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Primeiro um tanque. Depois uma piscina. Em seguida apareceu um camião e perderam-se bidons. Agora Luís Neves interpela o líder da oposição. Quem pára este ministro em rota de colisão com a realidade?See omnystudio.com/listener for privacy information.
Convidados: Pedro Figueiredo, repórter e comentarista da GloboNews, e Beto Vasques, diretor do Instituto Democracia em Xeque e coordenador do Laboratório de Opinião Pública da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo Antes que as campanhas à Presidência da República começassem, o postulante pelo partido Avante pontuava baixo nas pesquisas de intenção de voto. Mas desde que as candidaturas se tornaram oficiais, Augusto Cury ganhou tração entre parte dos eleitores e passou a integrar o grupo dos candidatos que buscam se apresentar como a terceira via desta eleição. Nas redes sociais, Cury teve um resultado mais expressivo: ganhou mais de 2 milhões de seguidores no Instagram em poucos dias e viu o número de menções a ele crescer mais de 1000% em uma só semana. Neste episódio, Natuza Nery tem dois entrevistados. Primeiro, ela fala com o jornalista Pedro Figueiredo, que explica quem é o candidato – médico psiquiatra, empresário e escritor de livros de autoajuda com mais de 35 milhões de exemplares vendidos – e analisa como o desempenho de Cury está mexendo com as outras campanhas. Depois, Natuza conversa com Beto Vasques, que coordenou um levantamento do Instituto Democracia em Xeque sobre os resultados do candidato do Avante nas redes sociais: ele aponta quais elementos contribuíram para seu crescimento.
Convidadas: Stella Fontes, editora-assistente da editoria Empresas, e Adriana Mattos, repórter especial de Varejo, Indústria e Consumo, ambas do jornal Valor Econômico. A Braskem protocolou nesta segunda-feira (24) um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar cerca de R$ 56 bilhões em dívidas. Na semana passada duas importantes empresas do varejo nacional recorreram à recuperação judicial: a Casas Bahia, para reestruturar dívidas de R$ 17 bilhões, e a Marabraz, com um passivo de R$ 140 milhões. São empresas que se somam a outras grandes redes que buscaram recuperações judiciais ou extrajudiciais nos últimos anos: Tok&Stok, Grupo Pão de Açúcar, Grupo Dia, St. Marche, entre outros. São companhias que enfrentam um cenário econômico desafiador, de juros altos, menor oferta de crédito e mudança de comportamento do consumidor. Neste episódio, Natuza Nery conversa com duas jornalistas do jornal Valor Econômico para explicar este fenômeno. Primeiro, ela fala com Stella Fontes, que detalha o caso da Braskem e o contexto crítico para a companhia no setor petroquímico. Depois, quem participa é Adriana Mattos, que aprofunda a análise sobre o que as empresas de varejo têm feito para tentar escapar à crise do setor.
SAIBA MAIS SOBRE O NEXUS CLUB: https://bit.ly/nexus-jj----------------------------------------------------------------Uma empresa nunca cresce além da capacidade de quem está à frente dela.Neste episódio do Jota Jota Podcast, Joel Jota recebe Yuri e Fabi Abreu, empresários à frente da Soldiers Nutrition e de um ecossistema de negócios que saiu praticamente do zero para alcançar o primeiro bilhão acumulado em faturamento.A conversa passa pelas diferentes fases dessa construção: o período em que faziam praticamente tudo dentro da empresa, a formação do primeiro time, a decisão de investir em educação empresarial, o salto de R$ 12 milhões para R$ 150 milhões em faturamento e a transformação da Soldiers em um grupo com novas marcas, aquisições e diferentes verticais de negócio.Yuri e Fabi também compartilham os princípios que sustentaram esse crescimento, como velocidade de execução, capacidade de aprender, construção de marca, fé, família e a importância de contratar pessoas melhores para que o negócio continue avançando.Se você é empresário, líder ou quer preparar sua empresa para um novo nível de crescimento, este episódio traz aprendizados práticos de quem viveu cada etapa dessa construção.----------------------------------------------------------------Neste episódio, você vai aprender:◼️ Como a Soldiers saiu de cerca de R$ 12 milhões para R$ 150 milhões em apenas um ano◼️ Por que o empresário pode se tornar o principal gargalo da própria empresa◼️ O momento em que Yuri e Fabi perceberam que precisavam parar de fazer tudo sozinhos◼️ Como educação empresarial e novos ambientes mudaram a trajetória do negócio◼️ A importância da velocidade de execução para transformar conhecimento em resultado◼️ Como produto, canal e marca formam o método PCM usado por Yuri◼️ Como a Soldiers começou a construir um ecossistema com novas marcas e aquisições◼️ O papel da fé, da família e da autorresponsabilidade durante o crescimento----------------------------------------------------------------
O primeiro debate presidencial de 2026, na Band, foi esvaziado pelas ausências de Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema. Renan Santos virou uma metralhadora giratória, mirando os dois líderes das pesquisas, enquanto Lula concedia entrevista à Record no mesmo horário.Duda Teixeira e Wilson Lima analisam o gesto da fralda com os nomes de Lula e Flávio, a estratégia de quem não apareceu, o estilo de Ronaldo Caiado e do escritor Augusto Cury, e o debate cada vez mais difícil entre ritual democrático e audiência na era das redes sociais.Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília. Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado. Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h no nosso canal do Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Inscreva-se no canal, ative as notificações e deixe sua opinião nos comentários! Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #Spotify #ApplePodcasts #AmazonMusic #TuneInRádio #PapoAntagonista #PolíticaBrasileira #BastidoresDoPoder #economia #jornalismo #Debate #TVBandeirantes #DebatePresidencial #Eleições #Politica #Noticias #Jornalismo #Ausencias NoDebate #RenanSantos #Lula #FlavioBolsonaro #RomeuZema #Candidatos #BastidoresPoliticos #AnalisePolitica #Podcast #Comentario #Transmissão #Brasil #PoliticaNacional
“Tendo, pois, IRMÃOS, OUSADIA para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus…” Hebreus 10:19
Enio Augusto e Marcos Buosi trazem as notícias do mundo da corrida com os comentários, informações, opiniões e análises mais pertinentes, peculiares e inesperadas no Redação PFC. Escute, informe-se e divirta-se.SEJA MEMBRO DO CANAL!!!
O primeiro jogo da pré-temporada deixou sinais importantes para o torcedor dos 49ers. Alguns calouros chamaram a atenção, mostraram personalidade em campo e já começam a alimentar a esperança de que a nova classe possa ter impacto imediato na temporada.Nesse episódio, analisamos as principais atuações dos rookies, quem mais surpreendeu, quais jogadores podem ganhar espaço no elenco e o que realmente podemos tirar de positivo — ou de cautela — desse primeiro teste.
Convidados: Henrique Ribeiro, psiquiatra, psicoterapeuta e supervisor do Serviço de Cuidados Paliativos do Hospital das Clínicas, da USP; e Monalisa Barros, psicóloga, pesquisadora especialista em luto e professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. A França aprovou nesta quarta-feira (19) a lei que vem sendo chamada de “Ajuda para morrer” depois de um intenso debate de quatro anos. Na prática, agora os franceses têm respaldo legal para recorrer à eutanásia ou outros modelos de morte assistida. Mais de dez países já autorizam procedimentos como esse, inclusive vizinhos da América do Sul, como Argentina, Colômbia, Equador e Uruguai. No Brasil, qualquer tipo de morte assistida é proibido e uma pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostra que a maior parte da população se posiciona contra a prática: a rejeição chega até a 60% dos entrevistados, mas, quando perguntados sobre a interrupção de tratamentos que apenas prolongam a vida artificialmente, o resultado é um empate. Neste episódio, Natuza Nery conversa com dois especialistas em luto e cuidados paliativos. Primeiro, ela entrevista o médico Henrique Ribeiro, que explica como se dá esse tipo de procedimento e avalia sua realização em um contexto brasileiro. Depois, a entrevista é com a psicóloga Monalisa Barros, que analisa as condições humanas que influenciam essa decisão. Também neste episódio, Luciana Dadalto, pesquisadora e presidente da associação Eu Decido, relata um caso de morte assistida que ela acompanhou na Suíça em 2019.
O Brasil perdeu duas das maiores atrizes do teatro e da televisão. Laura Cardoso morreu aos 98 anos depois de oito décadas de carreira. E Glória Menezes, a grande dama das novelas, se despediu aos 91. Começou, nos Estados Unidos, o primeiro grande julgamento contra a Meta por danos à saúde mental de crianças e adolescentes. No interior de São Paulo, a queda de uma passarela provocou duas mortes na Rodovia Fernão Dias. O JN esteve nas ruas históricas de Pirenópolis, em Goiás. Reunimos brasileiros de origens e opiniões diferentes para falar de agronegócio e respeito à natureza. Um Brasil que ensina o valor do debate e do diálogo.
Se cumplen 50 años de la publicación del disco de Milton Nascimento 'Geraes'. Lo escuchamos al completo: 'Fazenda', 'Calix Bento', 'Volver a los 17' -con Mercedes Sosa-, 'Menino', 'O que será' -con Chico Buarque-, 'Carro de boi', 'Caldeira' -con el grupo chileno Agua-, 'Promessas do sol -con Agua-, 'Viver de amor', 'A lua girou', 'Circo Marimbondo' y 'Minas Geraes''. Más las dos grabaciones inéditas para la edición remasterizada de mediados de los 90: 'Primeiro de maio' y 'O cio da terra'.Escuchar audio
No encerramento do Bom Dia Londrina, compartilhamos uma mensagem inspiradora, incentivando reflexões e motivação para começar bem o dia.No programa Bom Dia Londrina apresentamos sucessos musicais, curiosidades, sorteios, horóscopo e presentes para aniversariantes todos os dias. De segunda a sábado das 08h às 12h e aos domingos das 08h as 11h. Você também pode participar através do nosso Instagram ou ligando no 3356-5500
Susana Ribeiro leva anos a escrever sobre o mundo. Primeiro como jornalista em revistas de viagens e mais recentemente no seu site. As viagens são a sua vida! Hoje vive delas - é líder de viagens.See omnystudio.com/listener for privacy information.
Susana Ribeiro leva anos a escrever sobre o mundo. Primeiro como jornalista em revistas de viagens e mais recentemente no seu site. As viagens são a sua vida! Hoje vive delas - é líder de viagens.See omnystudio.com/listener for privacy information.
O post Caiado diz que eventual ausência de Lula e Flávio no primeiro debate na TV demonstra despreparo e medo da verdade apareceu primeiro em Conteúdo Brasil.
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Uma professora norte-americana com 25 anos de sala de aula guarda, todos os anos, os questionários de «conhecer-nos melhor» que os alunos preenchem no primeiro dia de aulas — e não volta a falar deles até ao último dia de aulas, quando os lê em voz alta, sem nunca dizer de quem é cada resposta. O resultado é uma das poucas atividades de fecho de ano que os próprios alunos pedem para repetir. Este artigo segue a proposta, tal como descrita pela sua autora, e cruza-a com o Perfil dos Alunos, a componente de Cidadania e Desenvolvimento e a margem de autonomia curricular já disponível às escolas portuguesas.
Roteirista e diretor audiovisual desde 2010, com curtas exibidos em festivais nacionais e internacionais. Como roteirista, escreveu RENSGA HITS! (2ª e 3ª temporadas – Globoplay/TV Globo), 5X COMÉDIA (Amazon Prime Video), TERMINADORES (Band/TNT) e SEIS NA ILHA (TV Brasil), além de desenvolver projetos para Netflix, Amazon Prime Video, Paramount+ e Rádio Novelo. Com o longa … Continue lendo "Primeiro Tratamento – Lucas Calmon – # 384"
Convidados: Valdo Cruz, comentarista da GloboNews e colunista do g1, e Carlos Ranulfo Melo, cientista político, professor e pesquisador da UFMG. O líder nas pesquisas de intenção de votos disse que seria candidato ao governo do estado de Minas Gerais, mas seu partido disse que não. Ele insistiu e, mais de uma semana depois, conseguiu: na sexta-feira (7), o Republicanos confirmou que o senador Cleitinho Azevedo irá concorrer. A indefinição sobre a candidatura de Cleitinho embaralhou os arranjos políticos no estado e deixou rastros que podem interferir nas eleições presidenciais – Minas é o segundo maior colégio eleitoral do país e, desde 1989, o candidato a presidente que ganhou no estado venceu a eleição nacional. Sem a chance de contar com o apoio do candidato do Republicanos, partido que anunciou neutralidade na disputa presidencial, Lula e Flávio Bolsonaro terão palanques mais tímidos: o PT lançou Patrus Ananias e o PL, Flávio Roscoe. Neste episódio, Natuza Nery conversa com dois analistas da eleição em Minas Gerais. Primeiro, ela fala com o jornalista Valdo Cruz sobre os bastidores e sobre os acordos que culminaram na formação das candidaturas ao governo e ao Senado no estado. Depois, ela entrevista o cientista político Carlos Ranulfo Melo, que analisa o comportamento do eleitor mineiro.
Convidadas: Beatriz Rey, cientista política, pesquisadora na Universidade de Lisboa e coordenadora do estudo 'O fortalecimento do Legislativo no Brasil', da Fundação FHC; e Synthya Maia, pesquisadora do Legisla Brasil. A Constituição Federal, aprovada em 1988, indica logo em seu segundo artigo: "São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário". O pacto firmado pela sociedade brasileira no período da redemocratização deu à figura do presidente a centralidade do poder político. Acontece que nas últimas quatro décadas, muita coisa mudou: entre alterações regimentais, impeachments de presidentes e crescente ingerência sobre o destino do Orçamento público, o Congresso aumentou a força gravitacional de seu poder – e vem, historicamente, reduzindo sua taxa de renovação. Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista duas pesquisadoras. Primeiro, ele fala com Beatriz Rey sobre o contínuo processo de hipertrofia de poder do Parlamento – e sobre quais foram os instrumentos usados para isso nas últimas décadas. Depois, ele conversa com Synthya Maia sobre o funil para a renovação dos quadros no Congresso.
Comprar o audiobook da Odisseia: https://bwlnk.com/9786554851879...Apoiar o Noites Gregas: https://noitesgregas.com.br/apoiar...*#100 - O último navio de Ulisses* Depois da sinistra passagem pela ilha dos Ciclopes, da qual Ulisses consegue escapar graças à sua astúcia, um desastre ainda maior se aproxima. Neste episódio, o professor Moreno narra dois trechos do canto X da Odisseia. Primeiro, a generosa xenia de Éolo coloca o herói a poucos quilômetros do tão esperado retorno a Ítaca, mas um descuido de seus companheiros põe tudo a perder. De volta ao mar, Ulisses e sua frota chegam à baía dos Lestrigões, onde um ataque dos gigantes antropófagos devasta a frota. Dos doze navios que partiram de Troia, resta apenas o navio de Ulisses.
✨ Bem-vindo(a) ao meu cantinho de paz ✨Se aconchegue, respire fundo e deixe esse momento ser só seu
Integrou a sala de roteiro das séries “Justiça 2” (Globo), “Os Quatro da Candelária” (Netflix), “Vermelho Sangue” (Globo) e “Jogada de Risco” (Globo). É autor do drama político “Baile de Máscaras” (TV Cultura), da série histórica “A Revolta dos Malês” (SESC TV) e da animação infantil “Billy e Catarina” (TVCOM). Atualmente trabalha na adaptação de … Continue lendo "Primeiro Tratamento – João Ademir – # 383"
Análise pós-jogo da partida entre Palmeiras x Fortaleza, válida pelo jogo de ida das Oitavas de Final da Copa do Brasil 2026. Vem com a turma! Situação ficou muito difícil pro Fortaleza na Copa do Brasil… A tarefa nunca foi fácil, porém o Leão do Pici conseguiu fazer um 1º tempo de jogo bastante competitivo […]
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Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda, o presidente Lula sinalizou que não deve comparecer aos debates eleitorais do primeiro turno, condicionando sua presença ao "nível" dos adversários e afirmando que não vai "ouvir bobagem".No Meio-Dia em Brasília, Wilson Lima, Ricardo Kertzman e Rodolfo Borges analisam por que a justificativa não se sustenta: o presidente teme ser o alvo central de um debate de alto nível contra Flávio Bolsonaro, Caiado, Zema e Renan Santos, e não tem como defender um terceiro mandato que ele próprio apagou da campanha.Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília. Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil. Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado. Transmissão ao vivo de segunda a sexta-feira às 12h no nosso canal do Youtube. https://www.youtube.com/@OAntagonista Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e Crusoé com 10% via Pix ou Google Pay: https://assine.oantagonista.com.br/ Siga O Antagonista no X: https://x.com/o_antagonista Acompanhe O Antagonista no canal do WhatsApp. Boletins diários, conteúdos exclusivos em vídeo e muito mais. https://whatsapp.com/channel/0029Va2SurQHLHQbI5yJN344 Inscreva-se no canal, ative as notificações e deixe sua opinião nos comentários! Leia mais em www.oantagonista.com.br | www.crusoe.com.br #lula #debates #ausencia #politica #eleicoes #governo #pt #noticias #opiniao #primeiro #turno #estrategia #bastidores #podcasts #campanha #analise #presidencia #confronto #audiencia #brasilia
Roteirista do programa “Vai Que Cola” no Multishow desde 2020. Na Netflix, foi roteirista da série de comédia “Sem Filtro” (2023). Assinou o roteiro de curtas premiados pela Lei Aldir Blanc, como: “Amai-vos”, “Murada” e “Cafundó dos Aconchegos”. E trabalhou na UMBU Produções (2014 – 2016) atuando no departamento criativo, na elaboração de conteúdo para … Continue lendo "Primeiro Tratamento – João Niella – # 382"
O Salmo 17 é um clamor angustiado, de alguém que se sente completamente desamparado, mas que sabe que há alguém que o ouve. É uma oração que retrata a vida de Davi como um todo, e não apenas um momento isolado. Davi era um mestre na arte dos clamores, das orações de súplica. E podemos dividir este salmo em três partes. Primeiro clamor: examina-me. Davi deixa clara sua posição diante de Deus, a sinceridade do seu coração, e clama para que o Senhor o sonde. Ele não se considerava impecável; pelo contrário, não era hipócrita nem vivia uma vida dupla. Deus conhecia o seu coração e o sondava continuamente. Segundo clamor: protege-me. Os versos 7 a 9 revelam mais um exemplo da fragilidade de Davi. Eles mostram que ele não buscava teorias, mas refúgio. Davi reconhecia que necessitava de um Salvador. Terceiro clamor: levanta-te. A oração que começa com “ouve-me” termina com “levanta-te”. É um clamor que amadurece, que reconhece onde está o verdadeiro deleite e a verdadeira riqueza. Davi fixa o olhar naquilo que sabe que o satisfará por toda a eternidade. Sua satisfação final não está na ausência de batalhas, mas em contemplar a face do Deus Eterno. “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é.” – 1 João 3:2 __ #SÉRIESALMOS #FAMÍLIADOSQUECREEM Visite nosso site: https://fdqc.org Contribua financeiramente: https://fdqc.org/contribuir Ouça nossas músicas: https://open.spotify.com/artist/6aPdiaGuHcyDVGzvZV4LHy Siga-nos no Instagram: http://instagram.com/familiadosquecreem Curta-nos no Facebook: http://facebook.com/familiadosquecreem Siga-nos no Twitter: http://twitter.com/familiadqc
No episódio de hoje do Kiwicast, recebemos Déborah Oliveira, mentora de afiliados especialista em lojas parceiras, com mais de R$7 milhões faturados e 60 mil alunos formados.Em abril de 2021, Déborah estava no pior momento da vida. Recém casada, falida, endividada e sem trabalho. Navegando pelo TikTok no meio da pandemia, viu uma mulher dizendo que ganhava R$15 mil por semana com a internet. Achou mentira. Entrou em contato para provar que era golpe. Comprou o primeiro curso chorando, em 12 parcelas deR$29,90, achando que estava jogando dinheiro fora.Resultado do primeiro mês: R$15 mil em 20 dias. Naquele momento disse para si mesma que nunca mais voltaria ao queera. O caminho não foi linear. Em 2023 faliu no digital. Quis impressionar o mundo e se perdeu. Voltou do zero pelasegunda vez, com filho recém nascido, descobriu as lojas parceiras no nicho de maternidade e se reergueu. Hoje é referência em Shopee, Amazon, Mercado Livre e TikTok Shop, ensinando pessoas anônimas a construírem renda real sem precisar aparecer e sem depender de audiência.No Kiwicast, ela falou sobre:● Como fez R$15 mil em 20 dias comprando o primeiro curso chorando● Por que faliu no digital em 2023 e como reconstruiu tudo do zero pela segunda vez● Como transformar comissões de centavos em R$7 milhões com lojas parceiras● Qual o primeiro passo para começar em afiliação sem audiência e sem aparecer● O que significa "fingir até se tornar" na prática do dia a diaAprenda com quem vive o mercado digital na prática.Dá o play e deixe nos comentários qual foi o melhor insight que você tirou do episódio.Nosso Instagram é @Kiwify
To get transcripts and additional notes (and to support the podcast), please visit: https://buymeacoffee.com/elisousaPlease note that simple, unedited transcripts are available on that site. Additional notes are available for private students. Are you one of them? Send me an email requesting the notes!If you’d like to chat with me, go to: https://portuguesewitheli.com/get-your-roadmap/Now, here is the monologue for your benefit.Sou do tipo que paga para não entrar numa briga, mas quando entro, pago para não sair. E a briga que recentemente tive foi com um colega de trabalho que me disse que eu não ia ficar rico nessa encarnação.Calma, antes, me deixa te explicar o que aconteceu.Sempre tive tino para negócios. Meu primeiro investimento foi numa barraquinha de importados. Era jovem e, na época, meio verde: por isso o negócio foi por água abaixo. Eu não tinha feito nenhuma pesquisa de mercado para descobrir se havia mesmo demanda para aquela tralha toda, essa é que é a verdade. Por isso, quando tive de me ausentar dos negócios, não me surpreendi nada, nada.Mas o tempo foi passando e eu fui aprendendo.Primeiro, frequentei um seminário que mudou minha maneira de enxergar o assunto. Era uma apresentação de um sujeito que tinha enriquecido às custas de muito trabalho. Sujeito honrado, dos meus. E, no seminário, aprendi uns macetes que agora pretendo usar para encher os bolsos de grana.A coisa mais importante é observar as tendências de mercado. Por exemplo, quando a febre do Labubu estava dando os primeiros passos, comprei alguns para vender quando estivesse no auge. Empaquei com alguns dos bonecos? Sim, mas vendi alguns. Saí no empate... ou seja, pelo menos não tive prejuízo.Outra lição que aprendi foi a entrar no negócio quando tudo estivesse começando. Passarinho que chega cedo bebe água limpa. Por que é que hoje investir em propriedade é difícil? Porque já tem gente adoidado, não tem mais espaço para quem quer entrar. O negócio agora é pegar a propriedade que se tem e adaptar para alugar no AirBNB, é aí onde está todo o dinheiro.Mas, claro, sou realista e sei que existem dificuldades. Se eu tivesse observado os sinais de alerta quando investi em importados, teria me poupado uma grana federal. E a taxa de retorno era baixíssima, fui palerma de investir tanto. Mas são águas passadas. O que vejo no mercado imobiliário promete... e também no ramo de tecnologia.Meu colega diz que eu não tenho foco, que deveria me concentrar numa coisa só, mas ele é míope. Diversificar é importantíssimo: apostar todas as fichas num só investimento é pedir para ir à falência. Por isso que eu vou investir em imóveis, em ações na bolsa e montar um negócio para mim. Assim, corro menos risco de sair com as mãos abanando.Agora só falta arranjar o capital para começar.
Convidados: Lívia Sant'Anna Vaz, promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia e doutora em Ciências Jurídico-Políticas pela Universidade de Lisboa, e Renan Quinalha, professor de Direito da Unifesp e autor de Movimento LGBTI+. A 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apresenta um dado para o país celebrar: a taxa de homicídios em 2025 é a menor dos últimos 14 anos. Mas quando se coloca lupa nestes números, o que se vê é o crescimento da violência para determinadas parcelas da população. Aspectos como raça, gênero, sexualidade e idade podem aumentar a exposição a determinados crimes violentos. Pessoas negras são 80% das vítimas de homicídio no Brasil. O registro de casos de feminicídios bateu recorde em 2025: na média, a cada dia quatro mulheres foram assassinadas no país. A violência contra a população LGBT+ cresceu mais de 35% de um ano para o outro – e isso conta apenas uma parte do problema, pois os crimes contabilizados neste caso são altamente subnotificados. E as crianças e adolescentes são alvos de violências de todo tipo. A cada dez vítimas de estupro no Brasil, seis tinham menos de 14 anos. E os registros de bullying e cyberbullying tiveram um acréscimo de quase 70% em um ano. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois especialistas. Primeiro, a conversa é com a promotora de Justiça Lívia Sant'Anna Vaz, que analisa os aspectos raciais e de gênero da violência. Depois, ela fala com o professor Renan Quinalha sobre os direitos da população LGBT+ e sobre como o Brasil e outros países têm lidado com esta questão.
Como ocorreu na última campanha para secretário-geral, aspirantes se encontram no hall da Assembleia Geral, em Nova Iorque; quatro mulheres e um homem da América Latina e Caribe disputam vaga ao lado de um candidato da África.
Priscila Sztejnman é atriz, roteirista e escritora. Como roteirista, trabalhou na Globo por mais de 10 anos. Assinou o filme “O Natal Perfeito”; a novela “Malhação Transformação”. Como colaboradora, integrou a novela “Malhação- Intensa”, de Rosane Svartman e Gloria Barreto; o programa “Na Moral”. Também escreveu e dirigiu o curta documentário “Agora eu sou Estamira”, que … Continue lendo "Primeiro Tratamento – Priscila Sztejnman – # 381"
Todos os anos, no calendário judaico, há um dia dedicado ao luto, à memória e à reflexão. Tishá BeAv relembra a destruição do Primeiro e do Segundo Templo de Jerusalém, mas também convida a pensar sobre as causas profundas dessas tragédias. Segundo a tradição judaica, não foram apenas os inimigos externos que levaram à destruição: o ódio entre as próprias pessoas também teve um papel decisivo.Em um momento em que a polarização e a desumanização parecem cada vez mais presentes no debate público, essa antiga reflexão continua surpreendentemente atual. Para conversar sobre o significado de Tishá BeAv e sobre o que essa data pode nos ensinar hoje, convidamos David Diesendruck, diretor e cofundador do IBI.
O Império da IA, com Karen HaoEm 2019 — tempos mais simples! — a jornalista Karen Hao foi fazer o primeiro “perfil” jornalístico da sua carreira, aquelas reportagens em que um jornalista passa dias acompanhando uma pessoa ou empresa, uma coisa meio biografia, meio retrato congelado no tempo.A tal empresa era uma startup do Vale do Silício, ainda pequena e desconhecida dos meros mortais como eu e você, mas que hoje é a mais valiosa da história: a OpenAI, também conhecida como “a criadora do ChatGPT”.A Karen Hao vendeu o projeto do perfil para o MIT Technology Review porque a OpenAI parecia, naquela época, uma startup diferente. O “open” no nome nasceu da visão de que inteligência artificial é um assunto tão importante para o futuro da humanidade que precisava ser explorado de um jeito aberto, compartilhando conhecimento com todo mundo, e mais preocupado em proteger esse tal futuro do que em só gerar lucro.Hoje, aqui direto de 2026, a gente já sabe que não foi exatamente isso que aconteceu. Com o tempo, a OpenAI se transformou numa empresa oficialmente voltada para o lucro como qualquer outra e chegou a ser processada por Elon Musk — um dos apoiadores iniciais do projeto — por quebrar essa promessa de ser ‘open'. Em maio, o Elno perdeu a causa, e a OpenAI agora se prepara para lançar as ações na bolsa e, pelos números atuais, já largar valendo mais de 1 trilhão de dólares.Mesmo em 2019, a Karen Hao sentiu que todo esse papo de “open” não era bem assim: segredos e competitividade em todas as conversas que ela ouvia na empresa. Publicou o tal perfil contando isso e o pessoal da OpenAI… não gostou muito. Achou que ela ia só falar bem deles, e a empresa cortou contato com ela por três anos.O Boa Noite Internet é uma publicação apoiada por pessoas como você, nosso público. Para receber novos posts e apoiar meu trabalho, considere tornar-se um assinante gratuito ou pago.Até que, em maio do ano passado, ela lançou nos EUA o livro O império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total, que segue contando a história da OpenAI — e abre com a bizarra saída do Sam Altman, demitido do cargo de CEO por “nem sempre falar a verdade” ao conselho da empresa, para voltar quatro dias depois nos braços dos funcionários.Mas esse livro não é exatamente uma biografia da OpenAI. Para mim, é mais um retrato de todo o sistema empresarial em que vivemos hoje — inteligência artificial ou não. O importante é que ele acabou de sair no Brasil pela Editora Rocco, que me procurou para saber se eu queria entrevistá-la aqui no programa, aproveitando que ela veio participar do Esquenta do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O congresso, aliás, acontece dia 30 de julho — vai lá no site da Abraji saber mais, quem sabe comprar seu ingresso.Mas enfim, claro que eu queria conversar com ela. Obrigado, Abraji, obrigado, pessoal da Rocco, pelo presente. Quem me conhece sabe que IA agora é um assunto muuuito importante no meu trabalho. Eu fico aqui tentando navegar o meio do caminho entre o fim do mundo exterminador do futuro e a utopia vendida por muita gente. Não acredito em nenhum dos dois cenários, falei disso com a Karen antes e durante a conversa. Mas no final da entrevista a gente volta para falar não só disso, como também de como o IA em Curso, minha comunidade de letramento contínuo em IA, se conecta com tudo. Com promoção? Pode ser. Quem ficar até o fim, verá.A entrevista foi gravada em inglês — a Karen também fala mandarim, mas não fala brazilian —, então vai funcionar assim. Se ouvir no áudio, vai ser a versão original, do mesmo jeito que foi com o Ted Chiang ano passado, para você botar o seu cursinho para trabalhar. Aqui no site boanoiteinternet.com.br você está acompanhando a transcrição completa traduzida, se quiser ler enquanto ouve. E no YouTube tem uma versão legendada. Assim, você entra na conversa do jeito que preferir.Combinado? Então, bora lá entender O Império da IA com Karen Hao, no Boa Noite Internet.Cris: Karen Hao, bem-vinda ao Boa Noite Internet.Karen Hao: Obrigada pelo convite.Cris: Que bom ter você aqui. Espero que o Brasil esteja te tratando bem durante a Copa do Mundo — a gente veio falar sobre isso. Hoje é dia de falar de futebol, de Copa do Mundo, quais são as chances de cada país. Mas a primeira coisa que você precisa saber sobre essa conversa é que eu não sou jornalista. Não sei fazer isso. Peço desculpas antecipadas à sua profissão e ao seu ofício.Além disso, você foi enganada. Eu não estou aqui pra te entrevistar. Isso aqui é uma sessão de terapia. Você vai me ajudar a superar meus traumas.Porque eu sou da… do que eu chamo de “geração esquecida” — sou geração X, nasci nos anos 70. Esquecida porque, nessa guerra de gerações, as pessoas esquecem que a gente existe, e isso é incrível, porque a gente causou muito estrago no planeta. O Elon Musk é geração X, então é só isso que você precisa saber sobre a minha turma. Gente como ele, ou como Marc Andreessen… eu cresci lendo e assistindo à ficção científica que dizia que tecnologia é a melhor coisa do mundo, que ciência e engenheiros são incríveis e vão nos levar pra um lugar incrível.Sou uma daquelas pessoas que, quando a internet surgiu, falou: a paz mundial está logo ali. O conhecimento a um clique de distância, o futuro vai ser incrível. E aqui estamos nós. Então, quando usei o GPT pela primeira vez, e depois o ChatGPT, fiquei super empolgado. Foi a primeira vez, desde a internet, que eu fiquei realmente empolgado.Tenho até uma certa fama de ser mal-humorado com tecnologia: Bitcoin é lavagem de dinheiro, Clubhouse não presta — e as pessoas, ah, Clubhouse é a próxima grande coisa. Mas quando a IA chegou, eu falei: isso é importante. Só que eu já não era mais aquela criança dos anos 70. Tinha crescido, tinha visto o que aconteceu com a internet, tinha trabalhado numa big tech. E estava em desespero com o sistema em que a IA estava sendo construída.Dito tudo isso, o seu livro, aqui, já nas livrarias, recebe provavelmente o melhor elogio que eu posso dar: é otimista. Não é uma lista de reclamações e gente má fazendo coisas más. Claro, você fala muito sobre a OpenAI — ela é o fio condutor da história, especialmente aqueles quatro dias em que o Sam Altman saiu e voltou. E é muito divertido de ler. Mas você toma o cuidado de ser otimista.E uma das coisas que você menciona é como as pessoas na OpenAI, e em todas essas empresas, dizem: “isso é inevitável, a gente tem que fazer”. Quero falar sobre isso. Mas a gente tem que começar pela pergunta que você provavelmente ouve em todo podcast, a do título — Império da IA. Por que império?E acho que essa pergunta é ainda mais relevante no Brasil, país do sul global, colonizado. Por que império da IA?Karen Hao: Antes de mais nada, obrigada por dizer que o livro é otimista. Muita gente não reconhece isso, mas é verdade. Eu escrevo com um profundo otimismo de que os danos que a gente vê podem mudar. Não faria o trabalho que faço se não achasse que as coisas vão mudar.Sobre por que eu uso a expressão império, ou império da IA: a forma como empresas como a OpenAI operam é impressionantemente parecida com a dos impérios antigos. Eu traço quatro paralelos no livro. O primeiro é que elas reivindicam recursos que não são delas — os dados das pessoas, a propriedade intelectual de artistas, criadores como você, jornalistas.Segundo, elas exploram uma quantidade extraordinária de mão de obra. Isso vale tanto para os trabalhadores da cadeia de produção de IA, mal pagos e maltratados, que ainda assim geram uma riqueza extraordinária para essas empresas, quanto para os trabalhadores cujos empregos são automatizados e cujos direitos são corroídos pela implantação dessas tecnologias em diferentes setores.A terceira característica é que impérios controlam os fluxos de informação na sociedade. Essas empresas censuram a pesquisa fundamental sobre essas tecnologias, o que limita nossa capacidade de entender as verdadeiras limitações e capacidades dos modelos que desenvolvem. E estão criando uma tecnologia de informação que tentam transformar no portal único pelo qual qualquer pessoa se relaciona com o mundo.Esse portal impregna as ideologias do Vale do Silício, seus sistemas de valores, sua língua, e projeta a hegemonia do inglês. Isso influencia boa parte do conhecimento que a gente vai produzir daqui pra frente, porque cientistas e educadores usam essas plataformas e acabam perpetuando essas mesmas ideologias e valores.E o quarto e último paralelo é que impérios sempre se agarram a uma narrativa existencial ou moral sobre por que precisam existir. Essas empresas fazem a mesma coisa. Dizem que são o “império do bem”, numa missão civilizatória de trazer progresso e modernidade pra toda a humanidade, competindo contra um “império do mal” que ameaça mandar a humanidade pro inferno.Quando você conversa com algumas pessoas dentro dessas empresas, ou que as lideram, elas dizem: se você nos deixar construir uma inteligência artificial geral, que elas de alguma forma moldam como um deus, a gente vai acabar numa espécie de utopia, um paraíso onde a mudança climática é resolvida, o câncer é curado, a pobreza é aliviada.Mas, se os caras maus conseguirem isso antes, a gente pode acabar com todos os humanos mortos — um risco de extinção pra todos nós.Cris: E eles vêm dizendo isso há quase dez anos, e ainda usam como ferramenta. A gente está num país que foi influenciado por três impérios ao longo da história: Portugal, Inglaterra e agora os Estados Unidos. Então a gente olha pra essas empresas de um jeito meio cínico: sim, sim, já conhecemos essa história.Mas, ao mesmo tempo, ano passado, o Pew Research Center fez uma pesquisa sobre como o mundo enxerga a IA, e o sul global é bem mais otimista do que o norte. Uma das razões é a ideia de democratizar — não só informação, mas: ah, finalmente eu posso montar uma startup, sair desse lugar de exploração e criar o unicórnio de um bilhão de dólares. Os números são grandes na China. Países em desenvolvimento veem muito mais benefício do que risco na IA.China, 83%. Tailândia, 77%. Holanda, 36%. Canadá, 40%. Será que a gente está deixando passar alguma coisa? A gente está certo? Isso está democratizando mesmo? Até que ponto?Karen Hao: Provavelmente tem duas razões. Uma é que muitos dos danos que a indústria de IA causa à maioria global são bem escondidos. Ela se esforça muito pra esconder como polui o ambiente dessas comunidades, como explora e devasta a mão de obra, deixando traumas psicológicos — como documento no livro.E, recentemente, li um artigo de opinião no New York Times que trazia um bom ponto: muitas economias desenvolvidas estão especialmente atentas ao potencial da IA de desmontar oportunidades de emprego de tempo integral. A gente começa a ver isso cada vez mais. Já na maioria global, muito mais gente vive em economias informais, e aí a ideia de que a IA vai tomar um emprego de tempo integral não pesa tanto.Então os danos mais visíveis — a erosão do emprego formal de tempo integral — pesam mais no norte global, ou pelo menos é lá que as pessoas se sentem mais ansiosas. E os danos invisíveis, que atingem o sul global, ninguém percebe tanto, justamente porque são invisíveis. É meio por isso que tanta gente sente essa divisão que aparece na pesquisa do Pew.Cris: Eu tenho acompanhado as notícias sobre IA no Brasil, e toda semana tem um novo data center sendo construído em alguma cidade. Isso é vendido como uma coisa boa: que ótimo investimento, gera emprego. E me fez pensar de novo — a gente passou por três impérios, mas algumas famílias no Brasil, e aposto que em outros lugares também, estão no poder há 500 anos ao longo da história do país.Então, ao mesmo tempo, a gente pensa: é, estamos sendo explorados, é a mesma coisa. Eu já não tenho emprego, então deixa eu usar essa tecnologia pra melhorar minha vida. Mas as pessoas que realmente tomam as decisões, de novo, nos últimos 500 anos, se perguntaram: como a gente ajuda esse pessoal a explorar nosso país de um jeito que nos mantenha no poder e nos dê muito dinheiro?Mas também foi verdade que, sei lá, a Volkswagen abre uma fábrica no Brasil e aquilo gera emprego, contrata gente pro chão de fábrica e pros escritórios. Como é que isso é diferente com a IA?Karen Hao: De certa forma, não é diferente. Existe um fenômeno parecido: a indústria de IA terceiriza muitos dos trabalhos que ela não quer dentro dos centros de poder, e joga isso pra comunidades empobrecidas, do mesmo jeito que outras multinacionais fizeram por décadas.Mas também é diferente, porque a escala dos impactos trabalhistas e ambientais da IA é completamente outra, muito maior que a da indústria automobilística ou da moda. E a velocidade é outra, porque são tecnologias digitais que atravessam fronteiras muito rápido.E é diferente porque a maioria das pessoas não percebe que a IA, mesmo sendo tecnologia digital, tem uma cadeia de suprimentos muito física e intensiva em mão de obra manual.Quando você compra roupa, café, um carro, é mais óbvio que existem materiais que precisam ser extraídos e depois manuseados por pessoas pra criar aquele produto. Já com a IA, a maioria aceita a narrativa que o Vale do Silício projeta: a de que isso vem da “nuvem”, desses espaços etéreos que parecem nem existir no planeta. E a verdade é exatamente o oposto.Ela depende de uma quantidade extraordinária de extração mineral. Depende da construção de infraestruturas enormes — data centers, instalações de supercomputação espalhadas pelo mundo. E depende de muita, muita mão de obra manual: trabalhadores de dados que limpam, preparam e moderam o conteúdo dos sistemas de IA que chegam até você quando usa o ChatGPT.É isso que a torna tão diferente. E há também uma ideologia completamente diferente sustentando a expansão da IA. Quando você conversa com executivos da moda, eles não vão dizer: se você não comprar nossa roupa, vai pro inferno.Já a indústria de IA diz: se você não nos deixar capturar cada vez mais terra, mais recursos e mais mão de obra pra produzir essas tecnologias, vamos ter uma destruição civilizacional. Isso é, ao mesmo tempo, retórica política usada como arma pra moldar o debate público e a cabeça de quem formula políticas, e também está enraizado num sistema de crenças — algumas pessoas dentro dessas empresas realmente acreditam que, se uma AGI fosse construída, e construída nas mãos erradas, isso levaria mesmo a esse tipo de destruição.E é isso que move a sede cada vez maior da indústria por mais capital, mais recursos e mais terra.Cris: Eu quero falar sobre AGI, mas antes: ano passado, a OpenAI estava sendo processada no Reino Unido por violação de direitos autorais, basicamente todos os livros do mundo digitalizados e usados pra treinar modelos. E um dos executivos disse ao júri: bem, se a gente não puder fazer isso, fecha as portas. Me chocou que muita gente reagiu com um “ah, tá, o que a gente pode fazer? Eles vão fechar as portas”.Em parte porque a gente já está acostumado com essa narrativa. Outro dia, numa conferência, um ex-CEO dizia: a gente teve que usar embalagem de plástico porque é mais barata que papel, senão prejudicaria nosso resultado. E a plateia reagia: ah, então é só fechar as portas — a sociedade não pode arcar com isso.Mas isso também, como você disse, se conecta à ideia de uma grande missão, uma missão de salvar o mundo, que a gente precisa cumprir antes que seja tarde, senão estamos condenados. OpenAI está literalmente no nome — só que em português não é tão direto: é “inteligência artificial aberta”.Foi criada a partir de um sonho, um projeto que era pra ser uma coisa pro bem comum. Em 2019, num tempo bem distante, antes da pandemia, você cobriu a OpenAI, foi até o escritório deles, ficou lá dentro. O que você viu? E, mais importante, como essa missão mudou? O Elon Musk os processou outro dia justamente por mudarem a missão. Isso alguma vez foi verdade? Em algum momento eles pensaram mesmo “ah, a gente vai salvar o mundo”?Como essa narrativa de ser aberta funciona com a OpenAI?Karen Hao: Quando comecei a cobrir a OpenAI, levei a sério o que eles diziam — que tinham sido recrutados com a missão de beneficiar toda a humanidade. E aí, quando me infiltrei na empresa, fui ficando bem mais cética, porque via como eles operavam de um jeito completamente diferente, portas adentro, do que diziam em público.Diziam que iam publicar todas as pesquisas e abrir o código de tudo, e na prática eram uma das organizações mais secretas que já cobri. Eram muitas discrepâncias, e, na época, presumi que tinha havido algum tipo de corrupção que os levou a abandonar a missão original. Depois de cobrir a empresa por mais alguns anos e de trabalhar neste livro, mudei de ideia até sobre a missão original.Não acho mais que ela era um esforço sincero e generoso de beneficiar a humanidade. A missão foi criada pra dar à empresa — na época, uma organização sem fins lucrativos — uma margem de manobra extraordinária pra depois levantar muito capital, acumular muito talento e perseguir a força motriz de verdade por trás de tudo aquilo: se tornar a força dominante no desenvolvimento de IA.E penso assim agora porque, quando você olha pras narrativas de cada nova empresa de IA no começo — a Anthropic, a xAI, a Safe Superintelligence do Ilya Sutskever, a Thinking Machines Lab da Mira Murati —, todas usam a mesma narrativa da OpenAI: nós somos os mocinhos, eles são os bandidos.É por isso que precisamos criar uma nova empresa que avance a IA do nosso jeito, não do deles. E você começa a perceber, por esse padrão, que eles repetem a mesma coisa em parte porque acreditam nela até certo ponto, mas também porque ela funciona muito bem com a imprensa, com o público, com quem formula políticas.No livro, eu reproduzo os e-mails internos que Elon Musk, Sam Altman e Greg Brockman trocavam nos primeiros dias da OpenAI. Eles tinham plena consciência de que estavam criando uma missão que soasse bem para o público. E o propósito de verdade, que também deixaram registrado nesses e-mails, era vencer o Google. Viam o Google como a força dominante em IA e queriam ser eles essa força.Não gostavam de ver o Google na frente, então inventaram justificativas: o Google é uma empresa com fins lucrativos, então nós vamos ser sem fins lucrativos. Mas, no fundo, acho que era puro ego: tem que ser a gente, não eles, a gente quer ser quem lidera isso.E aí passaram um tempão moldando essa missão pública, que acabou sendo super útil pra recrutar o primeiro grupo de pesquisadores e turbinar o avanço deles.Cris: Então agora é um bom momento pra falar de AGI, a inteligência artificial geral. Muita gente pergunta: o que é AGI? O que “geral” quer dizer? E a impressão que peguei lendo seu livro é que, por design, isso nunca fica claro de verdade, porque é um alvo móvel. Essas empresas um dia vão dizer “chegamos, alcançamos a AGI”? Ou o plano é sempre “não, não, ainda não chegamos, me dá mais dinheiro, me dá mais poder”?Qual é o papel da AGI na narrativa dessas empresas?Karen Hao: Já que a gente está falando de ficção científica, eu costumo usar a analogia de que o mundo da IA é meio como Duna. Em Duna, o personagem principal, Paul Atreides, entende, ao chegar no planeta Arrakis, que o povo de lá foi semeado com um mito: o de que um dia viria um Messias pra libertá-los. Ele sabe que é um mito, mas decide entrar nele e agir como se fosse o Messias pra controlar melhor aquele povo.E, vivendo, respirando e encarnando esse mito dia após dia, ele começa a perder a noção de que é um mito. Passa a se perguntar se o mito era mesmo verdadeiro ou se foi ele quem o tornou verdadeiro. É essa confusão entre mito e realidade — ele vive num espaço intermediário, sem ter mais certeza do que é verdade e do que é ficção.E trago isso pra responder sobre a AGI porque a AGI é, ao mesmo tempo, um mito e algo que os líderes e os trabalhadores dessas empresas vivem, respiram e encarnam dia após dia, a ponto de perderem a noção do que é mito e do que é realidade. É a ideia de um sistema de IA teórico que um dia igualaria as capacidades humanas. Só que a gente nem tem consenso científico sobre o que é inteligência humana.Por isso, de certa forma, por design, é um termo bem maleável, que deixa essas empresas fazerem o que quiserem. Elas definem e redefinem a AGI conforme a necessidade, movem a trave pra onde quiserem. E, ao mesmo tempo, isso é sustentado por uma crença genuína de certas pessoas lá dentro, por causa dessa confusão entre mito e realidade. Pelas minhas contas, a OpenAI já usou pelo menos quatro definições diferentes de AGI.A primeira está no site deles: “sistemas altamente autônomos que superam humanos na maioria dos trabalhos economicamente valiosos”. É uma definição de automação do trabalho — eles dizem, de forma explícita, que estão atrás dos empregos mais bem pagos. A segunda apareceu no contrato com a Microsoft, por um tempo a maior investidora deles: ali, a AGI virou um sistema que geraria 100 bilhões de dólares em receita.Ou seja, uma definição feita pra incentivar a Microsoft a investir. Já o Sam Altman disse ao Congresso que AGI é um sistema que cura o câncer e resolve a mudança climática — uma definição de benefício social, muito útil quando você quer que os reguladores não te regulem.E, por fim, quando falam com o consumidor, dizem que vai ser o melhor assistente digital que você já teve — porque, claro, estão tentando vender o produto.E aí você percebe duas coisas. Primeiro, que é um conjunto de definições completamente incoerente. Segundo, que eles trocam de definição conforme o público que querem convencer. Mas também tem gente nessas empresas que acredita de verdade que está construindo uma tecnologia capaz de dar conta das quatro coisas.Então é uma realidade bem confusa e complicada: o que a AGI de fato é, e pra que ela serve, para essas empresas, para a agenda delas e também para as crenças delas.Cris: Como ex-funcionário da Meta — entrei em 2013 —, a missão era unir o mundo e torná-lo mais aberto e conectado. É uma missão incrível. E tem uma coisa que eu sempre digo, porque muito amigo meu vem falar comigo, “ah, esse cara da OpenAI, ou a própria Meta, são maus”. Eu conheci muita gente na empresa. Nunca conheci uma pessoa mal-intencionada.Todo mundo, independente da missão, era gente boa tentando entregar o melhor produto possível, pra dar poder a quem tem um pequeno negócio, por exemplo. Tenho amigos pessoais que construíram a empresa deles em cima da publicidade do Facebook e do Instagram. E esse é justamente o problema, porque ainda assim é uma corporação muito má, pelo que ela causa ao mundo pra bater as metas de negócio.Ou seja, você não precisa de um vilão tipo Lex Luthor pra causar um estrago desse tamanho no mundo. E adorei a referência a Duna. Duna é engraçado: é o livro que eu mais reli na vida que não foi escrito pelo Tolkien. Li o primeiro Duna umas três vezes, e toda vez é como se fosse um livro diferente. Na primeira, eu era adolescente, e era só o Paul Atreides, o cara durão.Na segunda, eu morava no Canadá e li com olhos de estrangeiro, pensando em colonização. E na terceira vez foi quando os filmes do Denis Villeneuve saíram, e aí era: ah, o Bene Gesserit criou esse mito, isso é meio pós-moderno. Narrativamente, fico me perguntando o que vai significar pra mim se eu ler uma quarta vez.Karen Hao: Eu ia te perguntar isso. Quando você disse que cresceu numa época cheia de ficção científica falando das maravilhas da tecnologia, fiquei curiosa: que histórias você estava lendo? Porque muita coisa que saiu nos anos 70 e 80 dizia exatamente o oposto. E muita gente já apontou que os executivos de tecnologia de hoje, que vivem citando essas histórias, interpretam elas justamente ao contrário da intenção original.Cris: Concordo plenamente. Mas, respondendo: foi basicamente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. E é por isso mesmo — os executivos de tecnologia, e o Elon Musk mais que todos, leem esses livros como receita, não como aviso. O livro de que eu mais me lembro, nem lembro o título, era um do Asimov em que ele descreve o elevador espacial que aparece na série da Apple TV, Fundação.E o enredo é: eu sou esse engenheiro brilhante, quero construir essa coisa no Sri Lanka, mas o governo trava tudo com regulação — eu sou um gênio e a regulação é a vilã. Hoje eu leio e penso: ah, sei. Mas, quando garoto, era só “olha, um elevador espacial, que genial, a gente nem precisa de foguete”. E aí você começa a entender. E aí eu parei de ler esses caras.E passei a ler gente com uma visão completamente diferente: o Ted Chiang, que entrevistei ano passado, a N.K. Jemisin, o Cory Doctorow, de quem sou muito fã. E talvez eles sejam mais explícitos, pra gente burra como eu entender: “não, bobo, a analogia é essa”. Mas Duna era incrível — vermes gigantes de areia, o tal garoto durão, e aquela coisa do “eu não aceito o meu destino”.Tenho esse grande destino, mas não quero ele. Do resto da série eu já não gosto tanto. Mas o mais importante de tudo: Duna gerou o melhor GIF de filme de todos os tempos, o “Lisan al Gaib” do Javier Bardem — que eu devia ter colocado durante a sua explicação, aquele “uau, ele está cumprindo a profecia, agindo como o profeta”.Mas, de novo, falando de vilões: você mencionou que essas empresas se colocam como o bem contra o mal, feito impérios antigos. Só que elas também jogam a carta da China, né? “Se a gente não fizer, a Rússia faz primeiro.” Só que a Rússia começou uma guerra e está ocupada demais. “Mas a China chega lá, e é por isso que a gente tem que ser fechado.” É por isso que Mythos e Fable e agora o GPT-5.6 foram proibidos pelo governo. Isso tem fundamento?Quero saber se é possível a China competir — quero mesmo essa resposta — mas também porque, desde toda essa conversa do Fable-Mythos, países como Índia e Brasil vêm dizendo que precisam de um modelo soberano. Dá pra fazer, ou a OpenAI, a Anthropic e o Google estão tão à frente que já não dá?Karen Hao: Sobre a China: você está certíssimo, o Vale do Silício usou por anos a carta do “e a China?” pra escapar de qualquer responsabilização de verdade. Fizeram muito isso na era das redes sociais.A Meta fez muito isso, com o Mark Zuckerberg dizendo ao governo dos EUA: vocês não podem nos regular, senão a gente perde. Mas, se a gente ganhar, vai ter um efeito liberalizante no mundo e nas democracias em todo lugar. E, infelizmente, o que a gente viu foi que jogar essa carta repetidamente produziu exatamente o efeito contrário do que o Vale do Silício prometeu.Uma das empresas de rede social dominantes dessa era é a ByteDance. Ou seja, mesmo sem regulação das redes sociais nos EUA, existe uma empresa chinesa de rede social bem dominante. E as redes sociais estadunidenses acabaram tendo um efeito antiliberal no mundo — é bastante consensual que enfraqueceram democracias em todo lugar. E aí, na era da IA, elas seguiram jogando a mesma carta.Mas o que eu sempre aponto é que a gente definitivamente não devia acreditar nelas. Já existe evidência significativa de que tudo o que elas dizem está, de novo, se provando o oposto. Elas disseram: não regulem a gente como empresas de IA, regulem a China, via controles de exportação — um mecanismo do governo dos EUA com alcance extraterritorial.Só que as empresas chinesas agora estão produzindo modelos de IA de código aberto extremamente eficientes, que viraram super populares no próprio Vale do Silício. Existe um monte de startup de lá que prefere usar modelo chinês a OpenAI, Anthropic ou Google.Então, nesse sentido, é um conjunto de evidências bem decisivo, acho, pra mostrar que a gente devia simplesmente responsabilizar essas empresas, não importa o que digam sobre “ah, vamos perder pra China”. No fim das contas, é só retórica política. Não é um argumento real que elas consigam sustentar pra escapar da responsabilização.Responsabilizá-las vai fortalecer a democracia pelo mundo, vai trazer mais direitos humanos, trabalhistas e de privacidade de dados pras pessoas — é sempre o contrário do que elas dizem que aconteceria. E, sobre a sua pergunta em torno da IA soberana: acho a ideia realmente importante, mas acho também que muitos países estão meio confusos sobre o que querem dizer com isso.Muitos governos, hoje, pensam a IA soberana pela pergunta: a gente consegue construir o nosso próprio ChatGPT? O nosso próprio grande modelo de linguagem, o nosso sistema de IA generativa? Estão olhando só pro modelo que o Vale do Silício já definiu e tentando descobrir como recriar aquilo.E o que eu digo pra quem formula políticas é: defina pra que a IA serve no seu país, no seu contexto. Quais são, no fim das contas, os objetivos do seu país? Os objetivos do seu povo? E também os nossos objetivos coletivos, entre países?Porque a gente tem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Já definimos coletivamente que há coisas que precisamos resolver juntos: superar a crise climática, reduzir a pobreza, melhorar a educação.E, enquanto o Vale do Silício adora dizer que está fazendo tudo isso, na prática não está. Mas a gente poderia — poderia desenvolver, de forma colaborativa, sistemas de IA que realmente avançassem em cada um desses objetivos coletivos que já acordamos.E cada país também devia fazer o exercício: quais objetivos você quer alcançar, e que tipos de sistema de IA você poderia desenhar pra chegar lá — sistemas que talvez não se pareçam em nada com um grande modelo de linguagem. Se os países fizessem isso, acho que descobririam que a maioria dos sistemas de que precisam exigiria muito menos recursos.Ou seja, contextos como o Brasil, a Índia e outros, quando não precisam competir construindo essas infraestruturas de computação gigantescas e gastando centenas de bilhões de dólares, na verdade já têm, localmente, todos os recursos necessários pra desenvolver um sistema de IA soberano.Cris: Quando ouvi falar do seu livro pela primeira vez, uma amiga me disse que você não poupa ninguém — fala mal do Sam Altman, mas também do Dario Amodei. E as pessoas costumam escolher um lado. Eu sou time Claude, odeio o ChatGPT, essas coisas. Então cheguei no livro pensando: ah, é mais um livro dizendo que a IA é terrível, que a gente não devia usar IA.Mas, conforme fui lendo, e ouvindo outras entrevistas suas, me pareceu que o seu problema é justamente o que você acabou de descrever: a forma como essa tecnologia é feita. E, em especial, a palavra escala — a ideia de que a solução é a escala. O que você quer dizer com isso?Karen Hao: Eu costumo usar a analogia de que “IA” é como a palavra “transporte”: na verdade se refere a uma coleção de tecnologias que vão da bicicleta ao foguete. São tipos bem, bem diferentes de tecnologia, que exigem insumos diferentes pra se desenvolver e depois têm impactos diferentes na sociedade.E você está certo: sou especificamente crítica ao que chamo de “foguetes da IA”, os sistemas que os impérios da IA estão desenvolvendo, aqueles que exigem uma quantidade enorme de exploração de mão de obra e extração ambiental.E sou bem otimista com o que chamo de “bicicletas da IA”: sistemas especializados, eficientes, com bom custo-benefício, governáveis pelas pessoas, cujo desenvolvimento pode ser participativo. Países como o Brasil, o Chile, a Índia, qualquer contexto, têm recursos pra desenvolver e se autodefinir, em vez de simplesmente herdar um sistema criado pelos dois únicos centros do mundo capazes de gastar uma quantidade extraordinária de capital: o Vale do Silício e o ecossistema tecnológico chinês.E o motivo pelo qual eu acho tão corrosivo o que os impérios da IA estão desenvolvendo é exatamente o que você disse: a forma como eles fazem isso, por um mecanismo de força bruta pra avançar as capacidades da IA em escala. Eles vão simplesmente empurrando cada vez mais dados de treinamento nesses modelos, e isso exige corroer a privacidade das pessoas, tomar a propriedade intelectual delas e, ainda por cima, baixa a qualidade dos dados que entram nos modelos — o que leva aos danos de exploração de mão de obra, porque aí você tem que dar conta da moderação de conteúdo.E aí você tem pessoas psicologicamente traumatizadas por serem expostas a todo aquele conteúdo horrível que se tenta “lavar” através desses modelos.E aí vem o problema dessas infraestruturas de computação enormes, com impactos ambientais que aumentam a conta de luz das comunidades que as hospedam e agravam a crise de custo de vida. Elas precisam ser alimentadas por fontes fósseis, que jogam mais carbono na atmosfera e mais poluição no ar dessas comunidades.Então todos os problemas que eu identifico, no que têm de corrosivo, derivam inteiramente da abordagem deles pro desenvolvimento de IA. Por que não descartar a abordagem, em vez de descartar a tecnologia? Redefinir e redesenhar de que tipos de sistema de IA a gente precisa de verdade, com uma cadeia de suprimentos fundamentalmente diferente. E isso não é exclusivo da IA.A gente já viu muitas outras indústrias que começaram com uma cadeia de suprimentos bem ruim. A moda, por exemplo: muita degradação ambiental, muita exploração de mão de obra.Com muita organização, protesto, ação de consumidores, regulação governamental e cooperação entre governos, a gente conseguiu criar mercados novos pra moda sustentável e ética, cadeias de suprimentos novas e inovações pra fazer roupa mais saudável pras pessoas e pro planeta.E é basicamente isso que eu defendo: transformar a indústria de IA do mesmo jeito que transformamos a moda, e as cadeias de suprimento de alimentos. Assim a gente fica com os benefícios da tecnologia, ajuda ela a avançar os objetivos que importam pra gente, sem jogar uma fração enorme da população mundial numa condição atrasada e numa qualidade de vida pior.Cris: O Brasil está agora, no Congresso, discutindo a escala de seis dias por semana. A regra atual é: você trabalha seis dias e descansa um. E muitas empresas, o comércio principalmente, dizem “vamos fechar as portas”, e os trabalhadores respondem “isso é problema seu, não meu”. É mais ou menos a mesma narrativa dessas empresas de IA: se eu não usar a sua água, a Idade das Trevas está chegando.Falando em Idade das Trevas, e falando em bicicleta: a sua analogia me lembrou uma coisa. Eu gosto de jogo de zumbi, de mundo aberto, e em nenhum deles tem bicicleta. Num desses jogos, instalei um plugin que deixava andar de bicicleta — você acha uma e sai pedalando. E aí entendi por que não tem bicicleta: desbalanceia tudo. Parte da graça do jogo é você precisar achar um carro, e daí pneu, gasolina, comida pra carregar. De bicicleta, você vai a qualquer lugar.E eu pensei: ah, é. Meio que estraguei o jogo pra mim, porque agora tenho uma bicicleta, é incrível. Enfim, em termos práticos: no fim do ano passado, uns meses atrás, a revista Wired publicou um artigo pedindo pra jornalistas de tecnologia contarem como usam IA no trabalho. E cada um usava de um jeito. Você usa IA no seu trabalho? Como?Karen Hao: Eu não uso nenhum sistema de IA generativa no trabalho — nem ChatGPT, nem Gemini, nem Claude. Por três motivos. O primeiro é uma postura ética, depois de tanto investigar essas empresas. O segundo é privacidade de dados: eu investigo essas empresas.Não quero que elas conheçam todo o meu raciocínio enquanto eu apuro o livro, literalmente investigando elas. E o terceiro é que, no meu caso específico, a força do meu trabalho está na capacidade de construir relações fortes com as fontes, pela empatia, e de contar histórias envolventes, pela narrativa. E os grandes modelos de linguagem simplesmente não são a ferramenta certa pra nenhuma das duas coisas.Não vão melhorar a minha empatia nem a minha escrita. Então eu não perco nada com essa postura ética: simplesmente corto essas ferramentas e sigo fazendo o meu trabalho muito bem. Pra outros jornalistas pode ser diferente, e pra quem está em outras áreas o cálculo pode ser outro.Mas eu incentivo as pessoas a pensarem primeiro: quais são as suas forças no trabalho? Quais são os seus objetivos? E aí ir de trás pra frente pra descobrir se a IA é a ferramenta certa, qual tipo de IA é a ferramenta certa, e qual fornecedor você quer de fato usar, apoiar, votar com os pés. Agora, eu uso, sim, IA preditiva.Aquelas ferramentas de IA especializadas, as “bicicletas da IA”, digamos. No livro, tinha um detalhe que eu queria muito ilustrar: como a OpenAI deu um salto quando passou de organização sem fins lucrativos a um empreendimento bancado pela Microsoft. Percebi que as cadeiras do escritório ficaram bem mais caras. Então fotografei as cadeiras de um escritório e as do outro.E joguei tudo na busca reversa de imagens do Google, que é um sistema de IA especializado — não é baseado em grandes modelos de linguagem, não é IA generativa. Assim descobri quanto essas cadeiras costumam custar. No primeiro escritório, cerca de 2 mil dólares por cadeira. No segundo, eram cadeiras de um designer brasileiro famoso, uns 10 mil dólares cada.Coloquei esse detalhe no livro pra ilustrar o tipo de riqueza e de concentração de recursos de que a gente está falando. Esses são alguns dos jeitos como eu uso IA, ainda que de forma bem limitada, sempre pontual, quando acho que vai ajudar. E, claro, uso ferramentas de transcrição por IA — outra IA especializada — em todas as minhas entrevistas.Cris: Essa foi uma das partes em que a minha cabeça explodiu, eu nunca tinha percebido: a OpenAI criou o Whisper. Deixa eu dizer de outro jeito, do meu ponto de vista. A OpenAI liberou abertamente essa ferramenta incrível de transcrição, o Whisper, em que eu jogo o áudio e ela me devolve as palavras que as pessoas disseram. E eu pensei: ah, que generoso da parte deles.Mas o motivo real de terem criado a ferramenta foi pegar todos os vídeos do YouTube, transcrever e alimentar a máquina. E aí é: ah, claro. Enfim, falando de ferramentas e de otimismo — a gente está chegando ao fim da conversa. Eu tenho uma regra desde o episódio dois deste programa, há oito anos: de novo, como eu disse do seu livro, não pode ser só uma lista de reclamações e coisa ruim. E a gente tem se saído bem até aqui.Você falou de caminhos e de bicicletas, mas eu quero ser mais específico. Se isso aqui fosse uma reunião de negócios: qual é o plano de ação, quais são os próximos passos? Só que uma das coisas que eu repito bastante, na vida e neste programa, é que problema sistêmico não se resolve com ação individual. Se eu tomar banhos mais curtos, isso nunca vai salvar o planeta do aquecimento global.E muitos amigos meus simplesmente: não quero falar de IA, não quero usar IA. Voltando aos videogames: leram que tal jogo usa IA e pronto, não vão jogar. E a minha primeira pergunta pra você é: como a gente ocupa esses espaços da IA generativa — ChatGPT, Gemini e por aí vai? Porque o que a gente viu com as redes sociais foi: ah, o Facebook é do mal, vou sair do Facebook. Ah, vou sair do Twitter.E, na esperança de quê, sei lá, talvez alguém diga: ah, sinto falta do Cris, cadê ele? Ah, está no Bluesky. Mas isso deixa o espaço aberto pra os radicais entrarem e postarem o que quiserem, sem ninguém contrapor ou tornar aquilo um lugar melhor. Então como a gente ocupa o espaço da IA — seja qual for a definição de “espaço da IA” que você preferir — com todos esses problemas que a gente vem discutindo?Karen Hao: Acho que tem duas categorias de ação pra gente pensar. Uma é desmantelar o império. A outra é investir e construir novos tipos de sistema de IA, que se tornem alternativas às tecnologias do império. Quando eu digo desmantelar o império, não estou dizendo que quero que a OpenAI, o Google, a Anthropic, seja quem for, simplesmente deixem de existir.É que eu não quero que elas sejam imperiais. Não quero que fiquem extraindo uma quantidade extraordinária de valor sem redistribuir nada em troca. Se elas voltassem a ser negócios que praticam uma troca justa de valor com o mundo, eu ficaria perfeitamente feliz com qualquer tecnologia que estivessem desenvolvendo.E a forma de desmantelar o império, acho, se resume a muita organização de base, que vai pressionar os governos a regular e responsabilizar essa indústria. No último ano, a gente viu uma quantidade incrível dessa organização de base florescendo pelo mundo.Recentemente, lancei com um grupo de jornalistas, pesquisadores de IA e acadêmicos críticos um projeto chamado AI Resist List, que busca documentar parte dessa organização de base pelo mundo. A gente encontrou cerca de 30 exemplos, de todas as regiões, de ações individuais, institucionais e movidas pela comunidade.Tinha ação artística, ação política. E isso mostra bem o seu ponto: não dá pra contar só com a ação individual, mas o indivíduo pode, sim, ter impacto. Até uma ação pequena pode gerar um grande efeito cascata. Claro que se juntar com os vizinhos pra protestar contra o data center é ainda mais eficaz. Se juntar dentro da sua escola ou universidade pra protestar contra a parceria dela com uma empresa de IA também é mais eficaz.Se juntar com os colegas de trabalho de um setor pra barrar a adoção de uma IA que corrói os direitos trabalhistas é mais um jeito eficaz. A gente tem um monte desses exemplos. Um dos meus favoritos é o de uma comunidade sobre a qual escrevi no livro, Quilicura, no Chile, na periferia de Santiago. É uma comunidade da classe trabalhadora, bem pobre, que vem sendo alvo incessante da expansão de data centers.E por isso protestaram de forma bem aguerrida contra essa expansão, porque não acharam bom negócio hospedar essas instalações sem tirar nenhum benefício, enquanto elas consomem uma parte significativa dos recursos naturais da região.E, logo depois que escrevi sobre eles, foram além na resistência e criaram uma plataforma chamada Quili.ai. É um site em que você entra e que parece um chatbot, parece o ChatGPT: tem uma interface de chat pra você digitar. Só que, quando você faz uma pergunta, em vez de um modelo de IA responder, a mensagem é encaminhada pra alguém que mora em Quilicura, no Chile. Aí, se você pede “quero a imagem de um cachorro”, aquilo vai pro artista local deles, o Benji. Ele pega um pedaço de papel, desenha um cachorro, tira uma foto e te manda de volta.Eles fizeram isso essencialmente como um projeto de arte performática, pra fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de usar IA generativa pra bobagem. A mensagem era: ei, quando você fica brincando com essas ferramentas em pedido besta, isso afeta comunidades como a nossa, drena os recursos de que a gente precisa pra viver bem.E também queriam levar as pessoas a pensar: por que não perguntar pra alguém da sua própria comunidade aquela receita que você procurava, ou pedir aquela imagem? Porque aí você reconstrói as conexões que estão tão em falta na sociedade — a falta delas é o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de colonização do império.Eles deixaram o projeto aberto por 24 horas, e qualquer pessoa no mundo podia mandar um pedido. Receberam uma quantidade extraordinária deles. Viralizou de vez. E essa cidadezinha conseguiu uma virada enorme de narrativa sobre a suposta inevitabilidade e necessidade dessa tecnologia, sobre tudo o que o Vale do Silício diz — que, se você não usar, vai ficar pra trás de quem usa.E esse é só um exemplo, entre muitos, de como pessoas comuns, não importa a sua posição na sociedade, podem ter impacto real no debate, na consciência pública e até na regulação. A gente está vendo isso agora com os protestos contra data centers. Nos EUA, em 2025, cerca de 150 bilhões de dólares em projetos de data center foram travados.Isso virou uma das questões políticas mais quentes nos EUA para as próximas eleições de meio de mandato. Tem gente eleita sendo literalmente tirada do cargo por ter aprovado data centers, contrariando a vontade do povo. E isso já está tendo efeito real sobre as empresas e sobre a trajetória do desenvolvimento de IA.A OpenAI teve que encerrar recentemente a sua ferramenta de geração de vídeo, o Sora. Quando lançaram, apresentaram como o segundo produto mais importante desde o ChatGPT. O que aconteceu entre o lançamento e o fim? Uma reportagem do Wall Street Journal apontou três motivos, todos moldados por ação de base. Um: um gargalo enorme de capacidade de computação.Muitos dos data centers travados ou parados eram da OpenAI. Dois: um cenário financeiro bem mais incerto. A OpenAI está se preparando pro IPO, o que significa ficar mais exposta a Wall Street — e Wall Street está cada vez mais nervoso com a capacidade dessas empresas de cumprir o que prometem.E aí a OpenAI teve que reforçar alguns projetos paralelos pra fazer o balanço parecer um pouco melhor aos olhos de Wall Street. E, terceiro: os consumidores simplesmente não estavam usando o produto — o que também é ação coletiva de consumidores. Então, por todo esse tipo de resistência, de várias formas, de baixo pra cima, as pessoas estão de fato tendo impacto real na indústria e responsabilizando ela.Essa é a primeira categoria de ação. A segunda é: ok, que tecnologias de IA a gente usaria como alternativa? E aí a gente precisa investir mais nelas. Muitas vezes, quando converso sobre o livro, a pessoa diz: ok, me convenci de que não quero usar ChatGPT, não quero usar Claude — mas então uso o quê no lugar?E o problema é que eu não tenho muitas respostas pra essa lista de alternativas. Tem umas poucas aqui e ali, uma plataforma, uma empresa.Cris: Dá pra rodar o modelo no seu próprio computador, como o Cory Doctorow faz, mas aí é limitado e…Karen Hao: Exatamente, exige mais habilidade técnica. Mas, pra quem consegue instalar modelos de código aberto no próprio computador, eu incentivo 100%. Só que a gente também precisa de mais gente desenvolvendo interfaces bem fáceis pra esses modelos de código aberto, pra que qualquer pessoa consiga usar.A gente também precisa de mais gente desenvolvendo “bicicletas da IA”, de investidores e governos investindo mais nesse tipo de solução, e de talento — pesquisadores de IA, desenvolvedores e outras pessoas dispostas a sacrificar um pouco e abrir mão dos pacotes de remuneração enormes.Cris: Eu estava começando a achar que agora as empresas precisam ter menos lucro — e isso nunca vai acontecer.Karen Hao: Não, não é a empresa ter menos lucro. É o trabalhador topar abrir mão do pacote de milhões de dólares pra levar o talento dele pra outro lugar. Mais fácil, bem mais fácil. Eu converso com muito pesquisador de IA cansado da abordagem da indústria, porque ela é completamente sem criatividade intelectual.Eu conversei com pesquisadores que não passaram seis anos num doutorado em IA só pra ficar empurrando mais dados na máquina — pra eles, é o trabalho mais chato do mundo. E depois automatizar a programação, que era justamente o que eles gostavam de fazer. Converso com tanta gente que já não acha graça nenhuma nisso. Estão meio presos por “algemas de ouro”.E estão tentando descobrir, dentro de si, que carreira alternativa poderiam ter. Eu costumo incentivar esses pesquisadores a gastar o talento deles construindo um tipo diferente de empresa, que trabalhe com “bicicletas da IA”. E a gente já começa a ver cada vez mais desse talento indo por aí.E a gente precisa que todas as facetas da sociedade invistam num ecossistema muito mais robusto e rico de tecnologias de IA, capaz de substituir as que hoje dominam. Eu ainda tenho as cicatrizes das minhas próprias “algemas de ouro”, mas concordo plenamente.Cris: E as redes sociais são o exemplo — veja o que aconteceu com elas. Tem aquela frase famosa: as mentes mais brilhantes da minha geração passam o tempo fazendo as pessoas clicarem em anúncios. E ainda dizem: ah, isso pode ser o futuro. Pois é.Você contou a história do Quili.ai e isso me lembrou um dos primeiros criadores de conteúdo do Brasil, o Cid Não Salvo. Uns 10, 15 anos atrás, ele tuitou o seguinte: “Gente, eu disse pro meu pai que, sempre que ele precisar pesquisar alguma coisa na internet, é pra ir no Twitter.com e digitar a pergunta na caixa”. E olha que ele tinha milhões de seguidores.E, por uns bons dias, quase um mês, você entrava no Twitter do pai dele e via perguntas tipo “onde eu compro pizza?”. Era engraçadíssimo. No fim, ele contou pro pai — ou talvez não. Mas eu adoro essa ideia. Antes de a gente terminar: você já deve ter respondido isso mil vezes, mas vai continuar cobrindo IA? O que está na sua cabeça, o que vem por aí? Turnê mundial? O que vem pela frente?Karen Hao: Com certeza estou pensando em como continuar responsabilizando essas empresas. Estou envolvida em várias colaborações, com gente incrível, em diferentes projetos ligados a isso. O AI Resist List foi um deles. Também co-criei um programa chamado AI Spotlight Series, com o Pulitzer Center, uma organização jornalística sem fins lucrativos que financia jornalismo investigativo pelo mundo.É um programa que treina jornalistas do mundo inteiro a cobrir IA por uma lente de responsabilização. Até agora, já treinamos mais de 3 mil. E eu sigo pensando em como construir mais capacidade dentro do jornalismo, da sociedade civil, de outros contextos, pra mobilizar ainda mais essa organização de base — pra conter de verdade os impérios da IA e ajudar a desmantelá-los.Cris: Adorei o seu exemplo da moda. É possível, já foi feito. Ou até a indústria automotiva. Ou o grande exemplo que a gente não mencionou, e que o pessoal da OpenAI vive citando: o Projeto Manhattan, a energia nuclear.O mundo não acabou. Quando eu era criança lendo Asimov, achava que ia tudo acabar num fogo nuclear. Enfim — alguma última palavra, alguma mensagem, algum palpite pros jogos do Brasil na Copa, alguma coisa que você queira dizer antes da gente encerrar?Karen Hao: No fim das contas, o que eu espero que fique desta conversa e do livro é o seguinte: neste momento, o Vale do Silício está concebendo a IA como um projeto político. E a característica central desse projeto é tirar a autonomia de todo mundo — a autonomia de moldar de verdade o próprio futuro e o nosso futuro coletivo. Mas, no instante em que você reconhece que já tem uma autonomia significativa pra resistir, o império começa a desmoronar.Então espero que as pessoas encontrem a própria voz, a afirmem, conquistem o seu lugar à mesa e se conectem com os vizinhos, com a comunidade, com os colegas de trabalho, pra criar mais movimentos juntos.Cris: Que ótimo. Karen Hao, o seu livro é O Império da IA: Por dentro da corrida irresponsável pela dominação total. Obrigado por vir ao Brasil conversar com a gente. Foi um prazer.Karen Hao: Muito obrigada.Uma das primeiras perguntas que anotei quando comecei a pensar nessa conversa foi justamente a do final, a da ocupação de espaços. Porque, como eu disse, quando as redes sociais chegaram para ficar, muita gente falou “ah, não vou usar, é do mal” — e aí as pessoas ruins, vamos chamar assim, acabam ocupando esse espaço e falando o que bem entendem. A gente precisa aprender essa lição agora, no mundo da IA.Fora que vejo muita gente falando de IA sem nunca ter usado — ou que usou, sei lá, dois anos atrás, acha que continua tudo igual e já diz que não quer chegar perto.E por quê? Porque essa abordagem de ocupar espaços é o que eu e a Ana Freitas buscamos fazer no IA em Curso, nossa comunidade de letramento contínuo em IA. Foi, aliás, uma conversa que tive com a Karen antes da entrevista: ao mesmo tempo que a gente fala do impacto da IA no mundo, também precisa focar no que é prático, no que dá para fazer hoje com IA, sem vender sonho nem desastre. A analogia que usei foi a de que é que nem quando a gente fazia curso de Word e Excel — é o que eu faço agora que vai facilitar minha vida, me fazer ganhar tempo, botar a IA para me ajudar. Quem viu minha conversa com a Ana aqui no Boa Noite Internet, no fim de 2025, sabe do que estou falando. Se não viu, volta lá e confere.Desde que a gente lançou este episódio, o IA em Curso já passou de 400 pessoas. Tem muita gente colocando projetos pessoais incríveis na rua, tirando do papel aquela ideia que rondava a cabeça há um tempão. E a comunidade tem mentoria ao vivo, aula gravada, newsletter, banco de agentes, grupo de Telegram… que mais? O que não falta é jeito de passar para você o conhecimento sobre IA de que você precisa hoje, agora. Quero te dar a bússola para navegar nesse universo.Se esse é o tipo de abordagem que você quer ter com a IA, passa lá no iaemcurso.com.br e usa o cupom BNI2026 para ganhar 20% de desconto no plano anual. Mas corre, porque daqui a duas semanas vou apagar esse cupom — não é todo dia que a gente dá um desconto desses.É isso. Boa Noite Internet, temporada 2026 começando — como todo ano, com mudança, ideia, projeto. Ou, como diz minha citação preferida de todos os tempos: “vivemos uma fase de transição, como sempre”. Espero ver você por aqui e lá no IA em Curso.Obrigado pelo seu tempo e pela sua atenção. Até o próximo episódio. This is a public episode. If you'd like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit boanoiteinternet.com.br/subscribe
Ricardo Arioli comenta algumas das principais notícias da semana, ligadas ao Agro. A safra de Milho no Brasil será maior, mas margens dos produtores continuam apertadas. Primeiro navio de cargas movido a Etanol saiu de Santos rumo à China. Etanol 32% pode ajudar o Agro e a economia do Brasil. Só agora começam os testes para misturas maiores de Biodiesel.
Convidados: Embaixador Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) e Presidente da 9G Consultoria; Bruna Santos, diretora do Programa Brasil do Inter-American Dialogue, em Washington (EUA). O governo dos Estados Unidos oficializou que irá impor a sobretaxa de 25% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros a partir do dia 22 de julho. A decisão é resultado de uma investigação do Escritório do Representante de Comércio americano sobre supostas "práticas desleais" da economia brasileira – o relatório final cita desmatamento, proteção de propriedade intelectual, tratamento às big techs e até o PIX. Em uma manifestação pública, o secretário de Estado Marco Rubio criticou o presidente Lula e disse que faltou "boa-fé" ao governo brasileiro. O Palácio do Planalto classificou a medida como um marco "lastimável" na relação entre os países e ameaça acionar a Lei de Reciprocidade. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois especialistas em geopolítica e relações internacionais. Primeiro, a conversa é com o embaixador Roberto Azevêdo: ele conta os bastidores das negociações entre agentes brasileiros e americanos e analisa as regras de um comércio internacional baseado na força. Depois, Natuza fala com Bruna Santos, que comenta a deterioração das relações diplomáticas entre Brasil e EUA.
Chegamos no CineYur 40 e decidimos transformar dois diretores chamados Quentin num campeonato de filmografia.Quentin Tarantino vs Quentin Dupieux.O episódio inteiro funciona assim.Criamos 3 rounds.No primeiro, os filmes se enfrentam por ordem cronológica. Primeiro filme contra primeiro filme, segundo contra segundo e por aí vai. Então vira coisas como Reservoir Dogs vs Steak, Pulp Fiction vs Rubber, Jackie Brown vs Wrong.No segundo round, os filmes são comparados pela função dentro da carreira de cada diretor. O filme que consolidou a identidade do autor. O mais agressivo visualmente. O mais obcecado por identidade. O mais autoconsciente. O mais claustrofóbico.E em algum momento a gente percebeu que estava discutindo The Hateful Eight vs Yannick como se isso fosse completamente normal.No terceiro round a conversa vira quase uma discussão sobre o que realmente importa no cinema.Melhor filme absoluto. Melhor roteiro. Originalidade. Personagens. Técnica. Impacto. Reassistibilidade.Cada categoria vale ponto. Vitória vale um. Empate vale meio.Só que depois de um tempo o placar começa a importar menos que a diferença entre os dois diretores.O Tarantino parece alguém tentando transformar cinema em mito moderno.O Dupieux parece alguém tentando descobrir até onde ainda dá pra brincar com um filme.E talvez o episódio tenha acabado ficando exatamente sobre isso.
Nove países concentraram 52,4% de todos os menores "dose zero", que não possuem nenhuma imunização contra doenças; Relatório da OMS e do Unicef mostram que ano passado 116 milhões de crianças receberam pelo menos a primeira dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche em todo o mundo.
Roteirista especializada em longas-metragens e séries de ficção, Thais Tavares atua no mercado audiovisual desde 2016. Com especial interesse por estrutura de roteiro e construção de personagens, debruça-se sobre a psicanálise e, atualmente, cursa a pós-graduação “Psicanálise e Análise do Contemporâneo”, da PUC. Dentre seus trabalhos, destacam-se as séries “Ângela Diniz – Assassinada e Condenada”, … Continue lendo "Primeiro Tratamento – Thais Tavares – # 380"
Primeiro as coisas sem importância. Montenegro, o amuleto, segundo Hugo Soares, atravessou o Atlântico seis vezes; se a ideia era trazer a taça, a travessia foi em vão: o Mundial de futebol acabou para a selecção e a selecção acabou para Martinez. Mas Ronaldo continua até querer, já disse o novo seleccionador. Um pouco mais importante é o facto de em Almada, com o Tejo ali ao lado, não haver água nas torneiras. Maior importância ainda deve atribuir-se a à tentativa de adivinhar qual a próxima justificação do ministro da educação para a confusão na correcção dos exames do secundário. Nesta semana escangalhada, até a frágil paz no estreito de Ormuz foi por água abaixo. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Convidadas: Carla Boin, advogada de família, professora da USP e presidente da Comissão de Justiça Restaurativa da OAB-SP, e Mariene Ramos, pesquisadora da Escola Nacional de Administração Pública (Enap). Cerca de 11 milhões de mulheres criam sozinhas seus filhos e filhas no Brasil. A lei determina que os genitores dessas crianças e adolescentes têm responsabilidades afetivas e financeiras, mas essa não é a realidade em muitos casos: 1,7 milhão de crianças sequer têm o nome do pai nas certidões de nascimento e há mais de 600 mil processos de pensão alimentícia em andamento no país. Nessa semana, o Congresso Nacional aprovou um projeto de lei que pode reduzir a inadimplência nos pagamentos a partir de um mecanismo de cobrança automática: o Pix Pensão Alimentícia, que agora aguarda a sanção do presidente Lula. Neste episódio, Natuza Nery entrevista duas mulheres que estudam esta pauta. Primeiro, ela conversa com a advogada Carla Boin sobre o que diz a legislação a respeito do direito à pensão alimentícia e sobre o que muda com a nova lei. Depois, a pesquisadora Mariene Ramos detalha sua pesquisa sobre o universo das mães solo no Brasil.
Chame a Laila e descubra como eu posso te ajudar: https://bit.ly/laila-otrabalhodevolveSe você tivesse 15 minutos por dia, o que mudaria na sua vida?
Convidados: Carlos Nobre, climatologista e cientista sênior da USP, ele integrou o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC) que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2007; e Lincoln Muniz Alves, coordenador-geral do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, pesquisador do INPE e autor-líder do IPCC. Os sinais já são assustadores: uma onda de calor sem precedentes na Europa e as temperaturas mais altas já registradas nos oceanos. O alerta é de que isso pode ser apenas o início dos impactos que o El Niño terá ao redor do planeta – a Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA estima que o fenômeno climático tem 68% de probabilidade de ser “muito forte” e climatologistas afirmam que este pode ser o mais poderoso dos últimos 140 anos. No Brasil, o fenômeno deve provocar mais chuvas na região Sul e estiagem nas regiões Norte e Nordeste, além de aumentar a temperatura em praticamente todo o território, principalmente entre novembro e janeiro. O Governo Federal anunciou um pacote de quase R$ 10 bilhões e um sistema nacional de alerta para lidar com as áreas mais vulneráveis. Eventos climáticos extremos são cíclicos, mas os cientistas alertam que eles estão ocorrendo com mais frequência e com mais potência. E o motivo disso são as mudanças climáticas provocadas pela ação humana. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois especialistas em clima. Primeiro, ela conversa com Carlos Nobre sobre o momento que o planeta vive no que diz respeito às mudanças climáticas. Nobre aponta quem são os responsáveis para enfrentar o desafio climático e o que pode ser feito. Depois, participa o pesquisador do INPE Lincoln Alves, que detalha de que modo o El Niño vai atingir o território brasileiro.
Convidados: Pedro Pannunzio, repórter correspondente na Venezuela, e Paulo Velasco, professor de relações internacionais da UERJ. Uma semana depois dos terremotos que devastaram a região norte da Venezuela, o que sobrou é uma tragédia humanitária de grandes proporções: a contagem oficial tem cerca de 2 mil mortes e 10 mil feridos, e a ONU estima aproximadamente 50 mil pessoas desaparecidas. Foram dois tremores de terra de 7,2 e 7,5 na escala Richter que, num intervalo de 39 segundos, levaram ao chão dezenas de milhares de construções. A dimensão real do desastre ainda está longe de ser conhecida: a ONU calcula que mais de 6 milhões de pessoas podem ter sido afetadas e já anunciou o envio de 10 mil sacos mortuários para acomodar os corpos. Equipes de buscas fazem de tudo para tentar resgatar as vítimas ainda com vida, um trabalho que conta com a ajuda internacional de diversos países – entre eles o Brasil. Neste episódio, Natuza Nery conversa com dois entrevistados. Primeiro, ela fala com o jornalista Pedro Pannunzio, que mora em Caracas e está fazendo a cobertura da tragédia. Pedro conta o que tem visto nas ruas, relata o trabalho de buscas e resgates e se emociona com as histórias que ouviu. Natuza entrevista também o analista Paulo Velasco sobre as crises institucionais da Venezuela na política e na economia.
Eduardo Tironi, Arnaldo Ribeiro, Juca Kfouri, José Trajano, Casagrande, Danilo Lavieri e PVC analisam a vitória da seleção brasileira sobre a Escócia com outra grande atuação de Vini Jr e a volta de Neymar a campo para se garantir em primeiro lugar do grupo
Convidados: Danilo Alves, editor da GloboNews Internacional e enviado especial para a cobertura das eleições no Peru e na Colômbia; e Maurício Santoro, doutor em Ciência Política pelo Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro) e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha do Brasil. Os resultados ainda não são oficiais, mas as apurações dos votos na Colômbia e no Peru indicam que os dois países elegeram presidentes de direita. A eleição peruana foi realizada em 7 de junho e está com 99,7% dos votos contabilizados: Keiko Fujimori tem cerca de 40 mil votos de vantagem sobre o candidato de esquerda, Roberto Sánchez. Keiko é filha de Alberto Fujimori, ditador peruano que governou o país entre 1990 e 2000 e que foi condenado por corrupção e crimes contra a humanidade. Na Colômbia, os eleitores foram às urnas neste domingo (21) e elegeram o empresário Abelardo de la Espriella, de acordo com a contagem preliminar: são menos de 250 mil votos sobre Iván Cepeda, senador e candidato que tem o apoio do atual presidente Gustavo Petro. Abelardo fez campanha baseado nos discursos "anti-establishment" e “linha-dura” contra o crime, inspirado no presidente de El Salvador Nayib Bukele. O resultado nas urnas reforça a tendência das últimas eleições sul-americanas, que elegeram candidatos do campo conservador. Neste episódio, Natuza Nery tem dois convidados. Primeiro, ela fala com Danilo Alves, correspondente da GloboNews que foi a Lima e está em Bogotá, sobre o resultado das eleições. Depois, Natuza entrevista o cientista político Maurício Santoro sobre o movimento de direita que se forma no continente e a influência de Donald Trump nesse processo histórico.
Convidados: Benazira Djoco, empresária e refugiada de Guiné-Bissau; Silvia Caironi, fundadora e presidente da ONG Aventura de Construir; e Paulo Illes, fundador do Fórum Social Mundial de Migrações, ex-coordenador de política migratória do Ministério da Justiça e Segurança Pública e presidente da ONG Sem Fronteiras. Num momento em que parte do mundo ergue barreiras contra o fluxo migratório, a Copa do Mundo está mostrando que nações se constroem com pluralidade. Algumas das seleções mais fortes do Mundial são formadas a partir da imigração: na França, 20 dos 26 jogadores são filhos de pessoas que não nasceram no país; na Holanda, metade; na Inglaterra e na Alemanha, um terço; no Canadá, são mais de 70%. O acolhimento a quem vem de fora mostra resultados nos campos, mas gera ainda mais impactos positivos na sociedade e até na economia: 5% da força de trabalho global, hoje, vem de trabalhadores que migram. No Brasil, a maioria dos imigrantes e refugiados encontra oportunidades no empreendedorismo: 70% seguem este caminho e, dentro deste universo, quase metade já tem empresas que geram mais empregos. Neste episódio, Natuza Nery entrevista dois profissionais que trabalham diretamente com migrantes e refugiados. Primeiro, Silvia Caironi explica por que eles encontram um caminho sólido no empreendedorismo. Depois, Paulo Illes analisa os fluxos globais de migração e diz o que o Brasil pode fazer para aproveitar o potencial dessas pessoas. Participa também a refugiada Benazira Djoco, empresária que veio de Guiné-Bissau para o Brasil aos 16 anos.