Podcasts about santar

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The Final Straw Radio
B(A)D News 102 (from the A-Radio Network)

The Final Straw Radio

Play Episode Listen Later Jun 14, 2026 62:58


This week, we're taking a break from new content and sharing with you content from the May 2026 episode of B(A)D News: Angry Voices from Around The World. B(A)D News is a collaboration of members of the A-Radio Network of anarchist and anti-authoritarian radios and podcasts with member projects from Europe, the US and Chile at this moment. Each month, a project takes responsibility to put together audio segments form other radio and podcast projects in the A-Radio Network. About the time that we're releasing this, the June 2026 episode should be released, so keep an eye out at A-Radio-Network.org and clicking the link for B(A)D News to see the monthly episodes as they are released. From the notes of episode 102: This is episode number 102 of "B(A)D NEWS -angry voices from around the world", a news program from the international network of anarchist and antiauthoritarian radios, consisting of short news segments from different parts of the world. Content of this episode Črna Luknja with a contra-report about the situation on borders of greece and migrant struggles. They discuss this with a member of Open Assembly Against Pushbacks in Athens and also active in Notara (migrant) squat. More info: https://againstpushbacks.wordpress.com Frequenz A with an interview of a comrade from Santarém, Brazil about indigenous struggles. They spoke with Raphael about anarchist organizations in the region, the main threats for indigenous communities, Indigenous struggles and how anarchists can support them. You can find more infos here: https://cabanarquista.com.br/ https://cclamazonia.noblogs.org/ https://nepes-geografia.webnode.page/ Radio show Parias of Athens with an interview of a member of the Retraverse Assembly about abortions in Greece and the issues surrounding them. You can find more info's here: https://retraverse.espivblogs.net/ A-Radio Berlin: Weird politics (a satiric take on news from Germany and around the world) . … . .. Featured Track: TFSR by The Willows Whisper

Reportagem
Ser ou não ser português: acesso à cidadania para descendentes de judeus sefarditas chega ao fim

Reportagem

Play Episode Listen Later May 25, 2026 5:50


A nova Lei da Nacionalidade, que acaba de entrar em vigor em Portugal repleta de alterações, mudou o destino de milhares de pessoas, entre elas, os descendentes de judeus sefarditas, agora impedidos de obter a cidadania portuguesa. Desde 2015, quem comprovasse a descendência dos antigos judeus ibéricos perseguidos podia se naturalizar no país sem os habituais requisitos de residência e domínio da língua. Mais de 400 mil processos de nacionalidade pela via da descendência sefardita ainda aguardam resposta do governo português. Letícia Fonseca-Sourander, correspondente da RFI em Lisboa Há mais de 500 anos, Portugal expulsou milhares de judeus de seu território e obrigou os que ficaram a se converter ao catolicismo. Uma reparação histórica foi aprovada em 2015, mas as portas se fecharam agora com a nova Lei da Nacionalidade. Para a comunidade, o fim do regime especial de concessão da cidadania portuguesa pela ancestralidade sefardita inviabilizou bem mais do que um meio de adquirir a nacionalidade. A mudança impediu um retorno simbólico às raízes dos antepassados que viveram em Portugal antes da diáspora.  A antropóloga Marina Pignatelli, professora de antropologia da Universidade Técnica de Lisboa (ISCSP) e pesquisadora do CRIA, Centro em Rede de Investigação em Antropologia, diz que “muitos requerentes ao fazerem a busca genealógica encontraram essas raízes judaicas e se encantaram com elas. Eles acabaram por desenvolver uma ligação forte com Portugal, com as terras onde os antepassados tinham origem”. Pignatelli tem uma impressão ambivalente sobre as mudanças na lei. “Por um lado a lei foi justa, devia continuar aberta, porque se é uma reparação histórica não deveria ter um limite temporário. Mas por outro lado, a lei foi toda mal feita desde o início, e os quesitos de como as pessoas deviam fazer o processo foram bastante arbitrários”, esclarece.  “Então, isso permitiu que as comunidades judaicas em Portugal criassem critérios diferentes para as pessoas se habilitarem ao passaporte", aponta a antropóloga. "Essa duplicidade criou confusão, dúvidas sobre o processo e começaram a haver críticas em nível político ao governo português por estar 'vendendo' os passaportes. E isso nunca devia ter acontecido. Isso é um processo de reparação histórica que não devia ter a ver com política, nem com mercantilização”, conclui.  A advogada Ana Pacheco Araújo, especialista em imigração e direito internacional afirma que as pessoas que foram afetadas pela extinção desta via sefardita vão sofrer consequências em muitas décadas. “Nós vamos ter famílias inteiras em que metade é portuguesa, metade não é. Ou que o pai é, e o filho não é; que o filho é, e o pai não é. Então, é necessário também algum tipo de legislação para resolver estas questões mal resolvidas pela Assembleia da República”, pondera.  Pacheco Araújo chama a atenção para a forma abrupta da mudança do sistema. "Não se trata de término de direito por limitação da própria reparação ou que a reparação histórica já foi realizada. A limitação se dá pela ingerência estatal em não conseguir analisar os milhares de processos que estão sendo submetidos, em não criar regulamentação da lei, e com isso, a grande culpa foi jogada aos descendentes, e não na falta de estruturas mais rígidas de análise, o que é muito complicado porque o objetivo pelo qual a lei foi criada simplesmente foi esvaziado.”   Quando o presidente português, António José Seguro, promulgou a nova Lei da Nacionalidade, no início do mês, ele pediu que os processos pendentes não fossem afetados. Com a publicação da lei e suas alterações no Diário da República, o Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), órgão do Ministério da Justiça de Portugal, confirmou que o que irá definir a aplicação ou não das novas regras é a data de submissão do pedido de cidadania na plataforma online do IRN. Há cerca de 700 mil processos em curso no IRN, sendo a maioria de brasileiros. Mais da metade dos pedidos de nacionalidade portuguesa pendentes são de descendentes de judeus sefarditas.  O empresário mineiro Sérgio Mendes conseguiu comprovar suas raízes judaicas ainda quando morava no Brasil. No ano passado, quando recebeu o título de residência, decidiu mudar para Portugal com a família; mas assim como milhares de pessoas, Sérgio está aguardando a cidadania portuguesa pela via sefardita. “No início, fiquei decepcionado com as mudanças da lei, mas mesmo assim vou continuar morando aqui em Portugal esperando o meu processo avançar”, conta. Jordania Benevides, presidente da Associação dos Descendentes de Judeus Sefarditas em Portugal, comenta que o fim da concessão da cidadania portuguesa provocou decepção na comunidade, que se mobiliza. "Nós protocolamos uma petição junto ao Parlamento e os descendentes não a estão assinando porque estão descrentes com a nova lei. Eles acreditam que não tem como retornar, e isso gera um sentimento de tristeza e uma grande decepção", relata.      Origem Os judeus sefarditas são descendentes das antigas e tradicionais comunidades judaicas da região de Sefarad, na Península Ibérica. A presença deste povo na Ibéria – nome dado à região pelos romanos em homenagem ao rio Iberus, o Ebro – é anterior à formação dos reinos ibéricos cristãos como Portugal, que foi criado no século XII.  A partir do final do século XV, essas comunidades judaicas começaram a ser perseguidas pela Inquisição espanhola e muitos de seus integrantes se refugiaram em Portugal. Na época, o rei D. Manuel I promulgou uma lei que garantia proteção dos judeus sefarditas. Porém, em 1496 o monarca determinou a expulsão de todos os que não se sujeitassem ao batismo católico. Foi quando muitas famílias hebraicas abandonaram o país e se estabeleceram em outras nações mais tolerantes, entre elas, o Brasil que acabava de ser colonizado. Com a conversão forçada, decretada por D. Manuel I, deixaram então de existir oficialmente judeus em Portugal. A denominação cristãos-novos escondia a origem judaica. Os judeus sefarditas de origem portuguesa e seus descendentes mantiveram não só a língua portuguesa mas também seus sobrenomes. Os sobrenomes dos judeus sefarditas mais frequentes no Brasil e que constavam nos arquivos da Inquisição são: Albuquerque, Almeira, Álvares, Azeredo, Barros, Bragança, Branco, Cardoso, Carneiro, Carvalho, Castelo Branco, Chaves, Coelho, Correia, Cruz, Cunha, Dantas, Espírito Santo, Ferreira, Fonseca, Henriques, Jesus, Leão, Lobo, Lopes, Macedo, Melo, Mendes, Menezes, Miranda, Monte, Moreno, Negro, Noronha, Oliveira, Pacheco, Paredes, Pereira, Pinheiro, Raposo, Rios, Rodrigues, Santarém, Santos, Serra, Silva, Silveira, Valle, Vasconcelos e Ximenes.

Portugal em Direto
Freguesia isolada e sem respostas.

Portugal em Direto

Play Episode Listen Later May 8, 2026 42:44


É assim que a população da freguesia de São Vicente de Paul, no concelho de Santarém , diz sentir-se. Em causa está o encerramento da Ponte da Panela, que obriga a percorrer mais 15 kms. Edição Cláudia Costa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

M80 - Linha de Passe
Conhecido ator de Rabo de Peixe joga futsal num clube alentejano

M80 - Linha de Passe

Play Episode Listen Later Apr 28, 2026 6:58


Especialidades clínicas confundem-se com jogadores do União de Santarém. Ainda Ronaldinho Gaucho... e uma má notícia para o mais mediático ciclista português.

Briosagolo, o Podcast
25/26 Ep_33 O melão de Santarém

Briosagolo, o Podcast

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 73:11


O dia começou com céu aberto e promessas de tranquilidade, mas acabou pintado num tom cinzento difícil de ignorar. Uma manhã solarenga que se transformou num estado de alma pesado, depois de a Académica, a jogar com mais uma unidade desde os 25 minutos, permitir que a União de Santarém chegasse ao empate… no último suspiro da partida.Não foi, de todo, um dia aconselhável para pessoas ansiosas — corações apertados houve muitos — porque a segunda parte da Briosa foi um verdadeiro teste aos nervos dos seus adeptos que de Santarém só conseguiram trazer um melão. E como se isso não bastasse, o sofrimento prolongou‑se para lá do nosso jogo, com tudo o que se passou no encontro entre dois adversários diretos: Amarante e Belenenses.Neste episódio vamos olhar com atenção para a tabela da fase de apuramento de campeão da Liga 3, analisar o que ainda falta jogar e perceber o que está realmente em causa nesta reta final. Vamos também fazer a antevisão à receção ao Varzim e passar pelos resultados da formação e da equipa feminina, num fim de semana que voltou a mexer — e muito — com as emoções dos adeptos da Académica.

Conversas de Bancada
[T8] Ep.289 - Balde de água gelada

Conversas de Bancada

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 48:12


A Bancada, hoje com uma composição diferente, analisa o empate frente ao União de Santarém.Depois de uma primeira parte bem conseguida e de ver a equipa adversária reduzida a 10 jogadores, a Académica entrega a inicativa ao adversário durante todo o 2º tempo.Uma tarde que se adivinhava de festa ao fim de 20' de jogo, virou um pesadelo, quando a formação de António Barbosa viu o recém entrado Sidy voar sobre todos. Golo aos 95', sem hipótese de resposta.Fica um amargo na boca e a sensação de dois pontos seguidos. Para a semana recebemos o Varzim, oxalá com a lição mais bem estudada.

Appleton Podcast
Episódio 191 – “O Paradoxo dos Gémeos” – Conversa com João Marçal

Appleton Podcast

Play Episode Listen Later Apr 27, 2026 55:29


João Marçal nasceu em Santarém, em 1980.Cresceu e viveu em Coruche até 1999. Nesse ano, mudou-se para o Porto, onde iniciou a licenciatura em Artes Plásticas, vertente Pintura, na Faculdade de Belas Artes, concluída em 2004. Ainda durante a sua formação, começou a expor o seu trabalho no contexto dos espaços geridos por artistas do Porto. A sua primeira exposição individual Oll Korrect, em 2003, no PêSSEGOpráSEMANA, foi o catalisador para uma sequência de oportunidades de exposição e determinante para a disseminação e desenvolvimento consistente da sua prática. Após uma estadia em Nova Iorque em 2017, no âmbito de uma residência artística apoiada pelo Atelier Júlio Pomar/EGEAG, mudou-se para Lisboa em 2018, cidade onde atualmente vive e trabalha.O seu trabalho desenvolve-se sobretudo através da pintura, recorrendo pontualmente a outros meios como o desenho e a ilustração, o mural, a instalação, o som, o ready-made ou a cerâmica. Para o artista, a pintura é em si um instrumento dinâmico de reflexão, onde prática e teoria se cruzam de forma indistinta. Pintar implica sempre uma investigação simultaneamente visual, ótica, espacial, narrativa e simbólica, e conceptual, filosófica, histórica e cultural. A sua abordagem aproxima-se de uma compreensão de natureza fenomenológica, em que a pintura pode ser entendida como uma continuidade sensível com o sujeito.O seu trabalho estabelece relações de equivalência e intersecção entre elementos do quotidiano banal, muitas vezes invisíveis pela sua própria irrelevância, e a dimensão mais “nobre” dos objetos-imagem no contexto artístico. Detalhes provenientes de transportes públicos, padrões de tecidos, design de embalagens, logótipos ou elementos arquitetónicos são deslocados do seu contexto original e reconfigurados nas suas obras. Estes elementos emergem de um arquivo mnemónico afetivo que, por vezes, se expande para um imaginário coletivo mais específico, sobretudo associado às décadas de 1980 e 1990, introduzindo assim um vetor temporal significativo no trabalho.Os padrões assumem um papel central enquanto solução compositiva, na medida em que a repetição coerente das unidades sugere uma possibilidade de continuidade infinita, criando o paradoxo de inscrever a ideia de infinito dentro dos limites de uma imagem autónoma. Links: https://joaomarcal.com/ https://residencyunlimited.org/residencies/joao-marcal/ https://contemporanea.pt/edicoes/10-11-12/joao-marcal-oh-my-dog https://galeriasmunicipais.pt/exposicoes/inner-8000er/ https://marcaldoscampos.bandcamp.com/album/nova-emo-o https://soundcloud.com/marcal-dos-campos https://www.publico.pt/2025/06/19/culturaipsilon/entrevista/pintura-joao-marcal-faz-desaparecer-tela-acolhe-2136774 https://zedosbois.org/en/programa/pizza-space-time/ Episódio gravado a 17.04.2026 Créditos introdução e final: David Maranha http://www.appleton.pt Mecenas Appleton:HCI / A2P / MyStory Hotels / JD Collection Apoio:Câmara Municipal de Lisboa Financiamento:República Portuguesa – Cultura / DGArtes – Direcção Geral das Artes © Appleton, todos os direitos reservados

M80 - Linha de Passe
Ronaldo vai cumprir o sonho... de jogar ao lado do filho!

M80 - Linha de Passe

Play Episode Listen Later Apr 24, 2026 6:13


Há carnaval em versão dupla em Torres Vedras, com a passagem à final da Taça de Portugal. Ainda a dieta de Ronaldo, baseada em zero açucar. Os adeptos da Académica vão invadir Santarém no domingo de manhã!

Briosagolo, o Podcast
25/26 Ep_32 Domingo Gordo

Briosagolo, o Podcast

Play Episode Listen Later Apr 21, 2026 82:54


Domingo Gordo em Coimbra. Vitórias das equipas seniores masculina e feminina, colocam ambas em rota de subida. Nos homens vencemos o Belenenses por 2-1 e nas mulheres o Sintrense por 1-0. Neste episódio demos maior destaque ao jogo dos masculinos cujo resultado nos coloca novamente em zona de acesso directo à segunda liga e olhámos para os outros resultados e classificação da Liga 3. Passámos em revista os resultados da formação para constatar que não só o domingo foi gordo como todo o fim de semana correu de feição nos vários escalões. Para o fim deixámos a antevisão à deslocação a Santarém onde expusemos os nossos receios e virtudes para trazer uma vitória do Ribatejo antes de lançarmos os nossos prognósticos. Este episódio contou com José David Lopes na moderação e comentário, e com Guilherme Imperial e Ricardo Goucha no comentário.

Expresso - Humor à Primeira Vista
Sérgio Fernandes: “Na escola disse aos colegas que Neno era Deus, acataram e viram lógica até hoje”

Expresso - Humor à Primeira Vista

Play Episode Listen Later Apr 14, 2026 48:53


Fundou um clube de futsal em Santarém e uma religião à volta do guarda-redes Neno. Estudou jornalismo, tornou-se revisor de texto e no meio de uma vida cheia de acasos absurdos veio acabar como humorista. Sérgio Fernandes é um dos guionistas do “Conteúdo do Batáguas”. Por ter pouca vontade de subir a palco e estar sem vagar para a ribalta, foi obrigado pela equipa a montar um espetáculo a solo: “Graças a Neno”, estreia-se em maio e levará Pastor Serjão e os Devotos de Neno a Porto, Lisboa e, claro, Guimarães. No Humor À Primeira Vista, com Gustavo Carvalho, Sérgio Fernandes explica a origem do Vitória Clube de Santarém e da sua religião, revela alguns dos inimagináveis livros que já teve de rever e um que acabou por escrever para um famoso apresentador da nossa praça. Conta ainda uma piada pela qual teve de lutar para que entrasse no “Conteúdo do Batáguas” e promete que “amanhã” é que vai mesmo começar a escrever o espetáculo “Graças a Neno”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Soundbite
Presidência Aberta: O cinto de segurança, os louros, e a amizade Seguro-Governo

Soundbite

Play Episode Listen Later Apr 8, 2026 12:13


Foi logo no segundo dia da Presidência Aberta que António José Seguro levou Luís Montenegro para as zonas afectadas pelas tempestades. Instalado em Tomar, não só deslocou a reunião semanal com o primeiro-ministro para o distrito de Santarém, como marcou ali a assinatura de um protocolo, que serviu de pretexto para o líder do Governo responder aos recados do Presidente. Neste Soundbite analisamos a primeira Presidência Aberta do novo Presidente da República.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Entrevistas Jornal Eldorado
Estudo aponta que falta de investimento compromete meta de universalização do saneamento em 2033

Entrevistas Jornal Eldorado

Play Episode Listen Later Mar 18, 2026 10:34


Mais da metade dos 100 maiores municípios investe menos de R$ 100 por habitante em saneamento, patamar muito abaixo dos R$ 225 necessários para a universalização dos serviços até 2033, como prevê o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB). Franca (SP) ocupa a primeira colocação, seguida por São José do Rio Preto (SP), Campinas (SP) e Santos (SP). Os quatro municípios já atingiram a universalização. Santarém (PA), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Várzea Grande (MT) e Parauapebas (PA) aparecem nas últimas posições do ranking. Os dados referentes aos 100 municípios mais populosos do Brasil foram divulgados nesta quarta-feira na 18ª edição do Ranking do Saneamento, elaborado pelo Instituto Trata Brasil (ITB), em parceria com GO Associados. Em entrevista à Rádio Eldorado, a presidente-executiva do Instituto, Luana Pretto, disse que é difícil atingir a universalização nos municípios com indicadores ruins de investimentos. “É responsabilidade municipal, mas o Marco Legal do Saneamento trouxe a ideia de regionalização com a união de municípios para viabilizar projetos. Essa logica de regionalização quem precisa fazer é o Estado”, ponderou.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Briosagolo, o Podcast
25/26 Ep_26 Quem tem medo, compra um Baixinho

Briosagolo, o Podcast

Play Episode Listen Later Mar 3, 2026 75:08


O Calhabé voltou a sentir o pulsar da vitória e a nossa Académica deu um passo firme na direção certa. Recebemos e batemos o União de Santarém por 3-1, numa exibição que nos deixa razões para sorrir, mas também para refletir.Com este resultado, somamos a segunda vitória em apenas três jogos disputados. Sim, o calendário diz que já lá vão quatro jornadas, mas a Briosa ainda tem aquele trunfo no bolso — o jogo em Amarante — que nos pode dar um balanço ainda mais positivo. Para já, o dado concreto é este: ascendemos ao grupo dos segundos classificados, colados à frente da tabela e com os olhos postos no topo.Foi uma tarde de golos para todos os gostos. Marcos Paulo abriu o caminho, o Beni mostrou a sua classe habitual e o Cuba fechou a contagem, selando três pontos fundamentais. Nem tudo foram boas notícias, infelizmente. Logo aos 20 minutos, um choque de cabeças obrigou à saída prematura do nosso capitão Leandro Silva, a quem desejamos desde já uma rápida recuperação.Mas não há tempo para festejos prolongados. No horizonte brilha já a Póvoa de Varzim. Uma deslocação histórica, um terreno difícil e um adversário que exige o máximo de concentração. No episódio de hoje, vamos analisar o que de melhor se fez contra o União de Santarém e projetar a estratégia para trazer pontos da Póvoa.Este episódio volta a contar com a presença de Guilherme Imperial e Filipe Fernandes e com a moderação de Ricardo Goucha.

Conversas de Bancada
[ T8 ] Ep.281 - Respira-se confiança no Calhabé!

Conversas de Bancada

Play Episode Listen Later Mar 2, 2026 55:13


Regresso ao Calhabé, estádio composto e vitória por 3-1 frente à União de Santarém!A Bancada reúne-se esta semana para analisar o triunfo caseiro da equipa de António Barbosa, num jogo que colocou a Académica no 2.º posto da tabela classificativa, ainda com menos um jogo disputado que o líder.Houve ainda tempo para falar do caso das substituições neste jogo, de ex-jogadores habilidosos e do bom ambiente que se vive em torno da Mágica por estes dias.

Briosagolo, o Podcast
25/26 Ep_24 Episódio de meia-distância

Briosagolo, o Podcast

Play Episode Listen Later Feb 24, 2026 40:14


Exactamente 22 anos depois caía a noite na capita portuguesa e a Académica regressava ao Restelo para tentar uma vitória. O número de golos foi o mesmo, mas a distribuição não foi a melhor. Há 22 anos foram 5 para nós e zero para o Belenenses, desta vez O Belenenses venceu por 3-2. Neste que é um episódio especial, só com remates de meia distância vamos ouvir o que os nossos comentadores de serviço Ricardo Goucha e Guilherme Imperial tem a dizer sobre este jogo, o andamento do campeonato e vamos fechar com uma antevisão à recepção ao União de Santarém. Episódio conduzido por José David Lopes.

Jornal da Manhã
Jornal da Manhã - 23/02/2026 | 1ª EDIÇÃO: Fachin arquiva pedido de suspeição de Toffoli | 2ª EDIÇÃO: Narcotraficante mais procurado do México é morto

Jornal da Manhã

Play Episode Listen Later Feb 23, 2026 302:47


Confira os destaques do Jornal da Manhã desta segunda-feira (23): O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, determinou o arquivamento da ação que questionava a atuação do ministro Dias Toffoli no caso envolvendo o Banco Master. A decisão foi tomada neste sábado (21). Paralelamente, o ministro André Mendonça deverá se reunir novamente nesta semana com integrantes da Polícia Federal para discutir os próximos passos da investigação sobre supostas fraudes relacionadas à instituição financeira, que seguem em apuração. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou que o relator da proposta de emenda à Constituição que trata do fim da escala de trabalho 6x1 será definido no início desta semana. A indicação ocorrerá na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa considerada decisiva para a tramitação da PEC, que propõe mudanças na jornada semanal de trabalho e tem gerado amplo debate entre parlamentares, empresários e trabalhadores. Brasil e China aparecem entre os países que podem ser mais beneficiados pelas mudanças nas tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entre sexta-feira (20) e sábado (21). As medidas devem alterar o fluxo do comércio internacional, encarecendo produtos de alguns concorrentes e abrindo espaço para exportações brasileiras e chinesas em setores estratégicos. Agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos e policiais do Departamento do Xerife do Condado de Palm Beach mataram a tiros um homem armado após ele entrar ilegalmente no perímetro de segurança de Mar-a-Lago, na Flórida, na madrugada deste domingo (22). Segundo as autoridades, o suspeito, de cerca de 20 anos, invadiu a área por volta de 1h30 e foi neutralizado. O presidente Donald Trump e a primeira-dama Melania Trump não estavam no local no momento do incidente, pois se encontravam na Casa Branca. Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, fundador do Cartel Jalisco Nova Geração, morreu neste domingo (22), aos 59 anos, durante uma operação do Exército no México. Considerado o último grande narcotraficante em atividade no país, El Mencho construiu o cartel mais poderoso e violento do território mexicano por meio do confronto direto com autoridades e do uso sistemático da violência. Sua morte ocorre anos após a prisão de líderes históricos do Cartel de Sinaloa, como Joaquín Guzmán e Ismael Zambada. O governo dos Estados Unidos oferecia recompensa de US$ 15 milhões por sua captura, e especialistas o classificavam como um criminoso “violento por natureza”, que desafiava abertamente o Estado mexicano. O Governo do Brasil, por meio da Caixa, inicia nesta segunda-feira (23) a terceira etapa da liberação do vale-recarga de gás de cozinha (GLP) para beneficiários do Programa Gás do Povo. A nova fase vai contemplar cerca de 4,5 milhões de famílias em todo o país. Em entrevista ao Jornal da Manhã, o deputado federal Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), afirmou que o setor portuário e o agronegócio consideram ilegal a invasão indígena ao terminal da Cargill, em Santarém, no Pará, que levou o governo a suspender a licitação de dragagem no Rio Tapajós. Lupion também comentou a expectativa do agro em relação à nova tarifa de 15% anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, avaliando possíveis impactos sobre exportações brasileiras. O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo (22) que existe um “desencontro” interno no Partido Liberal e insinuou que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, estaria sendo isolado pela sigla após ter a prisão decretada. Essas e outras notícias você acompanha no Jornal da Manhã. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Conversas de Bancada
[ T8 ] Ep.280 - Derrota no relvado, goleada na bancada

Conversas de Bancada

Play Episode Listen Later Feb 23, 2026 44:46


Neste episódio, a Bancada analisa a derrota da Académica no Restelo por 3-2 passando pelas escolhas do mister, as performances individuais e o polémico caso de arbitragem que invalidou aquele que seria o bis de Beni Souza.Houve ainda tempo para olhar para a tabela classificativa temporária desta Fase de Apuramento de Campeão e antever o embate caseiro frente à União de Santarém.Nota também para uma mensagem muito especial deixada ao António neste episódio...

Resposta Pronta
Presidente da Câmara de Santarém: "O pior não passou"

Resposta Pronta

Play Episode Listen Later Feb 10, 2026 2:25


Apesar da descida dos caudais do Tejo, João Teixeira Leite não acredita que, na globalidade, o pior já tenha passado. Mostra-se especialmente preocupado com as encostas no concelho de Santarém.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Noticiário Nacional
12h Tejo mais estável em Santarém

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Feb 8, 2026 9:36


Convidado
Votar em tempo de tempestade: Santarém vai a votos num país dividido

Convidado

Play Episode Listen Later Feb 8, 2026 18:10


Portugal vai este domingo, 8 de Fevereiro, a votos na segunda volta das eleições presidenciais, um cenário inédito em quase quatro décadas. Pela primeira vez desde 1986, a escolha do Presidente da República não se decide à primeira volta, mas também pela primeira vez a votação não acontece, em simultâneo, em todo o território. Em sete municípios, entre os quais Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã, e ainda em duas freguesias do concelho de Santarém e duas do concelho de Sintra, o voto foi adiado para o próximo dia 15, devido à situação de calamidade provocada pelas tempestades que atingiram o país. As autarquias justificam a decisão com a falta de condições de segurança e de acessibilidade, num contexto em que persistem estradas cortadas, zonas inundadas e constrangimentos no transporte e na circulação. Apesar do cenário, em muitos pontos do país, os eleitores atravessam ruas ainda marcadas pelos estragos para chegar às urnas. Em Santarém, na Escola Primária de São Domingos, o dia é vivido num equilíbrio tenso entre o dever cívico e a fragilidade deixada pela última semana. “Precisamos de um Presidente e de um bom Presidente e, seja em que circunstância for, é muito importante votar”, diz uma eleitora, sublinhando que, embora na sua zona “não tenha acontecido nada de extraordinário”, viveu os últimos dias com preocupação. Conta que tem familiares obrigados a abandonar a casa na Ribeira de Santarém, onde a água invadiu o rés-do-chão. “Tiveram de tirar tudo da parte de baixo”, descreve, referindo que há um bebé e uma criança na família. Para ela, a crise pode criar terreno fértil para o desespero: “As pessoas estão muito desesperadas, não pensam nas eleições. Alguns coitados não têm grandes hipóteses psicologicamente, nem fisicamente.” Outros eleitores falam da votação como uma resposta directa ao momento político. “Só dois candidatos: temos de ter atenção à nossa liberdade e à nossa democracia”, afirma um outro eleitor, à saída da mesa de voto. Uma mulher, natural de Santarém e residente fora do Ribatejo, diz estar “emocionada” com o que viu nos últimos dias e recusa a ideia de abdicar do voto: “Votar é talvez o único poder que nos dão. Não lutar pela democracia num dia como o de hoje seria uma vergonha.” A eleição opõe António José Seguro e André Ventura, num regime semi-presidencial em que o Presidente não governa, mas pode desempenhar um papel determinante em momentos de crise: dissolução do Parlamento, convocação de eleições, nomeação do primeiro-ministro e influência política e simbólica na vida pública. A própria existência de uma segunda volta e a presença de um candidato de extrema-direita no confronto final confirmam uma transformação do sistema partidário e do debate público, num país habituado a presidenciais resolvidas no primeiro domingo. Em Santarém, porém, a política mistura-se com a urgência do pós-tempestade. As marcas estão no chão, na paisagem e no ritmo interrompido do quotidiano. No Miradouro de São Bento, a cidade olha para um cenário onde a cheia ainda domina: campos totalmente alagados, árvores submersas, telhados e paredes a meio, água de cor cinzenta e esverdeada. “Já assisti a muitas cheias, mas esta é a maior desde que me lembro, desde 1979”, conta Marcolino Pedreiro, recordando também a cheia de 1969 e outra, em 1981. Para ele, esta pode situar-se “entre as duas”. Questionado sobre se as condições meteorológicas podem influenciar o resultado eleitoral, responde com frieza: “O impacto será residual e insignificante.” A leitura não é consensual. O historiador Vítor Pereira descreve um sentimento recorrente em crises deste tipo: a percepção de abandono, mesmo em zonas relativamente próximas de Lisboa. “Quando há catástrofes, muitas vezes há um sentimento de falta de protecção e de falta de atuação do Estado”, explica, apontando para a frustração de quem paga impostos e sente que a resposta pública é lenta ou insuficiente. Para o investigador, falhas de comunicação política, e uma resposta percebida como desadequada, podem alimentar discursos de crítica ao Estado e, em contexto eleitoral, ter consequências. O historiador sublinha ainda o contraste entre a expectativa criada nos últimos anos por um Presidente marcado pela proximidade e pela presença pública, e o que poderá vir a seguir. “Portugal vai sentir-se órfão do Presidente das empatia”, afirma, antecipando que o próximo chefe de Estado terá de construir o seu próprio estilo, sem repetir o modelo dos últimos dez anos. A historiadora Raquel Varela vai mais longe e enquadra o episódio numa sequência de acontecimentos recentes: incêndios, cheias, falhas na resposta de emergência para sustentar uma crítica estrutural. “Nós não temos protecção civil”, diz, apontando para a fragilidade dos serviços e para a dependência das redes informais. “As pessoas têm-se a si, aos vizinhos e aos amigos.” Raquel Varela considera que esta auto-organização popular pode gerar um novo momento de politização, à semelhança do que aconteceu após as cheias de 1967, mas alerta para a ausência de preparação e de estruturas comunitárias. A dimensão internacional também atravessa o dia eleitoral. O activista guineense, Yussef, acompanha a votação a partir de uma perspectiva da diáspora, defende que o resultado em Portugal tem impacto nas relações com a Guiné-Bissau e no espaço político da CPLP. Critica o que considera ter sido um “branqueamento” de práticas anti-democráticas nos últimos anos e pede ao futuro Presidente “coerência com a Constituição”, pressão democrática e uma diplomacia alinhada com os princípios que Portugal afirma defender. Em Santarém, este domingo, cruza-se assim o calendário eleitoral com a recuperação depois de três tempestades. Entre ruas ainda condicionadas e uma normalidade incompleta, o país escolhe o próximo Presidente num contexto excepcional, com adiamentos locais, marcas visíveis no terreno e uma sensação de fragilidade que, para muitos, pesa tanto quanto o voto.

Reportagem Observador
Em Santarém, os moradores tentam resistir às tempestades. "Vou comprar uns botins e tratar da minha casa"

Reportagem Observador

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 1:42


O pavilhão de Santarém serve de abrigo para as pessoas que foram retiradas de casa devido às cheias. Por lá, há enfermeiros voluntários e quem "conte os dias" para o mau tempo passar. A praça Oliveira Marreca está inundada e os moradores tentam resistir às ruas inundadas.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Reportagem Observador
Como passaram a noite os desalojados em Santarém

Reportagem Observador

Play Episode Listen Later Feb 6, 2026 3:20


Pavilhão Municipal de Santarém serve de abrigo para as pessoas afetadas pelo mau tempo. Conheça os vários serviços disponíveis neste centro de acolhimento.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Podcast Universitário
#221 - Curso de Agronomia c/ convidados do curso

Podcast Universitário

Play Episode Listen Later Feb 5, 2026 69:04


Neste episódio converso com 2 estudantes da Licenciatura em Agronomia da Escola Superior Agrária de Santarém do Instituto Politécnico de Santarém e da Escola Superior Agrária de Coimbra do Instituto Politécnico de Coimbra.O que aprendes nesta licenciatura? Quais as saídas profissionais e o ambiente na instituição? TUDO o que precisas de saber nesta LIVE!

Resposta Pronta
Santarém. "Maioria das estradas cortadas é por submersão"

Resposta Pronta

Play Episode Listen Later Feb 4, 2026 2:10


Vice-presidente do município, Emanuel Campos, diz que várias estradas foram cortadas por estarem submersas o que condicona mobilidade das pessoas. Relata ainda episódios de falta de energia elétrica.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Convidado
Mais de 50 horas após a tempestade, populações de Leiria continuam isoladas

Convidado

Play Episode Listen Later Jan 30, 2026 12:34


Bombeiros de uma dezena de corporações estão esta sexta-feira a deslocar-se para as regiões portuguesas mais afectadas pela depressão Kristin, para ajudar as populações. Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos. Hugo Ferreira, residente no concelho de Leiria, relata um cenário de destruição generalizada, isolamento e exaustão. Mais de 50 horas após a passagem da depressão Kristin, milhares de pessoas continuam sem electricidade, água e comunicações na região de Leiria. Segundo relatos no terreno, há populações que permanecem isoladas, com acessos obstruídos e dificuldades no abastecimento de bens essenciais. Hugo Ferreira, residente no concelho de Leiria, refere que no centro da cidade os serviços começam a ser restabelecidos, mas sublinha a dimensão do problema. “Estamos a falar de centenas de milhares de pessoas completamente sem luz, sem água”, afirma, acrescentando que muitas pessoas continuam sem conseguir sair de casa por falta de acessos, “nem sequer têm as vias desobstruídas”. No terreno, diz que a resposta tem sido desigual. Enquanto nas zonas mais urbanas se nota alguma presença da protecção civil, nas áreas rurais a intervenção é limitada. A maior parte do trabalho tem sido assegurada por moradores e alguns bombeiros, o que tem contribuído para um sentimento de desânimo. Segundo Hugo Ferreira, a ausência de um destacamento visível de meios humanos e operacionais faz com que as pessoas se sintam “completamente sozinhas”. Alem disso, o cansaço começa a ser visível: “Já se começa a acusar algum cansaço, porque não há fim à vista.” Hugo Ferreira defende que a dimensão da crise exigia uma resposta mais visível. “Era preciso haver um destacamento grande de pessoas aqui.” O impacto do isolamento sente-se no dia a dia: “As pessoas sentem-se completamente sozinhas, com postos de combustível a abrir pontualmente, com filas enormes, supermercados sem nada.” A noite da tempestade foi vivida com medo. Hugo Ferreira relata um ruído constante provocado pela queda de árvores numa zona florestal junto à sua habitação. A electricidade falhou ainda de madrugada e só com a primeira luz do dia foi possível perceber a dimensão da destruição: “Ouvia-se um barulho absolutamente ensurdecedor. Em redor da minha casa há uma floresta imensa e o que ouvíamos eram as árvores a serem arrancadas e destroçadas. Quando sai de casa, era um cenário de filme de terror, tudo destruído.” O impacto foi imediato na mobilidade. O trajeto até ao local de trabalho revelou a extensão do caos. “Eu, de casa para a fábrica, demoro normalmente dez minutos. Demorei quase três horas. Havia pinheiros, telhados, chaminés, carros virados. Nunca mais nos vamos esquecer disto.” Apesar dos avisos meteorológicos enviados por SMS, Hugo Ferreira considera que a população não foi devidamente alertada para a gravidade do fenómeno. “Há tantos avisos que a maioria das pessoas nem sequer liga. Toda a gente sabia que ia haver mau tempo, mas ninguém estava minimamente sensibilizado para aquilo que viria.” A falha prolongada das comunicações agravou o isolamento. O contacto com familiares, vizinhos e colegas de trabalho tem sido feito essencialmente porta a porta. “É a única possibilidade”, diz, reconhecendo que muitas pessoas em zonas mais afastadas continuam sem qualquer notícia. “Esperamos que estejam bem, mas não sabemos sequer onde estão.”Na empresa onde trabalha a situação continua crítica: “Temos cerca de 100 funcionários e ainda não conseguimos contactar com cerca de 20 porque não há comunicações.” Em contexto de campanha eleitoral para a segunda volta das Presidenciais de 08 de Fevereiro, Hugo Ferreira rejeita visitas políticas e sublinha a necessidade de meios operacionais. “Nós não precisamos de visitas de políticos. Precisamos de pessoas aqui a trabalhar”, afirma. Quanto ao apoio externo, refere que não existe procura por donativos monetários, mas sim por bens essenciais, não perecíveis, geradores e reforço de meios humanos. Defende ainda que deve haver pressão junto das entidades centrais para que sejam mobilizados mais recursos para a região. Para o habitante de Leiria, a recuperação será prolongada. Sem um reforço significativo de meios, considera que o restabelecimento da normalidade poderá demorar semanas. O principal apelo, conclui, é que as populações sintam que não foram esquecidas: “o que nós precisamos é de sentir que alguém se importa e sentir que alguém está disposto a vir aqui ajudar um bocado”.  

Dev Sem Fronteiras
Médica Veterinária em Santarém, Portugal - Carreira Sem Fronteiras #221

Dev Sem Fronteiras

Play Episode Listen Later Dec 11, 2025 35:46


Por influência do pai, que sempre a incentivou a estudar, a osasquense Bianca achou que faria medicina. Aos 48 do segundo tempo, ela resolveu cursar veterinária, o que acabou se provando uma decisão bastante acertada.Graças a uma viagem a Portugal ainda na infância, ela havia decidido que gostaria de viver por lá. Depois de formada, ela resolveu colocar esse plano em prática, e engatou um mestrado. Hoje, ela mora e trabalha em Santarém, e conta neste episódio os detalhes dessa trajetória aparentemente bastante bem-decidida desde o início, além das particularidades e dos desafios de se morar na terra onde a maioria é bastante gentil com brasileiros, mas há exceções.Fabrício Carraro, o seu viajante poliglotaBianca Nevado, Médica Veterinária em Santarém, PortugalLinks:LinkedIn da BiancaO último deploy do ano está no ar, mas é por tempo limitado! Essa é a sua última chance de se matricular na Alura por até 2 anos com até 40% de desconto! Aproveite!TechGuide.sh, um mapeamento das principais tecnologias demandadas pelo mercado para diferentes carreiras, com nossas sugestões e opiniões.#7DaysOfCode: Coloque em prática os seus conhecimentos de programação em desafios diários e gratuitos. Acesse https://7daysofcode.io/Ouvintes do podcast Dev Sem Fronteiras têm 10% de desconto em todos os planos da Alura Língua. Basta ir a https://www.aluralingua.com.br/promocao/devsemfronteiras/e começar a aprender inglês e espanhol hoje mesmo! Produção e conteúdo:Alura Língua Cursos online de Idiomas – https://www.aluralingua.com.br/Alura Cursos online de Tecnologia – https://www.alura.com.br/Edição e sonorização: Rede Gigahertz de Podcasts

Educação política - Politize!
EP10 / Cuidadores do Ar: ciência, juventude e inovação em Santarém

Educação política - Politize!

Play Episode Listen Later Dec 1, 2025 15:05


Como a ciência e a comunidade podem se unir para cuidar do ar que respiramos?

Conversas de Bancada
[ T8 ] Ep.269 - 4 em Linha

Conversas de Bancada

Play Episode Listen Later Dec 1, 2025 55:29


A Bancada reúne-se esta semana para falar sobre o empate a uma bola em Santarém entre o União local e a Académica - o quarto seguido da equipa de Coimbra.As escolhas antes e durante o jogo do míster António Barbosa, a ausência inesperada de Cuba, e a postura competitiva da Briosa são analisadas em detalhe, antes de mais uma edição do Bingo Briosa, e da antevisão à Jornada 12, na qual a Académica receberá o CD Mafra.

Briosagolo, o Podcast
25/26 Ep_13 Empata-Jogas

Briosagolo, o Podcast

Play Episode Listen Later Dec 1, 2025 65:39


De empate em empate segue a nossa Briosa. Desta vez em Santarém, no campo Chã das Padeiras, António Barbosa confirmou o seu estatuto de empata-jogas ao somar o quarto empate consecutivo. Contámos com a análise de Ricardo Goucha e com o remate de meia distância de Guilherme Imperial para fazer a análise a este jogo do ponto de vista de quem esteve no estádio e foi vítima da intempérie. A classificação da liga 3 mereceu a nossa atenção, numa jornada marcada pelo equilíbrio. Na próxima jornada, a Académica recebe o Mafra, concorrente directo a um lugar nos 4 primeiros a antevisão a esse jogo ficou feito e prognósticos lançados.

Meio Ambiente
Transição energética para quem? À margem da COP30, Cúpula dos Povos começa com “barqueata”

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Nov 13, 2025 6:31


Os povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas e movimentos sociais do mundo inteiro marcaram a história das Conferência do Clima da ONU nesta quarta-feira (12). Em um protesto inédito em forma de barqueata, com 200 embarcações pelo rio Guamá, eles denunciaram uma COP que não reflete as demandas das populações mais vulneráveis, na linha de frente das mudanças climáticas.  Lúcia Müzell, enviada especial da RFI a Belém  A manifestação no rio deu a largada para a Cúpula dos Povos: durante cinco dias, os cerca de 5 mil participantes trarão para o debate as próprias soluções para o enfrentamento do aquecimento global, como a agroecologia e a agricultura familiar. Muitos questionam um dos focos das negociações diplomáticas da conferência: a transição energética para uma economia de baixo carbono. Elaine da Silva Barros, do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), veio do Maranhão e teme que a busca por minérios importantes para a eletrificação, como alumínio, cobalto e lítio, aumente ainda mais a pressão sobre os territórios amazônicos. "A transição energética não é para nós. O  Brasil já se supre e tem uma matriz energética de renováveis”, explica. "Não faz sentido o Brasil ter que mudar a sua matriz energética para que os países europeus e os Estados Unidos possam sair dos combustíveis fósseis. Não faz sentido aumentar a mineração nos nossos territórios e aumentar a expulsão dos nossos povos deles”, argumenta. A indígena Jéssica Cumaruara também era uma das passageiras da Caravana da Resposta, um barco que navegou mais de 3 mil quilômetros até chegar à capital paraense para o protesto. A embarcação percorreu o chamado corredor da soja, de Sinop, no Mato Grosso, até Belém do Pará, trazendo cerca de 40 movimentos sociais ou povos originários.   "Para quem é a COP? Eles falam muito em transição energética, energia limpa, mas é do jeito deles”, aponta. "Não nos consultam, não se reúnem com a gente para falar sobre ela. Queremos que sejam verdadeiros, que falem sobre os benefícios, mas também sobre os impactos." Impactos socioambientais de hidrelétricas O Movimento dos Atingidos por Barragens estava lá para abordar os impactos ambientais e sociais sentidos há bastante tempo pela produção de eletricidade no país, por hidrelétricas. "Infelizmente o que tratam de energia limpa, para nós, não tem nada de limpo. A transição energética só é possível se houver uma mudança radical das estruturas e do modelo energético no Brasil, que explora, invade territórios, alaga territórios e viola direitos humanos”, afirma Fred Vieira, da coordenação da entidade no Pará. Para Jéssica, a maior preocupação é proteger o rio Tapajós do projeto de hidrovia do governo federal. A obra prevê dragagem para facilitar a navegação para o escoamento da produção de grãos e minérios entre Itaituba e Santarém, no Pará. "O presidente Lula privatizou o nosso rio, quer transformar o nosso rio em rota para o agronegócio, e isso nós não vamos aceitar. Queremos o rio livre”, disse. “Ele já está sendo contaminado pelo garimpo ilegal, pelo mercúrio. Quando destroem e contaminam o nosso rio, também estão nos matando.” O pescador Benedito de Souza Ribeiro, 62 anos, dependeu a vida inteira de outro rio, o Amazonas. Ele vê o governo federal “refém” de um Congresso dominado pelo agronegócio e as mineradoras. "As grandes indústrias estão se instalando dos nossos territórios e expulsando os nossos pescadores da área, os ribeirinhos, que sobrevivem da pesca. E são esses empreendimentos, as barragens, as mineradoras, que estão causando o aquecimento global”, acusa. Participação indígena recorde, mas ainda insuficiente Para os povos indígenas, o enfrentamento do aquecimento global passa por mais demarcação de terras. A gente precisa que os governos, principalmente de outros países, ouçam isso da gente. A demarcação é o mais importante porque ali a gente vai viver em paz, conforme a nossa cultura”, salienta Bepmoroi Metuktire, neto do cacique Raoni e membro da juventude caiapó. "Nós somos os guardiões da floresta. Ela é tudo para nós”, frisa. Nunca uma COP teve tantos indígenas registrados – são 300 apenas na delegação brasileira. Mas, para eles, não é suficiente: eles reivindicam um assento especial nas negociações oficiais. Também exigem ser consultados sobre qualquer projeto que envolta as suas terras, aponta Raquel Mura, do povo indígena Mura Autazes, do Amazonas. "Estar aqui é mostrar a Amazônia para o mundo e dizer assim: ouve a nossa voz, não destrói a floresta porque a gente está aqui. Existem pessoas aqui”, ressalta. "A nossa proposta é que o nosso presidente olhe mais para os povos indígenas, porque por mais que ele tenha ajudado a diminuir o desmatamento, ele simplesmente liberou a exploração de petróleo na foz do Amazonas. Isso é muito indignante porque vai afetar a Amazônia toda – e não só a Amazônia, o mundo", complementa. A Cúpula dos Povos vai reunir em Belém, até domingo, cerca de 1,2 mil entidades de 62 países. Na COP30, o principal espaço para a sociedade civil é a zona verde. Na área azul, reservada às negociações oficiais, integrantes de organizações podem ser cadastrados como observadores do processo.

Briosagolo, o Podcast
25/26 Ep_11 De empate em empate até...

Briosagolo, o Podcast

Play Episode Listen Later Nov 10, 2025 66:55


Várias histórias começaram assim: de empate em empate até... Em 2016 foi até ao título europeu conquistado por Portugal, em 2025 foi até ao quinto lugar que deixou a Académica à beira do apuramento para a fase de apuramento de campeão da liga 3. Tentámos perceber o porquê de mais uma repartição de pontos com uma equipa do fundo da tabela e qual a influência de António Barbosa e a suas escolhas neste resultado que deixa a Académica praticamente equidistante quer do topo quer do fundo da tabela, mas agora com uma vantagem de apenas 2 pontos relativamente ao quinto classificado. Houve ainda tempo para analisar os resultados da jornada da Liga 3, comunicar os resultados dos sub-15 e da equipa feminina, e fazer a antevisão da visita a Santarém dentro e fora do campo. Fechámos como habitualmente com o Zandinga, a liga de apostas, onde o pecúlio de pontos somados tem sido diminuto nas últimas semanas.

Repórter Unicamp
Vestibular Indígena 2026

Repórter Unicamp

Play Episode Listen Later Nov 4, 2025 1:33


Estão abertas as inscrições para o Vestibular Indígena 2026, que é unificado entre a UNICAMP e Universidade Federal De São Carlos, a UFSCAR.Podem se inscrever estudantes indígenas que cursaram escolas públicas. São 130 vagas na UNICAMP e 65 na UFSCAR. No momento da inscrição os candidatos podem indicar até dois cursos, sendo um em cada universidade. É preciso comprovar que o candidato pertence a uma das etnias indígenas do território brasileiro. Nos sites da UNICAMP e da UFSCAR é possível encontrar esta e outras regras, além das vagas por curso e o calendário completo do processo do vestibular indígena. As provas vão ser aplicadas em Campinas (SP), Campo Grande (MS), Recife (PE), Santarém (PA) São Gabriel Da Cachoeira E Tabatinga No Amazonas, dia 11 de janeiro de 2026.A inscrição é de graça e deve ser feita na página comvest.unicamp.br até o dia 28 de novembro de 2025.

Noticiário Nacional
Urgências encerradas em Coimbra e Santarém

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Nov 1, 2025 9:38


Urgências encerradas em Coimbra e Santarém

Noticiário Nacional
17h Santarém: ataque com arma branca causa 7 feridos

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Oct 21, 2025 14:35


Meio Ambiente
COP30: Nas comunidades tradicionais amazônicas, clima mais quente já assusta e mobiliza adaptação

Meio Ambiente

Play Episode Listen Later Oct 9, 2025 23:22


A viagem é longa até a Terra Indígena Koatinemo: de Altamira, no coração do Pará, são mais três horas de "voadeira" pelo rio Xingu até chegar à casa do povo asurini, que acaba de comemorar meio século de contato com as populações urbanas "brancas". De lá para cá, o povo indígena resiste às pressões de invasores de terra, do desmatamento e do garimpo ilegal. Agora, faz frente a uma nova e poderosa ameaça: um clima cada vez mais quente.  Lúcia Müzell, enviada especial da RFI à Terra Indígena Koatinemo (Pará) Em 2024, pela primeira vez, a seca recorde na Amazônia quebrou a safra da castanha, base da alimentação tradicional e carro-chefe da produção comercializada por populações indígenas, ribeirinhas e extrativistas da região. "Acho que passou uns três, quatro meses sem pingar uma gota de chuva. O verão castigou o nosso castanhal e não teve frutos”, relembra o cacique Kwain Asurini, na aldeia Ita'aka, com pouco menos de 400 habitantes. "A gente também está sentindo essa mudança climática aqui, mesmo sendo a floresta. A floresta sente que o aquecimento está, cada vez mais, prejudicando a própria floresta.”   Sem água, os ouriços no alto de uma das árvores mais emblemáticas da Amazônia, a castanheira, não se desenvolveram, e eles caíram na terra vazios. A castanha é um dos produtos da floresta mais sensíveis ao calor, diferentemente de outros frutos, como o açaí. Milhares de pequenos produtores de comunidades tradicionais tiveram impacto não só na renda, como em toda a cadeia alimentar. A castanha é ingrediente para diversos pratos típicos e também é consumida por animais da floresta. Se eles não encontram o fruto, não aparecem e ficam menos acessíveis para a caça de subsistência dos povos indígenas.  Iuri Parakanã, um dos caciques da Terra Indígena Apyterewa, descreve a situação como “um desespero” para toda a região conhecida como Terra do Meio. Ele conta que, naquele ano, a mandioca também não cresceu como deveria.  "A floresta fala com os indígenas, e nós transmitimos a fala da natureza para o mundo saber o que está acontecendo, o que a natureza está sentindo. Estamos preocupados não somente com o nosso bem viver, mas também com os animais, que estão aqui na floresta e sentem isso”, salienta. "Tudo que plantamos morreu, por causa da quentura." Aquecimento pode chegar a 6°C em 2100 Já faz mais de 40 anos que o respeitado climatologista Carlos Nobre alerta sobre o risco de aumento desta “quentura” que Iuri Parakanã agora sente na Amazônia. Prêmio Nobel da Paz junto com os cientistas do Painel de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), Nobre afirma que os registros históricos da Amazônia apontavam para uma seca severa a cada 20 anos, em média. Nas últimas duas décadas, porém, quatro episódios graves de estiagem já ocorreram.  Pior: os dois últimos se repetiram em dois anos consecutivos, 2023 e 2024 – quando o bioma teve a mais forte seca já registrada. "Mesmo que não tivesse nenhum fogo de origem humana, ainda assim seria muito difícil para a floresta se recompor. Quando tem uma seca muito forte, são quatro ou cinco anos para começar a recompor”, explica. "Mas aí vem uma outra seca, então, o que está acontecendo é que com essas quatro secas muito fortes, aumentou demais a área degradada na Amazônia." Estudos mostram que 40% da Amazônia já estão em algum estágio de degradação. A temperatura na região tem aumentado de 0,3°C a 0,4°C por década, havendo projeções que apontam para uma alta de até 6°C até 2100, no cenário de altas emissões de gases de efeito estufa, em comparação aos níveis pré-industriais. Na Terra Indígena Koatinemo, a adaptação às mudanças climáticas foi um dos tópicos mais debatidos na 10ª edição da Semana do Extrativismo (Semex), realizada em maio. Representantes de dezenas de comunidades tradicionais relataram o impacto da seca nos seus plantios de subsistência. "Os cacaus secaram, os rios e igarapés secaram e os animais sentiram. Os rios também secaram além do normal. Os peixes diminuíram muito”, disse Kremoro Xikrin, que veio do território de Trincheira Bacajá para o encontro.  Carlos Nobre e o risco de colapso da floresta Enquanto isso, em volta da floresta protegida, o desmatamento continua – diminuindo a resiliência da mata para um clima em mutação. “A intenção deles é só fazer capim e pasto para o gado. Não plantam mais um pé de mandioca. Não plantam milho, não plantam feijão, não plantam um arroz”, diz o pequeno agricultor Joilton Moreira, ao contar sobre a pressão da ampliação das terras por grandes fazendeiros em torno da Comunidade Santa Fé, em Uruará, onde ele vive.   Em 1990, um grupo de cientistas coordenados por Carlos Nobre advertiu, pela primeira vez, sobre o risco de a Amazônia atingir “um ponto de não retorno” causado pelas mudanças climáticas e à degradação – ou seja, de a floresta não conseguir mais se regenerar ao seu estado original. O aumento do desmatamento e dos incêndios é fatal para esta tendência. “Tem a seca do aquecimento global e aí fica mais seco ainda por causa do desmatamento, e muito mais quente. A temperatura ali às vezes aumenta mais de 2ºC do que vem de uma onda de calor na região, comparando com uma região que não tem nada de desmatamento”, salienta. "A floresta recicla muito bem a água, baixa a temperatura e às vezes até aumenta a chuva. Mas quando você tem superáreas desmatadas, diminui tanto a reciclagem de água que aumenta a temperatura e você tem menos chuva.” Outro complicador são as queimadas, em alta no bioma. Não mais do que 5% dos incêndios ocorrem por descargas elétricas, ou seja, por causas naturais como raios, assegura Nobre. "Não é natural. Os incêndios explodiram e mais de 95% são de origem humana. Aí vem um outro fator de degradação enorme da floresta: tivemos, no ano passado, a maior área degradada na Amazônia, porque teve muito incêndio”, ressalta. "E como tinha o recorde de seca e de onda de calor, a vegetação ficou muito inflamável, aumentando muito a propagação do fogo.” Populações locais se organizam para se adaptar Nas comunidades tradicionais, a escala de produção na floresta se dá pela união dos povos, e não pelo desmatamento e a monocultura. A castanha, comum na região do Xingu, conectou a Rede da Terra do Meio, uma articulação de povos indígenas, ribeirinhos, extrativistas e da agricultura familiar que, a partir dos seus conhecimentos de manejo florestal, busca impulsionar a comercialização do excedente da produção nos territórios.  A quebra da safra da castanha em 2024 e a provável repetição do drama no futuro aceleram os projetos de diversificação produtiva da rede. Uma das ideias é planejar estoques de outros produtos menos sensíveis ao clima, como o babaçu.  "Não vai dar para cruzar os braços agora e dizer que foi esse ano e, no outro, não vai ser. A gente sabe que sempre vai ter esses problemas, então a rede serve para observar, para tomar cuidado e a gente se organizar para fugir dessas situações”, afirma Francisco de Assis Porto de Oliveira, da reserva extrativista do rio Iriri e presidente da Rede Terra do Meio. “Quando fala de renda, a gente tem que ter muito cuidado, porque se deixarmos para cuidar do problema depois de ele ser identificado, pode ser muito tarde." A rede tem pressionado para que os produtos da floresta sejam cobertos por seguros climáticos, a exemplo dos que beneficiam monoculturas como a soja ou milho. Novas dificuldades surgiram, como o aumento das pragas nas roças e o impacto no transporte, majoritariamente fluvial. Com os rios mais secos, o acesso das comunidades tradicionais a políticas públicas também é prejudicado. Duas delas têm buscado ampliar a participação de indígenas, extrativistas e pequenos agricultores: o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Cada vez mais, as escolas nas comunidades locais oferecem merenda com ingredientes tradicionais, dando um impulso importante à diversificação produtiva nos territórios. Atualmente, 87 produtos da floresta foram integrados à cesta do PAA. "O próprio Estado não conhecia esses alimentos, e a gente precisou provar que eles existem. A gente precisou vir no campo, coletar o cacauí e levar par ao pessoal da Conab, que só conhecia o cacau”, observa Marcio Luiz Silva Souza, engenheiro florestal e técnico da Rede Terra do Meio. “Tem o uxi, uma fruta muito boa que tem em vários territórios e o pessoal não conhecia, a golosa, uma fruta muito saborosa. Palmito de babaçu, tucum, inajá, piqui, cajá. Várias frutas da natureza”, exemplifica. Coleta de sementes contribui para reflorestamento Novas parcerias comerciais impulsionam a diversificação. A produção de sementes, por exemplo, representa um potencial ainda pouco explorado pelas comunidades da floresta. "A gente está num ano de COP, está se falando de mudanças climáticas, de recompor a floresta que já foi destruída. Todos os territórios estão coletando e disponibilizando suas sementes”, continua Souza. Espécies conhecidas e valorizadas, como a castanha e a seringa, já estão consolidadas, mas a demanda por diversidade de sementes nativas tende a crescer para atender a obrigações de reflorestamento por grandes empresas ou empreendimentos, que possuem passivos ambientais. “A gente vai comprar ipê, jatobá, várias favas cabulosas que ninguém nunca observou porque não existia interesse econômico por elas. Com este estímulo do reflorestamento, a gente vai poder incluir segmentos da população brasileira que estão completamente isolados: pequenos produtores rurais muito vulneráveis, comunidades tradicionais, quilombolas, ribeirinhas, indígenas, que moram na floresta e estão longe dos grandes centros econômicos”, afirma Marie de Lassus, diretora de suprimentos da Morfo. A empresa é especializada em restauração de florestas nativas no Brasil e faz a ponte entre a demanda crescente e os coletores de sementes, usadas na recuperação de áreas desmatadas ou degradadas. “Eles mesmos estão começando a entender que existe potencialmente um mercado. Eu recebi sementes deles e a gente já plantou em Santarém, ano passado, num projeto experimental com Embrapa”, indica de Lassus. COP30 e o papel das comunidades tradicionais contra a crise climática Ao colaborar para o reflorestamento, a cadeia das sementes também contribui para o enfrentamento da crise climática. A meta do Brasil é recuperar 12 milhões de hectares de floresta em todo o país, até 2030. Projetos como este estarão em destaque na Conferência do Clima de Belém (COP30), em novembro. Promover sistemas de produção e alimentares que transformam floresta em floresta é investir em um programa climático, avalia Jefferson Straatmann, facilitador de Economias da Sociobiodiversidade do Instituto Socioambiental (ISA).   “Essas conferências, a partir da Rio 92, trouxeram para a sociedade a importância dessa questão, que foi se desdobrando na criação dos territórios tradicionais, em cobrança entre os países para que algo fosse feito. Se a gente não tivesse as conferências da ONU para ter essa troca, muito provavelmente cada país estaria agindo ao seu total entendimento”, analisa. “A gente tem uma crise que é planetária. A COP ser na Amazônia eu acho que traz essa possibilidade de um olhar para esses povos e para seus modos de vida, para suas economias, como um caminho futuro. Não precisa ser igual, não vai ser igual. Mas tem referências que a gente precisa buscar para construir um novo caminho de sociedade”, espera Straatmann.  * Esta é a terceira reportagem da série Caminhos para uma Amazônia sustentável, do podcast Planeta Verde. As reportagens, parcialmente financiadas pelo Imaflora, vão ao ar todas as quintas-feiras até a COP30 em Belém, em novembro. 

Explicador
Santarém. O legado, as contas certas e as obras

Explicador

Play Episode Listen Later Sep 11, 2025 83:14


João Teixeira Leite (PSD), Pedro Ribeiro (PS), Pedro Correia (CH) e José Rui Raposo (CDU) debatem o legado na gestão da cidade, as finanças da Câmara e as obras em curso em Santarém.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jovem Conservador de Direita
Episódio 244: Dra. Sydney Sweeney, Lei do Trabalho, Dr. Bolsonaro

Jovem Conservador de Direita

Play Episode Listen Later Aug 6, 2025 52:17


Alguém lê mesmo estas descrições? Se sim indiquem nos comentários os vossos 3 maiores medos. O episódio é espectacular, como habitual.Bilhetes para em cada esquina um salazar em Santarém (último de todos os tempos): https://ticketline.sapo.pt/evento/jovem-conservador-de-direita-95556Com o apoio da cockburn's: https://www.instagram.com/cockburns_port/Segmento extra em: https://www.patreon.com/jcdireitaInstagram: https://www.instagram.com/jovemconservadordedireitaLivros da piça: https://www.instagram.com/livrosdapica

Noticiário Nacional
6h Dominados incêndios de Penamacor e Alcanede, em Santarém

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Jul 30, 2025 7:57


Explicador
Ponto de situação nos incêndios. Qual o pior inimigo?

Explicador

Play Episode Listen Later Jul 29, 2025 11:51


O autarca de Penamacor afirma que terrenos agrícolas ardidos podem ascender a mais de mil hectares. O presidente da CM de Santarém refere que o vento mudou de trajetória o que alterou os trabalhos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Jovem Conservador de Direita
Episódio 243: Vários temas (coldplay, crianças estrangeiras, Dr. Jeffrey Epstein, barracas, etc.)

Jovem Conservador de Direita

Play Episode Listen Later Jul 22, 2025 65:24


O Doutor analisa alguns temas que marcam a actualidade como o ataque do Dr. Chris Martin ao sucesso no amor, o ataque da Dra. Rita Matias a crianças com nomes que ela não consegue pronunciar, ao ataque às barracas por parte do autarca socialista de Loures, ao ataque verbal de Dr. José Luís Carneiro contra o líder do Chega, o ataque à reputação dos alegados amigos do Dr. Jeffrey Epstein, etc.Com o apoio da cockburn's: https://www.instagram.com/cockburns_port/Bilhetes para "Em cada Esquina um Salazar" em Santarém: https://ticketline.sapo.pt/evento/jovem-conservador-de-direita-95556Segmento extra em: https://www.patreon.com/jcdireitaInstagram: https://www.instagram.com/jovemconservadordedireitaLivros da piça: https://www.instagram.com/livrosdapica

Expresso - Expresso da Manhã
Nova onda de calor com temperaturas acima dos 40º. Proteja-se e proteja o território do risco de incêndio

Expresso - Expresso da Manhã

Play Episode Listen Later Jun 26, 2025 14:17


As temperaturas vão subir de forma gradual a partir desta quinta-feira, podendo ultrapassar os 40 graus em vários distritos do sul do território continental, com destaque para Beja (44º), Évora (43º), Santarém e Setúbal (42º) e Lisboa (41º). O risco de incêndio aplica-se a todo o país. Neste episódio, conversamos com Carlos da Câmara, climatologista do Instituto Dom Luiz, da Universidade de Lisboa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas
Sandra Duarte Cardoso (parte 1): “Vejo muita gente infeliz, esgotada. Acredito que a IA pode ajudar a ganharmos mais tempo. Em todas as profissões, até na medicina”

Expresso - A Beleza das Pequenas Coisas

Play Episode Listen Later May 23, 2025 77:08


Sandra Duarte Cardoso fundou há dezoito anos a organização não governamental SOS Animal e, em 2020, criou um santuário em Santarém onde tem mais de uma centena de animais que vivem livres, sem serem alvo de qualquer exploração. Autora e apresentadora do programa “À Descoberta com…”, na SIC, e das curta-metragens “Saudade” e “Profundo”, há quatro anos sofreu um acidente com uma égua que lhe atingiu as costas e o cotovelo. Desde aí, passou a viver com uma dor neuropática crónica. E revela como o tratamento com psicadélicos a fez sair da escuridão. Defensora do uso da IA em todas as profissões, até na medicina, para que a sociedade ganhe mais tempo, afirma-se preocupada com as ameaças à democracia. Ouçam-na na primeira parte da conversa com Bernardo MendonçaSee omnystudio.com/listener for privacy information.

The Benny Show

Trump administration refers NY AG Letitia James for potential prosecution over alleged mortgage fraud, Biden reminisces about seeing ‘colored kids' go to segregated schools in first speech after leaving office, Sam Antar and Brandon Tatum joins the show Check Out Our Partners: Advantage Gold: Get your FREE wealth protection kit https://www.abjv1trk.com/F6XL22/4MQCFX/?sub1=Youtube American Financing: Save with https://www.americanfinancing.net/benny NMLS: 182334, http://www.nmlsconsumeraccess.org Patriot Mobile: Go to https://www.PatriotMobile.com/Benny and get A FREE MONTH Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

Noticiário Nacional
11h Tejo galgou as margens, zona de Santarém inundada

Noticiário Nacional

Play Episode Listen Later Mar 24, 2025 10:17


Larvas Incendiadas
Brenda Cardoso de Castro – Mulheres descolonizando a Amazônia

Larvas Incendiadas

Play Episode Listen Later Jan 6, 2025 60:45


Nessa semana, conversamos com Brenda Cardoso de Castro que é doutora em Sociologia e Antropologia pela UFPA e professora do bacharelado em relação internacional da Universidade da Amazônia. Nossa conversa foi sobre sua tese de doutorado, intitulada Mulheres descolonizando a Amazônia pelos caminhos de vida: produção de subjetividades atravessadas pelo projeto de nação desenvolvimentista. A partir de uma pesquisa de campo na Vila de Alter-do-Chão, Santarém; a comunidade de Jamaraquá, na Floresta Nacional do Tapajós; e a comunidade de Coroca, no rio Arapiuns e também de entrevistas com mulheres que vivem nas localidades, Brenda nos mostra como gênero, colonialidade, nação e raça se entrelaçam nas instituições, nos discursos sobre a região e na produção de subjetividades das pessoas que vivem na Amazônia. De forma bastante sensível, nos mostra a maneira como esse complexo tramado de relações de poder produz sujeições e faltas de reconhecimento, mas também permite que as mulheres ainda encontrem linhas de fugas em seus cotidianos. Assim, contribui para escaparmos de algumas armadilhas fáceis para a análise da Amazônia e principalmente das vidas das mulheres que ali vivem. Você pode acessar gratuitamente a tese de Brenda clicando aqui.

SBS Portuguese - SBS em Português
Programa ao vivo | Domingo 18 de agosto

SBS Portuguese - SBS em Português

Play Episode Listen Later Aug 18, 2024 48:51


O sonho de se tornar um polical na Austrália se tornou realidade para o brasileiro Rodrigo Borges, de 26 anos, que fala como é ser policial na pequena cidade de Oakey em Queensland e do orgulho de seus pais que trabalharam em chão de fábrica para sustentar a família. Apresentamos o segundo episódio da série “Como é a vida na Austrália?”. Em Portugal, o hospital distrital de Santarém oferece aos utentes internados serviços de cabeleireiro, barbeiro e estética. O projeto tem refletido numa melhor autoestima para quem está internado no hospital. A linda capela Real do Palácio Nacional de Queluz, em Lisboa está de portas abertas ao público.

Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer

No rescaldo da eleições europeias, o Programa foi ao país real analisar os resultados. O pretexto foi o FALA, festival literário de Alcanena. A vila do distrito de Santarém, num fim de semana com livros, juntou-se para uma noite em torno do poucochinho que resultou do acto eleitoral, com pequenas vitórias e uma grande derrota. Mas valeu a pena, porque um elemento do painel do Programa chegou abençoado, vindo directamente do Vaticano.See omnystudio.com/listener for privacy information.

The Cyndi Peterson Show
#134 - The Eucharistic Miracle of Santarém, Portugal

The Cyndi Peterson Show

Play Episode Listen Later Apr 2, 2024 8:43


Cyndi shares her visit to Santarém Portugal, where she visited the Church of St. Stephen, now known as the Church of the Holy Miracle. There she saw up close the actual documented and approved Eucharistic Miracle that has been present since the 13th century. To schedule Cyndi to speak to your group, contact Cyndi at TheCyndiPetersonShow@gmail.com. Cyndi's book, Waiting for a Miracle: One Mother's Journey to Unshakable Faith can be purchased on Amazon.com or reach out to Cyndi at TheCyndiPetersonShow@gmail.comfor a personally signed copy mailed directly to you.

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Nómadas
Nómadas - Santarém y Alter do Chão, la vida en la selva - 02/12/23

Nómadas

Play Episode Listen Later Dec 2, 2023 56:26


Ubicada en el oeste del estado brasileño de Pará, la ciudad de Santarém late en el corazón verde de América del Sur. El matrimonio de músicos brasileños Carla Ruaro y Gustavo Roriz nos muestran desde su malecón la desembocadura del río Tapajós en el gran Amazonas: un encuentro entre gigantes. Después de visitar el museo João Fona y el Mercadão 2000 nos encontramos con la guía de turismo Annyela Cavalcante, que nos lleva hasta la catedral. En media hora de coche llegamos a la pequeña y paradisíaca localidad de Alter do Chão, donde Gustavo y Carla tienen una casa abierta a la música, la cultura y la comunidad. Ikowé es un espacio de conciertos, pero también aspira a ser cineclub y residencia de artistas; un centro de intercambio creativo e inspiración en plena selva amazónica. Una de sus vecinas, la bailarina de carimbó Sandra Moreno, nos introduce en el mundo de esta danza propia del norte de Brasil. Además la cantautora Adaluz, alias de la española Leticia Barriga, comparte con nosotros algunas canciones y rincones especiales del pueblo como la Isla del Amor, el Lago Verde o la montaña Piraoca. Después de visitar algunas comunidades indígenas en la Floresta Nacional de Tapajós (Flonas), conocemos las iniciativas de protección medioambiental y difusión cultural que lleva a cabo la asociación Perlas da Amazonia, fundada por la profesora de baile Perla Gomes.Escuchar audio

NerdCast
NerdCast 872 - A maldição do conhecimento

NerdCast

Play Episode Listen Later Mar 10, 2023 94:47


Neste podcast: Hoje vamos falar sobre a MALDIÇÃO do conhecimento! Porque é ruim saber das coisas as vezes? Vamos falar sobre esse sofrimento. ARTE DA VITRINE: Randall Random Versão Wallpaper da Vitrine LIVE OSCAR DE PIJAMA https://jovemnerd.page.link/LIVE_OSCAR_DE_PIJAMA_NERDCAST_02 PEDIDO DE DOAÇÃO Pedido de doação para Luan Schneider de Oliveira Messias no Hemopa de Santarém no Pará (Doações de sangue O+, O- e A-) E-MAILS Mande suas críticas, elogios, sugestões e caneladas para nerdcast@jovemnerd.com.br EDIÇÃO COMPLETA POR RADIOFOBIA PODCAST E MULTIMÍDIA http://radiofobia.com.br