitalism.We'll ask, where does power actually lie in a world after order, and what new pathways might still be opened within it?In today's episode, James meets with Quinn Slobodian and Ben Tarnoff to discuss their new book, Muskism: A Guide for the Perplexed.Using Elon Musk as a lens, Quinn and Ben unpack what they call Muskism - a new political-economic logic emerging out of the ashes of neoliberalism, and one that might - just as Fordism did a century earlier - provide a roadmap to the ideological terrain of our present moment.If the neoliberal era is coming to an end, can Muskism help us interpret the ensuing disorder? And what can be done to push back against it?
For those in the Global North, the twentieth century was the Fordist century—an era of mass production and mass consumption. But as Quinn Slobodian and Ben Tarnoff argue in their new book, there's another order afoot: Muskism. Elon Musk, they show, is an avatar for a whole range of phenomena that have shaped our world: from a vision of white supremacy fostered in South Africa; to a symbiosis between Silicon Valley and the warfare state; to a world where founders become technokings; to a dream of a posthuman future where man and machine have merged into a networked whole. Muskism, they reveal, is a new operating system for the twenty-first century. Listen in to this very special episode—recorded live and in person—to learn more.
Für viele ist Elon Musk ein schillernder Unternehmer – und der reichste Mensch der Welt. Der Historiker Quinn Slobodian sieht in ihm jedoch weit mehr: Musk stehe für ein neues Weltbild, das ein zutiefst beunruhigendes Verständnis von Demokratie und technologischer Freiheit mit sich bringe. Beim Namen Elon Musk denken viele an Tesla, die Plattform X, die Raketen von SpaceX oder an Neuralink, das Gehirn-Computer-Schnittstellen entwickelt. Für Quinn Slobodian greift diese Perspektive zu kurz. Er argumentiert: Bei Musk gehe es nicht nur um eine Einzelperson oder um erfolgreiche Unternehmen, sondern um ein ideologisches Projekt – ein Weltverständnis, das darauf abzielt, Gesellschaft gewissermassen neu zu programmieren, mit weitreichenden politischen Konsequenzen. Olivia Röllin spricht mit Quinn Slobodian, Autor von «Muskismus», darüber, wie Musk durch antizyklische Entscheidungen und erhebliche staatliche Unterstützung zum reichsten Mann der Welt werden konnte, der heute sogar über den Verlauf von Kriegen mitentscheiden kann – und welche Welt der selbsternannte «Technoking» entwirft, wenn er von einer Verschmelzung von Mensch und künstlicher Intelligenz spricht.
Ava sits down with the co-authors of Muskism, Quinn Slobodian and Ben Tarnoff, to dive deep on the world's richest man.Subscribe to How to Rebuild Britain now: https://linktr.ee/howtorebuildbritain Hosted on Acast. See acast.com/privacy for more information.
Für viele ist Elon Musk ein schillernder Unternehmer – und der reichste Mensch der Welt. Der Historiker Quinn Slobodian sieht in ihm jedoch weit mehr: Musk stehe für ein neues Weltbild, das ein zutiefst beunruhigendes Verständnis von Demokratie und technologischer Freiheit mit sich bringe. Beim Namen Elon Musk denken viele an Tesla, die Plattform X, die Raketen von SpaceX oder an Neuralink, das Gehirn-Computer-Schnittstellen entwickelt. Für Quinn Slobodian greift diese Perspektive zu kurz. Er argumentiert: Bei Musk gehe es nicht nur um eine Einzelperson oder um erfolgreiche Unternehmen, sondern um ein ideologisches Projekt – ein Weltverständnis, das darauf abzielt, Gesellschaft gewissermassen neu zu programmieren, mit weitreichenden politischen Konsequenzen. Olivia Röllin spricht mit Quinn Slobodian, Autor von «Muskismus», darüber, wie Musk durch antizyklische Entscheidungen und erhebliche staatliche Unterstützung zum reichsten Mann der Welt werden konnte, der heute sogar über den Verlauf von Kriegen mitentscheiden kann – und welche Welt der selbsternannte «Technoking» entwirft, wenn er von einer Verschmelzung von Mensch und künstlicher Intelligenz spricht.
Steeped in gaming and rightwing culture wars, Musk and his team of teenage coders set out to defeat the enemy of the United States: its people By Ben Tarnoff and Quinn Slobodian. Read by Vincent Lai. Help support our independent journalism at theguardian.com/longreadpod
The most powerful CEO in history is barely a person anymore. But it's not just his X-addled brain that has transformed him. He has deeply integrated himself in the ‘cyborg collective' – a world of electrons, brain implants, fantastical promises, financial systems, bots, and memes – he has made for himself. Henry Ford gave his name to […]
Reform UK is getting into the lottery business - inviting people to sign up for a chance to have their energy bills paid for a year. But is the real prize a massive database of voters ahead of the next General Election? Plus - party leader Nigel Farage has been caught saying some pretty questionable stuff for money on Cameo. Is that really the kind of thing we should expect from someone who plans to be our next Prime Minister?Nish and Coco are joined by authors Quinn Slobodian and Ben Tarnoff. Their new book Muskism: A Guide for the Perplexed looks at the billionaire manbaby in a whole new way. If you want to understand what's driving Musk and what it could mean for all of us - this is the chat for you.And POLITICO's Anne McElvoy is on hand as the former Labour deputy leader Angela Rayner pops up to point out all the ways Labour is getting it wrong at the moment - subtext: without her they're lost.Reminder to send in your burning questions for Nish and Coco to psuk@reducedlistening.co.ukCHECK OUT THESE DEALS FROM OUR SPONSORS BABBEL: https://www.babbel.com/PSUKWISE: https://www.wise.comSHOPIFY: https://shopify.co.uk/podsavetheukGUESTS Quinn Slobodian and Ben Tarnoff, Authors. Muskism: A Guide for the PerplexedOut on March 24thAnne McElvoy, Executive Editor, POLITICO and co-host Politics at Sam and Anne'sUSEFUL LINKSThe Podcast Show - https://www.thepodcastshowlondon.com/explore-passesMuskism: A Guide for the Perplexedhttps://www.penguin.co.uk/books/477340/muskism-by-tarnoff-quinn-slobodian-and-ben/9780241805114CREDITSThe Guardian - YouTubeThe Independent - YouTubeReform UK - YouTubeToday in Focus - The GuardianPod Save the UK is a Reduced Listening production for Crooked Media.Get in touch - contact us via email: PSUK@reducedlistening.co.ukLike and follow us on Youtube: https://www.youtube.com/@PodSavetheUKInstagram: https://instagram.com/podsavetheukTikTok: https://www.tiktok.com/@podsavetheukBlueSky: https://bsky.app/profile/podsavetheuk.crooked.comFacebook: https://facebook.com/podsavetheukX: https://x.com/podsavetheuk
On the operating system of the 21st century. Historian Quinn Slobodian and tech writer Ben Tarnoff talk to Alex Hochuli and Alex Gourevitch about their new book, Muskism: A Guide for the Perplexed, and why we should ask "what is Musk a symptom of?" If Fordism characterised the mid-20th century, are our times those of Muskism? What are the touchstones of Muskism that the authors identify: fortress futurism, financial fabulism, state symbiosis? Who is the real Musk, that of vehicles, energy, infrastructure, or that of the post-industrial stuff of social media, finance, AI? What does Muskism promise people? How does it legitimise itself – if at all? Is the state actually dependent on Musk, or is Musk dependent on the state? How much of Musk's right-wing turn is necessary to Muskism, and how much is contingent? Is the racial component central? Links: Muskism: A Guide for the Perplexed, Quinn Slobodian & Ben Tarnoff, Harper Collins /57/ Übermenschen of Capital Pt. 1 ft. Alex Gourevitch
Was the populist far right a reaction to neoliberal free market fundamentalism? Or, as historian Quinn Slobodian argues, did such rightwing currents come out of the ideas of neoliberalism itself? Slobodian reflects on neoliberal thinkers' preoccupation with racist and misogynistic ideas of human nature and intelligence, borders and gold — all in service to their war on the left. (Encore presentation.) Quinn Slobodian, Hayek's Bastards: Race, Gold, IQ, and the Capitalism of the Far Right Zone Books, 2025 The post The Neoliberal Roots of Rightwing Populism appeared first on KPFA.
Emile Torres on the posthumanists. Quinn Slobodian on eugenics and neoliberalism. Femi Taiwo on DEI and the war on it. Kristin Du Mez on white Christian nationalism. Anatol Lieven on the Trumpian worldview. Laleh Khalili on the relationship between the Pentagon and US capitalism. And Susannah Glickman on similar. Behind the News, hosted by Doug Henwood, covers the worlds of economics and politics and their complex interactions, from the local to the global.