Podcasts about assembleia geral

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Latest podcast episodes about assembleia geral

ONU News
Assembleia Geral faz diálogo interativo com candidata a secretária-geral

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 15, 2026 2:16


Países-membros da ONU recebem María Fernanda Espinosa após primeira rodada com quatro candidatos em 21 e 22 de abril; ex-chanceler do Equador que também presidiu a Assembleia Geral apresentará sua visão a partir de 15h, horário de Nova Iorque, neste 15 de junho.  

ONU News
Assembleia Geral faz diálogo interativo com candidata a secretária-geral

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 12, 2026 2:16


Países-membros da ONU recebem María Fernanda Espinosa após primeira rodada com quatro candidatos em 21 e 22 de abril; ex-chanceler do Equador que também presidiu a Assembleia Geral apresentará sua visão a partir de 15h, horário de Nova Iorque, neste 15 de junho.  

ONU News
Portugal concorre à vaga para assento rotativo no Conselho de Segurança

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 3, 2026 3:02


Eleição para cinco novos membros não-permanentes ocorre neste 3 de junho na Assembleia Geral; único país de língua portuguesa na lista disputa cadeira com Alemanha e Áustria; grupo da Ásia-Pacífico tem Filipinas e Quirguistão para um assento apenas.

ONU News
Bangladesh e Chipre disputam eleição para presidir Assembleia Geral da ONU

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 2, 2026 2:31


Votação ocorre neste 2 de junho; chanceler bengalês Khalilur Rahman e embaixador cipriota Andreas S. Kakouris disputam posto para liderar a 81ª. Sessão do órgão; mandato começa em setembro e vencedor da corrida substituirá a atual presidente Annalena Baerbock, da Alemanha.

ONU News
Khalilur Rahman eleito presidente da 81ª Assembleia Geral da ONU

ONU News

Play Episode Listen Later Jun 2, 2026 1:49


Vida em França
França: Historiador explica a "dimensão moral" da revogação do “Code Noir”

Vida em França

Play Episode Listen Later May 29, 2026 17:37


A Assembleia francesa aprovou, esta quinta-feira, 28 de Maio, a proposta de lei que revoga formalmente o “Code Noir” [“Código Negro], um conjunto de éditos reais que regulamentou a escravatura nas colónias francesas entre os séculos XVII e XVIII. A França aboliu a escravatura a 27 de Abril de 1848, mas os textos do "Code Noir" nunca foram formalmente retirados. O historiador António de Almeida Mendes considera que o gesto se reveste de uma dimensão moral e histórica que corresponde “ao reconhecimento de um crime” e que pode abrir portas para que se deixe de olhar para a escravatura como “um anexo da história ”. A Assembleia francesa aprovou, a 28 de Maio, a proposta de lei que revoga formalmente o “Code Noir” [“Código Negro], um conjunto de éditos reais que regulamentou a escravatura nas colónias francesas entre os séculos XVII e XVIII. A votação ocorreu em primeira leitura e terminou com 254 votos favoráveis, nenhum contra, nem nenhuma abstenção. A proposta de revogação do “Code Noir” foi apresentada pelo deputado Max Mathiasin, de Guadalupe e tem carácter sobretudo simbólico. O "Code Noir" é considerado um “fóssil legislativo” porque apesar de a França ter abolido a escravatura há 178 anos, o documento ainda não tinha sido revogado de modo explícito. Por isso, é um gesto "muito importante", explica o historiador António de Almeida Mendes, sublinhando que se reveste de uma dimensão moral e histórica que corresponde “ao reconhecimento de um crime” e abre portas para que se deixe de olhar para a escravatura como “um anexo da história como até hoje tem sido”. “É uma coisa muito importante porque estamos a falar de um decreto que já não era aplicado. Estamos a falar do século XVII e, entretanto, houve a abolição do tráfico e a abolição da escravatura no Império francês, Mas a dimensão moral é muito importante porque estamos a falar da dimensão de reconhecimento de um crime. Eu acho que no contexto francês e europeu dessa relação entre história nacional e história imperial, há sempre esse tabu dos crimes do passado. O reconhecimento moral está cá, mas o que é preciso é ir além e inscrever essa história na história da nação e não ser um anexo da história - como até hoje tem sido - essa história de um crime que não foi só um crime de alguns anos, foi um crime que durou vários séculos”, explica o professor de História Moderna na Universidade de Nantes, em França, especializado nomeadamente na história da escravatura. O texto também prevê que o governo entregue ao Parlamento, no prazo de um ano após a promulgação da lei, um relatório sobre o direito colonial e as suas consequências económicas, sociais, culturais e ambientais a longo prazo, nomeadamente em termos de racismo e de desigualdades. O relatório deverá, ainda, avaliar como a história da escravatura, do tráfico negreiro e da sua abolição é tratada nos programas escolares. Algo “muito importante” para o nosso convidado que admite que história do tráfico de pessoas escravizadas “tende a ser minimizada” e vista como “um apêndice da história europeia”. “Eu acho que é muito importante porque eu próprio sou professor e vejo que essa história, muitas vezes, tende a ser minimizada, Eu acho que estamos aí mesmo no centro do que foi o capitalismo e a história moderna que se inicia no século XVI. Essa relação entre a Europa e o mundo, muitas vezes, foi pensada como uma relação harmoniosa, como uma relação de mestiçagem, ainda que com seus crimes. Eu acho que temos que ver também a face sombria do que foi esse encontro, essa modernidade do século XVI e não só pensar que a Europa desenvolveu o mundo e trouxe a modernidade ao mundo, mas pensar mesmo os efeitos negativos desse encontro. Eu acho que isso tem que ser reavaliado nos programas escolares para pensar uma história mais inclusiva (...) Eu acho que é muito importante repensar essa história, mesmo numa cronologia europeia. Por exemplo, se formos a ver, uma das consequências do 'Code Noir' e dessa relação de França com as antigas colónias é que, por exemplo, o Palácio do Eliseu foi construído pela fortuna dos maiores negreiros da época. Estamos a ver que mesmo o enriquecimento da Europa, na altura, tem muito a ver com essa história da escravidão, esta história colonial. Eu acho que é importante complexificar esta história e não só fazer da história do tráfico um apêndice da história europeia”, afirma o investigador. O "Code Noir" foi criado em Março de 1685, sob Luís XIV, e foi ampliado por normas posteriores, de 1723 e 1724, voltadas para outros territórios coloniais. Este conjunto de documentos fixava o estatuto jurídico das pessoas escravizadas, institucionalizando a violência colonial e o tráfico de pessoas consideradas como mercadorias ou "bens móveis", passíveis de serem adquiridos por um “mestre”. O “Code Noir” também instituía sanções em caso de fuga, que iam desde orelhas cortadas, marcas a ferro, pessoas chicoteadas em público e pena de morte. “O 'Code Noir' é é mesmo próprio ao contexto francês. Só existe um 'Code Noir'. Não há, no contexto português, por exemplo, um decreto jurídico idêntico. Basicamente, estamos a falar do Império francês, que tinha um grande império colonial, sobretudo nas Antilhas, no espaço das Caraíbas. O 'Code Noir' organiza as pessoas escravizadas como sendo uma propriedade do 'senhor', como ‘um bem móvel', a saber, um bem que se pode transmitir em herança de família em família. É para transformar essas pessoas escravizadas em bens patrimoniais, tal como uma casa, uma mesa, uma forma de desumanizar as pessoas”, explica o historiador. Durante o debate no Parlamento, Max Mathiasin classificou a revogação como “um acto poderoso de memória, de justiça e de reconhecimento”, mesmo que admita que não possa “curar sozinho as feridas da história”. Os debates centraram-se na história francesa da escravatura e do colonialismo, dos efeitos visíveis hoje através das desigualdades persistentes entre os territórios ultramarinos e a França continental, e da discriminação sofrida pela população negra. Alguns deputados criticaram o facto de os debates acontecerem bem perto da estátua, em frente da Assembleia, de Jean-Baptiste Colbert, o principal autor do “Code Noir”. Esta revogação acontece 25 anos depois da Lei Taubira, de 2001, em que França reconheceu a escravatura e o tráfico de pessoas escravizadas como crimes contra a humanidade. Resta saber se a revogação vai abrir a discussão sobre reparações, algo que não está no texto, mas que também alimentou os debates na Assembleia, com vários parlamentares a salientarem que antigos proprietários de escravos receberam indemnizações, ao contrário dos próprios escravos. Reparar também passa por abrir o debate, acrescenta António de Almeida Mendes. “É um debate que está mesmo no centro dos debates sobre os crimes do passado. Será que temos de só ficar nesse reconhecimento moral do crime ou ir mais além e considerar que as desigualdades de hoje em dia que subsistem, em termos de acesso à riqueza, em termos de discriminação racial, em termos de racismo, será que isso necessita de ir mais além de uma condenação moral e de abrir o debate sobre as reparações financeiras? É um debate que já tem dez anos, iniciou-se na América Latina, está muito presente nos Estados Unidos. Então, há essa questão: será que a gente pode imaginar uma reparação financeira, que não é só uma reparação em termos monetários, mas uma reparação sobre o que é que a gente pode reparar em termos de desigualdades criadas por esses crimes do passado”, sublinha António de Almeida Mendes. A 21 de Maio, a proposta de lei recebeu o apoio do Presidente francês, Emmanuel Macron, que considerou que manter estes textos em vigor, mesmo sem efeitos legais, constitui "uma traição à República". Durante uma recepção no Palácio do Eliseu para assinalar o 25º aniversário da Lei Taubira, o Presidente afirmou que "esta imensa questão" não deve ser ignorada, mas preveniu que não se devem fazer "falsas promessas" e não anunciou quaisquer acções concretas. Macron falou na “reflexão inacabada” sobre a questão das reparações que, a seu ver, passam pelo “reconhecimento” e nunca poderão ser “totais”. Presente na cerimónia, a autora da lei e antiga ministra, Christiane Taubira lembrou que, no final de Março, a Assembleia Geral da ONU adoptou uma resolução que considerou a escravatura e o tráfico de pessoas africanas como “os crimes mais graves contra a humanidade”. A França e outros países europeus abstiveram-se porque consideraram que não deve haver hierarquia entre crimes contra a humanidade. Emmanuel Macron recordou, ainda, que lançou, há um ano, um trabalho de historiadores para avaliar "o preço" da liberdade imposta pela França ao Haiti, estando as conclusões previstas serem entregues em Dezembro. A 17 de Abril de 2025, o Presidente francês reconheceu, em comunicado, “a força injusta da História” imposta ao Haiti que, há 200 anos (1825), foi obrigado a pagar a França uma indemnização colossal para que esta reconhecesse a independência da antiga colónia. Na altura, Macron não evocou qualquer reparação financeira por parte de França, como pedido pelas autoridades haitianas. Note-se que, em 2003, o antigo Presidente haitiano, Jean-Bertrand Aristide, avaliou a dívida a 21,7 mil milhões de dólares, algo então visto como “anacrónico” pelo governo francês. Relembremos: Após uma proclamação da independência em 1804, depois de uma vitória contra as tropas de Napoleão Bonaparte, as novas autoridades do Haiti - sob a ameaça dos canhões dos barcos franceses - aceitara, a 17 de Abril de 1825, pagar 150 milhões de "francos-ouro" aos antigos colonos proprietários de terras e de escravos, em troca do reconhecimento da independência pelo rei Carlos X. Em 1938, a soma desceu para 90 milhões. Mas, para pagar, a jovem República das Caraíbas teve de contrair um empréstimo junto de bancos franceses, com juros elevados, numa altura em que afunda o preço do café, o principal recurso do país. O pagamento da dívida durou até 1952, quando se liquidaram os últimos juros. Ou seja, 127 anos a pagar a própria independência ao antigo país colonizador. Para a Fundação para a Memória da Escravatura, esta indemnização colossal arrastou o Haiti para “uma espiral de dependência neocolonial da qual o país não conseguirá sair nunca”. Com 12 milhões de habitantes, o Haiti é hoje o país mais pobre das Américas. Depois da Assembleia Nacional, o texto da revogação do "Code Noir" precisa ainda de passar pelo Senado para se tornar lei.

ONU News
ONU aprova resolução que obriga países a agir contra alterações climáticas

ONU News

Play Episode Listen Later May 21, 2026 1:47


Nova decisão da Assembleia Geral é qualificada pelo secretário António Guterres como uma “afirmação poderosa” da ciência e do direito; Nações Unidas veem    medida como passo histórico e urgente na defesa de futuras gerações.

ONU News
Ex-ministra do Equador, María Fernanda Espinosa, entra em campanha para liderar ONU

ONU News

Play Episode Listen Later May 12, 2026 2:10


Nome da ex-presidente da Assembleia Geral foi anunciado pela porta-voz da atual líder do órgão; com chegada de Espinosa, corrida para substituir Guterres passa a ter cinco candidatos: três mulheres e dois homens.

ONU News
Líder da Assembleia Geral diz que novo líder da ONU terá um dos trabalhos mais difíceis do mundo

ONU News

Play Episode Listen Later Apr 21, 2026 1:39


Annalena Baerbock preside diálogos interativos com candidatos a secretário-geral da ONU; apresentações individuais começam neste 21 de abril; até agora concorrem Michelle Bachelet, Rafael Mariano Grossi, Rebeca Grynspan e Macky Sall.

ONU News
ONU tenta travar crise alimentar iminente com fechamento do Estreito de Ormuz

ONU News

Play Episode Listen Later Apr 16, 2026 1:45


Instabilidade contínua tem potencial de asfixiar fluxo internacional de fertilizantes; Unops alerta sobre efeitos diretos do conflito no Oriente Médio; Assembleia Geral debate rejeição de resolução sobre o tema no Conselho de Segurança.

ONU News
Portugal abriga edição do Modelo ONU investindo em líderes do futuro

ONU News

Play Episode Listen Later Apr 15, 2026 5:08


Evento Model UN realizou-se em Lisboa, no Iscsp, com dezenas de estudantes para simular trabalhaos da Assembleia Geral; debate ensina divergências, convergência e consenso para promover mais diálogo em mundo polarizado.

ONU News
Jornal da ONU - 15 de abril de 2026

ONU News

Play Episode Listen Later Apr 15, 2026 4:32


Jornal da ONU com Monica Grayley. Esses são os destaques desta quarta-feira, 15 de abril.Guerra no Sudão completa três anos como a maior crise humanitária do mundoJovens de Portugal simulam trabalhos na Assembleia Geral em mais um evento do Modelo ONU

Rádio9deJulho
Programa - ENCONTRO COM O PASTOR - 62ª Assembleia Geral da CNBB - 15.04.2026

Rádio9deJulho

Play Episode Listen Later Apr 15, 2026 8:17


Programa - ENCONTRO COM O PASTOR - 62ª Assembleia Geral da CNBB - 15.04.2026

ONU News
Zico e Flamengo juntam-se à iniciativa da ONU Futebol para os ODS, em Nova Iorque

ONU News

Play Episode Listen Later Apr 13, 2026 3:20


Ex-jogador é também o primeiro Campeão Brasileiro do “Futebol pelos ODS”; Zico recebeu título na sala da Assembleia Geral colocando os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no centro da agenda desportiva.

ONU News
Sociedade civil participará de diálogo interativo sobre próximo líder da ONU

ONU News

Play Episode Listen Later Apr 13, 2026 2:52


Porta-voz da presidente da Assembleia Geral disse que prazo para envio de perguntar terminou em 5 de abril; Estados-membros iniciarão o debate que será seguido por representantes de organizações não-governamentais; António Guterres deixa posto de secretário-geral em 31 de dezembro.

ONU News
Sociedade civil participará de diálogo interativo sobre próximo líder da ONU

ONU News

Play Episode Listen Later Apr 13, 2026 2:51


Porta-voz da presidente da Assembleia Geral disse que prazo para envio de perguntas terminou em 5 de abril; Estados-membros iniciarão o debate que será seguido por representantes de organizações não-governamentais; António Guterres deixa posto de secretário-geral em 31 de dezembro.

O Mundo Agora
Guerra no Irã paralisa reaproximação de Lula com Trump e trava negociações comerciais

O Mundo Agora

Play Episode Listen Later Apr 6, 2026 5:00


O ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã congelou de imediato a reaproximação diplomática que Lula e Trump vinham construindo lentamente desde o fim de 2025. Com Washington inteiramente absorvida pela guerra no Oriente Médio, temas comerciais centrais para o Brasil, como tarifas e acesso ao mercado americano, foram empurrados para um limbo sem prazo de saída. O resultado é um vácuo que custa caro aos dois países, justamente no momento em que mais dependem um do outro. Aqueles que vêm acompanhando a trajetória das relações Brasil-Estados Unidos nos últimos dois anos assistiram a uma verdadeira montanha-russa. Saímos de um período de hostilidade explícita, marcado por tarifas de até 50% e sanções direcionadas a ministros do STF, para uma reaproximação cautelosa que, em janeiro de 2026, parecia finalmente ter encontrado um trilho relativamente estável. Lula e Trump voltaram a se falar por telefone, discutiam Venezuela sem trocas públicas de ataques, e a Casa Branca já havia retirado as sanções contra o ministro Alexandre de Moraes. A visita de Lula a Washington estava agendada para a segunda quinzena de março. Havia até a previsão de um fórum sobre carne bovina brasileira no mercado americano. Tudo indicava que, enfim, os adultos haviam retomado o controle da sala. No dia 28 de fevereiro de 2026, Estados Unidos e Israel lançaram ataques coordenados contra o Irã e o sistema internacional virou a página de forma abrupta. O Brasil condenou os bombardeios. O Irã respondeu com ataques a bases americanas no Golfo. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo marítimo global, foi efetivamente fechado. O Brent ultrapassou os US$ 100. No Brasil, o preço do diesel disparou 45% em apenas 11 dias. Lula reagiu cortando impostos federais sobre combustíveis e criando uma taxa sobre exportações de petróleo bruto para conter o repasse ao consumidor. E a viagem a Washington? Adiada por tempo indeterminado. O (agora ex) ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, resumiu o espírito do momento com precisão quase lacônica: Lula havia solicitado sua presença na viagem, cujo foco seria a negociação de tarifas agrícolas, mas “em razão da guerra, a viagem foi adiada”. Sem ruptura, sem drama diplomático. Apenas a constatação silenciosa de que negociar detalhes comerciais no meio de uma conflagração global, ainda mais com o interlocutor diretamente envolvido na escalada, beira o descolamento da realidade. Da distensão ao congelamento diplomático Esse congelamento não é trivial. A relação Lula-Trump vinha numa trajetória surpreendentemente construtiva. Após meses de tensão provocados pelo caso Bolsonaro, incluindo tarifas punitivas, sanções contra um ministro do STF e pressões retóricas sobre “eleições livres”, Trump mudou o tom a partir de setembro de 2025. No encontro com Lula na Assembleia Geral da ONU, falou em “excelente química”. Em outubro, na reunião bilateral durante a cúpula da ASEAN em Kuala Lumpur, Lula classificou o encontro como “ótimo”, enquanto o chanceler Mauro Vieira afirmou que equipes técnicas começariam a trabalhar “imediatamente”. Em novembro, Washington removeu sobretarifas de 40% sobre diversos produtos agrícolas brasileiros. Em dezembro, suspendeu as sanções contra Moraes. Em janeiro, uma conversa de 50 minutos entre os presidentes abordou inclusive o “Board of Peace” de Trump para Gaza, com Lula sugerindo, sem atrito, a inclusão de espaço político para a Palestina. Era o tipo de divergência funcional típica de parceiros, não de adversários. Não por deterioração bilateral, mas porque Washington passou a operar em modo quase exclusivo de guerra no Oriente Médio. O resultado foi um vácuo. E esse vácuo tem custo. O nó tarifário que ninguém consegue desatar Para compreendê-lo, é preciso olhar o que ficou paralisado. Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos Estados Unidos declarou inconstitucionais, por 6 a 3, as tarifas impostas por Trump sob o IEEPA. Foi uma vitória relevante: as tarifas punitivas de 40% contra o Brasil, motivadas pela crise Bolsonaro, caíram. Mas a reação da Casa Branca foi imediata. Utilizando a Seção 122 do Trade Act de 1974, a administração implementou uma tarifa global de 15% sobre todos os países, incluindo o Brasil. Paralelamente, permanecem as tarifas setoriais baseadas nas Seções 232 (segurança nacional, aço e alumínio) e 301 (práticas comerciais desleais). Além disso, seguem abertas investigações do USTR contra o Brasil, incluindo temas como propriedade intelectual, etanol e desmatamento. O resultado é um emaranhado tarifário que ninguém, neste momento, tem capacidade política de desatar. Exportadores brasileiros já sentiram o impacto. As vendas de café para os Estados Unidos caíram 50% entre agosto e novembro de 2025, durante o pico tarifário. Mesmo com a posterior redução, o dano foi estrutural: o Brasil redirecionou fluxos para China e Ásia, enquanto importadores americanos passaram a pagar mais por alternativas de menor qualidade. A Suzano continua pagando tarifas sobre celulose exportada aos EUA. Frigoríficos brasileiros, que exportaram US$ 885 milhões em carne bovina em 2024, enfrentam simultaneamente barreiras tarifárias americanas e disrupções logísticas causadas pelo fechamento do Ormuz. Exportadores de suco de laranja (US$ 637 milhões) e o setor siderúrgico (US$ 4,9 bilhões em aço semiacabado) enfrentam dinâmica semelhante. Mas há um ponto pouco explorado: essas tarifas também penalizam os Estados Unidos. O custo econômico do vácuo político Refinarias como Valero e Marathon dependem crescentemente do petróleo bruto brasileiro para misturar com o shale oil mais leve. Tarifar esse insumo eleva custos internos. Siderúrgicas americanas utilizam ferro-gusa brasileiro de alto carbono; tarifas aumentam o custo da produção doméstica de aço. O setor de etanol dos EUA perdeu espaço no Brasil após retaliação silenciosa de Brasília, que elevou tarifas sobre o produto americano. E, em meio ao choque energético provocado pela guerra com o Irã, o encarecimento de café, suco de laranja e insumos industriais brasileiros adiciona pressão inflacionária à economia americana. A visita de Lula a Washington, agora adiada, colocaria exatamente essas questões na mesa. O fórum sobre carne bovina funcionaria como vitrine de ganhos mútuos. Havia espaço político para ampliar isenções tarifárias agrícolas. A Suprema Corte havia retirado da equação o instrumento mais agressivo da guerra comercial de Trump. E a relação pessoal entre os dois presidentes estava no melhor momento em meses. Faltava, literalmente, executar. A janela perdida e os riscos eleitorais de 2026 Agora, com o capital político de Washington consumido pela guerra, essa janela se fechou – e não há garantia de reabertura no curto prazo. As tarifas sob a Seção 122 expiram em julho de 2026, mas o cenário pós-expiração é incerto. Sem renovação pelo Congresso, Trump pode recorrer a instrumentos ainda mais agressivos e juridicamente robustos. Se o conflito com o Irã se prolongar, com o petróleo estabilizado acima de US$ 100, a pressão inflacionária reduzirá ainda mais o apetite por concessões comerciais. Há ainda o fator eleitoral brasileiro. As eleições de outubro de 2026 se aproximam, com pesquisas indicando empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro. Uma visita bem-sucedida a Washington, com resultados concretos em comércio, teria alto valor político doméstico, algo que Trump compreende perfeitamente. Episódios recentes, como a tentativa de envio de Darren Beattie ao Brasil e seu subsequente veto, mostram que, apesar da cordialidade presidencial, as tensões ideológicas permanecem latentes. A guerra apenas adiciona mais uma camada de complexidade a uma relação já estruturalmente sensível. O que está em jogo é concreto: cerca de US$ 127 bilhões em intercâmbio bilateral de bens e serviços (dados de 2024). Os Estados Unidos mantêm superávit nessa relação, o que sugere que, do ponto de vista estritamente econômico, têm mais a perder com uma deterioração prolongada. Ao mesmo tempo, o Brasil depende fortemente de fertilizantes importados, com cerca de 50% transitando pelo Estreito de Ormuz. Uma disrupção prolongada afeta diretamente a safra brasileira e, por extensão, os preços globais de alimentos,  retroalimentando a inflação americana. O paradoxo é claro. Brasil e Estados Unidos precisam um do outro mais do que em qualquer momento recente. E é justamente agora que o diálogo entrou em suspensão. Diplomacia é, em essência, a arte de manter múltiplos pratos girando simultaneamente. Quando um conflito militar domina completamente a mesa, os demais caem. Empresas brasileiras dependentes do mercado americano e setores produtivos americanos dependentes de insumos brasileiros já estão absorvendo os custos de uma guerra da qual não são parte. Esse é o tipo de dano colateral que não aparece nos briefings do Pentágono, mas que se materializa no preço do café em Nova York e no custo do fertilizante em Mato Grosso. Quando (e se) essa guerra terminar, Lula e Trump terão que retomar o diálogo com urgência ampliada e tempo comprimido. O relógio tarifário avança. O relógio eleitoral brasileiro avança ainda mais rápido. E o mundo pós-conflito será um ambiente de cadeias produtivas redesenhadas, rotas comerciais alteradas e alianças mais rígidas.

Expresso - Expresso da Manhã
Dia Mundial do Autismo: João, um super-herói que deseja as mesmas coisas que qualquer um de nós

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Apr 2, 2026 13:05


2 de Abril é o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo, por determinação da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. Neste dia, apela-se a toda a comunidade para que tome conhecimento do que são as Perturbações do Espectro do Autismo (PEA) e do que significa viver e conviver com essas perturbações. Procurando contribuir para essa consciencialização, conversamos com João Fernambuco, um adolescente com PEA.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O Assunto
Escravidão: o mais grave crime contra a humanidade

O Assunto

Play Episode Listen Later Mar 30, 2026 31:51


Convidada: Ynaê Lopes dos Santos, doutora em história pela USP, pesquisadora sobre a História da Escravidão nas Américas e professora de História da América da Universidade Federal Fluminense. Na última quarta-feira (25), Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução que declara que o tráfico de africanos escravizados foi o crime mais grave na história da humanidade. O texto foi apresentado por Gana e aprovado por 123 dos 193 países que integram as Nações Unidas – entre eles o Brasil. Houve 52 abstenções (caso do Reino Unido e de todos os integrantes da União Europeia) e somente 3 votos contrários: Argentina, Estados Unidos e Israel. O reconhecimento das Nações Unidas se refere ao tráfico de africanos que foram sequestrados e levados à força para as Américas: um crime que foi perpetrado durante quatro séculos e vitimou cerca de 12,5 milhões de pessoas. O Brasil foi o maior destino: quase 5 milhões de negros escravizados foram transportados para cá. A resolução agora exige reparações. Para analisar se o que foi decidido na ONU é apenas uma posição simbólica ou uma ação concreta em busca de justiça, Victor Boyadjian entrevista Ynaê Lopes dos Santos, doutora em história pela USP e professora de História da América da Universidade Federal Fluminense. Ynaê, que também é pesquisadora sobre a história da escravidão, descreve as três etapas da organização econômica da escravidão: a captura na África, o transporte nos navios negreiros e o trabalho forçado no Brasil. Ela ainda explica a que tipo de violências as pessoas escravizadas eram submetidas e aponta os caminhos para uma possível reparação histórica para este crime.

DW em Português para África | Deutsche Welle
26 de Março de 2026 - Jornal da Manhã

DW em Português para África | Deutsche Welle

Play Episode Listen Later Mar 26, 2026 20:00


UE trava financiamento às forças ruandesas em Cabo Delgado; eurodeputado alerta que decisão é “grave”, mas admite margem para consenso. Angola enfrenta défice de magistrados e reclusos denunciam excesso de prisão preventiva e morosidade judicial. Assembleia-Geral da ONU aprova resolução que declara tráfico de escravos como "crime mais grave contra humanidade" e defende reparações históricas.

ONU News
Guterres pede mundo para confrontar legado da escravatura promovendo dignidade

ONU News

Play Episode Listen Later Mar 25, 2026 1:41


Assembleia Geral realiza cerimônia, neste 25 de março, Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravatura e do Tráfico Transatlântico de Escravos, na sede da ONU em Nova Iorque; ordem global permaneceu por mais de 400 anos.

ONU News
Após 80 anos, ONU relembra primeiros momentos em sua sede em Nova Iorque

ONU News

Play Episode Listen Later Mar 24, 2026 4:04


Cidade já abrigou trabalhos da organização internacional nos mais inusitados locais como uma piscina adaptada para receber correspondentes e jornalistas, uma pista de patinação para uma sessão da Assembleia Geral e a primeira sessão do Conselho de Segurança num ginásio de basquete no Hunter College.

ONU News
Mundo defende verdade às vítimas de abusos de direitos humanos e à dignidade

ONU News

Play Episode Listen Later Mar 23, 2026 1:22


Data instituída pela Assembleia Geral em 2010 homenageia o Arcebispo Óscar Arnulfo Romero, de El Salvador; tributo cobre ainda aos que dedicaram vidas ou as perderam a fim para promover e proteger princípios fundamentais.

ONU News
Evento na Assembleia Geral celebra Dia Mundial da Síndrome de Down

ONU News

Play Episode Listen Later Mar 19, 2026 1:35


Juntos contra a Solidão é o tema deste ano; representantes dos Estados-membros da ONU, família, especialistas e defensores reúnem-se para promover os direitos e bem-estar de quem vive com a síndrome.

ONU News
ONU marca Dia Internacional das Florestas focando em economia

ONU News

Play Episode Listen Later Mar 18, 2026 0:51


Data de 21 de março foi declarada pela Assembleia Geral para incentivar os países a cuidar das matas que são meio de subsistência para bilhões de pessoas; todos os anos, 4 bilhões de metros cúbicos de madeira são produzidos numa tendência que tende a aumentar até 2050.

ONU News
Assembleia Geral prepara diálogos com candidatos a secretário-geral da ONU

ONU News

Play Episode Listen Later Mar 13, 2026 1:55


Na terceira semana de abril, cada postulante ao cargo terá uma sessão de três horas para apresentar visão, declaração financeira e responder perguntas; até o momento, cinco nomes estão na disputa; novas candidaturas são esperadas até 1 de abril.

ONU News
Na Assembleia Geral, mulheres unem-se em uma só voz contra injustiças e retrocessos

ONU News

Play Episode Listen Later Mar 9, 2026 3:27


Líder da ONU pediu ação para acabar com leis discriminatórias; presidente da Casa enfatizou luta por igualdade de representação e punição de abusos sexuais; Prêmio Nobel da Paz, Malala Yousafzai, diz que justiça não pode ser seletiva; atriz Anne Hathaway falou em compromisso e mudança.

ONU News
Reunião da Assembleia Geral prepara caminho para Fórum sobre Migração

ONU News

Play Episode Listen Later Feb 27, 2026 1:31


Relatório do secretário-geral trata do Pacto Global sobre Migração Segura, Ordenada e Regular, que destaca riscos crescentes enfrentados por migrantes pelo mundo e apresenta dados atualizados sobre fluxos globais.

ONU News
Resolução de apoio à paz duradoura na Ucrânia aprovada na Assembleia Geral da ONU

ONU News

Play Episode Listen Later Feb 24, 2026 0:51


Quatro anos desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, mais de 10,8 milhões de pessoas continuam precisando de assistência humanitária; resolução aprovada esta terça-feira contou com 107 votos a favor, 12 contra e 51 abstenções.

PodCast IDEG
Resumo Semanal – 13/02/2026 – Argentina–EUA, Irã, Tapajós, Israel, Haiti e crise em Cuba

PodCast IDEG

Play Episode Listen Later Feb 13, 2026 22:42


ONU News
Presidente da Assembleia Geral apela à UE que lidere a defesa da ONU

ONU News

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 1:57


Annalena Baerbock pediu ao Parlamento Europeu que defenda a verdade e o multilateralismo; discurso em Estrasburgo realça papel central da Carta da ONU; alerta destaca uso da desinformação e de notícias falsas como instrumentos de poder e para os seus impactos na democracia.

ONU News
Brasileira e cabo-verdiana podem integrar painel global sobre inteligência artificial

ONU News

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 1:59


Lista de 40 nomes anunciados pelo secretário-geral da ONU foi submetida à apreciação da Assembleia Geral; especialistas lusófonas devem fazer parte do grupo que vai preencher lacunas de conhecimento sobre IA e avaliar impactos da tecnologia. 

ONU News
Justiça social pode conter ciclo vicioso de crises, diz líder da Assembleia Geral

ONU News

Play Episode Listen Later Feb 2, 2026 2:06


Annalena Baerbock discursou na abertura da 64ª Sessão da Comissão de Desenvolvimento Social; ela afirmou que luta por igualdade desempenha papel chave na prevenção de conflitos; conferência reúne ministros para debater sistemas de proteção social e estratégias de combate à pobreza, dentre outros temas.

ONU News
Guterres diz que chegou a hora de ver uma mulher como chefe das Nações Unidas

ONU News

Play Episode Listen Later Jan 30, 2026 2:25


Palavras do atual secretário-geral foram proferidas na apresentação das prioridades para 2026; Conselho de Segurança dará início à escolha da próxima liderança até o final de julho, antes de fazer recomendação do candidato à Assembleia Geral.

ONU News
Assembleia Geral aprova orçamento de US$ 3,45 bilhões para ONU em 2026

ONU News

Play Episode Listen Later Dec 31, 2025 2:00


Quinta Comissão da Casa, que cuida do tema, finalizou negociações que foram endossadas pela Plenária; quantia refere-se a orçamento regular; valor é 7% inferior ao de 2025; no próximo mês, 2,9 mil postos de trabalho serão extintos. 

SBS Portuguese - SBS em Português
Dieta mediterrânea ganha dia internacional a partir de 2026

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Dec 24, 2025 2:26


A Assembleia Geral das Nações Unidas estabeleceu o dia 16 de novembro do ano que vem como o primeiro em que o planeta celebrará o Dia da Dieta Mediterrânea. O objetivo é promover comidas saudáveis, a sustentabilidade e as tradições territoriais.

ONU News
Apreciada pela qualidade, dieta mediterrânea ganha dia internacional

ONU News

Play Episode Listen Later Dec 23, 2025 1:25


Assembleia Geral das Nações Unidas estabeleceu 16 de novembro para celebrar a data com o objetivo de promover comidas saudáveis, sustentabilidade e tradições territoriais.

ONU News
Jornal da ONU - 19 de dezembro de 2025

ONU News

Play Episode Listen Later Dec 19, 2025 5:20


Jornal da ONU, com Felipe de Carvalho:*ONU apoia esforços para restaurar ordem constitucional na Guiné-Bissau*Conselheira da ONU diz que exclusão de jovens causa instabilidade na África*FMI destaca potencial e riscos dos stablecoins para pagamentos e finanças globais*Assembleia Geral reforça combate ao colonialismo e suas marcas

ONU News
Assembleia Geral reforça combate ao colonialismo e suas marcas

ONU News

Play Episode Listen Later Dec 18, 2025 1:56


Evento marcou Dia Internacional sobre o tema e aniversario de 65 anos de Declaração sobre Independência de Povos Colonizados; representante da ONU disse que marcas de um “mundo de impérios” ainda persistem na arquitetura do poder global; mundo tem 17 territórios não autônomos. 

ONU News
Nova campanha global pede ação urgente contra tráfico humano

ONU News

Play Episode Listen Later Nov 26, 2025 0:53


ONU lança novos alertas sobre expansão do contrabando de pessoas; juntamente com OIM organização reforça que mundo precisa de respostas mais fortes, coordenadas e centradas nas vítimas; líder da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, apelou por legislação robusta, ação digital eficaz e combate às causas profundas da exploração.

ONU News
Nações Unidas iniciam processo para escolher quem substitui António Guterres

ONU News

Play Episode Listen Later Nov 26, 2025 1:21


Carta de presidentes da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança sobre candidatura para nova Secretaria Geral incentiva igualdade de oportunidades para candidaturas de mulheres e homens; 15 Estados-membros do Conselho de Segurança farão a recomendação formal de um nome à Assembleia Geral.

UOL Investiga
UOL Prime #97: Quem é homem de confiança de Trump que mudou a relação entre EUA e Brasil

UOL Investiga

Play Episode Listen Later Nov 20, 2025 26:10


Nos últimos meses, uma figura se move discretamente na América do Sul defendendo os interesses do governo de Donald Trump - e os próprios. Richard Grenell, um diplomata de carreira, um republicano histórico e um militante trumpista dos mais aguerridos, é o homem por trás da articulação do abraço entre Trump e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, em NY, em setembro. É também o representante de Washington a apertar a mão do líder venezuelano Nicolás Maduro em Caracas, em janeiro, meses antes de os EUA enviarem seu maior porta-aviões para os mares do Caribe e ameaçarem abertamente bombardear a Venezuela para apear o regime chavista do poder. O podcast UOL Prime, apresentado por José Roberto de Toledo, traz detalhes da apuração da correspondente e colunista do UOL em Washington D.C. Mariana Sanches sobre como Grenell atuou na América Latina.

ONU News
Jornal da ONU - 17 de novembro de 2025

ONU News

Play Episode Listen Later Nov 17, 2025 5:12


Jornal da ONU com Monica Grayley. Esses são os destaques desta segunda-feira, 17 de novembro.Líder da Assembleia Geral visita ilha na Amazônia que luta contra mudança climática para produzir cacauEmpresa de aluguel na internet vai abrigar vítimas do furacão Melissa

Visão Global
80 anos das Nações Unidas

Visão Global

Play Episode Listen Later Oct 26, 2025 49:56


Entrevista com a presidente da Assembleia Geral da ONU, Annalena Baerbock. O novo plano quinquenal chinês. O estado da liberdade religiosa no mundo. Edição de Mário Rui Cardoso.

O Assunto
A ameaça de drones no espaço aéreo europeu

O Assunto

Play Episode Listen Later Sep 30, 2025 26:09


Convidado: Feliciano de Sá Guimarães, professor do Instituto de Relações Internacionais da USP. Em 8 de setembro, a Polônia relatou que drones sobrevoaram o país sem autorização. Desde então, Romênia, Estônia e Dinamarca registraram invasão aérea de seus territórios. Todos estes países integram a Otan. Governos europeus apontam todos os dedos para Moscou: afirmam que se trata de uma ofensiva russa e que há um padrão de intimidação. O Kremlin nega. Em discurso na Assembleia Geral da ONU no fim de semana, o chanceler russo Sergei Lavrov fez acusações contra a Ucrânia, negou que Moscou esteja planejando um ataque contra a Europa e ameaçou quem agredir a Rússia. Para analisar a possibilidade de os drones serem russos e as consequências da reação preliminar da Otan, Natuza Nery conversa com Feliciano de Sá Guimarães, professor do Instituto de Relações Internacionais da USP. Ele avalia a hipótese de que a Rússia esteja testando as defesas antiaéreas e o monitoramento dos países que integram a aliança militar que prevê que, caso um de seus membros sejam atacados, o bloco deve se defender.

Xadrez Verbal
Xadrez Verbal #436 - 80ª Assembleia Geral da ONU

Xadrez Verbal

Play Episode Listen Later Sep 27, 2025 105:56


Semana de abertura da AGNU significa o professor Guilherme Casarões nos brindando com sua expertise, comentando o discurso brasileiro. Abusamos da paciência dele e pedimos para comentar também a intervenção de Mahmoud Abbas, representando a Palestina.Depois, passamos por todos os principais discursos dos dois primeiros dias, com Filipe Figueiredo comentando Trump e outros mais, além de Matias Pinto e Sylvia Colombo repercutindo outros representantes da nossa quebrada latino-americana.E fechamos com a Vivian Almeida comentando as relações econômicas entre Argentina e EUA.Participe da Imersão IA Alura com Google Gemini: https://alura.tv/xadrezverbal-imersao-ia-4Conheça a Jornada ao Leste da Academia Guhan: https://academiaguhan.com.br/jornada-ao-leste/Campanha e comunicado sobre nosso amigo Pirulla: https://www.pirulla.com.br/

O Assunto
O reconhecimento do Estado Palestino

O Assunto

Play Episode Listen Later Sep 26, 2025 31:11


Convidado: Guga Chacra, comentarista da TV Globo, da GloboNews e colunista do jornal O Globo. Sem visto para entrar nos EUA, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, discursou por videoconferência na Assembleia Geral da ONU. Em uma fala que durou quase 20 minutos, Abbas condenou os ataques do Hamas de 7 de outubro, afirmou que o grupo terrorista não terá papel em um futuro governo e agradeceu aos mais de 140 países, incluindo aliados históricos dos EUA, que reconhecem o Estado Palestino – entre eles a França e o Reino Unido, que integram o Conselho de Segurança das Nações Unidas e anunciaram apoio nesta semana. O discurso de Abbas foi feito um dia antes de o premiê de Israel falar na ONU. Benjamin Netanyahu é esperado nesta sexta-feira (26) na Assembleia Geral. O primeiro-ministro israelense, aliado de Donald Trump, já afirmou categoricamente que “não haverá um Estado Palestino”. Em conversa com Natuza Nery neste episódio, Guga Chacra analisa o que disse Abbas e projeta o que esperar da fala de Netanyahu na ONU – e da reação da comunidade interacional. O comentarista da Globo e da GloboNews avalia que Netanyahu chega “poderoso e, ao mesmo tempo, isolado pela comunidade internacional”.

O Assunto
A química entre Trump e Lula

O Assunto

Play Episode Listen Later Sep 24, 2025 33:04


Convidado: Guilherme Casarões, cientista político e professor da Florida International University. Como é tradição, o presidente brasileiro fez o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU. Por 18 minutos, Lula defendeu a soberania nacional, destacou a importância da pauta ambiental e de organismos internacionais, mencionou a defesa da democracia no Brasil e defendeu a independência de um Estado palestino. Logo após Lula, foi a vez de Donald Trump. Em seu mais longo discurso na ONU, Trump falou por mais de 50 minutos. E o que se viu foi um completo antagonismo a Lula: críticas à ONU e ataques a imigrantes. O presidente dos EUA classificou as mudanças climáticas como “uma farsa” e defendeu seu tarifaço. Até que, surpreendentemente, Trump relatou um breve encontro com Lula nos bastidores, dizendo ter tido "uma química excelente" com o brasileiro. O presidente dos EUA afirmou que deve fazer uma reunião com Lula na semana que vem – encontro ainda sem detalhes e visto com cautela pela diplomacia brasileira. Para explicar os antagonismos dos discursos de Trump e Lula e o que pode significar uma aproximação entre os dois, Natuza Nery conversa com Guilherme Casarões, cientista político e professor da Florida International University. Casarões classifica as divergências entre eles e aponta quais as perspectivas de negociação entre EUA e Brasil depois de meses de deterioração nas relações entre os países.

Durma com essa
O que falta para o Estado da Palestina ter o direito de existir?

Durma com essa

Play Episode Listen Later Sep 24, 2025 22:29


Aliados históricos de Israel, como França, Reino Unido, Canadá e Austrália, anunciaram o reconhecimento formal do Estado da Palestina às vésperas da Assembleia Geral da ONU, que começou na terça-feira (23). Países como Portugal, Luxemburgo e Mônaco também aderiram à decisão. Lula e Donald Trump falaram sobre o tema em seus discursos no primeiro dia da reunião das Nações Unidas em Nova York — o presidente brasileiro defendendo a criação de um Estado palestino, e o americano afirmando que a medida seria um prêmio para o Hamas, grupo extremista em conflito com Israel desde 2023 na Faixa de Gaza. O Durma com Essa desta quarta-feira (24) explica os obstáculos políticos e institucionais para o reconhecimento da Palestina como Estado pela ONU.O programa desta semana tem também João Paulo Charleaux comentando o discurso de Donald Trump na Assembleia Geral da ONU e João Domingos falando sobre o vazio legal da negociação coletiva no serviço público. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

O Assunto
Ação e reação: os protestos e seus efeitos políticos

O Assunto

Play Episode Listen Later Sep 23, 2025 29:29


Convidado: Thomas Traumann, jornalista e comentarista da GloboNews. No dia seguinte às manifestações pelo país contra a PEC da Blindagem e contra a anistia, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a hora é de “tirar da frente pautas tóxicas”. Na semana passada, foi Motta quem pautou a PEC e a urgência do projeto para anistiar os golpistas do 8 de janeiro de 2023. Em conversa com Natuza Nery, o jornalista Thomas Traumann avalia o tamanho dos protestos realizados em todas as capitais do país no último domingo (21). Thomas explica como os atos simbolizam uma mudança na capacidade de mobilização de grupos ligados à esquerda, depois de parte da direita priorizar os interesses da família Bolsonaro. Thomas fala também sobre como as sanções anunciadas pelos EUA contra autoridades brasileiras colocam mais um elemento de tensão política no ar. “Isso foi feito de forma mesquinha, para criar constrangimento para o presidente Lula”, diz, ao citar o discurso do presidente brasileiro desta terça-feira (23) na Assembleia Geral da ONU.