O mundo a seus pés - podcast da secção de internacional do Expresso. Episódios quinzenais sobre assuntos que dominam a atualidade mundial, com jornalistas, correspondentes e outros convidados

Os crimes sexuais e a teia de ligações de Jeffrey Epstein, pedófilo milionário americano, continuam a dar que falar. Oiça o mais recente episódio do podcast “O Mundo A Seus Pés” com Adriana Cardoso, comentadora SIC, e Ricardo Durães, jornalista nos EUA.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Quando o assunto é a confiança que a Europa pode ter nos Estados Unidos enquanto seu aliado, não faltam a Carlos Gaspar referências históricas e bibliográficas para responder. O especialista em relações internacionais e antigo conselheiro de três presidentes portugueses analisa o declínio e os dilemas internos dos EUA enquanto superpotência. Neste episódio, a jornalista Catarina Maldonado Vasconcelos entrevista Carlos Gaspar.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Neste episódio d’O Mundos a Seus Pés, o diretor-executivo da Agência Espacial Portuguesa e Mara Tribuna, jornalista do Expresso que escreve regularmente sobre a exploração espacial, conversam com Hélder Gomes sobre a nova corrida à Lua, com Marte na mira, e o papel dos Estados Unidos, da China e de Portugal.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Embora o Presidente da República tenha competências da maior relevância para as relações internacionais — quer como mais alto representante de Portugal quer como comandante supremo das Forças Armadas —, esse seu papel tem sido pouco aflorado na campanha para as eleições que se decidem no próximo dia 8 de fevereiro. Ora, não é indiferente ter tal dimensão em conta na escolha do chefe de Estado. Para explicar as funções e competências do Presidente, a sua articulação com o Governo e o que esperar em caso de vitória de António José Seguro ou de André Ventura na segunda volta, é convidada deste episódio a investigadora Ana Santos Pinto, do Instituto Português de Relações Internacionais/Universidade Nova. A conversa é conduzida pelo editor da secção internacional do Expresso, Pedro Cordeiro, cabendo a sonoplastia a João Luís Amorim.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Neste episódio de O Mundo a Seus Pés, analisamos se existe uma Europa pós-Davos, pós-Gronelândia, revigorada na sua auto-estima e com armas que não sabia que tinha ou o recuo de Trump nas tarifas e nas ameaças é apenas um interregno antes de mais um ataque? Ana França convida Catarina Maldonado Vasconcelos e David Dinis para a conversa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A repressão dos protestos em massa no Irão está a levar o Presidente dos Estados Unidos a ameaçar com uma ação militar. Oiça aqui o mais recente “O Mundo A Seus Pés” com José Palmeira, professor de Relações Internacionais da Universidade do Minho.See omnystudio.com/listener for privacy information.

“O único limite que Trump conhece é a sua moralidade”, afirma António Vitorino, depois de o Presidente dos Estados Unidos o ter admitido. Mas essa não é, segundo o antigo diretor da Organização Internacional das Migrações e comentador da Sic Notícias, garantia suficiente. Vitorino considera que a relação dos europeus com os EUA nunca mais será a mesma. Já Armando Marques Guedes lembra os precedentes da corrida ao Ártico, à Gronelândia e até aos AçoresSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta edição do podcast, ouvimos o essencial de uma entrevista a Katja Hoyer. Nascida na Alemanha de Leste, a historiadora germano-britânica tinha apenas quatro anos quando o Muro de Berlim caiu e a Alemanha de Leste deixou de existir. Atualmente a viver no Reino Unido, Katja Hoyer veio a Lisboa para falar deste livro. Para combater a ideia de que os alemães de leste eram apenas vítimas passivas, um dos estereótipos que pretende desfazer com este livro, Hoyer demonstra como pressionaram o Estado através da cultura e do comportamento social. “As pessoas tinham voto na matéria”, assegura. A entrevista foi conduzida por Hélder Gomes a 24 de novembro de 2025, a voz da tradução portuguesa é de Mara Tribuna e a edição técnica é de João Martins.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Deposto o autoritário Nicolás Maduro, não é claro como será governado o país sul-americano nem que reação terá o que sobra do seu regime. O certo é que o direito internacional não parece ser obstáculo ao que Donald Trump decida fazer. O ano 2026 arranca com um episódio extra sobre o ataque dos Estados Unidos da América contra a Venezuela, que se saldou na destituição do Presidente Nicolás Maduro, levado para ser julgado em Nova Iorque. Os bombardeamentos a locais cruciais de Caracas, como um aeroporto militar e um porto marítimo, parecem ter apanhado de surpresa o regime chavista e o mundo. Donald Trump acusa Maduro de encabeçar uma rede de tráfico de droga. Resta saber se tal argumento convence uma base de apoiantes que votou num programa de “America First”. Em conferência de imprensa, o Presidente dos EUA anunciou que será Washington a gerir o país e não escondeu que quer fazer negócio. É o petróleo que o move, e promete fazer “milhões e milhões” com ele. Para entender o que está em causa, é convidada desta emissão Daniela Melo, professora da Universidade de Boston. A conversa é conduzida pelo editor da secção internacional do Expresso, Pedro Cordeiro, e conta com a participação da jornalista Ana França, estando a sonoplastia a cargo de João Martins.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Esta semana, o Mundo a Seus Pés tenta antecipar a resposta para algumas das principais perguntas que faremos em 2026 no plano internacional. Para ler as cerca de 80 perguntas respondidas por toda a redação do Expresso, sobre várias áreas da vida política e económica do país, vai ser preciso ler a edição 2 de janeiro do jornal.See omnystudio.com/listener for privacy information.

É Natal, e é-o pelo mundo fora. Num episódio especial sem guerras, acordos comerciais ou pandemias, a secção internacional do Expresso vem falar de tradições da quadra vindas de geografias diversas. A emissão conduzida pelo editor Pedro Cordeiro contou com a participação dos jornalistas Mara Tribuna, Salomé Fernandes, Cristina Pombo, Hélder Gomes e Catarina Maldonado Vasconcelos. A edição técnica coube a João Luís Amorim. De trolls com pernas de pau a uma árvore de Natal com muita história; de figuras a defecar no presépio a uma ceia de frango frito; de um diabo cornudo a uma família que se reúne para bater a massa de uma sobremesa, venha connosco e, sobretudo, tenha um Feliz Natal e um excelente 2026.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A crise demográfica em Itália já está a afetar a economia e a obrigar e o Governo anti-imigração de Giorgia Meloni a ter de atrair imigrantes. Oiça aqui o último episódio do podcast O Mundo A Seus Pés com Pedro Góis, sociólogo da Universidade de Coimbra e investigador na área das migrações internacionais. Este episódio foi conduzido pela jornalista Mara Tribuna e contou com a edição técnica de João Luís Amorim.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Para a administração Trump, a Europa é uma força decadente e em perigo de extinção nos próximos 20 anos. Quem quereria um protagonista como este à mesa das negociações? É a investigadora e analista Diana Soller que o interroga, em entrevista ao podcast “O Mundo a Seus Pés”, traçando um cenário de desalento para as nações europeias. Para Vladimir Putin, afirma Diana Soller, a guerra continua a ser existencial.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os guineenses voltam a viver um regime de exceção com a tomada do poder por militares. O Presidente cessante, que terá perdido as eleições de domingo, fugiu para o Senegal, mas continua a ter os seus homens de confiança em Bissau. Fernando Jorge Pereira, correspondente do Expresso na Guiné-Bissau e Teresa Almeida Cravo, professora de Relações Internacionais na Universidade de Coimbra e investigadora do Centro de Estudos Sociais são os convidados do jornalista Hélder Gomes.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Um pequeno país com uma guerra muito recente por uma independência que ainda nem é reconhecida por todos os países da União Europeia. Foi em 2008 que nasceu o Kosovo, um país de maioria albanesa (mais de 90%), mas que a Sérvia continua a considerar como uma província sua, que lhe foi roubada, com a ajuda direta da NATO, que em 1999 bombardeou Belgrado por “razões humanitárias”. Esse ataque nunca foi aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU, e por isso é considerado ilegal à luz da lei internacional. Mas quem caminha em Pristina, a capital do Kosovo, depara-se em todo o lado com as homenagens dos habitantes aos maiores poderes da NATO, Reino Unido e Estados Unidos, em forma de bandeiras, nomes de ruas e avenidas e mesmo nos nomes das pessoas. “Tonibler” é um nome comum para um rapaz kosovar, devido à ligação do antigo-primeiro ministro britânico, Tony Blair, nessa decisão da NATO. Mas a norte ainda vivem muitos sérvios, por ter sido sempre a sua casa, e os seus direitos foram esquecidos neste novo Kosovo. O seu acesso à justiça é limitado, os seus direitos de associação também, a educação, a rede de apoios sociais, estabelecer um negócio, demonstrar livremente a sua religião, ortodoxa, tudo é mais difícil para um sérvio residente no Kosovo. E no horizonte, tanto para sérvios como para kosovares, a União Europeia, o mesmo sonho distante. De tempos a tempos, os problemas entre as duas comunidades voltam a ser notícia, trocam-se tiros, montam-se barricadas entre o norte e o sul, as forças de manutenção da paz voltam a ter de intervir, e, até agora, tudo isto tem passado com críticas mais ou menos duras de Bruxelas. No entanto, a guerra da Ucrânia está a voltar a fazer a Europa falar de “lados” certos e errados e os Balcãs Ocidentais, todos com pretensões de adesão à UE e todos eles em banho-maria há anos, ou décadas. A Sérvia deu início ao processo em 2009, tal como a Albânia. O risco de que possam passar a olhar para leste se desde lado se continuarmos sem lhes prestar atenção é real. O editor de internacional do Expresso foi convidado pelo Governo do Kosovo para uma visita ao país e neste episódio fala-nos de um país jovem, como muita vontade de um futuro europeu. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Em plena cimeira das Nações Unidas sobre o clima, chamamos ao debate um perito que há décadas se dedica às questões ambientais O convidado desta semana, Jorge Moreira da Silva, chegou de Belém no dia em que gravámos, tendo estado recentemente na Jamaica, onde pôde testemunhar os efeitos do furação Melissa naquela ilha das Caraíbas. Subsecretário-geral da ONU e diretor executivo da UNOPS, antigo eurodeputado e ministro do Ambiente, é a pessoa mais qualificada para explicar o que está em causa neste dossiê global.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Depois de poças de sangue terem sido vistas do espaço, na sequência da chacina em El Fasher, no Sudão, os analistas Miguel Monjardino e Teresa Almeida Cravo debruçam-se sobre a situação humanitária, a credibilidade das forças em confronto e os interesses geopolíticos na região. Neste episódio de “O Mundo a Seus Pés”, Miguel Monjardino, professor de Relações Internacionais no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica e analista em Geopolítica e Geoestratégia, e Teresa Almeida Cravo, professora de Relações Internacionais na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e investigadora no Centro de Estudos Sociais, na área da paz e dos conflitos, explicam a guerra contrarrevolucionária, que eclodiu em 2023 em resposta à campanha de quase cinco anos de ativistas que clamavam por um governo civil. Em vez de conceder qualquer poder aos civis, o aparelho de segurança virou-se contra si próprio e optou por prosseguir uma guerra que está a devastar o país.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Uma megaoperação policial “sem precedentes” nas favelas do Rio de Janeiro chocou pela violência e pela letalidade. Oiça aqui o último episódio do podcast O Mundo A Seus Pés com a consultora política brasileira Gil Castillo.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Após mais uma vigília pela libertação dos presos políticos abortada pelas forças de autoridade, um ativista e uma socióloga angolanos falam sobre a repressão de direitos como a liberdade de expressão e manifestação. O ativista Kim de Andrade e a socióloga Karina Carvalho, diretora da EthosGov, uma organização da sociedade civil portuguesa dedicada a combater a corrupção transnacional com enfoque na lusofonia, são os convidados desta edição para nos falarem das restrições à liberdade de expressão e de manifestação em Angola, desde 2017 já com João Lourenço na presidência.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Com várias lanchas afundadas e quase 30 mortos, as investidas de Washington no mar das Caraíbas têm como justificação o envolvimento entre o regime autocrático venezuelano e o flagelo do narcotráfico. A tensão não cessa de crescer. Cada vez mais impopular, a ditadura de Nicolás Maduro na Venezuela recebeu novo abalo, no início do mês, com a atribuição do prémio Nobel da Paz a María Corina Machado, figura-mor da oposição democrática. Legitima-se assim, aos olhos do mundo, a candidata que o regime não deixou concorrer às presidenciais de 2024, que o atual Presidente “venceu” oficialmente, resultado que a comunidade internacional repudiou.Somam-se, nas últimas semanas, investidas com aviões e drones dos Estados Unidos contra barcos no sul do mar das Caraíbas, que Donald Trump acusa de estarem ligados ao cartel dos Soles e de transportarem drogas letais para o seu país. Para entender até onde irá o Presidente dos EUA e se o Governo bolivariano de Caracas está em risco, os jornalistas Catarina Maldonado Vasconcelos e Rui Cardoso são convidados de Pedro Cordeiro, editor da secção Internacional do Expresso, num episódio com edição técnica de João Martins e João Luís Amorim.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O acordo de paz reduziu o martírio dos palestinianos em Gaza e levou os reféns para os braços de quem os esperava. Isto sabemos. Sobre o desarmamento do Hamas não há certezas, sobre a reconstrução urgente ou sobre um modelo futuro de Governo do território também não. As violência interpalestiniana adensa-se, os colonos ameaçam, batem e matam na Cisjordânia e nem por isso Israel está mais seguroSee omnystudio.com/listener for privacy information.

Israel e Hamas já têm um acordo assinado, está prevista a libertação dos 20 reféns vivos, todos de uma vez, e também de cerca de 1.950 presos palestinianos. Donald Trump foi essencial na assinatura deste acordo e é pouco provável que permita grandes desvios ao seu amigo Netanyahu. Talvez tudo isto esteja a acontecer porque Donald Trump quer mesmo muito vencer o Nobel da Paz, que se anuncia esta sexta-feira e, se perder, pode voltar a desinteressar-se pelo tema. Mas as pessoas que durante dois anos esperaram o regresso dos reféns, as pessoas que viveram sob bombardeamentos indiscriminados e passaram fome não estão interessadas nas razões do Presidente dos Estados Unidos, apenas que ele se esforce para que o cessar-fogo se torne permanente, que os reféns regressem e que a guerra não volte a eclodir. Os indicadores parecem alinhados para que isso se verifique: não só o ministro dos Negócios Estrangeiros, Gideon Sa’ar, já veio dizer que Israel não tenciona voltar às hostilidades, como o próprio Trump é esperado como convidado em Israel do domingo - e deve mesmo participar na reunião do gabinete de segurança de Israel esta quinta-feira, de forma a pressionar os mais periclitantes a aprovarem este documento de 20 pontos que garante “o mínimo essencial”, nas palavras da investigadora Joana Ricarte, que, neste episódio extra, explica ao Expresso o que está neste acordo e quais os cenários mais prováveis para a sua implantação. A posição de quem olha para a História a longo prazo, a atmosfera é de “otimismo cauteloso”. Não há “um horizonte político claro”, porque “toda a ideia futuro do estabelecimento de mecanismos de governação, desarmamento do Hamas, de alteração de situação política no terreno e retirada das tropas de Israel ainda são passos apresentados de forma genérica”. Além disso, continua Ricarte, “não se refere neste acordo nem a ocupação nem o Estado palestiniano” e por isso “estamos muito distantes de uma solução viável”.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nos últimos oito anos, o Reino Unido queimou nada menos do que quatro primeiros-ministros. Que ameaças enfrenta Keir Starmer, que não é, segundo o embaixador Francisco Seixas da Costa, “um líder extremamente mobilizador, nem carismático”, mas que é “seco, com uma imagem um pouco burocrática”? Entretanto, o Reform UK, de Nigel Farage, continua a subir nas sondagens.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Pelo menos 142 defensores do ambiente — como ativistas, agricultores e indígenas — foram assassinados em 2024 e outros quatro desapareceram, segundo o relatório da Global Witness, uma organização não-governamental que se foca em direitos humanos e na crise climática. Mais de 80% dos casos ocorreram na América Latina, e o Brasil, nação-irmã de Portugal, é o quarto país mais mortal para defensores de questões ambientais (12 homicídios). O Brasil é o quarto país mais perigoso para quem defende o ambiente: 12 ativistas foram assassinados no ano passado, segundo um relatório divulgado este mês. Oiça o último episódio do podcast O Mundo A Seus Pés com Adriana Ramos, secretária-executiva do Instituto Socioambiental, no Brasil.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Além do reconhecimento do Estado da Palestina, o antigo secretário-geral-adjunto da ONU Victor Ângelo fala da urgência de reforma da organização e aponta a “timidez” de Guterres na abertura de debates necessários. Uns aplaudem e defendem que o reconhecimento da Palestina só peca por tardio, outros dizem ser apenas simbólico e não ser este o momento certo para o fazer, outros ainda questionam-se que Estado estará a ser verdadeiramente reconhecido e também há quem descreva a proatividade de Paris e Madrid neste processo como uma fuga em frente dos seus líderes para desviar atenções dos problemas domésticos. Seja como for, uma dezena de governos ocidentais vão reconhecer o Estado da Palestina na semana de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas, que arranca agora em Nova Iorque. Victor Ângelo, conselheiro em segurança internacional e antigo secretário-geral-adjunto da ONU, sublinha que “este reconhecimento é fundamental”. Mesmo com o previsível veto posterior dos Estados Unidos no Conselho de Segurança, o gesto “mostra claramente que a comunidade das nações não está de acordo com a política seguida pelo Governo de Israel em relação à Palestina e o isolamento crescente não só de Israel mas também dos Estados Unidos” nesta questão. Com 32 anos da sua vida dedicados às Nações Unidas, refere igualmente que “Israel está a fazer tudo o que pode para não permitir a criação de um Estado palestiniano viável”. See omnystudio.com/listener for privacy information.

O homicídio a tiro do ativista Charlie Kirk, no passado dia 10 de setembro, chocou os Estados Unidos da América e acendeu ânimos num país já de si polarizado. O apoiante de Donald Trump, de 31 anos, intervinha num debate numa faculdade do estado de Utah quando foi assassinado. Oiça este episódio do podcast O Mundo a Seus Pés com Pedro Cordeiro, Diana Soler e Catarina Maldonado Vasconcelos.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O português Miguel Duarte está a bordo de um dos barcos que vão tentar entrar em Gaza, apesar de o território estar sob um impermeável bloqueio israelita. A ajuda humanitária escasseia e o ativista português, que também já participou em várias missões de resgate de migrantes no Mediterrâneo, acredita que, desta vez, o cerco vai mesmo ser quebrado e um dos barcos, senão mais, vai conseguir aportar e entregar comida e medicamentos a quem mais precisa.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nesta conversa, Daniel Pinéu, investigador e perito em relações internacionais, combina uma reflexão histórica com uma ponderação política e oferece uma perspetiva crítica sobre o papel das grandes potências e dos mecanismos de justiça global. Oiça as explicações do analista sobre as guerras em curso, em Gaza e na Ucrânia neste episódio do podcast O Mundo A Seus Pés.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Raul Manarte é um psicólogo humanitário da organização Médicos Sem Fronteiras que já esteve no enclave palestiniano duas vezes, a última foi há um mês. Tendo estado no terreno já por duas ocasiões diferentes e visto com os seus próprios olhos o que está a acontecer, Raul Manarte não tem pudor em usar a palavra “genocídio” devido “à matança em massa de civis, aos deslocamentos forçados, à fome ou à impossibilidade de condições básicas de vida”. Este episódio foi conduzido pela jornalista Mara Tribuna e contou com a edição técnica de Gustavo Carvalho.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Ucrânia e Europa dizem que não vão aceitar a cedência de territórios ucranianos à Rússia, mas o homem do leme é Donald Trump. Para já, o poder militar da Europa não chega para ocupar o lugar dos norte-americanos no apoio à Ucrânia, e, mesmo que fosse suficiente, os eleitorados europeus podem não querer herdar uma guerra que não sentem como sua. O melhor cenário possível desta reunião em Washington pode mesmo vir a ser uma garantia de segurança robusta por parte dos Estados Unidos Neste Mundo a Seus Pés, analisamos a semana que passou e a reunião desta tarde entre Zelensky, Trump, e os líderes europeus, onde o futuro da Ucrânia pode vir a ser decidido, com a participação dos convidados Henrique Burnay e Diana Soller. See omnystudio.com/listener for privacy information.

O Presidente dos Estados Unidos não escondeu a relação entre a aplicação de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e a prisão domiciliária de Jair Bolsonaro. Num país altamente polarizado e com eleições no próximo ano, que impacto tem a decisão do STF no campo bolsonarista? E o que pode fazer Lula para responder à ingerência de Trump na política doméstica brasileira. Para nos guiar por este labirinto de poder, polarização e diplomacia, é nosso convidado Koichi Osamura, politólogo e investigador na Universidade de Viena.See omnystudio.com/listener for privacy information.

São dois países do sudeste asiático que têm tido escaramuças na linha que as separa, desde há muito tempo. Na última semana houve conflito armado direto, dezenas de mortos e milhares de deslocados. No início de 2024, a Tailândia e o Camboja estabeleceram uma parceria estratégica, com o intuito de abrir espaço para negociações sobre as disputas territoriais que já levam mais de um século, desde 1907. As forças nacionalistas tailandesas, regra geral, lideradas por militares, temeram que houvesse a cedência de uma ilha do golfo da Tailândia, rica em petróleo e gás, ao Camboja. O crescendo militar deu-se depois de uma escaramuça em que um soldado cambojano acabou por morrer. See omnystudio.com/listener for privacy information.

Nos últimos dias, Volodymyr Zelensky assistiu às maiores manifestações contra a sua liderança desde que começou a guerra. Até agora, a popularidade do Presidente ucraniano tinha sido praticamente imaculada internamente. Podemos falar de uma mancha nessa credibilidade nacional e internacional? E em que posição fica a Ucrânia, não sabendo com o que contar da parte dos Estados Unidos? Oiça o último episódio do podcast O Mundo A Seus Pés, com o historiador e político Diogo Leão.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Domingo Tomás, reformado de 68 anos, foi agredido na passada quarta-feira, dia 9, por um jovem marroquino enquanto outro filmava a cena, com o propósito — segundo informação policial — de publicar o vídeo no Tik Tok. Dois dias depois, começaram os motins anti-imigrantes. Houve grupos organizados procedentes de Valência,Madrid, Alicante e Almería, que chegaram a Torre-Pacheco para perseguirem imigrantes magrebinos. “O relato de locais contra estrangeiros é algo essencial para as narrativas da extrema-direita”, começa por dizer Diogo Noivo, politólogo e mestre em Segurança e Defesa pela Universidade Complutense de Madrid. “A imigração constitui um desafio sobretudo quando não é devidamente integrada. E a imigração não é toda igual. Cada comunidade imigrante tem os seus próprios desafios”, como acontece com “a comunidade marroquina sobretudo no sul de Espanha, onde parece estar mais concentrada”, acrescenta. Em Torre-Pacheco, cerca de 30% da população de 40 mil habitantes é imigrante ou de origem estrangeira — são cerca de 12 mil pessoas. E segundo o presidente da comunidade muçulmana local, Nabil Moreno, em entrevista ao Expresso, há falta de integração dos migrantes magrebinos no resto da população e da sociedade.See omnystudio.com/listener for privacy information.

A morte de cerca de oito mil homens e rapazes muçulmanos bósnios em idade de combater, em 1995, continua a suscitar dor e controvérsia: os familiares das vítimas clamam por justiça, mas continua a haver negacionistas do genocídio. Em julho de 1995, cerca de oito mil homens e rapazes muçulmanos bósnios em idade de combater foram mortos na sequência do assalto militar das forças sérvias bósnias ao enclave de Srebrenica. Isto ocorreu a cinco meses do final da guerra civil na Bósnia-Herzegovina, que eclodiu durante a primavera de 1992. Em maio do ano passado, a Assembleia Geral da ONU criou um Dia Internacional em Memória do Genocídio de Srebrenica na Bósnia-Herzegovina. Esse dia é assinalado a 11 de julho, precisamente a data em que gravámos este episódio, que conta com as memórias e comentários de Ricardo Alexandre, jornalista da TSF, comentador da SIC Notícias e investigador do Instituto Português de Relações Internacionais. A conversa é conduzida pelo jornalista Hélder Gomes, cabendo a edição técnica a Tomás Delfim e João Martins.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Os Estados Unidos uniram-se a Israel para tentar destruir o programa nuclear do Irão, mas ninguém sabe se isso foi realmente o resultado do bombardeamento que levou a República Islâmica a cortar os laços com a Agência Internacional para a Energia Atómica. Por agora tudo o que se sabe é que há centenas de quilos de urânio desaparecido. Mas como é que o maior inimigo do Estados Unidos no Médio Oriente conseguiu desenvolver um programa nuclear, quem é que lhe forneceu a primeira centrifugadora? Como é que o Paquistão chegou à bomba e o que é que aconteceu ao homem que denunciou Israel como Estado nuclear?See omnystudio.com/listener for privacy information.

O país africano de língua oficial portuguesa celebrou cinco décadas de soberania em plena crise política, económica e social. Ocasião para refletir sobre como melhorar a vida dos seus cidadãos e que papel pode Portugal ter nesse desafio. A 25 de junho último, passaram 50 anos sobre a independência de Moçambique, conquistada após treze anos de guerra colonial com Portugal, a que se seguiram quinze de guerra civil. Pobreza, terrorismo islamita nas províncias do Norte e, nos últimos meses, contestação a resultados oficiais de eleições travam o desenvolvimento do país. Para traçar um balanço deste meio século, são convidados deste episódio Teresa Almeida Cravo, professora de Relações Internacionais na Universidade de Coimbra; e Hélder Gomes, jornalista e coordenador de online do Expresso. A conversa é conduzida pelo editor da secção internacional, Pedro Cordeiro, cabendo a edição técnica a João Luís Amorim.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Israel e Irão chegaram a um acordo de cessar-fogo, mas as duas partes não estão a respeitar por completo a pausa nas hostilidades. Oiça aqui o episódio extra do podcast O Mundo A Seus Pés com José Palmeira, professor de Relações Internacionais da Universidade do Minho.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Donald Trump posicionou-se ao lado do aliado Israel na guerra contra o Irão e vai decidir “nas próximas duas semanas” se os EUA também intervêm no conflito. Oiça aqui o último episódio do podcast O Mundo A Seus Pés com José Palmeira, professor de Relações Internacionais da Universidade do MinhoSee omnystudio.com/listener for privacy information.

De Gaza ao Líbano, as agressões israelitas prosseguem no Médio Oriente. Oiça aqui o mais recente episódio do podcast O Mundo A Seus Pés com Safaa Dib, escritora luso-libanesa, que garante: “Israel é liderado por um governo de extrema-direita que tem violado sistematicamente todas as leis internacionais”. Este episódio foi gravado a 11 de junho, quarta-feira, antes da intensificação do conflito entre Israel e Irão.See omnystudio.com/listener for privacy information.

Com o programa nuclear iraniano como pretexto, Israel atacou o Irão, contrariando a vontade publicamente anunciada por Donald Trump que dizia preferir a via negocial. O sucesso do ataque israelita já fez o presidente dos Estados Unidos vir gabar o material americano e garantir que estarão ao lado de Israel. Para onde caminhamos? À procura de respostas, conversamos neste episódio, com o comentador da SIC Daniel Pinéu.See omnystudio.com/listener for privacy information.

O que é que já se sabe (mesmo) sobre a operação Teia de Aranha, um ataque maciço com drones conduzido a partir de solo russo por forças especiais ucranianas. Que aviões foram realmente destruídos, e o que é que isso diz do conhecimento ucraniano sobre o arsenal russo? A Rússia está a pensar duas vezes nos ataques que realiza, ficou ferida na sua capacidade de defender Moscovo com a perda de dois dos seus principais “radares aéreos” montados nos aviões A-50? Quais serão as consequências imediatas deste ataque? A Rússia vai retaliar com violência ou manter a narrativa de que este ataque não foi nada de especial?See omnystudio.com/listener for privacy information.